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CAMPANHA

9 SETEMBRO 2010 ANO 96 - N.º 4824 FUNDADOR José Ferreira Lacerda DIRECTOR Rui Ribeiro

PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt

|Última

ECONOMY

Nº DE2703206MPC

DESTAQUE

Regresso às aulas

“Fazer da escola católica uma escola em pastoral”

CULTURA

SOCIEDADE

Ritmos ciganos no teatro José Lúcio | P. 5

Valorlis promove uma nova edição | P. 7

Págs. 2 e 3

ECLESIAL

PREPARAÇÃO DO NOVO ANO PASTORAL

Marinha Grande | P. 9

Paróquia despede-se dos seus sacerdotes

“Lashoj Tyo Curso de Dyes” em Leiria Agricultura Biológica Decorre em Leiria | P. 5

Festival de Gastronomia Colóquio | P. 5

Leiria recorda Alexandre Herculano

Para vítimas de violência doméstica | Última

Associação Mulher Século XXI recebe edifício para “Casa Abrigo”

HISTÓRIA

Artigo inédito de Saul António Gomes

Confirmações de D. Pedro II ao Mosteiro da Batalha

P. 12 e 13

BISPO REÚNE RESPONSÁVEIS DE SERVIÇOS

Cursilhos de Cristandade | P. 9 Página 8

Ordenação no dia 19 de Setembro

MIGUEL SOTTOMAYOR CONVIDA... O jovem diácono Miguel Sottomayor vai ser ordenado sacerdote no próximo dia 19 de Setembro, às 16h00, na Sé de Leiria. A propósito desta celebração, que é também motivo de festa para toda a Igreja de Leiria-Fátima, o ordenando faz um convite a todos os diocesanos para o acompanharem neste dia tão especial da sua caminhada vocacional. Página 8

Abertura da Escola MCC

Jornadas Missionárias em 2010 | P. 10

“Espírito Santo e Missão” Igreja de luto | Última

Faleceu bispo D. Tomaz da Silva Nunes


2 DESTAQUE

Escola Católica Orgulhosa de um passado que a aridez dos tempos modernos ajuda a olvidar, a Escola Católica tem-se imposto como um oásis no meio do deserto de muita má educação. No momento presente, e apesar dos gigantescos investimentos governamentais na melhoria do parque escolar estatal, quer a nível das instalações, como dos apoios educativos, das condições de trabalho, das novas e velhas oportunidades, o certo é que a educação dita pública, isto é, da escola estatal, ainda deixa muito a desejar. Neste cenário de alguma frustração, surge a Escola Católica como um espaço diferente, uma alternativa que transporta uma mais valia insubstituível: ser “católica”. É este adjectivo que dá propriedade ao substantivo. E este atributo – que encerra enormes responsabilidades! – é uma oferta acrescida que mais nenhuma escola possui. Olhar os programas, as actividades, os projectos, as relações pessoais, à luz do Evangelho, é uma necessidade, uma urgência, nos tempos que correm, assumida pela Escola Católica. Levar o aluno a sentir-se pessoa e a crescer como pessoa, tendo como referência Jesus Cristo, só na Escola Católica será possível. Com base nestes pilares – que precisam constantemente de ser reforçados devido às ameaças externas e fragilidades internas –, o resto virá por acréscimo: a estabilidade organizativa e pedagógica, o ambiente de disciplina e respeito, a intervenção solidária no meio envolvente, a autoridade sentida como autoritas, “fazer crescer”, o acto de educar, sentido como ex+duc, e que leva o educador a procurar as melhores condições para “extrair” os talentos de dentro dos alunos. A Escola Católica é antes de mais uma “escola”, lugar de ensino e aprendizagem, dos saberes em acção orientados para a vida. Mas o qualificativo dá um sentido acrescido ao substantivo, melhor, dá-lhe todo o sentido e projecta-o para as “ultimidades”. Um sem o outro perdem o significado. E os dois juntos erguem uma realidade transcendente, que configura a pessoa do aluno – porque ele é carne e espírito – e o “transfigura” – porque ele é um ser (quase) divino. É esta cumplicidade, esta simbiose de Fé-cultura-vida, a riqueza acrescida das escolas católicas, que tanto podem contribuir para a construção de uma sociedade mais saudável, mais civilizada, – por que não? - mais cristã. Infelizmente, esta proposta da Igreja tem muitos escolhos: se os há a nível interno – fruto das contingências humanas –, são sobretudo os externos – vindos da Constituição e das ambiguidades das leis, ou das mentes pombalinas dos políticos e governantes – os que mais têm condicionado a abertura deste “espaço de cultura e evangelização” a todos, sobretudo os mais débeis. Oxalá os poderes públicos e os cidadãos, mormente as famílias cristãs, saibam acarinhar esta proposta alternativa, e criar condições para a potenciar e estender a todos os que livremente a desejam, sem sufocos de qualquer espécie. Oxalá a Igreja portuguesa e os responsáveis das escolas católicas saibam “ver longe” e estar convictos de que as suas escolas desempenham uma missão sublime, por isso indispensável e urgente. Nestas circunstâncias, a Escola Católica, comprometida com o Evangelho, afirma-se como uma escola “diferente” e insubstituível, procurando servir o aluno na sua totalidade, como pessoa humana e divina, como realidade “antropológica”, como “ser para os outros”. É este o segredo desta escola “especial”: ter uma visão “holística” do homem e querer atingir todos os homens. Por isso é que esta escola se chama katholikós… Jorge Cotovio Coordenador do Núcleo das Escolas Católicas da Diocese de Coimbra

9.Setembro.2010

Adequar os conteúdos pedagógicos aos alunos, no contexto da sociedade actual, e conseguir ser fiel aos princípios pastorais que são a raiz da sua existência, são dois dos principais desafios que as escolas católicas enfrentam, no nosso pais e no mundo. O seminário sobre “Competências Pedagógicas e Pastorais dos Educadores da Escola Católica”, organizado pelo Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC), em Lisboa, e pelo Colégio Rainha Santa Isabel, em Coimbra, de 1 a 3 de Setembro, lançou pistas para construir uma nova linha de actuação. Na sessão de abertura, Acácio Lopes, director no SNEC, referiu que “as competências pedagógicas, pastorais e educacionais de uma escola católica têm todas a mesma missão, de evangelização da Igreja no campo do ensino”. Perante uma sociedade em permanente mudança, onde tudo é efémero, ao ritmo de uma informação que chega mais longe e é mais rápida, junto das crianças e dos jovens, “importa desbravar caminho, para alterar o paradigma da escola católica” sublinha o mesmo responsável. O director do SNEC pretende que se consiga passar do modelo actual, em que há “uma pastoral na escola, feita de momentos pontuais”, para “uma escola em pastoral, apostada em ser, toda ela, pastoral”. Isto só se conseguirá, para Acácio Lopes, quando “toda a organização, gestão, desenvolvimento curricular e pedagógico, entre outros pontos, adquirirem e manifestarem significado pastoral”. Uma renovação que tem de começar ao nível da mudança de mentalidades e de métodos de ensino, por parte dos professores. Na primeira conferência do dia, dedicada ao tema da “Inovação educativa e metodologia na sala de aula: competências pedagógicas para o século XXI”, Alfredo Hernando defendeu que “não houve, desde há 40 anos, uma evolução nos métodos educativos e pedagógicos dos professores, nas escolas católicas”. Aquele especialista na área da psicologia educativa é membro da Federação Espanhola dos Religiosos no Ensino, uma organização católica

O ano lectivo 2010/11 vai começar...

este DR

EDITORIAL

O Mensageiro

q u e colaborou com a SNEC na preparação da metodologia do seminário. “Num mundo em permanente mudança, onde tudo se move, as escolas católicas continuam quietas” aponta Alfredo Hernando, para quem as instituições carecem de talento, confiança, optimismo e inovação. Para integrar as crianças e jovens na sociedade de hoje, “os conteúdos curriculares não podem ser fechados ao mundo e, hoje em dia, há a possibilidade de criar uma escola muito diferente”, referiu o jovem, perante uma plateia de cerca de 200 professores. O conhecimento há muito que deixou de estar apenas nos livros, com a multiplicação diária de diversas ferramentas educativas, na Internet. “Também a figura do professor”, diz Alfredo Hernando, “há muito que deixou de ser o Mestre, o dono da sabedoria”. O segredo do ensino de hoje, concretamente ao nível das escolas católicas, passa por “responsabilizar mais os alunos, dando-lhes o protagonismo das aulas, ao contrário do antigamente, em que o professor debitava matéria e o aluno limitava-se a apontar e a escutar”, defende o especialista em psicologia educativa. Para o orador, as escolas e os professores só conseguirão acompanhar a evolução dos tempos e tornar o ensino atractivo, se conseguirem respon-

der a de-

safio. A segunda conferência do dia, dedicada às “Competências pastorais: um centro educativo aberto à transcendência”, foi dada por Cármen Pellicer, colaboradora da Federação Espanhola dos Religiosos no Ensino e consultora independente que trabalha com diversas escolas católicas, na Europa. “A missão de evangelizar, nas escolas católicas, deixou de ser exclusiva dos religiosos e religiosas, passou para os leigos, que precisam de reencontrar a sua paixão pelo Evangelho”. Cármen Pellicer considera que “a Igreja vive hoje uma grande crise, na forma como a fé é transmitida, e isso também é visível nas escolas católicas”. A consultora defende que todos os agentes educativos da Igreja, sejam padres, religiosos ou leigos, “têm de trabalhar juntos e possuir uma formação teológica, metodológica, pastoral e espiritual intensa e constante”. Esta dificuldade de aplicar a raiz pastoral, fundamentada em Cristo e na fé cristã, junto dos alunos, “é um problema que afecta não só Portugal mas muitos países do mundo”, diz Cármen Pellicer, apoiada na sua experiência

profissional. Quanto às soluções, a oradora destacou duas chaves que podem servir de base para a mudança. Em primeiro lugar, a pastoral implícita, ou seja, “como é que o terreno é preparado para fazer essa transmissão da fé”, como é que a dimensão espiritual é despertada na criança e no jovem, à medida que vai crescendo. Em segundo lugar, “como é que se pode, hoje, anunciar o Evangelho e convidar ao encontro pessoal com Jesus Cristo, numa sociedade em que isto é cada vez mais complicado”. A pastoral na escola católica tem de apostar em experiências intensas de Deus, “colmatando um pouco a falta dessa valência nas famílias e nas paróquias”, aponta a consultora. Outras respostas passam por tentar passar para os alunos o gosto pela leitura da Bíblia – para tal, aponta Cármen Pellicer, “os professores têm de ter um conhecimento bíblico muito sólido”; dar a conhecer às crianças e jovens “um mundo muitas vezes feito de dor, onde a realidade do serviço ao próximo tem de existir”, e aqui as escolas católicas devem tentar associar-se a projectos de cariz humanitário, envolvendo os alunos.


DESTAQUE 3

O Mensageiro 9.Setembro.2010

A escola católica, designação que abrange estabelecimentos de ensino do 1.º ao 12.º ano, continua a ser um reduto do cristianismo na Europa, numa época em que as comunidades eclesiais tradicionais perdem fiéis. “Em países muito secularizados, sobretudo nórdicos, estas instituições são o único lugar onde as crianças são confrontadas com o Evangelho”, afirmou à Agência ECCLESIA o secretário-geral do Comité Europeu para o Ensinamento Católico (CEEC), Etienne Verhach. O secretário-geral da CEEC, que esteve presente nos dois seminários de formação para docentes e responsáveis de escolas católicas realizados no país – o primeiro ocorreu em 2009 – considera que em Portugal tem havido “progressos claros” nesta área. A nível europeu, as mais de 30 mil escolas de 27 países que integram o Comité para o Ensinamento Católico também optaram por dar prioridade à formação: “Se queremos que a escola católica continue a ser evangelizadora, os directores devem ser responsáveis perante os seus bispos por essa missão, pelo que é preciso darlhes uma formação específica”, frisa Etienne Verhack. No entender do responsável belga, a escola católica também estende a sua influência aos encarregados de educação, pro-

porcionando-lhes uma ponte com a cultura cristã através das iniciativas organizadas pelos docentes e associações de pais. É necessário investir na “formação dos leigos e dos directores das escolas” e reler, no tempo presente, “os documentos sobre a Educação Católica”. O Secretário Geral do Comité Europeu das Escolas Católicas recordou aos presentes que a escola católica na Europa não é algo de “monolítico” e que apresenta diferentes “sistemas de ensino e de educação católica” sendo esta diversidade um dom mas também “um desafio com novas oportunidades”. Durante o seminário, Etienne Verhack recordou a necessidade de investir na Internet como forma válida de formação e lembrou as várias Universidades Católicas Europeias que apresentam sítios na Internet válidos para os estudantes e professores. O Secretário-geral do Comité Europeu das Escolas Católicas acredita que é “necessário” fornecer “nos diferentes sítios da Internet, módulos de formação específica de nível religioso e dispor de informação geral a nível religioso”. Para este responsável europeu, a escola católica deve ser um lugar onde se “evangeliza”, sempre no respeito pela diversidade de origem dos alunos, recordando o número crescente de alunos

DR

Escola católica é baluarte da cultura cristã

que, sendo islâmicos, recorrem às escolas católicas porque os seus pais acreditam que nelas “se fala de Deus e valores válidos para a sua vida”. Para Etienne Verhack este dado torna-se importante e basilar de uma escola de excelência, uma vez que os pais, tendo outras opções válidas de ensino, preferem as escolas católicas pela “sua identidade” sendo por isso necessário “voltar às fontes” e fazer “um regresso claro às origens do ensino católico”. Durante a sua intervenção o Secretário-geral do Comité Europeu das Escolas Católicas congratulou-se pelo facto das escolas católicas europeias “evitarem a instrumentalização da União Europeia baseada em objectivos meramente económicos e baseada na selecção dos melhores”. Para Etienne Verhack a escola católica tem de continuar a ser “sinal claro, através do seu projecto educativo” de uma instituição onde cada aluno é tratado “como pessoa e onde todos, ricos e pobres, têm lugar e oportunidade” através de uma “aprendizagem pessoal”.

Na parte final da sua intervenção Etienne Verhack lembrou a “transmissão da fé” como uma das “tarefas mais importantes dos educadores” e afirmou que não “basta serem testemunho” uma vez que é necessário serem “testemunho, especialista e moderador educativo”. Etienne Verhack recordou ainda o papel “insubstituível” dos pais na formação e educação dos filhos ao lembrar as boas práticas “existentes em alguns países europeus” e que originaram a criação de uma “escola de pais”. Além dos conteúdos transmitidos nas aulas, Etienne Verhach sublinha a importância de as crianças viverem numa comunidade educativa “com alguns professores que são o exemplo vivido do Evangelho”. “As Igrejas institucionais não podem esquecer esta realidade: enquanto a paróquia se esvazia, continua a haver sete milhões e meio de alunos do ensino básico e secundário em escolas católicas na Europa”, assinala o secretáriogeral.

«A Escola em Portugal»

Educação «não é refém do Estado» A recente Carta da Conferência Episcopal Portuguesa sobre A ESCOLA EM PORTUGAL começa por se situar na perspectiva de uma reflexão aberta, “nunca concluída”, reconhecendo que, apesar do papel decisivo da escola “na transformação dos indivíduos e das suas atitudes”, “a educação é uma realidade muito mais ampla do que a experiência escolar”. Daí que projecte a problemática em horizontes mais vastos e se apresente como um contributo para suscitar interesse na continuidade da reflexão. Primeira consequência desta posição é que a escola se perspective numa visão de vida, com um substrato antropológico desenhado pelo valor da verdade do homem, presidido pelo respeito pela vida e dignidade humana, a desabrochar em justiça, harmonia, paz, componentes essenciais para ser autêntico laboratório de uma cultura de genuína liberdade. Não será, nesse caso, apenas espaço de socialização e formação para a cidadania, mas “percurso de personalização”,

comunidade de educação integral, com valores hierarquizados, inclusiva e participada por todos os agentes educativos. Dada a possibilidade de acolhimento dada a todos os portugueses - a democraticidade da educação escolar é um bem! -, surge a tarefa ingente de dar oportunidade de alcançar adequadas competências a toda a heterogeneidade dos que acorrem às comunidades escolares. E isso só é possível com o empenho inequívoco de toda a comunidade nacional. Ninguém, nem nenhuma instituição pode ficar indiferente a esta prioridade de desenvolvimento do país. Há um forte e mútuo fluxo entre as comunidades educativas e as sociedades em que se situam. As condições de vida hodiernas transmitem um rarefacção da pertença, desde a familiar à cultural; fornecem efémeros modelos e referências; globalizam positivamente pelo manancial de informação e partilha cultural. Simultaneamente subtraem demasiado cedo os educandos a círculos personalizados, padecem de falta de referências últimas, de modelos de fidelida-

de a compromissos estáveis. E o longo percurso “educativo” pode surgir como um imenso túnel de enigmas a percorrer. Acresce que o Estado tem multiplicado reformas sem as esgotar, sem acolher a diversidade local, o empenho criativo dos docentes, o princípio da subsidiariedade. Torna-se, desse modo, substancial parte do problema, em vez de um discreto regulador da autonomia, liberdade e responsabilidade de escolas e professores. Um futuro diferente passa, em primeiro lugar, pelo reconhecimento efectivo da liberdade de aprender e ensinar - imperativo constitucional. O que significa abandonar a obsessão de generalizar a escola estatal, para dar suporte - apreciar e favorecer projectos alternativos válidos. Só desse modo se respeitará o direito e dever primordial dos pais na educação, abrindo-lhes o caminho ao empenho na discussão e elaboração dos projectos educativos. O Estado não pode dirigir ideologicamente a educação, nem torná-la refém de processos exaustivos. Convidada a continuar a ser

escola de qualidade indiscutível, a Escola Católica tem históricas provas dadas de capacidade inovadora, empenho de qualidade dos docentes e valor e seriedade nos resultados obtidos. A matriz cristã subjacente ao seu projecto educativo não minimiza, antes amplia, uma visão antropológica integral, contempla um desenvolvimento da pessoa humana que a faz cidadão activo de qualidade notável. É um laboratório cultural que permite uma memória bem vivida das nossas raízes, para cimentar uma esperança consolidada. Tem, por isso, de pleno direito, lugar no concerto dos projectos educativos. O futuro é possível. Com uma educação “antropologicamente fundada, que se oriente pela educação integral de cada pessoa, em liberdade, num quadro de convivência solidária,” em ambiente de intenso trabalho, com condições pedagógicas estimulantes, com educadores competentes, eticamente exemplares e de dedicação comprovada. Pe. Querubim Silva Membro do Conselho Nacional de Educação

Delegado da CEP critica conteúdos da disciplina

Educação Sexual

O Estado deve ter uma função subsidiária e não totalitária em relação à Educação Sexual nas escolas. O desafio foi lançado pelo delegado da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) no Conselho Nacional de Educação. “O Estado tem de apoiar os projectos educativos com quadros de valores diferenciados, que podem ser desde naturistas a ateus, católicos a evangélicos, mas a função do Estado é subsidiária, não é tutelar de forma monolítica, para não dizer absolutamente totalitária, a Educação”, sublinha o Padre Querubim Silva. O delegado da CEP no Conselho Nacional de Educação diz que o modelo que o Governo quer estender a todo o país no próximo ano lectivo aponta, sobretudo, para uma perspectiva biológica e mecanicista da sexualidade. A regulamentação proposta pelo Governo, diz o Padre Querubim Silva, não se adequa ao desenvolvimento psicológico dos jovens: “Embora haja aquela alusão a um projecto de vida com valores e fala de afectos e respeito, mas depois o desenrolar é todo no sentido de prevenção, de gravidez, de doenças. Há um aspecto interessante, que é o acautelar de sinais de abusos, saber preservar-se deles, mas não parece que os conteúdos estejam adequados ao desenvolvimento psicológico das idades para os quais são designados”. O delegado da CEP considera que o programa proposto para a Educação Sexual nas escolas tem na sua raiz uma “concepção materialista da pessoa” e é “altamente deficitário sob o ponto de vista humanista” . Outra questão de fundo prende-se com a falta de preparação daqueles que vão orientar os jovens nesta área tão sensível da Educação. “Esse é o grande problema. Temos que concordar que há muitos professores extremamente devotados à causa humanista, mas o ambiente não é propício a isso. Vamos ter certamente aberrações autênticas nas escolas e a única forma de travar é que os pais se movimentem”, considera o Padre Querubim Silva.


