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Ano 22 Edição 124 JAN•FEV•MAR 2018

Conheça as causas e saiba como aliviar os sintomas do Nervo Ciático Inflamado Medicina Fetal e o diagnóstico precoce de patologias fetais PÁG. 06

Herpes-zóster: a catapora adormecida PÁG. 08

A dor é criativa PÁG. 20


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EXPEDIENTE

Foto: Luan de Souza

EDITORIAL

MUDAR É PRECISO! por Maciel Costa Diretor-Superintendente

Esta é a primeira edição da Revista Essência totalmente digital que chega até você, caro(a) leitor(a). Esperamos que você continue nos acompanhando e enviando sugestões de pautas para a nossa redação. Dicas

de

saúde,

protocolos

sobre a segurança do paciente, tratamentos e novidades da área, bem como tudo o que acontece no Hospital Santa Ca-

Esperamos que você continue nos acompanhando e enviando sugestões de pautas para a nossa redação.

tarina de Blumenau ou é sugerido pelos nossos leitores viram pauta na Revista Essência. Herpes, Nervo Ciático Inflamado e os avanços na Medicina Fetal são alguns dos destaques desta edição, além da Crônica “Serendipidade a Serviço da Medicina” do neurocirurgião Dr. Cezar Zillig e do Artigo “A dor é criativa”, do nosso Assistente Espiritual Valmor Weingartner. Para assinar a Revista digital ou sugerir pautas para as próximas edições, entre contato com o nosso setor de comunicação pelo e-mail: comunicação@hsc.com.br ou pelo telefone (47)3036-6125.

Boa leitura e até a próxima.

A Revista Essência é uma publicação do Hospital Santa Catarina de Blumenau. DiretorSuperintendente: Maciel Costa. Diretor Técnico: Mário Celso Schmitt - CRMSC:1538 - RQE:1221. Projeto Gráfico: Seven Comunicação Total. Jornalista Responsável: Fabiane Moraes SC 4152. Foto de Capa: Banco de Imagem. Redação: Rua Amazonas, 301, Bairro Garcia, Blumenau – SC, CEP 89020-900, tel.: (47) 3036-6034, e-mail: fabiane.moraes@hsc.com.br. Conselho Editorial: Maciel Costa, Ernandi D. S. Palmeira, Maurício de Andrade, Mário Celso Schmitt, Genemir Raduenz, Sirlete Aparecida Leite Krug, Eduarda Prawucki. Anúncios: Fabiane Moraes, tel.: (47) 3036-6034, e-mail: fabiane.moraes@hsc.com.br.

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NESTA EDIÇÃO 05 • COM LEVEZA Qual o melhor açúcar?

06 • EM QUESTÃO Medicina Fetal e o diagnóstico precoce de patologias fetais

08 • EM QUESTÃO

Herpes-zóster: a catapora adormecida

10 • EM QUESTÃO Seja um bom perdedor – de peso!

12 • CAPA

Conheça as causas e saiba como aliviar os sintomas do Nervo Ciático Inflamado

16 • DIÁLOGO ABERTO Com Maciel Costa

18 • INTERNAS 20 • ARTIGO

A dor é criativa

22 • CRÔNICA

Serendipidade a Serviço da Medicina


05 COM LEVEZA

QUAL O MELHOR AÇÚCAR? por Eduarda Prawucki

Se você não se importa com as calorias, mas deseja cuidar da saúde consumindo a versão mais saudável do açúcar extraído da cana, aprenda como escolher a melhor opção entre os mais conhecidos no mercado. •

Refinado: com um poder de adoçar muito intenso, praticamente não possui micronutrientes, fibras e minerais, pois, para ficar branco e uniforme, são colocados aditivos químicos que fazem com que ele perca os nutrientes que possui em seu estado bruto. Cristal: seus grânulos são grandes e transparentes, semelhantes aos cristais, por isso tem o nome cristal. Possui um refinamento leve, mas também não contém micronutrientes e quase não apresenta minerais. Demerara: menos refinado que o açúcar comum e praticamente isento de aditivos químicos, possui uma coloração mais escura. Apresenta maior concentração de minerais e por isso é considerado mais saudável que o refinado. Não possui diferença do açúcar branco ou do mascavo em relação às calorias, devendo ser utilizado com moderação.

Mascavo: extraído da concentração do caldo de cana, não possui aditivos químicos, por isso mantém as vitaminas e sais minerais da cana de açúcar. Como passa por menos processos, o açúcar mascavo possui coloração escura e um sabor marcante de melado. Sucralose: a molécula de açúcar é quimicamente modificada para fazer a Sucralose, a qual é classificada como adoçante artificial. Cerca de 600 vezes mais doce que o açúcar, não é metabolizada pelo organismo como fonte de energia, por isso não possui calorias.

De qualquer forma, o açúcar é um alimento bastante calórico e deve ser evitado ou substituído por opções mais saudáveis, sempre que possível.


