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EVENTO

9 AGOSTO 2012

PEREGRINAÇÃO DO MIGRANTE AO SANTUÁRIO DE FÁTIMA

ANO 98 - N.º 4922 FUNDADOR: José Ferreira Lacerda DIRECTOR: Rui Ribeiro PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt

13 DE AGOSTO

FUNDADO EM 1914

DESTAQUE

A propósito do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado

EMIGRANTES QUEM SÃO E ONDE ESTÃO?

DR

Com o tema “Celebrar a Memória para Projectar a Nova Evangelização do Futuro”, decorre de 12 a 19 de Agosto a 40.ª Semana Nacional de Migrações, que inicia nos dias 12 e 13 com a Peregrinação Anual do Migrante e do Refugiado a Fátima, Na mensagem que escreveu para esta ocasião, o Papa Bento XVI chama a atenção para a importância da presença da Igreja junto dos migrantes, sobretudo agora que mudou o seu “perfil” e os contextos sociais. Nesta edição, O Mensageiro aborda a questão e convida os leitores a reflectir sobre ela, em nome dos nossos emigrantes. Páginas 2 e 3

Escola Profissional de Leiria com um resultado de 45,7% | P. 4

A não manifestação pode levar à perda de freguesias | P. 6

Estudo sobre fundações PSD apela às autarquias não coloca em causa que apresentem plano actividades da EPL de reorganização Sónia Leitão e Joaquim Branco querem manter a qualidade | P. 5

ECLESIAL

SOCIEDADE

CULTURA

ARH intervém em 21,5 km | P. 7

Limpeza das linhas Orfeão de Leiria renova de água de Leiria direcção pedagógica da Escola de Música Espaço oferece programação

Com lema “Fazer brilhar a Palavra da Verdade” | P. 9

Grupo Missionário de Leiria-Fátima em semana de pastoral no Alentejo Santuário de Fátima emite comunicado | P. 9

Alegadas irregularidades em obras no Centro Paulo VI estão em “averiguações”

Museu dos Marrazes expõe | P. 5

“Carimbos escolares”

Lojas em hasta pública no Mercado de Sant’Ana

DR

cultural | Última


2 DESTAQUE

O Mensageiro 9.Agosto.2012

EDITORIAL EDITORIAL

prui@iol.pt

Eles vão chegando aos poucos e marcam os meses de Julho e Agosto com contínuos movimentos de entrada e saída do país. São os emigrantes que regressam lentamente para depois voltarem a desaparecer de forma igualmente lenta. No meio fica um período de 15 a 20 dias em que a sua presença foi notada e apreciada junto dos seus e ao mesmo tempo ajudou a passar as tardes quentes do Verão. Sem que nos demos conta a sua presença é uma forma de juntar as famílias, os amigos e assim reavivar o espírito comunitário das nossas comunidades. Esta emigração ainda existe mas tem tendência a desaparecer e a ser substituída por uma outra forma. Aquela em que os emigrantes ora estão ora não estão connosco, ora marcam ora não marcam as comunidades de origem e as de destino. Mas o emigrante é, e será sempre, uma pessoa diferente. Visto e olhado como diferente, ele nunca deixará de carregar consigo a marca da diferença. E esta pode ou não ser assumida de forma pacífica, fazendo com que o emigrante seja mais ou menos amado. Todo este complexo movimento interno e externo faz com que o mundo da emigração seja um vasto campo de acção para a Igreja. Desde cedo ela o percebeu e desde cedo esteve presente. Quantos dos nossos emigrantes, os da década de 60 e 70, não se sentem reconhecidos pelo meritório traRecordo com balho realizado por ela? As comucristãs da diáspora foram saudade as nidades crescendo e foram encontrando manhãs de na Igreja um espaço e um apoio domingo, a para se manterem firmes. celebração Como padre, tive oportunida Eucaristia dade de acompanhar durante conjunta, a dois anos, e já na sua fase final, catequese e o algumas destas comunidades de convívio. portugueses fixadas em França. Recordo com saudade as manhãs de domingo, a celebração da Eucaristia conjunta, a catequese e o convívio. A marca mais impressa na minha mente é, porém, o forte laço de solidariedade e de consciência colectiva que estas comunidades conseguiam viver. Tão forte que deixava marcas à sua volta e dava direito ao reconhecimento público da sua presença e do seu valor. Na minha passagem por este mundo, senti, porém, que a Igreja estava a esquecer-se e a abandonar lentamente este campo de acção. Os apoios a todos os níveis escasseavam e em muitos casos só a carolice de alguns permitia que a presença da Igreja se mantivesse. Na mensagem que escreveu para o dia mundial das migrações, Bento XVI, chama a atenção para a importância desta presença da Igreja sobretudo agora que mudou o perfil do emigrante e mudaram os contextos sociais. O papa fala, ainda, dos novos emigrantes que o são de forma forçada: os refugiados e os estudantes. Tudo desafios para uma Nova Evangelização que se requer, e que exige empenho, creditação e acção dos responsáveis. Na semana das Migrações, O Mensageiro aborda a questão e convida os leitores a reflectir sobre ela, em nome dos nossos emigrantes.

A propósito do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado

Emigrantes: quem são e onde estão? DR

Rui Ribeiro

Em nome dos que partem

Mais de 70 mil portugueses estão a emigrar anualmente, segundo um relatório divulgado na última semana pela OCDE, onde se refere que a maioria tem menos de 29 anos. Portugal surge no estudo ao lado da Grécia, Irlanda, Itália e Espanha, onde se esperava o aumento da emigração devido ao agravamento da situação económica e o desemprego, factores que também terão causado a diminuição do número de imigrantes Portugal deixou de ser um país de imigração para voltar a ser um pais de emigração. Um movimento de tal ordem intensificado que faz recordar os anos 60 e 70, quando os Portugueses saíram aos milhares, sobretudo para França. Novo perfil de emigrante Se então a saída se fazia muito por causa da solicitação de uma Europa que acabava de sair de uma guerra devastadora e precisava de ser reconstruída; hoje a saída tem claramente um o objectivo mais individualista e faz-se em nome de uma fuga em relação à situação do país e ao mesmo tempo em nome de uma procura de melhores condições económicas e financeiras. As motivações ou razões que estão por trás da saída

dos portugueses do seu país, vão condicionar em muito a forma como depois se posicionam nos países para onde vão. As diferenças de motivação marcam desde logo o destino dos países para onde se vai. Hoje não se procuram tanto os países que precisem de mão-de-obra, quanto os que ofereçam maiores salários e sejam promissores em termos económicos. A Europa, toda ela em crise, já não interessa tanto, e os mercados africanos e sul americanos são mais cobiçados. Outra diferença que ressalta à vista é a que e pode deduzir da forma como os portugueses vivem nos países para onde vão. Menos espírito comunitário, menos consciência colectiva, menos comprometidos com a transformação social. O importante é estar lá, arranjar dinheiro e fazer a sua vida quase como se não tivesse saído de casa. Os meios de comunicação social, as redes sociais, ajudam e no fim de tudo quase se tem a sensação de estar a trabalhar ali ao lado. Depois a facilidade dos transportes, permite “dar m saltinho” de tempos a tempos até aos seus. Ou seja, os portugueses já não se organizam à volta de um clube ou uma asso-

ciação que lá fora, ajudava a mitigar as saudades da pátria e da família que só se visitava uma vez por ano. Mudado o rosto e o perfil do emigrante, uma reflexão se impõe para a Igreja, que sempre quis estar presente e acompanhar os que partiam. Prática cristã “quase nula” No passado a acção da Igreja Católica contribuiu para que os portugueses mantivessem a fé e ajudou a “preservar a identidade e cultura lusas”. Ainda recentemente o bispo de Beja, D. António Vitalino, que tem acompanhado a diáspora portuguesa, lembrou os emigrantes que depois da II Guerra Mundial (19391945) foram “explorados” e “aliciados por promessas de angariadores clandestinos. Foram tempos de luta e de afirmação dos emigrantes portugueses em países onde antes quase nos desconheciam como povo e país”. Este era também o pretexto para uma maior entre-ajuda e solidariedade entre os emigrantes que assim se juntavam nas associações e mantinham vivo o espírito lusitano. A celebração da fé e a referência religiosa eram importantes neste quadro emigratório. Hoje, a maioria dos países para onde os portu-

gueses emigram tem uma prática cristã quase nula. Também os emigrantes deslocam-se sem na maioria dos casos levarem consigo a referência religiosa. Esta, aliás, é abandonada, nos casos em que existia, em nome de maior liberdade para o objectivo que se pretende: ganhar dinheiro. Esta situação torna-se num desafio para a Igreja, que quer continuar presente. Por isso falar de Nova Evangelização neste sector da pastoral torna-se imperioso e urgente. Semana nacional Com o tema “Celebrar a Memória para Projectar a Nova Evangelização do Futuro”, decorre de 12 a 19 de Agosto a 40ª Semana Nacional de Migrações, promovida pela Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana bem como pela Obra Católica Portuguesa de Migrações (OCPM). A iniciativa tem como ponto alto a Peregrinação Anual do Migrante e do Refugiado a Fátima, a 12 e 13 de Agosto. A Semana Nacional das Migrações, assim como a Peregrinação, são propostas à Igreja como momento especial de celebração e de reflexão sobre a sua acção evangelizadora junto dos migrantes, acção que, por


DESTAQUE 3

O Mensageiro

9.Agosto.2012ro.2011

comunidades locais.

Excertos da Mensagem de Bento XVI

Santuário recebe peregrinação dos migrantes O Santuário de Fátima vai receber nos dias 12 e 13 de Agosto a peregrinação anual dos migrantes, iniciativa que deverá atrair à Cova da Iria milhares de emigrantes portugueses. D. Jorge Ortiga, presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana (CEPSMH) será um dos responsáveis eclesiais presentes na Peregrinação do Migrante e do Refugiado. O programa começa às 07h30 do dia 12 com missa em alemão, seguindo-se, de hora a hora, celebrações em inglês, francês, espanhol, neerlandês, italiano e polaco. A conferência de imprensa de apresentação da peregrinação, que será dada por D. António Vitalino Dantas, bispo de Beja e vogal da CEPSMH, está marcada para as 16h00 na Casa de Nossa Senhora do Carmo e meia hora mais tarde começa a missa com participação de doentes, seguida de procissão. Pelas 18h30, o bispo de Beja e vogal da CEPSMH, D. António Vitalino Dantas, iniciará oficialmente a

Migrações e novas evangelizações

DR

fidelidade à missão confiada por Cristo e face à actual dimensão dos fluxos migratórios, necessita de um empenho renovado na Igreja, que deve sentir, como diz o Santo Padre, “a urgência de promover, com novo vigor e novas modalidades, a obra de evangelização num mundo onde a queda das fronteiras e os novos processos de globalização deixaram as pessoas e os povos ainda mais próximos, tanto pela expansão dos meios de comunicação, como pela frequência e facilidade com que indivíduos e grupos se podem deslocar” (Mensagem de Sua Santidade Bento XVI para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado 2012). O domingo, 19 de Agosto, é dia de celebração nacional dos migrantes e de solidariedade com a pastoral da mobilidade, que vive dos donativos dos cristãos, em particular do resultado dos ofertórios das eucaristias. Neste dia é proposto a todas as comunidades e paróquias que celebrem a eucaristia pelos migrantes, envolvendo de forma activa quer os emigrantes que se encontram na terra natal em visita de saudade e de descanso, quer os imigrantes residentes nas

peregrinação na Capelinha das Aparições. A partir das 21h30 realiza-se a oração do Terço e a procissão de velas, antes da missa que também será presidida pelo bispo de Beja. O arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, irá presidir

à eucaristia de dia 13, às 10h00, que será seguida pela bênção dos doentes, pela consagração à Virgem Maria e pela Procissão do Adeus à imagem da Senhora de Fátima.

Rui Ribeiro

Os movimentos migratórios Até meados dos anos 60, Portugal era um país de emigrantes. Sobretudo de emigrantes transoceânicos. A falta de oportunidades e o clima de pobreza que reinava no auge do antigo regime levaram milhões de portugueses a atravessar o Atlântico em direcção ao Novo Mundo. Brasil (22% dos 2 milhões de emigrantes portugueses entre 1950 e 1984), Venezuela (8%), Canadá (9%) e EUA (13%) foram os destinos eleitos para refazerem as suas vidas. A partir dos anos 60, estes fluxos começaram a centrar-se nas economias florescentes da Europa Ocidental, carentes de mãode-obra não especializada e com condições laborais infinitamente superiores às oferecidas em Portugal.

França (31%), Alemanha (9%) e Suíça passaram então a ser o destino de eleição destes portugueses. Foi então que o Estado começou a abrir as portas aos imigrantes das colónias portuguesas (sobretudo de Cabo Verde). Com a desagregação tardia do Império ultramarino português, em 1975, cerca de meio milhão de portugueses que viviam sobretudo em Angola e Moçambique regressaram a Portugal para 11 anos depois, com a entrada de Portugal na então Comunidade Económica Europeia, se voltar a incentivar a saída de trabalhadores nacionais para um espaço europeu comum que continuava carenciado de mão-de-obra. Do século XIX ao princípio do século XX (mais

precisamente até ao início da II Guerra Mundial), assistiu-se a um intenso movimento migratório de europeus para o continente americano (sobretudo para os EUA), motivado por razões essencialmente económicas. Nos anos 60 e 70, uma nova vaga de movimentos migratórios afectou a Europa. Desta vez, dentro do próprio continente. Por incentivo dos países do Norte e pelas condições de vida nos países do Sul, assistiu-se ao fluxo de populações destes últimos países (Itália, Portugal, Grécia, Espanha) para países de Europa Ocidental e do Norte (Alemanha, França, Bélgica, Reino Unido). Já nas décadas de 80 e 90, as políticas restritivas da imigração contribuíram

para o proliferar das redes clandestinas de tráfico de seres humanos. O sul da Europa passa a ser um destino de imigração e atrai um novo género de imigrantes e refugiados, oriundos do Leste europeu a braços com conflitos étnicos e com convulsões económicas. Actualmente, a União Europeia reforçou a sua política restritiva de imigração e acentuou a tendência para encerrar as fronteiras a estrangeiros. Mais uma vez, a consequência imediata foi o aumento dos imigrantes ilegais. Por outro lado, o clima de recessão económica e o aumento do desemprego fomentaram o reaparecimento de movimentos racistas e xenófobos, sobretudo nos países do Norte.

