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editorial ao leitor

Dia do Folclore

N

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Folclore

Apesar da grande relevância do tema, Dia do Folclore é marcado por comemorações tímidas

Timidez

Entrevista

Boa leitura, Nara Andrade

p4 Sebastião Almeida, presidente da Apae Mossoró, fala dos desafios da instituição

a semana em que se comemora o Dia do Folclore, DOMINGO traz uma matéria sobre a importância do resgate do conjunto de tradições e manifestações populares, sufocadas pela cultura cada vez mais massificada, nessa era em que ferramentas como a internet facilitam o acesso a todo tipo de informações, mas, muitas vezes, padronizam os costumes das pessoas. Apesar da importância da data, em nossa cidade as comemorações são tímidas, tendo as poucas manifestações restritas ao ambiente escolar. Você é tímido? Fica nervoso quando precisa falar para um grupo de pessoas, mesmo conhecidas? Domingo traz uma matéria sobre o medo de falar em público. Psicóloga, Julita Gomes, fala da timidez, mal que atinge grande parte das pessoas, podendo gerar grandes prejuízos. O entrevistado da semana, Sebastião Almeida, que está pela terceira vez na presidência da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae Mossoró), falou sobre o projeto de lei que está tramitando no Senado, que prevê o corte de recursos da educação para instituições que tratam pessoas com necessidades especiais. Para ele, o governo federal está sufocando essas instituições com a justificativa de que beneficiários têm que estudar em escolas da rede comum, apesar de não ter preparado os municípios para absorver a demanda. Sebastião Almeida diz que não acredita que projeto de lei seja aprovado.

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Psicóloga fala sobre o medo de falar em público que atinge um grande número de pessoas

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Sua carreira

Rafael Demetrius: Como se tornar o funcionário do mês

Adoro comer Colunista Davi Moura: Espaguete à parisiense

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Wil­liam Rob­son • Editor – Nara Andrade • Dia­gra­ma­ção – Ramon Ribeiro • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Gildo Bento • In­fo­grá­fi­cos – Neto Silva Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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conto

josÉ NIcodemos*

Angústia de morte

D

amiana não via a hora do ônibus chegar em São Paulo. Começar uma nova vida. Se o marido não fosse um morto nas calças, e já teriam lá em São Paulo, cidade de muito trabalho, uma vida de gente. Mas graças a Deus ele tinha criado coragem, a mudança pra São Paulo. Ao lado da mulher, o lado da janela, o olhar perdido nas coisas ficando pra trás na velocidade do ônibus, Jovelino era só tristeza, numa sensação de morte. Sem estudo, sem profissão, nem o ofício de servente de pedreiro tinha aprendido na vida, o que é que ia fazer em São Paulo. Ainda mais, não tinha lá parente nem aderente. Apertava-lhe o coração a única certeza que tinha – ser lá mais um morador de rua. Pelo menos, na sua cidadezinha possuía um casebre pra morar, taipa esburacada, cobertura de palha de carnaúba, mas afinal, tinha um teto. E naquele mundão de São Paulo? Controlandose pra não chorar. Já arrependido. Não devia ter ido pela cabeça da mulher, São Paulo é pra quem tem estudo ou profissão. Era um trabalhador de biscates. Ao contrário de Damiana, Jovelino desejava era que a viagem fosse sem fim. Ali calado, moído por dentro. Também na sua cidadezinha conhecia todo o mundo; se lhe faltava serviço, não faltava quem lhe desse uma ajuda,

Já se aproximando dos trinta anos, de cada vez ia perdendo a esperança de um bom casamento, o sentido aqui, naturalmente, de um padrão de vida melhor.

( matava um preá no mato pra comer com a mulher e os filhos, e não dormia na rua feito cachorro. Começou a ter raiva de Damiana, que lhe botara aquilo na cabeça. Que diabo ia fazer naquele mundão sem fim, não tinha estudo nem profissão. Maluquice da cabeça da mulher. .Morto de arrependido. A vista pregada nas coisas correndo pra trás na corrida do ônibus, Jovelino mal respondia o que a mulher lhe falava, o filho mais novo, de dois anos, queimando em febre. A garganta tapada. Os

Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com

)

olhos vermelhos. Nem olhava pro filho doentinho; já estava por tudo. De repente, já anoitecendo, eis que lhe apavora os olhos, visão do inferno, aquele derramamento de luzes lá longe, do tamanho do mundo, muito perto e muito além daquela imensidão de lixo. São Paulo. Num ímpeto, Jovelino levou as mãos à cabeça, encolhendo-se como quem toma um soco no estômago, e não pôde abafar o choro, precedido de um grito que lhe saiu com a força de um vômito. – Meus Deus!

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entrevista

SebastIÃo AlmeIda

“Ainda está tão duvidosa essa coisa dessa lei que eu findo acreditando que não vai dar certo”

Por Nara Andrade naraandrade@gmail.com

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atural de Janduís, o professor de Matemática aposentado Sebastião Almeida de Medeiros chegou a Mossoró em 1968, para morar na Casa do Estudante. Durante boa parte de sua vida, dividiu-se entre o trabalho em salas de aula na rede pública de ensino e a incansável luta em prol das pessoas com necessidades especiais, através do movimento apaeano. Sebastião Almeida é um dos fundadores da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) em Mossoró e está em seu terceiro mandato como presidente da instituição. Nesta entrevista, ele fala de projeto de lei que está tramitando no Senado que prevê o corte de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) para instituições que atendem a pessoas com necessidades especiais. O assunto polêmico tem sido alvo de protesto em todo o País, já que, com o corte, instituições como a Apae podem fechar as portas.

