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Lore de Lordran

@gakuma


Todo o material compilado aqui ĂŠ baseado em diversas teorias que formulei em minhas jornadas por Lordran e pela internet, sinta-se livre para entrar em contato comigo e desacreditar qualquer uma delas.


Pr贸logo


"A well designed world could tell it's own story in silence" "Um mundo bem desenvolvido pode contar sua própria história em silêncio" (tradução livre) Hidetaka Miyazaki - Diretor de criação de Dark Souls. Em 2011, quando Dark Souls chegou ao mercado, centenas de milhares de players pelo mundo afora ficaram confusos. O game, logo depois de uma cena maravilhosa em computação gráfica, lançava os players em um mundo cruel sem dizer muito do que estava acontecendo. É característica inerente ao ser humano o desejo de trespassar obstáculos, mesmo que impossíveis, a primeira vista. Não a toa Dark Souls, impiedoso com jogadores casuais, se tornou o maior sucesso de vendas da From Software, e um verdadeiro fenômeno cultural. Em todas as qualidades de Dark Souls está o mundo ao redor do jogador e a forma como ele foi “montado”, com pistas aqui e ali que sussurram a história, nunca lhe dizendo qual é o caminho (ou causa) certa. Com mais de vinte horas de jogo, resolvi pesquisar mais sobre o lore, e para a minha surpresa, existem muitas fontes pela internet. Algumas dezenas em textos, fóruns, e uns poucos vídeos no You Tube. O material que você lerá aqui, é resultado das três ou quatro vezes que terminei o jogo, diversas pesquisas em diversas fontes e a minha interpretação da história. Encorajo que você que decidiu ler isso, não deixe de experimentar essa obra prima e, se sentir que teu argumento é válido, não deixe de me contestar. Mas vamos pelo começo. No início de tudo, na Era Ancestral, o mundo era cinza e além das árvores colossais que sustentavam o mundo, haviam apenas os dragões ancestrais... Criaturas imortais com escamas como rochas que dominavam o mundo Então as quatro grandes almas foram encontradas, as Lord Souls. Uma por Nito, o primeiro dos mortos... Uma pela Bruxa de Izalith, e suas filhas do caos... Uma por Gw yn, Lorde da luz do sol e seus cavaleiros... E outra, uma alma negra (a Dark Souls do título) pelo pigmeu furtivo, pai da humanidade, o qual nunca mais se ouviu falar.


Com essas almas, os "deuses" partiram em combate contra os dragões ancestrais. Gw yn arrancou as escamas dos dragões com seus raios, as feiticeiras de Izalith criaram colossais tempestades de chamas derrubando as árvores que serviam de alimento/abrigo aos dragões ancestrais e Nito liberou um miasma de morte e doença. Com a ajuda de Seath, o dragão albino, que traiu sua própria raça, os dragões ancestrais foram destruídos, dando início a Era do Fogo. Mas o fogo, uma hora apaga, e quando a chama começou a dançar na escuridão, a Bruxa de Izalith, madrinha da piromancia, tentou criar uma segunda chama. Utilizando-se de todo seu conhecimento, poderes e a sua grande alma, cercada de suas filhas e filhos, ela começou o ritual. Mas em Dark Souls não existe esperança ou histórias felizes. A Bruxa perdeu o controle da chama. Suas filhas e filhos foram mutados em demônios de chamas, fúria e dor. Ela própria, se tornou um berço de demônios. Libertando um inferno que engoliu o reino de Izalith e povoou Lordran com poderosos demônios. Vendo o resultado dasações da Feiticeira, não restou nada ao Lorde da Luz a não ser queimar sua própria alma na primeira chama para prolongar a Era do Fogo, a Era dos deuses.Ao menos por mais algum tempo. Mas antes disso, a maldição dos Undeads, os não-mortos, veio. E com ela, o sinal negro. Um sinal de que a Era das trevas se aproxima. Um sinal de que a alma negra, distribuída pelo Pigmeu Furtivo à humanidade, estava voltando. Após a abertura que nos apresenta à esse mundo rico, nos vemos em uma cela e tão logo à deixamos, salvo o cavaleiro de Astora que encontramos no Undead Asylum e aquele sentado próximo à fogueira, em Firelink Shrine, não encontrávamos ninguém mais ali pela primeira hora que nos dissesse qualquer coisa sobre o mundo e o que estava acontecendo por ali.


O cavaleiro sarcástico de Firelink Shrine nos dizia que se tocássemos dois sinos, algo interessante aconteceria. Mas o que? E por que? Um sino acima, outro abaixo. Com essa breve introdução, uma base necessária a qualquer um que queira entender o que está acontecendo em Lordran, e as histórias tristes que cercam todo o reino, no primeiro capítulo da nossa série, explicarei um pouco sobre o Dragão albino, Seath.


1ª Temporada – As Almas dos Lordes


O Dragão que a tudo traiu. Depois de uma hora em Lordran e passarmos por um javali coberto em uma armadura metálica, alguns cavaleiros bastante rápidos e perigosos, um guerreiro emarmadura negra completa, chegamos ao segundo piso da catedral, onde um mago cercado de mortos vivos tenta nos estripar. Não demora até que enfrentemos as gárgulas e depois de algumas surras, às derrotemos. O sino é tocado e iniciamos a decida natural até o subsolo de Lordran, até Blight Town, até o segundo sino. Dependendo do caminho que seguirmos até Blight Town podemos, eventualmente chegar a Darkroot Basin e encontrar um caminho árduo por entre golens de cristal e uma Hydra colossal apenas para descobrir que o caminho até o sino não era por ali. E assim vamos avançando por Lordran, sem entender muito do que está acontecendo. Trocando um item por outro, olhando as estatísticas, um anel, uma espada, um escudo, um pedaço de armadura. Pegando o que podemos encontrar em corpos espalhados pelo cenário. Então chegamos aos Arquivos do Duque, acessível apenas depois de encontrar a Lord Vassel, depois de diversas horas, humanidades e almas perdidas pelo caminho. Recepcionando-nos na entrada dos arquivos, dois javalis cobertos por armadura metálica, e então, pouco mais afrente, um mago de armadura exatamente igual ao que enfrentamos na catedral. Ambos os inimigos encontrados apenas nestes dois cenários. Coincidência? Continuamos até que, depois de algum tempo, encontramos a armadura desses magos. Depois de enfrentar estes inimigos apenas em dois pontos do mapa, tão específicos, e acompanhados de outro inimigo, também encontrado sob as mesmas condições. Iniciamos a leitura mais atenta das descrições dos itens da armadura. Na descrição do capacete, menciona-se que os seis olhos são para compensar a falta de visão do mestre, Seath, o dragão albino sem escamas que traiu seus pares, os dragões ancestrais. Sim, vimos Seath na abertura, sobre uma pilha de corpos de dragões.


Na descrição de outra parte da armadura, a menção de que estes magos, são os "sequestradores" de Seath. Captores de donzelas, jovens, por toda Lordran para as pesquisas de seu mestre. Então, conforme progredimos nos arquivos do Duque, chegamos a base de uma biblioteca ondeencontramos bizarras criaturas cobertas por tentáculos, as Pisacas. Essas criaturas, perigosíssimas, nos atacam assim que nos aproximamos, salvo por duas, que parecem nos evitar, mesmo que às ataquemos.

Pisacas Estas não nos atacam de maneira nenhuma. Ao contrário, parecemparecem chorar. Por quê? Em nossa primeira jornada por Lordran, temos o instinto de matar tudo que se move. Lordran é uma terra que não perdoa erros, então, atacamos antes de mais nada. Assim que essas duas últimas Pisacas morrem, cada uma deixando um "Milagre", as magias de luz, utilizadas pelos servos e servas da luz. Congratulações, você acabou de matar duas servas da luz. Duas servas bastante poderosas, já que conseguiram se manter sem perder o controle mesmo quando você as atacou e, possuíam um milagre que era ensinado apenas as servas pessoais de Gwynevere, filha de Gw yn. Frutos das experiências de Seath, dos magos seqüestradores, o qual encontramos na catedral.


Diabos, mas até onde vai a influência de Seath, e como descobrir isso? Não podemos ler os livros nas prateleiras dos arquivos do Duque. Não existem personagens dispostos a conversar a esmo.

Seath, segundo Big Hat Logan, foi o avô de toda a magia do mundo, tendo criado ele a magia que se utiliza de almas. Como pode ser observado em seus arquivos, no castelo dado a ele por Gw yn, pela traição dos demais da sua raça, os cristais tomaram conta de boa parte da construção, ocupam ainda mais lugares onde Seath permanece por mais tempo, e em sua cova, no fundo da montanha, formam um dos cenários mais belos (e perigosos) do jogo.


É seguro afirmar que Seath criou as magias relacionadas aos cristais, dadas todas essas evidências, e as descrições dos golens de cristal, que teriam sido criados por Seath em suas experiências. Encontramos o colar da princesa Dusk, logo na entrada dos arquivos do Duque, em um golem de cristal e somente assim, atraímos a atenção de Manus, para que nos leve ao passado. Protegendo o acesso à Oolacile, está um golen de cristal dourado, variação mais forte do golem azul, comum. Bem como uma Hydra, e diversos golens comuns. Este golem dourado, que protege o acesso à Manus e o tempo onde o Abismo em Oolacile ainda não havia sido controlado, mantém a Princesa Dusk cativa. Na certa por ordem de Seath. Mas por que ele estava com ela ali ainda? Teria o golem recém deixado Oolacile e estaria à caminho dos Arquivos do Duque? Além destes seres, uma Moonlight butterfly, um ser colossal criado por Seath, que permanece à espreita, em Darkroot Garden. Próximo do túmulo de Artorias, o guerreiro que enfrentou o Abismo e, mesmo havendo vencido, pereceu. O abismo que ficava ali, tantos séculos antes. Mas por que essa proximidade de tantos agentes de Seath do Abismo? Seath é conhecido como o avô da magia, criador da magia convencional, uma direta troca de almas por poder. Oolacile foi berço de magias poderosíssimas também, uma magia mais indireta, mais "aberta", como Dusk nos explica, tão logo libertemos ela. Na certa, o pesquisador e criador de uma forma diferente de magia, teria interesse em conhecer a magia de tempos imemoráveis e a oportunidade disso, quando se apresentou, não pode ser perdida. Será que Seath percebeu a oportunidade de acessar o passado e trazer o conhecimento mágico de Oolacile para o presente? Seria esse o intuito de


sequestrar a princesa Dusk, manter o colar em seus arquivos e tantas forças na área de acesso a Oolacile? Nem todos que terminaram sua jornada por Lordran encontraram a outra Hydra que existe no jogo. Este segundo demônio de grande porte, é encontrado na base do mundo, próxima ao último dragão ancestral vivo. Junto também das ostras devoradoras de homens, cujas variáveis azuladas podem ser encontradas na caverna de Seath, onde ele mantém o cristal que lhe dá a imortalidade. As ostras devoradoras de homens não são encontradas em mais nenhum ponto de Lordran e ali, em Ash Lake, parecem estar em sua forma "natural" no banco de areia que nos leva ao último dragão ancestral, imortal. Seath sabia deste dragão, é impossível que ele não soubesse já que, ou levou, ou reproduziu uma Hydra gigante em Darkroot Basin, da mesma forma que fez com as ostras devoradoras de homens, que protegem o seu cristal de imortalidade. Assim como as Moonlight butterflies, as ostras e os golens protegem o cristal como um exército que guarda o que de mais precioso um Rei tem. No caso de Seath, sua imortalidade. Seath traiu seus pares, ajudou os Lordes na destruição dos demais dragões ancestrais. Mas o que buscava? A imortalidade que não tinha, por não ter as escamas dos demais? Desde então, conseguiu o cristal de imortalidade, e nas boas graças de Gw yn, Lorde da Luz, se tornou Duque, com seu próprio castelo e servos. E Gwyn? Teria sido traído? Havel, A Rocha, preso na torre, tão próximo a Hydra e golens de cristal, parece dizer o contrário. Trancado, preso naquela torre, sabe-se os Deuses por quanto tempo. Teria ele descoberto o que Seath tentava com a Hydra, o golem dourado e a Princesa Dusk? Ou as atrocidades no castelo dos horrores que Seath mantinha? Não, Gw yn sabia, era impossível que, Anor Londo, tão próximo do castelo de Seath, não soubesse o acontecia ali...


Com a maldição dos não-mortos e o Dark Sign, o sinal da Alma Negra, talvez Gwyn olhasse para o outro lado, na esperança de que Seath resolvesse o problema, ou encontrasse uma forma de prolongar a Era do Fogo. Não importa o que Gwyn esperava. Seath é um traidor em sua essência. Por isso transformou as duas servas de Gw ynevere em Pisacas, as duas que deixam cair os milagres ensinados apenas às servas mais próximas da Deusa. Por isso Gwynevere deixou Anor Londo, medo. Medo do que Seath pudesse fazer, agora que seu pai havia feito a peregrinação à Primeira Chama.


