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O primeiro amor juvenil foi desviado pelos sonhos que os levaram em duas viagens diferentes, mas um vínculo desconhecido coloca-os juntos novamente. Devi Porter, uma esperançosa tatuadora de Dallas, está tentando viver sua vida da melhor forma possível, mas nunca foi capaz de esquecer o amor que teve com Seth. Seth, o baixista da popular banda My Misery Muse, vem lutando com seus companheiros de banda pelo estilo de vida que eles vivem agora. A banda decide ir para casa em Dallas para trabalhar em seu álbum mais recente, bem como para resolver os seus problemas longe do olhar da mídia. Seth e Devi se encontram novamente e ambos percebem que têm muita coisa a trabalharem juntos. À medida que se reencontram, a vida e obstáculos são jogados para eles a todo o momento. Eles serão capazes de superá-los para se tornarem a família que eles nunca tiveram?

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Capítulo Um — Deus, eu odeio as mulheres naquela escola — Bufei enquanto caminhava para a minha estação jogando minhas chaves e minha bolsa antes de me virar para o meu melhor amigo e patrão Crispin. — Se você odeia tanto, então por que o colocou lá? — Crispin não se incomodou em tirar os olhos do esboço em que estava trabalhando, esta era uma conversa frequente. — Você sabe por que — Eu disse. — É a melhor creche na área que eu posso pagar. E não são das professoras que eu não gosto, são apenas as outras mães que olham para mim como se eu fosse uma barata. Crispin olhou por cima de seu esboço, então eu soube imediatamente pelo seu olhar o que ele ia dizer. — Ninguém pode fazer você se sentir inferior sem o seu consentimento1 — Disse ele ao mesmo tempo que eu, ele olhou para mim e sorriu. Em seguida, disse: — Se é realmente tão ruim Dev, por que não coloca Jaks para fora dessa escola, ele pode ficar aqui na loja enquanto você trabalha até que possa encontrar uma nova creche? — Cris, eu agradeço a oferta, mas você e eu sabemos que não podemos ter uma criança de dois anos correndo ao redor de um estúdio de tatuagem. Eu vou lidar com as mulheres como sempre, ignorá-las e murmurar maldições que fariam suas mamas de plástico fugir correndo. Terminado meu minidiscurso do período da manhã, comecei o trabalho do meu primeiro compromisso do dia na minha estação. Ainda era cedo quando

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Frase de Eleanor Roosevelt

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terminei, então decidi ir a loja ao lado para pegar uma xícara de café para mim e para Cris. Eu amava trabalhar no turno do dia da loja mais do que esperava. Até que descobri que estava grávida, sempre insisti em trabalhar a noite, que era quando a maior parte da ação acontecia, e quando era mais movimentado. Eu descobri, no entanto, que trabalhando durante o dia teria mais tempo para trabalhar em meus desenhos. E que também teria mais um monte desse tipo de serviço. Fazer o mesmo flash2 uma e outra vez ficava um pouco entediante depois de um tempo. Eu sempre tentava mudar os flashs, tornando-os de alguma forma exclusivos para cada cliente, mas ainda é mais significativo ter alguém confiando em mim o suficiente para fazer uma tatuagem com a minha própria arte em seu corpo. Entrei na cafeteria ao lado e fui instantaneamente saudada pelo cheiro de café fresco, inspirei profundamente e fechei brevemente os olhos, nada era melhor do que o café do Joe’s Café. Subi e encomendei para Cris e para mim nossos cafés de sempre, um latte mocha para ele e um café com latte e mel para mim. Enquanto espero por nossas bebidas olho ao redor do café, reconheço algumas das pessoas da região, outros são jovens universitários que passeiam por ali curtindo o verão. Eu pago e pego nossas bebidas quando olho para o canto e quase derrubo o café. Sentado no canto está a última pessoa que eu esperava ver de novo, Seth. Porra, ele parece tão lindo como sempre. Eu sabia que em pé, ele media 1,88 metros. Ele tem ombros largos que se afunilavam para baixo estreitando-se nos quadris, os músculos bem definidos e fortes como os de um nadador. Seu cabelo escuro estava desgrenhado e despenteado como sempre e aqueles olhos, os olhos que me perseguiram por mais de dois anos eram da cor da grama em uma primavera depois da chuva. Ele tinha os lábios que eram feitos para o pecado, cheios, exuberantes e eu ainda me lembrava de mordê-los e ao piercing em seu lábio com o qual eu gostava de brincar. Seu nariz tinha a curva no meio de quando meu irmão o tinha quebrado anos atrás, e as maçãs do seu rosto que a maioria das mulheres mataria para ter, estava coberta com uma barba de um ou dois dias. Eu ainda podia imaginar como seus olhos escureciam quando ele está com raiva ou excitado. Ainda me lembrava de seu 2

Um flash de tatuagem é um modelo de tatuagem impressa ou desenhada, que pode ser considerada como uma espécie de designer industrial. Normalmente exibido na parede dos estúdios de tatuagem.

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cheiro, que era completamente Seth, picante e completamente masculino. Ele estava vestido como ele sempre se vestia, uma camisa de rock vintage que se agarrava a seu peito, jeans desgastados que moldavam perfeitamente sua bunda e coxas, botas pretas, seu piercing labial estava a mostra e suas tatuagens espreitavam para fora das mangas de sua camisa. Aquele homem poderia fazer coisas comigo, tanto que meu corpo se iluminava como fogos de artifício, mas isso não significava que eu queria vê-lo novamente. Não tenho certeza se ele me viu ou não e não tenho nenhuma intenção de descobrir, então corri para a porta aberta e quase caí para trás de volta à loja de tatuagem batendo a porta quando passei. Corri para dentro e joguei o latte de Cris para ele e fui rapidamente para parte de trás da loja, no quarto onde guardamos todos os nossos equipamentos e fechei a porta. Tive que me sentar e colocar a cabeça entre minhas pernas, tentando me impedir de desmaiar. Ouvi a porta se abrir e olhei para cima para ver Cris ali com um olhar preocupado em seu rosto. — Dev, qual é o problema? Parece que você viu um fantasma — Disse Cris. Com isso, eu começo a rir porque era melhor do que chorar.

*** Eu a vi caminhando para a cafeteria e não tinha certeza do que fazer. Deus, ela estava linda, mas, novamente, ela sempre foi. Ela mudou seu cabelo de novo, desta vez ela usava um corte curto e espetado, tingido de preto com mechas roxas. Parecia também que ela tinha tanto feito novas tatuagens quanto colocado novos piercings desde a última vez em que a vi, mas eu poderia reconhecê-la em qualquer lugar. Ela ainda tinha um corpo que com apenas um olhar me deixava duro. Ela tinha talvez uns 1,65 metros, seus pequenos seios eram lindos com um rosado colorindo seus mamilos, quadris levemente inchados para fora de sua cintura e pernas que sempre pareciam incríveis em suas meias arrastão favoritas. Seu rosto me fez parar como de costume, ela parecia uma fada, suas pequenas feições suaves, o lábio inferior exuberante que ela mordia quando estava nervosa, seus lindos olhos azuis celestes eram grandes, estilo anime. Ela parecia suave e vulnerável, mas eu a conhecia bem,

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ela foi forte e autossuficiente durante o tempo que eu a conheci. Ela tinha que ser assim, não era como se ela fosse sempre boa o suficiente para seus pais e eles a lembravam disso diariamente. Ela estava como de costume, vestida com roupas completamente originais para Devi, um top branco apertado contornando suas curvas que terminavam logo acima do umbigo, um piercing sexy em seu umbigo que brilhava com a luz. Calças pretas apertadas de cintura baixa que moldavam sua bunda e apertava, mostrando uma quantidade de pele tentadora e sua marca, as engraxadas botas de combate. Deus, eu sentia falta dela, e era uma piada cruel do destino ela entrar nessa cafeteria no primeiro dia em que eu voltei para casa? Quando se virou e me viu, ficou ainda mais pálida que sua pele normal de porcelana, e eu fiquei preocupado que ela pudesse desmaiar, mas não, não minha Devi, ela nunca mostraria uma fraqueza. Eu estava prestes a me levantar e dizer oi quando ela correu da cafeteria como se os cães do inferno estivessem atrás dela, e pelo que sei, eles estavam. Levantei-me e caminhei até a barista e perguntei: — Ei, a mulher que estava aqui, ela vem sempre aqui? A barista olhou para mim com cautela. — Você quer dizer Dev, sim ela vem aqui todas as manhãs, por quê? — Você sabe onde posso encontrá-la? — Perguntei. — Sim, com certeza, ela trabalha ao lado no Pin’s Ink, tenho alguns cartões de visita deles, se você quiser um. Estão lá em cima do balcão — Com isso, ela se virou e foi atender o próximo cliente. Peguei um cartão e olhei para baixo, Devlin Porter - Artista. Huh, então ela finalmente conseguiu. Eu sorri com a lembrança de nós dois em nosso apartamento de merda, Devi com seu bloco de desenho trabalhando em algo como de costume, e eu atrás dela beijando seu pescoço e tentando quebrar sua concentração. Nunca funcionou, ela apenas se encolhia e voltava para seu desenho. Na época, ela ia para a escola de arte, e trabalhava em uma loja obscura como estagiária fazendo flash genéricos que ela tentava apimentar sem Trix, seu mentor, descobrir. Ele sempre soube, embora nunca dissesse nada a ela sobre isso. Eu saí para o sol tirando os meus óculos do bolso e colocando-os em seguida, caminhei pela loja, mas não consegui ver Devi lá dentro. Oh, bem,

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pensei, iria encontrá-la em breve e nisso eu estava malditamente determinado. Fui até o meu Chevelle 6772 SS Coupe e entrei assim que o meu celular tocou. Rapidamente puxei-o para fora do meu bolso, olhando para baixo, suspirei e respondi. — Estou indo agora — Rosnei e desliguei, olhando mais uma vez para a sala onde Devi trabalhava, e saí.

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Capítulo Dois Crispin ainda estava me observando depois dos meus risos histéricos e eu sabia que não me safaria sem dizer a ele o que estava errado. A preocupação estava estampada em seu rosto. Ele me conhecia muito bem para saber que algo estava errado, e eu podia muito bem acabar com isso. Olhei-o nos olhos e disse: — Seth voltou. Isso foi tudo que precisou para Crispin estar ao meu lado em um segundo. — Voltou. O que você quer dizer com voltou, e, como você sabe? — Perguntou. — Eu o vi ao lado, no Joe. — Oh maldito — Foi tudo o que conseguiu dizer e resumia tudo para mim também. Levantei e olhei para o meu amigo de novo. — Eu preciso ir em frente, tenho um compromisso em poucos minutos e quero checar minha estação. Afastei-me e saí, na esperança de que se mergulhasse no meu trabalho não teria que pensar sobre Seth e o que seu retorno significava, e o pior de tudo, como ainda com apenas um olhar ele poderia me afetar como ninguém mais podia. Andei até o estéreo em meu caminho para a minha estação, e coloquei Sevendust3 em volume alto. Olhei para o relógio e dei uma dupla checada, como já eram 05:00 horas? Estava quase terminando a obra em que estava trabalhando, mas sabia que

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Sevendust é uma banda de metal alternativo criada em Atlanta, Georgia.

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tinha outro compromisso depois deste, e nunca sairia a tempo de pegar Jaks. Olhei e vi Cris terminar de tatuar seu cliente e discutir cuidados posteriores. — Ei Cris, quanto tempo até o seu próximo compromisso? Ele olhou para o relógio. — Cerca de uma hora, por que, precisa de mim para buscar Jaks? — Se você não se importa, eu estou quase acabando aqui. Então tenho mais um que deve chegar a qualquer momento e tudo já está preparado para ele. Não deve demorar mais de uma hora ou algo assim — Olhei para Jules, nosso técnico da loja. — Hey Jules, você se importa de ficar de babá um pouco, a próxima rodada é por minha conta na noite das margaritas? Jules olhou e riu. — Dev, você não tem que me subornar para tomar conta desse anjinho, mas eu ainda vou aceitar a noite das margaritas. Com Jaks sendo cuidado, voltei para a faixa tribal do braço que estava trabalhando e terminei de colorir tudo com a tinta preta indiana. Cris terminou com seu cliente, me deu um aceno e saiu para pegar Jaks. Assim que meu cliente estava saindo pela porta, Cris entrou carregando Jaks. Ele me viu e começou a gritar e se mexer para Cris soltá-lo. Cris colocouo para baixo e seus pés mal tocaram o chão quando Jaks veio para mim. Agarreio e beijei-o. Ele olhou para mim e me deu seu sorriso torto, e me lembrei de quando vi Seth na cafeteria esta manhã. Olhar para Jaks era como olhar para uma cópia de Seth. O cabelo preto e olhos verdes, covinha na bochecha esquerda e o sorriso torto que ganhava o coração das mulheres em todos os lugares. A única parte de mim que eu via em meu filho era os vincos que se formavam entre as sobrancelhas quando ele estava chateado. — Hey baby, como foi a escola? — Perguntei a Jaks. — Boa, Moli me beijou de novo — Respondeu Jaks. Eu ri, meu filho era um mulherengo assim como o pai. — Ok baby, a mamãe está quase pronta, por que não vai brincar com Jules, enquanto eu termino? — Ok, mamãe — Respondeu ele e coloquei-o no chão e observei-o escapar.

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Olhei para Cris e peguei-o disfarçando uma risada por Jaks ter sido beijado novamente na escola. Ele olhou para cima e piscou para mim, em seguida caminhou até sua estação e começou a se preparar para o seu próximo cliente. Eu dei mais um beijo em Jaks e fui fazer o mesmo enquanto Jules levava Jaks ao escritório para brincar enquanto eu terminava com o meu trabalho.

*** Olhei pela janela da loja e vi o seu trabalho, e caramba, ela era incrível. Eu ainda não podia acreditar que se passaram quase três anos desde que eu a vi pela última vez. Ela tinha 19 anos então, e eu tinha 21, ambos, garotos estúpidos apaixonados. Ela nunca vacilou em seus planos ou na sua visão para sua vida, enquanto eu mergulhava na minha música com os rapazes e ficava a toa, sem levar realmente nada a sério até que fiz 20 anos. A grande razão pela qual eu levei algo a sério foi por causa dela, ela tinha tudo planejado com 16 anos de idade, entrar na escola de arte, passar as noites como aprendiz de tatuadora e iniciar sua carreira com 20 anos. Ela até se esforçou para se formar um ano mais cedo no colégio, para que pudesse tornar seu sonho realidade. Tudo o que eu estava fazendo era brincar com meu baixo e beber com os caras, e decidir que se ela podia ir atrás de seus sonhos, então eu também poderia... Eu lhe devia muito. Olhei para ela novamente e a vi sorrindo e rindo de algo que seu cliente disse. Dei outra rápida olhada ao redor da loja e vi Cris sentado em frente a ela com seu próprio cliente rindo, hmm então ela está trabalhando com Cris agora, eu não esperava isso. Abri a porta e entrei, nenhum deles olhou para cima imediatamente, seu cliente estava perguntando a ela sobre suas tatuagens e, em seguida, chamou sua atenção para uma em particular que estava em seu antebraço. Eu não pude deixar de rir, lembrando a história sobre a Pin-up dos anos 50 sentada em uma pose provocante segurando uma arma tatuada em seu antebraço. Ela parou o que estava fazendo quando me ouviu rir e olhou para mim. Quando olhei em seus olhos, pela primeira vez não tive certeza do que vi neles, parecia pânico, mas eu afastei isso. — Ela conseguiu essa tatuagem especifica em Los Angeles, cinco anos atrás — Eu disse. — Ela sempre foi fã de garotas pin-up e armas em tatuagens

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— Olhei para cima e nossos olhos se encontraram. Seu cliente olhou de mim para ela e decidiu não comentar nada. Nós apenas olhamos um para o outro e a tensão estava se construindo entre nós, como sempre acontecia ela lambeu o lábio inferior e não pude deixar de notar a agitação em minhas calças. Então, ela olhou para o seu trabalho e não olhou novamente para cima. Nesse ponto, Cris terminou com seu trabalho, se levantou e andou até mim. — Ei Seth quanto tempo, como você está? — Perguntou. Lancei um olhar para trás, para Devi respondendo: — Oh, você sabe, turnês, trabalhando no estúdio. Ele sorriu. — Parece divertido, então está só você na cidade ou estão todos os meninos de volta? — Estamos todos de volta por um tempo. Xavier montou um estúdio em sua casa e decidimos trabalhar neste álbum em casa. Notei Cris atirar um olhar em direção a Devi e não pude deixar de olhar para cima; ela ainda estava me ignorando cuidadosamente. — Bem, eu terminei pela noite Seth, quer sair e tomar uma cerveja ou duas, conversar e tudo isso? Só então um cara veio de algum lugar na parte de trás, ele parecia vagamente familiar, mas eu não consegui me lembrar. — Dev, seu monstro estava usando meus lápis novamente. Eu tive que apontá-los de novo, essa é a terceira vez nesta semana — Ele disse. Ela olhou para cima e sorriu para ele. — Sim, bem, se você colocasse sua merda no alto, ele não conseguiria alcançá-los, não é? Ele olhou para Cris. — Você não vai dizer nada, não é? — Perguntou ele. Cris olhou para ele. — Não, porque eu tive que pegá-los do chão de novo, então os deixei em cima da mesa para ele colorir com eles, então comece a colocar suas coisas no alto — Cris balançou a cabeça e olhou para mim novamente. — Então, o que você diz sobre as cervejas?

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O cara pisou fora resmungando baixinho. Olhei para Devi e vi que ela estava terminando com seu cliente. Em seguida, uma porta se abriu e com um guincho, um garotinho correu para fora da sala rindo e uma menina correndo atrรกs dele. Cris virou e o menino saltou nele rindo o tempo todo, enquanto a garota estava murmurando baixinho. Cris olhou para mim e depois para Devi, que tinha parado o que estava fazendo para olhar para a crianรงa. Eu dei a minha primeira boa olhada nele e senti como se um soco tivesse tirado todo o ar do meu corpo enquanto olhava para o meu rosto nesse pequeno garoto.

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Capítulo Três Tudo o que eu podia fazer era olhar enquanto Jaks corria para fora do escritório com Jules perseguindo-o. Eu sabia que em algum momento Seth descobriria sobre Jaks, eu nunca soube o que ou como lhe diria. Depois que ele saiu para LA e para seu contrato com a gravadora, eu descobri que estava grávida. Tentei entrar em contato com ele, mas estava sempre no estúdio, ou tinha um show. Finalmente tentei de novo, e uma mulher me respondeu dizendo que Seth não estava mais disponível, e que eu podia parar de ligar para o seu noivo, que ambos pensavam que eu era patética por ainda insistir em falar com ele. Depois eu parei, coloquei a minha vida de volta nos trilhos e comecei a trabalhar para Crispin quando ele abriu a loja, e fiz uma família para mim e para o meu filho com sua ajuda. Eu sabia que Cris queria mais, e ele também entendia que eu não poderia dar isso. Primeiro, eu tinha que superar Seth, e eu tinha Jaks para cuidar, e ele estava ao meu lado me ajudando de qualquer maneira que podia e por isso seria eternamente grata a ele. Olhei para Seth e ele apenas ficou lá olhando para Jaks. Sem saber o que devia fazer, fiquei de pé e caminhei até Cris segurando as minhas mãos abertas para Jaks e ele veio como uma bobina das mãos de Cris para mim. Olhei para Cris e numa conversa silenciosa ele foi até o meu cliente para falar sobre instruções de cuidados posteriores, enquanto eu lidava com Seth. — Olá querido, o que você fez? — Perguntei a Jaks. — Mamãe, eu colori com Ju — Ele disse. — Eu ouvi sobre isso, você pode ir pegar seus desenhos e trazê-los aqui para que eu possa vê-los, querido? — Perguntei. Ele acenou com a cabeça

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balançando para se libertar, coloquei-o para baixo e ele saiu para pegar o seu trabalho de arte com Jules correndo atrás dele. Olhei para Seth e ele estava observando Jaks quando ele saiu correndo da sala. Então se virou para mim e seus olhos verde grama lindos estavam difíceis. Deus, ele estava lindo com o cabelo todo bagunçado como se tivesse saído da cama, usando uma camisa de rock vintage colada e jeans desbotados e gastos que se encaixavam sobre suas coxas como uma segunda pele. Mas o olhar em seu rosto mostrava que ele estava chateado. — Quantos anos ele tem? Merda, eu nem sei o nome do meu próprio filho, porra. Como você pode esconder isso de mim, Devi? — Seth quase gritou. — Não aqui — eu disse olhando ao redor da loja, em seguida, comecei a ir para trás, onde poderíamos ter mais privacidade. Sentado em uma das mesas de luz estavam dois dos outros artistas que trabalhavam na loja, Vic e Max observando o que ele estava fazendo, eles olharam para cima quando ouviram a porta abrir. Max sorriu quando viu Seth andar atrás de mim. — Seth, o que está fazendo na cidade, meu irmão não disse nada sobre vocês voltarem — perguntou Max. — Acabamos de voltar hoje, foi um impulso, coisa de momento — disse Seth. Max deu uma boa olhada em Seth naquele momento, então olhou para mim. Vi em seu rosto que ele sabia exatamente o que estava acontecendo. — Ei, Vic vamos lá, nós dois temos trabalho a fazer, bom te ver Seth. — Max disse e então tirou um Vic reclamando para fora da cadeira e empurrou-o para fora da porta. Quando a porta se fechou, eu finalmente arrisquei outro olhar para Seth, ele ficou lá com o queixo tenso e as duas mãos em punhos apertados. — Eu não posso acreditar que você esconderia algo assim de mim Devi — Disse ele. — Eu tentei contar a você... — Tentei dizer, mas ele me cortou. — Tentou, você tentou, não é tão difícil, você poderia ter me ligado. Inferno, você poderia ter mandado alguém dizer a um dos caras que você precisava falar comigo — Ele gritou. — Eu tinha o direito de saber. Esperei até saber que ele terminou antes de dizer: — Eu te liguei, e alguém sempre respondia dizendo que você estava ocupado. Pedi a Max para

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dizer a Sam para você me ligar, Max disse que não conseguia falar com Sam também. Após 6 meses, eu finalmente fui atendida por uma garota chamada Chloe. Ela me disse que era sua noiva e que eu precisava parar de ligar, então parei de ligar, e voltei para a minha vida. Ele só olhou para mim e, em seguida, começou a murmurar maldições sob sua respiração. Eu só observei, à espera de seu discurso ter acabado. Ele sempre foi assim, não que eu pudesse culpá-lo, deve ser um choque muito grande descobrir que você tem um filho que não sabia. — Eu não sei por onde começar aqui Dev. Estou que bravo com você, que quero estrangulá-la. Quero encontrar Chloe e acabar com ela — Disse ele. — O nome dele é Jackson Seth Porter, mas todos nós o chamamos de Jaks para abreviar, ele tem dois anos de idade — Falei para responder às suas perguntas anteriores.

*** Eu ainda não podia acreditar que tinha um filho, um filho de 2 anos. Olhei para Devi e podia ver a verdade em seus olhos, assim como o protecionismo quando ela falou de Jaks. — Você o nomeou em homenagem a Jacksonville? — Perguntei. Devi assentiu. Jacksonville, Flórida tinha sido a casa de ótimas lembranças para nós dois. Um dos membros de sua família estava se casando por lá e eu fui com ela como seu par, apesar das queixas de seus pais. Devi, Mags, Drake e eu dirigimos para lá no meu Chevelle. Foi onde fizemos amor pela primeira vez. Ela completou 17 anos naquele dia, que foi o verdadeiro motivo de Mags e eu nos juntarmos a ela e Drake, para que pudéssemos comemorar seu aniversário. Seus pais ignoraram seu aniversário em sua maior parte, apenas dizendo que seu presente estava em Dallas, e depois passaram o resto do dia com vários membros da sua família. Nós a levamos para jantar fora, em seguida, testamos sua nova identidade falsa, que Mags tinha dado a ela por seu aniversário nesse ano. Mais tarde, quando voltamos para o hotel, Devi e eu, fomos para o seu quarto, onde ela me disse que estava pronta. Eu estava quase tão nervoso quanto ela, fizemos amor lentamente naquela noite e declaramos o nosso amor eterno e devoção um

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pelo outro, e ela nomeou nosso filho em memória a isso. Empurrei de volta a memória precisando lidar com o que estava acontecendo agora. — Bem, eu posso vê-lo, Dev? — Perguntei, sem realmente pensar em levar um não como resposta. Eu também tinha a intenção de falar com Dev mais tarde sobre isso, mas eu queria conhecer mais do meu filho. — Sim, vamos lá — Ela disse, abriu a porta e atravessou o corredor. Em pé atrás de um cavalete montado em uma esquina estava meu filho, soava estranho aquilo, meu filho. Ele olhou para cima e viu sua mãe ali de pé e sorriu. — Veja mamãe, como a sua — Disse apontando para o braço. Foi quando notei a caneta na mão e os trabalhos artísticos que fez em si mesmo cobrindo seus braços, e mordi de volta um sorriso com isso. — Uau amigo, é igual a minha. Eu quero que você conheça alguém, Jaks — Disse ela. — Jaks, este é o seu pai, você pode dizer oi? Ele olhou para mim e então chegou mais perto de Dev, e senti como se meu coração se apertasse, ele não sabia quem eu era. Me ajoelhei, para que ficasse no nível dos olhos dele e disse: — Oi Jaks, como você está? — Eu não sabia o que dizer ou fazer. Estava completamente perdido olhando nesses olhos que eram tão assustadoramente parecidos com os meus. Jaks deu um passo para longe de Dev e olhou para mim e me deu um sorriso tímido. — Oi — Sussurrou. — Jaks e eu estamos prestes a sair daqui, você quer ir para a nossa casa jantar, Seth? — Perguntou Devi. Olhei para ela, e eu podia ver a sinceridade em seu olhar, juntamente com o medo. Me levantei e balancei a cabeça mais uma vez. Eu ainda não podia acreditar que aquilo estava acontecendo e ainda não sabia o que fazer ou pensar sobre isso tudo. — Sim, eu gostaria disso — Respondi. Observei enquanto Devi juntava todas as coisas de Jaks, então peguei as coisas dela para que ela pudesse pegar Jaks e a segui até o carro. Coloquei a bolsa no banco do passageiro, enquanto ela prendeu Jaks ao assento do carro. Quando fechei a porta, ela estava terminando e dei uma grande olhada nela, Deus, eu senti falta dela.

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— Uhm, meu carro está logo em frente, eu vou te seguir — Falei. — Ok, você quer que eu te deixe em seu carro, ou te encontro na frente? — Ela perguntou. — Eu vou andar até lá; te vejo em alguns minutos — Falei, depois saí. Poucos minutos depois, eu estava em meu carro seguindo Devi, tentando descobrir o que aconteceu. Eu tinha mais perguntas do que respostas. Por que ela não continuou tentando me contar? Por que ninguém me contou? Como Chloe pegou meu celular e por que ela mentiu para Devi? Bem ok, então eu sabia a resposta para a última pergunta. Ela tinha estado delirante dizendo a todos que quisessem ouvir que era minha noiva quando, na realidade, ela era a irmã do nosso ex-gerente da banda, e uma das maiores razões pelas quais ele era agora o nosso ex-gerente. Devi estacionou em sua garagem e eu estacionei em frente, na rua. Quando saí, dei a minha primeira boa olhada em uma pequena casa, com as janelas dianteiras pintadas em projetos ecléticos. A casa gritava Devi. Combinava com ela perfeitamente. Ela subiu os degraus até a pequena varanda e abriu a porta, Jaks decolou para dentro e ela o seguiu deixando a porta aberta para mim. Entrei em uma sala de tamanho pequeno que não tinha espaço sobrando nas paredes, em todos os lugares havia uma peça de arte, um pôster ou fotografia. Um sofá assumia uma parede, ele parecia confortável e convidativo, também um par de poltronas estava situado ao redor do grande pufe no meio da sala de estar. No canto havia uma caixa cheia de brinquedos, quase a ponto de derramar para fora. Comecei a olhar para as fotografias penduradas nas paredes, e encontrei uma de um menino vestido com um macacão dos Ramones e seu cabelo preto com gel nas pontas. As outras fotos ao redor eram todas de Jaks, algumas era apenas ele, algumas ele e Devi, e outras de Jaks, Devi e pessoas aleatórias, em sua maioria Drake e Cris. Aquelas com Cris eram as mais difíceis de olhar. Qual era a história por trás de Devi e Cris, eles estavam juntos, ele entrou e preencheu o lugar que eu deveria ocupar para o meu filho? Eu sabia que tinha que ter as respostas. Também sabia que não iria para longe do meu filho ou de Devi nunca mais, agora que eu sabia sobre ele.

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Capítulo Quatro Entrei na sala e encontrei Seth olhando as fotos de Jaks na parede. Eu não poderia evitar observá-lo, seus movimentos graciosos e quão bem ele preenchia um par de jeans. Deus, eu ainda amava esse homem. Estive apaixonada por ele por tanto tempo quanto pudesse me lembrar. Nós éramos jovens, bobos e nos envolvemos. Eu tinha 16 anos e pensava que sabia de tudo e ele tinha 19 anos e era um punk se metendo em encrencas com o meu irmão. Ainda me lembro da primeira vez em que eu o conheci. Ele tinha 15 anos e estava começando uma banda de garagem com o meu irmão Drake. Eu tinha uma queda por ele desde o início, e ele me tratava de forma diferente dos outros amigos de Drake. Ele não me via como a irmãzinha irritante do amigo. Eu tinha 12 anos e ele me tratava como igual e ouvia o que eu dizia, o que foi uma primeira vez para mim. Ele foi a primeira pessoa que realmente incentivou meu amor pela arte. Passamos horas discutindo arte e música, enquanto o meu irmão e o resto de seus amigos se sentavam na frente da TV jogando videogame, e se drogando. Sacudi o meu passado e me concentrei no aqui e agora, e aqui e agora incluía um menino de 2 anos que era a minha vida. Eu precisava descobrir como lidar com o ressurgimento de Seth em nossa vida. — O jantar está pronto, Jaks já está na mesa — Falei. Ele olhou por cima do ombro e me deu aquele sorriso torto e meu coração parou por um segundo. Limpei a garganta e disse: — Vamos lá, por aqui — Me virei para a minha pequena cozinha, onde Jaks estava sentado em seu assento brincando com a comida. — Quando foi que você aprendeu a cozinhar? — Ele perguntou, sentando em minha pequena mesa de cozinha cheia de marcas.

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— Eu não sei cozinhar muito, mas Jaks e eu temos que comer, então estou aprendendo devagar — Respondi, em seguida, fiz um prato para mim. A verdade é que eu só poderia fazer um punhado de receitas, mas o bife frito que eu fazia era um dos meus favoritos. Vi Seth aceitar sua comida com um entusiasmo que sempre teve para a vida, e isso sempre foi uma das minhas coisas favoritas sobre ele. Ele parecia saborear tudo que a vida tinha a oferecer como se fosse a última vez, mas depois do que eu soube sobre sua infância isso fez sentido. Ele sempre disse que a vida de todo mundo é difícil, não importa o seu passado, e se recusou a deixar afetá-lo. Comemos em silêncio por um tempo, Jaks falando o suficiente por nós dois. Ele falou sobre a escola e sobre brincar com seus amigos, precisando de respostas mínimas e que nós mantivéssemos a história fluindo, e de vez em quando olhando para Seth com curiosidade. Quando o jantar acabou, fui trabalhar na nossa rotina normal à noite, dando banho em Jaks e colocando seus pijamas, tudo sobre o olhar atento de Seth. Eu conseguia dizer que ele tinha muito a dizer, mas parecia resignado a se segurar até que estivéssemos sozinhos. Depois que Jaks vestiu o pijama, ele se estatelou no chão com seus carros e me sentei ao seu lado para pegar o carro que me foi oferecido e nós começamos a batê-los um com o outro. Jaks olhou para Seth, que estava sentado a um metro de distância observando, com um olhar de desejo em seus olhos, Jaks pegou outro carro e estendeu-o para Seth e deu-lhe o seu próprio sorriso torto. Assim Seth se juntou a nós na brincadeira de destruir veículos e perguntando a Jaks sobre eles e sobre as outras coisas que ele gostava de fazer. — Jaks, qual é o seu brinquedo favorito? — Seth perguntou a ele. Jaks levantou-se e caminhou até sua caixa de brinquedos e tirou de lá uma guitarra Thomas de plástico, que fazia sons de trem ao serem apertados os botões e do qual ele gostava de brincar e fazer diferentes sons com ele. Seth olhou para mim, os olhos brilhando de prazer quando seu filho o puxou. — Meu Choo Choo tar — Respondeu Jaks e com isso ele tocou para nós, o familiar tema de Thomas interrompido com diferentes apitos de trem e batidas intercaladas conforme Jaks batia em diferentes botões. Pouco tempo depois era a hora de Jaks ir para a cama, então o peguei e levei para o seu quarto, deitei-o em sua cama e me sentei ao lado dele. Peguei

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seu livro favorito da estante ao lado da cama e olhei para cima e encontrei os olhos de Seth treinados em mim. Eu li para Jaks Boa noite, Lua, beijei-o na testa e terminei cobrindo-o. No meu caminho para fora da sala liguei a pequena lâmpada sobre sua cômoda e depois apaguei a luz do teto. — Noite mamãe, noite papai — Disse Jaks, então se virou e se aninhou mais apertado em seu elefante de pelúcia favorito. Tive que piscar as lágrimas, ao olhar para a forma do meu filho enrolado em sua cama. Passei por Seth ao sair pela porta sem olhar para ele. Estava com medo do que veria em sua expressão, incerta do que eu queria ver lá. Voltei para a sala de estar. Alguns minutos mais tarde, Seth se juntou a mim, e me encontrou de costas olhando as fotos de Jaks. — Eu tenho um diário onde mantive tudo sobre ele, com muito mais fotos, se você estiver interessado em ver — Falei. Ainda sem olhar para mim: — Eu gostaria disso — Foi tudo o que ele disse. Fiquei sentada no sofá olhando ao redor por não sei quanto tempo enquanto nenhum de nós falou, o único som na sala sendo nossa respiração. Depois de alguns minutos, Seth se virou e olhou para mim. — Eu deveria saber. Você deveria ter me contado — Disse ele. — Eu sei — Era tudo que eu poderia dizer. — Se isso faz com que seja mais fácil, falei sobre você para ele. Ele até tem uma foto sua em seu quarto. Sua mandíbula se apertou. — Não, não torna mais fácil você contar ao nosso filho sobre mim, mas nunca se preocupar em me deixar saber sobre o segredo. — Eu tentei... — Comecei. — Você já disse Devi, é apenas muito para digerir. Alguma vez me contaria? Meu Deus, como tem mantido isso escondido? Por que ninguém daqui me disse? Eu sabia por que ninguém contou a ele, e tenho certeza que ele também. Drake estava com tanta raiva, tanta raiva dele que ninguém jamais pensou em lhe contar. — Eu ia contar, Seth. Tentei mais e mais nos últimos três anos. Em primeiro lugar eu não conseguia falar com você, depois os jeitos que eu tinha

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para chegar até você já não funcionavam. Eu poderia ter pedido que alguém te contasse, mas pensei que você merecia ouvir isso de mim. E porque ninguém te contou, você sabe a resposta para essa pergunta, assim como eu sei. — Eu sempre acheii que era estranho que Drake nunca ligou, não só para mim, mas para nenhum dos caras, e quando tentávamos ligar para ele ninguém respondia. — Drake estava com raiva, num primeiro momento ele ameaçou contar ele mesmo se eu não o fizesse. Eu tentei várias vezes. Inferno, até ele tentou ligar para você me ligar para que eu pudesse contar, mas pela última vez que liguei, quando ele descobriu o que a garota me disse, ele ficou louco — Contei. — Depois disso, ninguém se atreveria a te contar, todos estavam com medo do que Drake faria. — Eu não posso culpá-lo por estar chateado, inferno, eu teria ficado muito puto também, mas aquela garota, Chloe — Ele cuspiu o nome dela. — Ela não era nada para mim, nunca foi, ela era irmã de Eric, nosso antigo gerente. Ela nos seguia de perto, de mim mais especificamente, e começou uma série de boatos sobre nós dois, mas eu juro que nunca aconteceu nada entre nós. Acabamos deixando Eric ir, nós dissemos a ele para manter sua irmã longe de nós, mas ele não fez isso e uma noite entrei no meu apartamento e encontrei-a nua na minha cama, o que foi a gota d'água e no dia seguinte, nós a mandamos ir. Dei de ombros, eu não poderia fazer mais nada com essa informação agora. — Sinto muito que ela tornou sua vida difícil — Eu disse, tentando empurrar para baixo a onda de ciúme que sempre vinha quando o nome de Chloe aparecia. Seth olhou direto nos meus olhos e disse a única coisa que tanto quebrou meu coração, como acendeu uma chama de esperança que sempre lutei para manter apagada quando pensava sobre Seth descobrindo sobre Jaks. — Eu não estou indo para longe dele, Devlin — Disse ele. — Por favor, não faça promessas para ele que não possa cumprir Seth. Eu acredito que quer fazer a coisa certa, mas você e eu sabemos que a vida nem sempre te leva a cumprir suas promessas — Disse a ele, e o vi vacilar, mas me

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recusava a deixar que o coração de Jaks fosse quebrado por Seth como o meu foi. — Maldição, Devi, foi você quem me empurrou para ir para Los Angeles. Foi você quem me disse que devíamos terminar as coisas. — Você está certo. Eu fiz isso, e nós dois sabemos o motivo. O que você ia fazer Seth, manter a banda aqui em Dallas e continuar a tocar nos pequenos clubes? Ou ficar para trás e vê-los partir para LA sem você, sabendo que poderia estar lá com eles viver o seu sonho? Você teria acabado me odiando por isso. — Esta é uma velha discussão sobre a qual nunca concordaremos, Devi, então vamos voltar para o presente. Eu quero dizer que não vou deixar Jaks. Na verdade, ficaremos aqui por alguns meses, e eu quero conhecê-lo, quero passar um tempo com ele. — Ok, eu acho que ele gostaria disso. — Então o que você faz com ele enquanto você trabalha? — De segunda a sexta-feira ele vai para a creche. Cris me permite organizar minha agenda para que se encaixe com a dele. Quando estou no trabalho até tarde, como hoje, Jaks ou vem para a loja se eu não demorar muito e fica com Jules, ou Drake pega e o leva para casa e fica com ele até que eu chegue aqui. Aos sábados, eu só trabalho meio dia, e ele passa esse tempo com Drake.

