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ESTAMOS NA LIDERANÇA DO CAMPEONATO Mais uma nova edição do Fanzine da Torcida Verde. Uma edição que procura resumir a intrépida actividade da Torcida Verde. Uma actividade de incessante trabalho graças à inesgotável acção da militância Ultra que faz da Torcida Verde uma realidade única. A mudança de sector que a nova liderança do SCP implementou tem significado um enorme desafio que na Torcida Verde temos enfrentado com o que sabemos fazer de melhor:Trabalhando com amor á camisola. Esta é uma realidade inequivoca bem patente jogo a jogo de futebol mas também nas outras modalidades. Seria exaustivo enumerar ou destacar qualquer qualquer uma delas .Uma saltada até ao album de fotos postado no site dá para se ter uma ideia do que tem sido este inicio de época. Felizmente,desta vez os resultados da bola têm ajudado;nomeadamente na mobilização dos adeptos cada vez mais motivados pelas vitórias da equipa treinada por Leonardo Jardim. A recepcção ao Paços Ferreira foi o momento de há muito anseado para a Torcida Verde evocar o seu 29º aniversário. A mega coreografia com sete novas megabandeiras foi a forma encontrada para evocar estes últimos 29 anos de luta. Afirmação pelo trabalho é uma

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O futebol profissional do SCP alcançou o topo da liderança, algo que os adeptos verde e brancos não saboreavam há longo tempo. Para a Torcida Verde a vitória por expressivos 4-0 sobre o Paços de Ferreira e a consequente liderança da principal competição futebolística nacional, é uma bela recompensa pelo tifo implementado nesta jornada em que evocámos os 29 anos de luta da nossa Associação de Adeptos. Uma mega coreografia bem à altura da ocasião, e que uma vez mais expressa de forma inequívoca a nossa capacidade de trabalho e dedicação pela causa verde e branca. A mítica frase de José de Alvalade “Queremos que o Sporting seja um

grande clube, tão grande como os maiores da europa” foi reproduzida ao longo da bancada central numa faixa com 110ms por 3,60. Antes seriam esticados seis novíssimas megabandeiras com diversos logotipos e imagens da Torcida Verde. No início do jogo seria ainda lançada uma outra megabandeira em forma de mural com 17ms por 10ms onde se podia ler “A história nos julgará”. A vitória por números expressivos contribuiu para contagiar os adeptos ao longo dos 90 minutos. Na nossa curva nunca faltaram os estandartes e as bandeiras numa jornada que por certo perdurará em todos os militantes que nela participaram.


EM GUIMARÃES COM OS AMIGOS DE FLORENÇA Na passada quinta-feira teve lugar mais jornada de amizade entre a Torcida Verde e os amigos Viola. A mítica Fiorentina deslocou-se a Guimarães para defrontar o Paços de Ferreira, em jogo a contar para a Liga Europa, e como não poderia deixar de ser, a Torcida Verde esteve no norte do país com os Ultras de Firenze. Logo na quarta-feira à noite com a chegada dos primeiros ultras à Cidade Invicta deu-se a primeira “investida” na noite portuense. Já no dia da partida com a vinda dos amigos do Gruppo Storico 73 dirigimo-nos a Guimarães em clima de

grande euforia.

Centenas de adeptos fiorentinos estiveram presentes em Portugal, sempre com o entusiamo que já nos habituaram, sem faltar o cântico Sporting, Sporting, Sporting!! Depois do jogo ocorreu um jantar com Gruppo Storico e a Torcida Verde com o ambiente de amizade de sempre, onde não faltou a habitual entre lembranças entre os dois grupos. Esta foi mais uma grande jornada a juntar às de Lisboa, Florença, Turim, Zurique e Gent. Que venha rapidamente a próxima!!!

