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Academias Forum Sete razões para começares a planear as tuas férias

Revista Forum Estudante | Dez 2019 | Edição nº 320 | Mensal l Diretor: Gonçalo Gil l Disponível apenas por assinatura com o custo mensal de 1€

Lisboa Games Week Por dentro do gaming Profissões Ofícios para quem gosta de números Fama Há vida em Murta

Study Abroad

O Mundo é tua concha IEFP Os caminhos dos campeões

ANQEP Entra no jogo das decisões


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/Passatempos

PASSATEMPOS www.forum.pt Telefone 218 854 730 FAX 218 877 666 Email geral@forum.pt

CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO: Estes passatempos decorrem até 30 de dezembro de 2019, salvo indicação em contrário no próprio passatempo. Apenas serão atribuídos prémios a residentes em Portugal e somente um prémio por pessoa e morada em cada passatempo. Só será aceite, de cada concorrente, uma participação por dia. O não preenchimento correto do formulário de participação em www.forum.pt/passatempos, leva à desclassificação do participante. Os vencedores residentes na área da Grande Lisboa terão de levantar o prémio na nossa sede em Lisboa. Aos restantes, os prémios serão enviados via CTT. Após notificação, os vencedores têm um prazo de 15 dias para reclamar o prémio. Os prémios devolvidos não serão reenviados. A idade máxima de participação é de 25 anos, inclusive, a confirmar por documento de identificação. OS PREMIADOS SÃO ANUNCIADOS EM FORUM.PT. NOTA: as cores e modelos apresentados podem não corresponder às imagens apresentadas.

Viaja até Istanbul num jogo de tabuleiro

Direção Gonçalo Gil goncalo.gil@forum.pt Fotografia Fábio Rodrigues, Dreamtime, Pexels, Unsplash

Gostos de jogos de tabuleiro? Temos dois exemplares de Istanbul, o jogo de dados da Mebogames, à tua espera num passatempo a decorrer no nosso site oficial (www.forum.pt). Consulta as condições de participação para teres a oportunidade de treinar os teus dotes de estratégia e testar a tua sorte neste jogo onde viverás a pele de negociante num bazar turco.

Design Miguel Rocha miguel.rocha@forum.pt Redação Fábio Rodrigues fabio.rodrigues@forum.pt Vera Valadas Ferreira vera.ferreira@forum.pt Assinaturas Paula Ribeiro Tel.: (218 854 730) pribeiro@forum.pt Anuidade: 10€ Publicidade Félix Edgar (Tel.: 218 854 103) felix.edgar@forum.pt Comunicação&Distribuição Vítor Silva (Tel.: 218 854 755) vitor.silva@forum.pt Projetos Especiais José Maria Archer josemaria.archer@forum.pt Diana Domingues diana.domingues@forum.pt Sede do Impressor Monterreina Área empresarial Andalucía Cabo de Gata 1-3, sector 2 28320 Pinto Madrid Tiragem: 40 mil exemplares FORUM ESTUDANTE Revista de Cursos, Escolas e Profissões Propriedade e Edição de: PRESS FORUM, Comunicação Social, S.A. Capital Social: 275.000,00¤ NIF: 502 981 512 Composição do Capital da Entidade Proprietária: Forum - Sociedade Gestora de Participações Sociais S.A: 100% Periodicidade Mensal Depósito Legal n.º 510787/91 Nº ERC: 114179 Sede da Redação e do Editor Tv. das Pedras Negras, nº 1 - 4.º 1100-404 Lisboa Tel.: 218 854 730 | Fax: 218 877 666 Estatuto Editorial Disponível em www.forum.pt

Administração Rui Marques (Presidente) Gonçalo Gil Félix Pinéu

Ganha 3 jogos Football Manager 2020

Numa parceria com a Ecoplay, a FORUM tem para te oferecer três códigos digitais do Football Manager 2020. Dá bom uso às tuas opiniões e pega nas rédeas do teu clube nesta temporada. Todas as decisões contam no Football Manager 2020, com novas funcionalidades e mecânicas de jogo renovadas que adicionam novos níveis de autenticidade e que permitem aos treinadores controlarem com ainda maior pormenor os destinos das suas equipas. És tu quem decide a forma como chegarás ao topo. Mas antes, tens de concorrer a este passatempo na conta Instagram da Forum Estudante.

Perfumes Playboy pró menino e prá menina

Porque queremos que vás toda/o cheirosinha/o para as aulas, desafiamos-te a habilitares-te a ganhar um dos 10 produtos para mulher (Queen the Game, 60ml) e 10 produtos para homem (King of the Game, 100ml), num passatempo FORUM com a cortesia da Perfumes Playboy. A Queen of the Game Woman é “uma fragrância floral sensual para mulheres confiantes que lideram a dança”, enquanto que King of the Game Man “uma fragrância audaz, inteligente e sofisticada, usada por quem lidera o jogo”, ou seja, sedutores carismáticos. Topas? Então, estás à espera do quê para seguires o nosso Instagram?

#18 TEMA DE CAPA

SUMÁRIO 04 08 10 12 24 34 36 38 40

Escolas Notícias daqui e dali Saberes Para que serve a Filosofia? Profissões Ofícios para quem gosta de números Cinema O desfecho da saga Star Wars Fama Murta revela álbum de estreia ANQEP Entra no jogo das decisões IEFP O Fórum dos Campeões continua Redescobrir a Terra Conhece o potencial do Agroturismo Capital Jovem da Segurança Rodoviária Não sejas Alberto!

Study Abroad O número de alunos que opta por estudar no estrangeiro tem aumentado, ao longo dos últimos anos. A experiência é apontada como benéfica, tanto a nível profissional como pessoal. Nesta edição, trazemos-te as razões para essa mais-valia e explicamos-te todos os passos a dar para garantir uma viagem até bom porto.

Revista Forum Estudante #320 // Dez 2019 // e-mail: geral@forum.pt // www.forum.pt


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CHUMBOS

Apesar da redução da taxa de retenção que Portugal conseguiu nos últimos anos, no ano passado chumbaram 50 mil alunos no Ensino Básico.

/Escolas

Sabias que…?

Escola Amiga da Criança abre candidaturas Até 14 de abril de 2020, as direções, professores, pais e alunos podem candidatar-se à 3ª edição da Escola Amiga da Criança. Esta iniciativa reconhece, partilha e estimula projetos educativos que criam, colocam em prática e partilham boas ideias para o desenvolvimento mais feliz da criança no espaço escolar. A iniciativa é da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP), da LeYa e do psicólogo Eduardo Sá, e procura projetos nas áreas de Alimentação, Estilos de Vida Saudável, Saúde, Sustentabilidade, Espaço Escolar, Digital, Envolvimento da Família, Cidadania, Inclusão, Flexibilidade e Atividades. Após a candidatura online, os projetos serão analisados por um júri. O vencedor ganha 5 mil euros em livros LeYa e 6 mil euros em equipamento para a escola (oferta da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa). No ano letivo anterior, a Escola Amiga da Criança contou com mais de 3 mil candidaturas.

Criada há 4 anos por Mauro Figueiredo (Universidade do Algarve), a aplicação móvel Milage Aprender+ ajuda a tornar a disciplina de Matemática mais apelativa. O projeto

22 mil alunos, do 1º ao

já envolve

12º ano, de 100 escolas do país. Na Escola Básica 2/3 de Monte da Caparica (Almada), os estudantes reivindicaram melhores condições, uma vez que apenas existem 14 funcionários auxiliares

1800 alunos.

para

Nas escolas, ainda há horários de professores por preencher. O problema concentra-se nos distritos de Lisboa, Setúbal e Faro, onde se encontram

71% desses horários.

Olhão participa em projeto Erasmus+ O projeto “Erasmus+ We Share One Future: Learning and Acting to Transform” será desenvolvido à escala europeia num contexto de trabalho colaborativo entre cinco escolas de Portugal, Grécia, Turquia, Itália e Roménia. Os temas em foco serão as alterações climáticas, a poluição, a desflorestação, os animais em vias de extinção, a utilização sustentável dos recursos e a reciclagem. Portugal

será representado pelo Agrupamento de Escolas Professor Paula Nogueira, nomeadamente pelas Escolas EBI/JI José Carlos da Maia, EB1 de Brancanes e EB1 de Quelfes. O grupo-alvo deste projeto são cerca de 500 alunos com idades compreendidas entre os 3 e os 15 anos de idade. O primeiro encontro transnacional decorrerá na primeira semana de dezembro em Olhão.

O programa ‘IncludEd’, de combate ao abandono e insucesso escolares através de práticas pedagógicas inovadoras que envolvem a comunidade, chega este ano a

50 agrupamentos de escolas do país. No ano letivo de 2018/2019, o abandono escolar cifrou-se nos 10,8%. Segundo o Ministro da Educação, o objetivo é

10% em 2020.

atingir os

Robótica contra o bullying Em janeiro de 2020 arranca, sob a aprovação da Comissão Europeia, o projeto “Robótica contra o Bullying”. A medida será testada em 10 países da União Europeia, Portugal incluído, ainda que ainda não sejam conhecidas as escolas nacionais aderentes. Este projeto de Stefano Cobello foi desenvolvido ao longo dos últimos três anos e conta já com mais de quatro mil escolas em Itália. O que é o bullying, quem é vítima, ou que é o cyberbullying, são alguns dos temas que os robôs abordam de forma didática.

12º ano ganha nova disciplina de História No próximo ano letivo, os alunos do 12º ano vão ter a opção de escolher uma nova disciplina chamada “História, Culturas e Democracia”. Destina-se aos alunos de todos os cursos do Ensino Secundário, segundo o site da Direcção-Geral de Educação (DGE). “É uma disciplina anual de opção destinada aos alunos dos cursos científico-humanísticos de Ciências e Tecnologias, de Ciências Socioeconómicas e de Artes Visuais do Ensino Secundário e enquadra-se nas opções de oferta de escola e pretende contribuir (...) para o desenvolvimento de competências de reflexão crítica, consistente e autónoma sobre a nossa contemporaneidade”, lê-se na página da DGE.


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/Escolas

Literacia digital dos alunos portugueses acima da média Os alunos portugueses de 13 e 14 anos têm um nível de literacia digital acima da média de outros países europeus, conclui um estudo internacional sobre literacia digital de alunos do 8º ano, promovido pela IEA (International Association for the Evaluation of Educational Achievement). O estudo teve por base um inquérito a 46 mil estudantes do 8º ano de escolaridade e 26 mil professores, em 14 países, entre os quais Portugal. A maioria sabe

Mais “Ementas Escolares Sazonais Mediterrânicas” em Évora Já está em marcha a 2ª fase de implementação das “Ementas Escolares Sazonais Mediterrânicas” nas escolas de Évora, numa medida da Câmara Municipal. Esta iniciativa tem como principais objetivos estimular os mercados de proximidade e os circuitos curtos de comercialização de produtos agroalimentares, diminuindo a distância entre o produtor e a cantina escolar, bem como promover o património gastronómico regional e uma alimentação mais saudável e equilibrada nas escolas. Ementas vegetarianas, pratos regionais com uma frequência no mínimo quinzenal, ementas escolares festivas e frutas da época são algumas das medidas a assumir. Após o sucesso nas primeiras escolas-piloto (EB Rossio, EB S. Mamede, EB Horta Figueiras, EB Bairro de Almeirim, EB e JI Cruz Picada, EB Bairro da Câmara, EB Heróis do Ultramar e JI Garcia de Resende), alarga-se agora o programa à EB e JI de S. Sebastião Giesteira, EB e JI de Valverde, EB e JI de Azaruja, JI S. Miguel Machede, EB e JI de Canaviais e EB e JI de Nª Sra. Machede.

editar fotografias (82%), 1 em cada 3 sabe criar uma base de dados e construir um website, quase todos escrevem textos no computador para trabalhos escolares (92%) e três em cada quatro (73%) conseguem avaliar a qualidade da informação que consultam na Internet. Portugal fica acima dos estudantes com as mesmas idades em França, Itália ou Luxemburgo, mas abaixo do nível de literacia dos alunos de 8.º ano na Dinamarca ou Finlândia.

Diretores das escolas decidem tamanho das turmas Está em preparação uma medida que pretende dar autonomia às escolas para desenhar turmas de diferentes dimensões, naquela que será uma medida absolutamente inovadora no ensino em Portugal. “Os diretores, dentro da sua autonomia, sabem melhor do que ninguém o que é que serve cada uma das suas turmas em termos de dimensão”, frisa o Ministro de Educação, Tiago Brandão

Rodrigues, em entrevista à agência Lusa. As direções das escolas, os conselhos pedagógicos e o conselho de turma definirão o “número ótimo” de cada turma tendo em conta o seu projeto pedagógico. Os únicos constrangimentos serão o número de professores possíveis de contratar e a dimensão dos estabelecimentos escolares, já que não poderá haver um número infinito de turmas.


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/Escolas

Estudantes entram no mundo da Computação Científica De 18 a 21 de novembro, cerca de 200 estudantes do Ensino Secundário e Profissional visitaram a Unidade de Computação Científica Nacional da Fundação para a Ciência e Tecnologia, no âmbito da “Semana Aberta da FCCN”. Um grupo de 50 estudantes da Escola Profissional Magestil foi o primeiro a participar nesta iniciativa, no início da tarde de segunda-feira, 18 de novembro. À chegada, a professora responsável, Vera Sousa, explicou o objetivo desta visita à Unidade de Computação Científica Nacional da FCT (Unidade FCCN). “Procuramos abrir a visão dos estudantes para coisas novas”, sublinhou, explicando que as várias áreas presentes nesta organização “trarão novos conhecimentos aplicáveis aos projetos que realizam em escola, numa lógica de transversalidade”. A interdisciplinaridade é, de resto, uma das tónicas destas visitas, com passagens pelo Estúdio FCCN, pelo Datacenter ou pela Sala Imersiva Tejo HD.

