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re v is ta jack o’NeIll O grande mito do surfe

leia tambĂŠm a mit no tablet


O BTG Pactual agradece aos investidores por elegerem sua equipe de Research e Distribuição a melhor no Brasil e na América Latina (2014 Institutional Investor magazine survey)


#1 em Research na América Latina (Resultados Ponderados)

#1 em Sales na América Latina #1 em Trading na América Latina #1 em Research no Brasil #1 em Sales no Brasil #1 em Trading no Brasil

BRASIL | CHILE | COLÔMBIA | PERU | MÉXICO | NOVA IORQUE | LONDRES | HONG KONG


editorial

Na terra oU No Mar, o BoM É Ser 4x4

A

s páginas estavam reservadas. Não que houvesse uma certeza arrogante da vitória. Mas a confiança era muito grande. O Mitsubishi ASX Racing estava redondo, afiado. Havia passado por testes intensos com a dupla Guilherme Spinelli-Youssef Haddad. Encerrados os 2.300 quilômetros e as sete etapas

entre Goiânia (GO) e Belo Horizonte (MG), nossas esperanças se confirmaram. Pela 11ª vez, a Mitsubishi subiu ao lugar mais alto do pódio no Rally dos Sertões 2014. Foi uma vitória da organização, do talento e da qualidade da empresa que faz de suas conquistas nas pistas um laboratório de tecnologia para seus carros de passeio. A cada triunfo nas competições, quem sai ganhando é você, cliente da marca dos três diamantes. Além da conquista do ASX na classificação geral, fomos campeões em outras três categorias. Vencemos também no mar, mais especificamente na 41ª Semana de Vela de Ilhabela. As águas do litoral norte de São Paulo viram a tripulação do veleiro Pajero brilhar de maneira incontestável contra equipes formadas por diversos competidores e até medalhistas olímpicos do iatismo, como Torben Grael. Nesta edição você vai conhecer também uma verdadeira lenda viva do surfe: Jack O’Neill. Sem ele, o inventor da roupa de neoprene, o esporte estaria até hoje restrito ao calor das águas tropicais. Aos 91 anos, Jack nos recebeu em sua casa em Santa Cruz, Califórnia, onde rememorou sua vida, os obstáculos que enfrentou, e falou do futuro – a O’Neill Foundation, criada por ele para ensinar às crianças a importância de preservar os oceanos. Leia ainda, por falar nisso, sobre o lançamento no Brasil do Pajero TR4 O’Neill. Trata-se de uma série especial da Mitsubishi em parceria com a empresa californiana, desenvolvida para quem curte esportes aquáticos – como a chef Renata Vanzetto, criada em Ilhabela e perfilada neste número. Voltando do mar à terra, acompanhe a expedição formada pelos felizes ganhadores do sorteio em comemoração aos dez anos do Mitsubishi Outdoor – que se deliciaram no explora Patagônia, no Chile. E as aventuras dos integrantes da Nação 4x4 que percorreram mais de 2 mil quilômetros pelas províncias argentinas de Mendoza e Tucumán. f e r n a n d o d i r e t o r

4

[Mitrevista] setembro 2014

p a i v a

e d i t o r i a l


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sumário

ricardo leizer

86

46

64

74

momentos mágicos

forever young

peixe 4x4

A cordilheira dos Andes, o deserto por onde

Com a assinatura de Jack O’Neill, Mitsubishi

Veleiro Pajero vence uma das mais

passa o Rally Dakar e o verdadeiro parque

lança série especial do Pajero TR4

disputadas edições da Semana de Vela

dos dinossauros estiveram no caminho da Expedição Mitsubishi pelo norte da Argentina

56

8

68

de Ilhabela, no litoral norte de São Paulo

simplicidade à la carte

86

Com apenas 25 anos, misturando

salto para a vitória!

jack o’neill

talento, criatividade e paixão por praia,

Equipe Mitsubishi Petrobras vence

Ele inventou a roupa de neoprene

a chef Renata Vanzetto busca na

o Rally dos Sertões. Marca dos três

e com ela o surfe deixou os trópicos,

infância em Ilhabela a inspiração para

diamantes leva quatro das cinco

se espalhando mundo afora

suas criações

categorias da prova

[Mitrevista] setembro 2014

foto de capa: tuca reinés


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R E V I S T A Publicação trimestral da Custom Editora Ltda. Sob licença da MMC Automotores do Brasil S.A. CONSELHO EDITORIAL André Cheron, Carolina Barretto, Fernando Julianelli, Fernando Paiva, Humberto Fernandez e Patrícia de Azevedo Poli REDAÇÃO Diretor Editorial Fernando Paiva fernandopaiva@customeditora.com.br Redator-chefe Henrique Skujis henriqueskujis@customeditora.com.br Repórter Juliana Amato julianaamato@customeditora.com.br Estagiário Raphael Alves raphaelalves@customeditora.com.br ARTE Diretor Ken Tanaka kentanaka@customeditora.com.br Editora Karen Yuen karenyuen@customeditora.com.br Assistente Guilherme Freitas guilhermefreitas@customeditora.com.br Prepress Roberto Quevedo robertoquevedo@customeditora.com.br Projeto Gráfico Alessandro Meiguins e Mariana Henriques PRODUÇÃO EXECUTIVA E PESQUISA DE IMAGENS Rita Selke ritaselke@customeditora.com.br COLABORARAM NESTE NÚMERO Texto Alessandra Lariu, Emilio Fraia, Marcello Borges, Patricia Broggi, Pedro Henrique Araújo, Renato Góes, Ronaldo Bressane, Walterson Sardenberg So Fotografia Adriano Carrapato, Black Ballon, Cadu Rolim, Caprocat, Columbia TriStar (Getty Images), David Santos JR, Gabriel Barbosa, Gustavo Epifanio, John Kobal Foundation (Getty Images), Jonne Roriz, Marcelo Machado, Marcos Mendez (SailStation.com), Pablo Vaz (SectorOne), Paulo Fridman, Renato Parada, Ricardo Leizer, Sidney Bloch, Tom Papp, Tuca Reinés, Victor Eleuterio, Whare Kea Logde Vídeo Atrás da Moita Filmes Ilustração Pedro Hamdan Infografia Paulo Nilson Produção Adriana Tanaka Revisão Goretti Tenorio

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PUBLICIDADE E COMERCIAL Diretor André Cheron andrecheron@customeditora.com.br Gerentes de Publicidade e Novos Negócios Marco Taconi marcotaconi@customeditora.com.br Oswaldo Otero Lara Filho (Buga) oswaldolara@customeditora.com.br Gerente de Negócios Fernando Bonfá fernandobonfa@customeditora.com.br REPRESENTANTES BBI Publicidade Interior de São Paulo Tel. (11) 95302-5833 Tel. (16) 98110-1320 GRP - Grupo de Representação Publicitária PR – Tel. (41) 3023-8238 SC/RS – Tel. (41) 3026-7451 Media Opportunities Comunicação Ltda. DF – Tel. (61) 3447-4400 MG – Tel. (31) 2551-1308 RJ – Tel. (21) 3072-1034

DEPARTAMENTO FINANCEIRO-ADMINISTRATIVO Gerente Andrea Barbulescu andreabarbulescu@customeditora.com.br Assistente Alessandro Ceron alessandroceron@customeditora.com.br Analista Financeira Carina Rodarte carina@customeditora.com.br Impressão e acabamento Log&Print Gráfica e Logística S.A. Tiragem 108.300 exemplares Auditado por

Custom Editora Ltda.

Av. Nove de Julho, 5.593 - 90 andar - Jd. Paulista São Paulo (SP) - CEP 01407-200 Tel. (11) 3708-9702 E-mail: mit.revista@customeditora.com.br ATENDIMENTO AO LEITOR atendimentoaoleitor@customeditora.com.br ou tel. (11) 3708-9702 MUDANÇA DE ENDEREÇO DO LEITOR Em caso de mudança de endereço, para receber sua MIT Revista regularmente, mande um e-mail com nome, novo endereço, CPF e número do chassi do veículo

[Mitrevista] setembro 2014


renato parada

colaboradores

16

Formado em arquitetura e urbanismo,

Nascido em São Paulo em 1982, Emilio Fraia

Engenheiro que queria ter sido músico e se

o paulistano Tuca Reinés começou a

é editor, jornalista e escritor. Autor da graphic

tornou fotógrafo, Paulo Fridman morou

fotografar nos anos 1970. Seu trabalho pode

novel Campo em Branco e do romance O Verão

em Nova York e estudou no International

ser visto em museus, fundações, revistas e

do Chibo, foi um dos 20 melhores jovens

Center of Photography e na School of

em diversos livros – um deles, sobre o hotel

escritores brasileiros eleitos pela revista

Visual Arts. Fotografou mais de 350 capas

Emiliano, premiado com um Leão de Ouro em

britânica Granta. Trabalhou como repórter das

de publicações como Time, The New York

Cannes. Nesta edição Tuca foi a Santa Cruz, na

revistas Trip e Piauí e foi editor de literatura

Times e Forbes. Atua também na fotografia

Califórnia, para retratar Jack O’Neill, nossa capa.

da Cosac Naify. Aqui, escreveu o perfil da chef

publicitária e corporativa. Teve trabalhos

“Foi especial vê-lo com sua caneca de chá

Renata Vanzetto. “Gostei muito de conhecer a

expostos no Masp, na Pinacoteca (SP) e na

diante daquele mar que marcou e transformou

trajetória dela, principalmente a maneira como

The Photographers Gallery (Londres). Nesta

sua vida”, disse. “Nunca me esquecerei.”

ela se relaciona com sua vida em Ilhabela.”

edição, clicou a chef Renata Vanzetto.

Apreciador de relógios desde a juventude,

Patricia Broggi, nossa colunista de beleza

O jornalista paulistano Renato Góes acaba

o paulistano Marcello Borges foi um dos

na seção Porta-Luvas, começou como

de fazer sua terceira cobertura do Rally dos

fundadores, em 1998, da revista Pulso, com

jornalista em uma revista de motos. Pilotava e

Sertões – confira nesta edição seu texto sobre

a qual colabora atualmente como consultor

até acompanhava corridas. “Quando achei que

mais uma vitória da Mitsubishi na prova. Sósia

editorial. Enófilo, é professor de conhaque e de

viveria com graxa nas mãos, a vida deu uma

de Chico Science, Renato é figura constante

charutos na Associação Brasileira de Sommeliers,

virada: fui parar em uma publicação feminina

nas competições da Nação 4x4, como a Mitsu-

coordenando ali o curso de marketing do vinho. É

e depois na revista Capricho.” Desde então,

bishi Cup e a Lancer Cup. Guia de turismo, divide

também autor de diversos textos sobre bebidas,

escreveu sobre jovens, casamento, artesanato

o tempo entre reportagens e a Urban Bike SP,

relógios e o universo do alto luxo para várias

e finanças (para filhos). No momento, finaliza

empresa de cicloturismo da qual é proprietário e

publicações brasileiras e estrangeiras.

um livro sobre felinos brasileiros.

que organiza passeios de bicicleta pela cidade.

[Mitrevista] setembro 2014


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o chão sob nossos pés {por Walterson Sardenberg So}

terra

DIvUlgação

o palazzo de coppola

EM bAsILIcATA, no suL DA ITáLIA, o cInEAsTA MonTou uM hoTEL pARA pouquíssIMos

F

rancis Ford coppola foi o godfather dos cineastas independen-

mobiliário contemporâneo. cada um dos nove aposentos tem seu

tes americanos até 1982, quando quebrou a cara ao bancar

próprio décor. o Francis’s Room era a suíte do cineasta, assim como o

e dirigir O Fundo do Coração. Fracasso de bilheteria, o filme

sofias´s Room, a de sua filha — que, por sinal, se casou no palazzo, com

esgotou a paciência da crítica — e as reservas pecuniárias do

o roqueiro Thomas Mars, da banda phoenix.

produtor. coppola só conseguiu livrar-se das dívidas oito anos depois,

Embora some somente 12 mil moradores, bernalda é uma pre-

com o estrondoso sucesso da última fita da trilogia O Poderoso Chefão.

ciosidade, com ruínas da Magna Grécia, de mais de 2.700 anos. nos

Escaldado, pôs as barbas de molho e diversificou os negócios. Expandiu

arredores, lá estão a cidade barroca de Martina Franca e a vila medieval

sua vinícola da califórnia (leia texto na página 42) e, três anos mais

de craco. Dá para fazer esses passeios de bicicleta. Tem mais: as praias,

tarde, começou a montar resorts de luxo, com poucas suítes, mas muito

de cara para o azul-cobalto do mar Jônico, ficam a apenas 20 minutos.

espaço. Foi assim em belize, na Guatemala e até na Argentina — ele tem

claro que vale destinar um bom tempo para aproveitar a piscina, o bar e,

um hotel-boutique em buenos Aires, o Jardin Escondido.

em especial, o restaurante do palazzo Margherita. De noite, recomenda-

Ao adquirir, no ano de 2004, o palazzo Margherita em bernalda, na

-se curtir o cinema montado por coppola, em ambiente aristocrático,

região da basilicata, no sul da Itália, pensou, antes de tudo, em uma

influenciado pelos filmes de Luchino Visconti. À disposição do hóspede,

casa de férias. Tinha motivos afetivos para isso. bernalda é a cidade de

uma lista dos 300 longa-metragens que o cineasta considera os melho-

seu avô Agostino. Além disso, o casarão estava bem preservado, com

res da história do cinema.

mármores e afrescos ainda dos idos da inauguração, em 1872. coppola acabou mudando de ideia. “percebi que deveria estender a propriedade e o vilarejo a outros hóspedes”, diz. por fim, chamou o arquiteto superb Jacques Grange para cuidar da restauração e da decoração, feita com 20

[Mitrevista] setembro 2014

Serviço Palazzo Margherita – Corso Umberto, 64, Bernalda, Província de Matera, Basilicata, Itália, tel. (39 0835) 54-9060, www.coppolaresorts.com/ palazzomargherita. Diárias para casal em torno de 2 mil euros.


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a essência da vida no planeta {por Walterson Sardenberg So}

agua ´

antes de tudo, um forte

eM MaioRca, vale a pena conheceR o hotel cap Rocat, instalado nUMa FoRtaleza do sécUlo 19

o

governo da espanha teve uma ideia e tanto para preservar o

como pontes móveis e trincheiras. Recorreu aos antigos depósitos de

patrimônio histórico: transformar prédios centenários — como

munição para criar os 24 luxuosos quartos e suítes, ligados uns aos ou-

mosteiros e mansões da aristocracia — em hotéis de primeira

tros por uma série de rampas. no pátio interno, colocou quadras de tênis

linha. são os paradores. agindo dessa maneira, não só conser-

e uma espetacular piscina de borda infinita. Bolou, também, uma ligação

va as construções como reforça o cofre. a iniciativa foi tão bem-sucedida

direta com o mar, onde o hóspede veleja, mergulha ou apenas nada nos

que inspirou o dito capital privado. assim nasceu o incomparável hotel

arredores da ilha, na qual, diga-se, nasceu o tenista Rafael nadal, atual

cap Rocat, em Maiorca, uma das quatro ilhas Baleares — as outras são

número 1 do mundo.

Menorca, ibiza e Formentera. não há outro do gênero. o cap Rocat está instalado em uma fortaleza

a localização do forte foi engenhosa para a guerra. hoje, é estratégica para o hedonismo. cap Rocat está encarapitado em uma região de

militar, erguida em uma encosta no final do século 19 para conter a

preservação da natureza — chamada pelos espanhóis de Área natural

esquadra dos estados Unidos, depois de a espanha declarar guerra ao

de especial interés. isso quer dizer que os incansáveis baladeiros da ilha

país por culpá-lo de intervenção na independência de cuba. o forte, no

vizinha de ibiza, com sua ruidosa música eletrônica, não têm nenhum

entanto, jamais foi usado para esse fim, e chegou incólume aos nossos

interesse especial pelo hotel. Mas quem aprecia agitação não precisa

dias. ainda assim, as espartanas acomodações da Marinha espanhola de

reclamar. palma de Maiorca, a maior cidade da ilha, está a apenas 20

100 anos atrás não condiziam, claro, com um hotel de estirpe. por isso,

minutos de carro.

foi convocado um arquiteto local que havia desenhado as mansões de Michael douglas e claudia schiffer na ilha. seu nome: antonio obrador. Fazendo jus ao batismo, realizou um trabalho competente.

CaPROCaT

obrador não adulterou as características principais da construção —

Serviço Cap Rocat – Carretera d’Enderrocat, Cala Blava, Mallorca, tel. (34-971) 747-878, www.caprocat.com. Diárias para casal a 450 euros. Por causa da localização, o hotel não aceita hóspedes com menos de 15 anos.