4 CULTURA

O Mensageiro 9.Setembro.2010

Jornadas Europeias do Património

CINEMA Tearo José Lúcio da Silva (Leiria) • O FILME DO DESASSOSSEGO | drama | de João Botelho | c/ Cláudio da Silva, Alexandra Lencastre, Ana Moreira | 10 de Setembro, 14h30 e 21h30 Teatro Miguel Franco (Leiria) • CONTINUAR A VIVER | documentário | de António de Cunha Telles | c/ Fernando Romão, José Romão, José Veloso | 9 de Setembro, 21h30 • COMO DESENHAR UM CIRCULO | drama | de Marco Martins | c/ Raael Morais, Joana de Verona, Daniel Duval | 6 a 8 de Setembro, 21h30; dia 15, 18h30 Cine-Teatro de Monte Real • CHOVEM ALMÔNDEGAS | animação | de Phill Lord, Chris Miller | 10 de Setembro, 21h30 • A BELA E O PAPARAZZO | comédia | de António-Pedro Vasconcelos | c/ Soraia Chaves, Marco d’Almeida, Nuno Markl 15 de Setembro, 21h30 Auditório Municipal da Batalha • SOLDADOS DA FORTUNA | acção | de Joe Carnahan | c/ Liam Neeson, Quinton ‘Rampage’ Jackson, Bradley Cooper | 3 a 6 de Setembro, 21h30 Cine-Teatro Actor Álvaro (Vieira de Leiria, Marinha Grande) • DIA E NOITE | acção | de James Mangold | c/ Tom Cruise, Cameron Diaz, Maggie Grace | 12 de Setembro, 21h30 Cine-Teatro da Nazaré • MIÚDOS E GRAÚDOS | comédia | de Dennis Dugan | c/ Adam Sandler, Chris Rock, David Spade | 9 a 11 de Setembro, 21h45 e 00h15 • SOLDADOS DA FORTUNA | 13 a19 de Setembro, 21h45 Cine-Teatro de Alcobaça • O ESCRITOR FANTASMA | policial | de Roman Polanski | c/ Ewan McGregor, Pierce Brosnan, Kim Cattrall | 12 e 13 de Setembro, 21h30; dia 12, 17h00

MÚSICA | TEATRO | EVENTOS

Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”Um dia mal-humorado” - hora do conto (3ªs, 11h00 e 5ªs, 15h30) •”O Grilo Feliz” - filme (15/09, 15h30) Museu do Vidro - Marinha Grande •”Guilherme, o Grãozinho de Areia” - leitura animada (4ªs a Sáb.) •”Meter as mãos no vidro” - famílias (~28/09, 11h00 e 15h00) Mosteiro da Batalha - Batalha • Orquestra Barroca da casa da Música no Mosteiro (19/09, 16h00) Café Concerto - Pombal • Palco aberto (6ªs do mês, 23h00) Osso da Baleia- Pombal •”Vigilância,protecção e sensibi. ambiental” (~10/9, 9h30~12h30) Piscina Municipal - Ourém •”A Biblioteca vai à Piscina” (~17/09)

EXPOSIÇÕES

Sede a9))))/Célula e Membrana - Associaçã - Leiria •”Isto não faz sentido” (~15/09) Agromuseu Municipal Dona Julinha - Ortigosa •”Sacas de retalhos à moda antiga” (3ªs~6ªs) Museu do Vidro - Marinha Grande •”Vilma libana-arta da gravura em vidro” (~30/11) Galeria Municipal - Marinha Grande •”Artistas de Coimbra” - pintura e escultura (10~26/09) Galeria Mouzinho de Albuquerque - Batalha •”A Arte de Recordar” - aguarelas de Inês Pereira (11~26/09) Arquivo Municipal - Pombal •”projectar Pombal” - desenhos e projectos arquitectónicos (~30/09) Museu Marquês de Pombal - Pombal •”O Marquês de Pombal no Postal Ilustrado” (~30/09) Teatro-Cine - Pombal • Pintura de Vitor Gonçalves carvalho (15/09~30/10) Biblioteca Municipal - Ourém •”Quem fez a República” (~24/09) Museu Municipal - Ourém •”Ourempublica” (~12/10) Galeria Municipal - Ourém •”Antese” - pintura (~29/09) •”Traços” - pintura de Márcia Gaspar (~26/09)

Inês Neves expõe na Batalha

“A Arte de Recordar” “Arte de Recordar” é o título da exposição de aguarelas da autoria de Inês Neves que estará patente na galeria Mouzinho de Albuquerque, na Batalha, de 11 a 26 de Setembro. A mostra reúne a maioria dos edifícios religiosos daquele concelho, representando na técnica de aguarela um vasto conjunto de igrejas, capelas, mosteiros e ermidas do seu vasto património.

Entradas gratuitas na Marinha Grande Os museus do Vidro e Joaquim Correia, situados respectivamente no Jardim Stephens e no Largo 5 de Outubro, na Marinha Grande, recebem as Jornadas Europeias do Património, de 24 a 26 de Setembro de 2010, organizadas pela Câmara Municipal. Esta iniciativa do Conselho da Europa e da União Europeia, realiza-se anualmente no mês de Setembro,

tendo como principal objectivo sensibilizar a população para a importância da protecção e da valorização do Património. Ao longo dos dias 24, 25 e 26 de Setembro, a entrada nos Museus municipais é gratuita. O Museu do Vidro acolhe visitas guiadas, bem como actividades destinadas ao público em geral.

Atelier de pintura A decorrer nos dias 24 e 25 de Setembro de 2010, esta actividade consiste num atelier prático de pintura de um objecto reciclável de vidro, com tintas adequadas a este material, para crianças a partir dos 5 anos de idade e ainda adultos. Com o limite máximo de 15 participantes por sessão, esta acção não está sujeita a inscrição prévia.

Visitas guiadas Nos dias 24 e 25 de Setembro, às 10h30, 14h30 e 16h30 os visitantes são acompanhados por um técnico do Museu do Vidro, às suas exposições temporária e permanente, com a duração aproximada de 1 hora. Trata-se de uma actividade não sujeita a inscrição prévia, com o limite máximo de 15 pessoas.

Galeria Municipal apresenta artistas de Coimbra

Pintura, escultura e fados na Marinha A Galeria Municipal da Marinha Grande inaugura no dia 10 de Setembro de 2010, pelas 21h00, a exposição “Artistas de Coimbra”. A cerimónia de inauguração contará com a actuação do grupo de fados “Saudades de Coimbra”, às 21h30,

com um acervo musical que proporcionará uma noite de encontros entre várias artes. Esta exposição consiste numa mostra de várias obras de conceituados artistas plásticos de Coimbra, convidados pelo pintor

Victor Ramos, da Marinha Grande, e pela Câmara Municipal. Está já confirmada a presença dos artistas: Lúcia Maia, Mário Silva, Pedro Olaio (filho), Santiago Ribeiro, Tchum Nhu Liem (Susana Falcão), Tesha, Valdemar

Margalho, José Penicheiro, Maria Caló / Carolina Vieira e Carlos Lavrador. A exposição estará patente até 26 de Setembro de 2010, de quarta-feira a domingo, das 11h00 às 13h30 e das 14h30 às 19h00.

Na Biblioteca Municipal de Porto de Mós

Pintura de Licínia Sousa Está patente na Biblioteca Municipal de Porto de Mós, de 1 a 30 de Setembro, uma exposição de pintura de Licínia Sousa. Natural do Arrimal, reside na vila de Porto de Mó, onde trabalha

como assistente operacional. Começou a desenvolver o gosto pela pintura há alguns anos e com o passar do tempo tornou-se uma paixão. “As minhas telas incidem especialmente em

pintura abstracta a acrílico, a óleo e também gosto de me aventurar a pintar com spray”, adianta Licínia Maria Gaspar de Sousa, confessando inspirar-se em “todos os movimentos

de pintura, preferindo no entanto o surrealismo”. “Tento captar pormenores, por norma despercebidos, e gosto de passar para as telas o meu olhar sobre a realidade, tal como a vejo”.

sinar algo, ao mesmo tempo que as mantém ocupadas, contribuindo assim para uma aprendizagem mais fácil e divertida. Pretendese realizar jogos tradicionais, desportivos, mentais, peddy papers, entre outras iniciativas que promovam

hábitos culturais, de leitura, de aquisição e de partilha de conhecimentos. O local de encontro dos participantes é na Biblioteca João Soares. As inscrições deverão ser efectuadas até ao dia 13 de Setembro, na Casa-Museu João Soares.

À tarde na Casa-Museu João Soares

“Jogos Desportivos” Os serviços educativos da Casa-Museu João Soares realizam actividades com as escolas da freguesia, mas também partilham de uma preocupação comum a pais e encarregados de educação de manter as crianças ocupadas, preferencialmente

com actividades pedagógicas. “À Tarde na Casa-Museu João Soares” será uma iniciativa realizada todas as quartas-feiras, das 15h00 às 16h30m, onde serão promovidas actividades dirigidas a crianças do 4º ao 8º ano (914 anos), pensadas para en-

Na praça Mouzinho de Albuquerque

Mercado do Século XIX A praça Mouzinho de Albuquerque, na vila da Batalha, vai voltar a ser palco de mais uma reconstituição do Mercado do Século XIX, no próximo dia 26 de

Setembro. Organizado pela Câmara Municipal da Batalha, este evento conta com a colaboração dos ranchos folclóricos do concelho e alguns convidados. Na praça,

haverá as habituais reconstituições históricas, venda de produtos regionais, animação da época, leitura da sina, tasca típica com vinho da região e sardinha

assada. Em complemento, serão dinamizados alguns jogos tradicionais do século XIX, em que os visitantes poderão participar.


CULTURA 5

O Mensageiro 9.Setembro.2010

Teatro José Lúcio da Silva vive ritmos ciganos

CEPAE organiza colóquio no Arquivo Distrital

O Teatro José Lúcio da Silva prepara a ‘reentrée’ da próxima temporada, às 21h30 do dia 9 de Setembro, com um espectáculo que une a música e a dança apresentado pela Companhia Gadjé. “Lashoj Tyo Dyes”, que em romeno significa “Tenha um dia feliz”, procura transmitir vida, paixão e sonhos, através de uma viagem de ritmos ciganos que nos mostra a riqueza cultural da Europa de Leste. “A música rebenta e rasga numa viagem ao fim do mundo, voa pela Rússia e pelo sonho a trote da Roménia à Hungria (…). O calor aumenta, o ritmo duplica, o sangue circula fugaz, a paixão é dançada num frenesim de sons e impulsos, a selvagem celebração da vida”. Este espectáculo é para maiores de 3 anos, com babysitting gratuito e é de entrada livre, pois marca o regresso do Teatro José Lúcio da Silva ao mundo das artes, chamando a si a sociedade civil ao conhecimento

DR

“Lashoj Tyo Dyes” em Leiria

e contacto com culturas de comunidades isoladas. Existindo desde 1966, o Teatro José Lúcio da Silva dedicou até 2006, cerca de 95% da sua actividade à projecção de filmes, ficando

rotulado como um dos melhores cinemas do País. Desde 2007, atravessa uma fase de mudança e remodelação que avoca transversalmente todas as áreas artísticas.

Leiria recorda Alexandre Herculano Mantendo sempre os mais elevados padrões de qualidade, o Teatro José Lúcio da Silva tem como missão dotar a cidade de Leiria de um espaço de lazer, saber, conhecimento, cultura e entretenimento, fomentando assim uma relação com o público. Enquanto espaço de serviço público, procura oferecer uma programação cultural variada e abrangente, programando em regime de cruzamento artístico, com o objectivo de aumentar o enriquecimento cultural da comunidade, de forma coerente, sustentada e eficaz, satisfazendo ou mesmo antecipando as necessidades e carências culturais e artísticas da população leiriense, bem como, a captação de novos públicos, sendo notório a componente de investimento no capital humano dos munícipes.

No ano em que se comemoram 200 anos do nascimento de Alexandre Herculano, o Centro do Património da Estremadura (CEPAE) vai organizar um colóquio, no próximo dia 17 de Setembro, pelas 18h00, no Arquivo Distrital de Leiria, presidido por Guilherme de Oliveira Martins. O orador, actual presidente do Tribunal de Contas e do Centro Nacional da Cultura, é descendente do historiador Oliveira Martins, que foi contemporâneo de Alexandre Herculano. Para abordar as múltiplas facetas deste historiador, paleógrafo, bibliotecário, poeta, romancista, contista, jornalista, político, agricultor… intervirão vários leirienses, designadamente Acácio de Sousa, Saul António Gomes, Amélia Pinto Pais, Carlos Fernandes e Adélio Amaro.

Porto de Mós

‘A morte do Barão...’ No dia 18 de Setembro vai ser lançada a obra ‘A morte do Barão de Porto de Mós’, da autoria de Ricardo Charters d’Azevedo. A sessão que iniciará pelas 16h00, no Cineteatro de Porto de Mós (Av. Dr. Francisco Sá Carneiro, Porto de Mós), contará para apresentar a obra com Guilherme d’Oliveira Martins, Presidente do Centro Nacional da Cultura e Presidente do Tribunal de Contas.

No Mosteiro da Batalha

Orquestra Barroca e Coro da Casa da Música

Primeiro encontro de famílias vieirenses

Primeiro Dia Nacional do Avieiro A Junta de Freguesia de Vieira de Leiria, com o apoio da Câmara Municipal da Marinha Grande e do Gabinete da Cultura Avieira do Instituto Politécnico de Santarém, promovem o 1º Dia Nacional do Avieiro, que se realiza no dia 25 de Setembro (sábado), em Vieira de Leiria. O objectivo

é preservar a identidade colectiva da freguesia. Pretende-se que este acontecimento seja o primeiro de outros que a organização gostaria que se seguissem, promovidos por cada uma das autarquias ligadas ao Movimento da Cultura Avieira. Este primeiro encontro

vai reunir famílias avieiras de várias comunidades do País, tais como: Alcácer do Sal, Aldeia do Peixe (Benavente), Alfange (Santarém), Azinhaga, Barquinha, Barreira da Bica (Vale de Figueira), Caneiras (Santarém), Chamusca, Constância, Escaroupim (Salvaterra de Magos), Esteiro da

Nogueira (Vila Franca de Xira), Faias e Cucos (Benfica do Ribatejo), Lezirão (Azambuja), Mouriscas, Palhota / Valada (Cartaxo), Patacão – (Alpiarça), Póvoa de Santa Iria, Reguengo do Alviela (Santarém), Tancos e Tramagal.

Festival de Gastronomia de Leiria O XVIII Festival Regional de Gastronomia de Leiria, promovido pela Turismo de Leiria-Fátima e Câmara Municipal de Leiria, com a colaboração das Câmaras Municipais de Batalha, Marinha Grande, Ourém, Pombal e Porto de Mós, decorre de 04 a 12 de Setembro de 2010, no Marachão, em Leiria, junto ao rio Lis, diariamente das 18h00 às 24h00. A inauguração decorreu no dia

04 de Setembro, dando início a uma viagem pelas melhores iguarias regionais. Este ano, o tema “Do Mar à Serra, Sabores da nossa Terra” tem como finalidade promover o evento pela riqueza histórica, tradicional e variada da gastronomia da região de Leiria-Fátima. A qualidade e primor gastronómico regionais continuam a ser a grande aposta do Festival. Esta é uma iniciativa de refe-

rência na dinâmica da animação turística regional, que ao longo das várias edições tem conquistado o reconhecimento de um público cada vez mais vasto. Este ano conta com os apoios da Junta de Freguesia de Leiria, do Semanário Jornal de Leiria, da TV Fátima, da Reisgás, Lda, da Associação de Apicultores da Região de Leiria e do financiamento do QREN – Programa Mais Centro.

