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ANO XXIV • Nº 298 SETEMBRO DE 2017

MIX A estação mais quente do ano se aproxima e é hora de se preparar para atender às demandas da temporada

ATUALIDADE O cuidado com a saúde deve acontecer 24 horas por dia, sete dias por semana, com pequenas atitudes que fazem o corpo mais saudável e livre de possíveis doenças

ADESÃO AO TRATAMENTO Também é responsabilidade das farmácias atuarem de forma que o paciente tenha empoderamento de sua saúde. A ação pode ser o melhor investimento para gerenciar as condições crônicas de maneira efetiva. Mas, na prática, para se alcançar esses objetivos, existem muitas dificuldades


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SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. 0800 730 7370

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EDITORIAL

Empoderamento e adesão Para o efetivo controle de uma doença, especialmente em casos crônicos, é preciso seguir todas as orientações médicas, que incluem, de maneira geral, tomar a medicação prescrita de forma contínua e adotar algumas mudanças no estilo de vida. A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza que a adesão ao tratamento é o grau que a conduta de um paciente tem em relação à sua tomada de medicamentos, seguimento de uma dieta ou modificações nos seus hábitos de vida, correspondente com as recomendações acordadas com os profissionais de saúde. No entanto, isso é algo que ainda está bem longe da realidade. Em países desenvolvidos, a taxa de adesão é de aproximadamente 50%, em países em desenvolvimento, como o Brasil, as taxas variam entre 37% e 57%. Os fatores que influenciam ou não a adesão ao tratamento são inúmeros. Eles podem estar relacionados a fatores externos ao paciente, à quantidade de medicamentos a ser administrada, às mudanças de hábitos, ao poder econômico das famílias, à falta de informação, entre outros.

DIRETORIA Gustavo Godoy, Marcial Guimarães e Vinícius Dall’Ovo EDITORA-CHEFE Lígia Favoretto (ligia@contento.com.br) ASSISTENTE DE REDAÇÃO Laura Martins EDITOR DE ARTE Junior B. Santos ASSISTENTE DE ARTE Giulliana Pimentel COMERCIAL (EXECUTIVAS DE CONTAS) Jucélia Rezende (jucelia@contento.com.br) e Luciana Bataglia (luciana@contento.com.br) IMAGEM: SHUTTERSTOCK

A reportagem de capa desta edição, escrita por mim e pela jornalista Kathlen Ramos, mostra que é preciso melhorar a adesão e a farmácia é parte importante do processo. Esse pode ser o melhor investimento para gerenciar as condições crônicas de maneira mais efetiva. Para apresentar o problema, de forma concreta, estamos trazendo dados da pesquisa “Empoderamento do Paciente – importância e desafios”, conduzida pela Nielsen Shopper Solutions – encomendada pela Abbott. A empresa faz um convite para os brasileiros refletirem sobre a importância da conquista e manutenção da saúde. Acompanhe os dados na íntegra, eles são reveladores. Veja ainda a importância sobre o autocuidado, promovida pela Associação Brasileira de Medicamentos Isentos de Prescrição (Abimip). A entidade sugere que o brasileiro cuide de sua saúde 24 horas por dia, sete dias por semana e apresenta os pilares para que isto aconteça. Boa leitura.

Em países desenvolvidos, a taxa de adesão é de aproximadamente 50%, em países em desenvolvimento, como o Brasil, as taxas variam entre 37% e 57%

Lígia Favoretto Editora-chefe

ASSISTENTE COMERCIAL Mariana Batista Pereira

MARKETING DIGITAL Bianca Pereira

ASSINATURAS Morgana Rodrigues

COLABORADORES DA EDIÇÃO Textos Adriana Bruno, Kathlen Ramos e Laura Martins Revisão Maria Elisa Guedes Colunistas Clóvis A. Gil, Fernando Pinho e Silvia Osso

COORDENADOR DE CIRCULAÇÃO Cláudio Ricieri FINANCEIRO Cláudia Simplício e Fabíola Rocha ASSESSORIA TÉCNICA E LISTA DE PREÇOS Kátia Garcia MARKETING E PROJETOS Luciana Bandeira ASSISTENTES DE MARKETING Leonardo Grecco e Noemy Rodrigues

IMPRESSÃO Prol Gráfica CAPA Shutterstock

> www.guiadafarmacia.com.br Guia da Farmácia é uma publicação mensal da Contento. Rua Leonardo Nunes, 198, Vila Clementino, São Paulo (SP), CEP 04039-010. Tel.:(11) 5082 2200. E-mail: contento@contento.com.br Os artigos publicados e assinados não refletem necessariamente a opinião da editora. O conteúdo dos anúncios é de responsabilidade única e exclusiva das empresas anunciantes. O Guia da Farmácia é uma revista vendida e distribuida ao varejo farmacêutico, dirigida principalmente ao profissional farmacêutico, mas também aos demais profissionais de saúde: médicos, odontólogos, prescritores e dispensadores de medicamentos.

2017 SETEMBRO GUIA DA FARMÁCIA

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SUMÁRIO #298 SETEMBRO 2017

E MAIS

80 44 > ADESÃO CAPA

Muitos dos pacientes acabam abandonando seu tratamento após um tempo. O papel do farmacêutico é essencial para ajudá-los a manter o uso de medicamentos, por estar mais perto da população do que os próprios médicos

66 > TECNOLOGIA O controle da hipertensão é extremamente importante para a saúde da população em geral, especialmente daqueles que sofrem com pressão alta. Exatamente por isso, cresce a demanda dos monitores de pressão no canal farma

70 > MIX O verão parece longe, mas já deve ser planejado. Varejistas precisam começar a se programar para a compra dos produtos mais buscados nos meses mais quentes, além de pensar como organizarão seu espaço

06 > GUIA ON-LINE 08 > ENTREVISTA 12 > ANTENA LIGADA 20 > ATUALIZANDO 24 > GUIA DA FARMÁCIA RESPONDE 30 > DEBATE 38 > ATUALIDADE

ESPECIAL SAÚDE 56 > VERMINOSES 60 > PERNAS CANSADAS

76 > BELEZA 86 > EVENTO 94 > SEMPRE EM DIA

ARTIGOS 26 > VAREJO Silvia Osso 90 > PANORAMA Fernando Pinho 92 > LOGÍSTICA Clóvis A. Gil ERRATA

80 > PONTO DE VENDA O espaço dedicado aos produtos infantis, também chamado de Cantinho do Bebê, deve ser desenvolvido com cuidado e carinho, para que os pais possam se sentir especiais 4

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Na edição 297 do Guia da Farmácia (agosto), foi publicado o calendário de eventos da Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan) com uma data errada. A Viagem Técnica VTI acontecerá entre os dias 14 e 21 de outubro de 2017

IMAGEM: SHUTTERSTOCK


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O caminho até o pagamento, conhecido como checkout, é uma das principais oportunidades de realizar vendas por impulso. Saber trabalhar a área do caixa é diferencial para aumentar o tíquete médio.

O QUE ROLA NAS REDES SOCIAIS ENTENDA AS PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE AS CLASSES DE ANTIBIÓTICOS, PARA QUE A ORIENTAÇÃO AO CONSUMIDOR SEJA FEITA DA MELHOR MANEIRA

SAÚDE

Com o passar dos anos, está aumentando a incidência de brasileiros acima do peso ou obesos. Falta de exercícios e alimentação não balanceada são impulsionadores dos resultados ruins.

GESTÃO

A reforma trabalhista ainda deixa dúvidas em empresários e colaboradores. Confira as dez principais mudanças que ocorrerão, caso o projeto seja aprovado.

MERCADO

O uso consciente de Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs) auxilia não somente na ajuda da população, mas em todo o sistema de saúde. Mitos e verdades esclarecem principais dúvidas. 6

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BELEZA

O cuidado com os cabelos das crianças deve ser especial, para que não haja irritações ou alergias. Orientar sobre o uso de produtos específicos para os pequenos é um dos passos mais importantes. IMAGENS: DIVULGAÇÃO/SHUTTERSTOCK


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ENTREVISTA - TEUTO

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IMAGEM: DIVULGAÇÃO


O valor de um legado “HOJE TEM DE SER MELHOR QUE ONTEM E AMANHÃ, MELHOR QUE HOJE”, ESTA É A HERANÇA DE WALTERCI DE MELO, FUNDADOR DO LABORATÓRIO TEUTO, LEMBRADA TODOS OS DIAS E PARTE DA MISSÃO DA EMPRESA, QUE COMPLETA 70 ANOS DE HISTÓRIA

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POR LÍGIA FAVORETTO

O Laboratório Teuto tem muitos motivos para comemorar. Com 70 anos de tradição e confiança, celebra os resultados dos investimentos realizados nos últimos anos, cerca de R$ 200 milhões em expansão produtiva, excelência operacional e valorização profissional. Um esforço que resultou na ampliação da capacidade de produção do setor de sólidos, que saltou de 640 milhões para 1 bilhão de unidades/mês; além da inauguração de uma nova unidade de injetáveis cuja produção saltou de 17 milhões de unidades/ mês para 35 milhões de unidades/mês. De acordo com a QuintilesIMS, cresceu 25,74% em 2016, no mercado total. Em contrapartida, no mesmo período, o segmento registrou um aumento de 4,44%. E enquanto o mercado de genéricos cresceu 12,04% no ano passado, a companhia avançou 39,12% no segmento. No fim de 2010, a empresa teve 40% de suas ações adquiridas pela Pfizer, por R$ 240 milhões. No início de julho último, foi noticiado que a Pfizer deixaria sua fatia no Teuto, por não ter encontrado um comprador para sua participação. A operação não resulta em qualquer sobreposição horizontal ou integração vertical, nem mesmo

reforço das mesmas, uma vez que representa o desfazimento da sociedade entre as partes, tampouco em preocupações de natureza concorrencial. O presidente do Conselho de Administração do Teuto, Ítalo Melo, concedeu uma entrevista exclusiva ao Guia da Farmácia, na sede da empresa em Anápolis (GO). O executivo revelou, entre outros assuntos, que a cultura de compliance implantada pela Pfizer trouxe diversos avanços para a empresa no que diz respeito à seriedade, transparência e ética de sua atuação. Confira! Guia da Farmácia • O Laboratório Teuto completa 70 anos de mercado e investiu R$ 200 milhões em expansão em diversas frentes. De que forma a empresa se estruturou para isso? Ítalo Melo • A empresa está vivendo um momento muito especial. Completamos 70 anos no mercado, os últimos sete com a Pfizer, que ajudou muito a transformar a empresa para melhor, em vários aspectos. Chegamos com 70 anos de uma forma muito positiva e prontos para os próximos cinco anos. Todos os investimentos feitos, R$ 200 milhões, nos últimos dois anos, tanto em expansão de fábrica, quanto em qualidade, fizeram com que a empresa ficasse pronta para continuar no ritmo de crescimento que entrega há dez anos, um crescimento orgânico que nos coloca entre os dez maiores laboratórios no Brasil. 2017 SETEMBRO GUIA DA FARMÁCIA

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ENTREVISTA - TEUTO

Acreditamos no País, acreditamos no que fazemos e acreditamos nas pessoas que trabalham conosco. Guia • A crise político-econômica vivida no último ano, e que ainda não terminou, não fez parte do Teuto? Melo • A instabilidade causada pela crise é muito ruim, mas o Brasil é um País com mais de 200 milhões de pessoas, um País onde a classe média cresceu e teve acessos. Temos um povo que luta, que arruma outro emprego, as pessoas se reinventam, são ciclos e o empresário tem de entender esses ciclos. Esse foi o quarto mês consecutivo que os noticiários mostraram aumento na oferta de empregos, é pouco, mas mesmo que não na velocidade que a gente achava que ia ser, há uma tendência de retomada. No auge da crise, eu entreguei crescimento, foi um momento importante de aprendizado e amadurecimento. Houve expansão da fábrica com a construção de sólidos e injetáveis, investimento contínuo na cultura de excelência. Um quarto da empresa hoje é do pessoal de qualidade, que foi fazer intercâmbio fora, para trazer o que existe de melhor em tecnologia para o Teuto, para Goiás. Temos hoje uma linha completa de Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs), de EQ (medicamentos similares equivalentes), de produtos para saúde, ou seja, ampliamos nosso portfólio sendo uma solução cada vez mais completa, na área de saúde, o que nos faz ser menos dependentes de genéricos. Guia • De que forma a cultura de compliance, implantada pela Pfizer, contribuiu para a empresa? Melo • Ética e transparência sempre estiveram presentes em nossos valores, mas, desde 2010, a política de compliance vinda da Pfizer se consolidou. É isso que queremos ser, exemplo de empresa desse novo Brasil, empresa séria, que cresce e faz as pessoas crescerem junto, tanto colaborador, como cliente e fornecedor. Queremos ter um impacto positivo onde atuamos. Promover saúde, bem-estar e qualidade de vida, não só com remédio, mas estimulando hábitos de vida saudáveis, criando valor para a empresa, para os colaboradores, para a comunidade. Guia • Você quer ganhar dinheiro com o que você produz, mas ao mesmo tempo, vemos toda uma movimentação com foco em qualidade e pessoas. Como é possível unir essas frentes? Melo • Há um conceito chamado “Triple Bottom Line” – (o tripé da sustentabilidade), expressão consagrada atual-

mente e também conhecida como os “Três Ps” (People, Planet and Profit), em português (Pessoas, Planeta e Lucro). Para cuidar das pessoas e do planeta, primeiro é preciso ter lucro (Profit, o primeiro “P”), isso é indiscutível. Então, a ideia é criar um modelo de negócios sustentável, onde o Teuto ganha, o distribuidor ganha, a farmácia ganha, o consumidor ganha. A partir desse modelo, sustentável, lucrativo, podemos ajudar nos outros dois “Ps”, que são People e Planet (Pessoas e Planeta). Sendo sustentável do ponto de vista econômico, financeiro, existe a possibilidade de criar ações para melhorar a vida das pessoas e do planeta. Guia • A ação Plante Essa Ideia é um exemplo? Melo • Cada cliente que nos visita planta uma árvore, um ipê, colocamos uma plaquinha com seu nome e a data da visita, e a cada vez que ele vem, ele pode ver a evolução. Essa é uma forma simbólica, mas é como o Teuto percebe o relacionamento que deve ser cultivado, que é o de longo prazo, que precisa de cuidados, de investimentos. Meu pai (Walterci de Melo, fundador do Laboratório Teuto, morto em 2014) criou essa cultura. Guia • O que diz especificamente a cultura deixada por ele? Melo • “Hoje tem de ser melhor que ontem e amanhã tem de ser melhor que hoje”. Isso é uma das coisas mais bonitas que existem dentro do Teuto. Conquistamos pessoas que transformam desafios em oportunidades. Nós queremos ter as melhores pessoas, as melhores máquinas, os melhores produtos, isto mostra a força do Brasil, a força dos brasileiros. É possível que uma empresa nacional tenha os melhores produtos, a melhor tecnologia, a melhor equipe. Meu pai construiu esse legado e isso permanece. Guia • O consumidor reconhece isso? Melo • Sim, porque estamos em crescimento. A estratégia de valor é muito simples: para o consumidor final, é um produto de alta qualidade com valor acessível. Quantas pessoas que não teriam acesso ao medicamento se não fossem esses produtos de alta qualidade e baixo custo? É a melhor opção para um momento de crise; para o distribuidor e para a farmácia, a rentabilização maior do que o que o concorrente oferece. O Teuto não vai ao médico e não vai à TV; vamos ao canal de distribuição, a gente rentabiliza o distribuidor e o varejo.

A editora-chefe do Guia da Farmácia, Lígia Favoretto, viajou para Anápolis (GO), no dia 9 de agosto último, a convite do Laboratório Teuto. 10

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MAIS FORTE CONTRA GRIPE

SET 17 MS. 1.0370.0345.007-9 INDICAÇÃO: O produto é constituído por uma associação dos seguintes componentes: dipirona - analgésico e antitérmico; maleato de clorfeniramina - anti-histamínico; cafeína - estimulante. Indicado para alívio dos sintomas decorrente da gripe e resfriado, como dores de cabeça, Febre, etc. Os sinais de melhora nos sintomas podem ocorrer em um prazo variável de dias, após o início do tratamento. CONTRAINDICAÇÕES: O PRODUTO É CONTRAINDICADO PARA PACIENTES QUE APRESENTAREM ANTECEDENTES DE HIPERSENSIBILIDADE A QUALQUER UM DOS COMPONENTES DA FÓRMULA. O USO DE DIPIRONA, EM CASOS DE AMIGDALITE OU QUALQUER OUTRA AFECÇÃO DA BUCOFARINGE, DEVE MERECER CUIDADO REDOBRADO. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES: A ADMINISTRAÇÃO DO PRODUTO DEVE SER CUIDADOSA EM PACIENTES PORTADORES DE DOENÇAS CRÔNICAS, SOB RIGOROSA SUPERVISÃO MÉDICA. NÃO DEVEM SER UTILIZADAS DOSES SUPERIORES ÀS RECOMENDADAS. A INTERRUPÇÃO REPENTINA DESTE MEDICAMENTO NÃO CAUSA EFEITOS DESAGRADÁVEIS, NEM RISCO, APENAS CESSARÁ O EFEITO TERAPÊUTICO. ADVERTÊNCIAS: A ADMINISTRAÇÃO DO PRODUTO DEVE SER CUIDADOSA EM PACIENTES PORTADORES DE DOENÇAS CRÔNICAS, SOB RIGOROSA SUPERVISÃO MÉDICA. NÃO DEVEM SER UTILIZADAS DOSES SUPERIORES ÀS RECOMENDADAS. REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS: EM PACIENTES SENSÍVEIS, INDEPENDENTEMENTE DA DOSE, A DIPIRONA PODE PROVOCAR REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE.

“NÃO USE ESTE MEDICAMENTO DURANTE A GRAVIDEZ E EM CRIANÇAS MENORES DE TRÊS MESES DE IDADE”

“ESTE É UM MEDICAMENTO, SEU USO PODE TRAZER RISCOS, PROCURE O MÉDICO OU O FARMACÊUTICO.”