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[Mitrevista] setembro 2014


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o mundo visto do alto {por Walterson Sardenberg So}

ar

WhareKealogde

Poeira de estrelas

NA NOvA ZELâNDIA, vASCULHAR O CÉU COM UM TELESCóPIO É APENAS UMA DAS AvENTURAS DO WHARE KEA LODgE

A

Nova Zelândia foi a última porção significativa de terras

O resort tem apenas seis suítes. Isso significa acolher no máximo

ocupada pelo homem branco, com a Revolução Industrial

12 hóspedes que, além de observar o cosmos, sobrevoam glaciares,

já em pleno vapor. O país tem duas manias: velejar e criar

pescam trutas, cavalgam, velejam, descem cachoeiras em caiaques,

ovelhas. Uma terceira é a criação de pequenos hotéis, ex-

esquiam e percorrem estupendas trilhas de mountain bike. Tudo na

clusivos, salpicados em lugares improváveis. Assim pode ser descrito o

esplendorosa região que serviu de locação para várias sequências da

Whare Kea Lodge. O nome significa, no idioma dos maoris — habitantes

série de filmes O Senhor dos Anéis.

originais do arquipélago do Pacífico Sul —, “a terra dos keas”, sendo os

De noite, exauridos e felizes, os hóspedes apreciam um excelente

keas algo ainda mais improvável: um papagaio de grandes altitudes.

Pinot Noir à beira da lareira. É o mote para o jantar preparado pelo chef

O hotel é tão exclusivo que a maioria dos hóspedes chega de

britânico James Stapley. Trata-se de um craque que trabalhou no Hilton

helicóptero. Eis a maneira mais sensata. Do contrário, passa-se por

e no Selfridges, em Londres, antes de se recolher a esse fim de mundo.

um périplo de transportes um tanto cansativo para quem está de

Sua culinária tem um adorável toque asiático. Inaugurado em 1996,

férias. Construído a 1.737 metros de altitude ao lado do cristalino lago

o Whare Kea foi guindado, seis anos mais tarde, à associação Relais &

Wanaka — o quarto maior da Nova Zelândia —, cercado por picos de

Châteaux, que certifica os melhores pequenos hotéis do planeta. É,

neve eterna, o Whare Kea era, na origem, a casa de campo de um casal

sem dúvida, o caso do Whare.

de australianos, Martyn e Louise Myer. Ele, um astrônomo amador com cacife de profissional. Por isso, montou no local um observatório com um telescópio poderoso. Dali se enxergam até distantes nebulosas, compostas por poeira de estrelas. Poético, claro. 24

[Mitrevista] setembro 2014

Serviço Whare Kea lodge – mount aspiring road, Wanaka, tel. (00 643) 443-1400, www.wharekealodge.com. diárias para casal a cerca de us$ 1.200, com café da manhã e uma refeição.


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a bagagem do aventureiro {por Marcello Borges}

em tempo de velocidade

das corridas de cavalo às competições automobilísticas, uma lista de cronógrafos clássicos para enfeitar o seu pulso

o

primeiro cronógrafo comercial foi produzido em 1821 por

extras. não é. cronômetro é o nome de um relógio mais preciso do

Mathieu Rieussec a pedido do rei luís 18, da frança,

que os modelos normais. cronógrafo é o que pode medir intervalos de

que queria saber quanto durava cada corrida de cavalos

tempo, como a largada e a chegada de um cavalo numa pista. muitos

no arrondissement de la seine. ponha nele um botão de

aficionados de corridas de carros se valem dos cronógrafos para

reset e você tem o cronógrafo, praticamente em sua funcionalidade

saber quem está com o melhor tempo numa volta. fizemos uma lista

moderna. como os nomes confundem, cronômetro e cronógrafo,

com os melhores relógios associados a pilotos, corridas e velocidade

muita gente acha que o primeiro é que tem aqueles dois botões

em geral. divirta-se!

universal pictures

Paul Newman (no cockpit) popularizou o Daytona com o filme 500 Milhas, em 1969

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[Mitrevista] setembro 2014


ebeRhaRD tazio nuvolaRi Um dos maiores pilotos de todos os tempos, tazio nuvolari estreou nas motos em 1920, com 28 anos, vencendo em Monza apesar de estar com as duas pernas quebradas e engessadas. Foi duas vezes vencedor nas Mille Miglia e na Targa Florio, além de ganhar três vezes o Grande Prêmio da Itália e outros. Para homenageá-lo, a Eberhard criou em 1992 o modelo que leva seu nome. Uma de suas peculiaridades é que o taquímetro gravado no aro dá a média de velocidade em milhas, e não em quilômetros por hora, mais comum. A versão Grande Taille, como o nome indica, tem caixa de aço de 43 mm de diâmetro (resistente a até 30 metros de profundidade) e mecanismo automático. No mostrador preto, as iniciais TN do piloto e os contadores do cronógrafo. Os botões são quadrados, e a pulseira de couro de crocodilo castanho vem com fecho de aço. wikimedia commons

Rolex Daytona Criado em 1963, ele não foi muito procurado porque o público gostava dos Rolex automáticos, e este era de corda manual. Ganhou fama porque Paul newman o usou num filme de 1969, Winning (500 Milhas), sobre corridas da Fórmula Indy, aparecendo com ele nas capas de revistas. Mas atenção: nem todos os Daytona são Paul Newman. O que os faz raros – e caros nos leilões – é o mostrador contrastando a parte externa com a parte central. Hoje, os Daytona têm movimento Rolex, são maiores e têm os botões do cronógrafo rosqueados, o que os torna à prova d’água. E, enquanto o Daytona original pegava poeira nas prateleiras dos revendedores, o atual tem fila de espera.

Daytona: versão atual de ouro (esquerda) e o modelo original (acima)

[Mitrevista] setembro 2014

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TAG Heuer CArrerA Poucas marcas têm seu nome tão associado a corridas e a cronógrafos quanto a TAG Heuer. Com uma parceria iniciada com a McLaren em 1985, a primeira entre uma marca de relógios e uma equipe de Fórmula 1, a relação entre a grife e as pistas se consolidou. Mas bem antes disso, em 1963, Jack Heuer criou um modelo em homenagem à Carrera Panamericana, competição realizada entre 1950 e 1954. O Carrera original era simples, com corda manual; em 1969, ganhou movimento automático, o primeiro cronógrafo com esse tipo de mecanismo. Em 1996, o nome Carrera voltou ao cenário com o lançamento do TAG Heuer Carrera Chronograph, um dos modelos mais vendidos pela empresa. Na minha lista de favoritos, incluo o Carrera 43 mm, visual bem esportivo e bracelete de aço, mesmo material da caixa.

fotos dos relógios: divulgação

reprodução

Calibre 1887, com caixa de

TAG Heuer MonACo Dificilmente um aficionado de Fórmula 1 vai discordar se eu disser que o Grande Prêmio de Mônaco é o mais charmoso, e um dos mais difíceis, de todo o circuito de corridas. E Steve McQueen, que incorporou um piloto no filme Le Mans, de 1971, tornou o Heuer Monaco legendário. Com a coroa de corda do lado esquerdo e botões do cronógrafo do lado direito, facilitava o manuseio. O mostrador tinha um tom azul elegante, contrastando com os ponteiros com detalhes vermelhos. A pulseira furada era o apogeu da esportividade. Em 2012, o Monaco usado por Steve McQueen no filme foi leiloado pela bagatela de US$ 799,5 mil. Hoje, o TAG Heuer Monaco tem a coroa de corda à direita, mas a marca ainda faz uma versão em edição limitada com a disposição original, inclusive com janela de data na posição 6 horas. Cool. reprodução

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[Mitrevista] setembro 2014

paramount home entertainment


CHOpARd MiLLE MigLiA Realizada em 24 edições entre 1927 e 1957 (13 antes da Segunda Guerra Mundial e 11 depois), a Mille Miglia foi a corrida que fez a fama de carros esportivos Gran Turismo – GT para os íntimos –, como Alfa Romeo, Maserati, Ferrari, Porsche e outros. Renasceu em 1977 como prova de regularidade para carros clássicos e antigos, produzidos até 1957, que tenham participado das corridas originais. Como patrocinadora do evento desde 1988, a Chopard criou o relógio, que é remodelado todos os anos. Com um taquímetro (que ajuda a saber a média de velocidade) e detalhes em vermelho, verde e branco (cores da bandeira da Itália), o Mille Miglia deste ano tem bela caixa de ouro rosa, numa edição limitada a 2014 exemplares: a tiragem sempre equivale ao ano de produção de cada modelo. Ah: o

wikimedia commons

mecanismo tem certificado de precisão.

HUBLOT AYRTON SENNA A Hublot homenageia o brasileiro desde 2007, quando lançou o primeiro Big Bang Senna, com caixa de cerâmica de 44,5 mm de diâmetro. Em 2009 foi apresentado em Tóquio o Big Bang Senna Foudroyante, modelo com tiragem limitada a 500 exemplares. A exemplo do anterior, ele exibia as cores do Brasil. No ano seguinte, para celebrar os 50 anos de nascimento do piloto, o King Power Ayrton Senna fez sua aparição no Grande Prêmio de São Paulo, com caixa de fibra de carbono. Em 2013, a Hublot lançou o MP-06 Senna (foto) em três versões (para lembrar os três títulos do piloto), com tiragem de 41 exemplares cada (41 vitórias em corridas), com caixas em King Gold, titânio e titânio preto no formato barrilete. Os relógios são dotados de mecanismo turbilhão e de reserva de corda para até 120 horas. A pulseira de couro, com perfurações, permite ver o fundo amarelo, verde ou vermelho, dependendo da versão. Todos os modelos vêm numa caixa especial, acompanhada de uma miniatura do capacete do homenageado. creative commons/instituto ayrton senna [Mitrevista] setembro 2014

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painel fotos: divulgação

objetos do desejo com alta tecnologia {por Alessandra Lariu, de nova York}

É mágica?

quatro gadgets que parecem tirados da cartola

trAnsforMAção eLétricA colocado na roda traseira da bicicleta, este pequeno motor de 250 watts a transforma em um modelo elétrico. o Flykly pesa apenas 3 quilos, é recarregável, leva a magrela aos 25 km/h, tem uma autonomia de 40 quilômetros e é vendido em três cores. www.flykly.com/smart-wheel

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[MitrevistA] setembro 2014

iMpressorA de boLso ela é um pouco maior que um celular, pesa 212 gramas e, sem tinta, imprime instantaneamente fotos no tamanho 5 x 7,5 centímetros. É só selecionar a imagem desejada e transmitir via bluetooth. www.lg.com/us/ cell-phone-accessories/lgPD233-pocket-photo


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porta-luvas

BelezA SemPRe AO AlCAnCe dAS mãOS {por Patrícia Broggi}

fotos: divulgação

Plugged

de lOndReS, Onde VIVe, vic cEridono, edItORA de BelezA dA Vogue e AUtORA dO BlOG Dia De BeautÉ, mAndA SUAS dICAS de BelezA

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2

1. Saquê no roSto Para manter a pele jovem, Vic descobriu a máscara da SK-II, Facial treatment Essence, (www.sk-ii.com), da P&G. O produto, extraído durante a fermentação do saquê, ainda não é vendido no Brasil. US$ 155 2. Por um Fio Um produto que Vic nunca deixa de usar para tratar as pontas dos cabelos é o tradicional óleo de argan: moroccanoil treatment (SAC 0800 8889091). R$ 14

3. EScova com maSSagEm Vic é viciada nas escovas de cabelo tangle teezer (SAC 11 4563-0893), que penteiam e ainda massageiam o couro cabeludo. R$ 70 4. gardênia E BErgamota O primeiro perfume feminino da marc Jacobs (SAC 0800 7725500), à base de gardênia, é o seu favorito. mas ela também usa o Bergamote, da le labo. US$ 76

3

4

34

[mitrEviSta] setembro 2014


35

mit hi-tech

novidades de alta tecnologia do universo mitsubishi {por Juliana Amato | ilustrações Pedro Hamdan}

inovar é preciso

carros elétricos superpotentes. aviões supereconômicos. escadas de vidro. e até uma fonte termal

divulgação

no centro de tóquio. tudo isso integra o universo da marca dos três diamantes

mitsubishi motors

vitória elétrica deu mitsubishi no lugar mais alto no pódio entre os carros elétricos da mais tradicional corrida de subida de montanha do mundo, a pikes peak, no estado do colorado, estados unidos. o protagonista da vitória foi o miev evolution iii. sob o comando do americano greg tracy, o carro da marca dos três diamantes percorreu o trajeto de 19 quilômetros em 9 minutos e 8 segundos. “a mitsubishi motors preparou um automóvel de corrida fantástico para mim”, comemorou o piloto, que também conquistou o segundo lugar na classificação geral. a bordo do outro miev evolution iii, o piloto japonês hiroshi masuoka, que já venceu o rali dakar duas vezes, veio logo atrás de tracy, com o tempo de 9 minutos e 12 segundos. o modelo elétrico da marca conta com tração integral e quatro motores que somam 603 cavalos de potência. sua estrutura é tubular e o capô é de fibra de carbono. “o sistema s-aWc, que distribui a tração nas quatro rodas, não deixa o carro derrapar. isso me permitiu atacar todas as curvas com muita confiança”, disse tracy depois de cruzar a linha de chegada. mantendo a tradição de importar o que há de mais moderno nas competições para as ruas, a mitsubishi usará toda a tecnologia e aprendizado adquiridos pela equipe de engenheiros e mecânicos envolvidos na pikes peak para aprimorar seus carros elétricos.


MItSuBISHI eState

Água quente Banhar-se nas águas quentes de uma fonte natural é um dos maiores símbolos da cultura japonesa. a partir de 2016 será possível fazer essa imersão em Otemachi, um dos mais “nervosos” centros de negócios de tóquio. a Mitsubishi estate, uma das principais companhias do grupo Mitsubishi, anunciou ter descoberto uma fonte próxima ao palácio imperial e à estação de metrô central da cidade. a mina foi descoberta a 1.500 metros de profundidade em uma área destinada à construção de um hotel e de um centro empresarial. análises revelaram que a água encontrada, rica em sódio e iodo, tem temperatura de 36º C – o que a torna ideal para combater dores nas articulações, problemas circulatórios e desordens digestivas.

MItSuBISHI raYOn

Água pura uma jarra com design de primeira e tecnologia de ponta, capaz de enfeitar a mesa e ainda cuidar da saúde de quem tiver sede. essa é a ideia da Mitsubishi rayon com o lançamento da Cleansui gp001. Desenhada por guzzini, renomado escritório italiano de peças de cozinha, ela traz uma membrana de fibra com microporos para filtrar a água – remove partículas de ferrugem, bactérias e outras impurezas. O produto, por ora, está disponível apenas na europa. www.cleansui.com/en/news/index. html


hi-tech

DivUlgação

MitsUBishi aircraft corPoratioN

cresce a frota aérea

as encomendas do MrJ, o novíssimo jato da Mitsubishi, chegaram a 375 unidades. em julho, a divisão de aviação da marca dos três diamantes, Mitsubishi aircraft corporation, fechou a venda de mais seis aeronaves. o cliente dessa vez foi a air Mandalay. a companhia aérea de Mianmar escolheu a configuração com 92 lugares – há uma versão para 78 passageiros. o negócio foi fechado por Us$ 281 milhões e a entrega está prevista para 2018. Desde o anúncio do projeto da aeronave, em 2008, o maior pedido de MrJ foi feito pela skyWest (eUa), com 200 aviões. a também americana trans states airlines encomendou 100, e a aNa holding, do Japão, 25. o governo japonês já demonstrou interesse em comprar um MrJ para servir ao primeiro-ministro shinzo abe. o jato vai concorrer num segmento seleto, no qual voam modelos fabricados pela brasileira embraer e pela canadense Bombardier. entre os trunfos do MrJ para chegar à produção de mil unidades nas próximas duas décadas está o baixo consumo de combustível: 20% menor que o da concorrência. o MrJ é o primeiro avião comercial construído no Japão desde o Ys11, movido a hélice e cuja produção foi interrompida em 1973.


clássicos 4x4

40

A históriA de objetos que nAscerAm pArA superAr obstáculos {por Ronaldo Bressane}

501. todo mundo tem

como um tecido usAdo em cArroções no Velho oeste se trAnsformou em um dos mAiores ícones dA culturA modernA

A

Levi Strauss e uma das primeiras 501 com tintura índigo: um só bolso e botão para suspensório

gora você pode usar um par de calças destruídas, arranhadas e esfiapadas por leões,

wikimedia commons

tigres ou ursos. A marca

Zoo jeans — “o único desenhado por animais perigosos” — foi lançada pelo zoológico Kamine, em hitachi, no japão. o objetivo é arrecadar

os carroções. o próprio levi saía a cavalo para vender seus produtos aos trabalhadores. de tanto ouvir queixas de que as

calças de algodão se rasgavam facilmente nos fundilhos e nos bolsos, pesquisou um tecido resistente — como os das velas de navios. esgotado seu suprimento de tecidos náuticos, levi descobriu um outro chamado serge denim, uma

fundos para manter os animais. pneus

sarja (trama feita a partir do algodão) produzida

e bolas são cobertos com brim, jogados

em nîmes, frança — daí vem a palavra denim. em português também se usa o brim, a mesma

nas jaulas e depois reaproveitados na forma de calças descoladas. cada uma

coisa — brin é o termo francês para a tal

custa us$ 1.200. o modelo padrão para a

trama. já jeans é a versão americanizada para

confecção de roupas tão originais? uma

o termo francês genes, referência pejorativa

originalíssima levi’s 501.

