N.º
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EDIÇÃO ESPECIAL OUTONO /INVERNO PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL | GRATUITA
Diana Nicolau
Atriz
“É importante ser persistente, nunca deixar de evoluir e procurar mais formação”
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O que é a Síndrome das pernas inquietas? 13 A síndrome das pernas inquietas ou doença de Willis-Ekbom, causa sensações desagradáveis ou desconfortáveis nas pernas e uma necessidade irresistível de movê-las.
Por que razão deve amamentar? 11
A amamentação exclusiva é aconselhada até aos 6 meses. O leite materno contém componentes essenciais ao desenvolvimento saudável do bebé.
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A importância dos animais de companhia 26 Há séculos que o ser humano domestica animais. Nem sempre com a clara consciência de que mais do que seres vivos são seres dotados da capacidade de sentir sensações e sentimentos de forma consciente.
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Alcobaça* | Benedita | Pataias | Leiria
Teste rápido qualitativo dos anticorpos IgG e IgM do novo coronavírus (2019-nCOV) no sangue total, soro ou plasma humano: Este teste rápido tem a duração de cerca de 10 minutos entre a sua realização e o resultado final e apresenta uma sensibilidade de 97,5%.
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(zaragatoa)
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ÍNDICE N.º
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EDIÇÃO ESPECIAL OUTONO /INVERNO PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL | GRATUITA
Índice e Ficha Técnica....................................................................................................................................................................................................................3 Editorial | Dr. António José Henriques ................................................................................................................................................................................. 4 Cultura | O meu pé como nunca o tinha visto| PhD António Delgado ...........................................................................................................6 Gestão | Resiliência e Positividade | Henrique Alves Henriques....................................................................................................................... 10 Saúde | Farmácia Alves | Por que razão deve amamentar? | Dra. Sofia Lourenço Silva ......................................................................11 Saúde | Patologia Clínica | O que é a Síndrome das pernas inquietas? | Dra. Ivone Mirpuri ...........................................................13 Entrevista | “É importante ser persistente, nunca deixar de evoluir e procurar mais formação” | Diana Nicolau .............16 Saúde | Fisiatria | A Depressão ou uma desvitalização extraordinária | Dr. Sérgio Martinho ............................................................20 Saúde | Dermatologia | Albinismo: Entre as crenças, a falta de meios e de informação | Dr. César Martins .................... 22 Saúde | Nutrição | Dicas para controlar o seu peso no Natal | Dra. Maria Gama ...................................................................................24 Saúde | Psicologia | A importância dos animais de companhia | Dra. Carla Ferreira .........................................................................26 Breves ................................................................................................................................................................................................................................................28 Academia H Saúde | Intervenção Bélica nas Qualificações | Dr. Francisco Gonçalves ..................................................................... 30 Pessoas & Animais | Histórias com pêlo - Nabucodonosor | Miguel Lobo Antunes .............................................................................31 Especialidades Médicas, Terapias e contactos.......................................................................................................................................................33 Todas as imagens são propriedade da Towerelephant | A publicação não respeita as regras do AO90 no entanto cada autor é livre de o respeitar ou não.
FICHA TÉCNICA Director: António José Rodrigues Henriques Nº de Registo: 127210 Propriedade: Grupo H Saúde - Policlínica Central da Benedita S.A. NIF- 501348786; Entrecolunas, Unip. NIF-507269543 - 86,11%; Presidente do Conselho de Administração: Dr. António José Rodrigues Henriques; Vogal: Dr. Nuno Miguel Alves Henriques; Registado na ERS - Entidade Reguladora da Saúde com nº E111471 Sede do Editor: Avenida Estados Unidos da América, nº72, 8ºDto, 1700-158- Lisboa Tiragem: 5000 exemplares Distribuição: Gratuita Impressão: Relgráfica, Artes Gráficas Lda, Benedita, Alcobaça, 2475-011 Algarão
Gabinete de Comunicação e Relações Públicas: Henrique Alves Henriques Colaboradores na edição: Dr. António José Henriques | Henrique Alves Henriques | PhD António Delgado | Dra. Sofia Lourenço Silva | Dra. Ivone Mirpuri | Diana Nicolau Dr. Sérgio Martinho | Dr. César Martins | Dra. Maria Gama | Dra. Carla Ferreira | Dr. Francisco Gonçalves | Miguel Lobo Antunes Sede da Redacção: Towerelephant, Lda - Rua Palmira Bastos, 7, 7.ºA, 2810-268 Almada e.mail: redaccao.revistasaudehoje@gmail.com Gabinete de Imagem: Dots of Light, Lda Publicidade e Marketing: Media Style/ mediastyle.ca@gmail.com Periodicidade:Trimestral
ESTATUTO EDITORIAL A publicação periódica Grupo H Saúde adopta claramente um estatuto editorial que abordará temas sobre saúde destinados aos utentes e público geral, com o objectivo de informar sobre a temática da saúde/sua prevenção/novas técnicas clínicas e inclui o compromisso de assegurar o respeito pelos princípios deontológicos e pela ética profissional dos jornalistas/médicos/opinion makers, assim como pela boa fé dos leitores.
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l a i r ito
Ed
A Ilha da Sabedoria A actualidade nunca se vislumbrou tão cheia de caminhos sem saída. As dificuldades que a Covid criou à saúde mundial, ultrapassaram a própria ficção e remeteram-nos para um cepticismo crescente acerca de tudo. O desnorteio das entidades de saúde que entraram em contradição múltiplas vezes, contrariando o que tinham determinado no dia anterior, conjugado com o bombardeio de informações falsas, baralhou e inquietou muitos.
Já nem sequer comento a existência dos negacionistas. Vou, para tal, parafrasear o neurocientista António Damásio, no seu último artigo sobre o assunto: “Se você sabe que pode morrer e não toma a vacina, é irracional e estúpido. Não há vacina contra a estupidez.” Há quem se alimente de fantasmas, sem qualquer rigor ou manifestamente sensatez, quem viva numa espécie de teoria de conspiração onde o limite é a imaginação de cada um.
A política não é excepção e a crise em que nos encontramos reitera o estado de mal-estar e a fragilidade como encaramos o futuro. Tudo isto são premissas que nos remetem para um estado em que receamos dia-após-dia o pior para nós e para os nossos.
Urge saber parar e ponderar as opções que toma sem as questionar, o tempo que gasta sem proveito. Decidir não acreditar nas notícias que lê no Facebook ou noutra Rede Social. Procurar a verdade e procurar o verdadeiramente honesto encontro consigo próprio.
Quando interrogados a maior parte dos pais desejam que os seus filhos partam e encontrem o seu caminho noutro país mais próspero e com melhores condições de remuneração do que o nosso. Desejar que os filhos se afastem é completamente contra natura e quase um gesto de salve-se quem puder. E esta espiral só pode, a curto prazo, remeter Portugal para uma morte anunciada.
Passar a dar valor ao que tem valor. A aprovação etérea dos Likes e dos emojis dá uma aparente sensação de conforto e companhia,mas será que basta? Será que não é melhor reunir-se com
amigos e estar entre familiares, que mesmo que discordem de si e não lhe enviem corações a toda a hora, estão e estarão presentes se alguma coisa correr mal? A ilha da sabedoria, é a ilha dos bons momentos e bons sabores, do reencontro. É a ilha do conhecimento, da verdade, do amor, da alegria, da luz. É para lá que nos devemos dirigir, na velocidade que é a mais certa para cada um de nós, passo a passo serve. Conscientes de que não há caminho para trás e é urgente olhar com solidariedade o outro e arregaçar mangas para que tenha lugar, para todos, um melhor e mais justo amanhã n
Dr. António José Henriques Director Editorial redaccao.revistasaudehoje@gmail.com
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CULTURA
PhD António Delgado Docente Universitário Investigador no CIEBA- U.Lisboa
A Arte e a Vida
O meu pé como nunca o tinha visto Apesar da nossa época ser retrospectiva (a ideia de memória está em todo o lado), não deixa de ser igualmente prospectiva. Razão pela qual exporei parte da realidade que vivi por estes dias, associada à ideia do corpo e suas sensações. Apesar de sermos um corpo, também temos um corpo, e só em estados de limites como o prazer e a dor percebemos esta última realidade. Uma contrariedade temporária num pé, ao caminhar, alterou o meu diaa-dia durante dois meses e por prescrição médica, obrigou-me a estar imobilizado e de perna estendida. A mencionada contrariedade incentivou-me a ver a representação deste elemento no âmbito da Arte (Escultura, pintura e derivados) no binómio “ARTE E VIDA”. O resultado são parte das ideias e imagens que apresento, sem deixar de fazer uma indagação pelo Corpo e a Paisagem/Natureza, no âmbito da relação das belas Artes com a medicina.
serem reproduzidos por meios mecânicos ajudaram-nos a entender melhor o mundo e a torná-lo mais pequeno e próximo do nosso olhar. Acrescido agora pelo infindável universo de “imagens” que emergem nos meios digitais ou em plataformas (cinema, vídeo e bancos de imagens) nas radiografias, endoscopias, TAC, Ressonâncias magnéticas, Esquemas, Gráficos… em infindáveis sistemas visuais que ampliaram a imensa “ICONOSFERA” em que o mundo se transformou. Não é menos verdade que se impõe conhecêlo por substitutos em vez da sua própria realidade. Se antes a descoberta da imprensa já tinha possibilitado esta realidade, agora a “Arte na era da sua reprodutibilidade técnica”, tornou a imagem predominante na percepção do mundo: até já dizemos “estou a ver” em vez de “estou a compreender”, como anteriormente.
A Arte nos seus múltiplos sucedâneos (mapas, gravuras, xilogravuras, litografias, fotografias…) que foram impulsionados para
Caberá perguntar, terá o “Olho” substituído o cérebro e porque razão as imagens ao serem imediatas e contrariamente às palavras tão acessíveis a todos, em todas as línguas, não têm competências e aprendizagens prévias? É uma questão à qual não sei dar resposta, mas
FIG. 1 - Relevos, Niveveh. Antigo Oriente Próximo: Assíria ano 645 AC. Alabastro; Museu Britânico, Londres
FIG. 2 - Estela de Naram-Sin, Susa, Antigo Oriente Próximo: 2.254-2218 - Museu do Louvre, Paris
sei que, o ser humano para falar entre si pode entender-se de um extremo ao outro da terra, pela mediação de intérpretes ou tradutores, mas não há dicionários que traduzam o visível: «O olho escuta» mas não ouve o olhar do outro, mas pela palavra a realidade numa cultura é mera ilusão no outro…assim se inventou a torre de Babel e no presente o Diálogo entre Culturas e na religião o Ecumenismo. A espécie humana emerge na natureza, insatisfeita com ela e ao contrário dos outros seres, usa o artifício para dominá-la e dominálos. Vive nesta terra mas imagina outras para viver. Recentemente Grupos de bilionários manifestaram querer colonizar outros planetas, como se a ideia fosse numa nova versão patriarcal da história como fez Abraão ao sair da UR. Estes bilionários são uma espécie de Ciro que como aquele querem a supremacia do mundo conhecido para serem o seu senhor, dominando-o pelas tecnologias e a difusão de imagens…
FIG. 3 - Pintura de Candido Portinari. Lavrador de café. Pintura a óleo 1934
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Creio que um dia surgirá uma História da Fantasia Humana, mostrando o corpo como o único centro de operações onde tudo isto se gera. Alguns optimistas ao longo da história designaram o corpo como um templo. Pessoalmente, a ideia que dele nos dá Luciano de Samosata, no livro “ diálogo dos mortos” é aquele que mais aprecio, por ser filha do humor, mas lapidar e muito actual em relação às fantasias. Há muitas “Histórias de Corpo” com apologias a fragmentos dele e até há quem assegure algumas partes, como fez a cantora Tina Turner com as suas pernas. Na cultura ocidental e mesmo universal, é recorrente o mito do corpo fragmentado e esquartejado, como nos ensinam os mitos da fecundidade ou até a eucaristia cristã com o corpo de Cristo dividido para comunhão. Numa visão antropológica cada parte do corpo, tem uma conotação e simbologias próprias e no trilho da evolução humana é a relação mão cérebro a mais referida. Recordo por exemplo, mais recentemente, no período moderno, que Adam Smith argumentou em termos económicos que numa sociedade bem governada, fazendo uma apologia simbólica à ideia da mão, para dizer que quando os mercados não são regulados é a “mão invisível” que os estabiliza. Esta ideia da “mão invisível” pode ver-se no âmbito religioso para factos inexplicáveis e não é difícil associar a Mão de Deus para explicar o que não se conhece como Maradona fez, ao ser acusado de marcar um golo com a mão que os árbitros não viram ou não quiseram ver.
menciono na língua original “La prééminence de la main droite: étude sur la polarité religieuse” (A proeminência da mão direita: estudo sobre a polaridade religiosa), nele aborda a preponderância da mão direita na sociedade Ocidental e Cristã. À conta dessa preponderância assisti, em criança na escola primária esquerdinos serem obrigados a escreverem com a mão direita e até castigados. Vem-me igualmente à memória relatos do meu falecido pai, sobre os castigos na escola, por ser esquerdino. Tudo código de signos e simbologias postas em prática, por programas de Estado e a Sociedade (família, escola, religião, exército…) construídas por um elemento corporal que se queria comum. O livro que mencionei, apesar de ter um século continua a ser de leitura muito refrescante e aconselho-o!