ANTENA LIGADA

VENDAS REGISTRADAS

INDÚSTRIA FARMACÊUTICA MANTÉM RITMO ACELERADO E OBTÉM RESULTADOS POSITIVOS COM PRODUTOS ESPECÍFICOS. OBJETIVO PRINCIPAL É QUE FAÇAM O DIA A DIA DA POPULAÇÃO MAIS SAUDÁVEL POR LAURA MARTINS

BOM DESEMPENHO

A Natulab apresentou crescimento de market share em todas as métricas no mês de maio último – unidades vendidas, vendas em reais e Pharmacy Purchase Price (PPP), de acordo com o QuintilesIMS. As vendas, se comparadas ao mesmo período no ano anterior, foram cinco vezes maiores em unidades, quatro vezes em reais e três vezes em PPP. A farmacêutica bateu recorde de demanda sell-out (produtos vendidos pelo intermédio de distribuidores e redes), com 5,77 milhões de unidades no mês. No segmento de Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs), as vendas em unidades cresceram 51,3% em relação a maio de 2016. Em reais, o crescimento foi de 58,4%. Seakalm, carro-chefe da empresa, tem 29,4% de market share e ganhou 1,65 pontos percentuais em comparação a abril último. • www.natulab.com.br 12

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CRESCIMENTO ALAVANCADO

Após um pouco mais de dez meses do lançamento de Trulicity (dulaglutida) no Brasil, a farmacêutica Lilly conquistou 19,2% de market share entre as terapias injetáveis da classe dos agonistas do receptor de GLP-1 para o tratamento de diabetes tipo 2. Em dez meses, a empresa vendeu mais de 420 mil canetas. No ano passado, as vendas globais de Trulicity geraram receita de US$ 925 milhões. Comparando o primeiro semestre de 2017 com o mesmo período do ano passado, o crescimento em vendas foi de 147%, chegando a US$ 853 milhões no faturamento mundial. www.lilly.com.br IMAGENS: SHUTTERSTOCK/DIVULGAÇÃO/SHLOMO SHOHAM


ESCOLHA DO ANTICONCEPCIONAL

BONS SONHOS

A Libbs Farmacêutica e a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) lançaram a campanha #VamosDecidirJuntos, com o objetivo de ampliar a discussão sobre contracepção, os métodos mais indicados para cada perfil e cada momento da vida. A campanha visa, também, desmistificar e esclarecer a população sobre o risco associado ao uso da pílula anticoncepcional. A campanha conta com uma plataforma digital que oferece informações seguras e baseadas em orientações médicas, vídeos com especialistas e artigos sobre o tema. O Portal oferece, ainda, um espaço para tirar dúvidas sobre os métodos contraceptivos. • www.vamosdecidirjuntos.com.br

A privação de sono é um problema cada vez mais atual. Pensando nisso, a Medley desenvolveu o Hotel do Sono, aberto entre os dias 12 e 24 de julho último, para ensinar métodos de como dormir melhor. O espaço ofereceu, por meio de alguns princípios de técnicas cognitivas e comportamentais, dicas de pequenas mudanças de hábito na rotina. O espaço interativo foi dividido em duas partes: no lounge, ambientes estimulavam a participação dos visitantes em diversas atividades, como a diferença entre um quarto adequado para dormir e outro que não é correto para estimular o sono. Os visitantes vivenciaram a experiência do sono e colheram dicas e informações que podem ser aplicadas no dia a dia. • www.medley.com.br

NOVALGINA EM CAMPANHA

Novalgina acaba de lançar sua segunda campanha publicitária em quase 100 anos de existência. Com linguagem bem-humorada, o filme reforça o conceito “É mais do que você imagina. Novalgina” e apresenta o medicamento indicado para o alívio dos sintomas de dores intensas e de enxaqueca, por meio das apresentações de Novalgina 1 g (1.000 mg de dipirona monoidratada) em comprimidos ou efervescente sabor limão. • www.sanofi.com.br SE TEMBRO 2017 GUIA DA FARMÁCIA

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ANTENA LIGADA

Simbioflora® é composto por uma formulação de frutooligossacarídeo (prebiótico), Lactobacillus acidophilus, Lactobacillus rhamnosus, Lactobacillus paracasei e Bifidobacterium lactis (probióticos). Lactobacillus acidophilus, Lactobacillus rhamnosus, Lactobacillus paracasei e Bifidobacterium lactis contribuem para o equilíbrio da flora intestinal. Seu consumo deve estar associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. Consumir somente a quantidade indicada na embalagem. Gestantes, nutrizes e crianças somente devem consumir esse produto sob orientação de nutricionista ou médico.O CONSUMO DESTE PRODUTO DEVE SER ACOMPANHADO DA INGESTÃO DE LÍQUIDOS. NÃO CONTÉM GLÚTEN. Reg. MS. 6.7239.0004. Probiatop® é composto por uma formulação de Lactobacillus acidophilus, Lactobacillus rhamnosus, Lactobacillus paracasei e Bifidobacterium lactis (probióticos). Lactobacillus acidophilus, Lactobacillus rhamnosus, Lactobacillus paracasei e Bifidobacterium lactis contribuem para o equilíbrio da flora intestinal. Seu consumo deve estar associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. Consumir somente a quantidade indicada na embalagem. Gestantes, nutrizes e crianças somente devem consumir esse produto sob orientação de nutricionista ou médico. O

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CONSUMO DESTE PRODUTO DEVE SER ACOMPANHADO DA INGESTÃO DE LÍQUIDOS. NÃO CONTÉM GLÚTEN. Reg. MS. 6.7239.0003.Referência: (1) [02/02/17 06:52:34] Vinicius Guieleu: 1. Patel R et al. New Approaches for Bacteriotherapy: Prebiotics, New-Generation Probiotics, and Synbiotics. Clinical Infectious Diseases. 2015;60(S2):S108-121. (2) Sobieszczanska BM. The influence of intestinal dysbiosis on human`s health. Gastroenterologia Polska. 2008;15:287. (3) Dados de registro disponível em http://consultas.anvisa.gov.br/#/ alimentos/q/?nomeProduto=L.%20ACIDOPHILUS,%20RHAMNOSUS,% 20PARACASEI,%20B.%20LACTIS%20C%252F%20FRUTOLIGOSSACARIDEOS%20EM20%EM%20SACH%C3%8AS-Acessado em 12/12/2016. (4) Nagpal R, Yadav H, Puniya AK, et al. Potential of probiotics and prebiotics for synbiotic functional dairy foods. International Journal of Probiotics and Prebiotics. 2017;2:75-84. (5) Gibson GR, Roberfroid MB. Dietary modulation of the human colonic microbiota: introducing the concept of prebiotics. J Nutr, Cambridge, Inglaterra, v.125, n.6, p.1401. 1412, 1995 (6) Fortes RC et al. Efeitos da suplementação dietética com frutooligossacarídeos e inulina no organismo humano: estudo baseado em evidências. Com. Ciências Saúde. 2009;20(3):241-252.

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ANTENA LIGADA

GANHADOR DO NOBEL NO BRASIL

NOVA DIRETORA DA J&J MEDICAL DEVICES A Johnson & Johnson Medical Devices anunciou sua nova diretora de Comunicação & Public Affairs, Malu Weber. Ela assume a posição de Stela Meirelles, nomeada diretora global de Comunicação & Public Affairs da DePuy Synthes, nos Estados Unidos, área da empresa especializada em ortopedia. Na nova função, a executiva deverá engajar, alinhar e inspirar os diversos públicos de interesse da companhia, como funcionários, mídia e segmentos da indústria de saúde, para acelerar seu crescimento nas localidades e plataformas prioritárias na América Latina. • www.jnj.com/healthcare-products/medical-devices

FARMACÊUTICA REALIZA BOA AÇÃO

Em julho último, ocorreu o Mandela Day, ação social em homenagem à memória de Nelson Mandela, no polo Rocinha, no Rio de Janeiro (RJ). A ação é celebrada pela farmacêutica Aspen Pharma há cinco anos e já beneficiou mais de 900 crianças na cidade. A iniciativa visa proporcionar melhor qualidade de vida para as crianças, além de oferecer carinho e amor. Durante a programação, colaboradores da farmacêutica eram voluntários. Além disso, a Aspen Pharma patrocinou a pintura de duas salas do Instituto, colaborando para a manutenção do espaço usado pelas crianças em suas atividades diárias. • www.aspenpharma.com.br 16

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A AstraZeneca, em parceria com o Nobel Media, traz, pela terceira vez ao Brasil, um ganhador do prêmio Nobel como parte do Nobel Prize Inspiration Initiative – programa global que leva premiados para universidades e centros de pesquisas para inspirar jovens cientistas, comunidade científica e o público. Dr. Aaron Ciechanover, Nobel de Química de 2004, palestra na Universidade de São Paulo, na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na Universidade de Brasília, no Instituto Nacional do Câncer (INCA) e na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), fazendo um paralelo de sua descoberta com a medicina personalizada relacionada ao câncer. Durante sua pós-graduação na Faculdade de Medicina de Technion, o Dr. Ciechanover, com o Dr. Avram Hershko, em colaboração com Dr. Irwin A. Rose, do Centro de Câncer Fox Chase, na Filadélfia (EUA), descobriram um sistema que tem como uma de suas maiores funções o descarte de dejetos de proteínas do corpo. • www.astrazeneca.com.br


ANTENA LIGADA

CONSCIENTIZAÇÃO DA PARAMILOIDOSE

A campanha #PAUSANAPAF tem sensibilizado artistas do universo musical. Lançada pela Academia Brasileira de Neurologia (ABN), com apoio da Pfizer, tem o objetivo de chamar a atenção para uma genética pouco conhecida, a Polineuropatia Amiloidótica Familiar (PAF), ou paramiloidose. A ação de mobilização teve início em fevereiro último, com a pausa de um bloco de carnaval em nome da PAF. O mesmo aconteceu durante o carnaval, com a cantora Daniela Mercury. Ao longo de todo o ano, novas ações devem movimentar os palcos brasileiros. No ano passado, jogadores e ex-jogadores de futebol apoiaram a causa. • www.pfizer.com.br

PESQUISA SOBRE TABAGISMO

A Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) realizou um levantamento sobre os riscos do tabagismo. De acordo com a pesquisa, 73,3% dos participantes apresentaram dependência baixa à moderada de nicotina e 26,7% registraram um nível alto ou muito alto de dependência. Desse total, aproximadamente 15% disseram fazer uso de algum medicamento para parar de fumar; 46% demonstraram desejo de abandonar o cigarro no próximo mês; e 34,6% mostraramse interessados em aderir a programas de conscientização ou agendaram atendimento posterior. • www.abrafarma.com.br

ENCONTRO DO SETOR RD É MELHOR VAREJISTA DO BRASIL A RD, rede de farmácias formada por meio da fusão entre Droga Raia e Drogasil, foi eleita a Empresa do Ano e a Melhor Varejista na 44ª edição do Melhores e Maiores, da Exame. Elaborado em parceria com a equipe técnica da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis Atuariais e Financeiras (Fipecafi) da Universidade de São Paulo (USP), o estudo avaliou mais de três mil empresas para ranquear as mil principais do Brasil. A RD encerrou 2016 com R$ 11,8 bilhões em receita bruta, crescimento de 25,5%. A empresa abriu 212 novos estabelecimentos, terminando o período com 1.420 lojas em 17 estados brasileiros. • www.RD.com.br

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O Encontro de Associados Farmarcas, realizado nos dias 10 e 11 de agosto último, em São Paulo, contou com a presença de diferentes empresas e executivos do segmento farmacêutico. No segundo dia, o diretor de relacionamento com parceiros estratégicos da QuintilesIMS, Eduardo Rocha, falou sobre os resultados do canal farma no último ano. De acordo com ele, entre os 30 produtos que mais obtiveram crescimento, somente cinco não são medicamentos e nenhum Medicamento Isento de Prescrição (MIP) aparece na lista. O setor como um todo movimentou R$ 99 bilhões, se considerado o preço ao consumidor, com aproximadamente 5,1 bilhões de unidades vendidas. • www.farmarcas.com.br


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SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO

Doenças e hábitos que induzem a flatulência: • Constipação, intoxicação alimentar e doenças do aparelho digestivo.

• Uso de gomas de mascar, fumo e bebidas gaseificadas; comer rápido.


ATUALIZANDO

DE FORA PARA DENTRO A OFERTA DE SUPLEMENTAÇÃO VITAMÍNICA ESTÁ EM UMA CRESCENTE, VISANDO AUXILIAR A FALTA DE NUTRIENTES NAS MAIS DIFERENTES FRENTES. PACIENTES BUSCAM MAIS BELEZA E SAÚDE NO DIA A DIA POR LAURA MARTINS

L-CAPS

UNIÃO QUÍMICA

A Genom, divisão da União Química Farmacêutica Nacional, lançou o L-CAPS, um suplemento alimentar específico para aliviar os sintomas do olho seco. A suplementação oral, com ácidos graxos essenciais ômega 3 + ômega 6, estimula a produção de lágrima e retarda sua evaporação. O suplemento alimentar combina ômega 3 de óleo de peixe + ômega 6 de óleo de borragem nas quantidades ideais, além de óleo de linhaça, vitaminas C, D, E, B6 e B12 e minerais cobre, selênio e zinco, em uma apresentação com 60 cápsulas gelatinosas, zero açúcar e sem glúten. MS 6.6325.0027.001-4 • www.uniaoquimica.com.br 20

GUIA DA FARMÁCIA SETEMBRO 2017

REZOV®

NATULAB

O produto recompõe vitaminas e nutrientes, promovendo o bem-estar. Esse suplemento vitamínico auxilia na recomposição do organismo, pois contém vitaminas B1, B6 e B12, niacina, ácido fólico e colina. A Natulab apresenta a versão com 24 blisters, com seis comprimidos cada. MS Produto isento de registro conforme a RDC 27/10 • www.natulab.com.br IMAGENS: DIVULGAÇÃO


SORIMAX FARMAX

SAMBUENO

MASTER FARMACÊUTICA

Sambueno é uma enzima digestiva à base de Alfa Galactosidase para preparação de alimentos com rafinose. O produto auxilia na prevenção de flatulências causadas por diferentes tipos de alimentos ricos em hidratos de carbono, como: feijões, leite, cebolas, cenouras, brócolis, alcachofras, amidos, cereais e sementes em geral. MS Produto isento de registro conforme a RDC 27/10 • www.masterfarmaceutica.com.br

A Farmax lançou uma nova solução fisiológica em dose única. Sorimax chega ao mercado nas versões 5 mL e 10 mL, quantidade ideal para atender às necessidades de adultos e crianças. Com embalagem exclusiva, no formato sachê, a solução traz praticidade para o dia a dia por ser fácil de guardar, transportar e utilizar. O soro tem quatro indicações de uso: limpeza de ferimentos, limpeza de lentes de contato, hidratação da pele e nebulização. Para essa última, como a quantidade é a indicada por recomendação médica, não há risco de erro na dosagem durante a utilização e nem desperdício. MS Produto isento de registro conforme a RDC 27/10 • www.farmax.com.br

COLFLEX

POLISENG ® KIDS

Para minimizar os danos causados pela redução de colágeno no organismo, chega ao mercado Colflex – alimento composto por colágeno hidrolisado em pó solúvel, que auxilia as células estimularem a produção e reposição de colágeno no organismo. O produto possui a tecnologia PeptQuality, que promove alta dissolubilidade em qualquer temperatura, até mesmo durante o preparo de alimentos, sem perder suas propriedades. O sabor e aroma neutros possibilitam o consumo em qualquer alimento ou bebida. MS Produto isento de registro conforme a RDC 27/10 • www.mantecorpskincare.com.br

O Laboratório Teuto relança no mercado brasileiro o Poliseng® Kids, um suplemento vitamínico e mineral líquido sabor laranja. Desenvolvido especialmente para crianças, o produto serve para suprir a demanda de nutrientes necessários durante a fase de crescimento das mesmas. Está disponível na forma de líquido em embalagem com frasco de 120 mL mais copo medida. MS Produto isento de registro conforme a RDC 27/10 • www.teuto.com.br

MANTECORP

TEUTO

2017 SETEMBRO GUIA DA FARMÁCIA

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ATUALIZANDO

NOSEFRIDA BABYDEAS

CORDAREX ACHÉ

Presente há mais de 20 anos no mercado brasileiro, Cordarex (besilato de anlodipino) conta com novas apresentações com 60 comprimidos, proporcionando um tratamento completo para pacientes hipertensos. As novas versões (2,5 mg e 5 mg) visam promover a adesão ao tratamento por meio da ampliação do acesso aos pacientes. MS 1.1213.0010.013-7 (2,5 mg) MS 1.1213.0010.015-3 (5 mg) • www.ache.com.br

Para auxiliar a desobstruir as vias respiratórias das crianças, a Babydeas oferece o Nosefrida, aspirador nasal que dispensa a utilização de medicamentos, aliviando a sensação de nariz entupido. O produto é um dos únicos com filtro com a função de impedir a transmissão de bactérias entre os pais e os bebês. Feito de plástico poliuretano, o Nosefrida é resistente e não tem prazo de validade. MS 25351.509995/2015-14 • www.babydeas.com.br

SINUSTRAT ® BIOLAB

CALDÊ® KM

MARJAN FARMA

A Marjan Farma apresenta Caldê® KM, uma associação de Cálcio Citrato Malato (CCM) com magnésio, vitamina K2 e vitamina D, combinação que ajuda na saúde óssea. Além de possuir todos os benefícios da sua associação, o produto garante segurança e comodidade ao paciente, com a posologia de um comprimido ao dia. Disponível na apresentação de 30 comprimidos revestidos. MS Produto isento de registro conforme a RDC 27/10 • www.marjan.com.br 22

GUIA DA FARMÁCIA SETEMBRO 2017

Com foco no combate às doenças respiratórias, a Divisão Avert, da Biolab, lançou duas versões do descongestionante nasal Sinustrat ®, muito mais práticas e fáceis de usar. São elas: Sinustrat ® Infantil e Sinustrat ® Nebulizador. Sinustrat ® Infantil é indicado para crianças de dois a 12 anos de idade. A nova versão possui um spray mais suave e bico mais fino, adaptando-se ao tamanho e formato da narina infantil. Com a mesma qualidade do produto tradicional para adultos, o Sinustrat ® Nebulizador é uma opção mais econômica. Indicado para adultos, de uso diário, ele possui um bico nebulizador. MS Produto isento de registro conforme a RDC 27/10 (Sinustrat® Infantil) MS 1.0174.0034.009-1 (Sinustrat® Nebulizador) • www.biolab.com.br


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PEGUEI UM PRODUTO NA PRATELEIRA DA FARMÁCIA, PORÉM O PREÇO NÃO ERA O CORRETO. O CAIXA JÁ HAVIA REGISTRADO, TROQUEI POR OUTRO MAIS BARATO, MAS A FARMÁCIA NÃO QUIS ME DEVOLVER A DIFERENÇA EM DINHEIRO. O ESTABELECIMENTO TEM ESSE DIREITO? PERGUNTA ENVIADA POR CARMEM JULIA S. DAMASCENO – SÃO PEDRO DA ALDEIA (RJ)

A

A farmácia não poderia negar a você a devolução da diferença paga a mais. Vamos ver se entendi corretamente a situação: • Você comprou um produto em uma farmácia. • Este produto era um Medicamento Isento de Prescrição (MIP), considerando-se que o item estava exposto na prateleira¹, acessível aos consumidores. • O caixa registrou a venda do produto com o valor incorreto. • Depois de ter pago, foi informada de que o preço do produto, conforme informado na prateleira, não estava correto. • O preço correto era inferior ao que você já havia pago.

