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Município de Penamacor estreia Festival Primavera na Serra da Malcata

Projeto vai estudar a cadeia alimentar do campo ao prato

Ourém aposta na natureza como elemento de atração turística

Setúbal promove evento gastronómico dedicado à ostra Marvão promove XI Quinzena Gastronómica do Bacalhau Câmara de Vila Franca de Xira renova site e lança aplicação para telemóvel

Município de Sever do Vouga aposta em qualificar e valorizar o turismo

Concurso Beira Interior Gourmet alargado a restaurantes de todo o país

Ficha técnica Ano XVI | N.º 383 Periodicidade: Quinzenal Director: José Luís Araújo (CP n.º 4803 A) E-mail: jla.viseu@gmail.com | 968 044 320 Editor: Classe Média C. S. Unipessoal, Lda Sede: Lourosa de Cima - 3500-891 Viseu Redacção: Luís Pacheco Opinião: Luís Serpa | Jorge Farromba Júlio Sá Rego | Gabriel Costa Departamento Comercial: Luís Cruz Sede de Redacção: Lourosa de Cima 3500-891 Viseu | Telefone: 232 436 400 E-mail : gazetarural@gmail.com Web: www.gazetarural.com ICS: Inscrição nº 124546 Propriedade: Classe Média - Comunicação e Serviços, Unip. Lda Administrador: José Luís Araújo Sede: Lourosa de Cima - 3500-891 Viseu Capital Social: 5000 Euros CRC Viseu Registo nº 5471 | NIF 507 021 339 Detentor de 100% do Capital Social: José Luís Araújo Dep. Legal N.º 215914/04 Execução Gráfica: Beatriz Pereira Impresão: Novelgráfica, Lda R. Cap. Salomão, 121 - Viseu | Tel. 232 411 299 Estatuto Editorial: http://gazetarural.com/estatutoeditorial/ Tiragem Média Mensal: 2000 exemplares * Os textos de opinião publicados são da responsabilidade dos seus autores. * É expressamente proibida a reprodução total ou parcial de textos publicados nesta edição.

Quinta dos Monteirinhos vai lançar quatro novos vinhos Concurso Vinhos de Portugal conta com um leque de especialistas de renome Micropropagação “é uma ferramenta biotecnológica que permite obter plantas geneticamente iguais”

Equipa da Universidade de Coimbra cria embalagens comestíveis a partir de resíduos da indústria agroalimentar João Santos é um dos investigadores mais influentes do mundo em alterações climáticas Universidade de Évora reforça investigação para prevenção e extinção de incêndios florestais

Agricultura intensiva tem influenciado declínio de sobreiros e azinheiras no país ACOS diz que Ovibeja 2021 excedeu expectativas

Portugal tem 61 raças autóctones Ponte de Lima tem loja online do comércio e serviços do concelho

Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões recebe um centro Europe Direct


Evento decorre entre 7 e 9 de Maio

Município de Penamacor estreia Festival Primavera na Serra da Malcata A Câmara de Penamacor vai lançar um festival que pretende divulgar a Serra da Malcata e o seu património natural através de música, arte e exposições, anunciou aquele município do distrito de Castelo Branco.

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no lixo. Festival Primavera na Serra da Malcata, que vai decorrer de 7 a 9 Ainda no mesmo dia, tem lugar um tributo a Carlos do de Maio, além da divulgação da Serra, que é também uma reserva Carmo com o tema “Os Putos”, interpretado pelo Coro natural e área protegida, pretende promover a defesa do meio ambiente Misto da Beira Interior, dirigido pelo maestro Luís Cipriae, na situação pandémica atual, ser um grito de liberdade a vários níveis. no. Também no dia 7, decorre o concerto “A Liberdade, A Serra da Malcata é um património natural, com potencial endógeno a Primavera e a Natureza”, por Marta Ramos e João T.O associado. Para o presidente da autarquia, António Luís Soares, “a Serra dia fecha com a primeira parte do concerto “O Fado da tem várias mais-valias que potenciam a visita de turistas como a flora, Primavera”, interpretado pelo Coro Misto da Beira Interior as espécies florestais, a observação das aves e o percurso associado ao no Valdedra, na Serra da Malcata. Este concerto é dividido Rio Bazágueda”. A Câmara de Penamacor tem como objetivo voltar a em três partes, sendo que a segunda parte decorre pelas 19 devolver o lince- ibérico e o coelho-bravo à reserva natural da Serra horas, do dia 8 de Maio, na Barragem da Ribeira da Meimoa, da Malcata. na Serra da Malcata, e a terceira no dia 9 de Maio, pelas O evento decorre em formato online, na página de Facebook do 19 horas, na Zona Balnear do Meimão. Estes concertos são Município de Penamacor, mas inclui atividades em regime presencial, transmitidos online na página de Facebook do Município de garantindo-se a saúde e segurança de todos os participantes e visiPenamacor. tantes, seguindo as normas da Direção Geral de Saúde. Ainda no dia 8, decorre uma ação de pintura na Serra da O Festival Primavera na Serra da Malcata arranca no dia 7 de Malcata, com início às 9 horas, na qual 12 pintores irão colocar Maio, com a inauguração a decorrer às 18 horas, no Jardim da Rena tela a magnífica paisagem que observam em vários locais pública. Na mesma altura, será inaugurada a exposição “Grito de distintos da Serra. Desta ação, resultará uma exposição online, Liberdade”, da autoria de Gabriel AV e Pedro Leitão, que contará com todas as obras, que poderá ser visitada no website do Mucom mais de uma dezena de esculturas. nicípio. Por fim, pelas 9 horas, do dia 9 de Maio, tem lugar uma Esta mostra, que estará patente no Jardim da República, entre 7 “Visita Guiada e Encenada ao Museu Municipal de Penamacor” e de Maio e 13 de Junho, tem como objetivo alertar para o impacto que será transmitida online na página de Facebook do Município. positivo da reciclagem no meio ambiente, sendo que as peças, de De referir que este evento tem em conta todas as medidas de grandes dimensões, foram concebidas com materiais recolhidos 4

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segurança propostas pela Direção Geral de Saúde, relativamente ao COVID-19, garantindo-se a saúde e segurança de todos os participantes, artistas, staff e visitantes. O Município de Penamacor continuará empenhado em colaborar com as entidades competentes para, dentro das suas capacidades e competências, poder contribuir para a mitigação dos efeitos do surto de Coronavírus junto das populações. Programa: Dia 7 de Maio (Sexta-feira) 18h00: Abertura do Festival - Inauguração da exposição de escultura “Grito de Liberdade” - Gabriel AV e Pedro Leitão Esta exposição tem como objetivo alertar a população para o impacto positivo da reciclagem na preservação do meio ambiente. - Tributo a Carlos do Carmo com o tema: “Os Putos” - Coro Misto da Beira Interior, dirigido pelo Maestro Luís Cipriano 18h30: Concerto “A Liberdade, a Primavera e a Natureza” - Marta Ramos e João T.

19h00: Concerto “O Fado da Primavera”, com o Coro Misto da Beira Interior, dirigido pelo Maestro Luís Cipriano - Parte I: Valdedra − Serra da Malcata Dia 7 de Maio (Sábado) 09h00: Ação de pintura na Serra da Malcata 12 pintores irão colocar na tela a magnífica paisagem que observam em vários locais distintos da Serra. Desta ação, resultará uma exposição online, com todas as obras, que poderá ser visitada no website do Município. 19h00: Concerto “O Fado da Primavera”, com o Coro Misto da Beira Interior, dirigido pelo Maestro Luís Cipriano - Parte II: Barragem da Ribeira da Meimoa − Serra da Malcata

Dia 9 de Maio (Domingo) 09h30: Visita Guiada e Encenada ao Museu Municipal de Penamacor 19h00: Concerto “O Fado da Primavera”, com o Coro Misto da Beira Interior, dirigido pelo Maestro Luís Cipriano - Parte III: Zona Balnear do Meimão

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09/04/202


Liderado pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

Projeto vai estudar a cadeia alimentar do campo ao prato Chama-se UTAD FOOD ALLIANZ e foi aprovado recentemente pelo Portugal 2020 com um financiamento de 2,58 milhões de euros.

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Pretende ainda aplicar os princípios da economia circular tendo prevista a ste projeto, liderado pela Universidade de Trásvalorização de subprodutos, com vista à obtenção de novos produtos inova-os-Montes e Alto Douro (UTAD), visa o estudo dores, numa lógica de sustentabilidade da cadeia de valor alimentar. da cadeia alimentar assente no conceito ‘Farm to “Espera-se com este projeto fortalecer o conhecimento sobre as tendênFork’ (do campo ao prato), e tem como base a correta cias do consumo de produtos de origem animal, com o objetivo de ajudar alimentação dos animais, com vista uma melhor saúde o setor a preparar-se e adaptar-se às mudanças esperadas e fomentar o e bem-estar destes refletida numa alimentação saudáconhecimento e a inovação ao nível da cadeia alimentar”, conclui Emídio vel e de qualidade do consumidor de carne. Gomes. “A indústria da alimentação animal europeia é forO UTAD FOOD ALLIANZ insere-se dentro dos objetivos da ‘Rede Intertemente dependente de recursos alimentares ricos em nacional de FoodChainAlliance’ - composta pela UTAD e pelo Instituto proteínas, fortemente dependente de mercados exterNacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) que constitui a nos e de difícil sustentabilidade a longo prazo”, explica participação portuguesa da rede europeia ‘FoodChain Management Emídio Gomes, responsável pelo projeto. Alliance’, liderada pela FraunhoferGesellschaftuer. Esta Rede pretende Por outro lado, a alimentação animal, assim como a saúcontribuir para a discussão e elaboração de importantes documentos de e o bem-estar dos animais “têm impacto na qualidade para o futuro do setor da carne, em estreita ligação com a FEFAC - Eude carne e dos produtos cárneos e, consequentemente, na ropeanFeedManufacturersFederation. saúde do consumidor”, acrescenta. Este projeto pretende assim dar resposta a estas questões através do desenvolvimento de novos métodos e estratégias desde a produção de alimentos para animais, passando pela avaliação da saúde e bem-estar destes e pelo comércio de carnes e produtos cárneos, até ao estudo das preferências e ou tendências e ainda da perceção dos consumidores, englobando assim trabalhos inovadores ao longo de toda a cadeia de valor alimentar. 6

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Para além do turismo sazonal de Fátima

Ourém aposta na natureza como elemento de atração turística A Câmara de Ourém quer aproveitar o potencial da água, em grande abundância no norte do concelho, como elemento diferenciador e de atração de visitantes. Para o efeito, a autarquia aprovou o projeto da Rota das Azenhas, que contempla um percurso pedestre a desenvolver ao longo da Ribeira da Aldeia Nova e a Ribeira do Olival, ligando o Parque de Merendas do Olival à fonte da Conceição, numa primeira fase.

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ste percurso pretende potenciar a visitação, contemplando a valorização do património paisagístico, natural e cultural, através da aproximação de elementos como as antigas azenhas, levadas, linhas de água e vegetação natural associada, assim como uma inevitável componente pedagógica e de envolvimento do utilizados nos contextos rurais, hídricos e patrimoniais.

