dosos anima o fim de hoje com um show leve e cheio de boas vibrações. O palco é a Cervejaria Canalhas (R. Oceano Atlântico, 99), que abre as portas para o público em um ambiente acolhedor, reforçando sua proposta de ser um ponto de encontro cultural e musical aos domingos. A entrada é gratuita.
Baile da Consciência
Negra
Celebrando a cultura negra e queer, a House of Skill promove uma ball que promete entrar para a história de Campo Grande. Com performances, moda e dança, o Baile da Consciência Negra reúne mais de 200 pessoas em uma noite de celebração e resistência. O evento conta com nomes nacionais da cena ballroom e acontece no Salão de Festas do Rádio Club (R. Barão do Rio Bran
co, 1924, Centro), a partir das 18h, neste domingo (23) com entrada franca.
Campo
Plano foi possível após ajuste de prefeita Adriane nas contas públicas e mudança de nota fiscal do município
A Prefeitura de Campo Grande anunciou na última terça-feira (18) que vai investir R$ 544 milhões para asfaltar ruas, melhorar a rede de esgoto e fazer obras de drenagem em mais de 33 bairros da cidade. As melhorias vão beneficiar todas as sete regiões urbanas da capital sul-mato-grossense.
O dinheiro foi viabilizado depois que a prefeitura conseguiu melhorar sua nota de “capacidade de pagamento” junto ao Tesouro Nacional — uma espécie de avaliação que mostra se a cidade pode ou não pegar empréstimos. Campo Grande fi-
cou com a nota mais baixa (C) por dez anos, mas agora subiu para B após aprovar o Plano de Equilíbrio Fiscal (PEF), que incluiu corte de gastos e ajustes na administração.
“Ajustamos a máquina e fizemos os cortes necessários. Agora, cada economia será reinvestida no futuro de Campo Grande”, disse a prefeita Adriane Lopes (PP), durante o anúncio.
Obras começam em 2026 - O primeiro passo será um paco-
te de licitações no valor de R$ 40 milhões, previsto para os próximos dias. As obras devem começar no início de 2026. Segundo o secretário de Infraestrutura, Marcelo Miglioli, o plano será diferente de tudo o que já foi feito na cidade.
“Cada região vai ter um contrato separado com uma empresa responsável. Isso traz mais organização e eficiência”, explicou Miglioli. Ao todo, serão sete contratos, um para cada região: Cen-
tro, Segredo, Prosa, Bandeira, Anhanduizinho, Lagoa e Imbirussu. Para acelerar as obras e economizar, a prefeitura vai comprar o asfalto diretamente da usina do consórcio de municípios da região central de Mato Grosso do Sul, do qual Campo Grande faz parte. Com isso, o custo será menor e o trabalho mais rápido.
“Vai baratear o custo, além de dar mais agilidade e produtividade”, afirmou o secretário.
Cidades de MS terão impulso com os R$ 96 milhões liberados pelos deputados
VEJA NA PÁGINA 5•A
Horário especial de fim de ano no comércio ainda não foi decidido
Radares passam a vigorar em caráter educativo em vários pontos da Capital
Estado pronto para vacinar gestantes contra bronquiolite e proteger bebês
Município de Bonito entra na rota das cidades que cobram taxa de turismo
Sergio de Paula toma posse como conselheiro do TCE-MS e promete foco na transparência
Indicado pela Assembleia Legislativa, ex-secretário da Casa Civil traz bagagem de gestão pública e se compromete com o controle responsável dos recursos estaduais
O Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) ganhou um novo integrante em sua cúpula nesta semana. Em sessão especial realizada na última quarta-feira (19), tomou posse como conselheiro o exsecretário da Casa Civil, Sergio de Paula. Ele assume a cadeira deixada por Jerson Domingos, que se aposentou no último dia 13, e agora passa a integrar o colegiado responsável por fiscalizar, orientar e controlar a aplicação dos recursos públicos em todo o Estado. A solenidade foi marcada por discursos de reconhecimento à trajetória de Sergio e contou com a presença do governador Eduardo Riedel, de conselheiros da Corte, de representantes do Ministério Público de Contas, deputados estaduais e familiares do novo membro. Compromisso com o controle e a transparência - Em seu discurso de posse, Sergio de Paula destacou a importância da missão que assume. “Hoje é um dia
de agradecimentos. Primeiro, a Deus pela minha trajetória de vida. É com muita humildade e honra que assumo este novo desafio”, afirmou. “Meu objetivo é trabalhar focado no controle externo, contribuindo para o fortalecimento da transparência e da boa aplicação dos recursos públicos.”
A fala foi acompanhada de um agradecimento especial ao governador Eduardo Riedel e ao ex-governador Reinaldo Azambuja. “Sem o apoio deles, não teria sido possível chegar até aqui. Também agradeço aos deputados estaduais presentes, que têm papel fundamental na construção de um Estado mais justo”, completou. Por fim, dedicou o momento à família: “Eles são meu alicerce e a inspiração diária da minha vida.”
TRAJETÓRIA MARCADA PELA
GESTÃO PÚBLICA
Com mais de 40 anos de vida profissional, Sergio de
Projeto de Salineiro quer sistema de alerta contra alagamentos na Capital
Proposta obriga Prefeitura a mapear áreas de risco e avisar população com placas, sirenes e painéis eletrônicos
Foto: Divulgação
Com o início do período de chuvas e os transtornos recorrentes causados por alagamentos em Campo Grande, o vereador André Salineiro (PL) apresentou um projeto de lei que propõe a criação de um sistema integrado de alerta e sinalização para áreas de risco na cidade. A proposta visa ampliar a segurança de motoristas, pedestres e moradores das regiões mais vulneráveis, por meio de mapeamento, identificação e aviso em tempo real sobre os pontos de alagamento. A proposta obriga o município a identificar os locais críticos e instalar sinalizações específicas como placas de advertência, painéis eletrônicos, iluminação de alerta e até sirenes. Além disso, a população será informada por canais digitais, como aplicativos e rádios. O objetivo é que os cidadãos recebam o aviso
com antecedência e possam se proteger de riscos de acidentes, prejuízos materiais e até perdas de vidas.
“Todo ano vemos famílias perdendo bens, motoristas ficando ilhados e o trânsito completamente parado por causa da falta de sinalização adequada”, justifica Salineiro. “Essa medida é simples, mas salva vidas. A informação é uma aliada da segurança.”
Conforme o projeto, a Prefeitura terá um prazo de até 180 dias para concluir o mapeamento dos pontos de alagamento, utilizando dados da Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Infraestrutura. Já a instalação dos equipamentos e sinalizações deverá ocorrer em até 18 meses após a aprovação da lei, com prioridade para os locais de maior risco e volume de circulação.
Paula chega ao TCE-MS com um currículo extenso e experiências em diferentes níveis da administração pública. Iniciou a carreira como bancário no antigo Banco Real e, desde então, ocupou funções de destaque, como secretário da Casa Civil do Estado (2015-2023), secretário-executivo do Escritório de Relação Institucional e Política (2023-2024), e diretor-geral da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do
Sul) entre 1997 e 2004. Sua formação acadêmica inclui MBA em Gestão Pública, pós-graduações em Contabilidade Governamental e Auditoria no Setor Público, além de bacharelado em Ciências Contábeis. Ele também acumula dezenas de cursos de capacitação nas áreas de contabilidade, gestão e liderança.
O presidente do TCE-MS, conselheiro Flávio Kayatt, afirmou durante a cerimônia que
a chegada de Sergio de Paula reforça a missão institucional do Tribunal. “Sua experiência na gestão pública e o profundo conhecimento da realidade dos municípios trarão contribuições valiosas para o aperfeiçoamento do controle externo”, destacou. O governador Eduardo Riedel também elogiou a escolha, lembrando o histórico de trabalho conjunto com o novo conselheiro. “Não tenho dúvida de que o Sergio dará uma grande
contribuição ao Tribunal. Sua experiência à frente de secretarias, o convívio direto com os municípios e o conhecimento da realidade dos jurisdicionados fortalecem muito o trabalho da Corte.” Nos próximos anos, o novo conselheiro terá papel importante na análise de contas de gestores públicos, auditorias e recomendações técnicas que influenciam diretamente a administração do Estado e dos municípios.
Senadores de MS celebram fim das tarifas dos EUA e destacam força do agro brasileiro
Tereza Cristina e Nelsinho Trad exaltam papel da diplomacia e da competência do campo para garantir competitividade no mercado americano
A decisão do governo dos Estados Unidos de retirar a tarifa adicional de 40% sobre produtos agrícolas brasileiros foi recebida com entusiasmo pelos representantes de Mato Grosso do Sul no Senado. Tanto a senadora Tereza Cristina (Progressistas-MS) quanto o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) comemoraram a medida anunciada na última quintafeira (20) pelo presidente Donald Trump, que beneficia diretamente itens como carne bovina e café — ambos com forte presença na pauta de exportações do Estado. Para os parlamentares sul-mato-grossenses, a suspensão da sobretaxa representa uma vitória do agronegócio nacional, da articulação política e da qualidade dos produtos brasileiros no mercado internacional.
TEREZA CRISTINA: ‘ÓTIMA
NOTÍCIA, MAS AINDA HÁ
TRABALHO A FAZER’
Ex-ministra da Agricultura,
Tereza Cristina destacou que a retirada das tarifas é resultado de um esforço contínuo de articulação entre o Congresso Nacional e autoridades norte-americanas. A senadora participou de uma missão oficial a Washington em julho, junto a uma comitiva suprapartidária, para pressionar pela revisão da medida.
“Recebemos uma ótima notícia, a retirada das tarifas adicionais de 40% sobre vários produtos do agro brasileiro, mas ainda temos muito a trabalhar”, afirmou. Segundo ela, o impacto da ausência dos produtos brasileiros no mercado interno dos EUA era visível. “A carne, o café, estavam pressionando o mercado americano. A volta dos nossos produtos de maneira competitiva é bom para o Brasil e bom para os Estados Unidos também.”
NELSINHO TRAD: ‘ORGULHO DO SETOR AGRO DO BRASIL’ Presidente da Comissão de
Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, o senador Nelsinho Trad também foi uma das vozes ativas na comitiva que esteve nos Estados Unidos para tentar reverter a medida que, segundo ele, era “irracional”.
“O principal motivo que me fez ir aos Estados Unidos para brigar contra o tarifaço foi a retirada dos 40% restantes de sobretarifa em vários produtos que estavam pendurados nessa medida irracional. Com isso,
temos a certeza de que o nosso setor agro vai cada vez mais se sobressair pela qualidade e pela sanidade”, afirmou. Nelsinho ressaltou a dedicação dos produtores rurais como fator essencial para a competitividade brasileira. “O nosso produto é competitivo porque tem gente que trabalha, de sol a sol, investindo em tecnologia e fazendo com que o melhor produto chegue lá fora. Tenho orgulho do setor agro do Brasil. Por ele, eu brigo sempre.”
Riedel tira 18 dias de férias e Barbosinha assumirá governo
Governador se licencia entre o fim de dezembro e janeiro e transmite o cargo ao vice no último ano de mandato
enviada ao presidente da Casa. No documento, Riedel pede autorização legislativa para se licenciar, conforme prevê a legislação estadual, e informa que Barbosinha assumirá as funções de chefe do Executivo estadual durante sua ausência. “Informo que durante o referido período a chefia do Poder Executivo será exercida, em substituição, pelo vice-Governador, José Carlos Barbosa. Aproveito a oportunidade para renovar os meus votos de consideração”, diz a mensagem enviada pelo governador. A licença ocorre no último ano do primeiro mandato de Riedel, que foi eleito em 2022 e deverá encerrar a atual gestão em dezembro de 2026.
