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Director: Luís Miguel Ferraz | Mensal | Ano XVIII | Edição 203 | Maio de 2014

P. 2 | História

P. 3 | PSD/CDS vence no distrito de Leiria e concelho da Batalha

Batalha/Golpilheira: paróquia e sua Matriz

Com maioria para a abstenção, PPE vence na Europa e PS em Portugal, mas região de Leiria mantém-se à direita

P. 6 | Violência doméstica

Uma “chaga social” em debate na Batalha P. 7 | Dias 14 e 15 de Junho

Festa da Santíssima Trindade na paróquia P. 10 | Gastronomia e artesanato

FIABA mostra mundo rural e mais animação

MCRito

Uma festa que é de todos nós

Entrevista ao comandante: “Podem confiar nos nossos bombeiros” Entrevista ao presidente: “Os bombeiros devem ser mais acarinhados”

P. 11| Concerto esgota Mosteiro

Rodrigo Leão “mágico” P.15 | Nacional de Futsal Feminino

Golpilheira isolada na frente do campeonato P. 17 | Jornal da Diocese veio cá

Batalha no “Presente”

LMFerraz

P. 4 e 5 | 36 anos dos Voluntários da Batalha

Confira os resultados das eleições de 2014 na Europa, em Portugal, no distrito de Leiria, no concelho da Batalha e na freguesia da Golpilheira PUB

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Jornal da Golpilheira

. abertura .

Maio de 2014

.editorial.

Luís Miguel Ferraz Director

.história. Paróquia da Batalha/Golpilheira e sua Matriz Fotografia dos finais do século XIX da Igreja de Santa Cruz, matriz da Batalha e sede da Confraria da Santíssima Trindade, provavelmente pouco tempo antes do Padre Dr. Joaquim Coelho Pereira ter mandado construir a actual torre. (Reproduzida do Boletim n.º 13, de Setembro de 1938, da DirecçãoGeral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

Perdemos

Após as eleições, é comum choverem comentários, análises, contas e rescaldos. Enquanto os vencedores limpam as armas e os vencidos contam os feridos, novas batalhas de imediato se perspectivam. É sempre complicado tecer considerações sobre o assunto, pois é enorme o perigo de más interpretações e de leituras tendenciosas. Ainda assim, corro esse risco, perante a gravidade de um dado objectivo, infelizmente já habitual: a maioria da abstenção. Os portugueses, como aliás outros cidadãos europeus, tratam estas eleições como algo secundário. Nas autárquicas e legislativas a maioria desloca-se às urnas, mas para a Europa julgam o acto desnecessário. Pelos vistos, não fazem ideia da importância que têm as instituições europeias e como está dependente das suas políticas a governação nacional ou regional. Que é muito. De quem é a culpa? De quem não se informa, obviamente. Mas, talvez mais ainda, de quem tem a obrigação de informar. Não ajudará a explicar tão grande abstenção o facto de raramente (salvo honrosas excepções) se ter falado de Europa durante a campanha? Por muito graves que sejam os problemas nacionais e locais – que o são –, este era o momento de explicar para que serve o Parlamento Europeu e a Comissão Europeia, quais as consequências das suas decisões para a nossa vida e que ideias têm os candidatos sobre esses assuntos. Ao invés, assistimos ao jogo de sempre, em que os argumentos esgrimidos não passaram da política caseira e até das intrigas internas dos partidos. Com a comunicação social a ajudar à festa. Se dúvidas havia, elas foram dissipadas nos discursos pós-eleitorais. O centro foi a queda (ou não) do governo, com uns a acusar a oposição de não ter tido resultados que a demonstrem como alternativa e outros a afirmar que estão prontos para governar Portugal e que o povo mostrou a sua vontade. Vontade de quê? Afinal, em que votámos nestas eleições? Num parlamento nacional? Enquanto se insistir neste modo de confundir e desinformar o povo, como querem que as pessoas vejam alguma credibilidade – e até utilidade – na política? Como querem que baixe o número dos que se abstêm de entrar no jogo? Talvez se assumissem o fracasso da receita e pedissem desculpa aos portugueses por não terem conseguido convencê-los de que mereciam o seu voto. Embora todos os partidos venham dizer que lamentam esses números – e acreditemos que sim – a verdade é que isso os incomoda pouco em termos práticos, já que deixa as decisões cada vez mais nas mãos dos que fazem carreira ou são partidários fiéis desses mesmos partidos. A abstenção é, portanto, sempre uma má opção. Apesar de alguns cantarem vitória, a sensação é de que perderam todos. Aliás, perdemos todos. Perdeu a Europa, perdeu a democracia e, portanto, perdemos nós.

Centro Recreativo da Golpilheira

Convocatória - Assembleia Geral Ordinária No dia 6 de Junho de 2014, pelas 20h30, reúne-se a Assembleia Geral Ordinária, pelo que convoco todos os sócios a assistirem à reunião com a seguinte ordem de trabalhos: 1. Relatório da Direcção, Contas do Exercício de 2013 e Parecer do Conselho Fiscal. 2. Eleição dos novos Corpos Gerentes para o próximo Biénio. 3. Outros assuntos de interesse para a Colectividade. Nos termos dos estatutos, não comparecendo a maioria dos associados à hora marcada, será a reunião efectuada às 21h30 do mesmo dia, com qualquer número de sócios, não podendo os restantes discordar daquilo que foi deliberado. Dada a importância da reunião, agradecemos a comparência de V/ Ex.as. O Presidente da Mesa da Assembleia, Pedro José Meneses Monteiro

As freguesia civis da Batalha e da Golpilheira integram a mesma paróquia, com a igreja mãe na Batalha. Todos o sabem. Criada em 14 de Setembro de 1512 pelo Prior Mor do convento de Santa Cruz de Coimbra, D. Pedro Vaz Gavião, cuja jurisdição religiosa do território que hoje é o da diocese de Leiria lhe pertencia, teve por orago a Santa Cruz e foi desmembrada da de Santo Estêvão da então Vila de Leiria, cuja matriz se situava onde agora está o quartel da Guarda Nacional Republicana na nossa capital regional. Aí foi também um convento de freiras, extinto pelos liberais, e depois escola do magistério. Instituída a paróquia batalhense era preciso dotá-la de igreja própria, o que levou o povo a pedir ao soberano na época, D. Manuel I, que a mandasse construir. Atendido o pedido pelo Rei, as obras do templo começaram pelo Outono de 1514, completase este ano meio milénio, e duraram até 1532, já no reinado de D. Joao III. É a nossa matriz, na sua planta geral, obra possivelmente de Mateus Fernandes, mestre a que me referi nos apontamentos sobre o Mosteiro e o único arquitecto que está sepultado na igreja conventual, tendo o seu belíssimo pórtico sido feito, o que esta comprovado, pelo mestre Boitaca (Boitac) que assinalou as duas ombreiras com a sua sigla, que não é mais do que a letra inicial do seu apelido, um “b” gótico. Pode incluir-se este bonito templo na arte manuelina, o que é indiscutível no pórtico de Boitaca e no arco e na estrutura da capela-mor. Arruinado pelo desleixo dos homens e pelo menos por dois grandes tremores de terra, em

1755 e em 1858, este último tendo abalado particularmente a nossa região, o tecto da nave abateu e durante dezenas de anos o edifício ofereceu um aspecto desolador, como se pode ver pela imagem que se publica. Devido ao seu estado de quase completa ruína, os serviços da paróquia passaram em 1834, pelo Outono, para o Mosteiro, conforme autorização da Rainha D. Maria II em resposta ao apelo feito pelos paroquianos. Na década de 30 do século XX, lá se lhe acudiu por fim, com obras estruturais levadas a efeito pela Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (a nossa igreja estava classificada como monumento nacional desde 16 de Junho de 1910, últimos meses do reinado de D. Manuel II), em que se reconstruiu o tecto da nave, se consolidou a capela-mor, se revestiram as barras das paredes da nave e da capela-mor com preciosos azulejos do século XVIII, vindos dum extinto convento de freiras de Alcácer do Sal, se lhe incorporou um novo altar-mor, valiosíssimo, com artísticos embutidos de mármore, transferido da capela de S. Miguel ou dos Sousas (Condes de Miranda do Corvo) do Mosteiro, aquela capela com um túmulo de mármore junto à porta lateral, e se lhe incorporou também uma pia baptismal do Mosteiro, se construíram dois altares, ambos na nave, um dos quais, do lado do Evangelho (nosso lado esquerdo quando estamos voltados para a capelamor) e encimado pelo notável retábulo de calcário renascentista do século XVII. Era este altar atribuído à Confraria da Santíssima Trindade e no nicho central do retábulo estaria, com certeza, a respectiva imagem. Que teria sido feito desta imagem? É curioso e importante referir

que o primitivo campanário e o torreão anexo já antes destas obras tinham sido substituídos pela actual e elegante torre sineira, muito bem integrada no templo, mandada edificar, no começo do século XX, pelo Padre Dr. Joaquim Coelho Pereira, um ilustre natural da Golpilheira, onde nasceu a 11 de Agosto de 1872, que deixou saudosa memória em todos os seus contemporâneos. Paroquiou a Batalha de 1899 a 1929, falecendo prematuramente em 7 de Dezembro deste último ano. Vivia na Batalha num prédio ainda existente na rua da Senhora do Caminho. A torre integra harmoniosamente elementos da arte manuelina, na cúpula e no remate, barrocos (vasos flamejantes) nos seus quatro cantos superiores. Os actuais sinos foram adquiridos, com generoso concurso da população, na década de 50, pelo então pároco Padre Manuel Pereira Gonçalves. No adro da igreja e também no espaço hoje ocupado pela estrada houve um cemitério que, creio, só deixou de ser usado por meados do século XIX, quando se fez o actual no Casal do Azemel, junto da ermida da invocação de Santa Maria Madalena, erguida em 1571 (um templo a cuidar e a preservar). A data que está no portão antigo do cemitério, 1873, corresponde à construção do portão e não ao inicio dos enterramentos naquele local. Pelo menos desde 1856 já ali se faziam enterramentos. Nestes cemitérios e ainda no da igreja de Santa Maria-a-Velha, no terreiro de acesso às Capelas Imperfeitas, hoje largo do Infante D. Henrique, muitos naturais da Golpilheira tiveram a sua última morada, únicos campos santos que havia então no aro da Batalha. José Travaços Santos


Jornal da Golpilheira

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. destaque . política .

Maio de 2014

LMF

Total nacional

Golpilheira - Mesa 1

Golpilheira - Mesa 2

PSD/CDS vence no distrito de Leiria e no concelho da Batalha

Com maioria para a abstenção, PPE vence na Europa, PS em Portugal, mas a região de Leiria mantém-se à direita A Europa foi chamada no final deste mês a eleições, que decorreram no dia 25 em Portugal. Ainda falta apurar alguns resultados, como é o caso de alguns consulados portugueses e de locais onde as eleições foram boicotadas, mas é possível já apresentar resultados praticamente definitivos. Na Europa O PPE, que congrega os partidos europeus de centro-direita (incluindo o PSD e o CDS portugueses), foi o vencedor destas eleições para o Parlamento Europeu, onde têm assento 751 deputados. Segundo os dados oficiais de segundafeira, apesar de ter perdido cerca de 70 deputados face aos que tinha, esta força política teve cerca de 28% dos votos e deverá eleger 212 deputados (eram 274). Sem maioria para governar, deverão ter de fazer alianças com os Socialistas, a segunda família mais votada, e também com perda de deputados, com 25,7% do votos e 185 eleitos (tinha 196). Os Liberais manterão o terceiro lugar, com 9,9% dos votos e 74 eleitos (tinha 83) e os Verdes permanecerão em quarto lugar, com 7,7% dos votos e 58 deputados (ganharam um). A grande novidade foi a conquista de 130 lugares por partidos eurocépticos ou extremistas, o que denota alguma crítica dos eleitores à União europeia. O número mais expressivo foram os 25% da Frente Nacional, de

Marine Le Pen, na França, mas até o partido nazi alemão conseguiu eleger um deputado. Caso formem um grupo, estes partidos juntos poderão dar alguma força no Parlamento Europeu a ideias como a saída do Euro ou o próprio desmantelamento da União Europeia, muitas delas contraditórias entre eles. Embora menos acentuada do que em 2009 (57%), a taxa de abstenção continua a ensombrar estas eleições, com valores acima dos 56%. A taxa mais alta foi na Eslováquia, com 87%, e as excepções foram a Bélgica e o Luxemburgo, onde o voto é obrigatório, com apenas 10% de abstenção. Em Portugal No nosso País, a vitória sorriu ao PS, com cerca de um milhão de votos (31,47%), tendo já garantidos 7 deputados (estão ainda 4 dos 21 por atribuir). Em segundo lugar, com menos cerca de 100 mil votos, ficou a coligação PSD/ CDS, com 27,71% e 6 deputados já garantidos. Em terceiro ficou o PCP, que subiu em relação a 2009, ganhando 12,67% dos votos (cerca de 461 mil) e dois deputados. A grande surpresa veio do MPT, que subiu a quarta força política, elegendo Marinho Pinto com 7,14% dos votos, podendo ainda colocar mais um deputado da sua lista no Parlamento Europeu. Pelo contrário, o BE perdeu mais de metade dos

seus eleitores, descendo de 10,73% em 2009 (o terceiro mais votado) para 4,56% este ano, sendo o 5.º mais votado e perdendo um dos dois deputados que tinha. Todas as outras forças políticas tiveram abaixo dos 72 mil votos e não elegeram qualquer deputado. Num análise objectiva, nota-se a contestação clara aos partidos do Governo. Embora não possa ser comparável, já que concorreram em separado em 2009, não deixa de ser sintomática a perda de mais de meio milhão de votos no seu conjunto, a maioria dos quais se terá transferido para o MPT, PCP e partidos de esquerda minoritários, já que o PS teve apenas mais 85 mil votos do que em 2009. Sintomática também foi a subida da abstenção, que passou de 63,17% em 2009 para 66,10% este ano. Também aí se terão manifestado muitos dos “insatisfeitos”, embora, como sabemos, esse tipo de opção não tenha qualquer resultado prático, já que a abstenção não é contabilizada. No distrito de Leiria No total dos conce lhos do distrito de Leiria, a coligação PSD/CDS fez continuar a manter a região no centro-direita, com 36,84, ainda assim abaixo dos 38,33% que o PSD tinha conseguido sozinho em 2009 (o CDS teve nesse ano 9,35%). Em segundo ficou o PS, com 24,69%, subindo em relação aos 20,46% de 2009.

Todos os outros partidos ficaram abaixo dos 9%, tendo também sido aqui verificada a subida do MPT a quarto partido mais votado, com 6,83% e quase 10 mil eleitores, abaixo do PCP (8,64%). A abstenção foi superior à média nacional, com 67,68%, e acima dos 64,26% de 2009. No concelho da Batalha Igual tendência se verificou no concelho da Batalha, onde a coligação PSD/CDS venceu com uns esmagadores 46,93%, sendo o mais votado em todas as freguesias. Neste caso, mais do que os 45,46% do PSD em 2009, mas com menos votos reais, que passaram dos 2.731 em 2009 para os 2.455 este ano, e em percentagem ainda mais baixa se somarmos os 12,20% (733 votos) do CDS em 2009. Também em segundo no Concelho, o PS subiu dos 14,38% em 2009 para os 17,11% este ano, pouco expressiva em termos de votos (864 em 2009 e 895 em 2014). Maior subida foi a do MPT que passou a 3.º mais votado, com 7,38% (386 votos), acima do PCP, que teve 4,09% (214 votos). A abstenção foi maior do que em 2009 (56,66%), situando-se nos 63,19%, ainda assim abaixo da média distrital e nacional. Na freguesia da Golpilheira Ainda na mesma linha do distrito e do concelho, a aliança PSD/CDS teve a

maioria dos votos na nossa freguesia, com 47,83%, ainda mais do que a média do concelho. Também neste caso, o valor foi superior aos 45,08% do PSD em 2009, mas inferior à soma com os 11,98% do CDS naquele ano, tal como em votos reais, apenas 275, quando o PSD tinha conseguido 316 e o CDS 84. O PS manteve o segundo lugar, com ligeira subida na percentagem, dos 15,12% de 2009 para os 15,83%, mas também com menos votos, de 106 em 2009 para 91 em 2014. Estrondosa subida foi a do MPT, passando à terceira posição com 5,74%, pois tivera 6 votos em 2009 e angariou 33 em 2014, mais um do que o PCP. O BE teve 24 votos e todos os outros ficaram com menos de uma dezena, sendo o POUS o único que ficou a zero. Como tem sido apanágio da nossa freguesia, a abstenção foi a menor das quatro freguesias do Concelho, situando-se nos 57,47%, com 575 dos 1352 eleitores inscritos a cumprir o seu dever cívico. Ainda assim, não é um número positivo e agravou-se em relação a 2009, onde a abstenção foi de 54,60% e 701 dos 1544 inscritos foram votar. Uma nota ainda para o comparativo destes números, a dar conta de que a freguesia da Golpilheira perdeu 192 eleitores nestes cinco anos, nota de que estamos a perder população. Luís Miguel Ferraz

Inscritos Votantes Abstenção Partido PS PSD/CDS PCP-PEV MPT B.E. L PAN PCTP/MRPP PND PTP PPM PNR MAS PPV PDA POUS Em branco Nulos

9.683.885 100,00% 3.282.356 33,90% 6.401.529 66,10% votos % 1.032.882 31,47 909.431 27,71 416.030 12,67 234.519 7,14 149.566 4,56 71.558 2,18 56.346 1,72 54.611 1,66 23.020 0,70 22.524 0,69 17.726 0,54 15.013 0,46 12.441 0,38 12.344 0,38 5.315 0,16 3.692 0,11 144.855 4,41 100.483 3,06

Distrito Leiria (110 freguesias)

Inscritos Votantes Abstenção Partido PSD/CDS PS PCP-PEV MPT B.E. L PAN PCTP/MRPP PND PTP PPM PNR MAS PPV PDA POUS Em branco Nulos

425.369 100,00 137.474 32,32 287.895 67,68 votos % 50.649 36,84 33.940 24,69 11.881 8,64 9.386 6,83 5.806 4,22 2.906 2,11 2.199 1,60 1.847 1,34 1.201 0,87 759 0,55 700 0,51 578 0,42 574 0,42 508 0,37 245 0,18 169 0,12 8.902 6,48 5.224 3,80 Concelho Batalha (4 freguesias) Inscritos 14.210 100,00 Votantes 5.231 36,81 Abstenção 8.979 63,19 Partido votos % PSD/CDS 2.455 46,93 PS 895 17,11 MPT 386 7,38 PCP-PEV 214 4,09 B.E. 209 4,00 L 85 1,62 PAN 75 1,43 PND 64 1,22 PCTP/MRPP 52 0,99 PTP 37 0,71 PPM 26 0,50 MAS 24 0,46 PNR 14 0,27 PPV 13 0,25 PDA 7 0,13 POUS 5 0,10 Em branco 377 7,21 Nulos 293 5,60

Freguesia da Golpilheira

Inscritos Votantes Abstenção Partido PSD/CDS PS MPT PCP-PEV B.E. L PCTP/MRPP PND PTP PAN PDA PNR PPM MAS PPV POUS Em branco Nulos

1.352 575 777 votos 275 91 33 32 24 9 8 6 4 3 2 2 2 1 1 0 48 34

100,00 42,53 57,47 % 47,83 15,83 5,74 5,57 4,17 1,57 1,39 1,04 0,70 0,52 0,35 0,35 0,35 0,17 0,17 0,00 8,35 5,91

Inscritos Votantes Abstenção Partido PPD/PSD PS CDS-PP B.E. PCP-PEV MEP PCTP/MRPP MPT P.H. MMS PPM P.N.R. POUS Em branco Nulos

1.544 701 843 votos 316 106 84 62 16 8 8 6 5 4 3 1 1 57 24

100,00 45,40 54,60 % 45,08 15,12 11,98 8,84 2,28 1,14 1,14 0,86 0,71 0,57 0,43 0,14 0,14 8,13 3,42

Golpilheira em 2009


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. destaque . bombeiros .

