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27 DEZEMBRO 2012 ANO 99 - N.º 4940 FUNDADOR: José Ferreira Lacerda DIRECTOR: Rui Ribeiro PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt

FUNDADO EM 1914

DESTAQUE

DIMINUIÇÃO DA NATALIDADE VAI IMPLICAR MENOS ESTADO E MAIS SOLIDARIEDADE

Emily Cahal

Porque ainda é Natal, quisemos falar em nome das muitas crianças que no nosso país não encontram uma gruta para nascer, só porque os hipotéticos pais se recusam a trazê-las à luz do dia. Opção que, felizmente, os pais desses hipotéticos pais um dia não tomaram. Páginas 2 e 3

ECLESIAL

Pároco da Barreira fala da Visita Pastoral | P. 9

SOCIEDADE

Assembleia dia 3 | P. 6

Em Leiria| P. 4

Previsto para 2013 | P. 7

Na Marinha Grande| P. 5

“A fé deve ser formada, vivida e Junta dos Pousos testemunhada no meio do mundo” quer salvagurdar património

D. António Marto na Barreira

CULTURA

Câmara Municipal lança projecto “Sentir a Marinha Grande”

Visitas guiadas ao Moinho de Papel “Presépios de Portugal” no Museu Joaquim Correia

O MENSAGEIRO

Desejamos a todos os nossos amigos, leitores, assinantes e anunciantes as Boas Festas e um ano de 2013 repleto das bençãos do Deus Menino!


2 DESTAQUE

O Mensageiro 27.Dezembro.2012

EDITORIAL EDITORIAL

prui@iol.pt

Aos que não nasceram

O Natal é a época em que nos voltamos para o mistério do nascimento e nos encontramos nos braços com a realidade mais espectacular das nossas vidas. Um menino, uma criança recém-nascida é apresentada ao mundo e, com a sua presença, alimenta-se a esperança no futuro e são garantidos os projectos do amanhã. Em cada criança que nasce há um misto de esperança, mas também de incerteza em relação ao futuro. Os últimos anos, para Portugal, têm sido catastróficos neste campo. A redução dos nascimentos é vertiginosa e com a queda do número de nascimentos cai também a pique a esperança sobre o futuro do país e das famílias portuguesas. Portugal lidera esta campanha anti-natalista que alguns por aí têm apregoado alto e bom som. As noticias dão conta dos factos, mas à boa maneira portuguesa Porque ainda é natal, vamos “chutando quisemos falar em para canto” como nome das muitas se nada de grave crianças que no nosso daí adviesse. Mas país não encontram a verdade é que o do país está uma gruta para futuro hipotecado com nascer, só porque os esta redução dos hipotéticos pais se nascimentos. recusam a trazê-las à Não se trata luz do dia. apenas de uma conclusão tirada a partir dos dados económicos; não é apenas o futuro da Segurança Social que assim está a ser posto em risco. É a própria maneira de entendermos a vida social, familiar e humana que está em jogo. De facto, mais que uma queda vertiginosa dos números, os dados revelam uma quebra nos valores e no sentido da vida com que diariamente partimos para a luta. Para além de factores económicos tal redução numérica está directamente relacionada com o aumento das actitudes individualistas e egoístas. De facto o egoísmo está bem presente no casal que se fecha ao dom de acolher na sua família um novo ser e uma nova vida. É o egoísmo que nos impede de querermos sair de nós e de darmos esperança aos que hão-de ficar aqui depois de nós. É o egoísmo que em suma acaba por relegar para último lugar da nossa escala de prioridades aquilo que deveria ocupar o primeiro lugar. Quantos casais fecham a porta à vida e a abrem de par em par a determinados bens, que mais não são que autênticas demonstrações de consumismo? Porque ainda é natal, quisemos falar em nome das muitas crianças que no nosso país não encontram uma gruta para nascer, só porque os hipotéticos pais se recusam a trazê-las à luz do dia.

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Rui Ribeiro

Decréscimo deve-se mais a uma tendência cultural do que à crise económica, considera o sociólogo Alfredo Teixeira

Diminuição da natalidade vai implicar menos Estado e mais solidariedade O decréscimo da taxa de natalidade em Portugal vai implicar o surgimento de novas instâncias de solidariedade e diminuir o papel do Estado na Segurança Social, prevê o sociólogo Alfredo Teixeira, da Universidade Católica Portuguesa. A “falta de transparência” do Estado relativamente ao retorno, na reforma, das contribuições descontadas na vida activa “pode contribuir para a falta de confiança” dos cidadãos, afirmou hoje à Agência ECCLESIA o antigo director do Centro de Estudos de Religiões e Culturas. O especialista acredita que os termos do “contracto” com o Estado vão sofrer alterações amplas nos próximos tempos”, sobretudo se a transformação das suas funções sociais, para as quais haverá “cada vez menos recursos”, colocar em causa “a confiança na sua competência para gerir o futuro dos cidadãos”. “É bem possível que se-

jamos forçados a reinventar formas de solidariedade de proximidade, mais cooperativas e promotoras do desenvolvimento de instâncias intermédias”, que permitam a cada pessoa “controlar mais facilmente o que está a ser feito com o seu contributo”, acrescentou. O professor da Faculdade de Teologia considera que o decréscimo da natalidade vai também ter impacto “nos padrões de consumo, na economia, na produção cultural, nos sistemas de valores e nas relações entre gerações”. Por outro lado Portugal não está à espera de grandes fluxos de imigrantes, “que em muitas sociedades têm sido uma importante compensação ao envelhecimento da população” ao serem portadores de uma cultura que favorece a natalidade. A eventual baixa dos custos com a Educação não deverá compensar o crescimento dos gastos com a Saúde e Segurança Social devido ao

acréscimo do número de idosos, sustentou. “A diminuição da população escolar traz também um impacto grande à vida do país, não só porque o sistema educativo empregou muitas pessoas qualificadas nas últimas décadas, mas também porque os estabelecimentos de ensino são um dinamismo social e cultural muito importante a nível local”, sublinhou. Em 2012 vai registar-se o menor número de nascimentos em Portugal dos últimos 50 anos, previsão que para o sociólogo se deve a uma tendência persistente e não tanto à crise económica. “É um número que se inscreve num arco de decrescimento que vem de trás. Trata-se de um dado que pode ser considerado cultural, o que significa que se incorporou nas formas de as pessoas construírem o seu quotidiano”, assinalou. Alfredo Teixeira observou que “há uma consciência mais generalizada do que

é a experiência humana e de realização pessoal de ter filhos”, e que a natalidade deixou de estar predominantemente ligada a causas religiosas e éticas, passando a assentar na “afirmação do indivíduo na sociedade”. “Os pais passaram a incorporar comportamentos que decorrem da pressão do meio envolvente”, e “em muitos casos as suas expectativas em relação aos filhos são exorbitantes, inibindo as decisões relativas à fecundidade”: “As pessoas adiam a natalidade até terem as condições necessárias para poderem, segundo as suas expectativas, oferecer o que desejam aos filhos”. O investigador pensa que a estratégia relativa à natalidade seguida pela generalidade dos agregados familiares “não é necessariamente contra a família mas afeta o modo como ela se está a recompor”. RJM Agência Ecclesia


DESTAQUE 3

O Mensageiro 27.Dezembro.2012

A necessária natalidade que renova gerações não está a acontecer No mês em que se celebra o nascimento do menino Jesus, os bebés em Portugal nascem cada vez menos. Não se renovam gerações e toda a organização administrativa de um País sofre. A história regista os acontecimentos. No que toca à natalidade, os factos estão a surgir em catadupa, numa espiral sem precedentes, reduzindo a população jovem, num País cada vez mais envelhecido, fazendo com que diminuam os direitos sociais e muito especialmente a esperança de ver Portugal prosperar. O ano de 2012 terá a mais baixa taxa de natalidade de que há registo, surgindo como um mau prenúncio para o futuro dos portugueses que estão a braços com uma crise igualmente das mais graves de que há memória. A conjuntura económica extermina a oferta de emprego, acaba com as famílias estáveis, provocando insegurança e receio para os tempos exigentes que se vivem. Ora, esse cenário baixa ainda mais o desejo dos casais terem filhos, porque não vão ter dinheiro para o seu exigente sustento (alimentação, saúde, educação), baixando para uma média de menos de dois filhos por casal, sendo espectável que baixará ainda

mais esse panorama que condiciona as expectativas de um Portugal renovado. A Segurança Social está a canalizar mais verbas para o desemprego do que para a renovação das gerações. Isto é bastante grave porque, se já existia um défice enorme entre os que descontavam e os reformados, aumentar compensações aos aumentos drásticos do desemprego ainda mais vai desequilibrar a balança da instituição que corrige as assimetrias, mas que cada ano que passa se confronta com mais dificuldades para cumprir. Os investigadores e os dados existentes sobre a quebra drástica da natalidade em Portugal, dizem-nos que a sua explicação não se deve apenas à crise económica mas também à quebra de valores da sociedade. Menos casamentos, mais divórcios, uniões de facto com menos responsabilidades e perspectivas de futuro responsável, ajudam no agravar do problema social português. Sobre os poucos filhos já existentes, que sofrem impactos profundos no seu crescimento, mas também no adiamento da gravidez ou no cancelamento dessa decisão. A entrada da mulher no mercado de trabalho é outra causa da redução da natalidade em Portugal, tendo efeitos nos

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Portugal está a morrer

números mas também na redução do acompanhamento devido aos filhos existentes dos casais. Ambos estão entregues e dão respostas às exigências profissionais, estando crianças a crescerem com avós, amas ou outros profissionais, que são mais pais que os próprios progenitores. Os dados da natalidade vão ter resultados muito negativos, perspectivandose que irão nascer em 2012 pouco mais de 80 mil bebés. Ou seja, quase 20 mil crianças a menos num só ano é assustador para um País que se pretende renovar e sustentar o Estado Social conquistado no século XX. O número de nascimentos tem vindo a diminuir há 60 anos, com a agravante

que, neste momento, não fossem os estrangeiros residentes em Portugal a contribuir decisivamente no amento da taxa da natalidade e o cenário seria ainda pior. As famílias em Portugal reivindicam mais apoio social mas o Estado apenas tem revelado que está atento ao problema, embora sem medidas especiais nesta matéria. Algumas autarquias, de zonas mais distantes do litoral, têm apoiado os seus casais com algumas compensações que a Segurança Social não dá. A Igreja Católica e as suas instituições têm promovido um debate e uma posição de sensibilização para que o Estado promova a natalidade como uma das

suas prioridades. Inverter os números é o que é necessário para o futuro dos portugueses. Os números não enganam: em 1960, a taxa bruta da natalidade era de 24,1% e no ano de 2011 a mesma taxa era de 9,2%. Desta forma Portugal está a morrer, com cada vez mais população envelhecida, que já contribuiu para o sistema, mas sem bebés e jovens que serão o garante do futuro da renovação de gerações. Precisa-se de bebés mas antes é necessário um Estado que crie as condições ideais para essa materialização. Incutir valores e bases educacionais, criar condições sociais e de empregabilidade, promover o bem-estar, segurança e es-

perança de vida. De contrário, Portugal morre e morrerão sem condições dignas a sua população. Os sinais actuais são alarmantes. Veja-se como estão a falecer os idosos em lares ilegais, sem condições desejáveis para a sua vida, mas pior que isso, sem instituições que fiscalizem e exijam os direitos dos cidadãos. Só quando aparece algum órgão de comunicação social se modifica, se alerta, se fiscaliza. Na verdade, o País precisa dos idosos bem cuidados, mas para isso deve criar as condições ideais para que os mais novos nasçam, trabalhem e descontem para a necessária solidariedade geracional. Sem nascimento de bebés não conseguiremos ter uma população activa, a mesma que fará os descontos para pagar os benefícios de que os seus pais e avós beneficiam. Na verdade, os descontos efectuados não são para as vindouras gerações. Deveria ser assim, mas esse dinheiro já está gasto. Desconta-se para o imediato, para o agora. E mesmo assim não chegará, colocando em causa a sustentabilidade da Segurança Social Portuguesa que prepara um dossier chamado “seguradoras”, eliminando mais cedo ou mais tarde o Estado Social. Joaquim Santos

