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Postinho da discórdia Secretaria de Cidades pede remoção de cabine de Taguatinga para o Plano Piloto e causa transtornos na Praça do DI Orlando Pontes – Página 6

Ano X - número 525

Brasília, 31 de julho a 6 de agosto de 2021

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Sindicatos SINDMÉDICO

Variante Delta ameaça o Distrito Federal Pág. 4

SINPRO

Professores só voltam às salas de aula após 2ª dose da vacina Pág. 9

BOLSONARO MENTE Presidente não apresenta provas de possíveis fraudes nas eleições e causa indignação ao atacar as urnas eletrônicas e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso Pelaí – Página 3 KIKO PAZ

ANTÔNIO SABINO

Legado de Ibaneis Governador construirá sete UPAs e dois novos hospitais nos quatro anos de seu primeiro mandato. Um avanço na Saúde do DF Ary Filgueira – Página 7

As Olimpíadas e o PIB Júlio Miragaya – Página 2

Explosão de cores Ipês alegram os dias frios e secos de Brasília com sua florada. Ozanan Coelho ensinou que também é preciso plantar frutíferas Netto Costa – Página 5

Dignidade na prestação de serviços públicos Zélio Maia – Página 4


Brasília Capital n Opinião / Esporte n 2 n Brasília, 31 de julho a 6 de agosto de 2021 - bsbcapital.com.br

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As Olimpíadas e o PIB Júlio Miragaya (*)

AGÊNCIA BRASIL

Iniciados na antiga Grécia há 2.800 anos (presumidamente em 776 AC), os Jogos Olímpicos marcavam um momento em que as diversas cidades-estado gregas, que viviam em sucessivos conflitos bélicos, promoviam uma trégua para a celebração de um festival esportivo em que veneravam seus deuses. A busca da celebração da paz entre os povos foi a inspiração para sua reinstituição, em 1896, época em que se agravavam os conflitos interimperialistas, tragicamente culminando 18 anos depois na 1ª Guerra Mundial. Passados 125 anos, os Jogos Olímpicos permanecem sendo um momento de celebração da paz e harmonia entre os povos por meio do esporte, mas são também uma oportunidade de afirmação das nações no cenário geopolítico internacional: nos primeiros jogos, as medalhas eram distribuídas entre os principais imperialismos da época (Reino Unido, França, Alemanha e EUA); entre as duas guerras, os jogos de 1936 foram usados pela Alemanha como peça de propaganda da supremacia germânica; e, no pós-guerra, foi palco da Guerra Fria travada entre EUA e URSS.

Nos últimos anos, após a dissolução do bloco soviético, o que se observa é a emergência da China como principal adversária dos EUA, com a Rússia na posição de coadjuvante, ou seja, temos as três maiores potências nucleares amealhando a maioria das medalhas. Ocorre que China e Rússia são os únicos que despontam entre as potências olímpicas fora do grupo dos países desenvolvidos. Se listarmos as 20 principais economias do mundo, considerando o PIB por ambos os critérios (nominal e PPC), temos a seguinte ordem: EUA, China, Japão, Índia, Alemanha, Reino Unido, França, Rússia, Indonésia, Brasil, Itália, Coréia do Sul, México, Canadá, Espanha, Turquia, Austrália, Arábia Saudita, Irã e Holanda. Entre as dez maiores economias, cinco desenvolvidas e cinco emergentes. Entre as vinte, são onze e nove, respectivamente. De outro lado, se atribuirmos às medalhas olímpicas a seguinte pontuação: 3 pontos para ouro, 2 para prata e um para bronze, e considerarmos as seis últimas olimpíadas (96/00/04/08/12/16), o ranking das 20 principais nações olímpicas seria o seguinte: EUA (1.319 pontos – 630 medalhas, sendo 245 de ouro, 199 de prata e 186 de bronze); China (932 pontos), Rússia (896), Alemanha (567), Reino Unido (524), Austrália (493), França (433), Itália (365), Coréia do

Sul (341) e Japão (328) fechando o G-10. Na sequência, Cuba (254), Holanda (244), Ucrânia (228), Hungria (209), Espanha (196), Canadá (177), Romênia (171), Brasil em 18º (156 pontos, decorrentes de 82 medalhas, sendo 23 de ouro, 23 de prata e 26 de bronze), Polônia (141) e Quênia (125). O que se constata é que os países desenvolvidos predominam amplamente entre as potências olímpicas, sendo esse quadro reflexo de um maior grau de desenvolvimento, mas também resultado dos investimentos buscando maior projeção geopolítica. Já economias emergentes robustas como Índia, Indonésia, México, Turquia, Arábia Saudita e Irã apresentam desempenhos pífios nos Jogos Olímpicos, merecendo menção as performances de Cuba e do Quênia. Por fim, vale destacar que as Olimpíadas, além de terreno de disputa geopolítica, sempre foram espaço de congraçamento entre os povos e de desafio aos regimes ditatoriais (Berlim, 1936) e de denúncia do racismo e da repressão (México, 1968). E, cada vez mais, são espaço de repúdio ao preconceito racial, à misoginia e à homofobia.