à sarja produzida em Gênova, itália, para a confecção de calças usadas por marinheiros,

trata-se de mais um capítulo da saga iniciada há 140 anos por levi strauss, um

de qualidade inferior à sarja de nîmes. por

comerciante da califórnia, e jacob davis,

isso o próprio levi strauss detestava o ter-

um alfaiate de nevada. quando a dupla

mo jeans. com o desenvolvimento de uma

de origem judaico-alemã patenteou em

tintura índigo, o marrom foi substituído

1873 os bolsos rebitados com tachas

pelo azul profundo, marca registrada dos

de cobre em calças para mineiros, jamais

modelos de hoje. do século 19 para o 20, poucas

desconfiaria de seu impacto sobre a cultura moderna. Afinal, as levi’s foram

mudanças foram aplicadas à roupa:

usadas por ícones de steve mcqueen a

bolsos a mais, rebites a menos (como

steve jobs, passando por marilyn monroe

uma incômoda tachinha na região

e marilyn manson.

genital, que costumava esquentar demais quando os caubóis se reuniam

A primeira calça jeans nasceu em 20

à beira da fogueira, provocando uma

apareceu mesmo só em 1890, ano em

dolorosa tatuagem). A levi’s venderia

que o número foi atribuído à vestimenta.

calças com suspensórios e passado-

originalmente o tecido era marrom,

res para cinto até 1937 — malvistos

usado como cobertura para tendas e car-

entre os caubóis, eles tinham ficado

roções dos mineiros em conestoga, cali-

meio bregas. em uma passagem

24 anos tivesse a ideia de transformar

divulgação

de maio de 1873, mas, na verdade, a 501

fórnia – até que o comerciante alemão de o tecido duro em roupa. quando levi

clássica de Era Uma Vez no Oeste, de sergio leone (1969), o malvado pistoleiro henry fonda explica o motivo dessa

strauss (nada a ver com o antropólogo francês claude lévi-strauss, autor

má vontade com o ambivalente modelo quando tira um oponente

de Tristes Trópicos) chegou à barulhenta são francisco em 1853, a febre

da reta: “como confiar em um homem que usa cinto e suspensórios?

do ouro na califórnia ainda atingia altas temperaturas.

Você não confia em suas próprias calças?” a última mudança essencial

o jovem imigrante pensou que os mineiros pudessem se interessar pelos botões e tesouras que vendia, bem como pelos vários metros de 40

tecido denim, que imaginava úteis para cobrir

[Mitrevista] setembro 2014

ocorreria em 1955, com os zíperes. com o sucesso dos faroestes de john Wayne, Gary cooper e roy


Desenhada para trabalhadores, a 501 passou a vestir estudantes, beatniks e artistas. Nas fotos, Marilyn Monroe, James Dean, Bruce Springsteen e Marlon Brando

Rogers, os jeans se difundiram. O que inicialmente havia sido desenhado para trabalhadores agora ganhava aura irresistível de aventura. Os jeans não tinham esse nome até que adolescentes começaram a chamar os overalls assim nos anos 1950, quando a rebeldia d’O Apanhador no Campo de Centeio, de JD Salinger (1951), conquistava a imaginação jovem. E em 1955 a Levi’s finalmente abolia o termo overalls. Os jeans se tornaram o uniforme dos beatniks Jack Kerouac e Allen Ginsberg; do outro lado do oceano, em Paris, Sartre falava no Café de Flore para jovens existencialistas vestindo jeans, e Brigitte Bardot surfava a onda de cabelo bagunçado, violão em punho e jeans quentíssimos. Bad boys diabólicos estabeleceram o blue denim como uniforme, como os personagens de Sementes da Violência (1955) e O Selvagem (com Marlon Brando, de 1953). Enquanto James Dean incorporava o novo conflito de gerações, Marilyn Monroe mostrava suas curvas sob um jeans em O Rio

reprodução

das Almas Perdidas (1954) e Os Desajustados (1960). E Elvis Presley tomava conta do cinema e dos palcos invariavelmente usando uma 501. Já nos anos 1960 a aura romântica ou agressiva do jeans virou sinônimo de liberdade, como se via no festival de Woodstock. O flerte da peça com o rock e a arte underground se mistura na capa do álbum Sticky Fingers, dos Stones, criada por Andy Warhol em 1971, que trazia um zíper de verdade colado à foto de uma Levi’s. Orientados por Vivienne Westwood, os punks rasgavam seus jeans e os torturavam com tachinhas, badges e alfinetes. Já Bruce Springsteen mostra seu musculoso glúteo ornado por uma 501 na capa do

a 501 seria eleita pela revista Time o melhor item da moda do século 20, à frente da minissaia e do tubinho preto. E hoje, quando US$ 1.200 por uma 501 mascada por tigres, é fácil deduzir que esta história ainda terá pernas longas.

reprodução

hipsters japoneses desembolsam até

Columbia TriSTar / geTTy imageS

1984. Na virada do milênio,

John Kobal FoundaTion / geTTy imageS

álbum Born in The USA, de

[Mitrevista] setembro 2014

41


combustível

42

bebidas para abastecer a alma {por Marcello Borges}

poderoso chefão

Vale a pena conhecer os rótulos produzidos por Francis Ford coppola em sua Vinícola nos estados unidos

J

untem-se duas paixões – cinema e uvas – e o resultado sempre será, no mínimo, intrigante. Foi o que o cineasta Francis Ford coppola fez. seu avô agostino já produzia vinhos no porão de casa quando emigrou da itália para nova York; Francis criou uma bela e cinematográfica vinícola em Geyserville, califórnia. provamos três dentre os que a distribuidora ravin traz para o brasil.

2

1

3

1. o Coppola Rosso & BianCo shiRaz 2011 é um dos vinhos ditos de “entrada”. produzido em sonoma, é quase um monovarietal de shiraz (97%), com a Viognier (que é uma uva branca, daí o nome) respondendo pelos 3% restantes. o resultado é surpreendente, com frutas vermelhas e especiarias da shiraz e toques florais da Viognier. o estágio em barril de carvalho francês confere o gosto de baunilha. Vai muito bem com carnes. r$ 108. 2. o FRanCis Coppola DiaMonD ColleCtion MeRlot 2011 sobe um pouco a nota. embora o nome sugira que a uva é exclusivamente a merlot, esta entra com 80%, e a ela se somam 19% de petite sirah e 1% de syrah. mesmo a merlot não é de uma única região ou vinhedo, mas de três – napa, monterey e sonoma. o resultado é um vinho com notas de frutas vermelhas (especialmente framboesa e amora) e ameixa, com taninos macios. sai por r$ 178.

fotos: divulgação

3. para coroar a obra, que tal o DiReCtoR’s Cut DRy CReek Valley zinFanDel 2011? com 78% de zinfandel, uva que na itália é mais conhecida como primitivo, e 22% de petite sirah (que entra para dar um toque exótico de tabaco e cacau), este vinho expressa bem uma das uvas prediletas dos viticultores californianos, a zin, como eles chamam, variedade de cor intensa, quase fechada. ameixa, frutas vermelhas e licor de cereja ao nariz, com corpo pleno na boca. r$ 228.

42

[Mitrevista] setembro 2014

todos os preços sujeitos a alteração sem aviso prévio.


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Membership Nº Julho/2012 Data da entrega

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2º SEMESTRE 2012 Validade


46

on the road

aventuras a bordo de um mitsubishi {por Henrique Skujis, de Tucumán / fotos Sidney Bloch}

momentos mágicos a cordilheira dos andes, o deserto por onde passa o rally dakar e o verdadeiro parque dos dinossauros estiveram no caminho da expedição mitsubishi pelo norte da argentina

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[Mitrevista] setembro 2014


Permitido estacionar: passeio pelo lago Cuesta del Viento, em San Juan

[Mitrevista] setembro 2014

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tinto e branco: depois dede cruzar as as vinícolas dede mendoza, as as l200 triton sobem a cordilheira dos andes tinto e branco: depois cruzar vinícolas mendoza, l200 triton sobem a cordilheira dos andes

E

ra uma daquelas estradas lindas, vazias e intermináveis. Típicas

os aventureiros estacionaram e tiraram de letra uma caminhada

nada do outro. “Nada” é modo de dizer. Um imenso campo de

até o mirante de onde se descortina o monte Aconcágua (6.960

ervas douradas a perder de vista ladeava o asfalto impecável.

metros), a maior montanha da América do Sul. “Está sendo mais que

Ao fundo, montanhas avermelhadas disparavam rumo ao céu azul. Foi

uma viagem, é uma experiência de vida”, disse Gustavo Simões, de

quando, pelo rádio, chegou o recado: “Pessoal, coloquem o 4x4”. Gritos de

Vitória (ES), um dos 20 integrantes da expedição. Depois de baixar

felicidade ecoam de volta. Alinhadas, dez cabines duplas L200 Triton dei-

dos Andes, a expedição seguiu o curso sinuoso do rio Calingasta. A

xam o asfalto e rumam por um caminho de terra, areia, pedras e buracos.

suspensão da L200 Triton voltou a trabalhar, mas agora para mostrar

Pouco mais de 300 metros adiante, a caravana mergulha em um lago

a estabilidade nas curvas. “Um dia maravilhoso logo pra começar”, dis-

seco, de piso argiloso. A turma acelera, para, brinca. Anda mais um pouco,

se Michela Patricia Cardoso, de Campinas, durante o jantar no hotel

sai do carro, corre. Apalpa o chão, dá risadas, posa para foto.

de San Juan, local do primeiro pernoite.

Esse foi um dos diversos momentos mágicos vividos pelos viajan-

48

Sob um frio próximo de zero grau centígrado e rodeados de neve,

da Argentina. Um retão atapetado com nada de um lado e

A surpresa do segundo dia foi um trecho por dunas nem tão

tes de mais uma Expedição Mitsubishi. A jornada havia começado em

arenosas assim nas quais, supeita-se, acontecerá uma das etapas do

Mendoza e rumou até Tucumán, no norte da Argentina. Foram cinco

Rally Dakar 2015. “É muito bom ver os limites do carro e andar num

dias e dois mil quilômetros de um roteiro repleto de atrações on e off-

lugar que pode ser a pista do Dakar”, comentou Reinaldo Cardoso,

-road, dentro e fora do carro. Logo no primeiro dia da jornada, depois

marido de Michela. O almoço aconteceu na fazenda El Martillo, em

de cruzar as vinícolas que cercam Mendoza e ladear muros pichados

Rodeo, vila de pouco mais de dois mil habitantes. O prato escolhido

bradando que las Malvinas son argentinas, as L200 Triton subiram os

para todos foi a picañita à milanesa, cuja porção era capaz de servir

Andes e chegaram aos 3.200 metros de altitude.

três pessoas. Do lado de fora, lhamas pastavam e redes estavam à

[Mitrevista] setembro 2014


pose mit diante dos paredões do parque nacional talampaya, patrimônio natural da humanidade pela unesco

disposição para uma sesta antes da relargada que levaria a expedi-

período como aqui. Os paredões de pedra de várias tonalidades, com

ção ao lago seco descrito no primeiro parágrafo.

até 180 metros de altura, e as impressionantes formações rochosas

Mais adiante foi a vez de visitar um lago cheio, o Costa del Viento – veja na foto de abertura. Sob a imponente presença do Famatina, mais alto pico da América do Sul fora dos An-

deixaram todos boquiabertos. A visão de diversas raposas correndo e condores voando deram um testemunho da rica fauna local. Terceiro dia de viagem. Primeira parada: parque

des, a chegada ao povoado de Villa Unión aconteceu

estadual de Ischigualasto. Trata-se de uma continua-

depois de uma estrada tão estreita e com curvas tão

ção do Talampaya e, por isso mesmo, também leva o

fechadas que espelhos convexos estrategicamente posicionados nas curvas ajudam os motoristas a ver quem vem no sentido contrário. Apesar disso, as L200 Triton traçaram as curvas com surpreendente agilidade. No dia seguinte, o destaque foi o parque nacional Talampaya, declarado patrimônio natural da humanidade pela Unesco. Ali, no meio do deserto, as L200 Triton permaneceram

título de patrimônio natural da humanidade. Além de pinturas rupestres, um dos destaques é o “campo de bocha”, onde inexplicáveis pedras redondas agruparam-se para desespero dos cientistas –eles até têm uma explicação para o fenômeno, mas os místicos de plantão deitam e rolam. A caravana seguiu levantando poeira pelo Ischigualasto. Índio, fungo e até um submarino estavam entre as formas avistadas nas pedras. E foi

estacionadas e os expedicionários embarcaram em um caminhão

justamente atrás da “embarcação” que veio a surpresa: no meio do

panorâmico para conhecer o mais importante sítio arqueológico do

deserto, uma orquestra tocava Astor Piazolla, um casal dançava tan-

mundo do período triássico (45 milhões de anos). É que em nenhum

go e foram servidos vinhos produzidos na região. Tão surreal quanto

outro lugar foram encontrados tantos fósseis de dinossauro desse

o campo de bocha. O pernoite? No Hotel Cassino Catamarca. [Mitrevista] setembro 2014

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Cenas de uma expedição 4x4 (em sentido horário): descida de trenó pelos Andes, uma raposa passa pelas L200 estacionadas, uma estranha planta amarela, as lhamas do Parque Nacional Talampaya, lã “fresquinha” de ovelha nos arredores de Mendoza, o enigmático “campo de bocha” no Parque Estadual Ischigualasto, os viajantes Mitsubishi sobre o caminhão panorâmico no Talampaya e as L200 Triton no início da subida dos Andes

O último dia reservou aos viajantes a subida da cuesta del Portezuelo, uma linda serra que vai dos 600 aos 2 mil metros de altitude em apenas 7 quilômetros. Um verdadeiro ziguezague com

50

dois”, explicou Reinaldo. “Essa jornada está sendo perfeita por isso, para mostrar a eles como é gostoso viajar, estar na estrada.” A descida rumo a Tucumán, ponto final da aventura, deu-se pelo

mais de 300 curvas, coalhado de mirantes nos quais pode-se com-

lado oposto da montanha, menos íngreme que a cuesta del Porte-

prar queijos, salames e doces feitos por produtores locais. No topo,

zuelo, mas, opiniões à parte, mais bonito. Pelo rádio, alguém diz que o

a paisagem se transforma. Para muitos, foi mesmo o ‘ponto alto’ da

visual lembra muito a paisagem das Highlands escocesas. O jantar de

viagem. “Fiquei surpreso com o visual lá em cima – pra mim, é o lugar

encerramento manteve a descontração. Conversas, gastronomia de

mais bonito que visitamos”, cravou João Victor, de 15 anos, que via-

ponta, risadas, vinhos de primeira e, agora, um arsenal de histórias.

jou ao lado da irmã, Maria Paula, de 11, e do pai, Reinaldo Colepicolo,

Recheado por cinco dias de uma experiência só vivida por quem sabe

47. “Costumo fazer viagens assim de moto e nunca deu pra levar os

que viajar é bom, mas viajar 4x4 é só Mitsubishi.

[Mitrevista] setembro 2014


Tucumán

GE

38

NT

IN A

CHIL

E

AR

Villa Union

Paso Aguas Negras

150

Pq.Estudal Ischigualasto

Las Flores

Cuesta del Portezuelo Catamarca

38 76

40

Foto para a posteridade no Parque Provincial ischigualasto. ao lado o mapa da expedição: cinco dias e dois mil quilômetros por uma argentina desconhecida da maioria dos brasileiros

La Rioja

Pq.Nacional Talampaya

149 San Juan Monte Aconcágua paulo nilson

(6.960 m)

40 Uspallata

Mendoza

Puente 7 40 del Inca Potrerillos

Não requer PrátiCa Nem exPeriêNCia

52

Para participar da Expedição Mitsubishi não

viagem. Os hotéis escolhidos, diga-se, são

pedição, Rumo ao Rally Dakar, será no fim do

é preciso ter um carro da marca. Os veículos

sempre os melhores das cidades por onde a

ano saindo do Brasil com destino a Buenos

usados pertencem a Mitsubishi. Ao viajante,

expedição passa. Uma equipe sempre atenta

Aires, local da largada da prova.

basta desembarcar no local da largada. A

e de bom humor toma conta de tudo, inclu-

organização cuida de tudo. Restaurantes

sive do abastecimento dos carros. O roteiro

www.mitsubishimotors.com.br

e hotéis já estão reservados. Não é preciso

é traçado minuciosamente para incluir as

www.facebook.com/expedicaomitsubishi

pensar nisso nem antes e nem durante a

melhores atrações da região. A próxima ex-

expedicoes@mmcb.com.br

[Mitrevista] setembro 2014


Jack O’Nei

Ele inventou a roupa de neoprene e com ela o surfe deixou os trópicos, se espalhando mundo afora. Veja como esse ícone do esporte nos recebeu para uma conversa em sua casa nos Estados Unidos Por

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[Mitrevista] setembro 2014

Fernando Paiva, de Santa Cruz, Califórnia Retratos Tuca reinés


arquivo pessoal

Jack no leme de sua escuna Marie Celine, nos anos 1970 [Mitrevista] setembro 2014

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A CAPA

história que vamos contar é a de um típico selfmade man americano. A saga de um homem apaixonado pelo que faz, movido a energia e paixão que, aos 91 anos de idade, depois de conversar por quase uma hora com dois brasileiros desconhecidos, se despede com uma gargalhada, um forte aperto de mão e uma frase reveladora: “A vida é mesmo fantástica: todo dia eu acordo e aprendo uma coisa nova”. É abril de 2014 e estamos em Santa Cruz, Califórnia, na ampla sala de estar envidraçada com vista para o oceano Pacífico. Na água, dezenas de surfistas disputam as pequenas ondas que quebram com regularidade. Apesar do dia ensolarado, a temperatura do mar é fria, por volta dos 14 graus centígrados. E, se não fosse pelo homem à nossa frente, de sandálias havaianas, moletom cinza e camiseta preta de mangas compridas, não haveria ninguém surfando ali. Sim, porque até meados do século passado, o surfe e a maioria dos esportes aquáticos estavam irremediavelmente confinados às águas tropicais e ao calor do verão. Fora dos trópicos, alguns poucos e audazes pioneiros enfrentavam o mar gelado e o vento com improvisados casacos de lã. Ou eram obrigados a sair da água a cada meia hora, para se aquecer em fogueiras na areia. No começo dos anos 1950, a ideia de uma “segunda pele”, capaz de envolver o corpo humano e esquentá-lo dentro d’água, era coisa de ficção científica. Principalmente se essa “pele” permitisse total liberdade de movimentos.

