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Anol

N°I-ABRIL-2010

Revista

umas

aetês

/

cultural LIO CÉSAR o Mulatólogo do Brasil

Luiz Carlos

Magalh~es

RNAVAL, FESTA DA PAIXAO! Felipe Ferreira

Uma arte Carioca Bruno Fillipo S PROFISSIONAIS DO CARNAVAL A

a

PREMIO

PI mas&Paetês •

home agem a Oswaldo Sargentelli


Nosso Projeto prioriza a inserção no mercado de trabalho especializado de

Doze cursos compõem o projeto:

pessoas dos mais variados perfis,

gestão de carnaval, desenho de

criando laços profissionais e pessoais,

figurinos, confecção de fantasia

com a ampliação dos conhecimentos

módulo básico, intermediário e

adquiridos, propiciando oportunidades

avançado, perucaria, técnicas para

aos futuros artífices que, poderão atuar

adereçar escultura de alegoria, artes

não só no Brasil, como no exterior,

em espuma, escultura de isopor com

visto ser o carnaval um dos eventos

técnica de pastelação, percussão,

mais importantes no ramo do

maquiagem artística, modelagem e

entretenimento em todo o mundo.

montagem de peças de arame.

...

w\V\v.plulllasepaetescultural.colll .br

.....:}

•..

Plumas ~ Palc têS ClI t lira I


Itona

QS

da Secretária Municipal de Cultura

I;ês cultural

carnaval carioca representa de forma radiante o que há de mais contemporâneo

Revista nO 1 6° Prêmio Plumas & Paetês 2010 www.plumesepaetescultural.com.br

no âmbito das festas populares. O antropólogo Roberto da Motta em seu livro "Carnavais, Malandros e Heróis", publicado em 1979, trata dos valores, do caráter de

Diretores:

uma sociedade acima do tempo e do culto

José Antônio Rodrigues

às "celebridades."

Projeto gráfico e direção de arte:

O prêmio aos artífices e profissionais do carnaval não só reafirma a visão do nosso brilhante antropólogo, como ena ltece o fazer artístico daqueles que não são vistos aos o lhos nus.

levi Cintra - levicintra@gmail.com Colaboradores:

Bruno Filippo, Felipe Ferreira e luis Carlos Magalhães

Precisamos reconhecer o valor desses nossos artífices, que um tanto "Heróis" enchem de poesia o carnaval. Buscamos, todos, o "sonho impossível" que esses maravilhosos artistas anônimos - artesãos, pintores de arte, escultores ... realizam, fazendo do nosso carnaval o maior espetáculo do planeta. Parabéns aos profissionais do carnaval. Parabéns aos idealizadores do "Premio aos Artífices e Profissionais do Carnaval", que reconhecem estes profissionais como a força motriz do sonho brosileiro. Parabéns a todos !

CAPA: Julio César, produção Divino Estudio

Secretária MUnicipal de Cultura do Rio de Janeiro,_

...--.1


,

I a transformaçãO da AcreditamOS Gue I cultura, por sua 'I' será pe a é sociedade brasl eira It"ral o carnaval , 'd 'nuezacu" d divers1da e e"~ d 'mensa gama e , 'd reflexo a I sem duv, ai um mentoS de nosso povo, expressões e pensa ' mportante para sua m agente I tornando-se u I ão e harmonia, evouÇ

BASTIDORES

APRESENTAÇAO OBJETIVOS

Administrador, gestor cultural e pósgraduado em cornaval e cultura

/0

O

o

REGULAMENTO ./

,

VEM DE LA ...

Designer, Programador Visual, Ilustrador e figurinista

f

c -

GALERIA

u

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Produtora, gestora cultura l

CATEGORIAS PREMIADAS

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HOMENAGEM

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G

Estilista e

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empresário de modo

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Produtor cultural e médico

OMENTO CULTURAL

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Gestora cu ltural empresária

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-AO DE CARNAVAL /

Jornalista, fotógrafa, gestora

PROFISS

de comovo I e cineasta .