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GUIA DA FARMÁCIA SETEMBRO 2017

• Trocou o produto por outro de menor preço. • Mesmo trocando por um produto de preço inferior ao que tinha pago, o caixa negou-se a devolver a diferença em dinheiro. Considerando que a situação tenha de fato ocorrido conforme descrito acima, você foi induzida a erro pela informação do preço na prateleira onde estava o produto – o preço informado na prateleira inferior ao preço real do produto. Note que a etiqueta de preço, colocada na prateleira onde os produtos estão dispostos, é considerada publicidade, para os fins do Código de Defesa do Consumidor. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.080/90),

o estabelecimento deve obedecer ao valor da oferta que ele mesmo fez, neste caso, deveria ter sido cobrado o valor do preço informado na prateleira onde o produto estava colocado. Como isso não ocorreu, a farmácia deveria ter-lhe devolvido a diferença: Art. 30. Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados, obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado. Art. 35. Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta, apresentação ou

IMAGENS: SHUTTERSTOCK/DIVULGAÇÃO


publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e à sua livre escolha: III – rescindir o contrato, com direito à restituição de quantia eventualmente antecipada, monetariamente atualizada, e a perdas e danos. Ainda, o Decreto 5.903 de 20 de setembro de 2013² determina, entre outras medidas, que é mandatório que o estabelecimento mantenha a informação referente aos preços dos seus produtos de forma (1) disponível e absolutamente clara, para o consumidor e (2) se assegure de que nenhuma atividade durante o funcionamento deste estabelecimento prejudique a visibilidade e a clareza das

informações sobre os preços dos produtos aos consumidores. Quando a identificação dos preços dos produtos não está clara para o consumidor, entende-se que as condições determinadas na legislação não estão atendidas e, portanto, configuram infração ao direito básico do consumidor. Dessa forma, a farmácia procedeu de forma incorreta ao não lhe devolver o valor pago erroneamente pelo produto adquirido, tendo, ainda, procedido de forma inadequada, quando se considera o atendimento do cliente do ponto de vista do mercado, pois o comerciante deve esclarecer as dúvidas do cliente e oferecer alternativas satisfatórias.

?

BAIXE O APP QR CODE OU ENVIE SUA PERGUNTA DIRETAMENTE NO E-MAIL: COMUNICACAO@CONTENTO.COM.BR NÓS RESPONDEMOS!

REFERÊNCIAS: ¹Medicamentos de prescrição ficam localizados nas prateleiras atrás dos balcões, não acessíveis ao consumidor. ²Regulamenta a Lei 10.962, de 11 de outubro de 2004 (dispõe sobre a oferta e as formas de afixação de preços de produtos e serviços para o consumidor) e a Lei 8.078, de 11 de setembro de 1990 (dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências).

LUIZ ANTONIO LIMA SILVIA V.DEFRIDMAN Diretora executiva e sócia fundadora da Silvia V. Fridman e Associados 2017 SETEMBRO GUIA DA FARMÁCIA

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VAREJO

A primavera sempre volta!

A

MESMO EM CONTEXTOS ECONÔMICOS DIFÍCEIS, APESAR DA ESCASSEZ DE RECURSOS, AINDA É POSSÍVEL ENCANTAR O CLIENTE E SURPREENDÊ-LO

SILVIA OSSO Palestrante e consultora de empresas. Especialista em varejo e autora dos livros destinados ao varejo e serviços denominados ATENDER BEM DÁ LUCRO; ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS EM FARMÁCIA, PROGRAMA PRÁTICO DE MARKETING EM FARMÁCIAS; LIDERANÇA PARA TODOS . Para adquirir os livros, acesse: www.lojacontento.com.br E-mail siosso@uol.com.br 26

As estações do ano se sucedem e já é setembro. Com a chegada deste terceiro quadrimestre do ano, é importante lembrarmos o que os clientes têm priorizado em relação às suas experiências de compra e entregar a eles o que desejam. Reconhecemos que o preço tem sido importante, mas é apenas um dos fatores da opção de compra. O consumidor tem procurado um valor melhor em tudo e este valor nem sempre é apenas preço. Pesquisas atuais indicam cinco aspectos principais que contribuem para uma irresistível experiência de compras sob a ótica dos clientes, como: 1- Experiência da marca. Se a farmácia tem uma marca que possui credibilidade; atmosfera agradável; layout marcante; produtos de excelente qualidade; sem ruptura: tudo conspira para que o cliente se sinta especial e compre por impulso mais algum produto. 2- Envolvimento. A cortesia, o interesse genuíno dos atendentes pelo cliente e disposição em ajudá-lo, a atenção às suas necessidades, ouvindo-o, sempre ajudam que o cliente defina ir a este e não a outro estabelecimento. 3- Atendimento acima das expectativas. Ao explicar e aconselhar com paciência, verificar o estoque, ajudar o cliente a encontrar o que procura, conhecer o produto e revelar aspectos insuspeitos de qualidade dele, o atendente demonstra um cuidado especial e individual, o que difere esta farmácia de outra. 4- Agilidade. Ao demonstrar sensibilidade em relação ao tempo que o cliente espera tanto para estacionar; no

GUIA DA FARMÁCIA SETEMBRO 2017

atendimento; na fila do caixa; ao mostrar disposição em ajudá-lo a concluir rapidamente o processo de compra, a equipe de funcionários mostra o quanto prioriza o tempo do cliente. Isso faz com que ele, ao precisar de algum produto, lembre-se da facilidade que a empresa oferece. 5- Solução de problemas. Ao ajudar o cliente a resolver problemas e compensá-lo pelo transtorno sofrido, para que se sinta plenamente satisfeito, a empresa e os funcionários demonstram o quanto ele é importante para o negócio e seus resultados. Lembro que oito em cada dez consumidores costumam postar nas mídias sociais e também compartilhar com outras pessoas comentários sobre suas experiências fascinantes de compras, já que, atualmente, as experiências positivas têm sido raras; portanto, se sua farmácia estiver adequada, nada deve temer. Caso contrário, pense em que experiências agradáveis pode oferecer. Para que a farmácia oferte uma experiência inesquecível, é preciso que treine permanentemente a equipe para que seja capaz de cumprir e “entregar” as preferências do consumidor e consiga convertê-la em serviços personalizados. O varejo pode proporcionar uma experiência de compra irresistível se for capaz de fornecer os elementos básicos descritos. Tenho certeza de que sua farmácia tem tudo para obter muito sucesso e resultados positivos neste terceiro quadrimestre do ano! IMAGEM: DIVULGAÇÃO


2017 ABRIL GUIA DA FARMÁCIA

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INSTITUCIONAL – NATULAB

www.natulab.com.br

Natulab com nova identidade visual MUDANÇAS NAS EMBALAGENS SÃO O FOCO PRINCIPAL DA EMPRESA PARA MELHORAR SUA COMUNICAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO COM OS CONSUMIDORES

C

POR LAURA MARTINS

Como parte de seu projeto de expansão, a Natulab agora tem uma nova identidade visual. Seu tradicional logo verde passa a ser mais vibrante e jovem e a tipografia utilizada defende a conexão entre dois pilares importantes para a empresa: ser uma marca guarda-chuva e corporativa. “As embalagens trazem o logotipo Natulab como primeiro elemento de leitura, fazendo o consumidor reconhecer a origem dos nossos produtos. O verde da marca predomina por meio do green wave, local onde são colocadas todas as informações a respeito do produto”, explica a gerente de marcas da Natulab, Sylvia Granziera. Além disso, os produtos tornaram-se mais didáticos e propositivos. As indicações e os sabores são informados de maneira destacada no painel principal para que o consumidor entenda com clareza as recomendações. “Como principal diferencial da linha de fitoterápicos, foi criado um ícone de ‘medicamento/produto fitoterápico’. O selo é composto por um símbolo representado por uma mão, que transmite o cuidado,

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GUIA DA FARMÁCIA SETEMBRO 2017

e a folha, base natural desse tipo de medicamento. Juntos, eles formam o desenho de um almorafiz, que é um recipiente utilizado para manipulações farmacêuticas”, revela a executiva. Para fazer o projeto, a farmacêutica realizou 12 grupos de pesquisa, nas praças de São Paulo (SP) e Salvador (BA). Eles foram compostos por consumidores e balconistas de farmácias independentes e de grandes redes. O objetivo era conhecer o universo perceptual dos públicos e sua relação com a saúde, com a categoria de medicamentos, com o mercado de fitoterápicos, com a marca Natulab e seus concorrentes. O projeto de branding da empresa já foi finalizado e seu reflexo nas alterações das embalagens se dará em longo prazo, portanto, ainda estará acontecendo ao longo de 2018. As novidades e estratégias para o próximo ano estão sendo analisadas e planejadas. “A companhia está investindo em todas as frentes possíveis para que seja verdadeiramente reconhecida em curto prazo entre as principais do setor farmacêutico”, finaliza Sylvia. IMAGENS: DIVULGAÇÃO


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DEBATE

Farmácias diante do envelhecimento

HOJE, 12,5% DA POPULAÇÃO É CONSTITUÍDA POR PESSOAS COM 60 ANOS DE IDADE OU MAIS. EM 2050, ESSA PORCENTAGEM DEVE SALTAR PARA 29,4

N

POR KATHLEN RAMOS

No dia 1º de outubro, é celebrado o Dia Nacional do Idoso. O que se espera em datas como essas é que aumentem discussões que façam enaltecer a importância do envelhecimento pleno e respeitoso para essa fatia da população.

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GUIA DA FARMÁCIA SETEMBRO 2017

No Brasil, debates com esse enfoque tornam-se ainda mais urgentes, tendo em vista a realidade dos idosos por aqui. Os percalços na saúde pública e a baixa renda advinda da aposentadoria fazem com que boa parte dessas pessoas passe essa fase da vida com as dificuldades mais diversas. IMAGENS: SHUTTERSTOCK/DIVULGAÇÃO


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DEBATE

HUMANIZAÇÃO NO ATENDIMENTO

O Brasil precisa de urgência nessas discussões. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje, o País tem 12,5% de pessoas com 60 anos de idade ou mais. Em 2030, essa porcentagem deve crescer para 18,6%; e, em 2050, projeta-se que essa fatia salte para 29,4%, totalizando 66,5 milhões de brasileiros. Junto com o aumento do número de idosos, há também o crescimento exponencial da expectativa de vida. Ainda segundo dados do IBGE, em 1990, os brasileiros viviam, em média, até os 66 anos de idade. Em 2000, esse número passou para 69,8 anos; em 2017, para 76 anos; e, em 2050, as projeções indicam para uma média de 81 anos. As estimativas indicam que o Brasil precisa se preparar para essa realidade e as farmácias não fogem à regra. Segundo afirma o presidente da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Sergio Mena Barreto, 40% da população brasileira sofre de doenças crônicas, de acordo com o IBGE. Para agravar, 53% desse contingente não segue corretamente os procedimentos indicados pelos médicos. “A proximidade das farmácias com a população e o sistema de saúde incapaz de atender a todas as demandas impõem, ao farmacêutico, o papel da prevenção e orientação de tratamentos, que ele é capaz de absorver. Além de um aliado da população, esse profissional exerce uma função estratégica de estreitar os vínculos entre o paciente e a classe médica, contribuindo para ampliar o acesso à saúde e desafogar a rede pública”, analisa o executivo. 32

GUIA DA FARMÁCIA SETEMBRO 2017

Existe uma lacuna entre o benefício esperado dos medicamentos e o seu resultado terapêutico real, espaço que farmácias e farmacêuticos estão plenamente aptos a preencher. “Os estabelecimentos farmacêuticos são favoráveis pela capilaridade e distribuição geográfica, e o farmacêutico, pela sua disponibilidade, muitas vezes, constitui a primeira oportunidade de acesso da população a um profissional de saúde”, analisa a farmacêutica e superintendente da Rede de Drogarias São Bento, Flávia Buainain Thomazi França. No caso do público idoso, a atenção precisa ser ainda maior. Esse público requer mais paciência e acolhimento. “A primeira atitude que deve ser assumida no atendimento é ouvir o idoso. Eles são, em sua grande maioria, pessoas carentes, e o ‘ouvir’ se torna uma das fases mais importantes do processo do atendimento”, aponta a farmacêutica responsável pela Farmácia Universitária da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), Maria Aparecida Nicoletti. Também podem fazer diferença chamá-los pelo nome e acomodá-los nas instalações de forma confortável. “É preciso que farmacêuticos e balconistas respeitem essa diversidade, conversem com esses clientes numa linguagem acessível, ouvindo suas dúvidas e orientando de forma cordial como devem seguir seu tratamento”, finaliza a coordenadora técnica e farmacêutica das Farmácias Pague Menos, Cristiane Macêdo Feijó.


DEBATE

ORIENTAÇÃO ESPECIAL PARA CASOS RECORRENTES

IMPORTÂNCIA Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que 40% da população adulta brasileira tem, ao menos, uma Doença Crônica Não Transmissível (DCNT). E muitas dessas enfermidades, como diabetes e hipertensão, têm a proporção aumentada com o passar da idade. A obesidade também merece atenção especial. Afinal, o distúrbio interfere, diretamente, em problemas, como incapacidade do idoso, bem como redução da expectativa de vida.

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GUIA DA FARMÁCIA SETEMBRO 2017

ORIENTAÇÕES GERAIS DE ATENDIMENTO • Realize campanhas de educação em saúde, com especial enfoque nos conceitos das doenças e suas características. • Explique sobre a importância da adesão ao tratamento medicamentoso, bem como para mudanças necessárias no estilo de vida. • Forneça informações detalhadas e compreensíveis sobre os eventuais efeitos adversos dos medicamentos prescritos e necessidades de ajustes posológicos junto ao médico. • Orientações quanto à rotina de tomada dos medicamentos (com água, com ou sem alimento...) podem prevenir reações indesejáveis, facilitando a adesão. • Quando possível, ofereça uma boa prestação de serviços, contemplando monitoramento periódico dos parâmetros bioquímicos e fisiológicos, e entregue ao paciente, ao fim do acompanhamento, um relatório que pode ser entregue ao médico. • Lembre-se de que as intervenções farmacêuticas devem ser documentadas.


HIPERTENSÃO • Nesses casos, as orientações fornecidas podem estar voltadas para o estímulo de mudanças de hábito, como prática de exercícios físicos e controle da dieta com redução de sódio e hidratação. • Alerte os pacientes que alguns anti-hipertensivos podem levar alguns dias para manutenção e equilíbrio dos efeitos terapêuticos. Por isso, nunca se deve deixá-los de tomar. • Os farmacêuticos podem, ainda, realizar um acompanhamento de tratamento medicamentoso e monitorização do paciente com hipertensão arterial por meio da aferição de pressão arterial. • É igualmente importante alertá-los sobre a importância dos horários de tomadas, sendo que alguns medicamentos, como os Inibidores da Enzima Conversora da Angiotensina (IECAS), por exemplo, podem ter alteração dos efeitos se tomados muito próximos às refeições.

DIABETES • O farmacêutico pode atuar, de forma ativa, com atendimento direcionado para a prevenção, a detecção precoce, o acompanhamento de tratamento medicamentoso e a monitorização do paciente diabético por meio da medição da glicemia. • Vale orientá-los para o estímulo de mudanças de hábito, como prática de exercícios físicos e controle da dieta, hidratação e cumprimento dos horários de tomada dos hipoglicemiantes orais ou insulina. • Aliás, caso o paciente utilize insulinas, é importante orientálo quanto às graduações nas seringas e nos dispositivos, bem como sobre a forma ideal de aplicação. • Deve-se ter atenção especial com antidiabéticos orais e seus horários específicos (alguns são tomados após o desjejum). • É igualmente válido ensiná-los a ter, sempre em mãos, um bombom ou uma bala para casos de hipoglicemia. • Pode-se, ainda, aconselhá-los a buscar orientação com um nutricionista quanto aos hábitos saudáveis de alimentação.

OBESIDADE • O atendimento clínico ao obeso deve ser direcionado para a monitorização de parâmetros fisiológicos, como aferição de pressão arterial, medição de glicemia e o acompanhamento de seu estilo de vida e rotina alimentar. • Alerte os pacientes sobre os riscos de uso de substâncias sem a devida comprovação científica e sem prescrição médica para fins de obesidade. • Caso o paciente faça uso de anorexígenos ou sibutramina, deve-se adverti-lo a não ingerir bebidas alcoólicas nos horários próximos, pois os efeitos podem ser devastadores. Avise-o, ainda, que o uso concomitante de sibutramina e antidepressivos (principalmente os inibidores de receptação de serotonina), podem trazer danos importantes. • Para a adoção de hábitos alimentares saudáveis, aconselhe-os a procurar um nutricionista. Vale, ainda, estimulá-los à prática de atividades físicas. • Mostre a melhor forma de fazer uso seguro de vitaminas, minerais, produtos naturais ou suplementos que podem contribuir com a gestão do peso. • Em encontros periódicos, o paciente poderá discutir com o farmacêutico seu progresso e dificuldades, podendo fazer ajustes nos seus hábitos e condutas. • O farmacêutico pode realizar uma avaliação corporal no paciente, a fim de conhecer altura, peso, índice de massa corporal, circunferência abdominal, pressão arterial, frequência cardíaca, percentual de massa muscular (massa magra) e gordura corporal (massa gorda).