(*) Doutor em Desenvolvimento Econômico Sustentável, ex-presidente da Codeplan e do Conselho Federal de Economia

Brasil começa bem Jogos de Tóquio Gustavo Pontes Após pouco mais de uma semana de Jogos Olímpicos em Tóquio, o Brasil já conquistou bons resultados, apesar de algumas frustrações em esportes onde se esperava mais. Até esta sexta-feira (30), a delegação brasileira já havia conquistado sete medalhas no total (uma de ouro, três de prata e três de bronze). O único primeiro lugar, até então, foi do surfista Ítalo Ferreira, que superou o japonês Kanoa

Igarashi, que na semifinal eliminou o brasileiro Gabriel Medina, favorito no início. As medalhas de prata vieram também com conquistas inéditas para o Brasil. No skate, Kelvin Hoefler conquistou a primeira medalha do Brasil nos jogos e Rayssa Leal, de apenas 13 anos, fez história ao ganhar a prata, tornando-se a mais jovem atleta brasileira a subir no pódio. O judô, esporte em que o Brasil tem mais medalhas na história, conquistou mais duas em Tóquio.

Mayra Aguiar, que já tinha sido medalhista em 2012 e 2016, ganhou mais uma vez o bronze, assim como Daniel Cargnin, em sua primeira participação em jogos olímpicos. A outra medalha de bronze foi na natação, com Fernando Scheffer, nos 200 metros livres, repetindo o feito de Gustavo Borges em Atlanta, em 1996. A expectativa do Comitê Olímpico Brasileiro é de que o Brasil conquiste mais medalhas e quebre o recorde, que é de 19, na edição de 2016, no Rio de Janeiro.


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Antecipação – Demorou, mas a Secretaria de Saúde anunciou, quinta-feira (29), a antecipação da segunda dose das vacinas Coronovac e AstraZeneca. A aplicação começa no sábado (31) e atenderá quem estava agendado para receber a dose final até 6 de agosto. A medida foi anunciada pelo chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha. Ele não fez nenhuma referência ao público que recebeu a primeira dose da Pfizer.

BOLSONARO MENTE Com requintes de desespero e citando pesquisas desfavoráveis ao governo, o presidente Jair Bolsonaro continuou a cantilena de que houve fraude em eleições passadas para dar consistência ao seu discurso em defesa do voto impresso. Mas, de novo não provou. BLEFE – O novo blefe de Bolsonaro ocorreu quinta-feira (29), em mais uma edição de suas lives semanais. O presidente admitiu não ter provas, mas mo-

bilizou sua equipe para reunir notícias falsas que circulam na internet desde 2014 sobre a segurança das urnas. Todas desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). SUSPEIÇÃO – Em uma narrativa vazia e sem argumentos, Bolsonaro mirou sua artilharia para o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso. Disse que o magistrado quer “manter a suspeição das eleições” e levantou suspeitas de que o ministro teria atuado jun-

to a parlamentares para barrar o avanço da PEC do voto impresso na Câmara dos Deputados. CONFIABILIDADE – Também na quinta, durante a inauguração da sede do Tribunal Regional Eleitoral do Acre, Barroso, sem citar Bolsonaro, disse que o discurso de que “se eu perder, houve fraude” é de quem não aceita a democracia. E afirmou que a confiabilidade das urnas foi comprovada pelo TSE, pelo STF e por parlamentares.

Quem é Eduardo? Coube a um suposto especialista, identificado apenas como “Eduardo, analista de inteligência”, apresentar os indícios de fraude. Ao final da live, a Secom da Presi-

DIVULGAÇÃO

dência informou tratar-se de Eduardo Gomes da Silva, coronel do Exército e ex-assessor do ministro Luiz Eduardo Ramos na Casa Civil. Para os espectadores do circo que

Calçadão do Cruzeiro Morador do Cruzeiro, o deputado Reginaldo Sardinha (Avante - foto) comemorou o início das obras do calçadão do anel

Bolsonaro tentou montar, Eduardo foi o responsável por dar voz a algumas das notícias falsas mais esdrúxulas em circulação na internet sobre a segurança das urnas.

Simone Benck será a reitora da UnDF A professora Simone Benck (foto) será a primeira reitora da futura Universidade do Distrito Federal. A UnDF foi oficialmente criada na quarta-feira (28) com a sanção da lei pelo governador Ibaneis

externo da cidade. O trabalho executado pela Novacap custará R$ 1,2 milhão. Os recursos são de emendas do parlamentar.

MARCELLO CASAL JRAGÊNCIA BRASIL

Rocha. Benck é concursada da Secretaria de Educação desde 1994 e foi diretora da Regional de Ensino de Sobradinho em 2011. Entre outras especializações, tem doutorado e mestrado em Educação.

AGÊNCIA CLDF

Fundão bagunça bolsonaristas Desde que entrou em pauta, o Fundo Eleitoral bagunçou a percepção dos bolsonaristas. Afinal, ao mesmo tempo em que critica o uso do recurso público para financiar campanhas, Bolsonaro articula para dobrar o Fundão, em relação às eleições municipais de 2020. Parte da base de apoio do presidente no Congresso preferiu trair seus eleitores e votar favoravelmente ao aumento. Entre eles, Bia Kicis (PSL-DF - foto) e Eduardo Bolsonaro (RJ). CORTINA... – Outra ala bolsonarista tenta criar cortina de fumaça em torno do tema, como faz o presidente. A deputada Carla Zambelli (PSL-SP) anunciou, segunda-feira (26), que assinou a PEC que visa a extinção do Fundão, apresentada pelo deputado Paulo Martins (PSC-PR). Ela aproveitou a polêmica para jogar para a plateia. Outros projetos com o mesmo objetivo já tramitam na Câmara e jamais tiveram apoio da deputada. ...DE FUMAÇA – O próprio Paulo Martins tentou apresentar PEC semelhante em 2019, mas não obteve as 171 assinaturas necessárias para tal. Paula Belmonte (Cidadania-DF) apresentou o projeto de lei 2722, em março de 2019, e não teve apoio dos bolsonaristas.


