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REVISTA GENTE CIENTE A SERVIÇO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

FUNDADOR: José Luiz Gennari (Zelão) em memória DIREÇÃO COMERCIAL: José Roberto Guimarães

EDIÇÃO: João Lage (MTb 47.175/SP)

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MARÇO - 2020

GENTE CIENTE - MARÇO 2020

SUMÁRIO

SUS oferece novo tratamento para a esclerose múltipla.

Shoppings de Campinas retiram isenção de estacionamento para PCD´s.

Comissão do Senado aprova isenção do IPI na compra de carro por surdos.

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PARCERIA GARANTE SELEÇÃO DE FUTSAL DOWN NA TURQUIA

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Divulgação

IMAGENS DO MÊS

EXPEDIENTE

BRILHO NA BIG APPLE

A atriz e modelo norte-americana Jillian Mercado, 32 anos, brilhou na passarela da semana de moda de Nova York (NYFW), no dia 9 de fevereiro. A modelo nasceu com distrofia muscular, uma doença genética ligada ao cromossomo X que degenera progressivamente a musculatura. Jillian é uma das pouquíssimas modelos profissionais com distrofia muscular na indústria da moda. Seu lugar de destaque

expõe a falta de mais pessoas com deficiência na indústria. Após representar a grife The Blonds na NYFW, a modelo fez um desabafo no seu Instagram. “Passei por incontáveis batalhas para ter certeza de que esse momento seria do jeito que imaginei. Determinação me ajudou a chegar nesse momento”, escreveu Jillian, que tem 153 mil seguidores. (Fonte: Razões para Acreditar)


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Primeiro templo católico do mundo para surdos é brasileiro

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Igreja Nossa Senhora do Silêncio, administrada pela Pequena Missão para Surdos é a primeira a ser projetada com fins de inclusão a pessoas surdas. A iniciativa surgiu em 2012 e hoje o ambiente conta com uma iluminação especial e chão vibratório. O templo católico fica localizado no bairro Boa Vista, em Londrina, Paraná. A iluminação especial visa melhorar o foco durante as missas e o chão vibratório permite que o surdo perceba o ritmo da música através da vibração, que o leva a desenvolver sensibilidade para a música. O objetivo de projetar uma igreja especialmente para surdos é a inclusão dos mesmos na comunidade, como consequência dessa ação, a paróquia recebe a participação efetiva deles. Tudo é pensado de acor-

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do com a realidade dos surdos. “Com essa igreja projetada especialmente para os surdos, eles puderam ser incluídos na comunidade. Em outras paróquias encontramos um projeto feito para ouvintes com a presença dos surdos; aqui a Missa é pensada para o surdo com a presença dos ouvintes.”, explicou padre Heriberto, da Congregação Pequena Missão para Surdos.

UMA CONGREGAÇÃO VOLTADA AOS SURDOS A Congregação Pequena Missão para Surdos existe há mais de 160 anos. Ela teve início na Itália quando seu fundador, padre José Gualandi, teve o primeiro contato com a realidade dos surdos. Aprofundando-se na vida das pessoas surdas, padre José descobriu que viviam abando-

nadas nas cidades vizinhas ou eram escondidas dentro de casa, devido a falta de escolas para surdos na época. Com uma pequena casa de acolhimento e dois surdos foi fundada a Pequena Missão, que ainda hoje, tem como objetivo desenvolver trabalhos com a pessoa surda, a fim de integrála na sociedade. O apostolado da Congregação, desde o seu início, esteve ligado à Nossa Senhora do Silêncio. A devoção começou quando o pai de Gualandi presenteou a Missão com um quadro que leva a imagem de Nossa Senhora com os braços no peito, em formato de cruz. Assim, consagrou todos os trabalhos do filho à intercessão e cuidado da Mãe do Silêncio. (Fonte: Vatican News)


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Maior centro de equoterapia amplia atividades para autistas

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m uma área de 90 mil m2, o Centro de Equoterapia de Jaguariúna é considerado o maior centro de habilitação e reabilitação da América Latina, sendo referência no Brasil. Até o final de 2019 já foram feitos mais de 350 mil atendimentos a pessoas com alguma necessidade especial, seja física, psicológica, cognitiva ou emocional. Destaca-se também o aumento da procura por pessoas com autismo. Segundo o IBGE, 45,6 milhões de pessoas tem ao menos um tipo de deficiência, o que corresponde a 23,9% da população brasileira, sendo elas autismo, síndrome de Down, paralisia cerebral, derrame, esclerose múltipla, hiperatividade, crianças muito agitadas ou com dificuldade de concentração. Essas necessidades podem muitas vezes ser amenizadas com o tratamento com cavalos. A equoterapia é um tipo de tratamento complementar ao da medicina tradicional que serve para estimular o desenvolvimento da mente e do corpo proporcionando cerca de 22.500 incentivos musculares. No CEJ, a equoterapia é realizada em um ambiente adequado e especializado, com cavalos treinados e dóceis, intermediado por uma equipe multidiciplinar para que o desenvolvimento da pessoa seja estimulado. Durante todas as sessões estão pre-

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Fotos: Divulgação

sentes um guia, um lateral e um equoterapeuta, que pode ser um fisioterapeuta especializado, psicopedagogo ou fonoaudiólogo, por exemplo, para orientar o tratamento. Todo trabalho realizado pela instituição nasceu da descoberta da missão de vida do cavaleiro Wilson Mellilo em utilizar os cavalos para fazer um bem à sociedade. “O cavalo sempre fez parte da minha vida. Desde pequeno comecei a montar e levei toda a minha família para isso. Quando me aposentei no esporte e comprei esse Haras, meu objetivo era montar um centro de reabilitação equestre, mas pensando melhor, decidi criar um centro de reabilitação humana”, lembra Wilson, idealizador e sócio proprietário do CEJ. Dentre vários centros de reabilitação com cavalos, o CEJ se diferencia por ter uma estrutura que foi projetada para ser um centro equoterapia e não apenas adaptada para a função. Segundo a sócia proprietária, Veridiana Mellilo, hoje o CEJ tem o melhor sistema de rampa de montagem da América Latina, além de oferecer uma estrutura única com picadeiro coberto, ambiente climatizado e contato com a natureza durante todo o atendimento. “Buscamos hoje dar um tratamento de primeiro mundo! Cuidamos de nossos praticantes, de suas mães - atendidas por nossas psicólogas - de toda a infraestrutura, lanche, transporte e animais.”, acrescenta Wilson. Os benefícios da equoterapia incluem o desenvolvimento

do afeto, devido ao contato da pessoa com o cavalo; estimulação da sensibilidade tátil, visual e auditiva; melhora da postura e do equilíbrio; aumento da autoestima e a autoconfiança, promovendo a sensação de bem-estar; melhora o tônus muscular; desenvolvimento da coordenação motora e percepção dos movimentos. Entre tantos benefícios, a equoterapia faz com que a pessoa se torne mais sociável, facilitando o processo de integração nos grupos, o que é muito importante principalmente em casos de autismo. Maria Aparecida, mãe do Rafael está satisfeita com o trabalho realizado no CEJ. “Ele foi diagnosticado como espectro autista. Com a Equoterapia o Rafa melhorou muito! Melhorou a autoestima, melhorou a coordenação porque até então ele tinha muita escoliose e agora as costas dele está perfeita!”. A Ivone desconhecia os benefícios da equoterapia e decidiu tentar a terapia com seu filho Vinícius. "Eu não tinha conhecimento algum sobre a Equoterapia. Quando o Vinícius nasceu, na primeira consulta com o pediatra soubemos que ele tinha um probleminha no cérebro. Ele veio para a 'Equo' quando tinha 01 ano e meio. Foi o dia mais feliz da minha vida! Ele amou o cavalo! Daí para frente ele começou a mexer mais a mão, firmar mais a cabeça e o tronco. Hoje ele já senta comigo no computador, parece um mocinho.". Nesses 19 anos de trabalhos, os resultados são sempre surpreendentes. É o caso do

Washington de 40 anos com diagnóstico de Encefalopatia Crônica Não Progressiva -Paralisia Cerebral. “Ele chegou ao nosso centro em uma cadeira de rodas e hoje está andando. Um dos casos mais emocionantes, que nos orgulha e nos incentiva a continuar”, se emociona Mellilo. O próximo passo é ir além com a realização de projetos para autistas. Diante do sucesso e expertise do CEJ, nasceu o Centro de Referência do Autismo - CAJ em maio de 2019 que, nos dias atuais, comprova um crescimento surpreendente atendendo em menos de um ano 120 famílias. Para Veridiana Mellilo o segredo do sucesso é estar alinhado com o seu propósito. “Vivemos a arte de servir. Colocamos nossa energia e coração em uma causa nobre e necessária,” afirma Veridiana.