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29.º ANIVERSÁRIO: FILHOS DA LUTA! Onze de novembro de 2013 é a data do 29.º ano de luta da Torcida Verde. Uma data meramente simbólica porque num grupo Ultra, a história constrói-se todos os dias. Uma história que não se esgota no apoio ao futebol profissional, até porque a nossa identidade diz-nos que viver o ideal Sportinguista está muito para além dos meros 90 minutos de qualquer jogo da bola. Neste sentido, muita da nossa luta tem passado por motivar e mobilizar os adeptos, incutindo-lhes o espírito militante. Um espírito militante que tantas vezes é acima de tudo um acto de resistência aos insucessos desportivos e também a uma sociedade de informação que endeusa os “vencedores” e desvaloriza “os outros”. Esta sociedade extremamente consumista procura condicionar as motivações dos “adeptos”, cada vez mais transformados em meros consumidores. Neste contexto, ganha especial

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importância elevar os fortíssimos valores de um clube centenário como o SCP a todos os adeptos. Um clube sem memória, que não respeita e reinventa a sua história fica mais fragilizado e dessa forma à mercê dos “novos tempos” do desporto como um negócio para interesses totalmente estranhos aos dos Clubes e adeptos. Esta é uma problemática de grande actualidade no nosso grande SCP, onde muitos dos adeptos parecem ter recuperado a motivação para exteriorizar o seu “clubismo”. Uma motivação reconquistada com apenas alguns “tostões”. Será importante que os adeptos do SCP comparem os milhões gastos nas últimas épocas, em comparação com os “tostões” investidos na presente temporada...e nos resultados obtidos... À Torcida Verde compete defender os valores ancestrais do SCP, transportando-


LIDERANÇA DA LIGA

Gil Vicente 0 - Sporting 2

Cerca de uma centena de elementos da Torcida Verde participou na grande vitória em Barcelos, colocando o futebol verde e branco na liderança da principal competição futebolística nacional. A deslocação contou com um grande contributo dos Tor Ver’s do Norte do país, que teve como contratempo a entrada no municipal de Barcelos depois do início do jogo. Tal facto inviabilizou o tifo preparado para a entrada do onze verde e branco de tributo o Nelson Mandela. O imprevisto não nos demoveu de apresentar as frases “Mandela vive” “Um de nós... sócio nº31118”. Um verdadeiro mar de bandeiras e estandartes made in Tor Ver coloriu o Municipal de Barcelos ao longo de todo o encontro, completando um apoio sempre constante ao onze de Leonardo Jardim.

uma aposta que se espera possa ter continuidade no longo prazo. Destaque ainda para os dois megaestandartes apresentados no final do jogo. Uma vez mais, lugar para a intervenção no sucedido no famigerado período 1995/2013. Desta vez relembrámos o gritante esvaziamento do ecletismo com a suspensão logo em 1995 de modalidades como o Voleibol, o Basquetebol e o Hóquei em Patins. O megaestandarte com a inscrição “Wanted”, continha essas 3 modalidades e ainda uma outra retratando os adeptos, também eles flagelados com a inaudita quota extraordinária superior a 100 euros no início de 1996. Seria também apresentado de novo, o estandarte exibido em Guimarães visando o trepidante percurso da SAD entre 1995 e 2013

Esta foi mais uma excelente vitória de uma equipa que continha seis futebolistas oriundos da formação,

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MAIO DE 1995... MARÇO DE 2013: NUNCA MAIS! A presente época para a Torcida Verde, significou a mudança de sector exigindo uma acelerada adaptação a uma nova realidade. Uma vez mais, tem sido pelo trabalho que a Torcida Verde se tem afirmado. As inúmeras coreografias e tifos apresentados neste início de época reflectem estritamente nossa paixão clubística e outras vezes reflectem nossas preocupações num cunho mais interventivo. A nossa acção decorre desde há anos de forma tão convicta como coerente. Conscientes dos desafios em abordar temas tabu, assumimos ser este um rumo que faz parte da nossa identidade. Por outro lado, também estamos conscientes que vivemos numa sociedade de comunicação agressiva, sempre ávida de polémicas. Neste contexto, são públicas as nossas intervenções em relação ao mundo do futebol negócio (preço bilhetes, horários jogos, empresários de jogadores), ao trajecto das SAD’s, mas