O Pé
Todo este preâmbulo é devido ao Pé, que ao contrário da Mão, carece de análise simbólica para explicar o sentido de verticalidade humana e ser o suporte que aguenta o corpo na sua posição erguida. Mas que também o desloca de um sítio ao outro: um recurso natural e único nos primórdios e que suscitou a viagem e o nomadismo mas igualmente a fruição do contacto e da visão. O Pé associase ainda ao movimento, à exploração e ao conhecimento.
No início do século XX Robert Hertz realizou um estudo muito interessante cujo título
Também pode ser a imagem da Alma e do carácter e entende-se como um símbolo de poder quando alguém se prostra aos pés de outro ( FIG 1) ou se põe o pé em cima de alguém prostrado chão, como o mais humilhante desprezo pelo outro ( FIG.2). Ao contrário é sinal de humildade beijar ou lavar
FIG. 4 - Raio X, parte interna do meu pé para observar e dectetar a localização da da maleita
FIG. 5 - Rodin, Múltiplo da escultura “ o Homem do Nariz Partido”
os pés de alguém como fazem os clérigos na época da Páscoa e noutras ocasiões. Há uma imensa tradição oral, literária e iconográfica sobre estas duas realidades. As Artes Plásticas estão repletas delas e no século XX, os artistas Neo Realistas representaram pessoas de pés desproporcionalmente grandes como forma de denúncia contra a exploração humana e falta de condições de trabalho ou estados de pobreza extrema por esse mundo fora ( FIG 3 ). A expressão “Pés descalços” continua muito actual. No Egipto faraónico a representação dos pés nas esculturas, teve enorme importância simbólica, dado o realismo singular concedido aos pés das estátuas, em contraposição com o torso, fazendo suspeitar o sentido do pé no apoio firme na terra para estabelecer um nexo com a altura mediante a verticalidade. Não é descabido recordar que na fase de hominização a posição vertical sobre as duas pernas serviu para atemorizar os demais animais. A imagem de RX (FIG 4) Representam o meu pé “COMO NUNCA O TINHA VISTO”. Pela primeira vez, apercebi-me visualmente, da estrutura óssea que o compõe e das formas que o delineiam. De facto as tecnologias médicas associadas à imagem permitem caminhar, se bem que de forma imaginária, a um lugar inacessível ao olhar comum. Mapeálo e cartografá-lo numa viagem visual com o pretexto de perseguir e detectar essa sombra onde se oculta a maleita geradora de dor.
FIG. 6 - Rodin, Múltiplo do homem que caminha
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FIG. 7 - Escultura de Charles Alphonse Achille Gumery “Aquiles ferido no calcanhar por Paris”.Este trabalho ganhou o prestigioso Prix de Rome em 1850. A estátua mostra Aquiles virando-se de lado para olhar para o ferimento em seu calcanhar ao ser atingido pela flecha de Paris. O escultor mostra o guerreiro despreocupado inspecionando o calcanhar, que vai finalmente matá-lo.
Numa iconografia narrativa que tem simbolicamente a ideia da angústia psíquica, da insegurança pessoal ou mesmo a ideia da permeabilidade do carácter humano gerado pela dor física onde ela surge como meio comunicativo. É a dor a geradora destas tecnologias e de toda esta nova iconografia gerada por elas. Um dia quando se quiser estudar a iconografia da dor estas e outras imagens serão fundamentais, no campo das Belas Artes, na sua componente, a História de Arte. Mas estas máquinas também desvelam como o corpo não é um lugar de santidade nem uma realidade idealizada mas sim uma especificidade biológica: um imenso universo que endoscopias podem-nos desvelar em tantas imagens, esquemas e diagramas como os satélites nos mostram a terra, ampliam a nossa noção de entender o cosmos de forma incomensurável e aparentemente sem segredos. Quantas cirurgias se fazem com recurso à imagem de vídeo?
na sua autonomia estética. Anteriormente as representações parciais do corpo, estavam ligadas apenas ao retrato em busto e à cabeça. Mas na Arte Moderna do séc. XIX as esculturas de Rodin “homem do nariz partido” (FIG.5) ou “homem que caminha” (FIG.6) foram proféticas para toda arte dos séculos XX e XXI. Contribuíram para superar o tema da figura ou corpo parcial, para situá-lo no domínio do corpo defeituoso, incompleto, fragmentado e/ou mutilado, como forma de expressar a impetuosidade dos impulsos ou mesmo a avareza dos sentidos. A representação do “corpo parcial”, incide igualmente na sua dimensão psicanalítica e simbólica satisfazendo necessidades imperiosas e até mesmo dos desejos mais ocultos. Por outro lado, este tipo de representação parcial ou fragmentada do corpo, faz dele num sinal de corpo não integrado, no próprio Corpo Social e que, nos casos mais extremos, implica exclusão social.
Mas o calcanhar humano também pode ser elemento de ataque para esmagar um animal qualquer ou servir para bater o pé com força no chão para manifestar raiva, ao jeito dos equídeos.
O contorno das formas delineadas pelo raio X, mostrou o meu calcanhar, remetendome a imagem para uma visão retrospectiva, associada à sua simbologia no ocidental, através do “ Calcanhar de Aquiles. (FIG.7) Levando-me a viajar pela Odisseia e também a revisitar o mito de Tétis a mãe de Aquiles, ambos glosados na pintura por autores como Paul Rubens na forma como Hesíodo descreve a história na “ Teogonia” FIG 8.
Para concluir, este artigo emerge da relação que estabeleço entre a ARTE E A VIDA e expressa parte do que elaborei durante dois meses para registar diversas notas e ideias sobre autores circunscritos à representação do PÉ NA ARTE…
Na sua essência, um osso pode ser o resíduo que sobra do corpo deixado depois de desaparecer. Tem sentido funerário e uma extensa mitologia na cultura ocidental e das artes . Se na parte superior o pus em evidência pela e a sua relação com a arte, suscitado por um acidente numa “Calçada portuguesa”. Caminhar nestes espaços é uma armadilha constante para os inadvertidos nas ruas das nossas cidades, vilas e aldeias. Torcer os pés, parti-los ou cair de forma aparatosa, forma parte de macabros caminhares em passeios desnivelados (depressões, elevações ou desalinhados).
Apesar de já não estar engessado, a reflexão sobre continuará, provavelmente em próximas edições n
É pelo sentido prospectivo oferecido pelas tecnologias que podemos encontrar os múltiplos meios produtores de campos e dialécticas artísticas futuras e francamente cativam-me de igual modo como o sentido retrospectivo, patrimonial e material das anteriores imagens. Expresso ainda, que a representação do corpo de forma parcial e os diversos truncamentos dele, surgiram na Arte Ocidental a partir da segunda metade do século XIX, e no século XX consolidaram-se
FIG. 8 - Pintura sem referencia de Autor. Nas profundezas do Tártaro, o Reino dos Mortos, é considerado o rio da invulnerabilidade. Quem se banhar nestas águas se tornaria, então, invencível; além disso, o Estige é conhecido por guardar as mais inquebráveis promessas. O desejo da ninfa era que seu filho crescesse e jamais sofresse a ira de nenhum mortal. Entre muitas figuras que passaram pelo rio, Aquiles é de fato o mais notável. Ainda bebé, Tétis segurou-o pelo calcanhar
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Henrique Alves Henriques Director Executivo do Grupo H Saúde
Resiliência e Positividade Chegamos ao fim de um ano, que nos reservou alturas particularmente complicadas que ninguém gostaria de reviver. Acertamos o passo, ou vamos acertando e são afortunados os que passaram ilesos, juntamente com a respectiva família e amigos à Covid 19 e preservaram o seu emprego. No Grupo H e na qualidade de prestadores de serviços de saúde temos a obrigação de atender os nossos utentes conscientes destas possíveis dificuldades, independentemente e acima das nossas próprias. Razão esta pela qual escolhi este tema da resiliência positiva. Por um lado, devemos ter a capacidade de lidar com a vida e com as suas dificuldades de maneira positiva. Podemos sair derrubados
mas sempre conscientes que nos vamos erguer mais fortes. Trabalhar, cumprindo e até ultrapassando desafios, usando recursos e capacidades positivas como a esperança e o optimismo. Chegar ao fim do dia e sentirmonos felizes. “ Se não consegue mudar a realidade, Mude a maneira como encara a realidade”
As pessoas que são resistentes diante de situações adversas geralmente mostram uma atitude positiva. Elas não olham para o fracasso como algo negativo mas como feedback útil, um posicionamento que gera motivação para trabalhar mais e melhorar determinados pontos. E há mais, a resiliência pega-se, transmite-se, espalha-se, contamina toda uma equipa e toda uma empresa.
Como se pode tornar mais resiliente?
Aprenda a ultrapassar obstáculos
Ser resiliente não é um traço de personalidade, mas um processo de aprendizagem dinâmico. Quem o pratica não lida com os momentos de crise como um estado insolúvel e definitivo, mas sim como uma experiência de aprendizagem e uma chance de desenvolvimento e crescimento pessoal.
As dificuldades que surgem, não são ataques contra si e acontecem a todos nós. Não se comporte como uma vítima. Encare os problemas como uma oportunidade de crescimento e aprendizagem. Comporte-se como um vencedor. Em vez de olhar para as metas, olhe para o progresso e sobretudo dê valor ao caminho que percorreu n
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Dra. Sofia Lourenço Silva Farmacêutica
Por que razão deve amamentar? O aleitamento materno cria uma ligação única. É um acto de amor, afecto e tranquilidade. Além disso, o leite materno contém o equilíbrio ideal de nutrientes e muda fisiologicamente a sua composição, para se adequar às necessidades. A amamentação exclusiva é aconselhada até aos 6 meses. O leite materno contém componentes essenciais ao desenvolvimento saudável do bebé , como factores de crescimento, enzimas, hormonas, citocinas e ainda componentes associados ao sistema imunitário, como os anticorpos. Esta composição única é uma das explicações para as várias vantagens da amamentação. A noção de leite insuficiente tem sido apontada por vários estudos como o factor mais determinante para a cessação do aleitamento exclusivo. A maioria das vezes é originado numa técnica de pega incorrecta. Numa técnica correcta o bebé deverá abocanhar a aréola (não
apenas o mamilo), ter a boca bem aberta, lábio inferior para fora e o queixo tocar na mama. Para facilitar, o corpo do bebé deverá estar alinhado com a mama da mãe. Outros factores que podem afectar a amamentação são mamilos doridos, ingurgitamento mamário e mastites.