Queridos Irmãos e Irmãs! Anunciar Jesus Cristo, único Salvador do mundo, «constitui a missão essencial da Igreja, tarefa e missão, que as amplas e profundas mudanças da sociedade actual tornam ainda mais urgentes» (Exort. apost. Evangelii nuntiandi, 14). Aliás, hoje, sentimos a urgência de promover, com novo vigor e novas modalidades, a obra de evangelização num mundo onde a queda das fronteiras e os novos processos de globalização deixaram as pessoas e os povos ainda mais próximos, tanto pela expansão dos meios de comunicação, como pela frequência e a facilidade com que indivíduos e grupos se podem deslocar. Nesta nova situação, devemos despertar em cada um de nós o entusiasmo e a coragem que impeliram as primeiras comunidades cristãs a ser intrépidas anunciadoras da novidade evangélica, fazendo ressoar no nosso coração as palavras de São Paulo: «Se anuncio o Evangelho, não tenho de que me gloriar, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar!» (1 Cor 9,16). De facto, a hora presente chama a Igreja a realizar uma nova evangelização inclusive no vasto e complexo fenómeno da mobilidade humana, intensificando a acção missionária tanto nas regiões de primeiro anúncio, como nos países de tradição cristã. Sucede frequentemente que os migrantes que conheceram Cristo e O aceitaram se sintam impelidos a considerá-Lo como não relevante na própria vida, a perder o sentido da fé, a deixar de se reconhecerem como parte da Igreja, acabando muitas vezes por viverem uma existência que já não é caracterizada por Cristo e pelo seu Evangelho. Cresceram no seio de povos marcados pela fé cristã, mas depois com frequência emigram para países onde os cristãos são uma minoria ou a antiga tradição de fé já não é convicção pessoal, nem confissão comunitária, mas está reduzida a um facto cultural. Aqui a Igreja enfrenta o desafio de ajudar os migrantes a manterem firme a fé, mesmo quando falta o apoio cultural que existia no país de origem, lançando mão inclusive de novas estratégias pastorais, assim como de métodos e linguagens para um acolhimento vivo da Palavra de Deus. Em alguns casos, trata-se duma ocasião para proclamar que, em Jesus Cristo, a humanidade se torna participante do mistério de Deus e da sua vida de amor, abrindo-se a um horizonte de esperança e de paz através, nomeadamente, do diálogo respeitoso e do testemunho concreto da solidariedade, enquanto, noutros casos, há a possibilidade de despertar a consciência cristã adormecida, através dum renovado anúncio da Boa Nova e duma vida cristã mais coerente para fazer descobrir a beleza do encontro com Cristo, que chama o cristão à santidade em todo o lado, mesmo em terra estrangeira. Mas o actual fenómeno migratório é também uma oportunidade providencial para o anúncio do Evangelho no mundo contemporâneo. Homens e mulheres provenientes das mais diversas regiões da terra, que ainda não encontraram Jesus Cristo ou que O conhecem só de maneira parcial, pedem para ser acolhidos em países de antiga tradição cristã. Em relação a eles, é necessário encontrar modalidades adequadas para que possam encontrar e conhecer Jesus Cristo e experimentar o dom inestimável da salvação, que para todos é fonte de «vida em abundância» (cf. Jo 10,10); os próprios migrantes desempenham um papel precioso a este respeito, porque podem, por sua vez, tornar-se «anunciadores da Palavra de Deus e testemunhas do Senhor Ressuscitado, esperança do mundo» (Exort. apost. Verbum Domini, 105).


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O Mensageiro 9.Agosto.2012

Escola Profissional de Leiria com um resultado de 45,7%

CINEMAS

Teatro Miguel Franco (Leiria) • ESTRADA DE PALHA | Acção/Aventura | de Rodrigo Areias | 10 de Setembro, 21h30, 11 de Setembro, 21h30 e 12 de Setembro, 18h30 e 21h30. Cine-Teatro (Monte Real) • UM MONSTRO EM PARIS | Animação | de Bibo Bergeron | 22 de Agosto, 15h30 e 21h30. • ESPERA AÍ QUE JÁ CASAMOS | Comédia/Romance | de Nicholas Stoller | c/ Jason Segel, Emily Blunt, Chris Pratt | 12 de Setembro, 21h30.

EXPOSIÇÕES

Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •”Vidas apaixonadas” - fotografia (~21/08) m|i|mo -Museu da Imagem em Movimento - Leiria •”Por estes lugares adentro” - fotografia e escultura (~30/08) •”ANALOGIKA” - fotografia lomográfica (~31/08) •”Oficina do Olhar” - exposição permanente Banco de Portugal - Leiria •”Artes de ESFRL” - mostra colectiva (~09) Agromuseu Municipal Dona Julinha - Ortigosa •”Água leva o regadinho” - engehos tradicionais (~29/09) Auditório do Rancho Folclórico - Freixial •”O Museu Etnográfico do Freixial visto pelas crianças” (~23/08) Posto de Turismo - São Pedro de Moel •”S. Pedro em Aguarela” - pintura de Artur Franco (~19/08)

Estudo sobre fundações não coloca em causa actividade da EPL Os responsáveis da Escola Profissional de Leiria (EPL) garantem, em comunicado, que o estudo apresentado pelo Governo sobre fundações e que atribui, a esta escola, um resultado de 45,7% não coloca em causa a actividade da escola. No mesmo documento os responsáveis esclarecem que “Por se terem detectado alguns erros materiais e de interpretação, a mesma já foi contestada pela Câmara Municipal de Leiria (CML), junto do Grupo de Trabalho de Avaliação das Fundações”. Os responsáveis esclarecem ainda que a Escola

profissional de Leiria “foi constituída como uma Fundação pela Câmara Municipal de Leiria (CML) e pela ACILIS. A Fundação possui um conjunto de outras entidades privadas (empresas) e públicas, com o estatuto de entidades aderentes, contando-se entre estes a Junta de Freguesia de Leiria e o Instituto Politécnico de Leiria”. Adiantando que “A actividade da Fundação tem-se limitado à gestão da Escola Profissional Leiria que é gerida por uma direcção, constituída por dois professores, nomeados pelo Conselho da Fundação” É ainda esclarecido,

no mesmo comunicado que “Com esta pontuação entende o governo propor que a CML extinga a FEPL. Deliberação que se estranha na medida em que a CML, embora sendo detentora de uma das maiores fatias de capital da FEPL, não detém a maioria do capital de forma a permitir-lhe a tomada dessa decisão”. A Escola Profissional de Leiria exerce actividade há 23 anos, ministra sete cursos de formação profissional a 320 alunos e coloca, anualmente no mercado de trabalho, 100 diplomados. Os responsáveis ainda garantem que “ Financeiramente a escola é viável

e tem tido um resultado positivo, que tem aproveitado para reinvestir em instalações e equipamentos pedagógicos, de que são exemplo o restaurante escola, “Escola de Sabores”, recentemente inaugurado, e as oficinas de Electrotecnia e de Energias Renováveis”. Por fim, fica a certeza de que esta situação não coloca em causa o funcionamento da escola, apenas poderá interferir no seu “estatuto jurídico”, sendo certo que o ano lectivo terá início em Setembro.

MÚSICA | TEATRO | EVENTOS Castelo - Leiria •”Férias de Verão 2012” - visitas guiadas e contos (3ªs e 6ªs (10h e 14h) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •”Férias de Verão 2012” - actividades (3ªs~6ªs, 10h00 e 14h00) • Visita guiada à sala museu Afonso Lopes Vieira (9, 16, 23 e 30/8, 14h) •”Dedos que contamhistórias” - animação infantil (10/8, 14h00~16h00) •”De pequeno leitor a grande investigador” - (14/08, 10h30) •”As partidas de Sebastião” - conto (17, 22 e 31/8, 10h30 e 14h30) Mi|mo - Museu da Imagem em Movimento - Leiria • Teatro de sombras e oficinas criativas (3ªs~6ªs) •”Férias de Verão” - actividades (2ªs~6ªs, 10h~12h30 e 14h~16h30) Moinho de Papel - Leiria •“Viagem à Fábrica do papel (3ªs~6ªs, 10h00 e 14h30) •”Férias de Verão” - actividades (2ªs~6ªs, 10h~12h e 14h~16h00) Jardim Luís de Camões - Leiria • Bailes de Verão 2012 (10, 17, 24 e 31/08) Páteo do Mercado Sant’Ana - Leiria • Praça Viva Leiria 2012 (11 e 18/08, (22h00) Largo da Sé - Leiria •”Rota dos Escritores em Leiria” (11/08, 16h00) Leiria •”Yoga à beira do Rio Lis” (22 e 29/08, 10h30~20h00) Agromuseu Municipal D. Julinha - Ortigosa •”Férias de Verão 2012” - actividades e jogos (2ªs~6ªs, 10h00 e 14h00) Monte Real - Leiria • Praça Viva (17 e 18/08) Praia - Pedrógão •”Yoga na praia” (11, 18 e 25/08, 16h30~18h00) •”Histórias na areia” - biblioteca de praia (13~18/08, 16h00) Praia - S. Pedro de Moel •”Yoga na praia” (12, 19 e 26/08, 18h00~19h30) Praia - Vieira •”Yoga na praia” (11, 18 e 25/08, 10h00~11h30) •”Troféus Bodyboard e Surf S. Pedro de Moel” (17, 18 e 19/08) Auditório António Campos - Praia da Vieira •”O que há mais são homens” - VI Festiv’Álvaro (11/08, 22h00) •”Pinóqio” - VI Festiv’Álvaro (12/08, 21h00) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”Quero ie para a praia” - hora do conto (3ªs, 11h00 e 5ªs, 15h00) •”O Rapaz formiga” - filme (22/08, 15h30) Arquivo Municipal - Marinha Grande •”Memórias” - homenagem a Afonso Lopes Vieira (~31/08)

Amanhã em Leiria

“Dedos que contam histórias” apresentam-se na biblioteca municipal A Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira em Leiria organiza esta Sextafeira, das 14h00 às 16h00 a actividade “Dedos que contam histórias”.

Trata-se de uma história com dez dedos que ensina crianças a brincar com as palavras … No fundo duas mãos que conversam entre si.

O objectivo é que a criança interaja na história através dos dedos e de um jogo muito simples. Depois será exibido um diapositivo sobre o nome específico de

cada dedo da mão, seguido de um atelier de construção de “dedoches”. Uma iniciativa dirigida a crianças dos três aos dez anos de idade com entrada livre.

na nossa estante Avieiros – Dores e Maleitas Maria de Lurdes Véstia e Emído Rafael Âncora O projecto de Estágio Curricular, iniciado em Fevereiro de 2009, Avieiros – Dores e Maleitas estava direccionado para a investigação e posterior divulgação de “mais umas linhas” do património cultural imaterial dos Avieiros. Projecto que, por situações diversas, ganhou uma dimensão que gerou o trabalho que agora aqui se apresenta. O encontro com os livros de Admissão de Doentes ao Hospital de Jesus Cristo de Santarém, enquanto tutelado pela Santa Casa da Misericórdia, constituiu uma autêntica revelação. A investigação, recolha, tratamento e validação de dados durou 2 anos, ainda que ao mesmo tempo mantivéssemos uma observação participante junto das comunidades avieiras de modo a fazermos uma constante confrontação entre os dados recolhidos e as memórias dos Avieiros. O propósito deste trabalho de investigação é divulgar uma faceta da vivência das comunidades avieiras, nomeadamente o tratamento

e hospitalização decorrentes das maleitas que os atingiram no período de 1850 a 1969. O processo de investigação favoreceu o confronto com uma multiplicidade de questões sobre as quais procurámos produzir algum conhecimento. Muitas dessas questões foram suscitadas pelas “descobertas” que fomos realizando no decorrer da investigação e contribuíram para um esforço de reflexão participada. Não se tratou, pois, de um processo solitário ou de um trabalho de investigação puramente académico, mas de uma dinâmica de partilha de saberes, e de saber-fazer, a maior parte das vezes marcada pela informalidade.


CULTURA 5

O Mensageiro 9.Agosto.2012

Sónia Leitão e Joaquim Branco querem manter a qualidade

Sónia Leitão, natural da Marinha Grande, concluiu o curso complementar de música no OL CA e a licenciatura em guitarra no Conservatório Superior de Música de Vigo, pólo da Universidade de La Coruña (Espanha). Frequentou inú-

DR

Sónia Leitão e Joaquim Branco são os novos directores pedagógicos da Escola de Música (EMOL) do Orfeão de Leiria Conservatório de Artes (OL CA). Para Henrique Pinto, presidente do OL CA, «as mudanças planeadas são um sinal franco da vitalidade desta instituição que, ao mesmo tempo que se ajusta às mudanças necessárias, perspectiva manter a qualidade ao mais alto nível, com dedicação e continuidade». Henrique Pinto adianta que “Esta é uma mudança natural, sendo que a nova direcção pedagógica pretende de uma forma apaixonada e dedicada manter a qualidade e dar continuidade ao bom trabalho que se faz, há muitos anos, no OL CA”. Acrescentando que “ao nível da direcção intermédia haverá também mudanças, passando a coordenar Lucinda Ferreira”. Simultaneamente, e preenchendo todos os seus espaços didácticos, o OL CA prepara novos projectos para o próximo ano lectivo, para todas as idades.

DR

Orfeão de Leiria renova direcção pedagógica da Escola de Música

Nos Marrazes até 14 Setembro

Museu Escolar apresenta exposição “Carimbos Escolares”

Descobrir os escritores de Leiria é desafio cultural da autarquia No dia 11 de Agosto vai realizar-se mais uma das visitas guiadas da “Rota dos Escritores”. Durante esta visita guiada, os participantes terão oportunidade de conhecer as ligações a Leiria dos escritores Francisco Rodrigues Lobo, Eça de Queiroz, Acácio de Paiva, Afonso Lopes Vieira e Miguel Torga. A organização desta iniciativa é da Câmara Municipal de Leiria.