A Orquestra Barroca e o Coro da Casa da Música do Porto actuam nas Capelas Imperfeitas do Mosteiro da Batalha, a 19 de Setembro, às 16h00, naquele que será certamente um concerto único e memorável. Contando com a direcção musical de Andrew Parrott, o concerto insere-se no âmbito do programa Rede de Mosteiros Portugueses Património da Humanidade, promovida pelo IGESPAR, I.P. e pelos Municípios da Batalha, Alcobaça e Tomar. Caso as condições atmosféricas sejam adversas, o concerto realizar-se-á na Igreja do Mosteiro à mesma hora.

No Teatro-Cine de Pombal

Exposição de pintura de Vitor Gonçalves Carvalho No próximo dia 15 de Setembro, quarta-feira, pelas 18h00, na Galeria de Exposições do Teatro-Cine de Pombal é inaugurada a exposição de pintura de Vitor Gonçalves Carvalho. Vitor Gonçalves Carvalho nasceu em Casal dos Bernardos, Ourém, em 1963, e desde a sua infância tem-se dedicado ao desenho e à pintura. Muito jovem emigrou e percorreu vários países como os EUA, Argélia, França e Espanha onde reside actualmente. Autor de várias exposições, Vitor Gonçalves Carvalho participou em vários concursos, principalmente em Espanha. É também em Espanha que concilia o estudo de Belas Artes, na vertente de pintura, com o seu trabalho de empresário. Nesta exposição, o artista apresenta vinte e oito telas, com temas desde as paisagens naturais às naturezas-mortas, revelando um estilo muito próprio. A exposição ficará patente ao público até dia 30 de Outubro.


6 SOCIEDADE

O Mensageiro 9.Setembro.2010

Investimentos de nove milhões de euros

Primeira rede de industrias criativas A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro aprovou a candidatura de nove milhões de euros da primeira Rede de Economias Criativas criada a nível nacional, revelaram os municípios que compõem a rede. “Temos investimentos de um total de nove milhões de euros que vamos desenvolver associados aos eixos da criatividade, empreendedorismo e educação criativa”, afirmou à agência Lusa Telmo Faria, presidente da Câmara de Óbidos, que lidera a rede. Um dos projectos a desenvolver passa por investir 1,5 milhões de euros na criação entre os vários parceiros de um canal de televisão, cujos conteúdos são produzidos pelos alunos das escolas de cada um dos concelhos abrangidos, criando assim uma rede de escolas criativas.

Até 27 de Setembro

IPL abre candidaturas a CET O Instituto Politécnico de Leiria (IPL) promove mais uma edição dos Cursos de Especialização Tecnológica (CET). Para o período lectivo 2010/2012, os cursos com funcionamento em regime diurno e pós-laboral, serão leccionados em Alcobaça, Alvaiázere, Avelar, Caldas da Rainha, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Pedrógão Grande, Penela, Peniche, Pombal, Rio Maior, Soure, Vagos e Vila de Rei. Os CET apostam tanto na formação técnica como na formação prática. Assim, com uma duração típica de 18 meses, uma parte significativa dos conteúdos programáticos é realizada em contexto de trabalho. Tratando-se de cursos pós-secundários, qualificam jovens e adultos para o desempenho profissional, conferindo uma qualificação profissional de nível IV. No final da formação os alunos estão capacitados para o ingresso na vida activa com o nível de qualificação IV ou para o prosseguimento de estudos num curso de licenciatura do IPL, através de uma via própria. As candidaturas estarão abertas até 27 de Setembro, exclusivamente online, em www.ipleiria.pt.

Wireless nas escolas da Marinha Grande

Instalação de internet gratuita No ano lectivo 2010/2011 todas as escolas do 1º ciclo do ensino básico do concelho da Marinha Grande vão estar equipadas com rede informática sem fios (Wireless). A Câmara Municipal está a instalar os respectivos equipamentos, até final do mês de Setembro. Com esta medida, todas as escolas terão a possibilidade de fornecer gratuitamente internet sem fios aos seus utilizadores, ou seja, aos alunos e comunidade docente. Os alunos poderão assim aceder à internet a partir dos seus computadores portáteis, dentro das salas de aula, potencializando-se e rentabilizando-se o ensino.

Formação e consultoria gratuitas

Candidaturas ao programa ‘Dinamizar’ A ACILIS – Associação Comercial e Industrial de Leiria, Batalha e Porto de Mós, desenvolve uma acção que pretende promover o ‘Dinamizar’, programa para empresas até nove trabalhadores. Trata-se de um projecto promovido pela CCP apoiado pelo Fundo Social Europeu, no âmbito do Programa Operacional do Potencial Humano (POPH), que tem como propósito fundamental elevar a capacidade competitiva das empresas do comércio e serviços, actuando, sobretudo, ao nível dos seus recursos humanos. As acções a desenvolver envolvem a prestação gratuita de serviços de consultoria e de acções de formação, conduzidas ambas de forma personalizada e direccionadas para as necessidades específicas das empresas participantes. Podem candidatar-se empresas que tenham até nove trabalhadores e que tenham como actividade principal o comércio ou os serviços.

Os seus objectivos estão direccionados para elevar o desempenho das empresas, actuando a dois níveis (competências individuais dos empresários, dirigentes e restantes colaboradores das empresas e os modelos organizacionais das empresas, visando introduzir melhorias, quer nos princípios de gestão, quer nas técnicas utilizadas que permitam optimizar os resultados esperados das mesmas). O “Dinamizar” através das “en-

tidades beneficiárias” seleccionadas – como é o caso da ACILIS – disponibiliza uma equipa de consultores especializados que após efectuarem um diagnóstico das necessidades das empresas participantes, com especial ênfase na área da qualificação e organização dos recursos humanos, elaboram em conjunto com os responsáveis de cada empresa um Plano de Acção individualizado. Este plano contemplará, quer acções de curto prazo (a executar na vigência do projecto), quer iniciativas e orientações para o médio e longo prazo que caberá às empresas implementar. Nas acções de curto prazo haverá sempre lugar à realização de cursos de formação de curta duração nas áreas consideradas relevantes para cada empresa, sendo todas as alterações em curso nas empresas, acompanhadas por consultores devidamente qualificados.

Escola Profissional de Ourém e na Escola de Hotelaria de Fátima

500 alunos iniciam ano lectivo No dia 13 de Setembro os alunos da Escola Profissional de Ourém e da Escola de Hotelaria de Fátima iniciarão mais um ano lectivo que será marcado por vários momentos comemorativos dos 20 anos do Ensino Profissional em Ourém. Para além destes momentos, este início de ano lectivo encerra algumas surpresas para os alunos, principalmente no que toca aos alunos da Escola de Hotelaria de Fátima. O antigo pólo de Fátima da Escola Profissional

de Ourém é agora uma escola autónoma: a Escola de Hotelaria de Fátima, com todas as vantagens que daí advêm ao nível da organização e do funcionamento interno, e ao nível de projecção da mesma para o exterior. Também a sede desta Escola mudou. Actualmente a sede da Escola de Hotelaria de Fátima é no edifico do Antigo Seminário dos Monfortinos, que sofreu obras de adequação dos seus espaços para poder receber algumas das turmas desta Escola: as turmas de

Recepção e de Turismo. As turmas de Restaurante-Bar e de Cozinha-Pastelaria continuarão inseridas dentro do CEF, também com espaços melhorados. Para o ano lectivo que agora inicia a Escola Profissional de Ourém irá contar com três turmas do Curso Técnico de Gestão, três turmas do Curso Técnico de Construção Civil, duas turmas do Curso Técnico de Informática, duas turmas do Curso Técnico de Design, duas turmas do Curso Técnico de Energias

Renováveis e uma turma do Curso Animador Sociocultural, num total de 280 alunos. A Escola de Hotelaria de Fátima irá albergar quatro turmas do Curso Técnico de Cozinha-Pastelaria, três Turmas do Curso Técnico de Restaurante-Bar, duas turmas do Curso Técnico de Turismo e uma turma do Curso Técnico de Recepção, num total de 220 alunos.

Antigos Combatentes da Guiné

29º Almoço-convívio Nacional No próximo dia 5 de Outubro, terça-feira, Feriado Nacional, realizar-se o 29º Almoço-convívio Nacional dos Antigos Combatentes da Guiné no Complexo Turístico D. Nuno, Estrada de Minde, número 326, em Boleiros, Fátima. Todos os interessados (que podem inscrever familiares) devem fazer a inscrição enviando para 29º. Almoço/Convívio – Guiné 2010, Apartado 423534-909 Mangualde.

Durante o mês de Setembro

Colheitas de Sangue em Leiria 11-09-2010 16-09-2010 17-09-2010 18-09-2010 22-09-2010 3ªs e Sabs.

09h00-13h00 15h00-20h00 15h00-20h00 15h00-20h00 9h00-12h30 9h00-13h00

Associação da Solidariedade do Pó, Bombarral Praça Rodrigues Lobo, Leiria Praça Rodrigues Lobo, Leiria Praça Rodrigues Lobo, Leiria Segurança Social, Leiria Cruz Vermelha de Leiria

Centro Novas Oportunidades da ADAE

Promoção de hábitos de leitura No âmbito do projecto Novas Oportunidades Ler +, o Centro de Novas Oportunidades da ADAE (Associação de Desenvolvimento da Alta Estremadura), assina, no próximo dia 11 de Setembro de 2010, o protocolo de parceria entre a associação e a Biblioteca Itinerante da Batalha. A formalização da assinatura decorrerá na cerimónia

de entrega de certificados de Reconhecimento Validação e Certificação de Competências (RVCC) no Jardim Luís de Camões, em Leiria, e contará com a presença do coordenador do Plano Nacional de leitura, o Professor Fernandes Pinto Amaral. Pretende-se proporcionar à população em geral os recursos da biblioteca (livros, cd’s, dvd’s

e Internet), em especial a adultos inseridos em processos de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, de forma a incentivá-los à criação de hábitos de leitura. Novos grupos A ADAE vai reunir no dia 9 de Setembro mais de 60 pessoas em grupos para RVCC nos níveis básico e

secundário. As localidades até agora contempladas são: Boa Vista, Leiria, Souto da Carpalhosa, Trás-os-Montes e Monte Redondo. Quanto às inscrições, estas estarão abertas durante todo o ano, pelo que qualquer cidadão interessado em concluir o seu percurso formativo pode recorrer ao apoio da ADAE.


SOCIEDADE 7

O Mensageiro 9.Setembro.2010

Valorlis promove uma nova edição

Passeio pedestre em Porto de Mós

Rota das Minas da Bezerra

A Valorlis vai dinamizar uma nova edição do curso de Agricultura Biológica, que terá início dia 25 de Setembro. Esta é já a décima edição deste curso que, como explica Miguel Aranda da Silva, administrador-delegado da empresa, «continua a ter uma grande procura por parte dos munícipes, que estão cada vez mais conscientes de que depende de todos nós conseguirmos um ambiente e uma vida mais saudáveis». O curso, que tem como principal objectivo ensinar aos participantes uma forma de agricultura que

DR

Curso de Agricultura Biológica

respeita os ciclos naturais e minimiza o impacto humano sobre o ambiente, tem uma duração total de 15 horas, distribuídas ao longo de cinco sessões, e realiza-se nas instalações

Campanha de troca de lâmpadas

Electricidade mais económica Com o objectivo de promover o consumo eficiente de energia, a EDP, através da edp5D, em parceria com a Sonae está a proceder à oferta de 850.000 lâmpadas economizadoras. A troca gratuita de uma lâmpada incandescente por duas lâmpadas economizadoras decorre até 4 de Outubro, nos hipermercados Continente ou Modelo e nas lojas EDP. Com esta iniciativa, inserida no âmbito do Plano de Promoção de Eficiência no Consumo, pretende-se divulgar à população, em todas as regiões do país, medidas de eficiência energética, uma temática que faz parte da política de responsabilidade social dos Grupos EDP e Sonae. As lâmpadas economizadoras gastam 5 vezes menos do que as lâmpadas incandescentes e duram, em média, 8 vezes mais. Nesta acção, serão oferecidas lâmpadas economizadoras de formato tornado, as quais permitem uma luminosidade perfeita e iluminação instantânea, associadas a uma estética cuidada. A campanha será divulgada em meios de comunicação, nomeadamente televisão, mupis, rádio e internet (sites edp5D, Continente e Modelo), bem como nos pontos de venda.

da Valorlis, sempre ao sábado. Ao longo do curso, os formandos terão disponível uma horta para colocarem na prática todas as técnicas que aprenderem. Miguel Aranda da Silva salienta

que este curso permite ainda «fazer a ponte com o projecto de Compostagem Doméstica da Valorlis, já que possibilita às pessoas utilizarem o composto produzido pelo compostor nas suas hortas». As sessões do curso de Agricultura Biológica terão lugar nos dias 25 de Setembro, 9 e 23 de Outubro e 6 e 20 de Novembro, entre as 09h30 e as 12h30, na Valorlis. Os interessados devem inscrever-se junto da empresa, pelo telefone 244 575 540 ou pelo endereço de email valorlis@valorlis.pt. A formação tem o custo de 50 euros por pessoa.

A 100limites vai organizar, no próximo dia 12 de Setembro, em Porto de Mós, um passeio pedestre na “Rota das Minas da Bezerra”. Trata-se de um percurso de 18 km por trilhos de piso irregular na Serra da Pevide em pleno PNSAC (Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros), com passagem pelo antigo troço da linha de caminho de ferro das minas e pelas localidades de Figueirinhas e Bezerra. O ponto de encontro e o programa completo serão comunicados directamente aos participantes aquando da inscrição. O início será às 10h00 e a duração prevista é de cerca de cinco horas, sendo de dificuldade física média/baixa. Indo: www.aventura100limites.pt.vu.

Ourém

Câmara apoia Bombeiros

Autocarro sensibiliza para energia sustentável

Energy Bus na Marinha Grande

O Energy Bus vai estar no Parque Mártires do Colonialismo, na Marinha Grande, de 27 a 29 de Setembro. Este autocarro vai levar os visitantes a conhecer o mundo da energia. Trata-se de uma iniciativa da EDP, com o apoio da Câmara Municipal da Marinha Grande. O Energy Bus é um autocarro temático sobre energia e eficiência energética, com diversos equipamentos de demonstração de diferentes tecnologias, painéis informativos, experiências interactivas, folhetos e conselhos úteis. Tem como objectivo promover o uso mais sustentável da energia em Portugal, particularmente através da promoção da eficiência no consumo de energia eléctrica, e do aconselhamento qualificado a todos os visitantes. Entre 2007 e 2009, percorreu não só as grandes cidades, mas também localidades mais remotas, onde as populações têm menor acesso à informação. Visitou 73 localidades de 64 municípios diferentes, das quais 46 cidades, 23 vilas e 4 aldeias. Recebeu 45.500 visitantes de todas as faixas etárias, de Norte a Sul do país, a bordo estiveram já 19.000 estudantes de 210 escolas. O Energy Bus é e)mission neutral, anulando a pegada de carbono das suas deslocações. Assim, as emissões de Gases com Efeito de Estufa são neutralizadas através do investimento em projectos de energia sustentável.

A Câmara Municipal de Ourém vai apoiar em 152 mil euros as três corporações de bombeiros do concelho. O valor é referente a 2010 e foi repartido tendo em conta o número de corporações, a área total, a área ardível, os quilómetros de rede viária e o número de secções. Os protocolos de colaboração foram assinados esta terça-feira, pelo presidente da Câmara, Paulo Fonseca e pelos representantes das Associações Humanitárias dos Bombeiros Voluntários de Ourém, Fátima e Caxarias. Com esta medida, o Município pretende sobretudo dar continuidade à formalização e estabelecimento de novas parcerias e metodologias que permitam fortalecer as medidas operacionais e uniformização entre as três Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários existentes no concelho.

Estacionamento automóvel

Leiria é das cidades mais caras da Europa DR

Tarifários (Média, em euros. Eixo de baixa rotação)

É a cidade mais cara em estacionamentos até 3 horas e, a partir daí, a segunda. Leiria é uma das citadas na última edição do semanário Expresso, que revela dados de um estudo encomendado pela Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL), no que

diz respeito a tarifas de baixa rotação (lugares com maior tempo de utilização). Copenhaga (Dinamarca), Oslo (Noruega), Madrid (Espanha) e Paris (França) são algumas das principais cidades europeias, para além das apresentadas na tabela, onde

é mais barato estacionar, comparativamente à cidade do Lis – revela aquele semanário. A vila da Nazaré, distrito de Leiria, é igualmente referenciada, com as tarifas a variarem entre os 0,50 euros (1 hora) e os 2 euros (4 horas).

