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E AINDA: EXPOSIÇÃO + REGRESSO À ESCOLA + DIA DA ALIMENTAÇÃO + TEXTOS de OPINIÃO + RECEITAS CULINÁRIAS


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DIRETOR: Inácio Lemos, mlemos@esfelgueiras.org REDAÇÃO

Chefe de Redação: Armanda Sousa, asousa@esfelgueiras.org Redação: Bruno Ribeiro, bm428990@gmail.com Bruno Ribeiro

Inês Magalhães, inesmtmagalhaes24@gmail.com Maria João Sousa, marinhomaria31@gmail.com

Colaboradores: Rosa Guimarães, Armanda Sousa, Ofélia Ribeiro, Glória Mota, Pedro Tribuzi, Moisés Pires Clarisse Lemos, Hugo Morais, Ana Felgueiras

Revisão e tradução de Texto: Ofélia Ribeiro, Glória Mota

ARTE

Diretor de Arte: Inácio Lemos, mlemos@esfelgueiras.org Designer: Bruno Ribeiro, bm428990@gmail.com Diogo Silva, diogomsilva0102@gmail.com José Lage, jpedrolmar ns1122@gmail.com

Diogo Silva

FOTOGRAFIA E VÍDEO

Diretor de Fotografia: Diogo Silva, diogomsilva0102@gmail.com Editor de Fotografia: Inês Magalhães, inesmtmagalhaes24@gmail.com José Lage, jpedrolmar ns1122@gmail.com

Editor de Vídeo: Diogo Silva, diogomsilva0102@gmail.com José Lage, jpedrolmar ns1122@gmail.com

Colaboradores: Beatriz Sousa, David Leite, José Pinto Produção Gráfica: Inácio Lemos, mlemos@esfelgueiras.org Inês Magalhães

Administração: Anabela Leal, Emílio Esteves, Elsa Quadrado, Abílio Silva Conselho Editorial: Sandra Teixeira, Paula Magalhães Inácio Lemos Bruno Ribeiro, Diogo Silva, José Lage, Inês Magalhães Maria João Sousa, Beatriz Sousa, David Leite

SEDE: Administração, Redação e Conselho Editorial Escola Secundária de Felgueiras Av. D. Manuel Faria e Sousa 4610-178 Felgueiras Telf: 255 310720 - Fax: 255 310 729 esfelgueiras@esfelgueiras.org www.esfelgueiras.org

José Lage

ESF

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EDITORIAL por Anabela Leal Diretora da Escola

Vai ser um ano difícil. Muito difícil! Mas vai ser um ano de grande aprendizagem e superação de dificuldades.

A Revista ESF ON está novamente ON. Pronta para fazer o registo e a divulgação das atividades que, ao longo do ano, se realizam e que definem a nossa forma de ser escola e de ser comunidade educativa. Porém, sabemos que neste ano letivo as coisas serão necessariamente muito diferentes! O nosso Plano Anual de Atividades será necessariamente muito diferente! Vai ser difícil não ver realizados projetos que tanto dão à escola e aos nossos alunos como os projetos Erasmus+, as visitas de estudo, as atividades culturais no nosso grande auditório….Vai ser difícil não ter a comunidade dentro da escola! E vais ser difícil não ver os nossos alunos a sair para realizar inúmeras atividades na comunidade!

plano de organização. E deram-nos muita satisfação! Sentimos que a escola torna sempre presente a sua enorme capacidade de adaptação. Sabemos que é desejo de todos que a escola continue no regime presencial e a realizar, dentro do possível, atividades que são importantes para os nossos alunos. Embora saibamos que tal não depende exclusivamente dos nossos comportamentos, estes também importam. As notícias, por estes dias, relatam uma acelerada propagação dos casos em ambientes de maior proximidade e confiança. O grande risco não é estarmos todos na escola, o grande risco é começarmos a relaxar na adoção das medidas preventivas dentro e fora da escola. E tem de ser cada um de nós a assumir a responsabilidade de se proteger a si e aos outros. Vai ser um ano difícil. Muito difícil! Mas vai ser um ano de grande aprendizagem e superação de dificuldades. Oxalá continuemos todos por cá!

Mas, apesar das dificuldades, a escola vai acontecer. As atividades, repensadas, reinventadas e readaptadas, vão acontecer. Este número inicial da revista ESF ON traduz isso mesmo. Decorrido pouco mais de um mês do início das aulas, há já atividades realizadas que convém registar. Estas atividades aconteceram de forma muito diferente, com um número muito reduzido de participantes, com uma organização meticulosa, com o cumprimento de todas as regras que fazem parte do nosso

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10.10 EXPOSIÇÃO DE PINTURA

17.09 REGRESSO À ESCOLA

02.10 ENTREGA DE DIPLOMAS

O regresso escola é sempre um momento muito aguardado por pais e

No dia 2 de outubro, entregamos os diplomas de conclusão do ensino secundário e os prémios de mérito académico aos alunos que concluíram o 12ºano na nossa escola no ano letivo 2019/2020.

alunos.

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SUMÁRIO

SUMÁRIO

Márcia Luças com as suas obras trouxe vida à Galeria Piso 2.


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16.10 DIA DA ALIMENTAÇÃO A alimentação equilibrada é essencial para o correto funcionamento do nosso organismo e para o nosso bem-estar.

