O setor de entretenimento está enraizado na sociedade moderna e é extremamente importante economicamente e socialmente, movimentando bilhões de dólares todo ano e integrando grupos de pessoas todos os anos, proporcionando lazer e diversão. Ele abrange diversas atividades como o cinema, rádio, televisão, jogos e esportes, e suas tendências variam de acordo com o lugar e o tempo histórico
O presente trabalho buscará analisar o consumo e tendências do setor de entretenimento, analisando o comportamento dos consumidores durante e pós-pandemia, e compreender o que impulsiona as mudanças no setor como um todo, através de pesquisas primárias e secundárias
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O entretenimento é uma forma de recreação e divertimento que busca distrair e oferecer atividades prazerosas para as pessoas durante seu tempo livre. Ele se destina a desviar a atenção das preocupações cotidianas e proporcionar uma mudança na rotina das pessoas. O público é uma peça extremamente importante na definição de entretenimento, que transforma uma atividade privada de recreação ou lazer em entretenimento.
No âmbito do entretenimento, o público pode ter um papel tanto passivo, como assistir a um filme, série, peça de teatro, ouvir música ou até mesmo assistir a um jogo, onde não há uma participação direta no meio, quanto ativo, onde o público torna-se participante, como em jogos de videogame, esportes e postar conteúdos em redes sociais.
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A tendência global no âmbito do entretenimento engloba os padrões e transformações que se observam atualmente na indústria em nível mundial. Essas tendências são reflexo das preferências, demandas e comportamentos das pessoas em diferentes partes do globo quando se trata de buscar diversão e consumir conteúdo.
Recuperação do cinema
O cinema foi extremamente afetado no ano de 2020, com a pandemia do coronavírus. Com o isolamento social, o cinema perdeu grande parte do seu público. Segundo dados da Comscore, especialista em análise de dados e tendência digital, estima-se que a renda global do cinema em 2020 tenha atingido, no máximo, US$ 12 bilhões, uma queda de aproximadamente 70% em relação a 2019, que movimentou US$ 42,5 bilhões, considerado o ano mais lucrativo da história do cinema.
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Entretanto, desde 2021, com a volta do público às salas, o setor possui um cenário otimista para os próximos anos. O ano de 2022 já foi marcado por conquistas gigantes de bilheteria, como é o caso do filme “Avatar: O Caminho da Água”, lançado em dezembro de 2022, que arrecadou 2,3 bilhões de dólares, se tornando o terceiro filme de maior bilheteria da história, de acordo com o portal Box Office Mojo.
Para o ano de 2023, o PwC prevê que o cinema deve recuperar a receita de 2019 mundialmente.
Crescimento do consumo de serviços de streaming SVOD
Na última década, as plataformas de streaming SVOD (vídeo sob demanda por assinatura), como a Netflix, Disney+ e Amazon Prime, têm ganhado cada vez mais espaço no mercado de consumo de entretenimento. Estes serviços são caracterizados por oferecer um acervo de filmes através de uma assinatura mensal ou anual.
Segundo um levantamento10 feito pelo portal Digital TV Research, o número global de assinaturas de serviços de SVOD aumentará em 400 milhões entre 2022 e 2028, chegando a 1,76 bilhão. Em 2028, é estimado que 24 países tenham mais de 10 milhões de assinaturas.
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Perda de influência da TV tradicional
A TV tradicional está sendo afetada pela concorrência dos serviços de streaming, com previsão de ter queda nos próximos anos, segundo a PwC. É estimado um CAGR negativo de 0,8% entre os anos de 2022 e 2026 mundialmente, passando de US$ 231 bilhões em 2021 para US$ 222,1 bilhões em 2026.
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Aumento do consumo de TV tradicional e a força do vídeo OTT
Em contramão ao mundo, o consumo de TV tradicional permanecerá estável no Brasil. Segundo a PwC, a receita nacional deve se manter em torno de US$ 3,1 bilhões
Além disso, o consumo de conteúdo audiovisual via streaming e plataformas digitais tem se consolidado como uma tendêcia no Brasil, refletindo a busca por comodidade e acesso a uma ampla variedade de conteúdo sob demanda.
