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23 DEZEMBRO 2010

DESEJAMOS

ANO 97 - N.º 4839

AOS LEITORES, ANUNCIANTES, ASSINANTES E AMIGOS...

FUNDADOR José Ferreira Lacerda DIRECTOR Rui Ribeiro

PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt

o t n a S NATAL

Nº DE2703206MPC

ECONOMY

DESTAQUE

ECLESIAL

O VERBO FEZ-SE CARNE...

Entrevista ao pároco das Colmeias sobre Visita Pastoral | P. 8

“Que não seja só um momento de euforia, mas fonte de renovação”

...E HABITOU ENTRE NÓS J.Santos

Uma vez mais chegou o Natal. Festa tipicamente cristã e compreensível no calendário litúrgico cristão, a verdade é que todos a querem celebrar. Para isso, não hesitam, por vezes, em desviar-lhe o sentido, querendo fazê-la parte do calendário pagão. A verdade no entanto é que o Natal celebra um acontecimento e um mistério único no quadro das religiões e genuinamente cristão. Nesta edição procuramos compreender melhor o que é e o que celebramos no Natal, dizendo também o que ele não é e que alguns teimam em fazer ser. Páginas 2 e 3

D. António reuniu-se com empresários das Colmeias | P. 9

“A bancarrota ética levou-nos à bancarrota financeira”

CULTURA Vieira de Leiria | P. 4

Natal do Centro Social e catequese Teatro José Lúcio da Silva | P. 5

Concerto de Ano Novo e Reis... ... e tradições Tuva por Chirgilchin SOCIEDADE Abertura prevista para Janeiro | P. 6

Misericórdia da Marinha Grande apresenta nova unidade hospitalar Carlos Monteiro é o mais novo provedor do País | P. 7

Festa na Misericórdia da Batalha OFERTA

Caderno especial

LMFerraz / Arquivo

OBRAS NO SEMINÁRIO DE LEIRIA

ÚLTIMA

O MENSAGEIRO ERROU

Quatro seminaristas foram admitidos às Ordens Sacras

Publicámos na edição do dia 9 deste mês um caderno especial sobre as obras no Seminário de Leiria. Estamos a distribuir esse trabalho por toda a Diocese, como forma de promover esta causa comum. Quem desejar para si ou para distribuir, poderá pedir exemplares do mesmo no Seminário!


2 DESTAQUE

O Mensageiro 23.Dezembro.2010

EDITORIAL

Rui Ribeiro

Uma prenda no sapatinho

Nos últimos dias dois acontecimentos parecem ter-se dado as mãos de forma a alcançar os mesmos objectivos: por um lado a crise económica que o país atravessa e por outro a proximidade do Natal. Ambos os acontecimentos são usados para uma crescente e avassaladora corrente de campanhas. Sempre em benefício dos mais carenciados, por todo o lado se “inventam” almoços de solidariedade, espectáculos de angariação de fundos, sorteios e cabazes de natal, pedidos directos e indirectos de alimentos, roupas e bens de toda a ordem. Um amontoado que chega a parecer exagero. Embora as situações que se procura ajudar sejam de grande importância e valor, a verdade é que parece que tudo vale para pedir solidariedade. Com tantos pedidos e tantas necessidades corremos o risco de ajudar e perder o sentido cristão da ajuda que prestamos. Sem tempo para pensar nas propostas que nos são feitas, em muitas situações a oferta vai-se tornando um acto social, irreflectido e quase imposto. Afinal de contas a solidariedade deve ter dois sentidos: ganham os que recebem, Não peço presentes mas também denem sequer a paz, veriam ganhar os ideais bonitos para que dão. Perguno mundo. to-me se de facto Quero antes de os temos sentido mais encontrar-me mais ricos por com a felicidade termos dado o de ter dado... pouco que demos. Se é verdade que só temos o que damos, não deixa de ser estranho sentirmos que apenas somos “explorados” de forma pouco humana e até pouco justa. Tenho sobre a mesa alguns pedidos de ajuda que até pela forma como são feitos me fazem sentir mal. Parecem uma procura desenfreada “sem rei nem roque” na tentativa de “enganar” algum incauto e distraído. Alguns fazem propostas para estender o pedido a grupos de amigos e conhecidos, de uma forma pouco ética e pouco clara. Numa situação destas pergunto-me se devo efectivamente estender a mão. Neste Natal quero que a prenda do meu sapatinho seja outra. Não peço presentes nem sequer a paz, ideais bonitos para o mundo. Quero antes de mais encontrar-me com a felicidade de ter dado alguma coisa a alguém. Peço que no meu sapatinho, ternamente colocado na lareira, encontre a alegria de ter estado próximo de quem antes se fez meu próximo, peço a capacidade de ser feliz no momento em que a minha ajuda foi solicitada e me dispus a dá-la. Um Natal feliz, não apenas por ter ajudado alguém; mas por reencontrar a alegria da doação. Se a felicidade de Deus é dar e dar-se, que eu seja feliz por dar e sobretudo por me dar.

Joaquim Santos/Arquivo

prui@iol.pt

O Verbo fez-se carne... Pe. Rui Ribeiro e Irmãs Clarissas Uma vez mais chegou o Natal. Festa tipicamente cristã e compreensível no calendário litúrgico cristão, a verdade é que todos a querem celebrar. Para isso, não hesitam, por vezes, em desviar-lhe o sentido, querendo fazê-la parte do calendário pagão. A verdade no entanto é que o Natal celebra um acontecimento e um mistério único no quadro das religiões e genuinamente cristão. Para compreender melhor o que é e o que celebramos no Natal, comecemos por dizer o que ele não é e que alguns teimam em fazer ser. Natal, celebração do aniversário O mundo contemporâneo pretende reduzir o Natal, como tantas outras festas religiosas, a uma festa de aniversário, durante a qual se convidam os amigos a festejar e se distribuem prendas. Para muitos, o Natal não tem referências religiosas nem é uma exclusividade dos cristãos. Também os não crentes o querem celebrar e para isso vão tentando transformá-lo numa festa de aniversário. À semelhança das nossas festas de aniversário organiza-se um festim, convidam-se os amigos e recorda-se o dia em que nascemos. Apesar de bem elabora-

da, a recente “história do natal digital” que apareceu na internet, é a expressão desta forma de celebrar e entender o Natal. Tudo não passa de um encontro de amigos e convivas. Para quem assim celebra e entende o Natal, a data é importante. O dia 25 de Dezembro tornase indiscutivelmente o dia do nascimento do Menino Jesus e se porventura quisermos retirar toda a referência cristã, então o dia 25 de Dezembro continua a ser importante pela sua referência cósmica e histórica – seria a celebração do solstício de Inverno e a festa do Sol Invicto. No dia do aniversário de alguém recordamos efectivamente uma data, que assume o centro das atenções, desejando muitos conhecer o dia a hora e o local em que nasceram, com a convicção que esse conhecimento mais os aproxima da ocorrência e mais os ajuda a celebrá-la. Porque recordar é viver, no dia do aniversário recordamos ao pormenor o dia em que nascemos e associamos os amigos a essa recordação. Assim pretendem alguns celebrar o Natal. Sem ser categóricos e intransigentes, a verdade é que a investigação actual aponta para que o nascimento de Jesus não tenha ocorrido no dia 25 de Dezembro. Facto de menor importância na celebração do

Natal, já que não se trata da recordação de uma data, mas da celebração de um mistério, um acontecimento. Natal, celebração da família Mais do que celebração da família, alguns pretendem mesmo fazer do dia de Natal o dia da família. A comemoração junta os amigos e familiares e pouco a pouco a tradicional ceia de Natal (em família ou não) passou a ocupar lugar central. Muita gente associa o Natal à família e acaba mesmo por ver neste dia o dia em que se junta e convive com os familiares. Com tonalidades mais cristãs e mais espirituais que o aspecto anterior, a verdade é que esta visão do Natal também não vai ao centro da questão e acaba por desvirtuar o sentido do que efectivamente é o Natal. Diríamos que a reunião familiar, a festa familiar é um aspecto colateral da celebração do Natal, mas não é a sua razão nem a sua essência. A família reúne-se porque é Natal; mas não é Natal porque a família se reúne. O centro aglutinador da reunião, o pólo de convergência não está na própria família, é-lhe anterior. Os cristãos reconhecem a importância da família e vêem na família de Nazaré o modelo da comunidade familiar. Por essa razão lhe dedicam um

dia, o domingo que se segue ao dia de Natal. Nessa ocasião são apresentados os valores da família e são festejados de forma comunitária. Mas a verdade do Natal não se esconde, ou não se esgota na reunião da família. Esta é uma consequência e não uma causa da celebração do Natal. Natal, celebração de um mistério O centro das celebrações cristãs é Jesus Cristo, a sua pessoa, a sua mensagem. Ele é a Revelação de Deus aos homens e é nele que centram as atenções. Conhecê-lo é conhecer mais o amor de Deus para com a humanidade. Por isso, não são as datas nem os factos por si mesmo que importam. Estes são importantes na medida em que são reveladores do amor de Deus. Em Jesus Cristo a Revelação de Deus atinge o seu auge e por isso a sua vida e a sua mensagem são lidos na perspectiva dessa Revelação. No caso do Natal, celebra-se a manifestação da incarnação de Deus como momento fulcral da revelação de Deus aos homens. Uma manifestação que se faz de forma tão humana e a todos os povos. É neste sentido que se compreende todo o ambiente do seu nascimento: a gruta, os pastores, os magos, a noite e a luz. Estes elementos


DESTAQUE 3

O Mensageiro

Joaquim Santos/Arquivo

23.Dezembro.2010

...e habitou entre nós valem pelo seu significado simbólico e enquanto estão ao serviço do conhecimento do amor de Deus. Na gruta de Belém, como na rejeição dos habitantes, encontramos a grandeza de um amor que se faz pequeno, e desce ao mais pequeno pormenor; nos pastores, vemos e compreendemos a grandeza desse amor que vem ao encontro dos mais pequenos e necessitados; nos magos, percebemos a universalidade deste amor que não se confina a um povo, a uma raça ou a uma religião; na noite e na luz, percebemos a força desse amor cuja finalidade é iluminar a escuridão e estar ao serviço do homem que caminha nas trevas, para o ajudar a ser mais humano e mais feliz. O mistério da incarnação, que celebramos no Natal como prolongamento do mistério da anunciação, celebrado a 25 de Março, traduz a proximidade de Deus, que é agora o Emanuel, o Deus connosco. O Deus dos nossos pais, conhecido pela sua omnipotência e grandiosidade, revela-se em Jesus Cristo, como um Deus próximo, amigo, companheiro de viagem, que partilha a nossa condição para com isso

nos levar a voar mais alto e a sair da situação em que nos encontramos. O Natal é afinal a celebração de um mistério que a mente humana por si só não compreende e não aceita de forma natural. É a subversão da lógica humana para fazer reinar a lógica divina. Ninguém imaginaria um Deus que se faz pequeno para estar próximo. E esta proximidade surge em benefício do próprio homem e não primeiramente de Deus. Compreendendo a celebração do Natal como celebração do mistério de amor, que se traduz na incarnação, fazem sentido todos os símbolos que o Natal apresenta. Todos eles estão ao serviço da compreensão do Deus-Amor. Um Deus que quer iluminar o homem, para lhe dar paz e alegria, convocando-o para o grande banquete da família de Deus. Todos os símbolos do Natal nos remetem para esta transformação da humanidade e do universo. Fruto do amor de Deus desenha-se um novo céu e uma nova terra, em que Deus e os homens viverão segundo o plano do próprio Deus.

Do Presépio à Cruz A Liturgia convida-nos a celebrar neste tempo de Natal a grande Solenidade do Nascimento de Jesus, o Filho de Deus. Ao mesmo tempo, a presença do Crucifixo de S. Damião no Mosteiro de Monte Real leva-nos a fixar o olhar no inefável mistério da Cruz. A luz que se acendeu na noite de Belém alonga os seus braços até ao Calvário e aí brilha mais intensamente n’Aquele que é a Luz do mundo. Belém e Calvário. Presépio e Cruz. Duas realidades que se cruzam num único ponto: o infinito amor de Deus pelo homem. No Presépio contemplamos, reclinado numa manjedoura, o fruto bendito do seio puríssimo de Maria. No Calvário, o Filho de Deus pregado na cruz. Era o inefável mistério do nascimento de Jesus que abrasava a alma de S. Francisco de Assis e o levava a clamar aos homens: Por que não reconheceis a verdade e acreditais no Filho de Deus? Eis que Ele se humilha cada dia, como quando baixou do seu trono real a tomar carne no sei da Virgem Maria (Exort). O mesmo admirável mistério fascinava o coração de Santa Clara de Assis: Contempla Jesus reclinado no presépio. Oh maravilhosa humildade! Oh admirável pobreza! O Rei dos anjos, o Senhor do Céu e da terra reclinado no presépio. Considera a sua humildade e a sua pobreza. Quantas tribulações e sofrimentos não suportou para resgatar o género humano? (4 Carta). O presépio é pois uma escola de

santidade, o espelho das mais altas virtudes cristãs. Escola de santidade e caminho de vida é a Cruz de Cristo. Quando Eu for levantado da terra atrairei tudo a Mim (Jo 12,32). Esta afirmação de Jesus, há 2000 anos, invade o coração da História e produz os seus frutos ora trinta, ora sessenta, ora cem por um. E um dos seus deliciosos frutos, amadurecido logo ali no Calvário, é o “bom ladrão”, o homem da terceira cruz. Jesus, elevado da terra e suspenso do madeiro da Cruz, entra no Seu reino com aquele companheiro de infortúnio, que humildemente lhe suplicara: Jesus, lembra-Te de mim quando estiveres no Teu reino, e ele pôde então escutar dos lábios moribundos de Jesus o que mais se pode desejar na hora da verdade: Hoje estarás Comigo no paraíso. Em plena Idade Média, esse mesmo olhar penetrante, que queima e purifica, do Crucificado de S. Damião, invadiu o coração e transformou a vida do jovem Francisco de Assis. Foi na assídua contemplação da Paixão de Cristo que Francisco alicerçou toda a sua vida e se tornou para a Humanidade gigante de santidade, como afirmou recentemente o Papa Bento XVI. E Santa Clara de Assis, deste mistério da nossa Redenção, fez sua morada e dele se alimentava. Por isso, pôde exclamar: Jesus, sendo o mais belo dos filhos dos homens, transformou-se para tua salvação no mais desprezível dos mortais. Morreu na Cruz no meio dos maiores sofri-

mentos. Olha, medita e contempla e que o teu coração se inflame na sua imitação. Foi ainda sob o olhar deste mesmo Crucifixo contemplado, ao longo de quarenta e dois anos, que Santa Clara manteve viva a chama do Evangelho, a qual é nutrida pela chama da caridade; a caridade silenciosa, humilde, paciente, privada de esplendor e de sucessos externos; a caridade que não entende fazer qualquer coisa por si, mas deixa fazer o outro, o Senhor; a caridade que se abre sem medo e sem reservas ao Seu operar e é condição de toda a evangelização (Cardeal Ratzinger – 1989). A Cruz de Cristo transforma-se para nós, também, nessa chama viva do amor que nos leva a viver como verdadeiros discípulos d’Aquele que nela contemplamos cravado. Na verdade não é o poder que salva mas o Amor! O Deus que se fez Cordeiro, diz-nos que o mundo foi salvo pelo Crucificado e não pelos seus crucificadores. O mundo é salvo pela paciência de Deus e destruído pela impaciência dos homens (Bento XVI). Esse Crucifixo que falou a S. Francisco de Assis será entregue ao Mosteiro de Monte Real no dia 21 de Dezembro, às 17h00, onde permanecerá até 31. A sua recepção será feita no átrio do Mosteiro e seguirá depois, em procissão, pelo claustro interior do mesmo. Todos são convidados para vir ao encontro do Crucificado que deseja também falar em particular a cada um de nós, como falou a S. Francisco.