Em sessão solene, Sergio de Paula é empossado conselheiro do TCE-MS; cerimônia contou com autoridades dos três poderes e familiares
Foto: Divulgação
Senadores de MS participaram de articulações em Washington e comemoraram a retirada da tarifa de 40% sobre produtos do agro brasileiro
Vereador André Salineiro apresenta projeto que prevê sinalização e avisos para prevenir acidentes em pontos de alagamento
Vereadores cobram respostas e Prefeitura anuncia retomada do tapa-buraco na Capital
Com ruas esburacadas e críticas da população, secretária de Fazenda anuncia pagamento parcial às empresas e reinício dos serviços
Depois de semanas de reclamações da população sobre ruas esburacadas e perigosas, a Prefeitura de Campo Grande anunciou que os serviços de tapa-buraco devem ser retomados já a partir desta semana. A informação foi confirmada pela secretária municipal de Fazenda, Márcia Hokama, durante reunião com vereadores na Câmara Municipal na última terça-feira (18), após pressão intensa dos parlamentares sobre os atrasos nos repasses às empresas contratadas para a manutenção viária. De acordo com a secretária, o pagamento parcial às empresas será feito nos próximos dias, o que deve permitir o recomeço imediato dos trabalhos nos pontos mais críticos da cidade. O valor total a ser pago gira em torno de R$ 10 milhões, embora o montante da dívida acumulada ainda não tenha sido divulgado.
O presidente da Câmara, vereador Epaminondas Neto, o Papy, afirmou que a cobrança firme da Casa contribuiu para a retomada do serviço. “O tapa-buraco vai recomeçar por causa da
pressão dos vereadores. Esse é um problema que atinge toda a cidade. Não dá para economizar onde o prejuízo recai direto sobre a população”, criticou. Outros vereadores, como Landmark, Maicon Nogueira, Herculano Borges, Flávio Cabo Almi e Otávio Trad, também relataram as dificuldades que os moradores têm enfrentado e cobraram maior agilidade da prefeitura.
Durante a reunião, a secretária Márcia Hokama justificou os atrasos com base na queda de arrecadação. Segundo ela, a prefeitura arrecadou R$ 5,2 bilhões até agora e deve fechar o ano abaixo da estimativa de R$ 6,8 bilhões. Ela ainda explicou que cerca de 55% da receita está comprometida com a folha de pagamento, principalmente com servidores da educação e saúde. Ainda assim, vereadores pediram mais clareza sobre os números. Otávio Trad, presidente da Comissão de Finanças da Câmara, disse que vai acompanhar de perto os pagamentos às empresas e a execução dos contratos.
Deputados estaduais terão R$ 96 milhões para ajudar cidades de MS em 2026
Recursos serão usados para apoiar ações de saúde, educação e assistência social em todo o Estado
O governo de Mato Grosso do Sul e a Assembleia Legislativa definiram, nesta semana, como será a liberação das emendas parlamentares em 2026. O valor total chega a R$ 96 milhões, sendo R$ 4 milhões para cada deputado estadual. Os recursos serão destinados para ajudar municípios e entidades, principalmente nas áreas de saúde, educação e assistência social.
O anúncio foi feito na terça-feira (18), durante uma reunião com os parlamentares na Assembleia, conduzida pelo vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha (PSD), e pelo secretário da Casa Civil, Walter Carneiro.
MAIS AGILIDADE E MAIS CLAREZA
Segundo o presidente da Assembleia Legislativa, deputado
Gerson Claro (PP), o objetivo é garantir que os recursos cheguem de forma rápida e transparente à população. Ele explicou que, seguindo uma determinação do Supremo Tribunal Federal, os Estados precisarão dar mais visibilidade às emendas, como já ocorre no governo federal. “O cidadão precisa saber onde está sendo investido o dinheiro. Por isso, vamos trabalhar junto com o governo para garantir essa transparência”, afirmou Gerson. Ele também informou que quase 70% das emendas deste ano já foram pagas, e a expectativa é melhorar ainda mais
esse número em 2026.
SAÚDE SERÁ PRIORIDADE A maior parte do valor — cerca de R$ 60 milhões — será destinada à saúde. De acordo com Walter Carneiro, o governo está organizando todo o processo para que os pagamentos comecem já no primeiro semestre do ano que vem. “Muitos municípios dependem dessas emendas para manter serviços básicos funcionando, principalmente na área da saúde. Estamos trabalhando para que tudo aconteça dentro do prazo e sem burocracia”, disse o secretário.
Foto: Bruno Rezende
Foto: Divulgação
Barbosinha, Walter Carneiro e Gerson Claro explicaram como os deputados poderão usar os recursos no próximo ano
Secretária Márcia Hokama anuncia retomada do tapa-buraco após reunião tensa com vereadores na Câmara de Campo Grande
Produção agropecuária de Mato Grosso do Sul deve ultrapassar R$ 76 bilhões em 2025
Com alta de 23%, Estado se mantém entre os maiores do país e reforça protagonismo no agronegócio nacional
Mato Grosso do Sul deverá encerrar o ano de 2025 com uma das maiores marcas da sua história no campo: R$ 76,3 bilhões em valor bruto da produção agropecuária. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), por meio da mais recente Carta de Conjuntura da Agropecuária.
Esse montante representa um crescimento de 23,68% em relação ao ano anterior, quando o total era de R$ 61,7 bilhões. Com esse desempenho, o Estado mantém a sétima posição no ranking nacional da agropecuária, sendo responsável por 5,42% do valor gerado pelo setor em todo o Brasil.
Na composição do VBP (Valor Bruto da Produção), a agricultura continua liderando
com 63,8% do total, o equivalente a R$ 48,7 bilhões. A pecuária, por sua vez, representa 36,1% do valor, somando R$ 27,6 bilhões. Os dois setores tiveram crescimento expressivo: a agricultura avançou quase 20% e a pecuária saltou mais de 31%.
Entre os produtos de maior peso na economia rural sul-mato-grossense estão a soja, que responde por 34,48% do VBP estadual, seguida pela criação de bovinos (26,76%), milho (14,42%) e cana-de-açúcar (11,63%). A produção de frango (4,38%) e suínos (3,77%) também mantém forte presença na balança agropecuária do Estado.
O setor agropecuário não apenas movimenta a economia com produção e exportações, mas também vem sendo decisivo na geração de empregos. Em
setembro deste ano, Mato Grosso do Sul tinha mais de 100 mil trabalhadores empregados diretamente no campo. Desses,
cerca de 83 mil atuam no subsetor de agricultura, pecuária e serviços relacionados.
O salário médio de admissão
foi de R$ 2.282, e o crescimento do emprego no agro desde janeiro de 2020 chega a 33,23%. Para o secretário Jaime Verruck,
Presidente da Fiems alerta para impacto econômico em MS e diz que setor pode recorrer à Justiça
A possível restrição à produção de tilápia no Brasil acendeu um alerta no setor industrial de Mato Grosso do Sul. Para o presidente da Fiems, Sérgio Longen, a decisão da Conabio (Comissão Nacional de Biodiversidade), que incluiu o peixe na lista de espécies exóticas invasoras, representa um risco direto ao desenvolvimento do Estado e ao avanço da cadeia produtiva do pescado no país. Longen classificou como
“inaceitável” a medida e afirmou que, se necessário, o setor industrial está disposto a recorrer à Justiça para impedir que restrições sejam impostas. Segundo ele, qualquer mudança brusca pode afetar empregos, investimentos e o volume de exportações — especialmente em Mato Grosso do Sul, que hoje tem a tilápia como um dos seus destaques no mercado externo. “Colocar uma produção
Décimo terceiro salário vai injetar mais de R$ 5,2 bi na economia de MS
Valor representa crescimento de 22% e abastece consumo neste fim de ano em todo o Estado
dessa magnitude na lista de espécies exóticas invasoras é algo inaceitável. Isso pode prejudicar uma cadeia de grande importância para o Brasil”, declarou.
MS E O POTENCIAL DA TILÁPIA
Mato Grosso do Sul se consolidou nos últimos anos como um dos maiores produtores nacionais de tilápia. De acordo com Longen, cerca de 99,6% da produção sul-mato-grossen-
se do peixe é destinada ao mercado americano, um dos mais exigentes do mundo. A espécie se adaptou bem a diferentes re-
giões do país e gera milhares de empregos diretos e indiretos. A preocupação da Fiems é que a classificação feita pela
Conabio seja o primeiro passo para uma série de restrições ambientais que possam inviabilizar expansões no setor ou dificultar a emissão de licenças para novas unidades de produção.
Longen reforça que, caso essas limitações avancem, o Brasil poderá passar a importar mais pescado de outros países — um movimento considerado “inaceitável” pela indústria. “Vamos trabalhar forte para impedir essa tendência. Não faz sentido enfraquecer uma atividade altamente competitiva, moderna e sustentável”, afirmou.
“O que está em jogo é a segurança jurídica e a confiança do investidor. O setor produtivo de Mato Grosso do Sul é forte e organizado, e vamos defender o que é correto para a economia e para as famílias que dependem dessa atividade”, concluiu Longen.
O pagamento do 13º salário em Mato Grosso do Sul deve movimentar cerca de R$ 5,202 bilhões até o fim do ano, segundo cálculos do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O montante representa um crescimento de 22,4% — ou seja, mais R$ 953,6 milhões que no ano anterior. Desse total, aproximadamente R$ 1,281 bilhão são provenientes de aposentados e pensionistas; os R$ 3,921 bilhões restantes vêm dos trabalhadores da iniciativa privada e do setor público. O impacto desse recurso equivale a cerca de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.
MAIS PESSOAS
BENEFICIADAS E MAIOR
MASSA SALARIAL O número de pessoas que
receberão o 13º também cresceu: são 1.287.100 beneficiários, aumento de 6,2% — ou mais 75.654 pessoas — em relação ao ano passado. No mercado formal, existem 893.441 trabalhadores contemplados, o que representa 69,4% do total e inclui um acréscimo de 38.160 empregados. No Regime Geral de Previdência, o número de novos beneficiários saltou de 356.165 para 393.659 pessoas, com valor médio de remuneração passando para R$ 1.671,62, alta de R$ 90,40. A legislação trabalhista estabelece que as empresas devem pagar a primeira parcela até 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro. Em Mato Grosso do Sul, o governo estadual pagou metade do valor já em setembro, o que aqueceu o consumo e trouxe fôlego ao comércio local.
Pesquisa aponta expectativa de R$ 354 mi em gastos — contra R$ 417 mi do ano passado — e revela perfil mais seletivo e desconfiado
Mesmo com a tradicional Black Friday marcada para o dia 28 de novembro, o varejo de Mato Grosso do Sul se prepara para um cenário mais contido em 2025. Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa da Fecomércio MS em parceria com o Sebrae MS, o valor esperado para as compras na data é de aproximadamente R$ 354 milhões, queda de cerca de 18% em relação aos R$ 417 milhões registrados no ano anterior.
Essa retração, porém, não reflete desinteresse, e sim uma postura mais cuidadosa por parte do consumidor sul-mato-grossense. “O cliente compara preços, prioriza itens de maior necessidade e busca descontos reais. A data segue relevante para o comércio, mas o
ANEEL mantém bandeira vermelha patamar 1 e alerta para geração mais cara de energia devido à seca Sérgio Longen reage e chama de “inaceitável” possível restrição à produção de tilápia no país
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) confirmou, nesta semana, que a bandeira tarifária no mês de novembro permanecerá em vermelha patamar 1, o que implica em cobrança adicional de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos nas contas de luz.
A decisão vem após meses em
consumidor está mais atento e seletivo”, explica a economista Ludmila Velozo, do Instituto de Pesquisa da Fecomércio.