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Jornal da Golpilheira Maio de 2014

36.º aniversário dos Bombeiros Voluntários da Batalha

Uma festa que é de todos nós A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Concelho da Batalha comemorou o seu 36.º aniversário no passado dia 27 de Abril. O programa cumpriu-se a rigor: depois do hastear das bandeiras, com os bombeiros todos perfilados e a Fanfarra a tocar de acordo com o momento solene, foi a romagem ao cemitério, onde foram lembrados todos os bombeiros falecidos até esta data. Mais uma vez em formatura, todos responderam “presente” em uníssono quando se chamaram em voz alta os nomes de Carlos dos Santos Adrião Fonseca, José António Ferreira Henriques, Teresa Maria da Costa Jordão, Armindo Arede de Carvalho, António Manuel Cera Sereno, José Monteiro e comandante António Aurélio Agrela Gonçalves. Não faltaram as preces e os momentos de recolhimento em cada uma das campas. Já na igreja do Mosteiro, às 11h00, foi celebrada Missa por alma destes bombeiros

No cemitério

já falecidos. Depois da Missa, num palco montado na praça Mouzinho de Albuquerque, decorreu a sessão solene, com diversas entidades oficiais, onde se destaca o secretário de Estado da Administração Interna, o presidente da Câmara Municipal da Batalha, o presidente da direcção e o comandante da AHBVB e várias dezenas de batalhenses. Começaram por ser benzidas duas novas viaturas e atribuídas algumas condecorações: Medalha Ouro

Pedro João Pinheiro Marques, José Carlos Ferreira Moreira e Ana Rita Remédios Inácio.

de 25 anos de serviço ao bombeiro de 1.ª classe Fernando José Monteiro da Silva, da Golpilheira; Medalha de Mérito, por serviços prestados a dobrar, durante dois anos, na Batalha e na delegação de S. Mamede, aos bombeiros de 2.ª classe

Almoço de convívio foi na Golpilheira

Limpeza de terrenos avança na Batalha

Sessão na Câmara

o Município na fiscalização dos espaços rurais e na sensibilização da população para a prevenção de incêndios florestais. Todos os terrenos rústicos do concelho da Batalha estão a ser fiscalizados pelos militares da GNR, de modo a garantir a execução das obrigatórias faixas de gestão de combustíveis. Rui Teixeira informou que, “até ao momento, 89% dos proprietários, depois de avisados, cumprem com as informações que lhes são transmitidas”. Falta apenas

cionado pelo Restaurante Etnográfico da Golpilheira. Este aniversário é de todos nós, pois todos somos beneficiados por estes homens e mulheres que são chamados nos momentos de maior aflição e estão sempre ao dispor para socorrer ou ajudar “sem olhar a quem”. A propósito desta efeméride, fomos conversar um pouco com o comandante, Fernando Oliveira, e com o presidente da direcção dos Bombeiros, Francisco Freitas, entrevistas que publicamos na página seguinte. Textos, entrevistas e fotos de Manuel Carreira Rito

Fernando recebeu medalha

Programa apresentado ao secretário de Estado da Administração Interna No âmbito da sua participação nas comemorações do 36.º aniversário dos Bombeiros Voluntários da Batalha, no dia 27 de Abril, o secretário de Estado da Administração Interna, João Almeida, participou na apresentação pública do Programa de Prevenção Estrutural da Floresta em curso no concelho da Batalha. A sessão decorreu no município, contando com a presença do presidente da Câmara, Paulo Batista, do comandante do Posto da GNR, sargento Custódio Avelino, e dos presidentes das juntas de freguesia do Concelho, entre outras entidades. A apresentação do programa esteve a cargo do sargento Rui Teixeira, comandante do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) de Alcaria, que está a colaborar com

Os vários convidados a discursar enalteceram o papel importante da corporação no apoio à população, lembrando a especial missão de combate aos incêndios, cuja época crítica se avizinha. Melhoramento de equipamentos individuais para os nossos bombeiros e renovação de algumas viaturas foram temas também abordados. A culminar, efectuou-se o habitual desfile da corporação pelas ruas da vila da Batalha. Depois, foi a vez da nossa freguesia acolher a festa, com o almoço a decorrer no Centro Recreativo, confec-

um número residual, ou por serem emigrantes, ou por terem falecido e ser difícil a localização dos herdeiros, continuando as diligências para resolver essas situações. “Depois de tomadas estas diligências, podemos ir para as limpezas coercivas, cujos custos serão suportados pelos actuais proprietários”, afirmou, reconhecendo que “este trabalho é bastante visível e vai dar os seus frutos” e que “neste momento há boas práticas por parte da nossa juventude, que está bastante sensi-

bilizada para os problemas ambientais”. Na sua intervenção, Paulo Batista disse que a prevenção é a melhor solução para evitar grandes incêndios e é aqui que o Estado deve investir ainda mais. “É melhor gastar na prevenção do que na cura da doença, o que fica sempre muito mais caro”, razão pela qual foi solicitada a colaboração do GIPS e também decidida a entrega de uma viatura ao Posto da GNR da Batalha, mantendo-se também “a colaboração sempre constante com os Bombeiros Voluntários da Batalha”. O secretário de Estado elogiou esta sintonia entre o Município, o GIPS, a GNR e os Bombeiros e referiu a sua disponibilidade para “ouvir as pessoas que no terreno contactam com os problemas”.

Secção de S. Mamede ensina população Com o objectivo de dar formação à população em primeiros socorros e intervenção em caso de incêndio, a secção de São Mamede dos Bombeiro Voluntários da Batalha vai levar a efeito acções de sensibilização em diversas localidades daquela freguesia, nos meses de Maio e Junho, às sextas-feiras à noite e sábados, realizadas com o apoio do grupo de jovens e da Junta de Freguesia local. As temáticas a abordar, quer no apoio às vítimas, quer em caso de incêndio, serão: primeira abordagem a vítimas até à chegada dos meios de intervenção; avaliação do estado das vítimas de modo a prestar melhor informação ao INEM; intervenção em casos de pequena gravidade; noções básicas de primeira intervenção em incêndios em habitações; utilização de extintores.

Câmara oferece viatura ao posto da GNR da Batalha O posto da Guarda Nacional Republicana da Batalha recebeu este mês uma viatura ligeira de passageiros, oferecida pelo Município batalhense, que servirá para o reforço do patrulhamento da vila e das zonas rurais. Paulo Batista dos Santos, presidente da Câmara da Batalha, afirmou, na cerimónia de entrega da viatura, que “a preocupação do município é garantir a segurança da população do Concelho, sobretudo das freguesias rurais”. Revelou ainda que “o protocolo que foi celebrado apenas foi possível devido à estreita colaboração entre as duas entidades.


Jornal da Golpilheira

. bombeiros . entrevista destaque .

Maio de 2014

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Entrevista a Fernando Oliveira, comandante da corporação

“Podem confiar nos nossos bombeiros” Há quantos anos está a desempenhar o cargo de comandante? Vai fazer sete anos no próximo mês de Junho. Actualmente, quantos voluntários compõem esta corporação? Neste momento são cerca de 110, incluindo os da secção de S. Mamede. Destes, 20 são efectivos. Temos ainda a funcionar uma escola que tem cerca de 12 elementos, cujo objectivo é prepará-los para a entrada na corporação.

Neste aniversário, foram benzidas duas viaturas. Qual a função de cada uma? A viatura de transporte de doentes foi adquirida pela anterior direcção, cuja presidente era Fátima Lucas, que também foi sua “madrinha”. A outra viatura é um tractor para transporte de tanques de grande capacidade, para abastecimento dos carros de combate aos incêndios. Esta viatura foi oferecida pelo Município da Batalha e foi “padrinho” o seu presidente, Paulo Batista dos Santos.

Quantas viaturas operacionais, quer para acidentes rodoviários e outros, quer para incêndios? No total, temos 12 viaturas de combate a incêndios, 2 viaturas de desencarceramento, 15 de transporte de doentes e socorro a acidentes e uma viatura de comando.

Quais são as maiores dificuldades com que a corporação se depara? A dificuldade maior, não é bem a falta de voluntários, mas sim de alguns recursos humanos. Precisamos também de adquirir material individual, já que a promessa de oferta destes equipamentos “foi

por água abaixo”, uma vez que o seu concurso foi anulado. Pela voz do secretário de Estado da Administração Interna, soubemos que foi feito novo concurso. Não é difícil deduzir que, por este andar, ainda não é este ano que vamos ter estes equipamentos. O tempo passa, mas os fogos espreitam. E precisamos de cerca de 50 equipamentos destes, compostos por capacete, botas, calças, dólmen, t-shirt e cócula. Refere que está a chegar a época de incêndios. Como está a sua preparação? Estamos sempre prontos a socorrer quem nos solicita. O material que temos disponível é suficiente. Temos bastante apoio da GNR, que nestas alturas aumenta a sua vigilância no que concerne aos incêndios.

Como é o seu relacionamento com os bombeiros e com a actual direcção? É uma relação normal, boa e sem conflitos. Que projectos para o futuro? As instalações, neste momento estão bem, tendo as condições indispensáveis para o bom desempenho dos nossos bombeiros. As viaturas de saúde estão em condições de responder às solicitações. As viaturas de combate a incêndios, satisfazem, mas algumas já têm bastantes anos. Neste momento, necessitamos duma viatura ligeira de combate a incêndios. Com vista a uma maior eficácia, não seria de mais ter uma viatura pesada de combate a incêndios. Mas, como disse, a aquisição equipamentos de protecção individual é o mais urgente.

Que mensagem quer enviar, através do nosso jornal, para os habitantes do concelho da Batalha e zonas limítrofes? Que podem confiar nos bombeiros que temos, porque eles estão 24 horas por dia a zelar pela sua segurança, e que de alguma forma os acarinhem porque eles também precisam.

Entrevista a Francisco Freitas, presidente da direcção

“Os bombeiros devem ser mais acarinhados” Há quanto tempo está neste importante cargo directivo? Estive na Comissão de Gestão desde o mês de Outubro de 2013 e tomei posse, assim como os restantes órgãos sociais, a 30 de Novembro de 2013. Como encontrou a situação da associação quando chegou? Encontrei uma situação boa e bastante equilibrada. Quais são os seus objectivos de gestão? Manter a associação confortável financeiramente, garantindo ao mesmo tempo uma boa performance em termos operacionais, quer seja na formação dos bombeiros, quer seja na manutenção das viaturas, para o seu bom funcionamento, estando sempre prontas para qualquer solicitação. Preocupo-me em rentabilizar as pessoas que temos, de modo a que se consiga fazer muito com pouco. Tentamos, com poucos assalariados, chegar a todo o lado, de modo

a que não haja constrangimento nos serviços solicitados. Quais são os investimentos necessários para melhorar os serviços dos nossos bombeiros? Não duvido fazer investimentos que julgue serem necessários. Alguns já foram feitos. Não são muito visíveis, mas melhoraram a operacionalidade dos nossos serviços. Como o nosso comandante já informou, dotar os nossos bombeiros de equipamentos individuais de combate a incêndio é a principal preocupação. Tudo o que podermos entregar a estes homens nunca será de mais, uma vez que eles expõem a sua vida sempre que vão para a frente de combate a este flagelo. No entanto, haverá sempre um equilíbrio entre estes investimentos e os compromissos correntes, como o pagamento a fornecedores dentro dos 30 dias, salários, combustíveis, reparações, etc. Só com

muito rigor é que conseguiremos levar esta associação humanitária a bom porto. Quanto às instalações, são necessários mais investimentos? Neste momento não há necessidade. Foram feitas obras que melhoraram bastante a operacionalidade e conforto do quartel. O que mais me preocupa neste momento são algumas viaturas de combate a incêndio muito antigas, que começam a ter custos de manutenção superiores ao aconselhável. Quando se trata da segurança do bombeiro, não se pode brincar. Para situações de alto risco, devem estar minimamente equipados. Que mensagem quer transmitir aos nossos leitores? Apesar de poder ferir algumas sensibilidades, penso que os bombeiros devem ser mais acarinhados. Quando se comenta o que se faz dentro das quatro paredes, é fácil criticar. Há quem comente,

por exemplo, que os bombeiros estão no quartel a usar computadores. Ora, fazem-no porque estão ali vigilantes e sempre prontos para acudir, e também porque é aí que fazem formação, através de cursos disponíveis na internet. Há quem não saiba que os bombeiros têm de fazer muita formação e submeterse a exames com uma certa frequência. Também já tenho ouvido dizer que, por vezes, estão muitos bombeiros à porta do quartel. Ainda bem: por um lado, subentendese que não há acidentes; por outro, estão a zelar por nós. É muito mau sinal quando não está nenhum, isso é que me deixa logo preocupado quando ali chego. Sejamos construtivos... Eu entendo que, para aquilo que é exigido ao bombeiro, deve haver mais compensação e mais ajuda por parte da população. Por isso, lanço daqui um apelo para que quem não é sócio faça a sua inscrição tão breve quanto possível.

Lembro também, a “talho de foice”, que os actuais sócios se habituem a pagar as suas quotas na secretaria do quartel. Neste momento, nós não temos disponibilidade para cobrar as quotas em casa de cada um e não temos voluntários para efectuar esse serviço. Somos uma associação sem fins lucrativos, tendo no entanto de garantir fundos para dar cobertura às despesas correntes e outras. No dia em que não houver dinheiro para estas despesas, não poderá haver socorro. Fazemos um esforço diário de gestão, para manter a casa viva e sã e os bombeiros motivados para aquilo que fazem e em condições. pub

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Violência doméstica em debate na Batalha

Fotos: LMFerraz

O auditório municipal da Batalha esgotou os cerca de 300 lugares, no passado dia 6 de Maio, numa sessão subordinada ao tema “(Dis) Pensamos a Violência”. Participaram, sobretudo, profissionais ligados a IPSS e outras instituições ligadas à acção social da região. A iniciativa foi da Rede Social da Batalha, em parceria com o Centro Distrital de Leiria da Segurança Social, no âmbito das actividades propostas pela plataforma territorial supraconcelhia do Pinhal Litoral. Representantes de serviços com intervenção nesta área, como a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, a GNR, o Ministério Público e o Tribunal Judicial de Leiria, contribuíram para a reflexão sobre a vio-

lência, sobretudo, contra idosos, crianças e violência doméstica, revelando que é um problema longe de estar resolvido na nossa sociedade. O trabalho de cada uma destas instituições tem aperfeiçoado métodos e dinâmicas de prevenção e resposta às solicitações, mas muito há ainda a fazer. Foi unânime a consideração de que esta é uma “chaga social” pela qual todos somos responsáveis, seja pela denúncia de casos de que tenhamos conhecimento, seja pela ajuda às vítimas, seja ainda pela luta por melhores condições de vida e de acesso à justiça por parte dos cidadãos menos protegidos. Por isso mesmo é considerado “crime público”, sendo dever do Estado actuar mesmo quando não

LMFerraz

Uma “chaga social” que é responsabilidade de todos

Entidades unidas na prevenção e luta contra este problema

há uma queixa formal dos envolvidos. O encerramento da sessão contou com a presença da secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, Teresa Morais, que considerou esta matéria “uma das prioridades do Governo”, reconhecendo que “apesar do muito que tem

sido feito, apesar de muitos anos de políticas públicas e do envolvimento de organismos diversos e de tantas organizações da sociedade num trabalho sério e empenhado, a violência em contexto familiar e, em particular, contra as crianças, as pessoas idosas e maioritariamente sobre as mulheres,

Acampamento

Oração

50 anos dos escuteiros da Batalha

Acampamento “especial” Fundado em Junho de 1964, o Agrupamento 194 do CNE, da Batalha, está em pleno ano de comemorações do cinquentenário. Entre as diversas iniciativas programadas, teve especial destaque o acampamento realizado nos passados dias 25 a 27 de Abril, que juntou mais de duas centenas de escuteiros, antigos escuteiros e respectivos familiares. A tarde de abertura foi especialmente festiva, com jogos familiares a envolverem os mais novos com pais e irmãos em divertida competição. No final do dia, a Missa onde alguns escuteiros fizeram as promessas foi o momento mais participado, terminando com jantar

persiste, violando direitos fundamentais à dignidade, à integridade física e à vida”. Esta é “uma realidade brutal e intolerável contra a qual temos de continuar expressar a nossa indignação”, apesar de Portugal estar no grupo dos dez países da União Europeia em que a situação é menos severa.

“Mas isso obviamente que não nos permite descansar”, reforçou, citando dados relativos a 2013: foram registados 40 homicídios conjugais (10 vítimas homens e 30 mulheres) e 27.318 participações, 81,4% de mulheres, sendo 74,1% dos casos o companheiro (ou ex) o agressor. A concluir, a secretária de Estado referiu que “nunca tivemos tantas medidas de tele-assistência aplicadas às vítimas, nunca tivemos tantas pulseiras electrónicas aplicadas em agressores e nunca tivemos tantos condenados pelo crime de violência doméstica”, mas “há ainda uma longa luta pela frente e não lhe daremos tréguas!”. LMF

de porco no espeto e arraial popular pela noite dentro. Os mais “duros” participaram ainda num “raid” nocturno, mas foi no sábado que as actividades escutistas foram mais intensas, pela região da Batalha, sem medo da chuva que foi aparecendo a espaços. Esta obrigou apenas a que o Fogo de Conselho se realizasse sem fogueira e debaixo de telha, mas nem por isso menos participado e recheado de diversão e mensagem. Na hora da despedida, na tarde de domingo, era visível o contentamento dos cerca de 150 que permaneceram na Quinta do Escuteiro durante todo o acampamento. Nos pais, a satis-

fação de uma experiência diferente de convívio com a natureza e de participação nas actividades dos filhos. Nestes, a alegria de partilharem essa experiência com os seus familiares. Nos antigos escuteiros, a oportunidade de reviverem aventuras antigas e reencontrarem amizades, concretizando o lema “escuteiro uma vez, para sempre escuteiros”.