Cidade (País) Lisboa (Portugal) Leiria (Portugal) Londres (Inglaterra) Estocolmo (Suécia) Porto* (Portugal) Amesterdão (Holanda) Amadora (Portugal) Europa Lagos (Portugal) Roma (Itália)

1 hora 0,80 1,50 1,13 1,09 1,20 1,06 1,00 0,93 0,80 0,79

* Estacionamento do Palácio de Cristal

2 horas 1,80 2,70 2,26 2,19 2,05 2,13 2,00 1,91 1,60 1,59

3 horas 3,40 3,90 3,39 3,28 3,10 3,19 3,00 2,49 2,40 2,38

4 horas 5,15 4,95 4,52 4,37 4,30 4,26 4,00 3,47 3,20 3,17


8 DIOCESE

No funeral do padre Manuel Ferreira revi a sua irmã, conhecida dos anos que ele viveu no Telhal comigo. Em 1962, os Institutos religiosos de masculinos e femininos criaram o ISPA, Instituto Superior de Psicologia Aplicada, primeira escola superior de psicologia em Portugal. Como era director da Escola Apostólica de S. João de Deus e a trabalhar na área da saúde mental, o provincial Irmão José Joaquim Fernandes autorizou-me a matrícula no primeiro curso. O padre Manuel Ferreira deslocado de Barcelos para capelão no Telhal interessouse também no curso. Sendo as aulas no fim da tarde e as missas pela manhã, começámos a frequentar as aulas no Colégio do Coração de Maria na Av. Manuel da Maia. Nestes últimos anos e numa dezena de visitas ao padre Ferreira na Casa do Clero em Fátima, ele referia-se agradecido à oportunidade de ter frequentado o ISPA comigo. Eu é que devia agradecer, pois tive boleia no seu carro durante aqueles três anos até que ele deixou a capelania e eu o Telhal, por um ano, para ir uns meses para Montemor-o-Novo e logo a seguir para Londres. Nesse convívio de três anos muito conversámos. Vivia-se o clima do Concílio e do efeito avassalador do existencialismo sarteriano, dos movimentos nacionalistas, do marxismo-leninismo virulento, do espírito que iria desabrochar no Maio de 68 (é proibido proibir) e na crise das instituições da Igreja Católica que esvaziou seminários e noviciados. Impressionava-me o zelo apostólico ardente do padre Ferreira, que às vezes me parecia excessivo. Como se tivesse obrigação de salvar sozinho toda a gente com problemas. Deslocava-se num redemoinho constante e eu perguntava-me como conseguia cobrir as despesas com o carro. Eram os primeiros anos de sacerdócio e muito entusiasmado por disciplinas e temas de momento e do curso, por exemplo, mudanças de tudo, correntes da educação nova, não-directidade rogeriana, psicanálise, ideologias de esquerda… Eram tempos excitantes que pré-anunciavam o 25 de Abril. Mais tarde, ao reflectir neste fervilhar de novidades, caí na conta que além de excitantes foram excessivos e de excessos, fora e dentro da Igreja, excessos que se vão “pagando”. E alguns talvez meus também. Voltando às minhas visitas ao padre Manuel na Casa do Clero. Fui testemunha da sua caminhada final para a ressurreição. Há três anos ainda guiava, usava computador, internet, fotocopiadora, vivia em residência individual, onde o visitei algumas vezes e o vi atarefado de volta de toda a parafernália de aparelhos e me dizia com brio que dominava todas aquelas técnicas; e não escondia a sua idade. À medida que iam diminuindo a autonomia passava por sofrimentos de desprendimentos à pressão. Quando se viu sem carro, sem internet, o telefone era a sua defesa e então lá me telefonava para que o visitasse para falar. Sentia necessidade de falar. Com frequência referia o ISPA para dizer de novo que fora uma das coisas boas que lhe tinha acontecido e que a mim o devia. Mas exprimia também os sofrimentos da falta do carro, do computador e internet. Recordava então e falava de tudo como que para exorcizar a dor aguda de desprender-se sempre mais. Nas reflexões espirituais que fazíamos, vinha o exemplo de Jesus Cristo e de como Ele nos pode ensinar. Por vezes, referia-se que contemplar Cristo na sua Paixão podia ajudar, como ajudou a S. João de Deus e a tantos outros. Cheguei a sugerir que se centrasse em Jesus no Jardim da Oliveiras e depois O fosse acompanhando até ao Calvário e ficasse lá a olhar para Ele na cruz como Nossa Senhora... Nas visitas seguintes, quando me fazia novos telefonemas para eu aparecer, perguntava onde ia agora: “ainda estou no Jardim da Oliveiras”, dizia a sorrir. E deu-me esta resposta várias vezes, como a indicar a dor de ter de subir ao calvário e à cruz, e de ser despojado de tudo antes do momento da ressurreição… Agradecia muito as visitas quando antes de cada despedida com curta oração lhe dava a bênção sacerdotal. Jesus e Maria não o deixaram só. Fátima, 29 de Agosto de 2010 Aires Gameiro, OH

Ordenação sacerdotal no dia 19 de Setembro

Miguel Sottomayor convida... Queridos amigos e amigas, A 15 de Julho de 2009, dei entrada na paróquia de Nossa das Misericórdias, em Ourém, onde fiz o meu estágio como acólito. Como por certo se recordam, a 25 de Abril do corrente ano, fui ordenado diácono na Sé de Leiria. Desde então, já foram muitos os sacramentos do baptismo e matrimónio que Deus realizou através de mim. Em cada sacramento que celebro, surpreendeme sempre profundamente o amor e a misericórdia de Deus que chega ao ponto de nos utilizar a nós, ministros, para realizar as maravilhas do seu amor. Desde o passado dia 29 de Agosto que colaboro pastoralmente nas paróquias da Sé de Leiria e Cruz da Areia, juntamente com os padres Gonçalo Diniz e

DR

No ISPA e na ida para o Pai

9.Setembro.2010

José Augusto. No próximo Domingo, dia 19 de Setembro, às 16 horas, se Deus quiser, através do dom do Espírito Santo e da imposição das mãos do nosso Bispo, Dom António Marto, serei ordenado presbítero, na mesma Sé. É um passo que dou com uma alegria que o mundo não conhece, mas

também totalmente entregue ao Sumo e Eterno Sacerdote que disse: «Sem Mim nada podeis fazer» e à protecção de Sua Mãe, Maria Santíssima, dom de Deus aos sacerdotes. Mas é também um passo que ultrapassa, em muito, as nossas disposições e capacidades humanas. Por isso memo, pedia a todos que rezassem por mim,

para que eu abra sempre, e cada vez mais, o meu coração e a minha vida a uma total entrega a Cristo e à Sua Igreja. Por fim, apelava, também, a todos aqueles ou aquelas que, porventura, possam estar a sentir o chamamento de Jesus para O seguirem mais de perto. Gostaria de lhes dizer que não tenham medo. Deus dá-nos muito mais do que possamos imaginar. Faznos muito mais felizes do que possamos imaginar ou até mesmo desejar, pois a felicidade é isto mesmo, corresponder ao desígnio de Deus sobre cada um de nós. Foi e é assim comigo, e será também com vocês. Não tenham medo de dizer o vosso “sim”. Jesus e Maria contam convosco. Miguel Sottomayor

Preparação de novo ano pastoral

Bispo reúne responsáveis de serviços Tendo em vista a preparação do novo ano pastoral que se iniciará em Outubro, o Bispo diocesano, D. António Marto, promoveu uma reunião com todos os directores de serviços diocesanos, nos vários organismos da Cúria, e outros colaboradores e funcionários permanentes. O mesmo encontro, que decorreu no Seminário Diocesano, no passado dia 1 de Setembro, foi ainda ocasião para a tomada de posse dos novos responsáveis recentemente nomeados. “Considero importante este momento, em especial porque nos junta como um só corpo na direcção do trabalho pastoral, administrativo e jurídico da Diocese”, referiu D. António Marto, alertando para o risco de “esquecermos que somos parte de um todo, ao trabalharmos cada um isolado no seu sector específico”. Anunciando a publicação nessa mesma manhã (em www.leiria-fatima.pt) da sua nova Carta Pastoral, “Chamados à Caridade”, o prelado referiu que o tema deste ano é um desafio também para os servidores mais directos da pastoral: “O amor é o centro do Evangelho, porque Deus é amor, e nós devemos viver unidos, envoltos neste

Fotos: LMFerraz

Com o padre Manuel Ferreira…

O Mensageiro

perfume da caridade, o bom odor de Cristo que envolve e atinge a pessoa inteira”. Ainda sobre o tema deste ano 2010-2011, D. António referiu que “precisamos de reabilitar o conceito de caridade, que não é ‘caridadezinha’, mas sim uma vivência integral de relação de amor, que parte de Deus para o homem e continua do homem para Deus e para os outros”. Uma re-

lação que se concretiza na “doação, dedicação e serviço aos outros” e que, no caso dos serviços da cúria, significará “fazer bem o que se faz, com competência e com caridade inteligente, que procura responder aos problemas das pessoas de forma eficaz, usando os meios mais aptos, incluindo as novas tecnologias”. Neste espírito, o Bispo pediu a todos a “fidelidade ao compromisso” e o esfor-

ço por um “trabalho em rede, para optimizar recursos e não dispersar forças”. Recomendou ainda um cuidado especial na hospitalidade a quem procura os serviços da Diocese, porque “o primeiro cartão de visita é o acolhimento atencioso, paciente e disponível para a escuta”. Lembrou, depois a necessidade de “conversão permanente, para combater as tentações do egoísmo, do desleixo e da preguiça”, e a “perseverança na oração, porque a força vem do Alto e nalguns serviços é preciso muita fé e muito amor para levar por diante a missão. Por fim, o Bispo lembrou o exemplo de Nossa Senhora da Visitação, como quadro iluminador da caridade cristã, de um “amor inteligente, concreto, terno e fiel ao compromisso”.


DIOCESE 9

O Mensageiro

9.Setembro.2010

Paróquia da Marinha Grande

A comunidade cristã da Marinha Grande despediuse no passado Domingo, dia 5 de Setembro, de forma emocionada e calorosa, dos sacerdotes que nestes últimos anos a têm vindo a guiar e a servir como pastores. Com a igreja paroquial completamente cheia, centenas de fiéis participaram, a partir das 18h00, naquela que foi a última Eucaristia celebrada pelo Pe. Alcides e pelo Pe. Manuel Henrique na qualidade de pároco e vigário paroquial da Marinha Grande, respectivamente. A concelebrar, estive-

ram também outros três sacerdotes, entre os quais o vigário-geral da diocese, Pe. Jorge Guarda, auxiliados por grande número de acólitos, alguns dos quais não conseguiram conter lágrimas de emoção no decorrer da missa, à semelhança de muitas outras pessoas presentes na assembleia, e que vieram de todos os lugares da paróquia. Numa manifestação singular de unidade e de fé, esta parcela da Igreja demonstrou a sua tristeza pela partida daqueles com quem estabelecera relações de amizade e carinho ao

Discurso do Conselhos Económico e Pastoral Queridos amigos Padre Alcides e Padre Manuel Chamamo-vos amigos, porque o sois efectivamente, visto terdes participado das nossas vidas, como todos nós participámos também das vossas. Nesta noite, mesmo que o meu coração tivesse o tamanho do meu corpo físico, não chegaria para conter toda a gratidão que os aqui presentes e aqueles que não puderam vir, têm por vós. «O Senhor mo deu, o Senhor mo tirou; bendito seja o nome do Senhor.» diz Job, prostrado em oração, e dizemos nós também numa oração de louvor ao nosso Deus: «O Senhor no-los deu, o Senhor no-los tirou; bendito seja o nome do Senhor» Ser Igreja é sobretudo isto, dar e receber. Recebemo-vos com alegria, convosco caminhámos. Damo-vos com alegria, para que também outros convosco caminhem. Estais nos nossos corações, fostes e sois riqueza nas nossas vidas. Que melhor então para dar aos outros em Igreja, se não a riqueza que sois para nós? A gratidão é dos sentimentos mais belos que o Senhor coloca nos corações dos homens e neste momento nós abundamos de gratidão.

longo destes últimos anos, mas igualmente o desejo de que outros possam beneficiar do trabalho e da presença destes padres nas novas missões que irão desempenhar, revelando assim uma atitude de desprendimento e de comunhão. Seguiu-se um jantar de convívio, servido nas instalações da FAE, em que estiveram presentes mais de quinhentas pessoas, crentes e não crentes, oriundas de todos os sectores da sociedade, que quiseram homenagear os sacerdotes que agora saem. Numa confraternização

Gratidão ao Padre Alcides, que com a sua frontalidade, com as suas respostas directas, com as suas abençoadas provocações, com a sua firmeza doutrinal, alicerçada na Palavra de Deus sempre presente, (não cedendo à adulteração de valores), nos inquietou, para que não caíssemos num cristianismo serôdio, mole e adormecido, mas antes nos questionássemos a todo o tempo se dávamos verdadeiro testemunho de cristãos empenhados e fiéis. Nunca, digo eu sem medo de me enganar, ficou alguém por receber, por ouvir, por acolher, crente ou não crente, e para todos sempre teve uma palavra, quando necessário discordante, recheada da boa disposição que em todos os momentos mostrava, mau grado as suas maleitas graves, das quais só se sabia quando delas se servia para dar testemunho. Incansável, batalhador, doutrinador, a todos exortava a frequentarem cursos doutrinais, a lerem livros sobre a fé, para melhor conhecerem o Deus que nos ama e nos quer salvar. Com ele caminhámos, com ele crescemos na fé, com ele encontrámos caminho sempre novo, com ele ficamos aqui guardando-o no coração, e com ele partimos também acolhidos no seu coração. Bem-haja Padre Alcides, por estes treze anos, somados aos outros mais, que fazem da Marinha Grande e da sua Paróquia,

Fotos: DR/Foto Europa

Homenagem aos sacerdotes em que presença dos jovens se fez sentir de forma efusiva e alegre, e que contou com dois momentos de animação musical pela Sónia Santos e pelo Nuno Brito. Houve também lugar para uma intervenção de um membro do Secretariado Permanente do Conselho Pastoral, que falou em nome da paróquia, e para a entrega de duas lembranças, uma a cada um dos sacerdotes,

fruto dos peditórios que ao longo das últimas semanas foram sendo feitos à saída das missas. A finalizar, tanto o Pe. Manuel Henrique como o Pe. Alcides dirigiram a todos os presentes palavras de reconhecimento e de gratidão, pela riqueza dos tempos que entre nós viveram, pelas amizades criadas, e pelos testemunhos de fé que encontraram na

uma gente e uma terra que muito lhe devem, pela sua entrega, pelo seu amor, pela sua vida. Gratidão ao Padre Manuel, pela sua juventude, não só nos anos, mas também pela sua forma particular de testemunhar a fé que o move, que o faz viver. Ouvimos da sua boca homilias profundas e belas, que só a alguém muito distraído, não tocaram e exortaram a caminhar na fé com mais empenho e mais verdade. Ouvimo-lo a falar com os jovens, com alegria, na sua linguagem, (a linguagem que eles entendem), com companheirismo, mas nunca transigindo nos princípios, nem na Doutrina da Igreja. É que os jovens gostam de um sim ou de um não, porque um talvez, nada lhes diz! Disponível, atento, aberto aos outros e aos seus modos de ver, mas não deixando de ser firme perante exigências de alguns, exigências que nada tendo a ver com a fé cristã, apenas a desvirtuam e desvalorizam. Os catequistas têm bem presente a sua preocupação com a catequese, com os jovens em início de caminhada, e das reuniões de preparação, momentos de comunhão, de partilha e de ensinamento da Palavra de Deus. Bem-haja Padre Manuel, pela sua dedicação, pela sua amizade, por estes quatro anos que marcaram e marcam as gentes desta paróquia da Marinha Grande, que não o esquecerão, e onde sabe encontrará sempre amigos verdadeiros.

paróquia da Marinha Grande, aonde, segundo as suas opiniões, “a Igreja está viva, e bem viva”. O serão ainda se prolongaria por bastante mais tempo, pois todos lhes quiseram manifestar pessoalmente a sua estima e o seu carinho, numa atmosfera impregnada de grande calor humano. Joaquim Mexia Alves

Uma despedida é sempre um momento de separação, e como separação também divide, afasta, mas apenas se não há uma ligação forte entre as pessoas que se despedem. Mas se as pessoas que se despedem, se amam em Cristo, se amam em sentimentos de comunhão e partilha, se amam porque se querem bem, então são partes de um símbolo, (o símbolo do amor), e enquanto tal, mesmo separadas no seu convívio, a sua união é perfeita e sempre presente. Então, e se assim é, o momento da despedida é momento de alegria, porque os que partem ficam connosco nos nossos corações, e nós, os que ficamos, partimos afinal nos corações daqueles que vão para outras paragens, unidos num só sentimento, numa só comunhão, em Cristo Nosso Senhor, na Sua Igreja. Padre Alcides e Padre Manuel, ficai sabendo que aqui nesta Paróquia da Marinha Grande tendes sempre amigos ao vosso dispor, que rezam por vós e pelo êxito nas vossas novas missões. Que Deus Nosso Senhor na Sua bondade infinita vos abençoe, e vos encha de todos os dons que necessitais para continuardes a levar a Sua Palavra aos que têm fome e sede de amor. Marinha Grande, 5 de Setembro de 2010

BREVES Paróquia dos Milagres

Movimento dos Cursilhos de Cristandade

Misericórdia de Leiria

Tradicional Romaria Ao Sr. Jesus

Abertura da Escola MCC

Academia de Cultura e Cooperação

De 17 a 20 de Setembro, a Paróquia dos Milagres acolhe a peregrinação anual ao Senhor Jesus dos Milagres. Será pregador da romaria o Padre Vitor Melícias. Do programa destacamos a celebração da Eucaristia, no dia 18, às 19h30; No domingo, durante a manhã cumprem-se as promessas, celebrando-se a missa às 14h00, seguida de procissão. Os festejos terminam na segunda-feira com a missa do peregrino às 10h00 e a procissão do Santíssimo às 15h30.

No dia 21 de Setembro, pelas 21h00, terá lugar no Seminário Diocesano de Leiria a abertura da Escola do Movimento dos Cursilhos de Cristandade, que posteriormente, a partir do dia 28, passará a funcionar na segunda hora da Escola Razões da Esperança. Entrando-se no culminar do ano em que se assinalam os 50 Anos do Movimento em Portugal, apela-se a todos os cursilhistas que participem na Escola e nas actividades do movimento, mostrando a sua união na alegria de viver a mensagem de Cristo.

Desde o dia 3 de Setembro Estão abertas as inscrições para o ano lectivo de 2010-11, na Academia de Cultura e Cooperação de Leiria. As inscrições podem ser feitas entre as 15h30 e as 17h00, na sede da Academia, situada no Lar de Nossa Senhora da Encarnação. Para mais informações contactar para 244827400.