06 EM QUESTÃO

MEDICINA FETAL E O DIAGNÓSTICO PRECOCE DE PATOLOGIAS FETAIS por Eduarda Prawucki

Detectar as exceções nos detalhes que, aos olhos de muitos, podem passar despercebidos, essa é a missão do médico-fetologista. Uma subespecialidade da obstetrícia, também chamada de Medicina Fetal, que tem a função de dar suporte ao obstetra no cuidado da gestante e de seu bebê. Inicialmente a medicina fetal se concentrava no diagnóstico de patologias fetais, mas, com o tempo e desenvolvimento da especialidade, surgiram os procedimentos invasivos e tratamentos realizados no

bebê ainda dentro do útero. Segundo o fetologista do Hospital Santa Catarina de Blumenau, Dr. Daniel Fabrício Bruns, devemos entender que o médico que faz medicina fetal não é um obstetra com poderes especiais. “Nós temos apenas uma visão mais focada no diagnóstico de patologias fetais e podemos ajudar os obstetras na condução do pré-natal”. Alguns dos exames marcados como importantes que os fetólogos realizam são de translucência intracraniana, ducto venoso, osso nasal, regurgita-


07 EM QUESTÃO ção da válvula tricúspide, doppler das artérias uterinas, entre outros. Através deles, os fetólogos conseguem uma visão mais aprofundada, olhando também outros marcadores importantes, como a chance de o feto ser portador de síndromes genéticas, como a de Down, de Edwards e de Patau. O fetólogo ainda calcula o risco para o desenvolvimento de pré-eclâmpsia (pressão alta ocasionada pela gestação) e restrição de crescimento intrauterino. Para fazer esses cálculos, o médico deve ser acreditado por uma fundação internacional, a Fetal Medicine Foundation, situada em Londres (Inglaterra). “Periodicamente somos auditados, e nossos resultados são avaliados para termos nossa licença renovada. Em posse dessas informações, o obstetra pode tomar condutas proativas para diminuir os riscos da gestação”, comenta Dr. Daniel. No Brasil, a maior limitação para o tratamento dessas doenças é a demora no diagnóstico e a falta de encaminhamento para os centros de tratamento de medicina fetal. Além do morfológico do primeiro trimestre, o fetólogo realiza o morfológico no segundo trimestre no qual, além de avaliar o feto em busca de malformações, deve-se avaliar o colo do útero para mensurar o risco de parto prematuro. As patologias fetais mais diagnosticadas no dia a dia dos consultórios, segundo Dr. Daniel, são, em sua maioria, doenças raras. “O grande foco da nossa especialidade é observar sempre e intervir somente quando for inevitável.” Atualmente, com um bom rastreamento, pode-se reduzir em quase 70% a incidência de pré-eclâmpsia. Além de ser possível identificar as gestantes com maior probabilidade de ter um parto prema-

turo, com isso é possível diminuir em, aproximadamente 40%, o número de partos prematuros e, em mais de 30%, a necessidade de internação em UTIs Neonatais. Sob vigilância intensa, a gestação com alguma patologia evolui até o momento ideal para o nascimento, sempre tentando levar a gravidez pelo maior tempo possível, pois o parto é antecipado somente quando a vida intrauterina não oferece mais segurança para o feto ou para a gestante. Os procedimentos intrauterinos são restritos a casos nos quais eles são a única solução ou mudem drasticamente o resultado do pós-natal para os fetos, como no caso da mielomeningocele (malformação congênita). De acordo com o Dr. Daniel, hoje um fetólogo pode operar o feto ainda no ventre da gestante, antes da 26ª semana, e corrigir uma malformação grave que pode comprometer o futuro da família. “Não podemos prometer a cura, mas garantimos as possibilidades de uma vida melhor”, comenta o médico. “Todas as gestantes podem e devem ser avaliadas por um médico-fetologista, mas o grande diferencial será no atendimento das gestações complicadas nas quais, em conjunto com o obstetra, o fetólogo conduzirá a gestação de maneira mais adequada”, afirma Dr. Daniel.


08 EM QUESTÃO

HERPES-ZÓSTER: A CATAPORA ADORMECIDA Conheça os sintomas e perigos do despertar do varicela-zoster, o vírus da catapora. por Fabiane Moraes


