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7

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Bairro Vermelha O bairro Vermelha é um dos mais antigos da cidade de Teresina, onde localiza-se o Centro Administrativo de Teresina e o popular Mercado da Vermelha. Além disso, é conhecido, entre outros aspectos, pela fé dos seus moradores expressa através das novenas e festejos sagrados que lá ocorrem. O lote escolhido como localização para as propostas de projeto desta edição encontra-se no bairro Vermelha. O mesmo situa-se na ZR2 - Zona Residencial 2, caracterizada por uma ocupação de baixa densidade, em lotes de médio porte.

Teresina Bairro Vermelha Zona Residencial 2 - ZR2 Rua Sete de Setembro Nº. 1190 I.A. 2,00

RECUOS FRENTE

5,00

LATERAL

1,50 E ZERO

T.O.

FUNDO

2,50

8

60%


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PERFIL DA CLIENTE Jaqueline Renoir (26 anos) Trabalho professora de balé digital influencer Gosta de: ler cozinhar plantas sem flores textura de madeira automação e tecnologia Rotina: fazer yoga dar aula atualizar feed recebe a família semanalmente recebe Anderson mensalmente (namorado em Curitiba)

Alana

Rotina comer atrapalhar yoga dormir

Pepito Rotina dormir comer receber carinho

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PROGRAMA DE NECESSIDADES

SOCIAL Sala de estar Sala de jantar Piscina ÍNTIMO Quarto Suíte Closet

SERVIÇO Garagem para um carro Cozinha Lavanderia Banheiro Social INTERESSES DA CLIENTE Estúdio de balé

EXIGÊNCIAS Por volta de 100m2 de àrea construída Propostas Sustentáveis Ambiente para Leitura Espaço Calmo e Espaçoso para yoga

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1 1 9 0

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ESTÚDIO F CASA 1190

Projeto

Casa 1190 Escritório

Estúdio F Arquitetos

Fernando Lopes

Área

120,0m2 13


CONCEITO Localizada na zona sul de Teresina, a Casa 1190 está no bairro Vermelha, na rua Sete de Setembro, nº 1190. Elaborado para uma jovem solteira de 28 anos, o projeto busca a integração e a harmonia como fatores primordiais para a cliente, trazendo para a proposta uma conversa com o entorno e um trabalho com técnicas sustentáveis, a fim de propiciar à cliente uma sensação de aconchego, bem-estar e equilíbrio, sempre conversando com o conforto ambiental e a eficiência energética.

PARTIDO ARQUITETÔNICO

PLANTA DE LOCAÇÃO

A Casa 1190 traz na sua materialidade (concreto, madeira e suas cores) a integração com a natureza e seus elementos nas suas formas mais simples. No primeiro volume, os ambientes conversam num mesmo cômodo, ladeados por um poço de iluminação que traz o exterior para o interior sem tirar a privacidade e o aconchego., enquanto o segundo volume, que contempla o quarto e a sala de balé, liga-se ao primeiro através de um banheiro social e uma área de serviço, com fechamentos em cobogós, criados especialmente para a cliente. O telhado aqui em uma única água foi dividido em duas alturas diferentes, dando movimento à cobertura, que finaliza com um teto-jardim acima da suíte, ao fundo da casa

ESTUDO VOLUMÉTRICO A topografia do terreno foi um desafio, e conciliar todos os volumes em diferentes níveis que respeitassem esse desnível foi a prioridade. A composição volumétrica resume-se em: um volume inicial, onde fica a área social; um volume justaposto, deslocado para baixo e com maior altura, separando o volume final, composto de dois blocos justapostos e de diferentes alturas, para receber a caixa d’água. No último volume, encontra-se a suíte da cliente. 14 14


MATERIALIDADE ladrilhos

concreto

vidro

madeira

A Casa 1190 possui uma integração de materiais como a madeira e o concreto em suas condições mais cruas, buscando se conectar com a vegetação proposta no projeto. As esquadrias, de madeira, tentam harmonizar com o interior, composto por uma mobília quase sempre também em madeira, por escolha da cliente. As fachadas buscam conversar com o paisagismo e trazem formas simples e leves, com aberturas distintas, trazendo um dinamismo, e com elementos vazados especialmente projetados para a cliente cliente.

COBOGÓS Baseado em um passo de balé conhecido como “Adagio”, um passo onde se utiliza a sustentação das pernas no ar, o cobogó vitrificado na cor branca compõe o fechamento da área de serviço e a entrada para o hall que leva para a suíte e a sala de balé. A peça foi criada unicamente para a cliente pelo escritório e traz leveza e firmeza em sua forma, tirando partido da sua forma e compondo as fachadas maiores. 15

0,10 m

0,30 m

0,30 m


SUSTENTABILIDADE O projeto da Casa 1190 buscou técnicas sustentáveis como o uso de placas fotovoltaicas e teto-jardim, a fim de explorar a eficiência energética e trazer mais conforto ambiental para a residência. A casa também conta com um sistema de reuso das águas pluviais para abastecimento interno e com um jardim vertical na área externa, além de um projeto paisagístico que contempla mais três árvores locais. O comprometimento com os fornecedores locais em primeiro lugar também foi uma estratégia para minimizar impactos ambientais e facilitar a logística a construção.

