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Ano 1 – Número 1 - 2013

Dossiê: O Centenário de Rubem Braga e Vinícius de Moraes

Entrevista com Gabriel Chalita

Jornada Mundial da Juventude: O INSA-SP na JMJ 2013

Reportagem Especial: Brasília: as curvas do Cerrado


EDITORIAL

É com muita satisfação e alegria que apresento para toda a comunidade do INSA a Revista Panorama. O projeto nasceu a partir do desejo dos professores de divulgar diversos trabalhos desenvolvidos pelos alunos ao longo do ano. Inicialmente, a ideia era uma revista impressa, mas a dificuldade que às vezes encontramos para fazermos parcerias para projetos educacionais levou-nos a optar por uma versão digital. Os leitores perceberão que as matérias apresentadas foram escritas de maneira clara e objetiva. São textos informativos, artigos, brincadeiras e passatempos elaborados pelos alunos e supervisionados pelos professores de diferentes disciplinas. É importante lembrar que esse trabalho é fruto da mobilização de toda a escola, uma vez que apresenta projetos desenvolvidos por todos os níveis, desde a Ed. Infantil ao E.M. Agradeço a todos pelo envolvimento e espero que em 2014 possamos realizar nosso sonho de distribuir um exemplar impresso da nossa revista para toda a comunidade educativa.


ÍNDICE

ENTREVISTA

CHARGE

Página 03

Página 05

CAFÉ COM LETRAS

Página 06

HISTÓRIAS EM QUADRINHOS

Página 09

REPORTAGEM

Página 14

ESPAÇO ABERTO

Página 36

JMJ – JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

Página 63

REDE SOCIAL DE ESCOLA

Página 73

AO REDOR DO MUNDO:

Página 83

DOSSIÊ

Página 88

BRINCANDO E APRENDENDO

Página 97

VISITA ESPECIAL

Página 102

FICHA TÉCNICA

Página 103


ENTREVISTA

Fonte: site oficial Gabriel Chalita (www.chalita.com.br)

Nome: GABRIEL CHALITA Nascimento: 30 de abril de 1969, Cachoeira Paulista SP. Formação: advogado, jurista, professor, escritor e político brasileiro.

Revista Panorama: Qual é o cotidiano de um Deputado Federal? Gabriel Chalita: Participa de alguma comissão, toda semana faz reuniões. No período da tarde participa do plenário e faz votações. Alguns dias da semana trabalham em Brasília e nos outros dias fica em São Paulo.

RP: Qual o seu histórico de carreira profissional? GC: Minha primeira profissão foi escritor, lancei um livro aos 12 anos. Dei aula aos 15 e fui vereador aos 18. No final do mandato saí da política e fiz faculdade de Filosofia, Direito e Pedagogia, mestrado em Sociologia e Direito e Doutorado em Direito e Semiótica. Fui secretário da Educação de São Paulo entre 2001 e 2006, depois Vereador de São Paulo e agora sou Deputado Federal e professor de Direito.

RP: Quais são seus principais projetos apresentados no Congresso Nacional? GC: Há projetos com o tema adoção, na área de pessoas com deficiência. Também luto por leis de ciência, tecnologia e educação.

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RP: Fale sobre sua formação salesiana. GC: Grande parte dos livros foi influenciado pela religião. Dom Bosco me ajudou como escritor, professor e político. Minha carreira é influenciada pela formação salesiana.

RP: O que o senhor pensa da educação no Brasil? GC: Não está bem. Há países com menos recursos que o Brasil e ganham na Educação. Tem muito o que melhorar.

RP: Em relação às manifestações que estão ocorrendo no Brasil afora, qual é o seu posicionamento? GC: Acho bonito lutarem por aquilo que acreditam. Agora virou bagunça, estão sendo vândalos e não há pauta.

Estudantes do INSA com o Deputado Federal Gabriel Chalita no Congresso Nacional. Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora

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CHARGE

Gênero textual charge: verbo-visual e crítica social A partir do estudo do gênero textual charge, os alunos dos 7º anos aprenderam à estrutura e finalidade do gênero, muito utilizada em crítica política e social no Brasil, ligada a temporalidade, e para compreendê-la basta estar por dentro do que acontece ao seu redor. Com o objetivo de apresentar e criticar alguns problemas vividos no nosso país, os alunos produziram charges com diferentes temas, que mesmo com o passar do tempo não deixam de existir.

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CAFÉ COM LETRAS

Indicação de leitura – impressões da aluna Gabriela Miranda 7º ano A Olá, leitor! Escrevi a resenha do livro “Ela disse, Ele disse”, a linguagem da escritora Thalita Rebouças é simples, e isso faz com que seja gostoso de ler. Os protagonistas da história são o Leonardo e a Rosa. A Rosa é uma menina tímida e muito insegura, e confesso que em alguns momentos fiquei com um pouco de raiva dela. Os dois haviam acabado de chegar a uma escola e o Léo decidiu ir conversar um pouco com a Rosa, e, é assim, que a amizade dos dois começa. A Rosa implicava demais com ele, levando-o a pensar que ela o detestava, mas não era bem assim. Como em todas as escolas sempre existe a menina mais desejada, e nessa história o nome dessa garota era Júlia, ela falava errado e conversava com o Léo sobre como pentear seus cabelos, em muitos momentos tive vontade de entrar na história e dar uns tapas nessa Júlia. Ela realmente acreditava que o Léo a amava. Quando um parente do Léo chegou tudo mudou. O nome da menininha que fez com que as coisas mudassem completamente de rumo era Ludmila, ou como o Léo a chamava: Ludmala. Mesmo tendo apenas 10 anos, Ludmila conseguiu dar bons conselhos para Léo e isso fez com que coisas acontecessem... Em minha opinião, o livro foi muito previsível, ele não te fazia pensar em como aquilo ia terminar. Quando comecei a leitura eu já tinha uma ideia do que iria acontecer, e acabou acontecendo.

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Olá, leitor! O livro "Os três mosqueteiros" do Alexandre Dumas, faz parte da coleção "Teatro Jovem" da editora Global. Foi adaptado por Ana Maria Machado e foi ilustrado por Allan Rabelo. Possui 90 páginas recheadas de uma linda história. Esse foi um dos segundos clássicos que eu tive que ler esse ano para a escola. Até que a leitura foi agradável, mas uma das coisas que eu não gostei foi pelo fato dele ser escrito como se fosse um roteiro para uma peça de teatro. Mas quando mergulhei na história nem percebi mais isso. O livro conta a história de um jovem chamado D'Artagnan, ele morava na Gasconha e seu maior sonho era se tornar um mosqueteiro, como seu pai, que era um ex-mosqueteiro. Antes de partir seu pai pediu para que seu filho desse a carta de referência ao senhor de Treville, dessa maneira, talvez ele pudesse se tornar um mosqueteiro. Então, D'Artagnan partiu para Paris em busca dessa grandiosa chance, junto a ti levou sua carta de referência e seu cavalo. No meio de sua viagem decidiu parar em uma hospedaria para descansar um pouco, mas acabou arrumando uma briga com um fidalgo, chamado Rochefort. Rochefort mandou seus homens "darem um trato" em D'Artagnan, com isso o jovem gascão ficou desacordado e Rochefort aproveitou para roubar a carta de recomendação do pobre coitado. Dessa maneira, as chances de se tornar um mosqueteiro acabaram. Quando D'Artagnan chegou a Paris foi falar com o senhor de Treville, mas não teve muito que fazer. O senhor disse que para se tornar um mosqueteiro teria que passar por um treinamento intenso e demorado. Isso fez com que D'Artagnan ficasse desapontado. Depois da conversa com o senhor de Treville, o jovem gascão avistou Rochefort, então começou a persegui-lo. E sem querer acabou se esbarrando com cada um dos três mosqueteiros (Atos, Aramis e Portos). Mesmo arrumando confusões com os mosqueteiros, D'Artagnan havia encontrado futuros amigos.

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Depois de um tempo D'Artagnan e os mosqueteiros haviam se tornado amigos e todos estavam passando necessidade. Mas uma luz apareceu. Com o desaparecimento de uma mulher e o pedido de uma doce dama os mosqueteiros mais D'Artagnan partiram para uma longa viagem, cheia de perigos. Mas com uma recompensa valiosa. E com o lema: "Um por todos... E todos por um!" foram em busca de mais uma aventura.

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HISTÓRIAS EM QUADRINHOS

HQs na sala de aula: interação e aprendizado As histórias em quadrinhos no Brasil começaram a ser publicadas no século XIX, desde então sua leitura torna cada vez mais prazerosa e enriquecedora. Com o intuito de entreter o leitor a HQ também informa e proporciona aprendizado. Por meio desse propósito os alunos dos 6º anos elaboraram HQs expondo temas atuais que fazem parte da nossa sociedade.

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REPORTAGEM: Brasília – As curvas do cerrado Uma metrópole com 2.609.997 habitantes, densidade de 449,85 hab./km², situada no Planalto Central a 1171 m de altitude, regida pelo bioma do cerrado e com pouco mais de 53 anos de idade. Brasília, Patrimônio Cultural da Humanidade, conhecida por sua arquitetura moderna e autêntica, projetada em cada detalhe, hoje é palco de inúmeras manifestações sociais, marcada por um inchaço urbano e notável desigualdade social. Qual será o futuro de uma das cidades mais belas do mundo?

Manifestação na Esplanada dos Ministérios – Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora

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A ideia de interiorização da Capital A ideia de mudar a capital para o interior do país é muito mais antiga do que se imagina. A maioria dos historiadores atribui a Marquês de Pombal (ministro português) que, em 1761, pensou em erguer no sertão uma cidade que seria não apenas a capital da Colônia, mas do Reino, a meio caminho da África e da Índia. Tal necessidade de mudança também foi pensada pelos inconfidentes mineiros que propunham, em 1789, a transferência da capital para São João Del Rey (MG). Na verdade, houveram várias propostas de transferência da capital do Rio de Janeiro para o interior do país em diferentes momentos históricos, contudo, pode-se dizer que a primeira proposta parlamentar de mudança da capital foi a de José Bonifácio de Andrada e Silva, o “Patriarca da Independência”, quando redigiu documento aos deputados paulistas que participaram das Cortes de Lisboa (1821). Bonifácio sugeriu inclusive o nome Petrópole ou Brasília para a nova capital. Alertava que a cidade do Rio de Janeiro não oferecia segurança, pois desde o séc. XVIII fora alvo constante de invasões, saques e pilhagens de corsários franceses. Havia também por parte das elites locais uma espécie de “medo da onda negra”, através de um possível levante ou motim, uma vez que a população do Rio de Janeiro era composta majoritariamente por negros e mestiços (cerca de 2/3 da população). Nossa primeira Assembleia Constituinte foi dissolvida e a Constituição de 1824, outorgada pelo Imperador D. Pedro I, que não incorporou essa tese da interiorização da capital. Com a república proclamada em 1889 e D. Pedro II deposto pelos militares no Rio de Janeiro, o projeto “mudança da capital” ganha força total e constitucional. Marechal Deodoro da Fonseca, então chefe do governo, aprova a mudança da capital para o “Planalto Central da República”, uma área de 14.400 Km² distante de qualquer possível golpe de estado, com excelentes condições de salubridade e compatível com os ideais de povoamento do centro do país. Em 1892, o presidente Floriano Peixoto formou a Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil, que ficou conhecida como Missão Cruls. Durante sete meses percorreram os 14 mil quilômetros, realizando demarcações de área, registrando dados sobre a fauna, a flora e os hábitos

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dos moradores do sertão brasileiro, além de determinar a localização atual de Brasília. Apesar da relevância desta missão, demorou décadas até que a construção da futura capital brasileira fosse concretizada, pois foi somente no governo de Juscelino Kubitschek que houve determinação política e vontade suficiente para que a capital deixasse o Rio de Janeiro e fosse transferida para Brasília.

Fonte: Brasil Escola (2010). Disponivel em: http://www.brasilescola.com/historiab/juscelino-kubitschek.htm. Acessado em 15/10/13

JUSCELINO KUBITSCHEK DE OLIVEIRA, (Diamantina, MG, 1902 - perto de Resende, RJ, 1976). Prefeito de Belo Horizonte, deputado federal, governador de Minas Gerais, presidente da República e senador, Juscelino Kubitschek foi um dos mais importantes políticos brasileiros. Inaugurando um estilo de atuação inteiramente novo, Juscelino caracterizou-se por construir em torno de si uma aura de simpatia e confiança. Para promover a integração do país, executou o antigo projeto de mudança da capital, construindo Brasília, considerada hoje uma das mais relevantes obras da arquitetura e do urbanismo contemporâneos. Em seu período presidencial, o país conheceu um grande desenvolvimento econômico, em meio à estabilidade política.

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O nascimento de um velho sonho Disputando a presidência como candidato da coligação P.S.D. – P.T.B., no dia 4 de abril de 1955, no seu primeiro comício em Jataí (GO), Juscelino decidiu fazer a mais óbvia das promessas de campanha: jurou que iria “cumprir a Constituição”. De acordo com JK, ao final do comício, “uma voz forte se impôs” e o interpelou. “O senhor disse que, se eleito, irá cumprir rigorosamente a constituição. Desejo saber se pretende pôr em prática a mudança da capital federal para o Planalto Central?” Embora considerasse a pergunta embaraçosa e já tivesse seu Plano de Metas, JK respondeu que construiria a nova capital. Dessa pergunta surgiu um desafio. Juscelino sabia que a ideia da interiorização da Capital vinha de longa data. A partir daí, a construção da nova Capital da República (Brasília) virou a “meta-síntese” de seu governo. Em 1956, o eleito presidente Juscelino Kubitschek arregaçou as mangas e encaminhou ao Congresso a chamada Mensagem de Anápolis, propondo, entre outras medidas, a criação da Companhia Urbanizadora da Nova Capital, a futura Novacap. Propôs também o nome de Brasília para sede do governo. Por incrível que pareça, JK não encontrou barreiras políticas e teve maioria de votos no congresso. A oposição acreditava que Brasília seria o “túmulo de Juscelino”, já que não haveria tempo hábil para a concretização de tal proposta. Aprovado pelo Congresso, o projeto se converteu na Lei 2.874/56. Neste momento seriam necessários homens de confiança para comandar tal empreitada. Para gerenciar e coordenar a construção da nova Capital do Brasil, JK recrutou: o engenheiro Israel Pinheiro para presidir a recém-criada empresa estatal Novacap; o empreiteiro Bernardo Sayão como diretor executivo; o pediatra carioca Ernesto Silva para assumir o cargo de diretor administrativo; e como chefe do Departamento de Arquitetura e Urbanismo um velho amigo, Oscar Niemeyer, cuja história se confunde com a de Brasília. Mais do que depressa, Niemeyer elaborou projetos para os primeiros edifícios, como o “Catetinho” (residência presidencial provisória), o Palácio da Alvorada e o Brasília Palace Hotel. Também foi o organizador de um concurso para a criação do projeto urbanístico do núcleo da cidade, o chamado Plano Piloto.

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A escolha da cara de Brasília O concurso para escolher o formato urbanístico da nova capital do país reuniu 26 projetos inscritos (sendo apenas 16 finalistas), os quais deveriam conter o traçado básico da cidade, indicando a disposição dos principais elementos da estrutura urbana e a interligação entre eles. O valor de Cr$ 1 milhão (um milhão de cruzeiros), oferecido como prêmio, nem se aproximava da importância reservada ao vencedor na história do país. O júri foi integrado por autoridades internacionais: sir William Holford, assessor de urbanismo do Governo britânico e planificador da Capital da Rodésia; André Sive, da França; e Stamo Papadaki, da Universidade de Nova York.