Como aumentar a produção de leite materno
A variação de peso do bebé durante as consultas é que avalia se o leite é insuficiente ou não.
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Benefícios para o bebé • Prevenção de infecções como infecções gastrointestinais, otites e infecções respiratórias graves; • Redução de doenças alérgicas e asma; • Diminuição do risco de leucemia linfocítica aguda; • O risco de Síndrome da morte súbita do lactente é 36% menor; • Diminuição no risco de obesidade; • Efeito protector no desenvolvimento de doenças cardiovasculares na idade adulta (diminuições na pressão arterial e nos níveis de colesterol).
Benefícios para a mãe • Protecção para os cancros da mama e ovário; • Diminuição do sangramento uterino pós-parto; • Recuperação do peso pós parto mais rápida; • Menor risco no desenvolvimento de diabetes tipo 2.
“Numa técnica de pega correcta o bebé deverá abocanhar a aréola (não apenas o mamilo), ter a boca bem aberta, lábio inferior para fora e o queixo tocar na mama”
as sessões de amamentação ou tecido cicatricial resultante de cirurgia.
Para aumentar a produção de leite existem algumas dicas: • Beber bastantes líquidos; • Comer bem. A produção de leite consome bastante energia, por isso devemos aumentar o aporte de calorias. • Não saltar refeições. O corpo produz mais leite quando o bebe se alimenta mais vezes.
Quando é produzido mais leite do que o bebé consegue extrair, pode ocorrer um inchaço doloroso, conhecido como ingurgitamento. Como tratar: • Amamentar frequentemente, ou se não for possível, extrair o leite; • Em caso de zonas sensíveis, posicionar o bebé de forma a que o queixo do bebé aponte na direção da zona sensível; • Aplicar calor antes de amamentar e frio depois. Se o bloqueio ou o ingurgitamento não desaparecer ao fim de 24 - 48 horas, ou se apresentar sintomas semelhantes aos da gripe, deve consultar um médico porque podem conduzir a uma mastite.
Outras dicas que podem facilitar todo o processo e algumas complicações frequentes
Opte por horário livre. Se necessário faça a extração do leite se o intervalo for muito grande (manualmente ou utilizando uma bomba de leite); • Idealmente amamentar no mínimo 10 minutos de cada lado; • Utilizar produtos naturais que auxiliam o início e a manutenção da produção de leite (galactogogos). Como o Cardo Mariano e a Galega Officinalis.
Mamilos doridos
Os mamilos doridos são a complicação mais comum e podem ter inúmeras causas, como a má pega, mamilo invertido, sucção forte do bebé e ainda condições dermatológicas. Para tratar podemos: • Verificar se a pega é feita de forma correcta; • Utilizar pomadas à base de Lanolina; • Aplicar almofadas de hidrogel.
Canais de leite bloqueados
Podem resultar devido a esvaziamento insuficiente, o que por sua vez pode resultar do facto de o bebé não agarrar bem a mama ou do uso de roupa justa à volta do peito, intervalos longos entre
Para tratar:
• Aquecer a mama com compressas quentes antes de amamentar e arrefecer a mama após a amamentação. Existem discos térmicos que facilitam o processo; • Evitar roupa apertada; • Amamentar com o lado afectado primeiro e com frequência para ajudar a desimpedir o bloqueio.
Ingurgitamento mamário
Mastite. O que é?
É uma inflamação da mama que provoca sintomas como dor, inchaço ou vermelhidão, pode ser acompanhada por uma infecção e provocar febre e arrepios. Pode tornar a mama dolorosa, morna ou quente, inchada, geralmente, acompanhada por febre (> 38,5 ºC). Por vezes, os sintomas de mastite podem ser confundidos com os da gripe. Quando surgem estes sintomas deve consultar o seu médico.
Pode, por várias razões, optar por não amamentar
É uma decisão pessoal e só cabe à mãe optar pelo que mais se adequa ao seu estilo de vida ou ao seu corpo, não se deixe pressionar, o seu bebé crescerá igualmente de forma saudável. As várias opções de fórmulas de leite existentes no mercado estão cada vez mais próximas do leite materno n Fontes: Acta Medica Portuguesa . SUP2011, Vol. 24 Issue S4, p889-896. 8p.; Breastfeeding: Common Questions and Answers Katie L. Westerfield, DO, and Kristen Koenig; Medela.pt
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Dra. Ivone Mirpuri Médica Patologista Clínica especialista em Modulação Hormonal | Certificação em Medicina Anti-Envelhecimento pelo CENEGENICS, Las Vegas | Especialista em Medicina Anti-Envelhecimento e Modulação Hormonal pela WOSAAM e International Hormone Society
O que é a Síndrome das pernas inquietas? A síndrome das pernas inquietas (SPI) ou doença de Willis-Ekbom, causa sensações desagradáveis ou desconfortáveis nas pernas e uma necessidade irresistível de movê-las. Tem uma frequência de 2-10% na população e é considerada uma doença do foro da neurologia, causando distúrbios do sono, pela incapacidade de uma noite descansada, dado que os sintomas são mais frequentes de noite, dificultando o sono ou o voltar a dormir depois de acordar. Pode ocorrer em qualquer idade, embora seja mais frequente nos mais velhos, onde também geralmente os sintomas se tornam mais duradouros. A SPI pediátrica às vezes
pode ser diagnosticada erradamente como “dores de crescimento” ou transtorno de déficit de atenção.
Embora muitos indivíduos com SPI também desenvolvam PLMD, a maioria das pessoas com PLMD não apresenta SPI.
É mais frequente nas mulheres do que nos homens e muitas vezes tem um carácter familiar.
Os sintomas geralmente ocorrem ao final da tarde ou à noite e costumam ser mais graves à noite quando a pessoa está a descansar, sentada ou deitada na cama. Os sintomas também podem aparecer em períodos de inactividade como por exemplo, se sentado por longos períodos de tempo, como numa viagem de avião ou a assistir a filmes, e os sintomas aliviam com o movimento das pernas. Por vezes surge por períodos e permanece inactiva durante outros períodos, que podem ser longos, mesmo de meses ou anos.
Está associada na maioria das vezes ao que se chama PLMD (Periodic Limbic Movement Disorder), dado que obriga à movimentação constante dos membros, geralmente inferiores, mas pode ocorrer também nos membros superiores. Estes movimentos são involuntários de contração ou espasmos durante o sono, que geralmente ocorrem a cada 15 a 40 segundos.
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A SPI é um dos vários distúrbios que podem causar exaustão e sonolência diurna, o que pode afetar fortemente o humor, a concentração, o desempenho profissional e escolar e as relações pessoais. Muitas pessoas com SPI relatam que muitas vezes não se conseguem concentrar, têm memória fraca ou não conseguem realizar as tarefas diárias. Os sintomas pioram com o agravamento do sono, como causa e consequência. A SPI moderada a grave não tratada, pode levar a uma diminuição de cerca de 20% na produtividade do trabalho e pode contribuir para a depressão e a ansiedade.
Quais são os sinais e sintomas mais comuns?
Para o diagnóstico da SPI, quatro pressupostos são requeridos: • O desejo de mover as pernas geralmente é acompanhado ou causado por sensações desconfortáveis e desagradáveis nas pernas. • A vontade de se mover ou sensações desagradáveis começam ou pioram durante os períodos de repouso ou inatividade, como deitado ou sentado. • A necessidade de se mover ou as sensações desagradáveis são parcial ou totalmente aliviadas por movimentos como caminhar ou alongar-se, desde que a atividade continue. • A vontade de se mover ou sensações desagradáveis são piores à noite do que durante o dia ou ocorrem apenas ao entardecer ou à noite.
A SPI moderada a grave não tratada, pode levar a uma diminuição de cerca de 20% na produtividade do trabalho e pode contribuir para a depressão e a ansiedade. Os sintomas da SPI podem variar de um dia para o outro, em gravidade e frequência e de pessoa para pessoa. Em casos moderadamente graves, os sintomas ocorrem apenas uma ou duas vezes por semana, mas geralmente resultam num atraso significativo no início do sono, com alguma interrupção das funções diurnas. Em casos graves de SPI, os sintomas ocorrem mais de duas vezes por semana e resultam em interrupções pesadas do sono e comprometimento das funções diurnas. Pessoas com SPI podem apresentar remissões - melhora espontânea por um período de semanas ou meses antes do reaparecimento dos sintomas - geralmente
durante os estados iniciais do distúrbio. Em geral, entretanto, os sintomas agravam com o tempo. Pessoas que têm SPI associado a outra doença tendem a desenvolver sintomas mais graves rapidamente. Em contraste, aqueles que têm SPI não relacionada a nenhuma outra patologia apresentam uma progressão muito lenta do distúrbio, principalmente se começar muito cedo. Muitos anos podem passar antes que os sintomas ocorram regularmente.
Quais são as causas do SPI?
A causa pode ser desconhecida, e aqui dizemos estar perante um SPI idiopático ou primário. Pode haver uma causa genética. Nestes casos o início dos sintomas ocorre antes dos 40 anos. A SPI também parece estar relacionada com: a apneia do sono e outros síndromas obstrutivos, anti-histamínicos, gravidez, onde os sintomas que começam no último trimestre da gestação, geralmente desaparecem dentro de quatro semanas após o parto, diabetes, doença de Lyme, deficiência de folato, magnésio ou utilização de SSRI e outras medicações, que convém estar a par para melhor tratar o doente, ou mesmo na presença de uma doença ou insuficiência renal, bem como associada a doenças autoimunes como a artrite reumatóide ou lúpus.
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Não podemos esquecer dois componentes importantes da dieta, que podem agravar esta situação: o café e o álcool.
Na gravidez onde verificamos um aumento das hormonas tiroideias, também verificamos uma prevalência maior da SPI.
A cafeína é um estimulante natural encontrado não só nos grãos de café, mas também folhas de chá e grãos de cacau. Pode também ser produzido sinteticamente como encontrado nas bebidas “energizantes” e refrigerantes. A cafeína promove o estado de alerta porque bloqueia um mensageiro químico, a adenosina, neurotransmissor que causa o estado de sonolência. Logo, sendo o SPI, um distúrbio do sono, não devemos ajudar a piorar a situação.
A baixa do estradiol, é um estímulo para a conversão da T4 em T3. Na gravidez, a mulher está inundada de estradiol e há menos activação deste sistema, por isso verificamos a estimulação do corpo na tentativa de mais produzir, em secretar mais TSH e maior frequência do SPI, caso esta elevação não esteja equilibrada com o sistema da dopamina de que já falaremos.
O álcool embora seja depressivo e possa ajudar à sonolência inicial, deve ser evitado pois causa disrupção e má qualidade do sono. Podem haver ainda causas secundárias a perturbações do metabolismo do ferro, sistema hipotálamo-hipofisário-tiroideu e dopamina.
Relação entre SPI e Tiróide Na presença de hipertiroidismo, quando os níveis de hormonas tiroideias estão mais elevados, existe uma prevalência maior de sintomas da Síndrome das Pernas Inquietas. Na verdade, há uma variação circadiana do nível da TSH (Thyroid Stimulating Hormone), e este nível começa a aumentar ao fim da tarde sendo o seu pico atingido durante a primeira fase do sono, mantendo-se estável até cerca das 6 da manhã quando volta a decair até às 18 horas, quando de novo se eleva. Os valores mais baixos situam-se entre o meio dia e as 18 horas, quando temos mais hormonas tiroideias em circulação e por isso menos TSH. Os doentes com SPI que têm dificuldades no sono, conseguem dormir melhor em períodos cedo pela manhã, coincidentes com a baixa da TSH. Também a terapêutica com agonistas dopaminérgicos, que sabemos baixar as hormonas tiroideias, provoca sonolência, pois são as hormonas tiroideias que nos estimulam o estado de alerta. No coma mixedematoso, estádio muito grave de hipotiroidismo, onde não existem hormonas tiroideias, o doente entra num estado de sonolência profunda.
