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QUARESMA 2012

8 MARÇO 2012

RETIRO POPULAR

ANO 98 - N.º 4900

“Fazer Brilhar no Mundo a Luz de Cristo”

FUNDADOR: José Ferreira Lacerda DIRECTOR: Rui Ribeiro PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt

Participe num grupo de lectio divina Informe-se na sua paróquia

FUNDADO EM 1914

DESTAQUE

RD

SEMANA CÁRITAS No próximo dia 11, celebramos o Dia da Cáritas. Uma ocasião para reconhecer o seu trabalho e a sua dedicação. Uma ocasião para agradecer o esforço dos que ali se dedicam aos outros. Uma ocasião para rezar pelas pessoas e pela instituição. Uma ocasião para, na medida do possível, ajudarmos com o nosso donativo. A Cáritas agradece, o País agradece. E a fé robustece-se. Páginas 2 e 3 EVENTO

Mais de mil participantes no ENDIBA

Um encontro de “bem-aventurados” Albergaria dos Doze foi a terra escolhida para acolher o ENDIBA – Encontro Diocesano das Bem-Aventuranças, no passado

sábado, 3 de Março. Com o lema “A aventura de ser feliz”, a iniciativa do Secretariado da Catequese juntou 843

adolescentes do 7.º ano, vindos de 51 paróquias da diocese de Leiria-Fátima, divididos em 112 grupos orientados por 175 cate-

quistas, contando ainda com a colaboração de meia centena de voluntários na organização.

Última

CULTURA

Agrupamento 737 | P. 4

Noite de Fados nos Marrazes

Concurso aberto | P. 5

A minha escola adopta um monumento... SOCIEDADE

Novo serviço activo | P. 6

Hospital de Leiria inicia consultas de imunoalergologia Conferência na Batalha | P. 7

“A sexualidade na adolescência”

ECLESIAL

Colégio de S. Miguel | P. 9

Para uma pastoral integrada com família e paróquia Imprensa Cristã | P. 9

O Mensageiro nos órgãos sociais da AIC


2 DESTAQUE

O Mensageiro 8.Março.2012

EDITORIAL EDITORIAL

prui@iol.pt

A caridade nunca acabará

A palavra só por si interpela e incomoda: caritas, é um desfio à generosidade gratuita e desinteressada do individuo. É um apelo ao sentimento e à atitude mais humana que pode haver, a entrega total de si, não por pena ou imposição legal, mas por compaixão, por amor. O nome dá também visibilidade a uma instituição com a qual nos habituamos a crescer. Ela faz parte da nossa educação humana e cristã. Sempre associada à partilha e à solidariedade para com os mais necessitados, a Cáritas espalhou-se pelas nossas aldeias e cidades, de tal forma que sendo um nome singular lhe atribuímos desde logo uma dimensão plural, como se a Cáritas não fosse uma só, mas muitas instituições. Na nossa diocese a Cáritas tem um reconhecimento alargado e uma estima conquistada e merecida. O seu campo de acção há muito que se estendeu para áreas mais abrangentes que a distribuição de alimentos. São conhecidas as ajudas em momentos de calamidade (incêndios), a assistência na doença, na pobreza generalizada, na área da educação e acompanhamento dos mais novos (colónias de férias), entre muitas outras. Não esqueçamos que na sua origem esteve o acolhimento de crianças refugiadas da II Grande Guerra. Nesse sentido, em dia que se presta homenagem a esta instituição, é justo que entre nós recordemos o Cónego José Rosa, que foi o primeiro impulsionador, entre nós, desta instituição quando trouxe para a diocese as referidas crianças. Nos últimos tempos, como é óbvio, a situação crítica que Portugal atravessa, sobretudo no que diz respeito à pobreza económica e financeira, têm feito com que a Cáritas seja olhada sob o prisma da assistência social. Ou seja, ela é procurada por famílias inteiras que se vêm sem alimentos básicos e sem forma de sair da situação precária em que se encontram. O país assiste, por isso, ao trabalho honroso e dignificante que os muitos voluntários fazem em nome da Cáritas. Mas também esta instituição, como outras, se vê abraços com as dificuldades da mesma crise económica e financeira. Diminuem os apoios e consequentemente diminuem as possibilidades de ajudar quem precisa. A pobreza que procura combater invade os depósitos desta instituição, que não sendo rica se vê na dificuldade de ajudar quem precisa. No próximo dia 11, celebramos o dia da Cáritas. Uma ocasião para reconhecer o seu trabalho e a sua dedicação. Uma ocasião para lembrara e agradecer o esforço e trabalho dos que ali se dedicam aos outros; uma ocasião para rezar pelas pessoas e pela instituição; uma ocasião para, na medida do que nos for possível, ajudarmos com o nosso donativo. A Cáritas agradece, o país agradece. E a fé robustece-se.

DR

Rui Ribeiro

Semana Cáritas de 4 a 11 de Março

“Edificar o bem comum: uma tarefa de todos e de cada um” A Semana Cáritas, que se prolonga até ao dia 11, sob o tema “Edificar o Bem Comum: Uma tarefa de Todos e de Cada Um”, recorda a necessidade de um “esforço” dos católicos “em tudo o que seja intervenção social”. A Cáritas Portuguesa é uma instituição oficial da Conferência Episcopal, vocacionada para a promoção e dinamização da acção social da Igreja, constituída por 20 Cáritas Diocesanas e grupos locais de actuação de proximidade, com a colaboração de profissionais e voluntários. Os últimos dados revelados pela Cáritas mostram que a organização católica recebeu em 2011 mais de 250 pedidos de ajuda por dia, ou seja, mais de 93 mil casos, envolvendo famílias carenciadas, pessoas desempregadas, ou em situação de doença, pobreza e exclusão social. Os registos referem dados de 13 das 20 dioceses portuguesas, indicando que “mais de 38 mil famílias solicitaram apoio à instituição”, com um aumento das “situações de emergência social” na ordem dos 40%, número que aumentou “consideravelmente nos últimos meses de 2011”, segundo a Cáritas. Além de assinalar um crescimento considerável da

pobreza em Portugal, os registos da Caritas apontam ainda para uma alteração do perfil dos mais carenciados em Portugal. A população em risco económico e social apresenta, actualmente, características mais abrangentes, incluindo não só os mais jovens e a população em idade de reforma mas, cada vez mais, a população adulta e activa que, situações de desemprego, salários em atraso, custos excessivos com a habitação, falência de negócios familiares ou de doença empurraram para o limiar da pobreza e para a exclusão social” O presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social, considera que a semana nacional da Cáritas, deve promover um novo olhar sobre “graves situações de desencanto e de ruptura verdadeiramente alarmantes”. Para D. Jorge, esta situação exige “um caminho diferente do passado, optando claramente pelo bem comum”, sem perder de vista “o destino universal dos bens do mundo”. Essa resposta, assinala, deve fazer face a um “crescente desemprego” que gera e agrava “ambientes amargos nas famílias e na sociedade”, bem como ao “isolamento dos idosos”, que conduz à solidão extrema “na própria morte. A solidariedade

mais profunda radica em cada pessoa e em toda sociedade, nas suas múltiplas relações de corresponsabilidade, começando pelas relações de proximidade”, observa o arcebispo de Braga. D. Jorge Ortiga acrescenta que as comunidades devem ser formadas para uma “cultura de responsabilidade pelos outros”: “Ninguém é estranho na vida do cristão e muitos problemas deixariam de existir se as respostas acontecessem. “Que este ano de austeridade gere uma maior consciencialização pelo bem comum, com a vontade expressa de o edificar quotidianamente e em todos os lugares, por todos e por cada um”. Eugénio Fonseca, presidente da Caritas Portuguesa, evoca a necessidade de serem criados novos postos de trabalho e condições favoráveis à manutenção de pequenas e médias empresas. “O Governo tem de criar incentivos para o aparecimento de novas empresas, dando condições fiscais favoráveis, agilizando os procedimentos e ajudando as empresas a serem competitivas para que os portugueses consigam ultrapassar esta conjuntura”, afirma.

Dados da Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima em 2011 Agentes de acção 87 voluntários na assembleia da Cáritas 97 dadores na dádiva de sangue 21000 velas acesas pela solidariedade e pela paz Assistência 917 pessoas atendidas 25691 bens distribuídos (moveis, roupa, calçado, etc) 62 pessoas com ajudas técnicas (camas e cadeiras de rodas) 17804,33€ na ajuda às despesas domésticas

Casa da Paria do Pedrógão 290 criança/adolescentes na Colónia de Férias 62 monitores em voluntariado 255 pessoas idosas 997 pessoas de outros grupos Banco alimentar 737 famílias abrangidas 3633 pessoas envolvidas 38 instituições ajudadas 191614 quilos de alimentos distribuídos


DESTAQUE 3

O Mensageiro

8.Março.2012ro.2011

Mensagem do Presidente da Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima

Este ano, o lema escolhido elege o bem comum como tarefa de todos e de cada cidadão em particular. Não se trata apenas de uma tomada de consciência para os deveres, que uma atitude de cidadania ativa nos interpela mas, principalmente, para a responsabilidade que

cada um de nós tem de não se alhear do meio que o rodeia. É dever de cada um e de todos trabalharmos activamente na construção de uma sociedade mais igualitária, em que cada um tem acesso aos meios necessários para uma vida condigna. Nesta semana que decorre, entre os dias 4 e 11 de Março, a Cáritas Diocesana, associada às suas congéneres, convida os cidadãos para a partilha de bens como gesto solidário para com os que sofrem, com a incapacidade de fazerem face aos encargos que uma vida humana vivida com dignidade exige. O apelo é a partilha, não tanto do que faz falta mas

mais do que, muitas vezes, se desperdiça na ilusão da procura da felicidade no supérfluo. Somos ainda convidados, particularmente nesta semana, à dádiva de sangue como gesto de partilha de vida, dar algo que faz parte de nós próprios e que pode salvar outras vidas. Nestes tempos difíceis e, de modo particular, nesta semana Cáritas a edificação do bem comum deve levar-nos a todos e a cada um de nós a sairmos de nós próprios em prol de uma sociedade mais feliz, enraizada nos valores cristãos que marcam a nossa história e forma de vida. Júlio Martins

Ocorreu a 4 de Março de 2012

DR

Encontro da Família Cáritas da Diocese de Leiria-Fátima

Eram cerca de 100 pessoas oriundas das várias paróquias da diocese que quiseram juntar-se numa tarde de domingo para, com o Bispo Diocesano, irmanados pelos mesmos sentimentos, para reflectir, rezar e conviver. O Dr. André Chagas da Cáritas Portuguesa, falou do Fundo Social Solidário criado pela Conferência Episcopal Portuguesa, sua gestão e distribuição de fundos. Tratou-se de um momento interessante de informação aos presentes sobre a forma

como o Fundo tem gerido as verbas disponibilizadas. Seguidamente os Drs. Lúcio Alves, membro da Direcção da Cáritas Diocesana e Nelson Costa, ao serviço da mesma, apresentaram um projecto de formação destinado aos agentes pastorais paroquiais na área sócio caritativa e outros projectos em áreas distintas. Após as duas intervenções, o Presidente da Direcção da Cáritas apresentou os elementos estatísticos da acção da Cáritas Diocesana,

referentes ao ano anterior exortando os presentes a, nesta semana, que se empenharem o melhor possível nos peditórios de rua que irão decorrer, bem como sobre a organização dos grupos que estarão espalhados pela Diocese. Seguidamente o Sr. Bispo manifestando a sua alegria pelo encontro e o seu apoio aos projectos de formação que haviam sido apresentados, exortou os presentes a um maior empenhamento na acção de ajuda aos que diariamente recorrem aos grupos paroquiais e à Cáritas, pedindo o auxílio de que necessitam. Finalmente o novo assistente, Pe Joaquim Baptista, orientou a oração de vésperas com que finalizou este momento. Houve ainda lugar para um agradável momento de convívio com um simples lanche nas instalações do Seminário.

Júlio Martins Leiria, 6 de Março de 2012

NOTA PASTORAL DO DIA CÁRITAS 2012 1. A caminhada da humanidade chama a atenção para a urgência de reflectirmos sobre algumas realidades a que nem sempre temos prestado os cuidados necessários. Habituámo-nos, por exemplo, à celebração de determinados dias durante o ano, e a rotina pode impedir que os tornemos num apelo para o compromisso. A Igreja, em Portugual, celebra todos os anos, no III Domingo da Quaresma, o Dia Cáritas como tempo de reflexão e de compromisso dos cristãos e das suas comunidades. Para tal é proposto um tema destinado a formar consciências e a motivar para as exigências da caridade. Nestes tempos de perplexidade e de alteração do paradigma social dominante, somos convidados a reflectir e a concretizar essa reflexão em gestos de partilha, sob o lema: «edificar o bem comum: tarefa de todos e de cada um». A Quaresma torna-se deste modo um período onde procuramos reconhecer que «a disponibilidade para Deus abre à disponibilidade para os irmãos e para uma vida entendida como tarefa solidária e jubilosa» (Caritas in Veritate, 78). 2. Ninguém ignora que a referência permanente à liberdade individual e à consequente autonomia de vida têm obstruído o bem comum. Com isto adia-se a construção da «civilização do amor» como verdadeira orientação alternativa, capaz de responder às necessidades camufladas com o nome de «crise». Numa sociedade verdadeiramente evoluída, supõe-se que o Estado desempenha um papel fundamental na garantia de condições de vida condigna a todos os cidadãos. Contudo, esperar tudo do Estado é um engano irresponsável, dado que a solidariedade mais profunda radica em cada pessoa e em toda sociedade, nas suas múltiplas relações de corresponsabilidade, começando pelas relações de proximidade. 3. O Santo Padre Bento XVI afirma que «a solidariedade consiste primariamente em que todos se sintam responsáveis por todos» (Caritas in Veritate, 38). Como Igreja, teremos de adoptar o espírito do Bom Samaritano, que passa nas estradas da vida e reconhece a necessidade de intervenção, através de um «coração que vê» e que actua em conformidade. O crescente desemprego gera e agrava ambientes amargos nas famílias e na sociedade; o isolamento dos idosos conduz à solidão extrema na própria morte; e muitas famílias de todas as idades, particularmente as suas crianças, não conseguem prover às suas necessidades básicas. De tudo isto resultam graves situações de desencanto e de ruptura verdadeiramente alarmantes. Em tal encruzilhada, sem saída à vista, somos interpelados a optar por um caminho diferente do passado, optando claramente pelo bem comum, sem perdermos de vista o destino universal dos bens do mundo.

