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7Oanos 1943 - 2013

junho 2013 · Nº 846 · Mensal · Ano 70 · 1,50€ (iva incluído)

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(1913-2013)

EDIÇÃO ESPECIAL CENTENÁRIO

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este número

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5 EDITORIAL | A “Peste Grisalha”!?

8 NOVAS

DESTAQUE

6 SEM FRONTEIRAS | Notícias das ADs no Mundo 8 NOVAS | A História que muda histórias 10 ENTREVISTA | Luís Reis, Presidente Direção Nacional CADP 12 SOCIEDADE | Os fluxos migratórios e a História da Igreja

10 ENTREVISTA

VIVER

14 ENTREVISTA | Domingos Barradas; Miguel Cóias; Mário Cóias 17 REALIDADES | Alfredo Rosendo Machado; José Pina

DEPARTAMENTOS

18 Crianças; Jovens e Adolescentes; Mulheres

CULTURA

24 BÍBLIA | Atos dos Apóstolos 25 HINOLOGIA | Cânticos de Alegria 26 ANÁLISE | Autores da nossa História

CAPA

12 14 entrevistas e REALIDADES Sociedade EDIÇÃO ESPECIAL CENTENÁRIO

28 Olhando para o Futuro; Estatística ADs em Portugal

DEPARTAMENTOS

30 Formação; Informação

PERSPETIVA

32 FUNDAMENTOS | Reflexão sobre alguns aspetos do Movimento Pentecostal

18/30/36 Departamentos

DEPARTAMENTOS

36 Evangelização e Missões; Ação Social

REGIÕES

41 Norte; Beiras; Oeste; Ribatejo; Grande Lisboa; Alentejo; Sul; Regiões Autónomas; Emigração na Europa

41 REGIÕES

28 EStatística Visite a Igreja Evangélica mais perto de si!

50 INFORMATIVO | Agenda; Contactos

[Espaço para carimbo]

Visite a Igreja Evangélica mais perto de si! Mais informações Tel. (+351) 218 464 317 site www.cadp.pt

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COMO ENVIAR

NOTÍCIAS, TESTEMUNHOS e outras informações

Ficha Técnica Ano 70 - Nº 846 Publicação mensal - junho 2013 Tiragem: 6000 exemplares Revista evangélica de informação e formação. Órgão oficial da Convenção das Assembleias de Deus em Portugal. Registada na Secretaria-Geral do Ministério da Justiça sob o n.º 101 458. Depósito Legal: 381/82. Proprietário e Editor Assembleia de Deus Pentecostal R. Neves Ferreira, 13, 3º; 1170-273 Lisboa Redação e Administração Av. Almirante Gago Coutinho, 158; 1700-033 Lisboa; Apartado 8129; 1802-001 Lisboa; Tel. 21 842 91 90; Fax 21 840 93 61. e-mail: na.revista@gmail.com redação Diretor: Samuel R. Pinheiro. Diretora-adjunta: Ana Ramalho Rosa. Revisão textual: Ester Carvalho. Revisão histórica: Paulo Branco. Digitação: Ana Maria Rodrigues; Cilinha Gonçalves; Paulo Pimenta. Colaboraram neste número: Alexandre Samuel Lopes; Carla Ladeira; João Tomaz Parreira; José Silva; Licínia Silva; Luís Reis; Paulo Branco; Paulo Gomes; Rui Paulino Dias; Torcato Lopes; Presidentes e Secretários das Regiões.

As notícias, reportagens, testemunhos e entrevistas enviados para publicação devem ter no máximo 1 página A4 Arial 12 pt, ou seja, cerca 350 a 400 palavras. É importante virem acompanhadas de várias fotografias originais, nunca dentro do documento word, nem do Facebook, pois perdem qualidade ao imprimir. Basta enviar tudo para o nosso email (na.revista@gmail.com), através do site www.wetransfer.com. Receberá um comprovativo de recepção do material. Caso não tenha Internet, envie para a nossa morada (em cima), escrito de forma legível e com fotos de boa qualidade. Habitualmente publicamos as reportagens e testemunhos 2 a 3 meses após a sua chegada à redação, por isso, quanto mais depressa enviar, mais depressa será publicado. As atualizações de contactos, horários e outros, relacionados com os programas nas rádios locais e Cafés Convívio, devem ser enviados para os mesmos contactos.

Design Gráfico: Ana Ramalho Rosa; Paginação: PJG Design; Impressão: PRINTIPO - Indústrias Gráficas, Lda. Alto da Bela Vista, Estrada de Paço de Arcos, nº 77, Pavilhão 20, 2735-197 Cacém

Venda e assinaturas A revista Novas de Alegria encontra-se à venda nos Departamentos de Literatura das Igrejas e Livrarias Evangélicas ao preço de avulso 1,5€. Assinatura Anual 2013 - Portugal Continental €17; Portugal Ilhas €20; Resto da Europa €28; Guiné Bissau, S. Tomé e Príncipe, Timor Lorosae €23; Resto do Mundo €29,50. Site: www.capu.pt Política editorial Todos os originais devem ser enviados à Redacção, a qual se reserva o direito de os editar, adaptar e publicar em quaisquer suportes, sem aviso prévio dos autores. Esta publicará apenas a matéria que se coadune com o ensino da Bíblia Sagrada, não endossando necessariamente os pontos de vista particulares dos autores. A Direção da revista é responsável perante a Lei pelos artigos publicados; diante da Igreja, os textos assinados são da responsabilidade dos articulistas. Não é permitida a reprodução, parcial ou integral, de quaisquer conteúdos (texto, imagem ou ilustração) sem autorização escrita da Direção de Publicações e sempre com menção da fonte. Os textos desta revista estão conforme o novo acordo ortográfico

Fotos e dados históricos presentes nesta edição As fotos reproduzidas ao longo da revista nas secções Departamentos e Regiões, são provenientes do arquivo das revistas Novas de Alegria e BSteen, do Centro de Investigação e Museu das Assembleias de Deus (CIMAD), dos elementos enviados pelas respetivas Regiões e do arquivo pessoal de Paulo Branco e Samuel R. Pinheiro. Dada a impossibilidade de, em vários casos, não termos datas concretas das fotos, optámos por colocar apenas o nome da localidade e/ou evento.

ABREVIATURAS A tradução bíblica corrente desta publicação é a Almeida Revista e Corrigida (ARC). As restantes traduções ou paráfrases bíblicas estarão identificadas junto dos versículos, em abreviatura. Traduções: A Bíblia para Todos (BPT), Almeida Revista e Atualizada (ARA), Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH), Nova Versão Internacional (NVI). Paráfrases: O Livro (OL) e A Mensagem (MSG).

Dados Estatísticos Assembleias de Deus em Portugal Os dados estatísticos relativos às Assembleias de Deus em Portugal, presentes nesta revista, são uma projeção que resulta de um inquérito realizado entre 28 de março de 2013 e 29 de abril de 2013, a todas as igrejas autónomas pertencentes à Convenção das Assembleias de Deus em Portugal (CADP), com uma taxa de resposta de 42%, e dados concretos constantes dos arquivos da CADP e MEIBAD.

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editorial

A “PESTE GRISALHA”!? Recentemente, alguém se terá referido aos mais velhos, aos idosos e reformados, como “peste grisalha”. Porventura, o debate que teremos, em breve, na sociedade portuguesa, europeia e ocidental será o da eutanásia, em nome de um qualquer vanguardismo civilizacional e cultural que esconde o economicismo de que se alimenta o moribundo sistema em que nos inserimos. A sociedade urbana, científica, tecnológica, com tremendas implicações ao nível da saúde, que potenciou a longevidade, tem de procurar permanentemente o equilíbrio entre os que envelhecem e vão saindo do mercado de trabalho, e os que vão entrando. No entanto, a equação tem que salvaguardar sempre a dignidade da pessoa e da vida humana. O culto da juventude, que é efémera e fugidia, tem de ser abandonado, e há que recuperar o valor inestimável dos cabelos grisalhos e dos cabelos brancos, da experiência de vida, da sabedoria acumulada pelas vivências, ao longo das várias etapas da vida. É imprescindível reabilitar o lugar ancestral e bíblico dos avós. A promessa bíblica é que os justos, cuja justificação vem do próprio Deus, “Na velhice darão ainda frutos, serão cheios de seiva e de verdor.” (Salmo 92:14, AA) Quem não respeita e preserva o seu passado, não tem futuro. Com a avidez e a obsessão do futuro, não podemos descartar e desconsiderar o nosso passado, as nossas origens e raízes. Sem saudosismos que nos prendem emocional e espiritualmente, há que celebrar e festejar o trajeto através do qual Deus nos trouxe até aqui. Neste mês, as Assembleias de Deus em Portugal celebram o seu centenário, o que é, convenhamos, uma data assinalável na história de uma denominação evangélica em Portugal. Este aniversário repre-

Samuel r. pinheiro Diretor de Publicações

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do Evangelho, do arrependimento e da conversão dos pecados, a senta um marco decisivo do mover transformação de vida, os milagres, de Deus na História, trazendo de o batismo com o Espírito Santo, a volta, uma vez mais, a realidade vioperação de todos e de cada um vida no dia de Pentecostes, quando dos Seus dons em vidas que, pelo a Igreja de Jesus Cristo nasceu em mesmo poder, manifestam o Seu Jerusalém. fruto, numa vida de santidade. Se é verdade que, em certos aspe Esta celebração é também reatos, a passagem do tempo tem tralizada na consciência de que precizido progresso e desenvolvimento, samos, continuamente, deste sopro quando consideramos a ciência e a divino, desta atenção sobre a Palavra tecnologia, entre outros, não é mede Deus, desta ousadia e contemnos verdade que, em termos éticos e poraneidade na comunicação do espirituais, a tendência é para que as Evangelho a uma humanidade que verdades nuclease encontra perdires da revelação da na vertigem do divina e a sua vimaterialismo, do “Com a avidez e a vência sejam desnaturalismo, da coradas e, pouco secularização por obsessão do futuro, a pouco, come- não podemos descartar um lado e, por oucem a definhar. tro, do misticismo e desconsiderar Movimentos inconsistente, do que, no passado, o nosso passado, as relativismo moral repres entaram e do hedonismo, nossas origens um contributo reda imagem em dee raízes.” levante para que trimento da subsessas realidades tância, do virtual voltassem, à meface ao real. dida que o tempo foi passando, aca A avalanche da imoralidade baram por denunciar uma profunda e da amoralidade, que, dia a dia, erosão, tendo-se tornado algumas cresce nesta geração, muito mais delas meros monumentos. do que regras e normas, necessita Por isso, Deus convoca-nos a de um renovado mover de Deus mantermos vigilância contínua soque é capaz de amolecer o coração bre a doutrina que a Palavra de Deus humano endurecido e transformános transmite, e sobre a prática des-lo em habitação do Espírito Santo. sas mesmas verdades na vida pes “’Nos últimos dias’, Deus diz: soal e eclesial. Por esta mesma razão, ‘Vou derramar meu Espírito sobre ao olharmos a História, verificamos todo tipo de gente – Seu filhos vão que Deus, na Sua infinita graça e miprofetizar, e também suas filhas. sericórdia para connosco, assopra as Seus jovens terão visões, seus vebrasas que vão perdendo o calor, o lhos terão sonhos. Quando chegar brilho, a força, a chama do Espírito a hora, vou derramar meu EspíSanto. rito sobre todos os que me ser É isto que estamos, precisavem, homens e mulheres de igual mente, a celebrar neste centenário, modo, e eles vão profetizar.” (Atos quando Deus soprou sobre a His2:17,18, MSG). São estes os dias tória e o Pentecostes voltou a ser que continuamos a viver! uma realidade na vida do povo de Deus, incendiando a proclamação junho 2013 | NOVAS de ALEGRIA | 5

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Bangladesh

Camboja

O Bangladesh é um pequeno país com uma população de 162 milhões de pessoas, sendo uma das nações mundiais pobres com maior densidade populacional. Naquele país 87% da população é muçulmana, 12% hindu, 0,5% budista e 0,5% cristã. A primeira Assembleia de Deus no Bangladesh nasceu em 1936, em Kamarol Village, pelo trabalho pioneiro do fundador do movimento naquele país, reverendo Abdul Wadud Munshi. Depois dos primeiros passos, Deus tem abençoado o Seu povo nesta nação. Um dos principais focos das ADs no Bangladesh é a implantação de igrejas e a evangelização, sem esquecer as necessidades sociais do país. Hoje, existem cerca de 400 campos de missão, 11 600 membros e aderentes, e 210 pastores.

Existem 14,8 milhões de pessoas no Camboja. O crescimento inicial da igreja aconteceu em Phnom Penh, onde vários missionários das Assembleias de Deus se encontravam, e à volta de projetos ligados às Missões de Compaixão. Hoje, as Assembleias de Deus no Camboja estão presentes em 14 das 24 províncias do país, existem 51 igrejas implantadas, 65 igrejas em desenvolvimento e 32 missões, com 5333 membros adultos e 7554 crianças. Servem nesta comunidade 49 pastores reconhecidos e existem vários irmãos e irmãs, no Instituto Bíblico, a prepararem-se para servir.

El Salvador

Bulgária Foi em 1920 que o Movimento Pentecostal começou na Bulgária. O pastor Dionisi Zaplishni estabeleceu a primeira igreja pentecostal na cidade de Burgas. Oito anos depois o Dr. Nikolay Nikolov, que tinha vivido nos Estados Unidos, organizou a Primeira Assembleia Pentecostal no país, dando corpo aos estatutos e regulamentos daquela denominação, sendo estabelecido nesse ano o Movimento Pentecostal na Bulgária e uma Escola Bíblica em Gdansk, Polónia. A primeira revista búlgara, Boas Novas, surge em 1933 pela mão do pastor Emanuel Manolov. Atualmente as Assembleias Pentecostais da Bulgária têm 500 igrejas e 25000 membros.

Foi no ano de 1930 que o Departamento de Missões das Assembleias de Deus nos Estados Unidos, em conjunto com o salvadorenho Francisco Ramírez Arbizu, iniciou o trabalho das Assembleias de Deus em El Salvador. Ramirez Arbizu tinha viajado até San Antonio, Texas, EUA, em 1928. Ali, Deus deu-lhe a oportunidade de dar algumas informações concernentes ao trabalho evangélico na sua terra natal. Como resultado deste relatório, as AD nos EUA enviaram, com o irmão Abizu, o missionário Rafael D. Williams. Na altura a missão tinha cerca de 100 membros e 10 pastores. Hoje, existem 1700 igrejas organizadas, 2200 pastores, 70 missionários, 55 escolas cristãs com cerca de 3000 alunos e uma Universidade Cristã das Assembleias de Deus. Segundo estatísticas recentes, 38% dos salvadorenhos são evangélicos e 21% pertencem às Assembleias de Deus.

Espanha As Assembleias de Deus em Espanha, que acabam de celebrar 50 anos, têm 225 igrejas, 80 pontos de missão, com mais de 20000 membros e aderentes, e aproximadamente 400 pastores credenciados. A Escola Bíblica tem as suas próprias instalações em Córdoba, onde anualmente estudam cerca de 30 a 40 alunos. Existem, por todo o território espanhol, mais de 30 escolas bíblicas por extensão, com cerca de 800 alunos. Presentemente, existem missionários enviados pela AD espanhola em vários países. Existem quatro áreas essenciais onde as igrejas locais focam os seus esforços: evangelismo, implantação de igrejas, missões e formação ministerial.

Estados Unidos da América O Conselho Geral das Assembleias de Deus nos EUA têm mais de 3 milhões de membros e aderentes, em mais de 12400 igrejas. Existem cerca de 35000 pastores e líderes de ministério devidamente credenciados, incluindo mais de 2700 missionários presentes em países de todo o mundo. As AD nos EUA existem para evangelizar os perdidos, adorar a Deus, fazer discípulos dos seus membros e demonstrar o amor de Deus através da compaixão.

Grécia As Assembleias de Deus na Grécia têm cerca de 12000 membros. Existem 200 igrejas e um igual número de grupos familiares espalhados por várias vilas e cidades gregas. Presentemente servem neste movimento 90 pastores. A abrangência em termos de ministérios é vasta e inclui programas de rádio, missões de curta duração e missões entre os refugiados.

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destaque Ilhas Canárias

Libéria

Nova Zelândia

As Assembleias de Deus nas Ilhas Canárias surgiram há quase 40 anos e foram fundadas por missionários vindos dos Estados Unidos. Em outubro de 1977 decorreu a primeira Convenção Geral. A igreja tem por objetivo proclamar o Evangelho e ser autêntica na sua expressão do amor de Deus. Há uma forte parceria com as Assembleias de Deus nacionais na Gâmbia em termos de projetos missionários em África. A AD nas Canárias tem 65 ministros, 30 casas de oração e pontos de pregação, 4000 membros e aderentes, e uma Escola Bíblica com dois programas de ensino por extensão, que envolve cerca de 50 estudantes.

A Assembleia de Deus na Libéria foi fundada por missionários pentecostais americanos e canadianos que chegaram ali no dia de Natal de 1908, apenas dois anos depois do avivamento na Rua Azuza, Los Angeles, EUA. Seis anos após evangelizarem a região sudoeste da Libéria, em 1914, dá-se a organização das Assembleias de Deus nos EUA. Reconhecendo a similaridade de princípios, doutrinas e práticas, as igrejas implantadas na Libéria foram anexadas às Assembleias de Deus. Na Libéria, as AD são o maior grupo pentecostal do país, cuja população ultrapassa os 3,5 milhões de pessoas. Este movimento tem presentemente cerca de 400 igrejas, 75000 membros e aderentes, e 300 pastores com formação teológica. Naquele país existe uma Escola Bíblica e três Institutos Bíblicos, estando um quarto Instituto Bíblico presentemente em obras, necessárias devido à guerra civil local.

