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editorial ao leitor

Coisas de pai

N

Boa leitura, Nara Andrade

p4 Entrevista

Lirinha, ex-vocalista do Cordel do Fogo Encantado, participante da 9ª FLM, fala da carreira e novos projetos

este domingo, comemoramos o Dia dos Pais, e, para homenagear essa figura vista por muitos filhos como verdadeiros superheróis, DOMINGO traz histórias de pais corujas que falam do privilégio de participar diretamente da criação de seus filhos. A matéria de capa aborda uma mudança cada vez mais comum na rotina de novas das famílias, nas quais os homens assumem, cada vez mais, obrigações que até bem pouco tempo eram restritas ao universo feminino. Ainda falando em universo feminino, DOMINGO também traz matéria sobre a expectativa de um transexual pela autorização judicial para mudar o nome de registro, de Eimar Silva de Barros Filho para Rochely Eleonora Silva de Barros. Rochely busca o reconhecimento oficial, para poder deixar de passar por constrangimento. A decisão judicial deverá sair até o próximo dia 2. Nesta semana, Mossoró sediará o Simpósio Regional de Educação e Psicopedagogia, que tem como tema central “Aprendizagens: Perspectivas, diálogos e intervenções”. O evento será realizado no Auditório da Faculdade de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e contará com a participação especial da dra. Janete Carrer, de Goiás. Ainda nesta edição, uma entrevista com o cantor, compositor, poeta e escritor pernambucano José Paes de Lira, “Lirinha”, que participará do encerramento da 9.ª edição da Feira do Livro de Mossoró (FLM). O artista conversou com o jornalista José de Paiva Rebouças, sobre a saída do Cordel do Fogo Encantado, a carreira solo, o disco Lira e os referenciais do seu trabalho.

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Coisas de pai

Conheça histórias de pais que participam ativamente da criação dos filhos

Ele é ELA

Transexual potiguar luta para ser reconhecida oficialmente como mulher

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Sua carreira

Rafael Demetrius: Como se tornar o funcionário do mês

Adoro comer Colunista Davi Moura: Feijoada

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Wil­liam Rob­son • Editor – Nara Andrade • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Gildo Bento • In­fo­grá­fi­cos – Neto Silva Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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conto

josÉ NIcoDemos*

O viver bem vale mais

(

Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com

)

A

lta, loura, rosto bonito, passava a impressão de moça rica. Empregada de salário mínimo, loja de eletrodomésticos, não podia ter tudo o que desejava, moça vaidosa. Roupas, jóias. Tinha desgosto. O pai, esse, muito pobre. Vigia de rua. Não tinha vocação para o estudo, e a única esperança depositava no casamento. Vezes, ficava amuada dentro de casa, vontade nenhuma de sair com as amigas. As mesmas roupas. Mesmos sapatos. Perfume de supermercado. A mãe a consolava: o mais importante na vida, não era o luxo, os confortos exteriores, mas a honra pessoal. A vergonha. Enfim, o nome digno do respeito alheio. Entrava-lhe por um ouvido e saía no outro. Coisa mais antiga. A pobreza material nunca teve o respeito de ninguém, vale coisa nenhuma no jogo das relações da vida – pensava sem palavra. Amuada. No trabalho, chegou o tempo em que mal podia dissimular o mau humor. Ou, o desgosto com a vida. Morando mal, vestindo-se barato. necessidade de tudo, isso não era vida. Família honrada, caráter? Conceitos já fora de moda. Mundo de aparências. Até perdera aquele jeito de passar a mão pelo cabelo, feminina. Já se aproximando dos trinta anos,

Já se aproximando dos trinta anos, de cada vez ia perdendo a esperança de um bom casamento, o sentido aqui, naturalmente, de um padrão de vida melhor.

de cada vez ia perdendo a esperança de um bom casamento, o sentido aqui, naturalmente, de um padrão de vida melhor. Não queria ter o destino da mãe, acabada em plena mocidade, uma penca de filhos. Era ainda moça e bonita, aparência fidalga, essas qualidades bem que lhe poderiam valer uma situação na vida, como era o caso de outras. Mas o respeito à família. O pai, esse, honesto como ninguém, decerto morreria de vergonha. Amava-o

demais. Sabia-o sofredor por não ter como satisfazer-lhe as vaidades de moça bonita, tanto que o flagrara chorando, vezes. “Nada, não, filha”, enxugando as lágrimas na manga da camisa. Um dia, decidiu-se; mandou-se pra São Paulo, velho convite de uma amiga, que vivera a mesma situação, o mesmo drama, e que, também jovem e bonita, conseguira realizar-se na vida. Momentos caros com homens ricos. Soube construir o futuro.