Chamo a atenção premente e absoluta de verificar e corrigir os déficits nutricionais, num doente com hipotiroidismo. Os médicos têm de saber de fisiologia e fisiopatologia e de química para poderem raciocinar e tratar melhor o doente em vez de lhes instituírem terapêuticas, nesta situação, com riscos, sem tratarem das deficiências nutricionais antes. Sem ferro, selénio, zinco, B12 e C, a tiróide não funciona bem, e muitas são as situações em que administramos estes elementos de forma incorrecta não os deixando ser absorvidos convenientemente. No hipotiroidismo, não há secreção gástrica suficiente e esta pouca produção de ácido clorídrico, não vai deixar absorver convenientemente nem o ferro nem a B12 que estamos a dar de forma oral eventualmente. A situação agrava-se em doentes que tomam IPP, como pantoprazol e afins. Assim num doente com hipotiroidismo, onde não corrigimos a deficiência de ferro (ferritina menos do que 60-70 ug/L), ao darmos L-tiroxina, a hormona T4, inactiva, e a terapêutica mais utlilizada pelos colegas em Portugal, podemos precipitar uma SPI, pois sem ferro o sistema da dopamina também fica deficiente, dado a tirosina hidroxilase que converterá tirosina em dopamina ser dependente do ferro. Reitero com veemência que tratar um doente não é dar medicação, que a há para tudo graças a Deus, mas equilibrar o doente sob o ponto de vista da higiene-alimentar e nutricional e ver o que o corpo consegue corrigir sozinho e o que fica para os médicos corrigir.
É esta a beleza que vejo na Medicina. É esta a forma de tratar que defendo, e nunca precipitadamente medicar sem corrigir “bases“ que têm de ser corrigidas para melhor alcance do estado de saúde e com menos medicação. (Muito haveria ainda para dizer e que podem encontrar no meu livro : A Mulher e as Hormonas) A deficiência de ferro é considerada uma das principais causas da SPI. Vários estudos mostraram que os suplementos de ferro podem ajudar a aliviar os sintomas da SPI. Ora, a falta de ferro está associada também ao hipotiroidismo, pois precisamos de hormona tiroideia para que a secreção do ácido clorídrico no estômago, ajude à absorção de ferro e B12, como já vimos.
Como se trata o SPI?
Chegados aqui, penso que todos compreendemos mais uma vez que tratar doença tiroideia, começa por tratar as bases e ter pois em atenção os cinco pilares da Medicina Anti-Envelhecimento, ou como eu mais gosto de chamar da Medicina para o envelhecimento saudável: a nutrição, o exercício físico, a terapêutica nutricional, a modulação hormonal e estilos de vida saudáveis. As mudanças de estilo de vida são determinantes. O exercício, dadas as características da doença, é fundamental, bem como a abolição de café, tabaco e álcool, tratamento de base de qualquer condição de “não saúde”. Corrigir se possível qualquer causa secundária existente como deficiências nutricionais (ferro, vitamina C, magnésio, folato, por exemplo). Tratar a diabetes, regular qualquer distúrbio secundário presente, como insuficiência renal, artrite reumatoide, Síndroma de Sjogren, fibromialgia, e outras doenças frequentemente relacionadas com maior incidência da SPI, tal como Lyme, diabetes, artrite reumatoide. A SPI é uma condição altamente incapacitante se evoluída, e há que reconhecer todos os pontos abordados aqui, dada a prevalência de doentes que me aparecem com este quadro. No caso de necessidade de tratamento medicamentoso, costumo orientar para a neurologia. n
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Entrevista
A transparência, a coragem e o carácter determinado de quem não evita percorrer caminhos diferentes e muitas vezes mais difíceis. Que vê nas dificuldades e problemas uma oportunidade de os redefinir. Diana Nicolau, © Marcelo Tabach
uma mente sem espartilhos.
“É importante ser persistente, nunca deixar de evoluir e procurar mais formação” Onde nasceu e cresceu, como descobriu a sua vocação? Nasci em Lisboa, no entanto quando tinha 4 anos o meu pai aceitou um emprego em Alcobaça e mudámo-nos para lá. Foi a melhor coisa que nos poderia ter acontecido. Crescer em Alcobaça proporcionou-me liberdade e uma capacidade de socializar e criar laços que seriam impossíveis numa cidade grande ou descaracterizada. Nem consigo imaginar o que teria sido se tivesse continuado na cidade onde vivia, periferia e dormitório de Lisboa. Perdoem-
me os habitantes do Cacém.Provavelmente não seguiria teatro, seria qualquer outra coisa, não imagino o quê. Mas o meio molda-nos muito. Desde pequena que soube que não queria fazer mais nada além do que já fazia todos os dias: brincar e organizar brincadeiras. Representar é isso, mas com técnica e disciplina. Como encararam os seus pais o seu interesse pela representação? Desde os meus 15 anos que sabia que queria estudar teatro. Sempre estive envolvida
nos grupos de teatro, rádio e jornal da escola. Comunicar fosse de que forma fosse era o que mais gostava de fazer. Não tinha queda nenhuma para disciplinas de ciência, matemática incluída. Quando fiz os testes psicotécnicos no final do 9.° ano, na Escola Frei Estevão Martins em Alcobaça, a psicóloga mostrou-me um panfleto da Escola Profissional de Teatro de Cascais (EPTC) e aconselhou-me a pensar no assunto. Eu não pensei duas vezes. Era ali que queria ir estudar. Aos 16 anos, fiz as audições, entrei e mudei-me para Cascais. Os meus pais foram os meus maiores
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apoiantes e desde o início que me proporcionaram essa possibilidade, com alguns sacrifícios. Sou-lhes muito grata por isso. Foi a melhor decisão da minha vida e devo-lhes. Não é qualquer mãe ou pai que permite que uma filha saia de casa tão cedo para ir viver noutra cidade sozinha. Eles souberam confiar em mim e talvez por isso eu sempre senti a responsabilidade de não os desiludir, garantindo que se orgulhavam de mim, pelo que eu fazia e por quem eu era e me tornava. Em que projectos profissionais esteve envolvida? Quando terminei a EPTC, aos 19 mudei-me para Lisboa, fiz uns workshops de formação complementar e depois de alguns castings consegui o meu primeiro trabalho em televisão, na telenovela “Ilha dos Amores”. Felizmente que desde essa altura que não me têm faltado projectos e não tenho parado. Fiz tudo para diversificar e não depender de uma área apenas. Faço teatro, televisão, cinema, dobragens e locuções de publicidade. E gosto desta diversificação. Infelizmente Portugal é um mercado muito competitivo e nem sempre justo. É importante ser persistente, nunca deixar de evoluir e procurar mais formação. É fundamental não estagnar e estar constantemente a desafiar-me a fazer coisas novas. Não tenho qualquer pretensão de fazer apenas telenovelas, aliás estive afastada da televisão nos últimos 7 anos e voltei apenas agora, em 2021. Algumas pessoas vêem isso como um fracasso, porque acham que a carreira de um actor só se concretiza na televisão. Não há nada mais errado e redutor do que pensar assim. A televisão não é o auge da carreira, mas como infelizmente o teatro em Portugal não paga contas e o cinema tem poucos apoios e não é uma indústria muito desenvolvida, alguns actores acabam por ficar dependentes das televisões. Há demasiados actores no país para as oportunidades que nos surgem. Felizmente, agora estamos a produzir cada vez mais e melhor conteúdo e há até bastantes co-produções internacionais que só provam o valor desta indústria. Quando algum miúdo ou miúda me diz que quer ser actor, dou 3 conselhos: Estuda, estuda e estuda!! Este é o primeiro passo que nos diferencia dos demais, porque é das poucas profissões em que competimos com quem não tem formação e muitas vezes essa competição é injusta. Principalmente neste momento, em que as redes sociais andam a baralhar
os valores da sociedade e pesam de uma forma errada. A formação dá-nos técnica, disciplina e uma base muito importante. A estrutura emocional para lidar com tudo o que a profissão acarreta - como a rejeição, instabilidade, competição, abuso, etc, temos de ir ganhando com a experiência de vida. Muitos miúdos hoje em dia querem ser actores porque acham que ser actor é ter muitos seguidores, fazer unboxings e Na travessia de 3 dia
s pelo Salar de Uyun
i, na Bolívia.
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ira do Equador-Peru
A cruzar a pé a fronte
give aways, viajar e tirar fotografias bonitas. Esquecem-se que isso não é nada, e desaparece em poucos anos. Estamos a criar uma geração auto-centrada que vive da gratificação imediata numa câmara de eco e a quem vai ser muito difícil no futuro lidar com desafios, obstáculos e rejeições.
Depois de 7 anos a via jar em caravanas, ago ra está finalmente a construir a sua - na foto com a Campervan Tangerina do amigo alcobacense Paulo Ra imundo
E como começou o voluntariado ? Os meus pais sempre estiveram envolvidos em projectos de apoio à comunidade, seja no Rotary, ou na Caritas, Refood ou até mesmo nas Paróquias em Alcobaça e na Marina Grande. Crescer a vivenciar isso, fez com que fosse natural para mim e para a minha irmã envolvermo-nos também. Começámos no Rotaract Club de Alcobaça e depois acabei por fundar o Rotaract Club de Lisboa. Estive envolvida em projectos de apoio à comunidade e a projectos internacionais desde essa altura.
Quer falar-nos da sua experiência no Quénia ? Em 2015 parti para o Quénia numa missão de voluntariado sozinha, onde estive 4 meses, a viver na maior favela da África Oriental, Kibera. Estive envolvida em dois
projectos de apoio a crianças e famílias e foi uma experiência que me marcou de uma forma totalmente transformadora, positiva e negativamente. Aprendi a dar valor ao que tenho, a agradecer ter nascido neste país e nesta família e a relativizar muitos dos nossos problemas de século XXI de país desenvolvido. Mas também demorei a recuperar a fé na humanidade. O conceito de injustiça como o conhecia, lá ganhou outro peso e eu ainda sinto uma frustração e uma culpa enorme por não conseguirmos mudar aquele panorama de pobreza extrema. Há alguma história que queira partilhar sobre esse período tão marcante? Não há forma de descrever a vida lá, a não ser passar por lá e viver aquela realidade.
