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# 03 / DEZ JAN 2013

Fernanda Motta

defensor

DA passarela pARA A TV

O ADVOGADO Kakay e suas hist贸rias

Itamaraty

Amazonas

O fascinante pal谩cio do Brasil

O rio que nasce nos Andes


Editora-chefe Paula Santana Coordenadora Marcella Oliveira Reportagem Marina Macêdo, Marcella Oliveira e Raquel Jones Editora de arte Chica Magalhães Assistente de arte Vanessa Farias Editor de fotografia Celso Junior Assistente de fotografia Davidyson Oliveira Fotografia Celso Junior, José Pedro Monteiro e Pablo Valadares Produção de moda e imagem Fabrício Viana

A Revista GPS, consciente das questões ambientais e sociais, utiliza papéis com certificação (Forest Stewardship Council®) na impressão deste material. A certificação FSC® garante que a matéria-prima é proveniente de florestas manejadas de forma ecologicamente correta, socialmente justa e economicamente viável, e outras fontes controladas. Impresso na Gráfica Coronário - Certificada na Cadeia de Custódia - FSC®.

Assistente de produção Karine Moreira Lima Colaboradores André Schiriló, Cleuci Oliveira, Fred Sartori, Gian Marco Uccello, João Rafael Torres, Marcio Vieira, Mauricio Lima, Patrícia Justino, Rui Faquini e Yan Acioli Revisão Jorge Avelino de Souza Marketing e Relacionamento Guilherme Siqueira Comercial e Administrativo Rafael Badra Assistente Comercial Diego Badra Consultora de Vendas Adriana Chaves

GPS|Brasília Editora LTDA. www.gpsbrasilia.com.br

Sócios-diretores Paula Santana paulasantana@gpsbrasilia.com.br Guilherme Siqueira guilhermesiqueira@gpsbrasilia.com.br

Tiragem 30 mil exemplares

Rafael Badra rafaelbadra@gpsbrasilia.com.br

Circulação e Distribuição BADF Express

SHIS QI 05, bloco F, sala 324 Centro Comercial Gilberto Salomão CEP: 71615-560 Fone: (61) 3364-4512

Impressão e Acabamento Gráfica Coronário


colaboradores

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Chica Magalhães

Fabricio Viana

Celso Junior

André Schiriló

Marcella Oliveira

Marina Macêdo

Raquel Jones

Yan Acioli

Vanessa Farias

Pablo Valadares

Karine Moreira Lima

Davidyson Oliveira

José Pedro Monteiro

Gian Marco Uccello

Cleuci Oliveira

Marcio Vieira

Maurício Lima

Fred Sartori

Patrícia Justino


ANO 1 – Nº 3 – DEZ/JAN 2013

Colar de platina cravejado com diamantes, Tiffany&Co.

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Bonito demais Por dentro do Palácio Itamaraty O mundo está aqui Ensaio fotográfico das embaixadas Um iate para chamar de seu Roteiros luxuosos a bordo de um cruzeiro Arte por toda parte Irmãos Guimarães no cenário local Inhotim, você precisa conhecer Um passeio pelo complexo cultural Montanha abaixo Temporada de esqui no Hemisfério Norte Sempre Chic Gloria Kalil lança seu quinto livro Brazil Foundation Festa reúne brasilienses em Nova York Entre Nós por Patricia Justino Tudo sobre moda, viagem e lifestyle sim em terras distantes Casamento longe de casa

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Digitalize por Gian Marco Uccello Conheça os destaques da música nacional Le Bon Marché Os 160 anos da loja de departamento parisiense Valeria Leão Nascida e criada em Brasília, ela cria grandes festas Eu desejo, tu desejas Relógios Rolex chegam ao Iguatemi Yára e Phelipe em Nova York Casamento de brasilienses movimenta NY Queda de braço Bíceps e tríceps torneados para o verão Esse ou aquele A diferença entre cosméticos e dermocosméticos irisina: quem é ela? O hormônio do emagrecimento Médicos do coração Quarteto de cardiologistas alerta a população Reciclar a vida Kurotel, centro clínico de longevidade

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Relógio Britain, Burberry

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By Cavalli Ortiga apresenta coleção italiana Sempre bem Carla Amorim recebe clientes em confraternização Peach night Festa de lançamento reúne importantes da cidade Fernando sabe tudo Maquiador oficial de O Boticário dá dicas O embaixador Paulo Uchôa ganha festa de Fabiano Cunha Campos Relógios Hublot Diomédio Santos festeja marca suíça Prato Principal: Estrelas Conheça os dez novos restaurantes do Guia Michelin LPG por Marcio Vieira Um mergulho no delicioso mundo da gastronomia novo chef Ex-jogador, Marcelo Petrarca desponta na culinária Pink and orange Família Cascão festeja aniversário de Maria Clara Mokai chegou Nova balada ferve a noite da cidade

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Sempre em frente Brasília se destaca em número de corredores Esgrima ação e reação Atletas brasilienses nos Jogos Olímpicos De fora para dentro Club 22 utiliza natureza nos esportes O importante é competir Como Brasília quase foi sede dos Jogos Olímpicos MOMENTO CERTO O melhor imóvel para investir em 2013 precisamos do futuro? João Rafael Torres e o tarô Muito interessante por Cleuci Oliveira Intercâmbio sem sair de casa e de graça Cristiano Araújo O mais jovem secretário tem planos ousados para o DF Super Fernanda Fernanda Motta estrela o editorial Adorável e Ilusório mundo da moda Marco Antonio analisa o universo fashion Páginas da Vida Mulheres e o seleto Clube do Livro

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Eu amo meu pet Histórias de amor e superação Os jardins de Ney Paisagista celebra 90 anos com livro Kakay, o defensor Advogado fala sobre carreira e vida pessoal Uma obra de arte Paloma Gastal: moda e arte em casa Um dia feliz Leitores indicam produtos de desejo FIDÈLE GUCCI Susan Neves: a melhor cliente de Brasília Parabéns pra você Fernanda Adriano faz festa para Melissa Gontijo Sabrina e Alisson Jovens se casam em grande noite new trend por fred sartori Colunista desvenda a fotografia como arte Exageraaado Estilista em ótima fase Desvie seu olhar para a arte brasileira Maurício Lima conta sobre artes plásticas as gêmeas Bebel e Sandinha na Fato Vestimenta Viva debora Debora Sarkis celebra a vida Alegria, Alegria Agenor Netto ferve no seu aniversário Joias e biquínis Duas designers em Brasília Gigante pela própria natureza Um jornalista e o Rio Amazonas Cenas Bom de ver nas festas último suspiro Primavera 2013

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# 03 / DEZ JAN 2013

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Bolsa Cabat, Bottega Veneta

Fernanda Motta

defensor

DA passarela pARA A TV

O ADVOGADO Kakay e suas histórias

Itamaraty

Amazonas

O fascinante palácio do Brasil

O rio que nasce nos Andes

Fernanda Motta veste Lenny. Fotografada por André Schiriló, com styling de Yan Acioli e beleza de Daniel Hernandez. Brincos Carla Amorim e pulseiras Grifith


Rio de Janeiro S達o Paulo Buenos Aires Punta del Este Milano N e w Yo r k Miami To k y o


Iguatemi BrasĂ­lia Park Shopping BrasĂ­lia Shopping


Guilherme Siqueira

Paula Santana

Este ano, quero paz no meu coração

N

em é mais novidade o comentário, mas é incrível como este ano passou por nós tal qual a velocidade da luz. Está vivo em minha memória o dia que estreamos no mercado, com Sabrina Sato. E parece que foi ontem que estivemos em Miami para entrevistar Romero Britto. A melhor parte dessa jornada meteórica é que ambos tornaram-se bons amigos da revista e nos prestigiam sempre que podem. Para estrear 2013, nossa intenção era publicar belas mulheres. Não só lindas fisicamente, mas esplendorosas em sua essência. Mulheres que chegam. Mulheres que acontecem. Naturalmente. E que ao mesmo tempo são despretensiosas, cool e cheias de atitude. Nada mais chique. Não tivemos dúvidas. Elegemos Fernanda Motta, veterana que, entre Nova York e São Paulo, divide seu tempo entre grandes comerciais e programas na TV. De Brasília, um dos rostos mais bonitos que se tem notícia: Paloma Gastal. Envolvida com moda e arte, foi nela que buscamos a nossa inspiração para as páginas de moda local. E como a época é de viajar, relaxar, fazer valer o ano que passou, nada como se aventurar por mares e terras. Celso Junior nos presenteou com um dos mais expressivos trabalhos fotográficos que já realizou. Ao longo de três anos, navegou o Rio Amazonas, da nascente à foz, e, antes de transformar essa aventura em livro, ele revela o local exato onde surge o rio, no Peru. Ainda falando em grandes imagens, Rui Faquini se uniu ao veterano Ney Ururahy para registrar os exuberantes jardins

Rafael Badra

que o paisagista criou nas últimas décadas para personagens da cidade. Há também os navios customizados que abrigam grupos pequenos em viagens exóticas. Ou mesmo uma boa estação de esqui, esporte que os brasilienses prezam, nos Estados Unidos, França e Suíça. E, como sempre, buscamos exaltar a nossa amada capital, elegemos nesta edição um passeio pelo Palácio do Itamaraty. A meu ver, a mais impressionante obra arquitetônica de Brasília, em especial o seu interior. Para polemizar ainda mais o debate sobre o Judiciário num ano de fortes emoções nessa área, conversamos com o criminalista Kakay de Almeida Castro, adorável figura e exímio profissional. Em sua casa, ele falou sobre Mensalão, Supremo, sistema carcerário, seus processos e nos revela o quanto sabe viver a vida. E assim anunciamos 2013. O mundo não acabou, graças a Deus, e esperamos que essa nova era que está por vir seja para nos transformar em pessoas melhores. Mais sábias, mais leves, mais amorosas. Eu, Guilherme Siqueira, Rafael Badra e nossa equipe desejamos que a justiça, a solidariedade e, sobretudo, a paz sejam os imperadores deste novo ano. Nos vemos em abril.


ARQUITETURA

Escada helicoidal, projeto de Milton Ramos e Joaquim Cardoso. A estrutura de concreto une o térreo ao segundo andar do prédio, revelando a arquitetura arrojada e de alto padrão técnico

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Bonito d


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demais


ARQUITETURA

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Ponto de Encontro desenhado pela escultora paulista Mary Vieira. A obra é formada por blocos de mármores e 230 placas de alumínio móveis que estão posicionadas ao redor do eixo central. O ponto de encontro resume o trabalho da artista voltado para pesquisas sobre o movimento e a dinâmica das formas

O Palácio do Itamaraty é uma das mais belas obras de Brasília. Objeto de estudo de arquitetos pela complexidade de sua estrutura, o local ainda abriga vasta cultura brasileira em obras de arte

Por Raquel Jones Fotos Celso Junior

Detalhe do mobiliário de madeira da época do império

Na parede, tapete de Roberto Burle Marx. A tapeçaria em lã representa a vegetação do Planalto Central

P

alácio-museu. O Palácio do Itamaraty, em Brasília, está longe de ser apenas uma sede administrativa voltada para assuntos de relações exteriores, lugar de chanceleres e chefes de Estado. O palácio traduz o próprio Brasil, na medida em que abriga uma diversidade de obras de arte, criadas por mestres dos mais variados estados brasileiros. Jardins com plantas vindas da Amazônia, mobiliário da época do império trazidos na mudança do Rio de Janeiro, santos de madeira da Bahia e esculturas de bronze são um convite para quem quer conhecer um pouco da nossa história.


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O pintor italiano Alfredo Volpi ilustrou o sonho de Dom Bosco, que visualizou a Capital como uma terra abençoada. A obra revela a sensibilidade do artista com relação à linha, forma e cor

O nome Itamaraty já diz muito sobre a cultura brasileira. De origem tupi, Ita significa pedra e marati denota cor-de -rosa. O nome surgiu enquanto o ministério funcionava num tradicional casarão do Rio de

Obra Os Jangadeiros, de Candido Portinari. O quadro já fez parte da exposição universal de 1939, em Nova York. A obra foi pintada em fins de 1937. Segundo o diplomata Wladimir do Amaral Murtinho, o quadro representa o máximo que se poderia ter em matéria de quadros modernos

Janeiro. Em 1967, iniciaram-se os trabalhos na nova sede em Brasília, projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Do lado de fora do prédio, é possível admirar a bela obra do escultor carioca Bru-

no Giorgi, chamada O Meteoro. A escultura em mármore simboliza a integração entre os cinco continentes e as relações pacíficas entre os povos. Abaixo da obra de Giorgi, um imenso lago contorna o

Painel Athos Bulcão produzido entre 1952 e 1953. A obra é uma fotomontagem. O crítico Fernando Cocchiarale afirmou “a cena dessas obras de Bulcão não é clássica ou surrealista. É antes de tudo cinematográfica”.

prédio de concreto. Na superfície do espelho d´água, mais de 80 variedades de plantas tropicais originárias do Cerrado e da Amazônia, cujo projeto leva a assinatura de Roberto Burle Marx.


ARQUITETURA

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Jardim de inverno do Palácio

Três assentos interligados formam a conversadeira de jacarandá e palhinha. A peça foi feita na Bahia, na segunda metade do século XIX

Cadeiras originais da primeira sede no Rio de Janeiro


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Detalhe do mobiliário do acervo

Os anjos suspensos na parede são provenientes da Igreja de São Pedro dos Clérigos, do Rio de Janeiro. As peças são de madeira entalhada e policromada, estão localizadas na Sala Portinari compondo as outras obras de arte

Os traços geométricos de Oscar Niemeyer

A luminária esculpida em ferro tem o nome de sua forma. A obra Revoada dos Pássaros é de autoria do artista pernambucano Pedro Corrêa de Araújo. Tem na sua concepção ferro, prata, bronze e cristais de rocha lapidados


ARQUITETURA

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Silhueta da obra Duas Amigas, do escultor mineiro Alfredo Ceschiatti

À noite, o palácio se transforma e ganha imponência que emociona arquitetos. Dentre tantas obras a serem apreciadas sob a luz da luz, o iluminado quadro de Alfredo Volpi, que ilustra o sonho de Dom Bosco, localizado no ter-

ceiro andar do prédio, é motivo de admiração de muitos transeuntes que passam pela Esplanada dos Ministérios. A beleza do Palácio do Itamaraty confunde as pessoas, mas é no interior do prédio que se pode perceber a grandio-

O espelho d`água que contorna o Itamaraty ocupa mais de 80 variedades de plantas tropicais do Cerrado e da Amazônia

sidade do Brasil e dos nossos artistas. Segundo o ex-ministro Celso Amorim, “o acervo do Palácio do Itamaraty é o reflexo da complexidade e riqueza da cultura brasileira. Suscita reflexões a respeito da própria identidade nacional”. Obras de Portinari,

Ianelli, Volpi, Ohtake, Mabe, Segall, Weissmann, Martins e Bulcão revelam a sensibilidade e a origem desses artistas. A revista GPS|Brasília teve acesso às dependências do palácio e mostra um pouco de suas curvas, luz, obras e beleza.


INTERNACIONAL

Um caldeirão de culturas distintas está instalado em Brasília, representado pelas embaixadas dos países com os quais o Brasil se relaciona. Conheça algumas delas na série que a revista GPS|Brasília inicia nesta edição

Residência oficial do embaixador britânico

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O mundo está aqui Por Marcella Oliveira Fotos Celso Junior e José Pedro Monteiro

M

ais de cem países estão representados na capital federal. As embaixadas reúnem um pouco da cultura dos quatro cantos do mundo. São 131 embaixadas em Brasília, sendo 43 no Setor de Embaixadas Sul, 11 no Setor de Embaixadas Norte, 72 localizadas no Lago Sul e outras cinco em diferentes pontos do DF. São espaços onde os países erguem construções que lembram suas tradições. Os embaixadores são representantes de seus estados no Brasil e vêm com a missão de fortalecer as relações diplomáticas. A revista GPS|Brasília inicia uma série de reportagens, revelando o que existe dentro das embaixadas da capital federal, uma vez que a maioria delas não está aberta à visitação. Nesta primeira, conheça as embaixadas do Reino Unido, de Portugal e do Panamá.


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A sala de visitas com abajour e prataria originais do Reino Unido

Reino Unido Em 2012, Londres esteve ainda mais em evidência. A cidade que recebeu os Jogos Olímpicos despertou curiosidade a respeito dos costumes britânicos. Em Brasília, um pouco dessa cultura está na embaixada do Reino Unido, que repre-

senta o País de Gales, a Inglaterra, a Escócia e a Irlanda do Norte. Localizada no Setor de Embaixadas, tem 186 funcionários, sendo 22 britânicos. De acordo com dados da Polícia Federal, 223 britânicos vivem em Brasília. A embaixada reproduz um pouco do clima da terra da Rainha. O projeto arquitetônico do britânico Alfred Coutts e sua equipe remete ao modernismo de Brasília. O paisagismo foi realizado pelo brasiliense Ney Ururahy e mescla plantas tropicais com europeias, como pinheiros e tulipas.

Detalhes do hall

Retrato doado pela Rainha Elizabeth no dia de sua coroação


INTERNACIONAL

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O Marquês do Maranhão, Lord Thomaz Cochrane Mesa montada para um típico jantar britânico

O brasão real reproduzido na prataria

Em um dos prédios funciona a parte administrativa. O outro é a residência oficial do embaixador Alan Charlton, com seis quartos que recebem nome de cidades britânicas e têm detalhes típicos, como abajoures, lençóis e quadros diretamente da terra da Rainha. A segurança é rígida. Para entrar, só com hora marcada. O terreno tem ainda uma parte social, com um clube, uma churrasqueira e uma quadra de tênis, além de um pequeno auditório.

A rainha retratada pelo artista Romero Britto

Quando o visitante é um britânico, a arrumadeira já sabe: o pijama tem que ficar em cima da cama. É um costume de lá. A pontualidade britânica é outra tradição mantida. Semanalmente, o embaixador recebe convidados para almoços e jantares. Os 16 lugares à mesa reproduzem a estética britânica. Pratarias, cristais e louças exibem o brasão da Família Real. O cardápio é inglês. Não o fish and chips que conhecemos, mas clássicos como o beef wellington (filé coberto com

patê de fígado de ganso), a sobremesa trifle (uma torta de creme com frutas e geleias) e a bebida Pimms, um refresco com álcool servido com mix de frutas, hortelã e gelo. Para visitar a região, não há necessidade de visto, apenas se for morar. Mas caso não possa ir lá para conhecer as tradições britânicas, até março o projeto UKBrasil promove o Reino Unido no Brasil, com eventos culturais e esportivos. Um intercâmbio de conhecimentos. Em comum com o Brasil, o gosto pelo churrasco.


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Portugal Falamos a mesma língua. Eles têm importância histórica para o Brasil por serem nossos colonizadores. Começou em setembro o Ano Brasil-Portugal, que se estende até junho de 2013. Uma série de eventos simultâneos entre os países aproximará ainda mais as duas nações. Para o embaixador Francisco Ribeiro Telles, o momento da relação é positivo, no aspecto político, econômico, social e cultural.

A fachada da embaixada portuguesa

A entrada do prédio principal

É para isso que o embaixador trabalha diariamente na Embaixada de Portugal. A construção foi inaugurada em 1977, projeto do arquiteto português Raul Chorão Ramalho. São largas varandas cobertas, pátios ajardinados, um jardim alagado na entrada, e ainda lambris de azulejo decorativo, que foram executados

A iluminação natural

em Portugal, com a técnica tradicional. Os pavimentos exteriores têm a calçada portuguesa, em pedra preta e branca. A embaixada conta com o Instituto Camões, que conta com uma biblioteca, galeria de exposições e uma sala para realização de eventos. Pela embaixada, quadros e esculturas portuguesas, de

artistas plásticos como José Aurélio, Eduardo Nery. A biblioteca tem mais de 10 mil títulos, a maioria de autores portugueses clássicos, como Luís Vaz de Camões, Eça de Queirós, José Saramago e Fernando Pessoa, e também modernos, como Valter Hugo Mãe, Miguel Sousa Tavares, José Luis Peixoto e Gonçalo M. Tavares.

No Distrito Federal, vivem cerca de 1,5 mil portugueses. É uma das maiores comunidades estrangeiras na capital do País. Na embaixada, o embaixador mantém tradições também à mesa. Um típico bacalhau acompanhado de um vinho do Porto mostra o que os nossos colonizadores sabem fazer como ninguém.


INTERNACIONAL

Fotos retratam a cultura do país

Panamá O treinamento militar brasileiro é um exemplo para o governo do Panamá. Como é um país que não tem exército, a Embaixada do Panamá foi importante para negociar o intercâmbio. Dez militares panamenhos já vieram conhecer e aprender com o treinamento brasileiro. Esse é apenas um dos resultados da relação entre o Panamá e o Brasil. Com uma

Imagens do famoso canal do Panamá

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A sede da embaixada foi inaugurada em 2008

mulher à frente desde 2009, a embaixadora Gabriela Garcia Carranza, a relação entre os dois países tem crescido. Começaram em 1904. Em 1965, abriu a seção consular em Brasília, mas a embaixada só foi totalmente transferida na década de 80. A Embaixada do Panamá é uma das mais novas de Brasília. Ficava em uma casa no Lago Sul e desde dezembro de 2008 está no Setor de Embaixadas, um projeto de Andrey e Yuska Machado. O terreno de 25 mil metros

quadrados tem, por enquanto, apenas uma construção, que parece uma casa e é muito aconchegante. Os arcos na varanda, as telhas e a cor branca remetem às ruas do casco antigo, na Cidade do Panamá. Pelo local, fotos da inauguração do Canal do Panamá e obras do artista do país, como P. Castrellon, Jorge March, Rafael Candanedo e M. Mendez. A embaixada conta com apenas sete funcionários, sendo dois panamenhos. O país, que tem apenas

A embaixadora Gabriela Garcia

3,5 milhões de habitantes, é conhecido pelo seu famoso canal de mesmo nome, que liga o Norte e o Sul do continente americano. São 79 km de extensão e, por ano, cerca de mil embarcações cruzam o canal. O brasileiro não precisa de visto para conhecer o país, apenas se for estudar ou trabalhar na região. As semelhanças com os brasileiros são muitas. A alegria é uma delas. É um povo multicultural, que adora uma cachaça, um arroz com frango e uma boa noite ao som de salsa.


viagem

FOTOS: DIVULGAÇÃO

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Um Por Raquel Jones

V

iajar a bordo de um cruzeiro sempre teve seu charme, mas a procura por exclusividade levou empresas a desenvolverem programas cada vez menores, em viagens mais particulares. O resultado pode ser visto em navios com poucas cabines e capacidade de, no máximo, cem passageiros.

iate chamar de

seu

Roteiros luxuosos ou exóticos a bordo de navios que abrigam até cem pessoas são a boa nova do turismo em alto-mar

pra Especialistas definem essas embarcações como um híbrido entre o navio e um yacht. “A expressão é que você vai yachting, num passeio mais tranquilo e confortável. Por serem menores, essas embarcações chegam a lugares de difícil acesso, transformando a viagem em uma experiência diferente”, comenta Eduardo Gaz, proprietário da agência de viagem paulistana Selection.


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Os roteiros são desenhados de acordo com a temporada. Em julho e agosto, eles estão no mediterrâneo. No final do ano, navegam para os mares caribenhos. Existem ainda passeios a bordo que promovem um contato maior com a natureza. Alguns têm helipontos em saídas pré-programadas, nos quais o passageiro pode sobrevoar regiões exóticas. A bordo do Nomads Of the Seas, por exemplo, que navega pela Patagônia Chilena, o voo de helicóptero visita locais remotos onde rios de água cristalina oferecem a oportunidade de pescar truta marrom. Outras possibilidades se abrem aos passageiros a bordo de navios menores. No Sea Dream, há opções para prática de esportes como caiaques, hobbie cats, esqui aquático, wakeboard, snorkel, stand up paddle e mountain bike para uso em terra. No Acqua Expeditions é possível navegar em águas fluviais em uma das experiências mais incríveis da América do Sul: descobrir a

Nomads of the Seas

Amazônia Peruana, navegando pelo rio Amazonas. De acordo com o presidente da empresa paulista Teresa Perez Tours, Tomas Perez, atualmente os navios de pequeno porte possuem tecnologia de ponta. “Antigamente, somente grandes navios faziam travessias transatlânticas. Hoje, é possível realizar uma travessia entre o Caribe e a Europa num yacht com capacidade para, em média, 100 pessoas em apenas, oito dias, como faz o Sea Dream entre Barbados, no Caribe, e Málaga, na Espanha”, comenta. Perez afirma que o conforto e personalização de serviços em todos os detalhes é a maior diferença, quando o cliente opta por uma embarcação com poucas cabines. “A primeira vez que estive em um cruzeiro de pequeno porte me surpreendi com a semelhança com um pequeno hotel, com equipe dedicada para

Suíte Sea Dream

cada cabine”, comenta Perez. A publicitária Karen Kaufman, apreciadora do estilo, comenta que a proporção de tripulantes e passageiros é praticamente um para um e que a grande vantagem de estar a bordo de navios menores é o passeio mais casual, sem aquelas programações de festas dos clássicos cruzeiros. “Você fica à vontade como de estivesse em casa”, resume.


viagem

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Sea Dream Yacht Club Dentre outras regalias, a gastronomia do Sea Dream traz sabores esplêndidos preparados por renomados chefs, além de três mil rótulos de vinhos à disposição do cliente com a experiência dos melhores sommeliers. Todas as cabines possuem vista para o mar e oferecem o máximo de sofisticação e privacidade, além da marina retrátil e os diversos equipamentos ideais para a prática de esportes náuticos. São 56 cabines para 112 passageiros. • Rota: Verão europeu – Nice a Civitavecchia

Aqua Expeditions O passageiro pode desfrutar da maravilhosa experiência de explorar o ecossistema único do Rio Amazonas. O barco foi pensado para que o passageiro contemple as paisagens o tempo todo. Todos os quartos foram desenhados com grandes janelas de vidro que permitem, por exemplo, observar os povos indígenas do Peru, que vivem às margens do rio. As embarcações mantêm 16 cabines para um total de 32 passageiros.

• Trajeto: Nice (França), Portofino (Itália), Portovenere (Itália), Viareggio (Italia), Portoferraio (Elba- Itália), Bonifácio (Córsega- França) e Civitavecchia (Itália) • Noites: 7 • Preço por pessoa em cabine dupla categoria deck 2 – USD: 4.9 mil

• Rota: Nauta a Iquitos • Trajeto: Iquitos – Nauta Caño – Rio Marañon – Rio Choroyacu – Reserva Pacaya Samiria, Rio Tacsha – Pacaya Samiria – San Martin de Tipishca, Tahuayo – Lago Charo, Rio Amazonas – Iquitos (Peru). • Noites: 4 • Preço por pessoa em cabine dupla – USD 3,6 mil • Preço por pessoa em cabine individual – USD 4,5 mil

Nomads of the Seas Explorar a selvagem e remota Patagônia Chilena da forma mais completa possível, por meio de um sistema aeromarítimo. A proposta do Nomads of The Seas combina passeios marítimos, aéreos e em solo – ideais para a prática de esportes radicais e pesca ou apenas para contemplação das imponentes montanhas glaciais, rios e a exótica vida da costa do Chile. São 14 cabines para 28 passageiros. • Rota: Puerto Montt • Noites: 7 • Preço por pessoa – Deluxe duplo – USD 15 mil


Arte

EXPOSIÇÃO

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Curiosos, provocativos, lúdicos e geniais em suas interpretações, os Irmãos Guimarães presenteiam Brasília com projeto artístico em que o espectador é o coautor da obra que assiste

por toda E parte

Por Marina Macêdo Foto Celso Junior

les são diretores, artistas visuais, cenógrafos e professores. Um vive no reino da imaginação e o outro na prática do dia a dia. Com temperamentos e pensamentos distintos, ambos têm em comum o amor pela arte. Uma paixão tão compulsiva que os tornou em suas jornadas uns dos mais criativos profissionais da área. Filhos de dona Marieta e Salviano Monteiro Guimarães, eles são os irmãos Guimarães. Fernando, 49 anos, cursou Engenharia Civil e Relações Internacionais. Adriano, 39 anos, optou por Comunicação Social. Paralelamente à rotina de servidor público, Fernando dedicava-se às Arte Cênicas na tradicional Faculdade de Arte

Dulcina de Moraes, em Brasília. Enquanto Fernando atuava nos tablados, Adriano assistia escondido aos ensaios. Bastou Fernando concluir o curso, que o sonhador Adriano perguntou: “Vamos montar uma peça?”. O primeiro trabalho, que estreou em 1989, foi a montagem Provisoriamente Paixões. A partir de textos de Marguerite Yourcenar, apresentaram a peça na sala Alberto Nepomuceno, do Teatro Nacional Cláudio Santoro. O espetáculo anunciava uma característica que acompanharia a trajetória dos irmãos: projetos que se desdobram, além do palco, ampliando a cena artística para outras vertentes, como exposição fotográfica. Foi tamanho o sucesso que os irmãos ganharam temporada no Espaço OFF, em São Paulo. Dois anos depois, em 1991, Fernando e Adriano já se viam em uma posição desejada por inúmeros artistas. Participaram da 21ª Bienal Internacional de São Paulo, com curadoria de João Cândido Galvão. E lá se foram mais de 20 anos de carreira. Foram 31 peças, 23 exposições, 20 festivais e 12 indicações em premiações. Vinte estados do Brasil, além de apresentações na Espanha, Inglaterra, Colômbia, Estados Unidos e França.

“Acho que na arte é muito importante errar e tentar de novo. Nossa carreira sempre foi pautada por extrema curiosidade. Nosso segundo trabalho foi para a Bienal de São Paulo. Foi impactante descobrir que o ‘não saber fazer’, uma peculiaridade nossa à época, era uma coisa boa. Tal curiosidade nos levou a lugares que se eu tivesse estudado muito não teria feito. Sempre fomos muito livres nas nossas escolhas”, ressalta Adriano.


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Já Fernando fala sobre a relação com a vida artística: “Viver de arte não é tarefa fácil. É preciso muito amor. Como diria Nelson Rodrigues: O amor é eterno e, se acaba, não era amor. Quem nunca sonhou morrer com o ser amado, nunca amou ou não sabe o que é o amor. Pouco amor não é amor’”. Foi essa intensa passionalidade que fez Fernando e Adriano inaugurarem a Galeria 3 do Centro Cultural Banco

do Brasil Brasília (CCBB) com o projeto Espaço Entre. Com objetivo de criar um lugar de convivência, onde diálogos e trocas de experiências sejam as atividades principais, serão seis meses de intensa programação até abril. “O Espaço Entre aborda uma importante função pedagógica ao aproximar criadores e pesquisadores de toda a comunidade, por meio das diversas atividades propostas. As ações contribuirão para a formação

de um público participativo, que está melhor preparado e mais confortável para ver-se e atuar como coautor das proposições contemporâneas”, afirmam os irmãos Guimarães. Serão ao todo duas exposições, 15 encontros com discussões em torno da arte contemporânea e seus desdobramentos, três colóquios, quatro demonstrações de trabalho, quatro oficinas, dois ensaios abertos do espetáculo Nada, dois ensaios abertos do video-

dança Nada se Move e quatro ciclos de leitura. Além de apresentações do espetáculo Nada. A atividade que estreou o Espaço Entre foi a instalação Rumor. Um ambiente com mais de quatro mil peças em vidro, uma cadeira vazia e um piano, assinado pelos irmãos e Ismael Monticelli. Tal concepção é fruto de 14 anos pesquisas em torno do escritor irlandês Samuel Beckett e três anos imersão no mundo do poeta brasileiro Manoel de Barros, ambos reunidos e representados no projeto. “Essa é a provocação desse espaço-obra. Muito do mesmo... Quase indefiníveis em suas particularidades, esses elementos de uma mesma coleção são vistos como um único elemento. Não há mais diferenciação. É quase uma nuvem, mas não transponível. A instalação tem uma tensão entre a eloquência barroca e o minimalismo daquilo que concentra muito de pouco”, afirma a curadora Marília Panitz. “O projeto teve sua estreia no Rio de Janeiro. Por lá, apresentamos exposição e peça. Em Brasília, como se transformou numa ocupação artística, incorporamos também vários desdobramentos. Para o segundo semestre de 2013, pretendemos levar a novidade para São Paulo ou Porto Alegre”, revela Fernando. Serviço Projeto Espaço Entre Data: até 28 de abril de 2013 Local: CCBB (SCES Trecho 2, conjunto 22 – Brasília/DF) Entrada franca www.bb.com.br/cultura


MUSEU

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Inhotim FOTOS: DIVULGAÇÃO

você precisa conhecer

Galeria Adriana Varejão

Por Raquel Jones

B

elo Horizonte – Durante uma viagem ao México, em 1973, o empresário de mineração Bernardo Paz viveu uma experiência que mudou sua vida e a de milhares de pessoas. Hospedado em um hotel na cidade de Acapulco, Paz saiu para desbravar a região e viu uma população muito pobre, que

vivia em condições subhumanas. Em meio àquela miséria, o empresário avistou um muro que escondia um espaço bonito, um lago com piscina, com pessoas elegantes dançando ao som de uma orquestra. Foi ali que despertou a vontade de criar um espaço em que não existissem barreiras entre pobres e ricos. Assim surgiu a ideia do Instituto Cultural Inhotim, Invenção da Cor - Penetrável Magic Square, Hélio Oiticica


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Um dos complexos culturais mais festejados do mundo está logo ali, próximo a Belo Horizonte, e tem uma rica história para contar aos amantes da arte

inaugurado em 2002. O empresário já tinha uma enorme fazenda com alguns pavilhões construídos para sua coleção de obras de arte, mas decidiu tornar o espaço público para que crianças, jovens e adultos pudessem admirar a beleza da botânica e da arte. No Inhotim, pessoas de todo o mundo têm acesso a jardins pensados por Roberto Burle Marx e a um rico acervo de pintura, escultura, desenho, fotografia, vídeo e instalações de renomados artistas brasileiros e internacionais. Semanalmente, cerca de 1.500 crianças da periferia visitam o local, considerado o maior complexo de arte contemporânea do Brasil e que abriga a maior coleção

de palmeiras do mundo, com mais de 1.500 espécies. “Com o Inhotim, derrubei o muro que vi há 30 anos. Crianças humildes visitam o museu. Temos oficinas de introdução em arte e paisagismo. Essas crianças nunca viram uma parede rebocada e, quando se deparam com toda aquela beleza, têm um motivo para sonhar”, observou Bernardo Paz. E não são só os menores que encontram a oportunidade de crescer intelectualmente. O lugar recebe frequentemente diretores de museus que são referência no mundo, como o Moma (Museu de Arte Moderna), em Nova York, e o Pompidou, em Paris. “Eles vão ao Inhotim e se surpreendem. Eles estão acostumados com

Troca Troca, Jarbas Lopes

Galeria True Rouge do artista Tunga

prédios nos centros da cidade, onde não podem colocar grandes instalações, nem permanentes nem pesadas. E arte contemporânea só é interessante quando ela interage. É fundamental estar dentro dela e, para isso, é preciso de espaço”, afirma Paz. E espaço é o que não falta em Inhotim. A área ocupa 3,5 hectares que recebe, em média, 200 mil visitantes por ano. As obras expostas fazem parte da coSound Pavilion, Doug Aitken

leção pessoal de Bernardo Paz desde meados de 1980, com foco na arte produzida internacionalmente dos anos 1960 até os dias atuais. De acordo com o jornal The New York Times, existem outros lugares da América Latina onde majestosas coleções privadas de arte contemporânea também se tornaram acessíveis ao público, como Eugenio López Colección Jumex, na Cidade do México. E na Ásia, num arquipélago no


museu

De Lama Lamina, Matthew Barney - vista externa

De Lama Lamina, Matthew Barney - vista interna

Obras O Instituto tem 18 galerias dedicadas às obras da coleção permanente, outras quatro para exposições temporárias, além de inúmeras obras de arte espalhadas pelos jardins. Nas galerias permanentes, encontram-se obras de Tunga, Cildo Meireles, Marilá Dardot, Miguel Rio Branco, Hélio Oiticica e Neville D’Almeida, Adriana Varejão, Doris Salcedo, Victor Grippo, Matthew Barney, Rivane Neuenschwander, Valeska Soares, Janet Cardiff & George Miller e Doug Aitcken.