PERFIL DIFERENTE, GASTOS MAIS COMEDIDOS
De acordo com a pesquisa, 52% dos entrevistados afirmaram que pretendem participar das promoções deste ano, enquanto 48% indicaram que devem ficar de fora. Entre aqueles que vão comprar, o gasto médio estimado está em torno de R$ 454,73 — patamar mais baixo do que se via em anos de expectativa maior. A faixa de maior intenção de compra está entre R$ 200 e R$ 400. Além disso, o consumidor está mudando o foco: produtos voltados ao trabalho lideram com 21% das inten-
ções de compra, seguidos por notebooks e computadores (20%), móveis e eletrodomésticos (19%), celulares e tablets (14%). Outros 10% ainda não definiram o que comprar. Quando questionados sobre o motivo de não participar da
Black Friday, 53% dos que desistiram afirmaram não acreditar nos descontos oferecidos. Outros 20% citaram cenário econômico incerto, 10% disseram receio de gastar e 18% afirmaram não ter dinheiro para participar.
que o custo adicional era ainda maior — no patamar vermelho 2 — e reflete a persistência da seca e geração mais cara no país. A justificativa da agência reguladora é de que o baixo nível de chuvas continua a limitar a produção das hidrelétricas. Com isso, cresce a necessidade
de acionar usinas termelétricas, que geram energia mais cara e influenciam diretamente no valor que o consumidor paga. Por que a cobrança extraO sistema de bandeiras tarifárias foi criado para repassar à população os custos variáveis da geração de energia. Nos meses em que as chuvas são insuficientes, as termelétricas — que usam combustíveis fósseis ou gás — entram em cena, elevando os gastos. A bandeira vermelha 1 sinaliza que há custo adicional, embora menor
que o patamar 2 (em agosto e setembro era de R$ 7,87 por 100 kWh). Para os moradores de Mato Grosso do Sul — e de todo o Brasil — isso significa que as contas de luz continuam com acréscimo em novembro. Quem consumir 200 kWh, por exemplo,
os dados são resultado de uma combinação de planejamento estratégico e políticas públicas voltadas ao setor.
Fotos: Divulgação
Com crescimento puxado pela soja e pela pecuária, MS avança em produção e diversifica a matriz agropecuária
pagará cerca de R$ 8,92 a mais além da tarifa normal. O valor pode parecer pequeno, mas em famílias mais vulneráveis ou com consumo elevado, o impacto se torna re-
MS aprova R$ 219
milhões em novos financiamentos para agro e empresas
CEIF-FCO libera quase R$ 141 milhões para o campo e R$ 78 milhões para negócios urbanos em reunião presidida por Jaime Verruck
Brasil entra em nova fase para reconquistar espaço nos Estados Unidos após queda de tarifas
Setores como café, carne e frutas projetam retomada das exportações após alívio tarifário anunciado por Trump na quinta-feira
Em encontro realizado na última quarta-feira (19), o úndezimo da série de reuniões do Conselho Estadual de Investimentos de Financiamento do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (CEIF-FCO) aprovou 97 cartas-consulta com um total de R$ 219.460.968,28 em novos financiamentos destinados a empreendedores de Mato Grosso do Sul. A reunião foi presidida pelo secretário estadual da Semadesc, Jaime Verruck, e teve participação de representantes de diversos órgãos e instituições financeiras.
Deste total, R$ 141,5 milhões são programas do FCO Rural — com destaque para máquinas agrícolas (R$ 32,1 milhões) e suinocultura (R$ 35,6 milhões) — e R$ 77,8 milhões foram aprovados para o eixo empresarial, divididos entre indústria (R$ 31,2 milhões) e comércio e serviços (R$ 32 milhões). Tam-
bém foram aprovados R$ 11,3 milhões em infraestrutura econômica e R$ 3,1 milhões em turismo regional. No âmbito rural, o conselho decidiu remanejar R$ 300 milhões do FCO Empresarial para o FCO Rural e elevou o teto para financiamento de máquinas, implementos agrícolas, caminhões e aviões agrícolas para R$ 350 milhões. Segundo o secretário Jaime Verruck, “as decisões de hoje fortalecem ainda mais nossa capacidade de apoiar quem produz. Estamos ampliando limites, reforçando o Rural e garantindo que os recursos cheguem com agilidade a quem transforma a economia de Mato Grosso do Sul.” Com essa rodada, em 2025 o CEIF-FCO já soma 1.242 cartas-consulta aprovadas, totalizando cerca de R$ 2,6 bilhões, sendo que o setor rural responde por aproximadamente 74,79% desse volume.
Comércio da Capital prevê estabilidade e até ampliação nas vagas temporárias
Pesquisa da ACICG mostra que mais da metade dos empresários manterá número de contratações de 2024; expectativa é de 1,1 mil oportunidades até dezembro
A chegada do fim de ano reacende a expectativa de aumento nas vendas e geração de empregos no comércio de Campo Grande. De acordo com a pesquisa “Perspectivas Empresariais para Contratações 2025”, realizada pela Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), a maior parte dos empresários está confiante na estabilidade do setor e projeta manter ou até ampliar o número de contratações temporárias. O levantamento ouviu 100 empresas de diferentes segmentos e revela que 59% dos empresários devem manter o mesmo volume de contratações temporárias de 2024, enquanto 36% planejam contratar mais colaboradores para atender à demanda do período. Apenas 5% indicaram possível redução nas vagas. A expectativa, segundo o presidente da ACICG, Renato Paniago, é que o setor terciário — que compreende comércio e serviços — gere cerca de 1,1
mil vagas temporárias entre os meses de outubro e dezembro. “Esse número mostra uma estabilidade saudável. Mesmo diante de incertezas econômicas, os empresários estão mantendo a confiança e, em muitos casos, apostando na ampliação das equipes”, afirma Paniago. A pesquisa aponta que 22% das empresas devem iniciar as contratações em novembro, enquanto quase metade (48%) concentra esse movimento na primeira quinzena de dezembro. Outros 16% devem contratar apenas na segunda quinzena do mês. Cerca de 83% das empresas pretendem abrir até duas vagas, refletindo o perfil de micro e pequenos negócios da Capital. Um dado que reforça o otimismo é que quase 89% dos empresários têm intenção de efetivar os temporários após as festas, o que transforma as contratações de fim de ano em uma verdadeira porta de entrada para o emprego formal.
A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de derrubar, na última quinta-feira (20), a tarifa adicional de 40% imposta a produtos brasileiros começa a provocar reações em diversos setores da economia nacional. A medida, que chega após semanas de negociação entre os dois governos, é considerada estratégica por produtores e autoridades brasileiras, que agora voltam suas atenções para o desafio de retomar o espaço perdido no mercado norte-americano.
O fim da sobretaxa afeta diretamente segmentos de peso como o café, a carne bovina, as frutas tropicais e outras commodities. Para os exportadores, a revogação da tarifa representa não apenas um alívio momentâneo, mas a chance de reposicionar o Brasil em uma das principais vitrines comerciais do mundo.
CORRIDA PELA RECONQUISTA
DO MERCADO AMERICANO
A reação mais imediata à decisão de Trump foi de celebração, mas passados os primeiros dias, o setor produtivo já começa a planejar os próximos passos. O café, que viu
suas exportações aos EUA caírem desde agosto, tenta agora retomar espaço nos blends utilizados pela indústria americana. Segundo Marcos Matos, CEO do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o objetivo agora é recuperar a confiança dos importadores.
“Vamos acelerar nossa atuação com inteligência comercial e ações de promoção para retomar as vendas. O mercado americano é estratégico, e essa decisão restabelece a competitividade do café brasileiro”, afirma Matos. O produto voltou a ter tarifa zero, após a suspensão não só da sobretaxa de 40%, mas também da tarifa recíproca de 10% imposta em escala global. Outro setor que já se movimenta é o da carne bovina.
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) informou que trabalha com seus associados para aproveitar a nova janela de oportunidade aberta com o fim das tarifas. A ideia é não apenas retomar o que foi perdido, mas ampliar a presença da carne brasileira nos EUA, especialmente em segmentos de maior valor agregado.
O setor de frutas também vê com bons olhos o momento. Com a retirada das tarifas sobre produtos como manga, banana, abacate, goiaba, açaí e cacau, as empresas agora apostam em um salto nas exportações em 2026. Segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas (Abrafrutas), a expectativa é que o volume embarcado para os EUA dobre nos próximos 12 meses.
O Ministério da Agricultura e Pecuária informou que seguirá monitorando o impacto da medida e trabalhará para incluir outros produtos brasileiros nas listas futuras. O secretário de Comércio e Relações Internacionais da pasta, Luis Rua, afirmou que “o momento é de comemoração, mas também de análise estratégica para os próximos passos”.
Mais de 6,5 mil contribuintes de MS receberão R$ 13,4 milhões em restituições
Arquivo da Receita confirma lotes de novembro para 6.568 contribuintes — pagamento previsto para 28 de novembro via conta ou Pix
A Receita Federal confirmou que 6.568 contribuíntes de Mato Grosso do Sul receberão o lote de restituições da malha fina referente a novembro, totalizando R$ 13.410.754,21. O pagamento está programado para o dia 28 de novembro, e os valores serão depositados na conta informada ou via chave Pix do tipo CPF. Desse montante, 4.228 restituições dizem respeito ao ano-calendário de 2025, no valor de R$ 8.067.154,28. Os demais valores referem-se a lotes de anos anteriores — de 2024 para trás — que aguardavam regularização e agora poderão ser pagos.
COMO ACOMPANHAR E O QUE
FAZER
A consulta ao lote está
da malha fina
aberta no portal da Receita Federal e também pelo app “Meu Imposto de Renda”. Basta acessar a opção “Consultar a Restituição”. Caso o nome não apareça, o contribuinte deve entrar no e-CAC (Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte) para verificar pendências ou emitir extrato da declaração.
Se o crédito não for depositado na conta informada na declaração, o valor fica disponível por até 12 meses no banco depositário — geralmente o Banco do Brasil. Após esse prazo, ainda é possível solicitar o resgate pelo e-CAC em “Solicitar Restituição Não Resgatada na Rede Bancária”.
A restituição segue uma
ordem de prioridade: contribuintes que usaram declaração pré-preenchida ou que optaram por restituição via Pix estão em primeiro lugar. Também têm prioridade idosos entre 60 e 79 anos, pessoas com deficiência física ou mental, doenças graves, contribuintes acima de 80 anos e quem trabalha como magistério.
IBGE: trabalho com veículo próprio perde fôlego em MS
Estado é o 4º no país em percentual de trabalhadores nessa categoria, mas registra leve queda em 2024
Mato Grosso do Sul aparece entre os estados com maior proporção de pessoas que trabalham usando o próprio veículo, segundo dados divulgados na quarta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, o número caiu levemente em 2024, foram 78 mil trabalhadores nessa condição, o equivalente a 6,9% da população ocupada, contra 79 mil em 2023, quando
a taxa era de 7,1%.
A categoria inclui motoristas de aplicativos e entregadores autônomos, uma das formas de ocupação que mais cresceu na última década. Em 2012, apenas 33 mil sul-mato-grossenses exerciam esse tipo de atividade, o que representava 3,7% da população ocupada no estado. Em 12 anos, esse número mais que dobrou, aumento de 136%. Mesmo com a queda recente,
Mato Grosso do Sul ocupa a 4ª colocação nacional no percentual de trabalhadores que atuam com veículo próprio, ficando atrás de Amazonas (7,6%), Acre (7,4%) e Rondônia (7,0%). Santa Catarina tem o menor índice: 2,9%.
MENOS EMPREGADORES E TRABALHADORES POR CONTA PRÓPRIA EM 2024
O levantamento do IBGE também mostra uma redução no número de empregadores e trabalhadores por conta própria no estado. Em 2024, o total caiu 2,9% em relação a 2023, passando de 376 mil para 365 mil pessoas. Desses, 150 mil (41,2%) têm CNPJ, um aumento de 1,2% em relação ao ano anterior. A maioria desse grupo é formada por homens (64,1%). Entre os homens, 41,9% têm CNPJ, enquanto entre as mulheres esse número é de 39,8%. Do total de pessoas nessa condição, 295 mil trabalham por conta própria e 71 mil são empregadores. O registro no CNPJ é mais comum entre empregadores (79%) do que entre os trabalhadores autônomos (32,1%). Nesse recorte, as mulheres lideram levemente: 32,4% das trabalhadoras por conta própria têm CNPJ, contra 31,9% dos homens.
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Secretário Jaime Verruck conduz a 11ª Reunião Ordinária do CEIF‑FCO, onde foram aprovadas 97 cartas‑consulta de financiamento no valor de R$ 219,4 milhões.
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Serviço online da Receita Federal do Brasil permite consulta ao lote da malha fina: 6.568 contribuintes de MS serão contemplados com restituições.
