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Olimpíadas

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O que esperar do Brasil em Tóquio? Medalha candanga Ricardo Nogueira Viana Gustavo Pontes – Página12

Ano X - número 524

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

COB DIVULGAÇÃO

Brasília, 24 a 30 de julho de 2021

Quem é Ana dos Santos?

Moradora de Ceilândia diz que monitora o Brasília Capital e que o jornal publica “matérias controvérsias”

Pág. 4

Qué vin? Vem! Feira da Uva agita Planaltina Ary Filgueira – Páginas 6 e 7

E MAIS Júlio M Mitos e menti iragaya ras: Deus, Pátria, Famíli a – Pági

Sindicatos

na 2

SINPRO

SINDMÉDICO

BANCÁRIOS

O obsceno Fundo Eleitoral de R$ 5,7 bilhões

Sem planejamento, ficamos à mercê da covid-19

Sindicato oferece curso preparatório gratuito para concurso do BB

Pág. 5

Pág. 9

Pág. 9

A Na vida, quem nna Ribeiro não é senhor é escravo – Pá gi na 10

Jo A vida é um m sé Matos istério para ser vivido – Pá gi na 10

Dedé Roriz American Prim e Steak House – Página 11


Brasília Capital n Opinião n 2 n Brasília, 24 a 30 de julho de 2021 - bsbcapital.com.br

Ex pedien te

Mitos e mentiras: Deus, Pátria, Família Júlio Miragaya (*)

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Júlio Pontes comercial.bsbcapital@gmail.com Pedro Fernandes (61) 98406-7869 Diagramação / Arte final

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AGÊNCIA BRASIL

Este é o terceiro e último artigo no Brasília Capital em que trato de mitos que não passam de deslavadas mentiras. Já falei aqui dos mitos de que o agronegócio é uma dádiva para o Brasil e de que membros da cúpula militar são incorruptíveis e nacionalistas. Os fatos desmentem tais teses. Outros mitos poderiam ser citados, como o de que o aumento do salário mínimo provoca inflação (pretexto para manter o salário arrochado) e de que não se deve comer manga com leite (pretexto usado por escravocratas para coibir o consumo escondido de leite pelos escravos). Tratarei aqui de um outro que tem embalado manifestações da direita mundo afora há muitos anos. Sempre que o povo se mobiliza em torno de suas reivindicações, logo é tachado pela direita de comunista e são levantados os lemas de defesa “da pátria, da família, da liberdade e da propriedade”, tudo em nome de Deus. E, aqui no Brasil, clamando pela intervenção dos militares para garantir tais bandeiras. Mas o mito de que a direita defende a pátria, a família e a liberdade não passa de desavergonhada mentira.

Para a direita, o significado de pátria não vai muito além da bandeira, hino e camisa da seleção de futebol. Pouco importa se a maioria de seu povo está empobrecido, milhões famintos, as florestas sendo destruídas, os serviços e o patrimônio público dilapidados. Quanto à família, deve ser patriarcal, reservando às mulheres o papel de meras reprodutoras e cuidadoras dos filhos e da casa. Já o conceito de liberdade é evocado para atacar, caluniar e difamar os que pensam diferente, apelando à liberdade de expressão para clamar pela volta do AI-5, instrumento que baniu a liberdade de expressão e de organização no país durante a ditadura militar. A propriedade privada e a riqueza são veneradas, mesmo que acumuladas com base na superexploração do trabalho alheio, na sonegação de impostos, na invasão de terras públicas ou geradas por leis que os favoreçam. A extrema desigualdade social em nada os incomoda. Usam e abusam do conceito de meritocracia, como se as oportunidades fossem iguais para todos. Em nada se distinguem dos nazistas e dos patéticos membros da Ku Klux Klan. Defendem o ideal supremacista do homem branco, misógino, racista, xenófobo, homofóbico e religiosamente intolerante. Dois anos e meio no poder foram

suficientes para colocar a nu esta banda podre do povo brasileiro, felizmente minoritária. O recente episódio de corrupção na compra de vacinas pelo Ministério da Saúde revela o perfil dessa turma, envolvendo diversos coronéis lotados no MS, um pastor evangélico e um tal Instituto Força Brasil, comandado por direitistas e militares investigados no processo das fake news. Finalizo com Cuba. Depois da manifestação de alguns milhares de cubanos contra o regime, realizada em 10 de julho, no último sábado as ruas de Havana receberam mais de 100 mil cubanos mobilizados pelos Comitês de Defesa da Revolução (CDR), além de atos em diversas cidades do país. Essas manifestações foram quase ignoradas pela grande mídia, ao contrário do ato contrarrevolucionário, quando vários carros foram incendiados e dezenas de lojas saqueadas e depredadas. O que no Brasil receberia o rótulo de vandalismo, em Cuba é visto como atos de heroísmo. E na condenação do regime cubano estiveram lado a lado a grande mídia, Bolsonaro e.... Ciro Gomes.

(*) Doutor em Desenvolvimento Econômico Sustentável, ex-presidente da Codeplan e do Conselho Federal de Economia

Uma oportunidade de transformar vidas Mil jovens brasilienses começaram, esta semana, as aulas para obtenção, gratuitamente, da Carteira Nacional de Habilitação – a CNH Social. O programa atende rapazes e moças de baixa renda cadastrados na Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) do Governo do Distrito Federal (GDF). Esta é uma iniciativa do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), que assume um papel social inédito em sua história, seguindo o lema desta gestão de inovação, educação e humanização.

Mais de 20 mil pessoas se candidataram ao recebimento do benefício, voltado às faixas populacionais mais vulneráveis e a beneficiários de programas sociais, entre eles o Bolsa Família. O programa CNH Social possibilita a formação, qualificação e habilitação profissional de condutores de veículos automotores, por meio da oferta gratuita de todo o processo de obtenção da primeira CNH nas categorias A ou B, adição de categoria A ou B, alteração para as categorias C, D ou E, renovação e troca pela habilitação definitiva.

Vemos este o programa CNH Social como uma grande oportunidade de transformar vidas. Por meio dele, vamos possibilitar a pessoas de baixa renda a concretização de um sonho, além de abrir-lhes portas para a inserção no mercado de trabalho.

Diretor-geral do Detran-DF, Zélio Maia da Rocha


Brasília Capital n Política n 3 n Brasília, 24 a 30 de julho de 2021 - bsbcapital.com.br

Ignorado – O narrador João Guilherme, da Fox TV, ganhou notoriedade nas redes sociais após não citar o nome de Jair Bolsonaro durante a transmissão, quarta-feira (21), do jogo Flamengo 4 x 1 Defensa y Justicia, pela Libertadores da América, no Mané Garrincha. Mesmo as câmeras mostrando várias vezes o presidente, ele foi ignorado pelo jornalista, que seguiu narrando a partida sem citar a presença de Bolsonaro.