SUMÁRIO

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09.10 MONUMENTOS. PERSONALIDADES. TRADIÇÕES Nesta edição o destaque é para a Igreja do Salvador do Unhão, Magalhães Lemos e para as rendas de Filé

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Regresso à escola - receção a alunos e pais O regresso escola é sempre um momento muito aguardado por pais e

Este dia foi muito importante para dar a conhecer a alunos e pais o novo

alunos. É um momento de ânsia natural porque, em muitos casos, significa

plano de organização das atividades letivas. Uma nova organização

conhecer uma nova escola, novos professores e novos colegas. Para os

pensada para a realidade da nossa escola, pensada para proteger cada um

que já frequentavam a escola, é a ânsia do reencontro.

de nós, mas que depende, na sua aplicação, da responsabilidade individual de cada elemento da nossa comunidade. Foi esse o apelo que foi feito e que

Este ano foi, certamente, aquele em que todos sentiram de forma mais

intensa a ânsia do regresso. Nunca os alunos ficaram tanto tempo afastados

continuará a ser feito permanentemente. A escola não está isolada!

fisicamente da escola! Seis longos meses em que a vontade de regressar se

Estamos profundamente dependentes das desejáveis e naturais relações

foi tornando mais intensa.

com o meio. Estamos profundamente dependentes da evolução da pandemia, mas é importante que cada um de nós se comprometa

No dia 16 de setembro os diretores de turma receberam os alunos das

diariamente adotando comportamentos preventivos.

respetivas turmas e a Diretora da escola recebeu os encarregados de educação dos anos de início de ciclo. Foi muito bom tê-los cá novamente.

Desejamos, sinceramente, que o regresso que fizemos no dia 16 não seja

Foi muito bom sentir de novo o pulsar da escola com alunos.

interrompido. Estamos certos de que todos nós daremos o nosso melhor.

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Clube para o Empreendedorismo e Empregabilidade com novo dinamismo… No mundo globalizado em que vivemos, assistimos a alterações de fundo ao nível das competências exigidas no mercado de trabalho. Este tornou-se mais exigente e competitivo, levando as próprias instituições de ensino a reverem as suas práticas no sentido de preparem os seus alunos para os desafios que se impõem. Foi neste âmbito que surgiu o Clube para o Empreendedorismo e Empregabilidade na nossa Escola. O Clube pretende contribuir para o reforço do espírito empreendedor dos nossos alunos e para a sua empregabilidade. Como tal, os seus elementos estão disponíveis para colaborar em projetos para os quais se solicite a sua colaboração e que visem a promoção do empreendedorismo e empregabilidade dos nossos jovens. Este ano, o Clube será coordenado pelas professoras Ana Maria Felgueiras e Anabela Lopes. A participação dos alunos é fundamental para dar mais dinamismo e vida ao Clube, pelo que apelamos à sua participação e envolvimento! Contamos ainda com a preciosa colaboração da Dra. Mária Babo, técnica do PIICIE (Comunidade Intermunicipal Tâmega e Sousa | Município de Felgueiras), cujo contributo se fará sentir com particular incidência no apoio à gestão de carreira dos nossos alunos e na dinamização de sessões de formação. Que tipo de atividades pretende o Clube desenvolver? Entre outras: - atendimento aos alunos; - apoio na procura ativa de emprego; - apoio na elaboração do Curriculum Vitae; - apoio na gestão de carreira; - organização de eventos; - gestão de oferta e procura de trabalho através da página Web da Escola; - sessões de formação com stakeholders externos.

Onde funciona o clube? Na sala 066. Para já, com o seguinte horário de funcionamento: - Terças-feiras das 14:55 às 16:25; - Quartas-feiras das 9:00 às 11:45 e das 14:00 às 15:40; - Quinta-feiras, das 14:00 às 18:00. Este horário será alargado em função do número de alunos que vierem a integrar o Clube. Terminamos com um apelo àqueles que são também o motivo da existência do Clube, OS ALUNOS, para que se inscrevam enviando nome, número e turma para o email gabemp@esfelgueiras.org. Tendo em conta a conjuntura atual, dá-se prioridade a alunos do 12º ano de escolaridade. JUNTOS VAMOS EMPREENDER!

As responsáveis, Ana Felgueiras e Anabela Lopes

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CIDADANIA E DESENVOLVIMENTO

Tampinhas Solidárias A Escola Secundária de Felgueiras promove a iniciativa “Tampinhas Solidárias” através da qual se pretende recolher o maior número de tampas de plásticos das mais diferentes cores e tamanhos. Esta iniciativa é desenvolvida no âmbito da Cidadania e Desenvolvimento, envolvendo todas as turmas do ensino básico e secundário e o Projeto Ser+, com o intuito de promover um espírito cívico e solidário em toda a comunidade pois as tampas recolhidas irão ser entregues nas empresas de reciclagem, as quais em troca concedem apoios financeiros a campanhas solidárias. A recolha já está em movimento depois de cada turma ter criado um ponto de recolha (reutilizando um garrafão de plástico) ilustrado com uma mensagem de incentivo a uma participação ativa nesta iniciativa. Além da vertente cívica e solidária esta iniciativa, é também um esforço da Escola Secundária de Felgueiras na consecução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável definidos pela Organização das Nações Unidas, pois a reciclagem das tampas e a reutilização dos garrafões concorrem para a concretização de alguns dos 17 objetivos destinados a tornar realidade “uma lista das coisas a fazer em nome dos povos e do planeta”. Os beneficiários da iniciativa “Tampinhas Solidárias” serão vários. Numa primeira fase a recolha reverterá para a Mafalda Lopes Monteiro, de 5 anos, com problemas vários ao nível de uma epilepsia refratária, hipotonia (não tem força muscular) e hidronefrose bilateral (problema nos rins). Aberta a toda a comunidade educativa, cabe a cada um contribuir para elevar ainda mais o número de tampinhas recolhidas e desta forma contribuir para o preservar do planeta e também para melhorar a qualidade de vida de algumas pessoas. E tudo com um gesto tão simples como juntar mais uma tampinha ao garrafão. Vítor Cardoso Cidadania e Desenvolvimento

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Código de conduta em tempo de pandemia Vivemos numa época conturbada, condicionados por um inimigo invisível que colocou as nossas vidas num contexto completamente diferente daquele a que estávamos habituados e onde a nossa liberdade é posta em causa. O início das aulas é sempre um acontecimento marcante para toda a comunidade educativa e este ano com novos desafios. Desta feita, no âmbito da Cidadania e Desenvolvimento foi proposto a todas as turmas da nossa escola uma abordagem a várias questões relacionadas com as vivências em contexto pandémico, o uso correto da máscara, a distinção entre gripe, constipação e Covid-19, culminando com a realização de um

código de conduta a ser afixado na sala de aula da respetiva turma. Sendo de todo impossível publicar os códigos de conduta das turmas que procederam à sua realização, será publicado o código de conduta de uma turma do 3.º ciclo (7A) e de uma turma do secundário (10A). Fiquem bem mas protejam-se, protegendo os outros também! Lia Santos, Coordenadora de Cidadania e Desenvolvimento