4. Trata-se, por outras palavras, da opção pelo amor. «Amar alguém é querer o seu bem e trabalhar eficazmente por ele. Ao lado de um bem individual existe um bem ligado à vida social das pessoas: o bem comum. É o bem daquele «nós todos» , formado por indivíduos, famílias e grupos intermédios que se unem na comunidade social» (CV 7). Neste Dia Cáritas, propõe-se, a todos os cristãos, uma forte consciência social e a intensificação das actividades solidárias. Recomendam-se, com alta prioridade, três linhas de acção às quais, infelizmente, não tem sido prestada a devida atenção: a primeira, respeita à existência de grupos de acção social - grupos Cáritas, conferências vicentinas ou outros - em todas as paróquias; a segunda, ao tratamento estatístico dos casos sociais acompanhados; e a terceira, à intervenção junto dos poderes públicos, sempre que necessário, para a adopção de medidas adequadas. Nas paróquias onde não existem grupos de acção social, ou estes não integrem representantes de todas as suas zonas, não se garante a proximidade à semelhança do Bom Samaritano. Quando não se elaboram e não se difundem as estatísticas dos casos sociais acompanhados, verifica-se a respectiva ocultação pública e escasseiam as bases consistentes para a intervenção junto dos poderes públicos. Por outro lado, quando não se pratica esta intervenção, recusa-se uma actuação que, em muitos casos, é indispensável. Ao lado destas linhas de acção, as comunidades devem ser formadas para uma cultura de responsabilidade pelos outros. Ninguém é estranho na vida do cristão e muitos problemas deixariam de existir se as respostas acontecessem em termos de proximidade, talvez no silêncio da caridade verdadeira, e com pequenos gestos de que todos são capazes. 5. Todos somos responsáveis pela construção do bem comum. É uma tarefa a que ninguém se pode eximir. Cada um de nós deve dar o seu contributo como algo insubstituível, visando sempre um humanismo integral. Neste contexto, a Cáritas tem, diante de si, uma responsabilidade enorme de acção e animação para a resposta imediata, e de fundo, a problemas inadiáveis. Daí a necessidade do contributo, traduzido em partilha generosa, de todos os cristãos e dos cidadãos em geral; hoje e sempre. Que este ano de austeridade gere uma maior consciencialização pelo bem comum, com a vontade expressa de o edificar quotidianamente e em todos os lugares, por todos e por cada um! D. Jorge Ortiga, Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana


4 CULTURA

O Mensageiro 8.Março.2012

Livro “Imagens de Letras” e exposição “Al Dente” Teatro José Lúcio da Silva (Leiria) • ZÉ COLMEIA | Animação | de Eric Brevig | 11 de Março, 15h30. • GESTO | Documentário | de António Borges Correia | c/ António Coelho, Irina Pereira, Alexandra Lencastre e Adriano Luz | 14 de Março, 14h30 e 21h30. Teatro Miguel Franco (Leria) • POST MORTEN | Drama | de pablo Larraín | c/ Alfredo Castro, Antonia Zegeres | 12 de Março, 21h30, 13 de Março, 21h30 e 14 de Março, 18h30 e 21h30.

EXPOSIÇÕES

Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Reflexões em cidades alfa” - pintura de Maria D. Bernardes (~25/03) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •”Tokushima em Leiria” (12~31/03) m|i|mo -Museu da Imagem em Movimento - Leiria •”Paixão por maraona fotográfica” •”Zona Letal, Espaço Vital” - arte contemporânea (~14/04) •”Oficina do Olhar” - exposição permanente Edifício Paços do Concelho - Leiria •”As invasões francesas” - painés e vídeo (~31/03) Edifício Banco de Portugal - Leiria •”Do princípio ao fim” - joalharia contemporânea e pintura (~31/3) Moinho de Papel - Leiria •”Estórias Republicadas” (~31/03) Museu Escolar - Marrazes •”Máscaras de Carnaval” (~30/03) Casa-Museu João Soares - Cortes •”A República” (~30/04) Museu Joaquim Correia - Marinha Grande •”Retratos” (3ªs~6ªs) •”Mulher, cavalo e árvore” - desenho de Carlos Reys (3ª~sábados) Espaço Jovem - Porto de Mós •”Máscaras de Carnaval” (~23/03) Galeria Paços do Concelho - Tomar • Desenho de Manuel Baptista (~31/03)

MÚSICA | TEATRO | EVENTOS

Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”The cherry on my cake” música de Luísa Sobral (8/03, 21h30) •”A porta ao lado” - música de Miguel Gameiro (10/03, 21h30) •”É como dizo outro” - teatro (15/03, 21h30) Teatro Miguel Franco - Leiria •”Cantigas à lareira” - concerto para bebés (11/03, 10h30 e 11h45) •”Comida colorida, estória garantida” teatro (15/03, 10h00 e 14h30) Sala Jaime Salazar Sampaio - Leiria •”As peúgas” - teatro (10 e 17/03, 22h00) •”Dos pequenos gestos” - teatro (10/3, 16h00; 18 e 25/03, 11h00) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •”Eu visito a Biblioteca” - visita emomento lúdico (12, 19 e 26/03, 10h00) •”Pai, querido pai! Como é o teu?” - hora do conto (16, 21 e 30/3, 10h30) •”Contos e cantigas-contar e encantar” (31/03, 16h00) m|i|mo - Muse da Imagem em Movimento - Leiria •”Arte contemporânea” - oficina (10/03, 14h30~17h30) • Som, poesia e desenho - oficina (13 e 20/03, 10h00 e 15h00) • Teatro de sombras e oficinas criativas (3ªs~6ªs) Centro de Interpertação Ambiental - Leiria •“Pegada Ecológica” - jogos didácticos (8/03, 9h30~11h30) Moinho de Papel - Leiria •“Viagem à Fábrica do papel (3ªs~6ªs, 10h00 e 14h30) O Nariz - Leiria •”Trouxa” - teatro de fantoches (11/03, 16h00) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”Mariana e a missão Primavera” - hora do conto (2ªs~6ªs, 10h e 14h) •”Sabrina a feiticeira” - filme (14/03, 15h30) Casa-Museu João Soares - Cortes •”Viva a vida” (8, 15, 22 e 29/03, 15h00) • Tardes na Casa-Museu João Soares (14/03, 14h30~15h30) Biblioteca Municipal - Batalha •”O céu está a cair” - hora do cnto (10/03, 16h00~17h30)

Escrita, pintura e música de mãos dadas O restaurante Mandoline, no Telheiro, foi o espaço de uma verdadeira tarde cultural, no passado dia 3 de Março. Com a presença de cerca de três dezenas de pessoas, a sessão integrou a apresentação do livro “Imagens de Letras”, de Joaquim Santos, a inauguração da exposição de pintura “Al Dente”, de Mário Silva, e ainda a execução de peças de guitarra clássica por André Ferreira, um talentoso jovem músico leiriense. Sobre a nova obra literária do jornalista Joaquim Santos, o também jornalista e editor Carlos Fernandes referiu, na apresentação, “serem reflexões de um homem em estado de desencanto com o mundo e a sociedade em que vive, mas também de alguém que não perde a esperança e, com laivos de fé, aponta caminhos de partilha, de solidariedade, de fruição da natureza, de permanente recusa em submergir, em desistir de lutar por um mundo melhor”. Segundo o próprio autor, o livro “Imagens de Letras” recolhe “estados

LMF

CINEMAS

de espírito nestes últimos dois anos, abismos, contrariedades, esperas, fé e muito do quotidiano do ser humano”. Com um olhar crítico e, por vezes, algo céptico em relação às políticas que nos regem e aos homens que as aplicam, fala com dureza “da vida e do quotidiano”, mas também cede à poesia quase bucólica de outros olhares sobre a paisagem, “as pessoas e o sentimentos” que o rodeiam. Por isso, a obra só ganha sentido e se completa com as ilustrações do

mestre Mário Silva, “um amigo recente mas que ficará para a vida”, que servem de fio condutor e traço de união entre as páginas. Tal como nesta tarde se sentiu esse fluir de arte, entre as palavras lidas deste livro de Joaquim Santos, a música intervalada pela guitarra de André Ferreira e o cenário com a exposição dos quadros de Mário Silva. Como referiu o presidente do Município de Leiria, Raul Castro, que presidiu à sessão, “esta obra representa uma boa

simbiose entre duas artes; estão de parabéns o autor, por mais uma obra que nos oferece, e o pintor, um mestre internacional que Leiria se orgulha de receber”. Resta referir que a exposição “Al Dente” ficará durante seis semanas neste restaurante, até 15 de Abril, mostrando a contemporaneidade das obras de Mário Silva, na sua maioria de registo pictórico, incluindo uma mesa artística que surgiu como elemento surpresa para aquela tarde.

Agrupamento 737 organiza

Noite de Fados nos Marrazes Os escuteiros do Agrupamento 737, dos Marrazes, vão organizar uma noite de fados, no próximo dia 17 de Março, sábado. O espectáculo terá lugar no Salão do Sport Clube Leiria e Marrazes, com portas abertas às 19h30 e início às 20h30. Para esta noite foram convidados os artistas Ricardo Santos e Jorge Simões (Guitarra de Coimbra), João Desidério e Vasco Nogueira (Guitarra Clássica) e Nuno Gaspar (voz) do grupo Para Sempre Coimbra. O evento tem como objectivo a angariação de fundos para que o agrupamento possa participar

no Roverway 2012, um objectivo que desejam cumprir de dois em dois anos. Esta é uma actividade escutista internacional, que reúne escuteiros de todo o mundo, tendo em vista o desenvolvimento ao nível da compreensão pessoal (organização e bem estar), dos outros e da sociedade (fazendo a diferença) e da natureza (ambientalismo). O grupo organizador pretende “proporcionar uma noite diferente aos visitantes”, pelo que o bilhete (10 euros por pessoa) incluirá um “comes e bebes” (sopa de caldo verde, grelhados na brasa e bebida).


CULTURA 5

O Mensageiro 8.Março.2012

Concurso aberto até 23 de Março

Agrupamento de Escolas de Marrazes

O Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, o Instituto dos Museus e da Conservação e a Direcção Geral de Educação, organizam mais uma edição do Concurso Escolar “A minha escola adopta um museu, um palácio, um monumento…”, de forma a estreitar as relações entre as instituições de educação e de cultura e a promover o desenvolvimento da educação patrimonial. Pretende-se, ao mesmo tempo, estimular o conhecimento da realidade museológica e patrimonial nacional, através do contacto das escolas com os museus da RPM e com os monumentos tutelados pelo IGESPAR e consequente sensibilização para a conservação, protecção e valorização do património cultural.

LMF

A minha escola adopta um monumento

O concurso, dirigido a alunos dos ensinos básico e secundário, organizados em grupos de cinco elementos, consiste na elaboração de trabalhos criativos a partir de testemunhos recolhidos nestes espaços e serão

posteriormente expostos. Serão aceites trabalhos originais no domínio da produção escrita, das artes visuais, das artes performativas, da fotografia, do vídeo e do multimédia. Os portefólios contendo

os trabalhos para apreciação deverão ser entregues nos museus, palácios ou monumentos com os quais se colaborou até ao dia 23 de Março de 2012. Os melhores de cada área, por categoria, seleccionados pelos serviços educativos dos museus, serão enviados para a apreciação de um júri nacional. Será atribuído um prémio ao grupo de alunos candidatos, ao professor responsável e à escola participante que, para cada uma das categorias apresentem as melhores propostas em cada uma das áreas de trabalho referidas. Os monumentos que irão participar nesta edição são o Convento de Cristo, Mosteiro da Batalha, Mosteiro de Alcobaça, Mosteiro dos Jerónimos, Panteão Nacional e a Torre de Belém.

na nossa estante

Cultura em dia aberto

No dia 10 de Março, entre as 10h00 e as 17h00, a sede do Agrupamento de Escola de Marrazes abrirá as portas à comunidade para uma multiplicidade de actividades culturais para fruir em família. As propostas são música, dança, artes plásticas, performances, hora do conto, actividades desportivas e um gigantesco pic-nic partilhado.

Espectáculo no José Lúcio da Silva

Eunice Muñoz elogia inteligência do público de Leiria Eunice Muñoz, actriz que comemora este ano 70 anos de carreira, classificou no dia 1 de Março o público de Leiria como “sensível e inteligente”, no final da peça de teatro “O cerco a Leningrado”, em que contracenou com Maria José Paschoal, no Teatro José Lúcio da Silva. “O público de Leiria é um grande público, que não se encontra muitas vezes. Eu e a minha colega comentámos isso quando fechou o pano”, afirmou Eunice Muñoz, perante uma plateia que aplaudiu de pé o desempenho das duas actrizes durante vários minutos. “Representamos com mais satisfação e alegria quando encontramos um público como o que temos à nossa frente. Um público sensível e inteligente”, acrescentou a actriz de 83 anos, visivelmente satisfeita. No final do espectáculo, o presidente da Autarquia de Leiria, Raul Castro, ofereceu a Eunice Muñoz um quadro do pintor de Leiria Artur Franco, com o Castelo de Leiria. “Além de agradecer as interpretações destas duas grandes actrizes, a Câmara Municipal de Leiria não quis deixar de homenagear esta grande senhora do teatro português pelos seus 70 anos de carreira”, afirmou o autarca.

Espectáculo da Filarmónica das Chãs

“Sim” – Sons/Imagem/Movimento

Via Crucis e Via Lucis Paulus O presente livro apresenta o tradicional caminho doloroso, associado ao caminho glorioso de Jesus Cristo, a fim de auxiliar os cristãos a acompanharem Cristo durante os momentos mais significativos da sua vida, antes e após a ressurreição. A grande originalidade desta obra é apresentar o conteúdo em duas línguas, português e oshiwambo. Fazer a Via-Sacra, acompanhar os passos do Senhor Crucificado, representa um percurso de alguém que procura o tesouro escondido desde as origens do mundo, mas que se encontra na presença de todos, embora nem todos tenham sido iluminados para compreendê-lo, reconhecê-lo e acolhê-lo na sua vida. Seguir os passos de Cristo na vida é a procura da maturidade cristã, da fortaleza junto da Cruz e da identificação com Aquele que por nós morreu e ressuscitou.

Para ler o Concílio Vaticano II Darlei Zanon, ssp Paulus O Concílio Vaticano II foi um acontecimento fundamental para a configuração da Igreja contemporânea, “um extraordinário evento eclesial, nascido do coração de Deus”, afirmou o Papa Bento XVI. Ao celebrarmos 50 anos da sua realização, é imprescindível que revitalizemos o seu conteúdo, em parte aplicado, mas em muito ainda por se concretizar. O presente livro propõe-se fazer uma visita guiada aos 16 documentos do Concílio, explorando as temáticas e questionamentos, as problemáticas e motivações, as exigências e inovações. Uma viagem rápida com o objectivo de mostrar a sua riqueza e actualidade, através das constituições, decretos e declarações. Pretende-se “acender uma pequena chama no interior de cada cristão que o conduza a aprofundar e valorizar sempre mais a beleza do Vaticano II, especialmente ao longo deste ano jubilar: o Ano da Fé”.

