Issuu on Google+


ÍNDICE


ABERTURA

4

JÚRI

6

JÚRI JOVEM

8

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL

11

LONGAS OU MÉDIAS-METRAGENS

12

CURTAS-METRAGENS

18

MOSTRA COMPETITIVA BAHIA

39

FILME DE ABERTURA

47

ENCERRAMENTO

48

MOSTRA AGNÈS VARDA

50

MOSTRA DOCUMENTÁRIOS EXPERIMENTAIS

59

SESSÃO ESPECIAL

69

OFICINAS

70

CICLO DE CONFERÊNCIAS

72

FICHA TÉCNICA

77


APRESENTAÇÃO Na origem do CachoeiraDoc está o desejo de provocar um deslocamento nas rotas tradicionais dos documentários brasileiros para fazê-los chegar a Cachoeira, contribuindo, ao mesmo tempo, para fortalecer esta cidade como um espaço de produção de imagens e sons articulado com o mundo. No ano passado, quando a primeira edição do festival inaugurou esse movimento e fez circular por aqui documentários de muitos tempos e lugares, tivemos a certeza de sua força. Há algo de muito especial que se produz num lugar de encontro em que se cruzam filmes e pessoas, reunidas pela vontade de cinema, pela vontade de acessar (outros) mundos pelo cinema. E é por acreditarmos na potência dessa partilha, que começa na sala escura e se estende pelas ruas em cortejos de conversas animadas, que temos a alegria de apresentar o II CachoeiraDoc. Escolhemos começar esta edição com um ato de memória e uma celebração do centenário de um dos grandes homens da história do país. Na sessão de abertura, Marighella, filme de Isa Grispum Ferraz, será exibido na praça. Embalado pela presença – afetiva e política – da família Marighella, o documentário projetará na cidade, entre casas e gente, seu gesto necessário de escritura da história.


E se o documentário povoa as praças da memória, ele também nos leva às praias dos afetos, da política dos afetos. Como sopros de brisa, uma pequena mas preciosa coleção de filmes de Agnès Varda, uma das mais inventivas documentaristas da história do cinema, atravessará o festival. A Mostra Documentários Experimentais reunirá filmes de realizadores brasileiros que compuseram também experiências documentais desafiadoras, articulando vida e invenção e aproximando o documentário das artes visuais. Esse diálogo será ainda festejado no encerramento do CachoeiraDoc com uma intervenção artística em que o movimento siderante das ruas da Moscou de Vertov vai transmutar os muros de Cachoeira. Como um dos nossos desejos é contribuir para promover o encontro dos documentários com as pessoas, programamos uma sessão especial de Bahêa, minha vida, documentário baiano sobre o time de futebol que mobiliza paixões, inédito em Cachoeira, onde ainda não há sala de cinema. Na nossa muito jovem trajetória, já temos alguns motivos para celebrar, e um dos mais importantes deles é o conjunto de filmes que recebemos de realizadores do Brasil inteiro, renovando a convicção fundadora de que há uma grande e rigorosa produção de documentários no país, e de que ela precisa ser vista. A Mostra Competitiva Nacional e, no âmbito local, a Mostra Competitiva Bahia constituem uma seleção que demonstra as múltiplas formas através das quais os realizadores brasileiros têm enfrentado os desafios do real. Bom festival a todos!


JÚRI Carla Maia Carla Maia vive e trabalha em Belo Horizonte, Minas Gerais. Pesquisadora de cinema, atualmente é doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais. Integra o coletivo Filmes de Quintal, onde atua como curadora, produtora e realizadora. É uma das organizadoras do forumdoc.bh.


Danillo Barata Videoartista. Doutorando em Comunicação e Semiótica pela PUC São Paulo. Mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia. Professor do Curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Desenvolve pesquisa sobre a produção contemporânea com foco na performance, imagem e arte eletrônica. Em sua trajetória artística, trabalha com poéticas que articulam o vídeo, arte eletrônica, fotografia e cinema. Possui obras em acervo no Museum der Weltkulturen, em Frankfurt, na Alemanha, na World Wide Visual Factory (Holanda) e no Museu de Arte Moderna da Bahia.

Marcelo Ikeda Professor do Curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Ceará. Mestre em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense. Realizador de diversos curtas-metragens, como O posto (2005), É hoje (2007) e Carta de um jovem suicida (2008). Crítico de cinema, especialmente na internet, mantém o blog cinecasulofilia.blogspot.com. Autor do livro Cinema de garagem: um inventário afetivo sobre o jovem cinema brasileiro do século XXI. Curador da Mostra do Filme Livre.


