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INFORMATIVO DOS PORTOS

Edição nº 167 - Ano XIII - Rua Samuel Heusi, 463 - Sala 205. The Office Business Center - Itajaí/SC 88301-320

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INFORMATIVO DOS PORTOS

Fazendo a diferença para sempre fazer melhor!

Alta Produtividade

Agilidade e eficiência

383 navios operados

63 de média geral de MPH

em 14 meses de operação.

(movimentos por hora).

Alta Performance

Acesso dedicado

160.832

35,5Km de acessos

contêineres movimentados em 14 meses de operação.

rodoviários pavimentados. Acesso direto à BR 101.

www.portoitapoa.com.br


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EDITORIAL A notícia da assinatura da ordem de serviço para duplicação de dois trechos da BR-470, uma das mais importantes rodovias do sistema logístico de Santa Catarina, é sem dúvida uma das mais comemoradas pelo setor. A BR-470 é hoje a principal via de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí e ao Aeroporto de Navegantes para as cargas procedentes do Vale do Itajaí, Planalto Catarinense e Oeste do estado, em especial a carne congelada. Por ela, passam 40% das cargas do estado, 4 mil contêineres por mês e quase 70 mil veículos por dia na temporada de verão. A falta de infraestrutura causa prejuízos econômicos, como a dificuldade e a falta de segurança para transportar as mercadorias importadas e exportadas pelos portos catarinenses. Resta agora fiscalizar e torcer para que os outros dois trechos que complementarão os 74 quilômetros entre Navegantes e Indaial saiam do papel ainda em 2013. Outra boa notícia do mês são os investimentos para novas tecnologias e equipamentos da indústria naval nacional, procedentes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Os recursos visam aumentar o índice de nacionalização das embarcações produzidas no Brasil. O setor é responsável pord nada menos que 71 mil empregos diretos em 373 embarcações que estão em construção no país. Estas e outras informações sobre o setor portuário, logístico e naval brasileiro podem ser encontradas nesta edição da revista Informativo dos Portos.

ÍNDICE 16.

Paraná pode ter fábrica de aviões e helicópteros

18.

Duplicação da BR-470: a cadeia portuária agradece

26.

Suplemento SEP

42.

Porto de Imbituba é aposta do governo estadual para crescimento regional

44.

Suplemento do Porto de Itajaí

56.

Portos do Rio se consolidam como principal base de apoio ao pré-sal

Boa leitura!

Publicação: Perfil Editora Diretora : Elisabete Coutinho Diretora Administrativa: Luciana Coutinho Jornalista responsável: Luciana Zonta (SC 01317 JP) Reportagem: Adão Pinheiro e Luciana Zonta Foto da Capa: Ronaldo Silva Jr./Divulgação Projeto gráfico: Solange González Bockw Diagramação: Elaine Mafra - (47) 3046.6156 (serviço terceirizado) Fone: (47) 3348.9998 | (47) 3344.5017 www.informativodosportos.com.br informativodosportos@informativodosportos.com.br *Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da revista.

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RESPONSABILIDADE AMBIENTAL

DC Logistics Brasil soma mais de 10 mil árvores plantadas em quatro anos Em julho, o plantio foi realizado em nove cidades onde a empresa mantém escritório, com um total de novas 2.937 mudas de diferentes espécies

Uma das maiores empresas de assessoria e apoio logístico do Brasil acaba de contabilizar quase 11 mil árvores plantadas em julho. Com quase 3 mil processos/cargas fechadas em junho deste ano, a DC Logistics Brasil movimentou clientes e colaboradores para uma ação de cunho ambiental realizada há quatro anos na empresa. A atividade se estendeu por todo o mês do meio ambiente, contabilizando uma árvore para cada carga fechada. Em julho, o plantio foi realizado em nove cidades onde a empresa mantém escritório, com um total de novas 2.937 mudas de diferentes espécies colocadas na natureza. Somando a quantidade já plantada em edições anteriores, a empresa contabiliza 10.083 árvores. A

ação é parte integrante do Programa de Responsabilidade Socioambiental. O managing director da DC Logistics Brasil, Ivo Mafra, considera a ação como parte importante do processo ambiental que a empresa vem estimulando como cultura interna. A atividade vai ao encontro de outras, como a sede construída dentro dos preceitos da sustentabilidade. “Esse é mais um passo rumo à conscientização ecológica que une colaboradores e clientes no mesmo pensamento, no mesmo objetivo”, pontua o gestor. Relacionamento Fornecedor global de tecnologia e serviços

aos clientes das indústrias de processamento, incluindo mineração, construção, papel e celulose, energia e também de petróleo e gás, a Metso considera importante a manutenção de relacionamento com empresas como a DC Logistics Brasil. “Manter parceria com uma empresa que respeita o meio ambiente, tem comprometimento com a sustentabilidade e sabe o quanto é importante cuidar bem da natureza nos traz grande satisfação, porque sabemos da importância do reflorestamento para termos uma vida cada vez mais sustentável para nós, nossos filhos e para toda a sociedade”, observa Kátia Prestini Budel, analista sênior de Importação e Exportação da Metso Curitba.


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PORTO DE FORTALEZA

Movimentação de contêineres cresce 37% nos seis primeiros meses Os derivados de petróleo continuam liderando o ranking de carga mais movimentada em Fortaleza DIVULGAÇÃO

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A movimentação de contêineres do Porto de Fortaleza cresceu 37% no primeiro semestre de 2013 em comparação com o mesmo período do ano passado. Já a movimentação geral de cargas cresceu 12% em relação a 2012. A movimentação do primeiro semestre alcançou 2,3 milhões de toneladas, das quais 91,6% foram de importação e 8,4% de exportação. Os derivados de petróleo continuam liderando o ranking de carga mais movimentada em Fortaleza, contudo, o principal destaque do período em análise foi a movimentação de arroz em contêiner por cabotagem que, sozinha, cresceu 55% em relação ao primeiro semestre do ano passado. Todas as categorias cresceram no acumulado do semestre. A carga geral aumentou 22,76%, enquanto o granel líquido cresceu 11,15% e o granel sólido incrementou 7,66%. No volume total em toneladas, a maior movimenta-

ção do semestre foi de granel liquido (54% do total), seguida de granel sólido (26%) e carga geral (20%). “Quase tudo que o Porto de Fortaleza movimenta é para o consumo da cidade, o que justifica nosso perfil importador”, explica o presidente da Companhia Docas do Ceará (CDC), Paulo André Holanda. Segundo ele, 2012 foi um ano recorde, quando o porto registrou a movimentação de cerca de 4,5 milhões de cargas importadas e exportadas. A expectativa, agora, é que esse desempenho se mantenha estável ao longo de 2013. Importação Analisando a pauta de importação é possível encontrar produtos com o trigo (para a produção de massas e biscoitos), combustível (para consumo dos veículos), gás de cozinha (para consumo em residências e indústrias), querosene de aviação (para consumo da frota aérea), produtos cerâmicos (para utilização na construção civil) e bobinas

de papel (para impressão dos jornais locais). Diferente destes, destaque para geradores e pás eólicas, que são cargas de projeto destinadas aos parques eólicos do Ceará e do Rio Grande do Norte. Na pauta de exportação os destaques são as frutas, sendo a banana e a manga os itens de maior movimentação. O ministro dos Portos, Leônidas Cristino, afirma que este aumento de capacidade de movimentação é resultado das intervenções que o governo federal tem realizado de Norte a Sul do país. Segundo ele, a demanda existe, e o governo está priorizando este modal devido à sua importância na economia brasileira. Somente no Porto de Fortaleza, a Secretaria de Portos (SEP) já investiu mais de R$ 300 milhões em obras de melhoria e renovação da infraestrutura, dentre elas o reforço do cais comercial e píer petroleiro, a dragagem de aprofundamento, a iluminação industrial, a troca de defensas e a construção do novo terminal de passageiros.


Uma conquista dedicada a você!

Allog recebe distinção pela sua atuação e compromisso com a Responsabilidade Social junto à comunidade O reconhecimento da Prefeitura de Itajaí e da Câmara Setorial de Promoção Social da Associação Empresarial (ACII), ao conceder à Allog a certificação no Programa Municipal Selo Social é uma consequência das iniciativas da empresa e de seus colaboradores ao promover o desenvolvimento sócio-econômico da comunidade. Sustentado nos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), no ano 2000, o Selo Social avalia e reconhece publicamente os investimentos promovidos por empresas, setor público e Organizações Não Governamentais – ONGs que se dedicam à Responsabilidade Social através das suas ações. A atuação da Allog promoveu os seguintes Objetivos de Desenvolvimento do Milênio: 1) Acabar com a fome e a miséria, 2) Educação básica de qualidade para todos, 6) Combater a AIDS, a malária e outras doenças, 8) Todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento.

MATRIZ ITAJAÍ - SC

Rua Jorge Tzachel, 38 - 6º andar 88301-600 - Itajaí / SC / Brasil Fone: 55 47 3241.1700 ISO 9001:2008

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GIGANTE DO AÇO

ArcelorMittal completa 10 anos de operação em São Francisco com sistema inovador de logística A empresa utiliza três modais de forma estratégica para garantir a competitividade do negócio e a agilidade do fornecimento DIVULGAÇÃO

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Com uma produção atual que chega a 1,4 milhão de toneladas de aço por ano, a ArcelorMittal Vega acaba de completar 10 anos de operações em São Francisco do Sul, no litoral norte de Santa Catarina. Desde a fabricação da primeira bobina, a empresa já produziu mais de 9 milhões de toneladas de aço e aumentou sua capacidade inicial de 800 mil para 1,4 milhão de toneladas/ano com a operação da linha Galvanização 2, em 2010.

Ao se instalar em São Francisco do Sul, a ArcelorMittal Vega criou um polo de negócios dinâmico, desenvolvendo empregados, contratados e fornecedores para as atividades do setor siderúrgico e capacitando-os com a forte política de segurança, saúde e meio ambiente adotada pelo Grupo. A ArcelorMittal Vega gera cerca de 600 empregos diretos e outros 600 indiretos nas quatro empresas parceiras, que formam o Condomínio Vega.

Operando com avançados processos de decapagem, laminação e galvanização, a empresa é especializada na transformação de aços planos, recebendo a matéria -prima da ArcelorMittal Tubarão (ES). Os produtos são destinados principalmente a indústrias automobilísticas, de construção civil e eletrodomésticos.

Em janeiro deste ano, com investimentos de US$ 10 milhões e visando ao mercado automotivo, a empresa colocou em funcionamento um novo sistema de pós-tratamento na linha de Galvanização 1. Essa tecnologia permite que as montadoras tenham mais facilidade na estampagem das peças por diminuir o atrito entre a chapa

e a prensa, aumentando a produtividade. Da sua produção total de aço galvanizado, a perspectiva da ArcelorMittal Vega é fornecer 20% com pós-tratamento até 2014. Logística Por rodovia, ferrovia ou transporte marítimo, a ArcelorMittal Vega viabilizou um sistema inovador de logística, utilizando os três modais de forma estratégica para garantir a competitividade do negócio e a agilidade do fornecimento, tanto na recepção da matéria-prima, vinda do Espírito Santo, como no embarque do produto para o mercado. Outros benefícios desse modelo são a segurança no transporte e a maior conservação da infraestrutura viária, além de evitar a emissão de gases poluentes, congestionamentos e acidentes nas estradas.


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O sistema de barcaças oceânicas, constituído de quatro barcaças e dois empurradores, funciona como uma ponte entre o porto do Espírito Santo e o de São Francisco do Sul, interligando a ArcelorMittal Vega e ArcelorMittal Tubarão. Já os vagões bobineiros levam as bobinas beneficiadas aos centros de distribuição da empresa. Só em 2012 foram embarcadas da ArcelorMittal Tubarão para a ArcelorMittal Vega pouco mais de 1,7 milhão de toneladas de bobinas, via sistema de barcaças e navios. Para este volume, a empresa retira das estradas mais de 70 mil caminhões que, se enfileirados, chegariam à distância de 2.100 quilômetros, ou seja, a distância de São Francisco do Sul/SC a Porto Seguro, na Bahia. Liderança A adoção de aços leves e, ao mesmo tempo, de alta resistência pelas montadoras que desejam produzir veículos mais leves e seguros já é realidade na indústria brasileira. Para assegurar o fornecimento da matéria-prima, o Grupo ArcelorMittal desenvolveu um conjunto de soluções para o setor. Na área de aços planos, esses aços especiais — Advanced High Strength Steel (AHSS) — usado nas carrocerias, portas e chassis, permitem reduzir o peso de um veículo de passeio em até 20%, mantendo o mesmo custo de produção, e fazem parte do projeto denominado S-in Motion. Por sua forte presença neste segmento, a ArcelorMittal Vega configura-se como importante braço tecnológico e produtivo, concretizando o projeto S-in Motion no Brasil. Além de garantir mais leveza aos veículos, o material aumenta os níveis de segurança, mantém o custo do produto

final e contribui por gerar menos impacto ao meio ambiente, reduzindo até 6,2 gramas de CO₂ por quilômetro rodado. O S-in Motion foi desenvolvido em diversos laboratórios da ArcelorMittal pelo mundo, consumindo um aporte total de US$ 150 milhões. Essa nova tecnologia já representa de 8% a 10% do volume total de aço consumido na produção de veículos no Brasil. A previsão é que o volume chegue a 25% em 2025. Transformação Há 10 anos São Francisco do Sul ganhou uma nova atividade, diversificando o pilar econômico formado até então por movimentações portuárias, turismo e agricultura. Com o início das operações da ArcelorMittal Vega, em julho de 2003, a cidade de belas paisagens e monumen-

tos históricos descobriu a vocação no ramo siderúrgico e hoje possui um polo de negócio dinâmico e privilegiado. A escolha por São Francisco do Sul para montar uma das mais modernas unidades de transformação de aços planos do mundo deveu-se à localização estratégica em relação às montadoras do Sul e Sudeste do país e do Mercosul e à proximidade ao porto, ferrovia e rodovia. Com operações em mais de 60 países e gerando mais de 260 mil empregos diretos, a ArcelorMittal é a maior produtora mundial de aço. A empresa é líder nos principais mercados globais de aço, incluindo o automotivo, construção, eletrodomésticos e embalagens. A empresa produziu em 2012 mais de 80 milhões de toneladas do produto, respondendo por aproximadamente 6% da produção global.

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AVIAÇÃO CIVIL

São Paulo terá um novo aeroporto para aviação geral Com previsão de custo de R$ 1 bilhão, o aeroporto será erguido com recursos da iniciativa privada e deverá ficar pronto até dezembro de 2014

O governo federal acaba de autorizar a construção do terceiro aeroporto de São Paulo. O novo aeroporto, que tem previsão de custo de R$ 1 bilhão, será erguido com recursos da iniciativa privada e deverá ficar pronto até dezembro do ano que vem. O Aeródromo Privado Rodoanel, em Parelheiros, na zona sul do município de São Paulo, será destinado integralmente à aviação geral para atender helicópteros, jatos executivos e táxis aéreos, além de transporte de carga.

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O projeto será desenvolvido pela empresa Harpia Logística S/A e será capaz de operar, segundo os empreendedores, até 240 mil pousos e decolagens por ano. Apesar de o Brasil ter hoje a segunda maior frota de aviação geral do mundo, com mais de 14 mil aeronaves, a maior parte dela concentrada em São Paulo, de acordo com dados da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), a cidade conta com apenas três opções de pousos e decolagens, todas com limitações: Congonhas, onde há permissão para pouso de apenas quatro aeronaves/hora, o Aeroporto Internacional de Guarulhos, que não tem vocação para esta modalidade de aviação, e o Campo de Marte, totalmente dedicado à aviação geral, mas com restrições técnicas e operacionais, já que opera voos visuais e parcialmente por instrumento e tem pistas curtas. Tarifas Além do aeroporto de Parelheiros, dois outros espaços estão em estudo e deverão ter suas construções também autorizadas ainda este ano, segundo a Secretaria de Aviação Civil: um aeroporto no município

de São Roque, da incorporadora JHSF, e um heliporto na região do bairro Jaguaré, na capital paulista. O aeropor to de Parelheiros será o primeiro aeródromo brasileiro de aviação geral a ser explorado em modalidade de

autorização e que poderá cobrar tarifas aeropor tuárias. Esta é uma nova regra que permite a empreendedores privados aproveitar a demanda crescente por transpor te aéreo no país e, ao mesmo tempo, aliviar a pressão de uso sobre os aeropor tos públicos.