COZINHA A cozinha, com balcão voltado para o poço de iluminação, oferecendo a vista externa para o jardim vertical, foi uma opção para quem costuma cozinhar sempre que está em casa. Uma mesa de jantar com seis lugares oferece flexibilidade para um jantar em família ou com colegas de trabalho, integrada à sala de estar. O banheiro social foi para fora do volume social, numa busca de locar melhor a caixa d’água e não perder a proximidade com a sala de balé, também usada como sala de ioga/meditação ou quarto de visitas. A sala de balé localiza-se justaposta à suíte, no mesmo nível e com acesso externo, trazendo essa conexão sem abrir mão da privacidade. 16


SUÍTE MASTER

Sua suíte possui um closet amplo, equipado com penteadeira e grandes espelhos, buscando satisfazer a vaidade da cliente. Ao fundo, a suíte possui uma grande janela com vista para um pequeno jardim particular, propiciando o contato com a natureza e a sensação de tranquilidade que a cliente desejava. No ambiente externo, tem-se um teto-jardim acima da suíte, trazendo um microclima mais agradável, aliado a uma consequente eficiência energética. O projeto da Casa 1190 traz materiais mais brutos e aparentes, intencionando sempre essa conexão com a natureza e o entorno, com composição volumétrica simples e horizontal.

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ROJA

Casa

Projeto

Casa Roja Escritรณrio

Momo Arquitetura Arquitetos

Gabriela Nunes e Luana Gomes รrea

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105,90m2


ROJA Casa

O ambiente urbano, diversas vezes, pode se tornar incômodo e hostil, fazendo com que o indivíduo se sinta deslocado e inseguro. Esse fator traz o desafio de criar um local confortável e acolhedor para a moradora, um tipo de refúgio, tendo como base a ideia de pertencimento e aconchego. A casa Roja surgiu a partir de formas simples, sem excesso de materiais e é complementada por elementos paisagísticos que oferecem um ambiente agradável e aconchegante para a cliente, isso se reflete no uso de concreto e da madeira como materiais principais e na existência de um teto verde sobre a garagem. Os espaços interiores con-

tam com integrações, que visam unificar o ambiente e torná-lo mais acolhedor.

20 20


O projeto limita-se em pouco mais de 100

O jogo de volumes consiste em

m². Com zoneamento pensado de forma que

dois blocos separados, interligados

a iluminação natural permeasse pela casa, o

por uma circulação aberta, dando à

setor social e o setor íntimo voltam-se em

volumetria um efeito dinâmico.

sua maioria para norte e leste, evitando as

bloco principal abriga as áreas de

aberturas a oeste, e recebendo o sol pela

maior permanência, e no segundo

manhã e ventilação sudeste. O setor de ser-

encontra-se o estúdio. A fachada

viço foi posicionado de modo a integrar-se

principal é marcada por uma peque-

ao restante da casa, ficando responsável por

na reentrância, além do uso de bri-

receber parte da insolação oeste, tendo a

ses, que funcionam tanto como ele-

área de serviço visão para área social exter-

mento estético, como de proteção

na. O quarto de cliente foi particularmente

contra a incidência de raios solares.

elevado visando oferece-la uma maior privacidade. O estúdio em um bloco separado e na parte de trás da casa, foi pensado de modo que o mesmo se tornasse uma ampliação para área social quando a cliente viesse a receber amigos. PLANTA BAIXA

5

10

21

O


SUSTENTABILIDADE

No projeto adotou-se o uso de uma

Optou-se pelo teto verde na co-

cisterna de plástico rotomoldado que

bertura do estúdio, tendo funções

possui alta resistência, versatilidade e

estéticas e térmicas, o qual pode

longa

ser acessado por uma escada la-

vida

útil

sendo

atóxicas

e

100% recicláveis. Com capacidade de

teral, para manutenção.

2.500 litros, com função de captar a

O jardim vertical foi adotado co-

água de chuva, havendo a possibilidade de reaproveita-la posteriormente

mo uma alternativa para melhorar o conforto térmico, visto a pare-

de forma secundária.

de em que está empregado rece-

Escolheu-se o sistema de placas fo-

be a insolação oeste. Além disso,

tovoltaicas

de

possui um forte apelo estético,

energia mais limpa, uma vez que

contribuindo também, para o con-

aproveita a radiação solar, e além

forto visual.

como

uma

solução

de ser menos prejudicial, reduz os gastos de energia a longo prazo.

Esquema de composição do teto verde

Fonte: Pinterest

FACHADA COM MURO

FACHADA FRONTAL

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CORTE AA

CORTE BB

MATERIAIS

FACHADAS

A ideia primordial do projeto era uma casa moderna e versátil. Optou -se por uma alvenaria em concreto armado, visando conseguir flexibilizar as plantas, além de isolamento acústico e térmico, devido ao clima do local em que a edificação se encontra. Para ajudar no isolamento térmico e acústico optou -se pelos uso de telha termoacústica. Utilizou -se variações de metais, como alumínio e aço inoxidável, em esquadrias, estrutura da cobertura e outros detalhes da casa; a madeira, tanto para complementar essa ideia de moderno como por ser uma preferência da cliente; além da adoção de revestimentos e tintas na mesma pegada.

