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Augusto Canário e Pedro Abrunhosa são atracções na Feira da Caça e Pesca em Vilar Formoso

Lampreia do Rio Minho em 17 restaurantes de Monção Feira da Caça e do Turismo é o “ex-líbris” de Janeiro em Macedo de Cavaleiros

Feira promove o pinhão e os sabores de Carregal do Sal Arroz de Sarrabulho e Sabores Regionais em Ponte de Lima Festival das Sopas para ‘degustar’ Sernancelhe Anhões promove Festa à Moda Antiga com cozido à portuguesa e muita animação

Feira do Porco Alentejano é “uma montra da excelência da fileira agroalimentar” Enguia é o prato principal em Festival na Lagoa de Santo André Certificação do Vinho Callum é já uma realidade “É pena que o Plano de Desenvolvimento Rural seja transversal ao país”, diz o presidente da ADDLAP

Ficha técnica Ano XV | N.º 354 Periodicidade: Quinzenal Director: José Luís Araújo (CP n.º 4803 A) E-mail: jla.viseu@gmail.com | 968 044 320 Editor: Classe Média C. S. Unipessoal, Lda Sede: Lourosa de Cima - 3500-891 Viseu Redacção: Luís Pacheco Opinião: Paulo Barracosa Rita Barata | Catarina Simões Departamento Comercial: Beatriz Fonte Sede de Redacção: Lourosa de Cima - 3500891 Viseu | Telefone: 232 436 400 E-mail Geral: gazetarural@gmail.com Web: www.gazetarural.com ICS: Inscrição nº 124546 Propriedade: Classe Média Comunicação e Serviços, Unip. Lda Administrador: José Luís Araújo Sede: Lourosa de Cima - 3500-891 Viseu Capital Social: 5000 Euros CRC Viseu Registo nº 5471 | NIF 507 021 339 Detentor de 100% do Capital Social: José Luís Araújo Dep. Legal N.º 215914/04 Impresão |Novelgráfica R. Cap. Salomão, 121 - Viseu | Tel. 232 411 299 Estatuto Editorial: http://gazetarural.com/estatutoeditorial/ Tiragem Média Mensal: 2000 exemplares Nota: Os textos de opinião publicados são da responsabilidade dos seus autores. 2 www.gazetarural.com

Águas termais do Centro de Portugal são eficazes no tratamento de doenças de pele FENAREG apresentou prioridades do regadio à Ministra da Agricultura

Região da Bairrada reclama centro de investigação de espumantes As Florestas no Ministério do Ambiente “não me parece uma decisão acertada”, diz o presidente da AFBV Investigação conclui que o combate “não resolve problema” dos incêndios

Certificação do Maranho da Sertã está praticamente concluída Autarca de Boticas sente “vaidade e o orgulho” na Feira Gastronómica do Porco Montanhas Mágicas renovam certificação como destino turístico sustentável

Opinião Auto – Toyota Corolla


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agenda Feiras Agrícolas e Sectoriais De 17 a 19 de Janeiro Feira da Pinha e do Pinhão em Carregal do Sal

A Feira da Pinha e do Pinhão | Saberes e Sabores de Terras de Carregal do Sal” pretende divulgar os recursos endógenos do concelho. Promover e divulgar a pinha, o pinhão e os saberes e sabores de Terras de Carregal do Sal é o mote para o evento.

De 23 a 26 de Janeiro Feira do Fumeiro de Montalegre

A “Rainha do Fumeiro” espera muitos milhares de visitantes, num certame que este ano recebe o secretário de Estado da Descentralização e da Administração Local e a Ministra da Agricultura.

De 30 de Janeiro a 02 de Fevereiro Feira da Caça e do Turismo em Macedo de Cavaleiros

Macedo de Cavaleiros recebe a XXIV Feira da Caça e do Turismo, que encerra um mês de diversas iniciativas culturais, mas também de cariz gastronómico. Com um cartaz diversificado e que tem em atenção os mais variados públicos e faixas etárias do concelho, a Feira é “o ex-líbris deste mês”.

De 30 de Janeiro a 2 de Fevereiro Expo Alentejo em Elvas

A primeira edição da Expo Alentejo vai decorrer em Elvas de 30 de Janeiro a 2 de Fevereiro, no Centro de Negócios Transfronteiriço. A iniciativa pretende ser uma mostra de diversos sectores de actividade do Alentejo.

De 31 de Janeiro a 2 de Fevereiro Feira da Caça, Pesca e Desenvolvimento Rural em Vilar Formoso

O pavilhão Multiusos de Vilar Formoso recebe a edição 2020 da Feira da Caça, Pesca e Desenvolvimento Rural, que este ano aposta Augusto Canário e Pedro Abrunhosa, dois nomes de peso do panorama musical nacional, para o cartaz de espetáculos

De 20 a 25 de Fevereiro Expo Serra 2020 em Gouveia

Gouveia promove mais uma edição da Expo Serra, que tem no cartaz de espectáculos Mónica Sintra, Rosinha e Saúl. À Feira de Atividades Económicas, junta-se a Feira do Queijo e o Carnaval da Serra.

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De 27 a 29 de Março Feira do Porco Alentejano em Ourique

Ourique prepara-se para receber um evento que se “assumiu-se como uma montra da excelência desta fileira agroalimentar, um ponto alto da projecção do Mundo Rural e um momento de grande afirmação de Ourique e dos ouriquenses”.

Festivais Gastronómicos A 26 de Janeiro II “Festival do Almeirão, Azeite Novo e Pão Caseiro” em Borda da Ribeira

A Associação Borda da Ribeira, Louriceira e Marmoural, com o apoio dos Município de Vila de Rei e Mação, Junta de Freguesia de Vila de Rei e União de Freguesias de Mação, Penhascoso e Aboboreira, vai organizar o II “Festival do Almeirão, Azeite Novo e Pão Caseiro”.

De 31 de Janeiro a 2 de Fevereiro Feira do Porco e Delícias do Sarrabulho em Ponte de Lima

Promover e consolidar a fama do seu arroz de sarrabulho é o mote para mais um certame gastronómico em Ponte de Lima. A Feira do Porco e as Delícias do Sarrabulho promete sabores regionais de 31 de Janeiro a 2 de Fevereiro.

De 14 e 16 de Fevereiro Festival das Sopas em Sernancelhe

O Expo Salão, em Sernancelhe, vai receber mais uma edição do Festival da Sopa, evento gastronómico que retrata a tradição na Terra da Castanha. A sétima edição espera milhares de visitantes

De 13 a 15 de Março Festival Gastronómico Sabores da Lampreia em Valença

No fim de semana de 13 a 15 de Março a comunidade de pescadores de São Pedro da Torre, no concelho de Valença, promove o Festival Gastronómico Sabores da Lampreia, o maior de Portugal dedicado a este ciclóstomo e um dos maiores do mundo.


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No concelho de Almeida, de 31 de Janeiro a 2 de Fevereiro

Augusto Canário e Pedro Abrunhosa são atracções

na Feira da Caça e Pesca em Vilar Formoso O

Formoso e sua envolvente, no qual haverá stands pavilhão Multiusos de Vilar Formoso recebe a edição 2020 da de exposição e venda de materiais para caça Feira da Caça, Pesca e Desenvolvimento Rural, que este ano e pesca, artesanato, produtos gastronómicos, aposta Augusto Canário e Pedro Abrunhosa, dois nomes de peso do doçaria tradicional, tasquinhas com pratos e panorama musical nacional, para o cartaz de espetáculos. petiscos de caça e pesca, exposição de fauna viva O certame vai decorrer de 31 de Janeiro a 2 de Fevereiro e é uma (espécies cinegéticas e domésticas), representações iniciativa da Câmara de Almeida, com o apoio das associações do institucionais e espetáculos musicais. sector do concelho. Nos diversos stands os milhares de visitantes, A formatação do evento irá contar com a muitos vindos do outro lado da fronteira, poderão encontrar caracterização de uma quinta rural, um estábulo dos exposição e venda de materiais para caça e pesca, artesanato, animais, retratando um ambiente natural e ainda produtos gastronómicos, doçaria tradicional, tasquinhas com um bosque de cogumelos de 24 m2 que se pretende pratos e petiscos de caça e pesca, exposição de fauna viva, para ter um sentido pedagógico, explicando o habitat da além de representações institucionais. Montarias ao javali e floresta e sua preservação. largada de perdizes são outros atractivos para os amantes da caça. GR: Que expectativas tem para a edição deste ano? Em entrevista à Gazeta Rural, o vice-presidente da Câmara JAAM: As expectativas são muito elevadas, uma vez de Almeida tem “expectativas elevadas” para o certame, uma que continua a coincidir com um dos maiores mercados vez que “continua a coincidir com um dos maiores mercados locais fronteiriços do País, onde acorrem largas centenas locais fronteiriços do País”. José Alberto Morgado diz que esta de espanhóis, aliado ao facto da Feira de Caça e Pesca Feira se encontra numa fase de consolidação”, e “reconhecida contar com a presença de alguns expositores espanhóis, como um dos maiores eventos do sector a nível regional e leva-nos a crer que, uma vez mais, acorrerão muitos nacional”. espanhóis. Apesar desta conjuntura, o evento encontrase numa fase de consolidação, reconhecido como um dos Gazeta Rural (GR): Que novidades haverá na edição maiores eventos do sector, não só a nível local, como a deste ano e o que mais destaca do programa? nível regional e nacional. José Alberto Almeida Morgado (JAAM): O evento terá como espaço central o Pavilhão Multiusos de Vilar 6

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GR: Que importância têm as associações do concelho para este certame? JAAM: Eu direi que sem a participação e colaboração das Associação de Caça do Concelho não seria possível atingir o nível conseguido neste evento. As montarias ao javali, a largada de perdizes e a participação das mesmas em tasquinhas, na confecção de pratos ligados à caça e à pesca, dão um toque de diferenciação e de excelência ao certame. GR: A caça é a pesca são dois sectores importantes para o turismo no concelho. Como se tem reflectido isso no território? JAAM: Particularmente o sector da caça é muito importantes para o turismo do concelho de Almeida, uma vez que a hotelaria e a restauração sobrevivem numa época baixa, fruto do elevado fluxo de caçadores que acorrem ao nosso concelho para a caça ao coelho, lebre, perdiz, javali e tordo. Minimizamos assim um período de Inverno de alguma recessão, onde recuperamos os níveis das taxas de ocupação na hotelaria para sobrevivência dos agentes locais.

GR: Como está o mundo rural do concelho e a agricultura em particular? JAAM: O sector primário mantem-se como a principal fonte de riqueza do concelho de Almeida, com forte incidência no sector agro-pecuário, com cerca de 30.000 ovinos e caprinos e ainda 10.000 bovinos. Temos assistido a um aumento na olivicultura, uma planta mais resistente ao clima, muito agreste no interior do País, com pouca pluviosidade, verões longos e invernos com muito gelo. Ainda assim, fruto de medidas apelativas que a autarquia colocou ao dispor dos nossos agricultores, através de incentivos na plantação de árvores de fruto e de plantas autóctones, assistimos a um incremento na plantação arbórea. O queijo, o mel, a ginjinha e os enchidos têm merecido, da nossa parte, um forte apoio, particularmente na promoção dos mesmos, através da presença em feiras e certames ligadas ao mundo rural e ao turismo.