As Assembleias de Deus na Nova Zelândia foram criadas em 1927. Presentemente são constituídas por mais de 230 igrejas e 25000 membros e aderentes. É um movimento multicultural que está num crescimento sólido, constituído por cristãos contemporâneos e apaixonados que se envolvem de modo entusiasta quer na sua igreja local, quer na sua comunidade.

Itália A Igreja Cristã Evangélica (Assembleias de Deus) em Itália (ADI) é o resultado do despertamento espiritual ocorrido em vários países, no virar do século XX. Atualmente, existem 56000 membros naquele movimento, 16000 alunos de Escola Dominical e 28000 aderentes, num total 100000 pessoas. As ADI têm 537 pastores e 1093 igrejas. Existe um trabalho com a comunidade cigana, um ministério específico que utiliza a rádio e outro que ajuda crianças abusadas. O ensino teológico é ministrado no Instituto Bíblico de Itália.

Japão No Japão apenas 1% da população é cristã. As Assembleias de Deus no Japão têm 211 igrejas, 10766 aderentes e membros, e 377 pastores. Há missionários japoneses em Taiwan, nas Filipinas, e no Camboja. O Japão está a enfrentar alguma recessão económica, tal como o resto do mundo. A igreja naquele lugar acredita que o poder do Espírito Santo é a chave para ultrapassar o momento que a nação está a viver.

sem fronteiras Lituânia A primeira igreja pentecostal foi estabelecida na Lituânia em 1912. Por volta de 1922 formou-se o grupo pentecostal em Vílnius, capital do país, que seria a base para a Igreja Evangélica da Fé Cristã em Vílnius (1928). Em 1991, o país tornou-se livre, abrindo as portas para a chegada de alguns missionários no ano seguinte. Naquela nação existem 20 igrejas e10 campos de missão. Em 1995, com a ajuda das Assembleias de Deus, foi criado o Colégio Teológico de Vílnius. Mais de 200 alunos completaram já a sua formação teológica, sendo o país abençoado com pastores jovens e bem formados. Na Lituânia existem três centros de reabilitação do Desafio jovem, um centro de prevenção para jovens e crianças, entre outras valências. Existem também dois centros de ajuda a crianças com problemas. Os três casais de missionários e o missionário solteiro que servem naquele país estão a orar por um avivamento, já que 90% da população é católica.

Polónia A visão das Assembleias de Deus na Polónia é simples. Aquele movimento deseja manter a ênfase na experiência pentecostal, para que as igrejas possam viver cheias do Espírito Santo, com todos os dons em operação. Também estão a trabalhar para que os pastores possam ajudar as igrejas locais a serem fortes e estejam aptas para plantar novas igrejas. Há também a intenção de renovação da igreja, quer em termos de trabalho com as novas gerações, quer em termos de abordagem. Presentemente há cerca de 23000 crentes em 230 igrejas locais.

Senegal No Senegal, as Assembleias de Deus têm cerca de 80 igrejas e 21 pontos de reunião, 46 pastores, e 6000 membros e aderentes. As AD no Senegal têm um comité executivo e muitos departamentos. Estes incluem o ministério juvenil, mulheres e crianças. Existem mais de 12000 crianças em clubes bíblicos e na Escola Dominical. O evangelismo e a educação teológica são uma prioridade, existindo para isso recursos de ensino avançado, quer para pastores, quer para presbíteros na Escola de Teologia da África Oeste. As AD no Senegal têm seis escolas básicas privadas, incluindo uma escola para crianças surdas.

Togo No Togo, as Assembleias de Deus têm cerca de 194000 membros e 19000 aderentes, em 1035 igrejas onde servem cerca de 720 pastores. Naquele país, as AD têm duas Escolas Bíblicas para pastores, um Centro de Formação para evangelistas e um Centro de formação para aqueles que servem na igreja em part-time. Há missionários enviados para o Senegal, Níger, Chade e Guiné Equatorial. Fonte: www.worldagfellowship.org

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“Porque Jesus é Salvador, Ele nos salva do castigo do pecado. Porque Ele é Senhor, Ele nos dá, pelo Seu Espírito Santo, o poder sobre o pecado ao caminharmos com Ele diariamente. E algures no futuro nos levará para estarmos com Ele, longe da presença do pecado.” Billy Graham

“A adoração, a comunhão com Deus, o partir do pão, o evangelismo e os milagres, todas essas coisas concretizavam uma experiência unificada no Espírito Santo.” “Em cada pessoa que aceita Jesus como Salvador, o Espírito Santo põe na sua alma a certeza quanto à autoridade da Bíblia.” António Gilberto

“A promessa de Jesus, o batismo com Espírito Santo, não é apenas para falar línguas estranhas como edificação pessoal e com interpretação para edificação coletiva, mas para capacitar a Igreja para a obra missionária, fazendo de cada crente uma testemunha poderosa de Jesus.” Paulo Branco

“A teologia não é nada mais do que a gramática da língua do Espírito Santo.” Martinho Lutero

“Esta é a marca da Igreja Primitiva, eles viviam numa dependência muito grande do Espírito Santo.” Dinis Rodrigues

© Church Times

Stanley Horton

Uma História que muda histórias Ao abrir aquele livro de capa preta, movida pelo desejo de conhecer Deus, ela iniciou uma viagem que jamais iria parar. Envolta por uma educação oficialmente ateia, por um lado, e oficiosamente católica romana, por outro, no meio da adolescência deixou que a Palavra de Deus mudasse a sua história. Na sinceridade e simplicidade da juventude, buscou a Deus, desejando encontrar alguém ou alguma igreja onde aquela Palavra pudesse ser partilhada, explicada e vivida. E foi com estes pequenos passos que aquela jovem mulher foi marcada por Deus e a sua vida nunca mais foi igual. Através do testemunho de um colega de trabalho, de alguns vizinhos e amigos, viria a achar uma pequena Casa de Oração onde uma mão cheia de crentes se juntava, chamada “Assembleia de Deus”. Esta caminhada iria marcar a vida dos seus filhos – a minha vida, do seu marido e de outras pessoas que com ela se cruzaram.

Nos últimos meses, ao estarmos envolvidos na preparação das comemorações do Centenário das Assembleias de Deus, deparámo-nos com grandes eventos e acontecimentos, os quais já temos vindo a destacar e que continuaremos a fazer ainda neste número. No entanto, é delicioso, enquanto desvendamos a nossa História, descobrirmos relatos pessoais e únicos de homens e mulheres tocados por Deus, usados por Ele – como a breve história de conversão e nova vida da minha mãe. O GRANDE LIVRO A Bíblia pode ser erradamente conotada como um livro de histó-

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novas destaque

rias, de fábulas que não aconteceram. Na verdade ela também não é um compêndio de História, embora contenha alguns factos históricos. Ela é, sim, um relato fantástico com muitas histórias reais, e resume a maior delas: o desejo de Deus em que o Homem viva para a Sua glória. A Bíblia conta como Abraão é chamado por Deus para viver, não mais no seu registo pessoal, mas de acordo com a orientação peculiar de Deus, num plano bem maior do que os poucos anos de vida do homem de Ur dos caldeus. Revela-nos como a mulher junto ao poço de Jacob, é confrontada, sem dar por ela, com as suas más escolhas e com a necessidade de

arrepiar caminho. Jesus é a água da Deus chama-nos “Oh vós, todos vida que sacia o vazio quase inconos que tendes sede, vinde. Por que solável do ser humano – e ela expegastais o dinheiro naquilo que não rimentou essa vida abundante. é pão! e o produto do vosso trabaO homem dominado por espírilho naquilo que não pode satisfatos imundos é libertado por Cristo. zer? ouvi-me atentamente, e comei A mulher romana começa a acomo que é bom, e deleitai-vos com a panhar Jesus. O religioso judeu gordura. Inclinai os vossos ouviprocura-O no meio da noite. Os dos, e vinde a mim; ouvi, e a vossa leprosos, considerados imundos e alma viverá (...) Buscai ao Senhor socialmente excluídos, são curados enquanto se pode achar, invocai-o por Ele. enquanto está perto. Deixe o ímpio Começando nas páginas da Bío seu caminho, e o homem maligblia Sagrada, e prosseguindo no no os seus pensamentos; volte-se tempo, vemos Deus para o Senhor, que se intervindo na Histócompadecerá dele; e ria e nas nossas histópara o nosso Deus, rias. No nosso munporque é generoso “Começando do, pessoal e único. perdoar.” (Isaías nas páginas da em No nosso “eu”, que 55:1-3,6,7, AA) Bíblia Sagrada, precisa ser salvo de O que todos presi mesmo. Na nossa cisamos é deixar de e prosseguindo velha e corrompida o nosso GPS no tempo, vemos lado natureza, que urge avariado, e pedir a Deus intervindo Deus para guiar a ser transformada por Ele. E Ele continua, na História e nas nossa vida. A Palacomo no passado, de Deus afirma nossas histórias.” vra pronto para escrever “Confia no Senhor um novo futuro no e nunca em ti mesguião da nossa vida. mo. Em tudo o que fizeres põe Deus em primeiro, e É POSSÍVEL ele te dirigirá nos teus caminhos. Quando escrevo estas linhas, teNão te consideres sábio aos teus nho a perfeita noção de como, para próprios olhos. Teme ao Senhor e alguns dos que me leem, é um desavolta as costas ao mal; quando asfio pensar que Deus existe e, mais sim fizeres gozarás de saúde e de ainda, que Ele Se preocupa convitalidade.” (Provérbios 3:5-8, OL). nosco, ao ponto de poder mudar o Deixe Deus entrar na sua hisrumo da nossa vida. tória, reconhecendo como tem Na realidade, a injustiça que prefalhado, como tem vivido apenas senciamos e que nos faz gritar “Se à sua maneira, sem pensar no que Deus existe, porque não faz nada?” o seu Criador deseja para si – ser logo é calada quando nos vemos ao o ser Pai celestial. Deixe-O mudar espelho e entendemos que, nós, hua sua vida, como mudou a minha manos, somos responsáveis pelas história. nossas ações e pela maneira como gerimos a nossa liberdade – e como magoamos os outros. Os nossos recursos são limitados. Somos falíveis e, entregues a nós Ana Ramalho ROSA mesmo, irremediavelmente perdiDiretora-adjunta de Publicações dos... mas há esperança. www.anaramalho.org

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À conversa com o pastor Luís Reis

“As Igrejas Pentecostais implantaram-se em todos os continentes” Nesta edição especial, fizemos uma breve entrevista ao pastor Luís Reis, atual Presidente da Direção Nacional da Convenção das Assembleias de Deus em Portugal, que nos falou das marcas da nossa História. Que impacto teve o Movimento Pentecostal Moderno, que surgiu nos finais do Século XIX inícios do Século XX, quer o panorama cristão evangélico, quer o panorama mundial? Para mim foi uma das maiores “revoluções” histórico-religiosas de toda a História da Igreja. A experiência pentecostal veio trazer ao Movimento Evangélico que, nalguns casos, estava refém do liberalismo teológico e do secularismo, uma nova consciência da realidade e do potencial do Cristianismo, bem como uma nova dinâmica no plano evangelístico e missionário. Os crentes em geral e os líderes em particular, através da experiência do batismo no Espírito Santo, sofreram uma verdadeira revolução espiritual, trazendo para a ribalta do Movimento Evangélico, o regresso da vivência da Igreja Primitiva. O poder de Deus começou a manifestar-se duma maneira poderosa com a experiência da glossolalia, a manifestação dos dons espirituais e a operação de milagres que acompanhavam a pregação ungida dos pregadores e testemunhas de Jesus. Como não podia deixar de ser, o Movimento Pentecostal espalhou-se rapidamente por todo o mundo, tornando-se o maior ramo evangélico. Milhões de vidas têm sido transformadas, doentes das mais diversas enfermidades têm recebido cura, e as Igrejas Pentecostais implantaram-se em todos os continentes, como resultado da nova dinâmica evangelística e missionária, de modo que a sua membrasia, neste momento, já ascende a mais de sessenta e cinco milhões de crentes. Portugal foi beneficiado pela expansão desse Movimento. Que países mais influenciaram o Pentecostalismo nacional? Portugal beneficiou da influência do Brasil, através dos dois pioneiros pentecostais, missionários José Plácido da Costa e José de Matos, portugueses imigrados nesse país e que, logo após a sua conversão, sentiram voltar à sua pátria para proclamarem a mensagem pentecostal e fundarem as igrejas que viriam a designar-se Assembleias de Deus. Por outro lado, da Suécia também chegaram vários 10 | NOVAS de ALEGRIA | junho 2013

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entrevista destaque

Os números As Assembleias de Deus no Mundo estão presentes em cerca de

130

países © workmove.net

têm mais de

missionários, nomeadamente o pastor Tage Stählberg, cujo frutífero e firme ministério ajudou a consolidar e a expandir por todo o país o Movimento das Assembleias de Deus em Portugal, através do ensino bíblico e da formação de valorosos pastores e evangelistas portugueses que Deus foi vocacionando, através dos anos.

ção dos dons espirituais. Um terceiro aspeto diz respeito ao grande zelo e visão evangelística da parte dos líderes, homens e mulheres, e dos crentes em geral, como resultado do poder do Espírito, o que resultou na conversão de milhares de portugueses e na implantação de igrejas locais por quase todo o território nacional. O quarto aspeto tem a ver com Quais os principais traços do a visão incutida, especialmente por Pentecostalismo porparte dos Missionários tuguês no século passuecos, da necessidade sado? de haver pastores e “Através da As caraterísticas do experiência do líderes nacionais em Pentecostalismo Portempo integral para tuguês no século pas- batismo no Espírito darem resposta mais sado prendem-se, no Santo, sofreram pronta e eficaz às nemeu entender, com uma verdadeira cessidades da Obra de quatro aspetos prinDeus. revolução cipais. Daí as escolas bíbliO primeiro deles cas levadas a cabo na espiritual.” compreende a expeAssembleia de Deus riência de conversões de Lisboa e, mais targenuínas e a ênfase numa vida de de, a criação dos Institutos Bíblicos santidade por parte dos crentes onde esses obreiros eram formados, que por vezes era confundida com o que se tornou uma grande maisum certo legalismo. -valia para as Assembleias de Deus O segundo aspeto tem a ver com em Portugal. a grande ênfase no batismo no EsARR pírito Santo evidenciado por falar “noutras línguas” e pela manifesta-

63

milhões de membros e aderentes, cerca de

360 mil pastores e missionários e mais de

346 mil

pontos de pregação e igrejas.

Fonte: worldagfellowship.org (dados relativos a 2009) junho 2013 | NOVAS de ALEGRIA | 11

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© Stanley Kubrick - Flickr

OS FLUXOS MIGRATÓRIOS E A HISTÓRIA DA IGREJA Os fluxos migratórios marcam o passo da História da humanidade desde o início dos tempos. O mesmo aconteceu na História da Igreja e, em particular, nas Assembleias de Deus O OBJETIVO DOS FLUXOS MIGRATÓRIOS Foi através desses fluxos que as civilizações se desenvolveram, nações sobreviveram a epidemias e cataclismos, gerações se perpetuaram. Migrar significa mudar de região, país, etc. (Dicionário escolar Língua Portuguesa: Porto Editora). A Migração é um fenómeno social de extrema importância, não apenas para o desenvolvimento da vida pessoal de quem migra, mas também para o desenvolvimento da vida económica, social e cultural do país para o qual se migra. A História revela-nos que as sociedades precisam de fluxos migratórios, como o carro precisa de gasóleo para andar – são os movimentos humanos que permitem descomprimir a saturação do mercado económico, social e geográfico. Exemplo disso é o facto de, nos últimos anos, a presença de imigrantes no nosso país ter tido

um impacto forte no combate ao abrandamento da taxa de natalidade em Portugal, que é um fator de grande preocupação. Portugal foi beneficiado com o nascimento de cidadãos portugueses fruto da união de portugueses com pessoas de outras nacionalidades, assim como pela taxa de natalidade no seio dos imigrantes. Se para uns, migrar é uma questão de sobrevivência (ex: endividamento no seu próprio país, desemprego), para outros é o prazer da descoberta de novas oportunidades que ampliem os seus horizontes (ex: evolução no percurso académico). Para outros ainda, o objetivo é diferente – migram na expectativa de levar as suas crenças, ideais e filosofias. Independentemente das causas da migração serem económicas, étnicas, religiosas, naturais (resultado de catástrofes naturais), turísticas ou culturais, existe sempre um objetivo adjacente ao ato de migrar e um objetivo adjacente

ao ato de acolhimento no país que recebe o migrante. É importante notar que quando as pessoas migram, transportam consigo não apenas o seu corpo físico, como também os hábitos, usos, costumes, língua, valores, ideologias e crenças. Do contacto cultural entre o migrante e o país de acolhimento resultam novas crenças, que provocam mais tarde ideologias, que em potencial podem provocar revoluções estruturais. Portugal tem usufruído da presença de muitos imigrantes, ao longo da sua história, imigrantes que transportam na sua bagagem coisas essenciais para o nosso próprio equilíbrio. PORTUGAL E O MUNDO É mundialmente conhecida a história do nosso país relativamente à migração: no século XV-XVII, Portugal foi o país de vanguarda dos fluxos migratórios, através do conjunto de explorações marítimas – os Descobrimentos! Através destes fluxos, Portugal deu um contributo para delinear o mapa do mundo e cada terra descoberta era uma terra a povoar, dando início aos

