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Informativo

Informativo da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia em Identificação Digital - ano 2 - número 12 -janeiro/2011

ABRID participa do lançamento oficial do Registro de Identidade Civil O presidente da ABRID, Célio Ribeiro, participou do lançamento oficial do Registro de Identidade Civil (RIC). A cerimônia ocorreu no dia 30 de dezembro no Ministério da Justiça e contou com a participação de várias autoridades, entre elas, o então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, o diretor-geral do Departamento de Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, e o diretor-presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), Renato Martini. Representantes de empresas associadas à ABRID também estiveram presentes. A Associação foi citada

no discurso do ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, como uma das entidades que contribuíram para a implementação do RIC. “A dedicação de todos também será necessária para a difusão do novo documento pelo país”, lembrou. Desde a sua fundação, a ABRID tem apoiado o governo na implantação desse projeto que vai garantir mais segurança ao sistema de identificação brasileiro. O RIC é um cartão em policarbonato com chip dotado de itens de segurança modernos. O novo documento substituirá os atuais RGs, mais propensos a falsificações. Em 2011, serão produzidos 2 milhões de cartões. O prazo estimado para a substituição dos documentos atuais no Brasil inteiro é de

ISAAC AMORIM/ACS/MJ

Presidente da ABRID, Célio Ribeiro, cumprimenta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Presidente Lula e a primeira-dama Marisa Letícia recebem os primeiros RICs

Presidente da ABRID, Célio Ribeiro, e diretores de Institutos de Identificação

9 anos. Mas o governo já estuda a possibilidade desse prazo ser reduzido. Os primeiros cartões, confeccionados pela Casa da Moeda, serão emitidos na Bahia, Distrito Federal e Rio de Janeiro. Também receberão os primeiros cartões, os cidadãos recadastrados na última eleição pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nos municípios de Ilha de Itamaracá (PE), Rio Sono (TO), Hidrolândia (GO) e Nísia Floresta (RN).

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Nacional

Indra lidera projeto de P&D para criar tratamentos oncológicos personalizados

Serasa Experian lança Decisor, sua primeira plataforma de decisão de crédito para PMEs O mercado de pequenas e médias empresas passa a contar com a mesma tecnologia para análise e decisão de crédito que as grandes empresas já dispunham, adequada à sua realidade de negócios. A Serasa Experian está lançando o Decisor, uma plataforma de decisão de crédito que automatiza e padroniza o processo de concessão de crédito e análise de novos clientes. Disponível no mercado desde 1º de dezembro, o Decisor poderá simplificar o processo de decisão de crédito e promover ganhos operacionais a clientes deste canal já no Natal deste ano. O Decisor oferece políticas de crédito pré-configuradas que simplificam e agregam inteligência à decisão de crédito no ato da venda. “Desenvolvemos o Decisor para descomplicar a decisão de crédito para a pequena e média empresa, ao mesmo tempo em que também facilitamos para o consumidor, que não perde tempo tendo que apresentar vários documentos e comprovações e ficar aguardando análises manuais”, detalha o presidente de negócios de Decision Analytics da Serasa Experian, Marcelo Kekligian. O Decisor Serasa Experian confere muito mais agilidade à análise de crédito. Com telas amigáveis e de fácil interpretação e por meio da política de crédito selecionada, é possível obter uma decisão de crédito, confirmar os dados cadastrais de proponentes ao crédito e conhecer a probabilidade de inadimplência da operação consultada. Uma consulta online substitui um processo manual demorado, burocrático e com maior probabilidade de erros. Desenvolvida para empresas que empregam a partir de 10 funcionários, a solução da Serasa Experian proporciona, no ato da venda, uma decisão de crédito objetiva. Outra vantagem, é que a plataforma é totalmente baseada na internet e não gera custos de implantação e impactos de desenvolvimento de sistemas. “Conseguimos chegar a uma solução que reúne toda a expertise de crédito da Serasa Experian no apoio a processos de decisão, com custo acessível e vantajoso,  aderente ao risco de crédito gerenciado por pequenas empresas”, conclui o executivo da Serasa Experian.

