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CAMPANHA

29 JULHO 2010 ANO 96 - N.º 4820 FUNDADOR José Ferreira Lacerda DIRECTOR Rui Ribeiro

PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt

|Última

ECONOMY

Nº DE2703206MPC

DESTAQUE

CULTURA

Livros

•“A Família e a Saúde Mental” de Purificação Bagagem •“Pombal Medieval e Quinhentista” de Saul Gomes | P. 4 Projecto da SAMP premiado

Fundação Gulbenkian distingue programa “Saúde com Arte” |P. 5 SOCIEDADE

Segurança como prioridade

Campanha “Verão Seguro” percorre as praias da região | P. 6 Festas da Batalha 2010

IGREJA REAGE À CRISE SOCIAL

BENS

TODOS OS SÃO COMUNS

DR

Tempos de crise como os que agora vivemos são momentos de doença do corpo social. É agora tempo de curar o mal que o ataca. Mas é também tempo de abrir os olhos para ver o que tem sido esquecido, o que tem sido ignorado e agora faz sofrer. Páginas 2 e 3

“Amália Hoje”, Gala de Folclore e Rui Veloso num cartaz que inclui comemorações dos 625 anos da Batalha de Aljubarrota | P. 7 Em Santa Eufémia

Múltiplos eventos à volta da arqueologia | Última ECLESIAL

“Com os idosos, aprendemos”

Igreja assinala “Dia dos Avós” | P. 9 Jornada da Juventude

Pastoral Juvenil canaliza energias para o grande evento mundial |P. 11


2 DESTAQUE

O Mensageiro 29.Julho.2010

EDITORIAL

Rui Ribeiro

Portugal está doente

prui@iol.pt “Nem só de pão vive o homem”, diz-nos o Evangelho, partindo de uma evidência que todos nós constatamos. Sempre que a desgraça nos bate à porta, como no caso de uma doença grave, logo nos alertamos para uma série de realidades que temos esquecido ou menosprezado e que afinal se revelam agora importantes. Como é comum dizer-se, afinal, só nos lembramos que temos fígado, quando ele está doente e dá sinais disso. De resto vivemos cada dia ao sabor dos caprichos dos gostos e dos apetites de cada hora, como se fôssemos invencíveis e nada nem ninguém nos pudesse travar. Até que chegue o dia fatal e aí iniciamos um processo de recuperação: passeios a pé, cuidados na alimentação, exercício físico e mental para acalmar corpo e o espírito. Só então nos damos conta que a vida tem outros segredos, outras verdades e outras realizações que até aí ignoramos, apesar de alguns sempre nos terem advertido e alertado para isso. O que se passa ao nível pessoal passa-se ao nível colectivo e social. Desde sempre, aliás, a sociedade foi pensada como um corpo, foi analisada e estudada como um prolongamento da esfera individual. Também a sociedade tem um coração, um fígado e vários órgãos que precisam ser vigiados, controlados e alimentados. Raramente nos lembramos disso e só quando um desses órgãos Há uma dimensão dá sinal de fraqueza é que que ultrapassa imediatamente abrimos os o sensível e olhos e perguntamos: “O material em que que andamos nós a fazer estes anos?”. enclausuramos os durante Tempos de crise como nossos dias. E é os que agora vivemos são nessa dimensão momentos de doença do que provavelmente corpo social. É agora tempo estará a cura desta de curar o mal que o ataca. sociedade tão Mas é também tempo de envelhecida e tão abrir os olhos para ver o que doente tem sido esquecido, o que tem sido ignorado e agora faz sofrer. Uma sociedade em crise é uma sociedade doente, deve por isso dar atenção a aspectos que, por terem sido esquecidos, conduziram ao estado de demência. Como médico prudente e vigilante, a Igreja há já muito tempo que vem alertando para os erros das sociedades contemporâneas: o esquecimento dos valores, a desvalorização do humanismo e do espiritual, a ruptura com o passado e a história, a sobrevalorização do económico e financeiro, enfim, a vida “sem rei nem roque”. Qual sirene que ecoa no deserto, ela tem chamado a atenção para que nada se sobreponha aos valores universais e essenciais do ser humano: a vida, a espiritualidade, a beleza, a responsabilidade, a igualdade e unidade. Mas a sua voz foi sendo abafada, porque ainda não nos doía nada. Agora chegaram os dias da dor e do sofrimento. Alguns continuam a tentar levar a sua avante querendo fazer crer que tudo não passa de uma dor passageira e momentânea, uma simples febre que amanhã terá desaparecido. Mas os mais cautelosos vão descobrindo que a dor não passa, nem tem fim à vista. “Nem só de pão vive homem” continua a ser o mote a fazer-nos recordar que a vida é mais, muito mais, do que o que vemos, possuímos, fazemos e sentimos. Há uma dimensão que ultrapassa o sensível e material em que enclausuramos os nossos dias. E é nessa dimensão que provavelmente estará a cura desta sociedade tão envelhecida e tão doente.

Igreja reage à crise social

Todos os bens são comuns! Na passada semana a Igreja portuguesa foi tema de conversa nos meios de comunicação social e nas conversas de café. Tudo porque esteve reunido o Conselho Consultivo da Pastoral Social e no final desta reunião foram tecidas algumas considerações que visam a chamada de atenção para a situação da crise em Portugal. Este conselho compreende as seguintes instituições: Caritas Portuguesa, Comissão Nacional da Pastoral da Saúde, Comissão Nacional Justiça e Paz, CNIS, Congregação das Irmãs do Bom Pastor, Conselho Nacional da Sociedade de São Vicente de Paulo, Coordenação Nacional da Pastoral Penitenciária, Coordenação Nacional das Capelanias Hospitalares, Fundação Ajuda à Igreja que Sofre e Secretariado Nacional da União das Misericórdias Portuguesas. Um leque vasto de gente que está habituada a contactar directamente com a pobreza e a carência. Para lá dos discursos e das teorias reflexivas, este conselho tem mérito de conhecer a realidade. D. Carlos Azevedo, presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social defendeu, então, que os eventuais abusos na utilização do Rendimento Social de Inserção não justificam cortes nesta prestação social, pois que esta é uma ajuda fundamental para quem é

afectado pela pobreza. As afirmações surgem no momento em que o governo anuncia cortes radiais nas prestações sociais, partindo do principio de que nesta área se cometem muitos abusos. Em contra-ponto, D. Carlos de Azevedo, lamentou que haja mais atenção a eventuais transgressões nestas matérias do que a gestores que ganhavam “ordenados fabulosos” e cometeram actos lesivos sem qualquer castigo. Admitindo que possa haver “má aplicação” deste apoio social, o prelado convidou, contudo, a “ser honestos com a realidade” “Houve pessoas que foram gravemente lesivas, como grandes gestores que ganhavam ordenados fabulosos que permitiram que fossem ladrões dos outros; no entanto, isso não foi, muitas vezes, assumido como um crime”, constatou. Num repto lançado aos cristãos, D. Carlos declarou que “a caridade dos cristãos” não quer “só assistir, mas promover estruturas justas; não quer só distribuir, mas incluir. “Encorajamos as acções pessoais e comunitárias que, com imaginação e generosidade, atendem os mais necessitados no dia-adia e queremos dotá-los do seu contexto social para conhecerem as causas e estruturas que provocam tanta inumanidade”, referiu. Neste sentido apelou a um pacto

social “sustentado e justo” para fazer face à “dramática situação económica” do país. “As medidas políticas são chamadas a contribuir para um pacto social justo, seja na fiscalidade seja no gasto público, nos serviços sociais, no rendimento básico, nas ajudas de emergência social”. Um movimento social cristão que “tem de se preocupar mais com repensar o significado político do seu compromisso e não se ancorar num impossível apoliticismo”. Para este responsável, é importante que todos os cidadãos, mesmo os mais desfavorecidos, “desenvolvam iniciativas de auto-emprego, organizem protestos e exijam da democracia soluções justas”. Foi neste contexto de desafio que proferiu as palavras que os meios de comunicação divulgaram e deturparam até. D. Carlos diz esperar “uma contestação política organizada” que no actual contexto de crise “questione estruturas financeiras, comerciais, culturais, políticas” e permita um novo pacto social “mais sustentado e justo”. Um pacto que nada tem de revolta organizada, como se quis fazer entender mas que se define por uma unanimidade de esforços e empenhos: “A crise é tão grave que não poderemos superá-la uns contra os outros: empresários contra os sindicatos, sindicatos contra patrões,

governo contra a oposição, oposição contra o governo. A vontade de reagir tem de ser concorde, superando divisões e concertando estratégias, com propostas alternativas credíveis. A manterem-se posições rígidas e enfrentamento de grupos de interesses uns contra outros só provocaremos mais vítimas da crise”. O Bispo auxiliar de Lisboa deixou votos de “mais responsabilidade social e mais responsabilidade política perante a crise, criando soluções mais corajosas”. À margem do Conselho D. Carlos de Azevedo referiu aquela que é a doutrina da Igreja ao afirmar que “em caso de extrema necessidade todos os bens são comuns”, alertando para a hipótese de o agravamento da crise gerar violência social. Por isso falou na “necessidade de ultrapassar o capitalismo neoliberal e encontrar estruturas concretas que sirvam os valores. “Acolher o social e o estrutural como uma perspectiva da evangelização obriga a «politizar» o discurso moral e a evangelização”. Esta preocupação, “tem de passar no discurso das homilias, da catequese”, para que os católicos sejam mais “críticos perante a qualidade da democracia e das instituições sociais”.

Fundo comum ajuda os mais necessitados O Conselho Consultivo da Pastoral Social, da Igreja Católica, propôs a criação de um novo “fundo” conjunto para reunir fundos destinados a apoiar a população mais necessitada. O presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social, revelou que este “fundo novo” da Igreja se destina a promover “mecenato, a generosidade das pessoas, para atender aos apelos das dioceses, das paróquias”. Pretende-se que “cada paróquia, congregação, movimento inclua no seu plano pastoral a atenção às pessoas mais afectadas pela crise, denuncie injustiças locais, exija empenhamento político da administração pública,

motive a comunidade para a partilha dos bens”. Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas Portuguesa, explicou que a ideia de um “fundo comum” tem como objectivo “congregar esforços e rentabilizar meios disponíveis “Se não fosse a generosidade dos portugueses e portuguesas teríamos muito mais dificuldades em atender aos problemas que diariamente nos aparecem”, sublinhou. A Cáritas irá desde já avançar com cerca de 30 mil euros para iniciar esse fundo, com parte do montante que recolheu na operação de Natal de 2009. “Depois virão outros contributos”, indicou Eugénio Fonseca, assina-

lando que “seria bom que alguns cristãos quisessem dar, durante algum tempo, uma percentagem dos seus vencimentos”. A aplicação das verbas será feita em cada diocese, confiando nas paróquias para as fazer chegar “às pessoas em necessidade”, dado que “conhecem melhor a realidade”. “A nossa prioridade será sempre para os mais pobres”, destacou o presidente da Cáritas Portuguesa, organização que ficará responsável por fazer circular os bens. Este fundo nasce da convicção de que “o mais importante não são palavras, mas obras, uma economia ao serviço do ser humano,

uma partilha generosa dos bens, uma organização eficaz das ofertas de ajuda”. “A Igreja tem diante de si um trabalho descomunal e impagável: colaborar na construção de uma cultura da solidariedade e da justiça que elimine o cancro da cultura da satisfação”. Entretanto recomenda-se que “não haja nenhum programa de caridade sem análise social, sem denúncia política das estruturas sociais de exploração e dependência que impedem a justiça”. “Há um trabalho difícil mas a percorrer de pedagogia social na educação das consciências e das mentalidades para a necessidade de algo novo para todos”.


DESTAQUE 3

O Mensageiro

29.Julho.2010

Reptos do Papa

Desafios sociais em tempo de crise

Aquando da sua recente visita a Portugal, Bento XVI reuniu-se com mais de sete mil mulheres e homens que trabalham nas organizações de Pastoral Social da Igreja Católica e lançou verdadeiros desafios ao seu contributo no combate à crise. O papa desde logo sublinhou que a crise que atravessamos é mais que uma crise económica e financeira, é também e sobretudo uma crise cultural e espiritual. O Papa desafiou os que têm por prioridade atender às necessidades dos outros a fazê-lo tendo em conta a identidade católica. Tanto pessoal como institucionalmente. Este terá sido o discurso

“mais concreto” que Bento XVI proferiu em Portugal e, por isso, está na base das conclusões que O Conselho Consultivo da Pastoral Social acaba de tirar dada “a situação social e económica do país” e o “carácter objectivo” da mensagem do Papa. Para Bento XVI: “A natureza íntima da Igreja exprime-se num tríplice dever: anúncio da Palavra de Deus, celebração dos Sacramentos, serviço da caridade. São deveres que se reclamam mutuamente, não podendo um ser separado dos outros. Para a Igreja, a caridade não é uma espécie de actividade de assistência social que se poderia mesmo deixar a outros, mas pertence à sua natureza, é expressão irrenunciável da sua própria essência” (DCE 25). Afirmada esta verdade funda-

mental, o Papa retira algumas ilações. Primeira: a comunidade deve organizar-se e não ser uma manta de retalhos onde meia dúzia de pessoas ou grupos, muitas vezes sem articulação, se esgotam em energia e ineficácia pastoral: “A Igreja, enquanto comunidade, deve praticar o amor. Consequência disto é que o amor tem necessidade também de organização enquanto pressuposto para um serviço comunitário ordenado” (DCE 20). Em segundo lugar, alerta para o risco de converter a vivência do amor num mero exercício assistencial, que sossega as consciências e camufla a realidade e as suas causas mais profundas: “É muito importante que a actividade caritativa da Igreja mantenha todo o seu esplendor e não se dissolva na organização assistencial comum, tornando-se uma simples variante da mesma” (DCE 31).

Mas não é nada fácil, dados os nossos hábitos multisseculares, fazer esta conversão. Por isso, o Papa faz propostas e sugestões que, levadas a sério, rasgarão os horizontes do serviço da caridade. É evidente que há uma primeira forma de actuar: a rápida ajuda a quem está em extrema dificuldade. Não de qualquer maneira: “segundo o modelo oferecido pela parábola do bom Samaritano, a caridade cristã é, em primeiro lugar, simplesmente a resposta àquilo que, numa determinada situação, constitui a necessidade imediata: os famintos devem ser saciados, os nus vestidos, os doentes tratados para se curarem, os presos visitados”. Este cuidado do outro está ao alcance de qualquer um. No entanto há, hoje, novas formas de pobreza, de carências, de exclusões que exigem competências adequadas. Não basta, pois, o voluntarismo. É preciso saber o que deve ser feito em cada situação concreta. Mas mesmo o saber técnico, dado pela inteligência, precisa

de ser informado pela sabedoria, ditada pelo coração: “A competência profissional é uma primeira e fundamental necessidade, mas por si só não basta. É que se trata de seres humanos e estes necessitam sempre de algo mais que um tratamento apenas tecnicamente correcto: têm necessidade de humanidade, precisam da atenção do coração. Todos os que trabalham nas instituições caritativas da Igreja devem distinguir-se pelo facto de que não se limitam a executar habilidosamente a acção conveniente naquele momento, mas de que se dedicam ao outro com as atenções sugeridas pelo coração, de modo que ele sinta a sua riqueza de humanidade. Por isso, para tais agentes, além da preparação profissional, requer-se também e sobretudo a «formação do coração» ” (DCE 31). José Dias da Silva vogal da Comissão Nacional Justiça e Paz

Decreto-Lei N.º 70/2010, de 16 de Junho, entra em vigor a 1 de Agosto

Novas regras na atribuição de apoios sociais As pessoas que estão a receber rendimento social de inserção (395 mil), subsídio social de desemprego (120 mil pessoas) ou abono de família (1,7 milhões de agregados) verão as suas prestações serem reavaliadas à luz das novas regras que entram em vigor a 1 de Agosto. Na prática isto significa que muitos destes subsídios poderão baixar ou mesmo ser cortados, uma vez que o rendimento dos beneficiários passará a ter em conta os juros de depósitos bancários, as rendas, as pensões pagas por fundos de pensões ou os apoios ao nível da habitação social, que até agora não eram contabilizados. O conceito de agregado familiar também se altera e fica claro que só terão direito às prestações (RSI, subsídio social de desemprego, abono de família, acção social escolar, comparticipação de medicamentos, subsídio a pessoas com deficiência) os agregados que tenham um património mobiliário (dinheiro e acções) inferior a 100 mil euros no momento em que pediram o apoio. Depreende-se da leitura

do diploma que todos os beneficiários nestas condições perderão o direito às prestações. Logo que o Decreto-lei 70/ 2010 entrar em vigor, “as prestações e apoios sociais em curso” serão alvo de uma “reavaliação extraordinária da condição de recursos”, através do cruzamento de dados entre o fisco e a Segurança Social, e um mês depois dessa reavaliação os montantes serão reajustadas, lê-se no artigo 25.º. Só os apoios à maternidade e os apoios extraordinários para transportes e educação dados aos beneficiários de RSI, assim como os subsídios sociais de parentalidade, se manterão durante um período máximo de um ano ou até que a Segurança Social renove o contrato de inserção com as pessoas que recebem RSI. Mas as alterações não ficam por aqui. Os beneficiários de RSI ficarão sujeitos a um maior controlo. À semelhança do que acontece com os beneficiários do subsídio de desemprego, serão obrigados a aceitar propostas de emprego conveniente ou trabalho socialmente ne-

cessário, sob pena de verem a prestação cortada. A partir de 2011, os beneficiários entre os 18 e os 55 anos terão que ser abrangidos por programas de formação num prazo máximo de seis meses após a subscrição do programa de inserção. As famílias com mais adultos e crianças serão as mais afectadas no acesso a prestações sociais. Esta é uma das consequências da nova lei da condição de recursos, que a partir de Agosto uniformizará os critérios de acesso a uma série de prestações não contributivas. Apenas os beneficiários que vivam isolados (e que não apresentem novos rendimentos) escaparão a este corte. As alterações afectam famílias inteiras, jovens estudantes, desempregados, doentes, jovens casais, beneficiários da segurança social, reformados.. enfim a maioria dos portugueses. Quanto à redução do salário dos deputados…. Está em revisão, sabendo-se já que não terá um carácter universal. Assim vai o pais.