*** Eu não estava surpreso que Drake ajudasse sua irmã com o bebê, mas a vontade de Crispin de dar uma mãozinha me incomodou. — Então, o que está acontecendo com você e Cris? — Perguntei e me arrependi de imediato, odiando o modo como eu estava com ciúmes de Crispin. — Somos apenas amigos — Foi sua resposta seca. — Ok, se você diz — Murmurei. — O que é que isso quer dizer, Seth? — Ela gritou. — E por que você se importa, não é como se você não estivesse fora desfrutando o que quer que seja ou viajando ao redor do mundo e brincando por aí. — Não, você está certa, sinto muito, não é mais da minha conta o que você divide com quem quer que seja — Falei, mas eu ainda me sentia como se

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precisasse ir procurar qualquer outro homem que colocou suas mãos sobre ela nos últimos 3 anos e batê-los até virar uma polpa sangrenta. Ela sempre fazia isso comigo. Estar no mesmo quarto com ela sempre fazia minha grande cabeça desligar e minha cabecinha começar a despertar. Eu podia sentir o cheiro dela, mesmo com cinco metros de distância entre nós. Ela cheirava a chuva de primavera doce e violetas, e aquele cheiro ainda me deixava duro de imediato. — Então, nós não estamos fazendo muito pelo resto da semana, eu quero dizer, a banda. Estamos ainda à espera de algumas coisas para serem enviadas. Você se importaria se, em vez de Jaks ir para a creche, ele saísse comigo? Ela não parece gostar muito desta ideia, e seus olhos ficaram vigilantes. — Eu não sei sobre isso Seth, ele realmente não te conhece ainda, e acho que você não entende em quantos problemas ele consegue entrar em um piscar de olhos. Que tal ir devagar por enquanto? Eu tenho um compromisso amanhã à tarde, e ia pedir a Drake para pegar Jaks na escola. Por que não o pega ao invés disso? Vocês dois podem voltar para a loja e ficar no escritório enquanto eu trabalho. Dessa forma, se você precisar de ajuda, Jules ou eu estaremos por perto. Eu também acho que vai ajudar Jaks se ele entrar nisto devagar. No sábado, você pode passar a manhã com a gente e, se parecer confortável e, ainda quiser, você pode ficar com ele enquanto eu trabalho da 1 ás 5 da tarde no sábado. — Tudo bem, funciona para mim. Vou te deixar decidir sobre isso, você o conhece e eu não — Ataquei. Vi seus olhos endurecerem e sabia que entraríamos em outra discussão e levantei minhas mãos em sinal de rendição, não querendo mais brigar. Eu queria conhecer o meu filho e seria mais fácil para todos nós, se Devi e eu não estivéssemos mordendo um ao outro enquanto eu tentava fazê-lo. — Ok, a escola fecha às 06:00. Certifique-se de que estará lá por volta das 5:45 ou o estacionar será uma tortura. Também se certifique de ter sua identidade com você, ou eles não vão te deixar sair com ele — Ela disse, claramente terminando a noite, não que eu me importasse. Precisava de algum tempo para passar tudo isso pela minha cabeça e tentar descobrir o que e como, eu ia fazer o que precisava ser feito para ter a minha família de volta. E isso era exatamente o que Jaks e Devi eram, eu percebi... A minha família.

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— Qualquer outra coisa que eu preciso saber? — Perguntei. — Não, nada que eu possa pensar, oh espera uhm, passe pela loja antes de pegá-lo, Jaks. Vou deixá-lo usar o meu carro. — Uhm ok, por quê? — Perguntei confuso. — O assento do meu carro está pronto para isso, e seria mais fácil apenas trocar de carro do que pegar a cadeira dele para colocá-la no seu. Vou dar-lhe instruções quando você vier para trocar de carro. — Tudo bem, eu acho que vou vê-la amanhã por volta das 5h. Boa noite, Devi — Falei para me impedir de chegar até ela quando passei do seu lado, puxando-a e beijando aqueles arcos de seus lábios esculpidos que eram tão atraentes. — Boa noite, Seth — Ela disse da porta. Então fechou a porta e ouvi a tranca ser acionada. Entrei no meu carro e me perguntei o que fazer agora. Peguei meu celular e disquei um número que eu não tinha discado há um tempo. — Ei sim, é Seth, sim eu sei... Ei, eu estou na cidade — Esperei um minuto. — Sim, eu sei, acabei de sair de lá, ei precisamos conversar... Sim, eu me lembro onde está, e vou vê-lo em alguns minutos — Apertei o botão Desligar no meu celular e joguei-o no banco do passageiro, incerto se eu teria minha bunda chutada pela próxima hora.

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Capítulo Cinco Após Seth sair, fui verificar Jaks, e então voltei para a cozinha e me servi de um copo de chá gelado. Eu sabia que Seth ainda estava com raiva, e não podia culpá-lo. Não contei a ele sobre Jaks. Eu tentei, mas depois daquele último telefonema que me deixou com ciúmes, meu orgulho ficou no caminho. Serpenteei de volta para a sala e olhei para todas as fotos de Jaks me perguntando se as coisas teriam sido diferentes se Seth tivesse ficado, ao invés de fechar o contrato com a gravadora e ir embora para Los Angeles. Ou se eu tivesse conseguido falar com ele para contar sobre Jaks as coisas poderiam ter sido diferentes. Afastei esses pensamentos, não havia nada que eu pudesse fazer sobre o passado agora... Agora eu precisava descobrir o presente e o futuro. Seth realmente queria ser uma parte da vida de Jaks? Eu sabia que ele iria querer, só não tinha certeza se ele, ou melhor, nós, poderíamos fazer isso funcionar. Com suas constantes viagens, e a minha falta de habilidade de deixar as coisas quando Seth tinha tempo, iria dificultar o processo. Além disso, Jaks merecia ter um pai em sua vida, e seria melhor ter um pai em tempo integral mesmo que não fosse o pai biológico. Eu sabia que Cris queria esse trabalho; ou seria melhor ter um pai em tempo parcial, que fosse seu pai de verdade? Até o final de minhas reflexões, fiquei ainda mais confusa do que antes e precisava de alguém para me ajudar a descobrir isso. Com isso decidido, a primeira decisão que tomei depois de toda esta situação, peguei meu celular e liguei para a única pessoa em que eu poderia pensar, que seria honesta comigo sobre a situação, me ajudando a ver o que era melhor para Jaks. — Ei, sou eu — Falei quando uma das minhas poucas amigas do sexo feminino, Mags, respondeu.

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— Ei, chica o que passa? — Eu preciso de alguns conselhos, e sabia que você não iria adoçar para mim. Ela ficou em silêncio por um segundo. — Ok, no que se meteu desta vez, Dev? — Seth voltou, e ele conheceu Jaks. — Oh, merda Dev, ele brigou com você? — Ela realmente nos conhecia. — Não tanto quanto eu esperava, mas ele definitivamente não está feliz com a situação. — Bem, você sabe que eu nunca concordei contigo sobre não contar a ele, mas foi uma decisão sua e agora você terá que lidar com as consequências, mas vou te ajudar no que puder. Tive que piscar algumas lágrimas. Eu sabia o que ela achava sobre dizer a ele. Ela deixou claro, mas sempre me ajudou e ouviu quando precisei. — Ele disse que quer passar mais tempo com Jaks e conhecê-lo enquanto estiver aqui, mas não sei para onde ir a partir daqui. Quer dizer, entendo a necessidade de Seth de conhecer seu filho, mas ele vai viajar de novo, e eu tenho que pensar em Jaks aqui. Então posso deixar que Jaks se apegue apenas para Seth deixá-lo e Jaks acabar mal? Eu poderia impedi-lo de ver Jaks, e aceitar a oferta de Cris ao invés disso? Cris é estável, e ele tem estado por perto desde que Jaks nasceu. Quer dizer, eu sei e ele sabe que eu não o amo, mas ele seria bom para Jaks, e estável. — O que Seth disse sobre isso quando você perguntou se ele planejava ficar por aqui? — Eu não perguntei, nós não falamos sobre muita coisa. Ele vai ficar com Jaks amanhã na loja depois que a creche fechar. Eu acho que nós precisamos ter uma conversa séria logo. — Você acha? — Ela perguntou. — E sobre Cris, eu posso entender por que pensaria em se casar com ele, são amigos e tudo mais, mas você não quer mais do que isso em um relacionamento para um casamento? — Eu tive mais do que isso em um relacionamento, e acabei com o meu coração despedaçado. Com Cris seria seguro.

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— Fale com Seth, chica, antes de tomar qualquer decisão, ou ganhar uma úlcera com seus muitos ses. Fale com Seth. — Sim, eu sei. Eu deveria contar a ele sobre o pedido de Cris? — Chica, conte tudo a ele, e quero dizer tudo, até mesmo sobre a sua viagem para Los Angeles. Vocês não podem tomar qualquer decisão sobre o que é melhor com Jaks, sem ambos estarem a par de todos os fatos, bem como limpar o ar entre vocês. Dei um gemido, ela sabia que eu não queria mais falar sobre isso, por isso mudou a conversa para itens mais mundanos, e poucos minutos nos despedimos. Eu sabia que ela estava certa. Eu teria que contar tudo, até mesmo sobre voar para Los Angeles para contar a Seth que eu estava grávida e dar de cara com Chloe saindo de seu apartamento.

*** Caminhei pela London, olhando em volta. Não mudou muito desde a última vez em que estive aqui. Mesmo bar escuro de madeira, forrado com bancos de bar, e as mesmas cabines e mesas no centro, todos de madeira escura. O cheiro de um bom uísque e fumo irlandês enraizado em tudo, mesmo antes da proibição de fumar. Olhar em volta trouxe um monte de boas lembranças. Olhei para o palco e tive que sorrir, sempre gostei de tocar aqui. Olhei para trás e sentado em uma cabine estava Drake. Eu não queria falar com ele, mas sabia que tinha que fazer se queria respostas a algumas das minhas perguntas. Ele levantou os olhos da bebida e me viu, me dando um olhar duro, e então olhou para sua cerveja. Andando pelo bar, uma mão estendeu e agarrou meu braço. Olhei para o braço e era definitivamente uma mulher e amaldiçoei sobre a minha respiração, eu não precisava disso, não esta noite. Segui o braço e uma menina que poderia ter 21 anos estava ligada a ele. Ela tinha cabelo preto cortado em um estilo Bettie Paige, uma blusa prata que mal segurava seus peitos obviamente falsos, uma saia preta que parecia estar prestes a abrir e saltos agulha de 15 cm. — Você é o baixista do My Misery Muse, não é? — Ela perguntou.

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— Não — Falei, em seguida tirei sua mão do meu braço, me afastando e pegando o meu boné de beisebol do meu bolso de trás para colocá-lo, puxando a ponta para baixo. Fui até a mesa onde meu melhor amigo se sentava, ele olhou para mim e sorriu afetadamente. Sentei em frente a ele, a garçonete se aproximou um segundo depois e pedi um Black and Tan4. Ficamos ali sentados em silêncio olhando um para o outro, até que ela voltou com a minha bebida. — O que você quer Seth? — Drake rosnou. Olhei para o meu melhor amigo, ele não mudou muito, ainda era uma versão muito maior, mais velha e mais masculina de sua irmã mais nova. — Por quê? — Simplesmente perguntei. — Por quê? — Ele respondeu. Dei a ele um olhar duro de volta. — Por que você não me contou, Drake? — Eu te disse quando você se envolveu com ela para não machucá-la, o que você fez, a engravidou aos 19 anos, em seguida, a deixou? — Eu não sabia. — Sim, e o que você faria quando descobrisse? Deixaria LA, a banda, voltaria aqui para fazer o que? Ressentir-se dela e do bebê por arruinar seus sonhos? — Eu não sei, porque ninguém pensou que eu merecia saber que era o pai de uma criança. — Ela tentou te contar, ligou, mandou e-mails e tudo o que ela conseguiu foi a colocarem para correr ou não receber resposta nenhuma. Ela finalmente tinha que seguir com a sua vida, a vida deles, e está fazendo um bom trabalho com isso agora. — Ela me disse que você tentou entrar em contato comigo. Você tentou? — Eu tentei, e consegui o mesmo que ela. Você nunca estava, muito ocupado. Quando ela decidiu parar após o último telefonema que a deixou em lágrimas, eu disse a ela ok. Ela queria isso do jeito dela, não queria estragar as coisas para você. O que eu deveria fazer; continuar a assistir seu coração quebrar

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Um coquetel de cerveja que mistura cerveja clara e cerveja escura.

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mais e mais a cada dia, assistindo-a se culpar por você não saber ou ajudá-la a colocar sua vida de volta nos trilhos, Seth? Eu não sabia o que responder para isso, assim, ao invés disso tomei um gole do meu Black and Tan, deixando o sabor ligeiramente doce e terroso encher a minha boca. Eu merecia saber, mas e se o que ele disse era verdade? E se eu estava magoando Dev? E se ela se sentiu culpada? Importava que eu não soubesse antes? Era passado e nada poderia ser feito sobre isso agora. Agora tudo que eu podia fazer era ficar e conhecer o meu filho, garantir que ele e Devi estivessem amparados. — Então, como ela está agora, como eles estão? — Perguntei. Ele deu de ombros e tomou outro gole. — Sua carreira está realmente decolando, a loja está se tornando uma das melhores em Dallas. Ela tem se representado bem nessa indústria, muito disso é por causa de Cris. Ele esteve lá, sabe, ajudando-a, ele a levava para a escola de arte. Ele tinha acabado de abrir a loja e assumiu o risco de contratar uma jovem desconhecida do sexo feminino no negócio, ela é agora uma de seus principais artistas. Quanto a Jaks e ela, eles estão muito bem, ela é uma ótima mãe. Nada parecida com a nossa. Ela o coloca em primeiro lugar antes de tudo. — Vou levar algum tempo conhecendo-o, enquanto estiver por aqui, eu quero conhecer o meu filho, ajudar a cuidar dele, e me certificar que ele tem tudo que precisa. Ele terminou a cerveja. — Devi cuida bem dele, eles não precisam de nada. Se você quer se envolver Seth, certifique-se que é para o bem, porque se não for, desta vez eu vou te encontrar e vou te fazer sangrar e se você os machucar de novo — Com isso, ele se levantou, jogou algumas notas sobre a mesa e saiu. Sentei lá, terminando a minha bebida pensando no que ele disse. Eu queria conhecer Jaks, queria um lugar na sua vida em suas vidas. Eu poderia cuidar deles financeiramente agora, mas o que isso significa para a minha carreira musical, como é que uma família se encaixa em minha vida? Sabendo que eu tinha muita coisa para pensar, me levantei, coloquei a mão no meu bolso e joguei um pouco de dinheiro em cima da mesa para ir para casa e refletir um pouco.

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Capítulo Seis Na manhã seguinte, quando parei no estacionamento atrás da loja, já podia ouvir Pantera lá dentro e sabia que Cris estava lá dentro, e não estava feliz. Eu decidi caminhar ao redor do prédio e passar no Joe’s antes de entrar, ainda faltavam 45 minutos para meu primeiro horário. Eu andei em torno da frente da loja e deu uma olhada ao redor, a maioria era turista esta manhã, uma manhã tão típica para Lower Greenville. Como eu adorava esta área de Dallas, tão rica em história, com uma vibração eclética. Havia uma mistura de pubs, bares, lojas de roupas vintage, cafés, restaurantes, todas suas necessidades poderiam ser encontradas aqui, mas tudo misturado com uma grande atmosfera. À noite, ela era cheia de festa de garotos da faculdade, tipos artísticos, todos os tipos de garotos punks juntos em busca de um bom tempo. Não era muito diferente da Deep Ellum nos termos de Dallas, no mínimo, para um monte de gente a balada tinha início em um destes lugares e acabava no outro, ou vice-versa. Eu entrei no café e esperei na fila para conseguir o meu latte para a manhã, pensando no meu telefonema com Mags na noite passada. Seth e eu precisávamos limpar o ar antes de podermos fazer este trabalho, com esta decisão liguei Drake. — Ei mano, — eu disse quando ele atendeu o celular. — Hey Dev, o que você anda fazendo? — Perguntou. — Nada demais, tomando um café antes do meu primeiro encontro, mas preciso de um favor, no entanto. — Ok, o que você precisa? — Disse, ele nunca me negou um favor. — Bem, uhm, Seth apareceu ontem, e antes de dizer qualquer coisa, sim ele sabe sobre Jaks. E eu acho que ele e eu precisamos de algum tempo para conversar, eu sei como você se sente, mas isso não é sobre você ou até mesmo sobre mim, é sobre Jaks, — Eu estava balbuciando, que era o meu normal

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quando conversando com meu irmão sobre algo ele não concordava, se eu não fizer isso, ele não me deixaria terminar. — Então, você poderia olhar Jaks esta noite? Eu sei que é uma sexta-feira à noite e é em cima da hora, por isso, se você não puder eu vou descobrir outra solução. — Eu sei que ele está de volta, eu falei com ele ontem à noite. E sim, eu concordo que vocês dois precisam conversar, eu ia sair com os caras hoje à noite, mas eu posso ignorá-los para sair com Jaks. Você quer que eu o traga aqui ou que fique na sua casa? Eu sabia onde meu irmão queria chegar, eu queria a casa vazia esta noite? Honestamente, eu não sabia, eu sei que ele foi embora, e sim, eu encorajei ele a ir, mas eu não tinha certeza se eu queria me envolver com ele novamente, mesmo que fosse apenas por sexo. Por outro lado, tinha sido três anos desde a última vez que fiz sexo e meu corpo sempre era atraído para Seth, como uma mariposa para as chamas. Seth tinha sido o meu primeiro e, até esse ponto, único amante. — Dev você está aí? — Perguntou ele, depois de esperar muito tempo por uma resposta. — Hmm, oh sim, pode tomar conta de Jaks em sua casa. Eu não tenho certeza de onde vamos nos falar ainda, e se ele estiver na minha casa eu não quero você escutando ou batendo nele. — Ei, eu não bati ele na noite passada, — ele murmurou, — mesmo querendo, e por que você não me disse que ele estava na cidade? — Eu não tive a oportunidade, ele apareceu na loja e depois fomos para a minha casa, — eu disse. — Onde você o viu? — Ele me ligou e disse que precisava falar comigo, então nós nos encontramos no London, e conversamos. — Ut-oh, e nenhum dos dois saiu com um olho negro, deve ter sido difícil para você, — eu brinquei. — Então o que é que ele queria? — Ele queria saber por que eu não liguei para contar sobre Jaks. Eu disse a ele que eu liguei, que ligamos, não é nossa culpa que ele não atendesse ao telefone ou verificasse seu e-mail por si mesmo. — Sim, eu sei, — eu murmurei. — Então, você poderia vir à loja em torno das oito para pegar o Jaks?

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— Eu poderia buscá-lo na escola Dev, dessa forma ele não estaria correndo feito um taz pela loja. — Eu sei, mas Seth vai buscá-lo na escola, e depois ir para a loja para ficar com ele. Não comece, ele quer conhecer seu filho e você e eu sabemos que não posso dizer-lhe não sobre este assunto. Ele merece conhecer Jaks. — Sim, eu sei, eu simplesmente não tenho que gostar. Ok eu vou estar lá as oito, te amo mana, — disse ele, e desligou antes que eu pudesse responder a maneira típica de Drake, quando decidia que a conversa acabava, acabava. — Ainda te amo também mano, — eu murmurei para um tom de discagem. Peguei meu latte da barista e me dirigi para o lado para enfrentar Cris. Este vai ser um longo dia maldito. Eu colei um sorriso no meu rosto e abri a porta da loja, Cris estava sentado em sua estação e me ignorou quando entrei. — Ei Cris, — eu disse em saudação. Ele resmungou, ok acho que vai ser um daqueles dias. Eu fiz o mesmo e o ignorei indo para a minha estação e comecei a arrumar tudo para meu primeiro horário às 11:15. Meu primeiro cliente veio e foi com Cris ainda me ignorando. Eu o conhecia bem o suficiente para não tentar falar com ele antes que ele estivesse pronto, porque ele simplesmente não ia falar. Eu estava quebrada após meu último cliente, quando Cris se aproximou de mim com os braços cruzados sobre o peito, olhando em todos os lugares, menos para mim. Ut-oh, isso vai me irritar e ele sabe disso. — Você dormiu com ele? — Ele latiu. Virei e olhei para ele, ele teve a decência de recuar e parecer envergonhado. — Não que isso seja da sua conta Crispin, mas não, eu não dormi com Seth. Fomos para casa, jantamos, colocamos Jaks para dormir e conversamos. — Desde que eu estava chateado decidi jogar com isso ao invés de dizer-lhe o que tinha decidido em primeiro lugar. — Seth vai buscar Jaks na escola depois voltar para a loja para ficar com ele no escritório enquanto eu termino o trabalho. — Você não acha que você deveria me consultar primeiro, já que é a minha loja, em primeiro lugar? — Ele rosnou.

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— Não, isso nunca importou antes, então por que agora? — Eu sabia por que, mas eu não ia ser uma vaca com ele por fazer a coisa certa. — Não importa agora, especialmente quando se trata de Seth. Ele deixou você Dev, ele não teve a decência de responder a seus telefonemas malditos quando você ligou, ele teve uma namorada para fazer seu trabalho sujo, ao invés de ser um homem e cuidar de suas responsabilidades. — Eu não vou ouvir isso Cris, eu cometi erros também. Mas não é sobre mim é sobre Jaks, ele merece a chance de ter um pai em sua vida, — eu disse. — Eu te pedi para se casar comigo, Dev, eu te amo, eu amo Jaks. Eu sei que você não me ama ainda, mas você poderia, se você apenas deixasse-o ir e seguisse em frente, nós poderíamos ser felizes Dev, — ele implorou. —Isso não tem nada a ver com isso Cris, e eu já te disse que eu não decidi nada sobre isso ainda, não me force, — eu disse. — Agora, se você me der licença, meu próximo cliente deve estar aqui em cinco minutos, e preciso deixar as coisas limpas e preparadas. — Me afastei e me dirigi de volta à sala para pegar o equipamento que precisava.

*** Entrei na loja e imediatamente vi Dev inclinado sobre seu trabalho, sem perceber qualquer outra coisa. Fui até lá e olhei para a peça que ela estava trabalhando, que era de tirar o fôlego. Uma tatuagem completa que começava com asas de anjo, mas lentamente se transformava em trabalho intrincado em volta das costelas de uma menina e na parte externa de seus seios. — Nossa, isso é lindo, — eu disse em ligeira reverência, mas como sempre, eu estava sempre espantado com o trabalho de Devi. A menina olhou para cima e sorriu — Ela é fodidamente fantástica no que faz. Dev olhou para cima, em seguida, quase me reconhecendo enquanto ela mergulhada na tinta e voltou a seu trabalho. — Quantas sessões até que esteja terminado? — Perguntei.

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— Esta e a segunda de três e mal posso esperar até que esteja terminada, — disse a menina depois voltou a se deitar e zonza pela endorfina que fazer uma tatuagem dá. — Então Devi, eu preciso de suas chaves e do endereço, — eu disse. Do outro lado da sala Cris pigarreou, mas continuou a me ignorar. — Um segundo Seth, — disse ela. — Ok, hey Cin já volto, precisa de alguma coisa enquanto eu estiver fora, beber água ou algo assim? A garota apenas balançou a cabeça. Com isso nós caminhamos até a parte de trás e Devi vasculhou sua bolsa retirando as chaves e o endereço. — Aqui está, Seth, uhm você tem planos para hoje à noite? — Ela perguntou. Notei que Cris tinha parado sua máquina, o que me deixou ainda mais curioso sobre o que estava acontecendo entre eles. Eu não tinha notado nada da parte de Devi, mas Cris sempre teve uma queda por ela. — Não, não realmente, eu estava pensando em sair com os caras hoje à noite, mas nada que eu não possa cancelar, — eu disse, se ela preferisse sair comigo eu iria deixá-los em um piscar de olhos. — Uhm, bem, eu queria saber se você queria ficar um pouco e conversarmos, apenas nós dois? Já liguei para Drake e ele vai pegar Jaks em torno das 8 esta noite para tomar conta dele, — Ela disse parecendo nervosa como o inferno e mordendo o seu lábio inferior. Droga, eu esqueci como ela costumava fazer isso quando estava nervosa, e como isso sempre me deixava excitado. Eu tive que limpar minha garganta antes de falar, — Uhm sim, nós podemos fazer isso, alguma opinião sobre onde você quer ir? — Nós podemos ir para a cafeteria, se você quiser, pegar algum jantar e café. Ainda será cedo então multidão festeira não vai estar lá ainda. — Sim, soa bem. Ok, eu estou indo pegar Jaks, — eu disse. — Vejo você daqui a pouco. Saí me sentindo um pouco melhor sobre a possibilidade de ter Devi de volta, eu precisava de um plano de jogo, mas primeiro precisava descobrir o que estava em sua mente.

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Capítulo Sete Eu estava em pé no balcão agendando a sessão final de Cin, quando olhei para fora da janela, Seth estava andando com Jaks e fazendo ele rir. Droga, o homem era lindo, todos os 1,88 metros de músculos que ondulavam enquanto ele caminhava, olhei para trás, Cin, que estava sorrindo para mim. — Então é Seth, hein? — Disse Cin. — Sim, esse é Seth. — Droga. ele é bom, Dev. — Sim, confie em mim, eu sei, — eu murmurei. Com isso Cin saiu me lançando um olhar por cima do ombro, que disse "não seja idiota", enquanto ela saia pela porta. Seth entrou com um sorridente Jaks pendurado em cima do ombro. — Mamãe, — lamentou Jaks então se balançou para baixo. Seth colocou-o no chão, então Jaks saltou de imediato querendo que eu o pegasse. Peguei meu filho e dei-lhe beijos por todo seu rosto. — Papai me pegou, — Jaks me disse. — Ele pegou! — Exclamei. Jaks acenou com a cabeça, em seguida, balançou para colocá-lo no chão para ele explorar. — Nada disso Jaks, você e o papai vão para o escritório, enquanto a mamãe termina o trabalho, — disse ele. Entreguei Jaks volta para Seth: — Então, como foi? — Essas mulheres são cruéis, Devi. Mal eu cheguei ao prédio e elas começaram a me dar olhares de reprovação, o inferno, então algumas delas tentaram me dar seus números de telefone.

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Eu ri, sua creche era outra coisa, as professoras eram incríveis, mas os outros pais eram julgadores como o inferno. — Sim, eu sei, mas as professoras são as melhores. — Sim, sua professora era muito boa, eu gostei dela, — disse ele. — Ok, vamos voltar para o escritório, quanto tempo até que você terminar? — Uma hora e meia, duas horas no máximo, e Drake deve estar aqui em torno de 8 Há uma caixa de brinquedos no escritório, junto com um cavalete de arte e lápis de cor. Jules saiu correndo para sua pausa para o almoço, ela vai trazer algo de volta para Jaks. Se você precisar de alguma coisa venha aqui em frente e me deixe saber. — Nós vamos ficar bem Devi, não se preocupe, — disse ele. Eu suspirei, não se preocupe, eu passava a maior parte do meu tempo me preocupando com Jaks. Eles voltaram para o escritório, passando por Max e Vic em seu caminho que estavam se preparando para as suas noite de tatuagem. ~~ —Como que a sua mãe faz isso o tempo todo, garoto? — Eu perguntei Jaks. Ele só olhou para mim depois voltou a bater os carros. Olhei ao redor do escritório e parecia que um furacão havia passado por ali, brinquedos em todos os lugares, espaguete na mesa e no chão que era o seu jantar. Dei mais respeito ao que Devi tinha passado através dos últimos anos. Eu estava limpando o espaguete da mesa quando Drake entrou, ele deu uma olhada ao redor e começou a rir. — Não é tão fácil, hein homem? — Disse. — Tchio Ake— Jaks gritou em seguida, decolou abraçando Drake em volta de suas pernas. — Ei garoto, parece que você está dando a seu pai um momento difícil esta noite, — disse Drake quando levantou de Jaks para o alto. — Você quer voltar para casa comigo esta noite e dar a mamãe uma noite de folga? Jaks sorriu para essa ideia e concordou. Drake colocou-o para baixo, e começou a ajudar a arrumar os brinquedos, enquanto Jaks voltou a bater carros.

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— Obrigado por tomar conta dele hoje à noite, — eu disse. Drake olhou para mim, — Vocês dois precisam conversar, descobrir as coisas vai mais fáceis sem o taz aqui correndo por aí, — disse ele. — Taz, hein, — eu ri, — uma descrição adequada a ele. — Eu quis dizer o que eu disse na noite passada Seth, se você machucálos, eu não vou me segurar mais, — disse Drake. — Eu sei, e eu não tenho nenhuma intenção de magoá-los. Eu não queria machucá-la da última vez. — Você pode não ter tido a intenção, mas você fez o inferno, você ainda faz. Ela mudou quando te deixou homem, ela não era a mesma garota. Ela não namora, tudo que ela faz é trabalhar e sair com Jaks. De vez em quando depois de muitas dificuldades, eu consigo levá-la para sair com os amigos, mas eu não acho que ela realmente gosta disso, ela só faz isso para que ela não tenha que nos ouvir reclamar sobre sua falta da vida, — disse ele olhando para mim significativamente. — Eu acho que ela nunca te esqueceu, e sim eu sei que ela foi a única que te empurrou para fora. Ela foi a única que terminou as coisas entre vocês. Ela tentou esconder o quanto doía de mim, mas eu vi e eu sabia que não havia porra nenhuma que eu pudesse fazer sobre isso, o que só me irritava mais. — Eu queria fazer com que as coisas funcionassem, ela disse que precisava de um termino limpo. E sim, eu sabia que doeu nela dizer isso, mas me machucou muito e me irritou que ela não quisesse nem tentar. Então eu fui para Los Angeles tentando esquecê-la, mas eu não podia, e eu não estou indo embora desta vez, Drake. — Boa sorte com isso, você vai precisar, — disse ele. — Ok Jaks, você está pronto para ir sair com seu tio Drake? Ele pegou as coisas Jaks e o levou para fora da sala. Terminei de limpar o escritório e me dirigi de volta para a loja quando Cris me parou. — Hey Seth, podemos falar um minuto? — Perguntou Cris. — Claro, — eu respondi. Voltei para o escritório com Cris me seguindo. Ele fechou a porta, em seguida, virou-se e olhou para mim, e eu sabia que eu não queria ouvir o que ele estava prestes a me dizer.