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Entrega de diplomas e prémios de mérito a alunos do 12º ano No dia 2 de outubro, entregamos os diplomas de conclusão do ensino secundário e os prémios de mérito académico aos alunos que concluíram o 12ºano na nossa escola no ano letivo 2019/2020. À data, consideramos que havia condições para o fazer em segurança e hoje consideramos que foi importante tê-lo feito. Estes alunos terminaram o seu percurso de 12 anos de vida académica, para muitos, o último, de forma fria, ausente, sem os rituais de final de ano, sem as últimas aulas para se despedirem profissional que terminaram o seu ciclo de estudo o fizeram com a quase totalidade dos seus alunos. Apesar do momento de paragem e abrandamento que vivemos, que

de colegas de turma e dos professores. Esta cerimónia, muito singela, teve particular significado. Foi o reencontro possível. Foi um momento que não pôde ser partilhado com todos aqueles que os ajudaram a atingir este objetivo (pais e professores). Apenas o partilharam com os colegas de turma e com o Diretor de Turma, mas o desejo de viver este momento confirmou-se por atitudes tão simples como o facto de terem comparecido em maior número do que em anos anteriores e terem permanecido, todos sem exceção, até que o último aluno recebesse a sua distinção. Foi ainda particularmente gratificante perceber que, pela primeira vez, as turmas do ensino

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já vai longo, entregar os diplomas a estes alunos fez-nos tomar consciência da nossa resiliência e de que a vida se vai cumprindo nas suas etapas. A vida não para! A todos estes alunos desejamos a maior felicidade e os maiores sucessos!


PERSONALIDADE ESTILO

DIGA LÁ, R OSA GUIMARÃES Rosa Guimarães nasceu em Guimarães e aí vive. Estudou na Escola Secundária Francisco de Holanda e na Escola Secundária de Martins Sarmento até ao 12º ano. Depois de concluir o curso de Línguas e Literaturas Modernas, no Porto, começou a lecionar. É professora de Português e poderia ser professora de Latim também, caso essa oferta disciplinar fosse mais valorizada. Nos cinco primeiros anos de trabalho, foi professora contratada e esteve colocada em diferentes escolas dos distritos do Porto e Braga. No ano 2000 ficou, por fim, efetiva na Escola Secundária de Felgueiras. Desde então, e às vezes fazendo algumas contas, já passaram pela sua sala de aulas mais de dois mil alunos. A sala de aula é o lugar na escola onde se sente melhor. Mas, além de professora, tem participado ativamente na vida da escola, seja na rádio escola, no clube da cultura, na comissão de avaliação interna ou na biblioteca escolar. Desde 2017, é presidente Conselho Geral da escola. Um adereço indispensável Mochila Um prato favorito Cozinha tradicional portuguesa

Um perfume O cheiro da esteva nas praias da costa alentejana

Uma aventura por concretizar Ser capitã de Abril, em 1974 Um filme que recorde TParasitas, de Bong Joon Ho

A viagem que mais a marcou O Inter rail aos 20 anos, 1990 Uma banda da adolescência The Clash

Personalidade/artista que admire Os homens e as mulheres anónimos que fazem o mundo melhor todos os dias. E, no meio deles, o linguista Noam Chomsky. Uma cidade para visitar Aquela onde deixamos e de onde trazemos alguma coisa Um livro que recomenda Crime e Castigo Fiódor Dostoiévski

Desporto favorito Hóquei em patins

Uma bebida para ocasiões especiais Amigos e um copo de vinho branco

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ESF.ON MONUMENTOS Igreja de Salvador de Unhão A Igreja do Salvador de Unhão é um excelente testemunho nacional da arquitetura e da escultura de estilo românico. A Igreja foi iniciada por D. João Peculiar, que ocupou o cargo de arcebispo de Braga entre 1138 e 1175. Desta forma, a construção original da Igreja do Salvador de Unhão iniciou-se no século XII, mas só foi concluída no século XIII, e

remodelada no século XVIII. A referência ao “Magister Sisaldis” e a existência de uma série de siglas com um “S” de grande dimensão parecem indicar o nome do mestre da obra, elemento raro no panorama da arquitetura românica portuguesa. Apesar das transformações que foi recebendo ao longo do tempo, conserva ainda traços originais, integrando-se na Rota do Românico do Tâmega e Sousa. Nesta igreja encontramos uma miscigenação de soluções decorativas próprias da região com outras, provenientes da região de Braga. O portal principal apresenta um conjunto de capitéis vegetalistas considerados entre os mais bem esculpidos de todo o românico do Norte de Portugal. O 12 ESF.ON OUTUBRO 2020

portal principal é composto por três arquivoltas em arco de volta perfeita apoiadas em três colunas de cada lado, tendo os capitéis decoração vegetalista e a base decoração geométrica, tal como se visualiza no arco exterior. O portal é encimado por uma cruz vazada no tímpano, dentro de uma forma pentagonal, que se salienta em relação à fachada da igreja. A igreja de Unhão apresenta uma planta longitudinal, conservando a nave românica, mas apresentando uma cabeceira típica da Idade Moderna. Já a torre sineira, foi incorporada na fachada principal no séc. XVIII, provavelmente adaptada de uma torre sineira medieval. No interior destaca-se a imagem de Nossa Senhora do Leite, escultura em calcário policromado de origem desconhecida, que se encontra colocada no retábulo-mor. A ausência de movimento da imagem, a dimensão da cabeça e das mãos, bem como o olhar fixo e ausente, sugerem que se tratará de uma escultura do estilo românico. De olhar fixo e ausente, Nossa Senhora não estabelece nenhuma relação visual com o Filho, como é próprio daquela época. Contudo, o facto de o Filho ser representado como uma criança, despida e olhando para a Mãe, é mais comum da religiosidade gótica. Joana Moreira, Lara Cunha, Tatiana Leite Diogo Sampaio