GR: Que apostas, nesta área, tem feito a autarquia? JAAM: Temos apoiado as Associações do Concelho na preservação e conservação da caça e do seu habitat natural, não só em apoios pontuais, como na implementação de medidas de protecção ambiental, em concertação com as diversas organizações públicas e privadas. www.gazetarural.com

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No fim de semana de 13 a 15 de Março, em Valença

São Pedro da Torre recebe Festival Lampreia Gastronómico do Rio Sabores da Minho em 17 Lampreia restaurantes Iniciativa gastronómica decorre de 15 de Janeiro a 15 de Abril

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o fim de semana de 13 a 15 de Março a comunidade de pescadores de São Pedro da Torre, no concelho de Valença, promove o Festival Gastronómico Sabores da Lampreia, o maior de Portugal dedicado a este ciclóstomo e um dos maiores do mundo. As primeiras lampreias da época já estão a sair nas redadas dos pescadores das comunidades de São Pedro da Torre e Cristelo Côvo e segundo os mesmos é de excelente qualidade. A lampreia é um prato de época e é entre Janeiro e Abril que se apresenta na plenitude dos seus sabores.

de Monção C

om tradição, requinte e inovação, os restaurantes de Monção disponibilizam a afamada e saborosa Lampreia do Rio Minho. Quem visitar o concelho, poderá deliciar-se com arroz de lampreia ou à bordalesa, mas também com opções mais contemporâneas, como sushi, escabeche ou empanada. Já há lampreia nos restaurantes de Valença Promovida pela ADRIMINHO e os seis municípios do Vale do Minho (Melgaço, Monção, Valença, Se é apreciador de lampreia, Valença é um destino a ter em conta, Paredes de Coura, Vila Nova de Cerveira e Caminha), pois abriu oficialmente a época desta iguaria. Os apreciadores a iniciativa “Lampreia do Rio Minho – Um Prato de dizem que este ano é de eleição e apresenta-se com tradição, fama Excelência” decorre de 15 de Janeiro a 15 de Abril. e inovação como pratos de excelência da gastronomia valenciana. O município de Monção participa nesta iniciativa A época da lampreia na restauração valenciana prolonga-se até gastronómica, que entra na sua décima-primeira finais de Abril e tem o seu ponto alto no Festival Gastronómico edição, com a presença de 17 restaurantes localizados Sabores da Lampreia, no fim de semana de 13 a 15 de Março. no centro histórico da localidade e em várias freguesias Em Valença, a tradição apresenta lampreia à bordalesa, arroz de do concelho. Com tradição, requinte e inovação, lampreia, recheada, assada no forno ou na brasa. Tantas formas disponibilizam uma ementa com a afamada e saborosa para saborear, deliciar-se e encantar-se com os sabores únicos Lampreia do Rio Minho. da lampreia do rio Minho. Às receitas tradicionais os chefes da Nestes três meses, quem visitar o concelho de Monção restauração valenciana vão acrescentando novas formas de poderá deliciar-se com arroz de lampreia ou à bordalesa, apresentação e confecção. Há séculos que a lampreia é um mas também com opções mais contemporâneas, como verdadeiro petisco em Valença, tem tradição, fama e serve-se sushi, escabeche ou empanada. Para acompanhar, uma à mesa como um manjar. garrafa de Alvarinho, um dos melhores vinhos brancos do mundo com selo de garantia da Sub-Região de Monção e Melgaço. “A iniciativa Lampreia do Rio Minho – Um Prato de Excelência constitui um valioso cartão-de-visita da região num período de época baixa, contribuindo para a dinamização hoteleira e a valorização das nossas paisagens e monumentos”, refere o município de Monção. 8

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Feira da Caça e do Turismo Em Macedo de Cavaleiros, de 30 de Janeiro a 02 de Fevereiro

é “o ex-líbris” da agenda cultural do mês de Janeiro

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Câmara de Macedo de Cavaleiros tem na região, naquele que é um dos maiores certames do género no País apresentou para o mês de Janeiro e o maior no Nordeste Transmontano. “É uma excelente oportunidade “uma agenda cultural que procura fazer jus para adquirir artigos do sector cinegético, bem como para promover o à ideia de que a cultura é um pilar essencial turismo, os produtos regionais e comer em restaurantes típicos e usufruir na formação de uma Sociedade”, salienta da animação oferecida pela autarquia nestes quatro dias”, sustenta Rui Elsa Escobar, vereadora com o pelouro, Vilarinho, vereador responsável pela organização deste evento. frisando que a autarquia “tenciona apostar “Acreditamos que é um cartaz do agrado não só dos macedenses na internacionalização dos espectáculos em como também de muitos outros habitantes do Nordeste Transmontano Macedo de Cavaleiros”. e mesmo da região Norte”, frisa Elsa Escobar. Sempre com o objectivo Da agenda destaque para a XXIV Feira da Caça de dinamizar a vida cultural e a economia do município, “criando e do Turismo, que terá lugar de 30 de Janeiro mais e melhores condições de vida para quem escolhe Macedo de a 02 de Fevereiro, que encerra um mês de Cavaleiros para viver e trabalhar”, acrescentou. diversas iniciativas culturais, mas também de cariz No final do mês, coincidente com a Feira da Caça, ocorre a Rota gastronómico. Com um cartaz diversificado e que Gastronómica do Javali, uma iniciativa da Confraria do Javali, em tem em atenção os mais variados públicos e faixas parceria com a Câmara e o Geoparque Terras de Cavaleiros. etárias do concelho, a Feira da Caça é “o ex-líbris deste mês”. Este evento, que decorre em conjunto com a XXVI Festa dos Caçadores do Norte, é um justo reconhecimento do papel que o sector cinegético


Nos dias 17, 18 e 19 de Janeiro

Feira promove o pinhão e os sabores de

Carregal do Sal P

Com Mónica Sintra, Rosinha e Saúl como cabeças de cartaz

ExpoSerra 2020 vai animar Gouveia de 20 a 25 de Fevereiro O

município de Gouveia promove mais uma edição da ExpoSerra, que vai decorrer de 20 a 25 de Fevereiro, tendo no cartaz de espectáculos Mónica Sintra, Rosinha e Saúl como cabeças de A ExpoSerra – Feira de Atividades Económicas, a Feira do Queijo e o Carnaval da Serra irão levar à cidade e ao concelho de Gouveia grandes nomes do panorama da música popular portuguesa, a folia carnavalesca, produtos endógenos, gastronomia e, sobretudo, o melhor queijo do mundo, num programa dedicado a toda a família. A ExpoSerra 2020, que decorrerá no pavilhão da Ex Belino & Bellino, em Gouveia, irá disponibilizar cerca de 70 stands promocionais para empresas e outras entidades de ramos de atividade relacionados com a promoção de produtos endógenos, artesanato e turismo de natureza. O maior certame de negócios e produtos regionais da Serra da Estrela volta a ter como principais objetivos a comercialização e promoção de produtos endógenos e do artesanato, enquanto marcas identitárias regionais e a promoção do território do concelho de Gouveia e da região da Serra da Estrela. 10

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romover e divulgar a pinha, o pinhão e os saberes e sabores de Terras de Carregal do Sal é o mote para o evento que a Câmara de Carregal do Sal promove de 17 a 19 de Janeiro, em parceria da Associação de Produtores Florestais do Planalto Beirão e apoio do Turismo Centro de Portugal e do Crédito Agrícola Terras de Viriato. A Feira da Pinha e do Pinhão | Saberes e Sabores de Terras de Carregal do Sal” pretende divulgar os recursos endógenos do concelho. Assumindo o desígnio e o compromisso da centralidade da cultura do pinheiro manso e convicta do elevado interesse público traduzido no seu aproveitamento, em particular, e de forma mais ampla, dos recursos associados à floresta, a Câmara de Carregal do Sal promove anualmente o certame que permite mostrar o potencial deste recurso enquanto meio para o desenvolvimento socioeconómico do Concelho e da Região. A feira faz-se de stands de empresas relacionadas com a fileira do pinheiro manso, institucionais, produtores de vinho, queijos e enchidos, doçaria tradicional e restauração concelhias que ocupam uma tenda coberta implantada em espaço contíguo ao edifício da Câmara Municipal, n um total de mais de 100 expositores. A Banda Remember, Ruizinho de Penacova e KotazàSolta, bem como os grupos locais vão animar o certame.


De 31 de Janeiro a 2 de Fevereiro

Arroz de Sarrabulho e Sabores Regionais em Ponte de Lima P

romover e consolidar a fama do seu arroz de sarrabulho é o mote para mais um certame gastronómico em Ponte de Lima. A Feira do Porco e as Delícias do Sarrabulho promete sabores regionais de 31 de Janeiro a 2 de Fevereiro. Assumindo-se como um dos grandes polos gastronómicos de Portugal, o concelho de Ponte de Lima percorre-se de prato em mão. A vila tem uma longa memória no que à produção de Arroz de Sarrabulho à Moda de Ponte de Lima, enchidos e fumados, diz respeito. O evento propõe uma combinação de experiências gastronómicas, num conceito ligado à terra e à tradição, procura promover e consolidar o exlíbris da sua gastronomia, e um dos verdadeiros motores do desenvolvimento económico do concelho: o Arroz de Sarrabulho à Moda de Ponte de Lima. À semelhança das edições anteriores este projecto tem como mais-valia as condições especiais na estadia e na restauração. Note-se que durante os fins-desemana em que se realizam os eventos, haverá um desconto de 10% em alojamento nas unidades hoteleiras aderentes, para as noites de sexta-feira e sábado. Por sua vez, a restauração aderente oferece um leite-creme, por dose, desta vez, nas refeições de sábado e domingo.

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De 14 e 16 de Fevereiro, no Expo Salão

Festival das Sopas para ‘degustar’ Sernancelhe O

Expo Salão, em Sernancelhe, vai receber mais uma edição do Festival da Sopa, evento gastronómico que retrata a tradição na Terra da Castanha. A sétima edição, que vai decorrer de 14 a 16 de Fevereiro, espera milhares de visitantes e conta também com um encontro de ranchos folclóricos, além de uma exposição etnográfica das artes e dos ofícios de antigamente. Sendo um evento que marca o calendário nesta altura do ano, neste evento serão confeccionados mais de três mil litros de sopa, que estará a cargo das quase duas dezenas de associações do concelho. A Câmara de Sernancelhe, que organiza o Festival, espera o mesmo sucesso de edições anteriores, num evento que “não esbarra nas fronteiras do município”, como refere o autarca Carlos Silva Santiago. Com o apoio dos Município de Vila de Rei e Mação

Borda da Ribeira recebe “II Festival do Almeirão, Azeite Novo e Pão Caseiro” A

Associação Borda da Ribeira, Louriceira e Marmoural, com o apoio dos Município de Vila de Rei e Mação, Junta de Freguesia de Vila de Rei e União de Freguesias de Mação, Penhascoso e Aboboreira, vai organizar, no próximo dia 26 de Janeiro, o II “Festival do Almeirão, Azeite Novo e Pão Caseiro”. O evento vai decorrer no Pavilhão Multiusos, situado no recinto de festas, das 12 às 17 horas, e disponibilizará a todos os visitantes um Menu Buffet com direito a Sopa de Almeirão e a diversos pratos (carne, peixe, grelhados e salgados) onde o almeirão será o acompanhamento de excelência. O preço de entrada é de 10€ e inclui igualmente o acesso a vinho, sumos e água. O almeirão é uma hortaliça da família Asteraceae (da qual fazem igualmente parte as alfaces e as serralhas), muito apreciada e cultivada em diversos países. As folhas de almeirão são extremamente nutritivas, ricas em vitaminas A, C e do complexo B, além de conterem boas doses de fósforo, ferro e cálcio. De 30 de Janeiro a 2 de Fevereiro

Elvas promove primeira edição da Expo Alentejo A

primeira edição da Expo Alentejo vai decorrer em Elvas de 30 de Janeiro a 2 de Fevereiro, no Centro de Negócios Transfronteiriço. A iniciativa pretende ser uma mostra de diversos sectores de actividade do Alentejo. Da cultura às tradições, da gastronomia ao artesanato, do folclore aos trajes típicos, dos produtos endógenos às ofertas turísticas, das indústrias tradicionais às inovadoras, da agricultura tradicional aos projectos agrícolas pioneiros, cada concelho alentejano tem as suas principais características que pretendemos reunir e apresentar neste certame. O evento conta ainda com um programa de colóquios sobre ensino superior, aeronáutica, agricultura, turismo e pedras naturais, no auditório do Centro de Negócios Transfronteiriço. Rondão Almeida, vereador da Câmara de Elvas, explica que o evento “junta os diferentes concelhos da região Alentejo e pretende atrair os visitantes espanhóis”. Uma vez que assumiu a responsabilidade de dinamizar este espaço, o vereador promete “aplicar-se para servir melhor os elvenses”. 12

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Dias 25 e 26 de Janeiro, no Senhor do Bonfim, em Monção