CAROL CARQUEJEIRO

Presidente de negócios de Decision Analytics da Serasa Experian, Marcelo Kekligian

A Indra, a multinacional de TI número 1 da Espanha e uma das principais da Europa, lidera o projeto de P&D TradionP, cujo objetivo é o desenvolvimento de um sistema que facilite o diagnóstico e a criação de tratamentos personalizados na luta contra o câncer, a partir da utilização das tecnologias da informação, inteligência artificial e biologia computacional . A iniciativa será realizada em parceria com Althia, empresa dedicada ao diagnóstico personalizado e pesquisa transacional do câncer, e Lorgen, laboratório de análises genéticas especializado em medicina genômica e identificação genética humana. O projeto, com um orçamento global de 7,5 milhões de euros e uma duração de três anos, foi aprovado pelo Centro para o Desenvolvimento Tecnológico e Industrial (CDTI) e conta com subvenção do Fundo de Tecnologia da União Européia (Fundo FEDER). O objetivo final é a criação de um novo padrão de gestão integral do paciente oncológico para guiar a terapia multimodal (cirurgia, radioterapia e quimioterapia) de forma personalizada e eficaz. Se pretende assim melhorar, através de novas tecnologias, o desenvolvimento de novos métodos de diagnóstico preditivo mais precisos e objetivos, direcionados para se determinar quais terapias são mais eficazes para cada paciente e, consequentemente, também o desenvolvimento de novas modalidades de tratamento. Para isso, o consórcio abordará a criação de um banco de dados com acesso restrito aos profissionais do sistema de saúde, por meio de senhas, que abrigará informações sobre cada paciente oncológico (dados clínicos, hispatológicos, perfis moleculares ou de imagens médicas) e que se integrará com aplicações que permitem apresentar, transmitir e recuperar informações (fenótipos individualizados e modelagem de tumores) a partir dos dados coletados. O sistema inteligente também inclui o desenvolvimento de algoritmos de inteligência artificial para criar tratamentos individualizados mediante a integração de dados de natureza diferente. A principal contribuição deste projeto é a sua capacidade para agregar diferentes tipos de informação sobre pacientes individuais e reconhecer padrões comuns para oferecer uma previsão de resposta mais precisa e eficaz. Assim, o sistema inteligente pretende não só se tornar uma ferramenta de apoio para os oncologistas na identificação de um determinado tumor, com um elevado grau de certeza, mas também para conhecer as características biológicas de agressividade e possível resistência a certos medicamentos e terapias. Além de buscar um aumento da eficácia das terapias, visa também melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Por exemplo, se estudarão ações para tentar evitar a aplicação de tratamentos agressivos que não são eficazes sobre um determinado paciente e escolher o mais adequado para o seu tipo de câncer, tendo em conta os seus dados e seu histórico médico.


A Giesecke & Devrient (G&D), que possui atuação no Brasil por intermédio de sua subsidiária, GD Burti, anuncia a expansão de seu portfólio de produtos a partir de dois novos modelos de cartões projetados para oferecer maior segurança nas transações em internet banking e pagamentos on-line. Oferecido no formato de um cartão de crédito compacto, os novos produtos tem a capacidade de gerar dinamicamente senhas de uso único (one-time password) que, ao toque de um pequeno botão, são mostradas ao usuário a partir de um display incorporado ao próprio cartão. Ao adotarem este novo cartão da G&D, as instituições financeiras podem oferecer aos seus clientes a segurança adicional desejada a partir do conceito one-time passwords (OTPs), em que os usuários devem digitar um novo número de segurança informado no display card, além do seu login e senha habituais. O acesso, então, não é concedido até que a OTP seja verificada com êxito. A autenticação adicional fornecida por uma senha de uso único garante que o usuário que está realizando a transação é, de fato, o dono do cartão e está de posse dele durante o processo.

