EDIÇÃO 11
R$
05-09-2021 ANO III
Um jornal contra a exploração e a opressão capitalista
NACIONAL
NÃO À REFORMA ADMINISTRATIVA
POR UM DIA NACIONAL DE PARALISAÇÕES E PROTESTOS!
PARA BARRAR OS ATAQUES DE BOLSONARO E DO CONGRESSO! MP DA ESCRAVIDÃO FOI DERROTADA A “reforma” Trabalhista e a Lei das Terceirizações, aprovadas no governo Temer, foram os maiores golpes contra a CLT. Agora, Bolsonaro e o Congresso Nacional querem dar sequência ao desmonte da CLT. Para isso, fizeram a MP 1045, chamada de Mini-reforma Trabalhista, ou MP da Escravidão, que visava criar um “regime de trabalho diferenciado”, sem contrato de trabalho, deixando milhões de trabalhadores sem direito a férias, FGTS, 13º e aposentadoria, principalmente jovens que estão começando em seus primeiros empregos. Além disso, reduzia o pagamento da hora extra para algumas categorias (bancários, telemarketing, jornalistas), permitia que a redução de salários e suspensão de contratos fosse feita de forma permanente, e permitia aos patrões pagarem os trabalhadores com bens in natura (comida, roupa, alojamento, etc.), prática de trabalho semiescravo utilizada em muitas fazendas e obras. A MP 1045 foi arquivada, após ser aprovada na Câmara de Deputados e derrotada no Senado. Mas, o governo segue atacando nossos direitos através de outros projetos no Congresso Nacional.
CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DOS
CORREIOS E ELETROBRÁS
Com a privatização dos Correios e da Eletrobrás, Bolsonaro e Paulo Guedes querem entregar para os capitalistas uma grandiosa infraestrutura construída com dinheiro público e que atende hoje milhões de brasileiros. Os Correios entregam, todo mês, cerca de meio bilhão de objetos postais, sendo 25 milhões de encomendas, através de 25 mil veículos, 1.500 linhas terrestres e 11 linhas aéreas em operação nos 5.500 municípios brasileiros. Oito em cada dez varejistas online de pequeno e médio porte usam os Correios para as entregas online porque o frete da empresa é o mais barato do mercado. É uma empresa superlucrativa, com cerca de 1 bilhão de reais de lucros todo ano. Bolsonaro quer vender toda esta infraestrutura por um “valorzinho”, por isso, empresas estrangeiras (como Amazon) e nacionais (Magazine Luiza) estão de olho na privatização. A privatização vai trazer também a demissão de milhares de trabalhadores da empresa, o aumento da contratação precária sem direitos e o aumento dos fretes para as compras online e postagens de cartas. Já a Eletrobrás é uma das mais importantes empresas de energia do país. Recentemente vimos o Apagão no Amapá, causado pela privatização e concessão feita em 2012 pela então presidente Dilma Rousseff (do PT) do trecho amapaense do “Linhão de Tucuruí” para a empresa privada Isolux. Para resolver o caos, tiveram de chamar os trabalhadores da Eletrobrás.
A PEC 32 visa realizar uma reforma administrativa em todo o serviço público, com o objetivo de avançar na precarização e terceirização dos empregos e na privatização dos serviços públicos. Veja as principais consequências desta “reforma”:
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morte de quase 600 mil trabalhadoras e trabalhadores pela Covid 19, devido à vacinação lenta e a falta de investimento no SUS, que causa também o aumento de mortes por outras doenças. Responsável também pelo aumento da fome e do desemprego, pela alta do custo de vida e o rebaixamento dos salários, pela falta de moradia e condições dignas de vida, pela retirada crescente de direitos dos mais pobres, enquanto aumenta a riqueza dos patrões e os privilégios da alta cúpula do Estado. Mas, os atos Fora Bolsonaro ainda são de uma pequena parcela do movimento e de ativistas, sem a participação da base trabalhadora nos locais de trabalho. Para derrubar Bolsonaro e sua corja de generais é necessário que a classe trabalhadora cruze os braços, pare a produção e a circulação de mercadorias e ocupe as ruas em protesto. Protestos como vimos nos EUA, no Chile, na Colômbia, no Haiti e em Cuba. A luta pelo fora Bolsonaro precisa ser construída em cada local de trabalho, moradia e estudo, se juntando às nossas lutas por aumento de salário, por moradia, saúde, educação e por direitos para todos. As trabalhadoras e trabalhadores devem exigir isso das direções dos sindicatos, movimentos e coletivos. Os ativistas devem cobrar das centrais sindicais majoritárias CUT, CTB, Intersindical, Força Sindical, UGT, etc. e dos partidos que falam em nome da classe trabalhadora (PT, PSOL e PC do B) que organizem a luta pelo Fora Bolsonaro nas ruas e nas lutas.