Fonte: Revista Nós (2010). Disponível em: http://www.nosrevista.com.br/2010/04/14/a-utopia-de-lucio-costa-no-cineclube-vladimir-carvalho. Acessado em 15/10/13

LÚCIO RIBEIRO DA COSTA nasceu em Toulon, na França, em 1902, e recebeu a educação básica na Inglaterra e Suíça. Chegou ao Brasil em 1916 e, em 1923, já se diplomava arquiteto pela Escola Nacional de Belas Artes (ENBA). Após a Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder, foi nomeado diretor da ENBA, cargo que possibilitou renovar o quadro de professores da escola, passando a utilizar os conceitos modernistas que marcariam a arquitetura brasileira nas décadas seguintes. Em 1957, seu projeto venceu um concurso destinado a escolher o plano piloto da cidade de Brasília, o que o colocaria para sempre na história do país. Lúcio Costa foi o principal representante do Movimento Modernista no Brasil. Entre suas principais obras, destacam-se o Plano Diretor da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro (1969); a sede social do Jockey Club, no centro do Rio (1956); e o anteprojeto da Casa do Brasil, na cidade universitária de Paris (1953).

Após a escolha dos jurados, o projeto vencedor foi o de Lúcio Costa, que chamou a atenção porque estava numa folha de papel comum, desenhada à mão, com alguns rabiscos. Para uns, não passava de um esboço e sua inscrição não deveria ter sido sequer aceita. Para outros, era simplesmente

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brilhante, genial. O arquiteto gastou 64 horas de trabalho e 20 cruzeiros em papel, lápis, tinta e borracha para ganhar o concurso. Lúcio Costa assim sintetizou seu trabalho: “A força de Brasília nasceu do simples gesto do homem que se apropria de um lugar: duas linhas retas que se cruzam em ângulo reto, ou seja, o próprio sinal da cruz”. Tratava-se de uma verdadeira obra de arte, tanto pela clareza, tanto pela hierarquia dos elementos integrantes do conjunto.

Croqui do Plano Piloto – Lúcio Costa

O nome Plano Piloto, originalmente atribuído ao projeto urbanístico da cidade, passou a designar toda a área construída em decorrência deste plano inicial. Lucio Costa atribuiu quatro escalas para a organização da cidade: monumental, gregária, residencial e bucólica. Estas escalas definem o uso do solo, índices de construção e efeitos urbanísticos adotados em cada área. 

A ESCALA MONUMENTAL abriga, no eixo do mesmo nome, os

centros de decisões políticas e administrativas do país e do Distrito Federal. Abriga também a arquitetura genial de Oscar Niemeyer, com suas curvas e vãos audaciosos.

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A ESCALA GREGÁRIA, construída em torno da Plataforma

Rodoviária, no coração da cidade, inclui comércio, agências bancárias, consultórios, escritórios, hotéis e centros de diversões. 

A ESCALA RESIDENCIAL, construída ao longo do Eixo

Rodoviário, traduz um conceito completamente novo de moradia, com superquadras de apartamentos cercada de verde, edifícios de gabarito baixo suspensos sobre pilotis e unidades de vizinhança que estimulam a convivência, com seus comércios locais, praças, escolas e outros equipamentos comunitários. O espaço para casas geminadas ficou mais afastado do eixo central, na parte Oeste. 

A ESCALA BUCÓLICA permeia e integra as outras três escalas,

com extensas faixas gramadas, canteiros ornamentais, parques, áreas arborizadas e de lazer. Brasília é conhecida no mundo como uma cidadeparque, onde o verde e os amplos espaços livres estão integrados de forma harmoniosa ao dia a dia urbano, emoldurando e integrando todas as áreas do Plano Piloto.

Fonte: Costa, Lucio, ”Brasilia Revisitada”, in COSTA, Lucio. Lucio Costa : Registro de uma Vivência. São Paulo: Empresa das Artes, Brasília: UnB 1995. p. 331.

O projeto de Lucio Costa, planejado para 500 mil habitantes, também previu, entre outras áreas, os Setores Culturais, o Centro Esportivo, a Cidade Universitária, o Jardim Botânico, o Setor Militar e os quartéis, as zonas destinadas à armazenagem e abastecimento, às garagens de viação urbana e às pequenas indústrias locais. 20


O processo de construção

Esplanada dos Ministérios / Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora

Projeto urbanístico definido, a Novacap tinha tarefas de dois tipos: as urgentes e as urgentíssimas. A burocracia era mínima. A empresa trocou as complicadas licitações públicas por breves concorrências administrativas ou mesmo por administração contratada. Mandava e desmandava. Conseguiu impor ritmo acelerado às obras. Regime contínuo de três turnos de oito horas, rigorosa cobrança do cronograma de execução de cada obra, ataque simultâneo em várias frentes. O canteiro cresceu espetacularmente a partir de fevereiro de 1957. No começo de 1958, olhos treinados já podiam perceber a estrutura da metrópole.

Palácio do Congresso Nacional – Senado Federal e Câmara dos Deputados Federais Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora

JK conta que só quem olhava de cima tinha ideia da magnitude, diversidade e complexidade dos trabalhos. Engenheiros e mestres de obra de mapa na mão, equipes de dezenas, centenas, milhares de homens apressados 21


trabalhando dia e noite nos canteiros e na abertura das vias públicas. Ao longo delas, incontáveis armações de pinho para os vergalhões de ferro das vigas de cimento armado. Dúzias de caminhões rodando de um lado para outro, entupidos de material de construção. Dezenas de tratores novos de vários tipos e poderosas escavadeiras revolvendo a terra, furando buracos, criando clareiras, preparando terrenos para obras públicas. Crateras recém-abertas engolindo toneladas de concreto.

Catedral de Brasília – Estudantes do INSA em momento de informação monitorada Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora

Redes de água, esgoto, eletricidade, edificações. Estacas sendo fincadas para suportar andaimes nos prédios que nasciam. Torres metálicas de estações de telecomunicações pontificando em vários lugares, enviando mensagens com pedidos de material indispensável à população, às construções e à manutenção dos equipamentos. Guindastes subindo e descendo com cargas trazidas ou levadas pelos caminhões, carregando material, assentando vigas. Polias girando sem parar, buzinas tocando, sirenas soando, motores acelerando. Edifícios que começam a tomar forma. Sons de motores e máquinas, barulho de metal batendo em metal, de martelos, de serras e serrotes, de preparo de cimento, carga e descarga de material, vaivém incessante.

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A equipe na porta do Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da república Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora

Formigueiro de máquinas, materiais e gente. Até a inauguração, em 21 de abril de 1960, foi projetada e concluída boa parte das principais construções: o conjunto do Congresso Nacional; o Palácio do Planalto; o Supremo Tribunal Federal; onze edifícios ministeriais; o Palácio da Alvorada (inaugurado em junho de 1958); serviço de eletricidade, de água e de esgoto; mais de 3 000 moradias; hospital público com 500 leitos; instalações da Imprensa Nacional; hotel de turismo com 180 apartamentos; aeroporto provisório; escolas; clube náutico; concha acústica; estrutura básica da Catedral Metropolitana; a pequenina Ermida Dom Bosco; a Igreja de Nossa Senhora de Fátima; a estrutura básica do Teatro Nacional; a estação rodoviária; o grande eixo rodoviário e a barragem do Rio Paranoá. Faltava muita coisa ainda, deu-se a inauguração com o que existia, mas já havia uma cidade a respirar.

STF – Supremo Tribunal Federal, “A Justiça”, Alfredo Ceschiatti / Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora

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A importância dos Candangos

Os candangos / Fonte: Revista Manchete (1960)

De todos os cantos do país começaram a chegar trabalhadores em busca de novos desafios e das promessas de prosperidade. Chegavam com vontade de participar da obra que prometia inaugurar um novo tempo do Brasil, orquestrada pela Novacap. Foram mais de 30 mil trabalhadores que fizeram erguer quase 300 mil m² de construção. Os trabalhadores, ou candangos, chegavam a Brasília de ônibus, caminhão e carroça, após dias de viagem por estradas precárias. Cerca de 23% vinham de Goiás, 20% de Minas, 40% do nordeste e 6% de São Paulo. Instalavam-se em alojamentos ou barracões que eles mesmos construíam em uma área na qual não se pagavam impostos, a chamada “Cidade Livre”, que, mais tarde, transformou-se no Núcleo Bandeirantes, cidade-satélite de Brasília. Quem chegava logo se envolvia no ritmo frenético das obras apesar da vida limitada. Parar de trabalhar nem pensar. A Novacap havia criado a Guarda Especial de Brasília (GEB), composta de 300 policiais recrutados entre os candangos, encarregados de manter a ordem na cidade que não podia parar. Eram agressivos e chegavam até a cortar a água dos operários para que, sem banho, eles não procurassem as prostitutas. Existe até uma lenda de que dezenas de operários morreram ao erguer os 28 andares dos edifícios anexos

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do Congresso, os que formam o “H” entre as cúpulas, e os fantasmas deles ainda continuam a assombrar o lugar. As mulheres representavam apenas um quarto dos candangos que chegavam à Brasília. A grande maioria de homens tinha uma média de idade de 22 anos. No início de 1959, a população trabalhadora saltou para mais de 60 mil. O território do Distrito Federal estava tomado por acampamentos, sendo os principais: a Central da Novacap, Candangolândia, Praça dos Três Poderes e Plano Piloto. Tudo muito rústico por causa do improviso. Essa gente pobre vinda de todo lugar sofria com os problemas básicos de sobrevivência: moravam mal, comiam mal e sem chance de divertimentos. Brasília permanecia no centro como o astro rei. Em torno dela, cidades satélites brotavam súditas à sua nobreza. Por lá ficaram, cheias de trabalhadores pobres, longe do ideal socialista de Niemeyer e bem próximo de uma realidade pouco nobre.

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Enfim, A inauguração!

Inauguração de Brasília, 21 de abril de 1960 Fonte: Revista Veja (2010)

Durante

seu

mandato,

o

“presidente

bossa

nova”

trabalhou

obsessivamente na construção de Brasília, não poupando esforços. Com recursos estimados em US$ 83 bilhões em valores atuais (o equivalente a aproximadamente 5% do PIB brasileiro), ele fez funcionar uma máquina que, de fato, colocou a cidade em pé, mobilizando esforços e, principalmente, canalizando um entusiasmo e uma paixão poucas vezes vistas na nossa história. Após 3 anos e 7 meses, chega a tão esperada inauguração. Na tarde de 20 de abril de 1960 iniciaram as cerimônias com a entrega da chave da cidade para o presidente. À zero hora do dia 21 de abril de 1960, durante uma missa solene, Brasília foi declarada inaugurada em um clima de emoção e euforia, e o presidente e vários entre o público foram às lágrimas. Pelas ruas os candangos expressavam sua alegria. Às 8h da manhã foi dado o Toque de Alvorada pela banda dos Fuzileiros Navais e minutos depois Juscelino hasteou a bandeira nacional diante do Palácio do Planalto. Em seguida Brasília iniciou sua atividade como capital, quando o presidente recebeu os cumprimentos das

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delegações diplomáticas. Às 9h30min foram instalados os Três Poderes, às 10h15 min, na Catedral de Brasília ainda inacabada, o Núncio Apostólico instalou a Arquidiocese de Brasília, e às 11h30min foi realizada a primeira sessão solene do Congresso Nacional. Ao fim da sessão Juscelino foi carregado nos ombros pelos parlamentares como um herói. À tarde a população se reuniu no Eixo Rodoviário Sul para assistir a um grande desfile militar, com a passagem do Fogo Simbólico da Unidade Nacional. As comemorações se repetiram e só encerraram oficialmente na noite de 23 de abril, com a representação de uma alegoria escrita por Josué Montello, que foi encenada com a participação de militares em parada, jovens da sociedade carioca, tratores e um helicóptero descendo do céu, além de inúmeros figurantes portando ferramentas de trabalho, personificando os candangos. A tônica da peça, que narrava a fundação das três capitais brasileiras, foi o contraste entre o abandono do velho e a adesão decidida ao novo, resgatando figuras históricas e apontando para um futuro brilhante, contra um cenário colorido por fogos de artifício e diante do aplauso frenético da população. Apesar de inaugurada, Brasília não estava pronta, nem todas as terras haviam sido desapropriadas e a regularização fundiária não havia sido concluída. Um grande número de edifícios importantes ainda era um esqueleto vazio, outros sequer haviam saído do projeto, e a carência de habitações finalizadas obrigou a muitos órgãos administrativos instalados no Rio retardarem sua transferência, em vista da impossibilidade de acomodar seus funcionários. As embaixadas também não puderam funcionar imediatamente. Na prática, por algum tempo o Brasil teve duas capitais. As obras continuaram pelo menos até a década de 1970, quando suas principais estruturas foram finalizadas (como o Itamaraty, por exemplo), mas a cidade nunca parou de crescer e desde o início já ficara evidente que se deviam tomar medidas para a preservação do plano original, sancionando-se em 1960 a Lei Santiago Dantas, a primeira lei orgânica do Distrito Federal, que obrigava qualquer modificação na cidade ser autorizada previamente pelo Senado.

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Ministério das Relações Exteriores - Itamaraty Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora

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Ícone arquitetônico Mundial Brasília é uma verdadeira obra de arte modernista a céu aberto. A cidade, especificamente o Plano Piloto, é um exemplo da aplicação do urbanismo moderno. O traçado original e a organização em quatro escalas, por si só, fazem de Brasília uma cidade única, conferindo-lhe relevância na milenar história do urbanismo. Somam-se a isso as obras de artistas como Bruno Giorgi, Alfredo Ceschiatti, Athos Bulcão e Burle Marx, entre outros, que igualmente contribuíram para a beleza da capital.

BRUNO GIORGI - Em 1959 fundiu em bronze "Guerreiros", para a Praça dos Três Poderes em Brasília.

Os “Guerreiros” de Bruno Giorgi (Praça dos Três Poderes) Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora

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ALFREDO CESCHIATTI - As esculturas de Alfredo Ceschiatti estão presentes em importantes espaços públicos de Brasília, como as Duas Irmãs (1966), no Palácio dos Arcos; e os Anjos (1970) e os Evangelistas (1968), na Catedral de Brasília.

“As Banhistas” de Alfredo Ceschiatti (Palácio da Alvorada) Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora

ATHOS BULCÃO - Muitas de suas obras de arte encantam a arquitetura de Brasília, como a parte de fora do Teatro Nacional, o mural do plenário da Câmara dos Deputados, o Memorial JK, o Auditório do Hospital Sarah e vários outros monumentos.

Azulejos de Athos Bulcão na capelinha Nossa Senhora de Fátima Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora

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ROBERTO BURLE MARX - é reconhecido como um dos maiores paisagistas do mundo. Inaugurou um estilo abstrato e tropical no paisagismo brasileiro, antes predominado pelo estilo europeu. Junto com Oscar Niemeyer e Lúcio Costa planejou o Parque da Pampulha, Minas Gerais e outros em Brasília; destacando o Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

Jardim interno de Burle Marx, Palácio do Itamaraty Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora

As principais construções de Brasília estão localizadas no Eixo Monumental. Partindo da Plataforma Rodoviária e percorrendo esse Eixo na direção leste, avista-se a Catedral Metropolitana, a Esplanada dos Ministérios e o Palácio do Itamaraty. Por fim, chega-se à Praça dos Três Poderes, onde estão as sedes dos governos Executivo (Palácio do Planalto), Legislativo (Congresso Nacional) e Judiciário (Supremo Tribunal Federal).

