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n.43


DIREÇÃO DO INSTITUTO DUARTE DE LEMOS: António Pinho DIRETORA D’O FIDALGO:

VICE-DIRETOR D’O FIDALGO:

REVISÃO ORTOGRÁFICA


No dia 5 de fevereiro, um grupo de alunos da nossa escola participou na concentração de ténis de mesa com bons resultados. A 5 de março, decorreu a 1.ª eliminatória das Olimpíadas da Biologia Júnior na nossa escola. Neste mesmo dia, os alunos da nossa escola participaram na prova distrital Mega Sprinter Fase Distrital, obtendo excelentes resultados. O dia 6 de março foi preenchido com a visita do ultramaratonista Carlos Sá. A sua presença foi uma motivação extra para os alunos do Desporto Escolar que o ouviram atentamente ao longo da sua palestra. De 11 a 15 de março, a nossa escola foi palco dos Momentos das Expressões. Ao longo desta semana muitas foram as atividades dinamizadas para promover as artes. Também nesta semana, decorreu a Semana Internacional do Cérebro com inúmeras atividades interessantes. A 12 de março, decorreu o rastreio de saúde oral dos alunos do 6.º ano com a médica dentista Dr.ª Raquel Magalhães. Já no dia 13 de março, Ana Borlido, capitã da seleção nacional de râgueb, esteve na nossa escola numa atividade de promoção da modalidade junto dos alunos dos 2.º e 3.º ciclos.

De 21 a 25 de março, um grupo de 39 alunos do 9.º ano rumaram a terras de sua majestade rainha Isabel II. Ainda no mês de março, de 23 a 27, os alunos do 9.º ano, no âmbito da disciplina de EMRC, participaram na primeira edição da CANSTRUCTION, com uma escultura de 3527 latas a homenagear as vítimas do holocausto. “Volta ao mundo das línguas” foi a atividade dinamizada pelo departamento de línguas, de 2 a 5 de abril, e que teve como propósito a promoção do gosto pela aprendizagem de línguas. A 3 de abril, os alunos do 7º ano visitaramuma empresa pioneira na reciclagem de Resíduos de Equipamento Elétrico e Eletrónico (REEE´s), a Interecycling, em Tondela, no âmbito da disciplina de Educação Tecnológica Nos dias 5 e 6 de abril, a Sofia Almeida, do 6.º E, sagrou-se campeã nacional do desporto escolar pela nossa escola. No dia 9, os alunos do 7.º ano foram visitar o Jardim Botânico, o museu Machado de Castro e o Museu da Ciência em Coimbra. A 19 de abril, 38 alunos da nossa escola participaram em mais um Encontro, no âmbito da disciplina de EMRC. O Dia da Terra foi celebrado a 22 de abril com diversas atividades.

Nos dias 22 e 23 de abril, decorreram as finais das Competições Nacionais da Ciência na Universidade de Aveiro, onde a nossa escola obteve bons resultados. A dia 29 de abril, celebrou-se o Dia Mundial da Dança com atividades relacionadas com esta arte. A 3 de maio, a nossa escola celebrou o “Dia do Sol”, abrindo as portas aos alunos do 1.º ciclo das escolas de Segadães, Trofa, Mourisca, Óis da Ribeira e Travassô. Os alunos do 5.º ano deslocaram-se à sede da D'Orfeu para participar no Festival i no dia 17 de maio. Nos dias 26 e 27 de maio, os alunos de ténis do Desporto Escolar participaram em mais uma concentração, desta feita em Castelo Branco, onde Rafaela Almeida conquistou o título de campeã regional. A 28 de maio, a Ana Marques, do 7º B, a aluna Beatriz Brenha, do 7ºB, e a Marta Serra, do 7ºC, participaram na entrega de prémios do concurso “Uma Aventura... Literária 2013”, em Lisboa. A 31 de maio, decorreu o Festival de Palco da nossa escola. Neste espetáculo, os alunos da nossa escola puderam mostrar todo o seu talento através das artes de palco: teatro e música.


CONCENTRAÇÃO DE TÉNIS DE MESA Foi no dia 5 de fevereiro que 98 alunos pertencentes às escolas de Sever do Vouga, Aguada de Cima, Oiã, Valongo do Vouga e Instituto Duarte de Lemos participaram na Concentração de Ténis de Mesa. Todos eles revelaram grande interesse e dedicação pela modalidade, o que contribuiu para um bom ambiente competitivo. Relativamente aos resultados, o Instituto Duarte de Lemos conseguiu o primeiro lugar (tendo os alunos do IDL vencido a maioria dos escalões em que participaram), Aguada de Cima obteve o segundo lugar, Valongo do Vouga, o terceiro, o Agrupamento de escolas de Oiã ficou em quarto lugar e a escola de Sever do Vouga em quinto. Parabéns a todos os alunos pelas corretas atitudes de “fair play” que demonstraram neste dia competitivo. “O Desporto Escolar é a atividade de complemento curricular, voluntária, que permite aos alunos a prática de atividades desportivas, em ambiente educativo, sob a orientação de professores, podendo configurar-se como a principal possibilidade para a maioria dos nossos jovens poderem participar em quadros competitivos, de forma regular.”

É cumprindo estes princípios que o Instituto Duarte de Lemos tem vindo a desenvolver, ao longo dos anos letivos, uma forte aposta no desporto, como componente imprescindível na formação completa que pretende para os seus alunos. Uma formação que lhes permita crescer e evoluir em harmonia nas diversas vertentes da sua personalidade, fortalecendo-os como indivíduos mas também como parte integrante de um todo, que é a sua escola e a própria comunidade onde se inserem. A participação na II Concentração de Infantis, Iniciados, Juvenis e Juniores do INSTITUTO DUARTE DE LEMOS foi um prémio para os alunos que demonstraram grandes índices de empenho e, claro, muitas horas de prática desportiva e apetência. Porém, muitos outros alunos, apesar de não terem sido selecionados para esta concentração, mostraram um grande espírito de entreajuda e níveis de interesse e empenho acima do esperado, durante os treinos semanais na nossa escola.

1.ª ELIMINATÓRIA DAS OLIMPÍADAS

JÚNIOR NO IDL Realizou-se, no dia 5 de março, a 1.ª eliminatória das Olimpíadas da Biologia Júnior. Os alunos do 9.º ano do Instituto Duarte de Lemos participaram neste evento aguardado com expetativa. Esta foi a 1.ª fase, estando a 2.ª eliminatória (final) agendada para o dia 24 de abril. Na 1.ª eliminatória, participaram todos os alunos inscritos; na 2.ª eliminatória participarão os que obtiverem melhor classificação na 1ª eliminatória. Os 4 vencedores poderão representar Portugal nas VI Olimpíadas Ibero-americanas de Biologia, na Argentina, em setembro de 2013. Esta iniciativa tem a organização conjunta da Ordem dos Biólogos e da Ciência Viva Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, e conta com o apoio do Ministério da Educação e Ciência através da DGE. Estimular o interesse pela disciplina de Biologia, pelo ensino prático e laboratorial e promover a troca de ideias e partilha de experiências são alguns dos objetivos que se pretendem alcançar com atividades desta natureza. E, como sempre, o IDL abraça mais um desafio que desenvolve nos alunos competências científicas e os prepara para a aprendizagem das ciências.

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“SEM GRANDES CORRERIAS”

Decorreu, no dia 5 de março, a Prova Distrital referente ao Projeto MEGA SPRINTER FASE DISTRITAL, no Complexo Municipal de Vagos, que juntou 931 alunos de cerca de cinco dezenas de escolas. Os atletas foram distribuídos por quatro escalões diferentes (Benjamins B, Infantis, Iniciados e Juvenis), sendo as provas em disputa o Mega Quilómetro (1000 metros), Mega Sprinter (40 metros) e Mega Salto (salto em comprimento). O Instituto Duarte de Lemos participou com 26 alunos e há a destacar o facto de ter obtido o 1.º lugar (Sofia Almeida, 6.ºE) no escalão de Infantis A na modalidade Mega Quilómetro, com um tempo de 3,24s, marca que constitui o novo recorde nacional do Desporto Escolar. De referir também que as alunas Inês Lopes, 5.ºC, e Ana Duarte, 7.ºB, obtiveram o 3.º lugar na modalidade Mega Sprinter no escalão Infantis A e Infantis B respetivamente. A participação da nossa escola foi extremamente positiva pois, além dos excelentes resultados individuais aqui destacados, os restantes alunos alcançaram posições bastante meritórias e superaram na generalidade as suas marcas anteriores, o que representa uma evolução importante no seu desempenho.