Semear o futuro Gonçalo Dias foi um dos estudantes que participou nesta semana aberta – uma ação que procura proporcionar “uma experiência imersiva pelo mundo FCCN”. “Penso que o trabalho aqui realizado é bastante importante, ao ser uma instituição que está focada na Educação e não procura apenas o

lucro”, realçou, já no final da visita. “O objetivo desta iniciativa passa por semear o futuro”, sublinha a Diretora de Controlo, Planeamento e Gestão desta unidade da FCT, Salomé Branco. Desde logo, explica, esta é uma forma de dar a conhecer os serviços e projetos da FCCN a futuros estudantes do Ensino Superior, garantindo o seu acesso e utilização futura. Por outro lado, acrescenta a diretora, esta ação insere-se também na missão da Unidade de Computação Científica Nacional, ao “tentar captar estudantes para a área das tecnologias” – uma área em que, salienta, “há menos recursos humanos do que o mercado necessita”.

Conhecimento e motivação Sendo estudante do curso profissional de Comunicação, Marketing, Relações Públicas e Publicidade, Mariana Este-

ves, de 18 anos, considera que a visita ao Estúdio FCCN teve “especial interesse”. “É um sítio onde me imagino a trabalhar no futuro”, conta, revelando ainda, sorridente: “Até perguntei se aceitam estágios”. Foi no Datacenter FCCN que a participante Mariana Silva, de 18 anos, avaliou a sua experiência. A visita, realçou, serviu para garantir novos conhecimentos e teve ainda um efeito motivador: “Fiquei mais motivada para acabar o meu curso – ficamos sempre motivados quando conhecemos o lado mais prático das coisas”.


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/Saberes

Para que serve a Filosofia? No livro-manifesto de Mary Migdley, ao qual “roubámos” o título, a professora de Filosofia na Universidade de Newcastle explica porque é que devemos interessar-nos por esta disciplina. E devemos fazê-lo não tanto decorando aquilo que foi pensado por outros, mas mais estimulando o ato de pensarmos por nós próprios. Desde tenra idade, é bom ganhar o hábito de refletir, argumentar, interrogar. É esse mesmo o grande desafio da Oficina do Platão, em Lisboa, um projeto que incute “a consciência do pensar” em alunos entre os 11 e os 13 anos.

Por Vera Valadas Ferreira

“Será a Filosofia um estudo pormenorizado como a metalurgia? Ou será parecida com a História, a Literatura ou a Religião: um saber que visa o bem pessoal e tenta influenciar a nossa vida?”. No seu livro-manifesto Para que Serve a Filosofia? – disponível no mercado nacional numa aposta da Temas e Debates – Mary Midley (figura cimeira da Filosofia moral, falecida em 2018) procura uma resposta para estas questões importantes, expondo múltiplas ansiedades e confusões intelectuais e a maneira como podemos lidar com elas. Nestas 250 páginas, a autora faz “uma defesa firme, mas não sectária, da filosofia e da vida da mente”, “interroga-se sobre se continuamos a precisar da filosofa para nos ajudar a pensar nas grandes questões do significado, conhecimento e valor”. Spoiler alert: a resposta é sim! Para Mary Midley, há um “credo redutor, cienticista, mecanicista e fantasista que continua a distorcer constantemente a imagem do mundo da nossa era”. À custa disso, muitos de nós andamos intelectualmente distraídos, amorfos,

preguiçosos, viciados. Perdemos “a consciência do pensar”, nas palavras de Joana Rita Sousa, mentora da Oficina do Platão, um projeto de Filosofia para crianças dinamizado no Centro Ser Mais - Educação e Saúde em Movimento, em Telheiras, Lisboa. Nos tempos livres, tão importante quanto fazer o TPC ou brincar é “exercitar o pensamento”.

O que é uma oficina de filosofia? “Aqui, nós aprendemos o que as coisas são, o que são as palavras. andamos a ver o que existe, o que é real, explicamos as palavras e as perguntas!”, diz Marco, um dos alunos participantes na Oficina do Platão, experiência que já funciona há 3 anos e que estimula, a FORUM comprovou ao vivo, o poder de debate e de argumentação, bem como a tolerância. Mariana, Catarina, Diogo, Francisco, Carlota, Laura, Rita, Sofia e Mário, todos entre os 11 e os 13 anos, frequentam esta oficina de filosofia que pretende ser ““um espaço e um tempo para parar para pensar, treinar o olhar crítico, explorar possibilidades e investigar - em conjunto conjunto”. “Fazemos perguntamos, damos respostas, às ve-

Estas oficinas equivalem a um treino de ginásio: em vez dos músculos do corpo, trabalhamos os músculos do pensamento.


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/Saberes zes fazemos jogos, pensamos”, resume Mário sobre a ordem de trabalhos. “Nas oficinas, procuramos identificar problemas, sob a forma de perguntas, para investigar em conjunto”, explica Joana Rita Sousa. Este trabalho pode partir da leitura de um texto ou de uma notícia de jornal, de situações vividas pelos participantes ou até imagens ou vídeos. A partir daí, explica a mentora desta oficina, constroem-se “condições para o diálogo, estabelecendo algumas regras, como por exemplo, para falar, pedimos a palavra”. Em comum, todos os exercícios partem de “uma pergunta que seja um problema”. “[Aqui] não há uma grande preocupação com respostas certas ou erradas, mas mais com as perguntas: os problemas”, reforça.

Um ginásio mental “Estas oficinas equivalem a um treino de ginásio: em vez dos músculos do corpo, trabalhamos os músculos do pensamento”, explica a responsável, completando a comparação: existem, por exemplo, exercícios de resistência (verificar se uma ideia é forte, se há boas razões para a aceitar e se resistem aos argumentos contra) ou de flexibilidade (será que eu sou capaz de defender o ponto de vista do outro? E se eu mudar de ideias?). De resto, reforça a mentora do projeto, o foco do trabalho passa por “trabalhar com as ideias uns dos outros”. “Podemos adotar perguntas e ideias dos amigos, oferecer perguntas, explorar hipóteses de respostas, descobrir outros pontos de vista e, sobretudo, construir um espaço de liberdade onde posso dizer aquilo que penso, sem que seja julgada por isso”, explica, salientando que testar ideias, avançar ou voltar atrás são processos que fazem parte do processo que conduz ao aprofundamento filosófico. Joana Rita Sousa assume-se, no seu blogue, defensora do conceito de filocriatiVIDAde, que é como quem diz filosofia e criatividade. Uma receita que considera fundamental para motivar os estudantes, em sala de aula. Tão importante como saber o que pensaram Aristóteles, Kant ou Descartes, sublinha, é encontrar temas urgentes e saber pensar pelas nossas cabeças, procurando formar cidadãos melhores e mais esclarecidos. “Precisamos de procurar um começo fresco – ver quais são os problemas que realmente nos apoquentam hoje”, sugere também Mary Midgley. “E, se não formos nós próprios a fazê-lo, é difícil ver quem o poderá fazer por nós”. Fica o aviso.


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/Profissões

Profissões para quem quer trabalhar com…

Se as operações matemáticas te dão especial prazer, podes querer considerar um percurso profissional ligado a uma das seguintes opções. Sabe mais sobre as competências e as tarefas envolvidas em cada uma delas.

#1 Engenheiro/a Informático/a O engenheiro/a informático/a é o profissional que concebe, desenvolve e gere sistemas baseados em computadores, em todas as suas variantes: sistemas autónomos (PC’s e Mac’s), sistemas centrais (servidores) e sistemas embebidos (aplicados em automóveis, eletrodomésticos, gadgets, etc…). Em todos estes casos, este profissional trata de toda a programação (projetando e desenvolvendo aplicações informáticas e software) e de alguma parte do hardware. Por outro lado, faz também a análise de sistemas de informação dentro de uma organização, criando redes, definindo ligações e parâmetros e estabelecer mecanismos de segurança. Como tal, estes profissionais devem ter boa capacidade de concentração, raciocínio lógico, trabalho em grupo e organização. Conhecimentos avançados de Inglês serão também decisivos.

#2 Gestor/a A principal missão de um gestor ou gestora define-se como “otimizar recursos”. Tendo em vista alcançar resultados positivos, estes profissionais identificam, qualificam e articulam os meios disponíveis numa empresa ou organização. Para tal, estabelece objetivos, define estratégias, delega tarefas, faz pontos de situação e contactos, mobiliza ações e controla as atividades. No final, a eficiência de um gestor mede-se pela sua capacidade de tomar decisões acertadas e atingir bons resultados. Por esta razão, um gestor ou gestora deve possuir capacidade de liderança, resiliência e criatividade. Deve ainda dominar a realidade socioeconómica nacional e internacional e ter capacidade de empatia, de forma a tomar decisões de forma integrada.

#3 Engenheiro/a Físico/a Estes são alguns dos e das profissionais que trabalham com as tecnologias mais avançadas da atualidade. A sua formação permite o enquadramento em vários setores da atividade tecnológica, sendo que está naturalmente próxima das áreas da inovação e desenvolvimento. Um engenheiro/a físico/a poderá criar novos dispositivos que serão aplicados em setores como a saúde, a química, o mercado financeiro, etc… Por essa razão, existem vários subsetores de atividade como a Óptica, a Física de Edifícios, a Instrumentação, a Astrofísica, a Física Médica, entre muitas outras. Criatividade, mentalidade aberta e conhecimento das tecnologias mais recentes será, por isso, muito importante, tal como o domínio do Inglês e a capacidade de trabalhar em equipa.


#4 Técnico/as Oficial de Contas

#5 Engenheiro/a Civil

#6 Professor de Matemática

Também conhecidos como os TOC, estes profissionais são responsáveis pela planificação, elaboração e execução da contabilidade de uma empresa ou organização. Para além desta responsabilidade, são ainda a ligação entre estas entidades e os serviços de Finanças. Desta forma, são os técnicos e técnicas oficiais de contas acompanham, observam, registam, analisam e comunicam todos os factos relevantes para o funcionamento financeiro de uma organização. Entre as suas tarefas contam-se a elaboração do Plano de Contabilidade, o controlo de documentos (Despesa, Receita e Orçamentos), bem como a realização de balanços, estatísticas e demonstrações financeiras. Por essa razão, as suas competências devem incluir rigor, método e transparência, envolvendo um alto sentido ético e profissional, bem como capacidade de concentração e de interpretação das leis. O domínio do Inglês e das ferramentas informáticas será também muito relevante, ao longo da sua atividade.

O objetivo final do trabalho de um engenheiro ou engenheira civil é a criação de infraestruturas para o bem-estar das populações (casas, estradas, pontes, aeroportos, barragens, etc…), sendo que é responsável pela projeção, execução e manutenção das obras realizadas. Na sua atividade, pode escolher especializar-se na área de projeto (realizando cálculos relativos à conceção da estrutura e resistência dos materiais) ou de execução (dirigindo a realização da obra e fazendo a ponte entre o gabinete e o terreno). Estes profissionais devem ter grande capacidade para resolução de problemas e de pensamento abstrato. Conhecimentos de Informática, Inglês e de gestão de equipas serão também decisivos para o melhor desempenho das suas funções.

Tal como qualquer outro docente, o ou a professora de Matemática é, em primeiro lugar, alguém que se assume como educador e transmissor de saberes. É responsável por gerir o currículo para o ano letivo, em conjunto com o departamento da escola, tendo por base o programa nacional. Define ainda o projeto curricular de cada turma, em sede de conselho de turma. Nas aulas, seleciona e prepara tarefas para os alunos, reunindo os recursos adequados. Faz a avaliação contínua dos alunos, elaborando e corrigindo testes, sem esquecer a constante preparação das aulas e o acompanhamento e fiscalização dos exames nacionais. É importante possuir bom poder de comunicação, capacidade de relacionamento, cultura geral e gosto em trabalhar em grupo. Para além do conhecimento dos conceitos matemáticos, estes profissionais devem ainda saber psicologia da aprendizagem, sociologia da Educação e trabalhar com ferramentas informáticas.

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/Estreias

O Fim numa galáxia muito, muito distante Aproveitem o bem o 9º e o derradeiro capítulo da saga Star Wars, uma história que anda a ser contada por George Lucas já lá vão mais de 40 anos. Em A Ascensão de Skywalker, o capítulo com estreia a meio de dezembro, as personagens terão um desfecho “coerente”, promete o realizador J.J.Abrams. É tempo de saber, de vez, de que lado está a Força. por Vera Valadas Ferreira

A história de Star Wars, Guerra das Estrelas no título português, começou a ser contada em 1977, quando os teus pais eram pequeninos. Foi narrada em três trilogias, a última das quais prestes a encerrar com a estreia de A Ascensão de Skywalker,, que vem fechar o ciclo composto por O Despertar da Força (2015) e Os Últimos Jedi (2017). A responsabilidade de pôr um ponto final nesta saga que tantos milhares de milhões de fãs tem cativado em todo o mundo é de J.J. Abrams, que já havia assinado a realização da fita de 2015 e que aqui volta a tais funções sendo também coargumentista.

Os trailers da película, por muito concentrados e rápidos que sejam, já revelam, diz-nos um olhar mais atento, algumas pistas sobre o que poderemos esperar deste blockbuster em potencial: Quais as personagens que terão mais destaque, quais as figuras (sobretudo vilões) que poderão voltar inesperadamente ou contra qualquer lógica narrativa, quais aquelas que poderão mudar para o lado negro da Força… Também já quem já esteja a pular de contente com o regresso de elementos visuais clássicos da história, como um caça de modelo Y-Wing numa cena que aparenta ser da batalha final.