ESF.ON PERSONALIDADE Magalhães Lemos António de Sousa Magalhães e Lemos, filho de João António de Magalhães Lemos e de Emília de Jesus de Sousa, nasceu em Felgueiras, na Casa do Curral, na freguesia de Margaride, no dia 18 de Agosto de 1855. Este notável médico, psiquiatra e professor, estudou na Escola MédicoCirúrgica do Porto, doutorando-se, em 1882, com distinção num estudo sobre A Região Psicomotriz. Um ano mais tarde foi nomeado médico-ajudante no Hospital Conde de Ferreira e, mais tarde, conseguiu assumir funções de médico adjunto neste recém-criado hospital. Estudioso, dinâmico e bondoso, preocupava-se com a assistência médicosocial, realizando uma série de conferências na Universidade Livre do Porto, no início do séc, XX, sobre causas das doenças mentais e nervosas e participou num estágio em Paris. Com a sua dissertação sobre Paralisia Geral, concorreu a professor. Em 1911 desempenhava as funções de diretor do Hospital do Conde de Ferreira e professor na Faculdade de Medicina do Porto, onde lecionou as cadeiras de Neurologia e Psiquiatria. Em 1917 era reconhecido como Doutor em Medicina pelo Concelho Escolar da Faculdade de Medicina da Universidade do Ponte, assumindo, a partir de 1921, a cátedra de Psiquiatria. Pertenceu ao corpo docente do Instituto Comercial e Industrial do Porto, durante mais de 30 anos, era sócio da Academia de Ciências de Lisboa e da Sociedade das Ciências Médicas e do Instituto de Coimbra. Foi também sócio correspondente de várias coletividades científicas estrangeiras, oficial de Instrução Pública de França e cavaleiro da Legião de Honra. Demonstrava-se

Em 1925, encontrando-se com incapacidade física, decidiu aposentar-se. Porém, o diretor da Faculdade de Medicina solicitou-lhe que não o fizesse antes do centenário da fundação da Real Escola de Cirurgia, a realizar em junho desse mesmo ano. O seu desejo de aposentação, efetivamente, não se concretizou pois, em 1926, foi nomeado Diretor do Serviço Clínico de Clínica Psiquiátrica e continuou a fazer parte do Concelho Médico Legal, sendo professor de Psiquiatria Forense no curso superior do Instituto de Medicina Legal. Em 1927 doou a sua casa e os seus terrenos à Faculdade de Medicina da Universidade do Porto para que estes construíssem um Dispensário (estabelecimento de beneficência para tratamento de doentes com dificuldades económicas), local onde foi edificada a Maternidade do mesmo hospital. Magalhães Lemos faleceu a 22 de julho de 1931, com 75 anos, não deixando descendência, mas um importante legado, reconhecido nacional e internacionalmente. A sua memória foi perpetuada e, no Porto, encontramos uma rua e um Hospital Psiquiátrico com o seu nome – o Hospital Magalhães Lemos. Na sua cidade natal, podemos visualizar o seu busto na Praça da República.

Isabel Moura, Leonardo Teixeira Matilde Araújo,Rúben Silva

ativo na participação de muitos congressos, sendo nomeado Presidente de Honra da secção de Neurologia e Psiquiatria do Congresso Internacional de Medicina, realizado em Paris. Magalhães Lemos foi autor de diversas obras científicas, entre as quais: “Hallucionations de l`ouie” e “A Psiquiatria e neurologia no Porto: histórias e estado atual do seu ensino”. OUTUBRO 2020 ESF.ON 13


ESF.ON TRADIÇÕES Rendas de Filé Não se sabe ao certo quando é que a tradição dos Bordados de Filé começou. Há quem diga que é tão antiga quanto o Homem. Praticada em várias regiões do globo, desde sempre, supõe-se que em Felgueiras tenha começado há cerca de 200 anos, em trabalhos bordados no Mosteiro do Pombeiro, sendo que alguns dos panos serviam para decorar os altares. Existem dois tipos de Filé: o Filé Simples e o Filé Bordado. O Filé Simples consiste numa simples rede constituída por nós, também chamada de rede de nó. Executa-se da mesma forma que a rede dos pescadores, a qual muitas pessoas afirmam ter servido de modelo. O Filé Bordado utiliza o Filé Simples como suporte a um bordado a fio de linho, de algodão ou de seda, em que certos quadrados da rede são tapados de acordo com o design ou desenho escolhido. Este tipo de Filé é típico na freguesia de Pombeiro e constitui uma rica paisagem ao longo da

estrada nacional que liga Felgueiras a Guimarães. Os Bordados de Filé destacam-se dos restantes bordados: enquanto na maioria dos bordados as riscadeiras riscam o desenho e, posteriormente, bordam-no, no Bordado de Filé as bordadeiras têm como base de trabalho uma rede, que, como foi previamente referido, é parecida com a rede de pescadores, apesar de ser feita com fio de algodão. As redes são geralmente feitas com fio cru ou de cor branca, dependendo dos trabalhos, mas em casos específicos podem apresentar outras cores. Esta rede tem de ter o tamanho do trabalho que se pretende realizar e é feita com pequenos quadrados que variam conforme o desenho pretendido. As redes são presas com pequenas taxas em bastidores de 14 ESF.ON OUTUBRO 2020