Famílias em oração... Também inserida no programa comemorativo dos 50 anos, o agrupamento organizou uma “oração em família”, no dia 16 de Maio, no contexto da Semana da Vida e do tema diocesano para este ano pastoral. A iniciativa juntou na igreja matriz da paróquia cerca de uma centena de pessoas, sobretudo famílias de escuteiros. Juntos meditaram sobre a “beleza e a riqueza da família”, a partir de textos do Bispo diocesano,

Aquecimento antes da corrida e caminhada

do Papa Francisco e do livro dos Actos dos Apóstolos. Depois, rezaram “para que Deus fortaleça as famílias e as ajude a serem espaços de vida, verdade e amor”. No final, levaram o “decálogo da família”, do bispo Bruno Forte, publicado na carta pastoral de D. António Marto para este biénio, como promessa de viverem cada vez com mais intensidade os laços que os unem.

...e desporto No dia seguinte, foi a vez de dar lugar ao desporto, com uma corrida e uma caminhada em família. Ainda mais numerosos, os participantes aproveitaram para exercitar o físico e conviver animadamente, partilhando conversas e um jantar confeccionado por um grupo de escuteiros e mães voluntárias. LMF Veja a foto-reportagem de todos estes eventos em www.jornaldagolpilheira.pt


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. religião . sociedade .

Maio de 2014

Crianças e famílias da Golpilheira em festa

Comissão de Festas da Golpilheira 2014

Nascidos 1974 em actividade

Primeira comunhão do 3.º ano

DR

A Comissão de Festas em honra do Senhor Bom Jesus dos Aflitos de 2014, constituída pelos nascidos em 1974, tem promovido algumas iniciativas para angariação de fundos, em ordem à preparação daqueles festejos, que decorrerão no primeiro fim-de-semana de Agosto.

Corpo de Cristo, tornar-se um só com Ele e em união com toda a comunidade dos cristãos que comungam o mesmo Deus. Mas... isso nem os adultos perceberão plenamente durante toda a

sua vida. É um dom de Cristo que se vive na fé, que vai amadurecendo ao longo da vida, pois, “após a primeira, vem a segunda, a terceira...”, como diz o pároco, padre José Gonçalves, su-

Passeio de BTT

Assim, no dia 6 de Abril, organizaram um passeio de BTT, que levou cerca de uma centena e meia de ciclistas a percorrer a região, terminando num almoço de convívio à volta do porco no espeto. No dia 4 de Maio, organizaram uma oração do mês de Maria, como noticiamos neste jornal.

Fotovisão

É sempre um motivo de festa para as crianças que andaram nos últimos três anos de catequese a preparar-se para este momento: receberem pela primeira vez Jesus na Comunhão. Também para as suas famílias esta é uma ocasião de vivência alegra da fé, ao verem mais uma etapa do crescimento cristão dos seus pequeninos. Eles estavam lindos, sorridentes e participaram com entusiasmo na Missa, no dia 25 de Maio, na igreja da Golpilheira. Cantaram muito, ouviram a Palavra de Deus e pediram a Jesus e a sua mãe Maria que os ajudasse a serem cada vez melhores pessoas, em crescimento físico e espiritual. Nesta altura, poderão ainda não perceber o grande Mistério que é comungar o

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blinhando que esta é apenas uma etapa no crescimento cristão que devemos fazer ao longo de toda a vida. LMF

Arraial na Golpilheira

assaram-se chouriças, carapaus secos e outros petiscos foram partilhados. Não faltou o pão caseiro e a broa,

filhós e café da avó. Os fundos revertem a favor dos festejos de Agosto deste ano. No domingo seguinte,

a comissão de festas em honra de Nossa Senhora da Esperança, um grupo de mulheres, organizou evento semelhante em S. Bento. Estas são iniciativas de tradição popular no mês de Maio, podendo ainda organizar-se mais algumas entretanto em ambos os locais. Como são programadas a curto espaço, o melhor é ouvir com atenção os avisos da Missa do domingo. MCR/LMF

A 14 e 15 de Junho

Festa da Santíssima Trindade Em honra da Santíssima Trindade, mais uma vez toda a paróquia da Batalha é convidada a unir-se em festa, nos dias 14 e 15 de Junho. Como recorda o padre José Gonçalves no boletim paroquial, a festa é paroquial e não diz respeito só ao imperador e mordomos,

mas também a todos os que pertencem a esta comunidade paroquial. Por isso, para além de se pedir aos mordomos que continuem a “ornamentar as suas ofertas com a arte e habilidade a que estamos acostumados”, apela-se às comissões de cada uma das igrejas que

“prepararem um andor do seu lugar, apresentando nele o fruto das pequenas ofertas dos devotos do respectivo aglomerado populacional”. Com os andores dos lugares, virão as bandeiras. Pede-se, este ano, aos irmãos da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário,

recentemente revitalizada, que participem a procissão do Santíssimo Sacramento, com a bandeira e capas, como determina o seu Compromisso. No dia 15 funcionará um serviço de animação e arraial, no largo do Centro Paroquial.

Passeio motorizado

Ainda neste mês, no dia 25, promoveram dois eventos em simultâneo: um passeio de motorizadas e vespas, que juntou cerca de 60 participantes em passeio até à zona da Pia do Urso, em S. Mamede; e uma caminhada que motivou cerca de três dezenas de pessoas a uma volta pela nossa freguesia.

LMF

Promovida pela comissão de festas em honra do Senhor Bom Jesus dos Aflitos, os nascidos no ano de 1974, realizou-se no dia 4 de Maio a tradicional oração do mês de Maria na Golpilheira. A procissão fez sair à rua a imagem de Nossa Senhora de Fátima, com o seu andor adornado a rigor, entre a igreja principal e a “capela velha”. Depois, como costume, venderam-se as ofertas trazidas pelos participantes,

LMF

Mês de Maria com oração e convívio

DR

Na Golpilheira e S. Bento

Caminhada

No final, juntaram-se todos num almoço de convívio, no salão de festas da igreja da Golpilheira, onde o porco no espeto voltou a ser o petisco de eleição.

Próximos eventos

No dia 1 de Junho, pelas 17h00, será realizado o encerramento do Mês de Maria, uma tradição antiga das gentes da Golpilheira, com participação das crianças da catequese, com procissão e cortejo de oferendas. No fim, carapaus, chouriço, entremeada, bom vinho, café da avó e filhós. No dia 14 de Junho, às 21h00, no salão de festas da igreja, haverá “Sardinhada de Santo António”, petisco tradicional de época, abrilhantada com música de baile a condizer.


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. cultura . educação .

Jornal da Golpilheira Maio de 2014

Feira do Livro e do Jogo Teve lugar de 15 a 18 de Maio a 13.º edição da Feira do Livro e do Jogo da Batalha, evento que assinalou também a comemoração dos 25 anos de actividade da Biblioteca Municipal da Batalha, com o nome de José Travaços Santos desde Agosto do ano passado. O certame deste ano contou com a participação de 10 representantes das principais livrarias da região, bem como de dois distribuidores de jogos didácticos, que trouxeram ao público as mais recentes novidades relacionadas com esta componente da aprendizagem. Como usual, a feira teve um programa de animação dirigido a toda a família, com destaque para espectáculos nocturnos de teatro e magia. Integrado na programação, como tem acontecido nos últimos anos, foram divulgados, no sábado, os vencedores da 6.ª edição do concurso literário “O Fio da Memória – o Conto”, organização do Município, com apoio do Jornal da Batalha, que “visa promover o género literário do conto e a prática da escrita e das ilustrações entre os alunos do 2.º e 3.º CEB e Secundário dos estabelecimentos de ensino do concelho”. Na ocasião foi também apresentada a publicação que reuniu os contos da edição anterior. Premiados

Categoria 2.º CEB | Contos 1º lugar – “O tesouro da felicidade” – Leandro Pinto* 2º lugar – “O caracol doirado” – Érica Sofia Costa Guedes 3º lugar – “Os mistérios da Vila” – Mariana Filipa Costa Macedo Menções Honrosas “A arca nada?” – Samuel Pereira Vieira “Uma visita de sonho” – Bruna Monteiro Vala Categoria 3.º CEB | Contos 1º lugar – “A espada perdida de D. Nuno” – Ana Sofia Filipe Bastos 2º lugar – “O fantasma de S.ª M.ª da Vitória” – Magda Manuela T. Góis Categoria Secundário | Contos 1º lugar – “Ganância: a chave da destruição” – Luís Carlos R. Carreira 2º lugar – “Ao abandono” - Cristiano José da Silva Sales 3º lugar – “ As gárgulas” – Sara Henriques Menções Honrosas “O tesouro à vista de todos” – Bruno Miguel Repolho Pires “A união faz a força” – João Pedro Vieira Silva Categoria 2º CEB | Ilustração 1º lugar – Constança Rosa Lucas 2º lugar – Joana Lourenço Bagagem 3º lugar – Mafalda Soares Franco Menções Honrosas Daniel Alexandre Pereira Constantino Mariana Pinheiro Espírito Santo Categoria 3º CEB | Ilustração 1º lugar – Beatriz Barros Perpétua da Luz Mota 2º lugar – Ana Sofia Filipe Bastos 3º lugar – Rita dos Santos Carreira Menções Honrosas Afonso Ferreira Marques Eduarda Pereira Santos Magda Manuela Teixeira Góis Érica Sousa * Único premiado do Colégio de S. Mamede; todos os outros são do Agrupamento de Escolas da Batalha.

Agrupamento de Escolas da Batalha presente

Masterclasses Internacionais de Física No passado dia 5 de Abril, sete alunos do Agrupamento de Escolas da Batalha participaram na 10.ª edição das Masterclasses Internacionais de Física de Partículas, uma iniciativa a nível internacional que pretende levar jovens às faculdades/institutos onde trabalham grupos de físicos em Física de Partículas Elementares e áreas associadas. Esta actividade foi organizada a nível internacional pelo European Particle Physics Outreach Group (EPPOG), a nível nacional pelo Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP), e a nível de escola, no âmbito do Clube de Ciência, pela professora Idalina Carapito, que acompanhou os alunos ao Instituto Superior Técnico

DR

“Fio da Memória” deu prémios

Professora e alunos participantes

(IST) de Lisboa. O objectivo foi o de mostrar aos estudantes o tipo de trabalho que é desenvolvido na física experimental de partículas. As actividades começaram com um “curso de treino”, onde foram ensinados os fundamentos da Física de Partículas e as técnicas básicas usadas na detecção e análise de acontecimen-

tos (colisões de partículas) com um software específico. Numa segunda parte, foram fornecidos aos participantes um conjunto de registos de colisões reais, sendo solicitada a sua classificação por categorias e debatido o resultado pelos vários grupos participantes (Lisboa - IST, Braga, Novi Sad - Eslováquia e Heraklion - Grécia),

numa videoconferência moderada pelo professor Pedro Abreu, do IST/LIP. Os alunos participantes foram: Luís Carreira do 11.º B, Bruno Ferreira, Bernardo Carapito, Ana Beatriz Vieira e Manuel Almeida do 11.º A, Carolina Cordeiro do 12º B e Ana Carolina Silva do 12.º A. Todos estes alunos se empenharam nas actividades e Manuel Almeida apresentou uma questão muito pertinente, durante a videoconferência, aos investigadores do CERN – Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, o maior laboratório de física de partículas do mundo, localizado na região noroeste de Genebra, na fronteira Franco-Suíça.

Alfredo Monteiro, aluno da Batalha

Colégio de São Mamede organizou sarau literário

Alfredo Coelho Monteiro, aluno do 6.º C da Escola Básica e Secundária da Batalha, é um dos autores selecionados no âmbito do II Concurso Internacional de Escritores Lusófonos Infanto-Juvenis “La Atrevida”, promovido pela Librería Luso-Hispânica La Atrevida. Mais de 500 trabalhos foram submetidos a concurso e mais de 400 autores participaram nesta iniciativa destinada a crianças e adolescentes dos quatro cantos da lusofonia. Entre eles, o júri distinguiu “Um amigo improvável”, um texto “atrevido” deste aluno batalhense, que conta a história de um pequeno cágado para quem a Matemática, a amizade, a família e a liberdade são sinónimos de uma vida feliz. Este e mais 35 trabalhos literários escritos em língua portuguesa serão publicados no livro “II Antologia Atrevida”, um projecto que dá a palavra ao público infantojuvenil. Parabéns ao jovem escritor! Prof. Fernanda Cardoso

O Colégio de São Mamede organizou, no dia 2 de Maio, no Teatro José Lúcio da Silva, o Sarau Literário “Às páginas tantas…”, evento que reuniu várias personalidades da região em torno de um programa dedicado à cultura literária e contou com momentos musicais, dança, ginástica, poesia e entrevistas moderadas pela Academia de Rádio do Colégio. O padre José Luís Borga e o humorista Nilton foram alguns dos convidados presentes. Mas também Raul Castro, presidente da Câmara de Leiria, e Paulo Batista, presidente da Câmara da Batalha, foram partilhar as memórias dos tempos de escola, enquanto Paulo Costa, psicólogo de pediatria no Hospital de Santo André, e Luís Borges, neuropediatra, falaram dos “Livros da minha infância”. Numa noite em que se recordou Fernando Pessoa, Luís de Camões e Eça de Queirós, um painel sobre “O Poder das Palavras” na sociedade actual juntou vários profissionais da rádio e da imprensa. Manuela Santos, da direcção pedagógica do colégio, explica que “esta iniciativa é uma forma de valorizar a nossa cultura literária e ao mesmo tempo divulgar o trabalho que desenvolvemos na escola com os nossos alunos”, visando ainda “proporcionar o contacto directo dos nossos alunos com várias personalidades da região, de diferentes áreas”.

Um escritor “atrevido”

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. cultura .

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Maio de 2014

Rancho Rosas do Lena em acção

Exposição “centenária” Assim, entre os dias 19 de Abril e 4 de Maio, o agrupamento da Rebolaria teve patente na galeria Mouzinho de Albuquerque, na Batalha, uma exposição sobre “Gente Centenária da Batalha”, partindo de fotografias de há cem anos, a maioria tiradas pelos fotógrafos da revista Portugal Brasil que acompanharam uma vinda do rei D. Carlos à Batalha. “Aproveitaram para fotografar as muitas pessoas que por ali estavam, o que nos permitiu uma observação minuciosa e precisa do seu trajar, marcado pela singeleza, elegância e bom gosto”, afirmou José Travaços Santos na inauguração da mostra.

Bela paisagem

“Ao contrário da burguesia, que imitava o que via no estrangeiro, o nosso povo trajava conforme o clima, a profissão e o uso local, e mesmo os mais pobres mostravam enorme fineza de espírito no vestir”, reforçou. Isso mesmo podia ser observado nesta exposição, onde os trajes das fotografias foram transpostos para manequins, dando uma perspectiva “real” a essa imagem dos nossos antepassados. Museu vivo e festival No dia 11 de Maio, voltou a festa, desta vez com o “museu ao vivo” apresentado na Casa da Madalena, núcleo museológico deste grupo. A casa estremenha ganhou vida durante toda a tarde, com “habitantes” trajados a rigor, como eram

as casas habitadas pelos nossos avós, uns ao tear, outros a cozinhar à lareira ou nas mais diversas fainas do lar e do quintal. Às 17h30, já no espaço exterior da sede do rancho, decorreu um festival de folclore com o rancho anfitrião, o da Freguesia de Pussos (Alvaiázere) e os Moleiros da Ribeira (Olival, Ourém). Um final de tarde soalheiro, a lembras as eiras e convívios populares de outros tempos. Uma tarde na ponte da Boitaca Já no último domingo, 25 de Maio, o Rosas do Lena organizou segunda edição de “uma tarde na ponte da Boitaca”, juntando nas quatro casas dos portageiros o artesanato, a taberna

típica e a doçaria regional, tudo misturado com animação musical com os seus tocadores e a sua escola de concertinas. Como explica José Travaços Santos, “esta ponte foi construída na década de 60 do século XIX, no reinado de D. Luís I, com a pedra do claustro de D. João III que fora destruído pelos invasores franceses em 1810/11, e resultou da necessidade de se aproximar a estrada real da Vila da Batalha. Assente em seis elegantes arcos góticos, tem nos extremos as casas dos portageiros, sendo possivelmente a única ponte entre nós com estas características. No extremo sul foi, no século XX, aberto um sétimo arco, de volta redonda, para dar passagem ao caminho de ferro do Vale do Lena, que ligava Porto de Mós e a Batalha à estação da Martingança na Linha do Oeste. O nome da ponte provem de ter sido construída no sítio da Boitaca, por no século XVI o célebre mestre Boitaca ter tido aí uma propriedade”.

MCR

O rancho Rosas do Lena, a comemorar 51 anos de existência, não limita a sua actividade às actuações em palco. Na verdade, são diversas as iniciativas culturais que desenvolve, tendo sempre no horizonte a promoção da história e da etnografia regionais.

LMF

Exposição, museu, festival e animação “As Lavadeiras do Vale do Lena” do CRG

Rancho organizou tasquinhas O nosso rancho folclórico “As Lavadeiras do Vale do Lena”, do Centro Recreativo da Golpilheira, realizou nos dias 17 e 18 de Maio mais uma edição das tasquinhas. Este evento, que tem como principal objectivo a obtenção de fundos, por forma a permitir a continuidade do rancho, “serviu também para estabelecer o convívio entre as pessoas, o que estamos certos ter conseguido”, revela a ensaiadora Lígia Ferraz. A organização agradece “a todos os que nos visitaram e a todos os que, de alguma forma, nos ajudaram, nomeadamente, os que trabalharam na preparação das tasquinhas e na sua realização”. Rancho prepara época e convida interessados O rancho folclórico do CRG está a preparar as futuras actuações com ensaios regulares, todas as sextasfeiras, a partir das 21h30. Todas as pessoas interessadas em integrar este agrupamento podem comparecer. Para assim poderem pertencer à “grande família do folclore”. As actuações já agendadas são as seguintes: 1 de Junho – FIABA, na Batalha (16h00) 8 de Junho – Festival da Vila do Conde 14 de Junho – Santíssima Trindade, na Batalha 5 de Julho – Festival de Santarém 12 de Julho – Festival da Golpilheira 26 de Julho – Festival de Tomar 3 de Agosto – Festa da Golpilheira 16 de Agosto – Festival de Alcanede

Recital de guitarra clássica

Exposição “A risca-te”

No âmbito da comemoração do Dia Internacional dos Museus, a 18 de Maio, este ano com o tema “As colecções criam conexões”, a equipa do Museu da Comunidade Concelhia da Batalha (MCCB) propôs um programa de iniciativas com entradas gratuitas, que incluiu actividades articuladas entre jardins-de-infância e IPSS do conce-

Esteve patente entre 9 e 25 de Maio, na galeria Mouzinho de Albuquerque, na Batalha, a exposição de pintura “A riscate”, que reunia trabalhos de Joana Gonçalves e dos seus alunos no UP – Centro de Estudos, projecto que apresentámos na última edição. Obras repletas de cor, fruto do trabalho desenvolvido por crianças e

Noite dos museus no MCCB lho, visitas guiadas para o público em geral, um concurso de fotografia, entre outros. O destaque do programa foi para a “noite dos museus, que levou ao MCCB um recital de guitarra clássica, com Marco Banca, finalista da Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo do Instituto Politécnico do Porto.