JÚRI JOVEM Camila Yallouz Jessé Patrício Maíra Carbonieri


MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL


LONGAS E MÉDIASMETRAGENS

12


AVENIDA BRASÍLIA FORMOSA Fábio é garçom e cinegrafista. Registra eventos importantes no bairro de Brasília Teimosa (Recife). No seu acervo, raras imagens da visita do presidente Lula às palafitas. Fábio é contratado pela manicure Débora para fazer um videobook e tentar uma vaga no Big Brother. Também filma o aniversário de cinco anos de Cauan, fã do Homem-Aranha. Já o pescador Pirambu mora num conjunto residencial construído pelo governo para abrigar os habitantes das antigas palafitas do bairro, que deu lugar à construção da Avenida Brasília Formosa. O filme compõe um rico painel sensorial sobre a arquitetura e faz da avenida uma via de encontros e desejos. 13

Pernambuco, 2010, 85’

De Gabriel Mascaro

Dia 11/12, às 14h30


BICICLETAS DE NHANDERU Uma imersão no cotidiano e na espiritualidade dos Mbya-Guarani da aldeia Koenju, em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul.

Pernambuco, 2011, 45’

De Ariel Ortega e Patrícia Ferreira

Dia 10/12, às 14h30

14


MORADA Essa é a história da espera de Dona Virgínia, uma senhora que, há mais de cinquenta anos, aguarda a desapropriação de sua casa. Ano após ano, o governo ameaça destruir o lugar onde ela guarda seu passado e suas memórias vivas.

15

Minas Gerais, 2010, 78’

De Joana Oliveira

Dia 10/12, às 17h


O CÉU SOBRE OS OMBROS São histórias inventadas pela vida, de pessoas que vivem num contexto entre o cotidiano, o exótico e a marginalidade. O filme é um gesto para revelar o quanto somos todos tão humanos, e quão semelhantes são nossos medos e desejos.

16

Minas Gerais, 2010, 71’

De Sérgio Borges

Dia 9/12, às 14h30


VIGIAS Enquanto dormimos, outros vigiam. Homens que velam o sono da cidade e seus medos, fornecendo etéreas sensações de segurança, intermediando a noite, revelando seus hábitos e suas observações.

Pernambuco, 2010, 71’

De Marcelo Lordello

Dia 8/12, às 17h

17


CURTASMETRAGENS

18


A DAMA DO PEIXOTO Ela está aqui, ela está ali, e os invisíveis são os outros.

Rio de Janeiro, 2011, 11’

De Douglas Soares e Allan Ribeiro

Dia 8/12, às 17h

19


A POEIRA E O VENTO Interior do estado de Minas Gerais. Uma pequena vila no meio do nada. Isolamento. Montanhas. Silêncio. O homem. A paisagem. O tempo.

Minas Gerais, 2011, 18’

De Marcos Pimentel

Dia 9/12, às 17h

20


ACERCADACANA Nos anos 90, com a valorização do etanol e a expansão do latifúndio canavieiro, 15 mil famílias foram expulsas dos seus sítios na zona da mata de Pernambuco. Maria Francisca decidiu resistir.

Pernambuco, 2010, 20’

De Felipe Peres Calheiros

Dia 10/12, às 14h30

21


ADORMECIDOS Por toda parte, quando anoitece, luzes e cartazes publicitários tornam-se os únicos seres com vida entre as ruas inertes. Seres que nunca se encontram, desconhecidos quase exatamente iguais.

Minas Gerais, 2011, 6’

De Clarissa Campolina

Dia 9/12, às 14h30

22


AS AVENTURAS DE PAULO BRUSCKY O artista Paulo Bruscky entra na plataforma de relacionamento virtual Second Life e conhece um ex-diretor de cinema, Gabriel Mascaro, que hoje vive, se diverte e trabalha fazendo filmes na rede virtual. Paulo encomenda a Gabriel um registro machinima em formato de documentário de suas aventuras no Second Life.

23

Recife, 2010, 19’ De Gabriel Mascaro

Dia 11/12, às 14h30


BABÁS Fotografias, filmes de família e anúncios de jornais do século XX constroem uma narrativa pessoal sobre a presença das babás no cotidiano de inúmeras famílias brasileiras. Uma situação em que o afeto é genuíno, mas não dissolve a violência, evocando em alguns aspectos nosso passado escravocrata.

24

Rio de Janeiro, 2010, 20’

De Consuelo Lins

Dia 10/12, às 17h


BOLPEBRA Bolpebra, na fronteira entre Bolívia, Peru e Brasil, tem 40 habitantes e acaba de instalar sua praça central.

Paraná, 2011, 8’

De Guilherme Marinho, João Castelo Branco e Rafael Urban

Dia 11/12, às 14h30

25


COUTINHO REPÓRTER Um dos mais importantes documentaristas do país, consagrado por filmes como Edifício Master e Jogo de Cena, Eduardo Coutinho passou nove anos trabalhando no programa Globo Repórter. Nessa época, em plena ditadura, forjou um estilo e conseguiu realizar obras de empenho social que, naquele período, a censura impedia o cinema de concretizar. O cineasta reavalia esse período de formação, do qual sairia para concluir seu importante Cabra Marcado para Morrer (1985), cuja produção fora interrompida pelo golpe militar de 1964.

