SEMIOLOGIA MÉDICA – Princípios, Métodos e Interpretação
Os gânglios podem dispor-se sob as aponevroses (gânglios profundos) ou sobre estas (gânglios superficiais). Os gânglios superficiais mais frequentemente palpáveis encontram-se agrupados formando os seguintes conjuntos (Figuras 12.1, 12.2 e 12.3): ■ ■ ■ ■ ■ ■ ■ ■ ■ ■ ■ ■
• Doenças venéreas. • Infecção por vírus de imunodeficiência humana (HIV). • Mononucleose infecciosa. ■
Gânglios occipitais. Gânglios retroauriculares (ou mastoideus). Gânglios pré-auriculares (ou parotídeos). Gânglios submandibulares. Gânglios submentonianos. Gânglios da cadeia da jugular externa. Gânglios cervicais posteriores. Gânglios axilares. Gânglios supraclaviculares. Gânglios epitrocleanos. Gânglios inguinais. Gânglios popliteus.
Estadia em zonas endémicas para parasitas (como a filária). A
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DRENAGEM LINFÁTICA O conhecimento das regiões topográficas que drenam para cada grupo ganglionar é fundamental, pois permite inferir a localização das lesões primárias que determinaram as adenomegalias secundárias, por exemplo, no caso de infecção ou de neoplasia. Na Tabela 12.1 referem-se as zonas que drenam para os grupos ganglionares palpáveis mais importantes.
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ANAMNESE
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A anamnese do doente com adenomegalias, únicas ou múltiplas, deve elucidar os seguintes pontos: ■
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Actividades envolvendo riscos: – Contacto com animais (por exemplo a arranhadela do gato é causa comum de adenopatia – “doença da arranhadela do gato”). – Jardinagem. – Caça. – Contactos de risco em particular para:
Figura 12.1. Gânglios da cabeça e pescoço. A – vista anterolateral; B – vista posterolateral. 1 – submentonianos, 2 – submaxilares, 3 – pré-auriculares, 4 – retroauriculares, 5 – jugulares, 6 – cervicais posteriores, 7 – supraclaviculares, 8 – infraclaviculares, 9 – occipitais.
• Tuberculose. 278