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Comércio campo grandense entra no clima de fim de ano com otimismo e deve abrir mais de mil vagas temporárias, segundo levantamento da ACICG
Presidente Trump e Lula: Exportadores brasileiros comemoram decisão dos EUA de suspender sobretaxa de 40% sobre produtos nacionais; expectativa agora é de retomada comercial com força
Horário especial de fim de ano no comércio de Campo Grande ainda não foi decidido
SECCG esclarece que informações veiculadas sobre acordo são precipitadas e negociação segue com trabalhadores em pauta
O Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande (SECCG) emitiu um comunicado na última sextafeira (21) alertando que não há definição oficial sobre o horário especial de funcionamento do comércio para o fim de ano. A entidade, que representa cerca de 40 mil trabalhadores, disse ter sido surpreendida por uma reportagem de televisão que anunciou um acordo já firmado, fato que não corresponde à realidade.
Segundo o presidente do SECCG, Carlos Santos, o acordo está em negociação com o Sindivarejo/Fecomércio-MS e integra a pauta da Convenção Coletiva de Trabalho 2025/2026, que ainda trata de
questões como pisos salariais e cláusulas de proteção social aos trabalhadores do comércio. “Logo cedo, a própria Fecomércio entrou em contato conosco, demonstrando surpresa, porque não emitiu qualquer comunicado à imprensa”, afirmou. Negociação ainda abertaO sindicato reforçou que, até o momento, não houve consenso sobre o horário especial para o fim de ano. Carlos Santos lamentou a divulgação de informações precipitadas que podem gerar incerteza tanto para trabalhadores quanto para consumidores. “Trabalhadores e clientes precisam de clareza. Assim que houver acordo, faremos ampla divulgação conjunta com as entidades patro-
Radares passam a vigorar em caráter educativo em vários pontos da Capital
Prefeitura ativa fiscalização eletrônica em vias-chave e reforça caráter educativo da medida para reduzir acidentes
Desde a última quarta-feira (19), a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) de Campo Grande estão em operação plena dos radares instalados em diversos trechos da cidade. A medida integra a política de segurança viária da prefeitura e tem como foco prin-
cipal orientar e prevenir condutas que geram acidentes, e não simplesmente arrecadar. Segundo a administração municipal, os motoristas que circularem dentro dos limites de velocidade e respeitarem a sinalização não serão autuados. Apenas quem exceder a
Município entrega 56 certidões que garantem regularização de 156 lotes residenciais
Documentos formalizam moradia de dezenas de famílias e abrem caminho para melhorias e inclusão social
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A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (EMHA), realizou na última quarta-feira (19) a entrega de 56 Certidões de Regularização Fundiária (CRFs) que formalizam a titularidade de 156 lotes para famílias em situação de moradia popular. A ação beneficia conjuntos habitacionais vinculados à Agência de Habitação Popular do Estado (Agehab) e representa avanço importante no reconhecimento do direito à moradia digna. As certidões permitem que as famílias tenham segurança jurídica sobre o imóvel que ocupam, o que possibilita o acesso a financiamento para reformas, inclusão em programas habitacionais e a facilidade de transmissão do bem às gerações futuras. Entre os contemplados, estão moradores da Região Urbana do Anhanduizinho (24 lotes), Bandeira (4 lotes), Imbirussu (1
nais”, disse. Nas próximas semanas, representantes do sindicato e
das entidades patronais devem manter as negociações para formalizar o horário que será
velocidade ou cometer outras infrações registradas pelos equipamentos estará sujeito a penalidades. Durante os primeiros
15 dias, os locais já receberam placas educativas para facilitar a adaptação dos condutores à nova fiscalização.
adotado. O SECCG garante que vai acompanhar de perto todos os pontos da convenção e trabalhar
CONFIRA OS PONTOS DE INSTALAÇÃO DOS RADARES
Av. Ver. Thyrson de Almeida x Av. Graciliano Ramos (B–C)
Av. Gury Marques, 3203 – Universidade Anhanguera (C–B)
Av. Gury Marques, 3203 – Universidade Anhanguera (B–C)
Av. Pres. Ernesto Geisel, 5701 (B–C)
Av. Nelly Martins x R. Pernambuco (B–C)
Av. Ver. Thyrson de Almeida – próximo ao nº 210 (C–B)
Av. Ver. Thyrson de Almeida – próximo ao nº 498 (B–C)
Av. Fernando Corrêa da Costa, 1800 (C–B)
Av. Gabriel Del Pino – próximo ao nº 803 (sentidos O–L e L–O)
Av. Manoel da Costa Lima, 2334 (NO–SE)
Av. P. Heráclito – Jd. das Figueiras – próximo à R. Horácio (C–B e B–C)
Av. Manoel da Costa Lima, 2234 (L–O)
Av. Pref. Lúdio M. Coelho x R. João P. Pedrossian (N–S)
Av. Júlio de Castilho – oposto ao nº 810 (B–C)
Av. Pref. Lúdio Martins Coelho x R. Petrópolis (B–C e C–B)
Av. Afonso Pena x Av. Arq. Rubens Gil de Camilo (C–B e B–C)
Av. Noroeste x R. Ana América (B–C)
Av. Dr. Olavo V. de Andrade x R. Ramalho Ortigão (O–L e L–O)
Av. Afonso Pena, 2326 x Rua Rui Barbosa (sentido Centro)
Campo Grande cria grupo de voluntários
para buscas e salvamentos em emergências
Lei sancionada institui cadastro e ação registrada da comunidade junto à Defesa Civil para agir em calamidades
A Prefeitura de Campo Grande oficializou a criação do Grupo de Voluntários de Busca e Salvamento (GVBS), por meio da sanção da Lei n.º 7.524, publicada na última quarta-feira (19) em edição extra do Diário Oficial. O novo grupo tem como missão reunir cidadãos devidamente capacitados para apoiar as ações de emergência, busca, salvamento e ajuda humanitária coordenadas pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (COMPDEC).
COMO VAI FUNCIONAR O GVBS
lote), Lagoa (10 lotes) e Segredo (17 lotes). Os bairros envolvidos incluem Aero Rancho, Jardim Parati, Universitárias, Moreninhas, Buriti, Estrela do Sul e José Abrão, entre outros. O diretor de Habitação e Regularização Fundiária da EMHA, Douglas Torres, destacou que a entrega das CRFs “vai muito além de um documento”. Ele afirmou que a medida integra as famílias à malha urbana, garante dignidade, estabilidade e abre novas oportunidades de vida.
A parceria entre o Município e o Estado, por meio da Agehab, foi também apontada como decisiva para destravar processos que se encontravam parados.
Desde a sanção da Lei Federal nº 13.465/17 e do Decreto nº 9.310/18, o município conseguiu avançar com milhares de procedimentos de regularização, totalizando mais de 7 mil lotes regularizados ou em fase final.
A lei autoriza qualquer pessoa interessada a se voluntariar, contanto que atenda aos critérios que serão definidos na fase de regulamentação — idade mínima, qualificação, competências e forma de cadastro on-line. As atividades se estenderão a áreas urbanas, rurais ou turísticas, com atuação integrada ao Núcleo de Proteção e Defesa Civil (NUPDEC) de cada região da cidade.
Segundo o coordenador da Defesa Civil, Eneas Netto, “após a sanção, vem a fase de regulamentação da lei, dialogando com a sociedade civil, conselhos regionais, organizações e entidades. Nessa etapa é que iremos estabelecer as diretrizes desse programa”. Em sua explicação, ele indicou que haverá triagem, emissão de identificação para os voluntários, e o trabalho será distribuído conforme perfil — por exemplo: logística, separação de mantimentos ou apoio direto em salvamentos.
Não haverá limite para o número de inscritos e a meta é que todas as sete regiões urbanas da capital contem com voluntários treinados. O GVBS poderá ainda colaborar com campanhas da Defesa Civil e promover capacitações periódicas.
A iniciativa amplia a capacidade da cidade de responder
a emergências. Em situações de risco — como enchentes, deslizamentos, acidentes ou calamidades — a presença de voluntários com treinamento e cadastrados formalmente pode fazer a diferença. Além disso, representa um importante engajamento da comunidade, fortalecendo a cultura de solidariedade e apoio mútuo.
DESAFIOS E PRÓXIMOS PASSOS A regulamentação da lei será um passo fundamental para que o GVBS saia do papel. É necessário definir os critérios de adesão, o sistema de cadastro, as responsabilidades dos voluntários, o tipo de treinamento e a forma de integração com os órgãos municipais. Para que o programa funcione com eficiência, será essencial que todos entendam seus papéis e que o município invista em estrutura de apoio, coordenação e supervisão.
Capital lança força-tarefa para remover emaranhado de fios soltos das ruas
Projeto Rede Limpa reúne município, agência e concessionária para iniciar piloto na madrugada de 27 de novembro
Depois de anos de reclamações por fios soltos, clandestinos e visualmente poluentes em postes da capital sul-mato-grossense, foi lançado oficialmente o Projeto Rede Limpa. A iniciativa conjunta da AGEMS (Agência Estadual de
Regulação dos Serviços Públicos), da Prefeitura de Campo Grande e da concessionária Energisa terá como missão desatar o nó-urbano dos cabos, melhorando o trânsito, a segurança e o visual da cidade. A primeira grande operação
está marcada para a madrugada de 27 de novembro, num dos eixos mais movimentados do centro — entre as avenidas Mato Grosso, 13 de Maio, Afonso Pena e Calógeras. As equipes atuarão entre 22h e 5h, com o objetivo de evitar transtornos no trânsito e garantir a mobilidade de pedestres durante o dia.
O QUE MUDA NA CIDADE Segundo o diretor-presidente da AGEMS, Carlos Alberto de Assis, “quando unimos forças, quem ganha é a população… este projeto mostra como a regulação, o município e a concessionária podem transformar realidades e entregar resultados práticos para as pessoas”. A ação visa retirar instalações irregulares de operadoras de telecomunicação — há hoje 144 empresas cadastradas, mas muitas instalaram cabos sem autorização técnica, o que gera sobrecarga, poluição visual e risco de acidentes.
para que seja alcançado um acordo justo e equilibrado.
Carlos Santos, presidente do SECCG, afirma que acordo sobre horário estendido para fim de ano ainda está em negociação e pede calma aos comerciantes e clientes
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Radar recém‑instalado em avenida movimentada de Campo Grande: 15 dias de sinalização para adaptação antes das autuações entrarem em vigor
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Voluntário cadastrado estará pronto para atuar em situações de risco; programa prevê treinamento e uso conforme perfil de cada cidadão.
Famílias recebem os documentos de titularidade de seus imóveis durante cerimônia da EMHA em Campo Grande, que marca a regularização de 156 lotes
Dengue: MS concentra mais de 8 mil casos confirmados e 18 mortes registradas
SES divulga boletim com 13.551 casos prováveis da doença; vacina já aplicada em mais de 200 mil adolescentes
Mato Grosso do Sul enfrenta um cenário preocupante com as arboviroses: segundo dados da 45ª semana epidemiológica divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), o estado registrou 13.551 casos prováveis de dengue em 2025, dos quais 8.299 foram confirmados. Já foram contabilizadas 18 mortes pela doença, com outros 7 óbitos ainda em investigação.
Os óbitos foram registrados em municípios como Dourados, Campo Grande, Três Lagoas, Nova Andradina, entre outros, e envolvem vítimas que em muitos casos tinham comorbidades. Nos últimos 14 dias, alguns municípios como Bonito, Nioaque e Dois Irmãos do Buriti apresentaram queda na incidência de casos, mas o alerta permanece ativo. Para conter a circulação do vírus, o estado já recebeu 241.030 doses da vacina contra a dengue e aplicou 201.633 delas em adolescentes entre 10 e 14 anos. O esquema vacinal exige duas doses, com inter-
valo de três meses entre elas. Essa faixa etária foi priorizada porque concentra os maiores índices de hospitalização da doença. Além da dengue, a SES registrou 13.684 casos prováveis de chikungunya, sendo 7.536 confirmados. Foram identificadas 74 gestantes infectadas e 16 mortes em municípios como Maracaju, Iguatemi e Vicentina. Do total de óbitos, 12 tinham comorbidades.
O QUE FAZER PARA SE PROTEGER
A SES alerta que em caso de sintomas como febre alta, dor no corpo ou nas articulações, manchas na pele ou outros sinais compatíveis com dengue ou chikungunya, o ideal é procurar uma unidade de saúde. É importante evitar a automedicação, eliminar possíveis criadouros do mosquito, usar filtro solar, roupas claras e repelentes. A vacinação para dengue está disponível e deve ajudar a reduzir complicações em adolescentes.