4 CULTURA / OPINIÃO

O Mensageiro 23.Dezembro.2010

Vieira de Leiria

Centro Social e catequese em Festa de Natal conjunta

OPINIÃO

Pe. Gonçalo de Almada Doutorado em Filosofia

Os três “P” e São Jack, o estripador*

Q

uando havia padres e polícias com fartura, dizia-se que a capital do Minho era a cidade dos três “p” porque, aos dois digníssimos ofícios já citados, havia que acrescentar a impropriamente chamada “mais antiga profissão do mundo”. A polémica, a propósito da entrevista concedida por Bento XVI, também se poderia designar pelos três “p” que a resumem: Papa, preservativos e prostitutos. Quanto ao Papa, já está tudo dito, mas talvez não seja ocioso recordar que, sempre que Bento XVI se refere a temas de moral se-

DR

O Cine-Teatro Actor Álvaro, em Vieira de Leiria, foi pequeno, no passado domingo, para acolher todos os que quiseram assistir à festa de Natal conjunta do Centro Social Paroquial local e das classes de catequese. Foi um figurino diferente do dos anos anteriores, ao juntar os mais novos e os mais idosos num único espectáculo, no qual foi possível ver congregadas as vontades de funcionários e utentes do Centro Social, como de catequistas e alunos dos diversos anos da catequese. Ao longo de cerca de três horas, foi possível assistir às actuações dos funcionários e idosos do Centro, dos catequistas e seus alunos, da Escola de Música da Junta de Freguesia e do Grupo “Reviver o Passado”. O Grupo Motard Motabout, como habitualmente, apareceu para entregar os seus presentes aos idosos e o padre Sérgio Henriques, pároco de Vieira de Leiria, deixou uma mensagem de agradecimento

CINEMA

aos participantes e de incentivo a todos os que, no dia-a-dia, contribuem para tornar mais agradável a vida dos seniores da freguesia e aos que se empenham na educação cristã das crianças e adolescentes. Na ocasião, o sacerdote sublinhou ainda o facto do Centro Social estar a sofrer alguns melhoramentos, devido à intervenção de um casal de beneméritos – Hélder Bataglia, com raízes vieirenses, mas radicado em

xual, os media prestam-lhe uma enorme atenção, que não lhe dispensam quando apela para causas maiores, como a paz, a pobreza, a fome ou a perseguição dos cristãos na Ásia, por exemplo. Dir-se-ia que algumas pessoas, que têm o seu importantíssimo umbigo um pouco descaído, não querem outra coisa deste Papa e da Igreja que não seja uma bênção para os seus maus costumes ou, pelo menos, um condescendente silêncio para as suas vidas licenciosas. Em relação aos preservativos, pouco mais há a dizer. Do ponto de vista moral, nada mudou, nem podia mudar. Mas os falsos profetas embandeiraram em arco, para saudarem o que o Papa não disse, mas eles gostariam que tivesse dito. Há quem pense que, mais do que a lei de Deus, a doutrina da Igreja ou a palavra do Papa, o que importa é a opinião pública, que manipulam a seu bel-prazer. E, fatal como o destino, há sempre alguns pusilânimes que caem no logro, muito embora há muito se tenha dito que nada de novo há debaixo do sol. A grande novidade é a utilização, por um Papa, do termo “prostituto”, porque deve ter sido a primeira vez que tal aconteceu. Aliás, o

Angola, e Rita Galliani. Algumas obras no edifício da instituição e a aquisição de alguns equipamentos de grande importância para o bom funcionamento da instituição foram já concretizados graças à generosidade deste casal. A tarde terminou com um lanche-convívio entre os utentes do Centro Social e seus familiares. JG

uso do preservativo só foi tolerado em relação aos profissionais desse degradante ofício, não porque uma tal prática possa ser moralmente aceite, mas porque, em certos casos, pode impedir um mal maior, como seria o contágio de uma doença mortal. Se o entrevistador tivesse questionado Bento XVI sobre um “serial killler” que hesitasse entre utilizar a bomba atómica ou um punhal, é provável que o Santo Padre dissesse que, nesse contexto, seria preferível a segunda hipótese porque, mesmo sendo moralmente condenável, seria socialmente menos prejudicial. Uma bomba atómica pode causar milhares de vítimas, num só instante, enquanto um consciencioso e diligente criminoso que mate à navalhada só consegue realizar, no mesmo espaço de tempo, uns quantos homicídios. Claro que, se Bento XVI expressasse publicamente este óbvio veredicto moral, é certo e sabido que, de imediato, as televisões e jornais noticiariam “com gáudio magno” que, finalmente, o Papa aprovava o esfaqueamento de inocentes, prática antiquíssima e muito na moda em certos ambientes, mas que sectores mais conservadores da Igreja ainda

repudiam. E a “boa” notícia - que abriria finalmente as portas da Igreja a muitos profissionais do crime, que dela estão actualmente excluídos - seria decerto festejada pela máfia, pela camorra, pelos terroristas, pelos narcotraficantes e em todas as prisões, pelo menos com o mesmo regozijo com que se supõe que foram recebidas as recentes declarações sobre o preservativo nos prostíbulos masculinos, únicos antros em que o seu uso, ainda que ilegítimo, foi tolerado. Por ter feito o grande favor de usar uma faca, e não uma arma mais mortífera, a humanidade deveria estar agradecida ao benemérito assassino em série que, em pleno século XIX, semeou o terror em Londres. Se pega a moda de confundir o mal tolerado com o bem permitido, quem sabe se, na próxima visita pontifícia à Grã-Bretanha, não se exige ao Santo Padre que canonize Jack, o estripador?! * In Público (20/12/10)

Nota: O padre Gonçalo Portocarrero de Almada é ainda licenciado em Direito e vice-presidente da Confederação Nacional das Associações de Família (CNAF)

Teatro José Lúcio da Silva (Leiria) • GRU – O MALDISPOSTO | animação | de Pierre Coffin, Chris Renaud | 20 a 29 de Dezembro, 15h30 Teatro Miguel Franco (Leiria) • UM CONTO DE NATAL | comédia | de Arnaud Desplechin | 22, 23 e 25 de Dezembro, 21h30; dia 22, 18h30; dia 24, 15h30 • ASSALTO AO SANTA MARIA | drama | de Francisco Manso | c/ António Pedro Cerdeira, Leonor Seixas, Vítor Norte | 26 a 29 de Dezembro, 21h30; dia 26, 15h30; dia 29, 18h30 Cine-Teatro de Monte Real • A CIDADE | thriller | de Ben Affleck | c/ Ben Affleck, Blake Lively, Jon Hamm | 25 e 26 de Dezembro, 21h30 Auditório Muncipal da Batalha • Harry Potter e os Talismãs da Morte (Parte 1) | aventura | de David Yates | c/ Emma Watson, Daniel Radcliffe, Rupert Grint | 25 e 27 de Dezembro, 21h30; dia 26, 18h00 Cine-Teatro de Alcoba a • RED – PERIGOSOS | acção | de Robert Schwentke | c/ Bruce Willis, Mary-Louise Parker, Morgan Freeman | 26 e 27 de Dezembro, 21h30; dia 26, 17h00

MÚSICA | TEATRO | EVENTOS

Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •”Auto de Natal” - hora do conto (29/12, 14h30) •”Clube de Leitura-Letras Soltas” - animação infantil (23/12, 15h00) Banco de Portuga - Leiria •”Fábrica do Pai Natal” - Aldeia de Natal (~23/12) Jardim Luís de Camões - Leiria •”Praça dos Reis Magos” - aldeia de natal (~23/12) •”Espaço de solidariedade” aldeia de natal (~23/12) Largo 5 de Outubro - Leiria •”Oficina das invenções e criações” - aldeia de natal (~23/12) •”Recreio dos Duendes” - aldeia de natal (~23/12) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”O Natal especial da Rena Rubi” - hora do conto (2ª a 6ª, 10h00~14h30) •”Tertúlia dos Anos de Ouro” (2ªs e 5ªs feiras, 15h00~17h00) •”Actividades de natal” (23/12, 15h00) •”Bob o construtor” - filme (29/12, 15h30) Museu do Vidro - Marinha Grande •”Meter as mãos no vidro” -infantil/juvenil (4ªs a 6ªs, 10h00 e14h30) Município de Ourém • Animação de Rua (~24/12) Praça da República - Ourém •”Praça de Natal” (4ªs a 6ªs, 10h00 e14h30)

EXPOSIÇÕES

Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Roteiros de inquietação no feminino (~9/01) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •”50 anos de escutismo no 127” (~29/12) m|i|mo -Museu de Imagem e Movimento - Leiria •”Negativo positivo” - (~01/05) •”[Re Play]” - (~01/05) •”Oficina do Olhar” (exposição permanente) Associação Célula e Membrana/a9)))) - Leiria •”Natal” (~05/01) Fnac LeiriaShopping - Leiria •”Olhar as subculturas” - fotografia (~21/01) Museu Escolar - Marrazes •”A instrução na 1ª República” (~24/12) Agromuseu Municipal Dona Julinha - Ortigosa •”Sacas de retalhos à moda antiga” (3ªs~6ªs) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”Tradições, contos e imagens de Natal” (~31/1) Museu do Vidro - Marinha Grande •”Vilma Liban”- arte da gravura em Vidro (~27/03) Biblioteca Municipal - Ourém •”Descobrimentos Portugueses” - fora da estante (~31/12) Museu Municipal - Ourém •”OUREMPUBLICA” - implantação da República em Ourém (~31/12) Galeria Municipal - Ourém • Pintura de José Eliseu e Sérgio Eliseu (~2/01) Cine-Teatro Municipal - Ourém •”Audição de Natal” - fora da estante (~31/12) Paços do Concelho - Tomar • Fotografias de Cruz-Filipe (~31/12) • Mostra fotográfica (~02/01) Teatro-Cine - Pombal • Pintura - Óscar Almeida (~30/12)


CULTURA 5

O Mensageiro 23.Dezembro.2010

Em Óbidos

DR/Arquivo

Vila Natal solidária

No Teatro José Lúcio da Silva

Concerto de Ano Novo e Reis desta orquestra, não só pelo extraordinário clima festivo que rodeia este espectacular programa, mas também pela habitual participação de um público que, ano após ano, atende com entusiasmo ao concerto para festejar a chegada do Ano Novo. Este ano não fugirá à regra com a actuação da Filarmonia das Beiras em con-

junto com o incontornável nome da música portuguesa das últimas décadas, Paulo de Carvalho. O resultado será uma viagem às canções de todos nós na voz desse grande cantor, num concerto envolvente, que contará ainda com outras obras de carácter festivo apropriadas à quadra. DR

No dia 6 de Janeiro, pelas 21h30 o Teatro José Lúcio da Silva abre a temporada com o Concerto de Ano Novo e Reis, interpretado pela Filarmonia das Beiras (na foto, em cima) acompanhada de Paulo de Carvalho (na foto, à direita). O Concerto de Ano Novo e Reis constitui um dos momentos marcantes da temporada musical

Em Portugal, são ainda um mistério por desvendar. Mas os leirienses podem levantar uma ponta do véu, assistindo ao espectáculo deste grupo, dia 23 de Fevereiro de 2011, 21h30, no Teatro José Lúcio da Silva. Com a queda da União Soviética, em 1991, a mítica música ancestral da isolada República de Tuva (situada entre a Mongólia e a Sibéria) recuperou a margem de progressão e a antiga identidade, e hoje as digressões mundiais de diversos grupos de musicalmente fértil cidade de Kyzyl (a capital de Tuva) são comuns. Os multi-

DR

Chirgilchin dão voz às tradições de Tuva

premiados Chirgilchin são, presentemente, o nome mais emergente dessa vaga e parecem embalados para equipararem o peso dos históricos Huun-Huur-Tu. Os Chirgilchin conse-

guem praticar cinco variantes diferentes do “throat singing” (entre os quais, o mais celebre ‘khoomei’), que é, numa análise genérica, uma forma de canto tradicional que se desmulti-

plica em várias tonalidades vocais (algumas delas meramente apoiadas em vogais) que vão além do nosso imaginário convencional. A sua música de montanha, de efeitos etéreos (com semelhanças com a música mongol e até com os cantos budistas tibetanos), utiliza o cavalo como inspiração para os seus ritmos vocais e percussivos, como fonte metafórica para as histórias das canções e, através do seu pêlo, como matéria física de instrumentos que os próprios Chirgilchin constroem.

Apresentada obra de Nuno Saldanha

DR

“José Malhoa – Tradição e Modernidade” A Biblioteca de Figueiró dos Vinhos acolheu, no dia 20 de Dezembro, apresentação da obra “José Malhoa - Tradição e Modernidade”, da autoria de Nuno Saldanha e editada pala Scribe - Produções Culturais, Lda, com o apoio do Município de Figueiró dos Vinhos. A obra apresenta uma das personagens mais carismáticas e incontornáveis no panorama da História da Arte Portuguesa oitocentista. Uma das mais idolatradas, mas também

das mais controversas, nomeadamente no epíteto dado, do “mais português dos pintores portugueses”. Apesar da popularidade da sua figura, e da extensa fortuna crítica que a ele tem sido dedicada, Malhoa carecia ainda de um estudo sistemático global, e de contextualização, quer a nível nacional, como sobretudo internacional, no sentido de compreender a eventual especificidade da sua obra, e personalidade. Pretendeu-se realizar

uma análise detalhada e sistemática da sua vida e obra, não apenas desconstruindo esse “mito da portugalidade”, como também, perceber os moldes em que se desenvolveu a sua produção pictórica, através das ideias, dos modelos, influências e resultados, numa obra profusamente ilustrada com cerca de 300 fotografias.

“Foi absolutamente fantástico, o primeiro fim-desemana do Óbidos Vila Natal, com mais de 20 mil visitantes vindos de todo o País”, disse José Parreira administrador da Óbidos Patrimonium, EEM. O evento inaugurou dia 10 de Dezembro, e decorre até 2 de Janeiro de 2011. Segundo a organização “será a edição mais solidária de sempre”. Um cortejo com dezenas de crianças das escolas do concelho, uns vestidos de boneco de neve e outros com lanternas artesanais, assinalou o início do Óbidos Vila Natal (OVN) deste ano. Também a organização do evento, à semelhança de outros anos, apela à solidariedade dos portugueses. Este ano, é intenção da organização e de toda a região, através de iniciativas conjuntas, apoiar a Ajuda de Berço. Os visitantes serão convidados a adquirir um gorro verde. Nesse sentido, no passado sábado, dia 11 de Dezembro, decorreu a Festa do Gorro Verde, nos Armazéns da EPAC, junto ao antigo quartel dos Bombeiros Voluntários de Óbidos, com DJs e Bandas ao Vivo. A “Festa do Gorro Verde”, cuja entrada pressupunha a aquisição de um gorro verde pelo símbolo desta campanha, por 2 euros, dos quais 1,5 euros serão para a Ajuda de Berço. Entretanto, e segundo José Parreira “o Bar de Gelo é já uma grande referência desta edição”. O primeiro bar de gelo de um centro histórico no País. Um espaço com 24 metros quadrados e temperaturas a rondar entre os 5 e os 7 graus negativos, onde o gelo se sente em cada peça e que será difícil esquecer. Uma novidade que ninguém quererá perder. Fica localizado na antiga sede dos Bombeiros de Óbidos, na Rua Direita, dentro das muralhas. O Chocolate Lounge é outro espaço que dá mais cor, animação e magia ao Natal de Óbidos. O Chocolate Lounge é um espaço gourmet inteiramente dedicado ao chocolate, localizado na Praça de Santa Maria, em Óbidos. Vai ter grande variedade de bombons e chocolate proveniente de plantações de cacau de todo o mundo. Este será também um espaço de desenvolvimento de novos produtos utilizando o chocolate. No entanto, a magia não fica por aqui. No recinto do OVN, na Cerca do Castelo, um lindo Mercado de Natal, onde se encontram singulares presentes, um Carrossel de sonho e a Casa do Pai Natal são referências que nos transportam para o Natal antigo e nos enchem de saudades do tempo de crianças, mas que são acompanhadas pelas diversões mais modernas como a Pista de Gelo ou a Rampa do Castelo. Só para esta semana vão passar pela Casa do Pai Natal cerca de 6000 crianças antes das férias escolares. Um sucesso. No evento Óbidos Vila Natal haverá, igualmente, um espaço onde poderá assistir com a família e amigos a espectáculos de cariz infantil que tornarão esta visita ainda mais surpreendente. Os primeiros espectáculos tiveram lotação esgotada. Óbidos Vila Natal é mágico… Promete muita brincadeira, animação, cor, música e alegria e a sensação de entrar numa viagem onde o Natal do Passado, Presente e Futuro se vive a cada recanto. Mais informações em www.obidosvilanatal.pt.