Com estrelas, sem garantias Enfim, o secretismo é tanto, as especulações ainda mais e as teorias da conspiração outro tanto, que nada é garantido em A Ascensão de Skywalker. Os fantasmas são mais que muitos e tudo pode acontecer. Até a atriz Carrie Fisher, falecida faz neste Natal três anos, aparece no grande ecrã no papel da General Leia Organa, graças ao recurso a imagens nunca antes divulgadas de O Despertar da Força. E com quem é que esta estará? Não sabemos ao certo. Só Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac, Adam Driver, Mark Hamill, Domhnall Gleeson, Kelly Marie Tran, Naomi Ackie, Richard E. Grant, Billy Dee Williams, Joonas Suotamo, Keri Russell e Dominic Monaghan, os nomes que constam do elenco, nos saberão contar através das suas interpretações. J.J. Abrams prometeu um “final coerente” na trajetória dos personagens. “Trata-se de encerrar esse assunto de uma maneira emocional, significativa e também satisfatória para responder ao maior número possível de perguntas”, disse à revista norte-americana Entertainment Weekly. “Se, daqui a alguns anos, alguém assistir a esses filmes, a todos os 9, verá uma história o mais coesa possível”, espera. “Entrámos nesta viagem sabendo que teria um fim”. FIM, a letras brancas brihantes sob um fundo negro.


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/BEDE’s

Publirreportagem

Bede’s Summer School A Bede’s Summer School, distinguida como uma das melhores Escolas de Verão do Reino Unido pela EL Gazette, recebe estudantes entre os 6 e os 19 anos oriundos de países diferentes, oferecendo programas integrados de férias e de residência académica em 7 localizações espetaculares do Sudeste de Inglaterra, durante os meses de junho e agosto.

Contacts +44 1323 356688 summer.school@bedes.org bedessummerschool.org

Aventuras em Inglês WINDLESHAM (dos 10 aos 14 anos)

Inglês Plus LANCING (dos 13 aos 18 anos)

Inglês para o Futuro BRIGHTON (dos 15 aos 19 anos)

Este programa de aventuras de verão, com base na Windlesham House School e na Claremont School, oferece 20 horas de aulas de Inglês por semana e está focado na aprendizagem no exterior, de forma a estimular a curiosidade dos estudantes pelo meio ambiente. As aulas consistem em Competências em Inglês, Explorações (aulas baseadas em CLIL onde os estudantes aprendem através de matérias estimulantes) e Atividades de Aventura. O exame GESE Trinity está disponível para os estudantes que queiram garantir uma qualificação de língua inglesa. Este programa inclui várias modalidades desportivas e atividades todas as tardes. As academias profissionais estão disponíveis, numa grande variedade de desportos e outras atividades. O programa de entretenimento noturno oferece uma oportunidade para recreação e diversão, sendo desenhada para envolver os estudantes na língua e cultura inglesas de uma forma estimulante e inovadora. Diversas excursões permitem aos estudantes visitar locais de interesse. Estas podem consistir numa visita a um castelo, um museu ou um palácio, bem como numa visita a uma atração turística popular como o Big Bem, o Madame Tussauds ou o London Eye. Podem ainda ser mais recreativas como uma visita a um aquário, um zoológico ou um parque temático. Este curso dá as boas-vindas a um número de Campeões Ingleses, oferecendo a oportunidade aos estudantes internacionais de conhecer e falar com crianças da sua idade que falam Inglês como a língua nativa.

Este programa de estudo intensivo, com 25 horas de lições por semana, é especialmente desenhado para jovens adultos que se preparam para o prosseguimento de estudos académicos ou para o início da sua vida profissional. As lições consistem em Competências de Inglês, Competências de Comunicação e Conhecimentos Académicos, que se complementam de forma a criar um curso intensivo de língua Inglesa e, simultaneamente, oferecer aos estudantes estratégias eficazes para comunicação, numa variedade de contextos profissionais e académicos. Uma preparação intensiva para o curso e exame IELTS está também disponível para estudantes (com mais de 16 anos) que pretendam garantir uma qualificação reconhecida internacional e para aqueles que pretendam entrar numa universidade no Reino Unido. Este programa inclui eventos sociais apropriados à idade dos participantes e atividades recreativas durante a noite como paintball, concertos, trilhos de bicicleta de montanha, karting ou idas a discotecas, criadas para imergir os estudantes nas língua e cultura inglesa, estimulando-os de uma forma inovadora. As excursões de fim de semana permitem aos estudantes explorar as cidades de Brighton ou Londres e podem incluir visitas a castelos, museus ou atrações turísticas populares como a Torre de Londres, ou ainda algo mais recreativo como fazer compras no Mercado de Camden ou ir a um musical.

WINDLESHAM

Este programa semi-intensivo, com 22,5 horas de aulas por semana, realiza-se no Lancing College e é uma opção perfeita para adolescentes. As aulas de Inglês consistem em Competências de Inglês, Projetos de Pesquisa e Enrequiimentos disciplinas que se complementam para melhorar tanto as competências recetivas como produtivas dos estudantes. Cursos intensivos de preparação para exame estão disponíveis para os estudantes que pretendam garantir as qualificações Cambridge B1 Premliminary, B2 First ou C1 Advanced Qualification. Os estudantes podem criar um programa de estudos mais intensivo, ao escolher até duas academias académicas por semana em disciplinas como Economia, Literatura Inglesa, Relações Internacionais, Gestão, Matemática ou Ciência. Estas academias incluem ainda várias Competências de Comunicação como Escrita Criativa, Debate, Escrita de Ensaio ou Apresentações. Este programa inclui desporto e atividades todas as tardes. Academias profissionais estão disponíveis numa variedade de desportos e outras atividades. O entretenimento noturno do programa oferece a oportunidade para recreação e diversão e está desenhado para envolver os estudantes nas cultura e língua inglesa de uma forma estimulante e criativa. Diversas excursões permitem aos estudantes visitar locais de interesse. Estas podem consistir numa visita a um castelo, um museu ou um palácio, bem como numa visita a uma atração turística popular como o Big Bem, o Madame Tussauds ou o London Eye. Podem ainda ser mais recreativas como uma visita a um aquário, um zoológico ou um parque temático. LANCING

Idades 10–14 anos Vagas 130 Aulas 20 horas por semana Níveis A0–C2 (todos os níveis) Vagas por turmas 14 N.º de camas por quarto 4-8 Rácio Funcionários/Alunos 1:4 Datas 5 Julho - 8 Agosto Valor £1,100 por semana

Idades 13–18 anos Vagas 230 Aulas 22½ horas por semana Níveis mínimos A1–A2 (Básico) Vagas por turmas 14 N.º de camas por quarto 1-2 Rácio Funcionários/Alunos 1:5 Datas 5 Julho - 22 Agosto Valor £1,250 por semana

Idades 15–19 anos Vagas 80 Aulas 25 horas por semana Nível mínimo B1 (Intermédio) Vagas por turmas 14 N.º de camas por quarto Individua En-Suite Rácio Funcionários/Alunos 1:5 Datas 28 Junho - 15 Agosto Valor £1,550 por semana

bedessummerschool.org

BRIGHTON


14 | Forum Estudante | dez’19

/Deco Jovem

Publirreportagem

Coloca a tua criatividade online

A sétima edição da iniciativa Sitestar.pt oferece-te a possibilidade de construir um site em .pt. Esta é ainda uma oportunidade de divulgar os teus projetos, atividades ou trabalhos. O Sitestar.pt é a iniciativa que desafia todos os estudantes do 8ª ao 12ª ano (científico-humanístico, profissional ou aprendizagem), que tenham entre os 13 e os 18 anos, a serem “exploradores e criadores de conteúdos na Internet”. Esta parceria da DECOJovem e do .PT oferece aos estudantes dos Ensinos Secundário, Profissional ou Aprendizagem várias possibilidades de participação. A criação de um site sobre os diferentes saberes, experiências e trabalhos realizados em contexto escolar (Categoria 1), focado na divulgação de iniciativas escolares de voluntariado ou de inclusão social em que te participes (Categoria 2) ou sobre diferentes expressões artísticas como música, teatro ou pintura (Categoria 3) A principal novidade, nesta sétima edição da iniciativa, é a criação de dois escalões, abrindo a participação aos estudantes do 8º e 9º ano de escolaridade. Estas equipas poderão desenvolver e criar sites sobre um tema à sua escolha, deixando a organização alguns exemplos: “Alimentação saudável para todos; Gerir bem o

meu dinheiro; Consumo sustentável; A segurança na Internet; Os direitos de autor a respeitar; Os direitos dos consumidores nas compras”. O Sitestar.pt está aberto a os estudantes (entre os 13 e os 18 anos) de todos os estabelecimentos de ensino públicos e privados portugueses (desde que aderentes à rede DECOJovem), bem como a outras entidades que trabalhem com jovens.

Prazos e prémios

Iniciativa da DECOJovem desafia-te a mostrares a tua criatividade em equipa, construindo um site sobre um tema do teu interesse. Inscreve a tua equipa até dia 17 de dezembro de 2019.

Numa primeira fase, a inscrição e submissão da ficha de proposta de site pode ser feita até dia 17 de dezembro de 2019. A lista de selecionados, a quem serão oferecidas as ferramentas (voucher 3 em 1) para construção do site, será divulgada a 14 de janeiro de 2020. As equipas têm até 30 de março para construir e apresentar os sites nomeados nas diferentes categorias. Os primeiros lugares em cada categoria receberão um computador, o segundo lugar uma action camera e o terceiro colunas de som. Para saberes mais e fazeres a tua inscrição, visita: decojovem.pt/iniciativas/sitestar-pt-7/


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16 | Forum Estudante | dez’19

/Internet Segura

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Como combater o ciberbullying? É um dos fenómenos que mais incomoda os estudantes, atualmente. O aumento do número de casos obriga mesmo à criação de um plano. Conhece os passos dados para o combate ao ciberbullying. O ciberbullying começou a fazer parte das conversas nas escolas, entre os jovens e a comunidade escolar há relativamente pouco tempo. Atualmente, é um dos fenómenos que mais incomoda os estudantes na sua interação com a Internet. O maior acesso à Internet e às

Sabes o que é o Bullying? São comportamentos de carácter agressivo, que ocorrem entre pares, de modo intencional e repetido e, que podem causar consequências a nível físico, verbal, social/relacional, psicológico e/ou sexual – às crianças e jovens, envolvidos numa relação de desequilíbrio de poder entre o agressor e a vítima. As vítimas de bullying podem sentir maior tristeza, diminuição de autoestima, desmotivação e baixa de rendimento escolar, perturbações alimentares e de sono, e maior propensão para comportamentos depressivos

redes sociais fez disparar o aumento de casos de ciberbullying, especialmente porque permite que os seus autores o façam de forma anónima. Para o combater, é necessário fazê-lo de uma forma concertada, envolvendo a escola, os vários profissionais de educação, as turmas e os estudantes, garantindo que se comprometem “com um conjunto de cláusulas que vão no sentido do respeito pelo outro e da não violência”. O plano de prevenção e combate ao bullying e ao ciberbullying foi recentemente lançado pelo Ministério da Educação com o objetivo de “sensibilizar para a prevenção e para a definição de mecanismos de intervenção em meio escolar, com o envolvimento de vários serviços”. Por essa razão, este plano inclui a criação de equipas locais constituídas por vários tipos de profissionais e alunos para promover ações de sensibilização e de prevenção, permitindo agir mais rapidamente onde e quando as situações ocorrem. Para além destas equipas, está a ser criado um conjunto de ferramentas destinado especificamente às escolas, aos jovens e às famílias que

Sabes o que é o Ciberbullying? Consiste em humilhar, excluir ou agredir alguém, de forma repetitiva e sistemática, através de ações virtuais, com recurso à Internet, que possibilitam este tipo de comportamento, podendo-se recorrer a uma variedade de conteúdos como, por exemplo, conteúdos de fotografia, de vídeo, de áudio ou de texto. As consequências do ciberbullying nas vítimas são idênticas às do bullying. lhes permitirá conhecer de que formas deverão agir quando estas situações ocorrerem. Por outro lado, a introdução de algumas melhorias na plataforma SIGE, Sistema de Informação de Segurança Escolar, permite que o ciberbullying deixe de ser reportado nas escolas como uma forma de crime, sendo agora referenciado como uma situação de ‘bullying’ e/ou ‘ciberbullying’.

Consulta o plano completo em: www.sembullyingsemviolencia.edu.gov.pt


17 | Forum Estudante | dez’19

/Study Abroad

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Como correu a 9ª Edição da feira Study Abroad Portugal? A 9ª Edição da Feira Study Abroad Portugal realizou-se no passado mês de outubro, nos dias 19 e 20, em Lisboa, e no Porto, respetivamente. O evento, que tem como objetivo dar a conhecer os programas e ofertas existentes para estudar no estrangeiro, contou com quase 800 visitantes de várias faixas etárias.