N

a verdade, o homem à nossa frente, de espessa barba grisalha e um tapa-olho de couro preto no olho esquerdo – sua marca registrada –, não apenas pensou muito sobre essa segunda pele. Criou a solução para que surfistas possam hoje enfrentar com todo o conforto as águas da Escócia em pleno inverno; praticantes de windsurf aproveitem o vento gelado do Canadá; e mergulhadores russos explorem o fundo do mar Báltico em dezembro. Jack O’Neill, o homem do tapa-olho, inventou a roupa de neoprene. Criou uma marca que é referência nos esportes aquáticos, um pequeno império hoje comandado por seu filho Pat O’Neill, que nos recepcionou na casa do pai. Fanático por novas tecnologias, sempre interessado no novo, Jack teve uma infância muito humilde. Começou como empreendedor bem cedo. Foi construindo, com a ajuda da família e dos amigos, 58

[Mitrevista] setembro 2014

não apenas um negócio rentável. Criou uma marca respeitada, que leva seu nome como avalista. Nos dias que passamos em Santa Cruz, pudemos comprovar que a maioria dos surfistas, mergulhadores, praticantes de wind e wakesurf vestiam sua criação. Como se verá na conversa a seguir, foram incontáveis os obstáculos que Jack superou em sua vida. Mas, a exemplo das pessoas 4x4, tirou tudo de letra – sempre com um sorriso. Jack, você é um símbolo da Califórnia, e muita gente acha que você nasceu aqui.

Vim para cá pequeno, mas nasci em Denver, Colorado, no dia 27 de março de 1923. Ou seja, deve ter tido uma infância difícil, em plena Grande Depressão.

Sim, moramos em Los Angeles, West Hollywood e depois em Long Beach. Me lembro que íamos para a escola primária descalços. Não tínhamos sapato. Mesmo assim eu me divertia. Gostava de pegar carona nos vagões ferroviários e adorava fazer aviõezinhos com caixa de sapato. Acho que sempre gostei de voar. Quando você começou a trabalhar?

Com 9 anos eu já era jornaleiro. Era tão pobre que não tinha nem sacola – pegava um maço de 25 jornais, Examiner, Herald Express, punha debaixo do braço e saía para vender na Sunset Boulevard. Ficava na rua gritando: “Olha o jornal!” Quando terminava, embolsava 25 centavos – cada jornal custava 3 cents, eu ficava com um terço. Dava o dinheiro para minha mãe – éramos sete irmãos e meu pai ficou muito tempo desempregado – e guardava 10 centavos, quando sobrava, para ver filmes de faroeste sábado à noite. Eu adorava Tom Mix, Gene Autry. Apesar de tudo, era divertido. Me lembro até de um tio que nos convidou para irmos nadar na casa dele. No dia seguinte ele iria esvaziar a piscina para limpeza. Achei o máximo ele deixar a gente nadar naquela água suja [risos]. Você se lembra da primeira onda que pegou?

Claro! Eu tinha 11 anos, foi em Santa Mônica, 1934. Entrei no mar, fiquei de costas e, quando vi, estava sendo impulsionado por aquela espuma branca, movido pela natureza. Aquilo grudou em mim para sempre. Em Long Beach fui aperfeiçoando a arte de pegar jacarés. E também foi lá que vi pela primeira vez uma prancha, mas elas eram enormes, pesadas, eu era muito pe-


tuca reinĂŠs

Jack aos 91 anos, em retrato feito em abril deste ano

[Mitrevista] setembro 2014

59


11

queno – não dava para ter uma. Onde você aprendeu a voar?

Nós nos mudamos de Long Beach para Portland, Oregon, em 1938. Eu estava me preparando para a faculdade quando a guerra estourou, em 1941. Aí decidi entrar para a Força Aérea da Marinha e fui para um campo de treinamento em Minnesota, Northfield. A cidadezinha era famosa porque o banco local havia sido assaltado por Jesse James... em 1876! [risos]. O bom é que aprendi a navegar, voando em zigue-zague, o que foi bastante útil depois. Não cheguei a entrar em combate, a guerra acabou e fui trabalhar com publicidade aérea, puxando aquelas faixas de publicidade. Me casei e fomos morar em San Francisco. E aí você começou a surfar...

Sim, a gente ia para uma praia, Kelly’s Cove, ao norte de Ocean Beach. Em Ocean Beach era proibido nadar e surfar. A vigilância era feita pela polícia montada, bombeiros e salva-vidas. Mas em Kelly’s Cove eles faziam vista grossa. A gente entrava na água e, por causa do frio e do vento, tinha de sair depois de uma hora. Havia muita madeira, detritos, pneus na areia naquela época. A gente juntava tudo, tacava fogo e ficava ali, se aquecendo antes de voltar ao mar. Minha primeira prancha era feita de madeira balsa. Eu tinha um conversível, encaixava ela no banco de trás e saía pelas praias. Ninguém sabia o que era aquilo.

Os filmes de surfe não começaram naquela época?

Sim. Eles foram importantes para o sucesso do meu negócio. Me lembro de que no início dois amigos e eu fomos até o diretor Bud Browne para trazer os filmes dele para San Francisco. Nos anos 1950, ele fazia um por ano. E graças a ele aprendi muito sobre o Havaí e a Austrália – lugares bem exóticos então. Mas, além de cuidar da loja 6 e da fábrica, tinha de fazer tudo: alugar a sala de exibição, vender bilhetes, controlar o caixa. E no final dividia os lucros. Depois de três anos tendo prejuízo, me livrei dos sócios e toquei tudo sozinho. 1. Aos 3 anos, na Califórnia; 2. A família O’Neill no começo dos anos 1930 – Jack está de pé à direita; 3. Como piloto, durante a Segunda Guerra Mundial;

Em 1952 você abriu a primeira surf shop do mundo.

Sim, comecei fazendo pranchas na garagem de casa. E também pesquisas para uma roupa de borracha que funcionasse. Com o fim da Segunda Guerra, havia muitas lojas de equipamento militar usado. Comecei trabalhando com borracha e PVC quando um amigo, Harry Hind, que pegava jacaré, me falou do neoprene, substância que ele estava desenvolvendo e o tornou milionário. Não me lembro mais como consegui a primeira manta, mas fiz um colete e... acho que o resto é história, não? Você chegou a usar seus filhos como garotos-propaganda?

Sim, à época eu tinha três filhos, Pat, Mike e Bridget, a caçula. Mais tarde nasceu a Shawne. Eles gostavam de mergulhar e serviram de modelo para as roupas. Depois do colete, fiz a jaqueta de mangas compridas beavertail (cauda de castor), que passava sob as pernas e segurava a calça de neoprene. E passei a divulgar as roupas em feiras náuticas com os meninos, pois se poucos sabiam o que era uma prancha de surfe, imagine então roupa de neoprene! [risos].

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4. Em 1952, ele abre a primeira loja de surfe do mundo; 5. A modelo Sue Brown e Jack posam com a roupa de neoprene em 1964; 6. Um protótipo de colete feito por Jack: espuma revestida com PVC; 7. Em suas primeiras pranchas, ele se utilizou de madeira balsa; 8. Jack e os filhos Pat e Mike testam a elasticidade da roupa de borracha sintética; 9. Pat O’Neill com as garotas-propaganda; 10. Com fones de ouvido, Jack toca tambor japonês taikô, um de seus hobbies; 11. Nosso herói voa de balão

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colagem de ken tanaka sobre fotos de arquivo pessoal

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fOtOS tuCA rEiNéS

CAPA

Vista externa da casa de Jack O’Neill no East Cliff, em Santa Cruz. No centro, a placa rememora o lugar onde ele abriu sua primeira loja na cidade, no ano de 1959

O filme Alegrias de Verão (The Endless Summer), do Bruce Brown, deve ter ajudado muito, não?

Sim, só que isso foi mais tarde. Eu patrocinei o Bruce antes de Alegrias de Verão ser um tremendo sucesso, em 1966. Quando você veio para Santa Cruz?

Em 1959. É engraçado, porque foi aqui que o surfe californiano começou, em 1885. Três príncipes havaianos que estudavam na escola militar de St. Matthew’s encomendaram pranchas de sequoia numa serraria e naquele ano caíram no mar, bem em frente à barra do rio San Lorenzo. Mas quando cheguei aqui, 125 anos depois, um amigo foi pedir ao xerife para trabalhar na polícia. O xerife olhou para o carro dele, viu a prancha em cima e disse: “Policiais não surfam”. Naquela época surfe era palavrão! [risos]. Como foi que você perdeu o olho?

Foi em 1972, num dia bonito aqui em Santa Cruz, num point chamado The Hook. O mar não estava grande, mas bastante irregular. Resolvi pegar uma onda até a praia e sair. Pat, meu filho, estava desenvolvendo a cordinha, e eu estava usando uma. Caí da prancha, ela voltou e me atingiu no olho esquerdo. O que você pensou na hora?

Cheguei a ver estrelas. Mas pensei: “Putz, vou ganhar um belo olho roxo”. Não dei muita atenção. Por coincidência, eu ti62

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nha uma consulta agendada naquele dia no centro médico da Universidade de Stanford, para resolver um outro problema. Entrei com a gaze no olho e a enfermeira que me atendeu foi conferir o ferimento. O que ela disse?

Disse: “Ah...”, de um jeito muito sério. Minha íris havia girado sobre si mesma. E o médico teve de tirar minha lente de contato, colocar a íris de volta e abri-la. Depois disso, quando saí no sol, ela permaneceu aberta. Quando eu fechava o olho, ficava tudo bem. Mas, se ficasse de olho fechado por muito tempo, o músculo acabaria travando. É por isso que uso tapa-olho. Isso incomoda?

Sim, a perda da visão é sempre um inconveniente. Por outro lado, graças ao tapa-olho me tornei mais conhecido. A morte de sua mulher causou uma mudança profunda na sua vida, não?

Marge morreu de repente, e já fazia tempo que eu queria levar as crianças para uma longa viagem de barco. Era 1974, eu tinha duas adolescentes em casa, e Santa Cruz era uma cidade muito louca, dava medo. Eu também pretendia passar mais tempo com Mike. Foi quando apareceu no porto um sujeito com um barco que ele estava trazendo do Havaí, onde inclusive havia sido usado na série Havaí 5-0. Era uma escuna com a qual


fotoS tuCa reiNéS

Jack descansa no sofá da sala de sua casa em Santa Cruz. Pela enorme janela de vidro, vê-se ao fundo a sequência de pequenas ondas num dia de mar calmo

eu sempre havia sonhado: 60 pés (18 metros) de comprimento, elegante, sólida. E precisando de muito trabalho para ficar no ponto. Passei quase dois anos nela com as crianças. Aprendemos muito, conhecemos muita gente, foi uma das melhores experiências da minha vida.

Da casa de Jack para o banco de neoprene do Pajero tr4 o’Neill

Queria que você falasse um pouco do programa Sea Odissey.

Olha, é a minha maior conquista. Já tínhamos esse catamarã grande, o Team O’Neill, e resolvemos dar a ele uma outra destinação em 1996. Queremos ensinar às crianças a importância do mar na vida humana, a importância da preservação dos oceanos. E também mostrar a elas a riqueza da vida marinha. Levamos as crianças para velejar, 95% delas nunca estiveram numa embarcação, imagine a emoção. E os professores são todos marinheiros, de modo que sabem do que falam, e as crianças prestam muita atenção. É muito importante essa experiência, ter uma aula a bordo de um barco. Tiramos fotos de cada um no leme do catamarã, elas aprendem os elementos básicos de navegação – e aí aprendem a gostar de matemática e geometria. Você acha mesmo que o Sea Odissey é a coisa mais impor-

Sim, tenho absoluta certeza. Soube disso quando ouvi uma menina dizer alto, quando desembarcou: “Este foi o dia mais feliz da minha vida!” Acho que da minha também.

Pablo vaz

tante que você fez?

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lançamento

ChriS Stewart / glow imageS [Mitrevista] setembro 2014

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foreveryoung

Com a assinatura de JaCk o’neill, mitsubishi lança série espeCial do paJero tr4

Fotos Pablo Vaz / sectorone

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J

lançamento

ack O’Neill você já conhecia – ou acabou de conhecer nas páginas anteriores. Agora é a vez de conhecer o Pajero TR4 O’Neill. A mais nova série especial da Mitsubishi Motors homenageia o criador da roupa de neoprene que revolucionou os esportes aquáticos. Em parceria com o departamento de estilo da O’Neill, os designers da Mitsubishi se debruçaram sobre o Pajero TR4 e desenvolveram equipamentos e acessórios que deixaram o carro com uma cara ainda mais esportiva e jovem. A série especial conta com protetor no para-choque dianteiro e rodas de liga leve na cor grafite. Nas portas, faixas verticais criadas pelos designers trazem o logo da O’Neill. O rack traz a identificação da marca californiana e já vem com travessas revestidas de espuma – prontas para o transporte de pranchas. A capa do estepe é rígida e tem as assinaturas Mitsubishi e O’Neill. Do lado de dentro, as

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novidades estão nos bancos revestidos de neoprene e na plaqueta exclusiva fixada ao painel. “Ela traz o número de produção do carro [ao todo, serão apenas 600 unidades] e a assinatura de Jack O’Neill”, revela Reinaldo Muratori, diretor de engenharia e planejamento da Mitsubishi Motors do Brasil. O carro chega ao mercado em outubro na versão completa, tração 4x4 com câmbio automático e duas opções de cor: prata cool silver e verde-floresta. O motor será o valente flex, quatro cilindros, 16 válvulas, 2 litros. “Fizemos essa parceria com a O’Neill porque se trata da marca mais inovadora no mundo do surfwear”, explica Fernando Julianelli, diretor de marketing da Mitsubishi. “Assim como nós, eles ficaram muito honrados em ter a história da marca ligada à marca dos três diamantes.” www.mitsubishimotors.com.br


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3 ARquiVO PessOAl

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1. O rack já vem com travessas e protetor de espuma para a prancha; 2. A capa do estepe é rígida; 3. Maçanetas são na cor prata; 4. As rodas são de liga leve e na cor grafite; 5. No painel, a assinatura de Jack O’Neill, o mito do surfe; 6. A chef Renata Vanzetto, de Pajero TR4, é a nossa próxima personagem

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espĂ­rito 4X4

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Simplicidade à la carte Com apenas 25 anos, misturando talento, criatividade e paixão por praia, a chef Renata Vanzetto busca na infância em Ilhabela a inspiração para suas criações

creative commons

Por Emilio Fraia Fotos paulo Fridman

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vel pelas “entradinhas com toque tailandês” do lugar. A partir daí, não parou mais. Aos 17 anos fez estágios na Brasserie Les Varietés, em Saint Rémy, sul da França, e no Villaurrutia, restaurante em Tarragona, nordeste da Espanha. Quando voltou, começou uma faculdade de gastronomia, em São Paulo. Mas não se acostumou. No quarto dia de curso, decidiu voltar para o litoral. “Hoje, adoro São Paulo, não me vejo em outro lugar. Mas na época fiquei assustada. Achava isso aqui o inferno”, ri. Renata completou 18 anos e, com o retorno à ilha, começou a preparar e vender sanduíches na marina do pai para donos de barcos, gente que ia passar os fins de semana velejando, curtindo o sol no iate clube da cidade. A coisa foi dando certo. Trouxe um fogão de casa, uma mesa. Começou a preparar pratos mais elaborados. De repente, surgia, ali na beira da praia, um restaurante, o Marakuthai. “Foi tudo espontâneo, nada programado, e deu