“As questões de segurança vêm cada vez mais à tona quando o assunto é internet banking. Nossos novos cartões foram projetados para os consumidores que estão em busca do aumento da segurança em suas transações a partir do formato fácil de usar, mas com total segurança e confiabilidade”, comenta Axel Deininger, chefe da divisão de pagamento da G&D. Segundo ele, os bancos e instituições de crédito se beneficiam com o novo cartão por seu elevado grau de flexibilidade para a autenticação adicional OTP de seus clientes. “O novo produto é muito fácil de ser integrado aos seus portfólios de produtos e serviços, cumpre todas as exigências do mercado e oferece uma solução abrangente de segurança que pode ser introduzida de forma rápida e econômica aos novos mercados,” destaca o executivo. Funções adicionais - Além do modelo de cartão GDC4004, que possui apenas a função de autenticação OTP, a G&D oferece também o GDC5120, modelo com display que incorpora recursos e funções adicionais avançadas, substituindo completamente as soluções tradicionais existentes de pagamento eletrônico. Assim, os usuários se beneficiam da facilidade de usar apenas um cartão para fazer seus pagamentos com débito e cré-

dito em lojas físicas, restaurantes, postos de gasolina, entre outros, além de garantir maior segurança nas transações nos ambientes on-line de suas instituições bancárias e financeiras. O NOVO CARTÃO Os novos cartões correspondem ao formato ID1 utilizado por praticamente todos os emissores de cartões de pagamento padrão. Embora o corpo do cartão seja de apenas 0,8 milímetros de espessura, ele é capaz de incorporar confortavelmente todos os componentes adicionais projetados para o novo cartão. As senhas dinâmicas são geradas ao apertar a área sensível ao toque existente na superfície do cartão, onde são mostradas em número de seis dígitos, aleatoriamente. Os cartões são projetados para ter uma vida útil de pelo menos três anos.

Novo cartão da G&D

Casa da Moeda: imprimindo cidadania Desde o dia 5 de janeiro, a Casa da Moeda do Brasil está apta a fornecer os formulários de segurança para emissão de certidões de nascimento, casamento, óbito e respectivas segundas vias para todos os cartórios do País. A partir de então, as novas certidões passam a adotar um padrão único, ficando a cargo dos cartórios apenas a inserção dos dados pertinentes. Neste novo modelo, haverá uma matrícula para cada cidadão em que se informará o número da Declaração de Nascido Vivo (DNV), além do livro e da folha de registro. Um dos grandes desafios desse projeto é a informatização dos cartórios, já que as solicitações de impressos serão

feitas por funcionários habilitados a acessarem um sistema de dados desenvolvido pela CMB utilizando, para tanto, a certificação digital. Estima-se que 15% dos 8.000 cartórios existentes no Brasil não tenham ainda sequer um computador. As novas certidões contém itens de segurança como imagem latente, marca d’água e microletras, no intuito de inibir eventuais falsificações. A distribuição se inicia pelo Nordeste, devido às recentes catástrofes que deixaram grande parte da população da região sem documentos. Os cartórios já estão recebendo

orientações da Casa da Moeda via email, para aqueles informatizados, e mala direta, para os que ainda não possuem computadores, explicando o Projeto Certidão Unificada e informando instruções de acesso ao sistema de solicitação de pedidos, conforme cronograma estabelecido pelo Ministério da Justiça – MJ. Vale lembrar que as certidões já impressas continuam valendo, não sendo necessária a sua substituição. A Casa da Moeda espera que no prazo de até 6 meses todos os cartórios e serventias do Brasil já estejam emitindo as novas certidões.