Desde medicina, cursos de línguas, artes, informática, cursos de verão, e programas de voluntariado, o que não faltou na última edição da Feira Study Abroad Portugal foi diversidade: com 36 instituições presentes de diferentes pontos do mundo, e ofertas educacionais para todo o tipo de idade, o evento contou ainda com um programa de seminários bastante diversificado, desde da importância do Brexit, passando pelo testemunho e partilha de experiências de pessoas que estudaram no estrangeiro, até à apresentação da possibilidade de conciliar trabalho com estudo no Canadá. O tipo de curso mais procurado para estudar no estrangeiro continua a ser licenciatura com

Reino Unido (72%), Estados Unidos da América (51%), Canadá (35%), Holanda (31%), Dinamarca e Itália (27%) foram os destinos mais procurados pelos estudantes portugueses

45%. Os Mestrados e cursos de Línguas, ocupando o segundo e terceiro lugar, representando cada um, 28% da procura, algo surpreendente, considerando o aumento da procura para cursos de línguas. Seguem-se depois os cursos de verão e a procura por programas de voluntariado, sendo que o High School ocupa o 7º lugar nos interesses dos visitantes. Em relação aos destinos mais procurados, o Reino Unido continua a estar no primeiro lugar, apesar do Brexit, com cerca de 72% dos visitantes a considerarem este país como uma opção para estudar no estrangeiro. Em segundo lugar estão os EUA com 51%, seguido do

Canadá com 35%, da Holanda com 31%, Dinamarca e Itália com 27%, Alemanha com 25%, Austrália com 24%, Espanha e França com 21%. “Temos a chave para abrir as portas do teu future” foi o lema adotado pela Study Abroad Portugal para esta edição, cujas feiras educacionais se realizam duas vezes por ano, no Porto, e em Lisboa. A próxima edição será a 10ª da feira e a Study Abroad Portugal promete novidades para assinalar esta data.


18 | Forum Estudante | dez’19

/Study Abroad

RAZÕES PARA PARTIR À

AVENTURA #1 Para aprender uma língua Não há melhor forma de desenvolver competências linguísticas do que praticar in loco num país onde se fale essa dita língua. Convivendo com falantes nativos, poderás aprender expressões coloquiais e locais, treinando diariamente, constantemente, até nas mais pequenas ações do teu dia a dia. Vais aprender termos técnicos, a praguejar e, quem sabe, a dar “cantadas” na língua do país que te acolheu. Claro que o Inglês será sempre a “moeda de troca” com os restantes estudantes internacionais, oriundos de outros países que não Portugal.

#2 Pelo teu crescimento pessoal Estar num país estrangeiro implicará sempre saíres da tua zona de conforto e até deparares-te com algum choque cultural. Não é só uma nova casa, cidade, escola, leque de amigos e conhecidos que te aguarda. Cada cultura tem os seus próprios códigos e rituais e, nesse sentido, este pode ser um período de descoberta exterior mas também interior. Vais aprender a viver sozinho ou entre desconhecidos. Vais ter de conseguir gerir a tua independência. Sabemos que, no final desta experiência, serás uma pessoa muito mais confiante.


19 | Forum Estudante | dez’19

/Study Abroad

“The world is your oyster”, disse um dia uma das personagens de Shakespeare. Se não entendeste patavina da primeira parte da frase anterior já encontraste uma das 5 razões que aqui te apontamos para saires da concha e estudares no estrangeiro: aprender uma língua. “O mundo é a tua ostra” significa que só depende de ti alcançares aquilo que queres na vida. Como abraçar uma oportunidade única como esta de crescer a nível pessoal e académico, um investimento que dará frutos no teu futuro profissional.

#3 #4 #5 Para experimentar Para viajar Pela tua carreira um novo sistema Estás de visita a uma cidade, a um país, Os estudos provam que os alunos que mas não és um mero turista pelo que têm uma experiência internacional terás acesso a locais fantásticos que revelam competências transversais de ensino Estarás a conhecer novas formas de ensinar e de aprender, o que fará de ti um formando mais completo. O contacto com outras metodologias de ensino vai também implicar que encontres novas formas de resolver problemas e estimular o teu pensamento criativo. Também poderá ser uma oportunidade única de especialização, caso pretendas aprofundar os teus conhecimentos em áreas em que só “aquela” instituição de ensino ou professores são peritos e seja esse o teu critério na seleção do destino.

normalmente não surgem nos guias de viagens, conhecendo as dinâmicas locais como se fosses um nativo. Há quem aproveite para visitar os países próximos ao destino de estudo, até porque algumas viagens podem tornar-se muito menos morosas e dispendiosas.

mais apuradas, como a capacidade de adaptação, a tolerância, a capacidade de resolução de problemas, a multiculturalidade e a capacidade de decisão. Tudo características que só vão melhor o teu nível de empregabilidade no futuro. Estudar no estrangeiro dar-te-á mais mundo, fará de ti um cidadão mais global, outra skill decisiva nos dias que correm. A mudança de contexto que esta experiência implica inevitavelmente despertará em ti novos interesses e hobbies, o que fará de ti uma pessoa infinitamente mais rica de se contratar e com a qual apetecerá conviver.


20 | Forum Estudante | dez’19

/Study Abroad

Estudar no estrangeiro, passo a passo

Desde do momento da escolha do país à preparação da bagagem, fica a saber tudo o que precisas para garantir a melhor experiência possível. Conhece o roteiro para estudar no estrangeiro, em sete passos.


21 | Forum Estudante | dez’19

/Study Abroad

Passo 2 Como me adapto?

Passo 1 Para onde vou? Existem vários critérios que podes utilizar na escolha do teu país de destino. Podes escolher o país por ser relevante na tua área de estudos, por quereres encontrar amigos ou família ou porque sentes uma afinidade com a sua cultura e História. Podes até escolher um país pelo interesse geográfico da sua localização – caso proporcione a oportunidade de visitar outros países, por exemplo. Isto sem esquecer outras condicionantes, como o custo de vida local. Na escolha do país de destino, tem também em conta a questão da língua. Estudar no estrangeiro oferece-te uma oportunidade única de desenvolver capacidades linguísticas, ao estares imerso na cultura associada a essa língua e a interagir com os falantes nativos. Por essa razão, podes optar por escolher uma língua que seja relevante para o teu futuro profissional, por exemplo, ou uma língua na qual tens competências básicas que pretendes desenvolver.

Se já decidiste o teu destino, há um fator final a considerar – a cultura. Mesmo que escolhas estudar num país europeu ocidental (que à partida não é muito diferente de Portugal), existe uma grande possibilidade de encontrares diferenças culturais. Por essa razão, antes da partida, investiga a cultura e os hábitos do país que escolheste: lê blogues de viagens, vê vídeos no YouTube, consulta guias de turismo e está atento aos programas de televisão ou jornais locais. Uma das soluções mais apreciadas passa pela leitura de um romance cujo cenário seja a cidade ou país em questão. Outra boa forma de prepares a assimilação de outra cultura é contactar os portugueses que estão a estudar ou trabalhar no teu país de destino. Podes encontrar grupos e comunidades online, através das redes sociais e blogues, por exemplo, mas também falar diretamente com pessoas que conheces. O objetivo é que tenhas uma ideia concreta daquilo que poderás encontrar, não só para facilitar a tua adaptação, mas também para que a tua decisão seja informada: muitas das diferenças culturais não serão só ao nível da comida ou da língua e podem dizer respeito ao clima, ao custo de vida, aos valores, à legislação, etc… Imagina-te no local que te descrevem. Sentes entusiasmo? Estás preparado/a para o próximo passo.

Podes ESCOLHER O PAÍS por ser relevante na tua área de estudos, por quereres encontrar amigos ou família ou porque sentes uma afinidade com a sua cultura e História.  NTES DA PARTIDA, A investiga a cultura e os hábitos do país que escolheste. O OBJETIVO é que tenhas uma ideia concreta daquilo que poderás encontrar, não só para facilitar a tua adaptação, mas também para que a tua decisão seja informada.


22 | Forum Estudante | dez’19

/Study Abroad

Passo 3 Do que preciso? Antes da partida, convém assegurar uma… entrada pacífica. Se estás a viajar para um país da União Europeia, o teu trabalho está simplificado, uma vez que o direito de livre circulação permite-te entrar em qualquer país (e nele estudar e trabalhar) tendo apenas um Cartão de Cidadão válido. Se vais para um país fora da EU, terás de confirmar se necessitas de visto (podes ver no site oficial do país, no site da embaixada do país em Portugal ou contactando diretamente a embaixada/consulado). Verifica esta informação com antecedência: os pedidos de visto podem demorar a ser aprovados. Confirma também se o teu passaporte está válido ou, se não tiveres passaporte, trata rapidamente do assunto, tendo em conta que este vai demorar alguns dias até ser entregue.

Ficar num QUARTO numa residência universitária pode ser a solução mais fácil e simples (e barata).

Passo 5 Que cuidados devo ter?

Passo 4 Como planeio a viagem? Há uma regra válida para a maioria dos meios de transporte: quanto mais cedo comprares, mais barato fica. A conclusão é que deves tratar do bilhete o mais rápido possível. Por outro lado, deves tirar o máximo partido das ferramentas online para encontrar a melhor oferta. Utiliza sites e aplicações especializadas que te permitem comparar o preço de viagens de avião em várias companhias aéreas. Não te esqueças também que alguns meios de transporte (como comboios e autocarros) oferecem normalmente descontos para estudantes. Quanto ao alojamento, tendo em conta que estás a ir para uma cidade que não conheces, num país estrangeiro, ficar num quarto numa residência universitária pode ser a solução mais fácil e simples (e barata). Se a tua universidade não tem uma residência ou as vagas já estão todas preenchidas podes também procurar residências universitárias privadas. Caso estejas à procura de um apartamento, tens várias opções: podes entrar em contacto com um responsável pelos estudantes internacionais da universidade de destino e perguntar se há estudantes na mesma situação que tu (a associação de estudantes local ou alguma organização de alunos equivalente pode ser também um bom contacto). Algumas universidades têm também um grupo no Facebook onde podes perguntar por informações (ou ver se alguém publicou alguma oferta). E, claro, tens sempre a pesquisa online, por tua conta, ainda que devas tentar informar-te sobre a credibilidade do portal e da oferta.

Uma visita ao médico antes de viajar é sempre uma boa ideia, especialmente se a viagem for realizada para um país com clima e condições drasticamente diferentes e se se tratar de uma estadia prolongada. Se tens alguma medicação que tomas regularmente, pergunta ao teu médico ou médica se (e como) será possível obtê-la no país para onde vais. Se tens alguma doença crónica, ou historial de alguma doença crónica na tua família, tem em atenção ao meio de transporte através do qual vais viajar, ao clima do país para onde vais e às diferenças na tua rotina diária. Conversa com o teu médico para garantir que nenhuma dessas variáveis será um problema. Se o teu destino for um país da União Europeia, não te esqueças de fazer o Cartão Europeu de Seguro de Doença. Este cartão permite-te ter acesso a assistência médica junto dos prestadores de cuidados públicos do país europeu em que estiveres, nas mesmas condições que os seus cidadãos. As taxas moderadoras ou comparticipações que terás de pagar são as que estiverem em vigor nesse país. Se o teu país de destino é fora da União Europeia então talvez queiras considerar fazer um seguro de saúde que seja válido no estrangeiro, como os seguros de saúde para viajantes. Tendo em conta as características do sistema de saúde do país de acolhimento, poderás evitar alguns problemas, caso tenhas um seguro de saúde válido nesse país.

Se tens alguma MEDICAÇÃO que tomas regularmente, pergunta ao teu médico ou médica se (e como) será possível obtê-la no país para onde vais.


23 | Forum Estudante | dez’19

/Study Abroad

Passo 6 O que coloco na mala? A principal regra é levares o mínimo possível: até porque, muito provavelmente, irás querer trazer coisas do teu destino de volta para casa. Escolhe uma mala que consigas transportar facilmente, tendo atenção aos limites de peso e tamanho das companhias aéreas. Lembra-te que todo o peso que colocares na mala será carregado por ti. Começa por fazer uma lista de todas as coisas que usas no teu dia a dia, imaginando uma semana normal. Depois, corta as coisas que pensas conseguir abdicar e as que sabes que consegues adquirir facilmente no país de destino (por exemplo, champô, pasta de dentes ou gel de banho). No que toca à roupa, leva apenas aquilo de que vais precisar. Isto significa adaptares a escolha ao destino. Levares fatos de banho para a Finlândia no inverno, por exemplo, pode parecer desnecessário. Contudo, a sauna é um dos costumes generalizados neste país. Escolhe algumas peças de roupa que combinem facilmente entre si e que não precisem de cuidados especiais para serem lavadas. Carregadores para dispositivos eletrónicos (e possivelmente adaptadores) serão opções essenciais, tal como suplementos alimentares e vitaminas que eventualmente tomes, bem como alguns medicamentos para dores de cabeça, barriga e outros problemas comuns. Podes ainda levar uma cópia do teu historial médico, prescrições para as medicações que tomas e da graduação dos teus óculos, se usares (se puderes, leva um par extra).

Leva uma cópia do teu HISTORIAL MÉDICO, prescrições para as medicações que tomas e da graduação dos teus óculos, se usares.

Passo 7 E se sentir saudades? Mais do que ninguém, conheces os canais que utilizas para comunicar: email, redes sociais, aplicações… Mais do que escolheres um canal, terás de saber como garantir acesso à Internet. Se não prescindes de ter acesso à Internet em casa, então mantém isso em mente quando estiveres à procura de alojamento. Em grande parte das universidades mundiais (em 101 países), poderás sempre contar com acesso à Internet através da rede eduroam. Por fim, tem em conta as questões relativas ao tarifário. Dentro da União Europeia existe o que se chama roaming gratuito (isenção de pagamento de taxas adicionais durante a estadia num outro país da EU). Isto é válido para chamadas, mensagens de texto ou serviços de dados. Contudo, no caso de outros destinos, o pagamento de taxas de roaming poderá ser muito dispendioso (sobretudo para estadias prolongadas). A solução poderá passar por perguntar à tua operadora móvel se têm algum acordo com uma operadora no teu país de destino. Podes também optar por utilizar um serviço de um operador local: neste caso, tem atenção se o teu telemóvel aceita o cartão dessa operadora pois nem todos os telemóveis estão desbloqueados à escala global.

Ao preparar a MALA, corta as coisas que pensas conseguir abdicar e as que sabes que consegues adquirir facilmente no país de destino. Dentro da União Europeia existe ROAMING gratuito. Contudo, no caso de outros destinos, o pagamento de taxas de roaming poderá ser muito dispendioso.