Ourém, para além de Fátima, “tem outros atrativos turísticos” Em entrevista à Gazeta Rural, o presidente da Câmara de Ourém destaca o potencial turístico do concelho. Luís Miguel Albuquerque diz que a pandemia trouxe “uma lição”. É que Ourém “tem outros atrativos”. Gazeta Rural(GR): O que pretende a Câmara com o projeto Rota das Azenhas? Luís Miguel Albuquerque (LMA): Ourém é um concelho que, entre outras características, tem uma que o torna rico, que é a água. A zona mais a norte do concelho tem muita água, mas também muitas ribeiras. Com base nessa área, e tendo em consideração aquilo que hoje as pessoas procuram, - como as caminhadas, as rotas e os caminhos, - estamos a desenvolver um percurso pedonal que se inicia junto a um parque de merendas, que existe na vila do Olival e que se prolonga ao longo de uma ribeira, por cerca de nove quilómetros, até chegarmos a outra vila. Esta 8

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é a primeira fase desta rota, pequena, porque são cerca de 500 metros que liga o parque de merendas a uma estrada e que depois irá ser prolongado ao longo dessa ribeira, que é uma zona lindíssima, e que achamos que poderá ter muito sucesso e afirmação junto da nossa população. GR: Esta Rota mostra que Ourém, para além de Fátima, tem outros atrativos turísticos? LMA: Sim. Sabemos que o principal foco turístico do nosso concelho é Fátima, por tudo aquilo que representa e a que devemos dar a devida atenção. Esta pandemia veio trazer-nos uma lição, entre outras, - e agora nós também devemos aprender com ela, - de que Ourém tem outros atrativos. Fátima tem um atividade muito sazonal, pelo que precisamos de ter um complemento ao turismo religioso que existe no nosso concelho. E o turismo da natureza, por força das diversas características que o nosso território tem, é um desses focos. Temos a Praia Fluvial do Agroal, por onde, no ano passado, passaram cerca de 100 mil pessoas, onde estamos a construir um passadiço e onde constantemente estamos a investir e a valorizar, para a tornar ainda mais atrativa. Temos também as ribeiras que atravessam todo o concelho, que são riquíssimas em água, que merecem ser tratadas e terem a devida atenção. Temos o Castelo de Ourém, que é um local lindíssimo com um património cultural, histórico e monumental que precisa e merece ser apoiado, onde estamos a investir mais de dois milhões de euros na sua recuperação. Isto é um pouco da estratégia que estamos a desenvolver no concelho, para termos também alternativas ao turismo religioso e outras formas de atrair outro tipo de pessoas, que, obviamente, procuram este tipo de estruturas. GR: Para além da natureza, Ourém quer atrai os turistas pela gastronomia? LMA: Estamos a trabalhar nisso. Já aprovamos em reunião de Câma-


ra a realização de um festival gastronómico para meados de Setembro, que tem um pouco a ver com as tradições e sabores que temos. Nós não temos um prato característico do concelho de Ourém, mas temos uma gastronomia rica e variada. Temos um vinho medieval muito bom e que queremos divulgar. As pessoas quando vêm a Ourém também procuram a parte gastronómica, que é uma forma de turismo. Temos restaurantes e muitos locais onde se come bem. Todas as pessoas que vêm a Ourém ficam satisfeitas como a nossa gastronomia. GR: Para quem não conhece a gastronomia de Ourém, o que aconselha? LMA: Temos diversos pratos, mas nenhum característico. O nosso concelho tem duas realidades muito diferentes. Na parte mais a Sul, onde está situada Fátima e mais ligada ao turismo, existem algumas iguarias, como o cabrito e as “sopas de verde”, um prato que não se vê em muitos sitios, mas que aqui se usa muito. Depois, mais a Norte, temos o borrego, que é confecionado de maneira diferente e muito apreciado naquela zona. Temos uma panóplia de pratos, que não sendo exclusivos do concelho são característicos e as pessoas apreciam-nos muito. GR: Referiu que pretende recuperar a tradição do vinho medieval. Essa estratégia faz parte da diversidade que pretende

oferecer aos turistas que visitam o concelho? LMA: Obviamente que sim. Um turista quando visita um sítio, ou uma região, para além do turismo religioso, de natureza, patrimonial e cultural, procura também gastronomia, onde o vinho se inclui. Sou o primeiro a reconhecer que talvez não temos sabido trabalhar da melhor forma o vinho medieval. É reconhecido como um vinho de qualidade, feito de uma maneira muito específica, onde se misturam as uvas brancas com as tintas, que o torna muito especial. Não temos tido tempo para o divulgar da melhor forma e, por isso, temos de apostar neste festival, que pretendemos levar a cabo em Setembro, onde queremos divulgar a nossa gastronomia e o vinho medieval produzido no concelho. GR: O que oferece o setor primário de Ourém? LMA: Na zona norte do concelho predomina a vinha e o olival. Temas bastantes adegas e há produtores a trabalhar o vinho com muita qualidade. Por exemplo a Quinta do Montalto tem ganho imensos prémios a nível internacional, o que demonstra a qualidade do vinho e das vinhas que temos no nosso concelho. Ourém também tem uma grande tradição na produção de azeite, um setor que tem também alguma importância para a nossa economia.

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De 7 e 16 de maio, em cerca de trinta restaurantes

Setúbal promove evento gastronómico dedicado à ostra A ostra é rainha nas ementas de perto de 30 restaurantes de Setúbal, de 7 e 16 de Maio, num evento gastronómico integrado na estratégia turística municipal, que, nesta edição, contou com uma promoção prévia em Cascais.

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urante dez dias, os 28 restaurantes do concelho que participam na Semana da Ostra dão destaque a receitas, umas tradicionais, outras inovadoras, produzidas com este molusco do

Sado. O certame, organizado pela autarquia, com os apoios de Docapesca, Turismo de Portugal, Quinta de Alcube e NeptunPearl, inclui, algumas novidades relativamente a edições anteriores, e começa por um evento prévio de promoção fora do concelho, que decorrerá de 30 de Abril a 2 de Maio, no Mercado da Vila, em Cascais. A 30 de Abril realiza-se um showcooking de ostras conduzido pelo chef Mauro Loureiro, da Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal, e uma Conversa Sobre Ostras e Vinhos, com Célia Rodrigues, da NeptunPearl, e Carolina Santos, da Quinta de Alcube. A iniciativa Promoção das Ostras e Vinhos de Setúbal em Cascais conta com as participações da foodtruck Ostras Sobre Rodas, da NeptunPearl e da Quinta de Alcube, que, durante os três dias, dá a provar estes produtos setubalenses aos visitantes do mercado. Em Setúbal, outra novidade da Semana da Ostra é a realização de um passeio pedestre com prova de ostras, no dia 9 de Maio, às 9h30 horas. A atividade ‘Ostras e Aves do Estuário do Sado’, organizada pela Câmara de Setúbal em parceria com a Biotrails, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e a NeptunPearl, tem inscrições a decorrer, com o custo de 22 euros por pessoa. No último dia, 16 de Maio, às 18 horas, na Casa da Baía, há uma degustação comentada de ostras e vinhos, conduzida pela chef Mariana Fernandes, da Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal, e por Carolina Santos, da Quinta de Alcube. A atividade é de participação gratuita, mediante inscrição, até 13 de Maio, a qual deve ser feita pelo endereço eletrónico gape@mun-setubal.pt. A Semana da Ostra integra um calendário de eventos gastronómicos dinamizado pela autarquia no âmbito da marca Setúbal Terra de Peixe, com o objetivo de divulgar sabores e tradições da cozinha setubalense e, em simultâneo, estimular a restauração local e promover o concelho enquanto destino turístico de excelência. A lista dos espaços de restauração aderentes inclui 490 Taberna STB, A Casa do Peixe, A Vela Branca, Adega dos Garrafões, Antóniu’s, Calha Bem, Carvão Ryori, Copa d’Ouro, Flórida, Martroia, O Batareo, O Tavira e Oficina do Peixe. Ostradomus, Ostras sobre Rodas, Peixe no Largo, Pérola da Mourisca, Restaurante Petisqueira o Manuel, Pinga Amor, Sab’Amar, Sem Horas, Solar do Marquês, Taberna de Azeitão, Taberna do Largo, Tasca da Avenida, Tasca da Fatinha, Tasca do Xico da Cana e Tasca Kefish completam a lista de restaurantes participantes. 10

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De 1 a 16 de Maio, em treze restaurantes aderentes

Nos dias 8 e 9 de maio, em Pinhal Novo, no concelho de Palmela

Mercado Caramelo quer preservar e divulgar as tradições locais

Marvão promove XI Quinzena Gastronómica do Bacalhau O Município de Marvão promove, de 1 a 16 de Maio, a XI Quinzena Gastronómica do Bacalhau.

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o longo de duas semanas, marvanenses e turistas vão poder degustar, nos treze restaurantes O Mercado Caramelo de 2021 vai-se realizar nos dias 8 e 9 de Maio, aderentes, os melhores pratos e iguarias confecionadas em Pinhal Novo, Palmela. à base de bacalhau. O objetivo desta iniciativa é promover a gastronomia iniciativa, promovida pela Junta de Freguesia de Pinhal Novo e pela local com a utilização de produtos endógenos, apoiar a Confraria da Sopa Caramela, tem o apoio da autarquia. A Câmara economia local e contribuir para que Marvão se mande Palmela aprovou um apoio financeiro à Confraria da Sopa Caramela, tenha como um destino gastronómico, numa altura em no valor 1.500 euros, como comparticipação para a realização do Merque o País entra na derradeira fase de desconfinamento, cado Caramelo 2021. a fronteira com Espanha vai reabrir e os restaurantes já se “Com a recriação deste Mercado, pretende-se aliar a animação e a encontram abertos e a servir refeições. história, com o envolvimento de instituições e Movimento Associativo “Estamos a viver um momento importante a nível nada freguesia, contribuindo para a preservação e divulgação das tradicional, com a chegada da última fase do desconfinamento. ções e identidade local. A divulgação da Sopa Caramela, a dinamização Acreditamos, por isso, que esta Quinzena Gastronómica vai do comércio tradicional e a promoção turística do concelho, através trazer uma lufada de ar fresco aos restaurantes do nosso da gastronomia e identidade, são os objetivos centrais do Mercado concelho, tão fustigados ao longo dos últimos meses. EspeCaramelo” explica a autarquia em comunicado. ramos poder receber novos visitantes e estamos confiantes de que os nossos vizinhos espanhóis, que tanto apreciam esta iniciativa anual, já possam vir degustar os nossos pratos e revisitar Marvão”, adianta Luís Vitorino, presidente do Município de Marvão.” Esta iniciativa faz parte de uma ação estratégica que a autarquia tem vindo a desenvolver ao longo dos últimos anos, como forma de promoção e divulgação da riqueza gastronómica da região, através da realização de cinco Quinzenas Gastronómicas anuais, dedicadas ao azeite, ao cabrito e ao borrego, à caça, à castanha e ao bacalhau.

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Novo site da Câmara promove a aproximação à população do concelho

Câmara de Vila Franca de Xira renova site e lança aplicação para telemóvel para atrair turistas A Câmara de Vila Franca de Xira apresentou um novo site e uma nova aplicação gratuita, disponível para Android e iOS.

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om um novo layout, uma reorganização da informação e novas ferramentas mais responsivas e intuitivas, a nova plataforma digital tem como objetivo aproximar o município da população, mas também atrair visitantes ao concelho. Para o presidente da autarquia, Alberto Mesquita, a maneira como a plataforma permite o lançamento de novas funcionalidades na loja do munícipe e no urbanismo ‘no paper’, “representam uma mudança de paradigma na forma como a Câmara Municipal interage” com os seus cidadãos”. Já a aplicação disponível para telemóveis inclui todas as áreas de atividade do Município e os visitantes de Vila Franca de Xira podem fazer reservas a partir da app e chegar às informações necessárias, valorizando e destacando a oferta de cariz turístico do concelho. O vereador António Félix assumiu que a promoção do enoturismo e da gastronomia faz parte das funcionalidades das novas plataformas da autarquia. “Uma das possibilidades, tanto do site como da aplicação, é permitir que as pessoas encomendem os nossos vinhos, sem sequer vir ao concelho”, explicou o vereador.