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Tenho uma admiração gigante pelos voluntários e fundadores de projectos como os em que participei, porque se vive diariamente no extremo da escassez a todos os níveis: pobreza, educação, saúde, condições básicas de vida, educação sexual, prosperidade, emprego, segurança, etc. Aquela realidade era e é tão dura e tão diferente de tudo o que já tinha visto e vivido na minha vida que a única coisa familiar para mim eram a lua e as estrelas. E era uma forma de também de consolo, quando caminhava à noite na favela para ir para casa com as crianças e lhes ensinava as constelações e as fases da lua... Até que eles me disseram, um dia, que isso não lhes interessava porque só pensavam se iriam conseguir comer no dia seguinte. Todos os dias levava um murro no estômago. A maior lição que aprendi foi perceber que não podemos chegar a nenhum o ul Pa sítio com os nossos padrões ão ens com o Jo para as filmag no ei tr ocidentais e tentar de o Num vo ensinar alguma coisa sem Rodrigues. primeiro aprender com quem ali vive. E depois entre projectos profissionais surge a América do Sul. Como conseguiu deslocar-se? Quanto tempo durou? Por onde andou e que alterações a experiência criou em si? Decidi tirar um ano sabático e viajar sozinha pela América do Sul. Vendi algumas coisas e comprei um bilhete só de ida. Não sabia quanto tempo Durante as filmagens co m João Pau ia estar fora nem para onde lo Rodrigues e Rui Unas. ia. Marquei 4 noites num hostel em Buenos Aires na Argentina e fui de mochila às costas. Estive quase 9 meses fora e passei pela Argentina, Uruguai, Brasil, Colômbia, Cuba, Peru, Equador e Bolívia. Viajei quase sempre por terra e tentei evitar as capitais e cidades muito grandes. Em alguns sítios fiz work-exchange: troquei trabalho por comida e dormida. Fiz um pouco os de tudo e foi a melhor com I, na TV Sempre”, em exibição Na telenovela “Para experiência da minha vida. Sá lo e Ricardo de actores António Cape Ainda hoje olho para trás
Com a família.
e é das coisas que mais me orgulho de ter feito. Comecei a viajar tarde porque sempre trabalhei muito, depois do Quénia a minha forma de encarar a vida mudou, decidi viver mais para mim do que para o trabalho. Felizmente tenho um emprego que amo, apesar de instável, e raramente sinto que tenho de trabalhar. Sou uma sortuda, todos os dias digo isso a mim mesma! Não tem medo? Claro que tenho, mas não deixo que isso me defina nem ponha barreiras no que faço. Confio nos meus instintos e sou responsável mas não deixo de viver. E os que ficam em “terra”, os que a amam, como conciliam a alegria de a ver voar com o medo de a perder? Quando as pessoas dizem “Que corajosa por deixar o trabalho, o país, a família, o seguro e o estável.”, eu penso que ser corajoso é enfrentar um emprego de que não se gosta todos os dias, e conformar-se com uma vida com a qual se está infeliz, contrariando o que se quer e sonha todos os dias. A minha família já me conhece e sabe que de tempos a tempos preciso de uma aventura sozinha e respeitam isso, mesmo achando que sou doida e que não tenho medo de nada. Acima de tudo confiam em mim e respeitam as minhas decisões. Que pensa do trabalho das ONGs pelo mundo, do Voluntariado tornado profissão? Acho que é demasiado complexo para responder em poucas linhas à questão que me coloca. O voluntariado também é um negócio e este novo conceito de ‘volunturismo’ em que se vendem pacotes de viagens e se inclui uma actividade de voluntariado num determinado destino, tem vantagens e desvantagens. O voluntariado, por vezes, tem mais de egoísta que de altruísta. Pode ser uma experiência transformadora para quem visita um orfanato
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e passa uma tarde com as crianças e distribui uns presentes, mas e aquelas crianças que todos os dias vêem caras novas sem conseguir criar qualquer relação? As experiências curtas de voluntariado não são suficientes para se perceber exactamente como funciona um projecto, instituição, ou de que forma o nosso contributo poderá ser mais benéfico e útil. Há muito interesse na solidariedade. Nem por isso deixo de acreditar na generosidade das pessoas, aliás, é das coisas que mais me comove. A minha recomendação para todos os que me perguntam sobre voluntariado e dizem que querem ajudar, é que comecem localmente. Pelo vosso prédio, bairro, cidade. Muitas vezes, é o nosso vizinho do lado que precisa de ajuda, e isso é tão válido como o voluntariado noutro continente. Não precisamos de ir para muito longe para ajudar quem precisa. Às vezes basta dedicarmos o nosso tempo. Se quando forem às compras, ou à farmácia perguntarem à vizinha que vive sozinha ou que tem dificuldades em movimentar-se se precisa de alguma coisa, isso já é fazer algo por alguém. Ou se na escola dos vossos filhos existe alguma família a quem o computador ou o microondas que têm a mais lá por casa, possa
fazer mais falta, porque não oferecê-lo? O voluntariado é isto mesmo. Dar o que temos de mais valioso e para muita gente, o mais valioso é o tempo. Porque é impossível de recuperar e ninguém sabe o que lhe resta. Guarda algum projecto na gaveta que queira revelar? Acabei recentemente dois projectos. As gravações da novela “Para Sempre”, que estreou recentemente na TVI, onde interpreto uma jovem testemunha de Jeová que vem causar estragos e estou a terminar as filmagens do novo filme de “Curral de Moinas”, do Miguel Cadilhe, com o Pedro Alves e o João Paulo Rodrigues, onde interpreto uma vigarista em dupla com o Rui Unas. Também estou a fazer dobragens de várias séries da Disney, no momento. Falando de projectos pessoais, estou a terminar um dos meus grandes sonhos do qual tenho muito orgulho: a construção de uma caravana toda desenhada e pensada ao pormenor por mim. Como mensagem para os jovens que ainda se encontram num limbo a tentar descobrir o que querem e o que os outros acreditam ser
melhor para eles, gostaria de lhes deixar algum conselho? As palavras do Baz Luhrmann na música “Everybody’ free” são melhores que as minhas: “Don't feel guilty if you don't know what you want to do with your life. The most interesting people I know didn't know at 22 what they wanted to do with their lives. Some of the most interesting 40-year-olds I know still don't” (Não se sintam culpados por não saber o que querem fazer com a vossa vida. As pessoas mais interessantes, pessoas que conheço, não sabiam aos 22 o que queriam fazer das suas vidas. E algumas das pessoas mais interessantes com 40 anos, que eu conheço, ainda não sabem.) Se tivesse de eleger 3 palavras como sendo as mais importantes da sua vida , quais seriam? Liberdade; Amor; Justiça n
dical.
entura ra e não a uma av Nunca digo qu de Janeiro. Rio Parapente no
A linha de comboio,
na favela de Kibera,
Quénia.
Algumas fotos da viagem pela América do Sul em 2018
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Dr. Sérgio Martinho Médico Psiquiatra na Policlínica Central da Benedita
A Depressão ou uma desvitalização extraordinária O dicionário de língua portuguesa é simpático ao definir “depressão”, porque não se compromete e as palavras têm vários significados. Afinal, não se pode dispensar um compêndio de uma língua para aclarar uma condição mental. Mas é simpático; à depressão, chama-lhe: um abaixamento de nível, uma diminuição da pressão, um achatamento, uma cavidade pouco funda ou até uma zona baixa entre montanhas. No entanto, nada disto nos diz verdadeiramente o que é a depressão clínica. Se os dicionários não nos oferecerem as respostas que
pretendemos, talvez possamos recorrer aos números, que são invariáveis, grandiloquentes e puros, porque escondem a verdade do mundo. Vamos a isso. Os números dizem que 5% da população mundial sofre de depressão, isto equivale a cerca de 280 milhões de pessoas, representando uma das maiores causas de incapacidade. Os números são impressionantes, não há dúvida. Em Portugal, estima-se que o problema seja ainda mais expressivo, com 7% da população a receber um diagnóstico de
depressão a cada ano. Se pensarmos em doenças mentais no geral, é estimado que um em cada cinco portugueses sejam donos de uma perturbação mental. Os números são eloquentes, não há dúvida. E todos estes factos causam uma impressão significativa, mas a verdade é que não nos dizem grande coisa também. Muito bem; a depressão é frequente, e depois? Para podermos ficar mais próximos, resta-nos, portanto, imaginar. Imaginemos isto: sem explicação aparente, ao cabo de alguns dias, o simples acto de
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levantar da cama exige uma energia de que nem os deuses dispõem, os braços e as pernas pesam como mármore e qualquer movimento se arrasta numa extrema lentidão, como se toda e qualquer actividade, seja levantar o braço para acenar a um amigo, seja caminhar até ao carro, parece prolongar-se num esforço que equivale a mexermo-nos num mundo de gelatina. Há ainda o que se passa na cabeça: um redemoinho na fronte, um peso no cimo, atrás, de lado. Não é bem uma dor, mas concentração densa de qualquer coisa, um conjunto de agonias físicas que se centram num ponto específico. Dorme-se pouco. Demora-se a adormecer, porque na cabeça giram pensamentos de passados inalteráveis e de futuros imprevisíveis. E, quando, por sorte, nos acontece adormecer, não é muito tempo que dura; acorda-se a meio da noite, vai-se acordando, aos poucos. Nos pensamentos, picando e moendo, redemoinham memórias dolorosas que julgávamos já há muito terem sido postas na linha. Em todas as ideias, serpenteiam culpas passadas, que a bem ver, se calhar, racionalmente, nem têm muito a ver connosco, mas que nos acusam como se fôssemos os responsáveis máximos por tudo o que de mal acontece no mundo. Na nossa cabeça, todos os acontecimentos se assumem como nossa responsabilidade. Neste jorro de eventos mentais, tentamos procurar alguma claridade, alguma concentração que nos faça regressar a um conjunto ordeiro de ideias que nos alivie e nos permita ver o mundo com melhores olhos. Procuramos essa capacidade de pensar, mas não está lá. Tentamos concentrar-nos num livro, mas esquecemos imediatamente o que acabámos de ler, circulamos angustiadamente pela mesma página, pela mesma página, pela mesma página. Da memória, desvanecem-se as mais corriqueiras actividades, que, noutra altura, levaríamos a cabo quase sem pensar nelas. Quase nos esquecemos de comer, porque a fome, amiga de sempre, desaparece. Operações mentais básicas perdem-se em distracção e vergonha, porque, se virmos bem, antes disto, até passámos por situações mais complicadas sem qualquer problema e ultrapassámos
futuro. Nada mais é feito com prazer ou sem recorrer a uma energia imensa que drena um corpo que sempre funcionou sem problemas. Parece que a vida do corpo desceu uns degraus e se colocou na cave, a funcionar a serviços mínimos ou quase nem isso. Neste ambiente, com arrepio, aparecem as hipóteses negras do desaparecimento, interrogações passageiras começam a surgir mais prolongadamente, a própria morte aparece como um assunto frequente na nossa cabeça, o que assusta, aterroriza e, mesmo assim, não se pode evitar, porque a desesperança toma conta da vida mental. Como se vê, a imaginação pode, mais do que os números ou as definições, oferecer um reflexo do que é a depressão. É verdade que nem todos os quadros depressivos se apresentam desta maneira. Alguns deles são mais leves, outros mais graves, mas, de alguma maneira, todos eles apresentam os sintomas descritos, em maior ou menor grau.
“Se pensarmos em doenças mentais no geral, é estimado que um em cada cinco portugueses sejam donos de uma perturbação mental.”