O muro frontal dispõe de dois acessos distintos, sendo um para pedestres e o outro para veículos. O primeiro possui paredes recuadas e área de entrada coberta, visando oferecer um certo bem estar ao usuários. A edificação pode ser acessada desse ponto, ou pela lateral através da longa varanda, ou por meio das placas de concreto passando assim pela garagem, chegando a porta principal. O acesso de veículos se dá por uma rampa retilínea ligada a garagem e posteriormente a porta principal.

FACHADA LATERAL ESQUERDA

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Projeto

Casa Wright Escritรณrio

Mazabela Arquitetura Arquitetos

Isabela Dias e Lucas Mazilli รrea

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106,90m2


÷

2x

-

CONCEITO A casa teve sua inspiração na integração com o entorno, ou seja, um espaço de convívio perto da natureza na medida do possível, e a otimização do ambiente interno o aproveitando totalmente cada lugar da edicação, com móveis adequados e brises móveis estrategicamente posicionados enriquecendo o visual do imóvel.

como uma solução para emoldurar a paisagem do entorno, e as esquadrias de cobre polido procuram dar um ar moderno para a residência. COMPOSIÇÃO DO VOLUME Este volume é composto por dois sólidos principais. O dianteiro, que engloba sala e cozinha num amplo espaço, procura se abrir e se relacionar com o entorno direto, criando-se um paralelepípedo puro, que sofre severas adições orgânicas, e cria 'braços' para abrigar a lavanderia, a garagem e facilitar entrada de luz e ventilação. O segundo, composto por dois sólidos semelhantes entre sí, posicionados um acima do outro, procura trazer uma intimidade maior aos ambientes estúdio e quarto, deslocando-se 1.5m dos pisos sociais. Estes se voltam para a parte posterior da casa, onde a paisagem composta pelo bambuzal remete à tranquilidade.

PARTIDO Um jardim vivo, denso, calmo, onde o farfalhar das arvores seja intermitente e a calmaria esteja sempre presente. Uma boa e bela vivenda imersa na vegetação, que dialogue fortemente com a área interna com a externa, através de grandes aberturas. A natureza é um agente ativo nesse projeto, seus sons, seu clima, as luzes longas projetadas pelo sol fazem desta casa um ambiente vivo. O uso do concreto veio para denir o abrigo, servindo de apelo visual para o conforto e aconchego da casa. O uso do vidro veio

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SUSTENTABILIDADE Analisando os conceitos estudados sobre projetar com consciência ecológica, compreendeque uma casa com soluções sustentáveis deve atender a questões de durabilidade, facilidade de manutenção, conforto, ergonomia, funcionalidade; o quesito de atemporalidade.

2 1

4

3

Corte a-a 1 - Cozinha + Sala 2 - Porta (Quarto) 3 - Porta (Estudio) 4 - Porta (WC Social)

Corte b-b 1 - Cozinha + Sala 2 - Quarto 3 - Estúdio 4 - WC Social 5 - Garagem

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VARANDA VERDE As plantas conseguem reter grande quantidade de poeira e fuligem que cam suspensas na atmosfera. A melhoria da qualidade do ar é um grande benefício para o ambiente da casa. O conforto térmico é outra vantagem, que, em dias quentes, podem diminuir em até 6°C a temperatura interna. Também são capazes de proporcionar redução sonora signicativa. PLACAS FOTOVOLTAICAS No projeto foram utilizadas 4 placas fotovoltaicas, geradores de energia que utilizam a energia do sol como único combustível tornando a tecnologia fotovoltaica extremamente conável, devido à abundância e disponibilidade do sol em Teresina. Não provoca ruídos signicativos e nem emite qualquer tipo de poluição.

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MATERIAIS LOCAIS Busca por materiais que sejam produzidos de forma responsável e certicados em nossa região, para minimizar a poluição na atmosfera com resíduos da queima de combustível no transporte, valorizar a cultura artesanal e a mão de obra próximos da localidade do projeto e considerar o uso da expressão honesta dos materiais. Temos como um dos principais materiais usado na casa o Bamboo N-Finity para os brises e portas. O bamboo é uma árvore comum das áreas ribeirinhas de Teresina e muito utilizada para produção de mobiliários, por exemplo.

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3

DECISÕES PROJETUAIS NA ILUMINAÇÃO NATURAL DA CASA A escolha por brises móveis, por serem adaptáveis, na qual suas aletas podem se mover e se ajustar de acordo com a mudança da incidência solar garantindo proteção em diferentes períodos, proporcionando aproveitamento da iluminação natural e evitando o uso da iluminação articial.

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quarto

w.c

sala de estar

estúdio de balé

CASA WRIGHT Uma casa integrada, poucas paredes, uma relação com entorno e com a topograa, composta por materiais naturais e com uma área verde de destaque são algumas intenções propostas pela dupla para o melhor desenvolvimento do projeto. Logo, procuramos ideias que dessem início ao projeto de uma casa aconchegante e interessante. Sendo assim, procuramos soluções nas teorias e concepções do arquiteto Frank Lloyd Wright, principalmente as usadas nas casas usonianas, nos ajudando a desdobrar a planta baixa. Uma residência na qual se trabalha com ambientes reduzidos e integrados foi um importante ponto abordado nas nossas discussões para o planejamento do projeto. Logo, o nome da residência em questão foi uma forma de homenagear o arquiteto que inspirou nossa maneira de desenhar.