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Variante Delta é ameaça e GDF brinca de realidade paralela A confirmação oficial da presença da variante Delta no DF ocorreu nesta semana. Segundo a SES-DF, são 45 casos associados à variante. O sequenciamento genômico foi realizado pelo Laboratório Central (Lacen). Isso tudo, como disse, oficialmente. Porque extra-oficialmente, já era esperada, por certo, a chegada da nova cepa. No entanto, nem a vacinação ou outras ações foram realizadas, de forma efetiva, para garantir que a transmissão comunitária fosse controlada. Mais do que isso, se são, oficialmente, 45 casos, desde quando a variante circula pelo DF? Quantas outras pessoas estão infectadas por ela, transmitindo a doença sem saber? A variante Delta, segundo especialistas, diferente da Sars-CoV-2, tem sintomas de gripe comum: dor no corpo, coriza e febre. Aqueles outros sintomas, associados à primeira cepa, como falta de olfato ou paladar, não são encontrados facilmente nos infectados pela Delta. Por isso, acredito, a nova

variante se espalha com mais facilidade. Além do fato de ser, naturalmente, mais transmissível: sem controle, a cepa indiana pode ser passada para cinco ou oito pessoas. Com o vírus original, uma pessoa infectada podia transmiti-lo para outros dois ou três indivíduos: palavra de pesquisadores. Ainda não se sabe, ao certo, se a variante Delta é mais letal. Há, ainda, diversos estudos acompanhando o comportamento da nova cepa. Contudo, por ser mais transmissível, o que tem se falado pouco é justamente sobre o aumento de casos da doença e, em consequência, o sufocamento do Sistema Único de Saúde, que já está, diante da falta de investimentos e negligência, sobrecarregado. A perspectiva, infelizmente, fica assim então: a vacinação segue em ritmo lento, a terceira onda vem e os hospitais, novamente, ficarão superlotados. Por isso, falo sempre em planejamento estratégico. A impressão é de que

isso não existe na gestão da SES-DF. O enfrentamento à pandemia no DF está muito distante. Enquanto não houver a iniciativa de pensar adiante (e se preparar), a população continuará, como disse na semana passada, à mercê do vírus. A variante Delta é, agora, a ameaça do momento. Precisamos ter prevenção e vigilância. Cadê o monitoramento de casos? Falo isso desde o início da pandemia! E se alguma variante mais letal aparecer? Manter a vacinação a passos lentos é levar os cidadãos rumo à incerteza. Se a doença não for controlada, estamos, todos sob ameaça. Ameaça à saúde, às nossas vidas e ao nosso futuro. Nos EUA, a variante Delta está obrigando as pessoas a voltarem com o uso de máscaras. Aqui, nem deu tempo de tirarmos as máscaras e, apesar de disso, não há qualquer campanha efetiva salientando a necessidade da proteção e, ainda, do distanciamento social. A trans-

Dignidade na prestação de serviços públicos Assumi a direção-geral do Detran-DF em 2 de março de 2020, momento em que o cidadão permanecia por até 6 horas, ou mais, para realizar um serviço junto à autarquia, muitas vezes coisas simples, como, por exemplo, uma segunda via de documento de circulação do veículo. Esse tratamento dado ao usuário/cidadão, além de violar princípios básicos da administração pública demonstrava uma cultura arraigada de que o serviço público não precisa ser eficiente, tampouco humanizado. Por isso, logo cuidei de lançar um projeto para reverter esse quadro. Anunciei um tripé estrutural, fincado em Inovação, Educação e Humanização. Sou professor de Direito Constitucional, com um olhar muito atento ao tema Dignidade da Pessoa Humana. E o elegi

como prioridade de minha gestão. Para viabilizar o projeto, precisei reestruturar toda a tecnologia da informação então existente, que apenas beneficiava as empresas que prestavam serviços com vultosos valores contratuais sem qualquer retorno ao cidadão. Era uma estrutura que visava exclusivamente o interesse privado, invertendo toda a lógica que deve ser buscada pela administração pública. Lançamos licitações e realizamos contratações de empresas de ponta na área de tecnologia da informação para que pudéssemos buscar entregar um serviço humanizado, em que o usuário/ cidadão fosse tratado com dignidade. Hoje, aquele cidadão que demorava horas apenas para pegar uma simples segunda via de seu documento, tem, na palma

de sua mão, o documento pelo app Detran Digital. Não estamos fazendo nenhum favor. O Estado, no caso representado pelo Detran-DF, deve desculpas por ter demorado tanto a entregar o que seria natural: um serviço de qualidade e com eficiência e, acima de tudo, humanizado. O meu projeto foi pensado para servir a todos os 3 milhões de cidadãos que buscam os serviços do Detran-DF. Interesses internos e externos foram contrariados, mas não arredei um milímetro do propósito de servir bem à população. Hoje, o cidadão, ao adquirir um veículo novo, já pode sair da concessionária com seu carro emplacado e com o documento no seu smartphone ou, se preferir, impresso. Meu projeto é apenas entregar o Detran-DF ao cidadão que paga pelos

Dr. Gutemberg Fialho Médico e advogado Presidente da Federação Nacional dos Médicos e do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal

missibilidade da nova cepa é altíssima e cá estamos nós, no DF, brincando de realidade paralela. Não é o momento. Agora, é hora de acelerar o passo da imunização, continuar o uso de máscara e evitar, a todo o custo, aglomerações. Caso contrário, ainda que a SES-DF não oficialize a informação...temo a aproximação da terceira onda. Cuidem-se: vacinas, monitoramento, vigilância e máscaras para todos!

serviços e deve exigir a prestação de serviços com qualidade. Muito se fez nesse período, mas muito ainda precisamos mudar. E estamos implementando mudanças a fim de que, em um futuro próximo, o brasiliense receba todos os serviços do Detran de forma plenamente humanizada. Para isso, precisamos de uma robusta estrutura de tecnologia da informação fincada em bases modernas e tendo como referência o que há de mais moderno no mundo. Assim fizemos nesses 15 meses, e assim continuaremos fazer até concluir o projeto e entregar o Detran humanizado para a população do Distrito Federal.