Golpe, não! A República amanheceu mobilizada na quinta-feira (22), após O Estado de S. Paulo denunciar que o ministro da Defesa, Braga Netto, procurou o presidente da Câmara, Arthur Lira, para condicionar o processo eleitoral de 2022 com a implantação do voto impresso. A tentativa de intimidação causou repúdio até do vice-presidente Hamilton Mourão: “O Brasil não é uma república de bananas”. O ministro do STF e presidente do TSE, Roberto Barroso, conversou com Netto e Lira e ambos negaram o diálogo. AMEAÇA – “Na quinta-feira (8), o presidente da Câmara recebeu um duro recado do ministro da Defesa, por meio de um importante interlocutor. O general pediu para comunicar, a quem interessasse, que não

AGÊNCIA BRASIL

AGÊNCIA BRASIL

Augusto Aras não ganhou a indicação ao Supremo, mas ficou com um prêmio de consolação: a recondução à PGR. Ele passará por nova sabatina no Senado. Mais uma vez o presidente ignorou a lista tríplice elaborada pelos procuradores.

haveria eleições em 2022, se não houvesse voto impresso e auditável. Ao dar o aviso, o ministro estava acompanhado de chefes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica”, revelaram as jornalistas Andreza Matias e Vera Rosa, do Estadão. ISOLADO – Mas elas mostraram que o presidente está isolado em

seu projeto de implantar uma ditadura no Brasil. “Lira considerou o recado de Netto como uma ameaça de golpe e procurou Bolsonaro. Teve uma longa conversa com ele, no Alvorada, e disse ao chefe do Executivo que não contasse com ele para qualquer ato de ruptura institucional e que não admitiria golpe.

Acuado, Bolsonaro dobra a aposta no Centrão De um lado, a CPI da Pandemia; de outro as pesquisas e os pedidos de impeachment. Acuado, Bolsonaro abriu de vez o governo ao Centrão. O presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), vai assumir a Casa Civil. O atual titular da Pasta, general Luiz Eduardo Ramos, vai para a Secretaria-Geral da Presidência, onde está Onyx Lorenzoni (DEM).

INCHAÇO – Para que Onyx não fique ao relento, Bolsonaro vai recriar o Ministério do Trabalho, rebatizado de Emprego e Previdência. O governo passa a contar com 22 ministérios, sete a mais do que os 15 prometidos na campanha. TREM – A articulação aconteceu pelas costas do general Ramos, que só foi co-

Tresloucado O presidente nacional do PTB, ex-deputado Roberto Jefferson (RJ), disparou uma série de insultos contra o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming. Aliado de Bolsonaro, Jefferson usou o Twitter na quarta-feira (21) para chamar o diplomata de “vaga-

Recondução de Augusto Aras

bundo que a China mandou para o Brasil” e de “pilantra que já articula contra o governo [brasileiro] faz um bom tempo”. Em vídeo nas redes bolsonaristas na quinta-feira (22), o tresloucado pega ainda mais pesado e chama Wanming repetidas vezes de “macaco”.

municado na quinta-feira (22) da demissão na Casa Civil. “Fui atropelado por um trem”, admitiu. Paulo Guedes disse que foi consultado e concordou com o desmembramento do Ministério da Economia, que perde o braço do Emprego e Previdência. “A medida melhora a relação com o Congresso e pode destravar itens importantes da agenda econômica”.

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FILA – Com a indicação de Aras, que conta com apoio de parte dos senadores, Bolsonaro pressiona o Senado a aprovar também o nome de André Mendonça para o STF. Alguns parlamentares desejam Aras no STF, mas não querem perdê-lo na PGR. Aprová-lo, tendo chegado depois na fila das sabatinas, poderia gerar constrangimento.

Papelão A secretária da Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, afirmou ter enviado a senadores governistas da CPI da Covid perguntas para que eles fizessem a ela durante o depoimento que prestou à comissão. “Eles jogam para eu fazer o gol”, resumiu a “capitã cloroquina” em uma conversa em que se preparava para o depoimento, dado em 25 de maio.

Mal contada A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) acionou a Polícia Legislativa da Câmara para investigar um incidente no fim de semana. Informou aos policiais que acordou caída sobre uma poça de sangue no chão, com dois dentes quebrados, um corte no queixo e cinco fraturas na face. Ela contou que ligou para o marido, médico, que dormia em outro quarto e a socorreu.


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Quem é Ana dos Santos? Moradora de Ceilândia diz que monitora o Brasília Capital e que o jornal publica “matérias controvérsias” ORLANDO PONTES Na edição 523, este Brasília Capital estampou a manchete “Ibaneis, o novo Roriz”. Alguns leitores e seguidores de nossas redes sociais chegaram a questionar se o título não mereceria uma interrogação. Ficou a dúvida. O certo é que a falta do ponto atraiu alguns para o texto e afugentou outros. Mas quem se dedicou a ler a matéria assinada por este editor, com a luxuosa colaboração do repórter Ary Filgueira, publicada em três páginas internas, dividida em oito subtítulos, pôde ter um panorama do cenário político do Distrito Federal na disputa pela sucessão do governador Ibaneis Rocha (MDB). Esses leitores mais atentos também puderam entender o porque do título sem interrogação. A reportagem de Filgueira mostra que há, sim, profunda semelhança entre a política habitacional implementada pelo atual chefe do Executivo local e seu antecessor mais carismático. Ibaneis, como Roriz, tem facilitado o acesso à moradia a milhares de brasilienses. E isso rende votos. Uma leitora, entretanto, sintetizou o sentimento de quem vê pelo em ovo e chifre em cabeça de cavalo. Ana Santos, que se identifica como moradora de Ceilândia e dona de um suposto jornal que pelo menos três dos

moradores mais ilustres daquela cidade não conhecem – os deputados distritais Guarda Jânio, Fernando Fernandes e Chico Vigilante – revelou que “monitora” o Brasília Capital e que o semanário publica “matérias controvérsias (sic)”. Ela quis dizer matérias controversas, polêmicas. Mas Ana dos Santos, assim como outros tantos que não leram com a devida atenção o conteúdo, talvez não tenha tido a capacidade de perceber tratar-se, aquela reportagem, de uma análise de cenário feita a partir de informações colhidas junto a várias fontes dos mais diversos espectros políticos locais. Em off (que talvez Ana dos Santos e seus assemelhados não saibam) – quando a fonte passa informações, mas

pede para ter sua identidade preservada – vários dos principais atores da cena política brasiliense avaliam que a criação de bairros e de novas cidades e a legalização de condomínios é uma estratégia de Ibaneis para permanecer no Buriti a partir de 2023. Também preferindo o anonimato, vários desses personagens revelaram manobras de bastidores feitas por potenciais adversários de Ibaneis. Eles citam, quase que unanimemente, os senadores José Antônio Reguffe (Podemos), Izalci Lucas (PSDB), Leila Barros (PSB a caminho do Cidadania) e a deputada federal Flávia Arruda (PL). Além do petista Geraldo Magela. Particularmente, o que parece ter incomodado a todas as “Anas dos Santos” foi justamente a cita-