~ 37 ~


— Pedi Dev para se casar comigo, — disse Cris. Parecia que eu tinha levado um soco no meu plexo solar, todo o ar deixou meus pulmões. — Você o quê? — Eu consegui sair. — Você me ouviu o homem, eu a amo, sempre amei, ela nunca sequer olhou para mim enquanto você esteve aqui, mas você foi embora e ela precisava de alguém. Eu dei um passo em frente, e estive aqui ajudando-a enquanto você estava correndo ao redor do mundo, e ela ficou aqui com um bebê e com medo. Portanto, não se atreva a olhar para mim desse jeito, você a deixou, mas eu fiquei. Eu sabia que ele estava certo, mas não o tornava mais fácil de ouvir. Cris pediu Devi para se casar com ele, o que ela disse? Por que ela não me disse que ela estava comprometida? Não sabendo mais o que fazer saí do escritório e voltei para a loja para esperar Devi terminar com o seu cliente.

~ 38 ~


Capítulo Oito Observei Cris ir para o escritório depois que Drake saiu, e eu sabia que nada de bom poderia vir disso. Poucos minutos depois, Seth saiu chateado como o inferno. Ele foi falar com Max e me virei para terminar a tatuagem que estava fazendo. Não havia nada que pudesse fazer sobre isso agora, eu tinha trabalho a ser feito. Depois que terminei e deixei o cara todo enfaixado, com instruções de cuidados e algumas amostras de cremes, fui até onde Vic, Max e Seth estavam conversando. — Ei, você está pronto? — Perguntei a Seth. — Sim, vamos lá — Disse ele. — Vejo vocês mais tarde. Ele não disse mais uma palavra, apenas colocou a mão nas minhas costas me guiando para fora da loja e para o seu carro. Entrei em seu velho Chevelle, este carro trouxe de volta muitas memórias, ele ligou o carro e Bitch, do Sevendust começou a tocar nos alto-falantes, o que nos deixou ainda mais sem nada para falar durante a viagem. Chegamos ao café e nos sentamos no pátio ao ar livre, olhando os carros acelerando para baixo na via expressa central. Sua mudez realmente começou a me enervar, eu tinha uma ideia sobre o que ele e Cris conversaram, mas não tinha certeza sobre como trazer isso à tona. — Então, você e Cris, hein? — Disse. Fechei os olhos, amaldiçoando meu melhor amigo, por que ele tinha que fazer isso comigo? Por que tinha que contar a ele, em vez de me deixar explicar para Seth? Mas eu sabia o motivo, ele queria que Seth pensasse que algo mais estava acontecendo entre nós do que o que realmente estava. — Ele está tentando, e eu continuo negando. — Por quê?

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Fiquei surpresa com isso, por que afastei o Cris? Bem, eu sabia que era porque eu ainda amava Seth, mas não iria deixá-lo saber disso. — Eu não amo Cris desse jeito. Ele diz que não liga para isso, que ele me ama o suficiente por nós dois, mas eu não acho que poderia me casar com alguém que não amo. Ele parecia pensar sobre a minha resposta, mas eu não conseguia dizer o que ele estava pensando. Estava feliz por eu não estar envolvida com Cris? Será que tinha pena de mim como Chloe disse que ele tinha, porque eu não podia superá-lo? — Então, sobre o que você quer conversar, Devi? Eu acho que ele não queria mais falar sobre Cris, não que eu o culpasse, nem eu queria também. — Pensei que seria bom para nós limparmos o ar, nos tornamos amigos novamente. Tornaria as coisas mais fáceis quando tentássemos chegar a um acordo sobre Jaks. A nossa garçonete chegou naquele momento para levar nossos pedidos. Pedi um café e meu crepe de espinafre favorito, depois ela pegou o pedido de Seth e saiu. Olhei para ele e ainda não consegui ter uma leitura sobre o que ele estava pensando. — Eu quero que você acredite em mim que tentei te contar. Tentei por seis meses, mas em algum momento eu tive que descobrir como fazer isso sozinha. Tive que fazer planos para recuperar a minha vida de novo. Então eu parei de tentar entrar em contato com você, eu tinha um bebê para cuidar. — Eu entendo, Devi. Sei que ontem à noite eu estava chateado, e mesmo que ainda esteja chateado por não saber, entendo por que você não continuou tentando. Mas agora que eu sei, não irei embora. Vou ser uma parte na vida dele, Devi. — Ok. Eu acho que ele gostaria disso. — Então, como é que vamos fazer isso? Alguma ideia? Claro que vou começar a pagar a pensão alimentícia. Eu quero garantir que ele tenha tudo de que precisa.

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— Eu tenho o suficiente para garantir que ele esteja bem cuidado, Seth. Venho fazendo isso há mais de 2 anos sem o seu dinheiro, e nós não precisamos dele agora — Cuspi. — Eu não tinha a intenção de te deixar brava, Devi, ou tentar fazer soar como se você não cuidasse dele. Só quero ajudar e eu preciso ajudar. Por favor, me deixe, eu já perdi muito, mas isso significaria muito para mim. — Tudo bem — Falei a contragosto. — Obrigado — Com isso, ele estendeu a mão e pegou a minha, esfregando lentamente o polegar sobre os nós dos meus dedos. Esse pequeno toque fez minha respiração parar, este homem conseguia me alcançar como ninguém. Nosso café veio em seguida, eu puxei minha mão da sua para que pudesse pegar meu café e também ter um pouco de espaço entre nós. Eu ainda não sabia o que eu queria com Seth. Estava disposta a colocar meu coração na linha novamente por este homem? Diabos, ele ainda queria mais do que meu filho de mim ou eu estava sendo iludida pensando que a faísca entre nós era mais que unilateral? — Ei, aonde você foi? — Perguntou ele. Sacudi meus pensamentos melancólicos. — Desculpe, acho que viajei por um minuto. Então, quanto tempo vai ficar na cidade? Ele soltou a respiração. — Eu não tenho certeza, na verdade, nós começamos o novo álbum em Los Angeles, mas ele simplesmente não estava funcionando e pensamos que uma mudança de cenário ajudaria. Vamos voltar para o estúdio na segunda-feira. Não tenho certeza de quanto tempo vamos ficar. Tudo depende de quanto tempo levará para terminar o álbum. Estamos agendando alguns shows pela área enquanto

estamos

aqui,

tocando

alguns

dos

velhos

fantasmas

que

costumávamos tocar. Xavier está um desastre com suas letras, e Sam e eu não temos sido muito melhores com os acordes e outras coisas. Essa era uma primeira vez para Seth. Até onde eu sabia, quando morávamos juntos, ele estava sempre trabalhando em novas músicas, bem como escrevendo seu próprio material. Metade do primeiro álbum foi escrito por Seth.

~ 41 ~


— Sinto muito que estejam tendo dificuldade. Se você precisar de alguma ajuda me avise, eu ainda brinco de escrever às vezes, e os rapazes continuam a tocar todas as segundas e quartas-feiras no Drake. — Sério, eles ainda tocam? — Sim, eles não fazem mais shows ou algo assim. Só gostam de ficar juntos e se mexerem. Então a nossa comida chegou, e eu não sabia mais o que dizer, daí fui para a minha comida, saboreando o delicioso molho de creme sobre o crepe perfeitamente cozido. — Então acho que devemos ter algum tipo de horário de visitas juntos, hein? — Disse Seth. Isso me trouxe de volta em um segundo, e eu ainda não sabia o que pensar sobre ele voltar a nossas vidas, ou como lidar com ele. — Sim, eu acho que seria uma boa ideia. Eu ainda quero limitá-lo um bocado por enquanto, até Jaks estar mais confortável contigo, e que você tenha mais tempo para se acostumar a cuidar de uma criança de dois anos. De qualquer maneira, como foi hoje à noite? — Perguntei, mas Drake já tinha me dito o que fizeram. — Foi ok, mas ele nunca para. Eu estava constantemente correndo atrás dele, mantendo-o longe das coisas. Não sei como você fez isso esse tempo todo sozinha. — Eu não fiz isso sozinha, tive sorte e tive muita ajuda. — Sim, eu acho que você teve — Ele disse, parecendo triste, e eu sabia que ele estava pensando em como ele não foi um dos muitos ajudando, observando Jaks crescer. Peguei minha bolsa e tirei meu diário. Eu detalhava meus dias com Jaks nele, junto com algumas das minhas fotos favoritas. Pensei que Seth poderia gostar de olhar para ele. — Aqui, esse é o diário que te falei ontem à noite. Ele pegou-o com um sorriso: — Obrigado, Devi. — Seth, eu quero você na vida dele. Quero que ele tenha um pai, mas não sei como faremos isso funcionar, quero dizer, você está sempre em turnê.

~ 42 ~


Quando não está em turnê, está trabalhando no estúdio. Eu só estou tentando descobrir como podemos fazer isso funcionar. — Eu não sei ainda, Devi, mas eu... Nós vamos fazer dar certo. Ficamos em silêncio terminando o jantar, eu ainda estava tentando descobrir como fazer isso dar certo, quando o conselho de Mags voltou para mim. Eu precisava dizer a ele sobre a minha viagem para Los Angeles, sobre ir para seu apartamento. Eu não contei a ninguém sobre isso, exceto a ela. Pelo que eu sabia, Chloe já tinha dito a ele, e ele estava apenas me deixando ficar com o meu orgulho, mas eu ainda precisava lhe dizer, para ele entender perfeitamente que eu tentei falar com ele sobre Jaks. Então eu deixaria isso para lá, porque ele estava aqui agora e nada poderia mudar o passado.

*** Fiquei ali sentado olhando para Devi, meu Deus, ela era bonita, com o cabelo curto espetado, com seu top mostrando sua tatuagem, e saia curta. Eu podia ver as novas tatuagens em seus braços, nas pernas, e até mesmo uma sobre o peito. Eu tinha o desejo de levá-la para casa, deitá-la e explorar suas novas tatuagens com a ponta dos dedos, beijando a pele sensível atrás da sua orelha. Me senti ficar excitado e sabia como sempre soube, que não haveria mais ninguém para mim, a não ser Devlin. Estava tão perdido nos pensamentos de tê-la nua embaixo de mim que perdi o que ela disse. — O que? Desculpe, eu estava distraído por um minuto. Ela corou como se soubesse exatamente o que eu estava pensando, e esperei que ela tivesse pensamentos semelhantes aos meus. — Hum, eu fui para LA — Ela disse. Isso me fez parar por um segundo, ela esteve em Los Angeles, quando e por que não foi me ver? — Por que você não foi me ver, Dev? — Perguntei em voz baixa, sem saber se eu realmente queria uma resposta. — Eu fui ao seu apartamento, você não estava em casa, ou pelo menos foi o que Chloe me disse quando atendeu a porta vestindo uma de suas camisetas.

~ 43 ~


Eu tive que parar de amaldiçoar em voz alta. Respirei fundo várias vezes antes que pudesse dizer qualquer coisa. — Quando? — Perguntei, conseguindo dizer apenas isso. — Cerca de cinco meses depois que você saiu. Eu estava em uma convenção de tatuagens com Cris; ele estava começando a loja naquele momento, e me pediu para ir com ele ajudar. — Você estava grávida, então? — Perguntei e ela balançou a cabeça. — Então, onde Chloe disse que eu estava? — Ela disse que você estava fora tocando em algum clube, eu não me lembro qual. Disse que eu estava fazendo de mim mesma uma tola com você, que sabia sobre o bebê e não se importava, que vocês riam das minhas mensagens de voz e e-mails, com pena da adolescente ingênua e jovem que eu era. Depois que ela terminou de reclamar comigo, voltei para o hotel onde estávamos hospedados e fui embora na manhã seguinte. Tentei ligar mais uma vez e foi quando ela respondeu, e me disse que você a pediu em casamento, na mesma noite em que estive em seu apartamento. Eu não sabia o que fazer ou pensar, você parecia ter seguido em frente com a sua vida, então decidi fazer o mesmo. Olhei para seu rosto bonito estilo fada e podia ver o brilho de lágrimas sobre seus olhos, sendo Devi, ela as afastou. Ela nunca foi de deixar alguém vêla chorar. Eu pensei sobre a noite em que ela deve ter aparecido no meu apartamento, que deve ter sido a mesma noite em que eu encontrei Chloe nele. Nosso gerente tinha agendado um show de última hora em West Hollywood. Quando chegamos lá, prontos para tocar, fomos levando a noite, sem nunca acabar realmente de tocar o set que devíamos tocar. Eu finalmente cheguei em casa por volta 4h, chateado e cansado pelo que tinha acontecido no clube e encontrei Chloe na minha cama, usando minha camisa do New York Dolls e nada mais, como descobri mais tarde. Pensei em como Devi se sentiu ao ver Chloe com a minha camiseta. Ela procurou por mim, e pagou muito mais do que deveria por isso e isso me fez ver vermelho. Então me lembrei de que há alguns dias mais tarde meu celular desapareceu e eu não conseguia encontrá-lo, e o substituí por um novo, com um novo número que Chloe não tivesse. Eu sempre

~ 44 ~


pensei que ela havia pegado, e acho que pegou, então Devi disse algo que me fez sair desse devaneio. — Você disse que deixou mensagens de voz e e-mails, Dev eu nunca recebi. Você tem que acreditar em mim. A única coisa que eu posso pensar é que aquela cadela deve ter recebido de alguma forma e excluído antes que eu pudesse ver. Querida, se eu soubesse, teria voltado para casa. Eu não teria deixado você aqui para fazer isso por si mesma, e eu jamais teria feito essas coisas que Chloe disse que eu fiz. Como você pode ter acreditado que eu teria rido de você, que não me preocuparia com o fato de que você estava tendo o meu filho? — Perguntei. — Eu sei o que é crescer sem um pai, e eu nunca voluntariamente faria isso com uma criança, e eu achava que você conhecia isso sobre mim. — Eu não sabia o que pensar, ela sabia das coisas. Ela não ficou surpresa quando eu apareci na sua porta grávida. Eu queria ouvir isso de você, é por isso que te liguei uma última vez, ela disse que você estava ao lado dela e não queria falar comigo. Então eu parei de ligar. Estendi a mão e escovei meus dedos em seu rosto, seu delineador em seus olhos que olhavam diretamente em mim, e eu sabia que a tinha magoado, e por isso eu queria encontrar Chloe e rasgá-la em pedaços. Me inclinei e escovei meus lábios nos dela, e uma onda de luxúria passou por mim, mas a segurei de volta. Eu sabia que ela não estava pronta para me ouvir dizer que eu ainda a amava. Eu sabia que ainda estava confusa, e eu sabia que tinha que trabalhar dobrado para ganhar a confiança dela de volta. Chamei a nossa garçonete e paguei a conta, então emaranhei as nossas mãos e puxei-a para fora de seu lugar. — Vamos, vamos sair daqui e nos divertir um pouco.

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Capítulo Nove Eu ainda estava me recuperando do breve beijo que nós compartilhamos no café, quando nos sentamos em um silêncio confortável no carro de Seth, com nossos dedos ainda entrelaçados, enquanto ele distraidamente esfregava a ponta de seu polegar sobre os nós dos meus dedos de uma forma sedutora. Eu estava perdida em meus pensamentos quando paramos na estação Lover’s Lane. — Para onde vamos? — Perguntei. — Pensei que seria divertido ir para West End. Eu não vou lá há anos, e quero um tempo contigo longe de todos os outros — Ele disse, roçando seus lábios sobre os meus dedos. — Se estiver tudo bem para você? — Parece divertido. Não vou para West End há muito tempo também — Falei pensando, mas não dizendo, não desde a última vez que eu fui com ele. Pegamos o trem para West End, é um pouco turístico na maior parte, mas eu sempre adorei. Ficava a poucos quarteirões de distância do conservatório de livros onde Oswald atirou em JFK, ela era rica em história de Dallas, com prédios de tijolos antigos, e a rua que era bloqueada para o tráfego ainda era pavimentada com tijolos vermelhos opulentos que resistiram ao longo dos anos. Estava cheia de artistas de rua, artistas que vendem sua arte nas calçadas enquanto os turistas os viam trabalhar. A rua tem vários restaurantes e um clube ou dois, onde grupos de pessoas riem ao sair, conversando um pouco altos e embriagados pelas bebidas tomadas em seus jantares. Nós serpenteávamos entre a multidão, assistindo as pessoas, como costumávamos fazer, parando aqui e ali para observar um artista ou malabarismo com bolas de fogo. Seth manteve seu aperto constante na minha mão, ocasionalmente usando a outra mão para escovar seus dedos no meu rosto e pescoço, me excitando ainda mais. — Quer ir olhar em volta do mercado? — Perguntou Seth.

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— Claro — Respondi um pouco sem fôlego. Seth olhou para mim oferecendo um sorriso que dizia que ele sabia exatamente como estava me afetando. Nós caminhamos para o mercado, um grande edifício de tijolos velhos que foi reconstruído com várias lojas e estandes. No primeiro andar, havia vários vendedores de comida, e meu favorito de todos os tempos: o vendedor de fudge5 caseiro. Ele o faz fresco na hora, e os cheiros são sempre deliciosos. — Vou voltar pelo fudge — Falei para Seth —, mas por agora vamos lá em cima. Ele riu, eu nunca vim aqui e saí sem fudge. Fomos para o segundo andar, onde ficavam algumas das lojas mais legais, e passamos pela loja de magia, e várias outras barracas criadas para vender coisas para os turistas. Olhei em volta de uma mesa que vendia mãos esculpidas em pedra sabão, havia figuras, caixas e joias. O tempo todo que percorríamos o lugar, a mão Seth continuava a me provocar com seu toque, escovando seu polegar contra meus dedos, arrastando os dedos levemente em meu pescoço. Entramos na loja de antiguidades, que sempre foi uma das minhas favoritas, olhando para os itens ecléticos que estavam à venda. Vendiam uma Hello Kitty anunciando que era uma inestimável primeira edição... Você nunca sabia o que iria encontrar aqui. Eu me encontrei atraída por um mostrador de joias, onde moedas de pouco valor que já estavam fora de circulação foram colocadas ao lado de heranças de família caras. Algo me chamou a atenção, um anel de noivado da década de 1920 em estilo art déco, com um diamante de corte quadrado no centro e diamantes menores em volta dele, era lindo. — O que te deixou séria, baby? — Perguntou Seth. Olhei para ele e encontrei-o me observando, e me bateu mais uma vez como este homem era de tirar o fôlego. — Eu só estava pensando que esse anel me faz lembrar o da minha avó. Eu poderia dizer pelo olhar em seus olhos que ele entendia, ele sempre entendia. — Como estão seus pais?

5

Um tipo de sobremesa, suavemente doce, às vezes aromatizada de chocolate.

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Dei de ombros. — Não sei, não falo com eles a mais de dois anos — Eu não tinha que explicar porque para ele, ele sabia como meus pais eram. — Eu sinto muito, baby — Falou simplesmente. — Nada com que se desculpar, foi decisão deles. Quando descobriram sobre a gravidez eles foram balísticos, tentaram me forçar a casar com um dos filhos de um amigo antigo para que eu não pudesse prejudicar seriamente a imagem da minha família. Eu, claro, como sempre, me recusei, eles simplesmente não entendem que eu não podia viver a vida que queriam para mim, que não poderia ser a perfeita princesa Porter que eles queriam. Ainda me deixa triste pensar sobre meus pais, eles nunca realmente me entenderam, ou se importaram em me enxergar. Ou me tornava como a minha mãe: a esposa perfeita e tendo filhos perfeitos, ou ao contrário seria como eu, uma decepção constante. — Eu gostaria de poder estar lá para você quando eles descobriram — Ele respondeu calmamente. Eu me aproximei e coloquei minha mão em seu rosto. — Não teria mudado nada, eu ainda não poderia ser quem eles queriam que eu fosse, e eles nunca aceitariam nada menos que isso, o que iria acontecer eventualmente. Drake esteve comigo, ele e meu pai de igual para igual como normalmente, enquanto minha mãe ficou lá chorando sobre como eu era uma decepção, e como arruinei sua família. Saímos depois disso e nunca mais voltamos, meu pai ligou para Drake e disse a ele que fomos deserdados. Mas, então, um dia depois de Drake completar 25 anos, o banco ligou para avisá-lo que seu fundo fiduciário estava agora à sua disposição. Eu não sei se ele ligou ou não, nem tenho certeza se tocou no dinheiro desde que ele ficou sabendo disso. Embora eu não ache que ele precisou. Ele tem uma boa vida trabalhando para a gravadora, e ama o seu trabalho. Ele virou o rosto e me deu um beijo na palma da mão. — Eles realmente não entendem o que estão perdendo Devi, a perda é deles — Falou soltando minha mão e entrelaçando os nossos dedos. Tive que piscar para conter as lágrimas antes que eu pudesse responder.

~ 48 ~


— Bem, obrigada, isso é o que eu sinto sobre isso também — Falei, colocando a minha cara corajosa, mesmo sabendo que ele podia ver através disso, ver a garotinha machucada que sempre desejou a aprovação de seu pai, mas ele não disse nada. — Você está pronta para sair daqui? — Perguntou, mudando de assunto. — Que tal a gente ir até o porão e jogar alguns vídeos games? Com isso a tensão que estava se construindo se quebrou, e nós fomos para a galeria. Passamos uma hora ou mais jogando vídeo games, rindo, tocando e tendo mais diversão do que eu poderia me lembrar de ter por muito tempo. — Está pronta para ir para casa? — Ele perguntou depois que eu o venci mais uma vez no Tekken6 — Você simplesmente não quer perder para uma garota de novo. — Droga, você está certa, tenho que sair com um pouco do meu ego intacto — Disse ele com uma risada. Depois de pegar meu fudge, nós voltamos para a estação de trem. Me divertir aqui me fez me sentir tão bem como todas as outras vezes que Seth e eu viemos aqui. Eu não queria que acabasse, mas, por outro lado, assustava demais. Eu sabia que ele iria embora quando terminasse seu álbum, ele disse que queria ficar na vida de Jaks, mas nunca disse nada sobre ficar na minha. Eu não tinha certeza se poderia passar por ele me deixando novamente, foi tão difícil da primeira vez, e eu sabia que desta vez, quando ele saísse, seria ainda pior. Ele me levou para casa. Nenhum de nós disse nada, acho que ele sabia que eu precisava de tempo para descobrir tudo na minha cabeça, e como sempre, estava me dando o espaço que nunca precisei lhe pedir. Quando paramos em frente a minha pequena casa, ele saiu, contornou o carro e abriu a porta para mim, e eu aceitei a mão que ele ofereceu. Caminhamos até minha varanda, ainda sem nenhum de nós falarmos até que chegamos à porta. Olhei para ele e encontrei-o mais uma vez me observando. Ele estendeu a mão e acariciou-a com seu polegar meu lábio inferior. — Você ainda o morde quando está nervosa — Sussurrou. Eu não sabia o que dizer sobre isso, então fiquei quieta.

6

Jogo de luta.

~ 49 ~


— Eu nunca esqueci você, Devi. Nunca parei de pensar em você, de querer saber como você estava, de me perguntar se você pensava em mim — Sussurrou. Ele começou muito lentamente a inclinar a cabeça em minha direção, me dando tempo para virar minha cabeça se eu não quisesse seu beijo. E eu percebi que queria, independentemente do que aconteceria depois, eu queria Seth enquanto eu pudesse tê-lo, eu lidaria com as consequências mais tarde. Fiquei na ponta dos meus pés colocando minhas mãos em seus ombros. Seus lábios roçaram os meus mais uma vez, duas, três vezes, antes de colocar mais pressão. Abri minha boca instantaneamente para a sua e senti sua língua varrer para fora através de meu lábio inferior antes dele mergulhar em minha boca. Ele colocou a mão na parte de trás do meu pescoço, roçando lentamente padrões em minha pele enquanto a outra mão serpenteava em volta da minha cintura. Minha língua roçou-o, trazendo de volta o desejo que eu sentia antes, multiplicado centenas de vezes. Ele aprofundou o beijo com sua língua enroscando com a minha, explorando minha boca como se estivesse tentando reaprender cada faceta. Eu devolvi o beijo com a mesma paixão, sem querer que isso acabasse, mas sabia que acabaria em breve e nenhum de nós queria apressar as coisas. Com mais um movimento de sua língua sobre o meu lábio inferior, ele quebrou o beijo, nos deixando ofegantes e agarrando um no outro para nos apoiar. Ele se inclinou e roçou outro beijo casto e doce contra os meus lábios. — Boa noite, Devi. Vejo você amanhã. Eu observei-o ir embora e escovei meus dedos contra meus lábios ainda inchados. — Boa noite, Seth — Então me virei, destrancando minha porta e entrando na minha casa. Cris estava sentando no meu sofá com uma xícara de café na mão. Ele olhou para mim e eu pude ver o flash da dor através em seus olhos. Eu odiava ver a dor que ele sentia. Nunca quis machucá-lo. Eu não podia dar o que ele queria, e eu sabia disso mais do que nunca. — Eu sinto muito, Cris — Sussurrei segurando as lágrimas. — Não é culpa sua Dev, eu sempre soube que você não me amava, eu só esperava que você aprendesse um dia — Disse ele, limpando a garganta. —

~ 50 ~


Estarei aqui se precisar de mim, e se ele te machucar desta vez, não será capaz de se esconder longe o suficiente. Cris me deixou parecendo tão desanimado como nunca o vi. Eu afundei na cadeira e comecei a chorar.

*** Sentado diante da casa de Devi, eu tentava acalmar meu desejo o suficiente para que meu cérebro podre pudesse me levar para casa. Ouvi uma batida contra a minha janela. Olhei para cima e encontrei Cris ali. Ele parecia uma merda, seu rosto era uma máscara, fazendo-o parecer anos mais velho do que seus 25 anos, suas roupas estavam amassadas de uma forma muito diferente do jeito do Crispin. Abaixei a janela do carro e disse — Ei, Cris. — Não a machuque desta vez — Disse ele, indo embora em seguida. Olhei de volta para a casa de Devi e vi uma luz na sala de estar. Eu sabia que Devi estava lá dentro chateada, e isso me fez querer pular para fora do carro e abraçá-la apertado para que nada mais pudesse machucá-la novamente, mas eu sabia que ela não aceitaria isso bem. Então, ao invés disso, liguei meu carro e fui para longe da mulher que eu amava.

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Capítulo Dez Acordei com cheiro de café enchendo a casa e o riso borbulhante de Jaks vindo na direção da cozinha. Olhei e vi que era um pouco depois das 09:00. Foi com má vontade que saí da minha confortável cama para ir ao banheiro para cuidar das necessidades matinais, em seguida, fui ver meus dois homens mais favoritos no mundo. Drake olhou para cima quando me viu entrar. — Hey mana, longa noite? Você parece o inferno. Fui até lá, dei um beijo em Jaks na testa e baguncei seu macio cabelo preto. Olhei e vi meu irmão perto do pote de café, ele me entregou uma xícara de café que tomei com gratidão. — Sim — Respondi. Ele olhou para mim por cima da borda de sua xícara de café. — Você e Seth acertaram as coisas? — Mais ou menos, ainda não sei o que vamos fazer quando ele se for, mas por enquanto ele quer passar mais tempo com Jaks. — Vocês vão dar um jeito nisso. E quanto a vocês dois, resolveram alguma coisa? — Como foi com Jaks ontem à noite? — Falei numa tentativa de mudar de assunto, porque ainda não sabia o que estava acontecendo lá. Drake riu para mim. — Ele foi bom, ficou até tarde bebendo cerveja e assistindo pornô. Revirei os olhos para meu irmão e sua resposta típica para essa pergunta. Eu podia ver que ele não deixaria o assunto de mim e Seth passar batido, então fiquei aliviada quando minha campainha tocou. Pulei fugindo do olhar

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questionador do meu irmão. Olhei através do olho mágico da porta e encontrei Seth parado ali, parecendo tão delicioso como sempre, com seu cabelo despenteado como se ele tivesse apenas rolado para fora da cama. Ele correu os dedos por ele, seu queixo sem fazer a babar, seu pequeno piercing labial brilhando ao sol, óculos escuros escondendo seus olhos verde grama sob as lentes escuras. Ele estava em seu estilo típico de roupa, uma camisa dos Ramones vintage e um jeans gasto que moldava em seu corpo perfeitamente. Abri a porta e não pude evitar sorrir ao vê-lo. E fui recompensada com um dos seus sorrisos tortos de derreter corações. — Oi linda, o que temos planejado para o dia? — Ele perguntou, entrando e me dando um beijo nos lábios, antes que pudéssemos ir mais longe fomos interrompidos por Drake limpando a garganta. Ele olhou por cima do meu ombro para onde Drake estava de pé, depois se inclinou para baixo e deu outro beijo em meus lábios enquanto escovava os dedos em meu pescoço. — Hey Drake — Falou, sem olhar para longe do meu rosto. — Ei cara, então já que está por aqui quer me dizer que eu estou fora de serviço de babá por hoje? — Eu tenho que estar na loja á 13h, tenho um compromisso ás 13h30 de hoje depois outra ás 15h, que deveria terminar por volta das 16h — Falei. — Estava pensando em sair com os meninos hoje, Drake. Você está interessado? Nós apenas vamos tocar e escrever alguma coisa. Eu sei que todos querem vê-lo — Disse Seth. Mordi o lábio inferior, não gostando muito da ideia de Jaks andar com a banda de Seth. Não me interpretem mal, eu gostava deles o suficiente, é só que os conheço, e não era exatamente o tipo de modelos que queria na vida do meu filho. Olhei para Seth e encontrei um sorriso na sua boca. Eu poderia dizer que ele sabia exatamente o que eu estava pensando. — Não se preocupe, eu disse a eles para limparem a casa antes de ir lá — Disse ele. — Eu não vou deixá-los corromper Jaks, Devi. — Não é exatamente...— Comecei, mas fui interrompida. Tanto Seth como Drake, ao mesmo tempo, disseram — É o que, Devi? — Então começaram a rir.

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— Tudo bem — Falei. — Apenas mantenha um olho neles, e se ele voltar cheirando a maconha, vou chutar a bunda de ambos. — Dev, tenha um pouco de fé em mim — Disse Drake. Olhei para o meu irmão, e mordi meu lábio inferior novamente. — Tudo bem — Concordei, em seguida, voltei para a cozinha. — Eu disse aos caras que estaria lá em torno das 11 mais ou menos, se estiver tudo bem pra você Dev? — Disse Seth entrando na cozinha, só então Jaks o avistou e deu um enorme sorriso. — Papai! — Ele gritou. — Sim, isso está bem, a mochila dele está na sala de estar, você quer vir à loja mais tarde ou eu passo no Xavier? — Perguntei. — Por que você não vem até Xavier, todos os caras querem ver você também. — Tudo bem, eu vou direto quando meu encontro terminar. Você quer pegar o Mini Cooper e deixar o seu carro? — Sim, acho que sim, uma vez que ainda não tenho uma cadeirinha para o carro. Talvez amanhã, quando você estiver livre, podemos ir buscar uma, para não termos que ficar trocando de carros? — Sim, nós podemos fazer isso — Seth me deu outro beijo casto, pegou um Jaks gritando e saiu com Drake para seu dia cheio de testosterona.

*** — Então os caras não sabem sobre Jaks ainda? — Perguntou Drake. Uma das razões pelas quais eu gostava tanto de Drake é que não fazia rodeios em torno de algo, ele simplesmente deixava sair e dizia o que estava em sua mente. — Sam sabe, Max disse a ele, depois que me viu na loja. Eu não disse a ninguém mais ainda. Queria pensar um pouco sobre a situação antes que tivesse que responder um monte de perguntas. — Faz sentido. Então, o que eles disseram quando você disse a eles para limpar? — Xavier foi um pau como sempre, mas Sam disse para ele parar de putaria e limpar. Xavier não estava feliz com isso, mas disse que faria.

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— Espero que ele tenha limpado para o seu bem ou a minha irmã vai esmagar suas bolas — Respondeu e eu sabia que ele estava certo. Puxei meu telefone do console e liguei para Sam, verifiquei se estavam limpando a casa. Ao meu lado Drake riu. Nós sabíamos que ele não estava brincando sobre minhas bolas sendo esmagadas. Paramos em frente à casa que Xavier comprou de seus pais há alguns anos. Ele tinha um monte de reforma feita no lugar desde então, e a adição de um estúdio na parte de trás para quando estivesse em casa. Entrei pela porta da frente segurando Jaks, e soltei a respiração que segurava, por uma vez eles fizeram o que disseram que fariam. Todas as latas de cerveja foram embora, os cinzeiros já não estavam cheios ao redor da sala, mesmo as janelas estavam abertas, e o mais importante, qualquer uma das mulheres que ficaram na noite passada estavam longe de serem vistas. Fui até a parte de trás da casa onde sabia que todo mundo estaria reunido ao redor do Xbox. Toda a minha banda estava lá, assim como Max, o irmão caçula de Sam e alguns outros amigos que eu não via há anos. — Hey quem está ganhando? — Perguntei. — Eu, é claro — Disse Alex, nosso baterista, sem olhar para cima. Sam olhou para mim e sorriu: — Então este é o Jaks, hein, coitado puxou você, ao invés da mãe. Com isso, o jogo foi interrompido, e todo mundo olhou para cima, calado. Eu acho que foi a primeira vez que todo mundo na minha banda ficou calado ao mesmo tempo. — Sim, este é Jaks. Jaks, estes são os idiotas que passam a maior parte do tempo comigo — Eu disse. Xavier como sempre tinha que abrir sua boca. — Que porra é essa, Seth? — Cuidado com sua boca X — Rosnou Drake. Com isso Xavier ficou com a boca fechada, ninguém queria chatear Drake, quando precisava ser, ele poderia ser um grande filho da puta. — Não é possível nos culpar por estar um pouco surpreso Drake, quero dizer, Seth aparece aqui com uma miniatura dele que não conhecemos, então eu estou supondo que significa que Seth também não conhecia — Disse Alex.

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Drake rosnou, o que pareceu assustar Alex. — Oh merda — Xavier disse. — De jeito nenhum no inferno. — Que diabos você está falando X? — Disse Alex. — Drake só estaria agindo por uma razão, o garoto é de Dev — Falou Xavier. Alex soltou uma maldição. Xavier pode ser um egoísta, canalha, mas ele não era burro. — Todo mundo conheça Jackson Seth Porter, Jaks para abreviar — Eu disse. Com isso todos se entreolharam, e então as maldições realmente começaram. Todos nós sabíamos que isso mudaria as coisas.