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Carlos Sá visitou a nossa escola no dia 6 de março. Marcou a sua chegada para as 12:15, mas tal não se verificou! Chegou muito mais cedo do que o previsto, pois queria conhecer a escola, contactar com os alunos, professores, funcionários e todos aqueles que o quiseram conhecer de perto. Começou por visitar as instalações da nossa escola, seguindo depois para uma serena e enriquecedora entrevista, realizada por alunos do Clube de Jornalismo. Com algumas palavras tranquilizantes, lá foi acalmando os jovens repórteres que se deixaram dominar pelo nervosismo do momento. Já à tarde, na palestra, com toda a calma do mundo, “sem grandes correrias”, foi-se apresentando e deu uma enorme, uma ultralição de vida aos atletas do desporto escolar, dando a conhecer a história da sua vida! Sim, nada melhor do que falar dos bons e dos maus momentos que a vida tem... Carlos Sá revelou-se realmente uma força inspiradora a todos os níveis: “Lutem por aquilo que é importante para vocês! Acreditem sempre! Nada é fácil de conquistar! Nada se consegue sem esforço!” Estas foram algumas palavras do homem que atravessa montanhas a correr, que atravessa 250 km de areias quentes do deserto, que chega aos cumes gélidos das montanhas mais altas do Continente Americano, para depois as descer num ritmo estonteante, batendo recordes mundiais.

Foram feitos desportivos de alguém que, sendo agora um campeão, podia ser qualquer um de nós. E foi esta a mensagem que Carlos Sá quis deixar aos “futuros atletas” da nossa escola: “Tudo é possível, basta querer, acreditar e lutar por isso! Façam, acreditando!” A maior marca que deixou nos alunos desportistas da nossa escola foi o seu exemplo de vida, a ideia de que “todos temos o nosso Everest para escalar”, uma mensagem que vai muito para além dos títulos e da glória agora alcançados.


MAS AFINAL, QUEM É CARLOS SÁ? Melhor resposta: um “ultracampeão português” que tem vindo, de há uns anos para cá, a dar prestígio ao “nosso” Portugal mas que poucos conhecem... Agora sim, começamos a ouvir o seu nome, a falar dele e a conhecer os seus magníficos feitos e as suas sofridas vitórias, que tem obtido entre os melhores dos melhores a nível mundial! O ultramaratonista e trailer português apresenta um palmarés fantástico e conquistou, recentemente, o recorde mundial da subida à montanha mais alta do continente americano, de 6962 metros, a Aconcágua, a qual subiu e desceu em 15 horas e 42 minutos, anulando assim o recorde anterior em quase cinco horas. Nasceu a 24 de dezembro de 1973, na Freguesia de Vilar do Monte, no concelho de Barcelos, tendo iniciado a prática desportiva aos 12 anos, na modalidade de atletismo. Pertenceu ao núcleo desportivo da Silva, clube que chegou a representar no pódio dos Campeonatos Nacionais de Atletismo. Correu como federado da região de Braga e participou em diversos campeonatos de pista e corta-mato. Algumas das paixões de Carlos Sá são o Atletismo, Alpinismo e outros desportos de outdoor.

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MOMENTOS DAS EXPRESSÕES Na semana de 11 a 15 de março, a nossa escola encerrou o segundo período com atividades físicas e artísticas, dando continuidade à dinamização da arte e das expressões. Durante esta semana, os alunos partilharam todo o trabalho que desenvolveram nas aulas de Educação Musical, Educação Visual, Educação Tecnológica e Educação Física, vivenciando diferentes experiências relacionadas com os conteúdos que aprendem nas aulas. O Clube Play e o Núcleo de Fotografia também realizaram atividades que enriqueceram esta semana. Os alunos do 5.º ano visitaram a sede da d`Orfeu (Associação Cultural, em Águeda) participando no Seminário "Tecnologias Criativas", tema atual que realça a importância da conjugação entre as Artes e a Ciência. Experimentaram e interagiram com instalações por toda a casa vivenciando a tecnologia de uma forma artística e divertida.

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Muitas das atividades foram dinamizadas na Ludoteca, nomeadamente a exposição de trabalhos realizados pelos alunos, a designada Expo-Escola, mostra de cinema de animação com técnicas de animação em time lapse e um estúdio de fotografia, que proporcionou aos alunos a oportunidade de terem um retrato criativo. Com ajuda de adereços e de um espaço cénico, criaram personagens ou ficaram apenas pelo registo do momento. Noutros locais da escola ainda decorreram outras atividades relacionadas com esta temática. Os alunos do 8.º ano aplicaram trabalhos de módulopadrão nos corredores da escola e houve sempre atividades físicas durante a semana. O momento alto nas atividades foi o espetáculo de marionetas “Bzzoira Moira”, apresentado pela companhia de teatro Mandrágora. Um espetáculo inesquecível! Em suma, todas as atividades representaram para os alunos uma experiência educativa diferente e construtiva, levando os alunos a relacionar os conteúdos abordados em contexto de sala de aula com as diversas situações do dia a dia, de uma forma dinâmica, criativa e produtiva.


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ECO-ATITUDES

Dando início às atividades delineadas para o presente ano letivo, no âmbito do programa Eco-Escolas, os alunos do Clube da Terra quiseram mostrar o trabalho desenvolvido até então. Alertados para a importância da compostagem, e tendo em vista a otimização da fertilidade do solo da sua horta, os alunos solicitaram a colaboração do Tecnoclube da nossa escola para a construção de um compostor. Para tal, recorreu-se à utilização de paletes de madeira, pregos, plástico e tinta. Após a sua construção, foram divulgados cartazes informativos sobre os resíduos a depositar no mesmo. Tem-se verificado uma boa adesão por parte dos alunos, professores e funcionários, sendo que o compostor já contém alguma matéria em decomposição, fruto de resíduos trazidos das próprias casas e também da cantina da escola. O processo de compostagem consiste na decomposição de resíduos domésticos por

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VISITAM HORTAS LOCAIS Desde o início do ano que os alunos do Clube da Terra têm trabalhado o tema da Agricultura Biológica, inserido no programa Eco-Escolas. Neste sentido, solicitaram a colaboração da comunidade envolvente, numa tentativa de recolher ideias que pudessem pôr em prática na horta da sua própria escola. Nem a chuva impediu a visita à horta da avó de uma das alunas, que partilhou os seus conhecimentos a propósito das práticas agrícolas de outros tempos. Os alunos aprenderam como preparar o solo antes de se proceder ao plantio, quais os principais produtos hortícolas característicos de cada estação e qual a melhor altura para a sua colheita. Certos do que aprenderam, falta apenas arregaçar as mangas e começar a preparar as culturas da próxima estação.

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“CULTIVA”

ação de microorganismos que na presença de oxigénio formam uma substância chamada composto. Numa tentativa de embelezar as árvores dos jardins da escola, que por esta altura ainda se encontram um pouco despidas, os alunos do Clube da Terra construíram pequenas hortas verticais que colocaram nos ramos das mesmas. Para a montagem das hortas verticais, foram reaproveitados materiais simples, tais como garrafas de plástico, cordéis e arames. Nessas garrafas, foi colocada terra e procedeu-se à t ra n s p l a nta çã o d e a l g u m a s e r va s aromáticas oriundas da própria horta da escola. É importante que seja dada continuidade a mais atividades deste tipo, para que o envolvimento e dedicação dos nossos alunos continuem patentes na aquisição de práticas ambientais mais sustentáveis.


É PRECISO TER LATA!

Escultura do IDL com 3527 LATAS!

SEMANA INTERNACIONAL DO CÉREBRO 2013 – SIC 2013 O Instituto Duarte de Lemos comemorou a Semana Internacional do Cérebro 2013 – SIC 2013,que decorreu de 11 a 15 de março. A Semana Internacional do Cérebro é um acontecimento internacional, que tem como objetivo sensibilizar os jovens para o cérebro e tudo o que ele envolve. Uma vez mais, na dinamização desta semana, o IDL pôde contar com a colaboração de investigadores do Centro de Biologia Celular (CBC) da Universidade de Aveiro que, no passado dia 14 de março, se d e s l o c a ra m à n o s s a e s c o l a p a ra apresentarem aos alunos do 9.º ano de escolaridade vários temas relacionados com o cérebro, sob o título “A B Cérebro”. Foram abordadas temáticas interessantes, como algumas das doenças que afetam o cérebro, a ação das drogas, a química do amor, como estimular o cérebro e algumas curiosidades relacionadas com o cérebro. A apresentação culminou com uma atividade lúdica – “Quem quer ser milionário” – com questões relacionadas com o cérebro, que teve grande adesão por parte dos alunos. Estas atividades revestem-se de grande importância para a aprendizagem e divulgam as promissoras investigações que se fazem sobre o funcionamento do cérebro.