Diretor-geral do Detran-DF, Zélio Maia da Rocha


Brasília Capital n Política n 5 n Brasília, 31 de julho a 6 de agosto de 2021 - bsbcapital.com.br FOTOS: AGÊNCIA BRASÍLIA

KIKO PAZ

Brasília dos Ipês que explodem em cores Netto Costa Quem anda pelas ruas do Distrito Federal se encanta com a florada dos ipês roxos que começou no final de julho. Os brasilienses, em geral, são apaixonados pelos buquês coloridos que explodem em cores, dando vida ao cerrado seco desta época. Famílias inteiras se divertem junto às árvores. Tirando fotos para postar em redes sociais, ou simplesmente para guardar como recordação. A espécie, considerada símbolo de Brasília, se torna a sensação de quem mora ou visita a capital nessa época do ano. Em 2020, a Novacap plantou cerca de 30 mil árvores. O Eixo Monumental recebeu mais de 3 mil mudas e a Estrada Parque Taguatinga (EPTG), 2.500. No programa de arborização deste ano serão plantados mais de 40 mil ipês em todo o DF. O primeiro ipê que aparece é sempre o roxo. A espécie costuma ter a floração entre maio e agosto e, dependendo do frio e da estiagem, pode surgir em meses anteriores com a folhagem despida. Por ter a chance de florescer mais de uma vez na mesma estação, as flores podem coexistir com as folhas velhas. Neste caso, se houver nova floração, ela apresenta menor intensidade e fica limitada a poucos galhos. Em seguida, é a vez do amare-

lo. Sua floração acontece de julho a setembro e é uma das cores mais contempladas pela população. A espécie pode florir mais de uma vez na estação, com intervalo de dez a quinze dias. De setembro a novembro, os frutos amadurecem, com o surgimento de novas folhas. Já o ipê-amarelo peludo, começa a florescer no período entre agosto e outubro. O ipê branco começa a enfeitar as ruas entre agosto e dezembro. A mesma planta pode ter duas ou três florações seguidas na mesma estação. Porém, só uma delas é de maior intensidade. Pouco conhecido pela população, o Ipê verde começa sua floração entre agosto e setembro, com a planta quase toda despida de folhagem, e seus frutos amadurecem entre setembro e outubro. Último a florir, o Ipê rosa, na sua floração, perde as folhas e se encobre de flores. As árvores também são capazes de florescer mais de uma vez na mesma estação. A época de florescimento é a mesma da frutificação, que ocorre entre agosto a outubro. Algumas unidades podem florescer antecipadamente. Está aberta uma nova temporada de caça aos belíssimos ipês! Armem-se de olhares atentos, câmeras, celulares – A árvore mais bonita pode estar à espreita.

Falta plantar frutíferas A paixão pelos ipês é compartilhada por todos os brasilienses. “Esse projeto da Novacap é maravilhoso”, elogia o professor Diomar de Faria. Mas alguns demonstram preocupação com a fauna e defendem que a Novacap deveria diversificar, principalmente plantando árvores frutíferas. O jornalista Chico Sant’Anna argumenta que as frutíferas típicas do Cerrado alimentam as aves. Ele lembra que o ex-diretor do

Departamento de Parques e Jardins Ozanan Coelho, pioneiro na arborização de Brasília, tinha essa preocupação. Ozanan plantou jaqueiras e mangueiras ao longo da Estrada Parque Dom Bosco (EPDB) e do Eixão e na Praça do Buriti. Há poucos anos, a Administração do Park Way criou a Alameda do Pequi. “Poderiam plantar jacarandá mimoso, mogno, jatobá e pau brasil, que estão em extinção”, defende Sant’Anna.


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Retirada de postinho causa polêmica na Praça do DI FOTOS: ANTÔNIO SABINO

Novacap transfere estrutura de Taguatinga para o Plano Piloto a pedido da Secretaria de Cidades e gera insatisfação Orlando Pontes Construída na década de 1970, a Praça do DI passa por uma reforma desde o ano passado. O Governo do Distrito Federal iniciou e concluiu um processo de restauração do espaço, com troca de equipamentos e revitalização. Mas a retirada do postinho da PM causou polêmica e gerou insatisfação. A estrutura, que pertence à Administração de Águas Claras, foi removida pela Novacap, a pedido da Secretaria de Cidades, e levada para o Plano Piloto. O administrador de Taguatinga, Bispo Renato Andrade, tentou manter o equipamento na cidade para sediar uma guarda-mirim, mas não foi atendido. A Novacap retirou o equipamento, mas não fez a revitalização do local, que inclui grama e calçada de pedra portuguesa. Isso tem gerado uma série de reclamações por parte dos usuários do local. Renildo de Souza Santos, 62 anos, dono de uma barbearia, aguarda com ansiedade pela benfeitoria. “Estamos esperando a retomada a obra, parada há dois meses, quando retiraram o posto da PM e ficou só esse bu-

A Praça do DI, em Taguatinga, passou por um processo de restauro e revitalização.