09 EM QUESTÃO Ele pode ficar adormecido por anos, mas basta uma queda na imunidade para o varicela-zoster acordar. Agente causador da catapora, o vírus tem o poder de desencadear outra infecção na vida adulta, o Herpes-Zóster, uma doença que causa bolhas na pele, dor aguda e pode deixar sequelas. “O Hesper-Zóster é uma reativação do vírus da catapora. Adquirido geralmente na infância, o vírus permanece em repouso no sistema nervoso por muitos e muitos anos e pode “acordar” a qualquer momento da vida”, é o que explica o infectologista do Hospital Santa Catarina de Blumenau, Dr. Amaury Mielle. Embora a faixa etária mais frequente seja após os 60 anos, idade em que existe uma baixa natural da imunidade, qualquer pessoa que já teve catapora pode desenvolver a doença, especialmente se estiver exposta a situações de estresse ou doenças que comprometam o sistema de defesa. “Localizado bem próximo da medula, o varicela-zoster caminha pelo nervo e se aproxima da pele até provocar as chamadas lesões eritematosas, bolhas bem doloridas, ao longo de uma faixa na pele, em geral limitada a um lado corpo”, completa o infectologista. O maior problema é que o vírus pode aparecer de 10 a 14 dias antes do surgimento das lesões, já que vai inflamando as terminações nervosas por onde passa, o que retarda o diagnóstico. De acordo com o Dr. Amaury, a varicela (ou catapora) é uma das doenças de maior transmissibilidade. “O primeiro contato com o vírus acontece principalmente na infância e, para evitar o contágio, é fundamental que as crianças sejam afastadas da escola e só retornem após liberação do médico e o desaparecimento das lesões”, alerta. Vale lembrar que os adultos que apresentam o herpes-zóster ativo também podem transmitir a doença para quem nunca foi infectado.

PREVENÇÃO A única forma de prevenir o aparecimento da doença é a vacina contra a varicela, que deve ser aplicada em todas as crianças até os 12 anos de idade. Desde 2014, existe também uma vacina contra o herpes-zóster para adultos. No entanto, o produto tem indicação apenas para aquelas pessoas acima de 50 anos. Mas como a baixa da imunidade é uma das responsáveis pela ativação do vírus, não custa nada investir em uma alimentação balanceada, atividade física regular e exposição frequente ao sol nos horários recomendados, isso certamente irá fortalecer o sistema imunológico e diminuir novas manifestações da doença. TRATAMENTO A doença pode deixar sequelas que vão desde cicatriz no local de formação das lesões até cegueira e surdez nos casos mais graves. Também é bastante comum que o paciente apresente dor persistente no local, mesmo após o desaparecimento das lesões. Segundo Dr. Amaury, o tratamento deve ser iniciado o mais breve possível com drogas antivirais e controle da dor. “Às vezes, a dor é tão intensa que analgésicos comuns não resolvem, e temos que partir para medicamentos potentes. Por isso, quanto mais cedo o paciente buscar ajuda, maiores serão as chances de sucesso”, comenta. O princípio ativo utilizado para conter a herpes-zóster é o aciclovir ou seus derivados (famciclovir ou penciclovir) que evitam a expansão das lesões, mas só têm efeito se tomados até 72 horas após o aparecimento dos sintomas.

NÃO CONFUNDA HERPES SIMPLES COM HERPES-ZÓSTER O herpes-zóster é causado somente pela reativação do vírus da varicela, enquanto o herpes simples é causado por outros vírus chamados herpes simples tipo 1 e 2. No herpes simples, as lesões são menores e tendem a apresentar maior incidência de recidivas. O herpes tipo 1 é responsável pelo quadro de herpes oral. Caracterizado por vermelhidão, ardor e pequenas bolhas preenchidas com líquido claro, ele aparece na região dos lábios ou na parte interna da

boca. Normalmente o primeiro contato com o vírus ocorre ainda durante a infância, através de secreções orais. O herpes tipo 2, por outro lado, é o principal responsável pelo quadro de herpes genital. Vermelhidão, ardor e pequenas bolhas com líquido claro nos órgãos genitais masculinos e femininos são suas principais características. A principal forma de transmissão é através de relação sexual.


10 EM QUESTÃO

SEJA UM BOM PERDEDOR – DE PESO! Estudos revelam os segredos para emagrecer e manter os resultados por longo prazo. por Fabiane Moraes


11 EM QUESTÃO

O que faz de uma pessoa uma boa perdedora de peso? Daquelas que conseguem perder vários quilos e nunca mais encontrá-los? O segredo, segundo um estudo americano, é bem mais simples do que parece. O primeiro é não parar de fazer atividade física. Afinal, retomar a rotina de treinos é mais difícil do que começar do zero. Segundo a nutricionista do Hospital Santa Catarina de Blumenau, Flávia Busch Gorz, tomar café da manhã todos os dias, praticar 200 minutos de atividade física por semana, não consumir refrigerantes e sucos com açúcar e não exagerar nas festas são alguns dos segredos apontados pelo estudo americano. A nutricionista explica que, para eliminar os quilos extras e ser uma pessoa saudável, é muito importante mudar o estilo de vida. “O segredo está na reeducação alimentar – uma alimentação saudável na maior parte do tempo, pelo menos”, afirma. De nada adianta, segundo Flávia, apelar para dietas restritivas durante a semana e enfiar o pé na jaca nos finais de semana. “Equilíbrio é a chave para o corpo dos sonhos”, ressalta. Além disso, os exercícios precisam ser de 45 minutos a 1 hora ao dia e não todos os dias com menos de 45 minutos. “Caso contrário, não há queima de gordura”, destaca. Outra estratégia importante, de acordo com a nutricionista, é ter horários definidos para se alimentar, sem pular refeições. É preciso manter os bons hábitos também nos finais de semana, evitando produtos industrializados como bolachas, sorvetes, etc. “Alimentos diferentes são permitidos, mas com moderação”, explica. Então, agora você já sabe: esse negócio de cuidar da alimentação durante a semana e se esbaldar nos finais de semana não funciona. Mude sua rotina, melhore seus hábitos, opte por temperos naturais, curta a vida de maneira mais saudável e ativa e seja um ótimo perdedor – de peso!