Santa Rita de Cássia – Diário Aligi Fiore Pisapia Paulus O presente livro retrata os últimos dias de vida de Santa Rita de Cássia, como se fosse a própria santa a escrever no seu diário de maneira muito poética e espiritual. É uma obra de ficção, mas destina-se a apresentar de forma devocional como teria sido a última semana de vida de Santa Rita, reflectindo sobre diversas questões a partir do quarto do convento onde vivia. Apresenta ainda diversas imagens da cidade, convento e região onde viveu esta santa. “Hoje, aos setenta e seis anos de idade, deitada na cama, volto atrás no tempo e regresso aos lugares que me eram familiares em Rocoporena, e passam pelos meus olhos as imagens da minha vida. Passeio ao de leve pelos caminhos desta vida, e creio que o itinerário principal que percorro conduz directamente até Vós. Tal como há quarenta anos bati repetidamente à porta deste mosteiro em Cássia, eu irei bater à Vossa porta”.

No dia 3 de Março realizou-se no Teatro José Lúcio da Silva um espectáculo interdisciplinar “Sim” – Sons/ Imagem/Movimento, que contou com as prestações de Escola de Dança Staccato, da Filarmónica das Chãs e da soprano Manuela Moniz. A Stacatto lembrou ao público sonhos e pesadelos, faces da mesma moeda, transportados alternadamente através da dança, ritmos suaves e convulsões. A mestria da Filarmónica das Chãs acompanhou projecções de imagens e a voz de Manuela Moniz, numa mistura de suavidade e frenesim, estórias da história que contada e recontada transparece em cada cena e em cada som. Um espectáculo que não mais se esquece...

Galeria de Arte Capitel

XIV Bienal de “Oportunidades a Jovens Principiantes” De 10 a 19 de Março estará patente na Galeria Capitel a XIV Bienal “Oportunidades a Jovens Principiantes”. A colectiva que reúne mais de uma dezena de pintores, proporciona uma oportunidade a estudantes do ensino secundário e que frequentam assiduamente as exposições promovidas pela Capitel, mostrando agora os seus valores artísticos. A sessão inaugural está prevista para o dia 10, pelas 17h00, com música ao piano por Victor Manuel Carreira. A mostra estará aberta ao público de segunda a sexta (10h00 às 13h00 e das 15h00 às 19h00) e ao sábado (10h00 às 13h00).


6 SOCIEDADE

O Mensageiro 8.Março.2012

Consultas realizam-se desde o dia 1 de Março O Hospital de Santo André (HSA), que integra o Centro Hospitalar Leiria-Pombal (CHLP), passou a realizar consultas de imunoalergologia desde o dia 1 de Março, no serviço de consulta externa deste hospital. As consultas desta nova especialidade no hospital, serão asseguradas pelo médico imunoalergologista Nuno Sousa, e complementam os cuidados de saúde primários prestados pelos centros de saúde da área de influência do CHLP, inseridos no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Pinhal Litoral I e II, recebendo os utentes encaminhados por estas unidades. As consultas de imunoalergologia irão acompanhar e tratar casos relacionados com todo o tipo de doenças alérgicas, em adultos e crianças, como a rinite a rinosinusite, a dispneia, urticária, o

a edição nº 123, de 7 de Fevereiro de 1917, O Mensageiro refere que as tropas portuguesas já se encontram em França. Iniciava aqui um novo ciclo do CEP que se integrava num conflito que viria a abalar a nação com as muitas baixas portuguesas, especialmente na batalha de La Lys. «Já se encontram em França, algumas das nossas tropas portuguezas destinadas à linha de batalha, tendo sido feita a travessia sem incidente algum. Por telegramas vindos do porto de desembarque, sabe-se terem sido muito victoriados os nossos soldados.»1. As edições seguintes de O Mensageiro traziam textos sobre o estado dos soldados portugueses, o pedido de apoio monetário para a missão dos capelães militares, a forma como se poderia escrever cartas aos militares. D. Manuel, Bispo da Diocese de Coimbra, a que Leiria ainda pertencia, também tem o seu espaço em O Mensageiro, com o incentivo aos párocos para que façam orações pelos soldados portugueses. «O Venerando Prelado de Coimbra ordena a todos os párocos que façam nas suas Igrejas preces publicas

angioedema (inchamento local severo da pele, particularmente em torno dos olhos, dos bordos do nariz, da laringe ou das mãos) e os eczemas, e queixas nasais recorrentes relacionadas com obstrução nasal, crises esternutatórias, rinorreia, erupções cutâneas, entre outras reacções alérgicas associadas a alimentos, venenos ou materiais. Entre os critérios de prioridade estabelecidos para o tratamento dos utentes com doenças alérgicas, estão os casos como asma grave não controlada; asma na gravidez; suspeita de anafilaxia peri-operatória em doente proposto para cirurgia; o internamento recente por patologia alérgica ou outras situações em que se verifiquem reacções graves como a anafilaxia e edema da glote. Nas consultas são realizados

testes de alergia e vigilância das respectivas reacções, para despiste e detecção de possíveis doenças alérgicas. Os testes serão assegurados por uma equipa liderada por Nuno Sousa, que fará a supervisão dos enfermeiros que foram treinados e se encontram devidamente familiarizados com as diversas reacções alérgicas que possam eventualmente ocorrer com os pacientes. A actividade da imunoalergologia concentra-se essencialmente no ambulatório, como forma de acompanhamento e tratamento dos doentes não internados. No entanto, será dado um apoio regular aos vários serviços do hospital no âmbito do aconselhamento e intervenção em situações de carácter de urgência relacionadas com casos de alergia. Helder Roque, presidente do

DR

Hospital de Santo André inicia consultas de Imunoalergologia

Conselho de Administração do CHLP, afirma que «a abertura desta consulta é essencial para que consigamos prosseguir os nossos objectivos na prestação dos cuidados de saúde aos nossos utentes, de forma a que não tenham de que se deslocar a outras regiões», acrescentando que

N

José Lacerda partiu para a guerra mas levou a sua maior motivação: restaurar a Diocese

pela victoria das armas portuguezas»2. Em 18 de Abril de 1917, na sua edição nº 133, O Mensageiro abria o véu da possível confirmação de vitória da sua luta inicial. A restauração da Diocese de Leiria era notícia no jornal O Primeiro de Janeiro, de 7 de Abril daquele ano. O jornal referiu-se à criação de mais três novas dioceses no País: Vila Real, Aveiro e Leiria. «Dá-se como certa, para breve, a creação de duas ou trez novas dioceses ecclesiasticas no nosso país, sendo uma em Villa Real, outra em Aveiro e talvez a terceira em Leiria»3. Hernâni Cidade, professor, ensaísta, critico literário, escritor e historiador, que tinha estado na cidade durante dois anos como docente no Liceu de Leiria, desde 9 de Novembro de 1914,

escolheu as páginas de O Mensageiro para se despedir dos muitos amigos que aqui deixou, na sua partida para a Guerra da Flandres. «Hernâni Cidade, ao partir para França em cumprimento dos seus deveres militares, despede-se por esta forma, dada a impossibilidade de o fazer pessoalmente, de todos os seus amigos desta cidade. Fá-lo com saudade comovida e com estima e gostosa simpatia. Dois anos de vida em Leiria para sempre lhe prenderam à linda cidade recordações que são das mais belas de que a alma se lhe nutre. (…) Lisboa, véspera de partida, 14-4917»4. Na edição nº 134 de 25 de Abril de 1917, O Mensageiro mostra-se disponível através do seu director José Lacerda, para cumprir o serviço de entrega de recor-

dações aos soldados portugueses em França, através dos capelães militares em serviço, com comunicado publicado na primeira página. Na mesma edição mas na página 3, o triste relato do afundamento de onze navios portugueses em França. «O director d’O Mensageiro encarrega-se de fazer chegar às mãos dos nossos soldados de infantaria 7, em França, todas as recordações com que os leitores deste jornal ou as pessoas de família e amizade desejem brindar aqueles soldados. Para isso basta que essas recordações como terços, medalhas, imagens, tabaco, agasalhos, etc lhe sejam enviadas até ao próximo domingo, 29, sem falta. Essas recordações são entregues em França, por intermédio dos capelães militares e devem ser entregues na

«agora este tipo de cuidados pode ser realizado no nosso hospital, uma vez que conseguimos contratar um especialista nesta área, até agora a trabalhar nos HUC». O responsável explica ainda que «muitos dos sintomas e reacções associadas às doenças alérgicas são muito frequentes em adultos e crianças, e como tal faz todo o sentido a criação desta consulta que vem colmatar a lacuna que existia no acompanhamento e tratamento deste tipo de doenças». «É assim, de forma paulatina mas firme, que o nosso hospital vai prosseguindo o seu caminho de consolidação de cuidados de saúde de referência na nossa região, tornando-se uma instituição mais abrangente, mais acessível, e mais humana», salienta Helder Roque.

Ourivesaria Zúquete ou no establecimento do Sr. Franciso d’Almeida Teixeira, aos balcões»5. A edição nº 135 de O Mensageiro de 2 de Maio de 1917 é considerada histórica para Leiria. O seu director, que tanto batalhou para que os capelães militares fossem uma realidade no conflito, também ele encabeça a lista dos que partem para a Grande Guerra. A notícia vem na primeira página, no plano central. «Parte hoje para os campos de batalha, em França, a fim de fazer uso do seu mister aos soldados portuguezes, o nosso querido director. A sua partida, se não deu abalo aos numerosos amigos, foi devido a já se esperar a saída mais dia, menos dia. O nosso director disse até a ultima hora que não sabia quando partia, mas dizia-o simplesmente para não dar aos seus amigos um choque inesperado»6. «Portugal na Guerra», in O Mensageiro, nº 123, de 7 de Fevereiro de 1917, p.3. 2 «Preces publicas pela victoria das armas portuguezas», in O Mensageiro, nº 128, de 14 de Fevereiro de 1917, p.1. 1

REFLEXÕES SOBRE O SÉCULO XX - 15

Joaquim Santos Jornalista

Partir para o conflito e levar na bagagem o desejo da restauração da Diocese de Leiria 3 («Transcrição de O Primeiro de Janeiro; Novas Dioceses?», in O Mensageiro, nº 133, de 18 de Abril de 1917, p.1. 4 Hernâni Cidade; «Despedida», in O Mensageiro, nº 133, de 18 de Abril de 1917, p.3. 5 «Para os Soldados», in O Mensageiro, nº 134, de 25 de Abril de 1917, p.1. 6 «Pe. José Ferreira de Lacerda», in O Mensageiro, nº 135, de 2 de Maio de 1917, p.1.


SOCIEDADE 7

O Mensageiro 8.Março.2012

Câmara de Leiria convidada a apresentar projecto

Projecto-piloto em Ourém

“Tempo para ensinar… tempo para aprender!

Eco Cidade na Coreia do Sul A Câmara Municipal de Leiria foi convidada pelo Comité Científico do XII Congresso Internacional das Cidades Educadoras a apresentar o projecto Eco Cidade em Changwon, Coreia do Sul, em Abril. “Submetemos o nosso projecto à Associação Internacional das Cidades Educadoras, sedeada em Barcelona, que o validou cientificamente, para ser apresentado”, explica António Martinho, Vereador responsável pelo pelouro da Mobilidade.

O Município de Leiria não estará, contudo, presente no congresso, devido aos elevados encargos financeiros associados à viagem e à estadia. No entanto, enviará um vídeo sobre Leiria e sobre o projecto Eco Cidade, em resposta ao solicitado pela organização do evento, que decorrerá entre os dias 24 e 29 de Abril. Participarão no XII Congresso Internacional das Cidades Educadores cerca de 40 países de todo o mundo. Leiria foi uma das

13 cidades portuguesas que apresentou candidatura. O convite surgiu na sequência da participação da Câmara Municipal de Leiria na oficina de trabalho/conferência na Universidade Lusófona, em Lisboa, no IV Congresso das Cidades Educadoras, que decorreu entre os dias 5 e 7 de maio de 2011. No âmbito do projecto Eco Cidade, até 2013, serão elaborados os planos de promoção da acessibilidade e será definida a rede de percursos pedonais

acessíveis, através da correcção da má organização do mobiliário urbano, de elementos que impedem a continuidade pedonal e da deficiente qualidade e conforto dos pavimentos. Será ainda disciplinado o estacionamento, tendo em conta as necessidades dos moradores; e serão alterados os fluxos internos de circulação, de forma a descongestionar o centro da cidade. Estão ainda em construção três km de ciclovias, que irão ficar ligadas aos 25 km já existentes.

Aprendizagem da língua chinesa como mais-valia e oportunidade

Sete crianças e onze professores iniciaram na semana passada o projecto-piloto “Tempo para ensinar… Tempo para aprender”, uma iniciativa do Município, da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Ourém e do Agrupamento de Escolas Conde de Ourém. Este projecto tem como objectivo favorecer o sucesso escolar na aquisição de competências na área do português e da matemática, em crianças do 1º ciclo, que revelam dificuldades de aprendizagem e cujas famílias não possuem recursos para colmatar estas desvantagens. Na sessão de apresentação estiveram presentes as 11 crianças que integrarão o projecto e os professores voluntários. José Manuel Alho, vice-presidente da Câmara Municipal de Ourém, agradeceu a participação e o empenho dos professores voluntários, destacando a iniciativa como um factor fundamental para o “alcance da excelência social”, um dos principais objectivos do actual executivo.

IPL forma diplomados em Mandarim

Acção ambiental

O Instituto Politécnico de Leiria (IP Leiria) vai proporcionar formação em Mandarim para os diplomados da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG), nas áreas das engenharias, tecnologias e gestão. Trata-se de uma iniciativa conjunta de duas escolas do Politécnico de Leiria, da ESTG e da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS), onde já é ministrada a licenciatura de Tradução e Interpretação Português-Chinês e Chinês-Português e outras iniciativas ligadas a esta língua. Como explica Luís Barbeiro, director da ESECS, «a aprendizagem da língua chinesa, uma das línguas mais faladas na actualidade, representa uma maisvalia e uma oportunidade, enquanto instrumento de trabalho para um número cada vez mais elevado de profissionais e de empresas nacionais nomeadamente do sector energético». «Será, seguramente, uma vantagem competitiva no mercado de trabalho actual, no que diz respeito ao desenvolvimento de competências de comunicação, dando resposta ao desenvolvimento crescente das relações económicas entre a Europa, designadamente Portugal, e a China», salienta.

O projecto “Limpar Portugal” é um movimento cívico que pretende limpar todo o lixo depositado ilegalmente em Portugal. Esta acção vai decorrer no dia 23 em Marrazes (ZICOFA), com a participação da turma de Jardinagem do Centro de Formação Profissional de Leiria do I.E.F.P Leiria entre as 10h30 e as 16h30 e no dia a 24 de Março de 2012 em todo o nosso concelho entre as 8h00 e as 13h00.