Festas do Colete Encarnado é candidato ao Inventário Nacional do Património Imaterial A Câmara de Vila Fra nca de Xira submeteu à Direção Geral do Património Cultural (DGPC) a candidatura visando a inscrição das Festas do Colete Encarnado no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial. Estas festas tiveram a sua primeira edição em 1932 e realizam-se sempre no primeiro fim de semana de Julho, com o objetivo prestar homenagem à figura ímpar do Campino. É uma festa de

três dias, caracterizada pela largada dos touros em algumas ruas da cidade, por convívios nas tertúlias e concertos, incluindo ainda uma missa. A recolha e seleção da documentação, fotos, cartazes, programas, recortes de jornais, reportagens portuguesas e estrangeiras, filmes, documentários e até algumas obras de arte que ilustram a riqueza cultural associada a esta festividade por parte da Câmara Municipal, que se iniciou em 2018 e contou com a colaboração da Junta de Vila Franca de Xira e da Empresa Quaternaire Portugal. Aos elementos documentais que integram a candidatura foram também acrescentados testemunhos vivos dos principais intervenientes da Festa, que, para além de terem como objetivo a ilustração desta candidatura, constituem-se como documentos históricos para a posteridade, para que a sua arte e sabedoria sejam transmitidas às gerações vindouras. Depois da submissão da candidatura cabe ao painel de peritos da Direção Geral do Património Cultural avaliar a candidatura e a documentação que a suporta. A Câmara de Vila Franca de Xira espera para breve a decisão final. Se a candidatura for aprovada, o Colete Encarnado passará a estar inscrito no Inventário Nacional de Património Cultural Imaterial, condição fundamental para uma eventual Candidatura a Património Imaterial da UNESCO. A autarquia explica que devido à situação pandémica não tem sido possível viver a Festa na sua plenitude, em conjunto com a consagração no ano passado do Colete Encarnado como uma das 7 Maravilhas da Cultura Popular Portuguesa, realçando que esta é a festa maior do concelho e da região. www.gazetarural.com

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Um investimento superior a 350 mil euros

Município de Sever do Vouga aposta em qualificar e valorizar o turismo A Câmara de Sever do Vouga está apostada em criar atrativos para chamar turistas em concelho.

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ara atingir tal desiderato, o município aposta no projeto Nature dades do seu executivo ao longo dos anos e faz menção Storytelling, que se destina a qualificar e valorizar o turismo, interao “Plano Estratégico de Desenvolvimento Turístico” que pretando a natureza e a cultura de Sever do Vouga, na tipologia de “vaestá na sua fase de conclusão. lorização do património natural”, através da oferta de atividades turísticas que concorram para a fruição sustentável desse património e para Plano estratégico de desenvolvimento turístico será o posicionamento de Portugal como destino competitivo para a prática apresentado em breve dessas atividades. Este projeto consta da requalificação do antigo troço da ex-linha de O Município de Sever do Vouga vai dar a conhecer em vagonetes do complexo das ruínas das Minas do Braçal para percurso breve o “Plano Estratégico de Desenvolvimento Turístico” pedonal/ciclável, como troço complementar de ligação à Ecopista do do concelho. Iniciado em Janeiro deste ano, em colaboraVouga, assim como a valorização e interpretação turística do patrimóção com o IPDT – Turismo e Consultoria, o plano tem como nio industrial e natural da Ecopista do Vouga. Tem como pressuposto objetivo delinear uma estratégia estruturada para este seca dinamização turística, no sentido de aumentar a atratividade contor de atividade, alinhada com a oferta de todo o território e celhia e supramunicipal, potenciando a prática desportiva ao ar livre, alicerçada nos seus elementos diferenciadores. em complementaridade com o contacto estreito com o património No passado mês de Fevereiro foi realizada a primeira sessão industrial, histórico e cultural. Este projeto tem uma comparticipaonline de apresentação do diagnóstico preliminar do território ção do Turismo de Portugal de 70%, no valor de 336.632,85 euros, face ao setor do turismo. Nesta sessão, bastante participativa, num investimento total de 351.392,85 euros. foi possível recolher propostas de alguns intervenientes locais, Para o presidente da Câmara de Sever do Vouga, “este é mais um por forma a contribuir para a construção deste plano que se dos projetos em execução no concelho, entre muitos, que pretendeseja transversal na perspetiva do desenvolvimento territorial. de atingir, acima de tudo, a valorização do nosso território, proParalelamente, foram realizadas entrevistas a entidades locais e curando dinamizar o que de melhor o concelho tem, investindo regionais ligadas ao setor, bem como inquéritos online aos agenem estruturas e circuitos que potenciem o concelho e o tornem tes e operadores turísticos locais para recolher contributos sobre atrativo para quem nos visita e sobretudo para quem aqui reside”. a situação atual e futura do turismo no concelho. António Coutinho lembra que o turismo tem sido uma das prioriO plano de desenvolvimento terá que prever os investimentos 14

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necessários a fazer no concelho nos próximos anos para alavancar as atividades turísticas, com vista a aumentar a circulação de visitantes no concelho, construindo uma nova oferta para públicos diferenciados, aproveitando a beleza natural do concelho ou investindo em novas atrações que posicionem o concelho como destino principal das rotas turísticas, oferecendo também ao nível da restauração e do alojamento um serviço de qualidade, enaltecendo a excelente gastronomia e a arte de bem receber do povo severense. O presidente da Câmara de Sever do Vouga refere que este plano estratégico “já é complementar a outros que o município tem sabido dar prioridade nos últimos anos, bem como a programas em curso neste momento e que representam investimentos de largas centenas de milhares de euros no concelho, tais como “A Rota do Megalitismo” ou mesmo o programa “Nature Storytelling At Sever do Vouga”, que vem dar um grande impulso a um tipo de turismo que o concelho não tinha muito e em que é urgente apostar-se, por forma a atrair a Sever do Vouga mais rotas turísticas e um novo tipo de turista. Para António Coutinho, este plano pretende, acima de tudo, “fazer uma radiografia do nível turístico atual do concelho e projetar o futuro de uma forma sustentada e em que se possa assegurar que Sever do Vouga possa crescer nesta área tão sensível e importante para a economia local”.

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A primeira de 2021, nos dias 8 e 9 de maio, na cidade do Porto

Mercado Ferreira Borges recebe uma Feira de Vinhos Portugueses A cidade do Porto vai receber uma Feira de Vinhos Portugueses, produzida pela INSPIRE, dedicada aos apreciadores e a quem gosta de comprar vinho. O Wine Market será realizado no Mercado Ferreira Borges, um ex-libris da cidade, em pleno centro histórico do Porto. Dentro do espaço Hard Club, este evento vínico privilegia o contacto entre visitantes e produtores, junta apreciadores de vinhos e partilha novidades.

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um espaço amplo e ambiente descontraído, das 14,30 às 21 horas Reynolds, Herdade do Peso, Quinta do Encontro, Quinta no sábado e das 15 às 21 horas no domingo, 40 produtores, de da Biaia, Ribafreixo e Adega Mayor. variadas regiões do país, irão mostrar mais de 350 referências. Desde os Os visitantes têm a possibilidade de falar com os profantásticos vinhos do Douro e do Porto, continuando para os Vinhos Verdutores, conhecer novos vinhos, e adquirir vinhos a predes, com reinterpretações do Alvarinho e Loureiro, abordagens distintas ços especiais. Estarão presentes pequenos produtores, dos vinhos da Bairrada, ótimos e premiados vinhos do Tejo e de Óbidos, produtores independentes, novos vinhos, de facto Vinhos passando pela excelência da Beira Interior até ao fantástico Alentejo. a Descobrir! Haverá muitas surpresas e lançamentos de novos vinhos! Para uma melhor experiência de harmonização com o viA Quinta da Lameira irá lançar a sua marca no Wine Market, com nho, haverá ótimos produtos regionais e gourmet da Rissovinhos, espumantes e azeite, a que se junta a Quinta de Serzeda, que laria Tradicional, Queijo Bornes de Trás os Montes e gelados também irá lançar os seus vinhos, com combinações de castas irreveartesanais da Wine on Ice. Tudo num só local, animado por rentes no Douro. A By Élio Lara vai também lançar os seus vinhos, com DJ, para um ambiente cool e descontraído. as suas três reinterpretações do Alvarinho. No domingo o Get Together Profissional abre mais cedo as Juntam-se a Casa de Cello; Quinta do Roncão; Sapateiro Wines; portas aos profissionais do sector, para uma partilha e descoThe Portuguese Winery; Pedro Milanos; Reguengos de Melgaço; berta dos muitos vinhos a conhecer. Companhia Agrícola Sanguinhal e as suas três Quintas; Vinhos d’Avó; Será assegurado o cumprimento das regras de segurança e Ceira Wines; Vinisicó com seis produtores de Terras de Sicó: Casa saúde exigidas pela DGS, assegurando que o Mercado de Vid´Alfafar, Encosta da Criveira, Aperto, Fundação ADFP, Tapada de nhos cumpre os requisitos exigidos. Torres de desinfeção à enSabogos, Vale da Brenha; Vinhos Quinta do Paúl; Douro Prime; trada e saída, desinfeção das mãos à entrada, medição de temQuinta de Folgorosa; Vale de Cortém; Quinta Vale do Armo; Monperatura corporal antes de entrar, uso de máscara obrigatório tel Wine e os seus vinhos biológicos; Quinta da Vinha; e Vinhas exceto durante o consumo de vinho e produtos regionais, entre Velhas Garrafeira, que levará 15 excelentes produtores: Quinta outras. O pé direito bastante elevado do edifício permite uma Vale D. Maria, Maçanita, Fitapreta, Tiago Cabaço, Casa Ferreiricirculação de ar excelente, assegurando assim um maior conforto nha, Quinta Vale D’Aldeia, Churchills, Conceito, Quinta do Paral, para todos. 16

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Vai decorrer de 28 de maio a 25 de julho

Concurso Beira Interior Gourmet alargado a restaurantes de todo o país O segundo Concurso Beira Interior Gourmet vai decorrer de 28 de Maio a 25 de Julho e abrangerá, pela primeira vez, restaurantes de todo o território nacional, anunciou a Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior (CVRBI). O concurso, que é organizado pelo segundo ano consecutivo, tem como objetivo dar a conhecer as criações gastronómicas dos restaurantes harmonizadas com vinhos da Beira Interior.

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O concurso abrange as categorias de restauranprimeiro Beira Interior Gourmet - Concurso de Gastronomia e Vinhos te ‘Cozinha Tradicional/Regional’, ‘Cozinha Criativa/ da Beira Interior decorreu entre 10 de Julho e 10 de Agosto de 2020 Evolutiva’ e ‘Cozinha Europeia e do Mundo’. O menu em mais de três dezenas de restaurantes da região e, este ano, a organizaa concurso, composto por entrada, prato principal e ção decidiu alargá-lo “a todo o país”. “Vamos ter na mesma o concurso na sobremesa, deverá ser acompanhado por vinhos da região, mas vamos alargá-lo a todo o país, porque também pretendemos Beira Interior certificados inseridos na carta de vinhos colocar os vinhos da Beira Interior nos grandes centros urbanos”, disse o de cada restaurante. presidente da CVRBI. O Beira Interior Gourmet atribui, dentro da região, os Segundo Rodolfo Queirós, o objetivo será “manter e reforçar a [partiprémios (diplomas) ‘Espaço’, ‘Melhor Carta de Vinhos’, cipação] da restauração de âmbito regional” e alargar o concurso “aos ‘Melhor Cozinha Criativa/Evolutiva’, ‘Melhor Cozinha grandes centros, onde há mais pessoas e um maior consumo”. Aquele Europeia e do Mundo’, ‘Melhor Cozinha Tradicional/Reresponsável disse que o concurso, para além de valorizar e dar a cogional’, ‘Melhor Entrada’, ‘Melhor Harmonização Vinho e nhecer a qualidade e a criatividade dos restaurantes e dos vinhos da Comida’, ‘Melhor Integração de Produtos da Beira Interior’, Beira Interior, também pretende “dar um bocadinho de foco” aos res‘Melhor Prato Principal’, ‘Melhor Promoção’, ‘Melhor Servitaurantes que têm sido afetados no seu funcionamento pela pandemia ço de Vinhos’, ‘Melhor Sobremesa’, ‘O Melhor Restaurante’ e de covid-19. O presidente do júri, Fernando Melo, crítico de vinhos e ‘Revelação’. Aos restaurantes de fora da área da CVRBI serão de gastronomia, que participou na conferência de imprensa por viatribuídos os diplomas de ‘Melhor Restaurante’, ‘Melhor Endeoconferência, lembrou que o primeiro concurso teve um resultado trada’, ‘Melhor Prato Principal’ e ‘Melhor Sobremesa’. “absolutamente extraordinário”. O período das inscrições decorre até 16 de Maio e cada resEste ano, com o alargamento a restaurantes de todo o país, as extaurante definirá um menu a preço controlado, que irá estar pectativas aumentam, por considerar que os vinhos produzidos na disponível ao público durante o concurso. Beira Interior podem associar-se a um grande número de pratos. A CVRBI abrange as zonas vitivinícolas de Castelo Rodrigo, Pi“Nós temos naturais da Beira Interior espalhados pelo país inteinhel e Cova da Beira, nos distritos de Guarda e de Castelo Branro. Ao abrirmos o leque para o país inteiro, vamos ter inscrições co, que correspondem a uma área de 20 municípios. surpreendentes e vamos ter uma adesão muito grande. Eu conto com isso”, admitiu. www.gazetarural.com

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Os quatro ‘Reserva’ estarão no mercado no início de Maio

Quinta dos Monteirinhos lança novos vinhos para um desconfinamento seguro A Quinta dos Monteirinhos vai lançar, no início de Maio, quatro novos vinhos com a designação ‘Reserva’, “para um desconfinamento seguro”. Os dois tintos (‘Manel Chaves’ e ‘Menino Afonso’) são da vindima de 2018 e os dois brancos (‘Avô António’ e ‘Avó Fernanda’ da vindima de 2019. Miguel Ginestal, à Gazeta Rural, diz que são vinhos que “vão ajudar a posicionar um degrau acima a oferta da Quinta dos Monteirinhos”.