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DESEMPENHO

Movimentação da Portonave cresce 18,8% nos seis primeiros meses As exportações totais cresceram 33%, enquanto as exportações brasileiras tiveram uma redução de 0,7% no mesmo período A Portonave movimentou 333.296 TEUs nos seis primeiros meses do ano, um crescimento de 18,8% se comparado ao mesmo período do ano passado. Mesmo com a unificação das alíquotas de ICMS nos estados brasileiros, a empresa cresceu 17,5% nas importações e registrou recorde de importação de contêineres dry (seco). Foram importados 15.183 TEUs, 46,8% a mais se comparado com junho de 2012. A exportação de contêineres reefer também teve excelente desempenho, superando o recorde do mês anterior. Em junho foram movimentados na exportação 9.351 TEUs, um incremento de 58,6% na comparação com o mesmo mês de 2012. As exportações totais cresceram 33%, enquanto, no mesmo período, as exportações brasileiras tiveram uma redução de 0,7% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A movimentação total do mês somou 64.027 TEUs. Para o diretor-superintendente administrativo da Portonave, Osmari de Castilho Ribas, os números são reflexos do trabalho eficiente e comprometido da equipe de mais de 900 funcionários. “Parte deste recorde devemos ao esforço dos nossos colaboradores que se dedicam a este projeto”, comenta Castilho. A chegada e operação dos novos equipamentos, a ampliação de serviços e acordos comerciais e a ampliação no tamanho das embarcações são outros fatores que justificam este crescimento, segundo o diretor-superintendente operacional

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da Portonave, Renê Duarte. A Portonave recebeu em abril três novos portêineres e cinco novos transtêineres para incrementar a frota de equipamentos do terminal e aumentar a movimentação de cargas. A empresa adquiriu também um novo scanner que permite inspecionar até 150 caminhões por hora. Responsabilidade social Na área de responsabilidade social, a empresa investiu em projetos e ações, a exemplo do patrocínio para a construção do Centro Integrado de Cultura de Navegantes e a parceria nos projetos do Espaço Contém Cultura. O plantio de seis mil mudas de árvores para compensar as emissões de carbono dos caminhões terminal tractors e a conquista do Prêmio Empresa Cidadã 2013 da ADVB/SC, com o case Ecoponto, foram os destaques do semestre na área de responsabilidade ambiental. Por meio do programa “Portonave de Todos, de Mãos Dadas com a Responsabilidade Social”, a empresa também investiu em projetos e ações em Navegantes e região. Na área de saúde, a Portonave doou 80 cobertores ao Hospital de Navegantes. No esporte, a empresa patrocinou os Jogos Escolares de Navegantes (JEN) com a doação de camisetas e material gráfico. O terminal também é parceiro do Instituto Caracol no Projeto Contém Cultura, com o repasse de R$ 90 mil neste primeiro semestre. O projeto está com matrículas abertas para as oficinas de arte. Responsabilidade ambiental A Portonave promoveu a Semana do Meio Ambiente, em junho, com a doação de dois ecopontos, doação de contentores e miniecoponto para a escola Eni Erna Gaya, doação de mudas frutíferas, nativas e exóticas e plantio de 6 mil mudas (5,5 hectares) de árvores nativas como compensação de 973,42 tCO2e (tonelada de dióxido de carbono equivalente), o que significa o total das emissões atmosféricas dos caminhões terminal tractors (TTs) da empresa, referente ao ano de 2010. O terminal ainda destinou R$ 127.500 para a Unidade de Conservação do Parque Municipal de Navegantes e outros R$ 81.350 para o Parque Estadual Serra Furada. Prêmio A Portonave foi uma das vencedoras do Prêmio Empresa Cidadã 2013, da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil em Santa Catarina (ADVB/SC). A empresa conquistou a premiação na categoria Preservação Ambiental com o case Ecoponto.

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NAVEGAÇÃO DE CABOTAGEM

Maestra passa a operar serviço de cabotagem no Porto de Recife Empresa decidiu transferir de Suape para Recife o terminal de operações e passa a operar no Terminal da Gulftainer Brazil

A Maestra, empresa de navegação de cabotagem que opera no litoral brasileiro, decidiu transferir de Suape para Recife o terminal de operações em Pernambuco. Com a mudança, a empresa passa a operar no Terminal da Gulftainer Brazil, no Porto de Recife. A mudança da Maestra agora permite um processo mais rápido para a coleta e entrega de contêineres de carga, já que o Porto do Recife possui instalações de armazenagem 24 horas.

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A empresa também oferece acesso fácil para os seus clientes, assim como prioridade de janela de atracação para cabotagem. Atualmente, a Maestra opera com navios de 2.000 TEUs e executa um serviço semanal através do Porto de Recife. “Fomos encorajados a mudar o serviço depois que presenciamos os benefícios de operar com a Gulftainer fora de Pernambuco. Não só podemos estabelecer uma base e conexão mais forte com a sede da Gulftainer nos Emirados Árabes Unidos, como também somos capazes de acelerar o processo e fornecer serviços mais rápidos aos nossos clientes no Brasil”, diz Fernando Real, presidente da Maestra Navegação e Logística. Segundo ele, a nova parceria indica um forte grau de confiança entre as duas empresas que, juntas, devem trazer novos negócios para Recife e Pernambuco. De acordo com Peter Richards, diretor da Gulftainer, a Maestra opera quatro novos navios porta-contêineres, que podem movimentar vários tipos de carga, fortalecendo a cabotagem ao longo da costa brasileira. A cabotagem traz diversas vantagens para a logística do Nordeste: os custos de transporte de navios são menores do que o transporte rodoviário de carga, beneficiando assim a sociedade fiscalmente. Além disso, um dos principais benefícios vem através de uma redução significativa no potencial de avarias das cargas durante o

período de transporte, vindo do Norte, Sudeste e Sul do Brasil. O efeito dominó da mudança do transporte rodoviário para o transporte marítimo não é apenas econômico, pois as empresas vão começar a ver uma redução significativa nas emissões de CO2, contribuindo assim para a sustentabilidade do meio ambiente. Sobre a Gulftainer A Gulftainer Company Limited, com sede localizada no Emirado de Sharjah, nos Emirados Árabes

Unidos, vem operando no Porto de Recife com sucesso desde 2011. O terminal movimenta não somente contêineres, mas também carga projeto, bobinas de aço, ro-ro e carga geral. A Gulftainer anunciou recentemente a compra de uma importante participação em uma sociedade na Arábia, Gulf Stevedoring Contracting Company Limited (GSCCO), tornando-se o maior operador portuário privado e independente no mundo. É também reconhecida pelas principais linhas marítimas, pela qualidade e alta produtividade nos seus terminais.


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LOGÍSTICA DO NORDESTE

Porto de Cabedelo pode receber investimentos internacionais Localizado em posição estratégica, terminal se configura como um dos principais centros de distribuição do Norte e Nordeste do Brasil

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O governo do estado, por meio da Companhia Docas da Paraíba, pode ser contemplado com investimentos dos Estados Unidos para o Porto de Cabedelo. Uma pesquisa publicada pela Câmara Americana de Comércio adiantou que investidores americanos estão prospectando negócios em várias áreas do mercado brasileiro. O levantamento mostra que o setor portuário aparece entre os mais requisitados pelos executivos. Localizado em posição estratégica, o Porto de Cabedelo se configura como um dos principais centros de distribuição do Norte e Nordeste do Brasil. Com uma movimentação anual prevista para mais de 2 milhões de toneladas, o porto tem operado à frente de grandes polos, a exemplo de Recife e Natal. Os números e as boas condições de logística e infraestrutura portuária têm atraído investidores do Brasil e de outros países. Para o ministro dos Portos, Leônidas Cristino, o aumento da capacidade de movimentação dos portos é resultado das intervenções que o governo federal tem realizado de Norte a Sul do país. Ainda de acordo com o ministro, o governo está priorizando este transporte modal devido a sua importância na economia brasileira. Na Paraíba, a Secretaria de Portos (SEP) promete investir cerca de R$ 150 milhões no aprofundamento do canal de acesso, deixando-o com cerca de 13 metros de profundidade. Além disso, já existem projetos prontos para expansão e melhoria de toda infraestrutura, dentre elas está a construção de um novo terminal de múltiplos usos com 102 mil metros quadrados de área para armazenagem. Outro projeto determinante para o desenvolvimento da região será a construção de um terminal de passageiros, que já se encontra em processo de licitação.

timentos privados, já que mais de R$ 2 bilhões estão sendo investidos, graças aos incentivos do governo do estado. “Se comparado a outros estados do Nordeste, Paraíba se destaca na abertura de empresas e incentivos para investimentos. Esses atrativos, além da nossa logística, infraestrutura e acessos, são fatores que chamam atenção dos investidores internacionais”, explica o presidente.

Para o presidente da Companhia Docas da Paraíba, Wilbur Jácome, o estado tem se configurado como um dos que mais cresceram em políticas para inves-

Ainda de acordo com a pesquisa, os empresários americanos demonstraram interesses em investimentos brasileiros, principalmente, pelas pers-

pectivas de crescimento do mercado interno. Nos últimos seis meses, 65% por cento das 92 empresas pesquisadas pela Câmara Americana de Comércio apresentaram interesse em operar no Brasil. Das empresas que já têm vinculo com o país, 89% pretendem ampliar operações ou abrir escritório e, destas, 47% querem aportar por aqui já neste semestre. A pesquisa recolheu informações de empresas automobilísticas, de logística, varejo, bens de consumo, educação, petróleo e gás, tecnologia da informação e comunicações, agronegócios e transporte e turismo.


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TECNOLOGIA AÉREA

Paraná pode ter fábrica de aviões e helicópteros Empresa pretende investir R$ 174 milhões na nova fábrica, que terá capacidade de produção de até 600 helicópteros e 200 aeronaves por ano O Paraná pode ter uma fábrica de aviões e helicópteros em Maringá. O governador Beto Richa acaba de assinar um protocolo de intenções com a equipe da Avio Internacional Group, da Suíça, para instalação da unidade brasileira da marca. A empresa vai investir R$ 174 milhões na nova fábrica e criar mais de mil empregos. A Avio foi enquadrada no Paraná Competitivo, programa de incentivos do governo estadual, que já atraiu mais de R$ 20 bilhões em novos investimentos, com a criação de 136 mil empregos com carteira assinada, em todas as regiões do estado. Richa disse ao presidente da Avio, Luigino Fiocco, que o grupo irá se orgulhar por optar pelo Paraná, pois atingirá seus objetivos e terá retorno garantido. “Nosso objetivo não é só atrair empresas, mas que elas prosperem e possam ampliar seus investimentos aqui”, disse o governador. Luigino Fiocco afirmou que o Paraná foi uma escolha estratégica, pelo destaque que o estado tem na questão da industrialização e por possuir uma lei específica para o setor aeronáutico. “O time do governo também demonstrou eficiência e agilidade, dando as condições ideais para que pudéssemos realizar imediatamente este investimento e com previsão de crescimento”, acrescentou o empresário.

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Aeroporto de Maringá. Serão produzidos helicópteros de dois lugares (SK-1 Twin Power) e aviões acrobáticos de dois lugares (F22 Pinguino). Também serão fabricadas peças e ofertados serviços de manutenção de equipamentos. “Vamos fabricar aeronaves inovadoras, perfeitas para treinamento e atuação policial na defesa e controle de território”, explicou Luigino Fiocco.

Obras As obras para implantação da fábrica iniciam no ano que vem e devem ser finalizadas em 2015. A empresa será instalada em uma área de 90 mil metros quadrados, no entorno do

A indústria terá capacidade de produção de até 600 helicópteros e 200 aeronaves por ano. Além do mercado brasileiro, a Avio planeja vender para países da América do Sul, Estados Unidos e Canadá. O secretário da Indústria, Co-

mércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, ressaltou que o investimento da Avio faz parte do processo de implantação de um polo de aeronáutica e defesa no Paraná. Segundo ele, o objetivo é que o estado se torne uma opção para futuros investidores do setor, que focarão o Brasil como oportunidade, após decisão do governo federal de investir R$ 100 bilhões em defesa nos próximos 20 anos. “Muitas empresas buscarão lugar para estabelecerem seus investimentos e nós estaremos prontos para recebê-los. Queremos colocar o Paraná no mapa dos investimentos em aeronáutica e defesa no país”, disse.


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Duplicação da BR-470: a cadeia portuária agradece As obras de um dos mais importantes canais logísticos do Sul do Brasil vão finalmente sair do papel. Pela rodovia, passam 40% das cargas de SC

A duplicação de um dos mais importantes canais logísticos do Sul do Brasil vai finalmente sair do papel. A assinatura da ordem de serviço para as obras dos lotes 3 e 4 da BR-470 é uma das melhores notícias que a cadeia portuária catarinense poderia receber em 2013. O documento ganhou a assinatura do ministro dos Transportes, César Borges, e da ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti no dia 18

de julho. Na soma dos dois lotes estão previstos investimentos de cerca de R$ 370 milhões. A BR-470 é a principal via de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí e ao Aeroporto de Navegantes. Pelas pistas da rodovia, atravessam pessoas e mercadorias que contribuem para uma soma impressionante. Por ela passam 40% das

cargas do estado, 4 mil contêineres por mês e quase 70 mil veículos por dia na temporada de verão. Projetada 40 anos antes para abrigar 5 mil veículos por dia, a rodovia estava com a capacidade defasada. A falta de infraestrutura causa prejuízos econômicos, como a dificuldade e a falta de segurança para transportar as mercadorias importadas e exportadas pelos portos catarinenses.

O que passa pela BR-470: - 40% das cargas de Santa Catarina - Mais de 90 mil toneladas de produtos por mês - Pelo menos 4 mil caminhões por mês

Números da obra : - 28 viadutos - 11 pontes - 900 desapropriações - R$ 1,3 bilhão em verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)


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As licitações de ambos os trechos, que foram feitas na modalidade do Regime Diferenciado de Contratação (RDC), integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2). O lote 3, chamado de Trecho Blumenau, corresponde ao segmento compreendido entre o KM 44,87 e o KM 57,78, com valor estimado em R$ 170 milhões. O lote 4, que receberá investimentos de R$ 200 milhões, vai do KM 57,78 ao KM 73,18. Trata-se da duplicação do trecho que vai de Blumenau a Indaial, além do acesso a Indaial. Ministra das Relações As obras de duplicação e restauInstitucionais, Ideli Salvatti ração da pista já existente dos lotes 3 e 4 devem ser realizadas em quatro anos. “Mas o ideal seria que a obra fosse executada em menos tempo”, ponderou o ministro. “Posso assegurar que, se depender do Ministério dos Transportes e do Ministério do Planejamento, não faltarão recursos para fazer a obra o mais rápido possível”, assegurou Borges. As obras de duplicação e restauração da pista já existente serão realizadas pela empresa Sulcatarinense MACBC Ltda. Estão previstas também a implantação de ruas laterais, a recuperação, o reforço e a construção de obras de arte especiais, como pontes e viadutos.