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6 SOCIEDADE DREC recusa substituir docentes O parlamentar do PSD Paulo Batista Santos enviou à Ministra da Educação um pedido de explicações sobre "qual o fundamento legal, pedagógico ou de outra natureza justifica a recusa da Direcção Regional de Educação do Centro (DREC) em proceder às substituições das duas docentes de Educação Especial no Agrupamento de Escolas do concelho da Batalha", questionando ainda Isabel Alçada sobre "a data prevista para essa substituição" ou "qual o procedimento que o Ministério considera adequado para o acompanhamento pedagógico dos quase 70 alunos com necessidades educativas especiais". Segundo o deputado natural da Batalha, está em causa a recusa da DREC em proceder à substituição de duas docentes que estão ausentes, uma em situação de destacamento – com autorização da DREC – na Consulta de Desenvolvimento do Serviço de Pediatria do Hospital de Santo André, e outra com licença de maternidade. Uma situação que se verifica desde o início do presente ano lectivo e que deixa o Agrupamento "numa incompreensível falta de docentes de educação especial". No documento, Paulo Batista lembra ainda que "os docentes de educação especial destacados para prestar serviço em Consulta de Desenvolvimento, do Ministério da Saúde, têm sido sistematicamente substituídos nas Escolas/Agrupamentos em que se encontravam inicialmente a prestar serviço, pelo que não se compreende o motivo pelo qual, no presente ano lectivo, a DREC não procedeu à substituição da docente em falta". No caso em apreço, o Agrupamento "tem em funcionamento uma unidade de ensino estruturado para crianças e adolescentes com perturbações do espectro do autismo (quatro alunos no total), requerendo os serviços de pelo menos um docente de educação especial", existindo ainda "62 alunos com necessidades educativas especiais de carácter permanente, alguns dos quais com medidas muito restritivas, que requerem um acompanhamento continuado". O parlamentar refere ainda que se trata de "uma questão que já foi objecto de posição conjunta, dirigida à DREC, pelos professores e educadores com assento no Conselho Pedagógico do Agrupamento de Escolas do concelho Batalha, a que se juntaram o psicólogo dos Serviços de Psicologia e Orientação e os pais e encarregados de educação dos alunos". Finalmente, o deputado considera que "a manter-se a aludida recusa de substituição de docentes por parte da DREC, trata-se de uma posição incompreensível e geradora de desigualdades, que se traduzem num vasto conjunto de problemas, limitações e constrangimentos no apoio aos alunos com necessidades educativas especiais".

Novo mestrado em Ciências da Educação

Mestrados do IPL abrem candidaturas online

O Instituto Politécnico de Leiria (IPL) abre candidaturas, exclusivamente online, a cinco dos seus mestrados, nas áreas de Ciências Empresariais e Jurídicas, Educação, Engenharia e Tecnologia e Saúde, até 16 de Janeiro de 2011. De destacar o novo mestrado em Ciências da Educação - Área de Especialização em Utilização Pedagógica das TIC, recentemente aprovado pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), destinado a docentes do pré-escolar e dos ensinos básico e secundário. Este novo mestrado tem como objectivos promover o aprofundamento e desenvolvimento de competências dos docentes na utilização das TIC como recurso pedagógico numa perspectiva de inovação e investigação educacional e dar resposta à necessidade de certificação de competências avançadas em TIC na educação.

23.Dezembro.2010

Novas instalações com abertura prevista para 17 de Janeiro

Misericórdia da Marinha Grande apresenta nova unidade de cuidados continuados Uma equipa do Hospital de Santo André (HSA), composta pelo Conselho de Administração e profissionais do Serviço Social, visitou esta segunda-feira, dia 20 de Dezembro, a nova unidade de cuidados continuados da Santa Casa da Misericórdia da Marinha Grande. As instalações, apresentadas aos representantes do HSA pelo provedor da instituição, Joaquim João Pereira, têm abertura prevista para dia 17 de Janeiro de 2011, e capacidade para receber 31 utentes em internamento. A nova unidade de cuidados continuados está situada junto ao Lar das Vergieiras, da mesma instituição, na Marinha Grande, inaugurado em 2009. No hall de entrada do edifício, uma inscrição na parede explica aos utentes e visitantes que a nova unidade foi construída no âmbito da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), com o objectivo de prestar cuidados continuados integrados a pessoas que, independentemente da idade, se encontram em situação de dependência. O projecto teve um custo total de 2,1 milhões de euros, em parte suportado por apoios financeiros da Administração Regional de Saúde no âmbito do Programa Modelar. Durante a visita, Helder Roque, presidente do Conselho de Administração do HSA, elogiou o trabalho desenvolvido pelo provedor Joaquim João Pereira e pela sua equipa, especialmente neste complexo que inclui as valências de lar, centro de dia e, agora, a unidade de cuidados continuados. «É um projecto muito ambicioso e muito bem feito, onde foram calculadas com muito empenho questões essenciais como a humanização e a familiaridade dos cuidados, e a auto-sustentabilidade de todo o edifício, que ajuda a garantir igualmente a sustentabilidade de todo o projecto», refere Helder Roque, acrescentando que «todos nós, representantes do HSA, ficámos com a certeza de ter visitado uma unidade de excelente qualidade, seguramente uma das melhores que tivemos a oportunidade de conhecer».

DR

Deputado batalhense alerta para a falta de docentes de educação especial na Batalha

O Mensageiro

O edifício da unidade de cuidados continuados pretende ser totalmente autosuficiente, e possui três formas de fornecimento de energia e aquecimento. O sistema prioritário funciona através de energia solar, sendo que existe um outro de suporte, alimentado com energia geotérmica, responsável também pelo fornecimento de águas sanitárias, e, apenas quando exista falha nestes dois sistemas, entra em funcionamento uma caldeira a gás. O equipamento que capta e utiliza a energia geotérmica, um investimento de 400 mil euros, funciona através de oito furos de 200 metros de profundidade, que captam água subterrânea, lhe retiram o calor, e a injectam de novo no solo para reaquecer, constituindo um sistema isolado e circular. Todo o edifício foi pensado em termos de eficiência energética e conforto dos utentes, e está equipado com piso radiante em todas as divisões, e possui ainda um sistema de isolamento que permite, após o aquecimento do espaço, manter a temperatura ambiente com um gasto de energia relativamente baixo. No que respeita à humanização dos cuidados, e além das valências de tratamento adequadas, as diversas áreas do edifício foram pensadas de forma a «evitar que seja um espaço monótono, que possa dar algum alívio a pessoas para quem a doença é já um peso incontornável», salienta Joaquim João Pereira. Desde as cores vivas nas paredes e nos azulejos

às camas articuladas de madeira ou os frutos que distinguem os números de cada um dos quartos, todos os detalhes foram pensados para o conforto e bem-estar dos utentes. Helder Roque salienta ainda a «excelente organização e funcionalidade dos espaços» e, acima de tudo, «a grande melhoria que trará para os utentes da zona de Leiria, que poderão assim, em caso de necessidade, ser referenciados para este espaço», relembrando, que «a região tem uma grande falta de unidades que recebam pessoas com necessidade de cuidados continuados, situação que abrange e afecta também os cuidados paliativos». As novas instalações têm capacidade para 31 utentes, de média e longa duração, valências que estão instaladas em alas distintas do edifício. Incluem quartos individuais e duplos, todos equipados com casa de banho, zona de tratamentos clínicos, refeitório, copa, espaços para fisioterapia e terapia da fala, zona administrativa, e parque de estacionamento subterrâneo para 65 viaturas. A aguardar abertura por falta de apoios financeiros, embora esteja terminada já há 15 meses, está uma outra unidade deste complexo, uma casa abrigo para mulheres vítimas de violência. «Este espaço foi pensado para funcionar como acolhimento e espaço de aprendizagem e formação das mulheres que por aqui passarem», explica o provedor, acrescentando que «serão elas as respon-

sáveis por preparar a alimentação dos seus filhos, pela limpeza do seu quarto e dos espaços comuns, e terão ainda acesso a formação profissional que servirá para as ajudar na reintegração no mercado de trabalho e na sociedade». A Santa Casa da Misericórdia da Marinha Grande tem o Lar dos Outeirinhos, com capacidade para 53 utentes internados, 30 em centro de dia e 42 em apoio domiciliário, o Lar das Vergieiras, com 33 camas de internamento, 30 utentes em centro de dia e 42 em apoio domiciliário, e gere ainda o Infantário Arco-Íris, propriedade da Segurança Social, com 190 crianças. Com a unidade de cuidados continuados, que abrirá a 17 de Janeiro, a instituição passará a ter 170 funcionários em todas as valências. A Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, criada pelo Decreto Lei 101/2006, de 6 de Junho, é um conjunto estruturado de unidades de internamento e ambulatório e de equipas domiciliárias e hospitalares que prestam cuidados integrados e continuados de saúde e de apoio social a pessoas dependentes ou com falta ou perda de autonomia, e que visam promover a autonomia e melhorar a funcionalidade dos doentes, através da sua reabilitação, readaptação e reinserção familiar e social. A referenciação dos utentes é feita via hospital, pelas equipas de Gestão de Altas, ou via centro de saúde, pelo médico de família, enfermeiro ou assistente social.


SOCIEDADE 7

O Mensageiro 23.Dezembro.2010

Carlos Monteiro é o mais novo provedor do País

Festa no dia da Misericórdia da Batalha Decorreu no passado dia 8 de Dezembro a festa do Dia da Misericórdia da Batalha, com três acontecimentos a destacar: as comemorações do 3.º aniversário do seu Centro Hospitalar Nossa Senhora da Conceição (CHNSC), a tomada de posse dos novos corpos directivos e a tomada de posse do novo capelão desta unidade hospitalar, padre António Ramos, expároco de S. Mamede. A tarde festiva aconteceu no CHNSC, decorado de acordo com a quadra natalícia, onde marcaram presença várias entidades oficiais, a maior parte dos internados, seus familiares, funcionários, voluntários e muitas outras pessoas. A sessão foi aberta por António de Almeida Monteiro,

que desempenhou o cargo de provedor da Santa Casa da Misericórdia da Batalha durante muitos anos e que agora terminava as suas funções. Apesar das suas mais de nove décadas de vida, não foi um discurso de despedida, mas sim de incentivo para aqueles que agora iniciavam as suas tarefas, e que podiam continuar a contar com a sua experiência, desejando a todos o maior sucesso. Em sinal de reconhecimento, foi-lhe oferecida uma pintura a óleo do seu retrato. Também o presidente da Câmara Municipal da Batalha, António Lucas, quis destacar a importância desta unidade hospitalar e do excelente serviço ali prestado, que a torna uma das melhores do País.

Realçou ainda a excelente parceria que a Câmara mantém com esta unidade, apoiando-se sempre, dentro dos limites legais. No momento da tomada de posse dos novos eleitos, após leitura da respectiva acta e das assinaturas, foi a vez de intervir o novo provedor, o golpilheirense Carlos Agostinho. Com 43 anos de idade, é o provedor mais jovem do País. Começou por referir que não foi fácil aceitar este cargo, "não porque goste de uma vida acomodada, mas por já a ter muito ocupada". Assim, agradeceu o apoio da sua família, à qual com esta nova tarefa vai roubar mais algum tempo de atenção, mas "para servir desinteressadamente os que mais precisam". Cons-

ciente de que os tempos são difíceis, confia na sua experiência dos últimos três anos em que esteve na condução do CHNSC para saber "as portas onde bater nas situações mais urgentes". Tem sonhos, que se prendem com "a criação de novas valências e melhores condições para os utentes". Podemos dizer que foi um discurso a apontar para o futuro, com alguma contenção, mas sem medo. Estas cerimónias terminaram com a Eucaristia da festividade da Padroeira da unidade, Imaculada Conceição de Maria, presidida pelo pároco da Batalha, padre José Gonçalves, e pelo padre Manuel Pina Pedro. Durante a celebração, foi efectuado o Compromisso dos eleitos que tomaram

Investimento prioritário em Ordenamento do Território e Educação

Batalha aprova orçamento de 20 milhões Foram aprovados em reunião do executivo do passado dia 25 de Novembro o Orçamento e o Plano Plurianual de Investimentos para o concelho da Batalha, num valor total que ascende aos vinte milhões de euros, correspondendo 7.733.205 de euros a despesa corrente e 12.910.658 de euros a despesa de capital. Do lado da receita, está prevista a arrecadação de cerca de 7 milhões de euros em receitas correntes e 13,6 milhões de euros em recei-

ta de capital. A aprovação foi feita por maioria, com a abstenção do vereador Francisco Meireles, do PS. Na apresentação do documento, António Lucas, presidente da Câmara Municipal da Batalha, explicou que a despesa corrente para o exercício de 2011 apresenta um decréscimo, comparativamente a 2010, de 0,2%, devido ao aumento de rubricas como o tratamento de efluentes, de resíduos sólidos urbanos e de electricidade. Em

2011, devido à entrada em funcionamento de diversas redes de saneamento básico, prevê-se atingir 85% de cobertura concelhia. No entender de António Lucas, "prevemos que o próximo ano seja de forte investimento, devido ao facto de as candidaturas ao QREN estarem finalmente a produzir resultados práticos". No entanto, refere o autarca, "dado o momento económico que o País atravessa, cuja repercussão para os municípios já se fez sen-

tir ao nível do Orçamento Geral do Estado, a grande generalidade das obras inscritas no Plano têm subjacente o financiamento comunitário". As principais rubricas de investimento do Município da Batalha para 2011 são as seguintes: Ordenamento do Território - 3.410.000 euros; Educação - 3.167.000 euros; Saneamento - 1.961.000 euros; Rede Viária - 1.710.000; Cultura - 1.529.000 euros; Desporto - 1.516.000 euros.

“Cidades Amigas das Pessoas Idosas” Cultural João Soares, esta oficina de trabalho foi útil porque “percebemos que o consultar a opinião dos idosos é um importante passo para a inclusão e para a melhoria das condições das cidades, vilas e freguesias que queiram dar resposta aos problemas das pessoas, nomeadamente, das pessoas mais velhas”. Recorde-se que o projecto ‘Cidades’ foi criado em torno do conceito ‘Cidades Amigas das Pessoas Idosas’, concebido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), e que visa identificar os aspectos positivos mas também os obstáculos. Neste contexto, a Casa-

posse e de alguns novos Irmãos. A animação musical esteve a cargo do Grupo "Calçada Romana", do Al-

queidão da Serra. No final houve um convívio fraternal. Manuel C. Rito (texto e foto)

Candidaturas ao ‘Porta 65’

Pombal apoia jovens O Município de Pombal, através do serviço da Juventude, situado na Biblioteca Municipal, apoia os jovens na fase de candidaturas ao programa ‘Porta 65’, programa de apoio ao arrendamento jovem, que decorre entre os dias 14 de Dezembro de 2010 e 7 de Janeiro de 2011. Antes das candidaturas serem formalizadas os candidatos deverão confirmar se a morada de residência registada nas Finanças é a mesma da casa arrendada e terem a declaração de IRS relativa ao ano anterior a que diz respeito a candidatura entregue nas Finanças. O Programa Porta 65 é um sistema de apoio financeiro ao arrendamento por jovens, ao qual se podem candidatar jovens com idade igual ou superior a 18 anos e inferior a 30 anos (no caso de casais de jovens, um dos elementos pode ter até 32 anos).