É PRECISO TER LATA! Concurso de esculturas em latas de comida, que teve lugar na escola de Fajões, Oliveira de Azeméis. Foi a primeira edição em Portugal do CANSTRUCTION e contou com a participação de 8 escolas do país. O IDL disse SIM, desde a primeira hora, e apresentou a escultura com mais latas… 3527! A ideia, nascida nas aulas de EMRC do 9.º ano, rapidamente contagiou toda a comunidade educativa do Instituto Duarte de Lemos. 3527 latas reunidas e uma escultura dedicada ao Holocausto para montar! «6 por 6» foi o nome escolhido e que titulou o texto que acompanhou a exposição da escultura: «Um bando de SEIS ousados «trolhas» do 9º ano (no âmbito das grandes temáticas dos programas de EMRC (A Dignidade da Vida Humana - Direitos Humanos) e de História (2.ª Guerra Mundial) depararamse com o Holocausto. «Esbarrados» contra este imenso muro, alguma pesquisa e um c r u za m e n t o d e d a t a s m a r c a n t e s determinaram que fosse montada uma escultura em homenagem aos murados em guetos, fuzilados em muros, transportados para campos de concentração, uniformizados, aprisionados, gazeados, anulados na total ausência de direitos e dignidade…

As latas fizeram parte deste «tratamento especial». Transportavam o letal e silencioso gás tóxico Zyklon B. Nem todas as latas do passado trouxeram a esperança embrulhada, nem todas as latas mataram a fome, nem todas transpareceram a arte da solidariedade… As nossas juntaram-se a este projeto num grito de homenagem aos SEIS MILHÕES que morreram, simplesmente porque alguém decidiu que sim…» Todas as esculturas estiveram expostas ao público de 23 a 27 de março. Finda a exposição, todas as latas foram entregues a instituições de solidariedade social com o intuito de ajudar a matar a fome. As latas do Instituto Duarte de Lemos (mais 750 oferecidas pela Bom Petisco a cada escola participante) foram entregues ao CASAS e aos PIONEIROS, duas instituições da nossa zona pedagógica e que apoiam diretamente muitas famílias de alunos nossos. A nossa escultura nasceu da partilha de todos. Parto demorado, difícil, sentido, alegre e gratificante! 3527 latas… 3527 vezes obrigado, pelos que beneficiaram da escultura que edificámos aos 6 milhões que nenhum de nós conhece!

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RASTREIO A 12 de março, decorreu, na nossa escola, um rastreio de saúde oral, no âmbito da comemoração do Dia Mundial da Saúde (7 de abril). Esta atividade foi dinamizada pelo departamento de Ciências Físicas e Naturais e contou com a colaboração da médica dentista Dra. Raquel Magalhães (clínica KITAMED). Participaram neste rastreio cerca de 120 alunos (do 6.º ano), devidamente autorizados pelos respetivos encarregados de educação. Esta iniciativa teve como principal objetivo identificar casos, ao nível da cavidade oral, passíveis de tratamento médico. Para a facilitar a realização do rastreio e de forma a que os alunos perdessem o menor tempo possível das aulas dessa manhã, formaram-se grupos que, alternadamente, foram passando pela sala 7, transformada no nosso consultório! A Dra. Raquel Magalhães procedeu à verificação da cavidade oral de todos os alunos, sempre com os devidos cuidados de higiene, e a sua assistente anotou todas as informações dignas de registo para cada aluno. A doutora foi sempre alertando para a fase de mudança de dentição em que os alunos se encontram e a necessidade de cuidados redobrados que se deve ter. Enquanto os alunos esperavam pela sua vez, foram desenvolvendo, em pequenos grupos, uma atividade proposta pela Dra. Raquel Magalhães, que consistiu na identificação dos dentes dos moldes por ela fornecidos, identificação da zona onde se desenvolveu a cárie em cada dente e o respetivo tratamento, com pasta e materiais clínicos trazidos pela doutora. Os alunos adoraram, principalmente, esta última parte pois puderam “armar-se” em pequenos dentistas. Verdade seja dita,

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alguns revelaram ter muito engenho para a profissão! Quem sabe se não teremos despertado o gosto pela medicina dentária em alguns alunos?! (In)felizmente, foram detetados alguns casos que necessitam de tratamento médico, pelo que se entende ter sido muito benéfica e oportuna a realização deste rastreio. As informações recolhidas ao longo do rastreio alusivas a cada aluno foram devidamente organizadas e enviadas a cada diretor de turma para, posteriormente, serem comunicadas aos respetivos encarregados de educação. Foi também intuito desta atividade uma maior consciencialização dos alunos para a importância de uma boa higiene oral, prevenindo assim o aparecimento de alguns problemas de saúde. Para isso, muito contribuíram os conselhos dados pela Dra. Raquel, nomeadamente sobre a forma de como lavar os dentes, cuidados a ter com a alimentação e a necessidade de visitas periódicas ao dentista. Os alunos foram surpreendidos com o convite da Dra. Raquel para visitarem a sua clínica, onde terão a oportunidade de construir alguns moldes. Congratulados com o convite, ficou agendada para o terceiro período a ida dos nossos alunos à clinica KITAMED. O departamento de Ciências Físicas e Naturais considera muito positivos os resultados alcançados com esta atividade. Importantes foram também as parcerias com entidades de saúde que estabelecemos para alcançar os nossos objetivos.

Ana Borlido, capitã da Seleção Nacional de Rugby (Seven's) em ação de promoção da modalidade no Instituto Duarte de Lemos.

No dia 13 de março, da parte da manhã, o Grupo de Educação Física proporcionou aos alunos dos 2.º e 3.º Ciclos uma ação de promoção e divulgação da modalidade Tag-Rugby, ministrada pelo professor Rui Luzio, membro integrante da Federação Portuguesa de Rugby e pela capitã da Seleção Nacional de Rugby (Seven's), Joana Borlido. Esta modalidade tem tido um crescimento bastante acentuado nas escolas do nosso país e, para isso, tem tido a colaboração da Federação Portuguesa de Rugby (FPR), que acordou com o Gabinete Coordenador do Desporto Escolar dar continuidade ao Programa “Nestum, Rugby nas Escolas”, enquadrado nos projetos especiais do Desporto Escolar (atividade interna). O programa tem como principal objetivo divulgar e promover a modalidade no meio escolar, em sintonia com as finalidades e orientações do Desporto Escolar/ DGIDC/ME. Procurará também

estabelecer a ligação entre as escolas e os clubes e orientar alunos/atletas para a prática do rugby. Esta modalidade pode considerar-se uma aposta ganha no seio das modalidades praticadas no ensino e um jogo 100% coletivo, expressando valores e regras fundamentais para o desenvolvimento integral dos jovens. Começar em segurança e com orientação pedagógica adequada são as bases sólidas para motivar os jovens a ficarem no desporto, a sentirem a alegria e a vida que o jogo proporciona, bem como a dar-lhes condições de sucesso como na acessibilidade da ação de finalização no rugby (marcar um ensaio), criando a satisfação em obter um êxito imediato para só depois lhes ir criando dificuldades. Esta iniciativa foi bastante satisfatória, uma vez que os alunos se mostraram bastante interessados e ativos no decorrer da formação quer, nos inúmeros exercícios práticos ministrados, quer colocando questões sobre a modalidade.