SOBRE O CENTRO DE EQUOTERAPIA Localizado na cidade Jaguariúna- SP, o CEJ é considerado o maior centro de reabilitação por equoterapia da América Latina e atende 380 famílias, cerca de 50 praticantes por dia. O Centro de Equoterapia de Jaguariúna é uma instituição que nasceu em 27 de julho de 2001 como realização do sonho do cavaleiro Wilson Mellilo em habilitar e reabilitar pessoas através do cavalo. Em sua estrutura, o CEJ possui uma área física 90.000m2, um picadeiro coberto 2.400m2, 2 rampas de montagem em alvenaria com barras de proteção, pista coberta e climatizada, parquinho adaptado e cavalos destinados exclusivamente para a Equoterapia. O CEJ conta com uma equipe multidisciplinar completa para o atendimento: na área de psicologia, fonoaudiologia, psicopedagogia, pedagogia, terapia ocupacional, fisioterapia e equitador. (Fonte: Confraria da Informação)


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SUS oferece novo medicamento para tratar ESCLEROSE MÚLTIPLA

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pós analisar evidências científicas sobre os benefícios do medicamento, o Ministério da Saúde irá disponibilizar, como primeira opção de tratamento, o fumarato de dimetila para pacientes com esclerose múltipla remitenterecorrente (EMRR). Nos estudos realizados, o medicamento apresentou maiores benefícios e menos efeitos adversos comparados aos demais tratamentos já disponibilizados para a doença. A nova medida entrará em vigor, em até 180 dias, a contar da data de publicação da portaria nº 65, divulgada em 27 de dezembro de 2019, no Diário Oficial da União (DOU). O medicamento já fazia parte do tratamento para a doença no Sistema Único de Saúde (SUS), mas como segunda opção terapêutica. Antes, o fumarato de dimetila era indicado para os casos que não apresentam a melhor resposta ou que apresentam falha a qualquer medicamento da primeira linha de tratamento. Contudo, estudos avaliados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) comprovaram segurança, benefício e custo-benefício do medicamento para o tratamento, também, como primeira linha.

Em termos de custo-efetividade e de impacto orçamentário, há expectativa de possível economia de recursos com a utilização do fumarato de dimetila em primeira linha terapêutica. Estima-se economia progressiva de até R$ 6,2 milhões nos primeiros cinco anos da incorporação. A esclerose múltipla é uma doença que ataca as células nervosas do paciente, afetando principalmente o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). Esta doença atinge adultos na faixa de 18 a 55 anos de idade, sendo mais comum

em mulheres e pessoas brancas, levando a importantes consequências físicas e cognitivas, como dor, problemas com a visão, de equilíbrio e perda de força. Além da esclerose múltipla remitente-recorrente, responsável por 85% dos casos, a doença tem mais duas formas principais de evolução clínica: secundariamente progressiva (EMSP) e primariamente progressiva (EMPP). Estima-se que haja cerca de 2,3 milhões de pessoas vivendo com esclerose múltipla no mundo. No Brasil, sua prevalência pode variar

O Projeto de Lei 6231/19 torna permanentes os incentivos tributários concedidos a pessoas físicas e jurídicas que fazem doações ao Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) e ao Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD). A matéria está em análise na Câmara dos Deputados. A lei alterada pelo projeto já determina que os valores doados podem ser deduzidos do Imposto de Renda (IR) devido, mas prevê o fim o fim do bene-

fício para pessoas físicas em 2020 e para pessoas jurídicas em 2021. Autor da proposta, o deputado Sergio Souza (MDB-PR) informa que os programas foram criados com a finalidade de captar e canalizar recursos para a prevenção e o combate ao câncer, no caso do Pronon, e para a reabilitação da pessoa com deficiência, no caso do Pronas/PCD. “Os programas têm exercido importante papel na expansão da prestação de serviços médico-assistenciais, no apoio

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de 1,36 a 27,7 casos por 100.000 habitantes, de acordo com a região.

OUTROS TRATAMENTOS NO SUS O SUS conta com a Política Nacional de Atenção ao Portador de Doença Neurológica para atender pacientes com esclerose múltipla e demais doenças neurológicas. Esta Política permite aos estados e municípios organizar e desenvolver estratégias de promoção de qualidade de vida, proteção e recuperação da saúde nos níveis da Atenção Básica e especializada. Ao todo, o SUS oferta 44 procedimentos (clínicos e de reabilitação) para a doença, de forma integral e gratuita. Também há um conjunto de medicamentos ofertados especificamente para tratamento de esclerose múltipla aos pacientes cadastrados no Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF). São pacientes que se enquadram nos critérios clínicos e nas diretrizes terapêuticas determinadas pelo PCDT. Em 2018, foram investidos mais de R$ 279 milhões para aquisição de medicamentos para tratamento da doença no SUS, atendendo 15.689 usuários. (Fonte: Ministério da Saúde)

Doações para apoio a PCD´s poderão ser deduzidas do IR

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à formação, ao treinamento e ao aperfeiçoamento de recursos humanos, bem assim na realização de pesquisas clínicas, epidemiológicas, experimentais e socioantropológicas”, diz o autor. TRAMITAÇÃO O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. (Agência Câmara)


Conhecer Libras pode render pontos em concurso público

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Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou, em fevereiro, projeto de lei que busca criar um estímulo para o desenvolvimento da Língua Brasileira de Sinais (Libras). O Projeto 6.036/2019 segue agora para votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). De autoria do senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB), o projeto determina que, em concursos públicos da administração pública federal em que houver prova de títulos, os candidatos que tiverem “conhecimento comprovado” em Libras ganharão pontos extras. O projeto determina ainda que, nos concursos públicos da administração pública federal, o conhecimento comprovado em Libras deverá ser pontuado, “no mínimo, com a mesma pontuação dos cursos de especialização ou mestrado”. “Esta proposição tem por escopo valorizar a linguagem

de sinais e estimular a sociedade a participar de maneira mais efetiva no processo de integração social das pessoas com deficiência auditiva”, diz o autor na justificação da proposta. O texto foi aprovado com voto favorável do relator, o senador Romário (Podemos-RJ). “No que diz respeito ao mérito, não podemos senão louvar a ideia do autor, tão simples quanto engenhosa. Atuando sobre interesses legítimos dos cidadãos, o autor cria um dispositivo que logra dois objetivos ao mesmo tempo: incita o interesse pelo aprendizado de Libras na sociedade em geral e traz para dentro do Estado pessoas com formação nessa língua. E tudo isso sem um centavo de custo adicional para os orçamentos públicos – e com dinamização da sociedade civil”, elogia Romário em seu relatório. (Fonte: Agência Senado)