Os apoios sociais afectados... - Prestações por encargos familiares, como o abono de família pré-natal para crianças e jovens e bolsas de estudo. O subsídio de funeral não sofre alterações, visto ser uma prestação de montante fixo e atribuída uma única vez. - Rendimento Social de Inserção (RSI) para famílias carenciadas. Em junho, o valor médio mensal de RSI por família foi de €248,31, de acordo com a Segurança Social. - Subsídio Social de Desemprego para quem não preenche os requisitos necessários para lhe ser atribuído o subsídio de desemprego. Calcula-se tendo em conta o Índice de Apoios Sociais (IAS), que em 2010, é de €419,22, para beneficiários que tenham um agregado familiar. Aqueles que vivam sozinhos, recebem 80% do IAS. - Subsídios no âmbito da parentalidade, como os apoios por risco clínico durante a gravidez, por interrupção da gravidez, por riscos específicos, por adoção, entre outros.

- Bolsas de Ação Social Escolar, para quem frequenta o Ensino Superior Público ou Privado. - Comparticipação de medicamentos e pagamento de taxas moderadoras. - Pagamento das prestações de alimentos, no âmbito do Fundo de Garantia de Alimentos a Menores. - Comparticipação da Segurança Social aos utentes das unidades de média duração e reabilitação e aos utentes das unidades de longa duração e manutenção no âmbito da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados. - Apoios sociais à habitação atribuídos pelo Estado quando tal atribuição dependa da verificação da condição de recursos dos beneficiários. - Outros apoios sociais ou subsídios atribuídos pelos serviços da administração central do Estado, qualquer que seja a natureza, previstos em atos legislativos ou regulamentares.


4 CULTURA

O Mensageiro 29.Julho.2010

Mais um livro de Saul António Gomes

“Pombal Medieval e Quinhentista”

CINEMA Tearo José Lúcio da Slva (Leiria) • ASTRO BOY | animação | de David Bowers | 29 de Julho a 4 de Agosto, 15h30; dias 31 e 4, 21h30 Cine-Teatro de Monte Real • ASTRO BOY | 30 de Julho, 21h30 Auditório António Campos (Praia da Vieira, Marinha Grande) • AQUÁRIO | drama | de Andrea Arnold | c/ Katie Jarvis, Rebecca Griffiths, Carrie-Ann Savill | 29 de Julho, 21h45 • SEGREDOS À MEDIDA | drama | de Raymond de Felitta | c/ Andy Garcia, Julianna Marguilies, Emily Mortimer | 3 de Agosto, 21h45 Cine-Teatro da Nazaré • PLANO B…ÉBÉ | comédia | de Alan Poul | c/ Alex O’Loughlin, Eric Christian Olsen, Jennifer Lopez | 29 de Julho e 4 de Agosto, 21h45; dias 31 e 1, 15h30; dias 29 a 4, 00h15

MÚSICA | TEATRO | EVENTOS

Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •”O coelhinho branco” - clube de leitura (29/07, 15h00) Museu do Vidro - Marinha Grande •”Guilherme, o Grãozinho de Areia” - contos do vidro (~28/08) •”Guilherme, o Grãozinho de Areia” - leitura animada (4ªs a Sáb.) •”Meter as mãos no vidro” - famílias (~28/09, 11h00 e 15h00) Junta de Freguesia de São Mamede - Batalha •”O Escurial” - teatro (25/07) Café Concerto - Pombal • Palco aberto (6ªs do mês, 23h00)

No âmbito das Festas do Bodo, o Município de Pombal, em colaboração com o CEPAE, apresentou no dia 26 de Julho, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, um estudo sobre “Pombal Medieval e Quinhentista - Documentos da sua História”, da autoria de Saul António Gomes, inserido na 2.ª Série da Colecção ESTREMADURA -Espaços e Memórias, com a presença do autor. Neste livro inovador Saul António Gomes apresenta novas leituras do significado de Pombal na história medieval e quinhen-

tista de Portugal, um dos períodos mais relevantes na definição da identidade de Pombal mas também dos mais desconhecidos da sua história. Entre os temas focados pelo autor, destaque para as leituras problematizantes que propõe acerca da fundação da vila pelos cavaleiros templários, a análise interpretativa dos seus forais de 1174 e 1176 e das problemáticas que lhes estiveram subjacentes, o estudo de síntese em torno da evolução do concelho e da vila nos séculos XIV e XV, a caracterização das

paisagens rurais do termo pombalense — em que se integraram, no século XIX, os antigos municípios de Abiúl, Redinha e Louriçal —, a apreciação das rendas do almoxarifado pombalense em 1497 e, ainda, uma breve leitura da evolução da vila na primeira metade de Quinhentos, época em que se processou a afirmação definitiva da colegiada de S. Martinho de Pombal como centro urbano dominante e matriz da administração religiosa da Ordem de Cristo na vila. A esta análise histórica, acresce a publicação de

cerca de meia centena de preciosos documentos medievais e quinhentistas, na maior parte inéditos, projectando todos eles uma nova luz sobre a história menos conhecida deste antigo concelho estremenho.

Maria da Purificação Bagagem apresentou livro

“A Família e a Saúde Mental”

EXPOSIÇÕES

Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Light Against Time” - fotografia de Nuno Moreira (~30/08) Edifício Banco de Portugal - Leiria •”macau, Encontro de Culturas” (~21/08) Livraria Arquivo - Leiria •”Apenas de passagem” - fotografia (~29/07) Agromuseu Municipal Dona Julinha - Ortigosa •”Sacas de retalhos à moda antiga” (3ªs~6ªs) Junta de Freguesia - Santa Eufémia •”A Arte que o Côa guarda” (~31/08) Centro Azul - São Pedro de Moel • Pintura e artesanarto de Clara Coelho (~1/08) Paços do Concelho - Tomar • Pintura de Nadir Afonso (~30/09)

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O auditório municipal estava cheio, a sessão contou com a animação musical requintada do grupo “Adesba Chorus”, da Barreira, a apresentação foi feita por Conceição Bento, directora da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, o encerramento foi proferido por Cíntia Silva, vereadora da Cultura do Município da Batalha. Mas, mesmo com um cuidado protocolo, no dia 24 de Julho viveuse uma verdadeira festa “familiar”, simples e despretensiosa, à imagem da autora da obra que estava a ser apresentada, “A Família e a Saúde Mental”. A golpilheirense Maria da Purificação Bagagem é de facto um exemplo de excelência humana e profissional, mas também de humildade e delicadeza na relação com os outros. Esta obra foi a “concretização de um sonho”, como lembrou Conceição Bento, de “partilhar com todos

Cíntia Silva, Purificação Bagagem e Conceição Bento a sua experiência pessoal e profissional, e também de vivência de fé católica aprofundada, de modo a poder ajudar outros a fazer o caminho de modo mais fácil”. Recheada de “momentos de vida, pequenos gestos e grandes obras, observados e vividos com outros”, este livro “centrase nos valores humanos e cristãos cuja falta é a maior crise da modernidade”, para nos dar uma lição simples:

“Façamos do mundo um lugar de afectos, para sermos pessoas mais felizes, numa sociedade cada vez mais justa e humana”. A autora, enfermeira e professora jubilada, agradeceu emocionada tão numerosa presença de familiares, colegas e amigos, a quem dedicou este fruto do seu trabalho dos últimos anos. “Sobretudo às mães, pois é no seu regaço que começa todo o ensino e a

formação da personalidade dos filhos, um ensino que só é completo se incluir as duas dimensões do amor: a Deus e aos outros”, afirmou. Sobre o livro, afirmou que “não é um trabalho científico, mas sim uma partilha em linguagem simples e acessível a todos dos conhecimentos que foi adquirindo na sua vida profissional e noutras experiências de acompanhamento social e psiquiátrico, nomeadamente, com jovens”. A terminar, a vereadora Cíntia Silva considerou “uma honra contarmos esta autora entre o número dos batalhenses que se destacam pelo seu valor e pelo trabalho de mérito”, classificando esta obra como “fundamental para percebermos a importância do nosso papel de pais nos dias de hoje, em que o tempo para os filhos é pouco e precisa de ser usado com a máxima qualidade”. LMF (texto e foto)

Depois de um trabalho de investigação em tese de mestrado de Ana Oliveira

“Oureana” apresentada à população Ndia 23 de Julho foi apresentada uma estátua especial chamada “Oureana” e está intimamente ligada à lenda de Ourém. O trabalho, da autoria de Ana Oliveira, é o resultado de um projecto final de mestrado, “inspirado numa flor denominada lírio da lua ou madressilva da terra, que nos

remete para o elemento água e para a lua, sendo a flor dos sonhos e do amor. Um amor intenso, tal como conta a lenda de Oureana, mas muitas vezes irrealizado, reprimido ou sublimado”. A apresentação decorreu na presença de familiares e amigos, membros da Câmara

Municipal de Ourém, bem como professores do mestrado em Escultura Pública da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. António Marques, professor e orientador deste projecto salientou que “foi de facto uma grande aventura, pois é mais fácil ter ideias e sonhar

do que concretizar”. José Alho, vereador do pelouro da cultura da Câmara, referiu que “este tipo de projecto é um bom exemplo de como fazer cultura, com expressão artística, em Ourém.” A estátua pode ser visitada no parque relvado junto aos paços do concelho.


CULTURA 5

O Mensageiro 29.Julho.2010

Programa da SAMP foi premiado

Conferência no edifício do Banco de Portugal

No âmbito do concurso educação especial 2010 da Fundação Calouste Gulbenkian, o programa II Encontro Internacional Saúde com Arte SAMP, integrado no projecto “Saúde com Arte”, acabou de ser distinguido a nível nacional como um programa de referência pelo que irá receber um especial apoio para a sua edição de 2011. Este II encontro interna-

Integrada na exposição “Macau, encontro de culturas” vai ser realizada no dia 29 de Julho, no edifício do Banco de Portugal, a conferência “Lara Reis e Graciete Batalha, dois ilustres leirienses em Macau”, pela oradora Celina Oliveira. Organizada pela Fundação Jorge Álvares, em colaboração com a Câmara Municipal, a exposição patente no edifício do Banco de Portugal aborda de uma forma sintética a história da presença portuguesa em Macau e a harmoniosa simbiose de culturas que a mesma encerra, desde os primórdios do território às instituições portuguesas que actualmente se mantêm na Região Administrativa Especial de Macau, do património cultural com influências distintas à coexistência religiosa, do Estatuto Orgânico de Macau à Organização Judiciária da RAEM.

Gulbenkian distingue “Saúde com Arte”

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cional terá lugar no mês de Abril de 2011, e vai juntar na Sociedade Artística Musical dos Pousos alguns dos maiores especialistas internacionais no âmbito da Musicoterapia, Arteterapia e Terapias Expressivas. Um dos temas em destaque na edição de 2011 serão as unidades especiais de multideficiência do nosso sistema educativo.

Bienal Internacional de Artes Plásticas e Design Industrial

A Marinha Grande recebe mais uma edição da “Bienal Internacional de Artes Plásticas e Design Industrial”, de 22 a 31 de Outubro de 2010, no Parque Municipal de Exposições. A iniciativa é organizada pela Câmara Municipal e pretende trazer à cidade uma grande festa da cultura do concelho. Trata-se de uma mostra de obras de arte, apresentadas a concurso sob o tema “Artes Plásticas: O Vidro e o Design Industrial “, que evoca o “vidro” nas mais diversas vertentes. Na edição deste ano será homenageado o mestre vidreiro Diamantino dos Santos, com uma exposição retrospectiva da sua obra (extra-concurso), que terá devido destaque no catálogo da Bienal. Em paralelo com a exposição, realizar-

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Cultura do vidro na Marinha Grande

Mostra em 2008 se-á uma Feira Internacional de Arte Contemporânea e Design, com exposição de peças e instalações de artistas e designers de prestígio e com carreira internacional bem sucedida. A Feira Internacional de Arte Contemporânea e Design homenageará o artista português Artur de

Cruzeiro Seixas, expoente máximo do movimento Surrealista e considerado um vulto no panorama artístico nacional. O Júri da Bienal é constituído por personalidades representativas da cultura artística contemporânea: a Pintora Emília Nadal, Presidente da Sociedade

Nacional de Belas Artes; a Escultora Luiza Gonçalves, membro da Direcção da Cooperativa Árvore; o Engº António Noivo como consultor técnico vidreiro de reconhecido mérito; João Prates, Director do Centro Português de Serigrafia e Miguel Matos, Curador e Crítico de Arte, e ainda Director da Publicação Umbigo. A Bienal Internacional de Artes Plásticas e Design Industrial está já aberta ao concurso de artistas plásticos e designers nacionais e estrangeiros e terá como Comissário o Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Álvaro Pereira, e como Directores de Arte Raquel Fernandes da Silva Guerra e o artista João Murillo.

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fesa dos doces de origem conventual, um património cultural riquíssimo. Este evento irá acolher participantes de todo o

“Ensino no Estado Novo”

O Museu Escolar dos Marrazes apresenta, até ao próximo dia 1 de Outubro, uma exposição temporária intitulada “Ensino no Estado Novo – Materiais auxiliares”. Esta mostra baseia-se nos materiais que os professores utilizavam, na época do Estado Novo, para leccionar as diferentes áreas. Entre as peças expostas encontra-se um duplicador a álcool, gelatina, sólidos geométricos, o método de Cuisenaire, um projector de filmes, entre muitas outras. Esta exposição poderá ser visitada das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30.

Exposição em Porto de Mós

“Vidas com Valor”

Estará patente no Espaço Jovem, em Porto de Mós, entre 15 e 30 de Julho, a mostra de trabalhos de formandos do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária da Batalha que trabalha nos concelhos da Batalha, Leiria e Porto de Mós. Esta mostra de competências inclui portefólios, artesanato em madeira, ferro e cerâmica, pintura, bordados, coleccionismo, fotografia, entre outros. No dia 22 de Julho, foram entregues cerca de 250 diplomas a adultos daquele concelho que concluíram o 9º ou o 12º ano através do processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC).

TAP promove oficina de teatro

Biscoito e Doçaria Conventual

Louriçal em particular. Com este evento também irá permitir colocar o Louriçal numa dimensão regional no que diz respeito à de-

Exposição no Museu Escolar dos Marrazes

Pombal

Festival no Louriçal No próximo dia 7 de Agosto, a Vila do Louriçal irá receber o II Festival Nacional do Biscoito e Doçaria Conventual. A Rua da Misericórdia, junto ao Mosteiro do Santíssimo Sacramento do Louriçal, do qual faz parte uma Igreja classificada de Monumento Nacional, foi o local escolhido para este evento. A organização, da responsabilidade da Junta de Freguesia de Louriçal, pretende com esta iniciativa preservar e divulgar a doçaria conventual em geral e os biscoitos de azeite do

“Lara Reis e Graciete Batalha, ilustres leirienses em Macau”

país, onde se poderão saborear os famosos Pastéis de Tentúgal, Celestes, Paciências de Noz, Biscoitos do Louriçal, Biscoitos da Sertã e Biscoitos da “Menina Gena”, Pão-de-Ló de Alfeizerão, Ovos-Moles, Pão-deLó e Castanhas Doces de Figueiró dos Vinhos, Toucinho-do-Céu, Paciências de Freira, entre outros. Para enriquecer mais este evento, decorrerá no mesmo dia na Vila do Louriçal uma Feira de Velharias, onde será possível comprar, vender ou trocar algumas relíquias.

Estão abertas as inscrições para uma oficina de trabalho de teatro, dirigido por Rui Silva, que o TAP - Teatro Amador de Pombal, promove nos próximos dias 6, 7 e 8 de Agosto, na sala de ensaios do Teatro-Cine de Pombal. Esta iniciativa de teatro pretende criar ferramentas para alertar e desenvolver a consciência do actor. “Serão desenvolvidos exercícios e situações que permitam alargar/expandir essa consciência - a relação do actor com o outro e com o espaço”. Por outro lado, e sempre em estreita relação com o espaço, “perceber o que se altera no jogo e na própria identidade do eu actor com a presença do outro e trabalhar essas dinâmicas”.