Alunos mostram talentos adultos ao longo do ano transacto, alguns deles da Golpilheira. Regina Domingues, Inês Vieira, Patrícia Vieira, Élia Pedro, Sara Guerra, André Guerra, Joana Bagagem e Joana Ferreira foram os alunos que ali partilharam o seu talento, ao lado de obras de João Gregório e Daniela Pinheiro.

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CONSTRUÇÕES


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Jornal da Golpilheira

. cultura .

Maio de 2014

Com Mostra do Mundo Rural e reforço da animação Com a presença de 60 artesãos de todo o País e 16 tasquinhas, a 24.ª edição da FIABA – Feira de Artesanato e Gastronomia da Batalha “assume-se como um evento de grande importância para a Batalha e para a região, que deve servir para projectar o concelho, as suas gentes e os produtores locais”, refere Paulo Batista Santos, presidente da Câ-

Tasquinhas

mara Municipal da Batalha. Será inaugurada no dia 29 de Maio, às 18h30, contando com a presença do secretário de Estado da Administração Local, António Leitão Amaro, sendo nesta ocasião outorgados os protocolos de apoio ao associativismo concelhio. E funcionará até à noite de domingo, dia 1 de Junho. A presente edição con-

Associação de Propaganda e Defesa da Região da Batalha Associação Recreativa Amarense Associação Recreativa Batalhense Associação Recreativa e Cultural da Alcaidaria Batalha Andebol Clube Casa do Sport Lisboa e Benfica na Batalha Centro Cultural e Recreativo da Quinta do Sobrado e Palmeiros Centro Recreativo da Golpilheira Centro Recreativo da Rebolaria Centro Recreativo das Alcanadas Centro Recreativo e Desportivo da Torre Centro Social, Cultural e Recreativo das Brancas Fundo Social dos Trabalhadores da Câmara Municipal da Batalha Rancho Folclórico do Penedo Rancho Folclórico Rosas do Lena União Cultural e Recreativa de Santo Antão

tará com a realização da “Mostra do Mundo Rural”, com a participação de uma dúzia de produtores locais (ver caixa), que apresentarão alguns dos produtos de excelência do concelho da Batalha, tais como o mel, o azeite, o vinho, a doçaria, entre outros. Estará instalada na rua Nossa Senhora do Caminho, via recentemente requalificada com o

Mostra do Mundo Rural Adega Cooperativa da Batalha Albino Fernando Neves Gaspar Anabela Ferreira de Sousa Delícias da Vila Dom Biscoito Gostos e Aromas da Batalha Horto-Florícola de Santo Antão Luciano Monteiro Patrícia Conceição Ribeiro Pia do Urso – Azeites e Vinagres Seleccionados Salvador dos Santos Carreira Torre da Magueixa

largo Infante D. Henrique, sendo actualmente espaços pedonais de excelência para a Batalha e para os milhares de turistas que anualmente a visitam. Na componente da gastronomia, o destaque recai para a participação das associações concelhias que servirão ao público as iguarias tradicionais da região estremenha. Mais uma vez, o Centro Recreativo da Golpilheira estará presente, prometendo, como habitual, um serviço de excelência na sua tasquinha. Este ano, a autarquia apostou no reforço da oferta de animação, instalando no antigo campo de futebol um conjunto de equipamentos como carrosséis e outros divertimentos mecanizados, que farão as delícias dos mais pequenos.

LMF

FIABA: gastronomia e artesanato

Lá estaremos outra vez este ano!

Programa Ainda quanto à animação do evento, o programa trará ao palco diversos grupos, do tradicional à música rock, com o intuito de abranger diversos públicos. Assim, no dia de abertura, actuará, às 21h30, o grupo Apartirtudo. Na sexta-feira, pelas 21h30, David Antunes & The Midnight Band ft. Vanessa Silva, seguindo-se Nintendo Nada. No sábado, haverá às 15h30 demonstração de hip-hop pela Escola de Dança do Centro Recreativo da Golpilheira, às 16h00 actuará o Rancho Folclórico do Penedo, da Quinta do Sobrado, às 18h00 será Pedro & Inês a subir ao palco, ficando a noite a cargo das

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Zelamos pela sua segurança

bandas Les Enfants Terribles, Biscoito Interrompido, Les Crazy Coconuts e First Breath After Coma. No dia 1 de Junho, a manhã será para as duas rodas, a partir das 09h00, com dois eventos em simultâneo: o FIABA BTT 2014, organizado pela Associação Batalha Bikers (facebook/ batalhabikers), e um passeio de motorizadas antigas, organizado pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Batalha. A tarde é reservada ao folclore, com Rosas do Lena (15h00) e As Lavadeiras do Vale do Lena (16h00), seguindo-se um espectáculo do Agrupamento de Escolas da Batalha (17h00). A fechar, às 21h30, o palco é do grupo Flor-de-Lis.


Jornal da Golpilheira

. entrevista . cultura .

Maio de 2014

Lotação esgotada na igreja do Mosteiro da Batalha

“Fabula Buffa” abriu ciclo de teatro

Espectáculos no Mosteiro

Rodrigo Leão em concerto “mágico”

DR

No âmbito das celebrações dos 30 anos de classificação do mosteiro como Património Mundial da Humanidade pela Unesco, iniciou-se no dia 21 de Maio, nas Capelas Imperfeitas, o Ciclo de Teatro do Mosteiro da Batalha, com a “Fabula Buffa”, uma comédia trágico-grotesca sobre o poder do riso, pelo Teatro Pícaro, uma companhia teatral franco-italiana. A peça contou com a interpretação de Fabio Gorgolini e Ciro Cesarano e encenação de Carlo Boso, um dos mais conhecidos e conceituados encenadores europeus. Foi uma organização conjunta com a “Kind of Black Box”.

Concertos e palestra

Também na comemoração dos 30 anos de classificação, o Mosteiro vai organizar dois concertos, nas Capelas Imperfeitas, às 16h30, o primeiro no dia 31 de Maio, com “Sons do Mundo” | GEO, e o segundo no dia 7 de Junho, com o coral “Holly Heart of Mary Alumnae Choir”. No dia 13 de Junho, pelas 21h00, o auditório do Mosteiro receberá Guilherme d’Oliveira Martins para uma palestra sobre “Cultura e Património”. Todos estes eventos serão de entrada livre.

JCF | Jornal da Golpilheira

O concerto com Rodrigo Leão, integrado no âmbito das comemorações dos 30 anos de classificação do Mosteiro da Batalha como Património Mundial da Humanidade pela Unesco, no passado dia 17 de Maio, esgotou vários dias antes. E os que compraram o bilhete para este espectáculo, organizado pela Câmara Municipal, não deram o seu dinheiro por mal empregue. Este conceituado músico apresentou no ambiente “muito mágico” – como ele próprio classificou – da igreja do Mosteiro da Batalha as grandes composições que fazem dele um dos principais compositores e intérpretes portugueses, com uma carreira invejável e de enorme reconhecimento internacional. Em declarações à Centro TV (www.centrotv.pt), Rodrigo Leão lembrou a vinda a este mesmo local com os Madredeus em 1994 (foram dois concertos, orga-

nizados pelo Rotaract Club da Batalha com o fim solidário de apoiar o IPO de Lisboa), e disse que “soube bem voltar a este sítio tão

especial”. À mesma televisão, o presidente do Município, Paulo Batista, mostrou o seu contentamento com o con-

certo e desejou que “seja o primeiro de vários eventos para qualificar a nossa oferta turística”. LMF

Jogo: do real à ficção, da história ao digital

Batalha de Aljubarrota em tempo real “A história é feita de conflitos. Nobres, em nome de Deus e do mártir São Jorge, vamos reconquistar a nossa soberania. De alma e coração abertos, tentaremos ultrapassar diversos desafios. Que estes intrusos não voltem a entrar neste Reino! Através de justas que vão encontrar, iremos nomear os melhores cavaleiros. Não importa quantos eles sejam, estamos aqui para vencer!” É desta forma que o Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota (CIBA) convoca todos os

interessados para participar, no dia 15 de Junho, em Leiria, num jogo sobre a Batalha de Aljubarrota, desenvolvido em parceria com a Younity. Este jogo pretende mostrar um pouco dos acontecimentos da batalha num formato actual, interactivo e dinâmico, com o apoio de “smartphones”. Para que isso seja possível, são precisas aproximadamente 60 equipas, que se inscrevem de forma gratuita para serem nobres ou cavaleiros que irão defender Portugal. Esta “Batalha Real” as-

senta sobre um formato “smartpeddy”, que se apoia numa APP desenvolvida para o efeito. À semelhança de um “peddypaper”, compreende guiões de diferentes origens (potenciando respostas físicas em locais específicos de Leiria, recorrendo por vezes a pesquisas no Google) e desafios cumpridos nos próprios locais, tudo em tempo real. Através dos telefones, cada equipa descobre e processa respostas, recebendo no momento a informação sobre o que está correcto, bem como os pontos que vai conquistando.

“Tal como os homens da época, quando Portugal ganhou a Castela, a batalha só poderá ser ganha se houver trabalho de equipa, boa estratégia e, neste caso específico, grande boa disposição e espírito de aventura”, conclui o CIBA. A concentração está marcada para Mercado de Sant’Ana, às 15h30, estando mais informações disponíveis no Facebook http:// goo.gl/rYTlfv, ou pelo email batalhareal.leiria@gmail. com.

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Centro Interpretação da Batalha de Aljubarrota

Primeira Posição da Batalha de Aljubarrota abriu ao público O Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota (CIBA) abriu ao público, no dia 25 de Maio, a primeira posição portuguesa na batalha de Aljubarrota, um espaço que vem ajudar a mostrar o que faltava da história desta batalha, pois foi ali que, há 600 anos, Nuno Álvares Pereira travou o avanço do exército castelhano. O dia de abertura foi marcado por animação junto à Ponte da Boutaca, com artesanato, produtos típicos da região e a tocata do rancho Rosas do Lena, estando o espaço aberto durante a tarde para ser visitado. Dando seguimento ao que já foi desenvolvido no CIBA, é possível ter uma vista panorâmica sobre o Mosteiro da Batalha e conhecer as várias movimentações feitas pelos portugueses, de uma forma interactiva. Este espaço pode ser visitado todos os dias, excepto às segundas-feiras, mediante marcação (servico.educativo@fundacao-aljubarrota.pt ou 244480062), para grupos com um mínimo de 10 pessoas. Os valores serão de 3 euros para adultos e 1,5 euros para crianças e seniores (+65 anos).


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. cultura / concurso

Jornal da Golpilheira Maio de 2014

Concurso “Identidades” Eco dos Painéis de Nuno Gonçalves no Portugal Contemporâneo

Ver regulamento na página 13!

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Continuamos a publicar o p ro j e c t o c o n c e p t u a l “IDENTIDADES - Eco dos Painéis de Nuno Gonçalves no Portugal Contemporâneo”, desenvolvido por J. Rosa G. em exclusivo para o Jornal da Golpilheira. Na página seguinte, está a página 4 da secção coleccionável de 10 rostos retirados dos famosos “Painéis de S. Vicente”. Basta recortar ou fotocopiar e continuar a fazer o livro que, no final, terá a desdobragem iconográfica individualizada dos 60 rostos, tal como figuram na instalação “Milagre – Elogio aos Painéis de Nuno Gonçalves”, patente na Capela do Fundador do Mosteiro da Batalha até Outubro de 2014.


Jornal da Golpilheira

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. cultura / concurso / coleccionável .

Maio de 2014

I Concurso Cultural “Identidades” - 2014

O concurso “Identidades” é promovido pelo Jornal da Golpilheira, com o apoio do Centro Português de Serigrafia, da Câmara Municipal da Batalha e do Mosteiro de Santa Maria da Vitória.

3. Objectivos

3.1. O primeiro objectivo do concurso é promover a criatividade e a reflexão artística à volta do tema da identidade nacional. 3.2. Em segundo lugar, visa acompanhar e desenvolver o projecto conceptual “Identidades - Eco dos Painéis de Nuno Gonçalves no Portugal Contemporâneo”, desenvolvido por J. Rosa G. em exclusivo para o Jornal da Golpilheira, na sequência da instalação “Milagre – Elogio aos Painéis

4. Modalidades

4.1. Os trabalhos poderão ser apresentados em prosa, poesia, pintura, desenho, escultura, fotografia, filme, ou qualquer outra arte gráfica ou plástica. 4.2. Os trabalhos deverão ser originais e inéditos, ainda que não tenham sido realizados especificamente para este concurso. 4.3. Não há limitação de idades, de número de trabalhos ou modalidades para cada candidato.

5. Apresentação de trabalhos

5.1. O prazo de apresentação de trabalhos decorre entre 1 de Maio e 31 de Agosto de 2014. 5.2. Os trabalhos deverão ser entregues por correio: Concurso “Identidades” – Centro Recreativo da Golpilheira – Est. Baçairo, 856 – 2440-234 Golpilheira.

5.3. Em caso de grande volume (ex: escultura ou quadro), poderá ser entregue em mão no mesmo endereço, desde que não o seja pelo autor que posteriormente vier a ser identificado. 5.4. Permite-se, ainda, o envio em formato digital dos trabalhos que possam ser assim remetidos, para geral@jornaldagolpilheira.pt, a partir de um endereço de email cujo autor não seja identificável. 5.5. Todos os trabalhos deverão ser identificados sob pseudónimo e acompanhados de um envelope fechado, contendo no exterior o nome da obra e o pseudónimo e, no interior, o nome, morada, telefone, email e fotografia do autor. No caso de envio por email, o mesmo envelope deverá ser enviado por correio, apenas com identificação exterior da obra e do pseudónimo.

6. Avaliação e prémios

6.1. Os trabalhos serão avaliados por um júri de cinco pessoas, presidido pelo convidado José Travaços Santos e com um representante de cada uma das entidades: Jornal da Golpilheira,

I D E N T I D A D E S E c o d o s P a i n é i s d e N u n o G o n ç a lv e s n o Portugal Contemporâneo Livro

a pa r t i r d a

I n s ta l a ç ã o

pat e n t e n o

Mosteiro

da

B ata l h a (D e z .2013/O u t .2014)

Centro Português de Serigrafia, Câmara da Batalha e Mosteiro de Santa Maria da Vitória. 6.2. A atribuição dos prémios será decidida por maioria de votos, reservando-se ao júri o direito de os não atribuir, se a qualidade dos trabalhos assim o justificar.

7. Prémios

7.1. Os prémios são constituídos por cinco serigrafias e gravuras dos conceituados artistas portugueses Laura Cesana, Silva Palmeira, Cruzeiro Seixas, Miguel Barbosa e Domingos Mateus, num valor total global de aproximadamente 1.500 euros. 7.2. O Jornal da Golpilheira oferecerá uma assinatura anual aos autores dos 15 melhores trabalhos seleccionados pelo júri. 7.3. Poderão vir a ser considerados outros prémios para uma categoria infantil ou juvenil, caso haja participação que o justifique.

8. Divulgação dos premiados

8.1. A divulgação dos premiados será feita na edição de Outubro do Jornal da Golpilheira, salvo por absoluta impossibilidade de avaliação pelo júri, indicando-se nova data nessa edição.

J. Rosa G.

8.2. A entrega dos prémios será feita em sessão pública, com exposição dos trabalhos premiados e outros a seleccionar pelo júri, em data e local a anunciar no mesmo acto de publicação de premiados.

9. Propriedade dos trabalhos

9.1. A propriedade dos trabalhos a concurso ficará para o Jornal da Golpilheira, que se reserva o direito de os publicar, difundir e expor publicamente, embora sempre com identificação do seu autor. 9.2. Ainda assim, os autores serão livres, após divulgação dos premiados, de publicar ou usar os seus trabalhos para qualquer fim que desejem.

10. Termo

10.1. Os casos omissos e as dúvidas de interpretação deste regulamento serão resolvidas pelo júri, sem possibilidade de recurso pelos concorrentes, também em relação aos prémios atribuídos. 10.2. A candidatura ao concurso pressupõe a aceitação de todos os pontos deste regulamento.

Apoios

2. Promotores

de Nuno Gonçalves”, patente na Capela do Fundador do Mosteiro da Batalha entre Dezembro de 2013 e Outubro de 2014. 3.3. Finalmente, pretende assinalar os 30 anos da classificação do Mosteiro de Santa Maria da Vitória como Património Mundial da Humanidade, pela UNESCO, em 9 de Dezembro de 1983.

POR

O tema do concurso é “Identidades no Portugal Contemporâneo”, a desenvolver numa leitura literária ou plástica do que é, hoje, ser português. Embora de desenvolvimento livre, deverá conter obrigatoriamente alguma referência à história, património ou cultura do concelho da Batalha, mesmo que esse não seja o objecto principal.

Pág. 4

Para o

1. Tema e objecto

Guilherme / Arquitecto

Lourenço / Escritor

Salvador / Deputado

Joaquim / Enfermeiro

Rodrigo / Pescador

Lucas / Pedreiro

Filipe / Historiador

David / Maquinista

Sebastião / Estilista

Bernardo / Engenheiro


14

. desporto .

