O 3º Encontro Nacional de Violeiros e Violeiras de Mato Grosso do Sul, acontece neste domingo (14), a partir das 16h, na Vila Morena (antiga Cidade do Natal), com entrada gratuita. Serão mais de 100 violeiros de todas as regiões do país, em uma celebração à música de raiz, tradições regionais e à viola caipira. O evento é uma oportunidade única para o público conhecer de perto o talento de artistas consagrados e novos nomes da cultura popular brasileira.
Noitada
O Ponto Bar promove hoje a festa temática "Stranger Baile", inspirada
Stranger Things. Com muita música eletrônica, luzes vermelhas e uma decoração que remete ao universo sombrio da série, o evento começa às 23h e segue até às 4h da manhã. Os ingressos estão à venda por R$ 15,00 (segundo lote).
Semana termina com CNH mais barata e mínimo reajustado para o ano que vem
Pacote de medidas apresentado em Brasília deverá transformar o acesso à habilitação, reajustar o mínimo em 2026 e mudar a rotina laboral
Em uma semana marcada por anúncios que podem moldar os rumos da vida do trabalhador brasileiro, o governo federal revelou medidas de grande impacto. Na última terça-feira (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
lançou as novas regras para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), com redução de até 80% nos custos. A proposta prevê o fim da obrigatoriedade de autoescolas, oferta de conteúdo teórico gratuito pela internet e a flexibilização das
aulas práticas, que caem de 20 para apenas duas horas obrigatórias.
No mesmo compasso, o governo confirmou que o salário mínimo deverá subir para R$ 1.621 em 2026, seguindo a política de valorização que considera inflação mais o crescimento do PIB. A projeção, que utiliza o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 12 meses — fechado em 4,18% neste ano —, já começa a movimentar
os bastidores da política fiscal e reacende o debate sobre o impacto nas contas públicas, estimado em R$ 44 bilhões. Outro tema que ganhou força foi a proposta de mudança na tradicional jornada 6x1, aprovada em comissão do Senado. A PEC em debate propõe jornada semanal de 36 horas, distribuídas em cinco dias, com dois dias consecutivos de descanso, de preferência aos fins de semana. A medida, que tende a bene-
ficiar setores com alta carga de trabalho, como comércio e serviços, ainda deve enfrentar intensas negociações no Congresso e só deve avançar a partir de fevereiro. Com impacto direto na rotina, no bolso e na mobilidade de milhões de brasileiros, as medidas mostram um esforço do governo em responder às demandas sociais em meio à complexa agenda econômica. Os próximos desdobramentos prometem ser decisivos.
Vereadores aprovam construção de 50 casas para reassentar famílias
VEJA NA PÁGINA 5•A
Prefeita garante adesão a plano federal e destrava crédito de R$ 544 milhões para obras
Campo Grande terá ato contra Marco
Temporal e PL da Dosimetria domingo
MS altera data de posse de governador e vice-governador para 6 de janeiro
Feirão Habita oferece 716 moradias com subsídios para até 7 salários mínimos
Com 75% de execução, obra da antiga rodoviária entra na reta final Mato Grosso do Sul supera 15 mil hectares de citricultura e projeta 40 mil em expansão
Projeção aponta salário mínimo de R$ 1.621 em 2026 com alta acima da inflação
Valor representa reajuste de 6,79% sobre o atual e considera avanço do PIB de 2024; decreto presidencial deve confirmar número em dezembro
e crescimento da economia
O salário mínimo no Brasil deverá subir para R$ 1.621 em 2026, segundo cálculo atualizado com base na regra de reajuste que leva em conta a inflação e o desempenho da economia. O novo valor, embora ainda não oficial, já serve como referência para trabalhadores, empresas e órgãos públicos na preparação do próximo ano.
A projeção considera a inflação acumulada de 4,18% medida pelo INPC até novembro de 2025, divulgada nesta semana pelo IBGE, além do crescimento do PIB de 2024, que foi revisado para 3,4%. Como prevê o arcabouço fiscal, o ganho real — ou seja, acima da inflação — é limitado a 2,5%, teto que foi aplicado no cálculo.
Na prática, o reajuste significa um aumento de R$ 103 sobre o salário atual de R$ 1.518. O valor final será oficializado apenas em dezembro, por meio de decreto presidencial, mas deve seguir exatamente esse índice, respeitando os parâmetros legais e econômicos em vigor.
MAIS PODER DE COMPRA EM 2026
Se confirmado, o novo mínimo passa a valer a partir de janeiro e será sentido nos pagamentos feitos em fevereiro. O reajuste mantém a política de valorização real do salário, retomada pelo governo federal, e tem impacto direto na vida de cerca de 60 milhões de brasileiros que recebem com base no piso nacional — entre trabalhadores formais, aposentados e beneficiários de programas sociais. Além de corrigir a defasagem provocada pela inflação, o aumento contribui para preservar o poder de compra e impulsionar o consumo interno, especialmente em faixas de renda mais baixas. Apesar do ganho real, o valor projetado de R$ 1.621 é inferior ao que havia sido estimado anteriormente pelo Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026, que previa um mínimo de R$ 1.627. A diferença se deve à inflação abaixo do esperado, segundo informou o Ministério do Planejamento.
O que muda com a aprovação do fim da escala 6x1 no Senado?
PEC avança e pode reduzir jornada semanal para 36 horas; entenda os impactos para empresas e trabalhadores a partir de agora
A aprovação da PEC 148/2015 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, nesta semana, marca o início de uma possível virada histórica na jornada de trabalho dos brasileiros. A proposta, que extingue a tradicional escala 6x1 e estabelece limite semanal de 36 horas, agora será analisada em dois turnos no plenário da Casa. Caso avance, o país poderá adotar um novo modelo de organização do tempo de trabalho já nos próximos anos. Com
a mudança, os trabalhadores poderão ter semanas com dois dias de folga, sem redução salarial, enquanto empresas terão de reestruturar escalas e contratos.
E AGORA, O QUE MUDA?
A PEC propõe uma redução gradual da jornada atual de 44 horas para 36 horas semanais. No primeiro ano após sua promulgação, o limite cairá para 40 horas por semana, com nova redução de uma hora por ano, até atingir as 36 horas. A
jornada diária também será limitada a 8 horas. Durante esse período de transição, acordos e convenções coletivas poderão definir como será feita a compensação de horários. A escala 6x1 — seis dias de trabalho para um de descanso — deixará de ser obrigatória. Apesar do avanço na CCJ, a PEC ainda precisa de aprovação por pelo menos 49 senadores em dois turnos. Se passar, segue para a Câmara dos Deputados, onde será votada em mais dois turnos e exigirá apoio de 308 parlamentares.
Na Câmara, outro projeto sobre o tema está em discussão. De autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), o texto também propõe jornada se-
manal de 36 horas, mas sugere uma escala 4x3 — quatro dias de trabalho e três de descanso.
FIM DA JORNADA DE 1943
A atual jornada de 44 horas semanais foi definida em 1943 com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e reafirmada pela Constituição de 1988. Desde então, mudanças pontuais ocorreram, mas nenhuma tão ampla quanto a que está agora em pauta. A decisão final ainda depende de votações decisivas no Congresso, mas o debate sobre a reorganização do tempo de trabalho no Brasil já entrou em uma nova fase. E, se aprovada, a medida poderá transformar a rotina de milhões de brasileiros — para sempre.
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Proposta que prevê fim da jornada 6x1 avança no Senado e pode alterar rotina de milhões de trabalhadores
Salário mínimo em 2026 pode chegar a R$ 1.621, com base em regra que combina inflação
Direita de MS aprova escolha de Flávio
Bolsonaro para disputar a Presidência
Anúncio do senador como sucessor político de Jair Bolsonaro em 2026 movimenta a base bolsonarista no Estado
O anúncio de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) será o nome da direita para disputar a Presidência da República em 2026 gerou reações imediatas — entre parlamentares e lideranças políticas de Mato Grosso do Sul. A confirmação feita pelo próprio Flávio nas redes sociais, com aval do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, provocou apoio entusiasmado em parte da bancada do Estado, enquanto outros nomes adotaram silêncio estratégico ou reservas públicas. No PL sul-mato-grossense, o deputado federal Marcos Pollon foi o primeiro a se posicionar, com entusiasmo. Em suas redes sociais, publicou fotos ao lado de Flávio Bolsonaro e do irmão, Carlos, com a legenda: “Em 2026 é Bolsonaro! Flávio terá a missão de resgatar nosso Brasil”. A manifestação ocorreu
com antecedência em relação aos demais aliados locais e teve engajamento expressivo. Também da ala bolsonarista, o deputado federal Capitão Contar, ex-candidato ao governo do Estado, seguiu a mesma linha de apoio. Chamou a escolha de Flávio de “plano de resgate do país” e prometeu trabalhar “incansavelmente para barrar o Lula 4”. Segundo ele, o senador tem “respeito e confiança” da base conservadora. Já o deputado Rodolfo Nogueira, também do PL, manifestou apoio em tom mais comedido. Publicou um vídeo com discurso de Flávio Bolsonaro ao lado do pai e afirmou, apenas, que o presidenciável tem seu “total apoio”. Reinaldo Azambuja disse por meio das redes que pré-candidato pode contar com Mato Grosso do Sul.
ALEMS aprova emendas de Coronel David para segurança e infraestrutura em MS
Deputado destina recursos para novos quartéis, viaturas, perícia forense e obras viárias em várias regiões do Estado no orçamento de 2026
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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul aprovou 26 emendas apresentadas pelo deputado estadual Coronel David (PL) à Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. As propostas priorizam investimentos em segurança pública e obras de infraestrutura viária, abrangendo desde a construção de quartéis até a criação de laboratórios periciais inéditos no Estado. Entre os destaques está a autorização para construção de novos quartéis da Polícia Militar em Campo Grande (1º, 9º e 10º Batalhões), uma unidade da Polícia Rodoviária Estadual, além de reformas em estruturas já existentes. No interior, as emendas incluem o quartel do 12º BPM em São Gabriel do Oeste e o primeiro quartel do Corpo de Bombeiros em Rio Verde de Mato Grosso, com investimento estimado em R$ 2,5 milhões. Outros municípios contemplados com novos quartéis dos Bombeiros são Sonora, Terenos, Itaporã, Bandeirantes e Camapuã, regiões que ainda dependem de cidades vizinhas para atendimento emergencial.
INVESTIMENTOS EM
VIATURAS, PERÍCIA E
SOCIOEDUCAÇÃO
O vereador Rafael Tavares (PL) parabenizou Flávio Bolsonaro e chegou a publicar imagem do senador com a faixa
presidencial, numa clara manifestação de apoio.
A vereadora Ana Portela, também do PL, fez uma pu-
blicação protocolar ao compartilhar uma manchete com a notícia da escolha. O deputado estadual João Henrique Catan
o PT” e “força do projeto que está construindo”.
Em entrevista, presidente ironiza précandidaturas da oposição e afirma que 2026 será ‘o ano da verdade’ na política
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a direita sairá derrotada nas eleições de 2026. Em entrevista à TV Alterosa, de Minas Gerais, nesta quinta-feira (11), o petista disse que não escolhe adversários, mas ironizou a quantidade de nomes lançados como possíveis candidatos da oposição e garantiu que “o povo saberá quem trabalhou de verdade”.
“Eu vejo toda hora: Ronaldo Caiado, Tarcísio de Freitas, Romeu Zema, Ratinho Júnior, Flávio, Michelle e Eduardo Bolsonaro. Quem inventa muito nome é porque não tem nenhum. Eles estão em dúvida porque sabem de uma coisa: perderão as eleições em 2026”, declarou o presidente.
Lula voltou a afirmar que 2025 será “o ano da verdade” na política e na economia. Para justificar seu otimismo eleitoral, o petista citou indicadores
como inflação controlada, crescimento da massa salarial, queda do desemprego e reajuste do salário mínimo.
RECADO DIRETO A ZEMA
A entrevista também teve críticas direcionadas ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), um dos nomes cogitados como presidenciável. Lula acusou o gestor mineiro de deixar de pagar dívidas e disse que ele terá que cumprir os compromissos estabelecidos no Propag (Pro-
grama de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados).
“Estamos obrigando o governador — naquela parte que ele vai ter de redução de juros — a parar de comer banana com casca e investir em cursos profissionalizantes para formar a juventude de Minas Gerais”, alfinetou Lula, numa referência a um vídeo publicado por Zema em que aparece comendo a fruta com casca, em tom de crítica à política econômica federal.