Leiria

Biblioteca municipal apresenta exposição “Vidas apaixonadas” “Vidas apaixonadas” é o tema da exposição de fotografia que está patente no átrio da Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, em Leiria até ao próximo dia 21 de Agosto. Uma mostra que surge no âmbito do projecto final dos alunos do Curso Intensivo de Fotografia, ministrado na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria, entre Janeiro e Maio deste ano. A exposição organizada pela Câmara Municipal de Leiria e pela FotografArte pode ser visitada de Terça a sexta-feira das 10h00 às 20h00.

Em Leiria a 11 de Agosto

Celina da Piedade actua no Mercado Sant’Ana Celina da Piedade actuará no dia 11 de Agosto no Pátio do Mercado de Sant’Ana, em Leiria, pelas 22h00. A compositora, acordeonista e cantadeira apresentará o seu vasto reportório de música tradicional, bem como as suas melhores composições. Um espectáculo em que a dança assume um lugar de destaque e onde a alegria, a emoção e o divertimento são uma constante. Licenciada em Património Cultural e pós-graduada em Estudos de Música Popular, a artista colabora com Rodrigo Leão, Mayra Andrade, Fernando Alvim, Amor Electro, Homens da Luta, Virgem Suta, Uxia, António Chainho, Né Ladeiras, Pedro Moutinho, Ludovico Einaudi, Pedro Mestre, entre tantos outros. Integrado na iniciativa Praça Viva em Leiria, este espectáculo destina-se ao público em geral e terá entrada livre.

Baile de Verão a partir das 22h00

DR

Até ao próximo dia 14 de Setembro o Museu Escolar de Marrazes, no concelho de Leiria apresenta a exposição de “Carimbos Escolares”. Uma mostra que leva os mais velhos a recordar os carimbos utilizados na escola primária. A exposição é composta por dezenas de

meras master classes com nomes muito importantes do “mundo” da guitarra, e ganhou vários prémios em concursos de música. Foi co-coordenadora do departamento de música do Sport Operário Marinhense e coordenadora de departamento de cordas do OLCA. É directora artística, entre outros projectos, do Festival Internacional de Guitarra de Leiria, iniciativa do Orfeão de Leiria. Foi júri de vários concursos nacionais e leccionou inúmeras master classes, mantende uma vida artística muito activa como instrumentista em múltiplos projectos, entre os quais os Akuanduba. Joaquim Branco é licenciado em Ensino de

Música pela Universidade de Aveiro, vertente de Teoria e Formação Musical. Tem realizado várias formações, na qualidade de formando, no âmbito da pedagogia musical. Da prática performativa salienta-se a participação em coros, tanto como coralista, como maestro. É, desde 1999, professor de Formação Musical no OL CA e, desde 2008, professor de Formação Auditiva na Universidade de Aveiro. Tem realizado formações, enquanto formador, no âmbito das tecnologias de informação. Entre 2008 e 2010 integrou o “Factor E”, grupo do serviço Educativo da Casa da Música, no Porto. Tem participado regularmente no projecto Opus Tutti, uma parceria entre a Companhia de Música Teatral e o Laboratório de Música e Comunicação na Infância do Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical (FCSH - UNL), cujo objectivo é a promoção de boas práticas de intervenção na comunidade, particularmente dirigidas à infância.

Mais um encontro e uma rota

imagens dos mais diversos temas, desde as letras, os números, as estações do ano, o fabrico do pão, o bicho-da-seda, o ovo, os animais, as frutas, as folhas, entre outras temáticas. Uma mostra para ver de terça-feira a sexta-feira das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30.

Associação Filarmónica Bidoeirense actua em Leiria Esta sexta-feira à noite os Bailes de Verão estão de regresso ao Jardim Luís de Camões, no centro da cidade de Leiria. A animação está marcada a partir das 22h00, quando a Associação Filarmónica Bidoeirense subir ao palco e der o mote para mais um “Baile de Verão”. Uma iniciativa da Câmara Municipal de Leiria de participação livre que visa animar as noites de verão.


6 SOCIEDADE

O Mensageiro 9.Agosto.2012

No concelho de Leiria, durante o mês de Agosto

Em Portugal conta com 12 mil voluntários

Cruz Vermelha Portuguesa assinala 147º aniversário

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A Cruz Vermelha Portuguesa está espalhada por Portugal inteiro através das suas 175 delegações, totalizando 12 mil voluntários, dos quais 1500 são jovens, contando ainda com 2.368 funcionários e mais de 74.800 membros associados contribuintes. Os números são divulgados pela organização, numa altura, em que celebra o seu 147º aniversário e fazem parte de uma campanha informativa que a Cruz Vermelha Portuguesa está a realizar para dar a conhecer as actividades que desenvolve e o apoio que presta em território nacional. Luís Barbosa, presidente Nacional da Cruz Vermelha Portuguesa adianta que “perante os desafios actuais, a Cruz Vermelha Portuguesa tem procurado novas portas de saída, mantendo-se fiel aos seus princípios fundamentais em relação às pessoas, à integridade, às parcerias, à diversidade, à liderança e à inovação, que orientam a sua acção. É fundamental envolver toda a sociedade levando-a a conhecer a dimensão do trabalho levado a cabo pelas mais de 14.000 pessoas, voluntários e colaboradores, em Portugal». A nível mundial, a Cruz Vermelha é já considerada como um “bem público”, à disposição de todos, em todos os locais, para prevenir ou aliviar o sofrimento humano» acrescenta Luís Barbosa. A Cruz Vermelha Portuguesa exerce a sua actividade em todo o território nacional, como a única Sociedade Nacional da Cruz Vermelha, e fora de Portugal, no quadro de acção do seu Movimento Internacional e do Crescente Vermelho que é a maior rede humanitária do mundo que envolve mais de 100 milhões de membros, voluntários e apoiantes em 187 países. Por sua vez, o Movimento incorpora o Comité Internacional da Cruz Vermelha e a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, bem como as Sociedades Nacionais.

O mês de Agosto é sem dúvida, sinal de calor e por isso, sinónimo de praia e muitas vezes de férias e de festas. E para que haja festa, por vezes, é preciso haver cortes de trânsito e é precisamente isso que vai acontecer em alguns lugares do concelho de Leiria. Numa nota enviada pela Câmara Municipal de Leiria há alterações de trânsito a registar de 10 a 12 de Agosto, devido à realização da Festa em Honra de Nossa Senhora da Boa Viagem, no lugar do Grou, na Freguesia de Monte Redondo. A festa organizada pela Fábrica da Igreja Paroquial de Monte Redondo levará ao corte de trânsito da Rua da Capela, entre as 20h00 e

as 03h00, tendo como alternativa a Rua do Marco, no lugar de Grou, freguesia de Monte Redondo. De 10 a 13 de Agosto a Fábrica da Igreja Paroquial da Boa Vista realizará a festa em Honra de Nossa Senhora das Graças, em Alqueidão, o que obrigará ao corte do trânsito da Rua da capela e rua do Marco, entre as 07h00 e as 03h00, tendo os automobilistas como alternativa a Rua do Rossio e estrada do Alqueidão, no lugar de Alqueidão, freguesia da Boa Vista. No dia 12 de Agosto o Grupo Desportivo, Recreativo e Cultural Unidos de Amor realizará o 2º passeio Vespas Unidos o que obrigará ao corte de trânsito,

no percurso inerente ao passeio e que abrangerá as freguesias de Amor e Monte Real, entre as 09h00 e as 13h00. De 17 a 19 de Agosto devido à Festa em Honra de Nossa Senhora dos Aflitos, na Praia do Pedrógão organizada pela Fábrica da Igreja Paroquial do Coimbrão haverá corte de trânsito em parte da Rua Capitão Mendes, tendo como alternativa parte da Rua Capitão Mendes e ainda corte na Rua Aquilino Ribeiro e Rua José Pereira Venâncio, no lugar da Praia, na freguesia do Coimbrão. O corte irá vigorar entre as 08h00 e as 02h00. Na freguesia de Parceiros de 17 a 20 de Agosto

terá lugar a Festa em Honra de Nossa Senhora do Rosário, numa organização da Fábrica da Igreja Paroquial dos Parceiros. Assim no dia 19 de Agosto o trânsito estará cortado entre as 15h00 e as 15h30 no seguinte percurso: saída da igreja, estrada nacional 541, Rua do Fundador, Rua Nossa Senhora do Rosário, Estrada 541, Igreja. No dia 20 de Agosto entre as 21h00 e as 22h00 trânsito automóvel estará interdito no seguinte percurso: saída da Igreja, Estrada. 541, rotunda do Cruzeiro, Estrada de Parceiros, Brogal até ao fim do lugar, e percurso inverso até à igreja.

A não manifestação pode levar à perda de freguesias

PSD apela às autarquias que apresentem plano de reorganização administrativa A Comissão Política Distrital de Leiria do Partido Social Democrata recomenda, em comunicado, aos 16 municípios do distrito que se pronunciem sobre a reforma administrativa, promovendo a agregação de freguesias e assim beneficiando da redução de 20 por cento que a lei permite. Bem como permitindo a obtenção de um acréscimo de 15 por cento nas transferências financeiras do Estado para as futuras freguesias agregadas. A comissão apela à participação de todos os autarcas e dirigentes políticos, “porque ignorar o cumprimento deste compromisso de reforma administrativa, poderá comprometer o objectivo de manter o máximo possível de autarquias que alguns responsáveis afirmam defender”. Os dirigentes do PSD de Leiria recordam, em deliberação tomada na sua última reunião do passado dia 26 de Julho, que a redução de autarquias é uma exigência da “Troika”

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Festas provocam cortes de trânsito

e “um compromisso que o anterior governo assumiu perante os nossos parceiros europeus”, num contexto de pedido de assistência financeira a Portugal. Fernando Costa, presidente da distrital de Leiria do PSD, refere que: “admito que há outros problemas mais importantes no país, mas tendo que cumprir o compromisso de diminuir

o número de autarquias, importa fazê-lo de forma equilibrada e com o sentido de manter o maior número de freguesias”. No distrito de Leiria, caso os órgãos municipais dos 16 concelhos optem por deliberar nos termos previstos na lei sobre a reorganização das freguesias, a redução do número de autarquias poderá situar-

se apenas em três dezenas das actuais 148 freguesias. Pelo contrário, na hipótese de não o fazerem, a perda ascenderá a 40 freguesias. Particularmente nos concelhos de Leiria, Alcobaça, Caldas da Rainha, Pombal e Porto de Mós. Só no município de Leiria a não pronúncia significará a perda de mais quatro freguesias.


SOCIEDADE 7

O Mensageiro 9.Agosto.2012

Na Casa-Museu de S. Pedro de Moel

De 9 a 12 de Agosto

Missa no 83.º aniversário da capela de Afonso Lopes Vieira

Autarcas e empresários apelam à criação de nova região de turismo

dedicada a Nossa Senhora de Fátima. E foi para essa ocasião festiva que o poeta escreveu o hino que é agora internacionalmente conhecido como o “Avé de Fátima”, assinando apenas

como “um servita”. “A capela tem diversos elementos decorativos alusivos ao mar, principalmente azulejos, decorados alguns deles com transcrições dos Lusíadas, e a ima-

gem mariana que adorna a rosácea da capela, com o altar virado a poente, foi esculpida por um canteiro da região de Porto de Mós”, informa ainda a autarquia. Luís Miguel Ferraz

Uma intervenção que se estende por 21,5km

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ARH avança com limpeza das linhas de água no concelho de Leiria As linhas de água existentes na Bacia Hidrográfica do Rio Lis estão a ser alvo de obras de conservação e reabilitação, numa extensão de 21,5 km que abrangerá um total de oito freguesias do concelho de Leiria. Uma obra orçada em cerca de 184 mil euros da responsabilidade da ARH – Administração da Região Hidrográfica do Centro que contará com a colaboração da Câmara Municipal de Leiria, da Associação de Regantes e Beneficiários do Vale do Lis e dos presidentes das juntas de freguesia. A obra terá a duração de 120 dias e tem como objectivo prevenir as cheias.

De 9 a 12 de Agosto realizam-se as Festas de Ansião e a Terras de Sicó – Associação de Desenvolvimento, gestora do projecto Villa de Sicó – Eixo da Romanização – estará presente. O objectivo será promover este produto turístico da região de Sicó e nesse sentido, a associação fará a apresentação do projecto intermunicipal que agrega património e temática Romano, como a cidade Romana de Conimbriga, a Villa Romana do Rabaçal, a Villa Romana de Santiago da Guarda e a Cidade Romana de Sllium, seguida de uma prova dos produtos endógenos. Este projecto visa a criação de um produto com potencial para entrar nas rotas turísticas culturais, tanto a nível nacional como a nível internacional. Outro dos objectivos plasmado no projecto é o aproveitamento do acervo romano, já existente na região, para criar novas actividades culturais e criativas.

Na região de Leiria e Oeste

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O Município da Marinha Grande vai assinalar o 83.º aniversário da capela da Casa-Museu Afonso Lopes Vieira, em São Pedro de Moel, com uma celebração eucarística, no dia 13 de Agosto, às 16h30. A iniciativa conta com a colaboração da paróquia da Marinha Grande, cujo pároco, padre Armindo Castelão, refere ser “com muito gosto” que se associa à efeméride, dado o seu interesse religioso e cultural. Em nota enviada à imprensa, a autarquia marinhense lembra que esta capela foi mandada construir pelo poeta Afonso Lopes Vieira para a sua mulher, Helena Aboim Lopes Vieira, como reconhecimento por lhe ter sido concedida a graça de avistar, a partir da sua varanda, o “milagre do sol” ocorrido em Fátima em Outubro de 1917. Inaugurada a 12 de Agosto de 1929, a capela foi

Terras de Sicó apresenta-se nas Festas de Ansião

Isabel Gonçalves, vereadora na câmara de Leiria realçou, durante a apresentação deste projecto, que “os ecossistemas ribeirinhos vão ser respeitados”. A intervenção a realizar foi apresentada por Nuno Bravo, director de serviços na Agência Portuguesa do

Ambiente (anteriormente designada por Administração dos Recursos Hídricos), como sendo pioneira no País. Sublinhando “o carácter inovador desta acção, em Leiria, que será utilizada como modelo nas próximas intervenções na rede hidrográfica”. Isto porque a “grande diferença é que deixarão de ser eliminados os arbustos e árvores importantes para o ecossistema ribeirinho, mas apenas os ramos de árvores e a vegetação que interferem no percurso do rio”. Os trabalhos a realizar prevêem a erradicação de vegetação invasora, limpeza do leito, desflorestação, poda selectiva, remoção

de resíduos, desobstrução e desassoreamento das linhas de água localizadas nas freguesias de Leiria, Barosa, Parceiros, Azoia, Pousos, Santa Eufémia, Caranguejeira e Colmeias. Está igualmente contemplada a consolidação de margens, numa extensão de 15 metros, na Ribeira da Confraria, na Freguesia de Colmeias. Os trabalhos de limpeza das linhas de água começam pelo rio Lis, passando pelo Lena e Ribeira dos Parceiros. Depois seguem para a Ribeiria do Sirol, Frades, Caranguejeira e Caldelas, seguindo para Rio Velho e Ribeira da Confraria.