O outro tinto é um vinho de lote da vindima de 2018, com as castas Touriga Nacional (60%), Tinta Roriz (20%) e Jaen (20%), com a referência ‘Menino Afonso’, que pela primeira vez ostenta a designação ‘Reserva’. O primeiro ‘Monteirinhos’ da sétima geração é um tinto macio e complexo, com aromas de frutos vermelhos e estagiou 15 meses em barrica de carvalho francês. Deve acompanhar pratos de car‘Manel Chaves’ é um vinho 100% Touriga Nacional, da vindima ne ou peixe no forno e ser consumido a uma temperatura de de 2018, feito com uvas provenientes exclusivamente da parcela 16 a 18ºC. da vinha do topo da Quinta da Barroca, junto à adega, em Moimenta A Quinta dos Monteirinhos vai lançar também dois vinhos de Maceira Dão, no concelho de Mangualde. Este vinho tem a particubrancos da vindima de 2019 e são duas referências habituais. O laridade de ser uma homenagem que Hugo Chaves Sousa, enólogo da ‘Avô António’ é um 100% Encruzado, que estagiou nove meses quinta, faz ao seu pai, que faleceu muito novo e que era grande amigo em barrica de carvalho francês. Tem aromas cítricos e minerais, de Miguel José Monteiro Albuquerque, pai dos atuais proprietários é equilibrado na acidez, volume e estrutura. O ‘Avó Fernanda’ é da quinta. um blend tradicional, feito com as castas Encruzado (45%), MalEste Touriga Nacional tem aromas de fruta preta, eucalipto, cacau vasia Fina (35%), Cerceal-Branco (10%) e Bical (10%). É um vinho e tabaco. Com uma textura sedosa, fina e elegante, estagiou 15 mecom toques de baunilha e fruta acabada de colher. ses em barrica de carvalho francês e é excelente para acompanhar Estes dois brancos são excelentes para acompanhar peixes, mapratos de carne e peixe no forno. Deve ser consumido a uma temriscos, queijos e saladas. Devem ser consumidos a uma temperatuperatura de 16 a 18ºC. O ‘Manel Chaves’ “é um vinho elegantíssira de 4 a 10°C. mo, que acreditamos vai marcar a qualidade dos vinhos do Dão da colheita 2018”, diz Miguel Ginestal. 18 www.gazetarural.com

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“Têm sido tempos muito difíceis e exigentes” O último ano, devido à pandemia, foi complicado para a economia em geral, mas particularmente difícil para os produtores de vinhos, que viram o mercado cair, com o canal Horeca praticamente fechado. À Gazeta Rural, Miguel Ginestal diz que, face ao cenário criado, “tivemos de encontrar soluções para manter a ligação aos nossos clientes”. Gazeta Rural (GR): Como têm sido os últimos tempos para a Quinta dos Monteirinhos? Miguel Ginestal (MG): Têm sido tempos muito difíceis, exigentes, e um desafio diário para estabelecer parcerias com todos os operadores do canal Horeca, que têm sofrido bastante desde Março do ano passado e cujas atividades têm estado muito condicionadas ou, na maioria dos casos, encerradas. Por opção não vendemos em supermercados. É nas horas difíceis que se vê a solidez das parcerias. Procurámos estar junto aos nossos clientes. Se foram para casa, nós fomos bater-lhes à porta. GR: Este é um tempo novo que apela à criatividade? MG: Claro. Os clientes não desapareceram, simplesmente deixaram de estar nos restaurantes e de consumir vinhos nos locais habituais. Naturalmente, que sendo Portugal um país turístico, deixou de ter milhões de visitantes que consumiam muitos dos nossos produtos, designadamente o vinho. Naturalmente, que o facto de as fronteiras estarem fechadas, ou muito condicionadas, no último ano, isso afectou as exportações. O que não invalida que não tivéssemos encontrado forma de chegar aos nossos clientes habituais, o que conseguimos fazer, de braço dado com os restaurantes e os nossos distribuidores. Foi um ano de aprendizagem e estamos preparados para novos desafios. Estamos convencidos que o Dão vai conseguir dar a resposta necessária para a retoma económica no pós-covid.

Família Monteiro Albuquerque produz vinhos no Dão há sete gerações A Quinta dos Monteirinhos está na mão da família Monteiro Albuquerque há mais de 100 anos e vai na sétima geração. Os membros mais novos da família eram chamados, de forma carinhosa, de “Monteirinhos” pelos conterrâneos da aldeia. Na origem da Quinta dos Monteirinhos está António Monteiro Albuquerque, um homem que esteve na fundação, em Mangualde, da Adega Cooperativa, Grémio da Lavoura, Cooperativa da Maçã e Lagar de Azeite. Miguel José Monteiro Albuquerque, pai dos atuais proprietários, foi um homem que durante cerca de 30 anos se dedicou a ‘fazer’ vinhos em várias adegas da região do Dão. Em 2006, a quinta geração da família tomou a decisão de alterar o modelo de negócio agrícola tradicional. A Quinta dos Monteirinhos decidiu criar uma marca própria, reestruturou as vinhas da família e construiu uma nova Adega para produzir vinhos de referência no Dão, com a assinatura de Hugo Chaves de Sousa, um dos enólogos em destaque na região. www.gazetarural.com

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Primeira fase do Concurso decorrerá de 17 a 19 de maio, em Santarém

Concurso Vinhos de Portugal conta com um leque de especialistas de renome Os melhores vinhos portugueses vão ser colocados à prova junto de reputados especialistas nacionais e internacionais. A edição de 2021 do Concurso Vinhos de Portugal volta a contar com um leque de especialistas de renome no Grande Júri da iniciativa, com destaque para a estreia de Adrian Gardoph, director executivo do Institute of Masters of Wine (IMW), e Eric Boschman, sommelier da Bélgica.

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cialistas do Canadá (Élyse Lambert MS, sommelier atural do Reino Unido, Adrian Gardoph é um profundo conhecedor do consultora, vencedora do título de Best Sommelier sector a nível global. Para além da direcção do IMW, Gardoph conta of Americas 2009, Best Sommelier of Canada 2015, e no seu currículo com a criação de uma agência global de negócios especiacom a quinta posição do Best Sommelier of the World, lizada em vinhos da África do Sul, uma empresa de consultoria do sector Argentina 2016); dos Estados Unidos da América (Pe(BlackrockWines), a primeira escola da Wine&SpiritEducation Trust localiter Granoff MS, co-proprietário de várias empresas de zada na Rússia e a única empresa importadora de vinhos de excelência na restauração na área dos vinhos em São Francisco e CaliJamaica. fórnia), e do México (Claudia Treviño, com 12 anos de exEric Boschman é outro dos jurados estreantes no Concurso. Sommelier periência enquanto sommelier e consultora na indústria belga, é fundador de La Food and Wine Academy, autor de livros sobre vinícola e Embaixadora de Vinhos de Portugal em 2017). vinho e presença regular em meios de comunicação social onde partilha A primeira fase do Concurso decorrerá de 17 a 19 de o seu conhecimento sobre a área dos vinhos. Maio, no CNEMA, em Santarém, na qual os vinhos insÀ semelhança das edições anteriores do Concurso Vinhos de Portugal, critos serão avaliados pelo Júri Regular. O Grande Júri irá o Grande Júri volta a contar com a participação de Dirceu Vianna Junior, reunir-se nos dias 20 e 21 de Maio para a selecção dos o primeiro Master of Wine brasileiro e o único de língua portuguesa, Grandes Ouros e os Melhores no Ano. Os vencedores serão Bento Amaral, Diretor de Serviços Técnicos e de Certificação do Institudivulgados na Cerimónia de Entrega de Prémios, no dia 21 to dos Vinhos do Douro e do Porto, e Miguel Pessanha, Chief Operating de Maio, em Setúbal. Officer da Sogrape Vinhos. O Grande Júri é presidido por Luís Lopes, fundador e diretor da revista Vinhos Grandes Escolhas. São também conhecidos os nomes de mais especialistas internacionais que vão integrar o painel de avaliação do Júri Regular, responsável por avaliar os vinhos na primeira fase do Concurso, que O Concurso Vinhos de Portugal é uma iniciativa da Videcorrerá no CNEMA, em Santarém. Destaque para profissionais da niPortugal que pretende ser um ponto de encontro e de Estónia (Rain Veskimae, sommelier e gestor do restaurante Mantel troca de experiências entre produtores e especialistas &Korsten, onde o foco é a gastronomia mediterrânea e vinhos, e de todo o mundo, reafirmando a aposta na produção naVernerLepp, distinguido o prémio de Segundo Melhor Sommelier cional de vinho de qualidade com o intuito de se afirmado seu país) e Reino Unido (Emily Rowe, premiada com o Wines of rem enquanto produtos de excelência nos mercados de Portugal Prize pela sua prestação no curso da Wine & Spirit Eduexportação. cation Trust). O continente americano está fortemente representado no Júri Regular do Concurso Vinhos de Portugal 2021, através de espe20

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Um trabalho da equipa de Jorge Canhoto, professor da Universidade de Coimbra