24 | Forum Estudante | dez’19

/Fama

Murta

“Fiz por estar onde estou”


25 | Forum Estudante | dez’19

/Fama Garante que gosta de estar no cantinho, com a sua namorada e a sua vida. Mas, por estes dias, no momento em que lança o seu disco de estreia, poucos na rua não darão conta de quem é Murta. Concorrente nada vencido do The Voice Portugal, aos 21 anos, edita D’Art Vida. Eis o fruto do seu amor pela música, um lote de canções nos quais ambiciona revelar “um progresso constante”, para si, a única chave para ganhar raízes nesta indústria. Por Vera Valadas Ferreira

Com que emoção assistes agora o lançamento do teu álbum de estreia? É estranho. Apesar de ainda agora estar tudo a começar, sinto já muita gratidão por causa da boa reação das pessoas, que já estão a consumir o álbum e a partilhá-lo. Sinto que ainda há muito para fazer. Ainda há muitas facetas minhas para mostrar. A vida continua e eu tenho já novas histórias para contar. Já estou a preparar um segundo álbum. Estou bué ansioso para continuar a mostrar o meu trabalho. Só espero que me deixem fazê-lo (risos).

Sentes que foi um longo caminho até chegares a este ponto? Tiveste de batalhar muito? Sem dúvida! Sem dúvida! Toda a gente tem um longo caminho até chegar a algum lado. Pode não ter sido sempre no universo da música, mas o meu caminho foi longo. Sem dúvida que fiz por estar onde estou e que mereço isto. Não se deve parar.

É esse o conselho que dás a quem queira seguir uma carreira musical?

D’Art Vida tem dois lados: o primeiro é dar-te vida a ti que vais ouvir a minha música e o outro é eu querer ajudar-te a dar vida.

Sim, sim. Havia um rapper na minha zona [Figueira da Foz], que entretanto deixou de escrever e pôr sons, que tinha uma frase bué interessante e que sempre me bateu bastante: “o sucesso virá quando o progresso é constante”. Isso fez-me sempre sentido. Só consigo prometer um progresso constante. Aconselho a não pararem, a progredirem sempre. Não tentem fazer algo pelos outros. Entreguem-se a trabalhos de qualidade, com mensagem, com energia (seja ela positiva ou negativa) e com alguma lição por trás. E o sucesso virá, porque alguém se vai identificar. Se for sincero, alguém acabará por se identificar.

Mesmo que pelo caminho se ouçam muitos “nãos”? Claro! Podes levar um “não” numa etapa da tua vida mas isso não quer dizer

que devas parar. Eu levei um “não”: não ganhei um programa. Não fiquei com um contrato e continuei, progredi. E agora estou na mesma editora que a pessoa que ganhou esse programa. Mas com mais dois anos de experiência a batalhar sozinho, a ganhar maturidade artística e pessoal. E agora não foi um “não”, foi um “sim”. É o que os miúdos têm de perceber: a vida não é sempre “sim”. Pode haver “nãos” e isso não quer dizer nada.

No The Voice Portugal ganhaste, pelo menos, mais experiência de palco… Já antes do programa dava alguns concertos, o que me ajudou bastante na experiência de palco e no contacto com as pessoas. Mas, sem dúvida, que o programa ainda me ajudou Estou bué ansioso para a crescer mais nesse continuar a mostrar aspeto. Também me ajudou a perceber que o meu trabalho. Só as coisas não são assim espero que me deixem tão perfeitas quanto parecem na televisão. fazê-lo. Isto tudo faz parte e ajuda a que a visão do artista também se molde. Foi o que me aconteceu.

O programa ajudou a divulgar o teu nome: agora, toda a gente sabe quem é o Murta. Como é isso de ires na rua e dizerem “Olha, o Murta! Olha, o Murta!”? Já não tens sossego? Eh, pá, como é que eu posso dizer isto sem parecer ingrato: eu amo as pessoas e amo quem me ama e quem ama o meu trabalho porque é para essas pessoas que eu faço o que faço. Mas eu não gosto nada dessa parte de ser abordado... Não é mesmo a minha “cena”. Eu adoro estar no meu cantinho, com a minha namorada, com a minha vida. Gosto de estar tranquilo. Mas percebo que me abordem porque se fosse ao contrário eu também gostaria de abordar a pessoa e dizer: “olha, tu és importante para mim”, “a tua música salvou-me de alguma maneira”. Isso faz parte e espero que aumente.


26 | Forum Estudante | dez’19

/Fama Espero que seja cada vez mais chato. É bom sinal (risos).

Qual o significado do trocadilho D’Art Vida, que serve de título ao disco? D’Art Vida tem dois lados: o primeiro é dar-te vida a ti que vais ouvir a minha música e o outro é eu querer ajudar-te a dar vida. Daí eu ter posto na edição física do álbum sementes de margaridas amarelas Entreguem-se a cada um poderá trabalhos de qualidade, que depois plantar. Queria com mensagem, com que todos nós contribuíssemos para esse energia e alguma lição conceito do “dar vida”. por detrás. E ainda há a faceta de fazer da minha arte vida. Por isso é que eu, na faixa Channel 33 digo: “nada é demais quando é para unir”

E em ti quem plantou o gosto pela música? Olha, boa pergunta… Por acaso, sou a única pessoa na minha família que se dedicou à música e eu próprio não consigo dizer quando é que me interessei

piano. Foi essa procura que plantou em mim o gosto pela música.

Como é que descreves a tua sonoridade? Diria urbana, só. Não gosto nada de me pôr em caixinhas. Hoje em dia é tudo tão relativo: ninguém sabe o que é que é trap, hip-hop, pop ou rock alternativo. Ouço hipPodes levar um “não” -hop, muito soul, muito pop. Mas, por exemplo, o numa etapa da tua álbum abre com o Feels vida mas isso não Like, com um riff de guiquer dizer que devas tarra de rock psicadélico. Tenho vibes, ouço um parar. bocado de tudo e crio um bocado de tudo.

por isso. Sempre gostei de mensagens, sempre gostei bué de cores fundidas com formas, fundidas com cheiros, fundidas com texturas. Sempre gostei de receber sensações. Sempre fui curioso. E a música despertava-me algo diferente como mais nenhuma outra coisa me despertava. Não foi ninguém que plantou em mim o gosto pela música. Foi o facto de ir ouvindo, de ir tocando flauta na escola e depois

Saudade é o teu 4º single depois das canções Porquê, Respeitar e Segredos. Essa faixa que não poderia ter um título mais português… É a palavra mais linda…

És um rapaz romântico? Sou, por acaso sou. Não do género de comprar flores mas sou um tipo atencioso e sensível. E por isso gosto de surpreender e retirar boas energias das pessoas que amo.


28 | Forum Estudante | dez’19

/Tech

Razer Kraken X

Para todos os gamers Os kraken X são uma solução que leve, barata e que, ao mesmo tempo, promete oferecer toda a experiência Razer no campo de batalha. Por João Duarte Silva

Relativamente ao design, pode dizer-se que a Razer optou por uma reinvenção, substituindo o usual microfone retrátil a que os utilizadores estão acostumados e o design volumoso por algo muito aliciante, com leveza e simplicidade. O resultado é uma leveza que a marca nunca ofereceu: 250 gramas de som bruto, que providenciam ao utilizador uma experiência confortável e permitem que as horas em que o utilizador passe a jogar/trabalhar/ouvir música sejam desfrutadas sem que o peso cause uma sensação desagradável – algo que por muitas vezes é referido em comunidades online como uma falha até dos

melhores headsets devido ao seu peso habitual. Utilizei este periférico durante cerca de um mês. Enquanto ferramenta de gaming, estes headphones cumprem em todos os aspetos, seja na precisão com que localiza o utilizador no campo de batalha (através do seu surround 7.1)

250 gramas de som bruto, que providenciam ao utilizador uma experiência confortável. seja como mecanismo de comunicação (com um microfone que capta em forma cardioide e que elimina qualquer possibilidade de intromissão de um som exterior). Ouvir música é uma atividade em que os headphones de gaming costumam desiludir e, nesse aspeto, fiquei impressionado pela forma

como a Razer alcançou um produto que, a este preço, consegue assegurar um áudio ao nível de muitos produtos da marca. A única notas negativa diz respeito à forma como certos sons acabam por ser abafados pela “força” do próprio periférico (há uma preferência clara num surround 7.1 funcional, escolha acertada). Os Razer Kraken TE são o patamar acima a ter em conta, em termos de preço. Para quem ambiciona a mesma potência, mas a carteira não chega, os Kraken X são uma grande hipótese a considerar. E já sabemos que o preço é o fator mais importante na tomada de decisão da maior parte dos compradores. Os Razer Kraken X não comprometem e, pelo contrário, surpreendem pela sua potência escondida dentro de uma gramagem tão peculiar, relativamente ao que estamos habituados. Por essa razão, passam em todos os testes como uma escolha viável para qualquer utilizador, dando aos jogadores que ambicionam chegar a um nivel profissional (mas que não possuem os meios para o fazer) um veículo para o atingir.


29 | Forum Estudante | dez’19

/Tech

#LGW19 POR DENTRO DO GAMING

De 21 a 24 de novembro, a FIL recebeu a sexta edição da Lisboa Games Week. Fica com algumas das melhores imagens. Gaming, eSports, Cosplay e VR foram apenas algumas das áreas representadas na Lisboa Games Week 2019. A organização estima que, no total das seis edições, 80 mil visitantes passaram por este evento, onde se incluem 18 mil alunos e professores.

Alguns Embaixadores da Forum Estudante estiveram no stand da revista

A Forum Estudante também disse ‘presente’ com muitos passatempos e prémios para te dar

A edição de 2019 incluiu uma área ‘Nostalgica’, dedicada aos jogos retro

Pinball e jogos de tabuleiro também marcaram presença

Palco de eSports concentrou muitos dos visitantes

Evento contou com espaços de Realidade Virtual

Cosplayers também passaram pela #LGW19

LGW19 assume-se como ‘o maior evento de videojogos em Portugal’.


30 | Forum Estudante | dez’19

/Saberes

7 RAZÕES PARA PARTICIPAR NAS ACADEMIAS

FORUM

Uma semana de atividades gratuitas ligadas a um tema à tua escolha: Desporto, Comunicação, Tecnologia ou Empreendedorismo são apenas alguns exemplos. Conhece algumas razões para participar e conhece a oferta em forum.pt/academias-forum

#1 Faz 49 novos amigos e amigas (de todo o País) Em qualquer uma das Academias Forum Estudante, terás a companhia de 49 estudantes do Ensino Secundário e Profissional, oriundos de todo o País. Nenhum dos participantes se conhece previamente, pelo que esta é uma ótima oportunidade para fazeres novos conhecimentos e amizades que, devido à distância, seriam pouco prováveis. Pelo meio, podes aproveitar para participar em algumas das discussões mais antigas do universo Academias Forum: “Sapatilhas vs. Ténis”, “Cadeado vs. Aloquete” ou “Cabide vs. Cruzeta” são alguns exemplos.

#2 Aproveita que é gratuito (como em preço = 0€) Todas as Academias Forum são totalmente gratuitas, graças ao apoio de parceiros que promovem cada uma destas semanas de atividades. Isto significa que todas as despesas de alimentação, alojamento e deslocação, durante a semana ficam do nosso lado. Tudo para que te tenhas de preocupar apenas com a tua diversão. Só terás de garantir a tua deslocação até à cidade onde se realiza a academia.


31 | Forum Estudante | dez’19

/Saberes

#3 Experimenta uma área (ou vocação)

#4 Diverte-te (na praia ou no campo)

Cada Academia Forum tem um tema central, ou seja, é focada numa área do saber em específico, bem como nas suas respetivas saídas profissionais. Isto significa que podes escolher participar numa academia como forma de confirmar um gosto ou vocação por uma área, conhecendo algumas das profissões (e respetivos saberes) envolvidos. Desporto, Comunicação, Empreendedorismo ou Tecnologia são alguns exemplos.

O programa de atividades de cada Academia segue uma regra de ouro: as melhores aprendizagens fazem-se sem que nos apercebamos delas. Ou seja, a diversão é uma condição essencial. Para além do facto de as atividades seguirem uma metodologia lúdico-pedagógica (favorecendo a experimentação e a criatividade), há momentos do programa unicamente dedicados ao descanso e diversão. Idas à praia, ao rio ou à piscina são alguns dos exemplos clássicos.

#5 Conhece Portugal (ou parte dele) Setúbal, Lisboa, Porto, Barcelos, Coimbra, Leiria, Rio Maior, Peniche, Viseu, Braga ou Castelo Branco. O que têm em comum estas cidades? Todas já receberam pelo menos uma Academia Forum Estudante, sendo que a lista poderia contemplar muitas outras. Por esta razão, participar é também uma forma de conhecer uma cidade ou região, sendo que o programa conregião templa, habitualmente, momentos para visitar as principais atrações locais.

#6 Conhece o Ensino Superior (por dentro) A grande maioria das Academias Forum são promovidas em parceria com Instituições de Ensino Superior. Por essa razão, podes contar com a possibilidade de conhecer infraestruturas, docentes e estudantes de cada uma delas, estabelecendo assim um primeiro contacto com este mundo. Através desta experiência, ficarás a saber melhor em que consiste a vida de estudante, depois do Ensino Secundário.

#7 Ganha memórias (para sempre) Conheces aquele momento, no final das férias, em que pensas “Não me lembro de nada do que fiz nos últimos dois meses?”. Bem, é garantido que não passarás por isso, no caso de participares numa Academia Forum. Com base na experiência que outros estudantes tiveram, ganharás recordações e momentos que perdurarão no tempo. E, caso sejas mais esquecido, terás sempre os vídeos e fotografias, que te ajudarão a recordar.