2012 é o ano com menos bebés de que há registo Entre Janeiro e Setembro registaram-se apenas 67 mil testes do pezinho, menos 6500 no período homólogo. 2012 será o ano com menos bebés desde que há registo. As previsões até ao final do ano também não são muito animadoras sendo que o número de nascimentos não vai ultrapassar os 90 mil. A directora do programa do teste do pezinho, Laura Vilarinho considera que esta tendência de declínio da natalidade é preocupante. A responsável pela Unidade de Rastreio Neonatal do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) afirma, também, que a diminuição do número de

nascimentos é uma tendência que se verifica nos últimos 30 anos, embora existem algumas excepções. Esta informação é recolhida através do Programa Nacional de Diagnóstico Precoce, conhecido como o “teste do pezinho” e que tem o objectivo de rastrear 25 doenças através de uma amostra de sangue. A amostra de sangue é colhida no pé do bebé a partir do 3º dia de vida e o 6º.Contudo, só os dados anuais do Instituto Nacional de Estatística (INE) permitem dar os números finais e oficiais. Segundo as últimas estimativas do INE, publicadas em Ju-

nho deste ano, entre Dezembro de 2010 e Dezembro de 2011, a população portuguesa diminuiu em 30.317 indivíduos, passando de 10.572.157 para 10.541.840, o que se traduz numa taxa de crescimento efectivo negativo de menos 0,29%. Este decréscimo populacional deve-se a um saldo natural negativo de menos 5986 indivíduos e um saldo migratório também negativo de menos 24.331 indivíduos. Este ano, os dados provisórios avançados indicam que o saldo natural poderá ser novamente negativo, contudo apenas quando houver números finais de natalidade e mortalida-

de será possível apurar os valores da diferença entre os que nascem e os que morrem. Segundo dados do Eurostat, (gabinete de estatísticas europeu), em 2009 o índice sintéctico de fecundidade (número de filhos por cada mulher em idade fértil) ficou nos 1,32, um dos mais baixos da UE, apesar de ter recuperado ligeiramente para 1,36 em 2010 e 1,35 em 2011.Por sua vez a idade média das mulheres ao nascimento do primeiro filho estava nos 28,6 anos em 2009 – número que regista uma ligeira subida. Portugal foi o país da União Europeia (UE) onde a taxa bruta

de natalidade mais diminuiu desde 1999, segundo dados publicados em 2010 pelo Eurostat que incluem os 27 países da UE e ainda a Islândia, a Suíça e a Noruega. Entre 1999 e 2009, a taxa bruta de natalidade (número de nados-vivos por mil habitantes) diminuiu bastante em Portugal (19,7%). Os números do Eurostat indicam também que em 2009 Portugal era o segundo país da UE com a menor taxa bruta de natalidade, a seguir à Alemanha, que se encontra em primeiro lugar.


4 CULTURA

O Mensageiro 27.Dezembro.2012

“O Julgamento – uma narrativa crítica da justiça”, de Laborinho Lúcio

Teatro Miguel Franco (Leiria) • ORQUESTRA GERAÇÃO | Documentário | de João Miller Guerra, Filipa Reis | 27, 28, 29 e 30 de Dezembro, 21h30. • ASTERIX E OBELIX: AO SERVIÇO DE SUA MAGESTADE | Comédia | de Laurent Tirard | c/ Gérard Depardieu, Edouard Baer, Guillaume Gallienne, Catherine Deneuve | 27, 28, 29, 30 e 31 de Dezembro, 15h30. • PARA ROMA COM AMOR | Comédia/Romance | de Woody Allen | c/ Woody Allen, Penélope Cruz, Jesse Eisenberg, Roberto benigni, Judy Davis, Ornella Muti, Alec Baldwin | 2 de Janeiro, 18h30 e 21h30; 3 de Janeiro, 21h30 e 4 de Janeiro, 21h30. Cine-Teatro (Monte Real) • ASTERIX E OBELIX: AO SERVIÇO DE SUA MAGESTADE | Comédia | de Laurent Tirard | c/ Gérard Depardieu, Edouard Baer, Guillaume Gallienne, Catherine Deneuve | 29 de Dezembro, 21h30 e 30 de Dezembro, 15h30.

EXPOSIÇÕES

Castelo - Leiria •”Habitantes e Habitats” - exposição permanente •”Korrodi e o restauro do Castelo de Leiria” - exposição permanente Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Paisagem Interior” - escultura de Filipe Curado (~29/12) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria • Voluntariado 2011 - ano europeu do voluntariado (~31/12) • Presépios (~31/12) m|i|mo -Museu da Imagem em Movimento - Leiria •”Oficina do Olhar” - exposição permanente •”(RE) ANIMAR - interpretação contemporânea (~31/12) Moinho de Papel - Leiria • Mapas para efectivar o quotidiano (~12/01) Casa-Museu João Soares - Cortes •”A República “ - colecção de António Pedro Vicente (~31/12) Agromuseu Municipal Dona Julinha - Ortigosa •”Medidores de Azeite” (~31/12) Galeria Mouzinho de Albuquerque - Batalha • Pintura de Artur Franco (~9/12)

MÚSICA | TEATRO | EVENTOS

Cidade - Leiria •”A viagem do Pai Natal” (2ªs~6ªs, 9h30~18h30;Sáb e Dom, 14h~18h30) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •”Contar, cantar e encantar o Natal” (28/12, 10h30 e 14h30) • Labirinto de pesquisa (27/12, 10h30~12h30) • Clube de Leitura (27/12, 14h30~15h30) m|i|mo - museu da imagem em movmento - Leiria •”A Roda da Vida” - oficina (~31/12, 10h00~17h30) • Construção de câmaras obscuras - oficina (27/12, 10h00) • Técnicas alternativas de cianotpia - oficina (27/12, 14h30) •”A cor do Natal” - decorações de Natal (3ªs a 6ªs, 10h00 e 14h00) Museu da Comunidade Concelhia - Batalha • Colecção de conversas (7/12, 21h00)

A Biblioteca Municipal da Nazaré recebe no dia 29 de Dezembro, pelas 15h30 a apresentação do livro “O Julgamento – uma narrativa crítica da justiça”, da autoria de Álvaro Laborinho Lúcio. Na sinopse, o autor refere que o livro «é o produto de uma memória propositadamente não elaborada, sem trabalho de reconstituição, escorrendo em palavras a partir de uma mistura de lembranças e de esquecimentos, desprendida do rigor das provas, alheada dos documentos, dispensada de graves desígnios de certeza como fundamento de uma razão que se quer ver reconhecida. É uma memória… apenas memória! Como acontecia com as testemunhas que eu ouvi! Sem preocupações científicas, falando para gente comum, este livro de restos procura a justiça seguindo o trilho

deixado pelas pegadas de muitos. Pelas minhas próprias pegadas. Nele encontro histórias. Revejo factos. Surpreendo pessoas. Releio ensaios. Confesso fracassos. Esqueço erros. Louvo e censuro. Num constante recomeço. Tudo na ilusão, apenas, da justiça.» Álvaro Laborinho Lúcio nasceu a 1 de Dezembro de 1941, na Nazaré. É Juiz

Conselheiro jubilado do Supremo Tribunal de Justiça. Desempenhou diversos cargos na hierarquia do Estado Português, entre os quais o de Ministro da Justiça, Ministro da República para a Região Autónoma dos Açores, Secretário de Estado da Administração Interna, Deputado à Assembleia da República, Procurador-Geral Adjunto, Delegado do

Procurador-Geral da República, Director da Escola de Polícia Judiciária e Director do Centro de Estudos Judiciários. Laborinho Lúcio foi agraciado, em Espanha, com a Grã-Cruz da Ordem D. Raimundo Penaforte e, em Portugal, com a GrãCruz da Ordem de Cristo.

Em Dezembro

Visitas guiadas ao Moinho do Papel Durante este mês de Dezembro, o Moinho de Papel está a organizar visitas guiadas de Terça a Sexta-feira, a partir das 10h00 e às 14h30, subordinadas ao tema “Era uma vez um moinho de água”. Com uma forte componente pedagógica, o Moinho do Papel é um espaço museológico ligado à aprendizagem de artes e ofícios tradicionais relacionados com o fabrico do papel e a moagem do cereal, aproveitando a força motriz do Rio

Lis, resultante de um projecto de recuperação e reabilitação levado a cabo por uma equipa liderada pelo Arquitecto Siza Vieira. A requalificação do primeiro moinho de fabricação de papel em Portugal, datado de 1411, preserva o primeiro local do país a fabricar papel e uma das primeiras regiões onde se implantou a tipografia. O preço da visita corresponde ao bilhete de entrada no museu, que é de 2,10 euros.

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Teatro José Lúcio da Silva- Leiria • IMPY NA ILHA DA MAGIA | Animação | de Reinhard Klooss, Holger Tappe | 22 de Janeiro, 10h30.

Apresentação de livro na Nazaré

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CINEMAS

Espectáculo Piromusical ilumina a Baía

São Martinho do Porto recebe Ano Novo em festa

A 5 de Janeiro, no Teatro José Lúcio da Silva

Em São Martinho do Porto está tudo a postos para acolher mais uma Passagem de Ano, tendo como cenário de fundo a Baía de S. Martinho, numa organização da Câmara de Alcobaça e da junta de freguesia de São Martinho do Porto. Para marcar as 12 baladas está programado um espectáculo piromusical que iluminará a baía e ainda estão previstos vários concertos, com música para todos os gostos.

No próximo dia 5 de Janeiro o Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria será o palco para o concerto de Ano Novo, a partir das 21h30, pela Banda Sinfónica da

Concerto de Ano Novo Associação de Filarmónicas de Leiria. Esta Associação tem vindo a encetar esforços para concretizar um projecto ambicioso que con-

siste em criar uma banda sinfónica, constituída por uma selecção de músicos provenientes em exclusivo das 11 filarmónicas do concelho de Leiria. Uma banda

que actualmente é dirigida pelos maestros Alberto Roque, Paulo Salgado e Jean Sebastien Béreau. O bilhete custa cinco euros.


CULTURA 5

O Mensageiro 27.Dezembro.2012

Na Marinha Grande até 6 de Janeiro

Nos dias 27 e 28 Dezembro

Museu Joaquim Correia apresenta “Presépios de Portugal” regiões do país da autoria dos ceramistas Ana e Américo Rodrigues. A exposição pode ser visitada de Terça-feira a Sábado, das 10h00 às 18h00.

O Centro de Interpretação Ambiental de Leiria realiza nos dias 27 e 28 de Dezembro um atellier intitulado “Cria e Reutiliza” dirigido a crianças dos 9 aos 12 anos. Os mais pequenos são convidados a construírem jogos, brinquedos e instrumentos musicais tudo a partir de materiais que podem ser reciclados. A participação é gratuita e o atellier decorrerá entre as 09h30 e as 12h00 e depois das 14h30 às 17h00.

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Na Marinha Grande, o Museu Joaquim Correia apresenta até dia 6 de Janeiro a exposição “Presépios de Portugal” que apresenta 20 presépios representativos de várias

Centro de Interpretação Ambiental de Leiria ensina a criar reutilizando

Nos dias 12,19 e 26 Janeiro

Mosteiro da Batalha acolhe oficina de Escrita Criativa Até dia 4 de Janeiro estão a decorrer as inscrições gratuitas para a Oficina de Escrita criativa que terá lugar nos dias 12,19 e 26 de Janeiro, das 14h30 às 17h30, no Mosteiro da Batalha. Uma acção que surge no âmbito do projecto “Variações sobre a Europa” que tem por objectivo interpelar os cidadãos com algumas questões críticas que marcam hoje a dimensão cultural e cívica da União Europeia. O Mosteiro da Batalha, na qualidade de Embaixador deste projecto promove esta oficina de escrita criativa.

Sala Museu Afonso Lopes Vieira dá-se a conhecer

Biblioteca Municipal de Leiria organiza visitas guiadas

A Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, em Leiria realiza, esta Quinta-feira uma visita guiada à Sala Museu Afonso Lopes Vieira, das 14h00 e às 19h00. Uma visita de participação gratuita que se repetirá no Sábado, das 17h00 e às 18h00. Ainda nesta Quinta-feira terá lugar mais uma sessão do Clube de Leitura, entre as 14h30 e as 15h30, destinada às crianças com idades compreendidas entre os 10 e os 12 anos. Uma acção que visa a partilha de leituras, a promoção da reflexão, e o incentivo ao espírito crítico e à discussão de ideias em torno de uma obra ou autor.

No Teatro Miguel Franco

“Astérix e Obélix: ao Serviço de Sua Majestade” O Teatro Miguel Franco em Leiria apresenta de 27 a 31 de Dezembro o filme “Astérix e Obélix: ao serviço de Sua Majestade”, pelas 15h30. Contando com interpretações dos actores Gérard Depardieu e Catherine Deneuve, a narrativa fala da invasão das legiões romanas, conduzidas por Júlio César, à Britânia, onde uma aldeia continua a resistir. Para maiores de 12 anos, o preço do bilhete desde filme legendado, é de quatro euros.


6 CULTURA/SOCIEDADE Nazaré prepara Passagem de Ano O Serviço Municipal de Protecção Civil da Nazaré já definiu a estratégia de actuação para a Passagem de Ano, nomeadamente, em matéria de segurança pública, saúde e acessibilidades de trânsito e estacionamento. Os meios e a sua articulação são semelhantes aos dos anos anteriores, sendo que a Protecção Civil aconselha os visitantes a chegarem cedo na noite de 31 de Dezembro. Nesta noite o trânsito estará proibido na Avenida Marginal e a Rua Adrião Batalha e será aberta ao tráfego automóvel no sentido ascendente entre as 22h00 e as 06h00.