Nas praias da Marinha Grande

Animação de Verão

Até ao próximo mês de Setembro, a Câmara Municipal da Marinha Grande organiza um vasto programa de animação cultural e desportiva nas praias daquele município. O objectivo é “dar as boas-vindas aos milhares de pessoas que escolhem o património natural, histórico e cultural do Concelho da Marinha Grande para descansar e/ou visitar, proporcionando-lhes momentos de diversão, bem-estar e lazer”. Programação em: www.cm-mgrande.pt.


6 SOCIEDADE

O Mensageiro 29.Julho.2010

Segurança no topo das prioridades neste Verão

Campanha “Verão Seguro 2010”

Jovens vigiam florestas do concelho

“Leiria Alerta”

À semelhança de anos anteriores, a Câmara Municipal de Leiria estabeleceu um protocolo com o Instituto Português da Juventude, para, no âmbito do programa “Voluntariado jovem para as florestas”, participarem 28 jovens voluntários com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos, envolvendo igualmente agrupamentos de escuteiros. O programa “Voluntariado jovem para as florestas” tem como objectivos incentivar a participação no desafio que é a preservação da natureza, e da floresta em particular, reduzindo assim o flagelo dos incêndios, através de acções de prevenção. Tem como áreas de actividade e sensibilização das populações rurais para o risco de incêndio e a vigilância florestal. Os locais estratégicos definidos para o “Leiria Alerta” para este ano são o Castelo de Leiria, a torre da igreja da Bajouca e um posto na freguesia de Carvide. Para a referenciação das ocorrências a registar, os postos estão equipados com cartas militares, binóculos, bússolas e comunicações. Sempre que é detectado qualquer foco de incêndio ou coluna de fumo, os vigias cruzam informação entre os vários postos de forma a triangularem assertivamente a origem da coluna, para comunicação aos Bombeiros Municipais de Leiria. Este projecto, no qual os jovens do concelho participam em operações de vigilância em todas as freguesias para a detecção precoce de incêndios florestais, teve início dia 16 de Julho e terminará a 31 de Agosto. Este é o quinto ano de funcionamento do “Leiria Alerta”, que tem tido até aqui resultados bastante satisfatórios.

DR

O Governo Civil do Distrito de Leiria encontra-se a desenvolver a Campanha “Verão Seguro 2010” e irá deslocar-se ao concelho da Marinha Grande no próximo dia 28 de Julho (quarta-feira), efectuando uma Acção de Sensibilização na Praça Afonso Lopes Vieira em São Pedro de Moel, das 11h00 às13h00. Esta iniciativa tem como objectivo a promoção de um Verão mais seguro, chegando directamente às famílias e crianças com a informação necessária para a prevenção de acidentes rodoviários e de afogamentos nas praias, ajudando o cidadão a gozar de umas férias mais tranquilas e seguras, quando se encontra fora da sua residência habitual. A acção de sensibilização contará com a participação de duas técnicas de segurança infantil, que irão aconselhar as famílias para estratégias de prevenção e ainda realizarão uma consulta de segurança às crianças para a escolha da cadeirinha adequada na deslocação em veículos rodoviários. No local serão distribuídos folhetos informativos e estarão expostos alguns equipamentos de segurança, como braçadeiras, coletes salva-vidas, cadeirinhas, entre outros. A Câmara Municipal da Marinha Grande associa-se a esta iniciativa do Governo Civil do Distrito de Leiria, que irá decorrer em todos os concelhos do litoral.

Sensibilização alerta para a importância da reciclagem

Valorlis ensina a reciclar nas praias A Valorlis vai estar nas praias da região durante o mês de Agosto a desenvolver acções de sensibilização, especialmente para os mais jovens. O programa tem como objectivo alertar para a importância da correcta deposição das embalagens nos ecopontos, para posterior reciclagem. “Estas acções incluirão jogos lúdicos e outras actividades divertidas, que prometem ensinar e divertir os mais e os menos jovens”, salienta Miguel Aranda da Silva, administrador-delegado da Valorlis. As actividades decorrerão sempre entre as 11h00 e as 18h00, e iniciam-se na praia do Osso da Baleia, Pombal, no dia 7 de Agosto, sábado. Já no domingo, dia 8 de Agosto, seguem para a Praia da Vieira, onde regressam no dia 22. Nos dias 14 e 21 de Agosto a

animação estará na Praia do Pedrógão, e dia 15 de Agosto, na praia de S. Pedro de Moel. “Resíduos em Movimento” na Praia do Pedrógão A exposição itinerante “Resíduos em Movimento – Uma viagem virtual” vai estar na Praia do Pedrógão entre 26 de Julho e 1 de Agosto, de segunda-feira a domingo. Esta viagem virtual pelo mundo da reciclagem, que a Valorlis proporciona pelo terceiro ano consecutivo aos munícipes da sua área de influência, está de novo na estrada, e é protagonizada pelo versus car, um camião equipado com tecnologia de ponta e com diversas actividades lúdicas e didácticas. A exposição visa ensinar e informar os cidadãos sobre a

valorização de resíduos, sensibilizando-os para a importância da reciclagem, e poderá ser vista entre as 11h00 e as 18h00 na Praia do Pedrógão, no município de Leiria. O versus car “Resíduos em Movimento – Uma viagem virtual” possui diversas actividades lúdicas e didácticas, que explicam o funcionamento do sistema de tratamento e valorização de resíduos sólidos e urbanos (RSU). Aqui, os visitantes poderão encontrar suportes com informações interactivas que visam promover a utilização racional dos recursos naturais, como por exemplo um Tetris da Reciclagem, um raio-x do aterro sanitário ou uma mesa de triagem.

Antiga fábrica da resinagem da Marinha Grande ganha “vida” A reabilitação das instalações da antiga Fábrica da Resinagem da Marinha Grande, junto à Praça Guilherme Stephens, foi aprovada por Deliberação tomada em Reunião Extraordinária de Câmara, realizada em 1 de Julho de 2010, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. Deliberada com 3 votos a favor e 4 abstenções, a reabilitação do edifício da antiga Fábrica da Resinagem, localizado em pleno Centro Histórico da Marinha Grande, visa essencialmente a sua recuperação, mantendo a estrutura actualmente existente, atribuindo-lhe uma nova função adaptada à actualidade (espaços multifuncionais destinados a comércio, serviços e à

área cultural). O conteúdo programático do projecto de reabilitação engloba alguns serviços da autarquia, uma zona de front-office e outra de back-office. A zona de front-office, de atendimento ao público, situar-se-á na fachada principal do edifício (ala poente), sendo os restantes serviços concentrados na ala nascente e distribuídos em 2 pisos. A autarquia irá ainda ocupar o novo edifício proposto, o “cubo” em vidro, sendo organizado em open-space, permitindo a sua identificação como um espaço multiusos, podendo servir para a realização de eventos pontuais, como exposições ou outras iniciativas culturais ou lúdicas.

Os espaços comerciais irão ocupar o restante edifício, sendo previstos dois grandes espaços destinados a restauração e bebidas, a localizar nos topos da ala poente e outras pequenas lojas nas alas norte e sul. O espaço exterior será parcialmente ajardinado e de uso público, com uma zona ampla para usos diversos, com acesso através de qualquer uma das alas. No pátio central, que originalmente não era coberto, será removida a cobertura existente para criar um novo espaço urbano, uma praça interior. A principal intervenção do projecto é a construção de um novo edifício, que além de funcional terá um carácter simbólico,

no que respeita às suas dimensões como pelo material predominante, o vidro. Este volume faz-se sobressair em relação ao edifício existente, porém o material que o reveste confere-lhe leveza e transparência permitindo a integração no conjunto. Com o intuito de preservar a identidade original do edifício, irá manter-se a volumetria e irão ser recuperadas, dentro dos limites possíveis, as fachadas exteriores e interiores. Apenas o interior do edifício será adaptado às necessidades programáticas do projecto. Por este motivo serão feitas algumas demolições interiores, preservando paredesmestras e outros elementos que caracterizem o imóvel.

O edifício apresenta alguns problemas relacionados com humidade (paredes e pavimentos) que provocam o desgaste nos materiais de revestimento, nomeadamente nas pinturas. Os vãos exteriores e interiores também serão substituídos pelo elevado estado de degradação que apresentam, bem como a correcção ao nível de pavimentos. Esta obra terá a duração prevista de 16 meses, com inicio em Janeiro de 2011 e um custo estimado de € 4.500.000 (quatro milhões e quinhentos mil euros).


SOCIEDADE 7

O Mensageiro 29.Julho.2010

Festas da Batalha 2010

“Amália Hoje”, Gala de Folclore e Rui Veloso As festas da Batalha aí estão de novo, com alguns nomes sonantes no cartaz a prometer repetir a enchente do ano passado. O artista mais mediático é Rui Veloso, que fechará o certame, no dia 15, mas a abertura também merece destaque, com os “Dr1ve” e “Projecto Amália Hoje” no palco do dia 13. Pelo meio, mais uma Gala Internacional de Folclore, organizada pelo rancho local Rosas do Lena, com a presença de convidados de luxo: “Wiaam Wa Moussalaha” da Argélia; Associação Folclórica

“Orballo” de Espanha; Grupo “Rythm” da Bulgária; e ainda os grupos folclóricos de Faro e de Sande (Guimarães). Mas os eventos que marcam as festas são bem mais variados, incluindo a 3.ª edição da Mostra de Actividades Económicas do Concelho, o II Torneio de Futebol “S. Nuno de Santa Maria”, tasquinhas de petiscos e diversas actuações de rua e jogos tradicionais. Destacamos o Dia do Município (14), com cerimónias civis e militares às 12h00 na Capela do Fundador

do Mosteiro, a inauguração da exposição “Festas da Batalha – Uma História com mais de 50 anos” pelas 15h30 na galeria Mouzinho de Albuquerque, e a sessão solene às 16h00 no auditório municipal, com alocução histórica por António Almeida Monteiro sobre “O Voto de El-Rei D. João I antes da Batalha Real” e o lançamento do livro “As Gárgulas do Mosteiro de Santa Maria da Vitória” de Patrícia Alho. Segue-se o tradicional encontro de emigrantes do concelho, no pavilhão multiusos.

Também no domingo haverá alguns pontos de interesse, como a caminhada entre a vila e a Golpilheira a partir das 09h30, o Grande Prémio de Atletismo “Mestre de Avis” às 10h30, que terminará com a assinatura de um protocolo de colaboração entre a autarquia e a Associação Distrital de Atletismo de Leiria. O programa pormenorizado pode também ser consultado em www.festasdabatalha.com. Luís Miguel Ferraz

Os municípios da Batalha e de Porto de Mós e o CIBA – Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota (S. Jorge) anunciaram em conferência de imprensa, no passado dia 24, um programa comum para as comemorações dos 625 anos da Batalha de Aljubarrota. Alexandre Patrício Gouveia, do CIBA, destacou a “novidade de as várias entidades que costumam organizar eventos se juntarem para dar mais relevo à data, uma decisão que se pretende continuar e desenvolver no futuro”. Este responsável adiantou que “o processo não está fechado, podendo virem a associar-se no futuro outras câmaras e entidades que o desejarem, como por exemplo de Alcobaça e Óbidos”. O convite não foi já efectuado neste ano por “querermos testar este modelo de uma forma simples, para ir melhorando”. “Esperamos melhorar a parceria agora realizada e agregar outras entidades, de modo a potenciar a celebração desta importante data histórica e também

LMFerraz

Batalha, Porto de Mós e CIBA comemoram 625 anos de Aljubarrota

o turismo cultural que ela pode atrair”, referiu João Salgueiro, presidente de Porto de Mós. “Este é um primeiro passo, que acaba por significar a união num mesmo programa das actividades que cada um organizava em separado, mas em edições futuras pensamos melhorar o cartaz e transformar esta efeméride numa ocasião especial para a promoção do património que temos e da nossa história colectiva”, reforçou Cíntia Silva, vereadora do Município da Batalha. Uma das ideias adiantadas foi a “possibilidade que realizarmos

uma reconstituição da Batalha de Aljubarrota, ao nível do que se faz noutros pontos da Europa com as batalhas medievais, que atraem milhares de turistas”, adiantou Patrício Gouveia, sublinhando que “será possível fazê-lo com baixos custos e a participação alargada da comunidade local, nomeadamente, dos mais jovens em idade escolar”. Para já, fica um programa que se estende por 15 dias, começando com a cerimónia da colocação do estandarte oficial dos 625 da Batalha de Aljubarrota na praça do Município de Porto de Mós,

no dia 1 de Agosto, pelas 12h00. A mesma autarquia promove, no dia 6 de Agosto, pelas 18h00, um colóquio sobre a Batalha Real, com o coronel Américo Henriques, no Campo de S. Jorge. No dia 7 de Agosto, caberá ao CIBA promover uma noite de animação popular medieval, no centro da localidade de S. Jorge, a partir das 18h00, em que se promete muita animação e surpresas para todas as idades. No dia seguinte, domingo, serão organizados passeios de balão, entre as 18h00 e as 21h00, prometendo uma “vista privilegiada” do ar sobre o campo militar. No fim-de-semana de 13 a 15 de Agosto, as propostas são basicamente as que se incluem nas habituais festas da Batalha, promovidas por esta autarquia. Acrescente-se, apenas, o início das celebrações oficiais, no CIBA, pelas 10h00, com uma missa campal e outros actos evocativos. Daí se seguirá para a Capela do Fundador, no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, pelas 12h00. LMF

Câmara Municipal e ARH assinam protocolo

Requalificação da foz do Rio Lis

A Câmara Municipal da Marinha Grande e a Administração da Região Hidrográfica do Centro (ARH Centro) assinaram no dia 26 de Junho de 2010, em Coimbra, um protocolo de parceria para a requalificação da foz do Rio Lis, em Vieira de Leiria, cujo projecto se designa por “Reabilitação do Sistema Estuarino do Rio Lis”. Este acto foi presenciado pelos Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Álvaro Pereira; Presidente da Administração da Região Hidrográfica do Centro, Teresa Fidelis; o Vice-presidente da Câmara Municipal, Paulo Vicente; e o Vice-Presidente da ARH Centro, José Serrano. Este acordo estipula a cooperação técnica e financeira entre a Câmara Municipal e a ARH Centro, com vista à realização de acções de reabilitação da margem esquerda do Rio Lis, entre a ponte das Tercenas e o mar. Prevê-se que o início dos trabalhos ocorra após a época balnear e terão a duração de cerca de 10 meses. A área a ser intervencionada regista acentuadas degradação e descaracterização, devidas não só às obras de regularização do rio ou utilização desregrada das áreas marginais, como à falta de ordenamento dos espaços. O ecossistema estuarino da Foz do Rio Lis reveste-se de um elevado potencial ecológico, de grande relevância para o desenvolvimento turístico do concelho da Marinha Grande, que urge preservar e requalificar.

Semanas Gastronómicas passam por Ourém e Pombal Depois do sucesso das semanas gastronómicas dos concelhos de Porto de Mós, Marinha Grande, Batalha e Leiria, é agora a vez de alguns restaurantes do concelho de Ourém e Pombal apresentarem os melhores sabores da Região alusivos aos temas “Gastronomia em Festa!” e “Sabores do Mar à Serra”, respectivamente. Organizada pela Entidade Regional do Turismo de LeiriaFátima em parceria com a Câmara Municipal de Leiria, decorre até 25 de Julho, no concelho de Leiria, a Semana Gastronómica alusiva ao tema “Leiria, Qualidade e Diversidade”. Esta é uma excelente oportunidade para apreciar paladares tão ricos

quanto suculentos, até ao próximo domingo. Depois, de 30 de Julho a 8 de Agosto existe mais um motivo para visitar Ourém: saborear a gastronomia local. O carneiro dá o mote, as migas acompanham e o Vinho Medieval de Ourém envolve. Os restaurantes conciliam sabiamente os paladares tradicionais, enraizados na ruralidade, com fórmulas contemporâneas e cosmopolitas. De Cister herdou-se o vinho Medieval, de produção complexa e artesanal pelos oureenses em adegas familiares, hoje certificado e disponível nas garrafeiras dos restaurantes. O carneiro marca a identi-

dade local: outrora presença obrigatória nos casamentos e outras festividades, é o cartão de visita da semana gastronómica, alternando-o as migas, a friginada, os enchidos e outras iguarias, afirmando a riqueza da diversidade oureense. Termine a refeição com uma sobremesa, fruto da criatividade dos Chefes, combinada com os frutos secos e secados e outras matérias-primas de produção local. A proposta é esta: revisite a história de Ourém aliando os sabores ancestrais ao burgo medieval, com o Castelo e o Palácio dos Condes, as Pegadas dos Dinossáurios, a Casa do Administrador e, aproveitando o verão, mergulhe

na praia fluvial do Agroal. Segue-se uma viagem pelos sabores do concelho de Pombal, que se estende do Mar à Serra, de 13 a 22 de Agosto. Com a realização desta Semana Gastronómica, os visitantes podem descobrir e degustar os pratos característicos do nosso concelho, que ilustram de forma saborosa os costumes de um vasto território, desde a Serra de Sicó até à Praia do Osso da Baleia. A origem de Pombal e do seu castelo remontam ao tempo dos Templários, sendo o seu mestre Gualdim Pais, que lhe concedeu foral em 1174. Terra de história riquíssima, tem no Marquês de Pombal a sua figura de referência.