26

Rio de Janeiro, 2010, 25’

De Rená Tardin

Dia 8/12, às 14h30


ENTRE VÃOS Entre Vãos é um documentário etnolírico que se passa no Vão de Almas, habitado pela comunidade remanescente quilombola Kalunga, em Cavalcante (GO). Lizeni é uma menina kalunga de dez anos e é ela quem conduz nosso olhar por entre as brincadeiras de infância, o mundo adulto dos pais, a relação da família com a cidade mais próxima, além de nos revelar sonhos em contraposição à realidade do cotidiano em família.

27

Distrito Federal, 2010, 20’

De Luísa Caetano

Dia 10/12, às 14h30


HOJE TEM ALEGRIA O filho de um alfaiate fugiu para ser malabarista. Um mágico aposentado vê sua trupe ruir. Uma ex-trapezista será avó pela primeira vez. Fogo, facas, silêncio, aplausos. No circo, eles viram o mundo.

São Paulo, 2010, 26’ De Fabio Meira

Dia 9/12, às 17h

28


MEIA HORA COM DARCY Em dezembro de 1996, o antropólogo e político Darcy Ribeiro concordou em receber o cineasta Roberto Berliner para uma conversa de meia hora em seu apartamento em Brasília. Expressando-se com a habitual veemência e paixão, cobriu uma grande gama de assuntos. Dois meses depois, Darcy morreu e o material ficou guardado até agora. O diretor decidiu apresentar este depoimento histórico em tempo real, sem cortes.

29

Rio de Janeiro, 2011, 30’

De Roberto Berliner

Dia 8/12, às 14h30


O FILME QUE EU FIZ PARA NÃO ESQUECER Durante uma viagem ao Uruguai, ele filmou sua namorada. Depois que se separaram, retornou a São Paulo e filmou o apartamento vazio onde os dois moravam. Como resultado, fragmentos da memória de um romance.

São Paulo, 2011, 4’

De Renato C. Gaiarsa

Dia 9/12, às 17h

30


OS MARTINEZ Documentário que aborda o universo da família Martinez, moradores de Valença, na Bahia. Horacio Martinez é artista plástico. Através da encomenda da escultura de um Cristo, abre uma pizzaria junto com Erik, seu filho e sócio, que retorna da Argentina. Celeste, sua esposa, é poetisa e conduz um programa de rádio. Conflitos de família e geração, entre a rotina, a sobrevivência e a arte.

31

Bahia, 2010, 12’

De Violeta Martinez

Dia 10/12, às 17h


PRAÇA WALT DISNEY Boa Viagem, Recife-PE, 51111-260, Brasil.

Pernambuco, 2011, 21’

De Renata Pinheiro e Sergio Oliveira

Dia 8/12, às 17h

32


ROTA Cabelo ao vento, música alta, rodovia esburacada. Estradas, veredas, caminhos. Sertão, Maranhão, Amazonas. Brasis. Américas. Panaméricas de Áfricas Utópicas. O rio é como uma estrada, terra é água, gente é peixe. Sertanejos, ribeirinhos, mochileiros. Dois jovens em curso, memórias e devaneios.

33

Bahia, 2011, 25’

De Leon Sampaio

Dia 9/12, às 17h


SALA DE MILAGRES Um dia e uma noite na romaria de Bom Jesus da Lapa.

Bahia, 2011, 13’

De Cláudio Marques e Marília Hughes

Dia 9/12, às 17h

34


SER TÃO CINZENTO Ser Tão Cinzento é um documentário de curta metragem que busca recriar a memória do filme Manhã Cinzenta, do cineasta autodidata Olney São Paulo, uma das mais belas e contundentes obras cinematográficas produzidas sobre o período da ditadura militar. O documentário se utiliza das imagens de Manhã Cinzenta exibidas integralmente, como no filme original, em diversos suportes, unindo as diferentes memórias nas vozes dos entrevistados que assistem ao filme 40 anos após sua realização. Ser Tão Cinzento, através do discurso de Manhã Cinzenta, narra as atrocidades cometidas durante a ditadura militar. 35

Bahia, 2011, 25’

De Henrique Dantas

Dia 8/12, às 14h30


TERRORISTA Terrorista? 1969, Percy Sampaio Camargo, professor universitário de microbiologia da Unesp, é acusado de terrorismo. Repentinamente ele se vê obrigado a cair na clandestinidade. Aos 75 anos, ele recorda aquele longínquo 1969 que convulsionou toda a sua vida. Percy não cometeu nenhum ato terrorista, mas foi incriminado na época da ditadura por ser “um perigoso assaltante e assassino de pais de família”. Exilado político no Chile e depois na Holanda, volta ao Brasil com a anistia em 1979. Indistinto no meio de outros 20 milhões de aposentados, Percy narra a sua extraordinária história pessoal, que se funde muitas vezes com a história oficial do país, numa tentativa de resgatar um fragmento de memória perdida. O filme é um diário falado, um documento sobre um homem que foi destinado a permanecer invisível mas que lutou a vida inteira - sacrificando afetos e bens materiais - por um ideal de democracia e de justiça social no Brasil e no Chile. 36

São Paulo, 2009, 29’

De César Meneghetti

Dia 8/12, às 14h30


VÓ MARIA Memória em três tempos.

