Manutenção - Medida simples evita problemas difíceis no resfriamento de águas ind... Página 1 de 3
Página Inicial >> Artigos >> Manutenção Artigos Técnicos - Manutenção
Medida simples evita problemas difíceis no resfriamento de águas industriais Fevereiro/2011 Quantos novos sistemas de resfriamento são enchidos com água e recirculados durante meses, antes que alguém pense em adicionar a eles produtos químicos de tratamento? Infelizmente a resposta é: muitos, e as consequências são normalmente observadas após um ou dois anos em operação, quando os engenheiros da planta querem saber por que eles têm numerosos problemas de corrosão e depósitos. A limpeza e a passivação prévia ao uso de um sistema não são procedimentos difíceis ou sofisticados, e muitas vezes são utilizados os mesmos produtos químicos (em concentrações mais elevadas) aplicados no programa preventivo de rotina. No entanto, se tal procedimento não for realizado, os melhores programas químicos do mundo não impedirão problemas futuros. Antes de operar, limpar Quando são considerados o pré-condicionamento (passivação) e a limpeza de todo o sistema de resfriamento, é normalmente empregada uma combinação de um agente de limpeza químico e um inibidor de corrosão formador de filme protetor. Se o sistema em questão for novo, a limpeza e o pré-condicionamento deverão ser feitos na ocasião do teste hidráulico. A concentração do inibidor de corrosão está geralmente acima de 1.000 ppm e a do agente de limpeza, entre 1 e 5% ou mais alta. A solução é recirculada com as bombas do próprio sistema, à temperatura ambiente, por um período de 7 a 14 dias. Se o sistema em consideração for multimetálico, um procedimento especial de limpeza deverá ser adotado para prevenir qualquer precipitação/ deposição de um metal sobre outro. Isso é necessário para eliminar o potencial de severas condições de corrosão devido a diferentes metais entrarem em contato entre si. Para sistemas de aço-carbono é normalmente usada uma solução alcalina de fosfato inorgânico com um inibidor de corrosão fosfato orgânico. O pH deve ser controlado entre 6,5 e 7,5, e a solução recirculada entre 7 e 14 dias. Devem ser feitas observação da cor da água e dos sólidos suspensos, mais análises quantitativas de ferro rotineiras. Caso a água se torne extremamente turva, recomenda-se fazer uma descarga no sistema e recarregar os produtos de forma a manter constantes seus residuais na solução. Para sistemas contendo cobre ou ligas não ferrosas, o uso de politriazois na concentração de 50 a 100 ppm deve acompanhar a limpeza fosfato/inibidor de corrosão. Avaliação da limpeza Para auxiliar a monitoração do processo de limpeza devem ser instalados corpos de prova em vários locais do sistema, os quais deverão ser retirados periodicamente durante a limpeza. Isso é necessário para assegurar não estar havendo desnecessária deposição nem aumento ou tendência de corrosão agressiva. Para assegurar que o condicionamento tenha sido completo e efetivo, os feixes de tubos de alguns trocadores de calor devem ser examinados imediatamente após a limpeza. Não deverá haver condições visíveis de ferrugem em superfícies de aço-carbono, e as superfícies de metais não ferrosos não poderão apresentar produtos de corrosão ou materiais não identificáveis. Caso os componentes examinados do sistema revelem a presença de quantidades problemáticas de produtos de corrosão, sujidade e/ou detritos, o programa de condicionamento e seu procedimento deverão ser repetidos naqueles componentes ou na totalidade do sistema. O procedimento da pré-operação de limpeza e condicionamento tem o objetivo de estabelecer um filme passivador sobre todas as superfícies metálicas, que devem ser conservadas pelo programa de inibição de corrosão da água de resfriamento. Em equipamento de aço-carbono, a limpeza e condicionamento pré-operacionais devem ser feitos na ocasião do contato inicial com a água. Logo que o contato da água for feito com a superfície do metal, este começará a ser corroído ou reagir com um inibidor de corrosão que esteja presente. Como a corrosão já iniciada é a mais difícil de ser interrompida, é essencial não se permitir que as células de corrosão tenham a oportunidade de danificar significativamente o sistema. Dupla responsabilidade Apesar das melhores intenções, corrosão e depósitos sempre ocorrem em alguns equipamentos. Se o fracasso foi sério, a atitude do pessoal de algumas empresas será livrar-se do fornecedor e procurar um outro que possua produtos "mais modernos" que evitem o que possa haver acontecido. O fornecedor, por sua parte, poderá reagir e culpar a empresa, que nem sempre atende a orientação e recomendações suas. Afinal de contas, fornecedores não estrangulam válvulas, nem reduzem a velocidade da água ou contaminam a água com óleo. Dos fracassos investigados pelo autor, todos foram atribuídos em parte a ambos, cliente e fornecedor.
http://www.nei.com.br/artigos/artigo.aspx?i=108
11/03/2011