ELES BRIGAM PELO PODER, MAS ESTÃO UNIDOS AOS PATRÕES PARA ACABAR COM NOSSOS SALÁRIOS, EMPREGOS E DIREITOS.
Aumento da Corrupção: novo regime de contratação de funcionários, sem concursos públicos e por livre nomeações, que abre caminho para um verdadeiro “cabidão” nas estruturas públicas, com o presidente, governadores e prefeitos e demais políticos podendo nomear seus “cupinchas” como funcionários públicos. Privatização: todo e qualquer serviço público, sem exceção, poderá ser privatizado e realizado por trabalhadores terceirizados. Paulo Guedes, Ministro da Economia, que já comparou funcionários públicos a “parasitas”, alega que a reforma irá “enxugar a máquina pública” e “acabar com os privilégios”. Mas, na verdade, os verdadeiros privilegiados não serão atingidos pela “reforma”, e continuarão recebendo altíssimos salários e privilégios. Em maio deste ano, Bolsonaro aumentou seu salário e de seus ministros em 69%, enquanto os salários de trabalhadores da Saúde, Educação, Assistência e demais serviços públicos estão congelados. Veja quanto ganham os marajás do Serviço Público (Salário Base, sem contar outros benefícios que eles têm): Presidente da República: R$ 41.600,00 Governador de SP: R$ 23.000,00 Prefeito de Taboão: R$ 19.700,00 Senador: R$ 33.763,00 Deputado Federal: R$ 33.763,00 Deputado Estadual: R$ 33.763,00 Vereador de Taboão: 10.000,00 Ministro do Supremo Tribunal Federal: R$ 39.200,00 Procurador do Ministério Público Federal: R$ 33.500,00 General de Exército: R$ 13.471,00 Coronel PM SP: R$ 11.933,00 Assim como a Reforma Trabalhista de Temer criou uma explosão de trabalhadores precarizados e sem direitos, e a Reforma da Previdência dificultou a aposentadoria de quem já trabalha e acabou com a aposentadoria para os jovens, a Reforma Administrativa de Bolsonaro não passa de demagogia para precarizar ainda mais os serviços públicos dos quais a população pobre e trabalhadora tanto necessita, fortalecendo a corrupção.
POR MAIS EMPREGOS, MELHORES SALÁRIOS E DIREITOS PARA TODOS! FORA BOLSONARO
NAS RUAS E NAS LUTAS!
Desde 29 de Maio estão ocorrendo manifestações pelo Fora Bolsonaro, que passaram a ser organizadas depois da instalação da CPI que apura as responsabilidades do governo Bolsonaro durante a pandemia do Coronavírus. Mas, a CPI parece mais um espetáculo televisivo que finge que fará algo e nada faz. Os atos mostram a crescente insatisfação da classe trabalhadora com o governo Bolsonaro, diretamente responsável pela
O governador João Dória e seu partido, o PSDB, dizem ser oposição a Bolsonaro, mas, no Congresso Nacional votam a favor de todas as medidas do governo federal que atacam nossos direitos, empregos e salários. O mesmo faz o MDB, de Temer, o PDT, de Ciro Gomes, o DEM, PSB, PSD, Podemos, Novo, e todos os partidos patronais. Em São Paulo, Dória aplica a mesma política de Bolsonaro de ataques ao funcionalismo, privatização dos serviços públicos (Sabesp) e perseguição de ativistas (leia na coluna Rádio Peão). São todos inimigos do povo trabalhador. A diferença entre eles é que Dória e os partidos patronais querem seguir enganando o povo através do voto nas eleições, enquanto Bolsonaro e seus generais fascistas defendem uma nova ditadura no país para esmagar as lutas do povo. Mas, até na hora de “defender a democracia”, como na questão da volta do voto impresso proposta por Bolsonaro, estes partidos da “oposição” burguesa votaram em maioria junto com Bolsonaro. Apenas o PT, o PSOL e o PC do B têm se posicionado contra a privatização dos Correios e da Eletrobrás, contra a MP da Escravidão e a Reforma Administrativa e em defesa das liberdades democráticas. Estes partidos são os que falam em nome da classe trabalhadora no Congresso Nacional e que dirigem os mais importantes sindicatos, movimentos sociais e coletivos de luta contra a opressão. Mas, seus principais dirigentes, Lula