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entrevista

JosÉ Paes De LIRa, “LIRINha”

“Pegamos o caminho aberto por Chico Science na música independente brasileira”

Por José de Paiva Rebouças jottapaiva@gmail.com

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le é músico, compositor, poeta e escritor. O pernambucano de Arcoverde José Paes de Lira Filho, “Lirinha”, é um dos destaques da 9.ª edição da Feira do Livro de Mossoró (FLM), participando neste domingo do encerramento da programação, que Neste ano tem como sede o Mossoró West Shopping (MWS). O jornalista José de Paiva Rebouças conversou com o artista, que ganhou destaque nacional e no exterior como integrante do grupo Cordel do Fogo Encantado. Em 2010, após onze anos na banda, Lirinha saiu do Cordel do Fogo Encantado e começou a trabalhar em seu novo projeto, o disco Lira, lançado em 2011, seu primeiro CD solo. Ele fala sobre a saída do grupo em 2010, a carreira solo e de suas referências.

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entrevista DOMINGO – O que mudou em sua vida desde o fim do Cordel do Fogo Encantado? LIRINHA – Saí do Cordel no começo de 2010 e fiquei na caverna, na construção do disco Lira. Caminhei para dentro da minha própria música. Experiência forte, solitária. No final de 2011, voltei às apresentações, com o lançamento do disco. Numa forma diferente da que eu vivi por 14 anos. Mas o que mudou em mim foram as coisas que mudam nas pessoas com o passar do tempo. Eu, você, nós todos. MUITOS ainda não se conformaram com o fim da banda. Você acha que pode ter perdido alguns fãs? SIM. VOCÊ é um misto muito interessante de artista, algo pouco comum na vida artística brasileira. Alguém que, a todo o momento, está misturando música, teatro e poesia. Esse é um propósito de sua carreira ou é algo inerente a você mesmo? COMECEI na arte com poesia. Depois, descobri a composição musical e o teatro, que unia tudo isso. Acho que é um inerente proposital. A CENA musical e artística de Recife (PE) ajuda você na composição de seu próprio personagem? SOU fã da cena musical e artística de Recife. VOCÊ se movimenta muito bem entre o teatro e o cinema. A televisão lhe interessa, digo, a televisão nacional? ACHO a televisão brasileira escrava do ibope, prisioneira da estética conservadora, passivamente censurada, cabeça baixa, olhar servil, temente às oligarquias econômicas. Tenho pouco interesse. NÃO sei se conheço alguém que declame o poema nordestino com mais vigor do que você. De onde vem esse interesse seu pela poética dos velhos cantadores? QUANDO criança, fui apresentado à poesia de Manoel Xudu, Lourival Batista, Pinto do Monteiro, Jó Patriota, Cancão. Conheci João Paraibano, Ivanildo Vilanova. Devo tudo que sei aos cantadores repentistas e outros poetas que não seguiram profissão na cantoria, como Manoel Filó, Chico Pedrosa, Zé de Cazuza, Zé Luiz. VOCÊ acha que os novos poetas e artistas estão deixando escapar essa

riqueza poética? NÃO. Fui há dois meses a um recital em Tuparetama (PE), e havia mais de trinta jovens recitando. Meninas e meninos. O PRIMEIRO trabalho do Cordel do Fogo Encantado me pareceu mais próximo da métrica do cenário romanesco nordestino que os demais, mais próximo dessa música contemporânea típica do Recife. É assim também o seu trabalho solo? EM 1997, montamos na nossa cidade Arcoverde, sertão pernambucano, o espetáculo de poesia e música chamado "Cordel do Fogo Encantado", em 1999 viramos uma banda e conhecemos Naná Vasconcelos, que produziu nosso primeiro disco. Optamos sempre pela criação de uma nova música, vinda das nossas ilusões e desilusões. A ideia sempre foi: "aprender com os antigos como fazer o novo". Em 2002, lançamos "O Palhaço do Circo sem Futuro", um disco radicalmente estranho. Depois, "Transfiguração", música inventiva, sem celebração de música existente. Percebo com clareza que continuo, no meu disco solo, esse caminho. “Entre o planalto da Borborema e as depressões sertanejas". É o meu

sertão agora, 2013 que vai para 2014, o sertão em movimento, vivo, verdadeiro, vigoroso. É um som diferente de tudo. Diferente da atual música de Recife, diferente do regional nordestino, diferente da MPB, diferente do pop rock nacional. A definição mais próxima é: Psicodelia da Interlândia. O QUE mudou na música pernambucana e, consequentemente, na brasileira depois de Chico Science? Você é fruto dessa mudança? ARTISTAS como Chico influenciam novos artistas. Eu também fui um fruto da força dele. Pegamos o caminho aberto por Chico Science na música independente brasileira. O BRASIL experimenta muito a música e os ritmos, mas o comercial acaba sendo o mesmo. É possível mudar isso? SERÁ um bom caminho para a experimentação artística virar comercial? É isso que o que as pessoas esperam dela? Acho que não. É possível uma adequação da música livre às regras do comércio? Também acho que não. Acho que devemos fazer a música dos nossos sonhos, vendendo ou não vendendo. Sem mentira, sem fraqueza.