DOMINGO – Como é estar na presidência da Apae mais uma vez? SEBASTIÃO ALMEIDA – É a terceira vez que eu presido a Apae e me considero uma pessoa de sorte por presidir a Apae, e de fazer o pouco que eu já fiz pela instituição. Eu digo pouco, porque ela precisa que se faça muito por ela pelos serviços que ela realiza. Ter construído essa sede é uma coisa que me deixa orgulhoso, apesar de não precisar que tenha uma placa aqui na instituição que identifique que fui eu quem construiu. Eu gosto mesmo é de ajudar a Apae, não de presidir. Eu costumo dizer que 4

a melhor coisa na Apae não é você presidi-la; é ajudar. Presidir a Apae é um abacaxi grande, porque o presidente tem a responsabilidade de fazer a instituição funcionar, e a estrutura que a Apae de Mossoró tem hoje não é barata. É uma estrutura cara para uma entidade que não cobra pelos serviços que realiza. Nós precisamos aqui, no mínimo, de R$ 70 mil por mês e nós não temos esse dinheiro. A Apae nunca consegue a receita para poder cobrir as despesas que ela tem mensalmente, com água, luz, telefone, obrigações sociais, folha de pagamento, entre outros custos. Nós

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temos parceria com os três níveis de governo – Município, Estado e Federal –, mas a gente não consegue arranjar a receita. Somos muito gratos à sociedade que gosta da Apae, que acredita nesse trabalho que a Apae desenvolve não só em Mossoró, mas no Brasil inteiro. Somos mais de 2.100 Apaes no Brasil, somos a maior rede de apoio a pessoas com necessidades especiais no Brasil e uma das maiores do mundo, mas sempre com o pires na mão. NOS últimos dias muito tem se falado sobre o possível fechamento das Apa-


entrevista es, devido a um projeto de lei que está tramitando no Senado. Qual a proposta desse projeto? NESSE meu retorno à presidência, eu já sabia que o Governo Federal, através da lei 11.494 de 20 de junho de 2007, quer acabar com instituições que cuidam de pessoas com necessidades especiais, a verdade é essa. E as Apaes no Brasil que funcionavam como escola já não podem exercer esse papel. O primeiro grande prejuízo que a Apae de Mossoró teve foi a perda da merenda escolar, e nós temos aqui 300 crianças todos os dias, para comer de manhã e de tarde, mas nós perdemos a merenda escolar por força dessa lei. Eu vou falar pelas Apaes, porque é a instituição que eu venho defendendo durante 40 anos. Eu sou um defensor intransigente dessa causa da pessoa com necessidade especial. Com essa lei, o Governo quer acabar com uma escola para criar outra. A gente entende que isso não é necessário. Deixe eu explicar: o Governo quer tirar, e já tirou as crianças da Apae de Mossoró para colocar na rede normal de ensino. OS MUNICÍPIOS estão preparados para receber essa demanda? É ISSO que eu condeno. Tudo que é encontro seminário, congresso que a gente discute essa causa, vê que o grande erro é o Governo criar a lei e não preparar as escolas para receber as nossas crianças. O Governo quer que isso aconteça, mas não criou, como ele diz aqui na lei, a sala multifuncional, essa estrutura de nome bonito, mas que não é encontrada em todas as unidades educacionais. Aqui na Apae, nós temos uma. Eu posso mostrar, mas nas escolas do município eu não conheço. Eu quero que me convidem para eu ver onde está essa sala. Nossas crianças estão indo para a escola da rede normal, e a gente acompanha para ver como está essa criança nessa escola que não foi preparada para recebê-la. Para você ter ideia, a minha esposa estava estagiando em uma escola do Estado e eu pude ver a aberração do que quer essa lei. Eu vi uma mocinha da Apae deitada lá no chão, com os outros colegas fazendo bolinhas de papel e atirando nela. A professora estava completamente desnorteada porque ela não estava sabendo cuidar de duas coisas que estavam acontecendo ali: a educação especial para a menina que estava deitada no chão e a educação que ela estava querendo oferecer àquele grupo que atirava bolinhas de papel na menina. Ela não estava sabendo fazer nem uma coisa nem outra, porque aquela sala não estava nem de longe preparada para receber aquela menina, ou seja, a presença daquela menina atrapalhou o que a professora queria fazer ali. Eu acho que não está dando certo. Nós queremos que o poder público, nos três níveis, assista à população, a mim, a você, a crianças com necessidades especiais e a todas as crianças; nós queremos isso. Como presidente voluntário,

é isso o que eu quero, mas a lei precisa melhorar muito a estrutura das escolas para poder dar certo.

rendo isso. E é o que eu quero também. Nós temos direito a isso. Nós pagamos caro demais, para não ter retorno.

QUAL a justificativa da lei para transferir esses alunos para a escola comum? EU SÓ penso que alguém lá no seu gabinete bonito em Brasília (DF), alguém de paletó e gravata, com motorista e carrão preto na garagem preparou uma coisa assim e convenceu a alguém a dizer que é isso que vai dar certo, e eu não acredito que essa pessoa que fez isso esteja mais lá. Preparou a batata quente e jogou aí, porque desde 2007 que rola essa história. Nós tivemos um presidente, o Luiz Eduardo Barbosa, ex-presidente da Federação Nacional de Apaes, deputado federal por Minas Gerais, que é eleito pelas Apaes de Minas Gerais. Ele é um danado a favor dessa causa. Ele hoje não é mais presidente da Federação, porque terminou os dois mandatos seguidos, mas ainda é de um conselho poderoso da Federação. Ele briga lá em Brasília. Ele está lá, lutando contra isso. Ele foi eleito o parlamentar do ano. O que me conforta é que ele deve estar lá enchendo o saco de tudo que é deputado e senador para que isso não aconteça. Agora já tem Apae que esqueceu essa coisa, já trabalha a nova realidade da lei. A inclusão é louvável, só que eles não deram condições para que isso acontecesse. A escola está pronta para receber esses alunos? Não está. O professor foi preparado para trabalhar com eles? Não foi. A escola recebeu recursos para se adaptar? Não recebeu. Eu defendo que o Governo ofereça tudo, como as manifestações colocaram nas ruas: ensino de qualidade, saúde de qualidade, padrão Fifa para os serviços públicos. Eu estava em São Paulo em uma daquelas grandes manifestações e eu me emocionei quando eu vi aquela multidão passando, que-