Eletrônico acessível para cegos avança em comissão do Senado

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s pessoas com deficiência visual poderão ter direito a mais mecanismos para ampliar sua acessibilidade, de acordo com projeto aprovado em fevereiro pela Comissão de Direitos Humanos (CDH). O PL 5.093/2019 segue agora para votação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). De autoria do senador Romário (Podemos-RJ), o projeto altera o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146, de 2015) para obrigar os fabricantes e comerciantes de eletrodomésticos, eletroportáteis e eletroeletrônicos, quando solicitados pelos consumidores com deficiência visual, que forneçam ao produto requisitado recursos de tecnologia assistiva, “que lhes permitam usar painéis de comando lisos, teclas e botões adaptados ao sistema Braille”. O texto também determina avanços no sistema de contro-

le de senhas para a pessoa com deficiência visual, estabelecendo que os serviços públicos ou de utilidade pública, cujo acesso seja controlado por sistema de senhas, tenham função de chamada do código por imagem e por voz, possibilitando às pessoas com deficiência auditiva ou visual saberem quando suas senhas forem requisitadas. “Não é razoável, e talvez não seja sequer seguro, que pessoas com deficiência dependam da ajuda de terceiros, muitas das vezes pessoas estranhas, para saber quando são chamados pela senha”, justifica Romário em seu texto. O relator, senador Flávio Arns (Rede-PR), votou pela aprovação da proposta com uma emenda. No relatório, o senador ressalta como a iniciativa vai impactar positivamente na vida da pessoa com deficiência. (Fonte: Agência Senado)

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Coronavírus pode entrar pelos olhos, alerta oftalmologista

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número de infeções respiratórias por coranavírus não para de crescer. Já atinge mais de 17 mil casos na China e se espalha em 23 países, incluindo o Brasil. O oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier alerta que o vírus pode atacar as vias respiratórias pelo canal lacrimal. Basta colocar as mãos em uma superfície contaminada e depois tocar os olhos ou nariz. Isso porque, a superfície ocular está conectada ao nariz pelo canal lacrimal. “É isso que explica porque temos sensação de areia, vermelhidão e lacrimejamento quando somos atingidos por rinite, gripe ou resfriado”, afirma. Por isso, nunca foi tão perigoso usar colírio sem prescrição, principalmente se o desconforto ocular vier acompanhado de tosse, espirro, coriza e febre que caracterizam a infecção por coronavírus, adverte. O pior é que pelo menos 4 em cada 10 brasileiros já chegam aos consultórios usando colírio por conta própria quando sentem algum desconforto nos olhos. “Se a irritação ocular estiver relacionada a uma contaminação por coronavírus a falta de atendimento médico faci-

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liar que contraiu o vírus e pelas pessoas contaminadas. Queiroz Neto afirma que os óculos comuns não evitam o contágio por serem abertos nas laterais. O contágio por coranavírus é semelhante ao da conjuntivite que exige afastamento da escola ou trabalho, mas pode trazer consequências mais graves. As principais medidas elencadas pelo oftalmologista para prevenir infecção por coronavírus são:

n Lavar as mãos com frequência.

lita o desenvolvimento de uma infecção respiratória grave. Já nos olhos, o uso indiscriminado de colírios pode agravat5 doenças oculares e provocar pode surgir catarata ou glaucoma quando a fórmula contém corticoide”, destaca. Os vasoconstritores conhecidos como adstringentes também não podem ser vistos como uma aguinha inócua. Isso porque, explica, podem elevar a pressão arterial se o ducto lacrimal não for ocluído durante a aplicação. Queiroz Neto alerta que o coronavírus também pode ser contraído pelo ar, espirro, tos-

se e contato físico com pessoas contaminadas. Os grupos de maior risco são as crianças que estão com o sistema imunológico em desenvolvimento, idosos por serem naturalmente mais frágeis, diabéticos e pessoas com alguma doença préexistente no sistema respiratório ou coração. Para dificultar uma epidemia global, a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda o uso de máscaras que ajustadas sobre o nariz e boca, além de EPI (óculos de proteção) por profissionais de saúde, parentes que têm contato com um fami-

n Evitar levar as mãos aos olhos e boca.

n Evitar aglomerações em locais fechados que facilitam a proliferação de vírus.

n Não compartilhar óculos, maquiagem, colírio, descongestionante nasal. talheres, toalhas e fronhas. n Manter os locais arejados

n Tampar a boca para tossir ou espirrar.

n Beber bastante água. (Fonte: LDC Comunicação)

Saúde das pálpebras evita problemas de visão, diz especialista

Mudanças hormonais, excesso de sol, genética, envelhecimento ou problemas musculares são algumas causas das pálpebras caídas que podem originar fadiga visual, dificuldade de leitura, dor de cabeça constante, entre tantos outros problemas. Segundo o oftalmologista, com experiência em oculoplástica, especialista pela UCLA de Los Angeles e doutor em Ciências Médicas pela USP, André Borba, é muito importante cuidar dessa região e prestar atenção quando algo não vai bem. “A redução do campo de visão é uma realidade para a maioria dos pacientes que sofre com excesso de pele causado pela perda da elasticidade”, alerta. Ele explica que o envelhecimento é um processo contínuo e progressivo. "A partir dos 30 anos de idade já é possível notar algu-

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mas diferenças na pele da pálpebra, principalmente porque é a pele mais fina do corpo humano e embaixo dela existe uma estruturas que são responsáveis pela abertura e fechamento dos olhos”, explica Borba. Fatores externos, como o excesso de sol, por exemplo, também podem acelerar o processo de envelhecimento. “O uso de

protetores solares e hidratantes específicos para a região, além da utilização de óculos escuros de qualidade, colaboram para a manutenção da saúde das pálpebras”, afirma o cirurgião. Em alguns casos, a indicação da cirurgia, chamada blefaroplastia, é necessária também pelo aspecto funcional. Em outros casos extremos a pele pesa tanto em cima dos olhos sendo necessário inclinar a cabeça para trás para tentar enxergar por debaixo da pálpebra ou levantar as sobrancelhas repetidamente para elevar a pele na tentativa de ampliar o campo de visão. “Vale lembrar sobre a importância de o procedimento ser feito por um profissional especializado, para minimizar os riscos de complicações", adverte Borba. (Fonte: Máxima Assessoria)


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Shoppings retiram isenção de estacionamento em Campinas

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uatro shoppings de Campinas cortaram a gratuidade da tarifa do estacionamento às pessoas com deficiência. Os shoppings Iguatemi, Galleria, Spazzio Ouro Verde e Campinas Shopping passaram a fazer a cobrança após uma lei municipal que previa a gratuidade ser declarada inconstitucional. A Lei de número 11.139, de 14 de fevereiro de 2002, foi considerada inconstitucional pela Justiça em 2014, após o pedido de ação feita pelo Sindesp (Sindicato das Empresas de Garagens e Estacionamentos do Estado de São Paulo). Na alegação final, a Justiça considerou que o poder público não pode influenciar na política de preços do privado. Até então, os shoppings isentavam o estacionamento para deficientes como forma de cortesia. O primeiro a cancelar o benefício no município foi o Campinas Shopping. Ele passou a cobrar o estacionamento para deficientes no ano passado. Já o Iguatemi e o Galleria, encerraram a isenção no último dia 1º de janeiro. O shopping Spazzio Ouro Verde não informou quando houve o corte do benefício. Benê Contesini, servidora aposentada e cadeirante, conta que ficou sabendo da retirada da gratuidade através da rede social. Ela viu que as pessoas comentavam sobre o can-

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celamento do benefício, e ficou indignada com o corte. "Me afeta como pessoa diretamente, porque é uma forma de lazer que a gente tem no meio de poucas opções. Muitos deficientes vão ao shopping porque não conseguem fazer compras no Centro, que é inacessível, e acabamos tendo poucos lugares para ir", comentou a aposentada. Benê ainda disse que vê a ação dos shoppings como um retrocesso para a inclusão. "O corte vai na contramão da inclusão, é um retrocesso. Invés de ampliar as possibilidades para a gente, que já temos poucas opções, eles parecem querer nos afastar mais. Já é difícil achar vagas de deficientes porque as pessoas não respeitam e ninguém fiscaliza. A impressão que dá, é que querem que o deficiente fique em casa", completou a cadeirante.

