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DOCUMENTO

22 DEZEMBRO 2011 ANO 98 - N.º 4889 FUNDADOR: José Ferreira Lacerda DIRECTOR: Rui Ribeiro PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt

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FUNDADO EM 1914

DESTAQUE

Em plena semana de Natal, O Mensageiro apresenta nesta edição a Nota Pastoral do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa. Trata-se de um documento que nos convida para a reflexão profunda dos tempos difíceis que atravessamos, buscando em Deus o caminho possível para encontrar o “discernimento e compromisso” na resolução de muitos problemas que atingem actualmente a sociedade. Páginas 2 a 5

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CULTURA

Concertos | P. 6

“Os Dias do Clarinete” em Leiria

ECLESIAL

Visita Pastoral de D. António à Caranguejeira | P. 9

Bispo “tocou toda a comunidade”

Melhor Museu | P. 7

m|i|mo distinguido

SOCIEDADE

Solidariedade | P. 7

Loja “Mão Amiga” em Leiria

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Andrea Marzocchi

O VERBO FEZ-SE CARNE E HABITOU ENTRE NÓS


2 DESTAQUE

Recuperar a magia Rui Ribeiro do Natal prui@iol.pt A magia do Natal que povoa a mente de muitos de nós, há muito que se perdeu no tempo. Lentamente fomos reduzindo o acontecimento e a época a uma ideia, fabricada e ao serviço do comércio. Hoje, uma grande parte dos que aqui estamos já nem conheceu a tal magia feita de ternura e candura, feita de frio e calor e ao mesmo tempo feita de crença e de falta dela. Essa maioria, nasceu já depois de se ter dado início a este desvanecer da essência do Natal. Este ano, em Portugal, a crise que atravessamos vem tirar ainda mais essa magia. O ruído com que se preenchem os nossos dias é tão grande e tão diversificado, que o Natal, a sua serenidade e ternura, desvanecem-se ainda mais. Mas para aqueles que ainda busquem algumas recordações do Natal de outrora, torna-se difícil conseguir uma semelhança, dada a dispersão com que somos bombardeados. Em boa hora os bispos de Portugal, por intermédio do Conselho Permanente da CEP, publicaram uma Mais que um dia e mais mensagem onde que uma celebração, se conjugam o Natal pode ser uma dificuldades oportunidade se cada reais do tempo um souber ver nele presente com acauma ocasião para se esperanças lentadas pela encher de esperança e fé. Porque esta voltar a fazer brilhar ainda é a solua estrela da sorte. ção para que o Porque o Natal é isso Natal, na sua mesmo, um redobrar da simplicidade e esperança que anima na sua inocêno dia-a-dia de cada um cia seja uma voz e ao mesmo tempo profética para se transforma numa os tempos que certeza de ter já o que correm. Mais que um ainda não sentimos…. dia e mais que uma celebração, o Natal pode ser uma oportunidade se cada um souber ver nele uma ocasião para se encher de esperança e voltar a fazer brilhar a estrela da sorte. Porque o Natal é isso mesmo, um redobrar da esperança que anima o dia-a-dia de cada um e ao mesmo tempo se transforma numa certeza de ter já o que ainda não sentimos…. No calor da lareira, no silêncio da noite e na paz do coração, desejamos a todos os leitores, amigos e companheiros, um santo e feliz Natal. Maranatá, vem senhor Jesus!

22.Dezembro.2011

Nota Pastoral do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa

Crise, discernimento e compromisso Em plena semana de Natal, O Mensageiro apresenta nesta edição a Nota Pastoral do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa. Trata-se de um documento que nos convida para a reflexão profunda dos tempos difíceis que atravessamos, buscando em Deus o caminho possível para encontrar o “discernimento e compromisso” na resolução de muitos problemas que atingem actualmente a sociedade. 1. A sociedade portuguesa vive uma conjuntura difícil, que afecta a generalidade dos seus membros e particularmente aqueles muitos que se viram privados de trabalho e de condições económicas suficientes para o bem-estar próprio e dos seus. Fruto de causas internas e externas, que sucessivas análises têm caracterizado, a presente “crise” pode e deve ser ocasião de discernimento crítico sobre o que nos trouxe aqui e de compromissos concretos sobre o modo de colectivamente nos melhorarmos. Têm sido assacadas responsabilidades ao excessivo endividamento público e particular, ao aumento de despesa estatal e à diminuição geral das poupanças, bem como a um crescimento económico insuficiente, pouco sólido e socialmente desigual. Os financiamentos externos diminuem e exigem juros e contrapartidas dificilmente suportáveis. A economia e o investimento sofrem essas restrições do financiamento e subsistem debilidades estruturais nos diversos sectores, da agricultura à indústria e aos serviços. O desemprego reduz drasticamente as condições de vida de muitas famílias e particulares, a classe média enfraquece e agudiza-se a desproporção dos rendimentos. A resposta social do Estado é dificultada pela falta de meios financeiros, com reduções previsíveis e preocupantes em diversos campos da segurança social. A ajuda internacional entretanto pedida condiciona a decisão interna e impõe restrições e prazos de árduo cumprimento. Quer a nível estatal, quer no âmbito europeu em que nos incluímos, tentamse respostas que, debatidas na opinião pública, na concertação social e nos competentes órgãos democráticos, visam ultrapassar estas e outras dificuldades. Mas nada se conseguirá de consistente e duradouro sem a consciencialização do que está realmente em causa e do que necessariamente terá de evoluir ou mesmo mudar na sociedade em geral e

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EDITORIAL EDITORIAL

O Mensageiro

nas opções concretas de cada um. 2. Tal evolução ou mudança liga-se à consciência e à responsabilidade dos cidadãos que somos, com os valores que reconhecermos e os comportamentos em que os concretizarmos. É nesse sentido que – além de tudo o que as instituições católicas vão fazendo, por si ou em colaboração com outras, públicas ou particulares, para minorar os efeitos negativos da presente crise – partilhamos agora com os nossos concidadãos aqueles princípios sociais que fundamentalmente assumimos. Como Igreja Católica em Portugal não nos cabem as decisões autónomas que competem ao Estado democrático, mas cabe-nos a partilha de convicções e propósitos que todos os cidadãos devem aos seus concidadãos, no corpo vivo que é a nação de nós todos. Dando a Deus o que é de Deus, não nos eximimos a dar a César o que é de César, ou seja, a nossa concidadania franca e disponível. Citemos o Compêndio da Doutrina Social da Igreja: “Os princípios permanentes da Doutrina Social da Igreja constituem os verdadeiros e próprios gonzos do ensinamento social católico: trata-se do princípio da dignidade da pessoa humana […], do bem comum, da subsidiariedade e da solidariedade” (nº 160). A Doutrina Social da Igreja sistematiza, de há mais de um século para cá, muitas reflexões e posicionamentos sobre vários campos da sociedade e da economia, coincidindo em boa parte com o que a racionalidade humana em geral tem concluído e consignado sobre esses tópicos nas mais solenes declarações internacionais. Desta significativa coincidência podemos nós, portugueses e outros, tirar a indispensável iluminação e o maior estímulo para quanto o momento exige e não dispensa. Como “princípios” que são, devem estar sempre presentes em tudo

o que se decida de concreto, a nível público ou particular, para construirmos um futuro verdadeiramente humano e não trocarmos autênticas medidas por meros expedientes. 3. A dignidade – e dignificação prática – de cada pessoa humana é o princípio e também o fim duma sociedade propriamente dita. “Sociedade”, isto é, comunhão de destino e companhia entre todos, que só em conjunto se podem realizar, sem dispensar ou ultrapassar ninguém e com particular atenção aos mais fracos e vulneráveis. É em função deles – como de todos – e da sua irredutível dignidade que a sociedade se constitui e aperfeiçoa, assim mesmo se qualificando. Na presente conjuntura nacional, é em torno deste primeiro princípio que se devem definir e avaliar as políticas concretas, por mais exigentes que sejam. Legisladores e governantes, empresários e gestores, famílias e cidadãos, todos devemos ter em primeiríssima conta a dignidade das pessoas que somos e os outros igualmente são, sobretudo os que vêem tal dignidade contrariada na prática ou obviada no futuro. Insistamos: A qualidade das decisões e das políticas afere-se prioritariamente com este critério. 4. O segundo princípio valoriza o bem comum, ou seja, o conjunto de condições e meios de toda a ordem – materiais, sociais, culturais, espirituais… – que permitam a realização plena de cada um dos membros da sociedade que justa e organicamente constituímos. Como o primeiro, também este princípio, sendo teoricamente luminoso, é praticamente exigente. Na verdade, dá a cada um de nós, aos corpos sociais intermédios e ao Estado um objectivo concreto e avaliável, nas áreas complementares da cidadania. Ano após


DESTAQUE 3

O Mensageiro

ano, orçamento após orçamento, programa após programa, trata-se de prever e avaliar a melhoria das condições referidas, para a valorização própria e alheia: – Temos ou previsivelmente teremos maiores possibilidades de viver física e psiquicamente bem, de constituir e manter estavelmente as famílias e a renovação geracional, de acompanhar idosos e doentes, de proporcionar escolaridade e formação permanente, de desenvolver a economia, acrescentar o emprego e garantir a ecologia, de avançar científica e tecnologicamente, de alargar a cultura e o espírito? A soma acrescentada e até certo ponto verificável destes e outros itens conexos dá-nos o bem comum autêntico, que procuramos no equilíbrio geral dos seus factores e na qualidade humana e humanizante das respectivas conquistas. E se, na actual conjuntura, o bem comum português nos induz a consciência mais clara do muito que lhe falta ou pode até recuar, também nos deve mobilizar para responder prioritariamente àquilo que de modo algum pode esperar. É este o caso fundamental do trabalho e do emprego, base indispensável de sobrevivência e dignificação humana; a sua garantia é urgente, mesmo exigindo mais criatividade e solidariedade prática para chegar a todos.

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5. O terceiro princípio a ter em conta é o da subsidiariedade. Refere-se, antes de mais, à realidade social que constituímos, enquanto seres essencialmente interdependentes. De facto, a nossa interdependência pode e deve ser pedagogicamente considerada, estimulando a contri-

buição de cada um para o todo social, nos diversos patamares da sociabilidade que nos define. Somos pessoas entre pessoas, familiares com familiares, empresas com empresas, instituições com instituições… Assim mesmo constituímos um todo politicamente organizado, que não pode nem deve reter nos órgãos de topo a espontaneidade e a iniciativa social. Bem pelo contrário, os corpos superiores da sociedade devem ir em auxílio (subsidium) e estímulo dos corpos intermédios, para que estes realizem por si tudo quanto já possam ou inovem em benefício do conjunto. Do Estado – ou dos organismos internacionais – a cada família e corpo intermédio, há uma escala social a respeitar sem iludir patamar algum. E nem a escassez de recursos deve omitir tal subsidiariedade geral, pois isso redundaria em desmotivação e desistência, exactamente o contrário do que o país requer agora. Não há mobilização democrática sem pedagogia subsidiária; não há dinamização social sem respeito e estímulo pelo que cada corpo social intermédio pode e deve fazer. Destaque-se em particular, pelas provas já dadas na presente conjuntura, a importância dos apoios familiares e das instituições particulares de solidariedade social, tão esclarecedoras do que uma sociedade pode resolver dinamicamente e tanto mais quanto for respeitado e reforçado o princípio da subsidiariedade, do topo em relação às bases do edifício social. 6. Ainda um quarto princípio se há-de ter em conta, intrinsecamente complementar do precedente, ou seja, o da solidarieda-

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22.Dezembro.2011ro.2011

de. Mais uma vez, as convicções são fundamentais para garantir atitudes práticas consequentes, oficiais ou particulares A solidariedade concretiza-se numa atitude permanente e geral de partilha: o que alguns detêm em vez dos outros é o que precisamente têm para os outros, pois toda a propriedade tem dimensão social. Nada obtemos inteiramente sós, de nada fruímos legitimamente sós. Pode dizer-se que esta é uma lei geral da vida, que agora se revela porventura mais clara e exigente. E não só no plano inter-pessoal, mas também entre nações e continentes. Solidariedade que não atropela o princípio anterior da subsidiariedade, pois não confisca para o colectivo aquilo que particularmente pode ser ganho e valorizado; mas lembra constantemente ao particular – individual ou nacional que seja – que a criação é bem comum de todos e para todos e os ganhos próprios só se fruem em pleno quando também se partilham. Na encíclica Caritas in Veritate, que há dois anos dedicou à presente situação internacional, o Papa Bento XVI resume sugestivamente a relação entre os dois princípios, com muita aplicação estatal ou particular: “O princípio da subsidiariedade há-de ser mantido estritamente ligado com o princípio da solidariedade e vice-versa, porque, se a subsidiariedade sem a solidariedade decai no particularismo social, a solidariedade sem a subsidiariedade decai no assistencialismo que humilha o sujeito necessitado” (nº 58).