ção de Flávia Arruda. Afinal, até agora, a ministra de Jair Bolsonaro é tratada como pré-candidata ao Senado na chapa de Ibaneis. Os analistas mais atentos percebem, porém, que Flávia pode subir mais um degrau na escala de poder: tornar-se vice do atual governador, na vaga de Paco Britto (Avante). Ou, ainda, aproveitar a boa relação com o titular do Planalto e montar o palanque de Bolsonaro no DF. Isto, cara Ana dos Santos, moradora de Ceilândia e dona de um jornal que ninguém conhece, não é “matéria controvérsia”. Muito menos, não é “não ser parceiro” de A ou B. Este é o jogo político. E nem sempre ele é justo ou injusto. Ele simplesmente é jogado. E alguns têm capacidade de compreendê-lo. Já outros só conseguem se vitimizar.


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O obsceno Fundo Eleitoral de R$ 5,7 bilhões Enquanto isso, governo esperneia para repassar aos estados e DF R$ 3,5 bi referentes à Lei da Conectividade, que garante acesso à internet a professores e alunos da rede básica Rosilene Corrêa (*) JÚLIO PONTES

O aumento estratosférico do Fundo Eleitoral, de R$ 1.8 bilhão para R$ 5,7 bilhões, aprovado no último dia 15 pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), via Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2022, é mais uma prova de que a Educação nunca foi prioridade para o governo de Jair Bolsonaro. Apoiadores fieis do presidente, como as deputadas Carla Zambelli (PSL-SP) e Bia Kicis (PSL-DF) e o senador Flávio Bolsonaro (Patrio-

tas-RJ), filho do capitão reformado do Exército, que jamais fariam dentro do Congresso o avesso do que almeja Jair Bolsonaro, não tiveram pudor ao aprovar o reajuste obsceno destinado ao financiamento de campanhas eleitorais de candidatos políticos. Detonados nas redes sociais, esses parlamentares justificaram a postura indecente com o argumento de que seria “irresponsabilidade” não aprovar a LDO, fugindo do dever de arcar com as consequências do próprio comportamento. Ao mesmo tempo em que alegam “responsabilidade” ao aprovar um reajuste bilionário para o fundo eleitoral em um momento dramático para o Brasil e para o povo brasileiro, os parlamentares que sustentam o (des) governo Bolsonaro estão na linha de frente da defesa de projetos que desmantelam a Educação e os serviços públicos. É o caso da reforma administrativa, defendida pelo próprio Poder Executivo, que pretende retirar a estabilidade dos servidores públicos, extinguir benefícios como a licença-prêmio e ampliar terceirizações e parcerias com o setor privado. Como resultados, estariam a diminuição ou extinção de concursos públicos, a substituição dos trabalhadores em educação concursados por terceirizados e, com

a influência do setor privado, a diminuição da liberdade de cátedra. Aqueles que aprovaram um fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões e agora tentam sair pela tangente são os mesmos que estimulam a utilização de medicamentos que não fazem qualquer efeito contra a covid-19, transgridem os protocolos de segurança sanitária em plena pandemia e exigem que aulas presenciais sejam retomadas sem o cumprimento de medidas básicas para assegurar a saúde física e psicológica da comunidade escolar. Aliás, são os mesmos também que continuam sendo base de um governo que se torna inqualificável diante de suas intermináveis atrocidades. Embora tenham aprovado um fundo eleitoral que ultrapassa o triplo do orçamento autorizado para a Universidade de Brasília em 2021, são parlamentares que sustentam um governo que esperneia para repassar aos estados e para o Distrito Federal R$ 3,5 bilhões referentes à Lei da Conectividade, que garante acesso à internet a professores e alunos da rede de educação básica pública. É imprescindível ressaltar que o reajuste do fundo eleitoral para R$ 5,7 bilhões foi aprovado no mesmo ano em que a sanção do orçamento impôs que dos R$ 9,2 bilhões das verbas bloqueadas pelo governo

federal, R$ 2,7 bilhões fossem de verbas do Ministério da Educação: 30% do total. Há pouco mais de um ano para as eleições presidenciais, é urgente que reconheçamos os rostos daqueles que se voltam para interesses próprios em detrimento de investimento em setores imprescindíveis para um Brasil menos hostil com seu povo. Não se trata de ser contrário ao fundo eleitoral. Ele é imprescindível para que a disputa por cargos eletivos não esteja restrita aos muito ricos. A aberração está no montante direcionado a este fim diante de uma conjuntura de miséria, fome e retirada de recursos de setores essenciais para garantir dignidade aos cidadãos e cidadãs, como a Educação. Comida no prato, desenvolvimento de vacinas que podem brecar pandemias, emprego e renda, ruptura com preconceitos que oprimem e matam e, na ponta, o fortalecimento da própria democracia, passam, inevitavelmente, por uma educação pública consolidada, forte e universalizada. Apoiadores de Bolsonaro vão na contramão de tudo isso, mas são os mesmos que aprovaram um fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões. (*) Professora aposentada da rede pública do DF e diretora do Sinpro-DF