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Plenário do Senado Federal Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora

Plenário da Câmara dos Deputados Federais Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora

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Tais belezas arquitetônicas fizeram da nova capital da República o primeiro bem moderno inscrito pela UNESCO na Lista do Patrimônio Cultural da Humanidade, em dezembro de 1987. O título de Patrimônio Cultural da Humanidade é concedido pela Organização das Nações Unidas para a Cultura, Ciência e Educação (UNESCO) a monumentos, edifícios, trechos urbanos e até ambientes naturais de importância paisagística que tenham valor histórico, estético, arqueológico, científico, etnológico ou antropológico.

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Brasília Hoje

Trânsito caótico em Brasília Fonte: GARCEZ, Lucília. Brasília do Concreto ao Sonho. Editora Cortez. 2010. 38 p

Deixando de lado o glamour artístico e olhando através de um prisma socioeconômico, a cidade de Brasília já não se diferencia das demais grandes cidades e capitais. Tal como Salvador e Rio de Janeiro, ela não é um lugar isento de todas as conhecidas mazelas brasileiras que há tempos nos assolam. É um lugar de produção e reprodução do capital e da força de trabalho, que por sua vez é resultado da divisão de classes, regra básica do capitalismo. Portanto, um reflexo do país em menor escala. Em Brasília percebe-se, por um lado, a acumulação de riqueza, por outro, o que predominou foi a socialização da miséria. Aliás, essa condição se expressa desde seus primeiros dias de vida citadina quando os candangos, que se dirigiram à Brasília para a construção da cidade, foram chegando, erguendo barracos e casas de madeira. Já se definia ali, quem seriam aqueles que ocupariam os espaços periféricos. A cidade projetada para 500 mil habitantes, atualmente comporta quase 3 milhões, e hoje vê seu título de patrimônio cultural da humanidade ameaçado. Há dez anos, a UNESCO visitou a cidade e registrou invasões de áreas públicas, ocupação inadequada das margens do Lago Paranoá e má conservação dos monumentos públicos. Qual será o futuro de uma das mais belas cidades do mundo? 34


Fonte: Revista Veja (2010)

OSCAR RIBEIRO DE ALMEIDA NIEMEYER SOARES FILHO - Arquiteto brasileiro, nascido no Rio de Janeiro em 15 de dezembro de 1907. Formou-se em 1935, pela Escola de Belas-Artes da universidade do Brasil. Um dos arquitetos do Ministério da Educação e Saúde do Rio de Janeiro e do pavilhão brasileiro da Feira Mundial de Nova York. Projetou- um grupo de construções num subúrbio de Belo horizonte, bancos e edifícios públicos em várias cidades. É autor do projeto da famosa Igreja de Pampulha. Foi um dos dez arquitetos incumbidos do projeto da sede das Nações Unidas, em Nova York, em 1947. Projetou o conjunto arquitetônico do Ibirapuera em São Paulo, construído por ocasião do quarto centenário da cidade, em 1954, Dirigiu o planejamento geral de Brasília, tendo praticamente um exposição a céu aberto na capital federal do Brasil. Também foi convidado a projetar cidades em vários países do mundo. Em 1967, seu nome esteve em evidência, quando a Aeronáutica recusou o seu projeto de aeroporto internacional para supersônicos, em Brasília. Nesse mesmo ano ganhou, no México, o Prêmio Benito Soarez Filho. Oscar Niemeyer faleceu em 5 de dezembro de 2012, aos 104 anos. Ao longo de sua vida, assinou cerca de 500 obras nas principais cidades brasileiras e em países como Líbano, Alemanha, Inglaterra, Espanha, Israel e Itália.

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ESPAÇO ABERTO: O cotidiando no INSA CADA CONTO ENCANTA UM TANTO Ouvir e narrar histórias desde cedo proporciona às crianças familiaridade com gêneros narrativos, como o conto. Na narrativa dos contos de fadas, há sempre uma intervenção mágica ou sobrenatural na resolução dos conflitos. Seja pela presença de personagens fantásticos, seja pela simples impossibilidade real do desfecho. A presença destes elementos nos contos de fadas, no entanto, não é suficiente para produzir encantamento nas crianças que os ouvem. É a qualidade literária ou a forma escrita que lhes confere esse potencial sugestivo. A expressão “era uma vez” introduz o leitor num tempo místico indeterminado. Os alunos dos 2º ano do Ensino Fundamental I desenvolveram um projeto de reescrita de contos de fadas, acompanhado de uma apreciação pessoal do conto escolhido por cada um deles para ser reescrito. Os alunos puderam se aproximar progressivamente do fazer do escritor, planejando, textualizando, revisando e editando suas produções. Este projeto terá como culminância uma apresentação teatral em novembro onde serão apresentadas várias histórias desenvolvidas ao longo do ano.

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O Folclore brasileiro Folclore é um conjunto de mitos e lendas que as pessoas passam de geração para geração. As lendas são estórias contadas por pessoas e transmitidas oralmente através dos tempos. Misturam fatos reais e históricos com acontecimentos que são frutos da fantasia. As lendas procuram dar explicação a acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais. No mês de agosto os alunos do 4º ano A e B pesquisaram e montaram um mural com algumas lendas folclóricas do Brasil.

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Nome: Caroline Paixão 4º ano B Iara A Iara é uma lenda do folclore brasileiro. Ela é uma linda sereia que vive no rio amazonas, sua pele é morena, possui cabelos longos, negros e olhos castanhos. A Iara costumava tomar banho nos rios e cantar uma melodia irresistível, dessa forma os homens que a veem não conseguem resistir aos seus desejos e pulam dentro do rio. Ela tem o poder de cegar quem a admira e levar para o fundo do rio qualquer homem com qual ela deseja casar. Os índios acreditam tanto no poder da Iara que evitam passar perto dos lagos ao entardecer. Segundo a lenda, Iara era uma índia guerreira, a melhor da tribo e recebia muitos elogios de seu pai que era pajé. Os irmãos de Iara tinham muita inveja e resolveram matá-la à noite, enquanto dormia. Iara, que possuía um ouvido bastante aguçado, os escutou e os matou. Com medo da reação de seu pai, Iara fugiu. Seu pai o pajé da tribo, realizou uma busca implacável e conseguiu encontrá-la, como punição pelas mortes a jogou no encontro dos rios Negro e Solimões, alguns peixes levaram a moça até a superfície e a transformaram em uma linda sereia.

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Nome: Vinicius Costa da Silva 4º Ano A O Curupira O Curupira é uma lenda do nosso folclore e é descrito como um menino baixinho com cabelos cor de fogo que mora nas florestas e protege as plantas e animais de lenhadores e caçadores. Ele tem os pés virados ao contrário, com os calcanhares para frente e os dedos para trás, confundindo os caçadores que, ao seguirem suas pegadas, vão na direção errada. Além disso, tem outros truques, como emitir assobios e sons agudos para assustar e despistar as pessoas que não respeitam as leis da natureza. Esse menino é um grande defensor das nossas matas.

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Projeto “HORTA no INSA”

Estudantes do 6º ano plantando na horta do INSA - Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora

O contato com a Natureza proporciona a sensibilização necessária ao ser humano para que desenvolva suas potencialidades, principalmente para o convívio com o outro, além de potencializar o aprendizado de maneira prática e prazerosa. É por esse motivo que o Núcleo de Educação Ambiental – NEA, sob a coordenação da Prof.ª Irene Ramos, propôs a reativação da Horta do INSA em parceria com os alunos do Integral nesse ano. O principal objetivo do Projeto “Horta no INSA” é despertar o interesse de toda a comunidade educativa para a importância da alimentação saudável a partir de alimentos sem agrotóxicos, que podem ser saboreados com entusiasmo após o acompanhamento de seu cultivo. A prática de se cultivar uma horta na escola pode envolver professores de todas as áreas juntamente com seus alunos, pois terão um laboratório vivo à sua disposição. Pode-se trabalhar a interdisciplinaridade, a integração aprendizado-ambiente, a potencialização das inter-relações entre os alunos, além do despertar do olhar paciente ao acompanhar o Projeto. A Horta é uma importante ferramenta para se desenvolver um projeto sobre alimentação saudável com os alunos, pois terão a oportunidade de conhecer melhor os alimentos e experimentá-los na cozinha, o que os auxiliará na promoção de sua saúde.

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O local A nossa horta se localiza ao lado do Parquinho, onde recebe a luz do Sol em uma parte do dia. Ela possui seis canteiros com cerca de 90 cm X 220 cm, em local reservado.As crianças que frequentam o Parquinho podem acompanhar o plantio e a manutenção da Horta, além de apreciar as plantinhas crescendo... elas ficam encantadas! Preparando o plantio

Horta antes de ser renovada - Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora

Após planejar com cuidado o Projeto, desde junho de 2012, os alunos do NEA realizaram a primeira parte do cultivo no mês de agosto do mesmo ano. O local esteve desativado por muito tempo (Foto 1) e precisava ser renovado. Foram retiradas as ervas daninhas e outros resíduos, afofou-se a terra e adicionou-se terra enriquecida com adubo orgânico. Depois foram plantadas mudinhas de hortaliças (alface crespa, escarola, alface lisa, catalonha, beterraba, couve, berinjela e tomate), e também de ervas e temperos (orégano, tomilho, salsão, hortelã, sálvia, manjericão, pimenta, salsinha e cebolinha). Em seguida, foi elaborada uma tabela de rega com a participação intercalada de cinco turmas do Integral, na qual eles iam semanalmente regar a Horta e acompanhar o crescimento das plantas.O desenvolvimento foi um sucesso, as plantas cresceram rapidamente e passaram a ser local de visitação de outros alunos também. No mês de novembro já foi possível fazer a colheita de algumas espécies. Os alunos do integral ganharam um reforço no almoço com suco de

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abacaxi com a hortelã retirada direto da horta. Já os alunos do NEA e os professores saborearam um almoço preparado pela Prof.ª Irene Ramos (Ciências) com o apoio da Prof.ª Silvia Catelan (Inglês) (Foto 2). O cardápio foi todo elaborado com os produtos da Horta: antepasto de berinjela, canja de galinha com salsão, salada de beterraba, catalonha à italiana, couve à mineira, quibe de bandeja com hortelã, macarrão ao molho de ervas aromáticas, macarrão alho-e-óleo com sálvia, além do suco de abacaxi com hortelã. Foi um dia especialmente delicioso! No início de 2013 foi feita mais uma colheita. Todos puderam saborear gostosos bolinhos quentinhos de berinjela à milanesa, feitos pela professora incentivadora do Projeto. No decorrer desse período, funcionários do INSA ainda puderam colher vários produtos e levar para casa para servir às suas famílias. Os alunos do NEA e a diretora Laura Léo também receberam produtos de presente, entre eles ervas aromáticas, salsão, couve, e escarola. Os alunos do NEA e o auxiliar de Laboratório Gabriel Henrique mantém a horta em pleno andamento. Atualmente a Horta foi ampliada com floreiras suspensas onde o cultivo das ervas fica mais organizado e, assim, sobra mais espaço para o cultivo de mais produtos. Na última semana foram renovadas as mudinhas, já preparando para a nova safra (alguns alunos do 6.º ano A participaram voluntariamente do novo plantio, com muito entusiasmo). Ser estimulado a preservar e admirar a natureza, envolver-se com Projetos e praticar uma alimentação saudável são um presente a todos os envolvidos! É uma questão de vivenciar ações ambientais e cidadãs.

A estudante Isis do 6º ano - Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora

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O maravilhoso mundo das brincadeiras Você sabia que brincando se aprende? As brincadeiras, os jogos e suas regras são uma fonte inesgotável de aprendizagem e convivência. Brincando, as crianças aprendem a resolver conflitos, tem a necessidade de se comunicar com clareza, de organizar o espaço e os materiais, além de vivenciar papéis sociais. Aprender a falar melhor e a ouvir o outro durante a realização de um jogo ler e escrever para melhor entender as regras de uma determinada brincadeira, ou para conhecer diferentes modos de brincar, garantem o caráter social das praticas de linguagem leitura, escrita e oralidade. Além disso, propicia a linguagem visual composta por divertidas e criativas ilustrações. As noções didáticas pedagógicas devem levar o educando a desenvolver também noções e conceitos matemáticos. Dessa forma os jogos e as brincadeiras com suas regras priorizam a percepção do educando por inteiro. Neste

projeto

exploramos

questões,

levantamos

suposições

e

expressamos ideias.

Brincadeira – Cândido Portinari (1903 – 1962) Fonte: Livro/catálogo - Cândido Torquato Portinari, Fundação memorial da América Latina.

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Os blocos lógicos nas aulas de matemática da Educação Infantil O trabalho com blocos lógicos, na educação infantil, facilita o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático e auxilia no reconhecimento das figuras geométricas. Por meio da manipulação destes materiais as crianças constroem suas primeiras operações lógicas: correspondência, classificação e seriação. Kamii (1995) afirma que o “conhecimento lógico matemático consiste na coordenação de relações”, ou seja, é construído nas relações que as crianças fazem das propriedades dos objetos. Segundo Gardner (1994, p. 100): “É confrontando objetos, ordenando-os, reordenando-os e avaliando sua quantidade que a crianças adquire seu conhecimento inicial e mais fundamental sobre o domínio lógicomatemático”.

Criado pelo matemático Zoltan Paul Dienes é um material pedagógico composto por quatro figuras geométricas o círculo, o quadrado, o triângulo e o retângulo, nas cores primárias; possuí dois tamanhos, grande e pequeno e duas espessuras, grossa e fina. No Instituto Nossa Senhora Auxiliadora trabalhamos com os blocos lógicos desde o Maternal. No inicio dos trabalhos deixamos os alunos explorarem livremente as peças, para que se familiarizem. Em seguida, exploramos duas características e depois vamos aumentando o grau de dificuldade somando outros atributos do material. Concomitantemente ao trabalho com a planificação das figuras geométricas introduzimos o conhecimento dos sólidos geométricos com objetos conhecidos pelos alunos a fim de explorar a tridimensionalidade destas figuras. A seguir você poderá observar como foi realizada uma atividade, com este rico material, no Infantil 1 A e B.

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Atividade de classificação das formas geométricas Objetivo: Classificar e agrupar as figuras geométricas observando os atributos das peças e os critérios de cor e forma. Desenvolvimento:

A

professora

desenhou

todas

as

formas

geométricas, com fita adesiva colorida, no chão da sala. Avaliação: A avaliação ocorreu por meio da observação dos alunos no desenvolvimento da atividade e no reconhecimento e vocabulário específico deste conteúdo.

Infantil 1A - Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora

Em seguida, formou-se uma roda de conversa e no centro dela foram dispostos os blocos lógicos. Explicaram-se aos alunos as regras do jogo, que eles deveriam observar os critérios de cor e forma: Os quadrados amarelos ficam dentro do desenho de quadrado amarelo, os círculos azuis dentro de sua representação e assim por diante.

Infantil 1B - Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora

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Iniciou-se a tarefa e a professora interviu sempre que surgiam dĂşvidas.

Infantil 1A e B - Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora

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NÚCLEO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL – NEA: projeto atuante em ações ambientais e qualidade de vida O Instituto Nossa Senhora Auxiliadora - INSA – pratica uma missão educativa que valoriza a formação integral da criança e do jovem, pautada na Educação Salesiana e no sistema pedagógico preventivo de Dom Bosco, que afirmou: “Não basta que os jovens só sejam amados, mas que eles próprios sintam que são amados”. A convivência educativa, portanto, fortalece a participação, a corresponsabilidade, o espírito crítico e o diálogo perante a ação e o mundo atual. O olhar atento e carinhoso do professor, suas atitudes e ações motivadoras, servem como exemplo para a aprendizagem efetiva. Nesse sistema cuja linguagem é fundamentada pelo diálogo e partilha, o NEA se consolidou. Baseados nesses princípios de solidariedade e ação, a busca do sentido da vida e da alegria de viver são práticas constantes em nosso cotidiano, na qual nossos alunos solidificam sua formação em Projetos desenvolvidos ao longo do ano, entre eles, o NEA.