Uma pesquisa realizada pela divisão de Mídia da Nielsen Brasil em parceria com a Toluna, revelou que 2,8% dos brasileiros entrevistados assistem a conteúdos de streaming todos os dias, enquanto outros 43,9% têm essa prática ao menos uma vez por semana.
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Eventos e festivais musicais
Os festivais de música e shows ao vivo foram paralisados durante o período de pandemia. Com o fim do isolamento social, as pessoas anseiam por voltara assistir seus artistas favoritos ao vivo, e o cenário para o Brasil é favorável ao segmento de shows.
Até o final de 2023, o Brasil deve contar com mais de 40 festivais, com a inclusão de novas atrações e revelações no ramo de eventos. O Rock In Rio 2022, por exemplo, que ocorreu em setembro, gerou um impacto econômico de R$2,2 bilhões na cidade do Rio de Janeiro, sede do evento. Além disso, foram mais de 28 mil empregos diretos gerados e foi impactado diretamente pelo turismo, que atraiu mais de 410 mil visitantes, sendo dez mil deles internacionais.
De acordo com associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape), todo o setor soma 4,5%do PIB nacional, gerando R$314,2 bilhões de faturamento anual.
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Consumo de videogames
O mercado de videogames no Brasil é extremamente forte. O interesse pelo consumo de jogos eletrônicos aumentou durante e após o período de isolamento social. É o que aponta a Pesquisa Game Brasil 2023, focada em trazer dados da cultura gamer do Brasil: em 2020, 73,4% dos entrevistados afirmaram ter costume de jogar jogos eletrônicos, um aumento bastante considerável em relação a 2019, em que o número foi de 66,3%.
Quando se trata sobre videogames, o Brasil possui uma base sólida de consumidores. Segundo uma pesquisa realizada pela PwC, “no Brasil, a receita total de videogames e e-sports foi de US$ 1,4 bilhão em 2021 e deve ultrapassar US$ 2,8 bilhões em 2026, aumentando em um CAGR de 15,2%”. Será o quarto país onde o mercado de jogos eletrônicos mais crescerá entre 2021 e 2026, ficando atrás apenas da Turquia, Paquistão e Índia, respectivamente.
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Impactos da pandemia
A pandemia da COVID-19 teve um impacto significativo no setor de entretenimento. Com o público impossibilitado de sair de casa, houve uma rápida aceleração no consumo de conteúdo digital, como o impulsionamento dos serviços de streaming citados anteriormente.
A pandemia também intensificou a FOMO (“Fear Of Missing Out”, em inglês), que em tradução literal para o português significa “medo de ficar de fora”. É o medo de não saber o que as outras pessoas estão fazendo, o que leva a sentimentos de ansiedade e prejudica gravemente a saúde mental do indivíduo afetado, bem como as suas atividades diárias.
Esse conceito tem ganhado destaque principalmente com a crescente das mídias sociais, em que as pessoas têm medo de ficar de fora de algum assunto que está sendo muito comentado, e por causa disso não conseguem permanecer muito tempo desconectadas
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Comportamento dos consumidores
Outro fator determinante para a relevância das plataformas digitais em 2023 é a tendência dos consumidores à necessidade de ter a sensação de controle quando usam um determinado aplicativo de uma marca. Segundo um relatório divulgado em janeiro de 2023 pela Euromonitor International, empresa responsável por pesquisas de mercado e comportamento de consumidores, uma das principais tendências de consumo para o ano de 2023 é a do “aqui e agora”.
Os consumidores cada vez mais desejam o produto na palma de sua mão, instantaneamente, e as empresas devem adaptar-se aos gostos deles.Os serviços de streaming, como Netflix e HBO Max, atualmente possuem algoritmos que recomendam produções com base nos gostos e histórico do usuário. O mesmo ocorre com as redes sociais, como o Instagram e o TikTok.