Micropropagação “é uma ferramenta biotecnológica que permite obter plantas geneticamente iguais” Com a micropropagação de plantas é possível fazer clonagem e obter variedades uniformes, de qualidade fitossanitária superior e que podem ser utilizadas em larga escala. É com esta ferramenta que a equipa do professor da Universidade de Coimbra, Jorge Canhoto, desenvolve estudos com o tamarilho e outras espécies arbóreas, com resultados “muito interessantes” do ponto de vista da produção. Para este investigador, que lidera o Laboratório de Biotecnologia Vegetal do Centro de Ecologia Funcional da UC, – o primeiro a clonar o medronheiro -, esta ferramenta pode ajudar a aumentar a produtividade do setor hortofrutícola nacional. Texto: Margarida Paredes (CiB) Fotografia e vídeo: Joaquim Miranda óleos essenciais, estamos agora a tentar descobrir como é que a modifiGazeta Rural (GR): Que trabalho desenvolve aqui no cação do número de cromossomas das plantas se reflete nas estruturas Laboratório de Biotecnologia? que produzem os próprios óleos. Com o tamarilho fazemos essencialmente Jorge Canhoto (JC): Basicamente, fazemos investigaclonagem para perceber como é que as plantas funcionam in vitro, procução em biotecnologia vegetal, desde cultura in vitro de rando identificar proteínas ou genes que sejam reguladores dos processos plantas a análises de biologia molecular e de proteómide clonagem. ca, para tentar perceber os mecanismos que sustentam a O trabalho com o medronheiro é desenvolvido em colaboração com propagação das plantas in vitro. o FitoLab - Laboratório de fitossanidade do Instituto Pedro Nunes, em Fazemos também transformação genética, não para Coimbra, e consiste na análise de microbiomas associados às plantas, aplicação prática (porque na UE a produção de plantas porque queremos entender qual é o papel de alguns compostos químigeneticamente transformadas não é viável do ponto de cos do medronheiro nas defesas da planta contra fungos e bactérias. vista económico), mas fundamentalmente para descobrir como é que as plantas funcionam. Estudamos muito embriogénese somática, um método de clonagem de plantas GR: Por que escolheu a micropropagação como foco principal de investigação? que permite obter plantas geneticamente iguais umas às JC: Não foi planeado. Durante o curso de Biologia [na Universidade outras. É um método muito interessante dado que permite uma produção mais uniforme. Em colaboração com a Faculde Coimbra], que na altura era da responsabilidade do Departamento de Botânica e do Departamento de Zoologia, gostei sempre mais de dade de Farmácia, estamos também a caracterizar alguns Botânica. Penso que o professor Gil Cruz, que foi um excelente procompostos químicos das plantas com eventual interesse para as indústrias farmacêutica e da cosmética. Também fessor de Fisiologia Vegetal, terá tido alguma influência na minha escolha. desenvolvemos muito trabalho na área da conservação, no Depois de concluir o curso, pedi para fazer o estágio com ele em sentido de preservar plantas que estão em perigo ou ameaçadas de extinção. micropropagação e cultura in vitro do quiwi (actualmente estamos a estudar este fruto num projeto sobre o pólen do quiwi). Um ano depois de terminar o estágio, em 1986, tornei-me assistente estagiáGR: Com que plantas trabalha? rio aqui na Universidade de Coimbra, onde segui sempre a área da JC: Com o medronheiro, o tamarilho (um fruto originário da Biotecnologia muito ligada à cultura in vitro como uma ferramenAmérica do Sul, mas cada vez mais popular nos nossos mercata para perceber o funcionamento das plantas. Penso que o meu dos), feijoa, kiwi, lavandulas... interesse por esta área foi aumentando à medida que fui tendo contacto com outras pessoas e outras técnicas. GR: Com que objetivo? GR: Conseguiu chegar a descobertas interessantes? JC: No caso da lavandula, que é uma espécie produtora de 22

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JC: Penso que sim, mas a ciência nem sempre é aquela coisa que as pessoas pensam que é, que de repente faz-se uma descoberta e isso altera a ciência toda. Algo assim acontece apenas algumas vezes. Estou a lembrar-me, por exemplo, da reação do PCR (a amplificação do DNA) e mais recentemente da edição genética. GR: E no seu caso, que conquistas destaca? JC: Digamos que fizemos pequenos avanços na ciência que nos deixam satisfeitos. No trabalho já desenvolvido com o tamarilho, obtivemos plantas poliplóides, que têm o dobro do número de cromossomas. Geram frutos diferentess e por essa razão podem ser mais interessantes. Numa investigação conjunta com o ITQB NOVA em Oeiras e o Centro de Neurociências em Coimbra, uma investigadora que trabalha comigo aqui no Laboratório de Biotecnologia [do Centro de Ecologia Funcional do Departamento de Ciências da Vida da UC], a Sandra Correia, conseguiu identificar uma proteína que parece ter um papel importante na regulação do desenvolvimento embrionário. Relativamente ao medronheiro, fomos pioneiros na clonagem desta espécie, o que é também uma conquista muito interessante do ponto de vista científico.

tecidos? JC: Sim, também se designa de cultura in vitro por causa dos recipientes em vidro que são usados. No entanto, “cultura in vitro” é uma designação mais ampla, que pode ter um significado diferente de micropropagação; por exemplo, quando se fazem culturas de células para produção de compostos químicos de interesse.

GR: A micropropagação consiste exatamente em quê? Como funciona? JC: O termo micropropagação é utilizado por oposição a macropropagação. Penso que qualquer pessoa já deve ter tido uma experiência de macropropagação, a de enraizar um pequeno ramo de uma planta para obter uma nova planta ou a de colocar um ramo num porta-enxertos. Mas a macropropagação apresenta algumas limitações importantes e depende muito da estação do ano e da compatibilidade das enxertias. Já a micropropagação, além de poder ser feita em qualquer altura do ano, tem a vantagem de produzir plantas com uma qualidade fitossanitária mais interessante do que as plantas obtidas por estacaria - isto deve-se essencialmente à manutenção das condições asséticas no ambiente em que as plantas se desenvolvem; no método por estacaria, por serem muito grandes, as plantas são mais suscetíveis a vírus, fungos ou bactérias. Para além disso, a micropropagação permite uma propagação em larga escala, conseguindo-se aumentar a quantidade de plantas produzidas num espaço de tempo relativamente curto, o que para os produtores de plantas é um aspeto importante. “Além de poder ser feita em qualquer altura do ano, a micropropagação permite a clonagem e produz plantas com uma qualidade fitossanitária superior” GR: Micropropagação é o mesmo que cultura in vitro de

GR: Como esse tubo de ensaio que tem na mão, com uma planta dentro? JC: Trouxe-o comigo para lhe explicar como funciona a micropropagação. Aqui dentro temos um rebento caulinar (sem raiz, apenas tem a parte aérea da planta). Numa fase posterior, antes de passar a planta para o solo para enraizá-la, temos que lhe aplicar um tratamento com uma hormona. Está a ver o sítio onde as folhas se inserem no caule? Se cortarmos cada uma destas secções e voltarmos a colocá-las num meio de cultura como este, ao fim de algum tempo obteremos um rebento igual a este. E podemos cortar outra vez e voltar a produzir. As plantas que vamos obter desta forma vão ser todas iguais. GR: Vão ser geneticamente iguais? JC: Exatamente. E se esta for uma planta muito interessante, todas elas vão ter essas mesmas características. Uma das grandes vantagens da micropropagação é essa. Já as plantas que se propagam por semente, pelo contrário, são todas diferentes, não têm uma uniformidade genética. GR: O rebento dessa planta está mergulhado numa solução que parece gelatina. Contém o quê? JC: É um meio de cultura que tem incorporado elementos minerais de que a planta precisa, como cálcio, potássio e outros, além de água e das tais hormonas com compostos químicos que vão permitir que a planta responda em função daquilo que pretendemos. Se queremos que a planta cresça mais aplicamos um tipo de hormonas, se queremos que ela forme raízes aplicamos outro tipo de hormonas. Além disso, o meio tem agar, o que permite formar este gel. GR: “A clonagem de plantas in vitro através de embriogénese somática” foi tema de um estudo que coordenou durante vários anos e que permitiu identificar um dos imensos caminhos do processo de clonagem de plantas. Esta identificação é tão importante porquê? www.gazetarural.com

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ferase], as hormonas e os hidratos de carbono são interacções importantes para percebermos ainda melhor os processos de desenvolvimento in vitro.

JC: Esse estudo é o que referi há pouco, que foi realizado, em grande parte, pela investigadora Sandra Correia. Do ponto de vista prático, sabemos quais são as condições que levam as plantas a responderem de uma determinada maneira - por isso é que utilizamos as hormonas -, mas a nível celular e molecular quisemos perceber quais são os mecanismos que regulam esses processos de regeneração. Aqui no laboratório estudamos muito a embriogénese somática nessa perspectiva, quer com o tamarilho, quer com o medronheiro, quer com outras plantas. Esse estudo foi muito importante porque permitiu identificar uma proteína do grupo das RNA metiltransfrases, que pensamos ser um regulador negativo do desenvolvimento embrionário. O desenvolvimento embrionário é fundamental, porque a nossa alimentação é muito à base de sementes (uma semente não é mais do que um revestimento para o embrião que está no interior). Se compreendermos melhor os processos que levam à formação dos embriões somáticos, podemos transportar esse conhecimento para o desenvolvimento dos embriões zigóticos e, desse modo, aumentar a produtividade.

“Se compreendermos melhor os processos que levam à formação dos embriões somáticos, podemos transportar esse conhecimento para o desenvolvimento dos embriões zigóticos e, desse modo, conseguir uma produção mais interessante de sementes” GR: E agora? Identificada essa proteína, o que falta descobrir? JC: Uma proteína é um elemento de uma rede muito complexa de sinais. Identificada a proteína, o que estamos a tentar perceber é como ela interatua com outros componentes do sistema, nomeadamente as hormonas vegetais e os hidratos de carbono, vulgarmente designados de açúcares. Como as plantas aqui dentro [aponta para no tubo de ensaio que tem na mão] não são muito eficientes a realizar a fotossíntese, temos de adicionar um açúcar ao meio de cultura para que elas tenham possam crescer de de maneira mais eficaz. As interações entre esse suposto iregulador [a proteína RNA metiltrans24

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GR: A clonagem de plantas vai ter alguma expressão prática? A exploração comercial é uma possibilidade? JC: Mais do que uma possibilidade, é já uma realidade. Atualmente há muitas empresas por esse mundo fora que estão a fazer propagação de plantas, não pelos métodos tradicionais de enxertia, de estacaria ou de semente, mas por micropropagação/cultura in vitro. Faz-se no Brasil, Estados Unidos, Itália, Espanha e inclusive em Portugal, embora em muito menor escala. Muitos dos protocolos que são desenvolvidos nos laboratórios de investigação são depois usados por algumas empresas em Braga e Coimbra. Como não temos patentes, qualquer pessoa pode ir à bibliografia e fazer propagação de plantas com base nesses métodos. GR: Comparada com outras ferramentas disponíveis, qual é a grande vantagem da clonagem? JC: A propagação de plantas pode ser feita basicamente de três maneiras. Uma é por semente (muitas pessoas recolhem as sementes e voltam a semear). É um método muito eficaz, porque a semente é essencialmente o órgão natural de propagação das plantas, mas tem um problema: quando produzimos sementes, elas são todas geneticamente diferentes umas das outras e, portanto, um produtor que compra as sementes vai ter no campo plantas um pouco diferentes nas suas características (imaginando que produzem frutos, os frutos não vão ser produzidos na mesma altura, o que impede que a colheita seja feita de uma vez só). Relativamente ao método por semente, a principal desvantagem é não haver uniformidade genética. Existem também as técnicas de que falamos há pouco: a macropropagação, a estacaria e a enxertia, muito utilizadas em árvores, mas apresentam alguns problemas. Na estacaria as taxas de sucesso são, muitas vezes, reduzidas, porque é condicionada pelas condições ambientais (no inverno as plantas estão dormentes), a qualidade fitossanitária das plantas não é muito elevada por serem mais fáceis de contaminar e o enraizamento é difícil, como na oliveira ou no eucalipto. A enxertia é uma técnica muito morosa e requer pessoal especializado. Como referi há pouco, a micropropagação permite taxas de multiplicação mais elevadas e uma qualidade fitossanitária superior. Para além disso, permite eliminar, como acontece no caso da videira.