12 CAPA

CONHEÇA AS CAUSAS E SAIBA COMO ALIVIAR OS SINTOMAS DO NERVO CIÁTICO INFLAMADO por Eduarda Prawucki


13 CAPA

Considerado o maior nervo do corpo humano, o Ciático é formado por várias raízes nervosas, que servem para controlar as articulações do quadril, joelho, tornozelo e músculos. O Ciático inicia no final da coluna vertebral, passando pelos glúteos (músculos do bumbum), parte posterior da coxa e joelhos chegando até os pés. A Ciatalgia ou Lombociatalgia, famosas dores no ciático, surgem quando as raízes que formam esse nervo sofrem uma compressão ou inflamação, o que é muito comum quando a pessoa possui a temida Hérnia de Disco.


14 CAPA

Segundo Dr. Humberto Kluge Schroeder, neurocirurgião do Hospital Santa Catarina de Blumenau, a Hérnia de Disco ocorre quando parte de um disco sai de sua posição normal. Os discos se localizam entre uma vértebra e outra e são compostos de duas partes principais. A parte central, chamada de Núcleo Pulposo, contém um líquido gelatinoso e funciona como um amortecedor; enquanto a segunda parte, chamada de Anel Fibroso, é composta de um tecido cartilaginoso, responsável por manter o núcleo na parte central. Quando esse Anel Fibroso sofre uma fissura ou está desgastado, ele permite que o Núcleo Hernie (migre) pelo Anel e saia da sua posição normal. A saída do Núcleo Pulposo do disco provoca uma pressão nas raízes nervosas, o que corresponde à Hérnia de Disco. A Hérnia de Disco afeta, em média, de 2 a 3% da população entre 40 e 50 anos de idade. Só no Brasil, ela atinge cerca de 5,4 milhões de pessoas. Em geral, pessoas do sexo masculino e acima dos 35 anos sofrem mais com a doença. Segundo Dr. Cézar Guiotoku, neurocirurgião do Hospital Santa Catarina de Blumenau, o principal sintoma do Nervo Ciático inflamado é a dor, que costuma ser intensa e geralmente se estende da região lombar até o pé, passando pelo glúteo, coxa

e perna. Essa dor ocorre, na maioria das vezes, em apenas um lado do corpo. Além da dor na região lombar, ou Lombalgia como é chamada, costuma haver “Parestesia”, alterações da sensibilidade no membro acometido, tais como, sensações de choques, fisgadas, agulhadas, dormência, formigamentos e queimação. Quando a lesão se torna mais severa, pode haver também déficits motores, como fraqueza ou perda do movimento do pé, da perna ou coxa. Os sintomas do Nervo Ciático inflamado também estão associados a outros problemas na coluna, como a Hérnia de Disco e Artrose. O diagnóstico correto, segundo Dr. Humberto, depende de uma entrevista realizada pelo profissional de saúde com o paciente, associada a um exame físico-neurológico e um exame de imagem. “A Ressonância Magnética da Coluna Lombo-sacral é o padrão ouro para o diagnóstico, mas alguns exames complementares, como uma simples radiografia da coluna lombar, tomografia de coluna e, eventualmente, uma eletroneuromiografia podem ajudar”, comenta Dr. Schroeder. Como regra, cerca de 90% dos pacientes que apresentam uma primeira crise de dor costumam melhorar em até 60 dias. Nesse caso, o tratamento inicial costuma ser feito com repouso e o uso de remédios analgésicos. Após o período crítico de dor, o paciente é encaminhado para a fisioterapia. A musculação também é recomendada com intuito de fortalecer os músculos lombares e abdominais, além de sessões de acupuntura, pilates,