Dourados será sede de UTI inteligente no novo projeto tecnológico do SUS
Ministério da Saúde inclui a cidade entre as 14 unidades automatizadas que entrarão em rede nacional de medicina de alta precisão
O município de Dourados, em Mato Grosso do Sul, foi selecionado pelo Ministério da Saúde como uma das 14 cidades brasileiras que receberão unidades de terapia intensiva (UTIs) inteligentes no âmbito da nova Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão. O anúncio oficial, feito no dia 18 de novembro, integra o programa “Agora Tem Especialistas” e prevê o investimento de R$ 1,7 bilhão via cooperação internacional para implantar UTIs automatizadas, inteligência artificial, big data e telemedicina em hospitais selecionados. Em Dourados, o investimento pode representar um salto tecnológico e ampliado para a saúde pública local.
TECNOLOGIA A SERVIÇO DA EMERGÊNCIA
A composição da rede prevê UTIs digitais em hospitais de referência em cada uma das cinco regiões do Brasil —
Estado pronto para vacinar gestantes contra bronquiolite e proteger recém-nascidos
Campanha inédita começa com rede estruturada e foco na prevenção de internações por vírus que causa 60% das pneumonias em bebês
Mato Grosso do Sul está com tudo pronto para dar início a uma das campanhas de vacinação mais estratégicas do ano: a imunização de gestantes contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite e de pneumonias em crianças menores de dois anos. A aplicação da nova vacina começa ainda neste mês nas Unidades Básicas de Saúde, com previsão de atingir todas as grávidas a partir da 28ª semana de gestação.
A mobilização envolve um esforço coordenado da Secretaria de Estado de Saúde (SES), prefeituras e profissionais das redes municipais. A vacina será aplicada gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e chega com a missão de reduzir internações de recém-nascidos
no período mais crítico da vida.
REDE PRONTA PARA AGIR
ASSIM QUE DOSES CHEGAREM
A secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, explica que o Estado já concluiu o treinamento das equipes e alinhou os fluxos com todos os municípios. “Toda a rede está organizada para garantir que cada gestante receba a dose no tempo certo, com segurança e eficiência”, reforça. Durante a capacitação realizada com as coordenações de
imunização dos 79 municípios, foram repassadas as diretrizes técnicas da campanha, incluindo organização das salas, triagem, acolhimento e registro das doses. A SES aguarda apenas o envio das vacinas pelo Ministério da Saúde para iniciar a aplicação.
A nova estratégia é baseada na transferência de anticorpos da mãe para o bebê ainda durante a gestação. Com a vacinação a partir da 28ª semana, o organismo da gestante produz anticorpos que passam pela pla-
Mutirão gratuito leva
Dourados representa a região Centro Oeste sul do estado. Nessas unidades, equipamentos e sistemas serão integrados, permitindo monitoramento em tempo real, apoio remoto de especialistas e redução de até cinco vezes no tempo de espera por atendimento. Para o secretário de Saúde e os gestores locais, a escolha de Dourados é uma oportunidade de transformar o serviço público de saúde da cidade e da região. O efeito esperado inclui não apenas mais tecnologia, mas também maior qualificação, rapidez no diagnóstico e suporte especializado em situações de urgência. Apesar da confirmação da cidade no projeto, ainda há etapas a serem cumpridas: o financiamento via Banco dos BRICS está submetido à aprovação final, e a seleção da unidade hospitalar, adequação da infraestrutura e treinamento de equipes começam a partir de 2026.
centa, protegendo o bebê nos primeiros meses de vida — justamente quando ele é mais vulnerável e ainda não pode receber vacinas diretamente. Com 1,8 milhão de doses a serem distribuídas em todo o Brasil, a vacinação contra o VSR deve se tornar uma das principais frentes de prevenção em saúde infantil. Em Mato Grosso do Sul, a campanha pretende alcançar 100% do público -alvo, garantindo uma barreira imunológica eficiente contra o vírus.
câncer de pele a Capital e Dourados
Com triagem no dia 13 de dezembro, SBD/ MS foca em diagnóstico precoce e alerta para os riscos da exposição solar
Com foco na prevenção e no diagnóstico precoce, a Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Mato Grosso do Sul (SBD/MS) promove no dia 13 de dezembro um mutirão gratuito de combate ao câncer de pele. A ação acontecerá simultaneamente em Campo Grande e Dourados, oferecendo triagem gratuita à população como parte da campanha nacional “Dezembro Laranja”.
A presidente da SBD/MS, dermatologista Elza Garcia, ressalta que o câncer de pele é
o tipo mais comum no Brasil, representando cerca de 33% dos casos de câncer diagnosticados no país, segundo o Inca. “É uma doença silenciosa, mas com alto potencial de cura quando descoberta precocemente. Nosso objetivo é facilitar esse diagnóstico e incentivar a população a observar qualquer mancha ou lesão suspeita”, afirma. A ação acontecerá das 9h às 15h, com atendimentos por ordem de chegada. Em Campo Grande, a triagem será realizada no Hospital do Pênfigo (Av. Barão do Rio Branco, 2590), enquanto em Dourados o mutirão
Em reunião com vereadores, Comitê Gestor detalha ações para solucionar falta de medicamentos e ativar novas ambulâncias do SAMU
Após meses de críticas e cobranças, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande se comprometeu a normalizar o fornecimento de medicamentos essenciais em toda a rede municipal até o início de 2026. A promessa foi feita durante reunião convocada pela Comissão Permanente de Saúde da Câmara Municipal, realizada na manhã da última terça-feira (18), na sede do Legislativo. O encontro, que reuniu vereadores e o Comitê Gestor da Sesau, teve como pauta central a constante falta de remédios, insumos médicos e a paralisação de ambulâncias recém-chegadas do SAMU. Presidente da Comissão de Saúde, o vereador Dr. Victor Rocha enfatizou que a situação tem gerado indignação e preocupação. “A falta de medica-
mentos e materiais hospitalares é a principal queixa que recebemos. Essa reunião foi essencial para cobrar explicações diretas e conhecer o planejamento da Sesau para corrigir essas falhas graves”, disse o parlamentar. Durante a apresentação, o secretário Especial de Licitação e Contratos da Sesau, André de Moura Brandão, afirmou que houve avanço expressivo na recuperação dos estoques. Em apenas 70 dias, o índice de abastecimento da REMUME (Relação Municipal de Medicamentos Essenciais) saltou de 55% para 80%, com previsão de alcançar 90% até o fim de dezembro.
ocorrerá no HU/UFGD (Rua Ivo Alves da Rocha, 558). A campanha contará com a participação de dermatologistas voluntários e seguirá protocolo nacional de avaliação.
Os atendimentos serão voltados apenas a novos casos – pessoas que identificaram manchas ou pintas com alterações como assimetria, bordas irregulares, cores diferentes, diâmetro superior a 6mm ou que estejam mudando com o tempo. Esse padrão, conhecido como regra do ABCDE, é um dos principais instrumentos para identificar lesões suspeitas de câncer de pele. Para participar, os interessados devem levar documento com foto, cartão do SUS e comprovante de residência. A apresentação desses documentos agiliza a triagem e facilita o fluxo de atendimento. Casos que demandarem acompanhamento serão encaminhados para unidades de referência.
“A meta é chegar a 100% no início do próximo ano. Para isso, tivemos de reorganizar processos, renegociar contratos e corrigir falhas administrativas deixadas pela gestão anterior”, pontuou André. Outro ponto sensível tratado foi o uso das seis ambulâncias novas do SAMU, ainda paradas no pátio da secretaria. De acordo com a Sesau, os veícu-
Profissionais de saúde já estão treinados para iniciar a vacinação em gestantes a partir da 28ª semana de gestação, assim que as doses forem enviadas pelo Ministério da Saúde.
Foto: Álvaro Rezende
Profissional de saúde aplica a vacina contra a dengue em adolescente — campanha já atingiu 201.633 doses em Mato Grosso do Sul.
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Campanha da Sociedade Brasileira de Dermatologia oferece atendimento gratuito e orientação preventiva em duas cidades sul-mato-grossenses
Sessão da Comissão Permanente de Saúde reuniu vereadores e gestores da Sesau para tratar dos principais gargalos da rede pública municipal
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O anúncio da nova rede nacional de saúde coloca Dourados como uma das cidades piloto para implantação de UTI inteligente, com monitoramento digital e integração em tempo real.
Governo e Assomasul alinham R$ 1 bi para 2026 e reforçam parceria com os municípios
Encontro entre Riedel e 49 prefeitos projeta nova fase do MS Ativo e consolida municipalismo como eixo da gestão estadual
A força da parceria entre o Governo do Estado e as prefeituras voltou a ganhar protagonismo nesta semana. Na última terça-feira (17), a sede da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do
Sul) foi palco de uma reunião estratégica que reuniu o governador Eduardo Riedel e 49 prefeitos para traçar os rumos do programa MS Ativo Municipalismo 2. A proposta é clara: garantir a continuidade do ci-
Município de Bonito entra na rota das cidades que cobram taxa de turismo
Com início em dezembro, tarifa de R$ 15 por dia por visitante ajuda a preservar a natureza e manter a infraestrutura da cidade símbolo do ecoturismo nacional
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A cidade de Bonito, um dos principais destinos turísticos de natureza do Brasil, passará a cobrar dos visitantes uma taxa diária de R$ 15 a partir de dezembro. A medida já é adotada em pelo menos outros sete destinos nacionais e tem como objetivo ajudar na preservação ambiental e na manutenção da infraestrutura local.
Mesmo com a novidade, Bonito entra na lista com uma das menores tarifas do país. A cobrança, chamada de TTS (Taxa de Turismo Sustentável), só fica à frente de cidades como Bombinhas (SC), que cobra a partir de R$ 4,50 por veículos, e Santo Amaro do Maranhão (MA), onde o turista paga R$ 10 para três dias. Em contrapartida, Fernando de Noronha (PE) lidera com a taxa mais alta: R$ 101,33 por dia por pessoa, em valor progressivo.
A TTS de Bonito será obrigatória para turistas, com isenção prevista para moradores,
trabalhadores locais e crianças com menos de sete anos. A cobrança deve ser feita por meio de sistema eletrônico, vinculado à hospedagem e operadoras de passeios. Nos últimos anos, cidades turísticas vêm apostando nesse tipo de cobrança como forma de garantir recursos para a conservação de trilhas, rios, áreas de banho e controle do fluxo de visitantes. A medida também ajuda a custear a gestão de resíduos sólidos, um dos principais desafios em destinos naturais. De Jericoacoara (CE) a Campos do Jordão (SP), cada município define regras e valores específicos. Em alguns, como Ubatuba (SP) e Ilhabela (SP), a cobrança é feita por tipo de veículo. Em outros, como Alto Paraíso (GO) e Noronha, é por pessoa e dia. Já em cidades como Bonito, o valor fixo e diário facilita a fiscalização e a arrecadação.
clo de investimentos com foco no desenvolvimento regional e no fortalecimento da gestão municipal.
O encontro, solicitado pela própria Assomasul, reforçou o compromisso de manter o municipalismo como uma das prioridades da gestão estadual. Em pauta, temas como infraestrutura urbana, saúde pública e as próximas etapas do programa estadual de apoio aos municípios.
MS ATIVO: NOVA ETAPA COM MAIS R$ 1 BILHÃO EM INVESTIMENTOS
Durante a reunião, o governador apresentou o balanço da primeira fase do MS Ativo, que já executou R$ 1 bilhão dos R$ 1,5 bilhão previstos. O restante — cerca de R$ 500 milhões — será liberado no início de 2026, junto com os recursos do novo ciclo, que prevê mais R$ 1 bilhão em investimentos.