Trechos A duplicação da BR-470 será realizada de Navegantes a Indaial numa extensão total de 74 quilômetros, que foi desmembrada em quatro trechos. O lote 1, que vai de Navegantes até a BR-101 e tem extensão de 18,6 quilômetros, já teve seu edital publicado na modalidade RDC. A publicação do edital do lote 2, compreendido entre a BR-101 e Gaspar e com extensão de 26,3 quilômetros, deve ocorrer

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em agosto. Conforme o governo do estado, os trechos três e quatro estão sendo priorizados por serem considerados mais importantes e mais movimentados. Eles receberão estrutura com ciclovias, calçadas, viadutos, pontes e passarelas. A assinatura da ordem de serviço contou ainda com a presença do governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, e do superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), João José dos Santos. A obra completa, entre Navegantes e Indaial, custará R$ 1,7 bilhão, recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). As obras devem iniciar de 30 a 60 dias em Gaspar. Dos primeiros 74 quilômetros de duplicação na BR-470, 64 serão de ruas laterais em locais de grande circulação de ciclistas e pedestres. Lideranças catarinenses, como o deputado Décio Lima, aproveitaram para pedir uma resposta para a duplicação da BR-470, de Indaial até o Alto Vale, que também foi incluída no Estudo de Viabilidade Econômica elaborado para o trecho que será duplicado agora. No entanto, para as obras seguirem até lá é necessário in-

cluí-las no Programa de Aceleração do Crescimento, elaborar o projeto executivo e garantir as licenças ambientais. “Quando o restante for incluído no PAC, nós podemos usar o RDC, abreviar o tempo e fazer anteprojeto de seis a sete meses para licitar”, explicou o diretor-geral do DNIT, Jorge Fraxe. Enquanto o restante da rodovia não é incluído no PAC, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, explica que serão executadas obras de readequação, implantação de terceiras pistas e melhorias até o encontro com a BR-116. As obras já foram licitadas. Os ministros César Borges e Ideli Salvatti garantem que a greve nacional dos servidores do DNIT não vai impactar no início das obras, nem nos editais para escolha das empresas que vão ajudar no processo de desapropriação e supervisão. Rodovia Em uma década, de 1988 a 1998, 802 pessoas morreram em acidentes na rodovia. Nesse período, Santa Catarina vislumbrava pela primeira vez a possibilidade de ver a rodovia du-

plicada. Sempre renegada — por várias vezes passou para a União — foi devolvida ao estado, que decidiu concedê-la à iniciativa privada. Venceu a Empresa Concessionária de Rodovias do Vale do Itajaí (Ecovale). O grupo previa começar a duplicação de 24 quilômetros, entre Indaial e Blumenau, no ano seguinte, o que não aconteceu. A nova gestão estadual recomendou ao Tribunal de Contas do Estado anular o contrato, em processo ainda contestado no Supremo Tribunal Federal. O estado contratou novo projeto e, mais tarde, outras quatro propostas foram suscitadas. Se a primeira tentativa tivesse sido executada, os 24 quilômetros iniciais já teriam sido duplicados até 2008. Hoje, poderíamos trafegar por 103 quilômetros de pista dupla de Gaspar a Rio do Sul. O governo federal garante que, desta vez, a duplicação não recuará. Até o final de 2013 o DNIT pretende assinar a ordem para os dois lotes restantes. As obras, em 74 quilômetros de Navegantes a Indaial, devem correr simultaneamente e um total de R$ 1,3 bilhão será investido.g

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PARCERIA INTERNACIONAL

Porto de Imbituba fecha parceria com Porto de Barcelona A ideia é trazer para a realidade de Imbituba a experiência de Barcelona na revitalização urbana

O Porto de Imbituba, no Sul de Santa Catarina, acaba de assinar um acordo de parceira com o Porto de Barcelona, na Espanha, para a troca de experiências. O presidente do Porto de Imbituba, Luís Rogério Pupo Gonçalves, explica que o objetivo do acordo de cooperação técnica é transferir a expertise espanhola para o porto catarinense, visando à renovação e qualificação do porto. A ideia é trazer para a realidade de Imbituba a experiência de Barcelona na revitalização urbana, para que ela seja aplicada à realidade do município.

benefícios que podem ser gerados pelo porto, mas não precisam ficar concentrados na cidade”, destaca o presidente.

Na Espanha, durante a revitalização, foi estabelecida uma zona aduaneira logística próxima ao sistema portuário. Conforme Luís Rogério, como em Imbituba o sistema portuário é abastecido pelos modais rodoviários e ferroviários, existe um interesse de desenvolver um sistema aduaneiro logístico muito semelhante ao adotado em Barcelona. “Temos a possibilidade de estender uma série de

Cargas

“Essas coisas se desenvolvem em médio e longo prazo, mas não tenho dúvidas de que a relação de Santa Catarina com a Catalunha vai produzir efeitos muito positivos nas áreas econômica e social”, afirma o governador Raimundo Colombo, lembrando que o início do processo foi em 2011, com a visita de missão catarinense a Barcelona.

Rogério explica que em Barcelona existe o que eles costumam chamar de cinco portos em um, com a utilização dos terminais para cargas específicas como combustível, contêineres e minério, modelo que também pode ser aproveitado em Imbituba. “Isso, atrelado a todo esse envolvimento com a ci-

dade, é muito importante para o desenvolvimento de Imbituba e região”, acrescenta Luís Rogério. A Catalunha é um estado autônomo da Espanha. A região, cuja capital é Barcelona, é o principal destino turístico da Espanha e tem uma indústria que se destaca em setores como tecnologia, têxtil e agronegócio. A população catalã é de 7,5 milhões de habitantes, cerca de 1 milhão a mais do que a população catarinense. “O Brasil é um país muito grande se comparado com a Catalunha, por isso buscamos identificar aqueles estados brasileiros que podem ter mais semelhanças conosco e com os quais podemos trabalhar parcerias. E este é o caso de Santa Catarina, que tem uma boa base industrial, uma orientação para o comércio exterior e para o turismo. Santa Catarina pode ser uma grande porta de entrada para todo o Brasil e também para a América Latina”, afirma Artur Mas, presidente do Estado da Catalunha.

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INDÚSTRIA NAVAL

Setor recebe R$ 41 milhões em investimentos para novas tecnologias A virada da indústria naval na última década impulsionou a modernização e o investimento em projetos, estaleiros e tecnologia A indústria naval verde e amarela deve entregar nos próximos anos 373 embarcações, segundo estudo do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval). O setor é responsável por gerar 70.921 empregos diretos, um aumento de cerca de 9 mil empregos em relação aos 62 mil registrados no final de 2012. O Sudeste lidera o ranking, com 42,44% do total do emprego no setor, seguido pela Região Sul, com 31,77%, pela Região Norte com 14,46% e pelo Nordeste com 11,43%. Aquecida, a indústria naval brasileira acaba de receber R$ 41 milhões em investimentos para novas tecnologias e equipamentos. Os recursos, do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, visam aumentar o índice de nacionalização das embarcações produzidas no Brasil e a capacidade de geração de empregos, setor que no primeiro trimestre de 2013 já cresceu 14,33%, segundo dados do Sinaval. A virada da indústria naval na última década impulsionou a modernização e o investimento em projetos, estaleiros e tec-

Embarcações em construção no Brasil:

- 73 navios de apoio marítimo (incluindo 23 novos contratos recentemente anunciados pela Petrobras) - 66 navios petroleiros, de produtos, gaseiros e transporte de bunker - 13 plataformas de produção - 16 construções/integrações de módulos para plataformas - 28 sondas de perfuração - 5 navios graneleiros - 3 navios porta-contêineres - 17 rebocadores - 142 comboios (empurradores + barcaças) - 10 embarcações para a Marinha do Brasil

FOTOLIA

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nologia para atender a um programa de encomendas garantido até 2020. De acordo com o presidente do Sinaval, Ariovaldo Rocha, estão em construção em estaleiros locais 73 navios de apoio marítimo (incluindo 23 novos contratos recentemente anunciados pela Petrobras), 66 navios petroleiros, de produtos, gaseiros e transporte de bunker, 13 plataformas de produção, 16 construções/ integrações de módulos para plataformas, 28 sondas de perfuração, 5 navios graneleiros, 3 navios portacontêineres, 17 rebocadores e 142 comboios (empurradores + barcaças), além de 10 embarcações para a Marinha do Brasil.

Presidente do Sinaval, Ariovaldo Rocha

As informações internacionais apontam grande aumento da competição internacional na construção naval, com o aumento da participação da China. Os equipamentos flutuantes para perfuração e produção de petróleo representam o mercado de maior valor agregado, segmento onde dominam os estaleiros da Coreia do Sul, com forte expansão da construção naval chinesa. Segundo Rocha, no Brasil, o setor continuou a impulsionar o desenvolvimento dos polos regionais e estimulou os investimentos de grandes grupos internacionais que acreditaram neste segmento industrial e aderiram ao programa de conteúdo local. “O Sinaval manteve a defesa da política pública sobre a capacidade local para atender a parcela estratégica das demandas da Petrobras e do transporte marítimo”, diz. Os objetivos são, principalmente, ter capacidade própria estratégica de construção e reparo local de navios e plataformas offshore; criar um novo setor dinâmico tendo por base os estaleiros brasileiros; formar uma rede de fornecedores locais, mais competitiva com a continuidade dos contratos; e abrir oportunidade para uma nova categoria profissional de trabalhadores, com empregos especializados, bem remunerados e com sustentabilidade para os próximos 20 anos, pelo menos. Navios O Fundo de Marinha Mercante (FMM) va financiar construção de navios-sondas. A medida foi autorizada pelo Conselho Monetário Nacional a pedido do Ministério dos Transportes, responsável pelo gerenciamento do FMM. Até agora, o fundo tinha competência para financiar construções de embarcações de interior, para apoio marítimo e de cabotagem além de estaleiros. As condições dos financiamentos serão semelhantes às praticadas nos demais itens da carteira de projetos do FMM. Os prazos de carência e de amortização são de até quatro anos e de até 15 anos. Os projetos com pelo menos 65% dos seus componentes de fabricação nacional serão contemplados com maior cobertura de financiamento e menor taxa de juros. Neste caso, os componentes nacionais das embarcações poderão ter até 90% do seu valor financiados com taxas de juros entre 3% e 5%. O restante dos itens, aqueles fabricados fora do Brasil, terão até 20% de seu valor financiado com taxas que variam entre 3,5% e 5,5%. Os projetos com conteúdo nacional inferior a 65% também poderão receber recursos, mas apenas os itens nacionais receberão o financiamento e, ainda assim, com taxas menos atraentes: entre 3,5% e 6%. A medida visa contribuir com a política de petróleo e gás do governo federal e com o alcance das metas de produção da Petrobras, que prevê a entrada em operação de 38 unidades de produção de petróleo e gás natural até o ano de 2020, incluindo navios-sonda e plataformas.

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Artigo

Wagner Antônio Coelho

Contrato de transporte marítimo internacional Com o aumento significativo dos fluxos de mercadorias relacionadas às negociações comerciais internacionais verificados no Brasil, a partir do início da década de 2000, aumentou o contingente de discussões a respeito das obrigações assumidas pelas partes envolvidas na negociação comercial, bem como das contratadas junto aos intervenientes logísticos envolvidos na operação de deslocamento das mercadorias.

está intimamente ligada ao contrato, uma vez que a atividade de transportes necessita que as partes formalizem as obrigações durante a execução do serviço de transporte contratado.

A atividade de transportar está ligada ao movimento, à ação de deslocar ou de conduzir pessoas e carga com veículos adequados, de um ponto a outro, seja por meios próprios ou por intermédio de terceiros.

Portanto, o contrato de transporte obriga o transportador, desde que remunerado, a conduzir ou transportar uma mercadoria (ou pessoa) de um local determinado ao seu destino, também determinado. A obrigação do contratante restringe-se ao pagamento do preço e obediência ao regulamento do transporte ou às normas do contrato.

Nesse sentido, ressalta-se o modo de transporte marítimo como o mais utilizado para deslocamento de mercadorias no comércio exterior brasileiro, com utilização em, aproximadamente, 95% das movimentações de carga relacionadas às importações e exportações realizadas no país. Nos termos previstos por Silva, transportar significa “conduzir, mediante contrato, de um lugar para outro, em veículos ou instrumentos apropriados, mercadorias, cargas ou pessoas.” Assim, verifica-se que a atividade de transportes

De acordo com a previsão contida no Código Civil Brasileiro “pelo contrato de transporte alguém se obriga, mediante retribuição, a transportar, de um lugar para outro, pessoas ou coisas.”

O contrato de transporte marítimo internacional regula as relações de transporte, nas quais os pontos de embarque da mercadoria e de destino estão situados em países distintos. Desse modo, constata-se a importância das obrigações assumidas quanto ao transporte internacional pela via marítima (transporte de longo curso), as quais são materializadas no contrato de transporte marítimo internacional.

Justamente por envolver questões relativas entre o deslocamento de mercadorias entre países diversos, verificam-se algumas regras internacionais, as quais podem ser convencionadas para incidir sobre o contrato de transporte marítimo internacional, das quais destacam-se, regras de Haia-Visby, Convenção de Bruxelas (Regras de Haia), Regras de Hamburgo e Regras de Roterdã. Porém, a aplicação de tais regras nos contratos discutidos sob a égide da Justiça Brasileira devem levar em consideração a Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro, com aplicação dos dispositivos previstos no Código Civil Brasileiro. Por outro lado, verifica-se a interferência e aplicação indireta das regras internacionais de INCOTERMS quanto à contratação do transporte marítimo, pois ainda que tal regra não se aplique diretamente no contrato de transporte marítimo internacional, a mesma traz reflexos ao contrato de transporte marítimo internacional. O domínio sobre as expressões e peculiaridades da matéria quanto à aplicação das regras internacionais em discussões a respeito do assunto são fundamentais para salvaguardar os interesses das partes que se sentirem lesadas na relação de transporte internacional pela via marítima.

Wagner Antônio Coelho,advogado inscrito na OAB/SC 19654, especialista em Direito Aduaneiro e Comércio Exterior, sócio do escritório Guero e Coelho Advogados Associados – OAB-SC 1042-2005, Consultor de Tradings Companies e empresas ligadas ao Comércio Exterior, Membro fundador da Comissão de Direito Aduaneiro, Marítimo e Portuário da OAB/SC Itajaí-SC, Membro fundador da Comissão Estadual de Direito Portuário, Marítimo e Aduaneiro da OAB/SC, Professor da UNIVALI: no Curso de Gestão Portuária, nas disciplinas de Legislação Aduaneira e Direito Marítimo; nos Cursos de Especialização MBA em Importação e Internacionalização de Empresas; Direito Aduaneiro e Comércio Exterior; Direito Marítimo e Portuário; e, na Faculdade Avantis na Especialização em Direito Aduaneiro, Marítimo e Portuário.


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Suplemento News INSPEÇÃO NAVAL

Porto de Santos terá sistema de monitoramento de tráfego de embarcações A ferramenta propiciará o acompanhamento, em tempo real, do movimento dos navios nas áreas de fundeio, assim como manobras no canal de navegação A Companhia Doca do Estado de São Paulo (Codesp) vai reformar e ampliar as instalações da antiga Ponte de Inspeção Naval, na Ponta da Praia, na Avenida Saldanha da Gama. O local abrigará o Centro de Controle do Sistema de Monitoramento de Tráfego de Embarcações (Vessel Traffic Management Information System – VTMIS). O Porto de Santos vem, desde 1989, avaliando e buscando diversas formas de controlar e gerenciar o tráfego de seus navios por meio desse sistema.