E, juntando estes dois princípios com o do bem comum, o Compêndio da Doutrina Social da Igreja agrega assim vários passos do magistério: “O ensinamento social da Igreja exorta a reconhecer a função social de qualquer forma de posse privada, com a clara referência às imprescindíveis consequências do bem comum. O homem não deve jamais considerar as coisas que legitimamente possui como exclusivamente suas, mas também como comuns, neste sentido: que possam ser úteis não só a si, mas também aos outros” (nº 178). 7. Esta breve recordação e partilha de princípios quis apenas oferecer à sociedade portuguesa um contributo teórico-prático para a reflexão que se impõe. Fomos atingidos por uma grave crise que, sendo económica e social, não deixa de ser cultural e de convicções. Por isso mesmo, além da indispensável acção dos vários corpos sociais e políticos, requer aprofundamento e até mudança no que a cada um mova como expectativa ou ideal, para a vida própria e alheia. E, se o esquecimento dos princípios acima enunciados acompanhou negativamente o nosso percurso recente, a sua recuperação mais convicta dará maior definição e ânimo ao que temos de fazer agora, para um Portugal de todos e para todos. Significa isto a consciência reforçada de que somos um todo nacional e como que um “eu” colectivo, em que nada se fará sem corresponsabilidade forte, compromisso de pessoas e gru-

pos e solidariedade prática, para salvaguardar e acrescentar um bem verdadeiramente comum. É o Estado o primeiro órgão dinamizador do bem comum, mas é a sociedade no seu todo que o deve vivificar constantemente. Neste momento, os sacrifícios que nos são pedidos e as exigências que nos são apresentadas são de todos para todos, sem dispensar ninguém. Aproximando-se a celebração do Natal de Jesus, desejamos: – agradecer e felicitar as pessoas e instituições que, no seu dia a dia ou em certas ocasiões, promovem acções de serviço aos mais necessitados; – urgir que se converta tudo o que é idolatria do lucro, ostentação e despesismo, em estilos de vida sóbria, em que a partilha seja regra de vida e não um excepção reservado a generosos; – pedir que o espírito de fraternidade, a que esta quadra especialmente nos convida, tenha concretizações na ajuda a pessoas necessitadas ou a instituições que as servem; – recordar que os cristãos são aliados naturais dos débeis e pobres e que estão ao seu lado como seus defensores, amigos e servidores, pois para quem tem fé, ajudar os outros é servir Jesus Cristo e amar o próprio Deus. Assim, desejar «Boas Festas» será muito mais que uma frase da praxe social; será um propósito de contribuir para que todos tenham vida e vida em abundância. Fátima, 13 de Dezembro de 2011


4 NATAL

O Mensageiro 22.Dezembro.2011

CINEMAS Tearo José Lúcio da Silva (Leiria) • ANIMAIS UNIDOS JAMAIS SERÃO VENCIDOS | Animação | de Holger Tappe, Reinhard Klooss | 22, 23, 24, 26, 27 e 28 de Dezembro, 15h30 e 25 de Dezembro, 21h30 • AS AVENTURAS DE TINTIM - O SEGREDO DO LICORNE | Animação | de Steven Spielberg | c/ Jamie Bell, Andy Serkis, Daniel Vraig, Nick Frost, Simon Pegg | 29 de Dezembro, 15h30, 31 de Dezembro, 16h00 e 2, 3 e 4 de Janeiro, 21h30 Teatro Miguel Franco (Leria) • SANGUE DO MEU SANGUE | Drama | de João Canijo | c/ Rita Blanco, Anabela Moreira, Cleia Almeida, Rafael Morais | 28 de Dezembro, 18h30, 24 de Dezembro, 15h30 e 26 e 27 de Dezembro, 21h30 • MEIA NOITE EM PARIS | Comédia/Romance | de Woody Allen | c/ Kathy Bates, Adrien Brody, Carla Bruni, Marion Cotillard, Rachel Mcadams| 29 e 30 de Dezembro, 21h30, 31 de Dezembro, 15h30 e 2 e 3 de Janeiro, 21h30

Família há oito séculos

EXPOSIÇÕES

MÚSICA | TEATRO | EVENTOS

Teatro Miguel Franco - Leiria •”A princesa do amor de sal” - teatro (23/12, 22h00) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •”O cavalinho de pau do menino Jesus” (30/12, 11h e 15h) •”Tina e o Natal” - hora do conto (30/12, 11h00 e 15h00) • Férias de Natal na Biblioteca - actividades (~29/12) •”Letras soltas” - clube de leitura (29/12, 14h00) m|i|mo- Museu da Imagem em Movimento- Leiria •”Momentos Luminosos” - oficina (27/12, 10h00) Edifício Banco de Portugal - Leiria •”Fábrica do Pai Natal” (~8/01) Centro de Interpretação Ambiental - Leiria •” Natal no CIA” - construção de postais e enfeites de Natal (~30/12) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”Já sei voar” - hora do conto (3ªs, 11h00 e 5ªs, 15h00) Museu Municipal - Ourém •”Faz de conta” - oficina: a fantasia do brinquedo (~30/12) •”Descobrir a Floresta” - oficinas pedagógicas (~30/12)

Noite luminosa

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Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Voando” - escultura de Luís Santos (~9/01) Teatro Miguel Franco - Leiria •”Presépios” - Lena Riscado (~8/01) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •”Todas as noites acordam no dia” - pintura de João Pereira (~30/01) Edifício Paços do Concelho - Leiria •”As Invasões Francesas” (~31/12) m|i|mo -Museu da Imagem em Movimento - Leiria •”Da suspensão do tempo e outros registos”-foto. e escultutras (~29/01) Célula e Membraba/a9)))) - Leiria •”Nora. Eine Idyle” - pintura e desenho de Jochen Dietrich (~2/01) Cervejaria Camões - Leiria •”Interpretações Cidade Velha” - serigrafias (~31/12) Casa-Museu João Soares - Cortes •”Os grafitos medievais do Mosteiro da Batalha” (~31/12) •”A República” (~31/01) Museu Joaquim Correia - Marinha Grande •”Engenhos sonoros” (exposição temporária) •”Retratos” (3ªs~6ªs) Biblioteca Municipal - Ourém •”Os trabalhos da Oficina de Artes - 2011” (~30/12) Galeria Municipal - Ourém •”Beleza Natural” - pintura (~24/12)

De noite num presépio nasceste, Verbo Eterno e os anjos e uma estrela anunciaram a tua presença, proclama a Igreja na Liturgia das Horas. De noite, há 2000 em Belém, casa do pão, desce do céu à terra o verdadeiro Pão da Vida, nasce o Filho de Deus. Há oito séculos em Assis, “Ascesi, a cidade que sobe”, também de noite, a jovem Clara filha da alta nobreza, desce até à pequenina ermida de Santa Maria dos Anjos e, fascinada por Esse divino Menino, humildemente reclinado num presépio, por esse Pão da Vida, a Ele consagra toda a vida. Clara, determinada, abandona o prazer e atractivos do mundo para, intimamente unida à sua cidade que sobe, se elevar até ao coração de Deus. O Filho de Deus desce, para elevar o homem à condição divina. Dois movimentos – descer para subir – que se cruzam no eterno actuar da graça de Deus na vida daqueles que Ele escolhe e chama para seguirem de mais perto os passos de Seu Filho. De noite, sob o céu de Belém, nasce a verdadeira Luz, Deus em Seu Filho abraça esses outros filhos perdidos para os reencontrar. Os Anjos anunciam a Boa Nova. Os pastores, envolvidos por intensa luz, partem apressadamente, contemplam naquele recém-nascido o Salvador e tornam-se os primeiros missionários do Reino. Maria e José acolhem em

seus braços o Menino Deus e meditam todas estas coisas em seus corações. Nessa noite santa na pequena gruta de Belém, renasce a humanidade porque um Menino nos nasceu e um Filho nos foi dado – Deus connosco. De noite, sob o céu de Assis, a jovem Clara abraça a Cristo pobre, deixa-se também ela envolver pelo fascínio da Altíssima Pobreza e, como os pastores, torna-se para toda a Igreja a ousada missionária da beleza e novidade do Santo Evangelho. Nessa noite luminosa de 1211, enquanto Francisco e seus Irmãos, com tochas acesas, iluminam o caminho, Jesus, a eterna beleza do Pai, aprisiona-lhe o coração. A claridade das tochas guia-lhe os passos, o Amor de Jesus preenche-lhe o coração. E, nessa noite gloriosa, do seu coração virginal e indiviso, nasce uma inumerável descendência de virgens. Deus faz surgir uma nova Família Religiosa que, ao longo de oito séculos, silenciosamente, contempla em cada dia o inefável mistério do nascimento de Jesus, tão presente e real no altar da Eucaristia como na gruta pobre. E As suas Irmãs são silenciosas adoradoras de Jesus tão esquecido na pequenez da Hóstia imaculada. Como há 2000 anos no frio estábulo de Belém. Os escritos de Clara apontam constantemente para este grande mistério.

Numa das suas cartas a Santa Inês escreve: Jesus é o esplendor da eterna glória, a luz da eterna luz, o espelho sem mancha. Contempla, no princípio deste espelho, a pobreza, pois está colocado no presépio e envolto em panos. Oh admirável pobreza! O Rei dos anjos, o Senhor do Céu e da terra reclinado num presépio! Fixa o teu olhar neste espelho e une o teu coração Àquele que é a encarnação da essência divina. Estas palavras de Clara não são palavras vazias de sentido, mas sim fruto de uma verdadeira experiência, sentida e vivida em cada dia. Numa noite de Natal – refere o biógrafo - em que o mundo se alegra com os anjos ante o Menino recém-nascido, todas as Irmãs se dirigiram à capela para rezar Matinas, deixando a mãe só, no leito da doença. Então começou a meditar sobre o Mistério do Menino Jesus, com muita pena de não poder participar nos seus louvores, suspirou: ‘Senhor Deus, deixaram-me aqui sozinha e abandonada a Ti, neste lugar’. De repente, começou a ouvir o canto melodioso que ecoava da igreja de São Francisco. Escutava o alegre salmodiar dos irmãos e ouvia a harmonia dos cantores, percebia até o som dos instrumentos. Ora a distância entre os dois lugares, não era de molde a possibilitar tal experiência por meios

simplesmente humanos. Ou aquela celebração lhe chegou aos ouvidos por poder divino, ou a sua capacidade auditiva foi reforçada muito para além dos limites humanos. Mas o que ultrapassa todo este prodígio é o facto de ela ter visto o próprio presépio do Senhor. Quando as Irmãs, de manhã, a foram visitar, disse-lhes a bem-aventurada Clara: Escutei, por graça de Deus, todas as solenidades que se celebraram esta noite na igreja de São Francisco. É por este episódio que Santa Clara foi declarada padroeira da Televisão por Pio XII em 1958. Santa Clara sempre centrou a sua atenção no essencial e, Aquele Menino nascido num estábulo era o Tudo da sua vida. Assim, hoje, cada Irmã Clarissa que vive com fidelidade a sua vocação, actualiza esse secreto fascínio, esse êxtase sagrado, esse olhar profundo de Clara de Assis que se perde na serena contemplação do Menino de Belém, a Palavra incarnada. Como Clara e suas companheiras, inumeráveis mulheres, no curso da história, ficaram fascinadas pelo amor de Cristo que, na beleza divina da sua Pessoa, preencheu os seus corações (Bento XVI). Acolher Cristo com simplicidade e amor é celebrar o Natal do nosso Deus. Irmãs Clarissas de Monte Real