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Amor maior

pai Coisas de

Hoje, é cada vez mais comum homens assumirem obrigações que há bem pouco tempo eram restritas ao universo feminino; conheça histórias de pais que participam diretamente da criação de seus filhos 6

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Amor maior

C

riar um blog para postar o dia a dia do filho, seu desenvolvimento e os momentos vividos juntos com ele, trocar de emprego para ter mais tempo para cuidar da criança, correr para casa depois de um dia cansativo de trabalho para ganhar aquele que é considerado o melhor abraço do mundo. Se você pensou que estamos falando da rotina de uma mãe superdedicada, dessa vez se enganou. Esse é um pouco do dia a dia da família Palmito, ou melhor, de Rafael Noris, 23, e de seu filho, o pequeno Miguel Ângelo Noris, de 3 anos. O publicitário Rafael Noris, de Pedreira (SP), não está sozinho no grupo dos pais que participam ativamente da criação de seus filhos. Hoje em dia, está cada vez mais comum os homens assumirem obrigações que há bem pouco tempo eram restritas ao universo feminino. Quem nunca ouviu pessoas mais velhas dizerem que o papel do homem é trabalhar para sustentar a família e o da mulher é cuidar da casa, do esposo e dos filhos? Essa é uma ideia cada vez mais ultrapassada, já que, com as constantes conquistas das mulheres no mercado de trabalho, as tarefas do lar começaram a ter de ser compartilhadas. Outro pai que também participa diretamente da rotina de sua filha é o diagramador Ramon Ribeiro, que passa boa parte do tempo com a pequena Maria Isabel, de quatro anos. E os papais corujas de plantão garantem: são privilegiados por poderem acompanhar de perto cada etapa do desenvolvimento dos seus filhos.

)) Publicitário Rafael Noris é o criador do blog Família Palmito

)) Rafael Noris e Miguel, durante a primeira sessão de cinema 3D FAMÍLIA PALMITO Esse é o nome do blog criado pelo pai blogueiro, publicitário, analista de mídias sociais e poeta Rafael Noris. Ele conta que a ideia de criar o blog surgiu da necessidade de compartilhar informações sobre o desenvolvimento do filho com parentes e amigos que moravam em outras cidades e também como válvula de escape para a loucura que é criar um filho nos dias de hoje. “O nome Família Palmito surgiu porque eu não queria colocar família Noris. Não que eu não goste do sobrenome, mas acho egocêntrico. Aí eu fui listando as características em comum que a família tinha e eram as seguintes: magros, branquelos e frescos. Eu disse: – Palmitos! E ficou”, lembra. O pai de Miguel afirma que muita coisa mudou com a paternidade e continua mudando. Segundo Rafael Noris, nos primeiros seis meses, ele só tinha a madrugada, pois estava com 21 anos, trabalhava e estudava. Quando terminou a graduação, ele se separou da mãe de Miguel, ela foi morar em outro Estado e o pai ficou com a guarda provisória do menino, contando com a ajuda de seus pais para criá-lo. “Num primeiro momento, só vi meu

filho nos finais de semana, pois trabalhava em outra cidade. Mas consegui comprar uma moto e passei a morar com eles novamente, viajando todo dia, mas podendo ficar com Miguel todas as noites. Não demorou muito para eu me cansar, aí abri mão do bom emprego que tinha para trabalhar na mesma cidade dos meus pais, num trabalho com menor salário, mas que permitia eu ficar ainda mais tempo ao lado daquele que mais amo”, ressalta. Rafael Noris conta que, apesar de ter assumido a responsabilidade da criação de seu filho, já que está com a guarda da criança, se sente privilegiado. “Exige muito mais da gente, mas o retorno é maravilhoso e imensurável. Eu sempre fui “crianção” em alguns aspectos. Então, Miguel foi a chance que tive para viver a infância de novo”, explica. Quando estão juntos, eles sempre estão fazendo alguma coisa diferente. “Aproveitamos o tempo juntos para irmos ao cinema assistir alguma animação, vamos ao parque, jogamos bola, andamos de bicicleta, nos sujamos todos com aquarela, fazemos monstros de massinha, lemos histórias antes de dormir. Confesso que é duro sobrar um tempo para namorar, mas para isso

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Amor maior existem avós”, fala. Perguntado se a relação com o seu pai o ajudou a ser o pai que ele é hoje, Rafael afirma que a relação com o pai não é das melhores, explicando que são muito diferentes, exceto na teimosia. “Somos dois cabeças-duras. Mas reconheço alguns padrões nele e em mim, e o admiro por ter sustentado três filhos e tido uma carreira profissional que foi de entregador de jornais a até dono de uma grande loja de artesanato”, comenta. PAI CORUJA O diagramador Ramon Ribeiro também viu a vida mudar depois do nascimento da sua filha Maria Isabel. Ele conta que trabalhava em dois locais diferentes e teve de abrir mão de um dos empregos para ajudar a esposa a cuidar da menina, já que eles optaram por não contratar uma babá, como a maioria das famílias. “Minha esposa trabalha em casa e faz faculdade à noite. Ela também, geralmente, viaja a trabalho a cada vinte dias, então fico com Maria Isabel pela manhã, à tarde ela vai para a escola e à noite fica comigo novamente”, comenta. Ramon Ribeiro diz que nos dois primeiros anos da filha, quando ela era mais dependente, a rotina era mais puxada, porque ele também cozinhava para a filha não comer comida de fora. “Agora, como ela já está maiorzinha, já é mais independente, fica assistindo televisão, não dá mais tanto trabalho como antes, e a mãe consegue ficar com ela e trabalhar. Já está dando para eu

Para mim é uma grande satisfação poder participar de alguns momentos que muitos pais não têm a oportunidade de acompanhar; hoje, quando eu não preciso ficar com ela, eu sinto falta.”

RAMON RIBEIRO Pai de Maria Isabel

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)) Para ajudar a esposa, Ramon Ribeiro passa boa parte do dia com a pequena Maria Isabel

fazer outras coisas de manhã; comecei a até fazer cursinho”, explica. O pai de Maria Isabel conta que, para cuidar da filha, apesar de exigir muito, não é considerado um esforço ou trabalho. Uma das atividades da filha que ele acompanha são as aulas de balé. Ele conta que todas as coleguinhas da turma de balé de sua filha são acompanhadas pe-

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las suas mães e ele é o único pai que acompanha toda a aula. “Para mim, é uma grande satisfação poder participar de alguns momentos que muitos pais não têm a oportunidade de acompanhar por estarem trabalhando, ou mesmo por não priorizarem. Hoje, quando eu não preciso ficar com ela, eu sinto falta”, conclui.


Transexualidade

Ele é ELA Transexual, registrada como Eimar, espera decisão judicial para alterar nome para Rochelly; ação é inédita no RN

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ochelly Eleonora Silva de Barros. É assim que ela quer ser reconhecida pela sociedade, porque é assim que ela se sente: uma mulher. Esse é o drama da transexual que tem como o nome de registro, Eimar Silva de Barros Filho. Para realizar o sonho de ser reconhecida oficialmente como uma mulher, ela espera ansiosa por duas importantes mudanças: a cirurgia de transgenitalização e a mudança do nome e do sexo em seus documentos pessoais, principalmente, no registro de nascimento que é fundamental para mudança de todo o

restante da documentação. No entanto, Rochelly, que tem apenas 18 anos, está trilhando um caminho um pouco diferente da maioria dos transexuais, que primeiro fazem a cirurgia de readequação sexual para depois mudarem o nome e os documentos. A transexual potiguar, ao completar 18 anos, decidiu começar a luta para mudar o nome de registro, antes de fazer a cirurgia que no Brasil só é permitida a partir dos 21 anos. “Estou terminando o colégio e como quero trabalhar, fazer faculdade, queria mudar logo o nome para evitar mais

constrangimento, já que sempre que pedem meu documento e veem que tenho nome de homem, surgem os comentários. Eu sou mulher e quero ser reconhecida como tal”, frisa. Rochelly deu entrada em uma ação judicial de alteração de registro, através do Núcleo de Prática Jurídica da Universidade Potiguar (UNP), em Natal. Segundo a prática jurídica, a ação é inédita no RN e teve a primeira audiência, realizada no dia 13 de junho, suspensa pelo juiz, para a realização de exames e laudos médicos. Rochelly, desde então, está ansiosa pelo resultado da ação que deve ser dado

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Transexualidade no próximo dia 2 de setembro, data marcada para a continuação da audiência. A transexual conta que desde muito cedo sabia que era diferente e, aos 14 anos, começou a usar hormônios para modificação do corpo. No início era escondido de todos, mas a sua mãe logo percebeu as mudanças e perguntou se o filho estava tomando alguma coisa. Com as mudanças no corpo, Rochelly assumiu de vez a personalidade feminina, passando a se vestir como mulher. “Minha mãe não aceitou logo porque para ela foi complicado entender que seu filho estava se transformando numa mulher. Ela aceitaria melhor se eu continuasse me vestindo como homem, mesmo que eu fosse homossexual. Já o meu pai não aceitava ter um filho gay, mas ele entendeu que eu não sou homossexual e se uma mulher, que nasceu no corpo de um homem, por isso que preciso fazer a cirurgia. Hoje ele diz que tem uma moça e não um rapaz. E minha mãe está mais tranquila, já compra roupas e sapatos femininos para mim”, conta. Aos 16 anos, Rochelly teve um problema de saúde, por ter tomado um hormônio errado e foi atendido no Hospital Universitário Onofre Lopes, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), onde conheceu um urologista, especializado em São Paulo, que lhe explicou o que era a transexualidade, falou da cirurgia e dos hormônios corretos. “Ele é um ótimo profissional, pena que saiu do SUS, agora só atende particular e não tenho condições de me tratar com ele. Até conhecê-lo, achei que seria um travesti”, lembra.

Estou ansiosa para resolver essa situação para poder ter vida social. Esses documentos não têm nada a ver com quem eu sou. Eu vivo como se não existisse. Quero ser reconhecida oficialmente como Rochelly, que é como eu me sinto de fato”

ROCHELLY ELEONORA, que tem como nome de registro Eimar Silva de Barros Filho

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)) Rochelly, como quer ser chamada, vive em um universo feminino desde os 14 anos

Rochelly agora é acompanhada pela equipe de urologia do Onofre Lopes e também por psiquiatra e psicólogo. O chefe da equipe disse que quando ela completar os 21 anos, será encaminhada para um Hospital Universitário em São José do Rio Preto, onde fará a cirurgia de readequação sexual. “Só depois da cirurgia vou me sentir uma mulher de fato, mesmo que eu nun-

ca seja uma mulher completa, porque biologicamente, não serei nunca uma mulher por não poder ter filhos, mas vou me sentir melhor diante da sociedade, vou poder ter uma vida social, frequentar academia, namorar, não passar pelos constrangimentos. Vou ter uma vida digna. A cirurgia será a libertação porque sou uma mulher presa num corpo de homem”, conclui.

# O que é transexualidade? Transexualidade é a condição considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um tipo de transtorno de identidade de gênero. Refere-se à condição do indivíduo que possui uma identidade de gênero diferente da designada ao nascimento, tendo o desejo de viver e ser aceito como sendo do sexo oposto. A explicação estereotipada é de "uma mulher presa em um corpo masculino" ou vice-versa, ainda que muitos membros da comunidade transexual, assim como pessoas de fora da comunidade, rejeitem esta formulação.

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Educação

Simpósio de Psicopedagogia

Neste final de semana, Mossoró sediará encontro de psicopedagogia, que discutirá como a aprendizagem acontece e quando ela não acontece.

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o próximo final de semana, dias 16 e 17, Mossoró sediará um encontro de psicopedagogos do Rio Grande do Norte. O evento será marcado por mais uma edição do Chá Psicopedagógico, além do I Simpósio Regional de Educação e Pedagogia, ambos voltados para educadores e psicopedagogos. Os eventos fazem parte do interes-

sante trabalho de formação continuada dos profissionais aqui no estado, promovido pela Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp), Seccional RN, que tem como presidente a psicopedagoga Maria Bernadete Silva de Holanda Gomes. A 8ª edição do Chá Psicopedagógico acontecerá na sexta-feira, 16, a partir das 18h30. Bernadete Holanda frisa que neste primeiro momento do encontro serão

discutidas as dificuldades que acontecem no aprender, tendo como tema central “As percepções do não aprender”. Bernadete Holanda explica que a partir do tema vai ser feito um estudo sobre qual é a visão do aluno quando ele não aprende, como ele percebe essa dificuldade, assim como a forma que o professor e a família percebe o não aprender desse aluno, ou seja, serão estudados os três lados do triângulo, formado por aluno, escola e família. Já a primeira edição do I Simpósio Regional de Educação e Pedagogia está agendada para o sábado, 17, tendo como tema central “Aprendizagens, perspectivas, diálogos, intervenções”.

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Educação

A sociedade da Aprendizagem e do Conhecimento vive um descompasso entre o que a comunidade educativa propaga e teoriza e o que consegue produzir e fazer. O descompasso encontra-se entre as necessidades sociais, o conhecimento científico produzido e as práticas educativas desenvolvidas, quer sejam na escola ou na comunidade em geral. Refletir sobre a distância entre o que se faz e o que se pensa, ou entre teoria e prática, é de fundamental importância para promover práticas educacionais mais competentes. (Isabel Parolin)

“No simpósio vão ser trabalhadas temáticas sobre como a aprendizagem acontece e quando ela não acontece. O evento será realizado na perspectiva de possibilitar outras reflexões acerca do aprender e contemplará, além da formação, outras reflexões: como se aprende e se não se aprende, o que e como fazer?”, explica. Para o simpósio, a ABPp, Seção RN, está trazendo uma profissional de Goiás, a professora dra. Janete Carrer, que ministrará palestra na abertura do evento com tema “Aprendizagem: um processo biopsicossocial”. Após a participação da profissional convidada, a programação terá uma mesa-redonda sobre “O desejo de aprender e suas possibilidades”, que terá como subtemas: O significado social do aprender, A Educação Contemporânea e A mídia no processo de construção do desejo de Aprender. O evento será encerrado com uma nova participação da professora Janete Carrer. Desta vez ela ministrará palestra com tema “Conhecer para intervir. E quando o aprender não acontece?”. Bernadete Holanda informa que tanto o Chá Psicopedagógico, como o Simpósio serão realizados no Auditório da Faculdade de Ciências da Saúde, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Facs/Uern). Os profissionais da educação e da psicopedagogia de todo o estado podem efetuar suas inscrições, em Natal e em Mossoró, nos endereços descridos no box. 12

)) Psicopedagoga Bernadete Holanda, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia

# Programação DIa: 16/08/2013

18h30 - Chá Psicopedagógico Tema: As percepções do não aprender.

DIa: 17/08/2013

7h30 - Credenciamento 8h30 - Solenidade de Abertura 9h - Aprendizagem: um processo biopsicossocial Dra. Janete Carrer (GO) 10h - Intervalo 10h30 - Aprendizagem: um processo biopsicossocial (continuação) Dra. Janete Carrer (GO)

11h30 - Intervalo 13h30 - Mesa Temática: O desejo de aprender e suas possibilidades Subtemas: O significado social do aprender A Educação Contemporânea A mídia no processo de construção do desejo de Aprender 15h - Intervalo 15h20 - Conhecer para intervir. E quando o aprender não acontece? Dra. Janete Carrer (GO) 17h30 - Encerramento

# Inscrições Natal:

Rua Cel. Silvino Bezerra, n. 1178 Lagoa Seca - Contato: 9679-1203 Mossoró:

UP - Clínica Unidade Pensar Rua Izinha Negócio, n. 03 - Nova Betânia - Contatos: 3317-5105/ 8714-7707/9664-2225 Pós-Graduação FIP - “Faculdades Integradas de Patos” Rua Jerônimo Rosado, 157 – Centro - Contato: 8869-8355 / 9941-3565

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sua carreira

Rafael DemeTRIUs

Como se tornar o funcionário do mês

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elhorar os processos de trabalho pode ajudá-lo a se tornar um profissional mais eficiente e, em consequência, mais valiox so. Entretanto, colocar essas mudanças em prática pode ser mais complicado ou mais fácil, dependendo da forma como você vê a sua vida e o seu trabalho. Ter entusiasmo, alegria e determinação farão a diferença em seu trabalho. Esteja atento às dicas para você aumentar o seu desempenho, ser mais eficiente, evoluir profissionalmente e, quem sabe, se transformar no funcionário do mês em sua empresa. 1 – ENTUSIASMO – OEntusiasmo vem do grego e significa ter um “Deus” dentro de si. Esse Deus do entusiasmo traz consigo três itens indispensáveis ao bom funcionário: Alegria, que o fará sorrir e trabalhar contente durante todo o dia; Determinação, que o fará ir aonde for necessário para atingir seus objetivos; e Iniciativa, para sempre ser o primeiro a fazer as tarefas e a procurar ajudar a empresa e os colegas de trabalho. 2 – FOCO – Procure ter foco em uma única coisa. Quando alternamos entre uma tarefa e outra, o cérebro leva tempo para se reajustar e isso faz que você perca um tempo precioso. Tente eliminar um problema por vez. Pular de uma tarefa para outra a toda hora compromete a produtividade, porque as interrupções fazem você perder, em média, 25 minutos até se concentrar novamente. O dado é de uma pesquisa feita pela Universidade da Califórnia, nos EUA. Resolva um problema antes de passar a outro. 3 – ATENÇÃO – Procure eliminar distrações conhecidas. Se você precisa concluir o trabalho, procure eliminar tudo aquilo que você já sabe que distrai você. Desconecte-se das redes sociais, desligue notificações de e-mail e tweets etc.. Lembre-se ainda que o nível de atenção de uma pessoa dura cerca de 90 minutos. Nem adianta tentar se concentrar em algo por mais que isso. O cérebro precisa de uma pausa – 10 minutos são suficientes. Tome um cafezinho, veja um vídeo no YouTube, bata um papo com os colegas. Aí, sim, volte ao trabalho. 4 – PACIÊNCIA – Acalme a mente. Assuma o controle dos seus pensamentos e redirecione-os para o trabalho que você deve realizar. Uma ótima maneira de fazer isso é a meditação ou até trocar o escritório pelo lar, o que pode aumentar a produtividade em até 30%, segundo a Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades. Nessa conta entram o tempo que se ganha deixando de ir ao escritório, o trabalho em horários mais flexíveis e a redução do estresse.