madeira, posteriormente são bordadas e, finalizado esse trabalho, retiradas da estrutura de madeira. A espessura do fio de algodão é também um fator que diferencia os diferentes tipos de trabalhos de Filé. Um trabalho bordado em Filé pode incluir vários pontos, sendo os mais utilizados o ponto a cheio, o ponto russo, o ponto de neve, o ponto formiga, o ponto cruz, o ponto de estrelas, o ponto lérias, o ponto de argola, o ponto de olho de rola e muitos outros pontos de fantasia. Os bordados de Filé são utilizados, maioritariamente, para enfeitar mesas, contudo a sua utilidade também passa pela confeção de roupas, pela decoração de paredes das ruas e árvores, nos dias festivos. São, também, uma fonte de rendimento. Fazendo parte de uma importante tradição, a população, para a conservar viva, paga às senhoras mais velhas para a manterem. Estas fazem parte de um grupo chamado Bordadeiras de Felgueiras. Como referido anteriormente, para fonte de rendimento e para manter viva a tradição, essas mesmas senhoras dão continuidade à execução das rendas e ainda criaram um centro de ensino e comércio de Rendas de Filé. Este grupo é organizado por cerca de uma dúzia de mulheres, numa pequena aldeia denominada por Burgo, junto à zona do rio de Vizela. Também, como motivação para manter viva a tradição das rendas, Ader-Sousa organizou uma festividade denominada de “Festa da Aldeia”, de maneira a cativar público de todas as idades para essa atividade. Embora a sua origem aponte para uma proveniência egípcia e de poderem ser encontradas um pouco em todo o mundo, foi em Felgueiras que estas rendas encontraram fiéis executoras, cuja devoção transformou a história desta região. Apesar de as Rendas de Filé serem já uma tradição quase extinta, graças à perda de interesse ou desconhecimento por parte das gerações mais jovens, são muitas as tentativas de a tentar reviver e reutilizar. Sendo bastante antigas, fazem já parte da identidade e costumes de Felgueiras.


Mini Pavlova Ingredientes 125gr de claras 250gr açúcar branco 2 colheres de chá de farinha maizena 1 colher de chá de vinagre ou limão Confeção Pré aqueça o forno a 180 graus. Numa batedeira bata as claras a uma velocidade baixa até ficarem levantadas (castelo). Aos poucos, adicione o açúcar sem parar de bater, aumentando a velocidade e bata por mais 3 a 5 minutos até estarem batidas com uma textura firme. Acrescente o vinagre e bata mais um pouco. No fim, a textura deve estar bem firme e brilhante. Cuidadosamente, adicione ao merengue a farinha maizena peneirada e envolva com a ajuda de uma espátula ou na batedeira a uma velocidade muito baixa. Num tabuleiro forrado com papel vegetal, faça ‘’montinhos’’ com uma colher ou com um saco de pasteleiro alisando o topo de forma côncava com uma colher. Coloque no forno a uma temperatura de 150 graus durante 30 a 40min. Quando terminar de cozer, desligue o forno e deixe a porta entreaberta até que arrefeçam totalmente dentro do forno. Decore por cima com o recheio de iogurte grego, o couli de frutos vermelhos e os frutos vermelhos frescos. Recheio de iogurte grego Numa batedeira colocar 300gr de natas e 25gr de açúcar e bater em castelo. Quando estiver batido, adicionar 1 iogurte grego natural, bater mais um pouco, aromatizar com raspa de lima. Couli de frutos vermelhos Numa caçarola colocar 250gr de açúcar e 125gr de água e levar a ferver durante 3min, juntar 250gr de frutos vermelhos e passar a varinha mágica. Empratamento Colocar por cima da pavlova o recheio do iogurte grego; de seguida, os frutos vermelhos frescos e o couli. Decorar a gosto.

curso profissional cozinha/pastelaria Receitas

Mini Pavlova com de frutos vermelhos

Arroz de tamboril Ingredientes 4 pax 1 Kg de Tamboril 300 Gr de Arroz 1 Cebola 1 Pimento Vermelho 100 Gr Tomate Maduro 300 Gr Camarão 200 Gr Amêijoa Alho - QB Pimenta preta moída – QB 10 Cl Azeite Coentros – QB 250 CL Caldo de Marisco (1.1)

Caldo de peixe (tamboril) Alho Francês - QB Cenoura – QB Cebola - QB Louro – QB Alho – QB

Confeção Corta-se o tamboril em cubos e faz-se um caldo de peixe com as espinhas e os elementos aromáticos. Pica-se a cebola e branqueia-se em azeite com um pouco de alho e duas folhas de louro. Limpa-se o tomate de peles e sementes e junta-se ao puxado. Refresca-se com um pouco de vinho branco. Junta-se o pimento cortado e brunesa. Adiciona-se um pouco de caldo de peixe e deixasse ferver um pouco. Tempera-se com sal e pimenta. Acrescenta-se mais um pouco de caldo de peixe e o caldo de marisco (até que fique calda necessária para cozer o arroz). Quando ferver junta-se o arroz. A meio da sua cozedura junta-se o camarão descascado, a amêijoa e o tamboril. Deixe cozer. Quando estiver cozido aromatiza-se com coentros picados e serve-se bem quente devendo o arroz ficar bastante caldoso. Caldo de Marisco Ingredientes Cebola em meia-lua, alho esmagado, louro, cenoura às rodelas, salsa, manteiga, cascas de camarão, lagosta, sapateira, farinha, polpa de tomate, tomate em cubos, água, sal grosso, pimenta em grão, piripiri. Confeção Colocar panela ao lume, adicionar os legumes e a manteiga, deixar puxar um pouco, adicionar as cascas e estufar. Juntar a farinha, polpa de tomate e mexer; adicionar água e temperar com pimenta em grão, sal e piripiri. Deixar cozer lentamente + ou – 1hora. Passar pelo chinês antes de usar. OUTUBRO 2020 ESF.ON 15


ESF.ON VOZES Não dar mãos ao vírus

Tutorial de como eliminar um vírus

Atendendo às circunstâncias em que vivemos, constatamos que nem sempre há respeito pelas regras de proteção dentro dos espaços escolares. De facto, nem toda a gente cumpre as regras estabelecidas para o seu próprio bem-estar, para a sua saúde e bem-estar dos seus colegas. Uma das normas que considero fundamental é o uso da máscara. Se a usarmos corretamente, protegemo-nos a nós e aos outros também e podemos viver dentro de uma certa normalidade. Ainda assim, devemos evitar o contacto e cumprir o distanciamento social. Isto revela respeito e cidadania. Por outro lado, não podemos esquecer a lavagem das mãos várias vezes ao dia ou a sua desinfeção com desinfetante à base de álcool. Ao desinfetar as mãos, não damos mãos vírus. O ser humano, ao longo da sua história, já viveu e ultrapassou situações muito difíceis, tais como as guerras mundiais e várias doenças causadoras de mortandade. Hoje em dia, temos mais cuidados médicos, mais ciência e higiene; portanto, se houver cuidado, respeito por parte de todos, ultrapassaremos esta pandemia e o mundo não parará outra vez.