Pretende-se assim desta forma valorizar e divulgar a riqueza gastronómica de um concelho cheio de histórias, saberes e sabores, permitindo igualmente a promoção dos seus mais nobres produtos regionais, onde se destaca o queijo, o mel, o azeite, o cabrito, entre tantos outros.


8 ECLESIAL

O Mensageiro 29.Julho.2010

REVISTA DE IMPRENSA (2) A imprensa tem trazido para as primeiras páginas alguns temas que parecem estar na ordem do dia: por um lado a visita do presidente da república a Angola (com a comitiva mais representativa de sempre), por outro lado as questões relacionadas com o projecto do PSD para rever a Constituição, com as inúmeras vozes concordantes e discordantes, não esquecendo as palavras que o Presidente da Comissão Episcopal Social proferiu na sequência do Conselho Consultivo da Pastoral Social, de que fazemos destaque nesta semana. O leitor incauto poderá não estar preparado para verdadeiramente tomar consciência da importância destes temas, sobretudo porque surgem num momento em que grande parte está em merecido gozo de férias, tempo em que as leituras servem mais para distracção e ocupação do tempo do que propriamente para uma reflexão e debate. Senão vejamos. O caso da proposta de revisão da Constituição, parece-nos ser de maior relevância politico-social, que corre o risco de avançar sem verdadeiramente ser discutido logo no preâmbulo. A Constituição é a carta magna de um povo e de um país. Ali se espelha em moldura institucional aquilo que é a filosofia de vida, a consciência colectiva de um povo. A Constituição portuguesa espelha, a alma portuguesa. Por isso mesmo parece-nos ser sério demais para ser tratado com tanta ligeireza e despreocupação como vai sendo. Não pode ser o resultado de umas cabeças pensantes e iluminadas que de um momento para o outro se decidem a fazer umas propostas mais ou menos caprichosas, mesmo que bonitas, interessantes e até justas. A Constituição, e qualquer revisão que se proponha fazer-lhe, tem que ser a expressão do sentir do povo, deve ser o resultado de diálogos, debates e estudos, aprofundados, e se possível a partir das chamadas bases. Deveria, por isso, ser discutida ao nível concelhio, das associações e organizações instituídas, sobretudo nos aspectos que às mesmas dizem respeito. Não pode ser de ânimo leve que de um momento para o outro se põe em questão todo o sistema social e educativo que molda a fisionomia portuguesa. O que deve importar é conhecer e saber o que é que o povo quer. E será a partir daí que os vários partidos deverão fazer as suas propostas para alcançar os objectivos que o povo quer na sua formação. Por isso, se há questões que merecem um referendo nacional, esta é uma delas. Se a questão é assim tão profunda e grave, porque razão ela é posta de forma tão banal e leviana num momento em que o país atravessa uma crise profunda e em que a Assembleia fecha para férias e o país todo está imerso na monotonia das férias? Só poderá ser por interesses que não se vêem nem se falam. Ou seja, a forma, a pressa e a oportunidade da discussão parecem esconder alguma coisa que passa ao lado? O leitor deve estar atento. Nem tudo o que é propagandeado e apresentado com contornos bonitos, arejados e liberais tem de facto esses objectivos. Como cristãos, deveremos ser críticos e atender a estas manobras políticas que certamente irão beneficiar alguns, mas “trazem água no bico”, quando aparecem de forma tão mediática como se pode ver. Não deixemos que o comboio passe sem que pare na nossa estação. Entremos nele, e antes da partida vejamos se de facto ele é o comboio que nos leva ao destino que queremos. Assim recordo aquele homem que há dois mil anos atrás não embandeirou em arco, mas diante das propostas aliciantes da lei, se debruçou no caminho e escreveu no pó da estrada, deixando ao critério dos seus opositores a coragem de se decidirem verdadeiramente pelo que lhe queriam imputar a Ele.

Padre Rui Ribeiro

Férias ao ritmo das tradições religiosas Férias e festas são bens do tempo comum. Entre Pentecostes e Advento, o tempo perde alguma solenidade, mas ganha em popular criatividade. Às solenes festas do Senhor sucedem-se as festas dos santos. Há como que um transcurso do universal culto para a particular devoção. Logo a seguir ao Domingo de Páscoa já se identificam sinais de Assunção Mariana, como se vê no caso de Nossa Senhora de Mércoles (à quarta-feira) que, em Castelo Branco se festeja na quartafeira a seguir à Páscoa, como que em prólogo ao longo ciclo Mariano: ciclo da alegria. Se a festa universal do Corpus Christi (ou Corpo de Deus) de algum modo, pela memória da instituição eucarística, representa o maior mistério em pleno tempo comum, a solenidade de Nossa Senhora da Assunção vem a ser como que o eixo de todas as festas, marianas ou santorais, que se celebram por toda a parte sob milhentas invocações, quer antes quer depois da Assunção. É um período já estival, desde o diluir da Primavera ao ascenso do Outono, período esse que poderíamos, brincando, situar entre o começo das cerejas e o fim das uvas. São Martinho começa a ficar um pouco longe, sobretudo porque as férias já foram e as levas de pessoal que vem de longe à terra, já houveram de regressar. A urbe tem menor sentido do entrosamento férias/festas, porque acedeu a um grau de profanidade, derivada da insubsistência da vida citadina fruto da difícil tarefa de se constituir em comunidades festivas. O mundo rural prevalece no uso e costume da sua religiosidade, em que profano e sagrado se entrosam, mediante uma recepção dos valores tradicionais e uma ampliação de factores modernos. O fenómeno da emigração despovoou aldeias, paróquias e anexos. Em cada ano se instituíam um ou dois casais no cargo de mordomos da festa, para que esta tivesse lugar no tempo e no momento assinalados. A santa ou o santo como que se tornavam afilhados dos mordomos, por isso que estes, contraindo como que parentesco, passavam a tratar-se por comadres e compadres. Hoje, aldeias despovoadas, este vínculo de festiva fraternidade comunial privilégio, tornou-se difícil, pelo que as mordomias são por via de regra substituídas por Comissões de Festas das

Paróquias, ou, em algumas anexas, já se realizam festas religiosas aos oragos locais ou às imagens de capelas e de ermidas, organizadas por colectividades de cultura e recreio em sintonia cooperativa com a sede paroquial. Ao despovoamento responde a compensação da visita dos filhos emigrados. Vêm de França, da Inglaterra, da Alemanha, mesmo (embora menos) da América, talvez mais nos Açores. Enchem as aldeias. Crianças bilingues brincam nas ruas, conhecemse e identificam comunidade de raízes. Falam umas com as outras, em línguas estranhas e, com os residentes em português. A par escutamos os sons do francês de Paris e os arcaicos fonemas do português transmontano, beirão ou alentejano. Sem o regresso dos emigrantes, por três ou quatro semanas, a religiosidade popular seria coisa do passado, mas os emigrantes revigoram a tradição. Querem a festa. Para eles é o prato sacral da viagem: o regresso às raízes, a partilha das aventuras, dos bens e dos males, o deleite dos reencontros e, ainda, o retomar o sabor das boas coisas da terra. Alteram o ritmo do quotidiano, até na ordem económica. Por via de regra abonados (porque a prudência os induziu à poupança) esgotam manhã, manhãzinha, os produtos tradicionais de comes e bebes nos mercados semanais da vila. Compram, tanto para consumir na terra, como para levarem para os países onde trabalham. A economia rural beneficia. A mulher dos quei-

jos sabe que estratégia seguir para obter maior margem e ter a venda garantida. E o mesmo se diz do homem dos enchidos e dos presuntos e do engarrafador de vinhos. Estes regressos têm a dupla valência de turismo e de peregrinação. A loca sancta é a terra natal. A imagem divina é a que o santo festejado transmite. Muitas pessoas que, em férias, dão um útil apoio aos festeiros, sobre tudo contribuindo com meios materiais, talvez não hajam recebido da Igreja mais do que o Baptismo ou, no caso de gente casada, além do Baptismo, o Matrimónio. A festa será a única catequese por essa muitíssima gente vista, ouvida e aprendida. Tudo em religioso sincretismo: o arraial, os foguetes, o bazar, a quermesse, os festões, as bandeiras, as flores pelas ruas, os tapetes de pétalas, a procissão, as colgaduras nas janelas e nas sacada. As ruas varridas, por elas passará o Santo Lenho, nas mãos do senhor Prior, solene, sob o pálio, a cujas varas pegam homens de honra, todos os da comunidade desejando esse privilégio. E a banda de música, e o andor ou os andores, os santinhos felizes, vê-se que sorridentes, nos floridos tronos em que os põem para a viagem processional (triunfo, saída em glória) - os andores. A honra de pegar a uma perna do andor, ou em certas localidades, a honra de meter a imagem na capela, até para o ano que vem. Finda a procissão, dada a bênção final, saídos o Santo Lenho, o pálio

e o sacerdote, arrematam-se as pernas do andor. Quem dá mais? Promitentes ao desafio, mas também, mocidade e gente madura, em compita ao social, para ganhar o privilégio de meter a imagem na ermida, dando a festa por finda. Outra começa depois: a música e, também, esses barulhentos pum-puns dos conjuntos, pela noite fora, animando outro segmento de comunidade. Onde vais? - À festa. De onde vens? - Da festa. Pelo contraste do som de voz se entende o enigma do júbilo e do retorno ao quotidiano. A religiosidade popular é um campo expectante. Precisa, não de interditos, mas de catequeses. Não se pode proibir um povo de adornar uma imagem com notas de banco. Tem de se instruir, com paciência, até ser ele, povo, a mudar o costume. Num campo expectante tudo é possível: lavrar, plantar, semear, ou joio, ou cizânia, ou pão e trigo. Quando se minora o compromisso com a religiosidade popular, abrimos as portas ao êxito de grupos, de seitas e de insólitas piedades religiosas. Se nada houver de excessivo nos costumes, se estes apenas forem expressão de alegria e de comunhão, sigamos o povo. Na procissão, o Pastor dos Pastores vem atrás. O rebanho não se perde. E o tempo comum é ainda tempo de Igreja. J. Pinharanda Gomes


DIOCESE 9

O Mensageiro 29.Julho.2010

BREVES

“Com os idosos, nós aprendemos a memória da fé”

Igreja assinala “Dia dos Avós” A transmissão da fé aos netos é uma das tarefas mais importantes dos avós, considera o presidente da Federação das Instituições de Terceira Idade (FITI), José Carlos Borges Batalha. Em entrevista à Agência Ecclesia, o também director do Centro Social Paroquial da Azambuja sublinha que, “com os idosos, nós aprendemos a memória”. “É fundamental que possamos potenciar a transmissão das coisas importantes. A nossa sociedade vive a ausência de valores. É aqui que os idosos têm também um papel pedagógico extraordinariamente importante de ensinar às crianças tudo o que tem a ver com a sua vida cristã”, salientou. A FITI organizou a primeira peregrinação nacional a Fátima no passado Domingo, véspera do “Dia dos Avós”, que se assinalou na segunda-feira, 26 de Julho, data em que a Igreja Católica evoca a memória de São Joaquim e Santa Ana, pais de Maria e avós de Jesus. “Quisemos que esta peregrinação fosse um apelo para que em todos os domínios da vida em sociedade redescubramos um espírito de solidariedade inter-geracional”, afirmou o dirigente, salientando que a iniciativa, que contou com o patrocínio da Primeiradama, Maria Cavaco Silva, pretendeu chegar “à família alargada”. O programa do encon-

Em honra de Nossa Senhora do Desterro

Ribeira de Cima em Festa

Nos próximos dias 30 e 31 de Julho, 1 e 2 de Agosto realiza-se a tradicional festa em Honra de Nossa Senhora do Desterro, padroeira da Ribeira de Cima, Porto de Mós. Os festejos iniciam no dia 28, quarta-feira às 20h00, com uma preparação espiritual, com missa. Na sexta-feira haverá um Torneio de Sueca, às 20h00, e um baile com o organista “LF Music Alive” às 22h00. No sábado realiza-se o peditório, às 10h00, a abertura do arraial será às 16h00, e o serviço de restaurante inicia às 19h00. Durante a noite haverá o torneio de matraquilhos às 20h00, e o baile com o organista “Fokaenergie”. No domingo a recolha de ofertas será às 9h30, a missa solene seguida de procissão às 12h30 e a abertura do restaurante às 13h00. À tarde realiza-se a venda de ofertas, a quermesse, e actuará o Grupo de Concertinas da Barrenta. O baile será animado pelo conjunto musical “Fusão”. No último dia de festa a missa solene pelos confrades vivos e falecidos será às 18h00. Pelas 20h00 realiza-se a corrida de frangos e quebra púcaras.

tro incluiu uma missa, presidida pelo presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social, D. Carlos Azevedo, e um espectáculo organizado pela Associação Nacional das Famílias Numerosas. Para José Carlos Batalha, é “essencial reforçar a capacidade da família para prestar apoio aos seus membros”, responsabilidade que “cabe também às instituições” e em particular à FITI, “enquanto representante de organismos que trabalham com pessoas idosas”. “O envelhecimento só constitui problema porque a nossa sociedade não está

devidamente configurada com a população idosa”, frisou o presidente, acrescentando que as estruturas sociais têm de operar “uma mudança fundamental” no modo como valorizam o papel dos idosos. Santuário de Fátima organizou peregrinação O Santuário de Fátima, por seu lado, organizou a 11.ª Peregrinação Nacional dos Avós, iniciativa que começou este Domingo à tarde com o acolhimento, prosseguindo à noite com a recitação do Rosário. O momento principal do encontro ocorreu hoje de manhã, com a missa na igre-

ja da Santíssima Trindade, em que participaram centenas de avós, acompanhados pelos filhos e netos. O reitor do Santuário, padre Virgílio Antunes, que presidiu à eucaristia, destacou o contributo dos avós na educação dos netos para “o acolhimento, a proximidade, o amor e a entreajuda aos mais frágeis”, mas reconheceu que o seu papel é hoje mais difícil. No final da celebração, os avós consagraram-se a Maria, mãe de Jesus, confiando-lhe os seus filhos e netos. Com Santuário de Fátima

particularidade de incorporar elementos intimamente ligados à iconografia de Fátima, como é o facto de o conjunto das hastes das rosas cercar o coração cintado pelos espinhos de uma delas e de o conjunto incorporar um rosário de ouro e pérolas brancas. A Rosa de Ouro alude, assim, através destes símbolos, ao Coração Imaculado de Maria e ao título com que a Virgem Maria é venerada no Santuário de Fátima. No acto da entrega, Bento XVI referiu-se à sua oferta do seguinte modo: «a Rosa de Ouro que trouxe de Roma, como homenagem

“A Iniciação Cristã - Liturgia e catequese” é o tema do XXXVI Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica que termina no dia30 de Julho, em Fátima. Quatro conferências serão os momentos centrais da iniciativa: “A Iniciação Cristã. Problemática actual” (D. António Marcelino, Bispo Emérito de Aveiro); “O Ritual da Iniciação Cristã dos Adultos. Apresentação” (Cón. João da Silva Peixoto); “O Catecumenado. Processo de iniciação e de re-iniciação cristã” (padre Francisco Machado Couto); “Os Sacramentos da Iniciação Cristã (Cón. Luís Manuel Pereira da Silva). Como habitualmente, a Escola de ministérios abordará uma série de questões específicas.

Peregrinação dos acolhedores ao serviço do Santuário

Rosa de Ouro integra a exposição ouro e pérolas e envolve, ao centro, um coração de prata, à frente do qual se encontra uma haste de espinhos. A base é constituída por um vaso na cor da prata com decoração incisa, mostrando, ao centro, o brasão, dourado, do Papa Bento XVI e a data “XIII-MAII-MMX”. Para além de se sentir honrado com a distinção que, pela segunda vez, recebe da Santa Sé, o Santuário de Fátima lê com muito contentamento a singularidade de a Rosa de Ouro ter sido enriquecida com símbolos especificamente ligados a Nossa Senhora do Rosário de Fátima. Esta peça tem a

XXXVI Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica

“Reparte com alegria como a Jacinta”

“Fátima Luz e Paz” Dois meses depois da peregrinação de Bento XVI ao Santuário de Fátima, a oferta com que o romano pontífice distinguiu este Santuário pode agora ser vista na Exposição “Fátima Luz e Paz”. Inventariada com o n.º 439-PHA.I.150, tratase de uma peça de ouro, prata, pérolas e mármore, executada nas oficinas de ourivesaria Irmãos Tavani (Roma) e constituída por um ramo com quatro rosas de diferentes dimensões, com diversas hastes e folhas. O ramo de rosas é entrelaçado por um rosário de

“A Iniciação Cristã - Liturgia e catequese”

de gratidão do Papa pelas maravilhas que o Omnipotente tem realizado por Vós no coração de tantos que peregrinam a esta vossa casa maternal». Juntamente com o cálice (MSF - Inv. n.º 440PHA.I.151) que o Papa Bento XVI depositou nas mãos do bispo de Leiria-Fátima, a Rosa de Ouro pode agora ser contemplada na última sala da exposição “Fátima Luz e Paz”, patente ao público no edifício da Reitoria do Santuário de Fátima. Marco Daniel Duarte, Museu do Santuário de Fátima

Como vem sendo habitual desde há 24 anos a esta parte, no primeiro domingo de Agosto, o Santuário de Fátima convida os seus voluntários que trabalham nos Postos de Informações a participar na Peregrinação Anual dos Acolhedores. A peregrinação está agendada para 1 de Agosto e assume como lema o mesmo que o Santuário propõe este ano “Reparte com alegria como a Jacinta”, isto porque se celebra o Centenário do Nascimento da vidente Jacinta Marto. O Santuário de Fátima possui actualmente três postos de acolhimento e informação onde funcionários e voluntários estão ao serviço dos peregrinos e visitantes deste local, dois na Cova da Iria, um deles mesmo na proximidade da Capelinha das Aparições, e um em Aljustrel. Com base nas estatísticas fornecidas pelo Serviço de Peregrinos do Santuário de Fátima, 145.081 pessoas foram atendidas individualmente no ano de 2009 nos Postos de Informações do Santuário. Em termos de registo de grupos, dirigiram-se aqueles locais 5680 grupos de peregrinos.


