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editorial ao leitor

Ele é o cara!

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p4 Entrevista

Presidente do Sinduscon em Mossoró, Jorge do Rosário, fala das novidades do setor da construção civil.

fotógrafo mossoroense Fred Veras é dono de um currículo invejável. Com 15 anos de carreira, ele já coleciona prêmios importantes, muitos de repercussão nacional e até internacional, como é o caso de sua última conquista: a seleção para integrar o time de fotógrafos que participarão da Exposição Internacional do Prêmio New Holland, que percorrerá países como Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile. O anúncio da seleção foi recebido apenas três dias depois da conquista do primeiro lugar na 11.ª edição do Concurso Nacional de Fotografia, promovido pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), que neste ano teve como tema “A educação na prevenção do uso de drogas”. Sem dúvida, o sucesso de Fred Veras é resultado da combinação perfeita entre dedicação e amor pelo trabalho que realiza. A primeira edição do mês de setembro de DOMINGO também traz um material sobre o autismo, transtorno que ganhou destaque com a personagem “Linda”, representada pela atriz Bruna Linzmeyer, na novela global “Amor à Vida”. DOMINGO conversou com a família do jovem Matheus de Melo Martins, de 26 anos, que foi diagnosticado com autismo aos cinco anos de idade. Eles falam do choque ao terem recebido o diagnóstico, da rotina, do aprendizado ao conviver com a diferença e do preconceito que ainda existe. A reportagem também consultou especialistas em psicopedagogia e psicologia, que ajudaram a entender um pouco mais sobre o transtorno e as possibilidades de desenvolvimento dos portadores de autismo. Constantemente, ouve-se falar sobre inovações tecnológicas para o setor da construção civil, no entanto pouco do que se vê nos noticiários e em feiras do segmento já está sendo utilizado na construção de unidades habitacionais, e o que é aproveitado ainda tem um custo elevado. Na entrevista da semana, o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil de Mossoró (SINDUSCON), Jorge do Rosário, fala das novidades do segmento, da retomada do crescimento do setor em Mossoró e dos preparativos para o III Feirão Imobiliário Sinduscon Casa Mix – Feira de Imóveis, Design, Móveis, Construção e Serviços, que acontecerá entre os dias 23 e 26 de outubro.

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Boa leitura, Nara Andrade

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Ele é o cara!

Fotógrafo mossoroense Fred Veras conquista mais dois importantes prêmios para o seu currículo invejável

Autismo

Entenda o transtorno que ganhou destaque com a personagem Linda, da atriz Bruna Linzmeyer, da novela global “Amor à Vida”

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Sua carreira

Rafael Demetrius: 12 dicas para aumentar a produtividade no trabalho

Adoro comer Colunista Davi Moura: Empada de Doritos

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Wil­liam Rob­son • Editor – Nara Andrade • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Gildo Bento • In­fo­grá­fi­cos – Neto Silva Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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conto

josÉ NIcoDemos*

A filosoria de Cipro Bico-Doce

(

Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com

)

N

a pia batismal, Cipriano, mas, desde pequeno, reduziramlhe em casa o nome para Cipro, e assim ficou sendo chamado na cidade. Ganhava a vida de serviços modestos, um trocado aqui, outro acolá, e vivia sempre alegre, assoviando pelas ruas, o que lhe valeu mais tarde um segundo apelido, Bico-Doce. Quer dizer, ficou sendo Cipro Bico-Doce. Lia tudo o que lhe caía sob os olhos, jornais e revistas velhas, e quase se pode dizer que tinha decoradas páginas inteiras de uns livros roídos de cupim que pegara do lixo do escritório de advocacia do doutor Ramos. Entre esses livros, a Introdução â Filosofia, do jurista Miguel Reale. E a propósito de qualquer coisa, citava trechos e trechos das páginas dali, com certo ar superior, como se fosse capaz de interpretá-los. Galhofavam de Cipro Bico-Doce. Apaixonado por futebol, mais o futebol carioca, com forte torcida para o Bangu, sabia tudo até da vida particular dos grandes craques, coisa assim de gente da intimidade. Quando o Bangu perdia, e era isso as mais vezes, Cipro Bico- Doce emudecia o bico, e à gozação dos torcedores vitoriosos, respondia sempre com uma frase de Miguel Reale, em absoluto nada mesmo a ver. E passava, todo faceiro, com sua sabença de doutor. Sabendo ler apenas para o gasto, o

Apaixonado por futebol, mais o futebol carioca, com forte torcida para o Bangu, sabia tudo até da vida particular dos grandes craques

fato é que Cipro Bico-Doce era o que se podia dizer um sujeito inteligente, falava mais ou menos certo, e até sabia tirar conclusões acertadas de determinadas circunstâncias, se bem que ninguém lhe notasse esse atributo mental. Ninguém, digo mal; apenas o doutor Ramos, em cujo escritório fazia a faxina diária, cedo da manhã, via-lhe qualidades de inteligência. Pois bem. Quando foi um domingo, o Bangu derrotou o Flamengo por 2 a 1, lá dentro do Maracanã, no campeonato carioca, dois gols de Zizinho, o Mestre Ziza. Doutor Ramos, torcedor do Flamengo, chegou ao escritório na segunda-feira,

logo depois da faxina, “hoje vou ter de suportar o dia todo o bico de Cipro BicoDoce”, que envergava dias e dias a camisa mofada do Bangu, quando o time ganhava. E estranhou Cipro Bico-Doce ali de bico calado, nenhum comentário, se o Bangu tivesse perdido, e de goleada. “Está doente, Cipro?” – indagou-lhe um tanto preocupado, não era o natural dele, quanto mais com aquela vitória honrosa do Bangu sobre o Flamengo. – Não, doutor; estive pensando; a glória do torcedor de futebol é feito a felicidade do carnaval, e da própria vida; dura um instante. Não fica nada, depois.