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sociedade destaque fluxos migratórios que trouxeram Príncipe, Moçambique, Timor Lesprofundas transformações econóte, entre tantos outros países. micas, sociais, culturais e políticas. Espalhados pelos quatro cantos A IMPORTÂNCIA ESPIRITUAL do mundo encontram-se elemenDOS FLUXOS MIGRATÓRIOS tos históricos, artísticos, culturais, Deus sempre Se usou dos fluxos gastronómicos, demonstrativos da migratórios para fazer reinar a Sua presença de portugueses em muitos vontade, lembramos alguns facpaíses, ao longo de séculos. tos: A partir de Babel, as pessoas Em Portugal, ficaram também organizaram-se por línguas e foas marcas das culturas que descoram para terras diferentes, povoar brimos presentes na língua, cose desenvolver essas terras. Abraão tumes e gastronomia, que muito migrou com toda a sua família, em enriqueceram a nossa cultura. Mas época de escassez, o que permitiu a o país que descobriu, também foi sua sobrevivência e dos seus. Posdescoberto no século XX, não em teriormente, José foi levado cativo, termos geográficos, mas em termos para um país diferente – Egito, em espirituais! circunstâncias humilhantes – foi No seio dos fluxos migratórios, feito escravo, mas foi esse facto que não por motivações económicas, fez com que toda a nação de Israel políticas, religiosas ou filosóficas, sobrevivesse num tempo em que mas por razões espirituais, dois a fome assolou a terra, porque de emigrantes retornados trouxeram escravo passou a administrador de na sua bagagem uma crença que uma nação e salvou a sua própria viria a provocar mudanças estrunação. turais em aldeias, Ao longo da Hisvilas e cidades. Falatória, Deus usou-se mos dos portugueses de homens e mulhe“Deus sempre emigrados do Brasil, res que saíram da sua José Plácido da Cos- Se usou dos fluxos terra, migraram e leta (1869-1965) e José os planos de migratórios para varam de Matos Caravela Deus avante. O livro (1888-1958). Com fazer reinar a Sua de atos dos apóstolos o objetivo inicial de mostra-nos como a vontade.” emigrar para o Brasil migração foi a base por razões económido crescimento da cas, estes dois hoigreja – Pedro, Paumens, respetivamente em 1913 e lo, Timóteo, Barnabé, Lucas, Silas, 1921, voltaram para Portugal por João Marcos, Filipe, concretizaram a razões espirituais. No Brasil, descomissão que Jesus deixou aos Seus cobriram a verdade do Evangelho e discípulos: “Ide por todo o mundo quiseram regressar a Portugal com e pregai o evangelho a toda a criao objetivo de partilhar com os outura” (Mateus 28:19, ARC). tros a sua descoberta – Jesus!!! Foi este o princípio que os funNum movimento migratório, dadores deste movimento trouxeJesus foi conhecido e num moviram para Portugal, foi essa a verdamento migratório ele foi dado a codeira razão pela qual Deus os levou nhecer pelos quatro cantos de Poraté ao Brasil. Na celebração deste tugal, através do movimento que centenário, agradecemos a Deus foi criado por estes dois homens todos os emigrantes e imigrantes – Assembleia de Deus em Portugal. que Deus trouxe e leva de PortuO crescimento deste movimento foi gal, para concretizar os seus proampliado pela ajuda de outros imipósitos. grantes, missionários, como Daniel Berg (Porto), Tage Stahlberg e Jack Hardstedt (Lisboa), e tantos outros que contribuíram para a expansão deste movimento em Portugal. Mais tarde, os próprios portugueses, em fluxos migratórios, levaram carla ladeira a verdade do evangelho a países Socióloga como Angola, Guiné, São Tomé e Benfica (Lisboa)

No Brasil, Assembleia de Deus cresce 48% em 10 anos Desde 1970, a Assembleia de Deus é a maior denominação evangélica do Brasil, e continua crescendo. Segundo os números do Censos 2010 do IBGE, divulgados há 12 314 410 assembleianos (membros e simpatizantes) em todo o país. Os resultados mostram um crescimento de 48% em 10 anos. Em 2000, o número de assembleianos era de 8,4 milhões. Dez anos depois, houve um acréscimo de 3,9 milhões de novos membros. Um detalhe importante, porém, é que uma vez que esses dados não são um retrato do país hoje, mas apenas de há três anos atrás, isso significa que o número de assembleianos em 2013 é, sem dúvida, ainda maior. E continuam a crescer. Só no Batismo de Centenário (2011) levou às águas batismais quase 100 mil novos crentes. Em entrevista ao site da revista Veja sobre os dados do Censos 2010 sobre a religião no país, César Romero Jacob, cientista político da PUC-RJ, afirma que “a preservação da família é um dos motivos que serve para explicar o crescimento da Assembleia de Deus no país. De acordo com o Censos de 2010, ela é o maior segmento evangélico, com 12 milhões de fiéis, e o segundo maior do Brasil, atrás da Igreja Católica. Em comparação com a igreja Universal do Reino de Deus, por exemplo, que perdeu 228 mil fiéis nos últimos 10 anos e hoje tem 1,8 milhão de congregados.” Com certeza, fatores sociais explicam muito deste crescimento, mas não são as únicas explicações. Sabemos que parte deste crescimento se deve também ao fervor evangelístico da denominação, que tanto caracterizou a Assembleia de Deus nos seus 101 anos de história. Fonte: Redação CPAD News

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e Covilhã (1966-1970), Por­ timão (1970-1974), Caldas da Rainha, onde também ajudou em Leiria e Rio Maior (1974-1980), Vila Franca de Xira, que coincidiu com a edificação do Lar de Betel (1980-1989). Em 1989, o pastor Barradas e a família vão para Paris, regressando a Vila Franca de Xira em 1996, onde “terminámos a nossa obra pastoral de forma ativa, porque em 2000 passámos à reforma”. Hoje a viver com a esposa em Estremoz, o pastor Domingos Barradas lembra: “estamos aposentados mas não acabados e continuamos a servir ao Senhor com as forças que Ele nos tem dado. Tem sido bom”.

“Aprouve ao Senhor tocar-me...” Pastor Domingos da Cruz Dias Barradas

“Fui um jovem como muitos outros,” conta o pastor Domingos Barradas, que “não queria saber nada acerca das coisas de Deus e vivia a vida preocupado com os prazeres do mundo.” DO DESESPERO A CRISTO

cooperando como sabia,” na área da Entretanto os seus pais e o seu irmúsica e canto e também na Escola mão aceitaram Jesus, mas Domingos Dominical. No seu desejo de servir continuava desinteressado. “Um dia o a Deus, deslocou-se até Lisboa para nosso irmão Chasqueira visitou-me no assistir à Escola Bíblica, com o irmão meu emprego. Foi lá 3 vezes para fazer Lapa (de Estremoz). Ali, “fui batizado seguros de pessoal da empresa onde tracom o Espírito Santo.” Ouviu também balhava.” Sempre que isto acontecia, o o testemunho do Dr. Bowker, acerpastor Chasqueira convidava Dominca da grande necessidade ao nível de gos a assistir ao culto, evangelização na Beira sem sucesso. Mas o Baixa. Domingos voltou coração do jovem Dopara casa e orou, sentinmingos Barradas esta- “Senti um grande do “um grande peso por va cansado de viver. “A peso por aquele aquele povo e continuei a minha intenção era pôr povo e continuei a orar a Deus”, continuantermo à minha exisdo a cooperar na igreja orar a Deus.” tência, dada a minha local. “A minha chamasaturação.” Quando esda para tempo integral tava com essa ideia em foi progressiva, estava mente “aprouve ao Senhor tocar-me de empregado numa empresa e servia no tal maneira que, nessa noite, me falou trabalho espiritual, quando o Senhor pôs e me disse para ir ouvir a Sua Palavra. este peso no meu coração (...) que me leE eu fui. Quem pregava era o pastor vou a deixar tudo e todos e a obedecer à Chasqueira. Tudo o que pregou eu aceivoz do Senhor e à Sua Palavra.” tei como sendo para mim, porque o que ele estava pregando dizia-me respeito. SERVINDO ONDE DEUS O Então aceitei Jesus como meu único e CHAMOU verdadeiro Salvador.” O pastor Domingos Barradas Jesus transformou a vida do agora foi consagrado em 1959 e serviu na irmão Domingos Barradas que comeCovilhã (1955-1959), Montemor-oçou “de imediato a servir ao Senhor, -Novo (1959-1966), Castelo Branco

MEMÓRIAS VIVAS Ao longo dos anos, o pastor Barradas lembra homens de Deus que o influenciaram pela sua dedicação à Obra do Mestre: os pastores João Chasqueira, Mário Cóias, Israel Cóias Pires, Alfredo Machado, Rogério Ramos Pereira, João Hipólito, Tage Stahlberg, Ernest Newman, José Pessoa, Manuel Moutinho, Luís Reis “e tantos outros homens de Deus com quem servimos e crescemos”. Em relação ao Movimento das Assembleias de Deus, lembra “os congressos Juvenis a nível nacional. Eram ajuntamentos de milhares de crentes de todo o país, nalguns deles tive o privilégio de pregar”. Outro acontecimento, “para além de campanhas evangelísticas em que participei como dirigente ou pregador, foi a visita”, do pastor Luís Schiliró, a quem Deus usou com o dom de curar enfermos. “Tive o privilégio de o acompanhar em muitos cultos em Estádios, com concentração de milhares de pessoas, onde vi acontecerem milagres.” O GRANDE ENCONTRO O pastor Barradas deixa-nos alguns conselhos finais. “Que cada um se prepare para o encontro com Deus. Quando falamos do encontro com Deus pode ser por chamada à eternidade ou pela vinda de Jesus, porque a nossa grande esperança, como crentes, é a vinda de Jesus, que qualquer dia vai voltar a qualquer momento.” José e Licínia Silva

Missionários – Estremoz Bibliografia: BRANCO, Paulo, Movidos pelo Espírito, Lisboa, Edições NA, 2013.

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entrevistas viver

“Não tínhamos dúvidas da chamada” Pastor Miguel Cóias

O pastor Miguel Cóias nasceu na zona de Estremoz em 1930 e converteu-se em 1951, ano em que foi batizado. Em 1952 começa a servir a igreja a tempo integral e em 1953 é consagrado evangelista. Nesta pequena entrevista, conta-nos algumas peripécias dos seus largos anos de ministério.

ção local tinha sido “evangelizada por missionários indonésios, há muitos anos atrás, mais tarde expulsos pelas autoridades portuguesas que apenas favoreciam o catolicismo. Alguns irmãos de Ataúro ainda tinham no corpo as marcas dos maus tratos infligidos nessa altura por serem crentes”. Quando o pastor Gomes e a família foCASAMENTO E VIAGEM PARA OS AÇORES ram para Ataúro, “começou o milagre da Em 1956, Miguel Cóias servia a Igreja em Portimão quando “comudança que deu àquela ilha uma nova mecei a namorar a Carmina. Perguntei-lhe se ela estava pronta a ir vida, espiritual e económica, difícil de imapara os Açores, para juntos servirmos ao Senhor, pois sentia que um ginar-se possível. Anos depois, um jornalista dia iria para lá. Casámos em 1958”. português chamaria Na realidade, Deus viria a abrir portas. a Ataúro o jardim do Viajaram para o Pico, de barco. Chegaram Éden.” no dia 2 de fevereiro de 1959, “a minha muRecentemente a lher com 19 anos e eu com 28”. Após 4 anos, irmã Fátima Gomes a família Cóias deixou a Ilha do Pico. “Agora “foi homenageada havia ali uma pequena igreja com 30 irmãos pelo presidente do batizados e três lugares de culto ao Senhor”. Governo de Timor, Mas vieram enriquecidos também com Dr. Ramos Horta, “duas lindas filhas: Bertina e Elisa”. pelo seu trabalho em Ataúro e Timor. Na DE COIMBRA PARA TIMOR cerimónia foi enfatiDepois do Pico (1959-1962), seguiu-se zada a sua obra: como Lagos (1962-1966), Viseu (1966) e Coimbra ela tratou dos doen(1966-1969), onde estavam “cooperando com tes, ensinou costura, o saudoso e amado pastor José Pessoa.” nutrição e cuidados Quando Deus os chamou para Timor, e com as crianças às lá chegaram em maio de 1969, não imaginamulheres, aconselhou vam o que Deus iria fazer ali. “Não tínhamos as famílias e como dúvidas da chamada, que foi confirmada no tudo isso se refletiu nosso coração de muitas maneiras, e nem a “Perguntei-lhe se ela estava na vida do povo. (...) morte inesperada do nosso filho veio quebrar Hoje há em Timor pronta a ir para os Açores, essa confirmação.” 122 obreiros, númepara juntos servirmos Naquela Ilha, a família Cóias encontrou ro que inclui pastores “um pequeno número de crentes e o dedicaconsagrados, diáconos ao Senhor.” do casal, pastor José Augusto Seabra Gomes e cooperadores, 64 cae a sua mulher, irmã Fátima Gomes, que fosas de oração, umas ram os grandes companheiros e conselheiros de construção definino nosso tempo e os continuadores da obra de Deus.” Ao contrário tiva outras de construção provisória, e 12 000 do que sucedeu quando foram até ao Pico, “saímos para Timor sem crentes, em toda a ilha”. sequer saber qual seria o nosso salário, mas nada nos faltou” (Lucas O pastor Miguel Cóias serviu ainda em 22:35). Aveiro (1974-1976), Coimbra (1976Durante esses anos houve um grande crescimento da Igreja ali. 1983), Lisboa (1983-1987) e New Be“Construímos um templo evangélico para uns 300 lugares na cidade dford, Estados Unidos (1987-1991), e foi de Dili (o primeiro em Timor) e comprámos um ‘jeep’ Toyota, com o pregador itinerante após a reforma, duapoio da missão sustentada pelas igrejas em Portugal. (...) Abrimos rante quinze anos. Atualmente vive nos lugares de culto na periferia de Díli e em alguns lugares do interior Estados Unidos. onde já havia interesse pela Palavra de Deus.” ARR Em 1970, “o pastor Gomes, embora com alguma limitação física como resultado do acidente em que faleceu o nosso filho foi com a sua mulher e os filhos menores para ilha em frente a Timor, Ataúro, Bibliografia: www.adviseu.org; BRANCO, Paulo, Moonde já havia algum conhecimento da Palavra de Deus”. A populavidos pelo Espírito, Lisboa, Edições NA, 2013. junho 2013 | NOVAS de ALEGRIA | 15

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ENTREVISTA

“Havia perseguição. Uma vez a Polícia foi lá durante o culto...” Pastor Mário Cóias Fonseca da Silva Mário Cóias ouviu “pela primeira vez o Evangelho em 1937, através de um evangelista sabatista que veio à nossa terra no Ameixial, pregar a casa dos irmãos Jorge e Maria Rebola”.

çaram os cultos em Estremoz.” A igreja foi crescendo até que “já não cabia naquela casa. Então alugámos uma casa que hoje pertence ao prédio que a igreja entretanto comprou, depois vieram os obreiros Cartaxo e Chasqueira, o pastor Israel e eu próprio que estive ali até 1959/60”. Mário Cóias foi “consagrado ao Senhor numa ConvenUMA FAMÍLIA QUE CONHECEU DEUS ção em Muge. Entrei no ministério em Estremoz numa altuA primeira pessoa a ter contacto com o Evangelho foi ra em que não havia outros obreiros, fui primeiro evangelista o seu avô que “já lia a Bíblia e gostou muito de ouvir a e depois pastor”. Serviu em Estremoz (1945-1960), Almeipalavra de Deus”. rim (1960-1964), e Estremoz, Mais tarde, os irmãos Reonde colaborou com os pasbola foram para Lisboa, onde tores titulares (1965-1977). O encontraram a Assembleia de irmão Mário Cóias continuou, Deus na Senhora da Hora e em paralelo com o trabalho tendo contacto, pela primeipastoral, a sua atividade emra vez, com uma “igreja penpresarial, por forma a sustentar tecostal. (...) Foram batizados o seu ministério. Foi um dos com o Espírito Santo (...) e fundadores do Lar de Betânia trouxeram essa novidade para (1965), juntamente com os irEstremoz”. Regressaram na mãos Manuel e Joaquim Caraltura do Natal e vieram visitaxo Martins, pois quando tar José Henriques Cóias, avô regressou de “Almeirim veio do irmão Mário Cóias, que à minha ideia, devido às necesse converteu “em 1939 e, em sidades, fazer um orfanato e, janeiro de 1940, toda a minha com a ajuda do Senhor, a Igreja “Veio à minha ideia, devido às família se entregou ao Senhor”. comprou uma quinta onde hoje Começaram a realizar-se necessidades, fazer um orfanato está o Lar de Betânia”. cultos “em casa do meu avô e na casa dos pais da irmã Re- e, com a ajuda do Senhor, a Igreja PESSOAS E MOMENTOS bola, em Entre Águas, num comprou uma quinta onde hoje está NOTÁVEIS monte em Estremoz. Quem Nas suas memórias estão o Lar de Betânia.” pregava a Palavra era o irmão vários irmãos que marcaram João Coelho dos Anjos, que a sua vida e ministério. “Tage era Cabo Enfermeiro”. Este irmão “ia de bicicleta fazer os Stahlberg, como missionário e professor na Escola Bíblica, cultos. Entretanto, João dos Anjos adoeceu e faleceu. Foi tinha uma grande visão na evangelização do nosso país. quando começaram a vir de Évora os irmãos Ribeiro, Isa(...) O irmão Rogério Ramos Pereira, um grande compabel Guerra, Isabel Guerreiro e Joaquim António Figueiredo nheiro, um bom professor, bom obreiro e mestre.” para fazer os cultos em Entre Águas, até que chegaram os “Em termos de Movimento lembro-me de termos feito obreiros Cartaxo e Chasqueira,” recorda o irmão Cóias. em Estremoz um Congresso Juvenil, que foi um dos maiores no nosso país”. PERSEGUIÇÃO E CRESCIMENTO Numa palavra final, o pastor Mário Cóias deixa-nos O Evangelho crescia e havia um bom número de um desafio: “Convido o leitor a entregar-se ao Senhor e a crentes, “mas havia perseguição. Uma vez a Polícia foi lá viver uma vida ligada à Palavra do Senhor porque é ela durante o culto e ficámos todos avisados para ir ao Preque nos guia. Buscar sempre a vontade de Deus, no seguisidente da Câmara prestar declarações, porque havia a mento da vida, porque Ele é que nos pode encaminhar e ideia de que éramos espíritas ou comunistas. Fomos todos ajudar nas lutas e dificuldades, eu tenho tido momentos e demos testemunho. O irmão João Coelho ofereceu ao bons e maus na minha vida, mas tem sido sempre Ele que Presidente a sua Bíblia e perante isto ele disse que afinal me tem ajudado.” José e Licínia Silva éramos boa gente e podíamos continuar a fazer cultos”. Missionários – Estremoz Entretanto, houve necessidade de vir para a cidade de Estremoz. “Embora com alguma dificuldade, arrenBibliografia: BRANCO, Paulo, Movidos pelo Espírito, Lisboa, Edições dámos uma casa na Rua Serpa Pinto, nº 46, onde comeNA, 2013. 16 | NOVAS de ALEGRIA | junho 2013