Os autarcas, deputados e empresários do distrito de Leiria e concelho de Ourém reivindicam a criação de uma nova região de turismo separada da área metropolitana de Lisboa e que sirva também o Santuário de Fátima. Uma reivindicação que ficou patente, numa reunião, realizada no dia 3 de Agosto, no auditório da NERLEI, em Leiria, em que participaram os representantes do Turismo Leiria/Fátima e do Oeste, presidentes de Câmara do distrito de Leiria, da NERLEI - Associação Empresarial da Região de Leiria e dos deputados do PSD e CDS-PP. “As entidades regionais de Leiria/Fátima e do Oeste querem juntar-se a Lisboa e Vale do Tejo, mas autonomizado da Área Metropolitana de Lisboa, adiantou à Lusa o presidente do Turismo Leiria/Fátima, Paulo Fonseca, sublinhando que “isso ficou manifestado de forma unânime”.

Projecto ESTG de Leiria

Summer School em jogos 2D e 3D para equipamentos móveis A International Summer School on iOS Game Development organizada pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) do Instituto Politécnico de Leiria (IP Leiria) contou com a participação de 60 estudantes e profissionais. A summer school decorreu de 24 a 28 de Julho e Nuno Fonseca, responsável da iniciativa destaca a «experiência única e a bagagem que os participantes levaram desta semana de intenso trabalho». «Entre os 60 participantes contámos com alunos de diversas instituições de ensino superior, estrangeiras, como a Universidade de Viena ou o Imperial College of London, e nacionais, como as universidades de Aveiro, de Coimbra, Nova de Lisboa e Católica, Instituto Superior Técnico, ISCTE, Politécnico de Bragança, e alunos do próprio IP Leiria, assim como profissionais de diversas empresas nacionais, o que mostra bem a qualidade e abrangência desta summer school e da reputação que o IP Leiria já tem na área». Nestes dias os participantes receberam e aprofundaram conhecimentos no desenvolvimento de jogos 2D e 3D para as plataformas móveis da Apple.


8 ECLESIAL

O Mensageiro 9.Agosto.2012

Família há oito séculos

Figura luminosa do firmamento da Igreja (II) sbelta, flor de altura, a dos brocados e jóias caras, a que vive em palácios senhoriais, onde a luz dos festins sempre perdura, como canta a poeta, Clara de Assis, figura luminosa do firmamento da Igreja, como lhe chama Bento XVI, tudo deixa tara trás porque nada disso a faz feliz. Na Carta acima referida, o Santo Padre afirma: Como não propor Clara e Francisco, à atenção dos jovens de hoje? O tempo que nos separa das vicissitudes destes dois Santos não diminuiu o seu fascínio. Pelo contrário, é possível ver a sua actualidade no confronto com as ilusões e as desilusões que muitas vezes marcam a hodierna condição juvenil. Nunca uma época fez sonhar tanto os jovens, com os milhares de

LUZ ENTRE OS HOMENS

Pe Jorge Guarda

Vigário Geral da Diocese

A busca incansável de Tondelli http://padrejorgeguarda.cancaonova.pt

A

luz de Cristo está sempre disponível para iluminar os homens, mesmo quando estes vivem na sombra ou nas trevas das suas fraquezas, sofrimentos e angústias. De facto, no hino em que proclama o “salvador poderoso” que Deus nos deu (Lc 1, 67-79), Zacarias testemunha que, através de Cristo, Deus “das alturas nos visita como sol nascente”, “para iluminar

os que jazem nas trevas e na sombra da morte e dirigir os nossos passos no caminho da paz”. O escritor italiano Pier Vittorio Tondelli (19551991) é o exemplo de quem sempre procurou a luz de Cristo, mesmo por caminhos transviados, e acabou por a encontrar. Nasceu em Correggio no ano de 1955. Desde criança interessouse e dedicou-se à leitura e cedo se iniciou na escrita. Na adolescência tomou parte ativa no associativismo católico. Depois, sempre mais se dedicou a atividades culturais, aproximouse dos grupos da esquerda política e, uma após outra, publica várias obras, que conhecem o sucesso, especialmente entre os jovens, muitos dos quais se reveem nelas e na escrita moderna e libertina do autor. Afasta-se da fé católica, sem no entanto deixar de valorizar o sentido religioso em toda a sua vida, o que transparece muito na sua escrita. Morreu em Reggio Emilia em 1991, aos 36 anos. Desde muito novo, foi uma pessoa inquieta. Escreveu: “Tenho dezasseis anos e estou mal. Estou mal, já o disse muitas vezes. Cresci com aquela frase, sempre

soube as razões do meu estar mal, era tudo perfeitamente claro na minha cabecinha de jovem de quinze anos. O meu amor frouxo, a consciência de ser artista e de querer fazer, escrever, poetar, etc. Queria ser realizador cinematográfico.” As suas personagens são muito marcadas pela solidão, o abandono e o vazio existencial. Mas este artista sempre andou à procura. Lia a Bíblia e devorou livros da grande corrente mística judaica e cristã, entre os quais “A Imitação de Cristo”, os místicos medievais e Santa Teresa de Lisieux: “Fascina-me poder folheá-los, buscar, ler histórias, a ideia da santidade. É, de algum modo, como uma maneira de permanecer, ainda que sempre unidos ao sentido de uma busca tão longa como a própria vida”, confessava Tondelli. Entre as dificuldades deste homem está a experiência da sexualidade. Na obra “Quartos separados”, a personagem Leo afirma: “Se abandonou a prática da religião, através da qual aprendeu a reconhecer o mundo, fê-lo por causa da inconciliabilidade entre a sua vida e o seu misticis-

estímulos de uma vida em que tudo parece possível e lícito. E no entanto, quanta insatisfação está presente, quantas vezes a busca de felicidade, de realização, acaba por fazer empreender caminhos que levam rumo a paraísos artificiais, como os da droga e da sensualidade desenfreada! Como é sumamente importante redescobrir o valor e a importância do silêncio para um sadio e harmonioso crescimento físico e espiritual nesta sociedade de contrastes e dos prazeres fáceis. Clara convida-nos a fixar o coração e a vida onde se encontra a verdadeira felicidade. É verdade que nem todos compreendem esta linguagem, linguagem da cruz que conduz à plenitude da alegria: foi este o caminho

dos grandes homens e mulheres. A linguagem da cruz é a linguagem dos santos. Se Clara foi capaz, se tantos homens e mulheres foram verdadeiramente felizes por este caminho estreito porque não ousamos nós essa mesma aventura? A história de Clara, juntamente com a de Francisco, é um convite a meditar sobre o sentido da existência e a procurar em Deus o segredo da alegria verdadeira. É uma prova concreta de que quantos cumprem a vontade do Senhor e confiam n’Ele não só nada perdem, mas encontram o verdadeiro tesouro capaz de dar sentido a tudo e a toda a sua vida (Bento XVI). No dia 11 de Agosto, no Mosteiro da Santa Clara, se Deus quiser, será o encer-

ramento do 8º Centenário do nascimento da Ordem. A celebração da Eucaristia terá lugar às 17h30, precedida do Santo Rosário e canto de Vésperas. Convidam-se todas as pessoas que puderem e quiserem a associar-se a esta sentida acção de graças à Santíssima Trindade. A solenidade de Santa Clara será precedida de um Tríduo – dias 8, 9, 10, respectivamente 4ª 5ª e 6ª feira - com o seguinte programa: Recitação do Rosário às 17 h30 e Eucaristia às 18h00 com canto de Vésperas. Será uma bela oportunidade de ganhar a indulgência Plenária que o Santo Padre concede a quem participar em alguma celebração nas Igrejas da Ordem de Santa Clara.

confessou: “Creio que quem ama a vida não é o libertino, mas o monge, porque este último busca o absoluto”. O itinerário percorrido por Tondelli foi definido como “o sofrido caminho de um escritor para a redenção”. E, de facto, na última fase da sua vida, já afetado pela doença da sida, no seu leito de sofrimento, leu e meditou na Carta de S. Paulo aos Coríntios. Deixou

o texto cheio de anotações. Numa delas escreveu: “A literatura não salva, nunca. Só o Amor, a fé e a recaída da Graça”. O reencontro de Tondelli com Cristo, de que sentiu sede em toda a sua vida, deu-se pouco antes de morrer, na experiência de uma conversão definitiva. Na sua última carta a um amigo assinava: “Teu irmão em Cristo. Pier”.

Irmãs Clarissas de Monte Real

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mo. Porque, na sua busca de Deus, arrasta não só a sua própria emotividade mas também a sexualidade”. Na verdade, a mesma personagem reconhecia que a castidade “é uma virtude mística para todos aqueles que a escolheram, e quiçá o uso mais sobre-humano da sexualidade”. A sua experiência de vida como libertino não o satisfizeram. Ele próprio


DIOCESE 9

O Mensageiro 9.Agosto.2012

“Fazer brilhar a Palavra da Verdade” Sete leigos, duas religiosas e um padre da diocese de Leiria-Fátima estão durante esta semana a “fazer brilhar a Palavra da Verdade” no Alentejo. Para além de mostrarem que a vocação missionária não escolhe condições nem idades, este grupo é também a prova de todos os destinos podem ser “terra de missão”. Partiram no passado dia 4 de Agosto, rumo a Santiago do Cacém, Abela, S. Bartolomeu e Ademas, um conjunto de paróquias alentejanas entregues a uma equipa de três padres redentoristas. Adelino Serra, das Chãs, Diogo Salgueiro, do Casal dos Bernardos, Rita Salgueiro, do Casal do Bernardos, Diamantino Narciso, da Meia Légua, José Teixeira, dos Pousos, Júlia Canhoto, da Golpi-

lheira, e Libânia Cruz, da Marinha Grande (carinhosamente chamada a “nossa avó”, pelos seus 83 anos de idade), são os sete leigos do grupo. Com eles seguem as irmãs Susana Juarez e Inês Mendelez, da comunidade das Filhas de Santa Maria de Guadalupe, da Marinha Grande. Durante a semana terão ainda o acompanhamento do padre David Nogueira. Estão até ao próximo dia 12 a dar corpo a um projecto que o Grupo Missionário Ondjoyetu, da diocese de Leiria-Fátima, desenvolve anualmente desde 2002, no Alentejo. Segundo o padre David Nogueira, os objectivos desta iniciativa adequamse ao espírito de missão que anima o grupo, pois trata-se de “estar atento às necessidades do próximo e

fazer algo por ele, neste caso as populações envelhecidas e algo descristianizadas do Alentejo”. Mostrando que a “terra de missão” pode estar bem mais perto de nós do que Angola e outros países normalmente associados à acção missionária, o grupo pretende “testemunhar a força que o anima e partilhar esse dinamismo com outras comunidades”, ao mesmo tempo que “permite aos seus elementos uma experiência missionária e aumenta a sua capacidade de resposta aos problemas dos outros”. Na bagagem levam ainda outro objectivo, o de “difundir a Mensagem de Fátima”, sobretudo nas visitas domiciliárias e aos lares, onde se fazem acompanhar de uma imagem dE Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

Acções diversificadas A semana tem como lema “Chamados a fazer brilhar a Palavra de Verdade” e como sub-tema “Ser Missionário na Paróquia”, na linha do tema que animou a nossa diocese durante este ano pastoral, “Testemunhas de Cristo no Mundo”. Para o concretizar, o grupo desenvolverá iniciativas muito diversificadas, umas mais eclesiais, como a animação das celebrações, encontros de formação e momentos de oração com a comunidade, outras mais sociais e culturais, como visitas a doentes e idosos, a lares e centros de dia, animações com crianças e jovens, almoços de convívio, caminhadas e acções de rua, etc. Do vasto programa, destacam-se, por exemplo, o serão “Conhecer Santiago

com as árvores, basta estar atento à etiqueta que identifica cada uma, com o nome em português, o nome científico e uma referência bíblica que a refira. O autor refere vários pormenores pensados para intensificar esta experiência, como “não relvar os canteiros, para se poder admirar a muita variedade e beleza deste chão onde surgem várias dezenas de flores ao longo de todo o ano” e, ainda, “para não defraudar quem o visita em época de letargia”. E para que possa verificar como está cada planta nas várias ocasiões do ano, poderá observar as fotografias que são disponibilizadas em suporte digital. Espaço pedagógico O frei Lopes Morgado não quer que este seja apenas “mais um parque de merendas em Fátima”. Tendo o Cenáculo como “coração deste Jardim e do Evangelho”, o Jardim

com a equipa sacerdotal de Santiago do Cacém, para acertos de programa e de questões logísticas”. Um trabalho actualmente facilitado pelas modernas tecnologias, que permitem “por correio electrónico, clarificar algumas questões e a preparação conjunta de quem acolhe e de quem vai em missão”.

Luís Miguel Ferraz

Obras no Centro Paulo VI

Capuchinhos inauguram “Jardim Bíblico” em Fátima em desenvolvimento. Mas já se pode usufruir deste autêntico “espaço cultural ao serviço da evangelização”, como lhe chama frei Morgado, que aponta dois itinerários entre os muitos possíveis: “o da história da revelação e salvação de Deus a um povo concreto; e o do significado simbólico das muitas árvores e arbustos que desafiam pela sua variedade, cor, flores e frutos – ou apenas pela sombra da sua folhagem – a parar, escutar(-se), ler, contemplar, reflectir e (re)encontrar-se com ou no Criador”. Para acompanhar a história bíblica, o visitante encontrará locais como a tenda de Abraão, o horto do Cântico dos Cânticos, o poço de Jacob, a Casa de Zacarias e de Marta, a gruta de Elias e dos Apóstolos, o Cenáculo e o Jardim das Oliveiras, ou o monte da Aliança e das Bem-Aventuranças. Para “apre(e)nder”

do Cacém” realizado no dia da chegada, como animação nas ruas e jardins da cidade, a vigília missionária a realizar no dia 10 e uma grande caminhada missionária na manhã de sábado 11. Todo este trabalho foi preparado com cuidado nos últimos meses, revela padre David Nogueira: “para além da preparação individual que cada um vai fazendo, o grupo teve quatro encontros ao serão e um dia de retiro, para além da reunião de alguns membros

Santuário de Fátima emite comunicado

“Apre(e)nder a Palavra com a Natureza”.