10 ECLESIAL

O Mensageiro 9.Setembro.2010

Leituras | XXIV Domingo do

Tempo Comum (12/09/10)

Antífona de Estrada: cf. Sir 36, 18 Leitura I: Ex 32, 7-11.13-14 Salmo Responsorial: Salmo 50 (51), 3-4.12-13.17.19 (R. Lc 15, 18); Refrão: Vou partir e vou ter com meu pai. Repete-se Leitura II: II 1 Tim 1, 12-17 Aclamação ao Evangelho: 2 Cor 5, 19 Refrão: Aleluia. Repete-se; Em Cristo, Deus reconcilia o mundo consigo e confiou-nos a palavra da reconciliação. Refrão EVANGELHO: Forma breve Lc 15, 1-10 Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus, para O ouvirem. Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo: «Este homem acolhe os pecadores e come com eles». Jesus disse-lhes então a seguinte parábola: «Quem de vós, que possua cem ovelhas e tenha perdido uma delas, não deixa as outras noventa e nove no deserto, para ir à procura da que anda perdida, até a encontrar? Quando a encontra, põe-na alegremente aos ombros e, ao chegar a casa, chama os amigos e vizinhos e diz-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida’. Eu vos digo: Assim haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se arrependa, do que por noventa e nove justos, que não precisam de arrependimento. Ou então, qual é a mulher que, possuindo dez dracmas e tendo perdido uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e procura cuidadosamente a moeda até a encontrar? Quando a encontra, chama as amigas e vizinhas e dizlhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a dracma perdida’. Eu vos digo: Assim haverá alegria entre os Anjos de Deus por um só pecador que se arrependa». Palavra da salvação.

Cânticos | XXV Domingo do Tempo Comum (19/09/10)

Jornadas Missionárias 2010 “Espírito Santo e Missão” vai ser o tema a reflectir e debater nas Jornadas Missionárias 2010 que decorrerão nos dias 17, 18 e 19 de Setembro, no Centro Paulo VI, em Fátima. A organização é da responsabilidade da Comissão Episcopal de Missões, das Obras Missionárias Pontifícias e da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal, através dos Institutos Missionários ad Gentes (IMAG). As Jornadas Missionárias trazem a Fátima, anualmente, animadores missionários, voluntários da missão e todos os cristãos sensíveis à dimensão missionária da Igreja. Programa Dia 17 (Sexta-Feira) 17.00h Acolhimento – Cento Paulo VI – Fátima 19.00h EUCARISTIA Cento Paulo VI – Sala Bom Pastor 20.00h Jantar 21.30h Dinamismo e vitalidade da Igreja nas Primeiras Comunidades (Lc e Act)

D. António Couto – Presidente da Comissão Episcopal Missões Dia 18 (Sábado) 09.00h Oração da manhã 09.30h O Espírito Santo, protagonista da Missão (RM, Cap.III) Tony Neves, CSSp – Director Diocesano das OMP de Lisboa 11.00h Painel: Como estimular o espírito missionário no Clero Diocesano? Vários convidados 13.00h Almoço 15.00h A dimensão missionária no ministério sacerdotal António Almiro Mendes – Director Diocesano das OMP do Porto 17.00h Painel: Missão e luta contra a pobreza e exclusão Vários convidados 19.00h EUCARISTIA 20.00h Jantar 21.00h Convívio missionário Dia 19 (Domingo) 09.00h Oração da manhã 09.30h Painel: O Espírito no planeta jovem

– representantes de alguns Mov. Missionários Juvenis Diversos convidados 11.00h EUCARISTIA – Conclusões 13.00h Almoço

As inscrições iniciaram no dia 3 e podem ser feitas até ao início dos trabalhos.

de Deus. Na segunda leitura, Paulo recorda algo que nunca deixou de o espantar: o amor de Deus manifestado em Jesus Cristo. Esse amor derrama-se incondicionalmente sobre os pecadores, transforma-os e torna-os pessoas novas. Paulo é um exemplo concreto dessa lógica de Deus; por isso, não deixará de testemunhar o amor de Deus e de lhe agradecer. Entre os cristãos existe, muitas vezes, a convicção de que a “justiça de Deus” é a aplicação rigorosa da lei; assim, Deus trataria bem os bons, enquanto que castigaria, natural e objectivamente, os maus… A história de Paulo – e a história de tantos homens e mulheres, ao longo dos séculos – é um desmentido desta lógica: o amor de Deus derrama-se sobre todos os homens, mesmo sobre aqueles que têm vidas duvidosas e pecadoras. Bons e maus, a todos Deus ama, sem excepção. O Evangelho apresentanos o Deus que ama todos

os homens e que, de forma especial, se preocupa com os pecadores, com os excluídos, com os marginalizados. A parábola do “filho pródigo”,apresenta Deus como um pai que espera ansiosamente o regresso do filho rebelde, que o abraça quando o avista, que o faz reentrar em sua casa e que faz uma grande festa para celebrar o reencontro. O seu amor não é condicional: Ele ama, apesar do pecado e do afastamento do filho. Esse amor manifestase em atitudes exageradas, desproporcionadas, de cuidado, de solicitude; revela-se também na “festa” que se sucede a cada reencontro… Não é que Deus pactue com o pecado; Deus abomina o pecado, mas não deixa de amar o pecador. É este Deus – “escandaloso” para os que se consideram justos, perfeitos, irrepreensíveis, mas fascinante e amoroso para todos aqueles que estão conscientes da sua fragilidade e do seu pecado – que somos convidados a descobrir.

INÍCIO: Escutai Senhor a voz do meu clamor – Lau 344 Deus vive na sua morada santa – Lau 289 SALMO RESPONSORIAL: Louvai o Senhor que levanta os fracos – Lau 482 APRESENTAÇÃO DOS DONS: Quanta paz e quanto bem – Lau 695 Onde há caridade verdadeira – Lau 626

AO SABOR DA PALAVRA

COMUNHÃO: Buscai o alimento – Lau 187 Como veado anseia – Lau 228 Nem só de pão vive o homem – Lau 519 PÓS-COMUNHÃO: Se vos amardes uns aos outros – Lau 749 FINAL: É preciso renascer – Lau 309 Sois a semente – Lau 793

Pe. Francisco Pereira pe.francisco@mac.com

Sábado 19h00 – Sé 19h30 – Franciscanos

MISSAS DOMINICAIS

Domingo 08h30 – Espírito Santo 09h00 – Franciscanos 10h00 – Paulo VI 10h00 - S. Francisco 10h30 – Franciscanos 10h00 – S. Romão 11h00 – S. Agostinho 11h00 – Hospital 11h45 – Cruz da Areia 11h30 – Seminário e Sé 18h30 – Sé 19h30 – Franciscanos 21h30 – Sª Encarnação

Misericórdia XXIV Domingo do Tempo Comum

A liturgia deste domingo centra a nossa reflexão na lógica do amor de Deus. Sugere que Deus ama o homem, infinita e incondicionalmente; e que nem o pecado nos afasta desse amor… A primeira leitura apresenta-nos a atitude misericordiosa de Deus face à infidelidade do Povo. Neste episódio – situado no Sinai, o espaço geográfico da aliança

– Deus assume uma atitude que se vai repetir vezes sem conta ao longo da história da salvação: deixa que o amor se sobreponha à vontade de punir o pecador. Deus ama infinitamente, seja qual for a resposta do homem; e esse amor nunca será desmentido. É à luz desta perspectiva que devemos encarar Deus e a sua relação connosco. O pecado dos israelitas (a construção de uma imagem deturpada de Deus) levanos a questionar as imagens que, às vezes, construímos e transmitimos de Deus… O Deus em quem acreditamos e que testemunhamos, quem é? É o Deus que se revelou como amor, bondade, misericórdia, ao longo da história da salvação, ou é um Deus vingativo e cruel, que não desculpa as faltas dos homens e que anda à cata de qualquer comportamento faltoso para deixar cair sobre eles a sua cólera e a sua crueldade? Não esqueçamos: testemunhar um Deus vingativo, impositivo, sem coração e sem misericórdia, é fabricar uma falsa imagem


OPINIÃO 11

O Mensageiro 9.Setembro.2010

NO CORAÇÃO DA IGREJA

Pe. Jorge Guarda

Vigário Geral da Diocese

Maria, aurora da Igreja triunfante

A

Igreja é constituída por homens e mulheres chamados a participarem da vida de Deus como Seus filhos adoptivos. Caminha para a meta eterna empenhada em corresponder à sua vocação divina. Dirige-se “para fora do tempo”, para a morada eterna de Deus. A Virgem Maria, que é membro da

SINAIS DOS TEMPOS

D. João Alves

Bispo Emérito de Coimbra

Mais verdade melhor fraternidade

1.

Um pouco antes do início do ano das comemorações do Centenário da implantação da República passei a estar atento ao que o povo português guardava na sua memória desse acontecimento e manifestava nas suas conversas. A primeira observação que faço é que o povo conserva pouco na memória e, no geral, com fraca precisão. Só nomeando efemérides desse tempo, sem qualquer comentário, é que as pessoas lá iam juntando alguns pormenores, por vezes, sem qualquer nexo com o desenrolar daquilo que aconteceu em 1910. Há, no entanto, factos

Igreja e exerce em relação a ela a maternidade espiritual, tornou-se, após a sua assunção ao Céu, “a aurora e a imagem da Igreja triunfante, sinal de consolação e esperança” para o povo de Deus peregrino no mundo. Na solenidade da Assunção, a liturgia da Igreja exalta e convida-nos a contemplar a Virgem Maria como “a Rainha do Céu, à direita de Deus, ornada do ouro mais fino”. Ela experimentou de um modo privilegiado a ressurreição: Deus não quis “que sofresse a corrupção do túmulo Aquela que gerou e deu à luz o Autor da vida”, Jesus Cristo, e por isso levou-a para junto de Si. O Livro do Apocalipse (11,19-12,10), sob a figura de uma mulher que está para ser mãe perante a ameaça de um monstro que lhe quer devorar a filho, representa o povo de Deus, cujos filhos gerados pelo baptismo são salvos por Deus. Como a mulher em trabalhos de parto é muito vulnerável, assim a Igreja,

que tem em si mesma a graça de Deus, é, na sua humanidade, muito vulnerável e pode perder os seus filhos. Há, na imagem da mulher que está para ser mãe, uma realidade do tempo, mas também representa a condição gloriosa da Virgem Maria, que colabora com a Igreja na geração para a fé de novos filhos de Deus, que contudo estão sob a ameaça das forças do mal. A Virgem Maria na glória do Céu beneficia da vitória de Cristo sobre a morte. Atingiu a plenitude da vida. Torna-se então o espelho do cristão e da Igreja: o que ela já vive por graça especial de Deus é concedido também a cada cristão, no seu baptismo. Assim o afirma S. Paulo: “Deus, que é rico em misericórdia, pelo amor imenso com que nos amou, precisamente a nós que estávamos mortos pelas nossas faltas, deu-nos a vida com Cristo - é pela graça que vós estais salvos - com Ele nos ressuscitou e nos sentou no alto do Céu, em Cristo. Pela bondade

que tem para connosco, em Cristo Jesus, quis assim mostrar, nos tempos futuros, a extraordinária riqueza da sua graça.” (Ef 2. 4-7). Em Maria, portanto, vemos o que já somos e o que havemos de ser no futuro, pela graça de Deus, quando Ele nos ressuscitar da morte e nos fizer viver na sua morada por toda a eternidade. A nossa devoção a Maria ajuda-nos a manter actualizado o dom divino e a viver dele enquanto caminhamos no tempo. Como em Maria também em nós, a fé em Deus e a adesão generosa ao cumprimento da sua palavra é a porta aberta para os dons divinos. A oração da missa da Assunção refere que Maria é “a aurora e a imagem da Igreja triunfante”. É o começo do triunfo da Igreja, pois a mão de Jesus também pertence ao povo de Deus, é Igreja. Ela, que já acabou a sua peregrinação terrestre, mostra o que a Igreja pode esperar em todos aqueles seus membros que cessam a sua passagem pelo mundo

e partem para a eternidade, os santos. Todos esses já participam da mesma glória junto de Maria, constituindo a Igreja triunfante. A narração da Visitação diz-nos o que podemos esperar de Maria como ajuda para a nossa vida: a sua presença foi para Isabel e para o menino que gerava no seu seio bênção e paz de Deus. Assim o é para cada cristão e também para a Igreja. A bênção de Deus é força que nos protege e nos torna capazes de vencer as ameaças deste mundo que encontramos no caminho da vida. E a Igreja será instrumento e canal para que as graças de Deus se comuniquem aos homens. A mesma narração, pela boca de Isabel, revela-nos que acreditar em Deus e na sua Palavra nos permite experimentar a graça de Deus como protecção e auxílio. Acreditar significa escutar Deus e viver como Ele nos diz. Quer dizer confiar mais em Deus do que no mundo ou do que em nós mesmos. Então realizam-se as suas

maravilhas na nossa vida, como se verificaram em Maria, a últimas das quais é a sua elevação ao Céu para participar plenamente na vida de Deus, vencendo o último inimigo do homem, a morte, como diz S. Paulo na carta aos Coríntios (cf 15, 20-27). A Igreja, caminhando na fé e obedecendo à palavra de Deus, vence o pecado e dá sempre mais espaço à presença e acção da graça divina. Assim vai sendo preparada para a vitória final sobre todo o mal e sobre a morte, quando entrar na glória eterna e se tornar plenamente “a rainha do Céu”, a “esposa de Cristo”, a “cidade do Deus vivo”.

que tocaram a sensibilidade popular mais profundamente e foram retidos um pouco melhor pela memória. Um desses factos é o regicídio, ocorrido em 1908, dois anos antes da proclamação da República. Não ouvi nunca a referência ao ano 1908. O regicídio esse sim foi indicado com bastantes pormenores. Referiu-se o assassinato do Rei e do seu Filho e a aflição da Rainha pela morte do seu esposo, o Rei e pela morte do seu filho, o sucessor ao trono. Reparei que, geralmente, as pessoas quando falavam dessas mortes e do sofrimento da Rainha o faziam doloridamente e com alguma revolta. Outro aspecto frequentemente apontado foi a sanha dos revolucionários contra a Igreja, os padres, os frades e as freiras. Vi nestes depoimentos a pena por as coisas terem decorrido assim e questionavam, porquê este ódio e a expulsão de suas casas e do seu país para o estrangeiro? Foram estes dois apontamentos que mais me impressionaram, ao lado de outras menções quase irreconhecíveis. Em conclusão verifiquei que o povo tem, no geral, pouco na memória sobre a proclamação da República e mesmo aquilo que guarda,

e acima indiquei, é, ainda hoje, envolvido em certa mágoa. Em outros casos, ouvi o louvor e a exaltação incontidos da República como o encontro do paraíso perdido, o encontro da terra que produz sempre bons frutos e onde a liberdade, a igualdade e a fraternidade são sempre respeitadas. Ouvi louvores àqueles que tiveram a coragem de banir os que possuíam abundante riqueza sem se importarem com os pobres. Esses homens, afirmavam, foram verdadeiros heróis e mártires. Isto não apareceu em discurso seguido, apareceu aqui e ali, em pedaços, que procurei juntar com fidelidade num só texto. Tudo, porém, foi ouvido por mim próprio em várias ocasiões. Creio poder concluir que, embora parcelarmente e com variadas interpolações, passou de geração em geração. Nestes restos consegue-se ver a memória da implantação da República. É pouco mas, ainda assim, chegou até nossos dias. 2. Com os seus aspectos positivos e negativos, todos os acontecimentos históricos têm esta dupla companhia, penso que se deve ter presente esta realidade e, em hora de comemorações jubilares, cuidar de oferecer à população portuguesa in-

formação segura sobre o que ocorreu na implantação da República. Muito do que já se escreveu é, por vezes, demasiado abstracto para o povo ou, então, não isento. Não faltam escritos destes demasiadamente apologéticos, de uma ou outra parte, o que não facilita o respeito pela verdade dos factos. Esta minha insistência na honestidade quanto ao que se oferece ao povo, faço-a por amor à verdade da história e, ao mesmo tempo, por amor ao povo português, para que não se deixe manipular por qualquer “vendedor de verdades”, que pouco ou nada têm a ver com a verdade verdadeira. Só assim ele não se deixará arregimentar como ovelhas em rebanho submisso e inconsciente. Se as pessoas conseguirem ter a sua opinião pessoal objectiva, muito mais facilmente se juntarão àqueles que têm a mesma versão da realidade, sejam da direita ou da esquerda. O mais importante é, pela verdade e objectividade, obstar à divisão do nosso país pelos interesses pessoais ou de grupo, pelos interesses políticos, culturais e, até, pelos interesses religiosos. Repito, celebrar o centenário da proclamação da República exige que tudo

seja feito para que em grupos de mentalidades contrastantes se progrida no conhecimento íntegro dos factos históricos na implantação da República. Teria imensa pena que nas comemorações se ficasse tão só nos discursos académicos e nas decorações de encher os olhos e não se ajudasse o povo português a crescer na verdade da história. Estou a ouvir alguns a dizerem-me que essa unidade é impossível, é utópica, que não vale a pena procurá-la pois não se consegue alcançar. 3. Respeito essas opiniões, embora demasiado prudentes e tão semelhantes à opinião do Velho do Restelo… Seguindo-a nunca teríamos chegado à Índia e a tantos outros novos mundos… seguindo essas ideias de puro conservadorismo não se refariam as relações cordiais entre a Alemanha e a França, após a II Guerra Mundial. Não haveria União Europeia com povos que se combateram na mesma guerra mundial, como inimigos de um e outro lado da barricada. Para esta unidade se refazer urge a publicação dos elementos necessários e fundamentados para que o povo português conheça como é que as coisas se passaram e fazer a revisão das suas ideias, para todos

se aproximarem mais fraternalmente, perdoandose e reconciliando-se sem atraiçoar a verdade e a Fraternidade. Neste sentido é de saudar a obra publicada pela Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal, referida e brevemente comentada no meu último artigo. Penso que é uma boa base para o funcionamento dos grupos de reflexão, acima referidos, na busca da verdade histórica. A preferência vai para a constituição de grupos de ambas as partes com orientadores competentes e sem espírito apologético de quem julga ter a verdade toda. Que não tarde publicação semelhante à dos religiosos, mas da responsabilidade da Conferência Episcopal Portuguesa, directa ou indirectamente. Ficaríamos com conhecimento seguro de toda a realidade eclesial no contexto da proclamação da República e dos anos que se lhe seguiram. A Igreja em Portugal tem já bons trabalhos históricos em diversas áreas. Há na Igreja bons historiadores que interessa estimular a publicar obras neste tema adequadas ao povo. Seguir no sentido indicado aqui, creio que será garantia de progresso na unidade e na fraternidade.