NATAL 5

O Mensageiro 22.Dezembro.2011

Estamos a atravessar nesta altura do ano uma época em que habitualmente formulamos votos de harmonia, saúde, felicidade, alegria. Nestes dias sentimos mais fortemente os impulsos para que essas intenções se transformem em realidade concreta, e afirmamos que “o Natal é sempre que um homem quiser”, lamentando com amargura que “as pessoas só se lembrem dos outros nesta altura”. Esta contradição, temperada com a avalanche de prendas, gorros vermelhos, renas, “jantares comemorativos”, pais-natal, bonecos de neve, campanhas comerciais e similares, faz com que muito boa gente sinta crescer uma silenciosa aversão a esta época, acompanhada de uma angústia interior, da qual se sentem culpadas por não perceberem a causa, que nalguns casos toca os limites da revolta, clamando contra aquilo que classificam de hipocrisia. Identifico-me com estas pessoas. Compreendo os seus sentimentos. Coloco-me ao seu lado. Faz sentido, então, existir o Natal? Depende! Se for para nos enchermos de “palha”, não. Então, para que é que existe o Natal? Ou melhor, porque é que existe o Natal? O que é que se celebra realmente? Qual a sua razão de ser? A maioria das pessoas não sabe. Ignora, pura e simplesmente. Não faz a mínima ideia! Há quem diga que é a Família. Mas isso é consequência. Há quem diga que é o nascimento de Jesus. Talvez! Mas nem sequer sabemos em que altura do ano é que nasceu. O Evangelho e a Tradição não no-lo fizeram chegar. Nem isso é importante. O que realmente se celebra, e dá sentido à nossa vida, aos nossos anseios, à nossa esperança, aos nossos votos, aos nossos gestos de proximidade e a tudo o mais, é apenas um facto silencioso, discreto, recolhido, que aconteceu em determinado momento da história

desta humanidade que se pergunta “Quem somos? Onde estamos? Para onde caminhamos?” E a resposta foi dada por Deus TodoPoderoso de forma silenciosa, discreta, recolhida. A resposta foi dada por Ele próprio, que Se fez carne. Sem alarde. Sem barulho. Apenas Se revelando aos simples. Para, através dos simples, confundir os poderosos. É apenas nesta atitude que se pode compreender o Natal. É apenas com esta perspectiva que tudo o que rodeia o Natal faz sentido: é neste espanto de percebermos que somos tão importantes aos olhos de Deus que Ele quis partilhar connosco esta natureza frágil, sofredora, inquieta. E connosco, viver também a fragilidade, o sofrimento, a inquietação. Mas oferecendo-nos uma certeza que a humanidade tem como esperança desde os primórdios: somos criados para viver com Ele, em plenitude. Para isso, o Verbo Se fez carne. Mas esta certeza não passaria também de “palha” se tivesse ficado pelo Presépio. Esta certeza tem a sua plena expressão na “passagem deste mundo para o Pai”, na vitória sobre a morte alcançada pelo Filho, na vida nova que nos foi aberta no alto da Cruz, na Páscoa da Ressurreição, depois da Paixão e morte deste Menino Jesus. A mesma certeza que faz com que milhões de pessoas vivam com fidelidade o Natal todos os dias do ano, sem alarde e sem barulho. Que vivam partilhando no silêncio, na discrição, no recolhimento, em todos os dias do ano, aquilo que é a fragilidade, o sofrimento e a inquietação de tantos outros seus semelhantes. Unidos na mesma fé, movidos pelo mesmo Espírito Santo, adorando o mesmo Senhor. O Natal assim vivido, na contemplação deste Mistério que nos foi revelado, é o único Natal que faz sentido. E é este o único Natal que dá sentido à nossa vida. Uma Santa Páscoa! Fernando Brites

bres e muitos pobres iam ter o costume: frio, desconforto, fome (ou pouca comida), afinal, o normal dos seus poucos anos. Acordada, sonhei que poderia proporcionar a 2 deles, uma Noite de Natal diferente. Marido e Filhos pequenos concordaram. Dois (mas quais?) iriam passá-la entre nós. Os Pais deram a sua autorização. 24 de Dezembro: a seguir ao jantar, o meu Marido e Filho foram buscá-los: no local determinado; estavam os dois e …; um outro que, de olhitos caídos iria regressar à sua casita (!?). Assim não aconteceu: também entrou no carro e, à chegada à nossa casa, havia mais um convidado, para o qual não havia embrulhos! Não houve problemas: refizeram-se, rapidamente, os pa-

O meu Natal Recordo com saudade o tempo antigo Criança a “sonhar” junto à lareira Com os pais e irmãos à minha beira A festejar outro Natal comigo. Outro Natal assim, já não consigo Por muito que procure, exija e queira, P’ra entoar à luz fogueira O cântico da Paz e do abraço amigo. Homem feito, menino já não sou Para reviver o amor da madrugada Que o calor da lareira despertou. Tudo é diferente. Hoje tudo mudou Do menino que fui não resta nada Só a saudade do meu Natal ficou.

cotes e achou-se a solução. Aqueles Pequenitos, de olhos muito abertos, não sabiam que fazer, estavam embaraçados: a mesa com guloseimas várias e velas acesas, o Presépio, os embrulhos … Quebrada a emoção inicial, foi vê-los rir, cochichar, cantar connosco, numa palavra: felizes! Aquela que teria sido uma Noite de Natal como outras já vividas, transformou-se, com a presença daquelas crianças numa Noite de Natal de sonho. Vivemos realmente um sonho bonito, que transformou o nosso Natal! 11XII 11 Fernanda Manuela H. F. Figueiredo

Nota: Esta cena é verdadeira, omitindo, propositadamente os nomes dos protagonistas

Mãos à obra O Natal está à porta Estandarte do menino Jesus

Já colocou o estandarte do menino Jesus na sua casa? Pois tente arranjar um e colocá-lo na sua janela de modo que se veja da rua. Quem passar diz: aqui mora um cristão, diferente dos estalajadeiros de Belém que não tiveram lugar para Maria e José aquando do nascimento de Jesus. O estandarte é feito de um tecido resistente à água, de modo que não tema os dias de chuva. Mesmo a pintura do Menino não se altera com a água. Quiseram-no pôr fora das escolas, dos edifícios públicos nos estados laicais, não o querem nas datas: a.C. ou a. D., não o querem nas mensagens SMS ou nos e-mails. Muitas destas sugestões ou são maçónicas ou muçulmanas (radicais), porque com os muçulmanos autênticos tem sido cada vez mais afectuosa a convivência com os cristãos. Nós que nos dizemos cristãos, queremos tê-lO como companheiro na Noite de Natal e sempre. Mãos à obra – o Natal está à porta! Maria Fernanda Barroca DR

Uma Santa Páscoa!

Não sei quando, nem como nasceu, em mim, a magia do Natal A primeira fase da minha infância, em Angola, havia calor, Natal sem nada do que é tradicional: Presépio, velas, árvores enfeitadas… Aos 8 anos, já em Leiria, tudo foi diferente: o frio, o Presépio e a Árvore cheia de velas e bolas coloridas, que as mãos da minha Avó, prepararam para mim! Achei as figuras do Presépio engraçadas, mas a Árvore! …fascinou-me. Os anos foram passando e o Natal foi adquirindo a sua verdadeira dimensão: fui Mãe, era professora … os olhos da alma começaram a olhar de outra maneira. Diante de mim, na Escola, muitas crianças: algumas (poucas) viviam remediadas, tendo já os seus projectos para a Festa; os outros, po-

Natal de 2011 J. Fernandes Lisboa

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Um Natal de sonho ou um sonho de Natal


6 CULTURA / SOCIEDADE

O Mensageiro 22.Dezembro.2011

No Centro de Interpretação Batalha de Aljubarrota

Musical de Natal O Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota recebe o Musical de Natal, no dia 22 de Dezembro, às 10h00 e às 14h00 para as escolas. O espectáculo é feito

Natal com dois concertos de entrada livre

“Os Dias do Clarinete”

pelas alunas do curso profissional de técnico psico-social da Escola Secundária de Porto de Mós e utentes do Lar da Santa Casa da Misericórdia de Porto de Mós.

Presépios no Mosteiro

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transição de regime monárquico para o republicano não foi viragem pacífica em Portugal. O processo foi longo e difícil. Surgiu no século XIX, fruto de uma cada vez maior insatisfação dos cidadãos, movimentos e partidos políticos, face a uma Monarquia que se «esvaziava» nas soluções para o País. No período de mudanças de regime, longe de Lisboa, local que estrategicamente serviu para mudar os rumos do País, o Pe. José Lacerda dedicava-se fervorosamente ao sacerdócio e ao exercício da sua vida autárquica na Cãmara Municipal de Leiria, sendo protagonista de algumas reformas estruturais na sua gestão de Vereador. A 4 de Outubro de 1910, desencadeou-se a iniciativa republicana que viria a mudar os rumos históricopolíticos de Portugal. Foi bombardeado o Palácio das Necessidades, local onde se encontrava o rei e, no Tejo, instalaram-se unidades navais, consideradas indispensáveis para o coroar de êxito das operações, mas cujo principal efeito consistiu em amedrontar os

defensores da Monarquia. Com a investida determinada das forças republicanas, o rei é forçado a abandonar o trono e segue com a família para Mafra. Chegam cada vez mais efectivos civis armados que pertencem à Carbonária e todo este conjunto de reforços, numa acção concertada, provocaram a derrota das forças monárquicas. No dia 5 de Outubro de 1910 foi instaurada a República Portuguesa, proclamada nos Paços do Concelho de Lisboa. O regime monárquico português foi derrubado do poder, juntamente com as suas instituições e as suas figuras. O desfecho indesejado da revolução republicana ditou ao último rei português, D. Manuel II, um exílio em Inglaterra. O conflito que nos conduziu à instauração da República de Portugal deixou mazelas sociais e vítimas. Traduziram-se em 65 mortos e 728 feridos, com as baixas a pertencerem essencialmente a elementos do povo que se envolveram entusiasticamente nesta causa nacional. Aquando da instauração da República em Portugal, José Lacerda estava des-

Os alunos da master class “Os Dias do Clarinete”, organizada pelo Orfeão de Leiria Conservatório de Artes (OL CA), protagonizaram dois concertos de Natal, de entrada livre, integrados no curso de aperfeiçoamento musical, que se realizaram nos dias 20 e 21 de Dezembro, no Auditório José Neto, no edifício sede do OL CA, às 19h00 e às 18h30, respectivamente. Os concertos de Natal, “O Clarinete na

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À semelhança dos anos anteriores, o Mosteiro da Batalha vai organizar a IV Exposição de Presépios no interior da igreja do Mosteiro. Esta iniciativa visa a interacção das várias faixas etárias existentes nas mais diversas instituições da comunidade local, bem como mostrar o que significam os presépios aos olhos dos mais jovens e dos mais idosos. A exposição deverá estar patente ao público desde o dia 17 de Dezembro até ao dia 8 de Janeiro.

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Batalha

Meninos ardinas do jornal O Século, um dos periódicos de referência do início da República

de 1908 na Paróquia dos Milagres, nomeado por despacho da Secretaria de Estado dos Negócios Eclesiásticos e de Justiça. Com apenas 26 anos de idade, o jovem sacerdote José Lacerda começava uma ligação de sessenta anos aos Milagres, uma das freguesias mais pobres do concelho de Leiria, embora só viesse a assumir a paróquia e a reitoria do Santuário dos Milagres a 17 de Fevereiro de 1909. De 1908 a 1910, o Pe. José Lacerda assumiu funções de Vereador da Câmara de Leiria, no tempo do novo Presidente, Correia Mateus, um ex-sacerdote e seu amigo. Os dois amigos conseguiram para Leiria a

electrificação, o saneamento, a construção e renovação de estradas, apostando no ensino que somava altas taxas de analfabetos, desenvolvendo a figura do médico municipal e aumentando o cuidado e limpeza dos espaços públicos. A 6 de Outubro de 1910, a República foi proclamada em Leiria, curiosamente pelo ainda Presidente da Câmara, da Monarquia, Correia Mateus, que das varandas dos Paços do Concelho, anuncia aos leirienses o novo regime. O Pe. José Lacerda teve uma posição menos laudatória, por ser monárquico convicto, assumindo, como sempre o fez na sua vida, as ideologias

Música de Câmara” e o “Concerto Final Os Dias do Clarinete”, completaram assim a edição deste ano da master class, orientada e ministrada pelos professores do Orfeão de Leiria, Luís Casalinho, Manuel Lemos e Susana Esequiel. Esta master class reúne jovens músicos de várias escolas de música do país para o desenvolvimento das suas competências técnico-artísticas.

políticas, as suas convicções pessoais. Desde jovem que o caracteriza a sua forma determinada em assumir a sua realidade pessoal. Mais tarde, escreveu sobre o momento de viragem histórica na cidade: «Também assistimos em todos os detalhes à proclamação da República em Leiria, desde a colocação de um pedaço de pano vermelho não superior a 40x30 que parecia um lenço tabaqueiro, na varanda da ala nobre dos Paços do Concelho que iriam ser inaugurados nesse dia». Em Leiria, com muito por fazer em termos de melhorias da situação de vida da população e do distrito, existiram alguns progressos no tempo do Pe. José Lacerda como vereador. “O Século”, como jornal de referência da época, caracterizava muito bem o País no ano da República: “O paiz só tinha seis cabines telefóniocas e 3.211 automóveis e os toureiros eram as grandes estrellas. O país era pobre: cerca de 75% dos quasi 6 milhões de habitantes dedicavam-se à agricultura. As fábricas e as lojas funcionavam ao fim de semana e os trabalha-

REFLEXÕES SOBRE O SÉCULO XX - 4

Joaquim Santos Jornalista

O monárquico José Lacerda na República dores não tinham direito a descanso semanal. Na epocha era tolerada a frequencia masculina de bordéis e em Lisboa havia quasi trez vezes mais prostitutas do que médicos”. O Pe. José Ferreira de Lacerda iniciava nesta fase uma maior determinação para ser ainda mais interventivo na sua cidade de Leiria. E viria a conseguilo, com a fundação de um jornal e a restauração da Diocese de Leiria, conforme daremos conta nas próximas crónicas.