A celebração dos 50 anos da Casa dos Franciscanos Capuchinhos em Fátima foi a oportunidade escolhida para a inauguração oficial de um espaço que é, no mínimo, original. A ideia e o início da sua elaboração remontam a 2003, quando frei Lopes Morgado pensou em criar um “Jardim Bíblico”, um espaço em que proporcionasse “outra forma de escuta da Palavra de Deus”, mais concretamente pela voz das plantas e dos arranjos ajardinados. Ou não fossem as metáforas com as sementes, as árvores e a natureza em geral as mais usadas pela Bíblia, como lembra o autor do jardim na página da Internet do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, onde publica uma autêntica visita guiada pelo espaço. O projecto é da responsabilidade do arquitecto paisagista Miguel Velho da Palma e não está ainda completo, pois há núcleos

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Leiria-Fátima em missão no Alentejo

Bíblico pode ser visitado individualmente ou em grupo e irá oferecer vários materiais de ajuda à sua interpretação, como folhas informativas, um catálogo com textos bíblicos, dados científicos e culturais acerca das árvores, flores e frutos, propostas de trabalho, etc.. Na mesma linha, estão previstos “dias de estudo ou semanas de retiro com base nessa palavra «cósmica» e sagrada” e outras iniciativas em “colaboração com estabelecimentos de ensino”. Resta referir que a visita ao jardim é livre para pessoas individuais, mas pede-se aos grupos que façam marcação prévia (249539390), podendo ser combinado algum contributo para a sua manutenção.

Luís Miguel Ferraz

A propósito de alegadas irregularidades em obras de remodelação, a reitoria do Santuário de Fátima afirma que “foram solicitadas e obtidas” todas as licenças, decorrendo neste momento “averiguações” sobre o posterior aviso de “possíveis irregularidades”. Tem sido notícia nos últimos dias, nalguns órgãos de comunicação social regional e nacional, uma alegada irregularidade no processo de licenciamento das obras de remodelação interior das camaratas de acolhimento a peregrinos, no Centro Paulo VI, em Fátima. A propósito deste assunto, em comunicado emitido hoje (06-08-2012) pela reitoria do Santuário de Fátima, esclarece-se que “antes de iniciar as obras de remodelação do Centro Pastoral Paulo VI, o Santuário de Fátima informouse junto das entidades municipais sobre as licenças que deviam ser pedidas” e que “todas elas foram solicitadas e obtidas”. O mesmo comunicado adianta ainda que “após a conclusão das obras, o Santuário foi notificado pelos serviços camarários de possíveis irregularidades, por ausência de uma licença específica para o uso das instalações referidas. Assim que recebeu esta informação, o Santuário iniciou imediatamente o processo de averiguações”. GIC Leiria-Fátima

Mês de Agosto

Festas Religiosas na Diocese

Tradicionalmente nos meses de Verão, com a chegada dos imigrantes, intensifica-se as festividades religiosas na Diocese. Para além de proporcionarem momento de encontro e convivo, elas são essencialmente homenagem dos crentes aos seus Santos Padroeiros. Deixamos aos leitores de O Mensageiro algumas das datas das que chegaram até nós: dia 15 de Agosto, em Leiria, Festa em honra de Nossa Senhora da Encarnação; dias 17, 18 e 19 de Agosto, nas Figueiras, Milagres, Festa em honra de Nossa Senhora de Fátima; dias 14, 15, 17, 18 e 20 de Agosto, na Bajouca, Festa em honra de Santo Aleixo.


10 ECLESIAL

O Mensageiro 9.Agosto.2012

Leituras | XIX Domingo do Tempo Janela sobre a Missão Comum (12/08/2012) Antífona de Entrada: Salmo 73, 20.19.22.23 Lembrai-Vos, Senhor, da vossa aliança, não esqueçais para sempre a vida dos vossos fiéis. Levantai-Vos, Senhor, defendei a vossa causa, escutai a voz daqueles que Vos Procuram. Leitura I: 1 Reis 19, 4-8 Salmo Responsorial: Salmo 33 (34), 2-3.4-5.6-7.8-9 (R. 9a) Refrão: Saboreai e vede como o Senhor é bom. Repete-se. Leitura II: Ef 4, 30-5, 2 Aclamação ao Evangelho: Aleluia Jo 6, 51 Refrão: Aleluia. Repete-se. Eu sou o pão vivo que desceu do Céu, diz o Senhor; Quem comer deste pão viverá eternamente. Refrão. Evangelho: Jo 6, 41-51 Naquele tempo, os judeus murmuravam de Jesus, por Ele ter dito: «Eu sou o pão que desceu do Céu». E diziam: «Não é Ele Jesus, o filho de José? Não conhecemos o seu pai e a sua mãe? Como é que Ele diz agora: ‘Eu desci do Céu’?». Jesus respondeu-lhes: «Não murmureis entre vós. Ninguém pode vir a Mim, se o Pai, que Me enviou, não o trouxer; e Eu ressuscitá-lo-ei no último dia. Está escrito no livro dos Profetas: ‘Serão todos instruídos por Deus’. Todo aquele que ouve o Pai e recebe o seu ensino vem a Mim. Não porque alguém tenha visto o Pai; só Aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo: Quem acredita tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. No deserto, os vossos pais comeram o maná e morreram. Mas este pão é o que desce do Céu, para que não morra quem dele comer. Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, que Eu darei pela vida do mundo». Palavra da salvação.

Olá amigos! Aproveitando a minha presença em Portugal e a possibilidade de colocar mensagens no nosso blogue com maior facilidade, aqui fica mais uma. Esta diz respeito à construção de uma cisterna que estamos a fazer na Donga, sede da nossa missão do Gungo. Este local fica a 130 km. do Sumbe, dos quais 80 são de asfalto e 50 de picada. Uma das maiores dificuldades que temos sentido para realizarmos o nosso trabalho na Donga tem sido a falta de água, ainda para mais neste último ano que foi extremamente seco. O ideal seria fazer ali um furo para captação de água de qualidade e em abundância. No entanto, a missão não tem recursos financeiros para o fazer e

AO SABOR DA PALAVRA

Cânticos | XX Domingo do Tempo Comum (19/08/2012) INÍCIO Consagrados num só povo - Lau 237 Deus vive na sua morada santa - Lau 289

Pe. Francisco Pereira

SALMO RESPONSORIAL Saboreai e vede - Lau 727 APRESENTAÇÃO DOS DONS Deus enviou ao mundo - Lau 277 Minha vida tem sentido - Lau 500 COMUNHÃO Quem come a minha carne - Lau 703 Eu sou o pão vivo descido do céu - Lau 374 Vinde comer do meu pão - Lau 864 PÓS-COMUNHÃO Cantai alegremente ao Senhor - Lau 196 Cantai ao Senhor enquanto viver- Lau 209 FINAL Dai graças ao Senhor- Lau 261 Eu louvarei - Lau 364

leia, assine, divulgue, anuncie!

O MENSAGEIRO

pe.francisco@mac.com

19º Domingo do Tempo Comum 12 de Agosto de 2012

Sentir o que não se vê

T

odos nós vemos televisão, todos nós vemos as notícias que aí passam. E o que é que nós vemos nos noticiários? Além das coisas verdadeiramente importantes, como os incêndios que têm devastado o país ou a guerra civil na Síria ou os Jogos Olímpicos, são-nos mostradas coisas que são notícia porque têm imagens. Se há imagens de uma perseguição policial nos

também não seria fácil lá chegarem as máquinas de perfuração devido ao mau estado da picada. Mas nós não deixamos cair os braços perante as dificuldades e vamos tentando fazer o que está ao nosso alcance. Assim, graças ao apoio da campanha dos presentes solidários, depois de termos feito uma primeira cisterna na aldeia do Uquende, junto à moagem, avançámos para este segunda cisterna, desta vez junto à casa da missão. Primeiro cavámos um buraco com 4 metros de diâmetro e três de profundidade. Depois, a pouco e pouco, servindo-nos dos moldes das manilhas que nos foram oferecidos por um benfeitor, temos vindo a construir esta cisterna que terá capacidade para

Estados Unidos, apenas com carros abalroados pelos fugitivos, mas se há um acidente em Alguidares-de-Baixo, que vitimou três ou quatro pessoas, mas que ninguém filmou, isso já não é notícia. Até se costuma dizer que estamos na “silly season” porque a falta de notícias que valham verdadeiramente a pena, os jornalistas, mesmo que estejam em férias, procuram sempre coisas para filmar e dar notícias mesmo que sejam algo sem verdadeiro interesse. Alguns dizem que só existe aquilo que se vê, porque só temos consciência daquilo que experimentamos. Mas a realidade humana vai muito para além daquilo que se vê, daquilo que conhecemos pelos sentidos, que são as nossas portas de comunicação com o exterior. Há muitas outras realidades das quais tomamos consciência sem saber quase como: pensamos, amamos, odiamos, acreditamos, etc. É aqui que entra a nossa relação com Deus, ou com o transcendente: aquilo que nos ultrapassa, que não vemos, que não experimenta-

DR

Cisterna nº 2

armazenar cerca de 10.000 litros de água. Em primeiro lugar esperamos recolher a água das chuvas do telhado da casa com a ajuda das caleiras. Mas também temos previsto ver se numa determinada zona encontramos água para ali fazer um poço do qual se possa depois tirar água para abastecer esta cisterna. Como esse local é um pouco distante, contamos transportar a água com a ajuda do camião da missão. Como vêm, as vossas

ajudas não foram inúteis. Esperamos em breve terminar mais este projecto do qual daremos notícias. Mais uma vez, um grande bem-haja a quantos nos têm apoiado. Estes passos que damos também são vossos. Fica uma foto do tanque e respectivo enquadramento com a casa. Aqui vemos um tanque provisório no qual já recolhemos e armazenamos a água que serve para fazer a cisterna.

mos, mas do qual sentimos alguns efeitos. Para isso é necessária a Fé, que não é apenas ter uma consciência (intelectual) de determinado conjunto de coisas, mas ter uma relação vital com essas mesmas coisas, fazê-las importantes para a nossa vida. É por isso que Jesus nos diz no evangelho de hoje que “quem acredita possui a vida eterna”. Quem tem fé acaba por conduzir a sua vida segundo aquilo em que acredita, e quem acredita que a vida é mais do que aquilo que vemos, daquilo que experimentamos consegue atingir a transcendência da vida, liberta-se da materialidade para alcançar a vida eterna nascida da sua condição de ser espiritual. Claro que para se poder ultrapassar as limitações humanas é necessário uma grande confiança em Deus, que nos ajuda, que está sempre connosco e que apenas deseja que estejamos eternamente na sua companhia, eternamente felizes. Ainda antes de Jesus se entregar em alimento para esta caminhada dos homens já

Deus providenciava para que aqueles que n’Ele tinham fé pudessem seguir o seu caminho, o caminho traçado por Deus. “Levanta-te e come.” é, ainda hoje, um apelo veemente de Deus aos homens, aparentemente instalados nas suas coisas, incapazes de responder aos desafios da sua própria humanidade. É contra este desalento que S. Paulo nos alerta ao dizer-nos: “Não contristeis o Espírito santo de Deus” Este espírito que habita em nós ajuda-nos a caminhar, a avançar, a deixarmos os nossos chinelos e a pormo-nos a caminho. Mas respeita absolutamente a nossa liberdade: como um rouxinol que não quisesse cantar ou um castor não quisesse construir a sua represa. Mostremos a nossa fé, aquilo que sentimos dentro do nosso espírito, que Deus faz nascer em nós porque só assim poderemos ultrapassar a rotina de uma vida vazia, porque está parada e morta.

Padre Vítor Mira


PORTUGAL 11

O Mensageiro 9.Agosto.2012

Abertura do 22.º ACANAC O 22.º acampamento nacional do Corpo Nacional de Escutas (CNE) iniciou-se no passado sábado, dia 4 de Agosto, com a participação de 17 mil pessoas, regressando ao Monte Trigo em Idanha-a-Nova, onde já tinha decorrido a última edição, há cinco anos. Apresentada como “a maior actividade nacional de escuteiros de todos os tempos”, a iniciativa, que se prolonga até sexta-feira, contou com a presença do secretário de Estado do Desporto e Juventude, Alexandre Mestre, no primeiro dia de encontro. “Acima de tudo confio muito no Corpo Nacional de Escutas para promover este espaço de educação não formal, que é cada vez mais algo que tem de ser incentivado em Portugal, porque é aí que se formam também caracteres, que se formam pessoas”, disse o governante, citado pelo gabinete de imprensa do CNE. Já o chefe nacional da organização, Carlos Alberto Pereira, justificou

DR

Escuteiros iniciam semana de festa

a opção por repetir, pela primeira vez, a localização do acampamento nacional com a necessidade de “poupar dinheiro”. O Centro Nacional de Actividades Escutistas (CNAE) de Idanha-a-Nova, situado no Distrito de Castelo Branco e 250 km a nordeste de Lisboa, acolhe aquela que é descrita como “a maior cidade de lona de sempre da história do escutismo português”. A Eucaristia do acampamento nacional mereceu acompanhamento em directo através da internet, e foi presidida por D. Antonino Dias, bispo de PortalegreCastelo Branco contando

com a participação de D. Manuel Clemente, bispo do Porto. O campo dos escuteiros em Idanha-a-Nova já estava infra-estruturado (com electricidade, água e saneamento) para receber 10 mil pessoas, pelo que “bastou ampliá-lo”, em vez de apostar de raiz num novo espaço, destaca o chefe nacional. O investimento global “cai assim 75 por cento” e permite que cada participante pague cerca de 80 euros, com o objectivo de que “ninguém deixe de participar por falta de dinheiro”. A logística, assegurada

por voluntários, inclui hospital de campo, quatro enfermarias, cozinha e refeitório. Durante o Acampamento Nacional (ACANAC), que marca o arranque das comemorações dos 90 anos do escutismo católico em Portugal, são recolhidas e separadas 20 toneladas diárias de resíduos, trabalho executado em conjunto com a autarquia. A rede eléctrica foi reforçada com o aluguer de geradores, enquanto que a está a ser fornecida por uma captação feita no terreno de 79 hectares, bem como por dois depósitos com um total de 750 mil litros, capacidade que os organizadores esperam poder dar resposta aos 255 mil litros de consumo diário. O programa do evento, que se prolonga até ao próximo dia 10, inclui caminhadas pelas freguesias contíguas ao acampamento, como Oledo, Bemposta, Penha Garcia, Proença-aVelha.