Apresentação do primeiro grupo do NEA – 2007 / Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora

A criação do Núcleo surgiu da necessidade de se desenvolver atividades contextualizadas voltadas ao estudo das problemáticas ambientais atuais utilizando um caráter conceitual, democrático, artístico, criativo e envolvente na busca da sensibilização e participação efetiva dos alunos voluntários em ações pontuais, coletivas e solidárias dentro da temática ambiental e do incentivo às ações em prol da qualidade de vida (Foto1). O Projeto foi proposto e até hoje é

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coordenado pela Prof.ª Irene Ramos, educadora do INSA na área de Ciências, Mestre em Química Ambiental e docente da área ambiental em instituições de Ensino Superior. A Educação Ambiental é a base para a construção de uma sociedade mais justa e participativa. Portanto, deve ser desenvolvida em todos os setores da sociedade, principalmente no ambiente escolar. OBJETIVO O objetivo principal do NEA é levar o aluno a ampliar sua conscientização sobre o meio ambiente e sua posição com relação ao mesmo, a fim de se tornar agente de mudança em nossa comunidade escolar e atuar como multiplicador de reflexões e ações ambientais. ATIVIDADES O grupo formado por alunos de 6.º ano do Ensino Fundamental II à 3ª série do Ensino Médio, que se inscrevem de forma voluntária. São realizados encontros semanais com duração de uma hora, na qual se decidem democraticamente no primeiro encontro do semestre as atividades a serem desenvolvidas no período. As atividades a cada ano são diversificadas, como destacado a seguir: - 2007: elaboração de mural semanal para divulgar mensagens e eventos ambientais; criação e seleção de logomarca do NEA para confecção individual de produtos com a mesma (camisetas, faixa); pintura personalizada de camisetas com marca escolhida; estudo teórico dos temas ambientais específicos relacionados às atividades práticas a serem desenvolvidas (tabagismo e poluição do ar, Mata Atlântica, reciclagem, problemáticas ambientais da comunidade, desperdício de alimentos e de água, entre outros) para participações efetivas em comemorações de datas ambientais (Foto 2). Projeto Missão Ambiental no INSA, com apresentações teatrais, musicais e exposições temáticas.

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Apresentação musical do grupo encenando a música “Cio da terra”

/ Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora

- 2008: Em homenagem ao Dia da Árvore promoveu-se uma apresentação musical e poética dos integrantes do NEA com distribuição de mudas de ipê roxo à comunidade educativa. Para melhor aprendizado sobre o tema, efetuou-se a realização de estudo do meio da Mata Atlântica in situ no Parque da Cantareira, com caminhada ecológica monitorada na trilha do Núcleo Engordador, evento este promovido com animada participação dos integrantes (Fotos 3 e 4).

Trilha na Serra da Cantareira / Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora

Também em 2008, os alunos do NEA (35 alunos) planejaram e confeccionaram materiais de apoio para o Projeto “Missão Ambiental no INSA”. Este projeto mobilizou todos os alunos regulares do Ensino Fundamental II dentro da disciplina de Ciências, com preparação de cartazes, maquetes e instalações para a produção de uma Mostra de trabalhos artísticos e culturais, elaborados com base no estudo de várias problemáticas ambientais desenvolvidas na disciplina de Ciências (exposições, mensagens, ciclo de palestras, debates, oficinas interativas). A mostra foi exposta para todo o 50


Colégio, desde a Educação Infantil até o Ensino Fundamental I e II e o Ensino Médio, além de professores, colaboradores e convidados. Esse grupo de alunos também se responsabilizou pela montagem de cada setor da mostra (temas: água, ar, solo, energia, lixo, poluição, biodiversidade), pela monitoria, e recepção dos públicos interno e externo, de representantes de instituições, palestrantes e ONGs, bem como pela organização e assessoria do Ciclo de Palestras na “Missão Ambiental” ministradas por representantes da Polícia Ambiental, das Faculdades Cantareira, de profissionais da área, de ONGs, além de uma poetisa, de autores, artesãos, biólogos e profissionais convidados. O Ciclo de Palestras foi aberto aos alunos, pais, funcionários, convidados, universitários e público externo. A mostra que já é referência nas atividades educativas do INSA teve muito mais sucesso e repercussão com o grupo de alunos atuantes do NEA (Fotos 5 a 8).

Convite selecionado em concurso e Palestra com a Polícia Ambiental / Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora

Mostra de livros ambientais e Sarau Ambiental com poetisa / Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora

Ainda em 2008, o grupo realizou oficinas de confecção de brinquedos e jogos pedagógicos com materiais recicláveis para entrega a uma instituição

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social que atende o público infantil. Também foi realizada a promoção de um minicurso sobre coleta seletiova aos funcionários do da CIPA e iniciou campanha de coleta de óleo doméstico usado para a confecção de sabões. Para encerrar as atividades do ano, foram elaborados enfeites natalinos com materiais recicláveis e foi realizada uma confraternização, seguida de uma avaliação dos trabalhos desenvolvidos durante o ano e registro dos depoimentos dos integrantes: “Participo do NEA porque tem atividades legais e importantes, tem projetos que são bons para a vida e que ainda podem ajudar a conscientizar a todos, falando do meio ambiente que é um ponto interessante”. Carolina (9.º ano) “Estou no NEA porque ainda tenho esperança que a conscientização humana possa mudar a respeito do mundo em que vivemos. Ainda acho que de algum jeito esse grupo interaja com a mente das pessoas e de algum modo mude as regras desse jogo. Eu, assim como todos aqui, vejo a vida melhor no futuro”. Luiza Boni (9.º ano)

- 2009: foi montada a “Eco-vila” criada em 2009, composta de duas minicasas, uma térrea e outra com dois andares, com aberturas para serem utilizadas como coletores de pilhas, baterias e óleo usado, respectivamente. Foi confeccionada com materiais recicláveis (papelão, restos de madeira de marcenaria, sobras de tintas, papéis e materiais alternativos). A proposta teve o objetivo de construir um ambiente que chamasse a atenção da comunidade educativa para a coleta desses resíduos tão agressivos ao ambiente e se consolidou após a efetivação de campanha promovida pelos integrantes do NEA em todas as turmas para esclarecimentos e convite para a participação de todos. O óleo coletado foi transformado em sabão e doado a instituições carentes e aos próprios doadores do óleo usado (80 litros no segundo semestre de 2009 e 60 litros até maio de 2010). As pilhas e baterias foram encaminhadas à reciclagem especializada (cerca de 40 quilos no segundo semestre). Foram divulgadas as atividades em jornais, revistas e pôster científico (Criação de núcleo de Educação Ambiental em espaço educativo)

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com trabalho publicado no Encontro Internacional de Educação para a Sustentabilidade no Zoo de S. Paulo. - 2010: montagem do “Eco-reino” para dar continuidade à campanha de óleo e pilhas; construção da Casa Ecológica, com dicas de ações cotidianas mais

saudáveis

(limpeza

ecológica,

economia

de

água

e

energia,

reaproveitamento de alimentos); parceria com o projeto Recarga Verde parceiro até hoje; participação no Jornal Folha de S. Paulo, sobre as questões ambientais (Blog da Folhinha).

- 2011: campanha antitabagismo; publicação de capítulo sobre o NEA no livro “Pesquisas em Ensino de Ciências e Biologia” (Editora Terracota); evento na Semana do Meio Ambiente com apresentação de música em espanhol (Gracias a La), exposição sobre Biodiversidade (Ano Internacional da Biodiversidade – ONU) e maquetes interativas sobre os Biomas brasileiros e as ameaças à fauna e à flora; aplicação de workshop sobre compostagem e pintura com solo no Espaço Kids da Casa Cor São Paulo (Foto 9); confecção de árvore de Natal com material reciclável.

Público kids participando da oficina promovida pelo NEA na Casa Cor - Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora

- 2012: comemoração do Dia Mundial da Água (ONU); barraca ecológica na Festa Junina com produtos de material reciclável; montagem da Casa Ecológica com dicas sustentáveis, restauro de móveis, campanhas sobre diminuição de poluentes e coleta seletiva; reforço das campanhas de coleta de óleo e pilhas e ampliação para coleta de papel e lacre de alumínio; recuperação da Horta do INSA, com cultivo de hortaliças e ervas aromáticas; colheita e degustação dos produtos da horta em almoço especial aos alunos. 53


- 2013: retomada de todas as campanhas (óleo, pilha, papel, lacre); confecção de produtos ecológicos para a barraca na Festa Junina (dinheiro arrecadado para passeio do grupo); visita ao Aquário de São Paulo; comemoração do Dia da Natureza com programação intensa: palestras com biólogo, nutricionista, consultor ambiental, escritora e voluntários da ONG Greenpeace, lanche comunitário com receitas nutritivas, produções artísticas da comunidade educativa.

RESULTADOS Todo o Projeto NEA é baseado em atividades práticas voltadas às temáticas ambientais locais relacionadas ao meio em que os alunos participantes vivem ou que possam despertar um conhecimento mais amplo diante dos problemas globais do planeta. Como se trata de um projeto dinâmico e holístico, o envolvimento vai além dos encontros: mobiliza o próprio aluno e suas respectivas famílias em mudanças de atitudes, incluindo seus próprios colegas da comunidade educativa. O corpo docente percebeu mudanças, pois observou e comentou que o aluno voluntário do NEA se torna um diferencial em sala de aula, pois ele amplia sua participação efetiva e aguça seu olhar, despertando maior interesse nos estudos, bem como um senso crítico mais apurado perante o meio ambiente e as questões sociais. As mudanças de hábitos, comportamentos e lideranças se tornam visíveis. Os alunos envolvidos se preocupam com a qualidade e com o uso de uma linguagem adequada onde utiliza um grau de complexidade e pesquisa cada vez maior em seus trabalhos. As ações dos participantes em favor do meio transcendem as fronteiras da escola, podendo ser percebidas pela maior participação dos mesmos na comunidade através da análise crítica de problemas cotidianos. Os integrantes do grupo participam efetivamente em tomadas de decisões comunitárias, como elaboração de campanhas de coleta seletiva em seus condomínios, diálogo com familiares fumantes sobre os riscos do tabagismo, cuidados com a água e com os alimentos, diminuição do desperdício e consumo consciente, entre outros temas discutidos. Como principais resultados percebem-se: o despertar da sensibilização dos participantes e da comunidade escolar com relação à questão ambiental atual através de interação com o público; os produtos de oficinas artesanais 54


confeccionados com materiais reciclados, o reaproveitamento de materiais em exposições interativas; a ampliação da participação de cada aluno como cidadão consciente; a integração dos alunos e da comunidade educativa refletindo em mudanças de postura; o enriquecimento pessoal e interpessoal; a mobilização e atuação em projetos efetivos. O NEA se tornou um ícone na formação dos integrantes e da comunidade escolar, pois sua atuação incentivou a continuidade do projeto nos anos letivos posteriores. Há um número cada vez maior de alunos egressos do Ensino Fundamental I que conheceram os trabalhos do grupo através das campanhas desenvolvidas integralmente e se interessam em participar ativamente nos projetos do ano seguinte. A participação dos alunos foi ampliada com a inscrição de novos voluntários e o envolvimento da comunidade escolar como um todo se tornou mais efetiva em todas as novas intervenções propostas pelo NEA. O ambiente escolar se tornou mais humano e solidário e a comunidade escolar, após a ação dos integrantes do NEA, mostrou-se mais integrada e ativa com relação às questões ambientais cotidianas. O grupo tornou-se referência, quando há um evento é sempre convidado a opinar quanto às questões

ambientais

envolvidas

como,

por

exemplo,

quais

materiais

alternativos podem ser utilizados e que destino se deve dar aos resíduos produzidos no evento. Os alunos se tornaram mais participativos, conscientes e motivados e perceberam a importância da atuação envolvente de cada um como cidadão ativo na preservação do meio ambiente. A natureza pede ajuda, imediatamente!!! Toda ação a seu favor é sempre bem vinda!

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Projeto Mercadinho INSA Um dos projetos realizados pelo infantil III neste ano foi o MERCADINHO INSA. Iniciamos o projeto com a coleta de rótulos e embalagens de produtos utilizados no dia-a-dia das famílias dos alunos. Antes da realização do “MERCADINHO”, foram realizadas diversas atividades, tais como: 

Exploração de rótulos das embalagens;

Classificação dos produtos (Alimentos, Bebidas. Higiene Pessoal

e Limpeza) 

Caça-Palavras (marcas de produtos);

Reconhecimento das letras iniciais e finais das marcas;

Alfabeto das embalagens (ordenação de embalagens pelas letras

do alfabeto). O trabalho esse tipo rótulos e contribui no processo de aquisição da escrita como um recurso significativo nessa fase de desenvolvimento da criança. Depois da exploração dos textos, foi organizado na brinquedoteca da escola, um Mercadinho, no qual as crianças puderam simular a compra de produtos e efetuar o pagamento com as notas recebidas. Para isso deveriam calcular o valor dos produtos e descobrir o preço certo. A finalização desse projeto ocorreu num mercadinho real, próximo à escola, em que todos, acompanhados das professoras e coordenação , fizeram a compra do lanche de verdade! Este projeto é, sem dúvida, uma forma atrativa e instigante de colocar os alunos em contato com a realidade que os cerca, proporcionando um aprendizado divertido e significativo.

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Integral na Escola Os alunos matriculados no período Integral cursam o período regular à tarde e de manhã e nos meses de férias (julho, dezembro e janeiro) fazem atividades extracurriculares. O Integral é dividido em seis turmas: Integral A: Maternal e Infantil 1; Integral B: Infantil 2 e 3; Integral C: 1os anos; Integral D: 2os anos; Integral E: 3os anos e Integral F: 4os e 5os anos. Cada turma tem a sua respectiva professora e auxiliar. De

manhã,

são

desenvolvidas

as

seguintes

atividades:

apoio

pedagógico, momentos de ludicidade e aprendizagem em diversos ambientes da escola: Parque, Brinquedoteca, Quadra, Sala de leitura, Horta, Vídeo, Informática, Laboratório de Nutrição e Laboratório de Ciências, além do desenvolvimento de projetos elaborados e ministrados pelas professoras do Integral, como também o momento do lanche, do almoço e da higienização. Confiram as fotos! Atenciosamente, Direção, coordenação, professoras e auxiliares do Integral

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JMJ – JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

“IDE FAZEI DISCÍPULOS ENTRE TODAS AS NAÇÕES” Esta foi à máxima que perseguimos desde agosto de 2011, quando foi anunciada a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Rio de Janeiro em 2013. Nossa! Quanta coisa para se preparar, desde nossos “cofres” até nosso precioso tesouro: o coração, o espírito de discípulos-missionários. E tudo foi muito bem pensado, planejado e vivido. Foram quase dois anos em preparação para que o sonho da JMJ se tornasse realidade.Quem convidar? O que fazer para arrecadar fundos? Como preparar espiritualmente cada pessoa que fosse direta ou indiretamente participar da JMJ 2013? Estas perguntas nos acompanharam durante todo o tempo e quanto mais se aproximava a data do grande evento, Deus nos respondia a cada um dos questionamentos e tudo aconteceu da melhor maneira possível.