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entrevista

JoRGe Do RosÁRIo

“O Minha Casa, Minha Vida foi o que segurou o mercado no período em que não podíamos lançar empreendimentos verticalizados de alto padrão” Por Nara Andrade naraandrade@gmail.com

O

mossoroense Jorge Ricardo do Rosário, nascido e criado no bairro do Alto de São Manuel, como o mesmo enfatiza, é engenheiro civil, formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em 1984, e formado em Direito pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Filho de servente que construiu carreira na construção civil e se tornou mestre de obras, Jorge diz que atua desde sempre no segmento. “Tenho a carteira assinada na construção civil desde meus 14 anos, comecei trabalhando como auxiliar administrativo, só parei de trabalhar quando fui para Natal, estudar, fazer faculdade, e quando me formei voltei para trabalhar como engenheiro civil”. Ele fala sobre novidades do setor, dos desafios, da retomada do crescimento e dos preparativos para o III Feirão Imobiliário Sinduscon Casa Mix, que acontecerá em outubro.

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entrevista DOMINGO – Qual a situação do setor de construção civil em Mossoró hoje? Jorge do Rosário – Apesar de um quadro nacional e até internacional de incertezas, a gente está retomando bons níveis de crescimento, porque nós tivemos algumas questões pontuais em Mossoró que impactaram a indústria da Construção Civil, sobretudo no setor imobiliário. É importante diferenciar, porque a Construção Civil é muito ampla, abrange, por exemplo, as obras de infraestrutura, que geralmente são obras públicas, temos obras privadas de indústria e comércio, e temos também o setor que dá talvez maior visibilidade, que é o mercado imobiliário, que são as edificações, as verticalizações, os prédios residenciais. Esse setor aqui em Mossoró vinha em um ritmo maravilhoso, um crescimento muito grande, eu digo até que era um crescimento a níveis da China, que é sempre parâmetro para crescimento, já que crescia 10 a 12% ao ano, e nós crescíamos nesses níveis, entre 2009 e 2011. O ano de 2010 foi emblemático em termos de crescimento, não só em Mossoró como no Brasil todo. Muitos dizem até que 2010 é o ano que não volta mais. Já em 2012, nós tivemos um problema local, que foi a questão do Aeroporto, quando a prefeitura ficou impossibilitada de emitir alvará de construção, o que teve um impacto muito negativo no setor de construção civil, e a gente está saindo disso agora. Quando eu digo que estamos saindo disso, porque para você maturar um projeto, você tem que ter no mínimo um ano, mas pode se estender até dois anos. É o tempo que leva para negociar um terreno, fazer o projeto, tirar a licença ambiental, tirar o alvará, registrar no cartório, para só então poder lançá-lo, e isso tudo demanda muito tempo. Então a gente passou mais de um ano sem poder nem negociar o terreno, sobretudo na Nova Betânia, porque a gente não sabia o que poderia ser construído lá. Como é que a gente podia projetar, planejar, se havia a insegurança jurídica do que poderia ser feito lá? Não sabíamos se poderia ser construído um prédio com 4, 10 doze ou 20 andares. Ficou um vácuo, não podíamos fazer negócios. E essa insegurança foi motivada pela portaria de Anac que chegou e a gente teve que cumpri, não foi uma coisa discutida. Nós tínhamos vários projetos em análise, ou seja, já tinha passado essa fase de negociação de terreno, de alvará e licenças, já tinham um investimento inicial, e com isso alguns projetos foram inclusive abortados, isso representou um prejuízo grande para as

empresas. E o prejuízo foi para a cidade toda, não só para os empresários, empregos deixaram de ser gerados, afetou toda a economia. Hoje não temos esse problema, foi tudo resolvido dentro da legalidade, em meados de 2012, e a gente está retomando e no segundo semestre teremos alguns lançamentos em um evento imobiliário.

A nossa meta para esse mandato é a construção de um Centro de Formação e Qualificação Profissional para a Construção Civil".

MOSSORÓ vivenciou nos últimos anos um boom no setor da construção civil, com o lançamento de vários empreendimentos de alto padrão. Hoje o mercado tem se voltado mais para unidades populares, devido ao programa do governo federal? O PROGRAMA Minha Casa Minha Vida é muito bom, é uma política habitacional que o país não tinha desde que Collor extinguiu o Banco Nacional da Habitação, onde se construíram os conjuntos habitacionais, as Coabs, os Abolições aqui em Mossoró. O banco foi extinto e criou-se um Departamento de Habitação dentro da Caixa Eco-

nômica Federal. Mas nós não tínhamos mais uma política habitacional e a gente só voltou a ter com o Lançamento do “Minha Casa, Minha Vida”. Com o programa temos crédito, juros relativamente baixos, compatíveis, digamos assim, as pessoas com déficit habitacional começaram a entrar no mercado consumidor, começaram a ter salário, o plano real, a política econômica, os ventos da economia internacional, e também a nacional, favoráveis, as pesquisas mostram que tivemos uma ascensão, um ganho real de salário, e quem estava nas classes D e C subiu para outras classes, tudo isso deu uma maior dinâmica ao mercado habitacional dentro do programa “Minha Casa, Minha Vida” em todas as suas faixas. É uma realidade. Em Mossoró, temos muitas unidades pelo PMCMV. Tivemos muitos lançamentos de 2010 para cá, e foi o que segurou o mercado mossoroense nesse um ano e meio que a gente ficou sem poder lançar empreendimentos verticalizados de alto padrão. Tem construtora que não trabalha com unidades populares, por opção. Algumas preferem trabalhar com imóveis de alto padrão, focam apenas nesse nicho de mercado. Outras construtoras, como é o caso da Repav, que tem um portfólio muito amplo de empreendimentos, que vão desde os de alto padrão até às unidades do “Minha Casa, Minha Vida”, inclusive dentro da faixa 1 do programa, com a construção das 401 casas do Conjunto Américo Simonetti. QUAIS os principais desafios enfrentados pelo setor? ESSE é um discurso antigo, que não