Renildo de Souza Santos, 62 anos, dono de uma barbearia, aguarda com ansiedade as benfeitorias

raco. Ninguém entende porque parou”, lamenta. REFORMA – Na primeira etapa da obra, os dois parques infantis foram contemplados com novos brinquedos e troca do banco de areia. As duas quadras poliesportivas receberam pintura do piso. As traves de futebol e tabelas de basquete foram restauradas, além de instaladas novas redes para prática de voleibol. Quatro mesas com bancos de alvenaria para leitura e jogos de tabuleiro também foram construídas e a iluminação dos postes, trocada. Um espaço gramado,

que estava inutilizado, foi preenchido com pedras portuguesas. As obras foram executadas pela Administração Regional e pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). A empresa cedeu 10 caminhões de areia para os parquinhos, fez a poda das árvores centenárias na área externa da praça e estuda a implantação de um projeto paisagístico no interior do espaço. Além disso, os muros externos das lojas, virados para outras avenidas, foram pintados e os internos serão decorados com os desenhos em grafite de um artista da própria região.

Shopping a céu aberto A Praça do DI, que compõe o setor CNA, oficialmente batizada de Praça Santos Dumont, é um dos lugares mais democráticos de Taguatinga e aglutinador pela sua diversidade de comércio. Em seus 10 mil metros quadrados já chegou a possuir boates da moda nas décadas de 1980 e 90 e ser palco de shows de rock e axé. Hoje, conta com uma diversidade de estabelecimentos comerciais e equipamentos públicos, como parquinho e quadra de esporte, além de bares, restaurantes, cartórios, salões de beleza e barbearias. Tantas lojas e estabelecimentos fazem da praça um verdadeiro shopping a céu aberto.


Brasília Capital n Cidades n 7 n Brasília, 31 de julho a 6 de agosto de 2021 - bsbcapital.com.br FOTOS: ANTÔNIO SABINO

Ceilândia ganha hospital materno infantil

Ibaneis deixará legado para a Saúde Governador construirá 7 UPAs e novos hospitais em Samambaia e Ceilândia Ary Filgueira Ao encerrar seu primeiro mandato como governador, em dezembro do ano que vem, o governador Ibaneis Rocha (MDB)

deixará um importante legado para a Saúde Pública do Distrito Federal. Ele construiu mais um hospital em Ceilândia, ampliou o número de leitos de vários outros e oferecerá à população que busca o serviço público gratuito mais sete Unidades de Pronto-Atendimento (UPA), totalizando 13 em 12 cidades (Ceilândia já conta com uma pronta). Ainda neste ano, devem ser entregues as UPAs de Ceilândia, Paranoá, Riacho Fundo, Brazlândia, Gama, Vicente Pires e Planaltina. Elas se somarão às unidades de Núcleo Bandeirante, Recanto

das Emas, Samambaia, São Sebastião, Sobradinho e Ceilândia. Cada UPA foi projetada para atender 4,5 mil pessoas por mês e possui dois leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), seis leitos de observação com suporte ventilatório e três consultórios. E vai oferecer exames laboratoriais de urgência e raios-X. O custo estimado das novas UPAs, incluindo equipamentos, é de R$ 46 milhões. De acordo com relatório da Diretoria de Administração e Logística do Iges-DF, o instituto já tinha pago R$ 13 milhões do total estimado.

Ao lado da UPA de Ceilândia, unindo o útil ao agradável, Ibaneis aproveitará a estrutura do Hospital de Campanha da cidade para manter ali, após a pandemia de covid-19, o Hospital Materno Infantil. Construída numa área 22.900 metros quadrados, a unidade tem 60 leitos, sendo 40 de enfermaria e 20 com suporte ventilatório (Unidade de Terapia Intensiva). Esses leitos serão regulados: 50% panorama 1 e 50% panorama 3. O hospital fica na QNN 27, ao lado da Upa de Ceilândia. A gestão Ibaneis Rocha ainda entregou o anexo do hospital acoplado de Samambaia, uma extensão do Hospital Regional (HRSam). A unidade tem 98 leitos de enfermaria e quatro de isolamento para auxiliar no atendimento aos pacientes com covid-19. A construção foi toda feita em pré-moldado, o que garantiu agilidade na execução. Enquanto uma construção normal levaria mais de seis meses para ficar pronta, a modular foi finalizada em 35 dias.

Obras da gestão anterior são concluídas O governador avocou para si obras abandonadas pela gestão passada. É o caso da Unidade Básica de Saúde do Gama, na QI 6, que, em 2016, chegou a ter as obras iniciadas, mas, quando Ibaneis assumiu, encontrou no local apenas esqueletos do que seria a UBS. Então, decidiu transforma-la em UPA, incluindo-a no pacote de UPAs a serem construídas. A UPA do Gama atenderá as co-

munidades dos setores de Indústrias e Leste. Vai funcionar 24h e prestará o primeiro atendimento aos casos emergenciais, estabilizando os pacientes e realizando a investigação diagnóstica inicial, definindo a necessidade de encaminhamento a serviços hospitalares de maior complexidade. A reportagem do Brasília Capital esteve lá para conferir o andamento das obras. De acordo com o mestre

de obras da empresa Civil Engenharia, José Paixão, as obras estão 80% prontas. “Aqui não leva mais que 60 dias para estar em pleno vapor”, disse o entusiasmado funcionário. O otimismo também contagiou o morador do Setor Leste. Alceu Aguiar, 59 anos, que é feirante. “Agora sai. Isso aqui parecia um cemitério. Achei que nunca fosse ser construída. Mas agora vejo que vai ficar pronta. Graças a Deus”, disse.