José Humberto Moraes, aposentado e deficiente visual, disse que se sentiu ofendido com a retirada da isenção. "A gente se sente discriminado, é tão difícil conseguirmos um benefício, alguma medida de inclusão. Não é só questão do pagamento, mas sim de inclusão, agora sem isso, acredito que vá diminuir o número de deficientes nesses lugares ", contou Moraes.

O QUE DIZEM OS SHOPPINGS Procurados, os shoppings se posicionaram sobre a mudança. O Campinas Shopping, afirmou que já havia retirado a isenção no ano passado e disse que o cancelamento do benefício foi amparado em liminar no Tribunal de Justiça, e que a tarifação de estacionamento para PCDs integra alterações administrativas do centro de compras e lazer.

Já o Galleria Shopping e o Iguatemi, que possuem a mesma administração, confirmaram a retirada e disseram que a medida que era oferecida como cortesia, foi retirada por não ser mais obrigatória por lei. O shopping Spazzio Ouro Verde foi procurado pela reportagem, mas não se pronunciou até o momento desta publicação. Caso haja o retorno a posição será acrescentada na matéria.

NA CÂMARA O vereador Jorge da Farmácia protocolou na Câmara Municipal de Campinas uma moção, em que pede aos shoppings a volta do benefício. Na moção, feita na sessão, o parlamentar disse que muitos clientes PCD's (pessoas com deficiências) foram surpreendidos com a cobrança e que é necessário repensar na política pública para minorias e inclusão social. O parlamentar ainda disse que foi procurado por muitos deficientes para solicitar a volta da isenção. "A moção foi feita para sensibilizar sobre a importância da Isenção de estacionamento para os deficientes. Pela dificuldade no deslocamento por parte das pessoas com deficiência, shoppings são uma excelente opção de lazer e entretenimento para eles. É importante lembrar também que eles gastam no shopping", disse. (Fonte: A Cidade On Campinas)


CDH aprova cotas para pessoas com deficiência em cargos comissionados

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rgãos públicos compostos por mais de cem servidores poderão ter cotas para pessoas com deficiência em cargos comissionados ou funções de confiança. É o que estabelece o Projeto de Lei do Senado (PLS) 300/2017, aprovado no mês de fevereiro pela Comissão de Direitos Humanos.Atualmente, o Regime Jurídico dos Servidores Federais (Lei 8.112, de 1990) já prevê cotas para pessoas com deficiência de até 20% das vagas oferecidas em concurso, para cargos cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras. O projeto estende essas cotas para cargos em comissão (sem necessidade de concurso) e funções de confiança (chefias). Órgãos com composição entre 100 e 200 servidores terão cota de 2%. Entre 201 a 500 ser-

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vidores, de 3%; entre 501 a mil servidores, de 4%; e de mais de mil servidores, de 5%. O autor, senador Romário (Podemos-RJ), afirma na justificativa que o projeto “concretiza e torna efetivas as diretrizes para inclusão da pessoa com deficiência no trabalho, de forma competitiva e em igualdade de oportunidades”, já estabelecidas na Lei Brasileira de Inclusão. A relatora na CDH, senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), foi favorável. Para ela, “a medida,

tanto quanto justa, é importante, pois repercute para além das fronteiras dos órgãos e entidades públicos para alcançar a sociedade, que poderá observar pessoas com deficiência tomando decisões valiosas, que alcançarão o grande público e tornarão evidente a falta de fundamentos e de razoabilidade dos preconceitos contra elas”, argumentou no relatório. A matéria segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). (Fonte: Agência Senado)

PROJETO ISENTA EMPRESA DE TER ACESSIBILIDADE

O Projeto de Lei 5687/19, de autoria do deputado Junio Amaral (PSL-MG), dispensa as microempresas e empresas de pequeno porte enquadradas no regime do Simples Nacional do atendimento às regras de acessibilidade previstas na legislação como condição para recebimento do alvará de funcionamento ou sua renovação. O texto tramita na Câmara dos Deputados. As regras de acessibilidade em empresas estão previstas no decreto que regulamentou a Lei do Atendimento Prioritário. O documento determina que, para concessão do alvará de funcionamento ou sua renovação, devem ser observadas e certificadas as regras de acessibilidade previstas no próprio decreto e nas normas de acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). (Fonte: Agência Câmara)

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Campineiro tem propensão à obesidade e diabetes, diz estudo

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daptações evolutivas ocorridas no passado podem ter deixado a população de Campinas e de outras localidades do interior do Estado de São Paulo com maior propensão genética para acumular açúcares e gorduras no organismo e, consequentemente, predisposta a desenvolver doenças como obesidade e diabetes. Essa é a conclusão de um estudo divulgado na revista Scientific Reports por pesquisadores do Instituto Brasileiro de Neurociência e Neurotecnologia (BRAINN), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A investigação foi coordenada por Iscia Lopes-Cendes, chefe do Laboratório de Genética Molecular da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, no âmbito da Iniciativa Brasileira de Medicina de Precisão (BIPMed), também apoiada pela FAPESP. “Mapeamos cerca de 900 mil marcadores genéticos distribuídos nos genomas de 264 pessoas da região de Campinas. Foi o primeiro estudo feito com esse nível de resolução no Brasil. A maioria dos estudos de ancestralidade feitos na população Brasileira utilizava não mais de 40 marcadores”, disse Lopes-Cendes à Agência FAPESP. Os dados genômicos foram obtidos de voluntários sem doença específica, mas que representam a diversidade genética dos indivíduos atendidos no Hospital de Clínicas da Unicamp. A amostra foi concebida para explorar em detalhes a chamada “ancestralidade local”. A expressão não se refere à localidade geográfica, mas à localidade genômica. Isto é, os pesquisadores investigaram todas as regiões do genoma para saber a origem – se europeia, africana, indígena ou outras – de cada marcador. “Até

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realizarmos a pesquisa, não tínhamos ideia da enorme variabilidade na distribuição da ancestralidade local na população brasileira. Foi algo que nos surpreendeu”, contou LopesCendes. Devido à expressiva presença de descendentes de imigrantes da Europa meridional no interior paulista, principalmente de italianos, os genomas mapeados apresentaram um forte predomínio de marcadores de origem europeia, na faixa dos 80%, ficando os 20% restantes distribuídos, quase que meio a meio, entre as ancestralidades africana e indígena. Porém, o que intrigou especialmente os pesquisadores e motivou o artigo publicado em Scientific Reports foi que os 10% de ancestralidade indígena forneceram o elemento mais relevante do ponto de vista de saúde pública: o gene PPP1R3B, associado à capacidade do organismo de acumular glicídios e lipídios, e, por isso, predisponente ao desenvolvimento de obesidade e síndromes metabólicas correlatas, como diabetes tipo 2. “Fizemos a análise da distribuição da ancestralidade local. E descobrimos que ela era bastante homogênea na maior parte do genoma, exceto em uma região específica do cromossomo 8, onde se localiza o gene PPP1R3B. Nessa região, veri-