Entre os dias 21 e 25 de março, trinta e nove alunos do 9.º ano, acompanhados por sete professores, puderam vivenciar experiências únicas em terras de Sua Majestade, a Rainha Isabel II. Foram cinco dias passados na cidade de Londres entre museus, jardins, palácios, avenidas cheias de luz e cor, bem como bons momentos em contacto com a arte exposta nos diferentes pontos da cidade e nem mesmo o frio imenso ou a neve impediram a diversão. Foram vários os momentos que marcaram os alunos, os passeios a pé pela cidade onde puderam ver o Big Ben, as Casas do Parlamento, Downing Street, percorrer Trafalgar Square, Picadilly Circus, Covent Garden ou Camden Market e divertir-se no Museu da Cera e no London Eye. Tiveram igualmente a oportunidade de visitar a Abadia de Westminster, igreja nacional da Coroação, bem como local de sepultamento e memorial de diversas figuras históricas do último milénio da história britânica; o Kensington Palace, um palácio de histórias secretas e vidas públicas ou o Shakespeare's Globe Theatre, marco incontornável na história do teatro mundial. Na Tower of London, foram surpreendidos pela coleção mundialmente famosa de ornamentos e joias fabulosos pertencentes à Coroa Britânica; seguindo a sua visita, a Tower Bridge, ponte construída sobre o rio Tamisa, uma das pontes mais belas e reconhecidas do mundo, impressionou todo o grupo; o Castelo de Windsor, o mais antigo e maior castelo ocupado do mundo, residência oficial de Sua Majestade, a Rainha; os Churchill War Rooms, local que abrigou Churchill e o seu governo durante a

II Guerra Mundial; o Cartoon Museum onde puderam ver o melhor dos quadradinhos e animação britânicos; a Tate Modern, exposição de arte moderna internacional; o British Museum, museu que abriga mais de sete milhões de objetos de todos os continentes, ilustra e documenta a história de cultura humana desde os seus primórdios até ao presente; o Natural History Museum que acolhe inúmeras coleções de ciências da vida e da Terra. Num momento mais desportivo e descontraído, houve oportunidade de visitar o Chelsea FC Stadium e respetivo museu, vivenciando por dentro as emoções ligadas a um dos mais importantes clubes do mundo, atual detentor da Champions League. Esta viagem permitiu aos alunos o contacto com costumes, hábitos e cultura do país, comparar a cultura da língua mãe com a cultura da língua inglesa, possibilitar a prática de conhecimentos adquiridos, conhecer diferentes realidades, proporcionar a interdisciplinaridade e desenvolver o espírito de cidadania. Todas as viagens realizadas pelos alunos neste e noutros anos letivos, e de outras paragens visitadas pelos alunos da nossa escola desde a sua fundação, têm constituído sempre momentos inesquecíveis e extremamente enriquecedores no percurso dos alunos que nelas participaram. A do presente ano não foi exceção e ficará certamente gravada na memória de todos os que integraram este entusiástico grupo.

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AO MUNDO DAS


SAGRA-SE CAMPEÃ NACIONAL DO DESPORTO ESCOLAR COM NOVO


DIA DA


No passado dia 29 de abril, Dia Mundial da Dança, o Instituto Duarte de Lemos promoveu uma atividade, dinamizada pelo Núcleo da Dança, do Clube Ar(e)s d’Ensaio, com o objetivo de sensibilizar toda a comunidade escolar para a importância desta manifestação artística e forma de expressão que, cada vez mais, influencia a sociabilização do ser humano. Ao longo do dia esteve, patente uma exposição de fotografias alusivas ao tema, que permitiu recordar as diferentes atuações do Núcleo da Dança no decurso destes anos. Além disso, esta atividade contou com a participação de muitos alunos que apresentaram uma coreografia à comunidade escolar, a fim de homenagear esta expressão artística e dar a conhecer o trabalho desenvolvido. Esta atividade foi, sem dúvida, positiva, visto que muitos alunos e a comunidade escolar, em geral, aderiram à mesma com muito entusiasmo e interesse, sendo por isso uma experiência a repetir!

DIA MUNDIAL

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IDL COMEMORA

DIA DO SOL EM “DIA ABERTO” ÀS ESCOLAS DO PRIMEIRO CICLO O Dia do Sol, criado no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Ambiente e que visa alertar para os benefícios do sol e salientar a importância desta fonte de energia para o funcionamento dos ecossistemas da Terra, foi comemorado no Instituto Duarte de Lemos no passado dia 3 de maio, com uma exposição de trabalhos práticos realizados pelos alunos da disciplina de Educação Tecnológica (e que utilizam o sol como fonte de energia) e um conjunto de atividades relacionadas. O ponto alto desta comemoração consistiu na abertura do Instituto Duarte de Lemos a mais de cem alunos das escolas do primeiro ciclo de Segadães, Trofa, Mourisca, Óis da Ribeira e Travassô, que viveram desta forma um dia inesquecível. Depois de uma calorosa receção pelos “colegas mais velhos”, encarregues de os acompanhar ao longo de toda a visita, e de um momento musical a cargo do Clube Play, os alunos do primeiro ciclo iniciaram o seu percurso à descoberta do Instituto Duarte de Lemos. Ao longo de uma intensa manhã de novas experiências, os alunos do primeiro ciclo participaram em atividades organizadas pelos diversos departamentos:na Biblioteca, ouviram histórias lidas pelos seus colegas mais velhos (que há pouco tempo tinham estado na mesma situação que eles, visitando a sua futura escola) que depois ilustraram; no Laboratório, assistiram a experiências relativas à luz e ao sol; no Campo de Jogos, participaram em “cansativas” e animadas atividades físicas, sempre do agrado de jovens irrequietos e ativos; a Matemática marcou igualmente presença com os seus “jogos matemáticos”, autênticos quebra-cabeças que permitiram exercitar também o cérebro.

Guardada para o final estava a exposição de “engenhos” solares construídos pelos alunos do Instituto, no âmbito da disciplina de Educação Tecnológica e do Tecnoclube (clube dedicado às energias alternativas e tecnologias). Os jovens visitantes maravilharam-se com os carrinhos, barcos e outros mecanismos movidos a energia solar e assistiram deliciados aos alimentos confecionados nos vários fornos solares que aproveitavam o magnífico dia de Sol com que a Natureza resolveu homenagear o seu mais brilhante astro. Esta visita permitiu aos alunos do primeiro ciclo conhecer aquela que será a sua futura escola e participar num conjunto de atividades direcionadas a proporcionar um melhor conhecimento do sol como fonte de energia, bem como os seus benefícios e perigos. Ainda no âmbito da comemoração do Dia Sol, os Engenheiros Ricardo Pratas e Luís Duarte, técnicos da firma HFA, de Águeda, realizaram uma palestra dirigida aos alunos do 7.º ano onde deram a conhecer algumas técnicas para aproveitamento da energia solar. Esta palestra revelou-se extremamente proveitosa para todos os alunos participantes, que demonstraram o seu interesse por esta área tão relevante para o nosso futuro coletivo. Os técnicos da HFA esclareceram as diversas dúvidas colocadas e deixaram o convite para que a “próxima” sessão se realize nesta empresa, disponibilidade prontamente agradecida e “aprovada” pelos organizadores deste evento.

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O IDL NO No dia 17 de maio, os alunos do Instituto Duarte de Lemos deslocaramse à sede da d`Orfeu – Associação Cultural em Águeda para participar no Festival i, assistindo à dramatização da peça “Sonhar ao Longe” (uma criação da BAAL). Os mais de cem alunos do 5.º ano puderam, assim, ter contacto com a arte do teatro, que contribui para o domínio de algumas aquisições nas disciplinas de expressões, nomeadamente na perceção da comunicação através do gesto e dos sons. Com esta participação, os mais de cem alunos do IDL tiveram a oportunidade de experimentar novas situações de aprendizagem e partilhar emoções, nomeadamente com os atores da peça, que simpaticamente conversaram com os alunos sobre a sua apresentação e o seu significado. Foi sem dúvida uma tarde cheia de alegria e reflexões capazes de marcar as vivências dos nossos alunos.