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entrevista se consegue resolver, porque não é só em Mossoró, é no Brasil todo, é a questão da qualificação da mão de obra. E o mercado da Construção Civil está cada vez mais exigente, motivado por essa ascensão de classes, aumento real de salário, e com razão, os consumidores querem cada vez o melhor, e um ponto positivo disso é a maior conscientização em relação aos direitos previstos no Código de Defesa do Consumidor, que já existe há muito tempo. E as pessoas exigem cada vez mais qualidade. Ao mesmo tempo, nesse segmento, grande parte dos trabalhadores tem baixa escolaridade e isso reflete na qualidade do produto. Uma característica desse segmento, que eu acho extraordinária, é a inserção no mercado de trabalho, a construção civil funciona como porta de entrada para o mercado, já que quando uma pessoa não sabe fazer nada vai ser servente, quando é analfabeto e nenhuma indústria ou comércio absorve, a construção civil absorve e pode ter uma carreira como muitos que estão nesse setor, uma carreira digna, como o exemplo do meu pai, que começou como servente e se tornou mestre de obras, fez uma carreira e formou uma família. As empresas têm uma preocupação no que diz respeito à qualificação, inclusive com a alfabetização dos analfabetos, além da inclusão digital, com aulas de informática. A Fiern, através do Sesi, mantém esse programa de alfabetização há muito tempo. É um problema conjuntural também, nós temos índices muito grandes de analfabetismo, e a maioria desses analfabetos está na agricultura ou na construção civil, e muitas vezes migra de uma para a outra. Outro desafio é a questão do Custo Brasil, onde para você empreender, é preciso passar por muitos processos, uma burocracia terrível, custo altíssimo para os serviços cartoriais, taxas, impostos, velhas questões que sempre são discutidas. Além do longo tempo que se leva até o registro do projeto. Para fazer justiça, a prefeitura de Mossoró tem conversado muito com o Sinduscon/Mossoró, tem havido um entendimento bom, e a prefeitura está tentando aperfeiçoar e diminuir esse tempo para o mínimo possível. Era para ser mais fácil empreender, porque quanto mais empresas, mais empregos, mais negócios e mais renda e o país precisa disso. MAIS uma vez o senhor está à frente do sinduscon/Mossoró. Qual o trabalho que o sindicato vem desenvolvendo?

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Quais as conquistas mais recentes? O SINDUSCON está com dois projetos que eu reputo da maior importância. O primeiro, que é a nossa meta para esse mandato, é a construção de um Centro de Formação e Qualificação Profissional para a Construção Civil, inclusive já solicitamos em audiência com a prefeita, a doação de um terreno. Nós sabemos formar, e sabemos o que estamos precisando, o segmento e o Sinduscon sabe mais do que ninguém quais são as profissões com maior déficit de profissionais. Também é preciso especializar os profissionais no mercado para aumentar a qualidade do serviço oferecido. Por exemplo, um pedreiro especialista em colocar cerâmica, ou especialista em fachadas, a gente precisa desse tipo de qualificação, exatamente pela exigência dos consumidores por qualidade. Antes tí-

nológicas que prevêem maior agilidade na construção, menor produção de resíduos, utilização de materiais como blocos, isopor, garrafas pet. No entanto, pouco do que se vê em feiras já é utilizado e o que é ainda tem um custo elevado. Quando de fato essas inovações devem ser viáveis economicamente? A CONSTRUÇÃO civil é uma indústria semiartesanal, se é que a gente pode chamar assim. As tecnologias da construção civil não têm muito avanço. Por exemplo, nós temos um método construtivo de alvenaria estrutural, que voltou com muita ênfase, inclusive com uma cadeira, nos cursos de nível superior, que até certo tempo não tinha. Mas, alvenaria estrutural a rigor foi apenas aperfeiçoamento, porque o primeiro método construtivo era tudo de alvenaria, não existia o concreto. Essas alternativas que são noticiadas constantemente, ainda não são viáveis, apesar de ser uma pauta recorrente no dia a dia do mercado da construção, principalmente, devido à questão do meio ambiente, que já é uma preocupação das empresas, não só por ser uma exigência legal, mas pela própria conscientização, além de agregar valor ao produto. Mas, ainda temos muitos recursos naturais, a partir do momento que houver escassez desses recursos essas alternativas passaram a ser mais utilizadas e com isso os custos serão reduzidos. Por isso as pesquisas nesse sentido são de grande importância, porque um dia será necessário utilizar essas inovações. Por enquanto, não temos apelo comercial para esse tipo de produto.

FREQUENTEMENTE, vemos feiras do segmento que trazem novidades para a construção civil, inovações tec-

EM OUTUBRO a cidade sediará a 3ª edição do Feirão Imobiliário Sinduscon Casa Mix. Como estão os preparativos para o evento? ESTAMOS muito otimistas com essa edição do Casa Mix. Teremos 8 grandes lançamentos de empreendimentos, além dos empreendimentos do “Minha Casa, Minha Vida”. A feira reunirá importantes empresas do setor da Construção Civil e Imobiliário, além de móveis e paisagismo. A gente trabalha com a projeção de R$ 40 milhões em negócios fechados durante a feira. Aproveito a oportunidade para convidar toda a população para visitar o evento, conhecer os empreendimentos que estão sendo lançados, ver o que está acontecendo na cidade, mesmo se não estiver pensando em comprar um imóvel.