Alceu Aguiar, morador do Setor Leste do Gama, compara: “Isso aqui parecia um cemitério”


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VIA

Satélites

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CIEE abre seleção – O Centro de Integração Empresa-Escola seleciona estagiários para o GDF. Estudantes de Arquivologia, Comunicação Organizacional, Eng. de Redes, Secretariado Executivo e de cursos técnicos podem participar. Vagas são para estudantes de instituições públicas ou privadas de ensino superior. Inscrições abrem em agosto no site do CIEE

Por Lorrane Oliveira

TCDF oferece curso sobre contratações públicas

DISTRITO FEDERAL PAULO H. CARVALHO/AGÊNCIA BRASÍLIA

A Escola de Contas do Tribunal de Contas do Distrito Federal oferece, de 16 a 19 de agosto, um curso sobre a aplicação da Nova Lei de Licitações nas contratações públicas na área de Tecnologia da Informa-

Retorno às aulas presenciais da rede pública As aulas presenciais na rede pública de ensino do Distrito Federal voltam na segunda-feira (2), seguindo um calendário escalonado. Os primeiros três dias serão reservados aos professores, gestores, coordenadores e auxiliares. Estudantes começam a voltar a partir de quinta-feira (5), com os alunos da educação infantil. De 9

a 16, retornam os do Ensino Básico e EJA. No dia 23, Ensino Médio e Educação Profissional. A ideia é que, de forma escalonada, todos os alunos estejam em sala de aula até o dia 30 de agosto, quando voltam ao presencial os matriculados em centros interescolares de línguas (CILs) e centros de ensino especial.

ção (TIC). A capacitação é oferecida para servidores do GDF e as aulas serão à distância, pela plataforma Microsoft Teams. Inscrições abertas até 12 de agosto pelo site da Escola de Contas do TCDF.

Cobertura da Rodoviária é impermeabilizada Os 2.788 metros quadrados da cobertura da rodoviária do Plano Piloto serão impermeabilizados nos próximos quatro meses. O investimento será de R$ 1,2 milhão

e contemplará também a reforma das paredes laterais do teto, instalações de novas placas de gesso acartonado, instalações elétricas, telefônicas e hidráulicas. ACÁCIO PINHEIRO/AGÊNCIA BRASÍLIA

Protocolos rígidos nas escolas Os 450 mil estudantes da rede oficial deverão ficar o tempo todo de máscara (lavável ou descartável), que precisará ser trocada sempre que estiver úmida. Ao chegarem na escola, eles terão a temperatura aferida e será vedada a entrada daque-

les que registrarem superior a 37,8º. Também deverão pisar em tapetes sanitizantes antes de entrar nas dependências da unidade escolar e serão orientados a lavar as mãos com água e sabão em lavatórios, além do uso de álcool em gel. {

Respeito na Faixa O Detran-DF iniciou a Operação Respeito na Faixa, por meio da integração entre os três pilares da segurança no trânsito: educação, engenharia e fiscalização. A operação consiste em manter agentes de trânsito nas sinalizações de travessia para

coibir o desrespeito, enquanto equipes de educação orientam os pedestres e conscientizam condutores. A Diretoria de Engenharia do Detran atuará na manutenção da sinalização horizontal por meio de renovação de pintura e lavagem das faixas.

TAGUATINGA

Demolição do Viaduto da Samdu O Viaduto da Samdu será demolido em 20 dias. A previsão é dos técnicos da Secretaria de Obras e Infraestrutura. O serviço é realizado como complemento dos trabalhos do túnel de Taguatinga, que completou um ano de construção, com 40% das obras executa-

das. A retirada do elevado tem como objetivo a construção de nova estrutura que se adapta ao nível da via subterrânea por onde vão circular os veículos. Cerca de 4 mil toneladas de concreto, ferro e massa asfáltica serão retiradas por duas retroescavadeiras adaptadas.


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Dia dos Pais movimenta o comércio do DF Sindivarejista estima crescimento de 17% nas vendas O comércio do Distrito Federal espera um crescimento de 17% nas vendas para o Dia dos Pais contra 1% na mesma data em 2020, quando a pandemia derrubou o faturamento das lojas em todas as datas especiais. A estimativa é do presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sindivarejista), Edson de Castro. Segundo ele, como o ritmo da vacinação contra a covid-19 vem aumentando, a expectativa é de que a data injetará pelo menos R$ 210 milhões na economia local. Em 2020, o Dia dos Pais movimentou R$ 60 milhões no DF,

contra R$ 250 milhões em 2019. O vice-presidente do Sindivarejista, Sebastião Abritta, acredita que “o pior da pandemia já passou, graças ao crescimento da vacinação, o melhor remédio contra a doença. As lojas estão funcionando normalmente e o lockdown está no retrovisor. É peça da história”. O otimismo do dirigente sindical é compartilhado pela comerciante Brenda Maria. Dona da loja Be Mans e Be Bolsas, ela conta que reforçou o estoque para a data. “Temos uma grande variedade de camisas polo e sociais, além de carteiras, cuecas e cintos. Criamos até sugestões de kits prontos para presentear os pais e fazemos entregas em todo o DF”, diz ela (mais informações Instagram: @bemansdf).

Lojas abertas no domingo O Sindivarejista, que reúne 30 mil lojas de entrequadras e shoppings em todo o DF, calcula que gasto médio por consumidor que for presentear no Dia dos Pais deve oscilar entre R$ 120 e R$ 160. Em 2020, o gasto médio caiu para R$ 90 contra R$ 150 de 2019. Os produtos mais vendidos serão confecções, calçados e perfumes. “O Dia dos Pais é uma data que mexe com o emocional de milhares de consumidores. Pensando nisso, o comércio se estocou e tem inúmeras opções para quem for presentear”, afirma Abritta. Como neste ano a data cairá no dia 8 de agosto, o pico das ven-

das será de 2 e 8. No Dia dos Pais, um domingo, o comércio do DF funcionará normalmente para atender aos retardatários.