ALUNOS ALCANÇAM VITÓRIAS EM TÉNIS DE MESA E TAG-RUGBY O Instituto Duarte de Lemos participou com um número significativo de alunos em mais dois eventos desportivos a nível distrital, desta feita nas modalidades de Ténis de Mesa e TagRugby. Estes dois importantes momentos de entusiástica competição e convívio entre os alunos das escolas do Distrito de Aveiro contaram no seu conjunto com a participação de quase seiscentos alunos. Na modalidade de Ténis de Mesa realizou-se o Torneio de Encerramento nos escalões de Infantis A e Infantis B, que reuniu mais de cento e oitenta alunos na Escola Básica José Ferreira Pinto Basto, em Ílhavo. Os alunos do Instituto Duarte de Lemos destacaram-se neste encontro ao alcançarem um primeiro lugar e ao colocar mais quatro alunos no pódio, distribuídos pelos três escalões em competição. No setor masculino, André Monteiro alcançou o primeiro lugar no escalão de Infantis B, tendo ainda o IDL conseguido um segundo e um terceiro lugar no escalão de Infantis A, respetivamente pelos alunos Simão Fraga e José Silva. Também as alunas presentes conseguiram uma excelente prestação, pois Raquel Costa e Valentina Rodrigues conseguiram, respetivamente, o segundo e o terceiro lugar no escalão de Infantis B, femininos. Estes resultados assumem uma particular relevância para o Instituto Duarte de Lemos, pois verificaram-se nos escalões mais jovens, o que garante a continuidade do excelente trabalho que se vem realizando nesta modalidade ao longo dos anos e que já permitiu ao Instituto Duarte de Lemos a conquista de vários títulos a nível distrital e regional, além da presença assídua nos campeonatos nacionais.

Em relação à modalidade de Tag-Rugby, o Instituto Duarte de Lemos participou com quarenta e oito alunos no encontro distrital realizado em Anadia, no âmbito do Projeto Nestum Rugby, que reuniu na sua totalidade mais de quatrocentos alunos oriundos de quinze escolas. O Instituto Duarte Lemos participou com duas equipa em todos os escalões menos no escalão de juvenis, onde participou com uma só equipa. O IDL obteve uma classificação bastante positiva, pois nos escalões de Juvenis, Iniciados e Infantis B as suas equipas ganharam todos os jogos que disputaram, arrecadando o 1.º lugar de série nos respetivos escalões. No escalão de Infantis A, ficaram com um honroso 2.º lugar da sua série. O Instituto Duarte de Lemos faz um balanço extremamente positivo da participação em mais estes dois eventos desportivos pois, para além dos resultados obtidos, as atitudes e valores estiveram sempre presentes nestes importantes momentos de formação e educação através da promoção dos valores associados ao Desporto.

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RAFAELA ALMEIDA (IDL) REVALIDA TÍTULO DE CAMPEÃ REGIONAL DO DESPORTO ESCOLAR EM TÉNIS DE MESA E APURA-SE PARA A FINAL NACIONAL Foi no passado dia 27 de maio que a aluna Rafaela Almeida se sagrou Campeã Regional de Ténis de Mesa, em Castelo Branco. A aluna começou a jogar esta modalidade no Instituto Duarte de Lemos, no 5.º ano de escolaridade, tendo participado em várias competições inseridas no desporto escolar, alcançando pelo segundo ano consecutivo o título regional. A aluna supracitada não deixou escapar o título e, mesmo com adversárias que lhe impuseram algumas adversidades, sagrou-se Campeã Regional. Os alunos do Instituto Duarte de Lemos, Hugo Pinheiro, Leandro Silva, Rafaela Almeida, Sherzod Sirojev, João Silva, Lucas Peralta e Leandro Barbosa, participaram igualmente no Campeonato Regional do Desporto Escolar na modalidade de Ténis de Mesa, em Castelo Branco, nos dias 26 e 27 de abril de 2013. Estes alunos, depois de irem à Fase Final da Equipa de Apoio à Escola de Aveiro e Estarreja, foram apurados para este Campeonato Regional em representação do Distrito de Aveiro. Este campeonato contou com a participação dos melhores alunos da modalidade dos distritos de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Leiria, Guarda e Viseu. A equipa do Instituto Duarte de Lemos, constituída pelos alunos Sherzod Sirojev, Leandro Silva e Lucas Peralta, foi representar o distrito de Aveiro tendo ficado em terceiro lugar a nível regional. A nível individual, além do referido título da aluna Rafaela Almeida, há ainda destacar a participação do aluno Lucas Peralta que, apesar de ter passado a Fase de Grupos, não conseguiu apurar-se para os campeonatos nacionais de Ténis de Mesa que decorreram, nas Caldas da Rainha, tendo demonstrado um grande espírito de sacrifício, entreajuda e aceitação da derrota, próprio de um bom desportista.

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FESTIVAL DE A nossa escola levou o Festival de Palco ao Cine-Teatro S. Pedro, em Águeda. Este ano, o espetáculo teve uma dinâmica alargada que abordou os domínios da dança, da música e também do teatro. A primeira parte do espetáculo contou a participação da associação cultural “Com.Cenas” que apresentou uma peça inspirada na obra de William Shakespeare, “Romeu e Julieta”. Sem ser o texto original, nem a mesma história, a peça relembrou-nos algumas passagens mais conhecidas e, de forma muito criativa, deu-nos uma abordagem pessoal daquilo que realmente interessa n e s t a h i s t ó r i a d e a m o r. C o m interpretação e Co-Criação de Pedro Latães, Catarina Saraiva, Fábio Branco, e Olavo Branco, estes três últimos atores ex-alunos do IDL. Foi uma festa onde a presença dos nossos ex-alunos foi notória, não só pela participação da cantora Marta Marques, mas também pelas apresentadoras Sara Matos e Andreia Lemos e até pela parte técnica de sonoplastia e desenho de luz, pelo Gonçalo Garcia.

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Na segunda parte foi a vez do Ar(e)s d’Ensaio pisar o palco com uma peça original inspirada na conhecida obra dramática de Almada Negreiros e, em exercícios de expressão dramática, nos falar dos medos de sermos crianças e bonecos, do medo de não controlarmos um destino que, por vezes, mais parece ser manipulado pela rotina do dia a dia. Um trabalho onde a expressão corporal e vocal estiveram muito bem trabalhadas e reforçadas pela apresentação de coreografias pelo Núcleo de Dança e com música pelo Clube de Música “Play”. A peça “A Vida por um fio… ou dois” foi, sem dúvida, uma mostra de trabalho que reforça a importância que as artes em geral devem ter no currículo escolar.

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O REBANHO

PERDEU AS ASAS

As Fidalgorialistas: Leila Oliveira, Mariana Saraiva, Mariana Santos, 6.ยบ D


OS ALUNOS DO 5.ツコD QUEREM PARTILHAR O SEU GOSTO POR RIMAR E ESTAS QUADRAS VOS Vテグ DAR PARA AS PODEREM APRECIAR!!!


DO 5.ยบ D


COnveRsA cOM ...