A APROVAÇÃO do projeto pode realmente levar ao fechamento das Apaes? NA VERDADE, o Governo Federal está sufocando as instituições que cuidam da clientela que as Apaes cuidam. Nós temos um certificado de regularidade de instituições filantrópicas, a Apae por exemplo. A Apae de Mossoró tem mais de 40 anos. Completou 40 anos no último mês de março. Precisa dizer a quem? À Prefeitura, ao Estado, ao Governo Federal, a você, a quem, que a Apae é uma instituição filantrópica, se está na documentação toda, no estatuto? Mas, se o Governo Federal, que é quem controla o Cebas (Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social), não renovar anualmente esse certificado, as instituições não podem receber verbas do Governo Federal, por exemplo as emendas parlamentares do deputados federais dos senadores, porque nós estamos condicionados a ter esse certificado em dia. A Apae de Mossoró não está com esse certificado em dia porque o Governo Federal não renova. Nós dependemos do Governo, a nossa parte está feita, mas nunca sai. Se eu lhe disser que não pagamos a folha de julho porque não temos dinheiro para pagar, que é R$ 42 mil, e temos quase R$ 800 mil só do Governo Federal para receber e não temos a certeza de quando vamos receber e se vamos receber. Isso é muito desanimador para nós que cuidamos da instituição, ao mesmo tempo que a gente sabe que o Governo mexe com muitos milhões e milhões com outras coisas e uma causa como esta não está sendo vista; é triste. ALÉM da parte educacional, a lei pre-

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entrevista vê o encerramento dos atendimentos clínicos realizados por essas instituições? NÓS não acabamos com a Apae de Mossoró ainda porque a gente não desiste fácil. E as Apaes no Brasil todo ainda não acabaram porque a sociedade não deixa. O corte dos recursos previsto pela lei pode, sim, provocar o encerramento de todos os atendimentos. Mas, nós temos tentado buscar outras fontes. Nós vamos ao cidadão, a gente vai à sociedade, e temos conseguido da sociedade a sobrevivência da Apae de Mossoró, que é querida, é respeitada e tem credibilidade. A revista Seleções e o Ibope promovem todo ano a escolha da marca de confiança do Brasil. Há 11 anos, a Apae é eleita a marca de confiança, porque geralmente quem está à frente de uma Apae faz de tudo para não escorregar em uma casquinha de banana, cometer um errozinho de nada e isso chegar à sociedade, que poderia até dar as costas para a Apae, por causa do erro. COMO as famílias dos beneficiários da instituição estão acompanhando essas notícias? O QUE a gente viu no congresso nacional das Apaes é que os pais são terrivelmente contra. Eles sabem o que representa uma Apae na vida dos filhos deles. QUAIS os prejuízos que seriam provocados com o fechamento da instituição? Nós temos criança aqui que foi encontrada abandonada pela família na casa da avó, rastejando num piso de barro, parecia um animalzinho. É a história de Breninha. Ela foi trazida para cá com quatro anos; hoje, está com vinte, cursando o ensino médio, e vai fazer as provas do Enem, para entrar no curso de Serviço Social. Ela é bailarina, é autodefensora do movimento apaeano do Estado do Rio Grande do Norte. Ela é uma autoridade do movimento. Ela é a prova viva do trabalho realizado pela Apae. Ela mesma diz que a Apae a ensinou a andar, falar, ler, escrever. Ela fala assim como a gente? Não. Mas quando ela fala, eu entendo. Ela anda assim como a gente? Não. Mas ela anda e eu gosto do andar dela. Ela vem sozinha, vem de ônibus, namora, tem Facebook. Esse é só um exemplo, entre tantos, de como a Apae é importante. Quando essa questão da inclusão veio à tona para que essas pessoas estivessem lá na escola comum e quando elas chegaram lá e não encontraram nenhum tipo de acessibilidade nem na parte física nem na questão de material didático e da qualificação de professores preparados para acolher essa clientela, então o que aconteceu é que uma boa parte evadiuse e voltou para casa, outros voltaram para a Apae, e o que a gente viu foi o fracasso, porque eles obrigam a matricular nessas escolas mas não dão con6

dições. Nós recebemos de volta crianças que já estavam em um patamar bem elevado de desenvolvimento, e tivemos que começar tudo de novo, porque simplesmente não deram continuidade ao trabalho que era realizado aqui; então, eles regrediram. COM base na sua experiência com o movimento, o que poderia ser feito para garantir educação de qualidade a essa clientela? O GOVERNO deveria se voltar para essa causa, para o movimento, com o olhar de que aqui dentro a coisa acontece. A nossa Janaína, quando chegou aqui, ela não era o que ela é hoje em relação ao trabalho que ela desenvolve aqui. Ela chegou capacitada, mas aqui dentro, com o contato, com a convivência com crianças dos mais diferentes níveis de necessidade, são várias síndromes, dificuldades de aprendizagem, seja ela adquirida emocionalmente ou uma patologia, e o professor hoje, o terapeuta, ele tem que ter esse olhar diferenciado, tem que ter a sensibilidade, ele tem que acreditar que não existe só a formação acadêmica, mas investir nas habilidades de cada aluno, em relação à música, ao teatro, à poesia, à dança. Esse é um espaço não escolar hoje, porque a Apae hoje não é mais uma escola especial, mas um espaço que trata as habilidades dessas pessoas com necessidades. A escola comum hoje não é atrativa nem para os alunos ditos normais, e a Apae tem esse diferencial, o atrativo, o acolhimento.