Anhões promove Festa à Moda Antiga com cozido à portuguesa e muita animação

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ozido à portuguesa, confecionado com com a intervenção activa e participativa da comunidade de Anhões e ingredientes produzidos na freguesia, Luzio no sentido de valorizar uma agricultura biológica e sustentável, e muita animação é a proposta da União de proporcionando, aos visitantes do evento, uma alimentação saudável Freguesias de Anhões e Luzio com a proposta e nutritiva. “O Campo em Festa”. Neste evento, que tem A iniciativa arrancou antes do Verão, quando a comunidade local o apoio da Câmara de Monção, os visitantes juntou as mãos e começou a plantar vários campos de couve galega podem desfrutar de comida caseira e tradicional, e batata, a produzir chouriças caseiras e a criar duas centenas de música portuguesa variada e actividades ao ar galinhas, dezenas de porcos e uma vaca barrosã em ambiente de livre. Em perspectiva está a passagem de um fim liberdade com alimentação natural. de semana diferente num lugar de montanha, Os produtos produzidos ao longo de mais de meio ano pelos para usufruir com a família e amigos. habitantes locais serão confecionados e degustados na primeira Nos dois dias, a organização disponibiliza uma edição do certame “O Campo em festa”, proporcionando aos carpa aquecida de 2000 metros quadrados, com amantes da gastronomia tradicional um Cozido à Portuguesa com duas áreas especificas: uma para degustação do genuínos sabores do campo. cozido à portuguesa, com capacidade para mais de Estes resultam do envolvimento e esforço dos homens e mulheres uma centena de mesas, e outra com expositores de da União de Freguesias de Anhões e Luzio que, com total dedicação, produtos locais e regionais. estão a contribuir para um evento sustentável e saudável com uma Em termos de animação, o programa reserva mensagem muito clara para as próximas gerações: a preservação momentos de forte apego à tradição rural com e valorização dos recursos naturais é um contributo essencial atuações de grupos de bombos, concertinas, gaitas, para uma alimentação equilibrada e para a defesa do planeta. rusgas e charangas portuguesas e galegas. Presença Além do acentuado envolvimento da comunidade local, “O de Pedro Cachadinha, conhecido cantador ao desafio, Campo em Festa” é uma iniciativa direccionada às gerações e espaço para os amantes da música popular darem mais novas, procurando passar-lhes uma mensagem positiva asas à sua imaginação e puxarem pelo público. relativamente à alimentação biológica e sustentável, alertandoO cozido à portuguesa será servido em travessa e as para a negatividade dos produtos alimentares produzidos prato de barro que, caso o visitante entenda, pode ser artificialmente. levado para casa como recordação ou ser devolvido à O objectivo é que as crianças tenham uma relação saudável organização, sendo reembolsado. As reservas já estão com os alimentos que comem, ouçam os conselhos dos mais abertas, podendo ser efectuadas no website www. velhos e fiquem com a sensação agradável que contribuíram ocampoemfesta.pt. para colocar comida na mesa. Por exemplo, em finais da Ao evento “O Campo em Festa” está associada a próxima semana vão ajudar as senhoras da aldeia a “encher iniciativa “Produzir em modo biológico”, a qual conta chouriças”. www.gazetarural.com

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No próximo dia 20 de Janeiro

Tradicional Festa das Fogaceiras volta a cumprir-se em Santa Maria da Feira

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Festa das Fogaceiras, uma das maiores festividades religiosas do Norte de Portugal e a mais identitária do concelho de Santa Maria da Feira, volta a acontecer no dia 20 de Janeiro, cumprindo-se uma tradição com mais de 500 anos de devoção ao mártir S. Sebastião. A mais antiga e simbólica festividade religiosa de Santa Maria da Feira, celebrada também além-fronteiras – Brasil, Venezuela e África do urique prepara-se para receber a edição 2020 da Feira do Porco Sul –, pelas comunidades feirenses, acontece com Alentejano, evento organizada pelo Município local em mais três grandes momentos ao longo do dia, sendo as uma parceria com a Associação de Criadores de Porco Alentejano meninas fogaceiras de todo o concelho, totalmente (ACPA). vestidas de branco com cintas coloridas de fogaça A Feira, que se realiza de 27 a 29 de Março, “assumiu-se ao longo à cabeça, um dos ícones desta tradição. dos anos como uma montra da excelência desta fileira agroalimentar, Do programa destaque para a Tradicional Procissão das Fogaceiras, pelas 15,30 horas, com um ponto alto da projecção do nosso Mundo Rural e um momento cerca de 300 meninas a desfilar de branco pelas de grande afirmação de Ourique e dos ouriquenses”, refere em ruas do centro histórico, transportando à cabeça comunicado da autarquia alentejana. Com este evento, acrescenta, o pão doce que desde há mais de cinco séculos a “estão de regresso as tradições, o potencial, as vivências e os comunidade vem entregando a S. Sebastião para desafios de quem trabalha no campo e nas explorações com agradecer a sua protecção. sentido de memória, de presente e de construção de um futuro O programa cultural da Festa das Fogaceiras para a nossa terra”. 2020 estende-se por todo o mês de Janeiro, com Este evento promove e valoriza uma fileira que, em Ourique, diferentes iniciativas, da música ao teatro, passando tem um peso significativo na economia da região, pois há muito por exposições até a concursos e oficinas artísticas. O que o município de Ourique “coloca a fileira do porco alentejano programa culmina a 25 de Janeiro, com o espectáculo e o mundo rural como factores de reafirmação da identidade, Variações Filarmónicas, pelas 21,45 horas, no Grande de dinamização da economia local e de atracção de visitantes ao concelho”, considerando que, a par “da identidade do Baixo Auditório do Europarque, numa perfeita homenagem à Alentejo, o mundo rural é um pilar importante da afirmação vida e obra de António Variações. económica dos territórios, com crescente relevância na resiliência perante as dinâmicas negativas que afectam os territórios do interior”, lê-se no comunicado. A Feira do Porco Alentejano “há muito ultrapassou as fronteiras de Ourique e da região do Baixo Alentejo”, que recebe anualmente milhares de visitantes. Para além dos produtos derivados do porco, há concursos, colóquios, sessões de showcooking, experiências gastronómicas e muita animação.

Em Ourique, de 27 a 29 de Março

Feira do Porco Alentejano é “uma montra da excelência da fileira agroalimentar”

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Na Alameda da Carvalha, a 19 de Janeiro

Mercado “Produtos da Terra” da Sertã destaca o azeite

De 23 a 26 de Janeiro, em Montalegre

“Rainha do Fumeiro” à espera de milhares de visitantes

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azeite estará em destaque no mercado mensal “Produtos da Terra”, na Sertã, 19 de Janeiro. A partir das 10 horas, na Alameda da Carvalha, os visitantes, além do produto em destaque, podem adquiridos produtos hortícolas, transformados e artesanato. A iniciativa da Câmara da Sertã baseia-se numa lógica de proximidade entre o cidadão e os produtores regionais, pois quem procura produtos de qualidade pode fazê-lo num local próximo e sem recorrer às grandes superfícies. Produtos da Terra – Agenda 2020: 20 de Janeiro - Azeite 16 de Fevereiro - Artesanato 15 de Março - Flores e Sementeiras 11 de Abril - Doçaria Tradicional 17 de Maio - Queijos e Enchidos 21 de Junho - Frutas e Legumes 16 de Agosto - Mel 20 de Setembro - Vinho, Vinagres, Aguardente e Licores 18 de Outubro - Castanhas e Frutos Secos 15 de Novembro - Bolos de Todos os Santos 20 a 24 de Dezembro - Feira de Natal

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ontalegre volta a receber muitos milhares de visitantes na XXIX Feira do Fumeiro, este ano inaugurada pelo secretário de Estado da Descentralização e da Administração Local, Jorge Botelho, mas que vai receber, também, a Ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, na tarde do segundo dia do certame. A Feira do Fumeiro de Montalegre tem lugar de 23 a 26 de Janeiro e é apresentada publicamente na cidade do Porto no próximo dia 17, numa jornada de promoção que irá reunir três conceituados chefs: José Silva, Marco Gomes e Nuno Diniz em volta do cozido barrosão. O presidente da Câmara de Montalegre, à Gazeta Rural, diz que o modelo da Feira “se mantem”, bem como a presença dos produtores de fumeiro, que, segundo Orlando Alves, “estarão em diminuição”, pois “vão-se desmobilizando”, o que não significa que haja menos enchidos na Feira. O autarca de Montalegre destaca o aumento da “quantidade e da qualidade do fumeiro na Feira”, sublinhando “a evolução muito positiva” que o sector atravessa no concelho. Na edição de 2019, segundo dados da organização, terão passado pela Feira cerca de 50 mil visitantes durantes os quatro dias da mesma, número que se espera seja ultrapassado este ano, num certame que está consolidado e que contribuiu, na edição anterior, com cerca de seis milhões de euros para a economia local.

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Faina decorre até 20 de Abril

Pescadores prevêem um bom ano de pesca de lampeira

De 24 de Janeiro a 9 de Fevereiro, no concelho de Santiago do Cacém

Enguia é o prato principal em Festival na Lagoa de Santo André

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VI Festival da Enguia da Lagoa Santo André realiza-se de 24 de Janeiro a 9 de Fevereiro, numa organização da Câmara de Santiago do Cacém e apoio da Junta de Freguesia de Santo André. Como habitual, são esperados milhares de visitantes para degustar esta iguaria, numa grande mostra gastronómica única no país onde a enguia é destaque. O festival tem como objectivo a promoção da restauração local e de uma iguaria única, que é a enguia, que não é vulgar e destaca-se pela excelência, porque é capturada numa zona de Reserva Natural. Outra das grandes apostas é a promoção turística do concelho, estando o Festival inserido numa estratégia mais alargada de promoção do município de Santiago do Cacém. Essa estratégia inclui a realização de mostras gastronómicas, a criação de roteiros, o investimento na preservação e valorização patrimonial, na participação em feiras do sector e a deslocação de embaixadas ao estrangeiro. Este festival tem como restaurantes aderentes A Cascalheira, Chez Daniel, Faz-te Esperto, Ti Lena & Casa do Gin, A Charrua, Quinta do Giz, Copacabana, Tasquinha do Ilídio e O Gatinho, todos situados na freguesia de Santo André. Quanto às ementas contam com as mais variadas propostas que vão desde as enguias fritas às grelhadas, do ensopado à caldeirada, de escabeche ou na cataplana. Propostas, por si só, suficientes para uma visita, às quais se junta o magnífico património natural e cultural do concelho de Santiago do Cacém. Este evento gastronómico não tem qualquer carácter competitivo, nem pressupõe qualquer classificação entre os participantes, que vão estar, uma vez mais, única e exclusivamente focados em dar a conhecer aquele que é considerado um orgulho da gastronomia local, através do saber fazer e da criatividade. 16

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presidente da Associação de Pescadores do rio Minho e do Mar disse que o arranque “positivo” da safra da lampreia, no início de Janeiro, perspectiva um “bom” ano de pesca que se prolonga até 20 de Abril. “Deve ser dos melhores Janeiros de sempre. Os prognósticos auspiciam que seja uma boa safra. A chuva intensa que caiu nos últimos meses ajudou que a água doce entrasse no mar e trouxesse mais rapidamente o peixe para o rio, para a desova”, afirmou Augusto Porto. O pescador adiantou que a lampreia apanhada desde o início de Janeiro “tem saído boa” e que, “na primeira venda, os exemplares têm atingido os 30 euros”. A lampreia pode medir mais de um metro e pesar cerca de dois quilogramas, sendo considerada uma verdadeira iguaria da região do Minho. Já Luís Miguel Ferreira, da direcção da Associação de Pescadores do rio Lima, foi mais cauteloso que os colegas do rio Minho. Admitiu que, em relação à safra de 2019, “Janeiro deste ano começou melhor, mas a quantidade ainda é reduzida”. “Ainda não se pode especular se vai ser um ano melhor ou pior do que 2019. É muito cedo”, disse. Luís Miguel Ferreira referiu que, “por maré, estão a ser pescadas uma média de 10 a 12 lampreias” e que “o preço, em lota, ronda os 40 euros”.