CARLOS SÁ

No dia seis de março, recebemos na nossa escola o ultramaratonista Carlos Sá, que muito gentilmente nos concedeu uma entrevista! Fidalgorialistas: Como surgiu a sua paixão pelo Trail? Carlos Sá: Olha, a paixão pelo Trail aconteceu um pouco por acidente. Antes, fazia alpinismo, subia grandes montanhas e, na necessidade de me preparar para essas grandes escaladas, comecei a correr nas montanhas. Entretanto, comecei a participar em provas e comecei logo a ter grandes resultados. Agora aplico-me quase a 100% à atividade Trail Running. Fidalgorialistas: Há quanto tempo pratica esta modalidade? Carlos Sá: Em 2003, fiz uma das mais importantes expedições de alpinismo na Cordilheira Branca, no Peru. A partir daí, comecei a sonhar com a subida à 6.ª montanha mais alta do mundo, que fica nos Himalaias. Chama-se Cho Oyu, tem 8201 metros e, acima dos 8000 metros, temos que estar por nossa conta, no nosso melhor momento físico, porque aí ninguém nos pode assistir, ninguém nos pode valer; digamos, portanto, que estamos por nossa conta. Em 2005/ 2006, comecei a treinar para a corrida na montanha para me preparar para essa grande expedição que, depois, acabei por não fazer porque não encontrei os patrocínios de que necessitava para realizar esse sonho. Espero realizá-la para o ano! Nesse mesmo ano de 2006, fui fazer uma atividade de alpinismo nos Alpes e deslumbrei-me com uma das mais importantes provas mundiais, que fui vencido um senhor de 58 anos! Então, pensei: “Bem, se ele com 58 anos consegue, eu também consigo!”. A partir daí, dediquei-me de corpo e alma a esta modalidade e cá estou! Fidalgorialistas: Em que pensa durante as provas? Carlos Sá: Durante as provas, como são muito longas, pensamos em muita, muita coisa! Há tempo para tudo. Penso no passado, penso naquilo que estou a viver e penso naquilo que quero fazer no futuro. Sobretudo, estou a pensar naquilo que está a acontecer no momento e tento escutar os sinais do meu corpo, para não falhar. Às vezes faço provas em ambientes bastante extremos e aí a concentração tem de ser máxima, porque uma queda pode ser fatal! Isto acaba por ser matemática: se gastamos 500/600 calorias por hora, temos de repor essas mesmas calorias, temos de nos disciplinar. Por vezes, o nosso corpo, com a fadiga, não tolera os alimentos mas, se não ingerirmos esses mesmos alimentos, essas barras, acabamos por, ao fim de mais de uma hora ou duas, entrar em falência. E tenho que estar ali concentrado para, a cada 15/20 minutos, ingerir uma barra, um gel ou algum alimento e hidratar. Já me descuidei várias vezes, inclusivamente nas provas desérticas! Descuidei-me algumas vezes porque não me hidratei bem e passei bastante mal! Portanto, há que estar sempre concentrado e escutar os sinais do corpo e concentrar-me na estratégia que eu tenho para a prova. Fidalgorialistas: Qual foi o momento mais difícil da sua carreira? Carlos Sá: Olha, o momento mais difícil foi o de saltar do sofá e começar a praticar desporto! Ultrapassada essa fase, os benefícios são tantos que, na realidade, não há volta atrás! Essa decisão, para mim, é sempre a grande dificuldade que as pessoas encontram, mas têm que ser determinadas, têm que vencer. Eu dou por mim, hoje, a receber muitas mensagens de pessoas que veem as minhas reportagens e dizem “É amanhã que começo” e, na realidade, começaram! Algumas delas faziam os treinos de noite porque tinham vergonha, pois pesavam cerca de 110/120 kg e tinham vergonha de se mostrarem a correr. Faziam os treinos por caminhos por onde normalmente não passava ninguém de noite. Essas pessoas, hoje, pesam cerca de sessenta e poucos quilos. É algo extraordinário e, se eu fui a motivação para essas pessoas, essa é a melhor medalha, o melhor prémio que eu já ganhei até hoje! Fidalgorialistas: Pensa que deveria ter começado os treinos mais cedo? Carlos Sá: Não, acho que, a cada momento, nós vamos determinando a nossa vida e nunca nos devemos arrepender daquilo que deixámos de fazer ou que não fizemos. Devemos olhar para o futuro e planeá-lo, tentando não cometer os mesmos erros. Se não errares, também nunca vais saber se fizeste bem ou mal. Portanto, essa fase em que eu fui sedentário serviu para eu ter grandes experiências e não me arrependo de nada disso. O importante é saber se estamos no caminho certo ou no caminho errado e depois, então, tomar o rumo certo.

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No dia seis de março, recebemos na nossa escola o ultramaratonista Carlos Sá, que muito gentilmente nos concedeu uma entrevista! Fidalgorialistas: Como surgiu a sua paixão pelo Trail? Carlos Sá: Olha, a paixão pelo Trail aconteceu um pouco por acidente. Antes, fazia alpinismo, subia grandes montanhas e, na necessidade de me preparar para essas grandes escaladas, comecei a correr nas montanhas. Entretanto, comecei a participar em provas e comecei logo a ter grandes resultados. Agora aplico-me quase a 100% à atividade Trail Running. Fidalgorialistas: Há quanto tempo pratica esta modalidade? Carlos Sá: Em 2003, fiz uma das mais importantes expedições de alpinismo na Cordilheira Branca, no Peru. A partir daí, comecei a sonhar com a subida à 6.ª montanha mais alta do mundo, que fica nos Himalaias. Chama-se Cho Oyu, tem 8201 metros e, acima dos 8000 metros, temos que estar por nossa conta, no nosso melhor momento físico, porque aí ninguém nos pode assistir, ninguém nos pode valer; digamos, portanto, que estamos por nossa conta. Em 2005/ 2006, comecei a treinar para a corrida na montanha para me preparar para essa grande expedição que, depois, acabei por não fazer porque não encontrei os patrocínios de que necessitava para realizar esse sonho. Espero realizá-la para o ano! Nesse mesmo ano de 2006, fui fazer uma atividade de alpinismo nos Alpes e deslumbrei-me com uma das mais importantes provas mundiais, que fui vencido um senhor de 58 anos! Então, pensei: “Bem, se ele com 58 anos consegue, eu também consigo!”. A partir daí, dediquei-me de corpo e alma a esta modalidade e cá estou! Fidalgorialistas: Em que pensa durante as provas? Carlos Sá: Durante as provas, como são muito longas, pensamos em muita, muita coisa! Há tempo para tudo. Penso no passado, penso naquilo que estou a viver e penso naquilo que quero fazer no futuro. Sobretudo, estou a pensar naquilo que está a acontecer no momento e tento escutar os sinais do meu corpo, para não falhar. Às vezes faço provas em ambientes bastante extremos e aí a concentração tem de ser máxima, porque uma queda pode ser fatal! Isto acaba por ser matemática: se gastamos 500/600 calorias por hora, temos de repor essas mesmas calorias, temos de nos disciplinar. Por vezes, o nosso corpo, com a fadiga, não tolera os alimentos mas, se não ingerirmos esses mesmos alimentos, essas barras, acabamos por, ao fim de mais de uma hora ou duas, entrar em falência. E tenho que estar ali concentrado para, a cada 15/20 minutos, ingerir uma barra, um gel ou algum alimento e hidratar. Já me descuidei várias vezes, inclusivamente nas provas desérticas! Descuidei-me algumas vezes porque não me hidratei bem e passei bastante mal! Portanto, há que estar sempre concentrado e escutar os sinais do corpo e concentrar-me na estratégia que eu tenho para a prova. Fidalgorialistas: Qual foi o momento mais difícil da sua carreira? Carlos Sá: Olha, o momento mais difícil foi o de saltar do sofá e começar a praticar desporto! Ultrapassada essa fase, os benefícios são tantos que, na realidade, não há volta atrás! Essa decisão, para mim, é sempre a grande dificuldade que as pessoas encontram, mas têm que ser determinadas, têm que vencer. Eu dou por mim, hoje, a receber muitas mensagens de pessoas que veem as minhas reportagens e dizem “É amanhã que começo” e, na realidade, começaram! Algumas delas faziam os treinos de noite porque tinham vergonha, pois pesavam cerca de 110/120 kg e tinham vergonha de se mostrarem a correr. Faziam os treinos por caminhos por onde normalmente não passava ninguém de noite. Essas pessoas, hoje, pesam cerca de sessenta e poucos quilos. É algo extraordinário e, se eu fui a motivação para essas pessoas, essa é a melhor medalha, o melhor prémio que eu já ganhei até hoje! Fidalgorialistas: Pensa que deveria ter começado os treinos mais cedo? Carlos Sá: Não, acho que, a cada momento, nós vamos determinando a nossa vida e nunca nos devemos arrepender daquilo que deixámos de fazer ou que não fizemos. Devemos olhar para o futuro e planeá-lo, tentando não cometer os mesmos erros. Se não errares, também nunca vais saber se fizeste bem ou mal. Portanto, essa fase em que eu fui sedentário serviu para eu ter grandes experiências e não me arrependo de nada disso. O importante é saber se estamos no caminho certo ou no caminho errado e depois, então, tomar o rumo certo. Fidalgorialistas: Qual a sua pulsação em repouso? Carlos Sá: Costumo tirar 28/29, às vezes menos! Com os testes que já tenho feito, acabo por não acumular lactato e daí conseguir percorrer grandes distâncias sem criar a fadiga que depois oxida o nosso corpo e leva à falência. Fidalgorialistas: Qual é a sua pulsação máxima? Carlos Sá: A pulsação máxima anda na casa dos 170. Não consigo elevar muito mais que isso. Já consegui, mas à medida que a idade vai aumentando, a pulsação máxima tende a baixar. Fidalgorialistas: E a partir de que altura é que começa a produzir ácido lático? Carlos Sá: Começo a produzir ácido lático a partir dos 167/168 de pulso. Eu costumo fazer treinos de 100km com média de pulso de 110 e 120. Dá para correr muitos e muitos quilómetros! Fidalgorialistas: Qual é a sua alimentação no dia a dia?