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Com o surgimento de novas tecnologias de transmissão de dados na área de radares costeiros e equipamentos de supervisão a distância (câmeras de longo alcance e visão noturna), além das exigências nas áreas de segurança e de supervisão portuária, como o ISPS Code, bem como demandas na área de monitoramento e controle ambiental, o projeto do VTMIS tornou-se realidade. O edital da reforma prevê investimento de R$ 900 mil, com prazo de execução de 10 meses, a partir da assinatura do contrato. O VTMIS faz parte do Projeto de Inteligência Logística Portuária da Secretaria de Portos (SEP), junto com o Porto Sem Papel (PSP) e Porto 24 horas, ambos em pleno funcionamento. O diretor presidente da Codesp, Renato Barco, afirma que o VTMIS possibilitará o monitoramento e gerenciamento, em tempo real, do fluxo de embarcações no canal de navegação e nas áreas de fundeio do Porto de Santos, obtendo informações para o tráfego dentro do canal de navegação, que servirão também para controle de questões ambientais e apoio em situações de emergência. “É mais uma medida que coloca o Porto de Santos no nível dos maiores portos do mundo”, define o presidente. Barco explica que melhorias nas condições de segurança e de eficiência dos portos são necessárias por uma série de razões, entre as quais as demandas de um comércio internacional em crescimento, a tendência da utilização de navios cada vez maiores, bem como a rapidez com que ocorrem as operações de embarque e descarga de mercadorias. Segundo o presidente, uma evolução na

segurança e na eficiência da navegação pode ser alcançada mediante investimentos em sistemas avançados de informações marítimas, a exemplo do VTMIS. Para o projeto do VTMIS foram avaliados todos os elementos essenciais, chegando-se a uma alternativa que foi avaliada e aprovada pela Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN) da Marinha do Brasil. Renato Barco considera que a implantação e operação do VTMIS no Porto de Santos é tão importante quanto um sistema de controle de tráfego aéreo para os aeroportos, tendo em vista sua similaridade no que se refere à infraestrutura e a equipamentos. Equipamentos O Centro de Controle do VTMIS contará com uma antena VHF para comunicação com as embarca-

ções e receberá dados dos pontos de monitoramento, de uma estação meteorológica e de um marégrafo. Os pontos de monitoramento serão instalados na Ilha da Moela, na Ponta de Itaipu, na região de Conceiçãozinha e na Ilha do Barnabé. Estas áreas foram escolhidas por oferecerem segurança aos equipamentos e possibilitarem cobertura de todo o estuário, que se estende desde o local de fundeio das embarcações até o Terminal Marítimo da Usiminas. Cada ponto possuirá um radar, câmera inteligente e um transponder AIS (Automatic Identification System), um sistema de identificação automática para a coleta de dados. O transponder receberá os sinais enviados pelos navios. Através desse sinal, a central visualiza a posição, a velocidade e o número de registro do navio em uma carta de navegação eletrônica, exibida em um monitor. Em razão de a maior parte das pequenas embarcações não


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emitirem sinais de transponder, a tarefa do radar será identificá-las, até o limite de comprimento de 1,5 metro. A câmera inteligente apontará automaticamente para o alvo localizado pelo radar. Esses recursos serão integrados à gestão de segurança da Supervia Eletrônica de Dados e ISPS Code. Já a estação meteorológica servirá para monitoramento de intempéries e o marégrafo para identificar os movimentos de preamar (maré alta) e baixa-mar no canal. Benefícios A obtenção de dados ambientais (meteorológicos e oceanográficos) é um dos benefícios a ser gerado pelo VTMIS, permitindo à Codesp um melhor estudo dos efeitos de suas atividades no meio ambiente da região. O projeto prevê a implantação de uma rede de sensores ambientais com esse objetivo. O serviço de controle de tráfego contribui, também, para a salvaguarda da vida humana no mar. Além disso propiciará o acompanhamento, em tempo real, do movimento dos navios nas áreas de fundeio, assim como suas manobras no canal de navegação do porto, gerando informações que permitirão estudos e análises de caráter logístico, estratégico, tático, mercadológico e operacional, que resultarão em economia de tempo e de recursos nas operações portuárias, proporcionando reflexos diretos e indiretos no custo das operações portuárias e na cadeia logística. O VTMIS contará com um subsistema meteorológico que cumprirá duas funções principais. A primeira é assegurar a operação portuária em condições normais e seguras, medindo em tempo real as variáveis climáticas, tais como visibilidade, temperatura, velocidade/direção do vento e pluviosidade. A segunda diz respeito à calibração automática dos instrumentos de radar, que têm seus sensores de processamento de sinais interligados com os sensores de velocidade do vento e pluviosidade, a fim de procurar

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fazer tratamento na imagem de radar gerada na tela dos operadores de tráfego. Com uma chuva muito forte, o radar sofre muita interferência das gotículas de chuva, tendo sua leitura comprometida. Já o principal objetivo do subsistema oceanográfico do VTMIS é monitorar as condições oceanográficas do Porto de Santos, a fim de garantir a segurança

das manobras de entrada e saída dos navios, pelo canal de entrada da Barra, e a proteção ambiental do complexo portuário. A altura das marés será registrada em tempo real e comparada, imediatamente, com o calado de cada navio, de acordo com informações da própria embarcação, para que a operação portuária seja completada sem riscos à segurança da navegação.


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Suplemento News TERMO DE COOPERAÇÃO

Secretaria dos Portos e Marinha firmam acordo para levantamento hidrográfico SEP repassará à Marinha recursos financeiros no valor de R$ 6,6 milhões para a compra de equipamentos e realização dos serviços A Marinha do Brasil e a Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP) firmaram um termo de cooperação para viabilizar, por meio da Base de Hidrografia da Marinha, levantamento hidrográfico, atualização de documentos cartográficos e planejamento para a implantação de sinalização náutica nos portos brasileiros. Segundo o ministro dos Portos, Leônidas Cristino, parcerias com a Marinha precisam ocorrer para a segurança da navegabilidade de todos os portos nacionais.

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Através desse instrumento, assinado por Leônidas Cristino e pelo vice-almirante Marcos Nunes de Miranda, diretor de Hidrografia e Navegação da Marinha do Brasil, a SEP repassará à Marinha recursos financeiros no valor de R$ 6,6 milhões para a compra de equipamentos e realização dos serviços. Os recursos foram previstos nos “Estudos para o Planejamento do Setor Portuário – PAC – Nacional” e da “Dragagem e Adequação da Navegabilidade no Porto de Santos (SP) no Estado de São Paulo”.

folha de bordo com a batimetria atualizada.

O cronograma dos trabalhos prevê para o primeiro semestre das obras o reconhecimento da área do levantamento por equipe técnica; a execução do levantamento hidrográfico no canal de acesso ao porto; a manutenção dos bancos de dados, treinamento e carga de dados oriundos do projeto de levantamento e sinalização náutica; processamento dos dados do levantamento hidrográfico pelo Centro de Hidrografia da Marinha; e confecção e disponibilização de

Para o segundo semestre de vigência da parceria estão planejadas a produção da nova edição da carta náutica referente ao trecho levantado e a elaboração e apresentação do projeto de implantação de sinalização náutica do trecho incluído no levantamento hidrográfico. No terceiro semestre ocorrerá a distribuição da nova carta náutica para os agentes e postos de venda e o acompanhamento da implantação e inspeção final dos sinais projetados.

O que prevê a parceria: - Reconhecimento da área do levantamento - Execução do levantamento hidrográfico - Manutenção dos bancos de dados, treinamento e carga de dados oriundos do projeto de levantamento e sinalização náutica - Processamento dos dados do levantamento hidrográfico pelo Centro de Hidrografia da Marinha - Confecção e disponibilização de folha de bordo com a batimetria atualizada - Produção da nova edição da carta náutica referente aos trechos levantados - Elaboração do projeto de implantação de sinalização náutica - Distribuição da nova carta náutica para os agentes e postos de venda


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LOGÍSTICA PORTUÁRIA

Secretaria dos Portos será responsável pela licitação do píer de atração de Paranaguá O consórcio Exe Engenharia venceu o processo licitatório e a Appa investirá R$ 4,25 milhões para a contratação do serviço A Secretaria dos Portos será responsável pela licitação para construção do píer de atracação do Porto de Paranaguá, no Paraná. A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) concluiu o processo licitatório para contratação do projeto executivo para a construção do píer em T, empreendimento que visa implementar o aumento efetivo da capacidade de embarque dos navios graneleiros no Corredor de Exportação. O consórcio Exe Engenharia venceu o processo licitatório e a Appa investirá R$ 4,25 milhões para a contratação do serviço. O aumento na movimentação de cargas ocorrido nos últimos 20 anos não foi acompanhado pelo aumento da infraestrutura. O resultado disso é que a movimentação de cargas pelo Porto de Paranaguá cresceu quase 300% nos últimos 20 anos, passou de 12 milhões de toneladas em 1990 para 44,5 milhões de toneladas em 2012, e a infraestrutura do Corredor de Exportação permaneceu a mesma de lá para cá. “Boa parte do problema que temos com a espera de navios para atracar é por conta disso: precisamos de mais berços de atracação com uma estrutura adequada, moderna e ágil, para dar vazão a estas supersafras que vêm se acumulando”, explica o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino. De acordo com o Estudo de Projeção de Demanda realizado pela Appa e que integra o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto Organizado de Paranaguá (PDZPO), uma vez atendidas as premissas operacionais com o aumento da infraestrutura, os Portos do Paraná poderão superar a marca de 83 milhões de toneladas movimentadas anualmente em 2030. Para o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho,

o governo do estado tem trabalhado para melhorar o atendimento dos produtores rurais no porto. “Nosso planejamento para a Appa é escoar a safra atual e planejar o escoamento das safras recordes do eixo de maior desenvolvimento agrícola do país, que é o nosso”, afirma. Exportação O Terminal de Exportação de Grãos abrange um píer de carregamento, paralelo ao cais acostável existente, com dois berços externos e outros dois berços internos para acostagem e carregamento simultâneos de quatro navios graneleiros, interligado ao cais existente por meio de uma ponte de acesso perpendicular. Um dos novos berços

será especializado para receber navios de grande porte, chamados de “cape size” e que embarcam cerca de 110 mil toneladas de grãos. Os demais três berços serão feitos para receber navios “Post Panamax”, que embarcam cerca de 75 mil toneladas de granéis. A nova estrutura contará com oito carregadores de navios (shiploaders), sendo seis deles com capacidade nominal de 2.000 toneladas por hora, e dois com capacidade nominal de 3.000 toneladas por hora. Haverá ainda oito conjuntos de correias transportadoras para alimentar os respectivos carregadores, sendo seis de 2.000 t/h e dois de 3.000 t/h (cada). O prazo de execução dos trabalhos é de 240 dias. A empresa contratada vai realizar os levantamen-

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Suplemento News

tos de sondagens físicas, da geografia subaquática, e de comportamento dos efeitos das águas e das marés, projetos de fundações, plataforma, áreas de serviços, estruturas eletromecânicas, equipamentos de movimentação de cargas, sistemas de atracação e amarração de navios, e

equipamentos de apoio, sistemas de combate a incêndio e galerias de serviços. Uma vez concluído o projeto, a obra estará pronta para ser licitada. Com a mudança do marco regulatório, a licitação para a construção do terminal

GESTÃO PORTUÁRIAO

Ministro Lança programa de modernização O ministro dos Portos, Leônidas Cristino, acaba de lançar o Programa de Modernização da Gestão Portuária, em parceria com o Movimento Brasil Competitivo (MBC), apostando em desburocratização no setor. O programa tem um ponto muito específico, que é o aprimoramento da gestão dos portos brasileiros,

tanto públicos como privados. A meta é fazer com que a gestão dos portos invista em informatização e em novos padrões administrativos que promovam a competitividade. Tudo isso dentro dos R$ 50 bilhões que vão ser investidos na área, com previsão de parcerias com a iniciativa privada.

ficará sob responsabilidade da Secretaria de Portos (SEP). A Appa lançará o edital para a contratação do projeto executivo do píer em F, que será implantado na extremidade oeste do cais, para movimentação de granéis sólidos com quatro berços de atracação.


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NOVOS MERCADOS

Frango Verde: SC agrega novo item à pauta de exportações A produção deste tipo de ave, criada sem produtos de origem animal na dieta, é oriunda de 50 produtores integrados da região de Taió Santa Catarina acaba de incorporar o frango verde à sua pauta de exportação. Desde março deste ano, a Tyson do Brasil, subsidiária da Tyson Foods, uma das maiores processadoras de carnes do mundo, está exportando frango verde das suas unidades brasileiras para a Arábia Saudita. Esse tipo de ave é criada sem produtos de origem animal na dieta ou no tratamento de doenças. As aves começaram a ser produzidas pela empresa no começo deste ano em parceria com a Gallus Avícola, incubatório do estado de Santa Catarina. A produção é oriunda de 50 produtores integrados da região de Taió contratados pela parceria e é destinada à Arábia Saudita, abrindo um novo mercado para a operação brasileira da Tyson. Segundo o gerente de exportação da Tyson do Brasil, José Charl Noujaim, a Arábia Saudita é o único comprador do frango verde. O produto é embarcado nas mesmas especificações que o convencional em matéria de cortes, com e sem ossos, em diferentes apresentações para atender varejo, food service e indústria. Na produção do frango verde, a Gallus é responsável pelo fornecimento dos pintinhos, ração, assistência técnica e logística. Os avicultores oferecem a estrutura das suas fazendas e a mão de obra para as criações. Já a Tyson do Brasil faz o abate e o processamento, na unidade que mantém em Itaiópolis, também em Santa Catarina. A Tyson cuida da garantia dos padrões de qualidade

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e comercialização dos frangos nos mercados externos. Dos frangos que a Tyson do Brasil exporta, 35% vão para o Oriente Médio e Norte da África, bloco que é chamado de Mena (Middle East and North Africa). “As exportações para a região são muito importantes para a empresa”, afirma Noujaim. A empresa entrou no mercado brasileiro em 2008 e desde lá fornece para o mercado árabe. Apesar de não divulgar números, a companhia informa que, com habilitação de novas plantas para exportar, os volumes embarcados para a região Mena cresceram significativamente. Os produtos que a Tyson do Brasil exporta têm cortes variados, desde peito, pernas, asas, pés, matéria-prima para a indústria até farinhas de vísceras e penas. Para o Oriente Médio, no entanto, os principais cortes exportados para o varejo, em bandejas, são peito, coxas e asas. Para o food service vão principalmente pacotes de dois a cinco quilos, e para a indústria vão pacotes de 7,5 quilos com frango inteiro desossado chamado “Shawarma”, além de miúdos como fígado e moelas. Brasil estratégico De acordo com Noujaim, a entrada no mercado avícola brasileiro foi um passo estratégico da área internacional da Tyson Foods na busca pela expansão em grandes potências produtoras, exportadoras e consumidoras de frangos. Pela operação no país, a empresa teve oportunidade de exportar para mercados onde tinha acesso limitado. A companhia entrou no Brasil com a compra de três unidades de frango, duas em Santa Catarina e uma no Paraná. A Tyson adquiriu em 2008 as plantas das empresas Macedo Agroindustrial, no município catarinense de São José, Avícola Itaiópolis (Avita), na cidade catarinense de Itaiópolis, e Frangobras, em Campo Mourão, no Paraná. Do Brasil, atende clientes em mais de 130 países. As unidades estão habilitadas a exportar variada gama de cortes para mercados como Europa, África, Ásia, América do Sul, Caribe e Oriente Médio. A Tyson do Brasil também é certificada e atende os requisitos para abate e produção de frangos halal, com todos os processos seguindo regras islâmicas. A empresa mantém 4,5 mil funcionários e atua por meio do sistema integrado, no qual ela fornece pintinhos, ração, tratamento veterinário e orientação técnica a produtores rurais, que cuidam dos frangos em suas propriedades e depois os vendem para a Tyson. A empresa trabalha com as marcas Tyson e Macedo.

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CARNE CONGELADA

Receita da exportação de frango aumenta 7,2% em 2013 O aumento geral das receitas, com redução dos volumes exportados, indica o avanço do preço do produto no mercado internacional

A receita com as exportações brasileiras com carne de frango no primeiro semestre de 2013 foi de US$ 4,1 bilhões com um crescimento de 7,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Foram embarcadas 1,89 milhão de toneladas, uma redução de 4,9% de volume na mesma comparação. O Oriente Médio segue como principal mercado do frango brasileiro.

O aumento geral das receitas, com redução dos volumes expor tados, indica o avanço do preço do produto no mercado internacional. De acordo com o presidente executivo da Ubabef, Francisco Turra, o preço médio por tonelada ficou em US$ 2.166 no primeiro semestre, 12,7% a mais do que nos seis primeiros meses de 2012.

As exportações para a região cresceram tanto em volumes quanto em receitas no primeiro semestre. Foram embarcadas 735,1 mil toneladas, com avanço de 9,6% sobre o mesmo período do ano passado, e faturamento de quase US$ 1,6 bilhão, acréscimo de 30,4% na mesma comparação, segundo dados divulgados pela União Brasileira da Avicultura (Ubabef).

O crescimento do faturamento foi impulsionado pela venda de frangos inteiros, já que os embarques de cor tes de aves e de carne industrializada tiveram recuo no período. Entre os mercados, em termos de volumes embarcados, após o Oriente Médio vêm a Ásia, África, União Europeia, países da América, outras nações da Europa e Oceania.