5 – ORGANIZAÇÃO – Se a sua mesa, seu escritório e a sua mente estiverem limpos será mais simples minimizar as possibilidades de distrações. A bagunça que você deixa no escritório custa caro – até 45 minutos do seu dia. É o tempo que chegamos a gastar à procura de papéis, e-mails, dados que não lembramos onde estão, de acordo com pesquisa da consultoria Franklin Covey Brasil. Organização e faxina na mesa resolvem o problema. Uma boa dica é procurar manter tudo no seu lugar, exceto nos momentos em que você tem necessidade de trabalhar com eles, e despachar toda a papelada que puder imediatamente. Lembrese que 80% das tarefas que chegam até você pode ser executado na mesma hora, e não ponha de lado nenhum item antes de uma ação inicial – senão de solução, pelo menos de um encaminhamento para solução. 6 – LISTA DE TAREFAS – Um instrumento útil para sua organização é fazer uso de um caderno onde você registra tudo o que precisa fazer e/ou lembrar e a data alvo ou o prazo para sua realização. Este Caderno de Lista de Tarefas deve ser manuseado diariamente, pois é com ele que você planeja seu dia e sua semana. Tudo que lhe vier à cabeça, para fazer ou lembrar, registre nesse caderno. Você se surpreenderá com a melhoria obtida em sua organização pessoal. 7 – ATITUDE JÁ – Faça agora. Não deixe para depois. Todos nós, com maior ou menor intensidade, tendemos a adiar nossas tarefas e ações, deixando tudo para depois. Essa tendência à procrastinação, quase sempre tem um custo alto, pois só nos cria mais trabalho, mais problemas, mais preocupações e crises. A procrastinação é um dos maiores desperdiçadores de tempo que existe, e a sua solução exige entendimento das causas, avaliação de suas consequências e constante disciplina para enfrentá-la. Muitas vezes uma tarefa difícil pode ser desdobrada em tarefas menores e, portanto mais fáceis de serem atacadas. Desdobre a tarefa em subaéreas e comece a trabalhar nelas. 8 – INSPIRAÇÃO – Não espere a inspiração chegar. Vá atrás dela. – Em muitos casos uma tarefa difícil é adiada porque exige de sua parte um pensamento criativo, que no momento não está surgindo. Mas lembre-se que inspiração é 90% de transpiração. Portanto, comece já; não espere. Tente eliminar todos os processos desnecessários do seu método de trabalho. Avalie seus hábitos e identifique o que pode ser suprimido das suas práticas para manter o foco 9 – ESTUDE – Procure saber tudo sobre a tarefa, o trabalho, os clientes e sobre sua empresa. A não familiaridade com a tarefa geralmente gera a falta de interesse. Quanto mais você sabe, mais tende a se envolver e a se entusiasmar. Procure obter mais informações, e envolver-se mais com o trabalho. 10 – APRENDA – Evite o perfeccionismo. Não seja 100% perfeito. Contente-se em ser 90% ou até 80% perfeito. Lembre-se que o ótimo é inimigo do bom. É melhor ter cinco "bons", do que um "ótimo". Pense em tudo isso e comece a agir agora.

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adoro comer

DaVI moURa

Conheça o Chefsclub Voltando à infância, quem nunca brincou de clubinho secreto? Pois bem... Os fãs de comida também vão poder fazer parte de um clube maravilhoso! Trata-se do Chefsclub! Funciona assim: 1) Cadastro: basta entrar no site http:// www.chefsclub.com.br/ - e realizar assinatura. Após confirmada, você receberá em casa um cartão metálico – podre de chique! 2) Encontre um restaurante: de posse do cartão, basta ficar de olho nos restaurantes que estão selecionados no site e as condições: descontos, dias e horários disponíveis, quantas pessoas você pode levar etc. 3) Agora é comer: basta ir ao local escolhido, apresentar o cartão e ser feliz com descontos de até 50%. Até onde eu sei, a moda ainda não pegou em Mossoró. Mas fica a dica!

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2.º Jantar Harmonizado do Trattoria Quem se lembra do último jantar harmonizado do Trattoria? Pois bem... Já tivemos a segunda versão! O evento reuniu convidados, amigos e apreciadores do vinho em mais uma noite com a sommelier internacional Fabiana DallOnder. O Jantar Harmonizado trouxe como entrada Crostines de Salmão defumado ao perfume de Tangerina, servido com o vinho branco argentino Altas Cumbres Viogneir. O prato principal foi o Filet Mignon em Crosta de Ervas e Fetuccini de Shitake, no qual teve como combinação o vinho tinto chileno Santa Digna Carmenére, ganhador de seis medalhas de ouro. Para finalizar, o restaurante apresentou como sobremesa Petit Gateau com sorvete de Creme na companhia do espumante nacional Bossa Demi-Sec. O próximo encontro está agendado para a primeira quinta do mês de setembro. Em breve a galera do Trattoria mandará novas informações sobre mais uma edição do evento.

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Sanduíche natural do Don Pastel As opções de recheio são ricota, frango e atum. As diferenças começam no pão, que não é o quadradinho que geralmente é servido por aí. O que eles usam é uma massa mais fininha, o que permite enrolar o sanduba em forma de charuto, tornando-o mais prático até para comprar e já sair comendo. O recheio é bem generoso e, pelo menos para mim, dois deles substituíram uma refeição minha. A preocupação nutricional é sentida nos detalhes. No de ricota, o meu favorito, por exemplo, mal consegue-se sentir o sal exagerado de algumas comidinhas. É tudo muito leve. O presunto contido nas opções é apresentado em sua versão light. Particularmente, não sou fã de presunto, mas isso não é problema: Flávio manda fazer de acordo com o que você quiser. Vale a pena visitar! O Don Pastel funciona em horário comercial, em frente ao Banco do Nordeste, logo na descida da ponte, no centro. Para contatos: (84) 3317-3106.

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Trufare Doces e Delícias Marília trabalha com a sua mãe, Silvaney. A jovem de apenas 18 anos já é empreendedora e cursa Administração na faculdade. Além dos cupcakes que estão aí em cima, há um sem número de itens, tais quais tortas, doces, alfajor etc. E Antes que alguém pergunte “onde fica isso?”, já aviso que não fica. Não é bem um lugar, basta entrar em contato que elas fazem e mandam deixar na sua casa. Os cupcakes, que estão mais do que na moda, também estão no cardápio da Trufare. Marília levou de três sabores para que provássemos: crocante, frutas vermelhas e limão. O alfajor é o principal docinho da Trufare, justamente por essa delícia que as meninas são mais conhecidas. O docinho é bem grande, super-recheado e não tem gosto de bolacha. Uma coisa eu garanto: é tão gostoso quanto bonito! Para encomendas: (84) 8811-2321 ou 91134822. Acompanhe as delícias pelo Instagram: http://instagram.com/trufaredocesedelicias.

Feijoada do Jerimum Dica de Hernegildo, comercial do DE FATO A feijoada é um prato tipicamente brasileiro. A base das receitas é o feijão-preto e a carne de porco, misturados com outros ingredientes. A refeição é uma delícia e ótima para diversas ocasiões. Pensando nisso, o restaurante Jerimum oferece em seu cardápio todos os domingos esse prato especial, além de vários outros como churrasco, linguiça caseira, costela, paçoca, feijão verde, arroz de leite etc., tudo a ver com a nossa gastronomia nordestina. Visite: o restaurante fica localizado na Av. Diocesana, 2103, Nova Betânia, aberto para almoço nos sábados e domingos com o serviço de quentinhas e marmitas.

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Adoro Comer no Startups Brasil Para começar, você sabe o que é uma Startup? Trata-se de uma empresa nova, até mesmo embrionária ou ainda em fase de constituição, que conta com projetos promissores, ligados à pesquisa, investigação e desenvolvimento de ideias inovadoras. E como o Adoro Comer se encaixa nisso? Assim: 1) Temos equipe funcional e sede fixa; 2) Trabalhamos diariamente com uma ideia inovadora até então pioneira na nossa região; 3) Nosso trabalho está conectado diretamente à Internet; 4) Trabalhos com a A.C. Comunicação, que lida com clientes de Publicidade e Gastronomia; 4) Comemos comida gostosa todos os dias! Hahaha! A partir disso, o site Startups Brasil entrou em contato e nos cadastrou por lá. O trabalho do Startups Brasil é maravilhoso e tem como objetivo linkar os estudantes universitários, técnicos e profissionais com as Startups, que estão em busca de funcionários qualificados, mostrando ainda quais empresas ficam mais próximas de sua casa ou instituição de ensino. Clique aqui e veja as que estão cadastradas na nossa região: http://www.guiato.com.br/startups/uebersicht/startups/?l=RN.

Aproveite e acesse o http://blogadorocomer.blogspot.com para conferir esta e outras delícias! 14

Jornal de Fato | DOMINGO, 11 de agosto de 2013


Feijoada

INGReDIeNTes • 51kg de feijão preto • 100g de carne seca • 70g de orelha de porco • 70g de rabo de porco • 70g de pé de porco • 100g de costelinha de porco • 50g de lombo de porco • 100g de paio • 150g de linguiça portuguesa • 2 cebolas grandes picadinhas • 1 maço de cebolinha verde picadinha • 3 folhas de louro • 6 dentes de alho • Pimenta do reino a gosto • 2 laranjas • 40ml de pinga Sal se precisar • 1 talo de salsão

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Receita do restaurante Jerimum - Indicação e foto de Hernegildo, comercial do Jornal De Fato

MODO DE PREPARO • Coloque as carnes de molho por 36 horas ou mais, vá trocando a água várias vezes. Se for ambiente quente ou verão, coloque gelo por cima ou em camadas frias; • Coloque para cozinhar passo a passo: as carnes duras primeiro, em seguida as carnes moles; • Quando estiver bem cozinhada, coloque o feijão e retire as carnes; • Finalmente, tempere o feijão com os condimentos apresentados na receita. Sugestão de acompanhamento: couve, arroz branco, laranja.

Jornal de Fato | DOMINGO, 11 de julho de 2013

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Revista Domingo nº 616  

Revista semanal do Jornal de Fato