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Capítulo Onze Cheguei mais tarde na casa de Xavier do que tinha planejado. Terminei as minhas duas peças personalizadas que levaram mais tempo do que eu pensava, a loja estava cheia como normalmente ficava em um sábado. Eu não estava com pressa para chegar aqui, então estava meio aliviada quando Cris me pediu para dar uma mão. Tinha recebido um telefonema de meu irmão no início do dia, dizendo que as coisas não correram tão bem quanto Seth esperava. Eles não estavam exatamente felizes com Jaks, Drake dissera, o que significava que ele estava chateado. Ele disse que em um ponto Seth e Xavier quase foram às vias de fato e tiveram de ser separados por Sam e Max, enquanto Drake levou Jaks para almoçar fora. Eu acho que foi uma sorte para Xavier que Drake não estava lá, tudo o que ele disse ou fez para empurrar Seth a esse ponto provavelmente teria levado o meu irmão a assassiná-lo. Bati minha cabeça contra o volante algumas vezes. Não queria estragar a vida de Seth, e eu sabia que ele e os outros membros da banda eram como irmãos. Também sabia que eles não eram exatamente entusiastas dessa situação, mas nada poderia ser feito sobre isso agora. Meu dia não ficou nada melhor após o telefonema. Quando apareci para trabalhar, Cris me ignorou na maior parte do tempo. As únicas vezes que ele reconhecia que eu estava lá, era quando começou a gritar ordens para mim ou reclamou por eu não fazer algo. Eu não sabia o que precisava fazer. Nunca fiquei tão aliviada quanto quando Vic se mostrou na loja. Eu sabia que não podia ficar aqui por mais tempo, então saí do carro e caminhei até a porta da frente. Estava prestes a bater quando ela se abriu e Max surgiu.

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— Você vai para a loja? — Perguntei. — Sim, eu tenho que estar lá pelas 7:00. Como estava lá quando você saiu? — Cheio como é normal, Cris e Vic estavam trabalhando com um par de pessoas esperando e Jules tinha um casal olhando os flashes. — Ótimo, parece que estarei ocupado hoje à noite — Disse ele com um sorriso. — Boa sorte lá, as coisas estão um pouco tensas. Ele saiu com seu carro e entrei silenciosamente fechando a porta. Eu andava pela casa observando toda reforma que Xavier fizera na casa, tinha uma boa aparência. Entrei na sala de jogos e encontrei uma dupla de rapazes jogando no Xbox, mas a visão que me fez parar foi Jaks sentado no colo de Seth. Ele estava observando cada passo de Seth, como Seth tocava seu violão cantando baixinho. Jaks tinha um olhar de êxtase em seu rosto, o mesmo olhar que notei que Seth tinha quando tocava. Drake e Sam se aproximaram por trás de mim, Drake colocando um braço em volta da minha cintura, Sam um braço em volta dos meus ombros. Eu me inclinei para Sam dando-lhe um meio abraço. Sam sempre foi o meu favorito dos colegas de banda de Seth, ele era originalmente da mesma banda de garagem que meu irmão e Seth. Sam era muito pacífico, sempre calmo, recolhido. Ele não falava muito, mas quando o fazia eu o escutava. Ele e seu irmão eram como a noite e dia. — Hey Dev, quanto tempo sem te ver — Disse Sam. — Oi, Sam, sim faz muito tempo. Há quanto tempo isso está acontecendo? — Perguntei inclinando a cabeça para Jaks e Seth no sofá. — Cerca de uma hora agora — Disse Drake. — Se eu soubesse que isso era tudo o que precisava para manter o Taz tranquilo teria arrastado a bunda de Seth aqui anos atrás. Eu tive que rir com isso. Jaks era definitivamente um menino ativo de 2 anos, sem nunca parar e mexia com tudo. — Você fez um ótimo trabalho com esse menino, Dev, você deve estar orgulhosa — Com isso, Sam entrou na sala e se sentou ao lado de Alex. Jaks olhou para onde eu estava e me deu um sorriso torto. — Mamãe! — Gritou se afastando de Seth para chegar até mim.

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Abaixei-me esperando o impacto que eu sabia que iria acontecer. — Hey homenzinho, como foi o seu dia com o papai? Com isso, ele atirou a mil por hora me contando sobre seu dia, e tudo que eu poderia fazer era acenar e sorrir nos momentos certos. Quando ele finalmente terminou de me contar, pulou de cima de mim e foi para Drake. Eu sabia que ele e Drake estariam entretidos por um tempo, então caminhei até Seth, que estivera me observando desde que Jaks anunciou minha chegada. Sentei-me ao lado de Seth e ignorei os olhares de reprovação, tanto de Xavier como de Alex, que foram atirados para mim, eu não me importava que eles estivessem com raiva ou não. Seth abaixou sua guitarra e passou o braço em volta dos meus ombros me puxando mais perto, em seguida, deu um beijo em meus lábios. — Como foi seu dia? — Perguntei. — Foi tudo bem, tenho algumas linhas de baixo feitas. Como foi o seu? — Perguntou. Dei de ombros, ele estava tentando se livrar de me contar como seu dia realmente foi, mas eu não estava disposta a deixá-lo sair desta tão facilmente. Ele deve ter visto em meu rosto porque soltou um gemido em seguida e esfregou a mão em seu rosto. — Ok, quem te disse, e o que disseram? Eu tive que sorrir. — Drake me ligou mais cedo. — Eu pedi para ele não ligar — Ele rosnou. — Jaks não estava aqui na maior parte disto, Sam falou para Drake levá-lo para almoçar. — Eu sei, foi o que ele me disse. — Drake disse mais não é? Eu simplesmente dei de ombros para isso. — Eu vejo que você e Xavier estão bem, então estou supondo que Sam separou um do outro antes que qualquer dano real fosse feito? Era a sua vez de dar de ombros. — Sim, infelizmente, eu ainda lhe devo uma boa surra sólida, no entanto. Com esse comentário Xavier se virou, Seth pegou algo da mesa de café e atirou em Xavier. Sim estava tudo bem e bom com eles agora.

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— Hey Dev — Disse Xavier. — Hey X — Falei em troca. Seth entrelaçou os dedos nos meus e começou a brincar com o meu cabelo. — Você não poderia ter dito para Seth nos dar algum aviso antes de surgir com seu filho aqui? — Disse Xavier. — Eu nem sabia que ele não havia dito até Drake me ligar mais cedo e contar sobre todo o inferno correndo solto, e desde quando alguém pode dizer a Seth alguma coisa? — Perguntei. Xavier apenas bufou em seguida voltou para o seu videogame. — Ei, Alex — Eu disse, e não tive resposta. Seth apertou minha mão. Bem, isso era normal, Xavier sempre teve pavio curto, e se recuperava rapidamente. Alex, porém, guardava rancor como ninguém. — Ok, eu preciso levar Jaks para casa para que ele possa jantar e se preparar para dormir. Você vem Seth ou vai ficar aqui e trabalhar um pouco? Eu sei que vocês não poderiam ter feito muita coisa com Jaks ao redor. — Não, eu vou — Disse ele. — Nós ainda vamos trabalhar na segundafeira? — Sim, venha aqui na segunda de manhã, vamos ver o que podemos fazer — Disse Xavier. — Seth, boa noite. Boa noite, Dev. — Boa noite — Eu disse, então olhei para Drake. — Você vai ficar ou virá? — Eu acho que vou ficar, estávamos falando em ir a um par de clubes esta noite. — Tudo bem, não se esqueça de pegar seu carro na minha casa — Falei me inclinando, dei no meu irmão um beijo na bochecha e peguei meu filho.

*** — Posso dirigir o Chevelle? — Devi perguntou enquanto eu estava afivelando Jaks em sua cadeirinha do carro. Tive que rolar os olhos para isso. Ela sempre quis dirigir meu carro no lugar do seu quando podia fugir com ele. — Tudo bem — Eu disse me endireitando e fechando a porta de seu Mini Cooper quatro portas, com a vinda de Jacks, era um carro tão perfeito para ela. — O que aconteceu com o seu Mustang?

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— Eu ainda tenho, embora ele esteja parado na garagem de Drake. Comprei o Mini Cooper antes de ter Jaks. Pensei que seria mais fácil do que ter um assento de criança no meu antigo Mustang. Nos fins de semana, às vezes, eu o pego e dirijo quando o tempo está bom e posso abrir a parte superior. Inclinei-me e deu um beijo em seus lábios — Vá com calma no meu carro, mulher — Eu disse, então bati na bunda dela para uma boa medida. Em troca, ela mostrou a língua para mim, virou-se e se dirigiu para o meu Chevelle. A vi subir e ligá-lo, System of a Down veio tocando dos alto-falantes, eu balancei a cabeça para ela observando-a decolar para sua casa. Entrei no carro dela, e olhei para Jaks no espelho retrovisor. — Sua mãe é uma peça — Ele sorriu de volta, pelo menos nós concordamos em algo, eu pensei. Eu tinha descoberto hoje como uma criança de dois anos durante um acesso de raiva se parecia, não era uma experiência que eu queria passar de novo tão cedo. Pouco tempo depois, parei na casa dela, tirei Jaks de sua cadeira, e entrei. Devi estava sentada no sofá já vestida com um short que escondia muito pouco, e uma regata do Breaking Benjamin. Eu senti outra onda de luxúria, quando a vi, caramba acho que nunca me acostumaria a vê-la assim. Ela terminou com o que ela estava fazendo e desligou o celular. — Estava pedindo o jantar. — Você quis adiantar tudo em seu caminho até aqui? Jaks se contorceu para se soltar, então o coloquei no chão e ele decolou em direção a seus brinquedos. Eu fui e me sentei ao lado Devi, pegando sua mão na minha, olhando como as suas mãos eram pequenas, e como as minhas cobriam as dela. Ela era uma coisa pequena que media 1,65 metros e talvez 49 quilos, ela sempre parecia tão pequena sentada ao meu lado assim. Eu perdi muito enquanto estive fora, nunca cheguei a vê-la grávida, nunca cheguei a vêla lentamente ficar inchada com o meu filho dentro dela. Perdi Jaks nascer, os seus primeiros passos, a primeira palavra, e não poderia voltar a nada disso. Uma corrida de raiva passou por mim. Eu perdi tudo isso por causa de Chloe, nunca seria capaz de perdoá-la por isso. — Por que você tem esse olhar tão sério?

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— Estava pensando em tudo o que eu perdi. Nunca cheguei a vê-la grávida, não estava lá nos primeiros passos dele, suas primeiras palavras. Eu perdi muito. Ela bufou. — Você não perdeu muito por não me ver grávida, parecia que havia engolido uma bola de basquete. Eu estava gorda, meus tornozelos inchados, e de acordo com o meu irmão, uma completa dor na bunda hormonal. Eu ri com isso. — Tenho certeza que você estava, mas ainda sinto falta disso. — Você vai passar por isso Seth. Você não vai se remoer sobre isso, sim você perdeu coisas, mas está aqui agora, e é nisso que vai se concentrar. Eu sabia que ela tinha razão. Preciso deixar ir. Eu estava lendo um pouco do diário que ela me deu, e era o melhor que qualquer um de nós dois poderia fazer sobre isso agora.

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Capítulo Doze Passamos uma noite tranquila em casa apenas nós três, comemos boa comida, brincamos e nos enrolamos no sofá, era o ideal. Na hora de dormir Jaks queria que seu pai lesse a sua história, por isso abandonei o dever para Seth e vi os dois a partir da porta do quarto. Eu sabia que o amava mais do que nunca, observando-o com o nosso curioso filho sempre ansioso, mostrando tanta paciência e amor com ele. Eu sempre soube que ele seria um ótimo pai, não importa o que ele pensasse sobre o assunto. Estava tão perdida em meus pensamentos que não percebi que Seth tinha terminado o livro e agora estava parado atrás de mim na sala de estar, nem sequer me lembro de andar até lá. Ele me puxou de volta contra o seu peito, e pude sentir quão duro ele estava, enquanto se esfregava contra as minhas costas. Deixei-me inclinar para trás contra ele, ligeiramente arqueando meu pescoço. Ele não precisava de mais do que isso, e começou a beijar lentamente a linha do meu pescoço, deixando meus joelhos fracos. — Diga-me para ir — Sussurrou em meu ouvido, em seguida, traçou lentamente a curva com a língua. — Não — Sussurrei de volta. — Diga-me para ir, Devi — Disse novamente. — Se você não fizer isso, eu acho que não serei capaz de parar desta vez. — Então não pare, Seth — Engoli em seco quando ele mordeu e provocou a pele macia atrás da minha orelha. Ele rosnou e me pegou em seus braços. Olhou nos meus olhos e disse: — Não diga que eu não te avisei — E então me beijou, com um beijo que era tanto possessivo e erótico, como o inferno. Continuou a me beijar enquanto

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caminhava para o meu quarto, sua boca tomando posse da minha. Tudo o que eu podia fazer era segurar firme em seus ombros e ir para o passeio. Quando chegamos ao meu quarto, ele quebrou o beijo. Deixou-me deslizar para baixo de seu corpo até que meus pés tocaram o chão, ainda um pouco instável, ele segurou o meu braço enquanto eu mal ia me equilibrando. Ele inclinou-se e começou a beijar meu pescoço novamente, lentamente passando os lábios para baixo, em seguida, em toda a minha clavícula. Estendeu a mão e pegou meu seio provocando o mamilo com o polegar, quando se deparou com o piercing no mamilo, eu gemi. Ele parou e olhou para mim. — Quanto tempo? — Perguntou. — Cerca de um ano — Dei de ombros. — Eu finalmente tive a audácia. — Eu tenho que ver — Rosnou, em seguida, foi puxando a minha camisa sobre a minha cabeça. Olhou para baixo e roçou a ponta de seu dedo sobre um dos meus mamilos apertados, ele apertou ainda mais, foi quase doloroso. — Lindo — Sussurrou em seguida, empurrou-me para cima da cama. Estendeu a mão e desabotoou o botão do meu short e rapidamente os tinha nas minhas pernas e depois jogados em uma pilha com minha camisa. Olhei em seus olhos e minha respiração ficou ofegante, seus olhos se obscureceram em uma cor esmeralda com luxúria. Eu subi e deslizei minhas mãos sobre sua camisa, a sensação de carne quente sobre os músculos tensos me deixou ainda mais molhada do que antes. Eu tinha que vê-lo. Agarrei sua camisa e comecei a puxá-la para cima, ele pegou rápido e tinha a camisa sobre sua cabeça me dando acesso completo a seu belo peito e ombros largos. Ele era perfeito, um duro peito musculoso, com ombros largos, piercings em ambos os mamilos, e uma linha de pelos que começava a partir de seu umbigo levando a um volume muito impressionante que lutava contra os botões de seus jeans. — Eu não posso aguentar você olhando para mim desse jeito por muito mais tempo Devi — Disse soando tão ofegante quanto eu. — Como estou olhando para você Seth? — Como se estivesse pronta para me devorar. — Eu estou. Com isso, ele estava na cama ao meu lado com um dos meus piercings de mamilo em sua boca, ligeiramente puxando-o em seguida, lambendo o

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mamilo com a língua, o que me deixava gritando com dor e prazer. Ele pegou meu mamilo em sua boca lentamente me deixando louca. Sua outra mão deslizou por minha barriga para puxar um pouco o piercing do meu umbigo antes de ir ainda mais abaixo a deslizar o dedo para trás e para frente sob a renda da minha calcinha. Ele trocou de mamilo dando ao segundo a mesma atenção que o primeiro teve lambendo-o, chupando, mordendo e puxando o anel, enquanto ainda estava lentamente me deixando louca por estar tão perto de onde eu queria, mas nunca se movia para baixo mais do que o topo da minha calcinha. Ele parou de chupar meus mamilos e me olhou. — Você é linda, Devi — Disse, em seguida, me deu um beijo forte, me provando através dele. Desenhei sua língua na minha boca chupando-a, e ele gemeu e então interrompeu o beijo. — Eu quero você. Eu quero você mais do que eu já quis qualquer coisa — Ele sussurrou. Então começou a trilhar beijos no meu pescoço até ambos os seios, brincando com os anéis então com o piercing inferior em meu umbigo, dando-lhe a mesma atenção que deu aos anéis dos meus mamilos, em seguida, ainda mais abaixo. Deslizou suas mãos entre as minhas coxas e as abriu, dando beijos de borboleta ao longo da pele sensível das minhas coxas, em seguida, puxou minha calcinha pelas minhas pernas para tirá-la com os mais suaves beijos e mordidas, e me tinha gemendo e me contorcendo na cama. — Calças — Eu disse ofegante. Ele riu para mim. — Impaciente, eu quero te provar primeiro, tem sido um muito longo tempo Devi, eu tenho que provar como você está com a minha língua. Ele se situou entre as minhas pernas e pude sentir seu hálito quente em minhas partes mais íntimas, me contorci novamente tentando me aproximar, mas ele apenas riu e me deu mais daqueles beijos de borboleta irritantes ao longo de minhas coxas e quadris. Quando pensei que estava prestes a explodir, finalmente senti sua língua devagar, tão levemente traçando minhas dobras. Eu pulei e engasguei com o primeiro contato de sua língua, ele riu baixinho de novo, e então colocou um braço firmemente sobre meu abdômen para me segurar melhor. Lentamente traçou minha costura com a ponta da língua uma e outra vez, sabendo que estava me deixando ainda mais louca. Senti a outra mão vir

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para cima e lentamente, com cuidado separar a minha carne mais feminina para ele ver. — Linda — Ele suspirou. Em seguida, a planície da sua língua se arrastou por toda a minha carne sensível, e pude sentir seu piercing de língua bater em meus lugares mais sensíveis, ofegante e gemendo eu teria saído da cama, se não fosse por seu braço. Ele olhou para o meu corpo e prendeu a minha atenção. Eu nunca vi nada mais sensual do que Seth entre as minhas pernas, olhando para mim com o mesmo olhar de êxtase que ele tinha quando tocava seu baixo. Senti a resposta do meu corpo para aquele olhar escorrer. — Deus, eu senti sua falta — Ele respirou, a ponta de seu dedo encontrando e, oh, tão levemente brincando com meu clitóris. Ele trouxe seus lábios de volta a minha carne, desejando-a, mas manteve os olhos presos nos meus enquanto tomava aquele broto sensível em sua boca e chupava levemente, clamei por causa da intensidade do mesmo. Senti um, então dois dedos deslizarem para dentro de mim e sabia que meu orgasmo não estava muito longe. Ele dobrou os dedos e começou a esfregar levemente esse ponto que sempre me levou mais alto, enquanto chupava suavemente, beliscava e lambia o meu clitóris. Foi então quando me dei conta do que estava acontecendo, minhas mãos, agarradas ao edredom, meu corpo se debatia e Seth segurou meus quadris enquanto ele continuava a puxar o meu orgasmo. Eu uivava o seu nome e, finalmente, depois do que pareceu anos, comecei a descer da corrida que só um grande orgasmo poderia me dar. Seth começou a deslizar sobre meu corpo e só então me dei conta de que, em algum momento, ele perdeu o resto de suas roupas. — Deus, baby você é bonita quando você goza — Ele sussurrou.

*** Ela sorriu para mim, sua respiração ainda rápida do orgasmo que acabara de ter. Sua mão se aproximou e lentamente passou as unhas pelo meu peito, sobre os meus mamilos, me fazendo tremer. Sua mão deslizou para baixo do meu peito e meu pau saltou com esse primeiro contato. Sua mão deslizou sobre

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a cabeça do meu pau, em seguida, para baixo do eixo, onde parou. Olhei para ela e sorri. — Você não é a única com uma surpresa — Disse então rindo das emoções voando em seu rosto, confusão, antecipação, alegria. — Quando? — Disse ela copiando minha pergunta anterior quando encontrei seus piercings nos mamilos, levei um minuto para recuperar o fôlego enquanto ela lentamente deslizou os dedos em torno da pele sensível, que cercaram os halteres através do eixo do meu pau. — Cerca de dois anos atrás, decidi acrescentar ao príncipe Albert — Eu ofegava para fora. — O que você acha da minha escada de Jacó? — Eu não posso esperar para sentir isso — Disse ela enquanto ainda brincava com os halteres. — Se você continuar fazendo isso, isso não vai acontecer hoje à noite — Falei ofegante. Ela riu, rolou para o lado e me beijou, enquanto brincava com o anel através da cabeça do meu pau. Ela interrompeu o beijo, em seguida, rolou de costas, lançou um braço sobre o rosto e gemeu. — Qual o problema, baby? — Perguntei preocupado que ela tivesse outras intenções. — Eu não tenho a porra de um preservativo — Ela murmurou. Mordi de volta um sorriso, em seguida, cheguei até onde deixara cair os preservativos quando tirei minha calça. — Não se preocupe, tenho tudo sob controle — Falei, rasgando um dos pacotes, e rolando lentamente para baixo no meu pau, ela viu com seus olhos vítreos de luxúria. Estendi a mão e agarrei seus quadris puxando-a para que ela montasse sobre meus quadris. Ela mexeu contra a minha ereção e eu gemi. — Pare de provocar sua pequena vamp, eu preciso estar dentro de você. Ela sacudiu a barra no meu mamilo fazendo-me gemer e então cuidou do meu pau, esfregando a cabeça através de sua abertura. Eu tive que apertar meus olhos e respirar fundo para não gozar. Ela, muito lentamente deslizou para baixo colocando apenas a cabeça dentro dela, e eu soube que ela estava se vingando da minha tortura de antes. Olhei para ela e ela sorriu. Ela sabia o que estava fazendo comigo. Lentamente tomou um centímetro de cada vez e nós dois

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engasgamos quando o primeiro dos quatro piercings entrou dentro ela, seu calor úmido lentamente me envolveu, e eu não aguentava mais, então puxei meus quadris perfurando meu pau totalmente dentro dela, e nós dois soltamos suspiros. Nos sentamos enquanto seu corpo ainda se acostumava comigo estando lá novamente, nada era melhor do que estar dentro de Devi, e eu sabia que nunca a deixaria ir de boa vontade novamente. Ela começou um passeio lento e sensual, que fazia muito pouco para a minha sanidade mental. Oh tão lentamente trabalhava para cima, em seguida, de volta para baixo do meu eixo até que eu pensava que iria perder a cabeça. Depois de mais algumas deslizadas para baixo do meu pau, eu não poderia aguentar mais. Em um movimento rápido, nos rolei para tomar o controle de tanto prazer. Dei um duro impulso rápido que a fez gemer e ofegar. Peguei uma perna e coloquei-a sobre o meu ombro, fodendo-a com força e rápido, assim como eu sabia que ela tanto precisava. Nossa respiração tornando-se irregular, e eu poderia dizer que ela estava perto, seus músculos se mantiveram me apertando, deixando-me ainda mais louco com a necessidade de vir. Se eu não a apressasse, iria terminar antes dela e não poderia deixar isso acontecer, então coloquei meu dedo onde nossos corpos se uniam e provoquei seu clitóris. Senti seus músculos começando a me apertar ainda mais, e sua respiração ficou mais agitada, peguei o ritmo, então a senti apertar em torno de mim como um punho, ela gritou meu nome, assim que senti o sinal revelador do meu próprio orgasmo. Minhas bolas apertaram contra meu corpo e senti o arrepio na base da minha coluna, com dois golpes duros meu próprio orgasmo eclodiu. Parecia que tinha eletricidade correndo por todo meu corpo, eu gritei minha libertação, enquanto Devi ainda estava gemendo e estremecendo com tremores, prolongando meu orgasmo. Finalmente, quando terminou, caí em cima dela e dei-lhe um beijo lânguido e lento, o que nos deixou ainda mais ofegantes do que antes. Eu estava prestes a sair dela para não esmagá-la, mas sentindo meus planos ela colocou os braços e as pernas em volta de mim e se aninhou em meu pescoço. Correu os dedos pelo meu cabelo suado, e eu me inclinei para baixo e dei um beijo ao longo de sua clavícula.

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— Isso foi... Foi... Caramba, eu não sei o que foi — Sussurrei contra seu cabelo. Um lento sorriso se formou em seus lábios, ela se desvencilhou e saí pensando que nada no mundo era melhor do que fazer amor com a minha Devi.

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Capítulo Treze Seth deslizou para fora da cama para cuidar do preservativo enquanto eu fiquei lá, tentando ter minha respiração de volta ao normal. Eu me recusei a ceder aos pensamentos correndo pela minha cabeça. Não deixaria a vida real se infiltrar e destruir o brilho. Seth entrou parecendo delicioso como sempre, seus longos músculos magros ainda brilhando de suor, o cabelo desgrenhado mais do que o normal, a luz refletida nas bolas dos piercings em seu pau, porra, não havia muito a ser dito sobre sua escada de Jacó. Com esse pensamento eu ri, Seth me deu um olhar que eu não sabia decifrar. — Você sabe que nunca é um bom sinal quando a menina começa a rir depois do sexo. Isso me fez rir ainda mais. Ele então pulou na cama e começou a me fazer cócegas, me fazendo rir, me contorcer e me deixando ofegante. — Pare — Guinchei entre gargalhadas. Seth parou de me fazer cócegas e se deitou ao meu lado me arrastando contra seu peito. — Oh merda, eu preciso ir ver Jaks — Falei, tentando sair de seus braços. Ele apenas me puxou mais apertado em seu abraço. — Eu já olhei. Achei que você poderia tê-lo acordado com todos os seus gritos — Disse ele com um pouco de presunção masculina em sua voz. Dei de ombros o melhor que pude. — O que eu posso dizer, você é ótimo no que faz. Ele riu. — Estou feliz que você realmente tenha gostado. Ele ficou em silêncio depois disso, e eu poderia dizer que estava pensando e não tinha certeza se queria saber no que.

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— Quantos além de mim, Dev? Eu continuo dizendo a mim mesmo que não preciso saber, mas está me deixando louco não saber — Finalmente sussurrou. Fiquei parada, sem saber o que dizer a ele. Eu sabia que não fui sua primeira e não fui sua última, quero dizer o cara era uma famosa estrela de rock. Eu não quero soar patética com a minha resposta. — Vamos Dev, diga-me, eu não vou ficar louco — Disse ao interpretar mal a tensão no meu corpo. — Só houve você — Murmurei. — Sério? — Sim, realmente, houve propostas, mas eu nunca tive coragem de dormir com outra pessoa. Ele beijou o lado do meu pescoço e fiquei com medo do que ele iria dizer. — Estou feliz — Ele finalmente respondeu. — Sério, você não me acha patética? — Soltei, então ele se encolheu. Me virou de costas, onde podia olhar para mim, seus olhos tinham um olhar possessivo, presunçoso e eu sabia a resposta antes dele dizer. — Não, eu estou aliviado — Disse, passando as mãos pelos cabelos e deixando escapar um suspiro. — Eu não ficaria com raiva de você, se tivesse outro amante, mas eu ficaria com ciúmes só pensando o inferno que alguém a tocou assim. Alcancei uma mão para parte de trás de seu pescoço e o puxei para um beijo lânguido lento. — Ninguém, só você — Sussurrei contra seus lábios. Então desejei que não tivesse dito, essa única frase dizia a ele o quanto eu ainda e sempre me preocupei com dele. Quando finalmente ele quebrou o beijo, me enterrei mais apertado em seu peito e deixei meus olhos vagarem fechados, pensando sobre quão idiota eu era.

*** Acordei de manhã com Devi deitada em meu peito, ela parecia tão calma e mais parecida com a garota de 16 anos que chamou a minha atenção, agora do que nunca. Observei sua forma adormecida traçando as tatuagens nas costas

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e braço, ela acrescentou uma série de novos trabalhos em seu corpo, a peça de trás eu reconheci de um projeto que ela estava trabalhando quando ainda estávamos juntos. A cerejeira, a árvore com flores japonesa que começava no topo de suas nádegas e trabalhava seu caminho até sua espinha, os ramos que espalmavam nas costas e ombros superiores, eram belas flores de cerejeira rosa suave. Alguns dos ramos transportados para suas costelas, peito e os lados de seus seios. Lembrei-me pelo esboço que havia desenhos delicados no tronco feito pela casca da madeira, ela nunca poderia decidir o que queria, sempre mudando de ideia redesenhava a peça. Cada uma das flores tinha uma pequena falha única e quando lhe perguntei por que, ela me disse que nada na vida é perfeito, mesmo com a idade de 17 anos ela já era um pouco exasperada. Tracei meus dedos para cima e para baixo de sua coluna fazendo-a se mover contra mim, e a senti começando a se mexer, eu tive que acordá-la duas vezes durante a noite. A primeira vez com a minha mão entre as pernas dela, a segunda quando a enchi por trás, movendo-me lentamente, tomando nosso tempo para alcançar nossos orgasmos. Eu acho que nunca teria o suficiente dela que me fizesse sentir como se fosse capaz de deixá-la quando o álbum terminasse. Um guincho do lado de fora da porta me tirou da minha folia em silêncio, eu olhei e Jaks estava de pé na soleira da porta esfregando os olhos. — Bom dia amigo — Cumprimentei baixinho. — Você está com fome? Ele olhou e balançou a cabeça, não era muito uma pessoa da manhã, como sua mãe. Cuidadosamente me desembaracei de Devi, cobrindo-a e beijando sua testa. — Vamos lá, vamos encontrar seu café da manhã — Caminhei até a cozinha e encontrei uma caixa de cereal. — Será que isso serve? Mais uma vez, eu só tive um aceno de cabeça, enquanto ele entrou em sua cadeira alta. Servi uma tigela de cereal, e comecei a fazer o café. Ficamos ali comendo em silêncio quando ouvi a porta da frente abrir, em seguida, passos indo nessa direção. Olhei para cima e vi que Drake e Sam estavam na porta. — Longa noite? — Perguntou Sam.

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Jaks grunhiu e voltou para o seu cereal. Eu tive que lutar para não rir do meu filho, era exatamente como sua mãe todas as manhãs. Não me atrevo a tentar falar com Devi antes de ela ter o seu café. — Mais ou menos — Eu disse, em seguida, me levantei para colocar minha tigela na pia e me servir uma xícara de café. Ouvi Sam e Drake rirem com a minha resposta e lancei um olhar por cima do meu ombro. — Então, o que traz aqui este bando de condenados no início da manhã? — Perguntei tendo a sensação de que eu realmente não queria saber. Sam só me deu uma olhada, e eu sabia que minhas suspeitas estavam certas. — Os caras querem saber o que você vai fazer — Ele finalmente disse. — Eu não sei — Respondi. — Eu tive 48 horas para me acostumar com a ideia, não pensei muito no que vem em seguida. — Isso é o que eu disse a eles que você diria. Eu também disse a eles para te dar algum tempo para descobrir tudo, mas você sabe como eles são. — Sim eu sei, querem que eu jogue dinheiro em minha obrigação e deixe por isso mesmo — Disse, então notei Devi de pé atrás de Sam, e eu sabia que ela não ouviu nada mais, só o que eu acabara de dizer. Foda-se. — Devi, não é isso que eu quis dizer. — Ela se virou e então ouvi uma porta bater. — Foda-se! — Eu gritei e olhei para Sam. — Dê um pouco de tempo para ela se refrescar, você sabe que ela não vai ouvir até que esteja pronta — Disse Drake. — Se precisar de mim também vou falar com ela. — Não, eu vou fazer isso, mas você se importaria em sair com Jaks? Eu preciso lidar com Xavier e Alex, e então espero fazê-la me ouvir — Falei, ouvindo o meu carro ligar e guinchar para longe da casa. — Sam, eu posso pegar uma carona?

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Capítulo Catorze Sentei-me no carro de Seth olhando sobre White Rock Lake, em busca de algumas respostas nas águas agitadas, nenhuma veio, é claro. Eu não podia acreditar em como eu era estúpida. Eu sabia que ele acabaria me deixando e pensei que seria capaz de lidar com a separação, mas nunca esperei que ele também fosse deixar Jaks para trás, e isso é o que doía mais. Seja honesta, minha voz interior disse, então ok, ontem à noite e esta manhã comecei ter ideias sobre nós três, como uma família. Eu sabia que seria difícil, mas se quiséssemos o suficiente sabia que poderíamos fazer funcionar, mas parece que a única pessoa que queria um nós era eu, e isso fez meu peito doer mais. O pensamento que mais me feriu foi que Seth pensasse que podia jogar dinheiro em sua obrigação e deixar isso bem, assim como meus pais fizeram. Bem, se ele pensava em Jaks como uma obrigação, então podia simplesmente ir embora, não precisamos dele, nós estávamos indo muito bem sem ele, nós podíamos fazer isso novamente. Eu precisava de alguém para conversar, mas eu não podia falar com Drake, ele estava lá durante o plano de Seth sobre como lidar com a sua obrigação e não disse uma maldita palavra. Assim, com esse pensamento, peguei meu celular e liguei para Mags. — Você dormiu com ele — Respondeu Mags. — Como você faz isso? — Perguntei enxugando as lágrimas dos meus olhos. — Seth está na cidade há 72 horas, é claro que você dormiu com ele. Isso me fez sorrir, depois me lembrei de por que eu ligara.

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— Sim, eu dormi com ele e, em vez de apreciar o brilho da manhã enrolada no meu sofá bebendo meu café e assistindo Jaks brincar no chão, eu estou tomando um Latte do Starbucks sentada no carro de Seth em White Rock. — Ah, caramba, o que o idiota fez dessa vez? — Uhm, estava na minha cozinha e disse a Sam e Drake que Jaks era uma obrigação, e podia jogar dinheiro em suas obrigações para cuidar dele. — Oh meu Deus, ele é um estúpido às vezes, espera, você disse que ele disse isso a Sam e Drake? — Sim. — Querida, ele ainda estava respirando quando você saiu? — Sim — Eu disse confusa. — Por quê? — Pense nisso, você realmente vê Drake lá parado quando alguém se refere a Jaks como uma obrigação sem que sangue seja derramado? Quer dizer, eu normalmente não gosto do temperamento do seu irmão, mas quando é em relação a você e Jaks é bastante útil. Eu não posso ver Sam deixar Seth ir longe com isso também, não é? Fiquei ali sentada em silêncio por um minuto. — Merda, mas foi o que ele disse Mags, eu ouvi. — Eu acredito em você, mas talvez houvesse mais do que isso, não que não deva ficar puta, mas te conhecendo, você pegou o primeiro conjunto de chaves que encontrou e foi embora, ao invés de enfrentar isso, eventualmente, trabalhar fora e ter um excelente sexo pós-briga. Eu ri. — Mags, há qualquer coisa que não seja sobre sexo em seu cérebro? — Perguntei, sabendo que a resposta era não, ela era pior do que um menino na puberdade. — Uhm, não, especialmente tendo um belo exemplar do sexo masculino como Seth em sexo pós-briga. — Mags, ele se referiu a Jaks como uma obrigação, e se isso é como ele realmente se sente? — Então querida, diga a ele para fazer as malas e ir para bem longe, vocês dois estavam indo muito bem sem ele — Disse ela, ecoando meus próprios pensamentos.