10 ECLESIAL

O Mensageiro 29.Julho.2010

Tempo Comum (01/08/10)

ANTÍFONA DE ENTRADA: Salmo 69, 2.6 Leitura I: Co (Ecle) 1, 2; 2, 21-23 Salmo Responsorial: Salmo 89 (90), 3-6.12-14.17 (R. 1) Refrão: Senhor, tendes sido o nosso refúgio através das gerações. Repete-se Leitura II: Col 3, 1-5.9-11 Aclamação ao Evangelho: Mt 5, 3 Refrão: Aleluia. Repete-se Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus. Refrão EVANGELHO: Lc 12, 13-21 Naquele tempo, alguém, do meio da multidão, disse a Jesus: «Mestre, diz a meu irmão que reparta a herança comigo». Jesus respondeu-lhe: «Amigo, quem Me fez juiz ou árbitro das vossas partilhas?». Depois disse aos presentes: «Vede bem, guardai-vos de toda a avareza: a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens». E disse-lhes esta parábola: «O campo dum homem rico tinha produzido excelente colheita. Ele pensou consigo: ‘Que hei-de fazer, pois não tenho onde guardar a minha colheita? Vou fazer assim: Deitarei abaixo os meus celeiros para construir outros maiores, onde guardarei todo o meu trigo e os meus bens. Então poderei dizer a mim mesmo: Minha alma, tens muitos bens em depósito para longos anos. Descansa, come, bebe, regala-te’. Mas Deus respondeu-lhe: ‘Insensato! Esta noite terás de entregar a tua alma. O que preparaste, para quem será?’. Assim acontece a quem acumula para si, em vez de se tornar rico aos olhos de Deus». Palavra da salvação.

Cânticos | XIX Domingo do Tempo Comum (08/08/10) INÍCIO: Escutao, Senhor, a voz do meu clamor – Lau 344 Escutai Senhor a prece – Lau 343

Janela sobre a Missão

A minha terra de missão Dois anos… já passaram dois anos desde que regressei de Angola. E pergunto a mim mesma: já passaram mesmo dois anos?! Sim passaram, é difícil sentir que passaram dois anos, mas sei que o tempo foi e vai passando, que as saudades vão fazendo parte do dia a dia, e que os momentos vividos na missão são constantemente partilhados com todos os que me rodeiam, mesmo aqueles que não conheço mas que, por alguma razão, precisam de me questionar: “o que foi que te fez deixar tudo cá e ir para a Missão do Gungo? O que fazias lá? Como é agora voltar?”. Não é fácil traduzir por palavras o que o coração sente quando vai, quando volta, e agora, passados dois anos… Mas sei, e tenho a certeza, que o que me fez partir em 2006 para Angola por dois anos é o mesmo que me faz querer estar cá agora, é o mesmo que me faz acreditar que todos somos (podemos ou devemos ser…) missionários, estejamos onde estejamos e que a missão de cada um está na

entrega do seu coração ao serviço dos outros, e a Deus nos outros, seja qual for a morada de residência. Em 2006 diziam-me que é preciso muita coragem para deixar família, amigos e emprego estável para partir para uma missão isolada nas montanhas em Angola… Sim, é preciso realmente coragem para partir para um mundo que não conhecemos, um mundo muito diferente do nosso… Mas sentia que tinha, mais que a coragem de o fazer, um amor muito grande para partilhar, um amor que me deu e continua a dar a força de querer partilhar o amor do Pai… Precisava de dizer, a quem ficava cá, que também aqui é preciso muita coragem, que a coragem de quem fica é tão grandiosa como a de quem parte… É preciso muita força, muito amor para dar continuidade à missão cá. E quando falo da missão não falo apenas do Grupo Missionário Ondjoyetu, mas de toda a missão que cada um tem na nossa diocese, quer seja padre ou leigo…

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Leituras | XVIII Domingo do

Porque também eu fiz parte da missão de outros que partilharam comigo o amor do Pai, e foram eles que me ensinaram a querer deixar este mundo melhor do que encontrei. Por isso senti que cabia também a mim mostrar aos outros a beleza desta missão. Hoje quando me perguntam : “Pensas voltar? Quando regressas?” Sim tenho a certeza que voltarei, sem dúvida que voltarei. Mas hoje também sei que a minha missão é cá, junto da minha família, do grupo missionário, dos escuteiros, da catequese, do meu trabalho… Não sei o que me espera no futuro, mas vale a pena seguirmos Aquele que nos ensinou a amarmo-nos uns aos outros como Ele nos amou. Não é fácil voltar depois de viver uma entrega tão

grande aos outros, numa tão grande simplicidade, num mundo tão parecido e, ao mesmo tempo, tão diferente do nosso, onde a vontade de querer aprender, de querer ouvir a palavra de Deus é tão grande… Mas a missão começa onde está o nosso coração, embora o meu permaneça ainda um pouco nas montanhas do Gungo, é aqui e agora que ele está. Obrigada a todo o povo do Gungo, à grande família que lá deixei por me ajudar a ser missionária e obrigada a todos os que comigo estão na missão de cá por continuarem acreditar que vale a pena a entrega feita e por me ajudarem a fazer parte dela. Twkasi Olondjanja Viosy Estamos Juntos Sempre “Mãezinha” - Sónia Cruz

é aquele que os produtores desejavam. Ou ver batata a estragar-se porque toda a gente não a quis vender à espera que o seu preço subisse. Sei que muitas vezes isso acontece por razões económicas ou políticas, mas é uma pena ver que de facto o mundo tem potencialidades para que todos possam ter o suficiente. Na primeira leitura, temos uma reflexão do “qohélet” sobre o sem sentido de uma vida voltada para o acumular bens... Embora a reflexão do “qohélet” não vá mais além, ela constitui um patamar para partirmos à descoberta de Deus e dos seus valores e para encontrarmos aí o sentido último da nossa existência. A Desilusão de que fala a primeira leitura nasce desta incapacidade para poder chegar a todo o lado, de ajudar todos os que precisam, de pretender ter uma boa vida, esquecendo que o mais importante é ter uma boa vida. A segunda leitura convida-nos à identificação com Cristo: isso significa deixarmos os “deuses” que

nos escravizam e renascermos continuamente, até que em nós se manifeste o Homem Novo, que é “imagem de Deus”. S. Paulo vem dizer-nos para aspirarmos às coisas do alto, para procurarmos encontrar a nossa vida verdadeira em Deus, conformando os nossos critérios de acção com Cristo e com a sua mensagem. Assim seremos capazes de encontrar critérios de vida, dando a verdadeira importância a cada coisa, procurando sobretudo que aquilo que fazemos não apenas não prejudique os outros, mas sobretudo que os possa ajudar a ter uma vida cada vez melhor. Que não fiquemos desiludidos com o género humano, como muita gente diz, mas vamos procurar que ele seja cada vez melhor, porque somos nós que fazemos parte género. Nós somos homens e mulheres, por isso não nos podemos descartar das nossas responsabilidades.

SALMO RESPONSORIAL: Feliz o povo que o Senhor escolheu – Lau 392 APRESENTAÇÃO DOS DONS: Se vos amardes uns aos outros – Lau 749 Onde há caridade verdadeira – Lau 626

AO SABOR DA PALAVRA

COMUNHÃO: O Senhor alimentou-nos – Lau 579 Eu sou o pão vivo descido do céu – Lau 375/6 O pão que o Teu amor nos dá – Lau 571 Buscai o alimento – Lau 187 PÓS-COMUNHÃO: Saboreai como é bom – Lau 726 Glória a Ti Jesus Cristo – Lau 411 FINAL: És Senhor minha força – Lau 341 Quem me seguir – Lau 708

Pe. Francisco Pereira pe.francisco@mac.com

Desilusão 18.º Domingo do Tempo Comum

Sábado 19h00 – Sé 19h30 – Franciscanos

MISSAS DOMINICAIS

Domingo 08h30 – Espírito Santo 09h00 – Franciscanos 10h00 – Paulo VI 10h00 - S. Francisco 10h30 – Franciscanos 10h00 – S. Romão 11h00 – S. Agostinho 11h00 – Hospital 11h45 – Cruz da Areia 11h30 – Seminário e Sé 18h30 – Sé 19h30 – Franciscanos 21h30 – Sª Encarnação

O homem afadiga-se cada dia para construir um futuro cada vez melhor para si, mas o que constatamos muitas vezes é que o homem vive cada vez mais desiludido com as coisas que existem à sua volta. Todos nós, no nosso dia a dia, constatamos muitas vezes que todo o progresso do mundo, a sua riquea, a sua capacidade tecnológica acaba por beneficiar apenas uma pequena parcela de pessoas no Mundo.

É disso que a liturgia nos fala, o senhor alertanos para descobrirmos as verdadeiras prioridades no mundo. No Evangelho, através da “parábola do rico insensato”, Jesus denuncia a falência de uma vida voltada apenas para os bens materiais: o homem que assim procede é um “louco”, que esqueceu aquilo que, verdadeiramente, dá sentido à existência. Aquele senhor riquíssimo, que tinha tudo, que quis guardar a colheita só para si, que não dispôs dos seus bens para ajudar os mais pobres mas se preocupou apenas em amealhar acaba por não usufruir da sua riqueza, do trigo que os seus campos produziram. Para quem ficou esse trigo que sobrou? Quem beneficiou dessa riqueza? Certamente não foram os que dela mais precisavam: os pobres e famintos. Por isso me incomoda ver couves a apodrecer nos campos porque o seu preço não compensa aos seus donos o trabalho de as apanhar. Ou por ver fruta a ser lançada ao lixo porque o seu preço de venda não


IGREJA EM PORTUGAL 11

O Mensageiro

29.Julho.2010

Jornada Mundial da Juventude

Pastoral juvenil canaliza energias Os responsáveis pela Pastoral Juvenil em Portugal têm vindo a canalizar energias para a participação na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2011, em Madrid, dinâmica na qual se insere a vinda ao nosso país da Cruz e do ícone da JMJ. O percurso pelas dioceses portuguesas, de 8 a 20 de Agosto, passando pela primeira vez pelos Açores, será acompanhado com atenção pelos responsáveis espanhóis, que esperam uma grande presença lusitana na Jornada do próximo ano. Javier Igea, director do departamento de pastoral juvenil da Conferência Episcopal Espanhola, refere à Agência Ecclesia que o percurso da cruz da JMJ pelo nosso país será um momento marcante para a Igreja Católica em Portugal. Javier Igea destaca que, por norma, a Cruz percorre apenas o país que hospeda a JMJ no ano anterior à realização da Jornada, mas neste caso “pareceu bem aos organizadores que percorresse a nação irmã de Portugal, com quem estamos tão unidos”.

Sobre a participação lusitana, o director do departamento de pastoral juvenil da Conferência Episcopal Espanhola espera que seja “uma graça para os jovens portugueses, de encontro com Cristo” e que a delegação do nosso país leve “a sua fé e tradições para enriquece a sociedade espanhola”. “Esperamos crescer em comunhão e sair fortalecidos na fé e em Cristo”, acrescenta. Depois de ter sublinhado a importância da peregrinação da Cruz da JMJ para o evento de Madrid, Javier Igea deixa nas mãos da Igreja Católica em Portugal outros momentos de promoção e mobilização, seja para inscrições, seja para o recrutamento de “voluntários”. A peregrinação pretende motivar a participação no próximo encontro mundial dos jovens, dado que a Cruz e o ícone mariano que a acompanha, o mais importante de Roma, são os objectos materiais polarizadores da iniciativa. O coordenador executivo da Pastoral de Jovens da Arquidiocese de Braga, Alberto Manuel Gonçalves, 33

anos, lembra-se da primeira vez que recebeu a cruz da JMJ na cidade dos arcebispos, em Outubro de 2003, já então como coordenador do Departamento. “Esteve muita gente à espera que a Cruz chegasse a Braga, mas como ela se atrasou – chegou pela uma da manhã – as pessoas acabaram por se ir embora”, recordou em entrevista à Agência Ecclsia. “No dia seguinte – prosseguiu – fomos surpreendidos pela quantidade de pessoas que foram à Sé para a adorar e tentar perceber porque é que ela estava a fazer a peregrinação por Portugal.” A Pastoral da Juventude lembrou-se de oferecer cruzes aos participantes na missa celebrada na catedral, que foram entregues pelo arcebispo, D. Jorge Ortiga: “Mandámos fazer 1500 e não chegaram”, disse o responsável, sublinhando que a adesão dos fiéis superou as expectativas. “Uma coisa que nos surpreendeu – acrescentou – foi o facto daquela cruz, que poucas pessoas tinham a noção do que era, ter tido um respeito enorme”. Além de um cartaz,

a Sé Primaz foi decorada com motivos evocativos de uma caminhada “até algo de muito importante”: a Jornada Mundial da Juventude, que haveria de realizar-se em 2005 na cidade alemã de Colónia. A presença da Cruz reflectiu-se na quantidade de jovens da arquidiocese, 450, que participaram nesse encontro, o primeiro a ser presidido pelo Papa Bento XVI. Em 2010, a Cruz e o ícone que a acompanha – uma representação de Maria – vão ser recebidos a 8 de Agosto, pelas 20h30, prevendo-se a sua chegada uma hora depois à igreja de São Vítor, em Braga, onde decorre uma celebração baseada em leituras bíblicas. A Cruz é depois transferida para a catedral, onde será entregue aos representantes das dioceses de Vila Real e Bragança. Nesse dia vai ser apresentado o cartaz que o Departamento da Juventude da arquidiocese preparou para a próxima Jornada Mundial da Juventude, que se realiza entre 16 e 21 de Agosto de 2011, assim como as fichas de inscrição para o evento.

Emoções no festival Jota Centenas de jovens cristãos acolheram o convite de estar no festival jota deste ano. O dia de sábado foi preenchido por fóruns e workshops. Entre a formação e a diversão, a juventude colocava o seu entusiasmo nas actividades distribuindo gargalhadas no encontro com a natureza. Este dia, 24 de Julho, iniciava com sons de Taizé na oração da manhã que lançava os jovens para um dia recheado. Os fóruns preencheram a manhã, levando os jovens a reflectir sobre temas como o Amor, as jornadas Mundiais da Juventude, a reconciliação ou as redes sociais. Os participantes tiveram a oportunidade de escolher dois fóruns do seu agrado. Pedro Bandeira, da diocese de Aveiro, esteve presente no fórum sobre a reconciliação porque precisava de repensar este

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Formação e actividades na praia do Taboão

sacramento “é preciso tempo para nos deixarmos abrir à reconciliação e foi um fórum onde se desencadearam muitas questões interessantes.” Já a Sónia, da diocese do Porto, participou no fórum aprender a Amar e confessou que o tema leva os jovens a reflectir em algo que parece banal, “mas que aqui foi colocado de outra forma, facilitada e original”. Já a tarde transformouse em dinamismo neste espaço natural. Mergulho

e canoagem no rio Coura, folclore minhoto em plena relva, btt a passar a grande velocidade, hipismo, dança (na foto) e tiro ao alvo podiam ser vistas por quem passasse na praia fluvial do Taboão. No hipismo a Agência Ecclesia encontrou a Susana e Miguel, da diocese do Algarve, que aproveitaram este workshop para andar pela primeira vez de cavalo. Ambos concordavam ser “animado e mais fácil do que pensavam.”

Já ao som de concertinas e castanholas Carla Lima classificava como “uma experiência engraçada” o workshop de folclore. Esta voluntária do jota e da diocese de Viana do Castelo tirou alguns minutos do dia para participar desta actividade “uma vez que nos ensina o folclore das nossas origens.” O final da tarde foi embalado pelos acordes das bandas participantes do “teu palco”, concorrentes ao prémio revelação do Festival Jota 2010. Pela relva os jovens estendem as toalhas e descansam ao som desta música de inspiração cristã a fim de retemperar forças para mais uma noite de concertos. Na noite de sábado são esperados os grupos Anima Christi, Raffaele Giacopuzzi, Coração profético, João Pedro Neves e Brotes de Olivo para mais um rol de concertos.