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O aluno se sente valorizado. A gente aprende muito com os alunos. A gente recebe lição de vida todos os dias, adquirimos uma bagagem enorme, com esse trabalho. Somos surpreendidos a cada momento. Sabe o que é uma Breninha dançando no palco do Teatro Dixhuit Rosado? Eu não tenho coragem de ver. E olhe que eu estou mais do que acostumado. Nesses quarenta anos de Apae, eu ainda me emociono, eu choro com cada história de superação. HÁ QUANTOS anos a Apae existe no Brasil e quantas unidades funcionam hoje? SOMOS pioneiros. A primeira Apae no Brasil foi fundada em janeiro de 1954. De lá para cá, o movimento apaeano se espalhou pelo Brasil inteiro, a ponto de termos 2.186 unidades no País. Nós temos Estados no País com mais de 400 Apaes. No Sul, por exemplo, o movimento é muito forte. QUAIS as conquistas da Apae em Mossoró ao longo dos seus 40 anos de história? EU DIGO muito aqui: a Apae é muito visitada, e a gente gosta disso porque cada grupo que vem aqui, cada pessoa que nos visita e vê a Apae por dentro, vê o que a gente faz. É como se nós estivéssemos prestando conta dos nossos serviços. É importante porque essas pessoas veem que a instituição existe, ela que começou do nada. Eu vi a Apae começar em uma salazinha, eu vi as pessoas pedindo uma cadeira que você não usava mais na sua casa, uma panela, um prato, uma colher, a Apae começou assim. A melhor coisa que a Apae ganhou no dia da fundação foi uma máquina de escrever do Banco do Brasil, porque o primeiro presidente da Apae que tinha um filho com síndrome de down, Cesar Leite, era um alto funcionário do banco e doou uma máquina usada. E hoje, a Apae tem toda essa estrutura, com instalações próprias, cresceu muito nesses quarenta anos. No Rio Grande do Norte, temos 17 unidades da Apae, sendo as principais em Natal, Mossoró, Caicó e Currais Novos. Em Mossoró, temos uma equipe de mais de 60 pessoas, formada por pedagogos, médicos, psiquiatra, pediatra, psicopedagogo, psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, tudo isso nós temos aqui. Essa é a escola que a lei poderia contemplar. Não é aquela escola do professor coitado. Quem é que não sabe, quem é que não está vendo que a educação no Brasil está uma tristeza? O que eles querem é fazer no atacado e dizer que aprovaram 10 milhões, mas o camarada vai fazer vestibular e ainda não sabe ler. Eu sou professor, eu me aposentei como professor, então eu sei como é que está. Eu vibro com a Apae de Mossoró.


Cultura

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Cultura

)) Alunos do 7o ano da Escola Municipal Rotary, durante momento de pesquisas

Dia do

Folclore Mesmo com importância da data, comemorações em Mossoró são tímidas

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um mundo cada vez mais globalizado, onde ferramentas como a internet encurtam qualquer distância, facilitando o acesso a todo tipo de informação, é comum que as características locais de cada região sejam sufocadas pela cultura massificada. Na semana em que se comemora o Dia do Folclore, que transcorre anualmente em 22 de agosto, Domingo conversou com profissionais da área da educação para saber a importância de se manter viva a cultura popular de cada povo, que é composto por tradições e manifestações populares, constituídas por lendas, mitos, provérbios, danças e costumes, que devem ser passados de uma geração para as outras. Mesmo se tratando de um tema tão importante, em Mossoró a data é marca8

da por comemorações tímidas, realizadas de forma isolada em algumas escolas da rede municipal de ensino, já que o Festival do Folclore, que era realizado anualmente pela Secretaria de Educação de Mossoró, com apresentações no Teatro Municipal Dix-huit Rosado, deixou de acontecer. DOMINGO entrou em contato com a Secretaria de Educação do Município e conversou com a diretora pedagógica, Jailma Soares, sobre as comemorações em torno do Dia do Folclore. A servidora informou que a última edição do festival foi realizada em 2010. Ela afirmou que o evento foi cancelado nos últimos anos devido à falta de condições de encaixar os custos da realização no orçamento do Município. No entanto, Jailma Soares garantiu

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que, a partir do próximo ano, o evento deverá voltar para o calendário das atividades da educação municipal, devido ao seu grande valor cultural, pois tem o objetivo de manter viva a cultura, não só do nosso país ou nossa região, mas, principalmente, da nossa cidade e do nosso estado. “Atualmente as escolas estão fazendo suas próprias programações, mas o festival é muito interessante porque reúne todas as escolas em um momento festivo, com apresentações que visam ao resgate de alguns valores que não devem ser perdidos. Já estamos nos preparando com bastante antecedência para voltar a desenvolver o festival a partir do próximo ano”, explicou. Uma das escolas que fazem questão de incentivar o resgate das tradições e costumes locais é a Escola Municipal Rotary.