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viver realidades

“O avivamento é a genuína obra do Espírito Santo” Pastor Alfredo Rosendo Machado Uma das figuras incontornáveis das Assembleias de Deus em Portugal, o pastor Alfredo Machado é o único servo de Deus que participou na primeira Convenção de obreiros, em 1939, que ainda se encontra entre nós. Não sendo possível uma entrevista detalhada, devido à sua débil saúde, deixamos nestas linhas um breve resumo do seu percurso ministerial. Nascido em terras algarvias, mais propriamente em Lagos, a 23 de agosto de 1914, converteu-se na sua juventude na Assembleia de Deus dessa cidade (agosto de 1933). O desejo de servir a Deus cedo foi notado neste jovem algarvio, que começou a ajudar o seu pastor local pouco tempo após a sua conversão. Com quase 20 anos, Alfredo Rosendo Machado faz confissão pública da sua fé em Cristo, obedecendo ao mandamento do batismos. Ao deslocar-se para Lisboa, em 1935, a fim de cumprir o serviço militar, colabora na igreja, ao lado do pastor local, Jack Hardstedt. Em 1939, na primeira Convenção de obreiros, Alfredo Machado foi consagrado pastor. Regressa ao Algarve, Portimão, onde foi pastor entre 1941 e 1945. Volta a Lisboa, para pastorear a igreja ali, ao lado de Tage Stählberg (1946-1969). Depois destas duas igrejas, viaja até Moçambique (Lourenço

Marques) e África do Sul. Serve em África entre 1969 e 1976. De novo em Portugal, lecciona no IBP (Fanhões) durante cerca de 26 anos (entre 1976 e 2002). Casou com Isabel Canelas a 24 de julho de 1938. Tiveram cinco filhos: Daniel, Sara, Samuel, Lídia e Isabel. Casou-se, em segundas núpcias, com Celeste Pereira. Tem várias obras publicadas da sua autoria e escreveu dezenas de artigos em várias revistas evangélicas, em especial na Novas de Alegria, onde foi Diretor entre dezembro de 1959 e dezembro de 1970. Nos últimos anos continuou a enviar vários artigos para a revista, que têm sido publicados. Num dos artigos a aguardar publicação, Alfredo Machado define: “O avivamento é a genuína obra do Espírito Santo, cuja arma de combate é a Palavra de Deus na sua pureza e totalidade: todo o conselho de Deus, todo o conteúdo das Escrituras, de capa a capa. Esta mensagem integral tem por finalidade glorificar a pessoa de Jesus em almas redimidas pelo sangue do Calvário, em vidas santificadas, como se fossem o reflexo d’Aquela grande vida.” ARR Bibliografia: BRANCO, Paulo, Movidos pelo Espírito, Lisboa, Edições NA, 2013.

“A minha mãe levava-me à Escola Dominical” O pastor José Pina, hoje com a bonita idade de 89 anos, aceitou Jesus com 17 anos. No meio de todas as tentações e desejos da adolescência, conta que “certa vez senti uma força que me levou para a ponte do caminho-de-ferro sobre o Rio Arado e essa força dizia-me: ‘Lança-te ao rio’, mas graças a Deus eu não me lancei, porque se o fizesse teria morrido e naturalmente não estaria preparado para entrar na presença de Jesus”. A sua mãe era Emília Deus Cristo, membro nº 1 da Igreja em Portimão, “e a minha bisavó eram crentes, e é possível que tivessem tido influência na minha conversão, porque a minha mãe levava-me à Escola Dominical, e em meninos aprendemos tudo o que ouvimos”. “Eu estava cansado da vida mundana que levava e certo dia cheguei ao Largo Xavier, em Portimão, onde o Senhor manifestou grande misericórdia para comigo, e foi ali, sozinho naquele lugar, que eu fui salvo, em resultado das orações da minha mãe.” A partir dali, cresceu o desejo de ouvir a Palavra de Deus e de servi-Lo. “Foi o pastor Machado, que pastoreava a igreja na altura, quem me apoiou e passado algum tempo me enviou para a Escola Bíblica em Lisboa durante um mês; quando regressei comecei a cooperar na obra em Lagos, Barão de S. João, Messines, Silves e outros lugares.” Entretanto, José Pina teve “um sentimento profundo no meu coração para deixar tudo e ficar nas mãos do Senhor para que Ele me usasse como e onde quisesse. O primeiro campo foi o Alentejo: Monte Trigo, Portel e Estremoz, percorrendo tudo de bicicleta”. Algum tempo depois, vai a convite de um casal para Moçambique, onde haviam portugueses sem assistência espiritual. “O irmão Cerro foi para a África do Sul depois, e eu fiquei ali durante 28 anos. Fiquei mais tempo em África porque em 1955 fui à Rodésia a um encontro de portugueses, tendo-se convertido alguns, graças ao Senhor, até que se formou a igreja pastoreada pelo irmão Folgado. Quando me vim embora de Moçambique já tínhamos uma casa de oração para 3000 europeus e uma para 8000 africanos.” Hoje, o pastor Pina continua a pertencer à Assembleia de Deus em Portimão, e deixa uma mensagem “aos crentes: para seguirem ao Senhor de todo o coração e serem fiéis até à morte, porque o Senhor diz que o que for fiel até à morte vai herdar a coroa da vida. Aos que não são crentes que se convertam ao Senhor porque não há coisa melhor do que pertencer ao Senhor e Ele já tem um lugar preparado para aqueles que são Seus”. Entrevista conduzida pelo pastor Rui Paulino Dias, na Assembleia de Deus em Portimão. Adaptada.

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Beja, ENJUV 2003, participação ENJÚNIOR

Chelas, Lisboa, 2010

Mirandela, 2010

ENJAD, Espinho, 2003

Luxemburgo, Passeio Escola Dominical, 1993

Faial, Passeio Escola Dominical, 1990

Aveiro, Escola Dominical, 1964

UM PRESENTE DE DEUS! As Assembleias de Deus sempre se preocuparam com as novas gerações. As classes de Escola Dominical para todas as faixas etárias são basilares para o ensino sistemático da Palavra de Deus, desde as idades mais tenras. Ao longo do tempo foram surgindo homens e mulheres com paixão pela transmissão das verdades bíblicas aos mais novos, de forma contextualizada. Lembramos, por exemplo, a irmã Margareth Bowker, fundadora da revista infantil Boa Semente, e, mais recentemente, o pastor Carlos Baptista (1956-2007). Os seminários para professores de Escola Dominical, que se iniciaram nos anos 80, quer a nível nacional quer a nível local, têm vindo a ajudar os professores a acompanhar as mudanças sociais e didáticas – culminado na criação de um curso para Professores de Escola Dominical em 2011, no MEIBAD. A nível local, recordamos os passeios anuais de Escola Dominical, hoje transformados em alguns casos em passeios da Igreja. As Escolas Dominicais em bairros desfavorecidos, a evangelização infantil de rua e outras atividades indicadas para os mais novos. Hoje, as famílias dispõem de múltiplos recursos para fazer das crianças verdadeiros discípulos de Jesus. As igrejas investem em novas metodologias e ferramentas, realizando algumas delas retiros para crianças e desenvolvendo ministérios infantis fortes e dinâmicos. Existem cerca de 290 escolas dominicais, de ensino moral e religioso, com cerca de 950 professores das várias faixas etárias, com ênfase nas crianças. Atualmente, através das igrejas locais e missões, as Assembleias de Deus em Portugal alcançam cerca de 2900 crianças (até aos 10 anos, inclusive). As crianças não são o futuro da Igreja. Elas são o presente e um presente que Deus nos dá para cuidar, evangelizar, ensinar e preparar para o serviço.

As Assembleias de Deus em Lisboa, Escola Dominical na Rua da Verónica, 1938

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Departamentos

© Hector Landaeta - Stock Exchange

CRIANÇAS

Portugal alcançam cerca de 2900 crianças. junho 2013 | NOVAS de ALEGRIA | 19

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Š Guillermo Ossa - Stockvault

Jovens e adolescentes

Existem cerca de 3600 adolescentes e jovens 20 | NOVAS de ALEGRIA | junho 2013

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s

Departamentos

Fanhões, MEIBAD, 1º Enc. Nacional Liderança Juvenil, 2010

Foz do Arelho, Campo Bíblico, Retiro de verão 2012, Turno de Jovens

ENJAD, 2008 Fanhões, MEIBAD, ENJUV, 2011

Ovar, Banda Eden, 1993

Musijovem, Azambuja, 2011

Lisboa, CONJUV, 1966

Campo Pequeno, Lisboa, CONJUV, 1975

Um papel a desempenhar Adolescentes e jovens têm tido, ao longo da nossa História, um papel a desempenhar. Foi o dinamismo e coragem de muitos jovens no início do movimento que levou à sua expansão e crescimento. Nos anos 60, a juventude ganha, no nosso movimento, uma expressão concreta através dos Congressos Juvenis (CONJUVS), da revista Caminho, e dos retiros no Campo Bíblico, impulsionados pelo pastor João Hipólito. Esta génese levaria a um forte impacto em anos seguintes. Mais tarde surgiriam Congressos Regionais de Jovens e retiros locais e regionais. Nas igrejas locais, nos anos 70/80, começam a surgir as reuniões de jovens. As oportunidades de servir a Deus em várias áreas eram múltiplas e o desejo de envolvimento na obra de Deus levava adolescentes e jovens a estarem empenhados, com compromisso, na sua igreja local. Nos anos 90, há uma renovação dos Congresso Juvenis Nacionais. Agora com o nome de Encontro Nacional de Juventude (ENJUV), mas continuava a ser um encontro geral de crentes. Teria uma nova mudança em 2011, com um projeto inteiramente virado para a juventude.

A Convenção criou um Departamento Juvenil (AD.J) em 2009, que coordena todo o trabalho juvenil nacional. Neste âmbito iniciaram-se encontros nacionais de liderança juvenil, onde todos os que trabalham com adolescentes e jovens partilham experiências e têm formação prática Hoje praticamente todas as igrejas locais têm os seus retiros de jovens e reuniões específicas para jovens e adolescentes. Existem alguns cafés concerto com o objetivo de alcançar outros jovens, e em algumas realidades funcionam grupos familiares de discipulado e comunhão. Os retiros do Campo Bíblico continuam a marcar gerações. Os ENJUVs são um espaço que atrai jovens de todo o país, pela presença de Deus, pelo dinamismo do programa e pela Palavra. Através das igrejas locais e missões, as Assembleias de Deus em Portugal alcançam hoje cerca de 3600 adolescentes e jovens (11-25 anos). Os jovens têm um papel a desempenhar, hoje como no passado, cheios do poder de Deus, movidos pela compaixão, comprometidos com Cristo e a Sua igreja.

AD.J Departamento Juvenil

Coordenador Geral Pedro Figueiredo Coordenação Campo Bíblico Paulo Veiga Nuno Martins Coordenação Encontro Nacional de Liderança Juvenil João Pedro Carvalho Coordenação ENJUV Nuno R. Fernandes Publicidade Ana Ramalho Rosa

nas nossas igrejas e campos de missão. junho 2013 | NOVAS de ALEGRIA | 21

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© John Wollwerth - Dreamstime.com

MULHERES

ontem, hoje e amanhã Lisboa, Conferência Karpos, 1997

Estremoz, 2010

Mafra, 2011

Irmãs, filhas, netas, mães, avós, amigas... as mulheres desempenham, na igreja como na família, um papel único. Nas Assembleias de Deus em Portugal, Deus tem usado mulheres de forma poderosa e com impacto, quer no seu círculo social, quer a nível mais abrangente. Evangelistas como Isabel Guerreiro e Isabel Guerra levaram as boas notícias do Evangelho às comunidades em que viviam, fazendo um trabalho fantástico nas mãos de Deus. Mas estes são apenas dois dos muitos nomes conhecidos e desconhecidos de mulheres que Deus tem usado, quer no início do movimento, quer no presente. Pelo testemunho dessas e de outras mulheres, colegas de trabalho foram ganhas para Cristo. Como mães e professoras de Escola Dominical, ensinaram e ensinam as novas gerações a conhecer Deus e a

ter uma amizade com Ele. Nas igrejas locais, as mulheres são a força dos cultos de oração, na educação de filhos e netos. Nas últimas décadas, o movimento tem dedicado às senhoras eventos específicos, estimulando a união, confraternização e intercessão. Local e regionalmente têm existido diversas dinâmicas como reuniões, convívios, jantares, etc. Evangelistas, missionárias, diaconisas, servas e irmãs, as mulheres, com mais ou menos protagonismo, são cooperadoras juntamente com os homens, nesta vasta obra que é de Deus. Como na génese do nosso movimento, hoje as mulheres desempenham um papel essencial na sociedade, na família e na igreja. Existem cerca de 13000 mulheres a congregar nas nossas igrejas e missões.

Nas Assembleias de Deus em Portugal existem 22 | NOVAS de ALEGRIA | junho 2013

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Departamentos

Departamento de Senhoras

Evangelista Preciosa Vieira

Coordenadora Marília Gomes Secretária Célia Carvalho Caldas da Rainha, EXPOESTE, Conferência Nacional de Senhoras, 2010

Tesoureira Licínia Silva Isabel Guerreiro, Pioneira

Lisboa, Convenção, Reunião com Esposas de Obreiros, 1996

Mértola, Dia da Mulher

cerca de 13000 mulheres. junho 2013 | NOVAS de ALEGRIA | 23

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bíblia

Ruínas do Templo de Apolo, em Corinto

ATOS DOS APÓSTOLOS Sobre o batismo com Espírito Santo com a evidência de falar línguas, glossolalia, temos as seguintes passagens: Atos 2:4; 8:1520 (subentendido); 10:44-47; e 19:6. As palavras-chave que nos ajudam a enÉ por outro lado uma história que não terminou, visto que o Estender o seu conteúdo são: perseveravam, pírito Santo continua a manifestar-se na igreja através da Igreja de unânimes, palavra de Deus, oração, jejum, Jesus Cristo, usando homens e mulheres para darem continuidade pregação, ensino, ressurreição, arrependimenao “ir” de Jesus. A história da Igreja continua a ser escrita, marcando to, batismo, salvação, cura, Espírito Santo. a diferença na nossa sociedade e marcando-a profundamente. Este livro contém algumas frases célebres: Como membros de um Movimento do Espírito Santo ao qual per“Jesus deu mandamentos aos discípulos” tencemos e concretamente às igrejas das Assembleias (1:2); “Jesus Virá” (1:11); “Em de Deus da qual somos membros, é importante não nome de Jesus Cristo” (3:6); “Em descuidar este livro pois ajuda-nos a entender os nossos nenhum outro há salvação” “O nosso Deus princípios e a nossa dinâmica, devendo sempre sermos (4:12); “Acusados de encherem continua a salvar, Jerusalém da doutrina de Jesus” guiados e dirigidos pela pessoa do Espírito Santo. O livro de Atos dos Apóstolos foi escrito no ano a curar e a batizar (5:28); “… se este conselho ou 62 (portanto, antes da destruição de Jerusalém ocor- com Espírito Santo, esta obra é de homens, se desfarida no ano 70, acontecimento previsto por Jesus em rá, mas se é de Deus, não podeis Lucas 19:41-44). O autor foi Lucas, um médico helé- como acontecia na desfazê-la...” (5:38-39); “Deus Igreja nascente.” ressuscitou Jesus” (5:30); “Saulo, nico (Colossenses 4:14) e autor do Evangelho com o mesmo nome. A carta é dirigida a Teófilo (amigo de Saulo, porque me persegues?” Deus). Muitas das expressões como: nós e nos (16:10(9:4); “Jesus é o Cristo” (18:5); 17; 20:5; 21:18; 27:1 e 28:16), ajudam-nos a entender que em muitos “O nome de Jesus era engrandecido” (19:17). momentos o autor esteve presente, ou seja foi testemunha ocular. Duas figuras destacam-se mais do que Apesar de ser um livro histórico, é na minha opinião um livro de qualquer outra. Na primeira parte do livro princípios, contém as mais importantes doutrinas cristãs e além disso Pedro, e na segunda Paulo. é um livro com metodologias e estratégias de crescimento de Igreja. Vemos também que a igreja cresce em O texto chave – Atos 1:8 “Mas recebereis o poder do Espírito Sannúmero. Expressões como 3000 pessoas, to, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusa5000 pessoas, crescia, multiplicava e acreslém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.” centava, encontram-se neste livro para de-

O melhor título para este livro do Novo Testamento, quanto a mim, seria os Atos do Espírito Santo, visto que inicialmente o livro não tinha um título e foi sem dúvida o Espírito Santo que operou por meio dos apóstolos.