Em Aranhas, no Concelho de Penamacor, de 24 a 26 de Janeiro

Festa das Varas do Fumeiro celebra produtos de excelência da Beira Baixa

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Festa das Varas do Fumeiro regressa de 24 a 26 de Janeiro, a Aranhas, no concelho de Penamacor. Os enchidos são “reis” na festa, num evento que conta, ainda, com expositores, tasquinhas, música e muita animação. Esta festa pretende destacar o enchido, um dos produtos de excelência da Beira Baixa, e pretende unir as tradições locais do mês de Janeiro aos produtos de excelência, afirmando os saberes e sabores da aldeia de Aranhas. O evento é inaugurado no dia 24, pelas 17 horas, com visita aos expositores e inauguração da exposição de fotografia “Gentes com história”, da autoria de Jolon, que estará patente no lagar, bem como o showcooking a cargo dos alunos do curso de cozinha e pastelaria do Agrupamento de Escolas Ribeiro Sanches. Para além de muita animação, o programa tem o momento alto, no dia 25, pelas 15 horas, com o Cantar das Janeiras, o Desfile das Varas, a Leitura da Carta do Fumeiro e o Leilão das Varas. À noite, referência para o atelier de gastronomia “À mesa com o fumeiro”, a cargo do Chef Valdir Lubave, às 22 horas.

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O presidente da Ancose e os incêndios de 2017

Todo o efectivo animal inscrito no Livro Genealógico “será reposto” até final do primeiro semestre

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presidente da Associação Nacional de Criadores de Ovinos Serra da Estrela (ANCOSE) quer repor o efectivo animal afectado pelos incêndios de 2017 até final do primeiro semestre de 2020, faltando cerca de 300 animais. Presidente da associação desde 2005, Manuel Marques, em entrevista à Gazeta Rural, diz que depois de conseguir ultrapassar o primeiro desafio, - que foi repor a estabilidade financeira da Ancose, que encontrou num estado muito debilitado, conseguida com uma “gestão rigorosa”, - é tempo de olhar para os sócios e ajudar a revitalizar e rejuvenescer o sector. Gazeta Rural (GR): Como está a Ancose neste início de 2020? Manuel Marques (MM): Hoje dá gosto em ser presidente desta associação e há duas razões. A primeira tem a ver com a sua sustentabilidade económica, pois está estável e sem os problemas de outrora. Foram criadas condições para que hoje possamos dizer isto. Já lá vai o tempo em que a Associação não trabalhava para os sócios, ou seja, não produzia riqueza. E estou a falar nas obras que estamos a levar a cabo de melhoramento das condições da nossa sede, mas também para os seus associados. GR: O que mudou? MM: Passámos a ter uma gestão rigorosa e passei a estar mais presente. Tivemos que mudar e contratando pessoas competentes nesta área. Hoje temos um controlo efectivo de todas as actividades da associação, sejam elas de que natureza forem, desde a prestação de serviços até à produção de queijo. Posso dizer que, num determinado momento, tive que dar o meu aval pessoal, para empréstimos bancários, bem como uma conta caucionada. Hoje não há empréstimos bancários nem contas caucionadas e já estamos a pagar IRC e PEC, 18

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o que mostra a saúde financeira da Ancose. É que quando cheguei em 2005 não havia dinheiro para nada, para além de sete meses de salários em atraso. GR: E como estão os associados? MM: Como toda a gente sabe, os incêndios de 2017 foram uma tragédia e nós temos dado inúmeros apoios aos nossos associados, desde a alimentação para os animais, até à oferta de um ano de melhoramento genético, no valor de cerca de 3 euros por animal. Porque temos saúde financeira podemos e devemos fazer isto, pois é para os nossos associados que trabalhamos.

GR: O sector já recuperou dessa tragedia? MM: Ao nível de animais perdidos, e que faziam parte do Livro Genealógico, já entregámos de um milhar e falta-nos entregar cerca de 300 ovelhas. Acredito, contudo, que até final do primeiro semestre deste ano todo o efectivo animal do contraste leiteiro, que estava inscrito no Livro Genealógico, será reposto. Esse ‘favor’ devo-o ao então ex-ministro da Agricultura, Capoulas Santos; à Ordem dos Médicos Veterinários; aos Serranos de Newark, à Força da Natureza de Cascais e outros contributos. Quero, contudo, dizer que, além destes apoios, dos beneméritos que nos ajudaram a repor este efectivo animal, houve também grandes custos para a Ancose. Basta dizer que comprávamos as borregas a 70 euros e estavam na Associação durante três a quatro meses e isso teve custos. Devo esclarecer que, da conta geral da Ancose, houve necessidade de ‘injetar’ cerca de 10 mil euros na conta de


MM: Naturalmente. A primeira foi a recuperação financeira, que era im‘Subsídios’. E explico. Nós temos contas seperiosa, agora é manter e, se possível, aumentar o efectivo animal, mas paradas, o que são ‘subsídios’ e a conta geral também tornar este sector atrativo para os mais novos. da associação. Tudo está claro. Quando não Como sabe, para produzir um quilo de queijo são necessários 5,5 litros há dinheiro na conta ‘Subsídios’, fazemos uma de leite. Para se vender o queijo Serra da Estrela, como alguns querem fatransferência da conta geral. zer, a preço baixo, haverá algumas ‘mixórdias’ que o presidente da Ancose É que andam por aí umas aves agoirentes a nunca admitirá. Essa é uma das minhas funções. Queremos Queijo Serra dizer que o que estamos a gastar nas obras de, da Estrela genuíno e de qualidade. no valor de cerca de 60 mil euros, é dinheiro dos subsídios, o que não é verdade. Quem quiGR: Está preocupado com o facto de, diz-se, haver queijo Serra da ser verificar, está à vontade. A isto, juntamos a Estrela com leite de outras origens? carrinha para transporte de animais, bem como MM: Muito preocupado. Digo-lhe que há um ‘senhor’ que diz que a loja que comprámos em Celorico da Beira, junajuda a ovinocultura, mas não compra um litro de leite a um pastor da to à Câmara Municipal, sem vendermos a quinta. região da Serra da Estrela, estejam, ou não, inscritos no Livro GeneaIsto, e digo-o com à vontade, porque temos feito lógico. O leite que utiliza vem todo de Espanha. Permita-me que não uma gestão rigorosa e transparente. diga o nome, mas as autoridades sabem quem é. Para além disso, estamos a pensar num projecto, com os médicos veterinários, para reduzir o preço GR: Qual é o efectivo existente na região? das vacinas dos animais. Queremos ajudar e apoiar MM: Neste momento, em termos globais, rondará os 60 mil anios nossos pastores e produtores de queijo, para mais. Os inscritos no Livro Genealógico têm aumentado, um facto que haja alguma pujança no sector e, também, a que me apraz registar. Para isto, e na minha opinião, muito tem chegada de gente nova. contribuído a instalação da Queijaria Vale da Estrela, em Mangualde. De certo modo, foi isso que ‘obrigou’ os pastores a fazerem o GR: A grande preocupação é o envelhecimento registo. do sector na região?

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Opinião

Dia Internacional do Vinho do Porto assinala-se a 27 Janeiro O

vinho é uma bebida consumida há imensos anos e muitos são os estudos que demonstram os benefícios do seu consumo moderado – cerca de um copo por dia (125ml). O vinho é uma bebida alcoólica produzida através da fermentação do sumo de uva, também conhecido por mosto. A acção dos microrganismos no processo é responsável pela transformação dos açúcares da fruta em álcool etílico. Existem seis tipos de vinho: vinho de “colheita tardia” (onde se inclui o vinho do Porto), vinho espumante, vinho branco, vinho rosé e vinho tinto. Os responsáveis pelas grandes diferenças entre eles e pelas qualidades individuais (pela cor, corpo e adstringência) de cada tipo de vinho são os compostos fenólicos. Estes dividem-se em compostos flavonóides e em não flavonóides. Do primeiro grupo fazem parte as substâncias responsáveis pela função antioxidante dos vinhos. Dos compostos não flavonóides fazem parte as substâncias responsáveis pela redução da pressão arterial no nosso organismo que, por sua vez, reduz o risco de aparecimento de doenças cardiovasculares. Propriedades anti-inflamatórias No geral, além da elevada capacidade antioxidante e dos seus efeitos na saúde cardiovascular, o consumo moderado de vinho contém ainda outros benefícios para a saúde, como as propriedades anti-inflamatórias O resveratrol, composto encontrado nas uvas possui propriedades anti-inflamatórias que reduzem a inflamação crónica do nosso organismo contribuindo para a prevenção do aparecimento de diversas doenças cardíacas e auto-imunes. No entanto, esta redução da inflamação não depende inteiramente do consumo moderado de vinho. Deve também estar associado a uma dieta equilibrada e saudável, à redução do stress emocional e à prática de actividade física. Na saúde mental, estudos indicam que um copo de vinho (125ml) ocasionalmente pode reduzir o nível de depressão. Também promove a longevidade, graças ao elevado teor de antioxidantes, estudos demonstram que beber quantidades moderadas de vinho como parte de uma dieta saudável pode aumentar a longevidade. Na promoção da saúde intestinal, estudos sugerem que o vinho tinto pode promover o desenvolvimento de bactérias intestinais saudáveis, o que pode melhorar os marcadores da síndrome metabólica em pessoas com obesidade.

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O vinho do Porto

No que diz respeito ao vinho do Porto, este é mais fortificado e mais doce que os vinhos comuns. No entanto o seu valor de álcool pode ser superior a 20% (sendo que em vinhos comuns este valor não ultrapassa os 10 a 15%). Cada grama de álcool contém 7kcal, por essa razão, o Vinho do Porto é a variedade com maior valor energético – 248 kcal (por 1 copo de 150ml) e teor de açúcares. Um copo de vinho tinto contém aproximadamente 98 kcal. Ainda assim, este valor acaba por ser difícil de medir e de controlar, uma vez que as garrafas de vinho não contêm rótulo nutricional e a única alternativa passa assim pela conversão das gramas de álcool para calorias. É importante referir, no entanto, que o consumo de bebidas alcoólicas em grandes quantidades está associado a diversos malefícios para a saúde, incluindo um risco aumentado de certos tipos de cancro, diabetes, doenças cardíacas, doenças hepáticas e pancreáticas, além de problemas de fertilidade, dores de cabeça, enxaquecas e distúrbios do sono. Uma ingestão moderada refere-se a 1 a 2 copos (250ml) de vinho para homens e 1 copo (250ml) para mulheres por dia. Catarina Sofia Correia Nutricionista Clínica Tejo Saúde, Parceira Fitness Hut - Grupo VivaGym


Com Denominação de Origem (DO) Beira Interior

Certificação do Vinho Callum é já uma realidade A

pós um longo processo, e na sequência de inúmeras diligências efectuadas, a casta Callum foi finalmente considerada para efeitos de Identificação Geográfica (IG) Terras da Beira e Denominação de Origem (DO) Beira Interior. Cumprindo os critérios definidos, os produtores de Oleiros poderão certificar o vinho obtido da casta Callum. Outra medida que ajudará a projectar ainda mais o vinho histórico oleirense é a sua inclusão na Rota do Vinho da Beira Interior. Nesse âmbito, o Município de Oleiros e a Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior assinaram um protocolo de parceria que visa, acima de tudo, a promoção da Beira Interior como região vitivinícola e destino de enoturismo. O protocolo foi assinado durante as Jornadas de Enoturismo que decorreram na Guarda, numa cerimónia que contou com a presença do vice-presidente da Câmara de Oleiros, Victor Antunes; da Secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, assim como dos representantes dos vários municípios que integram esta rede de promoção regional. Com a implementação da Rota do Vinho da Beira Interior pretende-se a criação de um roteiro organizado e estruturado que irá fomentar o trabalho em rede, dando a conhecer, a quem visita a Região, as terras da Beira Interior. Do mesmo modo, pretende-se proporcionar a turistas e visitantes experiências diferenciadoras e memoráveis, através da dinamização, comercialização, promoção e valorização da actividade vitivinícola da Beira Interior e afins, entendidas como produto turístico e cultural da região. www.gazetarural.com

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Diz João Paulo Gouveia, presidente da ADDLAP, à Gazeta Rural