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~

,


BASTIDORES Olho o Prêmio Plumas e PaEltês como Cann-es, no carnaval. Os premiados de Plumas e Paetês são as formiguinhas da folia que formam o espetáculo geral. Eles não são percebidos, mas sua existência é muito importante. Os artistas agora sentidos em Plumas e Paetês resgatam suas vidas. Eles se assemelham às células dos organismos que ninguém vê, mas que compõem o desenho final do corpo. Parabéns aos organizadores, que saíram dos bancos universitários quando o carnaval foi reconhecido como matéria de ensino superior.

Graças ao Prêmio Plumas e

Paetês tive a oportunidade de estreitar relações com o Fábio

Ricardo, hoje um grande am igo. E, por conta disso, realizar a coreografia da comissão de frente da Rocinha no carnava l 20091 Por ironia do destino o prêmio me

deu sorte nos dois sentidos. Márcio Moura (Portela) melhor coreógrafo 2009

Dr. Hiram Araújo escritor e historiador

.. .Trabalho em equipe, comprometimento, paixão, dedicação e humildade, são alguns dos requisitos, que todo profissional do carnaval deve possuir, além, de trabalhar pensando sempre no plural e nunca no singular.

o

prêmio é uma grande honra aos grandes prof issionais do carnaval, pessoas que se dedicam e,

com seu talento, acrescentam mais ainda para esse espetáculo chamado - carnaval. Após essa premia,ão, muitas coisas mudaram em minha vida e vi que meu trabalho passou a ser reconhecid o por todos do meio

carnavalesco. Ricardo Fernandes (unidos da Tijuca) melhor diretor de carnaval 2006, 2007,2009 e 2010

Anderson Abreu (Salgueiro) melhor aderecista 2006 e 2007

Devo confessar que estou muito feliz e orgulhosa por saber que ex-alunos meus, fazem parte da criação do Prêmio Plumas e Paetês. Aliás, um prêmio mais que merecido para as pessoas que arduamente trabalham nos bastidores do maior espetáculo da Terra.

Prof. M.S. Luciene Seita Coordenação - Pós-Graduação em Carnaval e Cultura Universidade Estácio de Sá

O Prêmio Plumas & Paetês além de ter sido o primeiro a me premiar no carnaval em 2006, quando ainda era figurinista da Mangueira, serviu para me encorajar a seguir a carreira de carnavalesco, pois durante muito tempo, estive nas sombras e nos bastidores dos barracões por onde trabalhei. A partir daí, surgiram propostas para assumir um carnaval sozinho. Hoje sou reconhecido por todos com omeu trabalho, isso não tem dinheiro que pague...

Fábio Ricardo carnavalesco da São Clemente


·-e

APRESENTAÇÃO

um bate papo entre amigos e admiradores da arte carnavalesca, lamentavam a ausência de um evento que exaltasse a importância dos profissionais de carnaval sem distinção ou hierarquia, observando que as poucas iniciativas existentes não atendiam as necessidades

\-_..1

e

expectativas

deste

público

diversificado e criativo. Desta conversa surgiu a idéia da realização de um evento que reunisse artífices e profissionais ligados à cultura do carnaval carioca e que homenageasse, a cada ano, os que melhor se destacassem em suas funções específicas. Com esta iniciativa, foram criados laços e relações profissionais e dada a oportunidade destes profissionais serem reconhecidos publicamente, visto que, a maioria vive no anonimato, dificultando o crescimento profissional por falta de oportunidades para novos desafios.

o PRÊMIO PLUMAS & PAETÊS tem como principal missão, buscar a valorização e o reconhecimento profissional de todos os envolvidos, criando novas oportunidades e credibilidade no fazer carnavalesco, junto ao mercado cultural. Em nossa concepção estes são os verdadeiros "Destaques da Folia" q@ merecem as luzes do palco e aplausos. J

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Homenagear do Carnaval

;ior.ais que atuam nos bastidores premiação anual;

Resgatar a OlJ1ro . . constroem a •

lonlsal)ili4i1a(le e dignidade dos que

Formar maiores afinidades e profissionalismo entre todos os envolvidos-oo iODtistria do carnaval; Torná-Ios-..mais conhecidos pelo público e do mercado de trabalho;

J

~

Realizar um grande evento festivo para os que se destacarem a cada ano em suas funções, como já acontece em outras áreas ligadas às atividades culturais no mundo; Personalizar o evento, tornando-o, como vem sendo considerado: "O Oscar dos profissionais do CamcwW Carioca.n

A Distribuidora de Produtos Térmicos e Hidráulicos, Sempre Presente no

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A Vota~ão: A votação ocorre durante os desfiles dos grupos

ue

desfilam na Apoteose: Escolhas Mirins (AESM-RIO), Acesso (AESCRJ), Acesso A (LESGA), Especial (LI ESA).