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Após muitos preparativos: a vivência da pré-jornada salesiana em março, a pré-jornada das Escolas Católicas em maio e as reuniões semanais de reflexão e partilhas, o grupo estava pronto para vivenciar a tão esperada aventura, de serem peregrinos na fé, juntamente com jovens do mundo inteiro. Dia 22 de julho chegou!Iniciou-se a JMJ Rio 2013, já na viagem. O desembarque aconteceu por volta das 23horas, na Tijuca bairro do Rio de Janeiro, fomos muito bem acolhidos pelo INSA carioca, numa sintonia salesiana, até a nossa partida dia 29 de julho. Partilhar vivência de fé parece algo impossível, pois relatar com palavras experiências tão profundas e fortes é praticamente inenarrável, por isso ainda respirando e exalando o aroma da JMJ tentaremos fazê-los sentir o que

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vivemos, mas foi muito mais profundo e marcante do que possam imaginar, só estando lá para dizer. A missa de abertura presidia por Dom OraniTempesta já nos anunciou que, de fato deveríamos ser discípulos-missionários não só de palavras, mas de atos corajosos, pois a chuva começou e não nos deu trégua. Foi mesmo debaixo dessa santa água vinda do céu que celebramos uma missa muito bonita, na qual pensávamos como seria comungar numa celebração com mais de 700 mil pessoas? Mas Cristo queria se fazer presente em nós através da Eucaristia e esse milagre foi possível, comungamos. Capa

de

chuva

e

guarda-chuva

foram

nossos

companheiros

inseparáveis, como disse companheiros, pois de modo algum esfriou a alegria, o entusiasmo e a fé dessa linda juventude da JMJ Rio 2013.

Dia 24, foi totalmente salesiano, uma explosão de festa, de encontros e reencontros, os 7mil jovens salesianos do mundo inteiro tiveram um encontro marcado no Colégio Santa Rosa, em Niterói, a primeira casa salesiana no Brasil.

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Nossos convidados especiais estavam presentes e deram seu recado como sucessores de nossos fundadores, Madre Yvonne Rengout e Padre Pascual Chavez, foram a presença viva de Madre Mazzarello e Dom Bosco em nosso meio. Apesar da chuva que não deu um minuto de descanso, a festa foi brilhante, muito show, dança, música, e o oratório aconteceu como Dom Bosco ensinou. O encerramento deste dia foi com uma vigília, rezada e vivida intensamente pela juventude presente, sentia-se a vibração de cada coração louvando e bendizendo o Senhor por tantas maravilhas! A Jornada estava só começando e a juventude já tinha entendido o recado, estava sendo convocada a ser semeadora da Boa-Nova.Ainda debaixo de muita chuva, iniciou-se mais um dia na JMJ,o grupo foi em peregrinação para a Quinta da Boa Vista, a fim de participar da catequese.E qual não foi nossa grata surpresa de verificar que a mesma acontecia dentro de uma tenda de circo. Bem salesiano isto, não acha? E quanta coisa séria nos deixou como reflexão o Bispo Dom Eugênio, de Goiás.Um dos pontos para reflexão foi: “Aquele que tem vergonha de mim, eu terei vergonha dele diante de meu Pai”. Neste dia entendemos o que eram as peregrinações da JMJ.O ônibus nos deixou na praia de Botafogo e deveríamos continuar a pé até Copacabana, os acessos já estavam bloqueados.Acompanhados pela chuva caminhamos com muitos outros peregrinos e a alegria, a harmonia, a paz imperavam nesta caminhada rumoa cerimônia de chegada do Papa Francisco. O carisma cativante do Papa e sua mensagem de acolhida nos entusiasmaram, para bebermos ainda mais nos próximos dias, de suas sábias palavras e de seu santo testemunho.

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Sexta-feira para o cristão é um dia de jejum e penitência, mas como jejuar quando o noivo está conosco? Por isso após a oração das Laudes e a Missa na Paróquia de Copacabana, fomos como peregrinos vibrantes e entusiasmados esperar o Santo Padre para participarmos da Via- Sacra. “O Campus Fidei é cada um de nós”, foram estas palavras que calaram profundamente em cada discípulo-missionário na vigília de sábado e nos fez refletir nossa atuação na construção do Reino de Deus.

Domingo, dia 28 de julho, o sol voltava a brilhar, como já estava brilhando em nossos corações todos estes dias. A Celebração Eucarística foia culminância perfeita de uma semana divina, repleta das bênçãos de Deus. Junto com mais três milhões de jovens, que sabiam onde estavam e o que estavam fazendo, um só pulsar de corações, uniu a todos num desejo único pela paz, pelo amor de Deus e pela vida em abundância para todos os filhos e filhas de Deus. A convocação de nosso pastor o Papa Francisco, “Ide, sem medo, para servir”, ardeu em nossos corações, cresceu em nossas mentes e nos ficou límpido como aquele dia ensolarado.

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O Instituto Nossa Senhora Auxiliadora (INSA) foi com um grupo de peregrinos, que com certeza foi escolhido por Deus. Nossos peregrinos foram: Thalia Tavares Diniz da 1ª série do ensino médio, Gabriel Matos e Sara Duarte da 2ª série do ensino médio, Karina Martins Rodrigues da 3ª série do ensino médio, a auxiliar de coordenação e professora do infantil III IsabelliTittz, que também é ex-aluna salesiana, Patrícia Reis professora do maternal e sua irmã Jéssica Reis, Ir. Maria José Pereira e Ir. Claudia Regina C. Ribeiro. Escutemos a partilha da juventude: Foi a maior e a mais bela experiência de fé que já vivi. A sensação de estar no meio de milhões de jovens que gritavam ao mesmo tempo 'esta eslajuventuddel papa' e rezavam o Pai Nosso, cada um, na sua língua é inexplicável. E o mais incrível ainda: saber que o que uniu esses milhões de jovens, de todas as partes do mundo foi o amor de Jesus Cristo. A experiência pessoal que vivi foi simples. Durante essa semana pude fortalecer minha fé em Cristo. Deus me mostrou que realmente é possível confiar n'Ele. Nessa semana aprendi a confiar mais n'Ele, aprendi que tudo é possível em Cristo. Como está escrito em Fl 4, 13 –“tudo posso naquele que me fortalece”. A Cruz de Cristo me fortaleceu, fortaleceu minha fé n'Ele. E agora tenho a missão de mostrar isso ao meu próximo. Isadora Chiliani - ex-aluna e vocacionada Salesiana

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A Jornada Mundial da Juventude foi uma experiência única. Vivi momentos inesquecíveis;pude sentir o amor dos jovens pela Igreja de Cristo, o amor pelo Santo Padre e por Jesus. Pude ver que, nem chuva, frio, calor, medo, nada pode parar os jovens que possuem a determinação, a coragem e a fé de seguir a Jesus Cristo. Foi uma emoção muito grande em ver o Papa Francisco, bem de pertinho, com seu sorriso cheio de amor e com seu olhar de paz. Pude testemunhar que a Igreja continua viva e forte e que a promessa de Jesus “As portas do inferno, nunca prevalecerão sobre ela” é verdadeira. Gabriel Pereira Matos – 2ªsérie do EM

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Todos os momentos da jornada foram especiais. Percebi o quanto é necessário alimentar e fortalecer a fé. Vi como a fé move montanhas.Bonito foi constatar como os cariocas acolhiam os jovens, mostravam-se solidários conosco, procurando nos ajudar. Foram as férias mais ricas que vivi e que me marcou com uma grande força, por que éramos jovens movidos pela fé. Thalya Tavares – 1ªsérie EM

A JMJ 2013 foi uma experiência única e bela em que eu pude aprofundar meu encontro com Jesus Cristo, com a Igreja e o comprometimento com o Evangelho. Nela tive a certeza que a Pessoa de Jesus é o centro da minha fé e da minha vida. Consegui alimentar meu encontro com Deus e também percebi que meu ponto de referência e minha inspiração para cada iniciativa é, e sempre será, ELE. Pois quando me aproximo d'ELE e o conheço mais, sou conquistada e acredito, cada vez mais, na força do seu amor. Constatei, também, que não sou a única ou que não são poucos jovens que pensam assim. Estar no meio de milhões de jovens, fez – me perceber que o amor de Jesus é inexplicável e é ele que faz com que o jovem seja o protagonista da JMJ. Minhas experiências de Fé se resumiramnos momentos de oração pessoal e comunitária, por meio de Catequeses, Bênçãos, que me ajudaram aprofundar meu encontro pessoal com Jesus Cristo e sua proposta de amor. Karina Martins Rodrigues – 3ª série EM 70


Como eu poderia descrever a minha experiência na JMJ? Como um dos melhores momentos da minha vida. Um momento que muito me tocou foi o de silêncio total, feito por3 milhões quando Papa Francisco pediu recolhimento, durante a Adoração do Santíssimo, e todos os 3 milhões de jovens, ajoelhados, ficaram quietos e não se ouvia nada. Isto me mostrou como a fé pode fazer tudo, trazer pessoas do mundo todo para um único lugar, com um mesmo intuito: encontrar com o Pai. Creio que não conheci o Rio de Janeiro como todos me descreviam, encontrei um Rio transformado por pessoas. Não conheci o bondinho e muitos menos o Cristo Redentor, mas, conheci um lugar em que as pessoas são gentis, acolhedoras. Um lugar em que três milhões de jovens conversaram sem maiores problemas, um local em que as pessoas que você encontrava pela rua davam-lhe um bom dia, um olá, independente de sua proveniência e da língua falada. Conheci um Rio transformado pelo amor, pela alegria e pela fé. Acredito que Deus, vendo esta nossa manifestação, tenha aberto um enorme sorriso. Senti-me renovada na fé, transformada e pronta para seguir a missão dada pelo Papa, de fazer discípulos entre todas as nações. Sara Maria Duarte Pedroso Dourado – 2ªsérie do EM

Na JMJ, vivi o momento mais importante da minha vida e nela, Deus me provou na paciência, no amor e carinho para com o próximo. Pude perceber o quanto posso e devo melhorar nesses aspectos. Deus me deu uma linda lição e missão. Patrícia Reis – professora da educação infantil

A JMJ Rio 2013 foi minha segunda Jornada. Na verdade, uma experiência profunda de fé, pois é um grande momento em que o ‘líder’ de nossa igreja, convoca a juventude do mundo inteiro para confirmar a fé na Igreja e por meio dela, transmitir a mensagem de Cristo, revelado no Evangelho, a todos, conforme o lema da JMJ Rio 2013 “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”. Todos os momentos vivenciados, até os de dificuldades, como enfrentar fila para usar o banheiro, de alojamentos foram muito edificantes. A alegria de milhares de jovens era contagiante, nos dava força para continuar a caminhada. Durante as longas andanças, éramos 71


motivados pelo som de tambores, violão, castanholas etc. de jovens que iam catando em vários idiomas, durante o percurso, fazendo com que as distâncias fossem curtas. Entre os momentos marcantes, destaco ouvir 3,7 milhões de pessoas cantarem a mesma música durante a missa (O som arrepiava qualquer pessoa), ou abrir os olhos, durante a vigília, e perceber aquela multidão ajoelhada. Outro fato, que me impressionou muito: o momento de silêncio TOTAL em que milhões de vozes se calaram e era possível ouvir apenas o barulho dos pássaros. A visita do papa Francisco ao Brasil veio dar continuidade aquilo que Bento XVI realizou, mudando somente a personalidade de cada um. Ficou enfatizado, ainda mais, a preocupação da Igreja com as questões sociais. Isabelli Tittz – ex-aluna e professora da educação infantil

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REDE SOCIAL DE ESCOLA

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AO REDOR DO MUNDO: “Curiosities around the world” TEMA: CURIOSITIES AROUND THE WORLD

Teacher Priscila M G Trindade Turma: 2.º série Ensino Médio AMERICAN PREFERENCES The french fries weren't invented in France, so why ase they called french fries? French fries weren't invented in France, but in Belgium. The word "french" in "french fries" doesn't refer to the country, but to the mode of how this delicious are prepared, when the food is cut into strips, we say that it's "frenched". Once they are potato strips, they are known as french fries. As batatas fritas não foram inventadas na França, então por que são chamadas french fries (fritas francesas)? French fries não foram inventadas na França e sim na Bélgica. A palavra “french” em “french fries” não se refere ao seu país de origem refere-se ao modo de como essa delícia é preparada quando esse alimento é cortado em tiras, diz-se que ele é “frenched”. Uma vez que são tiras de batatas que foram fritas (fried), elas tornaram-se conhecidas como “frech fries”. The coke was created by John Penterton on May,1886, in Atlanta (USA), his objective was to create a vomiting medicine and mixed with carbonated water, gave origin to the recipe of Coke. The color is red because the medicine was packed in a red bottle. A coca cola foi criada por John Penterton em maio do ano de 1886, em Atlanta (EUA), seu objetivo na verdade era criar um remédio para vômitos e este misturado com água carbonatada deu origem a fórmula da coca cola. A cor de suas embalagens é o vermelho porque o remédio era embalado em uma garrafa vermelha. The sandwich was created in England, during the 18th century by Earl Montagu, the 4th Earl of Sandwich. He wanted something practical to eat, because he didn´t want to stop his game to eat.

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O sanduíche foi criado na Inglaterra durante o século XVII, pelo conde Montagu, o quarto conde de Sandwich. Ele queria algo que fosse prático para comer , porque não queria parar seu jogo para comer durante a madrugada. Why hamburguer is called "hamburguer" if it not contains ham? The word hamburguer makes us think about that it refers to the union of the word ham with burguer, but actually, we aren't talking about a ham sandwich. The origin of the word, is related with the city Hamburgo (Germany), where people used to eat hamburg steak. When arrived in USA, was called Hamburguer. Por que o hambúrguer é chamado assim, se ele não contém “ham” (presunto)? A palavra hambúrguer nos faz pensar que trata-se da junção da palavra presunto com sanduíche, mas na verdade não estamos falando de um sanduíche de presunto. A origem da palavra, na verdade está relacionada a cidade de Hamburgo (Alemanha), onde as pessoas comiam “hamburg steak”. Quando chegou aos Estados Unidos, foi chamado de Hambúrguer. Hot dog was called frankfurter, because of its place of origin, Frankfurt. But the people called as daschund sausage, because it seemed with a dog daschund. Vendors, announced their sausages as "red hot". In 1904, in Saint Louis, a sausage vendors began offering gloves who bought sausages, so they did not burn their hands, but people forgot to return and he lost money. His brother-in-law was a baker and suggested him to start using breads.

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Hot dog era chamado de frankfurter, devido ao seu local de origem, Frankfurt. Mas todos o chamavam de salsicha daschund, pois se parecia com o cachorro da raça daschund. Os vendedores, anunciavam sua salsichas como "super aquecidas". Em 1904, em Saint Louis, um vendedor de salsichas começou a oferecer luvas a quem comprasse salsichas, para que não queimassem as mãos, porém, as pessoas se esqueciam de devolver e ele tinha prejuízo. Seu cunhado era padeiro e sugeriu que ele começasse a usar pães.

Poeira do Saara provoca chuva na Amazônia A poeira de uma das regiões mais áridas do mundo provoca chuvas na maior floresta úmida do planeta. Uma pesquisa publicada no mês passado na revista científica Nature Geoscience mostra que o material que sai do Saara e atravessa o Atlântico está ligado diretamente à intensidade da precipitação na Amazônia. Todo ano, entre fevereiro e abril, a areia suspensa por tempestades no deserto sai da África, cruza o oceano e alcança a América. Saara's dust provoke rain in Amazon The dust of one of the most arid regions of the world produces rain in the planet's largest rainforest. A research published last month in the magazine Nature Geoscience shows that the material coming out of the Saara and across the Atlantic is directly linked to the intensity of rainfall in the Amazon. Every 85


year, between February and April, the sand suspended by storm in the desert, get out of Africa, across the ocean and reach the America. Primogênitos são mais inteligentes Após testar o QI de 250 mil homens, pesquisadores da Universidade de Oslo, concluiram que o filho mais velho sempre é o mais inteligente de uma família, com o QI 3 a 5% maior que o dos irmãos. Firstsborns are more intelligent Before QI test's of 250 milions people,researcher of the University of Oslo,concluded that the older son is always the most intelligent of the family,with the QI from 3 to 5% bigger than the brothers.