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Foram realizadas duas pesquisas de Consumer Insights: uma secundária (dados coletados de outras fontes) e outra primária (dados coletados de uma pesquisa própria). O estudo tem como intuito compreender melhor o consumidor e a partir dos dados coletados gerar uma análise mais profunda sobre o problema discutido, e assim, entendendo quem é de fato nosso consumidor podemos chegar a uma solução para a problemática: ascensão do consumo em streaming em detrimento do consumo de cinema.
A pesquisa primária teve como maioria nas respostas: Gênero masculino, com idade entre 18-25 anos e renda familiar entre R$2.900,00 e R$7.100,00.
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Perfil dos consumidores do cinema brasileiro segundo
o Grupo de Mídia (Mídia Dados)
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Cinema Brasileiro
A pesquisa primária apontou que os gêneros favoritos a se assistir no cinema são ação e aventura, seguidos por terror e filmes de super-herói. Drama e romance são os menos procurados nas salas de cinema.
Na pesquisa de frequência, apenas 12,8% dos entrevistados disseram que vão ao cinema mais de uma vez por mês. 44% raramente vão e 33% vão uma vez a cada dois/três meses.
Na análise de “Ingressos vendidos por ano” o Grupo de Mídia (Mídia Dados) observou dados de 2014 a 2021. O pico se deu em 2016 com mais de 180M ingressos vendidos com queda brusca nos anos de 2020 e 2021 (com 40M e 52M respectivamente). O declínio se deu devido a pandemia de Covid-19. Os cinemas permaneceram fechados a partir de março/2020 e tiveram retomada gradual somente a partir de setembro/2020 até o final de 2021.
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Em pesquisa realizada pela Agência Nacional do Cinema (ANCINE) o público nas salas de cinema (2022) cresceu 82% em relação a 2021, enquanto a renda total aumentou 98,8%. Porém, em comparação com 2019, os números de 2022 representam uma queda de 46,5% no público total e 35,4% na renda total.
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do cinema
segundo o Grupo de Mídia (Mídia Dados)
consumidores
51% 48% 1% Gênero dos consumidores de streaming. Masculino Fe mini no Outro 17
Perfil dos
brasileiro
Streaming no Brasil
Na análise de serviços de streamings assinados, a Netflix sai na frente com 92,7%, seguida pela Amazon Prime Video (49,5%) e a HBO Max (45,9%). Apenas 8,3% disseram não assinar nenhum serviço.
Prime Video - 49,5%
HBO Max - 45,5%
Disney+ - 33,9%
Globoplay - 23,9%
Star+ - 19,3%
Youtube Premium - 17,4%
Paramount+ - 12,8%
Crunchyroll - 6,4%
AppleTV - 3,7%
STARZ - 2,8%
O Inside Video 2022 ainda aponta o tempo de consumo por dispositivo. O uso da televisão é praticamente majoritário com 81%, o smartphone fica em segundo lugar com 12% e o tablet em último com 0,5%.
Na análise de gêneros de filmes preferidos para se assistir em casa, ação e aventura se mantêm na frente, seguidos por comédia, e terror. O menos procurado é o gênero de super-heróis.
É imprescindível falar sobre o grande aumento dos serviços de streaming durante a pandemia. Com mais tempo ocioso muitos consumidores, 50% segundo levantamento da NZN Intelligence, assinaram um serviço de streaming novo entre 2020 e 2021. 80% dos entrevistados afirmaram que não tem planos de cancelar os planos de assinatura.
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Streaming - Investimentos em conteúdo original Empresas de streaming, como Netflix, Amazon Prime Video e Disney+, têm investido e apostado cada vez mais em conteúdo exclusivo para suas respectivas plataformas. No caso da Disney+, por exemplo, o aplicativo conta com diversas produções originais disponíveis apenas na assinatura do serviço, como é o caso de diversas séries integrantes do Universo Cinematográfico da Marvel. Alguns exemplos notáveis são “Wandavision (2021)”, “Falcão e o Soldado Invernal (2021)”, “Moon Knight (2022)” e “She-Hulk (2022)”.