15 CAPA

suporte nutricional, redução do peso, entre outros. De acordo com Dr. Humberto, a cirurgia é realizada somente em último caso, quando a doença já está grave e nenhuma das outras técnicas obteve resultados. Alguns dados afirmam que somente 10% dos casos de Hérnia de Disco precisam de cirurgia. A hipótese de cirurgia é considerada apenas em casos de Hérnias Discais Sintomáticas e Refratárias, ou seja, aquelas que estão determinando sinais ou sintomas como dor intensa ou alterações neurológicas importantes como a perda da força muscular em algum membro. Ou ainda quando o paciente apresenta sintomas da Síndrome de Cauda Equina, uma condição rara em que a Hérnia de Disco pode comprimir toda a estrutura das raízes dentro do canal vertebral. Nesses casos, para impedir a paralisia permanente dos membros inferiores, uma cirurgia de emergência pode ser realizada Essa síndrome também causa diminuição do controle da bexiga e do intestino, além da perda da sensação sexual. Para os casos em que a cirurgia é indicada, Dr. Cezar explica que hoje já existem hospitais onde o procedimento cirúrgico é minimamente invasivo e permite uma abertura menor da pele, o que proporciona menor movimentação das estruturas ao redor da coluna e uma recuperação mais rápida técnicas já disponíveis no HSC Blumenau. POSTURA: O REMÉDIO PARA PREVENIR HÉRNIA DE DISCO Existem algumas recomendações para evitar a formação de uma Hérnia de Disco. Uma das

mais importantes é o controle da postura. A coluna pede uma postura correta, afinal é ela quem estrutura nosso corpo, nos equilibra e distribui forças e gestos. Dr. Cézar Guiotoku indica que devemos evitar o sedentarismo, pois a ausência de atividades físicas atrofia os músculos, causa flacidez do tronco e encurta as fibras musculares, alterando a pressão sobre as articulações dos discos. Outros fatores de risco são pré-disposição genética, tabagismo, obesidade e uso constante de salto alto. As dicas dos neurocirurgiões do HSC Blumenau para evitar as crises e dores intensas são: sempre flexionar os joelhos quando for erguer um peso do chão, dar preferência aos sapatos com saltos mais baixos, procurar manter uma boa postura, praticar exercícios físicos que ajudem a fortalecer a musculatura de todo o corpo, além de procurar um nutricionista para cuidar da alimentação e controlar seu peso.


16 DIÁLOGO ABERTO

com

MACIEL COSTA Diretor Superintendente

Luan de Souza

Formado em Economia, Mestre em Administração, MBA em Gestão Hospitalar e Gestão Empresarial e com especialização em Administração de Materiais, Maciel Costa atua há dezoito anos na área da Saúde e, há quatro anos, na Superintendência do Hospital Santa Catarina de Blumenau. Nesse período celebra conquistas importantes, entre elas, ser premiado como um dos mais influentes na área da saúde.


17 DIÁLOGO ABERTO

Quais foram as suas principais conquistas neste último ano no setor da Saúde? O ano de 2017 foi bastante desafiador. No entanto, mesmo diante da crise política e econômica do nosso país e, em especial na área da saúde, conseguimos finalizar os investimentos iniciados em 2016 e, em 2017, concluímos a ampliação do hospital. Foram mais de R$ 20 milhões investidos em uma nova unidade de internação e uma Clínica de Oncologia, além de vários outros investimentos em equipamentos e infraestrutura. Na área de qualidade e segurança, avançamos e conquistamos o Nível III de Excelência da ONA e iniciamos o nosso projeto de experiência do paciente. Todos esses esforços de melhoria na infraestrutura e na qualidade do serviço prestado fizeram com que o hospital crescesse 15% em relação ao ano anterior. Como o senhor considera a responsabilidade de ser eleito entre os 100 Mais Influentes da Saúde 2017? - É sem dúvida um momento especial! É um reconhecimento importante não só para mim como CEO do hospital, mas para toda a equipe de líderes e colaboradores que trabalha diariamente para transformar este hospital numa referencia nacional. Meu muito obrigado ao HSC Blumenau, aos nossos gestores e colaboradores e ao nosso Corpo Clínico que, por meio de sua dedicação, competência e comprome-

timento, me permitiram esse reconhecimento.. Quais são as expectativas para 2018 frente à empresa/instituição? - Eu sempre sou muito otimista em relação ao futuro, assim acredito que nosso país vai voltar a crescer, atrair investimentos e com isso gerar demanda por trabalho, e novas oportunidades para o setor da saúde também aparecerão. Nós do HSC Blumenau estamos prevendo um crescimento para este ano, além de novos investimentos para continuar evoluindo como instituição e como ator principal na gestão de toda a cadeia da saúde. Iniciaremos em 2018 um novo ciclo de planejamento estratégico que terá como principal tema a ampliação da área de atuação do hospital, e também o centenário da instituição no ano de 2020. Há mais alguma informação que gostaria de salientar? Vivemos um momento de profunda reflexão sobre nosso papel como cidadão e como instituição, e creio que temos uma responsabilidade em nossas mãos, mas igualmente também temos uma oportunidade enorme de contribuir com a melhora da saúde deste país. É por essa razão que estamos redefinindo o nosso propósito e trabalharemos forte para “Transformar as pessoas, com intuito de proporcionar bem-estar e contribuir para uma comunidade mais saudável”.