SOCIEDADE / CULTURA 7

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Loja Centro de Solidariedade nos Marinheiros

OBSERVATÓRIO DE OPINIÃO

“Mão Amiga” já está em Leiria para ajudar quem mais precisa Na história estão registadas várias figuras que se destacaram pelo seu lado humano, apostando na solidariedade para ajudar quem pouco ou nada consegue ter na sua existência. A vida não deveria ser assim, mesmo com a consagração dos Direitos do Homem que dita que todo o ser humano tem determinados direitos que melhor regulam a sociedade. Num contexto de uma crise profunda que não sabemos até quando vai durar, sentindo que faltam bens e alimentos mas também princípios e ética nas pessoas. Ainda bem que vão surgindo entidades e voluntários que minimizam os efeitos nefastos dos tempos que vivemos. Nascida em 2005 pelas mãos do Pe. Luís Pereira da Congregação dos Missionários Monfortinos de Fátima, a associação sem fins lucrativos “Mão Amiga” surge como forma de ajudar os mais desprovidos. Este centro de solidariedade funciona no âmbito da partilha fraterna dos bens de que não necessitamos

para pôr ao dispor de todos, tendo o lema “Ajude-nos a Ajudar”. O Pe. Luís Pereira conta como surgiu este projecto: “A pensar nos mais necessitados, e vendo um crescente aumento dos que pouco podem adquirir o essencial para se vestir, veio mesmo a calhar as muitas roupas que me davam na Paróquia de Ourique nos nove anos que estive nesta bendita terra. A falta de alguém que pudesse distribuir a quem verdadeiramente precisa, levou a juntar num único local não só as roupas, mas também muitas outras coisas que iam chegando às minhas

mãos. Fruto da “carolice” de alguns voluntários, poucos mas audazes, em boa hora a disponibilidade dum local cedido gratuitamente por Joaquim Clemente (Promotor do Aeroporto de Fátima), deu corpo a esta iniciativa que cremos seja de bem para todos.”. Em Outubro de 2011, a “Mão Amiga”, nas mãos da voluntária Maria Oliveira, abre portas em Leiria. A funcionar todo o ano na Urbanização Vale da Fonte, Marinheiros, está aberto às segundas, quartas e sextasfeiras, para vender as peças que são doadas àquela organização que angaria fun-

dos para as missões, num espaço que comercializa a baixo custo (1, 3 e 5 euros) roupa, calçado, pequenos electrodomésticos, livros, brinquedos, peças de decoração e outros utensílios do lar. Embora funcionem todo o ano, nesta quadra festiva do Natal de 2011, pode-se fazer dois tipos de boas acções de solidariedade. Ou doar o que já não utiliza numa das lojas de Fátima ou Leiria, ou então deslocar-se a estes estabelecimentos e comprar alguns dos seus bons produtos, sabendo que com um pequeno gesto contribuiu para o desenvolvimento das acções missionárias que tanto melhoram a vida dos que moram em países sem desenvolvimento. Também em Portugal são distribuídos alguns dos fundos angariados. Ajudar a ajudar é perceber que o seu semelhante também tem direito de existir feliz, ou pelo menos, com mais felicidade.

Texto e foto: Joaquim Santos

Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP)

Este Natal não será branco, será negro Negro porque, está decidido que, no próximo ano, será muito mais caro comer e beber em Portugal. Negro porque, os portugueses, e os estrangeiros que nos visitam, terão um aumento de 77% no IVA que pagam, ao fisco, nos serviços de alimentação e bebidas, pelo aumento da respectiva taxa em 10 p.p. (de 13% passa para 23%). Negro porque, vai aumentar a diferença (o fosso) , que temos com Espanha. Dos 5 p.p. actuais, vamos passar para 15 p.p. (8% ≠ 23%). Negro porque, a crise e a recessão nos retiram poder de compra, em paralelo com os aumentos das matérias-primas, das energias e da inflação. Negro porque, o desemprego aumenta, e as ofertas de emprego diminuem.

Negro porque, queremos ser solidários, mas não temos com quê. Em resumo, este Natal será negro, porque não podemos celebrar uma quadra festiva, sabendo que no próximo ano teremos menos dinheiro para gastar, e a alimentação será mais cara. A AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, em consequência destas situações, e após reunir o seu Con-

selho Consultivo, decidiu: Pedir, de imediato, audiências ao Presidente da República, ao Primeiro Ministro e aos Partidos Políticos, a fim de encontrar paliativos para a sobrevivência de milhares de empresas e postos de trabalho; Pugnar, de imediato, pela manutenção, em 13% da Taxa do IVA; Promover a redução legal, de imensos Custos de Contexto, que asfixiam a sobrevivência das nossas empresas; Lançar uma Petição, a nível nacional, para que a Assembleia da República avalie, e decida, sobre a diminuição da Taxa de IVA. Mesmo com um Natal Negro, a AHRESP deseja a todos os Portugueses, e Estrangeiros que nos visitam, muita paz e saúde.

Onde foi parar o Santo André? Em Leiria, no dia 14 de Dezembro, justamente no mês do Natal de 2011, o hospital de Leiria que no seu nome evocava Santo André, aquele homem que teve a honra e o privilégio de ter sido o primeiro discípulo de Cristo, junto com São João, o evangelista, passou a designar-se Centro Hospitalar Leiria Pombal. Nomeada a nova administração, com pompa e circunstância, pergunto que mal fez Santo André para que de repente desapareça esta designação, tão querida pelos cidadãos do distrito de Leiria?! Vivemos num tempo em que, de repente, sem perguntar nada às pessoas, ignorando-as por completo, se muda tudo conforme a vontade de uma qualquer minoria. Bem sei que já o nosso grande poeta escreveu: “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”. Mas não será pertinente questionar, que vontades? O hospital de Leiria chamou-se D. Manuel de Aguiar, em homenagem a um importante Bispo da nossa Diocese. Depois, passou a adoptar a designação de Santo André. Agora, é apenas um Centro Hospitalar. Pergunto, e comigo quantos leitores: porque não se mantém a designação Centro Hospitalar Santo André - Leiria/Pombal?. Joaquim Santos

Associação Portuguesa de Museologia distingue

m|i|mo recebe menção honrosa

A Associação Portuguesa de Museologia (APOM) distinguiu o m|i|mo – museu da imagem em movimento, em Leiria, com uma Menção Honrosa na categoria Melhor Museu Português, durante uma cerimónia que decorreu, na segunda-feira à noite, no auditório do BES Arte e Finança, em Lisboa. “As características arquitectónicas do edifício, o percurso e narrativa expositivos, assim com as colecções em exposição, entre outras atribuições, mereceram nota de destaque para que o m|i|mo fosse distinguido com uma Menção Honrosa na categoria de Melhor Museu Português”, explica Pedro Inácio, vice-presidente da APOM. Para o Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes, esta distinção “é um reconhecimento credível e isento, por parte de especialistas em Museologia, que orgulha Leiria e que constitui um incentivo para continuar a construir um museu de referência nacional”.


8 ECLESIAL / PUB

O Mensageiro 22.Dezembro.2011

Sábado 19h00 – Sé 19h30 – Franciscanos

MISSAS DOMINICAIS

Domingo 08h30 – Espírito Santo 09h00 – Franciscanos 09h45 – Paulo VI 10h00 - S. Francisco 10h30 – Franciscanos

10h00 – S. Romão 11h00 – S. Agostinho 11h00 – Hospital 11h30 – Cruz da Areia 11h30 – Seminário e Sé 18h30 – Sé 19h30 – Franciscanos 21h30 – Sª Encarnação

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www.motostandleiria.com E-mail: geral@motostandleiria.com

O MENSAGEIRO agradece e retribui os votos de Boas Festas e Próspero Ano Novo a todos os leitores, assinantes, anunciantes e colaboradores, bem como às seguintes entidades: Câmara Municipal de Leiria, Câmara Municipal de Ourém, Exército Português, EAPN Portugal, Filhas da Caridade de S. Vicente de Paulo, Caritas, PUB Secretariado Diocesano do MCC LeiriaFátima, Associação Mãos Unidas P. Damião, Associação de Imprensa de Inspiração Cristã, Museu de Arte Sacra e Etnologia, Centro Social e Cultural da Paróquia de São Deseja a todos os seus estimados Mamede, Fundação Clientes e Amigos Ajuda à Igreja que Boas Festas e Sofre, ETAP, Universidade Próspero Ano Novo do Algarve, Equipa CACE, Rancho Folclórico Telefone: 244 856 073 Rua do Martingil, 157 Rosas do Lena, Fax: 244 814 784 Marrazes www.matildenoca.pt 2415-522 LEIRIA Federação Portuguesa de Basquetebol, União de Ciclismo de Leiria, Hóquei Clube de Leiria, Juventude Vidigalense, Jornal das Colmeias, Jornal da Golpilheira, Investe, Paulus Editora, Desejamos Edições Colibri, Boletim um Feliz Natal CAMINHAR, Agência Centro e um Próspero Ecclesia, Nacional de Exposições, SAP Portugal, Victor Ano Novo Monteiro, VIRTUALNET, aos nossos Metatheke, Gráfica Diário do Minho, Verde estimados Pino, Teatro Cine de Clientes e Pombal, Turismo LeiriaFátima, Possibilidades Amigos Infinitas, Avieiros, Grupo Ramos Ferreira, Telefone: 244 852 277 Tromba Rija Marrazes - Leiria Fax: 244 856 421 Rua Professores Portela, 22 Zilda Leal, Luís Lobo E-mail: elisabete@trombarija.com 2415-534 LEIRIA Henriques. www.trombarija.com


DIOCESE 9

O Mensageiro 22.Dezembro.2011

Visita Pastoral à Diocese Entrevista ao padre Joaquim Baptista, pároco da Caranguejeira

D. António Marto “tocou por dentro toda a comunidade”

Que pensa desta iniciativa do Bispo diocesano de fazer uma visita pastoral a todas as paróquias? Não tenho dúvidas de que se trata de uma iniciativa feliz. Sendo o Bispo o primeiro responsável pela animação pastoral da diocese, esta Igreja Particular que lhe foi confiada, faz parte da sua missão ter iniciativas que lhe permitam tomar conhecimento da realidade da diocese a que preside, ir ao encontro das pessoas onde elas vivem, escutá-las nos seus anseios e inquietações, falar-lhes olhos nos olhos, acordando, estimulando, deixando interpelações, suscitando dinamismos de renovação. A visita pastoral enquadra-se nesta missão do Bispo. É um modo excelente de levar à prática a pastoral da proximidade de que tanto se fala. Como se preparou a comunidade para receber o Bispo? A preparação foi-se fazendo, ao longo de um ano. Depois do anúncio à comunidade, nas celebrações dominicais e através do jornal da Paróquia “Notícias da Caranguejeira”, passou-se à explicação do sentido da visita e dos seus objectivos, sobretudo nos grupos paroquiais já constituídos. A partir daí, o Conselho Pastoral foi delineando aquele que poderia ser o programa até à sua fórmula definitiva. Entretanto, lançou-se uma campanha de oração pelo fruto espiritual da visita e organizaram-se os grupos de reflexão e oração, segundo o método

da “lectio divina”. Foi feito também o levantamento sócio-religioso da Paróquia que atempadamente foi entregue ao Bispo. Uma vez elaborado e aprovado o programa, o mesmo foi amplamente divulgado, através de cartazes e impressos próprios. Uma faixa alusiva ao acontecimento esteve também exposta em local público para chamar a atenção de quem, porventura, pudesse andar mais distraído. À medida que a data da visita se aproximava, cuidou-se também da preparação das celebrações nas várias comunidades e dos encontros com os diferentes grupos. Foram feitos muitos contactos e reuniões. Empenharam-se neste trabalho o Secretaria-

evangelizou. De um modo mais explícito, fica a mensagem e o apelo do Bispo à descoberta da beleza da fé e do ser cristão, deixando rotinas e tradicionalismos; a sua exortação sentida à busca de formação cristã, a todos os níveis e em todas as idades; o desafio que fez à participação corresponsável na vida da Igreja; e o repto audaz que lançou de sermos testemunhas corajosas de Cristo na sociedade e no mundo.

do do Conselho Pastoral, o Secretariado da Catequese, o Conselho Económico e as Comissões Administrativas das Igrejas não Paroquiais.