Layout - Térreo

Layout - 1° andar

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Projeto

Casa Millenium Escritório

IP Arquitetura Arquitetos

Isabela Pires e Patrícia Marinho Área

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103,90m2


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Rua 7 de Setembro

Rua 7 de Setembro Passeio

Passeio

Rampa para veículo

Rampa para veículo

Garagem

S. Dança

S. Jantar

Hall

S. Estar

Suíte Varanda

Cozinha

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Projeto

Casa Adagio Escritรณrio

Elo Arquitetura

Arquitetos

Joana Andrade e Vitรณria Naelle รrea

144,0m2 37


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in.sight

casa allegro

Projeto

Casa Allegro Escritรณrio

In.Sight Arquitetura

Arquitetos

Josiel Silva e Wellington Amorim รrea

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113,0m2


CONCEITO

COMPOSIÇÃO DA FORMA

Allegro refere-se a um momento na música em que a frequência de batidas por minuto é maior e o ritmo mais intenso, compondo eventos mais alegres de uma peça. Na derivação para o ballet clássico, ao compasso do ritmo, são executados saltos e passos mais intensos e rápidos, exigindo dos dançarinos uma maior coordenação dos seus movimentos, em que sua perfeita execução dá-se pelo desenvolvimento técnico do bailarino. Para além do conceito, allegro significa alegre em italiano e, partindo disso, todo o projeto deriva-se de decisões que favoreceram a identidade prórpia da cliente, emulando um locus amoenus bucólico, da qual ela demonstrou predileção, favorecendo seu espaço íntimo aliado à organicidade da integração entre exterior e interior .

A forma da casa parte de um paralelepípedo, que foi seccionado em duas partes distintas e, por subtração de volumes, foram formados os dois blocos que compõem a casa. O maior deles comporta o setor íntimo, enquanto o menor comporta o setor social, que foi elevado para uma melhor adequação ao terreno, evitando movimentos de terra e privilegiando tanto a espacialidade nos três eixos espaciais.

PARTIDO ARQUITETÔNICO A separação da casa entre dois blocos distintos, um social e outro íntimo, não conectados entre si, garante a privacidade da cliente. Seu estúdio, uma sala multifuncional, é um meio termo entre o íntimo e o social, exercendo papel de escritório, sala de dança e quarto de hóspedes. O bloco social integra cozinha e sala através de uma divisória, que funciona como adega para vinhos. No bloco íntimo a integração entre exterior e interior ocorre por meio de placas móveis de madeira, que quando abertas permitem a passagem para a área de vivência sob o mesmo, tirando proveito do espaço oriundo do uso de pilotis, dando função ao terreno como cômodo particular da residência. Os banheiros contam com iluminação zenital, por pérgolas no íntimo e claraboia no social. O recuo lateral coberto por pérgolas com vegetação trepadeira protege as aberturas da insolação direta. O sistema estrutural em steel frame com pilotis possibilita o uso de diferentes materiais de vedação, que cumprem com suas funções espaciais e estéticas, bem como dão liberdade para o uso do terreno acidentado sem grandes movimentos de terra.

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SUSTENTABILIDADE Sobre o bloco social foi utilizado teto jardim, enquanto sobre o bloco íntimo foram utilizadas placas fotovoltáicas. Além disso, todo o trabalho paisagístico pensado, composto com paredes verdes, é abastecido com águas pluviais captadas por um sumidouro com filtro, localizado na parte mais baixa do terreno, recolhidas por biovaletas que tiram proveito da declividade do terreno. O uso do jardim próximo as escadas recria um tapete de entrada vertical que recepciona o usuário na área de vivência exterior. Ela remete aos gostos da cliente, além de utilizar um sistema de irrigação pelo caimento da água da cobertura do bloco social. O pergolado com trepadeiras impermeabiliza a passagem de luz pelas aberturas pelo lado do recuo.

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Para garantir tal integração, foi feito o uso de placas móveis de madeira para vedar a circulação no bloco íntimo, que, quando abertas, permitem a passagem para a área de vivência sob o mesmo, tirando proveiprovei to do espaço oriundo do uso de pilotis. Para a iluminação do banheiro íntimo foi criada uma área aberta na cobertura com pérgolas de madeira, enquanto no banheiro social foi utilizado uma claraboia. O recuo lateral foi coberto por pérgolas em madeira associadas a uma vegetavegeta ção trepadeira, a fim de proteger as aberturas da insolação direta. O sistema estrutural escolhi-do também foi usado como parti-do, o uso de pilotis e esqueleto metálico, tanto permite usar de diferentes materiais de vedação que cumpram com as funções espa-ciais e estéticas como dão liberda-de de uso do terreno acidentado sem grandes movimentos de terra, o que por fim criou uma área de vivencia abaixo do segundo bloco que dá uso ao terreno em si como cômodo particular da residência.

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Foram utilizados revestimentos claros no quarto a fim de tirar proveito da entrada de luz natural, reduzindo o uso de luz artificial, que provém da abertura voltada para as pérgolas de madeira com vegetação trepadeira, protegendo contra a insolação direta.