Já Luís Távora, director da ESTG, explica que «a iniciativa surge enquadrada na estratégia desta escola superior, onde se procura que a oferta formativa esteja alinhada com as necessidades das entidades empregadoras, em particular nas áreas económica e das engenharias e tecnologias, face à sua elevada selectividade e grande dinamismo». «Com esta orientação e postura tem sido possível assegurar uma adequada integração dos nossos diplomados no mercado de trabalho, com elevadas taxas de empregabilidade», salienta. A ESTG conta actualmente com sete licenciaturas na área das Engenharias, nomeadamente Engenharia Eletrotécnica, Engenharia Civil, Engenharia Automóvel, Engenharia Mecânica, Engenharia da Energia e do Ambiente, Engenharia de Redes e Serviços de Comunicação e Engenharia Informática; bem como três licenciaturas nas áreas das Tecnologias da Saúde: Biomecânica, Informática para a Saúde e Tecnologia dos Equipamentos de Saúde. Tem também sete mestrados de Engenharia em funcionamento, nas áreas da Energia e Ambiente, Automóvel, Civil – Construções Civis, Conceção e Desenvolvimento de Produto, Electrotécnica,

Informática – Computação Móvel e Mecânica – Produção Industrial. Nas áreas da Gestão, Economia, Contabilidade e Marketing, a ESTG disponibiliza, entre cursos licenciatura e de mestrado, um total de oito formações. No que respeita à Licenciatura em Tradução e Interpretação PortuguêsChinês e Chinês-Português, o director da ESECS refere que este curso tem «características únicas a nível nacional, possibilitando, em regime de reciprocidade, o intercâmbio de estudantes portugueses e chineses, possibilitado pela cooperação entre as três instituições: o IPL, o Instituto Politécnico de Macau e a Beijing Languages and Cultures University». Paralelamente, têm sido desenvolvidas na ESECS iniciativas que, não obstante terem sobretudo a participação da população do concelho de Leiria, e responderem a necessidades do tecido empresarial da região, têm vindo a projectar o curso para uma dimensão que ultrapassa o âmbito regional. São disso exemplo o curso livre de Mandarim (destinado ao público em geral e que já vai no seu segundo ano de funcionamento), o ciclo de oficinas de trabalho “Diálogos com a Cultura

Chinesa” (que este ano já vai na sua terceira edição), o ciclo de Cinema Chinês (que terá lugar a partir de 14 de Março no Centro de Língua e Cultura Chinesas, da ESECS), o curso livre de Tai-chi e a realização no próximo mês de Junho da Conferência Internacional “Pontes Europa-China”. O curso de Mandarim para os diplomados de engenharia, tecnologia e gestão da ESTG deverá ter início em Março, em data a divulgar oportunamente. O formador será o professor Yu Xiang, docente do Instituto Politécnico de Macau, actualmente a exercer funções docentes na ESECS. O professor Yu Xiang é doutorado em Linguística pela Universidade de Aveiro (com a dissertação intitulada “Contributo para a análise dos advérbios em Português e em Chinês”. Participou como orador em vários congressos internacionais e possui vasta obra publicada. «Trata-se de um profissional com longa experiência no ensino do Mandarim e com experiência em instituições tão diversas como a Universidade de Aveiro, a Universidade de Macau e o Instituto Politécnico de Macau, entre outras», refere Luís Barbeiro.

Projecto “Limpar Portugal”

Conferência na Batalha

“A sexualidade na adolescência” A Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas da Batalha vai realizar, no próximo dia 9 de Março, pelas 21h00, no auditório municipal da Batalha, um colóquio subordinado ao tema “Um Problema de Expressão… a sexualidade na adolescência”. O evento contará com a presença da conceituada sexóloga Marta Crawford e ainda com os psicólogos Ana Paula Pimentel e Jaime Grácio. Embora destinada a pais, encarregados de educação, professores e profissionais da área da adolescência, a sessão é aberta a todos os interessados.


8 ECLESIAL

BREVES Em Fátima

CVS em preparação para a Páscoa No próximo dia 11 de Março o Centro Voluntários do Sofrimento (CVS), movimento da Igreja constituído na maioria por pessoas doentes, realiza um encontro de preparação da Páscoa. O evento terá lugar no Centro de Espiritualidade Francisco e Jacinta Marto em Fátima na estrada que vai para Torres Novas, com inicio às 10h00 até às 17h00. A organização disponibiliza-se para fornecer outras informações através do contacto: 249521777 Fátima Carreira, Centro Voluntários do Sofrimento

Santuário de Fátima

“I Caminhada

& Corrida da Paz” Por motivo da realização da “I Caminhada & Corrida da Paz”, uma organização do Grupo de Atletismo de Fátima que também passa pelo Santuário de Fátima, a Sala de Imprensa do Santuário estará aberta na manhã de 11 de Março (9h00 – 13h00), para acreditação dos profissionais da comunicação que pretendam acompanhar no Santuário as actividades deste evento. Recorde-se que, segundo anuncia a organização, “o objectivo desta iniciativa é, para além de estimular a prática desportiva, aproximar atletas e instituições à comunidade, potenciando a entreajuda e a solidariedade, ao criar um momento de atitude positiva, promovendo o espírito de paz”.

Cruz da Areia

Noite de Fados No próximo sábado, dia 10 de Março, a comissão organizadora dos festejos em honra da Rainha Santa, na Cruz da Areia, promove uma noite de fados, com vista à angariação de fundos. O programa inicia às 21h00 e conta com a presença dos fadistas Castela Parreira, Silvina Pereira, João Parreira, acompanhados por Sílvio Girão (guitarra) e José Manuel Rodrigues (viola). Durante a actuação será servida uma refeição ligeira, composta de grelhados mistos, e um caldo verde. A participação está aberta a todos os interessados e tem um preço de 10 euros. Os interessados podem inscrever-se contactando o número 965259691.

Paróquia das Cortes

Procissão dos Passos No dia 18 de Março, 4º domingo da Quaresma, a paróquia das Cortes vai reviver os momentos cruciais da vida de Jesus, com a tradicional Procissão dos Passos. Tradicionalmente esta procissão recorda os acontecimentos da Via Sacra para se deter no momento do encontro de Jesus com sua mãe (sermão do encontro). Como forma de vivenciar melhor o tempo da Quaresma, esta forma da tradição torna-se cada vez mais actual pela capacidade que tem de tornar mais próximos os sentimentos experimentados. O cortejo sai da igreja às 14h30 e percorre a rua principal da localidade, acompanhado pela filarmónica local. No regresso à igreja (17h30) será celebrada a Eucaristia.

O Mensageiro 8.Março.2012

Família há oito Séculos

Perfume secular Entre a multidão feminina dos eleitos do Senhor, figuras há, porém, que se agigantam e alcançam estatura semelhante à dos vultos mais notáveis da multidão masculina. Uma dela é Santa Clara de Assis. A discípula dilecta de Francisco cuja perfeita santidade perfuma toda a Idade Média é uma dessas criaturas impressionantes cujos mínimos pormenores exprimem a mais requintada espiritualidade (Hugo Rocha). Recuando no tempo, constatamos que Santa Clara de Assis ao viver quarenta anos no silêncio do claustro foi esse perfume suave que discretamente perfumou não só toda a Idade Média mas continua a perfumar toda a humanidade com o odor da sua santidade e pureza. É como a violeta: quanto mais triturada mais perfume exala. Quanto mais Clara alquebrava o vaso de alabastro do seu corpo em recôndita solidão mais o odor da sua santidade perfumava a Igreja (Papa Alexandre IV, 1255). Em 1253, Clara despede-se desta vida terrena e parte para o Céu. Em muitos países da Europa, e também do Médio Oriente, já se erguiam numerosas “fortalezas” espirituais que são os Mosteiros das Irmãs de Santa Clara. Também a terra lusa, o doce berço do ilustre e douto S. António de Lisboa ansiava por acolher tão insigne estirpe das Senhoras Pobres de S. Damião. Portugal nasceu sob a égide da Cruz, nele refulgia o estandarte da Fé. Desde o seu amanhecer, surgiu a vida monástica com a fundação em 1253 dos reais Mosteiros de Santa Maria de Alcobaça, cisterciense, Santa Cruz de Coimbra e S. Vicente, de Lisboa, dos Cónegos Regrantes de S. Agostinho, que se transformaram em autênticos centros de civilização e de cultura, de normas morais e regras disciplinares, verdadeiras escolas de santidade. Também santa Clara junto de Deus, com benevolência e grado abriu o coração, estendeu os braços e derra-

mou o seu perfume sobre a Terra de Santa Maria. Eram passados apenas cinco anos após a sua morte, quando a “princesa dos pobres” começou a brilhar em Portugal na vetusta e real cidade de Lamego, onde um século antes teria sido feita a aclamação de D. Afonso Henriques como Rei de Portugal. A respeito do Mosteiro de Lamego, Frei Manuel da Esperança escreve: Começou o mosteiro por algumas senhoras de vida exemplar, as quais aspirando a uma vida mais perfeita se uniram entre si e propuseram viver na Ordem de Santa Clara. Mas no ano seguinte em consequência de falta de condições e de espaço a Comunidade foi transferida para Santarém, residência habitual da corte, onde o Rei D. Afonso III mandou construir um mosteiro de raiz. Este mosteiro da Ordem de Santa Clara veio a tornar-se um dos mais sumptuosos e magnificentes do Reino. Nele havia capacidade para viverem oitenta religiosas. Em fraterno e poético diálogo com Santa Clara, Frei José Ruiz perguntava: Que trono da Europa houve tão obscuro, donde não saíssem para vos seguir alguma princesa ou rainha? Na verdade, esse fogo divino, essa chama viva da pobreza evangélica que Clara acendeu em Assis, também se ateou na família real da terra lusa. São contágios que nada nem ninguém pode impedir que se propaguem. São anelos divinos pejados de eternidade que dão secreto brilho ao olhar de quem se deixa apaixonar por Cristo. Tendo el-rei D. Afonso mandado erguer o mosteiro de Santarém, logo a sorte caiu na sua grei. D. Leonor, sua filha, excelsa princesa do reino, deixouse seduzir pela Altíssima Pobreza e ideal Clara que as santas monjas irradiavam. Renunciando ao bem-estar e pompas da corte e a todo o luxo e riqueza palacianos, vestiu o hábito das Senhoras Pobres de Santa Clara. Renunciando livre e cons-

cientemente a possíveis enlaces com príncipes e reis deste mundo, D. Leonor ascende a uma extirpe mais nobre desposando o próprio Filho de Deus, realeza que nem o presente nem o futuro nem a morte lhe podem roubar. Pobre

por amor neste mundo, permanece princesa no Reino dos Céus por toda a eternidade. Santa Clara de Assis deixou-se conduzir pelo Espírito Santo, revestindose interiormente de Cristo. Por isso, o fascínio da sua vida evangélica atraiu para o Senhor pobre e crucificado uma inumerável descendência de virgens que ainda hoje continuam a ser para o mundo “perfume secular, essência rara”. Em 1953 cantava o poeta: “Clara! Rosal que deu rosas de todas as cores (…) Todo o claustro é um jardim de tons rosados liliáceos. E o roseiral não tem fim, invade o campo e os palácios. No céu, na terra não pára. Percorre o tempo sem fundo. E o jardim de Santa Clara ainda hoje perfuma o mundo (A. Cortez Pinto). Irmãs Clarissas de Monte Real

Visita Pastoral - 14 a 18 de Março

Pataias 14 de Março (quarta-feira) 18h00 – Acolhimento, no adro da igreja, em Pataias 19h00 – Missa, na igreja de Pisões 20h00 – Jantar partilhado 21h30 – Encontro para dirigentes das associações e autarcas 15 de Março (quinta-feira) 15h00 – Visita ao Centro Paroquial de Assistência 16h30 – Visita à comunidade e oração do Rosário, em Paredes de Vitória 18h00 – Visita à comunidade e breve oração, em Mélvoa 19h00– Missa, na igreja da Martingança 20h00 – Jantar partilhado 21h30 – Assembleia paroquial em Pataias (membros dos Conselhos e das Comissões, catequistas, ministros extraordinários da comunhão, zeladores do Apostolado da oração, membros dos Movimentos e responsáveis dos Serviços paroquiais..) 16 de Março (sexta-feira) 17h30 – Encontro com doentes e idosos/Celebração da Unção dos doentes, em Pataias 19h00– Missa, na igreja da Moita 20h00 – Jantar partilhado 21h30 – Encontro com os crismandos e outros jovens, em Pataias 17 de Março (sábado) 16h00 – Encontro com os adolescentes (7º ao 9º ano), em Pataias 17h30 – Encontro com as crianças (1º ao 6º ano), em Pataias 19h00 – Missa vespertina, na igreja da Burinhosa 20h00 – Jantar partilhado 21h30 – Encontro com casais, no Quartel dos Bombeiros 18 de Março (domingo) 11h30 – Missa/celebração com crisma, na igreja de Pataias 13h00 – Almoço/convívio, no adro da igreja


DIOCESE 9

O Mensageiro 8.Março.2012

Colégio de S. Miguel prmove reflexão

Para uma pastoral Integrada com Família e Paróquia respectivos colaboradores que têm jovens das suas paróquias como alunos do colégio de S. Miguel ou noutra escola católica. Na mencionada carta pastoral, D. António Marto escreve: “Estamos a viver uma situação de emergência educativa. Damo-nos conta de que o mundo de amanhã depende da educação de hoje e esta não pode reduzir-se a mera transmissão de conhecimentos e de competências. A escola é chamada a ser um laboratório de cultura, de humanidade, de sabedoria, de humanismo integral, de cidadania e dos valores e virtudes que a sustentam. É um desafio ao testemunho

dos docentes cristãos e das escolas católicas e à sua ousadia em tomar iniciativas neste sentido”. O encontro mencionado contribui certamente para a reflexão comum de diferentes intervenientes no processo educativo e visa envolver numa mais estreita colaboração a família, a escola e a paróquia, em ordem a que o objectivo educativo seja alcançado quer para a realização pessoal dos jovens quer para a sua integração na sociedade e na Igreja e a colaboração no bem comum. Padre Jorge Guarda Vigário Geral de Leiria-Fátima DR

Conforme anunciado na carta pastoral do Senhor Bispo, “Testemunhas de Cristo no mundo”, a propósito do diálogo entre fé e cultura (n. 3.7), o Colégio de São Miguel, promove na sua sede em Fátima, no próximo dia 10 de Março, sábado, um encontro sob o tema “Por um projecto de pastoral integrada: Família, Escola e Paróquia”. Terá início às 9h30 e prolonga-se até às 12h30. Destina-se a todos aqueles que, no âmbito da pastoral familiar, do ensino, ou do empenho na paróquia, se interessem em aprofundar o tema abordado. Incentivo a participação, na medida do possível, dos párocos e