Os Julgadores: A equipe de julgadores é formada, pelos coordenadores do Projeto, gestores ormados pelo Instituto do Carnaval, Pós-Graduados em carnaval e cultura, além de estudiosos de carnaval. Ambos estarão assistindo aos desfiles em diferentes lugares na Avenida Marquês de Sapucaí. As fichas de julgamento são entregues à coordenação do Prêmio logo após o término dos desfiles.

--..) O Julgamento: As avaliações são feitas pelo trabalho final apresentado no dia dos desfiles. Assim os . rofissionais responsáveis por cada categoria existente no universo do carnaval, terão a chance de serem valorizados individualmente, pelos critérios de cada quesito.

A Apura~ão: É feita em reunião com toda a equipe, onde os coordenadores apresentam todas as indicações apuradas, definindo-se os mais votados em cada categoria profissional. J

Os Premiados: Definido os destaques de cada categoria,~es são conhecidos na semana subseqüente ao desfiles das campeãs, através da relação que é divulgada junto aos meios de comunicação.

J

A

Pr.mla~ão: O evento de entrega dos troféus aos Artífices e

profissionais do carnaval, será realizado sempre no primeiro trimestre do ano, em data que será definida pela coordenação do Prêmio em conjunto com os patrocinadores.


VEM DE LÁ•••

e.·

~

JULIO CESAR

o novo Mulatólogo do Brasil ulio César, pau listano, Empresário, Produtor, Mu latálogo, destacando-

majestosos espetáculos.

transformou sua vida ao largar uma

Seu maior empenho para o desenvolver

carreira promissora de informática

todo esse trabalho, consiste em descobrir

Brasi l, pioneira no páis e especializada em e

promover eventos

da

Cu ltura

Brasileira em geral.

o

marco

e investir nas mulatas brasileiras como verdadeiras musas do cenário nacional. A morte do Mestre Sargentelli deixou um grande vazio no universo do samba , como

show carnavalesco e a cu ltura -afro são o

grande

Mestre Sargentelli, fazendo a junção de paulistas e cariocas em

se como jurado de concursos e comentarista de rainhas,

para fundar em 2004 a Agência Well divulgar

retorna a Rede Globo sendo até comparado a Di Cavalcante e o

na

sua

bri lha nte

carreira

profissional devido a ousadia no estilo práprio e

Fênix renasce das cinzas, o posto de Mulatólogo, renasce na figura de Julio

César,

defensor

inovador.

como

de

radical

pass istas

e

sambistas, levando essa

o domínio nos grandes espetácu los despertou o

profunda

interesse e atenção do público pela qualidade

magia para

dos mesmos .

os

A ênfase é para lindas, elegantes e disciplinadas

cantos do mundo e

mu latas que, devido ao preparo e a seriedade

transmitindo

dos treinos conseguem arrebatar aplausos e

conscientização

sete

deixar a platéia

de formo

extasiada.

objetiva sem denegrir a imagem

Em

do

matéria

Brasil

clara,

tanto

especial da Rede G lobo,

quanto de sua cultura.

em 2008 foi

Enfim, o Mu latólogo por si só não pode garantir e

cons iderado o

Grande

Mu l atálogo Brasil

e

evolução

do

trabalho campo

do

com

em

a seu

nesse 2010

promover toda essa ascensão cultural, é mister: Apoio, Parcerias e Patrocínios para a valori zação de seres humanos que têm como meio de subsistência essa

cultura

mesclada

de

profissiona lismo sério e relevante.


