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Julho 2017 - Edição nº 214 - Ano XVII - Av. Coronel Marcos Konder, 1207 – 6º andar - sl 68 - Centro Empresarial Embraed - Centro - Itajaí/SC - 88301-303

POR MAIS ACORDOS COM A

UNIÃO EUROPEIA

CNI prevêCNI que acordo parapara o o prevê que pode acordogerar podeoportunidades gerar oportunidades setor industrial desde que sejam regras regras setorbrasileiro, industrial brasileiro, desde quemantidas sejam mantidas importantes acesso ao mercado europeu importantesopara aumentar o acesso ao mercado europeu PORTOS CARECEM DE DESBUROCRATIZAÇÃO

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EDITORIAL

INFORMATIVO DOS PORTOS /

EXPEDIENTE

ESTAMOS SAINDO DA CRISE?

PUBLICAÇÃO Perfil Editora DIRETORA Elisabete Coutinho elisabete@informativodosportos.com.br DIRETORA ADMINISTRATIVA Luciana Coutinho luciana@informativodosportos.com.br

O Brasil está começando a sair da grave recessão que sofreu nos últimos anos. A inflação está abaixo da meta, o desemprego (oficial) começa a ceder e os investimentos dão sinais de elevação, ainda que sua recuperação continue lenta. Um dos sinais desta recuperação é o resultado da balança comercial brasileira que acumulou alta de 53,1% no primeiro semestre de 2017 em comparação ao mesmo período do ano passado e arrecadou US$ 36,219 bilhões, o que representa o melhor resultado de toda a série histórica, iniciada em 1989.

JORNALISTA RESPONSÁVEL Luciana Zonta (SC 01317 JP) luzonta@informativodosportos.com.br REPORTAGEM Adão Pinheiro, Alessandro Padin, Érica Amores e Luciana Zonta

O desempenho recorde se repete na avaliação isolada do mês de junho, cujo superávit (US$ 7,195 bilhões) também foi o melhor da série histórica. O resultado do semestre provocará uma revisão na previsão de saldo anual de 2017, que era de pouco mais de US$ 55 bilhões. Apesar dos números e dos sinais de recuperação da economia, é cada vez mais nítido que o país não pode esperar tanto tempo para resolver suas crises. Precisa aumentar a produção, a renda e os empregos para elevar a renda por habitante e, nas próximas décadas, deixar a pobreza e o baixo padrão de bem-estar social médio para trás.

FOTOS Ronaldo Silva Jr./Divulgação Flávio Roberto Berger/Fotoimagem REVISÃO Izabel Mendes

Paralelamente, a indústria brasileira, como mostra reportagem de capa desta edição da Revista Informativo dos Portos, quer agilizar o acordo comercial com a União Europeia. A ação do empresariado brasileiro visa garantir, no fim deste ano, o acordo que conterá questões prioritárias já estabelecidas entre os dois blocos. De acordo com o diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Abijaodi, o acordo pode gerar oportunidades para o setor industrial, desde que sejam mantidas regras importantes e transparentes para aumentar o acesso ao mercado para exportações brasileiras na Europa.

COMERCIAL Thaísa Michelle Santos comercial@informativodosportos.com.br PROJETO GRÁFICO Elaine Mafra DIAGRAMAÇÃO E CAPA Elaine Mafra (serviço terceirizado) elaine@informativodosportos.com.br PERFIL EDITORA Fone: (47) 3348.9998 | (47) 3344.5017 www.informativodosportos.com.br informativodosportos@informativodosportos.com.br

Enquanto não se aposta em questões que são prioritárias para a economia, o trem da produção e do investimento nacional continua girando no ritmo de uma Maria Fumaça, bem aquém dos trens de alta velocidade de países emergentes, para não falar no dos países do primeiro mundo. Boa leitura!

*Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da revista.

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INFORMATIVO DOS PORTOS

ÍNDICE ESPECIAL Em busca de mais comércio com a União Europeia

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ANÁLISE DE MERCADO

Portos carecem de desburocratização

TECNOLOGIA SC passa a ser polo de capacitação da Marinha para a região Sul 10

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DIÁRIO DE BORDO................................................................08 Confira as novidades dos principais setores que movimentam o mercado MOVIMENTO DE GRÃOS..........................................................16 Paranaguá deve ter escoamento agrícola 76% maior BALANÇA COMERCIAL.............................................................18 Primeiro semestre de 2017 registra alta histórica de 53,1% PORTO ITAPOÁ.....................................................................22 Terminal bate recordes e registra aumento no longo curso e na cabotagem NOVA GERAÇÃO....................................................................26 Aliança batiza seu primeiro rebocador portuário MERCADO INTERNACIONAL......................................................28 Cresce a importação de produtos têxteis no Brasil FEIRAS & NEGÓCOS................................................................30 Informativo dos Portos participa de dois eventos internacionais ARTIGO..............................................................................32 O desafio de crescer, por Djalma Vilela EFICIÊNCIA LOGÍSTICA............................................................34 Hamburg Süd é eleita transportadora marítima top 2017 TECNOLOGIA E INFORMAÇÃO....................................................36 Porto de Vitória implanta sistema tecnológico para ajudar navegação COLUNA DE TECNOLOGIA........................................................38 Tudo sobre o mercado tecnológico

MOVIMENTAÇÃO DE MERCADO Serviço Asia volta para Itajaí

ASIA SHIPPING.....................................................................38 Lança sistema de rastreamento da carga em todos os modais SUPLEMENTO ITAJAÍ..............................................................42 Tudo sobre os terminais e a logística do Complexo Portuário COMPLEXO PORTUÁRIO..........................................................42 Portonave está entre os 20 maiores portos da América Latina INFRAESTRUTURA PORTUÁRIA.................................................44 Porto de Itajaí retoma obras de realinhamento dos berços 3 e 4 EXPORTAÇÃO & IMPORTAÇÃO...................................................46 Movimentação cresce 3% no primeiro semestre em Itajaí SISTEMA DE EXPORTAÇÃO.......................................................48 Portal na internet simplifica exportação ARTIGO..............................................................................50 Janela Única e Facilitação no Comex Brasileiro, por Wagner Coelho AGENDA DE EVENTOS............................................................52 Informações sobre as principais feiras, congressos e palestras

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DIÁRIO DE BORDO

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EMBARQUE DE CAMINHÕES O caminhão Atego 1725 4x4 Mercedes-Benz, desenvolvido para atender aplicações fora de estrada, cruza o oceano para conquistar mais clientes nas exportações. Desta vez, o produto brasileiro embarca para países da região da África e Oriente Médio. Na negociação foram comercializadas 26 unidades desse modelo para Serra Leoa (África Ocidental) e outras 14 para Abu Dhabi (capital dos Emirados Árabes Unidos). No continente africano, irão atuar na locomoção de mineiros e também no transporte de água dentro das mineradoras, equipados com implementos e tanques. No caso da capital árabe, os modelos serão utilizados pelo Ministério da Defesa para o transporte de tropas.

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EMBAIXADOR DA CHINA NO PORTO DO AÇU

EXPORTAÇÕES DE CALÇADOS CRESCEM EM 2017

Acompanhado de uma comitiva de 20 pessoas, o embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang, foi recebido no Porto do Açu durante visita ao empreendimento. A comitiva foi recebida pelo presidente da Prumo Logística, José Magela, e pelos diretores Fernando Henrique Schuffner e Marcelo Veloso. No encontro, Magela reforçou os benefícios que ambos os países podem ter com a maior sinergia entre o Porto e a China. Operacional desde outubro de 2014, o Porto do Açu já recebeu cerca de R$ 12 bilhões em investimentos realizados pela Prumo e pelas empresas que operam no local.

As exportações brasileiras de calçados cresceram no primeiro semestre do ano. Conforme dados informados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), entre janeiro e junho foram embarcados 59,36 milhões de pares que geraram US$ 528,8 milhões, números maiores tanto em pares (2,5%) quanto em receita (17%) no comparativo com igual período de 2016. Somente em junho foram embarcados 10,2 milhões de pares que geraram US$ 87,4 milhões, altas de 9,8% e 4%, respectivamente. Os números quebraram o prognóstico da entidade, que no início do ano, previa melhor desempenho no mercado interno do que para as exportações, por causa da instabilidade do câmbio.

EXPORTAÇÕES DE CARROS EM ALTA As novas expectativas da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apontam um crescimento de 35,6% nas exportações, o que significa chegar ao fim deste ano com 705 mil unidades enviadas para outros países – a projeção anterior era de crescimento de 7,2%. Esta mudança,junto com a diminuição da participação de importados, levou a uma previsão maior também na produção: saltou de 11,9% para 21,5%, alcançando 2,62 milhões de unidades ao término do ano. Para as vendas ao mercado interno, a previsão manteve-se inalterada. Para Antônio Megale, presidente da Anfavea, a revisão foi necessária em decorrência do resultado positivo das exportações. 13


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DIÁRIO DE BORDO A Avianca Brasil, membro brasileiro da aliança global Star Alliance, foi eleita a Melhor Companhia Aérea Nacional no 17º prêmio “O Melhor de Viagem e Turismo”, considerado o “Oscar” do turismo. Esta é a quarta vez consecutiva que a empresa leva o troféu na categoria. Organizada pela Editora Abril, a premiação escolhe os vencedores, seguindo um criterioso regulamento. Este ano, a votação nas 25 categorias teve a participação de 33 especialistas convidados, além da equipe da redação da revista Viagem e Turismo e dos leitores, que indicaram os seus destinos, empresas, produtos e serviços preferidos.