GR: Que outros projetos de investigação tem em curso? JC: Iniciámos há pouco tempo alguns grandes projetos financiados pela Comissão de Coordenação da Região Centro. Um é o projeto ‘Cultivar’, que envolve várias instituições e tem como


em colaboração com a Neiker (um instituto de investigação do País Basco, em foco os recursos endógenos da região Centro, em Vitória), o medronheiro e o já referido tamarilho. particular da zona do Fundão (Castelo Branco), Muitos destes estudos são realizados no âmbito de cooperações nacionais, como cerejeiras, marmeleiros, nogueiras e amencomo com o CNC (Centro de Neurociências de Coimbra), o CEBAL ou o ITQB e indoeiras. O nosso trabalho consiste em identificar ternacionais, como a rede de Biotecnologia de países ibero-americanos (BIOAalguns recursos para os viveiristas, que estão a LI) ou a IUFRO (International Union of Research Organizations) ou acções Cost. comprar muitos materiais do estrangeiro que não “Para fazer face às alterações climáticas, estamos a utilizar as ferramentas da são propriamente adaptados às nossas condições cultura in vitro de plantas para selecionar as mais tolerantes ao stress hídrico e climáticas e de solo. Portanto, o que pretendemos ao stress de temperatura” é identificar materiais de cultura que sejam endógenos do nosso país e que possam ter valor comercial, GR: As alterações climáticas tornaram-se uma preocupação comum a propagá-los in vitro e fornecê-los aos produtores. muitos laboratórios de investigação. Desenvolve algum trabalho nesse senO outro grande projeto chama-se ‘F4F - Forest For tido? the Future’, mais direcionado para espécies florestais JC: Não é propriamente o nosso foco, mas temos algumas linhas de investide interesse para a zona centro, quer do ponto de gação mais direcionadas para os efeitos das alterações climáticas, até porque vista da produção de frutos (medronheiro), quer do vivemos num país que provavelmente vai ser muito afetado - espera-se para ponto de vista da produção de madeira (carvalhos). Portugal um aumento da temperatura média e uma diminuição da disponibiEstamos também a desenvolver juntamente com o lidade de água em algumas zonas. Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Para fazer face a este cenário, estamos a utilizar as ferramentas da cultura Coimbra e o SerQ- Centro de Inovação e Competências in vitro de plantas para tentar selecionar as plantas mais tolerantes ao stress da Floresta, na Sertã, um projeto para a valorização hídrico e ao stress de temperatura. Vamos iniciar em breve um projeto com da biomassa vegetal designado ‘Value2Prevent’. Neste lavandulas para perceber até que ponto o aumento de temperatura e concaso, o nosso envolvimento consiste na utilização de dições de stress hídrico influenciam a composição dos óleos essenciais. O alguns fungos do apodrecimento da madeira para camesmo faremos com o Quiwi e com o medronheiro. No caso do medronheiracterizar compostos químicos de interesse resultantes ro, temos verificado que os compostos químicos que produz, em particular da digestão da parede celular. a arbutina (que a indústria farmacêutica usa muito para clareamento da No caso do medronheiro, estamos a determinar o pele), parecem estar envolvidos nos mecanismos de tolerância ao stresse papel de compostos químicos, como a arbutina, nos hídrico. mecanismos de defesa da planta enquanto no tamarilho e na feijoa continuamos a estudar os processos de GR: Não trabalha com edição do genoma? clonagem e a tentar obter genótipos pais interessantes JC: Ainda não. Temos um projeto com o tamarilho e com Arabidopsis para os produtores. onde eventualmente iremos utilizar a edição genética, para estudar asA amendoeira e o marmeleiro, no âmbito do projecto petos particulares da clonagem. Fazemos alguma modificação genética, Cultivar, são outras espécies com que estamos a trabanão para produzir plantas geneticamente transformadas, mas como uma lhar. Do ponto de vista mais de ciência aplicada contiferramenta, para perceber como é que as plantas se comportam quando nuamos os estudos de caracterização, a nível molecular, determinados genes são modificados ou silenciados. Esta é um aspecto dos processos de embriogénese somática em plantas arimportante da utilização das ferramentas moleculares, do qual normalbóreas, utilizando o pinheiro-do-Alepo (Pinus halepensis), www.gazetarural.com

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agroquímicos, que permitem produções mais elevadas, e, por outro, continuar a não permitir ferramentas que poderiam compensar essa diminuição da produção. Estas técnicas - primeiro a transformação genética e agora a edição do genoma - permitem de facto obter plantas mais tolerantes à falta de água e GR: A edição genética permitir-lhe-ia chegar a que crescem melhor em solos mais marginais. Além disso, são ferramentas resultados com maior rapidez e eficiência do que a essenciais para que possamos lidar com as doenças e pragas que diminuem a clonagem? produção em cerca de um terço. JC: São técnicas diferentes, mas a transformação Se a Europa mantiver a política atual, daqui a pouco teremos uma agricultugenética e a edição genética têm muito a ver com a ra como no tempo dos nossos avós, muito artesanal e muito pouco produtiva. clonagem. Para obtermos plantas geneticamente Noutros países, estas tecnologias estão a ser utilizadas de uma maneira muitransformadas ou plantas genticamente editadas teto eficaz. Estamos a ficar para trás na utilização destas tecnologias e isso tem mos também de ter bons protocolos de regeneração de vários problemas: as companhias vão investir noutros locais, os melhores esplantas em condições laboratoriais, porque de contrário tudantes destas áreas vão para outros países por falta de condições, vamos não funciona. A edição genética é uma ferramenta muito perder competitividade e capacidade produtiva... Se queremos manter uma importante. Europa produtiva e mais ou menos autónoma do ponto de vista da seguranEnquanto na transformação genética aquilo que faça alimentar, não podemos abdicar de todas as tecnologias que permitem zemos é inserir ou inativar um ou mais genes, a edição ganhos de produtividade. Se alguma coisa positiva a actual crise pandémica genética permite-nos ser tão precisos que podemos mostrou foi que a ciência, muitas vezes desacreditada, pode ajudar a resolmodificar uma única base (letra), fazendo uma mutação ver problemas societais complexos. Quando se abdica da ciência corremos pontual (às vezes basta isso para alterar ou silenciar uma o risco de ficar nas mãos de terceiros e, no caso concreto da agricultura, característica da planta). É muito mais precisa, sabemos de vermos a nossa segurança alimentar, depender de países e de grandes exatamente que isto vai fazer aquilo num determinado loempresas fora do espaço europeu. Parece óbvio que isto não é bom. cal do genoma. O Concurso Vinhos de Portugal é uma iniciativa da ViniPortugal que O resultado final não é muito diferente do que se faz pretende ser um ponto de encontro e de troca de experiências entre por mutagénese com radiações ou compostos químicos, e produtores e especialistas de todo o mundo, reafirmando a aposta na que serve de base para a obtenção de novas variedades, produção nacional de vinho de qualidade com o intuito de se afirmarem principalmente nos cereais, mas é muto mais preciso, pois enquanto produtos de excelência nos mercados de exportação. sabe-se exatamente onde ocorreu a alteração do DNA. Já no caso das mutações químicas ou físicas, existe uma grande Veja a entrevista em vídeo em: https://youtu.be/wgCmHOzliWE aleatoriedade. mente não se fala muito, mas que tem sido essencial para obter plantas cada vez mais produtivas.

GR: Num cenário de alterações climáticas e de crescimento global da populacão, como é que a edição genética de plantas pode ajudar a minimizar os efeitos previstos na produção de alimentos? JC: É mais uma ferramenta. Na Europa, a agricultura é vista numa perspetiva mais ambiental, o que tem coisas boas e más. O lado bom é que pode levar a uma agricultura mais sustentável e mais limpa, o problema é que não sabemos muito bem se uma legislação já anunciada em que se reduz drasticamente a aplicação de agroquímicos não vai ter impactos negativos na produção. A União Europeia não pode, por um lado, querer eliminar osa 26 www.gazetarural.com

Jorge Canhoto é Professor no Departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, é responsável pelo Laboratório de Biotecnologia Vegetal do Centro de Ecologia Funcional. É licenciado em Biologia, doutorado em Biologia (Fisiologia) e com agregação em Botânica (Biotecnologia). Possui experiência na propagação in vitro e em técnicas de microscopia e biologia molecular. Tem artigos publicados sobre micropropagação e apresentações em inúmeros congressos nacionais e internacionais. Publicou o livro Biotecnologia Vegetal. Tem como áreas de investigação a biotecnologia vegetal, melhoramento de plantas, desenvolvimento de Plantas e recursos florestais.


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Com a colaboração da Escola Superior Agrária de Coimbra

Equipa da Universidade de Coimbra cria embalagens comestíveis a partir de resíduos da indústria agroalimentar Uma equipa da Universidade de Coimbra (UC), com a colaboração da Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC), desenvolveu um conjunto de embalagens comestíveis a partir de diferentes resíduos do setor agroalimentar e da pesca, uma alternativa sustentável ao plástico.

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quer na forma de película quer na forma de spray (aplicado na fase líquida e a prática, estas embalagens comestíveis são seca no alimento), a equipa, que juntou vários grupos de investigação da UC filmes obtidos a partir de resíduos de diferene da ESAC, teve de superar várias fases. “O maior desafio é encontrar os mates alimentos, nomeadamente cascas de batata e de teriais ideais para que as formulações tenham as características desejadas. marmelo, fruta fora das características padronizadas e Por isso, foi necessário estudar os filmes do ponto de vista físico, como por cascas de crustáceos, que, além de revestirem os aliexemplo as propriedades mecânicas, de forma a servirem de embalagem/ mentos, prolongando a sua vida útil na prateleira do revestimento; estudar as propriedades bioativas dos filmes, ou seja, se alsupermercado, também podem ser ingeridos. guns compostos apresentam benefícios para a saúde quando ingeridos; As embalagens desenvolvidas pelas investigadoras avaliar as reações quando se juntam diferentes compostos; análise microMarisa Gaspar, Mara Braga e Patrícia Almeida Coimbra, biológica e sensorial dos filmes selecionados; e avaliar a compatibilidade do Centro de Investigação em Engenharia dos Procesdo alimento com o sistema comestível produzido”, resumem as três insos Químicos e dos Produtos da Floresta (CIEPQPF), da vestigadoras da FCTUC. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Marisa Gaspar, Mara Braga e Patrícia Almeida Coimbra consideram Coimbra (FCTUC), foram pensadas essencialmente para que a solução proposta pela sua equipa pode ser “muito vantajosa tanto revestir frutas, legumes e queijos, incorporando na sua para indústria como para o consumidor. É uma abordagem centrada na matriz compostos bioativos/nutracêuticos, tais como aneconomia circular. Não só aumenta a vida útil do produto na prateleira, tioxidantes e probióticos, com potenciais efeitos benéficos como também evita o desperdício, reduz a produção de lixo plástico, para a saúde. um grave problema ambiental, e gera um novo produto que confere Podemos imaginar, por exemplo, cozinhar brócolos ou esum adicional nutritivo ao alimento”, concluem. pargos sem ser necessário retirar a embalagem, uma vez que Iniciada em 2018, no âmbito do projeto ‘MultiBiorefinery’, finana película que os envolve é composta por nutrientes naturais ciado pelo COMPETE 2020, esta investigação foi recentemente discom benefícios para a saúde. tinguida com um prémio de 20 mil euros pelo programa ‘Projetos “Produzimos composições diferenciadas de filmes, usanSemente de Investigação Interdisciplinar - Santander UC’, atribuído do os resíduos quase integralmente, que contêm compostos a equipas multidisciplinares lideradas por jovens investigadores com propriedades diferentes. Por exemplo, a casca de batata na Universidade de Coimbra. Foi ainda premiada no concurso de tem mais amido e a casca de marmelo mais pectina, ou seja, ideias LL2FRESH, que visa procurar novas soluções de embalagem, temos dois materiais poliméricos estruturais que, combinados, métodos de tratamento de alimentos e aditivos de última geração. vão gerar um filme simples, sem processamentos complexos”, No âmbito deste projeto foi publicado um artigo científico na explicam Marisa Gaspar, Mara Braga e Patrícia Almeida Coimbra. revista ‘FoodPackagingandShelfLife’. No entanto, antes de conseguir obter filmes/revestimentos 28

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Investigador do CITAB da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

João Santos é um dos investigadores mais influentes do mundo em alterações climáticas A Reuters, a maior agência internacional de notícias do mundo, com sede em Londres, elaborou um ranking com os mil cientistas climáticos “mais proeminentes do mundo”. Nesta lista constam seis portugueses e João Santos, investigador do CITAB da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) ocupa a 4ª posição, entre estes.

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egundo a Reuters, esta “Hot List” reúne três rankings: dimensão (trabalhos/ensaios publicados sobre o tema), rácio de citação (as vezes em que são citados por outros cientistas) e atenção (alcance junto da opinião pública, através de menções na imprensa, redes sociais). Nesta lista, o primeiro cientista português é da Universidade de Évora e ocupa a 57ª posição, seguido de dois investigadores da Universidade de Lisboa, em 441 e 671 lugares e, em quarto, surge João Andrade Santos, na 887ª posição. Os dois outros investigadores são das universidades de Coimbra e Aveiro nas 929 e 976 posições, respetivamente. João Santos é Coordenador da Tarefa 1.1 do CITAB - Integrated monitoring of climate and environmental impacts e vê agora o seu nome incluído nesta lista, “reconhecimento do trabalho de mais de 25 anos dedicados ao estudo do impacto do clima nos ecossistemas agroflorestais”. A título de exemplo, o trabalho Performance of seasonal forecasts of Douro and Port wine production é um dos seus artigos com maior relevância, publicado em 2020, em coautoria com investigadores do Joint Research Centre (Comissão Europeia) e do Barcelona Supercomputing Centre.