Jovens Sem Fronteiras dão formação

jovens durante 10 dias, iniciaram em Izeda (diocese de Bragança-Miranda), Alvite e São Joaninho (Lamego). O programa, que contempla habitualmente

Alcobaça

Mosteiro recebe concerto O Mosteiro de Alcobaça, no Patriarcado de Lisboa, vai acolher no próximo dia 18 de Agosto um concerto de jazz com o quinteto Hot Club Portugal. A iniciativa, organizada pela Direção-Geral da Cultura, está inserida num plano estratégico para dinamizar a Rede de Mosteiros Portugueses Património da Humanidade e conta com a participação dos municípios da Batalha, Alcobaça, Lisboa e Tomar. O espectáculo está marcado para as 16h00 e terá entrada livre, condicionada pela capacidade da sala.

Em Agosto e Setembro

Juventude Hospitaleira organiza campo de férias A Juventude Hospitaleira volta a organizar em Agosto e Setembro sete campos de férias em unidades de saúde especializadas em psiquiatria, saúde mental e toxicodependência. As actividades, que decorrem em instituições criadas pelos Irmãos de São João de Deus e pelas Irmãs Hospitaleiras, já iniciaram em Barcelos. Lisboa (Telheiras), Madeira (Funchal), Sintra (Idanha e Telhal), Açores (Angra do Heroísmo) e Braga completam a lista de campos de férias que têm entre oito e 10 dias de duração. Os membros da Juventude Hospitaleira, que em 2013 assinala 25 anos de existência, são convidados a conhecerem o dia-a-dia dos religiosos das comunidades em que se integram, ajudando-os na prestação de cuidados aos utentes dos centros assistenciais. Cada membro da Juventude Hospitaleira deve assumir entre 2 e 10 acções, de uma lista de 30, que lhe são propostas para realizar todos os dias ou com periodicidade semanal, mensal, trimestral e anual.

“Tendas na praia”

Rezar à beira-mar na Quarteira

Fazer das férias uma missão Cerca de 75 membros do movimento católico Jovens Sem Fronteiras (JSF) vão aproveitar parte das férias escolares para darem formação e animação missionária em Cabo Verde e nas dioceses de Lisboa, Lamego e Bragança-Miranda. A paróquia cabo-verdiana de São Lourenço dos Órgãos, na Ilha de Santiago, recebe em Agosto nove jovens e um sacerdote que se envolverão em actividades formativas para crianças, jovens e adultos sobre educação, saúde, cidadania e fé, explica o padre Miguel Ribeiro, missionário Espiritano, em artigo publicado no Semanário Agência ECCLESIA. Em Portugal as “Semanas Missionárias”, que congregam grupos de 15 a 20

Breves

o contacto com os mais idosos e as crianças, pode incluir a colaboração na parte religiosa das festas de aldeia, a presença em estabelecimentos prisionais,

o anúncio da mensagem cristã porta-a-porta e a realização de encontros com os jovens, entre outras actividades, refere o texto. Em 2011 as comunidades angolanas de Kalandula e São João de Lobito e os concelhos portugueses de Beja, Bragança, Castro Daire e Moimenta de Beira foram os destinos de iniciativas missionárias protagonizadas pelos JSF, ligados ao Missionários do Espírito Santo. No ano anterior 16 jovens estiveram em Belo Horizonte, no Brasil, onde realizaram rastreios de saúde, acções de formação a jovens e adultos, explicações escolares a crianças e jovens, apoio a idosos, visitas domiciliárias e catequese.

A Congregação das Irmãs Doroteias em Portugal iniciou o projecto de evangelização “Tendas na Praia”, promovido na Quarteira, litoral algarvio, com o objectivo de “proporcionar às pessoas momentos de oração e de encontro”. Em entrevista ao programa ECCLESIA, na Antena 1, a irmã Maria Conceição Oliveira explica que o esquema segue as iniciativas de anos anteriores: “Temos lá duas tendas, quem quiser rezar vai para uma, quem quiser conversar vai para a outra”. O projecto, que se prolonga até dia 13, arranca todos os dias bem cedo, “às oito da manhã”, e permite às pessoas conhecerem também um pouco da vida de Paula Frassinetti, fundadora da congregação. A iniciativa na zona balnear algarvia é complementada com um programa de evangelização de rua, que conta com a participação de “muitos jovens” ligados às instituições doroteias. A congregação religiosa pretende que aqueles que se associam à iniciativa “façam uma experiência de serviço e de diálogo que permita o enriquecimento mútuo na alegria de dar e receber”. Segundo a irmã Maria Conceição Oliveira, a religiosa italiana Paula Frassinetti (1809-1882) destacou-se essencialmente como uma pessoa que “fez a experiência de ser amada por Deus”. “Esta é a grande pedagogia que Paula Frassinetti nos deixou e nós queremos que quem trabalha e vive connosco passe esta experiência”, salienta.


12 ECLESIAL

Breves Obra “Jesus de Nazaré”

Encíclica e novo livro na agenda do Papa O Secretário de Estado do Vaticano revelou que Bento XVI concluiu o terceiro e último volume da sua obra “Jesus de Nazaré” e admitiu que o Papa está a trabalhar numa nova encíclica, a quarta do actual pontificado. O cardeal Tarcisio Bertone foi citado pelo portal de notícias do Vaticano, após ter falado aos jornalistas. Segundo este responsável, o novo documento papal poderia ser um “grande presente” para o Ano da Fé convocado por Bento XVI, que se vai iniciar a 11 de Outubro. O Papa escreveu até agora as encíclicas Deus caritas est (2005), Spe salvi (2007) e Caritas in veritate (2009). Já o último volume de “Jesus de Nazaré”, depois das obras publicadas em 2007 e 2011, vai abordar os chamados “evangelhos de infância”, sobre os primeiros anos de vida de Cristo. A Santa Sé confirmou em comunicado que o Papa concluiu a redacção do terceiro volume, adiantando que neste momento “se está a proceder à tradução nas várias línguas, que serão feitas directamente a partir do original alemão”. “Deseja-se que a publicação do livro aconteça ao mesmo tempo nas línguas de maior difusão, o que vai requerer um período de tempo apropriado para uma tradução precisa de um texto importante e aguardado”, acrescenta a nota. “Vamos ler o terceiro livro de Bento XVI sobre Jesus com avidez e com grande prazer”, referiu, por sua vez, o secretário de Estado do Vaticano.

Jornada Mundial da Juventude 2013

Organização divulga informações A organização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2013, que vai decorrer no Rio de Janeiro (Brasil), publicou os valores a pagar pelos participantes na iniciativa promovida pela Igreja Católica. O “Manual de Inscrições de Peregrinos”, disponibilizado na internet, em www.rio2013.com apresenta os custos para os visitantes provenientes de diversos países, divididos em três classes - A, B e C – conforme a situação económica de cada nação. Os jovens de Portugal, colocado na classe ‘A’, terão de pagar cerca de 230 euros (ao câmbio actual) pelo alojamento durante a semana da JMJ, entre 23 e 28 de Julho, com alojamento e alimentação, ou 114 euros pelo “fim-de-semana”. A jornada, considerada a maior iniciativa da Igreja Católica no âmbito juvenil, vai contar com a presença de Bento XVI. As inscrições serão feitas em grupo através de um “responsável principal” e além disso, haverá um “segundo responsável”, para um total de pessoas que não deve exceder a meia centena, segundo a organização: grupos maiores deverão ser divididos em subgrupos, que poderão estar vinculados entre si. Há 21 pacotes de inscrição à escolha dos interessados, válidos até 31 de Janeiro de 2013, incluindo um desconto de 5%. As inscrições serão realizadas exclusivamente online, através do portal oficial da próxima JMJ. O lema da jornada de 2013 é “Ide e fazei discípulos de todos os povos”, expressão baseada no evangelho segundo São Mateus.

O Mensageiro 9.Agosto.2012

“Horizonte da existência” deve ultrapassar preocupações quotidianas

Papa pede tempo para Deus Bento XVI pediu que os católicos se preocupem em encontrar tempo para a relação com Deus, tanto nos dias “carregados de ocupações e problemas” como nos de “descanso e descontracção”. O Papa falava aos peregrinos reunidos para a recitação do Angelus, no Palácio Apostólico de Cas-

tel Gandolfo, arredores de Roma, onde se encontra a passar o verão. “O Senhor convida-nos a não esquecer que, embora seja necessário preocupar-se com o pão material e retemperar as forças, ainda mais fundamental é fazer crescer a relação com Ele”, observou. Jesus, acrescentou Bento XVI, “quer ajudar

as pessoas a irem para lá da satisfação imediata das suas próprias necessidades materiais, apesar de serem importantes, quer abrir um horizonte da existência que não é simplesmente o das preocupações quotidianas do comer, do vestir, da carreira”. “O centro da existência, aquilo que dá pleno sentido e firme esperança

ao caminho, muitas vezes difícil, é a fé em Jesus, é o encontro com Cristo”, referiu. Segundo o Papa, não se trata de “seguir uma ideia, um projecto”, mas de encontrar-se com uma “pessoa viva”.

Arcebispo Rino Fisichella

Fé deve ser “repensada e vivida” O presidente do Conselho Pontifício para Promoção da Nova Evangelização (CPPNE) defendeu a necessidade de renovar a preocupação dos membros da Igreja Católica em apresentar os fundamentos daquilo em que acreditam. “A fé deve ser repensada e vivida”, escreve o arcebispo Rino Fisichella, na edição do jornal do Vaticano, “L’Osservatore Romano”, a respeito do Ano da Fé convocado por Bento XVI,

que vai decorrer entre 11 de Outubro e 24 de Novembro de 2013. Para este responsável, a iniciativa deve fazer “sobressair a grandeza do crer” e pôr em evidência “os motivos” pelos quais se acredita. O arcebispo italiano sustenta que nas últimas décadas, “este tema não foi proposto na teologia nem, por conseguinte, na catequese”. “Sem uma reflexão teológica sólida, que seja capaz de produzir as razões do crer, a escolha

do crente não será tal. Ela limita-se a uma repetição cansada de fórmulas ou de celebrações, mas não acarreta consigo a força da convicção”, alerta. D. Rino Fisichella admite que se pode falar de fé como se “se tratasse de fórmulas químicas aprendidas de cor”. “No entanto, quando falta a força da escolha sustentada por um confronto com a verdade sobre a própria vida, tudo se fragmenta”, acrescenta.

O presidente do CPPNE defende que a força da fé é “alegria de um encontro com a pessoa viva de Jesus Cristo que muda e transforma a vida” e que o “saber explicar isso permite aos fiéis serem novos evangelizadores num mundo que se transforma”. “O mundo de hoje tem fome de testemunhas. Sente necessidade vital delas, porque procura coerência e lealdade”, observa ainda.

Abbé Pierre nasceu há 100 anos

O compromisso com os mais pobres Assinalou-se, no dia 5 de Agosto, o centésimo aniversário do nascimento de Henri Grouès, o padre católico francês que ficou conhecido como Abbé Pierre (1912-2005). O sacerdote é evocado pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC) numa série de peças em que se recorda o seu compromisso em favor dos mais necessitados, desde a juventude, e a sua luta contra as injustiças, a começar na II Guerra Mundial, quando se juntou à Resistência. Preso pelo exército alemão em Maio de 1943, numa altura em que tinha assumido o nome Abbé Pierre, o padre francês foge, passa pela Espanha e chega à Argélia, onde encontrará

o general de Gaulle. Terminada a guerra, lança-se na política através do ingresso no Movimento Republicano Popular, que abandonará posteriormente. Em 1949 propõe um projeto-lei que visava o reconhecimento da objecção de consciência e empreende a construção, frequentemente ilegal, de alojamentos para famílias sem-abrigo. A residência do sacerdote, uma casa deteriorada que restaura em Neully-Plaisance, arredores de Paris, torna-se um albergue de juventude internacional baptizado “Emaús”. “Começa aqui o combate conta a exclusão, a partir de uma ideia simples mas que ao tempo era inovadora: a revenda de objectos recuperados”.

As primeiras comunidades de Emaús nascem segundo o princípio «dá-me a tua ajuda para ajudar os outros». “Emaús tornou-se uma recuperação de homens a propósito da recuperação de coisas”, definiu o Abbé Pierre. Em Fevereiro de 1954, o responsável reage a uma vaga de frio lançando um apelo de socorro aos microfones da rádio RTL, que desencadeou a chamada “insurreição da bondade”, que permitiu a construção de alojamentos de emergência. “Apesar da sua saúde frágil, Abbé Pierre multiplicava-se em viagens – escapou de um naufrágio em 1963, no rio de la Plata, Uruguai – tornando-se a voz dos sem-voz”, destaca o perfil biográfico traçado

pelo SNPC, organismo da Igreja Católica em Portugal. No início dos anos 80 a comunidade de Emaús organiza a distribuição nocturna de alimento; em 1984 funda, com outras instituições, o Banco Alimentar e reforça-se a acção em favor dos sem-abrigo. Em 1988 é criada a Fundação Abbé Pierre, que continua o trabalho de alojamento dos desfavorecidos. Na década de 90, o sacerdote abraça a causa dos direitos dos imigrados: no Pentecostes de 1991, jejua na Igreja de São José, em Paris, com um grupo de pessoas que mantinham uma greve de fome por lhes ter sido negado o direito de asilo.