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também ao trepidante mundo dos pseudo notáveis leoninos. Neste inicio de época decidimos intervir em relação ao periodo1995/2013 (do famigerado Roquettismo). Foram apresentadas algumas coreografias de denúncia em Alvalade e também nas deslocações. O impacto mediático nem sempre faz a leitura correcta das iniciativas como ocorreu em Guimarães onde a intervenção foi direccionada exclusivamente para as SAD’s (jornalistas falaram da “promiscuidade com a banca”). No outro megaestandarte a intervenção foi direccionada exclusivamente para a cumplicidade do Conselho Leonino com o sucedido nesse desastroso período (1995/2013) em especial no período Maio 1995/Março 2013 (a noticia falava em croquetes...). Seria certamente muito mais cómodo não intervir em alguns temas tabu, tanto mais que finalmente o futebol verde e branco está de regresso às vitórias.


“Não importa que me olhem da cabeça aos pés

porque nunca farão minha cabeça e já mais chegarão aos meus pés” www.torcidaverde.pt

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FESTA DO SPORTING CLUBE DO POVO! Cerca de 38000 adeptos marcaram presença no Estádio José Alvalade para mais uma noite de gala do futebol verde e branco.

equipa leonina já uma novíssima megabandeira (15ms por 14ms) emergia desde a Bancada B na qual foi apresentada a frase “Sporting é nosso”.

Uma noite em que uma vez mais a equipa leonina, claramente desprezada pela generalidade dos media e “experts” aquando do inicio da época... por não ser constituída por contratações milionárias, deu nova demonstração de inequívoca qualidade... e determinação. Nova vitória expressiva, que certamente deve fazer pensar os fundamentalistas do “futebol negócio” para os quais competência e qualidade só com os milhões.

Na bancada A surgiu a frase “Sporting Clube do povo” numa interpretação do significado da frase exposta da bancada B.

Pode dizer-se que uma vez mais os adeptos foram o 12º jogador que o onze de Leonardo Jardim não prescinde para as batalhas dentro das quatro linhas. Na recta final da primeira volta, a Torcida Verde mobilizou-se para um apoio sempre constante ao longo dos 90 minutos. Ainda antes da entrada da

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Na realidade o SCP é dos Adeptos. Uma realidade que importa relembrar após anos e anos em que o protagonismo tem pertencido aos agentes dos jogadores, aos fundos de investimento, aos interesses comerciais (Pay TV em especial), à banca... para além dos pseudo notáveis. No inicio do jogo a nossa curva apresentou um impressionante mar de bandeiras, o que seria aliás extensiva á restante curva sul. Destaque também para o tributo prestado aos amigos de Florença, o Gruppo Stórico Ultras Viola 73, a celebrar 40 anos de vida. A frase “UV73 40 anni, auguri” foi exposta no período de intervalo deste


ANIVERSÁRIO DOS ULTRAS 73 Os nossos amigos da Fiorentina Ultras Viola 73 estão de parabéns uma vez que atingiram os míticos 40 anos. Esta data foi evocada na curva Fiesole onde foi exposta a mítica faixa “Ultras”. Grupo de referência do movimento Ultra Italiano, e viola em especial é um dos fundadores da genuína mentalidade Ultra. Uma serie de actividades preencheram as comemorações desta importante data. que terá conhecido um grande momento aquando da vitória por 3-0 sobre o Bologna, colocando o onze de Florença no 4º lugar da classificação. Nessa jornada o Gate 08, o novo

sector que agora agrega diversos grupos Ultras, evocou a figura do principal fundador do movimento Ultra em Florença e cofundador dos “Ultras 73”, Stefano Biagini (conhecido como Pompa). Nesse sentido foi apresentada uma megabandeira com a imagem de Pompa-por nós oferecida aos amigos viola aquando da deslocação a Guimarães no jogo da Liga Europa com o Paços Ferreira. Um motivo de grande orgulho para a Torcida Verde uma vez que dessa forma associamo-nos a uma importante jornada de vivência Ultra. No último jogo em Alvalade com o Belenenses esta data seria por nós evocada com a faixa “UV73 40 anni auguri”.