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Cultura hinologia

Cânticos de alegria

finir o grande crescimento da Igreja. Uma parte do livro contém pregações e discursos. Alguns exemplos são os discursos de Pedro, Estevão e Paulo. Os milagres, os prodígios e maravilhas neste livro são abundantes, porque Deus é Deus de milagres. Além disso temos uma série de outros acontecimentos importantes que relatam o início da Igreja e sua expansão. UMA CONCLUSÃO Somos cristãos trinitários, pentecostais glossolálicos, ou seja acreditamos na trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), que o Pentecostes continua a ser para hoje, e que Deus quer continuar a derramar do Seu Espírito sobre toda a pessoa nascida de novo. Também batizamos os discípulos em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo, de acordo com o mandamento e a fórmula dada por Jesus em Mateus 28:19. Acreditamos que o sinal inicial do batismo com o Espírito Santo é o falar noutras línguas, e que os Dons Espirituais assim como os Ministérios são dádivas de Deus à Sua Igreja, e não são títulos, nem são dados por méritos próprios. O nosso Deus continua a salvar, a curar e a batizar com Espírito Santo, como acontecia na Igreja nascente.

É, exatamente, o nome do livro de cânticos que usamos nas Assembleias de Deus em Portugal, o título que encima este artigo. Durante muitos anos utilizámos a Harpa Cristã, hinário editado no Brasil, que em 1922 teve a sua primeira edição, Recife, PE, e que viria a tornar-se no hinário oficial das Assembleias de Deus naquele país.1 “Eusébio de Cesareia (260-340) é considerado, com justa razão, o pai da História da Igreja Cristã. O que poucos estudiosos sabem é que ele foi também um grande apreciador da verdadeira música sacra. Embora vivesse num período em que esta apenas ensaiava os primeiros passos, Eusébio expressou emocionado: ‘Nós cantamos louvor a Deus com saltério vivo. Porque mais agradável e caro a Deus do que qualquer instrumento é a harmonia da totalidade do povo cristão. A nossa cítara é a totalidade do corpo, por cujo movimento e ação a alma canta hinos adequados a Deus, e o nosso saltério de dez cordas é a veneração do Espírito Santo pelos cinco sentidos do corpo e as cinco virtudes do espírito’.” 1 Em 1943 a Harpa Cristã começou a ser publicada em fascículos de 16 e 32 páginas. No ano de 1969 soava em Portugal, na Novas de Alegria nº 319, “a saída da primeira edição do ‘Saltério Pentecostal’, que substituirá a ‘Harpa Cristã’ nas nossas Assembleias, está dependente apenas da verba necessária”. Na edição seguinte, lemos na rubrica ‘3 linhas’: “A Casa Publicadora das Assembleias de Deus, vem comunicar que já está a ser trabalhada na tipografia a primeira edição do hinário que dentre em breve servirá o Movimento Pentecostal. Pedimos o auxílio das orações de todos os irmãos para este projeto tão importante, cuja falta há muito se vinha sentindo. Cremos que o SALTÉRIO PENTECOSTAL será uma grande bênção para a Obra de Deus. Esperamos em breve ter a alegria de poder anunciar que já se encontra à venda este hinário que contém mais de quinhentos hinos selecionados.” Era para se chamar Saltério Pentecostal mas ficou Cânticos de Alegria, e a sua primeira edição foi em 1970, março ou abril, num total de 10 000 exemplares. “Em menos de seis meses, esta primeira edição de Cânticos de Alegria, ficou praticamente esgotada.” Lemos esta notícia, na NA nº 332, de agosto de 1970. Caminhando para os cultos, os crentes levam, acompanhando a Bíblia o hinário, no nosso caso, Cânticos de Alegria. No seu interior, o hinário regista 526 hinos. Somos um povo que canta louvores a Deus. Os hinos, em causa, são de um valor extraordinário. Grande parte deles são mensagens de Deus, profundas, maravilhosas, consoladoras, escritas em poemas imperdíveis, emolduradas em melodias agradáveis e facilmente memorizadas, assentes em harmonias simples. Um número, incontável, de pessoas encontram-se nas Igrejas porque um dia foram tocadas, na sua alma, pelo Senhor, na sequência de terem escutado um hino, numa celebração a solo, ou num cântico congregacional, ou ainda um CORO. “Agostinho, um dos maiores teólogos da Igreja Cristã, foi certa vez tocado de uma forma tão intensa pelos hinos de uma congregação, que não pôde esconder as suas emoções: Quão intensamente eu chorei nos vossos hinos e cânticos, profundamente movido pelas vozes de vossa doce fala à Igreja. As vozes entraram nos meus ouvidos e a verdade foi derramada dentro do meu coração, de onde a agitação da minha piedade aflorou, e as minhas lágrimas desceram, e fui abençoado”1 Em agosto de 1970 já estava quase esgotada a primeira edição do Cânticos de Alegria, pelo que a direção da Casa Publicadora, via NA nº 332, exortava aos Obreiros e todos os crentes em geral, a fornecerem-se dos hinários que restavam, pois a 2ª edição demoraria algum tempo a refazer. Mais tarde, em 1986, a nossa Editora, deu à estampa algo que se fazia sentir, e as muitas solicitações eram constantes, o Cânticos de Alegria com música. Numa nota pessoal, acho que se deveria acrescentar ao nosso livro de cânticos mais hinos, selecionados, “a fim de se atender a todas as exigências cerimoniais e litúrgicas da Igreja.”

torcato lopes Colaborados Lisboa

paulo branco

Diretor geral – MEIBAD Pastor evangélico – Almada

1

Manual da Harpa Cristã, 1ª edição, 1999, CPAD – Rio de Janeiro, Brasil

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OS AUTORES DA NOSSA HISTÓRIA “Quando vieres traz a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, e os livros, principalmente os pergaminhos” (2 Timóteo 4:13).

Colaborador Aveiro

do do mesmo sentido hermenêutico, sobre as 7 Cartas às Igrejas da Ásia Menor com as quais se abre o Apocalipse, surge em 1975 um livro importante desse ponto de vista, da autoria de Alfredo Rosendo Machado. E o título é elucidativo: Como Jesus Vê as Igrejas. Este escritor dar-nos-ia depois mais quatro ou cinco livros incontornáveis. Ao acompanharmos o lento desenvolvimento da história dos autores no Centenário, e seguindo um critério cronológico, verificamos manifestações pontuais, programáticas, de edição de livros diversos, que vão da poesia à pedagogia evangélica, passando pelo conhecimento das religiões na década de 70. Assim, em 1973, representativo de um trabalho poético sério na língua portuguesa, aqui e no Brasil, levando a poesia evangélica à modernidade, surgia um livro de poemas: Este Rosto do Exílio, do autor deste artigo, edição do Departamento de Literatura da AD em Aveiro, e Pedra Debruçada no Céu de 1975, edição da Pró-luz. Esta editora e o editor, Lucas da Silva, teriam um papel importante na

© J Brew - Flickr

Perante este pedido do apóstolo conservará na história da AssemPaulo, houve já quem tenha afirmableia de Deus portuguesa a titudo que evidenciava as necessidades laridade de ser o primeiro. O seu básicas de um obreiro. Assim parece, autor, primeiro com pseudónimo mas é muito mais, quando conheC.C.Henriques (1953) e nas edicemos a contextualização histórica ções seguintes já Tage Stahlberg e a situação em que se encontrava (década de 60). A temática do livro, Paulo, preso em Roma e com uma que o autor afirmou sempre não ser condenação à morte, prescrita por uma novela, é uma “meditação em Nero, sobre a cabeça. forma de parábola” sobre o ArrebaOs livros (grego: biblia), os rolos tamento da Igreja. A teologia da Sede papiro, não se sabe o que contigunda Vinda de Cristo é universal, nham; os pergamimas o autor colocou nhos (gr. membráretratos particulanas), considera-se res do padrão de um “A literatura que seriam pedaços movimento como o de pele preparados Pentecostal e das Asevangélica para a escrita e docusembleias de Deus: é também mentos pessoais do “Sou um observador uma literatura apóstolo, “certidão de e notei, admirado, que cidadania”, por exem- comprometida com não havia uma única plo. Para o apóstolo menina pintada nem a Fé.” dos gentios os livros com os cabelos cortaeram importantes, a dos. Os seus vestidos sua cultura superior eram modestos...” 1 Um segundo livro, do mesmo também se fez através de livros, coautor, abordaria a mesma temática: nhecia poetas gregos, sabia falar aos As 10 Virgens (1956). Trata-se de filósofos. um estudo para ajudar e incentivar os crentes “para que possam entrar A HISTÓRIA DOS LIVROS/ nas Bodas do Cordeiro”. ImpregnaAUTORES DESDE 1953 Considerar os livros escritos por autores evangélicos de um movimento centenário como a Assembleia de Deus portuguesa é adotar uma asa da história da comunidade assembleiana. Uma asa para o voo da confissão de Fé, do testemunho através do meio literário, que o mesmo é dizer do pensamento e cultura evangélicos. Os livros só podem existir porque há uma cultura ou uma vontade de cultura. Gente que pensa. A literatura evangélica é também uma literatura comprometida com a Fé e com a confissão religiosa dessa Fé. Assim como uma flor campestre está comprometida com o solo de onde se manifesta ao mundo. Com uma dupla paternidade, o livro O Mistério dos Desaparecidos

João tomaz Parreira

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ANÁLISE Cultura edição de obras da autoria de membros da Assembleia de Deus. Trazendo à cultura evangélica uma temática diferente, viria a lume em 1975 o livro Messianismo, de Jorge Pinheiro, apresentando um trabalho de cultura para a compreensão do crente acerca do mosaísmo e de palavras do Velho Testamento que influenciaram a cultura ocidental judeo-cristã. Um livro simples, cujos autores José Oliveira Pessoa e Fernando Martinez se propuseram ajudar os candidatos ao baptismo, numa linguagem instrutiva e concisa, seria publicado pelas Edições NA. Foi o Manual dos candidatos ao baptismo, datado de 1977. Na mesma linha do ensino básico preocupado com o perigo das inovações doutrinárias, vinha a lume o pequeno livro de Manuel Silva Moutinho O Baptismo nas águas e a Ceia do Senhor, 1992; até ao seu falecimento em 2011, publicaria mais algumas obras de cariz hermenêutico. Em 1980 seria publicado pelas Edições NA, a primeira autobiografia de um autor condenado à morte pelo cancro, João Sequeira Hipólito, “plenamente cônscio da enfermidade que o minava” – lê-se numa espécie de prefácio intimista. O Meu Amigo Câncer, um título corajoso, parecendo ser um livro pessimista, comunicava ao leitor uma lição de Fé e otimismo, mostrando uma relação em forma de biografia com uma doença, a par de reflexões teo-

lógicas e alguns poemas do autor. as falsidades do livro apócrifo homóNa área da idealidade da poesia, em nimo. Para dar resposta às perguntas 1979, também Manuel Moutinho que os leitores evangélicos, e não só, lançaria pelas Edições NA um livro pudessem fazer no que concerne às de versos a que chamou Pedrinhas chamadas dúvidas bíblicas, FernanSoltas que constituíram um camido Martinez, um dos diretores desta nho, também ele novo, na chamada revista, lançou em 1982 o 1º volume poesia de características populares. de Dificuldades Bíblicas. Em 1988, as Faltava, no panorama da literatuEdições NA lançavam uma obra em ra de autores portugueses evangéliprosa (um ensaio sobre o Prólogo joacos, alguma coisa que relacionasse nino) da autoria de um poeta evangéCiência e Fé, num pensamento de lico, J.T.Parreira, O Quarto Evangelho fácil compreensão por parte dos – Aproximação ao Prólogo. leitores. O livro em questão não iria anular nem uma nem outra, com NA PRIMEIRA DÉCADA DO preconceitos, mas iria fazer um coSÉCULO XXI núbio entre a Fé e a Razão, estrutuO falecido pastor Carlos Baptisradas na Bíblia. O autor Agostinho ta editaria em 2002, pelas Edições Soares dos Santos iniciou assim a NA, um pequeno volume inestimásua já longa bibliografia de escritor vel com uma biografia do Missioevangélico dedicado à apologética nário Tage Sthalberg, Milagres de com Bíblia, Ciência Deus em Portugal. e Vida, Edições NA, Outros autores como de 1983. A que se seLuís Horta, Samuel Pi“Os livros só guiria um segundo linheiro, Brissos Lino, vro, As Maravilhas do Michel Cruz, Sarah Capodem existir Criador, em 1986, no e Ana Ramalho, porque há uma tarino qual continuou a sua no âmbito das chamacultura ou uma proposta de pedagodas edições de autor ou gia cristã e de divul- vontade de cultura. de associações de cultugação científica em ou de editoras da Gente que pensa.” ra, linguagem acessível. Comunidade evangéCom o pendor lica, lançaram plaquehistoriográfico que tas e livros de grande se lhe reconhece, António Costa Bavalor, versando temas que iriam da rata publicaria em 1981 um pequeno historiografia bíblica até dissertalivro intitulado O Apócrifo Tobias, ções sobre Cultura e Fé, apologética que teve uma 2ª edição pela Pedro eclesial e desmontagem de mitos Martins, em 2006. Com ele na área como o de Fátima, enquadramento da apologética, desconstruiu todas da mulher nos exemplos das mulheres da Bíblia e contributos para ir ao encontro da direção e vontade de Deus na vida dos adolescentes e jovens. Já no final da primeira década e início da segunda do século XXI, outras obras vieram a lume, de autores assembleianos diversos, entre os quais destaco José Manuel Martins, Luís Reis, Rute Lopes (literatura infantil), novamente Samuel Pinheiro e Ana Ramalho, e, mais recentemente, também o pastor Paulo Branco, com a obra Movidos pelo Espírito, que asseguram uma continuidade profícua do labor espiritual e cultural, bíblico e intelectual, de escritores evangélicos comprometidos com Jesus Cristo e a Sua Igreja. junho 2013 | NOVAS de ALEGRIA | 27

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OLHANDO PARA O FUTURO Quanto ao futuro das Assembleias de Deus em Portugal, um dos grandes fatores a levar em conta é a renovação. RENOVAÇÃO Ao longo destes anos as Assembleias de Deus foram crescendo e implantando-se, mas, como qualquer movimento religioso da História da Igreja com esta idade, precisamos duma profunda renovação para garantir o progresso da sua continuidade. Sem a necessária renovação, podemos ficar confinados a mais um movimento religioso que passou à história como, infelizmente, tantos outros. Por renovação entendemos que haverá realidades do passado, relacionadas com a estrutura, estratégia e modus operandi das Assembleias de Deus que, por estarem ultrapassadas no tempo, precisam ser substituídas. Contudo, existem outras realidades que se têm mostrado eficazes, as quais necessitarão ser atualizadas e implementadas. E, ainda, haverá outras que, em função da nova conjuntura socio-religiosa e dos novos desafios que se lhes deparam, precisam ser adotadas para permitir que este Movimento do Espírito não estagne, mas experimente um novo crescimento, tanto no aspeto qualitativo como no aspeto quantitativo. ESTRATÉGIA Outro fator importante está relacionado com a estratégia. Há que ter a visão e a coragem para desenvolver toda uma nova estratégia de crescimento e não de manutenção apenas. Nota-se que há igrejas que lutam somente pela sua manutenção o que, inevitavelmente, está conduzindo à estagnação, quando não ao seu decrescimento e enfraquecimento. Há igrejas que, se continuarem com a elevada faixa etária da sua membrasia, e não forem renovadas, têm tendência a desaparecer em poucos anos, pelo que é necessário implementar uma nova estratégia que evite tal situação. MULHERES no ministério O ministério das mulheres é outro fator importante a

considerar. É incontornável que, hoje, a mulher está ocupando um lugar cada vez mais preponderante nos vários setores na sociedade, seja no campo empresarial como no político, e com uma capacidade e com um sucesso muitas vezes superior aos homens. Há necessidade de dar uma mais ampla liberdade e incentivo às irmãs, sem qualquer preconceito, para cumprirem cabalmente o seu ministério, quer seja o ministério da Palavra quer seja o ministério social, com a sua respetiva consagração. No contexto social em que vivemos onde o preconceito sobre o papel do sexo feminino tem vindo a diminuir, não podemos desperdiçar o necessário e valioso ministério das irmãs, com prejuízo para a obra de Deus. Acredito que o futuro deste Movimento passa em grande plano, também, pela implementação do ministério das irmãs. COMUNHÃO E COOPERAÇÃO Outro grande fator a levar em conta e que se prende com a Convenção, é a implementação duma maior comunhão e cooperação entre pastores e Igrejas. Precisamos saber aproveitar todo o potencial humano e espiritual que, pela graça de Deus, existe nas Assembleias de Deus, e que infelizmente não está a ser devidamente usado como poderia. Para isso é necessário duas coisas fundamentais: o reforço do papel da liderança nacional da Convenção de modo a implementar e a coordenar a expressão prática dessa comunhão e cooperação; por outro lado, uma maior ação das Regiões no desenvolvimento de atividades de interajuda e expansão das igrejas integradas.