“A gente constrói o paladar a partir do que experimenta. Tive uma infância com peixe e frutos do mar. No meu colégio, não entrava doce nem refrigerante. Só comida integral”

renata vanzetto

N

os últimos anos, um espectro ronda os restaurantes paulistanos — o espectro da simplicidade. O ar solene de outrora parece gasto, fora de moda. No final de 2013, a chef Renata Vanzetto estava em busca disso: um lugar pequenino, confortável, nada pomposo, onde pudesse colocar em prática suas criações. Descendo pela rua da Consolação, nos Jardins, ela viu num sobradinho uma placa de “aluga-se”. Não pensou duas vezes. Acionou a prima e sócia Aline Frey e decidiu que iniciaria ali um novo capítulo de sua cozinha. Assim nascia o Ema. “Acho que as pessoas estão cada vez mais atrás de lugares assim, despretensiosos”, diz Renata, os cabelos negros longos, os olhos rápidos. No Ema, não há maître, hostess ou sommelier. Os cozinheiros anotam os pedidos, preparam e servem cada prato. “O chique, hoje, não é ser caro, formal, ter um piso de mármore de não sei quantos milhões”, descreve Renata. “As pessoas estão cada vez mais em busca do simples, do despojado.” Renata é paulistana, mas com pouco mais de 1 ano de idade foi com os pais para Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. O pai, empresário do ramo de confecção, queria mudar de vida. Vendeu o negócio que tinha em sociedade com um irmão e passou a tocar uma marina na ilha. Foi lá, cercada de mar, que Renata moldou seu gosto culinário. “A gente vai construindo o paladar a partir de tudo o que experimenta”, ela explica. “Na Ilhabela, tive uma infância com muito peixe, frutos do mar. Eu estudava num colégio no meio do mato onde não entrava nada que não fosse integral, orgânico. Não tinha refrigerante, não tinha doce, nada disso. Embora eu coma de tudo e seja completamente apaixonada por hambúrguer, acho que esse estilo de vida saudável, de natureza, de praia, carrego até hoje.” O Ema tem muito a ver com a infância e a adolescência caiçaras de Renata. “A ideia é fazer uma releitura de tudo aquilo que fui acostumada a comer; de certa forma, investigar minha história”, comenta. “Num quiosque, na beira do mar, a gente pede isca de peixe, polvo à vinagrete, lula na farinha, casquinha de siri. Eu queria voltar a esses pratos. Mas de um jeito diferente. Pegar o clássico de praia e dar um ar moderno, que tivesse a ver com tudo o que aprendi depois.” Renata começou a cozinhar aos 9 anos, guiada pela avó. “Ela me ensinou a picar cebola, fazer bolo de chocolate, essas coisas”, recorda-se. “E preparava comidas que eu amava: batata gratinada, gemada, brigadeiro.” Aos 13, viu a mãe abrir um pequeno restaurante na ilha. Renata se animou. Passou a ser a responsá-

renata coloca a mão na massa no ema, seu novo restaurante. “o chique hoje não é ser caro e formal. As pessoas estão cada vez mais em busca do simples”


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No Ema, as paredes são decoradas com desenhos da ave feitos pela própria Renata. Nos detalhes, ela aos 4 anos e no aeroporto, ao lado do pai, da irmã e do avô

op uiv arq

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Tudo começou com os sanduíches que fazia para os clientes da marina do pai, em Ilhabela. Ali, nasceu o Marakuthai, que depois migraria para São Paulo

muito certo”, orgulha-se. Chico Ferreira, chef e sócio do Le Jazz (outro representante dessa geração de restaurantes que combinam qualidade da cozinha e clima despretensioso do salão), conheceu o Marakuthai bem no início. “Meu pai tem casa na ilha, e me lembro dele comentar sobre um restaurante excelente de uma menina supernova”, conta Chico. “O Marakuthai é lindo. De frente para o mar, com as canoas caiçaras. A culinária é de inspiração tailandesa, mas sem a obrigação de ser étnica ou superfiel à tradição daquele país. Uma cozinha mais de autora mesmo, com influências variadas que conversam muito bem entre si.” Há cinco anos, Renata resolveu dar um passo ousado: mudar para São Paulo a bordo do seu Marakuthai. Juntou economias, fez um empréstimo e atracou uma filial do restaurante num sobrado 72

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na alameda Itu, nos Jardins. “É muito diferente tocar operações em São Paulo e na Ilhabela. No litoral, tem um lado maravilhoso de ter a praia ali, perto, os peixes e frutos do mar superfrescos. Mas é preciso criatividade em muitos aspectos”, pondera. “Tem dias, por exemplo, que não entregam alface, salsinha etc. Qualquer enguiço com a balsa e pronto: Ilhabela inteira fica sem carne. Em São Paulo, os imprevistos são menores. É possível planejar melhor. O movimento também é mais constante.” Outra mudança depois do desembarque em São Paulo aconteceu no dia a dia da moça. Aficionada por esportes, ela levou um tempo para se encontrar na praia da cidade. “Na ilha, sempre velejei, andava de bike, fazia caminhadas, kitesurf, wake”, conta. “Quando me mudei para cá, minha vida ficou um bocado sedentária, não tinha tempo para nada. Também não sou do tipo que vai à academia cinco vezes por semana. Queria encontrar um novo esporte.” Foi então que se deparou com o circo. “Fiquei viciada, fiz durante dois anos e meio – até que um dia quebrei o nariz”, conta. “A pior dor da minha vida: fui dar um mortal e meu joelho veio no rosto, com tudo.” Depois do incidente, ela encerrou sua passagem por trapézios e camas elásticas. Voltou às trilhas e pedaladas em Ilhabela, para relaxar e se desconectar da rotina paulistana. Por essas e por outras, tem um Mitsubishi Pajero TR4. “Vou muito para


a ilha e para a Barra do Sahy, lugares sem asfalto, com buracos. O TR4 é forte, alto. Não bate em nada.” O corre-corre de São Paulo (e o crescente sucesso do Marakuthai), porém, cobrou sua conta. “De repente, percebi que estava cada vez mais distante da cozinha, entrando e saindo de reuniões, resolvendo problemas o dia inteiro, só administrando”, diz. Combinado a isso, Renata havia passado por uma experiência transformadora: um estágio no restaurante Noma, em Copenhague, na Dinamarca. Eleita quatro vezes como melhor do mundo pela revista britânica Restaurant (atualmente, voltou ao topo), a casa do chef René Redzepi serviu de inspiração. “Trabalhava 16 horas por dia. Acordava cedo e ia até a fazenda buscar ovos ou até a praia, de galochas e com uma tesoura na mão, colher alga”, relembra. “Aprendi muito lá. Desde a relação com cada ingrediente, com cada fornecedor, até a finalização dos pratos, a montagem clean, tudo me pareceu incrível. Transformou minha maneira de encarar a cozinha.” Quando voltou do Noma, passou um tempo avaliando sua trajetória. “Senti que algo precisava mudar, eu precisava de um novo projeto, algo que voltasse a me estimular.” Em busca desse algo novo, sem saber muito bem o que era, Renata desceu a rua da Consolação, pensando. “As pessoas dizem: você tem só 25 anos, é muito nova, tem responsabilidades demais. Acho, na verdade, é que não tenho muita noção do que está acontecendo.” Ela conta que sempre foi precoce, começou a namorar cedo, no primeiro colegial já dava aulas de culinária para as crianças da escola.

Caiu na estrada aos 17, foi morar fora. “Então acho que me acostumei a começar as coisas antes.” Hoje, enquanto boa parte das amigas está na balada, ela está no restaurante. “Mas é uma coisa natural para mim”, diz. “Meu hobby é cozinhar, não é um peso.” O que não a impediu de ter problemas. “Tive uma crise quando vim para São Paulo, quando os críticos caíram em cima, falaram mal do restaurante”, recorda-se. “Tive outra quando perdi um namorado, num acidente na Ilhabela.” Ela diz que foi uma fase em que tudo pesou. Aí, quis sumir. “Passei um tempo na ilha, meio que isolada”, afirma. Renata diz que chegou até a sentir raiva de cozinha, não conseguia encostar numa panela. Mas conseguiu superar. “Em nenhum momento fiquei pensando: ‘Ah, por que eu, por que comigo?’” Ela confessa que houve ocasiões em que quis não ter tantas responsabilidades. “Queria simplesmente dizer: ‘Tchau, estou indo para não sei onde’ – e não podia.” Hoje, garante, não tem mais isso. “Amo o que faço, vivo para cozinhar, não sinto nenhum tipo de arrependimento”, explica. “Comecei cedo e tenho muito claro do que eu gosto, o que eu quero.” Então Renata viu num sobradinho a placa de “aluga-se”. Não pensou duas vezes. Hoje, no alto dessa casa na Consolação, o Ema segue a todo vapor. O restaurante só abre às terças, quartas e quintas-feiras. Então, nessas noites, é sagrado: Renata está na sua praia, a cozinha. Assista ao vídeo da entrevista no aplicativo da MIT Revista

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Ilhabela em dois momentos: passarela para o wakeboard de Renata e palco da Semana de Vela, assunto de nossa próxima matéria

arquivo pessoal

regata

Marcos Mendez/sailstation.coM

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peixe 4x4 Marcos Mendez/sailstation.coM

Veleiro Pajero vence uma das mais disputadas ediçþes da Semana de Vela de ilhabela

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Classe S40: o Pajero navega para a vit贸ria no litoral norte de S茫o Paulo


fotos: marcos mendez/sailstation.com

semana de vela regata

Mais de mil tripulantes em 130 veleiros de nove classes participaram da prova

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mais recente conquista da Mitsubishi veio na água. O veleiro Pajero fez bonito e venceu a Semana de Vela de Ilhabela, realizada em julho, na classe S40. A 41ª edição do evento reuniu 130 veleiros de nove classes e mais de mil tripulantes, entre brasileiros, argentinos, uruguaios, espanhóis, italianos e até uma equipe sul-africana. Entre os competidores, diversos velejadores olímpicos, como os irmãos Torben e Lars Grael, Bruno Prada, Reinaldo Conrad, Mauricio Santa Cruz, André Fonseca e Santiago Lange. O veleiro Pajero, capitaneado pelo paulista Sergio Rocha, terminou com apenas sete pontos perdidos, dois a menos que o segundo colocado. Na primeira regata da competição, a vitória ficou com o Magia V, que tinha Torben Grael na tripulação. Na prova seguinte, porém, o Pajero levou a melhor e assumiu a dianteira, de onde não saiu mais. Os veleiros S40 são considerados os Fórmula 1 da vela oceânica. “Antes tínhamos de viajar à Europa para velejar em alto nível”, explicou o argentino Santiago Lange, tático do Pajero. “Mas, com este barco, temos esse nível aqui mesmo, na América do Sul.”

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tuca reIn茅s

Dos mares de Ilhabela para os lagos da Patag么nia, nosso pr贸ximo destino

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O hotel explora, no Parque Nacional Torres del Paine, foi o destino da Nação 4x4

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ExplorA pAtAGônIA

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patagônia as aventuras dos ganhadores da viagem em comemoração aos 10 anos do mitsubishi outdoor num dos lugares mais belos e selvagens do planeta – o explora, no extremo sul do chile Por Fernando Paiva, de Torres del Paine

Fotos Tuca reinés

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urante o ano passado, ao fim de cada etapa e para comemorar os dez anos do Mitsubishi Outdoor, algo animou ainda mais a cerimônia de premiação das categorias Fun e Extreme. Foram seis disputados sorteios, nos quais cada piloto podia concorrer apenas com um cupom. Todos querendo ganhar a viagem inesquecível para o explora Patagônia, um dos lodges de aventura mais premiados do mundo*. Como cada sortudo podia levar um acompanhante, foram 12 os integrantes da Expedição Patagônia que deixou o Brasil em abril deste ano. Esses felizardos da Nação 4x4 tiveram o privilégio de vivenciar a paisagem, a hospitalidade, a cultura e a culinária de uma região única e selvagem. Um lugar tão remoto que os próprios chilenos o chamam, muito apropriadamente, de “o fim do mundo”. 80

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fotos: tucA rEInés

VIAGEM

O convívio dos expedicionários começou logo no aeroporto internacional de São Paulo, ponto de encontro para o voo a Santiago do Chile. O casal paulistano Ana Paula e Alberto Hosoda, ela enfermeira, ele engenheiro, comentava que fora sorteado logo na primeira etapa, a de São José dos Campos (SP). “Como o Alberto tem uma letra péssima, acabei preenchendo o cupom para ele”, contava Ana. “E, antes de botar o papel na urna, cada um deu um beijinho nele”, disse Alberto. Tanto romantismo deu sorte. “A viagem acabou sendo nosso presente de dez anos de casados”, explicou a dupla. RUMO AO PARQUE

Após o pernoite em Santiago, a equipe voou no dia seguinte para Punta Arenas, extremo sul chileno. Dessa cidade portuária de feições europeias, plantada à margem do estreito de Magalhães e ponto de passagem dos grandes navegadores há quase 500 anos, embarcamos em duas vans. Uma jornada de quatro horas e meia nos esperava.


Na pรกgina anterior, o grupo reunido. Aqui, os diversos tons de azul do glaciar Grey

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tucA rEInés

VIAGEM

Chegar ao explora é uma sensação que pouCos esqueCem. a presença majestosa e imponente das torres del paine, dominando a paisagem, lembra as melhores Cenas dos bons doCumentários sobre a natureza Deixamos o litoral onde os oceanos Atlântico e Pacífico se juntam – e seguimos subindo. Inicialmente por vales entre colinas suaves, e gradativamente rumo às montanhas mais altas, com seus cumes cobertos de neve. Dos dois lados da estrada bem asfaltada, bandos de emas corriam pelos pastos, entre rebanhos de gado angus e hereford. Depois de passar pela cidade de Puerto Natales, entramos nos domínios do Parque Nacional Torres del Paine, onde fica o lodge. Chegar ao explora é uma sensação que poucos esquecem. Tome-se por exemplo o casal carioca Gilberto e Regina de Azevedo, contemplado na etapa de Joinville (SC). “Você percebe que está num lugar especial quando dá de cara com as Torres del Paine antes mesmo de descer da van”, relembraria mais tarde Gilberto. “Tínhamos visto imagens no Google e nos vídeos exibidos após as etapas do Mitsubishi Outdoor, 82

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mas ao vivo não dá para comparar, é uma coisa maravilhosa”, disse Regina. Realmente. Majestosas, imponentes, as montanhas Paine Grande (3.050 metros de altitude), Torres del Paine (2.850) e Cuernos del Paine (2.600) dominam o lugar, recortadas no horizonte. Melhor: a arquitetura do explora foi pensada de maneira a que todos os seus 49 apartamentos tivessem vista panorâmica para elas. Com mais de 240 mil hectares, um dos mais belos do mundo, o parque nacional é considerado reserva da biosfera pela Unesco, área onde vivem cerca de 500 espécies de animais. Entre as aves, destacam-se emas, águias, patos e gansos selvagens, flamingos e condores – o grande símbolo alado da cordilheira dos Andes. Diversos mamíferos também podem ser observados de perto, como guanacos (um parente da lhama) e raposas. Se você der sorte, poderá até avistar um puma. Caminhadas guiadas, cavalgadas e passeios de barco, num total de 40 tipos de explorações, compõem o cardápio de aventuras. Ao fim do dia, programa obrigatório é descer até a Casa de Baños del Ona, com piscina coberta e aquecida, saunas seca e a vapor, salas de massagem e deliciosas jacuzzis indoor e a céu aberto – para dar aquela relaxada básica antes do jantar.


explorA pAtAGôNiA

Na página anterior, os expedicionários embarcam para ver de perto o glaciar Grey. Acima, visitante e guia aproveitam o prazer de uma cavalgada nos confins do planeta

VISITA AO GLACIAR

Um dos programas clássicos é visitar o mirante do lago Nordenskjöld para apreciar as três enormes montanhas de perto. Aproveitando o dia claro, foi o que os expedicionários fizeram na primeira manhã, com direito a outra espetacular caminhada à tarde, agora para visitar as águas turquesa do lago del Toro. Uma lenda curiosa envolve o nome do lugar. Conta-se que um touro, depois de escapar de diversos rodeios, foi se tornando cada vez mais selvagem – virou um “bagual”, na linguagem campeira. E passou a atacar os vaqueiros e viajantes da região. Até que certo dia, encurralado pelos cavaleiros num precipício na borda do lago, preferiu pular nas águas a ser capturado. O melhor, no entanto, estava reservado para o dia seguinte. Um trekking de 12 quilômetros até o glaciar Grey, no lago homônimo. Às 8 da manhã a equipe já estava pronta no cais do hotel, para cruzar o lago Pehoé, em cujas margens fica o explora. Em 40 minutos desembarcávamos no fundo do lago, onde a caminhada teve início. No trajeto por uma trilha íngreme, cheia de sobe e desce, paisagens literalmente de tirar o fôlego, entre elas cachoeiras brotando da rocha negra, além de visões magníficas do enorme lago. Três horas depois, sanduíches,

saladas e uma providencial sopa quente nos aguardavam no refúgio Grey. Embarcamos novamente, agora rumo ao glaciar. Espetacular. Esse talvez seja o melhor adjetivo para qualificar a impressionante visão dos enormes blocos de gelo se desprendendo do paredão rumo às águas tranquilas do lago. Com um ronco surdo, que lembrava um trovão, eles despencavam do glaciar, formando grandes ondas na superfície e enchendo o lago de pequenos icebergs. Um momento único para fotografar e filmar. Cerca de hora e meia depois, estávamos de volta ao explora, exaustos, famintos – e felizes. “Este hotel é maravilhoso, a comida é ótima e a paisagem parece a de um filme”, comparou Marilucia Gomes, do Paraná. Ela e Victor Bertocco foram os sortudos justamente na etapa do Mitsubishi Outdoor de Curitiba, onde também ganharam na categoria Fun. “Olhe, hoje fiz uma coisa que não fazia há muito tempo”, contou Victor. “Andamos muito, até arrisquei um pouco, pois sou bastante sedentário – mas a caminhada me mostrou que sou capaz de fazer exercício.” Mineiros de Três Corações, Maura Magalhães e Romano Grossi comentavam que levarão para sempre na memória o passeio ao glaciar. Na etapa final do Mitsubishi Outdoor em [Mitrevista] setembro 2014