“O municipalismo é mais do
que um discurso: é uma prática diária. Vamos encerrar o MS Ativo 1 entregando resultados concretos e já começaremos 2026 com a nova etapa em andamento. É isso que garante continuidade e impacto real na vida das pessoas”, afirmou o governador Eduardo Riedel. O presidente da Assomasul, Thalles Tomazelli, destacou que os municípios têm avançado com o programa dentro de suas realidades. Algumas
cidades já concluíram 70% das ações previstas, enquanto outras estão em fase intermediária. O objetivo é que todas consigam finalizar suas entregas dentro do prazo.
“Quando o Estado e os municípios se sentam à mesa, os resultados aparecem. Temos dificuldades, sim, mas também temos disposição para superá -las juntos. Esse é o espírito do municipalismo que defendemos”, destacou Tomazelli.
herança, o que é legado? Advogado esclarece dúvidas em palestra
Comissão de Direito das Sucessões encerra o ano com encontro sobre situações comuns em famílias e orienta sobre como lidar com a divisão de bens
A OAB/MS encerrou as atividades de 2025 da Comissão de Direito das Sucessões com uma palestra para lá de útil: o advogado Marcelo Truzzi, especialista no assunto, falou sobre as diferenças entre herança e legado — temas que mexem com muitas famílias na hora da partilha de bens.
O encontro aconteceu na noite da última terça-feira (18) e reuniu advogados e interessados no tema. A presidente da comissão, Líbera Copetti de Moura Truzzi, explicou que o ciclo de reuniões mensais foi criado justamente para discutir assuntos
que geram dúvidas e têm impacto direto na vida das pessoas. “Encerrar com esse tema é muito importante. Muitas famílias passam por isso e nem sempre sabem exatamente como funciona”, disse.
Durante a palestra, Truzzi falou de forma clara sobre situações comuns, como a diferença entre herdar um bem por testamento ou receber parte da herança dividida entre os familiares. “Muita gente confunde herança com legado, mas são coisas diferentes. E entender isso pode evitar problemas e brigas no futuro”, explicou.
O advogado também destacou a importância de fazer um planejamento sucessório, ou seja, organizar a partilha dos bens ainda em vida. Isso ajuda a evitar conflitos entre herdeiros e garante que a vontade de quem deixa os bens seja respeitada.
Com esse encerramento, a Comissão de Sucessões reafirma o compromisso de ajudar a população e os profissionais do Direito a lidarem com um tema tão delicado quanto a divisão de bens, sempre com mais informação e preparo.
Críticas sem base científica sobre o agro em livros escolares acendem alerta
Durante edição do programa Mestres no Agro, realizada na Expo Campo, associação expõe distorções no material didático e promove integração entre ciência, professores e editoras
“O Brasil deveria ser um deserto, se fosse verdade que onde o boi passa, causa desertificação.” Foi com esse exemplo direto que o especialista técnico da Associação De Olho no Material Escolar, Rodrigo Paniago, escancarou o tom alarmante com que o agronegócio vem sendo retratado nos livros escolares. A declaração foi dada na última terça-feira (18), durante entrevista ao Giro Estadual de Notícias, ao comentar a participação na Expo Campo, no Sindicato Rural de Campo Grande, Rochedo e Corguinho (SRCG).
A fala é parte de um diagnóstico preocupante: de acordo com um levantamento encomendado pela associação à Fundação Instituto de Administração (FIA), da Universidade de São Paulo, cerca de 40% do conteúdo de livros escolares menciona o agro – mas as referências negativas são quase três vezes mais frequentes do que as positivas. E mais: “97% dessas menções não têm nenhuma base científica. Não vêm da Embrapa, do Ibama, de órgão oficial algum”, alertou. DE OLHO NO CONTEÚDO E NAS FONTES A Associação De Olho no
Material Escolar surgiu duarante a pandemia, quando muitos pais passaram a acompanhar de perto o conteúdo ensinado nas escolas. “Começamos a observar o que era dito sobre o agronegócio no material didático e ficamos muito preocupados”, explicou Paniago. A entidade se estruturou com apoio de mais de 300 associados em diversas regiões do país e hoje atua principalmente em três frentes: elaboração de pareceres técnicos, capacitação de professores e articulação direta com editoras de livros escolares. O trabalho começa com a análise de trechos enviados por pais. “Às vezes o conteúdo só está desatualizado, mas em muitos casos está errado mesmo. Quando isso acontece, fazemos um parecer técnico com base científica e orientamos os pais a enviarem às escolas e, posteriormente, às editoras.”
Segundo Paniago, esse diálogo com as editoras já tem dado resultado. “O material vem mudando, devagarzinho, mas está mudando. E isso é importante para toda a sociedade.”
Um dos diferenciais do trabalho da associação é levar a ciência para dentro do debate educacional. “Não queremos que
a nossa voz seja o contraponto às distorções. Queremos que a ciência seja”, afirmou. Por isso, nas reuniões com editoras, a entidade promove encontros com pesquisadores da Embrapa, USP, Unicamp, Ipea, entre outras instituições. “A crítica ao agro é legítima. O problema é quando ela não é contextualizada nem baseada em fatos. O desmatamento, por exemplo, deve ser discutido sim, mas sem explicar por que ele ocorre, o que leva a decisões erradas e até injustas.”
CONHECIMENTO APLICADO NA PRÁTICA
Além da análise de materiais, a associação também promove ações educativas como o projeto “Vivenciando a Prática”, que leva crianças e adolescentes para conhecerem fazendas, agroindústrias, feiras e usinas. “Já le-
vamos mais de 40 mil estudantes em todo o Brasil. A ideia é mostrar que o agro é muito mais do que o que está dentro da porteira. Envolve tecnologia, pesquisa, sustentabilidade e oportunidades em diversas áreas profissionais”, destacou. O projeto não se limita aos alunos. Professores também participam das visitas, que são adaptadas conforme o ano escolar. “Mostramos, por exemplo, o que é uma reserva legal, o uso adequado de resíduos e o que é plantio direto, sempre conectando à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).”
Professor Marcelo Truzzi falou sobre herança e planejamento sucessório no último encontro do ano da Comissão de Sucessões da OAB/MS
Rodrigo Paniago, especialista técnico da Associação De Olho no Material Escolar
Bonito passa a integrar a lista de destinos que cobram taxa de visitação, ao lado de Noronha, Jericoacoara, Ubatuba e Bombinhas
Governador Eduardo Riedel e prefeitos durante encontro com a Assomasul para discutir metas e prioridades do MS Ativo Municipalismo 2, que prevê mais R$ 1 bilhão para 2026.
INÊS SANTIAGO
Presidente da FCDL-MS
‘É no comércio e nos serviços que o crescimento se transforma em vida real’
Presidente da FCDL/MS fala sobre o papel do comércio no dia a dia da população e na economia do Estado
Apresidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul (FCDL -MS), Inês Santiago, destacou a força do varejo como base da economia estadual. Com mais de 60% do PIB de MS vindo do comércio e serviços, ela defendeu políticas públicas voltadas ao setor e anunciou a criação da Frente Parlamentar do Varejo. A presidente também criticou propostas como a redução da jornada de trabalho e alertou sobre a falta de preparo para a reforma tributária, prevista para 2026. Confira a entrevista na íntegra:
A Crítica: O detalhamento do PIB de Mato Grosso do Sul mostra que o setor de serviços segue como o núcleo da economia, mesmo com o avanço da agropecuária. Como a senhora avalia esses dados?
Inês Santiago: Esses dados confirmam aquilo que vivenciamos todos os dias: o varejo é a espinha dorsal da economia sul-mato-grossense. Durante a pandemia, ficou evidente. O vírus não impediu o gado de engordar ou a lavoura de crescer, mas impediu o comércio de abrir. E quando o comércio fechou, o mundo parou. Campo Grande, por exemplo, tem 81% do seu PIB atrelado ao comércio e aos serviços. Isso mostra que o varejo não é só essencial, ele é vital. E os números do IBGE mostram que
mais de 60% do PIB estadual vem do nosso setor. Estamos falando de tecnologia, transporte, comunicação, hotelaria, bares, restaurantes — tudo isso é serviço. São áreas que movimentam a economia todos os dias e fazem o estado crescer.
A Crítica: A senhora costuma afirmar que ‘quando o varejo para, o mundo para junto’. Como isso se reflete na prática?
Inês Santiago: Essa frase é uma realidade. Basta lembrar da pandemia: quando o comércio parou, tudo travou. O varejo é o setor que está presente no cotidiano das pessoas. Ele gera empregos, movimenta renda, sustenta famílias. Se os lojistas não abrem suas portas, o impacto é imediato e profundo. O comércio de bens e serviços está em todos os bairros, em todas as cidades, e faz a roda da economia girar. Sem ele, o município para, a arrecadação cai, e o desemprego aumenta. O varejo é o elo entre o crescimento econômico e a vida real da população.
A Crítica: A criação da Frente Parlamentar do Varejo atende a que tipo de necessidade?
Inês Santiago: Ela vem preencher uma lacuna histórica. Mesmo sendo o setor que mais emprega e mais arrecada, o varejo nunca teve uma represen-
tação institucional forte para discutir suas pautas no parlamento estadual. Mato Grosso do Sul tem mais de 87% dos CNPJs ligados ao comércio e serviços. É quase todo o nosso tecido empresarial. Ainda assim, não tínhamos espaço para dialogar com o poder público de forma organizada. Agora temos. A Frente Parlamentar do Varejo foi criada com apoio do deputado Renato Câmara e reúne mais de 30 entidades. É uma conquista para o estado inteiro, não só para Campo Grande. O interior também faz parte e pode apresentar suas demandas.
A Crítica: A senhora afirmou que ‘o comércio e os serviços representam a vida real das pessoas’. O que isso significa na prática?
Inês Santiago: Significa que o varejo está onde a vida acontece. O agronegócio é essencial para a balança comercial, mas ele opera de forma distante da vida urbana. Muitas vezes, o que se produz no campo é exportado sem deixar riqueza na cidade. Já o varejo está presente no bairro, na padaria do seu João, na farmácia da dona Maria, no salão de beleza, no mercado da esquina. É ali que a população trabalha, consome e vive. Por isso, defendemos uma legislação que estimule os municípios a comprar de fornecedores locais. É assim que fortalecemos nossas
cidades e criamos mobilidade social de verdade. Isso não se faz com políticas assistencialistas, mas com geração de oportunidades e fortalecimento da economia local.
A Crítica: Quais pautas devem ser debatidas com prioridade na Frente Parlamentar?
Inês Santiago: Alguns temas já estão no radar: abertura do comércio em feriados, regulamentação da jornada de trabalho e a própria reforma tributária. Defendemos o projeto de lei, que trata da abertura em feriados sem a obrigatoriedade de negociação com sindicatos. Respeitamos o movimento sindical, mas a realidade atual exige mais liberdade para o empresário operar. Outro ponto importante é a proposta de jornada 4x3. Não concordamos com isso. Ninguém descansa com fome. O trabalhador pre-
cisa ganhar mais, não trabalhar menos. Para isso, é preciso enfrentar a carga tributária sobre folha de pagamento e consumo, que hoje retira mais da metade da renda de quem ganha salário mínimo. Isso sim afeta a qualidade de vida.
A Crítica: A reforma tributária está prevista para 2026. O setor está preparado para essa transição?
Inês Santiago: Não está. A reforma foi aprovada às pressas, sem que houvesse tempo para debater ou entender todos os impactos. Nem o setor público nem o privado sabem exatamente como aplicar o novo sistema. Pensando nisso, a FCDL-MS criou um projeto completo para ajudar os empresários. Vamos oferecer um diagnóstico personalizado do impacto da reforma de 2026 a 2033, acompanhando a empre-
sa ano a ano. Também vamos orientar sobre fornecedores e crédito fiscal, especialmente para quem está no Simples Nacional, que não gera crédito e pode ficar em desvantagem. E o melhor: tudo isso será gratuito.
A Crítica: Qual é a sua mensagem final para os empresários e trabalhadores do varejo?
Inês Santiago: O varejo é um gigante. E agora, esse gigante tem voz. Estamos construindo um espaço de escuta, diálogo e ação concreta com a Frente Parlamentar. Vamos enfrentar os desafios com coragem e responsabilidade. Nosso compromisso é com o fortalecimento do comércio e serviços em todo o Mato Grosso do Sul. Estamos à disposição para lutar lado a lado com cada empresário e cada trabalhador que move essa engrenagem todos os dias.