Na Aldeia de Natal de Leiria

Casa Museu João Soares A Casa-Museu – Centro Cultural João Soares é uma das instituições aderentes ao Projecto ‘Cidades Amigas das Pessoas Idosas’ e neste contexto participou no projecto que decorreu em Aveiro, no dia 15 e 16 de Dezembro 2010. O projecto, que teve início em Junho do corrente ano irá envolver mais de 150 municípios, tendo aderido até à data, 83 Câmaras Municipais, 13 Instituições do ensino superior e dezenas de outras organizações que trabalham directamente com a população idosa. Segundo Sabrina Genebra, Animadora Cultural, da Casa-Museu - Centro

Novo provedor elogiou trabalho do antecessor

Museu João Soares está envolvida e empenhada em perceber as condições que a freguesia de Cortes, em Leiria, oferece aos seus moradores, em particular aos mais velhos, pelo que vai aplicar os questionários a um pequeno grupo de pessoas, com mais de 55 anos, para que estes auxiliem na identificação de barreiras, assim como dos aspectos positivos que a aldeia de Cortes lhes oferece. Queremos, num futuro próximo, ir ao encontro dos interesses efectivos das pessoas mais velhas, ajudar a que se manifestem porque a sua voz pode e deve ser ouvida. É nossa intenção

criar a semente para que, interessados na temática, possam criar um estudo e um consequente Plano Gerontológico, a partir deste diagnóstico inicial, frisa Sabrina Genebra. Sabrina Genebra da Casa-Museu João Soares irá coordenar a implementação do projecto ‘Cidades’ na freguesia de Cortes, e convida todas as pessoas com mais de 55 anos de idade a empenharem-se na melhoria do espaço onde vivem, bem como todas as instituições daquela localidade que actuem na área do envelhecimento ou instituições sociais dirigidas àquele tipo população.

13 cães foram adoptados No passado fim-de-semana a Aldeia de Natal recebeu a campanha promovida pela Câmara Municipal de Leiria “Cão sem dono –adopte um amigo” . Treze cães do canil municipal, nomeadamente 11 cachorrinhos e dois cães adultos têm já um novo lar e um dono para lhes dar a atenção e carinho merecidos. Os animais doados durante o fim-de-semana foram todos vacinados e chipados e aos donos foi entregue o respectivo boletim de vacinas. A afluência à Aldeia de Natal para ver e adoptar estes amigos de quatro patas superou todas as expectativas, e entre as pessoas que adoptaram e aqueles que ficaram interessados em adoptar, e que durante a semana irão visitar o canil municipal, perspectiva-se já o sucesso desta campanha, que deverá repetir-se. É verdade que a adopção se verificou mais ao nível dos cachorrinhos, no entanto, a simpatia e o “charme” que alguns cães adultos revelaram, levou também à sua adopção. Se por um lado os cachorros são ideais para educar e para conviver com crianças, os cães adultos, que já passaram por algumas peripécias, são companheiros ideais para as pessoas idosas, para os que se sentem mais sós e também para aqueles que não têm grande paciência para as “traquinices” dos cães mais jovens.


8 ECLESIAL

O Mensageiro 23.Dezembro.2010

[COLUNA SEMANAL]

Visita Pastoral à Diocese

CAMINHO... COM A

CARTA PASTORAL 11

Entrevista ao pároco das Colmeias, padre João Feliciano

“Que não seja só um momento de euforia” Que pensa desta iniciativa do Bispo diocesano de fazer uma visita pastoral a todas as paróquias? Primeiro, esta iniciativa parte de uma das obrigações que o código consigna ao Bispo diocesano, medida pastoral que tem como finalidade o mesmo o povo que lhe foi confiado. Conhecendo melhor o seu povo, o Bispo poderá adoptar as medidas pastorais mais adequadas à realidade. Além disso, na diocese de Leiria Fátima isto já não era feito há muitíssimos anos. Em boa hora teve o nosso Bispo tal iniciativa.

3. A IGREJA, CASA E ESCOLA DA CARIDADE (...) 3.1. Cultivar a espiritualidade do dom, da partilha e do serviço A caridade cristã, como nos ensina S. Paulo (cf 1 Cor 13), exprime-se antes de mais em orientações profundas da pessoa humana. Não é uma mera filantropia. O motivo principal do agir deve ser sempre o amor de Cristo derramado nos nossos corações. A caridade é, então, mais do que uma simples actividade de ajuda; é relação e dom de si na partilha e no serviço. Este dom deve ser humilde, liberto de qualquer sentido de superioridade. A sua força vem do alto. Como viver pois a caridade sem alimentar a sua chama interior na Palavra, na oração e na meditação? O amor evangélico exige um trabalho delicado no coração de cada um de nós: um verdadeiro itinerário espiritual que requer a escuta da Palavra de Deus, um exercício paciente de conversão dos pensamentos, sentimentos, comportamentos e reacções, uma purificação do egoísmo e comodismo, uma grande disponibilidade ao amor pelos mais frágeis, uma generosa capacidade de partilha, uma participação mais calorosa e atenta na vida da comunidade. É indispensável um fervor espiritual que nos pode contagiar na familiaridade com a vida dos santos. Para ajudar a cultivar esta espiritualidade continuaremos, como nos anos anteriores, a propor o Retiro para o Povo de Deus, durante a Quaresma, sob a forma de uma breve “Leitura orante da Palavra de Deus” (lectio divina), acompanhada pelo testemunho da vida de alguns santos e de outros exemplos luminosos da caridade. Peço aos párocos que se empenhem com toda a paixão na divulgação, no incentivo e na preparação adequada e atempada deste retiro para que possa produzir muitos frutos.

Proposta para reflexão...caridade

a e escola da Capítulo 3 - A Igreja, cas ade do dom, da partilha lid 3.1 - Cultivar a espiritua s idade estão programado e do ser viço • Na comun na e o ção, na meditaçã momentos para, na ora us, acolher a força que De escuta da Palavra de caridade? vem do alto para viver a

Como se preparou a comunidade para receber o Bispo? A comunidade cristã preparou-se essencialmente através da leitura orante da Palavra de Deus – “lectio Divina”, durante cinco semanas; na oração pessoal e comunitária nas assembleias dominicais – Missas e adoração ao Santíssimo, catequeses sobre o papel do Bispo para as crianças bem com a recepção do sacramento

acompanhar a visita do Sr. Bispo. Essa visita personalizada comoveu-o e gerou nele uma alegria indescritível.

da Penitência. Qual foi o critério na elaboração do programa? O programa foi elaborado pelo Conselho Pastoral Paroquial e depois submetido a apreciação do Bispo. O critério foi que o senhor Bispo conhecesse o mais possível a realidade da comunidade das Colmeias – Igreja: encontro com os colaboradores directos, jovens, adolescentes, crianças e casais. Mas também tivesse um conhecimento sociológico da mesma: visita a empresas mais significativas, de naturais

Próxima Visita Pastoral

Vigararia de Monte real D. António Marto terminou a Visita Pastoral na vigararia de Colmeias e segue-se a visita pela vigararia de Monte Real. O calendário das visitas será o seguinte: 6 a 9 de Janeiro Monte Redondo, 13 a 16 de Janeiro Coimbrão, 3 a 6 de Fevereiro Bajouca, 10 a 13 de Fevereiro Souto da Carpalhosa, 17 a 20 de Fevereiro Ortigosa, 10 a 13 de Março Monte Real, 24 a 27 de Março Carvide, 31 de Maio a 3 de Abril Vieira de Leiria e 4 a 6 de Maio Carnide.

das Colmeias e que empregam em boa parte também residentes na freguesia; também aos lares particulares existentes. Por fim, também conhecer a freguesia do ponto de vista geográfico, com visita aos diversos lugares. De forma geral, como decorreu a visita? A visita pastoral correu muito bem, embora, pelo envolvimento das pessoas, se tivesse notado o fenómeno geral da indiferença de algumas gerações de “cristãos”. Houve algum momento especial que queira destacar? Momento especial a destacar foi a visita a um doente que, por limitações de saúde, não podia

Qual a principal mensagem ou marca deixada por D. António Marto? Foi essencialmente uma mensagem de esperança, que se destacou em todo o tempo. Neste mundo a desmoronar-se, os cristãos, as comunidades cristãs são fonte de esperança, porque vivem de Jesus Cristo e para Ele. Quais as expectativas criadas a partir da Visita Pastoral? Foi já definida alguma prioridade pastoral ou tomada alguma decisão em ordem à renovação da dinâmica paroquial? As expectativas criadas têm de ser consolidades com a vida das pessoas, para que a visita pastoral do Bispo não seja só um momento de euforia ou entusiasmo, esbatendose com o tempo. Deverá corresponder a uma profunda renovação cristã, que passará por maior formação dos cristãos, tanto doutrinal, chamemos-lhe assim, como espiritual, com um empenho maior na vida sacramental, fonte de Santidade, porque de Comunhão com Cristo e com os irmãos.


DIOCESE 9

O Mensageiro

23.Dezembro.2010

D. António Marto reune-se com empresários das Colmeias

“A bancarrota ética levou-nos à bancarrota financeira” A responsabilidade social das empresas foi o mote para um encontro de mais de uma centena de empresários da Vigararia de Colmeias, realizada na noite de 14 de Dezembro, no salão paroquial de Vermoil, no âmbito da visita pastoral de D. António Marto ao conjunto das oito paróquias que a constituem. Ilídio da Mota, Presidente da Junta de Freguesia de Vermoil e também empresário, depois da apresentação de uns diapositivos que convidaram os participantes à reflexão sobre a importância da presença de Deus e das provas da sua existência, iniciou a sessão dando as boas vindas a D. António Marto, destacando que na sua visita pastoral, “os paroquianos ficaram maravilhados com a sua deslocação à Vigararia de Colmeias, localizada nos distritos de Santarém e de Leiria”. Seguiu-se Manuel Sobreiro, mais um empresário de Vermoil, destacando na sua prelecção o registo muito positivo da vinda do Bispo, “num momento de crise e com tempos futuros que se avizinham que serão difíceis para todos”. O empreendedor sublinhou que na área da Vigararia existem 500 empresas que empregam 4000 trabalhadores, “sendo este factor determinante para garantir à região uma segurança e conforto às populações com o emprego, havendo aqui responsabilidades sociais no dia-a-dia”. Rodrigues Marques, exdeputado da Assembleia da República e actual empresário de Albergaria dos Doze, referiu a D. António Marto que este se encontrava perante um número significativo de empresários, destacando que “a grande dificuldade do Estado é não entender que não é possível distribuir riqueza se esta não for produzida”. Numa retórica sobre a situação actual do País, Rodrigues Marques afirmou que “este Estado, que já comeu os ovos, começou a comer a galinha, esquecendo que para voltar a ter ovos é preciso que as galinhas os ponham”. A empresária Eugénia Mendes referiu que “uma empresa é uma comunidade de pessoas e essas pessoas não são máquinas

ou números”. Afirmou que “é necessária uma responsabilidade social interna e externa, mesmo num tempo em que a tesouraria das empresas se encontra caótica”. Apontando o seu caso e outros que, assume que actualmente “já não existem discriminações das mulheres como gestoras, porque, para além da sua igual competência, ajudam a humanizar as empresas”. Joaquim Santos, empresário de Colmeias e jornalista, falou sobre a possibilidade de reforço nas relações sociais entre a Igreja e as empresas como resposta eficaz às lacunas do Estado Português. Apontando caminhos possíveis, apresentou algumas directrizes que podem ser chave para minimizar efeitos da crise: “A Igreja Católica tem ‘saciado’ tanta gente de várias fomes: a espiritual e a de falta de pão. Tantas vezes desorientados, vejo seres que mendigam, esquecidos

e ignorados, sendo a Igreja cada vez mais a porta aberta, o abraço amigo… Este triste cenário, tem sido cada vez mais uma realidade. Esta acção da Igreja, tem sido ajudada pelos empresários da Diocese. Se não temos massa política para dar novos rumos aos portugueses, Igreja e empresários, juntos, poderão ser um caminho possível para que consigamos sair do desnorte. Os empresários precisam da Fé da Igreja e de todos os seus serviços para promoverem melhor as suas actividades. A Igreja necessita das pessoas, dos empresários, para que exista com mais vigor. No fundo, todos precisamos de todos”, adiantou. A experiência na primeira pessoa como empresário foi uma partilha de Adelino Abreu. Numa tentativa de mostrar que já antevia os momentos difíceis desta conjuntura económica, recordou que “já há muitos anos dizia que esta crise

iria acontecer mais cedo ou mais tarde”. Neste contexto, reforçou que uma das formas de combate às dificuldades é “as empresas não terem apenas como objectivo o lucro”, sensibilizando igualmente para o facto de que “existem empresários que deveriam ser mais solidários e que não se pode pedir muito se pouco se produz”. Numa lógica concertada, Adelino Abreu só vê uma saída para este problema: “é importante debater o papel social de um conjunto bem identificado, empresários, funcionários, Estado e sindicatos”. Acácio Lopes, da ACEGE – Associação Cristã de Empresários e Gestores, veio reforçar a necessidade de colocar Cristo no seio das empresas, melhorando as relações e até mesmo a capacidade dos empresários nos seus negócios mas também na sua dinâmica com a sociedade e os seus funcionários. Assumindo que “não há humanismo

sem Deus”, este dinamizador associativo desvenda que “quando damos ao outro também estamos a receber em simultâneo, sendo Jesus uma das ‘ferramentas’ para resolver tantos problemas”. D. António Marto, agradecendo estar entre as forças vivas da sociedade, assume que estava ali na condição de, também ele, um aprendiz, perante um conjunto alargado de empresários. Realçando que as empresas desempenham uma missão de bem-estar social, o Bispo de Leiria-Fátima destaca que a função de empresário consiste numa missão nobre mas exigente. Aqui, o Pastor desvenda que “uma família e uma empresa são células da sociedade”. Neste âmbito, disse que “é na responsabilidade social que podemos exercer as virtudes humanas e evangélicas, num momento muito difícil para o mundo, depois de uma década que se julgava

impossível experimentar”. Indicando o fenómeno das realidades das novas gerações e dos seus perigos para a humanidade, António Marto disse que, no âmbito financeiro, com as muitas mentiras que existiram nos mercados especulativos onde se gastava o que não se podia, “a globalização está desorientada, sem rosto e sem alma, aparecendo o mundo com um corpo de gigante mas com uma alma anã”, não podendo continuar a vigorar esta situação. Bastante incisivo e esclarecedor da sua visão dos dias difíceis que se vivem, o Bispo recorda que “a economia virtual que era uma mentira repercutiu-se agora na economia real, uma verdade difícil de aceitar para muitos”. O Prelado não acha que as lamentações sejam parte da solução, sabendo que os portugueses devem perceber que “todos temos de mudar este momento historicamente difícil, onde os Governantes estão sem rumo, sem soluções à vista, precisando de se introduzir ética e valores”. É exactamente por esta razão que se pode afirmar que “a bancarrota ética levou-nos à bancarrota financeira”, adiantou o Bispo, que pediu mais ética nos mercados financeiros e uma nova cultura política. Exactamente porque os portugueses se encontrarem a viver acima das suas reais possibilidades, Igreja e empresários podem ser em conjunto a solução de um problema que se agrava de forma galopante. Neste campo de acção, D. António Marto declarou aos presentes que “a Igreja tem um papel de interpelação e sensibilização das consciências”. No final houve um espaço de debate entre todos os participantes e a ‘oração ao empresário’, pelo Vigário de Colmeias, Pe. João Feliciano. A responsabilidade social é uma das bases da solução destes tempos conturbados de crise, não se vislumbrando bons prenúncios para o ano de 2011, que se avizinha. Igreja e empresários também têm uma palavra decisiva a proferir bem alto.