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fotos: tucA rEIn茅s E ExplorA pAtAG么nIA

VIAGEM

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ao lado, a partir da esquerda, em sentido horário: piscina aquecida coberta, quartos com vista panorâmica, guanacos, o glaciar visto do alto, a exuberância da flora patagônia, lago del Toro, o grupo de aventureiros e o restaurante classe a

2013, em Ribeirão Preto (SP), eles tiraram a sorte grande. “Gostei também das caminhadas, bom demais da conta”, confessou Romano no mais puro mineirês. “Além do mais, conhecemos pessoas maravilhosas, que vamos fazer questão de encontrar novamente, durante os ralis”, completou Maura. TREKKING E CAVALGADA

No último dia, a expedição embarcou novamente em duas vans e tomou o rumo do quincho da estância 2 de Enero. Situado a cerca de 50 quilômetros do hotel, trata-se um galpão rústico de madeira, típico da cultura gauchesca. Ali os expedicionários se dividiram: uma parte seguiu para um trekking, enquanto a outra resolveu cavalgar. Composta por magníficos cavalos criollos chilenos, a tropa do explora está preparada para enfrentar o terreno pedregoso, o frio e o vento sul que varre a região. Da laguna Azul à Amarga, passando ao longo do rio de Las Chinas, o hotel oferece 15 cavalgadas diferentes, com percursos desenhados sob medida para novatos ou cavaleiros experientes, sempre lideradas por tarimbados peões. Ao final da cavalgada e do trekking, com uma chuva gelada caindo e seguindo a filosofia “luxo do essencial”, que é o lema do explora, estávamos prontos para desfrutar do acolhedor fogo de chão no quincho. Vindos de São Paulo, os irmãos Oleg e Eric Loretto, sorteados na etapa de Penedo (RJ), comentavam que por pouco não perderam a oportunidade de desfrutar de tudo aquilo. “Durante o almoço de confraternização da etapa, fui buscar a sobremesa e perguntei para o Eric se ele havia colocado

o cupom na urna”, rememorou Oleg. “E só então descobrimos que estava dentro do carro.” Oleg disse que, apesar do cansaço, correu – foi um dos últimos a depositar na urna o cupom salvador. Solteiro, publicitário por profissão e aventureiro – ele corre, nada e pedala – por devoção, Oleg contou que para ele a visita ao glaciar Grey foi o ponto alto da viagem. Para Eric, casado, pai de dois filhos, o lado mais forte da aventura foi o humano. “Trabalho com tecnologia o tempo todo, por isso é que prezo tanto a troca de experiências entre as pessoas”, explicou o engenheiro. “E a turma aqui é sensacional.” A tarde chegava ao meio enquanto os gaúchos terminavam o preparo do legítimo cordeiro da Patagônia e de outras carnes, e os vegetarianos já saboreavam saladas e pratos naturais. No bar do quincho, a turma se servia de uma providencial taça de vinho tinto para espantar o frio. Momento de confraternizar. De conversar com tranquilidade, sem preocupação, sobre as peripécias do dia. Hora de dar risada. E de comemorar em grupo um momento raro – uma aventura em pleno fim do mundo. (*): O explora Patagônia ganhou os seguintes prêmios, entre outros – Trip Advisor: Top Luxury Hotel in Chile 2014; Travel & Leisure: No. 1 Adventure Lodge in South America (The World’s Best Hotels 2013); Men’s Journal: Best Wilderness Lodges 2013; USA Today: 10 Amazing New Travel Adventures (Horseback riding in wild Patagonia 2013) e Condé Nast Traveller: Gold List in South America 2012. www.explora.com

06

rally dos sertões

marcelo machado

Árvores retorcidas na paisagem da Patagônia chilena e no trajeto do rally dos Sertões 2014

[Mitrevista] setembro 2014

85


RAllY doS SeRtõeS

salto para a vitória! EquipE Mitsubishi pEtrobras vEncE o rally dos sErtõEs. Marca dos três diaMantEs lEva quatro das cinco catEgorias da prova Por

Voo 4x4: o ASX Racing da dupla Guilherme Spinelli e Youssef Haddad

86

[Mitrevista] setembro 2014

Renato Góes


gustavo epifanio [Mitrevista] setembro 2014

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rally dos sertões

D

eu Mitsubishi. De novo. Pela 11ª vez a marca dos três diamantes venceu o Rally dos Sertões. Ao volante do ASX Racing, Guilherme Spinelli e Youssef Haddad chegaram na frente em uma das mais acirradas e emocionantes edições da prova. Foram 2.300 quilômetros divididos em sete etapas entre Goiânia e Belo Horizonte. Além da vitória na classificação geral, a Mitsubishi colocou quatro carros entre os dez primeiros colocados. Mais do que isso: das cinco categorias da prova, a marca levou a melhor em quatro (T1 FIA, Protótipo T1, Super Production e Production T2). Para chegar ao topo do pódio, Guiga e Youssef contaram com a força e a resistência do ASX

a l200 sr de Franciosi e Capoani levanta poeira no cerradão de Goiás

88

[Mitrevista] setembro 2014

Racing, projeto da Ralliart (o braço de competição da Mitsubishi) sob a supervisão do francês Thierry Viardot, projetista e construtor de carros que soma 12 títulos no Dakar. “O ASX esteve impecável durante todo o rali”, disse o piloto da equipe Mitsubishi Petrobras depois de erguer o troféu. No caminho para o título, além dos percalços típicos do maior rali do Brasil, a dupla precisou enfrentar equipes de ponta de marcas como Toyota e Ford. “Foi um dos Sertões mais disputados que já corri”, contou Guiga, que agora soma cinco títulos na prova (2003, 2004, 2010, 2011 e 2014). “Sabia que o nível seria alto, mas não imaginava um ritmo tão forte.” Guiga e Youssef assumiram a ponta na segunda etapa. A partir de então foram perseguidos por um esquadrão de respeito. Eram todos contra a Mitsubishi. Um dos momentos mais


Mas tudo se resolveu. A vantagem aberta ao longo da competição e o encurtamento da última especial em razão de um acidente foram mais do que suficientes para o triunfo. Guiga e Youssef cruzaram a linha de chegada com o tempo de 17h06min 43s, quase dois minutos à frente do Toyota da dupla Reinaldo Varela-Gustavo Gugelmin e quase três à frente do Ford de Cristian Baumgart e Beco Andreotti. Na quarta colocação, chegou a Mitsubishi L200 SR de João Franciosi e Rafael Capoani, companheiros de equipe de Guiga e Youssef. O resultado deu aos gaúchos o bicampeonato na categoria Protótipo T1, na qual competem carros com grande liberdade de preparação. “O trabalho da equipe Mitsubishi Petrobras foi incrível. Passaram muita segurança durante todo o rali”, atestou Franciosi. Figuras conhecidíssimas na Mitsubishi Cup, a dupla forma-

victor eleuterio

tensos da prova ocorreu na quinta etapa, entre as cidades mineiras de São Francisco e Diamantina. Guiga e Youssef pisavam forte no acelerador quando encontraram pela frente um UTV que não deu passagem. Foram aproximadamente 20 quilômetros na poeira, sem poder andar num ritmo forte. O incidente fez com que perdessem preciosos três minutos – os concorrentes se aproximaram e o fim do rali se tornou ainda mais emocionante. Na última etapa, entre Diamantina e Belo Horizonte, quando tudo caminhava para um final feliz, um pneu furado quase colocou tudo a perder. “Eu estava extremamente frustrado ao fim da especial”, confessou Guiga. “Não entendia por que, depois de tanto cuidado em administrar a nossa vantagem, um furo de pneu, a poucos quilômetros do fim, poderia tirar nosso título.”

[Mitrevista] setembro 2014

89


RAllY doS SeRtõeS

1) Guilherme Spinelli/Youssef

6) Romeu Franciosi/Rogerinho

Haddad (Mitsubishi Petrobras)

de Almeida (Mitsubishi Ralliart

17h06min43s

Brasil) 18h56min28s

2) Reinaldo Varela/Gustavo

7) Glauber Fontoura/Minae

Gugelmin (divino fogo Rally

Miyauti(Mitsubishi Ralliart Brasil)

team/overdrive) 17h08min38s

19h23min41s

3) Cristian Baumgart/Beco

8) Rodrigo Terpins/Fabricio

Andreotti (X Rally team/NvM)

Bianchini (Mem-Bull Sertões)

17h09min11s

20h18min41s

4) João Franciosi/Rafael

9) Roberto Correia/Fabricio

Capoani (Mitsubishi Petrobras)

Bianchini (Promacchina Raly)

18h26min40s

20h30min32s

www.ralliartbrasil.com.br

5) Jorley Jr./Maykel Justo (Mem

10) Regis Braga/Kika Braga

www.facebook.com/RalliartBrasil

Motorsport) 18h54min09s

(Bahia Rally) 20h34min012s

Com todas as rodas no ar, o ASX Racing de Guiga Spinelli e Youssef Haddad mostrou por que foi o campeão

90

OS 10 pRiMeiROS

[Mitrevista] setembro 2014

fotoS: viCtoR eleuteRio

da por Glauber Fontoura e Minae Miyauti, a bordo de uma L200 Triton ERS, sagrou-se bicampeã da categoria Super Production, para veículos com preparação limitada e que sejam regularmente vendidos no Brasil. “Com a equipe Ralliart não tem para ninguém”, disse Fontoura. “Todo dia, antes da largada, o carro estava novo, pronto para encarar qualquer desafio.” O outro título da Mitsubishi no Rally dos Sertões veio na Production T2, a mais próxima dos carros originais. Wagner Roncon e Joselito Melo Júnior, também com passagem na Mitsubishi Cup, venceram no comando de um Pajero TR4. “É muita emoção. Foi um rali de muita superação”, comemorou o jovem piloto, que já pensa no Sertão 2015. Que ronquem os motores. A Mitsubishi novamente vai estar lá para protagonizar o maior rali do Brasil.


jonne RoRiz MaRcelo Machado

nesta foto e na do meio, o Pajero TR4 de Roncon e joselito, vencedores da Production T2. Mais abaixo, a l200 Triton eRS de Fontoura e Miyauti, bicampeões da Super Production

Youssef e Guiga comemoram o 11o título da Mitsubishi no Rally dos Sertões

[Mitrevista] setembro 2014

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motorsports sUDEstE

106

[Mitrevista] setembro 2014


diversão Na água e Na poeira em Curitiba a Nação 4x4 eNfreNtou Chuva e lama. Já em uberlâNdia, a etapa foi sob sol e poeira

riCardo leizer

por Juliana amato e Pedro Henrique araúJo

[Mitrevista] setembro 2014

107


motorsports sUDEstE Aliás, “tamanda-ré”, na língua tupi, significa “o que veio depois da chuva”. Após a largada, a turma de advogados de Curitiba, formada por Raphael, sua navegadora e namorada, Nikolle Amadori, 30, e o amigo Gustavo Athayde, 28, estava ansiosa para aproveitar toda a lama. No retrovisor, um amuleto havaiano portador da boa sorte. “Dependendo da situação, é ele que guia o carro”, contou o piloto. “Mas hoje quem está no comando sou eu.” Os homens da turma já conheciam bem a prova. No entan-

aDriano carrapato

to, essa seria a estreia de Nikolle no universo off-road. “Estou mais ansiosa do que nervosa”, avaliou. Durante o percurso, muitas risadas e descontração. Mesmo assim, não faltaram seriedade e cooperação entre os membros da equipe: “5, 4, 3, 2, 1, 0!”, contava a navegadora, mostrando o momento certo para o piloto seguir as indicações da planilha. O amigo Gustavo, no banco de trás, também ajudou. Com bom humor, o zequinha engrossava o coro da contagem e aproveitava seu lugar no banco traseiro para curtir o visual dos arredores da capital paranaense. Apesar de não subir ao pódio, a turma conquistou a 39° colocação na categoria Turismo Light. “Na próxima levaremos um troféu para casa”, prometeu Nikolle.

D

epois de uma prova aguada em Curitiba, no Paraná, as irmãs Noeli e Joceli Lara Ribeiro rodaram mil quilômetros até chegarem ao

tom papp

sol de Uberlândia (MG) para a quarta etapa do Mitsubishi MotorSports.

“E 108

“Adoro esse espírito 4x4. Participo há anos. É a minha alegria”, comentou Noeli, a piloto que guiou a dupla ao 31º lugar. Com muito sol e poeira, a quarta etapa do Mitsubishi MotorSports agitou a cidade do

u estava torcendo para chover”, disse Raphael Larsen

Triângulo Mineiro. A vitória na categoria ficou com os paulistas Daniel

Silva, 39 anos, um dos participantes da terceira etapa

Manse e Mirella Kurata. Eles já haviam experimentado o pódio outras

do Mitsubishi MotorSports Sudeste, em Curitiba (PR).

vezes, mas nunca o primeiro lugar. “Estamos casados há quatro anos

A torcida do piloto se concretizou e já na largada a

e há quatro fazemos rali. Nós amamos”, contou Mirella. Na Turismo,

chuva deu o tempero do que viria pela frente. “Por ter o sobrenome

Charles Marcelo Ritter e Marcelo Almada Coelho Ritter vieram rodan-

Silva, está no meu sangue gostar de rodar embaixo d’água”, expli-

do de Florianópolis (SC) direto para o topo do pódio. “Foi uma etapa

cou Raphael, em referência ao piloto Ayrton Senna da Silva, rei das

muito veloz, perfeita. Gostamos de prova rápida e nos sentimos em

ultrapassagens nos dias molhados. Por causa da água, alguns trechos

casa. Agora é começar a brigar pelo campeonato”, disse Ritter. Entre

ficaram intransponíveis, por isso o trajeto sofreu alguns ajustes.

os mais experientes, a vitória também ficou com uma dupla que nun-

Mesmo assim, nada tirou a animação dos 258 pilotos presentes.

ca tinha vencido. José Marques Souza e Claudio Roberto Flores sur-

Afinal, um 4x4 foi feito para encarar qualquer tipo de adversidade. E

preenderam e deixaram os favoritos para trás. Na classificação geral,

não faltaram desafios. Os carros atravessaram rios, terrenos repletos

Otavio Enz Marreco e o cabeludo Allan Enz, seu filho, de Apucarana

de ondulações, de onde se destacavam belas montanhas e trilhas de

(PR), estão na primeira posição, mas tudo ainda está embaralhado. As

lama pelas regiões de Rio Branco, Itaperuçu e Almirante Tamandaré.

três etapas finais da temporada serão de arrepiar.