Cultura

)) Luana Beatriz, de 12 anos, diz que está se divertindo com pesquisas sobre lendas e mitos A unidade educacional que já é destaque pelo bom desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), ficando entre as cinco melhores escolas do Rio Grande do Norte, desenvolve anualmente um projeto no mês do Folclore, que tem como culminância das atividades realizadas ao longo de todo mês, em um dia de apresentações culturais na escola. Dorinha Lira diz que os alunos sentem muita falta do Festival do Folclore, que era realizado no município. “A escola sempre se envolvia e se destacava com as apresentações que fazia”, lembra. Riquezas Regionais Neste ano, o projeto coordenado pela professora responsável pelas disciplinas de História e Artes da Escola Municipal Rotary, Maria das Dores de Lira Costa, mas conhecida como Dorinha Lira, tem como tema “Riquezas Regionais do Folclore: resgates das tradições, costumes e mitos”. A professora diz que sempre fez questão de trabalhar o tema com seus alunos, por acreditar ser de fundamental importância para manter viva e difundir a história e a cultura do nosso povo. “Como a gente voltou do recesso letivo, no último dia 5, e fizemos algumas apresentações na 9ª edição da Feira do Livro de Mossoró (FLM), ainda estamos

)) Professora Dorinha Lira, coordenadora do Projeto do Folclore

preparando a programação do folclore”, comenta. Desde a última semana, os alunos do Ensino Fundamental II, formados pelas turmas do 6º ao 9º ano, estão fazendo pesquisas relacionadas à temática central do projeto. Cada turma ficou responsável por estudar a respeito de uma determinada região do país, para apresentar características típicas de cada uma, como as danças, as comidas, os trajes típicos, os cultos dominantes, receitas da medicina popular, as simpatias, a literatura, os mitos e lendas. O projeto é interdisciplinar, contando com a participação de todas as disciplinas da grade curricular. Dorinha Lira afirma que ao longo do mês, os professores estão incluindo nas aulas elementos do Folclore. “Nas aulas de português, por exemplo, os professores estão trabalhando textos da literatura de cordel, destacando os principais autores da cidade, os ditos populares”, explica. A professora conta que o projeto despertou a curiosidade de todos os estudantes da escola, que estão adorando conhecer as histórias da região, trazendo histórias contadas pelos parentes mais antigos, lembrando músicas que aprenderam quando eram mais jovens. “É sempre muito bom o momento de pesquisa. Os alunos estão eufóricos. E a escola toda esta envolvida, todos os pro-

fessores, funcionários e alunos”, afirma. O dia de culminância das ações do projeto será a sexta-feira, 30 de agosto, quando cada sala fará as apresentações baseadas na região que ficaram reservadas. A programação deverá começar a partir das 16h, na própria escola. Alunos Animados Os estudantes da turma do 7º ano da Escola Municipal Rotary, estão se divertindo com as pesquisas sobre o folclore brasileiro. Reunidos na biblioteca da escola, os alunos conversaram com DOMINGO sobre o que mais estavam gostando dos momentos de pesquisa. A estudante Luana Beatriz, de 12 anos, diz que está se divertindo porque está lembrando as histórias que ouvia quando era criança. “O que eu mais gosto são das lendas, tem a do Boto, a da Iara, a do Bicho Papão. A gente também escuta as músicas que nossas mães cantavam para a gente. Eu descobri que minha mãe cantava de um jeito diferente, a mesma cantiga vai mudando de um lugar para outro”, fala. Já a estudante Leonara Rebouças, 12 anos, diz que achou interessante saber que a lenda do Lobisomem, tão conhecida aqui no país, não é brasileira, é na verdade uma lenda de origem inglesa. As alunas estão ansiosas pelo dia das apresentações.

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Timidez

Você é

tímido? Medo de falar em público é comum e atinge grande parte das pessoas; psicóloga fala dos sintomas e de quando a timidez pode ser considerada um problema grave

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uem nunca sentiu aquele friozinho na barriga antes de apresentar um trabalho na escola, ou na faculdade, ou ao participar de uma entrevista de emprego? O medo de falar em público é comum, segundo a psicóloga Julita Gomes, da Hapclínica Mossoró. Segundo a especialista, o receio de

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falar em público está muito atrelado ao que é de cada um, porém, geralmente, vem de uma insegurança para estar se expondo. Afinal, nessa situação, é preciso se colocar para um número de pessoas (desconhecidas ou não), as quais estarão com as atenções voltadas para aquele sujeito, podendo julgá-lo, criticá-lo. E, isso se defronta com sua inse-

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gurança e provavelmente com uma falta de autoconfiança, que são características inerentes à timidez. A psicóloga Julita Gomes fala dos principais sinais provocados pela timidez. Ela explica que a insegurança é que gera o medo e, em decorrência dele, aparecem sintomas como: ansiedade, um nervosismo extremo, sudorese, tre-


Timidez tar o trabalho, por acreditar que vai fracassar durante a apresentação, faltar à entrevista por achar que terá sempre um concorrente melhor para a vaga. “A pessoa pode até mesmo chegar a participar daquilo, mas acaba imerso em pensamentos negativos que as falhas aparecem e de fato não consegue dar continuidade como gostaria e daí se deprecia porque vem uma confirmação para toda sua negatividade”, explica.