ficamos uma representação aumentada dos segmentos de origem indígena e uma diminuição significativa dos segmentos de origem europeia e africana. Isso demandou muito cálculo, muita checagem, foi um trabalho bastante pesado do ponto de vista matemático. Mas ele nos levou à conclusão de que existe realmente um desvio da ancestralidade local nessa região”, disse Lopes-Cendes. Para explicar o desvio, os pesquisadores formularam a hipótese de que, muito provavelmente, essa região do cromossomo 8 foi submetida a um processo de pressão seletiva no passado, voltada para melhor adaptar os indivíduos ao meio. Em uma época em que a comida era escassa, o gene PPP1R3B, relacionado com o acúmulo de glicídios e lipídios, daria uma vantagem evolutiva aos seus portadores, possibilitando que vivessem por mais tempo, se reproduzissem mais, e transmitissem essa característica à descendência. Mas o que foi uma vantagem no passado se transformou em problema no presente, em um contexto de alta ingestão calórica e sedentarismo, agravados por hábitos como tabagismo e consumo exagerado de álcool. “Essa informação é importantíssima do ponto de vista de saúde pública. Levantamos a

hipótese de que, muito provavelmente, existe na população da região de Campinas – e estamos confirmando isso em populações de outras regiões do Estado de São Paulo também – uma predisposição genética aumentada para obesidade e suas complicações. Se eu fosse gestora do sistema de saúde pública da região, daria uma grande ênfase aos programas de prevenção de obesidade e diabetes, com equipes específicas para promover mudanças de hábitos alimentares, estimular a prática de exercícios físicos e alertar sobre os perigos do tabagismo e da ingestão de álcool”, disse Lopes-Cendes.

MEDICINA DE PRECISÃO Com esse objetivo, a pesquisadora tem apresentado os resultados da pesquisa em diferentes fóruns, abrindo diálogo com acadêmicos do setor de saúde, especialmente da área de epidemiologia. “Trata-se de um processo que chamamos de ‘ciência ou medicina de implementação’, ou seja, implementar na prática, principalmente na prática médica, aquilo que descobrimos com a pesquisa científica”, disse. “Nosso objetivo é a aplicação dos resultados na medicina de precisão. Dadas as características genéticas da população brasileira, extremamente heterogênea, é provável que cada centro médico que queira implantar as práticas da medicina de precisão tenha que fazer esse tipo de estudo em sua população de interesse. Esse mapeamento é muito importante porque sabemos, na medicina, que a maior ou menor predisposição a esta ou aquela doença depende da presença de determinados genes em regiões específicas do genoma, ou seja, da ancestralidade local”, afirmou. A pesquisa foi conduzida durante o pós-doutorado de Rodrigo Secolin, autor principal do artigo e bolsista da FAPESP. (Fonte: Unicamp/Fapesp)


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Passos para ter um currículo competitivo

ARTIGO - Tábitha Laurino

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m um cenário de grande concorrência e com profissionais cada vez mais qualificados, fica cada vez mais evidente a importância de um bom currículo e a imprescindível atenção que os profissionais precisam ter com esse documento. Experiência profissional, objetivo, dados de contato. Essas e outras informações já são observadas no primeiro contato e sempre são citadas como primordiais no preenchimento do documento. Reforçando a importância desse documento durante o processo seletivo, levantamento realizado pela Catho com mais de 400 recrutadores aponta que 30% deles demoram em média de 6 a 10 segundos para descartar um currículo para uma entrevista. Aliado a importância do documento, recrutadores também possuem critérios cada vez mais exigentes e que con-

- CATHO

templam aptidões técnicas, habilidades e competências profissionais. Mas afinal, o que é necessário para ter um currículo competitivo? Quais informações são indispensáveis? Qual estrutura deve ser seguida? Basicamente, um bom currículo deve ser objetivo, conter informações sobre as experiências do profissional e estar de acordo com o cargo a que se destina. Além disso, deve ter estrutura limpa, bem organizada e passar por minuciosa revisão antes de ser enviado. Ainda segundo pesquisa da Catho, recrutadores apontaram as informações que não podem faltar na construção de um currículo e são valorizadas no momento da análise, tais como: experiência profissional (80%), formação e/ou cursos complementares (60%), cargo e/ou área pretendida (60%), objetivo

profissional (50%) e conhecimento em outros idiomas (24%). Além do documento escrito, há a presença digital, onde o profissional leva as informações do papel para uma plataforma. Neste ambiente virtual o preenchimento correto de cada lacu-

na é igualmente indispensável e quanto mais informação mais rico o material fica. Para orientar profissionais sobre o mundo do trabalho, o Portal Carreira & Sucesso disponibiliza dicas de criação de um bom currículo, além de oferecer modelos pré-prontos de acordo com a área de atuação. Além disso, desde 2016, a Catho atua de forma ativa para incluir pessoas com deficiência no mercado de trabalho de forma mais rápida e justa, concedendo gratuidade no acesso a todas as vagas do site para profissionais com deficiência e reabilitados pelo INSS, abrangidos pela lei de cotas.

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Tábitha Laurino, gerente sênior de operações da Catho.

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Projeto Brasil Inclusão vai criar benefícios para PCD´s em 2020

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m 2020, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), por meio da Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência (SNDPD), vai lançar o projeto “Brasil Inclusão”. A iniciativa incluirá regulamentações, plataforma de cadastro único, medidas no campo de empregabilidade, entre outras ações em benefício dessa população. Desde 2015, quando a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) foi sancionada, há uma expectativa de que a avaliação biopsicossocial da deficiência seja implantada. O método finalmente ganhará forma com por meio do “Brasil Inclusão”. A partir da Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, o conceito de deficiência passou do modelo biomédico, centralizado na doença e nas limitações do corpo, para o modelo biopsicossocial, que também compreende barreiras socioeconômicas, ambientais e atitudinais. Enquanto o modelo biomédico se atém a uma visão reducionista e fragmentada da deficiência, centrada apenas no organismo, a avaliação biopsicossocial privilegia uma visão sistêmica, em que a restrição de participação social é a principal característica definidora da deficiência. No modelo biopsicossocial, o reconhecimento da deficiência é feito a partir de um olhar multifatorial, por uma equipe multiprofissional e interdisciplinar,

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integrando de forma dinâmica várias perspectivas da vida da pessoa com deficiência, como também os saberes de diversas disciplinas, de modo a avaliar a pessoa com deficiência em sua integralidade.

PLATAFORMA DIGITAL COM CADASTRO ÚNICO A LBI, em seu artigo 92, prevê a criação do Cadastro Nacional de Inclusão da Pessoa com Deficiência. O objetivo é que haja um registro público eletrônico com a finalidade de coletar, processar, sistematizar e disseminar informações georreferenciadas, que permitam a identificação e a caracterização socioeconômica da pessoa com

deficiência, bem como das barreiras que impedem a efetivação de seus direitos. Pensando nisso, será criada uma plataforma digital, na qual as pessoas com deficiência poderão ser cadastradas. Mais do que mapear o exato número de pessoas com deficiência no país, o cadastro pretende possibilitar a identificação dessas pessoas para eliminar a burocracia relacionada ao acesso às políticas públicas, entre outras situações que dificultam a garantia dos direitos previstos por lei. A secretária nacional da SNDPD, Priscilla Gaspar, falou sobre a importância desse projeto. “Minha expectativa é que em 2020 a SNDPD consiga sanar a falta de estatísticas sobre pessoas com deficiência, porque isso representa um obstáculo para o planejamento e para a implantação de políticas de desenvolvimento que melhorem as vidas dessas pessoas”, afirmou. Com a inclusão no cadastro, a expectativa é que a pessoa com deficiência tenha uma identificação única que comprovará sua deficiência. Assim,

aqueles que passarem pela avaliação biopsicossocial e tiverem sua condição de deficiência comprovada serão incluídas no Cadastro-Inclusão. Entre as ações propostas estão estudos e pesquisas para identificar medidas para ampliar a participação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, envolvendo empresas e funcionários com deficiência. O objetivo é assegurar e promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais das pessoas com deficiência, com vistas à sua inclusão social e ao exercício da cidadania.