P.S. Dado que estamos a iniciar um novo ano pastoral com um novo tema, assim termino esta série de artigos sobre a Igreja. Espero poder começar um outro.


12 HISTÓRIA

O Mensageiro 9.Setembro.2010

Confirmações de D. Pedro II ao Mosteiro da Batalha D. Pedro II nasceu em Lisboa, a 26 de Abril de 1648, vindo a falecer em Alcântara, no dia 9 de Dezembro de 1706. Filho de D. João IV e de D. Luísa de Gusmão, sucedeu no trono a seu irmão, D. Afonso VI, deposto por um golpe palaciano ocorrido em 1667. Regente do reino desde então, viria a tomar o título real em 1683. Desposou, em 1668, a sua ex-cunhada, D. Maria Francisca, filha do duque de Nemours, que morreria pouco depois, casando o monarca, cognominado de o Pacífico, segunda vez, em 1687, com D. Maria Sofia de Neuburgo. A sua crescente influência nos destinos da Corte portuguesa ditou a queda em desgraça do Conde de Castelo Melhor, que se refugiará, algum tempo, por terras alto-estremenhas, e do Dr. António de Sousa Macedo, fiéis ministros e servidores do anterior soberano. No seu governo destacar-se-ia, por seu turno, o esclarecido ministro D. Luís de Meneses, conde da Ericeira, nomeado vedor da Fazenda em 1685, responsável pelo incremento de políticas, ainda que tímidas, de desenvolvimento, sobretudo no sector dos lanifícios, da indústria e do comércio nacionais. Cai no seu reinado, ainda, a assinatura, em 1702, do conhecido Tratado de Methuen, não evitando o augusto soberano o envolvimento na Guerra da Sucessão de Espanha. A história de Portugal durante estes anos, em que D. Pedro II reinou, apresenta muitos campos ignotos e por desbravar. Na região alto-estremenha permanecem, hoje em dia, ainda, algumas heranças monumentais levantadas ou continuadas nos anos do reinado em causa. Um dos mais significativos é o Mosteiro de Cós, no concelho de Alcobaça, de austeras monjas cistercienses, coincidindo com o final do século XVII e a abertura do XVIII, obras de vulto, na capela-mor do Santuário de Nossa Senhora da Nazaré, como ainda em Pombal (Conventos do Cardal e do Louriçal), em Leiria (conclusão do Convento dos Capuchos) e em Porto de Mós (Convento do Bom Jesus), entre outros. Quando D. Pedro sobe ao poder, em 1667, permanecia em aberto a Guerra da Restauração, à qual se pôs fim pelo tratado de paz firmado no ano seguinte entre as duas Coroas. O Mosteiro da Batalha, referência maior dos valores pátrios, como bem o sentira el-rei D. João IV, que tanto se preocupou em reprojectar a dignidade real do panteão que acolhera os restos mortais do Fundador da Dinastia de Avis e dos reis seus sucessores, mantinha e afirmava,

DR

Saul António Gomes

D. Pedro II nesses tempos, tanto as suas funções de bastião da independência lusa, como as de estudo superior da Ordem de S. Domingos, sendo convento com uma elevada população religiosa dominicana residente. Poderemos afirmar, todavia, que no Mosteiro da Batalha não se registam, nesses finais do século XVII, obras de maior, com excepção das que, por 1691, se realizaram na capela de S. Sebastião, também chamada de S. Miguel e dos Mártires ou dos Sousa e/ou dos Condes de Miranda, a primeira que se abre na cabeceira da igreja conventual junto à porta travessa do transepto. Capela doada pelo rei D. João I a D. Lopo Dias de Sousa, quando mestre da Ordem de Cristo, cargo que deteve até 1418. Não foi este fidalgo nela sepultado, mas, seguindo o genealogista D. António Caetano de Sousa, foram-no os seus descendentes. Escreve o autor de O Couseiro (capº 73), cerca de 1650, referindo-se às capelas do Mosteiro da Batalha, o seguinte: “Continuada com a capella do Pranto, juncto à porta travessa da egreja, está outra, da invocação de S. Sebastião, e no altar a imagem do Santo, em vulto; deu-a el-rei D. João 1º a D. Lopo Dias de Sousa, mestre da Ordem de Christo, para elle e seus descendentes; porém elle dicto D. Lopo, não foi sepultado n’ella, mas no convento de Thomar. É agora dos condes de Miranda, e n’ella tem um tumulo, e em sepultura rasa está o avô do que ora é conde, e a ossada da condessa está em um caixão, coberto com um pano de

veludo.” As obras que foram levadas a cabo, em 1691, nesta capela, patrocinadas pelo Cardeal Sousa, em ordem a nela levantar novo e mais lustroso túmulo, de inspiração luso-indiana, para receber as ossadas de seu pai, falecido em Madrid, alteraram a antiga fisionomia deste espaço. Hoje, já nada resta do túmulo raso, citado pelo Couseiro, e desse primitivo retábulo de S. Sebastião. O retábulo que nela se encontrava, ainda na primeira metade do século XX, de colunas salomónicas e enxaquetados marmoriados, entretanto deslocado para a capela-mor da igreja de Santa Cruz, da vila da Batalha, datará, certamente, de finais do século XVII. Enquanto permaneceu na capela do Convento, este retábulo barroco dialogava com o cenário do túmulo alto do Conde de Miranda, felizmente ainda in situ, posto que com marcas de vandalização lavradas pelos invasores napoleónicos. Escreve D. António Caetano de Sousa, referindo-se ao Conde de Miranda, Diogo Lopes de Sousa, falecido em Madrid, a 27 de Dezembro de 1640, que seus ossos foram depois trazidos, pela Condessa viúva, a Portugal, e depositados no Convento de Santa Catarina de Ribamar, em Lisboa. Diz, ainda, D. António Caetano de Sousa, o seguinte: “forão trasladados a 24 de Março de 1691 para a Capella de S. Miguel do Real Convento da Batalha, para hum magnifico mausoleo, que seu filho, o Cardeal Sousa, então Arcebispo de Lisboa, e Capellão mor, lhe fez levantar por graça especial del Rey

D. Pedro II.” (Hist. Genealógica da Casa Real Portuguesa, Tomo XII, Parte I, Livro XIV), após o que dá a leitura do epitáfio latino inscrito no túmulo. Do rei D. Pedro II sabemos que se preocupou com a satisfação dos pagamentos atempados das quantias e tenças consignadas pela Coroa, essencialmente no Almoxarifado de Leiria, ao Mosteiro da Batalha. Reiterou aos padres dominicanos nele residentes a ordinária de 100 600 réis (TT — Chancelaria de D. Pedro II, Livro 33, fl. 163v), e as rendas anuais de 158 132 réis, imposta no ramo das sisas da Batalha e da sua feira, assim como nas vilas Porto de Mós e Aljubarrota, e de 193 306 réis, nas rendas gerais das vilas da Batalha, Porto de Mós, Aljubarrota, Maiorga e Alpedriz. As prementes necessidades de financiamento das despesas correntes da casa batalhina levavam os frades a não abrirem mão dos privilégios que possuíam, já desde o tempo de D. Manuel I, de terem procurador privativo com direito a representá-los nas tomadas de contas do Almoxarifado de Leiria, de cuja receita se pagaria, sempre, em primeiro lugar e antes de qualquer outra despesa, os assentamentos devidos ao Mosteiro, bem como de, por seu nomeado, recolherem directamente o dinheiro das rendas das vilas nomeadas, até atingir as quantias definidas nos padrões reais, sem ter de passar previamente pelas mãos dos oficiais régios da comarca e do Almoxarifado de Leiria. D. Pedro II mantinha ao Mosteiro da Batalha, como se vê dos documentos que de seguida se publicam, dos anos de 1699 e 1700, os privilégios e as mercês outorgados pelos seus antecessores, sobretudo D. Manuel I, D. João III e D. Filipe I, que permitiam à comunidade obter os vencimentos necessários ao sustento e manutenção da casa conventual. A renovação anual dos alvarás que consignavam as dádivas régias aos padres conventuais permitia à Coroa um controle regular e mais efectivo desta despesa por parte da Fazenda Real. Ainda que não conheçamos, por parte de D. Pedro II, uma intervenção mecenática substantiva nas obras, arquitectónicas ou outras, do Mosteiro da Batalha — o que se encontra neste domínio, como vimos, deve-se a particulares que não directamente à Coroa — há que reconhecer, ainda assim, o zelo do monarca e dos seus ministros pelo pronto pagamento dos subsídios públicos que se revelavam vitais para a manutenção, com um mínimo de dignidade, da casa batalhina.

Documentos Doc. 1

1699 NOVEMBRO, 12, Lisboa — D. Pedro II confirma ao Mosteiro da Batalha a mercê de cobrar, no Almoxarifado de Leiria e com prioridade sobre o pagamento de qualquer outra despesa, 158 132 réis, a recolher das rendas do ramo da Batalha e sua feira, de Porto de Mós e de Aljubarrota. TT — Chancelaria de D. Pedro II, Livro 43, fl. 210v. O prior e relegiosos da Batalha. Eu el Rey faço saber que o prior e relegiozos do Convento da Batalha da Ordem de Sam Domingos me representarão por sua petição que os senhores reys deste Reyno lhe fizera[m] merce de cento sincoenta e oito mil cento e trinta e dou[s] reis no Almoxarifado de Leyria e que para seu pagamento lhe forão apartados os ramos do dito Mosteyro e feira delle e de Porto de Mos e de Algebarrota sem delle se fazer outra alguma despeza por necesaria que fose athe o dito Convento ser pago por inteyro, nem os almoxarifes e recebedores do dito Almoxarifado receberem os ditos ramos sem o dito Convento estar pago como melhor constava do alvara de confirmação que houve pello corregedor digo alvara de confirmação que oferecia o qual queriam confirmar por mim para evitar toda a duvida, pedendo-me lhe fizece merce por esmolla mandar pasar carta de confirmação do dito alvara. E visto o que alegarão [e] enformação que houve pello corregedor da comarca da cidade de Leyria e reposta do procurador da minha Coroa a que se deu vista hey por bem fazer merce aos supplicantes por esmolla de lhes confirmar como por esta confirmo e hey por confirmado o alvara de que fas menção e que se cumpra e guarde como nelle se conthem pello que man[do] aos meus dezembargadores do Paço que nesta conformidade lhe fação pasar carta de confirmação do alvara referido na qual se tresladara este alvara que se cumprira inteyramente como nelle se conthem e não pagarão meos dereytos pellos não deverem como constou por certidão dos offeciais delles. Andre Rodrigues da Silva o fes em Lisboa a doze de Novembro de mil e seiscentos noventa e nove. Jozeph Fagundes Bezerra o fez escrever. Rey. Concertado. Manoel Sobrinho da Crux. E comigo Manoel de Mendonça Leitam.

Doc. 2

1699 NOVEMBRO, 12, Lisboa — D. Pedro II confirma ao Mosteiro da Batalha a mercê de poder cobrar, pelo seu procurador privativo, o rendimento das rendas, que lhe estavam apartadas, dos rendeiros e recebedores do Almoxarifado de Leiria, sem irem à mão do respectivo almoxarife. TT — Chancelaria de D. Pedro II, Livro 43, fl. 211v. Prior e relegiosos da Batalha. Eu el Rey faço saber que o prior e religiozos do Convento da Batalha da Ordem de Sam Domingos me


HISTÓRIA 13

O Mensageiro 9.Setembro.2010

Doc. 3

1699 NOVEMBRO, 12, Lisboa — D. Pedro II confirma ao Mosteiro da Batalha a mercê de poder cobrar, em Leiria, cabeça do Almoxarifado, os 193 306 réis que lhe estavam consignados nas rendas das vilas da Batalha, Porto de Mós, Aljubarrota, Maiorga e Alpedriz. TT — Chancelaria de D. Pedro II, Livro 43, fl. 212. O prior e relegiosos da Batalha. Eu el Rey faço saber que o prior e mais relegiozos do Convento da Batalha da Ordem de Sam Domingos me representarão por sua petição que os senhores reis deste Reyno lhe fizerão merce por cartas gerais de cento noventa e tres mil e trezentos e seis reis nas rendas da[s] villas da Batalha, Porto de Mos, Algybarrota, Mayorga e Alpedriz e que em cada huma das ditas villas se lhe fizesem seus pagamentos sem embargo de não serem obrigados a faze-llo senão na cabeça do Almoxarifado como melhor constava da carta de confirmação que oferecião. E porque a querião confirmar por mim para que se lhe não pudese por duveda alguma me pedirão lhe fizese merce por esmolla mandar pasar carta de confirmação na forma da que juntavão. E visto o que alegavão [e a] informação que se houve pello corregedor da comarca da cidade de Leyria e reposta do procurador da Coroa, a que se deu vista, hey por bem fazer merce aos supplicantes de lhes confirmar a carta de que fazem menção e que se cumpra e guarde como nella se conthem pello que mando aos meus dezembargadores do Paço que nesta confremidade lhe fação pasar carta de confirmação das merces referidas na qual se tresladara este alvara que façam prova como nelle se conthem. E não pagarão nosos dereitos pellos não deverem como constou

rey Dom Manuel meu senhor e avô que sancta gloria haja por elle asinada e passada por sua chancelaria de que o tresllado he o seguinte:

DR

reprezentarão por sua pitição que os senhores reys deste Regno lhe fizerão merce conceder faculdade pera por seu procurador poderem tomar conta do rendimento das rendas por que lhe herão apartados os dinheyros de sua mantença e despeza da caza e constranger pelo que achasem vendido aos recebedores e rendeyros e o haverem em pagamento do que havião de haver sem mais hir a mão do almoxarife como melhor constava da carta de confirmação que oferecião. Pedindo-me lhe fezese merce por esmolla mandar pasar carta de confirmação na forma da que aprezentavão. E visto o que allegavão [e] enformação que se houve pello corregedor da comarca da cidade de Leyria e reposta do procurador da Coroa a que se lhe deu vista, hey por bem fazer merce aos suppliquantes por esmolla de lhe confirmar como por esta confirmo e hey por confirmada a carta de que fazem menção. E que se cumpra e guarde como nella se contem pello que mando aos meus dezembargadores do Paço que nesta confromidade lhe fação pasar carta de confirmação na qual se tresladara este alvara que se cumprira como nelle se conthem. E não pagarão nossos dereytos pellos não deverem como constou por certidão dos offeciais delles. Andre Rodrigues da Silva o fes em Lixboa a doze de Novembro de mil e seiscentos noventa e nove. Jozeph Fagundes Bezerra o fez escrever. Rey. Concertado. Manoel Sobrinho da Crux. E comigo Manoel de Mendonça Leitam.

Túmulo dos Sousa, no Mosteiro da Batalha por certidão dos offeciais delles. Andre Rodrigues da Silva o fez em Lixboa, a doze de Novembro de mil e seiscentos e noventa e nove. Jozeph Fagundes Bezerra o fes escrever. Rey. Concertado. Manoel Sobrinho da Crux. E comigo Manoel de Mendonça Leitam.