O Mensageiro e Fátima Missionária integram novos corpos sociais da AIC

“Sabemos que o associativismo está em crise, mas não temos nada que contribuir para esse ‘peditório’”. As palavras são do presidente da assembleia-geral da AIC – Associação de Imprensa de Inspiração Cristã, cónego João Aguiar Campos, na conclusão do acto eleitoral que reconduziu o padre António Salvador dos Santos, como presidente da direcção. A Casa de Nossa Senhora das Dores, em Fátima, acabou por ficar intimamente ligada a um momento custoso de concretizar, mas simultaneamente revelador do espírito de missão que norteiam a associação. “Uma vida” dedicada à AIC, 18 anos como presidente da direcção. Por motivos de saúde, o padre Salvador dos Santos já tinha anunciado o seu afastamento. Semanas antes da assembleia-geral – realizada a 2 de Março – soubemos da novidade pela voz do próprio. Invadia-lhe a mágoa, como que a de um pai que se vê forçado a abandonar o filho. Afinal de contas, viu nascer a associação, integrando a respectiva comissão instaladora, constituída em 1993. Na

Fotos: João Filipe Matias/Arquivo

Imprensa: “Vai dizer aos meus irmãos…”

Cón. João Aguiar Campos (à esq.) e Pe Salvador dos Santos (à dir.) impossibilidade do órgão e pessoa propostos o substituírem no cargo, bem como a ausência de novas listas candidatas aos corpos sociais para o triénio 2012-2014, levaram a que assumisse mais um mandato. As dores do espírito, traduzidas numa perspectiva de desnorte da AIC, parece terem sido superiores à do corpo, levando-o a adiar “o tempo para mim”, que reclamava. “Se não dizemos é porque não acreditamos” Na conclusão da assembleiageral da AIC, o também director do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, cónego João Aguiar Campos, sublinhou que “o nosso [imprensa de

inspiração cristã] principal desafio é sobretudo editorial”. Sublinhado que entendeu fazer, num encontro em que foi abordada mais uma vez a questão digital e os novos públicos. Tratou-se como que de um “grito”, recordando que nem só no papel lê o Homem, mas também nas plataformas digitais. Porém, essa realidade dos novos tempos não deverá ofuscar aquilo que, no seu entender, é a matriz deste tipo de publicações: “Vai dizer aos meus irmãos… Se não dizemos é porque não acreditamos”. E concluiu com a questão: “o que é exigível a esta identidade [cristã]?” O encontro dos membros da AIC iniciou-se com a

apresentação de uma proposta de formação relacionada com as novas linguagens e plataformas no jornalismo de proximidade, feita por Alexandre Gamela. Mestre em jornalismo online pela Universidade de Birmingham (Inglaterra), o consultor recordou que “mesmo estando fora do país, podia ter acesso à informação através do meu jornal local online da cidade onde vivo [Figueira da Foz]”. Em declarações à Rádio Renascença, sublinhou ainda que se estivesse dependente dos jornais nacionais “provavelmente não o conseguiria fazer”. Um exemplo, pessoal, que se pode estender às comunidades de emigrantes. A comunicação online torna-se assim fundamental também para este tipo de publicações, que têm como desafio acrescido – à semelhança da generalidade dos média – de encontrar um modelo de negócio. Alexandre Gamela deixa uma sugestão: “Tornarem-se em portais comerciais, ter uma secção só dedicada à procura de apartamentos, por exemplo. Mas de uma forma mais eficaz”. PJ

Corpos sociais 2012-14 Assembleia Geral Presidente – Cón. João Aguiar Campos (Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, Lisboa) Vice-Presidente – Pe Manuel Correia Fernandes (Voz Portucalense, diocese do Porto) Secretário – Pedro Conceição (Montemorense, Évora) Direcção Presidente – Pe António Salvador dos Santos (A Defesa, Évora) Vice-Presidente – Pe Elísio Assunção (Fátima Missionária, Leiria-Fátima) Secretário – Fernando Silva (Badaladas, Lisboa) Tesoureiro – Maria da Conceição Gomes Vieira (Jornal da Família, Lisboa) Vogal – Paulo Rocha (Agência Ecclesia, Lisboa) Conselho Fiscal Presidente – Cón. Fernando Monteiro (Diário do Minho, Braga) Vice-Presidente – Vítor Serra (Reconquista, Portalegre-Castelo Branco) Vogal – Pedro Jerónimo (O Mensageiro, Leiria-Fátima)


10 ECLESIAL

O Mensageiro 8.Março.2012

(11/03/2012)

Antífona de Entrada: Salmo 24, 15-16 Leitura I: Ex 20, 1-17 Salmo Responsorial: Salmo 18 (19), 8.9.10.11 (R. Jo 6, 68 c); Refrão: Senhor, Vós tendes palavras de vida eterna. Repete-se Leitura II: 1 Cor 1, 22-25 Aclamação ao Evangelho: Jo 3, 16; Refrão: Louvor a Vós, Jesus Cristo, Rei da eterna glória. Repete-se; Deus amou tanto o mundo que lhe deu o seu Filho Unigénito; quem acredita n’Ele tem a vida eterna. Refrão Evangelho: Jo 2, 13-25 Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. Encontrou no templo os vendedores de bois, de ovelhas e de pombas e os cambistas sentados às bancas. Fez então um chicote de cordas e expulsouos a todos do templo, com as ovelhas e os bois; deitou por terra o dinheiro dos cambistas e derrubou-lhes as mesas; e disse aos que vendiam pombas: «Tirai tudo isto daqui; não façais da casa de meu Pai casa de comércio». Os discípulos recordaram-se do que estava escrito: «Devora-me o zelo pela tua casa». Então os judeus tomaram a palavra e perguntaram-Lhe: «Que sinal nos dás de que podes proceder deste modo?». Jesus respondeulhes: «Destruí este templo e em três dias o levantarei». Disseram os judeus: «Foram precisos quarenta e seis anos para se construir este templo e Tu vais levantá-lo em três dias?». Jesus, porém, falava do templo do seu corpo. Por isso, quando Ele ressuscitou dos mortos, os discípulos lembraram-se do que tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra de Jesus. Enquanto Jesus permaneceu em Jerusalém pela festa da Páscoa, muitos, ao verem os milagres que fazia, acreditaram no seu nome. Mas Jesus não se fiava deles, porque os conhecia a todos e não precisava de que Lhe dessem informações sobre ninguém: Ele bem sabia o que há no homem. Palavra da salvação.

O problema da água no Gungo! Numas das últimas consultas que fizemos no Gungo apercebemo-nos que um dos bairros da nossa Missão, o Aweku, está com muitas crianças infectadas com bilharziose devido à elevada poluição da água. Levámos essa preocupação ao Departamento Provincial de Saúde Pública, no Sumbe para podermos analisar com mais pormenor este problema. Assim, esta terça-feira subi com dois técnicos para irmos junto de todas as pessoas que apresentavam sinais de contaminação para fazermos as análises. Neste mesmo dia, contámos com a colaboração do professor, dos pais das crianças e dos sobas daquele bairro para tentarmos arranjar alguma solução para este problema. Fomos visitar o local onde retiram a água de beber... e como podem

AO SABOR DA PALAVRA

Cânticos | IV Domingo da Quaresma

(18/03/2012)

INÍCIO: Deus vive na sua morada santa - Lau 289 O Senhor santificou - Lau 610 SALMO RESPONSORIAL: Se eu de Ti me não lembrar - Lau 741 APRESENTAÇÃO DOS DONS: Deus amou de tal modo o mundo - Lau 274 O Templo de Deus é santo - Lau 617 COMUNHÃO: Eu vim para que tenham vida - Lau 382 Senhor, eu creio que sois Cristo - Lau 759 PÓS-COMUNHÃO: Senhor, Tu és a luz - Lau 779 Glória a Ti Jesus Cristo - Lau 411 FINAL: Irmãos convertei - Lau 441 Dá-nos um coração - Lau 259

leia, assine, divulgue, anuncie! O MENSAGEIRO

Pe. Francisco Pereira pe.francisco@mac.com

3º Domingo da Quaresma 11 de Março de 2012

Oferta e procura

O homem não pode viver exactamente na mesma ao longo do tempo, não é um ser imutável, mas dinâmico. Foi esse dinamismo que deu início ao comércio, quando as pessoas começaram a desejar aquilo que não tinham. Por outro lado também havia gente que tinha mais do que aquilo que inicialmente precisava. Então, como diz o povo, juntou-se a fome à vontade de comer. E começou o comércio. A partir daí

DR

Leituras | III Domingo da Quaresma

ver pela fotografia é impressionante. Como um dos pais me disse, “somos resistentes como bois”... e só mesmo com essa resistência e com a Graça de Deus é que estas pessoas ainda vão sobrevivendo. Levámos para o Gungo um pequeno laboratório móvel para fazer as análises e foi possível comprovar que o problema da bilharziose

está instalado nesta área. Junto dos responsáveis tentámos também pensar nalgumas soluções para obter água potável e, para já, vão cavar uma cacimba (poço) mais distante e assim que possível a campanha das manilhas também deslocará para ajudar esta comunidade. Entretanto também vamos conseguir medica-

mentos para administrar a todos aqueles que estiverem infectados. Como podem ver, esta também é uma das frentes do nosso trabalho, ajudar para que as pessoas tenham mais saúde e tentar colmatar estas falhas que tanto sacrificam este povo. Estamos Juntos. Mana Inegi

tudo o que existe é matéria de negociação e troca. Por isso é natural que a nossa relação com Deus passe também bastante por este aspecto: um dar e receber, uma troca de benefícios que satisfaça as duas vontades. Mas surge um problema: Deus não necessita de nada, pois é todo-poderoso, ele é a Totalidade, o Absoluto. O que é que nós lhe podemos dar em troca daquilo que ele nos dá? Então surge um tipo de relação que não assume um carácter comercial ou negocial: é a relação entre duas pessoas que se amam e que por isso não pretendem nada do outro, mas querem-lhe dar alguma coisa, gratuitamente. É isso que significa a Aliança. Mas como não estamos habituados a isso, desconfiamos: “quando a esmola é grande o pobre desconfia.” Temos de aprender a não desconfiar de Deus. Ele não precisa de nada nosso, mas quer dar-nos aquilo que tem: o Amor, a Graça. É nesta descoberta daquilo que Deus nos dá que também surge em nós a necessidade de corresponder

a essas dádivas de Deus. Então nasce em nós a vontade de O amar, de corresponder a esse amor. Por isso diz S. Paulo que a redenção de Cristo é loucura e escândalo para as pessoas do seu tempo, porque estavam habituadas a um Deus milagreiro, que responde de uma forma espectacular aos pedidos dos homens, que faz as coisas a seu bel-prazer para satisfazer os “caprichos” de cada grupo. Hoje esta imagem de Deus continua a ser determinante na vida de muita gente, que fica escandalizada quando Deus não faz milagres a torto e a direito, quando Ele não resolve os problemas que são da responsabilidade dos homens. Deus age da forma mais natural, de uma forma discreta e que nós não compreendemos. Os seus métodos não são os nossos. É preciso descobrir que a salvação não está numa lógica de poder, de autoridade, de riqueza, de importância, mas está no amor total, no dom da vida até às últimas consequências, no serviço simples e humilde aos irmãos. No Evangelho Jesus

escandaliza os bons do seu tempo: toma uma atitude violenta, ele que era pacífico. Ao expulsar os que transformaram o templo numa casa de comércio, indica-nos que nenhum pretexto é admissível para desvirtuar a nossa relação com Deus. O Templo é um lugar de encontro do Homem com Deus, mas um encontro despido de interesses secundários. Hoje os homens têm de ver no rosto dos cristãos o rosto bondoso e terno de Deus; têm de experimentar, nos gestos de partilha, de solidariedade, de serviço, de perdão dos cristãos, a vida nova de Deus Por isso, no Sinai, Deus é tão cioso da sua relação com o Povo Hebreu: porque a sua relação também é uma relação exclusiva, não obedece à lei da oferta e da procura. Os mandamentos pretendem ajudar Israel a deixar a escravidão do egoísmo, da auto-suficiência, da injustiça, do comodismo, das paixões, da cobiça, de exploração. É Ele que nos oferece a felicidade, e é só nele que encontramos a nossa plena realização como homens.


PORTUGAL 11

O Mensageiro 8.Março.2012

BREVES

Peregrinação das Crianças 2012

Senhora. Foi essa atitude activa de disponibilidade pronta, que impeliu a pastorinha Lúcia a perguntar a Nossa Senhora: “Que é que Vossemecê me quer?”. Esta pergunta foi também uma resposta, como a de Samuel, que ao ser chamado respondeu: “Fala, Senhor; o teu servo escuta!”. Naquela pergunta universal feita pela pastorinha Lúcia, cabe toda a humanidade, e foi também essa a pergunta que adoptámos para tema da Peregrinação das Crianças em 2012: “Que é que Vossemecê me quer?”.

Para tudo há um momento certo. No entanto, o homem contemporâneo sente cada vez mais dificuldade em gerir o seu próprio tempo. É o paradoxo da modernidade: uma sociedade que dispõe de todo o tipo de máquinas, que trabalham para nos poupar tempo, e que, afinal, parecem estar apenas a alimentar o apetite voraz com que consumimos tudo, inclusive o próprio tempo. Propomos assumir o compromisso de dar tempo a Deus. Para isso, propomos às crianças, como exemplo

Ciclo Grandes Religiões do Mundo a seguir, o caminho percorrido pelos Pastorinhos, que se concretiza na atitude interior de perscrutar a vontade de Deus, para assim poder assumir um compromisso e manter-selhe fiel até ao fim. A comissão desta peregrinação preparou uma campanha, para ser realizada pelas crianças durante o mês de maio, que visa impelir a atitude de inteira disponibilidade a Deus. Assim, ao longo das quatro semanas, cada criança vai descobrindo o seu próprio caminho, ao longo dos compromissos que vai assumindo. A atitude de entrega plena a Deus, por parte dos Pastorinhos, é como uma lanterna que ilumina os caminhos dos adultos e das crianças de hoje, ajudando-nos a desenvolver, à luz do seu exemplo, esta atitude tão generosa de abertura a Deus. A Comissão da Peregrinação das Crianças

Budismo em debate

O Budismo vai ser tema de debate no Ciclo das Grandes Religiões do Mundo, que o Corpo Nacional de Escutas (CNE) e a Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa estão a promover em Lisboa. Este terceiro encontro, que decorre hoje dia 8 de Março às 21h00, é dedicado ao Budismo, conta com a participação do professor Paulo Borges. Durante o primeiro semestre de 2012, os escuteiros católicos convidam a conhecer e aprofundar as cinco grandes religiões do Mundo: Hinduísmo, Budismo, Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. Este ciclo de conferências e diálogos sobre as grandes tradições religiosas do mundo decorrerá, mensalmente, no auditório da Sede Nacional do Corpo Nacional de Escutas – Espaço 34, até Julho. A entrada nas sessões, deste ciclo, é gratuita, basta, para tal, enviar um e-mail a reservar o seu lugar para e34@cne-escutismo.pt (até 5 dias antes de cada sessão). Este encontro vai ser transmitido em directo pelo site da revista oficial Flor de Lis, através do endereço www.flordelis.pt. As próximas sessões serão a 17 de Abril, 14 de Maio, 14 de Junho e 28 de Junho. DR