Concurso público na Marinha Grande

37 habitações sociais disponíveis A Câmara Municipal da Marinha Grande tem 37 fogos de habitação social a concurso. Os interessados devem apresentar candidatura até dia 21 de Janeiro. Tendo em conta a existência de muitas habitações sociais disponíveis no concelho e face à altura de crise que o país atravessa, a autarquia decidiu lançar o concurso. Os interessados podem consultar o regulamento na câmara.

Cantinas escolares da Marinha Grande

Refeições a alunos carenciados Com o objectivo de assegurar as refeições às crianças carenciadas do concelho que frequentam o 1º ciclo do Ensino Básico, a Câmara Municipal da Marinha Grande mantém as cantinas escolares em funcionamento, no período de férias lectivas. Em comunicado a Câmara Municipal adianta que “A medida da autarquia tem em conta que o concelho está a atravessar um período de grandes dificuldades económicas e financeiras”. Assim estão a funcionar as cantinas escolares de Casal de Malta, Trutas e Cumeira, bem como a cantina do Agrupamento de Escolas de Vieira de Leiria.

No Mercado Semanal da Batalha

GNR de Leiria apreende diverso material de contrafacção A GNR da Batalha apreendeu diversos artigos de contrafacção, no Mercado Semanal da Batalha, realizado no passado dia 17 de Dezembro. Uma operação de fiscalização que durou duas horas e meia e que contou com o envolvimento de m21 militares do Destacamento Territorial de Leiria da GNR e sete inspectores da ASAE – Autoridade de Segurança Alimentar e Económica. No total foram apreendidas 600 peças de vestuário, 17 perfumes, 11 relógios, 13 pares de calçado diverso, oito malas, tudo artigos suspeitos de proveniência ilícita. A GNR ainda identificou cinco homens e duas mulheres.

Bens são distribuídos pelas famílias carenciadas

A “Missão Sorriso” em Ourém recolheu 3165 produtos

Em Ourém a campanha de Natal da “Missão Sorriso” conseguiu angariar 3165 produtos alimentares e de higiene que vão ser distribuídos pelas famílias carenciadas do concelho. Uma recolha de bens que decorreu nos dias 15 e 16 de Dezembro, numa superfície comercial do concelho e que contou com a colaboração 24 voluntários, entre trabalhadores do município e elementos do Centro Comunitário de Voluntariado. A iniciativa foi promovida pelo Continente, sob proposta da Cruz Vermelha, e contou com a colaboração do Município.

27.Dezembro.2012

Assembleia de freguesia reúne a 3 de Janeiro

Junta de freguesia de Pousos quer salvaguardar o património A Assembleia de Freguesia de Pousos vai reunir, em sessão extraordinária, no próximo dia 3 de Janeiro, pelas 21h00, na sede da junta de freguesia. Uma sessão que visa encontrar a melhor solução que permita salvaguardar o património da Junta dos Pousos, antes das próximas eleições autárquicas, após as quais, se concretizará o processo de reorganização administrativa. A proposta foi apresentada por Paulo Lameiro, presidente da mesa da assembleia de Freguesia, aquando da realização da última assembleia ordinária, para apresentação

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Trânsito encerrado na Avenida marginal

O Mensageiro

do Orçamento e Plano de actividades, entre outros pontos. Paulo Lameiro lembrou aos deputados que “é muito importante salvaguardar o património da freguesia, o quanto antes”, até porque “a junta tem um património grande, quer em termos de bens imóveis, quer em termos financeiros”. O presidente da Assembleia

propôs que fosse formada “uma pequena comissão constituída por elementos de todas as bancadas para que estudasse esta questão e até pensasse em projectos, onde poderia ser aplicado o dinheiro existente”. Contudo, os deputados não abraçaram, esta proposta, preferindo a marcação de uma assembleia extraordinária.

Aprovado por maioria

Pousos com um orçamento de um milhão de euros

Um milhão de euros é o valor do orçamento para 2013 da Junta de freguesia de Pousos e que foi aprovado, em Assembleia de Freguesia, com os votos contra do PSD, no passado dia 13 de Dezembro. Filomena Baptista, secretária do executivo socialista explicou que o orçamento apresentado foi elaborado “com base na receita prevista” acrescentando que a aposta do executivo recai sobre “as áreas social e cultural, mas que não há intenção de descurar da educação e segurança rodoviária”.

Nos Pousos, a população contesta o montante cedido

Junta de Freguesia concede apoio de 60 mil euros para a Igreja Paroquial A população da freguesia de Pousos está descontente com o executivo da junta, liderado pelo socialista Fernando Antunes. Em causa está um pedido de apoio solicitado, pelo Conselho Económico da Igreja Paroquial de Pousos para fazer face às despesas com as obras da nova igreja. Tendo em conta que a junta já recebeu a indemni-

zação referente à passagem do IC36 e das Linhas de Alta Tensão, no valor de um milhão e 800 mil euros, a população queria que a junta concedesse um apoio no valor de 100 mil euros à igreja. Aliás montante igual ao que foi dado para a construção do Lar da Terceira Idade dos Pousos. Contudo, na Assembleia de freguesia, realizada a 13

de Dezembro, na presença massiva da população, apenas foi aprovado um apoio no valor de 60 mil euros. No final os populares criticavam a opção da junta e diziam não compreender qual o critério utilizado para dar 100 mil euros para o lar, que quem quiser usufruir terá que pagar, enquanto que as instalações da igreja são usadas por todos gratui-

tamente. A divida da Igreja Paroquial de Pousos ascende aos 600 mil euros e mensalmente, o Conselho Económico tem a responsabilidade de arranjar 6.200 para pagar a prestação referente aos empréstimos concedidos.

Ainda este ano

Pedrógão, Figueiró e Castanheira querem integrar Pinhal Litoral Os municípios de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra deverão integrar ainda, este ano, a Comunidade Intermunicipal do Pinhal Litoral (CIPL), disse à agência Lusa fonte

autárquica. “A maioria dos representantes das Câmaras e Assembleias inclinou-se para Leiria [sede da CIPL], embora subsistam algumas opiniões contrárias”, sublinhou o presidente da Câma-

ra de Pedrógão Grande, João Marques, após uma reunião que juntou os autarcas dos três concelhos. “Há razões sentimentais e políticas que nos atraem para Leiria, que nos está no coração, mas

a verdade é que também é em Coimbra que estão concentrados muitos dos serviços a que recorrem as populações”, frisou João Marques no final do encontro que decorreu em Figueiró dos Vinhos.


SOCIEDADE 7

O Mensageiro 27.Dezembro.2012

Uma acção que chegará ao terreno em 2013

“Este Natal dê Sangue, a Sua Melhor Prenda”

Câmara Municipal lança projecto “Sentir a Marinha Grande” pinhal”. Segundo a vereadora o concelho tem um grande “potencial turístico” que “não tem sido devidamente aproveitado”. Acrescentou ainda que o objectivo “não é só cativar os visitantes que vêm de fora, mas também que os próprios marinhenses muitas vezes conhecem sem sentir verdadeiramente a Marinha Grande”. Um projecto que a autarquia quer colocar em prática no próximo ano.

DR

“Sentir a Marinha Grande” é o projecto que a Câmara Municipal da Marinha Grande pretende colocar em prática com o objectivo de dar a conhecer os cantos e recantos do concelho vidreiro. Com esta iniciativa a autarquia pretende chamar mais turistas ao concelho e oferecer um programa completo que leve as pessoas a permanecer mais tempo na Marinha Grande. Cidália Ferreira, vereadora na câmara Municipal adianta que “queremos proporcionar aos turistas

uma visita completa às nossas mais-valias e dar a conhecer o nosso patri-

mónio industrial, artístico e até natural, de onde destacamos as nossas praias e

Em Leiria a 3 de Janeiro

Simulacro na Respol testa planos de emergência No próximo dia 3 de Janeiro, a partir das 14h30, os Bombeiros Municipais de Leiria vão realizar um simulacro, nas instalações da empresa RESPOL – Resinas, S.A., em que estarão envolvidos todos os corpos de bombeiros do concelho. Um simulacro que terá a duração de duas horas e

que visa activar o Plano de Emergência Externo e o Plano de Segurança da Cercilei - Cooperativa de Ensino e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Leiria. O cenário previsto consistirá num incêndio, seguido de uma explosão num dos reactores da RESPOL, do qual resultarão vítimas e a necessidade de evacuar

a área envolvente, onde se incluem as instalações da Cercilei. A realização do exercício obrigará à circulação de viaturas de socorro e ainda à interrupção de trânsito nas estradas de acesso à empresa de resinas. Tal facto obrigará ao condicionamento do trânsito na zona industrial da ZICOFA.

Neste simulacro participarão os Bombeiros Municipais de Leiria, os Bombeiros Voluntários de Leiria, de Maceira e de Ortigosa, bem como a GNR, a PSP, a delegação de Leiria da Cruz Vermelha Portuguesa, a Câmara Municipal de Leiria e Junta de Freguesia de Marrazes.

No valor de 43,8 milhões de euros

Assembleia Municipal da Nazaré aprova orçamento da Câmara Municipal A Assembleia Municipal da Nazaré aprovou, por maioria, o Orçamento e Plano Plurianual de Investimentos para 2013 da Câmara Municipal, no valor de 43,8 milhões de euros e o orçamento dos Serviços Municipalizados que ascende aos 4,1 milhões de euros. Na nota introdutória do Plano Plurianual de Investimentos, PAM, Mapa

de Pessoal e Orçamento da Receita e da Despesa da Câmara Municipal é referido que o orçamento “cumpre o princípio do equilíbrio orçamental, seguindo uma política de restrição, fruto da difícil conjuntura económica a nível mundial e nacional, e dos ajustamentos impostos pelos compromissos internacionais assumidos pelo governo português

em matéria financeira, que se reflectem directamente na vida autárquica” Em 2013 está prevista uma redução das despesas próprias do município, principalmente do” FEF, IMT e das licenças de construção que, juntamente com a entrada em vigor da Lei dos Compromissos e Pagamentos em Atraso (LCPA) irá restringir em muito a actuação do mu-

nicípio”. Quanto aos Serviços Municipalizados da Nazaré, as receitas, que representam a maior fatia das entradas de dinheiro, são provenientes da venda de bens e serviços, designadamente água, transportes urbanos e ascensor, e parque de estacionamento.

Campanha de recolha de sangue em Pombal

“Este Natal dê Sangue, a Sua Melhor Prenda” é o tema da campanha que o Serviço de Sangue dos Hospitais da Universidade de Coimbra e da Associação de Dadores de sangue de Outeiro da Ranha, em Pombal. A campanha realizar-se-á no próximo dia 5 de Janeiro, entre as 09h00 e as 13h00, na sede da Associação de Dadores de Sangue de Outeiro da Ranha. As necessidades de Sangue nos hospitais são permanentes, mas mais acentuadas em certos períodos do ano. Neste sentido o Serviço de Sangue do CHUC em articulação com a Associação de Dadores de Sangue do Outeiro da Ranha e o Município de Pombal, organizam esta campanha solidária que se espera tenha uma grande adesão por parte da população do concelho.

No Centro Hospitalar Leiria-Pombal

Teresa Morais distribui livros e mimos aos pequenos da Pediatria Os pequenos utentes do Serviço de Pediatria do Centro Hospitalar Leiria-Pombal tiveram um dia diferente, na passada Terça-feira, já que receberam a visita de Teresa Morais, secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade e do deputado do PSD, na Assembleia da República, eleito pelo círculo de Leiria, Paulo Baptista dos Santos. Os políticos distribuíram livros de histórias e aventuras e mimos pelas 19 crianças presentes no Serviço. Teresa Morais reiterou o gosto com que visita todos os anos a Pediatria, que considera um serviço exemplar. Apresentando os seus “hóspedes”, Bilhota Xavier, director da Pediatria, explicou à Secretária de Estado que o Serviço «aposta em internamentos de curta duração, para que as crianças e jovens possam voltar a casa logo que seja possível, porque acredita na melhor e mais rápida recuperação no seio familiar, onde a criança se sente bem, assegurando sempre, no entanto, o apoio, educação e esclarecimento aos pais».