De forma geral, como decorreu a visita? Podemos dizer que a visita decorreu bem. As pessoas, os grupos e comunidades acabaram por perceber a importância da visita e dispuseram-se a participar. O Bispo foi bem acolhido e escutado com interesse. Houve participação e envolvência. Todos sentiram o Bispo próximo de si. A ideia de que era uma pessoa distante, “especial”, que só viam por ocasião do Crisma, foi desmitificada. Vê-lo e senti-lo próximo, com aquela simplicidade, aquele sorriso e afecto que lhe são peculiares, “metendo-se” com cada um, criou simpatia, estabeleceu relação. Foi o primeiro passo para ser acolhido também na palavra proferida, no apelo deixado, na exortação repetida. Houve algum momento especial que queira destacar? Todos os momentos foram importantes, mesmo aqueles que aconteceram “à margem” do programa, encontros ocasionais, espontâneos, muito significativos para os próprios e para o Bispo, encontros que, estou em crer, deixaram marcas. Se me é permitido destacar algum momento em especial, sem desprimor

para qualquer dos outros, saliento o encontro com as crianças da catequese, uma autêntica festa, em que o Bispo conseguiu galvanizar uma plateia de mais de 300 crianças, com muita alegria, assombro e entusiasmo. Refiro também o encontro com as associações culturais e desportivas da freguesia e vila. Todas estavam representadas, num total de 220 participantes. Além dos momentos de interiorização e reflexão protagonizados pelos próprios, além da mensagem do Bispo, escutada com muito interesse por toda a plateia, houve ainda ocasião para que alguns dos grupos exibissem algumas peças do seu reportório, desde a música clássica às cantigas do cancioneiro popular, desde as marchas populares ao folclore tradicional. Foi, de facto, um serão vivido em ambiente de muita animação e festa. Qual a principal mensagem ou marca deixada por D. António Marto? Não há dúvida que a principal marca deixada pelo Bispo foi a da proximidade que manteve ao longo de toda a visita e que encantou quantos com ele contactaram. São inúmeros os testemunhos nesse sentido. Por esta sua atitude o Bispo já falou, já

Quais as expectativas criadas a partir da Visita Pastoral? Foi já definida alguma prioridade pastoral ou tomada alguma decisão em ordem à renovação da dinâmica paroquial? As expectativas são algumas porque a visita “tocou” por dentro pessoas, grupos e comunidades. O mais importante, que é também o mais difícil, é saber tirar partido deste “estado de graça”, despoletando iniciativas que possam desencadear renovação e dinamismo na vida paroquial. Dentro de dias, vai reunir o Conselho Pastoral para reflectir sobre o impacto da visita na vida das pessoas e da paróquia, sobre os desafios e interpelações deixados e, a partir daí, definir algumas prioridades de acção. Sem me antecipar à reflexão e parecer do Conselho, considero que a maior aposta para a renovação da Paróquia, no momento actual e nos anos mais próximos, é a da formação cristã, para todas as idades, com particular ênfase para os jovens e para as famílias, nomeadamente para aquelas cujos filhos frequentam a catequese. Sem formação não há convicção e sem convicção também não há participação nem compromisso. Oxalá a visita pastoral possa vir a dar este fruto belo e saboroso.


10 ECLESIAL

Antífona de Entrada: Salmo 2, 7 Leitura I: Is 9, 2-7 (1-6) Salmo Responsorial: Salmo 95 (96), 1-2a.2b-3.11-12.13 Refrão: Hoje nasceu o nosso salvador, Jesus Cristo, Senhor. Repete-se Leitura II: Tito 2, 11-14 Aclamação ao Evangelho: Lc 2, 10-11; Refrão: Aleluia. Repete-se; Anuncio-vos uma grande alegria: Hoje nasceu o nosso salvador, Jesus Cristo, Senhor. Refrão Evangelho: Lc 2, 1-14 Naqueles dias, saiu um decreto de César Augusto, para ser recenseada toda a terra. Este primeiro recenseamento efectuou-se quando Quirino era governador da Síria. Todos se foram recensear, cada um à sua cidade. José subiu também da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judeia, à cidade de David, chamada Belém, por ser da casa e da descendência de David, a fim de se recensear com Maria, sua esposa, que estava para ser mãe. Enquanto ali se encontravam, chegou o dia de ela dar à luz e teve o seu Filho primogénito. Envolveu-O em panos e deitouO numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria. Havia naquela região uns pastores que viviam nos campos e guardavam de noite os rebanhos. O Anjo do Senhor aproximou-se deles e a glória do Senhor cercou-os de luz; e eles tiveram grande medo. Palavra da salvação.

Cânticos|Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus (1/01/12) INÍCIO: Salvé ó Virgem Maria - Lau 953

22.Dezembro.2011

Janela Sobre a Missão

Pedro Ernesto (II) Um dos projectos a que aderiu foi à fabricação do BTC (Bloco de Terra Comprimida) e sua aplicação em construção, o que permitiu fazer a estrutura física que está quase concluída e que, se Deus quiser, em breve irá permitir o funcionamento de uma moagem no Gungo. Mas o nosso amigo não se ficou por aqui. Em Setembro foi-lhe lançado um novo desafio: vir para o Sumbe colaborar na construção da segunda fase da casa da missão. Prontamente acedeu ao convite. Diz quem esteve com ele nesses primeiros dias desta obra que no início a sua adaptação não foi fácil e que esta parecia uma aposta perdida. Mas

AO SABOR DA PALAVRA

SALMO RESPONSORIAL: Deus tenha compaixão de nós - Lau 287 APRESENTAÇÃO DOS DONS: Recebestes um Espírito - Lau 716 COMUNHÃO: O pão que comemos - Lau 570 O trigo que Dus semeou - Lau 618 PÓS-COMUNHÃO: Jesus Cristo ontem e hoje - Lau 453 FINAL: Ó luz de Dus, ó doce luz - Lau 1003

Sé de Leiria

Celebração de Natal gestual O Natal é por excelência um convite à celebração da fraternidade e da igualdade entre todos os filhos de Deus, aqueles por quem Ele se fez homem. Neste sentido, iremos ter na Eucaristia das 18h30 do dia de Natal a presença da comunidade surda de Leiria. Em colaboração com a ASAE (Associação de Surdos da Alta Estremadura), estão a ser preparados alguns elementos que possibilitem uma participação mais activa daqueles que, pela sua condição física, não podem ouvir: toda a celebração terá tradução em língua gestual; a primeira leitura será feita em língua gestual e lida para a restante assembleia; a oração do Pai Nosso será rezada simultaneamente em língua gestual e labial. Como será bonito podermos estar todos juntos nesta bela oração! É um pequeno/grande passo cujo significado humano e cristão só o mais profundo do coração humano - onde Deus habita - pode alcançar.

Pe. Francisco Pereira pe.francisco@mac.com

Natal do Senhor 25 de Dezembro de 2011

É Natal O dia de Natal é um tempo especial para partilhar presentes, dádivas. Assim entramos em comunhão uns com os outros através da partilha das coisas ofertadas. Por isso não é de estranhar a abundância da palavra de Deus nas diversas missas deste dia, começando pela Missa da Noite (a Missa do Galo), a da Aurora e a do Dia. E em cada uma destas missas as leituras são diferentes. Mas todas falam duma coisa. Da alegria que vem

DR

Leituras | Natal (25/12/11)

O Mensageiro

aos poucos o Pedro foi-se adaptando e tem-se vindo a revelar um verdadeiro mestre, melhor que alguns que dizem sê-lo há muito tempo. Dá gosto ver a sua

capacidade de adaptação e aprendizagem de novos trabalhos e a alegria com que ele faz cada tarefa que lhe é pedida. Há dias fui ter com ele

por causa do nascimento do Salvador “Como são belos os pés do mensageiro que anuncia a paz”. A alegria pela libertação do cativeiro da Babilónia e pela “salvação” que Deus oferece ao seu Povo anuncia essa outra libertação, plena e total, que Deus vai oferecer ao seu Povo através de Jesus. É isso que celebramos hoje: o nascimento de Jesus significa que a opressão terminou, que chegou a paz definitiva, que o “reinado de Deus” alcançou a nossa história. Para que essa “boa notícia” se cumpra é, no entanto, preciso acolher Jesus e aderir ao “Reino” que Ele veio propor. Num mundo de dor e tristeza, desponta em cada ano a esperança de que é possível a paz e a alegria. Todos nos sentimos nesta época cheios de espírito natalício, aumentam as iniciativas solidárias para minorar o sofrimento dos mais desfavorecidos, juntamo-nos com as nossas famílias para festejar juntos, etc. Mas esta esperança não pode ficar confinada a esta semana de natal, ela continua porque o menino Jesus

já está de facto no meio de nós, desafiando-nos a viver em cada dia tendo esta atitude. Celebrar o nascimento de Jesus é, em primeiro lugar, contemplar o amor de um Deus que nunca abandonou os homens à sua sorte; por isso, rompeu as distâncias, encontrou forma de dialogar com o homem e enviou o próprio Filho para conduzir o homem ao encontro da vida definitiva, da salvação plena. No dia de Natal, nunca será demais insistir nisto: o Deus em quem acreditamos é o Deus do amor e da relação, que continua a nascer no mundo, a apostar nos homens, a querer dialogar com eles, e que não desiste de propor aos homens – apesar da indiferença com que as suas propostas são, às vezes, acolhidas – um caminho para chegar à felicidade plena. A transformação da “Palavra” em “carne” (em menino do presépio de Belém) é a espantosa aventura de um Deus que ama até ao inimaginável e que, por amor, aceita revestir-Se da nossa fragilidade, a fim de nos dar vida em plenitude.

e comunicar-lhe que o Sr. António Neves (que esteve connosco de meados de Outubro a fins de Novembro) lhe tinha mandado um abraço. O brilho dos olhos espelhou-se num sorriso rasgado seguido destas palavras: “foi um bom mestre; aprendi muito com ele. Foi ele que me deu estes sapatos”, apontando para os pés. E, afinal, os sapatos eram umas boas botas, mesmo adaptadas para as obras. Nesse dia, à noite, dei graças a Deus por este e outros Pedros que são autênticos gelados refrescantes no por vezes duro calor da missão. Sumbe, 11 de Dezembro de 2011 Padre Vítor Mira

Neste dia, somos convidados a contemplar, numa atitude de serena adoração, esse incrível passo de Deus, expressão extrema de um amor sem limites. Pois é. Neste tempo dizem-se sempre as mesmas coisas. Mas nem assim isto muda. Para onde é que caminhamos?? Tem sentido continuar a celebrar uma festa se quase ninguém sabe porquê? Cada um de nós tem responsabilidades no mundo. Podemos usar essa nossa influência para mudar as coisas. Começando por educar os nossos filhos, olhando para o exemplo da família de Nazaré, que celebramos no Domingo depois do natal. Se os nossos miúdos crescerem vivendo de acordo com os valores básicos da vida: respeito pelos outros, verdade, justiça, honestidade, etc. o Mundo será de facto melhor. Mas têm de ser os pais a fazer isso, não é (apenas nem sobretudo) tarefa da escola e da catequese.


DIOCESE 11

O Mensageiro 22.Dezembro.2011

[COLUNA SEMANAL]

Reitor do Santuário de Fátima

CAMINHO... COM A

Mensagem de Natal O Natal é Deus que Se oferece à humanidade, que Se oferece a nós e nos revela o Seu amor. Porque a lógica do amor é aproximar-se, no Menino do presépio Deus faz-Se próximo: Deus-connosco. Diante do Menino Jesus

CARTA PASTORAL

sentimos ressoar de novo a pergunta de Nossa Senhora aos Pastorinhos: “Quereis oferecer-vos a Deus?” Ela fez da sua vida uma permanente oferta a Deus que tornou possível o milagre do Natal.

“Quereis oferecer-vos a Deus?” Os Pastorinhos responderam “sim, queremos”. E como Maria fizeram das suas vidas oferta a Deus. Celebrar o Natal é, com eles e como eles, responder

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afirmativamente à pergunta da Virgem-Mãe. Esse é o santo e feliz Natal que, de coração, desejamos a todos os peregrinos, amigos e benfeitores do Santuário de Fátima. Padre Carlos Cabecinhas Dezembro 2011

Seminário de Leiria

Para celebrar em família o Natal, o Seminário de Leiria reuniu todos os colaboradores mais próximos que ao longo do ano trabalham e colaboram nas várias actividades desta casa. Foi no dia 20, terça-feira, e a celebração contou com a presença e presidência do senhor Bispo, D. António Marto. Depois da Eucaristia, em que foi meditado o relato da anunciação, em dois tempos: por um lado a centralidade do convite do

Anjo Gabriel a Maria e por outro lado a profundidade da resposta de Maria ao convite, seguiu-se um almoço-convívio. Para além dos responsáveis pela casa, reitor e formadores, estiveram presentes os seminaristas e todos os trabalhadores da casa. Vários sacerdotes, responsáveis por diferentes organismos diocesanos e colaboradores directos do Seminário, estiveram também presentes, num total de 65 participantes.

Pedro Jerónimo

Festa de Natal 3. Vasto mundo, minha paróquia Nas palavras finais, o reitor da instituição sublinhou a importância deste encontro para reforçar os laços familiares que devem presidir às relações entre todos os que colaboram com o Seminário.

Na continuação o senhor bispo, formulou votos de boas festas e sublinhou o lado positivo da actual crise que nos há-de “ajudar a celebrar melhor e de forma mais focada o Natal do Senhor”.

Convívio de Natal

“Testemunhas de Cristo no mundo” O Movimento de Educadores Católicos (MEC) promoveu para os seus membros e simpatizantes um convívio de Natal, na tarde do passado dia dez. A sede do Movimento, onde o mesmo se realizou, foi enfeitada com vários símbolos alusivos ao presépio, sobressaindo pelo seu variado jogo de luzes uma linda estrela dos Magos. Era um expressivo convite

a todos para, nestes dias do Advento, guiarmos os nossos passos até ao Presépio, à semelhança do que fizeram aqueles reis Magos. O programa começou, para os que iam chegando, com o acolhimento de um saboroso aperitivo - chá quente, bolos, licor – a que se seguiu uma conferência do padre José Augusto, Vigário na Sé de Leiria e na Paróquia da Cruz da

Areia. O tema em debate foi a carta de D. António Marto, dirigida aos seus diocesanos no começo deste ano pastoral e intitulada Testemunhas de Cristo no Mundo. Com a óptima síntese que o orador nos deixou, ficou também um apelo veemente a sermos neste Natal verdadeiras “testemunhas de Cristo no mundo”. Hoje já não surgem no céu “estrelas

de Magos”...Temos de ser nós, cristãos, essas estrelas, a apontar o caminho para Cristo! A terminar o encontro, houve celebração eucarística, presidida pelo assistente diocesano do MEC, padre Adriano Brites. Mas o convívio continuou na alegria e animação do jantar conjunto, em restaurante local. A. F.