O uso de texturas em madeira foi pensado nas preferências da cliente, presente no piso em no mobiliário. O uso de cores escuras no piso e no teto, em contraste com as cores claras nas paredes, sugere uma ideia de prolongamento longitudinal do espaço, através dos tons de cinza do cimento queimado e do bloco de concreto, que criam um espaço neutro.

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Projeto

Lobby House Escritório

M Mesquita & Martins 2-

Arquitetos

Larissa Mesquita e Marcos Antônio Área

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117,0m2


LOBBY HOUSE

LOBBY

LOBBY

CONCEITO O conceito da casa surge da forma

Além disso, foram utilizados revesti-

estreita de seu terreno, que se asse-

mentos em pedra (no pavimento

melha a um corredor. Porém, em vez

térreo), tons claros e pastéis nas

de tomar essa característica como

fachadas e no interior, e o uso de

algo negativo, a forma comprida e

grandes

estreita da casa, pensada em todos

também a integração do ambiente

os aspectos de acordo com a neces-

interno e externo.

esquadrias,

permitindo

sidade da cliente, traz consigo um destaque em relação ao entorno e

VOLUMETRIA

uma leveza conseguida através de

A partir de transformações subtrativas

elementos do partido arquitetônico.

na forma obtêm-se dois volumes de

PARTIDO

barra. Tais volumes foram dispostos afim de buscar uma maior leveza na

A Lobby House ocupa boa parte do

volumetria. Essa disposição também foi

comprimento do terreno, tomando

pensada afim de passar a ideia de que a

como partido o conceito de ser um

casa estaria enterrada no terreno

“corredor”. Para evitar uma forma

provocando, de uma certa forma, a ideia

pesada, metade da edificação foi

de que a casa está tão intimamente

enterrada no terreno, conversando

ligada ao terreno que acaba por tornar-

assim com a topografia do local.

-se parte dele. 50

OB Y

LOBBY

L


PLANTA BAIXA - 1º PAVIMENTO ACESSO VEÍCULOS

PLANTA BAIXA - TÉRREO ACESSO VEÍCULOS

ACESSO

ACESSO

garagem

sala de estar/

área de serviço

stúdio

varanda/ teto jardim

projeção cisterna caixa d'água

caixa d'água

0

1

2

0

4

1

2

4

PLANTA BAIXA A planta baixa foi pensada para que os ambientes pudessem ser dispostos de maneira a criar um grande corredor, tornando os ambientes mais integrados possível, mas sem desperdiçar área. Isso destaca-se principalmente através da passarela no centro da casa, elemento principal e que deu nome a residência.

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LOBBY HOUSE

SUSTENTABILIDADE

OB Y

LOBBY

O conceito da casa surge da forma estreita de seu terreno, que se assemelha a um corredor.

LOBBY

L

Porém, em vez de tomar essa característica como algo negativo, a forma comprida e estreiLOBBY

ta da casa, pensada em todos os aspectos de acordo com a necessidade da cliente, traz consigo um destaque em relação ao entorno e uma leveza conseguida através de elementos do partido arquitetônico.

SOLUÇÕES O conceito da casa surge da forma estreita de seu terreno, que se assemelha a um corredor. Porém, em vez de tomar essa característica como algo negativo, a forma comprida e estreita da casa, pensada em todos os aspectos de acordo com a necessidade da cliente, traz consigo um destaque em relação ao entorno e uma leveza conseguida através de elementos do partido arquitetônico.

FACHADA SUL

FACHADA LESTE

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LOBBY


LOBBY HOUSE

LOBBY

L

CORTE TRANSVERSAL

CORTE LONGITUDINAL 0

1

2

4

LOBBY

MATERIAIS Pensando em dar ênfase na essência dos materiais, foram utilizados materiais em sua aparência natual, como concreto, madeira e pedra. A pedra está presente principalmente na fachada. Na fachada é usada para dividir horizontalmente, gerando contraste entre as duas partes, passando uma sensação de leveza na parte superior, e de peso na parte inferior do volume. O concreto dá ênfase nos ambientes internos e, principalmente, na passarela, destacando esse elemento. Nos ambientes é utilizado para compor a paleta de cores trazendo o aspecto industrial casando com os tons pastéis. A madeira é usada principalmente nas esquadrias e no deck,

INTERIORES

trazendo uma sensação de pertencimento ao local, já que a composição paisagística possuí um apelo

Para o interior, foi pensada para que os

ligado a natureza.

ambientes de convivência fossem integrados. No que se diz respeito à escolha do mobiliário e cores foram priorizados os tons pastéis e neutros, com características escandinavas, além de moveis que exaltassem a horizontalidade, passando a sensação de continuidade.

FACHADA OESTE

OB Y

LOBBY

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FACHADA SUL

LOBBY


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CASA LOWtí Lázaro Araújo e Mª Clara Ferreira

Ficha Técnica Escritório A2 Área total: 300m² Área construída: 99m² Taxa de ocupação: 34,24% Área permeável: 145,29m²

Projeto

Casa Lowtí Escritório

A2 Arquitetura Arquitetos

Lázaro Henrique e M . Clara Ferreira a

Área

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99,0m2


CONCEITO

PARTIDO Espiritualidade, simplicidade e organização, são termos que trazem aos seus envolvidos espectros de paz, conforto e felicidade. Para refletir sobre os ideais destes caminhos e estilos de vida em espaços e locais é necessário apresentar ambientes que transmitam essas características de forma harmônica e plena. Para concretizar o conceito arquitetônico a partir dos princípios da simplicidade, espiritualidade e organização, a Casa LOWtí , foi concebida a partir de um volume inicial e simples. Onde foram usadas linhas e volumes retos, revestimentos de madeira, vidro e elementos paisagísticos naturais que se integram a estrutura da casa.