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AVIANCA ELEITA A MELHOR COMPANHIA

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LOGÍSTICA NO E-COMMERCE A JadLog, uma das maiores empresas de transportes de cargas expressas fracionadas e uma das principais operadoras logísticas para o setor de e-commerce no país, elevou as movimentações de entregas e coletas desde o fim de 2016, quando foram veiculadas as primeiras informações sobre a descontinuidade do serviço e-Sedex dos Correios. De lá até junho, a empresa registrou aumento de demanda da ordem de 75% de players do e-commerce. O faturamento da empresa neste segmento cresceu nada menos que 92% de janeiro a maio de 2017, em relação ao mesmo período do ano passado.

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INFORMATIVO DOS PORTOS / ESPECIAL

COMÉRCIO EXTERIOR

EM BUSCA DE MAIS COMÉRCIO COM A UNIÃO EUROPEIA CNI prevê que acordo pode gerar oportunidades para o setor industrial brasileiro, desde que sejam mantidas regras importantes para aumentar o acesso ao mercado europeu

A indústria brasileira quer agilizar o acordo comercial com a União Europeia. A ação do empresariado brasileiro visa garantir, no fim deste ano, o acordo que conterá questões prioritárias já estabelecidas entre os dois blocos. De acordo com o diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Abijaodi, o acordo pode gerar oportunidades para o setor industrial, desde que sejam mantidas regras importantes e transparentes para aumentar o acesso ao mercado para exportações brasileiras na Europa. A União Europeia é o segundo principal destino das exportações brasileiras, com participação em 23% dos produtos exportados, e é a principal origem dos produtos importados pelo Brasil, com 23% de participação nas importações brasileiras. A importância do bloco nos fluxos de comércio do Brasil, no entanto, vem diminuindo. A União Europeia já representou 28% das exportações e importações brasileiras no início dos anos 2000. Com o crescimento das commodities, os produtos chineses ganharam importância na pauta comercial. “A negociação com a União Europeia pode contribuir para mudar essa tendência”, destaca Abijaodi. Para que seja possível o fechamento do acordo ainda em 2017, as negociações sobre redução tarifária e quotas para os produtos precisam ser iniciadas o quanto antes, segundo a CNI. Para a 16

negociação, a entidade preparou documento de posição da indústria que foi entregue ao governo brasileiro. Nele, o setor industrial apresenta 79 propostas em 10 temas: comércio de bens; regras de origem; aduana e facilitação de comércio; medidas sanitárias

CONSULTA DA CNI COM 37 ENTIDADES EMPRESARIAIS MOSTRA QUE A UNIÃO EUROPEIA É O SEGUNDO PARCEIRO COM O QUAL OS SETORES INDUSTRIAIS QUEREM ACORDOS COMERCIAIS, ATRÁS APENAS DOS ESTADOS UNIDOS.


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e fitossanitárias; cooperação e capacitação; desenvolvimento sustentável; defesa comercial; comércio de serviços e estabelecimento; e compras governamentais. Entre os principais pleitos, está a ampliação do prazo de até 10 anos para até 15 anos para desgravação tarifária, que é a redução a zero da tarifa de importação de alguns produtos. De acordo com a CNI, a União Europeia, de forma geral, apresenta tarifas baixas e quase um quarto dos bens possuem tarifa zero. Entretanto, em 1.001 produtos que a CNI calculou que o Brasil possui oportunidades de exportação para a União Europeia, o bloco aplica tarifa para 67% deles. O setor também defende aumentar quota de redução tarifária para o agronegócio brasileiro, principalmente para carne de frango e bovina, tabaco e açúcar, e eliminar reservas de carga no transporte marítimo entre países do Mercosul e da União Europeia e com terceiros países. As negociações para um acordo entre Mercosul e União Europeia se iniciaram há quase 20 anos, mas houve uma interrupção entre 2004 e 2010. Em maio de 2016, foram trocadas ofertas em bens, serviços e compras governamentais. O acordo tem grande impacto para a economia brasileira e para a indústria, já que a União Europeia é o maior investidor externo e o principal parceiro comercial do Brasil.

certos cortes de peru, que hoje é 4,3 mil toneladas, também com tarifa 0%. O Brasil tem sido o principal fornecedor de açúcar bruto de cana para os países da União Europeia. De acordo com o ministério, em 2016, o país exportou 542 mil toneladas do produto para o bloco, o equivalente a 188 milhões de euros (cerca de R$ 710 milhões). Em julho de 2013, com a entrada da República da Croácia na União Europeia, o bloco europeu passou a contar com 28 membros. O regime de importação de açúcar da Croácia era mais favorável à importação de açúcar brasileiro que o regime da União Europeia. A fim de cumprir as regras da Organização Mundial do Comércio, UE e Brasil iniciaram negociações de compensação, que foram concluídas no ano passado. As negociações com o bloco europeu também resultaram no acréscimo de 36 mil toneladas para a cota geral (destinada a todos os países), a qual o Brasil também tem acesso. Essa cota atualmente é 336.876 toneladas.

Consulta da CNI com 37 entidades empresariais mostra que a União Europeia é o segundo parceiro com o qual os setores industriais querem acordos comerciais, atrás apenas dos Estados Unidos. Se Mercosul e União Europeia firmarem um acordo, o Brasil passará a ter acesso com benefícios tarifárias e redução de barreiras não-tarifárias a um quarto dos compradores mundiais (25%). Atualmente, os países com os quais o Brasil tem acordo representam menos de 8% das importações mundiais. O percentual ainda é baixo se comparado com economias da América Latina. O Chile, por exemplo, tem acordos que cobrem 83% do comércio mundial. Já os acordos do Peru alcançam 74% dos mercados globais e, do México, 57%. COTAS DE IMPORTAÇÃO A União Europeia aumentou as cotas de importação de açúcar e frango brasileiro. Com o aumento, os países do bloco poderão importar 78 mil toneladas a mais de açúcar bruto, que se somarão às 310.124 toneladas da cota atual, e 4.766 toneladas a mais de carne de frango, acrescentando este volume às 336.876 toneladas do limite atual. Segundo dados da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, as importações feitas por meio do volume adicional terão tarifa de 11 euros por tonelada nos próximos seis anos. No sétimo ano, a tarifa passará a 54 euros por tonelada e, a partir do oitavo ano, será de 98 euros por tonelada, a mesma cobrada nas importações da cota original. O acréscimo de 4.766 toneladas à cota específica do Brasil de certos cortes de frango terá tarifa 0%. A cota extra adiciona-se às 2.332 toneladas atualmente liberadas para aquele mercado. Também houve acréscimo de 610 toneladas à cota do Brasil de 17


INFORMATIVO DOS PORTOS /

ESPECIAL

Brasil X União Europeia A União Europeia é um dos principais blocos econômicos do mundo, caracterizada por demonstrar uma imagem de transparência e de rastreabilidade perante a comunidade internacional. Corresponde a 28 países da Europa e recentemente enfrentou o “Brexit”, ou seja, a saída do Reino Unido do bloco. Este é também é o bloco econômico que mais contribui para o crescimento do comércio exterior, destacando-se como líder nas exportações e importações em âmbito internacional. Por ser defensora do liberalismo, um de seus princípios é o livre comércio entre países membros, o que garante a integralidade das nações pertencentes ao bloco. O histórico das relações comerciais brasileiras com a União Europeia iniciou em 1960 quando o bloco respondia pelo nome de Comunidade Econômica Europeia (CEE). O Brasil é a décima nação no ranking de exportação e importação nas transações comerciais do bloco. Junto com o Mercosul, o Brasil tem negociado parcerias para garantir o livre comércio entre as nações. A União Europeia, por sua vez, tem estimulado cada vez mais a entrada de produtos brasileiros em seu território, fazendo com que diminua cada vez mais o protecionismo alfandegário.

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INFORMATIVO DOS PORTOS / MOVIMENTO

DE GRÃOS

PARANAGUÁ

DEVE TER ESCOAMENTO AGRÍCOLA 76% MAIOR São esperadas 2,97 milhões de toneladas de cargas entre julho e agosto. No mesmo período do ano passado, foram escoadas 1,69 milhão de toneladas

O escoamento da safra agrícola nos meses de julho e agosto deve ser 76% maior do que no mesmo período de 2016 no Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná. São esperadas 1,1 milhão de toneladas de soja, 650 mil toneladas de farelo de soja e 1,2 milhão de toneladas de milho. A previsão é da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) a partir de uma estimativa feita junto aos terminais que movimentam grãos para a exportação no porto. São esperadas 2,97 milhões de toneladas de cargas para o período – de julho a agosto do ano passado foram escoadas 1,69 milhão de toneladas. “A diferença de um ano para o outro se dá, principalmente, na escolha do produtor em voltar a exportar o milho, que tem se recuperado no mercado internacional”, explica José Richa Filho, secretário de Infraestrutura e Logística. A colheita da safra de verão 2016/17 no Paraná encerrou em junho com 25 milhões de toneladas colhidas, 23% a mais que a anterior. O Porto de Paranaguá é responsável praticamente pela exportação 20

PARA DAR CONTA DE ATENDER ESTAS DEMANDAS, A APPA EFETIVOU O MAIOR PACOTE DE INVESTIMENTOS PÚBLICOS DA SUA HISTÓRIA. FORAM CERCA DE R$ 624 MILHÕES PARA DAR MAIS EFICIÊNCIA E CAPACIDADE À OPERAÇÃO PORTUÁRIA.