Professores só voltam às salas de aula após a D2 Trabalhadores em educação vacinados contra a covid-19 com imunizantes que necessitam de duas doses para atingir o potencial de imunização só voltarão presencialmente às atividades escolares 15 dias após a aplicação da D2, independentemente da fabricante. O compromisso foi feito pelo secretário-executivo da Secretaria de Educação (SEEDF), Denilson Bento, em mais uma rodada de negociação com a Comissão do Sinpro-DF. O prazo indicado pela SEEDF atende à demanda do Sinpro-DF. O Sindicato alertou que estudos científicos comprovam que vacinas como a Coronavac, a AstraZeneca e Pfizer só atingem o total de seu potencial de imunização 15 dias após a segunda dose. Segundo o secretário-executivo, professores que ainda não tiverem completado o período para a imunização contra a covid-19 na data prevista para o retorno presencial das aulas, deverão informar a situação

DIVULGAÇÃO

ao gestor da sua unidade escolar para justificar a ausência no formato presencial. É necessário enviar algum comprovante, como foto do cartão de vacinação indicando a data da aplicação da segunda dose da vacina. Questionado pelo Sinpro-DF, o secretário-executivo disse que todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Regionais de Saúde estão autorizadas a antecipar a D2 de professores

que receberam a primeira dose da Oxford/AstraZeneca há 60 dias. “Quem ainda não completou os 60 dias deverá esperar o fechamento do período para procurar um posto de vacinação. Fechado o prazo, basta comparecer a um posto de vacinação com contracheque e cartão de vacina”, lembra a diretora do Sinpro-DF Rosilene Corrêa. “Todos os professores estão autorizados a

vacinar ao completarem 60 dias”, reforça Denilson Costa. A vacina da fabricante Pzifer ainda não recebeu autorização para antecipação da D2. Com isso, o período entre a primeira e a segunda dose continua sendo de três meses. Para assegurar a segurança de toda a comunidade escolar, a Comissão de Negociação ainda garantiu que professores com comorbidades que deram entrada no processo de perícia na Subsecretaria de Segurança e Saúde no Trabalho e não tiveram retorno continuem em trabalho remoto. Para isso, é necessário enviar o laudo médico ao gestor de sua unidade escolar para justificar a ausência no formato presencial. Mais detalhes serão encaminhados pelos próprios gestores.


Brasília Capital n Geral n 10 n Brasília, 31 de julho a 6 de agosto de 2021 - bsbcapital.com.br

QUESTÕES DA ALMA

Anna Ribeiro O telefonema Coisa grave nestes tempos em que ninguém ousa ligar sem antes mandar uma mensagem solicitando autorização Um dia, sem aviso, você recebe um telefonema. Coisa grave nestes tempos em que ninguém ousa ligar sem antes mandar uma mensagem solicitando autorização. Só pode ser algo grave. E era. A morte chegou para ele. Mas ele já havia partido há muito tempo.

Será que ninguém havia percebido que o corpo estava perambulando solitário, sem alma, sem vontade, sem nada. Restavam apenas sinais que indicavam a proximidade da partida. As pessoas choravam. Eu não. Não entendiam. Eu chorei antes. Chorei quan-

ESPÍRITA

José Matos Carma: intenção mais que ação Não há acaso. Há magnetismo que nos guia para pessoas, acontecimentos. E continua além da morte Carma é consequência das suas ações, palavras e atos. É mais determinado pela sua intenção. Há muita gente que nunca matou e nem roubou, mas vive desejando. Então, gera um magnetismo igual a quem os pratica ou praticou, e, por isto, gerará um carma, que atrairá para si pessoas, lugares e acontecimentos assemelha-

TV Comunitária lIGADA EM BRASÍLIA

dos aos do ladrão e do assassino. Não há acaso. Há magnetismo e carma. São eles que nos guiam para pessoas, acontecimentos. E continuam além da morte. Eles demonstram, exatamente, a pessoa que nós fomos e somos. Se nossos pensamentos e sentimentos forem predominantemente negativos, atraire-

do ele caiu e quebrou a perna, quando começou a hemodiálise. Chorei quando ele perdeu a esposa. Os dias estavam nublados, fragmentados. E ele se foi. Eu realmente não entendo. Nós morremos tantas e tantas vezes. Ensaiamos com empenho a nossa partida e não nos esmeramos naquilo que realmente importa. Lutamos contra a finitude de uma maneira ou de outra. Mas, aceitamos com tanta subserviência as pequenas mortes. Entre a resignação e a desistência, a escolha. Quantas pequenas mortes até o fechar das cortinas? É isso: lutamos contra o fim e não pelo meio. Viver é secundário, paralelo, coadjuvante. A razão maior é sempre evitar o sofrimento, não importando quanto sofrimento isto lhe cause. Não importa o quanto você se cuide ou se abandone, você vai partir. Eu prefiro partir somente no momento final, mas a

maioria se parte antes de partir. A gente vai se partindo aos poucos, rachaduras, fissuras, rasgos. O problema só existe mesmo quando uma estrutura interna é atingida e nem sequer percebemos. Aí é mal de raiz. Melhor ir. Na vida, a gente vai se rabiscando com marcas que nos lembram que estamos vivos e presentes. Aprendi cedo que as cicatrizes são boas. Elas contam a sua história e avalizam que você foi forte o suficiente para seguir adiante. Tenho uma queda pelas minhas cicatrizes; as sinto como minha grife pessoal. Pegar a mala e partir é fácil. Difícil não é morrer, difícil é ficar. Derrubar muros é fácil. Difícil é edificar-se em meio a escombros. Morrer é quebrar-se. Viver é tecer.