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— Sim, foi isso que eu pensei. — Então, como foi o sexo? Eu ri. — Droga, foi bom, né? —Foi, uhm, ele colocou mais uma joia em seu corpo. — O que quer dizer com ele é... Ah foda-se. — Sim, basicamente, ele tinha uma escada de Jacó, sexo com ele sempre foi fantástico, mas a noite passada foi de tremer a terra. Eu não sei se isso é por causa do piercing ou apenas a minha falta de sexo durante os últimos três anos. — Provavelmente os dois, eu ainda não consigo entender como você passou tanto tempo sem, não posso passar uma semana sem uma boa sessão de sexo sujo e suado. Revirei os olhos, essa é Mags, cada conversa se torna sobre sexo. — Ei, eu preciso deixar você ir, eu deixei Jaks em casa com Seth e Drake. Preciso ligar e me certificar de que ele está ok. Você ainda vem hoje à noite? — É claro, eu nunca perco a noite das margaritas, na sua casa certo? — Sim, te vejo a noite — Eu disse, em seguida, apertei o botão de desligar, então liguei para o meu irmão. — Hey Drake, como está Jaks? — Ele está bem, estou na sua casa com ele. Seth precisou ir para cuidar dos negócios da banda. — Ah, ok, bem, eu estou indo para aí agora, é noite das margaritas na minha casa hoje à noite. Eu tenho que ir para casa e começar a deixar as coisas prontas — Disse, avisando-o. — Mesmo? — Ele disse. — Quem está vindo esta noite? Eu tive que revirar os olhos, Drake e Mags estiveram andando em círculos há anos, flertando, brigando e reclamando um sobre o outro. — O de sempre, Mags, Jules, Cin, e eu. — Eu poderia dar uma passada, me certificar que as quatro não encontrem nenhum problema. — Sim, é exatamente por isso que você vai aparecer numa noite das meninas — Eu disse. — Tchau Drake, te vejo em alguns minutos. — Hey Dev, dê a ele uma chance de se explicar, não era o que parecia.

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Eu resmunguei e desliguei o telefone, em seguida, decolei em direção a minha casa, onde em poucas horas três mulheres apareceriam querendo saber todos os detalhes da noite passada.

*** Entrei na casa de Xavier com Sam e olhei em volta, todo mundo ainda estava lá em cima dormindo. Dirigi-me à sala de trás e decidi trabalhar em alguns dos riffs de baixo que estavam tocando na minha cabeça. Fui até lá e peguei meu baixo Gibson vintage '69, uma das minhas primeiras aquisições depois que assinei o contrato, o belo quatro cordas feito em um rico azul Pelham. Liguei meu amplificador e comecei a trabalhar no meu riff, Sam pegou sua Les Paul '53 e começou a colocar a harmonia no meu riff de baixo. Eu amava trabalhar com Sam, nenhum de nós dois tinha de dizer alguma coisa, simplesmente sabíamos os ajustes a fazer, cerca de 30 minutos depois, Xavier entrou na sala. — Nossa, isso é doentio caras — Disse ele. Sam e eu continuamos tocando. Eu precisava trabalhar em alguns demônios antes de lidar com os dois idiotas da minha banda. Se eu lidasse com eles agora, Sam provavelmente teria que me arrastar para me separar deles novamente. Xavier sabia que não devia esperar uma resposta de nós enquanto estamos escrevendo, ambos ficamos em uma zona perdida. Poucos minutos depois, Alex entrou e olhou para mim, então se sentou no sofá e pegou o controle do Xbox. Cerca de 15 minutos depois, coloquei meu baixo no chão e olhei para Sam, ele ainda estava na sua zona de criação de um novo solo. — Então, o que vocês achavam que era tão importante a ponto de enviar Sam e Drake na casa de Devi de às 8 da manhã? — Perguntei. Xavier olhou para Alex, em seguida, passou as mãos pelo seu cabelo loiro, assim como eu imaginei, Alex falara com Xavier sobre isso. Alex apenas continuou me ignorando e jogando seu Xbox. — E então? Alex parou o jogo e olhou para mim. — Você está saindo? — Perguntou Alex.

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— Ainda não pensei sobre isso — Falei honestamente. Eu realmente não pensei sobre isso ainda. — Bem, se você for, deixe-nos saber agora, não temos tempo para você ficar buscando respostas em sua alma — Disse ele, com sarcasmo escorrendo de suas palavras. — Sabe o que Alex, vá se foder. Eu estive na cidade há 72 horas, descobri que tenho um filho, que tenho uma família que eu não sabia. Ainda estou tentando resolver isso na minha cabeça, tentando conhecer o meu filho. — Você tem uma família agora, hein, como trabalha rápido. Acho que eu tenho a minha resposta, afinal — Disse Alex, em seguida, jogou o controle para baixo. Eu vacilei. — Eu não sei o que tenho. Eu sei o que eu quero, e quero ter uma família com Devi e Jaks — Disse calmamente. — Bem, enquanto você descobre sua merda, estamos aqui lidando com uma gravadora que está respirando em nossos malditos pescoços, querendo o álbum que eles já nos pagaram — Ele gritou. — Eu estou aqui trabalhando, quando foi à última vez que você pegou em uma maldita bateria Alex? Ou o que dizer do X, você apareceu com algo novo ultimamente? Não, você dois idiotas do caralho estão muito ocupados indo a boates, bebendo e tendo encontros de uma noite só — Veneno escorrendo de minhas palavras. — Sam e eu temos escrito o suficiente para dois malditos álbuns, e aquilo que já gravamos, porra, eu escrevi a letras e Sam fez as malditas canções, uma e outra vez, basicamente fizemos o ritmo para você. — Calma Seth — Disse Xavier. — Não, fodam-se vocês dois. Sam e eu temos carregado os dois nas costas desde o início. Tenho uma questão que nem afeta a banda e ainda estou sendo insultado, quando a verdade da questão é que viemos para o Texas esperando que vocês dois resolvam suas merdas, mas isso não está acontecendo está? — Eu rosnei. — Seth! — Sam latiu. — O que Sam, você tem medo de que eles saibam a verdade, que você e eu fomos puxados pelo escritório fodido do chefe do estúdio e tivemos nossas

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bundas rasgadas porque esses dois não conseguiam se segurar para que pudéssemos ter faixas feitas? — Gritei. — Ou melhor ainda, que ele vai tirar o financiamento para o álbum se estes dois não saíssem de LA e consertassem suas merdas. — Você está fodidamente mentindo — Rosnou Alex. — Isso é verdade Sam? — Perguntou Xavier. Sam soltou um suspiro e olhou para mim. — Sim, é verdade — Disse ele simplesmente. Alex olhou para todos nós, em seguida, saiu da sala e a porta da frente bateu. — Por que você não disse alguma coisa? — Xavier sussurrou. — O que devíamos dizer X? — Perguntei. — Eu não sei, a porra da verdade teria sido bom. — Nós esperávamos que os trazendo de volta para casa, de volta para as pessoas que estavam conosco quando começou fosse ajudar vocês dois a caírem na real — Disse Sam. — Nós esperávamos que não precisássemos dizer nada, e isso definitivamente não é como a gente planejou dizer sobre isso. — Sam olhou para mim. — Com quantos problemas estamos? — Perguntou Xavier. — Se nós levarmos um álbum terminado em quatro meses, então não temos nenhum, se não, eles vão provavelmente cair sobre nós e pedir para cobrirmos os custos do álbum e tudo que nos pagaram por ele — Eu disse. Xavier soltou um suspiro. — Tudo bem, então acho que devemos nos manter ocupados, Seth você tem todas as novas letras ou qualquer coisa que eu poderia usar como um ponto de partida? Eu sei que vocês dois têm faixas gravadas, vou ouvi-las e ver com que posso começar hoje. — Sim, eu tenho algumas coisas novas, está na minha pasta lá — Falei, apontando para onde deixei cair minha pasta mais cedo. Ele se aproximou e tirou o meu diário e começou a folheá-lo. — O que é isso homem? Olhei para a página que ele estava olhando e colado lá estava uma foto de Devi com um Jaks recém-nascidos em seus braços. Ela estava usando um

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desses vestidos do hospital feio, com o cabelo grudado na sua cabeça de suor e um sorriso bonito mostrando seu brilho, olhando para um pequenininho Jaks muito irritado. — Algo que Devi me deu — Disse eu. Sam olhou por cima e começou a rir. — Droga, aquele menino mal nasceu e já era idêntico a você Seth. Abaixei-me e segui o pequeno embrulho sentindo uma onda de arrependimento por tudo o que eu perdi. — Sim, eu acho que ele parecia, eu não sei — Falei perdido nos meus se. Só então o meu celular tocou deixando-me saber que havia um texto. DRAKE: Ela está em casa, está segura, e está chateada, dê-lhe um pouco de tempo. Deixei escapar um suspiro, este seria um longo dia de merda.

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Capítulo Quinze — DEVLIN SHAYE — Mags gritou da porta da frente. — MARGERET CLAIRE — Gritei de volta. — Onde ele está? — Perguntou ela quando virou para a cozinha num acesso de raiva. — Quem? — Eu não tinha a certeza de quem ela estava falando. — Bem, eu acho que deveria ter dito onde eles estão? Dei-lhe um olhar vazio, e ela suspirou dramaticamente. — Os carros de Seth e Drake estão ambos estacionados em frente a sua casa — Disse ela irritada com a minha falta de leitura da mente. — Oh, isso — Dei de ombros. — Drake levou Jaks ao parque, e eu fiquei com o carro de Seth esta manhã, ele não voltou para pegá-lo. Em uma tentativa de acabar com a conversa apertei o botão do meu liquidificador, fazendo o primeiro de muitos lotes de margaritas, espero. Mags chegou perto de mim e desligou o liquidificador de novo. — Você ainda não falou com ele? — Não — Liguei o liquidificador de novo e virei para olhar para Mags. Ficamos ali olhando uma para a outra, nenhuma de nós dispostas a ceder. Mags sempre quis colocar tudo para fora, enquanto eu quando tomava uma decisão ficava presa a ela. Só que ela não sabia que eu tinha tomado uma decisão sobre Seth. Desliguei o liquidificador ainda olhando para ela. Ela finalmente fez uma humph de derrota. — Tudo bem, não fale sobre isso. — Não falar sobre o quê? — Cin perguntou entrando na cozinha. — Dev está sendo teimosa — Disse Mags. — Ela não é sempre assim? — Comentou Cin. — Então, de quem é o carro quente lá fora?

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— Seth — Eu disse. — Ooo é aquele gostoso? — Perguntou Cin. — Eu não me importaria de vê-lo novamente, você sabe, conhecê-lo um pouco melhor. Olhei para a minha prima. — Como é que você não o conhece Cin? — Mags perguntou pulando no meu balcão e metendo o dedo na jarra de margaritas e lambendo-o. — Quero dizer, com vocês duas sendo parentes e tudo mais, era de se pensar que em algum momento vocês já se encontraram? — Ok, isso é nojento Mags — Disse Cin e Mags apenas deu de ombros. — E eu nunca o conheci porque meus pais achavam que Drake e Dev eram más influências para mim e Eli. Eu tive que rir com isso, se alguém era uma má influência para alguém nesta sala seria Cin. — Ei, eu era uma boa menina até que você me corrompeu ou pelo menos meus pais pensava isso — Ela sorriu. — Drake tentou manter todos os seus amigos longe de Cin, ele tinha medo que ela tentasse seduzi-los — Falei apontando para Cin. — No que, por sinal, ele não estava enganado. — Hey, Drake tinha amigos quentes, inferno, ele ainda tem. Conheci Xavier e Alex na noite passada, maldição, onde ele escondeu esses dois? — LA — Eu disse. Ela parecia confusa por um minuto antes entender. — Sério que esse é aquele Xavier, maldição, ele é ainda mais quente em pessoa. — Ele é um idiota — Disse Mags. Eu ri, Xavier era um idiota. — Então Seth está disponível? — Cin perguntou, Mags olhou e dei de ombros. — Eu não sei, realmente não me importo com o que Seth faz ou que deixa de fazer — Eu disse. — Besteira, Dev — Mags gritou. — Nem sequer tente puxar essa merda. Eu te conheço melhor. Você ainda ama aquele homem, você esteve apaixonada por ele desde que tinha 13 anos de merda.

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Houve uma batida na porta. — Cin, você pode deixar Jules entrar? — Por que ela não apenas entra como o resto de nós? — Cin murmurou, mas foi atender a porta. — Porque ela tem mais respeito do que o resto de vocês — Gritei na direção dela quando ela acabou de sair. — Vá se foder! — Ela gritou de volta. — Ei, quem é o cara sentado na varanda? — Jules perguntou quando chegou à cozinha. Mags e eu olhamos uma para a outra, a confusão claramente evidente em ambos os nossos rostos. — Que cara? — Perguntamos ao mesmo tempo. — Eu não sei, ele estava sentado no balanço na varanda da frente, meio que me assustou realmente — Disse Jules. — Oh, você quer dizer Eli? — Disse Cin caminhando de volta para a cozinha. — Ele ficou com raiva de mim, a última vez que fizemos isso, ele disse que eu bebi demais e não deveria ter dirigido para casa. Então para garantir minha segurança, disse que viria comigo esta noite. Eu, é claro, disse que não, que é uma noite de garotas, mas ele insistiu e disse que se sentaria na varanda a noite toda se fosse necessário, assim que é onde ele está. Olhei para a minha prima, incrédula, ela não faria isso, faria? Então, novamente, esta era Cin e ela certamente faria. Corri para fora da cozinha e abri a porta da frente. — Eli Griffin, traga seu traseiro aqui dentro da minha casa agora. — Hey Dev, como você está? — Eli perguntou e se levantou do balanço. Estendi a mão e dei-lhe um abraço. — Eu estou bem, o que diabos você estava pensando? Você realmente ficaria sentado aqui a noite toda? Ele me abraçou de volta, em seguida, deu de ombros — Sim, se fosse necessário, essa droga de garota precisa de um guardião. Eu ri, e caminhei de braços dados com Eli para a casa, tanto Mags e Jules estavam na sala de estar, e ambos, obviamente, verificaram Eli.

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— Eli, estas são Mags e Jules — Falei apontando para cada uma delas. — Este é o meu primo Eli e a alma infeliz que tem Cin como irmã. — Eu ouvi isso, sua cadela — Cin gritou da cozinha. Eli riu. — Onde está Drake, eu vi o carro dele, mas não achei que estaria lá dentro. — Ele levou Jaks ao parque, deve estar de volta em breve, porém, ele disse que queria pagamento em comida por levar Jaks para que eu pudesse arrumar tudo. Acho que ele só se ofereceu para que pudesse finalmente tirar uma refeição de mim — Falei e andei até meu aparelho de som. — Então o que a gente vai ouvir hoje à noite? — Chevelle — Disse Jules. — Saving Abel — Disse Mags — Ozzy! — Cin gritou. Todos nós gememos, Cin tinha uma obsessão com Ozzy Osborne. — Eu posso escolher? — Perguntou Eli e quando acenei disse: — Flogging Molly. — Gosto da maneira como sua mente funciona Eli, Flogging Molly será — Com isso encontrei o meu CD Drunken Lullabies e liguei meu aparelho de som. Eli se aproximou de mim e passou o braço em volta dos meus ombros: — Então, Seth hein? Amaldiçoei mentalmente tanto Cin e meu irmão: — Sim Seth. — Como é que ele reagiu? — Perguntou. — Melhor do que esperava, nada foi quebrado, e ninguém levou um soco. Eli assentiu — Então, fiquei sabendo, você sabe, se precisar de alguma coisa é só me avisar — Ao meu aceno de cabeça, ele disse — Eu vou checar a minha exuberante irmã. — Então o que você vai fazer com Seth? — Perguntou Mags. — Eu vou deixá-lo ficar e conhecer seu filho, descobrir como vamos fazer com a custódia e seguir em frente com minha vida — Disse. Mags me deu um olhar duvidoso, mas deixou por isso mesmo, e por isso eu estava grata.

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Sam e eu estávamos sentados no estúdio de gravação que Xavier construiu em seu quintal, Xavier conseguiu fazer algumas letras assassinas de uma das músicas que Sam fizera as faixas em Los Angeles. Ninguém ouviu falar nada de Alex desde que ele saiu, e ninguém falou dele. Eu amava Alex como um irmão, mas algo estava errado, ele não estava sendo ele mesmo há um tempo. Eu sei o que todos nós estávamos pensando, mas nenhum de nós deu voz ao possível problema ainda. Houve uma batida na porta, acenei para Sam, que estava sentado à mesa de mixagem trabalhando com Xavier. Entrei na pequena entrada e olhei para fora da janela de vidro, e um sorriso apareceu no meu rosto, Jaks estava ali sorrindo para mim. Rapidamente abri a porta. — Ei você aí, amigo — Eu disse ajoelhando-me no nível dele. — Quem te trouxe? — Tchio Ake — Ele disse, tentei esconder a decepção do meu rosto. — Aí está você Taz — Disse Drake saindo pela porta dos fundos. — Droga de garoto rápido. Eu ri, e estendi a mão e dei um abraço e um beijo no topo da cabeça do meu filho. — Esse é o Jaks. Então, o que vocês dois estão fazendo? — Perguntei. — Decidi salvar meu sobrinho de uma noite a mais das meninas — Contou Drake. Ergui a sobrancelha para isso. — Devi está tendo uma noite de garotas? — Perguntei um pouco chocado. — A mesma Devi que eu conheço, aquela que odeia a maioria das mulheres? — A primeira e única, que se reúnem todos os domingos com Jules da loja, nossa prima, Cin e a dor na minha bunda, Mags. Eu ri, Drake e Mags estiveram na garganta um do outro desde que se conheceram. — Há quanto tempo isso vem acontecendo? — Perguntei enquanto Jaks escapava e ia para o estúdio com Drake uns passos atrás. — Há um pouco mais de um ano ou mais, desde que Cin voltou para a cidade — Ele encolheu os ombros. — Droga, set legal que vocês têm aqui.

~ 85 ~


— Xavier mandou construir logo depois que ele comprou o lugar, primeira vez que o usamos. Jaks apertou instantaneamente todas as luzes e botões, fazendo todos nós rirmos. Sam estendeu os braços e tirou Jaks instantaneamente de seu caminho para a placa de som. — Mantenha uma boa mão sobre ele, Sam — Disse Drake. — Ele é astuto como o pai. Sam sorriu. — Eu tenho experiência em arrastar pessoas para longe da placa. Tenho que manter Seth e suas mãos fora dos botões brilhantes também. — Oh, vamos lá cara, eu sei o que estou fazendo — Respondi, fazendo bufarem em coro. — Xavier parece estar bem — Disse Drake. — Sim, ele definitivamente está — Sam disse, olhou para mim e me deu um sorriso. Nós dois sabíamos que esse poderia ser o melhor CD que já tínhamos feito. Drake pegou uma folha com a letra então olhou para mim. — Suas letras? — Sim, como você sabe? — Perguntei. Ele deu de ombros. — É depressivo como o inferno, isso é como sei. Eu bufei. — Isso te ferrou tão mal como ferrou ela, hein? — Perguntou Drake. Felizmente fomos interrompidos por outra batida na porta, então evitei responder e pensar sobre o que dizer. Será que eu deixei Devi magoada? Ela nunca falou sobre isso, eu sei que disse a ela que senti falta dela, mas ela apenas deu de ombros. Por outro lado, ela não teve outro desde que eu fui embora, sim, mas ela era uma mãe solteira, o que dá muito trabalho, disse a minha voz interior. — Hey Max, o que está acontecendo? — Perguntei quando abri a porta. — Nada, apenas estou entediado e pensei em vir e ver o que vocês estavam fazendo — Disse ele. — Venha, nada está acontecendo, mas fizemos algum trabalho.

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— Legal, eu sempre gostei de ouvir vocês. Voltei para o estúdio, e notei que Xavier, Drake e Jaks estavam na sala a prova de som que usávamos para gravar, e Sam estava brincando com as faixas de uma das músicas do nosso primeiro CD. Sam retirou os vocais e guitarra e tinha apenas o baixo na faixa em reprodução, alguns segundos depois da introdução, Jaks gritou: — PAPPAIIII! Eu parei, não havia como ele tivesse me visto ainda. Eu não estava nem perto da janela que dava para a outra sala. Sam olhou para cima e sorriu para mim. — Que porra é essa? — Perguntei. Max e Drake riram. — O que diabos está acontecendo? — Perguntei, chocado, enquanto Jaks continuou chamando papai mais e mais, tanto Drake e Max pareciam presunçosos, Xavier parecia confuso, e Sam parecia emocionado. Max me deu um tapinha no ombro. — Você não sabia que ela falava com Jaks sobre você? — Ela disse que sim, mas como ele sabe que sou eu tocando? — Devi brincava com ele com o seu primeiro CD, também com um par de suas demos, e eu fiz um CD especial para Jaks. Não era nada, além do seu material do baixo — Disse Drake. — Ela tocava o material da demo para ele, enquanto estava grávida, então a primeira coisa que ela tocou quando ele era um recém-nascido foi seu CD. Inferno, ele ainda tem um CD player em seu quarto e ele te escuta. — Então ele conhece as minhas músicas? — Perguntei. — Eu não sei se ele conhece o seu material especificamente, nunca o testei comparando você tocando ou com qualquer outro baixo — Disse Drake com um encolher de ombros. Fiquei ali atordoado olhando para Jaks enquanto ele corria ao redor do estúdio olhando para tudo. Para seus 2 anos de idade, ele sabia muito bem sobre onde não tocar os instrumentos, acho que era a influência de Drake. Eu não sabia o que pensar sobre o que Devi tinha feito com Jaks, ela queria que ele soubesse quem eu era, e passou por um monte de problemas para se certificar de que ele tinha algo de mim com ele.

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— Ela me disse que tinha uma foto minha em seu quarto e que ela falou de mim para ele, mas nunca sobre isso — Eu ainda disse em reverência. — Não me surpreende — Disse Sam. — Ela sempre entendeu o que a música significava para você, claro que seria algo que você gostaria de passar para seu filho. Eu sabia que Sam estava certo, Devi sempre me entendeu. Ela sempre soube o quanto eu amava a música, assim como eu entendi o seu amor pela arte, e então quando ela ficou mais velha compreendi seu amor e paixão pelas tatuagens. Inferno, eu fui a primeira pessoa para quem ela deu uma tatuagem. Seu mentor tinha insistido que ela usasse algum flash, mas ela se recusou. Em vez disso, elaborou um baixo que parecia exatamente como o meu primeiro baixo, em seguida, fez uma bandeira enrolada em torno da base, que tinha as notas de minha música favorita. Era lindo e exatamente como eu, ela não me deixou vê-lo pela primeira vez, até que o colocou em um stencil sobre o meu braço e estava se preparando para começar. Fiquei chocado com o quanto de trabalho ela coloca nisso. Seu mentor ficou chocado com a qualidade do seu trabalho desde o início, mas eu nunca duvidei de suas habilidades. Ela tinha praticado e praticado por meses, além de ir para a faculdade, eu sabia que ela estava pronta. — Eu tenho que corrigir isso — Falei, pensando nesta manhã, e como rapidamente as coisas começaram a ser arruinadas. — Bem, com um pouco de sorte ela já tomou algumas margaritas até agora, reclamou sobre você para as meninas, talvez por isso ela esteja calma o suficiente para te ouvir — Disse Drake. Suspirei. — Sim com certeza, se ela ainda atender a porta. — Ah, mas ela tem que atender. Ela está com as chaves do seu carro e você está com o garoto — Disse Sam com um sorriso.

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Capítulo Dezesseis Estávamos todos sentados fora no meu deck dos fundos rindo das histórias que Eli nos contava sobre algumas das mais ultrajantes artimanhas de Cin. Estávamos na nossa quinta jarra de margaritas e eu sentia um bom zunido. — Então, minha porta se abriu e um cara nu foi empurrado para o meu quarto e suas roupas foram atiradas atrás dele, um de seus sapatos bateu na sua cabeça, parecendo completamente confuso — Eli estava dizendo. — Então bateram na minha porta e ouvi Cin dizer, oi pai, com sua voz doce açucarada que sempre parecia enganar os meus pais. O cara só ficou lá olhando para a porta, completamente perplexo com o que aconteceu. Voltei a tocar meu violão e, poucos minutos depois Cin voltou e começou a sussurrar gritando com o rapaz sobre como ele ainda não estava vestido, empurrando a roupa para ele — Ele parou olhando para a minha porta de trás, olhei para cima e vi Drake ali parado sorrindo. — E seus pais estavam preocupados conosco corrompendo ela? — Perguntou ele sacudindo a cabeça. — Devi, se você sequer tentasse fazer algo igual eu teria chutado a sua bunda. Ele saiu para o convés andando até Eli e fazendo a sua coisa de colisão de punhos viril. — Hey Eli — Disse Drake. — Que diabos você está fazendo aqui? — Ficando de babá — Disse ele dando um olhar significativo para Cin. Drake riu. — Hey Devi — Disse Seth, eu não tinha notado ele parado lá segurando Jaks até que ele falou.

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— Oi Seth — Falei olhando por Seth, eu podia ver Max, Sam e Xavier. — Uhm, não acho que todos vocês se conheçam. Esta é Cin e Eli, meus primos e de Drake, e esta é Jules, ela trabalha comigo. Estes são Seth, Sam e Xavier, todos conhecem Max e Mags. Seth estava sentando com um Jaks se contorcendo que, em seguida, decolou em direção a Eli. — Hey — Eli balançou a cabeça em sua direção antes de pegar Jaks e fazer cócegas. Jules deu um aceno tímido, e Cin olhou para eles como se estivessem cobertos de chocolate. Todos fizeram o seu caminho para o convés, os olhos de Seth ainda sobre mim. Eu estava fazendo o meu melhor para ignorá-lo. — Tem cerveja na geladeira e uma nova jarra de margaritas no balcão — Falei. — Eu vou pegar as cervejas — Disse Xavier e fez o seu caminho de volta para a cozinha. — Hey Mags — Disse Seth. — Hey Seth, eu me perguntava se o veria enquanto você estivesse na cidade — Falou Mags, em seguida deu uma piscadela para mim. — Você parece bem Sam. Eu ri quando meu irmão rosnou, Deus o homem tinha uma queda, e Mags adorava brincar com ele. — Então, o que vocês caras andam fazendo? — Mags perguntou dandome um olhar preocupado, acho que eu não estava escondendo minhas emoções tão bem como eu pensava. — Trabalhando no estúdio — Contou Sam. — Decidimos fazer uma pausa e vir pegar o carro de Seth. — As chaves estão na porta — Respondi ainda não olhando para Seth. Todo mundo me lançou um olhar, acho que fui rude, mas eu não sei mais o que dizer com todos aqui sentindo a tensão entre Seth e eu. Eli, Drake e Sam começaram a falar de música, Cin começou a flertar com Xavier. Mags, Max e Jules começaram a falar sobre as últimas fofocas na loja. — Podemos conversar? — Perguntou Seth.

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— Claro — Eu disse olhando de relance para Jaks que estava enrolado no colo de Eli quase dormindo, tanto Drake como Eli pegaram o meu olhar. — Ele está bem — Falou Drake. — Nós brincamos muito no parque, e ele jantou antes de ir para a casa do Xavier. Ele vai apagar cedo e a noite toda. Balancei a cabeça e me levantei levando Seth para dentro da casa. Entramos na sala onde fui para o aparelho de som olhando através do CDs. — Por que você não olha para mim, Devi? — Perguntou Seth, ele estava muito mais perto do que eu imaginava. Olhei para ele por cima do ombro. — O CD está quase terminando, estou procurando outra coisa para tocar. — Largue isso, olhe para mim e vamos conversar sobre esta manhã — Disse ele. Levantei-me e olhei para ele. — Não há nada para falar. — Sim, existe, e você sabe disso — Rosnou. — Eu não quis dizer o que eu disse esta manhã, Sam e Drake vieram me dizer que os caras queriam conversar. Eu fiz uma suposição e estava certo, eles queriam falar sobre quais eram meus planos. Eu disse o que eu disse, porque sabia que era o que Alex queria que eu fizesse, te dar o dinheiro e ir embora — Explicou. — Esse nunca foi o meu plano, Devi, você tem que saber que eu quero que nós três sejamos uma família. Desviei meus olhos piscando para conter as lágrimas, Deus que era o que eu queria também, nós três, como uma família, mas sabia que não poderia acontecer. Olhei para Seth, e sabia que ele podia ver nos meus olhos que não ia acontecer, um olhar de derrota que nunca vi antes em seus olhos fez com que as lágrimas finalmente se espalhassem. — Eu não posso Seth — Falei simplesmente. — Por quê? — Não posso passar por isso novamente Seth. Eu não posso te ver ir embora de novo e sobreviver — Eu disse com a minha visão embaçada. — E Jaks? Será que ele não merece que sejamos uma família? — Jaks merece que nos demos bem, seria melhor para todos nós se ficássemos amigos, e é isso, Seth.

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— Isso é besteira Devi! — Não, isso é a realidade Seth — Mordi para fora. — Tudo bem, por agora — Ele rosnou. — O que vamos fazer sobre Jaks? — Enquanto estiver na cidade, você pode vê-lo sempre que quiser. Buscálo na creche, passar os sábados com ele. Eu só peço que me deixe ter domingos, uma vez que é o meu único dia de folga. — E quando eu não estiver na cidade, quando estiver em turnê? Dei de ombros. — Você pode vir aqui quando tiver uma pausa, podemos trabalhar para que eu e Jaks voemos até você nos fins de semana de vez em quando. — Isso não é tempo suficiente com ele — Ele rosnou. — Você tem um plano melhor? — Sim, você e Jaks mudam para Los Angeles comigo, vão à turnê comigo. — Claro Seth, eu vou deixar a minha vida, minha carreira, e segui-lo? — Rosnei. Ele empurrou as duas mãos em seu cabelo. — Isso não é o que eu quis dizer. — É o que você disse — Respondi. — E eu não posso fazer isso Seth, eu me recuso a fazer isso. — Ótimo Devi, o que você quiser, você já tem tudo planejado, vamos fazer do seu jeito — Disse ele, em seguida, pegou as chaves e saiu pela porta. Eu ouvi o seu carro começar rosnar para longe do meio-fio, foi quando as lágrimas começaram a sair com força. — Menina, você fodeu tudo — Disse Mags da porta. Eu a ignorei, afastei as lágrimas e fui colocar meu filho na cama.

*** Fazia um mês que Devi e eu brigamos em sua sala de estar. Nós só nos víamos quando estávamos pegando Jaks e só falávamos sobre Jaks ou nossos horários. Eu estava infeliz e Devi não parecia muito melhor. Não importa o quanto eu tentei, ela não queria falar comigo, por isso, eventualmente, parei de tentar, isso não estava me fazendo nenhum bem, e só me deixava frustrado. Então, nós seguíamos a programação que funcionava para todos nós: eu pegava

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Jaks mais dias na creche, ou então o levava para o estúdio comigo, ou voltava para a casa de Devi. Eu não via muito sentido em levá-lo para a minha casa, tudo o que tinha era um sofá, uma cama, um aparelho de som e uma tela plana de 50 polegadas, não tinha muito a oferecer para um menino de dois anos de idade, e eu não estava lá o suficiente para me preocupar sobre conseguir mais. As coisas estavam indo muito bem com o álbum, eu estava escrevendo uma tonelada de letras, Xavier conseguiu resolver sua merda, Alex por outro lado estava pior do que nunca. Tudo parecia ir bem, exceto o baterista, ele raramente aparecia e quando fazia, parecia não dormir por dias. Para coroar tudo, ele estava tocando mal, e sua atitude chegou ao ponto em que um de nós não aguentaria por muito tempo. Todos nós sabíamos que tínhamos de fazer algo sobre ele, mas nenhum de nós sabia o quê. Não queríamos afastá-lo. Quando não estava em suas merdas, ele era um baterista matador, mas ele não resolvendo isso estava nos levando para baixo. Porém, ele ficou tão mal que não tínhamos muita escolha a não ser confrontá-lo. — Hey — Eu disse quando Devi entrou pela porta. Levantei-me do chão onde estava brincando com Jaks. — Hey — Disse ela de volta, sem olhar para mim, o que havia se tornado a norma. — Você acha que seu irmão poderia pegar Jaks amanhã? —Perguntei. — Não deve ser um problema, vou ligar para ele esta noite, se ele não puder, darei um jeito nisso. — Obrigado. Eu não sei como as coisas podem ir amanhã, e não quero ficar preso e não poder sair, e eu definitivamente não quero que ele esteja lá se Alex estiver. — O que há de errado com Alex? — Não tenho certeza exatamente, mas acho que ele pode estar viciado em drogas. Ela olhou para mim. — Você não pode estar falando sério, porra. — Infelizmente estou, não podemos continuar do jeito que estamos com ele, então estava pensando em falar com ele amanhã, isto é, se ele realmente aparecer.

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— Oh droga, sinto muito Seth — Ela disse calmamente. Dei de ombros. — Não é sua culpa, eu só estou preocupado se ele irá nos escutar, e se ele não fizer isso, eu não sei o que vamos fazer. Devi se aproximou e colocou os braços em volta de mim, eu não pude evitar, puxei-a apertado e a abracei. Deus eu precisava disso, fui duro com Alex nas últimas semanas. Ele era como um irmão para nós, e todos nós estávamos machucado ao observá-lo lentamente destruir a si mesmo. — Deixe-me saber se você precisar de alguma coisa — Ela disse antes de sair do abraço. Eu tive que segurar de volta para não dizer um você. — Eu vou, não há muito que você possa fazer, porém. A menos que você conheça um baterista fodão. Ela arqueou uma sobrancelha para cima com isso. — O quê, você conhece? — Talvez — Disse ela. — Eu não sei se ele estaria interessado em ir embora com vocês ou não. — Quem? — Eli. — Eli? — Falei confuso e começando a ficar um pouco chateado com a ideia de que eu já tivesse sido substituído. — Meu primo Eli. Você o conheceu há poucas semanas, ele é o baterista que toca com Drake. — Vou manter isso em mente, espero que não precise dele e que possamos resolver as coisas com Alex. — Espero que você resolva também — Disse ela suavemente. — Ok, eu vou para casa. Vou ligar e te deixar saber a minha agenda para depois de amanhã — Eu disse, então me inclinei e dei um beijo em Jaks. — Te amo amigo, seja bom para a mamãe. Quatro horas e meia depois do nosso horário marcado, Alex entrou, parecendo morto. Olhei para Sam, ambos trocaram olhares nervosos. Lidar com Alex recentemente era um negócio arriscado, ele iria explodir ou faria uma

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tempestade, você nunca sabia o que esperar, a não ser que algum tipo de drama ia acontecer. — Você está atrasado — Disse Sam. — Vá se foder — Disse Alex. — Nós dissemos as 11 — Falou Xavier. — É depois de 15:30. — Eu não preciso de sua merda, eu apareci não foi? — Alex rosnou. Tínhamos pedido que alguns de nossos amigos viessem e nos ajudassem a falar com Alex, na esperança de que se ele não nos ouvisse, talvez ouvisse a eles. Vi Alex olhar em volta, finalmente percebendo Drake, Crispin, e Max. — O que diabos está acontecendo? — Perguntou. — Nós precisamos falar com você — Eu disse. — O que é isso? Algum tipo de intervenção, porra? — Disse olhando para mim. — Não exatamente — Disse Sam. — Estamos preocupados contigo, queremos saber o que você tem feito ultimamente. — Nada está acontecendo comigo — Ele rosnou. — Por que você não se preocupa com o que vamos fazer quando Seth for embora. — Eu não vou a lugar nenhum — Falei. — Sim, como você será um pai e um marido na estrada? — Devi e eu estamos trabalhando nisso. Mas isso não é sobre mim, e isso começou em LA, antes de Jaks e Devi. — Tudo bem caras, se não vamos trabalhar eu estou caindo fora — Disse Alex. — Se você sair agora, não precisa voltar — Xavier disse a ele. Isso parou Alex, ele lentamente se virou e olhou para cada um de nós — Vocês estão fodidamente me chutando para fora da banda? — Você não está aqui para início de conversa — Disse Sam. — Nós não podemos chutar alguém que nunca aparece. — Eu estou aqui, não estou? E tudo o que vocês querem fazer é falar como um bando de maricas — Disse Alex. — Não, nós queremos saber o que há de errado com você, cara — Disse Drake.