e Boulos, defendem a formação de uma aliança, uma “frente ampla” com os partidos patronais da oposição burguesa, os mesmos que votam junto com Bolsonaro no Congresso Nacional. De que adianta tirar Bolsonaro e colocar no lugar um novo governo que vai seguir atacando a classe trabalhadora? A burguesia que se beneficia dos ataques que Bolsonaro faz contra nossa classe não está do nosso lado. O que querem é substituir Bolsonaro nas próximas eleições, para seguir atacando nossos direitos e aumentando seus lucros. Mas, a classe trabalhadora e o povo pobre e oprimido precisam colocar pra Fora Bolsonaro já, e não esperar pelas eleições de outubro de 2022, daqui há mais de um ano! Até lá, quanto maisaumentará o desemprego e a inflação? Quantas mais famílias de trabalhadoras e trabalhadores estarão nas ruas, sem casa? Quantos mais morrerão de fome e de Covid19? Precisamos lutar por um Governo da Classe Trabalhadora, sem patrões, que acabe com os privilégios e a ganância do 1% de burgueses ricos para garantir melhores condições de vida e de trabalho para os 99% que são o povo trabalhador.
PROCESSADO POR LUTAR PELA ESCOLA PÚBLICA FUNCIONALISMO TABOÃO LUTA POR MELHORES
SALÁRIOS E NENHUM DIREITO A MENOS
O governo de Aprígio/Buscarini gerou muitas esperanças entre os funcionários públicos de Taboão da Serra de melhorias em seus salários e condições de trabalho. Afinal, depois de 8 anos de governo de Fernando Fernandes (PSDB), a situação é calamitosa. Grande parte do funcionalismo recebe menos de um salário mínimo, e está sem reajuste há mais de 20 anos! A prefeitura não paga nem sequer Vale Transporte, e o Vale Alimentação de 230 reais está sendo consumido pela inflação em alta. Centenas de pessoas trabalham como PAPs, recebendo míseros 450 reais mensais, com "contratos" de no máximo 2 anos, sem nenhum direito. A perseguição das chefias (nomeadas a dedo pelos prefeitos e vereadores) e processos administrativos contra lideranças impunham o terror sobre trabalhadoras e trabalhadores. Mesmo assim, várias lutas foram feitas, como a greve de 20 dias, em 2014, que conquistou um abono salarial de 200 reais, a greve de 62 dias, em 2017 (sem negociação e com desconto dos dias parados) e a greve de 2 dias com ocupação da Câmara de Vereadores, em 2019, do Quadro de Apoio do Magistério, para garantir seu direito ao recesso escolar. As promessas de Aprígio-Buscarini da campanha eleitoral viraram fumaça logo no primeiro mês do novo governo, com o aumento da contribuição previdenciária de 11 para 14%. Agora o governo acabou com o 14° salário (pago nas férias), devido a uma ordem judicial. Aprígio, Buscarini e Nóbrega tentam jogar a culpa por estes cortes de direitos em cima de Bolsonaro e da Justiça, mas, até agora, nada fizeram pelo funcionalismo. Enquanto mantém em dia os compromissos com as grandes empresas que parasitam os recursos do município, como Planeta Educação, SPDM, Cavo e outras, e os altos salários do prefeito (R$19.700), vice (R$13. 700), secretários (R$16.000), vereadores (R$10.000) e cargos de confiança. Diante disso, tem crescido a mobilização do Funcionalismo. Apesar de não contarem com o apoio dos seus sindicatos, SindTaboão e Siproem, que fazem o jogo do governo, as trabalhadoras e trabalhadores estão se auto-organizando através de Assembleias e Comissões nos locais de trabalho. Protestos foram feitos principalmente por trabalhadoras da Saúde, Assistência Social, Cemitério e Educação. E podem ir à greve, caso suas reivindicações não sejam atendidas. Em 24 de agosto, a Comissão de Negociação Unificada do Funcionalismo foi recebida pelo governo, que se comprometeu a abrir um processo de negociação. A luta do Funcionalismo Municipal de Taboão deve ser apoiada por toda a classe trabalhadora, poissão elas/es que garantem o atendimento da população. Funcionalismo valorizado é Serviço Público melhorado.