Ficha de Assinatura Assinaturas normal/benfeitor: 20/40 Euros (Nacional), 30/60 euros (Europa) e 40/60 (Resto do Mundo) Nome: ___________________________________________ ___________________________________________ _ Rua: ___________________________________________ __ _______________ N.º _______________ Localidade: ____________________________ C. Postal: _____ - ____________________ Telf.: _______________________________ E-mail:___________________________@_____________ __ Enviar esta ficha, recortada ou fotocopiada, para: O Mensageiro - Lg. Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA ou forneça-nos os seus dados através do endereço de correio electrónico jornal@omensageiro.com.pt


8 NATAL

O Mensageiro 27.Dezembro.2012

O MENSAGEIRO agradece e retribui os votos de Boas Festas e Próspero Ano Novo a todos os leitores, assinantes, anunciantes e colaboradores, bem como às seguintes entidades: Câmara Municipal de Leiria, Castanheira de Pêra, Marinha Grande, Ourém, Porto de Mós, Junta de Freguesia de Leiria, Boa Vista, Souto de Carpalhosa, Comando Distrital de Operações de Socorro de Leiria, Marinha, Associação de Imprensa de Inspiração Cristã, Associação de Surdos da Alta Estremadura, EAPN Portugal, Biblioteca Municipal de Castanheira de Pêra, Centro de Interpretação Batalha de Aljubarrota, Centro de Ciência Viva do Alviela, Centro Nacional de Exposições, Clube da Escola de Ténis de Leiria, Diário do Minho, Escola Tecnológica, Artística e Profissional de Pombal, EST, Galeria de Arte do Casino do Estoril, Redicom, Eventos Motos, Fórum e Cidadania, Fundação AIS, Filarmónica de Chãs, Grupo Ramos Ferreira, Grupo V, Inflyence, Intermediar, Instituto Politécnico de Viseu, Irmãs Clarissas de Monte Real, Lena Turismo, Liga Campos do Lis, Midlandcom, Mediamonitor, Móveis Ilídio da Mota, Mundo Português, Museu Arte Sacra e Etnologia, Nerlei, PUB Notícias de Colmeias,Os Verdes, Pantalha, Património Cultural. Gov, Paulinas Editora, Petinga, Possibilidades Infinitas, Publicenter, r.com, Rancho Folclórico dos Soutos, Região Turismo Leira-Fátima, SAP Portugal, Sempreaudaz, Teatro das Figuras, Turismo de Portugal, Deseja a todos os seus estimados Univantagens, Valkiria’s, Clientes e Amigos UAU, J.A. Costa Pereira, Boas Festas e Luís Lobo Henriques, Próspero Ano Novo Víctor Monteiro, Edições Colibri, Escola de Formação Telefone: 244 856 073 Rua do Martingil, 157 Social, Conectar, JPAB, Fax: 244 814 784 Marrazes www.matildenoca.pt 2415-522 LEIRIA Leirisport e Paxtur.


DIOCESE 9

O Mensageiro 27.Dezembro.2012

Visita Pastoral à Diocese Entrevista ao Padre Rui Ribeiro, pároco da Barreira

“A fé deve ser formada, vivida e testemunhada no meio do mundo” concretamente em livros e paramentos usados na liturgia e em obras que fizemos no salão paroquial. Ou seja houve efectivamente dois momentos importantes de preparação: um mais exterior e que corresponde à visibilidade e outro mais interno e que corresponde à interioridade. Que pensa desta iniciativa do Bispo diocesano de fazer uma visita pastoral a todas as paróquias? Creio que ninguém ousará retirar o valor e a importância da visita. Acrescento às muitas razões de ordem pastoral e até de direito, uma outra: o povo, as pessoas mais simples, fala da visita com carinho e com grande elevação. Não só desta visita em concreto mas do formato e da ideia em geral. Como se preparou a comunidade para receber o Bispo? Para receber o senhor bispo a comunidade preparou-se da forma que foi recomendada pela organização diocesana: para além das reuniões, que obviamente foram acrescidas durante o Verão, houve ainda a oração como forma de acolher e preparar a vinda do pastor. Fomos mais longe ainda quando decidimos investir em material necessário mas que de outra forma iria sendo adiada, falo

Qual foi o critério na elaboração do programa? O critério foi muito simples: proporcionar encontro, partilha e diálogo a par com a disponibilidade para acolher a mensagem que sabíamos o senhor bispo iria trazer. Nesse sentido o programa foi sendo elaborado e cada vez que nos encontrávamos havia alterações sempre no sentido de proporcionar mais encontro e mais escuta. Se por um lado queríamos mostrar a comunidade que somos e temos, também nos parecia crucial sintonizar os nossos caminhos com os do senhor bispo, para isso era preciso escutar, deixar que falasse e dispor-se a ouvir.

não aconteceu. Na sexta-feira choveu todo o dia, mas mesmo assim foi óptima a adesão e a participação das pessoas no programa desse dia. Em termos de participação e resposta a comunidade esteve bem. Mas acima de tudo a mensagem passou e ficou. Creio que percebemos bem os pontos da mensagem do senhor bispo e por isso a visita foi um êxito.

De forma geral, como decorreu a visita? De forma geral a visita correu bastante bem. Quando o senhor bispo chegou começou a chover e temi que as condições atmosféricas adversas fossem um impedimento para o desenrolar do programa e até do êxito da visita. Ora isso

Houve algum momento especial que queira destacar? Todos os momentos foram especiais. Mas se tiver que referir o que mais me tocou, emocionalmente destaco a celebração e encontro com os idosos e depois com as crianças da catequese. O senhor bispo

esteve muito bem e, sendo dois grupos etários tão diferentes, ele soube ser um no meio dos seus pares. Se refiro estes momentos é apenas por me terem tocado pessoalmente, mas creio que os outros momentos do programa estão ao mesmo nível. Qual a principal mensagem ou marca deixada por D. António Marto? No decorrer da visita foi fácil perceber a mensagem que D. António trouxe à paróquia, foi insistente e foi claro: incentivando e animando a nossa fé, veio pedir-nos que esta seja cada vez mais adulta (o mesmo é dizer formada e esclarecida); pediu depois que a mesma fé seja alimentada pela recta celebração dos sacramentos, de que se destaca a Eucaristia; pediu ainda que essa fé gira cada vez mais vida de comunhão e partilha, como rosto mais expressivo da Igreja; e finalmente lembrou que a mesma fé deve ser comunicada, difundida, testemunhada no meio do mundo. Uma mensagem clara, forte e empolgante, que percebemos e à qual queremos responder. Quais as expectativas

criadas a partir da Visita Pastoral? Foi já definida alguma prioridade pastoral ou tomada alguma decisão

em ordem à renovação da dinâmica paroquial? Neste momento estamos ainda a digerir a mensagem. Vivemos agora toda a envolvência do Natal. Mas está já agendada uma reunião com o Conselho Pastoral e o Conselho Económico para fazermos uma avaliação mais aprofundada. Pensamos realizar uma assembleia paroquial na qual serão apresentadas as conclusões desta visita e será ainda revista a mesma, já que a paróquia se empenhou em registar em vídeo toda a visita. O objectivo é descobrir na paróquia os campos de acção a partir dos pontos principais da mensagem do senhor bispo.

Visita Pastoral 10 a 13 de Janeiro

Cortes 10 de Janeiro (Quinta-feira) 18h30 - Recepção e boas vindas. 19h00 - Missa na Igreja Paroquial, seguida de visita guiada à Igreja. 20h00 - Jantar com o Conselho Económico e o Conselho Pastoral. 21h30 - Assembleia Paroquial. 11 de Janeiro(Sexta-feira) 11h00 - Visita ao lar S. José. 11h30 - Celebração da Unção dos doentes na Assiste. 12h30 - Almoço na Assiste. 16h00 - Visita à capela de Famalicão. 17h00 - Visita à capela das Fontes. 18h00 - Visita à capela da Amoreira. 19h00 - Visita e Missa na capela da Reixida. 20h00 - Jantar com as direcções das associações e autarcas. 12 de Janeiro (Sábado) 15h00- Encontro com a catequese: infância. 16h00 – Encontro com a catequese: adolescência. 17h30 - Encontro com os crismandos. 19h00 - Jantar com jubilados. 20h00 - Missa Vespertina. 21h30 - Encontro com casais. 13 de Janeiro (Domingo) 11h00 - Celebração da missa (com crisma e ministros da comunhão. 12h30 - Almoço partilhado para toda a paróquia. 15h00 - Sessão de encerramento da Visita Pastoral.


10 ECLESIAL

O Mensageiro 27.Dezembro.2012

Leituras | Sagrada Família de Jesus, Janela sobre a Missão Maria e José Ano C

(30-12-2012)

Antífona de Entrada: Lc 2, 16 Leitura I: Sir 3, 3-7.14-17a (gr. 2-6.12-14) Salmo Responsorial: Salmo 127 (128) 1-2.3.4-5 (R. cf.1) Leitura II: Col 3, 12-21 Aclamação ao Evangelho: Aleluia Col 3, 15a.16a Refrão: Aleluia. Repete-se. Reine em vossos corações a paz de Cristo, haite em vós a sua palavra. Refrão. Evangelho: Mt 2, 1-12 Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, pela festa da Páscoa. Quando Ele fez doze anos, subiram até lá, como era costume nessa festa. Quando eles regressavam, passados os dias festivos, o Menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o soubessem. Julgando que Ele vinha na caravana, fizeram um dia de viagem e começaram a procurá-l’O entre os parentes e conhecidos. Não O encontrando, voltaram a Jerusalém, à sua procura. Passados três dias, encontraram-n’O no templo, sentado no meio dos doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas. Todos aqueles que O ouviam estavam surpreendidos com a sua inteligência e as suas respostas. Quando viram Jesus, seus pais ficaram admirados; e sua Mãe disse-Lhe: «Filho, porque procedeste assim connosco? Teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura». Jesus respondeulhes: «Porque Me procuráveis? Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?». Mas eles não entenderam as palavras que Jesus lhes disse. Jesus desceu então com eles para Nazaré e era-lhes submisso. Sua Mãe guardava todos estes acontecimentos em seu coração. E Jesus ia crescendo em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens. Palavra da salvação.

Uma avó em missão A

dona Inês Lourenço conta já com setenta a dois anos, mas a idade não foi impedimento para estar em missão por três meses por terras de Angola. Vive em Regueira de Pontes e deixou marido, filhos e netos para ir ao encontro de outros filhos e outros netos. Eis um pouco do seu testemunho: «Regressei, no dia 27 de Novembro, da Missão da nossa Diocese integrada no Grupo Missionário Ondjoyetu, que tem a sua área de intervenção no Gungo, Sumbe, Angola, onde fui carinhosamente acolhida pela família missionária que ali se encontra. No momento em que as circunstâncias o proporcionaram, segui entusiastica-

AO SABOR DA PALAVRA

Cânticos |Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus Ano C (01/01/2013) INÍCIO Salvé ó Virgem Maria - Lau 953 SALMO RESPONSORIAL Deus tenha compaixão de nós - Lau 287 APRESENTAÇÃO DOS DONS Avé Maria cheia de graça - Lau 901 COMUNHÃO A vida que estava junto do pai - Lau 121 PÓS-COMUNHÃO Recebestes um Espírito - Lau 716 FINAL Gloria in excelsis - Lau 982

Cânticos |Solenidade da Epifania do Senhor Ano C (06/01/2013) INÍCIO Levanta-te Jerusalém - Lau 470 SALMO RESPONSORIAL Virão adorar-Vos Senhor - Lau 873 APRESENTAÇÃO DOS DONS És príncipe vestido de esplendor - Lau 991 COMUNHÃO Nós vimos a sua estrela no Oriente - Lau 1002 PÓS-COMUNHÃO Hinos de glória - Lau 424 FINAL Vamos a Belém - Lau 1013

Pe. Francisco Pereira pe.francisco@mac.com

Festa da Sagrada Família 30 de Dezembro de 2012

Uma família

T

emos para nós como certeza inabalávbel que a família é o fundamento das sociedades: é nela que nascem novas vidas, é por meio dela que são formadas as gerações que continuam o trabalho iniciado há muitos anos atrás. Hoje parece que esta instituição está prestes a desaparecer, pelo menos como a conhecemos: aumentam as tentativas de tornar como coisas nor-

mente o chamamento de Deus, disposta a dedicar três meses da minha vida ao serviço da missão, lá bem longe, de braços e de coração abertos às comunidades daquela região. Já no terreno, nos encontros com as famílias, jovens, catequistas, crianças e movimentos apostólicos, vivi um ambiente de festa e era notório que a equipa missionária levava a esses povos um suplemento anímico que a todos deixava consolados e encorajados. A alegria era geral, atingindo os mais pequenos, a quem dávamos atenção através de jogos, canções e orações. A promoção e formação daqueles povos vai acontecendo pouco a pouco. Eles vibram com a chegada da Equipa e esta, que ali está

para servir, agradece a Deus as maravilhas que, através dela, vai visivelmente operando e aquilo que, com aquele povo maravilhoso, também aprende. Encontrei comunidades isoladas, ávidas de carinho e de apoio, nomeadamente no revigoramento da fé, por se tratar de uma comunidade cristã e, como tal, muito receptiva à Equipa Missionária que, não só o ampara no aspecto religioso como no social. Curioso e enternecedor é o facto de, em qualquer das aldeias, todas as pessoas se tratarem por mãe, pai, filho, mano. Ali, todas as mulheres são mães de todos e todos os pais são pais de toda a gente. Além deste tratamento, que revela o sentimento de pertença a uma só famí-

lia, há o facto encantador da saudação, pois que, de manhã e à noite, todos se cumprimentam, inclusive as crianças mais pequenas, com um aperto de mão, um beijo ou um abraço, gestos estes acompanhados de sorrisos, de conversas e, não raro, de gargalhadas. Igual era o tratamento para connosco, missionários, ao qual correspondíamos do mesmo modo. Que bela lição para nós e que óptimo remédio para as nossas depressões. O nosso relacionamento com os mais pequenos também nos permitia uma troca de vivências de grande e inesquecível ternura. Mas sobre os mais pequenos falarei no próximo testemunho.»