Além disso, as produções originais de empresas de streaming nos últimos anos têm ganhado cada vez mais destaque em premiações, como o Oscar e o Emmy. No Oscar de 2023, por exemplo, a Netflix esbanjou inúmeras vitórias com seus filmes originais, como é o caso de “Nada de Novo No Front”, que venceu em quatro categorias
Produções de alto orçamento
Atrelado ao conteúdo original, é uma tendência das empresas de streaming cada vez mais investirem em produções com gastos passando das centenas de milhões de dólares.
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Gigantes do streaming, como HBO Max, Amazon
Prime Video e Disney+ têm apostado em produções de altíssimo orçamento, como é o caso da série “Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder”, produzida pela Amazon, que já é considerada a série mais cara já feita, custando aproximadamente US$ 465 milhões por temporada.
A HBO, dona da série “Game of Thrones”, a qual já é conhecida por ter tido alto orçamento, também desembolsou milhões de dólares em suas produções originais. O maior exemplo atualmente é a série “A Casa do Dragão”, de 2022, que teve um orçamento de cerca de US$ 20 milhões por episódio, totalizando U$ 200 milhões apenas na primeira temporada
Cinema - Democratização dos ingressos
Para bater de frente com o streaming e democratizar o acesso ao cinema, a Federação Nacional das Empresas Exibidoras
Cinematográficas (FENEEC), com o apoio da Associação Brasileira das Empresas Exibidoras
Cinematográficas Operadoras de Multiplex (ABRAPLEX), lançou em setembro de 2022 a primeira edição da Semana do Cinema.
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A Semana do Cinema é uma campanha que consiste em oferecer ingressos com preço único de 10 reais válidos para todas as sessões tradicionais em 2D exibidas em redes participantes da iniciativa, como a Cinemark, Cinépolis, Itaú Cinemas e UCI.
A primeira edição da Semana do Cinema, que ocorreu de 15 a 21/09, gerou mais de 296% de crescimento no número de espectadores e 127% de crescimento de arrecadação, totalizando R$36,2 milhões de renda dos 10 filmes mais assistidos e mais de 3 milhões de espectadores, segundo dados32 da Comscore.
A campanha já teve sua segunda edição em fevereiro de 2023 e passará a ocorrer duas vezes ao ano, segundo Lúcio Otoni, presidente da FENEEC
Parcerias e programas de fidelidade
No decorrer dos últimos anos, redes de cinema começaram a adotar parcerias e programas de vantagens e fidelidade para atrair novos clientes às grandes telas.
A Cinemark, por exemplo, possui o Cinemark Club, um programa de assinatura em que o cliente, através de uma assinatura trimestral ou anual por R$29,90 ao mês, o cliente ganha direito a 2 ingressos de sessões 2D por mês,
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além de 20% de desconto na bomboniere e um sistema de pontos acumulativo, em que é possível trocar por brindes, como copos, chavei* ros e bonecos.
Além de programas de fidelidade, as empresas do segmento também podem fazer parcerias com outras lojas, como é o caso da rede Cinesystem, que em 2022 firmou um acordo com a Renner para oferecer um desconto exclusivo de 50% no valor dos ingressos do cinema. Nesta iniciativa, clientes que possuem o Cartão Renner o apresentam na bilheteria física e garantem o desconto do valor inteiro do ingresso, tanto para sessões 2D quanto 3D.
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Cinema - Ação interativa
No mundo pré-pandemia, ações interativas eram mais comuns na divulgação de filmes, e não foi diferente com o remake de “It - A Coisa”, filme lançado em 2017 baseado no livro de mesmo nome de Stephen King.
Na cidade de Curitiba (PR), balões vermelhos foram estrategicamente colocados em bueiros onde ficavam flutuando. Quem tivesse curiosidade e coragem de puxar o balão, ganhava um par de ingressos para ver o filme no cinema. A gravação da ação gerou um teaser que foi distribuído nas mídias digitais da Warner Bros. Pictures, alavancando a divulgação do
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Fonte: Facebook Warner Bros. Pictures, 2017 (https://www.facebook.com/watch/?v=1443788462335252)
Parcerias
Em 2019, um dos filmes mais aguardados do ano era “Vingadores: Ultimato”. Aprodução foi o ápice do universo cinematográfico da Marvel Studios, o chamado de MCU. Grande parte da verba do marketing foi destinada às parcerias.
Uma das parceiras mais icônicas foi com a Coca-Cola. A marca de refrigerantes mais famosa do mundo estampou suas latinhas com os heróis e o grande vilão da trama, tornando-as em objetos de colecionador.
O resultado foi estrondoso e o filme passou de US $2 bilhões em bilheteria ao redor do mundo, se tornando o segundo filme com a maior arrecadação da história, ficando atrás apenas de “Avatar (2009)”.
Fonte: Publicitários Criativos, 2019 (https://www.publicitarioscriati* vos.com/coca-cola-lanca-latas-promocionais-de-vingadores-ultimato/)
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Streaming - Evento
O Festival Tudum é um evento de cultura pop idealizado pela Netflix. O nome do evento faz referência ao som que o público ouve toda vez que coloca algum conteúdo do streaming para assistir.
Teve sua primeira edição em janeiro de 2020 no Parque Ibirapuera em São Paulo. Foi apresentado por Maisa Silva e contou com a presença de estrelas como Noah Centineo e Lana Condor.
O evento traz novidades sobre os principais filmes e séries da Netflix, além de experiências (espaços instagramáveis) e novidades do streaming. Os ingressos gratuitos são altamente disputados o que torna o evento ainda mais cobiçado.
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Fonte: Exame, 2020 (https://exame.com/casual/tudum-festival* da-netflix-acontece-pela-primeira-vez-em-sao-paulo/)
Multiplataforma
Em 2020 o GloboPlay ganhou uma nova Identidade Visual e para isso foi estruturada uma campanha completa e multiplataforma. Com o conceito “Evoluiu”, peças OOH foram colocadas em diversas regiões do Brasil, nas mídias sociais e na televisão.
A comunicação e nova identidade reforçam o conceito de evolução, com toda a diversidade que o produto oferece, onde as pessoas se conectam e vivem experiências incríveis. Nas redes sociais a mudança foi mais perceptível, agora sendo uma das principais janelas de contato com o público, os formatos retangularescomeçam a dominar a comunicação da plataforma
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Fonte: Voxnews. 2020 (https://voxnews. com.br/globoplay-lanca-maior-campanha-do-ano/)
Inovações no cinema
Com a ascensão do streaming nos tempos de pandemia, o cinema precisou inovar para recuperar sua clientela perdida e a bilheteria, que foi uma das piores de todos os tempos no período de 2020 a 2021, voltando com mais força apenas em 2022. Logo impactou não apenas as empresas de cinema, mas também as de publicidade no cinema, como a Flix Media.
Pensando em ações pós pandemia, com chances de retomar suas atividades, os cinemas no Brasil optaram por criar salas de imersão 5D, proporcionando ao público uma nova experiência, com cadeiras que tremem conforme o momento do filme, aromas exalados, porém são mais caras do que os cinemas 2D e 3D e menores que as salas normais.
O Cinemark, por exemplo, buscou compreender o que o público queria e precisava para voltar a ver filmes nas telonas, logo foram criadas as “sessões de spoiler”, que consiste em sessões especiais que as pessoas podiam assistir um filme antes de sua data de estreia e ganhar brindes e conteúdos especiais.
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Os primeiros filmes a terem essa iniciativa foram “Venom” e “Turma da Mônica: Lições”.
Segundo a matéria da Future Dojo para o Exame, 87,2% das inovações do cinema no Brasil vieram de empresas startups. Além disso, a procura por parcerias e funcionários com ideias inovadoras tem se intensificado no Brasil e no mundo inteiro.
Assim como no Brasil, o cinema no exterior precisou buscar por ideias novas para recuperar a bilheteria e os lucros. Pensando em uma maior interação entre o público e o filme, um teatro em Edimburgo reproduziu o filme “Magic Mike” com mordomos seminus servindo o público.
O Warehouse Cinema, dos Estados Unidos, reproduziu um filme antigo de 1988 nas telas por 5 dólares, o “The Land Before Time”. Mas o seu diferencial não é isso, eles tematizaram o cinema como uma festa do pijama e conseguiu uma parceria com uma empresa para que dessem pipoca grátis ao público. O evento vendeu 1,4 mil ingressos e a experiência foi algo totalmente diferente e inovador. O Secret Cinema, de Londres, é conhecido pela sua forma diferente de passar filmes, a sua imersão permite interagir com os personagens dos filmes e explorar os cenários. Foi vendido ao grupo TodayTix Groups por 100 milhões de dólares com o intuito de inovar e aprimorar suas ideias, um grande investimento.
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Inovações no Streaming
O streaming é a nova moda do momento. O consumidor tem acesso a vários conteúdos na palma da sua mão onde quiser. Com a pandemia, o streaming ganhou muita força e cresce cada vez mais em meio a sociedade. Atualmente, existem diversas plataformas de streaming, cada uma com seu conteúdo
A fim de ganharem mais força, algumas empresas adotaram ações como combos de plataformas, assim como a Globoplay possui com a Disney+ um plano de R$37,9047 por mês no plano anual. É algo vantajoso, pois o consumidor possui duas plataformas por um preço menor do que se fosse assiná-las separadamente.
O Telecine, que pertence à Globo, aproveitou o período da pandemia e liberou por alguns períodos acessos aos seus conteúdos gratuitamente nas operadoras de TV por assinatura, realizaram lives multiplataforma com a “Sessão Fique em Casa” eo lançamento da Premiere Telecine, que dispõe de conteúdos exclusivos e inéditos nacionais.
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No quesito conteúdos exclusivos, a Disney+, por exemplo, tem lançado filmes direto em sua plataforma sem lançar no cinema, ou seja, apenas quem paga pelo serviço conseguirá assistir tal filme.
Ela fez isso com o filme “Luca”, que é um dos seus grandes sucessos recentes. O tempo do lançamento nas telas do cinema para o digital está mais rápido, levando 1 mês ou até menos, pois a nova tendência é disponibilizar todo conteúdo de forma mais prática e rápida.
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Este trabalho teve como finalidade a realização de um estudo com o objetivo de compreender o setor de entretenimento e suas vertentes, além de fazer uma análise mais profunda nos setores do cinema e streaming.
Se buscou entender a ascensão do streaming para com o cinema, entender quem são os respectivos consumidores e os motivos para essas preferencias, além de compreender como cada um dos setores se promove e busca fidelizar sua clientela.
Ademais, este trabalho é de natureza explicativa, pois aqui identificamos os fatores que determinam os fenômenos enquanto nos aprofundamos no conhecimento do setor do entretenimento. Por meio desse método, se buscou compreender o que ocorre dentro do setor de estudo, analisando o cenário como todo para ir em busca das respostas.
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Este trabalho pretendeu atender o setor do entretenimento e suas vertentes, em destaque o cinema e o streaming. Tem por objetivo entender melhor ambos os setores e como os consumidores os veem, a partir de pesquisas secundárias e primária de caráter explicativo e quali-quantitativa.
Com as pesquisas realizadas é possível perceber que o setor de entretenimento é intrínseco a sociedade moderna, sendo de extrema importância, tanto bela movimentação bilionária de dinheiro como pela integração de grupos de pessoas, proporcionado diversão e lazer.
Em suma, o presente estudo tenta compreender e analisar o consumo e tendências do setor de entretenimento, durante e no pós-pandemia, dando enfoque nos setores do Cinema e do streaming. O cinema se vê em cenário complexo e caso queria se reerguer perante os gigantes do streaming, deve ter mais investimentos em suas comunicações e interações com os consumidores, além de desenvolver mais ações que possam tornar a ida ao cinema mais acessível a todos.
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