Viva este Natal duplamente Feliz

Cadeia gigante de solidariedade Ainda não terminou as suas compras de Natal? Às portas do último fim-de-semana que antecede o Natal, serão muitas as pessoas que ou por falta de uma ideia original ou por falta de tempo ainda têm compras de última hora para fazer. Nos estabeleci-

mentos comerciais depararmo-nos com o corre-corre, falta de estacionamento, filas, produtos mais caros ou até mesmo esgotados. Não se aflija. Há uma alternativa com dupla função: ofereça um presente solidário! Estará a apoiar de forma concreta uma comunidade

vulnerável espalhada pelo mundo lusófono e Sudão do Sul e ao mesmo tempo a contagiar os seus entes queridos com a magia da solidariedade. Porque o espírito Natalício é na sua essência partilhar. Porque uma prenda não é uma futilidade.

Porque o seu gesto mudará vidas. Porque pode mudar vidas e juntar os seus familiares, colegas de trabalho e amigos à sua missão. Faça acontecer! Visite o site www.prese ntessolidarios.pt e comece a construir um mundo mais justo e mais fraterno.

3.1. Vida espiritual de qualidade Hoje fala-se muito na qualidade de vida como o conjunto de condições de bem estar pessoal, social, económico e ecológico. Mas não existe verdadeira e plena qualidade de vida sem vida espiritual de qualidade. Para o cristão isto chama-se a santidade de vida no mundo. O empenho cristão na construção de um mundo justo, fraterno e pacífico, do seu desenvolvimento integral, da sua humanização através do trabalho de cada dia é expressão do seu amor filial a Deus e do seu amor ao próximo. Nesta perspectiva cristã, o mundo é um verdadeiro lugar de graça, de vocação e missão, de santificação para os fiéis leigos que aí vivem e trabalham. Estes fiéis são chamados a santificarse no mundo, através do mundo e com o mundo em Deus. Os grandes santos amaram o mundo do seu tempo mesmo em crise. O cristão santifica-se não só na caridade pessoal, mas também na caridade social e política – no sentido mais nobre da palavra – quando faz obra de justiça, solidariedade e promoção humana. Na prática da oração e nos momentos em que procuramos desenvolver a vida espiritual, não podemos deixar de ter presente o mundo e as nossas responsabilidades e relações nele. Por outro lado, os promotores de conferências, retiros e outras acções proponham uma espiritualidade que ajude a viver a própria profissão e empenho na sociedade à luz e sob o impulso da fé cristã. Em ordem a desenvolver esta espiritualidade continuaremos a propor o “Retiro para o Povo de Deus”, durante a Quaresma, sob a forma da lectio divina enriquecida pelo testemunho da vida de alguns santos ou de outros exemplos luminosos de empenho social.

Para reflexão...

ização l de qualidade o lugar de human 3.1. Vida espiritua de cada dia com o lh ba tra o os • Valorizam no mundo? ntidade de vida e vivência da sa


12 MUNDO/PORTUGAL

MUNDO

Tempo litúrgico do Natal

Calendário do Papa O Vaticano divulgou o calendário do Papa para o tempo litúrgico do Natal, entre 24 de Dezembro e 8 de Janeiro, que segue a tradição, com seis celebrações em duas semanas. A ‘missa do galo’, na véspera de Natal, vai iniciar-se às 22h00 locais (menos uma em Lisboa), e a bênção ‘Urbi et Orbi’, no dia 25, ao meio-dia de Roma, antecedida pela mensagem natalícia do Papa. A celebração da noite de Natal inclui uma oração em português, na qual se pede “que os corações de todos sejam repletos de fé e de esperança e se abram à compaixão e à generosidade”. Os participantes na missa, transmitida para dezenas de países, incluindo Portugal (RTP2), vão também pedir que os povos do mundo se liguem por “vínculos de estima, de solidariedade, de justiça e de paz”. Esta cerimónia é antecedida pelo canto da “calenda”, um texto da antiguidade cristã que anuncia “Cristo, redentor do homem” como “centro do cosmos e da história”, segundo refere o livro da celebração disponibilizado pela Santa Sé. No último dia de 2011, Bento XVI preside à oração de vésperas, com o canto do hino ‘Te Deum’, em agradecimento a Deus pelo ano que passou, na basílica de São Pedro, às 17h00 locais. O Papa preside à missa a 1 de Janeiro de 2012, por ocasião do Dia Mundial da Paz, às 9h30, e a outras duas cerimónias próprias desse mês: a solenidade da Epifania (dia 6, 9h30) e a festa do Baptismo do Senhor (dia 8, 9h45), em que o Papa baptiza algumas crianças na capela sistina, encerrando o tempo litúrgico do Natal.

Secretário do CPJP apela a nova «arquitectura»

Educar para a justiça e para a paz O secretário do Conselho Pontifício Justiça e Paz (CPJP), organismo da Santa Sé, defendeu a necessidade de uma “reforma” da ONU e de uma nova “arquitectura económica e financeira internacional”. D. Mario Toso falava no Vaticano, em conferência de imprensa, durante a apresentação da mensagem de Bento XVI para o 45.º Dia Mundial da Paz, dedicada em 2012 ao tema ‘Educar os jovens para a justiça e para a paz’. No documento, o Papa pede “adequadas modalidades de redistribuição da riqueza, de promoção do crescimento, de cooperação para o desenvolvimento e de resolução dos conflitos”. Para o secretário do CPJP, esta afirmação obriga a “tomar conta das novas exigências do bem comum mundial e da justiça social global”. Citando a recente nota do CPJP sobre “uma autoridade pública de competência universal”, D. Mario Toso considerou que a comunidade internacional precisa de uma “autoridade política proporcional, articulada em diversos planos”, para poder responder às “exigências de uma justiça social global”. Presente na conferência de imprensa, o cardeal Peter Turkson, presidente do Conselho Pontifício, aludiu às “manifestações de jovens em quase todas as capitais europeias”, admitindo que 2012 se vai iniciar “num clima de pessimismo e desconfiança”. Este responsável diz que a mensagem do Papa para o próximo Dia Mundial da Paz, celebrado a 1 de Janeiro, contraria uma atitude generalizada de “desespero” e propõe “um novo humanismo, uma nova aliança entre os seres humanos”, para lá de uma “lógica tecnicista”.

O Mensageiro 22.Dezembro.2011

«10 milhões de estrelas – um gesto para a paz»

Portugueses dizem «sim» à operação O coordenador da operação de Natal da Caritas «10 milhões de estrelas – um gesto para a paz» considera que os portugueses “estavam mobilizados” para a manifestação pública que decorreu no passado dia 17, nas dioceses. Bernardino Silva, coordenador da campanha, disse à Agência ECCLESIA que os parceiros desta iniciativa foram uma “ajuda preciosa na divulgação da actividade”. Tanto a Liga Portuguesa de Futebol como as superfícies comerciais “ajudaram a interiorizar mais a operação na mentalidade das pessoas”, frisou e acrescenta: “As equipas de arbitragem e os capitães das equipas de futebol levam uma camisola promocional da operação”. A nona edição do projecto reverte, em 65%, para as diversas Caritas diocesanas espalhadas pelo país, que se debatem igualmente com falta de recursos para responderem a um número crescente de famílias em dificuldades. Segundo dados avançados pela Caritas Portuguesa, todos os meses surgem cerca de 1400 novos pedidos de ajuda, o que equivale a

uma média de 17 famílias por dia. Através da compra de uma vela (1 euro), os portugueses vão estar também a contribuir (35% do montante recolhido) para apoiar as populações desfavorecidas da Somália, pais do nordeste africano que se debate hoje com a pior seca dos últimos 60 anos. Sublinhando que “isto não é uma operação para vender velas” mas sim “um sinal para motivar as pessoas para a partilha de bens”, Eugénio Fonseca fez votos para que a campanha ajude a sociedade a recuperar “determinados valores” que “se perderam”, como a “justiça e a solidariedade”. Para além de estarem disponíveis nas Caritas

diocesanas, nas paróquias e escolas espalhadas pelo país, as velas vão estar disponíveis para compra nos espaços comerciais ‘Pingo Doce’. A campanha chega este ano às novas tecnologias sob o mote ‘Ilumine a vida de quem mais precisa’, com aplicações para telemóveis e computadores portáteis da Apple que permitem a compra de uma vela digital por 1,60 euros. Seja em forma de vela convencional ou digital, para o presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e da Mobilidade Humana, o que interessa é que a compra das velas simbolize a adopção de uma “linguagem de esperança e de paz” por parte

da sociedade. “A paz não é simplesmente a ausência da guerra e existem imensas pessoas que não têm paz interior, famílias angustiadas, preocupadas não apenas pelo amanhã mas sobretudo pelo presente”, frisou D. Jorge Ortiga, na apresentação da campanha. À semelhança dos anos anteriores, esta campanha de recolha de fundos da Caritas Portuguesa conta com o apoio de diversas figuras representativas da sociedade, como a jornalista Fátima Campos Ferreira, o apresentador Jorge Gabriel, o bispo de Bragança-Miranda, D. José Cordeiro, e o futebolista Nuno Gomes.

Cardeal-patriarca de Lisboa

Aumento da solidariedade entre os portugueses O cardeal-patriarca de Lisboa afirmou que a crise gerou um aumento da solidariedade entre os portugueses e que a Igreja está preparada para o aumento dos pedidos de ajuda. Em entrevista ao programa ‘Gente que Conta’, do Diário de Notícias e da TSF, D. José Policarpo disse verificar “com alegria” que “uma das dimensões importantes da experiência cristã, que é a solidariedade e o pensar uns nos outros,

tem aumentado”. “É talvez um dos sinais de esperança no povo não apenas para nós Igreja, mas para a sociedade. Isto tem pouco a ver com o que se passa no mundo mediático. Mas no dia-a-dia, entre as comunidades, entre as pessoas, temos notado um acréscimo muito bonito da atenção ao próximo”, prosseguiu. Com o aumento das dificuldades, o também presidente da Confe-

rência Episcopal admite que possam aumentar as tensões sociais, embora “o povo português na sua fisionomia cultural e temperamento” não recorra a “extremos desse tipo com manifestações colectivas de massa”. Num olhar sobre a Europa, D. José Policarpo indica que o continente está fragilizado “porque menosprezou uma filosofia de vida que influenciou o mundo”.

O cardeal-patriarca de Lisboa declara não conhecer “casos de pedofilia na Igreja em Portugal”, deixando um alerta: “Estudos recentes feitos na América mostram que 90% dos casos de pedofilia estão na família”. “Temo que este enfoque só nas instituições da Igreja faça a sociedade esquecerse, mais uma vez, de que o problema é muito mais grave e a atinge nos seus fundamentos”, assinala.


OPINIÃO 13

O Mensageiro 22.Dezembro.2011

LUZ ENTRE OS HOMENS

Pe. Jorge Guarda

Vigário Geral da Diocese

http://padrejorgeguarda.cancaonova.pt

Só o amor salva do “inferno da rua”

D

e novo, chegou o Natal. Decorações nas ruas e nas casas, músicas, pais-natais, presépios, árvores enfeitadas, banquetes, presentes, votos de felicidades... Para muita gente é isto a festa de Natal. Outros dão-lhe um sentido mais profundo e procuram viver o espírito natalício privilegiando a dimensão