os problemas com esforço e resolução. Mas, agora, não. Agora, estamos atolados. E como é isso possível? Perguntamo-nos como é possível falhar desta maneira, agora. Agora, todos os problemas se densificam no seio desta tristeza exagerada, que não é bem tristeza, é uma coisa maior, mais profunda, é quase uma ausência de sentimento, uma indiferença face ao presente, uma irresolução face ao passado e uma angústia face ao
Mas, talvez, mais importante do que dizer o que é a depressão, é dizer o que ela não é. A depressão não é uma demonstração de culpa ou de fraqueza moral; não é um fingimento invisível; não é uma desculpa para não querer trabalhar ou para fugir; não é uma invenção dos médicos ou das empresas farmacêuticas para vender medicamentos. A depressão existe, acontece no cérebro, com repercussões em todo o corpo. É responsável por grande parte do sofrimento humano neste século. A boa notícia é que há algumas coisas que a depressão tem. Duas delas são solução e tratamento, que podem ser farmacológicos ou psicoterapêuticos, ou ambos, dependendo dos casos. E não, os medicamentos não pretendem deixar as pessoas prostradas ou zombies. Também não há que ter medo dos fármacos, porque existem para que a situação possa melhorar. O importante é não adiar o tratamento e a procura de ajuda, porque a depressão é como uma planta daninha: quanto mais o tempo passa, mais fundo se estendem as suas raízes. Devemos ser bons jardineiros e não permitir que a depressão arruíne as boas plantas do nosso jardim n
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Dr. César Martins Dermatologista Policlínica da Benedita
Albinismo: Entre as crenças, a falta de meios e informação A importância das ONGD e das missões médicas
“A 22 de Fevereiro deste ano, uma criança de doze anos foi raptada na sua casa, no povoado de Naicuanha (Distrito de Lichinga, norte de Moçambique). Encontrava-se a dormir com os seus pais, quando estes foram ameaçados por desconhecidos que empunhavam uma arma – que posteriormente se constatou que era de brinquedo, feita em madeira. No dia seguinte foi descoberto o corpo da criança sem vida, com os membros superiores e inferiores amputados. A polícia está a trabalhar para capturar os autores deste crime bárbaro, para que sejam responsabilizados.” Esta é uma notícia frequente de se ouvir na medida em que os albinos são perseguidos, torturados e os seus corpos violentados para serem usados por feiticeiros em África com o intuito de fazerem poções mágicas. O albinismo é uma condição genética, que se manifesta no ser humano e que leva à ausência da produção de um pigmento que dá cor à pele, íris e cabelo: a melanina. Não é uma doença. Não é contagioso. Não se transmite. No ser humano já estão identificados vários genes que levam a diferentes graus de albinismo, desde a ausência total de pigmentação da pele, cabelo e olhos do OCA1 (OCA - oculocutaneous albinism – albinismo óculo-cutâneo), que acarreta ainda redução da acuidade visual, fotofobia (sensibilidade à luz) e nistagmo
(movimentos involuntários dos olhos que tornam difícil focar), ao albinismo OA (ocular albinism – albinismo ocular) que como o próprio nome indica, afeta apenas a pigmentação da íris. Para alguém manifestar esta condição, que é recessiva, tem de a herdar dos dois lados da família, ou seja, tanto a mãe como o pai têm de ser portadores de um destes genes. Pode ser comparado, de um modo simplista, aos olhos azuis numa pessoa. O gene terá de vir dos dois lados para se manifestar. O albinismo, grosso modo, afeta uma média de 1 em cada 20.000 pessoas do mundo. A sua prevalência tem, no entanto, um valor diferente numa análise da sua distribuição por gene envolvido, por grupos étnicos e por regiões do globo. O OCA1 é o subtipo mais comum e é responsável por cerca de 50% dos casos em todo o mundo, sendo predominante em caucasianos, seguido pelo OCA2, com 30% dos casos mundiais, com prevalência no continente africano, estimandose que afete uma média de 1 em cada 10.000 pessoas e nalgumas populações, até 1 para cada 1.000. Já o OCA3 aparece apenas no sul do continente africano, é praticamente ausente em caucasianos, a sua prevalência é de 1 para cada 8.500 e representa 3% dos casos a nível mundial. O OCA4 é muito raro entre caucasianos e
africanos, no entanto é responsável por 17% dos casos mundiais e no Japão é responsável por 1 em cada 4 casos de albinismo oculo-cutâneo. Há outros genes, mas estes são os que têm mais expressão. O isolamento geográfico de algumas populações também pode ser um dos responsáveis por haver zonas do globo com taxas maiores de pessoas com albinismo, como sejam ilhas ou zonas remotas com acessos muito difíceis. Para uma pessoa com albinismo, o sol pode ser o seu maior inimigo. Sem a barreira da melanina e se não for utilizada roupa e sapatos adequados ou outra proteção como protetor solar, chapéus e óculos de sol, os raios ultra-violeta A e B podem exercer o seu efeito nocivo e dar início a uma série de lesões na pele e culminar em cancro. Os problemas de visão que o albinismo também acarreta, como falta de acuidade visual, nistagmo e estrabismo, tornam difícil a vida escolar e a integração na sociedade, caso não possuam os meios necessários para conseguir ter óculos corretivos e com proteção contra os raios ultravioleta. Em adição aos problemas de saúde de que sofrem, em todo o mundo estas pessoas são olhadas com preconceito, como diferentes, como não pertencendo à sociedade, por terem algumas características físicas que as distinguem da maioria. Mas enquanto isto em alguns países ou locais não é tão óbvio, noutros coloca
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A Kanimambo
estas pessoas em risco acrescido.Como se não bastasse terem uma expectativa de vida reduzida devido aos cancros de pele, a sua diferença torna-se alvo de perseguições. Questões culturais e o difícil acesso ao sistema de saúde convencional alimentam o tradicional recurso a feiticeiros, atores principais na criação de crenças relacionadas com entidades sagradas. Este sistema de crenças provoca o preconceito, a exclusão social e incentiva o crescimento de ações criminosas. Culturalmente, o nascimento de uma criança com albinismo é considerado uma maldição para a família e para a comunidade. Existem relatos de bebés com albinismo mortos à nascença pelos próprios pais ou levados a líderes espirituais. Mães de crianças com albinismo são pressionadas a abandonar os seus filhos. As condições de pobreza e o difícil acesso à educação não permitem que as pessoas sejam devidamente informadas. É fundamental acompanhar e sensibilizar as famílias e as comunidades. Se por um lado, as pessoas com albinismo são referenciadas a forças do oculto e vistas como causa de azar, doença ou morte, por outro, são potenciadas como fonte de cura, purificação, poder e sorte. O mito tornou a ausência da cor na pele num elemento extremamente perigoso para quem é portador de albinismo. Perseguição, ataques físicos e mutilações conduzem, na grande maioria dos casos, à morte.
E o que podemos fazer por estas pessoas? As maiores necessidades das pessoas com albinismo estão relacionadas com a segurança, com o acesso à educação e aos cuidados de saúde. É fundamental criar leis e mecanismos de segurança, informar convenientemente para desmistificar as crenças erróneas e aplicar punições aos crimes cometidos contra as pessoas com albinismo. Este é um objetivo para
os governos dos países.É necessário investir na área da educação para permitir trabalhos mais qualificados, sem ser no exterior para que fiquem protegidos do sol. A educação é também uma forma de apoiar, integrando as pessoas com albinismo na sociedade. Também é um objetivo do governo dos países em questão, mas onde as ONGs dão um grande contributo. Advertir para a prevenção do cancro de pele e para os cuidados dermatológicos e oftalmológicos, é extremamente importante para que as pessoas com albinismo melhorem a sua qualidade e esperança de vida. Falamos do uso de roupa, sapatos, chapéus e protetores solares, que protejam do sol, e do uso de óculos. É importante dizer que os óculos apropriados são determinantes ajudar a vencer a barreira do relacionamento e da aprendizagem. E assim surge a ONGD Kanimambo Associação de Apoio ao Albinismo, que tem tido um papel indissociável dos progressos e ajuda a esta causa. Criando um movimento espontâneo e solidário de jovens, que se organizaram para angariar, recolher e enviar artigos de proteção solar (protetores solares, chapéus de sol e cicatrizantes) para crianças e adultos com albinismo. Milhares de protetores solares e cremes cicatrizantes foram distribuídos com o auxílio dos seus parceiros, incontáveis panamás e outros tipos de chapéus, roupas e óculos de sol com proteção UV foram distribuídos. Várias missões institucionais e uma missão ligada a um projeto de educação foram realizadas, auxílio prestado a outras ONG e associações no terreno. Três missões médicas foram realizadas, duas de oftalmologia e uma de dermatologia, que permitiram tratar e auxiliar muitas pessoas com albinismo e fornecer óculos graduados com proteção UV. Pode conhecer mais sobre esta ONGD em www.knmb.pt ou facebook.com/KanimamboONGD n
A Kanimambo é uma ONG portuguesa que protege os albinos considerando imperativo que se promova a educação, única arma contra as crenças falsas e retrógradas que associam albinismo a feitiçaria, que tantas vidas têm ceifado precocemente. Acredita que o conhecimento poderá iluminar o caminho para uma realidade melhor, onde as pessoas com albinismo possam viver em segurança nas suas comunidades..A Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV) estabeleceu um protocolo de cooperação com a Kanimambo, que se concretizou na 1ª Missão Médica de Dermatologia da Kanimambo | Nampula e Maputo (Moçambique) | Fevereiro 2019. A equipa deslocou-se para a realização de consultas e cirurgias a pessoas com albinismo bem como empreender ações de formação de âmbito hospitalar e universitário junto de estudantes de medicina de diferentes universidades e médicos de medicina geral e familiar em colaboração com o Ministério da Saúde de Moçambique. A missão de dermatologia foi o primeiro passo desta colaboração, no âmbito da qual os dermatologistas Dr. César Martins e Dr. Ricardo Vieira examinaram e trataram doenças e cancros de pele no Hospital Central de Maputo e no Hospital Central de Nampula.
Quer ajudar? Junte-se ao Grupo de Amigos da Kanimambo! Poderá doar 5€/ mês (contribuição mínima) de forma a permitir o funcionamento e a expansão dos projectos da associação. Saiba mais em knmb.pt”
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Dra. Maria Gama* Nutricionista
Já andamos todos a pensar que o natal está a chegar. Normalmente o aumento de peso nesta época é uma preocupação e por isso mesmo, resolvi falar um bocadinho sobre isso neste artigo e partilhar estratégias para ter um mês de dezembro mais equilibrado.
Dicas para controlar o seu peso no Natal Um ponto importante: o Natal são os dias 24 e 25, e não desde dia 1 de dezembro até dia 7 de janeiro, o dia dos Reis. Primeiro que tudo é fundamental que organize os seus dias festivos, ou seja, as refeições e as sobremesas que irão existir. Tente não fazer comida em excesso, a maioria das vezes há imensas sobras e por isso mesmo acaba por exagerar dias seguidos. Faça algumas alterações na confeção dos pratos e das sobremesas: diminua a quantidade de açúcar, substitua o óleo pelo azeite, opte por lacticínios magros ou naturais e diminua a quantidade de sal. Utilize canela ou coco ralado para dar sabor a algumas sobremesas, bem como frutas doces (banana, manga, puré de maçã ou pera)
Faça todas as refeições no dia 24 e 25, pequeno-almoço, meio da manhã, almoço, lanche e jantar. Ficar o dia todo sem comer para depois aproveitar a mesa de natal não é uma boa ideia, pois fará com que exagere nas entradas, refeição principal e sobremesas. Evite petiscar entre as refeições, principalmente quando prepara os pratos e as sobremesas para a ceia de natal, ou seja, não prove tudo o que preparar. Para que isso não aconteça, é fundamental que faça várias refeições durante o dia para estar saciado e não sinta essa necessidade. Faça escolhas: É importante que pense o que realmente gosta mais da mesa de natal e consiga
fazer escolhas: quanto às sobremesas, tente começar por uma peça de fruta e depois escolha a sobremesa que mais gosta. Caso queira mais que uma, coloque menor quantidade no prato. Inicie a refeição com uma sopa de legumes: Começar todas as refeições principais com um prato de sopa de legumes, independentemente do tipo de refeição pois a maioria das vezes, comemos mais que a conta. Ao comer a sopa, consegue controlar melhor a quantidade ingerida do prato seguinte. Sendo este dia um dia especial faça menos abusos comendo a sopa antes. Não deixe de lado a atividade física nestes dias: pode não ter tanto tempo, mas uma caminhada de 30 minutos não influenciam
*Licenciada em Ciências da Nutrição, é responsável pelo projeto Põe-te na linha que tem como objetivo promover a adoção de uma alimentação e estilos de vida saudáveis. Além de consultas de nutrição, desenvolve diversos workshops e palestras. No âmbito do projeto dinamiza também o blog Põe-te na linha no qual partilha diversos conteúdos relacionados com o seu estilo de vida, nomeadamente receitas e dicas. Pode conhecer o seu trabalho no site www.poetenalinha.pt, instagram @poete.nalinha ou facebook.