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Jornal da Golpilheira Maio de 2014

Equipas do CRG Futebol 7 • Benjamins “A” • 3º. Torneio Distrital

26-04 – GRAP (Pousos) – 5/Golpilheira – 2 03-05 – Golpilheira – 9/Pataiense – 0 17-05 – Guiense – 5/Golpilheira – 2 24-05 – Golpilheira – 3/Maceirinha – 3 Próximos Jogos 01-06 – 14h00 – Estádio de Leiria – Encontro Distrital de Benjamins

Futebol 11 • Veteranos

03-05 – Golpilheira – 4/Mora – 3 17-05 – Mafra – 4/Golpilheira – 2 Próximos Jogos 7 a 9-06 – Participação no Torneio na Suiça (Genéve) 14-06 – (Batalha) Torneio da Amizade

Futsal Infantis - Campeonato Distrital - Grupo B 27-04 – Telheiro – 4/Golpilheira – 2 04-05 – Golpilheira – 14/Martingança – 1

Futsal – Iniciados - Campeonato Distrital - Grupo B 26-04 – Golpilheira – 3/Juncalense – 5 04-05 – Dom Fuas – 0/Golpilheira – 2 10-05 – Golpilheira – 1/Amarense – 6

Futsal Juniores Femininos • Campeonato Distrital 27-04 – Golpilheira – 8/Ribafria – 0 30-04 – Fátima – 2/Golpilheira – 1 03-05 – Vieirense – 0/Golpilheira – 12 05-05 – Portomosense – 2/Golpilheira – 1 11-05 – Golpilheira – 0/Louriçal – 1 18-05 – Golpilheira – 3/Academia da Caranguejeira – 1 23-05 – Ilha – 1/Golpilheira – 7

Futsal Seniores Femininos • Campeonato Nacional 18-04 – Benfica – 1/Golpilheira – 2 26-04 – Golpilheira – 4/Novasemente – 3 17-05 – Golpilheira – 1/Restauradores de Avintes – 4 24-05 – Golpilheira – 4/Quinta dos Lombos – 3 Próximos Jogos 31-05 – 17h00 (Vermoim) – Vermoim/Golpilheira 07-06 – 18h30 (Golpilheira) – Golpilheira/Jovem Mogege 14-06 – 18h00 (Louriçal) – Louriçal/Golpilheira 21-06 – 18h00 (Golpilheira) – Golpilheira/Benfica

Veteranos do CRG

A amizade “Mora” aqui Golpilheira – 4 Mora – 3 No dia 3 de Maio, no campo da Batalha, decorreu o reencontro com uma equipa que já visitámos. O Mora enquadra-se muito bem no nosso espírito de veteranos, por isso tinha tudo para dar certo o encontro e assim foi. O jogo foi disputado com lealdade e o equilíbrio foi a nota dominante. Nos primeiros minutos, a Golpilheira confundiu muito bem o adversário, criando algumas oportunidades de golo. Passado este período inicial, a equipa de Mora mostrou que também sabe jogar a bola. Aos poucos e poucos, foi tomando conta do jogo e foi com naturalidade que chegou ao primeiro golo. A Golpilheira soube reagir e, num contra ataque, empatou, num belo chapéu de Tiago. Estava reposta a igualdade e previam-se, pelo desenrolar do encontro, mais golos. Na sequência dum canto, obtivemos o nosso segundo golo, numa recarga oportuna de Quim Té. Ainda antes do intervalo, a equipa de Mora

igualou a partida, colocando assim justiça no marcador. No segundo tempo, começámos melhor e conseguimos o nosso terceiro golo, por Cesário. O jogo continuava equilibrado, mas aberto. A supremacia da Golpilheira veio um pouco ao de cima, porque tinha mais atletas para efectuar substituições. Aproveitámos a quebra física do Mora e conseguimos o nosso quarto golo, por intermédio de Helder Monteiro. Antes do final da partida, a equipa visitante conseguiu reduzir para 4-3, com um excelente remate de fora da área, sem qualquer hipótese de defesa para Rui Fernandes. A equipa de arbitragem, chefiada por Carlos Rodrigues, esteve à altura do jogo. Depois do banho tomado, como é apanágio destes encontro, o Barroca estava à nossa espera com umas minis bem fresquinhas. Começa assim a preparação para o jantar convívio. O desgaste do jogo foi grande, a fome era alguma, mas a sede pesava mais. Sentados à mesa do nosso Restauran-

Jantar de emigrantes batalhenses a 7 de Junho

Veteranos vão à Suiça

Alcobaça Clube de Ciclismo

1.º lugar em Alverca e Óbidos A equipa de juniores do Alcobaça Clube de Ciclismo conquistou o 1.º lugar na classificação por equipas na prova de 40 quilómetros de Alverca, no dia 18 de Maio. A equipa que integra o golpilheirense Tiago Vieira (21.º da geral), conseguiu assim “uma vitória que marca um excelente trabalho efectuado ao longo do ano”. A prova foi disputada num circuito urbano plano, com vinte voltas feitas quase sempre em pelotão e a vitória a ser decidida na última volta, ao “sprint”. A formação alcobacense conseguiu colocar três entre os cinco primeiros. No mesmo dia, mas na 3.ª Maratona de BTT “Nascentes com História”, em Olho Marinho, Óbidos, o atleta do Alcobaça Diogo Santos conquistou o 1.º lugar, ficando os colegas de equipa René Caseiro em 3.º lugar e Carlos Ferreira na 4.ª posição. Alinharam à partida cerca de 200 participantes, numa prova de 60 quilómetros, com trilhos muito técnicos em pedra que exigiam o máximo de destreza e técnica por parte dos atletas.

te Etnográfico, começámos pelas entradas que estavam deliciosas. O convívio entre todos os presentes era cordial. A sopa veio a seguir. No intervalo de cada colherada havia tempo para conversar. Depois foi o Bacalhau à “Ti Júlia”, bem servido, e que foi do agrado de todos. Também não faltaram os doces, os cafés e as bebidas espirituosas, a acompanhar a intervenção do nosso director, Rui Fernandes, e do seu homólogo de Mora, a quem foi entregue uma lembrança para marcar esta visita à nossa terra. Temos de dar os parabéns à nossa cozinheira e aos serventes de mesa, por esta excelente refeição. Deixámos o restaurante para trás e fomos visitar o resto das nossas instalações. Começámos pelo salão de festas, onde se encontra o quadro de honra. Neste salão, recordou-se a origem da nossa colectividade, o seu passado, o seu presente, e perspectivou-se o seu futuro. Descemos ao rés-do-chão, onde os nossos convidados puderam ver as diversas salas

de apoio às actividades culturais, desportivas e recreativas. Os quadros com diversas fotografias no corredor e no bar contam um pouco da história da nossa associação desde o seu início, assim como a nossa sala de troféus. Os nossos visitantes ficaram impressionados com as nossas instalações, assim como com o seu historial e actividades desenvolvidas neste momento. Tiveram ainda a oportunidade de passar ao lado do pavilhão municipal da Golpilheira, inaugurado em Julho de 2013. O serão ainda não estava acabado. Victor Cruz, um dos nossos veteranos, convidou-nos para passarmos por sua casa, para tomarmos qualquer coisa. Abafado e vinho do porto caseiro foram as bebidas mais consumidas. A passagem foi breve, mas cordial, que deixou todos satisfeitos e com vontade de regressar um dia. Saudações finais e os nossos amigos de Mora partiram rumo ao seu destino, com uma certeza: a amizade “mora” aqui. Manuel Carreira Rito

Campo da Batalha - Dia 14 de Junho

V Torneio da Amizade CRG

A equipa de veteranos de futebol do Centro Recreativo da Golpilheira vai participar num torneio em Genebra, na Suiça, a convite da Casa do Benfica local, no fim-de-semana de 7 e 8 de Junho de 2014. A equipa será acompanhada por alguns adeptos e uma comitiva do Município da Batalha e da Junta de Freguesia da Golpilheira, estando agendado para o sábado um jantar com emigrantes batalhenses. O golpilheirense Paulo Carvalho, um dos organizadores do evento que mora naquela cidade há muitos anos, apela à inscrição de quem queira participar neste jantar, bem como ir apoiar os veteranos no torneio. O contacto pode ser feito pelo número 0041794175465.

Em Santo Antão

Três horas de resistência em bicicleta A 3.ª edição da “Resistência 3 Horas BTT”, organizada pela União Cultural e Recreativa de Santo Antão (UCRSA) e pelo Núcleo Aventura de Santo Antão (NASA)/Leiribike, uma prova com carácter desportivo/competitivo em bicicletas de todo-o-terre-

no, disputa-se a 8 de Junho, “com o objectivo de fomentar a prática de desporto”. A prova decorre num circuito mais suave do que o das edições anteriores, de dificuldade média/fácil com a distância aproximada de cinco quilómetros em terreno misto e acumulado

de 100 metros por volta. A duração será de três horas, acrescidas do tempo necessário à conclusão da volta que esteja a decorrer quando se esgotar o tempo prédefinido. Há troféus para o primeiro da classificação geral, para os três primeiros clas-

sificados de cada escalão e para a equipa mais numerosa, além de lembranças para todos os atletas. As inscrições estão abertas até 5 de Junho, ao preço de 10 euros, incluindo o almoço (almoço para acompanhante a 6 euros).


Jornal da Golpilheira

. desporto .

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Maio de 2014

Campeonato Nacional de Futsal Feminino Golpilheira vence Benfica e não larga a liderança

Benfica – 1 Golpilheira – 2 Este jogo foi um grande teste à capacidade da nossa equipa, que não defraudou as dezenas de apoiantes que se deslocaram à Luz. Começámos muito bem o encontro, com alguns remates desferidos por Zu a colocarem o Benfica em sentido. Apesar de termos sofrido uma grande con-

trariedade no início, pois Irina, uma das atletas mais influentes, lesionou-se e não voltou a participar no jogo, o nosso domínio continuava. O golo adivinhava-se a todo o momento. Na sequência dum livre, perto da área do Benfica, Jéssica Pedreiras chuta e uma adversária cortou a bola com a mão. Grande penalidade assinalada, que Licas con-

verteu, com um remate fortíssimo e colocado. Era um prémio justo, pela forma como as atletas estavam a empenhar-se no desafio. Após este golo, o Benfica tentou responder, mas os seus intentos eram anulados e os remates mais perigosos eram corajosamente defendidas por Joana Lara. Ao tentar empatar, o Benfica expôs-se mais, propor-

cionando à nossa equipa contra-ataques venenosos. E foi numa destes ataques que conseguimos marcar o segundo golo, por Zu, muito oportuna, ao segundo poste, concluindo uma jogada espectacular. Com este resultado, fomos para intervalo. Como lhe competia, o Benfica tinha de ir à procura do prejuízo no segundo tempo. Atacaram mais, mas an-

Uma mão-cheia de vitórias e três empates Golpilheira – 4 Novasemente – 3 Perante o nosso público, que apoiou a equipa do princípio ao fim, a Golpilheira mereceu esta vitória arrancada a ferros. Não entrámos

muito bem, proporcionando à equipa adversária a marcação do seu primeiro golo. Aí as nossas atletas acordaram e foram à procura da vitória, o resultado que mais nos interessava. Culminando

A primeira derrota Golpilheira – 1 Restauradores Avintes – 4 Era um encontro muito importante, para não descolar dos lugares da frente. Jogo disputado no passado dia 17, no pavilhão municipal da Golpilheira. A nossa equipa até não começou

mal, no entanto notava-se apatia de algumas atletas. Isto permitiu às forasteiras um maior domínio de jogo, materializado com um golo, embora com dúvidas se a bola chegou a entrar ou não. Apesar disto, criámos duas oportunidades flagrantes

palmente na primeira parte, não fugiu à regra. Defendemos muito em cima do meio campo, originando jogadas e reposições de bola atrás das costas das nossas jogadoras, que proporcionaram vários momentos de perigo. Apesar disso, fomos a primeira equipa a marcar, através de Carolina Costa, que aproveitou um mau alívio da guarda-redes contrária. A vantagem não durou muito tempo. Numa reposição de bola de bola da guarda-redes da Quinta dos Lombos, à

por Manuel Carreira Rito

tes de marcarem o seu golo, a nossa equipa desperdiçou pelo menos duas ocasiões de golo, com atletas isoladas que não foram capazes de desfeitear a guarda-redes contrária. O golo do Benfica surgiu na sequência dum livre à entrada da área. Nos últimos minutos, a equipa da casa jogou com a guarda-redes volante, para dar a volta ao marcador. Estava presente na memória de todos o jogo da fase de

apuramento realizado neste mesmo pavilhão. No entanto, o mau presságio desse jogo não voltou a acontecer e vencemos com muito mérito uma das equipas candidatas ao título. Estão todas de parabéns, pela forma como se bateram, realçando o trabalho que a nossa treinadora Teresa Jordão vem desenvolvendo na prática e evolução do futsal, há mais duma década, no CR Golpilheira. não conseguimos marcar. No entanto, depois de tanto insistir, a dois minutos do fim do jogo, lá surgiu o golo da vitória, por Tita. Apesar de alguma desconcentração da equipa em alguns momentos, foi uma vitória merecida.

uma excelente jogada, Licas empatou a partida. Este golo provocou uma maior dinâmica na equipa, que a impulsionou para a marcação de mais dois golos, ambos por Jéssica Pedreiras, o

primeiro de cabeça a centro de Carolina Costa e o segundo a passe de Rita Eusébio, depois duma excelente jogada de insistência. Com este resultado fomos para o descanso.

No segundo tempo, entrámos com alguma apatia e permitimos o empate. Este empate não estava nos planos de ninguém, muito menos de Teresa Jordão. Perto do fim, Jéssica Pedreiras fez de guarda-redes volante. Apesar das ocasiões criadas,

que não conseguimos concretizar. No reatamento do jogo, esperava-se uma resposta das nossas jogadoras na caminhada para a vitória, mas o pior aconteceu. Pouco passava do meio minuto, o Avintenses obteve o seu segundo golo, depois dum corte irregular duma

sua atleta. A nossa equipa foi à procura do primeiro golo, para tentar a volta no marcador e, com esta ânsia, desguarneceu a defesa, proporcionando a obtenção do terceiro golo às adversárias. A tarefa tornava-se mais difícil. Teresa Jordão optou pela entrada da guarda-redes volante, alteração que,

para além do nosso golo de honra, apontado por Licas, proporcionou mais três ou quatro oportunidades não concretizadas. E foram os Restauradores que obtiveram o seu quarto golo. A vitória da equipa visitante é justa, mas os números são exagerados. Talvez a diferença mínima fosse a

mais correcta. Na frente do campeonato estava tudo na mesma, já que o Vermoim também perdeu, por 3-2, em casa, com a Novasemente. Estes resultados proporcionaram que outras equipas se aproximassem do topo da tabela.

intermédio de Zu. A Quinta dos Lombos quebrou com este golo. Desperdiçámos duas boas oportunidades para desfazer o empate e, quem não marca sofre. Foi o que aconteceu, na sequência da marcação dum livre de dez metros, com os Lombos a colocarem-se em vantagem por 3-2. Fomos à procura do empate, que não surgia por ineficácia das nossas jogadoras. A cerca de quatro minutos do final, a nossa treinadora coloca Jéssica Pedreiras como guardaredes volante. Conseguimos tirar partido desta táctica do

futsal. Depois dum remate fortíssimo de Zu, a guardaredes não conseguiu segurar a bola e Tita, muito oportuna, colocou o resultado em 3-3. Neste momento, tínhamos de procurar a vitória. Sabia-se por esta altura que o Vermoim tinha perdido por 1-0. A vitória colocava-nos na frente do campeonato, com três pontos de avanço. A cerca de dois minutos do final, foi um potente remate de Zu que nos deu essa alegria e a vitória por 4-3. Depois deste golo, foi a vez dos Lombos utilizarem a guarda-redes volante.

É sempre uma situação que pode criar muitas situações de perigo, tanto na baliza adversária como na própria baliza. Mas o resultado não se alterou. Podíamos ter marcado mais golos. De qualquer maneira, a vitória não sofre qualquer contestação. Agora, vamos defender a nossa liderança, no próximo sábado, dia 31, em Vermoim, equipa que está em segundo lugar. Se quiseres ir apoiar as “Golpilhas”, inscreve-te no Bar do CRG, uma vez que vai haver uma excursão. Precisamos do vosso apoio!

Finalmente isolados na frente Golpilheira– 4 Quinta dos Lombos – 3 No encontro disputado no pavilhão da Golpilheira, no passado dia 24 de Maio, após uma derrota em casa, era de esperar que a equipa rectificasse com uma vitória. Para além disso, a equipa que connosco partilhava a liderança, o Vermoim, tinha uma deslocação difícil aos Restauradores de Avintes. Não está fácil à nossa equipa mostrar todo o seu valor quando joga no nosso recinto. Este jogo, princi-

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mão, isolou uma jogadora que não teve dificuldade em bater Joana Lara. Poucos minutos volvidos, a equipa forasteira passou para a frente do marcador, através de um auto-golo. Até ao intervalo, lutou-se muito, mas os passes quase nunca saíam bem. No segundo tempo, depois do suposto sermão de Teresa Jordão, as nossas atletas vieram com outra disposição para o encontro. Não tardou muito que chegássemos ao empate, por

Ana Sérvolo (Zu) nomeada para “jogadora revelação” A atleta Ana Sérvolo (Zu) da equipa de futsal sénior feminino do CRG está nomeada para o Prémio de Jogadora Revelação do ano 2014, que será entregue na Gala Unidos do Futsal, no dia 28 de Junho, em Oli-

veira de Azeméis. Com 22 anos, Zu esteve perto de ir ao Mundial de 2011, no Brasil, representando a Selecção Nacional. No entanto, uma infeliz lesão afastou-a deste sonho. Começou a dar os primei-

ros passos no Grupo Juvenil de S. Tomé. Seguiu-se o Vilaverdense, onde teve um excelente desempenho. Após longa paragem, por via da lesão, ingressou esta época na nossa equipa. Teresa Jordão tem sabido tirar

partido desta atleta, sendo neste momento uma das mais influentes na nossa equipa. Nesta segunda fase do campeonato nacional, é a nossa melhor marcadora, com sete golos apontados. É uma jogadora que chuta

muito bem com os dois pés e integra-se muito bem em missões ofensivas e defensivas. O Jornal da Golpilheira felicita esta nossa atleta e deseja que ganhe este prémio.


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Jornal da Golpilheira

. página infantil .

Olá a todos! Cá estamos nós outra vez para vos mostrarmos mais alguns trabalhinhos que temos feito e o quanto temos trabalhado. Mas... o melhor de tudo o que fizemos este mês foi a festa das mães, a quem demos uma bonita prenda e que vieram à nossa escola comer bombons feitos por nós! O fim de ano lectivo está quase a chegar e ainda temos muito que trabalhar... Até para o mês que vem!...

Jardim-de-Infância da Golpilheira

Maio de 2014


Jornal da Golpilheira

. eclesial .