mais e naturais as famílias monoparentais, ou constituídas por 2 elementos do mesmo sexo, provocandose assim um desequilíbrio na educação dos filhos que podem ficar limitados por visões demasiado orientadas da vida. Neste domingo, que tem por tema a família, somos convidados a reflectir sobre o que nos dizem as leituras: o livro de Ben-Sirá, escrito 200 anos antes de Cristo, é uma colectânea de conselhos da época, diz-nos que devemos honrar o pai e a mãe com a mesma importância como se fossem o próprio Deus. De facto os pais e as mães são os continuadores da obra criadora de Deus. Mas a vida em família não é fácil: há sempre muitos problemas. Porque todas as pessoas são diferentes. Porque os pais não querem que os seus filhos cometam os erros que eles cometeram. Porque têm medo que façam asneiras que eles nunca fizeram. Os filhos querem ser independentes mas continuam a necessitar da família para os amparar na maior parte dos dias. O marido e

a mulher, que prometeram fidelidade um ao outro, perdem o entusiasmo que tinham no princípio da vida de casados, porque deixam que a rotina se instale. Por isso aparece S. Paulo a dizer-nos para nos suportarmos uns aos outros no amor. Porque só assim seguimos o exemplo de Cristo, que nos perdoou as nossas faltas. O amor entre os homens atinge o seu nível mais alto na família porque aí as pessoas estão mais próximas umas das outras, têm uma mesma herança, conhecem-se melhor, no bem e no mal. Viver “em Cristo” implica fazer do amor a nossa referência fundamental e deixar que ele se manifeste em gestos concretos de bondade, de perdão, de compreensão, de respeito pelo outro, de partilha, de serviço. A nossa primeira responsabilidade vai para com aqueles que connosco partilham, de forma mais chegada, a vida do dia a dia (a nossa família). Esse amor, que deve revestir-nos sempre, traduz-se numa atenção contínua àquele que está ao nosso lado, às suas necessidades e preo-

cupações, às suas alegrias e tristezas Mas não há famílias perfeitas, assim como não há homens perfeitos. Por isso nos deparamos com o Evangelho, que nos conta que Jesus, quando foi a primeira vez a Jerusalém, ficou perdido três dias no templo, e quando os pais o encontraram a sua mãe censurou-o por os ter abandonado sem lhes dizer nada. Mas com a resposta do filho entenderam que era tempo do seu filho descobrir o seu caminho, a sua vocação. E no entanto: “Jesus desceu com eles, voltou para Nazaré e era-lhe submisso.” Os problemas só têm importância se nós os guardarmos para nós. A Família existe para que aquilo que nos apoquenta possa ser partilhado sem constrangimentos pois confiamos na Família. Vamos pois construir famílias melhores, de onde nasçam melhores pessoas, onde todos os seus membros se possam desenvolver, seguindo o seu próprio caminho e não aquele que nós gostaríamos de ter seguido e não podemos ou não conseguimos.

Inês Lourenço


DIOCESE 11

O Mensageiro 27.Dezembro.2012

“Deus age, faz coisas novas e inauditas”

D. António celebrou Natal no Seminário Numa celebração de tom familiar, no passado dia 19 de Dezembro, o Bispo de Leiria-Fátima presidiu a uma celebração natalícia no Seminário Diocesano de Leiria, com a participação dos residentes e funcionários, bem como de outras pessoas que trabalham nos diversos serviços ali instalados. Mesmo em contextos de dificuldade e em situações de aparente impossibilidade, como lembrava a liturgia desse dia com os anúncios do nascimento de

Sansão e de João Baptista a suas mães até aí estéreis, “Deus age, faz coisas novas e inauditas”, afirmou D. António Marto na homilia da Eucaristia. Exige apenas, em resposta, que “acolhamos a Sua iniciativa com fé e confiança, dando-Lhe espaço no coração, sem medos nem egoísmos”. Ligando essa mensagem ao Ano da Fé e ao programa pastoral diocesano em curso, o prelado sublinhou que “a fé não é um conjunto de conhecimentos ou ideias, mas uma experiência de

acolhimentos incondicional desse amor que entra na nossa vida”. Por isso, o Natal de Jesus Cristo deve levar-nos à “oração e adoração” e a despertar no crente “uma tonalidade de alegria, frente à tentação do desânimo ou de pensar que o mal leva a melhor”. Serão essas as atitudes que farão do Natal a fonte da “sabedoria dos justos” e da verdadeira “arte de viver”, ao “reconhecermos a presença da graça e do bem nas nossas vidas, em comunhão de pessoas irmanadas

no mesmo amor”. Foi no mesmo espírito que decorreu, depois, o almoço de convívio entre todos, “um momento importante de experiência de família e de comunidade entre os que habitam e trabalham nesta casa durante todo ano”, como referiu no final o padre Armindo Janeiro, reitor do Seminário Diocesano.

GIC de Leiria-Fátima

“Gestos de partilha” É na época de Natal que emergem com maior intensidade os gestos de partilha e iniciativas de solidariedade destinadas a amenizar a situação das pessoas em situação de maiores dificuldades. É assim, também, que algumas paróquias, instituições, empresas, associações e particulares fazem chegar à Cáritas mensagens de partilha e de solidariedade através da entrega de alimentos, brinquedos e outros donativos para aqueles e aquelas

DR

Cáritas de Leiria agradece

que mais necessitam e não se sintam tão sós, podendo assim ter um quotidiano menos sombrio e um pouco mais feliz.

Algumas iniciativas, como o 1.º Leiria Christmas Night Trail, organizado pela Juventude Vidigalense, onde foram recolhidos cer-

ca de 550 quilos de alimentos, os LEOS de Leiria, mais uma vez, através da campanha do saco, recolheram alimentos e alguma roupa, o Jardim de Infância do Telheiro, através da entrega de brinquedos, e muitos particulares que nos fazem chegar géneros alimentícios e donativos para os mais carenciados da diocese de Leiria-Fátima. A todos os que contribuíram um enorme obrigado, em nome daqueles que diariamente apoiamos. Cáritas Diocesana de Leiria

Breves Fim de ano em Fátma

Bispo preside às celebrações D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, preside no Santuário de Fátima à vigília de oração e convívio, a 31 de Dezembro. O programa é o seguinte: 22h00 - Missa com Te Deum de Acção de Graças, na Basílica da Santíssima Trindade. Procissão para a Capelinha e recitação do Rosário. 00h00 - Toque do carrilhão, consagração ao Imaculado Coração de Maria e gesto da paz. 00h30 - Chá-convívio. Nota: No dia 31 de Dezembro não haverá Rosário às 21h30. “Estamos todos na mesma barca” Recorde-se que D. António Marto presidiu no Santuário de Fátima à eucaristia internacional do dia 8 de Dezembro, solenidade da Imaculada Conceição, ocasião em que lançou um apelo à esperança, à perseverança e à solidariedade. Aos 65 000 fiéis que participaram na eucaristia celebrada no Recinto de Oração o bispo de Leiria-Fátima lembrou algumas das formas como a esperança e a caridade cristãs podem chegar ao mundo: “através das redes de solidariedade e de acolhimento que existem em toda a Igreja, através da construção de respostas para as necessidades mais imediatas e fundamentais de pobreza e de carência, através de levar a todos um sentido muito grande de coesão, de união, porque estamos todos embarcados na mesma barca, ou nos afundamos todos ou nos salvamos todos”. Ainda durante a homilia da celebração, D. António Marto pediu testemunhos de vida coerentes: “Eu creio que o nosso mundo tem direito a ver nos cristãos o testemunho da sua fé, simples mas profunda, que os torna felizes, fortes e que ilumina os momentos dramáticos da vida e da história”. A homilia terminou com uma oração de consagração a Nossa Senhora: “(…) nas tuas mãos pomos o futuro que nos espera, invocando sobre Portugal, sobre a Europa e sobre o mundo a tua constante protecção”.

LeopolDina Simões

“Um momento de arte” na Marinha Grande

Cantata de Natal Celebração na Marinha Grande No passado dia 8 de Dezembro, festa da Imaculada Conceição, a equipa de Pastoral da Família da paróquia da Marinha Grande organizou uma celebração de “Bênção das Grávidas”, na igreja paroquial. Nesta, que foi já a 4.ª edição da iniciativa, participaram quinze grávidas com as respectivas famílias, um ambiente de acolhimento e partilha em que se destacava a “a imagem de Nossa Senhora do Ó, entre velas e o som sereno do coro”,

DR

Bênção das Grávidas

refere uma nota enviada pela paróquia ao GIC de Leiria-Fátima.

“Que Maria, Mãe corajosa e terna, acompanhe e ilumine esta maravilhosa

caminhada; que o cansaço da gravidez e medos não perturbem a serenidade; que Maria, nosso exemplo de Mãe, esteja ao lado de cada mulher grávida neste tempo de espera, velando por cada filho que vai nascer”. Estas foram algumas das palavras rezadas em conjunto, “com o desejo de crescimento no Amor de Deus para melhor acolhermos os seus novos filhos”.

GIC de Leiria-Fátima

Após dois concertos na igreja de São Francisco, em Leiria, e na Igreja dos Pousos, um grupo de cerca de 60 artistas da Escola de Artes e do Coro SAMP (Sociedade Artística e Musical dos Pousos) vai apresentar uma Cantata de Natal na igreja da Marinha Grande, no próximo dia 3 de Janeiro, às 21h00. Com texto em português, este espectáculo promete ser “um momento de arte que nos conduzirá de novo à ‘magia’ do Natal”, contando ainda com a actuação de alguns alunos de órgão e outras classes de sopro da SAMP. GIC de Leiria-Fátima

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O MENSAGEIRO


12 MUNDO / PORTUGAL

O Mensageiro 27.Dezembro.2012

Presidente da Obra Católica Portuguesa de Migrações promete

Bento XVI no Vaticano

Preservar “memória”

Bento XVI afirmou no Vaticano que a Igreja Católica tem de estar empenhada no diálogo com a sociedade e com as outras religiões para preservar a “memória” da humanidade. “A Igreja representa a memória do que é ser homem defronte a uma civilização do esquecimento que já só se conhece a si mesma e só reconhece o próprio critério de medição. Mas, assim como uma pessoa sem memória perdeu a sua identidade, assim também uma humanidade sem memória perderia a própria identidade”, observou, no discurso que proferiu durante o encontro de Natal com os membros da Cúria Romana. O Papa dedicou parte desta intervenção à questão do diálogo e do anúncio, apresentando três campos fundamentais para o compromisso das comunidades católicas, “lutando pelo homem e pelo que significa ser pessoa humana”: o diálogo com os Estados, o diálogo com a sociedade, incluindo as culturas e a ciência, e o diálogo com as religiões. “No diálogo com o Estado e a sociedade a Igreja não tem, naturalmente, soluções prontas para as diversas questões. Mas, unida às outras forças sociais, lutará pelas respostas que melhor correspondam à justa medida do ser humano”, assinalou. Bento XVI declarou que a Igreja se vai manter fiel a “valores fundamentais, constitutivos e não negociáveis da existência humana” e quer fazer todos os possíveis para “criar uma convicção que possa depois traduzir-se em acção política”. O Papa aludiu, em seguida, ao diálogo inter-religioso como “uma condição necessária para a paz no mundo”, na situação actual da humanidade, pelo que é “um dever para os cristãos bem como para as outras crenças”. “Trata-se dos problemas concretos da convivência e da responsabilidade comum pela sociedade, pelo Estado, pela humanidade. Aqui é preciso aprender a aceitar o outro na sua forma de ser e pensar de modo diverso”, prosseguiu. Bento XVI admitiu que o diálogo não visa “a conversão, mas uma melhor compreensão recíproca”, embora a busca de conhecimento e compreensão tenha de ser também “uma aproximação da verdade”. “O cristão possui a grande confiança, mais ainda, a certeza basilar de poder tranquilamente fazer-se ao largo no vasto mar da verdade, sem dever temer pela sua identidade”, referiu. O Papa destacou que a palavra do anúncio se torna eficaz quando existe “uma dócil disponibilidade” na pessoa para se aproximar de Deus. “No final do ano, queremos pedir ao Senhor para que a Igreja, não obstante as próprias pobrezas, se torne cada vez mais reconhecível como sua morada”, pediu, antes de desejar aos presentes “um santo Natal e um feliz Ano Novo”.