Aquecimento global favorece as mulheres Geleiras vão derreter, ilhas vão desaparecer e as mulheres vão dominar o planeta. Segundo uma pesquisa, em países tropicais nascem mais meninas do que meninos (pois os fetos femininos são mais resistentes). E a tendência é que, com o aumento da temperatura, isso aconteça em todo o mundo.

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Global warming favors women Glaciers will melt, islands will disappear and women will dominate the planet. According to a research,in tropical countries more girls are born than boys (because female fetuses are more resistant). And the trend is that,with increasing temperature, this happens in all the world.

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DOSSIÊ: CENTENÁRIOS - VINÍCIUS DE MORAES E RUBEM BRAGA Legado Precioso (Rubem Braga)

Rubem Braga, um dos cronistas e poetas mais talentosos da literatura brasileira, completa se centenário neste ano, com um acervo de aproximadamente 15 mil crônicas.

Conhecido como "Pai do Século", Rubem Braga nasceu e cresceu em Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo em 12 de janeiro de 1913. Cidade que deixara marcas irreparáveis em sua infância, fonte de grandes inspirações para suas obras que o fez escritor desde pequeno. Publicou aos 15 anos seu primeiro texto no jornal. Nesta mesma época, aborrecido com um professor do ginásio que o havia criticado, mudou-se para Niterói onde concluiu o curso secundário no Colégio Salesiano até fixar moradia no Rio de Janeiro. As obras tinham um caráter bastante pessoal e autobiográfico, a maioria delas retratou histórias de quando criança e de sua cidade natal. Como dizia em citações, por exemplo, "Sou um homem quieto, o que eu gosto é ficar num banco sentado, entre moitas, calado, anoitecendo devagar, meio triste, lembrando umas coisas, umas coisas que nem valiam a pena lembrar”. Trouxe à tona a moderna crônica brasileira, gênero que já estava de pé desde o século XIX, com nomes de peso como José de Alencar e Machado de Assis. O lirismo, humor, leveza e descompromisso, eram virtudes que atualizaram a crônica e fizeram parte dos textos de Rubem Braga. Algumas obras como “Aula de inglês”, “A borboleta amarela”, “Ai de ti, Copacabana” e

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“Um pé de milho”, entre tantas outras, publicadas em jornais, revistas, e em dezenas de livros. Ainda há muitos pesquisadores do trabalho de Rubem Braga, admiradores insaciáveis que após 100 anos continuam a apreciar a simplicidade de suas poesias. Existem muitos aspectos atrativos nas crônicas do escritor, todavia sua habilidade em abordar diversos temas em seus textos merece destaque, neles encontramos assuntos como a sociedade, a mulher, a natureza, a infância, a solidão, a cidade e suas paisagens, dentre outros. Rubem Braga não se contentou em servir seus trabalhos apenas ao Brasil, fez reportagens sobre cultura e economia em países como Argentina, Estados Unidos e Cuba assim como os relatos da Segunda Guerra Mundial. Também foi amigo de Vinicius de Moraes e como nós, frequentou por alguns anos um colégio salesiano no qual adquiriu valores e virtudes perceptíveis em suas crônicas. Em 1990 sem saber, Rubem Braga escreve no Rio de Janeiro sua última obra "O Verão e as Mulheres", deixando seus familiares, amigos e apreciadores pouco tempo depois ao falecer.

Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora / Museu da Língua Portuguesa: Exposição Rubem Braga 100 anos

Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora / Museu da Língua Portuguesa: Exposição Rubem Braga 100 anos

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Máquina de escrever do autor / Exposição Rubem Braga 100 anos, Museu da Língua Portuguesa, São Paulo Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora / Museu da Língua Portuguesa: Exposição Rubem Braga 100 anos

Estudantes do INSA visitam a exposição Rubem Braga 100 anos no Museu da Língua Portuguesa

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Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora / Museu da Língua Portuguesa: Exposição Rubem Braga 100 anos

O poeta João Cabral de Mello Neto e Rubem Braga Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora / Museu da Língua Portuguesa: Exposição Rubem Braga 100 anos

Rubem Braga em seu apartamento em Ipanema no Rio de Janeiro – década de 1970 Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora / Museu da Língua Portuguesa: Exposição Rubem Braga 100 anos

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Rubem Braga em seu apartamento em Ipanema no Rio de Janeiro – década de 1970 Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora / Museu da Língua Portuguesa: Exposição Rubem Braga 100 anos

Imagem da Estação de Trem em Cachoeira do Itapemirim no Espírito Santo em 1913, ano de nascimento de Rubem Braga Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora / Museu da Língua Portuguesa: Exposição Rubem Braga 100 anos

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O segredo da imortalidade... (Vinicius de Moraes) Imortalizados por suas obras, dois dos maiores nomes da literatura nacional, Vinícius de Moraes e Rubem Braga, celebram este ano seu centenário.

É impossível falar de poesia nacional sem citar Vinícius de Moraes, o poeta da paixão. Ele foi antes de qualquer coisa entrega absoluta à vida, prontificando-se a mergulhar no oceano que são nossos sentimentos e necessidades, tendo coragem de testar cada um de seus limites permitindo-se sentir exacerbadamente, em cada célula de seu corpo e caractere da sua poesia. Nascido em 19 de Outubro de 1913, Marcus Vinícius da Cruz de Mello Moraes era carioca e morou, a princípio, na Gávea, centro do Rio. Filho de Lydia Cruz Moraes, grande pianista, e de Clodoaldo da Silva Moraes, poeta e violonista, teve sempre um grande contato com a arte em geral, o que certamente contribuiu para genialidade de sua poesia. Quando menino encantava as crianças de sua vizinhança, dando-lhes amostras de seu talento ao piano. Entretanto, o que ele não revelava era que o o seu instrumento possuía um recurso que reproduzia automaticamente as canções.

Foi também na infância que produziu seus primeiros versos,

inspirados em Cacy, garota por quem estava apaixonado. Em 1933, bacharelou-se em Letras, e quatro anos mais tarde, em Direito. Nesse mesmo ano publica Caminho para a distância, seu primeiro livro. 93


Já o seu primeiro prêmio (Filipe d’Oliveira) foi conquistado dois anos depois com o segundo livro, Forma e Exege. Em 1936, torna-se ministro da educação publica Ariana, a mulher, uma de suas mais famosas poesias, e conhece os poetas Manoel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade, que se tornaram seus grandes amigos. Dois anos depois foi agraciado com uma bolsa para estudar língua inglesa em Oxford. Lança então Novos Poemas (1838), Cinco elogios (1943) e Poemas, Sonetos e Baladas (1946), quando ele mesmo se definiu como poeta do cotidiano. Já casado com Beatriz Azevedo de Melo a primeira de suas nove esposas, retorna ao Brasil e passa a residir em São Paulo. Inicia então seus trabalhos como jornalista, cronista, crítico cinematográfico, até tornar-se diplomata em Los Angeles, pelos cinco anos seguintes. Numa época em que a ditadura calava vozes, omitia verdades e limitava a arte, Vinícius, Tom Jobim e João Gilberto, conseguiram driblar a censura. Surge então a “Bossa Nova”. Nessa fase, após ter abandonado a diplomacia, leva uma vida muito ligada à boemia e inconsequência, principalmente em relação às mulheres e relacionamentos. Sua obra, acompanhando o momento, mostra-se mais livre e intensa ou, como definiu ilustremente Carlos Drummond de Andrade, Vinicius ousou viver sob o signo da paixão, ou seja, poesia em estado natural. Passada essa fase de oscilação entre os prazeres da carne e dedicação a produção artística, Vinícius assume um comprometimento político-social, demonstrando o homem de caráter que sempre foi. Nesse momento é possível identificar mudanças na concepção de amor para Vinícius, que agora tem uma essência mais sutil, menos urgente. Em 1959 lançou o LP Por Toda Minha Vida com Tom Jobim, depois faz carreira internacional como músico e escritor. Nessa fase Vinícius varia entre temporadas morando no Brasil e no exterior, até que em 1979 volta definitivamente por conta da idade avançada. Ainda no avião sofre um derrame cerebral. É então operado e vive precariamente até 9 de julho, quando falece por conta de um edema pulmonar.

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Museu da Língua Portuguesa: Exposição Rubem Braga 100 anos / Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora

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Rubem Braga, Vinícius de Moraes, Fernando Sabino, Chico Buarque de Holanda e outros literatos no Rio de Janeiro – década de 1960 Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora / Museu da Língua Portuguesa: Exposição Rubem Braga 100 anos

Rubem Braga e Vinícius de Moraes - década de 1960 - Museu da Língua Portuguesa: Exposição Rubem Braga 100 anos / Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora

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BRINCANDO E APRENDENDO: PASSATEMPO, CRUZADINHAS...

*Encaixe as palavras da crônica de Rubem Braga na cruzadinha, descobrindo uma curiosidade sobre o autor. O Padeiro Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento - mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a "greve do pão dormido". De resto não é bem uma greve, é um lockout, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo. Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando: - Não é ninguém, é o padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a idéia de gritar aquilo? "Então você não é ninguém?" Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: "não é ninguém, não senhora, é o padeiro". Assim ficara sabendo que não era ninguém... Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina - e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.

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Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; "não é ninguém, é o padeiro!" E assobiava pelas escadas. S

O CURIOSIDADE: O cronista Rubem Braga estudou numa escola desse sistema de ensino.

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TROQUE SÍMBOLO POR UMA LETRA

A

B

C

D

E

F

G

H

I

J

K

L

M

N

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Q

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U

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☃ ✄ ☂ ❅ ✆ ♫

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∞ ✄ ☑ ✄ ☂ ❖

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Ache as palavras que estão destacadas no poema O gato de Vinícius de Moraes: O gato Com um lindo salto Lesto e seguro O gato passa Do chão ao muro Logo mudando De opinião Passa de novo Do muro ao chão E pegacorre Bem de mansinho Atrás de um pobre De um passarinho Súbito, pára Como assombrado Depois dispara Pula de lado E quando tudo

A S S O M B R A D O K S M U R O

H L L B U K A Y E S W O J O B V

J L I A C L B L G S Y C H C O O

L M C N A A U A U V J A S H B V

K S U H D S T V R U T S F A P U

Y C L O K O O P O R V A R O Q V

E O K O T I B U S U I S S K R W

P R T P U B E L H W A G L K S X

L R P A S S A R I N H O A M T A

S E E R B O P S R C E G I N Y B

D F A T I G A L U D F H J O Z U

Se lhe fatiga Toma o seu banho Passando a língua Pela barriga.

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VISITA ESPECIAL

Irmã Vilma Santoro Bertini, Nossa Provencial, nos visita!

Visita da nossa querida Inspetora Ir. Vilma Bertini - Fonte: Instituto Nossa Senhora Auxiliadora

O INSA teve a alegria da visita da Superiora das Irmãs Salesianas de São Paulo, Irmã Vilma, nos dias 05 e 06 de setembro. Esteve pela manhã, conversando com todos os alunos, onde apresentaram seus agradecimentos com dança, ginástica rítmica e palavras carinhosas. Irmã Vilma admirou o silêncio que todos fizeram, ao ouvir sua mensagem de Paz e Confiança na juventude. Participou do recreio dos professores, com um lanche gentilmente preparado para ela, acompanhado por uma retrospectiva de imagens felizes dos tempos que passou nesta casa, o INSA. Saudades... A tarde esteve com os pequenos e se comoveu com os gestos de carinho de todos. Recebeu flores, presentes e muitos abraços! Em todos os momentos, Irmã Vilma agradeceu pelos seus seis anos de atividades nas nossas escolas de São Paulo e comunidades populares, como Superiora. Obrigado, Irmã Vilma, pelo seu trabalho entre nós e, sabemos que Dom Bosco, Madre Mazzarello e a Nossa Mãe Auxiliadora, a acompanhará no novo trabalho que irá desempenhar nos próximos anos! Volte sempre, pois a queremos muito bem!

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FICHA TÉCNICA Revista Panorama Ano I Número 01 – 2013 DIREÇÃO LAURA LÉO ALVES FERREIRA COORDENAÇÃO ADRIANA MARIA SANTINI FERREIRA ANDRE LUIZ POIATO LILIAN NEISSER IR. MARIA LUCÍLIA COORDENAÇÃO DO PROJETO ANDRE LUIZ POIATO EQUIPE DE PROFESSORES ANDRE LUIZ POIATO ANDREA BASSO GALUPPI ARETHUZA TESTA FRAZILI ARIANE APARECIDA MOREIRA CAMILA DA SILVA GALVAO DIAS CARINE CRUZ NONATO DE LIMA CARLOS ROBERTO PEREIRA CLAUDIA REGINA CORREIA RIBEIRO ELIANE BRANCO HADDAD FABIANA BORRIELLO FONSECA FABIANA GERCINA YOSHIZUMI FABIANA PIFFER DE OLIVEIRA NEVES FLAVIA GONCALVES DE CAMPOS FLAVIO MONTEIRO COSAC GRACIELE GOUVEIA DA SILVA GREICE KELLY DE OLIVEIRA SANTOS GUILHERME DE MATTOS CANTO IRENE DE LACERDA RAMOS IRRAEL BABONI CORDEIRO DE MELO JUNIOR ISABELLI TITTZ IZABEL DUARTE DA COSTA MIRANDA JAQUELINE LOURENCO GIL JOSE EDUARDO DOS SANTOS KELLY FERREIRA RAMALDES LILIANE SOARES DE SIQUEIRA MAIRA VIEIRA MARIA APARECIDA ALONSO MARINI MARIA DE LOURDES DOS REIS COSTA MARIANA FERREIRA RAMALDES MARILIA RAZERA GALLO PERES MICHELE CESAR PATRICIA DA SILVA REIS PATRICIA IGLESIAS

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PATRICIA MARIA GUERRETTA PATRICIA THOMAZ PRISCILA AYRES CARNEIRO CANDIDO PRISCILA MARIA GARDELLI TRINDADE QUEZIA MARTINELLI DE SOUZA ROGERIO GONCALVES BATISTA ROSA GINA SANTORO DE GODOY ROSA SILVIANO RUBENS MICHELONI SANDRA FELIPE DA SILVA SILVANA CRUZ SIMONE LUIZ GOMES TAMARA SZEREMESKE DE MIRANDA VANESSA PAULA TEIXEIRA CANDIDO COLABORADORES ALINE AVANZI ANDREZZA TOLEDO SACHO ANGELICA DE OLIVEIRA PORTO BENEDITA MIRIAN MOROTTI CAMILA DUTRA EMATEGUI CHRISTIANE NELIS SOUZA DE CARVALHO DAMARES SOUSA GOIS DIANA OZIRES RODRIGUES ELAINE REGINA LEMOS SALGUEIRO LIMA FABIO MARCELO BIATY GABRIEL HENRIQUE MOTTA ESTEVES IVONE ANTONIA FERREIRA DOS SANTOS JACKELINE SANTOS DA SILVA JESSICA DE LIMA DA SILVA JULIANA GONÇALVES FERREIRA LADISLANE PEREIRA DA FONSECA LAURA LEO ALVES FERREIRA LEILIANE SILVA DE JESUS LILIAN NEISSER DA SILVA LUANA MOREIRA DIAS LUCIMAR MOREIRA VIANA MARA GARGIA LOZANO GOMES MARIA AUXILIADORA MAGALHAES MARIA DAS GRACAS SANTIAGO DE MELO DOS SANTOS MARIA DE FATIMA DOS REIS SILVA MARIA LUISA REZENDE PINHEIRO VASCONCELLOS MARIA PEREIRA GABRIEL MARTA CANDIDA DOS SANTOS MEIRE GONSALVES CASALETTI NATHALY CASAGRANDE RODRIGUES DE OLIVEIRA REGIANE RIBEIRO DA COSTA SAMUEL DE SOUSA COELHO SHEILA CARDENE DO NASCIMENTO SILVA SILVANA VALERIA LUCAS DE GODOY VINICIUS CAVICHIOLI ALVES YARA BOMFIM