“É pena que o Plano de Desenvolvimento Rural seja transversal ao país” O

presidente da Associação de Desenvolvimento Dão, Lafões e Alto Paiva (ADDLAP) defende a diminuição da burocracia do Plano de Desenvolvimento Rural (PDR), que, na sua opinião, afasta jovens e menos jovens dos territórios rurais, sustentando que “diminuir a burocracia é fundamental para a execução do PDR 2020”. Num olhar para 2019, João Paulo Gouveia, em entrevista à Gazeta Rural, elencou os projectos de investimento feitos na área dos cinco municípios que integram a associação, salientando a sua importância para o território.

território. No quadro do PO Centro (Fundo Social Europeu) temos 25 candidaturas aprovadas, num investimento superior a um milhão de euros. Nesta altura temos abertas candidaturas (até 17 de Janeiro) para pequenos investimentos na transformação e comercialização de produtos agrícolas, que permitirão um investimento de 400 mil euros no território. Está também aberta a medida das cadeias curtas e mercados locais até 22 de Janeiro. Na formação e na qualificação foram aprovados sete projectos, três dos quais já financiados, e iremos dar início a novos projectos nesta área destinados a empresas dos sectores agrícola e turístico, ligados ao mundo rural. Na cooperação e inovação temos aprovados quatro projectos. Gazeta Rural (GR): Como correu o ano de Destacaria um, que é uma parceria vasta do Waste2Value, de 2019 para a ADDLAP? valorização de subprodutos da actividade agrícola, que receJoão Paulo Gouveia (JPG): A ADDLAP é uma asbeu recentemente o prémio de empreendedorismo e inovação sociação que gere fundos comunitários para cinco a nível nacional do Crédito Agrícola. Temos também três promunicípios, a que presido há seis anos e meio. Faz a jectos de cooperação no DLBC na área da agricultura familiar, gestão do Desenvolvimento Local de Base Comunitána promoção dos produtos e na animação cultural. ria (DLBC) e 2019 foi um ano de investimentos signiDirei que, em termos genéricos, temos aplicados cerca de ficativos e de grande alocação de meios ao território, três milhões, dos 6,5 milhões de euros permitidos em termos mas também a contratação de um novo coordenador, de investimento no território, em projectos aprovados, que do Dr. Guilherme Almeida, que tem desenvolvido um temos visitado com regularidade. trabalho brilhante. De facto, a ADDLAP acaba por ser um instrumento que Temos uma dotação financeira de um pouco mais de apoia aquilo que é, como o próprio nome indica, a estratétrês milhões de euros, que têm que alavancar investigia local de base comunitária, o DLBC. Desenvolvemos uma mentos no território de mais de seis milhões de euros nos estratégia de desenvolvimento de base comunitária particinco municípios, o que é sempre pouco. Temos cerca de cipada, na qual participaram mais de meia centena de ins14 candidaturas aprovadas, no âmbito do FEADER 2020, tituições locais dos cinco municípios onde a ADDLAP está com cerca de três milhões de euros de investimento no inserida, e, a partir daí, esta foi uma estratégia vencedora,

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que nos permitiu conhecer bem o território e fazer uma abordagem ‘bottom up’, que o LEADER deve fazer, de baixo para cima, feita através e pelas pessoas e colocada ao seu serviço.

JPG: Acaba por afastar, genericamente, as pessoas, porque tudo o que é difícil de fazer as pessoas não querem. Uma coisa é termos regras, e todas são bem-vindas, outra coisa difeGR: Mas isso não esbarra num PDR que olha para o país rente é haver um excesso de burocracia e de orcomo um todo e não para as suas especificidades locais? ganismos. Uma pessoa que queira licenciar uma JPG: Sim, e é pena que o PDR seja transversal ao país. Ou seja, exploração agrícola, tem que ir a cinco ou seis quando temos uma estratégia de especialização local, que é difeorganismos diferentes. Quem hoje quiser fazer rente da estratégia de um território que esteja mais distante de um projecto agrícola ou contrata uma empresa nós, é pena que o PDR seja tábua rasa para o país inteiro. Mais consultora ou não tem capacidade para o fazer. do que isso, lamentamos o facto de o PDR 2020 concentrar todo Um exemplo: Porque não se cria uma medida o desenvolvimento de base local dentro da exploração agrícola, que permita fazer um investimento como o VITIS. quando não é isso que se pretende. Ou seja, não há uma única O programa de reestruturação e reconversão de medida aberta para, por exemplo, requalificar caminhos rurais, ou vinhas é de louvar. Nem tudo está mal, pelo conelectrificação do meio rural, ou, ainda, colocação de fibra óptica trário. Tem que ter os documentos e comprovatie internet nestas regiões. Portanto, parece-nos que, de facto, há vos do investimento. E nem poderia ser de outra um PDR que precisa de algumas melhorias e temos feito chegar maneira. Outra coisa diferente é ter que fazer um à tutela estas sugestões, tal como o facto de ser muito burocráinvestimento agrícola e ter que apresentar mil e um tico. documentos, quando o IFAP ou a ADL vão ao local e Transcrevemos os normativos comunitários, mas deveríamos verificam e confirmam se o investimento está feito ajustá-los à nossa realidade. Por exemplo, a idade média dos e os documentos respectivos. Porque não tabelar o nossos agricultores é superior a 65 anos, pelos que deveríamos investimento? Se vai comprar um trator, ele tem que ter uma medida especifica para que essas pessoas continuascorresponder, em termos de potência, à área e ao insem no território, onde são importantíssimas. Não podemos vestimento a que está associado. exigir que pessoas com essa idade, que muitas vezes têm uma Não é necessária tanta burocracia. Na maior parte formação parca, peçam não sei quantos orçamentos, que os das vezes fazemos a transposição dos normativos codigitalizem e que depois vão fazer pedidos de pagamentos munitários, aplicamos tudo e esquecemos que não os parcelares. Entendemos que deve haver uma simplificação estamos a aplicar às mesmas pessoas e aos territórios do PDR e, sobretudo, haver esse entendimento por parte dos onde estamos inseridos. Diminuir a burocracia é fundaserviços do ministério da Agricultura, do IFAP. Este orgamental para a execução do PDR 2020. nismo foi praticamente desmantelado e que hoje é quase um banco, um organismo pagador. Lamentamos isso, tão qualificados são os técnicos que lá trabalham, com perdas gravíssimas para os territórios. GR: Essa jovens?

burocracia

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Revela um estudo científico

Águas termais do Centro de Portugal são eficazes no tratamento de doenças de pele A

s águas minerais da região Centro apresentam um elevado pocinco das águas minerais analisadas. tencial de eficácia para o tratamento do acne e de outras doenPara Ana Palmeira-de-Oliveira, coordenaças da pele, de acordo com os resultados de um estudo conduzido em dora da investigação na Universidade da Beira 16 estâncias termais integrantes da rede Termas Centro. O estudo, Interior, este estudo confirma o potencial que que sugere a aplicação destas águas minerais em cosméticos e disjá se reconhecia às águas minerais naturais positivos médicos, foi publicado na revista científica “Environmental da região Centro. “As águas minerais naturais Geochemistry and Health”, órgão oficial da Sociedade Internacional são procuradas para o tratamento ou suporte de Geoquímica e Saúde Ambiental. de doenças do foro dermatológico, como derAs águas minerais naturais portuguesas têm sido cada vez mais matites ou psoríase, entre outras. Em Portugal, procuradas para alívio de problemas de pele, com resultados poa informação científica de suporte à sua aplicasitivos para quem a elas recorre. No entanto, as indicações teração clínica em doenças do foro dermatológico é pêuticas das águas minerais portuguesas têm incidido preferencialescassa, quando comparada com outros países. mente nos sistemas respiratório, reumático e musculoesquelético, Este estudo apresentou-se assim como uma proexistindo, até agora, poucas evidências científicas da eficácia desposta pioneira a nível nacional para investigar a tas águas nos problemas dermatológicos – uma lacuna a que este bioactividade das águas minerais naturais portuestudo veio responder. guesas, validando a sua acção preventiva e/ou teOs investigadores analisaram os efeitos do contacto entre as rapêutica”, diz a investigadora. águas minerais naturais das termas da região Centro e seis estirDa mesma forma, o estudo abre a porta a possípes de bactérias e fungos que colonizam a pele humana. Os reveis aplicações destas águas. “Este projecto permisultados obtidos demonstraram que os diferentes microrganistiu-nos avaliar in vitro a bioactividade das diferenmos apresentaram comportamentos distintos quando expostos tes águas termais da região Centro, agrupadas por às águas minerais naturais, e que os mesmos microrganismos perfis químicos semelhantes. Com esta informação, reagiram também de forma diferente perante águas minerais as estâncias termais poderão posteriormente desende estâncias termais diferentes. O caso mais evidente de efivolver novos produtos, como cosméticos ou dispositicácia das águas minerais da região Centro aconteceu perante vos médicos, detentores de elevado valor acrescentaa bactéria Cutibacterium acnes, a qual, como o nome indicia, do”, explica a mesma investigadora. está associada a grande parte dos casos de acne. As águas Adriano Barreto Ramos, coordenador da rede Terminerais da região Centro analisadas fizeram diminuir o cresmas Centro, sublinha a importância para as estâncias cimento desta bactéria, com especial eficácia das águas sultermais de se desenvolverem investigações científicas fúreas/bicarbonatadas/sódicas, em que o crescimento dimique estudem as propriedades terapêuticas das águas nuiu entre 20% e 65%. minerais da região. “Estudos científicos como este, que Mas houve outros resultados significativos. A bactéria teve honras de publicação numa revista de referência Staphylococcus epidermidis, por exemplo, registou uma diinternacional, são fundamentais no caminho da consoliminuição de 10 a 35% em quase todas as águas de base dação das estâncias termais como centros preferenciais sulfúrea e/ou sódica estudadas. Em relação à bactéria papara quem procura tratamentos de saúde personalizatogénica Escherichia coli, muitas das águas minerais analidos. A rede Termas Centro congrega estâncias termais casadas também fizeram diminuir o crescimento bacteriano, pacitadas para responder às mais variadas terapêuticas, enquanto o crescimento do fungo Candida albicans, rescujas águas, como se conclui deste estudo, poderão ser a ponsável pela infecção candidíase, sofreu diminuição em base de novos produtos e tratamentos”, destaca.

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Última Hora

Pretensão foi bem recebida pela ministra da Agricultura

Região da Bairrada reclama centro de investigação de espumantes

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presidente da Comissão Vitivinícola da A ministra remeteu também para mais tarde novidades sobre medidas Bairrada (CVB), Pedro Soares, pediu a para fazer face à situação de seca que ainda afeta o sul do país, em escriação de um centro de investigação de espupecial o Alentejo. “O assunto está também na nossa agenda, que está mantes, pretensão bem recebida pela ministra alicerçada num trabalho que tem vindo a ser feito para promover um da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque. regadio cada vez mais eficiente, adaptando as próprias culturas”, disse “A criação de um centro de investigação para a ministra, acrescentando que é preciso apostar na inovação, pensando trabalhar a produção de espumantes nesta reem formas alternativas de captação e retenção de água. Maria do Céu gião, que é responsável por cerca de 50% da proAlbuquerque garantiu que “o Governo está atento, está preocupado dução nacional, é um projecto muito interessante e quer encontrar soluções” que sirvam as pessoas. “A forma como o que vem ao encontro da estratégia do Governo vamos fazer será apresentada em breve”, prometeu. para o território”, disse a ministra, à margem da A criação de um centro de investigação de espumantes é uma reisessão do 40.º aniversário da Região Demarcada da vindicação antiga da CVB e do seu presidente, que justificam a meBairrada, que decorreu em Anadia. dida com a necessidade de tirar partido do crescimento do mercado Maria do Céu Albuquerque explicitou que a esmundial de espumantes, que vale quase cinco mil milhões de euros. tratégia do Governo para o setor passa por “ter um No caso português, seria também uma medida destinada a revitaconjunto de centros de investigação, de estações, relizar as instalações da CVB, que funcionam em Anadia. A Região Devitalizando, dando vida a equipamentos que existem marcada da Bairrada, lembra Pedro Soares, é responsável por mais por parte do Ministério da Agricultura, numa parcede metade da produção nacional de espumantes, encaminhando ria com os atores do território: câmaras municipais, uma parte cada vez maior para exportação. comunidades intermunicipais, representantes regioNo ano de 2019, a Região produziu mais de 21 milhões de litros nais”. de vinhos, espumantes e tranquilos. Houve uma quebra de 15 por No caso da Bairrada, a governante destacou o papel cento na produção de brancos e de cinco por cento na produção da Comissão Vitivinícola, mas acrescentou a necesside tintos. “A baixa de produção foi compensada pela qualidade. dade de envolver no projeto “instituições de ciência e 2019 foi um ano de bons vinhos”, assegura Pedro Soares. A Bairtecnologia, nomeadamente laboratórios colaborativos”, rada tem atualmente cerca de 2.400 produtores de vinhos tincriando com isso condições para “promover a agricultos, brancos e rosados, que exploram 6.400 hectares de vinha. tura e os seus produtos, aumentando a sua quota na Pedro Soares garantiu que o número de pessoas ligadas à culeconomia nacional”. Maria do Céu Albuquerque não quis tura do vinho e da vinha na região é “substancialmente” maior, avançar uma data para o arranque do projeto, lembrando dando como exemplo a Cooperativa de Cantanhede, que tem que “a agenda de projetos do Ministério da Agricultura vai à volta de mil associados. entrar em discussão pública, para convocar e congregar para este desafio todos aqueles que, em cada um dos territórios, tanto têm feito para preservar a tradição”. www.gazetarural.com