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de todo o volume da produção local. “As obras e o repotenciamento dos sistemas possibilitarão ao porto atender o aumento da produção com uma logística de escoamento ordenada e inteligente. As cargas aumentam, mas o produtor continua exportando no melhor momento da comercialização, sem filas e sem problemas”, destaca o diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino.

Os portos do Paraná já têm em andamento mais de 40 programas ambientais que vão ao encontro do que o Ibama exige, entre eles programas de educação ambiental, de gerenciamento de resíduos sólidos, monitoramentos da qualidade da água, da fumaça emitida pelos caminhões e seus ruídos e controle da biota aquática.

Para dar conta de atender estas demandas, a Appa efetivou o maior pacote de investimentos públicos da sua história. Foram cerca de R$ 624 milhões para dar mais eficiência e capacidade à operação portuária. No escoamento de grãos, por exemplo, foram instalados novos shiploaders (equipamentos utilizados para carregar navios), tombadores, balanças, e feitas campanhas de dragagem e reformas no cais de acostagem. Os primeiros meses do ano já deram uma boa medida do bom momento. Paranaguá bateu recorde histórico de movimentação no primeiro trimestre de 2017, com 11,67 milhões de toneladas de janeiro a março. Manteve ainda um volume de operações no mesmo patamar de 2016 no segundo trimestre, quando o volume de cargas operadas foi de 13 milhões de toneladas. Ao lado da produção do Paraná, também passam pelo porto boa parte das exportações de soja, farelo e milho do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. LICENÇA PARA ANTONINA O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) emitiu a licença de operação do terminal que certifica a segurança estrutural e ambiental do Porto de Antonina. A emissão do documento faz parte de um processo de readequação e regularização ambiental pelo qual os portos do Paraná passaram ao longo dos últimos anos. “É um sinal de que estamos fazendo os processos corretamente, tendo em vista o crescimento sustentável do Porto de Antonina, que tem um papel fundamental na movimentação de cargas do Paraná e é um motor de desenvolvimento para a cidade de Antonina”, afirma Richa Filho. A licença tem validade de quatro anos e exige como contrapartida uma série de condicionantes para ser mantida. “Hoje, não é mais possível pensar em grandes projetos de infraestrutura sem atentar para o que a autoridade ambiental recomenda. Cuidar do meio ambiente e se relacionar harmoniosamente com as cidades é uma prioridade de Antonina”, afirma Dividino.

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INFORMATIVO DOS PORTOS / BALANÇA

COMERCIAL

PRIMEIRO SEMESTRE DE 2017 REGISTRA ALTA HISTÓRICA DE 53,1% No acumulado de janeiro a junho, houve crescimento nas exportações de produtos básicos, semimanufaturados e manufaturados 22

A balança comercial brasileira acumulou uma alta de 53,1% no primeiro semestre de 2017 em comparação ao mesmo período do ano passado e arrecadou US$ 36,219 bilhões, o que representa o melhor resultado de toda a série histórica, iniciada em 1989. O desempenho recorde se repete na avaliação isolada do mês de junho, cujo superávit (US$ 7,195 bilhões) também foi o melhor da série histórica. O resultado do semestre provocará uma revisão na previsão de saldo anual de 2017, que era de pouco mais de US$ 55 bilhões. “Considerando que em seis meses chegamos a quase US$ 40 bilhões, é possível prever superávit aproximado de US$ 60 bilhões para este ano”, afirma o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira. O resultado sinaliza também o reaquecimento da economia, na avaliação do ministro. “Os números mostram o crescimento da economia e, consequentemente, a geração de empregos, que é o nosso grande desafio”, completa. No semestre, houve crescimento tanto nas exportações quanto nas importações. Uma série de produtos tem apresentado bom desempenho nas exportações, tanto agrícolas, minerais, industrializados como automóveis, semimanufaturados de ferro, aço, veículos de carga. Segundo Herlon Brandão, diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação, há também uma recuperação das importações, principalmente de bens intermediários, de insumos para a agricultura e petroquímica. “Isso é um primeiro sinal da recuperação da economia”, acrescenta. As exportações apresentaram valor de US$ 107,7 bilhões. Sobre 2016, o número representa crescimento de 19,3%, pela média


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FIESC. ENTENDER PARA ATENDER A INDÚSTRIA CATARINENSE.

Os Institutos de Inovação e Tecnologia do SENAI e a Indústria 4.0 incentivam a inovação e o surgimento de novas tecnologias no estado. E essas são apenas duas das diversas iniciativas da FIESC nas áreas de inovação e tecnologia, educação, saúde e segurança no trabalho. Tudo para desenvolver o potencial e melhorar a competitividade da indústria catarinense.


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diária. Já as importações somaram US$ 71,5 bilhões, 7,3% em relação ao mesmo período do ano anterior (US$ 66,6 bilhões). Com isso, a corrente de comércio alcançou US$ 179,2 bilhões, o que equivale a 14,3% em relação ao primeiro semestre do ano passado (US$ 156,9 bilhões), pela média diária. No acumulado de janeiro a junho deste ano, houve crescimento nas exportações de produtos básicos (+27,2%), semimanufaturados (+17,5%) e manufaturados (+10,1%). Os principais países de destino foram: China (US$ 28,1 bilhões), Estados Unidos (US$ 12,9 bilhões), Argentina (US$ 8,3 bilhões), Países Baixos (US$ 4,7 bilhões) e Chile (US$ 2,5 bilhões). As importações, no período, tiveram desempenho positivo puxado especialmente pelo crescimento na compra de combustíveis e lubrificantes (+30,1%), bens intermediários (+13,0%) e bens de consumo (+5,3%). Em sentido contrário, caíram as compras de bens de capital (-27,6%). Os principais países de origem das importações foram China (US$ 12,51 bilhões), Estados Unidos (US$ 12,50 bilhões), Argentina (US$ 4,6 bilhões), Alemanha (US$ 4,4 bilhões) e Coreia do Sul (US$ 2,6 bilhões). CARNE Apesar das restrições importas à carne brasileira pelo mercado americano, em junho, o impacto no conjunto global de exportações do produto foi baixo. Os Estados Unidos representam cerca de 2% dos embarques nacionais do produto in natura. O Brasil exporta para mais de 160 países e o mercado estaduniense havia sido aberto esse ano e apresentou redução de 4,5 mil toneladas em maio para 2,4 mil toneladas em junho. Na avaliação, global, entretanto, o impacto não é significativo. Segundo Herlon Brandão, a variação nas exportações de carne, no semestre, se deu por causa de uma redução nos embarques para o Egito, quarto maior destino comprador do produto brasileiro no ano passado. “O país enfrenta restrições relacionadas a divisas externas; nenhuma relação com questões sanitárias”, explicou. EXPORTAÇÕES CATARINENSES Os embarques catarinenses para o exterior atingiram US$ 4,18 milhões em produtos nos primeiros seis meses de 2017, um cres-

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cimento de 15,7% em relação ao primeiro semestre de 2016. Entre os produtos exportados que mais contribuíram para o crescimento estão a soja (com avanço de 27,4% em relação ao primeiro semestre de 2016), vendida principalmente para a China, a carne suína (42,7% de crescimento), destinada principalmente à Rússia, e as carnes de aves (9,5%), direcionadas sobretudo ao Japão. Os principais destinos das exportações catarinenses foram os Estados Unidos, a China, a Argentina e a Rússia. Em de junho de 2017 as exportações catarinenses somaram US$ 738,7 milhões, avanço de 10,6% frente ao mesmo mês de 2016. Esse percentual de crescimento foi o melhor para o mês de junho desde 2011. As exportações brasileiras, por sua vez, cresceram 18,2% em relação a junho do ano passado, alcançando o patamar de US$ 19,8 bilhões. As importações catarinenses acumulam alta de 22,7% no primeiro semestre. Os pneumáticos de borracha foram os produtos que mais contribuíram para o crescimento das importações catarinenses no primeiro semestre e foram adquiridos principalmente da China. O Chile também foi destaque nas compras dos produtos catarinenses. Enquanto que as importações da China se constituíram principalmente de produtos laminados planos e aquecedores elétricos, as aquisições


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INFORMATIVO DOS PORTOS /

PORTO ITAPOÁ

TERMINAL BATE RECORDES E REGISTRA AUMENTO NO LONGO CURSO E NA CABOTAGEM Bom desempenho do semestre é resultado de uma operação para atender demanda de clientes com dificuldades para movimentar durante o período de chuvas