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No dia seis de março, recebemos na nossa escola o ultramaratonista Carlos Sá, que muito gentilmente nos concedeu uma entrevista! Fidalgorialistas: Como surgiu a sua paixão pelo Trail? Carlos Sá: Olha, a paixão pelo Trail aconteceu um pouco por acidente. Antes, fazia alpinismo, subia grandes montanhas e, na necessidade de me preparar para essas grandes escaladas, comecei a correr nas montanhas. Entretanto, comecei a participar em provas e comecei logo a ter grandes resultados. Agora aplico-me quase a 100% à atividade Trail Running. Fidalgorialistas: Há quanto tempo pratica esta modalidade? Carlos Sá: Em 2003, fiz uma das mais importantes expedições de alpinismo na Cordilheira Branca, no Peru. A partir daí, comecei a sonhar com a subida à 6.ª montanha mais alta do mundo, que fica nos Himalaias. Chama-se Cho Oyu, tem 8201 metros e, acima dos 8000 metros, temos que estar por nossa conta, no nosso melhor momento físico, porque aí ninguém nos pode assistir, ninguém nos pode valer; digamos, portanto, que estamos por nossa conta. Em 2005/ 2006, comecei a treinar para a corrida na montanha para me preparar para essa grande expedição que, depois, acabei por não fazer porque não encontrei os patrocínios de que necessitava para realizar esse sonho. Espero realizá-la para o ano! Nesse mesmo ano de 2006, fui fazer uma atividade de alpinismo nos Alpes e deslumbrei-me com uma das mais importantes provas mundiais, que fui vencido um senhor de 58 anos! Então, pensei: “Bem, se ele com 58 anos consegue, eu também consigo!”. A partir daí, dediquei-me de corpo e alma a esta modalidade e cá estou! Fidalgorialistas: Em que pensa durante as provas? Carlos Sá: Durante as provas, como são muito longas, pensamos em muita, muita coisa! Há tempo para tudo. Penso no passado, penso naquilo que estou a viver e penso naquilo que quero fazer no futuro. Sobretudo, estou a pensar naquilo que está a acontecer no momento e tento escutar os sinais do meu corpo, para não falhar. Às vezes faço provas em ambientes bastante extremos e aí a concentração tem de ser máxima, porque uma queda pode ser fatal! Isto acaba por ser matemática: se gastamos 500/600 calorias por hora, temos de repor essas mesmas calorias, temos de nos disciplinar. Por vezes, o nosso corpo, com a fadiga, não tolera os alimentos mas, se não ingerirmos esses mesmos alimentos, essas barras, acabamos por, ao fim de mais de uma hora ou duas, entrar em falência. E tenho que estar ali concentrado para, a cada 15/20 minutos, ingerir uma barra, um gel ou algum alimento e hidratar. Já me descuidei várias vezes, inclusivamente nas provas desérticas! Descuidei-me algumas vezes porque não me hidratei bem e passei bastante mal! Portanto, há que estar sempre concentrado e escutar os sinais do corpo e concentrar-me na estratégia que eu tenho para a prova. Fidalgorialistas: Qual foi o momento mais difícil da sua carreira? Carlos Sá: Olha, o momento mais difícil foi o de saltar do sofá e começar a praticar desporto! Ultrapassada essa fase, os benefícios são tantos que, na realidade, não há volta atrás! Essa decisão, para mim, é sempre a grande dificuldade que as pessoas encontram, mas têm que ser determinadas, têm que vencer. Eu dou por mim, hoje, a receber muitas mensagens de pessoas que veem as minhas reportagens e dizem “É amanhã que começo” e, na realidade, começaram! Algumas delas faziam os treinos de noite porque tinham vergonha, pois pesavam cerca de 110/120 kg e tinham vergonha de se mostrarem a correr. Faziam os treinos por caminhos por onde normalmente não passava ninguém de noite. Essas pessoas, hoje, pesam cerca de sessenta e poucos quilos. É algo extraordinário e, se eu fui a motivação para essas pessoas, essa é a melhor medalha, o melhor prémio que eu já ganhei até hoje! Fidalgorialistas: Pensa que deveria ter começado os treinos mais cedo? Carlos Sá: Não, acho que, a cada momento, nós vamos determinando a nossa vida e nunca nos devemos arrepender daquilo que deixámos de fazer ou que não fizemos. Devemos olhar para o futuro e planeá-lo, tentando não cometer os mesmos erros. Se não errares, também nunca vais saber se fizeste bem ou mal. Portanto, essa fase em que eu fui sedentário serviu para eu ter grandes experiências e não me arrependo de nada disso. O importante é saber se estamos no caminho certo ou no caminho errado e depois, então, tomar o rumo certo. Fidalgorialistas: Qual a sua pulsação em repouso? Carlos Sá: Costumo tirar 28/29, às vezes menos! Com os testes que já tenho feito, acabo por não acumular lactato e daí conseguir percorrer grandes distâncias sem criar a fadiga que depois oxida o nosso corpo e leva à falência.

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COnveRsA cOM ...

~ CURA JOAO

DIRETOR DO CLUBE

No dia vinte e três de fevereiro, acompanhámos as equipas de basquetebol da nossa escola numa deslocação até Aveiro, mais concretamente até ao Pavilhão dos Galitos. Aí tivemos a oportunidade de falar com o professor João Cura, dirigente deste clube, e ficar a conhecer melhor a história do mesmo.

Fidalgorialistas: Que função desempenha no clube? João Cura: Sou coordenador técnico do Clube dos Galitos. Fidalgorialistas: Quando é que este clube foi criado ? João Cura: Este clube foi fundado em de 1904, mas a secção de basquetebol só começou em 1932. Fidalgorialistas: Qual foi o objetivo da criação deste clube? João Cura: Os fundadores deste clube quiseram criar uma instituição social que fosse capaz de dinamizar a cultura, o desporto e o convívio recreativo. Fidalgorialistas: Que desportos são praticados no Galitos? João Cura: Neste momento, os desportos praticados são basquetebol, natação, xadrez e remo. Estas são as quatro modalidades principais, mas também há a vertente de B.T.T./ Ciclismo. Fidalgorialistas: Quantos atletas fazem parte do clube/secção (basquetebol)? João Cura: No ano passado, tivemos cerca de 350 e este ano devemos ter um número muito próximo desse! Fidalgorialistas: Que títulos foram ganhos pelo clube? João Cura: São muitos também, pois o clube já tem muitos anos! Títulos distritais são, se não me engano, 71. Para além desses títulos distritais, temos também alguns títulos nacionais! Fidalgorialistas: Qual o objetivo principal da secção de basquetebol deste clube? João Cura: O objetivo é, através do basquetebol, ajudar na formação desportiva, mas também pessoal dos jovens atletas. Se, com esta formação, conseguirmos que alguns jovens venham a ser jogadores de basquetebol, melhor! Fidalgorialistas: Na sua opinião, que importância tem o desporto na vida dos jovens? João Cura: Tem uma importância muito grande e é um grande complemento para a formação que a escola e os pais proporcionam aos jovens. Fidalgorialistas: Este clube tem algum auxilio económico? Algum patrocinador? João Cura: Quanto a patrocínios oficiais, não temos nenhuma entidade pública, mas temos muitos apoios de privados que colaboram connosco e que são nossos parceiros. Fidalgorialistas: Quais as principais dificuldades que o clube enfrenta neste momento? João Cura: Neste momento, para além da crise económica que afeta toda a gente, as nossas dificuldades prendem-se com a limitação de espaço para treinar, porque temos muitos jogadores e muitas equipas! Neste momento precisávamos de ter um pavilhão igual a este para poder dar resposta a toda a gente! Fidalgorialistas: Dos jogadores formados neste clube, há algum que se tenha tornado um profissional famoso? João Cura: Há o João Balseiro, que foi formado aqui, nos Galitos, e que é o jogador mais importante que saiu da nossa formação. Neste momento, ele joga na Liga Portuguesa, na Académica. Fidalgorialistas: Por que razão devem os jovens escolher este clube? João Cura: Primeiro, porque achamos que fazemos um bom trabalho, estamos bem organizados e podemos dar uma boa resposta aos jovens que procuram e querem praticar basquetebol. Fidalgorialistas: Muito obrigada pela entrevista! João Cura: Foi um prazer! As Fidalgorialistas: Ana Beatriz Coelho e Viviana Pereira, 7.º A