Este ano, a Escola está muito diferente. Não conseguimos ver o rosto dos nossos colegas, não podemos falar com os outros livremente e não conseguimos deixar a preocupação de lado. Por isso mesmo, as regras escolares, agora, são muito importantes e impossíveis de ignorar. Uma das atitudes que devemos ter é usar uma máscara. Esta é obrigatória fora e dentro da sala de aula, para nos protegermos do vírus. A máscara traz segurança para mim e para os outros, cria possibilidades de estarmos dentro de estabelecimentos com outras pessoas e, acima de tudo, é uma das razões para se manterem as escolas abertas. Para a usarmos corretamente, devemos estar com ela apenas durante três a quatro horas, se for descartável, e depois trocar. Desinfetar as mãos é outra regra que devemos cumprir com rigor. Ao desinfetar as mãos estamos a “matar” o vírus em nós e, assim, não o transportamos para outros lugares. Normalmente, encontramos um depósito de desinfetante à entrada de cada lugar público. A última regra que apresento é o distanciamento social que devemos respeitar. Nesta altura temos, mais do que nunca, de ter cuidado e respeito pelos outros. O afastamento permite que a transmissão do vírus se reduza drasticamente. Se não houver contacto com colegas, estamos seguros e livres de preocupação. Por fim, concluo tendo a certeza de que este ano letivo vai ser mais cansativo e difícil, mas, com estas regras, a segurança estará presente. Respeita os outros, protege-te e sê a pessoa que dá o exemplo. Faz com que este ano seja produtivo e importante na tua vida.

Marta Costa, 9º A

Mãe…

Mafalda Pacheco, 9º A

FCasa vivida, Em telhados amor, Em quartos de carinho, Em janelas de esperança, Em corredores de coragem, Em caves de brio, Em alicerces de sonho.

A uma Cor que sofre com a falta de popularidade Do amarelo e do vermelho, Germinou uma forte união. Com luz e paixão, Outra cor emparelho No combate à solidão.

Casa Sorriso Que não se esquece, Que alenta, Que enternece, Porque, modesta, É do tamanho da vida.

Qual é essa cor? Qual é essa esperança? - nasceu do amor. - é a cor laranja. José Oliveira José Oliveira

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ESF.ON VOZES Diário escolar em tempos covideiros

Querido diário,

E não é que o “Diário em tempos de quarentena” se reformulou em “Diário escolar em tempos covideiros” e voltou? A verdade é que já passou quase meio ano desde a última vez que escrevi e muita coisa mudou (as máscaras, o desinfetante e o distanciamento é que não, infelizmente). Já vamos com mais de um mês de aulas neste novo formato num novo ano letivo, inclusive com um teste já feito até à data em que escrevo. Apesar de termos voltado às aulas em maio, já com as normas atuais, sinto que foi agora que realmente voltei. Para um novo ano, aliás o meu último ano nesta escola. É verdade, já lá vão 5 anos. Mas voltando ao assunto “regresso”, a verdade é a “velha” rotina está de volta, ou seja, o levantar, tomar o pequeno-almoço, vestir, ir para a escola de carro ou a pé, dependendo dos dias (a pé sempre em chamada com a Mafalda, como seria de esperar! É bem mais divertido e vamos sempre no paleio, como ela diz) já se torna de novo um hábito que adoro ter (qual é a pessoa organizada que não adora, não é bem verdade?) Ainda assim, sinto que o décimo segundo ano é uma espécie de férias com uns trabalhicos. Com as tardes todas livres, ao fim-desemana não se faz quase nada e mesmo durante a tarde há tempo para tudo: estudar, fazer tpc's, ver séries e filmes, dormir, etc. Tudo isto para concluir que nem se compara o décimo primeiro ano com o décimo segundo. E pronto, acho que chega ao fim o primeiro diário neste formato, pois foi-me pedido um texto mais para o curto. Até uma próxima, espero que breve.

Hoje sinto-me completamente exausta. A cabeça já me pesa e ainda nem 21h são. Há já algumas noites que não durmo lá muito bem e sei que isto é falta de sono e cansaço acumulado. Têm sido dias muito difíceis em que tenho aproveitado para refletir e observar o mundo à minha volta. As aulas já começaram há um mês, entramos agora na primeira fase de testes e estes tempos têm sido um mix de sentimentos. Esta segunda vaga da pandemia está a revelarse pior do que a primeira e ainda nos estamos a adaptar a todas estas novas medidas, o que faz com que haja sempre um certo medo ou receio em tudo o que possamos fazer. Na turma ainda nos estamos todas a conhecer, mas sinto que ainda há muito por dizer que está entalado e não sei muito bem como lidar com isso às vezes. Temos todas opiniões e formas de ver as coisas muito diferentes o que acaba por ser bom e mau ao mesmo tempo. A minha paciência não anda nos seus melhores dias e às vezes perco um bocado a cabeça com algumas atitudes mais imaturas e irresponsáveis que não eram supostas em alunas do 12º ano, a meu ver. Estes dias aprendi de uma das piores maneiras a dar valor àquilo que perdemos. Nunca pensei