O Senhor da Morte

“Com a Era do Fogo, criou-se a Era da disparidade... Calor e frio... Luz e trevas... Vida e morte... Gwyn e Nito.” Quando Gw yn arrancou as escamas dos dragões ancestrais com seus raios, Nito, o primeiro dos mortos, liberou um miasma de morte e doença sobre os Dragões. Um golpe final, enquanto a Bruxa de Izalith destruiu suas Arch Trees, onde seus ninhos ficavam. Você sabe o que é um miasma? Miasma é: "Uma emanação mefítica originada de matéria pútrida, sendo causa de várias doenças endêmicas"... Cadáveres exalam miasma. A história de Nito se confunde com a história de todo o universo de Dark Souls. Nos é dito na cena de abertura que Nito foi o primeiro morto, já que até a Era do Fogo, haviam apenas os dragões ancestrais e as arch trees, seres imortais e já aí temos a primeira dúvida. Nito foi o primeiro ser vivo a morrer, quando entrou em contato com a Lord Soul? Ou foi o primeiro undead, o primeiro não-morto a entrar em contato com a Lord Soul. De qualquer forma, Nito, visualmente um coletivo de mortos e morte, com a ascensão dos Lordes e as almas que encontraram no fundo da terra, "nasceu" como morte, e administra a morte em Lordran, desde a queda dos Dragões imortais. Assim como Lorde Gw yn, Lorde da Luz e vida, administra os vivos de Lordran, de Anor Londo, Nito, no fundo da Tumba


dos Gigantes, além das Catacumbas, administra as trevas e morte. Uma relação necessária, criada com a Era do Fogo.

Não há como escapar disso, Gw yn sabia disso, não havia razão para não se aliar ao "deus" da morte, para derrotar os dragões. Mas como ficou essa aliança depois da derrota dos Dragões? Gw yn busca de forma desesperada pelo prolongamento da Era do Fogo, as Fogueiras (bonfires) foram criadas e são mantidas pelas Firelink Keepers para alimentar a primeira chama de Humanidades. Irônico que encontremos o Ritual de Atiçar as Fogueiras (Rite of Kindling) junto de Pinwheel, que roubou os poderes de Nito. O Ritual das Fogueiras era de Nito? Por que o deus da morte tinha um ritual que potencializa as Fogueiras? Que amplia o poder da primeira chama? Indo um pouco mais além,sou apenas eu, ou alguém mais vê semelhança entre a aura exalada por Nito, da aura exalada pelos fantasmas de Humanidades do Abismo, próximas à Manus, ou mesmo a descrição das Humanidades, que usamos para fazer a maldição dos não-mortos recuar? Pode ser o miasma. Mas o ataque de miasma dele, de área, capaz de eliminar tudo ao redor em apenas uma vez, parece bastante diferente daquela aura. Rhea of Thorolund, e seus guarda costas, servos da Way of White, Religião ou Covenant, como preferir, de Gw yn, tem como o objetivo, recuperar o Rite of Kindling, como os demais não-mortos, dentro do clero. No entanto eles são encontrados depois do penhasco, onde foram


traídos por Patches, na Tumba dos Gigantes, muito depois de Pinwheel, que tem o Ritual, quando chegamos à ele. O grupo de expedicionários da Way of Light passou por Pinwheel sem enfrentá-lo? Pinwheel não tinha o Ritual quando eles passaram ali? Será que os usou para acessar a Tumba dos Gigantes e então roubou o Ritual? E Leeroy? Onde o Paladino da Way of White se encaixa nisso? O Paladino saiu antes mesmo de Rhea, de Anor Londo em busca do Ritual, em direção as trevas. Apesar de ser um humano, Leeroy contava com Grant, uma das mais poderosas armas abençoadas com dano celestial e mesmo com a maldição dos nãomortos, Leeroy avançou sem tomar conhecimento dos seus inimigos. Cada golpe, reforçando sua fé nos deuses, em Gw yn, o Lorde da Luz, enquanto as criaturas das trevas caíam aos seus pés, em pilhas de ossos. Mas o intuito dele era destruir Nito, deus da morte e das trevas e recuperar o Ritual? Então por que, logo depois de nos ajudar na batalha contra Pinwheel, ele nos ataca na entrada do lar de Nito? Estaria Leeroy tentando destruir o necromante que roubou o Ritual de Nito, e proteger Nito? Destruindo o sítio armado por cópias do necromante à entrada do lar de Nito. Ou ele apenas se tornou Hollow no caminho pelas trevas, sem Humanidade para alimentar sua sanidade e agora caça heróis incautos para tentar recuperar sua Humanidade? Se Leeroy protege Nito, é por ordem do clero? Uma espécie de mútuo respeito e o entendimento da necessidade de existir trevas, para que a luz exista? Ou se aguarda na entrada do lar de Nito, peregrinou até ali por ordem do clero, acreditando estar em uma missão sagrada. Uma última pergunta, aquela que responde qualquer uma das anteriores. Gwyn manteve ou não sua aliança com o deus da morte? Você optou pela religião de Nito, na Covenant dos Mortos? Ainda caminhando pelas Catacumbas, em um cantinho bastante escondido em meio às trevas e todo aquele exército de esqueletos, existe um caixão, com a tampa aberta.


Entre nele e terá uma surpresa adorável, desde que tenha um olho da morte, ao menos. Mas se você fizer isso, quando sair, se verá na toca de Nito, de cara com o Deus da Morte. E ele não vai te atacar. Por que? Por que você mostrou sua fé e confiança na morte, um salto de fé em meio as trevas, e uma poderosa adição a Covenant que busca matar o máximo de pessoas possível. No entanto, se você vier pela frente, destruindo tudo em seu caminho, inclusive o sítio das cópias de Pinwheel, não importará, ele vai tentar te destruir. Por que? Se você, em teoria, o libertou do sítio inimigo? Por que você também precisou destruir Leeroy, servo de seu aliado para invadir seus aposentos. Nito está sobre sítio, mas não é estúpido.


A Madrinha da Piromancia e as Filhas do Caos

"Always fear the flame, last you be devouer by it, and lose yourself. I would hate to see that happen again..." - Quelana. "Sempre tema a chama, ou pode ser devorado por ela e se perder. Eu odiaria ver isso acontecer novamente..." (tradução livre) Uma das responsáveis pela queda dos dragões ancestrais, a Feiticeira de Izalith, derrubou as arch trees com colossais tempestades de chamas, fundamentais para a manutenção da imortalidade dos mesmos,sem sabermos as razões. A Primeira Chama está se apagando, diminuindo, dia após dia, para o desespero de Gwyn. Além de Nito, que reunia Humanidades para alimentar a chama, e trabalhava no ritual para atiçar as chamas, e Seath que fazia pesquisas (atrocidades) tão perto da casa dos deuses, de Anor Londo, o reino de Gw yn, sem qualquer restrição. A Feiticeira de Izalith também foi procurada por Gwyn, para tentar manter a Era de Fogo por mais tempo. A Feiticeira de Izalith e suas filhas do Caos, praticantes e criadoras da Piromancia, na certa foram a primeira fonte de poder real que Gwyn procurou por ajuda.


Em sua arrogância, como de costume por aqueles que tiveram acesso as Lord Souls, a Feiticeira de Izalith, que mantinha o status de divindade na época, bem como Gw yn e Nito, tentou replicar a Primeira Chama, em uma chama de Caos. Mas o poder supremo da chama não podia ser controlado e tanto ela, quanto suas filhas, Izalith e toda Lordran pagaram pelo seu erro. Pela sua arrogância.

A bruxa tinha 7 filhas como nos é mostrado na abertura do jogo, tanto na criação e uso da piromancia, quanto no ataque às arch trees. Quelana, mãe da piromancia Criadora e mantenedora da arte da piromancia depois do desastre que ocorreu quando sua mãe tentou recriar a Primeira Chama. Quelana pode ser encontrada antes do acesso ao lar de Quelaag (ao lado), se tivermos conhecimento suficientemente alto em piromancia, se conversar com ela, Quelana pedirá que salve sua família, que extermine as aberrações que se tornaram.


Quelaag, que protege sua irmã mais frágil - Assim como a Fair Lady e Ceaseless Discharge, Quelaag sofreu um destino pior que a morte. Sofreu uma mutação da cintura para baixo que a transformou em um demônio de fúria e chamas. A Fair Lady, irmã de Quelaag que sofreu um destino parecido, e ainda pior que a irmã –Também transformada em aranha da cintura para baixo, a Fair Lady não hesitou em sugar oveneno que corria pelas veias de Eingyi (ao lado), o piromancista do Grande Pântano. Mesmo contra a ordem da irmã mais velha, Quelaag. Eingyi desde então, se tornou servo da Fair Lady, para mostrar sua gratidão. Ele inclusive admite ciúmes do Chosen Undead, caso use o anel que permite entender e conversar com a Fair Lady, uma vez que ele próprio, não pode. Ceaseless Discharge , único membro masculino da família das chamas, e filho caçula de Izalith (segundo o próprio Miyazaki) - CD sofreu uma mutação horrenda e mantém o vale de acesso às Ruínas Demoníacas, e Izalith em chamas, bem como guardião, do corpo de outra filha da Feiticeira de Izalith, que não sobreviveu ao ritual da primeira chama. Ainda segundo Miyazaki, no livro de designs que acompanha a edição de colecionador do game, a única fonte de conforto em sua existência eterna é o pensamento de que suas irmãs ainda olham por ele. Por isso, ele ataca com tanta fúria APENAS depois de pegarmos os trajes da Feiticeira, sob o altar. Além desta filha que Ceaseless Discharge guarda, existe outra filha da Feiticeira de Izalith sem nome, que guarda a entrada da Bed of Chaos, a filha mais velha da Feiticeira de Izalith como descrito no feitiço deixado por ela, assim que a eliminamos (Chaos fire whip). Uma teoria bastante apoiada pelo mundo afora diz que, a Feiticeira de Izalith, naquela forma insetóide ao centro da Bed of Chaos (próxima página), reteve duas de suas filhas, as orbes em cada lado da Bed.


Outra teoria é de que o corpo que Ceaseless Discharge guarda, cuja descrição da roupa diz que é de Quelana, foi desovado pela própria Quelana, em sua fuga de Izalith, uma vez que encontramos Quelana do lado de fora. Seria o corpo de Carmina, a genial piromancista aprendiz de Solomon, que por sua vez foi aprendiz de Quelana? Somente uma alma muito poderosa atrairia a atenção da sua família durante sua fuga. Seguindo essa teoria, temos três irmãs que não encontramos no jogo. Certo? E os três demônios maiores, dois que encontramos no Undead Asylum e o Demon Firesage (abaixo), no acesso a Izalith, depois de conseguirmos a Lordvassel? Eles deixam cair o Catalyst de Izalith, não?


Assim como o Capra Demon que nos impede de avançar às profundezas e o Taurus Demon, que tenta impedir qualquer um de sequer chegar ao primeiro sino "of Awakening", dois dos três demônios (As ylum e Stray Demon) guardam o Undead Asylum, impedindo que qualquer undead sequer saia do As ylum. O Firesage, fica como reserva de força, logo na entrada de Izalith. Então conforme ambas as teorias, temos três filhas que não abandonaram a mãe, uma em cada lado do "trono" de sua mãe (ou, com mais uma, formando o trio de demônios gigantes), e outra, guardiã, à porta da sala do trono. Temos Ceaseless Discharge que mantém o acesso à Izalith em chamas, impedindo o avanço de qualquer um que tente invadir Izalith. E uma das suas irmãs (ou um corpo de uma piromancista bastante poderosa para atrair a atenção do restante de sua família enquanto Quelana fugia de Izalith), eternamente sob seu olhar atento. A Fair Lady, supostamente alimentada de Humanidade por Quelaag (e Kirk, o Cavaleiro dos Espinhos que invade nosso mundo por três vezes), que destrói os invasores que possivelmente tentem avançar em direção ao segundo sino "of Awakening". Sob o mar de lava mantido por Ceaseless Discharge temos a horda de Taurus Demons e Capra Demons. Um Taurus Demon guarda o acesso principal entre os distritos dos mortos, e o primeiro sino "of Awakening. Um Capra Demon, também bastante longe do seu lar, mantém a chave das Profundesas (Depths). Quase como se a Seita do Caos e seus servos estivessem impedindo o avanço do Chosen Undead.


Mas a Humanidade, coletada tanto por Quelaag quanto o Cavaleiro dos Espinhos (ou mesmo o Chosen Undead, caso entre na Covenant do Caos ele próprio). Isso é para manter a Fair Lady viva mesmo? Ou seria para alimentar a Bed of Chaos, mãe do caos, e alimentá-la da mesma forma que Gwyn tenta fazer com a Primeira Chama? Estaria a Covenant do Caos buscando alimentar a Chama do Caos, da mesma forma que Gwyn tentava manter a Primeira Chama queimando? Diversos demônios protegem pontos chave da jornada do Chosen Undead por Lordran, isso é inegável. Não me parece que a Covenant of Caos, ou mesmo a Bed of Chaos tenham as motivações de Nito, que manteve a aliança com Gwyn, ou Seath, que manteve a aliança até o momento que ela lhe foi útil.

Não, a ordem do Caos, a Bed of Chaos é uma força natural, um berço de vida, de caos. Uma vida corrompida? Talvez, mas ainda assim, uma vida semelhante à que a Primeira Chama gerou. Teriam as Irmãs do Caos abandonado o objetivo de fortalecer a Primeira Chama e manter a Era do Fogo por pura afinidade à Chama do Caos? Mantida pela Bed of Chaos, pela mãe de sua ordem? Voltando às irmãs. Quelana pede que libertemos sua família do sofrimento eterno que vivem. Apenas a Fair Lady está em sofrimento, e isso por que bebeu o veneno de Eingyi, de forma bastante altruísta. Bem como a mais velha filha do caos, completamente humana, que guarda a entrada da Bed of Chaos. Quelaag, não parece em sofrimento também. Pra falar a verdade, Ceaseless Discharge é o único que está em sofrimento. E se analisarmos aquela teoria de que Quelana fugiu de Izalith deixando um corpo qualquer no altar. O sofrimento eterno de CD pode ser pela traição de sua irmã. Então qual a razão de Quelana pedir para que matemos sua família? Existem duas teorias principais acerca disso. Quelana viu o desastre causado por sua família do Caos, a criação dos demônios e a própria criação do berço de demônios, a Bed of Chaos.E vê isso como uma anomalia, um erro, algo impuro, na falta de uma palavra melhor. Algo que deve ser destruído.


Seguindo nessa teoria, ela engana o Chosen Undead pedindo para que o "herói" acabe com o sofrimento das suas irmãs. Assim que Quelaag é destruída, Quelana pede que a angústia da mãe seja aplacada, que o guerreiro destrua a Bed of Chaos. E depois que, o que quer que tenha restado das Irmãs do Caos tenha sido destruído, Quelana desaparece. Teria voltado para Izalith, seu reino por direito? A outra teoria é de que ela vê as monstruosidades que a sua família se tornou, como castigo. Castigo por terem brincado de Deusas, tentando criar vida e, por pura piedade, quer que esse castigo seja tirado a força, já que elas vieram a aceitar seu destino e continuam suas vidas, da forma que podem.

"The realm of the creatures of chaos, they accept they're banished feat" dizia Quelaag em uma linha de diálogo cortada da versão final de Dark Souls. De qualquer forma. Algo não está certo na história de Quelana.

Uma última informação: Aí você resolve não matar a Fair Lady (acima), pois ela não te ataca, não importa o que você faça. A coitada está doente, quase morta, inofensiva e isso, de forma altruísta, já que fez isso para salvar a vida do piromancista, Eingyi. No entanto, ela é um demônio, então você, herói, não entra na Covenant dela, buscando manter a distância dos demônios de qualquer forma. Ou


simplesmente não cederá a sua Humanidade para ela, tão vital, para manter sua própria sanidade, contra a maldição dos não-mortos. Você, que ainda há pouco matou Quelaag, e que terá sua jornada invadida por Kirk, o Cavaleiro dos Espinhos, por três vezes. Matou tudo e todos que pudessem sustentar a existência da Fair Lady. Não restará ninguém para protegê-la, ou aplacar o efeito do Blight Pus, o veneno que vai causar dor a ela até a sua morte. Parabéns, você acabou de matar mais um inocente, mesmo que indiretamente. Em Dark Souls, não existem finais felizes.

Nada mais que um homem...

"Humans... What vile creatures." - Hawkeye Gough "Humanos... Que criaturas malignas."


Gw yn foi uma das "divindades" que encontraram as lord souls, Gwyn e seus cavaleiros prateados arrancaram as escamas rochosas dos dragões, Nito espalhou o miasma de peste e morte, enquanto a feiticeira de Izalith derrubou suas arch trees com tempestades de chamas. Os três lordes foram auxiliados por Seath, que recebeu o castelo, acima de Anor Londo e Ducado pela sua traição. E por muito tempo, Gwyn reinou supremo em Anor Londo, e Lordran, a terra dos deuses. Tudo estava em ordem. Não se sabe com certeza em que altura deste reinado supremo de Gwyn, seu primogênito e divindade menor da guerra, ninguém menos que nosso grande amigo, Solaire (pelo que todos os indícios mostram, como o cabo da espada da estátua onde acessamos a ordem do sol, à direita da estátua da esposa de Gw yn em Undead Parish), perdeu os Anais da História de Lordran e foi expulso de Anor Londo, todos os registros de sua existência apagados. O que nos mostra a tolerância do Deus da Luz para com erros e falhas. Outra prova de sua tolerância e bondade é o tratamento para com seu filho caçula, Gw yndolin (acima). Gw yndolin nasceu deformado e frágil e por ter afinidade maior com a lua, ficou conhecido como Dark Moon. Como Gwyn reagiu? Criando Gw yndolin como mulher e sequer o colocando ao seu lado, como Gw ynevere e o lugar onde a estátua de seu primogênito estava, em Anor Londo, próximo à primeira bonfire que temos acesso no Reino dos céus. Apesar dos problemas familiares. Nito cuidava dos mortos, a feiticeira de Izalith cuidava do submundo, próximo a primeira chama e Seath conduzia suas experiências em seus arquivos, em paz. E os humanos continuavam os venerando, como deuses. Mas como toda a chama, a Primeira não era diferente e começou a dançar na escuridão. Um sinal, de que a era dos deuses, a Era do Fogo estava no fim, e a Era das Trevas se aproximava. Gw yn, buscou todas as formas que pode para se manter no poder. Incentivou Seath a pesquisar tudo o que pudesse, para realimentar a primeira chama. Ou alguém ainda acredita que o dragão albino fez tudo o que fez sem Gw yn saber?


Ao ponto de abandonar um de seus mais fiéis cavaleiros, Havel The Rock, preso para sempre em uma torre, onde o guerreiro se tornou Hollow. O mesmo Havel que recebeu um dente de Dragão Ancestral como arma e um escudo de escamas destes, como prova de gratidão de Gw yn séculos antes. Manteve a aliança firmada com Nito, quando derrubaram os dragões anciões. Ao ponto de fornecer ajuda ao Senhor da Morte quando o ritual de alimentar as Chamas lhe foi roubado, além de parte do seu poder, por Pinwheel. Buscou a ajuda da Feiticeira de Izalith , como piromancista, para tentar recriar a primeira chama. Quando tudo isso falhou, e a maldição dos não-mortos começou a se espalhar pela terra, descobriu que podia usar a Humanidade nos humanos, os pequenos fragmentos da Alma Negra, como combustível para a primeira chama, uma solução paliativa. Com os seguidos baques, Gw yn acabou perdendo a esperança e se culpando por todos os males que acabou espalhando, mesmo que de forma indireta, por Lordran. A falha da feiticeira que, se tornando o berço do caos, deu vida aos demônios que passaram a infestar a terra. Seath e suas experiências malditas em sua mente deturpada. E provavelmente a falha com seus filhos. Gw yndolin e Solaire, suas ações exacerbadas para com ambos. Não se sabe a qual momento isso aconteceu, mas uma outra ameaça surgiu, o Abismo.

"Oolacile brought the abyss upon itself, fooled by that thoothy serpent." Marvelous Chester "Oolacile trouxe o Abismo ela mesma, enganada por aquela serpente dentuça" (tradução livre) Oolacile já havia sido engolida pelas trevas do Abismo. Com ela, três dos guerreiros mais próximos de Gwyn e incontáveis forças do Senhor da Luz. Como se este golpe fosse pouco, Kaathe se aproximou ainda mais de Anor Londo, pelo grande Reino de New Londo, próximo ao coração de Lordran.


Não demorou e o abismo estava abaixo de New Londo e logo se espalhou, na forma dos Darkwraits que infestam a cidade. Tentando evitar uma nova Oolacile que engolisse a Primeira Chama, tão próxima, e até mesmo Anor Londo, diretamente acima, Gw yn ordenou que os portões da cidade fossem cerrados e a cidade inundada. Genocídio não era uma novidade para Gwyn, na época, e o abismo foi contido, por enquanto, pois o surgimento do Chosen Undead foi profetizado, aquele não-morto que traria a Era das Trevas, o fim da Era do Fogo. Sem esperança, por todos seus esforços terem falhado. Sem forças, por ter dado parte de sua alma para os Quatro Reis e parte para Seath. Coberto de remorso, pelo que fez com ambos seus filhos, e com toda a humanidade. Gwyn reuniu metade de seus cavaleiros e partiu para a Primeira Chama, com o objetivo de queimar a si próprio e sua Lord Soul para alimentar a Era de Fogo, ao menos por mais algum tempo. Gw yn esqueceu que, assim como a feiticeira de Izalith, ele também não era um deus, mas um gigante que encontrou poder. Da mesma forma que ela, foi mutado, se tornando o Lorde das Cinzas. Seus cavaleiros, de belas armaduras prateadas, foram queimados, pelo poder da primeira chama, alimentada e hoje vagam por Lordran sem destino, sem um líder. A Kiln of the First Flame, onde encontramos a Primeira Chama, o Lorde das Cinzas e seus Cavaleiros Negros, é um lugar desolado, pedaços do cenário destruídos, em cinzas, outros transformados em vidro. Ao chegarmos ao lugar da primeira chama, encontramos Gw yn, mas não é o que esperávamos. A começar pelo tema da luta. O lorde das cinzas, uma fração daquele que arrancou as escamas rochosas dos dragões ancestrais e criou um reino impressionante próximo aos céus, permanece a beira da chama, protegendo-a, contra o Chosen Undead, aquele que apagará a chama de vez.


A batalha é triste, por que não lutamos contra um gigante, um monstro ou um dragão. Somos obrigados a matar o homem que abriu caminho entre os dragões ancestrais, que fundou o reino dos céus e que manteve a luz do sol sobre nossos rostos. Um homem que cometeu muitos erros e, optou por pagar por eles, para defender o que acreditava ser o melhor para seus filhos. Um homem que se viu isolado, depois de perder seus aliados, amigos, filhos e sua própria consciência. E nós invadimos o lugar, e roubamos a última fagulha de esperança que ele pudesse ter. A última fagulha do Lorde das Cinzas. Quem é o vilão de Dark Souls?


2ª Temporada – As Trevas


Manus, o Pai do Abismo "If just by a dark serpent or no, they awoke that thing themselfs, and drove it mad. One's demise, is always one's own making." - Hawkeye Gough. "Se por uma serpente das trevas ou não, eles acordaram aquela coisa eles mesmos e levaram-na a loucura. O destino de um, é sempre feito por ele próprio" (Tradução livre) Oolacile foi um reino de conhecimento, encravado no meio da bela floresta do Rei, com técnicas mágicas avançadas e diferente dos Milagres, dos Deuses, ou das feitiçarias dos Magos. Até mesmo da Piromancia das bruxas de Izalith. A magia de Oolacile, inocente, em seu início, era utilizada até mesmo nos elevadores da cidade.


Oolacile tinha um Rei ou Rainha que foi contatado por um ser primordial, não se pode afirmar com certeza quando isso aconteceu. A criatura primordial alerta o Monarca das tentativas frustradas de Gw yn em manter a Era do Fogo, e oferece uma solução. Uma fonte praticamente inesgotável de Humanidade. Um humano, um dos primeiros humanos, enterrado nas cavernas nas profundezas de seu Reino. Buscando apoiar seus deuses, o Monarca de Oolacile se propôs a encontrar essa fonte inesgotável de poder. O Rei ordenou que se buscasse essa tumba perdida, no ventre de Oolacile. Então, no meio das trevas, envolto em tumbas cerimoniais, encontraram uma, ao centro. A tumba do humano primordial. A tumba de Manus.


Os magos de Oolacile então armaram uma bonfire na entrada deste abismo de trevas, e com o corpo de Manus, criaram uma cela para o abrigar. Então, o trouxeram a vida apenas para iniciar os horríveis experimentos em sua carne. Os Magos de Oolacile não se contentaram em tentar apenas extrair a humanidade de Manus, mas sim replicá-la, ou transferí-la para outro humano. Um cavaleiro que até hoje se mantém na entrada do Abismo, uma última linha de defesa, corrompida pela Humanidade desenfreada de Manus. Quando derrotado, este guardião do Abismo nos deixa sua armadura, uma armadura humana, leve. Em sua própria aparência, podemos ver que é um humano, amarrado por correntes em um poste. As experiências lentamente começaram a moldar Oolacile e seus habitantes. Não foi do dia para a noite que as monstruosidades do abismo tomaram o reino, e corromperam tudo que ali existia. A Princesa do Reino, Dusk, desceu à entrada do Abismo, sem conhecimento de seus pais e viu o queestava sendo feito com Manus. Dusk entregou a ele o colar, uma forma de pedir que ele resistisse ao que estivesse acontecendo ali. A maldade que todos estavam fazendo com ele. Manus ainda era humano, quando Dusk o visitou. Ela nunca mais o veria assim.


"I still think on that creature from the abyss that prayed upon me. My faculties were far from lucid, but i quite clearly sensed certain emotions. A renting nostalgia, a lost joy, an object of obsession and a sincere hope to reclaim it. Could these toughts belong to the beast from the abyss? But if that were true, then perhaps, that was no beast after all." Dusk "Eu ainda penso naquela criatura do Abismo que prendeu. Minhas faculdades estavam longe da lucidez, mas eu lembro claramente de certas emoções. Nostalgia, alegria perdida, um objeto de obsessão e a sincera esperança de recuperá-lo. Pertenceriam estes pensamentos à besta do Abismo? Mas se isso fosse verdade, então talvez, aquilo não fosse uma besta no final." (Tradução livre) O colar é originário de Oolacile e, embora não tenha qualquer reconhecimento para os de sua era, tem um distinto ar de reverência e nostalgia. E Dusk, tendo sido prisioneira de Manus, menciona que a criatura mostrava sentimentos, que um humano estava ali, quase com pesar no coração. Com a prisão, Manus não iria a lugar algum, e quando seu corpo não resistia mais aos experimentos, a bonfire era utilizada para trazê-lo de volta a vida. Dia após dia, sabe-se lá por quantos anos, ou décadas. Não temos como ter certeza quanto tempo a influência da humanidade dentro de Manus demorou para corromper tudo ao seu redor.

Entrada do Abismo


Ent達o, o colar foi encontrado e tirado de Manus. A humanidade dentro de si, descontrolada, tomou forma e devorou tudo ao seu redor, engolindo Oolacile de vez, e levando Manus ao seu lugar de origem, o ventre das trevas.


As Ruínas Inundadas New Londo, criada a imagem de Anor Londo, foi o orgulho de Lordran, a terra dos deuses, por ser um reino de diversidade, e não apenas deuses. Os Quatro Reis, governantes daquele reino/cidade, uma necessidade, tamanha a população e diversidade cultural.

Tamanho era o reconhecimento de New Londo e seus Quatro Reis, que o próprio Gwyn, entregou pedaços da sua Lord Soul a cada Rei, um presente divinal que já havia entregue a Seath, depois da queda dos dragões ancestrais. Uma honraria. E por muito tempo o reino cresceu, próximo às raízes que guardavam a chama primordial. Mas conforme a chama dançava na escuridão e Gwyn, sentia que a Era do Fogo acabaria, os Quatro Reis, ainda mais próximos que ele da chama, sentiram seu poder se esvair. Se em Oolacile, Kaathe abriu caminho para o abismo talvez pela ignorância de seus cidadãos, em New Londo, foi a ambição de seus Reis que engoliu o Reino em trevas. Kaathe, aquele que nos encontra nas trevas e abre caminho para a Ordem dos Darkwraits. Kaathe, que nos ensina a "arte" da drenagem de vida (lifedrain), ensinou essa arte aos Quatro Reis, como uma fonte de poder


tão grande, que até mesmo os deuses temeriam. E digna dos Quatro Reis, deuses humanos. "Long ago, the Four Kings were powerful men. Only their hearts were weak. When an evil serpent, tangle the art of lifedrain before them, they were unable to resist, and became pawns of evil." - Ingward. "Há muito tempo, os Quatro Reis foram homens poderosos. Apenas seus corações eram fracos. Quando uma serpente maligna, lhes mostrou a arte de sugar vida, eles não conseguiram resistir, e se tornaram peões do mal."

Teria Kaathe usado esse mesmo discurso em com os Quatro Reis? Não... A humanidade descontrolada nos quatro reis, aquele sifão no meio do peito das suas imagens, quando os enfrentamos, no abismo... Aquilo foi ambição... A ânsia por poder. Podemos atestar isso ao ver o nosso próprio chosen undead, quando em status de undead, podemos ver uma cicatriz diferente na região do coração, uma cicatriz que desaparece, como as demais, quando utilizamos


a Humanidade em uma bonfire. Com o desejo insaciável dos Quatro Reis, essa cicatriz aumentou até tomar o corpo destes. Aprendemos de Kaath o poder de drenagem de vida. Todas as caveiras dos Darkwraits, seu aspecto maligno. A Era das Trevas. A mutação dos magos e cidadãos de Oolacile. Como pode a Era das Trevas, a era dos homens, ser algo bom com todos estes indícios? No entanto, a alma negra, a Dark Soul, obtida pelo primeiro humano, no início da Era do Fogo, foi distribuída entre seus decendentes, ao contrário das demais Lord Souls, que foram utilizadas para garantir o poder. Mas a Alma Negra, ao contrário das Lord Souls, ganhou força com o passar dos séculos e a multiplicação da humanidade. Gw yn, deparado com a seita dos Darkwraits, utilizando o Lifedrain e outras técnicas já vistas em outro reino perdido, não deu chance ao azar, não arriscaria uma nova Oolacile, não tão perto de Anor Londo, não tão perto da chama primordial. Talvez a traição dos Quatro Reis tenha sido o que causou a ira de Gw yn. Veja as estátuas no acesso ao abismo em New Londo, estátuas iguais àquela de Velka, que fica no Painted World of Ariamis. As armaduras dos Darkwraits (ao lado) são esqueletos, certo? No entanto suas capas edemais tecidos parecem penas. Mais semelhanças com o mundo de Pricilla? Que tal a sua foice, "Lifehunt Scythe" que emula, em uma arma, o poder dos Darkwraits. E o corvo gigante, que nos trás do Undead As ylum? Velka foi expulsa da terra dos deuses, seria essa sua retribuição? Gw yn ordenou que três feiticeiros lacrassem a próspera cidade, e então, que fosse inundada. Milhões de vidas perdidas em um instante. As pilhas de cadáveres, os fantasmas das mulheres que perderam suas vidas nas trevas, e umas poucas, ainda mais poderosas, que ainda guardam os espíritos dos próprios bebês. Mas essa não é a única ameaça nas ruínas de New Londo, Darkwraits e criaturas disformes, na certa abominações criadas pela influência das trevas nos humanos, como acontecido com os cidadãos de Oolacile. Os três guardiões então juraram que manteriam seu olhar atento, do topo da cidade, sobre as ruinas inundadas. Tentando se convencer, dia após dia, que o que fizeram, que todas aquelas vidas tiradas, não foram em vão.


Dois guardiões abandonaram sua missão, um desconhecido que não foi encontrado, e Yulva. Detentora de poderes curativos, Yulva abandonou seu posto de guardiã para ajudar o povo assolado pelo eterno veneno dos pântanos, em Blight Town. Seu destino, sabemos ao explorar uns poucos metros além do acesso à Blight Town pelo Vale dos Dragões. Apenas Ingward se manteve no seu posto de guardião, pois alguém precisa contar o que aconteceu em New Londo, na esperança de evitar que a história se repita. Ingward ainda guarda a chave do selo, na esperança de que um campeão dos deuses, tome-lhe a chave e abrindo as comportas da cidade, lave seus pecados com a água impura.


O Furtivo Um dos maiores mistérios de Lordran é o justamente aquele que encontrou a Dark Soul, a alma negra. O menos poderoso, ao menos inicialmente, dos Lordes que encontraram as Lord Souls, o Furtive Pygmy encontrou uma alma diferente daquela que seus companheiros encontraram.

Ao contrário das bilhantes almas que encontraram os Lordes, Gwyn, Nito e a feiticeira de Izalith, o Pigmeu encontrou uma alma diferente, negra. Ao contrário dos três outros que pegaram as almas e seus poderes para si, o Pigmeu agiu diferente, não se sabe se foi altruismo, buscando dividir a Alma Negra entre os demais da sua espécie, para fortalecê-los ao longo do tempo, ou se foi por ambição. Buscando a supremacia da sua espécie ante as demais no longo prazo. Com sua alma dividida, de forma semelhante à Gwyn, que dividiu entre seus servos e aliados mais próximos, o Pigmeu viveu diversos séculos, sobre a terra, de forma humilde, diferente dos seus pares, os Lordes. Tendo dividido sua alma negra entre os humanos mais próximos, e estes passado a frente as suas frações da alma negra da mesma forma que seu


"pai", hoje todos temos Humanidade, dentro de nós, frações minúsculas da alma negra. O Pigmeu não fora idolatrado como uma divindade, mas sim como um pai, o pai da humanidade. Vemos isso na tumba ao centro da arena onde o enfrentamos. Uma tumba respeitosa, claramente uma honraria, mas nada ostensivo, como a tumba de Gwyn, que nem mesmo guardava seu corpo. Por muitos séculos, o Pigmeu descansou na escuridão, tranquilo de que sua espécie viveria em paz, uma vez que teriam o poder dentro de si para desenvolverem-se. Algumas dezenas de séculos depois, a tumba do deus da humanidade é violada e os eventos de Oolacile tem início.

"Oolacile has brought the abyss upon itself, fooled by that toothy serpent. They upgrave the tomb of primeval man. What could they've been thinking?" - Marvelous Chester "Oolacile trouxe o abismo ela mesma, enganada por aquela serpente dentuça. Eles abriram a tumba do humano primordial. O que estavam pensando?" No ventre de Oolacile, no meio das trevas, os feticeiros de Oolacile encontraram a tumba do humano ancestral... O HUMANO ANCESTRAL, não um humano ancestral. Todos os personagens com quem conversamos, seja Marvelous Chester, seja Gough, todos se referem a Manus como O humano primordial.


Talvez Manus fosse o nome do Pigmeu Furtivo, quando humano. Um pai, com o fascínio por um colar que bem poderia ter sido de sua mulher, o amor, o qual ele buscaria não importando a barreira. Um amor que, quando lhe foi retirado, criou um berço de trevas. Da mesma forma que a Feiticeira de Izalith se tornou um berço de vida demoníaca, mudando tudo o que existia próximo de si e gerando novos seres do nada. Manus, se tornou um berço de vida transmutada pelas trevas da sua Humanidade, do Abismo. Mudando os humanos que viviam na cidade e até mesmo a vida nas florestas que rodeavam Oolacile. Manus é o Furtive P ygmy, só uma alma ancestral, uma lord soul, teria tamanho poder. Que outro ser de Lordran tem poder o suficiente para viajar no tempo? Quando damos a alma de Manus ao ninho de corvos, no Undead Asylum, recebemos o feitiço de Manus, " Persuers".

"The will feels envy, or perhaps love, and despite the inevitably trite and tragic ending, the will sees no alternative, and is driven madly toward its target." "O querer sente inveja, ou talvez amor, e apesar do inevitável e trágico fim, o querer não vê alternativa, e é levado a loucura em direção ao seu alvo." Manus, ao sentir o colar próximo, mesmo que um milênio no futuro, abriu uma fenda no tempo e trouxe o Chosen Undead para o passado, da mesma forma que fez com Marvelous Chester, que tem a outra parte do colar. Mas por mais poderoso que o Furtive Pygmy fosse, assim como os demais Lordes, encontrou seu fim ... Não da forma como as lendas contam, mas lendas existem para nos inspirar, não necessariamente trazer verdades. Mas em Dark Souls, nada é definitivo...

"The Iron King's flesh was charred, and his soul possessed by the things that lurk below." - Old Iron King Soul


Forças Especiais e Serpentes Primordiais

"The legend of Artorias are none but a fabrication" Alvina "A lenda de Artorias não passa de uma invenção" (Tradução livre) Muito adentro das trevas das Ruínas de New Londo, sobre o telhado de uma catedral abandonada, repleta dos espíritos das mulheres mortas na limpeza ordenada por Gwyn, umas poucas, ainda agarradas aos espíritos de seus filhos, encontramos um feiticeiro, sozinho. O último guardião nas trevas. O feiticeiro em vermelho nos explica que nenhum ser comum pode encontrar os Quatro Reis, pois nenhum ser comum pode caminhar pelo Abismo. Exceto por um guerreiro de eras passadas. Artorias the Abysswalker, ou, em nosso idioma, Aquele que Anda (ou caminha) no Abismo.


Isso se dá pelo acordo que Artorias fez com as bestas do abismo. Algo que nos é dito exatamente desta forma, mencionando bestas, no entanto, sempre pensei que poderia ter sido muito bem Frampt (página anterior), como Kingseeker, e aliado do Rei Gw yn em uma forma de impedir o avanço do abismo.Frampt, assim como Kaathe, outra serpente primordial que pode ser encontrada no Abismo de New Londo, provavelmenteconta com a mesma habilidade de vagar pelo Abismo sem sofrer qualquer mal. Como ambas se encontram fundamentalmente em linhas contrárias, faria sentido que uma tentaria sabotar os planos da outra, dando condições para que os maiores guerreiros daquela era fossem de encontro à maior arma da inimiga (O Abismo). Mas por mais poderoso que Artorias, Hawkeye Gough e Ciaran fossem, os três não foram páreo para o que Oolacile guardava. Desde a guerra contra os dragões ancestrais, quatro cavaleiros de Gw yn se destacaram entre os demais. Estes guerreiros receberam anéis e mais depois de sua atuação na guerra contra os dragões ancestrais e depois da guerra, servindo ao Lorde da Luz.

O Destruidor de Dragões, Ornstein, capitão desta força de elite e usuário da lança com dano elétrico utilizava seu primeiro ataque para arrancar as placas rochosas dos dragões. Artorias, aquele que caminha pelo abismo. Guerreiro incomparável no manejo da espada bastarda e força de vontade. A Lâmina do Lorde, Ciaran, assassina sob o comando direto de Gwyn. E o Cavaleiro Artorias, o guerreiro mais habilidoso com a espada.


Hawkeye Gough, um arqueiro extraordinário, foi o comandante das forças de arqueiros de Gw yn, capaz de derrubar dragões em pleno vôo com uma de suas flechas. Ornstein, O Destruidor de Dragões, Capitão da força de elite de Gw yn, composta dos membros acima, ficou incumbido de guardar os aposentos da Princesa Gwynevere, junto de Smough, O Executor, contra qualquer inimigo do reino que ousasse importunar a última grande Deusa de Anor Londo. O Executor, mesmo com todas suas forças não pode integrar as forças especiais por seus hábitos de canibalismo para com suas vítimas, mesmo sendo um guerreiro poderosíssimo. Seria ele irmão de Ornstein? Ambos guerreiros com habilidade de absorver o poder de alguém morto, armaduras igualmente douradas, diferentemente dos demais guerreiros de elite. Ambos eram Gigantes e, quando um deles tomba, o outro assimila seus poderes e se fortalece. Food for the though.


O Dragão Negro

Não se sabe se Kalameet veio a Oolacile durante a ascensão do Abismo, ou depois, com o cerco de Anor Londo já montado na cidade. Mas acredito que a criatura foi atraída, de alguma forma, por Manus e as trevas crescentes nas profundezas da cidade durante a descida de Artorias até o Chasm of the Abyss. Isso explicaria por que Gough não o seguiu, tendo de ficar para trás para dar cobertura as forças de Gwyn, que estavam sendo atacadas por Kalameet em um vale próximo. Essa divisão dos poderes fundamentais de Gw yn foi determinante no destino do Abismo, e mesmo de Anor Londo. Ciaran provavelmente não os acompanhou pois era consideravelmente mais frágil que os companheiros em armas, e "utilizada" para missões de infiltração e assassinato. Seu lugar não era em um campo de batalha tão volátil quanto o Abismo. Separado de Gough e Ciaran, sem reforços de Anor Londo, Artorias não hesitou em invadir o covil das trevas, confiante em sua habilidade com a espada e força de vontade inigualável. Seguiu seu caminho pelas ruínas de Oolacile, destruindo seus cidadãos corrompidos pela Humanidade descontrolada em Manus. Enquanto isso, na superfície, as forças de Anor Londo eram dizimadas pelo Dragão Negro, Kalameet.


Gough, em um ponto mais alto, encarregado de dar um suporte que nunca chegou aos soldados no vale. Gough, cego, deve ter ouvido os gritos do massacre que se seguiu. O elmo que lhe foi dado como presente, envenenado com seiva de uma árvore, pode ter lhe sido dado pelos cidadãos da própria Oolacile, assim que chegaram a floresta real. Por que Kalameet fora atraído pelo Abismo? Vingança? Ao final da Era anterior, os Lordes mataram os dragões ancestrais, dando início a Era do Fogo. A humanidade, desenfreada, descontrolada no fundo de Oolacile é venenosa para os gigantes, no entanto, ao encontrarmos Kaathe no Abismo, temos prova que as serpentes primordiais não encontram problemas em caminhar pelo Abismo. Os dragões, sendo parentes próximos, provavelmente contam com a mesma habilidade. Kalameet pode ter sido atraído por uma arma suficientemente poderosa para destruir Gw yn e os demais usurpadores do mundo dos dragões ancestrais. Com Gough cego em sua torre, Kalameet podia voar livremente pela região, mas sem nunca arriscar a proximidade. Na certa não arriscaria uma flecha que o impedisse de voar para sempre, então ambos ficaram em um jogo de paciência "eterno". Até a chegada do chosen undead. Enquanto seguia sua descida ao coração das trevas, Artorias encontrou o guardião de Manus à entrada do abismo, a criatura disforme conseguiu quebrar o braço de Artorias, o braço de sua espada. Aos trancos e barrancos, Artorias conseguiu passar pelo monstro, apenas para ser corrompido pelas trevas, no Chasm of the Abyss. E foi assim que, Artorias the Abysswalker, o primeiro cavaleiro, caiu.


Corrompido pelo ódio e loucura da influência de Manus, Artorias subiu se arrastando, deixando um rastro de trevas por onde passava, até chegar ao coliseu, a primeira linha de defesa de Manus. E como um cão guarda a casa do dono, Artorias foi reduzido a isso, um cão de guarda. Mas o guerreiro sempre será muito mais que isso. Nos diálogos cortados do jogo ele nos implora que demos meia volta e deixemos o coliseu, antes que as trevas tornem a dominá-lo. Apesar de ter perdido contra o Abismo, Artorias sempre será lembrado pela sua nobreza.

Pelo desafio colossal que impôs ao Chosen Undead, mesmo com seu braço de espada esfacelado.


Pelo seu sacrifĂ­cio pelo companheiro de batalha.


Por seu grande amor. Encontramos Sif, com a ajuda de Alvina, ainda no Chasm of the Abyss, bastante próximo à Manus. Provavelmente próximo de onde Artorias caiu. Artorias sequer chegou a enfrentar Manus, pois em seus ataques violentos, Manus teria destruído Artorias, não o convertido. Não, Artorias foi convertido pelas trevas, talvez envenenado pelos espíritos das humanidades que cercaram ele e seu companheiro de batalha, Sif. Mas em um último ato de honra e altruísmo, Artorias usou seu escudo para criar uma barreira mágica para proteger seu amigo. Quando o Chosen Undead invade o Abismo destruindo tudo em seu caminho, e então acaba com a ameaça do Abismo, destruindo Manus, Alvina provavelmente tem poder o suficiente para tirar Sif de lá


e o levar a superfície, que no futuro, ficará conhecida como Darkroot Garden.

Na época, Sif era apenas um filhote, Alvina podia ser o mesmo. Seu carinho que nos levou até o lugar onde Artorias deixou Sif. Esse carinho continuou pelas eras, como podemos comprovar pelo discurso de que o chosen undead não deve perder tempo seguindo até a tumba de Artorias. Na certa um ardil para convencer o chosen undead a não importunar seu,amigo? Amor? Seria Alvina, assim como Ciaran, aquela esguia, com habilidades que lhe permitem agir nas sombras, enquanto Sif, como Artorias, é um guerreiro. Seriam ambos, diferentes como Artorias, um gigante e Ciaran, de outra espécie e amantes também?

"You humans, always taking what you please" - Lord Blade Ciaran Temos esse mistério quanto a espécie de Ciaran. Se ela não era humana, por que tinha o tamanho de um humano? Seria uma espécie de Gigante Anã? O que sabemos é de seu amor por Artorias, ao ponto de entregar suas armas pela alma do guerreiro, ao ponto de morrer, ao lado da lápide do seu amado.


Voltando a Alvina. Na certa a felina é muito mais que as aparências denotam. Alvina invade o Chasm of the Abyss para salvar Sif, em aparência levemente diferente. Mais jovem, talvez? Mas mesmo assim, diversos séculos se passaram desde os incidentes em Oolacile. Podemos afirmar isso não apenas nos diálogos, mas na mudança dos cenários. Podemos ver MUITAS semelhanças entre Darkroot e os Jardins Reais, a ação do tempo justificaria a mudança. Seja a longevidade, ou as habilidades que lhe permitiram invadir um dos lugares mais perigosos de toda Lordran sem ser ferida, Alvina é consideravelmente mais poderosa que aparenta. Hawkeye Gough, não caiu devido a cegueira, como nos provou ao abater o "morcego" em pleno vôo. " - De que serve um cão quando não existem mais lebres para caçar?" Nos pergunta o velho guerreiro, sem vontade de lutar, talvez até "apaixonado" pelo seu último inimigo, a última ameaça dracônica. Não o derrubando dos céus para não perder totalmente seu propósito. Quando confrontado por nós, pelo Chosen Undead, vê o quão ridículo isso é e derruba o morcego dos céus, com apenas uma flecha. Só podemos imaginar o quão incríveis devem ter sido as divisões de arqueiros sobre o comando de Gough na guerra contra os Dragões Ancestrais. Ornstein e Smough encontram seu fim séculos depois dos demais, nas mãos do Chosen Undead, enquanto ainda protegiam uma ilusão, criada


por Darkmoon para manter o reino sob controle. Mas seriam os dois guerreiros ilusões eles próprios? Ou ao menos Ornstein, com o intuito de manter Smough sobre controle? Acredito que não, uma vez que Smough absorve os poderes elétricos de Ornstein e Ornstein absorve a força bruta de Smough. Fato é que, os guerreiros são abatidos, dando fim à lendária força de elite de Gwyn. Ou não?


Terceira Temporada – O Mundo


O Depósito de Mortos e a Encruzilhada do Mundo.

Tão logo acordamos na nossa cela, sem lembrar do que ou quem somos, estamos na forma pútrida dos não-mortos. A cicatriz em nosso peito, de onde a nossa humanidade foi sugada, quando deixamos de morrer denota isso... Mas qual é a razão de estarmos ali? Em um exemplo de solução paliativa, Gw yn ordenou que um Asilo, ou depósito, em uma visão mais realista, fosse construído para enviar aqueles não-mortos. Muito além de um incômodo, aqueles que eram impedidos de morrer estavam fadados a se tornar Vazios, e então, um perigo à qualquer vivo próximo. Mais que isso, Gwyn sabia da profecia, do sinal da alma negra, aquele sinal que mudaria o mundo de uma vez por todas, acabando com a Era de Fogo como ele, acabou com a Era dos Dragões, eras atrás. Gwyn então ordenou que todos os não-mortos fossem enviados para aquele lugar, e deixou diversos soldados cuidando da fortaleza. Todos se tornaram Vazios, com o decorrer do tempo. Como a solução de Gwyn havia falhado, a feiticeira de Izalith tomou a frente e enviou dois de seus "soldados" para cuidar daqueles que tentassem deixar o local. Stray Demon e Asylum Demon, ambos em formas humanas, quando chegaram ao Asilo. Afinal de contas, como teria


o Stray Demon adentrado o subsolo? E por que ambos carregam os Catalysts de Izalith? O As ylum Demon foi quem abateu Oscar de Astora, depois de jogar a chave para deixarmos nossa cela. Oscar na certa recebeu o golpe e atravessou o buraco no telhado, caindo quase morto, em nosso caminho. Quando viajamos ao Asilo novamente, ele está repleto de perigos maiores que no início de nossa jornada, sejam não-mortos mais poderosos, seja o Black Knight de Gwyn que vaga pelos corredores. Por que? Que força nas trevas teria ordenado aquilo? Gw yndolin? Não devemos esquecer que diversos cavaleiros negros infestam Anor Londo, principalmente, dentro dos aposentos que cercam a catedral onde enfrentamos Smough e Ornstein. Quando retornamos ao Asilo, encontramos Oscar de Astora, Vazio. Na certa, morreu em decorrência à seus ferimentos, pelo ataque do As ylum Demon. O homem que concebeu o Chosen Undead, aquele que destruiria os demônios e deuses todos da terra, trazendo a Era dos Homens à luz do mundo, morreu... Sozinho, e então, voltou à semi-vida, atacando aquele que criou. Em Dark Souls não existem finais felizes. Na cela que ocupávamos, um outro não morto está, e o guardando, um cavaleiro negro. A razão de um guerreiro tão poderoso estar guardando uma simples cela se dá pelo que o morto ali dentro carrega. Um boneca. Essa boneca misteriosa exala magia e na certa é muito importante, mas qual a razão de ele estar ali? Teria fugido do seu lugar de origem, com uma chave para a porta de onde veio? Qual seria o seu objetivo? Teria ido ali por escolha própria, tentando encontrar o Chosen Undead e lhe entregar a chave? Existem dezenas de indícios no lugar de onde este homem veio, que comprovam a influencia de Velka, deusa do pecado, na jornada do Chosen Undead. Este seria apenas mais um. Ao passarmos pelo Asylum Demon, abrimos caminho ao topo do Asilo, onde outro símbolo de Velka nos tirará do lugar. Quando voltarmos ao Asilo, encontraremos outro servo de Izalith, consideravelmente mais poderoso que o Asylum Demon, o Stray Demon.


Chegando a Firelink Shrine, encontramos o Crestfallen Warrior, um guerreiro caído. Teria desistido de sua jornada? Temos acesso a uma armadura semelhante à dele no vendedor de Undead Burg, teria chego até ali? Ou o covarde teria chego ao Taurus Demon? Pouco importa. O que importa é que ele nos passa a principal instrução da primeira metade de nossa jornada por Lordran, o ressoar dos Sinos do Despertar. Um acima, outro abaixo. E realmente é o máximo de informação que você precisa, descendo pela escada em espiral na Firelink Shrine, passando por Anastacia de Astora, você terá acesso ao elevador que leva à New Londo e, em um canto, onde os sem paciência jamais encontrarão, o acesso à Blight Town, sala de entrada ao Sino do Despertar.


Por outro lado, seguindo pela encosta da montanha, até o aqueduto, chegaremos a Undead Burg, e logo mais, Undead Parish, lugar do outro Sino. Um pouco adiante, seguindo pela piscina natural à frente da estátua misteriosa, um cemitério que fica sobre as catacumbas, na certa onde os mortos eram enterrados num pasado recente, antes da invasão de Pinwheel ao submundo e a guerra contra Nito, o Deus da morte. Este cemitério foi usado para descanso de nobres guerreiros, uma vez que encontramos até mesmo esqueletos de gigantes, revividos. A piscina por onde passamos, não é uma piscina, e sim o berço de uma criatura ancestral, uma das serpentes primordiais, Frampt. Quando fazemos ambos os sinos ressoarem, a criatura acorda de seu sono nas trevas e nos conta a história de Gwyn e a Primeira Chama, e como é o nosso destino tomar o lugar dele, realimentando a Era do Fogo.


A Cidade dos Mortos e a Floresta Negra

Tão logo deixamos o esgoto que leva a sujeira da cidade dos mortos, entramos na cidade propriamente dita. Repleta de soldados Vazios de Lordran, enfrentamos uns poucos desafios até chegarmos a bonfire na torre cuja escada fora destruída. Seguindo adiante, temos acesso a parte baixa da cidade, onde encontramos assassinos escondidos em cada esquina e corpos em chamas. E qual a razão disso? Sendo uma cidade de mortos, não existe a necessidade de se preocupar com doenças. Seria para se proteger da criatura que agora habita a cidade? Ou para proteger a criatura propriamente dita?


Um demônio cabra, nos explica o vendedor da parte alta da cidade. Que fica próximo ao acesso das Profundezas, guardando a chave desse local. O Capra Demon, um demônio saído das ruínas demoníacas, que veio parar na parte baixa da cidade dos mortos, enquanto seu "companheiro" de viagem, o "demônio touro", nas palavras do mesmo vendedor, guarda a passagem à catedral dos mortos. Não, o demônio cabra não precisa de proteção. Está claro que ele está ali à mando das forças de Izalith, para parar, de qualquer forma o nosso avanço. Qualquer nãomorto que não concordasse, seria destruído. O que pode ser provado pelos mortos que carregam as tochas na parte baixa, mais à distância dos assassinos e demais forças que atuam ali, e próximos um corpo recente. Voltando a parte alta da cidade, avançamos até chegar a uma torre bastante grande, com escadas em espiral. Atravessando a porta, diretamente a frente da entrada, descemos as escadas até encontrar o antigo general de Gwyn, Havel A Rocha.

Preso ali, sabe-se lá por quantos séculos, o guerreiro caiu e se tornou Vazio. É impossível conversar com a força bruta de Havel, que mal lhe vê e parte para o combate, usando o dente de dragão que lhe foi dado por Gw yn. Seguindo as escadas até o topo, chegamos a muralha externa de Lordran, onde o demônio touro nos espera. Ao passarmos por ele, seguindo a


esquerda, encontramos o mais honrado guerreiro em Lordran, Solaire. Guerreiro Undead que busca se aproximar do sol, que tanto o fascina. Um guerreiro que traçou o mesmo caminho que nós, um guerreiro undead que também escapou do Asilo, com o intuito de cumprir a profecia. Mas em Dark Souls, não existem finais felizes. Deixando Solaire para trás, somos atacados pelo Hellkite Drake (próxima página), um parente distante dos Dragões Ancestrais, no entanto, ainda muito poderoso. Ao meio desta ponte, existe um acesso à bonfire do Undead Burg, e através de uma ponte inferior, uma espécie de acesso secundário à Undead Parish.

Mantendo o caminho por sobre a ponte, chegamos a mais uma bonfire, a frente da estátua de uma mulher com um bebê. Ao lado desta, uma estátua deste filho, o Deus da Guerra, filho de Lorde Gwyn. À esquerda, chegamos às escadarias que dão acesso à catedral dos mortos, as diversas forças espalhadas por essa região, composta de um monstro javali coberto de armadura de escamas, quase uma dezena de guerreiros não-mortos de Balian e um mago canalizador. Uma força respeitável dessas foi destacada para encontrar novas "voluntárias" para as experiências de Seath.


Passando por entre os bancos da catedral, temos os elevadores que nos levam a Firelink Shrine, centenas de metros abaixo, e a ponte que nos leva à Fortaleza de Sen, onde um cavaleiro de Catharina espera que os portões sejam abertos, para que possa ele, encerrar a maldição dos não mortos. E a floresta de Darkroot. Ascendindo ao segundo piso da catedral, encontramos o canalizador e um grupo de não-mortos, na certa seu rebanho, pois o ignoram e nos atacam a primeira vista. Um guerreiro misterioso, cuja armadura parece abraçá-lo, está preso, em uma cela de trás de uma porta barrada, em um canto mais escondido da estrutura. Lautrec é seu nome. Lautrec segue uma agenda própria, uma vez que, mesmo tendo muito rancor das guardiãs das chamas, acaba preso pelas forças de Seath. No topo da catedral encontramos os últimos guardiões deste Sino do Despertar, as Gárgulas.

Mais além, um Pardoner de Carin, discípulo de Velka. E então. O sino propriamente dito. Do topo da torre do Sino, podemos ver com perfeição a Fortaleza de Sen, um lugar repleto de armadilhas e monstros. Voltando ao térreo da catedral, seguindo pela ponte que segue por sobre a copa das árvores, chegamos à uma torre que dá acesso a Fortaleza de Sen, mais abaixo ao ferreiro de Astora, e então, passando pelo demônio de titanite, ao Jardim de Darkroot.


Seguindo pelo jardim, encontramos diversos Ents, arbustos vivos, pela influência da magia no lugar, provavelmente reflexo de Oolacile, séculos antes. Estes Ents estão cobertos do musgo que amplia a nossa resistência a venenos e toxinas. Ainda influência da magia de Oolacile, e as trevas que habitam aquele tempo e espaço, temos os antigos guerreiros de pedra, que mantém sua agressividade, mesmo séculos depois. Mais adiante, encontramos duas criaturas-gatos gigantes, na certa crias de Alvina e Sif, pois guardam a aparência de Alvina e dimensões de Sif.

Retornando pela floresta, encontramos uma escada, a qual nos levará até uma cachoeira. Dali, podemos ver o que nos aguarda no lago, abaixo. Uma enorme Hidra.

Guardiã de Seath, para o acesso à Oolacile, uma fenda temporal próxima. Oolacile, o reino esquecido pelo tempo, onde hoje as raízes negras e as trevas imperam, em uma espécie de sombra do passado. Suas diversas construções podem ser contempladas, ao menos o que restou destas, em nosso tempo. Deixando o lago, destruindo os golens de cristal, podemos seguir para a cidade dos mortos, pela torre onde Havel, a Rocha estava preso, ou descer ainda mais.


O Vale e o Veneno Pela base do Jardim das raízes negras, nome dado em uma clara alusão à Oolacile e as trevas que habitavam ali, próximo de onde Oolacile foi engolida, encontramos um elevador que, depois de descer por muito tempo, nos deixa no sinuoso Vale dos Drakes.

Os Drakes, crias de dragões, tão distantes dos seus ancestrais que guardam poucas semelhanças além do corpo reptiliano. Usando ataques elétricos, estas criaturas parecem mais experiências de Seath, que dragões.


Ao chegarmos nesta região, podemos ver uma ponte e, do outro lado a colossal porta que represa a água em New Londo. Em uma torre de vigília, o corpo dissecado de um homem. Seguindo pelos caminhos perigosos, encontramos os restos de um dragão morto-vivo. A criatura se segura na encosta da montanha, com suas asas pútridas e diversos cadáveres a sua frente. Quem seria tolo o suficiente para acreditar que aquela criatura magnífica estava ali, agarrada à sua vida por pura sorte? Seguindo em frente, temos uma pequena tábua que une os dois lados do vale, mais a frente, depois desta, temos acesso a New Londo. Retornando pelo mesmo lado, encontramos o cadáver da Bruxa Beatrice.

Provavelmente morta por envenenamento, depois de uma luta pela própria vida, contra o dragão morto-vivo. Ou pelos horrores de New Londo, ou Blight Town. Seguindo pela caverna, passamos pelas estruturas de sustentação e guardiões da favela, três gigantes envenenados, deturpados, pela vida em um pântano de veneno.


Não demora até que cheguemos às estruturas suspensas da favela de Blight Town com seus insetos de tamanho impressionante e residentes, usuários de diversas técnicas de envenenamento. Na certa, apenas tentando proteger seus lares, contra invasores. Você agiria diferente? No entanto, em sua proteção, os guardiões da favela destruíram um ser bem intencionado, Yulva. Originalmente encarregada de guardar o portal de trevas, em New Londo, Yulva não resistiu à pressão de manter o olhar sobre o genocídio que ajudou a realizar. Buscando fazer algo de bom com o restante da sua vida, Yulva deixou seu posto em New Londo e partiu para curar o veneno que corre por toda Blight Town e seus arredores. Yulva não cumpriu seu objetivo, e morreu em vão.


Quando chegamos ao solo, nos vemos rodeados de lama e morte e entendemos, pela primeira vez, a aparência daqueles, quase humanos, acima. E entendemos o tamanho e formas dos insetos. Mal deixamos o elevador, em um sistema arcaico de roldanas, e encontramos uma fogueira, ao lado das estruturas colossais que nos levam da cidade dos mortos, até a catedral dos mortos, quilômetros acima. Tão logo acendemos esta fogueira, temos nosso mundo invadido por uma estranha mulher com um saco de estopa na cabeça. Uma não-morta, vazia. Pelos trajes, semelhantes ao dos cozinheiros das Profundezas, uma


exploradora, ou caçadora que, muito longe de casa, não conseguiu retornar. Além desta fogueira, encontramos um fosso que segue centenas de metros acima. As grades, destruídas, no que parece seguir, pelos esgotos. O lugar de onde o Dragão Faminto saiu, para seguir pelos esgotos. O dragão que, de tanto comer, de tanta gula, se tornou uma bocarra com pernas. Seguindo pela entrada da fogueira, não demora até que cheguemos ao topo da favela, uma das áreas mais perigosas de Lordran, onde qualquer passo em falso pode significar uma queda de centenas de metros.


Atravessando as plataformas de madeira, que parecem tão frágeis, chegamos aos portões das profundezas. Ainda na fogueira, à base de Blight Town, seguindo ainda mais em frente, passando pelo acesso a cidade alta, encontramos, de forma bastante escondida, o acesso ao Lago das Cinzas. Da fogueira, com olhar bastante atento, reparamos em uma construção muito semelhante ao ninho de uma aranha. Antes de chegarmos a construção, encontramos a piromancista, Quelana. Ela pede que as aberrações que guardam a entrada de Izalith, suas irmãs e irmão, sejam destruídas, e que sua mãe, transmutada em um Berço de Caos, um Berço de Vida, possa descansar. Ela deseja apenas o fim do sofrimento da sua família. Ou não? Subindo a colina que leva até a entrada da caverna, podemos ver os humanos infectados por uma espécie de verme que cresce de tal forma a mantê-los no chão, sem poder suportar o peso do simbionte. E quando chegamos a frente da parede de fumaça, encontramos o sinal da mulher que invadiu nosso mundo, poucos minutos antes, que nos auxiliará na batalha à vir.


A Fortaleza de Ferro, o Reino dos Deuses e o Quadro do Pecado

Depois da batalha contra Filha do Caos, encontramos o segundo Sino do Despertar. E vemos que os portões da Fortaleza de Sen sendo abertos, o lugar onde devemos ir. Retornando a catedral dos mortos, um andar acima do ferreiro de Astora, temos uma fogueira e a ponte de pedra que leva à Fortaleza de Sen. O portão colossal da fortaleza, aberto, e o cavaleiro de armadura de cebola, Siegfried de Catharina, não se encontra mais ali. Enquanto avançamos pelas armadilhas diversas deste lugar traiçoeiro, entendemos que esta fortaleza foi criada apenas para torturar e impedir o acesso de não-mortos ao reino dos deuses, Anor Londo. Nesta fortaleza encontramos diversos anéis e itens diversos de aventureiros incautos, que pereceram ante a absurda quantidade de armadilhas e, próximo a um caminho sinuoso onde diversos guerreiroscobra estão, e rochas descem pela fortaleza, encontramos o cavaleiro de Catharina novamente, Siegfried.


Nas masmorras, onde podemos contemplar toda a beleza da floresta do rei, ou na atualidade, a floresta da raiz negra, encontramos um mago de chapéu grande, preso em uma das celas. Seguindo ao topo da floresta, encontramos um cavaleiro de armadura negra, em uma torre isolada, acovardado pelo gigante que arremessa cargas incendiárias, e destruiu o acesso à torre. Com sua armadura pesada, aquele guerreiro jamais conseguiria pular até o outro lado. Depois de destruirmos o gigante que bombardeia as áreas externas da fortaleza, encontramos um elevador que nos leva à entrada, diversos andares abaixo, e evitando todas as armadilhas do caminho. Próximo a parede de fumaça, em uma torre isolada ao lado oposto do guerreiro de armadura negra, encontramos outro, Black Iron Tarkus.

E com a ajuda dele, destruímos o gigante de ferro. Então, diversas criaturas de aparência demoníaca surgem dos céus e nos carregam pelo ar e pela primeira vez, vemos o reino dos deuses, Anor Londo. As colossais construções de torres pontiagudas, e o único lugar realmente banhado pelo sol, em Lordran, Anor Londo é um lugar realmente magnífico. Enquanto descemos pelos diversos degraus na encosta da montanha, temos a linda visão do nascer, ou por do sol iluminando a cidade. Logo encontramos os guardiões de Anor Londo, os guerreiros gigantes. Nesta sala, logo na entrada, encontramos uma estátua diferente. Um guerreiro que não se parece com o que lutamos até então, e que, para merecer um lugar ali, devem ter tido muita relevância na história do reino.


Mais a frente, encontramos uma fogueira, protegida pela Firekeeper guerreira, as Lâminas da Lua Negra, a seita que controla Anor Londo hoje, a seita de Gw yndolin, o último deus. Em uma área próxima, a única arborizada e com acesso de terra batida, encontramos o acesso aos Arquivos do Duque, o lar de Seath, mas uma barreira de energia o protege, semelhante a que protege o lar dos Quatro Reis, e o Reino perdido de Izalith. A frente do quarto que guarda a fogueira, temos um elevador que nos leva a maior parte de Anor Londo, a sua catedral, onde Black Iron Tarkus enfrentou os guardiões de um dos maiores segredos de Anor Londo, o Mundo Pintado de Ariamis, e pereceu.

O Painted World of Ariamis, é um quadro vivo, uma outra dimensão, inicialmente criado para ser uma espécie de dispensa do Caminho Branco, como podemos notar pela estátua de mulher de Gwyn, ao centro da praça, acabou se tornando uma espécie de dispensa onde os deuses jogavam tudo que não era desejado, ou era temidoem Anor Londo. Para adentrar neste mundo paralelo, precisamos da boneca pintada, encontrada na exata cela que deixamos no início da jornada. Na certa, propriedade de outro não-morto que foi abandonado ali, um muito mais perigoso que nós, já que esteve em Anor Londo e guardava a chave para uma dos maiores perigos de lá. Não a toa, o Asilo passou a ser guardado por Cavaleiros Negros. Nos primeiros minutos da nossa jornada pelo reino de eternas trevas e gelo, vemos diversas caixas, onde criaturas esqueléticas, presas a rodas


de carroça foram deixadas, presas.No entanto, estas eventualmente se libertaram e encontraram seu lar nos esgotos, abaixo da neve. Bem como criaturas gosmentas, provavelmente esboços do que Seath buscava com as Pisacas. Falhas em seus experimentos. Neste Reino, encontramos muitas referências a Velka, a deusa do Pecado, de Lordran. Sejam os corvos que infestam o lugar, as trevas que dominam tudo ali, as criaturas-corvos, os dragões mortos e Priscilla, a impura. Velka, uma entidade que segue sua própria agenda, não é vista em Lordran, mas deixa indícios da sua influência por todo o Reinado. Quem nos garante que a divindade não vive em Astora, e influencia que seus habitantes busquem o cumprimento da profecia do não-morto escolhido. Oscar veio de Astora com este intuito. Talvez toda a lenda do não-morto escolhido não passe de uma bobagem, uma vez que, tanto você quanto Solaire, chegam à primeira chama, onde o Lorde das Cinzas, mantém sua vigília. A lenda pode ter sido criada para tirar os não-mortos da inércia e forçálos a caminho de Lordran, para matar todos os deuses que expulsaram Velka do panteão. Priscilla, a meio-dragão criada por Seath, em suas experiências usando seus próprios traçose de Velka, com sua habilidade de drenagem de vida. A área onde Priscilla permanece, é defendida por um cavaleiro negro, muito semelhante ao que guarda a catedral dos mortos, no início da nossa jornada, que guarda o lar de Priscilla há tanto tempo que sequer lembra a razão. O mundo de Ariamis, era uma espécie de templo, do Caminho Branco, a seita dominante no Reino dos Deuses. Até se tornar perigoso demais pelos itens que guardava. Velka, criou o feitiço Vow of Silence, o Voto de Silêncio, feitiço que previne o uso de magia, piromancia e milagres, inutilizando quaisquer técnicas que a Feiticeira de Izalith, Gwyn, Nito ou Seath (e seus servos ou associados) pudessem usar. Não muito distante deste feitiço, encontramos a Brasa Negra, que serve para criar armas do oculto, armas capazes de matar deuses. Estes dois itens apenas, mais Priscilla, criada como uma arma contra deuses, mas sem desejo de morte, foram a causa de Velka ter sido banida, e o quadro, ter sido trancado sobre tanta segurança.


Lar de Deuses, Arquivos do Duque e aCaverna do Drag達o


Depois de deixarmos o Mundo Pintado de Ariamis, deixamos a catedral de Gwynevere e seguimos pelas enormes escadas, com degraus para homens e gigantes, até os portões da Casa dos Deuses, onde Gw yndolin mantém a ilusão de Gwynevere. Encontramos, logo no início de nossa jornada pela terra dos deuses, tão logo deixemos a catedral de Anor Londo, duas Gárgulas. Criaturas que já enfrentamos anteriormente, no topo da catedral dos não-mortos. Essas criaturas na certa desceram do reino dos deuses para proteger o sino do despertar, por ordem de Gwyndolin, e agora, outras duas ainda guardavam o caminho até Gw ynevere, a deusa que ainda mantinha Anor Londo. Mais além, depois de diversos gigantes, e monstruosidades, na Casa dos Deuses, encontramos diversos cavaleiros prateados, membros do exército de Gwyn, que auxiliaram o Lorde da Luz do Sol, na luta contra os Dragões Ancestrais, em tempos imemoráveis.


Quando Gw yn deixou Anor Londo para se sacrificar na Primeira Chama, ele levou metade dos seus soldados, deixando os demais sob o comando de Gwyndolin, para que atuasse como um pastor, dos humanos. Depois de encontrarmos a entrada da Casa dos Deuses, através de um caminho sinuoso por telhados e calhas à direita da porta principal, encontramos Solaire, sentado em frente a uma bonfire. O guerreiro nos explica um pouco mais sobre a sua jornada para encontrar seu Sol. Não muito distante dali, escondido, encontramos Siegfried de Catharina, o cavaleiro de cebola. Tomado pelo medo, o guerreiro sequer tenta avançar, mais uma vez, pelos cavaleiros prateados do quarto seguinte. Tão logo os eliminemos, e Siegfried segue, novamente, seu caminho. Com essa determinação suprema, na certa ainda veremos mais do cavaleiro de cebola. Conforme avançamos, encontramos coisas curiosas, como o demônio de titanite, no que parece ter sido um templo, com largos bancos e um púpito, onde um pregador, na certa espalhava a palavra do Caminho Branco, a seita de Anor Londo, muito tempo atrás. Em uma sala próxima, diversas cabeças de dragões e outros parentes próximos dessa espécie. Consideravelmente menos poderosos, mas ainda muito perigosos. Seria a sala de troféus de Ornstein? O Destruidor de Dragões, Ornstein, Capitão das forças especiais de Gw yn e usuário da lança com dano elétrico utilizava seu primeiro ataque para arrancar as placas rochosas dos dragões. Ornstein ficou incumbido de guardar os aposentos da Princesa Gw ynevere, junto de Smough, O Executor, contra qualquer inimigo do reino que ousasse importunar a última grande Deusa de Anor Londo. O Executor, mesmo com todas suas forças não pode integrar as forças especiais por seus hábitos de canibalismo para com suas vítimas, mesmo sendo um guerreiro poderosíssimo. Na certa o irmão ressentido de Ornstein? Ambos guerreiros com habilidade de absorver o poder de alguém morto, armaduras igualmente douradas, diferentemente dos demais guerreiros de elite. Ambos eram Gigantes e, quando um deles tomba, o outro assimila seus poderes e se fortalece.


No entanto, quando Ornstein absorve o poder de Smough, o faz com um toque, respeitoso, quase com pesar. Quase podemos sentir a dor do cavaleiro ao perder seu último grande companheiro de batalha.

Smough, por outro lado, esmaga o antigo companheiro com todas suas forças, como deve ter executado tantas almas em seu tempo. Não existe qualquer respeito naquele golpe, parece mais mágoa. Passando por diversos aposentos, não demora até encontrarmos uma lareira diferente das demais. Com espaço para que um humano caiba, de pé, dentro dela. Um golpe na parede ao fundo da lareira, é o suficiente para revelar a ilusão ali. Uma escadaria que leva a um porão escuro. Ali dentro, uma armadilha, e a armadura de um dos cavaleiros de Havel, a Rocha. Havel, trancafiado em uma torre do Subúrbio dos Mortos, próximo a Base da Raiz Negra, por tudo o que descobriu sobre Seath. Quantos deuses saberiam do seu fim. E qual fora o fim de seus soldados? Apenas Gw yndolin e Seath saberiam. Em nossa viagem pelo reino dos deuses, não demora até que encontremos o ferreiro gigante. Conhecido de um grande herói de outra era, aquele gigante ainda guarda um adereço de seu amigo. Um anel.


Voltando até os gigantes que protegem a entrada principal, encontramos Solaire, sempre disposto a nos ajudar. E sua ajuda será bem vinda, pois teremos os dois últimos guerreiros de elite de Gw yn, pela nossa frente. Ornstein, o Destruidor de Dragões e Smough, o Executor. Tão logo terminemos com sua existência, dois elevadores começam a funcionar e nos levam a última fogueira de Anor Londo, aquela à entrada dos aposentos de Gw ynevere. Mas Gwynevere não se encontra mais em Anor Londo. Temerária por sua segurança e envergonhada pelo que seu pai e irmão fizeram com a humanidade, Gwynevere fugiu da terra dos deuses com Flann, o deus da chama. Aquela ilusão que ali se encontra era fundamental para a proteção de Gw yndolin, para garantir que a fé das Lâminas da Lua, ou mesmo do Caminho Branco, continuaria. Ainda havia alguém em Anor Londo digno de oração. Este era o poder que a ilusão de Gwynevere garantia a Gw yndolin. Com o fim da ilusão, as trevas recaem sobre Anor Londo, revelando o que realmente restou do reino dos deuses, a penumbra eterna que banha aquele mar de torres. Retornando, encontramos na parte mais baixa da torre giratória, a tumba de Gwyn, ao menos cerimonial, além do templo do primogênito. Ali, Gwyndolin guarda uma tumba vazia... Um reino vazio... Uma causa vazia...


Arquivos do Duque e a Caverna do Dragão Saindo da fogueira guardada pela guerreira, logo na entrada de Anor Londo, seguindo a esquerda, não demora até que deixemos o caminho de mármore do reino dos deuses e entremos no reino de horror, estabelecido por Seath, O Sem Escamas. Seguindo pelo acesso de terra, adentramos um extenso corredor de pedra, com um javali coberto por escamas de aço, como aquele que encontramos à entrada da Catedral dos Não-Mortos. Não demora até que, no início de nossa jornada pelo lar do estudioso, encontremos um de seus sacerdotes, como vimos dentro da mesma Catedral, dias antes. Encontramos ainda, em um golem de cristal, como aqueles que guardavam o caminho até a Hidra, que por sua vez, parecia guardar o segredo de Seath, Dusk, a Princesa do reino perdido de Oolacile. Este golem, como o elo perdido de todas as teorias que ligam Seath à Oolacile, tem em sua posse o Colar do Passado, a jóia que pertenceu ao Pigmeu Furtivo. Ao mesmo momento em que encontramos o primeiro sacerdote nos arquivos, temos noção do porque dos sacerdotes terem três pares de olhos em seus elmos.


Como Seath é cego, seus sacerdotes atuam como Canalizadores de todo o conhecimento contido em seus arquivos, naquelas centenas de milhares de livros que lotam prateleiras colossais. Quais os segredos que estarão contidos ali? Quantos daqueles livros terão sido utilizados para que Seath dominasse a arte de criação de cristais mágicos, ao ponto de poder infectar seres vivos, com eles. Diversos não mortos se mantém naquele lugar, protegendo-o. Teria Seath controle sobre eles, através dos cristais que brotam de seus corpos? Sob a desculpa de pesquisar uma cura para a maldição dos não-mortos, teria Seath criado seu próprio exército, com a propagação da maldição? Conforme avançamos, isso parece mais evidente. Não demora até que cheguemos ao topo da torre de Seath. Depois de destruirmos um cavaleiro completamente tomado de cristais mágicos, atravessamos a parede de neblina e nos deparamos com o horror alado, O Sem Escamas. Seath, indestrutível, nos derruba nos primeiros instantes da luta. Como aquela criatura teria obtido tal poder? Seria o monstro realmente imortal? Quando acordamos, em uma espécie de torre, aprisionados com diversos guerreiros-cobra como guardas, temos uma fogueira. Na certa a mesma técnica utilizada em Oolacile, para continuar os experimentos no Pigmeu Furtivo, depois da sua morte. Quando saímos, buscamos a saída. O topo da torre, uma enorme porta dupla, está trancada. Só nos resta descer. Enquanto avançamos pelos guerreiros-cobra, idênticos aos da Fortaleza de Sen, ouvimos o barulho de um sino e vemos, na base da torre, a comoção com estranhas criaturas azuladas, cobertas de tentáculos. As Pisacas. Criaturas concebidas pelos experimentos de Seath em Servas da Luz e outros pobres cidadãos de Lordran, duas das Pisacas ainda mantém muito de sua humanidade, ao menos em sua essência. Duas pobres Pisacas, recém convertidas pelas experiências, choram em um canto próximo à cela, e mesmo quando atacadas, mantém-se pacíficas. Na cela próxima, o corpo de uma Guardiã de Fogueira. Vítima dos experimentos de Seath.


Quando acionamos o mecanismo no mesanino, a porta do topo, e aquelas das celas, se abrem libertando uma série de guerreiros recém infectados com os cristais mágicos, ainda sem consciência de si próprios. Ao deixarmos a área, temos acesso a biblioteca do Duque, novamente. Seguindo o caminho de volta ao lugar onde enfrentamos Seath anteriormente, veremos que ele deixou seu covil. Quando ouviu o barulho do mecanismo de alarme da torre, onde encontramos as Pisacas, Seath disparou em busca do invasor. Havia chego muito longe, depois de muito tempo, para ter seus planos arruinados por um tolo não-morto. No lugar onde encontramos Seath, encontramos Logan, o mago que idolatrava Seath. Em estado de êxtase, o mago conta de tudo que encontrou em sua jornada pelos Arquivos, e a honra que sentia em estar naquele lugar. Agora, só nos resta a descida até o coração cristalizado de Seath, em seu covil. Como todo dragão, Seath guarda seu maior tesouro nessa caverna, repleta de desafios e monstruosidades. Quando deixamos o castelo e entramos no pátio, vemos um golem de cristal diferente dos demais. Dourado, assim como aquele que guardava Dusk, próximo a Hidra. Quando destruímos este, encontramos uma armadura bastante familiar, a armadura de cebola, de Catarina. Ao contrário do que pensamos à primeira vista, aquele não é Siegfried, e sim Sieglind, filha de Siegfried. A guerreira, polida e simpática como o pai, nos explica que veio a Lordran procurando pelo pai. Um guerreiro de bom coração, mas cabeça dura, que ignorou todos os pedidos da filha, de que não fosse para aquela terra tão perigosa. Asseguramos à corajosa menina que, se voltarmos a ver o cavaleiro de Catarina, contaremos que sua filha o procura. Os cristais que compõem o covil de Seath são colossais, na certa aquela caverna ocupa grande parte da cadeia de montanhas que cerca Anor Londo. Uma ferida criada por Seath, no coração dos Deuses, que se mantiveram obtusos por muito tempo.


Encontramos diversas Borboletas como aquelas da Floresta da Raiz Negra, Golens de Cristal e até mesmo Ostras Devoradoras de Homens, como aquelas do Lago das Cinzas. Não havia realmente canto onde a influência de Seath não pudesse ser notada, em Lordran. Quando chegamos a uma parte mais profunda da caverna, encontramos o Cristal de Imortalidade de Seath, que parece pressentir o perigo e adentra o ninho subitamente. Assim que destruímos o cristal, Seath volta a sua mortalidade. Ainda está longe de ser um monstro inofensivo, e mais para uma aberração destruidora. Por mais poderoso que Seath seja, ele será lembrado de que não é uma divindade.

As Chamas do Caos Fomos ao ponto mais alto de Lordran, agora iremos ao ponto mais profundo. O mar de magma que se mantém à margem da Primeira Chama. Izalith. Quando tocamos o sino depois da batalha contra Quelaag, uma das Filhas do Caos, podemos ver os rios de magma que correm até uma enorme queda. Esse caminho já é acessível à nós, assim que matamos Quelaag, no entanto, não temos necessidade de seguí-lo, uma vez que mais a frente, encontramos o bloqueio criado pelo Receptáculo de Almas. Depois de obter o artefato em questão, descendo pelo túnel estreito e coberto de teias, chegamos a um lugar repleto de humanos infectados pelos vermes da Dama Justa, a irmã de Quelaag. Servos da seita do caos. Esses servos, em sua maioria, inofensivos, permanecem em eterna oração, após doar sua humanidade à Dama, para aplacar sua dor. A Dama contraiu o veneno do pântano depois de Engyi chegar a sua presença, tendo sido ele próprio infectado. A Dama sugou o veneno da ferida, acreditando que sua nova forma garantiria sua integridade. O que não foi o suficiente. Agora a pobre criatura está fadada a sofrer pela eternidade, dependendo de toda a ajuda que possa conseguir. Sua irmã, primeira linha de defesa


do reino de Caos, na certa conseguiu muita humanidade para a irmã, destruindo aqueles que ousam se aventurar pela região. Mas e agora? Quelaag fora destruída. Qual seria o destino da Dama? Enquanto avançamos pela terra enegrecida, em um caminho formado pelo magma e pela peregrinação dos servos do caos, vemos o mar de lava e tentáculos colossais no horizonte. Como nenhum outro caminho por ali se mostra possível, só nos resta avançar curiosamente até aquela monstruosidade. A criatura com feições de quem está em constante dor, se mantém pacífica, com olhar distante, mesmo que tenhamos que buscar olhos, naquela fisionomia disforme. Em um altar próximo, encontramos o corpo de uma das filhas do caos, com seu manto característico. Mas seria aquela uma das filhas da Feiticeira de Izalith? Ou um embuste elaborado de Quelana, para deixar o reino de Izalith e fugir do caos e demônios que tomaram sua casa e família? Quando pegamos as vestes, deixamos de cogitar isso ou aquilo e sofremos o ataque do monstro. Então entendemos que a criatura guardava o corpo da irmã (ou o que pensava ser sua irmã), por toda a eternidade, em eterna vigília. Podemos enfrentá-lo em combate aberto, ou simplesmente deixá-lo cair no abismo de chamas, abaixo de toda aquela área. De qualquer forma, a criatura disforme era a origem de toda a lava que cobria aquela região, criando uma cachoeira de fogo. Se a criatura morrerá, ao cair no abismo, não sabemos. Apenas parece um dos menores males, à algo cujo único mal era sofrer pela eternidade. Seguindo pelo caminho apresentado, em meio a lava, encontramos diversos demônios Touros e Cabras. Dali, haviam saído o demônio Touro que enfrentamos no início de nossa jornada, e o demônio Cabra, que enfrentamos abaixo dos subúrbios dos não-mortos. Então encontramos Kirk, o Cavaleiro dos Espinhos, em uma das três vezes que invadirá nosso mundo. O cavaleiro do caos, nos enfrenta aqui, no acesso à Izalith, próximo ao Berço do Caos e uma outra vez, nas Profundezas. Todas essas invasões buscando humanidade para a Donzela.


Tão logo o tenhamos destruído pela terceira vez, seu corpo, incapaz de continuar, pode ser encontrado ao lado de Donzela. Quando chegamos à porta que antes estivera bloqueada, encontramos o Demônio Sábio das Chamas, último membro da tríade de demônios poderosos que protegiam Izalith. Irmão (ou irmã?) do demônio do Asilo e do demônio Desgarrado, o Sábio das Chamas é um dos maiores mistérios de Lordran. Seriam aqueles três demônios, três das filhas da Feiticeira de Izalith? Tão logo destruímos o Sábio, notamos uma parede de rochas, à direita do nosso caminho, ainda antes de onde enfrentamos o demônio. Caso tenhamos avançado o suficiente na Ordem do Caos, a seita da Donzela Justa, esta porta se abrirá, e encontrarmos os Vermes da Luz do Sol. Os Vermes da Luz do Sul são criaturas parasitárias que parecem se alimentar da energia cerebral do hospedeiro, enquanto emanam luz semelhante a do feitiço Conjurar Luz. Nas suas mãos, a criatura será utilizada nas Catacumbas, Tumba dos Gigantes e outros lugares de trevas infinitas para continuar sua jornada ao fim do mundo e além, para salvar o mundo das trevas, ou o afundar nelas. Em contato com homens de menos fé e força de vontade... Quem sabe o que pode acontecer... Seguindo por este caminho teremos encurtado e muito nossa jornada pelo reino de chamas. Uma jornada Atravessando a colossal porta de rochas, encontramos a ponte que leva a Izalith, e um demônio de Titanita, gasto, sem uma perna e a cabeça, como os demais encontrados por Lordran, o demônio ainda tem muita força. Mas não o suficiente. Avançando por entre os ídolos e criaturas monstruosas de Izalith, não demora até que cheguemos às portas do caos.


As Trevas e Além Destas Quando deixamos o cemitério à margem de Fogueira do Santuário, onde iniciamos nossa jornada, e entramos na caverna negra, entramos em uma espiral de trevas e desespero. Nem todas as criaturas que saíram das trevas e combateram os Dragões Ancestrais, ficaram à luz do sol por muito tempo. Nito e seus filhos, os demais mortos, não tardaram a voltar às catacumbas. No entanto, buscando o poder do Senhor da Morte, Nito, o necromancer Pinwheel invadiu as catacumbas e manteve sítio sobre a Tumba dos Gigantes, lar de Nito. Mas se o poder das almas dos lordes não era algo para ser levado levianamente, o mesmo podia-se dizer dos rituais criados por estes. O ritual de Alimentar as Chamas, criado e mantido por Nito, era levado à superfície pelos seus servos, para testar na Primeira Chama. Se Gw yn teria consciência para permitir isso ou não, era outra história. Durante essa missão de transporte, o grupo foi atacado por Pinwheel e suas forças, um exército de necromantes cujos poderes permitiam a


possessão das forças de Nito e revitalização, quase que imediata destes, em caso de destruição. Atravessando por uma série de mecanismos criados por aqueles que viveram nas trevas, chegamos por sorte ao lugar de descanso de um guerreiro sagrado. O Paladino Leeroy. O honrado guerreiro da Seita da Luz, fora enviado por Anor Londo para obter o ritual de Alimentar as Chamas, uma vez que o ritual, já encerrado há muito tempo, nunca havia chego a superfície. Esqueletos imortais, necromantes poderosos, nada era desafio para Leeroy e Grant, instrumento de fé e destruição portado pelo poderoso guerreiro. Grant, uma enorme maça de combate com uma colossal rocha abençoada na ponta, só podia ser portada por guerreiro muito forte, e as bênçãos que imbuíam de magia a arma, tornavam Leeroy o guerreiro perfeito para se aventurar pelas trevas. No entanto, os superiores de Leeroy não podiam imaginar que o principal Paladino da ordem, estivesse infectado pela maldição dos não-mortos. Conforme avançava pelo exército dos mortos, Leeroy sentia mais e mais a distância de seu deus, da luz do sol, da sanidade, que o deixava conforme descia pela escuridão. O local onde encontramos o sinal de Leeroy, a beira de um penhasco, sem nenhum acesso possível, mostra o desespero do guerreiro, se jogando entre espinhos e esqueletos, buscando um ponto de descanso. Com seu sinal utilizado, o paladino ajuda o escolhido a avançar até Pinwheel, o necromante, e o destrói, adquirindo humanidade, a única coisa que aplaca a maldição dos não mortos. Pinwheel, o necromante que tão logo tomou o ritual de Alimentar as Chamas, mobilizou suas forças para avançar até as portas de Nito e manteve o sítio, assegurando que o Senhor da Morte não atrapalharia seus planos. Pinwheel se isolou então em uma grande tumba, onde continuou seus experimentos. Experimentos que buscavam a separação de sua família. Pinwheel, após a morte de sua esposa e filho, não suportando a perda de ambos, flertou com a morte. O resultado foi parcialmente positivo, pois sua esposa e filho voltaram a vida. Presos ao seu corpo.


Durante muito tempo, Pinwheel trabalhou no ritual de separação, chegando ao ponto de conseguir separar sua própria imagem em outras cópias vivas, como aquelas que enfrentamos no combate contra ele, ou aquelas que bloqueiam a passagem de Nito, na Tumba dos Gigantes. O necromante provavelmente estava perto de chegar ao seu objetivo, quando invadimos seu laboratório e o destruímos. Seguindo pelas profundezas, em diversos momentos, vemos um lago à distância, com diversas torres que parecem segurar um teto surreal. Como se houvesse todo um oceano, sob a terra. E de fato havia. Aquele Lago de Cinzas foi um dos palcos de batalha entre as forças de Gw yn, Nito, a Feiticeira de Izalith e Seath contra os Dragões Ancestrais. Podemos ver as colossais Árvores Ancestrais, lar dos Dragões Ancestrais. Que histórias guardava aquele lugar? Que relíquias do passado, haveriam ali. Ali, fora o berço da civilização, ou ao menos, próximo dali, na primeira chama. Dali que os humanos ascenderam até Anor Londo, o reino dos Deuses. Mas ali, o único deus, era o deus da morte. Nito.


Como já abordamos o reino de New Londo e Oolacile no tópico das trevas, ao início deste material, deixarei eles de lado, passando finalmente ao Forno da Primeira Chama. Este lugar entre o mundo dos vivos e dos mortos, como podemos ver, pelas almas dos cavaleiros negros de Gwyn, todos corrompidos pelo poder da primeira chama. Quando atravessamos o limbo, chegamos efetivamente ao forno, um lugar sem igual onde um deserto de cinzas cerca a colossal estrutura erguida ao redor da primeira chama. Na certa para protegê-la, já que tão perto dali, no Lago de Cinzas aconteceu a batalha final contra os Dragões Ancestrais. Conforme avançamos, encontramos diversos cavaleiros negros de Gw yn, aqueles guerreiros de armaduras prateadas, corrompidos, agora em armaduras cobreadas. Pelas dunas e o antigo acesso destruído, chegamos a porta com a última parede de cinzas. Ao lado desta, caso tenhamos ajudado o guerreiro em sua jornada, encontraremos Solaire, esperando por um embate final com seu pai, o Lorde da Luz do Sol. A batalha contra o Lorde das Cinzas, aquilo que restou de Gw yn é o ponto mais triste da história de Lordran e já passamos por ele, então não entrarei novamente nesse tópico.


Ao fim, cabe a você a escolha. Reiniciará o sistema, ou se deixará que continue, por mais algum tempo. Até o retorno da maldição, até o próximo não-morto, até que seja outro a passar pela cortina de fumaça e você seja o senhor das brasas. Um lorde das cinzas...

Epílogo Nas primeiras páginas deste material, lembro de ter dito que não existem finais felizes em Lordran. Agora que chegaste até aqui, discorda de mim? Aqueles mais próximos de ascenderem ao título de divindades... Seres corruptos, sujeitos a ganância pelo poder, pela imortalidade. Agarrados a qualquer método para que possam manter o poder para sempre. Capazes de genocídios de espécies inteiras. Homens, talvez não no sentido biológico, mas homens, em sua psique. Cobertos de falhas, capazes de reconhecer seus erros e buscar a redenção. A qualquer custo. Lendas, mais por mérito, que por feitos. Guerreiros corajosos, que serão sempre lembrados por sua honra, ainda que sua lenda seja distorcida pelas eras. Guerreiros, amantes, homens e mulheres que, em outras eras, podiam ter tido uma história de paz. Que podiam ter mantido sua honra, seus amores, não fosse o orgulho. A história de amizade e gratidão que perdura pelas eras, assim como o amor, que mata aos poucos aqueles que ficaram vivos, até que nada reste.


Humanos imersos na eterna batalha entre a covardia e a coragem. A tolice e o amor, que leva uma filha em uma jornada suicida atrás de seu pai, engolido pela vergonha de sua inaptidão. Dark Souls não é uma história de monstros, uma fantasia... É uma história sobre a humanidade e como ela está presente em cada ser de Lordran, humano ou não. Dark Souls é uma história pra ser lembrada... Pra sempre.


Lore de lordran - Edição Definitiva