Luís Reis

Presidente da Direção Nacional

Convenção das Assembleias de Deus em Portugal

MOTIVOS DE ORAÇÃO - JUNHO

Informações CENTENÁRIO

Este mês, oramos pela Conferência de celebração do Centenário das Assembleias de Deus. Queremos que, no dia 10 de junho, Deus Se mova de uma forma poderosa no nosso meio, de tal forma que este seja um evento memorável para o nosso Movimento, iniciando um processo de maior cooperação e comunhão entre as igrejas e líderes, e que o crescimento qualitativo e quantitativo seja real nas nossas igrejas locais.

No dia 10 de junho, pelas 10h, inicia-se a Conferência de celebração do Centenário, um evento ao qual não pode faltar. Teremos como oradores o Dr. George Wood, Presidente da Comunhão Mundial das Assembleias de Deus, e o pastor Luís Reis, Presidente da Direção Nacional da Convenção das Assembleias de Deus em Portugal. Teremos dois grupos de louvor (Ministério Voz de Júbilo e Ministério AltoSom); um espaço dedicado às crianças, em paralelo com as sessões principais e uma apresentação multimédia das várias áreas e departamentos das Assembleias de Deus em Portugal na sessão da tarde.

ORE PARA QUE O ESPÍRITO SANTO OPERE E MARQUE VIDAS!

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Como chegar?

O Pavilhão Multiusos de Odivelas fica na Avenida Miguel Torga, 2715-311 Odivelas. Coordenadas GPS: 38º 47’ 23.70 N; 9º 11’ 12.34 W

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CAPA

Dados estatísticos Assembleias de Deus em Portugal

demografia Item Pontos de pregação

liderança local

Projeção (cerca de) 480

Item

Projeção (cerca de)

Membros e simpatizantes

+ de 21000

As Assembleias de

Pastores no ativo e obreiros estagiários

150

Deus em Portugal

Evangelistas

50

têm cerca de

Presbíteros/Anciãos

150

Diáconos e diaconisas

220

(congregações e grupos familiares)

Crianças (0-10 anos)

2900

Adolescentes e Jovens (11-25 anos)

3600

Casais (ambos crentes)

4000

Mulheres

13000

Total de congregados

+ de 25000

(de todas as faixas etárias)

Influência

(congregados; área social, familiares não crentes)

+ de 100000

cooperação e serviço Item

Projeção (cerca de)

Cooperadores escala de cultos

600

Professores de Escola Dominical

950

Líderes de jovens

100

480

pontos de pregação mais de

25 mil

congregados

Ação social

influenciando,

Item

Projeção (cerca de)

IPSS

10

Lares e Centros de Dia para idosos

10

Infantários e ATL’s

3

Lares para crianças

2

Lojas Sociais

20

Cantina Social

1

Cafés-convívio e pontos de contacto D.Jovem

17

Casas de reinserção para ex-toxicodependentes

20

Estabelecimentos prisionais acompanhados

20

Centros de Retiros

10

Parcerias Sociais

40

missão e evangelização Item

Projeção (cerca de)

Localidades nacionais com missões

60

Missionários apoiados em território nacional

35

Países com missões apoiadas pelas nossas igrejas

15

Missionários apoiados no estrangeiro

25

Evangelistas

50

mais de

100 mil

pessoas

nacional e regional Item

Projeção (cerca de)

Direção Nacional

5

Mesa da Assembleia Geral

3

Conselho pastoral

3

Conselho fiscal

3

Regiões

7

Mesa das Regiões

19

Conselho pastoral das Regiões

14

formação moral e religiosa Item

Projeção (cerca de)

Escolas Dominicais e Ministérios Infantis

290

Professores de Escola Dominical

950

teológica e ministerial Item

Projeção (cerca de)

Instituto Bíblico

1

Cursos existentes

8

Alunos Cursos por Extensão

780

Alunos Cursos presenciais

35

Alunos Curso Louvor, Adoração e Música

7

Alunos Curso Professores Escola Dominical

105

e com cerca de

150 obreiros no ativo e

60 missionários

que servem as suas comunidades locais.

comunicação Item

Projeção (cerca de)

Revistas nacionais

3

Tiragem anual média total

114000

Rádio locais com programas evangelísticos

14

Igrejas locais e missões com sites ou páginas nas redes sociais

45

Páginas de internet nacionais

6

Blogues nacionais

2

Páginas e utilizadores Facebook nacionais

12

NOTA: A presente projeção é resultado de um inquérito realizado entre 28 de março de 2013 e 29 de abril de 2013, a todas as igrejas autónomas pertencentes à Convenção das Assembleias de Deus em Portugal (CADP), com uma taxa de resposta de 42%, e dados concretos constantes dos arquivos da CADP e MEIBAD.

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FORMAÇÃO

O MEIBAD conta com cerca de 780 alunos. 30 | NOVAS de ALEGRIA | junho 2013

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Departamentos MEIBAD

Diretor Geral Paulo Branco Diretor Académico Carlos Fontes Diretor STM Harold Osland Diretor Cursos por Extensão Humberto Carvalheiro Coordenação Curso Escola Dominical Humberto e Cristina Carvalheiro Coordenação Curso Louvor, Adoração e Música Nuno R. Fernandes e Ana Mary Baizan

Assessoria de Teologia e Ética

Coordenador Alexandre S. Lopes Assessores Carlos Fontes Miguel Matias Paulo Gomes

Aprender, viver e servir Desde a sua génese que as Assembleias de Deus têm investido no ensino da Palavra de Deus, reconhecendo a necessidade de ensinar a sã doutrina aos seus membros, numa conjuntura em que seitas e heresias se têm vindo a multiplicar. As reuniões de ensino bíblico semanal são, por isso, fundamentais na estratégia das igrejas locais. A tradição das Escolas Bíblicas locais nasce na cidade de Lisboa, em 1942. Para as frequentar, de vários pontos do país, vieram jovens, professores da Escola Dominical, evangelistas, pastores, anciãos, diáconos e outros irmãos. Hoje, muitas são as igrejas que reservam um tempo especial no seu calendário para Escolas Bíblicas, onde todos os crentes aprendem a conhecer mais e com maior profundidade a Palavra de Deus. Em 1966 foi criado o Instituto Bíblico Nacional, em Lisboa, que visava a preparação de obreiros para servirem as igrejas e atenderem às necessidades de evangelização. Nos anos 70 nasce o Instituto Bíblico de Portugal no Monte Esperança e no final da década de 80, é criada a Escola Bíblica Nacional na Foz do Arelho, a qual mais tarde se denominou, Instituto Bíblico da Convenção das Assembleias de Deus em Portugal. Foram formados dezenas de homens e mulheres para servir melhor a Igreja no nosso país. Em 2007 fundia-se o IBAD e o Monte Esperança Instituto Bíblico dando origem ao MEIBAD, que ficou a funcionar em Fanhões, Loures. Esta fusão teve o especial contributo dos missionários Elisabeth e Harold Osland, Diretor do Monte Esperança, na altura. Para além dos cursos presenciais para obreiros, existe o Semanário Teológico Ministerial (STM, Licenciatura), um Curso de Louvor, Adoração e Música (CLAM), um Curso para Formação de Professores de Escola Dominical (CED), e cursos por extensão para apoio dos obreiros e igrejas locais (EETAD e ICI). Hoje, cerca de 780 pessoas recebem formação através do MEIBAD.

Fanhões, MEIBAD, Aspeto de uma aula, 2012

Caldas da Rainha, Graduação EETAD, 2012

Foz do Arelho, CB, Enc. Prof. Escola Dominical, 2004

Trajouce, Escola Bíblica, 1998

Foz do Arelho, IBAD, Turma 1990/1991

Açores, Escola Bíblica, 1989

Lisboa, Instituto Bíblico Av. Almirante Reis, 1966

Fanhões, MEIBAD, Vista aérea

Lisboa, 1ª Escola Bíblica, 1939

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Programa de rádio

1968

Aveiro, 5ª Conferência de Literatura, Década de 2000

Nº 1, 1943

1949

2007

2009

2012

Lisboa, CAPU|CPAD Livraria Cristã, após as últimas obras de remodelação em 2004

1973

1977

2012

Distribuímos cerca de 114000 revistas por 32 | NOVAS de ALEGRIA | junho 2013

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Departamentos

INFORMAÇÃO

CAPU|CPAD Livraria Cristã

A MELHOR DAS MENSAGENS A página impressa foi utilizada desde sempre pelo movimento, promovendo a evangelização, divulgando o ensino e estabelecendo o relacionamento de unidade entre as igrejas e os pastores. A revista Novas de Alegria surge oficialmente, após algumas tentativas desde 1940, em janeiro de 1943. Este é ainda hoje o órgão oficial da Convenção das Assembleias de Deus contribuindo para o fortalecimento da sua unidade e divulgação, quer numa vertente de ensino, quer numa vertente de alcance. Ao longo dos anos foram surgindo diversos periódicos com alvos específicos como: Boa Semente (para crianças), Caminho (para a juventude), Expositor Dominical (ensino sistemático), Avivamento (ensino bíblico e teologia) e BSteen (para adolescentes). Hoje continuam a sua edição as revistas Novas de Alegria, Boa Semente e BSteen, com cerca de 114000 exemplares distribuídos anualmente, em média. A Casa Publicadora nasce no ano de 1943, de uma forma muito simples, começando a publicação de alguns livros e folhetos. A Edições NA, marca de publicações da CAPU, edita todos os anos o calendário “Maná do Céu”, o hinário Cânticos de Ale-

gria e lança alguns livros de autores nacionais. A CAPU tem a sua loja on-line, para além da loja física na Av. Almirante Gago Coutinho, Lisboa. É a maior livraria evangélica em Portugal, distribuindo a crentes e igrejas locais de várias famílias evangélicas, centenas de livros e bíblias, nacionais e de origem brasileira, para além de folhetos, CDs e DVDs evangélicos. A rádio é outro meio de comunicação que, no passado como no presente, tem dado ou seus frutos. Lembramos a IBRA Rádio (Tanger-Marrocos), os Programas Novas de Alegria e os programas que, ainda hoje, estão presentes em 14 rádios locais. Há também algumas igrejas locais com programas de rádio on-line. No audiovisual, começámos com gravações em vídeo das Conferências e Encontros Nacionais, depois em DVD e, hoje, chegámos à transmissão on-line dos cultos em algumas igrejas, em direto ou em diferido. As novas tecnologias e as redes sociais são usadas para divulgação quer das igrejas locais e suas atividades (cerca de 45 igrejas e missões estão presentes na Internet), quer da própria Convenção quer dos seus departamentos (6 sites, 2 blogues e 12 páginas/ utilizadores no Facebook).

Diretor Executivo António Gonçalves Diretor de Publicações Samuel R. Pinheiro Diretora-adjunta de Publicações Ana Ramalho Rosa Gestor financeiro António Silva

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ano. Temos programas em 14 rádios locais. junho 2013 | NOVAS de ALEGRIA | 33

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A teologia pentecostal encaixa-se confortavelmente nos limites do contexto evangélico. Por outro lado, os pentecostais levam a sério a operação do Espírito Santo como comprovação da veracidade das doutrinas da fé e para outorgar poder à proclamação destas. O pentecostalismo considera que a experiência produzida pela operação do Espírito Santo se acha abaixo da Bíblia no que tange à autoridade. A experiência corrobora, enfatiza e confirma as verdades bíblicas, e essa função do Espírito é importante e crucial.1

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dia quando O veremos e estaremos para sempre com Ele. 3 A centralidade de Cristo é a forma básica da santidade cristã e é por isso que o Espírito nos envolve na sua obra santificadora. A Santidade significa observância da lei como caminho para o amor. A santidade origina-se do conhecimento do amor do nosso Deus santo A EXPERIÊNCIA em Cristo. A pessoa santa fitando PENTECOSTAL E A os olhos no Calvário, sabe que foi SANTIFICAÇÃO. amada ao extremo e como resposta Por santificação devemos entenama a seu Deus e a seu próximo com der como uma continuação do que foi a mesma força. A expressão desse começado na regeneração, quando amor é a guarda dos Seus mandaentão uma novidade mentos. A observânde vida foi conferida cia da lei por amor é o ao crente e instalada caminho para a santidentro dele. Em espedade. A verdade pare“A centralidade cial, a santificação é a ce ser que a imitação de Cristo é a operação do Espírito de Cristo é um tema a forma básica da que o Espírito nos está Santo que aplica à vida do crente a obra feita santidade cristã.” chamando, visto que por Jesus Cristo.2 a semelhança com Santidade significa Cristo, em termos de centralidade de Criscarácter e atitudes, é to como modo de vida. Santidade a mais verdadeira santidade para toprende-se com a questão de ser discídos nós.4 pulo de Jesus, de ouvir a Sua Palavra EXPERIÊNCIA PENTECOSTAL e obedecer às Suas ordens, de O amar E A MISSÃO DA IGREJA e adorar como Redentor, de procurar A excelência do ministério para agradar-Lhe e honrá-Lo como Meso qual Deus tem chamado a Igreja tre, e assim nos prepararmos para o

© Dora Pete - Stock Exchange

REFLEXÃO SOBRE ALGUNS ASPETOS DO MOVIMENTO PENTECOSTAL

está refletida na introdução do livro de Atos 1:1,2. Lucas afirma que Jesus começou, simplesmente, o Seu ministério - no entanto completou a obra da expiação - e pela dádiva do Espírito continuou a exercer o Seu ministério e a dar-lhe continuidade através daqueles que Ele escolheu. O propósito do batismo no Espírito Santo, a dimensão contínua da vida revestida pelo poder do Espírito, torna a experiência suficientemente importante para ser conhecida, compreendida e compartilhada. Não seja o falar em línguas o propósito ulterior ou a razão pela qual a experiência deve ser desejada, mas sim a necessidade de poder sobrenatural para testemunhar e servir. A necessidade ulterior é que cada membro do corpo de Cristo receba esse revestimento de poder a fim de que a Igreja possa operar na plena dimensão da vida no Espírito. O propósito do batismo do Espírito Santo é o poder para testemunhar (Atos 1:8). Atos 4:8,31;7:55;13:52 – ao examinar cuidadosamente estas quatro passagens descobre-se que a primeira condição para se manter cheio do Espírito é um testemunho ousado. Lucas estabelece uma linha de continuidade entre o seu evangelho e o livro de Atos. Os dons e a missão da Igreja. Neste ponto os dons espirituais podem ser considerados como parte do andaime divinamente determinado e erguido com o propósito da edificação do corpo de Cristo. Eles

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fundamentos perspetiva

movimento pentecostal

são necessários até que…, Efésios 4:13.5 Corretamente compreendidos e corretamente usados os dons do Espírito são o único equipamento da Igreja para cumprir a sua grande missão de pregar o Evangelho a toda a criatura.6 Aqueles que pregaram esta grande salvação tiveram a sua palavra certificada pelos dons do Espírito Santo.7 O ministério de todos os membros no corpo de Cristo. Dentro desta área há a destacar a necessidade de cada crente testemunhar da sua experiência pessoal com Cristo e a recusa em desanimar quando o testemunho é mal recebido, pois a ousadia de Atos 4:13,31 é umas das características da experiência pentecostal.8 O sacerdócio universal dos crentes à luz da experiência pentecostal está diretamente ligado à expansão do Evangelho, porquanto cada um é chamado, vocacionado, revestido de autoridade e recebe ordem direta de Deus para ir. A EXPERIÊNCIA PENTECOSTAL E A INSPIRAÇÃO Gee disse: “Eu penso que o homem que tem uma mensagem de Deus pode alcançar uma multidão.”9 O Espírito fala através da pregação! Em 1 Coríntios 2:4, Paulo afirma que a sua pregação foi em demonstração do Espírito e de poder. Quer dizer que confiou na poderosa capacidade de demonstração ou prova (podeixis) que o Espírito Santo podia acrescentar às suas palavras simples e hesitantes. CONCLUSÃO Batismo no Espírito, os cristãos primitivos proclamavam vigorosamente o que acreditavam ter experimentado no batismo no Espírito e o que criam que a Bíblia ensinava a respeito desta experiência. Compromisso com a evangelização. Desde o início, os pentecostais entenderam o propósito do batismo no Espírito como a receção de poder para testemunhar.

Fé firme. Dominados pelo senso da presença imediata de Deus entre eles, os pentecostais creram rapidamente no facto da intervenção divina nas coisas desta vida. Eles oravam pelos doentes, esperando que Deus operasse. Expectativa. Os pentecostais primitivos esperavam que Deus interviesse não somente nas circunstâncias de necessidade imediata nas quais se encontravam, mas, em sentido mais amplo, no retorno de Jesus para encerrar a história do mundo. Existia no pentecostalismo primitivo um compromisso forte acerca da convicção da segunda vinda de Cristo. Realidade. A proclamação da volta iminente do Senhor era marcada por uma intensa sensação de expectativa jubilosa. Adoração entusiástica. Comunhão enriquecedora. Autoridade da Bíblia. O anseio pela busca da verdade, não meramente uma busca de experiência, estimulava os primeiros crentes que buscavam.