[Mitrevista] setembro 2014


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AdRIANo CARRAPATo CAdU RoLIM AdRIANo CARRAPATo

classificação uberlândia (mG) Graduados 1) José Marques Souza Junior/Claudio Roberto Flores Belo Horizonte (MG) 2) Fabio Vernizi/Alexandre Martinez São Paulo (SP) 3) otavio Enz Marreco/Allan Enz Apucarana (PR) 4) daniel Krabbe/Marcello Ladeira Jacareí (SP) 5) turismo Acyr Hideki Rodrigues da Silva/Renan Pamplona Corupá (SC) 1) Charles Marcelo Ritter/Marcelo Almada Coelho Ritter Florianópolis (SC) 2) Jorge Thirige/Farley Geraldo Miranda Rio de Janeiro (RJ) 3) Paula Breves/Vilma Rafael Rio de Janeiro (RJ) 4) Carlos Frederico Bauer/Alexandro Silva São Bento do Sul (SC) 5) turismo Pamela Bueno da Fonseca/Ariel Bueno da Fonseca Goiânia (GO) liGht 1) daniel Manse/Mirella Kurata São Paulo (SP) 2) Roberto Baptista/Marcelo Ribeiro Carapicuíba (SP) 3) Rodrigo Souza/Patrícia Rocha Ribeiro Brasília (DF) 4) Victor Navarro da Cruz Filho/Luis Sergio Grecca São José do Rio Preto (SP) 5) Leandro Mariano/Marcia Tristao Mariano Caldas Novas (GO) próximas etapas sudeste 27 set Penedo (RJ) 18 out Joinville (SC) Datas e locais sujeitos a alteração

110

[Mitrevista] setembro 2014

15 noV Ribeirão Preto (SP)

CAdU RoLIM

classificação curitiba (pr) Graduados 1) Marcos Bortoluz/Marcelo Bortoluz Caxias do Sul (RS) 2) José Marques Junior/Claudio Roberto Flores Belo Horizonte (MG) 3) Bruno Bernt Eymael/ Victor Bernt Eymael Santana de Parnaíba (SP) 4) otavio Enz Marreco/Allan Enz Apucarana (PR) 5) Jurandir Amaral Junior/Andrea Lucia Amaral Bragança Paulista turismo 1) Lucas Hemb/Eduardo Homrich Granzotto Porto Alegre (SP) (RS) 2) Fabio Veras/Avelino Veras São Paulo (SP) 3) Luiz Renato Rezende Lopes/ debora Avila Pouso Alegre (MG) 4) Valdir de Lacerda/Elisa Borges Lacerda Pouso Alegre (MG) 5) Camilo Martins/Marcio da Silva Pereira Conceição de Macabu (RJ) turismo liGht 1) Izaias Salamaia/Milton Silvério Irati (PR) 2) João Vinicius Haluche/Wellington Haluche Curitiba (PR) 3) Iran Andrade de Assis/Marcio Ferreira Agostinho São Paulo (SP) 4) Paulo Cavalcanti Neto/Bernardo Cavalcanti União da Vitória (PR) 5) Sandro Ivan Erzinger/Heros Hamilton Kleis Joinville (SC)

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fEsta NorDEstiNa Com DuNas, rios E a CoNfratErNização DE sEmprE, araCaju marCou a abErtura Da tEmporaDa NorDEstE Do mitsubishi motorsports

riCarDo lEizEr

por juliana amato

112

muita areia e muita água no caminho da Nação 4x4 até o champanhe no pódio

[Mitrevista] setembro 2014


FOTOS: CAdU ROLIM

A

temporada 2014 do Mitsubishi MotorSports Nordeste começou em clima de festa. Os nordestinos estavam ansiosos para voltar a acelerar – a última etapa ali havia acontecido no dia 30 de novembro. Coube a Aracaju a primazia de receber

a etapa de abertura. A capital sergipana sempre agradou em cheio a Nação 4x4 por causa de sua beleza ímpar e dos trechos de dunas. A chuva fina da véspera deu lugar ao sol na hora da largada. Entre os participantes da categoria Turismo Light, muitos marinheiros de primeira viagem, como os locais Endrigo Rodrigues e Alysson Carvalho, acompanhados dos zequinhas Luis Artur Araujo e Rodrigo Rodrigues. Os quatro amigos eram pura descontração. Brincavam, estudavam a planilha e sonhavam com o que viria. “Estamos felizes só de termos conseguido nos juntar para estar aqui”, disse Rodrigues, piloto e médico. “E o mais legal é colocar o carro à prova”, concluiu, referindo-se à sua L200 Triton. Até a largada, o coração do cardiologista parecia bater normalmente. Mas, após o início da prova, a emoção tomou conta do quarteto. Depois da passagem por trechos sinuosos e da travessia de um rio, a aceleração (da L200 e dos corações) foi inevitável. Carvalho navegava e mantinha os amigos no rumo certo. Acostumados a desvendar os arredores de Aracaju a cavalo e de lancha, puderam se divertir a bordo de um 4x4. “E ainda passamos por caminhos que não conhecíamos”, disse Araujo, advogado. Durante o almoço de confraternização, o anúncio do resultado surpreendeu os amigos. Com apenas 720 pontos perdidos, ficaram na 18ª colocação entre os 121 inscritos na categoria. A vitória ficou com uma dupla

classificação aracaju (se) Graduados 1) Aristóteles Filho/Aristóteles Neto Fortaleza (CE) 2) Kwong Yiu Fai/Matheus Galvão Fialho Rocha Natal (RN) 3) José Rufino da Silva Neto/ Glauco Holanda Junior Fortaleza (CE) 4) Paulo Coelho/Francisco Cristovam Vasconcellos Neto Fortaleza (CE) 5) Fernando Oliveira/Jean Paul Bernhardt Turismo 1) Nestor Magalhães/Leonardo Bezerra Fortaleza Teresina (PI) (CE) 2) Marcus Renan Pontes /Américo Oliveira Bezerra Fortaleza (CE) 3) Charles Nobre Rabelo/Renan Fernandes Felix Fortaleza (CE) 4) Carlos Lopes/Ivanildo Lopes Fortaleza (CE) 5) Marcos José dos Santos/Pedro Rafael Lima Gomes Turismo liGhT 1) Raimundo Nonato Chaves Neto/Francisco Fortaleza (CE) A. Moreira Fortaleza (CE) 2) Petherson Campos/Henrique Guzman Aracaju (SE) 3) Alberto Borba/Ricardo Maciel de Gouveia Recife (PE) 4) Sergio Mendonça/ Carlos Henrique Oliveira Moura Aracaju (SE) 5) Reginaldo Mendonça/Flavio Sandro de Albuquerque Aracaju (SE)

de Fortaleza. A bordo de um Pajero TR4, Raimundo Nonato Neto e Francisco Moreira subiram no topo do pódio. “Não tem emoção maior. A prova teve lama, areia, laços...”, contou Nonato. “O MotorSports faz a gente extravasar essa paixão pelo 4x4.” Na categoria Turismo, a vitória foi de Nestor

próximas eTapas nordesTe 13/seT Natal (RN) 1º/noV Fortaleza (CE)

29/noV João Pessoa (PB)

Datas e locais sujeitos a alteração

Magalhães e Leonardo Bezerra, também de Fortaleza e também de Pajero TR4. “Foi uma prova deliciosa, mas não foi fácil. Tivemos que nos superar”, disse Bezerra. “Era um sonho ganhar uma etapa”, comemorou o piloto. Entre os Graduados, Aristóteles Filho e Aristóteles Neto, pai e filho, venceram. “Ga-

paTrocinadores: [Nordeste] Axalta, Clarion, Columbia, Crocs, Flamma, GW Logistics, Itaú, Lubrax, Mangels, Mapfre, MitFinanciamentos, Pilkington, Pirelli, Tecfil (Sofape), Transzero, Unirios, W. Truffi Blindados. apoio Artfix e Cerveja Petra

nhar ao lado do filho é uma sensação maravilhosa”, contou o piloto, também de Fortaleza. “A gente gosta muito disso aqui. A gente até treina. Nem tenho

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palavras para descrever minha felicidade”, disse emocionado o navegador. [Mitrevista] setembro 2014

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outDoor

De geleia a siriema

participantes usaram a força Do 4x4 na pilotagem e muita criativiDaDe nas etapas De curitiba e uberlânDia

tom papp

por Juliana amato e Pedro Henrique araúJo

114

[Mitrevista] setembro 2014


Pedalada molhada na etapa de Curitiba

[Mitrevista] setembro 2014

115


tom papp

outdoor

tarefa na fábrica da mitsubishi, em catalão, durante a etapa de uberlândia. abaixo, uma pelada em curitiba

M

ostrar domínio com a bola, andar de bicicleta sobre troncos e pedras, atravessar riachos, caminhar no meio de uma floresta de pinheiros, testar geleias... Na segunda etapa do Mitsubishi Outdoor, em Curitiba (PR), a Nação 4x4 precisou

provar que não é boa apenas ao volante. A largada aconteceu no parque Birigui, o mais visitado e um dos mais antigos da capital paranaense. De lá, as equipes partiram rumo sul em direção a Mandirituba, Agudos do Sul e Quitandinha. Com um mapa que cobria uma área de mais de 800 quitiveram de colocar cabeça e corpo para funcionar para cumprir as tarefas. Uma das missões culturais mais gostosas foi um teste às cegas para identificar geleias produzidas pelas freiras do mosteiro do Encontro, em

cadu rolim

lômetros quadrados na mão e muita sede de aventura, os competidores

Mandirituba. De olhos vendados, os participantes provaram os doces para adivinhar ao menos três sabores. Prova bem mais radical foi uma entrada

que deu o que falar atendia pelo nome de Tô na Rossa (assim mesmo, com

na floresta, entre árvores nativas da Mata Atlântica, na busca por uma

dois esses). Ao volante da Triton L200 Savana estava o paulista de São

bandeira. “Era uma área sem trilhas, fechada”, disse Fernando Gualberto,

Carlos Mateus Silva de Oliveira, que faz a prova acompanhado de sua es-

diretor de prova. Na categoria Fun, reservada aos iniciantes, os guerreiros

posa, a sorridente navegadora Maristela Stoianov. Completava o primeiro

da equipe Vikings levaram o troféu de primeiro lugar. “Nosso time teve

carro o curinga Eduardo Pereira de Sousa, especialista no quiz do Outdoor.

espírito de aventura e estava disposto a cair mesmo na lama”, contou

Atentos e comunicativos, o animado grupo se comunica por rádio com o

Célio de Oliveira, de Belo Horizonte (MG). Na categoria Extreme, deu

outro carro da equipe, um Pajero TR4 onde estão Diego José Brandão, sua

Tamboré de novo. “A união da equipe fala mais alto. A gente vem pra se

esposa, Fernanda Motta Del Caro, e o animado advogado-ambientalista-

divertir, mas queremos sempre o primeiro lugar”, avaliou o piloto Ricardo

-cicloativista-e-bom-de-pedal Danilo Priseajniuc Bifone.

Stiepcich. “Passamos um fim de semana entre amigos, criamos uma rede

No cardápio do dia, um trekking de 2,5 quilômetros no morro do

de amizades que vale a pena”, afirmou. “Vou embora sentindo orgulho – e

Urubu, uma tirolesa em um dos afluentes do rio Paranaíba e trechos de

com a certeza de voltar na próxima etapa.”

cerrado e mata a serem vencidos de bicicleta. A surpresa maior ficou por

Na etapa de Uberlândia, a largada foi em frente ao gigante Estádio Municipal João Havelange, ou Parque do Sabiá. Uma das equipes prontas 116

[Mitrevista] setembro 2014

conta de uma passagem pela fábrica da Mitsubishi Motors, em Catalão (GO). As equipes entraram no berço dos 4x4 mais desejados do Brasil e


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foToS: Tom pApp

Sorriso no rosto em Curitiba e muita adrenalina nas tarefas esportivas da etapa de Uberlândia. Ao lado, os craques da equipe Tamboré

até participaram do processo de montagem de um carro. Mateus e Danilo mandaram ver com precisão e agilidade para prender uma tampa de carroceria. “O cara da linha de montagem falou que fomos os mais rápidos”, comemorou Danilo. Outra prova que agitou as 26 equipes foi a busca pelo retrato de uma siriema: típica do cerrado, a ave pode ter até 90 centímetros e pesar 1,5 quilo. A sorte jogou a favor e os olhos atentos de Diego encontraram o pássaro. Os dois carros pararam rápido e todos desceram munidos de seus celulares com câmeras. A siriema ameaçou fugir, mas os hábeis fotógrafos captaram seu melhor ângulo. Há algumas edições margeando o pódio, e com uma medalha de prata na bagagem, a equipe terminou a etapa confiante, mas sempre com um olho atento à Tamboré, o bicho-papão da categoria Extreme do Mitsubishi Outdoor. Por uma diferença de 188 pontos mais uma vez coube à Tô na Rossa a segunda posição, atrás justamente da Tamboré. “Não tem problema”, disse Danilo. “Com a mesma

classificação curitiba ExtrEmE 1) Tamboré 2) omellets Sem Noção 3) River Stones fun 1) Vikings 2) 40x40 3) mit Ira da Lama classificação ubErlândia ExtrEmE 1) Tamboré 2) Tô na Rossa 4x4 3) Crazy Birds fun 1) Barro Seco 2) pé na Lama 3) Taca Lhe pau

empolgação, estaremos de volta na próxima etapa, em Penedo (RJ).” Na categoria Fun, a vitória foi do time Barro Seco, formado por amigos de Sorocaba (SP) e Campinas (SP). “Nossa equipe tem muitos

patrocinadorEs: Atlantica/midori, Axalta, Brascabos, Cisa Trading, Clarion, Columbia, Lubrax, mapfre, pilkington, pirelli, Transzero, Unirios. apoio Artfix

engenheiros, então foi um privilégio conhecer a fábrica da Mitsubishi”, disse Nilton Carvalho. “A prova foi maravilhosa, com um visual lindo. Quanto à vitória, os méritos são para a estratégia traçada.” 118

[Mitrevista] setembro 2014

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cup

L200 Triton levanta lama na etapa de Guarap uava, no Paranรก

120

[Mitrevista] setembro 2014


piso escorregadio

Na terceira e Na quarta etapas do aNo, a chuva torNou a disputa mais emocioNaNte e divertida

adriaNao carrapato

por Renato G贸es

[Mitrevista] setembro 2014

121


tom papp

cup

A

15ª temporada da Mitsubishi Cup, rali cross-country de ve-

desistir’”, contou Bianchini. “Vim numa tocada persistente e fui até o

locidade mais disputado do Brasil, chegou à sua metade. É

final.” Outra dupla que conseguiu completar a segunda prova e saiu

hora de olhar a tabela de classificação e verificar que muita

vencedora foi a formada por Marco Tulio Lana e Leonardo Magalhães,

lama ainda vai espirrar até a bandeirada final do campe-

da categoria Pajero TR4R. “Foi um grande desafio, mas conseguimos

onato, no dia 8 de novembro. Depois das etapas de Jaguariúna (SP)

nossa segunda vitória seguida, o que nos motiva muito”, resumiu o

e Mafra (SC), disputadas em dias de muito calor e debaixo de muita

navegador.

poeira, pilotos e navegadores precisaram trocar o chip para enfrentar

Nas outras três categorias, valeu o resultado da primeira prova

frio, pista molhada e muita lama nas etapas de Guarapuava (PR), em

do dia. Quem se deu bem foi a dupla da Pajero TR4ER Fred Macedo

junho, e Pirassununga (SP), em julho.

e Marcelo Haseyama, que manteve a liderança do campeonato. Na

No caso de Guarapuava, a expectativa do público paranaense era

Pajero TR4ER Master, Jocimar Ristow e Isac Pinto venceram e entra-

grande. A cidade fazia parte do calendário 2013, mas teve a etapa

ram de vez na disputa pelo título. Na Triton RS, Fernando Ewerton e

cancelada pelas fortes chuvas que caíram na região. Além disso, a

Pedro Eurico foram os mais rápidos do dia. “A diferença no hodômetro

terceira etapa do ano tinha um ingrediente a mais: era a primeira com

por causa da lama atrapalhou a navegação. Foi tudo praticamente no

duas provas de 52 quilômetros, em vez das tradicionais três provas

visual”, disse Eurico.

de 30 quilômetros. O lounge, montado para familiares e amigos acompanharem os embates na pista, era um oásis aquecido em meio

122

PiRassununGa

ao frio paranaense. Para os pilotos o divertido desafio foi acelerar so-

Depois de uma breve pausa por causa da Copa do Mundo, a

bre um tapete de lama. Para os navegadores, a precisão do hodôme-

quarta etapa aconteceu em Pirassununga (SP). A organização mais

tro desaparecia a cada derrapada. Ou seja, tinha que ser no talento e

uma vez caprichou no circuito, que atravessou plantações, contornou

na raça. Quem seguiu essa linha à risca foi a dupla da categoria Triton

formações rochosas e cruzou trechos de mata nativa. Desta vez, o

ER formada pelo piloto Fabricio Bianchini e Marcos Finato. Eles foram

frio veio acompanhado de uma garoa fina pela manhã e neblina com

dos últimos a completar a segunda prova antes que a organização

chuva no fim de tarde. A disputa regressava às habituais três provas

decidisse pelo fim da etapa por causa da chuva, cada vez pior. “Teve

de 30 quilômetros. Os pilotos tiveram que se adaptar ao piso liso.

uma hora que pensei: ‘Poxa, não viajei mais de mil quilômetros para

A chuva deixou alguns trechos mais lamacentos e formou facões,

[Mitrevista] setembro 2014


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david saNtos Jr

david saNtos Jr david saNtos Jr

exigindo muito da tração 4x4 dos Pajero e das L200 Triton. Fred Macedo superou essas dificuldades e cravou mais uma vitória, se tornando assim o favorito para o título na categoria TR4ER. “Conseguimos abrir uma diferença do segundo colocado. Outro jovem piloto que se destacou foi Juliano Jorge Diener Filho, na categoria TR4R. Sobrinho de Jorge Luis e filho de Juliano Jorge Diener, que competem na categoria Triton RS, ele comprovou que tem DNA off-road: venceu as três provas do dia. “Na primeira e na segunda foi mais fácil pilotar, mas a chuva dificultou muito a terceira prova”, disse Diener Filho. Na TR4ER Master, Sergio Gugelmin e Marcos Maia venceram e passaram a liderar a categoria. “É um momento muito bom da nossa

classificação guarapuaVa (pr) tr4r 1) marco tulio Lana/Leonardo magalhães 81 pts 2) roberto sampaio/João alvarenga rossi 78 pts 3) daltro maronezi/guilherme rezende 75 pts tr4er 1) Fred macedo/marcelo haseyama 67,5 pts 2) celso macedo/ Belém macedo 63 pts 3) carlos girolla/gilberto cecílio 58,5 pts tr4er Master 1) Jocimar ristow/isac pinto 64,5 pts 2) Wagner roncon / Joselito vieira 63 pts 3) andré miranda/alison pedroso 58,5 pts triton er 1) Fabricio Bianchini/marcos Finato 81 pts 2) peterson oliveira/Jorge peters 72 pts 3) cristian domecg/Weidner moreira 63 pts triton rs 1) Fernando ewerton/pedro eurico 45 pts 2) marcelo mendes/ Breno resende 42 pts 3) Lucas moraes/Kaique Bentivoglio 39 pts classificação pirassununga (sp) tr4r 1) Juliano Jorge diener Filho/Jorge Luís cubas diener 90 pts 2) Bartolomeu Nunes/Jorge peters 74 pts 3) daltro maronezi/guilherme rezende 70 pts tr4er 1) Fred macedo/marcelo haseyama 88 pts 2) marcelo Fiuza/ dalmo Bergantin 82 pts 3) celso macedo/Belém macedo 72 pts tr4er Master 1) sergio gugelmin/marcos maia 88 pts 2) Jocimar ristow/isca pinto 76 pts 3) henry grosskopf/gunnar dums 74 pts triton er 1) glauber Fontoura/minae myiauti 72 pts 2) ricardo Feltre/ andre Lucas munhoz 72 pts 3) marco antonio mendes/ivo mayer 64 pts triton rs 1) Lucas moraes/Kaique Bentivoglio 90 pts 2) Felipe ewerton/rodrigo mello 84 pts 3) marcelo mendes/Breno resende 78 pts próxiMas etapas 13 set Indaiatuba (SP)

11 out Jaguariúna (SP)

08 noV Mogi Guaçu (SP)

dupla. Temos que manter o foco porque tem muito a ser disputado ainda”, afirmou o navegador. A categoria mais concorrida da temporada tem sido a Triton ER: a cada etapa há alternância de lugares no

Venha acelerar na Mitsubishi cup

pódio. Quem se deu bem nessa vez foram Glauber Fontoura e Minae

os veículos de competição da mitsubishi cup saem prontos da linha

Myiauti. “O nível está cada vez mais alto. Essa etapa foi uma das mais

de montagem da fábrica de catalão (go) para o rali. para comprar ou

difíceis do ano”, resumiu a navegadora.