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Presidente executivo da Ubabef, Francisco Turra


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ESCOAMENTO AGRÍCOLA

DNIT vai desobstruir canal de navegação do São Francisco Os investimentos giram em torno de R$ 5,2 milhões, aplicados em uma extensão de 610 quilômetros Onze pontos críticos no canal de navegação da Hidrovia do São Francisco, entre os municípios de Ibotirama (BA) e Juazeiro (BA), serão desobstruídos por meio de dragagem, numa ação em conjunto entre Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Os investimentos giram em torno de R$ 5,2 milhões, aplicados numa extensão de aproximadamente 610 quilômetros. A ação facilitará o escoamento das safras agrícolas provenientes do Oeste baiano, principalmente soja e algodão. Entre os serviços previstos estão a desobstrução de passagens críticas, a contratação de apoio à fiscalização e o atendi-

mento às condicionantes estipuladas na licença ambiental. A parceria proposta prevê ainda a cessão, pelo DNIT, dos equipamentos de dragagem sob a responsabilidade da Administração da Hidrovia do São Francisco (Ahsfra), a draga Matrinchã e a chata Pirapora, para transporte de materiais. A identificação dos trechos críticos que necessitam de dragagem foi realizada pela Ahsfra. O secretário da Indústria Naval e Portuária do estado da Bahia, Carlos Costa, acredita que os novos investimentos irão viabilizar, por exemplo, o transporte pesado de ferro, bauxita, gipsita e enxofre ao longo da divisa da Bahia com o Piauí, conectando com a ferrovia em Bom Jesus da Lapa, além do transporte do minério de Caetité até o

intermodal em Petrolina (PE). “O mesmo acontecerá com o combustível, que poderá ser transportado pelo São Francisco até o Porto Sul, em Ilhéus”, destaca. De acordo com o secretário baiano, cada nova chata que trafega pela hidrovia retira 26 caminhões de 56 toneladas das rodovias. “Isso significa economia de combustível, de tempo e um impacto ambiental muito menor”, assinala. Os investimentos em ferrovias pelo Mato Grosso também prometem novidades, reforçando a tendência à intermodalidade logística. Recentemente, durante a 24ª Feira Nacional da Agricultura Irrigada (Fenagri), em Juazeiro (BA), o ministro César Borges anunciou o projeto de implantação de uma nova ferrovia, também em elabora-


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ção pelo Ministério dos Transportes, via DNIT. “Serão quase 180 quilômetros entre Parnamirim e Petrolina, além dos 400 quilômetros de ferrovia que ligam Juazeiro a Feira de Santana”, disse César Borges. Dragagem O procedimento de desassoreamento consiste na retirada de bancos de areia depositados nesses trechos do rio ao longo do tempo, aumentando a profundidade para que as embarcações não encalhem. De acordo com informações da Ahsfra, o rio São Francisco é totalmente navegável em 1.371 quilômetros, entre Pirapora (MG), Juazeiro (BA) e Petrolina (PE). Sem saída para o Atlântico, o rio São Francisco tem seu aproveitamento integrado ao sistema rodoferroviário da região. A partir da implantação do sistema multimodal, o escoamento da produção agrícola do Oeste da Bahia, com foco em Barreiras, banhada por um dos seus principais afluentes, o rio Grande, é realizado por rodovia até a cidade de Ibotirama, na margem do

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São Francisco, descendo o rio pelo transporte hidroviário até Juazeiro e Petrolina e, deste, por ferrovia para o Porto de Aratu (BA). No quilômetro 42 acima de Juazeiro e

Petrolina, situa-se a barragem de Sobradinho, cuja transposição é realizada por meio de eclusa. A movimentação anual é em torno de 60 mil toneladas de produção.

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TRANSPORTE FERROVIÁRIO

Primeira ferrovia do Programa de Investimento em Logística será leiloada em outubro A ferrovia, que terá extensão de 457 quilômetros, receberá investimentos de R$ 3,25 bilhões e deverá ficar pronta em quatro anos

O governo federal anunciou a conclusão das consultas públicas do trecho ferroviário entre Açailândia (MA) e Barcarena (PA), onde fica o Porto de Vila do Conde. Essa é a primeira ferrovia que será concedida pelo Programa de Investimentos em Logística (PIL), lançado em julho do ano passado, que prevê a construção de 11 mil quilômetros de ferrovias. A previsão é de que o leilão ocorra no dia 18 de outubro. A ferrovia, que terá extensão de 457 quilômetros, receberá investimentos de R$ 3,25 bilhões e deverá ficar pronta quatro anos depois da assinatura do contrato de concessão. O trecho que será licitado é uma extensão da ferrovia Norte-Sul e vai permitir a interligação entre a Região Norte e os portos de Rio Grande (RS), Santos (SP) e Itaguaí (RJ). Ele vai cortar o interior do Brasil e colocará o Porto de Vila do Conde como alternativa para o escoamento de produtos pelo norte do país. O novo corredor de transporte de alta capacidade para o país vai conduzir, principalmente, cargas de grãos, minério de ferro e bauxita. A linha será construída em bitola (distância entre os trilhos) larga, de 1,6 metro, padrão estabelecido para as novas ferrovias brasileiras. A construção vai contar com 70 obras de arte especiais, entre pontes, viadutos e passagens inferiores. Para o presidente da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Rodrigo Vilaça, essa primeira concessão vai trazer inúmeros benefícios para a logística brasileira. “Esperamos que, em breve, com essas licitações, a gente consiga atingir os 52 mil quilômetros de malha ferroviária, que é o necessário para o transporte de cargas por ferrovia hoje no Brasil”, afirma. Atualmente, o país conta com pouco mais de 28 mil quilômetros de ferrovias de cargas. O edital desse primeiro trecho a ser concedido servirá de modelo para os demais que serão licitados. A expectativa é que todos os editais sejam lançados este ano e, até o fim do primeiro bimestre do ano que vem, os 13 trechos ferro-


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viários previstos no PIL sejam concedidos à iniciativa privada. Os próximos trechos que deverão ser licitados, provavelmente em outubro, são entre Lucas do Rio Verde (MT) e Uruaçu (GO) e entre Estrela d’Oeste (SP) e Maracaju (MS). Funcionamento O concessionário será responsável pela construção, manutenção e gestão da infraestrutura pelo prazo de 35 anos. A empresa que vencer a concessão deverá garantir uma determinada capacidade durante o período contratual e deverá atingir 34,5 milhões de toneladas por ano ao final da concessão. A taxa interna de retorno (TIR) do projeto foi fixada em 8,5%. A empresa pública Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A. será a única compradora da capacidade da ferrovia, que será disponibilizada via oferta pública para os interessados (operadores ferroviários independentes, atuais concessionários e usuários que desejem realizar seu próprio transporte). Ao concessionário caberá a eventual

ampliação dessa capacidade no caso em que a demanda se mostrar superior à capacidade inicial. O Programa de Investimentos em Logística foi lançado em agosto do ano passado, com previsão de investimentos de R$ 91 bilhões em ferrovias via parceria público -privada. Em cinco anos, o país passará a

contar com uma moderna malha de ferrovia, capaz de propiciar transporte de boa qualidade e com custo adequado. As ferrovias do PIL conectam regiões que já contam com elevada produção agrícola e mineral (usuários tradicionais de ferrovias) e criam a oportunidade de atração de cargas industriais, além de conectarem os principais centros urbanos do país.

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NAVEGAÇÃO COMERCIAL

Brasil e Uruguai querem retomar a navegação na Lagoa Mirim Proposta foi defendida em um congresso no Uruguai que teve a participação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) Brasil e Uruguai querem retomar a navegação comercial na Lagoa Mirim, que une os dois países. O projeto “Transporte Multimodal no Sistema Lagoa Mirim e Lagoa dos Patos” está inserido na Iniciativa para Integração Regional Sul-Americana (IIRSA), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e contempla 30 ações de integração nas áreas de transportes, telecomunicação e energia. A proposta foi defendida recentemente na cidade de Melo, no Departamento de Cerro Largo, no Uruguai, em um congresso que teve a participação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O evento é um desdobramento de projeto binacional para o desenvolvimento do transporte multimodal na região. Participaram do encontro entidades e órgãos governamentais das esferas federal, regional, estadual, organizações não governamentais e setores produtivo e acadêmico dos dois países. A Antaq foi representada pelo especialista em regulação de transportes aquaviários, da Unidade Administrativa Regional da Agência em Porto Alegre, José Allama. Os resultados do encontro serão a base das recomendações a serem apresentadas em setembro às autoridades e aos representantes supranacionais dos países da América do Sul, no Conselho da União das Nações Sul-Americanas (Unasul). Paralelamente aos estudos, os governos dos dois países plane-

jam ações e investimentos em infraestrutura, como dragagens, construção de terminais e conexões multimodais, cujos projetos se encontram em fase de levantamento, estudos e de licenciamento ambiental.

conectada pelas infraestruturas brasileira e uruguaia de rios, lagos, canais e instalações portuárias com a navegação de cabotagem e rotas marítimas, sendo também articulada com malha rodoferroviária.

Transporte de grãos

A área de influência da Lagoa Mirim, somada à da Lagoa dos Patos, abrange mais de 260 mil quilômetros quadrados, sendo 80% no território brasileiro e 20% no país vizinho, e envolve 77 municípios no Brasil e três departamentos no Uruguai, subdivididos em 23 distritos.

Pelo lado uruguaio, as autoridades anseiam que no prazo de dois anos haja navegação comercial na Lagoa Mirim, com transporte de grãos e minérios, reduzindo significativamente os custos com fretes. A Lagoa Mirim é


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LOGÍSTICA DO SUL

Porto de Imbituba é aposta do governo estadual para crescimento regional Presidente do porto, Luís Rogério Pupo Gonçalves, faz um balanço à frente da administração do porto em entrevista exclusiva

A movimentação do Porto de Imbituba cresceu 28,7% nos seis primeiros meses do ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Luís Rogério Pupo Gonçalves, presidente do Porto de Imbituba, explica que neste período o terminal conseguiu ampliar o número de navios em operação e diminuir em 15% o tempo de permanência das embarcações atracadas. “Isso está trazendo o interesse dos armadores para operar em Imbituba”, garante. O próximo passo é o aprofundamento do canal de acesso para 17 metros de profundidade e da bacia de evolução para 15 metros, mesma profundidade dos berços. Como a obra já foi aprovada pelo governo federal, a expectativa é que sejam determinantes para deixar o porto mais competitivo. Nesta entrevista concedida ao Informativo dos Portos, Luís Rogério Pupo Gonçalves faz um balanço dos seis meses à frente da administração do porto e fala sobre desafios e a importância do terminal para a economia regional. Confira os principais trechos da entrevista.

principais alavancas econômicas para o desenvolvimento do Sul de Santa Catarina. Por ter mantido apenas um tipo de carga (carvão) por um longo período, com o declínio da atividade, a economia da região entrou em depressão. Segundo Luís Rogério Pupo Gonçalves, isso teve reflexos significativos no município. Com o vencimento da concessão do arrendamento do terminal para a iniciativa privada e o governo do estado assumindo a administração do porto, a estratégia é criar uma série de ações que envolvem procedimentos do ponto de vista técnico e operacional, em curto, médio e longo prazo, que envolvam atividades em toda a região. “Todo o nosso crescimento de qualificação da operação vai ter reflexo direto na hinterlândia da atuação do porto”, diz. Ele explica que o custo logístico da região deixa o terminal menos competitivo em comparação com outras regiões do estado onde já existe uma estrutura instalada.

Gonçalves, deixar claro para o mercado quais são as condições do Porto de Imbituba para atrair novas cargas. Hoje, o terminal atua nos segmentos em que o Brasil está explodindo, a exemplo da exportação de grãos, na qual a produção é maior que a capacidade de exportar. Em um segundo momento, o alvo será captar as cargas de produção local. São cargas que estão passando de caminhão na frente do porto. Além disso, ele pretende desenvolver ações para atrair cargas de um raio de 300 quilômetros dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que precisam de um suporte para que possam ser embarcadas no terminal. Atualmente a administração do porto está promovendo uma aproximação entre exportadores, armadores e operadores com o objetivo de criar uma convergência econômica, comercial e administrativa que favoreça o desenvolvimento do Porto de Imbituba. Cabotagem

Os desafios Desenvolvimento regional O Porto de Imbituba é efetivamente uma das

Num primeiro momento é objetivo do Porto de Imbituba, segundo Luís Rogério Pupo

Atualmente a administração do Porto de Imbituba está discutindo com as principais empresas do mercado para incluir o porto em


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roteiro para a navegação de cabotagem. Mandar carga para o Norte do país, por exemplo, não é problema. A dificuldade está em conseguir atrair cargas do Norte para o Sul. “Do ponto de vista da administração do porto, a cabotagem é fundamental para assegurar a movimentação de novas cargas no mercado interno”, observa. Novas linhas Hoje o Porto de Imbituba possui linhas que atendem a América do Norte e o continente sul-aPresidente do Porto de Imbituba, Luís mericano. O porto também emRogério Pupo Gonçalves barca cargas para a Europa e Ásia em nível de afretamento. Como não são linhas regulares, a administração do porto está negociando com os armadores para incluir o porto no roteiro de escalas. Diferencial Além de Imbituba ser um porto multipropósito, o terminal é especializado em movimentação de minério. “Temos como, por onde e para onde crescer”, defende Luís Rogério. Imbituba é um porto que pode crescer em todas as direções, tanto no mar como na terra. O desenvolvimento pode ser na área do porto organizado e fora. Ele explica que o porto está instalado dentro de uma planta de 1,5 milhões de metros quadrados, que permite fazer acomodações para novas cargas e novos armazéns. Fora da área do porto, o governo do estado tem uma área de 2,5 milhões de metros quadrados. Além disto, está em desenvolvimento um projeto para que seja construído um complexo logístico na região que ocuparia uma área de seis milhões de metros quadrados, localizado a três quilômetros do Porto de Imbituba. Administração O governo de Santa Catarina está trabalhando para que o porto continue estadual. A SC Parcerias montou em Imbituba uma estrutura técnica com pessoas do mercado e anos de prática portuária para demonstrar que o porto tem uma estratégia que vai além da questão comercial local. Segundo Rogério, o porto efetivamente representa um mecanismo de desenvolvimento. Se o terminal for puramente privatizado, o lucro gerado pelo porto vai ficar direcionado para um tipo de atividade econômica. “Na mão do estado, por obrigação, é necessário fazer o reinvestimento em toda a cadeia econômica”, defende o presidente do Porto de Imbituba. Duplicação da BR-101 Sul A duplicação da BR-101 facilitou muito a comunicação com todo o norte do estado. “É claro que quando estivermos totalmente conectados ao Sul, que é nosso principal foco, teremos outro fator de competitividade facilitado”, observa. A administração do terminal também está resgatando a reutilização da ferrovia Teresa Cristina, que daria a possibilidade de transpor o gargalo físico que ainda representa a conclusão da duplicação do trecho Sul da BR-101. Para ele, tudo é questão de tempo e necessita de tratamento diferenciado. Exatamente por isso o governo do estado está investindo 50 milhões no acesso rodoviário para readequação do fluxo de tráfego na cidade de Imbituba.

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Suplemento News CARNE SUÍNA

Complexo Portuário do Itajaí se transforma no principal player para exportação ao Japão A expectativa é que, em até cinco anos, o país asiático importe 100 mil toneladas por ano do Brasil Os dois primeiros contêineres de carne suína congelada para o Japão, depois da reabertura do mercado japonês para o produto catarinense, embarcaram pelo APM Terminals Itajaí e Portonave, operadores portuários que fazem parte do Complexo Portuário do Itajaí. Os cortes foram produzidos pela BRF e pela Seara Alimentos. Depois de quase uma década de negociação, a abertura do mercado japonês para Santa Catarina – a única área livre de aftosa sem vacinação no Brasil – cria expectativas positivas para a agroindústria barriga-verde. De acordo com informações da BRF, a carga inicial era composta por cortes de filé de lombo e sobrepaleta de lombo (copa), e foram produzidos na unidade de Campos Novos (SC), uma das duas plantas da companhia habilitadas para exportar àquele país. A encomenda foi feita pela Mitsubishi, um dos maiores players do setor de carne que atua no Japão. A relação comercial entre a empresa japonesa e a BRF começou no final da década de 1990 e se consolidou nos últimos três anos com o fornecimento de cortes de frango. Além de Campos Novos, a unidade da BRF de Herval D’Oeste também está habilitada para o abate e a produção de carne suína para a exportação ao mercado japonês. Ambas as plantas atendem aos mais avançados padrões tecnológicos e de sanidade mundiais e estão localizadas em Santa Catarina, único estado brasileiro reconhecido pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) como livre de febre aftosa

Jones David/Divulgação

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sem vacinação, pré-requisito indispensável para fornecimento ao Japão. Os japoneses têm uma demanda total de 1,8 milhão de toneladas de carne suína ao ano, sendo quase metade de produtos importados. “O intenso trabalho dos nossos clientes no Japão contribuiu para a aprovação das plantas e da documentação necessária, entre outros entraves típicos da abertura de novos mercados”, disse em nota o presidente-executivo da Seara Brasil, David Alan Palfernier. Expectativa Em até cinco anos, o país asiático deve importar 100 mil toneladas por ano do Brasil. No ano passado, o Brasil – que é o quarto maior exportador de carne suína in natura

do mundo – vendeu o produto para 63 mercados, totalizando US$ 1,3 bilhão (quase 500 mil toneladas). Santa Catarina está no topo da lista dos estados exportadores, vendendo US$ 492 milhões, isto é, cerca de 181 mil toneladas em 2012. O Japão é o maior importador mundial de carne suína in natura, totalizando US$ 5,1 bilhões em 2012, equivalentes a 779 mil toneladas, o que representa cerca de 31% das compras mundiais em valor. O país exige absoluto rigor sanitário e eficiente controle do processo produtivo. A principal exigência é que os suínos sejam nascidos, criados e abatidos em território catarinense, tenham nutrição de alto padrão e registro de todos os medicamentos ministrados durante a vida do animal em boletim veterinário.