ALEXANDRE sAMUEL LOPES

Vice-presidente da Direção Nacional

Convenção das Assembleias de Deus em Portugal

HORTON, in Teologia Sistemática uma Perspectiva Pentecostal, pp. 55-6; 2JENNEY, Timothy P., O Espírito Santo e a Santificação, in Teologia Sistemática Uma Perspectiva Pentecostal, p.408; 3PACKER, James I. Na Dinâmica do Espírito, p.161; 4PACKER, Na Dinâmica do Espírito, pp.162-3; 5GEE, p.63; 6 GEE, p.112; 7GEE, p.100; 8PACKER, Na Dinâmica do Espírito, pp.182-3; 9GEE, p.82. BIBILIOGRAFIA: BURGESS, Stanley M. e MCGEE, Gary B., Dictionary of Pentecostal and Charismatic Movements. Grand Rapids, Michigan: Zondervan Publishing House, 1988; GEE, Donald, Como Receber o Batismo no Espírito Santo, Rio de Janeiro: CPAD, 2005, 5ª edição; HORTON, Stanley M., O Que Diz a Bíblia Sobre o Espírito Santo (What the Bible says about Holy Spirit), Trad. Gordon Chown, Rio de Janeiro: CPAD, 1995, 4ª edição; HORTON, Stanley M., ed. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal (Systematic Theology: a Pentecostal Perspective), Trad. Gordon Chown, Rio de Janeiro: CPAD, 1996; MENZIES, William W. & MENZIES, Robert P. Fundamentos da Experiência Pentecostal: uma chamada ao diálogo (Spirit and power), Trad. Heber Carlos de Campos, São Paulo: Editora Vida, 2002; PACKER, J.I., Conhecendo Deus (Knowing God),Trad. Eunice Machado, Queluz: Núcleo, 1983; PACKER, J.I., Na Dinâmica do Espírito (Keep in Step with t he Spirit),Trad. Adiel Almeida de Oliveira, São Paulo: Edições Vida Nova, 1991; PACKER, J.I., Evangelização e a Soberania de Deus (Evangelism and the Sovereignty of God), Trad. João Bentes, São Paulo: Edições Vida Nova, 1990, 2ª edição; STOTT, John, O Perfil do Pregador (The Preacher’s Portait), São Paulo: Editora Sepal, 2002, 5ª edição. 1

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Missões e evangelização

Apoiamos cerca de 60 missionários em 60 36 | NOVAS de ALEGRIA | junho 2013

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Departamentos

ALCANÇAR A CIDADE, O PAÍS E O MUNDO! Para alcançar outros para Cristo, Deus tem usado ao longo dos anos o vigor evangelístico pentecostal, quer para testemunhar acerca da salvação, quer para pregar a mensagem evangelística, tendo como resultado vidas que decidem seguir Cristo, libertação de pessoas oprimidas e a cura de muitos doentes, pela operação de Deus. Lembramos a Comissão de Distribuição de Literatura (CDL), a Campanha de Evangelização Nacional (CEN) e várias campanhas com oradores estrangeiros. Milhares de folhetos evangelísticos e revistas Novas de Alegria foram distribuídos. As campanhas de evangelização das igrejas locais e as reuniões semanais de teor evangelístico, com testemunhos e mensagens apropriadas, são canais que Deus continua a usar. Atualmente, através de planos de evangelização via internet, dos sites das igrejas e de eventos especiais, Deus continua a tocar e a transformar vidas. Ao nível das missões, as Assembleias de Deus beneficiaram, no seu início, da paixão pela partilha das boas notícias do Evangelho de dois portugueses emigrados no Brasil – José de Matos e José Plácido da Costa. Tivemos também connosco diversos missionários suecos que, durante décadas, auxi-

Aveiro, Campanha Evangelística

liaram a obra de Deus no nosso país. Tage Stählberg é um dos exemplos mais marcantes da nossa História. Este missionário sueco foi um estratega e, a partir de Lisboa, coordenou a obra de Deus numa vasta área durante décadas. Lembramos, também, os médicos e missionários ingleses Colin e Magareth Bowker, que durante anos iniciaram igrejas em localidades onde a mensagem pentecostal ainda não tinha chegado. Mas a Assembleia de Deus em Portugal foi também, desde cedo, um movimento missionário. “Poucos podem ir, muitos podem contribuir e todos podem orar” foi e é o mote que levou as igrejas locais, passo a passo, a desenvolver projetos missionários, quer em Portugal quer fora de portas, principalmente junto das comunidades de língua portuguesa. Os países africanos de língua oficial portuguesa, Timor, Macau, França, Luxemburgo, Alemanha, Bélgica, Inglaterra, África do Sul, Estados Unidos e tantas outras nações, têm tido a presença de missionários portugueses ou de missionários locais apoiados pelas igrejas portuguesas. Hoje as nossas igrejas apoiam cerca de 35 missionários em Portugal, que alcançam cerca de 60 localidades, e 25 missionários no estrangeiro, em 15 países. Existem também 50 evangelistas nas nossas igrejas.

Lisboa, Campanha Muda de Vida, 2010

Cacém, Campanha, 2010

Departamento de Missões

Coordenador Paulo Gomes Assessores Abel Tomé João Pedro Carvalho Juvenal Clemente Harold Osland Paulo Branco

Ponta Delgada, Distribuição de Literatura

Ministério Jesus é a Resposta

Macau, Igreja, anos 90

Guiné-Bissau, Ilha das Galinhas, anos 90

Bragança, Trabalho Missionário entre os mineiros

China, Desafio Jovem, 2011

Pinhel, Inauguração Casa de Oração, 2007

localidades nacionais e 15 países. junho 2013 | NOVAS de ALEGRIA | 37

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Almada, ACEDA

FOAD Alcanhões, Santarém, Lar Nova Esperança

Castanheira do Ribatejo, Lar de Betel

Coordenador Alexandre S. Lopes

Bairro do Condado, Lisboa, Centro da Apoio Social, ACRAS

Assessor Deonildo Vidal

Vendas Novas, Lar de Betânia (Feminino)

PROMOVENDO A COMPAIXÃO Dentro do movimento das Assembleias de Deus, ao longo do tempo, foram criados orfanatos, lares da terceira idade, cafés convívio para atendimento aos toxicodependentes e seus familiares, lojas sociais, entre outros. Foi através das Assembleias de Deus em Portugal que o Desafio Jovem iniciou o seu trabalho e, ainda hoje, há uma estreita cooperação entre as igrejas locais e esta instituição. A Assembleia de Deus tem em funcionamento ainda hoje, a nível nacional, o Lar de Betânia, onde apoia socialmente várias crianças, adolescentes e jovens, desde a alimentação à educação. A Convenção das Assembleias de Deus tem em funcionamento, há vários anos, o Fundo de Obreiros das Assembleias de Deus (FOAD) que visa dar apoio aos pastores que após a sua reforma necessitam de ajuda complementar. A chamada “beneficência”, auxiliou e auxilia os mais carenciados das nossas comunidades locais. Existem ainda várias IPSS ligadas a igrejas locais que visam a ação

Ovar, Loja Social

Região do Porto, Trabalho nas Prisões, Festa de Natal

social em concreto, quer em relação aos membros das igrejas quer aos cidadãos em geral. Através de parcerias com outras entidades ou de projetos próprios, a nível nacional e local, as Assembleias de Deus têm promovido a ação social, envolvendo os seus membros na ajuda ao próximo, sem nunca perder de vista a necessidade de satisfação espiritual de cada pessoa ajudada. As carências socioeconómicas do nosso país e as necessidades das missões em países subdesenvolvidos levam que, no presente, a igreja haja com generosidade e compaixão desinteressada. Hoje existem cerca de 10 IPSS, 40 parcerias sociais, 10 lares e centros de dia para idosos, 17 cafés-convívio e pontos de contacto, 2 casas de reinserção para ex-toxicodependentes, 20 lojas sociais, 10 centros de retiros, 2 lares para crianças, 3 infantários e ATL’s, 1 cantina social, 20 estabelecimentos prisionais acompanhados por equipas das igrejas, entre outros projetos pontuais.

Benfica (Lisboa), O colinho da Rute, Infantário

Alverca, Gabinete de Apoio Social

Estremoz, Lar de Betânia (Masculino), 1997

Envolvemos cerca de 10 IPSS, 40 parcerias 38 | NOVAS de ALEGRIA | junho 2013

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Departamentos

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AÇÃO SOCIAL

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regiões

NORTE

Chaves, Retiro de Jovens do Norte, 2013

Porto, EXPONOR, Pré-Centenários AD em Portugal, 2012

Mirandela, Campanha, 2009

ENJAD, 1993

Porto, 80º aniversário Assembleias de Deus em Portugal, 1993

Braga, Congresso Juvenil Nacional, 1983

Foi em 1932 que Daniel Berg, missionário sueco, abriu um salão da Assembleia de Deus no Porto, no Carvalhido (rua da Prelada). Desde essa altura até hoje, a Igreja no Norte tem crescido e se expandido. Atualmente, neste região temos seis igrejas autónomas (com as suas congregações e missões): Porto (presidida pelo pastor Alexandre Samuel Lopes); Vila Chã (liderada pelo pastor António Ramalho); Mirandela (presidida pelo pastor Jorge Lamy); Vila Real (liderada pelo pastor David Antunes); Chaves (presidida pelo pastor Pedro Figueiredo); Ponte da Barca (liderada pelo pastor Luís Rego). Todas as igrejas desta zona têm as suas próprias atividades e estrutura organizacional, quer ao nível da evangelização e ensino, quer na área social (café-convívio, feira social, etc.). Há várias iniciativas em prol da comunhão dos membros das igrejas, e projetos específicos para crianças, jovens, senhoras ou idosos. Nesta igrejas, uma série de cooperadores, diáconos, presbíteros e pastores auxiliares cooperam para que a obra de Deus continue a crescer. O trabalho missionário é de grande importância nesta região, resultado do esforço individual ou cooperativo de algumas igrejas. Em termos de atividades conjuntas, de ressaltar o emblemático ENJAD (Encontro Nortenha da Juventude das Assembleias de Deus) que, este ano, tem a sua 37ª edição, e decorrerá dias 21 e 22 de setembro, em Valpaços. O Dia Evangelístico é outro acontecimento que pretende criar impacto na zona em que se realiza, através da presença das várias Igrejas nortenhas. Decorreu, este ano, em Ponte da Barca. Os jovens e adolescentes desta zona do país encontraram-se durante as férias da Páscoa para mais um retiro, que teve lugar em Chaves. Os obreiros da Região Norte reúnem-se regularmente, assegurando, entre outros assuntos, a continuidade dos projetos conjuntos.

Porto, 2º Enc. Mulheres Norte

Vila Real

Viana do Castelo

Vila Chã, inícios

MESA DA REGIÃO

Presidente Jorge Lamy Secretário António Almeida Tesoureiro Paulo Martins Conselho pastoral Luís Rego Jorge Lamy

Texto realizado com dados fornecidos pelos responsáveis da Região, e pesquisa efetuada pela nossa redação nos sites da Igreja no Porto (www.adporto.net) e da CADP (www.cadp.pt).

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BEIRAS

MESA DA REGIÃO

Presidente Manuel Joana Secretário João Paulo Duarte Tesoureira Lúcia Baptista Conselho pastoral Jorge Ferreira Manuel Joana

Foi precisamente na região das Beiras, mais propriamente em Valezim, que o pioneiro José Plácido da Costa chegou, vindo do Brasil, em 1913. Desde essa altura até hoje, as Assembleias de Deus têm tido uma implantação crescente quer na Beira Alta, quer na Beira Baixa. Há sete igrejas autónomas que, com as suas congregações e missões regionais, espalham o Evangelho às populações desta zona geográfica. A igreja em Aveiro é presidida pelo pastor Manuel Joana. O pastor Policarpo Serrano lidera a igreja em Águeda. Em Cantanhede, a igreja é presidida pelo pastor Ludgero Pires. João Pedro Carvalho é o pastor que lidera a igreja em Coimbra. Na Covilhã, o pastor presidente é Filipe Carvalho (debaixo da liderança espiritual de Coimbra). O pastor José Manuel Sousa Pereira lidera a

igreja em Castelo Branco. Em Viseu, a igreja é presidida pelo pastor António Paulino. Destacamos, a nível social, o trabalho realizado nos vários cafés-convívio, lojas sociais e acompanhamento dos mais idosos, em especial nas zonas mais recônditas da região. Cada igreja tem as suas equipas de trabalho e a sua própria dinâmica, mas há várias iniciativas conjuntas, como a Conferência das Beiras ou a Conferência de Senhoras. Este ano, a 14 de setembro, as igrejas desta vasta região vão comemorar em Valezim os 100 anos da chegada do pioneiro das Assembleias de Deus em Portugal, José Plácido da Costa. Ao nível da liderança são promovidas quatro reuniões anuais de obreiros e, em paralelo, reuniões para as esposas dos líderes presentes.

Montemor-o-Velho, Conf. das Beiras, 2010

Águeda, Conf. Mulheres das Beiras, 2011

Figueira da Foz, ENJUV, 2001 Coimbra, Ministério e Missionários, 2013

Ovar, Enc. Juv. Beiras, 1993

Viseu, 1993

Aveiro, Coro

Texto realizado com dados fornecidos pelos responsáveis da Região, e pesquisa efetuada pela nossa redação no CIMAD e site da CADP (www.cadp.pt)

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regiões

oeste

Os primeiros campos pentecostais na zona Oeste foram Caldas da Rainha e Mafra/Malveira, nas décadas de 1940 e 1950. De destacar o trabalho dos médicos e missionários Margareth e Colin Bowker na zona de Mafra/Malveira, sendo ali os pioneiros da Assembleia de Deus. Atualmente, existem quatro igrejas autónomas (com as suas congregações e missões): Leiria (presidida pelo pastor Michel Cruz); Caldas da Rainha (liderada pelo pastor Carlos Salgado); Torres vedras (presidida pelo pastor Ramiro de Freitas); e Mafra (liderada pelo pastor Joaquim Saraiva). Nesta zona do país, as várias igrejas têm as suas próprias estratégias e atividades que incluem campanhas evangelísticas, retiros e convívios para jovens e adolescentes, festas para idosos, trabalho com crianças, reuniões para senhoras, passeio anual da Escola Dominical, entre múltiplas áreas de ação. Na área social, existe um Lar para idosos na zona de Leiria, entre outras ações pontuais de apoio social nas diversas igrejas (Loja/Feira social, etc.). Na área das missões, diversos campos missionários recebem apoio de igrejas da região, quer em Portugal quer noutros países. Existem ainda eventos conjuntos, nos quais as várias comunidades desta região estão envolvidas. A Conferência de Igrejas do Oeste, que pretende regularmente unir as diversas igrejas da região; Oeste Júnior, um evento voltado para as crianças, que reúne crianças das várias Escolas Dominicais do Oeste e uma Escola Bíblica de Cooperadores. Algumas igrejas fazem retiros para jovens em parceria com outras igrejas desta e de outras regiões. Para além destas atividades, existem reuniões regulares com obreiros.

MESA DA REGIÃO

Caldas da Rainha, ENJUV, 1999

Presidente Carlos Salgado Secretário Michel Cruz Tesoureiro Joaquim Saraiva

Alcobaça

Conselho pastoral Ramiro de Freitas Carlos Salgado

Torres Vedras, Conferência Nacional, 2005

Leiria, Evangelismo de Rua, 2012

Marinha Grande, Enc. Juvenil, anos 90

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RIBATEJO

MESA DA REGIÃO

Coruche, Conferência de Avivamento do Ribatejo, 2012

Presidente Daniel Monteiro Secretário Pedro Cartaxo Tesoureiro Rogério Freitas Conselho pastoral Jorge Humberto Daniel Monteiro

Alcanhões, Retiro Cooperadores e Professores ED do Ribatejo

Azambuja, II Escola Bíblica

Santarém, Conferência Nacional, 2002

Vila Franca de Xira, CONJUV, 1983

Coruche

Tomar, Batismo de 200 pessoas, anos 60

Alverca, Campanha, 2011

Santarém foi uma das primeiras cidades em Portugal a ser alcançada com a mensagem pentecostal, sendo ali implantado o trabalho das Assembleias de Deus no ano de 1939, através do pioneiro Pr. José de Matos. Atualmente, nesta região existem dez igrejas autónomas (com as suas congregações e missões): Alverca (presidida pelo pastor Rogério Freitas); Almeirim (liderada pelo pastor Jorge Humberto); Azambuja (presidida pelo pastor Vieito Antunes); Benavente (liderada pelo pastor Variliano Costa); Coruche (presidida pelo pastor Leopoldino Neto); Entroncamento (liderada pelo pastor José Carlos de Oliveira); Muge (presidida pelo pastor Alexandre Carvalho); Santarém (liderada pelo pastor Albino Cartaxo); Tomar (presidida pelo pastor José Roque); e Vila Franca de Xira (liderada pelo pastor Daniel Monteiro). A área social tem um especial cuidado, através de lares da terceira idade, um centro de retiros, um centro de apoio social, um café-convívio e várias outras iniciativas pontuais locais. As várias faixas etárias são contempladas com atividades específicas: crianças, adolescentes, jovens, casais, senhoras, idosos, etc. Também no campo das missões, várias igrejas dão o seu apoio quer em Portugal quer noutros países. Para além das atividades e dinâmicas específicas de cada igreja local e suas congregações, existem eventos conjuntos nos quais as várias comunidades desta região cooperam, existindo um Coordenador para o efeito. A Conferência de Avivamento, que acontece de dois em dois anos, em abril ou maio, decorreu em Coruche no ano passado e, em 2014, está prevista ter lugar em Alverca. Anualmente, decorre o Encontro Juvenil do Ribatejo (em setembro ou outubro), com a particularidade de existir um tempo de edificação espiritual de manhã e á tarde um campeonato de futsal entre as várias igrejas ribatejanas. Este ano, o Encontro terá lugar em Vila Franca de Xira, dia 28 de setembro.