2019 No ano passado, o MMFDH promoveu muitos avanços nas políticas voltadas às pessoas com deficiência. No âmbito da SNDPD, foi criada uma coordenação específica para tratar das questões de direitos humanos envolvendo pessoas com doenças raras, por meio do Decreto 10.174/2019. Também em 2019 foi lançada uma cartilha sobre direitos de pessoas com deficiência auditiva contendo textos informativos e vídeos em libras. A cartilha envolve temas relacionados à informação, saúde, educação, cultura, além de apresentar os canais para denúncias. Além disso, o Ministério ofertou um curso de Libras na plataforma da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) para mais de 50 mil pessoas. A secretária Priscilla relatou que há muito tempo o lema “nada sobre nós sem nós” tem sido um mote de movimentos de direitos para pessoas com deficiência. “Quando elas são consultadas, isto leva a leis, políticas e programas que contribuem para uma sociedade mais inclusiva. Para que isso aconteça, é preciso trabalhar muito com a campanha de conscientização e empatia”, concluiu. (Fonte: Governo Federal)


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Cegos já têm direito a cartão de crédito e débito em braille

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esde dezembro do ano passado pessoas cegas têm direito a cartão de crédito e débito em braille. Tal garantia é assegurada pela Lei 13.835/2019, que foi sancionada em junho de 2019 e teve um prazo de 180 dias para entrar em vigor. Esse prazo foi suficiente para os bancos e administradoras de cartões de crédito se adaptarem à nova obrigação. A novidade foi bem recebida pela Febraban desde que o projeto de lei complementar foi aprovado, em abril de 2019. De acordo com a Lei, as pessoas com deficiência visual poderão solicitar e receber gratuitamente um kit que conterá: n Etiqueta em braille: filme transparente fixo ao cartão com informações em braille, com a identificação do tipo do cartão e os 6 (seis) dígitos finais do número do cartão; n Identificação do tipo de cartão em braille: primeiro dígito, da esquerda para a direita, identificador do tipo de cartão; n Fita adesiva: fita para fixar a etiqueta em braille de dados no cartão; n Porta-cartão: para guardar

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o cartão e possibilitar ao portador acesso às informações necessárias ao pleno uso do cartão, com identificação, em braille, do número completo do cartão, do tipo de cartão, da bandeira, do nome do emissor, da data de validade, do código de segurança e do nome do portador do cartão. O porta-cartão deverá possuir tamanho suficiente para que constem todas as informações obrigatórias e deverá ser conveniente ao transporte pela pessoa com deficiência visual. O kit vale para cartões de crédito, débito ou de movimentação de contas, mesmo que não tenha essas funções.

MAIS PROTEÇÃO CONTRA FRAUDES Como o papel moeda não tem informações em braille, o cartão de crédito em braille passa a ser ainda mais benéfico para essas pessoas. Além disso, a novidade também ajuda na proteção contra fraudes e golpes, possibilitando a identificação do cartão pela própria pessoa deficiente. A medida é simples, eficaz e ainda está adequada aos princípios do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990). A lei de proteção aos consumidores assegura o direito a informações adequadas e claras sobre os diferentes produtos e serviços. Agora as pessoas cegas podem conferir sozinhas

os dados de seus cartões de crédito ao receberem. Estima-se que quase 7% dos brasileiros (16,5 milhões de pessoas) tenha algum tipo de deficiência visual. Dentre eles, 15% (2,4 milhões de pessoas) dependem exclusivamente do sistema braille para ter acesso a informações. Todas essas pessoas poderão se beneficiar com essa nova regra. Ela entra em vigor aos 20 anos de vigência da Lei de Acessibilidade (10.098/2000). É importante também que novas tecnologias sejam desenvolvidas para promover a inclusão dessas pessoas e a eficácia da nova regra. Meios de pagamento que utilizam somente aparelhos touch scream são um problema. Eles inviabilizam a utilização por pessoas cegas, a menos que haja opção de informações em áudio. Máquinas de pagamento e caixas eletrônicos já devem ter botões adaptados ao sistema braille. Os interessados devem entrar em contato com as agências bancárias. O envio do kit não é automático, depende de solicitação. O prazo de envio do kit deve ser o mesmo previsto para o envio de um cartão normal. (Fonte: Revista Seleções)


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Projeto prevê sessões de cinema

adaptadas para autistas em Campinas

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vereador Jorge da Farmácia (PSDB), presidente da Comissão Permanente das Pessoas com Deficiência ou Mobilidade Reduzida da Câmara de Campinas, protocolou projeto de lei que prevê a realização de sessões de cinema adaptadas para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), na cidade. A proposição determina que durante as tais sessões, não será exibido conteúdo de publicidade comercial, como trailers e propagandas de marcas; as luzes deverão estar levemente acesas e o volume de som será reduzido. Jorge da Farmácia diz que a finalidade é garantir às pessoas com Transtorno do Espectro Autista uma oportunidade de desfrutar do cinema por meio

de sessões adaptadas a sua especificidade e assegurar a inclusão social destes consumidores. “O acesso das pessoas com TEA ao cinema não é uma tare-

O Governo de São Paulo aumentou em 4,6% o repasse dos valores destinados ao atendimento de crianças com deficiência. O aumento do orçamento, referente a 2019, destinado a estes alunos passou de R$ 244,7 milhões para R$ 256 milhões. O montante atende as 285 unidades da Apae-SP e Associação de Amigos do Autista (AMA), além cuidadores e escolas particulares conveniadas. Atualmente, a rede conta com cerca de 22 mil alunos com

diversos tipos de deficiência atendidos pela Secretaria da Educação. As unidades da Apae, assim como as demais instituições parceiras do estado oferecem atendimento pedagógico e educacional para alunos com deficiência intelectual, múltipla e transtornos globais de desenvolvimento associados à deficiência intelectual e que necessitam de apoio permanente, assim como estudantes com o Transtorno do Espectro Autista. (Fonte: Governo de S.Paulo

O vereador Jorge da Farmácia durante entrevista para a TV Câmara

fa fácil. A hiperatividade, a sensibilidade auditiva e visual, a dificuldade em se concentrar em algo e a necessidade de permanecer sentado por um longo tempo torna a atividade de assis-

tir um simples filme, para estas pessoas, um desafio por vezes intransponível”, justifica o parlamentar. O projeto prevê multa para o descumprimento da lei no valor de 1000 UFICs (Unidade Fiscal de Campinas), algo em torno de R$ 3.616,00. No caso de reiteração a multa aumenta para 3000 UFICs, R$ 10.848,00; e na reincidência o local sofrerá interdição. Recentemente o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), decretou a lei 17.272/20 que obriga todos os cinemas da cidade a realizarem, pelo menos uma vez por mês, sessões para crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista e suas famílias. (Fonte: Câmara Municipal de Campinas)

SP aumenta investimento para atendimento a crianças especiais

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Governo inaugura Centro de Informação para PCD´s em estação do metrô de SP

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ensando em facilitar o acesso à informação da pessoa com deficiência, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD-SP), em parceria com a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô-SP), inaugurou no dia 4 de fevereiro, na Estação Tatuapé, o Centro de Informação à Pessoa com Deficiência. O espaço conta com atendimento personalizado para comunicação em Libras e técnicos para pequenos reparos em cadeira de rodas e bengalas. Além disso, os funcionários que prestam serviço no stand também fazem captação de currículos de pessoas com deficiência para encaminhamento em vagas de emprego, afim de ampliar o número de profissionais com deficiência no mercado de trabalho. O serviço funciona das 7h às 17h, de segunda a sexta-feira. Ter um espaço da Secretaria para atendimento das pessoas com deficiência em estações do Metrô de São Paulo vai