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COMPLEXO PORTUÁRIO

Prejuízos podem chegar a R$ 30 milhões por mês sem nova bacia de evolução A não ampliação da bacia de evolução coloca em risco 20 mil empregos, causando um grande problema social em toda a região

Segundo um levantamento feito pelo Complexo Portuário, a não ampliação da bacia de evolução coloca em risco 20 mil empregos, causando um grande problema social em toda a região. As estatísticas dos terminais já estão sentindo os reflexos da não conclusão da obra, pois alguns contratos não foram renovados para o próximo ano. A situação é irreversível, segundo Osmari de Castilho, diretor-superintendente administrativo da Portonave, pois os armadores estão atuando com navios maiores. Já são 22 deles, com 334 metros de comprimento, circulando pela costa brasileira e, a partir de 2014, os de 366 metros chegarão aos portos nacionais. Esse parâmetro é dado pela reforma que está sendo feita no Canal do Panamá, que comportará embarcações deste tamanho. “O Complexo Portuário do Rio Itajaí vem crescendo de maneira consistente e superando as suas limitações ao longo dos anos. Neste

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O Complexo Portuário do Itajaí pode perder R$ 30 milhões mês a partir do próximo ano, com a queda de aproximadamente 75% na movimentação de entrada e saída de navios e a debandada dos armadores para outros portos que comportem embarcações maiores. A única alternativa para frear a onda de prejuízos é a construção da nova bacia de evolução. “O aumento no tamanho dos navios que trafegam na costa brasileira acaba gerando uma grande preocupação para nós. Se não iniciarmos o mais breve possível as obras de uma nova bacia de evolução para o complexo, deixaremos de receber esses cargueiros”, explica Antônio Ayres dos Santos Júnior, superintendente do Porto de Itajaí.

momento, precisamos de um esforço ainda maior para continuarmos sendo competitivos e não comprometermos todo o investimento feito até o momento. A nova bacia de evolução significa aumentar a produtividade dos terminais, redução de custos e aumento de competitividade.Significa estabelecer as condições necessárias para o crescimento sustentável de longo prazo”, afirma Castilho. Empregos A atividade portuária é responsável pelo maior número de empregos gerados na região e lidera na arrecadação de impostos aos

cofres municipais, além de movimentar toda a economia local. Por isso a necessidade da realização da obra de uma nova bacia de evolução no leito do rio Itajaí-Açu. “Os investimentos no Complexo Portuário do Rio Itajaí são de grande importância para que os terminais da região possam receber navios de grande porte, que estão dominando o mercado. Sem esta atualização, os portos de Itajaí e Navegantes perdem competitividade. Esses investimentos aumentarão consideravelmente a capacidade de operação e modernizarão os terminais da região”, avalia o secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável de Santa Catarina, Paulo Bornhausen.


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Suplemento News SACO DA FAZENDA

Assinada ordem de serviço para construção da Marina de Itajaí Orçada em R$ 38 milhões, a obra será construída pela Porto Esportivo Itajaí Ltda, sociedade formada pelo consórcio que venceu a licitação O Porto de Itajaí e a administração do município estão trabalhando para terem até novembro parte das obras da Marina de Itajaí, denominada “Complexo Náutico Ambiental de Itajaí”, localizada na Baía Afonso Wippel. O empreendimento está orçado em R$ 38 milhões. A administração do município tem pressa para que a obra saia do papel e que o local possa receber afinal da regada Jaques Vabre, com largada na França.

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O começo das obras depende da autorização da Fundação de Meio Ambiente (Fatma), que até o fechamento desta edição não havia emitido a licença ambiental para a realização da obra. Se isso não ocorrer, o município terá que recorrer a um plano alternativo para atender a demanda da corrida. A regata Jacques Vabre terá início no dia 3 de novembro e deve chegar a Itajaí depois de 20 dias. A autorização para o começo das obras foi assinado pelo prefeito de Itajaí, Jandir Bellini, e o superintendente do porto, Antonio Ayres dos Santos Júnior, em uma solenidade que envolveu a participação dos representantes da Porto Esportivo Itajaí Ltda, sociedade de propósito específico formado pelo consórcio que venceu a licitação para a realização das obras. O projeto prevê investimentos em obras de construção, implantação, conservação, reforma e ampliação das instalações da marina, que terá até o fim do contrato 700 vagas secas e 117 molhadas para embarcações de diversos portes.

Prefeito de Itajaí, Jandir Bellini, assina ordem de serviço da marina ao lado do superintendente do Porto de Itajaí, Antônio Ayres

A área onde a Marina de Itajaí será construída é de 10,3 mil metros quadrados na parte seca e 120 mil metros quadrados de espelho d’água. O prazo estimulado para início de operação da Marina é de 18 meses a partir da assinatura do contrato. A empresa vencedora da licitação terá direito ao arrendamento da estrutura náutica por 25 anos, prorrogável por mais 25 anos.

A Marina de Itajaí: Valor da obra: R$ 38 milhões Capacidade total: 700 vagas secas e 117 molhadas Área total: 10,3 mil metros quadrados na parte seca e 120 mil metros quadrados de espelho d’água Previsão de geração de empregos: 1,6 mil Prazo para conclusão: 18 meses


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Com esse investimento, Itajaí será a única cidade do país a possuir um complexo integrado com porto de carga, terminal de passageiros e porto de lazer. O superintendente do Complexo Portuário de Itajaí, Antônio Ayres dos Santos Júnior, explica que a fundação pediu uma adequação no projeto técnico. Um primeiro já havia sido enviado para a Fatma e a intenção era iniciar a dragagem do canal em junho, mas como houve essa exigência, a obra acabou atrasando. Atrativos De posse da autorização do órgão ambiental, as obras podem iniciar imediatamente. De acordo com o superintendente do Porto, os equipamentos para as obras já estão disponíveis. Na primeira etapa, serão executadas as obras de dragagem do canal, que deve durar de dois a três meses. Além das vagas para embarcações, o empreendimento terá atrativos como lojas, restaurantes e até hotel. Os espaços serão ocupados mediante locação e serão abertos ao público. Apenas a parte das vagas será de acesso res-

trito aos donos. A marina comportará barcos de até 130 pés e cerca de 40 metros. Manuel Maier de Oliveira, da Consórcio KL Viseu, que administrará o Porto Esportivo, explica que não há marinas desse porte no Sul do país. O projeto é baseado no modelo que se aplica na Europa e foi idealizado por uma empresa espanhola. A expectativa é que a Marina de Itajaí abra pelo menos 1,6 mil postos de trabalho, quando estiver em operação, além do

desenvolvimento do setor náutico. Para o prefeito Jandir Bellini, o Complexo Náutico e Ambiental de Itajaí trará para o município grandes contribuições de cunho econômico e social. “Será um projeto voltado para a sustentabilidade, que vai impulsionar o desenvolvimento econômico e social de Itajaí e projetar nosso município em níveis estadual e nacional”, afirma Bellini.

OPERAÇÃO PORTUÁRIA

APM Terminals alcança recorde de produtividade com 98 movimentos por hora A APM Terminals – empresa arrendatária de dois berços no Porto de Itajaí – acaba de bater recorde de movimentação em operações com contêineres, trabalhando com três guindastes simultaneamente, sendo dois portêineres e um guindaste móvel de terra. Em 30 horas, foram movimentados 2.900 contêineres no navio CMA CGM Azure, o que equivale a 98 mo-

vimentos por hora. O recorde anterior foi de 95,14 movimentos por hora. O diretor superintendente do APM Terminals, Ricardo Arten, explica que o novo recorde é um fator importante para a redução dos custos portuários, além de confirmar a excelência operacional que é uma das marcas da APM Terminals em nível

mundial. Com a eficiência comprovada, os armadores adquirem maior confiança no terminal itajaiense, tornando mais viável a atração de novas linhas. “Os equipamentos utilizados na movimentação dos contêineres conferem mais segurança e eficiência às operações. Isto reflete a importância dos investimentos para o bom resultado das movimentações portuárias”, completa.

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Artigo

Cláudio Gonçalves

Brasil perde espaço entre investidores estrangeiros Durante a 15ª Conferência Global de Private Equity, organizada pelo IFC (International Finance Corporation), braço privado do Banco Mundial, que reuniu 800 gestores de fundos de todo o mundo, foi realizada uma enquete cuja pergunta era: Onde estão as melhores oportunidades para investimento na América Latina? A resposta da maioria foi Colômbia, Peru e Chile. Apenas sete responderam que as oportunidades estão no Brasil. Possivelmente, os sete são brasileiros. Será que o mundo ainda não conhece o Brasil ou será que a década dos BRICs já passou? Vale lembrar que a sigla BRIC foi criada por um economista ligado a um banco de investimentos, Jim O`Neill, do Banco Goldman Saches, em 2001. O indiano Ruchir Sharma foi um dos palestrantes do evento. Diretor da área de mercados emergentes do Banco Morgan Stanley, publicou em abril de 2012 o livro “Breakout Nations: In pursuit of the next economic miracles”, um best seller internacional. Sharma afirma em seu livro que os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) estão “fracassando na

liderança” e que “serão a grande decepção da década”. Para Sharma,”quando um país chega à capa da ‘The Economist’, já sabemos que seu pico ficou para trás”. O Brasil foi capa da revista inglesa em novembro de 2009, com o titulo “O Brasil decola”. Sharma completa dizendo: “Dá pra dividir a América Latina pelos Andes, à esquerda, vai bem, à direita vai mal.” O indiano afirma que “o boom dos commodities ficou para trás e o Brasil vai desacelerar”. O PIB do Brasil em 2010 foi de 7,5%, caiu para 2,7% em 2011 e depois para 0,9% em 2012. Sharma aponta que as estrelas sulamericanas emergentes da próxima década serão Colômbia, Peru e Chile. Na Ásia, Filipinas, Tailândia e Indonésia e na Europa, Polônia e Turquia. Ele acredita ainda que “os vencedores de uma década raramente são os vencedores da próxima década”. Se ele está certo ou não, só o tempo dirá. O que sabemos é que o Brasil, nos últimos governos, não conseguiu resolver o pro-

blema do chamado “custo Brasil”: carga tributária elevada, que inibe a competitividade dos nossos produtos; excesso de burocraria; lei trabalhista extremamente protecionista com elementos que encarecem sobremaneira o custo da mão de obra, também afetando nossa competividade; logística cara, matriz predominantemente rodoviária, encarecendo muito o preço dos produtos; e previdência social com déficit monumental, trazendo risco para o país e para as próximas gerações. Se Sharma estiver correto, a década dos BRICs passou e mais uma vez o Brasil perdeu o bonde da história. Os entraves são a nossa forma de fazer politica, nossa estrutura político-partidária, onde perde-se muito tempo fazendo acordos para ampliar a base de sustentação do governo, perdendo o foco e a medida de urgência para tratar os temas de importância nacional. O Brasil presisa de um projeto de nação de longo prazo. Que Brasil queremos em 2050? Se não pensarmos no longo prazo, outros países pensarão e colocarão em prática projetos pensando em seus cidadãos.

* Cláudio Gonçalves é economista e professor da Trevisan Escola de Negócios


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LIGAÇÃO FéRREA

Ferrovia que ligará Minas Gerais a Bahia pode custar R$ 12 bilhões A intenção é que a licitação seja concluída até o final deste ano e que o contrato possa ser assinado no primeiro semestre de 2014 O projeto da ferrovia que vai ligar Belo Horizonte a Candeias, na região metropolitana de Salvador (BA), pode consumir investimentos de R$ 10,66 bilhões a R$ 12,158 bilhões, segundo projeto de engenharia da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O custo, baseado em estudos preliminares, varia de acordo com o traçado. Segundo o superintendente de Infraestrutura e Serviços de Transporte Ferroviário de Cargas da ANTT, Jean Mafra dos Reis, a intenção é que a licitação seja concluída até o final deste ano e que o contrato possa ser assinado ainda no primeiro semestre de 2014. Reis explica que “o eixo MG/BA será dotado de uma ferrovia de alta capacidade

de transporte, propiciando a redução dos tempos de deslocamento e, consequentemente, dos custos de transporte”. Com 1.419 quilômetros de extensão, a linha férrea passará por 52 municípios, sendo 27 em Minas e 25 na Bahia. O projeto ainda contém a construção de pátios de manutenção a cada 300 quilômetros. Além disso, ampliará o escoamento de produtos da região, incluindo minério de ferro e outras commodities. Na Bahia, o trecho abrange os municípios de Sebastião Laranjeiras, Urandi, Pindaí, Candiba, Guanambi, Manoel Vitorino, Barra da Estiva, Iramaia, Maracás, Marcionílio Souza, Iaçu, Boa Vista do Tupim, Itatim, Santa Teresinha, Castro Alves, Rafael

Jambeiro, Ipecaetá, Antônio Cardoso, Feira de Santana, Anguera, Conceição do Jacuípe, Santo Amaro, Amélia Rodrigues, São Sebastião do Passé e Candeias. Ainda na Bahia, a ferrovia vai compartilhar 200 quilômetros com a Ferrovia da Integração Oeste-Leste, em construção pela Valec — empresa pública vinculada ao Ministério dos Transportes — entre os municípios de Guanambi e Manoel Vitorino. Em Minas, no trecho inicial de 70 quilômetros, entre Capitão Eduardo e Sete Lagoas, será aproveitado o traçado da ferrovia que já existe no local. O projeto prevê melhoria na sinalização e a construção de cerca ao longo da linha para delimitar a área de domínio.


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LACRE ELETRÔNICO

Paranaguá começa a testar dispositivo em contêineres refrigerados O projeto do Mapa, em fase de teste também nos portos de Santos e Navegantes, é chamado de Canal Azul O Porto de Paranaguá começou a testar o lacre eletrônico que será implantado nas cargas conteinerizadas de carne para exportação. O dispositivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), exclusivo para os contêineres refrigerados, promete reduzir a burocracia, agilizar a liberação das mercadorias e dar mais segurança ao produto exportado pelo terminal paranaense. De acordo com o diretor empresarial da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Lourenço Fregonese, de janeiro a junho, o Porto de Paranaguá exportou quase 556,5 mil toneladas de carne. Essa movimentação gerou uma re-

ceita cambial de quase US$ 1,25 bilhão. “Nossa principal carne de exportação é o frango. Nesse segmento, somos o segundo porto do país. Investindo e estando abertos às iniciativas de modernização – sejam essas do governo federal ou da iniciativa privada – temos condição de atrair ainda mais cargas e clientes e com isso melhorar a economia de todo o estado. Se o lacre eletrônico promete dar ainda mais credibilidade às operações pelo Porto de Paranaguá, apoiamos”, garante Fregonese. O processo começa já na origem da carga, onde o contêiner é lacrado com um chip identificador. Um funcionário da empresa cadastra informações sobre a carga no

Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) e, assim, a mercadoria já chega no Porto de Paranaguá com todo o processo burocrático realizado”, explica Daniel Gonçalves Filho, superintendente do Mapa no Paraná. Segundo ele, o dispositivo permitirá que a carga seja rastreada. O projeto do Mapa, em fase de teste também nos portos de Santos e Navegantes, é chamado de Canal Azul. Uma das empresas que exportam carne pelo Porto de Paranaguá, habilitadas para utilizar o lacre nessa primeira etapa, é a Martini Meat. Segundo o gerente comercial, Marcelo Ostrowski, atualmente existe certa burocracia que impede maior

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Ainda de acordo com o gerente, além de acelerar o processo de exportação, a nova tecnologia pode diminuir os tempos logísticos, os custos de armazenagem e até incentivar outras empresas a exportar pelo Porto de Paranaguá. “E a diminuição de custos e consequente incremento da margem e do resultado podem inclusive aumentar a movimentação de congelados pelos portos brasileiros, em especial Paranaguá”, afirma Ostrowski. O representante da Martini Meat explica que, com a implantação do lacre eletrônico, o contêiner não precisará ficar parado muito tempo no pátio aguardando a liberação. Portanto, o custo com energia elétrica seria reduzido. Além disso, com o

IVAN BUENO

agilidade nos processos protocolados via papel. “Foi demonstrado nessa primeira reunião que, de uma média superior a 48 horas para liberação de documentos nos portos, este prazo poderia ser reduzido para pouco mais de duas horas, aliando a verificação da integridade física do lacre e da carga, também com a evolução do processo documental”, comenta.