Estados criam leis para priorizar a educação Oito estados da Federação colocaram a educação como prioridade em seus governos. Seguindo o exemplo do Ceará, que em 2007 fez uma lei priorizando o setor e teve resultados positivos, Acre, Alagoas, Pernambuco e Sergipe aprovaram, em 2019, leis destinando parte dos impostos para a Educação. Posteriormente, os governos do Amapá, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Piauí tomaram a mesma decisão. O exemplo veio do Ceará, que já colhe os resultados. Desde 2007, o governo do estado tem destinado parte da arrecadação de impostos para a Educação. O

governo local distribui ao menos 10% da cota municipal do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) na aprendizagem e na equidade do sistema educacional. Para se ter uma ideia de como o investimento gera resultados, o Ceará foi a unidade da Federação que mais evoluiu nos anos iniciais do ensino fundamental de 2005 a 2019, segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que leva em conta o desempenho dos(as) estudantes em avaliação federal e as taxas de aprovação. Com apenas a 18ª renda per

capita do país, o Ceará alcançou, em 2019, a terceira melhor rede pública de anos iniciais de Ensino Fundamental e a primeira melhor nos anos finais, empatada com São Paulo. Os resultados, inspirados em uma política lançada em Sobral, em 2007, são fruto de um modelo que combina incentivo tributário a apoio técnico. Além disso, partem da premissa de que a alfabetização é feita nos anos iniciais da escolarização, em escolas usualmente de responsabilidade dos municípios. Diante da total inapetência do governo de Jair Bolsonaro na Educação, com a ausência de po-

líticas públicas, projetos de lei e investimento na área, inclusive tirando verba já aprovada para o direcionamento de internet a estudantes e professores da rede pública, o protagonismo passou a ser das secretarias estaduais de Educação, que têm mostrado que investimento e boas ideias dão resultados positivos para as futuras gerações e, consequentemente, para o futuro do Brasil.


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Feira da Uva agita Planalt Primeira edição será de 30 de julho a 8 de agosto, com degustação de vinhos, sucos, geleias e doces produzidos no DF ARY FILGUEIRA (*) Depois das badaladas festas do Morango e da Goiaba, ambas em Brazlândia, agora é a vez e hora da uva emprestar o nome e sabor para uma exposição de

produtos derivados do alimento. A Feira da Uva promete constar no calendário de eventos do Distrito Federal daqui para frente. A primeira edição ocorrerá em Planaltina, de 30 de julho a 8 de agosto. Amantes da uva e aos não tão amantes assim – se é que exista alguém que não aprecie sem moderação esse alimento rico em vitaminas – terão uma oportunidade de conhecer produtos derivados da fruta, como suco, geleias, doces, licores e, é claro, vinhos. Pouca gente sabe, mas o DF é um terreno fértil para o cultivo da uva. Não à toa, a safra de 2020 foi de 230 toneladas. Atualmente, o ‘quadradinho’ conta

com plantações de uva que ultrapassam os 70 hectares. Parte da colheita é distribuídas a supermercados, feiras livres e caminhões que comercializam o produto em beira de estrada. A parte que sobra, devido a alguns fatores de fora das colheitas, como a instabilidade econômica que atinge o país, ficará no DF e será comercializada na Feira da Uva. Será o primeiro evento de grande porte como a presença de público. Quem se interessar em participar deverá obedecer aos protocolos de segurança contra a covid-19, como uso de álcool em gel e máscara, além de se submeter à aferição de temperatura e manter distanciamento.

Oficinas para distinguir a doçura do vinho A Feira da Uva é organizada pela Associação Cresce-DF em parceria com a Associação Brasileira de Sommeliers (ABS) do DF. Esta instituição vai promover oficinas e degustação de vinhos durante o evento. O participante vai distinguir, por exemplo, a do-

çura de um vinho e outro e a diferença entre vinho fino e vinho feito com uva americana. Segundo o produtor-executivo do evento, João Paulo Araújo, o número de pessoas que vai acessar a feira será limitado por dia, para mitigar aglomerações.

Haverá duas passagens: de entrada e saída de público. “Justamente para evitar ao máximo a aglomeração”, afirma Araújo. Para ele, Brasília se destaca no cultivo da uva. O clima da cidade, apesar de comparado com o do deserto, principalmente nesta

época do ano, favorece o plantio de parreiras. “O fato de ser quente durante o dia e frio à noite é favorável as plantações. Antigamente, o Sul do País era o celeiro. Mas Brasília desponta agora no segmento, por ter clima semelhante ao da região Sul”, explica.


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a tina

Brincadeira de bar levada a sério Dono de uma propriedade de quatro hectares em Mestre D’Armas (Planaltina), Valdecir Grecco, 55 anos (foto), resolveu arriscar tudo na plantação de uva, confiando no fator clima. Hoje ele chega a colher safras de aproximadamente 15 toneladas em seis meses. Além de vender o produto em sua forma natural, ele também fabrica vinho e suco artesanais. Natural do Espírito Santo, ele está em Brasília desde 1991. Mas só se enveredou para a plantação de uva graças a uma brincadeira num bar. “Eu estava tomando cerveja e um colega me ofereceu umas mudas de semente de uva para plantar. Eu percebi que era brincadeira, mas levei a sério e resolvi plantar”, relembra Grecco. E lá se foram 12 anos dessa brincadeira. Até então, na sua propriedade só havia espaço para hortaliças. Hoje ele possui um dos maiores viveiros de uva da região e do DF e uma vinícola dentro da propriedade. Com a ajuda de um maquinário que custou R$ 65 mil há oito anos, ele chega a produzir mais de três mil garrafas de vinho tinto e suave.

FOTOS: ANTÔNIO SABINO

Qué vin? Vem! A “fábrica” de Grecco tem hoje apenas oito funcionários. Já chegou a empregar 25 pessoas. Assim como boa parte dos setores da economia, o dele também foi atingido pela crise econômica, o que o obrigou a reduzir o quadro. Grecco comercializa também suco, que produz na chácara. Chega a produzir também três mil garrafas. Para ele, a feira será uma boa oportu-

O produtor-executivo, João Paulo Araújo, explica sobre protocolos de segurança contra a covid-19 que serão adotados no evento

nidade de desaguar essa safra de vinho e suco produzidos nos últimos seis meses. “Estou muito empolgado com essa oportunidade. A feira será uma vitrine para vender nossa safra”, frisa o pequeno produtor. Depois desse relato genuinamente brasiliense, o convite para ir à primeira edição da Feira da Uva está feito. Então, qué vin? Vem! Como se diz por aí nos estados onde se produzem vinho.

Serviço: Quem quiser expor no evento precisa se inscrever até 27 de julho pelo WhatsApp no número 61-98424-8537. O espaço está aberto para produtores e expositores que tenham produtos relacionados à uva. Interessados em adquirir produtos ou conhecer a vinícola de Valdecir Grecco podem entrar em contato pelo 61-98424-0250.


Brasília Capital n Cidades n 8 n Brasília, 24 a 30 de julho de 2021 - bsbcapital.com.br

VIA

Satélites

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Por Lorrane Oliveira

Multas eleitorais – Eleitores do Distrito Federal terão mais opções para pagar multas eleitorais. Na terça-feira (20), a quitação do débito passou a ser aceita via PIX ou cartão de crédito. A iniciativa é um projeto-piloto do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) e, caso os resultados sejam positivos, o método de pagamento poderá ser ampliado para outras unidades da Federação.

