Boletim do GOI - Julho/2020

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PATRÕES APROVEITAM A CRISE PARA CORTAR NOSSOS EMPREGOS, SALÁRIOS E DIREITOS 5 milhões perderam o emprego desde o final do ano passado. Já são mais de 18 milhões de desempregados e 35 milhões na informalidade. Ÿ A fome bate na porta de muitas famílias! O “auxílio” de 600 reais não dá nem para o básico e muitos necessitados não conseguiram. Bolsonaro vai pagar só mais 2 parcelas, mas a crise vai con nuar. Como a população mais pobre vai sobreviver? Ÿ 10 milhões de trabalhador@s já veram os salários reduzidos, e ficou mais di cil pagar as despesas, contas e dívidas. E o desemprego segue ameaçando todo mundo! Ÿ

A pandemia do Coronavírus foi o estopim da maior crise do capitalismo desde 1929. A crise foi criada pela ganância dos patrões e irresponsabilidade de seus governos, mas quem “paga a conta” é a classe trabalhadora: Mais de 1 milhão e 500 mil infectados e 60 mil mortos pela Covid-19, no Brasil. O fim da quarentena neste momento de pico da doença ameaça matar mais milhares de pessoas.

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Mas, os capitalistas e os polí cos que nos governam seguem “de boa” em suas mansões, com UTIs reservadas nos hospitais par culares e com seus lucros e empresas protegidos. Bolsonaro e o Congresso Nacional, com apoio dos governadores e prefeitos, liberaram os patrões para demi r, reduzir salários e cortar direitos dos empregados. Des nam trilhões de reais para a rolagem de impostos e dívidas das grandes empresas, mas abandonam as pequenas empresas à sua própria sorte. Não fazem nada contra os patrões que aumentam os preços dos alimentos e produtos essenciais.

E os sindicatos? Na Cinpal, trabalhadores e trabalhadoras foram obrigados a aceitar a redução de salário e de jornada imposta pela empresa. O sindicato defendeu a proposta dizendo que isso vai preservar os empregos. Mas não é assim! Os empregos con nuam ameaçados! Prova disso é o que

aconteceu na Nissan, de Resende-RJ: 398 funcionários foram demi dos depois de três meses de férias cole vas e suspensão dos contratos. Os dirigentes dos sindicatos, ao invés de organizar a nossa classe para lutar, ajudam os patrões e os governos a enganar os trabalhadores com falsas promessas.

Contra a ameaça do facão, só tem uma solução: Reduzir a jornada, dividir as horas de trabalho entre tod@s trabalhador@s, sem redução de salários e direitos.

Nossa defesa é a luta! A

classe trabalhadora e o povo pobre só podem confiar na sua própria luta. Precisamos organizar protestos e greves nos locais de trabalho, nas categorias e nos bairros para lutar por nossa saúde, empregos, salários e direitos. Formando Comissões de Trabalhadores/as nas empresas e nos serviços públicos para

organizar a luta. Vamos seguir o exemplo das manifestações nos Estados Unidos contra o racismo, a violência policial e Trump. E da greve unificada dos entregadores de aplica vos por melhores condições de trabalho. E das torcidas de futebol e cole vos an fascistas que estão indo às ruas para lutar por Fora Bolsonaro!

TODO APOIO!


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