)) Medo de falar em público é comum e

atinge grande parte das pessoas; psicóloga fala dos sintomas e de quando a timidez pode ser considerada um problema grave

mores, gagueira, falta de ar, dores de cabeça, enurese excessiva, constipação ou diarreia, mãos e pés gelados, lapsos de memória (esquecimentos), atos falhos (trocas de letras ou palavras), além dos bloqueios psicológicos (quando se é mais fácil abrir mão de algo que lhe pode ser benéfico por não se sentir capaz ou preparado para tal compromisso), o que quase sempre vêm acompanhados por uma tristeza profunda. “A timidez não está muito relacionada à uma falta de concentração porque o indivíduo pode perfeitamente se concentrar no que faz, no que sabe e no que estuda, mas sente uma grande dificuldade em dividir esses conhecimentos. A concentração somente fica comprometida na medida em que a ansiedade toma uma proporção exacerbada e com isso, não somente a concentração, mas outras atividades cognitivas, como o pensamento, atenção e memória”, ressalta. Ficar nervoso antes de fazer uma apresentação de trabalho na escola ou faculdade, ou em uma entrevista de emprego é comum, mas a especialista frisa que em alguns casos essa timidez pode ser considerada um problema grave. É o caso de quando a pessoa passa a achar mais conveniente não apresen-

Prejuízos A timidez faz com que a pessoa se limite, o tímido geralmente está rodeado de fronteiras fantasiosas. É, por opção e necessidade psicológica, mais recatado, bem mais recluso, muitas vezes isolado, o que prejudica bastante suas relações, a formação de vínculos que são fundamentais para a vida do ser humano. E, isso prejudica em suas amizades, relações amorosas e sexuais, progresso nos estudos e no mercado de trabalho. O controle da timidez depende muito do que leva cada um a ser tímido. Não existe uma fórmula ideal para isso. Entretanto, é importante procurar fazer sempre um trabalho de reconhecimento das competências para que pouco a pouco se perceba como um sujeito é capaz de atender aquilo que lhe é solicitado. A desconstrução das suas barreiras deve ser feita dentro do seu ritmo. “Estimular um tímido é uma coisa boa, mas forçá-lo a algo, pode ser muito ruim e até traumático. Mostrá-lo que suas fantasias fogem da realidade também é interessante, mas tudo deve ser feito com cautela e é imprescindível o acompanhamento de um profissional qualificado até mesmo para entender os motivos que levam à timidez e avaliar a proporção que a mesma toma na vida do paciente.

Estimular um tímido é uma coisa boa, mas forçá-lo a algo pode ser muito ruim e até traumático” Julita Gomes

psicóloga Hapclínica Mossoró

)) Wádja Alves diz que

nunca teve problemas com timidez

A psicóloga diz que problemas relacionados à timidez são tão comuns que são a causa de muitas procuras por atendimentos em consultórios de psicólogos. “É uma demanda que vem pouco a pouco crescendo dentro dos consultórios psicológicos e como todo processo psicoterápico, leva tempo. Infelizmente, muitas vezes chegam com grandes apostas nos profissionais e poucas apostas no trabalho pessoal por serem desacreditados até pela família e grupo social, o que compromete o seu progresso. É preciso ser feito um trabalho de desconstrução de ideias, de comprovações, procurando trabalhar também a sua autoestima e a reinserção diferenciada em seu meio. Transtornos Marília Mesquita diz que tem um sério problema sempre que precisa falar em público. “Eu sempre fui muito brincalhona, gosto de conversar, não tenho nenhum problema com isso. Mas quando preciso apresentar um trabalho, participar de alguma dinâmica de grupo, ou falar em alguma reunião, eu travo, mesmo que seja só para pessoas conhecidas. Na faculdade eu tinha que decorar tudo

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Timidez

!

A psicóloga diz que problemas relacionados à timidez são tão comuns que são a causa de muitas procuras por atendimentos em consultórios de psicólogos que ia falar nos seminários, porque senão não saía nada. Lembro que uma vez eu fui interrompida por um questionamento de um colega de turma e tive que voltar para o começo da apresentação porque não consegui lembrar onde eu havia parado de falar. É muito ruim, porque geralmente eu domino o assunto, mas o nervosismo é tão grande que eu travo e não consigo me expressar

direito. Também fico muito suada e isso aumenta o nervosismo, porque fico com vergonha”, conta. Já a estudante de Administração Wádja Alves é o oposto de Marília, ela conta que nunca foi tímida. “Eu sempre gostei de apresentar trabalhos nos tempos de escola e na faculdade não foi diferente, não tive problema com timidez”, comenta.

Aos 22 anos, a futura administradora de empresas se destaca pela desenvoltura tanto na faculdade como em algumas seleções de estágio que participou. “Acredito que me saí bem em algumas entrevistas porque quando a pessoa não tem medo, fica tranquila, não demonstra nervosismo e as palavras fluem melhor”, comenta.

# Principais Sintomas da Timidez - Ansiedade - Nervosismo extremo - Sudorese - Tremores - Gagueira - Falta de ar - Dores de cabeça - Enurese excessiva - Constipação ou diarréia - Mãos e pés gelados - Lapsos de memória (esquecimentos) - Atos falhos (trocas de letras ou palavras) - Bloqueios psicológicos - Tristeza profunda 12