O nome LOWtí ( LOWtí = Pi + Lotí = LOWTI) foi escolhido a partir da utilização base de Pilotis como parte da estrutura edificante.

Diretrizes sim Ligações Ambientes integrados Poucas paredes Tons: claros ou pastéis Conforto térmico Jardim interno Garagem enterrada Estúdio enterrado Deck de madeira Bancada em ilha

não Divisórias Telhado aparente Ambientes escuros Excessos Falta de expressão

Insolação manhã Insolação tarde Ventilação - SE

Sustentabilidade e conforto térmico

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Teto jardim; Materiais Locais; Brises em madeira de reflorestamento; Uso de parede dupla a Leste-Oeste; Cisterna para reuso de água; Piscina próxima a casa para ajudar no resfriamento; Uso de telha termo acústica – Sanduíche; Jardim interno; Concreto permeável; Casa projetada em função da árvore no terreno.


VOLUMETRIA O conceito arquitetônico teve uma conexão com os ambientes e a volumetria proposta para a casa. A questão espiritual tem ligação direta com a socialização e espaços sociais, por isso foi lembrada como fator preponderante em elementos que se destacam na estrutura, trazendo assim importância aos espaços de relações interpessoais. O teto verde foi posicionado no espaço intimo da casa, onde haverá uma incidência maior da insolação, funcionando assim como solução para a radiação direta. Os ambientes de maior vivencia foram locados ao Nordeste da edificação/volume para evitar os grandes ganhos térmicos.

57 57


PLANTA-BAIXA Para se locar a planta baixa foram feitos estudos de insolação, ventilação, iluminação e principalmente a análise do terreno. O terreno possui um desnível de -4,5 metros, para adaptarmos a estrutura da edificação usamos da técnica de sustentação através de elementos pertencentes a superestrutura, elevando a casa a parte superior da casa a partir do nível zero ou térreo, por meio de pilotis localizados nas alvenarias portantes da casa. No pavimento superior contem sala de estar, cozinha, área de serviço, jardim interno, espaço de leitura, banheiro social e suíte com closet. No pavimento inferior foram locados o estúdio, e o espaço de lazer dotado de jardim e deck de madeira com piscina. Para arborização e paisagismo da área externa da residência foram feitas seleções dos elementos paisagísticos naturais pertencentes as características regionais, foram escolhidos através de analise da fauna da região: palmeiras, hibiscos e mangueira.

Pavimento Inferior - Estúdio

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Pavimento térreo


A

B

B’

A’ Na fachada principal (nordeste) localiza-se o acesso a casa, por meio de passarela sustentada por pilotis e sem corrimãos, onde se dá destaque a visão da topografia abaixo da passarela, que oferece uma visão ampla de toda a edificação e ao paredão de revestimentos na fachada frontal. Na Fachada Sudeste, está localizado a rampa com inclinação adequada para a circulação de automóveis de 20%. Na fachada Sudoeste foi locado na alvenaria brises horizontais, para reduzir a transferência de radiação térmica. Também se localiza o deck de madeira com piscina integrada a área de lazer, trazendo assim vida a este espaço, que fica em uma área distante da entrada da residência, podemos destacar também o uso de jardins suspensos, gramínea e arborização de médio porte.

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Corte Transversal B-B’

Corte Longitudinal A-A’


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Projeto

Casa Yin Escritรณrio

High Studio Arquitetos

Lucas Bruno e Yuri Nepomuceno รrea

100,60m2 61


planta-baixa conceito

O conceito surge a partir do Yin Yang, conceitos oriundos do taoísmo, religião chinesa que consiste na dualidade de tudo que existe no universo. O s i m b o l i s m o d a fi g u ra i n co r p e é necessário haver equilíbrio entre o corpo e a mente, e que tudo possui frente e verso. Não existe duas coisas absolutamente iguais.

1

3

2

4

partido

6

7 5

O uso de formas simples e puras que são unidos para criar uma forma levemente abstrata e evidenciando assim o dualismo.

8

9

Além disso, ambientes divididos que são unidos por uma circulação externa que conecta os ambientes internos com o exterior da casa.

0

Os elementos vazados na fachada principal proporciona um jogo de luz e sombra logo ao chegar na residência, além do uso de esquadrias que ilumina e ventila os ambientes durante o dia, e à noite, proporcionando a serenidade noturna, princípio fundamental do conceito da casa.