Texto e fotos: Joaquim Santos


10 ECLESIAL

O Mensageiro 23.Dezembro.2010

Maria, Jesus e José

Antífona de Entrada: Lc 2, 16 Leitura I: Sir 3, 3-7.14-17a (gr. 2-6.12-14) Salmo Responsorial: Salmo 127 (128), 1-2.3.4-5 (R. cf. 1) Refrão: Felizes os que esperam no Senhor e seguem os seus caminhos. Repete-se Leitura II: Col 3, 12-21 Aclamação ao Evangelho: Col 3, 15a.16a Refrão: Aleluia. Repete-se; Reine em vossos corações a paz de Cristo, habite em vós a sua palavra. Refrão EVANGELHO: Mt 2, 13-15.19-23 Depois de os Magos partirem, o Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e foge para o Egipto e fica lá até que eu te diga, pois Herodes vai procurar o Menino para O matar». José levantou-se de noite, tomou o Menino e sua Mãe e partiu para o Egipto e ficou lá até à morte de Herodes. Assim se cumpriu o que o Senhor anunciara pelo Profeta: «Do Egipto chamei o meu filho». Quando Herodes morreu, o Anjo apareceu em sonhos a José, no Egipto, e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e vai para a terra de Israel, pois aqueles que atentavam contra a vida do Menino já morreram». José levantou-se, tomou o Menino e sua Mãe e voltou para a terra de Israel. Mas, quando ouviu dizer que Arquelau reinava na Judeia, em lugar de seu pai, Herodes, teve receio de ir para lá. E, avisado em sonhos, retirou-se para a região da Galileia e foi morar numa cidade chamada Nazaré. Assim se cumpriu o que fora anunciado pelos Profetas: «Há-de chamar-Se Nazareno». Palavra da salvação.

Cânticos | Santa Maria Mãe de Deus (01/01/11) INÍCIO: Salvé ó Virgem Maria – Lau 953 Dai a paz Senhor – Lau 260 SALMO RESPONSORIAL: Deus tenha compaixão de nós - Lau 287 ESENTAÇÃO DOS DONS: Avé Maria - Lau 901 Senhor trazei-nos a paz – Lau 777 COMUNHÃO: Jesus Cristo, ontem e hoje – Lau 453 Recebestes um Espírito – Lau 716 PÓS-COMUNHÃO: Glória ao Pai que nos criou – Lau 413 Desde toda a eternidade – Lau 919 FINAL: Ó pastores ide anunciar - Lau 1005 Vamos a Belém – Lau 1013 Paz na terra - Lau 1009

Cânticos | Epifania (02/01/11) INÍCIO: Levanta-te Jerusalém – Lau 470 A vida que estava junto do Pai – Lau 121 SALMO RESPONSORIAL: Virão adorar-vos Senhor – Lau 873 APRESENTAÇÃO DOS DONS: Pobres e fracos que somos – Lau 663 Sabes Senhor – Lau 725 COMUNHÃO: Nós vimos a sua estrela no Oriente – Lau 1002 O Verbo fez-se carne – Lau 619 PÓS-COMUNHÃO: Senhor Tu és a luz – Lau 779 Ao Senhor Deus do universo – Lau 159 FINAL: Glória in excelsis – Lau 995 Os três reis do Oriente – Lau 1008 Vamos ao presépio– Lau 1014

Janela Sobre a Missão

Natal no Gungo…. Natal em Missão Faz agora um ano vivi um dos Natais mais diferentes de todos. Um Natal no Gungo, um Natal em Missão. Um Natal sem as iluminações nas ruas, ou até nas casas, sem árvores de Natal, sem pais natal, sem correrias ou qualquer tipo de consumismo. Talvez um Natal bem diferente daquilo que todos nós estamos habituados. Também se por outro lado, o Natal faz lembrar o encontro com a família, este agora seria bem diferente, afinal, estava bem distante da família biológica. Mas seria a oportunidade para o encontro e partilha com uma família que o meu coração acolheu! Uma semana antes subimos até ao Uquende, uma das aldeias do Gungo, onde estava previsto a celebração do Natal com a comunidade. A semana foi preenchida de actividades com crianças, jovens e catequistas, afinal, o importante seria preparar os corações para acolher Aquele que, mais uma vez, vinha dar-nos a oportunidade de transformarmos a nossa vida. Mas o dia 24, como em quase todas as casas

AO SABOR DA PALAVRA

Pe. Francisco Pereira pe.francisco@mac.com

Sagrada família Domingo dentro da Oitava do Natal

Todos dizemos que as famílias são importantes, que são elas o fundamento da sociedade. Desde as suas origens o homem sentiu necessidade de viver em grupo para ser mais fácil vencer os perigos que o rodeavam: dos animais,, dos elementos, das doenças, etc Era também importante que os conhecimentos adquiridos fossem transmitidos de geração em geração, para que a sobrevivência

DR

Leituras | Sagrada Família de

portuguesas, é reservado a preparar alguns miminhos para a ceia de Natal. Esse aspecto também estava providenciado. Da nossa parte, e em conjunto com algumas pessoas locais, fomos fazendo uma mistura de tradições portuguesas com as de Angola. E empenhadas para que tudo corresse bem, a hora da ceia aproximava-se. Já eram 19h quando um catequista veio até nós e muito timidamente perguntou: “Manas, desculpem incomodar, sei que vocês certamente têm muito que fazer, mas não acham que falta um Belen-

zinho?”. A princípio não estávamos a perceber bem o que o catequista queria dizer, só mais tarde percebemos: “Ah!!!! Falta-nos o presépio!!!!!”. Na Igreja não havia ainda nenhum sinal exterior de que estávamos nesta época natalícia. Mas rapidamente se reuniram algumas pessoas que nos ajudaram a fazer um dos presépios mais bonitos que já vi. A simplicidade de tudo o que existia à nossa volta, com a combinação dos trabalhos que havíamos realizado durante essa semana permitiu a beleza de um presépio de todos

fosse possível. E naturalmente foi-se constituindo o elemento essencial: os dois progenitores (pai e mãe) que transmitiam, cada qual de acordo com as suas características, mas no fim de contas de uma forma equilibrada, e os respectivos filhos, a quem era passada a herança recebida, herança essa enriquecida com novos elementos. Claro que inicialmente as funções de cada elemento estavam perfeitamente demarcadas. Hoje isso não acontece, até há quem fale de famílias mono-parentais, ou ainda em outros tipos de famílias, parece que nos dias de hoje o estranho é uma família en que o pai e a mãe procuram unir esforços para educar os seus filhos. Apesar de tudo continuam a existir valores importantes que estão a ser esquecidos. A estabilidade transmitida pelo desenvolvimento de cada homem, no seio de uma família, está a desaparecer porque a tarefa de educar as gerações está a sair do âmbito da família e entregue a quem não tem verdadeiro interes-

se nesse assunto. Isto não quer dizer que as famílias são todas perfeitas, mas até os conflitos que nascem nas famílias acabam por ser uma aprendizagem para a vida. Na carta aos Colossenses o autor exorta cada membro da família a cumprir a sua missão de pai, mãe e filho, para que todos possam ter a verdadeira felicidade, sentindo que estão todos a contribuir positivamente para a santificação dos outros, porque a salvação é comunitária. Também a primeira leitura nos convida a respeitarmos os mais velhos, porque é a eles que devemos a vida e tudo aquilo que somos: foram eles que nos educaram, que nos alimentaram e protegeram. A família serve de protecção e educação, por isso Jesus nasceu no seio de uma família. No evangelho deste domingo ouvimos dizer que S. José teve de fugir para o Egipto para proteger a sua família, isto não foi fácil: foi preciso sair da terra natal para uma terra estrangeira. Na família de

e para todos. A imagem da Nossa Senhora e de S. José foram adaptados dos fantoches que usámos no retiro com as crianças, o menino Jesus em barro tinha sido enviado pelo grupo missionário, em Portugal. À volta, a gruta era feita de capim que um catequista arranjou, a estrela era uma folha que um jovem carinhosamente dobrou, as flores foi uma mamã que apanhou. Poderia ser um presépio mais comunitário? Eram já 22h quando todos em procissão cantaram alegremente “Twendi com Belém”, vamos a Belém, e tenho a certeza que lá chegamos. Os cânticos foram cantados bem alto e tocaram lá bem no coração, naquele lugar onde os olhos começam a brilhar e o coração a tocar batuque. Foi um Natal diferente, muito diferente até! Afinal, não está nas coisas bonitas que compramos, ou nas frases bonitas que escrevemos. Encontramo-lo sim na nossa vida, com o amor que temos no coração e o colocamos ao serviço dos outros. Para todos, Onatale Yiwa (Feliz Natal). Mana Maria Inês Pereira Nazaré manifesta-se o amor até ao extremo que supera todos os egoísmos e que se faz dom ao outro. Por outro lado, é uma família que escuta a Palavra de Deus, que está atenta aos sinais de Deus e que procura cumprir à risca os projectos de Deus. Nos dias que correm também nós acolhemos muitos estrangeiros, homens com família para criar. E como é que nós os acolhemos, como é que os ajudamos na sua integração. Não podemos virar as costas a estas novas famílias de Nazaré. Que neste início de ano procuremos viver mais intensamente em família, cultivando nela os verdadeiros valores, e educando os nossos descendentes nesses valores perenes, que não são modificados pelas modas, porque são esses valores que nos preparam para os perigos e tribulações futuras, que não sabemos ainda quais são, mas que devemos estar preparados para combater.


ECLESIAL 11

O Mensageiro 23.Dezembro.2010

A arte, as palavras, a acção

Ainda a Propósito do Concerto do João Junqueira em Fátima Só perdeu quem não participou naquele momento fantástico e mágico. No fim dos concertos (Sábado e Domingo), visivelmente em todos os rostos estava estampada a satisfação: nos do público, nos da organização, nos dos músicos, que quase todos vieram de longe e gratuitamente. Pelos testemunhos que ouvimos de muitas das mais de 2.500 pessoas que passaram pelo Centro Pastoral Paulo VI para assistirem aos concertos, foram unânimes em afirmar que foi um momento fantástico e variado. A Arte A orquestração e a envolvente musical e artística foram excelentes, asseguradas por 30 músicos de grande qualidade. A arte esteve muito bem representada naquela enorme e confortável sala. Arte, foi o que ali se respirou. Acessível a todos, erudita mas muito compreensível. O bom trabalho de sonorização levou aos nossos ouvidos cada violino, cada violoncelo, piano, trompete, acordeão, guitarra de entre a quase meia centena de instrumentos utilizados. Melodias simples, cantadas também pela assembleia de espectadores, compostas pelo Junqueira em tempos idos mas que voltam a ser

tão actuais como o ressuscitar delas em disco, a que o Carlos Carneiro deu profundidade com genial orquestração. Melodias exóticas trazidas pelas sonoridades de Cabo Verde, ou saudosas do fado de Coimbra, ou eruditas pela criatividade e pelo Piano do Rui Mesquita e o violino do Rui Costa, ou ainda clássicas como a Ave Maria de Gounod com que se encerrou em beleza e tranquilidade cada espectáculo. Um verdadeiro desfile multifacetado e rico, para preencher as quase duas horas e meia de espectáculo, sem intervalo, do qual ninguém arredou pé. Diversas pessoas que foram no sábado, voltaram lá no domingo, tal foi a emoção que ali se gerou! As Palavras As palavras aqui contaram. Continuam a contar. Num tempo presente em que, frequentemente, a canção ligeira se apoia em palavras ocas, de circunstância, desprovidas de conteúdo e sentido, este concerto contrariou nitidamente a onda mais ou menos entrópica que é o lugar-comum da música ligeira portuguesa. Voltámos a ouvir palavras profundas, fortes, em alguns casos mordentes. Não é por saudosismo que pode-

mos voltar a pensar como se dizia há 40 anos que a “canção é uma arma”. É porque realmente a situação social, política e económica do país e do mundo, tem de voltar a ser denunciada, com força, com coragem, com sentido e caminho. E estas canções fazem isso com muita nitidez. Não se resignam ao marasmo da maior parte da canção actual que não diz nada de nada (e é pena, porque às vezes criam-se lindas melodias para colocar em palavras ocas). Estas canções gritam as injustiças, chamam a atenção para o sofrimento, para os problemas dos pobres e dos males do mundo, que estão mesmo à nossa volta e à distância da mão, mas que tantas vezes ignoramos. Mas mais, são palavras que apontam caminho, que difundem esperança. E a esperança esteve mais presente que nunca pelo sentimento da quadra que se aproxima, nas belíssimas canções de Natal que também ali se cantaram, originais, e mesmo inovadoras. É inédito na tradição coimbrã o tema do natal no fado. Pois fomos brindados com um fantástico fado de Coimbra de Natal que, podemos vaticinar, há-de tornar-se num futuro clássico daquela canção, tal é a sua beleza. E teremos de relevar também todas as palavras

ditas entre as canções, que as introduziram, que nos transportaram para exemplos concretos, que nos contaram histórias, que nos mostraram caminhos. Ressaltamos a exaltação da família como a realidade onde tudo começa, onde tudo se sustenta e que tem sido tão banalizada, pondo em risco a organização da própria sociedade. O João Junqueira revela esta preocupação, que é de todos nós, mas aponta caminhos, sugeridos por exemplos exibidos em pleno palco, sobretudo com a presença dos seus 5 filhos, que integram a pool de músicos, e a propósito da lindíssima peça para piano e violino, composta e executada pelo Rui Mesquita, dedicada à sua esposa. Foram de facto momentos altos, os revelados pelas palavras! A Acção Estes Concertos tiveram um motivo específico e especial, mas acabaram por exceder em muito o seu objectivo imediato. O João Junqueira, antigo Aluno do Seminário Diocesano de Leiria que, apesar de viver no norte do país, nunca deixou de conviver com a casa que foi a base da sua cultura, incluindo musical, após edição do seu último disco, “Cantos Renascidos” (que também está muito

relacionado com esta casa), propôs à Associação dos Antigos Alunos oferecer dois concertos para ajudar a financiar as obras do Seminário. Lançámos mãos à obra: criámos uma estrutura de trabalho e organização, reunimos os apoios necessários, desenhámos o processo de trabalho e de promoção, e definimos que o total da bilheteira seria para entregar integralmente ao Seminário. O processo de trabalho para a divulgação e venda de bilhetes baseava-se essencialmente numa mobilização de todos os párocos da diocese, todas as paróquias e de um pequeno grupo de pessoas em cada uma delas. As despesas reduzidas ao mínimo porque o trabalho de todos os envolvidos foi gracioso, todos os músicos vieram sem qualquer remuneração (não dizemos retribuição, porque a satisfação total no fim deste trabalho é mais compensadora que qualquer remuneração, afirmaram-no), foram suportadas por patrocinadores. Este processo estendido a toda a diocese e, depois, saltando mesmo as suas fronteiras, acabou por mexer com muito mais do que imaginámos no início. Quase todos os párocos e paróquias se envolveram, dentro das suas possibilidades, e muitos compromete-

ram-se afincadamente com o projecto (foram muito poucos os párocos que não colaboraram). Por isso, e de uma forma sentida, endereçamos publicamente um profundo agradecimento aos párocos da Diocese, a todas as pessoas que em cada paróquia ou fora delas participaram nesta acção, a todas as pessoas que, sentindo o dever de ajudar o Seminário, porque é a casa de todos nós, vieram ao espectáculo. Estas, seguramente, ter-se-ão sentido duplamente compensadas: pela satisfação de estarem a ajudar uma causa, nossa, e porque perceberam certamente que o espectáculo valeu mesmo muito mais do que o preço do bilhete que compraram. Por nós, pela mobilização que conseguimos levantar, na diocese e entre o alargado grupo de artistas, pela satisfação que sentimos neste trabalho, árduo mas compensador, concluímos pelo êxito deste empreendimento. Mas há ainda muito por fazer. É ainda muito mais o que está por fazer, do que o que está concluído. Por isso, é melhor não desmobilizarmos. O momento é difícil mas, por isso mesmo, a necessitar ainda mais de acção. L. Matias

Encontro de Natal

MEC prepara-se para o Natal

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O Movimento de Educadores Católicos (MEC) realizou, na tarde do passado dia onze, o seu habitual Encontro-Convívio de preparação para o Natal. Estiveram presentes várias dezenas de membros e simpatizantes. A iniciar a reunião, houve uma conferência do P. Gonçalo Teixeira Diniz sobre a carta pastoral do Bispo D. António Marto, “Chamados à Caridade”. Reconhecido biblista, o orador centrou as suas reflexões sobre os três ícones evangélicos da caridade, apontados por D. António: o lava-pés, o bom samaritano e o juízo final. Seguiu-se um interessado e vivo debate sobre o tema proposto, tão oportuno e fortemente apelativo para a assistência. No final, foi celebrada a Eucaristia do 3.º Domingo do Advento e, a terminar o encontro, houve jantarconvívio num restaurante local.