Remédios isentos de ICMS

DISTRITO FEDERAL

Instituto espírita Vida comemora 10 anos Para comemorar os dez anos do Instituto Espírita Bezerra de Menezes Vida, no Areal, foi programada uma série de palestras com o tema “Eu vim para que todos tenham vida e a tenha em plenitude” (JO 10:10). As atividades acontecerão todos os domingos de agosto. Para conferir a programação, os interessados podem contatar os telefones 61-33564596 e 61-98117-9107 ou acessar a página do instituto no Facebook.

Projeto leva filmes de graça a 32 regiões O Projeto “Brasília 60+1 – nossa história pelas lentes do cinema” exibe gratuitamente filmes que trazem um recorte imaginário de Brasília e do cinema brasileiro. Até o final do ano 32 regiões do DF recebem sessões, sempre de sexta a domingo, ao ar livre. A estreia é nessa sexta (23) na Vila Planalto, na Praça Nelson Corso, às 19h30. Confira outras datas já agendadas: - Vila Planalto: 23 a 25 de julho; - Sobradinho II: 6 a 8 de agosto; Itapoã: 13 a 15 de agosto; Varjão: 17 a 19 de agosto; Paranoá: 20 a 22 de agosto.

O governador em exercício, Paco Britto, assinou, terça-feira (20), decreto que isenta do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) 81 remédios para o tratamento de câncer. A renúncia fiscal ultrapassa R$ 5 milhões e garante benefícios aos pacientes, que passam a ter mais facilidade de obter medicamentos. Ao mesmo tempo, a iniciativa barateia custos de aquisição para a rede pública, por conta de convênios aprovados pela Câmara Legislativa.

DIVULGAÇÃO

Paranoá, Riacho Fundo, Brazlândia, Gama, Vicente Pires e Planaltina. O custo total de construção, incluindo equipamentos, é de R$ 46 milhões, com recursos repassados ao Iges-DF pela Secretaria de Saúde.

GDF começa a pagar o DF Sem Miséria O GDF iniciou, terça-feira (20), o pagamento do benefício DF Sem Miséria para mais de 24 mil famílias em situação de vulnerabilidade. Nos próximos dias, ocorrerá o depósito para outras 60 mil famílias, num

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total de R$ 9 milhões. Os valores podem variar de R$ 20 a R$ 960, conforme a composição e renda. O auxílio é um adicional ao Bolsa Família e tem como objetivo adequar os valores ao custo de vida na capital federal.

SAMAMBAIA

DIVULGAÇÃO

Audiência debaterá regularização A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) convoca a população a participar de uma audiência pública virtual em 19 de agosto para debater a ampliação da área do Hospital Re-

TAGUATINGA

Túnel chega a 40% de execução A obra do túnel de Taguatinga completou um ano de construção na terça-feira (20), com 40% do trabalho executado. Com investimento de R$ 275,7 milhões, a estrutura avança, gerando oportunidades de trabalho. Até a conclusão dos serviços, cerca de 2 mil empregos serão criados. A obra se encontra na etapa de execução da rede de drenagem pluvial. Na próxima semana começará a demolição do viaduto da Samdu.

7 UPAs até novembro O governador Ibaneis Rocha começará a inaugurar novas unidades de pronto atendimento (UPAs) em agosto. A previsão é de que a primeira seja a UPA de Ceilândia. Até novembro, serão concluídas as UPAs do

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gional de Samambaia (HRSam), na QS 614 e a regularização das feiras da EQN 508/510 e EQN 311/313. Os interessados poderão participar pela plataforma Seduh Meeting, disponível no dia da audiência.

Reforma de becos Mais dois becos de Taguatinga Norte passaram por reformas no conjunto H da QNM 34 e no Bloco A da QNL 11. As obras são uma parceria entre moradores, Administração Regional e Novacap. As passagens ganharam piso em bloquetes, pintura, canteiros de flores e iluminação. Foram desenhados no chão jogos de amarelinha e campinho de futebol.

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GUARÁ

UBS 4 é reformada A Unidade Básica de Saúde 4 do Guará foi reinaugurada na terça-feira (20) pelo secretário de Saúde Osnei Okumoto. Foram feitas manutenções em toda a rede elétrica e hidráulica e revisão nas redes de dados e de esgoto, além da manutenção do encanamento, correção de infiltrações, instalação de ralos e revitalização de banheiros, copas e áreas em comum. Durante a obra, os serviços foram mantidos, para não deixar a população desassistida.


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Sem planejamento, ficamos à mercê da covid-19 O governo de São Paulo anunciou que partir de 17 de janeiro de 2022 reiniciará o ciclo de vacinação anual contra a covid-19. A exemplo do que ocorre com a vacina contra a H1N1, alguns especialistas acreditam que a imunização contra o novo coronavírus também deverá entrar para o calendário oficial da campanha de vacinação anual. Segundo o secretário estadual da Saúde de SP, Jean Gorinchteyn, é certo que haverá doses todos os anos contra a doença. No Distrito Federal, desde o dia 19 de janeiro deste ano, tenta-se evoluir na cobertura vacinal contra a covid-19. No entanto, entre anúncios de “ampliaremos, faremos, conseguiremos”, a verdade, como denunciei em artigo na semana passada, é que uma legião de pessoas sequer consegue agendar a imunização. Que dirá chegar, efetivamente, a ser vacinado. Neste contexto, nada se falou, até o momento, sobre o início de um novo ciclo de vacinação em 2022. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pessoas mais vulneráveis à infecção pela covid-19 (grupos de risco), inevitavelmente, precisarão se vacinar anualmente contra o

vírus e suas variantes (Delta, Gamma e outras). Em relatório, o órgão afirmou ainda que, provavelmente, os cidadãos que não apresentam fatores de risco deverão receber um reforço, pelo menos, a cada dois anos para manter a imunidade. Desde o início da vacinação contra a covid-19 no DF, tenho alertado sobre a terceira onda, e sempre ressaltei minha preocupação com a necessidade, sim, de o imunizante entrar para o calendário anual de vacinação. E quando falo em “preocupação” é porque, ao que parece, não há qualquer estratégia e/ou planejamento para que isso ocorra. Aliás, por trás dos holofotes da Secretaria de Saúde, fala-se até em insuficiência de frigoríficos para armazenamento das atuais segundas doses. Enfim, nada de novo por aqui. Enquanto já deveríamos ter encerrado o assunto calendário vacinal contra a covid-19 deste ano, a SES-DF discute a abertura de novos grupos, sem necessidade de agendamento, e, ao que parece, sem vacinas suficientes para todos. Apenas com promessas de chegadas de novas remessas e uma evidente desorganização. A população segue com