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APOIO ANTONIO LUIZ ALVES DARLENE SANTOS OLIVEIRA DOUGLAS DA SILVA ARAUJO ELAINE CUNHA E SILVA BATISTA ELAINE REGINA BUENO JOELMA MARIA DOS SANTOS MARIA JANAINA BATISTA DA SILVA MARIA JOSE RODRIGUES SANTOS MARIA NATALIA SANTOS DO NASCIMENTO MARLETE MARTINS RAFAEL DOS SANTOS DE OLIVEIRA MANOEL MESSIAS PEREIRA DOS ANJOS NORBERTO DA SILVA AUTORES EDUCAÇÃO INFANTIL Matenal A ADRYAN FERNANDES GOMES MARTINS BEATRIZ MARTINS ARRAIS BRENO COLUCCI DOMINACO BRUNO BERLOFFA BELLINI FERNANDO LOPES MARQUES GIOVANNI CASALETTI HEITOR BRAGA DE CARVALHO JOÃO VICTOR OLIVEIRA ROCHA KAMILLY VITORIA ROCHA NOVAES LAURA COSTA BRASILIANO DA SILVA MIGUEL COURA PEDROSO PEDRO WAKAI PRADO RAFAELLA MEDINA BELLASALMA VINICIUS FORNAROLLI LOPES DOS SANTOS Maternal B ADAM BABONI CORDEIRO DE MELO MAGALHÃES ANNA LUISA MAGALHÃES DA SILVA DANIEL QUEIROZ FERNANDES DANIELA REIS RANA DAVI COELHO ANDRADE FABIO GAMBERA DE SOUZA HAMIZED WISSAM MAZLOUM IASMINE ZOZ MARTINS DE ARAUJO LEONARDO GARDELLI TRINDADE LIANA GARRIDO MAGALHÃES DE BARROS TEIXEIRA LUCCAS AMBROZIO FERNANDES TIAGO RABELO REIS TEODORO MOTA PEREIRA DE OLIVEIRA Infantil I A ANA GABRIELA LASDOWSKY LIMA ARTHUR DE PAULA CASSIOLATO

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ELISA LIMA LOPES GABRIEL RIGOTTI MORENO CAMILLO GUILHERME GALHARDO QUIARATO GUILHERME MATHEUS DO COUTO JULIA GOBETTI ROSALINO LEONARDO ALMEIDA SOARES PINTO LUCAS CASSAS BEZERRA MURILO MENDES BARRIONUEVO NICOLE RENTES VIEIRA NICOLAS DE SOUSA ALVES THAIS SILVA CAMPOS YASMIN SODRÉ ZIBORDI Infantil I B ANA LUIZA SOUZA DIMARIO ARTHUR YUKIO JOMORI FERREIRA DAVI DI MÔNACO EVELYN ZHU FRANCISCO MENDES DA ROCHA GABRIEL ONISHI FERNANDES GABRIELLA ZANARDI TCHOLAKIAN GUILHERME PAES LANDIM GUSTAVO OKUTANI DE ALMEIDA JOÃO GUILHERME DUARTE DA COSTA MIRANDA LUCAS CAPALDO STUCCHI MARIA JULIA SOUSA LEAL MARIA SOPHIA MANSUR MOREIRA PETRILLO MAYTÊ DE SOUZA E SILVA Infantil II A ALANNA RODRIGUES SILVA CAIO MAGALHÃES MACEDO CAUÊ FERNANDES MARCONDES MAYA DANIEL XINHAO YE DIANA WU DIEGO GUERRETA COSTA FELIPE DE SOUZA REIS GABRIELA ABEL DAL’ÓLIO GABRIELLA VALERO SANCHEZ DE OLIVEIRA GUSTAVO LEMOS SALGUEIRO LIMA HELOÍSA COSTA DA SILVA JOÃO PABLO SOARES CAMPOS SILVA JOHAN FIGUEIREDO JÚLIA MIDORI OHNO LARA DIAS DOS SANTOS COLI NATHALIA SANTOS FEITOSA NÍVEA MOTTA FRANCISCO RAFAEL RABELO REIS SOPHIA MAYUMI YOSHIZUMI Infantil II B AIMÉE AMENDOLA GARCIA ANA JULIA JATOBÁ JUCÁ NERI ÂNGELA YASHI SUN ARTHUR FERREIRA ZANETIC VIDULIC BEATRIZ PINA FERNANDES BRUNO PEDROSO DE MORAIS CATARINA MENEZES MOURA CAUE SANTOS CONTE EDUARDA FONSECA MENIS

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GIOVANNA MARTINS ARRAIS GIULIA GARCIA STEFANELLI GUILHERME PRADOS RIBEIRO GUSTAVO ISABELA MARTINS DOS SANTOS LAÍS AVELINO BATISTA DOS SANTOS LAURA GONÇALVES SIMEI LUANA GARRIDO M. DE BARROS TEIXEIRA MARIA EDUARDA MAGALHÃES MATEUS ROSMANINHO OLIVEIRA SOFIA DE SOUZA REIS Infantil III A BENJAMIM AVORAI MARINHO BRITO CAIO ELIAS QUEVITCH SICCHIERI CAMILA YE DAVI CESAR DE SOUZA FERREIRA EDUARDO ONISHI GANDOLPHO GABRIELLA RIVELLI ROMÃO GUSTAVO DA MATA ISABELA MASSELLI RODRIGUES JÚLIA AMBROZIO FERNANDES KELLY SHAO YU CHIEN LAIS BRANCO PEREIRA LAURA VIOLA LUCAS ABRÃO TREVISAN MARIA EDUARDA FERREIRA DORILEO MATEUS CAPALDO STUCCHI RAFAELA DELL’ANGELO PASSOS RAYAN GHOBAR VINICIUS SUZA BORGES DA SILVA WLAJONES CASTRO DE C.SILVA Infantil III B ANA LUIZA KAORI MORISHIGE ANGELO AUGUSTO SILVA BORGES ARTHUR DAMIN DAVID JI CESAR MORENO OYAFUSO ENRICO DELIACOLI VAZ DE LIMA FATIMA ZAHRAA NADER WEHBI FERNANDA MENEZES PETRONGARI GABRIEL QUAIATTO FERNANDES GIOVANNA GUIMARÃES CAMARGO DAS NEVES HENRIQUE GABRIEL DOS SANTOS DE SOUZA JADE GUIMARÃES FURTUNATO ANGELI JEFFERSON XU JULIA NAJAR LÍVIA DIAS GOULARTE VINÍCIUS MACEDO DE ARAUJO RAFAELA CRISTINA RIBEIRO BOASSALY SOFIA DOS SANTOS SOFIA SHIHAN JI ENSINO FUNDAMENTAL I 1º Ano A AISHA XU ANA BEATRIZ DENG ANA CAROLINA FEITOSA DA SILVA

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ÂNGELA MARIA MENDES DA ROCHA ANNA CLARA F.C. DO NASCIMENTO ANNE CRISTINA DENG DIEGO ZE YUN ZHOU EDSON ZHU EMILY YINUO CHEN ENRICO MOREIRA VEIGA ZILET GEOVANNA RUFINO BUENO HEITOR PORTUGAL FREIRE INGRID MARIA DE SOUZA TAIAR JAMILLY CHENG JULIANO MORAES FROTA LISA JI LUCAS FANHANI FAZANI LUCAS MACHADO ROSSI MANUEL EDUARDO MARGUTI D’ARAÚJO MARIA LUIZA PIFFER T.DOS SANTOS MARTINHO DA SILVA CESAR FILHO NICHOLLAS PHILIPPE PENG WEI ZHAO SUELLEN DE SOUZA LIRA THALITA RUFINO

1º Ano B BIANCA CRISTINA RIBEIRO DA SILVA BRUNA CRISTINA RIBEIRO DA SILVA CAROLINE JANONI DURAN FILIPE DAVI BUENO SILVA EDUARDO MONTEIRO SILVA HEITOR MIGUEL MAZER DE OLIVEIRA HELENA FANHANI FAZANI IGOR OLIVEIRA BORRIELLO ISABELLA ABEL DARIN LEONARDO DOS SANTOS GUERRA LETÍCIA BUENO CARRANO LIU XIAO TING LUCAS ARAUJO MACADURA MARIA ISABEL QUINELI BATTISTELA MARIANA JACQUES MATEUS DUARTE DA COSTA MIRANDA MELL DE PAULA SILVA CASSIOLATO MIRELLA HERMOGENES CARRETEIRO NICOLAS RICARDO F.DO NASCIMENTO RAFAEL SIMENO TEODORO RAFAEL SOUSA LEAL RAFAEL VIOLA RAFAELA BARRETO INADA SOPHIA MARIA DA SILVA ARAÚJO STEPHANIE SODRÉ ZIBORDI 2º Ano A ANA LUIZA CASSAS ANASTACIO BEATRIZ DE OLIVEIRA SOUZA BIANCA BERLOFFA BELLINI BIANCA CORDEIRO NOVAIS CECÍLIA MENDES BARRIONUEVO GONÇALVES PETRINI CLARA DAVI BUDIN PINA ENZO COSTA VERGINI ESTHER MARIA ALMEIDA DE ARAUJO GUILHERME DE POLLI C.DOS SANTOS GUSTAVO TRINDADE PIRES

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HENRIQUE VALENTE NOGUEIRA ISABELLA ALVES FAZENDA JOHNATAN PIMENTEL RAMOS BELLO JULIANA WU LUCAS HONG LUCAS TIBALDI FERNANDES MARCO SALVADOR SILVIO MARCOS ZHAN MARIA EDUARDA DIB XAVIER MAYTÊ OLIVEIRA PAVAN NATAN BENZONI MARTINS RAPHAEL MARTINS DA SILVEIRA SAMYR COUTO OLIVEIRA 2º Ano B ANA LAURA FORMENTON BEATRIZ CHIQUINI DONAIRE BRUNA CARVALHO RODRIGUES BRUNO MIZUMOTO DE AGUIAR E SILVA BRUNO PORTELA CHIALASTRI DENIS CARVALHO PASTORE ERIC HONG TA CHIEN FADEL ABBAS FARHAT GABRIEL SILVA ALENCAR GABRIELA RIBEIRO BALAS GABRIELLY TRUJILLO SIERRA GIOVANNA CORIOLANO DIAS ISADORA ARIAS MARQUES SILVA JONATHAN BRAGA DE CARVALHO LUIZA TORRES DA MOTA FERNANDES PÉROLA FERNANDES BANDEIRA PIETRO DE OLIVEIRA PETRILLO PIETRO VITOR PEZZENTE RAFAEL VASCONCELOS CHEBAT SAMUEL SOUSA SANTOS STELLA MARIA MOURA SILVA VICKY PENG HUI ZHAO VICTOR MATHEUS JACCOUD FARIA YGOR FERNANDES DE BARROS YING XIAO JING 3º Ano A BRUNO NOGUEIRA BURIAN CHEN JIAYANG FELIPE FLORÊNCIO DE SOUZA FELIPE RAMPAZZO RIBEIRO GABRIEL ARAKAKI SILVA GUSTAVO RAMOS DE OLIVEIRA HENRIQUE FURLANI CIPOLLA INGRID CHENG JULIA COSTA BRASILEIRO DA SILVA LUCIANO REIS MASSARO MARIA LUIZA GAYER DE ALMEIDA MICHELLE HALI CORREIA NICOLAS DOS SANTOS ROCHA PEDRO RETI HENRIQUE RICHARD CONDE LAGO SANDRA CICALA DE ANDRADE SANTOS VICTOR NOGUEIRA FERNANDES

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3º Ano B BÁRBARA MENEZES PETRONGARI CAMILA DA MATA FABIO KENJI IWAMATSU FELIPE GONÇALVES DE ARAUJO FRED DAI GIOVANA GOMES VALDREZ GIOVANE MIGLIATI MARTINO GIOVANNA MARTINS DE OLIVEIRA GUSTAVO BITTENCOURT BRAGA GUSTAVO DE PAULA ANDRADE IGOR PEREIRA DOS SANTOS JULIA DE OLIVEIRA BORGES BARCELLOS JÚLIA PIVOTTO NEVES LIVIA AVELINO BATISTA DOS SANTOS LUANA REIS RANA MARIA EDUARDA LIMA CARDOSO PEDRO HENRIQUE DA SILVA SANTANA PEDRO NAJAR NETO RAFAEL RAMPAZZO RIBEIRO SERGIO GABRIEL GIL DA SILVA SOPHIA CRISTINA OLIVEIRA SILVA THEO YOKOTE SAITO THIAGO PERRONE CLEMENTINO YIXIAO SHU 4º Ano A AMANDA SANTOS GIL BRUNO LIN CARLOS XU CECÍLIA DO NASCIMENTO BARBOSA DA SILVA DAIANE YU DANILO INFATOSI GIOVANNA RUFINO LIRA GIULIANA OLIVEIRA ALEXANDRE GUILHERME HADDAD GERSOSIMO JASMIN CHAO JÚLIA ALEGRE MARIZ DE OLIVEIRA LARA ZANELLI RIZZOLI SERRA LETÍCIA RENTES ESCOBAR MARCELO HASHIMOTO BENEDICTO MARIA CLARA TORRES RAMOS MARIANA VELASCO MICHELE ZHAO PEDRO HENRIQUE VISINI DE ARAUJO VINICIUS COSTA DA SILVA VINICIUS MOURA DE SOUSA VITÓRIA LIMA DE SOUZA 4º Ano B ANDRÉ ABREU SOUZA BEATRIZ PASCALE DOMINGUES BIANCA LEONE BRUNO XIA WEN HANG CAROLINA SILVA SASSATI CAROLINE PAIXÃO MACIEL DA SILVA FERNANDA SANTOS GIL HENRIQUE BARI RODRIGUES JOSÉ GABRIEL LEITE TAMIARANA LETÍCIA SILVEIRA DE QUEIROZ