18 INTERNAS HOSPITAL SANTA CATARINA BLUMENAU

CERTIFICADO nº 0632/001/068 VALIDADE: 09/01/2020

HSC BLUMENAU MANTÉM ONA NÍVEL III

Durante os dias 5, 6 e 7 de fevereiro, a ONA - Organização Nacional de Acreditação - voltou a avaliar os fundamentos de gestão em saúde, tais como: visão sistêmica, liderança, orientação por processos, desenvolvimento de pessoas e foco na segurança do paciente do Hospital Santa Catarina de Blumenau para realizar a manutenção da Acreditação com Excelência - Nível III. De acordo com avaliadora, Valéria Filomena de Oliveira, o Hospital evolui muito desde a última avaliação. “Observamos diversas ações de sustentabilidade, muito domínio por parte das equipes com relação ao Planejamento Estratégico, ações e políticas do Hospital, além de uma equipe muito madura e comprometida”, destaca. O médico avaliador, Fabio Araujo Motta, também quis deixar suas percepções e disse que não

é qualquer instituição que tem a coragem do HSC Blumenau em se expor dessa maneira. “São raras as Instituições que aceitam se expor dessa forma e querem ser avaliadas com base em critérios novos e mais complexos. Vocês são o primeiro Hospital do Brasil a testar o novo manual da ONA, que oficialmente estará liberado apenas a partir de julho de 2018. Isso é de uma importância sem tamanho. Parabéns!”, resume. Para encerrar, o diretor assistencial, Ernandi Dagoberto Seerig Palmeira, elogiou muito o trabalho das equipes e a importância de tudo o que foi dito pelos avaliadores. “Temos muito orgulho de cada um de vocês. Esse grupo mostra, todos os dias, o seu potencial. Obrigado”, finaliza.


19 INTERNAS

HSC BLUMENAU ADQUIRE NOVO APARELHO DE RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

O Hospital Santa Catarina de Blumenau recebeu, no dia 29 de dezembro, o novo aparelho de Ressonância Magnética, da marca Siemens, modelo Magnetom Spectra 3T, o primeiro na região dentro de um ambiente hospitalar. Segundo o técnico em Ressonância Magnética, Daniel Ricardo Lerch Machado, o equipamento, que pesa mais de 7 toneladas, possibilita imagens muito mais nítidas, de altíssima resolução e excelente nível de precisão e clareza. “O que garante um diagnóstico muito mais preciso e confiável”, aponta. De acordo com o diretor de Operações, Genemir Raduenz, o aparelho será instalado na Clínica

de Diagnóstico por Imagem do HSC Blumenau – a Bluimagem – e estará disponível, a partir de 1° de março, para mais de 200 mil clientes – particular, convênio e de projetos de filantropia. “Durante os meses de janeiro e fevereiro, o equipamento será montado, calibrado e ajustado conforme os protocolos vigentes, para garantir a segurança dos clientes”, destaca. Somados os valores com infraestrutura e aquisição do equipamento, o investimento chegou a R$ 5 milhões e irá aumentar, em mais de 50%, a capacidade para realização de exames de Ressonância Magnética.


20 ARTIGO

por pastor Valmor Weingartner – Assistente Espiritual

Sou um ser humano. Justo e pecador. Às vezes um, às vezes, outro. Muitas vezes os dois. Bondade e maldade: as duas realidades estão em mim - e lutam entre si. A luta é árdua e feroz. As tentações são intensas. Não cometi, porém, grandes transgressões. Não matei; não estuprei; menti pouco; fui verdadeiro; sou egoísta, mas também generoso. Fiz muitas coisas boas. Fui justo. Tolerante. Respeitoso. Reconheci a imagem de Deus em mim e nos outros. Sei da dignidade da vida. Lembro desta bonita e profunda afirmação de Kant: “As coisas são úteis, o ser humano é digno”. Tenho consciência de que: não sou um ser totalmente inocente nem completamente nocivo. Julgo-me uma pessoa boa. Na guerra diária entre a carne e o espírito, há vitórias e derrotas, coisas boas e ruins. Assim sou. Todos são. É o nosso filme. O que, no entanto, não entendo é o sofrimento. Por que há tanto sofrimento? Não entendo o meu sofrimento e o de minha família. O sofrimento do mundo, do povo brasileiro. O sofrimento dos sírios, dos palestinos, dos israelenses. A dor dos pais que perdem um filho jovem no tráfico de drogas. Uma família que perde um familiar incendiado e queimado. O fogo cruzado nas favelas do Rio de Janeiro. O terrorismo do Estado Islâmico. Por que tudo isso? Por que o mundo é assim? Por que acontecem coisas ruins às pessoas boas? Seria Deus injusto? Fraco? Alheio? Desconectado? Creio em Deus Pai Todo-Poderoso? Seria o sofrimento de cada um, e o sofrimento do mundo, uma indicação da medida da nossa culpa aos olhos de Deus? Quanto vale, aos olhos de Deus, a nossa bondade, nossa retidão, as coisas boas, a nossa vida? Quanto vale a nossa justiça?