12 IGREJA NO MUNDO

O Mensageiro 23.Dezembro.2010

É logo no Domingo a seguir ao Natal que se celebra a festa da Sagrada Família. A leitura da recente Exortação Apostólica do Papa Bento XVI Verbum Domini, Palavra do Senhor, e o seu convite a identificar-nos com o Verbo de Deus incarnado suscitou-nos algumas considerações acerca da família, por ocasião das festas que estamos a viver (Sagrada Família e Natal). O Santo Padre usa novos termos para as mesmas verdades. Reparemos que em vez da fórmula habitual “o Verbo fez-se carne” usa “o Verbo fez-se pessoa”. A palavra pessoa sugere-nos a realidade de Deus feito verdadeiro Homem; não apenas carne, mas também espírito - alma -, com tudo quanto isso implica: agir por instinto (por ser carne) e por entendimento (por ser espírito). O comportamento por entendimento pressupõe: 1º) conhecimento (por formação, por estudo, etc.), 2º) domínio desse conhecimento (em maior ou menor grau, de acordo com a profundidade desse conhecimento) e 3º) liberdade para aceitar ou rejeitar o que se conhece. Assim, Deus dá-se a conhecer aos homens de uma forma muito simples e acessível a todos. Faz-se pessoa, começando, naturalmente, por ser pequenino, bebé, como todos nós. Com este acto, Deus dá a conhecer a vocação de qualquer homem: parecer-se com Ele, ser santo, ou seja, lutar por

progredir, ser melhor em cada dia, em cada hora… até conquistar o Céu, a Felicidade máxima. Não se trata de ser igual a Deus, o que é impossível, mas de procurar assemelhar-se em alguma ou algumas coisas. No ponto 48 desta Exortação Apostólica, o Papa recorda “quem viveu verdadeiramente a Palavra de Deus, ou seja, os Santos”. As primeiras pessoas a acolherem, no Novo Testamento, a Palavra de Deus são Nossa Senhora e S. José. Acolhem a Palavra, no caso de Maria, antes ainda de a Palavra ser pessoa humana, e no caso de José, antes de o Menino ter nascido. Em ambos os casos, Deus espera uma resposta (afirmativa ou negativa) à vocação que oferece. Deus respeita a liberdade dos homens, como os pais devem respeitar a liberdade dos seus filhos. Ao fazer-se bebé, a Palavra, o Verbo de Deus, necessita de uma família: pai, mãe, avós, tios, primos… De facto, faz parte da vocação de qualquer ser humano ter algum tipo de relacionamento familiar, mesmo os órfãos, viúvos, filhos únicos… Jesus quis necessitar de uma família, também para mostrar como se deve vir ao mundo: entregue ao carinho e à responsabilidade de um pai e de uma mãe. Sempre que um homem e uma mulher aceitam o fruto do seu amor, com tudo o que isso implica, estão a imitar Maria e José, estão a “viver

DR

A Sagrada Família para cada família

verdadeiramente a Palavra de Deus”. A manjedoura pode sugerir-nos a ideia de que Jesus se oferece já para ser comido. As palavras “manger” (francesa) e “mangiare (italiana) significam comer. Em português, um “manjar” é uma comida

Ó Deus, fonte do amor, de Ti provêm todos os dons. No Teu Filho Jesus Cristo Tu nos amaste até ao fim. No sacramento do Matrimónio fizeste do amor humano um sinal do Teu amor salvador. Nós te pedimos que olhes com amor para as nossas famílias. Cuida de cada uma delas, particularmente dos casais desavindos, dos lares sem amor. Sustém aquelas que são vítimas do desemprego ou da exclusão social. Fortalece aquelas que são atingidas pela doença ou pela morte de um dos seus membros. Aumenta em pais e filhos o desejo de Te conhecer, de Te amar E de celebrar os Teus louvores no seio da comunidade cristã. Faz de cada família um lugar de acolhimento, de partilha, de escuta e de perdão. Leva-as a saborear de novo as riquezas do sacramento do Matrimónio, a regressar às origens do seu amor e a alimentar a chama do seu compromisso. Ó Emanuel, Deus-connosco, reacende em cada lar o fogo do Teu amor.

Festa da Sagrada Família - Departamento de Pastoral Familiar | 2010

excelente. Será já isto um anúncio da Eucaristia? A manjedoura é o lugar onde se coloca a palha destinada aos animais, mas Jesus só se oferece como alimento aos homens quando eles estão em estado de graça. Jesus sabe que alguns homens têm dificuldade em

agir com liberdade, isto é, dominando os seus instintos (ser capaz de esperar até à hora das refeições para se alimentar, saber escolher o cônjuge conveniente, ter domínio sobre a ira…). Sim, o Menino corre o risco de ser comido por homens que, esquecidos

da sua dignidade de filhos de Deus, se portam como se fossem bestas. Por isso, escolheu uns pais bons para O protegerem e oferecerem aos homens (Maria e José) e deixou um Sacramento (o da Penitência) que, devendo ser – por vontade expressa de Jesus Cristo - administrado pelos padres (pais), tem o poder de nos devolver a nossa identidade total, de homens e de mulheres (e não de animais apenas). Sempre que um homem vem ao mundo, acontece algo de divino: chega à Terra mais um possível santo. Será santo, na medida em que “construir a sua própria vida sobre a Palavra de Deus…de modo verdadeiramente sólido e duradouro” (Verbum Domini nº 10). Com a sua autoridade, Bento XVI afirma ainda algo grandioso: “Como nos recorda Santo Ambrósio, cada cristão que crê, em certo sentido, concebe e gera em si mesmo o Verbo de Deus: se há uma só Mãe de Cristo segundo a carne, segundo a fé, porém, Cristo é fruto de todos. Portanto, o que aconteceu em Maria pode voltar a acontecer em cada um de nós, diariamente, na escuta da Palavra e na celebração dos Sacramentos” (Verbum Domini nº 28). É através do exemplo da Sagrada Família que todos somos convidados a formar, de algum modo, uma santa família. Isabel Vasco Costa

Sugestões litúrgicas para a Eucaristia do dia da Sagrada Família - As admonições de entrada e introdução às leituras sejam feitas por um casal - As leituras sejam feitas por um casal - A oração dos fiéis seja feita por uma família, distribuindo entre os vários elementos as diversas intenções - O ofertório seja solenizado e feito por uma família - Um casal possa acolitar na celebração - No momento de acção de graças, uma família leia a oração diocesana - Os párocos possam desenvolver na homilia as ideias de D. António Marto na carta pastoral “chamados à caridade”, nº 3.11 - Distribuir no final da celebração a pagela com a imagem e oração


OPINIÃO 13

O Mensageiro 23.Dezembro.2010

ANÁLISE POLÍTICA

Orlando Fernandes Jornalista

As forças políticas no poder

“S

e aumentam a idade da reforma, diminuem para nós os postos de trabalho.” Este é o argumento avançado pelos estudantes do ensino secundário e superior em França para justificar a sua adesão ao movimento generalizado de contestação que varre o país contra o aumento da idade da reforma. A ser verdade, essa explicação contraria na sua essência a versão de que se viveria em França uma reedição do Maio de 68. Com efeito, enquanto na época os estudantes se manifestavam contra a sociedade de consumo e por uma revolução cultural que tardava, hoje será o medo de um amanhã incerto que os traz para a rua. O único paralelismo que se pode encontrar é na violência, frequentemente encabeçada por elementos extremistas, muitas vezes do exterior, que aproveitam os movimentos de massas para agredir, queimar e saquear o que encontram pela frente. Se a violência aumentar será o principal factor capaz de quebrar o sólido apoio

que o movimento grevista tem tido por parte da população (cerca de 71%). Na verdade, a comparação com o Maio de 68 só tem um interesse: é percebermos a que ponto as nossas sociedade mudaram, a que ponto o modelo social que vigorava na época está morto e enterrado. Mais do que o aumento da idade da reforma dos 60 para os 62 anos – a França é o país da Europa onde a idade da reforma é mais baixa, em média quatro anos menos da média dos países da União Europeia e seis anos nos EUA – é a recusa em abdicar desse modelo que exprime o movimento grevista que sacode a França. “Defendendo a reforma aos 60 anos”, afirma o politólogo Roland Cayrol, no jornal Le Monde, “é o conjunto do seu modelo social que os franceses querem defender”. No entanto, a situação económica e demográfica do país não deixa muita margem de manobra num sistema de pensões que acumula um défice anual gigantesco e onde diminui a percentagem de trabalhadores no activo a contribuir. A crise de Estado Social não é exclusiva da França, mas de praticamente de todos os países europeus – incluindo Portugal, como bem sabemos de forma particularmente dolorosa. Há no entanto, entre outras, duas consequências desta crise que eu gostaria de destacar. A primeira é o desfazer do mito do multiculturalismo. Ângela Merkel teve o mérito de o apontar claramente em relação aos imigrantes: o multiculturalismo falhou como modelo de integração. Se, de uma forma ge-

ral, é difícil a aceitação da diversidade e da convivência com culturas e religiões diferentes – o que toda a história da humanidade o comprova –, muito difícil esta se torna em movimentos de crise económica e de desemprego como os que se vivem actualmente. Em épocas de abundância toleramos a presença dos que são diferentes no nosso seio – embora de preferência longe da nossa vista –, porque são úteis e o bolo dá para todos. Até nos podemos dar ao luxo de proclamar ideias generosas sobre a igualdade e a fraternidade universais…Mas em situações de crise económica a tolerância desce ao ponto zero: quebra-se o verniz, saem as garras, é o salve-se quem, puder. Alguém tem de ser o bode expiatório e este é, invariavelmente, o elo mais fraco e vulnerável. Não é por acaso que por toda a Europa crescem as forças xenófobas – neste aspecto preciso, o governo de Sarkozy deu uma excelente ilustração no tratamento da questão cigana… A segunda consequência da crise é o desaparecimento da esquerda socialista tradicional como actor político interveniente. Mais uma vez, a França é uma clara ilustração disso, com o velho partido socialista de Jean Jaurés e Léon Blum à deriva, incapaz de fazer outra coisa senão dizer o contrário do governo – e apelar irresponsavelmente a alunos menores de idade a descerem à rua, como acaba o fazer Segiolène Royal. A esquerda socialista foi agente e herdeira, se assim se pode dizer, do Estado social. Enquanto este tinha meios, a sua grande bandeira foi a defesa do Es-

tado como instrumento do bem-estar, da igualdade dos cidadãos, da sua protecção social. Mas hoje quando o Estado “pai” se transforma no Estado “vampiro”, pouco mais tem a que se agarrar a não ser a velha máxima “os ricos que paguem a crise”. Ela surge hoje esvaziada das suas bandeiras mais essenciais e desfasada da vida real dos cidadãos. Apenas se mantêm aqueles partidos que de socialistas já só têm o nome e cujas políticas concretas estão muitas vezes mais “à direita” do que os que se reivindicam claramente dela. Ou seja, a crise económica, a crise do Estado social, está provavelmente a contribuir para uma mudança profunda não só de espectro partidário tradicional, mas também nas relações dos cidadãos com o Estado, esperemos que no sentido de uma maior responsabilização cívica. E isso pode ser um bem… O Estado nunca deve abdicar de ser um garante da protecção dos mais fracos e vulneráveis, do seu acesso aos cuidados de educação, saúde e à justiça social, sejam quais forem as forças políticas no poder. Mas o que esta crise enterra de vez é a visão do Estado paternalista e centralizador de quem tudo e todos dependem. Talvez daqui possa surgir uma maior consciência da responsabilidade social de cada um e nomeadamente de todos aqueles a quem a sociedade ajudou a enriquecer.

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m dia, um sacerdote TESTEMUNHAS disse a Chiara LubiDO AMOR ch (Trento, 1920 – Roma, 2008): “Deus ama-a imensamente”. “Estas palavras – conta a fundadora do Movimento dos Focolares – produziram em mim um grande efeito. Aquilo que como cristã tinha aprendido desde criança, ou seja, que Deus é Amor, que Ele me conhece, que – como Pe. Jorge Guarda diz Jesus – conta até os Vigário Geral da Diocese cabelos da minha cabeça, entrou na minha mente e no meu coração de modo completamente novo, como uma fulminação: ‘Deus ama-me! Deus é amor!’”. A partir de então o amor a Deus e a cada próximo torna-se o objectivo e o programa da sua vida. As relações com Deus e com os outros são sempre permeadas pelo amor. Os encontros, as acções, as palavras... tudo se torna ocasião para amar e expressão de amor. Não lhe basta fazer as coisas por amor, é preciso sempre “ser o Amor”, como escreveu numa meditação: “Quem faz as coisas ‘por amor’ pode fazê-las bem, mas, pensando prestar um grande serviço a um irmão talvez doente, pode tornar-se enfadonho com as suas tagarelices, com os seus conselhos, com a sua ajuda: com uma caridade pouco inspirada e pesada. Talvez tenha mérito; mas o outro tem um peso. E isto porque é necessário ser o Amor. O amor alicerça-nos em Deus, e Deus é o Amor. Mas o Amor que é Deus, é luz e, como a luz, vê-se se o nosso modo de nos aproximarmos e servirmos o irmão é conforme ao coração de Deus, como o irmão desejaria que fosse, como ele sonharia se a seu lado tivesse não a nós, mas Jesus”. A nascente da corrente de amor em que Chiara vive e que procura fazer brotar em cada coração está em DeusAmor. O modelo e o alimento deste amor encontra-se em Jesus Cristo, e o dinamismo vem do Espírito Santo, que a todos ilumina e incendeia com o fogo divino da caridade. Todas as palavras de Deus resumem-se no amor. Este exprime-se em obras e vive-se em várias relações: com Deus, com cada próximo, na reciprocidade e com qualquer pessoa. Chiara Lubich praticou o amor de múltiplas formas. Antes de mais, na sua família, no seu trabalho educativo como professora, no seu apostolado. Depois, comunicando a outros as descobertas espirituais que fez e partilhando as graças divinas recebidas. Com isso envolveu muitas outras pessoas na sua divina aventura. No tempo da guerra, com as suas companheiras dedicou-se incansavelmente a socorrer os pobres, feridos e amargurados, levando-lhes alimentos, roupa, consolos e as ajudas possíveis a quem precisava de tudo. Mais tarde, tendo-a bebido no Evangelho, Chiara ensinou a “arte de amar” para pôr em pratica o amor na própria vida, em todas as situações e relações: amar a todos, dar o primeiro passo em relação ao próximo, amar como a nós mesmos, “fazer-se um”, amar Jesus em cada pessoa, corresponder ao amor dos outros na reciprocidade. Viver deste modo muda muita coisa na relação entre as pessoas e no mundo, não apenas no âmbito espiritual mas em todas as expressões da vida humana: familiar, educativa, social, cultural, económica, politica, científica... A fundadora dos Focolares não se limitou a viver pessoal e directamente o amor. Procurou despertar e alimentar em muitos corações o fogo do amor e fazêlo incendiar o mundo inteiro. Mais, empenhou-se em que este mesmo amor penetrasse em muitos âmbitos e actividades do mundo, para que a fraternidade, a justiça, a paz e a comunhão entre todos os homens se tornasse uma realidade.