OPINIÃO 13

O Mensageiro 9.Agosto.2012

Joaquim Santos Jornalista

Portugal das desigualdades e das excepções

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Estado não tem apenas direitos. Tem deveres e compromissos, assinados em contrato, na Constituição e na legislação em vigor, com os seus cidadãos que trabalham e descontam do seu salário para permanecer com esses vínculos públicos. Mas o que se assiste actualmente é ver o Estado de hoje assumir compromissos para amanhã se desvincular destes, sem explicações ou contrapartidas para os seus cidadãos. Neste momento da história, muitos dos contratos sociais estão anulados sem o imperativo da justificativa com os cidadãos, com a agravante de permitir subsistemas, apenas para

OPINIÃO José Carvalho*

Será que a Europa (ainda) precisa do euro?

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os meios académicos e políticos europeus, a grande polémica anda à volta da ideia saída em livro recente e que afirma: «a Europa não precisa do euro». O autor desta tese é Thilo Sarrazin, antigo membro do conselho de administração do Bundesbank. Thilo elegeu como tese da sua nova obra o argumento de que a Alemanha só se esforça para salvar o euro porque continua a sofrer um enorme complexo de culpa devido ao seu passado nazi. Nacionalista, chauvinista, reaccionário e desprezivel-

alguns nichos de pessoas, inserindo alternativas vantajosas. São muitos os exemplos que podemos encontrar nas profissões consideradas de excepção, provocando cada vez mais o fosso entre os cidadãos comuns e aqueles que conseguiram ingressar em actividades privilegiadas como as de juiz, bancário, militar, político, médico, entre muitas outras que conferem mais e melhores direitos. Estou a falar de mais tempo de férias, de melhor assistência na saúde, de pagamento de determinadas regalias injustificáveis, de bónus recebidos por práticas que deveriam ser consideradas normais no cumprimento do dever laboral desses indivíduos. Questiono, porque existe o regime geral da Segurança Social, enquanto outros gozam dos regimes específicos que lhes dão mais protecção e direitos? Porque não são gerais todos os sistemas de segurança social? Será pela razão de que o actual regime da Segurança Social é mau e incompleto? Porque não se confere para os mesmos cidadãos os mesmos direitos? Só para se ter uma ideia, como se justifica uma ADM - Assistência na Doença dos Militares, a ADSE - DirecçãoGeral de Protecção Social aos mente calculista são apenas alguns dos epítetos lançados a Sarrazin, mas há quem o admire por ter a coragem de colocar as questões difíceis com respostas ainda mais complexas. Sarrazin argumenta que o euro trouxe à Alemanha demasiados riscos financeiros, sem benefícios suficientes, acrescentando que o comércio com os países fora da zona euro está a crescer mais depressa do que aquele que é feito com os membros da zona em questão. Sarrazin clama também, no seu livro, que o processo de integração da Europa não passa de uma «pura ideologia». Por outro lado, Sarrazin não deixou passar a oportunidade de citar a (já) famosa frase de Angela Merkel – «se o euro falha, a Europa falha», afirmando que a Chanceler tem sido extremamente bem-sucedida com esta

Funcionários e Agentes da Administração Pública ou o SAMSSNQTB - Serviço de Assistência Médico-Social do Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários? Também não percebo porque existem as férias judiciais, do ensino, da Páscoa, do Natal e sei lá que mais datas. Isto é uma discrepância absoluta para com a generalidade dos trabalhadores do sector privado, uma injustiça flagrante. Vivemos de mal a pior. A cada dia que passa os portugueses verificam os direitos fundamentais a reduzir ou simplesmente a serem excluídos. Na prática, hipoteca-se o futuro de gerações, continuando a dar mais benefícios a determinadas franjas da população mas também a romper contratos sociais que o povo tinha conquistado. Os mais ricos estão sempre protegidos com os seus aprovisionamentos,

aqueles que pertencem a esses sindicatos ou organismos que lhes continuam a dar as gritantes excepções. Outros caminhos deveriam ser encontrados para construir um Portugal que se quer igual para todos os seus cidadãos mas que mais não é que um território povoado por um conjunto de residentes que são afortunados em tudo e os outros, para além de terem flagrantemente menos, ainda têm de andar a trabalhar para benefício dos mais ricos. Onde está a razoabilidade? Cada vez mais verifico que caminhamos para tempos perigosos. Se formos à história, rei e burguesia, em uníssono, roubavam ao povo praticamente tudo o que este produzia. Apenas lhes deixavam os restos para a sua sobrevivência. Os modelos da sociedade devem ser repensados, sob pena de mais cedo ou mais tarde, ou o povo sairá novamente para as ruas

no sentido de conquistar os seus direitos ou então mergulharemos em ditaduras absolutistas, aquelas que retiram onde, como e quando quiserem. Não existem cidadãos de primeira e de segunda. É falso o modelo contributivo e injusto o regime de protecção social. É uma falácia o discurso político da actualidade, também mentiroso/interesseiro no seu prenúncio parlamentar. O povo pode até esperar mas até quando? Qual a razão porque uns são protegidos e detentores de fortunas e outros ninguém lhes dá a mão e quase morrem de fome? Onde está o equilíbrio neste modelo de vida? Os políticos que andaram nas ruas das aldeias, vilas e cidades de Portugal em campanha para as suas eleições, prometendo mais equidade e justiça, são os mesmos que desaparecem imediatamente a seguir à confirmação da sua cadeira de poder. Passam apenas a reunir com os poderosos, todos aqueles da sua plebe, ignorando o tão enganado cidadão comum, aquele que com o seu voto lhes deu o crédito mas não passou de um cheque sem provisão. O dever de um político é criar as condições para organizar e dotar um país de igualdade para os seus

fórmula de discurso e que este livro pode funcionar como uma resposta à sra. Merkel, na medida em que, a seu ver, a Alemanha possui uma economia com base nas exportações e que, por isso mesmo, não precisa do euro. A Alemanha, diz o mesmo autor, está a ser usada como uma fiadora das dívidas dos outros países. De acordo com esta visão, o euro é o velho marco alemão, rebaptizado e redistribuído como um acto semiconsciente e mal orientado de caridade alemã. Surpreendente é também o facto de, nos anos de 1990, Sarrazin se ter convertido ao valor do euro e agora o encarar como uma espécie de «aposta falhada», pois a classe política alemã sempre pensou que a união política se seguiria à união monetária, como se fosse uma lei natural, pois sem ela a moeda comum não

seria estável. E daí a aposta falhada. Obviamente que as críticas à mais recente incursão literária de Sarrazin não se fizeram esperar. Claro que também existem apoiantes e não foi surpresa para ninguém que a extrema-direita alemã, via NPD (o Partido Democrata Nacional) tenha divulgado uma nota na qual enaltece o trabalho de Sarrazin. Sarrazin, por sua vez, tentou defender-se de uma aproximação à extrema-direita alemã, dedicando algumas linhas do seu livro a distanciar-se das figuras nacionalistas que o apoiaram no passado. Polémicas partidárias à parte, comentadores e economistas conferem um outro sentido ao livro de Sarrazin. A título de exemplo, a Deutschlandfunk radio considera as questões colocadas no livro como evidentes, afirmando que o dis-

curso de Sarrazin não é, de todo, banal. «Enquanto especialista financeiro e antigo membro do banco central, a sua competência económica é inquestionável». Também o jornal de esquerda Die Tageszeitung escreve que «neste livro, o experiente político e financeiro traz consigo os conhecimentos de uma vida quando coloca questões que não são de fácil resposta». Para Tilman Mayer, cientista política em Bona e em declarações ao The Wall Street Journal, «a visão de que o euro foi mal construído é partilhada por muitos alemães, mas é difícil imaginar um movimento antieuro numa altura em que [na Alemanha] a economia está bem e o desemprego está em níveis baixos». Assim, e mesmo os alemães que concordam com Sarrazin de que o euro não

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ESBOÇOS - IX

cidadãos. Utopia minha? Poderá ser, parcialmente. Mas não tolero o exagero. E neste momento exagera-se demasiado para alguns protegidos, para se esquecer por demais dos outros que são o garante da sustentabilidade da nação. E juntos, seremos muitos. Isolados seremos um barco à deriva, sem rumo e objectivos. Enquanto souber que existem as subvenções dos ex-presidentes da República Portuguesa (Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio), faltas justificadas na Assembleia da República, o pagamento a fundações fantasma que recebem milhões do nosso trabalho, o pedido de esforço aos portugueses pela crise económica mas pouco exemplo de contenção se verifica na classe política (parlamentar e presidencial), onde todos os ministérios, secretarias e Chefe de Estado continuam a gastar no desnecessário, não mais me calarei, como direito próprio constitucional. Ou a Constituição já não será para se respeitar? Parte do seu conteúdo até nem é respeitado. Desafio qualquer cidadão a rebater o que neste texto escrevi.

era necessário para a integração europeia, admitem que tal não significa que a Alemanha deve agora virar as costas à moeda única. A verdade, porém, é que o livro está a causar uma enorme polémica, instalando dúvidas na cabeça de muitos alemães e fazendo eco das certezas de outros tantos. Dúvidas e certezas que estão também, seguramente, a ser partilhadas por muitos cidadãos de outras nacionalidades. Em suma, será que a Europa precisa do euro, ou a União Europeia é que precisa dele, e de que maneira? Esta é a grande questão! E os próximos dias e meses, dependendo do que se passar na Grécia, Espanha e Portugal poderão ajudar na resposta.

* Professor e Investigador de História


14 INSTITUCIONAL ANÁLISE POLÍTICA

Orlando Fernandes Jornalista

Os novos senhores

D

epois de muitos anos, a impressão que fica de Portugal é que o país está largamente entregue a gente não merece estar no poder. Que não deveria ter chegado a lugares de decisão essenciais. Mas que chegou. E que chegou em condições pouco famosas em termos de formação para exercer o poder. E sobretudo em termos de mais elementar conduta ética na vida. É conhecido o caso de Armando Vara, “licenciado” em alta velocidade aos 51 anos na “Universidade”

O Mensageiro 9.Agosto.2012

Independente. O de José Sócrates, “licenciado” aos 39 em condições pouco normais na mesma “Universidade”. Ou o de Miguel Relvas “licenciado” aos 46 na Lusófona após um ou talvez mesmo quatro exames. E poder-se-á recordar que Pedro Passos Coelho se licenciou (com aspas?) aos 37 na Lusíada? Ora, no sistema universitário pré-Bolonha, um jovem obtinha uma licenciatura aos 22 anos, após quatro anos de estudos. E depois de três anos no sistema pós-Bolonha (o que noutros países se designa aliás por bacharelato, mas que em Portugal se chama pomposamente “licenciatura”). Num país que conta uma trintena de instituições universitárias (ou de ensino superior) públicas espalhadas de norte a sul, o que seria normal é que os ditos licenciados (com aspas ou sem elas) as tivessem frequentado. Tanto mais que as privadas são antes do mais refúgio de quem não obteve notas para entrar nas públicas. E que cai sobre elas a suspeita de serem sobretudo negócios que distribuem pub

“canudos” em troca de propinas elevadas. Sem que, na maior parte dos casos, a qualidade pedagógica e científica dos docentes justifique tais exigências financeiras. Os casos evocados estes últimos anos permitem tirar conclusões principais. Primeiro: muitos dos que ocupam altos cargos na vida política, económica e cultural são desprovidos de uma sólida formação académica e até de uma sólida preparação técnico-profissional que justifique as posições que ocupam. Segundo: o país está demasiadamente entregue a gente vorazmente ambiciosa, arrivista, sedenta de poder e, em muitos casos, totalmente desprovida de escrúpulos… Depois da agitação social e política dos primeiros anos do pós 25 de Abril, o neoliberalismo consumista passou a ser a ideologia dominante e o horizonte quase absoluto proposto aos cidadãos. Ascensão e sucesso social passaram a ser avaliados em função de critérios em que primam os salários extravagantes, a arrogância e o desplante. Admire-se depois que o país tenha os dirigentes que tem e esteja no estado em que está!...

OPINIÃO Luís Matias

O desemprego pode acabar já (I) (Se os políticos, trabalhadores e sindicatos quiserem)

A

s políticas de emprego só podem ser promovidas com resultados se estimularem a economia. E a economia só será sólida se não se basear na especulação, na criação de valores “tóxicos”, (que na realidade não são valores), mas se assentar no trabalho, na produção e, por conseguinte, no emprego. Um país que se apoia na política de despedimentos para reduzir a despesa pública, e que promove ou legisla favoravelmente ao despedimento no sector privado com o argumento de o tornar competitivo, está simplesmente a “enterrar” o país e os cidadãos. É ao que estamos infelizmente a assistir, cedendo ao liberalismo mais extremo e ao aproveitamento que este faz da globalização. Por este caminho, vamos até à miséria total e, aí, sem alternativa, teremos de erguer-nos de novo com a única ferramenta que

efectivamente cria riqueza: a força do trabalho. A economia num país essencialmente de serviços, está fortemente dependente da existência e da circulação de dinheiro no bolso das pessoas. E tem de haver um equilíbrio entre o contributo que a sociedade fornece ao estado para a manutenção dos serviços comuns, através dos impostos, e a forma como o Estado o aplica. Ou seja, não se pode gastar mais do que aquilo que se pode recolher. Quando se retira quase tudo às pessoas, dá-se a falência do sistema - Estamos quase nessa situação perversa - Provoca um movimento de retroacção negativa até ao colapso e à miséria, a que o povo chama de “Pescadinha de rabo na boca”: o estado não é bem gerido, cobra mais impostos, retirando dinheiro às empresas e aos privados. As empresas vão à falência e ou deslocalizamse, gerando desemprego. Os privados sem dinheiro não compram e levam mais empresas à falência. Deixa de haver condições para cobrar impostos e o estado baixa o nível de serviços, a economia paralisa e o estado definha. O desespero leva as pessoas a trabalhar para a subsistência, a qualquer preço. Aí, as grandes

empresas voltam para explorarem o desespero das pessoas que trabalharão a qualquer preço. Chamam a isso “reajustamento da economia e do mercado de trabalho”? Bem… estamos conversados!!! Anunciam-se medidas de combate ao desemprego, mas o que deveriam era promover o emprego. São coisas diferentes mas que muitos políticos confundem. Aumentar os horários de trabalho (carga horária) e reduzir os trabalhadores é a verdadeira sentença de morte da economia e do desenvolvimento na actual situação. E é exactamente a perversidade que os políticos estão a seguir, (em parte obrigados pela “troika”), em nome da contenção. Incompreensível! Trabalhar mais horas ou reduzir o número de funcionários públicos, numa altura de crise de emprego, são medidas perversas. Com os despedimentos, o estado deixa de pagar de um lado as remunerações, mas vai pagar do outro, prestações sociais, deixar de cobrar impostos e paralisar a economia, porque estas pessoas deixam de ter dinheiro para comprar, e isso gera mais desemprego. Há uma forma imediata de solucionar a questão. Equitativa, responsável, solidária e que implica todos. pub

F. Costa Pereira

FARMÁCIAS DE SERVIÇO Tomáz (9), Maio (10), Avenida (11), Baptista (12), Central (13), Godinho Tomáz (14), Higiene (15) e Antunes (16).