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Nas áreas do investimento, água e energia

FENAREG apresentou prioridades do regadio à Ministra da Agricultura A

Federação Nacional de Regantes de Portugal (FENAREG) nição de uma Estratégia Nacional para o Regadio entregou à Ministra da Agricultura um memorando com as em Portugal até 2050, com um plano de acção a prioridades de actuação e investimento para mais e melhor regaexecutar durante o próximo Quadro Comunitário dio em Portugal. Numa audiência com Maria do Céu Albuquerque, de Apoio até 2030. O documento detalhado foi hoje a FENAREG apresentou um conjunto de medidas que considera entregue à Ministra da Agricultura. prioritárias para a sustentabilidade do regadio, sector de imporNo âmbito das negociações sobre a reforma da tância crescente para as explorações agrícolas e para a agriculPAC e dos restantes instrumentos financeiros da tura nacional. União Europeia, Portugal deverá submeter à ComisSão três pontos que os regantes consideram essenciais. O são Europeia um documento de “Estratégia Nacioprimeiro é o investimento no sector e que passa por continuar nal”. Sendo o regadio um factor determinante para a modernização do regadio para melhorar o funcionamento e o sucesso da agricultura no nosso país e para o aumaximizar a eficiência no uso dos recursos. mento da coesão do nosso território, não é possível O segundo tem a ver com a necessidades de aumentar a estabelecer uma estratégia para a agricultura portucapacidade de armazenamento de água, bem como a regulaguesa que não incorpore, à partida, o desenvolvimento rização das bacias hidrográficas e a ligação em rede das difuturo das infraestruturas de rega e de todas as matéversas infraestruturas e reservatórios. Para além disto, conrias que são relevantes para mais e melhor regadio no sideram muito importante adoptar práticas de agricultura de nosso país. precisão ao nível das tecnologias de rega. “É essencial uma política agrícola orientada para o Por último sustentam como fundamental aumentar a efiregadio, geradora de condições de fundo para um deciência energética e substituir fontes de energia convensenvolvimento do território rural e crucial à sustentabilicionais por renováveis nas infraestruturas de regadio, bem dade da produção nacional de alimentos”, defendeu José como adequar os contratos à actividade sazonal da rega, Núncio, presidente da FENAREG, na audiência com Maria nomeadamente a possibilidade de contratar duas potêndo Céu Albuquerque. cias eléctricas diferentes ao longo de 12 meses. Estas medidas constam de um estudo alargado que a FENAREG promoveu, dando o seu contributo para a defi-

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Presidente da Associação Florestal do Baixo Vouga quer “esperar para ver”

As Florestas no Ministério do Ambiente “não me parece uma decisão acertada” O

actual governo decidiu transferir a Secretaria de Estado das Florestas para o Ministério do Ambiente, uma decisão que o presidente da Associação Florestal do Baixo Vouga admite não parecer “uma decisão acertada, mas vamos esperar para ver”. Neste quadro, António Augusto Guimarães, em entrevista à Gazeta Rural, questiona o atual enquadramento do meio rural e quem representa quem.

que estava dependente do ministério da Economia, tendo passado depois a secretaria de Estado. Penso que faria sentido. Todavia, há que dizer que as alterações climáticas também nos preocupam, como a todos de uma forma geral. A floresta é um sumidouro de carbono, um pulmão para melhorar a qualidade do ar, bem como noutras valências, como Gazeta Rural (GR): O Governo separou as florestas do ministéno domínio hídrico, nos solos e na biodiversidade. rio da Agricultura. Está de acordo com esta medida? Tudo isto está associado e poderia até haver outras António Augusto Guimarães (AAG): Não tenho elementos para sensibilidades para estas questões. saber o que resulta dessa decisão, mas não me parece uma deciEm relação ao meio rural, no atual enquadramensão acertada. Vamos esperar para ver. Eu trabalhava nos serviços to, quem representa quem? Como se fazem as polítido Ministério da Agricultura quando as florestas foram enquadracas de integração, de planos e de projetos para que o das nos serviços das Direções Regionais de Agricultura, o que foi mundo rural seja cuidado como um todo e não a parmuito bom, com uma adaptação excelente, numa altura em que te? Esse tem sido um dos problemas, porque o sector já se começava a sentir o esvaziamento dos serviços do ministéestá espartilhado. rio. Como entendo que foi um trabalho muito positivo, tenho as Não faz sentido. Sendo o país tão diferente, ou pegaminhas reservas nesta alteração que me parece brusca. mos no mundo rural como um todo, numa ideia conA isto, queria acrescentar que o meio rural é um todo, pesjunta para darmos respostas aos problemas sentidos e soas e meio envolvente. No que se refere às atividades mais reais, adaptados a cada caso, consoante as caraterísticas frequentes do sector primário, agricultura, pecuária, floresta do território, ou então mais vale estar quieto. Vejamos a além de outras igualmente importantes, relacionadas com o legislação das limpezas florestais, para proteção urbana meio ambiente, território, turismo, etc, etc. Por isso, do meu do meio rural, que, para além dos exageros, parece-nos ponto de vista, isto deveria ser pensado e feito de forma ininsustentável do ponto de vista económico, da propriedategrada e agregadora, em especial nos tempos que correm. de privada, pelos prejuízos que causa e mesmo do ponto de vista florestal. GR: Faria sentido a agricultura e o ambiente estarem num só ministério? GR: De que modo as alterações climáticas se têm feito AAG: Os meus cabelos brancos já me permitem dizer sentir na floresta? que quando comecei a trabalhar pertencia à direcção geral AAG: Para lhe responder dou-lhe um exemplo. Eu tinha 28

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uma propriedade de cerca de 5 ha em canizada. A questão é convencer as pessoas a aderir, um ponto que nos parece Oliveira de Frades, alugada à Portucel, muito importante. numa zona, e numa altura, onde o euOutro, que reputamos de importante, é a prevenção florestal, fundamental calipto era uma espécie rara. No ano da para que as pessoas não desanimem. Continuaremos a insistir no planeamento plantação uma geada ‘queimou’ tudo. do território, onde contaremos com a sensibilidade e ajuda dos municípios da Foi muito difícil o eucalipto desenvolver região. Interessa trazer o bom senso para os Planos municipais de defesa contra nessa região. Hoje é uma zona fantástiincêndios combatendo os exageros da atual lei. Qualquer dia em vez de termos ca para esta espécie. Com as alterações um país florestal, temos um país a mato. Como se sabe é o maior rastilho para climáticas, não há geadas naquela zona. alimentar os incêndios. Em alternativa, preferimos a via do planeamento e da Hoje há outros problemas, resultantes gestão que consideramos indispensáveis. dos incêndios de 2017, que se traduz num A nossa Associação tem cerca de 7.000 hectares de área certificada. Sentiabandono quase completo, pois naquela mos que com uma boa gestão e planeamento, com a limpeza das propriedazona não há um palmo de terra lavrado. des, conseguimos, na medida do possível, reduzir o efeito terrível dos incênOu seja, ninguém deu um passo para redios. Para além disso, tem de haver uma mão pesada para os incendiários. converter aquele território, o que nos preocupa bastante. GR: Nesta nova organização do Governo há a promessa de mais apoios às associações. Como olha para isto? GR: Foi apresentado o plano de atividaAAG: Estamos esperançadas que isso venha a ser cumprido, especialmendes da Associação para o próximo ano. O te por duas linhas que vêm anunciadas no programa. Uma é a possibilidade que mais destaca? de haver contratos/programa. A nossa Associação desempenha muitas taAAG: A nossa região de trabalho, bem refas que, do nosso ponto de vista, são da competência do Estado. Tudo o como todo o Norte e Centro do país, possui que é formação e informação era da responsabilidade do Estado e, neste um problema complexo que tem sido ignoramomento, são as Associações que fazem todo esse trabalho. Considerar do por todos e que se prende com o minifúnque as associações são parte para fazer esse trabalho é importante. dio. Atualmente, a AFBV com a maturidade Por outro lado, a proposta de ajuda à constituição de áreas, agrupaconseguida até ao momento tenta agrupar a das ou agregadas, a serem desenvolvidas pelas associações, parece-nos gestão das pequenas áreas, para serem traextremamente importante. O que podemos garantir é que os nossos balhadas em conjunto e ganhar economia de governantes podem contar com o movimento associativo, para ajudar escala. Isto teria efeitos não só na gestão, mas nesses e em muitos outros trabalhos que a floresta nos exige. também na proteção contra incêndios. Desse Tendo em conta que cerca de 97% do território é privado, é necessámodo, o território seria mais cuidado e geraria rio e fundamental ouvir os produtores florestais para a implementação mais valor. das políticas adequadas. A AFBV é representada pela FORESTIS, enHá legislação que prevê criar as entidades e tidade de grau superior que congrega 32 associações de base e que unidades de gestão em áreas de 100 hectares, o conhece como ninguém o território do minifúndio. Como tal deve ser que não irá acontecer na nossa região, onde reina ouvida e apoiada para levar a efeito as políticas que todos queremos o minifúndio e, por isso, é muito complicado. Conpara a floresta especialmente a nível regional, com o apoio e comsideramos que uma área de 10 hectares já é uma prometimento das autarquias locais. Acreditamos que esse pode ser unidade com alguma escala para ser tratada e meo caminho para um futuro melhor para a nossa floresta local.