FOTO: DIVULGAÇÃO

Japão, há o Sítio de Arte Benesse. Mas nenhum desses lugares tem a exuberância do clima quente de Inhotim, situado nas colinas de mineração, longe do agito das cidades mais conhecidas do Brasil, como São Paulo e Rio de Janeiro. Quem visita Inhotim terá, em breve, a opção de hospedagem no local, consolidando a região como um roteiro de turismo fora dos grandes centros. Está em construção um hotel que terá a classificação de Hotel Boutique de luxo, com 42 bangalôs. Os novos empreendimentos mostram que Inhotim é uma arte em progresso. Para Paz, a beleza é o ponto inicial, pois confunde as pessoas e as leva para outros lugares, outra dimensão, independentemente de classe social. Citando Léon Tolstoi, o lugar cumpre sua função, pois “as grandes obras de arte somente são grandes por serem acessíveis e compreendidas por todos”.

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Beam Drop, Chris Burden

Gastronomia Além da arte, o local conta ainda com uma variada opção de alimentação, de lanches rápidos a pratos mais elaborados. O cardápio tem um variado bufê de saladas, pratos a la carte e extensa carta de Narcissus Garden, Yayoi Kusama


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taca-se o programa Laboratório Inhotim, Brumadinho, que promove o conhecimento da arte por jovens da rede escolar de Brumadinho e cidades vizinhas. O instituto também oferece um programa de visita em horários e locais preestabelecidos para a um encontro educativo. Projetos que resultam na melhoria da qualidade de vida da região de Brumadinho tam-

bém são desenvolvidos pelo Inhotim. Em parceria com representantes culturais, o Instituto criou o projeto Brumadinho: uma cidade musical, em que são realizadas ações que envolvem a música e as manifestações culturais da cidade. O Coral Inhotim Encantado e a Iniciação Musical, desenvolvidos com as quatro bandas do município.

Serviço Instituto Cultural Inhotim Localizado no município de Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte (aproximadamente 1h15 de viagem). Acesso pelo km 500 da BR-381 – sentido BH-SP. Pode-se chegar também pela BR-040 (aproximadamente 1h30 de viagem). Acesso pela BR-040 – sentido BH-Rio, na altura da entrada para o Retiro do Chalé Horário de visitação De terça a sexta, das 9h30 às 16h30 Sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h30 Entrada Terça-feira: entrada gratuita (exceto feriados) Quartas e quintas: R$ 20 Sextas, sábados, domingos e feriados: R$ 28 Mais informações: www.inhotim.org.br

True Rouge, Tunga

vinhos, além de uma mesa de sobremesas, com doces diversos no restaurante do Inhotim. O restaurante Oiticica oferece um menu que inclui saladas e opções de caçarolas quentes. Para tomar um drink e apreciar a deliciosa culinária internacional, o bar do Inhotim é uma excelente opção. O espaço foi idealizado pelo designer Paulo Henrique Bicalho, o Ganso, e é uma verdadeira galeria de arte, com peças assinadas por renomados designers brasileiros, iluminação especial e ambientação que remete aos anos 50 e 70.

A cafeteria, localizada no Centro de Educação e Cultura Burle Marx e o Café do Teatro também possuem diversas opções de bebidas quentes e geladas, sanduíches, salgados e doces. Há ainda outros espaços gastronômicos em Inhotim, como a Omeleteria.

Inclusão social Inhotim promove uma série de ações para aproximar a sociedade dos valores da arte, do meio ambiente, da cidadania e da diversidade cultural. Des-

Restaurante Oiticica


destino

Brasilienses adoram esquiar nesta temporada. Além das pistas de esqui, resorts, spas, restaurantes e baladas compõem o cenário das férias invernais

Por Marina Macêdo

E

stá aberta a temporada de neve no Hemisfério Norte. Até meados de abril, quem quiser fugir do clima tropical do Brasil tem opções variadas. Depois de enfrentar meses no clima desértico do Cerrado, muitos brasilienses optam por desfrutar suas férias na neve. As regiões encantam com seus esportes radicais, o esqui e o snowboard. Aos que não pretendem desbravar as montanhas, há o requinte de resorts luxuosos e ainda roteiros gastronômicos. O agente de viagens Yanko Lima, proprietário da Mix Travel, ressalta: “Nas férias de final de ano, há muita procura para estações de esqui. Os destinos que se desta-

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cam são Itália, Suíça, França, Canadá e Estados Unidos. Por sua sofisticação e experiência única”. Na França, há um quarteto de estações que traz o charmoso estilo do país: Chamonix, Courchevel, Megève e Val D’Isere. Além de paisagens únicas, o país apresenta neve perfeita para descidas radicais. Chamonix e Courchevel são as mais procuradas. A primeira é uma boa pedida para férias em família. Além de opções para todos os níveis de esquiadores, possui animada vida noturna com direito à lojas grifadas, restaurantes, boates e cinemas. Já a segunda, situada a poucas horas dos aeroportos Genève Cointrin e Lyon Saint Exupéxy, é a queridinha das celebridades. Ostenta resorts com serviços

diferenciados e gastronomia local. Quando o assunto é balada, as casas mais agitadas são La Grange ou Caves de Courchevel. Megève e Val D’Isere são as escolhas de esquiadores com mais experiência. Megève soma um total de 445 quilômetros para a prática de esportes. Les Fermes de Marie é a opção para os turistas que pretendem hospedar-se aos pés da Mont Blanc. Seus chalés charmosos trazem decor em estilo de alpino rústico. Já Val D’Isere, localizado na Espace Killy, conta com 300 quilômetros de pistas com diferentes níveis de dificuldades. Situado próximo de pista olímpica e a poucos minutos da vila, o hotel Les Barmes de L’Ours é a opção para os amantes do esporte. Na Itália, os turistas buscam dois destinos específicos, Cortina D’Ampezzo e Cervínia. Cortina D’Ampezzo é uma comuna italiana da província de Belluno. Loca-

Montanha abaixo


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www.gpsbrasilia.com.br Hotel Les Barms de Lâ&#x20AC;&#x2122;Ours

Aspen

Vail Mountain


destino

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lizada na região de Vêneto, possui pouco mais de cinco mil habitantes. No coração da cidade, fica situado o resort Cristallo Palace Hotel & SPA, hotel exclusivo instalado em um palácio centenário. Além de glamour, oferece vistas panorâmicas do vale. O après-ski fica a cargo da variada gastronomia. A região Val D’Aoste, fronteira entre Itália e Suiça, do lado suíço Zermatt e do lado italiano Cervínia são be-

líssimos e considerados berços do esporte. Em Breuil-Cervinia, encontra-se o Hotel Hermitage. Para quem busca requinte e bom gosto, traz também opções para o verão, como golfe, piscina, sauna, SPA. Já na Suíça, as estações mais procuradas são Saint Moritz e Zermatt. Saint Moritz é uma importante cidade turística. Recebe cerca de 200 mil turistas por ano, e foi palco de duas edições de Olimpíadas de Inverno. Outro

destaque fica por conta do clima conhecido como champagne, com grande quantidade de dias de sol. Já Zermatt é um vilarejo com acesso apenas por meio de trem. O pico mais alto da região, Matterhorn, é o símbolo estampado nas caixas do chocolate Toblerone. Com 200 km de pistas, abriga todos os níveis. Nos Estados Unidos, os destinos são Vail e Aspen. Vail, no Colorado, é considerado o maior centro de esqui no país.

A Vail Mountain ostenta pistas para todos os níveis de dificuldade. Outra atração é o Back Bowls, área virgem para esquiadores experientes. Vail ganha destaque ao trazer novas atividades, por exemplo, ski-biking, mistura entre esqui e bicicleta, e tubing, descida de um tobogã dentro de uma boia. A 30 minutos do centro, os turistas podem visitar o The Outlets at Silverthorne. A cidade não é apenas frequentada no inverno. No verão, Vail se mantém mo-

vimentada. Sai de cena o branco e entra paisagem florida, que dá aos turistas oportunidade de trilhas singulares. Aspen é o destino preferido dos brasilienses. A advogada Mônica Paes de Andrade é uma apaixonada por esqui. Já viajou pelos quatro cantos do mundo em busca das melhores

estações. “A primeira vez que pratiquei o esporte foi em 1984, na Argentina. Já esquiamos na França, Suíça, Itália, Canadá, Chile e Argentina. E Aspen é o melhor destino”, conta Mônica. Com opções para iniciantes e profissionais, abriga as pistas Snowmass, Aspen Mountain, Aspen Highlands e

Buttermilk. “Durante o dia, é possível apreciar a mais bela das vistas. Neve, pinheiros e a linda cidade de base compõe uma paisagem privilegiada. Já à noite, a iluminação enobrece os prédios do século 19 e faz tudo parecer um verdadeiro presépio”, conta a viajante. “Eu e minha família

preferimos nos hospedar em Snowmass, que oferece variedade de pistas para diferentes níveis. A grande vantagem em ficar na própria montanha é a praticidade de colocar o ski no pé e sair de casa, não tendo assim trabalho de carregar os equipamentos. Mas quem pretende ficar na cida-


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Courchevel

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Vail Mountain


destino Aspen

de, indico o hotel St. Regis, recém-reformado, e que conta com serviço impecável”, complementa a advogada. Outra dica de Mônica é a região de West End. Repleta de casas estilo Vitoriano, tem como seu residente o ator norte-americano Jack Nicholson. Mas quem pensa que só de estações vive a cidade, se engana. “É possível passar horas e mais horas na livraria Explore. Livros e comidinhas do bistrô compõem uma tarde agradabilíssima”, sugere. Já os adoradores de decoração podem conferir a loja Amen Wardy, que traz objetos de casas sofisticados e originais. Aos que preferem um momento relax, a melhor pedida é o SPA do Hotel Viceroy, situado na montanha Snowmass. Quando o assunto é restaurante, há para todos os gostos. O Pinõns é um clássico e serve comida da região. O Matsuhisa, do mesmo grupo do Nobu, é a opção para quem aprecia comida japonesa. O Casa Tua é para quem prefere gastronomia italiana e o Boogies Diner, uma lanchonete inspirada nos anos 50. Ainda este ano será inaugurado o Elk Camp Restaurant, no hotel Little Nell. A expectativa é que já inaugure ostentando uma estrela Michelin e se chame Element. Serviço Mix Travel SHN QD2, bloco E, loja 51 Telefone: (61)3328-7060 www.mixtravel.com.br

St. Moritz

Vail Mountain

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estilo

Por Marcella Oliveira

O

brasileiro está viajando mais. De carro, de avião e de navio. Para perto, para longe. Em família, sozinho ou excursão. E para qualquer tipo de viagem sempre fica aquela dúvida: será que colocou na mala o que precisa? Providenciou todos os documentos? Conhece tudo do lugar? Um guia prático acaba de ser lançado pela jornalista Glória Kalil, o Viajante Chic. Afinal, há quem diga que o prazer da viagem começa muito antes do embarque. Dicas do que fazer antes e durante a viagem estão reunidos no livro. “É um companheiro de viagem aos brasileiros. Se você é um viajante calejado, o livro serve de lembrete. Se é marinheiro de primeira viagem, é recheado de orientações”, disse Glória Kalil, em entrevista exclusiva à revista GPS|Brasília. E a autora divide com o leitor experiências pessoais. Por exemplo, a lista do que não pode faltar na necessaire, documentos importantes e itens básicos da mala. São listas que Glória tem plastificadas, que ficam dentro da gaveta do armário. “Quando você está fazendo a mala, sempre uma pessoa interrompe, o telefone toca ou você se distrai com outra coisa, e acaba esquecendo algo. Ter uma lista ajuda a evitar surpresas desagradáveis”, garante. Conhecer os costumes do destino é essencial. E Gló-

Sempre

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ria conta uma situação inusitada que aconteceu em uma viagem à Tailândia. “Durante um tour, um amigo saiu de bermuda, mas precisou passar a tarde inteira com um saiote de algodão com elástico na cintura para entrar nos templos e palácios. Ele não se atentou que os costumes locais eram diferentes”, lembra. Destinos com cultura muito diferente da nossa acabam causando situações como essa, por isso a importância de saber bem sobre o local. “Desde 1992, por exemplo, é proibido mascar chicletes em Cingapura, como forma de evitar que sejam colados em bancos ou portas com sensores”, conta a autora.

chic Glorinha Kalil lança o quinto livro de sua carreira e fala sobre condutas de viagem. Expert em comportamento e estilo, ela diz que atualmente há tanta oferta na moda, que a chance de fazer escolhas erradas é maior


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Além dos costumes, conhecer o clima, levar em conta a duração da viagem, as atividades que pretende fazer e a temporada fazem a diferença na hora do planejamento. “Quem não gosta de multidões deve evitar feriados e datas festivas, senão pode enfrentar lugares tão cheios como a 25 de março na véspera do Natal”, diz Glória. O comportamento em uma viagem também é um item a se observar. “Uma viagem em excursão, por exemplo, é um teste de paciência. É preciso cumprir horários. Quando for se hospedar na casa de um amigo ou parente, não se deve esquecer itens de higiene pessoal para não dar trabalho ao anfitrião”, sugere. O livro traz ainda dicas como o que observar quando escolher uma hospedagem, a diferença da validade de um visto e de um passaporte, checklist dos documentos, aluguel de carro. “Ter um guia local, por exemplo, pode ajudar muito, especialmente para aproveitar melhor o curto tempo em uma cidade”, opina. E sobre ser um viajante chique, Glória completa: “Ser chique em uma viagem é você se portar adequadamente e ser muito bem informado sobre o lugar aonde você vai”. Serviço Viajante chic Livro da jornalista e consultora de moda Gloria Kalil Editora: Agir | 168 páginas | A publicação tem duas versões: a brochura (R$ 29,90) e a versão moleskine (R$ 49,90), com elástico e espaço para anotações

Moda e estilo O Viajante Chic é o quinto livro de Glória Kalil, que sempre transita entre moda e comportamento. Referência quando o assunto é ser chique, ela avalia que na moda atual um detalhe importante é ser bem informado. “As pessoas estão submersas em tanta informação, há uma grande oferta. E isso gera dificuldade de fazer uma leitura correta, optar pelas melhores escolhas”, avalia. Até os anos 50, a moda era uma manifestação de classe: ou se estava na moda ou não pertencia a uma determinada sociedade. Dos anos 60 aos 90, com as revoluções jovens, veio a contracultura. “Foi uma rebelião na moda, que dividiu o mundo em conservador e moderno”, lembra a consultora. Depois dos anos 90, com a globalização, a oferta aumentou. “Se antes o jeans era uma peça básica, hoje ele até continua sendo. Mas, dependendo do seu estilo, pode ser uma calça justa, larga, escura, clara, rasgada. Hoje não se segue a moda, hoje se tem estilo”, explica Glória Kalil. Para a consultora, não é importante estar na moda. “É preciso descobrir como você é, seu estilo, e manifestar-se por meio dele”, analisa. “Moda é oferta e estilo é escolha”, acrescenta. A mudança no conceito de moda pode ser observado em grandes eventos, como o recente São Paulo Fashion Week 2012. “Hoje não tem mais aquela história de ‘o que está na moda este ano’. Cada marca propõe uma utilidade de uso da roupa. Você é quem escolhe”, afirma. Não há mais restrições. É como se tudo estivesse na moda. “Claro que há itens mais favorecidos em algumas estações, mas se você não usar nenhuma das tendências, também estará bem”, opina. Glória chama atenção para o fato de que o visual traz características da pessoa. “A moda hoje manifesta personalidade. Uma pessoa que usa uma saia curta, por exemplo, está dando uma informação sobre si, que quer ser olhada e não pode achar ruim se for abordada”, analisa. “Você é o que você veste. Ou você veste o que você é”, conclui Glória Kalil.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

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social

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Uma Thurman usa Carla Amorim

BRAZIL FOUNDATION Em Nova York, brasileiros se re煤nem no Museu de Hist贸ria Natural para festa beneficente. FOTOS: CELSO JUNIOR Carla Amorim e Sig Bergamin

Paulo Uchoa e Georgina Brandolini

Francisco Costa e Olivia Palermo

A presidente do BrazilFoundation Patricia Lobaccaro


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Nelsinho Piquet apresentando a sua doação

Nathalia Abi-Ackel e Maria Cecilia Brennand Campos

O ator Rodrigo Santoro

Cleuci Estevão e Kalil Faraj

As fundadoras Malu Millerman e Leona Forman Alexandre e Johanna Birman

DJ Orazio Rispo e Mayra

Mestre de cerimônia Luciana Curtis


social

Carol Bittencourt, de Chadwick Bell

Camila Brennand, de Versace

Show de Bebel Gilberto Jeiza Chiminazzo, de Valentino

Lisalla arrasa na fenda

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Kelly Piquet, de Pat Bo

Ana Beatriz Barros, de Carlos Miele

Paula Santana e Guilherme Siqueira Heleninha Bordon

Alejandra Kubitschek Bujones


entre nós

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por PATRÍCIA JUSTINO Hamptons Sun Dois empresários bem-nascidos e residentes de belas praias nos Hamptons, o badalado balneário nova-iorquino, tiveram uma ideia visionária: lançar produtos únicos e luxuosos que trouxessem de volta o glamour para os banhos de sol. Assim foi criada a marca Hamptons Sun. É uma linha completa de produtos para exposição solar, que não só protegem os mais diferentes tipos de pele, como proporcionam um impecável bronzeado. A embalagem já atrai pelo design alinhado e elegante, mas a textura do produto na pele faz apaixonar até os mais exigentes. Com fórmulas exclusivas que combinam poderosos hidratantes, vitaminas, óleos naturais e orgânicos, antioxidantes e ingredientes de proteção solar, a linha é um verdadeiro tratamento na pele enquanto você se bronzeia. Em loção ou spray, é o máximo! >> www.hamptonsuncare.com

Spektre Sunglasses Quer tornar o seu dia a dia mais estiloso e colorido? Os óculos de sol da marca milanesa Spektre podem te ajudar a desenhar esta cena. Todo mundo está usando, de celebridades a amantes da moda, pessoas do showbiz ou simplesmente quem quer se fazer reconhecido. A razão não é só pelo seu design cheio de cores e personalidade, mas também pela tecnologia usada nas suas lentes S.i.l.o multicamadas espelhadas ou as cr 39, que são produzidas pelo laboratório Carl Zeiss Vision. Os jovens designers, que a criaram em 2009, não imaginavam a transformação da minúscula marca no boom do momento. São cinco coleções com conceito e estilos próprios: Vitesse, Memento Audere Semper, Nulla Ethica Sine Aesthetica, In Hoc Signo Vinces e Bellagio. >> www.spektresunglasses.com

The Forge Restaurant/Winebar O nosso querido artista Romero Britto compartilhou conosco uma dica super bacana: um dos seus restaurantes favoritos em Miami Beach, o The Forge. Trata-se de um casarão com atmosfera sofisticada e alguns toques irreverentes. Lá dentro, a sensação é a de estar jantando na mansão de alguém. São enormes salões que mesclam decór clássico e moderno, com ambientações diferentes: um deles remete a uma grande biblioteca, outro abriga mesa vip e fica dentro da fantástica adega com mais de 600 títulos, sem falar da sala que possui o sistema Enomatic – Wine by the glass. São 10 máquinas de autoatendimento que funcionam com cartão de débito, permitindo que o cliente prove das 80 garrafas selecionadas na coleção do restaurante. O The Forge foi eleito pela revista Wine Spectator o restaurante com o melhor steak da América. Quer conferir? 432 41st Street Miami Beach, FL 33140, Estados Unidos – Tel: 305 538-8533


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PVC Bags Diversos modelos de bolsas e clutches na cor transparente invadiram o mercado. O bacana é que elas atraem os olhares não pela opulência de detalhes, como normamente acontece com as demais, mas pelo minimalismo que deixa os modelos com ar sofisticado e desprentensioso. A marca Furla fez muito sucesso com a sua Candy Bag, a Chanel lançou a Pellucidly Flap bag e diversos outros modelos com o mesmo material, a Charlotte Olympia continua arrasando com a belíssima Pandora (em inúmeras versões). E agora caiu no gosto das antenadas a 3.1 Phillip Lim two-in-one 31 minute bag. Independentemente do modelo, a leveza do acessório compõe muito bem os looks menos formais e o ideal é que a usuária mantenha o seu modelito muito bem organizado e sem muita parafernalha, provando que além do bom gosto é uma verdadeira lady.

Acomodações em Londres e New York Tem coisa melhor do que estar numa cidade diferente e viver como um local? Por meio do unhotel, serviço especializado, é essa maravilhosa experiência que nos oferece o site onefinestay. Com diversas acomodações em Londres e Nova York, o portal dá a oportunidade do cliente se instalar na casa ou apartamento de um residente que está fora da cidade e, se quiser, com serviços de um hotel. Sempre locais muito bem decorados, com direito a usar toda a estrutura e apetrechos da casa. E o melhor: durante a sua estadia, o dono deixa um iphone recheado com as melhores dicas de restaurantes, lojas, e coisas a fazer na vizinhança. Definir a sua estadia é tão fácil como reservar um quarto de hotel, o pagamento é online e, caso precise, a equipe vai te dar a mesma atenção aos detalhes e serviços pessoais 24 horas por dia nos sete dias da semana. É tudo de bom! >> www.onefinestay.com

Brasilidade chique Quer fugir da cidade e buscar refúgio nas montanhas, se alojar num lugar sofisticado, ser coberto de mimos e com o melhor da gastronomia à sua disposição? Tudo isso você terá no Botanique Hotel & Spa, a 12 km de Campos do Jordão. O hotel promete uma imersão no pós-luxo, com o melhor que a cultura brasileira pode lhe oferecer. Lá, você terá um curador para cuidar das suas atividades, horários e preferências gastronômicas, tudo o que se consome no restaurante é meticulosamente produzido no local e leva o toque contemporâneo do Chef. Spa com tratamentos indígenas e afro-brasileiros, piscina aquecida, quadras de tênis, centro equestre privê com cavalos campeões olímpicos são apenas alguns dos privilégios dos hóspedes. Ah, o hotel ainda busca as malas na casa do hóspede para que quando ele chegue as roupas já estejam arrumadas. E, ao final, nada de trabalho: o hotel envia a mala de volta para a sua casa com as roupas lavadas e passadas. Um verdadeiro luxo! >> www.botanique.com.br – Tel: +55 12 3797-6877


sonho

Por Marcella Oliveira Fotos José Pedro Monteiro

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m castelo francês, o charme do visual da Toscana, uma vila portuguesa, o mar azul do Caribe ou clima praiano do Nordeste brasileiro. São cenários cinematográficos para a realização de um casamento. O costume de casar fora da cidade em que os noivos residem é muito comum entre europeus e norte-americanos, que buscam um lugar

longe de um tradicional salão de festas. Mas o chamado destination wedding tem conquistado também os brasileiros. É muito comum vermos em filmes estrangeiros um casamento em uma cidade fora do tumulto do dia a dia do casal. Famílias e amigos viajam para passar um fim de semana juntos, fazem turismo e se conhecem melhor antes do grande dia. Essa é a proposta de quem opta por um casamento fora da cidade. São noivas que

Sim

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querem fugir do lugar comum ou pretendem reduzir lista de convidados e até gastos. E os brasileiros estão deixando de lado as tradicionais cerimônias na igreja, seguidas de festa em salões suntuosos, lotados de convidados, e optando por celebrações intimistas e cheias de charme. Os destinos mais procurados por casais brasileiros são as praias do Caribe (como Punta Cana, Cancun, Riveira Maya e Barbados), o charme de Trancoso, na Bahia, ou

a tradição europeia de regiões como a Toscana, Veneza ou Capri, na Itália, e ainda o Vale do Loire e Provence, na França. Fazer um destination wedding permite desde um casamento simples, explorando o visual, até cerimônias mais sofisticadas. O tamanho e o estilo do casamento ficam a cargo dos noivos. Pode ser um simples jantar apenas para noivos e pais, ou festas maiores que envolvem muitos convidados, luxo e agito.

em terras distantes

Casar fora da cidade dos noivos está cada vez mais comum. Além do cenário diferente, há ainda os custos que podem ser mais baixos


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Cada vez mais profissionais se especializam no ramo. A agência de turismo de luxo +55Travel Boutique realizou parcerias com hotéis e propriedades em países como Itália, França, Espanha e região do Caribe, além de redes hoteleiras e diversos profissionais locais, para garantir conforto e segurança aos noivos. “A vantagem de ter uma consultoria de uma agência de turismo é que é possível negociar preços de hospedagem e passagens.

Você centraliza os convidados e consegue negociar tarifas”, avalia Flávia Teixeira, consultora da viagens da agência. Durante a consulta, Flávia, que é apaixonada pelo universo do casamento, oferece uma variedade de opções aos noivos. Há pacotes completos, de hotéis que oferecem tudo para o casamento: cerimonial, juiz de paz, música ao vivo, certificado, decoração de buquê, buffet, bolo, champanhe, cabeleireiro e fotógrafo.

E também aqueles lugares em que apenas se reserva o local e os noivos precisam contratar tudo por fora. “Os pacotes tendem a sair mais em conta do que contratar por fora. Mas o valor da festa depende do estilo do casamento”, avalia. No Brasil, a cidade de Trancoso, na Bahia, é um destino muito procurado. O charme de uma capela perto da praia atrai quem quer um casamento diferente. “Mas a logística é cara, a cidade é de difícil acesso

e lá tem poucos profissionais do ramo. É para quem quer um casamento mais despojado”, avalia Silvia Vasconcelos, consultora de viagem. Os castelos europeus têm um charme próprio, não precisam de muita decoração, é para quem quer algo que não existe no Brasil. “São casamentos menores, com um clima totalmente diferente das festas que temos aqui. São lugares lindos, visuais cinematográficos e que têm muita história”, analisa Flávia Teixeira.


sonho

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Preparativos Ao optar por um casamento longe da sua cidade, a noiva precisa de atenção redobrada. O planejamento deve ser feito com muita antecedência. “Os preparativos devem começar pelo menos um ano antes”, avalia o cerimonialista Marcelo Pimenta. Depois do local escolhido, é preciso estar atento ao clima, temperatura, temporada. Tudo pode influenciar no seu grande dia. Os cuidados são muitos. Contratar os fornecedores da região, ver quais você vai querer da sua própria cidade, além de conhecer o local escolhido e sua infraestrutura. Os valores podem variar de acordo com o número de convidados e o local da festa. “Se você precisar levar muitos fornecedores de fora, os custos serão mais altos. É possível encontrar bons profissionais, mas tem que procurar e fazer tudo com cautela”, orienta o cerimonialista. Um detalhe importante quando os noivos escolhem o destination wedding é o save the date, ou seja, “guarde a data”. É enviado aos convidados para que eles se programem, consigam dias de férias, providenciem passagem e hospedagem, além de passaporte e visto, caso seja necessário. “O casamento torna-se uma viagem de turismo. Tem convidado que chega com uma semana de antecedência”, conta Marcelo Pimenta. Casar fora da sua cidade tem um charme. “Tem ca-

Serviço +55 Travel Boutique SHIS QI 13, bl.A, loja 60 – Lago Sul Telefone: (61) 3248-5505 www.55travel.com.br Profissional consultado: Marcelo Pimenta (cerimonialista)

samentos mais simples, sem luxo, mas com o clima praiano, que podem sair mais baratos, mas em outros gasta-se muito, pois é preciso montar uma infraestrutura que o local não tem”, opina Pimenta. Contratar profissionais recomendados e de confiança e ter uma pessoa para checar tudo, como uma assessoria, ajudam a diminuir as chances de algo sair errado. Negociar hospedagem em hotel e oferecer aos convidados transporte até o local da cerimônia é essencial. Na maioria dos casos, os próprios convidados

são responsáveis pelas despesas pessoais. “Há noivos que optam por pagar de pais e padrinhos, mas isso vai de cada casal”, O destination wedding torna-se uma viagem em família e amigos. Alguns noivos optam por oferecer um passeio ou jantar de confraternização, uma maneira de reunir todos os convidados na véspera da cerimônia. “O casamento deixa de ser uma festa de quatro, cinco horas, como acontece em Brasília, para se tornar uma viagem inesquecível”, conclui Marcelo Pimenta.


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digitalize

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Por Gian Marco Uccello Muito Dinheiro no bolso! E mais um ano se foi, esse até que foi bem movimentado, tivemos shows internacionais a rodo, inclusive em Brasília, e visita de vários artistas nacionais em turnês. Como prometido na nossa primeira vez, vou dedicar essa coluna somente aos artistas brasileiros, sem nenhum tipo de distinção ou cota !

O Sol e o Dom Quem ainda está por vir para a terrinha é Djavan que está num giro pela América Latina e África durante janeiro e fevereiro. A promessa é que ele chegará em Brasília entre março e abril. Em 2012, Djavan foi indicado ao Grammy Latino na categoria produtor pelo excelente Não tente Compreender, de Mart’Nália, além de escrever a mais bela canção do recente Oásis de Bethânia, de Maria Bethânia, a desencanda Vive. O irmão de Bethânia, Mr. Caetano Veloso, presenteou a população com Abraçaço e foi o homenageado do ano na premiação do Grammy. Mas o melhor trabalho com novos nomes da música nacional foi o projeto capitaneado por Ney Matogrosso, misturando Criolo, Tono, Lenine, Chico Buarque, Dani Black, Maria Gadú e Valter Pirralho. Novos nomes com assinatura da elegância de Ney. Imperdível.

Digital Mercado digital para a música e os artistas segue ganhando poder no Brasil, os artistas começam a perceber que, sim, é possível gerar receita através dos canais oficiais da internet, em alguns casos se associando em distribuidoras que oferecem o acesso aos diversos canais de oferta, como o iTunes, que completou um ano de funcionamento no Brasil, ainda cobrando em dólar pelo seus conteúdos. Mas enganase quem pensa que o perfil da loja é elitista. Um dos principais lançamentos do ano foi Jorge & Mateus Ao Vivo em Jurerê, com uma performance melhor do que Ivete Sangalo, a nossa Maria Machadão!

Para Brasília As noites suecas estão entre as melhores do mundo e são conhecidas pela música boa, DJs talentosos, ambientes requintados e gente bonita. E vai ser possível conhecê-las em Brasília. A Hög Club (localizada no Complexo Brasil 21, no Setor Hoteleiro Sul) promete não quer ser uma balada da moda, mas oferecer uma experiência musical. O DJ ficará perto do público. A casa tem sistema de som Funktion-One (que está nos melhores clubs do planeta) e iluminação LED com efeitos em 3D, tudo projetado por Lonardi Doná, o mais respeitado projetista de casas noturnas do Brasil.


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Canalize-se

Música Intima Uma das coisas mais legais que surgiram recentemente pra mim foi o duo carioca Letuce, formado pelo casal Letícia e Lucas, bom gosto, bom som, boa estética, bom show, e excelentes discos: Plano de fuga pra cima dos outros e de mim e o mais recente Manja Perene. Visite o site e tenha uma amostra do grupo com os diversos vídeos, lá também você confere e pode comprar os discos em formato físico ou digital. www.letuce.com.br Outro casal musical, mas numa linha completamente rock’n’roll é o Canja Rave, formado por Chris Kochenborger e Paula Nozzari, incrível batera com passagens por bandas como Defalla e Cidadão Quem. Hoje eles estão baseados em Berlim, na Alemanha, e de lá lançaram a pedrada Dirty Shoes, Balls & Old Songs, produzido pelo candango Alvaro Alencar. O disco tem um material gráfico muito bacana e um som de primeira, foi gravado na Alemanha e mixado em New Jersey, todo o projeto produzido na camaradagem dos envolvidos e o casal vai levando a vida de amor e rock’n’roll na crazy Berlim. Eles estão lá: facebook.com/canjarave e no canjarave.com . Lá você confere o som e videos!

O YouTube é o principal parceiro da música no Brasil, não só junto às gravadoras, como também para os artistas independentes, que se filiam e seguem as chamadas “boas práticas” do site. Uma delas, por exemplo, é sempre inserir um banner ao final de cada vídeo pedindo para que o usuário assine seu canal, mais assinantes, mais audiência, mais receita. O artista é “dono” de um canal na internet e com um trabalho organizado pode fazer do YouTube a sua principal fonte receita (até mais que shows!), os comediantes já descobriram isso e os músicos agora também começam a se organizar para melhor rentabilizar os seus canais.

Formou! Festivais a vista! Ou a prazo! A loucura da agenda de shows e festivais está criando novas engenharias financeiras para assegurar seu público. Madonna, Lady Gaga e outros foram ofertados em até 10 vezes. A venda do Rock in Rio Card esgotou 80 mil ingressos em 52 minutos e o Lollapaloza lançou uma programação impecável para os seus 3 dias de festival ( durante a Semana Santa) em SP. O Planeta Terra precisa repensar seu line up para 2013 e estranho foi o sumiço sem notícias do SWU, que chegou a ser anunciado para rolar em Sampa, mas sumiu, escafedeu-se

Data Venia No mais, Naldo roubou a cena das pistas de danças, Latino pagou mico com sua versão do coreano Psy, e o nosso Rei gravou um funk. Tomara que passe logo e nunca mais volte essa onda de bandas de pagode regravarem rocks clássicos, pelo amor de Deus parem com isso! The Voice foi muito bacana e deve voltar, os jurados surpreenderam, sem falar nos candidatos. Nem tudo foi alegria, tivemos a volta de Carrossel e falam em Chiquititas para 2013, dose pra leão! Feliz Ano Novo! Com muito som e saúde!


MAGAZINE

Paris está em festa. Celebra os 160 anos da mais antiga e adorada loja de departamento da cidade, nas imediações da rive gauche e longe do roteiro turístico Por Paula Santana

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onhece o Le Bon Marché? A loja de departamento mais charmosa de Paris? Pois bem. Ele completou 160 anos em festa e 2013 será de grandes comemorações, nas quais até o Brasil está incluído com o projeto intitulado Le Brésil Rive Gauche. E para celebrar, o andar térreo da loja principal e a Grande Epicerie adotarão decoração em preto e branco, inspirada no estilo Haussmaniano de fachadas. Espalhadas pela loja, butiques efêmeras proporão roupas, objetos de decoração, acessórios de moda, que terão coleções editadas exclusivamente para a ocasião. Algo em torno de 300 marcas e designers de luxo foram mobilizados. Além de estrelas do cenário das artes, tais como a iraniana Marjane Satrapi, cuja versão em desenho animado de sua série de quadrinhos Persépolis foi indicada ao Oscar, criará vitrines em forma de desenho animado.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Le Bon Marché

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A estrela deste momento é ninguém menos que a atriz francesa Catherine Deneuve, que passeia pela Rive Gauche. Os desenhos têm edição especial, com tiragem de 160 exemplares assinados, que serão vendidos a 900 euros, em beneficio do hospital infantil parisiense Necker. A loja terá, ainda, até janeiro, a exposição histórica 160 anos de Evoluções: um ano no Bon Marché 1852-2012. Os desenhos revelam a atriz, adoradora da loja de departamento, em momentos lúdicos e mais que divertidos. No momento compras, o mais esperado de todos, Jean Paul Gaultier, Balenciaga, Carven, Baby Dior, Shiseido, Lalique, Moët & Chandon, Fendi, Diane Von Furstenberg, Isabel Marant, Comme des Garçon, Maison Martin Margiela desenvolverão, em série limitada, uma de suas criações cult, ree-

ditadas com o espírito rive gauche, tal qual seus idealizadores, a família Boucicaut, fizeram nos idos de 1800, pedindo que artistas, escritores e cartunistas criassem suas campanhas publicitárias, que naquela época sequer existiam.