DEPOIMENTO DE UMA TRABALHADORA
DA SAÚDE MUNICIPAL Desde o início da pandemia do coronavírus nós da Saúde trabalhamos sem parar, tendo de lidar com um vírus desconhecido, nas mesmas condições precárias de trabalho de sempre. Muitas e muitos de nós adoeceram, contraíram Covid-19 e ainda tiveram seus dias de atestado descontados. Fomos proibidos de tirar faltas abonadas e nossas férias foram suspensas. Muitas de nós chegamos em 2021 com duas férias vencidas. Nosso cansaço físico e mental é enorme! E ainda nos cortam direitos como o 14º salário! Por isso, estamos na luta!
PROFESSORA NEGRA É PROCESSADA POR DAR AULAS CONTRA O RACISMO
O professor Alex Viana, que dá aulas de História e Sociologia, está sendo processado por ter participado de um processo de mobilizações de professores, estudantes e familiares da escola Sophia Maria, de Itapecerica da Serra, contra a implantação de forma extremamente autoritária do Projeto Escola Integral (PEI). Na escola Sophia, a PEI foi implantada ameaçando estudantes com polícia e trancando-os com grades no corredor da escola, deixando estudantes, pais e professores fora do Conselho de Classe e abrindo processo administrativo contra professores. A PEI obriga os estudantes a ficarem 8 horas dentro da escola, sem que sejam garantidos os investimentos para a melhoria do ensino. Acaba com os turnos noturnos, dificultando a vida dos jovens que precisam trabalhar. Além disso, impõe um regime de trabalho mais pesado aos professores, que são obrigados a abrir mão de direitos como quinquênio, sexta parte, estabilidade, aumento de assédio moral em relação a faltas, etc. A perseguição política ao professor Alex Viana e outros ativistas, como o coordenador da subsede da Apeoesp, professor Sérgio Brito, tem o objetivo de impor um clima de terror sobre a categoria, para tentar impedir a luta contra as mudanças autoritárias que BolsoDória e seus paus-mandados nas escolas e Diretorias de Ensino querem impor à Educação Pública. Não conseguirão! Basta de criminalizar aquelas e aqueles que lutam! Lutar não é crime! Pela retirada dos processos já!
MUNDO
PROTESTOS EM CUBA
Cuba foi o primeiro país socialista da América. A Revolução de 1959, liderada por Fidel Castro e Che Guevara, expulsou da ilha o imperialismo dos Estados Unidos e acabou com a exploração feita pela burguesia cubana. Isso possibilitou grandes melhorias nas condições de vida do povo, principalmente com a eliminação da fome e do desemprego, e avanços na Educação, Saúde e Medicina que deixaram para trás países mais ricos como o Brasil. Mas, a política do Partido Comunista Cubano de manter um “socialismo isolado” na pequena ilha, impossibilitou que estes avanços se expandissem a outros países da América Latina, através de novas revoluções socialistas que seguissem o exemplo da Revolução Cubana. Situação que foi agravada pelo bloqueio econômico imposto ao país pelos Estados Unidos. Isso fez com que Cuba ficasse completamente dependente da União Soviética. Com a queda da União Soviética, em 1990, Fidel Castro e a cúpula do regime cubano deram início à restauração do capitalismo em Cuba, adotando várias medidas de abertura do país a empresas capitalistas da Europa, Canadá e China, e incentivando o desenvolvimento de pequenas e médias empresas privadas o país. A restauração do capitalismo trouxe para Cuba os velhos males do capitalismo, deteriorando as condições de vida do povo trabalhador. No dia 11 de julho, milhares de trabalhadoras e trabalhadores cubanos saíram às ruas para protestar contra o governo de Díaz-Canel e exigir suas reivindicações: comida, vacina, medicamentos, eletricidade. O governo reprimiu duramente os protestos, através da polícia, das Forças Armadas e de bandos armados a serviço do regime, prendendo centenas de manifestantes, e matando uma pessoa. A Internet foi bloqueada para tentar impedir e dificultar a comunicação entre a população. Como sempre ocorre com as