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— Drake, você não sabe de nada, então cale a boca — Rosnou Alex. — Enquanto você está sentado encontrando pessoas que possam tocar música, eu fui lá fora realmente tocar. Eu vi Drake endurecer. Drake trabalha como um caça talentos em uma gravadora indie local, e era muito bom em seu trabalho. Eu sempre me perguntei por que ele não foi a uma gravadora maior, agora estou supondo que é porque ele queria estar perto de Devi para ajudar com Jaks. — Não se trata de Drake, tampouco, Alex — Sam disse. — Isto é sobre você, são drogas? É esse o problema, porque homem, nós vamos ajudá-lo de qualquer forma que pudermos. — Sabe, não preciso de sua merda, eu estou feito! — Alex gritou, em seguida, saiu correndo batendo a porta. Ficamos todos sentados em silêncio chateados com o que tinha acontecido, mas eu não estava exatamente surpreso com a reação dele. Corri meus dedos pelo meu cabelo, um pequeno pedaço de mim esperava que fôssemos capazes de chegar até ele. Mas viver com um viciado quando criança me ensinou que você não pode forçá-los, se alguém quisesse admitir o problema, então iria; se não quisesse, não o faria. A única coisa que podíamos fazer era estar lá para ele, quando e se, ele estivesse pronto para ter ajuda. Enquanto isso nós teríamos de entrar em contato com a gravadora, e, em seguida, começar a procurar um novo baterista. — Drake, você está pegando Jaks? — Perguntei. Ele olhou para mim. — Sim, eu disse a Devi que iria. Ainda precisam de mim? Não, não realmente. Eu queria ir buscar o meu filho e abraçá-lo apertado, prometer a ele que nunca faria com ele ou com qualquer um, o que meus pais fizeram para mim. Mas precisávamos fazer alguns telefonemas, e lidar com a saída de Alex. — Sim, se você não se importa, eu tenho um sentimento que vai ser um esboço alguns dias — Eu disse. — Sim, eu acho que você está certo — Disse Drake. — Deixe-me saber se eu puder ajudar, se decidirem procurar um novo baterista eu sei de alguns na área que gostariam de fazer um teste com vocês.

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— Obrigado Drake, podemos te procurar sobre isso — Disse Sam. Olhei para Max e Cris que ficaram quietos em tudo isso. — Alguma ideia sobre o que fazer? — Perguntei. — Procure por um novo baterista, fale com sua gravadora, mantenham distância — Disse Cris. — Você sabe qual é o problema dele, assim como sei, Seth. — Sim, eu sei — Falei calmamente. — Depois que você resolver isso, corrija o que diabos aconteceu entre você e Devi — Cris rosnou. — Eu não suporto vê-la sofrendo. Com isso Cris se levantou e saiu, o que parecia ser um padrão para Cris recentemente. Olhei para Max. — Problemas na loja? — Cris e Devi estão na garganta um do outro — Ele encolheu os ombros. — Eu acho que ela disse não a proposta dele, as coisas têm sido tensas por algumas semanas agora. Além disso, Devi não está no melhor dos humores, ultimamente, não desde aquela noite. — Sim, eu conheço esse sentimento — Murmurei. — Ela está com medo, Seth — Disse Drake. — Vocês dois vão resolver isso. — Como, se ela não fala comigo? — Que tal uma noite fora? — Perguntou Sam. — Você está precisando disso. — Quando é que vamos ter tempo para isso? — Perguntei. — Estamos à procura de um novo baterista. — E nós temos que encontrar um rápido, temos que tocar no Bush, sábado à noite — Disse Xavier. Todos nós amaldiçoamos coletivamente, eu esqueci que testaríamos o novo material no Bush. — Eli conhece todas as suas músicas dos outros álbuns, eu tenho certeza que ele pode pegar o material novo no tempo que resta. Quer que eu fale com ele? — Perguntou Drake. — Ele realmente sabe as nossas músicas? — Perguntou Sam.

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— Sim, nós tocamos muito quando estamos brincando, ele é um maldito bom baterista — Disse Drake. — Sim, faça a ele o convite, para ver se ele está disposto — Disse Sam. — Então, veja se pode arranjar uma babá para Jaks para esta noite, e arraste a sua irmã para Bush com você. Com algum tipo de ação na mão, Drake decolou para pegar Jaks e ligar para Eli, Max foi para o trabalho, e Sam, Xavier e eu ligamos para a gravadora.

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Capítulo Dezessete Eu estava de pé com Jules no balcão na frente da loja, ouvindo-a lidar com um cliente difícil, tentando não rir de Jules rolando os olhos, quando Cris voltou para a loja. Ele saiu a maior parte do dia e Vic trabalhou para ele. Fiquei aliviada ao ver Cris. Eu realmente odiava trabalhar com Vic. Estava sempre reclamando que eu era grosseira com ele, na maioria das vezes era culpa dele. Era um idiota machista. — Ei Cris — Falei enquanto caminhava até o balcão. — Como foi seu dia? — Eu estava tentando colocar as coisas de volta nos trilhos com Cris há algumas semanas, somos capazes de manter conversas amistosas agora, mas ainda estava tenso entre nós, e eu não sabia como consertar. — Tudo foi pelos ares — Disse ele. — Eu sinto muito, quer falar sobre isso? — Perguntei. — Eh, você vai ouvir sobre isso em breve, eu acho — Disse dando de ombros. — Alex saiu da My Misery Muse hoje. — Droga — Murmurei. — Seth estava preocupado com isso. —

Então,

você

está

falando

com

Seth

agora?

Disse

Cris

sarcasticamente. — Sim e não — Falei ignorando seu sarcasmo. — Ele perguntou se eu poderia arranjar alguém para pegar Jaks hoje à noite, e disse que estaria ocupado com Alex. — Ainda bem que já lidaram com isso, agora eles estão precisando de um baterista. Precisa que eu pegue o Jaks? — Não, Drake vai pegar. O que você estava fazendo lá?

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— Sam pensou que seria bom ter os amigos dele lá, então pediu que Drake, Max e eu ajudássemos — Disse ele voltando para seu escritório. — Vou terminar algum pedido enquanto está vazio, chame se precisar de mim. Fiquei olhando pela janela da frente da loja, mas realmente não via nada. Sabia que Seth estava chateado, a coisa toda com Alex trazia à tona seu passado e as memórias de sua mãe viciada. Tenho certeza de que Seth sendo Seth estava escondendo isso de todo mundo, mas eu era um dos poucos que sabia sobre sua mãe e a verdade sobre sua morte. Ela teve uma overdose em seu último ano do colegial, ele tinha 17 anos na época e foi morar com Sam e sua família para terminar o ano letivo. Ele não tinha nenhum outro parente e vi o quanto o feriu que sua mãe tivesse escolhido as drogas e álcool sobre ele. Essa coisa com Alex estava certamente trazendo tudo de volta, e eu queria ligar para ele, mas acho que não era minha função fazer isso há algum tempo. Eu tinha colocado distância entre nós, e sentia que era a coisa certa a se fazer naquele momento, mas agora já não tinha tanta certeza. Meu celular tocou nesse momento afastando meus pensamentos. — O que há Drake? — Disse. — Então, eu estou no meu caminho para pegar o Jaks, mas não posso ficar com ele — Disse Drake. — Tenho que pegar Eli e levar para a casa do Xavier. — Isso está bom, estou finalizada com meus compromissos do dia. Meu último cliente cancelou comigo, se não tivermos ninguém aparecendo, terminei por hoje. — Tudo bem então, eu vou levá-lo a loja depois que pegar o Eli no caminho. — Ok, vejo vocês em breve. Hey, e Drake, obrigada, eu te amo. — Oh inferno Devi, não fique toda sentimental comigo — Disse ele com uma risada e desligou. Eu não podia deixar de me sentir grata, sim meus pais não querem ter nada a ver com Jaks ou comigo, mas eu ainda tinha um irmão mais velho fenomenal que estava disposto a fazer qualquer coisa para mim. Eu sabia que ele desistiu de ofertas de emprego no passado para que pudesse ficar aqui e me ajudar. Ele nunca me disse, é claro, ele sabia que eu diria para ele ir e não queria fazer-me sentir culpada por segurá-lo aqui. Ele amava a liberdade que tinha na

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gravadora indie e não conseguiria isso em uma gravadora grande, mas às vezes eu me perguntava se ele acabaria se ressentindo por segurá-lo aqui. Um par de clientes entrou me tirando dos meus pensamentos escuros, felizmente. Assisti enquanto caminhavam em torno, verificando os flashs que tínhamos nas paredes, e eu realmente esperava que eles acabassem deixando para lá e não fizessem uma tatto. Eu estava pronta para ir para casa e passar a noite com Jaks. Estava sentada na minha estação conversando com Jules, estava lento, o que era típico para uma tarde de quinta-feira, olhei para a porta quando a campainha tocou. Drake entrou segurando a mão de Jaks com Eli atrás. — Mamãe! — Jaks gritou em seguida, correu em minha direção. Peguei-o e dei um abraço longo e apertado e beijei suas bochechas. — Hey baby — O desci antes que ele começasse se contorcer para atacar Jules. Jules tomou a mão de Jaks. — Nós vamos para o quarto dos fundos brincar um pouco — Disse ela, e em seguida, decolou com Jaks, contando para ela sobre seu mais recente carro, um Chevelle que Seth havia dado mais cedo nesta semana. — Então, o que está acontecendo na casa de Xavier? — Perguntei olhando para Drake e Eli. — Eli está aqui para ensaiar com eles esta noite — Disse Drake. — Se tudo correr bem, irá tocar com eles no próximo sábado, no Bush. — Eu me esqueci disso — Murmurei. Olhei para Eli. — Então, isso é uma coisa permanente, ou uma coisa de ajuda? Eli deu de ombros. — Não tenho certeza ainda, acho que nós vamos ver como vai ser. — Você quer que seja uma coisa permanente? — Perguntei. — Você sabe que vai irritar seus pais. — Eu sei, mas eu odeio o meu trabalho com meu pai, e música sempre foi algo que amei — Disse Eli. — Vamos ver como as coisas vão, até porque acho que agora eles não estão à procura de alguém permanente. Olhei e vi Drake e ele dando de ombros. — Acho que eles ainda têm esperança que Alex voltará.

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— Eu posso entender isso. Bem, boa sorte, e deixe-me saber como você se saiu — Falei. — Então, você estará Bush para ver, certo? — Perguntou Eli. Olhei para ele. — Uhm, não estava planejando ir. — Oh, vamos lá, você tem que ir, especialmente se eu estiver tocando — Disse Eli. — Eu não sei, não tenho uma babá, e as pessoas que normalmente olham Jaks para mim iram todos vê-lo no Bush. — Vamos lá, Devi — Eli lamentou. — Eu preciso de você lá e podemos encontrar uma babá. — Eu não acho que isso vai acontecer. — E se eu conhecer alguém que não irá para o show, e que tomaria conta de Jaks? — Perguntou Drake. Olhei chocada para o meu irmão. — Quem que conhecemos que não estará no show? — A mãe do Cris, eu já falei com ela, e ela adoraria levar Jaks para passar a noite — Disse Drake. — Você sabe que ela ama esse menino, e uma vez que Cris não lhe deu netos ainda esta função está delegada a Jaks. — Você já falou com ela? — Perguntei começando a ficar com raiva. — Bem sim, eu sabia que seria importante para Eli que você estivesse lá — Drake disse com um encolher de ombros. — E eu sei que Seth te quer lá. — Maldição Drake! — Eu estava chateada agora. — Seth e eu não estamos tendo nenhuma conversa, deixe isso para lá. — Você irmã, precisa descobrir por que tem tanto medo de lidar com ele — Drake rosnou. — Em seguida, junte sua família de novo, e você precisa fazer isso logo. Jaks precisa do seu pai e um par de horas por semana não é o suficiente. — Quanto tempo você acha que Seth terá quando ele voltar para a turnê? — Você pode cruzar essa ponte quando chegarem a ela — Drake respondeu. — Por enquanto, conserte isso com Seth, Devi, ou você vai acabar lamentando.

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— Eu vou pensar sobre isso — Falei, querendo que ele parasse de falar sobre Seth. Ele bufou. — Sim, certo, ok eu estou saindo. Seth e Sam devem estar de volta ao X com o kit de bateria de Eli e nós dois sabemos que ele fica impaciente quando alguém, a não ser ele, toca no kit. Drake me deu um beijo na bochecha e Eli me deu um abraço depois se foram. Poucos minutos depois, Max entrou e eu rapidamente peguei Jaks e fui para casa. Eu sabia que não iria dormir hoje à noite. Tinha muita coisa na minha mente.

*** Estamos todos sentados ao redor assistindo Eli montar seu kit de bateria como ele queria, decidimos limpar algumas das coisas em volta da sala de Xavier e treinar. Nenhum de nós queria tocar no kit de Alex, eu não acho que qualquer um de nós realmente queria acreditar que ele tinha saído. A ligação para a gravadora foi tão bem quanto o esperado, eles estavam putos, e queriam respostas. Infelizmente nenhum de nós tinha respostas a dar. Alguém da gravadora deve ligar para Alex, e um representante da gravadora estará voando amanhã para avaliar a situação, mas basicamente eles nos disseram para consertar as coisas com Alex ou encontrar um novo baterista. Por agora, estamos colocando o CD em espera e nos concentrando nas questões da nossa banda. Eu sabia que esse tipo de coisa aconteceu com outras bandas, e que eles sobreviveram, mas eu não sabia como íamos sobreviver, nós fomos amigos há quase 10 anos, era como perder um irmão. — Estou quase pronto — Disse Eli. — Leve o seu tempo, não estamos com pressa — Sam disse. Saí para ter uma lufada de ar tentando limpar na minha cabeça, nenhum de nós tinha realmente falado sobre nossos planos, se Alex não voltasse. Agora precisávamos focar no show que tínhamos em cerca de nove dias, nenhum de nós queria cancelá-lo. Bush é o lugar onde nós tocamos no início e todos estavam felizes por tocar lá novamente. Ouvi Eli aquecendo com Sam e sabia que teria que entrar em breve, mas primeiro precisava ligar para Devi e combinar o meu

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tempo com Jaks para os próximos dias. Eu sabia que estaria ocupado tentando deixar Eli em dia com o novo material, além de ter que lidar com a representante da gravadora. Peguei meu telefone e folheei os meus contatos, até que a encontrei. Escutei seu número tocando por um tempo, não tendo certeza se eu queria deixar a ligação ir para a caixa postal ou não, após o quinto toque, quando estava prestes a desligar, ela respondeu. — Olá — Disse parecendo ter acabado de correr uma milha. — Hey, Dev tudo bem? — Sim estou apenas perseguindo Jaks em torno da casa — Ela disse, e eu podia ouvir o sorriso em sua voz. — Ah. Ele é cheio de energia. Ela riu. — Ele é, então o que está acontecendo? — Bem, como você já deve ter ouvido algo, meio que explodiu a situação com Alex hoje. — Sim — Ela disse em voz baixa. — Eu sinto muito, Seth. — Isso vai se resolver — Respondi, mas não sei se acreditava nisso. — De qualquer forma as coisas aqui vão ser meio loucas nos próximos dias, eu não sei quando vou ser capaz de pegar Jaks. Ela suspirou. — Entendo Seth, vamos trabalhar dia a dia. Ela não parecia feliz. — Qual é o problema Dev? — Não é nada, é só que isso era o que estava me preocupando — Falou calmamente. Eu sabia exatamente o que ela queria dizer. Ela estava preocupada com Jaks ficando muito próximo de mim, e então eu desaparecer, mas eu também sabia que era por esse mesmo medo que ela não queria tentar fazer funcionar as coisas entre nós como uma família. — Vão ser apenas por alguns dias, Dev, e eu ainda penso em vê-lo. Só não tenho certeza como vai ser no dia a dia.

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— Ok, nós vamos trabalhar com isso. Seth, eu tenho que ir, falo com você em breve. Ela desligou, sem que eu pudesse dizer adeus, e amaldiçoei. Isso tudo estava acontecendo no pior momento possível, aqui estou eu tentando provar a Devi que eu poderia ter um papel ativo na vida de Jaks enquanto faço malabarismo com a banda e agora estou fazendo exatamente o que ela pensou que eu faria desde o início, me afastando. Alguém limpou a garganta da porta para dentro de casa; olhei e vi Drake ali. — Eles estão prontos para começar. Balancei a cabeça, guardei meu celular e comecei a voltar para dentro da casa, Drake me parou com uma mão no meu ombro. — Olhe para isso como um teste, se fizer isso funcionar, irá provar a ela que você pode ser um pai para Jaks, um marido para ela, e o baixista para o My Misery Muse. Eu não sei como fará isso, mas eu sei que você pode. Com isso, ele soltou meu ombro e fomos para dentro. Caminhei até meu baixo favorito e peguei-o, todos estavam prontos e esperando por mim. Dei-lhe uma batida rápida, soou doce como sempre. — Tudo bem, com o que vamos começar? — Eu pensei que podíamos começar com algo do primeiro álbum, qual é o seu favorito Eli? — Perguntou Sam. — Broken — Disse Eli sem hesitação e isso me fez estremecer. Essa era uma música que era agridoce para mim, foi o nosso primeiro single, entrou no top 10, mas era uma canção sobre Devi que eu escrevi depois que ela me disse para sair, ir para LA e esquecê-la. Eu suspirei, e Sam me deu um olhar compreensivo, como eu poderia esquecê-la. Nós praticamos juntos por cerca de 2 horas, e, assim como Drake disse, Eli sabia todas as nossas músicas, e ele era um baterista foda. Ambos, Sam e eu, sabíamos imediatamente que se tivéssemos que substituir Alex seria por Eli e transmitimos isso um para o outro com um olhar. Sam e eu éramos capazes de falar sem realmente nos falar há anos, isso vem a calhar quando estamos no palco, com apenas um olhar eu sabia o que ele estava pensando.

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Decidimos terminar pela noite e começar novamente na tarde seguinte. Desta vez, ensinando Eli as músicas novas, eu estava interessado no que ele faria com elas. Uma vez que um monte delas não foram terminadas ainda, íamos deixá-lo ter alguma rédea livre e ver o que ele poderia fazer com isso. — Isso foi foda — Disse Xavier. — Sim, eu não tive tanta diversão em tocar há um tempo — Eu disse. — Estou feliz que consegui acompanhá-los — Disse Eli com um sorriso arrogante no rosto. — Então você vai tocar no Bush com a gente? — Perguntou Sam. — Claro que sim — Disse Eli. Eu sorri, foi um longo tempo desde que me diverti tocando. Estávamos geralmente tão presos no drama, que raramente tocávamos só por tocar. — Eu tenho que tocar agora, especialmente desde que estou jogando com culpa em Dev por não ir sendo que estou tocando — Disse Eli. Eu ri, deixando Drake usar qualquer ângulo que ele pudesse para manipular sua irmã. — Ela concordou? — Perguntou Sam. — Ela ainda não disse isso, mas eu sei que pelo olhar em seu rosto que ela estará lá, especialmente desde que encontrei uma babá — Disse Drake. — Quem você arranjou para tomar conta de Jaks? — Perguntei a Drake. — A mãe de Cris, ela sempre está disposta a ficar de babá para Jaks — Disse Drake. — Legal, ela é uma senhora simpática — Falei, me sentindo melhor agora que sabia quem estaria cuidando do meu filho. — Sim, e seria bom Dev começar a sair de casa e se divertir. — Disse Eli. — Então, quem é que vamos colocar na lista? — Perguntou Xavier. — Temos 10 cortesias, assim todo mundo fica com duas, então temos 2 extras, eu estava pensando que essas 2 são para Drake e Cris. Eu balancei a cabeça. — Faz sentido. Faça que um dos meus seja para Devi, em seguida, outra para Mags. — Cin porque eu vou ouvir até o fim de mundo se não a colocar — Disse Eli. — Além dela eu não me importo.

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— Max — Disse Sam. — Eu vou perguntar a ele se há alguém que quer levar, senão está aberto. — Uhm, se todo mundo da loja estiver no show, o que Cris vai fazer? — Perguntou Xavier. Drake deu de ombros. — A mesma coisa que ele fez da última vez, deixar Vic na loja e chamar outro artista ou dois na área para ajudá-lo a cobrir. — Bem, nós podemos decidir o resto esta tarde, não temos de ter os nomes até montamos sábado — Disse Sam. — Estou indo para casa, boa noite. Com o que ele disse, reunimos nossas coisas e saímos pela a noite, e pela primeira vez em um tempo relativamente longo, saímos sem uma discussão que terminou com algum de nós saindo correndo.

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Capítulo Dezoito Eu tinha terminado com meus compromissos cedo e Cris me mandou para casa, não que eu estivesse reclamando, mas Seth estava pegando Jaks e eu realmente não queria vê-lo. Então decidi começar alguns projetos com os quais eu estava brincando. Coloquei Sinner do Drowning Pool e me perdi em meu trabalho, não percebi que Seth tinha aparecido até que olhei para cima e vi um par de botas que estavam na minha frente, e gritei. Ele riu. — Desculpe não queria assustá-la. Notei que Bodies tocava de novo, caramba quanto tempo eu estive fora? Olhei para o relógio e percebi que foram duas horas. — Eu não sabia que tinha gente aqui. — Eu percebi — Ele disse, olhando ao redor. — Então, onde está Jaks? Levantei-me. — O que você quer dizer com onde está o Jaks, você deveria pegá-lo! — Gritei. — Eu fui até a creche para buscá-lo. Disseram que ele já tinha sido pego. Perguntei se você foi buscá-lo, e sua professora disse que não, tinha sido outra garota — Disse Seth ficando mais irritado. Peguei meu telefone me preparando para ligar para todo mundo que conhecia quando notei uma mensagem de texto que eu não percebi que havia chegado. MAGS: Apenas um lembrete, Jaks vai ficar comigo esta noite, então você pode fazer suas coisas. Porra, eu esqueci completamente que era a primeira terça-feira do mês.

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— Ele está com Mags — Disse a Seth. Ele parecia aliviado e depois chateado. — Por que diabos ele está com Mags, se você sabe que eu ia buscá-lo? — Nós temos uma data marcada, cada primeira terça-feira do mês Jaks fica a noite com Mags para que eu possa esboçar algum trabalho e desenhar — Falei. — Eu não sabia que era hoje. — Oh — Seth disse olhando para suas botas. — Eu sinto muito, se você quiser, posso ligar para Mags... — Comecei, mas parei quando ele balançou a cabeça. — Não, isso está bem, eu vejo que você tem um monte de trabalho a fazer, além de que é bom para ele passar o tempo com sua madrinha — Brincou me dando um olhar estranho. — O quê? — Eu só acho que é engraçado que você fez da Mags sua madrinha e Drake seu padrinho — Disse ele sorrindo. — Como isso vai acabar? Eu ri. — Tão bem como você poderia esperar, resmungando e fazendo birras — Dei de ombros. — Mas eu não dou a mínima, e nenhum deles diz nada quando pergunto. — Estive lendo o diário, notei que você teve um monte de merda de ambos. Dei de ombros. — Eles não gostaram de algumas das minhas escolhas, mas elas eram minhas escolhas para fazer e não deles. Eu sabia que ele se referia a minha escolha do nome de Jaks após ele ir embora. Quando disse a Drake que chamaria o bebê de Jackson Seth, ele atingiu o telhado. Acabamos tendo uma discussão, gritos na ala da obstetrícia e acabou com ele chutado para fora das instalações. — Obrigado, por sinal — Seth disse calmamente. Dei-lhe um sorriso aguado e um aceno de cabeça, não confiando em minha voz. — Então, no que você está trabalhando? — Perguntou Seth apontando para o esboço que eu estava trabalhando.

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— Uma peça com comissão para um dos meus clientes. Está ficando melhor do que eu esperava quando ela veio com a ideia. Sentei-me de novo, apontando para Seth se juntar a mim. Mostrei-lhe o esboço em que estava trabalhando, explicando o que a cliente queria, mostrando-lhe o que eu acrescentara à peça. — Parece ótimo. Você é talentosa, mas eu sempre soube disso. — Obrigada. Então, como o ensaio com Eli está indo? — Esse homem é um gênio na bateria. Ele está deixando todos nós para trás. Sorri, ele não estava me dizendo nada que eu já não soubesse sobre Eli. — Foi incrível trabalhar com ele, nós realmente estamos ansiosos para ensaiar novamente. Eu esqueci como me sentia. E o representante da gravadora ficou encantado com ele, desde então a gravadora vinha fazendo barulho para nós contratarmos Eli no lugar de resolver as coisas com Alex. — O que você acha sobre isso? — Eu acho que eles podem estar certos — Disse ele em voz baixa. — Nós tentamos mais algumas vezes com Alex, mas ele não quer ajuda. — Eu sinto muito, Seth — Sussurrei. — Não há nada que possamos fazer sobre isso, se ele não quer ajuda, então não podemos ajudá-lo — Ele encolheu os ombros. — Mas ainda dói vê-lo jogar tudo fora. Bati no seu ombro com o meu. — Está com fome? Ele riu. — Sempre. Você está cozinhando? — Claro que não — Eu ri. — Estou pedindo, comida chinesa? — Parece bom — Disse ele com um sorriso. Pedi o jantar enquanto Seth olhava os meus desenhos. Eu fui e sentei com ele, nós conversamos sobre o meu trabalho até o jantar chegar. Jantamos no chão, conversando, rindo, brincando, apenas sendo Seth e Devi para variar. Foi bom, quase bom demais, isso era o que eu queria com Seth, percebi. Eu queria o Seth que eu conhecia e amava, não o Seth baixista da My Misery Muse.

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Eu queria o homem por trás do que todo mundo via, o Seth pelo qual eu tinha sentimentos não aparecia muitas vezes depois que ele saiu de Dallas. — Por que não voltaram para cá? — Perguntei. — Eu entendi na primeira vez que vocês conseguiram um acordo, mas o que te impediu de voltar? Ele deu de ombros. — Nunca pensei nisso, nunca tive tempo para pensar nisso. Esta é a primeira pausa real que tivemos em três anos. Estávamos na estrada e estávamos gravando na estrada. Eu balancei a cabeça. — E agora? — E agora, eu acho que todos nós estamos inclinados a pegar mais leve, esta pausa nos ajudou muito. Eu acho que todos nós estávamos perto de nos queimar. Estar aqui nos fez lembrar que há mais para nós na vida do que o que vivemos nos últimos três anos. — Eu espero que vocês decidam ficar — Falei calmamente. — Sério? — Sim. — Por que, por Jaks ou por você? Engoli em seco. — Por nós três. Ele balançou a cabeça, inclinou-se e deu um beijo em meus lábios. — Eu vou Devi, você vem para o show de sábado? — Ele murmurou contra meus lábios. Balancei a cabeça, Seth se levantou e me ofereceu sua mão, eu peguei e o segui até a porta, ainda segurando sua mão. — Sim, eu estarei lá. — Bom — Seth disse antes de escovar um beijo em meus lábios. — Estou ansioso por isso — Depois ele me deixou. Fechei a porta depois que ele saiu e bati minha cabeça contra ela, o que eu estou fazendo? Balancei a cabeça, em seguida, voltei para terminar o meu trabalho.

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— Você está pronto para isto homem? — Eu perguntei enquanto batia no ombro de Eli olhando-o. Ele parecia um pouco verde. — Acho que sim — Disse ele. — Você tem certeza que está bem? — Perguntou Sam. Eli deu de ombros. — Só um pouco nervoso, isso é tudo, vai ser melhor depois de ficar atrás do meu kit. Balancei a cabeça. — Você vai ficar bem. Ele balançou a cabeça, em seguida, olhou de volta para seus pés. — Foda-se, quem é ela? — Disse Xavier. Segui sua linha de visão e vi uma menina de costas para nós, eu a reconheceria em qualquer lugar. Eu sorri. — Essa seria Devi. — Não, não poderia ser — Disse Xavier. — Drake nunca a deixaria sair de casa vestindo algo assim. Eu ri, mas não pude evitar me sentir um pouco possessivo. Maldição, ela estava linda. Ela usava uma saia longa preta cintura alta e suas botas com fivelas prata na frente que se assemelha a um par de calças de bondage que eu tinha. O tecido preto brilhante de uma blusa parecia envolver em torno de seu pescoço, mas o que ela estava usando era na verdade um longo lenço preto amarrado em volta do pescoço. Eu não poderia diferenciar, mas a parte de trás estava aberta e amarrada, deixando suas costas nuas, junto com as costelas e os lados de seus seios. Ele terminava um pouco antes de sua saia mostrando uma quantidade sexy da sua barriga tonificada, a blusa deixava perfeitamente de fora a tatuagem que cobriu suas costas. Ela sempre era sexy, mas esta noite se superou. Ela olhou para a minha direção como se pudesse sentir meus olhos sobre ela, mas ela não podia me ver de onde eu estava. Jules, Cin, Mags, Drake, Cris, e Max estavam com ela, todos rindo com bebidas na mão, parecendo que estavam tendo um bom tempo. Saí detrás do palco, caminhei por trás dela e passei meus braços em torno de sua cintura. Ela se derreteu instantaneamente em meu peito e levantou os

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braços para que eles se entrelaçassem atrás do meu pescoço. Aproveitei a oportunidade para cheirar o seu pescoço. — Hey baby — Falei em seu ouvido. Ela olhou para mim e sorriu, ao longo dos últimos dias tínhamos decidido tentar levar as coisas devagar e ver aonde elas iam. Eu não poderia deixar de marcar minha reclamação sobre ela hoje à noite de qualquer forma. Eu tinha notado um monte de pares de olhos masculinos sobre ela, então a beijei profundamente, deixando todos os outros homens saberem que ela era minha. — Você conseguiu deixar o Jaks? — Perguntei quando interrompemos o nosso beijo, ela me deu um olhar dizendo que sabia exatamente o que eu estava fazendo, mas eu realmente não me importava. Eu sabia que ela tinha ficado nervosa sobre deixá-lo durante toda a noite com a mãe de Cris. Ela o viu algumas horas antes, mas ele só tinha passado a noite com Drake ou Mags antes. Ela assentiu com a cabeça. — Quando saí, ele estava em sua mesa bebendo leite e comendo biscoitos de chocolate caseiros — Disse ela no meu ouvido, a única maneira de realmente conseguir ouvir sobre todo o barulho. Eu beijei sua nuca e a senti se arrepiar em resposta. — Eu tenho que voltar, mas vou encontrá-la quando tiver terminado — Murmurei contra sua orelha. — Tudo bem, boa sorte. Inclinei-me e capturei seus lábios com os meus, não deixando uma parte da boca dela inexploradas, reivindicando-a como minha. — Vejo vocês em breve, baby — Murmurei contra seus lábios antes de deixá-la ir, acenei para todo mundo que olhava para nós e voltei para a banda. — Você sabe que não deveria ir lá na frente da casa, especialmente antes do show, Seth — Ray, o representante da gravadora, disse. — Sim, eu sei — Falei com um sorriso no meu rosto. Ray apenas balançou a cabeça e riu. — Não posso culpá-lo, em todo caso, ela é gostosa, quem é ela afinal? Xavier riu. — Essa seria Dev, a mãe do filho de Seth. Eu olhei para Xavier que só ria cada vez mais.