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/ANQEP

Publirreportagem

O jogo das decisões 2019 está mesmo a terminar e com a chegada do novo ano precisas de tempo para refletir sobre o que vais fazer no final do 9.º ano. “O futuro está nas tuas mãos” pode ser uma expressão um pouco assustadora, por isso desafiamos-te a fazer um jogo que te vai ajudar na hora das grandes decisões. Imagina que tens de atravessar um caminho que te conduz do 9.º ao 12.º ano mas para o conseguires fazer da forma mais acertada deverás ter atenção a um conjunto de pistas.

cursos profissionais, a conversa é muito diferente, pois existem cerca de 50 áreas de educação e formação, que certamente vão ao encontro dos teus gostos e interesses.

#1 Escolhe o teu caminho

#2 Avança uma casa

Já lançaste o dado mas não sabes por que caminho seguir? Aconselhamos-te a conhecer primeiro as caraterísticas dos dois caminhos, que neste caso são as modalidades de ensino de nível secundário existentes: os cursos científico-humanísticos que são vocacionados essencialmente para o prosseguimento de estudos de nível superior e conferem-te uma certificação de nível 3 do Quadro Nacional de Qualificações (QNQ); e os cursos profissionais que se desenvolvem sobretudo mediante a realização de aprendizagens práticas, aliadas a uma profissão, e conferem-te o nível 4 do QNQ, ou seja, uma certificação escolar e profissional. Estes cursos permitem-te concluir o ensino secundário com uma qualificação profissional, bem como aceder ao ensino superior. Depois de refletires sobre a vantagem de cada uma das modalidades de ensino importa perceberes que áreas abrangem. No caso dos cursos científico-humanísticos apenas existem quatro alternativas (Curso de Ciências e Tecnologias, Curso de Ciências Socioeconómicas, Curso de Línguas e Humanidades e Cuso de Artes Visuais). Sobre os

Já percebeste que o ensino profissional é a opção certa para ti porque te permite concluir o 12.º ano e ao mesmo tempo aprender uma profissão, então agora avança até ao Catálogo Nacional de Qualificações (www.catalogo. anqep.gov.pt) e descobre os cursos que existem, assim como os objetivos e a estrutura de cada um.

#3 Obtém pontos extra Reparaste que há uma grande diversidade de opções mas ainda não tens a certeza do curso que pretendes? Lembra-te que é importante refletires sobre quem és e o que queres ser, sem nunca te esqueceres que a tua escolha deve fazer sentido para ti e para o teu futuro, atendendo às tuas expetativas.

#4 A caminho da meta Se estás a ler este parágrafo é porque fizeste um jogo exemplar, seguindo todos os conselhos até à escolha do curso profissional que desejas. Agora está na altura de saberes onde poderás frequentar o curso que escolheste para a tua nova etapa no ensino secundário. Visita o Portal da Oferta Formativa (www.ofertaformativa.gov.pt) e encontra a listagem de escolas e entidades formadoras, e os respetivos contactos.


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/ANQEP

Breves

Entrevista

Alunos da ETIC em projeto de economia circular A Escola de Tecnologias, Inovação e Criação (ETIC) aceitou o desafio da EPAL - Empresa Portuguesa das Águas Livres para transformar materiais em fim de vida em peças de design exclusivo. Sob o tema “Circular Por Natureza”, os participantes terão de apresentar propostas de merchandising feito a partir de materiais excedentes como papel, cartão, lonas, telas publicitárias e garrafas reutilizáveis “Fill Forever” em fim de vida. Neste âmbito, os alunos da ETIC terão de se familiarizar com a essência e potencialidade do material disponível, com a cultura e história da EPAL, bem como com os princípios da economia circular de forma a conseguirem apresentar propostas diferenciadoras.

Durante o concurso, os alunos terão de desenvolver cinco peças, das quais quatro serão destinadas à venda, nas lojas de atendimento da EPAL e no Museu da Água, e uma será reservada para oferta corporativa da empresa. Todas as propostas serão avaliadas por um júri, no que diz respeito ao seu carácter inovador, estético e potencial gerador de notoriedade para o tema da economia circular, entre outras premissas. Os resultados do concurso serão divulgados no Dia Mundial da Água (22 de março). Posteriormente a proposta vencedora poderá vir a ser produzida por uma Instituição Particular de Solidariedade Social, aliando a vertente educativa, artística e ambiental à vertente social.

“Sports 4 all” na ETPM O Laboratório de Artes e Expressões da Escola Técnica Profissional da Moita (ETPM) acolheu, no dia 28 de outubro, a palestra “Sports 4 all”, dinamizada por Nuno Mata, antigo aluno do curso profissional de Técnico de Contabilidade, que ficou tetraplégico após um acidente numa corrida de touros.

Foi com base na sua história de vida que Nuno de Carvalho Mata dinamizou a sessão dedicada à temática do desporto adaptado e da inclusão. Os alunos dos departamentos éticos das turmas da ETPM assistiram à partilha da história de vida de Nuno Mata, marcada por uma forte motivação e superação de obstáculos, revelando um forte interesse e vontade na

mudança de mentalidades, e na promoção de ações que permitam uma abertura maior no que diz respeito a esta temática: “esta palestra abriu-nos os olhos para uma maior empatia relacionada com estes assuntos, pois colocarmo-nos no lugar do outro poderá ser difícil em situações regulares e, com mobilidade reduzida, torna-se ainda mais difícil, exigindo um forte sentido de querer fazer algo…”. “Sports 4 all” surgiu no âmbito do Projeto Piloto Educação Inclusiva e tem como objetivo a promoção e alerta para a inclusão no desporto e na vida, além de fazer parte de um conjunto de iniciativas dinamizadas no âmbito do Programa Nacional Desporto para Todos, desenvolvido pela Associação Nuno Mata, em parceria com o Instituto Português do Desporto e Juventude. A realização da sessão contou com o apoio dos alunos do 10.º ano do curso Técnico de Organização de Eventos da ETPM.

Daniela Lima, 17 anos, estudante

“Representar o ensino profissional português foi uma experiência inigualável” Daniela Lima é aluna do curso profissional de Técnico de Apoio à Infância, na Escola Técnica Profissional da Moita e representou o ensino profissional português numa conferência internacional de Educação da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), em Seul, na Coreia do Sul, de 23 a 25 de outubro. A estudante de 17 anos conta-nos tudo sobre esta oportunidade e experiência. profissional, pela postura que foi necessária. Por outro lado, como disse, cresci enquanto pessoa: consegui ver a realidade da Educação, contactar com esse Mundo, e não apenas conhecê-lo através daquilo que nos dizem.

O curso também te tem ajudado neste crescimento? De que forma? Como surgiu a oportunidade de participar numa conferência internacional da OCDE? Esta oportunidade surgiu logo no primeiro ano. Fui contactada pelo Diretor da Escola, que me falou sobre a OCDE e me explicou o que teria de fazer: falar sobre Educação, no sentido de dar voz ao aluno, partilhando a minha experiência.

Como podes descrever esse momento? Foi uma experiência inigualável. Ganhei uma perceção muito diferente do que é a Educação. Não tinha muita informação sobre os seus problemas e soluções, por exemplo. Percebi o que é realmente a Educação e também o papel que nós temos, enquanto estudantes.

De que forma cresceste com esta experiência? Sinto que melhorei a nível

O curso tem contribuído imenso para o meu crescimento. Penso que o facto de existir uma constante experiência em contexto de trabalho, faz-nos crescer, pela exigência que está envolvida nesse momento. Sinto que tomei a melhor opção ao escolher este curso: se voltasse atrás, tomaria a mesma decisão.


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/IEFP

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O Fórum dos Campeões Campeão #4

Sónia Caetano

Representante portuguesa na competição de Mecatrónica

“Espero adquirir novos conhecimentos e técnicas, para continuar a desenvolver as minhas competências”

Um puzzle com a imagem do futuro Em 2018, Sónia Caetano sagrava-se campeã nacional de Mecatrónica, em Beja. “Senti que era uma grande conquista”, conta a estudante de 22 anos. Dois anos antes, em Coimbra, o mesmo título tinha sido conquistado pelo seu primo, Fábio Machado. “Foi especial”, recorda Sónia, que explica: “muito do que sei sobre Mecatrónica devo-o a ele”. Foi, de resto, a ligação familiar a esta área que levou Sónia Caetano a escolher o Curso de Aprendiza-

gem de Mecatrónica Industrial, no CENFIM de Torres Vedras, depois de completar o 9.º ano de escolaridade. “Sabia que era uma área com boas perspetivas no mercado de trabalho, nomeadamente salariais”, sublinha a estudante. No curso, encontraria uma formação que “passa pelas várias áreas ligadas à mecatrónica”. Contudo, realça Sónia, há uma necessidade de especialização e complemento à aprendizagem com trabalho fora da sala

Os treinos constantes e exigentes, a pressão do tempo e da competição ou o facto de termos 30 mil pessoas a olhar para nós – tudo isso nos faz crescer.

de aula. No CENFIM, desenvolveu o gosto por trabalhar na área, por estar no laboratório, procurando novos conhecimentos. “Foi por essa razão que decidi participar no Campeonato Nacional das Profissões”, conta. A vitória no campeonato nacional abriria a porta ao Europeu (EuroSkills) e ao Mundial das profissões (WorldSkills), em Kazan, na Rússia. Uma participação que trouxe uma grande evolução profissional e pessoal, sublinha: “Os treinos constantes e exigentes, a pressão do tempo e da competição ou o facto de termos 30 mil pessoas a olhar para nós – tudo isso nos faz crescer”. Trabalhar nesta área, realça, é contactar com “desafios constantes” que “obrigam a trabalhar utilizando a lógica”. “Como um puzzle”, concorda Sónia. O gosto reforçado por esta área resultou em estudos adicionais, após a conclusão do curso: depois de um CET de Mecatrónica Industrial, Sónia é hoje aluna de licenciatura de Engenharia de Automação, Controlo e Instrumentação, no Instituto Politécnico de Setúbal. Os olhos, garante, estão já postos no futuro: “Espero adquirir novos conhecimentos e técnicas, para continuar a desenvolver as minhas competências”.


www.iefp.pt Em cada edição da Forum Estudante, trazemos-te as histórias de alguns dos membros da seleção portuguesa no WorldSkills – Campeonato do Mundo das Profissões 2019, em Kazan, na Rússia. Fica a conhecer a experiência de quem representou o nosso país.

Campeão #5

André Pedrosa

21 anos, Representante português na competição de Soldadura

“Encontrei um mundo novo, ganhei mais gosto por aquilo que fazia. Participar nos campeonatos das profissões fez parte desse crescimento...”

Ganhar Mundo, ganhar gosto formas de trabalhar a máquina”, garante, salientando: “O resultado até pode ser o mesmo, mas são formas diferentes de lá chegar”. “Tornei-me um trabalhador mais completo com este conhecimento”, reforça. André já trabalhava como ajudante de soldador quando decidiu entrar no curso de soldadura, no Centro de Formação Profissional do IEFP da Pedrulha, em Coimbra. “Encontrei um mundo novo, ganhei mais gosto

Foi durante o Europeu das Profissões, em Budapeste, que André Pedrosa teve uma noção clara do espírito que se vive nos campeonatos das profissões. “No segundo dia de prova, tive um pequeno acidente”, conta o soldador de 21 anos, revelando: “Os outros participantes tiveram o desportivismo de se preocuparem comigo, de forma a ganhar de forma justa”. André acabaria mesmo por vencer e conseguir alcançar a qualificação para o WorldSkills de Kazan, no ano seguinte. Uma oportunidade que está destinada apenas aos campeões nacionais dos vários países. “Contudo, pela experiência, se fosse possível, todos deveriam ter a oportunidade de participar e crescer, tanto a nível pessoal como profissional”, sublinha André. A nível pessoal, conviveu com outras culturas, religiões ou gastronomias. Já quanto à esfera profissional, conheceu novas formas de trabalhar e de pensar a sua área. “Pude aprender técnicas que apenas são utilizadas noutros países, outras

Todos deveriam ter a oportunidade de participar [no WorldSkills] e crescer, tanto a nível pessoal como profissional.

por aquilo que fazia. Participar nos campeonatos das profissões fez parte desse crescimento”, conta. Entretanto, terminado o curso, André cumpriu o seu objetivo e trabalha como soldador. Num futuro próximo, revela, vai voltar ao mundo da formação profissional, desta vez, como formador. “Penso que a experiência acumulada no WorldSkills me vai ajudar”, destaca, antes de concluir: “E espero, um dia mais tarde, poder treinar outros concorrentes”.


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/ReDescobrir a Terra

Quando fazer turismo é fazer agricultura Fazer turismo é compatível com fazer atividades agrícolas. A ideia é antiga, mas o seu crescimento em Portugal relativamente recente. Sabe mais sobre o Agroturismo.