O director da Obra Católica Portuguesa de Migrações (OCPM) realçou que os 50 anos desta instituição têm “laivos de autêntica epopeia” e foi “construída de mãos dadas” com outras organizações. Na sessão de encerramento do cinquentenário da OCPM, realizada na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, frei Francisco Sales sublinhou que os agentes da pastoral que trabalham com os emigrantes são os “grandes promotores da língua e da cultura portuguesa no seio das comunidades”. O presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e da Mobilidade Hu-

mana, D. Jorge Ortiga, disse aos presentes que a Igreja Católica - “com vasta experiência curricular no auxílio às fragilidades humanas” - soube “antecipar-se e esperar a chegada de milhares de portugueses” às terras que os acolheram. Foi nesse contexto que surgiu há 50 anos a OCPM para acolher esses emigrantes que “abandonaram o aconchego do seu lar” e partiram para em busca do desconhecido e a “concretização dos seus sonhos”, acentuou o arcebispo de Braga. Se a OCPM tem uma “grande projecção” a nível nacional e internacional, “sendo reconhecido o seu

trabalho quer pelo Estado, quer pela sociedade”, esta deve-se a “parcerias, apoio e colaboração de muitas pessoas e instituições”, acrescentou. Também presente na cerimónia, a alta-comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI) apontou cinco marcas da OCPM: pioneirismo; convicção de ideias; perseverança, capacidade de diálogo e audácia. Esta instituição da Igreja Católica “tem sido uma peça necessária ao diálogo intercultural”, afirmou Rosário Farmhouse, às centenas de participantes na sessão. Os 50 anos da OCPM é

apenas “o início de uma história que continuará no futuro” porque as migrações “fazem parte do próprio existir humano”, acentuou frei Francisco Sales. Em relação ao futuro, o director da OCPM afirmou que o empenho desta instituição passa por “um contributo à mudança de mentalidades” daqueles que na sociedade actual “colocam a economia e a finança” como valores supremos. Na cerimónia de encerramento, a OCPM entregou diplomas e medalhas a pessoas e instituições – entre elas a Agência ECCLESIA - que trabalharam em prol das migrações.

Movimento “Sociedade Civil Solidária”

Campanha de alerta O movimento “Sociedade Civil Solidária” anunciou o lançamento de uma campanha de solidariedade com o objectivo de angariar donativos para a Cáritas Portuguesa e para a Cruz Vermelha. O pequeno vídeo intitulado ‘Cozinha do Chef desempregado’ mostra um homem a recolher alimentos de caixotes de lixo com os quais cozinha uma refeição. Os promotores da iniciativa pretendem alertar para a “difícil situação de muitos milhares de portugueses” que enfrentam actualmente uma situação de desemprego, com “zero euros para gastar”.

DR

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“Contributo à mudança de mentalidades”

O Movimento Sociedade Civil Solidária é uma iniciativa lançada a 30 de Maio de 2012 com o apoio de cerca de 160 personalidades da sociedade portuguesa, para promover “uma maior justiça social, pelo respeito pela dignidade humana e bem comum” e “uma drástica redução das desigualdades e da pobreza

existentes em Portugal”. Os primeiros donativos já foram ao Fundo Social Solidário da Igreja Católica, gerido pela Cáritas Portuguesa. “Dado o agravamento constante da situação económica e social de um crescente número de famílias, os seus promotores assumiram a necessidade

de revitalizar a intervenção pública do Movimento”, refere o comunicado de imprensa. Entre as várias personalidades que aderiram ao movimento, encontramse os bispos D. Manuel Martins, D. Jorge Ortiga, D. Manuel Clemente e D. Januário Torgal Ferreira, para além de Alfredo Bruto da Costa, presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz; Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas Portuguesa; Manuel de Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas; e o padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade.

Exposição “God Factor” no Mosteiro de Tibães

Relações entre arte e religião O Mosteiro de Tibães, no concelho de Braga, acolhe até sábado a exposição “God Factor”, que “explora a dimensão relacional entre arte e religião” através de 21 artistas de Portugal e mais 10 países.

A mostra “procura potenciar a produção de conhecimento, através da confrontação de interpretações, memórias e testemunhos”, mediante a “recriação”, “revisitação” e “reformulação dos con-

teúdos evangelizadores, quer da narrativa, quer da imagética”. A exposição, com curadoria de Inês Valle, centrase na produção artística que as questões que se colocam “entre a arte e o ser, entre a

arte e o sagrado, entre a arte e o profano, entre a arte e o proibido, entre a arte e os homens ou entre a arte e os deuses”.


OPINIÃO 13

O Mensageiro 27.Dezembro.2012

DOM DA FÉ

Pe Jorge Guarda

Vigário Geral da Diocese

O presente do Deus Menino http://padrejorgeguarda.cancaonova.pt

F

eliz de ti que acreditaste, porque se vai cumprir tudo o que te foi dito da parte do Senhor.” (Lc 1, 45). Ao receber a visita de Maria e o dom espiritual que ela comunicou, tendo sido invadida pelo Espírito Santo, Isabel dirige à pri-

ma esta bem-aventurança. Realça a felicidade de crer em Deus e exprime a firme convicção de que Deus faz aquilo que diz. Isabel, ela própria, na já inesperada maternidade, estava a viver uma graça extraordinária de Deus. Sabia, por experiência pessoal, que Deus cumpre a sua palavra. Ambas, Maria e Isabel, acreditaram em Deus e as suas vidas conheceram um novo rumo. Daí a alegria que as invade e elas extravasam no seu encontro e nas suas palavras uma à outra. Neste natal de crise, quanto precisamos desta fé! Sempre que acreditamos em Deus e na sua Palavra, Ele realiza em nós e através de nós obras admiráveis. Mais, Ele não nos deixa cair no desânimo, mas leva-nos a lutar e a agir com confiança e coragem. Ele torna-nos pessoas de esperança e ilumina o nosso olhar e entendimento para vermos mais longe do que o panorama que

se impõe ao nosso olhar. A fé cristã desperta e sustenta também a confiança humana que precisamos para enfrentarmos mesmo as realidades mais adversas do nosso quotidiano, sejam as pessoais, familiares, eclesiais ou coletivas. No nosso país, pareceme estarmos a concretizar o ditado popular: “Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”. Quantos protestos, críticas, censuras, reclamações... de pessoas aflitas, insatisfeitas, incomodadas, receosas! Parece que se espera dos outros, nomeadamente do Governo ou sabe-se lá de quem, a resolução de todos os problemas económicos, sociais, políticos... É verdade que as pessoas têm direito a manifestar as suas aflições e insatisfações. E também de exigir das autoridades públicas as medidas adequadas e justas para resolver os problemas e promover o desenvolvimento do país em ordem

a possibilitar a todos os cidadãos condições de vida digna. É preciso também que cada cidadão se empenhe ativamente no cumprimentos da suas obrigações económicas, cívicas, sociais e fiscais. O país constrói-se com o contributo responsável e solidário de todos os cidadãos. Não basta reivindicar os próprios direitos, é preciso assumir com igual ardor o cumprimento dos deveres que competem a cada um e fazer pelo país o que está ao nosso alcance. Precisamos de anúncios que nos suscitem a fé e nos ponham em ação, convictos de que se realizará o que nos foi anunciado. É urgente pôr em ação na nossa sociedade e também na família e na comunidade cristã a esperança. Deus continua a fazer milagres através de quem acredita na sua palavra e age em conformidade com ela. Faltam-nos líderes políticos e sociais que apontem caminhos a seguir e nos mobi-

lizem a ir por eles. Líderes que devem caminhar com os cidadãos e não à parte nem acima deles. Há sinais que nos permitem acreditar num futuro melhor. As múltiplas iniciativas de solidariedade que se têm realizado na atual situação do país dizem-nos que é possível mobilizar as pessoas para o bem. Há muita gente disposta a dar, quando lhe são dadas boas razões e oportunidade para o fazer. O voluntariado, praticado generosamente por milhares e milhares de pessoas mostram-nos que há gente disponível para fazer o bem e dar-se no serviço aos irmãos. É preciso oferecer-lhes ocasiões ajuda concreta para o fazer. Tudo isto é riqueza do país. Creio ser possível ir muito mais longe e aproveitar este capital talvez não plenamente descoberto e valorizado. Neste Natal, identifiquemos nos nossos ambientes quotidianos os sinais de

que Deus continua a visitar-nos e a interpelar-nos na realidade social, eclesial e económica. O exemplo de Maria que, depois de ouvir a mensagem divina, acreditando firmemente em Deus e no que lhe foi dito, se dirigiu apressadamente para a montanha, sendo portadora do dom da fé e da graça divina que experimentava, seja para nós de estímulo para despertarmos o dom da fé e a pormos em prática no serviço aos irmãos e no empenho na promoção do bem comum com ousadia e generosidade. Por este caminho e com o “capital” de fé, talento e generosidade de que cada um é portador, contribuiremos para dar um novo rumo ao nosso país e ultrapassarmos as dificuldades da situação presente. Seja este o presente do Deus Menino que veio trazer a fraternidade e a paz à Terra.

quiserem servir a nosso Senhor. Para o efeito doaram as suas casas. Após a morte do marido, a senhora Maria Jácome atraída pela beleza, simplicidade e humildade das Irmãs ingressou no mosteiro, onde já viviam as duas filhas para - como afirma o cronista - livre do fausto do mundo viver em clausura no amor e imitação de Cristo. A implacável lei da extinção das ordens religiosas em Portugal, associada à desamortização dos bens dos conventos extintos, fez com que este convento a partir de 1834, dessacralizado e laicizado pelos abusos, fosse votado à ruína e aproveitado para fins do Estado do Ministério da Defesa. Joaquim Abranches, na segunda metade de Oitocentos refere-se ao convento do seguinte modo: É para lastimar que pelos poderes públicos fosse tomado o expediente de se inutilizar a igreja, pois é montão de

ruínas, mas ainda mais pena causa, por ser um templo bem acabado de ornamentos, e, com vergonha o dizemos, ainda hoje nele existem os restos daqueles que a mandaram edificar, sendo espezinhados até por irracionais, devido talvez ao desleixo, para não dizermos pouca veneração àqueles entes respeitáveis que hoje já lhes não é dado reclamar a afronta que lhe estão fazendo os que tanto se vangloriam de pertencerem ao século das luzes e de máxima civilização. O quarto Mosteiro de Clarissas de Nossa Senhora da Conceição edificado na cidade de Ponta Delgada remonta ao período Pós-Restauração, tendo por fundadores o bispo Francisco de Andrade e Albuquerque, e sua irmã Feliciana. O ensejo de fundarem e dotarem novo convento para recolhimento de parentas foi aprovado pelo Papa Clemente IX, a 14 de Maio de

1664. Em 1671 chegaram as primeiras Irmãs, vindas do Mosteiro de Nossa Senhora da Esperança. Segundo dados históricos em 1723 a Comunidade era formada por 44 Irmãs Professas e algumas noviças. Com a extinção das ordens religiosas, o convento passou a servir para repartições públicas. Acendeu-se um fogo, soprou, impetuoso, o vento, tremeu a terra, mas o Senhor não estava no vento nem no fogo nem no tremor de terra, diz o escritor sagrado; estava, sim, na brisa suave. E ao longo dos séculos, Deus tem-Se revelado nestas pequenas sementes de esperança, por onde passam as brisas suaves de Deus, que silenciosamente vão mostrando ao mundo o Seu amor misericordioso. Irmãs Clarissas de Monte Real

Família há oito séculos

Sementes de Esperança E

nquanto a mãe terra revolvia as suas entranhas e, sem dó e nem piedade, expelia lavas incandescentes e nuvens de cinzas, as filhas de Santa Clara não desistiam de povoar com Mosteiros as ilhas vulcânicas, lançando nos corações sementes de esperança. A presença das Irmãs incutia ânimo e confiança aqueles habitantes que se confrontavam com tantos reveses. Os movimentos tectónicos e as contínuas réplicas sísmicas não impediam o movimento ascendente das mãos orantes em perseverante oração diante do trono de Deus. Assim, pouco a pouco, a beleza da Regra de Santa Clara e a claridade do Santo Evangelho estendeu-se às diversas ilhas: Terceira, S. Jorge, Faial e S. Miguel. Na verdade foi abundante a sementeira pois, só nesta última, a ilha de Miguel, foram fundados sete Mosteiros. No ano de 1567 foi

fundado em Ponta Delgada o Mosteiro Santo André da Ordem de Santa Clara por Diogo Vaz, filho primogénito do abastado Pero Gonçalves Delgado, e sua mulher Beatriz Rodrigues que, movidos pela devoção e querendo prover à saúde de suas almas e dos seus antecessores determinaram fundar um mosteiro de monjas sob invocação do bem-aventurado S. André. Foi o segundo Mosteiro de Irmãs Clarissas a ser erigido em Ponta Delgada, depois do de Nossa Senhora da Esperança. Este edifício é um dos belos exemplares de arquitectura conventual de Ponta Delgada que passou por várias alterações ao longo dos séculos. Ainda hoje, quem o visita, pode apreciar a sua beleza conventual, de clausura, destacando-se a portaria antiga, os locutórios, o coro alto, o coro baixo e a Igreja, cuja fachada apresenta magnífica decoração em

pedra vulcânica, ao gosto dos séculos XVIII e XIX, sobressaindo as janelas setecentistas. No seu interior, de nave única, as paredes laterais e o tecto abobadado apresentam pinturas a fresco, executadas em 1820, sendo da mesma época os altares e o púlpito de talha dourada. Na mesma cidade, em 1602, surge um novo Mosteiro sob o patrocínio de S. João Evangelista. Foi mandado construir pelo cavaleiro e fidalgo Manuel Martins Soares e a sua esposa Maria Jácome Raposa. No documento intitulado “Doação e fundação do convento” afirmam que para serviço de Deus nosso Senhor e bem de suas almas fundaram e edificaram um mosteiro de freiras da Ordem de Santa Clara da observância e sob a Invocação do bem-aventurado apóstolo São João evangelista para recolhimento de duas filhas e das mais religiosas que