Jornal de Fato | DOMINGO, 18 de agosto de 2013


sua carreira

Rafael DemetRIUs

COMO CONSTRUIR UMA EQUIPE DE ALTA PERFORMANCE

É

preciso ser um bom líder para construir uma grande equipe. Um líder que não tem medo de arriscar, tomar decisões difíceis e estabelecer x padrões de desempenho. A construção de uma equipe exige uma profunda compreensão das pessoas, seus pontos fortes e o que as motivam a trabalhar juntas. Além disso, a formação da equipe exige que você administre os egos de seus subordinados e suas demandas constantes de atenção e reconhecimento. Não é fácil liderar uma equipe e manter o ambiente de trabalho um lugar agradável e produtivo. Então, listamos abaixo algumas dicas sobre como construir um time de sucesso. Recrute as pessoas – invista tempo e dinheiro no processo de recrutamento e seleção de pessoas, e nunca “terceirize” essa função, pois, cabe ao líder executá-la. Além disso, tenha visão e saiba identificar os talentos que estão sendo desperdiçados pelo mercado, trazendo-os para dentro de sua organização e desenvolvendo-os. Outro fator a considerarmos é o seguinte: busque contratar pessoas que tenham a mesma visão de negócio que a sua, por exemplo, se sua empresa busca ser a Nº 1 do mercado, obviamente, você não pode contratar alguém que deseja estagnar e ficar eternamente na zona de conforto (pessoas que não buscam atualização, que correm de promoção, etc.), pois, haverá uma incongruência de pensamentos, gerando insatisfação para ambas as partes (o colaborador precisa amar a empresa e principalmente sua função dentro da mesma). Dê um norte para as pessoas – seja simples e transmita com clareza para os colaboradores aonde a empresa quer chegar, evitando dúvidas. Busque criar objetivos resumidos, de forma que todos tenham facilidade de absorvêlos, pois, a pior coisa do mundo para um colaborador é não saber qual é o seu papel da empresa. Defina Claramente os Papéis e Responsabilidades – Comunique-se com seus funcionários e deixe-os saber o que você espera deles. Diga a eles claramente quais são suas responsabilidades e atribuições dentro da empresa. Observe o comportamento de sua equipe e, caso o trabalho não esteja fluindo como deveria, descubra o motivo e quem pode estar interferindo para que isso aconteça. Depois que souber quem está fora de contexto, tenha um pouco de imaginação e não vá logo despedindo o funcionário. Observe suas qualidades e dê a ele um papel que se encaixe em seu perfil. Desenvolva as pessoas – capacitar e desenvolver continuamente os colaboradores (melhoria contínua), através de cursos e treinamentos, objetivando atingir o ápice de cada um para que a organização gere talentos e consequentemente execute os processos em alto nível.

Desafie as pessoas – o ser humano é motivado por desafios, por isso, sua equipe deve ser desafiada constantemente. Para que isso possa ocorrer é necessário que mudanças ocorram na organização, de modo que os colaboradores busquem refletir e gerar ideias criativas e inovadoras para resolver os problemas existentes dentro do ambiente corporativo. Recompense as pessoas – sua equipe deve ser gratificada constantemente pelos bons trabalhos realizados. Elogios e comemorações devem existir para aqueles que buscam “suar a camisa” em prol de resultados marcantes. Acredite, esse é o melhor investimento que um líder pode fazer. Una as pessoas – o conceito de sinergia diz que o todo é maior que a soma das partes, ou seja, de nada adianta ter apenas um profissional brilhante dentro da empresa, pois, sozinho, ele nada poderá fazer, sendo assim, é importante que a equipe tenha unidade. Em outras palavras, todos os colaboradores devem se unir em prol do conjunto, para que assim, a mentalidade das pessoas seja construída para fortalecer e valorizar o bloco humano da empresa. Lidere as pessoas – Sócrates proferiu a refulgente frase: “Sob a direção de um forte general, não haverá jamais soldados fracos”. Assim como na “guerra” de Sócrates, o mercado de trabalho também exige um grande líder, para que os colaboradores sejam encorpados. O líder é aquela pessoa que vive aquilo que prega (caráter), que cria metas alcançáveis, que valoriza a diversidade, que busca remover todas as barreiras para o colaborador passar, que não age por coerção e sim por influência, que soa a camisa, que tem equilíbrio emocional, que promove um ambiente agradável, que permite que o colaborador cresça dentro da empresa, que reconhece os bons trabalhos, que divide o seu conhecimento com os colaboradores, que resolve os problemas (excesso de faltas, desentendimento entre colaboradores, colaboradores indolentes, etc.), que se antecipa as possíveis variáveis negativas que certamente chegam, que é humilde para reconhecer um erro, que trata as pessoas com equidade, enfim, é alguém que é um exemplo a ser seguido e faz as pessoas perceberem isso. Pergunte as pessoas – uma relação de transparência favorece o desempenho da equipe, daí a importância da comunicação entre líder e liderado. Busque ouvir os colaboradores, peça sugestões, questione, diga-os para relatar os pontos fortes e fracos que eles enxergam, para que assim, aja feedback constante na organização, enfraquecendo assim, o poder da organização informal, e consequentemente, fortalecendo a confiança dos colaboradores com a organização. Dê autonomia para as pessoas – os colaboradores precisam tomar decisões dentro da organização, mas para que isso possa ocorrer é necessário que a cultura organizacional da empresa seja democrática, tendo uma estrutura organizacional horizontal, para que os funcionários sejam munidos de informações e conhecimento, para que os mesmos possam ter poderes e bagagem para planejarem e executarem os processos, aumentando o nível técnico da organização e gerando diferencial competitivo.

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adoro comer

DaVI moURa

Caixa de cervejas Therezópolis

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Nesta semana visitei as queridas da Mundo Verde e, como sempre, não sai de mãos abanando. Fui atrás de alguns precinhos de produtos e acabei conversando bastante com Cleópatra, proprietária; Dayanne, nutricionista; e Kaká, vendedora. Entre idas e vindas, Cleo me presenteou com o seguinte livrinho: 30 Receitas Mundo Verde. Trata-se de uma publicação que é ofertada aos clientes Mundo Verde em compras a partir de R$ 60,00 ou pode ser comprado por R$ 5,50. No livrinho há inúmeras receitas com alimentos saudáveis, incluindo os vários que você pode encontrar na loja. Curti! A novidade do dia, entretanto, foram as balinhas de colágeno com vários sabores. A textura é de jujuba, mas sem aquele açúcar todo. A loja da Mundo Verde é lá no Mossoró West Shopping. Vamos visitar?