E se as tuas férias incluíssem participar numa vindima? Ou ordenhar leite fresco logo pela manhã? Estas hipóteses são já realidade para milhares de turistas em Portugal, para todos os que queiram conciliar o relaxamento do meio rural com a participação em trabalhos agrícolas. Bem-vindo ao mundo do Agroturismo. A Direção-Geral da Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR) define

vários tipos de empreendimentos turísticos no Espaço Rural. Para além de “Casa de Campo”, “Turismo de Aldeia” e “Hotel Rural”, conta-se entre as possibilidades o “Agroturismo”. Estes são os empreendimentos, informa a DGADR, que “prestem serviços de alojamento a turistas e permitam aos hóspedes o acompanhamento e conhecimento da atividade agrícola

ou a participação nos trabalhos aí desenvolvidos”. De acordo com as estatísticas, a opção tem registado uma procura crescente. Em 1989, os estabelecimentos de Agroturismo representavam 5% do universo do Turismo em regiões rurais. Hoje, 30 anos passados, esse valor cresceu para 17%. Os dados mostram um crescimento do turismo rural, de forma geral, mas


Nos últimos 30 anos, o número de empreendimentos de Agroturismo cresceu 2500%.

também desta modalidade turística: se o número de estabelecimentos, em geral, cresceu cerca de 700%, durante as últimas três décadas, os empreendimentos de Agroturismo apresentam uma das maiores subidas, com um crescimento na ordem dos 2500% (ver caixa). Estes empreendimentos turísticos podem ter dimensões muito diversificadas (de antigas mansões ou palacetes a construções mais humildes como bungalows ou anexos), espalhando-se um pouco por todo o País. Por essa razão, alguns especialistas têm destacado o papel desta modalidade turística no desenvolvimento regional e no combate à desertificação. “O Agroturismo pode contribuir signifi-

O Agroturismo pode contribuir significativamente para o desenvolvimento da economia local, gerando receita, emprego e fixando a população em meios com défice populacional. cativamente para o desenvolvimento da economia local, gerando receita, emprego e fixando a população em meios com défice populacional”, sublinham Ilda Paixão e Pedro Carvalho, num caso de estudo de Agroturismo na região de Castelo Branco.

O peso dos agroturistas De forma geral, revela o Turismo de Portugal, em 2017, os estabelecimentos de turismo no espaço rural registaram 795 mil hóspedes, num total de 1,7 milhões de dormidas. As regiões com a maior procura foram o Norte (30,2%),

o Alentejo (24,8%) e o centro (22%). Esta dispersão geográfica mostra o papel importante que a modalidade poderá desempenhar na coesão dos territórios. Mas qual a representatividade da oferta de Agroturismo, face ao contexto geral do Turismo em Espaço Rural? No âmbito das várias modalidades, durante

Empreendimentos de Agroturismo duplicam em 20 anos De acordo com a Pordata, em 2018, existiam em Portugal 248 estabelecimentos de Agroturismo, um número que ultrapassa as modalidades “Turismo de Habitação” (226) e “Hotel Rural” (87). Em 2000, por comparação, existiam 119 empreendimentos de Agroturismo, face a 229 de “Turismo de Habitação”. o mesmo ano, acrescenta o Turismo de Portugal, o Agroturismo foi a que alcançou o terceiro melhor resultado (15% das dormidas), sendo apenas ultrapassada pelos Hóteis Rurais (23,3%) e as Casas de Campo (42,6%). O crescimento, de resto, poderá não ficar por aqui. Em declarações a publicação sobre turismo Publituris, a diretora da Faculdade de Turismo e Hospitalidade da Universidade Europeia, Antónia Correia, destaca que, a nível internacional, o turismo rural representa 58% do fluxo total de turistas. Em Espanha, esse valor fixa-se nos 27%, sendo que em Portugal ele é “muito reduzido”, avança. Por essa razão, a especialista não tem dúvidas: “estas formas de turismo, se complementadas com o turismo de saúde, constituirão uma das formas mais procuradas do século XXI”.

uma iniciativa

C o fi n a n c i a d o p o r :

parceiros

Escola Profissional Agrícola

Afonso Duarte


40 | Forum Estudante | dez’19

/Capital Jovem da Segurança Rodoviária

Castelo Branco

“Não sejas Alberto”. A campanha do ACP para o uso seguro de trotinetas

Campanha do Automóvel Club de Portugal pretende alertar para a necessidade do uso de capacete, por parte dos condutores de trotinetas e bicicletas elétricas. Durante os primeiros oito meses de 2019, houve, em Portugal, 74 acidentes com trotinetes. Em cada um deles, bem como no caso de acidentes com bicicletas elétricas, recordou o presidente do ACP, Carlos Barbosa, durante o lançamento desta campanha, o uso do capacete pode fazer a diferença. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, usar capacete reduz até 42% o risco de lesões fatais e em 69% as probabilidades de lesões na cabeça. A campanha “Não sejas Alberto, usa capacete!” foi lançada pelo ACP, em parceria com a Polícia de Segurança Pública e com as empresas de trotinetas a operar em Portugal. O nome Alberto é uma referência ao vídeo promocional da campanha, em que um cientista exemplifica as diferenças de um impacto com ou sem capacete. As trotinetas elétricas e bicicletas elétricas têm sido uma presença crescente nas ruas das cidades portuguesas. As trotinetas, em específico, são uma tendência que segue um fenómeno global. De acordo com os dados da National Association of City Transportation Officials, em 2018, foram realizadas 38,5 milhões de viagens de trotinetas, nos Estados Unidos.

Promotores

Em Portugal, a média estimada é de 13 mil viagens por dia. O ACP recorda que estes veículos podem atingir velocidades na ordem dos 30 km/h, “circulando entre o trânsito intenso das cidades e até pelos passeios”. Dados que reforçam a importância de adotar comportamentos seguros ao volante.

Apoios

O uso de capacete é fundamental para a nossa segurança Carlos Barbosa, Presidente do ACP

As trotinetas chegaram com uma velocidade tal, que já fazem parte da paisagem rodoviária. Por cá, se a adesão a este tipo de transporte não deixa dúvidas, na segurança rodoviária há várias questões em aberto, sendo a principal o uso de capacete. Com a possibilidade de atingir velocidades na ordem dos 30km/h, estes veículos circulam entre o trânsito intenso das cidades e ilegalmente pelos passeios. E se o uso do capacete deixou de ser obrigatório, por uma estranha decisão da ANSR que estamos a contestar em tribunal, é a nossa consciência que deve prevalecer. O uso do capacete é fundamental para a nossa segurança quer quando nos deslocamos de trotineta, quer quando andamos de bicicleta. Curiosamente, em cidades como Shangai, Paris e Nova Iorque as bicicletas estão a ser trocadas por motociclos elétricos. Na China, até já há cemitérios de bicicletas. Outra questão que é preciso interiorizar é que as trotinetas não são um brinquedo. São meios de locomoção, permitem fazer alguns quilómetros no meio do trânsito intenso e, como tal, é preciso conhecer as regras de circulação e também saber “conduzir” a trotineta – ter equilíbrio, noção da distância de segurança dos outros utentes da estrada, saber travar, enfim uma série de aptidões que vão muito além de uma trotineta sem motor para as crianças andarem nos parques. Com a campanha “Não sejas Alberto, pensa pela tua cabeça!”, o ACP pretende sensibilizar todos para a sua própria segurança para o respeito pelos outros com quem partilhamos a via pública.

Media

EDUCAÇÃO


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/Fullbright

Publirreportagem

“Uma das experiências mais transformadoras que já vivi” António Barros é estudante da Universidade do Porto e participou no programa Study of the United States Institutes (SUSI) for Student Leaders from Europe on Youth, Education and Closing the Skills Gap, organizado pela Universidade de Massachusetts, durante os meses de julho e agosto de 2019. Os custos da participação foram integralmente suportados pelo Departamento de Estado dos EUA. visitar algumas empresas de topo a nível mundial. O programa permitiu aprofundar conhecimentos acerca de liderança em diversos contextos práticos, assim como estudar os principais problemas e desafios dos sistemas de educação e do mercado de trabalho na atualidade, quer no panorama americano, quer no global».

pub

O programa permitiu aprofundar conhecimentos acerca de liderança […], assim como estudar os principais problemas e desafios dos sistemas de educação e do mercado de trabalho.

«O programa SUSI foi uma das experiências mais transformadoras que já tive a oportunidade de vivenciar. Ao longo de 5 semanas, tive a oportunidade de conhecer uma grande parte da costa leste dos EUA, passando por Boston, Nova Iorque, Boca Raton e, finalmente, Washington DC. Um dos aspetos que mais me fascinou foi a diversidade de mentalidades, estilos de vida e até a paisagem urbana que caracteriza cada um destes locais. Pude começar por mergulhar na história da revolução americana e alguns dos seus “founding fathers” e num dos meios académicos mais ativos e dinâmicos do mundo, tendo inclusivamente a oportunidade de interagir com estudantes do MIT e Harvard e de conhecer os seus percursos de vida,

Bolsas para os Estados Unidos da América

Comissão Fulbright www.fulbright.pt

Bolsas e programas disponíveis Bolsas Programa Fulbright ★ Bolsa Fulbright para Mestrado ★ Bolsa Fulbright para Doutoramento ★ Bolsas Fulbright para Investigação (pré-doutoral) ★ Bolsas Fulbright para Investigação e lecionação (pós-doutoral)

Bolsas de curta duração Study of the United States Institutes (SUSI) ★ SUSI para Professores e Investigadores do Ensino Superior ★ SUSI for Student Leaders from Europe – Para estudantes do 1º ou 2º ano das Licenciaturas. ★ SUSI para Professores e Administradores do Ensino Secundário

Fulbright Commission Portugal Phone: (+351) 217 996 390 / (+351) 91 786 46 95 Email: fulbright@fulbright.pt

Programas de Orientação Educacional ★ Competitive College Club Para estudantes no 11º ano do ensino secundário em Portugal que pretendam candidatar-se ao ensino superior nos EUA. ★ Pathway to Graduate School para estudantes com licenciatura que pretendam candidatar-se a programas de mestrado ou doutoramento em universidades nos EUA.


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Castelo Branco

/Capital Jovem da Segurança Rodoviária

Uma semana com o foco

na Segurança

De 28 a 31 de outubro, Castelo Branco acolheu a segunda semana foco de atividades da Capital Jovem da Segurança Rodoviária. Conhece alguns dos pontos altos. No total, ao longo deste ano, mais de 1500 estudantes foram envolvidos diretamente em ações. 28 de outubro

Lado a lado com Falco Na sala polivalente do IPDJ de Castelo Branco, cerca de 30 crianças ouvem as palavras do agente Castanheira - o “único sinaleiro da cidade”, conta a Comandante da Esquadra de Trânsito da PSP de Castelo Branco, Andreia Piçarra. Enquanto Falco, a mascote da Polícia de Segurança Pública, interage com algumas das crianças, o responsável vai partilhando conselhos.

ram os sinais de trânsito (em especial, os semáforos), a circulação no passeio e a segurança no interior do veículo. No total, cerca de 60 estudantes do Ensino Básico do Agrupamento de Escolas Afonso de Paiva participaram nesta ação da PSP. Para a professora deste agrupamento, Cláudia Alves, este contacto será “muito importante” para os seus alunos e não só: “Quando saírem daqui, vão transmitir esta mensagem aos pais e às suas famílias”, concluiu.

29 de outubro

Palestra sobre segurança nas estradas “Sempre que alguém arrisca, alguém sofre”. Foi esta a mensagem que abriu a ação de sensibilização para a prevenção e segurança rodoviária, no Agrupamento de Escolas Afonso de Paiva. Na plateia, cerca de 30 estudantes do 9.º ano puderam refletir sobre alguns dos comportamentos a adotar, tendo em vista a manutenção de uma via pública segura. A palestra foi dinamizada pela Associação de Motociclistas Cristãos (CMA) por quatro vezes, ao longo da semana, envolvendo 130 estudantes que

puderam conhecer alguns números e os principais fatores de risco associados à morte dos jovens nas estradas portuguesas. Excesso de velocidade, condução sob influência do álcool ou uso do telemóvel ao volante foram alguns dos temas abordados pelo presidente da CMA, Manuel Alexandre Dias. “As atitudes e os comportamentos devem ser trabalhadas em grupo”, explicou à FORUM, de forma a que os jovens possam “ser pontos de influência para os seus colegas”.

30 de outubro

A segurança foi à Escola Junto à entrada do Agrupamento de Escolas Amato Lusitano, no centro de Castelo Branco, há cinco carros que possibilitam uma viagem no tempo.

O foco desta ação, revela a comandante, esteve na explicação do porquê da existência de certas regras e mecanismos de segurança (como a “cadeirinha”). “Se as crianças perceberem o porquê, será mais fácil adotarem o comportamento”, realça, detalhando que os principais temas abordados fo-

Promotores

Apoios

Media

EDUCAÇÃO


43 | Forum Estudante | dez’19

/Capital Jovem da Segurança Rodoviária

Mais especificamente, uma viagem de 68 anos até ao presente. Junto a um Chervolet, de 1961, encontramos um Fiat 850 (1969) e um Ford Escort (1980). Mais ao fundo, dois carros adaptados para o ensino da condução dirigem a viagem até aos dias de hoje. A frota é parte integrante de uma ação dinamizada pelo Clube de Automóveis Antigos de Castelo Branco (CAACB) no AE Amato Lusitano que envolveu 50 estudantes. De acordo com o membro da direção do CAACB, Pascoal Esteves, o objetivo passou por “diferenciar os elementos de segurança ativa e passiva, dos veículos antigos aos atuais”. Para um dos estudantes que participou, Brandon Silva, de 18 anos, esta ação foi uma “boa oportunidade”. “É boa forma de comunicar com pessoas da minha idade e um pouco mais jovens, destacando a importância da segurança”, explicou. Brandon ficou especialmente impressionado com os carros sem retrovisor e explica o porquê: “Hoje em dia, a inclusão de elementos de segurança parece óbvia. É interessante ver a sua evolução”.