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— Sério? — Disse Ray. — Eu não sabia que você tinha um filho. — É, foi uma descoberta recente — Eu disse. — Devi e eu voltamos depois de um longo tempo. — Eu vejo — Disse ele. — Não se preocupe Ray, Seth é um profissional. Ele não vai deixar sua vida pessoal afetar em nada, julgue por essas letras e riffs de baixo que vocês todos parecem amar — Falou Sam. — Oh, eu tenho certeza que ele não vai — Disse Ray e então saiu. — Qual é o problema com você, Xavier? — Perguntou Sam. — O que foi que eu fiz? — Ele perguntou. — Eles já estão montando nas nossas bundas — Disse Sam. — Nós não precisamos deles em cima de nós por causa de nossa vida pessoal. — Desculpe, não pensei nisso — Falou Xavier com um encolher de ombros, em seguida, foi embora. — Ray é legal, ele não fará nada, a não ser que ele ache que há um problema — Falei. — E não haverá nenhum problema. — Eu sei — Disse Sam. — Vamos ficar prontos. Uma hora mais tarde, formos chamados ao palco. Vimos uma banda local bacana que eu nunca ouvi falar antes, mas que definitivamente ouviríamos agora. — De volta ao Bush depois de tanto tempo, deixe-me apresentar My Misery Muse! — O apresentador gritou o nome para fora. A multidão gritava, Deus, eu adorava tocar na frente de pessoas. Eu particularmente adorava tocar em lugares menores, como este. Entramos no palco, e a multidão foi ainda mais barulhenta, não os deixamos esperarem muito mais. Assim que estávamos no palco, pronto, começamos com Stardust, um dos nossos sucessos do nosso segundo álbum. A multidão pulava, o que só nos animou mais, um bom público sempre fazia os shows melhores, e eu ainda não tinha encontrado uma multidão melhor do que a do Bush. Depois que terminamos nossa primeira música, Xavier entrou com seu discurso habitual de introdução a cada um de nós, desde que a notícia de Alex não tinha sido anunciada ainda, decidimos dizer que ele estava doente, e que tínhamos Eli substituindo-o durante a noite. Tocamos um setlist que era uma

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mistura de coisas velhas já lançadas com algumas novidades que estávamos trabalhando, o novo material foi aceito pela multidão melhor do que nós poderíamos esperar. Após cerca de 45 minutos no palco Xavier disse: — Ok pessoal, vamos fazer uma pequena pausa — A multidão começou a vaiar instantaneamente —, mas tenho uma surpresa para vocês — Disse ele, quando se acalmaram lá baixo. — Vamos tentar algo que nunca fizemos antes — Falou colocando o microfone para cima e caminhando para fora do palco com Eli. Enquanto Xavier falava para a multidão, tanto Sam e eu mudamos para violões, nós nos sentamos no palco da plataforma da bateria e um microfone estava parado na minha frente. Sam começou com Broken no seu violão e a multidão foi mais alto do que nunca, eu entrei em nós dois tocando em alguns bares, então comecei a cantar as letras que me assombraram por anos. O clube ficou tranquilo, era surreal, então as pessoas começaram a cantar junto. Eu nunca cantei na frente das pessoas, sempre me sentia mais feliz escondido atrás de meu baixo. Olhei para fora, no meio da multidão, e encontrei Devi na frente, onde estivera todo o show, balançando ao som da música e cantando junto. Parecia que lágrimas caíam pelo seu rosto, eu a observava enquanto cantava e ela nunca tirou os olhos de mim. Quando terminamos, a multidão foi absolutamente a loucura. Sam e eu nos levantamos em seguida, caminhamos para o lado do palco, onde o resto da banda estava. Entreguei o meu violão para um dos nossos roadies, e aceitei a água que Xavier me ofereceu. — Porra cara, eu sempre me esqueço que você pode cantar assim — Disse Xavier. Dei de ombros. — Obrigado, X, mas eu não quero fazer isso o tempo todo. — Eu sei, mas você deveria — Ele falou. Ray, o representante da gravadora, andou balançando a cabeça. — Eu queria que você tivesse me dito que tinha planejado isso, eu teria câmeras aqui gravar. Olhei para Sam, que não disse nada justamente por este motivo. — Foi meio que no calor do momento — Dei de ombros, então, terminei derrubando a minha água.

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Voltamos para o palco e tocamos mais 45 minutos, no momento que terminamos, eu estava tão cheio de adrenalina que dei um duro para me parar. Ajudei a levar meu baixo e violão, guardando-os, em seguida fui para frente do clube para encontrar Devi. Encontrei-a no bar com todo mundo, pedindo uma última bebida. — Hey, baby — Eu disse chegando ao seu lado, deslizando minhas mãos para baixo da pele exposta de suas costelas e do lado de seus seios. Ela se virou e enroscou no meu pescoço me beijando, um beijo rápido duro. — Isso foi fodidamente brilhante — Disse ela. Eu sorri. — Fico feliz que tenha gostado. Mags riu. — Heh, ela já gostava, você a levou às lágrimas. — Cale-se, você também chorou — Ela gritou para a amiga enquanto ainda olhava para mim. — Sinto muito, querida, eu não queria te fazer chorar — Murmurei contra seu cabelo. — Você sempre faz isso comigo quando canta, e sabe muito bem disso. Ela roçou em meu pau e eu tive que me esforçar para segurar um gemido. Em seguida, ela fez isso de novo, a pequena vampira estava fazendo isso de propósito. — Pare ou eu vou te dobrar sobre este maldito bar — Rosnei em seu ouvido. Ela riu. — Quer ir para a minha casa? — Não podemos, temos que ir para a casa de X para uma festa pós-show. Devi fez beicinho. — Tudo bem, mas temos de ficar muito tempo? Eu ri, e a puxei contra mim e beijei seu cabelo. — Vamos ver, vamos lá, vamos sair daqui — Peguei sua mão e puxei-a comigo quando saí do clube para a Deep Ellum.

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Capítulo Dezenove Paramos na frente da casa de Xavier e a casa estava em silêncio, eu olhei para Seth confusa. — Eu pensei que este era o local da festa pós-show. — E é — Ele disse com um sorriso. — Ok, então esta deve ser a festa mais maçante Xavier já deu — Respondi. As festas de Xavier eram sempre lendárias. — Vamos espertinha — Ele disse e saiu do carro, eu segui e me juntei a ele na calçada. — Não, sério, onde está todo mundo? — Ainda no clube, os caras estão dando autógrafos e tendo suas fotos tiradas com os fãs. Todo mundo está provavelmente rondando à espera de X terminar. — Uhm, você não deveria estar lá com eles? — Perguntei ainda mais confusa. Ele deu de ombros. — Eu saí fora, os caras vão me cobrir, e Deus sabe que fiz isso vezes o suficiente para eles — Ele agarrou minha mão. — Vamos lá. Ele abriu a porta e me puxou para dentro. No topo da escada, ele parou e me beijou, sua língua enroscando com a minha, explorando minha boca, rápido e forte, me deixando ofegante por mais quando ele quebrou o beijo. Me puxou para um dos quartos, era um bom quarto. A única coisa que me chamou a atenção foi a cama que era enorme, muito maior que a king size. Era uma cama de dossel feita com madeira de cerejeira escura com uma capa azul escuro que combinava com o resto da sala.

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Seth me puxou para o seu peito e começou a mordiscar meu pescoço, — Eu não aguentava mais, tinha que te levar para algum lugar tranquilo e em paz — Murmurou contra o meu pescoço. — Então eu disse aos rapazes para me cobrir, e nos tirei de lá antes que alguém percebesse. — Mmmm — Era tudo o que eu poderia dizer quando ele provocava a minha pele sensível, onde meu pescoço e ombros se encontravam. Esqueci como ele ficava excitado quando subia ao palco, mas mais uma vez eu também esqueci o efeito que ele tinha sobre mim, enquanto ele estava no palco. Ele passou as mãos pela minha espinha, me fazendo tremer. — Frio? — Murmurou enquanto traçava minha clavícula com a ponta da sua língua. — Não — Respondei ofegante. — Bom — disse ele. — Deus, você sabe o que você está fazendo comigo toda a noite nesse pequeno pedaço de pano, Devi? Tudo o que eu podia imaginar, enquanto estava no palco, era em tirar este pequeno pedaço de tecido e ver o que tinha embaixo. Ele lentamente desenrolou meu cachecol favorito do meu pescoço, em seguida, desabotoou o botão que segurava o pescoço da minha blusa. Lentamente passou os dedos pela minha coluna até que chegou ao nó das minhas costas. Eu tremi quando ele começou devagar a puxá-lo para fora, então minha blusa caiu do meu corpo. Seth parou sua leitura do meu corpo e ficou com um olhar parecendo incrédulo em seu rosto. — Um tapa seio — Ele perguntou, incrédulo. — Você está falando sério? Eu ri. — A blusa às vezes pede. — Hmmm — Disse ele descascando lentamente o adesivo preto do meu mamilo esquerdo e puxou o piercing me fazendo gemer. Então ele se abaixou tomando-o na boca, sugando-o duro me fazendo gemer mais. Pegou o piercing entre os dentes e deu um leve puxão em seguida, deixou ir e mudou para o outro seio, dando-lhe o mesmo tratamento. — Por favor — Eu ofegava.

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— Por favor, o que baby? — Ele murmurou contra meu mamilo, fazendo com que meus músculos internos se apertassem, eu estava tão perto de um orgasmo. — Seth — Eu soluçava. — Deus, me foda. Seth gemeu e olhou para mim. — Eu estou tentando ganhar meu controle, de novo Devi. — Foda-se o controle — Rosnei. Com isso Seth foi puxar a minha saia e percebeu que não estava usando nada por baixo, ele rosnou. Senti minha saia cair até o chão e um dedo percorrendo minhas dobras úmidas fazendo-me gemer. Ele segurou minhas mãos, me virou e passei meus dedos ao redor do poste mais próximo na cama. — Segure firme, baby — Ele rosnou no meu ouvido, em seguida, começou a amarrar minhas mãos usando o lenço que eu usara, tudo o que eu podia fazer era envolver meus dedos ao redor do poste, a incapacidade de tocá-lo me fez querê-lo muito mais. Ouvi o zíper, em seguida, ele arrancando uma embalagem de camisinha. Seth xingou e eu ri fazendo-o rosnar baixo em sua garganta. Então senti um tapa na minha bunda e gemi mais: — Você sempre gostou de um pouco de dor com o seu orgasmo, não foi Devi? — Seth murmurou contra meu pescoço, em seguida, mordeu a parte de trás do meu pescoço, me fazendo ficar ainda mais úmida. Senti dois dedos escorregarem dentro de mim fazendo-me tremer. —Puta que pariu Seth, me foda agora! — Eu gritei por cima do meu ombro. — Eu só queria ter certeza que não machucaria você, baby — Ele disse com diversão em sua voz. — Tenho estado fodidamente pronta desde que você saiu do palco esta noite nessa calça de couro apertada — Rosnei. Com isso, ele entrou em mim tomando o ar de meus pulmões. Ele puxou, oh, tão lentamente para fora de mim, deixando todas as esferas do piercing através de seu eixo deslizarem sobre a pele sensível do nervo enrugado, eu choraminguei. Quando apenas a cabeça de seu pênis ficou dentro de mim, ele bateu em mim novamente.

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— É isso que você quer, Devi? — Ele ofegou. Eu gemia. — Mais, mais forte. Ele riu em seguida, puxou lentamente para fora outra vez me provocando, desta vez quando senti seus quadris flexíveis me baterem para trás, ao mesmo tempo ele foi para frente. Nós dois gememos. — Mais rápido, Seth. Com isso, ele agarrou os meus quadris e começou a me foder forte e rápido, o som de carne batendo contra carne e nossos suspiros no ar eram os únicos sons no quarto. Eu apertei meus músculos internos em torno dele, fazendo-o amaldiçoar. — Mulher, se você fizer isso de novo, nós vamos terminar — Ele rosnou, então eu fiz isso de novo, fazendo com que mais maldições viesse dele. Ele tirou uma das mãos do meu quadril e estendeu a mão e puxou meu piercing no mamilo, o que me empurrou ainda mais perto do orgasmo que eu estava construindo. Ele puxou novamente só que desta vez com mais força, me empurrando para o precipício. Meus músculos contraíram duramente em seu pênis, não querendo deixá-lo ir. Gritei o nome de Seth, e depois de dois golpes mais duros o senti endurecer e dar a sua própria versão de um lamento. Seth colocou os braços em volta da minha cintura para evitar que eu caísse de cara no chão, e de alguma forma ele ficou metade fora e metade na cama, ofegante. Depois de alguns minutos, Seth se soltou e me desamarrou da cama e foi para um cômodo que imaginei ser um banheiro privativo. Ele voltou e se deixou cair na cama arremessando o braço sobre os olhos. — Eu acho que você me matou dessa vez, Devi — Ele disse, e eu ri tanto que tinha lágrimas escorrendo pelo meu rosto. De repente, alguém estava batendo na porta. — Se vocês dois tiverem terminado agora, há pessoas lá embaixo que querem conhecer Seth — Sam gritou através da porta. Fazendo com que nós dois ríssemos. Poucos minutos depois, fizemos o nosso caminho para baixo, quando viramos na quina da escada lado a lado, fomos inundados com assovios e palmas, fiquei imediatamente vermelha igual uma beterraba, e escondi a cabeça

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no ombro de Seth, ele apenas riu, envolvendo os braços mais apertados em torno de mim. Xavier se aproximou de nós e deu um tapa no ombro de Seth. — Eu sempre tive a sensação de que ela era uma gritadora — Falou com uma piscadela, em seguida, saiu rindo. — Vamos, baby — Seth murmurou em meu ouvido. — Vamos pegar uma bebida. Nós fomos para a cozinha, e Seth pegou cervejas para nós. Mags veio quando nos viu com um sorriso no rosto: — Você fez seu irmão correr para fora de casa — Disse ela, então riu. — Eu nunca o vi se mover tão rápido na minha vida. Eu gemia. — Que diabos, ninguém estava aqui quando chegamos — Falei em minha defesa. Isso só fez Mags rir ainda mais. — Vamos chica, vamos socializar. Eu dei a Seth um beijo rápido, então andei com Mags errante através de um monte de gente que não conhecia, e por alguns rostos familiares que eu não saberia os nomes também. — Drake realmente saiu? — Perguntei. — Sim — Disse ela com um sorriso em seus lábios. — Entramos e todos estavam quietos e rindo, a próxima coisa que eu ouvi foi um gemido, Drake ficou branco como um lençol, murmurou algo sobre a necessidade de ir buscar algo no estúdio e se arrastou fora daqui. — Foda-se. — Eh, não se preocupe com isso querida, ele vai superar, e ele perdeu a final. Quer dizer, eu estava esperando por janelas se quebrarem quando você gritou — Disse ela com uma risada. — Cale a boca — Rosnei para fora. — Todo mundo está comentando sobre a performance de Sam e Seth — Disse Mags. — Inferno, eu não sabia que Seth podia cantar assim. Eu sorri. — Ele não gosta de cantar na frente das pessoas.

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— Por que diabos não? Quero dizer, Deus, ele começou a cantar e minha calcinha estava encharcada. Eu ri. — Não sei por que, ele sempre me disse que preferia se esconder atrás de seu baixo. — É uma pena — Murmurou Mags. Mags e eu nos juntamos com Cin e Jules, e continuamos a caminhar em torno da festa por um tempo, mas eu estava ficando cansada. Tudo o que eu queria fazer era encontrar Seth e ir para casa, mas nunca conseguia encontrálo. Finalmente o vi lá fora no quintal conversando com um homem de meia idade, Seth não estava parecendo muito feliz. Andei por trás dele e coloquei minha mão na parte baixa de suas costas, ele olhou para mim e sorriu, chegando para trás e entrelaçou seus dedos nos meus e me puxou para seu lado. — Devlin, este é Ray, ele trabalha para a nossa gravadora — Disse Seth rigidamente. Eu sabia que algo não estava bem, quando Seth usou o meu nome real, ele nunca me chamava de nada a não ser Devi. — Oi Ray — Eu disse e sorri para ele. Ray olhou para mim fazendo uma longa leitura pelo meu corpo, que me deu arrepios, e fez Seth endurecer e me colocou debaixo do seu braço. — Bem. Olá Devlin — Disse Ray. — Eu tenho ouvido muito sobre você. — Bem, eu espero que seja tudo de bom. Ray encolheu os ombros. Olhei para Seth, ele estava rangendo os dentes, eu sabia que Seth estava chateado, e sabia que tinha algo a ver com o que Ray e ele conversaram. — Bem Ray, eu vim deixar Seth saber que eu vou para casa — Falei olhando de volta para Seth. — Você quer que eu te leve? — Perguntou. — Eu vou pegar carona com outra pessoa, você está ocupado. Mas tenho que pegar Jaks amanhã na babá, e quero ter algumas horas de sono antes para mim.

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— Ah, sim, o seu filho Jaks, quantos anos ele tem, novamente? — Perguntou Ray. Enviei outro olhar para Seth. — Quase dois anos e meio — Falei. Seth rosnou. — Venha, eu vou te levar para casa baby, já terminamos aqui de qualquer maneira, certo Ray? Ray assentiu. — Prazer em conhecê-lo, Ray — Eu disse. Seth nos virou e saímos para o seu carro, em seguida, para casa, mas tive a profunda sensação de que não gostaria do que quer que fosse que Seth e Ray conversaram.

*** Abri a porta do carro de Devi ainda fervendo da minha conversa com Ray, depois que ela entrou bati a porta e caminhei para o meu lado e entrei. Virei o carro, colocando ele em movimento, arrancando cantando os pneus. Devi ficou lá olhando para mim, mas não disse nada. Peguei a mão dela, e olhei para cima. — Me desculpe, eu estou de mau humor. — Algo sobre o que queira conversar? — Ela perguntou em voz baixa. Eu balancei minha cabeça, e levei seus dedos até meus lábios, beijandoos, em seguida as pontas dos seus dedos. Ela não disse mais nada, até que paramos em frente à sua casa. — Você quer ficar? — Ela perguntou. Balancei a cabeça, desliguei o carro e saí, encontrei com ela no lado do passageiro, atei meus dedos aos dela e fui até a porta da frente. Ela soltou a minha mão cavando através de sua bolsa à procura de sua chave de casa, eu não queria nada mais do que enrolar-me na cama com Devi e abraçá-la. Ela abriu a porta e se dirigiu para dentro, eu a segui silenciosamente para o seu quarto, ambos rapidamente retiramos as nossas roupas e deitamos na cama. Agarrei-a e arrastei-a contra meu peito passando os braços em volta dela, apenas segurando-a. Poucos minutos depois, escutei sua respiração até

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que ela dormisse, beijei o topo de sua cabeça e murmurei Eu te amo antes do sono me levar também. Eu estava tendo o sonho mais delicioso, Devi tinha as mãos em volta do meu pau duro acariciando-o da base até ponta, tomando seu tempo, traçando a cabeça com a ponta do seu dedo. Examinando lentamente os piercings através do meu eixo com um toque macio, gemi o nome dela. Então de repente estava acordado quando ela empurrou sua língua varrendo a cabeça do meu pau. — Droga — Eu gemi. — Não é um sonho. Ela me respondeu com uma risada gutural — Você quer que seja? — Disse antes de sugar a cabeça do meu pau em sua boca. — Porra, não — Eu cerrei os dentes. Ela riu ao redor da minha cabeça e pude sentir as vibrações através do meu corpo e gemi mais alto. Ela lançou a cabeça com um pop e começou a lamber a pele sensível entre os halteres, tomando seu tempo, enquanto passava suas unhas em minhas bolas. Eu olhei para ela e percebi que foi um erro para o meu controle, mas não conseguia parar de olhar. — Deus mulher, você será a minha morte — Eu disse ofegante. Com isso, ela segurou a base e chupou meu pau em sua boca até que ele bateu no fundo de sua garganta, choraminguei. Ela lentamente começou a se sacudir para trás e para frente, girando a língua ao redor da cabeça em seu caminho de volta para baixo, e arrastando lentamente a sua língua em todo o lado de baixo do meu pau em seu caminho para cima. — Foda, Devi — Falei entre minhas calças. — Onde você aprendeu isso? Ela soltou meu pau com um pop audível e deu de ombros. — Eu gosto de ler — Disse antes de voltar a trabalhar no meu pau, desta vez mais rápido. Segurei o lençol na minha mão, esperando ter mais controle, mas sabia que estava perdido, quando ela bateu a língua sobre as glândulas sensíveis sob a cabeça do meu pau e depois me engoliu até a parte de trás de sua garganta e gemia. — Se você não parar, eu vou gozar — De alguma forma consegui dizer.

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Ela só chupou mais e gemeu novamente em resposta, o pouco controle que eu tinha se foi, senti minhas bolas apertarem e atirei minha porra no fundo de sua garganta. Ela chupou e engoliu tudo o que eu dei a ela, fazendo meu orgasmo ir além, até que eu estava lhe pedindo para parar. Ela finalmente parou, sentando-se sobre seus quadris e me dando um olhar presunçoso. — Bom dia, querido — Disse ela. Eu ri. — Se é assim que sempre serei acordado eu nunca vou te deixar, querida. Ela riu. — Eu tenho que tomar um banho e me vestir, e tenho que pegar Jaks em uma hora mais ou menos. — Você quer que eu vá? — Perguntei. — Não, está tudo bem, descanse, tenho a sensação de que se você se juntasse a mim no chuveiro agora, eu ficaria atrasada — Disse ela com um sorriso. Eu balancei a cabeça. — Provavelmente. Ela se arrastou até o meu corpo me dando um beijo lento e sensual, e senti meu pau se mexer novamente. — Se você não deixar essa cama agora, eu não posso prometer que vou te deixar tão cedo — Falei depois de quebrar o beijo. Ela riu, e em seguida, levantou-se da cama, e assisti sua bunda balançando enquanto caminhava para pegar suas roupas. Ouvi o chuveiro ligar e me levantei e comecei a cavar através de minhas roupas, finalmente encontrando o meu celular. — Hey Sam — Eu disse quando ele respondeu. — O que foi, Seth? — Perguntou Sam. — Temos que nos falar, todos nós. — Tudo bem, estamos todos na casa do Xavier. — Ok, chego aí daqui a pouco — Falei e desliguei meu celular. Poucos minutos depois, Devi saiu do banheiro em um par de calças de carga cintura baixa, e um top com seu cabelo ainda estava molhado, ela estava sexy como o inferno. Ela me pegou olhando e me deu um sorriso.

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— Então, quais são os seus planos para hoje? — Perguntou enquanto colocava um par de vans gastos na frente. — Eu tenho que ir até a casa do Xavier. Nós temos algumas coisas que precisamos conversar. Ela assentiu com a cabeça, em seguida, mordeu o lábio inferior. — Você vai voltar aqui mais tarde? — Perguntou em voz baixa. — Eu não sei ainda, vou te ligar quando souber como meu dia vai ser — Disse durante a coleta de minha carteira e das chaves. — Tudo bem — Disse ela. Inclinei-me e dei-lhe um beijo. — Vou falar com você depois — Murmurei contra seus lábios, em seguida, fui embora.

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Capítulo Vinte Cin entrou para sua última sessão para terminar suas asas de anjo tatuadas nas costas. Estávamos na segunda hora quando ela finalmente virou a cabeça e olhou para mim — O que há de errado com você? Dei de ombros — Nada. — Não, há algo acontecendo, e isso vem acontecendo há duas semanas desde o show dos caras. Esqueci como ela poderia ser perceptiva, mas ainda não significava que eu queria falar no meio da loja. — Nada está de errado, exatamente — Encobri. — Ok, então, o que exatamente está acontecendo com você? — Ela perguntou. — Você está perambulando como se alguém tivesse chutado o seu cão. — Ah, essa é uma imagem feliz. Ela deu de ombros — Só falo das coisas como as vejo. — Seth está agindo estranho, mas ele não quer falar comigo sobre o que está acontecendo — Eu finalmente disse. — Ele não esteve muito ocupado desde que Eli se juntou a eles? Toda vez que falo com Eli eles estão trabalhando no estúdio, inferno, eu acho que ele está dormindo lá. — Sim, eles estiveram ocupados, só que quando ele está comigo, ele não está realmente lá, sabe? Ou talvez esteja dando muita importância para isso — Falei tentando minimizá-la. — Querida, o menino tem levado muito ultimamente, e com toda essa coisa de Alex, então Eli se juntando a eles. E descobrindo sobre Jaks, e agora

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vocês dois estando juntos de novo, ele provavelmente está apenas se ajustando — Disse ela. — Dê-lhe algum tempo. — Sim — Falei, em seguida, voltei a trabalhar em suas costas, fazendo-a estremecer. Uma hora depois, eu estava tirando fotos da tatto terminada e adicionando a meu portfólio. — Nós ainda temos a noite de margaritas amanhã? — Ela perguntou. Eu balancei a cabeça olhando para as imagens na câmera. — Sim, será na minha casa de novo, o lugar da Mags está um desastre com o seu mais recente projeto. Cin bufou. — Quando é que o lugar dela não é um desastre? Eu ri. — Sim, mas o fato dela dizer que seu lugar é um desastre me assustou, por isso me ofereci para fazer na minha casa na vez dela. — Posso ver seu ponto. Se você levar Jaks lá novamente talvez nunca o encontremos de novo. Nós terminamos? — Sim, vamos te enfaixar — Respondi. — E você pode seguir seu caminho criando caos por aí. Entrei na minha cozinha algumas horas mais tarde e encontrei Seth e Jaks jantando. Deixei meu portfólio, as fotos da tatto de Cin e alguns outros trabalhos que precisava adicionar nele em cima da mesa e fui pegar um prato. Voltei para a mesa. — Então, como foi a gravação? — Nós terminamos hoje — Disse ele olhando para as fotos. — Nossa, já? — Perguntei, ele assentiu com a cabeça e não continuou a olhar para mim. — Isso foi rápido — Falei, tentando manter minha voz normal, mas podia sentir meu peito apertando forte. — Nós tínhamos muita coisa já feita, apenas precisávamos fazer a bateria — Disse ele. — O que é isso?

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— Eu terminei as costas de Cin hoje — Respondi. — Tirei algumas fotos dela para colocar no meu portfólio, e tinha alguns outros que estava adiando acrescentar também, então decidi que faria isso hoje à noite ou amanhã. — Isso é foda, Devi — Disse ele olhando para as outras imagens. Encolhi os ombros realmente não me importando com meu trabalho agora. — Então, o que vocês vão fazer agora que terminaram o CD? — Hmm, oh estamos enviando ele amanhã para Los Angeles para fazerem os retoques finais. E na próxima semana, se der, fomos convidados para participar da última etapa de uma turnê, o vocalista da banda que estava tocando teve um problema em suas cordas vocais e não pode continuar. — Oh — Eu disse suavemente. — Quanto tempo vai demorar? — Seis semanas a turnê, em seguida, voltamos para LA para o lançamento do CD. — Então, você tem qualquer ideia de quando poderá voltar? — Ainda não. Brinquei com a comida no meu prato, não sentindo mais fome realmente, não sabia o que pensar sobre o que Seth disse, ou a sua falta de emoção quando disse. — Devi, nós dois sabíamos que eu iria embora em breve. — Sim, eu acho que sabíamos — Falei em resposta, me levantei e soltei Jaks da sua cadeira. — Vou dar um banho nele e colocá-lo na cama — Eu disse caminhando para fora da sala, escondendo minhas lágrimas. — Devi — Seth disse parado na porta do banheiro. — Estou bem Seth, eu sou uma menina grande. Eu venho fazendo isso sozinha por mais de dois anos, vamos nos virar muito bem quando você se for. — Você quer que eu fique hoje à noite? — Ele perguntou em voz baixa. — Não, parece que tem um dia agitado amanhã, melhor você ir para casa. — Eu sinto muito, Devi — Ele disse, em seguida saiu do banheiro, em seguida, saiu pela porta da frente. Quando ouvi a porta da frente, eu sussurrei. — Eu também — E chorei enquanto dava banho no meu filho.

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Fui para o estúdio de gravação onde minhas guitarras e contrabaixos estavam, eu precisava tocar. Precisava do consolo que isso me traria. Eu sabia que estava quebrando o coração dela de novo, e o meu também estava quebrando, mas não sabia mais o que fazer. Eu estava preso. Eu poderia ter Devi e Jaks, mas então teria que desistir de tudo pelo que trabalhei para conseguir nos últimos três anos, não, mais do que isso, tudo que lutei para conseguir desde a primeira vez que eu peguei uma guitarra. — Foda-se! — Gritei, depois soquei o volante. Eu não sabia o que fazer. Saí do carro e fui direto para o estúdio. Passei por Sam e Drake falando sobre algo que eu não dava a mínima, passei por eles direto para a sala onde o nosso equipamento estava localizado. Peguei meu violão e comecei a tocar One Lonely Visitor, Chevelle a letra me veio à mente e comecei a cantar. Quão apropriado era isso, não pude evitar as lágrimas que começaram a cair, não que me importasse, neste momento, a minha vida estava desmoronando. É claro que a gravadora não me daria uma escolha, sem eles não poderia fazer isso, mas eles disseram sem mais escândalos, especialmente após a situação com Alex. As palavras de Ray voltaram a minha cabeça pela centésima vez – que melhor escândalo para acabar com um baixista, que um que ficou escondido há anos, descobrir que você tem um filho de dois anos que não sabia que existia, e com nada menos que com uma mulher que o irmão trabalha em uma gravadora da concorrência, e que os pais a deserdaram por isso – eu sabia onde ele queria chegar e tinha uma escolha a fazer. A canção chegou ao fim com as últimas linhas: Estou sozinho aqui escorregando pelos meus lábios e lágrimas ainda escorrendo pelo meu rosto. Olhei para cima e encontrei Sam e Drake me observando. — Eu acho que não posso fazer isso, Sam. Ele me olhou diretamente nos olhos. — Então, não faça, Seth. — Então o quê? — Perguntei. — Eu te contei o que Ray disse, nada mais de escândalos. — Por que você acha que seria um escândalo? — Perguntou Drake. — Porque a mídia faria um — Sam respondeu calmamente. — Estamos lidando com a mídia por um tempo, é parte do trabalho. Nós assistimos fotos de

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nós e meninas a tiracolo por toda a internet, em tabloides, falando sobre nossas namoradas da semana, quando na verdade nós nem sabíamos quem eram as meninas, em nosso melhor palpite seria um fã que conhecemos em algum lugar ao longo do caminho. Eu balancei a cabeça. — Com algo assim, eles vão ser como tubarões com uma gota de sangue na água — disse Sam. — Então você concorda com eles Sam? — Perguntou Drake, incrédulo. — Com isso, Seth deve deixar minha irmã e seu filho, que ele deveria virar as costas para eles? — Eu não disse isso — Disse Sam. — Eu estava apenas explicando como vai ser um escândalo, uma garota do passado de Seth sai da toca e balança uma criança na sua frente alegando que é dele. Não importa que todo mundo saiba que Jaks é de Seth — Sam disse rapidamente interrompendo o discurso de Drake. — É como a mídia vai manipular isso. — Isso já aconteceu antes — Falei calmamente. — Já aconteceu muitas vezes, e é sempre retratado dessa forma. Drake soltou um suspiro e passou os dedos pelo cabelo. — Ok sim, eu vi essas histórias antes também. — Além disso, como você acha que isso afetaria Devi, sua carreira, apesar de Jaks ser meu filho, as pessoas vão sempre olhar para Devi com certo estigma. Ela vai ser a garota que escondeu meu filho, a menina que me enganou e teve meu filho, e muitas coisas piores serão ditas sobre ela — Eu disse. — E quando Jaks for mais velho ele vai ouvir essa merda, como isso vai afetá-lo? — Ok, então qual era seu plano para impedir que isso acontecesse antes do idiota do Ray fazer a ameaça velada? — Perguntou Drake. — Porque isso é o que ele fez. — Eu sei — Falei. — Sam e eu tínhamos decidido apenas apresentá-la lentamente, todas as perguntas feitas seriam sobre ela ser a minha namorada. Quando perguntassem sobre Jaks diríamos que Devi e eu demos um tempo enquanto nós dois trabalhávamos em nossas carreiras. Que eu o via, tanto quanto possível, mas nunca falei sobre ele, porque queria manter ele e Devi fora da mídia

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— Então, por que ainda não fez isso? — Perguntou Drake. Eu balancei minha cabeça. — Isso não vai funcionar se a gravadora vazar a história, não haverá nada gradual sobre isso. E você pode apostar que a mídia vai aparecer aqui como um cão de caça para falar com todos que puder. — E alguém vai falar — Sam disse. — Mesmo com a forma que nós tentávamos falar sobre isso antes, ainda haveria rumores, mas eles seriam apenas rumores. — Então, ou você se afasta deles, mais uma vez, ou todo mundo vai achar que minha irmã é uma prostituta? — Perguntou Drake. Dei de ombros, olhando para minhas botas. — Eu não sei o que fazer — Falei calmamente. — Você já falou com Devi sobre isso? — Perguntou Sam. — O que ela quer? — Não, eu não disse a ela. — Você disse a ela que está deixando-a em uma semana? — Perguntou Sam. — Sim, eu disse a ela hoje mais cedo — Sussurrei. O olhar em seus olhos quando lhe disse isso me assombraria, ela parecia quebrada, espancada e eu fiz isso, mais uma vez. Deixei escapar uma respiração lenta, não tenho certeza do que faria, não acho que poderia deixá-los novamente, mas eu poderia deixar a minha música?

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Capítulo Vinte e Um Passei domingo relaxando, brincando com Jaks, limpando minha casa e atualizando meu portfólio, o dia parecia estranho, era assim que meus dias eram gastos antes de Seth voltar. Agora, que não tinha o som dele rindo e brincando com Jaks, tocando em um instrumento, cantando para Jaks, parecia estranho como minha vida facilmente adicionara Seth na mistura, sem sequer tentar, e parecia ainda mais estranho quando ele não estava aqui. Eu sabia que havia algo o incomodando, e sabia que ele não me diria até que estivesse pronto, mas um pedaço de mim sabia que tudo isso acabaria em breve, e eu tentava não pensar sobre isso. Eu não podia enfrentar isso ainda. Mais tarde, naquela noite, Mags, Cin e Jules apareceram para a noite das margaritas. Eu precisava de distração, meus pensamentos continuavam fugindo de mim e mostrando cenários cada vez piores por trás da distância recente de Seth e o que ele não estava dizendo. Nós nos sentamos no pátio dos fundos, comendo fajitas que cozinhamos na grelha, e bebendo jarras de margaritas, era uma boa noite. Ninguém perguntou o que estava errado, nós não discutimos sobre a banda ir embora, estávamos presas a tópicos seguros, até Cin arruinar o primeiro momento de paz que tive em semanas. — Então, o que você acha que eles vão fazer com a gravadora? — Ela perguntou. Olhei para ela sem expressão, o que fazer sobre a gravadora? — Huh? — Disse Mags. — Oh, vamos lá, vocês sabem sobre a discussão que eles estão tendo com a gravadora, algo sobre não fazer nenhum escândalo desde todo o fiasco com

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Alex. A gravadora está com medo de que mais um drama deles possa fazê-los perder uma base de fãs — Disse ela sem perceber todos os olhares em branco em nossos rostos. — Eli me disse que eles estavam preocupados que a história de Seth se tornasse pública. — O que diabos você está falando? — Disse Mags. — Vocês realmente não sabiam? — Disse com sua ficha caindo finalmente, ela bateu a mão sobre sua boca. — Oh, merda. — O que está acontecendo Cin? — Mags rosnou, mas eu já imaginava. — A gravadora não quer que Seth reconheça Jaks — Eu sussurrei. Mags parecia ainda mais confusa. — Por que não, como isso os afeta? — Eu vi em seu rosto quando ela entendeu. — Merda. — Você realmente não sabia, Dev? — Perguntou Cin. Eu balancei minha cabeça, isso é o que Seth esteve escondendo de mim. Eu podia ver claramente agora, a conversa com Ray na festa pós-show, ele estava com tanta raiva, então lentamente começou a se distanciar. Disseram que ele teria que escolher nós ou sua música e ele escolheu sua música. Lágrimas começaram a cair pelo meu rosto e Mags se aproximou e colocou os braços em volta de mim. — Querida, você não sabe nada ainda, fale com Seth. Mas eu podia ver que ela sabia o mesmo que eu sabia, ele escolhera a música de novo, apesar de que para ser justa, eu o empurrara para fora da porta para seguir sua música na primeira vez. Respirei fundo e tentei me recompor. — Mags, você pode levar Jaks para casa com você hoje à noite? Eu preciso falar com Seth. Mags balançou a cabeça. — Sim querida, eu vou tomar conta de Jaks. Pouco tempo depois, todas voltaram para casa, Mags levando Jaks com ela, puxei meu celular do bolso e liguei para Seth. — Hey, nós precisamos conversar — Falei. — Ok, o que você precisa? — Pessoalmente, Seth. Ele ficou quieto por um momento.