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Tabela de Assinaturas para 2012 Destino Nacional Europa Resto do Mundo

Normal Benfeitor 20 euros 40 euros 30 euros 60 euros 40 euros

Preço avulso - 0,80 euros


DESPORTO 15

O Mensageiro 9.Agosto.2012

Sótão na final

Atletismo | Atleta amadora supera profissionais em Londres

Sorteios da II e III Divisões FUTEBOL – A II Divisão B (zona sul) centrará as atenções dos adeptos do ‘desporto rei’, em virtude de ser a prova que reúne os principais representantes da região de Leiria, C.D. Fátima e o U.D. Leiria – vai jogar no Campo da Portela (Santa Catarina da Serra). O campeonato começa a 2 de Setembro, tal como o da III Divisão, que vai contar com as participações do A.C. Marinhense, Ginásio de Alcobaça, Caldas S.C., Sporting de Pombal, A. Beneditense C.D. (todos na série D) e G.D. Peniche (série E). A jornada inaugural ditou os seguintes jogos: federação portuguesa de futebol

1ªJORN.2DESETEMBRO .

II Divisão B

1ªJORN.2DESET. ....

série D

Marinhense x Sernache . todos às 17h00 Sourense x Alcanenense Alcobaça x Torres Novas Caldas x Sp. Pombal Beneditense x Ol. Hospital Penelense x Mortágua federação portuguesa de futebol

1ªJORN.2DESET. ....

Real x Pêro Pinheiro . todos às 17h00 Eléctrico x U. Tires Sintrense x Lourinhanense Barreiro x Cartaxo Amora x Barreirense Sacavenense x Peniche

que, no seu jeito simples e sincero, explicou que não tem qualquer intenção em mudar de vida. “Já tenho 34 anos e não consigo recuperar como recuperava antes. Vou continuar assim, fazendo sempre o atletismo quase como um hobby”, garantiu.

Um “trambulhão” que não deixou Clarisse por terra como um furacão, passou to esperava. Nunca pensei pela zona mista sem pres- que chegasse à final. Foi tar qualquer declaração, brilhante, só faltou o dicriando o “caos” junto dos ploma olímpico, mas não jornalistas do seu país que deu. A corrida foi bastante a perseguiam. rápida, ainda tentei, mas Na pista, Clarisse Cruz ressenti-me do cansaço. Já completou a prova em 9: tenho mais dificuldades em 32.44, dois segundos acima recuperar devido à idade”, do seu recorde pessoal (9: explicou Clarisse Cruz. 30.06) alcançado no sábaA medalha de ouro acado, mas a sua corrida ficou bou por cair nas mãos da marcada por um arranque russa Yulia Zaripova, que repentino nos últimos me- assim se sagrou campeã tros, quando seguia na 14.º olímpica depois de chegar e penúltimo lugar. a Londres 2012 com o “Fui ao fundo do meu estatuto de actual campeã coração buscar as forças mundial, tendo alcançado todas que tinha e consegui também a sua melhor marultrapassar três adversá- ca pessoal, com 9:06.72, rias”, contou a portuguesa, menos 26 segundos do que desde os 11 anos se que a portuguesa. “apaixonou” pelo atletisMesmo assim, a chegamo. da ao topo mundial não faz “Atingi o lugar que tan- deslumbrar Clarisse Cruz,

Qualificação notável O percurso de Clarisse Cruz é um exemplo de superação. Na qualificação para a final dos 3.000 metros com obstáculos e quando lidera a prova, sofreu uma aparatosa queda, ao tentar transpor um dos obstáculos. Com o joelho a sangrar e as adversárias a ultrapassarem-na, levantou-se, correu, correu, correu… terminou no 5.º lugar, tirando ainda 10 segundos ao seu recorde pessoal (9:30.06). Seguiuse a final, que já aqui recuperamos. Independentemente daquilo que os atletas portugueses ainda possam fazer, Clarisse Cruz ficará sem dúvida na memória, como exemplo daquilo que é o espírito olímpico. Esforço, dedicação, superação e acima de tudo desportivismo. PJ com Lusa

Chefe da missão de Portugal aos Jogos Olímpicos

federação portuguesa de futebol

III Divisão

A prestação de Clarisse Cruz nos Jogos Olímpicos de Londres preenche todos os requisitos para ficar assinalada na história do atletismo nacional e completa aquilo que é considerado o espírito olímpico. O 11.º lugar na final dos 3.000 metros com obstáculos é tudo menos modesto, pelas razões que seguidamente lhe apresentamos. Aos 34 anos, a assistente administrativa da Câmara Municipal de Ovar, habituada a treinar todos os dias após finalizado o seu trabalho, chegou aos Jogos Olímpicos de Londres e lutou frente às melhores atletas mundiais da sua especialidade, terminando num inesperado e surpreendente 11.º lugar. “Ganhar a atletas do top, para uma não profissional, foi o expoente da minha carreira. Agora, também me considero do topo mundial”, afirmou uma sorridente e orgulhosa Clarisse Cruz, sem nunca perder a sua simplicidade. Atrás da portuguesa ficou por exemplo a espanhola Marta Dominguez, campeã mundial em 2009, que mal terminou a corrida abandonou a pista do Estádio do Olímpico e,

João Silva no Top 10

TRIATLO – O melhor português na prova de triatlo, nos Jogos Olímpicos (JO) de Londres, foi João Silva, de Alcobaça, ao terminar no 9.º lugar, numa prova ganhar pelo britânico Alistair Brownlee. Bruno Pais, o outro português em prova, terminou no 41.º lugar.

Irina em 33.º na estreia ATLETISMO – A estreia de Irina Rodrigues nos JO, na prova do lançamento do disco, valeu-lhe o 33.º lugar, graças aos 57,23 metros alcançados. Um registo longe dos seu recorde pessoal e nacional de esperanças (62,91). Uma participação que valerá pela experiência olímpica, que começa acumular aos 21 anos.

sul

Fátima x Sertanense . todos às 16h00 Mafra x Louletano 1.º Dezembro x Casa Pia Carregado x Ribeira Brava Quarteirense x U. Leiria Farense x Fut. Benfica Torreense x Pinhalnovense Oriental x Oeiras

III Divisão

Clarisse Cruz rima com espírito olímpico

Reuters

FUTEBOL DE PRAIA – A equipa do Sótão (Nazaré) qualificou-se para a fase final do campeonato nacional (Foz do Lizandro, 10 a 12 de Agosto). Na fase de grupos vai defrontar o Rio Ave (dia 10, 18h00) e o Arrentela (dia 11, 9h30). Os derradeiros jogos realizam-se dia 12, às 15h30 (3.º/4.º lugares) e 16h45 (1.º/2.º).

Leiria em Londres

série E

“O país tem pouca cultura desportiva” Zero medalhas. Era este o saldo da participação dos atletas portugueses nos Jogos Olímpicos (JO), à hora em que escrevemos estas linhas – final da tarde de terça-feira, dia 7 de Agosto. A ex-maratonista Rosa Mota foi uma das vozes que considerou “fracos e modestos” os resultados em Londres. Já o chefe da missão de Portugal aos JO, Mário Santos, discorda e vai mais longe. “Sinto mágoa de muitas das pessoas em Portugal não terem a cultura desportiva suficiente para valorizar muitos dos resultados que foram aqui [Londres] obtidos.

Todos queremos ganhar medalhas, todos queremos ganhar tudo, mas para chegar a este nível é preciso estar muito acima da média. Se todos tivéssemos a mesma competência e o mesmo nível que têm os nossos atletas, estou convencido de que seríamos um país muito mais desenvolvido”, afirmou Mário Santos, no passado domingo (5 de Agosto). O chefe da missão de Portugal aos JO diz ter “consciência daquilo que é o sentimento das pessoas [em Portugal]”, o que “não constitui surpresa” para si.

Um caso inédito longe das medalhas Portugal nunca tinha ganho um set nos JO, Telma Santos, de Peniche, fez mais do que isso em Londres. Foi melhor em dois deles, venceu o jogo e conseguiu assim um feito inédito para o badminton português. Foi o que lhe demos conta na última edição. Já depois disso, defrontou a tailandesa Ratchanok Intanon, com quem perdeu (12-21 e 6-21). Era à partida um embate teoricamente desigual, visto que a portuguesa é 73.ª do ranking mundial, enquanto que a tailandesa é 10.ª. PJ com Lusa

João Costa diplomado TIRO – Com cinco atletas empatados após uma das rondas de qualificação para a final de tiro, com pistola livre a 50 metros, foi necessário recorrer ao desempate. Aí, com cinco tiros, o português João Costa – primeiro-sargento na Base Área de Monte Real – somava 49,5 pontos, contra os 49,6 do italiano Giuseppe Giordano. Assim, ficou arredado da final, regressando a Portugal, porém, com um diploma olímpico, graças ao 7.º lugar alcançado na prova de tiro a 10 metros.


ÚLTIMA 9AGOSTO2012

Em Portugal a emigração não é, como em toda a parte, a transbordação de uma população que sobra; mas a fuga de uma população que sofre. Eça de Queirós, escritor português [1845-1900]

Espaço oferece programação cultural

Decorrerá no dia 28 de Agosto, pelas 10h30, na Sala de Reuniões da Câmara Municipal de Leiria, a hasta pública para adjudicação do direito do arrendamento urbano dos espaços para fins não habitacionais, desocupados, do Mercado de Sant’Ana. Trata-se das lojas 0.14, 0.15 e 0.16 do piso 0 e as lojas 1.9.1/1.9.3, 1.9.2/1.9.4/1.9.4A e 1.6 do piso 1. As propostas para cada um dos espaços têm que ser efectuadas em carta fechada, podendo ser entregues pessoalmente, ou por correio, sob registo com aviso Apoio / Divulgação

de recepção, até às 16h00 do dia 27 de Agosto, na Divisão de Aprovisionamento e Património da Autarquia, sendo o valor base de licitação correspondente ao valor anual da renda. O critério de adjudicação é o da licitação de valor mais elevado, tendo o contrato de arrendamento a duração de cinco anos. As áreas situam-se entre os 19,32m2 e os 126,37m2, e os valores anuais da renda variam entre os 1.800 e os 13.200 euros, pagos em duodécimos. Todos os elementos sobre os espaços, incluindo

as respectivas plantas de localização, estão disponíveis para consulta na Divisão de Aprovisionamento e Património da Autarquia, das 9h00 às 12h30 e 14h00 às 17h30, no Largo da República. Mas antes desta hasta pública, pode visitar o espaço já no próximo sábado, dia 11, e ver actuar a compositora, acordeonista e cantadeira Celina da Piedade actuar. O espectáculo está marcado para as 22h00 no pátio do Mercado Sant’Ana. Depois, nos dias 24 e 25 de Agosto, o Mercado

DR

Seis lojas em hasta pública no Mercado de Sant’Ana

Sant`Ana, em Leiria, vai voltar a ser um espaço de comercialização de produtos agrícolas, com a iniciativa “Mercado da Terra”, onde será possível ver e adquirir produtos da terra. Os visitantes poderão adquirir produtos hortícolas, frutas, plantas aromáticas, azeite, vinho, licores, mel,

plantas ornamentais, biscoitos, pequenos frutos, queijos e doces. Paralelamente, estão previstas conferências, que abordarão temas relacionados com agricultura biológica, oportunidade do regresso à terra, nutrição com tradição e empreendedorismo no mundo rural.

Não vão faltar degustações e muita animação para maiores e para os mais pequenos, com música popular, oficinas pedagógicas, jogos tradicionais e iniciativas ligadas à leitura. O horário na sexta-feira, dia 24, é das 17h00 às 24h00, e no sábado, 25, é das 10h00 às 24h00.

Prazo de candidaturas foi prolongado

Auxílios da Câmara de Leiria O prazo de apresentação de candidaturas aos auxílios atribuídos pelo Município de Leiria foi prolongado até ao dia 30 de Setembro. As associações, clubes e outras entidades têm, assim, mais dois meses para formalizar os seus pedidos de apoio, referentes aos projectos ou actividades que vão desenvolver no próximo ano, revela a autarquia em comunicado. «Esta medida foi tomada tendo em conta o curto espaço de tempo que mediou entre a aprovação do diploma, a sua divulgação pública, a fixação dos critérios de selecção e o prazo fixado para apresentação das candidaturas, que inicialmente era até ao dia 31 de Julho. A alteração profunda dos procedimentos de inscrição e candidatura também foram determi-

nantes para a decisão de dilatar o prazo, a título excepcional, apenas para o ano de 2012», explica a autarquia. O Regulamento de Atribuição de Auxílios do Município de Leiria foi aprovado em reunião da Câmara Municipal de dia 6 de Março e na Assembleia Municipal de dia 30 de Abril. Os auxílios podem ser de duas ordens: financeiros e não financeiros. Os auxílios financeiros (AF) podem ser materializados por meio de apoio à actividade das entidades e organismos com vista à continuidade ou incremento de projectos ou actividades de interesse para o Município; apoio às entidades que pretendam concretizar obras de construção, conservação ou beneficiação de instalações, consideradas essenciais ao

desenvolvimento normal das suas actividades; apoio na aquisição de equipamentos de natureza social, desportiva, cultural, recreativa ou outra que sejam necessários ao desempenho das actividades e funções das entidades. Os auxílios não financeiros (ANF) consistem na cedência de equipamentos, espaços físicos e outros meios técnicos e logísticos ou de divulgação por parte do Município, necessários ao desenvolvimento de projectos ou actividades de interesse municipal. As entidades e organismos que pretendam beneficiar dos auxílios do Município devem consultar os regulamentos na Câmara Municipal e observar os requisitos solicitados.


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