BREVES Viseu

Assembleia diocesana abre Sínodo O Sínodo da Diocese de Viseu, que decorre entre 2010 e 2015, vai ser aberto a 10 de Outubro com uma assembleia na qual se aguardam cerca de duas mil pessoas. A agenda do encontro está dividida em quatro tempos, cada qual antecedido pela actuação de grupos musicais das cinco zonas pastorais do território. O primeiro momento da reunião será dirigido pelo bispo diocesano, D. Ilídio Leandro, que terá ao seu lado o coordenador do Sínodo (o padre Vigário Episcopal da Pastoral) e um convidado. Os três oradores vão apresentar o itinerário sinodal, incluindo a explicação do seu lema (“Em Comunhão para a Missão”), símbolo e cartazes, prevendo-se também uma alocução intitulada “Sínodo, um projecto de renovação para a Igreja”. A segunda fase do encontro começa pela exposição dos aspectos fundamentais da constituição “Lumen Gentium”, documento sobre a Igreja aprovado no Concílio Vaticano II (1962-1965), seguindo-se a comparação desse texto com a realidade actual da diocese. As restantes constituições conciliares – “Dei Verbum”, sobre a Palavra de Deus, “Sacrosanctum Concilium”, acerca da Liturgia, e “Gaudium et Spes”, que foca a relação da Igreja com o mundo – vão ser objecto de análise durante a terceira parte da assembleia, incluindo o confronto das orientações desses documentos com as prioridades que a diocese tem vindo a estabelecer. O programa termina com a apresentação do regulamento, metodologia e programa para o quinquénio durante o qual o Sínodo se realiza, sendo prestada uma atenção particular ao plano de actividades para o primeiro ano. O encontro decorrerá provavelmente no Pavilhão Multiusos de Viseu, cuja utilização foi pedida pelo bispo diocesano, D. Ilídio Leandro, à Câmara Municipal. “Queremos que a assembleia se realize no centro da cidade”, simbolizando “o centro da sociedade para a qual a Igreja é enviada”, afirmou o prelado à Agência Ecclesia.

«Passo-a-rezar.net»

Bíblia e beleza numa reflexão Pedro Ganger e Susana Arrais dão voz a textos inéditos do padre José Tolentino Mendonça, numa iniciativa intitulada “Sete pausas na beleza” que vai estar disponível apenas em formato áudio, através do site “Passo a Rezar”(www.passo-a-rezar.net). Os responsáveis do site explicam em comunicado enviado à Agência Ecclesia que convidaram o sacerdote e poeta madeirense para escrever “sete textos inéditos sobre a beleza”. “O padre Tolentino inspirou-se naquilo que ele considera os sete textos mais belos da Bíblia e escreveu os conteúdos para sete «momentos de pausa» que o site passo-a-rezar.net vai oferecer em formato mp3 e para download gratuito”, indica o comunicado. No site, a iniciativa é apresentada em forma de convite: “A beleza visita-nos com o jeito da surpresa. Comove os sentidos e toca a alma bem no seu centro. No Verão, talvez o teu tempo dos lugares longínquos e estranhos, o passo-a-rezar.net oferece-te, além das orações para cada dia, as «pausas» e a beleza que só a Bíblia pode dizer”. Os actores Pedro Granger e Susana Arrais foram as vozes escolhidas para dar vida aos textos do padre José Tolentino Mendonça, que estão disponíveis para os mais de 9 mil utilizadores diários do passo-a-rezar.net. Este projecto é uma iniciativa do Secretariado Nacional do Apostolado da Oração, uma obra da Companhia de Jesus (jesuítas) que se dedica à promoção da oração pessoal.


12 IGREJA NO MUNDO

O Mensageiro 29.Julho.2010

Futuro da Igreja no Gana

BREVES Fortalecer o intercâmbio de experiências

Encontro da Pastoral da Comunicação Social

Os bispos e secretários dos sectores de Comunicação Social das Conferências Episcopais da Colômbia, Equador, Venezuela, Peru e Bolívia realizam um encontro, de 28 a 30 de Julho, em Cochabamba, na Bolívia, com o objectivo de fortalecer o intercâmbio de experiências e a consolidação da Pastoral da Comunicação, a fim de promover uma cultura da comunicação inspirada no Documento de Aparecida e nos documentos do Magistério da Igreja. Participarão no encontro os presidentes das Comissões para as Comunicações, a Rede Informática da Igreja na América Latina (RIIAL), secretários dos Sectores de Comunicação das Conferências Episcopais da América Latina e Caribe. Nesses dias, também na Bolívia, a “Católica Televisión” celebra o seu nono aniversário. Essa emissora televisiva é um dos meios de comunicação da Igreja católica fundado em 2001, que anunciou a ampliação do seu sinal para outras áreas do município de Sucre.

Sagrada Família de Barcelona

Papa atribui título de Basílica à obra de Antoni Gaudi Bento XVI vai atribuir o título de Basílica à Sagrada Família de Barcelona, obra máxima de Antoni Gaudí, durante a sua visita apostólica à cidade, no próximo dia 7 de Novembro. O anúncio foi feito pelo Cardeal Lluís Martínez Sistach, perante centenas de jornalistas, na sala Gaudí do museu diocesano de Barcelona. A visita apostólica de Bento XVI à Espanha começa no Sábado, 6 de Novembro, com a chegada a Santiago de Compostela. Na noite desse dia chega ao aeroporto do Prat de Barcelona e na manhã seguinte seguirá até à Sagrada Família. A imponente obra que Antoni Gaudí (1852-1926) deixou inacabada é o exemplo mais representativo da genialidade do arquitecto catalão. Os trabalhos iniciaram-se em 1883, e as partes pessoalmente concluídas por Gaudí foram a Cripta NeoGótica, parte da ábside e a fachada da Natividade. Das quatro torres desta última, o autor apenas viu concluída a dedicada a São Barnabé. Após a morte do arquitecto, os trabalhos continuaram, mas em 1936, durante a guerra civil Espanhola, os desenhos e maquetas deixados por este foram destruídos por um incêndio, tendo o projecto sido retomado mais tarde em 1952.

Assembleia plenária debate sustentabilidade económica e social das comunidades católicas No passado dia 27 teve inicio, no Gana, a 15ª assembleia plenária do Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagáscar (SCEAM). Trata-se de uma iniciativa que se prolonga até dia 1 de Agosto, na cidade de Accra, e que tem como objectivo celebrar 40 anos de diálogo religioso e colaboração mútua entre as duas regiões. Para o efeito, vai ser discutido o tema “SCEAM, 40 anos mais tarde: A independência e as perspectivas da Igreja em África”. Muitas das Igrejas africanas enfrentam problemas de sustentabilidade, a

nível económico e social, e dependem em grande parte da ajuda externa, vinda sobretudo das comunidades europeias. Segundo a Rádio Vaticano, o evento abriu com uma missa solene, presidida pelo presidente do SCEAM, o Cardeal Polycarp Pengo. Durante a sua homília, e referindo-se ao tema da assembleia, aquele responsável referiu que “a autonomia não pode ser conseguida de costas voltadas para Deus. Não pode ser confundida com os nossos projectos de auto-glorificação, em vez da glória de Deus e da Igreja”. Outro dos pontos em destaque será a avaliação de como estão a ser aplicados os princípios propostos

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Bispos de África e Madagáscar em assembleia

no último Sínodo Especial para o continente africano. Recorde-se que durante aquela iniciativa, realizada em Roma, no ano passado, foram abordados temas como a reconciliação, a justiça e a paz. Está prevista a leitura de uma mensagem de Bento XVI, através do núncio apostólico no Gana, D. Léon Kalenga. São também esperadas

comunicações de outras organizações do Vaticano, como por exemplo a Congregação para a Evangelização dos Povos e o Conselho Pontifício Justiça e Paz. Participam nesta 15ª assembleia plenária do SCEAM mais de 200 delegados, incluindo cardeais, bispos, padres, membros de ordens religiosas e leigos.

Bispos da Colômbia e Venezuela

Diálogo entre os dois governos Os presidentes das Conferências Episcopais da Colômbia e Venezuela expressaram o desejo de ajudar na melhoria das relações entre os governos desses dois países, após a ruptura das relações diplomáticas com a Colômbia, decretada pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez. As relações diplomáticas com a Colômbia foram rompidas após Bogotá ter acusado a Venezuela de esconder mil e quinhentos guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias

da Colômbia (FARC), no seu território. O Arcebispo de Barranquilla, D. Rubén Salazar Gómez, presidente da Conferência Episcopal da Colômbia, reiterou o compromisso dos bispos na promoção das relações de paz e fraternidade entre as duas nações e pediu para que seja considerado o sofrimento das pessoas que padecem por causa dessa decisão venezuelana. “Nossos povos merecem viver em paz” – disse o prelado durante uma reunião,

em Bogotá, convocada pelo Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM) para debater sobre como ajudar a Igreja Católica nos processos de reconstrução do Haiti. O presidente do episcopado colombiano frisou que é necessário contribuir na superação do clima de desconfiança mútua entre os dois governos e recordou que o novo presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, que tomará posse da Presidência em 7 de Agosto próximo, expressou

a importância de manter boas relações com os países vizinhos. Por sua vez, o Arcebispo de Maracaíbo, D. Ubaldo Ramón Santana Sequera, presidente da Conferência Episcopal da Venezuela, frisou que não obstante a ruptura das relações entre os dois Governos, os episcopados da Colômbia e Venezuela devem caminhar juntos, dando testemunho da fraternidade. Com Radio Vaticano

“Evangelhos da infância”

Papa escreve novo livro durante as férias Bento XVI começou a escrever o terceiro volume da sua grande obra dedicada a Jesus de Nazaré, aproveitando o tempo de férias que está a passar no palácio de Castel Gandolfo, nos arredores de Roma. Segundo o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, o Papa tem passado as últimas semanas a ler, estudar e escrever. Ao contrário de anos anteriores, Bento XVI decidiu desta feita não passar uns

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dias nos Alpes, podendo assim aproveitar o “tempo perdido”, dado que em 2009

fracturou o punho numa queda, precisamente durante as férias. O primeiro volume de “Jesus de Nazaré” foi publicado em 2007. O livro, com 10 capítulos, é dedicado à vida de Cristo (desde o Baptismo à Transfiguração). O segundo volume, dedicado à “Paixão e Ressurreição”, está concluído, encontrando-se agora na fase de tradução, devendo sair na próxima Primavera. O padre Lombardi

adiantou à Rádio Vaticano que Bento XVI começou “a trabalhar em vista do final da sua obra sobre Jesus”, escrevendo sobre os chamados “Evangelhos da infância”. Toda esta grande obra sobre Jesus começou a ser escrita nas férias de 2003, muito antes da eleição de Joseph Ratzinger como Papa.


OPINIÃO 13

O Mensageiro

29.Julho.2010

SINAIS DOS TEMPOS

D. João Alves

Bispo Emérito de Coimbra

Amanhã pode ser tarde

H

á encontros que nos encantam pelo vigor da verdade e da autenticidade que nos transmitem e há encontros que nos esmagam pelo inesperado da dramaticidade que comunicam. Foi o que aconteceu com um jovem que me procurou para conversarmos. Era uma figura bem constituída, simpático, educado, inteligente, sereno apesar dos problemas que o atribulavam. Teria os seus 20 anos. Vinha pedir ajuda para encontrar um sentido certo para a sua vida. Seria escusado dizer que aquilo que escrevo é com a sua autorização e garantida a privacidade. O jovem começou logo a falar. Sabe estou a chegar à conclusão de que o melhor para mim é pôr fim à minha vida. Assim mesmo, o que me chocou profundamente pelo inesperado da declaração, pois tudo neste jovem parecia manifestar outro sentido da sua existência. O amor nos meus pais é principalmente para gerar filhos, mas depois são entregues a outros para que os eduquem e os façam crescer. Se olho para as outras famílias das nossas relações descubro mais

ou menos o mesmo. É certo que os pobres, parece-me, amam mais os filhos que geraram, mas andam sempre preocupados com a falta de meios, mas mesmo assim, vão cedendo, aqui e ali, às infidelidades conjugais, às escondidas, mais da parte dos homens. Olhando bem parece-me que o nosso país é um reino de mentira, de hipocrisia, onde cada um trata de si. Intervim para lhe dizer que adiante faria algumas reflexões sobre o que disse. Agora deixa perguntar-te: o que pensas da Igreja? Parou alguns momentos e depois disse-me: Creio que a vida aí, no geral, é um pouco mais séria, mas dá-me a sensação de que as coisas se fazem porque é costume e porque está tudo organizado e há que respeitar o que está escrito. E isso não te parece bem, perguntei. O contrário seria uma confusão na assembleia cristã…. Compreendo o que me está a dizer, mas a cada passo é afirmado que a fé é vida que dá sentido novo à nossa existência e, parece-me ver, que a convicção dos sacerdotes não é muito clara. Dá-me a ideia de que são parecidos a funcionários que realizam bem as suas funções como está estabelecido, mas com pouca alma. Se calhar estou a ser injusto pois não pratico regularmente para me poder pronunciar com segurança. Mas dá-me esta impressão ao ver a vida dos padres. Se calhar a vida dos bispos é diferente… Intervim: Esforçamonos, como os sacerdotes, por fazer as coisas não só correctamente, mas com fé e paixão. Nem sempre é fácil, mas Deus lê não só na face, mas também no coração de cada sacerdote e bispo e isso conforta-nos. Nós somos limitados como todos os mortais… PUB

Jorge Carvalho Sofia

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Interrompeu o jovem: mas olhe que esta opinião não é só minha é de bastantes dos jovens mesmo daqueles que andam nas coisas da Igreja. E quer saber uma coisa: Se não há mais jovens nos seminários é porque, parece-me, que os padres deviam ser mais santos, cativantes e coerentes na sua vida. Para os jovens é muito importante este testemunho. Deixa que eu te diga o que estou a pensar: Estou admirado com a maneira como tu falas destas coisas… Senhor bispo, eu sou muito curioso, muito observador, e muito crítico, gosto de ir ao fundo dos problemas e depois, muitas vezes, fico atrapalhado com o que descubro. Foi pela mentira de tantas pessoas, pela hipocrisia, pelas contradições entre as ideias e a vida, pela falta de solidariedade e de amor entre as pessoas e mesmo entre os jovens que entrei nesta minha atitude de querer pôr fim à vida. Tenho ouvido tantas vezes a meus pais, professores e mesmo padres que me dizem quando começo a querer conversar, lá vens tu com os teus problemas e despacham-me. Só houve uma pessoa, uma professora que me ouviu até ao fim e agora o Senhor… Sabes, disse eu, nem sempre as pessoas têm disponibilidade de tempo ou não sabem como responder aos teus problemas. Alguns são difíceis. Mas nesse caso, acrescentou logo, diziam-me a verdade e não me despachavam como se fosse “um chato”. Deixe perguntar-lhe porque é que o Senhor, sem me conhecer, me atendeu assim sem olhar para o relógio? Respondi. Porque és um jovem e costumo dar aos jovens atenção e tempo. Depois, para te conhecer e te poder ajudar se me pedisses ajuda. E foi o caso. Tu atravessas uma etapa difícil da tua vida… Isto exige tempo e disponibilidade de espírito. O jovem interrompeu. Está a fazer-me tanto bem esta conversa. Faz-me pensar. Sinto tanto essa falta. Ainda bem acrescentei. Dou Graças a Deus por Ele não estar longe de nós. Mas, Senhor bispo, eu penso que não tenho nenhuma fé e Deus está connosco? Sim, retorqui, Ele ama todos os seres humanos e quer o bem de todos. Aqueles que procuram uma vida honesta e querem ser

justos com todos, nesses, Deus já está à vontade para os ajudar a ir mais longe. Creio que é o que se passa contigo. Que bonito ouvir isso! Afinal Deus ama a todos os homens e mulheres? Não tenhas dúvidas, anotei. Deus ama-te a ti e a mim, tais como somos. Voltemos então, se achares bem, ao início da nossa conversa, propus ao meu interlocutor. Acho muito bem. E recomeçou logo: A ideia que me assalta, com frequência, é pôr fim à minha vida porque não encontro razões fortes, para viver. Este mundo está cheio de contradições, de mentiras, de hipocrisias, de egoísmos e não se vê como se possa sair daqui… Que se lucra continuar a viver neste mundo? Perguntei-lhe: Não achas que estás a ser muito radical e demasiado pessimista? Então o mundo será só mal e pecado? Não haverá ninguém que se salve? Pois vais ficar admirado comigo. Eu creio que há muito bem no mundo, muitas pessoas que lutam, pela justiça e pela honestidade e até, há grandes santos… Não estarás a olhar só para um lado? É natural que sim, respondeu o jovem. As contradições, às vezes, são tão gritantes, que chamam toda a nossa atenção de jovens. Vou fazer o propósito de olhar para todo o mundo e encontrarei lá pessoas honestas e justas que são, normalmente, discretas e silenciosas. É assim que deve ser, acrescentei, está no Evangelho que a tua mão esquerda não saiba o que fez a direita. Vou observar melhor o mundo e a Igreja para encontrar razões de viver contra o suicídio. Que bom seria que as encontrasse. Depois conto-lhe se tiver paciência para me ouvir de novo. Fico tão contente, com o que acabas de declarar, disse eu convictamente. A vida vale a pena vivê-la no meio de alegrias e problemas com a ajuda de Deus… Espero a tua visita em que me contarás coisas novas que vão dando sentido novo à tua vida. Não tive hoje a preocupação de te dizer tudo, porque espero em novo encontro completar o que já te disse. E foi com um forte abraço de estima e agradecimento que nos despedimos.