Doc. 4

1700 ABRIL, 15, Lisboa — D. Pedro II confirma ao Mosteiro da Batalha as seguintes actos: (a) alvará concedido a 12 de Novembro de 1699, Lisboa, pelo qual os religiosos dominicanos eram autorizados a tomar conta, dos rendimentos que lhe pertenciam, junto dos almoxarifados onde os tinham assentes; (b) carta de D. Filipe I, com data de 12 de Maio de 1596, Lisboa, pela qual era confirmada ao Mosteiro uma outra del-rei D. Manuel, datada de 25 de Maio de 1503, Lisboa, segundo as quais os frades ficavam autorizados a tomar a conta, junto do contador da Comarca de Leiria e Óbidos, do almoxarife e do recebedor do Almoxarifado de Leiria, dos dinheiros que tinham apontados nas vilas da Batalha, de Porto de Mós e de Aljubarrota. TT — Chancelaria de D. Pedro II, Livro 4, fls. 85v-87. O prior e rellegiozos do Convento da Batalha da Ordem de São Domingos. Confirmação. Dom Pedro por graça de Deos rey de Portugal e dos Algarves etcª. Faço saber aos que esta minha carta de confirmação virem que por parte do prior e rellegiozos do Convento da Batalha da Ordem do gloriozo patriarcha Sam Domingos me foy aprezentado hum alvará por mim asinado e pasado pella chancellaria de que o tresllado he o seguinte: ¶ Eu el Rey faço saber que o prior e rellegiozos do Convento da Batalha da Ordem de São Domingos me

reprezentarão por sua petição que os senhores reis deste Reino lhes fizerão merce conceder faculdade para por seu procurador poderem tomar conta do rendimento das rendas por que lhe erão apartados os dinheiros de sua mantença e despeza da caza e constranger pelo que achassem rendido aos rece[be]dores e rendeiros, e o haverem em pagamento do que havião de haver sem mais ir a mão do almoxarife como melhor constava da carta de confirmação que offerecião. Pedindo-me lhes fizesse merce por esmolla mandar passar carta de confirmação na forma da que ajuntavão. E visto o que alegavão [e] informação que se ouve pelo corregedor da Comarca da cidade de Leiria e reposta do procurador da Coroa, a que se deu vista, hey por bem fazer merce aos supplicantes por esmolla de lhes confirmar, como por esta confirmo e hey por confirmada, a carta de que fazem menção e que se cumpra e guarde como nella se conthem. Pello que mando aos meus dezembargadores do Paço que nesta conformidade lhe fação passar carta de confirmação na qual se treslladara este alvara que se cumprirá como nelle se conthem. E não paguarão novos direitos pellos não deverem como constou por certidão dos officiaes della. Andre Lois da Silva o fez em Lixboa, a doze de Novembro de mil e seiscentos // [Fl. 86] de seiscentos noventa e nove. Jozeph Fagundes Bezerra o fez escrever. Rey. E assim mais por parte dos ditos reverendo prior e rellegiozos do Convento da Batalha me foy aprezentada huma carta del rey Dom Fellippe de Castella que sancta gloria aja por elle asinada e passada pella chancelaria de que o tresllado he o seguinte: ¶ Dom Phellippe por graça [de Deus] rey de Portugal etc. A quantos esta minha carta de confirmação virem faço saber que por parte do prior e frades do Mosteiro da Batalha da Ordem de Sam Domingos me foy aprezentada huma carta dell

Dom Manoel per graça de Deos, rey de Portugal e dos Algarves daquem e dallem mar em Africa, senhor de Guine e da conquista, navegação, comercio d’Ethiopia, Arabia, Persia e da India. Fazemos saber a vos nosso contador da Comarca de Leiria e Obidos e ao nosso almoxarife e recebedor do allmoxarifado da dita villa que o prior e frades do nosso Moesteyro de Santa Maria da Vitoria se nos agravarão dizendo como erão mal pagos do dinheiro que lhe tinhamos asentado pera sua mantença e despeza da dita caza. Pedindo-nos que a ello lhe prouvessemos. E havemos por muy mal feito nom serem bem paguos. Porem porque acerca de sua paga lhe damos provizão e lhe nom possa ser posto pejo nas rendas por que os ditos dinheiros lhe temos apontados, a saber, o ramo das sizas da dita villa da Batalha, assim da feira della como do geral, e da villa de Porto de Mos, e Aljubarrota mandamos, por esta prezente carta, que quando quer que o dito prior e frades nom forem bem pagos e disso se agravarem elles por seu procurador possão tomar e tomem a conta do rendimento das rendas dos ditos lugares pera verem o que por elles está rendido, e pello que acharem rendido pelos ditos livros possa o dito seu procurador constranger os recebedores e rendeiros, que lhe entreguem todo ho rendimento do ramo da feira logo como ella for levantada; e o dos quarteis segundo ordenança de nossos artigos e ordenações, pera elles ditos prior e frades haverem em pagamento do que lhe temos assentado sem mais ir a poder e mão de vos dito almoxarife nem recebedor nem nisso em maneira alguma entenderdes e antes lhe mandamos que o que por esta maneira receberem dos ditos recebedores e rendeiros lhe levem em pagamento por asinados do dito prior e frades athe aquella quantia que elles ouverem de haver. Outrossim mandamos que o dito prior e frades por o dito seu procurador possão constranger // [Fl. 86v] constranger os rendeiros das ditas rendas que tragão aos livros dellas todas as avenças e as assentem nelles ao tempo e pella maneira que he mandado e elles são obrigados per nossas ordenações. E pera todo o que disto he damos poder ao dito seu procurador como a tendes vos dito nosso contador alem daquello que ja tem por seo padrão. Porem vo-lo noteficamos asim e vos mandamos que a esta carta lhe nom ponhaes duvida, nem embargo alguns e leixay uzar delle em todo e por todo como nella he contheudo porque assim me praz e o havemos por bem e nosso serviço. Dada dada [sic] em Lixboa a vinte e sinco dias do mes de Mayo. Domingos Anrulho a fez, anno do Nasimento de Noso Senhor Jezus Christo de mil e quinhentos e tres annos. E serão a isto prezentes com o seu procurador os juizes dos ditos lugares e com elles se fara todo o que dito he. Pedindo-me o dito prior e frades do dito Moesteyro que lhe confirmasse esta carta. E visto seu requerimento querendo-lhes fazer graça e merce por esmolla, tenho por bem e lha confirmo e hey por confirmada e mando que se cumpra e guarde inteiramente asim e da maneira que se nella conthem. E por firmeza de todo lhes mandarey dar esta minha carta por mim asinada e

sellada com o meu sello de chumbo pendente. Dado na cidade de Lisboa, a doze dias do mes de Mayo. Miguel Monteiro a fez. Anno do Nasimento de Nosso Senhor Jezus Christo de mill e quinhentos e noventa e seis. Eu Ruy Dias de Menezes a fez escrever. El Rey. ¶ Pedindo-me o dito prior e rellegiozos do Convento da Batalha da Ordem de Sam Domingos que na conformidade do alvará no principio desta cartta incorporado lhes fizese merce por esmolla mandar passar carta de confirmação da outra nesta inserta de que dando-se vista ao meu procurador da Coroa não teve a isso duvida e visto seu requerimento no dito alvará e a resposta do meu procurador da Coroa. E querendo-lhe fazer graça e merce por esmolla ao dito prior e rellegiosos do Convento da Batalha, hey por confirmada a outra nesta treslladada. Pello que mando a todas as justiças, officiaes e pessoas a que o conhecimento desta pertencer a cumprão e guardem e fação muito inteiramente cumprir e guardar como nella se conthem e no dito alvará se declara. E por firmeza de tudo lhe mandey passar esta carta por mim asinada e sellada com o meu sello de chumbo pendente. A qual se asentara nos livros das merces que fasso e se registara nos da contadoria da cabeça da Comarca e nos das camaras das ditas villas e pagarão os novos direitos se // [Fl. 87] se os dever na forma de minha ordem. Dada na cidade de Lixboa, aos quinze de Abril. Thomas da Silva a fez. Anno do Nasimento de Nosso Senhor Jezus Christo de mil e setecentos. Francisco Galvão a fez escrever. El Rey. O Duque Prezidente. Por despacho do Dezembargo do Paço, de des de Dezembro de 699. Francisco Mouzinho de Albuquerque. Pagou nada por ser por esmolla aos officiaes com o acordão de tres [sic] chancellaria quatro mil e duzentos e trinta e quatro. Lixboa 22 de Mayo de 1700. Ao escrivão das confirmações tres mil e settecentos e sincoenta reis. Dom Francisco Maldonado. Concertado. Inosencio Correa de Moura.

Doc. 5

1700 ABRIL, 15, Lisboa — D. Pedro II confirma ao Mosteiro da Batalha o assentamento de 158 132 réis que tinha assente no Almoxarifado de Leiria, segundo concessão feita por alvará de 12 de Novembro de 1699, Lisboa, confirmando carta, sobre o mesmo pagamento, de D. João III, com data de 11 de Junho de 1528, Lisboa. TT — Chancelaria de D. Pedro II, Livro 4, fls. 87-88.

Doc. 6

1700 ABRIL, 15, Lisboa — D. Pedro II confirma ao Mosteiro da Batalha o rendimento de 193 306 réis que tinha assente nas rendas das vilas de Aljubarrota, Cós, Alpedriz, Maiorga, porto de Mós e Batalha, conforme a concessão feita por alvará régio de 12 de Novembro de 1699, Lisboa, confirmando outros de D. Filipe II, de 10 de Maio de 1596, Lisboa e de D. João III, de 27 de Agosto de 1528, Lisboa. TT — Chancelaria de D. Pedro II, Livro 4, fls. 88v-90.


14 OPINIÃO / INSTITUCIONAL COMENTÁRIO

Orlando Fernandes Jornalista

O caos na justiça

A

final as investigações do processo Freeport, que se anunciaram encerradas, ainda vão dar que falar. Aliás, e a julgar pelas reacções que houve imediatamente após a divulgação de que irão ser acusadas apenas duas das diversas pessoas envolvidas, as implicações do Freeport está a ir muito além do próprio caso e a colocar em causa toda a justiça portuguesa. Foi reveladora do malestar que se vive no sector a forma como a generalidade dos agentes da justiça se pronunciaram, deixando bem vincadas divergências existentes entre o procurador e os magistrados, entre estes e os juízes, entre juízes e advogados. Algumas das disputas têm origem neste caso concreto, há outras com raízes mais profundas que parecem insanáveis. Os portugueses vão assistindo com preocupação a estes episódios, que ocorrem num dos chamados pilares fundamentais da democracia, e ficam mais inquietos ainda quando já

não percebem a razão de aqui se ter chegado nem têm perspectivas de que este estado de coisas se resolva. Maior preocupação ainda é que o clima de conflito, onde todos parecem estar contra todos, permita que a ideia de que a situação não é motivada por circunstâncias conjunturais, alimentadas por interesses pessoais, corporativos, de classe ou políticos, mas decorre da própria democracia. O caos em que parece terem mergulhado as instituições que sustentam o Estado de Direito está a abrir o caminho por onde vão circulando teses autoritárias, que defendem a imposição de um poder discricionário, do tipo “haja quem mande”. Se os ditos alicerces da Justiça continuarem a ser abalados podem, de facto, abrir-se fendas muito perigosas para a entrada do autoritarismo. Saudosistas, populistas, entre outros, à espera de uma oportunidade não faltam. É, pois necessário resolver esta questão, ainda que a tarefa seja difícil, complexa e provavelmente demorada. Mas por algum lado terá de se começar e com urgência, sob pena de se perder o que resta da já pouca confiança das pessoas. Um bom ponto de partida seria parar de se fazerem declarações inflamadas com tanta frequência e reflectir sobre os muitos problemas, sobretudo os de natureza interna, que impedem a Justiça de ser como se espera que seja – justa.

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Registo no ICS N.º 100494 Semanário - Sai à 5ª Feira Tiragem média - 3.000

O Mensageiro 9.Setembro.2010

EDITAL N.º 93/10 PROCESSO DE LOTEAMENTO N.º 32/79 Lino Dias Pereira, Vereador do Pelouro de Ordenamento do Território e Urbanismo da Câmara Municipal de Leiria, torna público aos proprietários dos lotes constantes do alvará de loteamento n.º 328/ 80, emitido em 1980/02/25, e respectivos aditamentos, para efeitos do disposto no n.º 3 do artigo 27.º do Decreto-Lei n.º 555/99, de 16 de Dezembro, na redacção que lhe foi dada pelo Decreto-Lei n.º 177/01, de 4 de Junho, e pela Lei n.º 60/07, de 4 de Setembro, conjugado com o previsto no art.º 17.º do Regulamento de Operações Urbanísticas do Município de Leiria, que em 2009/10/28 deu entrada nesta Câmara um pedido referente à alteração às especificações constantes da licença do loteamento sito em Casal do Ralha, freguesia de Parceiros, deste concelho, cujo licenciamento decorre os seus trâmites em sede do processo n.º 32/79. O pedido é apresentado por Inês Correia Leonardo e Outro, incide sobre o lote n.º 16, descrito na Conservatória do Registo Predial de Leiria sob o n.º 1425 e inscrito na matriz urbana sob o artigo 1632 da freguesia de Parceiros, e consta, na generalidade, da alteração das características do lote, nomeadamente no que concerne à área de implantação e construção de um telheiro a tardoz da moradia. Todos os proprietários dos lotes inseridos no referido loteamento, dispõem do prazo de dez dias, contados a partir do primeiro dia útil seguinte ao da publicitação deste edital, para se pronunciarem por escrito sobre a alteração pretendida, caso assim o entendam. Para eventual consulta, informa-se que o respectivo processo se encontra patente na Secção de Apoio Administrativo ao Departamento de Operações Urbanísticas, sito na Rua da Cooperativa, S. Romão, freguesia de Pousos, todos os dias úteis entre as 09:00 horas e as 15: 30 horas. Leiria, 10 de Agosto de 2010 POR DELEGAÇÃO DO PRESIDENTE DA CÂMARA O VEREADOR, (LINO DIAS PEREIRA)

LABETO, S.A.

Leiria Av. Marquês de Pombal, Lote nº 2 Tel.: 244 830 460 Fátima Rotunda Sul - Ed. Azinheira Marinha Grande Rua das Portas Verdes, 58 Ourém Av. Nuno Álvares Pereira

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CONSULTAS ÀS TERÇAS E QUINTAS FEIRAS POR MARCAÇÃO EDITAL N.º 101/10 PROCESSO DE LOTEAMENTO N.º 18/82 Raul Castro, Presidente da Câmara Municipal de Leiria, torna público aos proprietários dos lotes constantes do alvará de loteamento n.º 851/97, emitido em 30/06/1997, e respectivos aditamentos, para efeitos do disposto no n.º 3 do artigo 27.º do Decreto-Lei n.º 555/99, de 16 de Dezembro, na redacção que lhe foi dada pelo Decreto-Lei n.º 177/01, de 4 de Junho, e pela Lei n.º 60/07, de 4 de Setembro, conjugado com o previsto no art.º 17.º do Regulamento de Operações Urbanísticas do Município de Leiria, que em 2010/04/21 deu entrada nesta Câmara um pedido referente à alteração às especificações constantes da licença do loteamento sito em Vale do Mocho – Calçada do Bravo, freguesia de Pousos, deste concelho, cujo licenciamento decorre os seus trâmites em sede do processo n.º 18/82. O pedido é apresentado por Faustino Lopes Ferreira e Outros, incide sobre o espaço cedido ao domínio público destinado a zona verde, e consta, de alteração ao projecto dos arranjos exteriores, nomeadamente na criação de um parque infantil e de um espaço de jogo e percursos pedestres com zonas de estadia. Todos os proprietários dos lotes inseridos no referido loteamento, dispõem do prazo de dez dias, contados a partir do primeiro dia útil seguinte ao da publicitação deste edital, para se pronunciarem por escrito sobre a alteração pretendida, caso assim o entendam. Para eventual consulta, informa-se que o respectivo processo se encontra patente na Secção de Apoio Administrativo ao Departamento de Operações Urbanísticas, sito na Rua da Cooperativa, S. Romão, freguesia de Pousos, todos os dias úteis entre as 09:00 horas e as 15: 30 horas. Leiria, 31 de Agosto de 2010 O PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL, (Raul Castro)

TELEFONES ÚTEIS

Bombeiros Municipais - 244 832 122 | Bomb. Vol. Leiria (Ger.) - 244 882 015 | Bomb. Vol. Leiria (Urg.) - 244 881 120 | Bomb. Volunt. Batalha - 244 765 411 | Bomb. Volunt. P. Mós - 244 491 115 | Bomb. Volunt. Juncal - 244 470 115 | Bomb. Volunt Ourém - 249 540 500 | Bomb. V. M.te Redondo - 244 685 800 | Bomb. Volunt. Ortigosa - 244 613 700 | Bomb. Volunt. Maceira - 244 777 100 | Bomb. Vol. Marinha - 244 575 112 | Bom. Volunt. Vieira - 244 699 080 | Bom. Voltun. Pombal - 236 212 122 | Brigada de Trânsito - 244 832 473 | Câmara M. de Leiria - 244 839 500 | Câmara Eclesiástica - 244 832 539 | CENEL (Avarias) - 800 246 246 | C. Saúde A. Sampaio - 244 817 820 | C. Saúde Gorjão Henriques - 244 816 400 | C. P. (Est. de Leiria) - 244 882 027 | Cruz Vermelha - Leiria

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Rua João de Deus, 25- 1º Dt. - LEIRIA CONSULTAS COM HORA MARCADA 2ª, 4ª e 5ª: 11h-13h e 15h-19h, 3ª: 10h-13h e 15h-19h, Sábados: 9h30-15h Tel. 244 832406

Jorge Carvalho Sofia

Médico Especialista de Otorrinolaringologia CONSULTAS • CIRURGIAS • EXAMES DE AUDIÇÃO VIDEONISTAGMOGRAFIA • POSTURAGRAFIA APNEIA DO SONO

Rua Dª Maria da Graça Lúcio da Silva, 9 - 1º Esqº - LEIRIA Marcações pelos telefones 244 822970 • 239 827 089 • 932 442 274

- 244 823 725 | Farmácia Avenida - 244 833 168 | Farmácia Baptista - 244 832 320 | Farmácia Central - 244 817 980 | Farmácia Coelho - 244 832 432 | Farmácia Higiene - 244 833 140 | Farmácia Lino - 244 832 465 | Farmácia Oliveira - 244 822 757 | Farmácia Sanches - 244 892 500 | Governo Civil - 244 830 900 | Guarda N. Republicana - 244 824 300 | Hospital de S.to André - 244 817 000 | Hospital S. Francisco - 244 819 300 | Polícia Judiciária - 244 815 202 | Polícia S. Pública - 244 859 859 | Polidiagnóstico - 244 828 455 | Rádio Táxis - 244 815 900 | Rádio Alerta - 244 882 247 | Rodoviária do Tejo - 244 811 507 | Teatro JLS (Cinema) - 244 823 600

Fundador José Ferreira Lacerda Director Rui Ribeiro (TE416) Redacção Luís Miguel Ferraz (CP5023), Pedro Jerónimo (CP7104), Joaquim Santos (CP7731), Ana Vala (CP8867). Paginação O Mensageiro Colaboradores Ambrósio Ferreira, Américo Oliveira, Ângela Duarte, Carlos Alberto Vieira, Carlos Cabecinhas (Pe.), José Casimiro Antunes, Francisco Pereira (Pe.), D. João Alves, João Filipe Matias (CO798), Joaquim J. Ruivo, Jorge Guarda (Pe.), José António C. Santos, Júlia Moniz, Maria de Fátima Sismeiro, Orlando Fernandes, Paulo Adriano Santos, Pedro Miguel Viva (Pe.), Saúl António Gomes, Sérgio Carvalho, Verónica Ferreirinho, Vítor Mira (Pe.). Administração / Publicidade Pedro Viva (Pe.). Propriedade/Sede (Editor) Seminário Diocesano de Leiria - Largo Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA - Reitor: Armindo Janeiro (Pe.) Contribuinte 500 845 719 Contactos Tel.: 244 821 100/1 - Fax: 244 821 102 - Email: jornal@omensageiro.com.pt - Web: www.omensageiro.com.pt Impressão e Expedição CORAZE - Oliveira de Azeméis - Tel: 256 600 580 / Fax: 256 600 589 - E-mail: grafica@coraze.com Depósito Legal 2906831/09

Tabela de Assinaturas para 2010 Destino Nacional Europa Resto do Mundo

Normal Benfeitor 20 euros 40 euros 30 euros 60 euros 40 euros

Preço avulso - 0,80 euros


DESPORTO 15

O Mensageiro

9.Setembro.2010

I LIGA

Andebol | Leiria

Sociedade de Instrução e Recreio 1.º de Maio (Marinha Grande) x Juventude Desportiva do Lis (Leiria) é um dos jogos em destaque da jornada inaugural da 1.ª Divisão nacional, no escalão de seniores femininos. As equipas encontram-se a 11 de Setembro, 16h30, no Pavilhão Nery Capucho, na cidade vidreira. Quanto ao Colégio João de Barros (Pombal), desloca-se a Lagos, Algarve, no mesmo dia (17h30), para defrontar a actual campeã nacional, a equipa do Gil Eanes.