Internacional

G&D traz para o Brasil o cartão inteligente


Lasercard emite documento de identidade nacional de Angola Em meados dos anos 2000, Angola passou a buscar uma substituição para seu documento de identidade nacional baseado em papel, o qual ocasionava uma série de problemas. O governo era incapaz de efetuar a contagem de sua população, rastrear criminosos conhecidos e identificar refugiados em suas fronteiras de maneira imediata. Além disso, o amplo uso de documentos falsos e o roubo de identidade expunham a nação a problemas cada vez maiores de segurança, em uma época em que seu novo governo democrático estava sendo estabelecido e a insegurança global aumentava. O plano do governo era fornecer um documento legal de identidade por pessoa como uma das bases da cidadania e da democracia. Seus requisitos indicavam que o novo programa devesse possuir uma qualidade excepcional, tendo o Green Card dos Estados Unidos como exemplo de um dos mais robustos, eficazes e maiores programas do mundo. ATENDENDO A COMUNIDADES REMOTAS Devido à tecnologia bastante limitada e às infraestruturas de transporte fora dos principais centros urbanos, o sistema anterior de emissão centralizada de documentos de identidade de Angola nunca foi capaz de atingir sua população majoritariamente rural, encontrando-se em boa parte em localidades remotas. O governo necessitava, portanto, de uma solução que permitisse a captura de dados e a emissão de forma distribuída, bem como de uma credencial que permitisse o armazenamento e o transporte seguros de informações digitais pessoais, biométricas e demográficas contidas no próprio cartão. O novo programa de cartões de identidade enfrenta esses desafios ao proporcionar unidades móveis de captura de dados e emissão de cartões, complementando as cerca de 160 instalações urbanas. Os dados são enviados de volta aos centros

em uma transmissão segura via satélite ou enviados em lotes assim que as unidades móveis retornam a um centro de dados na cidade. As unidades móveis também são responsáveis pela emissão dos documentos finais de identidade em áreas afastadas. Para obter um novo documento de identidade, cada titular deve fornecer uma impressão digital e/ou identificação pela íris, a qual é comparada com os dados biométricos contidos no cartão. Apesar de o programa estar atualmente em uma etapa relativamente precoce no processo de emissão, já foram identificadas diversas tentativas frustradas de fraude. EMISSÃO DO CARTÃO Os procedimentos de personalização de Angola foram projetados para seguirem uma série estruturada e cuidadosamente controlada de etapas e processos para garantir um documento por pessoa, apesar das dificuldades em se atuar a partir de diversos centros e, em muitos casos, com unidades móveis em localidades remotas. Os operadores foram treinados em técnicas de captura de dados, personalização e emissão para garantir a segurança a cada etapa, seja em unidades móveis ou centros urbanos. Os procedimentos incluem verificações biométricas de impressões de dados para conferir as ações do operador e registrar a identidade dos operadores a cada etapa do processo, sistemas de segurança de dados e processos para proteger as informações particulares dos cidadãos, e trilha de auditoria de cada cartão no sistema. O novo sistema de identidade foi projetado para atender a diversos critérios: proteger dados pessoais, armazenar quantidades significativas de informações diretamente no cartão, incluindo duas impressões digitais e imagens da íris, certidão de nascimento e dados demográficos, e permitir que os dados biométricos dos indivíduos sejam facilmente conferidos por autoridades. Mais ainda, a ausência

Expediente Presidente: Célio Ribeiro - Jornalista responsável: Valquiria Lima (8880/DF) Tiragem: 2.000 exemplares - Periodicidade: mensal - Contato: (61) 3234-6282 Projeto gráfico e diagramação: Infólio Comunicação - www.infoliocom.com - (61) 3326 3414.

Documento de Identidade Nacional de Angola

frequente de infraestruturas de comunicação exige que o cartão possa ser lido instantaneamente sem acesso a uma rede. O cumprimento dessas metas exigia a implementação do documento mais resistente possível a falsificações, com armazenamento portátil de alta capacidade e seguro de dados e atributos de segurança visual sólidos. Em 2008, a Angola selecionou os documentos baseados na mídia óptica de segurança da LaserCard Corporation para seu programa. A seleção foi baseada na reputação de incorruptibilidade digital da mídia óptica de segurança, bem como sua alta capacidade de armazenamento, construção durável, autenticação do documento e autenticação visual off-line confiável e verificação da identidade. O documento de identidade nacional de Angola foi projetado para permitir uma adição simples de aplicações e funções, incluindo a comprovação do direito de voto e, futuramente, o acesso a serviços governamentais. Esses recursos foram incorporados aos sistemas e ao desenho do cartão desde o início, de modo que eventuais implementações futuras necessitem apenas de novo software.

info 12 - 2011 JAN  

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