路-e

GALERIA

. .. 1

A

I


&;. ,

I

.--


·.e

CATEGORIAS PREMIADAS

Aderecistas

Diretores do Carnaval

José Paulo e Kleber Santos (Alegria da Zona Sul); Thiago Martins - (Rocinha); Wellington Silva (Grande Rio);

Flavio Melo - (Alegria da Z. Sul); Ricardo Almeida Gomes (São Clemente); Ricardo Fernandes (U. da Tijuca);

Figurinistas

Diretor de Harmonia

Severo luzardo (Arranco); Jack Vasconcelos (Imp. Da Tijuca); Paulo Menezes - (Porto da Pedra);

Rômulo Ramos (Mocidade)

Escultores

Coreógrafos

David Lima (Sereno de Campo. Grande); Junior Scapim (Imp. Tijuca); Rodrigo Negri e Patrícia Moto (U. Tijuca);

Charles Fernandes Rocha (U. Padre Miguel); Rossy Amoedo, Élson Cardoso, William Mansur e Wagner de Souza (Beija-Flor);

Melhores Compositores de 2010

Costureiras

Jeferson Lima, Flavinho, Gil Branco, Me leva e Guga (Imperatriz);

João Vitor (Racinha); Sandra Damasceno (Porto da Pedra);

Melhor Intérprete de 2010

Bruno Ribas (U. Tijuca); Carpinteiros

Robson Soares Vieira (U. Padre Miguel); José Castelo ( U.da Ilha); Pintor

Mestres de Bateria

Antonio Carlos Mesquita -"Capoeira" (Imp. Tijuca); Mestre de Bateria Grupo Especial - Mestre Marcane (Imperatriz);

Kennedy Prata- (Beija-Flor); Destaques Maquiador Artístico

lIuminadores

Ricardo Ferrador (Alegria da Z. Sul); Nelcimar Pires (Rocinha); Tânia índio da Brasil (Mangueira); Zezito Ávila (Beija-Flor);

Ricardo lopes - (Rocinha); André Reis e Marcos Antonio Oliveira (Beija Flor);

Destaques Performáticos

Forreiros

Ivi Mesquita (Estácio de Sá); Joubert Moreno (U. da Tijuca);

Ulysses Rabelo (U. da Tijuca);

Adilson Silva (U. Pde. Miguel); Zely lanoa - (Grande Ria);

Personalidade do Carnaval em 2010

Tânia índio da Brasil (50 anos de desfile); Carnavalescos

levi Cintra e Ricardo Dias (Estrelinha da Mocidade); Lane Santana - (Alegria da Z Sul); Fabio Ricardo - (Rocinha); Paulo Barros (U. da Tijuca); Historiadores/Pesquisadores

Jack Vasconcelos (Imp. Tijuca) Marcos Roza ( Imperatriz) ;

ReYela~ão

do Carnaval em 2010

Elisa Fernandes (Dir. de Carnaval da U. de Jacarepaguá) ; Prêmio Eu Sou o Samba

Marlene Povão (Estácio de Sá) Dodô da Partela


·-e

HOMENAGEM

Oswaldo Sargentelli ,empresário e

1961, veia a televisão,

Em

apresentador de shows de samba -

paradoxa lmente sob a forma

com suas famosas e lindíssimas

da entrevistador impiedosa, a

"mulatos

voz farte em off, às vezes

que

nõo

estão

no

mapa" -via nos enredos e desfiles das

esco las

de

samba

massacrando as convidadas.

a

manifestação mais pura e emblemática da cultura popular carioca, que se difundiu país afora. Apaixonado pela mulata , pelo Botafogo e pela Portela, tinha nos sambas-enredo, no samba no pé das passistas, no mestre-sala e porta-bandeira, nas alas das

1965, as primeiras tentativas

Em

de shows de samba em pequenas palcos. Am igo de Jamelão, Clementina de Jesus e Dana Ivone Lara, a eles recorre para entrevistas e apresentaçães. Em

67, Copacabana; em 71, Lagoa; finalmente, em 1974,

baianas, na velha-guarda e nos carros enfeitados com

a Oba -Oba de Ipanema, que brilhou durante 10 anos,

seus destaques, sua quarta paixão.

fazenda uma ponte entre o verdadeira samba que vinha da zana norte, subúrbios e Baixada, além

Nascida a

8 de Dezembro de 1922, dia de Nossa

da zana sul, e o publica das bairros mali ~rofisti<:adlos;

Senhora da Conceição, na coração da Lapa, filha e

para um publica de todas os cantos da

neta de italianos, sobrinha de Lamartine Baba, desde

foi um pula.

ceda a menina conviveu com a geléia geral da cultura descendentes, convivendo, pacíficas e unidas, na luta

Sargentelli continuou até a fim de sua vida, aos 80 incompletas, fazenda pequenas shows e palestras, SeITlP,r~

pela sobrevivência. Foi seu primeiro cantata com o

com

samba,

componentes das escalas sempre estiveram em seu palco e

das imigrantes italianas, portugueses, judeus e das afro -

numa

admiração

que

nunca

mais

o

um

pública

cativa.