A 9 e 10 de Junho de 2012 realizar-se-á no Santuário de Fátima uma nova edição da Peregrinação das Crianças, que este ano se centrará na primeira aparição de Nossa Senhora em Fátima, a 13 de Maio de 1917. Está escolhido o tema da peregrinação, o programa a propor às crianças e aos seus familiares catequistas e professores. Tal como nas últimas edições, para que todos se possam preparar melhor para esta peregrinação, no mês de Maio será lançada uma campanha, um convite à disponibilidade para Deus. A comissão organizadora apresenta desta forma a Peregrinação das Crianças 2012: “Que é que Vossemecê me quer?” Nesta peregrinação, pretende-se valorizar a atitude crente dos Pastorinhos, que se manifestou na sua entrega e disponibilidade incondicionais ao apelo de Nossa

DR

Valorizar a atitude crente

Centenário das Aparições de Fátima

“O cristão face às novas exigências de uma solidariedade global”

Lisboa: Um trabalho em rede A Paróquia de Santa Isabel, em Lisboa, juntou-se à Junta de Freguesia, Centro de Saúde, Centro de Dia, PSP e Conferência de São Vicente de Paulo (Vicentinas) para apoiar pessoas doentes e sozinhas. “Estamos interessados em que haja um trabalho em rede para lá das nossas especificidades”, explicou ao programa 70X7 o pároco, padre José Manuel Pereira de Almeida. O sacerdote anunciou, na emissão transmitida no passado Domingo, o início, nesta Quaresma, de um “grande projecto” para formação de voluntários que vão prestar auxílio à população mais desamparada. O também director do Secretariado Nacional da Pastoral Social sublinhou que a Igreja Católica tem

DR

Apoiar pessoas doentes e sós

uma rede de pessoas e organismos única em Portugal na detecção e apoio às situações de exclusão. “Claro que não podemos mudar tudo, mas pelo menos podemos mudar a situação das pessoas que estão sozinhas, involuntariamente, no centro da cidade”, referiu o padre José Manuel, que criou

um organismo paroquial integrador das pessoas que trabalham no cuidado pelo próximo. Entre as áreas coordenadas por esta estrutura estão as visitas aos doentes, o voluntariado no Centro de Saúde local e a ‘Ceia de Santa Isabel’, que oferece refeições ao domingo e quinta-feira.

O ambiente criado nas “Ceias” não se resume ao “dar comida” mas pretende também criar laços dentro da paróquia, “na oportunidade que esta crise oferece”: “Todos temos alguma coisa para dar e todos necessitamos de receber alguma coisa”, assinalou. A paróquia assumiu desde o último verão a tradicional Casa de Chá das Vicentinas, situada junto ao Largo do Rato, que recentemente foi referenciada pela sua qualidade no jornal ‘Expresso’. O estabelecimento agora denominado Santa Isabel vai continuar a ser gerido por este organismo de solidariedade católico com o objectivo de financiar o trabalho social da paróquia.

Na tarde de 11 Março, domingo, Roberto Carneiro, da Universidade Católica Portuguesa-Lisboa, apresentará, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, às 16h00, o tema “O cristão face às novas exigências de uma solidariedade global”. Trata-se da penúltima conferência do ciclo iniciado em Novembro de 2011 a propósito do tema pastoral proposto pelo Santuário de Fátima para o presente ano pastoral “Quereis oferecervos a Deus?”. Sendo já habitual que após cada conferência seja apresentado um breve momento musical, a conferência de 11 de Março apresentará um apontamento inédito. O momento intitular-se-á “Louvor a Maria”, estará a cargo da cantora lírica Ana Margarida Pinto Basto e incluirá uma performance com várias pessoas com deficiência.

Jornadas de Direito Canónico

Interrupção em 2012 A organização das Jornadas de Direito Canónico faz saber que, com a mudança de Direcção no Instituto Superior de Direito Canónico e a reabertura da Licenciatura em Direito Canónico, não foi possível a preparação e consequente realização das Jornadas que têm decorrido todos os anos em Fátima, pelo mês de Abril. A organização espera poder voltar a contar com a presença de todos os interessados no próximo ano.


12 MUNDO

Cardeal Gianfranco Ravasi

Novo responsável da Casa de Dante em Roma O cardeal italiano Gianfranco Ravasi, que dirige o Conselho Pontifício da Cultura, é o novo presidente da Casa de Dante em Roma, refere a edição da passada quinta-feira do jornal ‘L’Osservatore Romano’, do Vaticano O prelado, que classificou a instituição de “histórica” e “prestigiosa”, espera contribuir para que a «figura e obra» de Dante Alighieri chegue aos mais novos e à investigação universitária, refere hoje o site do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura. Gianfranco Ravasi pretende que o autor de ‘A Divina Comédia’, nascido na cidade italiana de Florença cerca de 1265, seja “ainda mais valorizado e apreciado sobretudo pelas jovens gerações e seus professores”. “Não me desagradaria (…) que se voltasse a propor o Sumo Poeta e a sua obra em cátedras específicas, constituídas quer nas universidades civis quer sobretudo nas eclesiásticas, onde a riqueza teológica e espiritual da obra de Dante pudesse ser estudada a partir de uma perspectiva ainda mais específica e interessante”, acrescentou.

Em visita ao Conselho da Europa

Bispos do Sudeste do Continente Os presidentes de nove Conferências Episcopais do Sudeste europeu iniciaram, no dia 6 de Março, uma visita de quatro dias à cidade francesa de Estrasburgo para um encontro com os responsáveis do Conselho da Europa. “Acredito que este encontro pode ser muito significativo”, assinala D. Aldo Giordano, observador permanente da Santa Sé neste conselho, em comunicado enviado à Agência ECCLESIA. A iniciativa é promovida pelo Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) e inclui representantes de nove Conferências Episcopais: Albânia, Bósnia-Herzegovina, Bulgária, Chipre, Grécia, Moldávia, Roménia, Turquia e a conferência internacional de São Cirilo e São Metódio. Os bispos vão celebrar uma “missa pela Europa”, na quarta-feira, juntando representantes de várias instituições do Velho Continente na Catedral de Estrasburgo.

Mobilização das Organizações católicas e sindicatos

8.Março.2012

Bispos convidam cubanos a acolher o Papa

Bento XVI visita Cuba A Conferência Episcopal de Cuba (CEC) convocou “toda a população” a acolher Bento XVI, que vai visitar a ilha de 26 a 28 deste mês, 14 anos depois da viagem de João Paulo II ao país. “Queremos convidar toda a população a receber o Santo Padre Bento XVI com o carinho e o entusiasmo de quem vem em nome do Senhor”, refere uma mensagem dos bispos católicos cubanos, divulgada esta quinta-feira. Estes responsáveis sublinham que a presença do Papa vai promover “sentimentos e atitudes” de “misericórdia, gratidão e reconciliação” entre “todos os cubanos”. A CEC fala num “particular entusiasmo” vivido desde que se anunciou a viagem papal, que dizem responder a “um desejo que por muito tempo esteve vivo no coração dos católicos e de muitos cubanos”. “Este foi, também, um desejo do Papa que, apesar dos limites impostos pela idade e a sua grande responsabilidade na Igreja e no mundo, quis acompanhar e celebrar com os cubanos o quarto centenário da descoberta e presença da imagem bendita da Virgem da Caridade”, padroeira do país, pode ler-se. A “visita de cortesia” ao presidente de Cuba, Raul Castro, e a missa na Praça

DR

BREVES

O Mensageiro

da Revolução, em Havana, capital do país, constituem alguns dos pontos da agenda do Papa, que parte de Roma às 9h30 (menos uma em Lisboa) do dia 23, sextafeira, para uma viagem de 10 mil km. A chegada a Santiago de Cuba acontece no dia 26, com a cerimónia de boas-vindas no aeroporto local, onde o Papa vai discursar perante o presidente Raul Castro e a Conferência Episcopal. O primeiro dia em Cuba encerra com a missa, e respectiva homilia, na Praça Antonio Maceo, por ocasião dos 400 anos da descoberta da imagem da Virgem da Caridade. A visita ao Santuário da Nossa Senhora da Caridade, em Santiago de Cuba,

pelas 09h30 (mais cinco em Lisboa), marca o início de terça-feira, dia em que não se prevêem intervenções de Bento XVI, que às 10h30 parte do aeroporto local rumo a Havana, A aterragem na capital está prevista para as 12h00 e quando forem 17h30 o Papa visita Raul Castro no Palácio da Revolução, antes de jantar com os bispos de Cuba na Nunciatura Apostólica (embaixada da Santa Sé), pelas 19h15. A Praça da Revolução, em Havana, recebe às 09h00 de quarta-feira a última missa e homilia do Papa, que às 16h30 se despede de Cuba com um discurso no aeroporto de Havana, meia hora antes de partir para Roma, onde deve chegar às 10h15 de

quinta-feira, 29 de Março, 22 mil km após o início da viagem. Os bispos católicos cubanos convidam a população a participar nas celebrações e a preparar a chegada de Bento XVI com três dias de “oração e missão”. “Que a Virgem da Caridade do Cobre guie e acompanhe os passos do Papa entre nós, que recebemos com filial afecto”, concluem. Na apresentação desta mensagem à imprensa, os representantes da CEC adiantaram que Cuba vai receber pelo menos três aviões com peregrinos provenientes dos Estados Unidos da América para a visita de Bento XVI.

Por um «domingo sem trabalho»

As Organizações católicas e sindicais da Europa mobilizaram-se no passado domingo pelo fim das actividades produtivas e profissionais neste dia da semana, promovendo várias acções de rua. “Nestes tempos de crise económica e financeira, durante a qual cada vez mais direitos económicos e sociais são colocados sob pressão, o domingo livre do trabalho é uma demonstração clara e visível de que as pessoas e as nossas sociedades não dependem apenas do trabalho e da economia”, assinala a ‘Aliança Europeia pelo Domingo’ (ESA - European Sunday Alliance). O movimento engloba, entre outros, a Comissão dos Episcopados Católicos da União Europeia (COMECE) e várias associações de inspiração cristã. As iniciativas visam sublinhar a importância do domingo como dia de descanso, frisando que “apenas os serviços essenciais” deveriam estar disponíveis.

Quaresma

Papa encerra retiro espiritual No dia 3 de Março, Bento XVI participou na última meditação dos exercícios espirituais da Quaresma, que se realizaram ao longo desta semana, no Vaticano. No fim deste retiro quaresmal, o Papa dirigiu algumas palavras de agradecimento ao cardeal da República Democrática do Congo, D. Laurent Monsen-

gwo Pasinya, que este ano foi o autor das meditações, com o tema “A comunhão com Deus”. Evocando o testemunho de fé do continente africano, transmitido pela presença e pelo estilo do cardeal, Bento XVI sublinhou que se trata de “um património espiritual que constitui uma grande riqueza para todo o Povo

de Deus e para o mundo inteiro, especialmente na perspectiva da nova evangelização.” O Papa disse que ficou particularmente impressionado com a história que o cardeal contou de um amigo seu, que, em coma, tinha a impressão de estar num túnel escuro, mas no final via um pouco de luz e, sobretudo, ouvia uma bela

música. “Parece-me que esta possa ser uma parábola da nossa vida: muitas vezes encontramo-nos num túnel escuro em plena noite, mas pela fé, no final, vemos luz e ouvimos um bela música, percebemos a beleza de Deus”, assinalou. O Papa retoma agora a sua habitual agenda de encontros e audiências.


OPINIÃO 13

O Mensageiro 8.Março.2012

LUZ ENTRE OS HOMENS

Pe Jorge Guarda

Vigário Geral da Diocese

Jérôme Lejeune, Cristão e Cientista http://padrejorgeguarda.cancaonova.pt

T

ambém no campo da ciência a luz de Cristo pode brilhar nas obras dos cristãos que põem o seu talento ao serviço de novas descobertas que contribuem para melhorar a vida de muitas pessoas e promover o avanço dos conhecimentos humanos. Um desses cristãos foi Jérôme Lejeune (1926-

RECORTES

Pe João Aguiar Campos Director do SNCS*

Homenagem a «um senhor»

*Secretariado Nacional das Comunicações Sociais

1994), médico e investigador francês conhecido por tratar e acompanhar pacientes com deficiência intelectual e pelo seu grande compromisso em favor da vida humana. Em breve encerra-se em Paris o processo diocesano da causa para a sua beatificação. Jérôme Jean Louis Marie Lejeune nasceu em Montrouge, França, no ano de 1926. Fez estudos de medicina e em 1952 tornou-se investigador no Centro nacional de pesquisa científica. Segundo conta a sua filha, Clara, quando ele começou a trabalhar num hospital como médico deparou-se com uma criança com “síndrome de Down” (mongolóide). Decidiu então investigar a causa e a forma de tratar essa doença. “Podíamos dizer que esta foi realmente a sua vocação”, refere a filha, afirmando que o motivo foi o amor às crianças portadoras de tal doença e às suas famílias. E explica: “Ele quis devolver aos seus pais a humanidade e o orgulho por essas crianças, dizendo-lhes que a causa da doença estava no seu código genético e não vinha

da família nem de um mau comportamento”. Em 1958 descobre a causa cromossómica da trissomia 21. Em seguida descobre o mecanismo de outras anomalias cromossómicas, abrindo assim caminho para a genética moderna. Como chefe de unidade de citogenética de um hospital de crianças doentes em Paris, com a sua equipa, estudou mais de 30 mil dossiers cromossómicos e tratou de mais de 9 mil portadores de disfunção da inteligência. Em 1964 tornou-se o primeiro professor de genética na Faculdade de Medicina de Paris. A convite do Papa Paulo VI, em 1974, aceitou ser membro da Pontifícia Academia das Ciências e, em 1994, João Paulo II nomeou-o como primeiro presidente da recém criada Pontifícia Academia para a Vida. Foi distinguido com vários prémios internacionais pelos seus trabalhos científicos. Talvez não tenha recebido o prémio Nobel devido às suas posições científicas e éticas contra o aborto, julga a sua filha. As suas descobertas permitiram grandes avan-

ços para a cura de várias doenças. Mas a descoberta precoce dos embriões portadores de certas doenças cromossómicas começou também a ser usada para facilitar a interrupção da gravidez. O investigador tornou-se então publicamente defensor da vida das crianças doentes, desde a sua concepção até ao fim natural da vida, comprometendo-se na luta contra o aborto. Lejeune afirmou que “o conhecimento é o único verdadeiro génio da humanidade”. Defendia o valor da medicina e das descobertas da ciência para o bem da humanidade, dizendo: “Não é a medicina que se deve temer, mas a loucura dos homens. O nosso poder de modificar a natureza utilizando as suas leis, aumenta cada dia por meio da experiência daqueles que nos precederam. Mas utilizar este poder com sensatez, eis o que cada geração deve também aprender. Certamente, hoje somos mais poderosos do que outrora, porém menos sensatos: a tecnologia é cumulativa, a sabedoria não é”. E em defesa dos mais frágeis afirmou: “É

preciso dizer as coisas com clareza, mede-se a qualidade duma civilização pelo respeito que ela tem pelos mais frágeis. Não há outros critérios de julgamento”. Lejeune era casado, teve e educou 5 filhos, e viveu uma profunda fé cristã. Morreu em Paris no ano de 1994 devido a um cancro. Após a sua morte, uma Fundação com o seu nome dá continuidade ao trabalho em favor dos pacientes com síndromas de origem genética. O Papa João Paulo II enviou uma mensagem ao arcebispo de Paris aquando da morte do cientista e rezou no seu túmulo, em 1997, por ocasião das Jornadas Mundiais da Juventude na capital francesa. Nessa mensagem João Paulo II classificou-o como “um grande cristão do século XX”, “um homem para quem a defesa da vida se tornou um apostolado”. E sobre ele escreveu ainda: “Na sua função de cientista biólogo, ele apaixonou-se pela vida. Na sua área de trabalho, foi uma das maiores autoridades a nível mundial. Vários organismos o convidavam para

fazer conferências e solicitavam o seu parecer. Era respeitado até mesmo por aqueles que não compartilhavam as suas convicções mais profundas. Desejamos hoje agradecer ao Criador, de quem toda paternidade recebe o seu nome (Ef 3,15), o carisma especial do defunto. Devemos falar de carisma, porque o professor Lejeune sempre soube utilizar o seu profundo conhecimento da vida e dos seus segredos para o autêntico bem do homem e da humanidade, e tão somente para isto. Tornou-se um dos ardentes defensores da vida, particularmente da vida dos nascituros, que em nossa civilização contemporânea é muitas vezes ameaçada, a ponto de se poder pensar em ameaça programada.” Este foi um homem sábio que mostrou com a sua vida notável e o seu trabalho competente que não há contradição entre a fé e a ciência, se uma e outra se mantiverem honestamente na esfera que lhe é própria.