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ao encontro das ações de acessibilidade e inclusão implantadas pelo sistema metroviário paulista, que tem estações e trens acessíveis, além de funcionários capacitados para atender esse público. Diariamente, cerca de 1,8 mil pessoas com deficiência são atendidas nas 62 estações administradas pela Companhia. Piso tátil, elevadores, escadas rolantes e rampas permitem que o público com deficiência ou mobilidade reduzida tenha independência na hora de se loco-

mover. Além disso, todas as estações contam com comunicação visual e sinalização acessíveis. A ideia é que neste ano, cinco postos do Centro de Informação sejam instalados em estações do Metrô, contando com o auxílio da Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos, que vem trabalhando com a SEDPcD-SP desde maio de 2019, unindo esforços para ações em prol da população com deficiência. (Fonte: Governo de São Paulo)

Farmácias e lojas deverão ter lupa para consumidor O Projeto de Lei 6457/19 obriga farmácias, empórios, perfumarias e lojas de departamento, entre outros estabelecimentos, a disponibilizar gratuitamente para os clientes lupas de aumento para leitura de informações sobre os produtos vendidos. A proposta, da deputada Edna Henrique (PSDB-PB), tramita na Câmara dos Deputados. Pelo texto, as lupas, de fácil manuseio, deverão ser instaladas em altura adequada nas extremidades das gôndolas e também perto dos locais de pagamento. Os órgãos federais regulamentarão posteriormente as especificações e a quantidade de lupas a serem disponibilizadas. Edna Henrique acredita que a medida beneficiará todos os consumidores, mas especialmente aqueles com algum tipo de deficiência visual. Se for aprovada e virar lei, a medida entrará em vigor 180 dias após a sua publicação oficial. (Agência Câmara)

MEC capacita professores para alfabetizar alunos com deficiências

O Ministério da Educação (MEC) abriu vagas para capacitar 1.200 professores na alfabetização de estudantes com deficiências. O curso é gratuito e tem como públicoalvo professores de educação básica dos sistemas públicos de ensino de estados, municípios e do Distrito Federal. O Aperfeiçoamento em Alfabetização para Estudantes com Deficiência será a distância e terá carga horária de 180 horas. As aulas vão de maio até outubro. A iniciativa é fruto de parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Os interessados deverão se inscrever no site do curso (https://alfadef.faiufscar.com)

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até 20 de março. Para participar é necessário passar por processo de seleção com análise documental que comprove a atuação na educação básica no sistema público de ensino. O resultado final de seleção de candidatos será publicado no site do curso no dia 30 de março. Acesse o edital para mais detalhes. (Fonte: Agência Brasil)


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Inteligência Artificial do Google é capaz de detectar câncer de mama

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empresa de inteligência artificial Deepmind, controlada pela Alphabet e irmã do Google, anunciou o desenvolvimento de um sistema de IA (Inteligência Artificial) capaz de analisar mamografias e detectar sinais de câncer de mama com precisão “tão boa” quanto um radiologista experiente. A pesquisa, conduzida em conjunto pela Cancer Research UK Imperial College, Northwestern University, Royal Surrey County Hospital e Google Health, treinou uma rede neural usando 76 mil mamografias de mulheres inglesas e 15 mil norte-americanas. Depois de treinada, a IA analisou 25 mil mamografias feitas no Reino Unido e 3 mil dos EUA, estudando quatro imagens de cada exame e classificando os resultados de acordo com o

risco de câncer. Os resultados foram então comparados ao diagnóstico na época do exame, feito por um especialista humano, bem como a exames futuros das mesmas pacientes. A pesquisa mostra que o modelo de IA pôde identificar o câncer de mama com o mesmo nível de precisão que os humanos. Além disso, houve uma redução de falsos positivos em 5,7% nos EUA e 1,2% no Reino Unido, e em falsos negativos de 9,4% nos EUA e 2,7% no Reino Unido. "O modelo tem um desempenho melhor do que um radiologista individual no Reino Unido e nos EUA", diz Christopher Kelly, cientista clínico do Google Health e co-autor da pesquisa. No Reino Unido o diagnóstico de câncer de mama deve ser

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feito por dois especialistas. Caso eles discordem, o exame é analisado por outros profissionais. Quando comparado a este sistema, a IA da Deepmind foi “estatisticamente equivalente, mas não melhor”, diz Kelly. A ideia não é substituir humanos por uma IA, mas sim usá-la para reduzir a carga de trabalho e ajudar a cobrir um déficit de especialistas na área, que no Reino Unido ultrapassa a marca de mil profissionais, segundo dados do Royal Colle-

ge of Radiologists. Para testar essa ideia os pesquisadores executaram um projeto paralelo, simulando como o algoritmo trabalharia em conjunto com um radiologista humano. A IA e os radiologistas humanos concordaram 88% das vezes, o que significa que apenas 12% das varreduras teriam que ser lidas por outro profissional. Embora os resultados sejam promissores, os pesquisadores enfatizam que o trabalho ainda está nos estágios iniciais. Os cientistas do Google dizem que gostariam de ver mais pesquisas não em dados históricos retrospectivos, mas com pacientes atuais. "Estudos prospectivos são a única maneira de descobrir como essas coisas funcionam no mundo real", diz Kelly. (Fonte: Olhar Digital)

www.autoescolashalon.com.br

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Unicamp faz parceria de pesquisa sobre uso medicinal da cannabis

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Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Entourage Phytolab acabam de anunciar um convênio para o desenvolvimento de pesquisa sobre variedades de cannabis exclusivamente para uso medicinal. Esse é segundo convênio negociado pela Agência de Inovação Inova Unicamp com a empresa focado nas finalidades terapêuticas da cannabis, que só se iniciará após às adequações de segurança do espaço e autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O projeto de pesquisa é denominado "Seleção de Genótipos de Cannabis sativa L. para a Produção de Medicamentos" e será realizado em conjunto com o Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas Biológicas

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e Agrícolas (CPQBA) da Unicamp em um período de 28 meses. "O objetivo é descrever as características medicinais, produtivas e genéticas de 240 variedades de cannabis, que serão cultivadas em câmaras de crescimento controlado, chamados de fitotrons", explica Ílio Montanari Jr., coordenador do projeto e curador da coleção de plantas medicinais do CPQBA Unicamp. "As pessoas tendem a achar que toda planta de cannabis é igual, mas a verdade é que existem muitas variedades diferentes. A pesquisa nos permitir selecionar as mais resistentes, produtivas e mais indicadas para cada tratamento, abrindo o caminho o desenvolvimento medicamentos inovadores, ainda

mais seguros, eficazes e acessíveis", diz Caio Santos Abreu, CEO da Entourage Phytolab. Newton Frateschi, diretorexecutivo da Inova Unicamp, ressalta que o segundo convênio com a Entourage demonstra o sucesso da interação universidade-empresa voltada para a área da saúde. "É um caso claro no qual a pesquisa e o desenvolvimento na Universidade podem se tornar um produto com grande impacto na sociedade.” O início da pesquisa ainda depende de aprovação da Anvisa para o cultivo controlado das variedades da planta e somente para fins de pesquisa. As plantas serão cultivadas exclusivamente dentro de três fitotrons, que controlam a temperatura, umidade do ar, fotoperíodo e

intensidade luminosa. A fim de garantir a segurança das amostras da pesquisa, o local do cultivo será monitorado 24 horas por dia por um sistema de segurança implementado no CPQBA pela Entourage Phytolab, como previsto no convênio, incluindo um rígido controle de acesso com identificação por biometria, portas duplas e câmeras com monitoramento remoto. A Entourage é a empresa responsável pelos custos do projeto desde a identificação e aquisição das sementes até as reformas e aquisição de equipamentos, que só vão ocorrer após a Unicamp obter a Autorização para Estabelecimento de Ensino e Pesquisa (AEP) do projeto pela Anvisa. (Fonte: Assessoria Unicamp)