2017 SETEMBRO GUIA DA FARMÁCIA

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DEBATE

SEGUNDO DADOS DO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE), HOJE, O PAÍS TEM 12,5% DE PESSOAS COM 60 ANOS DE IDADE OU MAIS. EM 2030, ESSA PORCENTAGEM DEVE CRESCER PARA 18,6%; E, EM 2050, PROJETA-SE QUE ESSA FATIA SALTE PARA 29,4%, TOTALIZANDO 66,5 MILHÕES DE BRASILEIROS COMO POSSO AJUDAR? A atuação do farmacêutico é milenar e tem uma história de prestígio com a população. Aqueles que exercem essa profissão têm a missão de contribuir para a melhoria da saúde e ajudar os pacientes a fazer o melhor uso dos seus medicamentos, promovendo a saúde e o bem-estar. As atribuições clínicas desses profissionais são inúmeras, conforme mostra a coordenadora técnica e farmacêutica das Farmácias Pague Menos, Cristiane Macêdo Feijó. Segundo ela, a responsabilidade prioritária é promover o uso racional de medicamentos, bem como medidas não farmacológicas importantes para o resultado do tratamento. “Caso haja necessidade de utilizar um medicamento, o farmacêutico acompanha, verifica a ocorrência de problemas de saúde relacionados, planeja e executa intervenções junto ao paciente, família e a outros profissionais de saúde. Também monitora parâmetros fisiológicos e bioquímicos e notifica reações alérgicas, caso ocorram”, enumera. Diante de tantas habilidades, os profissionais da farmácia podem ajudar os idosos de inúmeras maneiras. Entre elas, auxiliando-os no tratamento concomitante de diversas doenças. A polifarmácia, ou uso de mais de um medicamento ao mesmo tempo, por exemplo, é bastante comum nessa faixa etária. “Pesquisas apontam que um em cada três idosos consomem cinco ou mais medicamentos”, constata a farmacêutica e superintendente da Rede de Drogarias São Bento, Flávia Buainain Thomazi França. No entanto, essa prática pode representar alguns riscos. “Além dos medicamentos prescritos pelos médicos, os idosos podem acabar usando medicamentos por conta pró36

GUIA DA FARMÁCIA SETEMBRO 2017

Farmacêutica do SAC Farma da Pague Menos, Vanessa Maria de Souza Fernandes Vieira (à esquerda); e coordenadora técnica e farmacêutica das Farmácias Pague Menos, Cristiane Macêdo Feijó (à direita)

pria, fruto da automedicação e, muitas vezes, não informam ao médico e ao farmacêutico sobre as outras substâncias utilizadas”, adverte o coordenador do Grupo Técnico de Cuidado ao Idoso do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP), Dr. Gustavo Alves. Segundo ele, entre os exemplos mais comuns e graves dessa prática, pode-se destacar o uso excessivo de analgésicos, como dipirona, paracetamol e ácido acetilsalicílico, capazes de provocar danos irreversíveis aos rins, ao fígado e ao sistema cardiovascular. O farmacêutico torna-se, assim, fundamental para orientar sobre o uso correto, com ênfase para orientação posológica e modo de seguir as recomendações médicas. Além disso, esses profissionais podem monitorar e alertar sobre reações adversas e interações medicamentosas e realizar o acompanhamento farmacoterapêutico. “O farmacêutico participa desse processo como um elo que une prescritores e pacientes, trazendo orientação sobre medicamentos e tratamento de doenças, além de exercer um papel de educador em saúde ao envolver familiares e até mesmo a comunidade no processo”, finaliza a farmacêutica do SAC Farma da Pague Menos, Vanessa Maria de Souza Fernandes Vieira.


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ATUALIDADE

Paciente responsável por si AUTOCUIDADO PAUTA OS HÁBITOS QUE DEVEM SER ADQUIRIDOS NO DIA A DIA DO INDIVÍDUO PARA QUE SUA SAÚDE ESTEJA ASSEGURADA. ORIENTAÇÃO SOBRE USO DE MEDICAMENTOS É UM DOS PILARES DO CONCEITO

O

POR LAURA MARTINS

O cuidado com a saúde deve acontecer em todos os momentos do dia, com pequenas atitudes que fazem o corpo mais saudável e livre de possíveis doenças. O conjunto desses hábitos é chamado de autocuidado, termo que envolve a tomada de decisões sobre a própria saúde, um direito do cidadão assegurado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

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GUIA DA FARMÁCIA SETEMBRO 2017

O autocuidado envolve questões, como higiene pessoal, nutrição, práticas de atividades físicas, condições de moradia e hábitos sociais. O estilo de vida é extremamente importante para que a saúde esteja em dia. Segundo o educador físico Márcio Atalla, a OMS atribui 20% da saúde para a genética, 50% ao estilo de vida, 20% ao meio ambiente e 10% à assistência médica. IMAGENS: SHUTTERSTOCK/DIVULGAÇÃO


ATUALIDADE

OS SETE PILARES DO AUTOCUIDADO 1. Fontes confiáveis Com a internet, há inúmeras informações – muitas errôneas – sobre doenças e tratamentos. É importante se consultar em fontes confiáveis, seja on-line, livros, jornais ou revistas. 2. Autoconhecimento Se conhecer é fundamental para diferenciar um problema cotidiano, como um resfriado, de algo mais sério. 3. Atividades físicas Encontrar um exercício que seja prazeroso, como andar de bicicleta ou caminhar, ajuda no bom funcionamento do organismo e previne doenças. 4. Alimentação saudável Assim como as atividades físicas, alimentação balanceada é um dos pontos mais importantes para ter a saúde em dia. O consumo de vitaminas, nutrientes e minerais é essencial para uma boa saúde e disposição. 5. Reduzir hábitos ruins Fumar, tomar bebidas alcoólicas em excesso e comer alimentos artificiais e fast-foods são alguns dos costumes que podem prejudicar a saúde. 6. Higiene Lavar as mãos após ir ao banheiro ou usar transporte público é um costume simples, mas que pode diminuir as chances de doenças. Escovar os dentes e usar o fio dental também diminui a incidência de patologias. 7. Medicamentos Isentos de Prescrição Se ainda assim o paciente chegou à farmácia, é importante que ele seja orientado sobre a maneira correta quanto à escolha e ao uso do Medicamento Isento de Prescrição (MIP). Se os sintomas persistirem, ele necessita buscar um médico.

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A FUNÇÃO DOS MIPS NÃO ACABA NO AUXÍLIO AO BEM-ESTAR DAS PESSOAS. HÁ POTENCIAL DE ECONOMIA DE APROXIMADAMENTE R$ 400 MILHÕES PELO SISTEMA DE SAÚDE BRASILEIRO, PARA CADA R$ 1,00 GASTO FORAM ECONOMIZADOS ATÉ R$ 7,00 Por isso, é importante que haja a orientação correta para a prática de atividades físicas – ainda que simples, como caminhar ou subir escadas diariamente – e alimentação balanceada, dois dos pilares de uma vida saudável. Além disso, o autocuidado passa pelo uso consciente de medicamentos. Tomar fármacos por conta própria deve ser uma prática responsável e pautada em orientação e educação, para que o indivíduo se conheça e escolha o medicamento de maneira eficaz e segura.

OS MEDICAMENTOS ISENTOS DE PRESCRIÇÃO De acordo com a vice-presidente executiva da Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (Abimip), Marli Sileci, os Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs) são assim chamados pelo perfil de altíssima segurança em seu uso. Ou seja, ainda que o medicamento seja usado em dose errada ou para fins equivocados, há a segurança de que o paciente não terá sua saúde danificada. Nesse sentido, é importante frisar que os MIPs não curam doenças, mas tratam os sintomas que incomodam o paciente, como uma dor de cabeça, azia ou dor muscular. Porém, se os sintomas persistirem, vale a máxima de buscar um médico de confiança. Essa consciência deve fazer parte de um pensamento que ainda atinge muitos brasileiros: a confusão entre os termos de autocuidado e automedicação. Quando medicamentos que necessitam de prescrição são usados pelo paciente sem orientação, podem expô-lo a efeitos adversos, que podem mascarar uma doença ou até mesmo agravá-la, além de causar intoxicação. “Aqui, o termo é confundido com a autoprescrição, que é a prática (incorreta) de comprar e utilizar medica-


ATUALIDADE

ci, vi ce M ar li Si le

ip va d a A b im te ex ec u ti -p re si d en

R o d ri g o G ar ci a, p ri m ei ro vi ce -p d ir et o r d e re si d en te A ss u n to s d a A b im ip R eg u la tó ri e o s d a Pf iz er Co n su m er

ca d o r ta lla , ed u M ar ci o A

CAMPANHA DA ABIMIP No dia 24 de julho, é comemorado o Dia Internacional do Autocuidado, data que reflete o conceito de cuidar da saúde 24 horas por dia, sete dias por semana. A Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (Abimip) realiza um trabalho de abrangência não somente da data, mas da conscientização do brasileiro no âmbito de uso de Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs) para sua saúde. A entidade espera que o termo autocuidado seja difundido para que não mais seja confundido com autoprescrição, uma vez que os MIPs podem ser usados com segurança para aliviar sintomas já conhecidos pelo paciente, como uma dor de cabeça ou azia. Para comemorar a data, a Abimip convidou sua vice-presidente executiva, Marli Sileci, seu primeiro vice-presidente e diretor de Assuntos Regulatórios da Pfizer Consumer, Rodrigo Garcia e o educador físico, Marcio Atalla, para debater, em São Paulo (SP), diferentes esferas da importância do autocuidado.

mentos tarjados sem a receita de um médico. Por isso, definimos a utilização responsável dos MIPs como sendo uma prática de autocuidado, que está alinhada com a classificação da OMS”, explica Marli. Para entender melhor a diferença entre o autocuidado e a automedicação, é preciso orientar os consumidores sobre a classificação existente entre os medicamentos: • Tarja vermelha: necessitam de receita médica, pois são destinados a quadros clínicos que exigem maior cuidado e controle. Alguns precisam que a receita médica seja retida, pois são medicamentos controlados e psicotrópicos, que podem causar dependência e trazer muitos efeitos colaterais e contraindicações. • Tarja preta: são vendidos, também, somente com receita médica, mas necessitam de maior controle, já que podem apresentar mais efeitos colaterais e reações adversas, possuem ação sedativa e podem causar dependência. • Sem tarja: os chamados MIPs podem ser tomados e adquiridos sem prescrição médica. São indicados para tratar sintomas menores e conhecidos. 42

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A ECONOMIA DOS MIPS A função dos MIPs não acaba no auxílio ao bem-estar das pessoas. O primeiro vice-presidente da Abimip e diretor de Assuntos Regulatórios da Pfizer Consumer, Rodrigo Garcia, demonstra em uma pesquisa que há potencial de economia de aproximadamente R$ 400 milhões pelo sistema de saúde brasileiro com o uso de MIPs. Segundo a pesquisa, para cada R$ 1,00 gasto com um MIP, foram economizados até R$ 7,00. O estudo deduziu o custo dos MIPs para o consumidor (R$ 61,2 milhões) dos gastos desnecessários com 5,1 milhões de consultas médicas (R$ 56,1 milhões) e a perda de dias de trabalho (R$ 369,2 milhões). Os dados utilizados são do Sistema Único de Saúde (SUS) e informações de consumo de MIPs no Brasil, da QuintilesIMS. E essa cifra tem muitas oportunidades de crescimento. Para Garcia, o Brasil ainda está defasado em relação a outros países, que já tratam diversos medicamentos como MIPs. O Omeprazol, por exemplo, não é considerado isento de prescrição somente no Brasil e na Venezuela.

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ADESÃO

Passos importantes para a cura MUITO SE TEM DISCUTIDO SOBRE A IMPORTÂNCIA DA ADESÃO AO TRATAMENTO, JÁ QUE VÁRIOS PACIENTES ABANDONAM AS RECOMENDAÇÕES MÉDICAS NO MEIO DO CAMINHO, POR DIVERSOS MOTIVOS POR KATHLEN RAMOS E LÍGIA FAVORETTO

A

A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza a adesão ao tratamento como “o grau em que a conduta de um paciente, em relação à sua tomada de medicamentos, seguimento de uma dieta ou modificações nos seus hábitos de vida, corresponde com as recomendações acordadas com os profissionais de saúde”. A entidade pondera, entretanto, que “pacientes têm dificuldade em seguir o tratamento recomendado”. Para o efetivo controle de uma doença, especialmente em casos crônicos, é preciso seguir todas as orientações médicas, que incluem, de maneira geral, tomar a medicação prescrita de forma contínua e adotar algumas mudanças no estilo de vida. No entanto, isso é algo que ainda está bem longe da realidade.

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“A adesão ao tratamento de longo prazo, em países desenvolvidos, é de, aproximadamente, 50%. Em países em desenvolvimento, como o Brasil, essas taxas são ainda menores, podendo variar de 37% a 57%, dependo da enfermidade, tipo de atendimento de saúde, apoio de equipe multiprofissional e outras variáveis”, constata o coordenador do curso de Farmácia da Universidade Anhembi Morumbi, Geraldo Alécio de Oliveira. E aderindo ao tratamento, sem dúvida, os pacientes são largamente beneficiados. “Eles passam a ter a sua condição controlada, podendo, na maioria das vezes, manter uma vida normal e economicamente ativa”, comenta Oliveira, salientando que as vantagens se estendem para outras esferas. “A família pode se dedicar a outras atividades e deixar de lado seu papel de cuidadora; e o sistema de saúde IMAGENS: SHUTTERSTOCK


ADESÃO

PAPEL DO FARMACÊUTICO NA ADESÃO A prática mostra que o acompanhamento farmacêutico ao paciente, certamente, contribui, de forma positiva e eficaz, na continuidade do tratamento. Acompanhe, a seguir, alguns passos importantes nesse processo. INVISTA NO CONHECIMENTO

Estudos relatam que 50% dos pacientes não puderam descrever, corretamente, por quanto tempo deveriam tomar sua medicação; 70% não puderam relatar a frequência de administração; e 23% não puderam identificar o objetivo dos fármacos prescritos. Portanto, deve-se orientar o paciente e ajudá-lo na compreensão da sua doença e da farmacoterapia adequada.

HUMANIZE O RELACIONAMENTO

O farmacêutico deve parar de focar somente no medicamento enquanto produto e passar a ser direcionado ao paciente, com a preocupação de que os riscos inerentes à utilização sejam minimizados. É preciso gerenciar melhor o tempo, diminuir as tarefas administrativas e aumentar as atividades clínicas. ESTEJA ATENTO AOS POLIMEDICADOS

O desenvolvimento de mapas de administração de medicamentos são providenciais na orientação ao esquema posológico, especialmente em pacientes que tomam diversos medicamentos.

AVISE SOBRE A RESPONSABILIDADE DO PACIENTE

O farmacêutico tem de orientar quanto à participação ativa do paciente no processo de restabelecimento de saúde. Afinal, sem comprometimento no processo, a recuperação da saúde não acontecerá.

COMUNIQUE SOBRE OS RISCOS DO ABANDONO

É natural que, ao sentirem melhora, muitos pacientes tendam a achar que estão curados. Assim, é importante alertar que essa atitude pode representar risco à saúde, como o retorno dos sintomas, aparecimento de complicações e, em alguns casos, o surgimento de resistência ao medicamento.

CULTIVE UMA RELAÇÃO PRÓXIMA

O contato entre o farmacêutico e cliente torna possível traçar o perfil do paciente, permitindo avaliar suas limitações no entendimento da doença; o grau de entendimento que existe sobre o agravo à saúde; as comorbidades presentes; esquemas terapêuticos em uso; relação com o medicamento e comprometimento com a recuperação; rotina de vida e de administração de medicamentos; entre outros temas considerados pertinentes.

ALERTE SOBRE SITUAÇÕES ADVERSAS

O esclarecimento das possíveis reações adversas e deixar claro que, não necessariamente, o paciente vai apresentá-las são aspectos importantes. Também é válido avisálo sobre a duração do tratamento.

AVALIE OS RESULTADOS

O Teste de Morisky-Green avalia o comportamento do paciente frente ao uso do medicamento, com base nas respostas a quatro perguntas relacionadas a horário, esquecimento, percepção de ausência de sintomas e ausência de efeitos colaterais. Já o Teste de Batalha consiste na realização de três perguntas em relação ao entendimento da enfermidade que o usuário de medicamento possui. Os profissionais interessados podem buscar mais informações em sites e livros especializados.

Fontes: farmacêutica responsável pela Farmácia Universitária da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), Maria Aparecida Nicoletti; palestrante e consultor em comportamento do consumidor e marketing de varejo, Messias Cavalcante; e coordenador do curso de Farmácia da Universidade Anhembi Morumbi, Geraldo Alécio de Oliveira 46

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ADESÃO

economiza com a redução de internações emergenciais e intervenções cirúrgicas”, reforça. A adesão (ou não) do paciente ao seu tratamento também traz reflexos para as farmácias, conforme analisa o palestrante e consultor em comportamento do consumidor e marketing de varejo, Messias Cavalcante. “No que se refere à farmácia, esse abandono remete à perda de vendas, mas, principalmente, ao distanciamento do paciente. E isso reduz a realização do objetivo primário desses estabelecimentos, que é ser um local de dispensação de medicamentos para a saúde e o bem-estar”, conclui.

CAUSAS DIVERSAS São inúmeros os fatores capazes de influenciar na adesão ao tratamento. Segundo a farmacêutica responsável pela Farmácia Universitária da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), Maria Aparecida Nicoletti, eles podem estar relacionados a fatores externos ao paciente, como regime terapêutico proposto e, dependendo do nível de complexidade, também podem estar relacionados à quantidade de medicamentos a ser administrada e aos tratamentos prescritos (quando apresenta comorbidades). Também são fatores que influenciam, negativamente na continuidade, a presença de reações adversas, características do medicamento (via de administração, apresentação, sabor e tipo de embalagem), falhas de tratamentos anteriores e a resposta terapêutica não satisfatória para o grau de expectativa presente. Outro aspecto digno de nota diz respeito aos fatores relacionados à relação profissional de saúde-paciente. “Existe uma correlação positiva entre conhecimento das drogas e adesão. Assim, o bom grau de informação sobre a medicação pode contribuir para prevenir a não adesão do indivíduo”, pondera Maria Aparecida. A falta de acesso aos medicamentos e também pouca informação são, igualmente, fatores prejudiciais à assiduidade do processo. “Baixo status socioeconômico, pobreza, analfabetismo e baixo nível de educação, desemprego e condição de vida instável, afetam sobremaneira a continuidade do tratamento”, acrescenta a especialista da USP, lembrando que fatores psicológicos, como hipocondria, paranoia, sensação de perda de controle e medo do estigma social por doenças estigmatizadas, depressão e ansiedade também podem ser influenciadores. Num contraponto, Maria Aparecida lembra que os fortes determinantes de adesão encontram-se na severidade 48

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PREJUÍZOS À SAÚDE PÚBLICA Estudos econômicos, considerando diabetes, hipertensão e asma, evidenciam que o agravamento das enfermidades e as comorbidades advindas de uma baixa adesão aumentam, de forma significativa, os gastos com os serviços de saúde. A baixa adesão à medicação entre pacientes idosos com asma moderada a severa foi associada com um aumento de 5% nas consultas médicas anuais, enquanto que uma melhor adesão foi associada com 20% de redução nas internações hospitalares anuais. Fonte: farmacêutica responsável pela Farmácia Universitária da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), Maria Aparecida Nicoletti

dos sintomas, nível de incapacidade (física, psicológica, social e vocacional), taxa de progressão, severidade da doença e existência de comorbidades.