Maio de 2014

22 de Maio de 1545

Fábio Bernardino, natural de Aljubarrota

Dia da Diocese e da cidade de Leiria Podemos dizer que a história de Leiria começa em 1135, com a fundação do castelo por ordem de D. Afonso Henriques, nomeando D. Paio Guterres para seu primeiro alcaide. Perdida para os mouros em 1140, Leiria recebe o seu primeiro foral de D. Afonso Henriques em 1142 e é retomada por este rei em 1145, reedificando-se, a partir daí a sua povoação. Cerca de 1147, estando integrada na diocese de Lisboa, é fundada a primeira igreja em Leiria, com a invocação de Nossa Senhora da Pena. Em 1155, D. Afonso Henriques doa a povoação de Leiria com toda a jurisdição eclesiástica e secular aos cónegos regrantes do convento de Santa Cruz de Coimbra, privilégio confirmado em 1157, pela bula “Ad hoc uniuersalis”, do Papa Adriano IV. O crescimento da vila é constante. A segunda igreja de Leiria será a de S. Pedro, erigida por volta de 1195. Em 1203, a bula “Cum olim”, do Papa Inocêncio III, adjudica definitivamente o eclesiástico de Leiria ao mosteiro de Santa Cruz. Cerca de uma década depois, Leiria possui cinco

paróquias urbanas (Santa Maria da Pena, S. Pedro, Santiago, Santo Estêvão e S. Martinho) e cinco rurais (S. Miguel de Colmeias, S. Salvador de Souto, Santa Maria de Vermoil, S. Simão de Litém e S. João de Espite), seguindo-se, em 1220, a criação da paróquia de Ourém sob invocação de Nossa Senhora da Misericórdia. Em 1232 começa a construção inicial do convento de S. Francisco, junto ao rio. E D. Dinis viria a instituir a feira anual de Leiria, em 30 de abril de 1295, junto à igreja de S. Martinho. Passam décadas e séculos de consolidação da povoação e de desenvolvimento local. Em 1498 é fundado o convento de Sant’Ana, mosteiro de religiosas dominicanas. Em 1510, D. Manuel atribui foral novo à vila de Leiria e em 1512 são desanexadas da vila e erectas as paróquias de Santa Cruz da Batalha, de Nossa Senhora dos Remédios do Reguengo e de Nossa Senhora da Piedade de Monte Real, constituindo-se outras nos anos seguintes, como Maceira, Seiça, Mendiga e Arrimal. Em 1527, Leiria tem 584 vizinhos (casas) na vila e

arrabalde, dos quais 53 são cavaleiros e 40 clérigos. No conjunto de Leiria e do seu termo, somam-se 2060 vizinhos. Serão cerca de 2340 habitantes na vila e 6500 em todo o termo. É em 1543 que o rei D. João III pensa em alterar a divisão diocesana em Portugal, a propósito da vacância do arcebispado de Braga e do bispado de Coimbra, escrevendo uma carta ao embaixador de Portugal em Roma, para que insista junto do Papa na importância da criação do Bispado de Leiria. Entretanto, em 1544, é instituída a Misericórdia de Leiria. O rei volta a escrever ao Papa Paulo III, a 16 de Fevereiro de 1545, insistindo no pedido da criação de novos bispados, especialmente o de Leiria, propondo o nome de Frei Brás de Barros para seu primeiro bispo. Finalmente, a 22 de Maio desse ano, o pedido real é correspondido, com a criação da diocese de Leiria pela bula “Pro excellenti apostolicae sedis”, desanexando-a da de Coimbra e erigindo-se a igreja de Santa Maria da Pena como sua catedral. Na mesma data, pela bula “Decet Romanum

Pontificem”, são aplicadas à nova catedral de Leiria e ao seu bispo – Frei Brás de Barros – as rendas que ali tinham o mosteiro e o priormor de Santa Cruz. Em resposta imediata a esta decisão papal, embora em documento datado de 13 de Junho, D. João III eleva a vila de Leiria à categoria de cidade. A 28 de Julho, Frei Brás de Barros toma posse do bispado de Leiria. De início, o bispado tem apenas dezasseis paróquias, das quais dez eram da jurisdição do prior-mor de Santa Cruz (as cinco da cidade e Batalha, Maceira, Monte Real, Pataias e Reguengo do Fetal). A estas somamse as paróquias desanexadas do bispado de Coimbra: Caranguejeira, Colmeias, Espite, S. Simão de Litém, Souto da Carpalhosa e Vermoil. Frei Brás de Barros seria sagrado bispo de Leiria a 18 de Junho de 1546, ano em que se inicia a construção do paço episcopal. Luís Miguel Ferraz Fonte: Maria Luísa de Albuquerque Melo, “450 datas para a história da diocese de Leiria”, Leiria-Fátima – Órgão Oficial da Diocese, 8 (Maio/Agosto de 1995), 87-151.

Convite à leitura do jornal da Diocese

Paróquia da Batalha no “Presente” “As outras estórias de uma paróquia com história” é o título do caderno de 3 páginas sobre a paróquia da Batalha, na edição de 15 de Maio do semanário diocesano “Presente Leiria-Fátima”. Fundada a 14 de Setembro de 1512, a paróquia tem actualmente diversos centros de culto, que se congregam nas diversas celebrações paroquiais, das quais se destaca a Festa da Santíssima Trindade. O agrupamento de escuteiros está a comemorar os 50 anos, o que o torna num dos mais antigos da Diocese. Nessa edição, o chefe do agrupamento, António Guerra, fala das comemorações e de um projecto de há 12 anos que será concluído em 2014. Na paróquia existe também um grupo de jovens e João Jordão, um dos responsáveis, revela a sua dinâmica. Francis-

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co Frazão, presidente das conferências vicentinas da Batalha fala de “um trabalho delicado que precisa de renovação”. O grupo de acólitos, decorridos quase 25 anos desde a fundação, mantém-se, nas palavras do responsável e fundador, Joaquim Carrasqueiro, activo e “amadurecido”. O jornal foi ainda conhecer mais de perto o centro de catequese da Batalha, um dos cinco existentes, e visitar a creche/jardim de infância Mouzinho de Albuquerque, da Junta de Acção Social da Paróquia da Batalha, um legado deixado pela benfeitora Maria Hercília Zúquete. Convidamos os nossos leitores a procurar aquela edição especial sobre a nossa paróquia e também a fazeremse assinantes daquele jornal, pois traz semanalmente muita informação sobre os vários sectores e actividades da

Diocese tem novo padre

Fábio Manuel Carvalho Bernardino foi ordenado padre pelo Bispo diocesano, D. António Marto, na Catedral de Leiria, no passado dia 11 de Maio, Dia de Oração pelas Vocações. O novo padre nasceu a 29 de Maio de 1988, em Aljubarrota, filho de Pedro Manuel Coelho Bernardino e Maria Leonor Carvalho Catarino Bernardino. Entrou no Pré-Seminário da diocese de Leiria-Fátima em 1999, aos 11 anos, e ingressou no ano propedêutico do Seminário Diocesano em Outubro de 2006, aos 18 anos. No ano seguinte, começou os seus estudos de Teologia, no Seminário Maior de Coimbra, passando para o Seminário Maior de Cristo-Rei, nos Olivais, em 2010. Terminado o curso de Teologia, está a colaborar na paróquia da Maceira, desde Setembro de 2013, onde continuará como vigário paroquial.

Aprovação dos novos estatutos

Junta de Acção Social da Paróquia O Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, aprovou os novos estatutos desta IPSS batalhense, em documento do passado dia 14 de Abril. A principal alteração registada foi a mudança do nome de Junta de Acção Social da Diocese de LeiriaFátima para Junta de Acção Social da Paróquia da Batalha, conforme foi definido pela Assembleia Geral em sessões dos dias 13 de Março e 10 de Abril. O novo documento apresenta também o alargamento dos objectivos e secções da instituição e a adequação às exigências legais actualmente em vigor para as IPSS.

Bispo convida “aniversariantes”

Jubileu das Vocações em Fátima O Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, convidar para o “Jubileu das Vocações” os casais, sacerdotes e consagrados que celebram em 2014 os 25, 50 ou 60 anos da sua vocação. Será no dia 21 de Junho, a partir das 09h30, no Centro Paulo VI, em Fátima, com a apresentação e testemunhos, seguindo-se a celebração da Eucaristia na Basílica da Santíssima Trindade e um almoço de confraternização. A celebração “será um momento alto para reviver e reavivar o encanto e a frescura do primeiro ‘sim’, para celebrar o caminho percorrido e correspondido ao longo da vida, para agradecer a Deus os frutos que, através destas vocações, suscitou ao serviço da vida e do amor, e para renovar os compromissos vocacionais”, refere o Bispo diocesano. Os interessados deverão inscrever-se junto dos párocos ou em www.leiria-fatima.pt.

No Pedrógão

Férias para idosos ou pessoas sós Diocese, que é sempre bom conhecermos. Isto para além de muitos assuntos importantes para a formação dos cristãos na fé e na sua religião. Diogo Carvalho Alves

O movimento cristão de reformados “Vida Ascendente” da diocese de Leiria-Fátima está a organizar uma colónia de férias para idosos ou pessoas que vivam em situação de isolamento, a decorrer entre os dias 23 de Junho e 3 de Julho, na Casa da Cáritas, no Pedrógão. Os interessados deverão inscrever-se para os números 916517967, 918544256 ou 916991660.


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Jornal da Golpilheira

. temas .

Maio de 2014

. Natureza .

HortoTerapia ajuda ao bem-estar

Testemunho Uma das participantes deixou este testemunho: “É tranquilizante, quando nos deixamos transformar, quando entramos inocentes e saímos valorizados, mais conscientes e mais sensibilizados. Foi assim que superei as minhas expectativas! Se ignorante me lancei neste desafio, sábia não fiquei... pois o nível de informação transmitida aos longos destas sessões evidenciou uma recolha e conhecimento de saberes ancestrais onde o factor tempo é primordial para a sua aprendizagem. Na abordagem dos temas tão habilmente entroncados, a essência dos conceitos foi concebida numa perspectiva de complementaridade, de integração, de partilha e no reconhecimento de que «tudo faz parte dum todo», como se de uma teia se tratasse. Neste propósito, conseguiu-se atingir ligações algo pertinentes, mas surpreendentes. Refiro-me à divulgação de técnicas agrícolas apoiadas em práticas artesanais, simples, acessíveis, com preocupações sustentáveis ligadas à essência da vida que, por sua vez, assenta no equilíbrio físico, químico e espiritual da vida humana. Para esta simbiose inédita, vai a minha gratidão pelo facto de me

sentir mais elucidada, com vontade e confiança para pôr as mãos na terra, com a consciência de que, nutrindo-a, estou a fazer parte integrante dum ciclo harmonioso com os elementos da natureza e a contribuir para o encontro com a vida na sua essência. Como estas sessões foram conduzidas e envolvidas em gestos de grande apreço, destaco essencialmente as formas desprendida e responsável, comunicativa e espontânea, organizativa e criativa tão generosamente utilizadas pelas formadoras Célia e Sofia. Foi com todos estes ingredientes que vivi momentos de franca abertura, incorporados num ambiente de bem-estar, revelado no convívio saudável generalizado a todo o grupo. E foi assim que a aquisição de conhecimentos, a prática da aprendizagem, a valorização pessoal contribuíram em muito para eu sentir momentos relaxantes ao longo destes dias. Resta-me agradecer o bom senso e capacidade por levarem a cabo esta iniciativa. E sugerir a implementação de novas formações na sequência destas temáticas, cuja dinâmica não esgota assuntos. Não evitem oportunidades para outras!”

Instituto Português do Desporto e Juventude

Voluntariado Associativo Jovem O Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), em parceria com as associações e federações juvenis, está a promover uma acção de voluntariado de longa duração, ao abrigo do programa “Agora Nós”, destinado a jovens entre

Coluna da responsabilidade do Núcleo da Batalha da Liga dos Combatentes

“25 de Abril” = Democracia vs. Amor ou Ódio…

DR

O LeiriaShopping, em parceria com a Câmara Municipal de Leiria e a Quinta Sementes d’ Estrela, levou a cabo a promoção do Curso Gratuito de HortoTerapia para as entidades da região de Leiria e para o público em geral, dando assim continuidade ao projecto “Horta do Shopping”, iniciado pelo centro em 2013. O curso decorreu entre 27 de Fevereiro e 22 de Maio, no CIA – Centro de Interpretação Ambiental de Leiria, com um total de 48 horas de formação, com as técnicas Célia Ferreira e Sofia Coutinho. Participaram 30 pessoas, de diversos níveis de escolaridade e profissões, dos 25 aos 73 anos de idade. A HortoTerapia é uma técnica que alia o trabalho directo com a natureza e a gestão do stress e a promoção do bem-estar. O individuo adquire, assim, uma visão de como pode ser saudável, tanto física, mental, como emocionalmente, utilizando todo o potencial da sua mente e emoções. Para tal, o curso integrou módulos de práticas agrícolas e actividades de bem-estar. A última sessão, com o lema “celebrar a vida – sementes de vida”, na manhã do Dia da Cidade de Leiria, foi aberta ao público. Para além de uma revisão do curso e entrega de diplomas, fez-se uma “caminhada meditativa junto da natureza, com dinâmicas de celebração da vida e lançamento de sementes durante o percurso, que incluiu a passagem pelo projecto Hortas Verdes – Hortas Comunitárias Biológicas, da responsabilidade dos espaços verdes da Câmara Municipal de Leiria, situados no antigo horto municipal, na encosta do castelo”, informa a batalhense Célia Ferreira. A terminar, um piquenique partilhado com tertúlia.

. combatentes .

os 14 e os 30 anos. As inscrições decorrem no portal do IPDJ, de 2 a 15 de Junho, e as actividade decorrerão entre 1 de Julho e 30 de Novembro, nas associações juvenis, em áreas como ambiente, solidariedade, cultura, desporto

e associativismo juvenil, com uma duração diária de 5 horas. Os voluntários terão direito a ressarcimento de despesas (bolsa de 6 euros por dia), seguro, formação e certificado de participação. Info: www.juventude.gov.pt

No rescaldo das comemorações do 40.º aniversário dos acontecimentos do dia 25 de Abril de 1974, foram tantos os comentários, verbais e escritos, emanados das mais diversas fontes e personalidades, que dariam para editar uma obra com muitos milhares de páginas. Muitos desses comentários foram drasticamente influenciados pela terrível crise financeira, económica, social e política que vivemos, bem como pelo episódio, muito empolado, criado à volta da intenção da Associação 25 de Abril, de só se fazer representar nas comemorações levadas a cabo na Assembleia da República, se um seu porta-voz também pudesse discursar, o que, como sabemos, não aconteceu. O que também sabemos é que o “25 de Abril” não agradou a todos os portugueses, designadamente, à maioria dos muitos milhares que, havia anos, se não mesmo há gerações, tinham toda a sua vida organizada nas ex-colónias e que, de um dia para o outro, se viram forçados a regressar à metrópole, a maioria em péssimas condições económicas, por não terem conseguido trazer os seus haveres. Outros portugueses a quem, naturalmente, o “25 de Abril” não terá agradado foram os privilegiados do regime ditatorial de então, com destaque para a classe política que nos governava e a restante nata da sociedade, constituída pelos mais poderosos, económica e financeiramente, para além de mais uns milhares de situacionistas que gravitavam à volta do poder, simbolizado pelos drs. Salazar e Caetano, designadamente os seus principais executores e sustentáculo; casos da polícia política e dos tribunais. Ora, os tropeções que o regime democrático tem dado, seja por inexperiência, seja por incompetência ou ganância dos seus executores, à cabeça dos quais estão os políticos que nos têm (des)governado ao longo destas décadas, infelizmente, atiraram-nos para o estado de pobreza e indigência em que vive grande parte da nossa população e esta situação tem sido um excelente maná onde aqueles e outros, eternamente insatisfeitos, se têm alimentado e, pior do que isso, têm conseguido fazer disseminar, insidiosamente, a ideia de que a culpa do estado em que nos encontramos é da democracia, como um estudo de opinião recente salienta, ao apontar 85% da população portuguesa como estando descontente com esta! No entanto, todos deveríamos saber que a culpa não é da democracia mas, sim, dos seus executores que, aliás, não são mais que aqueles nossos compatriotas que elegemos de 4 em 4 anos para nos governarem, pois quando fazemos essas escolhas, habitualmente consideramos mais importante o partido político em que militam de que as suas reais competências e grau de honestidade. E, tão mau (ou pior) de que não sabermos fazer as escolhas correctas, é irmos ficando progressivamente mais alheados da política e sermos cada vez menos a votar, o que significa que os eleitos, qualquer dia, o são apenas com os votos dos militantes dos partidos (os tais “boys” que tanto criticamos) e os ferrenhos partidários, que esses votam sempre, o que, tenhamos consciência disso, não tira legitimidade à eleição. Com efeito, milhões de eleitores, a pretexto de que estão descontentes com a democracia (coitada da democracia, que tem as costas tão largas!...), com a política e com os políticos, porque estes, diz-se, “são todos iguais”, ou seja, incompetentes, desonestos e corruptos, pura e simplesmente não vão votar, quando, afinal, as urnas são o local mais pragmático e cívico para poderem manifestar o seu descontentamento, dado que também podem votar branco ou nulo. Queiram desculpar-nos esses abstencionistas por opção, mas a abstenção, nas nossas actuais condições de vida, mais do que uma forma de protesto; mais do que uma forma de conformismo; mais do que uma manifestação de descontentamento, é um ato de comodismo e até de egoísmo, isto para não lhe chamarmos de irresponsabilidade ou de covardia, pois além de nos estarmos a alhear dos graves problemas do nosso país, deixando a sua solução apenas para uma minoria, no mínimo, também não é uma decisão patriótica. Passando a vida a protestar contra a política, os políticos e até a democracia, mas nem sequer ao menos usando a melhor arma que temos – o VOTO – para tentarmos mudar o que consideramos estar mal, desculpem, caros leitores, mas isso não passa de uma mera forma de masoquismo, que nem sequer nos dá o direito de continuarmos com tais protestos ou fazermos a mínima crítica a quem nos governa! Felicidades para todos…


Jornal da Golpilheira

. temas .

Maio de 2014

. saúde .

2º Congresso Internacional de Saúde do IPLeiria

Golpilheirense apresenta estudo Ana Maria Henriques Enfermeira

Consultas de especialidade

O centro de saúde é a “porta de entrada” no Serviço Nacional de Saúde. Nesta instituição estão vários profissionais, incluindo especialistas em medicina geral e familiar. Estes têm uma visão geral dos seus utentes e família, seguem várias patologias e referenciam para o seguimento no hospital de referência os casos que precisem deste tipo de acompanhamento. Nos hospitais, os médicos responsáveis pelos doentes internados são também responsáveis pelo seguimento destes nas consultas externas, sempre que necessário, assim como receber e orientar os doentes referenciados pelo médico de família. Existem muitas especialidades disponíveis e algumas delas serão aqui descritas. Após o nascimento, todos os bebés serão observados por um pediatra, que pesquisa e rastreia problemas e encaminha para as consultas de medicina geral e familiar (MGF) ou para consultas de pediatria, que acompanha as crianças até aos 14 ou 18 anos, dependendo do hospital. Inseridas nesta especialidade, as crianças podem ser acompanhadas devido a vários problemas, quer sejam respiratórios, cardíacos, de desenvolvimento, entre outros. A obstetrícia acompanha a gravidez e o período pós-parto. A maioria das grávidas é acompanhada pelo seu médico de família, mas quando existe alguma patologia associada, estas devem ser acompanhadas por um especialista em obstetrícia. A ginecologia acompanha todas as doenças do aparelho reprodutor feminino. A maioria das mulheres é acompanhada pelo médico de família, nas consultas de planeamento familiar, e são referenciadas para as consultas da especialidade de ginecologia para esclarecer e acompanhar algum problema. A especialidade de medicina interna é responsável por integrar, em utentes com várias doenças, todas os problemas de saúde do doente e gerir todos os tratamentos possíveis e adequados a este. Dependendo do hospital, estes especialistas também se ocupam de algumas doenças diferentes. Na especialidade de cirurgia são acompanhados e operados os doentes com indicação para realizarem este procedimento. O seguimento antes e após à cirurgia é também fundamental. Problemas do coração são referenciados para o cardiologista, problemas dos pulmões para o pneumologista, problemas da pele para o dermatologista, problemas de cancro para o oncologista, problemas do sistema gastrointestinal para o gastroentrologista e a lista poderia continuar. Existem no entanto várias diferenças entre hospitais. Por exemplo, um problema de cancro no intestino, tanto pode ser acompanhado por um oncologista dedicado ao intestino, um gastroentrologista dedicado à oncologia e, provavelmente, o doente será acompanhado pelas duas especialidades. Será ainda observado pelo cirurgião e pelo anestesista, porque todos têm um papel na gestão das doenças. Nas especialidades médicas hospitalares, o conhecimento dos profissionais de saúde é muito mais dirigido e especializado para um órgão ou sistema. Estes médicos acompanham doenças específicas e as orientações e tratamentos propostos por eles devem ser transmitidos ao médico de família, para que este tenha conhecimento de todas as doenças e tratamentos e actue em função disso. É o médico de família que referência para as consultas de especialidade hospitalares e deve ser-lhe comunicada toda a informação possível.