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novo processo, haveria uma maior disponibilidade de ativos de transporte (caminhões, ferrovias),

o que poderia incrementar a quantidade de contêineres exportados.


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PORTO DE PECÉM

Terminal movimenta 2,1 milhões de toneladas no primeiro semestre O grande destaque deste ano fica por conta do transporte de granel líquido, com aumento de 272%

A movimentação de mercadorias pelo Porto do Pecém no primeiro semestre deste ano cresceu 15% em relação ao mesmo período do ano, atingindo a soma de 2,1 milhões de toneladas. Em 2012, foram movimentadas 1,8 milhão de toneladas. O grande destaque deste ano fica por conta do transporte de granel líquido, com aumento de 272%. As importações tiveram aumento de 29%, enquanto as exportações decresceram 38%, com variação positiva de 12% na movimentação de longo curso e de 31% na movimentação por cabotagem (que é o transporte realizado entre portos do mesmo país), em relação ao mesmo período do ano anterior. Na navegação de longo curso foram exportadas 39 mil toneladas de frutas, 14 mil toneladas de água de coco e 10 mil toneladas de carne, enquanto nas importações os combustíveis minerais registraram a movimentação de 816 mil toneladas, os produtos siderúrgicos com 379 mil toneladas e escória de alto forno granulada com 152 mil toneladas.

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No transporte de cabotagem foram exportadas 23 mil toneladas de partes de pás eólicas, 21 mil toneladas de sal e 16 mil toneladas de produtos da indústria de moagem. Nas importações, as principais movimentações foram de produtos siderúrgicos com 53 mil toneladas, o milho com 31 mil toneladas, o arroz com 30 mil toneladas e combustíveis minerais com 20 mil toneladas. Nos seis primeiros meses do ano, 190 navios operaram no Porto do Pecém, sendo 94 com calado superior a 10 metros. As principais frutas movimentadas foram melão com 26 mil toneladas, castanhas de caju com 7 mil toneladas, melancia com 3 mil toneladas e manga com 1 mil toneladas. O estado do Ceará contribuiu com 65% do total de frutas movimentadas por Pecém e o Rio Grande do Norte com 33%. Do total geral de exportações de frutas, 35% seguiram para a Holanda, 28% para a Grã Bretanha, 13% para os Estados Unidos e 12% para a Espanha.

PRINCIPAIS PRODUTOS MOVIMENTADOS Exportação (longo curso) Frutas: 39 mil toneladas Água de coco: 14 mil toneladas Carne: 10 mil toneladas Importações Combustíveis minerais: 816 mil toneladas Produtos siderúrgicos: 379 mil toneladas Escória de alto forno granulada: 152 mil toneladas Cabotagem Produtos siderúrgicos: 53 mil toneladas Milho: 31 mil toneladas Arroz: 53 mil toneladas Principais frutas movimentadas Melão: 26 mil toneladas Castanhas de caju: 7 mil mil toneladas Melancia: 3 mil toneladas Fonte: Porto de Pecém


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APOIO MARÍTIMO

Portos do Rio se consolidam como principal base de apoio ao pré-sal Região já supera, em movimentação de barcos de apoio marítimo, o Porto de Imbetiba, em Macaé, principal base de operações da Bacia de Campos Os portos do Rio de Janeiro e Niterói estão se consolidando como a principal base de apoio à exploração do pré-sal. A região já supera, em movimentação de barcos de apoio marítimo, o Porto de Imbetiba, em Macaé, principal base de operações da Bacia de Campos. “Os barcos de apoio expulsaram os de carga geral para fora da baía”, brinca o diretor de operações da Triunfo Logística, Alexandre Lima. A expectativa é de crescimento, uma vez que a Petrobras já definiu que, diante da saturação de Imbetiba, as operações do pré-sal serão apoiadas mesmo pela Baía de Guanabara, sepultando especulações sobre parcerias no porto do Açu ou em Maricá. Hoje, a estatal conta com 168 barcos de apoio dedicados às suas operações em alto mar que compreendem desde atividades especializadas, como o lançamento de dutos submarinos, ao simples transporte em rebocadores de suprimentos para as plataformas. Com os campos do pré-sal a distâncias que variam entre 200 e 300 quilômetros da costa, serão necessários mais barcos para fazer o mesmo número de viagens na Bacia de Campos, onde as reservas estão a até 150 quilômetros de distância. Do sul do Espírito Santo até o Rio de Janeiro, as melhores oportunidades para outras alternativas, além de Macaé, estão no Porto do Rio. No terminal operado pela Triunfo, a atividade de apoio marítimo começou a ganhar força após a crise de 2008, que reduziu à metade a movimentação de produtos siderúrgicos no Porto do Rio. “Com a crise da siderurgia, decidimos apostar no petróleo”, conta Lima. O terminal contabiliza hoje uma média mensal de 350 atracações. Ao todo, 950 empregados estão dedicados à atividade de apoio a plataformas.

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Outra base, no Caju, foi assumida no início do mês pela Brasco Logística, do grupo Wilson Sons, que investirá na construção de seis atracadouros para barcos de apoio à atividade petrolífera. Em Niterói, há uma base especializada na armazenagem e carregamento de fluidos utilizados nas atividades de exploração e produção de petróleo. O crescimento das atividades de apoio motivou a GB Armazéns a construir uma grande área no entorno da Linha Vermelha, uma das principais vias de acesso à cidade, que está sendo usada para armazenar tubos para a Petrobras. Gargalo Toda essa movimentação, porém, vem piorando um gargalo histórico na região: os acessos terrestres. No Porto do Rio, o acesso rodoviário é feito por vias de ligação com o Centro da cidade,

já saturadas nos horários de pico. O crescimento das operações marítimas traz como consequência o aumento no número de caminhões, piorando os engarrafamentos que já tiram o sossego de quem vive ou trabalha na região e prejudica a competitividade das operações — além do apoio offshore, o Porto do Rio tem hoje forte atividade com contêineres e veículos. xddd O governo do estado e a prefeitura trabalham em um projeto, denominado Porto do Século XXI, que tem entre seus objetivos melhorar a questão de infraestrutura logística, com a construção de novas avenidas na região portuária e alças de acesso à Ponte Rio-Niterói, à Linha Vermelha e à Avenida Brasil. Na área do Caju, está prevista a construção de um truck center, onde os motoristas de caminhão terão opções de alimentação e hospedagem enquanto esperam a hora de entrar no porto.


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NOVAS INSTALAÇÕES

Antonina amplia capacidade para movimentação de fertilizantes Entre as novidades está a ativação do segundo guindaste para desembarque de produtos, o que deve dobrar a capacidade de movimentação Antes especializado na exportação de carne em pallets (estrados), o terminal da Ponta do Félix, em Antonina, no Paraná, investiu em novas instalações para o recebimento e a armazenagem de fertilizantes. A readequação das operações tem como objetivo atender o novo contrato com uma empresa russa, uma das mais importantes produtoras de cloreto de potássio do mundo. O acordo garante a movimentação de 10 milhões de toneladas do produto em 10 anos. Entre as novidades está a ativação do segundo guindaste para desembarque de fertilizantes, o que deve dobrar a capacidade de movimentação. De acordo com o secretário estadual de Infra-

estrutura e Logística, José Richa Filho, as melhorias operacionais que estão sendo implantadas vão reforçar a posição do Paraná como maior importador de fertilizantes do Brasil. “Somos uma porta de distribuição do produto no Brasil e temos trabalhado para aperfeiçoar as operações. Com isso, será possível reduzir o preço dos insumos para o produtor”, afirma. Conforme o diretor comercial do terminal, Cícero Simeão, o porto acaba de fechar um contrato com uma empresa que é dona da maior jazida de cloreto de potássio do mundo, na Bielorrússia. O novo guindaste vai permitir que o desembarque de fertilizantes através do Porto de Antonina fique até três vezes mais

rápido, o que deixa o terminal com uma capacidade de descarga de até 20 mil toneladas do produto por dia. No primeiro semestre deste ano, o Brasil importou 10 milhões de toneladas de fertilizantes. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) e apontam que 47% do produto chegaram pelos portos de Paranaguá e Antonina, líderes nacionais na importação do produto. No fechamento do primeiro semestre de 2013, os portos paranaenses registraram alta de 22% na importação de fertilizantes no comparativo com o mesmo período de 2012, totalizando 4,7 milhões de toneladas do produto.


O superintendente dos Portos do Paraná, Luiz Henrique Dividino, explica que a parceria cada vez mais forte entre os operadores portuários e a autoridade pública tem permitido ganhos operacionais muito importantes no segmento de fertilizantes. “Acabamos de colocar em funcionamento o terminal público de fertilizantes que, além de permitir operações mais ágeis, diminui a quantidade de caminhões na área primária do cais, aumentando a segurança nas operações”, afirma. Na Fospar, terminal especializado no recebimento de fertilizantes no Porto de Paranaguá, um novo guindaste foi adquirido e vai começar a operar em abril de 2014. De acordo com o gerente operacional do terminal, Ronaldo Sapateiro, a Fospar opera com dois guindastes. “Ambos datavam da inauguração do terminal, no ano 2000. No início do ano passado já substituímos um deles e agora, no início do próximo ano, receberemos mais um novo equipamento que dará maior confiabilidade nas operações”, explica. O novo equipamento trará ganhos operacionais como maior capacidade de carga, segurança na operação e menor tempo de manutenção.

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FRUTICULTURA DO NORDESTE

Ceará lidera o ranking do nordeste brasileiro na exportação de frutas O melão continua liderando as exportações no setor cearense. De janeiro a junho de 2013 foram movimentadas US$ 24 milhões O Ceará exportou cerca de 55 mil toneladas de frutas frescas de janeiro a junho deste ao. No total, as exportações cearenses no setor de fruticultura somaram US$ 37,5 milhões neste período, um incremento de 11,7% sobre os US$ 33,6 registrados em igual período do ano passado. O forte ritmo fez o Ceará alcançar a primeira posição no ranking de exportação de frutas no Nordeste e a segunda colocação entre todos os estados brasileiros. Os bons resultados neste período, de acordo com o presidente do Instituto Frutal e da Câmara Setorial da Fruticultura do Ceará, Euvaldo Bringel, são decorrentes de diversos fatores, como as melhores condições de infraestrutura do estado e a alta do dólar nos últimos meses, em comparação com o primeiro semestre do último ano. De acordo com a Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado (Adece), na região, o desempenho do estado vem seguido pela Bahia, com US$ 30,4 milhões, Rio Grande do Norte (US$ 27,5 milhões) e Pernambuco (US$ 15,6 milhões). Já em âmbito nacional, São Paulo figura em primeiro lugar, com US$ 47 milhões exportados. Apesar da seca que afeta os estados do Nordeste, a boa performance também é creditada à utilização da irrigação como ferramenta essencial para enfrentar o período de estiagem e manter o mercado aquecido. “A exportação no Ceará em diversos setores caiu em torno de 11%, enquanto a fruticultura cresceu, mostrando, mais uma vez, que, apesar da seca, o setor continua enriquecendo. Isso acontece porque todos os investimentos voltados para a irrigação foram de suma importância para o desenvolvimento do segmento nos últimos meses”, ressalta Bringel. O melão continua liderando as exportações no se-

tor cearense de fruticultura. De janeiro a junho de 2013 foram movimentados US$ 24 milhões (31 mil toneladas), cifra que representa um aumento de 20,7% sobre os US$ 19,9 milhões vendidos em igual período de 2012. Já a banana saltou de US$ 5,5 milhões para US$ 8,2 milhões (18,5 mil toneladas) - representando um aumento de 48,3% - quase o total das exportações durante todo o ano de 2012 (U$ 9,8 milhões). Em seguida, em menores quantidades, vêm a manga (US$ 1,9 milhões) e a melancia (US$ 1,4 milhões). Negócios Conforme Bringel, a expansão nas exportações também se deve à infraestrutura do Porto do Pecém, que continua sendo a principal porta de saída dos produtos do estado, com escoamento de 38 mil toneladas de frutas frescas de janeiro a junho deste ano. “O Pecém representa mais de 30% da exportação de todo o país, ou seja, quase metade de tudo que saí do Brasil passa pelo porto. Isso gera uma cadeia de emprego e de negócios muito boa para o Ceará”, comenta o presidente da Frutal.

do Bringel, a exportação de frutas em 2013 manterá o crescimento verificado nos últimos anos no estado. “Até o momento, houve um aumento de 11,7% e ainda temos todo o segundo semestre, que, normalmente, representa a maior fatia em geração de faturamento para o comércio exterior”, finaliza. Principais estados exportadores de frutas :

Os países europeus continuam sendo a maior composição do mercado. Entre janeiro e junho deste ano, a Holanda foi responsável por 35% das exportações da frutas que saíram pelo terminal portuário do Pecém. Em seguida, vêm a Inglaterra, com 28%, e os Estados Unidos, com 13%.

(primeiro semestre de 2013)

Para 2013, a expectativa é fechar o ano com o faturamento de US$ 115 milhões, acima dos US$ 108 milhões registrados em 2012. Segun-

Fonte: Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado do Ceará (Adece)

São Paulo: US$ 47 milhões Ceará: US$ 37,5 milhões Bahia: US$ 30,4 milhões Rio Grande do Norte: US$ 27,5 milhões Pernambuco: US$ 15,6 milhões


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EXPORTAÇÕES GAÚCHAS

Negócios com o mercado externo somam U$ 11,2 bilhões no semestre O valor exportado pelo estado registrou uma evolução de 30,9%, bem superior à observada no país, que foi de -2,4% As exportações do Rio Grande do Sul acumularam US$ 11,2 bilhões nos seis primeiros meses do ano, o que significa um aumento de US$ 2,6 bilhões em relação ao mesmo período do ano anterior. Em decorrência desse resultado, o valor exportado pelo estado registrou uma evolução de 30,9%, bem superior à observada no país (que foi de -2,4%) sendo a mais elevada entre os 10 maiores estados exportadores. A variação do volume das exportações do estado foi positiva (9,2%) e ainda bem maior que a observada em âmbito nacional (2,1%). Os preços no estado também apresentaram evolução superior (19,9%) à nacional (-4,3%). Esse desempenho colocou o Rio

Grande do Sul em terceiro lugar entre os maiores estados exportadores, com 9,74% das exportações nacionais no período, abaixo apenas de São Paulo (23,30%) e Minas Gerais (14,12%), . As exportações da indústria de transformação registraram crescimento de US$ 1,5 bilhão no acumulado do ano, enquanto as exportações agropecuárias aumentaram em US$ 1,1 bilhão. Dentre os principais produtos exportados pela agropecuária do estado, destacamse os aumentos de US$ 916 milhões das vendas de grãos de soja e de US$ 216,4 milhões das exportações de milho. Na indústria de transformação, destaque para o crescimento de US$ 1,6 bilhão no setor de outros equipamentos de transporte, devido

à exportação de uma plataforma de perfuração/exploração de petróleo.

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Artigo

Andreza Araujo

Saudações a um futuro sustentável Que planeta deixaremos às nossas próximas gerações? A questão vem preocupando governos e empresas e pautando os estudos de pesquisadores por todo o mundo. Incertezas à parte, em 2050 chegaremos a 9 bilhões de pessoas, o que cria um desafio demográfico ao desenvolvimento sustentável. Ainda mais para as gerações imediatistas, que começam agora a ensaiar uma nova mentalidade quanto aos recursos naturais finitos que o planeta gentilmente lhes oferece.

rescentes, mas a pequena atitude já é um primeiro passo para algo fundamental em todo este processo: a consciência.

na mentalidade dos cidadãos. É esta mesma consciência que ajuda o homem na busca de soluções aos desafios do desenvolvimento sustentável e que estimula as sociedades a valorizarem a transparência.

Já não restam dúvidas sobre a necessidade desta mudança. A questão é de visão de futuro, de compreensão das transformações impostas ao meio ambiente enquanto crescemos, produzidos, investimos e consumimos. O desenvolvimento sustentável é o caminho, mas o principal ponto é como trilhá-lo. Trata-se muito mais de uma jornada do que de um destino.