PROVA DE APTIDÃO PROFISSIONAL

Francisca Sousa, 12º A

ter tantas saudades dos meus colegas do 10º e 11º e acho que com toda esta situação nos unimos mais do que nunca e, desde março, sinto que fortalecemos imenso as nossas relações. Acho que crescemos muito e tornamo-nos mais protetores e carinhosos uns com os outros o que foi maravilhoso. Amanhã o meu priminho faz 2 anos e sinto-me mesmo velha. Hoje dei por mim a pensar, várias vezes, nele e em momentos que passamos os dois. Parece surreal como o tempo passa tão rápido sem que nos apercebamos. Eu passei os 3 meses da quarentena em que não vim à escola a tomar conta dele e só agora percebi o quanto ele cresceu e no quão doce se tornou. Acho que fiz um excelente trabalho! :) Espero hoje adormecer tal como acordei: com o seu sorriso no pensamento, porque o que eu mais quero é isso mesmo, que ele seja imensamente feliz e que consiga sempre alcançar os seus sonhos e ultrapassar todos os obstáculos que a vida vai colocar na sua frente. Beijinhos, Mafalda Varziela, 19 de outubro de 2020

PÃO com MASSAS SELVAGENS e fermentações lentas RUI MARCELO PEREIRA

Início do 12º ano durante a pandemia O novo ano letivo começou no dia 16 de setembro o que quer dizer que já tivemos um mês de aulas. Como estou no 12º ano, em ciências e tecnologia, tenho as tardes todas livres e sinto que tenho imenso tempo livre. Antes da pandemia eu andava na natação e tinha planeado entrar no desporto escolar no 12º ano, mas tudo se alterou e por isso não tenho quase nada para ocupar o meu tempo livre para além da escola e brincar com os meus cães. Como estamos em tempos de pandemia e eu vou almoçar quase todos os dias à minha avó, que tem problemas respiratórios, eu tento ter o máximo de cuidados possíveis porque se ela ficar infetada eu

me a medicina e eu acho que consigo ser colocada, ia sentir-me culpada. Assim, sei que dei o meu PROVA DE APTIDÃO PROFISSIONAL mas posso não ficar na “minha faculdade de sonho” melhor para a proteger a ela e a todos os que e isso preocupa-me um bocado, no entanto dá-me me rodeiam. Contrariamente à opinião das minhas colegas, um objetivo e ajuda-me a querer melhorar. Espero poder voltar à normalidade em breve eu achei que os alunos nos primeiros dias porque desta maneira nem consigo aproveitar o tinham mais cuidados, mas com o passar do facto de este ser o meu último ano de secundário. tempo estão a ter menos cuidados e por isso o vírus continua a avançar descontroladamente. Leonor Lopes, 12º A Durante este tempo de aulas, saíram também

AÇUCARES - MAÇÃ POR TERRA ANA CATARINA JESUS

as colocações do ensino superior. Devo admitir que fiquei chocada. Eu já estava à espera que as médias subissem, mas não pensei que subissem tanto, nomeadamente as de medicina. Para o ano pretendo candidatarOUTUBRO 2020 ESF.ON 17


ESF.ON VOZES

curso profissional RESTAURANTE/BAR Receita

Marion, 13 anos para sempre Apreciação crítica Todos os anos somos alertados contra o bullying, nunca temos a noção das consequências. Marion teve e não resistiu. Baseado no livro homónimo escrito por Nora Fraisse, o drama foi realizado por Bourlem Guerdjou. Retrata o caso verídico do suicídio de Marion Fraisse (Luàna Bajrami) e o desespero da mãe, Nora (Julie Gayet), para obter respostas sobre a ação da sua primogénita. De uma forma bruta, o choque da realidade chega ao público através de imagens bem conseguidas e realistas, mas sente-se que as reações foram, por vezes, um pouco exageradas. A repetição da cena inicial após o início da narrativa foi desnecessária, fazendo a plateia perder o interesse. Relativamente à continuação da mesma, era dispensável a cena em que Nora segura a filha enquanto esta ainda estava pendurada pela corda pois foi dar ênfase a uma violência inexplicável para a audiência. Nas cenas que seguiram a morte de Marion, sentiu-se a tristeza e o luto à volta da família, sobretudo sobre Nora, tal como pretendido. No entanto, o exagero nas reações desta retirava o foco da cena, mesmo quando apresentadas com David (Fabrizio Rongione), que tentava trazer um pouco mais de calma e sentimento às cenas em questão. Com o elevado número de cenas focados na raiva e luta de Nora, perde-se também o seguimento aos acontecimentos dentro de casa dos Fraisse, tão importantes e bem conseguidas antes da morte de Marion. Concluindo, é um filme forte com um tema bastante abordado na altura da sua estreia que nos leva a pensar nas consequências dos nossos atos. Embora não seja excelente, é uma boa escolha para os mais sentimentais.

Cláudia Maria Moreira, 12º A

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Spring detox Ingredientes (1pax) 1 Maçã verde ½ Limão 1 Cenoura 8 cl de mel 25 cl de água Confeção Higienize as frutas e a cenoura; Retirar o caroço da maçã e cortar em cubos; Descascar a cenoura e cortá-la em pedaços pequenos; Descascar o limão descartando a parte branca e as pevides; Misture todos os ingredientes no blender e deixe triturar durante 3 minutos. Decoração Servir em copo Tiki e decorar com maçã desidratada e ramo de hortelã.