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FOSSA DEI LEONI FORTITUDO DE VOLTA! Grande destaque para o regresso do grupo ultra Fossa dei Leoni, exclusivamente de apoio ao Fortitudo, Clube de Basket com grandes tradições na modalidade a nível europeu. Este mítico grupo Ultra, nascido em 1970, reergueu a modalidade e o próprio clube que vivia um doloroso processo de falência administrativa. Esta tem sido uma luta sem tréguas dos ultras da FdL que nunca desistiram do sonho de recolocar o seu Fortitudo na prática da modalidade. Na Torcida Verde temos acompanhado esta luta exemplar, em especial nas últimas três épocas. A presença de um companheiro a fazer erasmus em Lisboa aproximounos. A presença de ultras da FdL na transferta a Roma (com a Lazio) na última época e posteriormente a visita à nossa sede já neste ano cimentou uma relação que se

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iniciou em 2011 em Milão num encontro promovido pelo grupo Ultra milanista Fossa dei Leoni do AC Milan. A mudança da Torcida Verde de sector exigiu a reciclagem de muito material. Neste contexto surgiu a ideia de enviar uma nossa megabandeira com o “leão da Fossa” para os militantes Ultras da Fortitudo. No último domingo na transferta a Torino, utilizaram a mega bandeira, volvidos mais de dois anos do envio. Fizeram questão de utiliza-la intacta, conforme a enviámos com a frase “Obrigado Torcida Verde Ultras”. Uma vez que o leão que a FdL Fortitudo utilizam está virado para o lado inverso, o próximo passo será adapta-la às cores da Fortitudo. Desta forma escreveu-se mais uma inolvidável página na história da Torcida Verde.


SUPERIORIDADE LEONINA. EMPATE INJUSTO. Mais de 21000 adeptos estiveram em Alvalade na primeira jornada da Taça da Liga em que o opositor veio do distrito do Porto. A Torcida Verde associou-se à coreografia conjunta com a JL e o DUXXI, abdicando desta forma do tifo que havíamos idealizado. Pode dizer-se que esta foi uma iniciativa com evidente impacto visual. A nossa participação assumiu a produção da faixa da bancada B “Assume o control com 46 ms por 3,5ms” e de um símbolo do SCP com 12 por 14ms para além das fitas brancas que completaram o nosso sector.

A coreografia seria a pedra de toque para uma jornada de intenso apoio ao onze de Leonardo Jardim que não logrou conquistar a vitória, por manifesta falta de pontaria a que se juntou uma belíssima exibição do guarda-redes forasteiro. Destaque também para o tifo alternativo apresentado no período do intervalo, prolongando-se até ao reinício da partida. A megafrase “Quando o ideal é maior que a vida; Dá a vida pelo ideal” ocupava todo o nosso sector no qual emergiam três megaestandartes.

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EPISÓDIOS

CAMPEÕES DE HÓQUEI NA LUZ EM 87/88 Episódio 18 Na época 87/88 o SCP viveu (mais) uma época muito turbulenta, com o futebol em maré baixa, uma grave crise directiva atinge o Clube.

Tratam-se de situações marcantes para os militantes da Torcida Verde que viveram essas jornadas ao vivo e a cores. Desde 1984, o ano da sua fundação, a Torcida Verde tem vivido inúmeros episódios que forjaram o seu carácter e determinaram em grande parte a sua acção. Tratam-se de situações marcantes para os militantes da Torcida Verde que viveram essas jornadas ao vivo e a cores. São momentos diversos, com personagens tão diferentes como dirigentes desportivos ou institucionais até aos adeptos e cidadãos mais anónimos. Neste espaço esses pedaços de história da Torcida Verde são evocados com humor, ironia, determinação e muita convicção. Uma abordagem que se pretende tão original como interventiva, bem evidente nos inúmeros episódios em que se denúncia a hipocrisia, o cinismo, a falta de coragem, o preconceito, a imbecilidade, a mesquinhez, a reverência ou a subserviência. Simultaneamente muitíssimos outros momentos evocam grandes batalhas assumidas pela Torcida Verde em nome das nossas convicções e ideal clubista. Estes textos ilustram o percurso da Torcida Verde, tantas vezes rumando num mar turbulento repleto de contradições que emergem, invariavelmente de factores exógenos e externos à natureza associativa do mundo dos clubes e dos adeptos.