Notas Biográficas: João Carlos Andrade Santos é atualmente Professor Associado com Agregação no Departamento de Física da Escola de Ciência e Tecnologia da Universidade da UTAD. Graus académicos: Agregação em Física em 2012; Doutoramento em Física/Meteorologia, na Universidade de Lisboa em 2005; Licenciatura em Ciências Geofísicas na Universidade de Lisboa em 1995. Áreas de especialização: Ciências Atmosféricas, Climatologia, Alterações Climáticas e os seus impactos, nomeadamente nos recursos hídricos e agricultura. Centros R&D: Membro Integrado do Centro de Investigação e de Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB). Projetos: Membro de 30 projetos de investigação, 8 dos quais internacionais, incluindo a coordenação do projeto europeu H2020 – “Clim4Vitis - Climate change impact mitigation for European viticulture: knowledge transfer for an integrated approach”. Publicações: autoria em >100 artigos com indexação SCOPUS, 9 livros/capítulos, > 250 publicações no âmbito de congressos científicos e orador convidado em >70 encontros científicos. Editor em 6 revistas científicas, revisor em >40 revistas indexadas. Atividades Pedagógicas: Docência de >60 unidades curriculares em diversos cursos superiores de 1º, 2º e 3º Ciclos. Orientação de 6 teses de doutoramento, 17 dissertações de mestrado e 28 bolsas de investigação. Membro de >50 júris de provas académicas. Outras atividades relevantes: Organização de >20 eventos científicos. Investigador principal da tarefa “Monitorização integrada dos impactos climáticos e ambientais: estratégias de adaptação e mitigação” do CITAB.

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Para minimizar o risco e a severidade, através da gestão agro-silvo-pastoril

Universidade de Évora reforça investigação para prevenção e extinção de incêndios florestais A Universidade de Évora (UÉ) vai reforçar os sistemas transfronteiriços de prevenção e extinção de incêndios florestais e identificar as zonas estratégicas de gestão para minimizar o risco e a severidade destes incêndios através da gestão agro-silvo-pastoril. Ao abordar aspetos relacionados com a adaptação às alterações climáticas através da prevenção e gestão da paisagem suscetível a grandes incêndios, pretende-se ainda adaptar os recursos para gerar empregos rurais no pós-Covid-19.

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ue impactos podem resultar das alterações climáticas na Península Ibérica nas próximas décadas? Quais as áreas mais propensas à ocorrência de grandes incêndios rurais? De que forma estes eventos extremos afetam as comunidades locais?” Estas são algumas das questões a que os investigadores da Universidade de Évora querem responder no âmbito do projeto FIREPOCTEP, recentemente aprovado e financiado pelo programa INTERREG. Coordenado por Rui Salgado, investigador do Instituto Ciências da Terra da Universidade de Évora, a equipa de investigadores envolvidos neste projeto recorrerem a projeções climáticas obtidas através do Couple Model Inter-Comparison Project – CMIP5, da análise de dados do European Forest Fire Information System (EFFIS), e dos índices de perigosidade de incêndio rural calculados pelo Global ECMWF Fire Forecasting model (GEFF). Durante o projeto os investigadores pretendem ainda formalizar conhecimento sobre a diversidade microbiana dos solos afetados pelos fogos ocorridos durante o período de maior severidade meteorológica e pelas queimas prescritas, de modo a constituir-se como bioindicador do efeito do fogo no solo. O fogo prescrito é uma das soluções mais eficazes a curto prazo para a redução do combustível existente na paisagem. No entanto, existem muitas dificuldades dos operacionais na implementação desta técnica e falta de confiança na sua aplicação. Estudar o impacto do fogo prescrito nos sistemas ecológicos e, particularmente, o impacto sobre a componente microbiológica do solo (diversidade microbiana), assim como comparar estes resultados com os obtidos em incêndios ocorridos em pleno verão, é essencial para a avaliação desta solução e para ajustar as “janelas de prescrição”. Através da seleção de áreas recentemente queimadas e do uso de inovadoras ferramentas moleculares que permitem a caracterização dos perfis filogenéticos de bactérias e fungos nas zonas selecionadas, e através do sequenciamento massivo (Next Generation Sequencing “NGS”), serão determinadas ainda as correlações entre a diversidade microbiana e parâmetros físicos e químicos dos solos estudados. As sequências do NGS serão depositadas nas bases de dados internacionais do National 30

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Center for Biotechnology Information. A par da investigação científica a produzir, o projeto aposta ainda na formação e sensibilização da população rural através de cursos de formação e de cooperação entre todos os agentes envolvidos no sistema de prevenção e supressão de fogos rurais no sentido de ampliar a capacitação da população e potenciar as sinergias criadas, assim como na formalização de um espaço de encontro entre Universidades, investigadores e outros especialistas possam colaborar e impulsionar projetos comuns. O FIREPOCTEP pretende ainda capacitar e dotar de materiais os agentes operativos para facilitara intervenção em ambos os lados da fronteira e desenvolver um sistema de acreditação para a formação dos dispositivos que normalize procedimentos de segurança pós COVID-19. Este é um projeto de colaboração transfronteiriça entre Portugal e Espanha para fortalecer os sistemas comuns de prevenção e extinção de incêndios rurais e para melhorar os recursos para a criação de emprego em espaço rural pós COVID-19 contando a UÉ com um orçamento que ascende a 126.900€ sendo a contribuição do FEDER de 95.175€. A equipa de investigação Universidade de Évora integra professores e investigadores do Instituto de Ciências da Terra (ICT), Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento (MED), Laboratório HERCULES e Centro de Investigação em Matemática e Aplicações (CIMA). A aprovação deste projeto vem dar força à aposta que a Universidade de Évora está a fazer nesta importante área de investigação, somando-se a outros projetos em curso, 3 deles financiados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, ao Centro Ibérico de Investigação e Combate aos Incêndios Florestais (CILIFO) que tem um pólo na Universidade de Évora financiado pelo Interreg POCTEP e à contratação de recursos humanos altamente qualificados.

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Segundo um estudo do Instituto Superior de Agronomia

Agricultura intensiva tem influenciado declínio de sobreiros e azinheiras no país

Um estudo do Instituto Superior de Agronomia (ISA) analisou o “enorme declínio” de sobreirais e azinheirais no país nos últimos 50 anos e concluiu que a agricultura intensiva tem tido influência no decréscimo de ambas as espécies.

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equipa identificou também uma relação entre o mais como um montado aberto, com muita utilização do subcoberto para a aumento da temperatura média anual e a perda agricultura”. “Há um limite em relação à intensidade de gado que se pode de coberto de sobreiros, e um decréscimo de azinheiras pôr numa determinada área. A partir desse limite, são demasiadas cabeças em áreas onde há uma maior exploração de gado bovie o pisoteio compacta e estraga o solo”, explicou, realçando que o declínio no, afirmou a investigadora do Centro de Ecologia Aplicados montados de azinho vem desde a segunda metade do século XX, em da do ISA responsável pelo estudo, Vanda Acácio. que a árvore deixou de ter importância económica face à peste suína que O estudo analisa o período de 1965 a 2015 e demonsdizimou a população de porco preto no Alentejo, que se alimentava da tra que há uma perda enorme das duas espécies ao longo bolota da azinheira. dos últimos 50 anos, com um declínio ainda mais acentuaEm relação às variáveis climáticas, o estudo notou que “o sobreiro dido a partir dos anos 1990. minuiu com o efeito do aumento da temperatura média anual”, ao passo O artigo, publicado recentemente, centra-se na evoluque com a azinheira passou-se “o oposto”. “Pensámos que era muito ção das áreas onde os sobreiros e azinheiras são as espéestranho e corremos os modelos várias vezes e os dados são robustos. cies florestais dominantes e cruza a perda com diversas A explicação para que haja mais azinheiras em zonas com maior temvariantes, como a densidade de gado bovino, densidade peratura e mais secas é a de que nessas zonas o ambiente é mais difícil populacional, declive do terreno e indicadores relacionados para a agricultura. Em todas as outras zonas, ela desaparece, porque com o clima, como o índice de secas, temperatura média a agricultura instala-se. É como se fosse empurrada para a zona mais anual ou intensidade de precipitação na Primavera e Verão. difícil para a agricultura”, frisou a investigadora. Entre 1990 e 2015, em mais de 70% das áreas analisadas Segundo Vanda Acácio, apesar de a proteção destas duas espécies registou-se uma redução das duas espécies, podendo esta de árvores ter aumentado ao longo dos anos, “elas estão a morrer” e continuam a perder terreno no país. “Faltam políticas que permiaceleração de perda ser explicada em parte pela entrada de tam ao pequeno proprietário ter algum investimento para o restauro Portugal na União Europeia e o consequente incremento de intensificação do gado, face aos subsídios na altura disponíecológico. Era importante haver investimento público também assoveis, e pelo aumento da temperatura motivado pelas alteraciado ao pagamento de serviços de ecossistemas, porque os ecosções climáticas, aclarou. “Verificámos que, em relação às duas sistemas são muito importantes em termos de biodiversidade, mas espécies, o declive era importante para as duas. Há mais detambém economicamente, culturalmente e socialmente”, realçou. clínio em zonas mais planas, que são zonas com mais agriculA investigadora apontou ainda para a necessidade de se avançar tura e onde o montado é explorado de forma mais intensiva”, com a certificação de florestas e com a aposta na investigação das salientou Vanda Acácio. duas espécies, nomeadamente em relação a agentes patogénicos Já relativamente ao gado bovino, a sua influência é particuque poderão estar relacionados com a mortalidade das árvores. larmente relevante para a azinheira, que “tem sido gerida muito www.gazetarural.com

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Ovinos Serra da Estrela estão em maior número

Portugal tem 61 raças autóctones Portugal tem 61 raças autóctones, entre ovinos, bovinos, caprinos, suínos, galináceos, equídeos e canídeos, destacando-se, em número, os ovinos Serra da Estrela com 20.341 animais, segundo dados da DGAV e da CAP.