Era para ser mais fácil empreender, porque quanto mais empresas, mais empregos, mais negócios e mais renda e o país precisa disso".

nhamos um pedreiro que fazia tudo, e temos ainda, mas está mudando para fazer melhor, temos mercado para isso. A prefeita vibrou com esse projeto e a gente está muito otimista, queremos construir esse centro o mais breve possível. Queremos estar com o projeto pronto esse ano, para iniciar o ano que vem, e a gente já está procurando recursos para isso, através da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte. O nosso presidente, Amaro Sales, foi muito receptivo em relação a esse projeto. Outro projeto é a realização de um diagnóstico e projeções do mercado da Construção Civil em Mossoró, para isso a gente já conversou com a Faculdade de Economia da UERN, com o objetivo de possibilitar o planejamento do setor para os próximos anos.

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Reconhecimento

)) Fotógrafo Fred Veras coleciona prêmios nos 15 anos de carreira

Ele é o

cara!

Fotógrafo mossoroense Fred Veras, que começou como entregador de fotos para um estúdio, conquista mais dois prêmios de importância nacional para seu currículo invejável

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Reconhecimento

S

ucesso é o resultado da combinação perfeita entre dedicação e amor pelo trabalho que realiza, e disso o fotógrafo profissional mossoroense Fred Veras entende. Ao longo de quase quinze anos de carreira, ele já coleciona prêmios em concursos fotográficos, muitos de importância nacional. No último mês, ele conquistou mais dois prêmios para seu currículo. Na sexta-feira, 23, ele recebeu a notícia de que foi o vencedor da 11.ª edição do Concurso Nacional de Fotografia, promovido pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD). “Como o tema do concurso neste ano foi ‘A educação na prevenção do uso de drogas’, assim que saiu o edital do concurso eu me lembrei de uma imagem que fiz durante a edição 2012 da Feira do Livro de Mossoró (FLM)”, conta. O título da fotografia ganhadora do Concurso da Senad é “Esse é o caminho, andai nele”. O vencedor receberá o prêmio em outubro, das mãos da presidente Dilma Rousseff, durante solenidade em Brasília (DF). Fred Veras já havia sido premiado

nesse concurso em uma edição anterior, no ano de 2004, ficando com o 2.º lugar. O fotógrafo aproveita para informar que gostaria de encontrar as crianças presentes na foto, porque pretende dividir o prêmio com elas. Na tentativa de ajudá-lo a encontrar as crianças fotografadas, alguns amigos de Fred Veras estão compartilhando a imagem nas redes sociais, perguntando se alguém tem alguma informação sobre os meninos. “Esse é um prêmio muito especial, um concurso muito importante dentro da área da fotografia, principalmente pelo alcance que tem com a sociedade em relação ao combate às drogas”, afirma. Três dias depois da notícia de que havia ganhado o 1.º lugar no concurso da Senad, Fred Veras recebeu outra boa notícia. Ele foi selecionado para estar entre os 31 fotógrafos participantes da edição 2013 da Exposição Internacional do Prêmio New Holland. “Em 2005, participei do Prêmio New Holland de Fotografia e recebi uma menção honrosa. Os cinco primeiros finalis-

tas do concurso já tinham sido divulgados e eu não estava entre eles, mas aí veio um e-mail dizendo que uma das minhas imagens havia sido selecionada para participar da Exposição Itinerante, que neste ano, além de visitar algumas capitais brasileiras, será levada para cinco países da América Latina”, comenta. Fred Veras explica que cada profissional inscrito enviou 10 imagens para o concurso, e entre as imagens enviadas uma foi selecionada. A exposição é composta por 31 fotografias, cada uma de um fotógrafo, e além de capitais brasileiras, percorrerá países como Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile. O fotógrafo lembra que o Prêmio New Holland de Fotografia sempre tem temas voltados para a agricultura, mas abrange tudo o que é relacionado ao homem do campo. “A minha foto selecionada para a exposição foi feita em um assentamento rural próximo do município de Apodi. Eu estava cobrindo uma pauta, vi a cena, pensei logo no concurso da New Holland. Quando a gente está num ambiente de zona rural, acontecem muitas coisas ao

)) Foto “Esse é o caminho, andai nele”, vencedora do Concurso Nacional de Fotografia da Senad 8

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Reconhecimento mesmo tempo. É preciso ficar atento, não deixar passar; é instantâneo. Se perder o momento, não tem como voltar atrás”, frisa. TRAJETÓRIA DE SUCESSO O fotógrafo profissional Fred Veras conta que se apaixonou pela fotografia aos 17 anos, quando trabalhou em um estúdio fotográfico como entregador de fotos e começou a se interessar pela arte instantânea. “Nos horários vagos, ia vendo o material produzido por Pacífico Medeiros, Wilson Moreno e Jean Lopes, que eram proprietários do estúdio, eles, e vendo revistas de fotografias. Comecei a me interessar, mas vi que era isso que queria fazer quando participei de uma maratona fotográfica em Natal, com o tema ‘O mar bem na foto’, junto com grandes fotógrafos do Estado, e fiquei em 4.º lugar. A paixão virou amor. Hoje, o segmento da fotografia que eu mais gosto de fazer é a fotografia documental”, ressalta. Fred Veras faz questão de enfatizar que o seu grande professor foi o fotógrafo Pacífico Medeiros, com quem trabalhou no início da carreira e continua amigo até hoje. O profissional também trabalhou durante cinco anos no JORNAL DE FATO, com o qual ganhou alguns prêmios de fotojornalismo. SENSIBILIDADE DOMINGO conversou com alguns profissionais e amigos do fotógrafo Fred Veras, que fizeram questão de enaltecer algumas de suas principais características. Sem dúvida, a mais citada foi a sua sensibilidade ao fotografar. O jornalista e professor universitário Esdras Marchezan trabalhou com Fred Veras durante sua passagem pelo DE FATO