E

ver de agradecer o serviço prestado-- pois que a esta igreja particular dedicou mente, coração, energia, paciência e sofrimentos. Outros, com mais autoridade, podem referir-se à vida episcopal de D. Eurico Dias Nogueira como “um verdadeiro serviço de amor”. Eu dou, apenas, o meu testemunho pessoal sobre quem foi, indubitavelmente, “pai, irmão e amigo”. Começo por uma declaração de interesses: vivi os momentos mais determinantes dos meus quase 38 anos de sacerdócio sob a orientação de D. Eurico Dias Nogueira. Dele recebi as principais missões e as orientações e conselhos para as levar a cabo. Com ele partilhei alegrias e dúvidas,

em diálogos plurais, sempre tão exigentes como compreensivos. Posso, pois, dizer que o considero marcante na minha vida e lhe dedico uma filial estima. Entendo, no entanto, que tal não me retira a objetividade no que poderia afirmar das suas lições de vida. Porque o espaço me condiciona, sublinho o ensinamento que, paradoxalmente, mais me marcou: o modo como tem vivido após deixar o paço e o governo ativo da arquidiocese. Realmente, poderia D. Eurico Dias Nogueira ter-se pura e simplesmente retirado, para um merecido repouso no conforto da família e dos muitos amigos. Ou poderia ter-se dedicado a uma espécie de vida de comentador eclesial, nas

fronteiras entre um hipócrita desprendimento e aquilo a que a minha veia irónica chama a magistratura da intromissão... Mas não. O senhor D. Eurico entregou-se, generosa e discretamente, às tarefas que lhe foram solicitadas na vida diocesana, com a humildade de quem põe à disposição de outrem as suas muitas competências. Com uma serenidade exemplar e uma modelar silêncio. Sem comentários, juízos ou comparações, provocados ou consentidos. O homem da escrita fácil e cuidada; das homilias estendidas no papel e distribuídas por pontos, numa espiral do pensamento; o homem do pormenor anotado numa agenda minúscula e da voz que precisava

de aquecer para se erguer, soube sentar-se num escritório humilde e dele fazer a sua cátedra. Tem um mês a nossa última conversa. Foi um percurso de memórias que ouvi desfilar frescas e desprendidas; embrulhadas na paulina disponibilidade de quem sabe ter combatido o bom combate e olha para além do tempo. Em ambiente de Quaresma, esta homenagem pode ser um pretexto de meditação acerca dos nossos modos de ser e de estar. Tendo como referência este bispo a quem um amigo comum recentemente se referia assim:” D. Eurico é um senhor!” Esta é, por isso, a homenagem a um senhor. In Ecclesia

m ambiente de Quaresma, esta homenagem pode ser um pretexto de meditação acerca dos nossos modos de ser e de estar. Nos últimos dias, a nossa atenção foi convocada para a figura de dois ilustres membros do episcopado português: primeiro, num olhar de saudade, para D.Manuel Falcão, que Deus chamou a si; agora, para D.Eurico Dias Nogueira, que a arquidiocese de Braga homenageou, no seu aniversário natalício. Ao senhor D. Manuel referiu-se, neste espaço, há uma semana, o Paulo Rocha. As minhas palavras de hoje cinjo-as, por isso, ao arcebispo emérito de Braga. Ao homenageá-lo, a arquidiocese cumpriu o de-


14 OPINIÃO

O Mensageiro 8.Março.2012

RECORTES

José Vítor Malheiros

Editor do Público online

Os pequenos ópios do povo

1.

A grande moda dos últimos tempos entre os miúdos das escolas primárias portuguesas (e espanholas e italianas) é um álbum de cromos de uns super-heróis quiméricos mutantes com uma agressividade patológica chamados Invizimals. Invizimals começou por ser um jogo da consola PlayStation, mas depois deu origem ao inevitável merchandising,

dos quais os cromos são as estrelas. Mas os Invizimals são também um triunfo estrondoso do marketing, que continua a transformar-se em dinheiro graças a uma barragem de publicidade despudorada dirigida às crianças de mais tenra idade - que inclui oferecer a caderneta de cromos à porta das escolas. As crianças, devidamente acossadas pela pressão dos pares, azucrinam depois a cabeça dos pais até estes lhes comprarem os ditos cromos. A adesão é viral: basta que uma criança compre para que o efeito de contágio seja imparável, a epidemia assegurada. E, uma vez começada a epopeia, o cliente fica cativo durante meses: os miúdos querem “acabar a colecção”. A infecção tem a originalidade de ser cara, porque os cromos vêm em envelopes que se compram segundo o método duplamente cego: quem vende não sabe o que vem lá dentro, quem compra não sabe o que compra. Como os miúdos se divertem depois a trocar os cromos repetidos,

a brincadeira pode não chegar a custar tanto como a prestação da hipoteca. Cada caderneta fica mais cara do que o livro mais caro lá de casa, mas quase não se dá por isso, porque tudo acontece aos poucos e os miúdos gostam. É uma exploração abusiva da ingenuidade e da inumeracia de muitos compradores que a caderneta não contenha claramente escarrapachado o custo mínimo do seu preenchimento. Claro que tudo depende do número de cromos repetidos que aparecem nos envelopes, mas esse é um factor que os clientes não têm nenhuma forma de controlar e que a editora (a famosa Panini, com uma facturação de centenas de milhões de euros por ano) pode manipular livremente. Mas, mesmo sem poder prever o custo exacto para cada comprador, há pelo menos um custo mínimo, que é o custo da aquisição da totalidade dos cromos se nunca aparecesse nenhum repetido – uma impossibilidade estatística. Mesmo este

custo, porém, é avultad��ssimo (50 euros, 80 euros), e constituiria uma surpresa para muitos compradores. A informação deveria ser de afixação obrigatória nas cadernetas e nos envelopes, para evitar a exploração dos incautos em que o negócio dos cromos se tornou. Por outro lado, sendo a editora livre de incluir nos seus envelopes os cromos que quiser, nada a impede de adiar estrategicamente a inclusão de certos cromos, de forma a forçar a compra de envelopes para além do que seria a simples consequência da lei das probabilidades. A venda de envelopes de cromos é, de facto, uma espécie de rifa, em que o cliente paga sem saber o que compra e recebe um produto que resulta de um sorteio. Não existe nenhuma diferença de fundo entre isto e um jogo de azar – a não ser o facto de estes serem regulados e fiscalizados e de a Panini poder agir sem quaisquer entraves. 2. Os Invizimals são uns monstros agressivos

(como é que os brinquedos e os desenhos animados se tornaram quase todos monstros histéricos japoneses?) com poderes especiais “de ataque” e “de defesa” e com nomes entre o mitológico e o techno. É claro que os miúdos (sim, é uma coisa de rapazes) competem com os colegas para ver quem tem mais, quem tem quais, discutem com os amigos as qualidades de cada um, consultam os sites especializados (sim, há sites especializados) e acabam por saber tudo o que há para saber sobre a morfologia, as técnicas de combate e os costumes tribais de toda esta tropa fandanga. É aterrador que tantos milhões de crianças pelo mundo aprendam tanto sobre coisas tão absolutamente inúteis e tão cuidadosamente desligadas de qualquer tipo de realidade. Não se trata de ficção, nem de fantasia. Aqui não há história, não há narrativa, não há descrição e muito menos discurso ou reflexão. Não há sequer emoção. Não há sequer verdadeiramente personagens.

Não há consciência que permita empatia. Há apenas ruído e efeitos de luz que se repetem num ciclo hipnótico. Nenhuma criatividade, apenas marketing. Confesso que coleccionei muitos cromos com gosto durante a minha infância. Não sendo apreciador de “bonecos da bola”, tive cadernetas de “raças de cães” (acho que foi aí que aprendi tudo o que sei sobre o tema), sobre “povos do mundo”, sobre as “maravilhas e os mistérios do mundo animal”. Sei que existem no mundo real inúmeros temas fascinantes, capazes de captar a atenção e a imaginação das crianças, da vida animal às paisagens, da ciência ao espaço, das tradições às máquinas, da arte às profissões, a própria ficção, com a literatura e o cinema. E pergunto-me como é que deixámos que a alienação das crianças se transformasse numa indústria tão poderosa. * In Público (06/03/12)

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DESPORTO 15

O Mensageiro 8.Março.2012

Equipa Porto Benfica Sp. Braga Marítimo Sporting V. Guimarães Olhanense Nacional Gil Vicente Académica Rio Ave P. Ferreira V. Setúbal Beira-Mar Feirense U. Leiria

J 21 21 21 21 21 21 21 21 21 21 21 21 21 21 21 21

V 16 15 15 11 11 10 6 7 5 5 6 6 5 4 3 4

E 4 4 4 5 5 2 8 4 8 7 3 3 5 5 8 3

D 1 2 2 5 5 9 7 10 8 9 12 12 11 12 10 14

Pts 52 49 49 38 38 32 26 25 23 22 21 21 20 17 17 15

Marítimo x Feirense (dia 9, 20h15, Sport Tv1) Sp. Braga x U. Leiria (dia 10, 18h00, Sport Tv1) Porto x Académica (dia 10, 20h15, Sport Tv1) Olhanense x Nacional (16h00) Rio Ave x V. Setúbal (16h00) Beira-Mar x Gil Vicente (16h00) P. Ferreira x Benfica (18h15,TVI) Sporting x V. Guimarães (dia 11, 20h15, Sport Tv1)

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Equipa Estoril Moreirense D. Aves Naval Atlético Leixões Penafiel Arouca Santa Clara U. Madeira Trofense Oliveirense Freamunde Belenenses Sp. Covilhã Portimonense

J 21 21 21 21 21 21 21 21 21 21 21 21 21 21 21 21

V 13 10 8 8 8 9 7 6 7 6 7 6 5 5 5 3

E 6 5 10 9 7 4 8 10 7 7 4 6 8 7 7 5

D 2 6 3 4 6 8 6 5 7 8 10 9 8 9 9 13

Pts 45 35 34 33 31 31 29 28 28 25 25 24 23 22 22 14

U. Madeira x Belenenses (dia 10, 16h00) D. Aves x Estoril (dia 10, 16h00, Sport Tv1) Trofense x Moreirense (11h15, Sport Tv1) Oliveirense x Santa Clara (15h00) Atlético x Leixões (15h00) Penafiel x Arouca (15h30) Portimonense x Sp. Covilhã (16h00) Freamunde x Naval (16h00)

“Vai vir charters” de solidariedade Antigas ‘estrelas’ reunem-se em Santa Catarina da Serra FUTEBOL - “Há pelo menos 300 mil pessoas a passar fome em Portugal!” É este o mote para um encontro solidário, que colocará frente-a-frente os Amigos de Futre e as Estrelas de Portugal, dia 10 de Março, 16h00, no Estádio da União da Serra, em Santa Catarina da Serra. Quanto ao custo do bilhete, o público é que decide. Uma

coisa é certa: só se aceitam géneros alimentícios. A expressão que dá título a este artigo foi celebrizada pelo antigo futebolista Paulo Futre, aquando das últimas eleições no Sporting. Referia-se à intenção de contratar um atleta chinês e à expectativa de com ele virem a Portugal, “todas as semanas”, aviões

associação de futebol de leiria

II Divisão B

III Divisão

23.ª JOR. 11.03.12

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Equipa Torreense Oriental Fátima Pinhalnovense Carregado Mafra Sertanense Louletano Vendas Novas 1.º Dezembro Juv. Évora Reguengos Monsanto Tourizense Moura Caldas

J 22 22 22 22 22 22 22 22 22 22 22 22 22 22 22 22

V 13 13 12 13 11 9 8 8 9 6 7 5 4 4 5 2

E 7 3 6 2 6 10 7 7 4 6 3 7 9 8 3 6

D 2 6 4 7 5 3 7 7 9 10 12 10 9 10 14 14

Moura x Pinhalnovense (todos às 15h00) Juv. Évora x Fátima Mafra x Louletano Caldas x Reguengos Vendas Novas x Monsanto 1.º Dezembro x Carregado Oriental x Sertanense Tourizense x Torreense

21.ª J. 04.03.12

Pinhalnovense x Juv. Évora (1-0) Fátima x Mafra (1-1) Louletano x Caldas (0-0) Reguengos x Vendas Novas (2-0) Monsanto x 1.º Dezembro (1-1) Carregado x Oriental (2-6) Sertanense x Tourizense (0-0) Torreense x Moura (1-0) Pts 46 42 42 41 29 37 31 31 31 24 24 22 21 20 18 12

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º

21.ª J. 04.03.12

22.ª JOR. 04.03.12

SUL

série D

Riachense x Sourense (2-2) Alcobaça x Beneditense (0-0) Marinhense x Bombarralense (6-0) B.C. Branco x Pampilhosa (3-1) Peniche x Sp. Pombal (0-2) Folgou:Tocha Equipa B.C. Branco Tocha Sourense Sp. Pombal Marinhense Pampilhosa Peniche Beneditense Alcobaça Riachense Bombarralense