O presidente disse ainda que Zema “faz política pela
internet e conta a mentira que quer”, mas que esse tipo de atuação não resiste “à hora da verdade”.
Ao ser questionado sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL -RJ), lançado como pré-candidato à Presidência com apoio do pai, Jair Bolsonaro, Lula foi direto: “Não escolho adversário. Eles que se organizem”. O presidente evitou polemizar sobre o nome do senador, mas reforçou que, diante da diversidade de possíveis rivais, sua candidatura segue forte.
Campo Grande terá ato contra Marco Temporal e PL da Dosimetria domingo
Também foram incluídos recursos para compra de materiais destinados ao Núcleo de Perícias Externas, com o objetivo de melhorar a coleta de evidências e emissão de laudos. A Superintendência de Assistência Socioeducativa (SAS), que administra unidades de internação de adolescentes, também foi contemplada para melhorias nas Uneis, fortalecendo o atendimento a jovens infratores.
Outro projeto destacado é a Academia de Tiro Adaptado, da Polícia Comunitária, que terá novos investimentos para expansão das atividades de inclusão e capacitação especializada.
Além das obras físicas, Coronel David garantiu recursos para aquisição de viaturas e equipamentos para Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Penal, com foco na renovação da frota. Na área da perícia oficial, a LOA de 2026 passa a incluir a construção e operação do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses e a criação do Laboratório de Toxicologia Forense, estrutura inédita no Estado. A unidade permitirá a realização local de exames toxicológicos complexos, atualmente enviados para laboratórios em outros estados, o que gera atraso nas investigações.
Protesto está marcado para às 8h no centro da capital e critica recentes decisões do Congresso que atingem indígenas e manifestantes do 8 de Janeiro
Campo Grande é uma das cidades que terão manifestações neste domingo (14) em protesto contra pautas aprovadas recentemente pelo Congresso Nacional. O ato, organizado por movimentos sociais, ocorre às 8h, com concentração marcada para a esquina da Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho, no centro da capital.
O foco do protesto é a insatisfação com a aprovação do Projeto de Lei da Dosimetria e
da Proposta de Emenda à Constituição do Marco Temporal, duas iniciativas legislativas que têm gerado forte reação entre ativistas, juristas e parlamentares da oposição. “O Congresso Nacional declarou guerra ao povo: na ca-
lada da noite, aprovam anistia para os golpistas do 8 de Janeiro, atacam os povos indígenas com o Marco Temporal e perseguem parlamentares combativos como Glauber Braga”, diz o material de convocação divulgado nas redes sociais por
organizadores do ato em Campo Grande. Na madrugada da última quarta-feira (10), a Câmara dos Deputados aprovou o PL da Dosimetria com 291 votos a favor e 148 contrários. A proposta flexibiliza as penas para envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Entre os deputados federais de Mato Grosso do Sul, houve divisão: quatro votaram a favor e quatro contra o projeto. Já a PEC do Marco Temporal foi aprovada no Senado com 52 votos favoráveis e agora segue para votação na Câmara dos Deputados. Os dois senadores de Mato Grosso do Sul votaram a favor da proposta, que estabelece que povos indígenas só teriam direito às terras que estivessem ocupando até a data da promulgação da Constituição de 1988. O projeto é duramente criticado por representantes indígenas e juristas, que consideram a medida um retrocesso nos direitos garantidos pela Constituição.
(PL-MS), por sua vez, elogiou Flávio pela “coragem de enfrentar
Flávio Bolsonaro com aliados em ato público: senador foi confirmado como presidenciável pela direita para 2026
Coronel David teve 26 emendas aprovadas na LOA de 2026 com foco em segurança pública e infraestrutura
Desembargadora sul-mato-grossense é nomeada por
Lula
para o Conselho Nacional de Justiça
Jaceguara Dantas é a primeira magistrada de MS a compor o CNJ; indicação reforça pautas de direitos humanos e combate ao racismo e à violência contra a mulher
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nomeou a desembargadora Jaceguara Magno Duncan Couto para ocupar uma das vagas no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), conforme publicação no Diário Oficial da União. A nomeação entra em vigor em 1º de fevereiro de 2026 e marca um fato histórico para Mato Grosso do Sul: Jaceguara é a primeira representante do Estado em duas décadas de existência do órgão.
A magistrada saiu vitoriosa de sabatina no Senado Federal, com 53 votos favoráveis e seis contrários, após indicação do Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro. A relatoria do processo ficou a cargo da senadora sul-mato-grossense e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina (PP-MS). Em postagem nas redes sociais, Jaceguara celebrou a nomeação e reforçou seu compromisso com causas que marcaram sua carreira de mais de 30 anos no sistema de Justiça: direitos humanos, combate ao racismo e
à violência contra a mulher. “Seguirei com a pauta de Direitos Humanos que sempre norteou minha trajetória”, afirmou. A desembargadora disse sentir “profunda gratidão e elevado senso de responsabilidade”, ressaltando que a conquista não é individual, mas fruto de apoios ao longo da trajetória. “Pretendo continuar a agir com elevado senso de espírito público e humanidade”, afirmou. Nascida em Guajará-Mirim (RO) e com longa carreira no Ministério Público e no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Jaceguara reúne um perfil que foge à representatividade tradicional no Judiciário: mulher, negra e com origem indígena. Esses elementos, segundo especialistas, ampliam a diversidade no CNJ e reforçam pautas de igualdade no sistema de Justiça. Com a nomeação oficializada, Jaceguara Dantas aguarda a designação de suas funções específicas no Conselho pelo presidente da instituição, ministro Edson Fachin.
MS altera data de posse de governador e vice-governador para 6 de janeiro
Deputados também analisaram projetos voltados a gás canalizado, urbanização de favelas e reestruturação de políticas ambientais e penitenciárias
A data da posse do governador e do vice-governador de Mato Grosso do Sul foi oficialmente alterada. Foi publicada no Diário Oficial do Estado da última quinta-feira (11) a Emenda Constitucional nº96, que modifica o Artigo 88 da Constituição estadual para transferir a cerimônia de 1º de janeiro para o dia 6 de janeiro do ano seguinte às eleições. A mudança vale a partir do próximo ciclo eleitoral: os governantes eleitos em 2026 deverão assumir seus cargos em 6 de janeiro de 2027, e seus mandatos seguirão “até a posse de seus sucessores”, conforme a nova redação.
ORIGEM E TRAMITAÇÃO DA
EMENDA
A proposta que redefiniu a data foi apresentada pelo deputado Zé Teixeira (PSDB) e teve coautoria de membros da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), incluindo o presidente Gerson Claro (PP),
Vereadores aprovam construção de 50 casas para reassentar famílias no Jardim Noroeste
Moradias serão destinadas a indígenas em situação de vulnerabilidade; vereadores também votaram propostas nas áreas da saúde, economia e valorização do servidor
A construção de 50 moradias populares para reassentar famílias da comunidade Água Funda, no Jardim Noroeste, foi aprovada na sessão ordinária da última quinta-feira (11) pela Câmara Municipal de Campo Grande. O projeto prevê a doação de dois terrenos ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), vinculado à Caixa Econômica Federal, dentro do programa Minha Casa, Minha Vida. As novas unidades serão destinadas a famílias com renda de até R$ 2,8 mil e devem beneficiar majoritariamente indígenas em situação de vulnerabilidade. O novo loteamento receberá o nome de Nelson Moreira, em homenagem a um líder comu-
nitário local. A proposta foi votada em regime de urgência e teve aprovação unânime dos vereadores.
Outro destaque da sessão foi a aprovação do projeto que autoriza a doação de uma área municipal ao Governo do Estado para construção do novo Fórum Criminal da Comarca de Campo Grande. O terreno fica na Rua Barão do Rio Branco com a Rua Bahia, no Jardim dos Estados. Uma emenda do vere-
ador Carlão (PSB) foi incluída, impedindo a transferência do imóvel sem autorização da Câmara. Ainda na pauta, os parlamentares autorizaram a doação de um terreno no Polo Empresarial Oeste à empresa Ferro e Aço Indústria, como parte do programa municipal Prodes, voltado ao desenvolvimento econômico.
Foi aprovado também o Projeto de Lei Complementar que
altera o plano de cargos e carreiras dos servidores efetivos da Câmara. A proposta reconhece e valoriza a qualificação profissional por meio da concessão de adicionais a quem possui especialização, mestrado ou doutorado. O projeto foi construído em diálogo com os próprios servidores e, segundo o presidente da Casa, vereador Papy, “vai refletir na melhoria da qualidade dos serviços prestados à população”.
Caio Couto assume presidência da Abracrim-MS com foco na defesa das prerrogativas da advocacia criminal
Nova diretoria quer ampliar atuação da entidade no interior e promover congresso regional para qualificação de advogados em 2026
O advogado criminalista Caio Magno Duncan Couto tomou posse como novo presidente da Abracrim-MS (Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas de Mato Grosso do Sul) para o triênio 2025-2028. A cerimônia ocorreu na noite de quarta-feira (10), na sede da OAB-MS, com a presença de autoridades jurídicas e do presidente nacional da entidade, Sheyner Yàsbeck Asfóra.
Especialista em direito penal, processo penal e criminologia, Caio Couto sucede o advogado Alexandre Franzolo, um dos fundadores da seccional sul -mato-grossense da Abracrim. Em seu discurso, o novo presidente destacou o compromisso com a defesa das prerrogativas profissionais dos advogados, o fortalecimento da advocacia criminal e a valorização da ética e da qualificação técnica.
garantir respeito à atuação dos criminalistas, especialmente diante de violações que ainda ocorrem, principalmente no interior”, afirmou.
o 1º secretário Paulo Corrêa (PSDB) e o 2º secretário Pedro Kemp (PT), além de deputados Gleice Jane (PT), Lia Nogueira (PSDB), Caravina (PSDB), Junior Mochi (MDB), Marcio Fernandes (MDB), Paulo Duarte (PSB) e Zeca do PT (PT). A emenda foi promulgada pela própria Mesa Diretora.
O QUE MUDA
Até agora, as posses do chefe do Executivo estadual e do vice eram realizadas no dia 1º de janeiro, no Plenário Júlio Maia, no Palácio Guaicurus, sede da ALEMS. Nessa cerimônia, os deputados também recebiam seus diplomas do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) e os eleitos faziam o compromisso de cumprir e defender as constituições Estadual e Federal. A última sessão de posse nesse formato ocorreu em 1º de janeiro de 2023, com a chegada de Eduardo Riedel (PSDB) ao governo e José Carlos Barbosa (PP) como vice-governador.
“Assumo com a missão de atuar com serenidade e estratégia em defesa da Constituição, da justiça social e dos direitos do advogado. Nosso foco é
Atualmente, a Abracrim-MS conta com 85 associados, com presença também em cidades do interior. Um dos objetivos da nova gestão é expandir a atuação regional e oferecer mais suporte aos advogados fora da capital. Para Caio, o desconhecimento das prerrogativas enfraquece a profissão. “O advogado que não sabe seu direito não consegue reagir quando ele é desrespeitado. Precisamos mudar isso com informação e presença”, explicou. Entre as metas da nova diretoria está a realização do 1º Congresso Regional de Advogados Criminalistas, previsto para abril de 2026, com foco na capacitação e atualização téc-
Presidente: Caio Magno Duncan Couto
Vice-presidente: Bruna Back Garcia
Secretário-geral: Douglas Barros de Figueiredo
Secretário-adjunto: Marcela de Andrade Rezende
Procurador estadual: Antonio Cairo Frazão Pinto
Procurador adjunto: Keily da Silva Ferreira
Diretor de assuntos institucionais: Odil Cleris Toledo Puques
Ouvidor: Caio César Pereira de Moura Kai
Procurador de prerrogativas: Willer Souza Alves de Almeida
Procuradora adjunta de prerrogativas: Herika Cristina dos Santos Ratto
Abracrim Mulher: Raianni Caroline Almeida Passos
Conselho Federal: Márcio de Campos Widal Filho, Lucas Arguelho Rocha, Camila Martins Ramos
Coordenador Três Lagoas: Edmilson Carlos Romanini Filho
Coordenador Paranaíba: Ivan Mateus Salustiano de Freitas
Presidente Abracrim Jovem: Luciano Albuquerque Silva
nica da categoria. Além disso, a Abracrim-MS deve propor a inclusão do dia 2 de dezembro como o Dia Estadual do Advogado Criminalista, em homenagem à profissão.