)) Foto selecionada para a Exposição Internacional do Prêmio New Holland 2013 e, com ele, conquistou vários prêmios. São fruto da parceria entre Esdras e Fred o caderno especial Novas Energias, vencedor dos prêmios Fiern e Petrobras de Jornalismo; a exposição “Uma olhar sobre a diferença”, que surgiu após uma série de reportagens no DE FATO sobre pessoas especiais; o caderno Farrapo Humano, sobre a vida dos garimpeiros do Seridó potiguar; e, mais recente, os prêmios Sebrae/RN e BNB de Jornalismo, com o especial multimídia “Os caminhos do Comércio Justo”. “Fred Veras é, além de um grande profissional, um repórter-fotográfico com muita sensibilidade. Suas imagens vão além do que os olhos podem ver. São

reportagens visuais, de extrema sensibilidade e profundidade jornalística. Como repórter, posso dizer que é um privilégio trabalhar com Fred Veras”, frisa. Já o fotógrafo Pacífico Medeiros afirma que Fred Veras foi o seu primeiro aluno e tem muito orgulho de suas conquistas. “Tenho Fred como um filho mais velho. Tenho orgulho de ver que, além de ele ter se tornado um excelente profissional, é um ser humano fantástico. Ao ensinar fotografia, a gente passa alguns valores humanos. E ele não teria conquistado o que conquistou se não tivesse essa sensibilidade como ser humano. Eu tenho muito orgulho dele”, frisa.

# Principais prêmios Senad – Secretaria Nacional de Combate às Drogas 2013

Prêmio Cidade de Santa Maria De Fotografia 2003 (terceiro lugar)

Leica fotografe 2009

Menção Honrosa Prêmio Idade de Santa Maria 2013

Prêmio de Jornalismo da Fiern 2008

Menção Honrosa Prêmio New Holland de Fotografia 2005

Prêmio de Jornalismo do Banco do Nordeste 2009

Selecionado para exposição internacional do Prêmio New Holland 2013

Prêmio Sebrae de Jornalismo Etapa Regional (2012) Maratona fotográfica do Alto da Liberdade (segundo lugar 2009, terceiro lugar 2010, 2011) Prêmio Cidade de Santa Maria de Fotografia (RS) 2004

Semifinalista do Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo (2008) 4.º lugar na maratona fotográfica “O Mar Bem na Foto” Natal Concurso internacional de Arte Sacra – Padre Castañeda (2003 – Buenos Aires – segundo lugar) Jornal de Fato | DOMINGO, 1º de setembro de 2013

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Destaque

Autismo Entenda o transtorno que afeta a capacidade do indivíduo de interagir com outras pessoas, que ganhou destaque com a personagem “Linda”, da novela “Amor à Vida”

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Destaque

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ma personagem da novela global “Amor à Vida” trouxe destaque a um transtorno provocado por uma alteração cerebral que afeta a capacidade da pessoa se relacionar, se comunicar e responder apropriadamente ao ambiente em que vive: o autismo. A personagem interpretada pela atriz Bruna Linzmeyer chama atenção para a forma como os portadores do autismo são tratados pela família, suas possibilidades de desenvolvimento e o preconceito que ainda existe, principalmente, pela falta de informação sobre o assunto. DOMINGO conversou com pessoas que vivenciam de perto todos os dilemas da convivência diária com autistas e com profissionais que nos ajudaram a entender melhor esse transtorno, orientando a melhor maneira de lidar com os seus portadores. A família do jovem Matheus de Melo Martins, de 26 anos, sabe bem todas as dificuldades da convivência com o autismo, mas também falam da alegria e satisfação de acompanhar cada progresso em seu desenvolvimento, por menor que pareça ser. “A gente aprende a conviver, a aceitar a diferença, a amar de forma incondicional. Matheus é o nosso tesouro, assim como o seu irmão mais novo, o Moisés”, ressaltam os pais de Matheus, Francinete Martins e Luiz Carlos de Mendonça Martins, que foi diagnosticado com autismo aos cinco anos. Francinete Martins, professora aposentada, lembra que receber o diagnóstico de autismo foi um choque, principalmente da forma como foi dada a notícia. “Eu estava de resguardo de Moisés,

)) Psicopedagoga Aurineide Marques

)) Família do jovem autista, Matheus de Melo, aprendeu a viver com a diferença e Luiz começou a peregrinação entre consultórios médicos de Mossoró, Natal e Fortaleza, levando Matheus, na tentativa de entender alguns comportamentos que ele apresentava. Ele ainda não falava, mesmo já tendo 5 anos, jogava as coisas no chão, ficava isolado, e algumas pessoas comentavam. Lembro que minha sogra dizia que achava que ele não era normal. Eu tinha raiva quando falavam, porque não queria aceitar. Um médico em Mossoró disse que fisiologicamente ele não tinha nada, já o médico de Natal disse que ele tinha autismo irreversível, que não tinha cura, não deu nenhuma perspectiva de desenvolvimento”, lembra. Já Luiz Carlos, professor universitário e vereador, diz que ao receber a notícia, o mundo desabou. “Ninguém sabia nada sobre autismo. Se hoje ainda é pouco falado, imagine há 26 anos. A falta de conhecimento é a principal causa do preconceito, ainda hoje”, comenta o pai. Eles lembram que o filho chegou a tomar cinco medicações por dia, inclusive remédios para convulsão. A medicação forte fez o efeito contrário, ele ficava muito agitado. Foi quando eles conheceram a neuropediatra Silvia Lemos, de Fortaleza, que suspendeu a medicação e Matheus melhorou. Aos 17 anos, Matheus teve outra grande crise, ficou agressivo com ele mesmo e com outras pessoas, a médica chegou a pensar em internação, que depois foi descartada por outro médico.