Colheita de Sangue 1 de Junho 09h00 - 13h00 Salão Paroquial da Azóia

A terapeuta da fala Daniela Vieira, natural da Golpilheira e parceira da Clínica Viva, realizou um estudo com as colegas Ana Neves e Daniela Belo, intitulado “Prevalência de perturbações de articulação em crianças do 1.º ciclo de escolaridade com e sem sucesso escolar”. O sistema fonéticofonológico que permite às crianças articularem correctamente todos os sons encontrase praticamente completo aos cinco anos, mas podem persistir dificuldades na fala em crianças em idade escolar, apresentando deste modo uma perturbação articulatória. Este estudo visou determinar a prevalência dessas perturbações em crianças do 1.º ciclo de escolaridade com e sem sucesso escolar, relacionando-a com diversos factores predisponentes e precipitantes. Para este estudo foram avaliadas 307 crianças com idades entre os 6 e os 10 anos de seis escolas portuguesas das regiões de Leiria e Vale de Cambra. Das 307 crianças, 12,7% apresentaram perturbação articulatória. Das crianças com alterações na fala, 4,2% apresentam insucesso escolar. Na presença de perturbação articulatória, observase uma maior prevalência de alterações na estrutura da boca quando é feito um uso de chupeta e biberão para além dos 3 anos de idade. Relacionando a ocorrência de perturbação articulatória com a existência de problemas idênticos na família, verifica-se que os irmãos são os que mais frequentemente apresentam também dificuldades, seguindo-se as mães. Pela pertinência e importância deste estudo, uma vez que relaciona as alterações de fala com as dificuldades a nível escolar e tenta explicitar alguns factores mais relevantes para a ocorrência de tais alterações, os seus resultados têm vindo a ser divulgados em congressos de saúde. Em Maio de 2013, foi apresentado no 1.º Congresso Mundial de Comportamentos de Saúde Infanto-Juvenil, em Viseu, onde despertou a curiosidade de diversos participantes, pela familiaridade com o tema. Mais recentemente, no passado dia 10 de Maio, voltou a ser divulgado, desta vez no 2.º Congresso Internacional de Saúde do IPLeiria – Escola Superior de Saúde, onde mais uma vez foi alvo de diversas críticas positivas. As autoras do estudo alertam ainda para a importância da detecção atempada de alterações na fala, pelas implicações que poderão acarretar ao nível da aprendizagem da leitura e escrita.

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Esclarecimento a futuros pais

“Bebé Vida” oferece formação A “Bebé Vida”, banco de tecidos e células, está a promover, em Maio e Junho, oficinas de esclarecimento destinadas a futuros pais, na Clínica Saleme, na Batalha. A primeira decorreu já a 23 de Maio, sobre “Tecnologias em Aleitamento Materno”, com Inês Santos, e “Cordão Umbilical, Uma Alternativa Terapêutica”, com Sofia Borralho. No próximo dia 6 de Junho, será debatido o tema “Fases de Desenvolvimento: 0 – 12 meses”, pela psicóloga clínica Edna Jordão. A entrada é gratuita, mas pede-se inscrição prévia, para clinicasaleme@gmail.com ou 244767000.

No concelho da Batalha

Campanha de vacinação anti-rábica Tem início, a partir do dia 20 de Maio, prolongandose até ao fim de Junho, mais uma campanha de vacinação anti-rábica no concelho da Batalha, que percorrerá todas as freguesias. Poderá consultar o edital referente à campanha de vacinação nas juntas de freguesia e no Município da Batalha. pub

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Jornal da Golpilheira

. sugestões de leitura .

Maio de 2014

. Espiritualidade .

Paulus Editora

As Pessoas Felizes Lêem e Bebem Café Lúcia de Fátima e os seus primos João César das Neves

Dia-a-dia com Maria

Dia-a-dia com Papa Francisco

Este pequeno livro apresenta uma proposta de meditação para cada dia do ano a partir de mensagens inspiradas em Nossa Senhora. Trata-se de uma compilação de pensamento e orações a Maria, mãe de Jesus, para que nos acompanhe nos caminhos da vida e guie o nosso caminhar de peregrinos em direcção à cidade futura. Um modo simples e diversificado para honrar, em cada dia do ano, Maria, mãe de Jesus e nossa mãe.

Este pequeno livro apresenta uma proposta de meditação para cada dia do ano a partir das mensagens, homilias e discursos do Papa Francisco. “Convido todo o cristão, em qualquer lugar e situação que se encontre, a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de O procurar dia-a-dia sem cessar”, diz o Papa Francisco.

Cipriano Caneva

A fé da Igreja

José Frazão Correia, João Lourenço, Domingos Terra, J. E. Borges de Pinho, João Manuel Duque,Teresa Messias

Em parceria com a Faculdade de Teologia da UCP, a PAULUS Editora publica um precioso subsídio para pensar e aprofundar a Fé nas suas mais diversas vertentes. Um ensaio de teologia portuguesa que conta com a contribuição de especialistas de diferentes áreas da teologia. Está dividido em seis partes: «A fé como força vital e forma expressiva da existência humana»; «Itinerários bíblicos da Fé»; «A Fé como dom e resposta da liberdade»; «Dimensão eclesial da fé»; «A historicidade do caminhar na fé»; «A fé como experiência existencial».

Paulo Paiva

Este livro dará início a uma série testemunhos da fé, pequenas biografias de santos ou grandes personagens da vida cristã que sirvam de modelo para uma vivência mais comprometida da fé hoje. “O professor João César das Neves apresenta o precioso perfil de uma grande testemunha da fé, que marcou o século XX português (e mundial). É um belo perfil de uma santa ainda por ser elevada aos altares. Além do perfil de Lúcia, o autor apresenta muito bem alguns traços fundamentais de Jacinta e Francisco. Jacinta, a mais pequena, doce, meiga, carinhosa, bondosa. E seu irmão Francisco, forte, sincero, preocupado, um ‘homem’ do seu tempo em miniatura” – Cardeal Saraiva Martins (no prefácio).

1 /3 Oração Jovem Livro + CD com 20 músicas

Meditações de Thereza Ameal Músicas de Fogo Posto

Este livro/CD foi apresentado nos claustros da igreja da Graça, no dia 22 de maio. Num estilo inovador e original, os 20 mistérios do Rosário são apresentados em música – pelo grupo Fogo Posto (Diana Castro, João Maria Ameal e Luís Roquette) – e meditação – por Thereza Ameal. Para ler e ouvir em qualquer momento de oração e meditação, pessoal ou em grupo, nas 80 páginas do livro irá encontrar 20 meditações, uma explicação de como rezar o terço e ainda as letras das 20 músicas do CD. O livro está dividido pelos 4 grupos de mistérios (Mistérios da Alegria, da Luz, da Dor da Glória), cada um com os 5 mistérios que o compõem. A cada música do CD corresponde uma meditação. Thereza Ameal revela que a sua ideia com este trabalho “foi fazer uma coisa para gente nova, que ajudasse a rezar o Terço”, embora possa ser ouvido fora desse contexto de oração. João Maria, um dos elementos da banda e filho da autora, defende que o Terço hoje pode ainda ser uma oração “apetecível” aos jovens. “Eu sempre achei o Terço uma seca, porque não o percebia; se o encararmos como um papaguear de Ave-Marias, vai ser sempre uma seca”, diz, revelando que neste trabalho se apresenta esta oração num estilo bastante jovem e muito variado, que vai do rock ao fado. Um projecto único que pretende aproximar os jovens do terço, pois chega até eles numa forma e com uma linguagem que lhes é próxima e com a qual se identificam.

Agnès Martin-Lugand

Guerra e Paz | Clube do Livro SIC

Cruzeiro Seixas: A Liberdade Livre Diálogo com José Jorge Letria

Fenómeno de auto-edição de 2013, As Pessoas Felizes Lêem e Bebem Café, o romance de estreia de Agnès Martin-Lugand, conquistou mais de 150.000 leitores em França desde que foi publicado. Traduzido em 18 países, será brevemente adaptado ao cinema. Tantas vezes perguntamos: o que nos faz felizes? E, no entanto, parece ser preciso vir a vida roubar-nos tudo quanto temos, pouco ou muito, para que partamos à procura da nossa verdadeira resposta. Depois da morte do marido e da filha num brutal acidente de automóvel, Diane fecha-se em casa durante um ano, imersa em recordações, incapaz de reagir. Depois, muda de lugar e será um bruto e antipático vizinho a “acordá-la” pela ira e pelo ódio… e pela atracção. Como enfrentar este turbilhão de sentimentos? O que fazer com eles?

Guerra e Paz | o fio da memória

Hora H Viagem a Um Quase Reino - Livro 1

A Bruxa Cartuxa - Em Busca do Primo Eco

Maria João Lopo Carvalho Oficina do Livro | Leya

O Hugo Saturninho é um rapaz de 11 anos, curioso e aventureiro. Utilizando o tempómetro do pai, embarca na primeira viagem ao tempo passado. Tem uma missão: recuperar um anel com poderes que pertencia aos seus antepassados da família Saturninho e que ficou algures perdido na História. Só não se sabe em que tempo nem onde… Nesta primeira aventura, o Hugo viaja até muito longe, a uma época em que Portugal ainda não tinha nascido. Irá passar momentos incríveis, com muitas descobertas e encontros inesquecíveis, como o que teve com Viriato, o líder dos Lusitanos. Mas… será que o Hugo vai conseguir voltar para sua casa - no século XXI - na Hora H?

Artur Cruzeiro Seixas é poeta e pintor, um artista livre, comprometido com uma estética surrealista desde o final dos anos 40. Neste livro, em entrevista a José Jorge Letria, fala de tudo, das suas viagens por vários continentes, da sua paixão por África, da sua participação e forte envolvimento nos movimentos surrealistas, da sua criação artística. Fala com humor, irreverência, sem reservas. Isto é, fala com liberdade, com a liberdade livre que é seu apanágio. Uma e a mesma fidelidade perpassam nas palavras deste artista, a fidelidade à criação, e a total abertura à descoberta ou, como ele diz: «O mundo está grávido de algo que ainda ninguém sabe o que vai ser». Os seus Desaforismos, tão belos como haikus, deviam ser lidos nas escolas como forma de abrir as mentes: «Por toda a parte há sonhos a empurrar outros sonhos para o abismo».

Isabel Alçada e Ana Maria Magalhães Editorial Caminho | Leya

O primo Eco tinha-se metido em grandes trapalhadas e por isso quis ir com a Cartuxa para a floresta. O problema é que os inimigos acabaram por saber onde ele estava e resolveram persegui-lo. O Eco entrou em pânico, fugiu com a ajuda do gato Riscato e como não disse à Cartuxa para onde ia, deixoua em grande aflição. Este é o segundo livro da colecção da Bruxa Cartuxa, cheio de movimento, magia e aventura, profusamente colorido e de desenho apelativo, que fará, com certeza, as delícias dos mais novos.

O Ocaso dos Pirilampos Adriano Mixinge

Guerra e Paz Editores Em O Ocaso dos Pirilampos, romance angolano de todas as interrogações, ouve-se uma voz que se confessa. É a voz do protagonista, senhor de um poder absoluto sobre a vida e morte dos seus súbditos: «A vontade de possuir o outro é rectangular como o íman, o desejo e a cola. A vontade de agredir é quadrada como o martelo…». Vencedor do Prémio Literário Sagrada Esperança 2013, segundo romance de Adriano Mixinge, o primeiro publicado em Portugal, O Ocaso dos Pirilampos não teme visitar os lugares do crime: «Os lugares do crime são sempre lugares de pressa, de inquietação, de arrepio e eu adoro-os». Um romance angolano com uma dimensão universal. Estão aqui todas as angústias do homem contemporâneo.

Pequeno Livro das Coisas

João Pedro Mésseder Ilust. Rachel Caiano Editorial Caminho | Leya Esta obra, editada pela Caminho em 2012, é a vencedora do Prémio Bissaya Barreto de Literatura para a Infância 2014. Diz o júri: “O Pequeno Livro das Coisas revela um olhar outro dos objectos triviais do quotidiano – as coisas – convocando todo o potencial imaginativo da criança e surpreendendo com um permanente convite a percursos que só o sonho pode alimentar. Senhor de um discurso lírico burilado, mas acessível, o poeta oferece uma obra que desafia o jovem leitor/ ouvinte para a contemplação do mundo e para a formulação de perguntas que fortalecem os elos entre crianças e adultos. A ilustração, sendo sóbria, gera e reforça as sinergias necessárias à boa recepção dos poemas e à plenitude da fruição estética que o livro de literatura proporciona”.


Jornal da Golpilheira

. sugestões. entrevista de leitura .

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Maio de 2014

Artistas Portugueses em Discurso Directo

Textos e entrevistas sobre arte contemporânea

Miguel Matos Guerra e Paz

Dando voz a alguns dos nossos mais importantes criadores, Artistas Portugueses em Discurso Directo apresenta uma visão particular e única da arte contemporânea portuguesa. Este livro reúne um conjunto de entrevistas realizadas por Miguel Matos, ao longo dos últimos sete anos. Tiveram publicação isolada e parcial em revistas, e agora, em livro, aparecem completas, dando um quadro global do nosso meio artístico e das suas tendências, aproximando os artistas do público interessado. Num registo pessoal, que por vezes roça o confessional, 33 artistas revelam-se e revelam os caminhos da arte do nosso tempo. Um livro que faz História.

Toda a China

– Descobrir, Desvendar, Entender o Mundo Chinês (Vol.II)

António Graça de Abreu Guerra e Paz

Com este segundo volume de Toda a China, fecha-se o ciclo das peregrinações de António Graça de Abreu pelo velho e actual Império do Meio. Após seis anos de vida em Pequim e Xangai, entre 1977 e 1983, o autor continuou a viajar exaustivamente por todo o mundo chinês, da Manchúria às fronteiras com o Laos, da Mongólia Interior a Taiwan, de Macau ao Tibete. Todas as 22 províncias, 5 regiões autónomas, 4 municípios centrais e 2 regiões administrativas especiais, mais Taiwan, foram visitadas ao longo de trinta e sete anos de viagens e estadas na vasta China, tão grande como a Europa. Pouquíssimos estrangeiros e não muitos chineses conhecerão o mundo chinês de forma tão exaustiva: são quase quatro décadas de extraordinárias jornadas contidas em livro.

A Coroa

Drácula

1001 Mundos | ASA

1001 Mundos | ASA

Logen Novededos poderá ter apenas mais uma batalha dentro dele, mas será das grandes. A guerra devasta o Norte, o rei mantém-se firme e apenas um homem poderá travá-lo, o seu mais velho amigo e inimigo. Chegou o momento do Nove-Sangrento. O superior Glokta trava uma guerra diferente, uma guerra secreta em que ninguém merecerá confiança nem estará seguro da chantagem, das ameaças e da tortura. Jezal dan Luthar decidiu voltar costas à vida militar para se dedicar à mulher que ama. Mas o amor também pode ser doloroso... e a glória atrai-o. Com o rei da União no seu leito de morte, os camponeses revoltam-se e os nobres tentando roubar-lhe a coroa. A guerra está prestes e só o Primeiro dos Magi tem um plano para salvar o mundo, que o obriga a violar a Primeira Lei...

Poucos leitores irão esquecer a atmosfera de pesadelo do sinistro castelo do conde Drácula, na Transilvânia, as deambulações dos mortos-vivos e a tensão de gelar o sangue antes do emocionante desfecho. Esta é a história da luta de um grupo de homens e uma mulher para destruírem o vampiro, cujos sinistros caixões cheios de terra são descobertos por Harker numa capela em ruínas ao lado do hospício do Dr. Seward. Cruel e nobre, maldosa e fatalmente desejável para as mulheres, Drácula possui uma sede terrível de poder e, como o Dr. Jekyll, ou Moriarty de Conan Doyle, é um dos monstros imortais da ficção. Bram Stoker criou uma obra-prima do terror, aprofundando as questões da identidade e sanidade humanas e iluminando os cantos escuros da sexualidade e do desejo vitorianos.

Joe Abercrombie

Bram Stoker

A Malta das Trincheiras

Muito Mais do Que Um Jogo

Holocausto Brasileiro

Firmin

Guerra e Paz

Guerra e Paz

Guerra e Paz | Clube do Livro SIC

Editorial Planeta

Esta é uma humaníssima abordagem do comportamento humano, feita com raro humor, sensibilidade e respeito pela dor e pela dignidade do ser humano. Este português de origem francesa, obrigado a combater, é um talentoso cronista do quotidiano pequeno-burguês. Se é certo que fala do medo, do sofrimento e da morte, também é certo que procurou nas contradições da natureza e da condição humanas aquilo que um humorista sempre procura quando admite que o riso seja temperado com o sal das lágrimas. Este é um homem que viveu no inferno das trincheiras, que viu matar e morrer, que chegou escritor e regressou herói e que nunca se esqueceu de que, mesmo no vórtice do desespero e da privação de quase tudo, existe sempre lugar para a esperança que cabe na centelha de sol de um sorriso.

O futebol não nos obriga só a ser fiéis a um clube, a comemorar ou sofrer com os golos. Também nos conta histórias, com heróis e vilões, capazes de despertar surpresa ou comoção, e que se prolongam para além dos relvados. Este livro, que percorre todos os Campeonatos do Mundo, é a melhor prova da dimensão épica do futebol. Alguns dos desafios mais lendários de sempre tiveram como palco o Mundial. E foi no Mundial que quase todos os grandes jogadores conheceram os seus maiores momentos de glória ou de desilusão. Este livro recorda as melhores dessas histórias, os maiores dos protagonistas que o Mundial eternizou. Mas recupera também figuras que, embora tenham caído no esquecimento, ajudaram o futebol a tornar-se aquilo que é: muito mais do que um jogo. Este é o jogo que nunca mais esqueceremos.