Paraná, 2011, 6’

De Tomás von der Osten

Dia 10/12, às 17h

37


MOSTRA COMPETITIVA BAHIA

38


39


CELLPHONE Celulares aos milhares, aos milhões. Aparelhos, linhas, operadoras, números, usuários. Nem a cidade nem o homem são capazes de viver sem suas próteses comunicacionais. Cellphone é uma intervenção no universo das ondas telefônicas invisíveis. Adentrando essas frequências, aproveitando sua vulnerabilidade, criamos outros sentidos, outras narrativas, um lugar ficcional, performático, inserido na comunicação cotidiana. 40

Bahia, 2011, 15’ De Daniel Lisboa

Dia 10/12, às 11h


CURANDEIROS DO JARÊ Um homem em busca da cura cruza as fronteiras entre realidade e fantasia.

Bahia, 2010, 26’ De Marcelo Abreu Góis

Dia 10/12, às 11h

41


LINDEIRAS Um rail movie sertanejo. Uma viagem por trilhos enferrujados que trazem inscritos a memória e o esquecimento das cidades Lindeiras.

Bahia, 2011, 21’ De Bruno Saphira

Dia 10/12, às 11h

42


SECA VERDE Seu Antônio, D. Zélia e a pequena Virgínia foram os que ficaram de uma família do semiárido baiano.

Bahia, 2011, 18’ De Nicolas Hallet e Simone Dourado

Dia 10/12, às 11h

43


VENTO LESTE Documentário poético que mostra o “Sombra da Lua” e o “É da Vida”, dois dos últimos saveiros navegando na Baía de Todos os Santos desde o período colonial em direção à contemporaneidade. Enquanto viajam, mestres saveiristas revelam suas memórias.

44

Bahia, 2011, 26’ De Joel de Almeida

Dia 10/12, às 11h


45


46


FILME DE ABERTURA MARIGHELLA Líder comunista, vítima de prisões e tortura, parlamentar, autor do mundialmente traduzido Manual do Guerrilheiro Urbano, Carlos Marighella atuou nos principais acontecimentos políticos do Brasil entre 1930 e 1969, e foi considerado o inimigo número 1 da ditadura militar. Mas quem foi esse homem, mulato baiano, poeta, sedutor, amante de samba, praia e futebol, cujo nome foi por décadas impublicável? Esse filme, dirigido por sua sobrinha, é uma construção histórica e afetiva sobre um homem que dedicou sua vida a pensar o Brasil e transformálo através de sua ação. 47

Brasil, 2011, 100’ De Isa Grinspum Ferraz

Dia 7/12, às 19h30


ENCERRAMENTO

Premiação da Mostra Competitiva

A atividade proposta pelo CachoeiraDoc consiste em criar uma performance visual com o filme O Homem com a câmera, de Dziga Vertov, e fragmentos de vídeos realizados por alunos do curso de Cinema e Audiovisual que será apresentada nos espaços arquitetônicos no Largo d’Ajuda. Fernando Rabelo é graduado em Cinema de Animação e Mestre em Arte e Tecnologia da Imagem na Escola de Belas Artes da UFMG. Atualmente é professor no curso de Artes Visuais (UFRB). Iniciou seus trabalhos autorais ilustrando histórias e storyboards para quadrinhos, livros, cinema e criou animações, vídeos experimentais e instalações audiovisuais. O Coletivo Zooia foi criado por alunos do Centro de Artes Humanidades e 48


Mapping CachoeiraDoc Com Fernando Rabelo, Coletivo Zooia e Claudio Manoel

Dia 11/12, às 20h

Letras a partir dos primeiros encontros do grupo de pesquisa sobre projeções externas interativas - UFRGB. Seu nome vem de uma gíria local que se refere ao ato de observar/ver (“zooiar”) o que está sendo projetado ou idealizado pelo coletivo. Tem como objetivo realizar práticas de projeções, mappings e interatividade audiovisuais no Recôncavo da Bahia. Cláudio Manoel Duarte de Souza é bacharel em Jornalismo pela Universidade Federal de Alagoas (1990) e mestre em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia (2003), na Linha de Pesquisa em Cibercultura. Atualmente é professor do Curso de Cinema e Audiovisual da UFRB, produtor cultural e líder do grupo de Pesquisa LinkLivre (CNPq/UFRB). É fundador do grupo cultural de DJs Pragatecno. É membro do Conselho Curador da Fundação Hansen Bahia e do Conselho Estadual de Cultura da Bahia. 49