Quanto pesa o nosso pecado? Sempre ouço: Por que eu, se há tanta gente ruim ao nosso redor? Os maus deveriam sofrer. Por que a dor? Essa pergunta voa pelo hospital! Está em todas as portas, janelas, frestas, corredores, conversas ao pé de ouvido. Ela é como o pó que entra sem pedir licença. A nossa pergunta está na UTI, no Pronto-Atendimento, na UTI-NEOPED, no Centro Cirúrgico, na Oncologia, na Psiquiatria, nos laboratórios, nas salas de espera, no refeitório, nos olhares, no rosto cansado e angustiado. As pessoas perguntam. São muitas as dúvidas. O que eu fiz para passar por tudo isso? Sou uma pessoa boa. Estaria pagando pela minha indiferença, pela minha pequena fé? Estaria faltando oração, confiança... Onde está Deus? Por que o seu silêncio? A aflição e a angústia me consomem! Não entendo! Não compreendo Deus! Todas essas coisas nos levam ao livro de Jó. Uma obra fantástica, especial, de profundo valor para o século 21. Esse livro trata com alta sensibilidade, a justiça de Deus diante do sofrimento humano. Jó, um homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal. (1,8). No entanto, Jó não está livre do sofrimento. Esse lhe sobrevém de forma desproporcional. Jó experimenta tensão e dúvida. Sente-se arrasado pelos amigos, portadores da teologia do castigo. (era pensamento corrente de que o sofrimento é proporcional à culpa). Jó amaldiçoa o dia de seu nascimento (3,11ss). O livro de Jó nos revela algo importante: a relação Deus–homem não é uma relação fechada. Nessa relação entra um intruso, um adversário, satanás (incrível: por autorização de Deus) que, com um golpe sutil e com ousadia radical, acusa, desmonta a ordem da criação e tenta um afastamento irreconciliável de Deus. A acusação de Satanás: a pieda-

Rachel Schmitz Rodrigues

A DOR É CRIATIVA


21 ARTIGO

de de Jó é iníqua, destituída de integridade. Jó é piedoso e justo porque isso o beneficia, lhe dá lucros e bens materiais. Sua piedade é material. Com essa acusação, Satanás balança o conceito de justiça e bênção. Se Deus se alegra com a justiça humana iníqua, então a criação é falha. Na negociação com Deus, até o limite, Jó, em dúvida, não amaldiçoa a Deus, conforme proposta da esposa. Ele sabe de sua piedade e reverência com Deus. Ela se manterá, será reivindicada (13,8). Jó experimenta essa verdade, porque Deus não se cala. Deus vem e se dirige a Jó. Provoca arrependimento. Restitui a bem-aventurança. Ele confessa: “sei que meu Redentor vive”. O livro de Jó revela: para acabar com o ser humano, com o mundo, Satanás precisa atacar a justiça humana. Afirmar que usamos o nome de Deus e sua justiça em proveito próprio. O nosso Deus justo considera altamente a justiça do piedoso. (Livro de Jó, p. 807–810 , em Bíblia de Estudos, Nova Versão Internacional) Jesus afirma: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos” (Mt. 5,6). Como compreender Deus? Agostinho afirma: “Se compreendes, não é Deus”. Verdade, Deus não se resume e não se explica como uma fórmula matemática. (2+2= 4). Deus não é fórmula. Ele se revela no contraditório. No totalmente outro. O Todo-Poderoso se revela na cruz o Todo-Frágil. Nessa fragilidade, toma partido, se esvazia, se torna carne. Exclama: “Pai, passa de mim este cálice”. O Todo-Poderoso, fragilizado na cruz, salva. “Se compreendes, não é Deus”. Na cruz, loucura para o mundo, Deus se revela. Quem compreende? É preciso compreender? Na fragilidade da cruz, Deus continua sendo Deus onipotente, onisciente, onipresente. Na