ANÁLISE ECONÓMICA

Devia estar tudo fechado? Orlando Fernandes

Jornalista

O

s hipermercados foram um símbolo do cavaquismo. No final dos anos oitenta e início dos noventa, quando Cavaco Silva governava em maioria, nasceram os primeiros hipermercados – da Sonae de Belmiro de Azevedo – e rapidamente se tornaram um local de peregrinação da classe média da altura. A piada da família a passear ao domingo à tarde no hipermercado vestida com um fato-de-treino florescente e de sapatilhas vem dessa data. Durante os últimos anos, com a proibição da abertura das grandes superfícies ao domingo, a anedota deixou de fazer sentido. Com a decisão do Governo em Conselho de Ministros pode regressar a caricatura. Piadas à parte, a decisão governamental faz todo o sentido. Os hipermercados abertos ao domingo trazem vantagens para todos. Desde logo para as pessoas que têm mais opções. Ou seja, têm mais um dia em que podem planear a sua vida para fazerem compras. E para quem tem vidas muito ocupadas dá jeito. Também para as empresas é mais um dia em que podem fazer negócio. Estão em causa 180 megalojas que passam a vender ao domingo. E não são apenas os tradicionais hipermercados. São lojas de desporto ou o Ikea. Do outro lado da barricada está o pequeno comércio. O seu argumento consiste em que as grandes superfícies funcionam como o eucalipto – seca tudo à sua volta. Não faz sentido. Primeiro porque o pequeno comércio de bairro também está fechado ao domingo. Portanto, até hoje não quis aproveitar a proibição que afectava os hipermercados para prejuízo dos consumidores Além disso, o pequeno comércio só vai sobreviver e apostar na diferenciação, na inovação e na qualidade. Deve atacar os preços baixos das grandes superferfícies com a simpatia e proximidade com as pessoas, com a qualidade dos produtos acima da média e na inovação do serviço prestado aos clientes. É assim que se ganha quota de mercado e não querendo empurrar os clientes para fora. Há um outro argumento contra que ainda é mais perverso. Lojas abertas ao domingo promovem o consumo e combatem a poupança. Assim, devia estar tudo fechado para evitar tentações. Quem acredita nisto é porque acredita na inteligência das pessoas. Os consumidores são mais espertos do que se pensa, sabem muito bem decidir o que é melhor para si. É preciso ter fé nas pessoas.

JORNALICES.COM

‘Manif(s)’ Pedro Jerónimo

Leigo e curioso dos media

O

povo saiu à rua, revoltado com a decisão do respectivo bispo, que lhe mudou o pároco. “Que cristianismo é este?!”, reclamava alguém, há dias, na televisão. Também me coloquei semelhante questão: onde pára a obediência ao pároco, ao bispo? Não à pessoa, mas ao que representa. Para tal, é preciso fé. Para saber que Deus está em toda a parte, é preciso ter fé. Para saber que Deus está nos pobres, é preciso ter ainda mais fé. Que dizer de Deus nos padres, nos bispos, no Papa?


14 INSTITUCIONAL

O Mensageiro 29.Julho.2010

Tribunal Judicial de Leiria • 5º Juízo Cível ANÚNCIO • 2.ª Publicação Processo: 189-A/2000 Execução Sumária N/Referência: 5456766 Data: 09-07-2010 Exequente: Luis Gaspar Executado: Luis Manuel da Silva Neto Lopes Nos autos acima identificados foi designado o dia 05-11-2010, pelas 09:15 horas, neste Tribunal, para a abertura do propostas, que sejam entregues até esse momento, na Secretaria deste Tribunal, pelos interessados na compra do(s) direito a seguir identificado: o qual vai à venda por 70% do, valor de € 136.015,49, ou seja, será aceite a proposta de valor superior acima de € 95.210,84. DESCRIÇÃO: Direito e acção à herança ilíquida e indivisa aberta por óbito de Luís Neto Lopes, falecido em 09-12-2007, com última residência em Rua da Juventude, Alcogulhe, Azoia, Lisboa, da qual são herdeiros a viúva Maria de Lurdes da Silva e o ora executado. Fazem parte da referida herança os seguintes imóveis: Primeiro: Prédio Urbano, sito em Alcogulhe- Azoia Leiria, inscrito na matriz sob o nº 364 e registado na 1ª Cons. Reg. Predial de Leiria com o nº 2636/20090330 Segundo: Prédio rústico sito em Vale Grande, Maceira, Leiria, inscrito na matriz sob o nº 14190 e descrito na 2ª Cons. Registo Predial de Leiria com o nº 12764/20090330 Terceiro: Prédio rústico sito em Charneca, Maceira, Leiria, inscrito na matriz sob o nº 14036 e descrito na 2ª Cons. Registo Predial de Leiria com o nº 12763/20090330 Quarto: Prédio rústico sito em Charneca, Maceira, Leiria, inscrito na matriz sob o nº 14030 e descrito na 2ª Cons. Registo Predial de Leiria com o nº 12762/20090330 Quinto: Prédio rústico sito em Charneca, Maceira, Leiria, inscrito na matriz sob o nº 14016 e descrito na 2ª Cons. Registo Predial de Leiria com o nº 12761/20090330 Sexto: Prédio rústico sito em Charneca, Maceira, Leiria, inscrito na matriz sob o nº 14015 e descrito na 2ª Cons. Registo Predial de Leiria com o nº 12760/20090330 Sétimo: Prédio rústico sito em Pedras Arrancadas, Maceira, Leiria, inscrito na matriz sob o nº 13548 e descrito na 2ª Cons. Registo Predial de Leiria com o nº 12759/ 20090330 Oitavo: Prédio rústico sito em Charneca, Maceira, Leiria, inscrito na matriz sob o número 13426 e descrito na 2ª Cons. Registo Predial de Leiria com o nº 12758/ 20090330 Nono: Prédio rústico sito em Salto do Lobo, Maceira, Leiria, inscrito na matriz sob o nº 13367 e descrito na 2ª Cons. Registo Predial de Leiria com o nº 12756/20090330 Décimo: Prédio rústico sito em Salto do Lobo, Maceira, Leiria, inscrito na matriz sob o nº 13365 e descrito na 2ª Cons. Registo Predial de Leiria com o nº 12755/20090330 Décimo primeiro: Prédio rústico sito em Salto do Lobo, Maceira, Leiria, inscrito na matriz sob o nº 13362 e descrito na 2ª Cons. Registo Predial de Leiria com o nº 12754/20090330 Décimo segundo: Prédio rústico sito em Quinta do Alcogulhe, Azoia, Leiria, inscrito na matriz sob o nº 1586 e descrito na 1ª Cons. Registo Predial de Leiria com o nº 2638/ 20090330 Décimo terceiro: Prédio rústico sito em Fonte dos Rapazes, Azoia, Leiria, inscrito na matriz sob o nº 428 e descrito na 1ª Cons. Registo Predial de Leiria com o nº 2637/20090330

Décimo quarto: Prédio rústico sito em Cardal, Azoia, Leiria, inscrito na matriz sob o nº 1457 e descrito na 1ª Cons. Registo Predial de Leiria com o nº 530/19930224 Décimo quinto: Prédio rústico sito em Termais, Azoia, Leiria, inscrito na matriz sob o nº 1621 e descrito na 1ª Cons. Registo Predial de Leiria com o nº 1770/20080512, Décimo sexto: Prédio rústico sito em Fonte do Pinheiro, limite de Alcogulhe, Azoia Leiria, inscrito na matriz sob o nº 1680 e descrito na 1ª Cons. Registo Predial de Leiria com o nº 1771/20080512 Décimo sétimo: Prédio rústico sito em Charneca do Vale do Horto, Azoia Leiria, inscrito na matriz sob o nº 401 e descrito na 1ª Cons. Registo Predial de Leiria com o nº 184720080528 Décimo oitavo: Prédio rústico sito em Estrumais, denominada Cavada de Baixo, Azóia, Leiria, inscrito na matriz sob o nº 1611 e descrito na 1ª Cons. Registo Predial de Leiria com o nº 1848/20080528 Décima nona: Prédio rústico sito em Agueiro, limite da Fonte de Baixo, Azóia, Leiria, inscrito na matriz sob o nº 1604 e descrito na 1ª Cons. Registo Predial de Leiria com o nº 1850/20080528 Vigésima: Prédio urbano sito Limite de Alcogulhe, Azoia, Leiria, inscrito na matriz sob o nº 116 e sob o nº 1455, descrito na 1ª Cons. Registo Predial de Leiria com o nº 1858/20080529 Vigésimo primeiro: Prédio rústico sito em Terra Branca, Pernelhas, Parceiros, Leiria, inscrito na matriz sob o nº 1834 e descrito na 2ª Cons. Registo Predial de Leiria com o nº 2783/20050908 Vigésimo segundo: Prédio rústico sito em Charneca, Maceira, Leiria, inscrito na matriz sob o nº 13978 e descrito na 2ª Cons. Registo Predial de Leiria com o nº 6971/19971217 Vigésimo terceiro: Prédio rústico sito em Fonte da Pipa, Costa de Baixo, Maceira, Leiria, inscrito na matriz sob o nº 13385 e descrito na 2ª Cons. Registo Predial de Leiria com o nº 10368/20050908 Vigésimo quarto: Prédio rústico sito em Lameiras, Maceira, Leiria, inscrito na matriz sob o nº 13704 e descrito na 2ª Cons. Registo Predial de Leiria com o nº 10369/20050908 Vigésimo quinto: Prédio rústico sito em Labego a Costa de Baixo, Maceira, Leiria, inscrito na matriz sob o nº 13437 e descrito na 2ª Cons. Registo Predial de Leiria com o nº 10370/20050908 Vigésimo sexto: Prédio rústico sito em Alcogulhe, Azoia, Leiria, inscrito na matriz sob o nº 1532 e descrito na 1ª Cons. Registo Predial de Leiria com o nº 1739/20080505. PENHORADO EM: 27-01-2009 00:00:00 EXECUTADO: Luis Manuel da Silva Neto Lopes. Estado civil: Casado. Documentos de identificação: NIF – 120466805. Endereço: Rua das Rãs, Casal da Cortiça, Barreira, 2400-000 Leiria. MODALIDADE DA VENDA: Venda mediante proposta em carta fechada LOCAL DA VENDA: 5º Juízo Cível, Largo Santana, 14, Leiria, 2400-223 Leiria, EM: 05-11-2010 09:15:00 Valor base da venda: € 136.015,49 O Juiz de Direito, (Dr(a). João Manuel P. Cordeiro Brazão) O Oficial de Justiça, (Olinda Costa) O Mensageiro • Edição 4820 • 29/07/10

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JOGOS | Nº 30/2010 (Confirme em www.jogossantacasa.pt)

Euromilhões: 4, 13, 35, 37, 46 + 3, 9 Totoloto: 1, 11, 16, 27, 42, 49 + 46 Loto2: 20, 22, 25, 27, 35, 48 + 12 Joker: 1 2 4 4 7 4 7 Totobola: 1XX 12X x11 1121 FÁRMÁCIAS DE SERVIÇO Lis (29), Oliveira (30), Sanches (31), Tomaz (1), Avenida (2), Baptista (3), Central (4) e Godinho e Tomaz (5).

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Bombeiros Municipais - 244 832 122 | Bomb. Vol. Leiria (Ger.) - 244 882 015 | Bomb. Vol. Leiria (Urg.) - 244 881 120 | Bomb. Volunt. Batalha - 244 765 411 | Bomb. Volunt. P. Mós - 244 491 115 | Bomb. Volunt. Juncal - 244 470 115 | Bomb. Volunt Ourém - 249 540 500 | Bomb. V. M.te Redondo - 244 685

Registo no ICS N.º 100494 Semanário - Sai à 5ª Feira Tiragem média - 3.000

Telefone: 244 828 450 Fax: 244 828 580 Rua Machado Santos, n.º 33 2410-128 LEIRIA

Telefones: BARREIROS (sede): 244 840 677 JUNCAL: 244 470 610 Fernando - 919 890 630

Cartório Notarial de Leiria A cargo do Notário Pedro Tavares Certifico, para fins de publicação, que neste Cartório e no Livro de Notas para Escrituras Diversas nº 191-A de folhas cento e vinte e nove a folhas cento e trinta verso se encontra exarada uma Escritura de Justificação Notarial no dia vinte e um de Julho de 2010. Outorgada por Manuel Ferreira Alves e mulher Maria de Fátima Rosa Dias Portela, casados no regime da comunhão de adquiridos, naturais de Sobral, Mortágua e Parceiros, Leiria, residentes na Av. Do Reguengo nº 20, Cruz da Vila Nova, Sobral, Mortágua, nif 103 797 920 e 193 403 994. Na qual disseram Que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores do prédio rústico, composto por terra de semeadura com oliveiras e pinhal, com a área de dois mil oitocentos e cinquenta e sete metros quadrados, a confrontar do norte com Manuel Marques Rosa, sul com Alípio Pereira Rosa, nascente com serventia e do poente com Caminho da Nazaré, sito em Olival, Pernelhas, na freguesia de Parceiros do concelho de Leiria, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial deste concelho, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 2368, com o valor patrimonial tributário de 1.060€, igual ao atribuído. Que o referido prédio veio á sua posse por doação meramente verbal que lhes foi feita por volta do ano de mil novecentos e oitenta e cinco pelos pais dela Joaquim Dias Portela e Maria Inácia da Rosa, residentes que foram em Pernelhas, parceiros, Leiria, sendo eles justificantes já casados a essa data. Que, assim, vêm possuindo esse prédio como seu, há mais de vinte anos, como proprietários e na convicção de o serem, cultivando-o e colhendo os seus frutos, cortando e vendendo árvores, cumprindo as obrigações fiscais a ele relativas, posse que vêm exercendo ininterrupta e ostensivamente, com conhecimento de toda a gente e sem oposição de quem quer que seja, assim de modo pacífico, contínuo, público e de boa fé, pelo que adquiriram por usucapião a propriedade sobre o indicado imóvel. Que dada a forma de aquisição originária não têm documentos que a comprovem. Que para suprir tal titulo vêm pela presente escritura prestar estas declarações de justificação com o fim de obter no registo predial a primeira inscrição de aquisição do referido prédio. Vai conforme ao original na parte fotocopiada não havendo na parte omitida nada que amplie restrinja, modifique ou condicione a parte fotocopiada. Leiria vinte e um de Julho de dois mil e dez. A Funcionária, (Assinatura ilegível)

Cartório Notarial de Leiria A cargo do Notário Pedro Tavares Certifico, para fins de publicação, que neste Cartório e no Livro de Notas para Escrituras Diversas nº 191-A de folhas cento e trinta e um a folhas cento e trinta e dois se encontra exarada uma Escritura de Justificação Notarial no dia vinte e um de Julho de 2010. Outorgada por José Rosa Dias Portela e mulher Maria de Jesus dos Santos, casados no regime da comunhão geral, naturais de Parceiros, Leiria, onde residem na Rua das Quintas nº 641, Pernelhas, nif 123 957 362 e 136 526 977. Na qual disseram Que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores do prédio rústico, composto por terra de semeadura com laranjeiras, com a área de setecentos e noventa e sete metros quadrados, a confrontar do norte com Maria Idalina Rosa Dias Portela Ferreira, sul com José de Sousa Teodoro e outros, nascente com Rosária Vieira Pires e do poente com Rua do Casal Novo, sito na Rua do Casal Novo, Pernelhas, na freguesia de Parceiros do concelho de Leiria, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial deste concelho, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 2367, com o valor patrimonial tributário de 350€, igual ao atribuído. Que o referido prédio veio à sua posse por doação meramente verbal que lhes foi feita por volta do ano de mil novecentos e oitenta e cinco pelos pais dele Joaquim Dias Portela e Maria Inácia da Rosa, residentes que foram em Pernelhas, Parceiros, Leiria. Que, assim, vêm possuindo esse prédio como seu, há mais de vinte anos, como proprietários e na convicção de o serem, cultivando-o e colhendo os seus frutos, cumprindo as obrigações fiscais a ele relativas, posse que vêm exercendo ininterrupta e ostensivamente, com conhecimento de toda a gente e sem oposição de quem quer que seja, assim de modo pacífico, contínuo, público e de boa fé, pelo que adquiriram por usucapião a propriedade sobre o indicado imóvel. Que dada a forma de aquisição originária não têm documentos que a comprovem. Que para suprir tal título vêm pela presente escritura prestar estas declarações de justificação com o fim de obter no registo predial a primeira inscrição de aquisição do referido prédio. Vai conforme ao original na parte fotocopiada não havendo na parte omitida nada que amplie restrinja, modifique ou condicione a parte fotocopiada. Leiria vinte e um e Julho de dois mil e dez. A Funcionária, (Assinatura ilegível)