revoltas e lutas populares em todo o mundo, principalmente as de caráter semiespontâneo, o imperialismo busca incidir com sua propaganda, seus organismos e seus quintas-colunas para tentar dirigir o processo. Em Cuba, a ingerência do imperialismo ianque é ainda mais acentuada devido tanto aos seus interesses geopolíticos contrarrevolucionários (Cuba foi o primeiro país da América a fazer uma revolução socialista vitoriosa), como também devido ao predomínio dos interesses da burguesia cubana que vive na Flórida, que pretende se reinstalar na ilha para recuperar seu poder econômico e político, perdido desde a Revolução Cubana de 1959. Contudo, isto para nada justifica descaracterizar as legítimas reivindicações e manifestações do proletariado de Cuba como sendo contrarrevolucionárias e a serviço do imperialismo ianque. Esta mentira é propagada pelos dirigentes da ditadura do Partido Comunista Cubano, que vivem cada vez mais como capitalistas abastados , enquanto cresce a penúria do povo trabalhador. Por isso, foram ouvidas nos protestos denúncias que diziam: “o povo passa fome, enquanto hotéis luxuosos são construídos”. A restauração capitalista foi feita apesar do bloqueio econômico imposto desde 1962 pelo imperialismo dos Estados Unidos, que, todavia, segue sendo uma causa importante da crise econômica de Cuba. A manutenção do bloqueio pelo “democrata” Biden (assim como fez o autoritário Trump), desmascara que suas declarações em defesa da “liberdade e democracia” em Cuba não passam de hipocrisia criminosa. O mesmo pode ser dito de outros governos burgueses lacaios do imperialismo na América Latina, como os de Bolsonaro, Piñera, Duque, etc. A luta pelo fim do bloqueio segue sendo uma das principais bandeiras em defesa do povo cubano, levantada por toda a vanguarda proletária latino-americana e mundial. Contudo, Diáz-Canel e o PC cubano levantam esta bandeira com o único objetivo de tentar encobrir a repressão dos protestos por debaixo de uma suposta “luta antimperialista” na qual estariam empenhados. Não há como lutar contra o imperialismo enquanto reprimem seu próprio povo. O GOI, junto com a CTR (Corrente de Trabalhadores Revolucionários, da Argentina) se posiciona firmemente ao lado do povo trabalhador de Cuba. Todo apoio à luta do povo trabalhador de Cuba em defesa de suas condições de vida e de trabalho! Abaixo a repressão do governo Diáz-Canel e das forças militares da ditadura cubana! Liberdade imediata a todos e todas presos políticos! Liberdade de expressão, manifestação e organização para a classe trabalhadora! Pelo fim do bloqueio econômico! Contra a ingerência imperialista!
EM DEFESA DO CEU CAPÃO REDONDO A Diretoria de Ensino de Taboão da Serra, a pedido da direção da escola estadual Nigro Gava, abriu um processo administrativo contra a professora Viviane Pereira, militante do Movimento Negro e das causas feministas e LGBTQIs. A professora de História desenvolve vários projetos de conscientização em suas aulas, dentro dos parâmetros curriculares, a exemplo do projeto “Existir e Resistir”, contra a prática do racismo, no mês da Consciência Negra. No ano de 2019, a direção da escola e a supervisora censuraram o projeto, arrancando do mural de exposição a frase famosa de um rapper, “Fogo nos racistas”, que tinha sido colocada pelos próprios alunos. Agora querem punir a professora chamando-a de “exagerada” na luta contra o racismo. A professora também já fez várias denúncias na Ouvidoria da Diretoria de Ensino sobre atitudes preconceituosas e ilegais contra alunas e alunos feitas pela direção da escola Nigro Gava. A Diretoria nada fez sobre estas denúncias, mas agora persegue a professora com um processo de cunho preconceituoso, racista e machista. Alunas/os e ex-alunas/os estão se manifestando a favor da professora e a Apeoesp, sindicato dos professores estaduais, está fazendo sua defesa. Todo apoio à professora Viviane! Racistas não passarão!