O aumento das importações no primeiro semestre deste ano representou um avanço de 34% em relação ao mesmo período de 2016 no Porto Itapoá, no litoral norte de Santa Catarina. Também houve incremento de 12% nas exportações e de 24% no segmento de cabotagem em relação ao primeiro semestre do ano passado. O terminal completa seis anos de operação com dois recordes: a maior movimentação de contêineres em um único mês (34 mil unidades), registrada em junho; e o maior volume de importações num semestre. Inaugurado em junho de 2011, o Porto Itapoá já é o sexto maior terminal brasileiro em movimentação de contêineres, de acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Para o diretor comercial do terminal, Roberto Pandolfo, o aumento dos volumes movimentados em Itapoá, ano a ano, tem grande relevância. “Do ponto de vista financeiro, esse incremento é obviamente significativo. Comercialmente, o aumento constante nas cargas de importação e exportação demonstra que o Porto Itapoá está consolidado como uma importante via logística de entrada e saída para a indústria brasileira”, ressalta. O bom desempenho no primeiro semestre foi, em grande parte, resultado de uma operação especial montada pelo terminal para atender à demanda dos clientes que enfrentavam dificuldades para movimentar suas cargas durante o período de chuvas no estado. Situado na Baía da Babitonga, com águas abrigadas, o Porto Itapoá oferece mais segurança para a navegação e as operações portuárias. Somada à intensa movimentação de contêineres no primeiro semestre de 2017, o porto está desenvolvendo a ampliação de suas instalações. Com as obras de expansão, iniciadas no segundo semestre de 2016, sua capacidade de movimentação de cargas passará dos atuais 500 mil TEUs para 2 milhões de TEUs anuais. Com investimentos que somam R$ 500 milhões, o projeto tem prazo de conclusão de até cinco anos. O cais, que hoje tem 630 metros de comprimento, passará a ter 1,2 mil metros. 26


INFORMATIVO DOS PORTOS / ANÁLISE

DE MERCADO

PORTOS

CARECEM DE DESBUROCRATIZAÇÃO País sofre com excesso de normas que regulam o comércio exterior, a ingerência de órgãos e o despreparo do Estado

Responsável por uma movimentação de 998,06 milhões de toneladas de cargas no ano passado, o sistema portuário brasileiro tem vital importância para as exportações, importações e o crescimento econômico do Brasil, mas sofre com o excesso de burocracia. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o Sudeste, região com maior participação no comércio exterior, movimentou 496 milhões de toneladas em 2016, com destaque para o Porto de Santos (SP), com 113,4 milhões de toneladas. Para 2017, a expectativa é que o representante paulista alcance o recorde de 120,6 milhões de toneladas movimentadas, de acordo com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). Apesar dessa representatividade dos portos para o desenvolvimento da economia nacional, os esforços públicos ainda são insuficientes para contribuir para sua melhoria. Processos burocráticos impedem um desempenho superior do país nas relações internacionais. Exemplos dos obstáculos são: o volumoso número de normas que regulam a atividade do comércio exterior brasileiro; a ingerência de diversos órgãos; o excesso de prazos e processos para efetivar os 28

NA VISÃO DA FECOMÉRCIO SP, MELHORIAS NO SISTEMA LOGÍSTICO DEVEM SE ESTENDER ÀS RODOVIAS, HIDROVIAS E FERROVIAS, MEIOS QUE CONTRIBUEM PARA O TRANSPORTE DAS MERCADORIAS AO LONGO DO TERRITÓRIO NACIONAL.


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desembaraços aduaneiros, além do despreparo de representantes do Estado para lidar com o segmento. “Algumas iniciativas, como a criação da Secretaria Especial dos Portos – hoje Secretaria Nacional de Portos, vinculada ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil –, as ações sistemáticas de dragagem, os projetos Porto 24h e Porto Sem Papel, bem como o Portal Único do Comércio Exterior, foram efetivadas, mas ainda há muita coisa a ser feita”, destaca a assessoria técnica da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio SP). Na visão da entidade, a infraestrutura portuária carece de modernização, capacitação dos profissionais que atuam nesse mercado e implantação de sistemas tecnológicos em sintonia com a realidade internacional, sendo esta última talvez a que mais tenha caminhado. Além disso, as melhorias devem se estender às rodovias, hidrovias e ferrovias, meios que contribuem para o transporte das mercadorias ao longo do território nacional. “Os portos são verdadeiros termômetros da economia e onde se perpetua a riqueza de uma nação, na exportação ou importação de bens”, avalia a representante da Federação.

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FÔLEGO As melhorias no sistema portuário do Brasil teriam impacto positivo nas exportações, que têm sido o fôlego da atividade econômica nacional. Nos primeiros cinco meses do ano, as exportações já apresentaram crescimento de 7,5% em relação ao mesmo período de 2016, somando US$ 87,9 bilhões, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Além disso, o saldo comercial do país supera os US$ 29 bilhões, reforçando a expectativa que, no ano, o montante seja superior a US$ 55 bilhões. Com esse esforço público para reduzir a burocracia e melhorar o ambiente de negócios para o comércio exterior, o Brasil poderia dar um novo passo no sentido de retirar o controle centralizado dos portos que hoje prevalece nas mãos do governo federal, passando para a iniciativa privada e até mesmo para os estados. “O término da burocracia não está somente ligado ao controle dos portos, mas também a uma transformação generalizada, desde a revisão da legislação que regula a matéria até a substituição de pessoas e processos e, principalmente, a possibilidade de se criar um único órgão forte para fiscalizar e solucionar todas as questões inerentes ao comércio exterior”, complementa a Fecomercio SP.

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INFORMATIVO DOS PORTOS /

NOVA GERAÇÃO

ALIANÇA BATIZA SEU PRIMEIRO REBOCADOR PORTUÁRIO Até o final do ano, estaleiro entregará dois outros rebocadores da mesma série: Aliança Aracati e Aliança Pampeiro. As três embarcações custarão R$ 90 milhões

A Aliança Navegação e Logística batizou, no estaleiro Detroit Brasil, em Itajaí (SC), seu primeiro rebocador portuário: o Aliança Minuano. Considerada de última geração e adequada para navios cada vez maiores, a embarcação com 32 metros de comprimento tem uma capacidade de tração estática de 70 toneladas bollard pull. Até o final deste ano, o Detroit entregará dois outros rebocadores da mesma série: Aliança Aracati, em setembro, e o Aliança Pampeiro, em dezembro. Os três rebocadores que estarão disponíveis até o final do ano custarão R$ 90 milhões. Mais quatro embarcações de uma série ainda mais moderna estarão disponíveis ao longo de 2019 para a Aliança. Segundo José Roberto Salgado Sobrinho, diretor da Aliança Navegação e Logística, o mercado demanda rebocadores de maior porte e há oportunidades interessantes para expandir no Brasil. “Como é uma área em que não atuamos diretamente, estamos trabalhando em acordos operacionais com empresas já estabelecidas no mercado, na comercialização dos serviços destas embarcações”, explica o executivo. O Aliança Minuano foi batizado pela funcionária Dalva Negretti, coordenadora na Aliança Navegação e Logística. Ela atua na empresa há 35 anos e foi indicada pela diretoria como uma homenagem à dedicação da funcionária, que se aposentará em outubro. Os demais rebocadores também serão batizados por funcionárias com mais tempo de casa e com histórias que servem de inspiração para toda a empresa. Atualmente, a empresa conta com 11 navios em operação no serviço, com atendimento em 15 portos de Buenos Aires até Manaus, e um total de 104 escalas mensais. A Aliança é market leader na cabotagem e possui uma carteira de clientes que vai do arroz ao zinco, em praticamente todos os setores do mercado, com destaque cada vez maior para os segmentos de bens de consumo duráveis. No ano passado, obteve um faturamento de R$ 3,3 bilhões e movimentou 673 mil contêineres. 30


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INFORMATIVO DOS PORTOS / MERCADO

INTERNACIONAL

CRESCE A IMPORTAÇÃO DE PRODUTOS TÊXTEIS NO BRASIL Expectativa da Abit é que as importações cresçam até 10% em 2017, saltando para 1,21 milhão de toneladas. As exportações tendem a crescer em ritmo menor (5%). A importação total de produtos têxteis no Brasil cresceu 32,82,% de janeiro a abril deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit). Tal crescimento tem ainda maior representatividade em empresas de logística como a Allog International Transport, cujas importações de produtos têxteis cresceram nada menos que 152% nos quatro primeiros meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2016, apenas no modal aéreo. A Abit trabalha com números totais da importação, sem diferenciar o tipo de modais. De acordo com Silvano dos Santos, coordenador do Produto Aéreo da Allog, o aumento das importações aéreas é resultado das estratégias comerciais da empresa, alinhadas com as necessidades dos clientes, acordos comerciais entre países - elevando a competitividade das empresas - e um possível aumento no valor da matéria-prima no mercado nacional, encarecendo o produto final. “Conseguimos alinhar o aquecimento das importações têxteis

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para o Brasil à competitividade dos serviços aéreos ofertados para nossos clientes, obtendo assim resultados superiores ao mercado neste início do ano.” A expectativa da Abit é que as importações cresçam até 10% em 2017, saltando para 1,21 milhão de toneladas, ao mesmo tempo em que as exportações tendem a crescer em ritmo menor (5%), com 209 mil toneladas. A entidade destaca que a falta de produção suficiente de fibra e filamentos químicos fez a importação desses produtos aumentarem significativamente nos últimos anos, substituindo o algodão que era a maior parte dos produtos do Brasil. Ainda segundo a entidade, não há muito o que a indústria possa fazer quando o país não é competitivo. Mesmo que elabore produtos diferenciados, com alto valor agregado, existe um peso que segura as empresas sem poder ganhar mais mercados, chamado “Custo Brasil”.