ALERTA AOS DOENTES CRÔNICOS Segundo a OMS, “melhorar a adesão ao tratamento pode ser o melhor investimento para gerenciar as condições crônicas de maneira efetiva”. Mas, na prática, para se alcançar esses objetivos, existem muitas dificuldades. “O grau de adesão é tipicamente mais elevado em pacientes em condições agudas, quando comparados aos com condições crônicas, algo que se reduz, drasticamente, após os primeiros seis meses de terapia”, adverte a farmacêutica da USP. Dados da Revista Brasileira de Hipertensão, fornecidos por Cavalcante, mostraram que entre 40% e 60% dos pacientes em tratamento não fazem uso da medicação anti-hipertensiva. “A porcentagem é maior quando a falta de adesão relaciona-se a estilo de vida, como dieta, atividade física, tabagismo, etilismo, etc.”, comenta. Ele acrescenta, ainda, que a não adesão ao tratamento da hipertensão é o principal fator para a falta de controle da pressão arterial em mais de dois terços dos indivíduos hipertensos*. *Dados da Revista Brasileira da Hipertensão, vol.13 (1) : 35-38, 2006.


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ADESÃO

EMPODERAMENTO DO PACIENTE A Abbott, empresa global de cuidados para a saúde, marca seus 80 anos no Brasil convidando os brasileiros a refletir sobre a importância da conquista e manutenção da sua saúde e seus principais desafios. Para tanto, o laboratório idealizou a pesquisa Empoderamento do Paciente – importância e desafios, conduzida pela Nielsen Shopper Solutions, entre os dias dois e 20 de junho deste ano, com 960 pessoas, entre homens e mulheres, acima de 18 anos de idade, de capitais de todas as regiões brasileiras (Manaus e região metropolitana, Fortaleza, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre), diagnosticadas com hipertensão (50%) ou diabetes (50%, sendo que 52% com diabetes tipo I, 33% com diabetes tipo II e 15% não se recordava ou não sabia qual tipo de diabetes possuía).

PATOLOGIAS DE GRANDE INCIDÊNCIA As duas doenças crônicas foram escolhidas devido às altas taxas de incidência e para as quais o envolvimento do paciente no tratamento é fundamental. Segundo levantamento do Ministério da Saúde (MS), na última década, o número de pessoas diagnosticadas com diabetes cresceu 61,8%. Já os hipertensos aumentaram 14,2%. No Brasil, são mais de 14 milhões de brasileiros com diabetes, um número menor apenas do que em países, como China, Estados Unidos e Índia. Números revelam mais de 30 milhões de hipertensos. “Esse aumento da prevalência do diabetes e da hipertensão é um fenômeno que acompanha o da expectativa de vida no nosso País e no mundo. A Abbott está atenta a isso e acredita na responsabilidade compartilhada entre pacientes, médicos, governo e a indústria no cuidado da saúde. Ao longo de 80 anos, trabalhamos para que os brasileiros vivam não apenas mais, mas melhor. A pesquisa, ao incitar essa reflexão tão importante, vai ao encontro do nosso propósito, diz o gerente geral da Abbott no Brasil, Juan Carlos Gaona. Segundo dados do estudo, hoje 54% das pessoas estão satisfeitas com a saúde e 46% insatisfeitas. As satisfeitas afirmam ter apresentado uma postura mais positiva no momento do diagnóstico, com sensações de tranquilidade, autoconfiança e determinação em mudar o rumo de sua vida. E é justamente entre elas que está o maior percentual das que conseguiram inserir em seu estilo de vida cinco importantes hábitos investigados: prática de exercícios físicos (64%), 50

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dedicação de mais tempo para si (62%), redução da jornada de trabalho (61%), adoção de uma dieta mais equilibrada (60%) e visita regular ao médico (58%). No outro extremo, o das insatisfeitas, apenas 30% dos pacientes adotaram essa mesma postura. O estudo revela que 59% das pessoas com hipertensão e diabetes têm na melhoria dos hábitos de saúde a principal chave para se sentir empoderadas; e o principal foco das preocupações tem sido a alimentação diária: 87% tentam realizar as principais refeições; 86% acham importante beber de seis a oito copos de água por dia; e 78% lutam para diminuir o sal. Porém, atualmente, apenas 24% seguem uma dieta com acompanhamento profissional. É importante destacar que a maioria das pessoas tem no diagnóstico um divisor de águas para uma mudança de vida. Para a maior parte delas (55%), a prática de atividades físicas, por exemplo, só se tornou uma realidade após o diagnóstico. A caminhada foi a escolha da maioria (63%). O estudo mostra também que a forma como a notícia é recebida influencia muito na postura que o paciente adotará dali em diante.

RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL A pesquisa mostra que, de modo geral, as pessoas consultadas se julgam autorresponsáveis por sua saúde. Entretanto, ainda é grande (mais de 40%) o índice de brasileiros com diabetes e hipertensão que interromperam o tratamento ao menos uma vez nos últimos cinco anos por indisciplina ou depois que os sintomas desapareceram. Um dado que requer atenção é o percentual daqueles que, apesar de saberem que têm diabetes ou hipertensão, ainda não iniciaram um tratamento médico por considerarem que a doença não é grave o suficiente: 15% das pessoas com diabetes e 12% das que apresentam hipertensão. A busca por informação também é outra ferramenta fundamental para o empoderamento das pessoas com diabetes ou hipertensão: 40% acessam sites de buscas e 28% procuram em sites específicos informações sobre a doença, prevenção, tratamento, medicamentos e profissionais de saúde. Mas a consulta na internet tem apenas caráter complementar, já que não substitui o contato com o médico. Grande parte dos entrevistados (92%) faz tratamento com acompanhamento médico e 85% confiam nos profissionais de saúde. Segundo a pesquisa, as principais barreiras para um tratamento ideal estão ligadas a recursos financeiros (59%).


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Entrega de amostra

Tabloide


ADESÃO

FERRAMENTAS DE INFORMAÇÃO A busca por informação fomenta o empoderamento da pessoa com diabetes e com hipertensão 57%

40% 40%

28%

32% 33%

22%

SITES DE BUSCA

SITES ESPECÍFICOS

OPINIÃO DE AMIGOS/ FAMILIARES

20%

MÍDIA TELEVISIVA

A maior parte dos entrevistados convive com o diagnóstico entre um e cinco anos. As pessoas com diabetes receberam seu diagnóstico quando tinham em média 25 anos de idade e os hipertensos em torno dos 35 anos. Notou-se que a descoberta das doenças acontece em sua maioria durante checkups regulares, principalmente nas cidades de Belo Horizonte e Rio de

16%

15%

REVISTAS/ JORNAIS

23% 21%

12%

ASSOCIAÇÕES

GRUPOS EM REDES SOCIAIS

10%

OPINIÃO DOS FARMACÊUTICOS

Janeiro. Enquanto hipertensos em São Paulo, metade dos entrevistados descobriram após ter algum sintoma da doença. A grande maioria faz o tratamento, porém, identificou-se que uma das barreiras para continuar com o tratamento de diabetes é a disciplina que o paciente necessita ter e para o hipertenso é a ausência de sintomas.

A MAIORIA DOS ENTREVISTADOS ESTÁ EM TRATAMENTO, MAS UMA PARTE JÁ O INTERROMPEU AS PESSOAS ESTÃO SE TRATANDO? Diabetes

70% fazem tratamento 44% já interromperam

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Hipertensão PORÉM...

76% fazem tratamento 41% já interromperam

Pela falta de disciplina Começou a se sentir bem e parou

Começou a se sentir bem e parou Não se sentiu bem com o tratamento e parou

15% nunca iniciaram

15% nunca iniciaram

Não acredita que seja uma doença grave o suficiente

Não acredita que seja uma doença grave o suficiente

Falta de recurso financeiro Não tem tempo para iniciar

Falta de recurso financeiro Não tem tempo para iniciar

GUIA DA FARMÁCIA SETEMBRO 2017


ADESÃO

SÃO FATORES QUE INFLUENCIAM, NEGATIVAMENTE NA CONTINUIDADE, A PRESENÇA DE REAÇÕES ADVERSAS, CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO E FALHAS DE TRATAMENTOS ANTERIORES Para ambas as doenças, a medicação mais tomada é oral. Tanto para diabetes quanto para hipertensão, equipamentos capazes de realizar a medição são relevantes para os pacientes. Há o costume de complementar o tratamento com outros métodos mais naturais, como homeopatia e suplementação alimentar. O ato de tomar a medicação é tido como uma responsabilidade do próprio paciente, ou seja,

ele não responsabiliza terceiros por algo que ele deve fazer. Por isso, utiliza ferramentas para auxiliar a lembrança em tomar a medicação, como aplicativos e alarmes em celulares. Eles acreditam que se tivessem maiores recursos financeiros para ter um plano de saúde, comprar melhores medicamentos e equipamentos mais modernos, poderiam ter um tratamentos de saúde melhor.

MEDICAMENTO ORAL É O PRINCIPAL TRATAMENTO AS PESSOAS ESTÃO SE TRATANDO?

Diabetes

Hipertensão

70% fazem tratamento

76% fazem tratamento

64%

MEDICAÇÃO ORAL

15%

APLICAM INSULINA

64% utilizam métodos complementares 59%

Tratamentos homeopáticos Equipamento próprio para medir a glicose ou glicemia Suplementos alimentares e/ou Nutracêuticos

56% 22%

A figura dos farmacêuticos também é positiva e relevante, principalmente para as classes sociais mais baixas. Por exemplo: 64% dos hipertensos em Fortaleza buscam referências entre esses profissionais. Pode-se concluir que grande parte dos pacientes sente-se empoderada para cuidar da sua saúde, o 54

GUIA DA FARMÁCIA SETEMBRO 2017

70%

MEDICAÇÃO ORAL

59% utilizam métodos complementares Equipamento próprio para medir a pressão

72% 51%

Tratamentos homeopáticos Suplementos alimentares e/ou Nutracêuticos

19%

que é bastante positivo. Mas ainda há oportunidades para o desenvolvimento de soluções que vão ao encontro das necessidade dos brasileiros, bem como é fundamental que seja oferecida ainda mais informação de qualidade e mecanismos para facilitar a adesão ao tratamento.


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VERMINOSES

A chegada dos parasitas O AUMENTO DA TEMPERATURA É O CENÁRIO PERFEITO PARA A CONTAMINAÇÃO POR VERMES. DOENÇAS ATACAM PRINCIPALMENTE O INTESTINO E CAUSAM DIARREIAS, VÔMITOS E OUTROS INCÔMODOS AO PACIENTE POR LAURA MART I N S

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GUIA DA FARMÁCIA SETEMBRO 2017

IMAGENS: SHUTTERSTOCK


C

Com a proximidade do verão, é mais comum a queixa de pessoas com problemas em todo o sistema digestivo e intestinal. O desconforto é causado pelas verminoses, doenças provocadas por vermes. Entre os mais comuns, estão Áscaris (lombriga), Ancilóstomos, Estrongiloides, Tênias (do porco, do boi e do peixe), a Enterobíase, a Himenolepíase e a Esquistossomose (barriga d’água). A visita a praias e piscinas públicas e o consumo de alimentos e bebidas sem procedência segura são dois dos principais responsáveis pelo crescimento do número de pessoas doentes nos meses mais quentes do ano. “Para se proliferarem, os vermes necessitam, principalmente, do calor e da umidade. A ocorrência das verminoses, portanto, acaba sendo maior nesta época do ano. Outros fatores contribuem para a ocorrência das doenças, como saneamento básico deficiente, não disponibilidade de tratamento de água, higiene precária das pessoas e alimentos, além da contaminação do solo, água e alimentos”, explica o infectologista do Hospital Moriah, Dr. Fernando de Oliveira. A maneira que a contaminação acontece justifica os dois principais grupos de risco: crianças e pessoas com menos acesso a saneamento básico adequado. “Pessoas que não têm o hábito de lavar as mãos antes das refeições, sem noções básicas de higiene, estão sob risco. Nesse grupo, estão incluídas as crianças pequenas, que estão começando a engatinhar e andar, que comumente levam muitos objetos à boca e que ainda estão aprendendo os conceitos de higiene”, revela a infectologista pediátrica do Hospital Sírio-Libanês, Dra. Giovanna Gavros Palandri. O intestino é uma das partes do corpo que mais sofrem. Isso acontece porque a contaminação ocorre, normalmente, por via fecal/oral. Ou seja, o primeiro contato do verme com o corpo é por meio da boca, sendo fácil o caminho até o intestino. O clínico geral do Hospital Israelita Albert Einstein, Dr. Marcus Graz, afirma que o intestino costuma ser o primeiro destino dos vermes que entram pela boca durante alimentação e consumo de água. É nas alças intestinais que eles crescem, se desenvolvem e se multiplicam. “O agente que causa a doença fica localizado em determinada parte do intestino fino ou grosso, causando um processo inflamatório no local. Ele cur-

sa, em última análise, em dor abdominal e diarreia. Em algumas patologias, o verme pode se localizar também em outros locais, como o Sistema Nervoso Central (SNC), pele, medula óssea, pulmão e fígado”, comenta o infectologista do Hospital Moriah. Entre os sintomas mais comuns das doenças, estão diarreia, náusea, vômitos, dor abdominal, fadiga, irritabilidade, perda de apetite. Segundo o clínico geral do Hospital Israelita Albert Einstein, na maioria das vezes, os sintomas são brandos no início. “As verminoses da pele provocam coceira, enquanto no aparelho digestivo podem provocar diarreias persistentes e intensas, fadiga, perda de peso e inchaço na barriga. Casos mais graves podem provocar desnutrição, infecção generalizada e até a morte. Mas, felizmente, isso é bem raro”, comenta.

MAPA NO CORPO Bicho geográfico é a denominação comum para o Ancylostoma braziliense/ caninum, parasitas que afetam, principalmente, gatos e cachorros. Os animais com a verminose eliminam os ovos nas fezes que, no solo, se transformam nas larvas infectantes após cinco a dez dias. O parasita entra na pele humana, normalmente nos membros inferiores e nádegas, que são as áreas que o indivíduo mais tem contato com o solo contaminado (ao sentar). O parasita caminha por baixo da pele, dando a impressão de fazer um caminho, por isso seu nome popular. Os sintomas aparecem após alguns dias, sendo o principal deles, a coceira excessiva. Fontes: infectologista do Hospital Samaritano, Dra. Bianca Grassi; e infectologista pediátrica do Hospital Sírio-Libanês, Dra. Giovanna Gavros Palandri

2017 SETEMBRO GUIA DA FARMÁCIA

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ESPECIAL SAÚDE

VERMINOSES

Apesar de grande parte das verminoses apresentar os mesmos sintomas, algumas possuem características específicas que ajudam no diagnóstico. A infectologista pediatria do Hospital Sírio-Libanês desdobra alguns dos vermes e suas doenças: • Áscaris: na fase inicial, é possível ocorrer uma forma de pneumonia pela passagem do verme pelos pulmões. Na fase tardia, quando há grande quantidade de vermes adultos no intestino, pode acontecer uma obstrução intestinal ou a migração do verme com problemas na vesícula biliar, fígado e pâncreas. • Tênias do peixe (Difilotrías): podem causar anemia por deficiência de vitamina B12. • Ancilóstomos, Necatores: pela penetração da larva na pele, pode cursar com lesões pruriginosas no local. Na fase inicial, podem acometer pulmões, causando sintomas leves de tosse. Tardiamente pode cursar com anemia por perda de sangue pelo intestino. • Estrongiloides: parecido com os Ancilóstomos, também podem penetrar pela pele. Inicialmente, vão para os pulmões, podendo causar sintomas leves, como tosse e desconforto no peito. Em pacientes com imunodeficiência, podem causar quadro grave com disseminação do verme pelo corpo. • Esquistossomose: quando não tratada e após muitos anos, pode causar lesões no fígado e baço, levando ao quadro conhecido como “barriga d’água”. • Neurocisticercose: se adquire pela ingestão dos ovos da Tênia do porco. Pode causar dor de cabeça, náusea, vômitos, confusão mental e até convulsões. A prevenção das verminoses é bastante simples. “Mantendo as medidas de higiene, principalmente lavando as mãos constantemente (principalmente após ir ao banheiro e antes de comer) e fazer a higiene dos alimentos são dois pontos importantes. Antes de comer alimentos crus, lavar bem e deixar de molho e comer comidas somente de fontes conhecidas”, cita a infectologista do Hospital Samaritano de São Paulo, Dra. Bianca Grassi. O Dr. Graz complementa realçando que o desprezo adequado do esgoto e o tratamento da água de consumo são algumas das melhores maneiras de evitar verminoses. “Cuidado com os alimentos, como cozimento adequado e a lavagem de saladas e verduras cruas são fundamentais. O uso do cloro na água do cozimento pode ajudar, assim como a higiene adequada das mãos antes do preparo e consumo de alimentos”, diz ele. 58

GUIA DA FARMÁCIA SETEMBRO 2017

ONDE SE ENCONTRAM

Cérebro • Neurocisticercose

Intestino

Pele

• Ascaridíase • Tricuriase • Oxiuriase • Teníase • Ancilostomose • Cisticercose

• Bicho geográfico

Fontes: infectologista do Hospital Moriah, Dr. Fernado de Oliveira

Algumas medidas devem ser tomadas se o paciente estiver sentindo-se mal. A diarreia e o vômito são responsáveis por desidratação, sendo necessário repor a água e os sais minerais com bastante água, soro fisiológico e bebidas isotônicas. É importante que haja ingestão de alimentos, evitando aqueles que possam irritar o intestino, como frituras, doces, café, refrigerantes, entre outros. Os parasitas devem ser tratados, também, com medicamentos. “Existem muitas opções de tratamentos anti-helmínticos, popularmente conhecidos como ‘vermífugos’. Classicamente, os mais utilizados no tratamento das verminoses são o albendazol e o mebendazol. A nitazocanida é um medicamento mais recente e que tem amplo espectro de ação, ou seja, tem uma cobertura adequada para a maioria das verminoses do dia a dia”, conclui a Dra. Giovanna. Há ainda os repositores da flora intestinal, para os casos de diarreia aguda.