1

2

10

legenda 1 - Garagem 2 - Sala de estar e cozinha 3 - B.W.C social 4 - Área de serviço 5- Quarto

62

6- B.W.C íntimo 7- Closet 8 - Estúdio de dança 9 - Área de lazer


evolução volumétrica

e

forma volume

O vvolume é originado da planta que foi pensada da abstração e geometrização do símbolo do yin yang, conceito oriental que veio sendo um guia durante o pr processo de concepção do projeto. A pr proposta de trabalhar por essa ótica surgiu do fato da cliente ser definida como ‘’uma pessoa espiritualizada’’ e que pratica yoga, um conceito que se refere às tradicionais disciplinas físicas originárias do oriente. A forma foi pensada para que salientasse as linhas que se cruzam, surgindo da junção de formas puras. Para o melhor aproveitamento topográfico e redução de gastos relacionados à cortes e aterro, a edificação foi dividida em três blocos em níveis distintos.

corte longitudinal 7

2 4

Porém ainda, foi necessário aterro na parte frontal do terreno para que o volume repousassem mais sutilmente no terreno, e para que os desníveis entre os mesmo se concretizassem.

1

3

5 6 0

1

2

10

5- Estúdio de dança 6 - Área de lazer 7 - Teto verde

1 - Garagem 2 - Sala de estar e cozinha 3 - Closet 4 - Quarto

A experiência de ascensão e involução é proporcionada nos espaços através de escadas, principalmente no acesso à área social externa.

corte longitudinal

1º volume: Garagem, sala de estar + cozinha, B.W.C social, área de serviço; 2º volume: Suíte; 3º volume: Estúdio de dança;

3

2

1 - Quarto 2 - B.W.C íntimo 3 - Teto verde

1 0

1

2

10

63


técnicas sustentáveis O uso de materiais como a telha termoacústica diminuem a transmitância térmica da casa o que proporciona ambientes mais amenos, sem a utilização constante de ar-condicionado, o que diminue os gastos com energia elétrica. fachada

O vidro utilizado nas esquadrias da casa são da linha Habitat, que garantem maior conforto térmico, proteção dos raios UV, a té 3 0 % m a i s e co n o m i a e m a rcondicionados e luz artificial.

principal

Foi proposto como uma das medidas de sustentabilidade o uso de placas fotovoltáicas, aquele capaz de gerar energia elétrica limpa, a partir da radiação solar. O u t ra a l te r n a t i v a a d o t a d a fo i o reaproveitamento da água, caracterizado por utilizar a água da chuva que pode ser feita com o uso de cisternas e filtros para retirar folhas e outros detritos nela encontrados e um sistema de bombeamento que a leve até a caixa de água.

64 64

vista

externa

fachada

lateral


decisões projetuais

AR AR QUIT DE TE ETU RA FO SIGN MO TOGR N AF IA

banheiro

íntimo

A casa é térrea, porém sua diferença de níveis torna necessário o uso de escala para vencer as alturas criadas na casa. O acesso principal dá caminho à garagem e logo em seguido ao ambiente social interno, composto pela sala de estar com a cozinha, integrado entre si e com o exterior. A utilização dos madeira foi feita sutilmente, aliada com outros materiais, como o concreto, aço e materiais sintéticos.

sala

de

estar

e

cozinha

Logo em seguida, vem o quarto da cliente e, com um acesso externo, seu estúdio de dança. As aberturas da casa estão predominantemente voltadas para o sudeste (de onde vem os ventos predominantes da região) e para o sul, e poucas para o oeste, região de maior incidência solar. O ambiente externo além de bem arborizado conta com uma piscina e uma área social que pode ser ampliado e integrado com o estúdio de dança. A casa apesar de ser para uma pessoa apenas, conta com diversos ambientes de interação social.

área

de

lazer

65


66


PAS de Moura Laurentino

TROIS

Projeto

Pas de Trois Escritรณrio

Moura Laurentino Arquitetos

M .Paula Laurentino e Mateus Moura a

รrea

104,30m2 67


PAS DE TROIS

o

conceito surge a partir da ideia de um passo de dança: Pas de Trois. É um termo francês que significa “passo para três” e refere-se a uma dança de balé entre três pessoas. Com essa concepção, a casa se estrutura em três volumes principais. No qual os dois térreos variam com a topografia do terreno e o superior eleva-se como balanço, unindo assim três passos para a solução projetual da casa.

DECISÕES PROJETUAIS Composição volumétrica Processo

volume incial

subtrações

Os volumes térreos são dois blocos separados por um jardim, com intenção de torná-lo um cômodo a mais na casa. Ao lado, mais recluso e linear, está o volume que sustenta o balanço estrutural do andar de cima.

adição

Assim, no térreo ficam os ambientes sociais e de serviço e no pavimento superior, estão os ambientes íntimos, suíte e estúdio, para proporcionar maior privacidade à cliente.

68

adição

União de três blocos e jogo de volumes que sacam em diferentes sentidos e se adequam à topografia.