Projeto prevê apoio profissional a famílias no momento do diagnóstico de deficiência em bebês
Proposta de André Salineiro obriga unidades de saúde de Campo Grande a oferecer acolhimento com equipe multiprofissional
Um momento já delicado para qualquer família pode se tornar menos solitário com a proposta apresentada pelo vereador André Salineiro (PL) na Câmara de Campo Grande. O projeto de lei obriga hospitais, clínicas e maternidades da capital, públicas ou privadas, a garantir acompanhamento profissional no momento em que pais ou responsáveis recebem
o diagnóstico de deficiência em recém-nascidos. A medida determina que a comunicação seja feita por uma equipe multiprofissional, formada, no mínimo, por um médico e um psicólogo ou assistente social. A função desse grupo será acolher emocionalmente a família, oferecer informações técnicas sobre os cuidados com o bebê e orien-
tar sobre os direitos garantidos por lei à criança com deficiência.
Segundo Salineiro, o projeto tem caráter social e humanitário, e busca corrigir uma falha recorrente no atendimento às famílias logo após o nascimento. “É um momento extremamente sensível. A forma como essa notícia é dada pode afetar emocionalmente os pais por toda a vida. Eles não podem ficar sem amparo”, afirmou. O texto da proposta está alinhado a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconhecem a legalidade
de leis municipais voltadas ao acolhimento de famílias neste tipo de situação. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul também já validou norma semelhante em outra cidade do Estado. Para Salineiro, o acompanhamento profissional no momento do diagnóstico contribui para reduzir o impacto emocional, fortalecer o vínculo familiar e facilitar o acesso precoce aos serviços de saúde, educação e assistência social. “Não se trata apenas de comunicação técnica, mas de um compromisso com o cuidado humano e respeitoso”, explicou.
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Caio Couto toma posse como presidente da Abracrim-MS ao lado de lideranças da advocacia criminal nacional
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Jaceguara Dantas comemora nomeação para o CNJ: posse vale a partir de fevereiro de 2026
Vereadores aprovaram 12 projetos em sessão marcada por pauta social e medidas voltadas ao desenvolvimento da capital
Prefeita garante adesão a plano federal e destrava crédito de R$ 544 mi para obras
Recursos serão aplicados em asfaltamento e drenagem em 33 bairros da Capital; primeira etapa, de R$ 156 milhões, já foi autorizada
Campo Grande acaba de garantir um reforço histórico para investimentos em infraestrutura. A Prefeitura formalizou nesta semana, em Brasília, a adesão ao Plano de Equilíbrio Fiscal (PEF), programa do Governo Federal que permite o acesso a financiamentos com aval da União.
Com a assinatura, o município se habilita para contratar R$ 544 milhões em crédito junto à Caixa Econômica Federal.
A primeira parcela, de R$ 156 milhões, já foi autorizada pela Câmara Municipal e será usada para asfaltamento e drenagem em 33 bairros da Capital, contemplando regiões que esperam há décadas por melhorias urbanas.
A adesão ao PEF foi celebrada em cerimônia no Ministério do Planejamento e Orçamento, com presença da prefeita Adria-
Com 75%
ne Lopes, da ministra Simone Tebet, do secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, e da equipe técnica da Prefeitura. Segundo Adriane, o momento é resultado direto da reforma administrativa implantada no início da gestão. “A cidade tem pressa, e a população precisa de respostas rápidas. Estamos colhendo os frutos do planejamento, da responsabilidade fiscal e do compromisso com as pessoas”, afirmou. O Plano de Equilíbrio Fiscal é voltado a municípios que demonstram boa gestão das contas públicas. Ao aderir ao programa, Campo Grande reforça seu equilíbrio financeiro e amplia a capacidade de atrair investimentos estratégicos. De acordo com a Prefeitura, os recursos do financiamento serão aplicados em obras que transformam o dia a dia
de
da população, como pavimentação, drenagem e infraestrutura urbana. “Esse é mais um passo para garantir dignidade
execução, obra de revitalização da antiga rodoviária entra na reta final
Prefeitura prevê entrega até junho e região central já sente reflexos na economia local
A reforma da antiga rodoviária de Campo Grande avança em ritmo acelerado e já ultrapassou 75% de execução. Com previsão de entrega até junho de 2026 — podendo ser antecipada —, a obra está mudando o cenário da região central e reacendendo a economia em torno da Joaquim Nabuco e Vasconcelos Fernandes, onde o terminal operava até ser desativado há mais de 12 anos. O projeto de revitalização contempla os dois andares do antigo terminal, que abrigará futuramente a sede da Funsat (Fundação Social do Trabalho)
e da Guarda Civil Metropolitana, além de um calçadão público multiuso. A transformação é visível: fachadas ganham nova cara, lojas passam por reforma e imóveis da região valorizam rapidamente. Segundo o secretário de Infraestrutura, Marcelo Miglioli, o cronograma foi estendido por questões técnicas, como a inclusão do novo sistema de arcondicionado, que exigiu nova licitação. “A obra segue em ritmo firme. Queremos entregar até junho, e se o processo for concluído sem entraves, pode ser antes”, destacou.
Município registra mais de 4 mil multas de trânsito em 10 dias, aponta Agetran
Levantamento divulgado ontem traz 4.158 infrações aplicadas entre 21 e 30 de novembro; motoristas têm 30 dias para apresentar defesa
A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) divulgou na última sexta-feira (12), uma lista com 4.158 multas de trânsito aplicadas em Campo Grande entre os dias 21 e 30 de novembro. A relação de infrações foi publicada na edição suplementar do Diogrande (Diário Oficial do Município), e os motoristas notificados têm 30 dias, a partir da data de publicação, para apresentar defesa. O documento detalha os tipos de infrações e a pontuação correspondente no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Do total de autuações, a maioria foi classificada como gravíssima (1.789), seguida por graves (903), médias (722) e sem pontuação (676). Há ainda 18 infrações leves e 50 registros com pontuação atípica, que não alteram o panorama geral. Entre as principais infrações estão deixar de usar cinto de segurança, estacionar em local proibido, avançar sinal vermelho e recusar o teste do bafômetro.
RADARES EM OPERAÇÃO E
FISCALIZAÇÃO
ELETRÔNICA
Os números ocorrem em um momento de transição no sistema de fiscalização eletrônica de Campo Grande. No fim de agosto, os radares foram desligados para a substituição por novos equipamentos, sob responsabilidade da empresa Serget Mobilidade Viária Ltda., de São Paulo, contratada pela Prefeitura por R$ 47,9 milhões. A partir de 1º de novembro, os novos radares começaram a ser instalados e ativados gradualmente em 212 faixas de circulação na Capital. Em 59 desses trechos, a fiscalização ainda está em fase inicial, sem aplicação de multas; em outros 17 pontos, os equipamentos funcionam apenas para orientação educativa.
Segundo a Agetran, além de registrar infrações, os novos aparelhos cumprem papel importante no planejamento urbano, já que coletam dados sobre o tráfego, auxiliando na identificação de horários de maior movimento e na definição de melhorias na infraestrutura viária.
No entorno da rodoviária, os reflexos já são sentidos. Estabelecimentos estão sendo reativados, novos negócios surgem e moradores e comerciantes demonstram otimismo. “O movimento voltou. Essa obra é um divisor de águas para o centro”, avalia David de Oliveira, arquiteto responsável pela reforma de 40 lojas adquiridas pelo investidor Urandir Fernandes de Oliveira.
Com previsão de abertura para parte das lojas já nos primeiros meses de 2026, as intervenções geram empregos e estimulam o comércio local. A
e mobilidade em regiões que enfrentam problemas estruturais há muito tempo”, reforçou a secretária de Planejamento,
Catiana Sabadin. A expectativa da administração é de que as obras comecem já nos primeiros meses de 2026,
valorização é evidente: imóveis que antes custavam R$ 700 mil hoje chegam a R$ 1 milhão. Veteranos do centro veem com bons olhos o avanço.
“Essa reforma é fundamental. Quando a rodoviária funciona-
va aqui, tudo era muito movimentado. E agora parece que isso está voltando”, comenta Sérgio Uehara, comerciante da região há 35 anos. Com orçamento de R$ 16 milhões, viabilizados por recursos fede-
rais e contrapartida municipal, a obra é considerada uma das mais estratégicas da Prefeitura, tanto pelo impacto social quanto pelo potencial de reativar economicamente o coração da capital sul-mato-grossense.
Feirão Habita oferece 716 moradias
com subsídios para até sete salários mínimos
A Emha divulga lista de empreendimentos participantes do Natal dos Sonhos; inscrições começam nesta sexta e vão até dezembro
A Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha) anunciou ontem, na edição extra do Diogrande (Diário Oficial do Município), os 21 empreendimentos que compõem o 10º Feirão Habita Campo Grande – Natal dos Sonhos. No total, o evento disponibiliza 716 unidades residenciais, entre casas e apartamentos, com apoio financeiro para famílias com renda de até sete salários mínimos. As opções estão distribuídas em bairros tradicionais de crescimento urbano, como Centenário, Moreninha, São Conrado, Tarumã, Nasser, Panamá, Parque Residencial União, Jardim Tarumã, Parati, Jardim Presidente e Vila Planalto. A diversidade de tipologias atende a diferentes perfis familiares e ampliará possibilidades de moradia na capital. Entre os destaques da lista está o Castello di Mathisa, com 200 apartamentos de 41 m² no Nasser, e o Castelo de Orleans, com 100 unidades de 41 m² no Panamá. No São Conrado, os
organizam lista de multas divulgada pela
residenciais Morada do Sabiá I e II somam 200 casas de cerca de 44 m², enquanto no Tarumã estão Residencial Dona Flor e conjuntos menores como Cravo e Canela e Vila São Miguel. O feirão também inclui empreendimentos menores, como Villagio Parati (três casas no Parati), Residencial Nascente do Segredo (três casas no Jardim Presidente) e Residencial Mayer (quatro casas na Vila Planalto). Em bairros como Centenário e Jardim Tarumã, outras opções ampliam o portfólio de moradias com preços acessíveis.
O evento, que começou na última sexta-feira (12) e segue até 23 de dezembro, é uma oportunidade para famílias formalizarem contratos de compra e venda com subsídios que variam de R$ 6 mil a R$
20 mil, dependendo da faixa de renda. O benefício é concedido por meio do Programa Bônus Sonho de Morar e pode ser somado a subsídios estaduais ou federais, desde que todas as exigências sejam cumpridas. Podem participar interessados que tenham renda de até sete salários mínimos, não possuam imóvel em seu nome e nunca tenham sido beneficiados por programas habitacionais. A prioridade para concessão dos bônus será definida pela ordem de entrega dos documentos. Como funciona o cadastroO processo começa com a manifestação de interesse no stand da Emha, instalado na Rua 14 de Julho, nº 2.374, Centro. O candidato deverá protocolar o contrato de compra e venda nesse local durante o período do feirão. A partir daí, o regis-
tro entrará em análise para concessão do subsídio. A liberação dos recursos será feita de forma parcelada, conforme o valor do benefício:
R$ 20 mil em até 20 meses (renda até R$ 2.850)
R$ 10 mil em até 15 meses (renda de R$ 2.850,01 a R$ 4.700)
R$ 6 mil em até 10 meses (até sete salários mínimos) Os imóveis ofertados devem ter valor de até R$ 250 mil e estar cadastrados por empresas credenciadas no feirão. O subsídio será depositado diretamente na conta informada pelo beneficiário.
O interessado tem até
com impacto direto na geração de empregos e na melhoria da qualidade de vida em diversas regiões da cidade.
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Prefeita Adriane Lopes ao lado da ministra Simone Tebet durante assinatura do Plano de Equilíbrio Fiscal em Brasília
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Antiga rodoviária de Campo Grande passa por reforma e já transforma a paisagem e o comércio da região central
Agentes
Agetran com mais de 4 mil autuações em Campo Grande
Cesta básica sobe na Capital e consome mais da
metade do salário mínimo
Com valor médio de R$ 779,56 em novembro, capital vai na contramão da maioria das capitais, que registraram queda. Alimentação consome 55% da renda líquida.
Campo Grande registrou uma leve alta de 0,29% no valor da cesta básica em novembro, chegando a R$ 779,56. O aumento contraria a tendência nacional, já que em 24 das 27 capitais pesquisadas o custo teve queda, segundo levantamento da Conab e do Dieese. Em um ano, a cesta acumula alta de 0,92%, e de 1,20% no acumulado de 2025. Os produtos que mais encareceram no mês foram banana (6,34%) e óleo de soja (4,8%). Também tiveram aumento a batata, manteiga, carne bovina e açúcar cristal. Já o tomate teve a maior queda, com redução de 11,54%. Arroz, café, feijão, leite e pão também ficaram mais baratos.