cruz e na Páscoa, torna-se colo, âncora, vida e salvação. Fé – Preciso compreender? Resolver? 2+2=4? “Se compreendes, não é Deus”. A fé é, sobretudo, contemplação. Contemplação que se vivencia na mais absoluta surpresa. O Deus vivo ama a sua criação, ama suas filhas e filhos. Com base nisso, voltamos à dor. Mas a dor e o sofrimento? Experiências e sentimentos ainda muito nossos, muito reais e concretos. A vida vai nos ensinando a descobrir o seu sentido. Seu valoroso tempo. Sua oportuna lição. “É preciso aprender a sofrer, transformando a tragédia pessoal em vitória”. (Viktor Frankl ). Ruben Alves escreve: “A dor nos torna criativos. Ela nos faz procurar alternativas, novos caminhos, novas portas e possibilidades. Sem dor não seremos criativos”. Além disso, enquanto dói, estou vivo, não é mesmo? “Por que coisas ruins acontecem com pessoas boas”? Quem é bom? Ao jovem rico Jesus responde: “Só meu Pai que está nos céus”. Somos pecadores justificados. Isto é: Deus, em Cristo, nos dá o que é seu e toma sobre si o que é nosso. Deus troca. Tira o nosso avental e o põe em si. Serve. Nos dá a sua justiça e toma para si a nossa injustiça (VOIGT, Pastor Emílio, 2017). Quando esta verdade última é nossa mais serena convicção de fé, entendemos o sentido da dor e do sofrimento. Com ele crescemos, compreendemos, somos santificados e então, podemos servir uns aos outros em amor fraternal. Desejo que o tempo da Paixão/Quaresma seja especial para todos.


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SERENDIPIDADE A SERVIÇO DA MEDICINA por Dr. Cezar Zillig - Médico Neurocirurgião

Um dos episódios mais deliciosos da história da farmacologia foi a descoberta do primeiro antidepressivo. Em 1951 pesquisava-se, no sanatório Sea View Hospital, Nova Iorque, um novo medicamento destinado ao tratamento da tuberculose: a iproniazida. O experimento foi coroado de sucesso: a droga revertia a toxicidade sistêmica da tuberculose, a febre cedia e os pacientes principiavam a ganhar peso. Ocorre que também se observou um curioso efeito colateral: um inapropriado estado eufórico fazendo com que pessoas acometidas pela tuberculose, então uma doença fatal, dançassem pelos corredores. A partir daí, passou-se a empregar com sucesso a iproniazida em casos de depressão crônica, uma doença para a qual até então só se dispunha de um único recurso eficaz: a eletroterapia, o temido “eletrochoque”. (Recurso até hoje utilizado com impressionante resultado para alguns casos bem selecionados). Por volta de 1958, o uso da iproniazida em psiquiatria já estava tão consagrado e dizia-se que ela teria o condão de dotar os doentes com um “sorriso de Mona

mente preparada”. Para complementar o argumento de que é recorrente na história da farmacologia o desvio ou a descoberta de novos usos para antigos medicamentos, cabe mencionar o ocorrido com o ácido acetilsalicílico, também conhecido como AAS ou aspirina. Trata-se de um remédio obtido da casca do salgueiro (conhecido por aqui como “chorão”), que já era usado na antiguidade para o tratamento da dor, da febre e da inflamação. O próprio “Pai da Medicina Científica”, Hipócrates, empregava um chá feito com a casca do salgueiro para esta finalidade já no século V antes de Cristo. Acontece que, após milênios de uso, este prosaico remedinho revela possuir mais uma essencial virtude: nas últimas décadas do século vinte, descobriu-se que o AAS é um poderoso antiagregante plaquetário, muito útil na prevenção de obstruções arteriais, como é o caso dos ataques cardíacos e da maioria dos derrames. Tal efeito passou a ser vulgarmente conhecido como “afinar o sangue.” Não são poucos os medicamentos lançados para

Lisa”. Embora a iproniazida tenha sido retirada do mercado em 1962 por causar danos ao fígado, foi no aprimoramento de sua fórmula que outros antidepressivos foram sendo desenvolvidos. Esse episódio do papel da iproniazida versus depressão é uma ilustração perfeita do assim chamado fenômeno da “serendipidade” que significa uma descoberta aparentemente por acaso, mas que em geral ocorre a um indivíduo observador e preparado. O sábio francês Louis Pasteur, profundamente envolvido na descoberta dos germes, a quem ocorreu inúmeros casos perfeitamente classificáveis como de serendipidade, costumava dizer que “o acaso só favorece a

tratar de um mal, mas que, posteriormente, se revelaram ainda melhores para outras enfermidades. O mais famoso refrigerante faz parte dessa história de "desvio de finalidade": inventada por um farmacêutico como tônico para os nervos, a Coca-Cola logo passou a ser apreciada e consumida como refrigerante. No entanto, publicações recentes reabilitam a Coca-Cola como remédio de primeira linha para dissolver fitobezoares, concreções de resíduos vegetais como fibras, cascas, sementes que eventualmente se acumulam e formam verdadeiras “pedras”, no interior do estomago de animais. Ia contar a história do Viagra, mas infelizmente o espaço acabou...

Foto: Marion Rupp

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HOSPITAL SANTA CATARINA BLUMENAU

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Diretor Técnico: Mário Celso Schmitt - CRMSC:1538 - RQE:1221.

CERTIFICADO nº 0632/001/068 VALIDADE: 09/01/2020

Revista Essência - Edição 124 - Hospital Santa Catarina de Blumenau  

Conheça as causas e saiba como aliviar os sintomas do Nervo Ciático Inflamado.

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