PLANTA BAIXA

Organização espacial

RUA SETE DE SETEMBRO ACESSO VEÍCULOS

RUA SETE DE SETEMBRO ACESSO VEÍCULOS

ACESSO PEDESTRES

ACESSO PEDESTRES

RAMPA i=20%

RAMPA i=20%

a

a

PROJEÇÃO DO BALANÇO

ESTÚDIO GARAGEM

TETO JARDIM

SALA DE ESTAR

HALL HALL ÍNTIMO TETO JARDIM

BWC SOCIAL BWC

SUÍTE

b

b

b

COZINHA

b A. DE SERVIÇO

a

a

PISCINA

PISCINA

CISTERNA 2500l

CISTERNA 2500l

PLANTA BAIXA

PLANTA BAIXA

TÉRREO

1º PAVIMENTO

1

0

0

2

69

1

2

Toda a organização espacial e volumétrica se adequa à topografia do terreno escolhido. Com pequenas interrupções, buscou-se o maior aproveitamento do mesmo e a criação de relações visuais e físicas entre o interior e o exterior. A planta baixa está organizada de forma que em todos os ambientes tenha-se contato com o exterior. Sala de estar e cozinha se organizam em torno de um jardim, que funciona como um cômodo a mais na casa, ampliando o contato com a natureza e os benefícios de luz e ventilação natural. Garagem, banheiro social e área de serviço estão em um volume mais recluso e funcionam como apoio às áreas sociais. Ao subir as escadas têm-se acesso à suíte e ao estúdio, ambos com vistas também para o exterior, com varandas em tetos-jardim.


MATERIAIS E SUSTENTABILIDADE

PLACAS FOTOVOLTAICAS

TETO-JARDIM

Os materiais utilizados no revestimento foram a madeira, para proporcionar um toque mais leve ao volume superior e o concreto, que dá solidez ao volume térreo. Toda a casa possui esquadrias de vidro e caixilhos de madeira. No primeiro pavimento, optou-se pelo uso da madeira no acabamento das superfícies, piso e forro para garantir um ambiente natural e harmonioso com o entorno, umas das preferências principais da cliente.

CORTE BB 0

1

2

CORTE AA 0

1

2

70

Horta no teto-jardim, que compõe ainda uma varanda para a suíte e o estúdio. Placas fotovoltaicas na cobertura, visando a economia de energia e menores impactos socioambientais. Parede verde que abre mais um espaço para a natureza Sistema de reaproveitamento de água que requer uma cisterna com capacidade de 2500 litros, semienterrada.


Sala de estar

MATERIAIS E SUSTENTABILIDADE INTERIORES

Os materiais utilizados no revestimento foram a madeira, para ao proporcionar um toque A sala de estar conecta-se mais leve ao volume superior e o jardim e à cozinha. A comparticoncreto, mentação feita pelo jardim deli- que dá solidez ao mita os ambientes ao volume mesmo térreo. Toda a casa possui esquadrias de vidro e caitempo que dá permeabilidade xilhos de madeira. No primeiro visual através PLACAS da transparência. FOTOVOLTAICAS pavimento, optou-se Dessa forma, em qualquer Cozinha pelo uso da espaço interno haverá madeira contato no acabamento das com o exterior. TETO-JARDIM superfícies, piso e forro para garantir um ambiente natural e harmonioso com o entorno, Elementos naturais umas das preferências principais da cliente. Tons amadeirados nas esquaTransparências

drias e nos forros são os princi0pais 1 2 revestimentos da casa, para atender aos desejos da cliente, que tem preferências por madeira e elementos que remetam a natureza. No deck queAAfica no jardim por exemplo, CORTE 0 1 2 são usadas madeiras de demolição. Já os revestimentos em concreto dão um ar mais moderno e de sobriedade para se equilibrar com os tons de madeira. Além de ser dado bastante ênfase nesses materiais como elemento natural. No banheiro da suíte, o box possui pedras naturais ao redor do piso e traz um ar mais puro, com o porcelanato de tons claros. O estúdio, por sua vez, é o ponto principal do programa de necessidades, compõe a fachada frontal e forma-se como um amplo espaço com aberturas para o teto-jardim.

CORTE BB

Banheiro suíte

Estúdio

71

Horta no teto-jardim, que compõe ainda uma varanda para a suíte e o estúdio. Placas fotovoltaicas na cobertura, visando a economia de energia e menores impactos socioambientais. Parede verde que abre mais um espaço para a natureza Sistema de reaproveitamento de água que requer uma cisterna com capacidade de 2500 litros, semienterrada.


72


Projeto

Casa Für Elise Escritório

Studio Prisma Arquitetos

Sâmia Catne e Viviane Amorim Área

105,40m2 73


74


V

O

L

U

M

E

T

R

L

A

N

T

A

-

A

Lateralmente, o volume inferior recua devido à arvore existente no terreno, enquanto o superior avança em direção ao muro.

Os volumes prismáticos são sobrepostos e deslizam entre si buscando se adequar à topografia. P

I

B

A

I

X

A garagem surge como elemento vazado contrapondo a solidez do volume. o desnível é aproveitado para instalação do deck e piscina.

A

A

A

B

B

B

C

C

C

RUA

SETE

DE

SETEMBRO

B

C

RUA

SETE

A PLANTA

BAIXA

ANDAR

DE

SETEMBRO

A SUPERIOR

PLANTA

BAIXA

ANDAR

INFERIOR

75

75


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78


79 79


80

Projeto 562- 4ª Edição  

Projetos da disciplina de Projeto de Arquitetura III 2018.2 da graduação de Arquitetura e Urbanismo- UFPI.

Projeto 562- 4ª Edição  

Projetos da disciplina de Projeto de Arquitetura III 2018.2 da graduação de Arquitetura e Urbanismo- UFPI.

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