O bom mercador O Le Bon Marché foi concebido por Aristide Boucicaut, um comerciante que revolucionou o mercado francês, em 1852, com a inauguração da primeira loja de departamento do país, quando transformou uma pequena butique que ficava às margens do rio Sena em um grande centro de vendas. Ao lado do arquiteto Louis-Charles Boileau e do engenheiro Gustave Eiffel, que ainda não tinha projetado a famosa torre que leva seu nome, criou o lugar. Ao longo de todos estes anos, o Bon Marché conseguiu manter a aura de vanguarda, sofisticação e exclusividade. Coisa que o parisiense ama. O espaço é menor que seus con-

correntes, Galleries Lafayette e Printemps, e fica numa área não muito turística da cidade. Em 1984, a loja foi comprada pelo conglomerado LVMH, o que lhe rendeu mais fôlego para preservar sua identidade. Os turistas adoram visitar o local às segundas, terças e quinta-feiras. Já os moradores da cidade optam pelas quartas e sextas-feiras. Um fato que orgulha o Bon Marché é ter a exclusividade de vários produtos em Paris. Shu Uemura, Bobbi Brown, Tom Ford Beauty são alguns itens. Assim como Lucas Nascimento, La Prestic Ouiston, Charlotte Olympia, underwear de Roberto Cavalli. As marcas de beleza Ren, Miller Harris e Byredo também.


decor

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Valéria Leão

Nascida e criada em meio a grandes festas, a decoradora, uma das melhores do País, compila seu trabalho em um livro que servirá de guia para os amantes do segmento

Por Marina Macêdo Fotos Celso Junior

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la assina as festas mais imponentes da capital federal. Detalhista, pensa ambientes possíveis apenas em nossos sonhos. Materializa nossas ideias e cria cenários

que arrancam suspiros. Sabe o nome de todas as flores, conhece sua origem, as combinações clássicas e também as mais ousadas. Planeja ambientes harmônicos, aconchegantes, muitos deles inesquecíveis. Essa é a decoradora Valéria Leão.

Filha da pioneira, e festeira, Moema Leão, Valéria cresceu na Mansão Flamboyant. A casa da família tornou-se a casa de festas mais tradicional da cidade nas décadas e já hospedou eventos que ficaram na memória. Foi lá

que, há 15 anos, a decoradora começou a organizar festas de familiares e amigos. Aos poucos, seu trabalho foi ganhando força. Para Valéria, um divisor de águas de sua carreira foi quando assinou o casamento de Daniela, filha


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de Antônio e Iza Matias, em 2003. Os detalhes e o primor da decoração fizeram do trabalho um sucesso. Foi quando Valéria percebeu ser uma verdadeira profissional. E melhor, amava o que fazia. Outro evento que deixou Valéria ainda mais confiante foi o casamento de Manuella, filha do senador Eunício e Mônica Oliveira, em 2005. Foi um evento importante da cidade, que exigiu muita dedicação da decoradora. “A partir daí, me vi apta para enfrentar qualquer festa”, lembra Valéria. Ela conta que adora trabalhar sob pressão. O tempo não é seu inimigo, muito pelo contrário. “Não tenho

nada contra quem planeja casamentos ao longo de anos. Mas o que gosto mesmo é do imediatismo. É possível fazer festas belas com pouco tempo”, desafia a decoradora. “Cada evento carrega sua singularidade. Nenhum é igual. Como são verdadeiros sonhos, entendo primeiro a personalidade do cliente para apresentar um projeto. Busco referências em livros e na internet. A ideia é superar. É um desafio diário. Adoro quando ganho liberdade para criar propostas novas”, ressalta a empresária. E complementa: “A tendência é o que o cliente quer”. A criação de tantos ambientes fez nascer um novo

projeto. Batizado de Festas por Valéria Leão, o livro é uma publicação da editora 3R Studio. Com um total de dois mil exemplares, tem idealização de Narciza Leão, irmã e sócia da decoradora. Em suas 200 páginas, serão estampadas fotografias de eventos assinados por Valéria. Planejada há dois anos, a obra traz uma biografia da decoradora e tem quatro capítulos: Casamentos, Festas de 15 anos, Aniversários e Batizados/ Chás. Rafaela Céo é quem assina o texto. As fotografias são de grandes profissionais locais, como Lincoln Iff, Celso Júnior, Bruno Stuckert e Plínio Ricardo. O prefácio é assinado

pela amiga e também expert no segmento, Denise Magalhães, da empresa mineira Verde que te quero verde. O livro conta ainda com depoimentos de alguns clientes. O critério de seleção ficou a cargo das fotografias. “Já organizamos festas belíssimas na cidade. Muitas ficaram de fora do livro porque não havia um registro à altura”, conta Narciza. Para a decoradora, o livro servirá como referência para futuras noivas e aniversariantes. “Brasília tem profissionais capacitados para organizarem as melhores festas. O livro valoriza ainda esse mercado local”, ressalta Valéria Leão.


desejo

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Anel em ouro e brilhantes, Táta Moreno – R$ 8.275,81

Pulseira Van Cleef & Arpels – preço sob consulta

Anel em ouro amarelo e ônix, Ana Tinelli – R$ 9.300

Brinco Van Cleef & Arpels – preço sob consulta

Colar diamantes com turmalina Paraíba, Grifith –  preço sob consulta

Para uma linda mulher Joias sempre são desejadas, amadas. Rubis e esmeraldas. Jades em várias cores. Ouros rosês. Os brilhantes em várias tonalidades. Flores, laços, formas orgânicas. Aprecie, deseje, adquira

Anel Tiffany & Co. – R$ 2.325

Brinco laço em ouro amarelo, Talento Joias – R$ 360

Brinco de Ebano em coral e safira branca, Silvia Furmanovich – preço sob consulta

Brinco Mint em prata com 204 pedras brasileiras e quatro pedras ágata, Vivara – R$ 2.990

Anéis pequenos Pétalas de Rosas, Vivara – R$ 4.350


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Brinco Oval em ouro amarelo com ródio negro, Ana Tinelli – preço sob consulta Colar em ouro branco, diamantes e ônix, Cartier -preço sob consulta

Anel com safiras, rubis e diamantes, Cartier – preço sob consulta

Brincos em ouro, diamante, coral, ônix e esmeralda, Silvia Furmanovich – preço sob consulta

Anel Van Cleef & Arpels – preço sob consulta Brinco Canto da Sereia em ouro rosa, Carla Amorim – Preço sob consulta

Brinco diamantes e  turmalina Paraíba , Grifith preço sob consulta

Brinco Bachiana com esmeralda e diamantes, Carla Amorim – Preço sob consulta

Bracelete tramado em ouro e brilhante, Zingara Yuli – R$ 28.571 Coleção Tiffany Twist Bracelete em prata – R$ 715 Bracelete em ouro – R$ 3.935

Anel em ouro rosa, pedra roxa de calcedônia, crisoprases, laca preta e diamantes, Cartier – preço sob consulta

Coleção Tiffany Metro Pulseira larga – R$ 52 mil Pulseira média – R$ 37.560 Anel – R$ 23.250


tempo

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Eu desejo, tu desejas Um dos objetos de luxo mais adorados por colecionadores, os relógios Rolex estão prestes a desembarcar em Brasília, com todos os modelos de seu acervo

Por Marina Macêdo

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le é mais que um simples símbolo de status. A história da Rolex está associada ao espirito visionário de seu fundador, Hans Wilsdorf. No início do século XX, época em que as pessoas usavam relógios de bolso, Hans já vislumbrava os relógios de pulso. Com sede em Genebra, na Suíça, a marca conta hoje com 28 filiais no mundo e uma rede de mais de quatro mil profissionais de relojoaria em mais de cem países. Para Wilsdorf, o guardião do tempo precisava ser preciso e confiável. Motivo pelo qual trabalhou na melhoria da confiabilidade de seus relógios. Para proteger o mecanismo de poeira e água, a Rolex desenvolveu e paten-

Desejado Cosmograph Daytona. Pulseira Oyster com fecho Oysterlock e sistema Easylink. Aro graduado para leitura imediata de velocidade horárias. Caixa com proteção da coroa de dar corda. Disponível em aço, ouro branco, amarelo, rosê e aço e ouro.

teou uma coroa que revolucionou a indústria. O sistema Triplock, que possui selagem tripla e é à prova d`água. Outro destaque da marca fica a cargo dos fechos funcionais harmonizados com a

linha estética de cada modelo. O primeiro é o oysterclap e tem elos desdobráveis que abrem com auxílio de uma alavanca. O segundo é o oysterlock, tem a mesma base do primeiro e possui complemento de uma

avalanca suplementar. O último é o crownclasp, mais discreto é dissimulado sob uma pequena alavanca em forma de coroa Rolex, presente nas pulseiras President e Jubilé. Considerado objeto de desejo, ele é passado de geração em geração. Uma verdadeira joia de família. Seus relógios estão presentes em pulsos de grandes personalidades, como Bill Clinton, Tiger Woods, Eric Clapton, Sean Connery e Diana Krall. No primeiro bimestre de 2013, mais uma loja engloba a ala internacional do Shopping Iguatemi Brasília. Batizada de Gio – Gioielli Orologi, a loja promete abastecer o mercado de luxo da cidade. Há 16 anos no segmento, o empresário brasiliense Diomédio Santos é o nome à frente na cidade. Expert no segmento, Diomédio ressalta a credibilidade da marca e o potencial de mercado de Brasília. “A capital ocupa o segundo lugar no ranking de mercado de luxo. Temos um público exigente. A Rolex tem um apelo único: desperta paixão em todas as faixas etárias e sexos”, afirma. Para Diomédio, qualquer pulso combina com um Rolex. “É uma marca que


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Poderoso Day-Date II. Mais conhecido pelo nome de sua pulseira, President, o relógio possui fecho Crownclasp. Mecanismo com tecnologia Paraflex. Preferido das figuras públicas mais proeminentes.

Democrático Date Just. Para todas idades e sexo. O modelo começa com aço e termina com versões mais elaboradas. Além de fechos que variam também conforme o escolhido.

Procurado Submariner Date. Pulseira Oyster com fecho Glidelock, que permite alongar facilmente a pulseira. Um relógio de mergulho por excelência. Com pulseira de aço.

se renova sem deixar sua identidade. Ela se mantém independente, não pertence a nenhum grande grupo. Sinônimo de qualidade e tradição, a empresa é responsável por todos os processos de fabricação de seus relógios”, diz o empresário. Sobre a chegada da Gio, Diomédio adianta: “Até 2007, a Rolex trabalhava com boutique monomarca. Agora, posicionase no mercado multimarca, onde 60% das lojas devem ser abastecidas por relógios Rolex e o restante por outras marcas. Na Gio, esses 40% serão de outras grandes marcas, como a Montblanc, Corum e Vacheron Constantin”, finaliza Diomédio.

Imponente Day-Date. Com a icônica pulseira President. Possui fecho Crownclasp, cronómetro platina e dia da semana em 26 idiomas. Disponível com mostrador ou aro de diamantes.


social

Yรกra Cavalcante e Phelipe Matias

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Yรกra e phelipe em Nova York FOTOS: CELSO JUNIOR

Felipe Lyra, Roberta, Karen e Lorena Rosso


SOCIAL

Yรกra Cavalcante com o pai

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SOCIAL

RogĂŠrio Flausino, do Jota Quest

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Antonio e Isa Matias

Liliane Roriz e Karina Rosso

Padre Abdon e Yara Curi

Patricia Justino e Lara Calaรงa


SOCIAL

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A turma se diverte

Gitana Lira, Odette Trotta e Mara Amaral

Mauro Pedroso

Leandro Vaz, Agenor Netto, Luiz De Luca e Juliano Amorim

Daniela Lyra

Rafael e Carol Matias


ESTÉTICA

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Queda de braço Ter bíceps e tríceps bem torneados é missão árdua. Tratamento, ginástica e até cirurgia podem ajudar a eliminar a gordura que insiste em se acomodar no local Por Raquel Jones

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uando a mulher veste uma blusa ou um vestido de alça, é inevitável a preocupação com os braços. Essa parte do corpo revela muito da nossa genética e dos nossos hábitos. A flacidez na região pode significar que você está envelhecendo, que tem tendências a acumular gorduras ou que não pratica atividades físicas. Torneá-los é difícil, mas há boas opções para corrigir o problema. Afinal, quem se cuida está sempre atento ao músculo do “tchau”.

Cirurgia plástica O envelhecimento natural dos tecidos e as alterações de peso podem produzir depósitos de gordura ou flacidez de pele na região do braço. Nesses casos, a cirurgia plástica é a única alternativa

para um tratamento estético. O cirurgião plástico Ricardo Marujo explica que a plástica é indicada quando há uma desproporção entre a pele e a gordura do braço do paciente. “No caso de excesso de gordura, recomendamos a lipoaspiração. Em braços mais jovens, a pele retrai 100%. Para os pacientes que têm uma quantidade excessiva de pele, com

muita flacidez, a cirurgia lifting braquial é a mais apropriada”, explica Marujo. Essa última cirurgia evoluiu nos últimos anos. Antes, ao fazer um lifting braquial, o paciente trocava a flacidez dos braços por uma cicatriz aparente, em especial quando se levantavam os braços. Hoje, a técnica é puxar a pele no sentido da axila, onde


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fica a cicatriz. O lançamento de um produto chamado Dermabond também foi responsável por revolucionar o lifiting braquial. Ele é uma cola líquida que substitui os pontos de sutura. “O Dermabond funciona como um durex em cima da ferida”, compara Marujo, que já aplica o produto em seus pacientes. Apesar das novidades, ainda é preciso ter cautela no pós-operatório. De acordo com o médico, o paciente precisa manter os braços abertos e bem secos, pois a cicatriz fica localizada numa região da glândula sudorípara, muito úmida. Recomenda-se não elevar o braço nem carregar peso por 30 dias.

mentos facilitam a circulação da linfa e a expulsam do corpo junto com micro-organismos e substâncias não necessárias. A técnica estimula a regeneração dos tecidos e melhora a ação anti-inflamatória do organismo, sendo indicada também no pós-operatório. Para a esteticista Fernanda Almeida, para manter o braço magro é preciso retirar o líquido que fica retido no tecido adiposo. “Este é um tratamento quase homeopático. A drenagem não vai solucionar o problema, é preciso manter uma frequência para obter resultados melhores”, explica.

Radiofrequência

Atividade física Passar por uma cirurgia pode ser muito traumático, considerando os riscos de uma operação, as dores do pós-operatório e os eventuais problemas na cicatrização. Para quem não tem um problema grave, a melhor opção é exercitar os bíceps e tríceps na academia. O professor de educação física da Bodytech, Walisson Maia, diz que para um bom resultado é preciso treinar com uma carga elevada, quase no seu limite. Maia explica que não é só a musculação que traz bons resultados, o treinamento aeróbico e a ginástica localizada

também são importantes. “É recomendado um intervalo de 48 horas entre um treino e outro”, acrescenta. Para um melhor resultado na musculatura, também é importante se alimentar logo após o treino. Quanto melhor for a ingestão de nutrientes necessários, mais eficaz será o processo de reconstrução das fibras musculares. Segundo o coordenador de musculação da Unique Fitness, Marcelo Alcântara, o único cuidado a ser tomado é em relação ao valor calórico, principalmente para

aqueles que estão controlando o peso. “Por isso, uma boa pedida são os pães e massas integrais”, sugere.

Drenagem Linfática A drenagem linfática auxilia quem quer manter o braço magro. A massagem emagrece devido à retirada de excesso de líquidos e de toxinas do organismo. Os movi-

Para tratar a flacidez no braço, o uso de máquinas de radiofrequência pode ser uma excelente alternativa. “O aparelho provoca um aquecimento no tecido, estimulando o fibroblasto que, por sua vez, produz elastina e colágeno. Esse efeito é chamado de colagenase”, explica a esteticista Fernanda Almeida. É indicado um intervalo de 15 a 21 dias para cada sessão. O preço pode variar de R$ 100 a R$ 500. Profissionais consultados •

Ricardo Marujo, cirurgião plástico: (11) 3845-7899

Walisson Maia, professor de educação física da academia Bodytech: (61) 3224-4149

Marcelo Alcântara, coordenador de musculação e ginástica da academia Unique Fitness: (61) 3343-2002

Fernanda Almeida esteticista Samay Prime Spa: (61) 34436704


pele

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Esse ou aquele Você sabe a diferença entre cosméticos e dermocosméticos? Entenda suas funções e qual a finalidade de cada um Por Marcella Oliveira

U

m creme para o rosto, outro para o corpo, um terceiro para os pés. Sem esquecer aquele que fica na bolsa para usar nas mãos. No banho, dois tipos de sabonete. Para tratar resíduos capilares, um shampoo específico. Os produtos usados em favor da beleza e da saúde são divididos em dois tipos: cosméticos e dermocosméticos. A diferença entre a concentração dos ativos, indicação e ação entre eles são muitas e conhecê-las é importante para um resultado melhor na sua pele. Cosméticos são os produtos que atuam na superfície da pele, na epiderme, sem ação medicamentosa. Já os dermocosméticos – ou cosmecêuticos – penetram mais e chegam à segunda camada da pele, a derme, e são indicados por dermatologistas. Os cosméticos não têm mudança fisio-

lógica, não tratam o problema, diferentemente dos dermocosméticos, que têm ativos funcionais para a saúde, comprovados cientificamente. Os dois tipos de produtos têm públicos diferentes. “Quem procura os dermocosméticos são pessoas com receitas médicas, prescritas por dermatologistas, ou ainda por pessoas que já têm costume de usar”, explica a farmacêutica Fernanda Gob-

bi, da Drogaria Rosário. Outro fator que influencia é o preço. “Os dermocosméticos são, geralmente, produtos mais caros e mais específicos, enquanto os cosméticos são mais baratos, o que faz com que eles sejam vendidos em maior quantidade”, completa. A tecnologia tem ajudado empresas a investirem mais na produção de cosméticos, mas eles continuam agindo apenas na parte su-

perficial da pele. Quem trata mais intensamente são os cosmecêuticos, que vão atuar na acne, nas linhas de expressão, na caspa e outros problemas cutâneos. “O cosmético não faz mal para a pele, mas não é um medicamento e o usuário não pode esperar uma ação como a de um tratamento. Ele tem uma reação superficial, de hidratação apenas na primeira camada da pele”, explica o dermatologista Erasmo Tokarski. Um shampoo anticaspa, por exemplo, se for cosmético terá uma concentração menor dos ativos, logo, o efeito é menor. “Um leigo usa um cosmético e espera resolver o problema, o que não acontece”, explica o dermatologista. Em 2011, a procura pelos dermocosméticos aumentou 15%. Apesar do preço mais alto, pelo menos o dobro que o dos cosméticos, há um público específico. Os dermocosméticos apresentam em sua formulação maior concentração de ativos funcionais e bases cosmecêuticas mais elaboradas, além de serem hipoalergênicos. “Eles têm uma ação medicamentosa. Vão agir sobre a pele, deixá-la vermelha, pode causar descamação. O que não deve acontecer com o cosmético, caso aconteça, é uma reação alérgica e não um tratamento”, alerta Tokarski.


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Cosméticos Agem na primeira camada da pele, a epiderme. É um produto usado para hidratar, deixar a pele mais suave, com mais brilho, mas sem ação medicamentosa. Não podem irritar a pele. Preço mais acessível. Exemplos: produtos das marcas Nívea, Dove, Lux Luxo, Johnson & Johnson, Garnier, dentre outros.

Dermocosméticos Agem profundamente, atingem a derme. É um cosmético com ação de produto farmacêutico. Tem uma concentração maior, por exemplo, de vitaminas, colágeno, amionoácidos e sais minerais orgânicos. Custam cerca de três vezes mais que os cosméticos. Exemplos: produtos de laboratórios como La Roche Posay, Vichy, Neutrogema, ROC, Theraskin, Cetaphil, dentre outros.

Além das diferenças entre os dois tipos, é preciso saber também que cada região do corpo tem uma necessidade distinta. “A pele do pé é mais grossa, espessa, exige um medicamento mais forte.

A face já é mais fina. Para cada área há um produto específico”, Tokarski. Cuidar bem da pele é importante para um envelhecimento saudável. “Diariamente, é importante lavar

com um bom sabonete, tonificar, hidratar pelo menos duas vezes ao dia. E, pela manhã, não esquecer o filtro solar no rosto, pescoço e colo, que além de evitar vermelhidão e manchas na pele, é importan-

te para prevenir o câncer de pele”, orienta a farmacêutica Fernanda Gobbi. Profissionais consultados: Dr. Erasmo Tokarski (dermatologista) e Fernanda Gobbi (farmacêutica da Drograria Rosário)


nÉcessaire

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HORA DOS CREMINHOS

Hydraphase Olhos, La Roche-Posay - R$ 69, Retexturing Activator, SkinCeuticals - R$ 185

Não importa quantos produtos são lançados a cada estação. Há consumidores para todos. Quanto mais pesquisa e tecnologia para a pele, melhor Power Serum, La Prairie Cellular R$ 988

Lipikar Podologics, La Roche-Posay R$ 49,90

Coleção Vanille de Tahaa, La Façon: Creme corporal - R$ 66; Esfoliante espumante - R$ 48; Hidratante para corpo e mãos - R$ 54; Sabonete em gel nutritivo - R$ 45; Eau de toilette 100ml - R$ 85

Hydrating B5 oil free, SkinCeuticals - R$ 135 Kit Roc: Creme hidratante Wrinkle Correxion Dia 40 ml - R$ 144; Creme hidratante Intensivo Wrinkle Correxion Noite 40 ml - R$ 144; Serum hidratante Wrinkle Correxion 30 ml - R$ 139; Creme hidratante Wrinkle Correxion Olhos 15 ml - R$ 113

Retinol 0.3, SkinCeuticals - R$ 185

Phloretin CF, SkinCeuticals - R$ 329

Sun Fresh FPS 60, Neutrogena - R$ 39,50

Pureté Thermale espuma de limpeza, Vichy - R$ 49,90 Fragrância sólida, Body Store - R$ 32,90

Protetor solar FPS 50, Sundown - R$ 43,40


pesquisa

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Irisina: quem é ela? Ainda em fase de testes, os mais apressadinhos apostam que tal hormônio pode ser o mais novo aliado na perda de peso

Por Raquel Jones

P

esquisadores da faculdade de medicina da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, parecem ter descoberto a fórmula do emagrecimento. O hormônio chamado irisina, até então desconhecido pela medicina, pode ser o responsável pela perda de peso em animais. Comprovada sua eficácia, o hormônio poderá ser injetado em humanos e trará resultados significativos no processo e até causar efeitos semelhantes aos adquiridos na academia. Liderado pelo professor de Harvard, Bruce Spiegelman, o estudo inovador mostrou que, durante a atividade física, o organismo produz um hormônio capaz de transformar gordura bran-

ca em marrom, esta última fisiologicamente desejável. As células marrons têm mais mitocôndrias que as células normais do tecido adiposo e resultam em maior gasto calórico (termogênese). Elas usam oxigênio, precisam de energia e resultam em queima de calorias. Dessa forma, a irisina poderia reproduzir no organismo alguns dos efeitos positivos do exercício. Durante dez dias de observação, cobaias passaram a perder peso após ter o hormônio aplicado. Ao que tudo indica, a irisina poderá ser um remédio em

potencial contra a obesidade e a diabetes, pois quando aplicada em camundongos obesos e pré-diabéticos provocou a tolerância a glicose em dietas ricas em gordura. Apesar dos resultados positivos em cobaias, o hormônio ainda não foi testado em humanos. Para o ortomolecular Ícaro Alcântara, falar em irisina ainda é cedo. “Se for comercializada, será em 2015. E, mesmo que seja liberada pela Anvisa, não significa que o remédio não terá contraindicações. A Anvisa testa o produto por um ou dois anos e, quando libera, pode alertar na bula

que o medicamento ainda está em observação”, esclarece. O remédio Victoza, também famoso entre os que buscam o emagrecimento, é um exemplo de que nem tudo aprovado pelos órgãos competentes é livre de problemas. O Food and Drug Administration (órgão regulador americano) adverte que o uso do medicamento pode causar câncer de tireoide. O alerta é que, mesmo liberada a comercialização, o medicamento continua em testes e pode levar anos para descobrir as verdadeiras consequência do uso.


saúde

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Médicos E do coração

Por Marina Macêdo

Além de profissionais experientes e capacitados, eles tornam-se membros próximos da família como à moda antiga. Um amigo com quem se pode contar nos momentos de aflição

Renault Ribeiro Junior “O equilíbrio em todos os aspectos é o grande segredo para um coração saudável” Renault Ribeiro Junior, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia do DF, é cardiologista clínico. Nascido no Rio de Janeiro, foi criado em Brasília. Deixou a cidade para se dedicar à Medicina em Barbacena, Minas Gerais. Desde 1998, atende pacientes em seu consultório. Já no pa-

FOTO: CELSO JUNIOR

les salvam vidas. São precisos e éticos. Não brincam em trabalho. Referências quando o assunto é cardiologia, cuidam do nosso coração. Ou melhor, eles moram no nosso coração. Todos os dias vestem seus jalecos e trabalham em equipe para reduzir os números exorbitantes de mortes causadas por doenças cardíacas. Elas matam 300 mil pessoas por ano no Brasil. Precisamente, 820 por dia, duas pessoas por minuto. Um dado que podia ser reduzido com novos hábitos. A chamada cardiologia preventiva, como check-up periódicos, pratica de exercícios físicos, alimentação balanceada, equilíbrio emocional e não fumar. Saiba quais são as preciosas dicas que eles podem dar aos pacientes para evitar que o coração sofra antes do tempo.


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Com quais sintomas é necessário procurar um cardiologista? Qualquer dor acima do umbigo ou na região do tórax chama a atenção e é interessante que o paciente verifique se é um problema cardiológico ou não. Algumas pessoas têm predisposição, são aquelas acima de 35 anos e com fatores de risco, como hipertensão, com colesterol alto, acima do peso, diabéticas ou com histórico familiar. Com qual periodicidade? Acima dos 20 anos, é recomendada uma visita anual ao médico para exames. Se a pessoa tem histórico familiar, é obrigatório. Após os 35, há uma predisposição a doenças cardíacas. Amarguras, amores frustrados e rancor podem desencadear em doenças cardiovasculares? Cuidar do coração é cada vez mais um desafio. É um órgão que envolve sentimentos e emoções. Além de fatores de risco, como pressão alta e colesterol, é preciso levar uma vida equilibrada no âmbito profissional, pessoal e familiar. Quando você sai desse eixo, começa depressão, amarguras... Gosto de falar uma frase para meus pacientes: “Palavras não ditas viram doença”. Na alimentação, qual o maior mal que uma pessoa pode fazer para o seu coração? O doce. Depois que ele passa da boca, ele só te faz mal. O doce é só prazer, não faz bem algum.

FOTO: BRUNO PIMENTEL

pel institucional, procura resgatar reuniões científicas, seminários, campanhas de prevenção e encontros entre os profissionais.

Brasil Caiado “Em nossa rotina, quase tudo pode. O excesso é o que faz mal” Brasil Caiado, cardiologista clínico, está entre os mais procurados da cidade. Criado em Brasília, formou-se na Universidade Iguaçu, no Rio de Janeiro. Fez residência na capital paulista, no Hospital Beneficência Portuguesa. Em 1992, voltou para o Cerrado. Foi quando abriu as portas de sua clínica. Na época, inventivo, trouxe uma proposta nova: a cardiologia integrada. E assim completa 20 anos de muito sucesso. Está cada vez mais frequente mulheres e jovens com doenças cardiovasculares. Qual o motivo? Devido ao componente ambiental. Temos dois tipos de riscos: o individual e o populacional/ambiental.

O primeiro se refere ao histórico familiar. Nesse caso, ele tem maior risco. Já o segundo, é sobre o ambiente que o paciente vive. Estresse, má alimentação, cigarro e falta de exercícios. Maus hábitos tornam-se um potencial para você ter doença. Como cuidar do coração? É preciso ter um controle rigoroso do peso. O peso é um produto da alimentação e da forma como é conduzida a atividade física. Não estamos falando de nada complicado. É necessária uma dieta pobre em sal, açúcar e gorduras animais. Não exceder na alimentação e ter horários regulares. E, claro, fazer avaliações periódicas e não fumar. Qual é o grande vilão do órgão? Com certeza a má alimentação. A gordura é inimiga do coração. Temos visto cada vez mais jovens, acima de 25 anos, com pressão alta precocemente. O segredo da saúde é o equilíbrio. Quase tudo na vida pode, o que faz mal é o excesso.


saúde

FOTO: BRUNO PIMENTEL

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José Roberto Barreto “BRASÍLIA É REFERÊNCIA PARA TRATAR MALES DO CORAÇÃO” José Roberto Barreto, nome à frente do Serviço de Cardiologia do Hospital de Brasília, é focado em eletrofisiologia cardíaca. Vindo do Rio de Janeiro, prestou vestibular para Educação Física e Medicina, que falou mais alto. Formou-se na Univer-

sidade de Brasília e fez sua residência no Rio de Janeiro. Em 1998, voltou para a capital a convite do Ministério da Ciência e Tecnologia. No ano seguinte, entrou para o Hospital de Base, onde foi um dos pioneiros no serviço de arritmia. Especializou-se em Barcelona e voltou. Fora do consultório, é atleta. Faixa preta do Jiu-Jitsu, nas horas livres ministra aulas. Como Brasília está posicionada na área da cardiologia? Brasília está preparada para atender esse público.

Não só preparada, como é referência para tratar males do coração. A parte de eletrofisiologia cardíaca mesmo é destaque nacional. Quando o coração perde a capacidade de gerar números adequados de batimentos, é necessário um implante de marcapasso. É possível levar uma vida normal? Essa é minha especialidade. Com certeza, a grande maioria dos pacientes que coloca marca-passo melhora sua qualidade de vida. Esse é o objetivo principal.

Mas existem limitações? Já existem marca-passos testados, com que o paciente pode fazer ressonância magnética ou mesmo passar por detectores de metais sem problema algum. Uma verdade e um mito do infarto? A verdade é que a dor do infarto é opressiva, de ardência e com sensação de morte iminente. Já um mito é que pacientes diagnosticadas com cardiopatia não devem fazer exercícios físicos. Muito pelo contrário, o pacientes tem indicação.


SAÚDE

FOTO: BRUNO PIMENTEL

Leonardo Esteves Lima

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“Estamos avançando. Cirurgias com robôs e por vídeo são uma realidade em Brasília” Leonardo Esteves Lima é a segunda geração de cirurgião cardiovascular da família. Seguiu os passos do pai, André Esteves Lima, e hoje é um dos mais importantes do Brasil. Mineiro de Belo Horizonte, foi criado e formou-se em Brasília. Morou durante 15 anos na França, onde fez mestrado e doutorado. No período, viveu uma grande missão. Foi o socorrista que atendeu a princesa Diana, após o acidente de carro no túnel da Ponte de L’Alma, em Paris, na França. Em 2000, voltou para Brasília, onde atua como cirurgião e professor da UnB. Leonardo é também pioneiro em cirurgia com robô no Hospital Santa Lúcia. Quais são os casos mais comuns de cirurgia de coração? Tem duas cirurgias que acometem a população: a revascularização miocárdica, mais conhecida como ponte de safena; e a outra é a troca de válvula. Essas duas patologias englobam 80% das cirurgias cardíacas do Brasil.

Quantas cirurgias são feitas no Brasil? O Brasil faz mais de 60 mil cirurgias por ano. Para se ter uma idéia, em Brasília são feitas cerca de oito a dez cirurgias por dia, desde crianças a idosos. O pós-operatório na cirurgia menos invasiva é mais facilitado, menos dolorido e recuperação mais rápida. Já na cirurgia padrão, graças ao avanço do conjunto com a fisioterapia, a maioria dos pacientes está em casa entre oito a dez dias, podendo fazer atividades caseiras.

As cirurgias estão menos agressivas ao corpo? Com certeza. A medicina busca avanços para o bem da população e estão cada vez menos agressivas. Por exemplo, sou pioneiro na retirada de safena por vídeo. Não cortamos mais a toda a perna, como antigamente. Fazemos cortes pequenos. Assim as complicações diminuem em 77%. Além da questão estética, uma vez que o corte não é grande.

E qual é o papel da robótica? A robótica veio para ajudar essa cirurgia menos agressiva. Ela tem uma participação pequena na cirurgia cardíaca, começou tentando fazer essa cirurgia, mas é tão detalhista e complexa que não conseguiu se implementar, mas, a partir dessa iniciativa, hoje ela é uma realidade na cirurgia de próstata. A gente faz pouco de robótica, pois ela não conseguiu provar benefícios melhores, a não ser o estético. Além do custo que é muito elevando.


longevidade

Um dos dez mais completos centros clínicos de longevidade do mundo fica na Serra Gaúcha. Chamase Kurotel e promete vida longa aos que seguem seus preceitos de cuidar da saúde para não tratar a doença

Reciclar a vida

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Por Paula Santana Fotos Celso Junior

G

ramado – Estar no Kurotel é uma experiência para a vida toda. Algo que pode ser transformador. Lá, em meio à bela cidade de Gramado, envolto pela serra gaúcha, pelo agradável clima e a atmosfera suíça, é possível reprogramar-se, dar-se mais valor, prestar atenção na saúde por completo, querer ficar bem por longo tempo. No Kurotel, é verdadeira essa mudança de hábitos. E o melhor, esse processo acontece de uma maneira tão elegante e acolhedora, que mal percebe-


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Salão Ouro

Sala da Lareira Suíte Real

se que tudo pode ser diferente a partir dali. É como se fosse um passe de mágica. De repente, você realmente se dispõe a ser uma pessoa melhor. E segue em frente. É preciso ir lá para entender o que ocorre. Para começar, o espaço é um centro médico de longevidade. O spa, como todos imaginam que o Kur seja, é apenas um pedacinho diante de todo o aparato tecnológico que há para desvendar o corpo humano e suas reais necessidades e apelos. O ideal da clínica é atuar na medicina preventiva. Uma espécie de proagir em vez de reagir. Foi com essa intenção inovadora à época que o casal Luís Carlos e Neusa Silveira fundou o local em 1982. “Trinta anos atrás, os médicos tinham a doença como foco. Eu queria tratar a saúde para não ter que tratar a doença”, diz Luís em suas explanações sobre a filosofia do local. E foi assim que tudo começou quando os dois jovens recém-formados em Pelotas mudaram-se para Gramado. Ele médico. Ela administradora. Quando estavam certos de que abririam o centro de longevidade, partiram para a Europa em busca de conhecimento. Foram aos kur hoteis – hoteis de cura em alemão – que se dedicavam a tratar pessoas vitimadas pelo pósguerra. Aprenderam, sobretudo, que a harmonização da natureza com a hidroterapia e as ervas medicinais era um santo remédio para tudo. Compraram a propriedade e iniciaram o tratamento ainda inédito no


longevidade

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Caminho das águas

Brasil: cuidar da saúde integral no contexto físico e mental. O pequeno e inovador negócio despertava a curiosidade, mas agradava. “Que hotel diferente”, diziam os primeiros hóspedes. Exploradores, o casal continuou a pesquisa na busca da longevidade e os resultados começaram a aparecer. “Foi uma bola de neve. De dez clientes, passamos para cem. De cem, para mil”, conta Neusa, que atua na clínica diariamente. Mas faltava algo que intrigava Luís. O princípio dos kur hoteis europeus trabalhava de forma preventiva, mas não integrada. E o que se desejava era atuar antes que a doença se instalasse. Daí a necessidade de criar links com diversas especialidades da medicina. Essa sacada foi o que diferenciou o Kurotel dos demais e o transformou numa das dez clínicas mais conceituadas do mundo em seu segmento. O casal, sabiamente, criou uma equipe médica, envolvendo

nutrição, cardiologia, odontologia, psicologia, fisioterapia, educação física, além de dermatologia, acupuntura e as atividades do spa, como massagens e banhos, resultando em cerca de 300 terapias distintas. “Queríamos proporcionar ao cliente uma reciclagem, uma adoção de hábitos que realmente mudassem a sua vida a partir da estada no Kur”, explica Luís, referindo-se à necessidade de todos os profissionais trabalharem juntos num mesmo caso.

O processo O tratamento começa no avançado Centro de Diagnósticos. Com os exames em mão, o cliente passa por avaliação médica detalhada. Um check up que envolve entrevista com todos os profissionais citados acima. Juntos, eles fazem avaliação da pretensão do cliente naqueles dias, associado à sua saúde, e traçam a rotina e os tratamentos sugeridos,

Restaurante

assim como a dieta customizada, que leva em conta alergias e intolerâncias alimentares. Diagnosticados, é hora de iniciar os trabalhos. A cada dia, um schedule é montado para o cliente e deixado no quarto a toda noite, junto com a ceia. Nele, todas as informações necessárias para o dia seguinte. A partir daí, é o primeiro dia do resto de sua existência em busca de uma vida mais saudável. E os funcionários sabem bem disso. Tratam os clientes como se fossem reis cercados de súditos bem-hu-

morados, competentes, atenciosos. Todos são chamados pelo nome. E sabem tudo da sua rotina. Hora de comer, hora de malhar, hora da massagem. Momento da yoga e da meditação, momento do banho. Esteja onde estiver, eles te acham. E questionam se está tudo bem, se há algo que eles possam fazer para melhorar ainda mais o seu dia. Um banho na auto-estima. Ali, você se sente a pessoa mais importante do mundo. A agenda é montada a cada quatro ou sete dias.


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Piscina central

Estação das Águas

Ou seja: de quarta-feira a domingo, e vice-versa. Ou de domingo a domingo. Os dias seguintes ao primeiro envolvem uma série de atividades complementares. A rotina é árdua, mas muito prazerosa. A manhã começa com uma caminhada agradável pela cidade. E é intercalada com consultas, tratamentos tecnológicos, malhação, fisioterapia, massagens, spa e sauna. Não há pausa para descanso. A não ser que o cliente queira. À noite, após o jantar, sempre há uma atividade na sala

Piscina externa

principal ou na lareira da “casa”. Pocket show, sarau, apresentação de dança, palestra, cineminha... Aos poucos, o cliente incorpora a rotina. Ou ele está de roupa de ginástica ou de roupão com maiô por baixo para as demais atividades. Há uma copa, com mesas e sofás, que interliga o spa, os consultórios, as salas de tratamento e as demais dependências do Kur. É lá o ponto de encontro e também onde são feitos os lanches intermediários. Sempre de passagem,

as pessoas se cumprimentam, tomam chá quente ou gelado e conversam rapidamente até aparecer um profissional com a sua agenda, pronto para encaminhá-lo para o procedimento seguinte. Na verdade, a clínica tem 140 funcionários. Uma média de três para cada cliente. Se quiser sair para passear, pode. No Kur, nada é proibido. Tem até motorista à disposição. “Aqui, incentivamos o cliente a fazer a gestão de sua rotina. Queremos que ele entenda o quão importan-

te é reorganizar o seu estilo de vida, e os benefícios que terá se conseguir inserir em seu cotidiano o que vivenciou no Kur”, diz o psicólogo Michael Zanchet. Mas quem quer sair? Quase ninguém. Além da exaustão diante de tantas atividades, a “casa” é linda e aconchegante. Nesse momento, as pessoas se vestem como se fossem jantar fora. Vão para o charmosíssimo restaurante e depois sentamse no Salão Ouro para uma prosa com chá. Na hora da partida,


longevidade

aquele gostinho de “quero mais” que toda boa viagem deixa. Antes, uma nova bateria de exames para revelar o desempenho alcançado. Em geral, os clientes saem satisfeitos e levam consigo todas as recomendações médicas, nutricionais, fisioterápicas para manter ao longo do ano. Recomenda-se que a cada 12 meses a pessoa retorne É por isso que o casal Luís e Neusa perpetua seus valores, agregando novas tecnologias. Atualmente, as quatro filhas integram a equipe do Kur. Dentre elas, Mariela e Evelise Silveira, as médicas que se encarregarão de fazer com que os clientes sempre estejam de volta.

Filosofia Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, a vida saudável é fruto de 53% estilo de vida; 20% meio ambiente; 17% genética; 10% assistência médica. Por isso, o tratamento de longevidade do Kur é fundamentado em: alimentação funcional, exercício físico voltado para o condicionamento cardiovascular e osteomuscular, sono reparador, desintoxicação, ajuste medicamentoso e controle das emoções. “A genética não pode ser mudada, mas controlada”, orienta a médica Evelise Silveira.

Emagrecimento Emagrecer sem radicalismos. Receber soluções imediatas, com resultados que perdurem. Dietas muitos restritivas

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Centro de Controle do Estresse

são interpretadas pelo corpo como perigo à sobrevivência. Isso reduz o metabolismo, aumenta o estoque de gordura corporal e provoca, na sequência, a compulsão alimentar. Para garantir a sustentação do emagrecimento é preciso mudar a forma de pensar e relacionar-se de modo diferente com a comida. “Comer não é automático. Identificar o que se passa pela mente minutos antes de comer é fundamental para a reeducação alimentar”, diz a nutricionista Ana Paula Rojas.

Antitabagismo Estudo da OMS indica que apenas 6% dos tabagistas largam o vício. No Kur esse índice chega a 60% dos fumantes, por meio de alimentação balanceada com propriedades desintoxicantes, atividades físicas para melhora da função pulmo-

nar, acompanhamento psicológico na linha cognitiva.

Kinder Kur Local afastado do hotel, mas dentro da propriedade, que acomoda mãe pós-parto e bebê recém-nascido. Há terapias para o pai e a mãe, além de acompanhamento nutricional para o reestabelecimento mais rápido do corpo. Babás e vovós também são bem-vindos.

Executivos Um tratamento com foco no executivo. O centro clínico tem técnicas e métodos assertivos que incluem o centro do controle de estresse para aliviar a tensão. Dados indicam que, após a intervenção, há o aumento da eficiência em 84%; concentração 75%; memorização 67%; facilidade na tomada de decisões 78%.

Tecnologia Dexa – Trata-se de uma avaliação corporal por imagem. Chama-se Dual Energy XRay Absorptiometry. O aparelho identifica o percentual real de gordura em relação à massa muscular e o componente mineral ósseo. Com os dados em mãos, os treinadores poderão desenvolver as atividades específicas para atingir o corpo ideal. Food Detective – Por meio de um exame laboratorial, ele investiga as sensibilidades alimentares. Digestão inadequada, parasitas intestinais, suscetibilidades genéticas e efeito de medicações podem iniciar o processo. Com o exame, é possível descobrir a quais alimentos o corpo produz anticorpos. A partir daí, o nutricionista elabora a dieta ideal.


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Lounge de relaxamento

Termografia – Pertence à área de Fisioterapia. Tratase de um exame indolor, não invasivo e sem contraste, no qual imagens de alta resolução possibilitam identificar doenças musculares e neurológicas, além de patologias que apresentem dor. É uma técnica usada pela Harvard Medical School.

Água A água é um elemento reverenciado no Kurotel. O método alemão chamado Kneipp, de hidroterapia, cujos resultados são vistos quando há o contraste da água quente com a fria e vice-versa, proporcionando o equilíbrio dos movimentos musculares. Estação das Águas – Os efeitos terapêuticos da água são explorados em diferentes estágios. São 74 ativi-

dades que incluem terapias intensivas de renovação facial e corporal, massagens relaxantes, banhos de lodo, sal, gelo e vinho. Caminho das Águas – Um dos clássicos do hotel é chegar da caminhada ou sair de alguma atividade com o corpo aquecido e andar descalço pelo circuito de pedras numa piscina natural de água gelada que tem formato circular.

Ateliê O Kurotel tem uma farmácia para chamar de sua. Todas as fórmulas biomoleculares e fitoterápicas são produzidas pelo hotel. Chás e suplementos nutricionais, além dos famosos cosméticos. São cremes, sabonetes, sais, dermocosméticos, loções, aromatizantes, máscaras e produtos

capilares. A matéria-prima é orgânica ou vêm de fontes renováveis.

Restaurante Esse é um capítulo à parte. No Kur não se passa fome. São sete refeições diárias, cujo cardápio oferece sempre três opções à escolha do cliente. Filé de Avestruz ao molho de laranja, Pato com maçãs flambadas ou Salmão ao molho de maracujá? Os pratos são cuidadosamente elaborados pelo chef francês Jean Paul Bondoux, do La Bourgogne, sob orientação dos nutricionistas. O cálculo calórico – as dietas vão de 600 a 1,5 mil calorias/dia – não é o item mais importante. Os ingredientes são colhidos na horta do hotel. Um carrinho de ervas e especiarias naturais circula pelo salão para que os clientes se

sirvam à vontade, eliminando o sal como tempero. O desjejum começa com iogurte com granola e uma fruta. Ou pão integral com queijo Quark e uma fruta. Ou ovo mexido, biscoito integral e suco. Café à vontade. São dois lanches à tarde e um pela manhã. Podem ser: frutas ou sucos ou pães com linhaça ou gergelim ou frutas secas. No almoço e jantar, há duas porções de salada, um prato quente com dois acompanhamentos e uma sobremesa. Para a ceia, frutas assadas, mousse ou creme de frutas.

Kurotel . . . . . . . . . . . . . .

26 mil metros quadrados 33 apartamentos 2 chalés Piscina externa e piscina interna Quadra de tênis Sala de Musculação Sala de Yoga e Meditação Salão de Beleza Sala de Dança Spa Centro de Convenções Restaurante Farmácia Laboratório

Serviço Kurotel – Centro Médico de Longevidade e Spa www.kurotel.com.br reservas@kurotel.com.br 08009709800 (54) 3295-9393 Gramado, Rio Grande do Sul


social

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by cavalli Janaína Ortiga traz para Brasília a marca italiana de Roberto Cavalli FOTOS: PABLO VALADARES

As anfitriãs Janaína e Fabiana Ortiga

Rosany Ribeiro e Cleucy Oliveira

Ana Maria Arsky e Jaqueline Sá Rego

Elaina Caldas, Marcela Villas Boas e Erika Callai

Embaixatriz Antonella La Francesca e Antonieta Silva

Odaiza Rodrigues e Gracia Catanhede


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Sempre bem A designer Carla Amorim reúne amigas e clientes em confraternização na varanda de sua casa no Lago Sul FOTOS: JOSÉ PEDRO MONTEIRO

Patricia Vaz, Mônica Haddad e Eliane Nasr

Delfina Dornas, Soraia Debs e Claudia Peralta


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Junia Souto e Roseane Jordão

Elma e Elca Cascão

Ana Luiza Favato e Karina Lima

Janine Brito

Sônia Lim e Anna Luisa Cascão

Márcia e Alice Bittar

Juliana Sabino

Katia Pantazis


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Peach Night Vodka Ciroc lanรงa na capital o novo sabor na casa de Marcio Salomรฃo FOTOS: CELSO JUNIOR


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Alexandre Rodrigues, Tânia Cesar e João Paulo Leopardo

Raquel Jones e Leonardo Marques

O anfitrião Márcio Salomão com os amigos Vivianne Piquet, Eliana Fragonase e Nasser Allam

Ana Paula e Paulo Gontijo

Camila Zambelli, Maria Victória Salomão, Thomas Cardoso e Maria Eduarda


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DJ Sony

Valdir Piran e Guilherme Siqueira

Cláudia Salomão e Juliana Barbosa

Aderson Dorneles, Bruno Sartorio e Fernando Borges

Milena e Valdeno Brito

Carolina Oliveira e Felipe Leão


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Duda Piran ao fundo

Thalita e João Leonardo

Bruno, Luiz e Luiz Felipe De Luca

Patrícia e Luciano Krebs

Vinícius, Shaila Coelho, Alexandre Visconti e Mariana Nobrega

Luiza Daher e Nathália Salvio

Júlia Mesquita, Rodolfo Lira, Barbara Barros e Camila Vasconcelos

Flávia Oliveira, Carla Almeida e Angela Baeta


BELEZA

N

ão é fácil descrever Fernando Torquatto. Ele é muitas coisas ao mesmo tempo e, sobretudo, multitalentoso. Maquiador, fotógrafo, ex-modelo, apresentador e cantor. Tudo isso ele já fez na vida, e bem, ao longo de seus 43 anos. Nascido em Santos, e com sete irmãos, a família sempre teve um viés artístico. Fotografia, música, desenho... Nesse universo, Torquatto logo identificou-se com maquiagem, influenciado pela mãe, e fotografia, hobby do pai. Na faculdade, cursou Programação Visual e fez teatro. Uniu os dois e iniciou sua jornada profissional na fotografia. Não demorou para ganhar

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clientes, sucesso e fama. Passou a assinar a caracterização de personagens de novela na TV Globo, atuou no reality Desafio da Beleza e está no programa Super Bonita, no canal fechado GNT. Em meio a tudo isso, construiu uma sólida parceria com a gigante O Boticário. É ele quem desenvolve tudo o que é trendy na área de beleza.

Consultor estratégico e maquiador oficial, Torquatto, a cada temporada, apresenta ao mercado as novas referências de make up. Para o alto-verão brasileiro, serão oito novos produtos da Make B, inspirados na latinidade. A novidade é que eles são de longa duração, próprios para serem usados nos dias de calor. Em entrevista à revista GPS|Brasília, ele fala sobre maquiagem, suas dicas e truques. Como é a nova geração de maquiagem? O que há de novo? A maquiagem tem a característica de se renovar em uma velocidade incrível. Diariamente, produtos com finalidades e tecnologias diferentes são lançados no mercado. Make B., a linha premium de maquiagem de O Boticário, tem investido muito em tecnologia e novas criações. Acabamos de lançar, por exemplo, a coleção alto-verão Miami Sunset, com produtos e aplicações super bacanas. Dois exemplos são o lip marker, um batom + brilho labial de ultra-fixação, e o spray fixador de maquiagem. Também apresentamos em 2013 a linha Make B. Anti Aging, com diversos produtos que previnem sinais do envelhecimento. Esses são dois bons exemplos dessa nova geração.

Referência de maquiagem no País, o maquiador oficial de O Boticário, Fernando Torquatto, dá dicas preciosas para o alto-verão na hora de compor a nécessaire. E diz: errar na maquiagem é exagerar e fazer às pressas

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Fernando sabe tudo


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Você lida com a auto-estima das mulheres. Do que elas precisam para se sentirem bonitas? Elas precisam acreditar no potencial que têm. A maquiagem ajuda a revelar a melhor versão que cada mulher carrega dentro de si. Com isso em mente, os produtos certos e alguns truquezinhos, que eu sempre posso ajudar a ensinar, não tem erro. É chegar e arrasar. Diante de tanta oferta, o que é essencial na escolha de uma boa maquiagem? O primeiro passo é investir em produtos de qualidade e que sejam apropriados para cada tipo de pele. Uma pessoa com a pele oleosa, por exemplo, deve evitar texturas mais pesadas de base, e aproveitar os benefícios de opções como em pó. Quem não tem esse problema e quer uma cobertura mais intensa já irá gostar do resultado da primeira opção. É uma questão de entender as necessidades e buscar o produto certo. Outro ponto muito importante é respeitar o estilo pessoal. De nada adianta comprar o batom do momento se a cor não tem nada a ver com você. Ousar é importante e necessário, mas ser condizente com a imagem que você quer passar vem em primeiro lugar. O lápis de olho é item obrigatório? Como usá-lo agora? Considero o lápis de olho um item do kit básico. Ele tem o poder de abrir o olhar (quando usado por fora da linha d’água)

e pode ser adaptado para diferentes looks. Atualmente, ele é muito usado com efeito esfumado. O lápis na cor preta vem para realçar. Já o branco tem a capacidade de criar pontos de luz no olhar, além de outros truques. Lápis marrom eu só aconselho para mulheres loiríssimas originais e de pele muito branca.

2012, passamos a lançar também as extensões alto-verão e alto-inverno, pois queremos que a consumidora tenha novidades o ano todo à disposição. Estamos de olho em tudo o que acontece nesse mercado, que não para de inovar e de se reinventar para apresentar o que há de melhor, sempre.

E o batom? Cor de boca, com gloss, opaco... Colorido de dia e de noite? O batom é o cosmético mais consumido em todo o mundo na maquiagem. O poder dele é incrível, por isso, recomendo que toda mulher carregue as cores básicas na bolsa. Os tons de boca, rosados, acobreados e vermelhos são os mais tradicionais. Os nudes pedem um pouco mais de cautela, pois diminuem a boca. Aconselho para mulheres mais jovens. O gloss, assim como o batom, tem aparecido em versões cada vez mais irresistíveis. Em relação à cor, o páreo é duríssimo. O tom que recomendo para a nécessaire do dia a dia é aquele que destaca sutilmente a coloração dos seus lábios.

Qual o segredo? A- para afinar o nariz – Quer destacar uma região do seu rosto? Ilumine. Quer esconder, atenuar ou aprofundar certas áreas? Escureça. Basicamente a técnica de contornar o rosto é essa, não tem mistério. Tons escuros em pontos precisos do rosto atenuam, enquanto tons claros projetam. Para afinar o nariz é preciso aplicar uma sombra marrom opaca na linha do nariz e esfumar. Criando essa linha você consegue desviar a atenção para outro ponto do rosto. Não importa qual seja o problema do seu nariz, com a técnica de sombrear e iluminar determinados pontos você vai ver que é possível transformá-lo. B- aumentar o olhar – Um dos melhores truques para aumentar o olhar é, antes de delinear, destacar o côncavo da pálpebra superior com sombra

Em que O Boticário se destaca das demais marcas de make e cosmetologia? A linha Make B. de O Boticário se diferencia no mercado nacional por investir em produtos de alta qualidade que estão em linha com as tendências mundiais da moda. Tudo isso de maneira sofisticada, porém, acessível. Lançamos todo ano duas coleções, primavera-verão e outono-inverno. A partir de

Spray fixador de maquiagem Miami Sunset, Make B. R$ 59,99

Cílios postiços Miami Sunset, Make B. – R$ 19,99

marrom esfumada em direção às sobrancelhas. Outra dica é usar um delineador com uma linha bem fina até o meio do olho e, ligeiramente, mais espessa até o canto externo. No final, dê ênfase ao efeito esfumado, que aumenta a dimensão dos olhos. C- deixar o rosto anguloso – Uma maneira de deixar o rosto mais anguloso, definir a mandíbula, projetar as maçãs e driblar a flacidez causada pelo envelhecimento é escurecer a diagonal do rosto – a região abaixo das maçãs, que vai do canto da boca até a orelha. Escurecer o contorno da testa bem rente à margem do cabelo atenua formatos rígidos de rosto como quadrado, hexagonal e redondo. Além de disfarçar testas proeminentes e o contorno do cabelo. Aplicar iluminador nas têmporas também cria um ângulo maravilhoso. O que jamais se deve fazer na maquiagem? O grande e, talvez, o maior erro na hora de se maquiar é o exagero. Aplique os produtos gradativamente, com paciência, e sempre teste as cores de base e corretivo no próprio rosto, nunca na mão ou no braço.

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fragRância

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Feche os olhos e sinta

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Os perfumes estão cada vez mais customizados. Perfumistas tornam-se artistas desse universo para descobrir identidade, alma e memória. Saiba quais são as boas novas para o verão

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social

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O Embaixador Paulo Uchôa ganha jantar de Fabiano Cunha Campos em celebração ao seu novo posto como embaixador do Congo FOTOS: JOSÉ PEDRO MONTEIRO

Fabiano e Luciana Cunha Campos com o embaixador Paulinho Uchôa

Maria Josina e Arnaldo Cunha Campos

Guto e Claudia Valadares

Bernard e Natércia Klingl

Patrícia e Octávio Cortes

Luciana Morais e Marcelo Amaral

O diplomata com os pais Izabel e Paulo Uchoa Ribeiro


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Diomédio Santos apresenta as novas peças da Hublot

Relógios Hublot Marca suíça reúne clientes na casa do cientista político Murillo de Aragão com presença de chef francês FOTOS: CELSO JUNIOR


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Murillo de Aragão, Anália de Aragão e Diomédio Santos

Barbara Miranda

Diomédio Santos, Paulo Octávio e Ricardo Ramos

Marcos Aquino, Bob Lima e Felipe Lima

Thiago de Aragão

Tainah Barreto e Marcelo Ferreira

Renata Hanones e Erick Carpaneda

Eduardo e Isabela Carneiro


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Isabella Carpaneda e Anรกlia de Aragรฃo

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Lilian Lima e Guilherme Siqueira

Ricardo Ramos, Margot Albuquerque, Alain Burnel, Tatiana Januรกrio e Benoit Vulliet

In Loon Lim e Fรกbio Andrade

Eliane e Marcelo Costa


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INTERNET PARA LEVAR

Conectados vivemos melhor.

chegar a 6Mbps. A velocidade de transmissão de dados em internet móvel pode variar, entre outros motivos, por fenômenos naturais, deslocamento e distância da estação rádio base e picos de tráfego. Os megabytes (MB) concedidos em um mês não são cumulativos. Maior cobertura 3G em números de municípios, conforme site www.teleco.com.br de 9/10/2012. Imagem ilustrativa.


Guia Michelin

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Saiba quais os dez novos restaurantes da França que entraram no Guia Michelin de 2012 com uma ou duas estrelas Châteaules Crayères

Por Raquel Jones

O

s restaurantes do mundo inteiro sonham em ganhar a tão famosa estrela Michelin. Impresso com o máximo de segredo e com tiragem desconhecida, o Guia Michelin é o mais respeitado do mundo. Na edição de 2012, apenas um novo restaurante ganhou três estrelas, entrando na lista com outros 105 restaurantes ao redor do mundo. É o Flocons de Sel localizado no topo de Megève, na França, chefiado por Emmanuel Renaud. Em Paris, o Michelin deu uma pequena amostra de que já não é tão conservador assim, ao dar logo de cara duas estrelas ao chef Thierry Marx, do Sur Mesure, restaurante do novo hotel Mandarin Oriental. Outros nove restaurantes franceses passaram para a segunda estrela e já sonham com a terceira.

Flocons de Sel

Mirazur

Mirazur

Serge Vieira

Sur Mesure


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O Guia Michelin foi publicado pela primeira vez em 1900, pelo industrial francês cofundador da fabricante de pneus Compagnie Générale des Établissements Michelin, André Michelin. O objetivo de André era promover o turismo para o crescente mercado automobilístico. O Guia tem versão em duas cores, a vermelha para gastronomia e a verde para turismo. O guia vermelho é publicado para França, Benelux, Itália, Alemanha, Espanha, Portugal, Suíça, Reino Unido e Irlanda e as principais cidades da Europa. Uma equipe de inspetores profissionais da Michelin visita constantemente os estabelecimentos, sem se identificar, para verificar a qualidade e a regularidade dos serviços prestados. Todos os serviços dos estabelecimentos, bem como sua infraestrutura, são indicadas por meio de símbolos internacionais, que facilitam a visualização e entendimento. O guia tem como característica mais famosa a cotação de estrelas nos restaurantes, que variam de uma a três estrelas. Ganhar três estrelas pode ser o sonho ou o pesadelo de qualquer chef. Ganhar uma estrela do guia significa a ascensão do restaurante. Perder uma delas pode levar até a uma tragédia, como a do chef Bernard Loiseau, que em 2003 suicidou-se com um tiro na cabeça aos 52 anos, desesperado com o rumor de que seu estabelecimento perderia a classificação de “três estrelas” no Guia Michelin.

Conheça os premiados da edição 2012 Flocons de Sel. Localizado no topo de Megève, na França. Chef: Emmanuel Renaud. www.floconsdesel.com. Endereço: 1775 Route du Leutaz, 74120. Preço: 70 a 128 euros por pessoa. Sur Mesure. Localizado no hotel Mandarin Oriental em Paris. Chef: Thierry Marx. www. mandarinoriental.com. Endereço: 251 Rue Saint –Honoré, 75001. Preço: de 75 a 185 euros por pessoa. L’Abeille. Localizado no hotel Shangri-La, em Paris. Chef: Philippe Labbé. Endereço: 10 Avenue d´léna. www.shangri-la.com. Preço: de 77 a 95 euros por pessoa. Serge Vieira. Localizado em ChaudesAigues, França. Chef: Serge Vieira. Endereço: 2,5 km au Sud pa Route de Rodez (D 921). www.sergevieira.com. Preço: de 50 a 80 euros por pessoa.

Le Chantecler

Le Parc. Localizado em Carcassonne, França. Chef: Franck Putelat. Endereço: Chemin des Anglais 11000. www. restaurantleparcfranckputelat.fr/. Preço: de 35 a 82 euros por pessoa. Châteaules Crayères. Localizado em Reims, capital de Champagne. Chef: Philippe Mille. Endereço: 64 bd Henry Vasnier. www.lescrayeres.com. Preço: de 185 a 305 euros por pessoa. Les Morainières. Localizado em Jongieux, França. Chef: MickaëlArnoult. Endereço: Route de Marétel, 73170, Jongieux. www. les-morainieres.com. Preço: de 39 a 68 Euros.

L’Abeille

Mirazur. Localizado em Menton, França. Chef: Mauro Colagreco. Endereço: 30 av. Aristide Briand. www.mirazur.fr. Preço: de 55 a 98 euros por pessoa. Le Chantecler. Localizado em Nice no Hotel Negresco. Chef: Jean-Denis Rieubland. Endereço: 37 promenade dês Anglais. www.hotel-negresco-nice.com. Preço: de 90 a 140 euros por pessoa.

Flocons de Sel

Le Strato. Localizado em Courchevel, chefiado pela mesma equipe do celebrado L’Oustaù de Baumanières, em Baux-deProvence. Endereço: Route de Bellecôte 73120 Courchevel 1850. www.hotelstrato. com. Preço: 90 a 420 euros por pessoa.


À MESA

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Por Marcio Vieira

R

io de Janeiro – O Rio literalmente bomba!!!! Os maiores eventos do mundo já atraem uma gama de moradores e frequentadores que vão morar em terras cariocas. Há dois meses de volta à cidade – depois de 18 anos morando em Brasília – entre rever amigos, família e, finalmente depois de achar um apartamento e feliz no trabalho, não abre mão de frequentar o que há de melhor no mundinho da gastronomia e de descobrir novos lugares. Então vamos a eles.

Ela arrasa!

Da Ásia Finalmente os brasileiros redescobriram o delicioso hábito de frequentar restaurantes de hotéis. Logo na minha primeira semana aqui, descobri o Opium, que fica bem na esquina da Prudente de Moraes com a Farme de Amoedo, ou seja, a uma quadra da praia mais fashion e descolada do mundo para mim: Ipanema (e onde estou morando). A casa, que fica no Plaza Hotel Ipanema, mescla as cozinhas japonesa, chinesa, tailandesa, indiana e vietnamita. Eu amei o frango com curry. Agora, prove também o arroz com camarões, que é uma das especialidades tailandesas e vem dentro de um abacaxi. O prato é composto por um saboroso arroz de jasmim com castanhas de caju crocantes, ervas aromáticas, cubos de abacaxi e gengibre, exalando um aroma irresistível. Para beber, as caipirinhas de vodka ou prosecco. O atendimento é impecável. E fique na parte externa, porque, afinal, você está na cidade maravilhosa.

Simplesmente o máximo. Não passo uma semana sem ir ao local. Entrar no Zazá Bistrô é como entrar em um empório encantado e exótico; um arrebatamento em todos os sentidos. A casa de esquina, por si só, já parece ter saído de um conto de fadas. Eu adoro ficar no terraço vendo a rua e aquele monte de gente bonita. E tem mais. O legal também é aproveitar o ambiente intimista do bistrô no andar de baixo ou ficar completamente no andar de cima, sentado de pés descalços nos almofadões vermelhos. Da apresentação dos pratos – o sabor, então nem se fala – ao atendimento, eu ouso defini-lo como ‘Bistrô tropical’. Os pratos típicos brasileiros, como picanha, são servidos com curry e cuscuz, além de peixes e saladas muito criativas. O lugar também é muito popular entre os turistas estrangeiros. Tem também três pratos vegetarianos. Imperdível. A casa, que fica na rua Joana Angélica, número 40, está sempre lotada e você faz as reservas pela internet. Acesso no www.zazabistro.com.br


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Aula de história A Confetaria Colombo, no centro do Rio, já vale uma visita por ser pura história. Já entre e experimente a torta brulée com frutas frescas. A confeitaria oferece também uma grande seleção de sanduíches e petiscos saborosos – atualmente também há pratos executivos no primeiro andar. Com pé direito alto, vitrais no teto, uma galeria superior e magníficos espelhos belgas, é fácil entender porque esta confeitaria sempre foi um dos refúgios preferidos dos artistas e intelectuais da cidade. No andar de cima, o restaurante Cristóvão mantém um bom bufê de almoço e cardápio a la carte, com pratos da culinária brasileira, bem servidos e com um toque de sabor da Espanha e de Portugal. Claro o famoso chá da tarde continua imbatível. Vá, vá e vá!

Delirium Café O nome já diz tudo. O pub, localizado em dois endereços (um na Barão da Torre e outro na General Osório, ambos em Ipanema), é a primeira franquia latina do pub de Bruxelas, cuja logomarca é um elefantinho rosa. O forte do pub são os mais de dois mil rótulos de cerveja, um feito registrado no Guiness. Aqui no Rio é um pouco mais modesta, mas nem por isso, menos interessante. Quem vai a casa tem à disposição 300 variações. Além desta grande oferta, a casa instalou cinco torres de chope o balcão. De um dos equipamentos jorra a belga Carolus Tripel (R$ 14,90, 250 milímetros), clara ou escura. Quando a fominha bater, não hesite em pedir o hambúrguer de cordeiro (R$ 28), que é servido com fritas e molho de gorgonzola. O telefone é o (21) 2502-0029.

Oui Oui A casa fica na Conde de Irajá, em Botafogo. E quem me apresentou foi uma grande amiga. Saí mais do que satisfeito. Salada de quinoa com cogumelos, legumes crocantes e azeitonas e azeite trufado, espaguete de pepino com salmão defumado e frigideira indiana de camarão e quiabo…ufa! O bom é que as receitas são servidas em pequenas porções e a proposta é pedir diferentes combinações de pratos, que serão compartilhados por todos da mesa. Pedi quase todas! No mais, quando vier ao Rio, me liguem ou enviem e-mail. Irei adorar acompanhar vocês.


cozinha

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NOVO CHEF Ex-jogador de futebol, o jovem Marcelo Petrarca desponta na culinária local. Estudou Gastronomia na Espanha e na Itália, estagiou com expressivos chefs da cidade e agora comanda a cozinha do Gran Cru

Por Marcella Oliveira Fotos José Pedro Monteiro

E

le tem apenas 24 anos. E muita experiência. Foi jogador profissional de futebol. Passava longe do fogão. Mas largou tudo há cinco anos para se dedicar às criações gastronômicas. Apaixonou-se pela cozinha e suas variações. É capaz de ficar ho-

ras elaborando um novo prato. Esse é o chef brasiliense Marcelo Petrarca, que traz na bagagem o trabalho em cozinhas de grandes restaurantes de Brasília e o aprendizado em casas europeias. Filho de gaúchos que construíram a vida na capital federal, a mãe foi para Pelotas (RS) apenas para seu

nascimento, Marcelo chegou em Brasília com apenas 11 dias de vida. Cresceu ligado ao esporte por influência do pai, que também foi jogador de futebol. Foi meia-esquerda no Gama; no Brasiliense; no Inter, em Porto Alegre; e no América, no Rio de Janeiro. Disputou campeonatos estadual e brasileiro. “Meu

grande sonho era ser jogador”, lembra Petrarca. Mas o sonho mudou de rumo. Com uma família de advogados, sabia que passaria longe dos tribunais. Passada a morte do pai e a experiência como atleta deixada de lado, Marcelo resolveu fazer um curso diferente: Gastronomia. “Por ser gaúcho, meu pai sem-


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Cozinha brasileira

pre cozinhou bem. Resolvi experimentar, mas eu nunca pensei que fosse me tornar um chef de cozinha”, revela. O curso começou em 2007 e Marcelo logo foi em busca de um estágio. Por um ano trabalhou no restaurante Dudu Bar, do chef Dudu Camargo. “Foi quando comecei a gostar de cozinha. Entendi a realidade e percebi que teria que abrir mão de muita coisa. Seria necessária muita dedicação. Tem estudante que quando encara a realidade, desanima. Eu fiquei fascinado”, comenta. Em seguida, estagiou no Zuu a.Z. d.Z, da chef Mara Alcamim.

Experiência europeia Com o diploma na mão, Marcelo Petrarca tinha ainda muita sede de aprendizado. Embarcou para a Europa, onde estudou gastronomia espanhola na Escola Superior de Hotelaria de Sevilha, na Espanha. Foram quatro meses de aula e oito meses de estágio. “Foi lá que minha cabeça se abriu para a cozinha e tive certeza da minha paixão”, lembra. Cozinhou no restaurante da própria escola, que funciona em um hotel de luxo, no Martin Berasategui (3 estrelas no guia Michelin), em San Sebastian, Taberna Del Alabardero, em Sevilla, e Celler de Can Roca, em Girona, um dos cinco melhores do mundo. A troca de experiências com o chef Martin Berasategui

foi uma das mais importantes experiências para ele. No restaurante, são 70 profissionais para apenas 50 lugares. “Com ele, aprendi postura, liderança e o que é realmente ser um chef. O Berasategui é uma referência. Um dia especial foi quando ele pediu para eu fazer uma comida brasileira para um grupo de empresários. Fiz feijoada e o doce Romeu e Julieta de sobremesa. Foi um sucesso”, conta. Da cozinha espanhola para a italiana. Depois de um ano na Espanha, passou quatro meses em Milão. Trabalhou no renomado restaurante Cracc, duas estrelas Michelin, onde aprendeu a cozinha italiana moderna. Fazia massa fresca todos os dias.

Antes de voltar ao Brasil, ainda passou um mês em Barcelona, na Espanha, onde fez um curso de chocolate na escola Espai Sucre. tomou conhecimento de técnicas modernas e tudo o que pode ser confeccionado com o chocolate. A culinária francesa é a maior referência dos chefs brasileiros. “Nela, o ingrediente principal é a manteiga, que dá textura, cor e sabor”, diz. Mas para Petrarca, não basta conhecer a base francesa, “tem também que saber fazer um belo caldo, cortar bem uma cebola. O período na Europa me mostrou que para chegar ao produto final, tem que dominar o básico”, acredita.

Quando voltou ao Brasil, em 2009, Petrarca recebeu o convite da chef Mara Alcamim para comandar a cozinha do extinto restaurante Zuu a.Z. d.Z. Foram quase dois anos de criações, quando pode empregar as técnicas aprendidas na Europa. Tinha apenas 21 anos e se viu de frente a um grande desafio ao coordenar uma equipe de 20 pessoas. “Havia pessoas com 15 anos de cozinha. Levei a técnica para quem só tinha a prática. Eles precisavam deixar de lado o olhômetro e o achismo. Foi desafiador, uma grande oportunidade que a Mara me deu”, afirma. Com o fechamento do Zuu, começou a dar aulas para amigos e clientes. E por um ano teve um buffet com serviço de pequenos jantares. Em março de 2012, a chef Alice Mesquita o indicou para os proprietários do restaurante Grand Cru, no Lago Sul, onde trabalha até hoje. Na casa, ele comanda uma equipe de dez pessoas na cozinha e precisa usar sua criatividade diariamente, uma vez que o menu do jantar muda toda noite. Para Marcelo, Brasília oferece uma rica gastronomia. “Temos um público exigente e, com isso, o mercado melhorou muito. Está na hora da gente se valorizar mais. Todo mundo pensa que só se come bem em São Paulo, mas já temos ótimos restaurantes em Brasília. Está na hora de confiar mais no nosso trabalho, levantar a bandeira e defender Brasília”, opina.


cozinha

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Em ação Apesar da influência internacional, o chef se diz apaixonado pela cozinha brasileira. Para Petrarca, o “pretinho básico” da cozinha seria um prato com arroz, feijão, bife e batata frita. “Não tem quem não goste”, garante. Seu prato brasileiro preferido é o churrasco, paixão que herdou do pai. “Gosto de um churrasco simples, com uma carne bem temperada e no ponto certo”, diz. Mesmo aprendendo pratos espanhóis, franceses e italianos, Petrarca acredita que um bom chef brasileiro precisa conhecer bem a variedade tupiniquim. Saber cozinhar arroz carreteiro é essencial. “Acho desproporcional grelhar um fois gras e não fazer um bom feijão. Fazer um peito de pato e não saber fazer uma galinhada. Pula uma etapa necessária, tem que ter uma base”, opina. O dia a dia de Marcelo é intenso. Teve que abrir mão de muitas coisas, como as ba-

• Prato: churrasco • Sobremesa: brigadeiro de colher • Tempero: sal • Culinária: espanhola • Chef: o espanhol Martin Berasategui • Restaurante: Grand Cru • Segredo: dedicação • Desafio: surpreender • Sonho: cozinhar para • crianças carentes • História inusitada: uma vez cozinhei por uma hora e meia sem luz, com iluminação de vela e com a lanterna do celular • Comida: mais do que uma alimentação, um prazer • Ser chef é: fazer com que as pessoas que comem a minha comida se sintam felizes ladas comuns a pessoas da sua idade. Nenhum amigo dele trabalha depois das 19h. Mas o chef se orgulha e acredita no seu trabalho. Gosta de inventar, criar, estudar e experimentar novas combinações. É capaz de ficar horas falando de comida ou pensando em um novo prato.

Ser chef Uma das principais lições que Marcelo Petrarca traz da Europa é a importância de um chef e o estar na cozinha. Para ele, o trabalho não é só cozinhar, mas surpreender. “Na Europa, as pessoas escolhem estar na cozinha. Aqui, boa parte trabalha porque precisa”, afirma.

“É um momento de felicidade e muito prazer. Minha obrigação é fazer os outros felizes por meio da comida”, garante. “Comer é mais que se alimentar. Tem uma história, um estudo por trás do prato, a combinação dos ingredientes”, diz. E Marcelo Petrarca descreve o bom chef: “primeiro, tem que ser um exímio cozinheiro. E também ser líder, lidar com a cobrança diária, cozinhar com paixão e surpreender. Tem muito estudo, trabalho, pesquisa e, principalmente, dedicação”. Nas horas vagas, é caseiro e raramente gasta sua folga na cozinha. Gosta de comer bem, e revela adorar um sanduíche do McDonalds. Para o futuro, Marcelo sonha com seu próprio restaurante. Enquanto

isso, vai criando e conquistando pelo estômago seus clientes. Ingredientes de qualidade, cuidado no preparo e uma boa finalização, esses são os temperos que Marcelo Petrarca usa em sua cozinha. E finaliza: “Cozinhar precisa de tesão”.


social

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Pink & Orange Maria Clara Cascão veste todos de branco para celebrar seus 16 anos com big party FOTOS: CELSO JÚNIOR

A aniversariante com os pais Anna Luisa e Elsinho Cascão


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Alice e Elson Casc達o com os netos

Carolina May e Isabella Lim com a aniversariante

Elma e Bernardo Casc達o


social

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Bárbara Taveira, Manoella Campello e Luiza Potyr

As meninas posam para foto

Isabella Oliveira e Laura Valadão

Maria Luisa Cascão, Paloma Pimenta e Gabriela Bicalho

Matheus Zaranza

Thomas Cardoso


social

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A Mokai chegou Franquia da casa noturna estreia em Brasília com grande noite de inauguração FOTOS: CELSO JUNIOR

Jussara Sophia e Amilcar Ribeiro

Camila Pedrosa e Edgar Amaral

Bruno Braga, Eduardo Jorge e Paulo Renato Roriz

Priscila, Bruno Pennachio, Sergio Koffes e Nayara

Debora Caixeta e Mariah Machado

Taisa Moraes e Hugo Caetano


RUNNING

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Sempre em frente Por Marcella Oliveira Fotos Celso Junior

N

Quem corre, ama. Em Brasília, proporcionalmente, há o maior número de corredores do País. Dentre eles, Juvam Palmeira, que treina 36 km por dia

ão é novidade que as corridas de rua invadiram as cidades do mundo. A prática esportiva mais democrática que existe ganha mais e mais adeptos diariamente. Por saúde, para manter a forma ou perder os quilos extras. Não importa o objetivo. O grande prazer é superar seus próprios limites. Em Brasília, na década de 1990, uma corrida de rua contava com cerca de 500 participantes. “Hoje, esse número chega a oito mil. É muito bacana ver o crescimento e o interesse pela prática. Além do benefício físico, a corrida tem se mostrado eficiente na busca pela saúde”, afirma o presidente do grupo Corredores de Rua do Distrito Federal (Cordf), Ruiter Roberto Silva. O Parque da Cidade é um dos lugares preferidos de quem gosta de correr. Nos fins de semana, grupos montam estruturas completas para os corredores, com água, frutas,


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sucos e biscoito, além de especialistas dando orientações. O DF é visto pelos corredores como um bom lugar para a prática. A cidade tem grandes avenidas e muitas áreas verdes. Das ruas do DF já surgiram grandes campeões do atletismo, como Joaquim Cruz, Clodoaldo, Marizete, Lucélia, Waldenor, Lindenberg e Marilson.

Os corredores também recomendam revezamento de pisos, alternando asfalto, terra, grama e areia. Assim a musculatura se desenvolve e a sobrecarga causada pelo asfalto duro é menor. E, ao final do treino, lembre-se de diminuir o ritmo até caminhar lentamente para só depois parar. E não esqueça o alongamento antes e depois do treino.

Corrida orientada

Sozinho ou em grupo?

Antes de começar a correr, é preciso procurar um profissional de Educação Física, um cardiologista e um ortopedista para evitar cansaço excessivo e lesões. “Não é importante fazer a revisão do carro antes de viajar? Então é preciso saber como está o corpo antes de encarar os desafios do esporte. Problemas cardíacos, ortopédicos e posturais precisam ser checados, assim como uma alimentação direcionada”, orienta Rogério Aviani, diretor-técnico da Go Run Assessoria Esportiva. O ritmo deve respeitar a individualidade de cada um. “Corra em uma velocidade que seja possível manter uma conversa”, explica Aviani. E a alimentação também é muito importante. “Desempenho, integridade e recuperação muscular dependem do que comemos e bebemos antes, durante e depois do treino. É preciso encaixar um nutricionista na rotina esportiva”, afirma Aviani.

Cada um tem um ritmo e uma forma de correr, mas quem pratica a corrida garante que o grupo é um estímulo, especialmente para quem está começando. Para Rogério Aviani, sozinho você tem uma percepção melhor do seu corpo, conhece seus limites, mas em grupo tem muitas vantagens. “As corridas em grupo são uma motivação, mas tem que tomar cuidado para correr o seu treino, não da outra pessoa. Cada um precisa de um treino específico, pois temos objetivos diferentes, corpos diferentes, restrições individuais e reações distintas”, analisa Aviani.

Mecânico acelerado Não é difícil encontrar o brasiliense Juvam Palmeira, 39 anos, correndo pelas ruas da cidade. Todos os dias, ele vai de casa, em Sobradinho, até o trabalho, correndo. A

distância é de aproximadamente 36 km. São duas horas para ir e mais duas para voltar. Ultramaratonista, é conhecido pelo seu ótimo desempenho em provas de 50 km, 100 km e até 200 km. Durante o dia, ele trabalha como mecânico. Começou a correr há 13 anos com o objetivo de emagrecer. Há cinco anos tornou-se ultramaratonista, categoria para quem corre mais de 42 km. “Para esta modalidade, o corpo tem de estar mais maduro. Hoje os ultramaratonistas estão acima de 35 anos”, conta. Para conseguir ajuda nas viagens e competições, realiza rifas, almoços e conta com apoio dos amigos. Juvam já venceu três vezes consecutivas a Volta ao Lago, tradicional corrida de Brasília, percurso de 100 km pelo Lago Paranoá, que ele fez em menos de oito horas. Ele também já correu de Goiânia a Brasília, cerca de 217 km. Em maio, Juvam ficou em segundo lugar na ultramaratona Born to Run, na Califórnia, Estados Unidos, e em setembro foi selecionado para correr a ultramaratona de Espartatlon, na Grécia. Como sempre quer superar seus limites. Para o próximo ano já tem desafios. “Estou guardando energias para as provas de 2013. Quero participar novamente da Volta ao Lago e de uma ultramaratona nos Estados Unidos”, espera ansioso. “Correr é uma paixão. Eu corro de coração, corpo e alma”, conclui Palmeira.


RUNNING

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Hora de começar De tanto escutar que corrida fazia bem, a publicitária Heloísa Ávila, 29 anos, resolveu começar a correr em março de 2012. Foi evoluindo e hoje corre de três a quatro vezes por semana. “A corrida me trouxe qualidade de vida, me ajudou a ter mais disposição durante o dia. No começo é difícil, precisa insistir. Eu achava que era impossível, mas quando completei minha primeira prova de rua vi que eu era capaz”, lembra. A servidora pública Christiane Reis, 29 anos, corre há cinco. Começou em uma corrida de revezamento com amigos, por brincadeira, e ela adorou o clima do evento. “E eu também queria emagrecer, então resolvi correr. No início, não corria mais que 5 km. Depois aumentei para 10 km e fiquei orgulhosa de mim mesma. Mas quando completei uma prova de 21 km, não consegui nem descrever a emoção”, lembra a servidora. Há dez anos o agropecuarista Kito Pessoa, 46 anos, começou fazendo spinning por orientação médica e depois mudou para a corrida. O resultado foi muito bom: 28 kg a menos. Hoje, a corrida é levada a sério. Treina cinco vezes por semana e faz triathlon (corre, nada e pedala). “Corro aproximadamente 35 km por semana, quando

O ultramaratonista Juvam Palmeira

tenho alguma competição, dobro o treino”, conta Kito, que já participou de provas de Ironman nos Estados Unidos e em Florianópolis. “Corro por prazer, com paixão. É uma sensação de dever cumprido e de superação”, garante. O agropecuarista Kito é um grande incentivador da prática esportiva. “Sempre falo aos meus amigos que se não há tempo para cuidar da saúde, terá de ter para cuidar da doença. E se você conseguir passar os três meses iniciais de treino, você certamente nunca mais irá parar”, indica. Mais do que companheiros de corrida, os adeptos se tornam uma família. Unem-se por um mesmo objetivo. Pegue seu tênis, vista uma roupa confortável e comece a correr. Serviço Corredores de rua do DF www.cordf. com.br Go Run – www.gorun.com.br

Dicas • Faça uma avaliação médica • Procure um educador físico para orientá-lo com planilhas de treino • Procure um nutricionista para que tenha uma alimentação adequada • Estar com as unhas dos pés devidamente aparadas para evitar ferimentos, furar tênis e meias • Usar roupas em tecidos adequados para a prática. Atualmente, há no mercado tecidos que secam e esfriam o corpo, ideais para o calor ou para o frio • Roupas coloridas chamam atenção de motoristas e evitam sustos • Escolha um tênis adequado à sua pisada • Use filtro solar • Manter a hidratação do corpo, pois a cada 1% de perda de água, há o simples aumento de 3 BPM do coração. • Usar vaselina entre os dedos dos pés, nas axilas e nos mamilos (homens) • Se o treino for superior a 60 minutos ou 10 Km há a necessidade de reposição com carboidratos e isotônicos • Ao final, não permanecer com roupas molhadas e procurar se agasalhar • Repor carboidratos e proteínas Fonte: Corredores de rua do DF


esporte

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Esgrima ação e reação Por Raquel Jones Fotos José Pedro Monteiro

G

ladiadores, egípcios, guer­­reiros e homens da antiguidade já praticavam a técnica de empunhar armas. De combates ao esporte. Assim surgiu a esgrima. É uma prática muito popular na Europa e que conquista cada vez mais adeptos brasileiros. Tanto que os atletas canarinhos já estão entre os 20 melhores do mundo. Presente nos Jogos Olímpicos, a esgrima evoluiu da antiga forma de combate

Concentração, agilidade e estratégia são itens exigidos na prática esportiva que se prepara para ingressar atletas brasilienses nos Jogos Olímpicos

para um esporte onde o principal objetivo é tocar o adversário. A modalidade competitiva teve sua origem na Europa e carrega uma grande tradição. Nos jogos de Londres e Pequim foi o segundo esporte a esgotar a bilheteria de ingressos, demonstrando a legião de fãs, ao redor do mundo, que apreciam a “arte do combate”. No Brasil, a esgrima chegou na década de 20, introduzida pelos franceses. A técnica foi introduzida primeiro no meio militar. Com o passar dos anos, clubes foram fundados, seguidos das federações e a confe-

deração. Atualmente, ela está difundida no País. O esporte é praticado em vários estados, como Minas Gerais, São Paulo, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, dentre outros. Em Brasília, as aulas são praticadas no Colégio Militar, com cerca de 30 alunos, que treinam três vezes na semana. De acordo com o presidente da Confederação Brasileira de Esgrima, Gerli Santos, a principal missão da confederação é selecionar os melhores atletas para representarem o País nas competições internacionais, oferecendo o devido


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suporte. “O intercâmbio é importante. Não adianta eu treinar um atleta dia e noite. Ele tem que ter experiência internacional, aprender com os melhores”, afirma Santos. A Confederação firmou importantes parcerias com outros países para promover essa troca. o brasiliense Ivan Baumgartner, medalha de bronze no campeonato Sul-Americano, já fez estágio de treinamento em Paris. Segundo Gerli, o maior acesso aos patrocínios tem garantido que a Confederação mantenha uma boa equipe permanente, com experiência internacional. “Hoje nós temos mais acesso aos patrocínios. Recebemos recursos do Ministério do Esporte, da Petrobras e da Lei Agnelo Piva. Essa lei foi um grande incentivo, pois 17% do dinheiro arrecadado nos jogos de loterias do Brasil passaram a ser destinados ao esporte”, disse Santos. Um bom exemplo de que a situação da Esgrima está mudando no País é que antigamente o Brasil não tinha participação expressiva em jogos internacionais. “Hoje estamos entre os três melhores na competição. No Rio 2016, temos oito vagas asseguradas pelo regulamento do Comitê Olímpico”, acrescentou Santos. A Esgrima competitiva tem se difundindo e muitas mulheres praticam a modalidade para relaxar e perder peso. Foi isso que chamou a atenção da dentista Stalphia Costa, que começou a treinar em 2004. “Fui campeã de es-

pada feminina na prova por equipe, mas o meu o comprometimento maior é relaxar e fazer uma atividade física”, conta. Os benefícios físicos também atraíram a bancária Erna Bauer para a prática da esgrima. Além de perder muitas calorias, o exercício me ajudou com os hormônios. “A esgrima não me deixou sentir os efeitos da menopausa”, disse.

Entenda a esgrima

Representantes de esgrima em Brasília André Rothfeld (acima) e Ivan Baumgarther (abaixo)

A esgrima é dividida em três modalidades: espada, florete e sabre. Basicamente, na competição, o atleta tem três minutos para dar cinco toques no adversário. O que difere uma modalidade da outra é a área de toque. No florete, o ponto é computado apenas quando há toque no colete metalizado. Na espada, o toque vale em todo o corpo. No sabre, a superfície válida é qualquer parte acima da cintura, exceto mãos e nuca. Os pontos são computados devido a um sistema de energia localizado na ponta da espada do esgrimista. São dois fios paralelos, que seguem até a ponta da espada, num circuito que faz a energia circular para o aparelho sinalizador de pontuação. A esgrima pode ser comparada ao jogo de xadrez, devido ao esforço mental. É um esporte de estratégia, onde o esgrimista tem que pensar como fará para neutralizar uma ação ou atacar. Devido ao esforço mental, não é re-


esporte

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comendado que atleta pratique longas aulas. A modalidade não oferece perigo, pois os equipamentos utilizados são muito seguros. O uniforme de competição é à base de kevlar, mesmo material usado para os coletes a prova de bala. As máscaras usadas são feitas de aço e saem das fábricas testadas para aguentar alto impacto. Um uniforme completo de esgrima custa entre R$ 1,5 mil a R$ 2 mil. Apesar de caro, o equipamento é de longa duração.

A aluna Erna Bauer entre os medalhistas Ivan e André

Atletas brasileiros em destaque na Esgrima O Brasil tem importantes atletas com destaque internacional. O esgrimista paulistano Renzo Agresta está entre os 20 melhores atletas do mundo na modalidade. Em 2011, Agresta conquistou a medalha de bronze no Campeonato Panamericano em Reno, nos Estados Unidos, e medalha de bronze por equipe nos Jogos Panamericanos de Guadalajara. Uma promessa é o atleta curitibano Athos Schwantes, bicampeão brasilei-

ro. Na modalidade por equipe conquistou a prata nos Jogos Sul-Americanos de Buenos Aires de 2006 e bronze nos Jogos Sul-Americanos de Medellín, em 2010. Desde janeiro de 2011, o atleta treina na Itália. Desde setembro de 2012, a esgrimista brasiliense Rayssa Costa está na Itália. Raissa demonstrou um bom resultado no último Pan-Americano em Guadalajara e é uma das promessas para os Jogos Olímpicos de 2016. A atleta brasiliense Cléia Guilhon passará a treinar em Portland, nos Estados Unidos, com foco na preparação para os jogos. No ranking nacional absoluto juvenil, Raissa está entre as primeiras na sua categoria.

Nascido em Brasília, André Rothfeld começou a praticar o esporte em agosto de 2005. Em 2010, o atleta conquistou duas medalhas de ouro: no campeonato Sul-Americano, no Rio de Janeiro, e no Pan-Americano de Guadalajara, no México. O brasiliense Ivan Baumgartner tem 25 anos e começou a treinar em 2001. O atleta logo se destacou nos torneios mundiais, foi o quinto colocado na prova por equipes no Campeonato Pan-Americano de Esgrima de 2011, em Reno, nos Estados Unidos. Foi também terceiro colocado no Campeonato Sul-Americano de Esgrima em Lima, no Peru.

Benefícios da Esgrima • O aluno gasta em média 500 calorias por hora. • A prática trabalha com os músculos inferiores. Com pouco tempo de treino já é possível conseguir pernas mais definidas. • O esporte trabalha a flexibilidade e o equilíbrio do indivíduo. • A esgrima traz benefícios diretos para a mente. O esgrimista desenvolve a concentração e a coordenação motora. Além disso, passa a ter maior agilidade de raciocínio e tomada de decisões.


fitness

De fora

Por Marina Macêdo

B

rasília vive um momento de expansão. Investidores do segmento fitness aproveitam a busca pelo corpo perfeito e qualidade de vida dos brasilienses para apostar em academias, estúdios, alimentação nutritiva e lojas das mais diversas frentes. Um mercado que movimenta R$ 420 milhões por ano. O que deixa a capital federal prestes a conquistar o posto de segundo polo do Brasil. Enquanto muitos optam por academias fechadas e rodeadas de aparelhagem, Marcelo Machado, proprietário da Club 22, aposta em um conceito diferenciado. Localizado na orla do Lago Paranoá, com mais de 6.000 m2 entre área verde e coberta, o empreendimento já carrega em seu nome o conceito de clube, e não apenas de uma academia. Lá é possível encontrar desde aparelhos de última geração até esportes de quadra. Já o número 22, faz referência à proximidade com o Pier 21. Marcelo Machado é conhecido na cidade por seu trabalho com o tênis. Vindo do Rio de Janeiro, chegou à cidade em 1973. Aos dez anos, pegou sua primeira raquete e logo se destacou no esporte. Foram anos de dedicação. Ministrou aulas em diversos clubes ao longo de 20 anos e tornou-se reconhecido em sua atividade. Antenado, em-

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Há uma academia em Brasília que sabe como ninguém inserir o Lago Paranoá nas atividades indoor do espaço. Ela se chama Club 22 e utiliza a natureza como aliada de suas práticas esportivas preendedor e disposto a crescer no mercado, aos 38 anos, abriu as portas do Club 22. Um espaço de treino, lazer e bem-estar. Com público familiar, disponibiliza, além de equipamentos de

última geração para musculação, um total de quatro salas para aulas coletivas, três quadras de tênis, quadra de vôlei de praia, futevôlei, campo de futebol e piscina semiolímpica. Tudo com a vista espeta-

cular do Lago Paranoá. O clube ainda dá suporte aos clientes em atividades complementares. Oferece apoio nutricional, fisioterápico, avaliações físicas e SPA. O resultado foi imediato. Há seis


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para dentro

Foto: Bento Viana

anos na cidade, a academia soma mais de dois mil alunos, que recebem de seus treinadores o conceito wellness, agregando a saúde física à mental. E já que os brasilienses são adeptos de corrida de rua, o Club 22 também é. Além de aulas de corridas na esteira, há circuitos programados em parques e com variados percursos. Em competições nacionais e internacionais, montam uma

barraca da equipe com direito à hidratação, massagem, frutas e apoio profissional. Os destinos vão desde a Meia Maratona no Rio de Janeiro até a Maratona de Nova York. Para o próximo ano, Marcelo Machado adianta: “Em 2013, vamos implementar o kangoo jump, modalidade na qual o aluno usa um par de botas com dois arcos de borracha e plástico na base.

O esporte combina movimentos coreografados de aeróbica com corrida. Ele melhora o sistema cardiovascular e queima de gordura. Outra novidade na nossa grade será a dança Zumba”. A academia está em constante transformação, sempre em busca de novas técnicas e tecnologias. “Ainda em 2013, iremos estrear o projeto Divas. Um trabalho

desenvolvido para a melhor idade, em que, além do suporte e das práticas do Club 22, ofereceremos atividade externas. Por exemplo, caminhadas no parque, danças, chá da tarde e até sessão de cinema”. Club 22 Setor de Clubes Sul, ao lado do Pier 21. Funcionamento: de segunda a sexta, das 6 às 23h; sábados, das 8 às 20h; domingos e feriados, das 9 às 18h. Telefone: (61) 3226-0022


história

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O importante é competir A real história de como Brasília quase foi sede dos Jogos Olímpicos em 2000. Tudo o que aprendeu, tudo o que perdeu, tudo o que herdou dessa marcante experiência que teve à frente o empresário Paulo Octavio Por Paula Santana Fotos Celso Junior

O

Rio de Janeiro se prepara para ser o anfitrião do maior evento

esportivo do mundo, os Jogos Olímpicos de 2016, talvez também o mais grandioso que a cidade já tenha acolhido em sua existência. Sem querer tirar o mérito da ci-

dade maravilhosa, mais que apropriada para tal situação, há um fator que vale muito a pena ser lembrado. A iniciativa de sediar tal acontecimento veio de Brasília. Em 1989.

A intenção era que os Jogos Olímpicos de 2000, que se realizaram em Sydney, fosse na capital federal. A trajetória dessa história, desde a sua concepção até o des-


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Márcia Kubitschek, João Havelange e Paulo Octávio

fecho, transformou-se numa saga de três anos comandada por um amante e defensor de Brasília, o político e empresário Paulo Octavio. “Não foi nada fácil. Mas difícil mesmo foi saber que perdemos a chance por força da circunstância e não por incapacidade”. Fernando Collor de Melo acabara de se eleger. Jovem e cheio de planos, não foi difícil para o PO, deputado federal em seu primeiro mandato, vender a ideia para o presidente da República, de que Brasília se transformaria no centro do universo em pleno ano 2000, a virada do século, num projeto que nasceria em sua gestão. Concedida a autorização, uma bela campanha se formou, envolvendo também inúmeros atletas nacionais, como Bernard do vôlei e Zico do Flamengo. Collor daria apoio, mas não o dinheiro da União. Isso era com PO, o idealizador da grande obra. Empreendedor, ele foi em busca de investidores. Conseguiu. Bradesco, Varig, Perdigão e Sanbra. Juntas,

Principe Albert de Mônaco, Carlo Nuzman, Bernard e Paulo Octávio

O empresário com Pelé

as empresas somaram USD 8 milhões. Imediatamente foi criada a Associação Olímpica de Brasília 2000. Em 1991, estava instalada não só a associação, como também a sua sede, com cerca de 70 técnicos, entre economistas, urbanistas, gestores e marqueteiros distribuídos no Edifício Siderbrás, no Setor de Abastecimento. No comando -executivo, Carlos Nuzman. Era o começo da empreitada. “Nunca trabalhei tanto na vida. E olha que gosto muito de trabalhar”, diz Paulo Octavio, em entrevista à revista GPS|Brasília. Para se adaptar às normas do Comitê Olímpico Internacional, foi preciso contratar também um serviço de inteligência, tamanha a complexidade do projeto a ser elaborado, assim como as normas a serem seguidas. À esta altura, Marcia Kubitschek, vice-governadora do DF na gestão de Joaquim Roriz, estava dedicada à missão ao lado da incansável mulher de Paulo Octavio, Anna Christina Kubitschek. Assim como Ruy Ohtake, Oscar Niemeyer, Burle Marx, Lúcio Costa. Todos pensavam Brasília para as Olimpíadas e o que teriam que fazer em uma década para transformar a futura quarentona numa anfitriã magistral. A esse time de pensadores do concreto, uniu-se João Havelange, presidente da Fifa, e até Roberto Marinho, fundador da Rede Globo, que se deu por vencido depois de uma fervorosa discussão com PO, durante férias juntos, sobre a sede ser em Brasília em vez de Rio de Janeiro.


história

FOTOS: ARQUIVO PESSOAL

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Bernard, Anna Christina Kubitschek, Fidel Castro e PO

Os ex-jogadores Zico e Bebeto com o empresário

O judoca Tranquilini com PO

Com a casa organizada, tudo fluindo bem, era a hora aprender a fazer o projeto para uma candidatura olímpica. Paulo Octavio rumou para Atlanta, que se preparava para sediar os jogos em 1996. “Atlanta era um canteiro de obras e me impressionou pelo seu detalhamento. Mas nada superava o que estava em nossas mentes para Brasília”, relembra. Era a hora também de se concentrar numa segunda fase. Buscar votos e

parceiros para a candidatura oficial da cidade. Paulo Octavio iniciou sua maratona por Cuba. Em Havana, e com apoio da embaixada brasileira, ele organizou um jantar para todos os presidentes de comitês olímpicos dos países das três Américas e do Caribe. De norte-americanos e canadenses a argentinos e uruguaios. Fez livro, filme, showroom, levou a arte e a cultura locais para impressionar os vizinhos desconfiados.

Sua grata surpresa foi saber que Fidel Castro, num rompante, confirmou presença no evento. E não só compareceu, como discursou e anunciou seu voto a favor de Brasília, estimulando, assim, a aceitação dos demais. Em 10 de dezembro de 1991, no Rio de Janeiro, o Comitê Olímpico Brasileiro, na gestão de André Richer, conclamou Brasília candidata oficial dos jogos de 2000. De volta para casa, e com nove anos para transfor-

mar Brasília, técnicos de planejamento iniciaram o estudo das instalações esportivas. Taguatinga, futebol e lutas. Guará, hockey e halterofilismo. Gama, tênis de mesa. Cruzeiro, handebol. Granja do Torto, esportes equestres e pentatlo. Sobradinho, badmington. Núcleo Bandeirante, baseball, esgrima e pentatlo moderno. E no Plano Piloto as demais modalidades distribuídas nos clubes, Parque da Cidade e no Complexo Olímpico, que seria remodelado, onde hoje está instalado o ginásio e o estádio. Seis meses depois, quando a comitiva do Brasil seguiu para os jogos de Barcelona de 1992, num jumbo da Varig, percebeu que a imagem construída de “a capital do esporte” começava a mudar. Brasília estava nos jornais internacionais, ciceroneando as denúncias que levariam nos meses seguintes ao impeachment de Fernando Collor. Também não era confortável a situação do então


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governador Joaquim Roriz, que se via às turras com a Câmara Legislativa. “Presidente e governador na mira da mídia. O que estávamos fazendo ali em Barcelona? Mas eu tinha esperanças”, conta PO. Tanto que, imediatamente, ele pensou numa estratégia mais que criativa. Com sorte, lábia e bom relacionamento, Paulo Octavio conseguiu o maior de todos os barcos esportivos da época, o El Bravo, de 212 pés, que pertencia a um milionário suíço e era amigo do amigo do amigo do amigo de PO. De pronto, ele transformou a embarcação numa espécie de showroom da candidatura brasiliense durante os jogos. E que, facilmente, acabou por se transformar numa atração turística de Barcelona. “Em setembro de 1992, percebi que a crise política traria danos ao projeto. E deu”. O impeachment veio em outubro do mesmo ano e, com ele, as dúvidas e o desânimo. Itamar Franco assumiu e pouco se interessou pelo projeto. Até fundiu os ministérios de Cultura e Esporte. Ao mesmo tempo, os patrocinadores anunciaram que sairiam do projeto em dezembro. “Fiquei só, mas persisti. Investi meu próprio dinheiro e quase quebrei”, lembra. Em fevereiro de 1993, o presidente do COI, Juan Antonio Samaranch, fez sua visita oficial a Brasília. Era o sinal de que poderia vencer as dificuldades e seguir com condições de igualdade para a disputa final, que em 23 de setembro

Amante de esportes, Paulo Octavio foi um colaborador na reforma do Bezerrão, o estádio do Gama, cujo projeto de Ruy Ohtake foi presente do empresário. Na foto, ele com a comunidade no dia do aniversário do clube

definiria se Berlim, Manchester, Milão, Istambul, Sydney, Pequim seriam vencidas pela capital do Brasil. Sua presença trouxe novos parceiros: Sasse Seguros, BrB, Fibra, Andrade Gutierrez, que deram fôlego para a retomada do projeto. Já não adiantava mais. A onda de pessimismo insistia. Até porque Itamar Franco se esquivava em assinar o documento que dava seu consentimento na realização dos jogos e até escreveu uma carta ao COI, pedindo a transferência do evento para 2004, dada às circunstâncias político-econômicas. Nesse momento, Paulo Octavio desesperou. “Chorei trancado na minha sala”. Mas Samaranch, simpático ao Brasil desde a visita oficial, sugeriu que Brasília permanecesse

até o final da disputa. “Foi Fernando Henrique Cardoso, na época ministro das Relações Exteriores, quem conseguiu fazer com que Itamar assinasse a documentação”, lembra. No dia D, em Monte Carlo, as numerosas comitivas de dezenas de pessoas das cidades candidatas cresciam diante do grupo de Brasília. “Éramos apenas eu, Anna e Marcia Kubistchek. Fomos até o fim”. A disputa entre Sydney e Pequim era acirrada. A cidade australiana venceu. Mal chegou de volta ao Brasil, e a surpresa. Havelange, Richer, Bernard, Nuzman, amparados pelo presidente, já articulavam a candidatura do Rio de Janeiro para 2004. “Todos que haviam aprendido com Brasília, agora trabalhavam por sua cidade natal”.

Após conversas e reuniões, Paulo Octavio percebeu que era voto vencido diante de tanto lobby e, oficialmente, retirou a candidatura de Brasília à sede dos Jogos Olímpicos de 2004. “Dá um aperto no coração, confesso, quando vejo Brasília fora dessa. Mas reunimos o melhor inventário da capital. Esse agora é um patrimônio da cidade, para outro evento de grande porte”. diz. E mais: “nos candidatamos com um projeto maravilhoso sem usar um centavo do dinheiro público”, complementa. “Conseguimos fazer uma candidatura, e repassamos nossa expertise para César Maia, à época de inscrever o Rio de Janeiro. Aprendemos fazendo, o que é o melhor. Foi uma experiência fantástica”, finaliza.


imóveis

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O momento certo É hora de investir. Preços acessíveis e juros aceitáveis são ingredientes para ter um imóvel na capital do Brasil

Por Marcella Oliveira

A

casa própria sempre foi o grande desejo do brasileiro. E também virou alvo de quem tem uma renda extra e quer investir. Desta forma, o mercado imobiliário do Distrito Federal tem se mostrado favorável nos últimos anos. Brasília tem o segundo metro quadrado mais caro do Brasil e, mesmo assim, tem o segundo mercado mais aquecido do País, perdendo apenas para o Rio de Janeiro. Divulgado em novembro de 2012, o indicativo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apontou que o preço do metro quadrado de Brasília é de R$ 8.056. O metro quadrado mais caro no DF é no Setor Noroeste, média de R$ 10,5 mil. No Sudoeste, Asa Norte e Asa Sul o valor varia de R$ 7,5 mil a R$ 9 mil. Para o presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF), Adalberto Va-

ladão, entre 2010 e 2011, o mercado operou em níveis acima do comum, com valorização dos imóveis e rapidez das vendas dos lançamentos. “Já em 2012, voltamos a ter um crescimento gradativo. A expectativa para 2013 é que tenhamos lançamentos e avanços nas vendas”, espera. Atualmente, quem tem ajudado o mercado imobiliário é a taxa de juros. A facilidade de crédito está muito favorável. Especialistas sugerem, inclusive, não usar todo o capital que se tem e fazer o financiamento, que está em cerca de 8,5% ao ano. “Os bancos têm ajudado muito. Os juros estão bons. Vale a pena investir parte do dinheiro e pagar o financiamento com a rentabilidade desse investimento”, sugere o consultor imobiliário Daniel Dall´Oca, da Ação Dall´Oca Imóveis. A valorização dos imóveis em Brasília assustou um pouco os investidores. Houve um boom de lançamentos e um aumento na procura até 2011. A velocidade de 2011

para 2012 na compra e venda diminuiu. Mas o preço não vai cair. “É hora de comprar. O valor do metro quadrado não vai crescer na mesma velocidade, mas também não vai diminuir”, afirma Dall´Oca. “Comprar um imóvel sempre foi um bom investimento. Hoje é possível ter uma rentabilidade anual melhor que a de poupança, além de uma valorização de cerca de 20% ao ano do imóvel”, diz. Brasília tem um histórico de sucesso no mercado imobiliário. A região de Águas Claras foi uma das mais movimentadas dos últimos anos. O Setor Noroeste foi lançado com o metro quadrado muito caro, e mesmo assim vendeu. “Ele tem um apelo de bairro novo, ecologicamente correto, mas não vai vender na velocidade que foi Águas Claras”, opina Dall´Oca. Em 2012, observouse uma queda no ritmo dos lançamentos. Nos últimos 12 meses, houve uma estagnação nos novos empreendimentos. Com isso, quem

passou a estar em alta foram os imóveis usados. “O mercado de revenda cresceu muito este ano. Com a taxa superatrativa, clientes recuaram do mercado de lançamento, que teve um inchaço em anos anteriores, para optar por imóveis usados”, avalia Dall´Oca. Essa procura refletiu no aumento das vendas nas Asas Sul e Norte e Sudoeste, por serem regiões centrais com imóveis mais antigos, em que é possível conseguir uma taxa de juros melhor. Em Brasília, os imóveis antigos têm algumas vantagens em relação aos novos. São maiores, possuem cômodos mais espaçosos e há menos apartamentos por prédio, por exemplo. “E eles têm o valor do metro quadrado mais atrativo. Você faz uma pequena reforma e mora com mais conforto”, afirma Dall´Oca.

Serviço Ação Dall´Oca Imóveis www.acaodalloca.com.br Telefone: (61) 3314-9000


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ouve um tempo em que fazer análise era chique. Mais chique ainda era programar o ano a partir das dicas de um astrólogo, tarólogo – ou qualquer coisa que o valha. Daí veio a virada do século, do milênio, e a febre da autoajuda tomou conta, desbancando tudo isso. Legal mesmo era dar conta dos próprios problemas, sem

levantar a bandeira branca da rendição, ou sem recorrer a ninguém. Afinal, todos precisam ser fortes. Passado o exagero da independência, as pessoas voltam a admitir, aos poucos, que não há mal algum em buscar algum tipo de ajuda especializada. Afinal, a palavra da vez é o personal: alguém que me atenda de forma única.

Precisamos E assim retornam à cena os analistas, tarólogos e afins. Retrocedemos? Nada mudou? Acho que não é por aí. Para começar, as demandas do mundo são outras. A padronização perdeu espaço para a individualidade. Ao recorrer a profissionais que trabalham de forma personalizada, o sujeito está refletindo necessidades da alma. E isso força também os profissionais de ajuda a buscarem um desenvolvimento nas técnicas que usam. Outra marca da contemporaneidade é o tempo escasso: ninguém tem mais paciência para cozinhar os próprios problemas em fogo brando. Já perdi as contas de quando comecei a jogar tarot. Nesse passar dos tempos, vi

do futuro?

significativas mudanças nas posturas e nas temáticas privilegiadas pelos consulentes. Assim, surgiu há cerca de setes anos o Tarot Analítico. Trata-se de uma leitura das cartas conduzida pelas teorias psicológicas criadas pelo psiquiatra suíço Carl Gustav Jung. A diferença não está na linguagem, mas principalmente no objeto investigado no atendimento. Em vez de especular sobre a possível inveja da vizinha ou se pintará aquela proposta de trabalho, o foco são as ações do próprio individuo. O que você está fazendo com seus problemas? Quais os impactos despertados pela inércia ou pela teimosia? Como os outros veem a sua postura diante dos fatos?Questionamentos

como esses são suscitados na consulta. Mas a pergunta mais importante que o oráculo busca responder é, sem dúvida: para que você precisa viver isso? Ou seja, visa a descobrir qual o sentido intrínseco a cada conflito. A importância do sentido está no fato de que, muitas vezes, ansiamos um futuro sem, antes, percebermos quais os verdadeiros impactos do nosso desejo. Queremos ganhar novos cenários, mas, uma vez neles, percebemos que não nos saciam como imaginávamos. O que nos faz falta não é um bem, ou um cargo, ou um amor. A angústia que transborda é reflexo do esvaziamento interior. E é para isto que precisamos de sentido: para perceber que te-

mos uma contribuição única a transmitir aos demais. É inevitável que, nesse período de fim de ano, a procura por esse tipo de serviço cresça. O desafio para o ansioso é perceber que o futuro não está nas cartas, nem nos astros. Ele resulta de uma sucessão de fatos, escolhas, afetos e pensamentos. Obviamente, com uma certa dose de sorte, da qual podemos nos aproximar se estivermos de acordo com os desígnios da nossa essência. Se estivermos disponíveis a seguir esse propósito, viveremos o bem-estar. E isso sim, nunca vai sair de moda.

João Rafael Torres é tarólogo e psicoterapeuta junguiano. www.selfterapias.com.br


muito interessante

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Por Cleuci Oliveira

Fotos: Divulgação

Estudando nas melhores universidades, de casa e de graça!

Universidade de Stanford

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oje em dia, pode-se aprender todo tipo de matéria, desde filosofia da antiguidade até literatura chinesa moderna, sem sair de casa. E não estou falando daquelas teleaulas e cursos por correspondência chatíssimos, mas sim de um novo conceito de online learning, criado por jovens professores da universidade de Stanford e os em-

preendedores mais criativos do vale do silício: estes convenceram as maiores e mais exclusivas universidades do mundo, como Harvard, Columbia e Yale, a abrirem suas salas de aula e compartilharem o processo de aprendizado com pessoas ao redor do mundo e de todas as idades. Não se trata somente de assistir vídeos criados pelos professores, mas

sim de interagir com esses experts em áreas diversas e com alunos ao redor do mundo. Aqueles cujo inglês anda um pouco enferrujado, por exemplo, não precisam se preocupar: as aulas atraem centenas de brasileiros que compartilham dúvidas e ideias sobre o material, e chegam até a adicionar legendas em português aos vídeos originais! Próprio

para curiosos e autodidatas, que querem usufruir de tudo de melhor que universidades americanas tem para oferecer, sem pagar caro e sem se mudar para o exterior. Daphne Koller, co-criadora do site Coursera, sabe de tudo sobre aprendizado não convencional. Quando ainda criança, disse aos pais que o currículo escolar não lhe inte-


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EdX Criado pelas universidades de Harvard e MIT, EdX oferece cursos originados das mesmas instituições. O site ainda está em faze de crescimento, e não inclui tantas opções de matérias como Coursera, por exemplo. Mas quem não gostaria de usufruir da chance de aprender com as mentes brilhantes de duas das universidades mais disputadas do planeta?

Universidade de Stanford

Carlos Souza, brasileiro criador do site Veduca

Veduca

Udacity

Daphne Koller, co-criadora do site Coursera

ressava, e que preferiria passar seus dias aprendendo sobre a Grécia antiga e poesia. Incrivelmente, seus pais a deixaram sair da escola. Após alguns anos estudando o que queria, ingressou na universidade de Jerusalém aos singelos treze anos, e aos 21 iniciou seu doutorado em Stanford. Com Coursera, Daphne quer dividir a liberdade educacional que

teve com todos. Professores de mais de cem universidades ao redor do mundo gravam versões online das aulas que dão para seus alunos universitários. As aulas são puxadas e incluem dever de casa – próprio para quem quer se aprofundar em uma matéria –, mas completa-los fica a critério do aluno. Vale a pena dar uma olhada nas muitas aulas disponíveis!

Udacity também surgiu em Stanford (a proximidade do campus ao vale do silício faz desta a universidade mais conectada à inovações cibernéticas) e oferece aulas voltadas à matemática e à ciência computacional, contando com cursos como ‘How to Build a Startup’ e ‘Artificial Intelligence.’ Quem tem ambições de criar o próximo Facebook ou Dropbox tem a chance de cursar com verdadeiros insiders no vale do silício, que sabem não só de tudo sobre tecnologia computacional, como também possuem aquela valiosa (e insubstituível) experiência empresarial.

Nem sempre é fácil encontrar vídeos legendados em português no mundo dos MOOCs. Afinal, necessita da caridade de alunos brasileiros que se disponibilizam a traduzir os vídeos inclusos em cada aula. Coube ao engenheiro brasileiro Carlos Souza a lançar Veduca, um site que oferece os cursos oferecidos por outros portais, porem inteiramente traduzidos. Ao embarcar nesta nova modalidade de cursos online que, segundo John Hennessy, reitor da universidade de Stanford, já estão agindo como um verdadeiro tsunami, revolucionando o sistema tradicional de ensino, é importante lembrar que o mais importante é se divertir. Por enquanto, notas não contam e um certificado assegurando que você completou um curso online não valerá muita coisa. Valerá, no entanto, o rico aprendizado e os novos amigos que sem dúvida fará.


desenvolvimento

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Cristiano Araújo

O mais jovem secretário do DF tem planos ousados para a região. Uma cidade aeroportuária, polos farmacêutico e atacadista, além de um centro financeiro

P

romover a reestruturação da economia do DF para os próximos 50 anos. Esta é a missão que o secretário de Desenvolvimento Econômico do DF (SDE), deputado distrital Cristiano Araújo (PTB), diz ter recebido do governador Agnelo Queiroz ao ser convidado para assumir a pasta. Com 29 anos e já em seu segundo mandato parlamentar, o jovem deputado-secretário não esconde sua

FOTO: CELSO JUNIOR

ousadia ao enumerar os projetos que estão em desenvolvimento para a economia do DF. Nesta entrevista exclusiva para GPS|Brasília, Cristiano fala de suas propostas e dos desafios que serão enfrentados para cumprir suas metas. “Estamos desenvolvendo um grande projeto de Estado em favor do futuro do DF”, diz. Quais são os grandes desafios à frente da SDE? Na verdade, são vários grandes desafios, porque estamos planejando toda a estrutura econômica do DF para os próximos 50 anos. Foi essa a principal meta que o governador Agnelo me transmitiu

como missão, quando me convidou para assumir a Secretaria. E, dentro desse quadro, temos várias metas ousadas, que terão repercussões de nível nacional e até internacional. Quais seriam elas? Atualmente, temos toda a nossa economia fundamentada nos setores público e de serviços. Isso sustentou a estrutura que temos por todos esses anos, mas nossa população está crescendo, estamos cercados de municípios de Goiás e Minas Gerais, que sobrevivem graças à nossa economia. Chegou a hora de repensarmos todo o nosso sistema econômico. Por outro lado, temos a área de comér-

cio em crescimento, mas produzimos muito pouco do que consumimos. Isso significa que boa parte do dinheiro que movimentamos e injetamos na economia local acaba alimentando outras regiões, ou seja, gerando empregos em outras regiões e fortalecendo suas economias. Enfim, queremos usufruir um pouco mais desses recursos. Mas esses projetos ousados acabam não saindo do papel, secretário. Como o senhor pretende, digamos, mudar a imagem econômica do DF? São muitas iniciativas e projetos encadeados, estrategicamente planejados, que vão dar forma a todo esse trabalho


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de longo prazo que iniciamos. De fato, muitas vezes, projetos ousados acabam ficando no discurso, mas vocês vão ver que não será este o caso. Por exemplo, está em fase adiantada de construção o nosso Parque Tecnológico Capital Digital, um dos grandes projetos que integram toda a nossa estratégia. Com ele, Brasília passará a ser uma referência mundial na produção de Tecnologia da Informação. Serão, ao final do projeto, 80 mil empregos diretos e indiretos, com investimentos da ordem de R$ 1 bilhão. E esta é apenas uma das iniciativas. O que mais? Temos também o projeto da instalação da Cidade Aeroportuária, em Planaltina. Trata-se de uma megaestrutura de logística, adaptada a um grande aeroporto internacional de cargas, capaz de servir de centro distribuidor de produtos para toda a América Latina. Com ele, o DF atrairá atividades de importação, exportação, transporte e logística, que hoje se concentram nas regiões Sudeste e Sul. Esse aeroporto vai nos proporcionar a geração de milhares de empregos, além de uma movimentação de recursos em comércio que não possuímos atualmente. Mas o aeroporto de cargas precisa de estrutura para despachar esses produtos... Sim, é verdade. Ainda no campo de transportes e logística, também faremos as ligações ferroviárias Brasília-Luziâ-

nia; Brasília-Anápolis-Goiânia; Uruaçu-Brasília-Campos; além de uma interligação de nossos ramais à Ferrovia Norte-Sul para escoar nossas produções. Nossos projetos envolvem ainda a criação de um anel rodoviário, que desviará o tráfego pesado de cargas das rodovias que cortam nossa cidade, facilitando a vida dos usuários das vias e barateando o custo de transporte dos produtos. Esse projeto pode ser um marco na economia produtiva local? O que estamos propondo será uma verdadeira revolução econômica, que trará riqueza e geração de renda com consequências que impactarão positivamente a economia de toda a região Centro-Oeste, transformando Brasília num eficiente centro produtivo, além das atividades administrativas que já mantém. Mas o senhor falou em atração de indústrias. Brasília tem área para suportar grandes indústrias? E, mais do que isso, elas não significarão impactos negativos para a população, como a poluição dos nossos recursos? De maneira alguma. Primeiramente, aquela visão do passado que tínhamos da produção industrial, ligada a um prédio com chaminé, emanando fumaça e um cano despejando dejetos nos rios, mudou. O comércio adaptouse às novas exigências do mercado. Nenhuma indús-

tria avança sem respeitar as normas ambientais e trabalhistas. Os compradores têm consciência e buscam isso. Quem não se adapta, não vinga. Mas, de qualquer maneira, não são esses produtores que estamos atraindo para o DF. Queremos grandes indústrias, certificadas ambientalmente e socialmente, que criem e plantem riquezas na nossa região e contribuam para a melhoria da qualidade de vida da nossa comunidade, gerando empregos bem remunerados e boas condições de trabalho. Quanto às áreas, estamos criando polos de produção concentrada, como o Parque Tecnológico sobre o qual já falei. Nossas propostas envolvem a criação dos polos de produtos farmoquímicos; Atacadista; Entretenimento; e um Centro Financeiro Internacional. Estamos muito empolgados e otimistas com todas essas iniciativas. Não estamos desenvolvendo algo simples. Estamos fazendo um grande projeto de Estado em favor do futuro do DF. Hoje os empresários reclamam das dificuldades provocadas pela alta carga tributária... Nós também estamos preocupados. Por isso, estamos trabalhando no desenvolvimento do projeto, que chamamos Ideas, que irá proporcionar um pacote de incentivos fiscais, fundiários e creditícios, que vai incentivar o desenvolvimento de atividades econômicas sustentáveis. Não

posso dar todos os detalhes porque ainda o estamos finalizando, mas logo convidarei vocês para dar os detalhes, que, tenho certeza, ajudará muito o setor produtivo de Brasília. Secretário, o que Brasília pode esperar do atual governo? Brasília passou por um processo muito sério de depuração política com os escândalos que levaram à queda do governo anterior, como todos se lembram bem. Então, o governador assumiu um cenário caótico, no qual teve de reunir muitos esforços para sanear contas, organizar a máquina e retomar a normalidade das atividades administrativas, o que aconteceu ao longo desses dois últimos anos. De agora pra frente, os projetos, não só os nossos da SDE, mas os de todas as demais pastas, estão prontos para tomar as ruas, atender a população e demonstrar todo o longo trabalho estruturante que tem sido realizado. E o que esperar do senhor, que é o mais jovem político no executivo do DF? Eu estou empenhado em fazer o melhor trabalho possível. Temos analisado todos os processos dos programas desenvolvidos na SDE, como o Pró-DF, para que não pairem dúvidas sobre a lisura dos processos. Estamos atuando com firmeza e dedicação para, verdadeiramente, melhorar o DF, consolidando-o como uma terra de oportunidades e de futuro.


Por Paula Santana Fotos André Schiriló Styling Yan Acioli Beleza Daniel Hernandez

Super

São Paulo – Seus olhos azuis são inconfundíveis. Harmonizados com as fartas madeixas castanhas e o porte de mulher powerful, inatingível, quando montada, Fernanda Motta tira o fôlego. Impressiona. É bonita demais. Aos 30 anos, sua biografia na moda e na tevê é extensa. Começou aos 16 anos, naquela fase esplendorosa de meados da década de 90, quando o Brasil se mostrou para o mundo por meio de suas belas modelos. Fernanda era uma delas. Vinda de Campos,

Rio de Janeiro, ela logo começou a trabalhar freneticamente. Com DNA da atitude e da expressividade intrínsecos, não demorou para se estabelecer no eixo Paris-Milão-Nova York, onde se instalou desde então, revezando sua morada com São Paulo. O corpo e a altura de top model lhe renderam muitos quilômetros rodados em todas as semanas de moda expressivas, mas Fernanda gosta mesmo é de incorporar personagens para seus clientes em milionárias campanhas publicitárias. Integrou a lista das 25 mulheres mais sexies do mundo, de acordo com o site models.com, e em 2007 assinou contrato com a Victoria’s Secret, tornando-se uma angel da marca de underwear mais famosa do mundo. Além de capas e editoriais de Vogue a Sports

ernanda Illustrated, seu belo rosto lhe rendeu contratos com Avon, Rolex, Palmolive, Pantene, Moet&Chandon. Seu mais recente trabalho é com a Colgate. Fernanda é embaixadora mundial da marca e estrela o comercial que tem veiculado nas principais emissoras de tevê. Geminiana, ela é ágil, rápida, centrada e objetiva. Casou-se aos 20 anos com o empresário gaúcho Roger Rodrigues, que é dono do Cafe de La Musique, em Florianópolis, dentre outros investimentos na região. Juntos, eles curtem balada, viagens e gostam da vida noturna. Estão sempre na busca de novas referências para seus negócios, mas, com profissões distintas, convivem bem com a agenda turbulenta. “Ele não pode me acompanhar, mas estou sempre entre São Paulo e Nova York. E nosso verão será em Florianópolis”. diz. Em 2013, Fernanda e Roger têm planos concretos: o primeiro filho. “Quero engravidar e viver o sonho de ser mãe. Está na hora”, conta. Mas a maternidade não tirará Fernanda dos holofotes. Além do trabalho de modelo, ela lança em março sua linha de joias. “Eu amo acessórios. E quero explorar isso. Não sou designer, mas vou criar e transformar em peças as minhas ideias. Vou explorar as pedras”. Sem revelar a marca, ela também negocia o licenciamento de uma tintura para cabelos com seu nome. O grande


Brinco ouro rosa oval vazado Grifith Anel de turmalina Paraíba com brilhantes Grifith Biquíni A. Niemeyer para Fato Vestimenta Calça Fato Vestimenta Bolsa Goyard


Brincos em ouro amarelo com rubi e diamantes navetes Grifith Anel com tanzanita e brilhantes Grifith Óculos Louis Vuitton Regata e cinto Fillity Biquíni acervo pessoal Bolsa Louis Vuitton Sapato Louis Vuitton

público conheceu Fernanda recentemente. Ela participou da última edição da Dança dos Famosos, no programa de Fausto Silva. Dedicou-se ao máximo, foi para a repescagem, mas não levou a premiação máxima. “Foi uma experiência e tanto. Me dediquei e aprendi muito. Estar lá me abriu muitas portas”, disse. Portas estas que devem se escancarar para a modelo em breve. “Tenho conversado bastante com a TV Globo. Juntos, buscamos uma parceria para uma futuro próximo”, revela, sem contar do que se trata exatamente. “É muito cedo para falar algo. Mas vai dar certo. Espera um pouquinho”. E Fernanda não tem dificuldades com o vídeo. Ao contrário. Adora. Já fez, inclusive, um filme argentino. A experiência que mais lhe expôs por tanto tempo foi Brazil’s Next Top Model, versão brasileira da série norte-americana America’s Next Top Model, de Tyra Banks. Ao longo de três temporadas, Fernanda comandou o reality com maestria. “A Sony se desfez da franquia e o programa acabou de repente. Uma pena”, diz, sem mergulhar muito no tema. No dia a dia, Fernanda tem duas assessorias, além da agência de modelos. Uma que cuida de sua imagem e de seus contratos e outra de sua agenda de trabalho. Para acomodar o dia de fotos com a revista GPS|Brasília,


Fernanda teve que adiar seu voo de volta para Nova York. Numa segunda-feira chuvosa e com trânsito parado em São Paulo, ela pontualmente estava no estúdio para as sete horas subsequentes de sessão fotográfica. No seu iPhone, enquanto se maquiava, ouvia e via o novo clipe Diamonds de Rihanna. “Essa é a música do verão. Amei, amei”. Vestida com uma calça e t-shirt pretas e um tênis de cano longo da Louis Vuitton, Fernanda contava do show de Lady Gaga, no dia anterior. “Hummm, não gostei. Fui embora na metade. Ela é cheia de frases programadas”. “Eu sempre vou a Brasília, voando. Preciso estar lá com mais calma para apreciar a cidade. Mas eu tenho um amigo brasiliense, o Hugo Gloss”, diz Fernanda, referindo-se ao personagem-sucesso da mídia social. “Vamos lançar a marca de joias em Brasília”, sugere, empolgada. Ao longo do dia, Fernanda se deliciou com as joias do editorial “Que lindas. Vou postar no meu Instagran. Quem sabe ganho de Natal, do Roger”. E acompanhava a cada foto editada. “Essa sim, essa não”. Almoçou correndo uma salada e comeu frutas. “Eu não gosto muito de doces. Ainda bem. E queria perder dois quilos para as férias”. Sobre sua beleza, ela diz que ser bela é, sobretudo, estar feliz consigo mesma. “É como amar. A vida só vale quando a gente ama”.

Anel em ouro branco com diamantes navetes e esmeralda Grifith Brinco em ouro amarelo com brilhantes e esmeralda Grifith Cinto André Lima para Ana Paula Body Miss Fancy Sapato Christian Louboutin


Brinco Ciranda ouro amarelo Carla Amorim Anel ouro rosa com jade azul Carla Amorim Mai么 Lenny Niemeyer Saia Andr茅 Lima para Ana Paula Clutch Burberry


Brinco em ouro amarelo com brilhantes Grifith Colar Mixed TĂşnica Mixed


Colar Louis Vuitton Cinto André Lima para Ana Paula Lenço Mary Katrantzou para Ana Paula Saia Cris Barros para Ana Paula Bolsa New Bamboo Gucci


Anel em ouro rosa com safira rosa e brilhante negro Griffith Colar Cris Barros para Ana Paula Pulseira em ouro rosa com safira rosa Griffith BiquĂ­ni A. Niemeyer para Fato Vestimenta Vestido Miss Fancy


Brincos Antonio Henrique Cinto AndrĂŠ Lima para Ana Paula Parka Lacoste Camisa Lita Mortari para Ana Paula


maquiagem

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Todos os tons

Trio de Sombras Cremosas Atlantic Ocean Creamy, Make B. – R$ 59,99

Pode ser laranja ou rosa na cartela do Hemisfério Sul. Ou os roxos e cinzas para o Hemisfério Norte. Ao redor do mundo, o ouro e os metalizados terrosos. Saiba o que vale ir para a nécessarie nesta temporada Prolongwear Lip Crème Good to Go, MAC – R$ 94 Batom Pure Color Crystal Lipstick, Estee Lauder – R$ 54,62

Eyeshadow purple, NYX – R$ 39

Batom It Rich Lip Color, Mark – R$ 22,88

Base Burberry – R$ 111,30

Powder Blush Desert Rose, MAC – R$ 115

Eye Shadow Sunny Outlook, MAC – R$ 99

Pincel para aplicação de base, Ecotools – R$ 25,90

Pincel para aplicação de base, Ecotools – entre R$ 16,90 a R$ 25,90 Pincel para os olhos, Ecotools – R$ 19,90 Pincel pente/escova de sobrancelha, Ecotools – R$16,90 Pincel para aplicação de corretivo facial, Ecotools – R$ 17,90


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cores

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O que seria do verão sem cores? Todas elas. Energizadas. Vibrantes. Fluo. Pálidas. Use-as sozinhas, soberanas. Misture-as. Em blocos. Em duplas Carolina Herrera – R$ 1.680 Colar Miu Miu – R$ 2. 090

Braceletes em laca, design de Elsa Peretti , Tiffany – R$ 1.520 cada

Divirta-se Diane von Furstenberg – R$ 1,5 mil

Lenço Max, Scarf Me – R$ 228

Massageador íntimo, LELO – R$ 739,40 Salvatore Ferragamo – R$ 1.512


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Ferragamo – R$ 8.450

Prada – R$ 6.760

Lacoste – R$ 239 Tory Burch – R$ 1.605

Lanvin – R$ 7.520

Schutz – R$ 420

Miu Miu – R$ 1.035 Christian Louboutin – preço sob consulta


bicolor

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Ai, que sucesso Preto e branco formam uma dupla de sucesso e sincronia. Juntos, eles criam grafismos, efeitos óticos, imagens clássicas

Vestido bicolor, Topshop – R$ 178

Vestido MOB – R$ 1.142

Louis Vuitton – preço sob consulta

Vestido linho branco, Gant – R$ 690

Saia Lucidez para Santa – R$ 354

Schutz – R$ 280

Case iPhone, Burberry – preço sob consulta

Rene Caovilla – preço sob consulta


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Colar Dolce & Gabbana – R$ 5.980 Balmain

Brincos Dolce & Gabbana – R$ 2.589

Clutch Dolce & Gabbana – preço sob consulta

Louis Vuitton by Marc Jacobs

Atlas Collection Tiffany & Co. Abotoaduras em titânio – R$ 1,7 mil Relógio Atlas Dome Automático – R$ 11.420

Balmain


OURO

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Gold things Quando não é o ouro, é a prata. Eles revezam. Às vezes se encontram, mudam de tonalidade, mas nunca saem de cena. Nesta temporada, é ouro

Van Cleef & Arpels preço sob consulta

Clutch com cristais, Diane von Furstenberg - R$ 1,5 mil

Vestido Tule Bordado Ortiga - R$ 5.598

Pó iluminador, O Boticário - R$ 68,99

Calvin Klein - R$ 780

Jaqueta Ouro, Dress To - R$ 339

Luíza Barcelos, Holly - R$ 336

Schutz - R$ 300 Clutch com renda resinada e pérolas douradas, Patricia Bonaldi - R$ 1.173


MODA

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Adorável e ilusório mundo A da moda

Por Marina Macêdo Fotos Bruno Pimentel

Ele é o responsável por formar nomes na moda local e fazê-los manter a paixão por um dos mercados mais competitivos do País 

os 43 anos, Marco Antônio Vieira é referência quando o assunto é estudos da moda em Brasília. Formado em Letras e com mestrado em Teoria Literária pela Universidade de Brasília (UnB), desde adolescente tinha um espírito inquieto e artístico, e usava sua vestimenta como uma maneira de se expressar. Apreciador de artes, sempre questionava as fronteiras que aproximavam e distanciavam

os movimentos, como moda, música, literatura, cinema, fotografia e arquitetura.  Vindo de Manaus, Marco Antônio é coordenador do curso de Design de Moda do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB). Professor de História da Indumentária e de Moda Contemporânea, ele é o rosto à frente do mais novo evento de moda da cidade: Temporada IESB Fashion, Design e Beauty, que fez sua estreia em setembro de 2012. Com participação especial de Rodrigo Rosner e Alexandre


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Herchcovitch, cerca de 1.400 pessoas circularam nos dois dias de evento. Nas passarelas, criações de estilistas recémformados que competem para especializações no exterior. Para a edição de 2013, garante: “Já estamos trabalhando na próxima edição, que ocorrerá na mesma época”. Para você, que rumo a economia criativa vem tomando no Brasil? A economia criativa é a bola da vez. O IESB é uma instituição que acredita plenamente nas oportunidades e potencialidades dessa economia. Temos Design de Moda, Design Gráfico, Arquitetura, Publicidade e Propaganda, entre outros. É incrível que as pessoas possam viver e ganhar dinheiro de uma maneira que possa ser estimulante para elas. É a possibilidade de redescobrir o mundo dos negócios de uma maneira inventiva e criativa. Ainda mais em Brasília, onde a mentalidade está aprisionada no serviço público.   Na década de 90, vivemos um cenário de lojas de ruas, como a Oscar Freire. Já em 2000, foi a vez do império Daslu. E agora, voltamos à década de 80, onde predominam shoppings imperiais, como JK Iguatemi, Cidade Jardins, Iguatemi Brasília e Village Mall. Como você analisa esse cenário? Isso tem a ver com a força dos conglomerados. O shopping é uma centralização.

Talvez, em algum momento, os shoppings tenham crescido de uma maneira desordenada. Os novos têm um conceito que guia a criação e manutenção. Existe uma retroalimentação das marcas, em que uma marca sustenta e dá força para outra. Vejo uma possibilidade de fortalecer a noção e o nível de consumo no Brasil.   O Iguatemi Brasília trouxe para a cidade marcas antes inacessíveis, como Tiffany & Co, Burberry, Gucci, Louis Vuitton. Brasília tem esse público? Essas marcas geram uma mudança no perfil do consumidor? É indiscutível que essas marcas trazem uma série de significados, como o poder de consumo da cidade. Acho consistente, afinal estamos na capital do Brasil. Essas marcas vêm com tradição de produtos e serviços. Impõem um novo patamar de qualidade. Ou seja, você precisa capacitar as pessoas para trabalharem nessas grifes. Isso representa um estímulo de crescimento na sociedade. De maneira global, você está exposto a outro tipo de produto. Circular por lojas onde os funcionários têm outro nível de formação acaba empurrando as pessoas para outros níveis de exigência. Não se trata apenas de poder adquirir o produto e, sim, dos valores que esses produtos agregam. Contribuem para as pessoas serem mais elegantes, mais apuradas e, em última instância, reconfigurar o olhar do consumidor.

“A economia criativa é a bola da vez”

Para você, o que é estilo? Eu sempre digo que, na moda, você tem vários níveis de autoria. O primeiro pertence ao estilista, design e equipe de criação. Mas quando a gente faz uma edição das ideias que são apresentadas nas passarelas, nas revistas de moda e catálogos, a gente acaba sendo autor da nossa própria aparência. O estilo é uma forma de forma de assinatura.   Essa avalanche de grifes internacionais não apaga o brilho das marcas nacionais? O Brasil está pronto para essa competição? O Brasil não está pronto para competir em nível de igualdade. O próprio Alexandre Herchcovitch fez questão de ressaltar isso em entrevista recente, na qual diz que as roupas dele não têm o mesmo nível das estrangeiras, mas que são tão ou mais caras. E que o Brasil talvez esteja preparado para roupas de “periguete”. Essa visão dele é uma visão amarga do mercado, mas ao mesmo tempo reveladora. Uma marca não é apenas

um produto, e sim toda uma história, como é o caso das grandes maisons francesas. Elas contratam artesãos habilidosos, que trabalham com materiais sofisticados. Acho que é um estímulo para que as empresas brasileiras se profissionalizem e ofereçam produtos de melhor qualidade.   O brasileiro Gustavo Lins é o único latino no seleto clube da alta-costura. Como você analisa o trabalho dele? É um motivo de orgulho ter um brasileiro na alta-costura. Tive o prazer de conhecê -lo em um jantar na casa da Bertha Pellegrino. Mas ainda é um nome de elite da moda.    Sobre o curso de Design de Moda. Como é esse universo? Tem muitas frustrações? Os alunos aprendem de fato o que é moda quando fazem o curso. Antes é tudo muito glamouroso, um mundo ilusório. No curso, eles têm aula de modelagem, costura, projeto e história. É muito interessante ver como o curso cresceu, obteve nota máxima na avaliação do MEC (Ministério da Educação) e está entre os melhores do Brasil.   O curso entregou nomes para a moda local? Claro. Temos a Ana Paula Osório que ingressou para a Casa de Criadores. Marcus Barozzi, que é produtor de moda e stylist. E temos também formandos que não aparecem na mídia ainda, mas trabalham na equipe de criação de lojas locais.


lifestyle

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Páginas da vida Uma vez ao mês elas se reúnem para discutir literatura. Devoradoras de livros de gêneros distintos, essas mulheres formaram um charmoso clube do livro

Por Marina Macêdo Fotos Celso Junior

E

las esbanjam mais que simpatia e elegância. Cada qual com sua profissão e seus afazeres, todas possuem uma paixão em comum: o universo da leitura. Em suas residências, contam com uma biblioteca própria, contendo obras, títulos e publicações

que as fazem mergulhar na literatura diariamente. Pode ser um clássico, uma ficção ou uma boa biografia. O que importa é estar em contato com o fabuloso mundo das palavras e pensamentos escritos. Embuídas do mesmo prazer, as amigas Valéria Leite e Rosana Rabello fundaram o Clube do Livro. Tudo começou em janeiro de 2007, durante

um chá da tarde. Na ocasião, falaram sobre viagens, família e trabalho. Foi quando surgiu um assunto em comum: a literatura. Ambas devoradoras de livros, resolveram convidar seletas amigas e fundar um clube para chamar de seu. O critério de escolha, além da afinidade entre elas, era arrebanhar adeptas que estivessem dispostas a incor-

porar os encontros como um ritual mensal, onde comprometimento, assiduidade e dedicação fossem tão importantes quanto o próprio hábito. Uma foi convidando a outra, recebendo a aprovação das antecessoras. E pronto: estava formado o Clube do Livro. O formato é clássico. A anfitriã do mês sugere quatro livros e o grupo elege um.


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Todas têm um mês para ler e aprofundar suas pesquisas sobre o tema e o escritor. No dia marcado, elas se reúnem munidas de argumentos e oratória para expor suas interpretações. De debates divertidos a defesas fervorosas em prol de suas opiniões, o desfecho é sempre com um lanche confraternizador. O primeiro encontro foi no dia 21 de março. A obra de estreia foi sugestão de Rosana: Império à Deriva, de Patrick Wilcken. Todas acataram e iniciaram o projeto que segue para o sexto ano, cuja formação é basicamente a original. Além das fundadoras, Cleucy Oliveira, Glaucia Ferrer, Mônica Paes de Andrade, Theresa Neves, Adelize Muniz, Virginia Guimarães, Tatiana Lacerda e Vivianne Rocha. Já no segundo livro, Um Rio Chamado Tempo, uma Casa Chamada Terra, de Mia Couto, a anfitriã Valeria Leite resolveu inovar. Em homenagem ao autor moçambicano, serviu um lanche com as

iguarias da região. Foi uma grata surpresa, que acabou por se transformar em tradição. Além da discussão sobre as obras, cada anfitriã passou a criar uma atmosfera que se remetia ao universo do livro. Desde então, foram diversos encontros com as mais variadas ambientações. Em maio de 2009, o livro eleito foi A Audácia da Esperança – Barack Obama, escrito pelo atual presidente dos Estados Unidos. “Assim que chegamos ao encontro, Adelize tinha montado tudo com as cores vermelho, azul e branco. Parecia uma convenção do Partido Democrata. No menu, mini-hambúrguer, cachorro-quente e pipoca”, lembra Virginia Guimarães. Mônica Paes de Andrade também fez um de seus encontros uma experiência singular. Quando o grupo leu o romance Olhai os Lírios do Campo, de Érico Veríssimo, Mônica recebeu suas convidadas com centenas de lírios. Ainda teve sessão cinema

com o documentário sobre o autor. “Nós vamos além da leitura. Pesquisamos a fundo e transportamos para o ambiente um pouco do imaginário daquele conteúdo. Isso envolve todas de um modo muito especial”, diz Cleucy. Empenhadas em fazer o melhor, Cleucy Oliveira também deixou sua marca quando os membros se encontraram para debater o romance Coração – Kokoro, de Natsume Soseki. A obra, que traz à tona a cultura tradicional japonesa

e a modernização ocidental, ganhou encontro com direito à presença de Donatele Farani, PHD em literatura chinesa e doutorado em literatura japonesa. Um aprendizado sobre a história e os valores orientais. Ao final, iguarias japonesas e exposição de figurinos típicos da região. Organizadíssima, Glaucia Ferrer carrega o título de “Guardiã da Memória”. Extremamente zelosa e metódica, Glaucia leva para os encontros um livro customizado,


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Elas indicam 1- Por quem os Sinos Dobram, de Ernest Hemingway (indicação de Cleucy Oliveira) que reúne as memórias do clube. Cada reunião ganha um capítulo, onde há uma sinopse sobre o livro, pesquisas sobre o autor, fotos do encontro e ainda assinatura das integrantes que marcaram presença. E mais, existe uma ata, detalhando o desenrolar daquele mês. Rosana Rabello ressalta a importância dessas escolhas: “Cada pessoa possui gêneros ou autores com os quais se identifica. Em um clube, os integrantes passam a ler de tudo. De best-sellers a grandes clássicos. Tem livros que li aqui que jamais escolheria. É um momento de extremo prazer”. Tanta satisfação que ao longo desses anos foram lidas mais de 60 obras. Apesar do assédio, o Clube do Livro é fechado, não aceita novos membros.

Apenas convidados esporádicos. “É muito difícil conciliar as agendas. Temos médicas, empresárias, advogadas... Não vemos as faltas com bons olhos e precisamos da coesão para nos mantermos comprometidas”, diz Glaucia. E, além do mais, “a convivência fortaleceu nossa amizade. Ficamos ainda mais próximas” diz Mônica. O clube, no entanto, serviu de inspiração para a criação de outros em Brasília. “Ficamos muito contentes em saber que pessoas que não entraram no nosso fundaram os seus próprios encontros”, conta Glaucia. E revela o segredo: “Para dar certo, tem que ser pequeno. Todas precisam expor seus pontos de vista com liberdade. É um momento, sobretudo, de muita entrega”, finaliza Virgínia.

2- O Mercador de Veneza, de William Shakespeare (indicação de Glaucia Ferrer) 3- Suave e a Noite, de F. Scott Fitzgerald (indicação de Mônica Paes de Andrade) 4- A Elegância do Ouriço, de Muriel Barbery (indicação de Theresa Neves) 5- O Tempo entre Costuras, de Maria Duenas (indicação de Adelize Muniz) 6- A Volta do Filho Pródigo, de Henri Nouwen (indicação de Valéria Leite) 7- Mefisto, de Klaus Mann (indicação de Rosana Rabello) 8- A Menina que Roubava Livros, de Markus Zusak (indicação de Virginia Guimarães) 9- Adeus, China, de Li Cunxin (indicação de Tatiana Lacerda) 10- Liberdade, de Jonathan Franzen (indicação de Vivianne Rocha)


companheiro

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Eu amo meu pet

“Morava em um apartamento. Mudei para uma casa por causa do Beluga”, diz o empresário Juliano Amorim

Por Marina Macêdo Fotos Celso Junior

E

les surgem como simples bichinhos de estimação. Coadjuvantes da nossa história. Bagunçam nossas casas. Aprontam travessuras. Mordem nossos sapatos. Destroem nossos jardins. Rasgam os tapetes. E como se não bastasse, no final do dia, dormem em nossas camas. Esses são os cachorros, classificados como os melhores amigos do homem. À medida que o tempo corre, eles tornam-se membros da

Quem tem um cão de estimação, tem tudo. Cheios de amor para dar, eles só querem ver seus donos bem. E pedem tão pouco. Conheça a história de animais que se comportam como gente, e são tratados como tal

família. Uns exercem a função de terapeutas. Outros, companheiros de corrida. Para casais que não possuem crianças são verdadeiros filhos. Há os que sonham com um irmãozinho. Nesse caso, eles são considerados o caçula da casa. Há quem prefira os cachorros para fazerem novos amigos. Ou os que optam pelos raivosos para a sua segurança. Seja qual o cargo que os cachorros exerçam, quando amados, são o centro das atenções. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de

Estimação (Abinpet) apontam que os cães são 35,7 milhões de um total de cem milhões de animais de estimação no Brasil. Número que coloca o País na quarta colocação no ranking mundial em população de pets. Na capital federal não poderia ser diferente. Os cachorros são os queridinhos dos brasilienses. A revista GPS|Brasília apresenta histórias de companheirismo, cumplicidade e superação protagonizada pelos cães, que, como retribuição, são tratados como gente. E quem disse que não são?


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BELUGA – Amor e superação O empresário Juliano Amorim é dono de um Bulldog Francês, o Beluga. O encontro ocorreu há nove anos, quando Juliano passeava na feira do Gilberto Salomão e passou em uma mostra de cachorros. Brincou com o filhote, se encantou pela simpatia do bichinho e levou para casa. Foram anos de diversão e muita bagunça. Cinco anos depois, Beluga começou a mudar seu comportamento perdeu agilidade e ficou mais quieto. Preocupado, Juliano procurou logo um veterinário. Beluga foi diagnosticado com hérnia de disco. E era grave. “Fiquei mal. Procurei os melhores profissionais e fiz todos os exames imagináveis em hospital de humanos. Até ressonância magnética. Cheguei a mandar os resultados para um veterinário no Colorado, nos Estados Unidos, mas não havia mais o que ser feito”, lembra Juliano. Beluga passou por três cirurgias e ficou hospitalizado ao longo de um ano. No período, Juliano o visitava duas vezes ao dia. “Vários veterinários me perguntavam se não seria melhor sacrificá-lo”, conta empresário. Mas Juliano nunca pensou em desistir de Beluga. Hoje, quatro anos depois, apesar de ter as patas traseiras enfraquecidas, Beluga deu a volta por cima. Conta com a ajuda de uma cadeira de rodas presa em seu corpo, confeccionada especialmente para ele, e esbanja vitalidade. Ele é a alegria da casa. Estampa vários porta-retratos. Corre para lá e para cá. E dá conta da vida de toda a vizinhança.

“Filó é o meu bebê. Ela é um incentivo e o centro de atenção das reuniões de família”, diz Tetê Adriano

FILOMENA – Nome de gente, jeito de gente Ela é graciosa e boa anfitriã. Filomena, para os íntimos Filó, é perfumada com fragrâncias de Valentino ou Dior. Sua coleção de laços soma

centenas de opções, a grande maioria feita por sua dona, Tetê Adriano. Mas quem pensa que Filó é uma mocinha frágil se engana. Ela é guerreira e a caçula da família Araújo. “Sempre tive cachorro, desde pequena. Quando me casei com José Luiz, fomos morar em São Paulo. Durante uma visita à feira de cachorro,


companheiro

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“A gente quer brincar com ele o dia todo”, dizem os irmãos Gilberto e Maria Valentina Salomão

no Morumbi, conheci a Malu. Ela passou 11 anos comigo. Era um verdadeiro bebê. Chegou a salvar a vida da minha filha, Maria. Na época, Maria era um bebê de berço e estava deitada de bruços com a fralda no rosto e sufocou-se. Malu viu, e desesperada, acordou todos da casa com seu latido. Quando cheguei, Maria estava roxa”, lembra

Tetê Adriano. “Mas na mudança para Brasília, Malu fugiu”. Malu teve a mesma importância que a novata Filomena, da raça Yorkshire. Vinda também da capital paulista, em abril de 2011. Filó era cheia de restrições, por exemplo, não podia subir na cama, mas foi cada vez mais ganhando seu espaço. E hoje, dorme

todos os dias com o casal. “A casa é cheia de brinquedos espalhados e bebedouros em todos os cômodos. Chegamos a fazer certas adaptações na casa para ela morar com segurança e ter acesso a todos lugares”, conta Tetê. Filó chegou em um momento crucial na vida da família. Veio em uma época que Te-

tê estava triste. Hoje ela ajuda a dona a manter o vigor diário. “Quem tem depressão, tem recaídas. Quando estou triste sei que ela também fica. Filó precisa de mim. E eu dela. Tenho obrigações. Ela é um incentivo. Uma verdadeira integrante da nossa família. Participa de reuniões familiares e é um sopro de alegria”, finaliza Tetê.


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GODU – O melhor amigo Gilberto Salomão Neto sempre sonhou em ter um irmãozinho. Filho dos empresários Marcio e Claudia Salomão, e irmão de Maria Victoria e Valentina, ele queria outro integrante da tropa masculina na casa. Foi quando os pais resolveram presenteá-lo com um Bulldog Inglês. Nascido do canil Makingdogs, de Rafael Crispim, o cachorro é a diversão da casa. Com cara enrugada e visivelmente acima do peso, 18 quilos, foi batizado de Godu, de gordura mesmo. O novato da família Salomão, que chegou em abril, foi indispensável para Gil. Após um incidente com sua saúde, Godu tornou-se o parceiro fiel para o bravo garoto

de nove anos, que rapidamente se recuperou. “Ele é o nosso melhor amigo. Quando chegamos da escola, é muito legal saber que ele está em casa nos esperando”, diz Valentina. Godu, é claro, ganhou muitas regalias na casa. Recebe frequentes visitas do adestrador e tem passe livre para dormir no quarto de Gil. “Ele é muito engraçado. A gente faz muita bagunça juntos. Ele só não consegue correr de tão gordo que é”, conta Gilberto.

Apesar de saudável e bem-cuidado, Godu requer cuidados típicos da raça. Somente em 2012, ele passou por duas cirurgias de glândulas. Esteve com os melhores médicos da cidade. Atualmente, ele está em recuperação. Passa a semana no spa, mas sábado e domingo segue para ver a família.

DRIGO – Uma vida a dois Ele leva a vida dos nova -iorquinos. Trabalha seis dias por semana. Mais de doze horas por dia. É o primeiro a chegar em seu salão de beleza e o último a sair. Ricardo Maia respira trabalho. Não é casado. E

não possui filhos. Mas quando chega exausto em casa, tem um companheiro à sua espera. Basta o barulho da chave rodando a fechadura, que Drigo dispara contente. Ricardo já teve diversos bichos. Mas eles não se adaptavam à sua rotina agitada. O resultado era dar o pet para alguém amigo. Sempre que visita a mãe, brincava com a cadela Mel, da raça Shi-tzu. E resolveu: “Só vou ter outro cachorro se for filho da Mel”. Meses depois, chegou o Drigo. Educado, é difícil escutar seus latidos. Cheio de pompa, possui pelos lisos, escovados e compridos. Filho de beauty, Drigo recebe tratamento VIP para cuidar de suas madeixas. Toma banho semanalmente e faz hidratação de 15 em 15 dias. As escovações são diárias e seus pelos são cortados por Ricardo Maia. Seu dia de estrela é quando visita o pai no trabalho. Exibido, ele circula entre as clientes, sabendo que está agradando. Enquanto Ricardo trabalha, Drigo tem vida de rei. É o dono da casa. Seus acessórios são personalizados. Sua alimentação, balanceada. Sob olhares de uma cuidadora, ele toma banho de sol, faz caminhadas, tira a sua soneca e, todo ajeitado, fica na expectativa da chegada do dono. “Como saio pouco, ele é o meu companheiro de todo dia”, diz Ricardo.

“Ele é minha alegria do final do dia. Meu ânimo quando chego em casa”, diz Ricardo Maia


paisagismo

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Os jard

O maior paisagista vivo do País mora em Brasília. Aos 90 anos, soma mais de 800 projetos e acaba de ser homenageado pela amiga Ana Maria Gontijo, com o livro Ney Ururahy – Paisagismo Landscape Design

Por Marina Macêdo Fotos Celso Junior (perfil) e Rui Faquini (jardins)

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errado. Clima austero. Brasília não deixa a desejar com sua vegetação. Sedutora nos momentos pontuais, ela se eterniza na memória dos brasilienses no outono, quando florescem os ipês ou, na primavera, ao brotar as flores dos flamboyants. Verdadeiros buquês vermelhos, amarelos, alaranjados, rosas e brancos, que se confrontam com o azul do céu.

A flora traz ainda pequizeiros, copaíbas, quaresmeiras e buritis. Toda essa diversidade que acolhe a cidade tem um mestre, um profundo conhecedor, que transporta para jardins a singularidade dessa curiosa vegetação: Ney Ururahy, considerado um dos melhores paisagistas do Brasil, ele consegue desvendar e harmonizar nossas espécies. Nascido no Rio de Janeiro, em fevereiro de 1922, foi criado em uma fazenda em Angra dos Reis. Desde os 12


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www.gpsbrasilia.com.br Ney Ururahy no jardim da casa da amiga e cliente Ana Maria Gontijo

anos, já mostrava sua paixão por plantas. Autodidata, conseguiu absorver os conceitos de paisagismo e botânica para sua formação. Aos 24 anos, iniciou sua carreira junto com o arquiteto francês Paul Cimiterra. Em 1956, recebeu um convite do médico e pioneiro Ernesto Silva para trabalhar na construção de Brasília, na divisão de pessoal da Novacap. Ney foi o primeiro morador do Lago Sul e o primeiro passageiro a desembarcar na cidade com um Lóide Aéreo. Foram anos de dedicação até que Ney deixou o serviço público para mergulhar em sua grande paixão, trabalhar como paisagista.

Ele é o responsável por importantes jardins do Brasil. Soma mais de 800 projetos, entre eles: Edifício Sede do Banco Central, Instituto Rio Branco, Embaixada do Reino Unido, Embaixada da Itália e Universidade de Brasília. Além de jardins de personalidades da cidade, como Ana Maria Gontijo, Auristela Constantino, Cleucy Oliveira, Luciana Cunha Campos, Elizabeth Amorim, Melissa Gontijo, Valéria de Almeida Castro e Mônica Paes de Andrade. Sobre o processo de criação, Ney explica: “Minha cabeça funciona como uma

dins de

Ney


paisagismo

Jardim da casa do empresário Luiz Estevão

tela. Nessa tela, jogo ideias e faço rascunhos até sair um bom jardim”. E ressalta: “Para elaborar um jardim particular preciso conhecer os donos. Afinal, não estou fazendo um jardim para mim. Procuro saber como é a família, os hobbies, memórias e necessidades. Se a infância o remete lembranças boas, busco plantas que estiveram presentes no passado. Se o cliente prefere não lembrar, faço um jardim sem esses elementos”, conta Ney. Sobre suas obras, diz: “É como um filho. Preciso acompanhar seu crescimento e educá-lo”. Um desafio é mantê-los como no projeto original. “Quando uma planta morre, é preciso Cena da casa de Mônica Paes de Andrade

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Vista da casa de Ana Maria Gontijo

colocar outra da mesma espécie no lugar. Quando você muda uma planta, descaracteriza a tela do paisagista”. Em plena forma, aos 90 anos, Ney adora o que faz. E faz com amor. Tamanho é esse carinho que acaba se tornando grande amigo de seus clientes. “Eu não tiro férias. Eu sou feliz com o que faço”. E filosofa: “O jardim é sempre para amanhã, nunca para ontem”. Ney leva uma vida tranquila. Uma vida simples. Não gosta de dar entrevistas, de

fotografias ou eventos sociais. Gosta mesmo de ficar quieto, admirar um pôr-do-sol, fumar seu charuto e criar. Além de jardins, Ney desenvolve móveis e objetos. Uma frase que o define é de Khail Gibran: “A simplicidade é o último degrau da sabedoria”.

A obra Com idealização da brasiliense Ana Maria Gontijo, o livro intitulado Ney UruPaisagismo envolve a piscina na casa de Wilfrido Marques


paisagismo

rahy – Paisagismo- Landscape Design celebra os 90 anos do paisagista. Em suas mais de 270 páginas, há 22 jardins de diversos lugares do Brasil. Em especial, projetos que valorizam a vegetação do Cerrado. “Sou uma eterna admiradora de seu trabalho. Somos amigos há mais de 40 anos. Ney fez o jardim da minha casa, das minhas filhas e dos meus cunhados. Passei um ano e meio envolvida no projeto. A ideia foi reunir em uma obra os jardins magníficos que ele já projetou. O livro ganhou consistência com a parceria da JCGontijo”, ressalta Ana Maria Gontijo.

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Ney Ururahy – Paisagismo – Landscape Design é uma publicação da Editora ARP. Com 2,5 mil exemplares, tem coordenação editorial de Karla Osório e textos de André Corrêa do Lago, Xavier Albuquerque, Christiane e Ney Ururahy. Já as fotografias ficaram a cargo de Rui Faquini. “Foi extremamente gratificante participar do projeto. Sou amigo pessoal do Ney há mais de 50 anos. Temos uma relação muito bacana. O Ney foi a primeira pessoa a encomendar meu trabalho como profissional, em 1970. Para o livro foram cerca de quatro meses de dedicação. Registrando

Fazenda de José Maurício Bicalho

os mais variados jardins de Brasília e Brasil”, conta o consagrado fotógrafo. O cenário eleito para o coquetel de lançamento foi o jardim de inverno do Palácio Itamaraty, projeto no qual Ney atuou com Burle Marx. “É uma maneira de celebrarmos a natureza. O homenageado é o maior paisagista vivo do Brasil. E com impacto internacional. Ele ajudou o brasileiro e o brasi-


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“Quando uma planta morre, é preciso colocar outra da mesma espécie no lugar. Quando você muda uma planta, descaracteriza a tela do paisagista” Ney Ururahy

Embaixada da Itália

Casa de Antônio Venâncio

Vista do jardim da casa de Melissa Gontijo

liense a valorizar a paisagem do Cerrado. É um dos seus legados. O Itamaraty se beneficia com jardim do Burle Marx e o próprio fez o jardim do Instituo Rio Branco. Achei que poderíamos combinar uma homenagem a ele com evento aqui. Assim, todo o corpo diplomático pode conhecer melhor a obra de Ney Ururahy. E também para lançar esse olhar sobre a natureza no ano

da Rio + 20”, ressaltou o anfitrião, ministro das Relações Exteriores Antonio Patriota. Sobre o livro, Ney Ururahy finaliza: “No fundo acredito que não mereço tanto. É gratificante despertar tantas amizades. O jardim que almejo ainda está guardado dentro da minha cabeça. E quando ele sair, aí sim serei excelente. Por enquanto, continuo apenas bom”, conclui o mestre.


entrevista

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Kakay O defensor Um dos advogados mais requisitados de Brasília abre as portas de casa, no Lago Sul, para um dia de conversa sobre vida pessoal, Judiciário e carreira. Polêmico, divertido e fanfarrão, ele abre sorriso farto quando ouve duas palavras: poesia e Cruzeiro, seu time do coração


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Por Paula Santana Fotos Celso Junior

E

le ama o que faz. Trabalha em casa. Trabalha no escritório. Trabalha enquanto voa. Vive cercado de pilhas de processos com centenas de páginas, e nem se importa. Lê tudo, como se fosse um clássico da Literatura. Começa seu dia cedo. Às sete da manhã está de pé. Toma café com o filho Érico, sete anos, e o leva na escola. Na volta, malha em casa. Faz esteira, musculação e pilates. Quando o relógio marca dez horas, ele inicia mais um dia de labuta. Esse é Antônio Carlos de Almeida Castro. “Mas é Kakay. Na rua, se alguém me chama pelo nome eu nem olho. Acho que não é comigo”.  Kakay é o maior advogado criminalista do País da atualidade. Este ano, ele imperou. Esteve no Plenário em distintos momentos, e cercado de holofotes. De Carolina Dieckmann a Duda Mendonça. Defendeu Demóstenes Torres e atua com fervor no caso de Adriana Vilela, que ele diz ser o mais emblemático processo que ele já teve em mãos. “Fui indicado por amigos da família, que estavam assustados com o rumo das coisas”. Por ele, Kakay não recebeu um tostão. “Tenho vários casos que atuo sem cobrar”. Isso não importa. Sua indignação com injustiça é proporcional ao prazer em pegar casos complexos, mas que tenham defesa técnica. Ele recebeu a equipe

“Depois do Mensalão, vou me dedicar à discussão se é correto, legal e constitucional a transmissão dos processos ao vivo pela TV Justiça”

da revista GPS|Brasília em sua casa, no Lago Sul, numa manhã de feriado, mas nem por isso um dia calmo. Depois da nossa conversa, ele iria ao CCBB ver uma mostra com o filho, almoçaria no Piantella, seu restaurante, com a família, antes de embarcar às 16h para Portugal pelos próximos quatro dias. Numa bela casa repleta de obras de arte à beira do Lago Paranoá, Kakay reside com a mulher, Valéria, uma jornalista e chef de cozinha extremamente cool, discreta. Durante a entrevista, ela estava em seus exercícios matinais. E com o pequeno Érico Leão Vieira de Almeida Castro, de sete anos, que brincava com a babá. Ele também é pai de Cícero, arquiteto, e Vinicius, advogado e escritor.   Kakay adora festas. Receber os amigos é um bálsamo para ele. Ama viajar. Aliás, faz tempo que ele deixou de fazer viagens só a trabalho. Bate e volta nem pensar. Ou chega antes, ou fica depois. Ele conta que não é incomum alugar uma casa na Toscana e levar toda a família. “Comemos nos melhores restaurantes, bebemos os melhores vinhos, celebramos a vida”. Não faz muito tempo, Kakay elegeu uma propriedade em Provance e foi com os amigos e familiares comemorar o aniversário. É claro que nesse meio tempo deu uma escapadinha para encontrar-se com um cliente. “É mais barato embarcar num passeio desse, que levar a família para o Castro’s, em Goiânia”, diz,

dando uma boa risada. Ele lê poesia todos os dias. Um bom papo para ele é arte, vinhos, literatura e, evidentemente, os causos que conta sobre sua bemsucedida carreira. Dentre as dependências da casa que ele destaca, há o escritório, a biblioteca e uma adega com quatro mil vinhos. Um presente que se deu e do qual se orgulha foi contratar uma professora de Literatura em Minas Gerais para pesquisar livros de poesia em todos os sebos de sua terra natal. Ela lhe trouxe 700. Ele comprou 500. “Prefiro mil vezes um livro de Fernando Pessoa a um terno Armani”, diz, quando questionado se é consumista.  Dinheiro para ele não é um problema. Nem para falar, muito menos para gastar. Os contabilizadores informais de bens alheios costumam dizer que a soma passa de centenas de milhares de reais. Mas Kakay não tem tempo, muito menos talento para administrar tudo isso. Deixa com os bancos. Seu dom, além da advocacia, é aproveitar a vida com o que, e com quem, gosta. De resto, ele dá de ombros a tudo e todos. “Podem falar, eu nem ligo”. Mas, como ganha muito, acaba investindo em outras cositas, como shopping, fazendas, loteamentos. Ele tem até um cemitério. “É um percentual ínfimo”, revela. Em todos estes empreendimentos, ele tem sócios. “Eles que cuidam. Confio neles”.  Para quem conhece


entrevista

Kakay da televisão ou dos jornais, ele é uma figura polêmica e emblemática. Para os que têm o privilégio de desfrutar de sua intimidade, ele é um homem divertido, doador, boêmio, autêntico, culto e um bom amigo. Ele gosta de gente. E mais: quando interessado, aprecia desvendar a alma humana. Virginiano com ascendente e lua também em Virgem, ele diz, brincando: “de virginiano eu só tenho a modéstia e a inteligência”. Ele não chega a ser metódico, quase chato, como é costumeiro dos nativos deste signo, mas é assumidamente insistente. “Atrás do meu direito eu vou até onde não posso mais”.  Kakay transita em Brasília como poucos. Ou como

ninguém. Uma coisa incrível. É prontamente atendido por empresários, jornalistas, ministros, executivos da República, parlamentares. Todos do primeiro escalão. E mais. Tem amigos, cujos inimigos são seus amigos. Sem dramas. E nem se preocupa em dizer. “Voto no Lula”, “Perillo é meu cliente”. “Sarney é meu amigo”. “Sinto saudade do ACM”. O fato é: Kakay é um sedutor carismático. E, praticamente, faz milagres com suas causas. Invalida escutas, retira fotos da internet. “Já inocentei marido que matou a mulher”. E ressalta: “Sou bravo. Com meu cliente, ninguém mexe”.  O defensor do vilões e também dos oprimidos é uma figuraça, uma ótima companhia. Ao som de Bach ele

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“O fato de meu cliente ser culpado ou inocente? Eu não sou juiz nem Deus”

revelou um pouco de sua história e suas impressões sobre fatos atuais.  Você parece ser muito atribulado. Como é a sua rotina? Eu trabalho em casa desde que me mudei para cá, há oito anos. Meus clientes, quando estão em crise, preferem me encontrar em casa. Então criei uma estrutura para isso, o que me faz inserir o trabalho na rotina caseira pela manhã. Mas à tarde, todos os dias, estou no escritório. Com exceção do dia em que vou sustentar. É boa essa mistura? Eu adoro beber e comer muito. Por isso preciso malhar todos os dias, e gosto. Quando volto para casa, no meio da


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de sempre. No governo Lula, quando houve três vagas no Supremo, me perguntaram se eu gostaria. Eu disse que se pudesse ser indicado a ex-ministro, eu adoraria. Eu não saberia acusar ninguém. As poucas vezes que fiz isso na vida me senti muito mal. No caso de Marco Antonio Velasco, eu acusei todos aqueles meninos da gangue, merecidamente. Foram 36 horas de juri, o primeiro televisionado no Brasil. Mas não tive prazer algum. 

manhã, o pessoal do escritório já me indicou o que é relevante nos processos do dia. Mas eu amo o que eu faço. Eu posso chegar em casa de madrugada, depois de três garrafas de vinho, sentar no computador e me debruçar numa leitura de trabalho. Isso não é um transtorno para mim.  De certo modo, o seu trabalho te consome o dia todo? Meu celular não desliga. É um problema e uma vantagem. Um advogado criminal tem que estar 24h à disposição. Se o cliente me liga, aflito, apavorado, eu não tenho coragem de falar “não”. Eu mando vir para minha casa. Muitas vezes, ele só precisa de uma orientação. E tem um detalhe. Eu não minto. Falo rigorosamente a verdade. “Esquece, isso não tem a menor importância”. Ou “Infelizmente, existe esse risco”.  E você nem se importa? Olha, trabalhar com o que gosta faz um bem danado. Depois de 30 anos, gosto mais de advogar hoje que antigamente. Eu fiz uma opção no Direito, advogar. Faço com paixão. Me criticam por eu não ter feito Mestrado, Doutorado. Mas nem ligo. É a minha vocação. Eu digo sempre que advocacia é quase um destino. E as demais áreas não te atraem? Sei que você já foi sondado. Nunca tive pretensão de ser jurista. Eu seria um péssimo juiz. Sou pró-liberda-

O que te transformou num dos mais solicitados criminalistas do País? O que sou hoje eu devo única e exclusivamente ao meu trabalho. Se precisar encaminhar qualquer pleito para a presidência, eu tenho legitimidade para levar. Mas quem se leva muito a sério tende a ser um mau profissional. Eu sei que faço o melhor de mim, sempre. Então, mais que isso, eu não sou capaz. 

“O que fizeram com Adriana Vilela é a coisa mais acintosa contra o estado democrático de direito. Foi doloso. Esse é o maior escândalo que eu já atuei na minha vida”

Como você se distrai depois de um árduo processo? O mundo pode estar caindo, mas eu tenho uma leitural lateral. Leio poesia todos os dias. Quem faz Direito Criminal, de alguma forma precisa entender a alma humana. Às vezes, durante uma audiência, é muito mais importante a postura do que o fato em si. As pessoas são humanas. Pode ser o ministro do Supremo, mas na hora que ele chega em casa, ouve um comentário da mulher, uma observação da filha. Tudo isso conta.

Advogados em geral amam poesia? Ayres Brito, Gilmar Mendes...  É verdade. Escuta essa história. Eu perguntei ao ministro Evandro Lins numa circunstância ‘O que você recomendaria de leitura para uma jovem advogada brilhante?’. Ele disse: “Leia os clássicos, literatura, poesia, revistas, jornal... se sobrar tempo leia Direito”. Sempre que faço palestra para estudante, dou esse exemplo.  Como funciona a estrutura do seu escritório? Eu tenho um escritório do tamanho que eu quero ter. Somos eu e três advogados. Gente jovem. Uma meninada brilhante, vinda da UnB. Nós fazemos o que considero ser um luxo no Direito: todos os casos atuamos juntos. O cliente me procura. A primeira reunião é comigo. De 15 casos, eu pego um. E mesmo assim quando é indicado por amigo, cliente ou advogado.  E quanto à essas estruturas de Associados? Sou contrário a essa americanização do Direito. Uma vez estive num desses escritórios em Nova York, num caso em que eu estava atuando. Quando cheguei, fiquei até com medo de entrar. Tinha 330 advogados. Tenho pavor disso.  Seu atendimento é customizado? É isso que atrai tanto cliente? Eu não faço advocacia de partido. Muitas vezes me oferecem R$ 300 mil men-


entrevista

sais para cuidar de tudo o que aparece, como em bancos ou seguradoras. Eu podia contratar cinco advogados a R$ 10 mil, R$ 20 mil cada. Mas isso é tudo o que eu rejeito. Você certamente não saberá o que está sendo feito. Eu gosto de ter domínio do que se passa. Outro dia eu encontrei um governador de estado num restaurante. Ele me perguntou como estava o processo dele. Eu sabia, inclusive, onde  a papelada estava fisicamente. Você precisa dar segurança para a pessoa. No escritório, não tem uma peça que saia sem uma leitura minha. Então a sobrecarga em seu escritório deve ser imensa? Devo ter uns 200 processos. Tenho colega que tem 30 mil. Em Direito, os processos duram muito tempo. Há pouco, eu ganhei um grande caso, um dos mais importantes em que atuei. Durou 13 anos. É um caso de militar reformado que foi acusado de cometer crimes financeiros. Daí eu brinco. Os meus casos são maiores que meus casamentos. Nunca tive um casamento que durasse 13 anos. Mas judiciário tem essa distorção. Faz com que eu tenha casos antiquíssimos.  Como foi o começo de sua história?  Advogado tem que circular. Quando vim para cá, não conhecia ninguém. Eu digo que a boemia ajuda a advocacia. Eu conheci o irmão do Zé Eduardo Alckmin, o Guto, na noite. Eu precisava de um

“Não pode existir um crime, cuja pena da lavagem seja três vezes maior que a pena do crime. Perdeuse a necessidade de uma discussão mais técnica”

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estágio e ele me sugeriu procurar o Zé. Não tinha carro, nem dinheiro... era uma batalha. E também não havia ninguém da família na área de Direito. Tive que correr atrás do meu espaço. Estagiei no escritório. Me formei e tornei-me sócio. Chamava Alckmin Bastos e Lobo. Fiquei lá 15 anos. Foi o único lugar que trabalhei na vida.  Você sempre fala com carinho de José Eduardo. O Duda é o máximo. Bem-humorado, inteligente, irônico. Tem uma família fantástica. Eu adoro ele. Mas chegou uma hora que percebemos: um estava atrapalhando o outro. Estávamos disputando cliente. Foi quando montei a minha estrutura. Mas somos muito amigos. 

DUDA MENDONÇA O Duda Mendonça foi sua mais recente vitória em exposição na mídia. Você esperava? Eu estudei muito. Antes de sustentar no Supremo, eu passei quatro meses cuidando do caso. Então, claro que eu sabia o que ia falar. Eu nunca escrevo, nem leio. Fui uma semana antes para a casa dele na Bahia. Queria conhecer as pessoas simples que moravam e trabalhavam com ele. Aquilo me ajudou muito a construir a real imagem de Duda. A sustentação veio na sequência, quando estava cor-

rendo na praia. Às vezes dá o insight e surge exatamente o que eu quero falar. Como você se prepara para um dia de Plenário? Eu sempre fico ansioso, dá aquele friozinho na barriga. Não tem como negar. Mas durmo bem, sou muito tranquilo. Escrevo alguns tópicos, mas sou organizado mentalmente.  Em dia de julgamento, prefiro comer algo leve. Adoro frutas.   Como você conduz um caso mais complexo que requer a sua atuação? Um processo se ganha na técnica. Mas os juízes são humanos. Quem esquece isso deixa de ser um bom advogado. Eu não tenho receio em procurar um juiz para distribuir memorial. E ouço, ‘mas Kakay, você sabe que ele vai votar contra você’.  Não importa. Faço isso sempre. Ministros do Supremo me falam: ‘Kakay não deixa de fazer. Faz diferença’. Tem advogado que acha que sustentação oral é pró-forma. Grande erro. No Mensalão, eu vi ministros mudarem de opinião várias vezes. Já vi ministro tirar o processo de pauta para analisar o caso sobre o ângulo exposto. Você entra sabendo se vai ganhar ou perder? Muitas vezes não. O próprio Duda Mendonça. Estava aquele massacre geral.  As pessoas achavam que não valia a pena sustentar depois de 15 dias de julgamento. Mas não existe isso. Eu distribuí memorial até dois dias antes de ele


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ser julgado. Eu tive uma audiência com o ministro Carlos Ayres de 1h40 dois dias antes de ele ser julgado e 13 dias depois da minha sustentação oral. Sou insistente. Eu vou até o fim. Qual o o critério para pegar um processo? Tenho que ter uma defesa técnica. Agora uso todo o lado emocional. Quando tenho uma tese na qual eu confie e sei que posso defendê-la, vou com absoluta entrega. Agora, se mentir para mim, eu largo o caso. Eu já tive um cliente que entrou no meu escritório e disse: ‘eu matei a minha mulher’.  Não conta o fato de a pessoa ser culpada ou inocente? Eu não sou juiz, nem Deus.  Há exceções? Eu não advogo para estuprador, nem para traficante. Eu seria incapaz de fazer uma defesa para esse tipo de gente, ainda que fosse técnica.

ADRIANA VILELA Você atua no caso de Adriana Vilela de graça. Por quê? Eu só peguei o caso porque eu confio 100% que ela não matou os pais.  Não tem chance de ter sido ela. Adriana estava praticamente

condenada, quando entrei há um ano. A imprensa acabou com ela. Ministério Público e polícia fizeram absurdos. Tem delegada que pediu prisão de outra delegada, tem prova forjada... Nós destruímos todas as provas técnicas.  Você vai livrá-la da acusação? O que fizeram com essa mulher é a coisa mais acintosa contra o estado democrático de direito. Foi doloso. Adriana é uma pessoa difícil, mas não estou fazendo por ela. Estou fazendo por uma vítima de uma grande injustiça. Esse é o maior escândalo em que eu já atuei na minha vida. Você é destemido e vai para o combate quando seu cliente está sendo bombardeado. É uma estratégia melhor que o silêncio? Eu faço o enfrentamento na mídia. Se o meu cliente vai ser escorraçado, eu enfrento, me antecipo. Me diga: qual é o grande assessor de imprensa? É aquele que te tira da mídia. Agora, se você está no meio do furacão, então vamos para o embate. Se um cadáver  entra em putefração no meio de uma sala, quando ele sai, o cheiro fica.   Esse comportamento acaba por lhe trazer holofotes. Você gosta? A longa exposição é ruim para o advogado. Eu não gosto. Demóstenes Torres e Carolina  Dieckmann viraram

“Juiz não tem que virar herÓi. O pior juiz que existe é o covarde. O que tende a seguir a opinião pública”

uma peleja na minha vida. Eu dei até autógrafo. Outro dia estava num cassino e me identificaram. Não posso nem tomar um porre. Mas o assédio chega a ser um incômodo? Eu gosto, lógico. Até porque agora virei palestrante. Foi depois do Mensalão. Nesse tempo dei umas 20 palestras. Mas um advogado tem que conter a vaidade, porque é quase impossível criminalistas não serem vaidosos. Eles vão ocupar a tribuna, tentarão convencer. É um jogo de sedução.

MINISTROS DO SUPREMO Você anda um pouco irritado com a leitura que foi feita do Supremo no caso do Mensalão?  A percepção de quem faz Direito é diferente de quem está na rua. Quando se diz que os juízes do Supremo estão sendo reconhecidos... isso é uma inversão completa do que é o Supremo. Um juiz tem prioritariamente que ser respeitado no meio da advocacia acadêmica. E por aplicar a Constituição com seriedade. Você está se referindo a alguns deles, especificamente? Não. Mas juiz não tem que virar herói. O pior juiz que existe é o covarde. O que tende a seguir a opinião pública. Eu tremo, e penso que todos


entrevista

os grandes juristas do Supremo fazem o mesmo, quando ouvem algum deles dizer que ‘estão julgando de acordo com o povo’. Isso é um escárnio. Eles se tornaram artistas? Pior que isso. Os acusados do Mensalão foram expostos e pré-condenados. Teve ministro que foi xingado, advogado quase agredido. E os próprios réus não podem circular na rua. Essa é uma condenação que não existe no Código Penal, nem na Constituição Por quê? Vira um palco. A transparência da TV Justiça é importantíssima, mas não para processos criminais.  As CPIs, por exemplo, têm um ritmo

diferente quando está sendo transmitida. Na França, o país da liberdade, não pode mais ser televisionado. Essa reflexão é inevitável. Trata-se da execração da pessoa. E o julgamento passa a ser passionalizado.  Depois do Mensalão, vou me dedicar à discussão se é correta, legal e constitucional a transmissão dos processos ao vivo pela TV Justiça.

CONDENAÇÕES Isso aconteceu no Mensalão?  Ao contrário do que as pessoas pensam num primeiro momento, falar que terminou a impunidade no Brasil é de uma cegueira que nunca vi

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igual. A exarcebação das penas não encontra parâmentro em nenhum momento da jurisprudência nacional. E afirmo: daqui dois anos, após o retumbar dos tambores, o Supremo vai ter mudado. Você se refere às condenações? Elas são absurdas. Se alguém rouba uma TV numa loja, pega seis meses pelo furto. E quatro anos e meio por ter lavado o produto do furto. Uma piada. As pessoas não enxergam a gravidade do que foi a definição do crime de lavagem. Não pode existir um crime, cuja pena da lavagem é três vezes maior que a pena do crime. Não é assim na Espanha, França, Portugal.

Perdeu-se a necessidade de uma discussão mais técnica. Eu não tenho a menor dúvida de que num processo de lavagem de dinheiro e de gestão fraudulenta é muito mais importante a pena pecuniária do que a pena privativa de liberdade.  O ministro da Justiça José Eduardo Cardozo atiçou esse debate? Eu passei um torpedo para ele, elogiando a  sua posição, quando ele disse que preferia morrer a ficar na cadeia. Foi muito oportuno. O sistema carcerário brasileiro tem solução. Só vai para a cadeia quem necessariamente precisa. É inadimissível imaginar que essa senhora


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do Banco Rural tenha que ser presa. Ela não faz mal algum à sociedade. Porque não aplicar a pena pecuniária pesada, com prestação de serviço para a comunidade? A cadeia, só piora as pessoas. Universidade do crime.  Mas a população pode reagir, não acha? Imagine um cara em casa cheio de problema. Quando ele vê alguém poderoso sendo preso, veste a máscara da hipocrisia e se regozija. Mas a vida tem a sua poesia. Ela dá, nega e tira. Um dia, pode ser ele. Mas isso é próprio do ser humano, que tem um diabo dentro dele.  E no Brasil não se destina recursos suficientes para penitenciárias. Além disso, o pior é a sociedade criticar uma cadeia razoável. Fico bobo quando recriminam o fato de ter TV na cadeia. As pessoas perdem a liberdade, mas não os direitos humanos. Incrível como as coisas não mudam. Acredita que esse foi o meu discurso de formatura?  

O KAKAY Você é eleitor de Lula confesso? Eu nunca fui partidário. Eu sempre fui definido. Sou eleitor do Lula. Acho que, só de ele ter incorporado 35 milhões de pessoas à sociedade de consumo, é fan-

tástico. O partido PT pode ter uma série de problemas, mas o fato é extraordinário. Eu sou favorável à alternância de poder, desde que obras e projetos tenham sequência. Qual o segredo para tantos clientes, causas polêmicas e sua boa circulação? Eu acho que é porque advogo em Brasília. Os tribunais superiores estão aqui. Não quero ser cabotino, mas ninguém advogou para 40 governadores. Só do DF já foram cinco. Mas  o tribunal que julga ministro e governador está aqui. Olha que situação engraçada. Um  cliente precisava conversar com três senadores. Por coincidência, eu era advogado dos três. Peguei o telefone e liguei. O advogado tem essa grande vantagem de trafegar.  Você usa a sua influência? Não faço pedido e nunca indiquei ninguém. Isso  me dá mais valoridade.  E quanto à sua relação com os clientes? Eu fico amigo de todos os meus clientes. Eu gosto dessa proximidade. Tenho um amigo que é um grande advogado criminal, conhece leis como ninguém. Mas ele não tem inteligência emocional. Ele não gosta de cliente. Você é um sedutor? Eles encontram em mim um advogado que orienta e luta por eles, mas também que conversa sobre a vida. Eu

me permito ser amigo das pessoas. Adoro a Roseana Sarney. Vou ao Maranhão para festas na casa dela. O Zé Dirceu é um grande amigo. Conheci o Zé numa CPI. Fomos nos aproximando ao longo da vida.  E a condenação do José Dirceu? Uma das notícias mais tristes que recebi na minha vida. Ele está tranquilo. O Zé é feito de um material diferente do nosso. Ele vai lutar.  Você se destaca por onde passa. Os ternos que veste, o cabelo longo, a barba farta. Essa é sua identidade?  Eu tenho duas histórias ótimas para ilustrar isso. Havia um ministro do STJ, seríssimo e bastante sisudo, Vicente Cernicchiaro. Um dia ele me disse. ‘Quando você entra no Plenário com essa barba e esse cabelão eu acho tão poético’.  E outra que o Sepúlveda Pertence não se cansa de contar. Uma vez o ministro Djalci Falcão negou um direito e fiz um processo, em que ele podia reconsiderar. Ele não só o fez, como também rasgou elogios. Um assessor lhe disse: ‘Olha ministro, esse advogado que o senhor tanto elogia é aquele do cabelo comprido e do terno diferente’. E o ministro imediatamente respondeu: ‘Retire o elogio”. O que quero dizer é que se você faz seu trabalho bem feito, não precisa se apegar a esteriótipos da classe. Eu adoro ser assim. 