30 de outubro

Jogos sem fronteiras, com segurança Os “Jogos sem Fronteiras” são uma iniciativa dinamizada pela Associação Amato Lusitano, em parceria com

a Escola Superior de Educação de Castelo Branco (ESECB) e envolve a participação de 100 crianças de várias escolas da cidade. O desafio colocado é multidisciplinar: o objetivo é responder a perguntas e dinâmicas de várias áreas, com a passagem por espaços dedicados a disciplinas como Matemática, Cidadania, Desporto, Ciências ou Comunicação. Nas áreas dedicadas à Cidadania e Desporto, os estudantes foram desafiados a realizar dinâmicas sobre Prevenção e Segurança Rodoviária, reforçando os comportamentos corretos a adotar, enquanto utilizador vulnerável da via pública, para a manutenção de uma estrada segura. Conforme explica a representante da Associação Amato Lusitano, Daniela Esteves, “cada vez mais, é importante sensibilizar os jovens para a importância de se manterem em segurança, garantindo a segurança dos outros”.

31 de outubro

Simular para aprender A última atividade da semana decorreu na passadeira junto à Escola Secundária Nuno Álvares, na avenida com o mesmo nome: um simulacro de atropelamento de um peão, por parte de um ciclista. O exercício foi observado por cerca de uma centena de estudantes e, durante cerca de meia hora, as diferentes forças de segurança demonstraram o seu trabalho conjunto. Para o estudante Gabriel Farinha, esta ação foi importante, uma vez que “mostra qual a forma adequada de responder a um acidente”, de forma a que “a vítima possa receber a melhor assistência possível”. A seu lado, a estudante Maria João Rodrigues realça que esta é também uma forma de “chamar a atenção para os perigos que existem” na via pública. Depois do exercício de simulação, a escola acolheu ainda uma palestra sobre segurança rodoviária, dinamizada em conjunto pela Associação de Ciclistas da Beira Interior (ACBI) e pela Polícia de Segurança Pública (PSP). A fechar, foi salientado um dado “para estimular a reflexão dos estudantes”: “Entre os 18 e os 24 anos, os acidentes de viação são a principal causa de morte. Pensem no que podem fazer para impedir que isto aconteça”.


/IACA

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44 | Forum Estudante | dez’19

O peso ambiental da carne de vaca

A decisão recente da Universidade de Coimbra, ao retirar a carne de vaca dos menus das suas cantinas, trouxe a questão para a esfera pública e mediática. Sabe

qual a marca ambiental da produção de carne de vaca e conhece os passos dados pelo setor da Alimentação Animal para a mitigação deste impacto.


45 | Forum Estudante | dez’19

/IACA

No dia 17 de setembro, o reitor da Universidade de Coimbra (UC), Amílcar Falcão, anunciou que esta instituição de Ensino Superior vai eliminar o consumo de carne de vaca nas suas cantinas universitárias, a partir de janeiro de 2020. A decisão, explicou, vai no sentido de tornar a Universidade de Coimbra “a primeira universidade portuguesa neutra em carbono”. Qual a relação da produção de carne de vaca com o aquecimento global? A principal razão reside no próprio sistema digestivo dos ruminantes. De forma a poderem processar certos alimentos de origem vegetal, estes animais possuem um estômago com várias câmaras (ou rúmen), onde ocorre o processo de fermentação entérica. Como resultado, há libertação de metano (um gás com forte efeito de estufa), tanto na forma de flatulência como através dos dejetos. De acordo com a plataforma Earth System ScienceData, cerca de 60% do total de metano na atmosfera tem origem humana. Deste número, a produção animal é responsável por 14,5% do total das emissões, revela a FAO (Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas), sendo que a criação de gado bovino é responsável pela maioria – 65% do total (41% dizem respeito à produção de carne, 20% são relativos à produção de leite). Desta forma, feitas as contas, no contexto do total das emissões a partir da atividade humana, a produção de carne de gado bovino é responsável por cerca de 6% do total das emissões de gases com efeitos de estufa resultantes da atividade humana. Já a produção de leite fixa-se em cerca de 3%. Em comparação, de acordo com relatórios como o da EPA (a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos) o setor dos transportes

é responsável por 14% das emissões em todo o Mundo, enquanto o da Indústria é responsável por 21%. No continente europeu, a Agricultura é responsável por 10,1% do total de emissões (ver gráfico), de acordo com os números avançados pelo Parlamento Europeu. Em comparação, o setor da Energia é responsável por 78% do total de emissões, seguido do setor de processos industriais (8,7%) e de gestão de resíduos (3,2%).

Como reduzir a pegada? Num relatório recente, o IPCC (Painel Internacional para a Mudança Climática que venceu um Prémio Nobel da Paz em 2007) deixa algumas recomendações para mitigar o efeito da fermentação entérica, no âmbito da atividade agrícola: a melhoria das dietas dos animais (mais fáceis de digerir), a utilização de suplementos e aditivos (que reduzam a emissão de metano através da mudança microbiológica do rúmen) e a implementação de práticas de gestão animal e reprodutiva (melhorando a componente genética). Estas são medidas que já estão a ser implementadas em Portugal, garante o Secretário-Geral da Associação Portuguesa dos Alimentos Compostos para Animais (IACA), Jaime Piçarra. Os agentes do setor agrícola e pecuário, salienta, “são os primeiros interessados num mundo sustentável e biodiversificado”. De resto, como é visível nas conclusões do IPCC, a alimentação animal é um setor estratégico para se alcançar um caminho de sustentabilidade. Como tal, realça o secretário-geral, os produtores apostam, hoje em dia, em vetores como a nutrição de precisão (que permite mitigar a emissão de gases e combater o desperdício), a compra de

Emissões de gases com efeito de estufa na Europa por setor* *Todos os setores excluindo utilização de terra e silvicultura Fontes: Agência Europeia para o Ambiente e Eurostat

78% 8,7% 10,1% 3,2%

Energia Processos Industriais Agricultura Gestão de Resíduos

matérias-primas locais (e sustentáveis do ponto de vista ambiental e social) e o aproveitamento dos excedentes de outras indústrias (mais de um terço das matérias-primas são provenientes da indústria agroalimentar). Recentemente, a IACA aderiu ainda ao Projeto PEFMED uma metodologia internacional aprovada pela Comissão Europeia e que define como objetivos “mitigar impactos ambientais, reduzir o desperdício e contribuir para a redução da emissão de gases com efeitos de estufa”. Nesse sentido, salienta Jaime Piçarra, a Ciência e a organização do

Os agentes do setor agrícola e pecuário, salienta, “são os primeiros interessados num mundo sustentável e biodiversificado”. próprio setor serão fundamentais: “Não ignoramos os impactos – a atividade pecuária é responsável por 14,5% das emissões de gases com efeitos de estufa e estamos a assumir a responsabilidade perante esse peso”. “Estamos todos de acordo quanto ao facto de não existir um Planeta B”, reforça. A ação das empresas de alimentação animal tem já consequências e poderá tornar-se ainda mais conclusiva num futuro próximo, revela Jaime Piçarra, ilustrando com um exemplo: “Recentemente, por exemplo, organizámos um evento onde foi apresentada uma solução que, através da dieta dos animais, poderá vir a reduzir entre 20 a 30% as emissões de metano”. A IACA realça ainda a importância de alguns aspetos envolvidos na produção de bovinos, como a utilização de forragens e de pastagens como fixadores de carbono e o aproveitamento de solos mais pobres, através da sua fertilização. Desta forma, realça a associação empresarial, é possível “transformar a fibra em proteína de elevada qualidade e valor nutricional”. Por outro lado, a possibilidade de fixação de pessoas no mundo rural é apontada como outro dos aspetos positivos resultantes. Por essa razão, conclui, a definição de políticas públicas deve levar em conta a importância da produção de carne “a nível da sustentabilidade social e económica”, bem como “na coesão do território [enquanto] travão da desertificação”.


46 | Forum Estudante | dez’19

/HorosCópos

Especial Prendas de Natal E para o meu próximo truque… Vou prever as prendas mais prováveis para cada um dos signos que habita este afortunado e generoso HorosCópos. Assim escusam de fazer aquelas palermices de apertar e abanar os embrulhos. De nada. Vamos a isso?

Signo do Mês Sagitário (22/11 a 21/12) Há poucas coisas, nesta outra coisa maior a que chamamos vida, que são absolutamente garantidas. Não podemos sequer assegurar que a luz não ultrapassará a velocidade máxima de 299792458 metros por segundo. Podemos, contudo, ter a certeza que os nativos e nativas de Sagitário receberão pelo menos um par de meias no Natal de 2019. E no de 2020, já agora. Capricórnio (22/12 a 19/01)

Touro (21/04 a 20/05)

A Internet tem, como sabemos, uma tendência para se “dividir”. Há pessoas que olham para um vestido e veem azul e preto. Outras, branco e dourado. De igual forma, há quem considere que oferecer chocolates é a melhor opção de sempre e quem pense que é apenas preguiçoso. Os Capricórnios vão tirar as dúvidas, recebendo, pelo menos, um daqueles rolinhos com três bombons.

Os nativos de Touro já só pensam na passagem de ano e vão tirar as passas de todos os bolos-rei para comer durante a meia-noite. Adequadamente, vão receber uma espetacular garrafa térmica, para matar a sede que se seguirá à última badalada de 2019.

Gémeos (21/05 a 20/06)

Boas notícias para quem quer acompanhar os nativos de Sagitário, com as suas belíssimas e novíssimas meias com raquetes cruzadas. Os movimentos astrais da constelação de Alpha-Centauri mostram que receberás um par de cuecas. Que, é bom lembrar, consiste numa única cueca.

Se os nativos de Touro têm a cabeça no futuro, os de Gémeos estão presos ao passado. Por trás dos seus olhos sonhadores, há imagens de praias de uma areia branquíssima banhada por oceanos cujo azul não pode ser descrito. Bem a propósito, diz-me a rotação de Andrómeda, vão receber um par de chinelos.

Peixes (19/02 a 20/03)

Caranguejo (21/06 a 22/07)

As cartas dizem-me que a Wikipedia tem informação muito relevante para os nativos de Peixes. Em específico, quando define “regifting” como o acto de “pegar numa prenda que foi recebida e oferecê-la a outra pessoa, algumas vezes como se fosse nova”. Palavras fortes, amigos Peixes. Vejam se a camisola não tem manchas.

De acordo com o seu ascendente, os nativos e nativas de Caranguejo gostam do espírito natalício e tal. Mas do que gostam mesmo é de doces. As prendas não vão ser más, de acordo com os dados que lancei. Ainda assim, infelizmente, nenhuma delas consiste num vale de oferta para um dentista.

Carneiro (21/03 a 20/04)

Leão (23/07 a 22/08)

Para os nativos de Carneiro, a melhor prenda de Natal é a possibilidade de colocar os pés molhados à frente da lareira, apenas para ver o vapor das meias encharcadas ascender lentamente, como de duas pequenas chaminés feitas de algodão. Já adivinharam? Vão receber mais pares de meias, pois claro. Estas podem incluir a palavra “SPORT” (assim mesmo, em maiúsculas).

Nos últimos anos, o avanço tecnológico retirou algum protagonismo às canetas. Ainda assim, apenas nos Estados Unidos, são produzidas 2 mil milhões de canetas, por ano. Em todo o Mundo, milhões são transacionadas diariamente. Os nativos e nativas de Leão receberão um estojo com três delas (azul, preto e vermelho).

Aquário (20/1 a 18/02)

Virgem (23/8 a 22/9) A prenda dos nativos e nativos de Virgem é interessante. A ser utilizada, vai acompanhá-los todos os dias, durante muitas horas. Vai ser guardada num local seguro, reservado às coisas mais valiosas. Obviamente, já sabem do que falo, certo? Vão receber um porta-chaves.

Balança (23/9 a 22/10) Há prendas que falam mais do que textos inteiros e a prenda reservada para os nativos e nativas de Balança poderá indiciar uma consideração nada desejável, tendo em conta que aponta na direção da banheira. Sim, meus caros, vão receber um patinho de borracha. Tão fofo quanto humilhante, hein?

Escorpião (23/10 a 21/11) O Natal, diz-se por aí, é mais do que a soma de todas as prendas, expressão que poderia inaugurar uma bonita forma de terminar estas previsões natalícias. Nesta parte, poderíamos incluir algumas considerações sobre o consumismo da época, destacando a importância do substrato de fraternidade associada à quadra. Contudo, os nativos de Escorpião não estão praí virados e citam a filósofa Robin Hannah Louise Kenny. Better have my money.


44º Campeonato Nacional das Profissões

Uma vista de estudo ao teu alcance Gostas de competição? Tens dúvidas sobre o teu futuro profissional e gostarias de saber mais sobre o que se faz realmente quando se está no mundo do trabalho? Então, não percas esta oportunidade.

Fala com o teu diretor de turma ou formador e incentiva-o a inscrever a tua turma numa visita de estudo ao Campeonato Nacional das Profissões - SkillsPortugal que vai acontecer de 9 a 14 de fevereiro, em Setúbal. O processo é gratuito, mas terás de ser rápido, pois há limitação de inscrições atendendo à capacidade do espaço. Para a inscrição, basta que se aceda ao link https://bit.ly/2rok6vr.

Depois, é necessário escolher um dia (entre 10 e 13 de fevereiro) para que a visita de estudo aconteça. No dia da visita, poderás assistir a provas, realizadas por jovens com idades compreendidas entre os 17 e os 25 anos, afetas a mais de 40 profissões agrupadas em seis áreas: Construção Civil e Obras Públicas; Artes Criativas; Gestão e Tecnologias da Informação; Produção, Engenharia e Tecnologia; Serviços Sociais,

Pessoais e Turismo; e Transporte e Logística. Para além disso, terás acesso a seminários e debates com especialistas que te poderão falar da relação que existe entre a formação e o emprego e ainda a múltiplas atividades de animação e de demonstração de competências. Em suma, um dia bem passado, em torno do universo das profissões que um dia poderás vir a exercer.


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#320 Revista Forum Estudante - Dezembro 2019  

Study Abroad: O número de alunos que opta por estudar no estrangeiro tem aumentado, ao longo dos últimos anos. A experiência é apontada como...

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