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PERNAS CANSADAS

Sensação de peso CHEGAR AO FIM DO DIA COM AS PERNAS CANSADAS E PESADAS PODE TER VÁRIAS CAUSAS, SENDO A PRINCIPAL DELAS A MÁ CIRCULAÇÃO VENOSA, UM PROBLEMA QUE ATINGE ATÉ 70% DA POPULAÇÃO ADULTA NO PAÍS POR ADRIANA BRUNO

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Um sintoma mais comum do que se possa imaginar, a sensação de cansaço e peso nas pernas pode significar apenas que o dia foi intenso ou, na sua persistência, que algo pode estar errado no organismo. As mulheres são o público que mais apresenta queixas de dores, peso e cansaço nas pernas. Os motivos vão desde alterações hormonais durante os períodos pré-menstrual e menstrual, ao sedentarismo, uso constante de salto alto, postura e, principalmente, problemas de má circulação venosa, como as varizes.

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“A insuficiência venosa é uma das maiores causas da sensação de pernas cansadas. Muitas vezes, o paciente não tem veias varicosas (veias inchadas e dilatadas) ou varizes aparentes, ou seja, a causa não está aparente, há apenas os sintomas que surgem, principalmente, ao fim do dia, em função da dilatação venosa. Além disso, outras causas, como obesidade, falta de preparo físico e anemia podem contribuir para o problema”, conta o presidente da Sociedade Brasileira e Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), Dr. Ivanésio Merlo. Segundo a Sociedade, entre 60% e 70% da população adulta do País tem algum tipo de varizes, sendo IMAGENS: SHUTTERSTOCK


ESPECIAL SAÚDE

PERNAS CANSADAS

que a proporção de mulheres com o problema é de quatro indivíduos para cada homem. As doenças circulatórias podem atingir potencialmente qualquer parte do nosso corpo, mas os membros inferiores são os mais frequentemente acometidos. “São as conhecidas varizes e teleangiectasias (vasinhos). Como muitos outros problemas de saúde, não existe uma única causa para o aparecimento das varizes. O que se sabe é que, no interior das nossas veias, existem pequenas válvulas que regulam o fluxo de sangue, permitindo que ele retorne em direção ao coração. A falha nessas válvulas condiciona o de refluxo, ou seja, o retorno venoso fica mais difícil”, explica o cirurgião vascular do Hospital Samaritano (São Paulo), Dr. Marcus Vinicius Campos Bittencourt. Segundo ele, em virtude desse refluxo, há um aumento na pressão no interior das veias, cujas paredes ficam enfraquecidas e acabam se dilatando. E essa sensação de cansaço sentida nas pernas de uma parcela tão grande da população tem explicação na própria evolução do ser humano. “Na evolução, quando nos tornamos bípedes, o coração ficou em cima e as pernas embaixo. Com isso, o retorno venoso das pernas para o coração não é nada fácil e o organismo precisa de mecanismos que ajudem isso acontecer. Um desses mecanismos é a bomba da panturrilha, que funciona como o coração da perna. Quando esse músculo está sendo exercitado, ele ajuda o sangue a retornar para o coração”, explica o cirurgião vascular da BP – Beneficência Portuguesa, de São Paulo, Dr. Caio Focassio. Ele acrescenta ainda que quando esse processo não ocorre como deveria, ou seja, quando as veias não funcionam bem, esse esvaziamento da perna fica precário. “Então, no fim do dia, a pessoa sente as pernas pesadas, cansadas e ao colocá-las para cima, sente alívio, isto porque a posição auxilia no escoamento do sangue”, completa. O cansaço nas pernas causado por problemas posturais, como passar o dia todo em pé ou sentado, usar salto alto rotineiramente, e comportamentais, como a falta de preparo e atividade física, pode ser revertido com uma mudança de hábitos. “Em relação ao uso do salto alto, precisamos esclarecer que isto não gera varizes. O que ocorre é que o salto diminui a amplitude de movimento da panturrilha durante a passada, com isso, a quantidade de sangue que sai da panturrilha também diminui e quando chega o fim do dia, os sintomas estão lá, pernas cansadas 62

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CUIDADOS ESSENCIAIS Se a sensação de peso e cansaço persistir, é preciso investigar rapidamente as causas, procurando um médico vascular. Para combater os fatores de risco, principalmente àquelas pessoas que já possuam predisposição (por hereditariedade ou estejam nos grupos de risco, como obesos e sedentários) para o problema, é preciso investir na prevenção das seguintes maneiras. Oriente os pacientes a: • Praticar atividade física regular e adequada, com exercícios aeróbicos de baixo impacto. • Cuidar do peso, mantendo-o adequado. • Evitar atividades em que seja necessário ficar muito tempo parado. O ideal é andar por cinco a dez minutos a cada uma ou duas horas. • Usar meias de compressão elástica periodicamente, especialmente na gestação, dependendo do quadro clínico e com a devida orientação médica. Fonte: cirurgião vascular do Hospital Israelita Albert Einstein, Dr. Hilton Waksman

e pesadas. Entretanto, se a mulher usar salto o dia todo, mas fizer atividade física regular, há uma compensação e isto não irá gerar nenhum problema. Agora, o contrário, usar o salto e ser sedentário, irá trazer transtornos”, explica o Dr. Focassio.

EVOLUÇÃO DO PROBLEMA Quando o sintoma de pernas cansadas está relacionado à má circulação venosa, o surgimento das varizes é um sinal de agravamento do problema. “O aparecimento de pequenos vasos ou mesmo de varizes é o primeiro sinal de alerta e, em grande parte dos casos, representa apenas uma alteração estética. Podem ocorrer também sintomas, como dor, sensação de peso, cansaço, câimbras (que são mais frequentes à noite), sensação de pernas inquietas ao deitar e edema (hematomas). A duração e a intensidade dos sintomas variam muito”, comenta o Dr. Bittencourt.


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ESPECIAL SAÚDE

PERNAS CANSADAS

COMO FUNCIONA

O sistema venoso periférico é responsável por devolver o sangue da periferia ao coração (com substâncias que serão eliminadas pelos rins, metabolizadas pelo fígado e ainda oxigenadas pelos pulmões, com a devida eliminação de CO2). Desse modo, as veias têm mecanismos próprios ou externos para fazer esse trabalho

A distância entre os pés e o coração, bem como a posição dos humanos (ficar em pé), faz com que o retorno do sangue das pernas seja algo mais trabalhoso ao corpo e dependente de vários mecanismos que, se falharem, vão acarretar em insuficiência venosa, que cronicamente tem uma série de implicações clínicas, essa é a chamada má circulação.

Ela ocorre nos membros inferiores devido a falhas dos mecanismos que ajudam no retorno venoso dos pés ao coração; ausência ou falha das válvulas unidirecionais que existem nas veias; não funcionamento adequado da ‘bomba venosa’, que são os músculos da panturrilha junto com os da planta dos pés (esponja venosa), que auxiliam na impulsão do sangue quando andamos; alterações da pressão atmosférica e de temperatura, com maior ou menor fluxo sanguíneo e vasodilatação/vasoconstrição.

Fonte: cirurgião vascular do Hospital Israelita Albert Einstein, Dr. Hilton Waksman

Segundo ele, os problemas circulatórios podem trazer desde problemas estéticos, que comprometem a autoestima, até dificuldades em tarefas cotidianas. “A dor e o cansaço podem ser bastante limitantes. As câimbras e a agitação nas pernas podem prejudicar o sono. O edema traz desconforto e impede o uso de determinados tipos de calçado. Nos casos mais graves, como, por exemplo, na presença de úlceras, a doença pode ser incapacitante”, alerta. Cronicamente, de acordo com o cirurgião vascular do Hospital Israelita Albert Einstein, Dr. Hilton Waksman, a insuficiência venosa pode levar a vários problemas, como: eczema/dermatite ocre (pele acastanhada e fina nas pernas), úlceras venosas, infecção (erisipela), varizes dos membros inferiores 64

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(MMII), flebites e nos casos mais críticos, predisposição a Trombose Venosa Profunda (TVP), cuja maior complicação é a embolia pulmonar com o devido risco de morte. Quanto ao tratamento, tudo vai depender da causa. “Se a causa do cansaço nas pernas for atividade física intensa ou outra coisa corriqueira, o tratamento pode ser tópico com o uso de cremes e loções à base de cânfora ou mentol que ajudam a descansar a musculatura. Em casos onde já existe o problema de circulação venosa, recomenda-se o uso de flebotônicos, associados ao uso de meia elástica. Mas somente o médico poderá investigar a causa e indicar o tratamento correto. O importante é dar atenção aos sintomas”, finaliza o Dr. Merlo, da SBACV.


2017 SETEMBRO GUIA DA FARMÁCIA

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TECNOLOGIA

Sob pressão A COMODIDADE E A PREOCUPAÇÃO COM DOENÇAS CARDIOVASCULARES FAZEM CRESCER A DEMANDA POR MEDIDORES DE PRESSÃO QUE POSSAM SER USADOS NO DIA A DIA DO PACIENTE. FARMÁCIA É PRINCIPAL CANAL DA CATEGORIA POR LAURA MARTINS

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Aproximadamente 38 milhões de brasileiros sofrem de hipertensão, mas somente 23% deles fazem o controle correto da patologia, de acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH). É essa lacuna que os medidores de pressão ajudam a diminuir, permitindo que o paciente possa fazer o controle de maneira simples e sem o auxílio de um profissional de saúde. Somente no Brasil, são vendidos cerca de dois milhões de unidades de medidores de

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pressão por ano em farmácias, sendo o principal canal de venda dos produtos. “Os monitores de pressão são itens necessários em qualquer farmácia, justamente por tratarem de questões de saúde, como pressão arterial e problemas cardíacos. As farmácias podem trabalhar, principalmente, na conscientização”, explica o diretor executivo da Incoterm, Andreas Weimer. Olhando para essa oportunidade, a indústria busca facilitar cada vez mais o uso desses aparelhos para o consumidor, uma vez que ele deseja conforto IMAGENS: SHUTTERSTOCK


TECNOLOGIA

COMO FUNCIONAM Os monitores funcionam por meio do método oscilométrico, em que um sensor capta a movimentação da pulsação nas artérias e um algoritmo matemático converte esse movimento mecânico em dados de pressão arterial. Para o consumidor, modelos totalmente automáticos são práticos e seguros, pois basta posicionar a braçadeira corretamente na área indicada do corpo, apertar o botão de início e aguardar o resultado final da pressão arterial. Fonte: gerente de marketing da Accumed, Pedro Henrique

e praticidade. São mais comuns os medidores compactos e de fácil utilização. “As vantagens de ter um monitor em casa são muitas, como a praticidade em horários, melhor acompanhamento e conforto na medição em seu ambiente e também as memórias que os medidores de pressão possuem, auxiliando na gravação do histórico para um melhor diagnóstico médico”, cita. Para a gerente de marketing da Omron, Manuela Nobre, a facilidade de uso é um dos principais fatores decisórios de compra. Enquanto os medidores de braço são mais comuns nos aparelhos hospitalares, quase 100% dos medidores de pulso são comprados por quem quer usar em casa. “Ainda que seja mais confortável para um médico dizer, os medidores devem ser usados após 20 minutos sem movimentações bruscas. O paciente deve estar sentado ereto e, em especial com o medidor de pulso, o antebraço deve estar na altura do coração, para que o aferimento seja feito com precisão”, explica ela. Ter um sensor que diga se o braço está na posição correta é uma das tecnologias que estão sendo 68

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embarcadas nos produtos, para que o paciente tenha segurança de que as medidas apresentadas são confiáveis. Há a preocupação, também, em oferecer itens que sejam mais confortáveis e que não apertem demais na hora de aferir a pressão. E se o futuro é estar conectado, os aparelhos eletrônicos de saúde não ficariam de fora. Em 2019, a Omron lançará um monitor de pressão conectado ao smartphone. “Com ele, o paciente poderá guardar o seu histórico e entregá-lo a seu médico com mais facilidade. A ideia não é que o paciente deixe de ir ao consultório, mas que, junto com seu médico, tenha ainda mais controle sobre sua pressão arterial”, revela Manuela. Além disso, o gerente de marketing da Accumed, Pedro Henrique, cita os aparelhos que possuem diversas funções incorporadas, como detectores de arritmia, gráficos indicadores de potencial de hipertensão e conectividade com computadores.

VISIBILIDADE É PONTO FORTE Para melhor desempenho de vendas na categoria, a exposição é um fator muito importante. A gerente de marketing da Omron explica que a ajuda do balconista ou farmacêutico é essencial para informar e ajudar nas vendas dos produtos, por isso os produtos devem estar expostos no balcão. “Quando o consumidor pode experimentar o medidor, ele tem uma experiência que ajuda na decisão de compra. Ações de demonstração também ajudam na compra por impulso, quando o consumidor não vai à farmácia para comprar o aparelho, mas acaba levando-o”, frisa ela. Os medidores de pressão devem ficar em locais visíveis, como gôndolas, balcões ou checkout, uma vez que o giro do produto é mais rápido e elevado devido ao autosserviço e à exposição. O ideal é que estejam juntamente com produtos e medicações que tratam da pressão arterial e dos cuidados similares. O executivo da Incoterm complementa falando sobre a importância do estoque regulador, normalmente entre quatro e seis unidades por modelo de aparelho de pressão digital/analógico, pulso/braço. “Esse número varia de acordo com o ponto de venda (PDV), há farmácias que já perceberam a boa performance que os medidores significam em seu tíquete médio”, finaliza.


2017 AGOSTO GUIA DA FARMÁCIA

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MIX

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De olho no verão

Adequar-se às demandas da sazonalidade é algo de que o varejo não pode fugir e as estações do ano são bons exemplos disso, uma vez que o mix e o sortimento de categorias, como cosméticos, dermocosméticos, higiene pessoal, beleza, cabelos, pele, proteção solar e até maquiagem sofrem mudanças de acordo com a temporada. Claro que há itens que são vendidos o ano todo, mas naturalmente há categorias que são mais procuradas em determinadas épocas, sem contar os lançamentos e as tendências. Apesar de parecer distante, o verão logo chega e é hora das farmácias e drogarias começarem a se preparar para atender e oferecer ao shopper os itens que tenham a cara e a necessidade da estação. E para isso, o primeiro passo para planejar o mix é reunir as informações e analisar, no mesmo período do ano anterior, o comportamento das categorias mais procuradas, como proteção

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A ESTAÇÃO MAIS QUENTE DO ANO SE APROXIMA E É HORA DE SE PREPARAR PARA ATENDER ÀS DEMANDAS DA TEMPORADA, COM FOCO NA REVISÃO DO SORTIMENTO, NA ADEQUAÇÃO DOS ESTOQUES E NA ABERTURA DE ESPAÇO PARA A EXPOSIÇÃO DOS NOVOS ITENS POR ADRIANA BRUNO

solar, tratamento para os cabelos, hidratantes corporais, tinturas, kits para viagens e demais produtos correlatos, além dos Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs), que muitas vezes são comprados para ser levados em viagens ou para reforçar o estoque doméstico. “Itens de primeiros socorros e medicamentos sem prescrição médica usados para aliviar sintomas causados por intoxicações alimentares (mais recorrentes em épocas de temperaturas elevadas) costumam apresentar um aumento nas vendas. As pessoas frequentam praia, piscina, clubes, tiram férias com os filhos, viajam, etc., impulsionando as vendas dos produtos relacionados”, comenta o head de Eficiência Operacional da AGR Consultores, Rodrigo Catani. O fundador da Telos Resultados, Luiz Muniz, orienta o gestor da farmácia ou drogaria a identificar quais os períodos importantes do ano para o negócio e a analisar, com o mesmo período do ano anterior, qual a participação que cada produto teve na venda total da farmácia, identificanIMAGENS: SHUTTERSTOCK


Restaura o equilíbrio da flora intestinal

SABOR LARANJA

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NOVA EMBALAGEM

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Leiba® é destaque nas principais mídias. LEIBA® (Lactobacillus acidophilus liofilizado) MS 6.6325.0004.001-9 / 6.6325.0001.001-2 / 6.6325.0003.001-3. Deve ser associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. SAC 0800 11 15 59 | www.uniaoquimica.com.br | maio 2017.


MIX

do aqueles que representaram 80% das vendas. “Isso dará os subsídios necessários para definir de forma muito assertiva quais são os produtos que devem ser mantidos em estoque e em quais quantidades”, comenta. Além disso, entrar em contato com seus distribuidores ou fornecedores para ter acesso aos lançamentos da temporada também ajuda não só na composição do mix de marcas e produtos, como também no planejamento do estoque e na necessidade de abrir espaço em gôndola para a chegada de novos produtos. “O distribuidor pode compartilhar a sazonalidade da curva de vendas; informar quais produtos que serão promocionados nas mídias pela indústria; trazer informações de hábitos regionais (por exemplo: protetor solar com maior crescimento no Norte/Nordeste), a fim de aumentar o sell out (venda para o consumidor final)”, fala Catani. Essa análise rigorosa e realizada com antecedência também vai permitir que os riscos de ruptura em gôndola sejam bastante minimizados. O ideal é que não haja ruptura, ou seja, que o cliente encontre tudo o que precisa ou deseja na loja, sem a necessidade de se deslocar a outro ponto de venda (PDV) para complementar suas compras. De acordo com a diretora de conteúdo da Academia de Varejo e diretora vogal do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar), Patrícia Cotti, para não correr o risco de rupturas, é necessário ter uma previsão de demanda baseada no histórico da loja, além de mapear os produtos com maior saída e procurar entender quais são as novas tendências, tanto referente ao comportamento de compra quanto aos novos lançamentos de produtos. Ainda segundo a especialista, um erro comum é acreditar que um produto terá muita saída por ser um lançamento ou porque é preciso bater uma meta específica (o que geraria o pensamento “vou comprar X porque preciso vender Y”). “O processo deve sempre ser o contrário. Como está o mercado? Qual é o ânimo do consumidor? Esse tipo de produto tem saída nessa época ou é buscado em minha loja? A previsão de demanda feita de maneira correta responde tudo isso”, diz.