14 OPINIÃO / INSTITUCIONAL

O Mensageiro 27.Dezembro.2012

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OPINIÃO Adriano Moreira

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E

ntre os perigos e ameaças para a unidade pacífica dos Estados europeus, esteve frequentemente a transformação de um deles no adversário a temer, e consequentemente a guerrear. A agitação e consequências agregadas para a integridade de pessoas e bens, que estiveram ligadas à convocação da greve europeia, e que a sociedade portuguesa também sofreu, não é o melhor dos sinais de que a real comunidade dos europeus, e a cidadania europeia, com a definição a encontrar, está no melhor da evolução sonhada pelos fundadores. O clima de crise económica e desastre financeiro arrisca agravar a fixação em adversários estaduais, ao contrário de parceiros, e a intervenção alemã, designadamente com a discutível utilidade de deslocações como a feita a Lisboa, não parece a mais eficaz das precauções contra o agravamento da situação, que é global, não é apenas europeia, e afecta todo o Ocidente. Por isso é talvez oportuno recordar que foi Willy Brandt, um alemão europeísta, que em 13 de Fevereiro de 1980, presidente de uma comissão cujo Relatório

intitulado “Norte-Sul, um programa para a sobrevivência”, advertia para as ameaças de um futuro próximo. Ali escreveu que, na data, “já são 800 milhões os pobres absolutos e o seu número está a aumentar; a escassez de cereais e outros bens alimentares agrava a perspectiva de fome e penúria; população em crescimento acelerado, com mais dois mil milhões nas duas próximas décadas, causarão tensões muito maiores sobre a alimentação e os recursos do mundo”. Ao considerar este Relatório como uma advertência histórica, mal ouvida, Martin Gilbert não omitiu dar relevo a uma advertência final, que era esta: “Não será possível a nenhuma nação ou grupo de nações salvar-se pela via do domínio sobre outras ou do isolamento em relação a elas. Pelo contrário, só se conseguirá verdadeiro progresso a nível nacional se for possível alcançá-lo a nível global. E esta actuação global não pode restringirse aos problemas económicos: também tem de levar em conta a grande complexidade de sociedade humana.”

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Fundador José Ferreira Lacerda Director Rui Ribeiro (TE416) Redacção Joaquim Santos (CP7731), Ana Vala (CP8867). Paginação O Mensageiro Colaboradores Ambrósio Ferreira, Américo Oliveira, André Batista (Pe.), Ângela Duarte, Carlos Alberto Vieira, Carlos Cabecinhas (Pe.), Cláudia Mirra, José Casimiro Antunes, Francisco Pereira (Pe.), João Filipe Matias (CO798), Joaquim J. Ruivo, Jorge Guarda (Pe.), José António C. Santos, Júlia Moniz, Maria de Fátima Sismeiro, Orlando Fernandes, Pedro Jerónimo (CO1060), Saúl António Gomes, Vítor Mira (Pe.). Administração / Publicidade André Antunes Batista (Pe.). Propriedade/Sede (Editor) Seminário Diocesano de Leiria - Largo Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA - Reitor: Armindo Janeiro (Pe.) Contribuinte 500 845 719 Contactos Tel.: 244 821 100/1 - Fax: 244 821 102 - Email: jornal@omensageiro.com.pt - Web: www.omensageiro.com.pt Depósito Legal 2906831/09 Impressão e Expedição Empresa do Diário do Minho, Lda - Tel: 253 303 170 - Fax: 253 303 171

Tabela de Assinaturas para 2012 Destino Nacional Europa Resto do Mundo

Normal Benfeitor 20 euros 40 euros 30 euros 60 euros 40 euros

Preço avulso - 0,80 euros


DESPORTO 15

O Mensageiro 27.Dezembro.2012

liga portuguesa de futebol profissional

I Liga 12.ª Jornada 15 de Dezembro V. Setúbal x Porto . Adiado para 23 de Janeiro de 2013 Beira-Mar x Rio Ave (3-1) Olhanense x Gil Vicente (2-2) Nacional x Sporting (1-1) Benfica x Marítimo (3-1) Moreirense x Académica (2-2) Sp. Braga x Estoril (3-0) P. Ferreira x V. Guimarães (2-1) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Equipa Benfica Porto Sp. Braga P. Ferreira Rio Ave Estoril V. Guimarães Beira-Mar Marítimo Sporting Nacional V. Setúbal Gil Vicente Olhanense Académica Moreirense

J 12 11 12 12 12 12 12 12 12 12 12 11 12 12 12 12

V 10 9 7 4 5 4 4 3 3 3 3 2 2 2 1 1

E 2 2 2 7 3 3 3 4 4 6 3 5 5 5 7 5

D 0 0 3 1 4 5 5 5 5 4 6 4 5 5 4 6

Pts 32 29 23 19 18 15 15 13 13 12 12 11 11 11 10 8

13.ª Jornada 6 de Janeiro

Rio Ave x Olhanense Marítimo x Beira-Mar Sporting x P. Ferreira Estoril x Benfica Porto x Nacional Académica x V. Setúbal Sp. Braga x Moreirense Gil Vicente xV. Guimarães

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

V 14 11 9 9 8 9 8 7 7 7 7 6 5 7 7 6 7 4 3 3 3 3

II Divisão B sul

III Divisão D

III Divisão E

Equipa Mafra Farense Sertanense Oriental U. Leiria SAD Torreense Fátima Casa Pia Carregado Quarteirense Pinhalnovense Oeiras 1.º Dezembro Fut. Benfica Louletano Ribeira Brava

J 12 13 13 12 12 13 12 13 13 12 12 12 12 12 12 13

V 8 7 7 7 6 6 6 3 4 3 3 2 2 2 1 1

E 3 5 2 2 4 4 1 8 3 5 3 5 5 4 5 3

D 1 1 4 3 2 3 5 2 6 4 6 5 5 6 6 9

Pts 27 26 23 23 22 22 19 17 15 14 12 11 11 10 8 6

associação de futebol de leiria

HONRA

19.ª Jornada 23 de Dezembro Sporting B x Leixões (0-0) Arouca x Belenenses (0-3) Santa Clara x Sp. Braga B (1-1) Oliveirense x Penafiel (0-0) Atlético x Tondela (0-1) Marítimo x U. Madeira (1-3) Trofense x Feirense (1-2) Freamunde x Naval (1-3) V. Guimarães B x Portimonense (1-2) Porto B x Benfica B (2-2) Sp. Covilhã x D. Aves (1-2) J 18 18 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19

federação portuguesa de futebol

13.ª Jornada 29 de Dezembro Casa Pia x Farense (1-0) . Realizado a 2 de Dezembro Sertanense x Carregado (4-0) . Realizado dia 2 Ribeira Brava x Torreense (1-2) . Realizado dia 2 Futebol Benfica x Pinhalnovense U. Leiria SAD x Oeiras Louletano x Quarteirense Fátima x 1.º Dezembro Oriental x Mafra

II Liga

Equipa Belenenses Sporting B D. Aves Benfica B U. Madeira Arouca Santa Clara Oliveirense Portimonense Tondela Naval Porto B Leixões Feirense Atlético Penafiel Marítimo B V. Guimarães B Sp. Braga B Sp. Covilhã Trofense Freamunde

federação portuguesa de futebol

12.ª Jornada 22 de Dezembro Fut. Benfica x Oriental (1-4) Pinhalnovense x U. Leiria SAD (0-2) Oeiras x Ribeira Brava (2-2) Torreense x Casa Pia (0-0) Farense x Louletano (2-2) Quarteirense x Sertanense (1-1) Carregado x Fátima (0-0) 1.º Dezembro x Mafra (2-3)

liga portuguesa de futebol profissional

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º 17.º 18.º 19.º 20.º 21.º 22.º

federação portuguesa de futebol

E 2 5 7 5 7 4 5 7 6 6 6 7 9 3 2 4 0 8 7 7 5 4

D 2 2 3 5 4 6 6 5 6 6 6 6 5 9 10 9 12 7 9 9 11 12

Pts 44 38 34 32 31 31 29 28 27 27 27 25 24 24 23 22 21 20 16 16 14 13

20.ª Jornada 29 de Dezembro Belenenses x Trofense . 15h00 Tondela x Marítimo B . 15h00 D. Aves x Atlético . 15h00 Penafiel x V. Guimarães B . 15h30 Naval x Sp. Covilhã . 16h00 Benfica B x Freamunde . 19h00, Benfica TV Portimonense x Sporting B . 20h15, SportTv Feirense x Santa Clara . Dia 30, 11h15, SportTv Leixões x Oliveirense . Dia 30, 15h00 Sp. Braga B x Porto B . Dia 30, 15h00 U. Madeira x Arouca . Dia 30, 18h00, SportTv

12.ª Jornada 16 de Dezembro Alvaiázere x Bombarralense (1-0) Vieirense x Pelariga (2-3) GRAP/Pousos x Pousaflores (1-2) Atouguiense x Pataiense (2-2) Figueiró dos Vinhos x Marrazes (2-2) Nazarenos x Meirinhas (2-1) Guiense x Avelarense (2-1) Lisboa e Marinha x Portomosense (0-2) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Equipa Marrazes GRAP/Pousos Pelariga Portomosense Pousaflores Guiense Figueiró Vinhos Lisboa Marinha Atouguiense Pataiense Nazarenos Meirinhas Vieirense Avelarense Alvaiázere Bombarralense

J 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

V 7 7 7 7 6 6 6 5 5 4 4 3 3 3 2 0

E D 4 1 3 2 3 2 2 3 3 3 2 4 2 4 2 5 2 5 4 4 3 5 4 5 3 6 1 8 2 8 2 10

Pts 25 24 24 23 21 20 20 17 17 16 15 13 12 10 8 2

13.ª Jornada 6 de Janeiro Avelarense x Bombarralense .Todos os jogos às 15h00 Pelariga x Alvaiázere Pousaflores x Nazarenos Pataiense x GRAP/Pousos Bombarralense x Lisboa e Marinha Marrazes x Atouguiense Meirinhas x Vieirense Guinese x Figueiró dos Vinhos

11.ª Jornada 16 de Dezembro Ol. Hospital x Mortágua (1-0) Sp. Pombal x Beneditense (3-1) Torres Novas x Caldas (3-3) Alcanenense x Alcobaça (4-0) Sernache x Sourense (4-4) Marinhense x Penelense (0-0) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º

Equipa Sp. Pombal Sernache Sourense Caldas Ol. Hospital Alcanenense Penelense Torres Novas Marinhense Alcobaça Beneditense Mortágua

J 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11

V 8 7 6 6 7 6 4 3 2 2 2 0

E 1 2 5 4 1 0 2 2 3 3 1 2

D 2 2 0 1 3 5 5 6 6 6 8 9

Museu Juventude Vidigalense é um desafio da nova direcção

11.ª Jornada 16 de Dezembro Barreirense x Peniche (1-1) Cartaxo x Amora (2-3) Lourinhanense x Fabril Barreiro (2-3) U. Tires x Sintrense (0-1) Pêro Pinheiro x Eléctrico (0-2) Real x Sacavenense (3-1)

Pts 25 23 23 22 22 18 14 11 9 9 7 2

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º

12.ª Jornada 29 de Dezembro Sernache x Marinhense .Todos os jogos às 15h00 Alcanenense x Sourense Torres Novas x Alcobaça Sp. Pombal x Caldas Ol. Hospital x Beneditense Mortágua x Penelense

Equipa Sacavenense Barreirense Fabril Barreiro Eléctrico Lourinhanense Sintrense U. Tires Amora Real Pêro Pinheiro Peniche Cartaxo