ASS. FLORESTAL DO BAIXO VOUGA

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Liderada por Lisboa Francisco Moreira, do Instituto Superior de Agronomia

Investigação conclui que o combate “não resolve problema” dos incêndios I

nvestigadores de regiões com clima mediterrânico, incluindo de Porterritório e tornará ineficaz o combate quando tugal, concluíram que os investimentos feitos no combate aos incênocorrerem incêndios em dias de grande calor, sedios florestais “não resolvem o problema” e vão originar, a curto prazo, cura e ventos fortes”, sublinham os autores do arfogos “tão intensos” e impossíveis de enfrentar. tigo, frisando que “o aparente sucesso do combate Estas conclusões constam de uma análise às actuais políticas de gesno curto prazo vai originar, a médio prazo, incêndios tão de incêndios nas regiões com clima mediterrânico feita por 22 cientão intensos que são impossíveis de combater por tistas, quatro dos quais portugueses, e liderada por Francisco Moreira, mais bombeiros, autotanques e aviões que se moinvestigador do Instituto Superior de Agronomia (ISA) de Lisboa. bilizem”. No trabalho, publicado na revista Environmental Research Letters, Os investigadores consideram também que o os investigadores consideram que o destaque dado ao combate dos sucesso de uma política de incêndios não deve ser incêndios florestais nestas regiões está destinado “a falhar os seus medido principalmente pela extensão da área ardida objectivos” e recomendam que os investimentos em recursos humanum fogo ou ano, mas sim pela magnitude dos imnos e financeiros sejam equilibrados entre o combate e prevenção. pactos socioeconómicos causados pelo fogo. “Tal muOs investigadores defendem que o combate “não resolve o prodança de paradigma não obriga a uma diminuição dos blema”, uma vez que, “apesar dos esforços crescentes de combate esforços de combate, mas coloca ênfase crescente na aos incêndios, a extensão da área ardida em cada ano continua a gestão da vegetação e na preparação das populações. depender, em grande parte, das condições meteorológicas”. “DeIsto virá a permitir a redução do esforço de combate à vido ao aquecimento global, bem como às alterações nas paisamedida que o território, as pessoas e os bens forem figens causadas por diferentes factores que levam ao aumento da cando menos vulneráveis ao fogo”, salienta a análise. quantidade de vegetação inflamável nestas regiões, é de esperar O estudo conclui ainda que “é essencial resistir à tentaque incêndios de grande extensão e severidade se tornem mais ção política de responder a cada novo episódio de incêncomuns”, refere a análise para justificar tal recomendação. dios catastróficos com investimentos cada vez maiores no O trabalho liderado pelo investigador português concluiu tamcombate”. bém que há o surgimento de “um efeito perverso causado pelo Além de Francisco Moreira, que liderou o projecto sobre investimento desproporcionadamente grande na supressão do a análise das actuais políticas de gestão de incêndios nas fogo”. Segundo o documento, as políticas existentes nas regiões regiões com clima dito “mediterrâneo” (bacia Mediterrâmediterrânicas levaram à designada “armadilha do combate”, nica, Chile, África do Sul, Califórnia e Austrália Ocidental), que resulta de o investimento estar muito focado na extinção foram ainda co-autores da investigação os portugueses Fido fogo e negligenciar a gestão da vegetação combustível, “o lipe Catry (ISA), José Miguel Cardoso Pereira (ISA) e Paulo que só adia a ocorrência de grandes incêndios”. Fernandes (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro). “Com estas políticas, a vegetação vai-se acumulando no 30

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Processo está na fase final e terminará em breve

Certificação do Maranho da Sertã está praticamente concluída A

certificação do Maranho da Sertã, enquandutos com IGP apresentam a respectiva menção, assim como a marca to produto com Indicação Geográfica Protede conformidade e o logótipo comunitário. gida (IGP), está praticamente concluída, entrando “É importante ter a noção do que a certificação IGP significa para agora na recta final do processo legislativo. A inforum produto. Neste caso em particular, quer dizer que o Maranho mação foi dada pelo Ministério da Agricultura, Florecebe o nome da região e lugar onde foi produzido e que as suas restas e Desenvolvimento Rural à autarquia local. características dependem, única e exclusivamente, desta mesma reO presidente da Câmara da Sertã mostrou-se gião, ou seja, a Sertã”, explicou José Farinha Nunes. “muito satisfeito com a notícia” e diz que “esta é o O processo de certificação do Maranho entra, agora, na sua fase corolário de um longo processo de certificação do derradeira. Segundo informações da Direcção-Geral de AgricultuMaranho, que o Município empreendeu, conjuntara e Desenvolvimento Rural (DGADR), o processo está pronto para mente com a Associação de Produtores do Concelho seguir para Consulta Pública nacional, aguardando-se apenas a puda Sertã (Aproser)”. “Sempre acreditámos na viabiliblicação em Diário da República do respectivo documento oficial. dade deste projecto de certificação, que consideráPara José Farinha Nunes, a certificação IGP não “é meramente vamos fundamental para a afirmação do Maranho. O simbólica, mas antes um veículo importante conducente à criação Maranho precisa desta certificação e a Sertã reforça de valor acrescentado para o produto e para o tecido empresaassim o seu estatuto enquanto terra de origem desta rial, que passa agora a vender Maranho certificado e com denoiguaria que é produzida no nosso concelho há mais de minação de origem”. dois séculos”, sublinhou José Farinha Nunes. O autarca da Sertã acredita que “2020 será o ano do Maranho, A certificação IGP, regulamentada pela União Euroganhando assim um novo impulso que será concerteza saudapeia, protege os nomes dos produtos cuja produção, do por todos os agentes económicos da nossa região, que têm elaboração e transformação ocorrem numa região delisabido transformar este produto numa iguaria absolutamente mitada. Garante, deste modo, ao consumidor que o prosingular”. duto tem sabor e aroma diferenciados, que foi obtido ou processado de forma tradicional, que tem uma enorme ligação ao território e ao saber fazer, e que foi sujeito a um rigoroso sistema de controlo independente. Todos os prowww.gazetarural.com

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Flashes

Autarca de Boticas sente “vaidade e orgulho” na Feira Gastronómica do Porco A

XII Feira Gastronómica do Porco de Boticas abriu em grande a época dos eventos associados ao porco e seus derivados. Milhares de pessoas passaram pelo certame, que este ano teve mais um dia, cumprindo um ritual que se repete e cresce a cada ano. O certame foi inaugurado pela Secretária de Estado da Valorização do Interior, Isabel Ferreira, que se mostrou surpreendida pela grande do mesmo e pelo qualidades dos produtos apresentados. “Estes eventos são um excelente exemplo de como se pode ser, através dos produtores e dos empresários locais, embaixadores dos territórios do interior, mostrando os melhores produtos que têm uma qualidade exclusiva e absolutamente diferenciada”, afirmou a governante. Já o presidente da Câmara de Boticas enalteceu, mais uma vez, o êxito da feira, considerando que “os melhores termos para definir esta feira e esta gente são a vaidade e o orgulho com que eles estão aqui”, afirmou Fernando Queiroga, destacando que “nos empenhamos muito nesta organização”, salientando que o sucesso da mesma “deve-se aos produtores e à qualidade dos produtos que apresentam”.

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Flashes Autarca de Tabuaço recebeu Confraria Grão Vasco e Casa das Beiras de Toronto U

ma delegação da Confraria de Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’, liderada pelo Almoxarife José Ernesto Silva, que se fez acompanhar do presidente da Casa das Beiras de Toronto, Bernardino Nascimento, também presidente da Confraria de Saberes e Sabores de Portugal da Casa das Beiras, foi recebida pelo presidente da Câmara de Tabuaço, Carlos Carvalho, que obsequiou a comitiva com um repasto, num restaurante local. No decorrer do mesmo, a Confraria Grão Vasco entregou a Paulo Fraga, natural deste concelho duriense, e a José Manuel Pinto Amaral, presidente da Cooperativa Agrícola de Tabuaço, o Certificado de Titular da Confraria. Na ocasião, o autarca de Tabuaço lembrou a ligação do seu concelho à Casa das Beiras de Toronto, que já visitou, uma vez que naquela região canadiana onde residem pessoas naturais deste concelho duriense.

Narciso Lopes comemorou 72 anos L

eitor assíduo e amigo da Gazeta Rural, o homem de ‘pé descalço’ da Aldeia de S. Xisto, em S. João da Pesqueira, juntou dezenas de amigos no Cais da Ribeira, na Murtosa, num repasto que teve a ‘assinatura’ da Confraria Gastronómica ‘O Moliceiro’. www.gazetarural.com

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De 16 a 19 de Janeiro

Arouca realiza evento para promover o rafting no rio Paiva

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Câmara de Arouca vai realizar, de 16 a 19 de Janeiro, o “Arouca Rafting Summit”, evento que tem como objectivo promover as águas bravas em geral e a modalidade de rafting praticada no rio Paiva em particular. Integra, entre outras actividades, a descida “Rafting para Todos”, promovendo o rafting como modalidade inclusiva, um workshop sobre resgate e segurança em águas bravas e a conferência “Rafting: passado, presente e futuro”, que será acreditada pelo IPDJ – Instituto Português do Desporto e Juventude, no âmbito da formação contínua de treinadores. Para a presidente da Câmara de Arouca, o “Arouca Rafting Summit reúne diferentes dinâmicas com impacto no município: a natureza, o Rio Paiva, os desportos aventura, neste caso particular o rafting.

Permitirá certamente conquistar novos amantes do rafting, aprofundar conhecimento sobre a modalidade e sobre o Rio Paiva e, acima de tudo, valorizar os nossos recursos”, afirmou Margarida Belém. O “Arouca Rafting Summit” é uma organização da Câmara de Arouca em parceria com a Federação Portuguesa de Canoagem, Clube do Paiva, Just Come, Clube de Canoagem de Águas Bravas de Portugal e AGA - Associação Geoparque Arouca, e conta com o apoio do IPDJ – Instituto Português do Desporto e Juventude.

Agenda Formativa

Odemira recebe Colóquio Nacional da Produção de Pequenos Frutos

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sustentabilidade da produção de pequenos frutos” é o tema central do VI Colóquio Nacional da Produção de Pequenos Frutos, que decorrerá nos dias 22 e 23 de Maio, em Odemira. Esta é uma iniciativa do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV, I.P.) em colaboração com a Associação Portuguesa de Horticultura (APH), Centro Operativo e Tecnológico Hortofrutícola Nacional – Centro de Competências (COTHN-CC) em co-organização com o Município de Odemira. Neste fórum pretende-se analisar e debater áreas fundamentais para a sustentabilidade da produção intensiva de pequenos frutos que não coloquem em causa a competitividade do sector e a rentabilidade das culturas. Nesta sexta edição, o colóquio contará com um painel de oradores nacionais e estrangeiros de reconhecido mérito, investigadores, técnicos, produtores e outros agentes.

AGIM promove formação gratuita de Produção de Cogumelos

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AGIM - Associação para os Pequenos Frutos e Inovação Empresarial vai organizar uma formação de Produção de Cogumelos a realizar nas instalações do NEVA, na Zona Industrial de Vagos, com início a 30 de Janeiro. A formação é gratuita, destina-se à população activa e tem uma duração de 25 horas em horário pós-laboral. Trata-se de uma formação que irá aliar a componente teórica a uma prática que tem por objectivo, no final, que os formandos possam identificar as principais espécies de co34

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gumelos comestíveis silvestres que podem ser produzidos em ambiente artificial; identificar as técnicas de produção e manuseamento de cogumelos comestíveis silvestres “domesticados” em ambiente artificial; executar as operações de produção e manuseamento de cogumelos comestíveis silvestres “domesticados” em ambiente artificial; e reconhecer as normas, circuitos e agentes da comercialização de cogumelos comestíveis silvestres domesticados. As inscrições estão abertas nas instalações do NEVA, pelo número 912010598 ou pelo e-mail eventos@agim.pt. Para Fevereiro está prevista uma formação idêntica em Sever do Vouga.

Cursos de poda na Agrária de Coimbra

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Escola Superior Agrária do Politécnico de Coimbra (ESAC-IPC) promove em 2020 mais uma edição dos cursos de poda da vinha e de fruteiras. Os cursos realizam-se a 1 e a 8 de Fevereiro, respectivamente. Destinados ao público em geral, cada curso tem uma duração total de 7 horas, distribuídas por 4 horas de componente teórica e 3 horas de componente prática. Os cursos têm um custo de 40 euros, que compreende a taxa de inscrição, o seguro e o certificado. A data limite para inscrição é 30 de Janeiro, para o curso de formação em poda da vinha e 6 de Fevereiro para o curso de formação em poda de fruteiras.