“Um dos dilemas enfrentados pela família foi administrar a atenção demandada para o cuidado com Matheus, sem deixar de dar atenção e de cuidar do segundo filho, o Moisés. Que quando era mais novo chegou a apresentar um quadro de dores estomacais fortes, que depois ficou comprovado que eram psicossomáticas provocadas pelo ciúme, uma coisa que mexeu com o psicológico dele, a forma que ele encontrou para chamar nossa atenção”, lembra a mãe. Hoje, Moisés de Melo Martins, de 20 anos, garante que aprendeu a conviver com o irmão e a entender que ele realmente precisava de mais atenção. Ele até ajuda aos pais no cuidado com o irmão. “Matheus adora músicas antigas, principalmente, os clássicos dos anos 60, gosta de passear de carro, de ir para a pracinha aqui perto de casa. A gente vai se adaptando e convivendo bem, somos uma família feliz, aprendemos a aceitar a missão que recebemos. A religião, a fé ajudou muito nessa trajetória. Cada dia é um aprendizado”, conclui o pai. O que é autismo? Por ser uma alteração neurológica e congênita, a pessoa já nasce autista, não se adquire o autismo após nascimento e os sinais são percebidos logo na infância. A psicopedagoga Aurineide Marques explica que o transtorno neuropsíquico compromete o comportamento, os relacionamentos e a interação com outras pessoas, atingindo os processos de linguagem, e expõe comportamentos res-

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Destaque tritivos e repetitivos. “O autismo encontra-se caracterizado como um termo geral para expor transtornos de desenvolvimento do cérebro, Transtorno de Espectro Autista (TEA), e se configura como sendo um conjunto de manifestações que interferem no funcionamento social e na capacidade de comunicação. O Transtorno de Espectro Autista é composto pelo Autismo, a síndrome de Asperger e também pelo Transtorno Global de Desenvolvimento. Geralmente o autismo é identificado a partir dos três primeiros anos de vida das crianças e afeta 3 a 4 vezes mais meninos do que meninas”, explica a especialista. Aurineide Marques afirma que por ainda não existir um exame complementar, laboratorial ou de imagens para diagnosticar o autismo infantil, ele ainda é identificado através de exames clínicos e seu tratamento é realizado com uma equipe multidisciplinar que pode proceder com uma avaliação para logo mais desenvolver um projeto de intervenções orientando a satisfazer as necessidades individuais de cada pessoa. Ela lembra que os profissionais envolvidos nessa equipe podem ser de psicólogos, educadores físicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais que em seu trabalho vão envolver orientações familiares, intervenções psicoeducacionais, desenvolvimento da linguagem e/ ou comunicação. Importância da Família A psicóloga Julita Gomes, da Hapclí-

)) Matheus de Melo foi diagnosticado com autismo aos 5 anos de idade, por um médico de Natal/RN

Características do Autismo Quando chamada, a criança não reconhece seu nome e não reconhece outros sons (não é surda); Fica sempre isolada (ao ser colocada no berço, por exemplo, não chora para sair); Não interage com outras crianças, não fala, não olha e apresenta apatia; A criança autista está ausente para os acontecimentos a sua volta; Não demonstra interesse se sua mãe está ausente; Passa horas fazendo o mesmo movimento com o mesmo objeto; Pode apresentar movimentos corporais repetidos.

)) Psicóloga Julita Gomes 12

nica, explica que o desenvolvimento do autista depende muito da forma como esse indivíduo é tratado pela família. Para ela, é fundamental primeiramente, o diagnóstico exato para então procurar os acompanhamentos necessários, geralmente de uma equipe multidisciplinar. “As crianças autistas precisam e devem ser tratadas de maneira natural e dentro da demanda de cada uma. O isolamento social e familiar pode ser prejudicial. Por vezes, um processo psicoterápico com os pais também pode ser fundamental para aceitar o quadro da sua criança em particular, atentando para as dificuldades comuns aos casais e pais de crianças com alguma característica especial”, frisa. Julita Gomes lembra que a atenção dos pais é importante para toda e qual-

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quer criança e com os autistas não é diferente. Eles apenas podem precisar de um trabalho cotidiano mais específico que engloba toda a família e que é fundamental para o seu progresso. “Como já foi dito, as crianças autistas somente precisam ser tratadas de acordo com que é necessário para elas, o que não necessariamente significa ser "diferente", até mesmo porque onde há o conceito de divergência pode haver exclusão. O impacto de um diagnóstico pode deixar pais e outros familiares inseguros, mas o trabalho de profissionais qualificados pode ajudar de uma maneira bem abrangente, portanto, é algo imprescindível não somente no que diz respeito à evolução do paciente, mas também à família no processo de aceitação, conhecimento e socialização”, ressalta.