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opacos territórios entre transparências Numa arquitectura de células-ideias, Márcia Luças estrutura um trabalho sobre a informação, os códigos, os ruídos e as interferências… a partir de um seccionamento crítico e analítico de experiências quotidianas de comunicação ou de tentativas de passagem de informação. Essa análise é materializada em diferentes ambientes criados em pequenas caixas, sendo cada um dedicado a uma ideia relacionável com trabalhos anteriores. Assim se reconhece o tema e a composição de tiny golden key, obra que é, de vários modos, chave: pela ligação que estabelece com as séries reversível e paraíso mais tarde; e, ainda, na medida em que proporciona o acesso à trama visual e à lógica estrutural que aqui nos convoca. A transparência tem, sem dúvida, um papel fundamental, no sentido global da instalação, pela interação visual que provoca entre os diferentes elementos de uma construção que se ergue irregular e assimétrica. As sobreposições de desenhos e colagens ou a interferência dos vários objetos (que compõem cada unidade da instalação) no trajeto de visualização uns dos outros conduzem a uma nova composição, uma re-figuração em que se mantêm visíveis cada uma das originais figurações mas se faz ver uma outra resultante da conjugação delas. No registo interpretativo, a transparência proporciona deslocamentos e alterações sequenciais que arrastam ou induzem a circulação e integração de um determinado signo num outro contexto ou circunstância; deste modo, é sugerido ao observador uma reflexão sobre sua intervenção na construção de algo que se admite como ficção mas, também, sobre a sua intervenção na construção daquilo que admite como real e, enfim, sobre a interdependência dos dois níveis. Pela mesma via e, ainda, pela relação entre leves opacidades, se compreende a razão da

recuperação e persistência de objetos e imagens que Márcia Luças, inscreve, em babel, num novo campo de significações. São reincorporados em sequências temáticas no cruzamento das quais funcionam, simultaneamente, como termos de vários discursos que a verticalidade, a horizontalidade ou a obliquidade permitem apreender, segundo as diferentes direções e sentidos percorridos. Encontramos a linha condutora dessas narrativas, aludida ou explicitamente indicada, de novo, através da interação das caixas/ambientes com as pequenas telas que, por sua vez, também se apresentam expandidas como suporte e veículo expressivo, pela subversão na utilização das superfícies e pela habilitação plástica da grade e do espaço do reverso. Por vezes, as sobreposições levam à subjugação de registos, recortes e desenhos parecendo competir até ao limite do negro que tudo poderia absorver. Contudo, aqui, o negro afirma-se não-silêncio, pleno de todas as reverberações. Tumulto em quietude, prenuncia-se chave de um outro código e, como metáfora, coordena-se com os efeitos de sombras criados pelas fontes de luz no interior de algumas caixas/ambientes. A instalação que se expande, simultaneamente frágil e invasora, inclui uma perspetiva crítica que admite a possibilidade de uma outra montagem, de uma outra organização final, e pressupõe uma abertura permanente do sentido: as infindáveis relações de ordem possíveis pertencem ao observador. No seu conjunto, a acumulação de imagens, signos e símbolos, e a implícita sugestão de caos, induz uma reflexão sobre graus de iconicidade, sobre as linguagens, sobre o que pode ser comum e partilhado. Utilizando uma estratégia que inclui a contradição - se analisa e isola um trecho de realidade também sobrepõe e confunde – Márcia Luças convida a um jogo combinatório que pode levar a uma

interrogação sobre o que cada um faz emergir dessa constelação de informações ou sobre a relação objetivo-subjetivo, exigindo do observador a consciência de que qualquer relação forma/fundo, qualquer identificação de mensagem, está em permanente ajustamento e depende de uma hierarquização de pormenores cujo processo lhe cabe compreender. Maria Leonor Barbosa Soares

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Inspirado em acontecimentos verdadeiros, traduzido em A alimentação equilibrada é essencial para odiversas línguas e largamente difundido pelo mundo inteiro, correto funcionamento do nosso organismo e paraO Homem Que Plantava Árvores é uma história inesquecível o nosso bem-estar. sobre o poder que o ser humano tem de influenciar o mundo O Clube da Saúde, como estrutura dinamizadoraà sua volta. de atividades para promoção da saúde emNarra a vida de um homem e o seu esforço solitário, contexto escolar, assinalou, no passado dia 16 deconstante e paciente, para fazer do sítio onde vive um lugar outubro, o Dia Mundial da Alimentação. Para tal,especial. criou sugestões de lanches saudáveis para umaCom as suas próprias mãos e uma generosidade sem semana que divulgou através de um QR code.limites, desconsiderando o tamanho dos obstáculos, faz, do Propôs aos alunos a seleção de uma dasnada, surgir uma floresta inteira - com um ecossistema rico e sugestões de lanche do seu agrado, que asustentável. confecionassem e enviassem uma fotoÉ um livro admirável que nos mostra como um homem comprovativa da sua opção. Associaram-se a estahumilde e insignificante aos olhos da sociedade, a viver atividade os cursos profissionais de Técnico delonge do mundo e usando apenas os seus próprios meios, Restaurante-Bar, Técnico de Cozinha/ Pastelariaconsegue reflorestar sozinho uma das regiões mais e Técnico de Multimédia, com a sua interpretaçãoinóspitas e áridas de França. de alguns desses menus. Todas as fotosJean Giono escreveu este conto lendário nos anos 50 do recebidas foram publicadas no Facebook eséculo XX, com a esperança de desencadear um programa de reflorestação a nível mundial que promovesse a Instagram da Escola. Estas ações têm como principal objetivoregeneração do planeta. Uma mensagem muito à frente do sensibilizar os alunos para a importância dosseu tempo. Inspiremo-nos no incansável pastor que cuidados com a alimentação e, simultaneamente,transforma montes hostis numa magnífica floresta. mostrar que a alimentação equilibrada não deve ser só uma preocupação das refeições principais, mas de todas as que se fazem ao longo do dia.

Connell e Marianne cresceram na mesma pequena cidade da Irlanda, mas as semelhanças acabam aqui. Na escola, Connell é popular e bem-visto por todos, enquanto Marianne é uma solitária que aprendeu com dolorosas experiências a manter-se à margem dos colegas. Quando têm uma animada conversa na cozinha de Marianne — difícil, mas eletrizante —, as suas vidas começam a mudar. Prémio Costa para Melhor Romance 2018. Livro do Ano Waterstones. Nomeado para: Man Booker Prize 2018, Women's Prize for Fiction 2019 e Dylan Thomas Prize 2019. Pessoas Normais será brevemente adaptado à televisão.

Dia da Alimentação

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Humanity and Nature – an everlasting conflict?

Changing Planet: Network for Young Photographers


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