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FEIRAS & NEGÓCIOS

INFORMATIVO DOS PORTOS PARTICIPA DE DOIS EVENTOS INTERNACIONAIS Equipe participou de dois importantes eventos: a Port Finance International Rio 2017 e a WCA Americas Regional Conference, em Miami, nos Estados Unidos

O ano de 2017 tem sido produtivo e de muito trabalho quando o assunto é networking e novos horizontes internacionais. Depois de ser a única mídia brasileira na Transport Logistic 2017, na Alemanha, nossa equipe participou de outros dois importantes eventos: a Port Finance International Rio 2017, no Rio de Janeiro, e da WCA Americas Regional Conference, em Miami, nos Estados Unidos. O primeiro debateu o estado do desenvolvimento portuário e dos terminais do país e o impacto deles na economia nacional, com a participação de peritos em finanças portuárias, marítimas, de transporte, de infraestrutura e industriais para avaliar os desafios e oportunidades das promissoras perspectivas de mercado marítimo e portuário do Brasil. O evento debateu temas como o foco dos investimentos e os efeitos

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na economia brasileira, os fatores que influenciarão esses desenvolvimentos e a perspectiva para o comércio do país, assim como o papel que os portos e terminais têm neste cenário. O segundo reuniu em torno de 600 participantes de 78 países, na Flórida (EUA), incluindo executivos de frete e logística e líderes de companhias aéreas, portos, aeroportos e linhas de navegação. O WCA Americas Regional Conference buscou fornecer ferramentas para que milhares de empresas de logística desenvolvessem seus negócios e expandissem o alcance em todo o mundo. Recentemente, a WCA criou uma rede chamada WCA eCommerce, dedicada a fornecer ferramentas e dados para as empresas associadas. Desde o seu lançamento, em setembro do ano passado, a rede já atraiu uma associação de mais de 250 empresas de todo o mundo.


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ARTIGO

O DESAFIO DE CRESCER NA CRISE por Djalma Vilela Os dois últimos anos colocaram a economia do Brasil num cenário nebuloso e diante de um árduo desafio. O cenário tem roteiro e personagens conhecidos: impeachment presidencial, escândalos políticos, descrédito dos investidores e um governo provisório buscando soluções imediatas e impopulares. Um dos resultados: empresas demitindo e fechando impulsionam a crise e a economia se desacelera ainda mais. A taxa de desemprego bate nos 11,8% (Pnad/IBGE) e muitos empresários e investidores recuam nas estratégias de aplicações de recursos. O grande desafio para o empresariado, além de manter atividade e rentabilidade, é buscar as melhores estratégias para expandir. Na contramão da realidade econômica, é preciso olhar para a frente e fazer apostas, alicerçando-as em plataformas de sustentação bem definidas, como plano de negócios, estudo de mercado e planejamento estratégico. Um modelo adequado de gestão faz toda a diferença na tomada de decisões. Tomemos um exemplo de desafio: assumir a gestão de uma empresa em outro estado e, em cinco anos, dobrar seu faturamento. Planejamento e análise sistêmica foram vitais para, ao final deste ciclo e do trabalho desenvolvido, constatar um fechamento não apenas dobrado, mas quatro vezes maior. Analisando o ano passado, constata-se que o desafio de gestão foi ainda mais audacioso. Como foi possível uma empresa se reinventar com ameaças diretas da concorrência e diante de um segmento limitado a questões físicas e estruturais e ainda em meio a uma crise econômica? O exemplo mostra que é possível expandir, com decisões acertadas, dedicação e muito trabalho. Mas o crescimento também reflete o que foi construído ao longo dos anos. Planejamento estratégico foi a base. Desenhado para cinco anos, ele embasa os vetores de crescimento. Um foco bem definido e claro para todos

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os envolvidos viabiliza entender como se projeta um crescimento de até 10% nas receitas em 2017, ano de continuidade da crise, como indicam as tendências. Além dos ativos, é imprescindível o investimento em recursos humanos. As pessoas são o reflexo da cultura e equipes engajadas não possuem os três elementos que destroem uma empresa: ansiedade, pessimismo e ego. O modelo de gestão adotado por nossa corporação, a do exemplo citado, foi o que possibilitou este grande passo. Os mais de 150 indicadores, os 100 projetos, a governança corporativa e o compromisso do grupo fortalecem o planejamento estratégico. Os últimos seis meses mostram uma empresa em expansão, que passou de 400 para 850 colaboradores, cresceu de três para 15 unidades e dobrou as metas. O modelo de gestão por competências, aplicando a meritocracia, orienta os colaboradores nas suas aptidões humanas, técnicas e funcionais; estimula o desenvolvimento de uma cultura voltada ao aprendizado e ao feedback; constrói oportunidades de carreira e demonstra transparência na gestão de pessoas. Os talentos organizacionais e individuais sentem-se valorizados e têm orgulho de pertencer, fortalecendo a tomada de decisões e a superação de obstáculos. O desafio do crescimento em um cenário de crise existe e é real, mas é vencido com iniciativa, dedicação e planejamento.

Djalma Vilela é presidente do Grupo Multilog


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EFICIÊNCIA LOGÍSTICA

HAMBURG SÜD É ELEITA TRANSPORTADORA MARÍTIMA TOP 2017 Ao concorrer com um total de 17 companhias, empresa obteve as maiores classificações nas 18 categorias avaliadas pelos membros

A Hamburg Süd acaba de ser homenageada como “Transportadora Marítima Top” pelo segundo ano consecutivo pela Agriculture Transportation Coalition (AgTC), maior associação de importadores e exportadores de produtos agrícolas e florestais nos Estados Unidos. O prêmio é o resultado da pesquisa Ocean Carrier Performance Survey, realizada pelas empresas associadas da AgTC em abril e maio de 2017. Ao concorrer com um total de 17 companhias, a Hamburg Süd obteve as maiores classificações nas 18 categorias avaliadas pelos membros. “Somos, há muitos anos, um parceiro confiável e de alto desempenho para as empresas americanas de produtos agrícolas e florestais. Este reconhecimento reforça nossa qualidade de atendimento, além de ser um incentivo importante para aprimorar, ainda mais, o nosso serviço”, afirmou Jürgen Pump, vice-presidente sênior da Hamburg Süd na América do Norte. As categorias avaliadas incluem: booking (reserva de espaço), serviço de pré-vendas, serviço e disponibilidade de intermodalidade (porta a porta), precisão na classificação de embarque, embarque e tempo de entrega, serviço oferecido nos portos, disponibilidade de equipamentos, documentação, serviços de envio postal, horários de embarcações / transit time e serviços gerais oferecidos ao cliente. A cerimônia de premiação contou com um jantar para mais de 400 pessoas durante o encontro anual da AgTC no Hotel Queen Mary, em Long Beach, na Califórnia (EUA). Atualmente, a Hamburg Süd está entre as 10 maiores empresas de transporte de contêineres em todo o mundo. Com 130 navios, capacidade física para mais de 600 mil TEUs e cerca de 50 serviços de linha, a empresa conta com cerca de 6 mil funcionários. Desde o final de 2014, a empresa também vem operando nas rotas comerciais Leste-Oeste. 38


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INFORMATIVO DOS PORTOS / TECNOLOGIA

E INFORMAÇÃO

PORTO DE VITÓRIA IMPLANTA SISTEMA TECNOLÓGICO PARA AJUDAR NAVEGAÇÃO Ferramenta reúne informações procedentes de diferentes sistemas, tanto das instalações portuárias como de dentro das embarcações A Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) acaba de implantar o VTMIS (sigla em inglês de Vessel Traffic Management Information System). A ferramenta reúne, em uma única plataforma tecnológica, informações procedentes de diferentes sistemas, tanto das instalações portuárias como de dentro das embarcações, como sensores, mareógrafos, radares, câmeras de última geração, correntômetros, boias e estações meteorológicas. A solução oferece ao operador uma visão clara e centralizada do cenário marítimo, facilitando a identificação e o acompanhamento dos navios, ajudando a navegação, vigilância marítima e gerenciamento de alarmes. O projeto, orçado em R$ 22,9 milhões, contemplou a implantação da solução VTMIS da Indra, que contribui para melhorar a segurança marítima e aumenta a eficiência das atividades e operações portuárias. O Porto de Vitória, no Espírito Santo, ocupa a posição de numero 10 no ranking de portos brasileiros e em 2016 movimentou 6 milhões de toneladas por meio dos seus 14 berços de atracação. Graças ao projeto, hoje recebe o título de mais avançado porto do Brasil e da América Latina por ser o primeiro a contar com o sistema referência em gestão portuária, tecnologia que também está presente nos maiores terminais do mundo.

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O projeto faz parte do Plano de Modernização do Sistema Portuário Nacional da Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP/ PR), que tem o objetivo de aumentar o controle, a segurança e a produtividade dos portos brasileiros. O sistema é integrado também ao Programa Porto Sem Papel, que visa buscar a eficiência das operações portuárias, reunindo, em um único meio de gestão digital, as informações e a documentação para a análise e liberação de mercadorias, funcionando como guichê único. Além de Vitória, o porto de Santos também será beneficiado pelo sistema VTMIS, com previsão de entrega em 2018. O presidente da Codesa, Luis Claudio Montenegro, reafirmou os benefícios do sistema implantado pela Indra. “O Porto de Vitória será o primeiro porto público do país a operar com o VTMIS. Isso nos dá total capacidade de controle do canal de acesso e da barra. Todas as informações são gerenciadas com precisão pelo sistema”, explica. A proposta será criar um grupo de trabalho para discutir mudanças na gestão dos canais de acesso portuário. “Vamos propor um novo modelo em que a autoridade portuária seja mais atuante nessas decisões. PPara isso é importante que todos os portos contem com um sistema avançado como o VTMIS Vitória”, disse.


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INFORMATIVO DOS PORTOS /

TECNOLOGIA

ASIA SHIPPING

LANÇA SISTEMA DE RASTREAMENTO DA CARGA EM TODOS OS MODAIS Novidade é a integração dos diversos sistemas de tracking em uma ferramenta única. Hoje o mercado só conta com sistemas separados por modal.

Uma ferramenta única para acompanhamento dos embarques acaba de ser lançada pela Asia Shipping. O AS Tracking, sistema de rastreamento de carga inovador para o segmento de freight forwarding, permite a verificação do status de todas as cargas em todos os modais disponíveis, desde a origem até o destino final. Atualmente, o mercado oferece alguns sistemas de rastreamento, mas não integrados. É possível olhar a carga no modal aéreo em um sistema; para o marítimo é preciso usar outro e assim por diante, dificultando o acompanhamento. A ferramenta já funciona para produtos como importação marítima, importação aérea, exportação marítima, exportação aérea e desembaraço aduaneiro. Em breve, a expectativa é de incorporar também os serviços de transporte doméstico no AS Tracking, incluindo o rastrea42

A FERRAMENTA JÁ FUNCIONA PARA PRODUTOS COMO IMPORTAÇÃO MARÍTIMA, IMPORTAÇÃO AÉREA, EXPORTAÇÃO MARÍTIMA, EXPORTAÇÃO AÉREA E DESEMBARAÇO ADUANEIRO.


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mento de carga também em terminal, rodoviário e cabotagem. “O AS Tracking também traz outras novidades, como a possibilidade de acompanhar a performance dos embarques e a geolocalização dos navios e aeronaves em tempo real”, disse o CEO da Asia Shipping, Alexandre Pimenta. Em um mapa, o cliente vê onde está exatamente aquela embarcação, aeronave ou caminhão que transporta a carga.

porte marítimo entre o Brasil e a China, mas logo a Asia Shipping se consolidou como um integrador logístico com presença global. Atualmente, oferece soluções logísticas, usando os mais variados modais de transporte, e está presente na Índia, China, com diversos escritórios, Coreia do Sul, Taiwan e Vietnã, além de outros escritórios nas Américas, como Estados Unidos (Miami), Equador e Chile.

Os usuários são convidados a gerar uma nova senha logo no primeiro acesso, estando automaticamente habilitados a usar o AS Tracking. Uma vez logado, o cliente pode assistir a um minitutorial com a apresentação das principais funcionalidades do sistema. Além do acesso via browser, é possível baixar gratuitamente os aplicativos para mobile disponíveis para iOS, Android e Windows. “A pesquisa do embarque pode ser feita por modal e termo de busca. É possível também customizar a tela e ainda formatar relatórios de KPI’s de acordo com a necessidade do cliente. Trabalhamos muito para chegar em uma ferramenta que vai de fato revolucionar o acompanhamento de embarques”, disse o CEO da Asia Shipping. Há mais de duas décadas, a empresa foi fundada com foco no trans-

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TECNOLOGIA

SANTA CATARINA

PASSA A SER POLO DE CAPACITAÇÃO DA MARINHA PARA A REGIÃO SUL Centro de Simulações Marítimas (Acquasim), da empresa Acquadinâmica, de Balneário Camboriú, será utilizado para cursos internacionais obrigatórios para aquaviários

A Diretoria de Portos e Costas da Marinha do Brasil acaba de anunciar o credenciamento da empresa Oceansat do Brasil Treinamentos para a realização de cursos do Ensino Profissional Marítimo (EPM). As atividades serão realizadas no Centro de Simulações Marítimas (Acquasim), da empresa Acquadinâmica, em Balneário Camboriú, que agora passa a ser polo para treinamentos de aquaviários na região Sul. O credenciamento da Oceansat terá duração de dois anos. Durante o período, sob a supervisão da Delegacia da Capitania dos Portos de Itajaí, serão realizados, inicialmente, os cursos especiais de gerência de passadiço para oficiais (EGPO). De acordo com o CEO da Oceansat, Orlando Claudino, o treinamento envolve gestão de conflitos em condições de navegações extremas. Cursos especiais básicos de navios-tanque para gás liquefeito (EBGL) e de navios-tanques petroleiros e para produtos químicos (EBPQ) também estão sendo programados. Os cursos atenderão até seis pessoas por turma, sendo realizados no período de três 44

OS CURSOS SÃO OBRIGATÓRIOS A TODOS OS AQUAVIÁRIOS BRASILEIROS E ESTRANGEIROS E ATENDEM ÀS EXIGÊNCIAS DA ORGANIZAÇÃO MARÍTIMA INTERNACIONAL (IMO), ÓRGÃO VINCULADO À ONU, CONFORME PADRONIZAÇÕES ESTABELECIDAS DURANTE A CONVENÇÃO INTERNACIONAL SOBRE PADRÕES DE INSTRUÇÃO, CERTIFICAÇÃO E SERVIÇO DE QUARTO PARA MARÍTIMOS (STCW)


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dias, e a expectativa é que, com a regularidade da oferta de cursos, sejam realizados três cursos por mês. “O corpo docente é todo indicado pela Marinha, que encontrou no Acquasim um simulador que atende a todos os requisitos de navegação, assim como os já em operação no Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (Ciaga), no Rio de Janeiro, e no Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (Ciaba), em Belém (PA)”, destaca. Os cursos são obrigatórios a todos os aquaviários brasileiros e estrangeiros e atendem às exigências da Organização Marítima Internacional (IMO), órgão vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU), conforme padronizações estabelecidas durante a Convenção Internacional sobre Padrões de Instrução, Certificação e Serviço de Quarto para Marítimos (STCW), realizado em 2010 na cidade de Manila, Filipinas.

O simulador da Acquasim dispensa integralmente as operações navais físicas e oferece a mesma realidade para treinamentos de atracação e desatracação em instalações portuárias. Podem simular eventuais percalços nas operações portuárias, cobrindo diversos aspectos, desde a manobra do navio até a realização de exercícios de emergência específicos com o auxílio de rebocadores. O software SimFlex4, programa utilizado no simulador e desenvolvido pela Force Technology, é baseado no modelo matemático DEN-Mark1, que abrange desde modificações de portos até exercícios de treinamento. Continuamente atualizado e aperfeiçoado, o modelo possui certificação internacional DNV e tem sido validado em diferentes casos com testes em modelos reduzidos e medições em escala real.

VANTAGENS O simulador foi selecionado pela Diretoria de Portos e Costas da Marinha por oferecer um realismo virtual diferenciado em relação aos simuladores já existentes no Brasil. “A qualidade da simulação, somada aos ambientes portuários e cartas náuticas disponíveis no equipamento, foi considerada ideal para a realização de diversos treinamentos somente possível a bordo das embarcações”, comenta Orlando Claudino.

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INFORMATIVO DOS PORTOS / SUPLEMENTO

ITAJAÍ

PORTONAVE ESTÁ ENTRE OS 20 MAIORES PORTOS DA AMÉRICA LATINA Levantamento divulgado pela Cepal avaliou 120 portos. O primeiro colocado é o Porto de Santos, no litoral de São Paulo, com mais de 3,3 milhões de TEUs Líder de mercado em Santa Catarina desde 2010 e segundo maior movimentador de contêineres do Brasil desde o ano passado, a Portonave integra agora a lista dos 20 maiores portos da América Latina, figurando na 16ª posição. O terminal portuário de Navegantes é um dos três brasileiros no ranking divulgado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), divulgado em junho em Santiago, no Chile. Segundo o levantamento, que avaliou 120 portos, o primeiro colocado é o Porto de Santos (SP), com mais de 3,3 milhões de TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés). Em seguida estão os complexos panamenhos de Colón (3,25 milhões de TEUs) e Balboa (2,98 milhões de TEUs). Considerando os 20 maiores portos, o segundo brasileiro no ranking é a Portonave, em 16º lugar, com 895.375 TEUs movimentados segundo a Cepal – são 910.870 TEUs conforme levantamento do terminal. O Brasil ainda aparece na lista com Paranaguá (PR), em 20º, com 725.041 TEUs. A Cepal é uma unidade da Organização das Nações Unidas (ONU) criada para incentivar a cooperação econômica entre os países da América Latina e o Caribe. O órgão organiza essa pesquisa

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desde 1999, a partir de dados coletados com autoridades portuárias e terminais. O estudo apontou ainda que a movimentação de contêineres na América Latina e no Caribe caiu 0,9% no ano passado, chegando a 47,5 milhões de TEUs. A queda se deve, segundo a unidade da ONU, à desaceleração do comércio exterior. O Brasil recuou 4,4% na atividade portuária e o Panamá 9,1%.

A CEPAL É UMA UNIDADE DA ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU) CRIADA PARA INCENTIVAR A COOPERAÇÃO ECONÔMICA ENTRE OS PAÍSES DA AMÉRICA LATINA E O CARIBE. O ÓRGÃO ORGANIZA ESSA PESQUISA DESDE 1999.


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SUPLEMENTO ITAJAÍ

PORTO DE ITAJAÍ RETOMA OBRAS DE REALINHAMENTO DOS BERÇOS 3 E 4 Dinheiro foi anunciado pela Secretaria Nacional de Portos (SNP), através do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC) O governo federal acaba de liberar R$ 18.863.669,70 para a retomada das obras de reforço e realimento dos berços 3 e 4 do Porto de Itajaí, paralisadas há um ano. A construtora Serveng, responsável pela empreitada, concordou em remontar o canteiro de obras depois do anúncio da liberação dos recursos. O dinheiro foi anunciado pela Secretaria Nacional de Portos (SNP), através do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC). O berço 3 tem em sua margem 210 metros de comprimento, enquanto o berço 4 segue um traçado retilíneo de 280 metros, totalizando 490 metros de cais. “Houve um grande empenho e colaboração de muitas pessoas, incluindo o ministro dos Portos, Maurí cio Quintella, o prefeito Volnei Morastoni e integrantes da Bancada Federal de SC. Mesmo numa situação de crise financeira, receberemos o montante de R$ 18 milhões que foram creditados na conta específica da administração do porto para permitir o aditivo da empresa responsável pelas obras e retomar a conclusão dos berços”, destacou o superintendente do porto, Marcelo Werner Salles. As tratativas em relação ao envio de recursos para as reformas das obras dos berços vinham sendo aguardadas pela autoridade portuária e prefeitura mediante agendas de compromisso realizadas neste ano em Brasília. Em janeiro, Maurício Quintella esteve em Itajaí, visitando o complexo portuário, quando sinalizou positivamente recursos financeiros que faltavam para concluir as reformas do berço 3 e início de testes do berço 4. Em 11 de maio

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foi assinado um termo de compromisso. O documento foi encaminhado ao setor jurídico do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, para então se publicado e assim tornar válidos os recursos solicitados. As obras de reforma e reforços do berço 3 poderão iniciar ainda na primeira quinzena de julho e seguir um cronograma de término em até 120 dias. Estima-se que as obras devem estar 100% concluídas em maio de 2018. Com o crédito repassado para a superintendência do porto, as próximas etapas seguem cronograma que inclui a assinatura de aditivo, aprovação de medições, publicações no Diário Oficial da União (DOU) e Jornal do Município de Itajaí e emissão de ordem de serviço para início das obras.

AS OBRAS DE REFORMA E REFORÇOS DO BERÇO 3 PODERÃO INICIAR AINDA NA PRIMEIRA QUINZENA DE JULHO E SEGUIR UM CRONOGRAMA DE TÉRMINO EM ATÉ 120 DIAS. ESTIMA-SE QUE AS OBRAS DEVEM ESTAR 100% CONCLUÍDAS EM MAIO DE 2018.


SUPLEMENTO ITAJAÍ

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SERVIÇO ASIA VOLTA PARA ITAJAÍ A primeira atracação do novo serviço em Itajaí está prevista para o dia 9 de setembro. De setembro até abril do ano que vem serão atracações quinzenais A APM Terminals, arrendatária de dois berços do Porto de Itajaí, em Santa Catarina, retomou o joint venture responsável pelo serviço que liga semanalmente a Costa Leste da América do Sul aos mercados da Malásia, Singapura, China e Coreia do Sul. O serviço será operado por 13 navios porta-contêineres dos armadores Hapag Lloyd, NYK, Hamburg Süd, ZIM, UASC e HMM. O Asia é parte do antigo serviço Asas, que em 2015 deixou o Porto de Itajaí e passou a operar na Portonave. “A APM Terminals Itajaí é um terminal altamente competitivo, eficiente nas operações de cais e com um elevado nível de satisfação dos clientes importadores e exportadores. Oferecemos soluções logísticas de alto valor agregado, tanto para armadores quanto para usuários”, destacou Ricardo Arten, diretor superintendente da APM Terminals no Brasil. A primeira atracação do novo serviço em Itajaí está prevista para o dia 9 de setembro. De setembro até abril do ano que vem serão atracações quinzenais, já que seis dos 13 navios operados pela linha têm mais de 306 metros de comprimento e ainda não podem ser manobrados no Complexo Portuário do Itajaí. Assim que a primeira fase da bacia de evolução for concluída, o que deve ocorrer em abril de 2018, as atracações passam a ocorrer semanalmente. “Esta conquista é muito importante para toda a região, especialmente para a cidade de Itajaí, que tem na atividade portuária a sua principal fonte de arrecadação”, disse Arten. O serviço deverá incrementar em 20% os volumes operados no terminal. Além do impacto imediato, a partir de abril este serviço poderá agregar até 4 mil contêineres por mês à movimentação do terminal catarinense. Localizado no em Santa Catarina, Itajaí está

situado no segundo maior complexo portuário movimentador de contêineres do Brasil, sendo o mais importante polo exportador de proteína animal do país. O terminal atualmente atende rotas de longo curso para a Europa, Oriente Médio e Ásia, além de serviços de cabotagem. A APM Terminals é referência na operação de contêineres e líder global de produtividade portuária, presente em 76 terminais portuários em 59 países. No Brasil, a APM Terminals opera no Porto de Pecém, no Ceará, é arrendatária do terminal de contêineres de Itajaí, além de ter participação de 50% na Brasil Terminal Portuário, em Santos (SP). A empresa também dispõe de unidades de reparos e armazenagem de contêineres vazios na região Sul do país.

O SERVIÇO DEVERÁ INCREMENTAR EM 20% OS VOLUMES OPERADOS NO TERMINAL. ALÉM DO IMPACTO IMEDIATO, A PARTIR DE ABRIL ESTE SERVIÇO PODERÁ AGREGAR ATÉ 4 MIL CONTÊINERES POR MÊS À MOVIMENTAÇÃO DO TERMINAL CATARINENSE.

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SUPLEMENTO ITAJAÍ

MOVIMENTAÇÃO CRESCE 3% NO PRIMEIRO SEMESTRE EM ITAJAÍ No total das cargas movimentadas, 67% foram importações e 36% exportações, índice que se manteve estável em comparação a 2016 As más condições climáticas nos últimos 60 dias interferiram na movimentação de cargas no Porto de Itajaí. O crescimento no volume de contêineres, que se mantinha na casa de 10% até abril, desacelerou e fechou o semestre em 3%, segundo balanço divulgado pela Gerência de Operações da Superintendência do Porto de Itajaí. Considerando os últimos 12 meses, no entanto, o porto manteve 10% de crescimento. No terminal operado pela APM Terminals foram movimentados 99.410 TEUs, com 1.044.987 toneladas, registrando um crescimento de 7%. Já no terminal da Portonave foram 427.470 TEUs com 4.677.451 toneladas, resultando em um crescimento de 2%, ambos comparados ao mesmo período de 2016. No total das cargas movimentadas, 67% foram importações e 36% exportações, índice que se manteve estável em comparação com o mesmo período do ano passado. O que colaborou para a manutenção do crescimento da movimentação do porto foi o reinício dos trabalhos de dragagem de recuperação de profundidade, possibilitando a retomada do calado necessário para a segurança das operações. “Apesar das adversidades que enfrentamos no final do mês de maio e inicio de junho, devido às chuvas intensas que ocorreram e que levaram ao fechamento da barra por mais de 20 dias, o semestre foi positivo”, avalia o superintendente do porto, Marcelo Werner Salles.

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De acordo com ele, quanto à tonelagem média das cargas, houve um crescimento de 9% em junho, que só foi possível por causa da operação de dragagem. “Mesmo com os berços comerciais do porto público interditados, a própria APM Terminals teve um acúmulo de 7% de crescimento nas cargas conteinerizadas”, informa. Os TUPs (terminais privativos) do complexo também registraram números positivos para junho e, consequentemente, para o semestre, de acordo com a movimentação de cargas e navios. Na Braskarne foram 14 escalas, 66.559 toneladas e crescimento de 18%. Na Teporti, 16 escalas, 50.893 toneladas e crescimento de 74%. Na Poly Terminais, 4 escalas, 18.000 toneladas e crescimento de 100%. Na Portonave são 308 escalas, 4.368.035 toneladas e crescimento de 2%. No semestre, a Portonave registrou ainda 81% da movimentação de contêineres no Complexo com 417.470 contêineres de 20 pés. Com base nestes seis primeiros meses do ano, existe uma projeção mais otimista para o segundo semestre em movimentação de cargas do complexo. “Podemos estimar para os próximos 180 dias, agora com o anúncio do retorno dos serviços da linha Ásia ao porto público, que somados a estes 7%, projetamos números ainda maiores até o final deste ano”, finaliza.


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SISTEMA DE EXPORTAÇÃO

PORTAL NA INTERNET SIMPLIFICA EXPORTAÇÃO Ferramenta online – que já atendia exportações no modal aéreo – está disponível também para o sistema de transporte marítimo e rodoviário Os exportadores que utilizam o sistema de transporte marítimo e rodoviário já podem utilizar o Portal Único do Comércio Exterior na internet para simplificar e tornar mais ágil o processo. O serviço vale, inicialmente, para as exportações sujeitas exclusivamente a controle aduaneiro realizadas no Porto de Santos, em São Paulo, que é responsável por um terço das exportações marítimas, e nas unidades aduaneiras em Uruguaiana (RS) e Foz do Iguaçu (PR), que respondem por mais de 50% do que o Brasil exporta por meio rodoviário. A expectativa é de que, até o fim do ano, 100% das exportações possam ser feitas por meio do portal único. A estimativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) é que, ao final da implantação, seja possível tornar os processos de exportação e importação no país, em média, 40% mais ágeis, reduzindo os tempos médios das exportações brasileiras de 13 para 8 dias e das importações de 17 para 10 dias. Outras vantagens com o uso do portal é a redução do preenchimento de informações, que podem chegar a 60% em alguns casos. Os exportadores passam a contar com a Declaração Única de Exportação (DUE), que substitui os três documentos utilizados até então para registro e declaração dos embarques. O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Abrão Neto, diz que o serviço desburocratiza processos, reduz custos e amplia a competitividade dos produtos brasileiros frente aos do exterior.

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Um exemplo de desburocratização e otimização são casos em que operações de importação e exportação exigem que o CNPJ da empresa seja apresentado até 18 vezes e, a partir do uso do portal, esse dado será solicitado uma única vez e depois compartilhado em todos os passos do processo. O portal – que já funcionava atendendo a exportações por meio aéreo - foi desenvolvido em conjunto pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, do Ministério da Fazenda.

EXPECTATIVA DO MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR (MDIC) É QUE, AO FINAL DA IMPLANTAÇÃO, SEJA POSSÍVEL TORNAR OS PROCESSOS DE EXPORTAÇÃO E IMPORTAÇÃO NO PAÍS 40% MAIS ÁGEIS O PORTAL Para usar o serviço, o exportador deve acessar o endereço eletrônico http://www.portalsiscomex.gov.


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ARTIGO

JANELA ÚNICA E FACILITAÇÃO NO COMEX BRASILEIRO por Wagner Antônio Coelho A facilitação de comércio visa à simplificação, harmonização, padronização e modernização de procedimentos de comércio, com reflexos no aperfeiçoamento dos controles e na gestão dos processos, redução das barreiras e custos de transação relativos ao comércio internacional, sem prejuízo da segurança e do combate às fraudes. Nesse sentido, alguns importantes passos relacionados à melhoria no ambiente dos controles administrativos e aduaneiros são verificados nos últimos anos no comércio exterior brasileiro. Em 2007, a Câmara de Comércio Exterior (CAMEX), integrante do Conselho de Governo da Presidência da República, teve a iniciativa de incluir o tema “Facilitação de Comércio” em suas prioridades, por intermédio da edição da Resolução CAMEX nº 70/2007. No ano seguinte, a Resolução CAMEX nº 16/2008 criou o Grupo Técnico de Facilitação do Comércio (GTFAC) na estrutura permanente do órgão, para funcionar como grupo de assessoramento técnico na formulação e implementação das políticas sobre este tema, atribuindo a presidência do grupo à Secretaria-Executiva da CAMEX (SE/CAMEX). Dentre alguns dos principais assuntos abordados pelo grupo de trabalho estavam algumas realidades já vivenciadas no comércio exterior brasileiro na presente década, como o Operador Econômico Autorizado, o ATA Carnet, Adesão à Convenção de Viena sobre contratos internacionais no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU), Criação de Portal WEB com as Normas de Comércio Exterior e a implantação da Janela Única. A implantação do sistema de Janela Única, chamado no Brasil de Portal Único, tem como objetivo viabilizar os processos de controles administrativo e aduaneiro de forma que os operadores de comércio exterior não necessitem prestar a mesma informação múltiplas vezes em diferentes órgãos de governo e de maneira que o processo de manifestação e fiscalização de diferentes anuentes

seja contínuo e concomitante. Em 2014 foi implantado no SISCOMEX com a utilização de plataforma eletrônica para apresentação dos documentos instrutivos das declarações de importação e exportação de forma digitalizada. No corrente ano, foram incluídas novas funcionalidades no sistema do Portal Único, com aplicação experimental, da Declaração Única de Exportação (DU-E), que substitui os três documentos, utilizados até então, para registro e declaração dos embarques nas operações de exportação pelo modo aéreo e, no modo de transporte marítimo por intermédio das operações de controles realizados na zona primária nos terminais localizados no Porto de Santos e no transporte rodoviário no ponto de fronteira alfandegado de Uruguaiana-RS e Foz do Iguaçu-PR. Uma das principais vantagens trazidas pela nova ferramenta consiste na possibilidade de realização de forma simultânea dos processos de controle administrativo e aduaneiro e movimentação de cargas. A medida traz impactos diretos em toda a cadeia logística, com reflexos positivos para os importadores e exportadores, pois, segundo o MDIC, ao final da implantação e disponibilidade de todas as ferramentas do Portal Único, nas operações de importação e exportação, prevista para acontecer até o final de 2018, a meta é reduzir os tempos médios das exportações brasileiras de 13 para 8 dias e das importações de 17 para 10 dias. Os processos de exportação e importação serão em média 40% mais ágeis, com reflexos diretos na redução dos custos para os importadores e exportadores. Por outro lado, com a redução significativa dos tempos de permanência das cargas em armazenagem e guarda fiscal, verifica-se um impacto direto na receita dos recintos alfandegados nos terminais portuários de zona primária e recintos alfandegados de zona secundária.

Wagner Antonio Coelho, advogado inscrito na OAB/SC 19654, especialista em Direito Aduaneiro e Comércio Exterior, sócio do escritório Guero e Coelho Advogados Associados – OAB-SC 1042-2005, Consultor de Tradings Companies e empresas ligadas ao Comércio Exterior, Membro fundador da Comissão de Direito Aduaneiro, Marítimo e Portuário da OAB/SC Itajaí-SC, Membro fundador da Comissão Estadual de Direito Portuário, Marítimo e Aduaneiro da OAB/SC, Professor da UNIVALI: no Curso de Gestão Portuária, nas disciplinas de Legislação Aduaneira e Direito Marítimo; nos Cursos de Especialização - MBA em Importação e Internacionalização de Empresas; Direito Aduaneiro e Comércio Exterior; Direito Marítimo e Portuário; e, na Faculdade Avantis na Especialização em Direito Aduaneiro, Marítimo e Portuário.

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GUIA DE SERVIÇOS

AGENDA DE EVENTOS HDO ARMAZÉNS GERAIS Rua: Alfredo Eick Júnior, 900 - Imaruí - Itajaí/SC Fone: (47) 3348.4518 - 3348.1436 www.hdogerais.com.br hdogerencia@hdoagerais.com.br

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Evento: Marintec South America Data: 15 a 17 de agosto Horário: 13h às 20h Local: Centro de Convenções SulAmérica - Rio de Janeiro/RJ Mais informações: www.marintecsa.com.br Fone: +55 11 4878-5990 Evento: IV Workshop – Temas Atuais de Direito Marítimo e Aduaneiro Data: 1 de Setembro Local: Auditório da Subsecção da OAB - Itajai/SC. Mais informações: www.rgassessoria.adv.br Email: reis@rgassessoria.adv.br Evento: A Hora da Cabotagem Data: 14 de Setembro Local: Meliá Business Hotel - São Paulo/SP Mais informações: www.guiamaritimo.com.br Email: suzy@guiamaritimo.com.br Evento: XXIII Fórum Internacional Supply Chain - Expo. Logística 2017 Data: 19 a 21 de setembro Local: Tivoli Mofarrej - São Paulo/SP Mais informações: www.forum.ilos.com.br

SEATRADE SERVIÇOS PORTUÁRIOS E LOGÍSTICOS LTDA Rua Prof. Joaquim Santiago, 157 - São Francisco do Sul/SC Fone: (47) 3471.3037 www.seatrade.com.br seatrade@seatrade.com.br

Evento: IV CIDESPORT Data: 25 a 27 outubro Local: Majestic Palace Hotel - Florianópolis/SC Mais informações: www.cidesport.com.br Evento: XXVI Congresso Latino-Americano de Portos AAPA Data: 6 a 9 de novembro Local: Punta del Este - Uruguai Mais informações: http://aapalatinoamerica.com/pt/ Email: info@aapalatinoamerica.com

SUL AMÉRICA LTDA. Rua: Lauro Muller, 325 - Centro - Itajaí/SC Fone: (47) 3348.1495

Evento: NT EXPO – Negócios nos Trilhos Data: 7 a 9 de novembro Horário: 13h às 20h Local: Expo Center Norte - São Paulo/SP Mais informações: www.ntexpo.com.br Evento: I Simpósio Brasileiro de Hidrografia Portuária, Data: 13 a 15 de Novembro Local: Balneário Camboriu, SC. Mais informações: www.colacmar2017.com Email: colacmar2017@gmail.com

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PORTO DE IMBITUBA

É COM PROFUNDO ORGULHO QUE DIVIDIMOS ESSAS CONQUISTAS COM VOCÊ.

Consolidado como o porto mais profundo da Região Sul do Brasil, com capacidade para receber todos os tipos de carga, o Porto de Imbituba tem muitos motivos para comemorar.

PORTO COM 15 METROS DE PROFUNDIDADE

AUMENTO DE 40% NA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS EM 2016

Para informações operacionais acesse: portodeimbituba.com.br *Prêmio Expressão de Ecologia, Prêmio Empresa Cidadã ADVB/SC e Certificado em Responsabilidade Social ALESC.

3 PRÊMIOS* SOCIOAMBIENTAIS RECEBIDOS EM 2016

UMA DAS PRINCIPAIS OPÇÕES LOGÍSTICAS DO PAÍS


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Revista Informativo dos Portos 214  
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