Os

sambas-enreda

abandonou .

em seu coração.

Passou pela Aeronáutica, formou -se em contabilidade, mas a que desejava mesma era traba lhar na rádio,

Três escolas de samba a Mocidade Independente de Padre fAial,~1

ande começou em fins de

1952. Quatro anos depois

criava o primeiro programa tipo lJ eu - sozinho", mais o

suas fantásticas mulatas para tUl'ld(]J\a desfilar pela escola.

operador de rádio, batendo papo, tocando samba e rece~en~vido <Lo! do mundo do samba, famosas

ou~ ~

2 ~

'.

Em

1999, a Vila Rica de Copacabana

um linda samba-enreda. Finalmente, em da Tijuca prestou-lhe uma linda

"

'

homenagem, convidando seu filha

Osvaldo

Sargentelli

Filha para representá -lo na alta de um carro que exibia a fachada da boate "ObaOba",com

a

samba

"Sargentelli, um carioca da Brasil- é samba, é alegria, é mulata nata mil".

e

e


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Dança

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MOMENTO CULTURAL

Uma

e •

arloca

Por Felipe Ferreira (professor adjunto do Instituto de Artes da UERJ e coordenador do Centro de Referência do Carnaval e do programa de pósgraduação em Artes/LART/UERJ)

razões para o adoção do julgamento baseado em quesitos que pracura destacar algumas dessas fra ções que compõe a totalidade de um desfile. Entretanto, mesmo com este tipo de julgamento,

xpressões legítimas da força da cultura

os pracessos criativos essenciais para a expressão

popular carioca, as escolas de samba são

visual de uma escola de samba permanecem como

produtos

de

que obscurecidos pela imponência do conjunto.

práticas resumidas no momento de sua

Apesa r disso, eles não podem , nem devem, servistos

apresentação

carna val.

como expressões menores ou menos importantes de

Consideradas em seu conjunto como

um desfile. Ao contrário, é na cria ção coti diana dos

verdodeiras obras de arte, estas óperas populares

barracões, nas soluções práticas dos ateliês, no dia-

de rua podem servistas, tombém, como espaços de

a-dia das pranchetas de desenho, das máquinas de

criação para uma grande variedade de artistos. Ou

costura , das soldas e dos blocos de isopor que se faz

seja,

o

de

uma

"grande

multipli cidade

durante

o

orte"

a arte mais essencial do carnaval.

Ao contrário, é na cria~ão representodo por uma escola cotidiana dos barracões, nas de sombo em desfile também é solu~ões práticas dos ateliês, a reunião de uma no dia-a-dia das pranchetas surpreendente variedade de de desenho, das máquinas de costura, das soldas e dos expressões criativas de muitos artistas, do mesmo modo que a blocos de isopor que se faz a arte mais essencial do apresentação de um balé , de carnaval. umo peça teatral ou de uma

Janeiro antes, durante e depois do

sinfonia

que, cada vez mais, caminham em

são

resultados

do

Arte que remete, sim, à criatividade popular, presente igualmente nos blocos de rua que invadem o Rio de carnaval , mas que também pode ser vista como expressão da poética de grandes

criadores,

normalmente

"escondidos" nos barracões mas

trabalho e do criotividode de uma gama de

direção a um reconhecimento pe lo mundo da arte.

criadores.