MOSTRA AGNÈS VARDA

50


51


A ÓPERA-MOUFFE (L’Opéra- Mouffe) A Ópera-Mouffe é o bloco de notas de uma mulher grávida, no contexto de um documentário sobre o bairro da rua Mouffetard, em Paris, apelidada de “la Mouffe”. É um documentário subjetivo, com fotografia de Sacha Vierny e música de Georges Delerue. Prêmio da Federação Internacional de Cineclubes na Exposição Universal de Bruxelas, 1958. Prêmio de curta-metragem de vanguarda de Paris, 1958. Prêmio da Semana internacional de curtas-metragens de Viena, 1962.

52

França, 1958, 17’ De Agnès Varda

Dia 8/12, às 20h


AS PRAIAS DE AGNÈS (Les Plages d’Agnès) “Se você abrir uma pessoa, irá achar paisagens. Se me abrir, irá achar praias”. É assim que a cineasta Agnès Varda apresenta sua autobiografia documental. Através das praias que tanto marcaram sua vida, ela revisita seu passado, da infância aos dias atuais, passando por seu período como fotógrafa, o casamento com Jacques Demy, o feminismo, as viagens, a família e os filmes. Com entrevistas, fotografias, reportagens e trechos de suas obras, Varda nos leva a um afetivo passeio pela história de uma cineasta que, aos oitenta anos, mantém sua curiosidade de jovem em relação ao mundo. 53

França, 2008, 110’ De Agnès Varda

Dia 10/12, às 20h


DAGUERREÓTIPOS (Daguerréotypes) “Daguerreótipos não é um filme sobre a rua Daguerre, pitoresca rua do 14° distrito de Paris, mas sobre um pedacinho desta rua, entre os números 70 e 90: um documento modesto e local sobre alguns pequenos comerciantes, um olhar atento sobre a maioria silenciosa, um álbum de bairro: são os retratos stéreo-daguerreotipados, arquivos para os arqueo-sociólogos do ano 2975. Enfim, é a minha Ópera-Daguerre.” (Agnès Varda) Indicado ao Oscar 1975 na categoria Documentário de longa-metragem. Prêmio dos Cinemas de Arte e Ensaio, 1975. 54

França, 1975, 80’ De Agnès Varda

Dia 9/12,

às 20h


OS PANTERAS NEGRAS (Black Panthers) No verão de 68, os Panteras Negras, de Oakland (Califórnia), organizaram vários debates de conscientização em torno do processo de um de seus líderes, Huey Newton. Eles queriam – e conseguiram – chamar a atenção dos americanos e mobilizar as consciências negras, durante esse processo político. Nesse sentido, deve-se realmente datar este documento: 1968. Prêmio no Festival de Oberhausen, 1970

55

França, 1968, 28’ De Agnès Varda

Dia 8/12, às 20h


RESPOSTA DE MULHERES (Réponse de femmes) “A pergunta ‘O que é ser uma mulher?’ foi proposta pelo segundo canal de televisão francês a várias mulheres cineastas. Este cine-panfleto é uma das respostas possíveis, no que diz respeito ao corpo das mulheres – nosso corpo –, do qual se fala tão pouco quando se fala da condição feminina. Nosso corpo-objeto, nosso corpo-tabu, nosso corpo com ou sem seus filhos, nosso sexo, etc. Como viver nosso corpo? Nosso sexo, como vivê-lo?” (Agnès Varda).

56

França, 1975, 8’ De Agnès Varda

Dia 8/12, às 20h


SAUDAÇÕES, CUBANOS! (Salut les cubains) Agnès Varda traz de Cuba mil e oitocentas fotos em preto e branco, e faz com elas um documentário didático e divertido. Fidel e os músicos, socialismo e chá-chá-chá. Pomba de Prata no Festival de Leipzig. Medalha de Bronze na 15ª Mostra Internacional do Filme Documentário de Veneza, 1964.

57

França, 1963, 30’ De Agnès Varda

Dia 8/12, às 20h


ULISSES (Ulysse) De frente para o mar, uma cabra, uma criança e um homem. Trata-se de uma fotografia feita por Agnès Varda em 1954: a cabra estava morta, a criança se chamava Ulisses e o homem estava nu. A partir dessa imagem fixa, o filme explora o que poderia existir entre o imaginário e o real. Flertando com a memória, pode-se deparar com ossos. Seleção oficial no Festival de Cannes, 1983, Mostra Un certain regard. César 1984 de Documentário em curta-metragem. 58

França, 1982, 22’ De Agnès Varda

Dia 8/12, às 20h


MOSTRA

DOCUMENTÁRIOS EXPERIMENTAIS 59


JUVENÍLIA Um grupo de jovens munidos de ferramentas, pedras e pedaços de pau. Imagens estáticas em preto e branco que, agora transformadas em planos, podem ser manipuladas em meio às diversas formas de exploração num âmbito audiovisual de criação.