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COnveRsA cOM ... JOANA BORLIDO Fidalgorialistas: Bom dia! Antes de mais, obrigada por ter

vindo à nossa escola e nos ceder esta entrevista! Vamos então começar! Como se chama? Joana Borlido: Chamo-me Joana Borlido. Fidalgorialistas: Que idade tem? Joana Borlido: Tenho 28 anos. Nasci a 21 de março de 1984. Fidalgorialistas: Onde mora? Joana Borlido: Atualmente moro em Coimbra, mas nasci em Ponte de Lima. Fidalgorialistas: Qual é a sua profissão? Joana Borlido: Sou professora de Educação Física. Fidalgorialistas: Como nasceu a sua paixão pelo rugby? Joana Borlido: Quando estava a tirar o curso na faculdade, tive que aprender a ensinar rugby. Foi a primeira vez que eu pratiquei e gostei. Logo no primeiro jogo que fiz, vi que era um desporto que eu gostava de continuar a praticar! Fidalgorialistas: Há quanto tempo pratica esta modalidade? Joana Borlido: Desde 2004. Fidalgorialistas: Em que clube joga? Joana Borlido: Atualmente, jogo na Associação de Estudantes da Escola Superior Agrária de Coimbra. Fidalgorialistas: Qual é a sua posição no jogo? Joana Borlido: Quando jogo rugby de 13, jogo no número 8.Quando é rugby de 7, jogo no número 1. Fidalgorialistas: Há quanto tempo é a capitã da seleção? Joana Borlido: Há 3 ou 4 anos. Fidalgorialistas: Quem é o seu jogador de rugby preferido? Joana Borlido: No rugby de 15, o meu jogador favorito é o Ritchy Makon, que é da Nova Zelândia. Quando é rugby de 7, o meu jogador favorito é o capitão de Nova Zelândia e chama-se Farves. Fidalgorialistas: Pensa que esta modalidade está bem divulgada em Portugal? Joana Borlido: Não, ainda tem um longo caminho para percorrer. Tem que haver mais publicidade! Fidalgorialistas: Há muitas jovens a praticar esta modalidade? Joana Borlido: Já há mais do que há uns anos atrás! O rugby nas escolas tem chamado mais meninas para a modalidade. A nível nacional, devem ser perto de 500 atletas. Fidalgorialistas: Há um campeonato de rugby feminino, certo? Em que lugar está a sua equipa? Joana Borlido: No campeonato nacional de 13 ficámos em 3.º lugar, ma no ano passado ganhámos. O campeonato de 7 começa apenas daqui a 15 dias. No ano passado ficámos em 2.º lugar. Fidalgorialistas: Quantas equipas participam neste campeonato? Joana Borlido: No campeonato de 13 são 6 equipas na 1.ª divisão. No campeonato de 7, são 8 equipas na 1.ª divisão. Na 2.º divisão, há apenas campeonato de 7, e são cerca de 20 equipas. Fidalgorialistas: Qual foi o momento mais alto da sua carreira?

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Fidalgorialistas: Qual foi o momento mais alto da sua carreira? Joana Borlido: Foi quando ficámos em 3.º lugar no campeonato do mundo universitário pela seleção nacional. Fidalgorialistas: Alguma vez teve uma lesão grave? Joana Borlido: Muito grave não! No ano passado, fui operada ao menisco, mas durou só um mês! Passado um mês, recomecei a jogar. Fidalgorialistas: É verdade que um jogador de rugby leva algum tempo a recuperar de cada jogo, devido ao impacto físico? Joana Borlido: Quando é rugby de 13 ou de 15, demora mais tempo a recuperar, porque há mais contacto e os jogos duram mais tempo. Para as raparigas duram 35 minutos e para os rapazes, 40. Quando é rugby de 7, nos torneios, fazemos sempre no mínimo 4 jogos por dia. Por isso a sua recuperação é mais rápida. Fidalgorialistas: Por que escolheu o rugby e não outro desporto? Joana Borlido: Eu já pratiquei muitos desportos. Desde pequena, participei em várias competições, das quais a natação, o basquetebol e canoagem. Quando comecei a fazer rugby na faculdade, percebi que era o desporto de que eu gostava mais. Fidalgorialistas: Onde foi o seu primeiro jogo? Joana Borlido: O meu primeiro jogo foi aqui na Bairrada, na Moita, em 2004, em rugby de 13. Foi um jogo contra a equipa do Benfica. Nessa altura jogava rugby há apenas um mês e ganhámos esse jogo! Fidalgorialistas: Qual foi o seu jogo preferido? Joana Borlido: O meu jogo preferido foi quando estivemos no campeonato do mundo, a jogar contra o Canadá. Ganhámos por 5-0 e foi a sofrer até ao final para não perdermos. Acabámos esse campeonato em 3.º lugar! Fidalgorialistas: Qual foi o jogo que menos gostou? Joana Borlido: … O mais difícil foi, sem dúvida, contra a Inglaterra. É uma equipa muito forte fisicamente e muito rápida. Apesar de ter sido um jogo difícil, gostei muito de o jogar, pois aprendemos sempre muito. Fidalgorialistas: O que a faz gostar do rugby? Joana Borlido: Para além do jogo, todos os valores que estão associados ao rugby: a entreajuda, o companheirismo, o espírito de grupo, o respeito que há entre adversários! Fidalgorialistas: Qual é a jogadora que mais admira? Joana Borlido: A jogadora que eu mais admiro é a capitã da minha equipa, Raquel Castro, porque, apesar de ter 34 anos, não falta a nenhum treino e dá o seu máximo! O espírito de sacrifício dela, mesmo quando está cansada, ajuda-nos a ir atrás dela! Para treinar, ela faz sempre 30 minutos de viagem de ida e 30 minutos de volta. Só falta mesmo quando está magoada. Fidalgorialistas: O que pensa ser necessário para uma jovem começar a jogar? Joana Borlido: Vontade de aprender uma coisa nova, um desporto diferente que a maioria não vai gostar! Querer aprender e melhorar sempre! Fidalgorialistas: Qual o seu maior sonho em relação ao rugby? Joana Borlido: O maior sonho é ir aos Jogos Olímpicos mas, infelizmente, isso não vai ser possível! Ficava contente se conseguíssemos o apuramento para o próximo mundial, daqui a 3 anos. Fidalgorialistas: Agradecemos a sua colaboração. Obrigada! Joana Borlido: Obrigada eu!

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As Fidalgorialistas: Leila Oliveira, Mariana Santos e Mariana Saraiva, 6.º D


....................


E Clube da MĂşsica

50


...................


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1ª CONCENTRAÇÃO Jogo

Resultado

AE Sever do Vouga | Instituto Duarte de Lemos

02 | 39

Instituto Duarte de Lemos | EB S. Bernardo

36 | 29

1ª CONCENTRAÇÃO Jogo

Resultado

EBS Murtosa | Instituto Duarte de Lemos

25 | 25

EB Válega | Instituto Duarte de Lemos

05 | 49

2ª CONCENTRAÇÃO Jogo

Resultado

EB 2,3 Valongo do Vouga | Instituto Duarte de Lemos

40 |42

Instituto Duarte de Lemos | EB Válega

52 | 08

2ª CONCENTRAÇÃO Jogo

Resultado

Instituto Duarte de Lemos | EB 2,3 Valongo do Vouga

21 | 32

Instituto Duarte de Lemos | EBS Murtosa

25 | 28


O escalão de Iniciados também realizou três concentrações, sendo estas nos dias 08|01, 01 |03 e 26|04, obtendo o primeiro lugar e consequente apuramento para o Campeonato Regional da modalidade. O Campeonato Regional decorreu nos dias 25|05 e 08|06 Aqui ficam os resultados obtidos, nas respetivas concentrações:

2ª CONCENTRAÇÃO Jogo

Resultado

AE Sever do Vouga | Instituto Duarte de Lemos

03 | 29

Instituto Duarte de Lemos | EB S. Bernardo

34 | 28

2ª CONCENTRAÇÃO Jogo

Resultado

Instituto Duarte de Lemos | EB S. Bernardo

23 | 21

AE Sever do Vouga | Instituto Duarte de Lemos

07 | 50

1ª FASE DO REGIONAL Jogo

Resultado

Escola Reg. Dr. Dinis da Fonseca_Guarda | Instituto Duarte de Lemos

29 | 37

Instituto Duarte de Lemos | Escola Azeredo Perdigão_Viseu

39 | 17


59


60


Trabajos realizados por alumnos sobre los temas trabajados en las clases


LES CHORISTES


65


5.ยบB


FInaLISTaS



2ª edição "O Fidalgo" 2012/13