J 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11

V 6 5 5 5 5 5 4 4 4 4 2 0

E D 2 3 4 2 4 2 4 2 3 3 3 3 3 4 3 4 3 4 2 5 2 7 1 10

Pts 20 19 19 19 18 18 15 15 15 14 8 1

12.ª Jornada 29 de Dezembro Pêro Pinheiro x Real .Todos os jogos às 15h00 U. Tires x Eléctrico Lourinhanense x Sintrense Cartaxo x Fabril Barreiro Barreirense x Amora Peniche x Sacavenense

associação de futebol de leiria

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I Divisão norte

I Divisão norte

3.ª Jornada 16 de Dezembro Ansião x Ranha (5-0) Alegre e Unido x Albergaria dos Doze (1-3) Ilha x Mata Mourisquense (1-1) Moita do Boi x Caseirinho (7-0) Pedroguense x Motor Clube (0-2)

3.ª Jornada 16 de Dezembro Alfeizerense x Boavista (0-1) Outeirense x Maceirinha (3-0) Santo Amaro x Alqueidão da Serra (1-3) U. Leiria x Nadadouro (4-0) Unidos x Os Vidreiros (3-0)

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º

Equipa Moita do Boi Ansião Alb. Doze Motor Clube Ilha Ranha Mata Mourisq. Alegre e Unido Pedroguense Caseirinhos

J 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3

V 3 2 2 2 1 1 0 0 0 0

E 0 1 1 0 1 1 3 1 0 0

D Pts 0 9 0 7 0 7 1 6 1 4 1 4 0 3 2 1 3 0 3 0

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º

4.ª Jornada 6 de Janeiro Ranha x Ilha .Todos os jogos às 15h00 Albergaria dos Doze x Ansião Alegre e Unido x Pedroguense Mata Mourisquense x Moita do Boi Caseirinhos x Motor Clube

Equipa U. Leiria Outeirense Alq. Serra Boavista Nadadouro Maceirinha Unidos Alfeizerense Santo Amaro Os Vidreiros

J 3 3 3 3 3 2 3 2 3 3

V 3 3 3 2 1 1 1 0 0 0

E 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0

D Pts 0 9 0 9 0 9 1 6 2 3 1 3 2 3 2 0 3 0 3 0

4.ª Jornada 6 de Janeiro Santo Amaro x Unidos .Todos os jogos às 15h00 Maceirinha x U. Leiria Nadadouro x Os Vidreiros Boavista x Outeirense Alqueidão da Serra x Alfeizerense

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ATLETISMO – Daniel Pereira (em cima, na foto) é o novo presidente da direcção da Juventude Vidigalense (JV), cujos órgãos sociais tomaram posse no passado dia 20 de Dezembro. A criação do Museu JV é a principal novidade. São oito os pontos que integram o plano de desenvolvimento estratégico elaborado pela direcção do clube leiriense para o período 2013-2016, que passam pela formação, competição e lazer; gestão de equipamentos desportivos; plano financeiro; parcerias; património; associados; modernização administrativa e comunicação. “Continuar a lutar pelos pódios nacionais na primeira divisão” é um dos objectivos traçados por Daniel Pereira, que reforçou ainda a importância da formação. A passagem da gestão do Centro Nacional de Lançamentos para a JV é uma das novidades, porém, a maior de todas prende-se com o património. “Tendo em conta as inúmeras conquistas que a JV tem alcançado ao longo dos seus 20 anos de existência, é “obrigação” do novo elenco directivo envidar esforços no sentido de procurar e garantir um espaço que, fisicamente, possa dar corpo ao imenso património material e imaterial do clube (…) por conseguinte, é nossa intenção criar o ‘Museu JV’”, adiantou. A lista de órgãos sociais, bem como todo o discurso de Daniel Pereira, podem ser consultados em juventudevidgalense.pt.

Alho e Mendes no pódio BRIDGE – A dupla constituída por José Alho e Manuel Mendes (Bridge Clube do Lis) terminou o Torneio de Encerramento (Coimbra, 22 de Dezembro) no 3.º lugar (57,78%). Mário David / Antero Correia (4.º lugar, 53,70%), também do clube leiriense, também estiveram em prova, cujos vencedores foram Nuno Sousa / João Alegrio (64,07%).

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ÚLTIMA 27DEZEMBRO2012

Bem-aventurados os obreiros da Paz. Tema da Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz (01-01-2013)

1 de Janeiro

Dia Mundial da Paz Na sua mensagem para o 46º dia mundial da paz, Bento XVI lança desafios muito concretos para a edificação de uma nova ordem social mundial. A mensagem radica a paz no amor e na benevolência de Deus e entende-a como dom de Deus ao mesmo tempo que é construção do homem. Depois, já no final, Bento XVI deixa algumas recomendações que aqui transcrevemos Construir o bem da paz através de um novo modelo de desenvolvimento e de economia De vários lados se reconhece que, hoje, é necessário um novo modelo de desenvolvimento e também uma nova visão da economia. Quer um desenvolvimento integral, solidário e sustentável, quer o bem comum exigem uma justa escala de bensvalores, que é possível estruturar tendo Deus como referência suprema. Não basta ter à nossa disposição muitos meios e muitas oportunidades de escolha, mesmo apreciáveis; é que tanto os inúmeros bens em função do desenvolvimento como as oportunidades de escolha devem ser empregues de acordo com a perspectiva duma vida boa, duma conduta recta, que reconheça o primado da dimensão espiritual e o apelo à realização do bem comum. Caso contrário, perdem a sua justa valência, acabando por erguer novos ídolos. Para sair da crise financeira e económica actual, que provoca um aumento das desigualdades, são necessárias pessoas, grupos, instituições que promovam a vida, favorecendo a criatividade humana para fazer da própria crise uma ocasião de discernimento e de um novo modelo económico. O modelo que prevaleceu nas últimas décadas apostava na busca da maximização do lucro e do consumo, numa óptica individualista e egoísta que pretendia avaliar as pessoas apenas pela sua capacidade de dar resposta às exigências da competitividade. Olhando de outra perspectiva, porém, o sucesso verdadeiro e duradouro pode ser obtido com a dádiva de si mesmo, dos seus dotes intelectuais, da própria capacidade de iniciativa, já que o desenvolvimento económico suportável, isto é, autenticamen-

te humano tem necessidade do princípio da gratuidade como expressão de fraternidade e da lógica do dom. [5] Concretamente na actividade económica, o obreiro da paz aparece como aquele que cria relações de lealdade e reciprocidade com os colaboradores e os colegas, com os clientes e os usuários. Ele exerce a actividade económica para o bem comum, vive o seu compromisso como algo que ultrapassa o interesse próprio, beneficiando as gerações presentes e futuras. Deste modo sente-se a trabalhar não só para si mesmo, mas também para dar aos outros um futuro e um trabalho dignos. No âmbito económico, são necessárias – especialmente por parte dos Estados – políticas de desenvolvimento industrial e agrícola que tenham a peito o progresso social e a universalização de um Estado de direito e democrático. Fundamental e imprescindível é também a estruturação ética dos mercados monetário, financeiro e comercial; devem ser estabilizados e melhor coordenados e controlados, de modo que não causem dano aos mais pobres. A solicitude dos diversos obreiros da paz deve ainda concentrar-se – com mais determinação do que tem sido feito até agora – na consideração da crise alimentar, muito mais grave do que a financeira. O tema da segurança das provisões alimentares voltou a ser central na agenda política internacional, por causa de crises relacionadas, para além do mais, com as bruscas oscilações do preço das matérias-primas agrícolas, com comportamentos irresponsáveis por parte de certos agentes económicos e com um controle insuficiente por parte dos Governos e da comunidade internacional. Para enfrentar semelhante crise, os obreiros da paz são chamados a trabalhar juntos em espírito de solidariedade, desde o nível local até ao internacional, com o objectivo de colocar os agricultores, especialmente nas pequenas realidades rurais, em condições de poderem realizar a sua actividade de modo digno e sustentável dos pontos de vista social, ambiental e económico. Educação para uma cultura

da paz: o papel da família e das instituições Desejo veementemente reafirmar que os diversos obreiros da paz são chamados a cultivar a paixão pelo bem comum da família e pela justiça social, bem como o empenho por uma válida educação social. Ninguém pode ignorar ou subestimar o papel decisivo da família, célula básica da sociedade, dos pontos de vista demográfico, ético, pedagógico, económico e político. Ela possui uma vocação natural para promover a vida: acompanha as pessoas no seu crescimento e estimula-as a enriquecerem-se entre si através do cuidado recíproco. De modo especial, a família cristã guarda em si o primordial projecto da educação das pessoas segundo a medida do amor divino. A família é um dos sujeitos sociais indispensáveis para a realização duma cultura da paz. É preciso tutelar o direito dos pais e o seu papel primário na educação dos filhos, nomeadamente nos âmbitos moral e religioso. Na família, nascem e crescem os obreiros da paz, os futuros promotores duma cultura da vida e do amor. [6] Nesta tarefa imensa de educar para a paz, estão envolvidas de modo particular as comunidades dos crentes. A Igreja toma parte nesta grande responsabilidade através da nova evangelização, que tem como pontos de apoio a conversão à verdade e ao amor de Cristo e, consequentemente, o renascimento espiritual e moral das pessoas e das sociedades. O encontro com Jesus Cristo plasma os obreiros da paz, comprometendo-os na comunhão e na superação da injustiça. Uma missão especial em prol da paz é desempenhada pelas instituições culturais, escolásticas e universitárias. Delas se requer

uma notável contribuição não só para a formação de novas gerações de líderes, mas também para a renovação das instituições públicas, nacionais e internacionais. Podem também contribuir para uma reflexão científica que radique as actividades económicas e financeiras numa sólida base antropológica e ética. O mundo actual, particularmente o mundo da política, necessita do apoio dum novo pensamento, duma nova síntese cultural, para superar tecnicismos e harmonizar as várias tendências políticas em ordem ao bem comum. Este, visto como conjunto de relações interpessoais e instituições positivas ao serviço do crescimento integral dos indivíduos e dos grupos, está na base de toda a verdadeira educação para a paz. Uma pedagogia do obreiro da paz Concluindo, há necessidade de propor e promover uma pedagogia da paz. Esta requer uma vida interior rica, referências morais claras e válidas, atitudes e estilos de vida adequados. Com efeito, as obras de paz concorrem para realizar o bem comum e criam o interesse pela paz, educando para ela. Pensamentos, palavras e gestos de paz criam uma mentalidade e uma cultura da paz, uma atmosfera de respeito, honestidade e cordialidade. Por isso, é necessário ensinar os homens a amarem-se e educarem-se para a paz, a viverem mais de benevolência que de mera tolerância. Incentivo fundamental será « dizer não à vingança, reconhecer os próprios erros, aceitar as desculpas sem as buscar e, finalmente, perdoar »,[7] de modo que os erros e as ofensas possam ser verdadeiramente reconhecidos a fim de caminhar juntos para a reconciliação. Isto

requer a difusão duma pedagogia do perdão. Na realidade, o mal vence-se com o bem, e a justiça deve ser procurada imitando a Deus Pai que ama todos os seus filhos (cf. Mt 5, 21-48). É um trabalho lento, porque supõe uma evolução espiritual, uma educação para os valores mais altos, uma visão nova da história humana. É preciso renunciar à paz falsa, que prometem os ídolos deste mundo, e aos perigos que a acompanham; refiro-me à paz que torna as consciências cada vez mais insensíveis, que leva a fechar-se em si mesmo, a uma existência atrofiada vivida na indiferença. Ao contrário, a pedagogia da paz implica serviço, compaixão, solidariedade, coragem e perseverança. Jesus encarna o conjunto destas atitudes na sua vida até ao dom total de Si mesmo, até «perder a vida» (cf. Mt 10, 39; Lc 17, 33; Jo 12, 25). E promete aos seus discípulos que chegarão, mais cedo ou mais tarde, a fazer a descoberta extraordinária de que falamos no início: no mundo, está presente Deus, o Deus de Jesus Cristo, plenamente solidário com os homens. Neste contexto, apraz-me lembrar a oração com que se pede a Deus para fazer de nós instrumentos da sua paz, a fim de levar o seu amor onde há ódio, o seu perdão onde há ofensa, a verdadeira fé onde há dúvida. Por nossa vez pedimos a Deus, juntamente com o Beato João XXIII, que ilumine os responsáveis dos povos para que, junto com a solicitude pelo justo bem-estar dos próprios concidadãos, garantam e defendam o dom precioso da paz; inflame a vontade de todos para superarem as barreiras que dividem, reforçarem os vínculos da caridade mútua, compreenderem os outros e perdoarem aos que lhes tiverem feito injúrias, de tal modo que, em virtude da sua acção, todos os povos da terra se tornem irmãos e floresça neles e reine para sempre a tão suspirada paz.[8] Com esta invocação, faço votos de que todos possam ser autênticos obreiros e construtores da paz, para que a cidade do homem cresça em concórdia fraterna, na prosperidade e na paz.

BENEDICTUS PP XVI

4940#OMensageiro#27DEZ  

Diminuição da natalidade vai implicar menos Estado e mais solidariedade, em destaque.

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