Brasil, 1994, 7’ De Paulo Sacramento

Dia 9/12, às 11h

60


MAN.ROAD.RIVER. A cheia de um rio, que toma parte de uma estrada e interrompe o fluxo normal de pessoas e automóveis, dá motivo a esse poema visual. Um retrato do cruzamento de vias e vidas e da força da natureza sobre a artificialidade.

61

Brasil, 2004, 9’54’ De Marcellvs L

Dia 9/12, às 11h


NÃO HÁ NINGUÉM AQUI # 1 Pedro, um personagem masculino fictício, publica um anúncio nos classificados sentimentais de um grande jornal de São Paulo. Ele procura uma mulher. As mulheres respondem ao anúncio. Elas também procuram alguém. Elas deixam mensagens na caixa postal de Pedro, à espera de uma resposta. O som gravado dessas mensagens serviu de roteiro para as imagens vistas nesse trabalho.

62

Brasil, 2000, 4’ De Wagner Morales

Dia 9/12, às 11h


O MUNDO DE JANIELE Numa tarde de sol, uma menina brinca de bambolê sobre uma laje de um bairro da periferia. Enquanto isso, o mundo gira ao redor dela. A órbita desenhada pelo bambolê é reiterada pelo movimento circular traçado pela câmera.

63

Brasil, 2007, 3’59’’ De Caetano Dias

Dia 9/12, às 11h


OGODÔ ANO 2000 Uma radiografia do carnaval gay de Salvador, gravado na quarta-feira de Cinzas. Quando a maioria já está de volta às atividades, travestis e simpatizantes continuam extravasando sua sexualidade. Premiado no 11° Videobrasil.

Brasil, 1996, 12’ De Marcondes Dourado

Dia 9/12, às 11h

64


SÃO PAULO, SINFONIA E CACOFONIA Colagem de aproximadamente 100 filmes onde a cidade de São Paulo é a protagonista.

Brasil, 1994, 40’ De Jean-Claude

Dia 9/12, às 11h

65


TEORIA DA PAISAGEM Um breve discurso sobre a possibilidade da contemplação, a política do olhar e autoridade, como define o próprio autor, que grava o diálogo entre ele e um homem nos Estados Unidos, enquanto filma um avião que risca o céu.

66

Brasil, 2005, 4’16’’ De Roberto Bellini

Dia 9/12, às 11h


67


68


SESSÃO ESPECIAL BAHÊA MINHA VIDA Bahêa Minha Vida é um longa metragem que evidencia que o Bahia é mais que um clube, mais que paixão, loucura, amor. Quando um torcedor afirma “Eu sou BAHÊA!”, não é no sentido figurado; é no literal. Ele é o clube e o clube também é ele. As vidas se misturam numa só. A grande questão é o porquê de tanto amor. Existe explicação? Um documentário sobre a paixão da torcida, sobre sonhos e vida, muitas vidas expressas em alegrias e lágrimas, em gritos e silêncios, em desencantos e euforias. Uma verdadeira homenagem à nação tricolor. Em busca dessa resposta, o diretor Marcio Cavalcante e sua equipe entrevistaram 120 pessoas e percorreram sete cidades. Jornalistas, jogadores, comentaristas, árbitros, artistas e torcedores especiais são os narradores das alegrias, tristezas e superações da trajetória do Tricolor de Aço. 69

Brasil, 2011, 100’ De Márcio Cavalcante

Dia 11/12, às 11h e 17h


OFICINAS

OFICINA DE WEB DOCUMENTÁRIO A oficina promove uma introdução à linguagem audiovisual e capacitação para a realização de conteúdos documentais a serem veiculados pela internet, dividindo-se em duas etapas: 1) a linguagem audiovisual; 2) a produção de curtas-metragens documentais. Dialogando com as convergências de mídia e incentivando modos de concepção de imagens produzidas com o uso de dispositivos portáteis, a Oficina de Web Documentário se volta a mais um possível meio de expressão cinematográfica. 70

Com Diego de Jesus, Diogo Nunes, Elen Linth e João Aleixo - membros do Grupo de Estudos e Práticas do Documentário da UFRB.