a saúde em risco, trabalhando, indo às ruas e sem o reforço constante do: ‘continuem usando máscaras’! Quero propor aqui, a todos, uma ampla campanha pela vida. Uma campanha séria. Para agora e para o futuro. Precisamos cobrar dos nossos gestores que a vacinação contra a covid-19 seja levada a sério. Precisamos, enquanto cidadãos, continuar usando máscara, evitando aglomerações e higienizando as mãos com frequência. Essa é a nossa parte pela nossa saúde e pela saúde das pessoas que amamos. Vamos, juntos, cobrar mais vacinas. Cobrar organização. Segundo pesquisas, a imunidade natural contra a covid-19, para quem teve a doença, dura, em média, 10 meses. Já a imunidade vacinal pode durar até um ano. Nada confirmado. Informação ainda em fase de pesquisa. Se for isso mesmo, em janeiro do ano que vem o DF terá de recomeçar o ciclo de vacinação contra a doença. E cadê o planejamento? Cadê a estratégia? Ficaremos, de novo, à mercê da covid-19? Vamos cobrar que sejamos, todos, efetivamente e devidamente vacinados. Agora, com o anúncio

Dr. Gutemberg Fialho Médico e advogado Presidente da Federação Nacional dos Médicos e do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal

da vacinação sem necessidade de agendamento, vamos torcer para que as filas andem. Porque a garantia das filas já temos. Agora, nos resta saber se a população conseguirá, enfim, acesso aos imunizantes. Até lá, façamos a nossa parte. Cuidem-se. Vacinem-se. E não escolham vacinas. Vacina boa...é “aquetem”.

Sindicato dos Bancários oferece curso preparatório gratuito para concurso do BB Estão abertas as inscrições para o “Curso BB Público”, preparatório para o concurso do Banco do Brasil. Aberto à comunidade, o curso é uma iniciativa do Sindicato dos Bancários de Brasília em parceria com a Fetec-CUT/CN (Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Norte), a Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal) e a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro). “Esta é mais uma iniciativa do Sindicato dos Bancários de Brasília focada no compromisso de promover oportunidades e combater distorções. O curso preparatório BB Público reforça duplamente o argumento na luta pela garantia do banco público: servir ao País, a todas as regiões e a todos os brasileiros; e possibilitar condições de, inclusive, se tornarem empregados concursados dessa instituição bicentenária, que em todos os

momentos é imprescindível ao desenvolvimento nacional: Se é público, é para todos. Para milhões de brasileiros e brasileiras, a oportunidade de trabalhar no BB significa enfrentamento às injustiças”, destaca o presidente do Sindicato, Kleytton Morais. O curso preparatório será baseado no edital e as aulas serão on-line. A carga horária prevista é de 320 a 350 horas/aula. Os participantes contarão com material de apoio personalizado. “Trata-se de uma iniciativa que busca combater as desigualdades de oportunidades, ofertando aos bancários, seus dependentes e às pessoas em situação de vulnerabilidade econômica condições para concorrer a uma vaga no BB”, pontua Raíssa Fraga, secretária de Formação do Sindicato. O presidente da Fenae, Sérgio

Takemoto, afirma que “é uma grande satisfação participar deste movimento solidário na categoria bancária”. Segundo ele, “compartilhar conhecimento para oferecer oportunidade de sonhar com um emprego aos que não possuem condições de se preparar para um concurso público é de extrema relevância, principalmente neste momento tão tortuoso que o Brasil atravessa. A Fenae sempre esteve na luta por democracia e igualdade, e entende que esta iniciativa é uma grande oportunidade para muitos brasileiros e brasileiras terem acesso a um emprego que garanta o direito à cidadania”. “Como funcionário do BB, herdeiro dessa cultura e exercitante dela, me somo a todas e todos os participantes desse projeto com a finalidade

de oportunizar aos futuros colegas a possibilidade de seguirmos juntos no mesmo ideal: fazer o Banco do Brasil cada vez mais um banco para os brasileiros”, frisa Cleiton dos Santos, presidente da Federação dos Bancários do Centro-Norte (Fetec-CUT/CN). Previsto no edital 01-2021/001 BB, de 23 de junho, o concurso do Banco do Brasil oferece cargos para a carreira administrativa (cargo escriturário). A prova está prevista para ocorrer no dia 26 de setembro, pela Fundação Cesgranrio. Para mais informações, entre em contato com a Central de Atendimento do Sindicato pelos números 61-99965-6882 e 6199656.3824 ou pelo e-mail centraldeatendimento@bancariosdf.com.br.


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QUESTÕES DA ALMA

Anna Ribeiro Na vida, quem não é senhor é escravo Tudo que fazemos desde o nascimento é para nos mantermos vivos, mas é justamente ela quem mais tememos, a vida Montou o cavalo como quem pula na piscina num dia frio – sem pensar. Já havia montado outras vezes, mas agora era diferente. Tudo diferente. Havia chorado, havia chovido, o terreno estava escorregadio. O tempo fechado. Fazia frio e ela suando. Nervosa, se perguntava por que essa ideia insana de se expor tanto. Subir num animal tão maior e mais forte que ela. O mal já estava feito. Havia montado. Mãos trêmulas nas rédeas. Começou o passeio ainda sem entender o

que estava fazendo ali. O vento gelado chicoteava o seu rosto. Os olhos oscilavam entre olhar o terreno tortuoso e o infinito, o horizonte. O cavalo parecia não aceitar carregar aquele peso morto sobre si. Soberano, grande, impiedoso, imprimia seu próprio ritmo e ia onde queria. Ele era o livre. Bicho solto. Subiu um pequeno morro com terreno de cascalho ainda molhado pela chuva do dia anterior. Molhada, também, a pele dela. Suava como quem está

ESPÍRITA

José Matos A vida é um mistério para ser vivido Enquanto você continuar se lastimando e perguntando por que comigo, a única resposta que obterá será o afastamento das pessoas Tudo tem uma razão para ser, um tempo para ser e um modo de ser. Investigue! Tudo são lições. Transforme as chatices da vida em ensinamentos, e liberte-se do lixo mental que você carrega. Esta liberdade é saúde.