No final da semana que passou, Dia dos Pais, encontrei um presente maravilhoso no Supermercado Rebouças no centro da cidade. Presenteei o meu velho Geraldo Moura com uma caixa com 3 cervejas artesanais da Therezópolis. Trata-se de uma cerveja artesanal produzida no Rio de Janeiro, ou seja, superbrasileira! Suas variações são muitas e o seu início foi com o empreendedor Alfredo Claussen, que começou produzindo cerveja somente para consumo próprio e hoje a marca já é comercializada para todo o Brasil. Vale a pena experimentar!

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O pastel super-recheado do Don Pastel Antes fosse um pastelzinho comum, com gostinho de brisa da montanha e a carne perdido lá na ilha da fantasia. Aqui recheio é coisa séria. Como todos os outros quitutes servidos pelo amigo Flávio, a sua massa que deixa o cheirinho bom na rua inteira seduz em todos os sentidos possíveis. Os tamanhos servidos são P, M e G. Os preços, logicamente, variam a partir dos tamanhos. Existem duas categorias de sabores, os tradicionais e os especiais. Nos tradicionais, os sabores incluídos são os seguintes: queijo, queijo e presunto, carne, carne e queijo, frango, frango e queijo e mais alguns conhecidos. O preço varia de R$ 1,50 (o P) até R$ 7,00 (o G). Já os especiais têm sabores diferentes, montados. São eles: Nordestino (carne de sol e queijo de coalho), Pizza (queijo presunto, tomate e orégano), Marguerita (queijo, tomate, orégano e manjericão) e até o gigante Don Pastel (queijo, presunto, calabresa, bacon, frango, carne de sol, milho, ervilha, tomate e cebola), entre vários outros. Os preços variam de R$ 2,20 (o P) a R$ 10,00 (o G). Visite: o Don Pastel fica em frente ao Banco do Nordeste, no centro da cidade. Para contatos: (84) 3317-3106.

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A batata Frida Kahlo do 144 Lounge Bar

30 receitas Mundo Verde e balas de colágeno

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BodyNutri Suplementos Nutricionais A cidade de Mossoró receberá uma nova loja especializada em suplementação, a BodyNutri Suplementos Nutricionais. A empresa é um projeto dos amigos empresários Talles Diego e Jadson Melo que prometem oferecer a mais completa linha de produtos multimarcas nacionais e importados, ocasionando bons resultados aos que praticam esportes, exercícios físicos e demais atividades funcionais. A abertura da nova loja tem previsão para o final do mês de agosto, com novidades aos adeptos do mundo fitness e da denominada “geração saúde”, além de promoções e parcerias especiais aos profissionais da Nutrição e Educação Física. “Iremos oferecer produtos das melhores marcas do país e importadas, proporcionando uma gama de opções aos clientes e parceiros BodyNutri”, destacou Talles Diego. A BodyNutri Suplementos Nutricionais estará situada na Galeria Dom Gentil Diniz Barreto, presente na Rua Dr. João Marcelino, 665 – bloco 1, sala 2, bairro Santo Antônio. Em breve serão divulgadas novas informações sobre a loja e suas promoções de inauguração.

Sou a pessoa menos indicada para falar dessa batata e do 144, pois vou puxar o saco demais. Amo muito o ambiente, o atendimento, as meninas e vou lá sempre. De qualquer forma, escolhi a batata Frida Kahlo como representante do Lounge para aparecer na sessão review. E um dos motivos é: ela é bonita demais! Para começar, sua composição é muito mágica. Batata frita é um petisco de preferência universal. A carne moída, com seu sabor levemente picante, marca bem o sabor no paladar. Já o queijo cheddar vem para completar a perfeição do petisco, uma vez que o mesmo é um dos queijos-fetiche que mais vejo por aí. A batata é perfeita para acompanhar quase todos os tipos de bebida. Uma pedida interessante é comê-la nos dias de quinta-feira, pois sempre há promoção de caipifrutas – pede uma, ganha duas. O 144 Lounge Bar fica na R. Wenceslau Brás, 144, Centro. Aberto sempre de quarta a domingo, com promoções diferentes para cada dia e happy hour das 18h às 20h diariamente com 30% de desconto. Indico para sempre!

Aproveite e acesse o http://blogadorocomer.blogspot.com para conferir esta e outras delícias! 14

Jornal de Fato | DOMINGO, 18 de agosto de 2013


adoro adoro comer comer

Espaguete à parisiense Receita de Patrícia Veras

INGRedIeNtes • meio pacote de macarrão tipo espaguete • 1 colher (sopa) de sal • 1 fio de azeite • 1 colher (sopa) de manteiga • 2 xícaras (chá) de sobras de frango (assado ou cozido), desfiado • 1 lata de ervilha em conserva (200g), escorrida • 1 xícara (chá) de presunto fatiado picado (100g) • 1 colher (chá) de sal • 1 pitada de pimenta-do-reino • meia xícara (chá) de leite • 1 lata de Creme de Leite • 3 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado

MODO DE PREPARO • Leve ao fogo dois litros e meio de água com o sal e o azeite. Quando iniciar fervura, cozinhe o Macarrão até ficar al dente; • Derreta a manteiga em uma frigideira ou panela baixa e larga. Doure o frango, junte a ervilha e o presunto e, com o fogo muito baixo, vá juntando o leite e o Creme de Leite, mexendo com o auxílio de dois garfos; • Sirva com queijo parmesão ralado.

Jornal de Fato | DOMINGO, 18 de julho de 2013

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Revista Domingo nº 617  

Revista semanal do Jornal de Fato