Texto realizado com dados fornecidos pelos responsáveis da Região, e pesquisa efetuada pela nossa redação no CIMAD e site da CADP (www.cadp.pt)

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regiões

GRANDE LISBOA A primeira Assembleia de Deus na capital portuguesa, é organizada, na década de 1930, através do missionário sueco Jack Härdstedt. Ali cresceria uma comunidade que, com uma considerável influência de vários missionários suecos em coordenação com obreiros nacionais, em poucas décadas, iria ser responsável pela expansão do Pentecostalismos em território português e através de missões à volta do mundo, especialmente nas antigas colónias portuguesas. Hoje, na Região da Grande Lisboa, estão representadas as igrejas autónomas (com as suas congregações) em: Algés (presidida pelo pastor Paulo Cardoso), Almada (presidida pelo pastor Paulo Branco); Amadora (AD Vida Plena, liderada pelo pastor José Lemos); Benfica (presidida pelo pastor António Gonçalves); Cacém (liderada pelo pastor Vidal; Agualva (Encontro Vida, presidida pelo pastor Isaac Reis); Lisboa (liderada pelo pastor Dinis Rodrigues); Mem Martins (presidida pelo pastor Virgílio Durão); Sacavém|Loures (liderada pelo pastor Paulo Gomes); e Trajouce (presidida pelo pastor Carlos Canelas). Cada igreja autónoma tem sua própria organização e dinâmica, quer a estratégico,

quer a nível metodológico, enquadrando-se num contexto urbano, singular no país. Uma série de cooperadores, diáconos, presbíteros, evangelistas e pastores auxiliares colaboram nas suas comunidades locais para que a obra de Deus continue a progredir nesta região. Além disso, várias igrejas têm desenvolvido trabalho na área social, quer em projetos pontuais quer em projetos contínuos (lares da terceira idade, casas de reinserção para toxicodependentes, cafés-convívio, etc.). Ressaltamos ainda o desenvolvimento continuo da área missionária, em Portugal e no Mundo. A Região da Grande Lisboa tem algumas atividades conjuntas, como as reuniões para obreiros, realizadas de dois em dois meses, e o Encontro de Jovens da Grande Lisboa (que este ano está previsto para 5 de outubro). Estão previstas também algumas ações de formação para pessoas envolvidas em vários sectores das igrejas e, para 2014, um Retiro de jovens e uma Conferência que una todas as igrejas da região. Entre 2011 e 2014 o tema da região é: “Igreja local: a esperança para a nação.”

MESA DA REGIÃO

Presidente Isaac Reis Secretário Daniel Borrego Tesoureira Maria Paulino Conselho pastoral Paulo Veiga Isaac Reis

Sacavém, Batismos, 2011

Lisboa, Aula Magna, 90º Aniversário AD Portugal, 2003

Fanhões, MEIBAD, Encontro de Jovens da Grande Lisboa, 2012

Almada, Conferência da Comunidade Africana, 2012

Lisboa, Conferência Nacional, 1981

Benfica, Inauguração novo espaço, 2012

Agualva, Auditório Encontro Vida, 2012

Texto realizado com dados fornecidos pelos responsáveis da Região, e pesquisa efetuada pela nossa redação no site da CADP (www.cadp.pt) e no livro Línguas de Fogo, Edições NA.

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AlenTEJO

Évora foi um dos primeiros campos em que as Assembleias de Deus foram implantadas, no Alentejo. Hoje, a Região do Alentejo tem como igrejas autónomas Estremoz, presidida pelo pastor José Manuel Silva; Grândola, liderada pelo pastor Carlos Alberto Silva; o pastor Nuno Martins preside a igreja em Montemor-o-Novo/Vendas Novas; Portalegre é presidida pelo pastor Nelson Galamarra; Reguengos de Monsaraz é presidida pelo pastor Óscar Timóteo; o pastor Samuel J. Lopes lidera a igreja em Setúbal. Além disso há vários campos missionários espalhados por todo

o Alentejo: Serpa e Moura (missão da Encontro Vida – Agualva); Évora (missão de Lisboa); Santiago do Cacém (missão da Encontro Vida – Agualva); Ponte de Sôr (missão de Lisboa); Elvas e Redondo (missão de Almada). Na região estão previstos, anualmente o evento +JOVEM (Encontro Juvenil do Alentejo), que este ano decorreu em 16 de março, em Serpa; e a Conferência Regional do Alentejo (prevista para o dia 20 de outubro, em Beja). Os obreiros da região têm também um convívio anual, para além de várias reuniões ao longo do ano.

A nível social, existe a ACAS Caminhar (Associação Cristã de Apoio Social - Caminhar) que é uma IPSS, fundada pela Assembleia de Deus em Ponte de Sôr e por mais duas igrejas evangélicas. Évora também realiza um trabalho social efetivo junto dos mais desfavorecidos. Existem ainda vários cafés-convívio na região, que fazem a ponte com as comunidades terapêuticas do Desafio Jovem. Texto realizado com dados fornecidos pelos responsáveis da Região, e pesquisa efetuada pela nossa redação no CIMAD e site da CADP (www. cadp.pt)

Reguengos de Monsaraz, Conferência do Alentejo, 2012

Évora, Casa de Oração, 2011

MESA DA REGIÃO

Ponte de Sôr, Casa de Oração

Beja

Setúbal, Via.com (atividade juvenil), 2011

Presidente Josué da Ponte Secretário José Manuel F. Pereira

Estremoz, 50º aniversário da Igreja

Reguengos de Monsaraz

Tesoureiro José Manuel Silva Conselho pastoral Samuel Lopes Josué da Ponte

Setúbal, Congresso Juvenil, 1979

Portalegre, Stand nas festas da cidade, anos 90

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regiões

sul

Portimão, Pré-Centenário AD em Portugal, 2012

Lagos, Conferência de Senhoras do Algarve, 2009

Portimão foi o ponto de partida para a expansão do Evangelho na região algarvia, na segunda década do século passado. Como nos seus primórdios, a Região Sul continua a promover o Reino de Deus. As igrejas locais estão envolvidas nas suas missões e trabalhos sociais. Existem também convívios de obreiros e famílias, congressos infantis, encontros juvenis, conferências regionais gerais, conferências regionais juvenis (JUBIFEST) e das senhoras, encontros para a 3ª idade, formação teológica a nível básico para cooperadores locais, formação de professores para Escola Bíblica Dominical e muito mais. Distribuída em três grandes áreas, a Região do Algarve possui três significativas Igrejas autónomas sendo as seguintes: Igreja Assembleia de Deus em Coca Maravilha, Portimão, presidida pelo Pr. Rui Paulino Dias;

Igreja Assembleia de Deus em Lagos, comunidade Templo de Sião, cujo o presidente é o Pr. José Neves; e Igreja Assembleia de Deus em Faro, tem na sua presidência o Pr. António Rodrigues. Para além das Igrejas autónomas, a Região Sul conta as missões em Castro Verde e Aljustrel (Pr. Fenando Soares.), que recebe apoio das Igrejas de Portimão e Lagos. As outras missões que recebem apoio direto da Igreja em Portimão, são: Mértola (Pr. João de Carvalho) e Odemira (Pr. Hélder Grilo). Lagos apoia também missões em Moçambique, Guiné Bissau, Pinhel e Trancoso e faz apadrinhamento de crianças em Angola. Por fim, vale a pena agradecer a Deus por Cristo Jesus, pela expansão que o Reino de Deus tem alcançado, ao longo de um século, na Região Sul, alcançando os corações do povo algarvio e baixo-alentejano.

Texto realizado com dados fornecidos pelos responsáveis da Região, e pesquisa efetuada pela nossa redação no CIMAD e site da CADP (www.cadp.pt)

MESA DA REGIÃO

Presidente José Neves Secretário Walace dos Anjos Tesoureira Rúben Martins Conselho pastoral Rui Paulino Dias José Neves

Lagos, Conferência Região Sul

Lagos, Sessão Cultural, CONJUV, 1984

Portimão, 80º Aniversário AD em Portugal, 1993

Faro, Batismos, 2010

Portimão, Grupo de crentes, 1929

Olhão, Inauguração Templo, 1991

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regiões autónomas

S. Miguel

Funchal, 1ª Conf. Senhoras da Madeira, 2012

Faial, Templo, 1999

Madeira, 150 de Testemunho Evangélico na Madeira, 1988

MESA DA REGIÃO

Pico, Casa de Oração

Presidente Samuel Antunes Conselho pastoral Carlos Francisco Samuel Antunes

Santa Cruz das Flores

Faial, Grupo de crentes, 1939

José Lopes Quedas foi o primeiro missionário enviado por Lisboa, em meados de 1941, precisamente para S. Miguel, Açores, onde começou a reunir um grupo de crentes que tinham aderido à fé evangélica na década de 1930. A RORA, Região de Obreiros das Regiões Autónomas, muitas vezes denominada por Região das Ilhas é composta pelas igrejas no Arquipélago da Madeira e pelas igrejas no arquipélago dos Açores, com as suas nove ilhas. Atualmente, a igreja na ilha da Madeira, com sede no Funchal e congregações atualmente é missionada por Lisboa, apesar de ter estatutos próprios e ministério. A igreja ali é liderada pelo Pr. Francisco Ribeiro, com a cooperação do obreiro David Pocinho. Nos Açores, existe trabalho da Assembleia de Deus em cinco das nove ilhas. Temos igrejas em todas as ilhas do Grupo Oriental. Na Ilha de S. Miguel, e com sede em Ponta Delgada (Arrifes),

podemos encontrar uma igreja autónoma, com várias congregações, sendo atualmente pastoreada pelo Pr. Samuel Antunes. É esta igreja que missiona o trabalho em Vila do Porto, na ilha de Santa Maria, onde a partir de Setembro contará com o ministério do Pr. Paulo Pimenta. Nas ilhas do Grupo Central dos Açores podemos encontrar trabalho no Faial, (Pr. Carlos Francisco) e no Pico (Pr. Serafim da Câmara). O trabalho em ambas as ilhas é missionado pela igreja em Lisboa. Nas ilhas do Grupo Ocidental, a Assembleia de Deus através da igreja em Muge, missiona o trabalho na Ilha das Flores (Santa Cruz das Flores), sendo da responsabilidade do Pr. José Manuel de Sousa. Com as dificuldades nos custos de deslocação inerente ao contexto de ilha, os obreiros da região necessitaram de socorrer-se de ferramentas que as novas tecnologias oferecem reunindo regularmente por videoconferência.

Texto realizado com dados fornecidos pelos responsáveis da Região, e pesquisa efetuada pela nossa redação no CIMAD e site da CADP (www.cadp.pt)

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regiões

emigração

Há cerca de cinquenta anos, com o grande fluxo migratório dos anos 60, as Assembleias de Deus em Portugal sentiram a necessidade de levar o apoio espiritual (e não só) ao nosso povo espalhado por diversos países e cidades do velho continente. Foi desta maneira que começaram a surgir diferentes comunidades assembleianas de expressão portuguesa em países como a Holanda, Bélgica, França, Luxemburgo, Alemanha, Inglaterra ou Suíça. Essas comunidades foram-se expandindo e adaptando-se aos diferentes fluxos migratórios, tentando acompanhar os seus membros nas novas cidades por eles descobertas e atingidas. Ao fim deste meio século de atividade evangelística, as Assembleias de Deus de língua portuguesa na Europa continuam vivas e em expansão (apesar das múltiplas dificuldades que foram enfrentando e do retorno de muitos aos países de origem). Hoje possuem mais de 1000 membros e várias centenas de amigos, jovens, adoles-

centes e crianças. Estamos presente na Alemanha, Bélgica, Luxemburgo, Inglaterra, Suíça e França, temos locais de culto e grupos familiares em cerca de 40 cidades que são apoiados por 15 pastores e auxiliados por diferentes evangelistas, presbíteros e diáconos. A Região desenvolve anualmente várias atividades conjuntas. Dentre estas incluem-se as reuniões do corpo pastoral (no mínimo quatro por ano), um Encontro anual de senhoras, uma Conferência juvenil e um Congresso anual (este ano realizou-se o 37º na cidade de Lyon - França). Pela graça de Deus, as igrejas da Região têm revelado desenvolvimento espiritual que passa pela abertura de novos locais de culto, por novas casas de oração com melhores condições para servir a Deus e a comunidade, e pelo alcance dos cidadãos dos países onde estão implantadas. Todas estas comunidades continuam com o firme propósito e alvo principal de servir as comunidades de língua portuguesa por toda a Europa.

Luxemburgo, Conf. Juvenil ADs Portuguesas na Europa, 2012

MESA DA REGIÃO

Presidente Samuel Martins Secretário Jefferson Martins Tesoureiro Francisco Carvalho Conselho pastoral Isaías Silva Samuel Martins

Alemanha, Conf. Senhoras ADs Portuguesas na Europa, 2013

Bruxelas, Retiro, anos 90

Londres

Suíça, Cong. ADs Portuguesas na Europa, 2012

Blois, Pré-Congresso

Lion, Batismos

Paris, Cong. ADs Portuguesas na Europa, 2010

Texto realizado com dados fornecidos pelos responsáveis da Região, e pesquisa efetuada pela nossa redação no CIMAD e site da CADP (www.cadp.pt)

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Contactos NA

Contactos CADP

Para contactar a revista Novas de Alegria, utilize os seguintes meios:

Contactos da Convenção das Assembelias de Deus em Portugal:

Sites www.capu.pt www.assinaturascapu.com

Site www.cadp.pt

Email

na.revista@gmail.com

Tel. (+351) 218 429 190 Fax (+351) 218 409 361 Morada Av. Almirante Gago Coutinho, 158 1700-033 LISBOA - Portugal

agenda 2013

Email s geral@cadp.pt cadpsecretaria@gmail.com Tel. (+351) 218 464 317 Fax (+351) 218 464 317 Tlm. (+351) 910 010 074 Morada Av. Almirante Gago Coutinho, 158 1700-033 LISBOA - Portugal

Facebook.com/LivrariaCAPU Facebook.com/cadportugal

10 de junho Celebração do Centenário das Assembleias de Deus em Portugal Pavilhão Multiusos de Odivelas Informação: www.cadp.pt

29 de junho Cerimónia de Graduação do MEIBAD MEIBAD - Fanhões Informações: www.meibad.org

Agosto Retiros

Se tem problemas com drogas ou alcool, procure um Café-convívio perto de si.

AÇORES - FAIAL Antena 9 - sábado: 9h10; 2ª a 6ª feira: 13h40

Almeirim - Pct. do Chapin, bl.28 r/c; Contacto: 243 597 405; Horário: 4ª feira às 21h

AÇORES - Lages do Pico Rádio Montanha - 2ª feira: 18h

Aveiro - R. do Loureiro, 23; Contacto: 234 420 581; Horário: sábado às 20h30 Benfica (Lisboa) - R. Julião Quintinha, 16; Contacto: 217 145 511; Horário: sábado às 15h Chelas (Bro Condado - Lisboa) - R. Botelho Vasconcelos Lt. 560; Contacto: 218 029 353; Horário: sábado às 19h Cova da Piedade - R. Comandante Eugénio Conceição e Silva, 8 A; Contacto: 212 592 049; Horário: sábado às 19h Marinha Grande - Av. José Henriques Vareda, 28; Contacto: 244 503 380; Horário: 2ª feira às 20h30

Açores - Pico Rádio Pico - sábado: 10h Açores - S. Jorge Rádio Lumena - sábado: 16h Açores - S. Miguel RDP Açores (N. Alegria) - domingo: 22h05 Chaves Rádio Larouco - sábado: 8h30 Miranda do Corvo Rádio Dueça - 4ª feira: 21h; domingo: 9h Pinhel Rádio Elmo - domingo: 10h Reguengos de Monsaraz Rádio Voz de Reguengos - sábado: 13h15

Ponte Sôr - Associação Caminhar; R. Mov. Forças Armadas, nº17; Contacto: 242 206 510; Horário: 6ª feira às 20h30

Seia Rádio Beira Alta - 4ª feira: 19h15

Porto - Trav. Nove de Abril, 274; Contacto: 220 019 631; Horário: sábado às 21h

Trancoso Rádio Bandarra - 3ª feira: 7h30; 5ª feira: 7h30

Pontos de contacto aLGÉS (Lisboa): 214 102 759 BuraCa (Lisboa): 910 009 907 Carenque: 214 359 440 Coimbra: 239 827 680 Covilhã: 913 269 573 SACAVÉM|LOURES: 919 986 255 Santarém: 917 797 169 Sines: 960 471 689 Vendas Novas: 918 685 864

Valença Rádio Valença - sábado: 12h15 Vila Nova de Poiares RSA - 2ª feira: 7h30; 6ª feira; 22h Viseu Emissora das Beiras - 4ª feira: 14h15

5 a 9 de agosto - 1º turno adultos 12 a 16 de agosto - 2º turno adultos 19 a 23 de agosto - Turno de jovens Campo Bíblico Foz do Arelho Inscrições LIMITADAS

9 de setembro Abertura do ano letivo MEIBAD MEIBAD - Fanhões Informações: www.meibad.org

21 e 22 de setembro ENJAD 2013 Valpaços

28 de setembro Encontro Juvenil do Ribatejo Vila Franca de Xira

5 de outubro Encontro de Jovens da Grande Lisboa 8 a 11 de outubro Assembleia Geral da Convenção MEIBAD – Fanhões Informação: www.cadp.pt

20 de outubro Conferência Regional do Alentejo Beja

26 e 27 de outubro 5ª Conferência Juvenil das Assembleias de Deus portuguesas na Europa Paris

Mais informações Desafio Jovem: 219 730 010 www.desafiojovem.com

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Novas de Alegria - junho2013 - Centenário  

Excepcionalmente partilhamos a edição da revista Novas de Alegria dedicada especialmente ao Centenário das Assembleias de Deus em Portugal (...