Este reconhecimento é, deste modo, elemento

Por outra lado, a grandiosidade espetacular da

essencial da própria forma como a arte dos

apresentação de uma escola de samba durante o

criadores carnavalescos é percebida. Reconhecer a

carnaval - associando movimento, dramaturgia e

criatividade de uma estrutura de ferro, destacar a

canto à man ifestação plástica das alegorias e

riqueza de uma escultura em iS0Ror ou ressalta r a

fantasias - tem como efeito principal a submissão

complexidade de um adereço de acetato são fo rm as

de todos estes elementos ao conjunto da escola.

de se repensar o signifcado

Entregar-se à natural empolgação ao participar de

com o carnaval.

um desfile ou assisti- lo é, muitas vezes, deixar de

surp

perceber com detalhes suas partes constituintes, colocando

de

lado

a

riqueza

das

criações

individuais em prol do todo. Esta é, aliás, uma das

É est

da

arte e sua arnava! esca ,

que nos arte abrindo espaço

novos chamar

daquilo que podemos •


e.·

~

GESTAO DE CARNAVAL

o curso superior e

os profissionais do CARNAVAL Por Bruno Filippo, jornalista, sociólogo, professor e coordenador do Instituto do Carnaval da Universidade EstáGio de Sá.

do Instituto do Carnaval, acompanhei a trajetária e a evolução desses alunos que hoje põem em prática o que aprenderam em sala de aula - e isso me enche de orgulho! E me dá ensejo para responder à pergunta do

ue significa um curso superior de

início do texto.

carnaval? A pergunta é pertinente

Um curso superior de carnaval não pode se propor a

porque o Prêmio Plumas e Paetês surgiu dos bancos universitários do Instituto do Carnava l, onde José Antônio,

John

M ichael,

Viegas, Elisa Sa ntos e outros

Teca

cursaram o

Curso Superior de Carnava l, uma iniciativa pioneira que neste ano de

20 10, cinco anos

apás seu surgimento, deu frutos que,

caídos

ao

chão

pe la

mad ureza, começam a fincar raízes.

O primeiro deles é o práprio Plumas e Paetês, que chega à sexta edição cada vez mais

interferir em aspectos culturais e simbálicos; o Instituto do Carnaval não ensina a sambar, a tocar instrumento, a compor sambas. Não é esse o papel de universidade - embora existam , fora do ambiente acadêmico, cursos e oficinas em que o aluno aprende os passos do samba e a familiarizar-se com a bateria.

Como coordenador e professor do Instituto do Carnaval, acompanhei a traietória e a evolu~ão desses alunos que hoie põem em prática o que aprenderam em sala de aula

prestig iado pe los profissiona is

Carnaval tem por objetivo, isso sim, qualificar mão-de -obra para a indústria cu lturol em que o carnaval está inserida - ainda que essa

destaca dos demais por dar visib ilidade aos

inserção

seja

somente

parcia l. Nesse aspecto, muito há por evoluir; falta muito para que os

do carnaval. Um prêmio que se

O Instituto do

artistas

reco nhecidos e os anônimos,

do

carnaval,

tenham

a

os

devido

anônimos artistas sem cujo empenho não

reconhecimento das escolas para as quais trabalham.

seria possíve l a rea lização daquele desfile que

Mas acredito que esse dia virá - e aí o Prêmio Plumas e

encanta e emociona.

Paetês, assim como o Instituto d0 Carnaval, serão vistos

Em carnava is não só do Rio, mas também de

como os visionários preGU rsores

outros estados, profissionais que se formaram

profissionais do carnaval.

no curso superior assum iram posição de destaque

em

escolas

de

samba

e em

institu ições. Como coorde nador e professor

do

\<aloriza çã o dos


·.e

PROFISSAO: CARNAVAL

CARNAVJ\L, FESTA DA PAIXAO!? Por Luiz Carlos Magalhães (colunista e pesquisador de Camaval) lucros sobre capital investido e até fonte suspeitos de enriquecimento sem causo, ou com pouco causaI como

os e aí afinal, é ou não é festa do paixão?

acontece em todos os segmentos onde o dinheiro pingo. A festa se profissionaliza para cimo em progressão

Pela pontuação aí em cimo é; mos pensando bem o pontuação insinuo uma dúvida: é?

geométrica e poro baixo em progressão aritmético. A racionalidade de quem emprega

Ou seró que não é, ou não está sendo mas l

deveria ser? Ou quem sobe é, mos não deveria ser?