sua carreira

Rafael DemeTRIUs

12 dicas para aumentar a produtividade no trabalho

O

mundo corporativo exige profissionais produtivos e eficientes. Para aumentar a produtividade, porém, há diversas estratégias, e todas elas passam pelo seu comportamento, suas escolhas e disciplina. Trax balhar pode ser uma experiência fantástica, porém pode ser um fardo, caso você não saiba como ser produtivo. Pensando nisso, listamos uma série de dicas para os profissionais observar, praticar e aumentar a produtividade. Confira. 1. Break time – Assim como as férias são extremamente importantes para limpar a mente, relaxar o corpo e recarregar as baterias para voltar ao trabalho altamente produtivo, alguns momentos de descanso durante o expediente vão ajudar a clarear as ideias e dar uma boa reduzida no estresse. Simples cinco minutos de caminhada não só serão extremamente úteis para arejar a mente como ajudam no fluxo sanguíneo. Portanto, vá para fora do escritório, respire profundamente e mude um pouco de cenário. Você retornará ao ambiente de trabalho com mais disposição. 2. Defina suas prioridades – Quanto mais organizado seu dia, mas fácil será evitar o estresse e mais produtivo você poderá ser. A recomendação aqui é assim que você levantar, antes de iniciar suas atividades diárias, fazer uma lista de afazeres. Se quiser economizar tempo, faça essa lista sempre no final do dia, com as atividades que deverão ser realizadas no próximo expediente. A lista deve ter uma ordem, ou seja, liste as atividades de acordo com suas prioridades. À medida que for realizando suas tarefas, vá retirando ou sinalizando na sua listinha que a tarefa foi concluída. Isso te ajuda a sentir mais produtivo. 3. Pense em longo prazo – Um grande problema dos profissionais é pensar apenas no curto prazo, ou seja, limitamse nas suas atividades diárias e rotineiras. Claro que elas são importantes, porém tudo que as pessoas fazem deve ter um sentido maior, um significado maior. A sugestão, portanto, é refletir sobre o que você quer atingir ao final de um ano de trabalho, aonde você quer chegar. Defina seus objetivos de longo prazo, escreva em um papel e cole ao lado do seu computador ou perto da sua principal ferramenta de trabalho. Essas metas vão te dar mais motivação para trabalhar, o que refletirá na sua produtividade. Além disso, use esses objetivos como argumento quando for avaliado por seus superiores na avaliação de desempenho e mesmo na hora de pedir um aumento de salário. 4. Chegue cedo – Produtividade não combina com distração. Um escritório silencioso e vazio significa paz e a possibilidade de se concentrar mais. Os colegas de trabalho são as principais distrações e podem realmente afetar sua produtividade. Portanto, chegar mais cedo e evitar a bagunça do escritório lotado podem trazer grandes retornos.

5. Use a Internet como sua aliada – Alguns estudos já comprovaram que dar uma “surfada” na Internet, com o objetivo de refrescar a mente, pode ajudar na produtividade. Portanto, não se sinta culpado ao fazer algumas pequenas paradas para surfar na Internet. Invista de 5 a 10 minutos navegando nos seus sites preferidos. Isso ajuda a refrescar a mente e te devolve a produtividade. 6. Foque em apenas uma tarefa – Você pode achar que é um profissional mais produtivo fazendo diversas tarefas ao mesmo tempo, ou que precisa fazer isso, pois o ambiente de trabalho exige. Porém, coachs de carreira concordam que o cérebro trabalha melhor quando está focado em apenas uma atividade. Se quiser aumentar sua produtividade, foque em apenas uma tarefa e insista nela até terminar, sem desviar sua atenção para outras questões. Evite ficar trocando de uma tarefa para outra, sem terminar nenhuma. 7. Medite – Meditação não significa apenas sentar em uma posição estranha e ficar emitindo ruídos. O que você precisa é fazer alguma coisa que te relaxe. Alguns momentos de respiração profunda e um pouco de alongamento podem ser feito com facilidade na sua própria mesa e contribuem bastante para a produtividade. 8. Lembre-se do lanchinho – Alimentos com alto teor de proteína e fibras ajudam bastante na produtividade. Se for comer alguma fruta, ótimo. Mas, tente adicionar no seu lanchinho alimentos com fibras, como cereais. Evite, sempre, biscoitos e salgadinhos; eles possuem açúcares simples em sua composição que rapidamente aumentam os níveis de açúcar no sangue, o que não é bom para a saúde no longo prazo. 9. Tire uma sonequinha – Nem todos os profissionais trabalham ao lado de casa, mas, para os que têm a sua disposição uma cama, a sugestão é descansar de 15 a 20 minutos no começo da tarde. Estudos médicos já mostraram que poucos minutos de sono nesse período podem aumentar a produtividade, a atenção e melhorar o humor das pessoas. 10. Por fim: lembre-se da água – Quando o seu corpo está desidratado, todos os seus sistemas trabalham aquém da capacidade máxima. Isso faz que seja mais difícil para você se manter focado e, consequentemente, afeta na produtividade. Muitos profissionais acabam se rendendo ao café e aos energéticos, mas eles só conferem curtos períodos de energia e debilitam a saúde. Portanto, prefira os bons copos de água. 11. Estude – Investir no desenvolvimento pessoal por meio de treinamentos e cursos ajuda a trazer novas ideias para o trabalho, a aumentar a rede de contatos e potencializa os resultados. 12. Saiba quando parar – Ficar além do horário pode ser necessário às vezes, mas não faça disso uma rotina. O correto é conseguir realizar todas as atividades na jornada de trabalho. Para conseguir isso, use as listas.