7 e 8/12,

de 9h a 13h


O SOM NO DOCUMENTÁRIO A oficina visa o aprofundamento da prática e a reflexão estética sobre o som no documentário. Entre os conteúdos trabalhados, constam: captação de áudio em meios interno e externo, trabalho com a acústica do lugar, uso dos microfones adaptados, revisão e organização do material captado, passagem do analógico para o digital, do digital para a ilha de edição, sincronização. Também deverá ser abordado o desenho de som para documentário. Nicolas Hallet é belga e reside no Brasil desde 1998. Diretor de som, técnico de som, diretor de fotografia, fotógrafo still e realizador de documentários, estudou Cinema e Vídeo na Academie des Beaux Arts de Bruxelas, na Bélgica. Trabalha em curtas e longasmetragens desde 1998. Já trabalhou em dezenas de filmes, dentre os quais Pau Brasil, de Fernando Bélens e KFZ 1348, de Gabriel Mascaro e Marcelo Pedroso. Recebeu o prêmio de melhor som no Festival Cine Ceará de 2005 pelo áudio do filme Entre Paredes, de Eric Laurence. Ministra oficinas de captação de som e desenho de som desde 2000. Simone Dourado mora em Salvador, tem 31 anos, trabalha com captação de som direto em cinema e é realizadora de documentários. Hoje trabalha em longas e curtas de ficções e documentários em todo o Brasil. 71

Com Nicolas Hallet e Simone Dourado

6 a 10/12, de 8h a 13h


CICLO DE CONFERÊNCIAS DOCUMENTÁRIO: ARTE E TÉCNICA Reflexões sobre a arte do documentário a partir das experiências do diretor de som Nicolas Hallet e do diretor de fotografia Felipe Daviña.

Com Nicolas Hallet e Felipe Daviña

Nicolas Hallet é belga e reside no Brasil desde 1998. Diretor de som, técnico de som, diretor de fotografia, fotógrafo still e realizador de documentários, estudou Cinema e Vídeo na Academie des Beaux Arts de Bruxelas, na Bélgica. Trabalha em curtas e longasmetragens desde 1998.

às 9h

Felipe Daviña é argentino e mora no Recôncavo Baiano. Diretor de fotografia em cinema e publicidade. Foi assistente de câmera de filmes como Pixote: a lei do mais fraco (1981) e O beijo no asfalto (1981). Foi diretor de fotografia de O cineasta na selva (1997).

72

Dia 8/12,


FILME EM MOÇAMBIQUE: CURADORIA, FESTIVAIS, TEMÁTICAS Um expert talk com a Profa. Dra. Ute Fendler, curadora do Dockanema - Festival de Documentários Moçambicano, e com a Profa. Dra. Henriette Gunkel, curadora de um outro festival de cinema moçambicano em Inhambane: Cinema Meu. Elas farão uma introdução à história do cinema de Moçambique e abordarão os desafios da atividade de curadoria. Mediação do Prof. Cláudio Manoel e tradução de Stefanie Alisch. A Profa. Dra. Ute Fendler é professora catedrática em “Estudos românicos e comparatistas (literatura e filme)” na Universidade de Bayreuth (Alemanha), e foi decana da Escola Internacional de Pós-Graduação de Estudos Africanos de Bayreuth entre 2008 e 2010. É vice-diretora do Instituto dos Estudos Africanos desde 2010. Tem pesquisa nas áreas de literaturas e cinemas francófonos, cinema de Moçambique, cinema e história, intermedialidade, comunicação intercultural, migração e estudos pós-coloniais. A Profa. Dra. Henriette Gunkel faz pós-doutoramento na Escola Internacional de Pós-Graduação de Estudos Africanos de Bayreuth (Alemanha). É doutora em Estudos Culturais pela Universidade de East London (Reino Unido). Seu atual projeto de pesquisa centra-se na questão do tempo e da sociabilidade em filmes africanos, um projeto sobre a relação entre afro-futurismo como um modo de investigação crítica e afiliação queer. Ela é também co-curadora do anual Festival de Filme Africano Cinema Meu em Inhambane, Moçambique. 73

Com Profa. Dra. Ute Fendler e Profa. Dra. Henriette Gunkel

Dia 8/12, às 10h


DOCUMENTÁRIO E ARTE CONTEMPORÂNEA Reflexão sobre o cruzamento e a circulação cada vez mais intensos entre domínios até há pouco tempo distantes, e mesmo hostis entre si: a arte contemporânea e o documentário.

Com Profa. Dra. Consuelo Lins

A Profa. Dra. Consuelo Lins é formada em Jornalismo pela PUC-Rio, com mestrado em Comunicação na UFRJ e doutorado em Cinema e Audiovisual na Universidade de Paris III (Sorbonne Nouvelle). É pesquisadora da Coordenação Interdisciplinar de Estudos Culturais - CIEC, onde desenvolve estudos em torno da obra documental do cineasta Eduardo Coutinho, reunidos no livro O documentário de Eduardo Coutinho: cinema, televisão e vídeo (Jorge Zahar, 2004). É também documentarista, tendo dirigido Chapéu Mangueira e Babilônia, histórias do morro (1999), Julliu´s Bar (2001) e Babás (2010).