Chiara Lubich


14 INSTITUCIONAL

EDITAL N.º 157/10 PROCESSO DE LOTEAMENTO N.º 24/80 Lino Dias Pereira, Vereador do Pelouro de Ordenamento do Território e Urbanismo da Câmara Municipal de Leiria, torna público, para efeitos do disposto nos n.ºs 2 e 3 do artigo 27.º do Decreto-Lei n.º 555/99, de 16 de Dezembro, na redacção que lhe foi dada pela Lei n.º 60/07, de 4 de Setembro, conjugado com o previsto no art.º 17.º do Regulamento de Operações Urbanísticas do Município de Leiria, que em 2010/06/09 deu entrada nesta Câmara um pedido referente à alteração às especificações constantes da licença do loteamento sito em Vale Sepal, freguesia de Marrazes, deste concelho, titulado pelo alvará n.º 422/82, emitido em 24/03/1982, e respectivos aditamentos, cujo o licenciamento decorre os seus trâmites nesta Câmara Municipal em sede do processo n.º 24/80. O pedido é apresentado por Mário de Sousa Rosa, incide sobre o lote n.º 13, descrito na Conservatória do Registo Predial de Leiria sob o n.º 96 e inscrito na matriz Urbana sob o artigo 4469 da freguesia de Marrazes, e consta, na generalidade, na alteração da cota de soleira e dos arranjos exteriores. Todos os interessados poderão apresentar, por escrito e no prazo de quinze dias, contados a partir do primeiro dia útil seguinte ao da publicitação deste edital, sugestões e/ou reclamações. Para efeitos do disposto no n.º 3 do art.º 27.º da citada Lei, ficam também notificados todos os proprietários dos lotes inseridos no referido loteamento para, dentro do mesmo prazo, se pronunciarem por escrito sobre a alteração pretendida, caso assim o entendam. Para eventual consulta, informa-se que o respectivo processo se encontra patente na Secção de Apoio Administrativo ao Departamento de Operações Urbanísticas, sito na Rua da Cooperativa, S. Romão, freguesia de Pousos, todos os dias úteis entre as 09:00 horas e as 15: 30 horas. Leiria, 16 de Dezembro de 2010 POR DELEGAÇÃO DO PRESIDENTE DA CÂMARA O VEREADOR, (LINO DIAS PEREIRA)

CARTÓRIO NOTARIAL DE ALCOBAÇA A cargo do notário Rui Sérgio Heleno Ferreira EXTRACTO DE JUSTIFICAÇÃO CERTIFICO, para efeitos de publicação, que por escritura de catorze de Dezembro de dois mil e dez, iniciada a folhas vinte e quatro do Livro de Notas para Escrituras Diversas número trinta e oito – A deste Cartório: ADELINO DE JESUS ANTÓNIO e mulher EMÍLIA NOGUEIRA FRANCISCO ANTÓNIO, casados sob o regime da comunhão geral de bens, naturais ambos da freguesia de Colmeias, concelho de Leiria, residentes na Rua Cidade de Setúbal, n.º 83, primeiro esquerdo, Montijo, NIF 150 688 253 e 150 688 261, respectivamente, justificaram a posse do seguinte bem: Prédio rústico composto de terra de semeadura com árvores de fruto, sito em Achada, freguesia de Colmeias, concelho de Leiria, inscrito na matriz da referida freguesia sob o artigo 3374.º, descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria sob o número dez mil cento e sessenta e três / Colmeias, aí registado a favor de Joaquim Francisco Júnior casado com Adelina da Conceição, residentes em Barreiro, Colmeias, Leiria, pela apresentação uma de vinte e seis de Dezembro de mil novecentos e sessenta e quatro. Que o referido bem veio à posse dos justificantes por volta do ano de mil novecentos e sessenta e cinco, por compra verbal que fizeram a João Manuel dos Santos e mulher Maria Ermência, casados na comunhão geral, residentes que foram em Plátanos, Buenos Aires, Argentina, que por sua vez o haviam comprado verbalmente ao referido Joaquim Francisco Júnior casado com Adelina da Conceição, sendo impossível fazer a escritura por falecimento dos vendedores. Que desde a data de aquisição que os justificantes vêm possuindo o bem, como é do conhecimento geral, desde há mais de vinte anos, sem interrupção, ostensivamente e sem oposição de ninguém, na convicção, que sempre tem sido também a das outras pessoas, de serem eles os seus únicos e verdadeiros donos. Na verdade, foram os justificantes e mais ninguém que durante todo este tempo têm desfrutado o dito bem e têm praticado nele os actos normais de conservação e de defesa da propriedade. Que, assim, e na falta de melhor título, os justificantes adquiriram o identificado bem por USUCAPIÃO, que aqui invocam por não lhes ser possível provar a sua aquisição pelos meios extrajudiciais normais. Que vai conforme o original na parte fotocopiada, não havendo na parte omitida nada que altere, modifique ou restrinja a parte transcrita. Alcobaça, catorze de Dezembro de dois mil e dez. O Notário, (Rui Sérgio Heleno Ferreira)

JOGOS | N.º 51/2010 (Confirme em www.jogossantacasa.pt) Euromilhões: 3, 20, 29, 35, 42 + 3, 8 Totoloto: 11, 21, 24, 27, 32, 47 + 42 Loto2: 2, 4, 6, 22, 27, 38 + 32 Joker: 1 7 5 8 6 1 9 Totobola: 11X 2XX X11 X112 FÁRMÁCIAS DE SERVIÇO Godinho Tomaz (23), Higiene (24), Antunes (25), Lis (26), Oliveira (27), Sanches (28), Tomaz (29) e Avenida (30).

Registo no ICS N.º 100494 Semanário - Sai à 5ª Feira Tiragem média - 3.000

O Mensageiro 23.Dezembro.2010

Cartório Notarial de Leiria A cargo do Notário Pedro Tavares Certifico, para fins de publicação, que neste Cartório e no Livro de Notas para Escrituras Diversas nº 198-A de folhas cento e trinta e seis a folhas cento e trinta e sete verso se encontra exarada uma Escritura de Justificação Notarial no dia dezassete de Dezembro de 2010. Outorgada por Adelino Ruas Pimenta e mulher Maria Lisboa Padeiro Pimenta, casados no regime da comunhão de adquiridos, naturais de Colmeias, Leiria e de Milagres, Leiria, residentes na Rua Nª Sª da Piedade nº 360, Bouça, Colmeias, Leiria , nif 141 249 730 e 162 697 392. Na qual disseram: Que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores de um quarto indiviso do prédio rústico, composto por terra de semeadura, pinhal e oliveiras, sito em Vale dos Servos, na freguesia de Milagres, do concelho de Leiria descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial deste concelho sob o número seis mil novecentos e cinquenta e quatro, sem inscrição de aquisição desta quota-parte, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 2378, com o valor patrimonial tributário correspondente de 415,68€, igual ao atribuído. Que são comproprietários Deolinda da Fonseca Caetano, Manuel de Jesus Pereira do Pinhal e Álvaro da Fonseca Caetano, residentes em Bidoeira de Cima, Leiria. Que a referida quota-parte veio à sua posse por compra meramente verbal que foi feita por volta do ano de mil novecentos e setenta e sete a António Caetano e Joaquina da Fonseca, residentes que foram em Bidoeira de Cima, Leiria. Que, assim, em conjunto com os restantes comproprietários vêm possuindo esse prédio como seu, há mais de vinte anos, como proprietários e na convicção de o serem, cultivando-o e colhendo os seus frutos, plantando e vendendo árvores, cumprindo as obrigações fiscais a ele relativas, posse que vêm exercendo ininterrupta e ostensivamente, com conhecimento de toda a gente e sem oposição de quem quer que seja, assim de modo pacífico, contínuo, público e de boa fé, pelo que adquiriram por usucapião a propriedade sobre o indicado imóvel. Que dada a forma de aquisição originária não têm documentos que a comprovem. Que para suprir tal título vêm pela presente escritura prestar estas declarações de justificação com o fim de obter no registo predial a primeira inscrição de aquisição do imóvel. Vai conforme ao original na parte fotocopiada não havendo na parte omitida nada que amplie restrinja, modifique ou condicione a parte fotocopiada. Leiria, dezassete de Dezembro de dois mil e dez. A Funcionária, (Leonor Pereira)

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Loja 1 Av. dos Combatentes da Grande Guerra Telefone e Fax 244 825 584 Loja 2 Centro Comercial Maringá Telefone 244 833 766 Fábrica Mercado Lena Telefone 244 834 859

FABRICO DIÁRIO DE PASTELARIA

Qt. ª da Gordalina - R. António do Espírito Santo, Lt. 5 - 96 A e B - 2415-440 LEIRIA E-mail: agostinhoha@sapo.pt • Telefone 244 815 079 • Telefone/Fax 244 802 938

Cartório Notarial de Leiria A cargo do Notário Pedro Tavares Certifico, para fins de publicação, que neste Cartório e no Livro de Notas para Escrituras diversas nº 199-A de folhas três a folhas quatro verso se encontra exarada uma Escritura de Justificação Notarial no dia vinte de Dezembro de 2010. Outorgada por Albino Gameiro & Silvas Lda., com sede em Murzeleira, Albergaria dos Doze, Pombal, matriculada na Conservatória do Registo Comercial deste concelho sob o número de pessoa colectiva 502 426 390, Disse o primeiro, na dita qualidade: Que, com exclusão de outrem, a sociedade sua representada é dona e legítima possuidora do prédio urbano composto por terreno com dois mil trezentos e dezoito vírgula treze metros quadrados, que confronta a norte com Álvaro Manuel Gameiro, sul Celeste António e outros, nascente Albino Francisco Gameiro e poente Fernando Augusto Caseiro, sito na Av. Engº Adelino Amaro da Costa, Almoinha Grande, na freguesia de Marrazes do concelho de Leiria, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 9297, com o valor patrimonial tributário de 12.590€ e o atribuído de quatrocentos e cinquenta mil euros; Que o imóvel veio à posse da sociedade por compra meramente verbal feita em Outubro de mil novecentos e noventa a Joaquim António da Fonseca e Maria de Jesus, residentes em Marinheiros, Marrazes, Leiria. Que o terreno já se encontrava autonomizado a essa data não tendo resultado do fraccionamento de nenhum outro. Que, assim, a sociedade através dos seus representantes vem possuindo esse prédio como seu, há mais de vinte anos, como proprietária e na convicção de o ser, utilizando-o para depósito de materiais, cumprindo as obrigações fiscais a ele relativas, posse que vêm exercendo ininterrupta e ostensivamente, com conhecimento de toda a gente e sem oposição de quem quer que seja, assim de modo pacífico, contínuo, público e de boa fé, pelo que adquiriu por usucapião a propriedade sobre o indicado imóvel. Que dada a forma de aquisição originária não têm documentos que a comprovem. Que para suprir tal título vem pela presente escritura prestar estas declarações de justificação com o fim de obter no registo predial a primeira inscrição de aquisição do indicado imóvel. Vai conforme ao original na parte fotocopiada não havendo na parte omitida nada que amplie restrinja, modifique ou condicione a parte fotocopiada. Leiria, vinte de Dezembro de dois mil e dez. A Funcionária, (Assinatura ilegível)

TELEFONES ÚTEIS

Bombeiros Municipais - 244 832 122 | Bomb. Vol. Leiria (Ger.) - 244 882 015 | Bomb. Vol. Leiria (Urg.) - 244 881 120 | Bomb. Volunt. Batalha - 244 765 411 | Bomb. Volunt. P. Mós - 244 491 115 | Bomb. Volunt. Juncal - 244 470 115 | Bomb. Volunt Ourém - 249 540 500 | Bomb. V. M.te Redondo - 244 685 800 | Bomb. Volunt. Ortigosa - 244 613 700 | Bomb. Volunt. Maceira - 244 777 100 | Bomb. Vol. Marinha - 244 575 112 | Bom. Volunt. Vieira - 244 699 080 | Bom. Voltun. Pombal - 236 212 122 | Brigada de Trânsito - 244 832 473 | Câmara M. de Leiria - 244 839 500 | Câmara Eclesiástica - 244 832 539 | CENEL (Avarias) - 800 246 246 | C. Saúde A. Sampaio - 244 817 820 | C. Saúde Gorjão Henriques - 244 816 400 | C. P. (Est. de Leiria) - 244 882 027 | Cruz Vermelha - Leiria

F. Costa Pereira Médico Especialista Doenças da boca e dentes

Rua João de Deus, 25- 1º Dt. - LEIRIA CONSULTAS COM HORA MARCADA 2ª, 4ª e 5ª: 11h-13h e 15h-19h, 3ª: 10h-13h e 15h-19h, Sábados: 9h30-15h Tel. 244 832406

- 244 823 725 | Farmácia Avenida - 244 833 168 | Farmácia Baptista - 244 832 320 | Farmácia Central - 244 817 980 | Farmácia Coelho - 244 832 432 | Farmácia Higiene - 244 833 140 | Farmácia Lino - 244 832 465 | Farmácia Oliveira - 244 822 757 | Farmácia Sanches - 244 892 500 | Governo Civil - 244 830 900 | Guarda N. Republicana - 244 824 300 | Hospital de S.to André - 244 817 000 | Hospital S. Francisco - 244 819 300 | Polícia Judiciária - 244 815 202 | Polícia S. Pública - 244 859 859 | Polidiagnóstico - 244 828 455 | Rádio Táxis - 244 815 900 | Rádio Alerta - 244 882 247 | Rodoviária do Tejo - 244 811 507 | Teatro JLS (Cinema) - 244 823 600

Fundador José Ferreira Lacerda Director Rui Ribeiro (TE416) Redacção Luís Miguel Ferraz (CP5023), Pedro Jerónimo (CP7104), Joaquim Santos (CP7731), Ana Vala (CP8867). Paginação O Mensageiro Colaboradores Ambrósio Ferreira, Américo Oliveira, Ângela Duarte, Carlos Alberto Vieira, Carlos Cabecinhas (Pe.), José Casimiro Antunes, Francisco Pereira (Pe.), D. João Alves, João Filipe Matias (CO798), Joaquim J. Ruivo, Jorge Guarda (Pe.), José António C. Santos, Júlia Moniz, Maria de Fátima Sismeiro, Orlando Fernandes, Paulo Adriano Santos, Pedro Miguel Viva (Pe.), Saúl António Gomes, Sérgio Carvalho, Verónica Ferreirinho, Vítor Mira (Pe.). Administração / Publicidade Pedro Viva (Pe.). Propriedade/Sede (Editor) Seminário Diocesano de Leiria - Largo Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA - Reitor: Armindo Janeiro (Pe.) Contribuinte 500 845 719 Contactos Tel.: 244 821 100/1 - Fax: 244 821 102 - Email: jornal@omensageiro.com.pt - Web: www.omensageiro.com.pt Impressão e Expedição CORAZE - Oliveira de Azeméis - Tel: 256 600 580 / Fax: 256 600 589 - E-mail: grafica@coraze.com Depósito Legal 2906831/09