ESTOQUES ADEQUADOS A regra de analisar o desempenho da loja no mesmo período do ano anterior vale para o estoque também. Ao realizar o planejamento estruturado da área com antecedência, o gestor da loja deve considerar as demandas dos anos anteriores e a entrada de novos produtos. “Tudo deve ser feito sem deixar a meta de venda de determinado produto influenciar na tomada de decisão. 72

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PARA CADA UMA Com a nova temporada, os produtos que estavam ocupando todas as gôndolas, naturalmente, perdem espaço. Mas para fazer essa alteração de forma correta, é preciso estudar o fluxo do cliente em loja, as zonas frias e quentes e facilitar a identificação do produto pelo consumidor. “Destacar tudo é não destacar nada. A criação dos pontos de atenção deve levar em consideração o mapa mental de compra do consumidor e como ele pensa na aquisição de produtos dentro do ponto de venda (PDV)”, orienta a diretora de conteúdo da Academia de Varejo e diretora vogal do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar), Patricia Cotti. Também é importante priorizar os itens com preços promocionais, ou que estão sendo anunciados nos materiais e veículos de comunicação. “Colocar um ponto extra de exposição com os produtos mais procurados, kits e novidades é uma ação importante”, ressalta o head de Eficiência Operacional da AGR Consultores, Rodrigo Catani. Para ele, outro ponto de atenção é manter os produtos no local original de exposição também, pois o consumidor tende a procurar no local habitual e pode deixar de comprar caso não encontre. “Os produtos dos espaços destinados a promoções devem ser trocados de tempos em tempos, para que o cliente veja sempre uma nova promoção. Essa estratégia transmite a imagem de comprometimento com a constante atualização do mix de produtos”, orienta. A exposição facilita a busca, lembra da necessidade e ajuda no aumento do tíquete quando coloca produtos relacionados em locais próximos. “Um consumidor que entra na farmácia para comprar uma loção pós-sol e vê o protetor solar em promoção pode já levar os dois. Um pai que entra para comprar um protetor solar para bebê pode já levar a fralda de piscina e reforçar o estoque de leite”, diz a sócia diretora na Blue Numbers – consultoria especializada em varejo e Pequenas e Médias Empresas (PMEs), Camila Pacheco.


Uma gotinha de alívio.

NOVA EMBALAGEM SET/17 MS. 1.0370.0113.001-8

Este medicamento é destinado ao tratamento das irritações nos olhos causadas por poeira, vento, calor, fumaça, gases irritantes, luz e corpos estranhos. “SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.”

É UM MEDICAMENTO, SEU USO PODE TRAZER RISCOS. PROCURE O MÉDICO E O FARMACÉUTICO. LEIA A BULA.


MIX

O QUE ENTRA E O QUE SAI DA GÔNDOLA A nova temporada pede que a loja faça um rodízio dos produtos em destaque. Não significa que serão retirados, mas, sim, expostos em locais diferentes, dando mais espaço para os itens mais procurados na estação. Confira o que ganha e o que perde destaque no ponto de venda (PDV). Entram: Protetores solares para corpo, cabelo, lábios e rosto

Cuidados com cabelos

Produtos de primeiros socorros, como curativos e sprays antissépticos

Chás emagrecedores, shakes

Tinturas

Kits para viagem

Hidratantes

Fraldas para piscina

Saem: Produtos de outono-inverno como: antigripais, pastilhas para garganta, umidificadores, antialérgicos, inaladores, lenços de papel, sprays nasais

Fontes: head de Eficiência Operacional da AGR Consultores, Rodrigo Catani; e sócia diretora na Blue Numbers – consultoria especializada em varejo e Pequenas e Médias Empresas (PMEs), Camila Pacheco

Também é importante considerar os níveis de perdas anteriores, os produtos próximos do vencimento, se há alguma possibilidade de combinação de produtos e venda de cesta ampliada”, recomenda Patricia. Estoque é algo que deve ser revisto todo o dia. Ele é um dos maiores ativos da farmácia e, segundo Muniz, se isso não for feito, além de comprar mal, as perdas serão muito grandes. O especialista ainda afirma que as regras básicas para definir o volume a ser comprado são sempre duas: 1ª) a farmácia tem fôlego financeiro para “pagar o boleto” caso o produto não seja vendido até o dia de seu vencimento (boleto)?; 2ª) a política comercial de descontos que o distribuidor te oferece, é realmente jus74

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ta? “Como regra básica, sempre pense que a cada 30% a mais de volume que você comprar, você deve ter 10% de desconto”, reforça. Considerando que muitos fornecedores têm prazos de entrega maiores, e exigem pedidos mínimos, é importante já preparar o fluxo de caixa para reforçar o estoque e estar com a oferta de produtos o mais breve possível. É o que recomenda a sócia diretora na Blue Numbers – consultoria especializada em varejo e Pequenas e Médias Empresas (PMEs), Camila Pacheco. “Sempre que possível, é melhor fazer vários pedidos pequenos ao invés de um muito grande. Isso permite ao gestor ser mais assertivo e facilita o fluxo de caixa”, lembra.


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BELEZA

Corrida contra o tempo A PREOCUPAÇÃO COM A APARÊNCIA DA PELE FAZ AUMENTAR A PROCURA DE DERMOCOSMÉTICOS ANTIENVELHECIMENTO. ORIENTAÇÃO CORRETA É PRIMORDIAL PARA TRANSPARECER CONFIANÇA PARA QUEM DESEJA SE CUIDAR POR LAURA MARTINS

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A busca por uma aparência mais jovial e saudável é a principal responsável pelo aumento da procura de dermocosméticos anti-idade nas farmácias. De acordo com a QuintilesIMS, os produtos já representam 8% do faturamento do total do autosserviço farma e 20% do total de Personal Care. “O segmento de dermocosméticos traz propostas diferenciadas ao público, que são baseadas na entrega de saúde e bem-estar. Além de ser um segmento importante para o faturamento do autosserviço farma, tem um papel fundamental no aumento do tíquete médio da loja e no melhor atendimento do shopper, que está, cada vez mais, buscando a categoria no canal”, revela a diretora de marketing de Mantecorp SkinCare, Regiane Galli Bassi Teixeira. Apesar de muitos clientes irem à farmácia já com indicação de um dermatologista sobre quais

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produtos devem consumir, a influência dos atendentes e de consultores treinados é crucial para orientar corretamente sobre quais tipos de cremes são indicados para o fim desejado pelo consumidor. De acordo com a Johnson & Johnson, a farmácia é o principal canal de vendas para dermocosméticos, devido ao cenário de complexidade que o shopper encontra frente à categoria. Exatamente por isso, o canal precisa esclarecer as dúvidas sobre os produtos e mostrar as opções disponíveis, sempre considerando a prescrição médica. “Geralmente, os produtos anti-idade incluem ativos como: os retinoides, que atuam sobre a renovação celular e estimulam a produção de colágeno; ácido hialurônico, que possui alto poder hidratante; antioxidantes, que impedem os danos celulares causados pelos radicais livres; clareadores, que atuam sobre a melanogênese, diminuindo a intensidade das manchas na pele; e alfa hidroxiácidos, que possuem ação sobre a renovação IMAGENS: SHUTTERSTOCK


BELEZA

celular”, exemplifica a gerente médica de Mantecorp Skincare, Dra. Mamy Honda Igarashi. Essas formulações visam diminuir o envelhecimento da pele, causado por diferentes fatores. A gerente de marketing Brasil para Eucerin, Orietta Balbontin, explica que o processo compreende efeitos nocivos de moléculas oxidativas, como radicais livres, que causam desnaturação de elementos importantes para a saúde da pele, como as fibras elásticas, as fibras colágenas e os fibroblastos, que são as células produtoras do colágeno.

PARA CADA UMA 25 anos de idade: vitamina C para diminuir os radicais livres e por ter ação antioxidante, além de potencializar o protetor solar. Deve ser usada de acordo com o tipo de pele. 30 aos 35 anos de idade: associar a vitamina A (ou tretinoína) aos cuidados antienvelhecimento, por causa de sua ação estimulante da renovação celular, prevenir e manter os cuidados anti-idade. 35 aos 45 anos de idade: o argireline ajuda, dando um efeito tensor ou “botox like”, ao suavizar as rugas finas e deixar a pele com aspecto mais liso. A flacidez começa a ser mais proeminente e deve ser combatida com associação do colágeno ao tratamento. 45 anos de idade em diante: vitamina E e o ácido hialurônico são importantes para manter o tônus e a hidratação da pele.

Fonte: dermatologista membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Dra. Luciana Gasques

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Dessa maneira, os produtos contribuem com a hidratação e manutenção da barreira cutânea juntamente com ativos que combatem os radicais livres, estimulam a renovação celular e a produção de fibras elásticas. As formulações minimizam os principais sinais da idade: rugas, linhas de expressão, alterações de textura e flacidez.

EM CADA IDADE Por volta dos 25 anos de idade, os sinais do envelhecimento geral da pele começam a ficar visíveis na superfície. “À medida que ela envelhece, os processos na pele desaceleram e a estrutura se enfraquece. As substâncias que mantêm a pele firme e suave começam a diminuir. Isso se deve à combinação dos efeitos dos processos de envelhecimento internos do corpo, junto com os fatores externos”, explica a gerente de Eucerin. As peles mais jovens apresentam hidratação melhor, menos rugas, linhas e manchas. Nessa fase, a ênfase deve ser no uso de produtos com ativos antioxidantes, que realizando uma renovação celular adequada, mantenham a hidratação cutânea e ajam prevenindo o aparecimento de linhas, rugas e manchas. “Já as peles mais maduras precisam de produtos com hidratação mais intensa, pois tendem a ser mais secas e necessitam de ativos que estimulam a formação de colágeno, melhorando a firmeza da pele, ativos que agem sobre as rugas mais profundas e clareadores com ação sobre as manchas já formadas”, comenta a médica de Mantecorp Skincare. Entre as marcas mais comuns, Orietta afirma que as linhas de expressão formadas a partir da contração muscular, que ocorrem na glabela (entre as sobrancelhas), na testa (ao forçar o olhar), na lateral dos olhos (ao sorrir forte) e na boca, iniciam entre 25 e 35 anos de idade. No pescoço, as linhas se formam pela movimentação da cabeça e pela perda de firmeza da pele e costumam aparecer após os 45 anos de idade. Linhas no colo, na região do decote e linhas verticais na testa ou no meio das sobrancelhas costumam ocorrer por má postura ao dormir, principalmente em quem dorme de lado. Há diferença, ainda, entre os produtos dependendo da zona em que serão aplicados. “A área dos olhos é uma região mais delicada e necessita de itens com baixo poder de irritação cutânea. Os produtos utilizados nessa região apresentam em sua formulação ativos com ação anti-inflamatória. A região do pescoço e do colo também são um pouco mais sensíveis, exigindo cuidado maior na escolha de produtos para estas áreas”, diz a Dra. Mamy.


PONTO DE VENDA

Cantinho do bebê ESPAÇO DEDICADO ÀS CRIANÇAS DEVE SER PENSADO COM CUIDADO E CARINHO, PARA QUE OS PAIS SE SINTAM ESPECIAIS NAS COMPRAS PARA OS PEQUENOS. ORGANIZAÇÃO DA FARMÁCIA DEVE SER DIFERENCIADA E TRAZER EXPERIÊNCIA ÚNICA POR LAURA MARTINS

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O envolvimento dos pais nos momentos de cuidado com seus filhos é nítido na hora da compra. Ao buscar produtos necessários para a rotina dos pequenos, os consumidores não se importam somente com a parte financeira, a confiança que possuem na marca e no estabelecimento é um dos pilares para que a compra seja feita com segurança. “A relação entre pais e as marcas precisa ser de extrema confiança. Eles procuram por produtos que foram testados por especialistas clínicos

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e que ofereçam toda a segurança que os bebês precisam”, explica o gerente de marketing e trade marketing da Phisalia, Ricardo Seiki Iha. Para se ter noção da importância desse vínculo, uma pesquisa realizada pela Mintel e IPSOS Observer Brasil, revelou que 45% dos pais com filhos entre zero e 12 anos de idade comprariam produtos de higiene infantil recomendados pela família ou por amigos e 41% prefeririam comprar itens que sejam de marcas conhecidas. A diretora de trade marketing e Sales Operations da Johnson & Johnson, Juliana Sztrajtman, complementa IMAGENS: SHUTTERSTOCK


PONTO DE VENDA

dizendo que o momento é de total prazer e a loja é considerada o lugar para mostrar as novidades e estreitar o vínculo com a categoria. “Devido ao alto envolvimento emocional, os aspectos sensoriais e prazerosos no cuidado com o filho impactam diretamente no comportamento e decisão de compra”, diz. Dentro desse universo, o canal farma destaca-se como um dos mais favoráveis para as compras de produtos infantis. De acordo com a diretora da categoria de cuidados com bebês da Kimberly-Clark, Patrícia Macedo, as farmácias são consideradas práticas e convenientes para compra de produtos infantis, como fraldas e toalhas umedecidas. “Esses produtos, sobretudo as fraldas, fazem parte de uma categoria considerada destino, ou seja, o consumidor se desloca até a loja especialmente para adquiri-los, o que faz com que as vendas das demais categorias de Higiene & Beleza (H&B) para bebês alavanquem em função desse produto. Ir ao ponto de venda (PDV) com essa intenção acaba sendo benéfico, pois atrai o consumidor a outras categorias, como xampus, condicionadores, sabonetes, colônia, entre outros”, comenta ela. Com foco na satisfação desse público, muitas farmácias estão criando o chamado Cantinho do Bebê, espaço que fica na área de categoria infantil. Segundo explica a consultora especialista em varejo, Silvia Osso, o espaço deve ser acolhedor e lúdico, com mesinhas, cadeiras e alguns brinquedos onde a criança pode se divertir enquanto os responsáveis fazem compras.

TODA A ROTINA O dia a dia dos bebês é separado em diferentes momentos: Hora do banho: não podem faltar xampu, sabonete (barra ou líquido) e condicionador. Troca de fraldas: necessita-se o uso de toalhas umedecidas e creme preventivo de assaduras, além das fraldas. Saúde bucal: usar cremes ou géis dentais com a quantidade de flúor recomendada para cada idade da criança. Fonte: gerente de marketing & trade marketing da Phisalia, Ricardo Seiki Iha

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GUIA DA FARMÁCIA SETEMBRO 2017

“Os pais de primeira viagem passam ‘horas’ pesquisando tudo o que o bebê precisará. Muitas farmácias oferecem como cortesia Lista de Chá de Bebê, além de, às vezes, terem locais físicos para que ele aconteça, desde que os convidados comprem os presentes na farmácia. Essa aproximação dos pais pela categoria infantil segue durante todo o desenvolvimento do bebê, sempre em busca de novidades ou reposições de itens de uso no dia a dia”, esclarece.

ATENÇÃO ÀS FRALDAS Entre todos os produtos, a categoria de fraldas é a principal porta de entrada dos consumidores no PDV. Entre 2016 e 2020, a previsão é de que o mercado cresça a uma média anual de 11,8%, obtendo, em 2020, um total de R$ 12,36 bilhões, de acordo com a Mintel. O gerente de marketing de Pampers, Fernando Bueno, cita quatro dos pilares que devem ser considerados no momento de arrumar a loja: 1. Organização de acordo com a árvore de decisão O consumidor deve encontrar os produtos de maneira prática e rápida e, por isso, é recomendado que a gôndola seja organizada de acordo com a árvore de decisão. No caso de fraldas, a decisão começa pela marca, depois por performance e, por último, tamanho da embalagem. Por isso, é recomendado abrir a gôndola com a marca líder, depois com as de menor venda, terminando com marcas do segmento de preço. 2. Fluxo do consumidor É de extrema importância que o lojista tenha à disposição todos os tamanhos de fraldas, de recém-nascido até o tamanho XXG. Muitas vendas são perdidas porque o consumidor não encontra o tamanho certo da fralda que procura. 3. Priorizar tamanho e não marcas Considerando a importância de ter todos os tamanhos na loja e o tamanho da gôndola, é preciso fazer escolhas em relação às marcas. Para isso, pode ser preciso diminuir o número de marcas para conseguir fazer o estabelecimento correto. A recomendação é manter a marca líder, as que têm aporte de mídia e apostas e somente uma marca focada em preço menor, que não oferece diferencial além de preço. 4. Lembrar os pais de comprar A fidelização acontece quando o varejista consegue lembrar o consumidor de que ele pode comprar fraldas em sua loja. Isso pode ser feito por meio de pontos extras, com exposição de fraldas e lenços umedecidos.


2017 SETEMBRO GUIA DA FARMÁCIA

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PONTO DE VENDA

ITENS INDISPENSÁVEIS A categoria pode ser dividida em subgrupos: Fraldas e complementos: todo tipo de fraldas, lenços umedecidos, pomadas para assaduras.

Higiene e cuidados: xampu, sabonete, condicionador, talcos, colônias.

Artigos e acessórios: mamadeiras, chupetas, bicos e acessórios, copos, tesouras para cortar as unhas, talheres, pratos, escovas para higienizar mamadeiras.

Alimentos: leites, papinhas, suplementos alimentares. Fonte: consultora especialista em varejo, Silvia Osso

A ORGANIZAÇÃO DO PDV É recomendado que o ambiente da loja seja diferenciado, facilitando a rotina de compra do shopper e permitindo que ele possa interagir mais tempo com a categoria. Os produtos devem ser expostos pelas rotinas e separados por segmento e faixa etária. “Os produtos devem estar expostos na gôndola, respeitando a separação dos universos baby e kids. Dentro de cada um desses mundos, os itens devem ser agrupados por marcas em blocos, para facilitar a localização e a visibilidade na hora da compra. Assim, as categorias de banho e pós-banho, troca de fraldas e oral care devem estar expostas blocadas por marca”, analisa Ricardo, da Phisalia. Se os tipos de produtos tiverem quebra por faixa etária, a organização deve ser feita da menor para a maior 84

GUIA DA FARMÁCIA SETEMBRO 2017

idade. A ordem das marcas deve seguir a sequência das de maior valor para as de menor valor, para estimular a interação com marcas de maior valor e aumentar o tíquete médio da categoria. O maior desafio está na venda dos itens de puericultura, já que o shopper busca por produtos de qualidade e preço atrativo. De acordo com a marca Lillo, é importante organizar os itens por tamanho de embalagem, faixa etária e preço. Expor produtos da mesma coleção e categoria sempre juntos estimula a venda por impulso. Para a marca, as vendas de itens infantis – tanto de puericultura leve quanto H&B –, no canal farma, crescem a cada dia pela praticidade de compra, exclusividade de produtos, atendimento personalizado e conveniência. Trata-se de um canal diferenciado, com sortimento e rapidez ao comprar.