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ara além das raças autóctones das espécies pecuárias - 15 raças meas e 688 machos em 187 criadores. Ainda dentro desta de bovinos, 16 de ovinos, seis de caprinos, três de suínos, seis categoria encontram-se as raças Bravia (10.143), Serpentide equídeos e quatro de galináceos, incluem-se também onze raças de na (5.377), Algarvia (2.607), Charnequeira (2.085) e Preta canídeos portugueses, por serem intrinsecamente ligados ao mundo de Montesinho (1.251). rural e às atividades agropecuária e cinegética e fazerem parte deste Já entre os suínos, o maior número de animais verificavaliosíssimo património genético nacional, que urge salvaguardar e dar -se na categoria Alentejana (5.025 -- 4.501 fêmeas e 524 a conhecer”, lê-se numa nota da Direção-Geral de Alimentação e Vetemachos em 352 criadores), seguindo-se a Bísara (3.686) e a rinária (DGAV) e da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP). Malhado de Alcobaça (507). Estes números fazem parte do Catálogo das Raças Autóctones, um Nos equídeos, a raça Lusitana totaliza 9.562 cavalos, dos inventário lançado pelas duas entidades, que tem por objetivo “divulquais 5.893 machos e 3.669 fêmeas em 13.969 criadores. gar, promover e valorizar” os animais. Seguem-se as raças Garrana - cavalo (2.682), Burro de MiDe acordo com este documento, entre as raças identificadas destaranda (362), Sorraia (112), Pónei da Terceira (89), Burro da cam-se os ovinos Serra da Estrela com 20.341 animais de raça pura, Graciosa (36). nomeadamente, 19.239 fêmeas e 1.102 machos em 211 criadores. Na categoria dos galináceos, destaca-se a pedrês portuNesta categoria encontram-se ainda as raças Churra da Terra Quenguesa com 6.223 animais em 271 criadores, nomeadamente, te (13.888), Merina Preta (13.039), Churra Galega Bragança Branca 5.213 fêmeas e 1.1010 machos, seguidos pela Preta Lusitânica (12.157), Merina Branca (8.846), Campaniça (7.908), Churra do Mi(5.561), Amarela (5.178) e Branca (2.606) nho (4.656), Merina da Beira Baixa (4.453), Churra Galega MirandeNo que concerne aos canídeos, o número de exemplares sa (4.917), Bordaleira de Entre o Douro e Minho (4.520), Churra Ganão é contabilizado, mas são identificadas as raças Cão Barbalega Bragança Preta (2.777), Saloia (2.875), Churra badana (2.540), do da Terceira, Serra da Estrela, Água Português, Castro LaboMondegueira (2.044), Churra Algarvia (1.690) e Churra do Campo reiro, Fila de São Miguel, Gado Transmontano, Serra de Aires, (321). Barrocal Algarvio, Perdigueiro Português, Podengo Português e Por sua vez, entre os bovinos, destaca-se a raça Alentejana com Rafeiro do Alentejo. 8.562 animais puros em 133 criadores, nomeadamente, 8.362 fê“Este catálogo é um instrumento importante de divulgação meas e 200 machos. Incluem-se também nesta categoria as radas raças nacionais”, considerou o presidente da CAP, Eduardo ças Mertolenga (8.565), Barrosã (7.130), Brava de Lide (6.413), Oliveira e Sousa, acrescentando que “manter e proteger” estas Cachena (6.126), Minhota (6.076), Mirandesa (4.797), Maronesa raças é uma forma de “participar na continuação da história e (3.879), Arouquesa (3.814), Preta (1.844), Marinhoa (975), Ramo respeitar o passado que é nosso”. Grande (763), Carvonesa (607), Jarmelista (218) e Algarvia (quaPor sua vez, a diretora geral da DGAV, Susana Guedes Pombo, tro). afirmou que este catálogo é “um elemento fundamental para a Dentro do grupo dos caprinos, o maior número de animais ensistematização e divulgação das nossas raças” e que divulgando-as contra-se entre a raça Serrana com 13.771, dos quais 13.083 fêse está “a contribuir para a sua conservação”. 34

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XXXVIII Ovibeja vai decorrer de 21 a 25 de Abril de 2022

ACOS diz que Ovibeja 2021 excedeu expectativas

A edição 2021 da Ovibeja, realizada em versão digital, excedeu as expectativas da organização.

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muitas felicitações e manifestações de apreço pela qualidade dos nossos certame contou com cerca de 150 expositores, eventos”, afirmou Rui Garrido, acrescentando que “o digital é uma maisrecebeu cerca de 30 mil visitantes online e di-valia que veio para ficar, como complemento às iniciativas presenciais, e namizou inúmeras atividades ao longo de dois dias. A que muito contribui para lhes acrescentar valor”, sublinha o presidente sessão inaugural coube ao Presidente da República e o da ACOS. encerramento contou com uma declaração da Ministra Quem ainda não visualizou a Ovibeja Digital, ou quem a quiser visitar da Agricultura. de novo, está disponível, durante um mês, o acesso livre a todos os exA ACOS – Agricultores do Sul, entidade organizadora do positores, bem como aos conteúdos da TV Ovibeja, que inclui todos os certame, já marcou a XXXVIII edição da Ovibeja, que se vai webinars realizados, através do site, em: www.ovibeja.pt. realizar de 21 a 25 de Abril de 2022. A edição 2021 da Ovibeja representou um passo em frente na capacidade de inovar e de integrar todos os seus públicos-alvo, num evento com a marca de “Todo o Alentejo deste Mundo!”. Rui Garrido, presidente da Comissão Organizadora, diz que a modalidade de eventos online, designadamente webinars, poderão complementar a feira presencial. “Recebemos

Tlf.: 232 411 299 Tlm.: 918 79735202 Email: novelgrafica1@gmail.com www.gazetarural.com


Disponível em www.comprarlimiano.pt

Ponte de Lima tem loja online do comércio e serviços do concelho A Câmara de Ponte de Lima, em colaboração com a Associação Empresarial local, apresentou uma loja de comércio eletrónico, em www.comprarlimiano.pt, de modo a alavancar o comércio local.

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irigida ao comércio e serviços do concelho, esta loja online disponibiliza a cada aderente uma página e a inserção de produtos por categoria e agilidade na gestão. Permite a implementação de campanhas promocionais de produtos e encomendas; define a gestão de métodos de envio das encomendas ou recolha no estabelecimento; possibilita formação e acompanhamento para que tenha total autonomia na plataforma; e dispõe acesso a conteúdos para a capacitação em comércios eletrónico e marketing digital. Na apresentação da loja de comércio eletrónico, o presidente da Câmara, Victor Mendes, disse que “Ponte de Lima é dos concelhos mais atrativos do Minho, graças ao trabalho dos empresários limianos.” Por sua vez João Pereira, vice-presidente da Associação Empresarial de Ponte de Lima, considerou que o projeto “é uma mais-valia para todos os empresários, sendo mais um canal de vendas, dependendo o sucesso do projeto do empenho de todos os aderentes”. Neste contexto, o presidente da Câmara de Ponte de Lima

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reforçou que “de facto esta plataforma deve ser entendida como mais uma ação às lojas físicas”. A loja online encontrando-se disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, e o projeto engloba diversas lojas e serviços, onde os visitantes poderão encontrar produtos variados, como alimentação e bebidas; arte e artesanato; automóveis; casa, bricolage e jardim; eletrodomésticos, informática e recondicionados; equipamentos, máquinas e ferramentas; escritório, livraria e papelaria; instrumentos musicais; ourivesaria; restauração e pastelaria; saúde, higiene e beleza; têxteis, vestuário e calçado e turismo. Para os consumidores online a plataforma marca a diferença, pela fácil de utilização, nomeadamente na procura dos produtos por categoria ou loja; não sendo necessário registo nem login; não carece de smartphone nem de instalação de APPs. Poderão fazer compras a vários lojistas na mesma encomenda, bem como efetuar o pagamento de todos os produtos de lojas diferentes de uma só vez. Os comerciantes preparam a encomenda e esta é entregue na morada, e terá sempre acesso às promoções. De referir que em duas semanas de atividade, o projeto registou 46 inscrições, 32 negócios online, 400 produtos online e 7500 visualizações.


Cobre as regiões Viseu Dão Lafões e Aveiro

Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões recebe centro EuropeDirect A Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões vai ter o primeiro centro EuropeDirect Viseu Dão Lafões (2021-2025), fruto de uma candidatura apresentada em resposta a um convite lançado pela Comissão Europeia.

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EuropeDirect Viseu Dão Lafões ficará sedeado na Casa do Adro, em Viseu e será um dos 15 centros de nova geração que atuam, em Portugal, enquanto espaço privilegiado de diálogo para a promoção do projeto europeu. A sua área de intervenção abrange o território de Viseu Dão Lafões e a Região de Aveiro e irá trabalhar em estreita colaboração com a representação da Comissão e com o Gabinete do Parlamento Europeu no respetivo Estado Membro (Portugal). O EuropeDirect Viseu Dão Lafões, entre outras valências, atuará como intermediário entre os cidadãos, empresas, instituições locais e a UE, disponibilizando informação, orientação, assistência e respostas a perguntas sobre as instituições, legislação, políticas, programas e possibilidades de financiamento europeu. Para o secretário executivo da CIM Viseu Dão Lafões, “a missão do EuropeDirect Viseu Dão Lafões é ser um dinamizador do espírito europeu a nível regional, atuando como ponto de encontro entre a União Europeia e os cidadãos, empresas e instituições” das regiões de Viseu e Aveiro”. Nuno Martinho diz que “este Centro é mais um passo importante para a região Viseu Dão Lafões e seus Municípios na proximidade institucional com a União Europeia (UE)”. Aquele responsável assume que trazer o centro EuropeDirect para a região era uma “missão” e que, com a abertura de candidaturas em Outubro de 2020, surgiu a oportunidade de uma candidatura “ambiciosa e ganhadora”. Nuno Martinho sabia que “era algo difícil, visto que estávamos a competir com Aveiro, onde já existe em centro em pleno funcionamento”. No entanto “conseguimos ser selecionados e vamos ter um centro, que vai fazer

as duas regiões”, acrescentou. O secretário executivo da CIM diz que “a missão do EuropeDirect Viseu Dão Lafões é ser um dinamizador do espírito europeu a nível regional, atuando como ponto de encontro entre a União Europeia e os cidadãos, empresas e instituições de Viseu Dão Lafões e da Região de Aveiro”. Nuno Martinho salienta que este Centro “é mais um passo importante para a região Viseu Dão Lafões e para os seus Municípios, na proximidade institucional com a UE”. Além disso, o centro EuropeDirect representa uma “antena dinamizadora” do espírito europeu, onde poderá haver debate. “Vamos trabalhar muito com instituições, escolas e empresas de Viseu e de Aveiro”, refere Nuno Martinho, explicando que em Viseu “haverá dois braços, a Associação Empresarial e o Instituto Politécnico de Viseu”, enquanto em Aveiro “vamos trabalhar com a Inova Ria e com a Tice”, que “vão ser as nossas extensões, quer no desenvolvimento de ações, quer na disseminação da informação”. Este centro cobre as regiões Viseu Dão Lafões e Aveiro, que envolve os concelhos de Aguiar da Beira; Carregal do Sal; Castro Daire; Mangualde; Nelas; Oliveira de Frades; Penalva do Castelo; Santa Comba Dão; São Pedro do Sul; Sátão; Tondela; Vila Nova de Paiva; Viseu e Vouzela, da Região Viseu Dão Lafões, e os concelhos de Águeda, Albergaria-a-Velha; Anadia; Aveiro; Estarreja; Ílhavo; Murtosa; Oliveira do Bairro; Ovar; Sever do Vouga e Vagos, da Região de Aveiro. www.gazetarural.com

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Sob o tema “O Megalitismo como Alavanca do Turismo Cultural”

O megalítico foi tema de webinar promovido pela CIM Viseu Dão Lafões

“O Megalitismo como Alavanca do Turismo Cultural” foi tema de um webinar promovido pela Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões, desenvolvido numa parceria com o Turismo de Portugal.

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dos mais emblemáticos monumentos megalíticos do território. ste seminário procurou debater o megalitismo O secretário Executivo da CIM Viseu Dão Lafões afirmou que “o megalitisnuma lógica da sua preservação e promoção mo, se devidamente valorizado, agrega um elevado potencial de desenvolenquanto produto turístico de excelência. Entre os vimento e atratividade aos territórios”. oradores, este fórum contou com a participação do Nuno Martinho acrescentou que “tendo em conta que Viseu Dão LaSecretário Executivo da CIM Viseu Dão Lafões, Nuno fões concentra o maior conjunto de dólmens com pinturas e atendendo a Martinho; de António Faustino Carvalho, arqueólogo e que a CIM tem a ambição de desenvolver uma proposta turística de exespecialista em pré-história da Universidade do Algarve; celência no seu território, este seminário enquadra-se, também, numa e, ainda, de Pedro Sobral Carvalho, arqueólogo na EON estratégia de partilha de conhecimentos e capacitação de agentes para Indústrias Criativas. a valorização deste exclusivo produto endógeno, com um elevado poO webinar reuniu mais de 80 pessoas, onde se destaca, tencial de crescimento se trabalhado numa lógica intermunicipal e também, a presença de investigadores do país vizinho (Espaarticulado com outros recursos do Turismo Cultural”. nha).Recorde-se que no âmbito do megalitismo, a CIM Viseu Dão Lafões, em associação com o Município de Sever do Vouga, dinamiza o projeto ‘MEG Rota do Megalitismo da Região Viseu Dão Lafões e Sever do Vouga’, cujo objetivo passa por ativar uma oferta turística regional suportada em vinte e seis

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Profile for José Araújo

Gazeta Rural nº 383  

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