mos pessoas, lugares e acontecimentos negativos. Se forem positivos, atrairemos o positivo. Exceto questões cármicas, que obedecem à Lei de Retorno. As vibrações de egoísmo, ódio, violência, inveja, mágoa, afastam as pessoas ou provocam antipatia, porque todos nós as percebemos de uma maneira inconsciente. A vibração de amor gera um imã que faz com que a pessoa amorosa crie um campo magnético em volta de si provocando atração e bem-estar. O que você não gosta no outro é o que você odeia em você. O que você admira no outro é o que você tem em si ou gostaria de tê-lo. Sem autoconhecimento você continuará vendo todos como você é, e não como eles são. Por que há pessoas de bem que só atraem pessoas ruins para seus relacionamentos? Porque não são de bem de verdade. São de bem

apenas na aparência, excetuando a atração de interesseiros pelo bem que se dispõe. O magnetismo e carma, responsáveis pela atração, denotam o mundo íntimo de cada um, e não a máscara que se carrega. Há pessoas gentis e sorridentes que reagem com agressividade a pequenas provocações. É claro que o magnetismo será de violência e atrairá violentos, excetuando, sempre, os que carregam o carma da violência do passado. Se você quiser melhorar sua vida, melhore seus pensamentos, conversas e ações. Crie o hábito da boa leitura, boas conversas. Mas, acima de tudo, ponha o coração nas ações. Quando seu magnetismo melhorar e seu carma for abrandado, sua vida melhorará.

Anna Ribeiro Escritora

José Matos

Professor e palestrante

CANAL 12 NA NET WWW.TVCOMUNITARIADF.COM @TVComDF

TV Comunitária de Brasília DF


Brasília Capital n Gastronomia n 11 n Brasília, 31 de julho a 6 de agosto de 2021 - bsbcapital.com.br

Gastronomia

Empresário e radialista divulgando a boa gastronomia e eventos de Brasília Instagram: @dederoriz

Dedé Roriz

COMIDA DI BUTECO

21ª edição acontece de 30 de julho a 22 de agosto Concurso tem modelo híbrido com foco no delivery, participação de 15 bares e petiscos a R$ 27 A 21ª edição do concurso Comida di Buteco acontece de 30 de julho a 22 de agosto, com o tema Raízes e todos os petiscos a R$ 27. Serão 15 bares participantes do Plano Piloto, Águas Claras, Guará, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo e Taguatinga. O Comida di Buteco terá modelo híbrido, com foco no delivery. Mas a votação, que é feita pelos jurados e pelo público, deve ser

DIVULGAÇÃO

realizada somente in loco, pois avalia – além do petisco – o atendimento, a temperatura da bebida e a higiene. O público e um corpo de jurados visita, vota e elege o campeão, avaliando quatro categorias: petisco, atendimento, higiene e temperatura da bebida. O petisco leva 70% do peso da nota e as demais categorias 10% cada, com peso de 50% do voto para os jurados e 50% para o público.

Os participantes devem seguir os protocolos de segurança. Quem descumprir será automaticamente desclassificado. Os estabelecimentos ficam sujeitos às regras de funcionamento determinadas pelo governo. Uma das novidades é a parceria com a Tagme, plataforma que permite o agendamento de mesas e a digitalização dos cardápios, disponível pelo site comidadibuteco.com.br.

PANELA VELHA

Tradição de mãe para filha Já dizia a música de Sérgio Reis: “panela velha é que faz comida boa”. E Dona Maria Helena, mãe, avó e empresária, comprova os versos do compositor há 20 anos, desde que montou seu próprio negócio. Dona Maria Helena não inventou. Apenas resolveu oferecer para a clientela o que sabia de melhor: cozinhar. Assim nasceu o Restaurante Panela Velha, na Asa Sul. Ela criou o cardápio como uma extensão do que servia em casa para sua família: comida caseira. Quem vai ao Panela Velha tem a sensação de estar almoçando na casa da vovó. E ninguém se dá conta de que a tradição já passou de mãe para filha. Hoje, quem comanda a casa é a filha Lilian, sucessora de

Dona Maria Helena. Após a refeição, o cliente se depara com uma mesa repleta de quitutes para levar para casa. São pães caseiros, doces, biscoitos e o tradicional pão de queijo mineiro congelado. O Panela Velha fica aberto do almoço ao jantar. À noite, são servidos deliciosos caldos, uma ótima pedida para esse tempo frio em Brasília. MAIS INFORMAÇÕES Instagram: @panelavelhadf Asa Sul 705/905


Na volta às aulas, o cuidado é matéria obrigatória.

Sofia Lopes Guedes Aluna do CEF 05 do Guará

A espera acabou: as aulas presenciais estão de volta. E aqui, no DF, elas vêm cercadas de todos os cuidados para oferecer total segurança. Os professores já estão vacinados. As salas de aula serão higienizadas entre um turno e outro. As escolas vão disponibilizar lavatórios e álcool gel para alunos, professores e funcionários. E o uso de máscara continua sendo obrigatório. Tudo para garantir a proteção de alunos e professores. E uma volta às aulas com a tranquilidade que todos esperam.

Higienize as mãos com frequência.

Use máscara, é obrigatório.

Evite aglomerações.

Tire suas dúvidas, acesse aqui com o celular.

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