Mesmo com variações entre os itens, o impacto no bolso segue alto. Um trabalhador que recebe salário mínimo precisou de quase 113 horas de trabalho apenas para comprar a cesta básica, o que representa 55,5% da renda líquida mensal. No mesmo mês do ano passado, esse índice superava 59%. O destaque de alta no ano vai para o café em pó, com valorização de 51,58%, enquanto a batata despencou 52,45%, e o arroz ficou 35,68% mais barato. A leve alta registrada em Campo Grande mostra um comportamento diferente do observado no restante do país, e reforça o peso da alimentação no orçamento das famílias, especialmente de baixa renda.
Estado atinge menor taxa de desemprego do país e vive boom de qualificação profissional
Com recorde na geração de empregos, estado investe em capacitação para suprir demanda da nova indústria e melhorar renda da população
Mato Grosso do Sul encerrou 2024 com a menor taxa de desocupação do Brasil, marcando 3,9%, segundo dados recentes do IBGE. O resultado histórico, o melhor em 12 anos, confirma a força da nova fase econômica do estado, marcada pela diversificação da produção e crescimento industrial acelerado. Com investimentos privados que ultrapassam R$ 80 bilhões previstos para 2025, o estado vive um momento de transformação. A chegada de grandes indústrias e o fortalecimento de setores como florestas plantadas, agroindústria e energia limpa estão elevando os salários e exigindo profissionais mais qualificados. Para atender a essa nova realidade, o governo estadual ampliou o foco na formação técnica e profissional. Só nos últimos dois anos, mais de 450 mil trabalhadores passaram por capacitações oferecidas por meio de parcerias com Sebrae, Famasul, setor produtivo e instituições de ensino.
Mato Grosso do Sul supera 15 mil hectares de citricultura e projeta 40 mil em expansão
Com clima favorável e grandes investimentos, Estado desponta como nova fronteira da produção de laranja no Brasil
Mato Grosso do Sul vive um momento de destaque na produção de laranja, com resultados numéricos que colocam o Estado entre as novas fronteiras agrícolas do Brasil. Dados oficiais apresentados durante o 1º MS Citrus Summit – A Nova Fronteira da Citricultura, realizado em Três Lagoas na última quinta-feira (11), mostram que o setor ultrapassou 15 mil hectares em produção e projeta mais de 40 mil hectares em implantação nos próximos anos. Segundo técnicos e produtores, esses números refletem um ritmo de crescimento acelerado, impulsionado pelo clima favorável, solo adequado e forte infraestrutura logística no Estado. Além disso, a fiscalização sanitária rigorosa tem sido fundamental para garantir a qualidade das plantações e prevenir a entrada de doenças, como o greening — que já comprometeu pomares em outras regiões do País.
“Em menos de cinco anos conseguimos consolidar mais de 15 mil hectares produtivos, com projeção de chegar a 40 mil hectares com investimentos previstos para os próximos ciclos. Isso é um salto de escala que poucos Estados conseguem apresentar em curto espaço de tempo”, afirmou o secretário da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck.
Os números atraem grandes grupos do setor citrícola. Entre os maiores projetos em andamento está o do grupo Cutrale, que já opera plantios em Sidrolândia e projeta a colheita de até 8 milhões de caixas por
safra quando os pomares atingirem maturidade plena. Além dele, empresas como Cambuy, Frucamp, Agro Terena, Citrosuco e Grupo Junqueira Rodas, além de produtores independentes, avançam com grandes áreas destinadas à citricultura, consolidando o Estado como destino promissor para quem busca alta produtividade e retorno de longo prazo.
O governador Eduardo Riedel, presente no encontro com produtores e especialistas, destacou que os números positivos
refletem um ambiente de negócio “confiável e competitivo”.
“A citricultura em Mato Grosso do Sul está crescendo rapidamente, com resultados que já saltam aos olhos. Temos clima, terras e uma política de apoio que favorece o setor. Nossa meta é ampliar ainda mais essas áreas produtivas e consolidar MS no mapa da laranja brasileira”, afirmou.
MAIS ESPAÇO PARA CRESCER O avanço já alcançado e os projetos em implantação indicam que o Estado pode se
tornar um dos principais produtores de citros do país, especialmente se os investimentos planejados forem concluídos conforme previsto. Municípios como Sidrolândia, Campo Grande, Terenos, Ribas do Rio Pardo, Dois Irmãos do Buriti, Aparecida do Taboado, Cassilândia, Três Lagoas, Bataguassu e Paranaíba já concentram os maiores plantios em desenvolvimento, com perspectiva de aumentar a produção de frutas e óleo essencial de laranja nos próximos anos.
Comércio de Campo Grande fecha convenção que reajusta salários e garante proteção trabalhista
Acordo 2025/2027 prevê aumento, novos benefícios e regras claras para contratos, terceiro s e horários no fim de ano
“Estamos entregando pleno emprego e, ao mesmo tempo, preparando nossa população para ocupar essas vagas estratégicas”, afirmou o secretário da Casa Civil, Walter Carneiro Júnior. Segundo ele, regiões que antes tinham dificuldade de atrair investimentos agora enfrentam um novo desafio: preencher rapidamente as vagas criadas. Além da economia, os resultados também aparecem na educação. A rede estadual passou por uma ampla modernização, com 80% das escolas reformadas e quase 70% funcionando em tempo integral. O avanço nos indicadores de desempenho escolar, especialmente em português e matemática, reforça o preparo das novas gerações para um mercado de trabalho mais exigente.
“Estamos deixando de ser só produtores e nos tornando transformadores. Isso impacta diretamente na qualidade de vida das famílias, na renda e no futuro dos nossos jovens”, destacou Carneiro Júnior.
Após cerca de 40 dias de negociações, Fecomércio MS, Sindivarejo Campo Grande e o Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande concluíram na última quartafeira (10) a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2025/2027. O acordo, que vale por dois anos, traz avanços econômicos e sociais, reforça a proteção aos trabalhadores do comércio e oferece previsibilidade jurídica às empresas.
O gerente de Relações Sindicais da Fecomércio MS, Fernando Camilo, considerou a negociação “tranquila e colaborativa”, destacando o consenso entre as partes. “Chegamos a um bom acordo que traz previsibilidade para as empresas e garantias importantes para os trabalhadores”, afirmou.
A CCT estabelece reajuste salarial de 7% para empregados que recebem acima do piso da categoria. Os novos valores dos pisos passam a ser:
R$ 1.960 para empregados em geral e a função de caixa
R$ 2.151 para comissionados
R$ 1.767 para auxiliares de comércio, office boys e serviços gerais
O vale-alimentação também foi reajustado para R$ 25 por dia. A convenção garante que o benefício não poderá ser suprimido em caso de dispensa e recontratação pelo mesmo empregador ou grupo econômico, medida que visa evitar alterações contratuais prejudiciais ao trabalhador.
Entre as inovações está o Benefício Social Familiar, obrigatório para todos os empregados, com contribuição mensal entre R$ 10 e R$ 20, e a criação de convênio odontológico com adesão, cujo custo total gira em torno de R$ 23,20, dos quais R$ 6 serão custeados pelas empresas.
HORÁRIO AMPLIADO NO FIM DE ANO
A convenção ainda prevê a inclusão de cláusula sobre Feirões de veículos usados, que será analisada e regulamentada pelas partes antes de entrar em vigor.
A CCT terá vigência de 1º de novembro de 2025 a 31 de outubro de 2027, com renegociação prevista em novembro de 2026 apenas para as cláusulas econômicas. As demais disposições permanecem com a redação da convenção anterior, garantindo continuidade e segurança jurídica para empresas e trabalhadores.
A convenção define os horários de funcionamento do comércio em dezembro de 2025, período de maior movimento: 8 a 23 de dezembro (segunda a sábado): até 22h Domingos 14 e 21: das 9h às 18h 24 de dezembro: até 17h 31 de dezembro: até 16h Para estabelecimentos em shoppings e hipercenters, os horários nos dias 24 e 31 serão 9h às 19h e 9h às 18h, respectivamente, ampliando o atendimento ao público.
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Tomate foi o item com maior queda em Campo Grande, mas cesta básica ficou mais cara em novembro
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Representantes de sindicatos e patronal assinam a Convenção Coletiva de Trabalho 2025/2027, após 40 dias de negociação
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Walter Carneiro Júnior destaca que qualificação da mão de obra virou prioridade do governo estadual
O governador Eduardo Riedel, presente no encontro com produtores e especialistas, destacou que os números positivos
Lavoura de laranja em Dois Irmãos do Buriti: Mato Grosso do Sul já ultrapassa 15 mil hectares plantados e segue crescendo no cenário nacional
Mudança na jornada de trabalho não garante
melhor qualidade de vida, afirma FCDL/MS
Entidade empresarial de MS afirma que redução para 36 horas por semana não supera desafios de renda e altos custos enfrentados por trabalhadores
Apesar de ganhar destaque no Congresso, a proposta de reduzir a jornada de trabalho para 36 horas semanais e acabar com a escala 6×1 não é vista como solução definitiva para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros, na avaliação de lideranças empresariais de Mato Grosso do Sul. Para Inês Santiago, presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul (FCDL/MS), a discussão sobre mudança na jornada consome espaço excessivo diante de questões mais urgentes que pesam no orçamento das famílias. “Reduzir a jornada não resolve os problemas reais que afetam o cotidiano do trabalhador”, afirma.
Segundo a dirigente, mesmo que a PEC 148/2015 — em tramitação no Congresso — seja aprovada, os brasileiros continuarão enfrentando renda limitada, alta carga de tribu-
tos e custo elevado de bens e serviços essenciais. “Ninguém descansa com fome. Qualidade de vida está muito mais ligada à renda do que ao número de horas trabalhadas”, disse Inês. A FCDL/MS aponta que custos fixos, como energia elétrica, água, telefone, internet e alimentação, consomem grande parte do orçamento familiar e reduzem a capacidade de consumo. Além disso, a entidade critica a carga tributária incidente sobre a folha de pagamento, que encarece contratações e limita a geração de empregos formais.
FLEXIBILIZAÇÃO COMO
ALTERNATIVA
Paralelamente à PEC, tramita no Congresso outro texto que propõe maior flexibilidade na jornada de trabalho, resgatando princípios da reforma trabalhista de 2017. A proposta autoriza que empregadores
Natal anima comércio da cidade, e 88% dos empresários esperam vendas maiores
Levantamento da ACICG mostra otimismo no setor, com expectativa de alta nas vendas e tíquete médio entre R$ 101 e R$ 200
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Lojas do Centro se preparam para o Natal com vitrines decoradas e promoções: expectativa é de aumento no movimento e nas vendas
A Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) divulgou na última sexta-feira (12) os resultados da pesquisa “Perspectivas Empresariais para o Natal. O levantamento revela um cenário ainda mais positivo que o registrado no ano anterior: 88% esperam crescimento nas vendas em relação a 2024, reforçando o Natal como o principal motor de faturamento do comércio local. Segundo os dados, apenas 3% dos entrevistados projetam queda nas vendas, enquanto 9% acreditam que o desempenho será igual ao do ano passado. A maioria dos empresários otimistas concentra suas expectativas em faixas significativas de crescimento: 35% esperam aumento entre 11% e 20%, 28% projetam alta de até 10%, 24% estimam expansão entre 21% e 50% e 1% acredita em crescimento acima de 50%.
Para o presidente da ACICG, Renato Paniago, o clima é de otimismo. “O comércio de Campo Grande chega ao final do ano com uma expectativa mais favorável. Mesmo diante de um cenário desafiador, o levantamento mostra que o empresário vê o Natal como uma data estratégica para impulsionar as vendas. O empreendedor está apostando em um Natal muito positivo e isso reflete diretamente na preparação das lojas, na oferta e na experiência para o cliente”, avalia. O ticket médio também foi
e empregados negociem diretamente a duração do dia de trabalho, dentro dos limites constitucionais, para ajustar a jornada à realidade de cada setor.
Para a presidente da FCDL/ MS, a negociação direta pode
ser mais eficaz para dar aos trabalhadores opções que atendam às suas necessidades individuais. “Há quem prefira concentrar jornada para aumentar renda e quem busque horários menores para equilibrar vida pessoal e profissional. A ne-
gociação traz mais autonomia do que uma regra única para todos”, explica. A entidade reforça que o debate sobre jornada ainda está em seus estágios iniciais no Legislativo e promete acompanhar as próximas etapas no
Congresso. Na avaliação
das famílias brasileiras.
Com três lojas em Campo Grande, Fusão entre Petz e Cobasi é aprovada
Maior operação do setor pet no Brasil passa com exigência de desinvestimentos; decisão impacta também consumidores da Capital, onde as duas marcas disputam espaço na mesma avenida
A disputa entre as gigantes do setor pet Petz e Cobasi tem reflexo direto em Campo Grande, onde as duas redes mantêm unidades estratégicas na Avenida Afonso Pena. Agora, com a fusão entre as empresas aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o cenário muda. O negócio foi autorizado com condicionantes, como desinvestimentos em ativos, principalmente em São Paulo, para evitar concentração excessiva de mercado.
ma avenida. A união das duas marcas é a maior já registrada no varejo pet brasileiro e está sendo analisada pelo Cade desde 2024.
apurado pela pesquisa. Para o período natalino, 56% dos empresários estimam que os consumidores devem gastar entre R$ 101 e R$ 200 por compra. Outros 30% projetam valores entre R$ 51 e R$ 100, enquanto 12% acreditam que o gasto será acima de R$ 200. Apenas 1% espera vendas abaixo de R$ 50.
LIQUIDAÇÕES PÓS-NATAL
Assim como em 2024, a estratégia de liquidações no pósNatal permanece consolidada: 59% dos empresários afirmam que pretendem promover queimas de estoque a partir de 26 de dezembro. Mesmo assim, o Natal segue soberano como principal data de faturamento: 65% dos entrevistados acreditam que venderão mais no período natalino do que nas liquidações de fim e começo de ano. “As liquidações são importantes para manter o fluxo de caixa e começar o ano com dinheiro em caixa, mas o Natal continua sendo o grande pico de demanda. O consumidor se antecipa, pesquisa, compara preços e compra com mais consciência e isso favorece o comércio que está preparado e oferece boas condições”, afirma Paniago.
O levantamento contou com a participação de 100 empresários de segmentos como vestuário, eletrônicos, brinquedos, calçados, perfumaria e cosméticos, joias, óticas, supermercados, buffet, entre outros.
Na Capital, a Petz opera com duas lojas, enquanto a Cobasi tem uma unidade na mes-
O acordo que viabiliza a fusão inclui não só a venda de lojas em regiões onde a concentração poderia prejudicar a concorrência, como também medidas comportamentais, cujos detalhes ainda não foram divulgados.
IMPACTO DIRETO AO CONSUMIDOR
Para os consumidores campo-grandenses, a mudança pode significar alteração de estratégias comerciais das empresas, como realocação de pontos de venda, ajustes em preços e no portfólio de produtos. As redes são líderes de mercado e
oferecem desde alimentação até serviços veterinários e banho e tosa. A decisão do Cade seguiu o voto do relator José Levi Mello do Amaral Jr., que defendeu que o acordo representa uma solução possível para preservar a concorrência. A única a divergir foi a conselheira Camila Cabral, que considerou que os riscos de concentração ainda são elevados.
Mais da metade das famílias de Campo Grande têm dívidas e atraso médio
Pesquisa aponta que 66,7% das famílias estão endividadas; cartão de crédito é principal causa e mais de 47 mil dizem não ter como pagar
Em Campo Grande, dois em cada três lares enfrentam algum tipo de dívida. Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgados pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), revelam que 66,7% das famílias da Capital estão endividadas — o que representa cerca de 219 mil pessoas. Deste total, mais de 96 mil famílias têm contas em atraso, e 47 mil afirmam não ter condições de pagar o que devem. O tempo médio de atraso é de 70 dias, com mais da metade dos devedores (50,6%) acumulando dívidas superiores a três meses. Segundo a economista do Instituto de Pesquisa da Feco-
mércio MS, Regiane Dedé de Oliveira, ter dívidas não é necessariamente negativo. “Quando há controle e pagamento regular, o endividamento pode ser saudável, pois movimenta a economia. O problema é quando perde-se o controle”, explica. Cartão de crédito puxa lista de dívidas - O cartão de crédito continua sendo o grande vilão do endividamento, citado por 68,7% dos entrevistados. Na
sequência aparecem os carnês de lojas (18,6%), financiamentos de carros (11,7%), casas (10,7%), além de empréstimos pessoais (10,5%) e crédito consignado (8,6%). A pesquisa também aponta que 52,6% das famílias têm entre 11% e 50% da renda mensal comprometida com dívidas. Outros 11,9% já ultrapassam 50% da renda usada apenas para pagar contas atrasadas.
O levantamento ainda indica que para 35,7% dos entrevistados, as dívidas vão se arrastar por mais de um ano. E 43,8% vivem com alguém que também tem contas
da FCDL-MS, qualquer mudança na legislação deve considerar não apenas o tempo de trabalho, mas também medidas que fortaleçam a renda e reduzam o custo de vida
Inês Santiago, presidente da FCDL/MS, afirma que foco no debate sobre jornada deve considerar impacto sobre renda e custo de vida
Cartões de crédito lideram como principal fator de endividamento entre campo-grandenses
Petz e Cobasi têm unidades na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande: decisão do Cade impõe limites para evitar concentração de mercado
Anvisa autoriza receitas eletrônicas para remédios controlados no país
Nova regra moderniza prescrição de medicamentos que exigem receita rigorosa e amplia controle pelo sistema nacional
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na última quarta-feira (10), uma mudança que deve transformar a forma como medicamentos de controle rigoroso são prescritos no Brasil. A partir de agora, receitas para remédios que exigem controle especial — como aqueles que até então dependiam de receituário físico (amarelo ou azul) — poderão ser emitidas eletronicamente por sistemas integrados ao Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR). A medida elimina gradualmente o uso de receitas em papel, que eram preenchidas manualmente, e introduz um sistema digital mais seguro e eficiente. Com a mudança, as farmácias poderão registrar as receitas eletrônicas por meio de uma numeração gerada automaticamente pelo sistema, garantindo que cada receita seja única e evitando reutiliza-
ções indevidas. A expectativa é que a tecnologia também reduza fraudes e facilite a fiscalização.
Segundo a Anvisa, a prescrição eletrônica trará maior segurança ao paciente e aos profissionais de saúde, além de fortalecer o combate a práticas irregulares, como a falsificação de receitas. O diretor da agência, Rômison Mota, destacou que o novo formato contribui para evitar erros de medicação e o uso excessivo de substâncias que exigem controle, como antimicrobianos e anabolizantes.
A partir da implementação da norma, medicamentos sujeitos a controle especial poderão ser prescritos somente por meio de plataformas conectadas ao SNCR, o que amplia a capacidade do sistema de monitorar e rastrear a movimentação desses produtos em todo o território nacional.
MS lidera Centro-Oeste em Saúde Digital com cobertura plena em todos os municípios
Estado registra expansão inédita de serviços de telessaúde no SUS, reduz filas de regulação e amplia acesso a diagnósticos à distância
Mato Grosso do Sul alcançou um marco histórico na saúde pública digital em 2025 ao se consolidar como o estado com maior cobertura de serviços de telessaúde em todos os seus municípios na Região Centro-Oeste — a área com melhor desempenho do país nessa área. O resultado é reflexo de uma estratégia que combina tecnologia, formação de profissionais e integração de serviços no Sistema Único de Saúde (SUS).
Dados do Ministério da Saúde mostram que a Região Centro-Oeste atingiu 61% de cobertura em telessaúde, e Mato Grosso do Sul lidera esse avanço, garantindo que cidades grandes e pequenas tenham, pelo menos, um serviço digital de saúde em funcionamento.
A expansão está alinhada ao Programa SUS Digital, que prioriza três eixos: formação contínua de profissionais, ofer-
Estado antecipa plano contra dengue e chikungunya e mira meses mais críticos de 2026
Secretaria de Saúde define ações integradas para enfrentar avanço do Aedes aegypti com foco em prevenção, vigilância e apoio aos municípios
Diante do aumento das chuvas e do risco maior de proliferação do Aedes aegypti, o Governo de Mato Grosso do Sul decidiu antecipar o planejamento para conter a dengue, a chikungunya e a Zika. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) reuniu, nesta semana, equipes técnicas para desenhar um plano de enfrentamento já voltado ao primeiro quadrimestre de 2026, período historicamente mais crítico para as arboviroses. A estratégia busca reduzir impactos sobre a rede de saúde e evitar picos de transmissão. Segundo a secretária adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, o planejamento antecipado é decisivo. “É agora que precisamos organizar as ações. Quando o período mais crítico chega, quem se planejou antes consegue responder melhor e
proteger a população”, afirmou. Do encontro saíram quatro frentes prioritárias: reforço do controle do mosquito, qualificação das visitas domiciliares, vigilância epidemiológica contínua — inclusive de casos que passam despercebidos — e ampliação da cobertura vacinal. A SES também prevê oficinas regionais para capacitação de profissionais no manejo clínico da chikungunya e a compra de novos equipamentos para intensificar ações de bloqueio nos municípios com maior incidência.
Além disso, o Estado vai intensificar a atuação direta junto às prefeituras. Estão programadas visitas técnicas e reuniões com gestores municipais, com o objetivo de alinhar responsabilidades, padronizar procedimentos e acelerar respostas diante de cenários mais graves. Para a superintendente de Vigilância em Saúde, Larissa Castilho, essa articulação é essencial. “O enfrentamento só funciona quando Estado e municípios caminham juntos e colocam o plano em prática no território”, destacou.
Implante anticoncepcional
Ainda em dezembro, municípios que registraram aumento recente de casos de chikungunya, como Antônio João, Fátima do Sul, Figueirão, Bataguassu e Brasilândia, receberão reuniões específicas para ajustar fluxos de atendimento, notificação e controle do vetor.
A SES também vai instituir um calendário permanente de monitoramento ao longo dos primeiros meses de 2026. Janeiro, segundo a pasta, será um mês-chave para intensificar as ações e reduzir a pressão sobre hospitais e unidades básicas.
passa a ser distribuído gratuitamente no SUS de CG
Dispositivo subdérmico já pode ser inserido nas unidades de saúde para mulheres de 18 a 49 anos; capacitação amplia oferta em toda a cidade
A partir desta semana, as mulheres de 18 a 49 anos têm mais uma opção no sistema público de saúde para prevenir a gravidez: o implante subdérmico anticoncepcional, popularmente conhecido como Implanon. O dispositivo, inserido sob a pele do braço, agora está disponível gratuitamente no SUS nas unidades de saúde da Capital.
O Ministério da Saúde anunciou a inclusão do método no SUS em julho, e Campo Grande recebeu um lote inicial de 3 mil unidades. A procura pelo implante tem sido intensa desde então. Para ampliar o atendimento, a Secretaria Municipal de Saúde promoveu, na última quinta-feira (11), uma capacitação com médicos e enfermeiros na USF Noroeste, com o objetivo de formar profissionais habilitados a realizar o procedimento em todas as regiões da cidade. Na ocasião, 80 mulhe-
res e adolescentes já receberam o dispositivo. A responsável técnica pela área de saúde da mulher na prefeitura, Alecsandra Fernandes, explica que a meta é que todas as unidades de saúde tenham equipes preparadas para oferecer o novo método. “Não se trata de substituir outras opções contraceptivas, mas de ampliar
escolhas. A mulher será avaliada clinicamente para definir o método mais adequado”, afirma. O implante subdérmico atua de forma prolongada — oferece proteção contra gravidez por até três anos — e dispensa o uso diário ou frequente, como ocorre com pílulas ou injeções. Essa praticidade é vista como vantagem por muitas usuárias. Para Maria Vitória Dias, 20 anos, o método representa uma alternativa ao DIU, que ela havia colocado há três meses e não se adaptou. “O DIU era para dez anos, e eu buscava algo com duração menor. O implante faz mais sentido para mim”, contou. A orientação também leva em conta a proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). O enfermeiro Vinícius Ribeiro dos Santos, integrante do Conselho Regional de Enfermagem, lembra que o implante não protege contra ISTs. “Mesmo com esse método, o uso de preservativo continua essencial para prevenção de infecções”, reforça.
ta de serviços tecnológicos e uso integrado de dados e informações. No estado, a execução dessa política é coordenada pela Superintendência de Saúde Digital da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS), com apoio da coordenadoria de tecnologia da informação. Segundo a secretária adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, o objetivo vai além da simples implementação tecnológica. “Queremos garantir acesso rápido e qualificado aos serviços de saúde, especialmente nas áreas mais distantes. A telessaúde é ferramenta essencial para promover a equidade no SUS”, afirmou. A integração de teleconsultoria e telediagnóstico já mostra impacto real. Entre 2022 e 2025, o volume total de atendimentos por telemedicina em Mato Grosso do Sul cresceu mais de 370%, refletindo a maior utilização pelos profissionais e pacientes.
Unidade realiza dois implantes TAVI, técnica minimamente invasiva para tratar estenose aórtica em pacientes de alto risco sem necessidade de cirurgia aberta
O Hospital Cassems de Dourados alcançou um marco importante na cardiologia ao realizar com sucesso dois implantes de válvula aórtica por cateter (TAVI) — procedimento de alta complexidade que oferece tratamento menos invasivo para pacientes com estenose aórtica severa. A técnica permite a implantação de uma nova válvula sem cirurgia cardíaca tradicional, reduzindo riscos e acelerando a recuperação. Os dois beneficiários, de 74 e
81 anos, apresentavam estreitamento grave da válvula aórtica, condição que compromete a capacidade do coração de bombear o sangue. O TAVI é realizado sob anestesia local: um cateter é inserido por uma pequena incisão na virilha e conduzido até o coração, onde a prótese é posicionada no lugar da válvula comprometida. De acordo com o cirurgião
cardíaco Marcos Antonio Cantero, um dos responsáveis pelos procedimentos, a introdução dessa tecnologia em Dourados representa um avanço significativo no acesso à saúde de ponta na região. “Esse tipo de tratamento antes só estava disponível em grandes centros. Agora, pacientes de alto risco podem receber cuidado especializado sem precisar se deslocar para a
Capital ou outras cidades, o que reduz tempo de espera e riscos associados ao transporte”, afirmou. O sucesso dos procedimentos foi resultado do trabalho integrado de uma equipe multidisciplinar que envolve cirurgiões cardíacos, hemodinamicistas, ecocardiografistas e anestesistas. “O trabalho conjunto eleva o padrão de segurança e eficácia, desde a avaliação de risco até a execução do procedimento”, explicou Cantero, destacando que o modelo segue as melhores práticas da cardiologia mundial.
IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO PRECOCE
A estenose aórtica é uma condição comum em pessoas acima de 75 anos, afetando cerca de 5% dessa faixa etária. Quando os sintomas — como dor no peito, desmaios ou falta de ar — aparecem, a doença costuma progredir rapidamente e pode ser fatal se não for tratada.
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Profissionais de saúde poderão emitir receitas digitais para medicamentos controlados integradas ao sistema federal
Ações de combate ao mosquito transmissor da dengue e da chikungunya serão reforçadas no início de 2026
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Profissionais de saúde participam de treinamento para aplicação do implante subdérmico, agora disponível no SUS de Campo Grande
Equipe médica do Hospital Cassems de Dourados celebra o sucesso dos procedimentos cardíacos TAVI, um marco no atendimento cardíaco da região
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Equipe da Superintendência de Saúde Digital acompanha integração de serviços de telemedicina em unidades de saúde de MS
Com novas regras da CNH, Detran do Estado
inicia
ajustes e adota implementação gradual
Mudanças anunciadas pelo governo federal vão exigir adaptações em sistemas e atendimento; Estado destaca cautela na transição para o novo modelo
A reformulação das regras para obtenção e renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) já começou a provocar mudanças internas no Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS). Após o anúncio do novo modelo pelo governo federal, a direção do órgão confirmou que a implementação será feita de forma gradual, respeitando a capacidade técnica e os prazos necessários para as adequações. De acordo com o diretor -presidente do Detran-MS, Rudel Trindade, o pacote representa “a maior atualização nos processos de habilitação dos últimos anos”, exigindo ajustes em normas, sistemas e rotinas. “Vamos avançar com cautela, sem ceder a pressões, priorizando a segurança e a estabilidade do serviço ao cidadão”, afirmou após participar do lançamento oficial das mudanças, ocorrido nesta semana, em Brasília.
Entre as principais alterações estão a retirada da obrigatoriedade de autoescolas, o acesso a aulas teóricas gratuitas pela internet, a redução da carga horária prática de 20 para 2 horas-aula e a possibilidade de renovação automática da CNH para motoristas sem infrações — medida que deve representar economia de até R$ 576 para condutores de Mato Grosso do Sul. O novo modelo também busca tornar o processo mais acessível e menos oneroso, com estimativa de redução de até 80% no custo total da CNH. Hoje, o valor médio para tirar o documento no Estado gira em torno de R$ 3.525, segundo levantamento interno, um valor que corresponde a 62,5% da renda média do sul-mato-grossense.
O governo federal justificou a reformulação com base nos altos custos do processo tradicional e no número elevado de motoristas que circulam sem
habilitação. Em todo o país, estima-se que 20 milhões de brasileiros dirigem sem CNH. Em Campo Grande, a situação é ainda mais preocupante: cerca
de 40% dos motociclistas não possuem o documento.
O Detran-MS informou que está aguardando a conclusão dos estudos técnicos da Se-
cretaria Nacional de Trânsito (Senatran) para definir os valores atualizados da habilitação dentro do novo modelo. Enquanto isso, as equipes
locais já iniciaram os ajustes internos para que a transição aconteça com eficiência e sem comprometer o atendimento ao público.
Estádio das Moreninhas é liberado e recebe estreia do Campeonato Estadual
Após entrega do laudo de engenharia e autorização da Vigilância Sanitária, Jacques da Luz está apto para jogos e completa estrutura do Estadual 2026
O Estádio Jacques da Luz, mais conhecido como Moreninhas, foi oficialmente autorizado a sediar partidas do Campeonato Estadual de Futebol de 2026 depois que os clubes Operário e Pantanal entregaram o laudo de engenharia que ainda estava pendente. A liberação, confirmada pela Vigilância Sanitária, permite que o estádio receba a partida de abertura no dia 18 de janeiro, entre as duas equipes.
Administrado pela Fundação Municipal de Esporte de Campo Grande (Funesp), o estádio tem capacidade para 3.420 torcedores e passou por vistorias técnicas que garantiram a conformidade com normas de segurança, engenharia e saúde. Para o presidente do Pantanal, Gilmar Ribeiro, todas as exigências foram cumpridas e o local está pronto para os jogos. A aprovação do estádio encerra uma pendência que
atrasava a divulgação final da tabela oficial do Campeonato Estadual. Com a Moreninhas liberada, a Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS) poderá publicar o regulamento completo e confirmar o calendário das rodadas. Antes da regularização do estádio em Campo Grande, outros oito estádios já haviam recebido autorização para sediar partidas, entre eles: Noroeste (Aquidauana), Saraivão (Ivinhema), Virotão (Naviraí), Ninho da Águia (Rio Brilhante), João de Souza (Bataguassu), Douradão (Dourados), Laertão (Costa Rica) e Arthur Marinho (Corumbá). Todos foram vistoriados e considerados aptos segundo os critérios de engenharia, corpo de bombeiros, vigilância sanitária e Polícia Militar. A abertura do Estadual terá jogo antecipado entre Operário e Pantanal, marcado a pe-
dido dos clubes para ajustar a agenda à participação na Copa do Brasil. A primeira rodada completa está prevista para o fim de semana seguinte, com
confrontos entre Bataguassu e Naviraiense, Aquidauana e Costa Rica, Corumbaense e Operário, Ivinhema e Dourados, além de Pantanal x Águia
Negra. A fase inicial do torneio se estenderá até 1º de março, com datas de início da segunda fase já definidas para 4 e 8 de mar-
ço, em jogos de ida e volta. As semifinais estão programadas para 11 e 15 de março, e a decisão do Estadual acontece nos dias 22 e 29 de março.
Atraso no aluguel e orçamento curto da estatal obrigam suspensão de atendimento postal na Avenida Mascarenhas de Moraes
Mato Grosso do Sul amarga mais um impacto da grave crise financeira dos Correios: uma agência postal localizada na Avenida Mascarenhas de Moraes foi fechada nesta semana depois que o contrato de aluguel venceu e a estatal não teve recursos para renová-lo, segundo informou o presidente do SINTECT-MS (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios, Telégrafos e Similares), Wilton dos Santos Lopes.
De acordo com o dirigente sindical, o espaço foi encerrado de forma provisória porque a empresa locatária optou por não estender o contrato diante de parcelas de aluguel em atraso, e a superintendência local também não dispunha de orçamento para firmar um novo compromisso. A previsão, afirmou Lopes, é que a unidade seja reaberta em outro endereço assim que houver aporte financeiro. Crise histórica e reflexos em MS - Os Correios enfrentam atualmente a maior crise financeira de sua história, com prejuízo acumulado de cerca de R$ 6 bilhões até setembro, segundo o próprio plano de reestruturação da empresa. A estimativa da estatal é de que esse rombo possa chegar a R$ 10 bilhões ao fim de 2025, caso nada seja revertido. No plano aprovado em 29 de novembro pelo conselho de administração, os Correios negociam um empréstimo de R$ 20 bilhões com um consórcio de bancos. Parte desses recursos seria usada para pagar dívidas, evitar o colapso operacional e retomar investimentos. Contudo, o Tesouro Nacional vetou a garantia da União à linha de crédito, alegando que as taxas de juros oferecidas (cerca de 20,4% ao ano) são muito altas. Segundo Lopes, os efeitos da crise são sentidos diretamente em Mato Grosso do Sul, com serviços cada vez mais precarizados e falta de pessoal. Hoje, o Estado conta com cerca de 1,1 mil trabalhadores concursados, quase metade do efetivo que havia no passado, quando chegava a quase 2 mil.
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Estádio Jacques da Luz, nas Moreninhas, pronto para receber jogos do Campeonato Estadual 2026
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Unidade dos Correios na Avenida Mascarenhas de Moraes foi fechada por falta de verba para renovar o contrato de aluguel
Detran-MS começa a adaptar processos para se adequar ao novo modelo nacional de CNH
Natal movimenta Mercado Municipal e une espírito natalino com culinária típica
Espetáculo Grande Festival das Flores com 400 crianças será apresentado na Capital
Festival das Flores mistura dança, cores e histórias de superação no palco do Centro de Convenções
O palco já está pronto. As coreografias também. No próximo dia 16 de dezembro, às 19h30, o Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande, recebe o Grande Festival das Flores. O espetáculo vai reunir cerca de 400 crianças e adolescentes de 4 a 18 anos atendidos pelo projeto Viver Bem.
A proposta do evento é unir dança, inclusão social e emoção. Com o tema das estações do ano, o público vai acompanhar coreografias que representam o trabalho no campo, o perfume das flores e a beleza do movimento. O objetivo é mostrar como a arte pode transformar vidas e construir caminhos de superação.
O Festival é organizado pelo ponto de cultura Viver Bem, criado em 1998 por um grupo de mulheres do Bairro Nova Lima. Com base no voluntariado, o projeto atende hoje mais de 9 mil pessoas diretamente e cerca de 50 mil de forma indireta. No espaço de 340 m², são oferecidas aulas gratuitas de balé, teatro, canto, violino, violão e até karatê.
Ao longo do ano, os alunos participam de oficinas e ensaios que culminam na apre-
sentação de fim de ano. Para muitos, subir ao palco é uma conquista pessoal. Algumas crianças superaram timidez, outras encontraram ali um novo motivo para sorrir.
A direção geral é de Cibele Rodrigues, que também assina o texto do espetáculo. Os figurinos foram criados por Rubinete Fernandes. A produção conta com apoio técnico de Blog Paulista e Luc Sarmet, e registro audiovisual do Studio Haroldo Xavier. Entre as coreografias, estão
nomes como Morango, Campo de Flores, Maçã Verde, Laranjinhas e Buquê de Flores. Participam grupos de diferentes idades e níveis, com bailarinas e bailarinos que dedicaram o
ano inteiro aos ensaios. O Grande Festival das Flores será uma noite para aplaudir a arte, a coragem e o trabalho coletivo de quem acredita que dançar também é transformar.
GRANDE FESTIVAL DAS FLORES
Data: 16 de dezembro de 2025 (terça-feira) Horário: 19h30
Local: Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo Endereço: Av. Waldir dos Santos Pereira, s/n – Parque dos Poderes, Campo Grande (MS) Entrada: Gratuita
Festival das Flores reúne 400 crianças em espetáculo gratuito no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, dia 16 de dezembro
2 CADERNO LIGHT
Natal movimenta Mercado Municipal e une espírito natalino com culinária típica
Ingredientes tradicionais do estado ganham cada vez mais espaço no preparo da ceia das famílias campo-grandenses
Por: Jamille Gomes e Maria Edite Vendas
O clima natalino demorou, mas chegou no Mercado Municipal de Campo Grande. A procura por ingredientes, bebidas alcoólicas e presentes para as comemorações de fim de ano movimenta os corredores do ponto turístico mais tradicional da culinária campo-grandense.
Com a proximidade do Natal, os preparativos para a ceia já movimentam a rotina da Capital, e o comércio começa a sentir o avanço do clima festivo. No Mercadão Municipal, o aumento no fluxo de pessoas já é perceptível, especialmente após uma primeira semana mais fria, o que trouxe alívio para os vendedores que aguardavam a retomada do movimento.
‘’Agora nessa época de Natal o movimento aumenta bastante e ajuda todo mundo. Em dezembro nós compramos uma quantidade maior para aumentar os estoques, principalmente das farinhas e farofas prontas, que são uma opção mais prática para a ceia por um preço mais acessivel’’, conta o dono da premiada Banca do Gil, Gilmar Leite Pereira.
Para quem gosta de preparar a própria ceia em todos os sentidos mas não sabe qual a melhor opção, Gilmar explica que cada farinha tem sua finalidade específica ‘’Para
espaço na culinária sul-mato-grossense. Essa mudança de comportamento não passou despercebida pelos donos da mais tradicional barraca, Hiroshi Utinoi e Mari Evani Utinoi, que modificaram o cardápio de produtos e retiraram o polvilho devido a baixa procura. O aumento nas mercadorias não é exclusividade de um setor, a atendente da Banca da Crys, Luana Kamilly, destaca que o setor de especiarias também precisou se preparar para atender à maior demanda. “Nós precisamos aumentar o estoque porque vende muito para a ceia, para preparar as comidas de Natal e até do Ano Novo. O chimichurri é um dos
temperos aumentam o sabor das comidas.”
Ilma também explicou as diferenças no preparo das carnes. Para quem prefere frango na ceia, a indicação é o lemon pepper, uma mistura de raspas de limão desidratadas, pimenta-do-reino, sal e, em algumas versões, alho e cebola em pó. Já para carnes de sabor mais intenso e tradicionais, como o cordeiro, a melhor escolha é a sálvia, que equilibra o aroma e realça o sabor.
Para quem deseja aumentar o cardápio de proteínas, os peixes tradicionais de Mato Grosso do Sul como o Pintado e Pacu, vendidos na Peixaria do Mercadão, são ótimas opções. Eles costumam ser preparados com o tempero popular conhecido como ‘Edu Guedes’, uma mistura de alho, cenoura, pimentão e salsinha, ideal para carnes mais leves.
A cozinheira comenta ainda que na véspera de Natal os
as carnes mais fortes como a de porco, muito comum nessa época, o mais recomendado são as farinhas mais leves como a branca. Já para o preparo de farofas, a farinha mais torrada é a melhor para garantir crocância’’.
Entre as farinhas brancas, se destaca a popular farinha cuiabana, tradicional do Mato Grosso, que vem ganhando mais pedidos, porque serve para temperar tudo.” Para a cozinheira e gerente da Banca da Naza, Ilma Stroppa, a popularização de um maior número de temperos no preparo das comidas festivas aumentou o alcance. ‘’Atualmente nossos maiores consumidores são os veganos e vegetarianos. Por serem produtos mais naturais, os
EDITAL/COMUNICADO DE CONVOCAÇÃO PARA RETORNO AO TRABALHO (ABANDONO DE EMPREGO)
CONVOCANTE: A.S.B AQUINO COMÉRCIO E SERVIÇO, pessoa jurídica inscrita no CNPJ sob nº 05.642.382/0001-70, com sede na Rua dos Pássaros, nº 299, Bairro Bomjardim, Campo Grande/MS. CONVOCADO: GABRIEL GONÇALVES FERREIRA, residente na Rua Macedo Falcão, nº 54, Bairro Parque do Sol, Campo Grande/MS. A A.S.B AQUINO COMÉRCIO E SERVIÇO vem, por meio do presente EDITAL/COMUNICADO, CONVOCAR o empregado acima identificado para que retorne imediatamente ao trabalho, haja vista a ausência injustificada e sem qualquer justificativa plausível desde o dia 08/11/2025. Fica o empregado NOTIFICADO a se apresentar no prazo máximo de 24 (vinte e quatro) horas contadas do recebimento/ciência deste comunicado, comparecendo ao local da prestação de serviço (Av. Gabriel Spipe Calarge, 39 - Jardim Parati, Campo Grande - MS) no horário comercial, para retomada das atividades. O não comparecimento no prazo estabelecido, sem justificativa idônea, caracterizará abandono de emprego, autorizando a empresa a adotar as medidas cabíveis, incluindo a rescisão do contrato de trabalho por justa causa, nos termos da legislação trabalhista aplicável. Campo Grande/MS, 10 de dezembro de 2025. A.S.B AQUINO COMÉRCIO E SERVIÇO CNPJ nº 05.642.382/0001-70
como a compra de uvas, que muita gente acredita trazer sorte.”
O vendedor reforça que as frutas típicas do cerrado, como a guavira e a siriguela, não podem ficar de fora da noite de Natal. Os sabores marcantes casam com as carnes de porco, tradição na ceia.
temperos são partes essenciais nos seus preparos, harmonizando com a manga tommy, típica da região, usada nas saladas e até na composição da mesa.
E não é só a manga que ganha espaço nessa época. Segundo Joãozinho Pedrinho, responsável por quatro bancas de hortifruti, a procura por frutas de caroço praticamente dobra no fim do ano. “Pêssegos, ameixas e outras frutas desse tipo estão em alta agora, e a tendência é que vendam ainda mais a cada semana. As tradições também influenciam,
FESTIVAL
Essa valorização dos ingredientes regionais também aparece no trabalho das aldeias que abastecem o Mercadão. Representando uma das comunidades instaladas na entrada do local, a comerciante Elida Fatima Julio destaca como o milho verde produzido pelas comunidades indígenas próximas a Campo Grande ganhou espaço nos pratos natalinos.
“Para mim, ceia tem que ter churrasco, não tem jeito. E sempre tem umas frutas também. Mas o que não falta mesmo é o milho verde, que acaba indo para quase todo prato nessa época. Nessas últimas semanas, muita gente vem atrás das espigas frescas para o jantar.”
Elida comenta que as iguarias passaram a marcar presença também nas bebidas artesanais preparadas para as festas de fim de ano. Ela explica que
muitos clientes têm apostado em licores e infusões caseiras para levar um toque do Cerrado às celebrações.
“A procura pela guavira está grande. Tivemos bastante na semana passada, mas agora já acabou e o pessoal continua vindo atrás. Talvez chegue logo da nossa aldeia, porque já está começando a amadurecer lá no Pantanal. Na ceia, muita gente usa como licor, o tradicional licor de guavira, típico dessa região.”
Ela acrescenta que não é só
a guavira que vem ganhando espaço nas receitas festivas.“O limão rosa também anda saindo muito bem. Eu gosto desse limão para temperar frango, peru e porco porque combina com tudo, mas há cliente que usa para fazer caipirinha. O pessoal adora essa mistura de limão rosa com cravo, dizem que é uma delícia. Acredito que vale a pena experimentar.” O Mercado Municipal está localizado na Rua Sete de Setembro, 65, no Centro de Campo Grande.
Primeiro ArarunaFest consagra a união dos apaixonados por rock alternativo
Produzido pela 93 e encabeçado pelo empresário Patrick Gontier, o Araruna teve a jornalista Maria Cândida como mestre de cerimônias
Tem som de profecia a declaração pessoal e afetuosa da cantora Erica Espíndola, campo-grandense nascida em 1987, dois anos após o primeiro RockInRio. “Estar aqui no palco da primeira edição do Araruna Fest me lembra muito o que um tio me disse certa vez: eu fui na primeira edição do Rock in Rio!É um projeto incrível pra cena rock do estado e eu vou poder falar também: primeira edição do ArarunaFest, eu fui!” Produzido pela 93 e encabeçado pelo empresário Patrick Gontier, o Araruna teve a jornalista Maria Cândida como mestre de cerimônias e apostou não só em bandas de rock alternativo dos anos 80, como escolheu a quinta-feira para essa maratona de boa música no BosqueExpo.
“Estou muito contente com o resultado do primeiro festival. A gente veio pra somar, dar palco a nomes locais e fazer esse intercâmbio com os nomes conhecidos em todo o país. Agora é trabalhar para a segunda edição, com Frejat.” resumiu Gontier. Formato e line up Para abrir o primeiro Araruna, Patrick Gontier, da 93Produções, confirmou o que deve ser uma característica das próximas edições, o prestígio à cena local. Dessa vez, quem subiu ao palco para representar o rock de MS foi a prata da casa Erica Espíndola. No repertório da irreverente, além de composições próprias, hits das divas Nina Simone e Rita Lee e uma lembrança ao rock regional do Filho dos Livres, com Palavras
Erradas. A estrutura e organização foi do padrão de grandes festivais, segundo Guillaume Isnard, vocalista da banda Zerø: “ eu estou apaixonado pela cidade e pelo público. O Araruna me surpreendeu pela estrutura e organização. Nem fui e já quero voltar” contou. Além de Isnard, a banda brasiliense Plebe Rude e seu rock politizado com músicas
como Até Quando Esperar fizeram o ExpoBosque tremer. Para encerrar a noite, João Luiz Woerdenbag Filho, o Lobão PowerTrio, cantou clássicos como A Noite e Mais Uma Vez, ao lado de Willian Paiva e Guto Passos. A segunda edição do Araruna Fest acontece em Maio de 2026, com Frejat como a primeira atração confirmada. Siga @ararunafest no Instagram.
Guillaume Isnard, vocalista da banda Zerø
Corredores do Mercado Municipal, o tradicional Mercadão, ganham ritmo intenso com a chegada do Natal.
A procura vai desde acompanhamentos para as receitas típicas a doces e conservas para presentear entes queridos
Chimichurri, páprica defumada e lemon pepper são os nomes mais procurados para a ceia.
As hortaliças ocupam espaço no prato e na mesa dos sul-mato-grossenses, muito utilizadas por quem busca um ‘detox’ de começo de ano e, de brinde, uma mesa colorida e viva.
Foto: Jamille Gomes
Grande estreia de Mulheres da Fronteira em duas sessões no Cinemark emociona público
Exibido na grande tela, o filme surpreendeu pela sensibilidade e força das histórias apresentadas
A sala número 8 do Cinemark, em Campo Grande, foi palco de uma noite memorável. Com lista de convidados de Viviane Feitosa, Mulheres da Fronteira – Uma Comitiva de Sabores pelo Pantanal teve sua grande estreia e emocionou o público em duas sessões exclusivas nesta quarta-feira, dia 10. Exibido na grande tela, o filme surpreendeu pela sensibilidade e força das histórias apresentadas.
A produção conta a trajetória de sete mulheres que representam a gastronomia do Pantanal e promete deixar um legado de valorização do protagonismo feminino, além de
diferente, uma emoção única”, afirmou.
A sensação de orgulho também marcou a experiência da campo-grandense Jadi Tamasiro, responsável por uma das barracas mais tradicionais da Feirona, na capital, a Barraca da Jade. Sua história, recheada de tradições, receitas e desafios, ganha destaque no documentário. “Me ver ali, junto com aquelas mulheres é muito emocionante, é um orgulho para mim”, contou.
Os diretores Paulo Machado e Bruno Loiácono receberam o público e apresentaram a obra, que agora está disponível gratuitamente no canal oficial do filme cada mulher chegou ao filme de maneira natural, por meio de vivências, afetos e histórias compartilhadas na cozinha pantaneira. Ele destacou que todas fizeram parte de momentos decisivos de sua vida pessoal e profissional, o que tornou indispensável registrar essas narrativas. Para o diretor técnico, Bruno Loiácono, Mulheres da Fronteira vai além de um registro histórico. Ele define o filme como uma apresentação sensível do Pantanal para o
representar um marco cultural para Mato Grosso do Sul. Uma das protagonistas, Tainá Elias Lopes, chef do restaurante Comitiva do Helinho, em Campo Grande, deixou a sessão visivelmente emocionada. “Foi uma emoção muito grande assistir ao filme na sala de cinema, caiu a ficha de verdade, eu já tinha assistido na pré-estreia, mas aqui foi
ARTE
no YouTube. A produção percorreu diferentes regiões do Estado para narrar a história de sete mulheres que ajudaram a construir e preservar o legado gastronômico de Mato Grosso do Sul.
O diretor geral, Paulo Machado, explicou que a escolha das protagonistas não seguiu critérios formais, mas surgiu de encontros ao longo de sua própria trajetória. Segundo
mundo, uma homenagem às mulheres que constroem a história do Estado. Ouvir essas protagonistas, afirmou, foi um privilégio para toda a equipe. Logo nos primeiros minutos, o público percebe a força emocional que conduz os 90 minutos de documentário. A narrativa é embalada por trilhas autorais compostas por Rodrigo Faleiros especialmente para o filme, enquanto cada protagonista revela sua relação com a terra, com a cozinha e com suas próprias memórias.
Sobre o documentário
Mulheres da Fronteira –Uma Comitiva de Sabores pelo Pantanal é uma travessia cinematográfica pelas cozinhas que moldam identidades, preservam memórias e alimentam territórios. Com 90 minutos de duração, o documentário ilumina as guardiãs da gastronomia pantaneira e revela que o sabor do Pantanal tem voz, rosto, raízes e uma história essencialmente feminina.
As gravações duraram dois meses e passaram por Campo
Grande, Miranda, Aquidauana e Corumbá, regiões que expressam a essência do Pantanal brasileiro. O processo completo, da concepção à finalização, levou cerca de nove meses. As entrevistas foram registradas no ateliê múltiplo da artista visual Lúcia Martins Coelho, em Campo Grande, um espaço permeado por arte, sensibilidade e identidade.
As protagonistas representam a potência da cozinha pantaneira e suas muitas fronteiras, sejam elas geográficas, culturais, étnicas, artísticas ou afetivas.Integram o filme: Dona Domingas Torales, cozinheira
de tradição; Maria Adelaide de Paula Noronha, fundadora
Barô inaugura novo ciclo cultural com Sarau e exposição “Trajetória”, da artista Diana VerLuz
Espaço cultural de Campo Grande recebe obras inéditas e noite de autógrafos com escritora Panmella Lunardelli
O Barô, conhecido por unir gastronomia, arte e convivência em Campo Grande, inicia um novo capítulo em sua trajetória como polo cultural ao lançar um ciclo de saraus. A primeira edição do evento acontece na próxima terça-feira, 16 de dezembro, a partir das 18 horas, com a abertura da exposição “Trajetória”, da artista plástica Diana VerLuz. O evento será realizado na sede do Barô, localizada na Rua da Paz, 201, reunindo arte, literatura e encontros afetivos.
A mostra reúne trabalhos desenvolvidos por Diana ao longo dos últimos anos, desde seu retorno definitivo à capital sul-mato-grossense, em 2020, após uma longa temporada na França. Vivendo em Paris desde 2013, a artista aprofundou sua formação no Atelier des Beaux-Arts e participou de exposições na capital francesa e também em Campo Grande.
Barô
A volta ao Brasil marcou uma fase de reinvenção criativa, que agora ganha corpo na exposição individual no Barô. Com técnicas como aquarela, pastel seco e tinta acrílica, as obras expostas em “Trajetória” refletem diferentes momentos da jornada pessoal e artística de Diana VerLuz. A curadoria evidencia não apenas as técnicas visuais exploradas pela artista, mas também os temas que atravessam sua produção: o deslocamento, as raízes, as descobertas interiores e o reencontro com sua terra natal. A exposição tem um caráter íntimo e, ao mesmo tempo, coletivo, ao convidar o público a mergulhar em paisagens emocionais que traduzem sentimentos universais. O ambiente do Barô potencializa esse diálogo ao se consolidar como novo espaço para fruição e encontro cultural em Campo Grande. Além da exposição, o sarau de inauguração contará com a presença da escritora Panmella Lunardelli, que realizará uma sessão de dedicatórias do seu primeiro devocional em família, “Eu amo minha família”. A obra propõe uma reflexão sobre espiritualidade, afeto e a importância dos vínculos familiares, ampliando o leque de expressões presentes na noite. A proposta do Sarau no
de
de Diana
e participação da escritora
Barô é exatamente essa: reunir diferentes linguagens artísticas em um mesmo espaço, criando pontes entre criadores e público, e fortalecendo a identidade cultural da cidade. Mais do que um evento pontual, o ciclo de saraus pretende se tornar uma atividade recorrente, abrindo espaço para novas vozes e talentos locais. Com essa iniciativa, o Barô reafirma sua vocação de ser mais do que um bar. Ao se posicionar como palco para a arte campo-grandense, o espaço se consolida como território de trocas sensíveis, de expressão artística e de valorização da produção cultural local.
A artista Diana VerLuz vai expor suas obras na exposição “Trajetória”, durante o primeiro Sarau no Barô
FOTOS: HIGOR MARANHO
do Buffet Yotedy; Cristina da Rocha, pioneira do turismo gastronômico em Miranda e proprietária da Pousada Pioneiro; Lídia Aguilar Leite, turismóloga, chef e proprietária do Recanto Vale do Sol Turismo Rural, em Corumbá; Tainá Elias Lopes, chef do restaurante Comitiva do Helinho, em Campo Grande; Kalymaracaya, primeira chef indígena do Brasil, da etnia Terena; e Jadi Tamasiro, proprietária do emblemático Jadi Sobá da Feira Central de Campo Grande.
ele, Cena do documentário exibe paisagem do Pantanal com intérprete de Libras, destacando a acessibilidade da produção
Criança interage com totem de uma das protagonistas de Mulheres da Fronteira no hall do Cinemark, em Campo Grande.
Público interage com os totens das protagonistas antes da exibição do documentário Mulheres da Fronteira.
Sala cheia durante a sessão especial de estreia do documentário Mulheres da Fronteira, em Campo Grande.
lança ciclo
saraus com exposição
VerLuz
Panmella Lunardelli.
CADERNO LIGHT
MERCADO IMOBILIÁRIO
Aos 62 anos, a primeira imobiliária do MS se reinventa e aposta no futuro urbano
A Financial muda de nome, organiza frentes de negócio e lança nova fase em evento em Campo Grande
Na noite da última quarta-feira (10 de dezembro), em Campo Grande, a primeira imobiliária registrada do Estado ( Creci 001/J ) decidiu virar uma página importante da sua história. Aos 62 anos, a Financial apresentou sua nova identidade: um rebranding que marca a transição de uma marca tradicional para uma estrutura mais moderna e abrangente. Agora, ela atende pelo nome de Financial Negócios Imobiliários.
O movimento não é apenas estético. Trata-se de um redesenho institucional que reorganiza suas frentes de atuação em três braços distintos: Financial Empreendimentos, voltada para o desenvolvimento de projetos; Financial Imobiliária, que segue com a operação tradicional de compra, venda e aluguel; e Evive Urbanismo, especializada em planejamento urbano e loteamentos. A nova estrutura funciona como um guarda-chuva que dá forma e unidade às ações da empresa em todo o estado.
Segundo Thiago Nantes, diretor executivo da empresa, essa reestruturação vem em resposta às transformações do próprio mercado imobiliário e ao DNA pioneiro da Financial, que sempre buscou antecipar tendências. Ele destacou que a marca-mãe agora assume um papel mais institucional, enquanto cada uma das frentes ganha foco e identidade própria. A Empreendimentos, voltada a produtos de alto padrão. A Imobiliária, conso -
mento Nova Campo Grande, uma área de 6,4 milhões de metros quadrados, e desde então foi responsável por urbanizar espaços, construir edifícios e oferecer soluções imobiliárias em uma época em que o conceito de moradia ainda era, em grande parte, informal. Nos anos 70, já sob o comando de Hélio Martins Coelho, a então Financial Imobiliária ampliou seu campo de atuação, passando a gerir aluguéis e investindo em loteamentos pelo interior do Estado. Nos anos 80, introduziu o modelo de condomínios a preço de custo, entregando empreendimentos que se tornariam referência em Campo Grande e em cidades vizinhas, como Cuiabá.
A década de 90 consolidou esse crescimento com o projeto Casa Fácil, destinado à habitação popular. Foi nessa época também que a empresa expandiu fisicamente com filiais
Na década de 1970, Hélio Martins Coelho, com formação nos Estados Unidos, assumiu a condução do negócio e liderou a expansão da empresa para além de Campo Grande, marcando o início de uma nova era no mercado imobiliário sul-mato-grossense.
lidada no setor de locações. E a Evive, com proposta voltada ao urbanismo acessível.
dar coesão a essa trajetória.
de 100 mil lotes. Nos próximos anos, deve lançar empreendimentos que somam 8 milhões de metros quadrados, criando 12 mil novas moradias e gerando 10 mil empregos diretos e indiretos, o que equivale à força de trabalho de mais de trinta cidades de médio porte. A nova marca também dialoga com o presente e o futuro. A Evive Urbanismo, por exemplo, nasce com a proposta
mas um sinal de continuidade, movimento e cuidado com os detalhes que sempre marcaram a atuação da empresa.Tudo isso sem abandonar as origens. Em diversos momentos do evento, a trajetória da empresa foi rememorada com emoção. Uma empresa que sobreviveu a mudanças tecnológicas, crises econômicas e transformações sociais profundas sem perder o foco em sua missão original:
Desde sua fundação, em setembro de 1963, ainda como CIMOBRÁS, a empresa atua com foco no desenvolvimento urbano. Começou com o loteae novos empreendimentos. Já nos anos 2000, ela começou a operar com construções sob demanda, prestando serviços para instituições como a Caixa Econômica Federal e a Águas Guariroba.
A nova fase agora busca
A escolha por uma identidade mais ampla é consequência direta da expansão dos negócios, que hoje se espalham por doze municípios sul-mato-grossenses, com 229 empreendimentos realizados, mais de 36 mil terrenos urbanizados e cerca de 75 mil clientes atendidos apenas na área de locação. Durante a cerimônia de lançamento da nova marca, Kenneth Coelho Corrêa (Presidente do Conselho de
Administração da Financial Empreendimentos) destacou o compromisso com os valores que a sustentaram ao longo dessas seis décadas: ética, responsabilidade, credibilidade e inovação. Uma fala recorrente ao longo do evento foi o orgulho de ter contribuído para o desenvolvimento de cidades inteiras e a criação de comunidades.
Os números citados impressionam. A Financial urbanizou uma área equivalente à cidade de Paris e comercializou mais
Linha do tempo destaca os principais marcos da trajetória da Financial, desde a fundação como CIMOBRÁS, em 1963, até o rebranding em 2025, que consolidou a atuação da empresa em três frentes distintas do setor imobiliário.
de pensar os bairros como ambientes vivos e planejados, com um olhar atento para o urbanismo e a qualidade de vida. Já a Financial
Imobiliária atualizou sua identidade visual, apostando em cores vibrantes como o laranja e o roxo, para se conectar com novos perfis de consumidores.
Kristiane Corrêa, sócia e presidente do Conselho da Financial Empreendimentos comentou que o momento simboliza o trabalho de muitas gerações e a chegada de uma nova fase. Para ela, essa atualização visual e estratégica não é apenas uma resposta ao mercado,
urbanizar, planejar, criar oportunidades e transformar vidas. Na prática, o rebranding não apaga o passado, mas o reafirma. Os novos nomes e estruturas servem para mostrar que, mesmo com mais de seis décadas de atuação, a empresa continua aberta ao novo. Como disse um dos porta-vozes da noite, a Financial é uma empresa de pessoas para pessoas. E cada número, cada lote vendido, cada prédio entregue, é antes de tudo um pedaço da vida de alguém.
Ao final do evento, com brindes, risos e agradecimentos, o recado ficou claro: os próximos 60 anos da Financial já começaram.
Primeira sede da empresa, ainda como CIMOBRÁS, com a documentação original do loteamento Nova Campo Grande, marco inicial da atuação urbanística
Kristiane Corrêa, sócia e presidente do Conselho da Financial.
Kenneth Corrêa (Presidente do Conselho de Administração da Financial)
Thiago Holanda Nantes (diretor executivo).
Sede antiga e sede atual da empresa, símbolo da transformação da Financial em mais de seis décadas de história no Mato Grosso do Sul
A Financial apresentou sua nova marca em evento cheio. Convidados acompanharam de perto o anúncio da nova fase da empresa.