é muitos vezes

contraposto à paixão de quem traba lha .. O caráter temporário do mão de obra igual mente conspira contra o trabalhador, o artista. A evolução da festa em seu topo deu casa de luxo, oficina de gola às escolas principais e a profissionais de

A questão do paixão no carnaval é mesmo assim cheio de

ponta. Quando a ponto é a outra o trabalhador do

contrad ições e conlravérsias . Sobretudo quando nos dirigimos o um contingente cada vez maior de homens e

carnaval, o artista , encontra os condições inacreditáveis

mulheres, de trabalhadores, de chefes de família que cada vez mais se envolvem no construção do festa .

de trabalho do Carandiru. Aqui e ali surgem entidades formadoras de mão de obra especializada disponibilizando, nesses três ou quatra

Como sabemos o festa "mudou de dono" não é de hoie.

meses,

trabalhadores

seduzidos

pelo

sonho

Deixou de ser representativo de um grupamento de

real ização entre as luzes e as cores dos quatro dias.

de

moradores do cidade que habitava morros e fa velas e que

O deseio e o busca da vitória nem sempre são bons

um dia inventou sua própria maneira de brincar o carnaval;

conselheiros. Boa parte das escolas deixa as prablemas

tudo a partir de sua própria ancestralidade e de fragmentos

para depois de fevereiro, ficando paro 16 pagamento de credores e do mão de obra utilizado.

de outras modalidades da folia iá praticados na cidade. Depois outros segmentos sociais se interessaram , aderiram; A festa se transformou e acabou por seduzir os mecanismos de turismo da cidade, de comunicação de massa e atraindo o ca pital.

Tempos difíceis esses de tra nsição. A festa é campeã em evolução para foro. Uma evolução que nem sempre, ou muito pouco, é acompanhado pelo observação dos direitos de trabalhadores e artistas tantas vezes submetidos à boa estrela de caírem em uma escola

''lIquele'' pequeno carnaval se transformou em grande

estruturado

espetáculo vendido a todos os públicas não só daqui camo

intencionados.

de outros cantos da Terra.

Desculpem o mau ieito, mos meu papel aqu i é torcer vocês. Esta aí é a minha aneira de torcer. E deseia

Aquela paixão in icial, lá dos décadas de 30,40 e 50, fincau raízes e ainda anda por aí, oro integral ora parcial mente.

sorte.

Para outros tantos o carnaval é fonte de salário, fonte de

Vão

com

gestor8-s

..~. ",uu

competentes

e

bem

paixão e quando não é. •


homenagem aos artífices e profissionais do carnaval carioca~ Há 6 anos, o Prêmio Plumas e Paetês, homenageia os profissionais do carnaval carioca, que se destacam em suas categorias, contribu indo para a construção da maior manifestação cultural do Brasil. " ... GIÓria a quem trabalha o ano inteiro Em mutirão São escultores, são pintores, bordadeiras São carpinteiros, vidraceiros, costureiras Figurinista, desenhista e artesão Gente empenhada em

CATEGORIAS Aderecista Figurista Desenhista Escultor Costureira Bordadeira Carpinteiro Pintor Maquiador Artístico lIuminador/ Eletricista Ferreiro Destaque Performático Carnavalesco Escola mirim Carnavalesco Acesso A Carnavalesco Grupo Especial Carnavalesco Grupo RJ 1 Historiador Diretor de carnaval Coreógrafo Compositores Mestre de Bateria Destaque Masculino Destaque Feminino

construir a ilusão .. "

. Plumose;ftetês .

cultural

Patrocinadora Oficial do Troféu Plumas & Paetês 2010


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.... ~

.

Plumas ~ Paetês cultural

y zaqUls

lenha na Fogueira

.,...

Aleliê de Arte em Tecidos

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mul+

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TFI DO BRAS IL PETRÓ LEO E GÁS LTDA

...p;ecnOlogia

V

atodo

Diproter SOLUÇÃO AO SEU ALCAnCE

I~

o Prêmio Plumas e Paelês agradece as empresas e . parceiros que acreditam e apoiam a realização deste projeto . .

-

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- --

- - - --

-

-

Revista Plumas e Paetês - 2010  

Revista do Prêmio Plumas e Paetês Cultural Edição nº1 (2010)

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