Atribuído pela The Europarc Federation

Montanhas Mágicas renovam certificação como destino turístico sustentável O

projecto “Montanhas Mágicas”, que envolve as serras de Montemuro, Arada e Gralheira, recebeu a renovação da certificação como destino turístico sustentável, numa cerimónia que decorreu no Comité das Regiões, em Bruxelas. As “Montanhas Mágicas” viram renovado o galardão atribuído pela The Europarc Federation (Federação Europeia de Europarques), que resulta de uma candidatura apresentada pela ADRIMAG para reavaliação da CETS – Carta Europeia de Turismo Sustentável, aprovada em Setembro. Abrange o território da Associação de Desenvolvimento Rural Integrado das Serras de Montemuro, Arada e Gralheira (ADRIMAG), nomeadamente os concelhos de Sever do Vouga, Arouca, Vale de Cambra, Castelo de Paiva, Castro Daire, Cinfães e S. Pedro do Sul. Na cerimónia e em representação da ADRIMAG, entidade gestora das CETS, estiveram presentes os presidentes das Câmaras de Sever do Vouga, António Coutinho, e Cinfães, Armando Mourisco, bem como os vereadores das Câmaras de S. Pedro do Sul, Pedro Mouro, e Castro Daire, Pedro Pontes, o Coordenador João Carlos Pinho e a técnica Carminda Gonçalves. A certificação atribuída reconhece os territórios que promovem o desenvolvimento turístico com a preservação do património natural e cultural, tendo em conta critérios de sustentabilidade. As “Montanhas Mágicas” envolvem neste projecto de certificação, além dos municípios, vários parceiros locais que potenciam este projecto, como restaurantes, alojamentos locais, hotéis, empresas de diversão, desporto e natureza, comércio local. www.gazetarural.com

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COAPE PROMOVE BOLSA DE TERRAS 28 hectares de terreno disponíveis

A COAPE - Cooperativa Agropecuária dos Agricultores de Mangualde - em parceira com o Município de Mangualde está a promover a Bolsa de Terras que facilita o acesso à terra, dando um uso a terrenos que hoje estão abandonados e sem utilização. Assim, todos aqueles que pretendem expandir ou criar o seu próprio negócio, na área agrícola, florestal e/ou agropecuária, têm através da Bolsa de Terras a oportunidade de o fazer por via de arrendamento de terrenos diretamente ao proprietário. O objetivo da Bolsa de Terras é facilitar o acesso à terra aos novos empreendedores rurais que pretendam dedicar-se a atividades agrícolas, pecuárias ou florestais ou ampliar a sua atividade ao mesmo tempo que evita o abandono e degradação da paisagem e contribui para um crescimento da economia rural. Encontram-se disponíveis 28,42 hectares de terreno para arrendamento nos Municípios de Mangualde, Nelas e Fornos de Algodres, de acordo com a seguinte tabela:

Haverá lugar a uma visita de campo aos terrenos mencionados, oferecida a todos os interessados para que possam conhecer os terrenos. A 1.ª fase de candidatura para a atribuição destes terrenos decorre até 4 de fevereiro de 2020, podendo os interessados consultar mais informações em www.coape.pt/bolsadeterrascoape ou através dos seguintes contactos:

COAPE: 930 505 428 – Paula Henriques cideca@coape.pt

Gabinete de Apoio ao Agricultor da C.M. Mangualde 232 619 880 agricultura@cmmangualde.pt

A iniciativa Bolsa de Terras decorre no âmbito do Projeto “Programa de Valorização da Fileira do Queijo da Região Centro”, apoiado pelo Centro 2020, Portugal 2020 e União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

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Toyota Corolla

Opinião Auto Por Jorge Faromba

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onge vão os tempos em que o Corolla concorria no segmento para um público mais tradicional e o Auris, mais irreverente, para um público mais urbano e jovem. Actualmente com a nova estratégia da marca e a retirada do mercado do Auris, o Corolla assume-se perante os dois públicos e, para tal, a sua estética nesta décima segunda geração, com um centro de gravidade mais baixo e com uma rigidez torsional superior em 60%! à anterior geração. Assim, exteriormente encontramos um modelo irreverente, quiçá com apelo dinâmico bem denunciado e utilizando um visual onde predominam as linhas angulosas com uma zona frontal assumidamente desportiva, com pára-choques e grelha pronunciada. A zona traseira estilizada com faróis horizontais e escurecidos transmitem elegância e, uma vez mais, dinâmica. No interior a marca segue uma tendência claramente inversa, com o Corolla a possuir um desenho mais tradicional, mas mesmo assim inovador. Tradicional, pois mantém linhas muitas direitas na zona frontal – com novos materiais suaves e moles – com um ecrã central destacado do tablier – que pessoalmente não é do meu agrado, mas que é uma tendência em quase todas as marcas, até pela questão da segurança, dado que nos permite não desviar em demasia, para baixo, os olhos da estrada. Pessoalmente prefiro écrans embutidos no tablier, mas é uma questão irrelevante, pois é de gosto pessoal. A inovação advém do tablier não ser “perpendicular” face ao topo superior do tablier, mas recriando um ângulo onde se inscrevem alguns comandos do tablier e depois idêntico angulo para a parte de trás, promovendo deste modo uma maior sensação de espaço ao nível dos joelhos e pernas do condutor e passageiro. Relativamente ao espaço interior este é de bom nível tanto à frente como atrás; o ângulo de aberturas das portas é bastante grande, o que facilita entradas e saídas. A posição de condução é fácil de encontrar e os pedais-volante- banco-manete da caixa de velocidades-apoio de braços estão nos locais corretos para uma condução segura, mas sobretudo com usabilidade no funcionamento deste quinteto O espaço para objectos é prático e com boa dimensão. Mas a Toyota é reconhecida como uma marca que sempre apostou na tecnologia híbrida e não surpreende não encontrarmos aqui versões diesel. Os motores reservados para o Corolla variam entre o 1.8 e o 2.0 Hybrid Dynamic Force. Longe vão os tempos em que a caixa de variação contínua importunava o habitáculo, sendo que hoje está mais refinada e o interior muito mais insonorizado. Já agora o apoio dos bancos é bom e o desenho do mesmo e dos materiais cativa. Em estrada (ou cidade) o Corolla revela-se um modelo mais refinado, mais robusto e mais silencioso. A direção tornou-se mais precisa e comunicativa. O comportamento do Corolla mantém um compromisso entre eficácia e conforto. Pessoalmente, na maioria das marcas privilegio a caixa automática ou de variação contínua, não por preguiça mas pelo conforto que proporciona. As marcas fizeram um bom trabalho no sentido de não se perder “o carro” quando se usa uma destas caixas e, em muitos casos, deixa sempre a opção de patilhas no volante ou sequencialmente na manete de velocidades. Este conforto que me refiro ajuda também na segurança pois estamos mais concentrados noutras tarefas do que na utilização do terceiro pedal e na manete da caixa. Isto porque, na maior parte dos percursos em cidade, existe o pára-arranca e, em autoestrada nem quase mudamos de engrenagem e, em estrada, é que a situação pode ser um pouco mais interessante de usar caixa manual. Obviamente que num verdadeiro desportivo continua a ser revigorante sermos nós a controlar a caixa manual ou mesmo semi-automática pelo prazer que nos dá. Em resumo, a Toyota tentou, com o Corolla, “casar” o classicismo do anterior Corolla e irreverência do anterior Auris, tentando deste modo chegar a esses dois públicos. Certo é que o Corolla ganhou no que a Toyota faz bem: automóveis. Preço entre 28.000 e 32.000€ www.gazetarural.com

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Curtas

D. Henrique ou Largo da Feira (como também é conhecido), mas o certame estende-se também por outras artérias da Vila, nomeadamente no Largo dos Bombeiros e ainda na Praça Gago Coutinho, onde pode encontrar toda a variedade de árvores de fruto para plantar nesta época do ano.

Feira do Queijo de Serpa 2020 já tem data marcada

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XIX Feira do Queijo do Alentejo vai realizar-se de 28 de Fevereiro a 1 de Março, em Serpa. O certame vai decorrer no Parque de Feiras e Exposições e pretende divulgar o queijo de Serpa, um emblemático produto do concelho, bem como outros produtos regionais de qualidade, como os enchidos, o azeite, o vinho, o mel, o pão e as azeitonas. As tasquinhas, com os petiscos locais, têm presença marcada no certame onde também não faltará o Cante Alentejano.

Feira do Campo Alentejano 2020 já tem data marcada

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á está fixada a data para a realização da Feira do Campo Alentejano, em Aljustrel, que irá acontecer nos dias 12, 13 e 14 de Junho. A Câmara local, promotora deste certame que marca a agenda do concelho, mas também da região e do País, já está a preparar aquela que será a XX edição. À semelhança das edições anteriores, esta grande feira agroindustrial irá acontecer no Parque de Exposições e Feiras de Aljustrel, com a intenção de mostrar o que de melhor se faz e produz no concelho. A feira será, assim, uma montra das potencialidades deste território e pretende divulgar as actividades económicas, sendo, por natureza, um espaço privilegiado para a divulgação das actividades agro-pecuárias e agroindustriais, mas também turísticas, sem esquecer as actividades tradicionais, com destaque para o artesanato e a gastronomia. Na edição deste ano esperam-se, novamente, milhares de visitantes a Aljustrel, apostando a autarquia na oferta de um vasto programa cultural e musical que, posteriormente, será divulgado.

Feira Medieval de Torre de Moncorvo

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próxima edição da Feira Medieval de Torre de Moncorvo realiza-se de 24 a 26 de Abril e tem como tema principal “Trovas de D. Dinis na Terra do Ferro”. O Rei D. Dinis não só apreciava literatura, como foi ele próprio um poeta notabilíssimo e um dos maiores e mais fecundos trovadores do seu tempo. Aos nossos dias chegaram 137 textos da sua autoria, distribuídos por todos os géneros (cantigas de Amor, cantigas de Amigo e cantigas de Escárnio e Maldizer). Em 2020, a Feira Medieval mantém as suas características mais importantes, a de ser dedicada ao rei D. Dinis e do ferro estar presente em todas as edições.

Feira de Janeiro em Mação

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ealiza-se no dia 19 de Janeiro a primeira das quatro feiras anuais da Vila de Mação. Esta feira tem como principal destaque as plantas e árvores de fruto, sendo que os visitantes podem aproveitar para comprar também roupa, calçado, outros objectos de utilidade para si e para o lar e muito mais. Os feirantes instalam-se maioritariamente no Largo Infante

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Em Palmela mês de Janeiro é dedicado à Fogaça

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urante o mês de Janeiro, a programação Especial Fogaça de Palmela abre o calendário 2020 do programa de promoção gastronómica “Palmela - Experiências com Sabor!”. A cerimónia da Bênção da Fogaça, em celebração do Dia de Santo Amaro, realiza-se no dia 15, continuando a manter viva esta tradição. Nesta data, era costume a população preparar Fogaças para oferecer ao Santo (a sua forma variava consoante a promessa feita). Cozidas nos fornos comunitários ou nas padarias, as Fogaças eram transportadas até à igreja, em cestos de verga ricamente decorados, para serem benzidas e leiloadas. De 17 a 19 e de 24 a 26 de Janeiro, 14 estabelecimentos de restauração do concelho vão inspirar-se neste biscoito típico para apresentar criativos pratos principais e sobremesas, em mais uma edição dos Fins de Semana Gastronómicos da Fogaça de Palmela.

Feira do Queijo de Seia com inscrições abertas

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Câmara de Seia realiza, na altura do Carnaval, mais uma edição da Feira do Queijo. A XLIII Feira do Queijo vai decorrer este ano de 22 a 25 de Fevereiro. A festa, dedicada à promoção do queijo e dos produtos endógenos do concelho (pão, vinho, enchidos, azeite e mel) vai ter lugar no Mercado Municipal e área envolvente e é promovida em parceria com a Associação de Artesãos da Serra da Estrela, a Associação Nacional Criadores Ovinos Serra da Estrela, a Liga dos Amigos e Criadores do Cão Serra da Estrela e a Associação para o Desenvolvimento Integrado da Rede das Aldeias de Montanha. Assim, aos sabores regionais associa-se um programa de animação, que num ambiente de festa eleva os valores e as tradições locais. Da recriação da Quinta do Pastor, às mostras do Cão Serra da Estrela, as demonstrações culinárias, a feitura do enchido e do Maior Queijo de Seia, as tradicionais tasquinhas, a mostra de artesanato e de produtos da terra também são importantes factores de atração. As inscrições para a participação na feira estão abertas até ao dia 27 de Janeiro e devem ser entregues directamente no Gabinete de Apoio à Vereação ou enviadas por e-mail para feiradoqueijo@cm-seia.pt.


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Gazeta Rural nº 354  

A caça está em destaque na edição 354, a primeira de 2020, da Gazeta Rural. Almeida promove a Feira da Caça, Pesca e Desenvolvimento Rural,...

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