Atletismo | Leiria

3.ª Jornada (29.08) Rio Ave x Porto (0-2), Nacional x

V. Guimarães (1-3), Sp. Braga x Marítimo (1-0), P. Ferreira x Portimonense (2-2), Naval x Sporting (1-3), Beira-Mar x Académica (2-1), Olhanense x U. Leiria (0-1), Benfica x V. Setúbal (3-0) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Equipa Porto Sp. Braga Sporting Nacional V. Guimarães Olhanense P. Ferreira Beira-Mar V. Setúbal Académica Benfica Naval U. Leiria Portmonense Rio Ave Marítimo

J V E D Pts 3 3 0 0 9 3 2 1 0 7 3 2 0 1 6 3 2 0 1 6 3 1 2 0 5 3 1 2 0 5 3 1 2 0 5 3 1 1 1 4 3 1 1 1 4 3 1 1 1 4 3 1 0 2 3 3 1 0 2 3 3 0 2 1 2 3 0 1 2 1 3 0 1 2 1 3 0 0 3 0

4ª Jornada (12.09) V. Setúbal x Beira-Mar (13.09),

Marítimo x P. Ferreira,V. Guimarães x Benfica (10.09), U. Leiria x Nacional. Académica x Naval, Porto x Sp. Braga (11.09), Portimonense x Rio Ave, Sporting x Olhanense (11.09)

Bernardo 1.º O melhor atleta juvenil do distrito de Leiria é Bernardo Lopes (Juventude Vidigalense, Leiria). À semelhança do que fez no escalão júnior, relativamente à época 2009/ 10, a Associação Distrital de Atletismo de Leiria (ADAL) procedeu à análise dos rankings da Federação Portuguesa de Atletismo, onde o lançador da JV se destaca: peso (1.º lugar), disco (2.º) e martelo (3.º). Quem também comanda a respectiva classificação é a estafeta 4x100 da selecção da ADAL – Kevin Santos, João Moniz, Artur Koshchuk e Daniel Mimoso.

Futebol | Leiria

Treinador(es) Decorrem, até 20 de Setembro, as inscrições para os cursos de treinador, níveis I e II, variantes de futebol 11 e futsal. Os interessados devem contactar a Associação de Futebol de Leiria, na sede ou através do telefone 244 800 800, email geral.afleiria@fpf.pt ou fax 244 800 809. As condições de admissão podem ser consultadas em www.afleiria.com.

Rugby | Caldas

Captações

O Caldas Rugby Clube promove, no decorrer da primeira quinzena de Setembro, treinos de captação para os escalões de Sub-18 a Sub-21. Estes realizam-se às quartas-feiras e sextas-feiras, das 19h00 às 20h00. Mais informações através do telefone 262 841 934 ou no endereço www.caldasrugby.com.

liga orangina

II LIGA

1.ª Jornada (29.08) Varzim x Penafiel (3-4), Santa Clara

x Arouca (1-1), Feirense x Freamunde (0-0), Sp. Covilhã x Leixões (2-1), Gil Vicente x Trofense (2-1), Moreirense x Estoril, Oliveirense x Fátima (1-0), Belenenses x D. Aves (1-1) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Equipa Penafiel Sp. Covilhã Gil Vicente Oliveirense Moreirense D. Aves Arouca Santa Clara Belenenses Feirense Freamunde Varzim Leixões Trofense Estoril Fátima

J V E D Pts 1 1 0 0 3 1 1 0 0 3 1 1 0 0 3 1 1 0 0 3 1 1 0 0 3 1 0 1 0 1 1 0 1 0 1 1 0 1 0 1 1 0 1 0 1 1 0 1 0 1 1 0 1 0 1 1 0 0 1 0 1 0 0 1 0 1 0 0 1 0 1 0 0 1 0 1 0 0 1 0

2.ª Jornada (12.09) Arouca x Feirense, Penafiel x

Belenenses (11.09), Fátima x Varzim, Estoril x Sp. Covilhã, D. Aves x Oliveirense, Trofense x Moreirense, Freamunde x Gil Vicente, Leixões x Santa Clara

Duas equipas, a mesma ambição Começar em casa a perseguição à manutenção. Quis o sorteio da II Divisão que U. Serra e Sp. Pombal recebessem, respectivamente, Tondela e Pampilhosa da Serra, na jornada inaugural. Uma forma de começar a amealhar pontos, junto dos seus adeptos, tendo em vista o objectivo que, em ambos os casos, passa pela manutenção. Para a nova época, a U. Serra apresenta muitas novidades, a começar pelo treinador, Frederico Rasteiro, que sucede a Ricardo Moura. Também o plantel sofreu alterações, com 14 dos 23 atletas a serem contratados maioritariamente a clubes da II Divisão ou

Distrito representado na II e III divisões

A vez do futebol não-profissional

II Liga (fonte: zerozero.pt). Experiência é, portanto, o que não falta à equipa de Santa Catarina da Serra, Leiria, que vai para a terceira época consecutiva na II Divisão (3.º lugar em 2008/09 e 7.º em 2009/10). O mesmo objectivo tem o regressado Sp. Pombal, que nas últimas três época disputou a III Divisão. Comandada por Fernando Mateus, a equipa foi reforçada com sete atletas –plantel de 19 –, tendo em vista “atingir a tranquilidade na tabela classificativa o mais rapidamente possível”, avançaram, recentemente,

Trio resiste na Taça de Portugal Eram seis, três seguem em frente. As representantes do distrito de Leiria na 1.ª eliminatória da Taça de Portugal – 4 e 5 de Setembro – tiveram percursos distintos, frente a adversários dos mesmos campeonatos. A excepção foi a U. Serra (II Divisão), que registou o resultado mais folgado (3-0), na recepção ao Juventude Gaula (III), seguindo, assim, para a 2.ª eliminatória. Destaque ainda para a estreia do campeão distrital – Honra – Bombarralense (III), que também segue em frente, graças a vitória

os responsáveis do clube ao Diário de Leiria. Aposta na juventude Na III Divisão o objectivo também não difere entre as quatro equipas do distrito de Leiria. Apostar nos jovens formados nos respectivos clubes, são a base de Marinhense, Caldas, Peniche e Bombarralense, na constituição dos seus plantéis, tendo em vista a manutenção. A equipa da Marinha Grande, que na última época disputava a II Divisão, é uma das mais experientes no escalão inferior, com sete presenças,

tal como o Peniche, com oito (3.º lugar em 2009/10). Seguem-se o Caldas, com quatro (2.º em 2009/10), e o Bombarralense, com duas (campeão da Honra da Associação de Futebol de Leiria em 2009/10). Jogos da II e III divisões, 1.ª jornada: U. Serra x Tondela e Sp. Pombal x Pampilhosa; Caldas x Oeiras, Odivelas x Peniche, Alcochetense x Bombarralense e Marinhense x Nogueirense. Pedro Jerónimo pj@omensageiro.com.pt

(2-1), em casa, frente ao Ideal (III). Quanto às restantes representantes, o Caldas (III) recebeu e venceu (2-1) o Oliveira do Bairro (III), enquanto o Marinhense (III), que também jogou em casa, foi afastado (0-1) pelo Esperança de Lagos (III). O mesmo desfecho que a formação da Marinha Grande tiveram Peniche (III) e Sp. Pombal (II), que perderam, respectivamente, no reduto do Lourosa (II), por 0-1, e Operário (II), por 2-3. A próxima eliminatória, cujo sorteio ainda não é conhecido, realiza-se a 19 de Setembro.

Gala do Futebol Distrital no Teatro José Lúcio da Silva

Leiria elege os melhores de 2009/10 Realiza-se, dia 17 de Setembro, no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, a terceira edição da Gala do Futebol Distrital, onde serão entregues os prémios relativos à época de 2009/10, nas variantes de futebol de 11 e de futsal. Para as nomeações dos respectivos prémios foi constituída, pela Associação de Futebol de Leiria, uma comissão independente de vários jornalistas, que seleccionaram os seguintes candidatos: • Prémio Melhor Treinador de Futebol 11: José Godinho (Guiense), Rui Almeida (Bombarralense)

e Walter Estrela (Pataiense) • Prémio Melhor Jogador de Futebol 11: Miguel Brites (GRA/ Pousos), Rúben Silva (Gin. Alcobaça) e Paulo Silva (Bombarralense) • Prémio Clube Excelência na formação de Futebol 11: Caldas, Marrazes e U. Leiria • Prémio Melhor Treinador na Formação de Futebol 11: Tiago Vicente (Marinhense), Luis Tavares (Atouguiense) e Bruno Veloso (Marrazes) • Prémio Melhor Treinador de Futsal: Manuel Jorge (Caldas), Rogério Serrador (Casal Velho) e

Dominique Antunes (Burinhosa) • Prémio Melhor Treinadora de Futsal: Nídia Prata (NS Leiria), Teresa Jordão (Golpilheira) e Anabela Gonçalves (Vila Cã) • Prémio Melhor Jogador de Futsal: Vítor (Burinhosa), Maurício Nascimento (Burinhosa) e Marinho (Burinhosa) • Prémio Melhor Jogadora de Futsal: Carolina Silva (Golpilheira), Liliana Salema (Golpilheira) e Inês Cruz (Golpilheira) • Prémio Clube Excelência na Formação de Futsal: ID João V, U. Leiria e Barreiros

Arquivo

Derbie a abrir

Seis equipas do distrito de Leiria iniciam, já no próximo fim-de-semana, os respectivos campeonatos de futebol não-profissional. U. Serra e Sp. Pombal (II Divisão), Marinhense (III Divisão, série D), Caldas, Peniche e Bombarralense (todos na III Divisão, série E) são os clubes que vão entrar em campo (dia 12). Pedro Jerónimo/Arquivo

liga zon sagres

• Prémio Melhor Treinador na Formação de Futsal: Rogério Serrador (Casal Velho), Cláudio Lourenço (Ribafria) e João Pedro (U. Leiria).


ÚLTIMA 9SETEMBRO2010

A sociedade portuguesa debate-se hoje com muitos e variadíssimos problemas. Creio, porém, não exagerar dizendo que o grande problema – o problema por excelência – é o problema da educação. D. Jorge Ortiga, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa

Igreja portuguesa de luto

Concurso escolar em parceria com o IPL

D. Tomaz da Silva Nunes, bispo auxiliar de Lisboa, morreu no passado dia 1, aos 67 anos. O prelado foi encontrado sem vida no seu quarto, vítima de um enfarte agudo de miocárdio. O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga, reagiu à morte do bispo com “profunda estupefacção e tristeza” salientando que tinha uma “sensibilidade humana e cristã muito profunda” e era um homem “sempre apaixonado pela comunhão eclesial e entre todos”. D. Tomaz Pedro Barbosa da Silva Nunes foi nomeado bispo titular de Elvas e auxiliar do Patriarcado de Lisboa em 1998.

DR

Faleceu bispo D. Tomaz da Silva Nunes

No ano seguinte foi eleito secretário da Conferência Episcopal Portuguesa, cargo em que seria reconduzido em 2002. Era actualmente vigário-geral e moderador da Cúria Patriarcal, vogal

da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã. Em declarações à Agência Ecclesia, o presidente da Conferência Episcopal Por-

tuguesa lamentou a morte do bispo auxiliar de Lisboa, que recordou como “um bispo empenhado nas tarefas que lhe foram confiadas ao longo do seu ministério episcopal, competente e apaixonado pelas causas a que se dedicou”. A missa que assinala o sétimo dia do falecimento de D. Tomaz Silva Nunes celebrou-se nesta terça-feira na igreja de Nossa Senhora de Fátima. De todos os quadrantes da vida pública surgiram manifestações de apreço e reconhecimento pelo seu trabalho e pela sua personalidade.

Câmara Municipal apoia vítimas de violência doméstica

Decorreu no dia 2 de Setembro, no edifício dos Paços do Concelho de Leiria, a cerimónia simbólica de entrega das chaves de uma habitação no concelho, cedida pela autarquia à Associação Mulher Século XXI, onde funcionará a “Casa Abrigo”, estrutura de grande importância para as mulheres que no seu dia-a-dia se debatem com o flagelo da violência doméstica. Nesta cerimónia estiveram presentes Isabel Gonçalves, em representação da Associação, e Lurdes Machado, vereadora dos Assuntos Sociais da Câmara Municipal de Leiria. Para Isabel Gonçalves, a abertu-

DR

Associação Mulher Século XXI recebe edifíio para “Casa Abrigo”

ra da nova “Casa Abrigo” representa “o finalizar de um projecto em desenvolvimento desde há algum tempo e que vai permitir um melhor e mais eficaz

apoio às vítimas da violência doméstica no Concelho de Leiria. A Casa Abrigo é uma nova valência que tem a maior importância para o acolhimento de emergên-

A ADLEI – Associação para o Desenvolvimento de Leiria, em conjunto com o IPL – Instituto Politécnico de Leiria, promovem neste ano lectivo de 2010/11 a 2.ª edição do Concurso “Região com Futuro”. Este concurso escolar, que conta com a colaboração da Direcção Regional de Educação do Centro enquanto entidade parceira e com o patrocínio do BPI, é dirigido aos alunos da região (Leiria e Oeste) que frequentem o 12.º ano ou o 3.º ano do Ensino Profissional. Subordinada ao tema “Projecto(s) de Cidadania”, esta iniciativa apresenta como objectivo principal, mobilizar os jovens para temas que estudam ou problemas que identificam como uma prioridade a resolver na cidade ou na região em que vivem, levando ao desenvolvimento de um estudo de âmbito local ou regional que os aproximará, bem como à escola a que pertencem, da comunidade em que estão inseridos. Os prémios a atribuir aos alunos vencedores são: 1.º Prémio – Viagem Intra_Rail de três dias e uma mochila Aventura; 2.º Prémio – Máquina Fotográfica Lomo; 3.º Prémio – Leitor MP4. À Escola vencedora será atribuído um prémio em livros. Recorde-se que na 1.ª edição foram admitidos 41 projectos, correspondendo a 162 alunos, provenientes de 15 escolas secundárias e 2 profissionais. As inscrições são gratuitas e decorrem até 26 de Novembro, para: regiaocomfuturo.adlei@gmail.com. Os resultados serão conhecidos em Junho de 2011.

Campanha de voluntariado

Loja social na Marinha Grande

cia em Leiria. Considero que hoje foi dado mais um passo muito importante no combate à violência e no apoio à vítima”. A vereadora Lurdes Machado referiu o grande empenho da autarquia para concretizar este objectivo, sendo que a casa agora entregue à Associação Mulher Século XXI, em regime de comodato, pelo período de 15 anos, renovável automaticamente por períodos sucessivos de um ano, é o passo que faltava na concretização no permanente apoio que o Município tem vindo a dar a nível social, como forma de obviar à pobreza e à exclusão social.

Divulgação

LMFerraz

ADLEI promove “Região com Futuro”

A Marinha Grande vai ter uma loja social que funcionará na Rua Pereira Crespo, no centro tradicional da cidade, com o objectivo de combater a pobreza através de apoios que assegurem a satisfação das necessidades das famílias. A sua abertura ao público poderá ocorrer até final do mês de Outubro. O projecto tem como entidades promotoras a Câmara Municipal e a Associação Novo Olhar, que tem também a seu cargo a organização e funcionamento da loja. São parceiras do projecto: ADESER II, Rotary Club da Marinha Grande, Escola Calazans Duarte – Projecto Escolas com Escolhas, Associação de Desenvolvimento e Cooperação Atlântida e Associação de Ocupação de Tempos Livres do Sport Operário Marinhense. Face ao actual contexto socioeconómico vivido no concelho da Marinha Grande e cujas consequências atingem as famílias mais vulneráveis, a criação de uma Loja Social poderá vir a atenuar as dificuldades e necessidades imediatas dessas famílias, através da distribuição ou troca de bens e serviços. A loja social é um projecto que visa potenciar a criação de respostas mais adequadas aos problemas sociais, rentabilizando os recursos existentes, eliminando sobreposições de intervenção e permitindo um melhor planeamento dos serviços e celeridade dos mesmos. A implementação da loja social visa ainda combater a pobreza através de apoios que assegurem a satisfação das necessidades das famílias, estimulando a sua participação e privilegiando o trabalho de proximidade com os parceiros locais. Banco de Voluntariado precisa-se Os colaboradores da loja social serão as pessoas recrutadas e treinadas pelo Banco Local de Voluntariado, para o qual todos os interessados em colaborar deverão apresentar a sua candidatura junto da ADESER II. Os responsáveis pelo funcionamento da Loja terão como funções: receber e fazer a triagem dos bens; limpar e cuidar da higiene da loja social; registar o material doado; registar os serviços a que cada pessoa se disponibiliza; atender os utentes da Loja e garantir o contacto e articulação com os vários serviços da comunidade.


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