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LUCAS ( HONGXIN YE) MATHEUS TERCEIRO DANIEL PEDRO HENRIQUE MUNIZ VILAS BOAS DOS SANTOS PEDRO MENDES DA ROCHA ROBSON ZHAN TAMIRES GIL DA SILVA THIAGO BRASILEIRO DE PAULA YASMIN MORAES FROTA JOÃO VITOR GARDELLI TRINDADE XU NAN NAN 5º Ano A ALEXANDRE CESAR MAIOLI FILHO ANA CAROLINA MORETTO FERNANDES ANA LUIZA GONÇALVES PETRINI BEATRIZ CHILIANE BRISOLLA SERENO CESARE PASCALE DOMINGUES CRISTINA ZHAO DAVI FERREIRA JOFRE EDUARDO MIRANDA CINTRA EISHILA CHENG ELIAS SUN ENZO YOKOTE SABANAI GIOVANNA MARIA DA SILVA ARAUJO HUI JIE ZHANG ISABELLA MARTINS SANTOS ARAUJO ISABELLA RIVELLI ROMÃO JOÃO VITOR SOARES FONSECA LARISSA ANTONINI MENEGHELLI LETÍCIA COURA RIBEIRO LUCAS BUENO CARRANO LUIZA SOUZA MELO ALVES MARIANA SHANG CHEN MATHEUS ANTONIO MARCHI DE OLIVEIRA PEDRO HENRIQUE LIMA ALVES RAQUEL VALENTE NOGUEIRA SAMARA MORENO DA SILVA VICENTE CARRIERI MARIN YASMIN RODRIGUES SILVA 5º Ano B ANDRÉ MENDES DA ROCHA CAIO SILVA DE OLIVEIRA CAROLINA FERNANDA B.DE SIMONE GABRIELA VIANA NOGUEIRA GIOVANNA CRESPO GUILHERME LOPES ZAFRA GUILHERME SOUZA SIQUEIRA JOÃO VITOR DO AMARAL ROSA JOSUE WEIJIE WU JÚLIA DELIACOLI VAZ DE LIMA LARA MOREIRA VEIGA ZILET LETHICIA DE SOUZA DOS SANTOS LOGAN MENDES CONTARDI LUCAS ABES SALLES LUCAS TADEU B.DE SIMONE MANUELA AUGUSTO F.SIMONETTI MARCELA BARRETO INADA MARIA FERNANDA BORGES SOARES PAULO VINICIUS B.DE SIMONE

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PEDRO HENRIQUE S.DIMÁRIO PIETRA MOURA PONCHIROLLI POLLIANA CHINELLI CORREIA RAFAELA DE SOUZA VIANA RAISSA CAETANO DE OLIVEIRA THIAGO VICTOR PEREIRA AMARAL VITOR HUGO ALMEIDA TAKATA WILLIAN TORRES ARAUJO ENSINO FUNDAMENTAL II 6º Ano A ADRIANO XAVIER CINTRA ANA BEATRIZ BARBOSA SANTOS ANDRÉ MORESI SONSIN ANNA BEATRIZ MORALES CARRIJO FELIPE SANTIAGO DOS SANTOS FERNANDA SILVA DOS SANTOS GABRIELA FERNANDES CAZALLI GIOVANNA ROSSI SIMÕES IARA SALOMÃO PASSOLI ISIS BRANCO PEREIRA LAURA PIRES DE SANTIS LUCAS CAMPOS LEITE MARIA FERNANDA CASTILHO RUBIRA MARIA LUIZA CARNELOSSI DE OLIVEIRA MEL MARTINS MIRELLA MOLESSANI SERILLO PEDRO HENRIQUE DEL COMUNE LOURENÇO RENAN RODRIGO ARAUJO SANTANA THIAGO RUAN DE JESUS SOUZA VICTOR PERRONE CLEMENTINO VITOR SILVA SASSATI MARY EDUARDA FARIA AIRTON JAIR HUASUPOMA GUZMAN 6º Ano B

AMANDA QUEIROZ FERNANDES ANA CECÍLIA PAIXÃO MACIEL DA SILVA ARTHUR PORTO DOS SANTOS COSTA BARBARA FRATOGIANNI GAMA BEATRIZ SILVEIRA DE QUEIROZ BRUNA SOUSA FRANCO ENZO LUQUE BELLUCI FERNANDA TOKUO ROSA FU TEHUI GABRIEL AFFONSO SILVEIRA GABRIEL AUGUSTO MARAIA FAJOLLI GUSTAVO JANONI DURAN CHAVES

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JONATAS FABRICIO GOMES LEILA VILLA MARIN GAZOLA LETÍCIA ARAUJO COSTA LÍVIA BEATRIZ CORREA LUCAS CARVALHO SOLA LUIZA CAMPOS LEITE RAFAEL CHEN WILLY INOCÊNCIO ZEH XIAO JIE ZHU YANI YE ZHOU HUANG LONG WENXIN JIN 7º Ano A ALEXANDRE MATHIAS FILHO ANA LUIZA JALIL FAUZA BEATRIZ TADIM CARVALHO CAROLINE PRADO CONDE SILVA CATARINA ROJAS FRANCIA CRISTINA CHEN ENZO ORLANDI GOMES GABRIELA MIRANDA MACENA GIOVANNI ABRÃO TREVISAN GIULIA MINGUZZI ROSSET GUILHERME DEMEIS ISABELLA TESTA FRAZILI ISABELLY PEREIRA MARTINS JULIA DE MIRANDA MARTINELLI LETÍCIA MILENE BEZERRA SILVA LUCAS OKUTANI DE ALMEIDA LUIZ GUSTAVO RONCHI PESSOA MARINA TRENTO GOMES MATEUS RAMPAZZO RIBEIRO NUONUO RAO PEDRO GUILHERME MACHADO SANTOS STEPHANIE VIÉGAS DE OLIVEIRA SANTOS URIEL MANSUR LIMA DA SILVA VITOR AUGUSTO DA SILVA YASMIN AUGUSTO FERREIRA SIMONETTI MOHMAD MOUJAHED YASSINE JOÃO PEDRO VIANA DOS SANTOS 7º Ano B ANA CAROLINA FERNANDES SOUZA ANDRE BUENO DE MORAES BEATRIZ SOARES CAMPOS SILVA BRUNO ALMEIDA SILVA

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CAIO HENRIQUE DEL BIANCO VILLARI CAMMYLA EDUARDA MONTEIRO DA SILVA CAROLINA MIRANDA MACENA ETTORE ENRIQUE MEDEIROS DA SILVA GABRIEL HASHIMOTO BENEDICTO GABRIELLA SEPPE GOMES HELOISA ROBERTA DEISIS NASCIMENTO JOÃO VITOR DO ESPIRITO SANTO JÚLIA CHIARADIA DE CARVALHO JÚLIA RIGOTTI MORENO MATOS JULIA ROJAS FRANCIA LARISSA MEDEIROS PEPES LUANA CARVALHO RODRIGUES LUIZ FELLIPE BEZERRA PULINO MARCO ANTÔNIO OLIVEIRA FERNANDES MAYARA FRANCIELLY DA SILVA PEDRO OMAR VAZ DE OLIVEIRA ESTEVES SABRINA IORIO GARCIA VICTOR HUGO VALBONESE MARINHO VITÓRIA EDUARDA DO NASCIMENTO BARBOSA DA SILV VITTORIA SILVEIRA AZEVEDO E SILVA 8º Ano A ANA CAROLINA MEADO PINTO ANDRÉ NAUM DOS SANTOS PEREIRA ANDREZA VIEIRA RAMOS BRUNA LADEIRA MORENO DIEGO INFANTOSI ENZO AMBRÓSIO CARINI ERICA RODRIGUES VIEIRA ESTELA TSAO CHUN LAI FELIPE SOUSA FRANCO JAMILE PAES LEME CARDOSO JOÃO VICTOR JOAQUIM RUY LIVIA MARIA MATOS LUIZ GUSTAVO SINOPOLI COUTINHO MILENA ANTONINI MENEGUELLI NICOLE APARECIDA FERREIRA RAMALDES OTÁVIO ANDRADE SILVA RAPHAEL BATAGLIA CARNEVALE RAPHAEL SANTOS FEITOSA ROBERTA MASTROBUONO CARACCIOLO SARAH IBI SILVIO VITOR AUGUSTO VISINI DE ARAUJO VITOR DE MOURA SOUSA SOARES JIACHENG ZHU

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8º Ano B BRENO CESAR DE SOUZA FERREIRA CAMILA CRISTINA BARROS SILVA FABIANA GENISTRETTI COSTABILE FLAVIA SABINO FIUZA DA COSTA GABRIELA RODRIGUES CAPRISTI GIOVANA BONALDO DOS SANTOS GIULIA AKEMI YOSHIZUMI HELENE DOVAS HENDRIX VALENÇA SOUZA HENRIQUE ARAÚJO MACADURA ISABELA LOPES ZAFRA JOÃO VITOR VICENTE SANTANA LORENA FELIX QUATROCHI MARIANNE JANONI DURAN CHAVES NÁDIA CARNEIRO DA SILVA NATÁLIA MAKELY DOS SANTOS ROCHA PEDRO HENRIQUE RAMOS PRUDENTE RAFAEL VRAGNAZ MACHADO RAFAELA MARTINS SANTOS ARAUJO STEPHANIE MARIA MOURA SILVA VERONICA COSTA PEDRO VICTÓRIA CRISTINA GRILLETTI YASMIN BUSTAMANTE AFONSO GIOVANA FERNANDES CRISTÓFARO PEDROSO 9º Ano ALANNA RIBEIRO DE SOUSA AMANDA AMARAL FERRARO ANNA MARIA SIQUEIRA SILVA GOULART ANTONIO SIDNEY CASTILHO RUBIRA BEATRIZ TIBALDI CONDESSO DANIEL AZEVEDO ZIBORDI DANILO YUKIO IWAMATSU DENER HENDERSON DO NASCIMENTO FELIPE ONISHI DOS SANTOS SOARES FERNANDA LUCAS DE GODOY GABRIEL CICHY SILVA GABRIEL XAVIER DEIENO GIOVANNA CARVALHO FANGANIELLO ALMEIDA VILAS B GIOVANNA OSTORERO EGYDIO GIULIA DE SOUZA TAVARES HIGO RAMOS DE OLIVEIRA ISADORA LICASTRO LORENTI

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JOSÉ LUIS CHOHFI AURICCHIO KEIM JÚLIA DELL' ANGELO PASSOS LEONARDO ROSSI DE SOUZA LETÍCIA INGRID BARBOSA SANTOS LIA CONTRI RONDÃO LUCCA HASHIMOTO BENEDICTO LUCIANO FAN MARCUS VINÍCIUS SEVERINI LAZARINI MATHEUS DE CARVALHO COSTA SANTOS MELISSA DELLA VOLPI RODRIGUES NATHALIA COUTO OLIVEIRA PEDRO GABRIEL DEL BIANCO VILLARI RAFAEL DE ASSIS MARTORANO RAFAELA SILVA SASSATI REBECA HALI CORREIA RENNZO GIOVANNI DE ASSIS SEGANTINI RITA DE CÁSSIA HIROMI TAMADA THAINÁ FONTANA LOPES VICTOR HENRIQUE FONSECA VALENTIM VINICIUS CARVALHO VITORYA POZZATTI NASCIMENTO WANG XIAOQIAN ZHAO JIANLONG ZHAO YING XIAN ENSINO MÉDIO 1ª Série BEATRIZ DA SILVA SALES CAMILA CAMPOS LEITE CAROLINA DOS SANTOS FERREIRA CHIA CHUN CHIEN EMILY GUIMARÃES FURTUNATO FERREIRA FELIPE SOUZA GUIMARÃES FERNANDO DE BARROS CAMARGO GABRIELA SANTOS ARAUJO GEORGES MONTGOMERY LOPES DA SILVA FILHO GIOVANA DE OLIVEIRA TORRES HEBIN SUN LARA ALVES MATOS LETÍCIA NUNES LIMA LUCAS BAHIA SILVA LUCAS BUDIN LUCAS GON CASEMIRO DOMINGUES MARINA DE MARCHI BARRETO MATHEUS PAIVA DE CAMPOS

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MATHEUS TORRES SILVA MONIQUE RODRIGUES DOS SANTOS NATALY AKEMI ARAKI BUENO NATHALIA ROSSI SIMÕES OSMAR JATOBÁ NETO PALOMA STEFANELLI CARRARA RENATO MENEZES HYPOLITO THALIA CRISTINA DINIZ TAVARES THAUANA GOMES VALDREZ THAYNÁ MOREIRA PORTO JOÃO PEDRO DE SENA LUCAS GARROUX RIBEIRO JOÃO VICTOR SIMONE MARIANA FACHINI PASCHOAL VINICIUS SOUSA E LIMA VINÍCIUS LINDÓRIO DE FARIA RIBEIRO 2ª Série ALEX SANDRO BARROS FARIAS JUNIOR AMANDA MARCHI COMAR ANA CAROLINA MACHADO SIRO ANA LUIZA DA CONCEIÇÃO CAMPOS BEATRIZ CARDOSO CERCHIARO VIEIRA BEATRIZ POIATO ORLANDO CAROLINE DE ARAUJO SILVIO DANIELA SIMEAO DE CARVALHO DIOGO DE FARIA SANTOS FERNANDA SOUZA FREITAS PEDRO GABRIEL LEONE GABRIEL PEREIRA DE MATOS GABRIELLE GUSHIKEN GUERRETTA GIOVANNA AGOSTINI ALVES SOLOAGA ROCHA GIULIA PEIXOTO NEIAS GIULIA SEVERINI LAZARINI ISABELA GORZONI GRECCO JOÃO VITOR PEREIRA DE CARVALHO LUCAS DE ALMEIDA PERES LUCAS FRANCO DE SOUZA LUIZA VAZ DE OLIVEIRA ESTEVES MAITE GOMES MIYAO MARCOS EUGENIO LUCAS DE GODOY MARCOS SALALES PAULO FERNANDO SIRO JUNIOR PEDRO HENRIQUE COURA RENÓ RENATA ANDRADE DE OLIVEIRA SARA MARIA DUARTE PEDROSA DOURADO

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VANESSA DOS SANTOS DE SOUZA VICTOR PRISMICH MANTELLO VICTÓRIA ALVES DE SANTANA WILLIAN DE ARAUJO SILVIO MURILO HENRIQUE RAVANHOLI ZANOTTO 3ª Série BIANCA CARVALHO BRUNA DE CÁSSIA BARRIO NOVO BRUNO SOUZA FREITAS PEDRO CASSIANA LIMA DE SOUZA DIEGO TOLEDO BONATTI EDUARDO NOBRE LIMA FELIPE ARAUJO VIEIRA FERNANDA CRISTINA GRILLETTI GABRIELA DE CARVALHO GABRIELA DE JESUS ROTULO GABRIELA MOURA BRAZ GIANLUCCA SAVICKAS COTTA IZABELLA FELIX QUATROCHI KARINA DA SILVA MACEDO KARINA MARTINS RODRIGUES LEANDRO BEZERRA DA SILVA LUANA RODRIGUES MIRA MANOELA VELOSO ARGOLO MARCIA GONÇALVES TURQUI MARIA JULIA FALCON MONICA DE ALMEIDA DIAS PAULA SANTOS DE OLIVEIRA RAFAEL CESAR AMARO RAPHAEL RUSSO ARAUJO CEZARIO RENAN CASTILHO BASSETTO TAMARA LIMA CAVALCANTE VINICIUS BUESO SOARES VITÓRIA MENDES VASCONCELOS YUANYUAN CHEN

AGRADECIMENTO ESPECIAL ANDREA BASSO GALUPPI ARETHUZA TESTA FRAZILI CAMILA DA SILVA GALVAO DIAS CHRISTIANE NELIS SOUZA DE CARVALHO CLAUDIA REGINA CORREIA RIBEIRO FABIANA GERCINA YOSHIZUMI FLAVIO MONTEIRO COSAC IRENE DE LACERDA RAMOS

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IRRAEL BABONI CORDEIRO DE MELO JUNIOR ISABELLI TITTZ IZABEL DUARTE DA COSTA MIRANDA ANDREA BASSO GALUPPI MAIRA VIEIRA MARILIA RAZERA GALLO PERES PATRICIA MARIA GUERRETTA PRISCILA MARIA GARDELLI TRINDADE ROSA GINA SANTORO DE GODOY SAMUEL DE SOUSA COELHO SANDRA FELIPE DA SILVA SILVANA CRUZ TAMARA SZEREMESKE DE MIRANDA VANESSA PAULA TEIXEIRA CANDIDO

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Revista PANORAMA  

Ano I - Número I - 2013