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os preparativos para este dia tão importante. Defina na sua agenda, marque a hora e quem sabe, convide a sua família para o acompanhar. No dia 26 tome logo uma atitude e volte à sua rotina: Não prolongue o Natal até ao fim do ano. E para isso é importante que distribua as sobras ou as congele; comece sempre as refeições com um prato de sopa; exagere nas verduras e legumes às refeições e deixe as sobremesas e doces de lado. Devemos ter estes cuidados na época natalícia como durante todo o ano. Todos nós podemos comer de TUDO, desde que de forma equilibrada! O Natal é dia 24 e dia 25: nesses dias esteja à vontade, mas no entanto, e até lá, deixe de lado as rabanadas, os doces e o bolo-rei. Não se esqueçam, cada um de nós faz as escolhas que QUISER, e nada mais n
ALETRIA SEM AÇÚCAR Modo de preparação e confeção: Comece por cozer a Aletria em água. Num tacho à parte coloque o leite, o pau de canela e a casca de limão a aquecer. Triture as peras com a varinha mágica numa tigela e envolva com a água de cozer as peras até ficar homogéneo. Junte à mistura Ingredientes: anterior (leite, pau de canela e limão), mexa e deixe até levantar Aletria Milaneza fervura. 200 ml de leite magro Depois, devagar, junte a aletria a esta mistura, mexendo sempre (pode usar água) para ficar bem envolvido (coloquei a quantidade de aletria de 2 peras cozidas (+ 50ml água de cozer as peras) forma a ficar uma mistura cremosa) Bata as gemas e misture com um pouco de leite numa tigela. 2 gemas Retire o tacho da Aletria do lume e envolva as gemas, mexendo Pau de canela bem para ficar homogéneo e bem envolvido. Canela Leve novamente ao lume, no mínimo, durante dois minutos Casca de limão Aproveito para partilhar convosco uma receita um bocadinho diferente, que fiz para o meu filho: Aletria (sem açúcar), adoçada com puré de fruta, que pode ser uma sugestão para quem tem bebés:
PME EXCELÊNCIA 2020 POLICLÍNICA CENTRAL DA BENEDITA, S.A.
É com grande honra que distinguimos o nosso Cliente Policlínica Central da Benedita, S.A., pela sua solidez financeira, qualidade e excelência de gestão. Candidatura apoiada pelo Crédito Agrícola.
Licínio Pina Presidente do Conselho de Administração Executivo Grupo Crédito Agrícola
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Carla Ferreira Médica Psicóloga na Clínica de Olhalvas e Policlínica da Benedita
A importância dos animais de companhia Há séculos que o ser humano domestica animais. Nem sempre como o melhor dos propósitos e nem sempre com a clara consciência de que mais do que seres vivos são seres sencientes, dotados da capacidade de sentir sensações e sentimentos de forma consciente, de terem uma percepção do que lhes acontece e do que os rodeia, que necessitam por isso de cuidados e afectos específicos à sua espécie e necessidades . Hoje, mais do que nunca, assiste-se a uma humanização no seu trato, sendo que a própria lei já os protege de algumas situações infelizes. Estamos, porém, ainda longe de encontrar um ideal que nos coloque no patamar de evolução sintónico o suficiente para os proteger de todos males como merecem. E merecem
muito e por tudo. Merecem antes e acima de qualquer outro motivo porque são detentores de direitos. Mas merecem também porque podem significar muito em inúmeras vidas humanas, que neles constroem a satisfação das suas necessidades relacionais, quando assim faz sentido, ou quando ninguém mais as
consegue ou pode preencher. Ao longo dos meus anos de trabalho já me deparei com diversas vidas que superaram momentos difíceis graças aos seus animais de estimação. Já encontrei crianças com atrasos de desenvolvimento ou dificuldades de interacção emocional, que com eles evoluíram muito, pela
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capacidade inata que têm de não nos falhar nem nos desiludir. Também já encontrei animais que pereceram devagarinho após a morte dos seus queridos donos, pela tristeza e solidão. Já os vi agitados perante a aflição dos donos, num entendimento muito próximo do sexto sentido, provando, por isso, que também todos os outros poderão ser reais. Após o tempo de pandemia e a solidão que se instalou em inúmeras casas, a importância da companhia dos animais tornou-se ainda mais relevante. Durante meses, muitas pessoas centraram as suas interacções nos seus animais de estimação, que constituíram uma fonte de afecto e proximidade, que nos foi vedada pelos limites sanitários impostos pelas autoridades de saúde. Num momento de fragilidade humana, foram eles que em muitos lares assumiram a função de um ser vivo presente incondicionalmente, independentemente da quarentena ou outras medidas de protecção. Talvez possamos não ter pensado muito sobre isso, mas na realidade a sua função na manutenção da saúde mental das pessoas foi muito elevada, pela capacidade de serem responsivos e atentos. Não posso deixar de apelar para a responsabilização das pessoas que pensam adoptar um animal. Percebendo a elevada importância que podem ter na vida das pessoas, é muito injusto que se tome esse encargo, se não existir motivação para tal. Ter um animal implica responsabilidade, tempo, dedicação, foco e capacidade monetária para o alimentar e levar ao veterinário quando adoecem ou envelhecem. Qualquer relação implica reciprocidade, zelo, cuidado, para ser satisfatória. De outra forma apenas cumprirá um qualquer capricho emocional passageiro. Se sentir que é esse o seu caso, aceite, a vida é feita de escolhas e opções. Será uma decisão muito mais acertada do que não assumir a responsabilidade por um animal que ficará a seu cargo e que não vai ser feliz. Para terminar, deixo três testemunhos que permanecerão anónimos e que nos descrevem na perfeição o que atrás referi.
atenta, parada e corre pela casa, animada, quando chego a casa. Já me viu preocupada e aflita, e nesses momentos mia à minha volta, em círculo, como se quisesse proteger-me e conter o que sinto.
Sobre os cães
Não lhe atribuo nenhum dom, apenas um conhecimento de anos, uma dedicação bilateral, uma sensibilidade mútua.Faz parte da minha vida, e é um dos meus melhores colos.” T.
“Os meus cães têm sido tudo. Numa sequência de momentos duramente desestruturantes, foram (e continuam a ser) a constância de ternura, de afeto, de confiança. A certeza da aceitação incondicional. A sua fragilidade e pouco tempo de vida, nunca deixam de me causar uma enorme tristeza e angústia. Imaginar-me sem eles é desolador. Concebo com muita dificuldade uma vida sem eles sempre ao meu lado. Assustame demasiado. A visão de poderem sofrer, perturba-me profundamente. Ser a única pessoa responsável por eles e pelo seu bem estar, muitas vezes torna-se muito limitador perante outras escolhas, caminhos e dinâmicas. Mas se o faria tudo outra vez? Sem dúvida. O seu amor incondicional é libertador. São perfeitos. Não falham, fazem-me sempre sentir melhor. São sempre a opção certa, determinante no retorno e sem desilusões. “ M.
Sobre as aves
“Um dia um sobrinho trouxe-me um canário e foi com grande relutância que o aceitei pois não gosto de aves fechadas em gaiolas. Dia a dia ia aumentando o tempo em que a minha mão permanecia dentro da gaiola, perto dele e assim foi também ficando menos agitado na sua presença. Até que já comia instalado na minha mão perfeitamente confiante. Não tardou que o retirasse da gaiola e o deixasse voar pela casa. Tem sido espantoso que venha para cima da mesa onde trabalho e abra as asas para que eu lhe faça festas na barriga e alise as penas. Que se aninhe no meu colo como se o fizesse no ninho.
Sobre os gatos
“A minha gata reage ao que eu sinto como ninguém. Contempla as minhas tristezas,
Confesso que ainda me parece surreal que um passarinho com uma cabeça tão pequena tenha um coração tão grande, capaz de tanta companhia e carinho. Acho que sabemos muito pouco sobre os animais que nos rodeiam e a sua capacidade de amar” n
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Breves SEBASTIAN STEUDTNER NA POLICLÍNICA
Realizou-se a 30 de Outubro a cerimónia dos Red Bull Big Wave Awards 2021, considerados os Óscares das Ondas Grandes, com a Praia do Norte, na Nazaré, em destaque numa das categorias. O alemão Sebastian Steudtner foi o vencedor da categoria da Maior onda do Ano surfada em Tow-in. Um momento que aconteceu a 29 de Outubro de 2020, há precisamente um ano. Um dos momentos mais aguardados desta cerimónia é perceber se algum dos finalistas bate o Recorde do Guinness para a Maior Onda Surfada da história. Como não há qualquer menção da WSL a esse cenário, nem sequer a medida exata da onda de Sebastian, tudo indica que este ano não houve recorde do Mundo e que o detentor desse registo continua a ser o brasileiro Rodrigo Koxa, com uma onda de 24,4 metros, surfada em 2017 n
Para quem gosta de o ver ao “vivo”
Sebastian Steudtner nosso utente e amigo, visitou as nossas instalações na Benedita. Agradecemos a preferência e desejamos-lhe uma boa época!
TRATAR O FUTURO COM RESPEITO: DIA DO IDOSO O Dia Internacional do Idoso celebra-se anualmente a 1 de outubro. Este dia foi instituído em 1991, pela Organização das Nações Unidas (ONU), com o objetivo de sensibilizar a sociedade para as questões do envelhecimento e a necessidade de proteger e cuidar da população mais idosa. O envelhecimento da população mundial, é cada vez mais, não só um problema de saúde pública, mas também um problema social, económico, político, um desafio e uma oportunidade a resolver hoje e no futuro próximo. Existem no mundo 600 milhões de pessoas com mais de 60 anos. Em 2025 este número será o dobro, ou seja, 1200 mil milhões. A União Europeia (UE) tinha a 1 de janeiro deste ano, uma população de 447 milhões de pessoas, das quais 10,3% deles em Portugal. Segundo dados do Eurostat, Portugal é o segundo país na europa com mais idosos (22%) a seguir a Itália (23%), e será em 2050 um dos países da União Europeia com maior percentagem de idosos e menor percentagem de população ativa. O Instituto Nacional de Estatística prevê igualmente que no ano de 2050, que um terço
da população portuguesa seja idosa e quase um milhão de pessoas tenha mais de 80 anos. Portugal é o país em que os idosos têm menor qualidade de vida, são mais frágeis e mais dependentes, condicionando um aumento dos custos com a saúde e com a dependência. Respeitar as pessoas idosas é tratar o próprio futuro com respeito, pois um dia seremos todos idosos. É de crucial importância promover o convívio entre os idosos e as demais gerações entre muitas outras acções que devemos levar a cabo para ajudar os mais carenciados. Os idosos são pilares no seio da família, eles são responsáveis pela transmissão de valores e de conhecimentos aos mais novos, funcionando como um ponto de equilíbrio familiar, ajudando à criação dos mais novos. São muitas vezes os avós que cuidam e educam os netos, que estão ali para suprir alguma necessidade monetária ou afectiva. Esta realidade, levou o Papa Francisco a instituir o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, que foi celebrado no quarto domingo de Julho, este ano no dia 25. Dia em que foram lembradas as perdas e a solidão ainda mais marcada pela pandemia, sob o lema que devemos adoptar “Eu estou contigo todos os dias” n
GRUPO H A APOIAR A 5.ª EDIÇÃO DA RAMPA DA CELA No dia 17 de Outubro, todos os caminhos foram dar à Cela! O Grupo H Saúde foi o Parceiro Oficial em Serviços Médicos da 5.ª Edição da Rampa da Cela n
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DIA DE S. MARTINHO COMEMORADO NO GRUPO H SAÚDE
Frases e Provérbios de São Martinho
Um bocadinho de história sobre a origem desta celebração. O Dia de São Martinho é celebrado anualmente a 11 de Novembro e é tradição celebrar-se a data com um magusto, que consiste em castanhas assadas. A tradição é tão popular que o Dia de São Martinho também é lembrado como o Dia do Magusto. A lenda conta que certo dia, um soldado romano chamado Martinho estava a caminho da sua terra natal. O dia estava frio e Martinho encontrou um mendigo que lhe pediu esmola. Para o proteger do frio, rasgou a sua capa em dois e ofereceu uma das metades ao mendigo. Nesse preciso momento o dia ficou quente ("Verão de S. Martinho"), como recompensa pelo seu bondoso gesto.
Martinho de Tours, São Martinho, nasceu em 316. Foi militar, bispo e tornou-se um santo padroeiro dos mendigos, alfaiates, peleteiros, soldados, cavaleiros, curtidores, restauradores e produtores de vinho. Faleceu em 397.