Milhares de crianças, mulheres e homens foram violentamente torturados e mortos no hospício de Colônia, em Barbacena, fundado em 1903. A maioria foi internada sem diagnóstico de doença mental: eram meninas violadas que engravidaram dos patrões, homossexuais, epilépticos, mulheres que os maridos não queriam mais, alcoólicos, prostitutas. Ou simplesmente seres humanos em profunda tristeza. Sem documentos, sem roupa e sem destino, tornaram-se filhos de ninguém. Em Holocausto Brasileiro, a premiada jornalista de investigação Daniela Arbex resgata do esquecimento esta chocante e macabra história do século XX brasileiro: um genocídio feito pelas mãos do Estado, com a conivência de médicos, funcionários e população, que roubou a dignidade e a vida a 60.000 pessoas.

André Brun

Caos Maravilhoso Kami Garcia e Margaret Stohl

1001 Mundos | ASA Enxames de gafanhotos, um recorde de calor e tempestades devastadoras arrasam Gatlin, enquanto Ethan Wate e Lena tentam perceber as consequências do Chamamento de Lena. Uma pergunta parece óbvia: O que – ou quem – terá de ser sacrificado para salvar Gatlin? Para Ethan, o caos é uma distracção assustadora, mas bem-vinda. Ele está de novo a ser perseguido nos sonhos, mas desta vez não por Lena – e tudo o que o assombra segueo para fora dos sonhos até à sua vida quotidiana. Ainda pior, está gradualmente a perder pedaços de si – esquecendo nomes, números de telefone e até memórias. Não sabe porquê e na maioria dos dias tem medo de perguntar. Às vezes, não há apenas uma resposta ou uma escolha. Às vezes não há como voltar atrás. E desta vez não haverá um final feliz.

Luís António Coelho

Daniela Arbex

Patrícia

Julie Campbell Oficina do Livro | Leya Chegam esta semana às livrarias os dois primeiros volumes da colecção juvenil “Patrícia”, da autoria da norte-americana Julie Campbell. Originalmente editadas em Portugal nos anos 70 e 80, as aventuras de Patrícia há muito que tinham desaparecido das livrarias portuguesas. A Oficina do Livro, que já fez regressar clássicos como Os Cinco, Os Sete ou As Gémeas, de Enid Blyton, bem como algumas obras da Condessa de Segur, aposta agora em Patrícia, colecção que gerou, igualmente, um conjunto considerável de fãs. Já chegaram às livrarias os títulos O Segredo da Casa Azul e O Mistério da Rulote Vermelha e, até final do ano, estão prometidos mais dois volumes.

O Segredo da Casa Azul

A Patrícia mal pode acreditar que vai ter de passar o verão enfiada em Sleepyside, enquanto os sortudos dos irmãos se divertem na colónia de férias. Mas, entretanto, a filha de um milionário muda-se para a casa ao lado da sua e um fugitivo procura abrigo na Mansão do Avarento, onde se diz que há uma fortuna escondida. Talvez o verão não seja assim tão aborrecido!

O Mistério da Rulote Vermelha

O Jim Frayne fugiu de Sleepyside antes de a Patrícia lhe conseguir contar que é o único herdeiro de uma enorme fortuna. Ela e a melhor amiga, a Nora, decidem então fazer uma viagem na rulote dos Wheelers, a Cisne de Prata, para ver se o encontram – e no caminho tropeçam em mais um mistério!

Sam Savage Nascido na cave da Pembroke Books, uma livraria da Boston dos anos 60, Firmin aprendeu a ler devorando as páginas de um livro. Mas uma ratazana culta é uma ratazana solitária. Marginalizado pela família, procura a amizade do seu herói, o livreiro, e de um escritor fracassado. À medida que Firmin desenvolve uma fome insaciável pelos livros, a sua emoção e os seus medos tornam-se humanos. É uma alma delicada presa num corpo de ratazana e essa é a sua tragédia. Num estilo ora sarcástico ora enternecedor, Firmin é uma história sobre a condição humana em que a paixão pela literatura, a solidão e a amizade, a imaginação e a realidade, fazem parte de um mundo que acarinhava os seus cinemas de reprise, os seus personagens únicos e a glória amarelada das suas livrarias. Firmin é divertido e trágico. Como todos nós. Esta é uma das cinco grandes obras que a Planeta preparou em edição exclusiva e limitada, para assinalar o seu 5.º aniversário de contacto com os leitores. Uma colecção comemorativa com uma nova e cuidada encadernação num novo formato a um preço de capa especial. Líder indiscutível da edição em Espanha e na América Latina, ocupando o segundo lugar em França, o Grupo Planeta é um dos seis maiores gigantes editoriais do mundo. Em Portugal, desde 2009, a Planeta surgiu com o objectivo de ser uma editora de referência, independente, diversificada e com personalidade própria. Ao longo destes 5 anos, a Planeta orgulha-se de ter consigo mais de 200 autores nacionais e estrangeiros de grande qualidade e prestígio, de possuir um catálogo generalista vivo com cerca de 500 títulos, e de levar mais pessoas a ler, a querer ler e a gostar de ler.


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Jornal da Golpilheira

. obituário . história . solidariedade .

Campanha solidária

Figura marcante da Batalha e do Crédito Agrícola

Joaquim Santos apresenta livro

Faleceu João Afonso Marto Ramos

“O Jornalismo Leiriense e a Grande Guerra (1914-1918)”

Faleceu no dia 13 de Maio de 2014, aos 82 anos de idade, o senhor João Afonso Marto Ramos. As cerimónias fúnebres decorreram no dia seguinte, na igreja matriz da Batalha. Figura marcante no Concelho da Batalha e na região, João Ramos, como era conhecido, foi uma figura marcante no crédito agrícola e no movimento das Caixas de Crédito Agrícola Medalha de Mérito Municipal 2013 por todo o país. Assumiu durante 56 anos a direcção da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Batalha, instituição onde começou a sua actividade profissional como apenas 17 anos de idade. Através do reconhecimento unânime da sua capacidade de liderança, integrou a direcção da Federação Nacional das Caixas de Crédito Agrícola, de que também foi fundador e mais tarde o lugar de presidente da Mesa da Assembleia Geral do Central Banco de Investimento. Por sua decisão, cedeu ao Município da Batalha o edifício onde está actualmente instalado o Museu da Comunidade Concelhia da Batalha, num gesto de grande relevo cultural e sentido cívico para com os batalhenses. Mesmo depois de aposentado, João Afonso Marto Ramos continuou a gozar de grande consideração e frequentemente consultado pelos seus antigos pares nas instituições sedeadas em Lisboa. Em 2013, no feriado concelhio da Batalha, foi-lhe atribuída a Medalha de Mérito Municipal – Grau Prata. Batalha decreta luto municipal Pelo sentimento de pesar e pela actividade desempenhada em prol do desenvolvimento do Concelho da Batalha e da região, o Município decretou Luto Municipal para o dia 14 de Maio. Para Paulo Batista Santos, presidente da Câmara Municipal da Batalha, “o falecimento do Senhor João Ramos constitui uma enorme perda para o Concelho da Batalha, dado o trabalho relevante que desempenhou durante várias décadas em prol do desenvolvimento do Concelho”. O autarca expressou ainda enorme gratidão pelo gesto de abnegação que João Ramos praticou ao ceder o antigo edifício da Caixa de Crédito Agrícola para instalação do Museu da Comunidade Concelhia da Batalha. À família e amigos, o Jornal da Golpilheira apresenta as mais sinceras condolências pelo seu falecimento.

“Vamos ajudar o António a sorrir”

DR

LMF

A Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, em Leiria, foi o local escolhido por Joaquim Santos, para apresentar, no sábado 10 de Maio, o seu mais recente livro “O Jornalismo Leiriense e a Grande GuerJoaquim Santos ra (1914-1918). Anabela Graça, vereadora da Educação, Juventude e Biblioteca Municipal, deu as boas vindas, em nome do presidente, tendo afirmado constituir “uma honra receber este trabalho de excelência, que entronca na pesquisa histórica no período da 1.ª Guerra Mundial”. A autarca destacou a abordagem da realidade local na época, de um período que não estava trabalhado, mas de grande relevância para a “consolidação da nossa identidade”. A apresentação da obra esteve a cargo do tenente-coronel Ley Garcia, presidente da Liga dos Combatentes de Leiria, que enquadrou o período do livro, numa fase de “consolidação da República em Portugal”. Este militar explicou a entrada de Portugal na guerra, para defender os nossos interesses em África, bem como estar ao lado dos países aliados, como a França. Destacou ainda no livro a referência ao importante papel desempenhado pelo capelão militar José Ferreira Lacerda, figura central neste contexto em Leiria, não só porque acompanhou localmente e deu apoio moral aos soldados do Corpo Expedicionário Português nas trincheiras, mas pelo envio semanal das crónicas da guerra que o jornal O Mensageiro, de que era director, publicava, fazendo também a ponte com as famílias dos militares. Joaquim Santos, autor do livro, explicou que Portugal foi “beligerante em 1917, mas já em 1914 estava envolvido na guerra”. Para surpresa de todos, Joaquim Santos apresentou um filme inédito, da Cinemateca Portuguesa, sobre a trasladação dos corpos dos soldados desconhecidos, de Estrasburgo para Lisboa, com todas as honras de Estado, com delegações dos países aliados, e que foram sepultados no Mosteiro da Batalha, a 10 de Abril de 1921. Emília Quesada

LMF

LMF

Maio de 2014

Há muitas histórias parecidas, de crianças que precisam de ajuda para o tratamento de doenças raras. Cada caso é um caso e todos somos responsáveis por ajudar os que conhecemos. Mas, mais do que isso, cada caso é um rosto, uma pessoa, alguém em concreto que apela à nossa solidariedade. Hoje apresentamos o António Gabriel, de 4 anos, terceiro filho do casal Olga e Norton, do Alqueidão da Serra. Teve uma gestação complicada e foi diagnosticado à nascença com uma doença rara que lhe provoca atraso psicomotor e perturbação de hiperactividade com défice de atenção. Os pais contam que “com o nascimento do António, a vida tem-nos colocado à prova, mas também começámos a ver e a vivê-la de maneira diferente, fez-nos repensar no nosso modo de vida, mostrando-nos que afinal a vida é simples e que temos de aproveitar todos os momentos e que a melhor forma de se enfrentarem os problemas é encará-los e não lhes virar as costas”. Por isso procuraram ajuda no Instituto Luso-Cubano, no Porto, onde se têm alcançado resultados positivos com crianças que apresentam atrasos de desenvolvimento. O António usufruiu de intervenção intensiva durante 4 semanas, com terapia da fala, terapia ocupacional, fisioterapia e neuropsicologia. Durante este ciclo de tratamento foram observadas evoluções, nas várias áreas do desenvolvimento psicomotor, daí a importância de dar continuidade ao trabalho realizado e assim, evitar que se percam competências já alcançadas e a continuar a desenvolver os objectivos ainda não alcançados. Solidariedade O problema é que não há financiamento da Saúde e este é um tratamento dispendioso para o nível económico desta família. Foi aí que surgiu esta campanha, que está presente no sítio www.vamosajudaroantonio.com e no facebook, e tem levado à organização de diversas iniciativas de angariação de fundos na sua terra natal, o Alqueidão da Serra. Por exemplo, no dia 31 de Maio, junto à capela de Nossa Senhora da Tojeirinha, a partir das 22h00, haverá um concerto solidário com “Feedback” e “Groove In”. No dia 1 de Junho, Dia Mundial da Criança, haverá animação no campo de futebol, a partir das 14h00, com diversas actividades de entretenimento e espaço de comes-e-bebes. No dia 15 de Junho, na colectividade, a partir das 20h00, haverá baile solidário com “Fokaenergie” e “Concertinas da Barrenta”. Decorre também a campanha de recolha de latas, caricas e tampinhas, que poderão ser entregues na Rastipneus das Pedreiras, nos Bombeiros do Juncal, na Cooperativa Agrícola de Porto de Mós ou na casa dos pais do António. Quem desejar oferecer uma ajuda directa poderá fazer transferência para o NIB 004552444026425062563. |LMF

Momento do filme em que o soldado chega à Batalha

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Obituário

Informamos que a publicação dos agradecimentos por ocasião de falecimento é gratuita para naturais e residentes na Golpilheira. Publicaremos apenas quando nos for pedido pelos familiares ou agências funerárias.


Jornal da Golpilheira

. a fechar .

Maio de 2014

Bombeiros Voluntários da Batalha G.N.R. Batalha Junta de Freguesia Golpilheira Câmara Municipal Batalha Extensão de Saúde da Golpilheira Centro de Saúde da Batalha Centro Hospitalar N. S. C. - Brancas Hospital de Santo André Farmácia Padrão – Golpilheira Farmácia Padrão (Batalha) Farmácia Ferraz (Batalha) Escola Primária da Golpilheira Jardim-de-Infância da Golpilheira Agrupamento Escolas Batalha Segurança Social (Geral) Conservatória R. C. P. C. Batalha Finanças da Batalha Misericórdia da Batalha Correios (CTT) - Batalha Posto de Turismo da Batalha Biblioteca Municipal Batalha Cinema/Auditório Municipal Museu Comunidade Concelhia Batalha Mosteiro de Santa Maria da Vitória EDP - Avarias (24 horas) Águas do Lena (Piquete: 939 080 820) Rodoviária – Agência Batalha Táxis da Batalha Rádio Batalha Centro Recreativo da Golpilheira

244 768 500 244 769 120 244 767 018 244 769 110 244 766 836 244 769 920 244 769 430 244 817 000 244 767 856 244 765 449 244 765 124 244 766 744 244 767 178 244 769 290 808 266 266 244 764 120 244 765 167 244 766 366 244 769 101 244 765 180 244 769 871 244 769 870 244 769 878 244 765 497 800 506 506 244 764 080 244 765 505 244 765 410 244 769 720 244 768 568

Ficha Técnica

Registo ICS . 120 146 / Depósito Legal . 104.295/96 Contribuinte . 501 101 829 Director . Luís Miguel Ferraz (CP 5023) Director-adjunto . Manuel Carreira Rito (TE-395) Composição . Paginação . Luís Miguel Ferraz Colaboradores . Ana Maria Henriques, António Ferraz (assinaturas), Carolina Carvalho (secretária), Catarina Bagagem, Célia Capitão, Cremilde Monteiro, Cristina Agostinho, Filomena Meneses (assinaturas), Joaquim Santos, José António Santos, José Jordão Cruz, José Travaços Santos, Marco Ferraz (publicidade), Pedro Jerónimo, Rui Gouveia, Sofia Ferraz. Propriedade/Editor . Centro Recreativo da Golpilheira (Instituição Utilidade Pública - D.R. 239/92 de 16/10) Presidente: Belarmino Videira dos Santos Almeida Sede . Estrada do Baçairo, 856 - 2440-234 Golpilheira Tel. 965022333 / 910 280 820 . Fax 244 766 710 Composição. Est. do Vale, 100 - 2440-232 Golpilheira Impressão . Empresa Diário do Minho, Lda . Tel. 253303170 Tiragem desta edição . 1500 exemplares Sítio: www.jornaldagolpilheira.pt Blog: www.jgolpilheira.blogspot.pt Facebook: www.facebook.com/jgolpilheira Twitter: www.twitter.com/jgolpilheira Email: geral@jornaldagolpilheira.pt

Assinatura anual

Portugal: 10 euros • Europa: 15 euros • Resto Mundo: 20 euros

Nome ________________________________________ Rua __________________________________________ _______________________________ Nº ___________ Localidade ____________________________________ CP _ _ _ _ - _ _ _ ______________________________ Tel. _________________ Data Nasc. ___ / ___ / _____ Email: ________________________________________ Entregar ou enviar para: Centro Recreativo Est. Baçairo, 856 • 2440-234 GOLPILHEIRA

Estes políticos não nos ligam nenhuma! Só querem é tacho e os interesses deles! Baldam-se para os pobres, baldam-se para a justiça, baldamse para os compromissos, baldam-se para as responsabilidades...

‘Tás danado! Vens dos votos ou quê?... Pelos menos lá pudeste manifestar a tua opinião!

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Eu?!... Votos?!... Não ligo nenhuma a isso. Tive coisas mais interessantes para fazer. Baldei-me!... És igual a eles, portanto...

Votos Visita pascal à Golpilheira

. fotos do mês. MCRito

Decorreu no passado dia 27 de Abril a tradicional visita do “Compasso” às casas que assim o desejaram, na freguesia da Golpilheira. Três padres, cada um acompanhado por uma comitiva organizada pelas comissões das igrejas da Golpilheira e de São Bento, abençoaram a família, deram o crucifixo a beijar e cumprimentaram os presentes. É um bom hábito que ainda se vai mantendo nalgumas paróquias, pois é o anúncio de Cristo ressuscitado e a sua bênção que entram nos nossos lares. Na nossa freguesia, fruto de uma tradição religiosa de base rural ainda bastante enraizada, a maioria das pessoas abre as suas portas a Cristo. É curioso salientar que mesmo os casais mais novos seguem esse costume que herdaram dos seus pais e avós, e com o facto positivo de terem já outra mentalidade: não é a casa que é abençoada, mas as pessoas; por isso, está a família inteira presente e não só a “mulher da casa”, como acontecia muitas vezes noutros tempos...

. solidariedade. Pão para as crianças do padre João Campanha de solidariedade O padre João Monteiro da Felícia, missionário da Consolata natural da Golpilheira, está em missão no Brasil, onde oferece o seu amor a Jesus Cristo no serviço aos mais desfavorecidos. Aqueles que, ainda antes da fé, precisam de pão para a boca. Desde 2006, o Jornal da Golpilheira tem uma campanha permanente. Neste momento, está de regresso à paróquia de Jaguarari, onde precisa de distribuir mensalmente cestas básicas de alimentos para ajudar famílias a sobreviver.

Desde 2006, já enviámos um total de 10.297 euros! Este mês recebemos: - Vítor Martins - 300 euros (Abril e Maio)

Colabore! Seja solidário... Contacte:

• CRG - R. Baçairo, 856 - 2440-234 GOLPILHEIRA • Pe. José Gonçalves (Pároco da Batalha) • António Monteiro Rosa (Casal Mil Homens)

...e poupe nos impostos!

Os Missionários passam recibo da sua oferta, que poderá deduzir no IRS. Basta que junte ao donativo o seu nome, morada e o n.º de contribuinte.

Banco alimentar contra a fome

Campanha de recolha de alimentos O Banco Alimentar Contra a Fome de Leiria-Fátima vai realizar a sua 23.ª Campanha de Recolha de Alimentos, coordenada pela Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares, a realizar nas superfícies comerciais no dia 31 de Maio e 1 de Junho. Esta campanha irá decorrer nos concelhos de Leiria, Batalha, Porto de Mós, Marinha Grande, Ourém, Pombal, Meirinhas, Ansião, Avelar, Figueiró dos Vinhos, e Pedrógão Grande em mais de 78 supermercados.


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Jornal da Golpilheira Maio de 2014

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2405 Jornal da Golpilheira Maio 2014  

Edição de Maio de 2014 do Jornal da Golpilheira - publicação mensal da freguesia da Golpilheira, concelho da Batalha, distrito de Leiria. No...

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