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Já na Triton RS, a vitória ficou com a dupla Lucas Moraes e Kaique

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Bentivoglio. Os dois venceram três das quatro etapas disputadas e despontam como favoritos ao título. “Nossa intenção ao subir de categoria era ficar entre os cinco primeiros colocados. Estou feliz pelas

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vitórias, mas tem muito ainda para acontecer. Não podemos relaxar até o fim”, disse, numa antecipação das fortes emoções que estão por vir nas próximas etapas da Mitsubishi Cup. 124

[Mitrevista] setembro 2014

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[Mitrevista] setembro 2014


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Pousada Rancho do Peixe

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Praia do Preá/ ce Um tranquilo e encantador refúgio, em uma fazenda de coqueiros de 200 mil m² com dunas e vegetação nativa. E de frente para o mar. Seus 20 bangalôs de madeira e cobertos com palha se espalham pelo coqueiral junto à praia. Com iluminação e ventilação naturais, é possível sentir a brisa do mar, ver o pôr do sol ou conversar sob o luar. Possui restaurante com especialidades da cozinha brasileira e regional, lounge com jogos e TV, piscina com 25 metros, espreguiçadeiras, escola de kitesurf, guardería, lavanderia e o famoso bar na praia. www.ranchodopeixe.com.br

ReseRva do iBitiPoca conceição do ibitipoca/ MG

A Reserva do Ibitipoca começou em 1981 com a compra da Fazenda do Engenho, uma das mais antigas da região e que hoje abriga a pousada da reserva. Mais adiante, foram adquiridas terras, na maior parte abandonadas ou de pastagem. O hotel faz o reflorestamento de espécies da flora nativa e forma corredores de fauna, proporcionando maior espaço e melhores condições para a reprodução de animais silvestres. www.reservadoibitipoca.com.br

BaRRa do Bié cunha/ sP

Uma descoberta de novas emoções, o despertar dos sentidos, sons, cheiros, sabores e cores. A pousada está entre Cunha e Paraty, a 6 km do asfalto, na serra do Mar, entre araucárias, castanheiras e carvalhos. Todo o projeto visa o atendimento personalizado, o conforto, a descontração e contemplação de uma área de rara beleza. Celulares não funcionam para não atrapalhar a paz do lugar. www.pousadabarradobie.com.br [Mitrevista] setembro 2014

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dIvulgação

MIT ParcerIas

Tudo pelo celular. Ou quase tudo ClIEnTES ITAú AGOrA PODEm rECEBEr InfOrmAçõES DE SuAS COnTAS POr mEnSAGEm SEm PrECISAr DE COnExãO COm A InTErnET Por Luis Fernando staub*

A

ssim como a indústria automobilística, o setor bancário está sempre inovando e buscando soluções para facilitar a vida de seus clientes. E quem tem recebido atenção e investimento especial são os celulares. Cada vez mais sofisticados e com recursos antes inimagináveis, hoje esses aparelhos são utilizados para praticamente tudo: receber e enviar e-mails, tirar fotos, fazer videoconferências, acessar a internet, pagar contas e muitas outras funções, inclusive substituir os aparelhos GPS, muito comuns para quem gosta de enfrentar uma trilha. 128

[Mitrevista] setembro 2014

Porém, o número de celulares no país traz uma informação interessante. Dados do mercado indicam que existem hoje aproximadamente 112 milhões de aparelhos no Brasil. Desse total, 78 milhões são os chamados feature phones, celulares mais simples e com menos recursos do que os smartphones, sendo que 60,2% pertencem às classes C, D e E. Ou seja, uma grande parcela de proprietários de celulares não pode aproveitar a infinidade de aplicativos disponíveis e fica sem acesso a diversas facilidades. Pensando nesse público, o Itaú passou a disponibilizar para seus clientes novas funcionalida-


Mafra


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dIvulgação

MIT ParcerIas

des via SMS Bidirecional. Assim, até mesmo os donos de aparelhos mais simples podem receber informações de conta corrente ou cartão de crédito de maneira prática e rápida. Com o SMS Itaú, o cliente envia uma mensagem de texto para um determinado número e, em segundos, recebe a resposta com a informação solicitada. É possível consultar o saldo e extrato da conta, lançamentos no cartão de crédito, limites, entre outros serviços. O objetivo é oferecer uma opção fácil e rápida para o cliente receber informações de sua conta onde quer que leve o celular, seja em casa, no trabalho, nas ruas ou até mesmo em uma fila. E, diferentemente dos outros tipos de serviços de mobile banking, o SMS Itaú não precisa de uma conexão com a internet. 130

[Mitrevista] setembro 2014

Outra funcionalidade que o Itaú está oferecendo aos seus clientes usuários dos feature phones é a possibilidade de recarregar créditos para celulares por mensagem de texto, sem precisar acessar a conta bancária. A novidade está disponível para clientes das operadoras Claro, Nextel, Oi, Vivo e TIM. Porém, apesar de tantos recursos e facilidades que os aparelhos celulares oferecem, não devemos nos esquecer de que a combinação “dirigir e utilizar celular” não é nada segura. O celular veio para ficar, conectando e facilitando a vida das pessoas, mas saber a hora certa de usá-lo é fundamental. (*): Luis Fernando Staub é diretor-executivo do Itaú Unibanco.


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Black Ballon

MIT ParcerIas

Funcionalidade para a L200 Triton ALéM de perSOnALizAr A CAbine dUpLA, nOVO rACK de TeTO dA KeKO FACiLiTA O TrAnSpOrTe de CArgAS

U

m acessório simples na concepção, elegante no conceito e funcional no uso. Foi pensando nisso que a Keko Acessórios desenvolveu o novo rack de teto original para a L200 Triton. Homologado pela Mitsubishi, o produto passou por um redesenho completo: ganhou linhas e curvatura mais suaves para ficar totalmente integrado ao veículo. Confeccionado em alumínio, o produto tem travas de aço acopladas ao sistema de fixação do carro, sem necessidade de qualquer tipo de furação. Tem pintura automotiva a pó na cor preta, dentro do padrão da montadora, oferecendo resistência aos raios UV. O acessório foi desenvolvido para instalação na parte traseira do teto da cabine dupla, auxiliando no transporte de cargas. Suportes metálicos nas laterais do rack facilitam a amarração da carga, ampliam a funcionalidade do carro e a utilização da caçamba. Sua

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capacidade de carga é de 50 quilos. Além da praticidade, o rack confere robustez e personalidade para a Mitsubishi L200 Triton. Aumenta ainda mais a personalização do veículo quando instalado em conjunto com outros acessórios originais produzidos pela Keko. Líder brasileira no segmento de personalização automotiva, a Keko disponibiliza uma linha completa de acessórios originais que agregam valor ao veículo, de acordo com o estilo e personalidade de cada perfil de consumidor. A empresa produz protetores frontais, que garantem robustez e imponência à dianteira; estribos, que trazem proteção e funcionalidade para a lateral; santantônios com design exclusivo e capotas marítimas, entre outros itens de personalização para tornar cada veículo único e com a cara do dono. www.keko.com.br


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dIvulgação

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Transzero: em todo o Brasil TranSpOrTaDOra leva veículOS MITSuBISHI pelO paíS

D

esde 1997 a Transzero possui um sistema de gestão da qualidade ISO9001, que determina critérios e métodos para assegurar que a operação e o controle do transporte de veículos sejam processos eficazes. Há mais de 50 anos no mercado e conhecida como uma das maiores transportadoras do país, a Transzero leva para todo o Brasil os veículos Mitsubishi, investindo em tecnologia e respeitando rígidos padrões de qualidade, numa

134

[Mitrevista] setembro 2014

operação logística na qual pontualidade e confiabilidade caminham juntas. Qualidade, inovação, tecnologia e agilidade, todas as vantagens de uma transportadora, você encontra na Transzero. O segredo desse sucesso está no foco da satisfação do cliente, sempre em primeiro plano. www.transzero.com.br


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J

á faz tempo que blindar um automóvel deixou de ser sinônimo de altos custos de instalação e manutenção. Nos últimos anos, as empresas especializadas no mercado de proteção criaram tecnologias avançadas em blindagem automotiva, levando ao desenvolvimento de sistemas de proteção cada vez mais leves, acessíveis e eficazes. Um exemplo é o Armura®, lançado em 2008 pela DuPont com o propósito de estender a blindagem automotiva para uma parcela ainda maior da população. Disponível para 24 modelos, o produto se diferencia pelo baixo peso – aproximadamente 90 quilos – e pelo seu sistema de instalação, mais prático quando comparado ao 136

[Mitrevista] setembro 2014

tradicional. O resultado é o baixo impacto nos componentes do veículo e, consequentemente, custo reduzido de manutenção. “Esse é um diferencial importante e que levou a uma associação com a DuPont para o fornecimento da blindagem automotiva aos clientes Mitsubishi Motors”, destaca Fernando Julianelli, diretor de marketing da montadora. Firmado em 2010, o acordo com a Mitsubishi Motors resultou em uma parceria de sucesso. Atualmente, mais de 90% da frota comercializada pela empresa no Brasil pode ser blindada com o sistema Armura®. Entre as facilidades, destaque para a possibilidade de


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instalação do produto no momento da compra e a garantia de três anos oferecida pela DuPont. “Vale destacar que os clientes Mitsubishi Motors não perdem a garantia dada pela montadora”, ressalta Julianelli. Além da parceria na oferta da blindagem, a DuPont apoia o Mitsubishi Lancer Cup. “É um produto altamente eficaz e seguro. Armura® é certificado pelo Ministério da Defesa no Nível I da norma NBR 15000 da ABNT e o único sistema de blindagem do mercado que passa por testes balísticos antes do lançamento da tecnologia para novos modelos”, comenta Carlos Benatto, gerente de negócios da DuPont. 138

[Mitrevista] setembro 2014

expansão – Para ampliar as vendas do produto no país, a DuPont fechou uma importante parceria com a RT blindados, empresa de acessórios automotivos do grupo Russi. Enquanto a DuPont atua no desenvolvimento de novos modelos de Armura® e no estabelecimento de acordos estratégicos, a RT Blindados é responsável pelas atividades de vendas e expansão do modelo de negócio. “Nossa proposta é estender a tecnologia para um número maior de brasileiros”, completa Benatto. www.armura.com.br


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Pedro haMdan

MIT ParcerIas

Inovação em todos os campos MAGNEtI MARELLI FABRICA EM SEtE PLANtAS BRASILEIRAS PRODutOS PARA AS MAIORES EMPRESAS DO SEtOR

A

Magneti Marelli faz parte de um grupo internacional focado na produção de componentes automotivos de alta tecnologia. Em 19 países, a empresa soma 85 unidades de produção, 12 Centros de Pesquisa e Desenvolvimento e 26 Centros de Aplicação. No Brasil, a Magneti Marelli está presente nos estados de São Paulo (Amparo, Hortolândia e Mauá) e Minas Gerais (Contagem, Itaúna, Lavras e Sete Lagoas), atuando nos mais importantes segmentos de fornecimento de autopeças. Com a marca Cofap, a empresa é líder no setor de amortecedores de suspensão, com 75% do mercado original e 65% do mercado de 140

[Mitrevista] setembro 2014

reposição. No segmento de powertrain, produz sistemas de controle do motor (injeção eletrônica de combustível e centrais eletrônicas) e a transmissão manual automatizada Free Choice. Além disso, detém a patente do sistema Common Rail para motores diesel. Na área de iluminação, a Magneti Marelli é responsável por inovações como fontes de luz de xenônio ou LED e o desenvolvimento de funções específicas como o AFS (Sistema Adaptativo de Iluminação Dianteira), o IR-System (Sistema Infravermelho) e o DRS (Luz Diurna). No mercado de sistemas de exaustão, a empresa inova com dispositivos de pós-tratamento para redução do NOx do


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diesel, como o SCR (Conversor de Redução Seletiva Catalítica) e o NSC (Conversor de Armazenamento de NOx). No campo de sistemas eletrônicos, a companhia fornece painéis de instrumentos e tem 20 anos de experiência em navegação por satélite, oferecendo conforto, segurança e entretenimento. Fabrica suspensões com sistemas dinâmicos inovadores como F.L.E.C.S (Flexible Link, Elevated Compliance Suspension) e T.O.R.C.S (Torsion Rod Compliant Suspension). Produz componentes e módulos plásticos para interiores e exteriores de veículos. Agrega aos para-choques, por exemplo, elementos de design, aliando estilo à segurança. Já a produção de tanques

de combustível de termoplástico representa redução de peso e eliminação do risco de faíscas e explosões e de corrosão, típico das versões feitas em chapa metálica. A Magneti Marelli também marca forte presença no mercado de reposição de autopeças, sendo a segunda maior empresa do setor, oferecendo um portfólio de mais de 50 linhas de produtos com as marcas Cofap e Magneti Marelli por meio de cinco escritórios regionais de vendas em Curitiba, Goiânia, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. www.magnetimarelli.com.br [Mitrevista] setembro 2014

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dIvulgação

MIT ParcerIas

Dez anos de parceria Embracon e Mitsubishi CONSórCiO SE CONSOLiDA COMO MANEirA ECONôMiCA DE PLANEjAr A COMPrA DO AuTOMóvEL

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Mitsubishi e o Consórcio Embracon, uma das principais administradoras do país, com 26 anos de solidez no mercado, celebram em 2014 dez anos de sucesso da parceria do MitConsórcio. Nessa década, o público 4x4 encontrou uma maneira econômica de adquirir um automóvel com planejamento e segurança. O cliente Mit pode programar a compra do veículo em até 100 parcelas, com juro zero, além de contar com diversas vantagens, como o Plano Troca de Chaves, no qual o cliente pode oferecer seu carro atual ao negociar a compra de um automóvel com qualquer concessionária Mitsubishi, utilizando esse valor para cobrir parcial ou totalmente o lance. Sem contar que os grupos de consórcio Mitsubishi têm mais contemplações mensais e o Lance Facilitado, no qual o cliente pode utilizar 25% do próprio crédito como lance. Há ainda outro diferencial: o índice de aprovação automática chega a 80%. Dados do primeiro quadrimestre deste ano, divulgados pelo Ban142

[Mitrevista] setembro 2014

co Central, comprovam que o brasileiro continua confiante no sistema de consórcio para a aquisição. As contemplações representaram 21,1% do total de créditos liberados ao mercado para aquisição de veículos automotores. Pelo MitConsórcio, o cliente tem a garantia de entrega pela fábrica e o padrão de qualidade do Embracon. Quando é contemplado, o consorciado pode escolher seu carro em qualquer concessionária Mitsubishi do território nacional. Tem também à disposição uma Central Telefônica exclusiva, com atendimento personalizado pelo 0800 817 6566. No site www.consorciomitsubishi. com.br, o cliente pode realizar simulações e compra de planos e, ainda, conversar com os consultores por chat e acompanhar as assembleias mensais. Além da compra on-line, o MitConsórcio pode ser adquirido nos concessionários Mitsubishi de todo o país. www.consorciomitsubishi.com.br


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