Inês Gomes; Liliana Ribeiro; Eduardo Santos e Francisco Gonçalves
Vanessa Passarinho; Sara Cordeiro e Catarina Honório
Tânia Diogo; Inês Bernardino e Enf. Andreia Pedro
Cláudia Gonçalves; RitaBrito e IsabelMonteiro
Rute Sousa e Adélia Rodrigues
Adelia Rodrigues e Patricia Cardoso
Rute Sousa e Enf. Graciete Ponte
Ângela Barradas e RuteSousa
Dra.Margarida Mendes e Sara Martinho
São Martinho cortando sua capa para proteger o mendigo do frio
• Por S. Martinho, semeia fava e o linho. • Se o inverno não erra o caminho, tê-lo-ei pelo S. Martinho. • Se queres pasmar o teu vizinho, lavra, sacha e esterca pelo S. Martinho. • No dia de S. Martinho, vai à adega e prova o vinho. • No dia de S. Martinho, castanhas, pão e vinho. • No dia de S. Martinho com duas castanhas se faz um magustinho. • Dia de S. Martinho, fura o teu pipinho. • Dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho. • Pelo S. Martinho, todo o mosto é bom vinho.
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Dr. Francisco Gonçalves Gestor de Formação da Academia H Saúde
Intervenção Bélica nas Qualificações Pegando na palavra que o Vice-Almirante Gouveia e Melo utilizou para descrever a missão para o qual foi chamado e justificar o camuflado que envergava, a “Guerra” que enfrentamos provocada pela crise pandémica que ainda nos assola, necessita de ser combatida em duas duras batalhas, por um lado a luta pela procura e administração de uma vacina contra o vírus e por outro lado uma luta robusta e eficaz que impulsione as economias e nos possibilite sair desta crise ainda mais fortes, sustentáveis, coesos e competitivos. A primeira batalha foi brilhantemente ganha, as vacinas apareceram e o processo de vacinação decorreu de forma eficaz e eficiente, devido a um trabalho de equipa liderado, de forma irrepreensível, pelo ViceAlmirante Gouveia e Melo, mas onde mais uma vez os nossos enfermeiros/as foram “soldados” incansáveis. A segunda batalha está em andamento e para essa foi necessário encontrar uma arma que auxilie a recuperação económica. A Europa uniu-se como nunca e apresentou o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a famosa Bazuca, belicamente denominada por Portugal. Este orçamento de longo prazo da União Europeia, juntamente com o NextGenerationEU (instrumento temporário, criado para estimular a recuperação), será o maior pacote de medidas de estímulo alguma vez financiado na Europa, ascendendo a um montante total de 2,018 biliões de euros. Ao nosso País estão destinados 16,6 mil milhões de euros de financiamento total, a executar até 2026, sendo composto por 14 mil milhões de euros a fundo perdido e o restante em empréstimos.
Cientes da importância que a educação e formação têm para o aumento das qualificações e competências, sendo estas verdadeiramente um dos motores da competitividade que as nossas empresas necessitam para se reerguerem e recuperarem da situação desvantajosa em que se encontram, fruto das profundas mudanças ocorridas na economia e até na própria sociedade e porque Portugal tem de “sair desta crise mais qualificado e preparado do que estava há cerca de dois anos” como referiu o nosso Primeiro Ministro, atingindo o objetivo de conseguir ter a geração mais qualificada e mais próxima dos níveis de qualificação da União Europeia, o Plano apresentado por Portugal contempla uma verba 1500 milhões de euros para a um conjunto de ferramentas dedicadas à formação, qualificação e competências, dos quais 400 milhões de euros são dedicados à dimensão da formação profissional e, em particular, da formação contínua. A juntar a esta verba do PRR (2021-2026), surge ainda a verba do novo quadro comunitário Portugal 2030 e as últimas verbas que restam do velho quadro comunitário Portugal 2020. No total falamos de um investimento de 5 mil milhões para melhorar as qualificações e competências de trabalhadores e empresas até 2030. A modernização da escola digital e a aposta no ensino profissional são as duas principais apostas do Governo para a educação no PRR. Para isso será necessária uma reconversão e qualificação profissional. Investir, por um lado, na formação profissional das novas gerações
e, por outro lado, na requalificação profissional da população ativa que tem de aprender a trabalhar com as novas ferramentas, de forma que ninguém fique para trás (como acontece na Guerra) e perca o comboio da transformação digital. Nesse sentido, foi já assinado um acordo sobre Formação Profissional e Qualificação entre o Governo e os parceiros sociais que tem como objetivos: • Criar condições para aumentar a formação e as qualificações em Portugal; • Alcançar a meta europeia de ter, até 2030, 60% dos adultos entre os 25 e os 64 anos em ações de aprendizagem ao longo da vida. Portugal tem a maior percentagem de adultos entre os 25 e os 64 anos, na vida ativa, que não concluíram o ensino secundário ou equivalente (44%), enquanto a média europeia é 20,8%. Esta é uma grande oportunidade para a Europa, mas principalmente para Portugal. A bazuca de dinheiro é uma oportunidade de fazer diferente e não repetir erros do passado, na aplicação de fundos europeus. Não podemos permitir que a bazuca se transforme numa granada que nos explode nas mãos. A Academia H Saúde continuará sempre atenta aos novos reptos que se colocam ao mundo empresarial e às oportunidades que surjam para poder contribuir para o crescimento das empresas e alavancar o sucesso profissional dos colaboradores. • Nesta Guerra não seremos neutros, estamos disponíveis em ser aliados no aperfeiçoamento das competências dos recursos humanos, tornando-os em soldados de elite prontos a combater pela competitividade.n
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Pessoas & Animais
Histórias com pêlo Rita Dias e Ricardo Silva, voluntários da Casa dos Animais de Lisboa, tiveram a excelente ideia de pedir a escritores e personalidades públicas que batizassem e escrevessem sobre um dos "orfãos" a aguardar adopção. Dando assim maior visibilidade, para o sofrimento e necessidade de um lar, para tantos animais que entristecem todos os dias, vítimas de maus tratos e abandono, nas várias associações que lhes dão abrigo e os protegem, a aguardar por alguém que os adopte com responsabilidade.
Miguel Lobo Antunes Licenciado em Direito. Foi vice-presidente do Instituto Português do Cinema, administrador do Centro Cultural de Belém e da Culturgest. Agraciado com os graus de Comendador da Ordem do Mérito e de grande-oficial da Ordem do Infante D. Henrique. Actor protagonista do filme de João Nicolau “Technoboss”, premiado no Festival de Sevilha.
Nabucodonosor por Miguel Lobo Antunes Chamo-me Nabucodonosor II. O meu dono era especialista no Antigo Testamento. O nome era maior do que eu, difícil de dizer depressa e desequilibrado nas ordens que me dão: “Busca, Nabucodonosor II!”, “Senta, Nabucodonosor II” de modo que passaram a chamar-me Micas. Não é um nome tão imperial, é mesmo pouco másculo, mas a gente habitua-se a tudo. Não conheço mais nenhum cão Micas. Cadelas, eram duas, noutro bairro em que vivi. O meu dono, um rapaz bem parecido, passeava-me depois do jantar. Aliviava-me e ele metia conversa com umas raparigas que andavam pelo jardim com os meus colegas. Parece que aquelas conversas eram frutuosas para todas as partes envolvidas. Não me punha trela. Achava que bastava a sua autoridade. Uma noite, a jogar às escondidas com a rapaziada, afastei-me do jardim e de repente não sabia onde estava. Ainda ladrei duas
ou três vezes, vieram uns senhores à janela chamar-me nomes e mandar-me calar. Foi assim que começou a minha tristeza. Cheio de frio e de fome, andei semanas à procura do meu dono. Disseram-me que se desinteressou de mim, e fixou-se numa vizinha que tinha um cão de colo. Levou a vizinha e o cão dela lá para casa. Esqueceume. Estava nisto, apareceu uma carrinha e puseram-me no canil. Um cão precisa de pessoas. O dono, ou a dona, chegam a casa e dou ao rabo, salto-lhes para as pernas sem arranhar, ladro baixinho. Estão a fazer o jantar, enrosco-me a um canto e fico a olhá-los. Sentam-se no sofá a ver televisão, deito-me ao pé deles e como sou quentinho e tenho um pelo agradável entretêm-se a fazer-me festas. As crianças gostam de mim, levo-as às costas. Não quer experimentar? n
Ficha 1178/17 Para adoção na Casa dos Animais de Lisboa Mais informações: https://bit.ly/3FDOd2O Telefone da CAL: 21 817 2300 Fotografia ©️Ricardo Duarte Silva
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Restaura a função intestinal em doentes com SII, com hipersensibilidade intestinal ou após a ingestão de medicamentos1
Ação mecânica2
Destina-se ao alívio e prevenção de diarreia crónica ou recidivante1 Normaliza a permeabilidade intestinal2 Melhora os sintomas de tensão abdominal, dor, 1 inchaço e flatulência NOVA APRESENTAÇÃO
NOVA
APRESENTAÇÃO
15 cápsulas
60 cápsulas CN: 185221.2
15 cápsulas CN: 192592.3 Indicação. GELSECTAN® destina-se a restaurar a função intestinal naqueles doentes que sofrem alterações, devido ao Síndrome do Intestino Irritável (SII), hipersensibilidade intestinal ou após ingestão de alguns medicamentos para alívio e prevenção de sintomas como diarreia crónica ou recidivante, tensão abdominal, dor, inchaço e flatulência. Apresentação. Blister com quinze ou sessenta cápsulas para uso em adultos. Composição. Xiloglucano, Proteína de Ervilha e Extrato de Grainha de Uva, Xilooligossacarídeos, Estearato de Magnésio (origem vegetal) e Sílica Precipitada Amorfa. Instruções de utilização. Ingerir a cápsula com líquidos. Dose. 1 ou 2 cápsulas, dependendo da gravidade dos sintomas, duas vezes ao dia (de manhã antes do pequeno-almoço e à noite antes do jantar) durante 2 a 4 semanas. O tratamento pode ser mantido se necessário. Advertências. • A consulta com um profissional de saúde antes de utilizar o produto não é necessária. No entanto, essa consulta é aconselhável em caso de sintomas graves ou persistentes ou quando há dúvidas sobre o diagnóstico, principalmente em idosos. • Este dispositivo médico não é um tratamento farmacológico. Se tal tratamento for recomendado por um profissional de saúde, este dispositivo médico pode ser administrado simultaneamente. • Embora não se conheçam efeitos secundários, recomenda-se que o produto não seja utilizado durante a gravidez ou nos primeiros meses de amamentação, salvo indicação em contrário de um profissional de saúde. • Não utilize o produto após ultrapassado o prazo de validade impresso na embalagem. • Não utilize o produto se o blister estiver aberto ou danificado. • Não conservar acima de 25°C. Não congele. • Mantenha o produto fora do alcance das crianças. Contraindicações. O GELSECTAN® não deve ser utilizado em doentes com hipersensibilidade conhecida a xiloglucano ou a qualquer outro ingrediente do produto listado na sua composição. Não deite este dispositivo médico na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora o que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
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1. Instruções de utilização do Gelsectan®. 2. Balboa A, Ciriza C, Delgado-Aros S, et al. Documento de actualización de la Guía de Práctica Clínica sobre el síndrome del intestino irritable. Asociación Española de Gastroenterología. IMC International Marketing & Communications 2017:3-4. GELSECTAN® cumpre a legislação em vigor em matéria de produtos de saúde. PT/GEL/1217/0012a. Data de Revisão do material 04/02/2019 GELSECTAN é uma marca comercial da Noventure S.L., utilizada sob licença pelo grupo de empresas Norgine. NORGINE e o respetivo logótipo são marcas registadas do grupo de empresas Norgine. Material destinado a utilização exclusiva por profissionais de saúde.
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