Aliás, as lentes ambientais têm revelado governos e empresas que transformam os problemas em alavancas para a sustentabilidade. O setor industrial em particular vem sendo mobilizado a uma transparência sem precedentes, por um consumidor que já não quer mais saber somente “quanto”, mas também “como”. Cresce o fenômeno da rastreabilidade de produtos, que identifica sua origem e o caminho percorrido de um ponto a outro da cadeia, mostrando aos consumidores de alimentos questões como o consumo de água, a qualidade do solo, as emissões de CO2, as práticas agrícolas, o gasto de energia e até as condições de trabalho das pessoas.

O uso consciente da água, a reciclagem do lixo, o cuidado com o solo e a redução das emissões de gases de efeito estufa certamente são algumas das respostas que nos levam a esta jornada. Cabe às empresas, à sociedade e ao poder público a indução da mudança. Está claro que ninguém vai mudar o mundo trocando lâmpadas convencionais pelas fluo-

Pouco a pouco, delineia-se na sociedade uma mudança de percepção, que tem descortinado um leque de novas oportunidades para todos aqueles que se propõem a enxergar um pouco mais além. Todos os dias rsurgem novas respostas às questões relativas ao planeta que deixaremos aos nossos filhos e netos, verdadeiras saudações a um futuro sustentável para todos!

É desta consciência ambiental, social, econômica, cultural e – por que não? - política que derivam as grandes iniciativas que realmente vão fazer a diferença nas operações das empresas, na administração das cidades e

* A autora é gerente de Sustentabilidade, Meio Ambiente e Segurança da PepsiCo América do Sul, Caribe e América Central Foods e professora de Inovações Tecnológicas em Meio Ambiente da Tear Escola de Negócios.


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Diário de Bordo Portos Novo diretor Após completar dois anos de operação, o Porto Itapoá contratou o executivo Marcus Andreas Harwardt para a posição de diretor comercial do terminal. Marcus possui mais de 20 anos de experiência na área marítima e portuária, onde ocupou vários cargos de gerência e diretoria em empresas como Kuehne Nagel, Panalpina, ALL (América Latina Logística) e Hamburg Süd. O novo diretor é graduado em Negócios Internacionais e tem MBA pela Universidade de São Paulo (USP). À frente da Diretoria Comercial do Porto Itapoá, Marcus irá administrar uma carteira com mais de 600 clientes importadores e exportadores, bem como os principais armadores do mundo que já operam no terminal. O Porto Itapoá possui 14 linhas de navegação, cobrindo todas as partes do mundo e, hoje, já é um dos principais terminais na movimentação de contêineres do Brasil.

Rocha no RS

Convidado especial

A Rocha Terminais Portuários e Logística e a Vanzin Operações Portuárias acabam de firmar acordos de associação para operação portuária a partir do Porto do Rio Grande, no Rio Grande do Sul. A Rocha vai passar agora a deter posição no capital da Vanzin. Com o movimento, “a Rocha dá mais um passo rumo ao seu objetivo estratégico de expansão geográfica de suas operações, buscando atender os clientes em diferentes geografias,” afirmou a empresa em nota oficial. Além disso, a Rocha confirmou que também estuda o desenvolvimento de negócios em portos do Nordeste e Centro-Oeste. As operações em granéis sólidos da Rocha estão presentes em Paranaguá, no Paraná, e em São Francisco do Sul, em Santa Catarina. Com a parceria com a Vanzin, passam agora a também serem desenvolvidas em Rio Grande.

A participação do prefeito de Itajaí, Jandir Bellini, na reunião entre colaboradores e diretoria da APM Terminals, empresa arrendatária de dois berços do Porto de Itajaí, lançou um novo conceito para o Town Hall. Os encontros, que acontecem quatro vezes ao ano, passarão a contar com a participação de autoridades que não fazem parte do quadro de colaboradores do terminal. Durante o primeiro encontro no novo modelo, o prefeito apresentou os projetos e trabalhos que vêm sendo realizados na área portuária no município. Outros assuntos também foram discutidos, como a necessidade da ampliação da bacia de evolução para receber navios de até 336 metros de comprimento e a dragagem e aprofundamento do Rio Itajaí-Açu. O convidado do próximo encontro será o superintendente do Porto de Itajaí, Antônio Ayres dos Santos Jr.

Complexo industrial O processo licitatório destinado à implantação da correia transportadora de minério para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) teve homologação publicada no Diário Oficial do Estado. O vencedor do processo foi o Consórcio CPKN, que apresentou o valor de R$ 220,98 milhões para o serviço. O certame acumulava atrasos e havia sido suspenso no ano passado, por questionamentos em relação ao preço estabelecido em edital. Segundo a assessoria de comunicação da Secreta-

ria de Infraestrutura do Estado (Seinfra), os próximos passos para que a obra seja iniciada são a entrega de documentos por parte do consórcio, a assinatura de contrato entre as empresas e o governo do estado e a assinatura da ordem de serviço. O órgão informou que não há prazo ou previsão para o início das obras. A esteira será utilizada para transportar minério de ferro às empresas do Cipp. Ela terá capacidade nominal de transporte de 2.400 toneladas por hora.

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Diário de Bordo Empresas Demanda doméstica A demanda por transporte aéreo doméstico cresceu 2,8% em junho, na comparação com o mesmo mês no ano anterior. De acordo com os dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o setor acumula crescimento de 0,09% no primeiro semestre de 2013 na comparação com 2012. Apesar do crescimento na demanda, a oferta de transporte aéreo no mercado doméstico seguiu em tendência de queda que já dura dez meses. Em junho, a redução na oferta de assentos foi de 2,88% na comparação com o ano anterior. Segundo a Anac, a redução se deve principalmente à alta dos combustíveis e da taxa de câmbio, que causaram impactos no custo das empresas. No mercado internacional, demanda e oferta registraram crescimento em relação ao mesmo mês de 2012.

Porto Maravilha

Fábrica no Chile

A operadora de shopping centers Westfield, a Related Brasil, a BNCorp e a holding de investimentos do grupo Bueno Netto estão na disputa para desenvolver área de 100 mil metros quadrados no Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, pertencente ao fundo imobiliário da Caixa Econômica Federal. Juntas, as empresas pretendem erguer, no local, o projeto Porto Cidade, que abrange torres de escritórios comerciais, empreendimentos residenciais, hotéis e um shopping center, com Valor Geral de Vendas (VGV) total de R$ 8 bilhões. Os investimentos conjuntos pelo grupo, durante oito anos, são estimados entre R$ 3,2 bilhões a R$ 3,5 bilhões. O projeto será desenvolvido em cinco fases que terão, no total, um milhão de metros quadrados, com previsão de início em meados do ano que vem e de conclusão em 2022.

A Veka, empresa alemã líder mundial em produção de sistemas de perfis de PVC para esquadrias, portas e janelas, inaugurou sua segunda planta extrusora na América do Sul. A primeira fica no Brasil, na Grande Florianópolis. A nova fábrica fica em Santiago do Chile e atenderá aos mercados chileno, peruano, equatoriano e colombiano. A Veka Brasil continua atendendo apenas a demanda nacional, que no primeiro semestre teve crescimento de 36,6%. Com a inauguração, a Veka está presente em mais de 80 países, com 16 plantas. No Chile, o conceito de uso do PVC nas construções está mais desenvolvido que em outras regiões da América do Sul, com participação no mercado de 28%.

Protocolo de intenções

Entre as maiores

O governo de Santa Catarina e a empresa Companhia de Bebidas das Américas (Ambev) acabam de assinar o protocolo de intenções que vai garantir investimentos de R$ 140 milhões na fábrica de Lages, na Serra Catarinense. Pelo acordo, a empresa se compromete em investir R$ 140 milhões em novas linhas de produtos até 31 de maio de 2014 e a gerar cem novos empregos diretos no prazo de 12 meses, contados da data de concessão do tratamento tributário diferenciado. Em contrapartida, a Ambev terá prorrogação do prazo de pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) correspondente ao valor do investimento realizado na expansão da unidade industrial.

Catorze empresas catarinenses estão entre as 500 maiores do Brasil. O ranking, divulgado pelo anuário Melhores & Maiores da revista Exame, revela que, juntas, elas somam lucro líquido de R$ 75,19 bilhões e exportam pelo menos US$ 10 bilhões. O número de empregados, por sua vez, ultrapassa a casa dos 125 mil. O grupo é formado por Bunge Alimentos, BRF, Celesc, Aurora, Weg Equipamentos, Tractebel, Seara, Angeloni, Tigre, Hering, Cooperalfa, Eletrosul, Amanco e Giassi Supermercados. O levantamento é feito com base em números do balanço do exercício de 2012 das empresas, além de outros dados oficiais.


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Diário de Bordo Logística Agronegócios no Tesc A diretoria do Tesc, em São Francisco do Sul (SC), recebeu a visita de uma comitiva composta por representantes da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado do Mato Grosso (Aprosoja/MT), Movimento Pró-logística, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e Confederação Nacional da Agricultura (CNA), interessados em conhecer os serviços oferecidos pelo terminal para o agronegócio. Eles também participaram de uma reunião com representantes do Tesc, do Porto de São Francisco do Sul e da empresa BR-Agri, que faz a logística dos grãos em contêineres. Em março, o terminal realizou o maior embarque de grãos em contêineres em uma única escala: 137 contêineres estufados com soja, totalizando 2,7 mil toneladas, foram transportados pelo navio “Sunny Oasis”, para a Malásia, Taiwan e China.

Articulação empresarial

Superpasta dos Transportes

Grupos empresariais do país com interesses na mineração, principalmente siderúrgicas, devem se articular para disputar a compra do Porto Sudeste, pertencente à MMX e um dos principais ativos do grupo EBX, de Eike Batista. A entrada de grupos nacionais ligados à siderurgia e mineração no processo de compra do Porto Sudeste busca assegurar acesso a um porto próprio para o escoamento do minério de ferro produzido em Minas Gerais e que tem como destino a exportação. Esses grupos já estariam fazendo uma análise sobre o tema e poderão entrar na briga pelo Porto Sudeste, que está previsto para iniciar operação no fim deste ano. O porto terá capacidade inicial de embarcar 50 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.

O empresário Jorge Gerdau, um dos principais conselheiros da presidente Dilma Rousseff na iniciativa privada, preparou um rascunho de diminuição do número de ministérios que atinge em cheio a área de infraestrutura logística. A ideia de Gerdau é enxugar radicalmente as pastas que lidam com essa área e juntar suas funções em um “superministério dos transportes”. A superpasta imaginada pelo empresário agruparia as responsabilidades hoje dispersas entre o próprio Ministério dos Transportes, a Secretaria de Aviação Civil e a Secretaria de Portos. Também poderia gerenciar questões relativas à mobilidade urbana, atualmente a cargo do Ministério das Cidades. Três agências reguladoras ficariam vinculadas ao superministério: a ANTT (transportes terrestres), a Antaq (transportes aquaviários) e a Anac (aviação).

Exportações em queda

Novo navio

As exportações dos 17 países que usam o euro caíram em maio, assim como as importações, numa indicação de que a contração mais longa do período pós-guerra na Europa pode ter entrado no sétimo trimestre consecutivo. A Eurostat, agência de estatísticas da União Europeia, divulgou que as exportações da zona do euro para o resto do mundo, ajustadas sazonalmente, caíram 2,3% em relação ao mês anterior, enquanto as importações baixaram 2,2%. Foi o segundo mês consecutivo de queda forte das exportações, e o maior declínio em relação ao mês anterior desde junho de 2011. Com o aumento do desemprego, pouco crescimento salarial e os cortes de gastos dos governos esfriando a demanda doméstica, elevar as exportações é essencial para que a zona do euro possa sair da recessão.

A Log-In Logística Intermodal celebrou o afretamento do navio Angol, com capacidade nominal de 2.800 TEUs e construído em 2010. A embarcação ingressará no Serviço Atlântico Sul, substituindo o navio Log-In Pantanal (1.700 TEUs), que será deslocado para o Serviço Costa Norte. Este movimento permitirá à empresa reavaliar os resultados do Costa Norte, com o intuito de acrescentar capacidade “De e Para” Manaus (AM). A previsão é que o Angol entre em operação ainda este mês. Com a chegada do novo navio, a capacidade nominal total dos serviços de movimentação de contêineres da Log-In atingirá 16.700 TEUs no terceiro trimestre deste ano.

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Diário de Bordo Offshore Financiamento para o setor A Caixa Econômica Federal liberou o montante de R$ 1,66 bilhão em financiamentos contratados para o setor de petróleo e gás no âmbito do Programa Progredir, que facilita o acesso ao crédito para empresas que integram a cadeia de suprimentos da Petrobras. O total contratado junto ao banco, conforme nota à imprensa, já passou dos R$ 6,6 bilhões, somando 290 operações de crédito a fornecedores da estatal de petróleo. Os números garantem à Caixa a primeira colocação em volume de empréstimos e quantidade de financiamentos dentre as dez instituições financeiras participantes do Progredir.

Contrato com a Rolls-Royce

Qualificação na Navalshore

A Rolls-Royce firmou contrato de cerca de R$ 38 milhões com o estaleiro Aliança S/A Indústria Naval e Empresa de Navegação, uma subsidiária da Fischer Group, e o armador Asgaard Navegação S.A. O acordo prevê o projeto e o fornecimento de equipamentos para duas embarcações offshore da Asgaard. Os navios OSRV, modelo UT 535 E, possuem sistemas projetados para evitar danos causados por derrames de óleo. Têm a capacidade de transferir o óleo recuperado para o descarte adequado em terra. O presidente da Rolls-Royce na América do Sul, Francisco Itzaina, destacou que a encomenda marca a continuação de uma longa cooperação entre a Rolls-Royce e a Aliança, que ressalta a força e a capacidade do grupo britânico no mercado brasileiro.

Uma oportunidade prática de qualificação para quem vai pleitear uma das 24 mil vagas que devem ser abertas pela indústria naval e offshore são os workshops técnicos que acontecerão nos dias 14 e 15 de agosto, no Rio de Janeiro (RJ), durante a 10ª Navalshore – Marintec South America, e que tratarão dos temas galvanização, soldagem e construção naval. Segundo o gerente do evento, promovido pela UBM Brazil, Renan Joel, os workshops foram elaborados com a intenção oferecer soluções para as dificuldades que permeiam a qualificação de mão de obra. Com a temática galvanização por imersão a quente, o primeiro workshop será ministrado pelo Instituto de Metais Não Ferrosos (ICZ) e oferecerá ao profissional a prática e a eficiência de proteção contra a corrosão de ferro e aço.

Exploração de petróleo

Navegação marítima

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que os blocos para exploração de petróleo arrematados pela OGX, do empresário Eike Batista, em maio deste ano, podem ter de ser devolvidos ao governo caso não seja feito o pagamento dos lances no prazo determinado, no fim de agosto. Apesar da data marcada para a assinatura dos contratos dos blocos da 11ª rodada de licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP) ser o dia 6 de agosto, os concessionários terão até o fim do mesmo mês para pagar por eles. A empresa de petróleo do empresário Eike Batista comprou 13 blocos no último leilão, por cerca de R$ 370 milhões.

Durante os primeiros trinta dias de funcionamento, o Sistema de Gerenciamento de Afretamento na Navegação Marítima e de Apoio (Sama) recebeu e processou mais de 350 autorizações ou registros na navegação de cabotagem, em um universo total superior a 500 lançamentos realizados nas navegações marítimas. O Sama completou um mês de funcionamento no dia 10 de julho. O sistema automatiza os procedimentos de afretamentos de embarcações na navegação marítima e de apoio. A implantação e o início da operação transcorreram sem incidentes, tendo havido um feedback positivo pelas empresas brasileiras de navegação, agora responsáveis pelo lançamento das informações de afretamentos.


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A PORTONAVE ESTÁ EM UMA LOCALIZAÇÃO PRIVILEGIADA: EM PRIMEIRO LUGAR NA MOVIMENTAÇÃO DE CONTÊINERES EM SANTA CATARINA.

MAIS QUE UM PORTO, UM POLO LOGÍSTICO COMPLETO. A Portonave é o porto responsável pela movimentação de 44% das cargas conteinerizadas de Santa Catarina e está preparada para aumentar cada vez mais esse número. Com investimentos em infraestrutura e equipamentos, está inserida em um complexo portuário consolidado e com serviços integrados. Venha crescer com a Portonave.


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Revista Informativo dos Portos 167