ANÁLISE POLÍTICA

Orlando Fernandes Jornalista

Vamos privatizar

F

ernando Pessoa era um grande poeta, mas era também um homem encantado com as questões da economia. Para ele, defensor do patriotismo activo, o nacionalismo não tinha a ver apenas com a fixação nas tradições nacionais. Para ele, o que era verdadeiramente importante era “nacionalizar todos os

espiritual, a participação nas celebrações litúrgicas e a prática da solidariedade para com os mais necessitados. Mas há também quem viva à margem, na rua, metidos em situações degradantes, e quem procure oferecer o Natal a essas pessoas, escutando-as e amando-as. Clara Amirante era uma jovem de 27 anos formada em ciências políticas quando, em 1991, começou a ir procurar os jovens que viviam na rua ou na estação ferroviária, em Roma. Queria partilhar com eles a alegria do encontro com Cristo ressuscitado que inundava o seu coração. Parecia uma loucura. Mas fê-lo. “Não imaginava que encontraria um povo numeroso de jovens sós, marginalizados, feridos na profundidade do coração e da dignidade, vítimas de redes infernais e das mais infames escravidões. Quantas raparigas vendidas como escravas e obrigadas a entregar o seu corpo a gente sem escrúpulos! Quantos jovens destruídos, prisioneiros da ilusão

de um Paraíso artificial! Quantos gritos silenciosos e lancinantes nunca escutados por ninguém; quanto desespero, raiva, violência, descaminhos, criminalidade... Mas também quanta incrível sede de Amor, de Deus precisamente ali, na profundidade das trevas do ‘inferno da rua!” Assim a Amirante conta as suas descobertas. E continua: “Tantos dos encontros com os nossos irmãos e irmãs abriram uma ferida e deixaram uma marca de fogo no meu coração. O encontro com Vyria vendida pelo irmão ao cruel circuito da prostituição, fechada em câmaras frigoríficas, violada várias vezes e torturada com golpes e queimaduras de cigarros para não fugir. O encontro com Mauro, um robusto rapaz negro, de quase dois metros de altura, mas reduzido a um esqueleto, consumido pela droga e a sida, que me disse: “Sabes, há vinte anos que vivo na rua e tu és a primeira pessoa que pára e me pergunta como estou,

sem segunda intenção’. O encontro com Cláudia, uma menina de 16 anos, que para ajudar uma amiga a fugir do circuito da prostituição viu-a ser golpeada e lançada aos porcos”. Muitos jovens ficavam admirados ao verem uma rapariga normal andar naqueles ambientes perigosos da rua. Assim, depois de partilharem com ela as suas histórias cheias de sofrimento e desespero, pediam-lhe que contasse alguma coisa sua. Então, ela dizia-lhes o que a movia: o seu encontro com Jesus ressuscitado que mudou a sua vida e a tornou livre e feliz. A reacção era de surpresa, curiosidade e de incrível abertura. Vendo nos seus olhos o brilho da alegria, pediam-lhe que lhes falasse desse Jesus e dirigiam-lhe inúmeras perguntas. E os encontros concluíam-se com o apelo: “Tira-nos deste inferno. Queremos também nós encontrar esse Jesus que mudou a tua vida”. A sequência destes encontros foi a procura

de uma casa onde pudesse acolher estes jovens. Assim nasceu em 1994 a Comunidade “Novos Horizontes”. Em seguida, pouco a pouco foi abrindo outros centros de acolhimento, de escuta e orientação, famílias abertas ao acolhimento, que já somam os 149 em múltiplas regiões. E surgiram mais 101 centros de serviço em várias direcções: prevenção, comunicação social, animação e espectáculos, formação e publicações, cooperação internacional, espiritualidade, evangelização nos hospitais e nas prisões; cidadelas de acolhimento e de formação para a evangelização e o voluntariado, numerosas equipas de rua, missões em países em vias de desenvolvimento, centros para a reinserção laboral, cooperativas sociais, telefones de ajuda, grupos de oração, espectáculos e música e outras iniciativas de socorro a quem se encontra em dificuldade. A obra envolve já milhares de pessoas que colaboram com os cerca de 700 consa-

grados voluntários a tempo inteiro. O método é simples embora exigente, o evangelho vivido, e os frutos são convincentes, como conta Clara Amirante: “Nestes anos vi milhares de jovens provenientes de experiências extremas reconstruírem-se a si mesmos à luz do Amor de Cristo e passar da morte à vida. Encontrei milhares de pessoas em situações de gravíssima desadaptação, afastadas da Igreja, mas pude contemplar como frequentemente seja suficiente a escuta profunda, um verdadeiro encontro de corações, um simples testemunho, para que quem está no desespero reabra o coração ao amor de Deus e experimente a alegria da ressurreição que brota somente do encontro com Cristo. Vi também milhares de jovens percorrer as mesmas estradas, onde antes semeavam violência, droga, prostituição, ‘morte’, testemunhando com entusiasmo o Amor de Deus”.

fenómenos importados”. Ou seja, para ele, “a vitalidade de uma nação – a verdadeira e real vitalidade - mede-se pela facilidade, prontidão e eficácia com que se nacionaliza o importado”. Estas palavras têm tudo a ver com um momento crítico, este, da existência de Portugal. Estamos a poucos dias do Estado alienar um dos seus últimos anéis: a EDP. Terminado este ciclo de privatizações, o Estado ficará com as suas gorduras mas deixará de ter bens apetitosos. É o fim de um ciclo. Mas este fechar de portas a uma época tem a ver com duas incapacidades estruturais do País: acumular capital e investilo produtivamente. O problema não é de agora. É de há séculos, incentivado por uma Coroa que dominou a iniciativa económica e por uma República que lhe seguiu os passos. À sua sombra nasceram

os homens e sãs empresas que viviam de rendas. O sistema político foi mesmo construído para existir com base no clientelismo e da dependência da sociedade civil face ao Estado. Com a expansão das actividades deste os recursos para a criação de rendas e clientes aumentou. Com isso nem criámos verdadeiros núcleos económicos potentes nem nacionalizámos as boas ideias que vinham do estrangeiro. O Estado é culpado, mas como dizia Filipe de Botton há dias numa lúcida entrevista ao “i”, “O maior problema em Portugal é a classe empresarial. Somos pouco formados e pouco cosmopolitas”. É uma fase mortal, mas que nos ajuda a compreender porque é que, para a privatização da EDP, só surgem empresas estrangeiras. Em Portugal não há músculo financeiro. Nem do Estado nem dos ditos “núcleos duros” da economia. Não deixa de ser

curioso que, dentro do nosso diletantismo liberal, coloquemos à venda uma empresa e sejam maioritariamente empresas estatais estrangeiros que se colocam à frente para comprar a EDP (a própria E.ON tem um aconchego generoso da Alemanha). Só prova que importámos o liberalismo económico como referência mas não o conseguimos nacionalizar a nosso favor. Vamos privatizar empresas para as vendermos ao Estado de outros países. Teria graça se não fosse trágico. Mas pode ser que esta lição, definitiva, abra um pouco os olhos e exercite os neurónios a quem diz ser a elite portuguesa. E que, na prática, tem demonstrado inúmeras dificuldades em demonstrá-lo. Terminou, indiscutivelmente, o grande ciclo de rendas. Vão perdurar, como por exemplo nas auto-estradas (o Estado prendeu-se de mãos e pés

a contratos leoninos que só defendem quem obtém as rendas, mas parece que nunca se descobrirão os culpados dessa sangria dos impostos dos portugueses). Mas é altura de a sociedade civil mais clarividente olhar à volta e pensar qual será a melhor estratégia, com um Estado cada vez menor, criar núcleos de riqueza e investimento nacionais para o futuro. Os accionistas estrangeiros vão trazer o capital para tapar o buraco das nossas contas públicas. Mas depois vão retirar os dividendos do que EDP e Galp andaram a construir pelo mundo. Fernando Pessoa dizia que, “só existem nações; não existe humanidade”. E esse sentimento atento pode servir de alavanca para uma outra forma de olhar para a política e para a economia nacional. Sem, pensar só nas rendas e no lucro imediato.

RABISCOS

Pedro Jerónimo

Curioso dos media

Excelência

O

Observatório do Ciberjornalismo distinguiu recentemente e pelo segundo ano consecutivo a Rádio Renascença com o prémio Excelência em Ciberjornalismo. Tratase do reconhecimento máximo ao que os media fazem na Internet. Na ocasião, um dos responsáveis da rádio referiu que “nós estamos a investir”, recordando a atitude dissonante da generalidade dos media em tempos de crise. O público agradece!


14 OPINIÃO / INSTITUCIONAL

O Mensageiro 22.Dezembro.2011

Divulgação

Arriscar é preciso... Aura Miguel in RR online (16/12/11)

O natural entusiasmo das crianças devia ser contagiante. É que elas avançam com os olhos arregalados para a realidade, sem barreiras nem esquemas de defesa. Ficam – por assim dizer – disponíveis para acolher tudo o que se passa. Confiam sem problemas e, quando não sabem, perguntam. Pelo contrário, a tendência dos adultos é desconfiar e defender-se. Muitos vivem como quem leva o cotovelo diante dos olhos para evitar golpes desagradáveis ou inesperados da vida, retêm da realidade apenas o que lhes convém e são manhosos perante certas evidências: preferem fechar-se no seu pequeno espaço e recusam surpreender-se com as sugestões que vida traz. Assim se joga a nossa liberdade: ou (primeira hipótese) nos entrincheiramos em esquemas e jogamos à defesa; ou (segunda hipótese) arriscamos como as crianças, de coração simples e olhar escancarado. O mistério do Natal terá sérias dificuldades em florescer na primeira hipótese.

CARTÓRIO NOTARIAL DE MANUEL FONTOURA CARNEIRO PORTO DE MÓS Certifico para fins de publicação, que por escritura de justificação celebrada neste Cartório Notarial, no dia treze de Dezembro de dois mil e onze, exarada a folhas noventa e seis do livro de Notas para Escrituras Diversas Duzentos e Cinquenta e Seis – A, ANTÓNIO LUÍS DA SILVA e cônjuge MARIA DE JESUS ROSA SILVA, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, naturais da freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho de Leiria, lá residentes em Loureira, Nifs; 207 021 554 e 207 021 564, declararam: Que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores do prédio rústico, sito em Pissarra, freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho de Leiria, composto de terra de semeadura com dez oliveiras, com a área de mil trezentos metros quadrados, a confrontar de norte cm Francisco Luís da Silva, de sul com Francisco Catarino, nascente com António Francisco Lebre e poente com António Pereira Moniz, não descrito na Segunda Conservatória de Registo Predial de Leiria, inscrito na matriz sob o artigo 1.545, com o valor patrimonial de IMT de € 220,61. Que adquiriram o referido prédio por compra verbal a António Justino Gonçalves, viúvo, residente em Chainça, Santa Catarina da Serra, Leiria, no ano de mil novecentos e oitenta, já no seu estado de casados. Não obstante não terem título formal de aquisição deste prédio, foram eles que sempre o possuíram, desde aquela data até hoje, logo há mais de vinte anos, em nome próprio, defenderam a sua posse, pagaram os respectivos impostos, gozaram de todas as utilidades por eles proporcionadas, cultivaram-no e colheram os seus frutos, sempre com o ânimo de quem exerce direito próprio, sendo reconhecidos como ses donos por toda a gente, posse essa de boa fé, por ignorarem lesar direito alheio, pacífica, porque sem violência, contínua e pública, por ser exercida sem interrupção e de modo a ser conhecida por todos os interessados. Tais factos integram a figura jurídica da usucapião, que os justificantes invocam, como causa de aquisição do referido prédio, por não poderem comprovar a sua aquisição pelos meios extrajudiciais normais. Cartório Notarial de Manuel Fontoura Carneiro em Porto de Mós, catorze de Dezembro de dois mil e onze. A colaboradora com delegação de poderes, (Ana Paula Cordeiro Pires de Sousa Mendes)

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Fundador José Ferreira Lacerda Director Rui Ribeiro (TE416) Redacção Luís Miguel Ferraz (CP5023), Joaquim Santos (CP7731), Ana Vala (CP8867). Paginação O Mensageiro Colaboradores Ambrósio Ferreira, Américo Oliveira, André Batista (Pe.), Ângela Duarte, Carlos Alberto Vieira, Carlos Cabecinhas (Pe.), José Casimiro Antunes, Francisco Pereira (Pe.), D. João Alves, João Filipe Matias (CO798), Joaquim J. Ruivo, Jorge Guarda (Pe.), José António C. Santos, Júlia Moniz, Maria de Fátima Sismeiro, Orlando Fernandes, Paulo Adriano Santos, Pedro Jerónimo, Pedro Miguel Viva (Pe.), Saúl António Gomes, Sérgio Carvalho, Verónica Ferreirinho, Vítor Mira (Pe.). Administração / Publicidade André Antunes Batista (Pe.). Propriedade/Sede (Editor) Seminário Diocesano de Leiria - Largo Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA - Reitor: Armindo Janeiro (Pe.) Contribuinte 500 845 719 Contactos Tel.: 244 821 100/1 - Fax: 244 821 102 - Email: jornal@omensageiro.com.pt - Web: www.omensageiro.com.pt Impressão e Expedição Empresa do Diário do Minho, Lda - Tel: 253 303 170 - Fax: 253 303 171 Depósito Legal 2906831/09

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O Mensageiro 22.Dezembro.2011

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Qt. ª da Gordalina - R. António do Espírito Santo, Lt. 5 - 96 A e B - 2415-440 LEIRIA E-mail: agostinhoha@sapo.pt • Telefone 244 815 079 • Telefone/Fax 244 802 938

V 10 10 8 7 6 5 4 3 3 3 4 3 4 3 3 2

Beira-Mar x Sp. Braga Marítimo x Olhanense Sporting x Porto Rio Ave x P. Ferreira V. Setúbal x Académica U. Leiria x Benfica Gil Vicente x Nacional V. Guimarães x Feirense

E 3 3 3 4 4 2 4 6 5 5 2 4 0 3 2 2

Pts 33 33 27 25 22 17 16 15 14 14 14 13 12 12 11 8

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Equipa Estoril Atlético Moreirense Leixões Naval Sp. Covilhã Santa Clara D. Aves Oliveirense Penafiel Freamunde Trofense Arouca Belenenses Portimonense U. Madeira

J 12 12 12 12 12 13 12 12 12 12 12 13 12 12 12 12

V 6 6 6 6 5 5 5 4 4 4 3 3 2 3 3 3

Sp. Covilhã x Trofense (0-0) Arouca x Belenenses Atlético x Freamunde Portimonense x Oliveirense Santa Clara x Estoril Leixões x U. Madeira Penafiel x D.Aves Moreirense x Naval

E 4 3 2 1 3 3 3 5 4 4 5 4 7 4 3 3

D 2 3 4 5 4 5 4 3 4 4 4 6 3 5 6 6

Pts 22 21 20 19 18 18 18 17 16 16 14 13 13 13 12 12

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Louletano x Reguengos (0-0) Fátima x Monsanto (3-1) Pinhalnovense x Carregado (0-2) Juv. Évora x Sertanense (2-2) Mafra x Torreense (0-0) Caldas x Tourizense (1-0) Vendas Novas x Oriental (1-3) Moura x 1.º Dezembro (0-1) Equipa Oriental Torreense Pinhalnovense Fátima Vendas Novas Carregado Louletano Mafra Sertanense Moura 1.º Dezembro Monsanto Juv. Évora Tourizense Reguengos Caldas

J 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13

V 8 7 8 7 7 6 5 4 5 4 4 2 3 2 2 2

D 1 2 2 2 2 4 3 5 3 4 5 4 6 5 8 9

Pts 28 23 23 21 19 19 18 14 14 13 12 11 9 8 5 4

FOTOJORNALISMOS Para o ano há mais A U. Leiria somou a nona derrota na I Liga, na deslocação ao reduto do Feirense. Já afastada da Taça de Portugal e da Taça da Liga, a equipa comandada por Manuel Cajuda só voltará a competir em 2012. O Benfica é o adversário que se segue.

E 3 4 1 3 2 4 4 7 3 3 3 6 2 5 4 2

Moura x Reguengos Monsanto x Louletano Carregado x Fátima Sertanense x Pinhalnovense Torreense x Juv. Évora Tourizense x Mafra Oriental x Caldas 1.º Dezembro x Vendas Novas

D 2 2 4 3 4 3 4 2 5 6 6 5 8 6 7 9

Foto: José Coelho/Lusa

federação portuguesa de futebol

III Divisão

12.ª J. 18.12.11

13.ª JOR. 18.12.11

12.ª JOR. 18.12.11 D 0 0 2 2 3 6 5 4 5 5 7 6 9 7 8 9

Estoril x Moreirense (1-0) D. Aves x Atlético (3-1) Freamunde x Portimonense (2-2) Oliveirense x Leixões (2-4) Trofense x Arouca (1-1) Belenenses x Santa Clara (2-1) Penafiel x Sp. Covilhã (0-1) U. Madeira x Naval (1-3)

E 1 2 2 3 4 1 3 2 5 4 3 5 3 5 2 1

Avelarense x Vieirense Meirinhas x Marrazes (todos os jogos às 15h00) Atouguiense x Fig.Vinhos GRAP/Pousos x Ansião Portomosense x Alq. Serra Nazarenos x Pedroguense Guiense x Biblioteca Alvaiázere x Pataiense

Pts 27 25 25 24 23 22 19 19 18 15 15 12 11 11 10 8

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º

13.ª J. 08.01.12

J 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13

V 9 7 7 6 5 6 5 4 3 3 3 2 2 1 1 1

SUL

14.ª JOR. 08.01.12

Equipa Porto Benfica Sporting Sp. Braga Marítimo Académica Beira-Mar Gil Vicente Feirense Olhanense V. Guimarães V. Setúbal U. Leiria Nacional Rio Ave P. Ferreira

13.ª JOR. 08.01.12

12.ª JOR. 11.12.11 14.ª JOR. 08.01.12

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Benfica x Rio Ave (5-1) V. Guimarães x Gil Vicente (1-1) Porto x Marítimo (2-0) Feirense x U. Leiria (2-1) Nacional x V. Setúbal (1-1) P. Ferreira x Beira-Mar (0-3) Académica x Sporting (1-1) Olhanense x Sp. Braga (3-4)

J 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11

II Divisão B

II LIGA

I LIGA

Equipa Alq. Serra Guiense Portomosense Pataiense Nazarenos GRAP/Pousos Atouguiense Alvaiázere Vieirense Marrazes Fig.Vinhos Meirinhas Avelarense Biblioteca Ansião Pedroguense

federação portuguesa de futebol

liga portuguesa de futebol profissional

liga portuguesa de futebol profissional

Marrazes x Alvaiázere (3-2) Ansião x Portomosense (0-3) Alq. Serra x Avelarense (3-0) Fig.Vinhos x Meirinhas (3-3) Pataiense x Guiense (1-2) Pedroguense x Atouguiense (5-6) Biblioteca x GRAP/Pousos (0-3) Vieirense x Nazarenos (1-2)

J 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11

V 6 5 6 5 4 3 3 4 2 0 0

Marinhense x Sp. Pombal Beneditense x Peniche Riachense x B.C. Branco Sourense x Tocha Pampilhosa x Alcobaça Folga: Bombarralense

E 3 4 1 3 5 7 5 2 5 6 3

D 2 2 4 3 2 1 3 5 3 5 8

Pts 21 19 19 18 17 16 14 14 11 6 3

associação de futebol de leiria

associação de futebol de leiria

I Divisão

I Divisão

NORTE

série D

Peniche x Riachense (1-0) B.C Branco x Sourense (1-1) Tocha x Sp. Pombal (2-1) Marinhense x Pampilhosa (1-0) Bombarralense x Beneditense (0-4) Folgaou Alcobaça Equipa Sp. Pombal B.C. Branco Pampilhosa Tocha Sourense Beneditense Peniche Marinhense Alcobaça Bombarralense Riachense

Com este registo a equipa de Atouguia da Baleia (Peniche) passou a ter o segundo melhor ataque da prova, com 32 golos, menos cinco que o Alqueidão da Serra. Simultaneamente, é também a equipa com a segunda pior defesa, com 27 golos consentidos – Pedroguense contabiliza 47.

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º

Ilha x Castanheira de Pêra (0-2) Arcuda x Boavista (0-2) Pelariga x Moita do Boi (1-1) Mata Mourisq. x Alegre e Unido (0-1) Ranha x Pousaflores (0-2) Caseirinhos x Motor Clube (1-0) Equipa Moita do Boi Pelariga Pousaflores Alegre e Unido Boavista Mata Mourisq. Motor Clube Ranha Cast. Pêra Caseirinhos Arcuda Ilha

J 9 9 9 8 9 9 9 9 9 9 8 9

V 7 6 6 5 5 3 4 3 3 2 1 1

E 1 2 1 0 0 4 1 1 0 0 2 2

Alegre e Unido x Ranha Boavista x Mata Mourisquense Moita do Boi x Arcuda Castanheira de Pêra x Pelariga Pousaflores x Caseirinhos Ilha x Motor Clube

D 1 1 2 3 4 2 4 5 6 7 5 6

22 20 19 15 15 13 13 10 9 6 5 5

9.ª JO.11.12.11

associação de futebol de leiria

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º

10.ª J.08.01.12

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Um total de 54 golos marcados, entre os jogos da Honra e Taça (2011/12) e os da 1.ª Divisão (2010/11) distritais. A 27 de Março o Atouguiense iniciou uma série impressionante de 19 jogos sempre a marcar. Só no último foram seis, no qual também sofreu cinco. É, aliás, uma particularidade da equipa: marca muitos golos, mas também os consente em quantidade. A melhor marca da época, na Honra da Associação de Futebol de Leiria, estava em dez golos num só jogo (Guiense x Pedroguense, 10-0). Na última jornada foi actualizada, elevando-a para onze golos. Tudo graças a um emotivo Pedroguense x Atouguiense (5-6).

youtube.com/miguelbeckham

(B), 2.º nos 200 metros estilos e 3.º nos 50 metros mariposa, e Paulo Ferreira (D), 3.º nos 100 metros costas, completaram a lista de medalhados.

9.ª JO.11.12.11

(Caldas da Rainha), no Torneio Internacional de Masters (Coimbra, 18 de Dezembro). Armando Costa (E), 1.º nos 400 metros livres, Eduardo Amaral

10.ª J.08.01.12

NATAÇÃO – Tiago Ribeiro (Escalão B), 1.º lugar nos 100 metros costas e 3.º nos 400 metros livres, foi o principal destaque entre a comitiva de os Pimpões

SUL

Unidos x Nadadouro (7-0) Os Vidreiros x Santo Amaro (1-0) Juncalense x Praia da Vieira (5-0) Gaeirense x Outeirense (2-2) Maceirinha x Pilado (1-2) Folgou: Lisboa e Marinha Equipa Lisboa Marinha Outeirense Gaeirense Juncalense Pilado Praia da Vieira Os Vidreiros Maceirinha Santo Amaro Unidos Nadadouro

J 8 8 8 8 9 8 8 8 8 9 8

V 8 5 5 5 5 4 3 2 1 1 1

Lisboa e Marinha x Unidos Nadadouro x Os Vidreiros Santo Amaro x Juncalense Praia da Vieiria x Gaeirense Outeirense x Maceirinha Folga: Pilado

E 0 2 1 0 0 0 1 2 2 1 1

D 0 1 2 3 4 4 4 4 5 7 6

Pts 24 17 16 15 15 12 10 8 5 4 4


ÚLTIMA 22DEZEMBRO2011

Honrrarei o Natal no meu coração e tentarei conservá-lo durante todo o ano. Charles Dicken, escritor [1812 - 1870]

Leiria em Dezembro de 2012

Menos iluminações de Natal mas mais luz natalícia Numa época de contenção de despesas, a Câmara Municipal de Leiria não assumiu as iluminações de Natal na cidade como em anos anteriores efectuando cortes substanciais devido à crise económica de Portugal e às recomendações que o Governo da República efectuou junto dos Municípios. Com a Troika em Portugal a efectuar cortes substanciais aos orçamentos dos municípios, também o Natal ficou menos iluminado, com comerciantes a reclamarem esse típico encantamento da cidade, embora conscientes que os tempos são difíceis para alguns luxos. A “Aldeia de Natal” teve

quase comprometida a sua realização mas pelo seu cariz emblemático junto das famílias leirienses surgiu no Jardim Luís de Camões, mas sem o habitual “Comboio de Natal” e a “Pista de Gelo”. O orçamento de 2011 é metade do ano passado, cifrando o custo em 84 mil euros, suportado também por algumas empresas que decidiram colaborar, sendo a “Aldeia de Natal” realizada com o projecto “Shop On”. No entanto, existiu neste ano uma outra iniciativa alternativa que “decorou” a cidade de Leiria. A “Incentivarte 2011” esteve patente nalguns pontos da

cidade de Leiria, através do recurso a vários materiais reutilizáveis, mostrando a elaboração de peças de arte que retratam o Natal. Desta forma, Leiria teve as suas ruas uma mostra de arte que surpreendeu pela positiva e minimizou os efeitos da ausência da iluminação de Natal que habituou durante muitos anos a ver a cidade repleta de luzes nas suas principais artérias. Para além de Leiria também os municípios de Pombal, Ourém, Nazaré, Alcobaça e Marinha Grande, reduziram substancialmente os seus orçamentos para as ornamentações e

iluminações natalícias. Mas, mesmo sem as iluminações de Natal que costumavam ter um custo de 73 mil euros, nem por isso a cidade de Leiria deixou de estar iluminada. O verdadeiro espírito de Natal deve concentrar-se na história de um menino que nasceu pobre, despido e desprovido desta corrida ao consumo, tantas vezes desviando a atenção das pessoas do significado deste acontecimento de Belém de há mais de 2000 mil anos atrás. O Natal é a evocação ao nascimento do pequeno Jesus, envolto de palhinhas e aquecido pela vaca e o burro, sob o amor extremoso do seu Pai e Mãe. Numa época difícil que os portugueses atravessam, na visita que O Mensageiro fez à cidade de Leiria, embora se sentisse alguma mágoa nos rostos dos transeuntes, deu para perceber a luz da esperança por melhores dias num futuro próximo. E é justamente essa a luz que se traduzirá no melhor presente dos próximos Natais, evocando Jesus Cristo como centro da história do dia 25 de Dezembro, preterindo os tantos presentes que mais não servem que para encher as contas bancárias de tantos oportunistas deste tempo que deveria ser vivido como momento de jubilo porque nasceu no novo ano o “nosso Salvador”.

Mostramos nesta reportagem como com coisas simples se podem fazer peças de arte tão bonitas. Trapos, sacos de plástico, tecidos, metal, cápsulas de café, garrafas de plástico e até cartão, fazem com que seja mais verdadeiro este Natal de Leiria de 2011. O Mensageiro registou na sua visita à cidade que existem excelentes autores de peças de arte de Natal urbanas, como a Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo,

Escola Profissional de Leiria, Colégio Nossa Senhora de Fátima e o Colégio Conciliar Maria Imaculada. Estes foram apenas alguns dos exemplos vivos deste Natal de 2011, desprovido das luzes das lâmpadas, mas mais iluminado pela luz dos corações do Homem.

Texto/fotografia: Joaquim Santos

4889#OMENSAGEIRO#22DEZ  

O Mensageiro (O Mais Antigo Semanário do Distrito de Leiria): Edição de 22 de Dezembro de 2011 (N.º 4889).