No final de Julho, a comunidade escolar e funcionários do CEU Capão Redondo, zona sul de São Paulo, foram pegos de surpresa com a notícia de que alunos e funcionários seriam transferidos para outras escolas da região, pois a escola teria de passar por reformas devido a falhas na estrutura dos prédios. No CEU estão localizadas o CEI Capão Redondo, a ETEC da Zona Sul, a EMEI Professora Loreanne Lallo, e a EMEF José Saramago, que é o único polo bilíngue para surdos da região e referência na Educação, contando com professores especializados em libras, tradutores e intérpretes. O Saramago possui mais de 1000 alunos, dentre estes, surdos, ouvintes e cerca de 100 alunos com necessidades especiais, como autismo, síndrome de Down e outras, que serão distribuídos em diversas escolas, acabando com o vínculo entre professor-aluno, principalmente para estes alunos especiais, já adaptados à rotina escolar. Desde que as remoções foram decretadas, a comunidade escolar se viu obrigada a se organizar para obter respostas. Através das mobilizações, a Prefeitura foi obrigada a atender as demandas da comunidade, garantindo a acomodação provisória do polo bilíngue em uma única unidade escolar com seus professores e intérpretes de libras e que assim que acabar a reforma todos os alunos e professores, com jornada garantida, voltam para o CEU.
TODO APOIO À LUTA POR UMA PLR DIGNA!
Uma das 1000 maiores empresas do Brasil. A 16ª colocada no ranking da indústria automotiva. Em 2019, teve faturamento de mais de 455 milhões de reais e lucro de 21 milhões e 679 mil reais. Em 2020 seguiu lucrando muito. Chegou a hora de dividir estes lucros com aqueles que deram seu suor pela empresa: os operários e operárias.
POVOS ORIGINÁRIOS LUTAM POR
SEUS TERRITÓRIOS E SUA CULTURA
Os povos originários do Brasil (chamados equivocadamente de índios ou indígenas), desde a chegada dos primeiros europeus, tem realizado uma luta constante para defender suas vidas, culturas e território. Nesta luta secular, muitas etnias foram totalmente ou parcialmente dizimadas pela ganância dos capitalistas e seus mercenários (conhecidos como bandeirantes). Dentre esses mercenários se destaca a figura do repugnante Borba Gato, um dos bandeirantes responsáveis pela escravização e extermínio de inúmeros povos originários durante o período colonial. Em 24 de julho passado, manifestantes colocaram fogo na sua estátua, na zona sul de São Paulo, para protestar contra estes falsos heróis da nação. Bolsonaro, desde o primeiro dia de seu governo, ampliou essa ofensiva contra os povos originários, com o aumento no número de invasões às terras e reservas indígenas e do assassinato de lideranças, na devastação da floresta Amazônica e a desarticulação nos mecanismos, que já eram precários, de fiscalização dos crimes ambientais (Ibama) e de ajuda estatal às aldeias e tribos (Funai). Estamos passando pelo momento mais alto desta ofensiva do capital com a tentativa de aprovação do Marco Temporal (PL 490) no Congresso Nacional por parte dos grandes latifundiários, grileiros, madeireiros e garimpeiros em conjunto com o governo que os representa: Bolsonaro e sua corja de generais. Com a aprovação da PL 490 a demarcação de novas terras indígenas será quase impossível e a ofensiva contra os territórios dos povos originários terá uma cobertura legal. Frente a tudo isso, os povos originários têm demostrado um forte espírito de luta e resistência, como ficou demostrado no dia 26 de agosto, com a concentração em Brasília de mais de 6 mil indígenas de todo o Brasil, contra o Marco Temporal. A luta dos povos originários é também uma luta de toda a classe trabalhadora e oprimidos pelo capitalismo. Os capitalistas que atacam os povos originários são os mesmos que impõem aumentos abusivos nos preços dos alimentos, nas tarifas de energia elétrica e água, que pagam salários miseráveis aos trabalhadores, que lucram com desemprego de milhões nas cidades.
Palavra Operária é uma publicação do GOI Um jornal independente e de luta contra os patrões, governos e pelegos dos sindicatos, para dar voz às trabalhadoras e trabalhadores na luta por melhores condições de trabalho e de vida, por uma sociedade socialista. Leia e conheça mais as análises e políticas do GOI em nossas redes sociais: