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D I C AS PA R A A A P R E S E N TA Ç Ã O

O TED Conference começou em 1990 e desde então já ajudou a disseminar muitas boas ideias pelo mundo inteiro. O livro TED Talks, escrito pelo Presidente do TED, Chris Anderson, é um compilado dos fundamentos, ferramentas e processos que são aplicados diariamente pela equipe e pelos palestrantes da conferência mais famosa do mundo. Que tal se basear nessas dicas para preparar a sua apresentação? Para isso, selecionamos trechos do conteúdo proposto por Chris, que irão contribuir com o seu sucesso . RECURSOS VISUAIS “Bons slides ajudam a maioria das palestras; em algumas, os recursos visuais fazem a diferença entre o sucesso e o fracasso. Então, quais são os elementos mais importantes dos recursos visuais? (p.99)” “Eles se enquadram em três categorias: Revelação; Capacidade explanatória; e Apelo estético (p.99).” REVELE! “O motivo mais óbvio para o uso de recursos visuais é simplesmente mostrar algo difícil de descrever em palavras. O uso de imagens para revelação não precisa ser tão dramático. O segredo está em expor o contexto, preparar o público e então... BUM! Deixar o recurso visual fazer sua mágica. Mostre a imagem em tela cheia, com o mínimo de enfeites (p.100).” EXPLIQUE! “Uma imagem vale mais do que mil palavras (mas precisamos de palavras para expressar esse conceito). Muitas vezes, as melhores explicações surgem quando palavras e imagens atuam em conjunto. A mente é um sistema integrado. Grande parte do nosso mundo é imaginada por meios visuais. Se você quer de fato explicar algo novo, muitas vezes a melhor forma — e a mais simples — é mostrando e falando (p.100).” “Para que isso dê certo, porém, é necessário um encaixe convincente entre o que se diz e o que se mostra. Às vezes um orador exibe à plateia um slide de imensa complexidade. À medida que o palestrante despeja as palavras, os espectadores examinam o slide em desespero, tentando combiná-lo com o que ele diz. Para evitar isso, limite cada slide a uma única ideia central (p.100).” “O único limite é o tempo de palestra. Por isso, um slide muito complexo cuja explicação poderia levar dois minutos pode ser substituído por três ou quatro slides mais simples a serem exibidos durante o mesmo tempo (p.100).” “De nada vale repetir na tela, em forma de texto, o que você está dizendo no palco. Se você vai expor um tópico durante alguns minutos, talvez valha a pena deixar na tela uma palavra ou frase para lembrar o público o que está sendo explicado (p.102).” “Pensando assim, conclui-se que a ideia é bem simples. A finalidade principal dos recursos visuais não deve ser comunicar palavras. A boca do palestrante já faz isso muito bem. A finalidade dos recursos visuais é mostrar aquilo que a boca não mostra tão bem: fotografias, vídeos, animações e dados importantes (p.102)” EMPOLGUE! “Uma contribuição dos recursos visuais que muitas vezes passa despercebida é a capacidade de dar a uma palestra um imenso apelo estético (p.102).” “O estilo gráfico de uma exposição, com a escolha de fontes elegantes, ilustrações e/ou animações personalizadas, também pode torná-la irresistível (p.103).”

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“Não utilize os templates-padrão do aplicativo, ou sua apresentação ficará parecida com todas as outras, pois os templates acabam sendo limitadores. Recomendo que você comece com um slide totalmente em branco. Se for exibir muitas fotografias, use fundo preto — ele desaparecerá, e suas fotos vão se destacar bastante (p.104).” “De modo geral, as fotos devem “sangrar”. A imagem deve ocupar toda a tela, sem moldura. É melhor mostrar três fotos sangradas em sequência do que três fotos juntas no mesmo slide. Use fotografias com a mais alta resolução possível (p.104).” FONTES TIPOGRÁFICAS “Em geral, é melhor usar uma só fonte durante a apresentação. Normalmente, recomendamos fontes de peso médio e sem serifa, como Helvetica ou Arial. Não use fontes finas demais, pois não dão boa leitura, sobretudo se o fundo for escuro. Na dúvida, opte sempre pela simplicidade (p.104).” “Tamanho - Uma fonte minúscula cansa a vista da plateia. De modo geral, use caracteres com corpo 24 ou maior. Empregue no máximo três corpos da fonte escolhida, e para cada tamanho deve haver uma razão clara: o corpo maior destina-se a títulos; o médio, às ideias principais; o menor, às ideias secundárias (p.104).” “Fundo- Caso decida usar texto sobre uma fotografia, insira-o numa área em que a plateia consiga lê-lo. Se a foto tiver elementos demais e impedir a inserção direta de texto, acrescente uma barrinha preta na parte inferior e coloque o texto nela (p.104).” “Cor- Nesse ponto, as palavras fundamentais são simplicidade e contraste. Preto sobre branco, cor escura sobre branco e branco ou amarelo sobre preto ficam bem, pois criam ótimo contraste e facilitam a leitura. Use apenas uma cor de fonte na apresentação, a menos que queira dar ênfase ou causar surpresa. Nunca use fonte clara contra fundo claro ou fonte escura contra fundo escuro (p.104 e 105).” LEGIBILIDADE “Depois de escolher a fonte e as cores, veja a apresentação no computador ou — muito melhor — num televisor ou com um projetor. Afaste-se de dois a quatro metros. Consegue ler tudo? As fotos parecem nítidas e sem pixelização? Caso contrário, faça os ajustes necessários (p.105).” O QUE NÃO SE DEVE FAZER -” Não use bullets para os tópicos. Evite a todo custo (p.105).” -” Não use travessões no início do texto (p.105).” -” Resista ao sublinhado e ao itálico (são difíceis de ler). Prefira o negrito (p.105).” - “Sombreados às vezes melhoram a legibilidade, sobretudo no caso de textos em cima de fotografias, mas use esse recurso com discrição(p.105).” - “Não use vários recursos tipográficos na mesma linha (p.105).”

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CRÉDITOS DAS FOTOGRAFIAS

“Para a comunidade científica, é fundamental creditar cada fotografia dos slides. No entanto, convém evitar corpos grandes, pois vão desviar a atenção do slide em si. Se todas as imagens forem de uma só fonte, você pode agradecer oralmente à National Geographic, por exemplo, ou acrescentar uma linha de crédito que diga “Fotos: cortesia da National Geographic”. Com isso não será necessário repetir a linha a cada slide(p.105).” “Caso tenha de incluir créditos, insira-os sempre no mesmo lugar, na mesma fonte e no mesmo corpo (não maior do que 10) em cada slide. E, em vez de “Crédito da foto: Augustín Álvarez, Ames Research Center, Nasa, Mountain View, CA”, reduza para “Augustín Álvarez, Nasa” (p.105).” COMO COMEÇAR

“A atenção do público é uma mercadoria preciosa. Você sempre vai tê-la no momento em que subir ao palco. Não a desperdice com conversa mole. O que interessa é convencer os ouvintes de que não se atrevam a se desligar nem por um nanossegundo. Você precisa de uma introdução que capture o público desde o primeiro instante. Uma afirmação surpreendente. Uma pergunta instigante. Uma historinha. Uma imagem incrível(p.130).” COMO ENCERRAR “Dar uma visão panorâmica. Você usou a palestra para explicar um trabalho específico. No fim, por que não proporcionar uma visão geral, um conjunto mais amplo das possibilidades que seu trabalho encerra? (p.140).” “Convoque para a ação. Se você deu uma grande ideia a seu público, por que não encerrar instigando-o a trabalhar nela? (p.140).” “Valores e visão. É possível transformar o tema da palestra numa visão inspiradora ou esperançosa de como as coisas deveriam ser? (p.141 e 142).” “Inspiração poética. Às vezes, se a palestra consegue envolver a plateia, é possível encerrar com um texto poético que emocione. Não se deve recorrer a isso à toa. Mas, quando funciona, é lindo (p.143).” “Seja qual for seu encerramento, assegure-se de planejá-lo. Um parágrafo final criativo, seguido de um simples “obrigado”, é sua melhor chance para dar um fim satisfatório a seu esforço. Vale a pena descobri-lo (p.144).” EIS COMO NÃO SE DEVE ENCERRAR: “Bem, meu tempo acabou, vou ficando por aqui. (Como assim? Você tinha muito mais a dizer, mas não pôde continuar porque não soube se organizar?) (p.139).” “Vou encerrar com este vídeo que resume meus argumentos. (Não! Nunca termine com um vídeo. Termine com você!) (p.139).” “Lamento não ter tido tempo de discutir algumas das principais questões sobre o tema, mas espero ter lhes dado ao menos um vislumbre dele. (Não se desculpe! Planeje melhor! Seu trabalho era dar a melhor palestra possível dentro do tempo estipulado.) (p.139).”

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PREPARO MENTAL

Como controlar os nervos? “Use o medo como motivação. É para isso que ele serve. Assim, fica mais fácil você se comprometer de verdade a ensaiar a palestra quantas vezes forem necessárias (p.150).” “Beba água. A pior parte do nervosismo é quando a adrenalina suga toda a água da sua boca e você começa a sentir dificuldade para falar (p.151).” “Lembre-se do poder da vulnerabilidade. O público recebe bem oradores nervosos, sobretudo quem reconhece a situação. Se você disser algo errado ou gaguejar de leve nas primeiras palavras, diga algo legal como: “Epa, desculpem. Estou um pouquinho nervoso.” Ou: “Como podem ver, não costumo dar palestras (p.151).” “Procure “amigos” na plateia. No começo da palestra, procure rostos que lhe pareçam simpáticos. Se encontrar três ou quatro em pontos diferentes da plateia, dirija a eles sua palestra, olhando de um para outro. Todos perceberão a sintonia, e o incentivo que você vai descobrir nesses rostos lhe dará calma e segurança (p.151).” “Concentre-se no que está dizendo. A sugestão de Monica — escrever ISTO É IMPORTANTE nas anotações — é excelente (p.152).” “FALE COM EXPRESSIVIDADE! (p.162)” REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANDERSON, Chris. Ted talks - o guia oficial do ted para falar em público. 1ª. Ed. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca Ltda, 2016. Disponível em: <http://www.univas.edu.br/menu/biblioteca/servicosOferecidos/livrosDigitalizados/administracao/TE DTalksChrisAnderson.pdf>. Acesso em: 04 jan. 2018.

Agradecemos desde já sua atenção, e permanecemos à disposição para quaisquer outras dúvidas. Atenciosamente, Equipe Mais Portfólio.

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Exposição de trabalhos do curso de arquitetura e urbanismo da UFPI.

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