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Isenção de IPI para surdos é aprovada por comissão do Senado

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Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do Senado Federal, adotou definitivamente o substitutivo ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 28/2017, que inclui as pessoas com deficiência auditiva no rol daquelas com direito à isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre a aquisição de automóveis. Ele havia sido aprovado em primeiro turno em fevereiro e agora segue para a Câmara dos Deputados, caso não haja pedido para análise em Plenário. Do senador Romário (Podemos-RJ), o projeto originalmente pretendia estender a isenção a todas as pessoas com qualquer tipo de deficiência. Mas o relator, senador Esperidião Amin (PP-SC), em seu substitutivo, “por questões orçamentárias” restringiu o benefício às pes-

soas com deficiência auditiva, a maioria das que não são atualmente contempladas com a isenção do IPI pela Lei 8.989, de 1995. "Convém agirmos com cautela em relação à ampliação dos direitos que se deseja conceder. As outras alterações propostas, igualmente, embora

Os estudantes com deficiência auditiva, de qualquer nível acadêmico, vão poder usar a tecnologia do Sistema de Frequência Modulada Pessoal, do Sistema Único de Saúde (SUS), para o tratamento de sua dificuldade de auditiva. A decisão do Ministério da Saúde consta da Portaria nº 3, de 19 de fevereiro, publicada no Diário Oficial da União dia dia 20 de fevereiro. O prazo máximo para efetivar a oferta ao SUS é de 180 dias, a contar a partir

do dia 20 de fevereiro. O relatório de recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) sobre essa tecnologia está disponível no site do Conitec. O relatório diz que "o Sistema FM é considerado uma alternativa dentre outros materiais e recursos da tecnologia assistiva utilizados por alunos com deficiência auditiva, visando auxiliar a integração educativaescolar". (Agência Brasil)

sejam pertinentes, também não serão acatadas, em função das dificuldades orçamentárias atuais”, frisou Amin. Segundo Esperidião Amin, a estimativa da renúncia de receita ocasionada pela isenção do IPI será de R$ 117,7 milhões, em 2020; R$ 125,3 milhões, em 2021; e R$ 132,76

milhões, em 2022, conforme evidencia a Nota Técnica de Impacto Orçamentário e Financeiro 148/2019, da Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado. Outra modificação inserida no texto pelo relator foi estender a isenção do IPI aos acessórios, ainda que não originais do veículo, caso sejam utilizados para a adaptação do automóvel ao uso por pessoa com deficiência. No entanto, ele retirou do projeto a possibilidade de, nos casos de roubo, furto ou sinistro com perda total do bem, os beneficiários serem dispensados do prazo de dois anos estabelecido por lei para utilizar novamente a isenção de impostos. As alterações entrarão em vigor um ano após a publicação da lei. (Fonte: Agência Senado)

Estudantes com deficiência auditiva vão ter acesso à tecnologia do SUS

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Ilhabela tem ‘cadeiras anfíbias’ para banhistas com deficiência

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Prefeitura de Ilhabela (SP), por meio da Secretaria de Esporte, entregou, no dia 30 de janeiro, cinco novas “cadeiras anfíbias”, que asseguram o direito ao banho de mar para todos e facilitam o traslado do usuário até dentro da água. O equipamento tem pneus desenvolvidos para flutuar na água e não afundar na areia. Seu uso é destinado às pessoas com mobilidade reduzida, temporária ou permanente. Segundo a prefeita Maria das Graças Ferreira, a Gracinha essa é mais uma responsabilidade da Administração em respeito as pessoas com deficiência. “Vivemos em um paraíso que deve ser apreciado por todos, independentemente da condição física, social ou financeira. Essas cadeiras darão oportunidade às pessoas com deficiência curtirem um banho de mar, se refrescarem e terem contato com a natureza que nos

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cerca”, declarou a prefeita. A aquisição foi realizado por meio da Secretaria de Esportes e distribuídas nas regiões: Central, Norte e Sul do arquipélago. As “cadeiras anfíbias” ficam

disponíveis nas praias do Perequê, Saco da Capela, Curral, Pedra do Sino e Armação todos os dias durante todo o ano. “As pessoas com deficiência (PCD) podem procurar os locais, acom-

panhadas de familiares ou amigos para conduzi-las ao banho de mar. Temos uma parceria com alguns donos de quiosques, que ficarão responsáveis pelo equipamento nessas praias”, finalizou o secretário da pasta, José Roberto de Jesus, o Beto de Mazinho. A Prefeitura de Ilhabela tem colocado em prática a Lei da Acessibilidade, com a aplicação nas novas obras do município, na padronização de calçadas, entre outras medidas. Além do projeto das “cadeiras anfíbias”, proporcionando aos cadeirantes a oportunidade de aproveitar as praias. A Constituição, em seu art. 5º, aponta que “é direito de todo cidadão ir e vir em todo o Territorial Nacional, bem como todo homem tem o direito de qualidade de vida. E se tratando das pessoas especiais, temos a responsabilidade de proporcionarlhes o mesmo”. (Fonte: Prefeitura de Ilhabela)

Acordo garante Seleção de Futsal Down na Turquia

A CBF fechou uma parceria com a Confederação Brasileira de Desportos para Deficientes Intelectuais (CBDI) com o objetivo de garantir que a Seleção Brasileira de Futsal Down dispute o Campeonato Mundial da modalidade. Atual campeã do torneio, a equipe estava sem recursos para disputar a competição na Turquia e terá auxílio da CBF para arcar com custos da competição. Esta iniciativa surgiu a partir de um pedido do Senador da República Romário, do Rio de Janeiro. O tetracampeão mundial esteve na Casa do Futebol Brasileiro em fevereiro para solicitar apoio ao projeto da Seleção de Futsal Down. O presidente da CBF, Rogério Caboclo, ficou sensibilizado e prontificouse a atender ao pedido por meio da CBF Social, garantindo que o Brasil defenda o título da modalidade no próximo mês. “O Senador Romário esteve aqui na semana passada e nos

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CPB/Divulgação

apresentou o projeto da Seleção de Futsal Down. É uma Seleção que já foi campeã, tem este prestígio internacional alcançado e o presidente Rogério Caboclo solicitou que a CBF Social os auxilie nessa demanda. Já fizemos todo o acerto interno e a Seleção de Futsal Down estará na Turquia defendendo o título no mês de março e, se Deus quiser, sagrando-se campeão”,

destacou Walter Feldman, secretário-geral da CBF. O técnico da Seleção Brasileira de Futsal Down, Cleiton Monteiro, esteve na sede da CBF, no Rio de Janeiro e conversou com Feldman. O treinador foi um dos idealizadores de um financiamento coletivo através da internet, que arrecadou pouco mais de 60 mil reais, insuficientes para garantir a ida à

Turquia. Agora, com apoio da CBF, a participação do Brasil no torneio está garantida. “Só tenho a agradecer ao presidente Rogério Caboclo por ter atendido o pedido e por acreditar na nossa causa. Somos os atuais campeões mundiais e estamos muito felizes. É um momento histórico para a Confederação e para o futsal down estar aqui fechando esta parceria para poder participar do Mundial”, declarou Cleiton Monteiro. O Campeonato Mundial tem início marcado para o dia 31 de março e faz parte do Trisome Games, os Jogos Olímpicos para atletas com síndrome de down. No ano passado foi disputada a segunda edição do torneio, realizada no Brasil, na cidade de Ribeirão Preto (SP). Com uma campanha invicta e vitória sobre a Argentina na decisão, a Seleção Brasileira conquistou o primeiro título da modalidade. (Fonte: CPB)


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Revista Gente Ciente - Março 2020  

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