800 | Bomb. Volunt. Ortigosa - 244 613 700 | Bomb. Volunt. Maceira - 244 777 100 | Bomb. Vol. Marinha - 244 575 112 | Bom. Volunt. Vieira - 244 699 080 | Bom. Voltun. Pombal - 236 212 122 | Brigada de Trânsito - 244 832 473 | Câmara M. de Leiria - 244 839 500 | Câmara Eclesiástica - 244 832 539 | CENEL (Avarias) - 800 246 246 | C. Saúde A. Sampaio - 244 817 820 | C. Saúde Gorjão Henriques - 244 816 400 | C. P. (Est. de Leiria) - 244 882 027 | Cruz Vermelha - Leiria - 244 823 725 | Farmácia Avenida - 244 833 168 | Farmácia Baptista - 244 832 320 | Farmácia Central - 244 817 980 | Farmácia Coelho - 244 832 432 | Farmácia Higiene - 244 833 140 | Farmácia Lino - 244 832 465 | Farmácia Oliveira - 244 822 757 | Farmácia Sanches - 244 892 500 | Governo Civil - 244 830 900 | Guarda N. Republicana - 244 824 300 | Hospital de S.to André - 244 817 000 | Hospital S. Francisco - 244 819 300 | Polícia Judiciária - 244 815 202 | Polícia S. Pública - 244 859 859 | Polidiagnóstico - 244 828 455 | Rádio Táxis - 244 815 900 | Rádio Alerta - 244 882 247 | Rodoviária do Tejo - 244 811 507 | Teatro JLS (Cinema) - 244 823 600

Fundador José Ferreira Lacerda Director Rui Ribeiro (TE416) Redacção Luís Miguel Ferraz (CP5023), Pedro Jerónimo (CP7104), Joaquim Santos (CP7731), Ana Vala (CP8867). Paginação O Mensageiro Colaboradores Ambrósio Ferreira, Américo Oliveira, Ângela Duarte, Carlos Alberto Vieira, Carlos Cabecinhas (Pe.), José Casimiro Antunes, Francisco Pereira (Pe.), D. João Alves, João Filipe Matias (CO798), Joaquim J. Ruivo, Jorge Guarda (Pe.), José António C. Santos, Júlia Moniz, Maria de Fátima Sismeiro, Orlando Fernandes, Paulo Adriano Santos, Pedro Miguel Viva (Pe.), Saúl António Gomes, Sérgio Carvalho, Verónica Ferreirinho, Vítor Mira (Pe.). Administração / Publicidade Pedro Viva (Pe.). Propriedade/Sede (Editor) Seminário Diocesano de Leiria - Largo Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA - Reitor: Armindo Janeiro (Pe.) Contribuinte 500 845 719 Contactos Tel.: 244 821 100/1 - Fax: 244 821 102 - Email: jornal@omensageiro.com.pt - Web: www.omensageiro.com.pt Impressão e Expedição CORAZE - Oliveira de Azeméis - Tel: 256 600 580 / Fax: 256 600 589 - E-mail: grafica@coraze.com Depósito Legal 2906831/09

Tabela de Assinaturas para 2010 Destino Nacional Europa Resto do Mundo

Normal Benfeitor 20 euros 40 euros 30 euros 60 euros 40 euros

Preço avulso - 0,80 euros


DESPORTO 15

O Mensageiro

29.Julho.2010

Atletismo | Torneio de Lançamentos JV

Ciclismo | Contra-relógio decisivo a 14 de Agosto

Vânia Silva vence em casa

Volta a Portugal regressa à região

Domínio espanhol no XVI Torneio de Lançamentos da Juventude Vidigalense (JV), realizada no Centro Nacional de Lançamentos, Leiria, nos dias 24 e 25 de Julho. Vânia Silva (Sporting), a competir em casa, venceu no arremesso do martelo, tal como Isaac Vicente (Espanha). Carlos Tribuna (Gira-Sol R.C.) e Sílvia Cruz (Sporting), no dardo, Yoiser Toledo (Cuba) e Natália Duco (Chile), no peso, e Frank Casanas e Maria Gomez Vida (ambos de Espanha), no disco, foram os restantes vencedores do torneio, no escalão de seniores. As restantes classificações (juvenis, juniores e veteranos) estão disponíveis em www.juventudevid igalense.pt.

Futsal | Seis atletas aguardam decisão final

Mundial Universitário à vista

Arquivo

Carolina Silva (Instituto Politécnico de Leiria e C.R. Golpilheira), Margarida Marques (Universidade de Coimbra e U.D. Caranguejeira), André Sousa, Carlos Silva e Vítor Matos ( todos da Universidade de Coimbra e Instituto D. João V), Vítor Sousa (A.C.R. Anços), integram a lista de pré-convocados, pela Federação Portuguesa de Futebol, para o Campeonato do Mundo Universitário, que se realiza na Sérvia, de 22 a 29 de Agosto. Após os respectivos estágios de preparação, tanto a selecção feminina (18) como a masculina (16), ficarão reduzidas a 12 atletas, aqueles que efectivamente poderão participar na competição. Recorde-se que Portugal é o actual campeão e vicecampeão do mundo, em masculinos e femininos, respectivamente.

Batalha, 2004

Motor| Fábio Guerreiro vence na Batalha

Troféu Nacional de Pit-bikes

Realizou-se no dia 25 de Julho, em Santo Antão, Batalha, a 4.ª prova do Troféu Nacional de Pit-bikes, com a colaboração da União Cultural e Recreativa de Santo Antão. A pista estava excelentemente preparada e a logística desta prova era bem visível, nos diversos carros e tendas de apoio. Não faltaram também os bares, onde a assistência podia matar a sede e a fome. Quanto às classificações, no grupo Semi-Pro, com 13 participantes, venceu o Manuel Miranda numa Pitster Pró, ficando em segundo Francisco Miguens numa mota igual e em terceiro Samuel Amaral numa IMR. De salientar uma presença feminina, Filipa Leite, a correr numa YCF. Na Final Pró, com 16 corredores, foi vencedor Fábio Guerreiro com 18 voltas numa mota RAV, ficando em 2.º Tiago Barros também em RAV e em 3.º Bruno Dores, em IMR, com menos uma volta. O piloto batalhense Filipe Ferreira classificou-se em 11.º, numa IMR, com apenas 16 voltas à pista. Manuel Carreira Rito

Natação | Nacional rende 19 medalhas aos atletas do Distrito

Cinco títulos para Filipa Ruivo PUB

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A penúltima etapa da 72.ª Volta a Portugal, agendada para 14 de Agosto, vai decorrer em pleno município de Leiria, naquele que será um regresso à região. Uma etapa em contra-relógio individual, entre a Praia do Pedrógão e o centro da cidade do Lis, que poderá ser decisiva para a classificação final. O espanhol David Blanco é o principal favorito. Depois de ter passado pela vila da Batalha em 2004 e 2005, a Volta a Portugal regressa à região e com novidades. “Ao contrário do que tinha acontecido nos últimos oito anos, não vamos ter um contra-relógio a encerrar a Volta a Portugal em Bicicleta”, começou por comentar o director da prova, Joaquim Gomes. “Este será um contra-relógio praticamente plano [ver mapa], com ligeiras elevações, em que os especialistas puros nesta matéria não terão necessidade de tirar muitas vezes as mãos do extensor. Isto quer dizer que não existirão muitas viragens nem muitas rotundas e só mesmo no interior da cidade de Leiria, nos metros que antecedem a chegada é que haverá uma ou outra viragem. É um crono longo que pode favorecer homens como David Blanco e eventualmente outros, mas essencialmente o David. É um corredor que num contra-relógio deste tipo pode vencer e, quem sabe, juntar mais uma vitória na Volta a Portugal ao seu palmarés”, acrescentou. Curiosamente é o ciclista espanhol um dos mais sérios candidatos à vitória, depois de o ter feito em 2008 e 2006. “Penso que estão criadas enormes expectativas sobre a decisão que este contra-relógio, agora de véspera, pode incutir na Volta a Portugal”, finalizou Joaquim Gomes, que venceu a prova em 1993. A etapa leiriense (9.ª), terá início na Rua Maré Viva (Praia do Pedrógão), por volta das 14h15, e terminará no Largo Cónego Maia (Leiria). Passará pela Praia da Vieira, Vieira de Leiria, Monte Real, Ortigosa, Regueira de Pontes, Ponte da Pedra, prosseguindo até Leiria. A 72.ª Volta a Portugal inicia-se a 4 de Agosto, em Viseu, com o prólogo. Seguem-se dez etapas, num total de 1613 km. A prova termina em Lisboa, a 15 de Agosto. Programa, mapas, classificações e outras informações disponíveis em www.volta-portugal.com. Pedro Jerónimo pj@omensageiro.com.pt

Primeiro lugar nos 400 e 800 metros livres, 100 e 200 metros bruços, 400 metros estilos. O feito é da Filipa Vilas Ruivo (Desportivo Náutico da Marinha Grande), no Campeonato Nacional de infantis, que decorreu no Porto, de 23 a 25 de Julho. Bruna Elisabete Paulino e Pedro Miguel Rodrigues, ambos do Clube de Natação de Alcobaça (CNAL) e nos 200 metros mariposa, foram os restantes campeões nacionais. O primeiro destaque da prova, para além dos cinco títulos da atleta do DNMG, vai para o facto de todos os campeões nacionais terem

múltiplas subidas ao pódio. Pedro Rodrigues (CNAL) conquistou ainda as medalhas de prata e de bronze nos 100 metros mariposa e nos 400 metros estilos, respectivamente, enquanto que Bruna Paulino (CNAL) foi medalha de prata nos 200 metros costas. Multi-medalhados foram, aliás, a maioria dos atletas do distrito de Leiria. Filipe Marques (Associação de Solidariedade Académico de Leiria) foi medalha de prata e de bronze nos 100 e nos 200 metros bruços, respectivamente, tal como João Correia (Associação Humanitária Bombeiros Voluntários das Cal-

das da Rainha), nos 200 e nos 100 metros costas. João André Gomes (CNAL), por sua vez, coleccionou duas medalhas de bronze, nos 100 e nos 200 metros mariposa. Por fim, destaque para as duas medalhas de prata conquistadas pelas estafetas masculinas do CNAL, nos 100 e nos 200 metros livres (ambas constituídas por Alexandre Miguel Laureano, João Bernardo Jorge, João André Gomes, Pedro Miguel Rodrigues). A excepção foi Nuno Silva (DNMG), medalha de bronze nos 1.500 metros livres. PJ


ÚLTIMA 29JULHO2010

Cínico não é apenas quem retira lições amargas do passado, mas é também quem fica prematuramente desapontado com o futuro. Sydney Harris, jornalista americano (1917-1986)

Na freguesia de Santa Eufémia

Senhor dos Aflitos e Senhora da Esperança

No passado dia 16 de Julho decorreu uma visita temática ao Vale do Lapedo, com o objectivo de abordar a temática da (Pré) história que aproxima o Vale do Côa e o Vale do Lapedo, que contou com a presença de 44 participantes, de diversas nacionalidades, nomeadamente Espanhóis, Franceses, Americanos, Italianos e Portugueses. Participaram cerca de 25 investigadores e arqueólogos, provenientes de diversas universidades, instituições e empresas de arqueologia, que se encontram a realizar intervenções arqueológicas na Serra de Aire e região de Leiria e participantes regulares nas actividades promovidas pela Oficina de Arqueologia, como as Conversas de Arqueologia, para além de habitantes locais. Após uma visita ao Centro de Interpretação do Abrigo do Lagar Velho, o grupo desceu ao vale por um caminho de pé-posto, utilizado na época moderna para transportar a farinha. Passou-se depois a ponte, sobre a Ribeira da Caranguejeira, junto ao Moinho do Lapedo, único moinho de cereal ainda a laborar neste vale, e que foi possível ver a funcionar, por especial simpatia do proprietário, o Senhor Manuel Carreira. Após o acesso à margem direita do vale passou-se pelo Abrigo do Alecrim e pelo Abrigo das Pinturas, tendo a visita culminado nas escavações do Abrigo do

DR

Múltiplos eventos à volta da arqueologia

Lagar Velho. Este percurso foi sempre acompanhado pelas explicações dadas, sobre a formação geológica da região e os vestígios arqueológicos e históricos que os habitantes do vale, nos últimos 30 mil anos, aqui foram deixando, pelo Professor Doutor Diego E. Angelucci, geomorfólogo da Universidade de Trento, em Itália, pelo investigador e arqueólogo Doutor Francisco Almeida, responsável pelas intervenções no Abrigo do Lagar velho e Abrigo do Alecrim, sítios de especial interesse arqueológico no Vale do Lapedo, e pela Dr.ª Anabela Carvalho, Conservadora-Restauradora do Município de Leiria, e autora de uma tese que aborda a arte rupestre existente no Concelho de Leiria. Neste mesmo dia decorreu ainda a inauguração

da exposição “A Arte que o Côa guarda”, patente na sede da Junta de Freguesia de Santa Eufémia, onde se localiza o Vale do Lapedo e o Abrigo do Lagar Velho. Esta exposição ficará patente ao público nos meses de Julho e Agosto, com o seguinte horário: segundas a sextas-feiras 09h00-13h00 e 14h00-17h00; sábados, domingos e feriados 10h0013h00 e 14h00- 18h00. A inauguração contou com a presença de Gonçalo Lopes, Vereador da Cultura da Autarquia, Adelino Gaspar, Presidente da Junta de Freguesia de Santa Eufémia, restante executivo da Junta, bem como Rosa Jardim, representante do Parque Arqueológico do Vale do Côa, IGESPAR, IP, que fez uma breve apresentação sobre a exposição. “A arte que o Côa

guarda” exposição itinerante, desenvolvida numa parceria entre o Município da Guarda e o Parque Arqueológico do Vale do Côa, tem sido um importante meio de divulgação da arte rupestre do Vale do Côa e do seu património arqueológico. Esta exposição recria, a partir de dados arqueológicos, um acampamento paleolítico, e integra réplicas e fotografias da arte rupestre. Nos dias 11 e 12 de Agosto serão realizadas Oficinas de Arqueologia Experimental, promovidas pelos arqueólogos do Parque Arqueológico do Vale do Côa, durante as quais será possível vivenciar os modos de vida dos caçadores-recolectores que no Paleolítico superior habitaram o Vale do Lapedo e o Vale do Côa.

Duas festas na Golpilheira

De 31 de Julho a 2 de Agosto, a Golpilheira está em festa, com a celebração em honra do Senhor Bom Jesus dos Aflitos. O arraial promete bom serviço de bar, restaurante, café da avó, quermesse e jogos variados em permanência, onde algumas surpresas vão ser apresentadas. Cada um dos serões contará, respectivamente, com a actuação de Banda Kroll, Enigma 3 e Dualband. Para além disso, actuará o rancho folclórico “As Lavadeiras do Vale do Lena”, do Centro Recreativo da Golpilheira, no dia 1, pelas 18h00. Quanto ao programa religioso, haverá celebração eucarística às 18h00 no sábado e às 18h30 na segundafeira, mas a Missa da festa será às 12h00 de domingo, antecedida pela recolha das ofertas pelas 11h00 acompanhada pelo grupo musical “Triunfantes”, e seguida de procissão para a igreja “velha”. A festa voltará à Golpilheira nos dias 21, 22 e 23 de Agosto, mais propriamente ao adro da igreja de São Bento, onde se celebra em honra de Nossa Senhora da Esperança. No arraial haverá quermesse, bar, restaurante e diversos espaços de diversão, e os serões serão animados, respectivamente, pelos grupos musicais Lord’s, Kremlin e Zé Café e Guida. Também neste caso, o dia especial será o domingo, com recolha de andores pelas 11h00 com a fanfarra dos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande e Missa solene pelas 12h00, seguida de procissão. Na segundafeira, haverá Missa por intenção dos festeiros, pelas 18h30, seguindo-se os jogos tradicionais.

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Festa em Perulheira, S. Mamede Realizam-se nos próximos dias 31 de Julho e 1 e 2 de Agosto, em Perulheira, freguesia de São Mamede, concelho da Batalha, as festas em honra de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. A organização do evento está a cargo dos nascidos em 1960, 1975 e 1985 e conta no sábado com a actuação do duo musical “Elsa & Marina”, no domingo com a banda “SKB”, e na segunda-feira, com o grupo “Baila Kumigo”. Durante os três dias de festa funcionará um magnífico serviço de bar e quermesse e ainda um esmerado serviço de restaurante, com a saborosa chanfana da serra entre outros pratos, bem como com as doces sobremesas da Aldeia. Quanto ao programa religioso, haverá Missa e procissão às 13h00 de domingo e também uma celebração e procissão eucarística de aclamação e louvor ao Santíssimo Sacramento, na segunda-feira, pelas 12h30.

LMFerraz

Divulgação

4820#OMENSAGEIRO#29JUL  

O Mensageiro (O Mais Antigo Semanário do Distrito de Leiria): Edição de 29 de Julho de 2010 (N.º 4820).

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