TV Comunitária lIGADA EM BRASÍLIA

A maior parte das pessoas é como caminhões que chegaram vazios e estão cheios de lixo: mágoas, frustrações, decepções, ódio, traumas... Enquanto você continuar se lastimando e perguntando por que comigo, a única resposta que obterá

com febre. Mas a doença dela era outra. Era medo da vida. Tem coisa mais paradoxal que isso? Tudo que fazemos desde o nascimento é para nos mantermos vivos, mas é justamente ela quem mais tememos, a vida. Os dois estavam cada vez mais distantes de casa. Mais perdida, menos segura, mais distante da casa com todas as suas colunas de sustentação; mais distante do lugar que era mais que abrigo, era refúgio. Parece que ele sabia que precisa levá-la para um lugar distante para que ela entendesse que nada a sustentava senão ela mesma. A vista, os morros, as árvores, o córrego que atravessaram foram transformando o medo desse lugar numa felicidade que ela ainda não conhecia. Aos poucos parou de calcular o quanto se machucaria na queda que aconteceria mais cedo ou mais tarde. O suor deu lugar a uma sensação de conforto e aconchego da blusa de lã que usava. Para ela o passeio começou ali, depois que ela parou de calcular as tragédias iminentes. Você está tranquilo, calmo e um telefonema com uma notícia ruim te derruba. Um pedido de divórcio que você não esperava, a morte de alguém

que você ama. Sem aviso prévio, você cai do cavalo e se quebra inteiro. Lá estava ela aproveitando a paisagem. Esquecida, por alguns instantes, dos riscos. Mas, o cavalo disparou e ela também! Coração em desalinho, o suor e o tremor voltaram. O pânico estava lá. A boca seca. Embora em franca disparada, ela teve a sensação de que o tempo parou. Avaliou a própria vida, lembrou dos saltos, das quedas e se deu conta de que não houve tragédia que superasse a capacidade dela de se levantar. A queda iminente trazia consigo a certeza de que se levantaria de novo, e de novo, e de novo... Voltou a si. O cavalo em disparada. Segurou as rédeas com as mãos firmes. Ela agora amansava o cavalo porque havia refreado a si. Durante a batalha pensava: na vida quem não é senhor é escravo. Ela era senhora de si, do cavalo, do caminho. O cavalo agora a respeitava, seguia fielmente suas coordenadas. Voltaram para casa, exaustos e renovados. Se olharam, cúmplices. Na vida quem não é senhor é escravo.

será o afastamento das pessoas. Não pergunte por que comigo. Pergunte-se: o que a vida quer me ensinar? O que a vida quer que eu faça? Acredite que o que acontece, naturalmente, faz parte da sua programação. Se você superar, verá que pessoas aparecerão para serem ajudadas. Tem gente que vive 80, 90 anos, e nunca se pergunta: Eu trato os outros como gostaria de ser tratado? Ao contrário. Sempre irá culpar os outros e justificar seus atos errados. Assuma seus erros, sua mediocridade. Corrija-se e cresça. Você não nasceu por acaso. Você nasceu por uma causa. Por que você vive falando do que te fez sofrer? Assim você se torna infeliz. Ponha um ponto final nisso. Agora, o teu sofrimento será útil para você esclarecer e animar outros. Braile nasceu cego e inventou

o alfabeto para cegos. Outro ficou paralítico e aprendeu a pintar com a boca. Isto é superação. A mulher casada, após criar os filhos, ficou viúva e lastimou-se até morrer. A vida estava dizendo: nossa família é a humanidade! Coopere! Viva! Viver é topar em pedras e tirá-las para que outros não topem. Mas faça o bem pelo bem e não pensando em receber recompensas materiais ou simbólicas. O que melhora a sua vida é a melhora no seu magnetismo, que só muda quando você pensa e age com o coração. Deus escolhe e capacita seus eleitos? Não. Você se capacita e é aproveitado pela vida!

Anna Ribeiro Escritora

José Matos

Professor e palestrante

CANAL 12 NA NET WWW.TVCOMUNITARIADF.COM @TVComDF

TV Comunitária de Brasília DF


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Gastronomia Dedé Roriz

Empresário e radialista divulgando a boa gastronomia e eventos de Brasília Instagram: @dederoriz

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Bares e restaurantes começam a reagir A diminuição nas restrições, como a extensão no horário de funcionamento em várias cidades, começa a mostrar resultados positivos para bares e restaurantes. Levantamento feito em junho em todo o Brasil pela Abrasel aponta que 56% das empresas trabalharam no prejuízo, contra 77% que apontavam estar no vermelho em abril (27% dos estabelecimentos não tiveram condições de pagar integralmente a folha em julho), índice que também teve melhora em relação a maio, quando o número foi de 49%. Em abril, na fase mais crítica, havia chegado a 91%. “A situação ainda é muito ruim, mas agora estão nos deixando trabalhar, e isso trouxe uma melhora nos índices. Ainda muito longe do ideal, mas encaramos a situação com mais otimismo. O avanço da vacinação também nos deixa mais confiantes”, explica o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci. INADIMPLÊNCIA – Outro índice que ainda preocupa é o da inadimplência das empresas. Houve uma pequena melhora no indicador: são hoje 64% que dizem ter pagamentos em atraso, contra 77% do último levantamento, em maio. As principais dívidas são com impostos (40%), fornecimento de água, luz e gás (30%), aluguel (29%), FGTS (26%) e fornecedores de insumos (25%), lembrando que há empresas que têm pagamentos em atraso em diversas frentes. Por causa desse quadro, 61% ainda têm a intenção de conseguir um empréstimo via Pronampe, o programa de empréstimo para micro e pequenas empresas, que está em sua segunda versão. Diante desse quadro, é de se comemorar o índice de 27% de bares e restaurantes que pretendem contratar funcionários nos próximos três meses, um sinal de que o otimismo está aos poucos voltando ao setor. Outros 52% pedem a prorrogação do BEm, o programa que permite a suspensão de contratos e redução de jornada, feito para conter as demissões.

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Carnes nobres e chope estupidamente gelado O American Prime é uma referência em carnes black Angus em Brasília. Com o sucesso, o sócio Paulo César Ribeiro decidiu lançar a mesma linha nobre em caixas nas quais o cliente poderá levar as carnes para casa para fazer seu churrasco para a família e amigos. Mas, quem continuar optando por desfrutar das delícias do American Prime num local é amplo, com brinquedoteca, pratos Kids e almoço executivo com preços acessíveis, fácil acesso ao estacionamento, no Terraço Shopping, Paulo César faz questão de ter um atendimento de excelência, com uma grande variedade de carnes, frango e massas, entre outras opções. Lá, poderá aproveitar o choMAIS INFORMAÇÕES pe estupidamente gelado e ainInstagram: da saborear deliciosas sobreme@americanprimesteakhouse sas, como o brownie sunday ou a Terraço shopping torta alemã.


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OLIMPÍADAS DE TÓQUIO

O que esperar do Brasil? País chega a Tóquio com expectativa de conquistar mais medalhas do que nos jogos anteriores GUSTAVO PONTES A abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio aconteceu na sexta-feira (23). Mas o Brasil já havia estreado em algumas modalidades, como no futebol. O time feminino comandado por Marta e Formiga goleou a China por 5 a 1. O masculino

COB DIVULGAÇÃO

venceu a Alemanha (4 a 2) com três gols de Richarlison. O País vive a expectativa de conquistar bons resultados em outras modalidades. O vôlei sempre chega credenciado a conquistar medalhas, no masculino e no feminino, nas quadras ou na areia. O judô também costuma subir ao pódio, e chega forte, com Mayra Aguiar, Maria Suelen e Baby. Na ginástica, os medalhistas Arthur Zanetti e Arthur Nory esperam repetir o desempenho, assim como Isaquías Queiroz, na canoagem. Duas modalidades estarão presentes pela primeira vez em Jogos Olímpicos: o Skate e o Surfe. E o Brasil chega com bons candidatos ao pódio em ambas. No skate, a representante mais

Ketleyn Quadros e Bruninho sambaram na cerimônia de abertura dos jogos

nova do País nas Olimpíadas, Rayssa Leal, de 13 anos, tentará surpreender. Outro destaque do skate feminino é Letícia Bufoni, que já foi campeã mundial. No masculino, Luizinho, vice-campeão mundial em

2019, é um dos favoritos à medalha. O Time Brasil vem numa regularidade de medalhas nas últimas edições dos jogos. Foram 17 medalhas em Pequim e Londres, e 19 no Rio de Janeiro. A conquista de um ouro pode mudar a posição de um país no quadro de medalhas. Em 2016, como país-sede, o Brasil marcou presença em todas as modalidades e conquistou sete ouros. Isso fez o país subir no elevador olímpico. Saiu da 22ª colocação em 2008 e 2012, para a 13ª posição em 2016. A expectativa é melhorar ainda mais o resultado em 2021 e a entrada das novas modalidades pode favorecer o Brasil no ranking. As olimpíadas terminam no dia 8 de agosto.

Medalha candanga RICARDO NOGUEIRA VIANA (*) DIVULGAÇÃO

O mundo tenta, desde sexta-feira (23), desviar o foco das mazelas causadas pela covid-19 com o intuito de assistir aos 32º jogos olímpicos da era moderna, em Tóquio, no Japão. Onze mil atletas de 206 países estarão confinados durante 15 dias em busca de melhores resultados que agreguem medalhas. A história dos jogos, que deveria ser dotada de políticas afirmativas entre os povos, desde a primeira edição, em 1896, é regada a preconceito, principalmente relacionado ao gênero. Mesmo com meio milhão de mortos e problemas internos em razão da gestão da pandemia, o Brasil – capitaneado pela judoca afrodescendente Ketleyn Quadros e Bruninho do vôlei - chegou ao evento com mais de 3 centenas de atletas, que competirão em 35 modalidades. A presença feminina nos jogos

era proibida, não só como atletas, mas também como espectadoras. Somente nos jogos de 1900, em Paris, tivemos a primeira participação feminina, sendo que apenas 2,2 % dos atletas eram mulheres e estas figuravam como participantes, ou seja, não eram premiadas. Responsável pela reativação do evento, o francês Pierre de Coubertin bradou: “É indecente ver mulheres torcendo-se no exercício físico do esporte”. Dali em diante, elas vieram driblando adversidades e galgando espaços até conseguirem uma participação ativa na atualidade. Nos jogos de Tóquio, 48% dos atletas são mulheres. Ostentando a nossa bandeira estarão Bruno Mossa Rezende, o Bruninho, levantador da seleção masculina de vôlei, o qual já conquistou três medalhas olímpicas e dispensa apresentações. Já Ketleyn Quadros, brasiliense, nascida em Ceilândia, talvez não seja tão conhecida. A faixa preta foi terceira colocada na olimpíada de Atenas, em 2008, e invoco um adjetivo para caracterizá-la - a primeira. Sim, ela foi a primeira candanga a compor uma

equipe olímpica do judô, primeira mulher a ganhar uma medalha em esportes individuais para o Brasil e como expoente, a primeira mulher negra a portar a bandeira brasileira na abertura dos jogos olímpicos. Sob a argumentação da filósofa Djamila Ribeiro, pode-se se dizer que a judoca está exercendo o seu lugar de fala. À frente da Delegação, a brasiliense estará rompendo barreiras e ecoando os anseios e agruras vividas pelo povo negro, escravizado e subalternizado no Brasil. Não haverá discursos, tampouco contestações, mas representatividade. Atrás da bandeira brasileira hasteada por Ketleyn estarão retratados todos os brasileiros, sejam os presentes ou os mais de 540 mil que faleceram na pandemia, como também todas as mulheres, em especial as negras, as quais, apesar de serem maioria na população, suportam baixos salários, pífias qualificações, desemprego, violências domésticas e a desídia do poder público. O esporte, como expressão do ser, dogma do movimento humano, mesmo o olímpico – mais conhecido como de excelência –, deve focar não só em

resultados, mas em transmitir valores, promover agregação entre os povos visando eliminar qualquer forma de preconceito, seja ele relacionado a origem, gênero, cor, idade ou raça. Rogamos que os brasileiros interpretem o sorriso e os passos firmes da faixa preta como uma mensagem de respeito a todos os afro-brasileiros, em especial às mulheres negras que contribuíram diretamente para formação da nossa identidade. Acima da escolhida, estará o símbolo da nossa bandeira, a qual refletirá ao mundo o binômio Ordem e Progresso, reverberando e almejando um país vacinado, que respeite as diferenças na medida daqueles que se desigualam e que saiba buscar e alicerçar os menos favorecidos, promovendo o bem de todos e extirpando todas as formas de discriminação. Rogamos à Ketleyn sucesso no dojô, mas independentemente de medalhas, a sua caminhada liderando a delegação brasileira ditará de forma silenciosa, mas ostensiva, que o Brasil também é negro. Sankofa! (*) Delegado-Chefe da 6º DP-DF e professor de Educação Física

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Jornal Brasília Capital 524  

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