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adoro comer

DaVI moURa

Barraca Lazy Days em Canoa Quebrada (CE) A sugestão das meninas que nos acompanharam foi a barraca Lazy Days que, por sinal, era novidade até para elas. Para chegar até lá, basta descer a broadway até a Freedom e seguir pela praia à direita, até quase o final do alinhamento das barracas. De cara, a Lazy Days já chama atenção pelo conceito. Ela não foi batizada como “dias preguiçosos” à toa. Ah, no caminho até lá, você será abordado por vários garçons e vendedores de todas as outras barracas, cada um com uma promoção mais atraente. Não se irrite: a praia vive do turismo e eles têm que fazer de tudo pra vender. Já é um dos diferenciais da Lazy: não há ninguém enchendo o saco, apenas um banner com o cardápio lá embaixo – que foi algo que me seduziu de primeira, já que os preços foram bem acessíveis. Já que a fome estava apertando, resolvemos partir para o almoço sem mais demoras. Além do cardápio, havia algumas promoções tipo “prato do dia” em um quadro de giz à nossa vista. Seguimos a sugestão do local. Mas senti que foi um erro devido ao estômago cheio. Em um lugar assim, com tantos atrativos, o ideal é ir enrolando nos petiscos e nos drinks a tarde toda, pois sai mais barato e ainda é uma desculpa para que você aproveite totalmente a graça do local. De qualquer forma, a fome estava grande e resolvemos esperar mesmo assim. Nossa escolha foi o fusilli com camarão e lagosta. A fome era tanta que continuamos pedindo mesmo após o prato ter chegado. Confesso que gostei mais dos petisquinhos, principalmente pela desculpa de passar a tarde naquele local maravilhoso só comendo. Os escolhidos pelo grupo foram as batatas-fritas (de praxe, tem que ter sempre), que estavam suculentas, grandes e bem feitas. O molho, mesmo rosê, do simples, estava digno de repeteco. O segundo foi para pagar a promessa de comer camarão na praia, já que o sabor é totalmente diferente! Camarões bem grandes, com muita carne e um temperinho marcante, sem ser forte demais. Aprovado! Desocupamos a Lazy Days somente quando já estava pertinho de anoitecer e tínhamos que seguir nosso rumo. Praticamente fomos os últimos, mas com vontade de ficar. Depois dali, partimos para a pousada para tomar um banho e voltar à Broadway, pois Canoa não para.

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Os docinhos de Samara Mendes

1) Cupcake: o bolinho bonito está mais na moda do que nunca e é item obrigatório em qualquer cardápio de doces atualmente. O de Samara vem com um recheio caprichado de chocolate (muito mesmo) e um ganache crocante como cobertura. Falo “crocante” não por ter castanhas ou algo assim, mas pelo ganache ficar durinho e quebrar quando comemos. 2) Docinhos e brigadeiros: o pretinho pode até ser o favorito da galera, mas quando se trata de uma variedade dessas apresentada pela Samara, sinceramente, o chocolate ficou em segundo plano. Foram cerca de 4 opções de docinhos dos mais variados recheios, desde crocante até doce de leite. 3) Alfajor: pela praticidade em fazer – e em comer – o docinho inspirado no clássico argentino é um dos favoritos para presentear como lembrancinha, às vezes até superando o bem-casado, dependendo da ocasião. O da Samara tem aquele gostinho de comfort food, de fim de tarde na casa da tia, feito com bolachinha maria e um recheio de chocolate para combinar com a cobertura. Na hora de encomendar, basta entrar em contato pelo telefone (84) 8813-8282. Se quiser dar uma olhada nos outros trabalhos, basta acessar o Instagram da moça: http://instagram.com/samaramendesb. Adorei!

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Bar paulistano retira produtos russos do cardápio em protesto Hoje em dia deveria reinar a era do respeito. Independente do seu credo, religião, raça ou preferência sexual, a vida seria mais fácil se a gente deixasse de lado essas bobagens e vivêssemos em harmonia. A temática gay está super em pauta e, para quem não sabe, a situação na Rússia é bastante violenta. Localizado na Alameda Itu, na região dos Jardins, o 00 São Paulo Lounge Bar traz em sua raiz o conceito de multipluralidade cultural, onde oferece o melhor de serviço e programação para todos os públicos sem distinção de raças, credos, classes sociais e sexualidade. Esse comprometimento com esse conceito foi decisivo na ideia de cortar todos os produtos que tivessem origem Russa de seu cardápio, no caso três vodcas, entre elas a Stolichnaya, e um licor. Segundo Guilherme Barros, um dos sócios da casa, a atitude foi tomada em solidariedade aos acontecimentos ocorridos com alguns cidadãos na Rússia. “Esta foi uma maneira, mesmo a distância, que encontramos em manifestar o nosso repúdio a um país onde as pessoas não tem a liberdade de amar”, explica. Digno de palmas!

O Instagram aproxima pessoas – e é minha rede favorita – mas nada como o contato cara a cara. Eu e Samara frequentamos a mesma academia e somos parceiros de atividade. Conversa vai, conversa vem, descubro que ela trabalha com doces e chocolates para festinhas, casamentos etc. E, através das redes, ela já conhecia o AdoroComer.com. E o resultado? Muitos doces! São eles:

Aproveite e acesse o http://blogadorocomer.blogspot.com para conferir esta e outras delícias! 14

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adoro adoro comer comer

Empada de Doritos Por Rebouças Supermercados - https://www.facebook.com/supermercadosreboucas.

INGReDIeNTes • 2 pacotes médios de Doritos • 4 colheres de sopa de margarina (bem cheias!) em temperatura ambiente • 100g de queijo mussarela cortado em cubinhos • 100g de presunto cortado em cubinhos • 3 colheres de sopa de requeijão • Orégano

MODO DE faZeR • Triture o Doritos no liquidificador até formar uma farinha bem fina; • Em seguida, misture a farinha de Doritos e a margarina até formar uma massa homogênea; • Forre as forminhas de empada com a massa (cuidado pra a camada de massa não ficar muito fina!); • Em uma tigela, amasse o queijo e misture com o requeijão e os pedacinhos de presunto; • Se curtir orégano, pode caprichar! • Recheie as forminhas com a mistura e coloque no forno préaquecido a 180 graus por 30 minutos.

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Revista Domingo nº 619  

Revista semanal do Jornal de Fato