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Na Torcida Verde, o apelo das modalidades é uma vez mais um factor de fidelização e mobilização! Hóquei 87/88 No Hóquei em Patins, emerge uma equipa oriunda da formação: Paulo Alves, Paulo Almeida, Vítor Fortunato e Pedro Alves eram juniores titularíssimos de um cinco treinado por António Livramento que empolgava os adeptos verde e brancos e competiam de igual para igual com os rivais milionários. Ao longo dessa época a Torcida Verde participou nas deslocações a Ferpinta e a Oliveira de Azeméis, com a Oliveirense, para além

da presença regular na mítica “Nave” de Alvalade. Na última jornada uma deslocação à Luz significou a conquista do título máximo. O Clube vivia uma acesa campanha eleitoral e na Torcida Verde a mobilização para a deslocação à Luz foi facilitada pela presença regular no apoio ao Hóquei. Esta foi a primeira grande deslocação da Torcida Verde, com cerca de 200 presenças. Apesar do empate ser suficiente para a conquista do título máximo, uma retumbante vitória por 5-3 deixou em êxtase os milhares de sportinguistas que lotaram o pavilhão da Luz. Na euforia dos festejos, a vedação do recinto

cedeu, provocando a interrupção do jogo por diversas ocasiões, o que levou a que os técnicos e atletas do SCP nos pedissem para segurar a vedação (cerca de 30ms) sob pena do árbitro decretar o fim do jogo com a derrota “dos nossos”. Com a eminência de uma derrota a pairar, foi ver diversos elementos a “segurar” a vedação nos segundos finais, garantindo desta forma mais um título nacional para a modalidade. No final do jogo, a tradicional invasão de campo, provocou a intervenção policial, prejudicada pelas dezenas de potes de fumos, originando cenas hilariantes. Enfim, tratou-se de uma jornada histórica memorável para todos os que a viveram!


CARLOS XAVIER

Episódio 48

A incrível dispensa de Carlos Xavier, uma das últimas referências do futebol leonino, que na Torcida Verde acompanhámos de perto, exigiu uma intervenção pública. Tratava-se “tão-somente” de um atleta chegou a Alvalade com 12 anos de idade, que realizou 333 jogos pela equipa principal do Sporting, 96 jogos na 1ª Divisão Espanhola e 10 jogos pela Seleção Portuguesa. Episódio do Carlos Xavier Esta dispensa ganha contornos ainda mais caricatos pelo facto do Carlos Xavier ter marcado nos cinco últimos jogos

que realizou de leão ao peito. Na verdade, em 1996 já sopravam os ventos da descaracterização do clube, assaltado por “profissionais” da estripe de Norton de Matos e afins - completamente desligados do ideal clubista. A coragem de “puxar” para a primeira linha o caso Carlos Xavier, perante o branqueamento e o silenciamento generalizado foi algo que iríamos na Torcida Verde”pagar”... com juros!branqueamento e o silenciamento generalizado foi algo que iríamos na Torcida Verde”pagar”... com juros!