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Cuidados farmacêuticos em foco FARMÁCIAS E DROGARIAS PASSAM A OFERECER SERVIÇOS DE AUXÍLIO CONSTANTE NA SAÚDE DA POPULAÇÃO. CLÍNICAS JÁ SÃO REALIDADE EM MAIS DE MIL LOJAS EM TODO O PAÍS POR LAURA MARTINS

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O papel da farmácia e do farmacêutico está sendo cada vez mais reconhecido como essencial no dia a dia do brasileiro. Com a Lei 13.021, de 2014, os estabelecimentos passaram a oferecer assistência farmacêutica, assistência à saúde e orientação de saúde, deixando em evidência atuações que haviam se per-

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GUIA DA FARMÁCIA SETEMBRO 2017

dido. Esse tema foi debatido no II Workshop Retail Farma 2017 – “Cuidados Farmacêuticos – o novo papel do varejo farmacêutico na sociedade brasileira”, na capital paulista, em agosto último. Nesse sentido, o project director LATAM Kantar Retail, Rogério Lima, disse, em sua apresentação, que acredita que o ponto de venda (PDV) será reIMAGENS: SHUTTERSTOCK


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AS LOJAS COM CLÍNICAS Segundo trimestre de 2017 Do total de sete mil lojas de redes credenciadas à Abrafarma:

1.337 lojas com salas de serviços 856

670 com serviços clínicos (contra

tabagismo, controle de peso ou acompanhamento de doentes crônicos)

com aplicação de injetáveis

1.218 fazem testes de glicemia

13 lojas oferecem Teste Laboratorial Remoto (TLR) com parceria com laboratórios de diagnósticos

1.457 fazem testes de pressão arterial Fonte: coordenador do Programa Assistência Farmacêutica Avançada da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Cassyano Correr

vertido a Ponto de Cuidado, por se tornar uma extensão dos cuidados médicos, ajudar na adesão ao tratamento, informar sobre saúde e uso correto de medicamentos, entre outros papéis que o farmacêutico começa a ter. O coordenador do Programa Assistência Farmacêutica Avançada da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Cassyano Correr, complementou dizendo que as farmácias passarão a ofertar um “mix de serviços”, como vacinação, gestão de pacientes crônicos e exames rápidos. Para ajudar na implementação dos serviços e treinamento dos farmacêuticos, a Abrafarma criou o Programa Assistência Farmacêutica Avançada, com sete principais assuntos: hipertensão, diabetes, revisão de medicação, autocuidado, imunização, tabagismo e perda de peso. Em cada assunto, a Associação busca informar os profissionais e orientá-los no melhor serviço ao paciente, oferecendo, inclusive materiais informativos. O coordenador do Programa explica que o projeto oferece, também, uma série de cursos livres sobre os temas e uma pós-graduação em farmácia clínica e serviços farmacêuticos. “Já são aproximadamente 5.500 pessoas matriculadas, sendo por volta de mil e 1.500 membros ativos dos cur88

GUIA DA FARMÁCIA SETEMBRO 2017

14

lojas oferecem vacinação

sos on-line. No total, já foram emitidos aproximadamente 1.610 certificados”, revela Correr. Entre as principais dificuldades para oferecer o serviço, Lima cita o espaço físico. Segundo ele, cerca de 60% dos varejistas afirmam não ter como abrir uma sala separada de sua farmácia para atender os pacientes. Além disso, houve certa indisposição com a classe médica, até que ficasse claro o papel do farmacêutico. “O farmacêutico não dá diagnóstico, não receita medicamentos tarjados e não muda diagnóstico”, exemplifica o coordenador da Abrafarma sobre algumas das dúvidas que geraram desconforto inicial com os médicos. Ele exemplifica dizendo que se um paciente não sabe que é hipertenso, mas que apresenta sinais da doença, deve ser orientado a buscar ajuda médica para o diagnóstico correto. O executivo finaliza dizendo que os novos serviços não são somente uma tendência, são uma realidade em expansão em todo o Brasil. Atualmente, todos os estados brasileiros possuem salas de atendimento clínico. O workshop foi promovido em parceria com o Grupo Enter/SSP, que contará, a partir do próximo tema, com o apoio de mídia do Guia da Farmácia.


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PANORAMA

Tempo de espera SEM FORTES INVESTIMENTOS PRIVADOS, NÃO HÁ A MAIS REMOTA POSSIBILIDADE DE CRESCIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL

FERNANDO PINHO Economista e consultor financeiro da Prospering Consultoria 90

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Encontra-se o Brasil com um dos maiores índices de desemprego de sua triste história econômica. Um contingente próximo à população da cidade de São Paulo. A reversão dessa barbárie só ocorrerá se o empresariado, de maneira geral, convencer-se de que o jogo político em curso, em que Michel Temer terá de enfrentar inclusive oponentes dentro da base aliada, será favorável ou não às necessidades do País, já que muitos políticos ainda não vislumbraram o estado deplorável da economia e do tecido social. Na atualidade, sem fortes investimentos privados, não há a mais remota possibilidade de crescimento econômico e social. Para que o chamado “espírito animal” empresarial seja despertado, algumas decisões duras terão de ser tomadas imediatamente, a saber: uma diminuição acentuada da taxa de juros (que se choca com o problema da inflação resistente em altos patamares); avanço das parcerias público-privadas, objetivando a reconstrução da precária infraestrutura brasileira; diminuição do déficit público, visando recuperar a capacidade de investimento estatal (União, estados e municípios); e reforma contundente da claudicante Legislação Trabalhista, com ênfase na aprovação do Marco Legal, incrementando e aperfeiçoando o processo de terceirização das atividades. Não seria por demais afirmar que, se a população em geral não pressionar

GUIA DA FARMÁCIA SETEMBRO 2017

os políticos, essas mudanças não ocorrerão e o nível de emprego não se recuperará tão cedo. A inação, nesse aspecto, delegará ao avanço da tecnologia a oportunidade de tornar a Legislação Trabalhista letra morta, já que muitas das chamadas atividades fim estão desaparecendo em caráter mundial. Algumas notícias ajudam a focar melhor o problema. 1) Título: “Navios de Carga Podem Dispensar Tripulação no Futuro”. Fonte: Valor Econômico, 2/9/16, pág. B-9: (…) Projetistas de navios, operadores e reguladores estão se preparando para um futuro em que embarcações de carga irão cruzar os oceanos com uma tripulação mínima ou mesmo sem nenhuma. Avanços na automação e uma comunicação de dados cada vez mais veloz, mesmo no meio do oceano, podem causar a maior transformação no transporte marítimo desde que os motores diesel substituíram os a vapor. (…) Pode-se chegar a navios cargueiros não tripulados até 2030 e navios totalmente autônomos até 2035. 2) Título: “A Vida na Mina Sem Ninguém ao Volante”. Fonte: Valor Econômico, 6/9/16, pág. B-3: (…) Na Suécia, a montadora de veículos pesados Volvo desenvolveu um novo caminhão para uma mineradora. Tal caminhão é chamado FMX. O referido veículo fica tão escondido quanto a prata e o ouro explorados pela mina de Boliden, de onde saem também cobre e zinco. Com IMAGEM: DIVULGAÇÃO


a ajuda de sensores, o veículo circula a 800 metros de profundidade. (…) Um mundo de veículos sem motorista, seria uma maravilha. Ele não precisa sequer olhar para a trilha percorrida pelo FMX. O caminhão segue em frente, desliza suavemente em curvas sinuosas e, finalmente, dá, sozinho, a marcha a ré, para voltar ao ponto de partida. (…) No Brasil, o caminhão autônomo já começou a ser testado também em plantações de açúcar. 3) Título: “O Bolsa Família dos Países Ricos”. Fonte: Revista Exame CEO, set./16, págs. 58/59: (…) Um estudo feito pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, analisou 700 postos de trabalho, com diferentes graus de complexidade e chegou à conclusão de que 47% deles poderão ser automatizados nos próximos 20 anos. Robôs comandados por algoritmos deverão ser capazes de realizar tarefas que sempre precisaram de interação humana, como dirigir automóveis e caminhões para o transporte de mercadorias. Estima-se que um terço dos postos de trabalhos no setor de varejo na Europa desaparecerá até 2025, em razão do desenvolvimento da robótica. 4) Título: “Bancos tentam controlar despesas com redução de agências e pessoal”. Fonte: Valor Econômico, 13/9/16, pág. C-1: (…) Para cortar gastos, as medidas adotadas pelas instituições financeiras têm ido em duas principais linhas: a redução de agên-

cias e a diminuição do quadro de pessoal. (…) Nos 12 meses encerrados em junho, os quatro grandes bancos fecharam um total de 413 agências. Para comparação, apenas 19 agências foram fechadas entre junho de 2014 e junho de 2015. (…) A redução das agências está ligada ao uso crescente de canais de atendimento digital por parte dos clientes. (…) Os bancos também têm enxugado o quadro de funcionários, em especial ao não repor aqueles que deixam a instituição ou se aposentam. Entre junho/15 e junho/16, os quatro maiores bancos cortaram 12.200 postos de trabalho. 5) Título: “Uber lança primeira frota de táxis autoguiados”. Fonte: Valor Econômico, 15/9/16, pág. B-6: (…) O Uber lançou, sua primeira frota de táxis autoguiados em Pittsburgh, Pensilvânia (EUA), e pulou à frente de empresas como Google, Tesla, Ford e GM na corrida para desenvolver tecnologias para veículos autônomos. (…) Para o Uber, os veículos autônomos são uma aposta de longo prazo no que a empresa acredita que será o futuro do transporte urbano e no que poderia, no fim das contas, reduzir o custo do transporte ao acabar com a necessidade de motoristas. Portanto, assim como já ocorreu em países desenvolvidos, logo o Brasil será alcançado por essas tendências de automação em velocidade acelerada, provocando irreversíveis danos ao já decrescente número de postos de trabalho. 2017 SETEMBRO GUIA DA FARMÁCIA

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LOGÍSTICA

Agilidade na entrega de medicamentos AINDA QUE O PAÍS ESTEJA EM ÉPOCA DE CRISE FINANCEIRA, SEGMENTO FARMACÊUTICO FECHOU O ANO EM ALTA. MELHORAR EFICIÊNCIA É CRUCIAL NESSE CENÁRIO

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CLÓVIS A. GIL

Presidente do Grupo Ativa Logística 92

Em 2016, segundo a Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan), foram comercializadas 936 milhões de unidades de medicamentos, conforme pesquisa realizada pelo QuintilesIMS. Em 2015, foram 874 milhões de unidades comercializadas. Isso representa um aumento de 7,2%. Em relação ao faturamento de 2016, o valor foi de R$ 15.766 bilhões, sendo que, no mesmo período de 2015, o montante chegou a R$ 14.135 bilhões. Isso representa um aumento de 11,5% no faturamento. Esse crescimento do setor farmacêutico em todo País, mesmo em época de crise, tem trazido ao mercado a necessidade de maior eficiência nos seus processos de entrega. Por conta dessa realidade, a questão da qualidade logística tem se tornado fundamental. A qualidade em logística farmacêutica significa atender aos requisitos voltados ao controle de processos, incluindo expedição, armazenamento e transporte em todas as suas etapas, até a entrega do produto ao destinatário final. Para efetuar tal controle, temos a base da qualidade do segmento farmacêutico, ou seja, as Boas Práticas de Fabricação (BPF), determinadas pela Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 17/10

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da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além de atender às normas dos órgãos reguladores, é preciso que os operadores logísticos estejam cada vez mais atentos, garantindo eficiência e satisfação de toda a cadeia, tanto para o varejo quanto para o consumidor final. O modal aéreo é um dos caminhos para garantir agilidade, eficiência e transporte seguro para a indústria farmacêutica. Uma agenciadora de carga aérea coleta o medicamento na indústria, embarca na companhia aérea e acompanha a entrega do produto até o seu destino final, dando maior agilidade e segurança na hora da entrega da mercadoria. Além disso, realiza ainda entregas urgentes de vacinas e medicamentos, produtos farmacêuticos, medicamentos controlados, distribuição de produtos de beleza, higiene pessoal, entre outros segmentos. Geralmente, esse tipo de serviço é prestado com 100% da frota rastreada por meio de modernos equipamentos. Independentemente do serviço a ser executado, durante todos os processos de coleta, transferência e entrega, a frota é monitorada 24 horas, minuto a minuto, por intermédio de uma Central Gerenciadora de Riscos, o que garante total segurança na distribuição da carga. IMAGEM: DIVULGAÇÃO


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Com foco na diversão, Colgate® lança a linha infantil Colgate® Minions. Composta por escova, creme dental e enxaguante, foi desenvolvida para incentivar as crianças a escovar os dentes. A escova possui cerdas multiníveis, ponta limpadora para os dentes posteriores difíceis de alcançar e uma base de sucção que a mantém de pé. O gel dental e o enxaguante são formulados com flúor e sem álcool. • www.colgate.com.br 94

GUIA DA FARMÁCIA SETEMBRO 2017

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Dois novos esmaltes estão na nova coleção da Hits Speciallità. A cor 711 mistura partículas brancas grandes e micropartículas douradas para um efeito final elegante. Já o 712 apresenta o branco e preto, dando um toque de sofisticação. As novas cores possuem alta cobertura, durabilidade e efeitos modernos. Além disso, são livres de quatro componentes que tendem a causar alergia: tolueno, formaldeído, DBP e cânfora. • www.speciallita.com.br

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O uso de hidratantes é essencial para que a pele continue saudável. Por isso, a ISDIN desenvolveu o Ureadin Spray, produto que permite aplicação rápida e absorção imediata, com toque seco e hidratação intensiva. Sua fórmula contém Hydro ISDIN System e vitamina E, proporcionando hidratação intensa e proteção antioxidante. O spray une praticidade e hidratação ultrarrápida. • www.isdin.com/pt-BR/

COMBATE ÀS IMPERFEIÇÕES

Com complexos antioxidantes para a prevenção e cuidado da pele, os produtos da linha Vitallis, da TheraSkin®, possuem tecnologia Microesponge® Delivery System, que possibilita maior permeabilidade cutânea. No total, são três produtos: Clareador (combina os benefícios das vitaminas C e E, tem como principal função a ação anti-idade e age como potencializador do tratamento de melasma); Facial (gel creme antissinais, age na prevenção do envelhecimento cutâneo e melhora a produção de colágeno); Olhos (específico para a área, melhora a textura, elasticidade e firmeza da pele). • www.theraskin.com.br

SEGURANÇA ESPECIAL

Para oferecer conforto e proteção, SEMPRE LIVRE® desenvolveu a linha Adapt Plus, com absorventes externos que se ajustam ao corpo feminino, com formato anatômico que acompanha os movimentos da mulher. São três produtos: Adapt Plus (substitui o Adapt Termo Control); Noite e Dia (com o dobro de cápsulas de gel superabsorventes, ajuda a ter noites mais tranquilas e dias mais seguros); Adapt Plus Ultraflexível (com formato ultrafino e ultraflexível, reúne discrição, conforto e proteção com a mesma eficácia do formato regular). • www.semprelivre.com.br

2017 SETEMBRO GUIA DA FARMÁCIA

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SEMPRE EM DIA

CABELO DE MODELO

Ana Hickmann acaba de entrar no mundo de cosméticos capilares. O lançamento do Ana Hickmann Hair conta com duas diferentes linhas: Ana Hickmann Hair Lifestyle, com formulação focada em necessidades de cabelos lisos, cacheados e quimicamente tratados. Composta por três famílias de xampu, condicionador, máscara e leave-in. A segunda, nomeada Ana Hickmann Hair Fruit, é segmentada em nutrição e hidratação. É constituída por duas famílias de xampu, condicionador e máscaras, formuladas com ativos e nutrientes responsáveis pela reposição lipídica dos fios. • www.beautycompany.com.br

DESODORANTE EM GEL

Gillette® Antitranspirante criou uma linha de produtos com tecnologia exclusiva, que penetra rapidamente na pele. Compostos por 45% de água, os antitranspirantes Gillette® Clinical Clear Gel oferecem secagem rápida, até 48 horas de duração, refrescam a pele e não mancham a roupa. O produto possui dez mil moléculas que atuam contra o odor, protegem contra o suor e o mau cheiro em momentos de pico de estresse ou transpiração excessiva. • www.gillette.com.br

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GUIA DA FARMÁCIA SETEMBRO 2017

PERFUME DE PRINCESA

As crianças que desejarem ter cheiro de princesa, agora podem. A Baruel desenvolveu a colônia Frozen, com fragrância elaborada com toques de frutas vermelhas, amora e vanilla. O produto completa a Linha Frozen, que inclui xampu, condicionador, xampu 2 x 1, sabonete líquido e em barra, gel para os cabelos e o kit presenteável. Todos os produtos são hidratantes e não contêm álcool. • www.baruel.com.br


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MEDICAMENTOS POSSUEM UM VALOR DE PMC MENOR NAS REVISTAS ESPECIALIZADAS DO QUE NA LISTA DE PREÇOS DA CMED

O

P O R J O S É C A R L O S N O GUEIR A — A SSESSOR J UR ÍDICO E R ELA Ç Õ ES INSTITUC IO NAIS D A AB RAD ILAN

O estado do Paraná entendeu por bem lançar, como base de cálculo para a cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), os preços apontados na Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). É bom que se diga que os preços, que sempre serviram como base de cálculo para o referido imposto, foram os estampados nas revistas especializadas, pois já apontavam o real valor (ou o mais próximo disso) praticado no mercado. Com esse novo entendimento da Secretaria da Fazenda do Paraná, um sinal de alerta foi aceso. A alteração de base de cálculo pretendida pelo Fisco daquele estado é um movimento injusto pelo singelo argumento de ser ele sabedor de que o preço praticado não é o que se lança na CMED. Esse, por sua vez, serve apenas para um controle de aumento

abusivo de preços e já reconhecido pelo próprio órgão regulador. Assim, restará ao setor formular um pleito junto à Secretaria da Fazenda no sentido de que o estado do Paraná adote o valor do Preço Máximo ao Consumidor (PMC) constante das revistas especializadas para fins de determinação da base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços em Substituição Tributária (ICMS-ST) nas operações com medicamentos, e não o valor do PMC constante da Lista de Preços da CMED. E essa situação fática é completamente respaldada e permitida pelas normas da Câmara de Regulação de Preços, sendo esse valor o mais próximo do preço praticado pelo varejo. É importante que se entenda que, nesse momento, junto à Secretaria da

Fazenda do Paraná, não se discute a validade da utilização do valor do PMC para fins de base de cálculo do ICMS-ST. Ou seja, não se trata da antiga disputa entre PMC versus Margem de Valor Agregado (MVA) [ou Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA)], que se baseava no valor agregado, como acontece nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Piauí e Bahia, entre outros. Será importante, assim, promover uma apresentação de consulta fiscal à Secretaria da Fazenda do Paraná, para obter um posicionamento da Consultoria Tributária que está sendo objeto do procedimento de uma nova regularização, conflitando a norma da CMED com a pretensão do Fisco, e para além desse ponto, a realidade fática do mercado e a ausência de razoabilidade na tentativa pretendida pelo Fisco paranaense.

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GUIA DA FARMÁCIA SETEMBRO 2017

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