Coronel David defende novo marco legal contra o crime organizado
Deputado sulmato-grossense comemora aprovação de texto que endurece regras para líderes de facções e milícias no Brasil
O deputado estadual Coronel David (PL) usou as redes sociais nesta semana para destacar a importância da aprovação do novo Marco Legal de Combate ao Crime Organizado, votado na Câmara dos Deputados. Para o parlamentar, que já atuou por décadas na área da segurança pública, o projeto representa uma das maiores mudanças recentes na legislação penal brasileira, com foco direto no enfrentamento às facções criminosas e milícias. “O texto aprovado é uma vitória da sociedade brasileira. É um marco que pode, de fato, enfraquecer o poder dessas organizações que tanto ameaçam nossas famílias”, afirmou David. Entre os pontos centrais do projeto aprovado está a criação do crime de “domínio social estruturado”, que tipifica a atuação de facções com penas que podem chegar a 66 anos de prisão. Segundo o deputado, a medida é necessária para enfrentar o poder paralelo que muitas dessas organizações exercem, especialmente em comunidades vulneráveis.
O novo marco também de-
termina o envio obrigatório de líderes de facções para presídios federais de segurança máxima, com regras mais rígidas e menos brechas para a comunicação com o mundo externo. O texto prevê ainda que conversas entre esses chefes e seus advogados poderão ser monitoradas, com autorização judicial, para evitar que ordens sejam repassadas de dentro das cadeias. “Essas mudanças colocam um freio na sensação de impunidade. Quem lidera orga-
nização criminosa precisa ter a certeza de que pagará caro por isso”, defendeu o parlamentar. Segundo ele, o texto aprovado é resultado de uma articulação liderada pela oposição, que conseguiu modificar substancialmente a proposta original enviada pelo Executivo. “Transformamos o projeto em uma pauta de proteção à sociedade. O governo perdeu o controle do próprio texto, e isso mostra o quanto a
ção quer medidas mais
ESPECIAL TURISMO: Uma incursão pelo interior mineiro passando por Pouso Alto e Baependi
Campo Grande prepara maior Natal da história com 33 dias de atrações
Programação reúne luzes, cultura, shows nacionais e ações de habitação em circuito que ocupa todo o Centro.
A partir de 29 de novembro, Campo Grande ganha uma nova dinâmica com o lançamento do Natal dos Sonhos 2025, apresentado pela Prefeitura como o maior já realizado na história da Capital. Durante 33 dias, o Centro se transforma em um grande circuito de luz, festividades culturais, atrações gratuitas, inclusão social e uma agenda inédita dedicada à habitação popular.
O evento ocupará pontos estratégicos como a Rua 14 de Julho, Praça Ary Coelho, Praça do Rádio, Morada dos Baís, Mercado Municipal, Feira Central e Camelódromo.
Toda a execução é organizada pela Prefeitura, com apoio financeiro e operacional de empresas parceiras como Águas Guariroba, Energisa, Famasul, MRV, Pátio Central Shopping e Sesc.
A abertura oficial acontece no dia 29 de novembro, às 18h, com a Parada Natalina no Palco Mamãe Noel, em frente ao Pátio Central. Logo depois, às 19h, a Rua Marechal Rondon recebe show nacional da
dupla Bento e Totó, que abre a temporada de apresentações musicais. Às 19h40, a Praça do Rádio recebe o primeiro Espetáculo de Natal, dando início à produção cultural diária prevista para todo o período. Um dos destaques é a chegada do Circo Rhoney Espetacular, que inicia apresentações em 28 de novembro na Praça do Rádio e segue até 25 de dezembro. O espetáculo reúne acrobacias, música, malabarismo, banda ao vivo e intervenções cênicas, fortalecendo a proposta de um Natal acessível e democrático.
A programação circense ocorre de quarta a sábado e transforma a praça em um ponto de convivência, reforçando a ocupação cultural do Centro.
Shows - A agenda musical traz apresentações para diferentes públicos. Estão confirmados:
■ Bento e Totó – 29/11 às 19h
■ Ana Paula Valadão – 12/12 às 20h30
■ Jiraya Uai – 19/12 às 20h30
■ Di Ferrero – 26/12 às 20h30
■ Show da Virada – 31/12 das 20h às 02h
Também está previsto o sorteio do Programa Recomeçar Moradia. No dia 8 de dezembro, será lançado o Edital Credihabita, destinado à contratação de profissionais como pedreiros e pintores,
fomentando renda e trabalho no setor.
A programação inclui ainda o 10º Feirão Habita Campo Grande, que abre em 12 de dezembro na Rua 14 de Julho e segue até 23 de dezembro (exceto domingos), aproximando famílias da compra da casa própria com subsídios federal, estadual e municipal.
Habitação
Pela primeira vez, o Natal de Campo Grande incorpora a habitação como eixo temático. A Emha realizará sorteios de quatro empreendimentos habitacionais ao longo de dezembro:
■ 21/12 – Nova Bahia – 9h – Palco Boneco de Neve (Rua 14 de Julho)
Campo Grande lança maior Natal da história com 33 dias de atrações, shows e ações de habitação
2 CADERNO LIGHT
Baependi se torna destino procurado por quem viaja de MS atrás de paz, cultura e aventura
Cidade do sul de Minas Gerais aposta no turismo de experiência com produção de azeite, café premiado, história de Nhá Chica e roteiros de natureza
No sul de Minas Gerais, a cidade de Baependi, a 370 km de Belo Horizonte, vem se destacando como destino turístico completo. Com pouco mais de 18 mil habitantes, o município combina paisagens da Serra da Mantiqueira, roteiros religiosos, gastronomia de raiz e uma rede de produtores locais que mantém viva a cultura regional.
A convite da organização local, o jornal A Crítica participou de uma press trip para conhecer de perto as experiências oferecidas. Em poucos dias, ficou claro que o turismo em Baependi vai muito além da contemplação, é vivência,
criança, com 13 anos, já colecionava peças que os outros jogavam fora. Quando vi esse casarão, senti que era ali que minha vida podia recomeçar. Cada parede que restaurei, cada móvel que trouxe para cá, tudo tem história. Aqui não é só uma pousada, é um retrato de um Brasil que a gente não pode esquecer”, conta. Para ele, mais importante que a estética é o que o ambiente proporciona: “O que vendo hoje é paz. As pessoas chegam aqui exaustas e me dizem que dormem como nunca dormiram antes. Tem gente que desliga a televisão e só quer escutar o silêncio. Aqui
contato direto com a terra, com a fé e com histórias de gente que molda o lugar com as próprias mãos.
Tradição preservada em um casarão
Logo na chegada, uma parada obrigatória: a pousada
Santa Maria, mantida pelo seu Petrônio, arquiteto que há quase 40 anos transformou a pousada com hospedagem temática, bem semelhante a um casarão do século XIX.
“Eu sempre fui encantado por objetos antigos. Desde
é isso, silêncio, alma, tempo no tempo certo”, revela.
Café mineiro
Na Fazenda Seival, a tradição do café especial é levada a sério. Dimas Borges mantém o legado do pai, que começou a plantar nos anos 1970. O cultivo acontece em altitudes entre 1.050 e 1.100 metros, o que garante condições ideais para cafés de alta qualidade.
“Meu pai foi um dos primeiros a acreditar que o café daqui tinha potencial. Quando assumi, quis levar isso além: hoje nosso café tem rastrea-
bilidade, QR Code, selo de origem. Quem compra sabe exatamente de onde veio cada grão”, explica.
Dimas ressalta que o cuidado vai além da lavoura: “Plantar é só o começo. Depois tem a colheita, a secagem, a torra. Cada etapa pode elevar ou derrubar a qualidade. Eu costumo dizer que o que Deus faz na planta, o homem precisa respeitar. Se fizer errado, você estraga tudo. Mas quando acerta... ah, aí vira poesia em forma de café”, diz.
Azeite mineiro que virou referência
Em meio às montanhas, os Olivais Gamarra transformaram Baependi também em referência em azeite. Cláudio Álvares Ferreira e Vanessa Bianco são os responsáveis por cerca de 3 mil oliveiras que hoje produzem azeites premiados. “A oliveira é uma planta discreta, de crescimento lento, mas de força absurda. Aqui na serra, ela encontrou o clima ideal, e a gente encontrou nela uma forma de produzir com pouco impacto, respeitando o que a natureza oferece”, diz Cláudio.
Vanessa lembra que os primeiros anos foram de tentativa e erro: “Não tinha manual, nem referência aqui. Foi tudo na raça, estudando, testando, perdendo colheita. Mas quando acertamos a primeira extração e vimos o azeite saindo, denso, dourado... ali a gente soube que valia a pena.”
Hoje, além da produção, eles abrem a propriedade para visitas e degustações, fortalecendo o elo entre quem planta e quem consome.
Natureza em
estado bruto
Baependi abriga mais de 80 cachoeiras registradas, muitas delas em áreas de mata atlântica preservada. A Cachoeira do Juju, com aproximadamente 130 metros de queda, impressiona logo na chegada. A trilha leve até o local termina num
paredão imenso de água que desce em meio ao verde.
A Cachoeira do Caldeirão, com poço profundo e vegetação densa ao redor, é ideal para banhos e contemplação. Já a Cachoeira do Espraiado, no bairro Gamarra, forma verdadeiras “prainhas” entre as pedras, com fácil acesso e águas rasas.
Outras opções incluem a Cachoeira da Conquista, do Canjica, do Índio, do Canudo e do Itaúna, todas com trilhas que variam entre 15 minutos e 1h30, dependendo do grau de dificuldade.
Nos períodos de chuva, o espetáculo se intensifica: “Na Serra do Canjica, aparecem 11 cachoeiras grandes de uma vez só. São mais de 50 metros cada uma, descendo por entre os morros. É uma imagem que fica gravada na cabeça por muito tempo”, diz o guia João Miguel Oscar, da Baependi da Mantiqueira.
O turismo da fé Baependi também é destino de peregrinação. A cidade abriga a história de Nhá Chica, beatificada pelo Vaticano em 2013. Nascida em 1810, filha de ex-escravizados, Nhá Chica
é considerada a primeira mulher negra brasileira a receber esse reconhecimento da Igreja Católica. Sua vida foi marcada pela simplicidade e pela fé. Viveu em uma casa modesta, onde orava e aconselhava quem a procurava. “Ela não tinha posses, nem cargos religiosos. Mas tinha uma fé tão grande que virou referência. O povo acreditava nela porque sentia verdade no que ela dizia”, explica o conselheiro do Santuário Nhá Chica, Ítalo Junqueira. A casa onde viveu está preservada, e ao lado está o Santuário de Nossa Senhora da Conceição, que Nhá Chica ajudou a construir com doações populares. É ali que está seu túmulo, onde fiéis deixam bilhetes, cartas e agradecimentos. Todos os anos, no dia 14
de junho, a cidade recebe milhares de romeiros. Missas, novenas e homenagens marcam a data, e fortalecem a identidade de Baependi como destino de fé.
Com atrações que vão do turismo religioso ao ecológico, Baependi tem ganhado visibilidade também entre visitantes de outros estados. A cidade integra o Circuito das Águas e tem investido em melhorias na estrutura de recepção de turistas.
Pousadas, pequenos produtores, guias locais e artesãos se organizam para oferecer uma experiência completa, sem perder o clima de cidade pequena. O jornalista Carlos Guilherme do A Crítica de Campo Grande visitou Baependi a convite da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo do Governo de Minas Gerais.
Pousada Santa Maria fica em Baependi (MG). Segundo o seu Petrônio, o espaço é a realização de um sonho
Seu Petrônio: "O que eu vendo hoje é paz"
Dimas Borges é proprietário do Café Seival. Ele mostra para a equipe com orgulho toda a plantação
O Santuário recebe fiéis de várias partes de MG, que vão até o espaço da 'Santinha de Baependi'
Azeites Gamarra tem um diferencial que é sentido logo na primeira experiência
Cachoeira do Caldeirão recebe turistas de diversas regiões do País
Pouso Alto encanta com vinho, ficazzella e acolhida que conquista até quem vem de longe
Na zona rural das Terras Altas da Mantiqueira, Pouso Alto revela cachoeiras, vinhedo pioneiro, queijo artesanal e igreja histórica, e agora se abre ao turismo de experiência
C
ontinuando o turismo por Minas Gerais, o município de Pouso Alto vem se afirmando como destino para quem busca natureza, cultura e gastronomia autênticas. Com pouco mais de 6.500 habitantes, a cidade está a 1.200 metros de altitude, cercada pelas montanhas da Mantiqueira, com clima ameno, história preservada e uma vida que ainda corre devagar, no melhor sentido.