J 19 19 19 19 20 19 19 19 19 19 19

V 10 9 9 9 9 10 7 5 4 1 0

E 5 7 7 4 4 1 8 11 6 5 6

Bombarralense x Alcobaça Pampilhosa x Tocha (todos às 15h00) Sp. Pombal x B.C. Branco Sourense x Peniche Beneditense x Riachense Folga: Marinhense

D 4 3 3 6 7 8 4 3 9 13 13

Pts 35 34 34 31 31 31 29 26 18 8 6

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Ansião x Vieirense (0-1) Marrazes x Alq. Serra (2-2) Biblioteca x Pedroguense (2-1) Pataiense x Fig.Vinhos (2-1) Alvaiázere x Meirinhas (1-0) Guiense x Atouguiense (3-0) GRAP/Pousos x Nazarenos (0-0) Portomosense x Avelarense (1-1) Equipa Alq. Serra Guiense GRAP/Pousos Pataiense Portomosense Nazarenos Atouguiense Alvaiázere Marrazes Vieirense Avelarense Biblioteca Meirinhas Fig.Vinhos Ansião Pedroguense

J 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19

V 14 12 12 11 11 10 9 8 7 5 4 3 3 4 2 1

E 4 3 2 5 4 7 3 4 6 7 6 7 6 3 3 1

D 1 4 5 3 4 2 7 7 6 7 9 9 10 12 14 17

Vieirense x Alq. Serra (todos às 15h00) Pedroguense x Ansião Fig.Vinhos x Biblioteca Meirinhas x Pataiense Atouguiense x Alvaiázere Nazarenos x Guiense Avelarense x GRAP/Pousos Portomosense x Marrazes

16.ª J.04.03.12

federação portuguesa de futebol

associação de futebol de leiria

associação de futebol de leiria

I Divisão

I Divisão

NORTE

Pts 46 39 38 38 37 37 30 28 27 22 18 18 15 15 9 4

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º

17.ª J.11.03.12

federação portuguesa de futebol

20.ª JOR. 11.03.12

Nem Oblak salvou a União da derrota. Foto: Paulo Cunha/Lusa

19.ª JOR. 04.03.12

HONRA

com adeptos asiáticos. Logrou-se a intenção, não porém o empenho de Futre, que vestiu a camisola da luta contra a fome. A ele associam-se ainda os antigos futebolistas Chalana, Fernando Gomes, Rui Barros, Victor Baia, Oceano, Veloso, Dimas, Neno, Mozer, Costinha, Dany, Pedro Barbosa, João Pinto e Bilro,

Ranha x Mata Mourisquense (0-1) Motor Clube x Pelariga (1-2) Pousaflores x Castanheira de Pêra (5-0) Boavista x Ilha (4-0) Caseirinhos x Arcuda (1-3) Alegre e Unido x Moita do Boi (1-1) Equipa Pelariga Pousaflores Moita do Boi Motor Clube Boavista Alegre e Unido Mata Mourisq. Arcuda Ranha Cast. Pêra Caseirinhos Ilha

J 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16

V 13 12 11 9 9 7 5 5 3 4 3 2

E 2 2 2 1 0 2 6 5 3 0 0 3

D 1 2 3 6 7 7 5 6 10 12 13 11

Pts 41 38 35 28 27 23 21 20 12 12 9 9

Ilha x Ranha (todos às 15h00) Mata Mourisquense x Caseirinhos Arcuda x Motor Clube Castanheira de Pêra x Alegre e Unido Moita do Boi x Boavista Pelariga x Pousaflores

16.ª J.04.03.12

Naval x Atlético (2-2) Estoril x Penafiel (1-1) Arouca x D. Aves (2-2) Belenenses x Trofense (1-3) Leixões x Portimonense (1-0) U. Madeira x Freamunde (2-2) Moreirense x Oliveirense (1-0) Santa Clara x Sp. Covilhã (1-0)

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º

17.ª J.11.03.12

Benfica x Porto (2-3) Nacional x Sp. Braga (1-3) V. Setúbal x Sporting (1-0) Rio Ave x Beira-Mar (4-0) Feirense x Académica (1-1) Gil Vicente x P. Ferreira (1-2) V. Guimarães x Marítimo (1-0) U. Leiria x Olhanense (1-3)

DR

II LIGA

21.ª JOR. 04.03.12

I LIGA

21.ª JOR. 11.03.12

21.ª JOR. 04.03.12 22.ª JOR. 11.03.12

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Futre nos tempos em que representava o Atlético de Madrid

liga portuguesa de futebol profissional

liga portuguesa de futebol profissional

SUL

Praia da Vieira x Nadadouro (0-1) Outeirense x Lisboa e Marinha (1-1) Pilado e Escoura x Unidos (2-1) Maceirinha x Os Vidreiros (2-0) Gaeirense x Jucalense (1-1) Folgou: Pilado Equipa Lisboa Marinha Outeirense Gaeirense Pilado Juncalense Maceirinha Os Vidreiros Praia da Vieira Santo Amaro Nadadouro Unidos

J 15 14 15 15 14 15 14 14 14 15 15

V 12 9 9 8 7 6 4 4 3 2 1

E D Pts 3 0 39 4 1 31 3 3 30 2 5 26 2 5 23 4 5 22 3 7 15 1 9 13 3 8 12 2 11 8 3 11 6

Nadadouro x Santo Amaro Lisboa e Marinha x Praia da Vieira Unidos x Outeirense Os Vidreiros x Pilado Juncalense x Maceirinha Folga: Gaeirense

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Dr. Rui Castela Médico Especialista - Doenças dos Olhos Operações - Contactologia

CONSULTAS ÀS TERÇAS E QUINTAS FEIRAS POR MARCAÇÃO Consultório - R. João de Deus, 17-1ºEsq. - Leiria

Telefones: 244 832 288 e 244 870 500

o músico João Portugal e o apresentador de televisão Jorge Gabriel, entre outras ‘estrelas’. Os bilhetes, que devem ser adquiridos por intermédio de “alimentos não perecíveis (arroz, massa, feijão... etc)”, estão disponíveis na bilheteira do estádio e em outros locais que poderá consultar em www.santaca tarinadaserra.com. “Todos os alimentos angariados revertem na totalidade para a Cruz Vermelha”, pode lerse no site. Recorde-se que na primeira edição desta iniciativa, decorrida em Águeda, foram recolhidas cerca de três toneladas de alimentos. Da nossa parte, desejamos que desta vez se concretizem os intentos do antigo futebolista e que rumem a Santa Catarina da Serra “charters” repletos de solidariedade. PJ

Aurora Cunha e Naide Gomes na Corrida da Paz ATLETISMO – Realizase, a 11 de Março, em Fátima, a I Corrida e Caminhada da Paz. Tratase de uma iniciativa que conta com Naide Gomes como madrinha e Aurora Cunha, antiga glória do atletismo português, que também se associa ao evento. O ponto de partida será dado na Capelinha das Aparições (Santuário de Fátima), onde será acendida a “tocha da paz” (9h45), prosseguindo no Estádio Municipal, com a cerimónia de abertura (10h00), com Corrida (10h35) e a Caminhada da Paz (10h40). As inscrições decorrem através dos números de telefone 911 750 214 ou 911 750 204 e em www.gaf.org.pt/ jornadasdapaz (os custos variam entre os 2,5 e os 7,5 euros, dependendo da prova e se inclui ou não almoço).


ÚLTIMA 8MARÇO2012

Felizes as pessoas que têm o coração puro, pois elas verão a Deus. cf. Mateus 5, 3-10

Mais de mil participantes no ENDIBA

Um encontro de “bem-aventurados” Albergaria dos Doze foi a terra escolhida para acolher o ENDIBA – Encontro Diocesano das Bem-Aventuranças, no passado sábado, 3 de Março. Com o lema “A aventura de ser feliz”, a iniciativa do Secretariado da Catequese juntou 843 adolescentes do 7.º ano, vindos de 51 paróquias da diocese de Leiria-Fátima, divididos em 112 grupos orientados por 175 catequistas, contando ainda com a colaboração de meia centena de voluntários na organização. A história de “O Principezinho” serviu de inspiração e cenário para esta viagem “inter-galáctica” em busca de um projecto pessoal de felicidade. Tal como o pequeno príncipe procurava algo que lhe faltava para ser feliz, também os participantes neste encontro foram convidados a partir à descoberta da sua própria resposta à mesma pergunta. E a chave estava escondida entre pistas misteriosas, enigmas e jogos diversos, cujo objectivo era encontrar o sentido do projecto apresentado por Jesus nas bem-aventuranças. Claro que, numa grande concentração como esta, um dos objectivos era tam-

Emanuela Dias, 35 anos, Comunidade Pastoral de S. Romão e Guimarota Gostámos muito da organização e foi bom termos encontrado colegas e amigos de outros meios, como a escola e o trabalho, o que demonstra que estamos unidos através de Jesus Cristo. Fazer as coisas importantes e dar a importância certa para a construção da felicidade, é a mensagem de hoje.

bém ser um espaço de festa, de encontro, de partilha. E foi isso que aconteceu. Cristo quer cativar-nos O primeiro grande momento do dia foi a celebração da Missa, presidida pelo Bispo diocesano, D. António Marto. Apesar do burburinho natural de uma igreja apinhada com adolescentes de 12 anos de idade, o ambiente mantevese sereno e foi com atenção que todos escutaram as palavras do Pastor. “Tal como a Raposa se queixava ao Principezinho, também hoje os homens não têm tempo para se deixarem cativar, para escutar, para se maravilharem, para verem o que é mais importante, que só se vê com o coração”, começou D. António Marto. Lembrando que “a felicidade é da ordem do amor e da amizade, não se compra nem se vende”, o Bispo apresentou Jesus como “Aquele que entra na nossa vida para nos cativar, para nos tornar felizes”. Partindo, depois, das leituras do dia, D. António salientou o pedido que Salomão fez a Deus de “ter um coração rico de bondade”, e frisou que esse segredo para a felicidade foi também o

Isabel Marques, 45 anos, Marrazes Estamos sempre a aprender. Foi bom viver outras experiências e pensamentos. Foram vários os temas abordados no dia de hoje, como a justiça, a amizade entre todos. No geral, todos gostámos.

que Jesus revelou nas bemaventuranças: “felizes os de coração misericordioso, os que lutam pela justiça e pela paz”. Esse é o segredo para “nos deixarmos cativar e criarmos laços com Ele e também uns com os outros”. É esse “caminho das bem-aventuranças” que traz o “sinal +” a uma vida feliz, “mais com Cristo e mais os outros”, concluiu. Jogos e aventuras Após a Eucaristia, todos os grupos partiram para a aventura de descobrir em cada Ponto Cardeal um desafio, uma questão para reflexão sobre si mesmo: Quem sou eu? Porque nasci? O que me faz feliz? Quem quero ser? Como vivo no meu corpo? Quem é importante para mim? Qual o meu lugar no mundo? Quem é Deus para mim? Depois, era precisa ajuda para encontrar respostas. O almoço, momento de partilha e convívio por excelência, serviu para ganhar balanço para os jogos pedagógicos, distribuídos por oito “planetas” diferentes. Em cada um, uma das bem-aventuranças era confrontada com o respectivo contra-valor, pedindo-se a cada elemento do grupo

Catarina Leal, 44 anos, Cortes A mensagem é boa. Os miúdos gostaram do que fizeram. Foi fácil o tipo de actividades que desenvolveram, apesar de pensar que não seriam capazes. A ideia inicial era complexa (bem-aventuranças), mas aqui no terreno foi acessível compreendê-la. Acho que todos vão para casa com outra ideia. Em conclusão, o dia foi positivo.

que escrevesse no seu caderno pessoal algumas atitudes e valores que considerasse importantes para o seu projecto pessoal de felicidade. No final, o grupo dirigiu-se para a “Terra”, onde todos juntos completaram a última tarefa: na sua paróquia, o que é que o grupo vai fazer para viver e partilhar o projecto de felicidade? Mais felizes... Estava, assim, completo o ciclo das descobertas deste dia. Partindo da pergunta pelo segredo da felicidade, que tanto atormentava o Principezinho, cada adolescente começou por pensar sobre si próprio e foi encontrar respostas na Palavra de Jesus Cristo que, como lembrou D. António Marto, quer criar laços com cada um pessoalmente e fortalecer os laços de todos entre si na comunidade. A julgar pelas respostas dos participantes, apesar da chuva miudinha que foi acompanhado o dia e obrigou a encurtar um pouco os horários, todos gostaram da actividade e saíram mais felizes. Ou seja, mais “bem-aventurados”. Luís Miguel Ferraz

Janina Gameiro, 43 anos, Espite Foi uma ocasião para pôr em prática ensinamentos teóricos da catequese. Os jovens tiveram oportunidade de trabalhar o espírito de companheirismo e inter-ajuda. É de louvar este género de actividade. Devia realizar-se novamente para unir os jovens entre paróquias e posteriormente uni-los mais à Igreja.

Alexandra Vala, Batalha Foi divertido e teve muitos mistérios. Foi muito bom o convívio com os amigos. Aprendemos que temos de ser melhores. Conhecemos muitos exemplos de pessoas que fizeram o bem e temos de os seguir.

André Barbeiro, Golpilheira Achei interessante, foi muito fixe. Os jogos foram divertidos e deram-nos boas lições de vida, como seguir o caminho do bem e tentar nunca arranjar conflitos.

Filipa Santos, Marrazes Gostei de tudo o que fizemos em conjunto. Acho que aprendemos muita coisa. Foi importante, porque não devemos mentir.

Catarina Santos, Albergaria dos Doze Penso que a mensagem de hoje é de que temos de trabalhar em equipa para podermos ser felizes. Desenvolvi melhor as bem-aventuranças e aprendi que para ser feliz é preciso ajudar os outros.

Daniela Ferreira, Batalha Foi divertido, misterioso e emocionante. A mensagem é que temos de ajudar os outros. Em vez de sabermos as bem-aventuranças, o importante é sabermos vivê-las.

Ivo Andrade, Cortes Aprendermos mais sobre a catequese, trabalhar em equipa e estarmos juntos foi a mensagem de hoje.

Catarina Felgueiras, Reguengo do Fetal Foi engraçado e divertido. Ficámos a saber as bem-aventuranças.

Ana Bárbara, Maceira Esta experiência foi realmente genial. Aprendi imenso e ao mesmo tempo diverti-me. Consegui fazer novas amizades e acima de tudo participar na “Aventura de ser feliz”. Estou muito agradecida e contente. Além de adquirir novos conhecimentos, proporcionou-me uma experiência que nunca esquecerei e inspirou-me a um dia ir a Taizé e conhecer melhor o mundo de Jesus.


4890#OMensageiro#8MAR