RAPIDINHA O que você não tolera? Inveja Um grande amor Meu pai. Boêmio, leal, extravagante, sincero. Foi o meu grande amigo Uma boa lembrança A minha infância em Patos de Minas, na fazenda. Tenho 200 primos Dinheiro Eu não tive nada por muitos anos, então eu gasto tudo que posso. Eu não tenho apego a nenhum bem material Investimento Eu ganho mais que consigo gastar. Por isso, invisto em vários setores  Um prazer Sentar no Cafe du Flore, Paris, com um bom drink e escrever Lugares Já tenho os meus apartamentos: em Ipanema e na Place Saint-Germain, Paris Um desejo Desacelerar Dilma  Me surpreendeu. É uma grande técnica. É rápida e tem priorizado o lado técnico em áreas fundamentais. Um outro governo para ela seria interessante  Consumo Não sou um gastador. Sei o valor do dinheiro e o quanto é difícil ganhá-lo. Mas não sou do tipo que se preocupa em economizar


clássico

Kaiser do tempo Ar e vento. Foi em meio ao calorão de uma temporada em St. Tropez que Karl Lagerfeld criou a coleção Spring 2013. No desfile, no Grand Palais, em Paris, enormes turbinas de vento recebiam seus convidados, enquanto o piso se remetia a painéis solares, num claro manifesto ao meio ambiente. O resultado prático dessa onda foi a aparição dos almejados acessórios da grife em maxiformas. Grandes e ousados, com chapéus com abas largas, sandálias de salto com tiras no tornozelo ou gargantilhas de pérolas falsas. Para compor o grafismo do preto e branco, cores primárias. (PS)

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lançamento

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Viajante no luxo O diretor criativo da Hermès, Christophe Lemaire, quis mostrar todo o poder artesanal da grife em sua última apresentação de primavera 2013, em Paris. Com seu DNA voltado para viagens e para o espírito aventureiro e excêntrico de seus clientes, a Hermès investiu nas maxibolsas, mochilas, luvas de verão sem dedos e os carrés envolvendo o pescoço como gravatas. Na cartela de cores, azul, branco, amarelo e caramelo. (PS)


Vestido Pedro Lourenรงo para Ana Paula Anel e brinco Carla Amorim Sandรกlia Pollignanno Al Mare


Uma obra de arte Styling Fabricio Viana Beleza Ricardo Maia Assistente de Moda Fernanda Mourao

Texto Paula Santana Foto Celso Junior

D

e beleza rara, Paloma Gastal é aquela mulher que, no conjunto de sua obra, naturalmente se destaca. Filha de diplomata, ela nasceu em Brasília, mas circulou ao longo de sua juventude. Morou nos Estados Unidos e no Chile com os pais. Ao descobrir sua aptidão, tornou-se modelo e mudou-se para Milão, onde passou seis meses acompanhada da mãe. Mas era só brincadeira. Aos 19 anos, voltou para Brasília e casou-se no mesmo ano. Formada em Jornalismo e Relações Internacionais, Paloma agregou ambos conhecimentos às experiências vividas com a família em meio a diversas culturas e valores. Somou isso ao fato de sua mãe ser amante de arte e ter até uma pequena galeria nas dependências de casa, na ML Norte, nos idos de Brasília. Assim, Paloma cresceu sob convívio indireto de artistas e intelectuais. Tal universo não a abandonou nunca mais. Paloma abriu mão da carreira para formar sua família. Tem três filhos, 2, 4 e 6 anos. Todos homens. Enquanto cria seu rebento, ela cultiva sua paixão pelo universo artístico. Sua residência, um belo apartamento na Asa Norte, nem parece ter crianças. É recheada de obras expressivas, entre mobiliário, esculturas, objetos e quadros. Todos harmonicamente acomodados, fazendo com que estética e rotina convivam em sintonia. Precisa, boa de papo e extremamente elegante, ela emenda qualquer tema. Arquitetura e moda também lhe atraem. Cada móvel de sua casa tem um sentido, assim como seu guarda-roupa. Peças que têm história para contar. O consumismo não lhe pertence. Apenas boas aquisições. Colecionadora de Bracher, Niemeyer, Galeno, Siron e Athos, é pelos Campana que ela mais tem admiração. “Estou sempre em busca do que eles fazem. Tento arrematar, comprar, negociar...”. Paloma raramente é vista no circuito social. Não é avessa às badalações, mas prefere o convívio próximo com amigos. Além de bonita, educada, culta e elegante, ela também é gourmet. “Eu adoro cozinhar. E o faço bem. Com um bom vinho e uma ótima conversa com amigos. Sair de casa para quê?”, indaga. “Bom mesmo é viajar, ver coisas novas e voltar para o aconchego de casa”. Essa é Paloma Gastal. Uma mulher que pouco se vê, mas de que muito se ouve falar.


Vestido Ana Paula Sandรกlia Ortiga Anel Antonio Henrique Brinco e pulseira Grifith


Vestido Roberto Cavalli para Ortiga Anel e brinco Grifith Sandรกlia Charlotte Olympia


Macac達o Santa Bolsa Stirrup Gucci Anel, brinco e pulseira acervo pessoal


Macac達o Mixed Clutch Gucci Colar Prada Anel e brinco Grifith


Short e blusa Mixed Sapato Gucci Anel e brinco Carla Amorim


Vestido Fillity Pulseira, brinco e anel Carla Amorim Bolsa Louis Vuitton


Vestido Holy Brinco Antonio Henrique


Vestido Fato Vestimenta Brinco Antonio Henrique Anel Carla Amorim


consumo

UM DIA FELIZ

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O Iguatemi Brasília é referência em atendimento, conforto e alto luxo no Distrito Federal. Quando se pensa em algo especial, são as vitrines do shopping que vêm à mente dos clientes que prezam por produtos premium. Cinco leitores da GPS|Brasília, e frequentadores do local, indicam os produtos que julgam ser excelentes escolhas. Saiba quais são.

Fotos Celso Junior

Vestido Egitto, Missoni – R$ 2.013,50

Cafeteira U110v, Nespresso – R$ 495 Bolsa Soho Disco, Gucci – R$ 2.060

Mala Salsa Air Tam 63, Rimowa – R$ 1.100

Márcia Bittar

Trench Coat, Burberry – R$ 3.995

O dia a dia da empresária Márcia Bittar Blaese é uma correria, mas ela não abre mão de pelo menos uma vez por semana dar uma voltinha no Iguatemi Brasília. “Aqui tem de tudo. Do básico ao luxuoso. Antes a gente precisava ir a São Paulo ou para fora do Brasil para encontrar algumas marcas. Agora posso curtir mais as viagens sem me preocupar em comprar”, diverte-se. À noite, Márcia gosta de frequentar o restaurante Gero. “O local oferece um serviço diferente do que se encontra em Brasília”.

Etoile Leopard, Louis Vuitton – R$ 2.210 Sapato Decollete 554 Leopardo, Christian Louboutin - R$ 2.410


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André Guedes Trabalhar diretamente com o mercado de alto padrão no DF exige do empresário brasiliense André Guedes execlente aparência. Sócio da Lusso Empreendimentos Imobiliários, no Lago Sul, André opta por um estilo casual chique. “Trabalho com um público exigente. Tenho que falar a língua dos meus clientes”, afirma. “O luxo está muito ligado à comodidade. E o shopping Iguatemi trouxe isso para Brasília”, completa.

Camisa, Ricardo Almeida – R$ 866

Relógio Panerai Luminor Marina, Grifith – R$ 18.150

Cinto, Ermenegildo Zegna – R$ 640

Cesta Premium, Kopenhagen – R$ R$ 472,30 Máquina de Café Lattissima +, Nespresso - R$ 995,00 Sapato, Ermenegildo Zegna – R$ 1.530

Mala Spectra N 26, Victorinox – R$1.290


consumo

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Karolina Conill Estudante de moda, a jovem Karolina Conill esbanja bom gosto. Com seu estilo cool, ela não abre mão de estar bem vestida. “É bom para a autoestima”, garante. Nas vitrines do Iguatemi Brasília, ela aproveita para observar tendências e também não resiste às compras. “Antes, a única alternativa era viajar, mas o Iguatemi nos trouxe essa alternativa”, diz Karol, que sonha em ser estilista.

Mala Pégase, Louis Vuitton – R$ 8.050

Saia Longa Cobra, Bo.bô – R$ 598

Bolsa Zimbabwe, Animale – R$ 798

Biquini, Água De Coco – R$ 174,90

Sapato N Privê Cor Plum, Christian Louboutin – R$ 2460

Rasteira Diamond, Bo.bô – R$ 498


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Mariana e Gabriela Blaese As gêmeas Mariana e Gabriela adoram uma tarde de compras com a mãe no shopping. Além de se deliciarem com o sorvete no Freddo, as duas são viciadas em tecnologia e adoram visitar a loja da Apple. “Queremos um iTouch”, revelam. Com muito charme, usam t-shirts da Lacoste para jogar tênis e exibem estilo moderno com as roupas da Tyrol. E exibem bom gosto nos detalhes, como o cinto rosa da Gucci e a bolsa da Louis Vuitton.

Boneca Adora Doll “Cambodia”, Ciatoy – R$ 699

Macacão Clod, Missoni – R$ 686

Mochila Kipling Zumra, Allbags – R$ 399

Biquini Rosa, Água de Coco – R$ 129 Biquini Mickey, Água de Coco – R$ 139

Cinto (Verniz), Gucci – R$ 420 Cinto (Elástico), Gucci – R$ 360

Vestido Emm, Missoni – R$ 1.007,50

Polo, Lacoste – R$ 159


convite

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Susan Neves, uma linda brasiliense amante de moda, é uma das clientes mais importantes da marca italiana. Convidada especial, ela esteve no ateliê em Milão e Florença Por Marcella Oliveira Foto José Pedro Monteiro

O

charme da marca italiana Gucci pode ser visto em mais de 400 lojas da grife em todo o mundo. Ela conquista mulheres e homens com suas bolsas, sapatos, roupas, malas e variados acessórios. São 91 anos conquistando clientes no mundo inteiro, que se identificam com a marca e não abrem mão de ter produtos Gucci em seus armários. Para estreitar as relações, a marca, periodicamente, convida seus clientes fieis a participarem de um encontro exclusivo na Itália. Este ano, uma brasiliense viveu essa experiência única: estar nos bastidores da Gucci. Apenas ela e duas norte-americanas. A ex-modelo Susan Neves, 31 anos, viajou até Milão e Florença para conhecer a trajetória e fabricação dos produtos. Ficou lisonjeada com o convite. “Fui modelo por cinco anos, morei em Milão, e tenho muito interesse em moda. Acompanhar de perto foi uma experiência muito rica”, revela.

Fidèle Gucci

Em Milão, Susan participou da Semana de Moda de Milão e assistiu ao desfile Primavera-Verão 2013. No dia seguinte, durante uma visita ao showroom da marca, ela pode ver em primeira mão as peças desfiladas. E melhor: fez pedidos para a nova coleção. “Foi uma compra diferenciada, pois nem tudo o que estava lá vai chegar nas lojas. E as peças de verão sempre têm mais a ver com os brasileiros”, conta Susan, que comprou

seu primeiro produto Gucci há dez anos, uma sandália. “Gosto muito das roupas. A marca tem uma coisa que mistura o chique e o sexy”, acrescenta. Já em Florença, a viagem a levou ao coração da marca. As clientes foram até a fábrica da Gucci, onde quase tudo é feito manualmente. Puderam acompanhar o processo de criação de sapatos e bolsas desde a origem, quando o artesão recebe o desenho da equipe de estilo,

até a finalização do produto. “Eu fiquei encantada. Você vê todo o processo, conhece pessoas que trabalham lá há 40 anos e fazem tudo com muito amor. Hoje, o luxo está massificado e as coisas ficaram descartáveis. E em Florença eu pude ver aquela coisa artesanal, o passo a passo. Foi enriquecedor. Estar lá faz com que você dê mais valor ao que compra”, afirma Susan. Depois da visita, os clientes foram convidados para um jantar no Gucci Museo, onde toda a história é contada em detalhes. O local foi inaugurado em 2011, quando a marca completou 90 anos. Fica em um palácio medieval na Piazza della Signoria. São três andares com exposições de coleções, obras de artes, arquivo histórico e uma loja. Roupas, acessórios, baús, louças, fotos e documentos contam a história da Gucci.


tendência

>> 244

Atitude A primavera dos sapatos no Hemisfério Norte será intensa. Eles vieram cheios de personalidade, multicoloridos e repletos de texturas e formas arquitetônicas. Em especial os saltos, sempre muito altos. Para contrapor, rasteiras cheias de blings e até mesmo as sapatilhas charmosas. Botas open toe prometem ser hit. Na dúvida, eleja um bom peep toe, o clássico da temporada. Entre hits, spikes se mantêm, saltos stilletos ou muito grossos, sandálias algemas e modelos gladiadores. Acrílicos e plásticos também convencem quando a ordem é delinear. Quanto mais aberto, melhor. A intenção é sensualizar os pés. (PS)

Alexander McQueen

Prada

Sergio Rossi

Charlotte Olympia

Pierre Hardy

Emilio Pucci Valentino

Givenchy


conceito

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Ah, as bolsas... Elas sempre se reinventam. Mesmo as clássicas. Na temporada de primavera 2013, as bolsas vieram menores, em contraponto à invasão dos maxiacessórios. Elas podem ser pequenas ou médias. E o detalhe: em sua maioria, elas serão carregadas. Preparem os pulsos e as mãos. Serão raros os momentos em que estarão nos ombros. E mais: quanto mais robusto o sapato, menor a bolsa. Essa é a dica. (PS)

Valentino

Lanvin Bulgari

Gucci

Stella McCartney Givenchy

Delvaux Valextra Balenciaga

Chloe

Tod’s Fendi

Dior


SOCIAL

Cristiane Constantino

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Tatiana Lacerda

Karina Rosso

Parabéns pra você Em uma tarde seleta, Fernanda Adriano recebe as amigas de Melissa Gontijo e celebra seu aniversário FOTOS: JOSÉ PEDRO MONTEIRO

Melissa Gontijo e Fernanda Adriano

Marcela Villas Boas e Georgia De Luca

Ana Paula Gonçalves

Valéria Leão e Claudia Melo


Social

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Sabrina e Alisson A mais linda noiva do ano vestida de Paulo Araújo em seu casamento memorável FOTOS: CELSO JÚNIOR e JOSÉ PEDRO MONTEIRO

O mais novo casal Alisson Magalhães e Sabrina Covre


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O noivo Alisson e a mãe Wilma Magalhães

A entrada com as alianças

As daminhas

Sabrina e seu pai Sulivam Covre


social

O brinde

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PatrĂ­cia e Jussara Covre

Sandro Covre e Amanda Guerra


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Pedro Machado, Camila Faro, Dilma e AndrĂŠ Mattos

Alice Sarkis, Deborah Carvalhido e Tainah Barreto

Fernanda Leiroz e Mayanna Maia

Manuela e Marcelo Mariano


new trend

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por Fred Sartori

Novos olhares É

sempre difícil inaugurar uma participação e envolvimento num projeto tão bem cuidado como a GPS|Brasília. Na minha primeira incursão, resolvi falar de arte. Arte é uma linguagem, fato. Ela nos fala em tantos diferentes níveis, porque o concreto se mistura com nossas experiências, sentimentos e criam novas perspectivas no nosso pensar, que nos aprimoram. Depois de entrar em contato com uma obra de arte que nos toca, nós nos tornamos diferentes, alimentados. Para este primeiro artigo, resolvi falar do trabalho da artista alemã Candida Höfer, que fará uma exposição individual em São Paulo, na Galeria Leme, até 22 de dezembro. Ao entrar em contato com o material desta exposição, logo vi que ela trata de temas que são caros aos brasilienses e, por conseguinte, a todos os brasileiros. As facetas mais óbvias deste seu trabalho são arquitetura, riqueza, luz e ausência de pessoas. Quando olhamos suas imagens do Congresso Nacional, do Palácio do Itamaraty, do Planalto e do teatro Cuvil-

Cuvilles Theater Munchen I, 2009

Candida Höfer (Eberswalde, Alemanha, 1944). Vive e trabalha em Colônia. Seu trabalho já foi exposto em museus como Kunsthalle Basel, Kunsthalle Berne, Portikus em Franfurt, MoMA em Nova York, Power Plant em Toronto e Kunsthaus Bregenz e Museum Ludwig em Colônia. Em 2002, Candida participou da Documenta 11 em Kassel e, em 2003, representou a Alemanha na Bienal de Veneza, ao lado do falecido Martin Kippenberger.

lés, em Munique, vemos que essas facetas óbvias falam basicamente de Poder (em letra maiúscula de propósito) e do quanto ele nos fascina, atrai e assusta. Nada é óbvio. Enquanto a plasticidade irretocável de seu trabalho nos aproxi-

Congresso Nacional e Anexos Brasília

Sala Villa Lobos do Teatro Nacional

ma, pensamos no que estas imagens representam quando pessoas as preenchem. É pura poesia, em que a artista utiliza seu aprimoramento técnico para que ampliemos nossa percepção frente ao viver, o que o poder representa, o quanto estamos à mercê

dele e, finalmente, como somos expectadores com limitadas possibilidades de reação. Por isso fiz uma pequena seleção destes trabalhos, abrindo com a imagem do teatro Cuvillés para logo depois apresentar a sequência maravilhosa de Brasília.


PASSARELA

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Em sua terceira apresentação na Haute Couture francesa, o italiano Giambattista Valli impressiona, agrada e se consagra

Exageraaado E

le ama as mulheres. Tem fascinação pelo guarda-roupa feminino e faz de tudo para deixar suas divas ainda mais inspiradoras. Ele é Giambattista Valli, italiano de Roma, formado em Artes Plásticas e estilista por dom e paixão. Adorador de Yves Saint Laurent, ele trocou a profissão e se jogou na Moda. Foi a melhor coisa que fez. Na década de 90, esteve na Fendi, na Krizia, na Ungaro, até começar sua própria história, em 2005, e logo ingressar na semana de moda francesa. Em 2010, em Boissy d’Anglas, Paris, abriu sua primeira loja de 150 metros. Enquanto isso, ganhava mais e mais clientes em busca de seus modelos sensuais e sofisticados. Em sua terceira apresentação na semana de Alta-Costura, edição de Inverno 2013, já nas lojas do estilista, Giambattista estava abusado. Exagerado, brincou com os volumes e com as cores. Generosos babados, maxigolas, camadas de or-

ganza deram o tom opulento da coleção mais que elogiada pelos especialistas. As estampas florais impressionaram. Tanto que Penélope Cruz, Sarah Jessica Parker, Natalie Portman, Diane Kruger, Halle Berry, Zoe Saldana, Julianne Moore,

Brooke Shields e também Rania da Jordânia já encomendaram seus modelos para a temporada de tapetes vermelhos. Jessica Biel, inclusive, foi a noiva do ano, ao casar-se, recentemente, com Justin Timberlake, trajando vestido de noiva rosa assinado por Giambattista.


arte

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por Maurício Lima

Desvie seu olhar para a arte brasileira I A o se falar em artes plásticas, não é difícil afirmar que a maioria das pessoas conhece mais artistas e obras espanholas ou italianas do que as brasileiras. Francisco de Goya, Diego Velázquez, Pablo Picasso, Joan Miró, Michelangelo, Da Vinci e Rafael Sanzio... Se você conhece todos ou a maioria desses nomes, parabéns. Eles são alguns dos mais consagrados, por terem influenciado de forma positiva a história da arte mundial. Provavelmente, durante sua educação formal, em algum momento, um professor falou algo sobre eles ou, quem sabe, você já tenha tido a oportunidade de ter visto suas obras em algum dos grandes museus europeus. Inegavelmente, o fato desses nomes serem conhecidos é algo muito bom. Mas e quanto aos importantes artistas brasileiros? Emiliano di Cavalcante, Alfredo Volpi, Cândido Portinari, Hélio Oiticica, Lygia Pape, Lygia Clark e Amilcar de Castro, entre muitos outros. É muito comum entrar em um consultório médico ou em um escritório de advocacia e ver uma reprodução da “Noite Estrelada” do Van Gogh

Cartaz da Semana de Arte Moderna de 1922, feito por E. Di Cavalcanti

ou da obra “O beijo” de Gustav Klimt. Nosso olhar sempre esteve voltado para a arte estrangeira e infelizmente não há uma valorização do que é e tem sido feito aqui no Brasil. É importante que isso mude, não por um simples nacionalismo, mas pelo fato de que a arte produzida no Brasil ser reco-

nhecidamente muito boa. Todos os artistas até aqui citados já faleceram, mas felizmente as novas gerações vêm criando trabalhos muito bons e alguns artistas, como o Cildo Meireles, já conquistaram destaque mundial com suas obras. Esse artigo será sobre os três primeiro artistas da

lista apresentada. Na próxima edição de GPS|Brasília, o foco será dado a outros. Esses artistas foram muito importantes para a arte no Brasil e, por isso, é importante que você os conheça. Tanto Di Cavalcanti quanto Portinari fizeram parte de um dos mais importantes movimentos artísticos já realizados no Brasil, o Modernismo. Já Volpi nunca se influenciou por movimento algum, o que manteve sua obra um tanto quanto original. O Modernismo teve início na Europa no final do século XIX e teve grande influência em literatura, arquitetura, design, pintura, escultura, teatro e música. Esse movimento buscava criar uma nova cultura, abandonando as formas “tradicionais” de todas as artes que influenciavam a organização social e a vida cotidiana, pois elas haviam se tornado ultrapassadas. Iniciando-se no Brasil no começo do século XX, aqui os principais pilares do movimento modernista não se opunham a toda realização artística anterior a deles. O inaceitável era o passadismo – tudo aquilo que impedisse a criação livre e a formação da nova cultura.


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Emiliano di Cavalcante

O momento mais importante do Modernismo foi a Semana de Arte Moderna de 22, ocorrida em São Paulo, no Teatro Municipal. Hoje considerado um dos eventos artísticos mais importantes da arte brasileira; na época, esse foi tratado como um acontecimento marginal.

O carioca Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo assinava seus trabalhos apenas como E. Di Cavalcanti. No começo de sua trajetória artística, fazia simples ilustrações para a revista Fon-Fon e depois de muito trabalho se transformou em um dos maiores artistas brasileiros. Um dos pontos mais importantes e que alterou o rumo de sua carreia aconteceu em 1922, ano no qual ele idealizou a organizou a Semana de Arte Moderna, fazendo inclusive o cartaz, catálogo e programa do evento. Em 1951, Di Cavalcante participou da I Bienal de São Paulo, mas foi na segun-

da edição que obteve grande destaque, ao ganhar a láurea de melhor pintor nacional, dividindo o prêmio com Alfredo Volpi. Na década de 60 ele já tinha uma boa carreia internacional. Na Bienal Interamericana do México, teve sua obra exibida em uma sala Especial e recebeu Medalha de Ouro. Faz exposições em alguns países europeus e novamente recebe uma Sala Especial, mas, dessa vez, na VII Bienal de São Paulo. Di Cavalcanti falece no Rio de Janeiro em 26 de Outubro de 1976. Para as pessoas que tiveram a visão, a sorte ou o bom gosto de investir em obras desse artista, hoje possuem em seus acervos verdadeiras joias. Para se ter uma ideia, em abril deste ano, a Bolsa de Arte do Rio de


arte

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Janeiro leiloou um lindo óleo sobre tela da década de 40, com várias figuras femininas, por três milhões e duzentos e cinquenta mil reais. A maioria das obras que aparece no mercado é da década de 60 ou 70 e seus valores variam de R$ 140 mil a R$ 700 mil para as de médio tamanho.

Cândido Portinari Em 1903, em uma fazenda perto de Brodowski, interior de São Paulo, nasce aquele que se tornaria um dos maiores artistas brasileiros. Filho de italianos, logo na infância a vocação para a pintura já podia ser vista. Mais tarde, com apenas 14 anos de idade foi contratado para ajudar um grupo de artistas italianos que atuavam como restauradores nas igrejas do interior paulista. Aos 15, Portinari foi para a Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro (ENBA), onde se destaca, ganhando diferenciada atenção de seus professores e da imprensa. Aos 20 anos já havia participado de várias exposições e continuou recebendo elogiosos artigos nos jornais brasileiros. Em 1928 ele já sofria a influência do modernismo, ainda considerado um movimento marginal, mas o deixou por um instante para pintar um quadro com elementos acadêmicos, com intuito único de ganhar a medalha de outro do Salão da ENBA e consegue. Nos dois anos

Mural “Entrey into the Forest”, Portinari, Foto: Carol Highsmith, Coleção Biblioteca do Congresso, USA.

que antecedem esse prêmio, ele participa com telas modernistas, o que escandalizava os juízes e o privava do grande prêmio que tanto almejava: uma viagem para a Europa. Passa dois anos em Paris, o que altera completamente sua visão do Brasil. A distância e o contato com uma nova cultura/realidade o aproxima ainda mais dos problemas do nosso país e temas com apelo social passam a aparecer com mais frequência em suas telas. Durante essa viagem conhece Maria Martinelli, com quem passou o resta de sua vida. Na década de 40, já de

volta ao Brasil, Portinari chama a atenção do diretor geral do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMa), Alfred Barr, que prepara uma exposição do artista em Nova Iorque (NY). Durante essa passagem pelos EUA, Portinari faz dois murais para a Biblioteca do Congresso, em Washington, e conhece algo que mudaria novamente seu estilo, o quadro Guernica de Pablo Picasso, artista de quem os traços podem ser claramente vistos nas telas de Portinari. Participa com destaque na 1ª Bienal de São Paulo. Na época, a tinta óleo usada pela

maioria dos artistas continha muito chumbo, o que gradualmente o envenenou e, mesmo depois de receber ordens médicas de se afastar do ofício por um tempo, no auge de sua carreira, ele desobedece e continua trabalhando. Mesmo mal, pinta freneticamente após receber um convite para expor 200 telas em Milão. No dia 6 de fevereiro de 1962, a mesma tinta que pintou seu nome na história, cobra seu preço e nos tira Portinari. Em maio deste ano, a tela “Navio Negreiro” de Portinari foi leiloada em NY. Contrarian-


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do a estimativa de que seu quadro seria arrematado por cerca de 900 mil dólares, a venda bate todos os recordes do artista e seu último lance alcança U$ 1,14 milhão. Esse, no entanto, não é o quadro mais valioso pintado pelo artista. Os que alcançariam preços muito maiores fazem parte de coleções particulares e institucionais.

Alfredo Volpi Italiano de nascimento, mas brasileiro de coração, em 1897, Volpi, com apenas um ano de idade, junto com sua família, emigram para o Brasil e se estabelecem no bairro de Ipiranga em São Paulo. Ainda muito novo começa a trabalhar com artesanato e, aos 14 anos, torna-se pintor de paredes. Alguns críticos acreditam que esse foi o fato que o influenciou a desenvolver uma linguagem estética que necessitava de trabalho contínuo e gradual e que valorizava o ato de “saber fazer”. Volpi aprendeu a pintar

sozinho e aos 16 começou a fazer aquarelas. Dois anos depois, sobre a tampa de uma caixa de charutos, cria seu primeiro trabalho em tinta óleo. Embora contemporâneo à geração dos modernistas, o ítalo-brasileiro não participou da Semana de Arte Moderna de 1922. Nessa época, lutava arduamente para se manter e, por isso, ainda estava se formando como artista. Em 1925 já participava de exposições coletivas, mas não conseguia viver exclusivamente de sua arte, tendo de exercer vários ofícios, entre eles, o de design de interiores. Nos anos 1940, Volpi tornou-se membro do Grupo Santa Helena, formado por artistas paulistas – essa denominação surgiu pelo fato de os encontros serem feitos em uma sala do Edifício Santa Helena. Volpi não era conservador e por isso se destoava do grupo. O conservadorismo do Santa Helena chegou a gerar manifestações artísticas contra os modernistas de 1922. Um dos fatos mais importantes da participação de

Volpi nesse grupo foi o fato de lá ele conhecer o pintor italiano Ernesto De Fiori, que influenciou seus gestos, deixando-os mais livres, dinâmicos e expressivos. Após esse encontro, a cor em sua pintura tornou-se mais vibrante e é exatamente essa forma cromática de trabalhar que o transformou em um dos mais importantes coloristas que o Brasil já teve. Nos anos 50, as famosas bandeirinhas de festas juninas aparecem em sua pintura. Em princípio, elas se integraram aos quadros de fachadas de casas. Posteriormente, elas são destacadas de seu contexto original e, na década de 60, passam a ser o foco da pintura, com formas geométricas, compondo rit-

mos coloridos e iluminados. Ainda na década de 50, Volpi participa da 2ª Bienal de São Paulo e ganha o prêmio de melhor pintor brasileiro, em seguida é convidado para participar da Bienal de Veneza e de várias outras exposições importantes. Sua última exposição foi nos anos 90, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, dois anos antes de morrer. A trajetória de Volpi foi, desde sempre, independente de qualquer movimento, tendência ou ideologia. Diferentemente do Di Cavalcanti e Portinari, cujas analogias estilísticas com Léger e Picasso são reais, a pintura de Volpi não se parecia com a de nenhum outro artista plástico do mundo. Maurício Lima é Marchand


social

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As gêmeas Bebel e Sandinha Dias celebram os 15 anos da Fato Vestimenta com série de eventos FOTOS: PABLO VALADARES

As irmãs Sandinha e Bebel Dias

Tininha Almeida e Paola Oppenheimer

Claudia Pohl, Sandinha e Karina Lima

Artemis e Fabiana Rodopoulos

Beatriz Machado e Maria Eduarda Favato

Beatriz Soares e Laryssa Canhedo

Patrícia Salerno

Melissa Gontijo com a anfitriã Bebel


SOCIAL

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Viva debora Ao lado de amigos e familiares, a jovem Debora Sarkis festeja seu aniversário FOTOS: JOSÉ PEDRO MONTEIRO

João Paulo Verano e Debora Sarkis

Clarissa Ludovico e Andrea Cabrera

Arnaldo Pinho

Natalia Trevizolli e Cecin Sarkis Filho

Alice Carvalho e Leandro Daroit


Informe Publicitรกrio


social

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Adriana Chaves

O aniversariante Agenor Netto e Renault Ribeiro

ALEGRIA, ALEGRIA O empresário Agenor Netto celebra o seu aniversário com mega festa na Q5 Club

Marcelo e Daniela Pena

FOTOS: PABLO VALADARES

Daniel e Angela Dall’Oca

Georgia e Luiz De Luca


SOCIAL

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joias e biquínis Valéria Bittar recebe as designers Silvia Furmanovich e Adriana Degreas FOTOS: CELSO JUNIOR

Valéria, Silvia e Adriana

Marina Slaviero e Alexandre Furmanovich

Cinthya Santos e Rafael Albuquerque

Pompéia e Marcela Addario

Susan Neves


ENSAIO

A nascente do Rio Amazonas

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Gigante pela própria natureza Ensaio fotográfico revela a desconhecida nascente do Amazonas na Cordilheira dos Andes, Peru, e a insólita aventura do editor de fotografia do GPS|Brasília para desbravar tal região


ENSAIO

As águas que dão origem ao rio, descendo o paredão de pedras do Monte Mismi

No trecho da nascente, famílias vivem da criação de lhamas

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Texto e fotos Celso Junior

É

num deserto quase lunar que nasce o rio Amazonas. Para chegar às suas nascentes, a mais de cinco mil metros de altitude, na Cordilheira dos Andes, no Sul do Peru, o viajante precisa de roupas especiais e muita disposição de aventura. O soroche, o mal da montanha, trás dor de cabeça, vontade interminável de vômito e uma aceleração do batimento cardíaco, como se fosse o guardião invisível dos nevados Mismi e Quehuisha, os montes são considerados as origens do maior curso de água da Terra. Foi assim que passei algumas semanas de um total de três anos, desvendando o Amazonas. Ao lado do parceiro de trabalho, o escritor Leonêncio Nossa, também jornalista, iniciei o maior projeto da minha trajetória profissional no que diz respeito a tempo, logística, resistência e espírito de explorador. Uma brecha de água cristalina, meio tímida, que escorria de uma sobreposição de pedras. Não era possível que dali, daquele espaço mínimo, nascia timidamente o maior volume de água do planeta. Uma sensação indescritível. Tentei driblar a escassez de oxigênio mastigando a chachacoma, um musgo muito comum na região. Natividad Flores, um camponês que me ajudou a percorrer o deserto, também explicou Primeira ponte Inca construída sobre o Rio Amazonas

Cenário lunar do altiplano peruano na nascente do Rio Amazonas

O camponês Natividad Flores cedeu sua mula para o trajeto pelo deserto


ENSAIO

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Mulas são utilizadas como transporte de pessoas entre os vilarejos

Sítio arqueológico da civilização Qollas anterior aos Incas


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Três Canones, montes onde ocorreram disputas sangrentas entre Incas e espanhois

a utilidade de outras espécies de plantas para tornar a vida menos difícil num dos lugares mais inóspitos das Américas. O frio foi outro empecilho, especialmente para mim, que sofria com o início do congelamento dos dedos, quando tirava a luva para fazer as fotos publicadas nesta página. A pé e em cima de mula, percorri terrenos de pedras e areias e precipícios para alcançar as apus,

as grandes divindades, como são chamadas as montanhas cobertas de gelo e de onde nascem os rios, na tradição do povo quéchua, descendente dos antigos incas. Nessa jornada, nada foi fácil. Principalmente porque o Amazonas não é navegável ao longo de toda essa região montanhosa. Foi preciso desbravar caminhos jamais percorridos. E nessa trilha, lindas paisagens surgiram. Vilarejos, cidades perdidas,

animais nativos. O domínio completo da natureza sobre o homem. Do Altiplano Peruano, o começo de mais de seis mil quilômetros, o Amazonas é transparente de perto e azul anil de longe. Ficará verde, barrento e da cor de chocolate. É necessário mais alguns quilômetros para ouvir os estrondos do Apurimac, o “deus que fala”, um dos 70 nomes conhecidos do Amazonas, nos cânions e paredões an-

dinos. Só adiante, em silêncio, que o rio é navegável. A viagem continua em botes e barcos por um mosaico de cores de águas e culturas até o Atlântico. Neste ensaio para a revista GPS|Brasília, apresento um rastro da vida que acompanha esse gigante da natureza, que, para a nossa euforia, deságua em terras brasileiras, o que nos faz respirar fundo para clamá-lo de “o nosso rio”.


ENSAIO

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FamĂ­lia de pescadores que vive na beira do rio na cidade de Ampato

Mulher da etnia Shipibos na regiĂŁo do Ucayali

Pescador trabalha na feira do porto Pucallpa


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Vista do alto do Rio Amazonas nas proximidades da cidade de Espinosa

Atalaya ĂŠ a primeira cidade da selva peruana. Nativos circulam no motocar

Uma nativa peruana faz pose, exibindo as tradicionais tranças


ENSAIO

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Uma das mais belas paisagens da viagem. Porto Pucallpa ao amanhecer


onde encontrar

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Revista GPS 3