A convite da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo do Governo de Minas Gerais, o jornal A Crítica participou de uma press trip para conhecer de perto o que Pouso Alto tem a oferecer. A cidade é pequena, mas sua autenticidade a torna um destino com grande potencial para o turismo de experiência.
No centro da cidade, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição é o coração de Pouso Alto. Foi ali que o professor e mestre em Ciências da Edu -
1885, a construção original foi destruída por um incêndio que também queimou praticamente todo o arquivo paroquial. Isso dificultou muito o trabalho dos pesquisadores depois. Mesmo assim, a igreja passou por reformas e mantém seu papel central na vida da cidade.”
Do outro lado da Praça
Desembargador Ribeiro da Luz em Pouso Alto, está o casarão que hoje abriga a prefeitura. O prédio histórico, construído em 1874, é conhecido como Solar dos Barões. Sobre ele, o professor Gustavo explica: “O casarão foi construído para ser residência do desembargador Ribeiro da Luz, genro do Barão de Monte Verde. Ele viveu aqui com a família até sua morte, em 1912. Depois disso, o local serviu como colégio, fórum e, atualmente, é a sede da prefeitura. Ele representa o poder dos grandes fazendeiros da época do café.” Gustavo também destaca
A receptividade dos moradores, o
isso em 2016, mas só em 2021, quando me mudei do Rio para cá, consegui tirar a ideia do papel. Em 2022, preparamos o solo e fizemos o plantio. Em 2024, tivemos nossa primeira safra. A técnica usada é a da dupla poda, que nos permite
cação, Gustavo Uchoas, nos contou um pouco da origem do município:
“Em 1692, um grupo de exploradores saiu de Taubaté, aproveitando caminhos usados por indígenas, e chegou ao alto deste morro, onde havia um aldeamento. Eles dormiram aqui, fizeram roça e, como era costume dos bandeirantes, fincaram uma cruz. Por causa da altitude, deram o nome de Pouso Alto.”
Segundo ele, a história da igreja também carrega marcos importantes: “A paróquia foi criada em 1748. A primeira capela deu lugar a uma igreja maior no século XIX. Em
um lado menos conhecido da história da região: “Pouso Alto levou a escravidão até o último momento. Mesmo depois da Lei Áurea, ainda há registros da mentalidade escravocrata. Em documentos da Cúria da Campanha, encontrei um registro feito seis meses após a abolição, no qual um padre ainda se referia a uma pessoa como ‘escrava do barão de Monte Verde’, mesmo com a escravidão já extinta. A lei mudou, mas a mentalidade demorou muito mais para mudar.” Vinhedos, queijo e tradição - Na zona rural, o empresário Diego Maioli é responsável pela videira da Famiglia Maioli. “Comecei a sonhar com
colher a uva no inverno, quando há menos chuvas.”
Segundo ele, o projeto já mostra bons resultados. “Na primeira safra colhemos cerca de 1,5 tonelada. Este ano, chegamos a quase 3 toneladas. A expectativa é que o vinhedo produza até 7 toneladas por hectare quando estiver em pleno potencial.”
Agora, se tem algo que combina muito com vinho é queijo, e a médica veterinária Rafaela Barbosa Vilela, proprietária da Queijaria Mancilha e Vilela, entende do assunto. Ela compartilha a dedicação à produção artesanal:
“Trabalhamos hoje com uma média de 200 a 300 litros de leite por dia. Usamos o soro
com os
e o
em
do próprio queijo, o fermento natural, para a produção seguinte. Cada peça tem um cuidado diferente, dependendo do tamanho e da maturação.”
Ela destaca as criações mais recentes: “Temos o queijo de tomate seco, o de manjericão, o defumado com chimichurri e o tradicional com mel. Um dos nossos preferidos é o de capa preta, que recebe uma resina natural que controla os fungos e permite uma maturação mais lenta e intensa. A gente cuida dele todos os dias.”
Além dos queijos e vinho, a praça central também guarda sabores típicos. Foi lá que a equipe do A Crítica foi recebida com um dos ícones da gastronomia local: a ficazzella. Trata-se de um salgado frito de origem italiana, semelhante a um pastel ou panzerotto, mas com um toque mineiro: a massa leva batata cozida, o que garante uma textura macia e um sabor único. A ficazzella é uma tradição de Pouso Alto, servida especialmente em festas juninas e eventos culturais. A cada mordida, um pouco da herança
italiana se mistura ao tempero mineiro, criando um prato que representa bem a hospitalidade da cidade.
Trilhas e cachoeiras
Cercada por vegetação densa e floresta de araucárias, Pouso Alto oferece opções para quem gosta de natureza.
As trilhas e cachoeiras são de fácil ou média dificuldade, com destaque para o Pico do Rachado, dentro do Parque Estadual da Serra do Papagaio, e quedas d’água como a do Coura, Pedra Preta, Cachoeirão, Buquerê e Florentinos.
“Quando a gente está na trilha, ouvindo o som da mata e sentindo o cheiro da terra molhada, parece que o tempo para. É como se a cidade dissesse: ‘descansa aqui’”, contou uma visitante que veio do Mato Grosso do Sul.
O prefeito Raulysson Magella Mancilha Júnior fala com entusiasmo sobre o futuro:
“Esse trabalho de divulgação é um divisor de águas para Pouso Alto. Nosso turismo rural é belíssimo, mas ainda pouco conhecido. Temos vinhos, queijos, uma história riquíssima e eventos tradicionais. A visita de vocês é importante
para mostrar isso ao Brasil”, revela.
Ele também celebrou os resultados da gestão: “Em dez meses de governo, conseguimos uma aprovação de 91% da população. É um reconhecimento importante. Mas queremos seguir com planejamento e ação. Ainda temos muito a fazer”, explica. Em cada canto de Pouso Alto, há uma história para ser descoberta. Mas talvez o que mais marque quem visita a cidade não esteja nas trilhas ou nas construções históricas, e sim nas pessoas. A receptividade dos moradores, o cuidado com os detalhes e o orgulho em mostrar suas raízes fazem da cidade um destino que acolhe com o coração. Pouso Alto é daquelas cidades que, mesmo pequenas, têm espírito grande. E está pronta, com simplicidade e autenticidade, para continuar crescendo, recebendo novos visitantes e compartilhando tudo o que tem de melhor.
O jornalista Carlos Guilherme do A Crítica de Campo Grande visitou Pouso Alto a convite da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo do Governo de Minas Gerais.
Vista da Igreja Matriz de Pouso Alto, símbolo da fundação do município e ponto central da fé e da história local.
No campo, os vinhedos da Famiglia Maioli mostram que Pouso Alto também produz vinhos finos com técnicas modernas e muita dedicação.
Vista aérea de Pouso Alto, cidade pequena em tamanho, mas gigante em história, sabores e hospitalidade.
cuidado
detalhes
orgulho
mostrar suas raízes fazem da cidade um destino que acolhe com o coração
CADERNO LIGHT
NOVO ELÉTRICO
O Leapmotor A10 (B03X) já está no Brasil após aparecer no Salão do Automóvel, passo que antecipa sua chegada às lojas no próximo ano. A marca, recém-instalada em Campo Grande pelo Grupo Enzo, mira espaço entre os elétricos acessíveis. O SUV compacto concorre com o Geely EX2, oferece LiDAR, chips avançados e autonomia de até 500 km CLTC e pode se tornar aposta da Stellantis para produção nacional.
Sete anos depois, o Salão do Automóvel volta elétrico, asiático e irreconhecível
Depois de sete anos, o Salão do Automóvel volta a São Paulo com nova cara, mais de 300 modelos e marcas que mudam o jogo
O Anhembi vai abrir seus portões no dia 22 de novembro. Depois de um intervalo de sete anos, o Salão do Automóvel volta ao espaço que já foi palco de sonhos sobre rodas e agora tenta se reinventar. A edição 2025 chega com 24 marcas, mais de 300 veículos e um enredo que mostra como o mercado mudou. Entre os pavilhões e corredores, o que se vê são SUVs elétricos, plataformas conectadas e a ausência das marcas que um dia foram as protagonistas.
Chevrolet, Ford e Volkswagen não estarão lá. Também não estarão BMW, Audi, Porsche, Mercedes e outras
marcas premium. No lugar delas, surgem nomes chineses como BYD, GWM, Omoda e Leapmotor. Boa parte dos expositores vem da Ásia, refletindo um novo tempo para a indústria. Os carros agora são cheios de telas, sensores e motores silenciosos. O ronco virou chiado elétrico. A força está nos dados, e não mais no escapamento. Quem visitar o evento vai encontrar cinco pavilhões no Distrito Anhembi. São 67 mil metros quadrados com áreas para testes, brinquedos, gastronomia e experiências imersivas. Entre as atrações, há pistas para testar os carros, simuladores, espaço para crianças e até um carro de Fórmula 1 feito de LEGO. O ingresso comum custa entre R$ 126 e R$ 162. O VIP passa dos R$ 600. Quem quiser ir na noite de abertura, com shows e convidados, paga R$ 1.000.
A organização preparou um espaço especial para os nostálgicos. O Dream Car e o Memória sobre Rodas trazem modelos como o Bugatti EB110 GT, Ferrari F40 e o Gol GTI 1989. Carros que lembram quando o salão era um desfile das grandes marcas e as famílias iam tirar fotos ao lado de esportivos com portas que abriam para cima.
Hoje, o salão fala sobre outra coisa. Não há promessas de carros voadores ou designs futuristas. A promessa agora é de conectividade, sustentabilidade e novas formas de mobilidade. A indústria mudou. O Salão também.
Há um transporte gratuito saindo do metrô Portuguesa–Tietê para o Anhembi. Funciona uma hora antes da abertura até uma hora depois do fechamento. E os horários mudam de dia para dia, mas a regra geral é entrar até as 20h. Se os anos 1990 foram marcados pela potência dos motores e pelos carros americanos e japoneses, 2025 é o ano dos painéis digitais e das baterias. O Salão do Automóvel voltou, mas não é mais o mesmo.
Boleto do IPVA 2026 já pode ser emitido com desconto
Pagamento à vista até 5 de janeiro garante abatimento e pode ser feito pelo Portal E-Fazenda
Foi nesta última semana que o Governo de Mato
Grosso do Sul liberou a emissão dos boletos do IPVA 2026. O documento pode ser acessado diretamente no Portal E-Fazenda. Lá, o contribuinte encontra os débitos vinculados ao veículo e escolhe como prefere pagar: à vista, com 15% de desconto, ou em até cinco vezes.
O prazo para aproveitar o desconto vai até o dia 5 de janeiro. O acesso exige login com conta Gov.br e, em alguns casos, certificado digital. Segundo a Secre -
Como emitir o boleto do IPVA 2026 em MS
DESCONTO: 15% para pagamento à vista até 5 de janeiro de 2026
PARCELAMENTO: Em até 5 vezes, com vencimentos em: • 30 de janeiro
• 27 de fevereiro
• 31 de março
• 30 de abril
• 29 de maio
VALOR MÍNIMO DAS PARCELAS: • R$ 30 para motocicletas • R$ 55 para os demais veículos
taria Estadual de Fazenda, o processo garante mais segurança e facilita a vida de quem prefere resolver tudo pela internet. O pagamento parcelado segue um calendário fixo: 30 de janeiro, 27 de fevereiro, 31 de março, 30 de abril e 29 de maio. O valor mínimo da parcela é de R$ 30 para motos e R$ 55 para os demais veículos. A SERVIÇO
pagamento à vista, o sistema permite selecionar “Cota Única” e emitir o Documento de Arrecadação (DAEMS) diretamente. A operação pode ser feita em poucos minutos.