Tabela de Assinaturas para 2010 Destino Nacional Europa Resto do Mundo

Normal Benfeitor 20 euros 40 euros 30 euros 60 euros 40 euros

Preço avulso - 0,80 euros


DESPORTO 15

O Mensageiro 23.Dezembro.2010

Futebol | União termina 2010 em alta

liga zon sagres liga orangina

zona centro

II LIGA 14.ª Jornada (19.12) V. Setúbal x Sporting (0-3),

Marítimo x Portimonense (1-1), Sp. Braga x Académica (5-0), P. Ferreira x Porto (0-3), Naval x U. Leiria (0-3), Beira-Mar x V. Guimarães (32), Olhanense x Nacional (0-0), Benfica x Rio Ave (5-2) Equipa J V E D Pts 1.º Porto 14 12 2 0 38 2.º Benfica 14 10 0 4 30 3.º Sporting 14 7 4 3 25 4.º U. Leiria 14 7 3 4 24 5.º V. Guimarães 14 6 4 4 22 6.º Nacional 14 6 3 5 21 7.º Sp. Braga 14 6 2 6 20 8.º Beira-Mar 14 4 7 3 19 9.º Académica 14 5 3 6 18 10.º Marítimo 14 3 7 4 16 11.º Olhanense 14 3 7 4 16 12.º P. Ferreira 14 3 6 5 15 13.º Rio Ave 14 3 5 6 14 14.º V. Setúbal 14 3 4 7 13 15.º Portimonense 14 2 3 9 9 16.º Naval 14 1 2 11 5 15.ª Jornada (09.01) Rio Ave x Olhanense, Nacional

x Beira-Mar,V. Guimarães x Naval, U. Leiria x Benfica, Académica x P. Ferreira, Porto x Marítimo, Portimonense x V. Setúbal, Sporting x Sp. Braga

série d

Penafiel x Santa Clara (1-1), Fátima x Feirense (1-2), Estoril x Arouca (5-2), D. Aves x Leixões (2-2), Trofense x Freamunde (1-1), Oliveirense x Moreirense (1-1), Belenenses x Gil Vicente (2-0) Equipa Feirense Trofense Oliveirense Arouca Leixões Santa Clara Penafiel Gil Vicente Estoril Varzim Sp. Covilhã D. Aves Belenenses Freamunde Moreirense Fátima

J 11 11 11 12 11 12 11 11 11 11 11 12 11 11 11 12

V 5 4 4 4 4 4 4 4 4 3 4 3 3 2 3 2

E D Pts 3 3 18 5 2 17 5 2 17 5 3 17 5 2 17 4 4 16 4 3 16 4 3 16 3 4 15 6 2 15 2 5 14 4 5 13 4 4 13 6 3 12 3 5 12 3 7 9

12.ª Jornada (29.12) Arouca x D. Aves (1-3), Santa

Clara x Fátima (0-0); Feirense x Penafiel, Sp. Covilhã x Oliveirense, Gil Vicente x Varzim, Moreirense x Belenenses, Freamunde x Estoril, Leixões x Trofense

III DIVISÃO

Oeiras x Caldas (3-1), Peniche x Odivelas (1-0), Bombarralense x Alcochetense (1-3), Sintrense x Malveira (1-0), Tojal x 1.º Dezembro (0-4)

J 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

V 8 6 6 6 6 5 4 4 3 4 4 1

x Sp. Espinho, Tourizense x Cesarense, Anadia x Pampilhosa, Boavista x Esmoriz, Sp. Pombal x Eléctrico, Sertanense x Padroense, Coimbrões x Gondomar

HONRA

Ac.Viseu x V. Mocidade (5-1), Nogueirense x Marinhense (1-1), Ol. Bairro x Tocha (2-2), Sourense x At. Riachense (0-0), Monsanto x B.C. Branco (2-0) E D Pts 1 3 25 5 1 23 4 2 22 3 3 21 2 4 20 3 4 18 3 5 15 2 6 14 5 4 14 1 7 13 1 7 13 0 11 3

13.ª Jornada (09.01) B.C. Branco x Gândara, Ág.

Moradal x Ac.Viseu,V. Mocidade x Nogueirense, Marinhense x Ol. Bairro, Tocha x Sourense, At. Riachense x Monsanto

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º

Equipa 1.º Dezembro Sintrense Caldas Alcochetense Peniche Crato Sacavenense Oeiras Odivelas Tojal Malveira Bombarralense

J 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

V 7 6 6 6 5 4 4 4 4 4 2 3

E D Pts 3 2 24 3 3 21 3 3 21 3 3 21 2 5 17 4 4 16 3 5 15 3 5 15 1 7 13 1 7 13 6 4 12 2 7 11

13.ª Jornada (09.01) 1.º Dezembro x Crato,

Sacavenense x Oeiras, Caldas x Peniche, Odivelas x Bombarralense, Alcochetense x Sintrense, Malveira x Tojal

A Juventude Vidigalense (JV) terminou a 47.ª corrida de São Silvestre de Ponta Delgada, Açores, no 3.º lugar, atrás de N. S. Lourinhã e Sporting C.P. respectivamente. Na prova, que decorreu no dia 18 de Dezembro, destaque para a júnior Marta Martins (JV), que venceu no seu escalão e foi terceira da geral, atrás de Carla Salomé Rocha (Juventude Operário Monte Abraão) e Sandra Teixeira (Sporting C.P.), respectivamente.

14.ª Jornada (09.01) U. Serra x Al. Lordelo, Tondela

III DIVISÃO 12.ª Jornada (19.12) Crato x Sacavenense (2-0),

Equipa Monsanto Nogueirense At. Riachense Ol. Bairro Ac.Viseu Sourense Marinhense Ág. Moradal B.C. Branco U. Tocha V. Mocidade Gândara

(1-0), Cesarense x Tondela (2-2), Pampilhosa x Tourizense (1-0), Esmoriz x Anadia (1-1), Eléctrico x Boavista (1-2), Padroense x Sp. Pombal (4-2), Gondomar x Sertanense (1-0), U. Serra x Coimbrões (0-1) Equipa J V E D Pts 1.º Tondela 13 8 4 1 28 2.º Sertanense 13 8 2 3 26 3.º Padroense 13 7 4 2 25 4.º Boavista 13 6 3 4 21 5.º Gondomar 13 4 7 2 19 6.º Coimbrões 13 5 4 4 19 7.º Pampilhosa 13 5 2 6 17 8.º Tourizense 13 5 2 6 17 9.º Al. Lordelo 13 4 4 5 16 10.º Esmoriz 13 3 7 3 16 11.º Sp. Espinho 13 3 6 4 15 12.º Anadia 13 3 6 4 15 13.º U. Serra 13 3 5 5 14 14.º Sp. Pombal 13 3 3 7 12 15.º Cesarense 13 2 5 6 11 16.º Eléctrico 13 1 4 8 7

associação de futebol de leiria

12.ª Jornada (19.12) Gândara x Ág. Moradal (0-2),

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º

13.ª Jornada (19.12) Sp. Espinho x Al. Lordelo

série e

12.ª Jornada (19.12) Pedroguense x Alcobaça (0-2),

Alvaiázere x Fig.Vinhos (2-0), Gaeirense x Marinha (1-2), Nazarenos x Alq. Serra (0-0), Pataiense x GRAP/Pousos (0-0), Portomosense x Biblioteca (1-1), Ansião x Marrazes (1-0), Beneditense x Guiense (3-2) Equipa J V E D Pts 1.º Alcobaça 12 9 2 1 29 2.º Portomosense 12 7 2 3 23 3.º Nazarenos 12 6 5 1 23 4.º Beneditense 12 6 3 3 21 5.º Alvaiázere 12 6 3 3 21 6.º Alq. Serra 12 5 5 2 20 7.º Guiense 12 5 4 3 19 8.º Pataiense 12 5 3 4 18 9.º Marrazes 12 4 3 5 15 10.º GRAP/Pousos 12 4 2 6 14 11.º Marinha 12 3 4 5 13 12.º Pedroguense 12 2 6 4 12 13.º Fig.Vinhos 12 2 5 5 11 14.º Biblioteca 12 2 4 6 10 15.º Ansião 12 3 1 8 10 16.º Gaeirense 12 1 0 11 3 13.ª Jornada (09.01) Pedroguense x Alvaiázere, Fig.

Vinhos x Gaeirense, Marinha x Nazarenos, Alq. Serra x Pataiense, GRAP/Pousos x Portomosense, Biblioteca x Ansião, Marrazes x Beneditense, Alcobaça x Guiense

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Natação | Leiria

Pimpões sobem A equipa masculina de Os Pimpões, Caldas da Rainha, classificou-se no 2.º lugar no Campeonato Nacional Clubes da 3ª Divisão em piscina curta, que decorreu naquela localidade nos dias 18 e 19 de Dezembro. Com este resultado a equipa garantiu ainda a subida à 2.ª divisão. O outro clube do distrito de Leiria presente na prova foi o Desportivo Náutico da Marinha Grande (DNMG), que terminou no 6.º e 8.º lugares em femininos e masculinos, respectivamente. A título individual destaque para Tiago Machado (Os Pimpões), 3.º nos 100 metros bruços, Diogo Silva (Os Pimpões), 2.º lugar nos 100 e 200 metros costas e Filipa Ruivo (DNMG), 2.º nos 200 metros bruços. Quem também subiu ao pódio foram as estafetas de Os Pimpões, nas provas 4x100 metros livres (2.º) e 4x100 metros estilos (3.º).

Bridge | Leiria

Dupla de prata Mário David e Antero Correio (Bridge Clube de Leiria) terminaram o Torneio de Encerramento, realizado em Coimbra, dia 18 de Dezembro, no 2.º lugar, ex aequo com a dupla Francisco Valente/José Abrantes e atrás da vencedora, composta por Albertina Martins/Luís Pinto.

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“Começaremos a olhar para outros objectivos”

‘Bronzeada’

II DIVISÃO

11.ª Jornada (19.12) Varzim x Sp. Covilhã (5-2),

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Atletismo | Leiria

João Filipe Matias/Arquivo

I LIGA

Última derrota da U. Leiria foi com o Sporting (1-2) Porto, Benfica, Sporting e U. Leiria. São estas as equipas que ocupam os primeiros lugares da I Liga, classificação com que terminará o ano. Quanto à equipa da cidade do Lis, entrará em 2011 com o rótulo de equipa sensação. Com o objectivo manutenção quase alcançado, já se pensam noutros voos no seio da U. Leiria. “Fizemos um levantamento do quadro competitivo dos últimos três anos e concluímos que a manutenção será assegurada entre os 24 e os 27 pontos. Temos 22, estamos quase, começaremos a olhar para outros objectivos”, comentou recentemente o técnico leiriense, Pedro Caixinha, ao jornal A Bola. Na época em que se estreou como treinador principal, adiantou ainda que apesar de ter uma “mentalidade ganhadora (…) sou realista e tenho de dizer que não esperava chegar tão longe, ou pelo menos não tão depressa”. Em sintonia com o técnico está a U. Leiria, SAD, que já começa a preparar o terreno, perspectivando uma eventual qualificação para as competições europeias, nomeadamente a Liga Europa. Um dos passos preliminares passa pelo pedido de licenciamento junto da UEFA, condição obrigatória para a participar, para além de uma classificação que o justifique, como é o caso do actual 4.º lugar. “Noutros anos, também decidimos pedir o licenciamento, para evitar que conseguíssemos o apuramento para a Liga Europa e depois não tivéssemos condições de entrar na competição”, justificou o director desportivo do clube, Rodolfo Vaz, em declarações ao Record. Depois da derrota com o Sporting, a 31 de Outubro, seguiram-se cinco jogos sempre a pontuar. Eliminada da Taça de Portugal e Taça da Liga, as atenções da equipa estão unicamente centradas na I Liga, que regressará a 9 de Janeiro de 2011 e logo com um U. Leiria x Benfica. Pedro Jerónimo pj@omensageiro.com.pt

FOTOJORNALISMOS

Os Belenenses vence Torneio de Abertura (futebol 7). Numa final disputada com o G.D.C. A-dos-Francos, Caldas da Rainha, o F.C. Os Belenenses, Marinha Grande, levou a melhor (1-0). No último lugar do pódio foi para o G.D.R. Boavista, Leiria, que venceu (3-1) o S.C.E. Bombarralense, Bombarral. Foto: DR/AFL


ÚLTIMA 23DEZEMBRO2010

Antigamente, baptizavam-se os convertidos; Hoje é preciso converter os baptizados.

Padre António Vieira, padre jesuíta português (1608-1697) OPINIÃO

Maria Amélia Freitas

in Público (2010-10-15) Mestre em Ciências da Educação mariameliafreitas@gmail.com

Lugares de beleza

A

o estender a toalha recém engomada e ao recontar novamente os convivas, ressoam na minha memória umas palavras de Bento XVI, em Lisboa, no Centro Cultural de Belém: “Fazei coisas belas, mas sobretudo fazei das vossas vidas lugares de beleza”. Pôr a mesa, e em particular a mesa de Natal, pode constituir uma forma gráfica de criar um lugar de beleza, um acto de cultura,

uma forma de arte. Efémeros, é certo; mas não são efémeras a maioria das obras de arte mais surpreendentes e imprescindíveis? Uma gota de chuva, um pôr-do-sol, uma flor? Conjugo as cores da toalha, dos guardanapos, dos pratos, do centro de mesa. Coloco cada prato pensando na pessoa da família que se vai sentar nesse lugar. Tem que ter espaço, embora a família seja grande e ficar onde possa conversar. As crianças, o mais juntas possível, para ser mais fácil servi-las e ver o que comem. O centro de mesa é uma coroa do Advento cujas 4 velas a criança mais nova foi acendendo, uma a uma, nos almoços dos 4 domingos anteriores ao Natal. Acto de cultura é a disposição dos talheres. Não é indiferente. Não é preciso colher de sopa, porque na noite de consoada não se come sopa. (Aleluia!!! Dirão aqueles que não gostam deste prato da dieta mediterrânica.) Talheres de peixe, porque hoje é bacalhau. Antigamente, na véspera das festas fazia-se abstinência – esse sacrifício de não comer carne. Comer peixe continua a

ser coisa difícil para muita gente, em especial com os talheres específicos. Bacalhau não constitui uma refeição pobre, mas os sinais de contenção, de sobriedade, vão aparecendo no meio da festa: batatas e couves, doces feitos de pão duro disfarçado com mel e frutos secos, os restos aproveitados para a “roupa velha”… Apontamentos semiocultos que vão recordando que o Menino também nasceu em circunstâncias de crise. Encontro lugar para os copos e todos os talheres de sobremesa. Primeiro a colher, pois virão mexidos vários, porque cada casa tem a sua variante e a aletria da tia é sempre melhor e mais amarelinha. Depois, Divulgação

o garfo e faca virados um para o outro, para as rabanadas ou a fruta. O aroma a mel e canela rescende das travessas antigas, herdadas dos avós. Dos avós herdámos também todas as receitas, os sabores, os rituais, a fé num Deus que nasceu numa família como a nossa. Não significa isso que na nossa mesa não haja Coca-Cola e gomas ao lado dos pinhões e das nozes. Importa sim que cada um note e saboreie que é festa, que lhe entre por todos os sentidos o passado e o futuro, as tradições e o carinho de família, a alegria de ver encarnado, tangível nos olhos dos outros, o Deus-Amor que dorme no presépio.

O MENSAGEIRO ERROU

Quatro seminaristas admitidos às Ordens Sacras No destaque da nossa última edição sobre a festa do Seminário cometemos um erro relativamente à celebração que ali é descrita, bem como no texto em que se especifica que a "diocese de Leiria-Fátima tem quatro novos leitores". Na verdade, os quatro seminaristas não foram instituídos no Ministério dos Leitores, mas sim admitidos às Ordens Sacras. Segundo o que refere o Cerimonial dos Bispos, "o rito de Admissão às Ordens Sacras destina-se a que o aspirante ao Diaconato ou ao Presbiterato manifeste publicamente a sua vontade de se dar a Deus e à Igreja, para exercer a Ordem Sagrada. A Igreja, aceitando esta doação, escolhe-o e chama-o, a fim de se preparar para receber a Sagrada Ordem, passando assim a ser contado legitimamente entre os candidatos ao Diaconato e ao Presbiterato" (n. 479). Aos visados e aos leitores pedimos desculpa por este lapso. De qualquer modo, mantém-se o que foi dito de fundamental sobre este dia: para além da festa da Imaculada Conceição e da inauguração dos espaços renovados na 1.ª fase das obras no edifício, este novo passo daqueles seminaristas rumo à ordenação sacerdotal foi um dos motivos de festa para toda a nossa Igreja particular de Leiria-Fátima. LMF PUB


4839#OMENSAGEIRO#23DEZ