às 9h

74

Dia 9/12,


O FEMININO NO DOCUMENTÁRIO CONTEMPORÂNEO A partir da obra de Agnès Varda e de alguns filmes realizados por mulheres no Brasil contemporâneo que apresentam personagens femininas, propõe-se tecer um pensamento sobre o feminino no cinema documentário. Em lugar de uma noção identitária ou definidora de um cinema de mulher, busca-se formular uma proposição valorativa do encontro contingente que forma tais filmes: um cinema com as mulheres. Carla Maia é pesquisadora de cinema e atualmente é doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais. Integra o coletivo Filmes de Quintal, onde atua como curadora, produtora e realizadora. É uma das organizadoras do forumdoc.bh - Festival do Filme Documentário e Etnográfico de Belo Horizonte, além de júri da Mostra Competitiva do CachoeiraDoc de 2011. 75

Com Carla Maia

Dia 9/12, às 10h


NOTAS SOBRE CINEMA UNIVERSITÁRIO - PRODUÇÃO, MERCADO E DISTRIBUIÇÃO A mesa propõe-se a discutir o cinema universitário hoje, através de uma abordagem sobre sua identidade enquanto gênero ou formato, suas formas de produção, as relações entre Universidade e Estado, editais de fomento, globalização e/ou regionalização de conteúdos, distribuição do cinema universitário, cinema de garagem, produção alternativa e as relações com o mercado. Mediação: Profa. Dra. Rita Lima. Organização: PET Cinema UFRB. Antônio Carrilho é cineasta pernambucano. Bruno Saphira é cineasta e pesquisador. Eduardo Valente é cineasta, professor, crítico e curador de festivais e mostras de cinema. Marcelo Ikeda é professor do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Ceará. César Fernando é cineasta baiano. 76

Com Antônio Carrilho, Bruno Saphira, César Fernando, Eduardo Valente, Marcelo Ikeda

Dia 10/12, às 9h


FICHA TÉCNICA

Idealização e Coordenação: Amaranta Cesar Coordenação: Ana Rosa Marques Curadoria da Mostra Agnès Varda: Amaranta Cesar Curadoria da Mostra Documentários Experimentais: Ana Rosa Marques Curadoria da Mostra Competitiva Nacional: Amaranta Cesar, Ana Rosa Marques, Diego de Jesus, Elen Linth e João Aleixo Coordenação de Produção: Fernanda Pimenta e Leonardo Costa Assistentes de Produção: Izadora Chagas e Leandro Rodrigues Assessoria de Comunicação: Jean Cardoso Redes Sociais: Leonardo Costa Design: Everton Marco e Tiago Ribeiro (Zito estúdio de criação) Revisão de texto: Moema Franca Fotos do site e do catálogo: Everton Marco, Tiago Ribeiro e Luís Parras. Criação de VT: Alequine Sampaio e Raquel Castro Cenografia do Foyer: Camila Mota, Laís Lima e Vonaldo Mota Monitores: Bruno Machado, Camila Mota, Daniela Teixeira, Evandro de Freitas, Glenda Nicário, Gleydson Públio, Jhones Nunes, Laís Lima, Larissa Oliveira, Luara Dal Chiavon, Mbéni Waré, Ruy Dutra Mapping CachoeiraDoc: Coletivo Zooia, Fernando Rabelo, Cláudio Manoel 77


Agradecimentos Ana Paula Guedes, Caetano Dias, Carla Maia, Carlos Paiva, Carlos Pereira, Cecilia Rose (Ciné -Tamaris), Claudio Manoel, Consuelo Lins, Cyntia Nogueira, Daniel Nunes, Danillo Barata, Danilo Scaldaferri, Djanira Chagas, Felipe Daviña, Fernando Rabelo, Gustavo Andreotta (Cinemateca da Embaixada da França), Isa Grispum Ferraz, Ismael Dal Zot, Jean Claude, Joel Yamaji, Juliana Araújo, Juliana Rocha, Jussara Maia, Karina Araújo, Livia Cunha, Lourival Trindade, Marcela Silva, Marcio Cavalcante, Marcondes Dourado, Maria Marighella, Moema Franca, Morena Koti, Nadja Vladi, Oi Kabum! Escola de Arte e Tecnologia, Pablo Vieira Florentino, Paulo Gabriel Nacif, Pouso da Palavra, Raquel Castro, Roberto Bellini, Samir Suzart , Sheila Gomes, Silvana Moura, Silvio Soglia, Thomas Sparfel (Cinemateca da Embaixada da França), Wagner Morales, Xavier Vatin.

78


79


REALIZAÇÃO:

APOIO FINANCEIRO:

COLABORAÇÃO:


82


Catálogo II CachoeiraDoc