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OS LEÕES NÃO USAM COLEIRA!! Episódio 49 No dia de luto, proclamado pela direcção do SCP liderada por José Roquette, em 1998, decidimos realizar uma coreografia interventiva “Donzelas ao poder que os filhos já lá estão”, em mais uma denúncia dos poderes dominantes no futebol luso. De facto, uma série de estandartes denunciavam alguns dos casos mais escandalosos que haviam fustigado o futebol Nacional. Os casos Rijkaard, N’Dinga, Ovarense, Very-Light, Antas 94,Saltillo e Paulo Sousa. Um dos ditos assessores de então no Clube, tentou “censurar” a dita coreografia precisamente o caso Rijkaard porque o Dr. Silva Resende (Presidente da FPF na altura desse vergonhoso episódio) “pertence ao Conselho Leonino e poderá ficar suscetibilizado”, o que interpretámos como uma manifestação subserviente, nos antípodas da nossa. Nunca tivemos

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este tipo de relações com os bastidores e os corredores da “nomenklatura” leonina; por isso sempre nos sentimos livres para intervir. Ainda que tal signifique falta de apoios. Não nos deixámos intimidar. Respondemos ao dito assessor com uma expressão inesquecível “ Os leões não usam coleira!”... a denúncia do caso Rijkaard foi uma realidade. Certo que pagámos a ousadia com a contínua falta de apoios e a tentativa de silenciamento. Esta nossa coreografia tem ainda outro importante significado. A direcção do clube de1998 decretou “o dia de luto pelo futebol”. Tal decorreu de uma série de jogos em que o futebol leonino considerava ter razões para se sentir prejudicado. Na Torcida Verde consideramos que essa era uma realidade de há longos anos e que não se tratava de uma

situação pontual mas “ de fundo” do “sistema” enraizado nos bastidores do futebol nacional. Dessa forma, resolvemos relembrar diversos episódios suscetíveis de ilustrar essa realidade, para além daqueles que foram nefastos para o nosso clube. De forma transversal, até porque a questão é de fundo! Já em 1998 na Torcida Verde tínhamos uma visão transversal do “sistema”, muito para além da visão autista e populista centrada no enfoque clubista. O enfoque do combate ao sistema é multiclubista e transversal coreografia desta jornada salientava esta realidade! Esta foi uma jornada que a Torcida Verde se afirmou como uma voz autónoma, sem donos. Os leões não usam coleira!


TOMAR POSIÇÃO Na Torcida Verde de há muito decidimos assumir posições em relação a temas considerados como verdadeiros “tabús” no mundo das “claques” (designação com a qual jamais nos identificámos). Tratam-se de assuntos complicados, sobre os quais seria muito mais cómodo abdicar de tomar posição, escondendonos no “nim”, algo tão usual numa sociedade onde a hipocrisia, o cinismo e a incoerência dominam impunemente. Ter a coragem de tomar posição em relação a temas como a “violência organizada”, “o enquadramento legal”, “a política na curva”, “o futebol moderno”, “o ecletismo” entre outros, é uma demonstração inequívoca de coragem e maturidade.

LUTA CONTRA O FUTEBOL NEGÓCIO Sinteticamente podemos resumir os pontos “chave” que nos motivam a lutar pelos direitos dos adeptos: - Para os“donos da bola”os adeptos são meros “números”, tipo consumidores mas totalmente desprotegidos porque os organismos - FPF e LPF - que tutelam o (negócio) Futebol desprezam os adeptos. Tanto a FPF como a LPF são órgãos corporativos ao serviço dos dirigentes clubistas e dos interesses estritamente comerciais; Futebol Negócio - Para os “donos da bola” os grupos organizados de adeptos serão sempre “claques exército” ao serviço de seus interesses. Manipuláveis como marionetes, silenciadas com apoios nos ingressos, nos transportes e companhia;

- Para os “donos da bola”, os adeptos não têm direitos. Os exorbitantes preços dos bilhetes, os horários dos jogos são tristes exemplos duma realidade revoltante para quem como nós assume como tarefa fundamental mobilizar os adeptos para o apoio ás cores do seu clube de forma incondicional e nas mais variadas condições; - Os calendários do futebol profissional estão ao serviço dos interesses da Pay TV, pelo que os adeptos são os primeiros penalizados pelos jogos em dias de trabalho e de aulas ou em horários escandalosos; - Para eles a verdade desportiva não interessa.O facto de se disputarem jogos em vários dias diferentes (ao longo de 4 e 5 dias!) demonstra o total desprezo pela verdade desportiva a favor dos interesses televisivos.

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against football business


Semper Fidelis january 2014