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— Tudo bem Devi, eu estarei na sua casa dentro de mais ou menos uma hora. — Ok, eu estarei aqui — Desliguei, me deixando cair no sofá me perguntando o que diabos eu faria agora. Seth entrou pela porta 45 minutos depois, ele olhou para mim, onde eu ainda estava caída no sofá. — Você sabe — Ele disse suavemente. Olhei para cima e olhei para ele. — Sim, eu sei. — Eu sinto muito Devi, eu queria te dizer, falar com você sobre isso, mas eu não sabia como. — Que tal dizer que a gravadora está fazendo você escolher entre seu filho e seu trabalho? — Eu rosnei. Ele se encolheu. — Eu não sei o que farei ainda, Devi. — Sim, você sabe. Você sabia desde que falou com o representante da gravadora. Você sabia e não disse uma palavra maldita — Eu gritei para ele. — Não foi assim que aconteceu Devi, eu queria falar com os caras sobre isso primeiro. Eu queria ver o que eles pensavam sobre a situação — Ele grunhiu. — Oh, claro, você tinha que falar com eles, mas não podia me deixar saber o que estava acontecendo! — Eu gritei. — Isso me afeta também. — Eu sei que afeta Devi! — Ele gritou de volta. — Deus, você acha que eu não percebo que isso afeta você, que afeta Jaks?! — Então por que não dizer alguma coisa, caralho! — Gritei para ele. — Porque eu não poderia lidar com você olhando para mim e me dizendo para ir embora de novo. Eu não podia suportar a ideia de você me olhar nos olhos e me dizer para ir buscar os meus sonhos, quando eu saberia que estaria deixando esses sonhos para trás — Completou baixinho. — O que você quer que eu diga Seth, para ficar, esquecer tudo pelo que você trabalhou, esquecer todas as pessoas que estão contando com você, que eu te peça para ficar com a gente? — Eu sussurrei, querendo fazer exatamente isso,

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mas sabendo que eu não podia, que se eu fizesse e ele ficasse, um dia acabaria se ressentindo comigo por isso. — Eu não sei o que quero que você diga, caralho! — Ele gritou. — Eu quero tudo. Quero que você e Jaks sejam a minha família, quero a minha maldita carreira, mas eu não posso ter tudo, e eu não sei o que fazer sobre isso. Suspirei e passei meus dedos pelo meu cabelo. — Eu também não, Seth — Falei suavemente. Seth veio e deixou-se cair ao meu lado, recostando-se profundamente no sofá e jogou o braço sobre os olhos. — O que fazemos agora Devi? — Nós gastamos o tempo que podemos ter juntos, enquanto você ainda está aqui, e deixamos o resto se resolver. Eu não sei mais o que fazer — Falei derrotada.

*** — Então, onde está Jaks? — Perguntei. — Mags o levou para casa com ela, para que pudéssemos conversar — Disse Devi. Eu balancei a cabeça feliz que Jaks não estava aqui para nos ver gritando um com o outro. Estendi a mão e entrelacei meus dedos com os dela. — Eu te amo, você sabe? — Eu disse suavemente. — Sim, eu sei, também te amo Seth — Ela sussurrou de volta. Ela ficou enrolada no sofá parecendo tão pequena, vulnerável e triste. Eu não sabia o que fazer para melhorar isso. Eu a amava e eu amava Jaks, e sabia que mesmo que deixasse a banda ainda teríamos que lidar com a mídia caindo em cima, só que pior. Eu não queria sair da banda e largar a minha música, mas eu faria. Nada que eu pudesse fazer iria protegê-los, exceto a minha partida, isso iria mantê-los fora da mídia, mas enquanto eu ainda estivesse aqui eu faria o que Devi disse, aproveitaria o máximo. — Eu quero que você me faça outra tatuagem. Ela empurrou e me deu um olhar chocado, e então um sorriso malicioso começou a se formar através de seus lindos lábios.

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— Sério? Eu balancei a cabeça. — Você sabe o que você quer? — Ela perguntou se levantando do sofá. — Mais ou menos. Aonde você vai? Ela lançou um olhar por cima do ombro. — Pegar meu material para fazer o esboço, já volto. Eu ri, ela sempre amou desenhar novas tatuagens. Ela caiu no sofá com um bloco de desenho e lápis. — Então o que você quer? Eu pensei novamente na imagem em seu diário, uma dela segurando Jaks depois que ele nasceu, estava toda suada, mas bonita, olhando para baixo no rostinho Jaks. — Como você é em retratos? — Perguntei já sabendo a resposta. Ela deu de ombros. — Bem, eu acho. Eu sabia que ela era melhor do que bem, eu já tinha visto alguns de seus trabalhos de retratos. Levantei-me e fui até minha mochila que havia caído na porta e tirei seu diário. Folheei-o para encontrar a imagem que eu queria, então entreguei a ela. Ela olhou para mim com um sorriso triste. — Onde você quer Seth? — Eu quero sobre meu coração. E eu quero algumas letras em torno dela, um pouco como uma moldura. Ela assentiu com a cabeça. — Eu posso fazer isso, mais alguma coisa? — Não que eu posso pensar. — Tudo bem, escreva as letras para mim — Disse ela me jogando um caderno perto —, e eu vou começar a esboçar algumas ideias. Eu balancei a cabeça, pegando uma caneta da minha mochila e escrevi as letras que eu queria. — Quando podemos fazer isso? — Perguntei. Ela deu de ombros.

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— Eu posso verificar minha agenda e ver quando está disponível, se eu não tiver tempo podemos ir cedo para a loja e fazer, ou ficar até mais tarde após os meus compromissos, mas vamos fazer isso antes de você ir — Disse ela suavemente. Acabei escrevendo a letra de uma música que escrevi antes de deixá-la da primeira vez e entreguei para ela. Ela pegou e leu mordendo o lábio, ela balançou a cabeça, em seguida, voltou a trabalhar. Uma hora depois, eu estava sentado no sofá tocando meu baixo e de vez em quando olhava para cima para ver Devi ainda absorta em seu esboço. Ela parecia tão grave, com rugas entre os olhos enquanto se concentrava. — Tire sua camisa. — Huh? — Eu disse confuso. — Tire sua camisa — Disse ela, em seguida, começou impaciente puxando a barra para cima. — Ok, espere um segundo — Eu disse colocando meu baixo no chão, em seguida, puxando a camisa sobre a minha cabeça e deixando-a cair para baixo. Assim que a camisa caiu no chão, ela estava rastejando no meu colo me cercando. Senti seu calor roçar o meu pau e comecei a enrijecer, ela aparentemente não notou. Segurou o esboço no meu peito para verificar o posicionamento. — Está perfeito — Murmurou, em seguida, começou a mexer para sair do meu colo. — Devi — Gemi quando ela mexeu contra mim novamente. — Hmm — Ela disse, enquanto continuava a contorcer-se em torno de mim tentando sair do meu colo. — Devi, pare — Eu grunhi. Ela parou e olhou para mim parecendo confusa, e então finalmente sentiu o que estava fazendo para mim. — Sinto muito — Murmurou, em seguida, deslizou do meu colo. Eu mordi de volta uma maldição — Você sente? Ela assentiu com a cabeça, olhando para baixo, onde meu pau estava em posição de sentido. — Posso ver? — Soltei para fora, querendo redirecionar seu olhar.

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— Oh, sim aqui — Ela disse parecendo nervosa, e me entregou o esboço. Olhei para o desenho e fiquei mais uma vez encantado com seu talento. Parecia uma foto envelhecida ligeiramente enrugada em uns pontos como se tivesse saído do meu bolso e sido olhado muitas vezes, mas a foto ainda continuava nítida. A imagem de Devi segurando Jaks pela qual eu caí de amores, era focada neles, mas ainda dava para ver um pouco do fundo. Em torno dela havia um velho pergaminho queimado em alguns lugares, havia a letra que eu escrevi para ela mais cedo em um papel. As mesmas palavras que eu escrevi para Devi muitos anos antes. — Você gostou? — Ela perguntou em voz baixa. Eu balancei a cabeça, incapaz de encontrar as palavras sobre o que isso significava para mim. Ela escovou lágrimas do rosto. — Ok, já que Mags está levando Jaks para a escola amanhã, por que não podemos ir ao início da manhã e começar, então? — Sim, funciona para mim. Ela enxugou os olhos. — Ok, agora vamos em frente e corrigir isso — Enquanto ela passava a mão pelo meu pau duro. Eu gemia, coloquei o esboço para baixo e a joguei sobre meus ombros. — Sim, vamos. Na manhã seguinte, levantamos cedo. Devi vestiu uma saia curta, regata da Pin’s Ink, meia arrastão em suas longas coxas e sapatos da Mary Jane que tinham asas de borboleta com uma caveira no meio. Eu não conseguia tirar os olhos dela, ela habilmente fez a maquiagem e ficou pronta em pouco tempo. Chegamos à loja cerca de 9:00 horas para que ela pudesse ter a tatuagem feita antes de seu primeiro cliente agendado ao meio-dia. Quando chegamos lá, o prédio estava vazio, então ela pegou a chave e abriu, e depois me levou até a sua estação. Sorriu para mim, em seguida, foi fazer o estêncil. Olhei as fotos que ela tinha em torno de sua estação, e notei uma nova de Jaks, Devi e minha. Ela foi tirada há uma semana na casa do Xavier. Eu tinha a mesma foto, na case do meu baixo favorito.

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Quando ela terminou o estêncil, me fez sentar e colocou-o no meu peito sobre o meu coração. — O que você acha? — Ela murmurou, me levando a olhar num espelho de corpo inteiro. Eu balancei a cabeça. — Parece bom. — Tudo bem, eu estava pensando preto e branco para a foto, em seguida, um amarelo envelhecido — Disse voltando para seu posto. — Sim, isso parece bom. Ela buscou o que precisava, encheu as tampas com a tinta que usaria, então se sentou. Empurrou o pedal em sua máquina um par de vezes, certificando-se que a pistola estava funcionando do jeito que ela queria. Em seguida, olhou para mim: — Você tem certeza? — Sim, querida, eu tenho certeza. Ela me olhou nos olhos por um momento, então assentiu. — Ok — Mergulhou a agulha na tinta e começou minha nova tatuagem. Duas horas mais tarde, Devi largou a pistola, e terminou de limpar o excesso de tinta e sangue. — Você está pronto para dar uma olhada? — Claro que sim, estou pronto — Eu disse, em seguida saí da cadeira e estiquei os músculos doloridos. Fui até o espelho e não consegui respirar. — É... Caramba... Devi, é perfeito — Falei embargado pela emoção. Ela assentiu com a cabeça. — Estou feliz que você gostou. — Eu amei — Falei, em seguida, agarrei-a pela cintura e a beijei. — Obrigado — Murmurei contra seus lábios. — Não há de quê — Ela sussurrou em seguida, me beijou novamente. — Vamos, vamos te enfaixar. Voltei para o meu posto, ainda admirado a nova tatuagem que ela me deu. — Me deixa ver — Disse Cris saindo do escritório. Mostrei-lhe a minha nova tinta e ele assobiou. — Eu acho que esta pode ser a sua melhor agora, Dev. Devi deu de ombros.

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— Já tirou uma foto? — Perguntou. Ela balançou a cabeça. — Vou fazer isso mais tarde — Disse em voz baixa, em seguida, deu um tapinha na cadeira para que eu sentasse e ela pudesse começar a trabalhar no curativo da tatuagem. Quinze minutos depois, eu deixei uma Devi tranquila, com muita coisa na minha cabeça e um monte de coisas para atravessar durante a próxima semana antes de ir. Eu sabia que ainda estava escondendo coisas dela, tentando protegê-la, e Devi nunca iria querer que a protegesse. Eu a deixaria acreditar que era um ultimato entre ela e minha música, se fosse assim tão simples eu ficaria com ela e Jaks. Mas não era tão simples assim, e não poderia trazer a tempestade da mídia em cima dela. Eu não poderia colocar em risco a sua carreira, e eu não colocaria meu filho em um lugar onde mais tarde ele iria ser provocado e ridicularizado. Então deixá-la acreditar que tinha escolhido a minha carreira sobre eles, seria mais fácil para ela no final.

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Capítulo Vinte e Dois Seth e eu deitamos juntos recuperando o fôlego e desfrutando da felicidade pós orgástica. Ele estava suavemente correndo os dedos ao longo dos ramos da árvore de cerejeira que cobria minhas costas. — Isso é lindo, Devi — Seth sussurrou. — Lembro de você trabalhando nisso quando eu fui embora. — Sim — Eu disse, desfrutando dos seus dedos deslizando sobre a minha pele —, mas eu fiz algumas mudanças desde que você viu pela última vez. — Eu percebi, o que são essas fotos no tronco? Eu sorri fracamente. — Aquela no fundo é uma imagem de Jaks e minha do dia em que o trouxe para casa do hospital, a minha e dele na cadeira de balanço do quarto dele. — A do meio é a mesma tatuagem que você me deu? — Sim — Falei suavemente. Senti seus lábios escovando essa parte da minha tatuagem. — A parte superior do tronco é o nome de Jaks. — É perfeito — Ele sussurrou contra a minha pele. — Você estava sempre chegando com novas ideias para colocar no tronco, mas isto é perfeito. — Também achei. Eu também decidi fazer o tronco em preto e branco ao invés de colorido. A única cor que queria era nas flores. Ele riu. — Te conhecendo, há uma razão para isso. Dei de ombros. — Eu acredito que se você vai colocar algo em seu corpo que é permanente, é melhor ter um significado.

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— Eu sei, você prega isso para mim o tempo todo — Disse ele, e podia ouvir o riso em sua voz. — Então, o que as cores significam, Devi? Dei de ombros. — Jaks trouxe de volta a cor a minha vida, quando parecia que tudo isso tinha sido sugado para fora. Com isso, ele deitou ao meu lado e me puxou para o seu corpo, segurando-me firmemente. — Sinto muito que te machuquei, baby — Ele sussurrou em meu ouvido. — Eu sei — Necessitando me afastar do passado, disse — Então, sua partida é amanhã? — Apenas para perceber que o tema era muito próximo do que eu não queria lembrar. Seth soltou um longo suspiro. — Sim. Eu rolei em seus braços para que pudesse ver seus olhos. — Você quer que Jaks e eu o vejamos enquanto estiver em turnê? Ele evitou meus olhos. — Eu não sei Devi, vamos estar ocupados, estaremos pulando de uma cidade para a outra sem muito tempo. É normal na etapa final de uma longa turnê, todo mundo quer fazer isso para que possamos voltar para casa. Eu balancei a cabeça. — Ok, então mais tarde em LA? — Perguntei precisando saber. Ele desviou o olhar. — Eu não sei — Disse ele em voz baixa. Nenhum de nós disse uma palavra, eu me enterrei mais perto de seu peito, fechando os olhos e saboreando a sensação de seus braços em volta de mim. Ele me segurou com mais força, como se ele não pudesse chegar perto o suficiente. Eu finalmente encontrei o sono, mas não foi um sono repousante. Na manhã seguinte, tomei café da manhã com Seth e Jaks. Então ele iria à casa do Xavier, onde estavam todos reunidos para ir para o aeroporto, para voar para Denver, onde eles estavam se juntando a turnê. Nenhum de nós falou com o outro, ambos com foco em Jaks, eu acho que nenhum de nós sabia o que dizer um para o outro.

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Após o café da manhã Seth puxou Jaks para um abraço apertado beijando o topo de sua cabeça. — Seja bom para a mamãe, eu te amo — Disse ele beijando Jaks novamente, em seguida, colocando-o para baixo. Eu tive que lutar contra as lágrimas que ardiam por trás dos meus olhos. Ele se aproximou de mim me puxando para um abraço, me esmagando contra seu peito. Senti seus lábios escovarem minha testa. — Adeus, Devi — Ele sussurrou, em seguida deu um beijo suave em meus lábios, virou-se e saiu pela porta. Eu o vi entrar em seu carro, ir embora e sussurrei — Adeus, Seth — Sabia que não iria vê-lo novamente e deixei as lágrimas caírem. Eu me recompus um minuto depois e dei ao meu filho um sorriso aguado. — Vamos nos preparar para a escola, amigo — Meu coração pode estar quebrado, mas tenho que me manter de pé por Jaks. Entrei no trabalho e imediatamente senti os olhos de Cris em mim. Eu realmente não me sentia bem para trabalhar hoje, mas tinha horários agendados. — Hey — Eu disse, caminhando para minha estação e verificando a minha agenda para o dia. — Hey — Disse ele de volta suavemente. — Você está bem? Dei de ombros, minhas costas ainda de frente para ele — Sim, eu acho. — Você está mentindo, Dev. — O que você quer que eu diga Cris? — Perguntei. — Você quer que eu te diga que mal estou me segurando aqui? Que a única razão pela qual eu continuo de pé é porque tenho Jaks para cuidar? Que doeu mais desta vez do que da última? Que só uma vez eu gostaria que ele me escolhesse ao invés da sua música? É isso que você quer ouvir — Eu estava gritando a última parte. Não conseguia parar a enxurrada de lágrimas que finalmente me quebraram. Cris se levantou e caminhou em minha direção, então passou os braços em volta de mim. — Se é verdade, então sim, Dev é o que eu quero ouvir — Ele murmurou, segurando-me, deixando-me chorar a minha tristeza e dor. Após os soluços finalmente abaixarem ele afrouxou o controle sobre mim e deu um passo para

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trás para que pudesse ver meu rosto. — Você sabe que eu estou aqui, como seu amigo? Eu balancei a cabeça e afastei-me dele, limpando as lágrimas do meu rosto. — Preciso me preparar para o meu primeiro cliente. — Você não precisa Devi, se você quiser ir para ca... — Não, eu preciso estar aqui Cris — Falei interrompendo-o. Ele balançou a cabeça, em seguida foi para a sua própria estação para se preparar para o dia. Passei o dia trabalhando em meus clientes, tentando ignorar as vozes em minha cabeça me dizendo que era o melhor, ele só se ressentiria comigo. O pior de tudo foi querer ir atrás dele, mas eu não podia, ele tomou sua decisão. Por isso, tomei consolo em meu trabalho, adorava a sensação da minha pistola de tatuagem, o zumbido alto característico do meu trabalho, retirar o excesso de tinta. E quando termino, vejo o sorriso dos meus clientes depois de se sentar e enfrentar horas na minha cadeira fazendo uma careta de dor e desconforto. No final, valia a pena, saíam com uma obra de arte em seu corpo, algo que significava o suficiente para suportar a dor e desconforto. Então eu caí em meu trabalho e ignorei as vozes, ignorei a dor no meu coração e o sentimento de que parte da minha alma que estava perdida, que tinha voltado, para logo ser novamente arrancada de mim.

*** Nós estávamos em turnê por três semanas agora, e eu me sentia vazio, estava de mau humor e sabia disso, simplesmente não ligava. Os caras ficaram longe de mim em sua maior parte, dando-me tempo, mas eu sabia que não ia melhorar, não melhorou da última vez. Eu só enterrei fundo e ignorei. Eu não sabia se poderia fazer isso novamente, ou se mesmo queria. — Então, está melhorando? — Disse Sam, puxando-me mais uma vez para fora dos meus pensamentos sombrios. — Huh?

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Sam balançou a cabeça em direção ao meu peito nu, e a tatuagem que Devi fizera. Corri meus dedos sobre ela, em seguida, puxei a camisa. — Sim, eu acho. — Eu não posso acreditar quão talentosa ela é — Comentou Xavier. Eu não sabia por que nós estávamos falando sobre isso, ninguém nunca trouxe Devi na minha frente, especialmente nos limites estreitos do nosso ônibus de turnê. — Por quê? — Perguntou Eli. — Ela sempre foi artisticamente dotada — Ele deu de ombros. — Eu só me lembro dela sempre desenhando uma coisa ou outra, não se era bom. Eu balancei a cabeça e sorri, ela sempre teve um esboço com ela e os lápis, a maioria das meninas levava maquiagem nas suas bolsas, não Devi. — Ela sempre foi talentosa — Disse Sam. Eli sorriu. — Eu acho que ela faz o seu melhor trabalho em carne humana embora. — Sim, eu vi o que ela fez em sua irmã, Deus aquilo foi demais — Eu disse. Eli balançou a cabeça. — Sim, eu estava mesmo encantado com isso, mas acho que sua peça é a melhor dela que eu já vi. — Sim, foi isso que Cris disse também — Murmurei, tinha oferecido para deixá-la tirar fotos para seu portfólio, mas ela disse que não precisava deles, eu deixei para lá. — Você ligou para ela? — Perguntou Sam. Suspirei e passei meus dedos pelo meu cabelo dando-lhe um bom puxão. — Não. — Por que não? — Perguntou. — Nada a dizer — Falei. — Ela não quer ouvir falar de mim. Sam olhou para Eli. — O quê? — Eu rosnei. — Nada, cara — Disse Sam. — Então o que foi esse olhar que você jogou em Eli?

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— Ela estava apenas perguntando sobre você, isso é tudo — Disse Eli calmamente. — Você está falando com ela! — Eu gritei. — Bem, sim ela é como minha segunda irmã mais nova. Eu ligo e vejo como ela está e Jaks — Disse Eli. — Seja como for, eu vou descansar — Rosnei. Invadi a parte de trás do ônibus, onde temos beliches para dormirmos. Pulei na cama de cima que peguei para mim quando chegamos no ônibus. Olhei para a parede que cobria o beliche e olhei para as várias fotos que coloquei, as mais novas foram algumas do Jaks, algumas de Devi, algumas de nós três, e minha favorita de todas, a dela segurando Jacks, a que eu tatuara no meu peito. Arranquei aquela de seu espaço e passei os dedos em seu rosto, em todo o pacote que ela segurava. — Você precisa descobrir essa merda homem — Disse Sam. — Por que ninguém me disse que ele ligava para ela? — Perguntei. Sam suspirou. — Tanto quanto eu sei, ele falou com ela duas vezes, e ninguém te disse por que se alguém mencionar ela ou qualquer outra pessoa de Dallas você fica balístico. Você precisa descobrir o que você quer e ir atrás, antes que seja tarde demais. — Eu sei o que eu quero, e não posso ter — Falei calmamente. — Então você está ferrado, cara — Disse Sam, virando-se e caminhando de novo para frente do ônibus. Nosso próximo show foi em Oklahoma City, nós chegamos ao anfiteatro e nos arrastamos para fora do ônibus, aliviados por estar de pé em terra que não se mexia. Olhei em volta e sim, ainda parecia OKC7 desde a última vez que passamos por aqui. Dei de ombros e parti para uma caminhada para chegar na esquina. Quando voltei para o ônibus para fazer nosso itinerário para o dia, tive uma grande surpresa esperando por mim. Eu ia virando a esquina do ônibus para as portas e fui emboscado com o que parecia ser um bloco de concreto em toda a minha boca. Eu caí no chão, agarrei meu queixo e notei que minha boca

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Oklahoma City

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estava sangrando, limpei e olhei para cima, havia um muito grande, e muito chateado Drake. — Posso me levantar agora? — Perguntei, sentindo que minha cabeça ia explodir. Ele deu de ombros. — Claro, fiz o que precisava fazer. Balancei minha cabeça, comecei a me levantar e ele estendeu a mão para me puxar para cima, agarrei-o e quase caí para trás. — Foda-se, isso dói. — Eu avisei, se você a machucasse de novo eu iria te machucar — Disse Drake. — Eu sei, tenho um pouco mais vindo de outras pessoas também. Drake riu. — Sim, mas eu disse a todo mundo que tinha a primazia, e ninguém pode bater em você mais do que uma vez por noite. — Puxa, obrigado — Murmurei. Ele deu de ombros. — Você não pode ter essa cara bonita espancada enquanto estiver em turnê — Disse ele. — Ah, e se eu fosse você eu teria cuidado com Eli, agora que eu tive o meu, ele cairá sobre você. — Ótimo. Drake se afastou e começou a falar com Sam. Eli vinha para cima e sorriu. — Ele finalmente bateu em você? Eu balancei a cabeça. — Maravilhoso isso significa que eu sou o próximo. Eu balancei a cabeça novamente. — Só, por favor, me dê algumas horas, aquele filho da puta sabe bater. Eli riu. — É por isso que ele foi primeiro, nenhum de nós lutaria com ele por esse direito. — Eu posso definitivamente entender isso — Murmurei, então partimos para nos preparar para o show.

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Capítulo Vinte e Três — Você bateu nele? — Eu gritei. — Bem sim — Drake disse completamente sem vergonha de ter se aproximado de Seth e lhe dado um soco. — Por quê? — Eu avisei que se ele te machucasse de novo eu iria machucá-lo, então dei um soco nele — Drake sorriu. — O peguei de jeito também. Eu joguei minhas mãos para cima. — Homens — Murmurei. Mags estava rindo como se isso fosse a coisa mais hilária do mundo. — Inferno, tem sido um par de dias, Eli provavelmente lhe deu um soco agora também — Disse Drake, como se isso fosse ajudar o seu caso. Isso fez com que Mags risse tão forte que ela caiu do sofá. — Eu nunca vou entender os homens — Resmunguei. Olhei para Mags que agora estava deitada no meu chão, se segurando e tentando recuperar o fôlego. — Você também não está ajudando — Rosnei para ela. — Eu sei — Ofegou. — Desculpa — Ofegou —, mas eu — Ofegou —, amaria — Ofegou —, ver — Ofegou —, a cara dele. Eu ri com isso. — Ok, teria sido de valor inestimável — Falei. — Mas você tinha que acertá-lo? — Sim — Disse ele. — Por quê? — Porque eu disse que faria — Falou Drake.

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Isso causou mais gargalhadas histéricas de Mags. Eu balancei a cabeça para os dois, e saí do cômodo para pegar uma bebida, eu precisava disso. Quando voltei Mags estava caída para trás, levemente sentada no meu sofá, ainda rindo — Querida, esse é o jeito dos homens do sul. Mais uma vez, eu balancei a cabeça. — Eu ainda só não entendo os homens. — Querida, isso é uma bênção — Disse Mags. Balancei a cabeça em concordância. — Você está com raiva de mim? — Perguntou Drake, mas eu poderia dizer pelo olhar em seu rosto que ele não se importava se eu estava ou não. — Eu não sei se estou — Disse a verdade. Semanas se passaram, como um borrão. Seth nunca ligou, nunca liguei para ele e minha vida começou a voltar o mais perto do normal. Passava meus dias na loja, minhas noites com Jaks, e saía com meus amigos. Cris e eu nos aproximamos novamente, mas nunca me pediu para casar com ele de novo, algo pelo que eu estava agradecida. Ele pareceu perceber que eu não me sentia assim em relação a ele, e começou a namorar uma garota que parecia realmente gostar. Drake e Mags tentaram um encontro, finalmente. Mas pelo que eu sabia de ambos era um milagre que não houvesse derramamento de sangue, mas isso era normal para os dois. Todos pareciam namorar, ter uma vida, exceto eu. Foi por isso que quando o artista que estava cobrindo Max, o qual pegara a estrada com Sam, me chamou para sair, eu aceitei. Ele era quente, engraçado e pertencia ao mesmo mundo da arte que eu. Conversar com ele era fácil, e não parecia se importar que eu fosse uma mãe solteira. Eu tentei, quero dizer, realmente tentei ver se poderia ir a algum lugar com ele, e por isso que nosso primeiro encontro se transformou em um segundo e assim por diante, e antes que percebesse, eu o estava namorando há três meses. Jason veio para a loja em tempo integral. Nós precisávamos de ajuda, e ele era um artista fantástico e queria levar as coisas a sério comigo. Brincamos, nos beijamos, trocamos algumas carícias, mas eu sempre parava antes que algo mais acontecesse. Eu nunca estive com ninguém além Seth, mas Seth me deixou por sua música de novo, eu realmente ia esperar por ele para sempre?

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Eu finalmente decidi abandonar o meu passado, seguir em frente com a minha vida, deixar Seth ir, o que era mais difícil do que eu pensava que seria. Olhar para os olhos verde grama de Jaks, que eram tão parecidos com o do seu pai, era um lembrete constante do que uma vez eu tive, mas precisava deixá-lo ir. Então decidi que a melhor maneira que poderia fazer isso era ter relações sexuais com Jason. Mags incentivava isso também, ela disse que era hora de seguir em frente. Então, uma noite, vestida com um vestido colado, com uma babá a noite toda, eu fiz isso. E na manhã seguinte, depois de Jason sair, sentei no chuveiro chorando pelo que pareceriam horas. Eu sabia que não tinha nada por que me sentir culpada, mas ainda doía, terminei com Jason alguns dias depois. O tempo continuou a passar e continuei a minha vida o melhor que pude, mas era como se uma parte de mim tivesse partido, e eu não soubesse como recuperá-la de novo.

*** Entrei no apartamento de Sam sem bater na porta. — Que porra é essa?! — Eu berrava. Jogando o tabloide que eu vira quando fui ao supermercado, para Sam e Eli que estavam sentados em seu sofá. — O que diabos você está... Oh foda — Disse Sam olhando para o papel. — Merda — Eli resmungou quando viu a foto. — O que diabos eles estão fazendo tirando fotos do meu filho e de Devi? — Eu resmunguei. — Eu... Porra... Seth — Sam disse. — Você já leu isso? — Perguntou Eli. — Não, a imagem de merda foi o suficiente para mim — Rosnou. — O que diz? — Perguntou Sam. — Descobrimos que o baixista do My Misery Muse, Seth Taylor recentemente descobriu que era pai. Uma mulher, com quem teve um breve caso, Devlin Porter, afirmou que seu filho, Jackson Seth Porter, tem quase 3 anos de idade e é filho de Seth Taylor. Nossa fonte diz que ela recentemente entrou em contato com Seth Taylor exigindo um pagamento para que ela ficasse quieta, até então o menino era desconhecido por seu suposto pai. A herdeira recentemente deserdada, uma tatuadora em Dallas, Texas, exigiu uma quantia não revelada

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de dinheiro, além de exigir que seu primo, Eli Porter, tivesse um lugar na banda como novo baterista. Semanas atrás, a banda ligara para Eli Porter para substituir Alex Chonca, que supostamente desenvolveu um problema com drogas — Eli leu. — Chega — Eu rosnei. — Deus, isto é um maldito pesadelo — Disse Sam empurrando os dedos pelo cabelo. — Para quem será que ela contou, quem iria para a imprensa? — Eu perguntei. — Você acha que ela tem algo a ver com isso? — Perguntou Eli, incrédulo. — Não — Disse Sam. — Eu não posso ver Devi fazendo isso, mas ela poderia ter dito a alguém que Jaks era o filho de Seth. Eu balancei a cabeça, enquanto Eli balançou a cabeça. — Ela nunca disse às pessoas quem era o pai Jaks, eu posso citar as pessoas que sabiam: Mags, Drake, Max, Cris, Cin e eu — Disse Eli. — Inferno, eu acho que ela nem mesmo admitiu aos seus pais que você era o pai. Quando alguém perguntava, ela dizia que foi concepção imaculada, e descartava o assunto com uma brincadeira, mas ela nunca disse. — Por que não, poderia ter rendido a ela algum dinheiro vender a sua história? — Eu rosnei. — Ela não precisa do maldito dinheiro, e ela não teria feito isso com Jaks ou você — Eli rosnou. — Ela estava sempre preocupada que alguém descobrisse e te contasse. Ela queria te dizer, não queria que você ouvisse de alguém. — Além disso, quem quer que seja a fonte, mentiu. Qualquer pessoa que sabe alguma coisa sobre a situação, sabe que Devi não o procurou por dinheiro. E o seu caso não foi malditamente breve, a menos que você chama três anos de breve — Disse Sam. — Sim, eu acho — Falei um pouco mais calmo. Meu celular tocou e eu olhei para baixo, droga, não era o que eu precisava agora, deixei cair na caixa postal. — Quem era? — Perguntou Sam. — Drake — Disse eu. Só então o telefone de Eli tocou seguido pelo do Sam.

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— Drake — Disse Eli. — Max — Sam disse, também deixando cair na caixa postal. Ele tocou de novo, ele gemeu — Crispin. — Nós vamos ter que conversar com eles — Disse Eli. Xavier entrou naquele momento. — Acho que você já viu. Nós todos assentimos. — Qual é o plano? — Perguntou Xavier. — Eu não tenho ideia — Falei, em seguida, meu telefone tocou novamente. Eu gemi. — Alô. — Eu tenho certeza que você sabe por que eu estou ligando, Seth — Disse Ray. — Eu tenho uma boa ideia. — Os executivos da gravadora querem ver vocês quatro em seus escritórios, rápido. — Sim, eu esperava por isso. Nós estaremos lá o mais rápido possível. — Faça isso, esteja aqui em uma hora mais ou menos — Disse Ray, depois desligou. — Ray? — Perguntou Xavier. Eu balancei a cabeça. — Sim eles nos querem em seus escritórios em uma hora. Fomos para o escritório da gravadora e fomos levados para uma sala de conferências em seguida, nos fizeram esperar por mais de 30 minutos. Nós ainda estávamos desviando as chamadas telefônicas. Sabia que teria que lidar com elas, mas primeiro queria ver se a gravadora daria as costas para isso. — Então, todos nós sabemos por que estamos aqui — Tom disse ao caminhar para a sala. Nós assentimos. — Tudo bem então, me fale sobre a garota, o quanto que ela pediu, e se o filho é seu? — Perguntou. Eu endureci. — Sim, Jaks é meu, ela nunca pediu dinheiro. — Teste de DNA? — Perguntou.

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— Não, não preciso de um. Ele bufou. — Garoto estúpido, uma garota chega e diz que o garoto é seu e você só acredita nela? — Não, eu conheço Devi, e um olhar para Jaks foi o suficiente para saber, ele é meu. — Tudo bem, que seja, é seu dinheiro. — Ela nunca pediu dinheiro. — Ainda não — Disse ele. — Mas elas sempre pedem. — Estamos tentando descobrir quem vazou isso para a imprensa, mas isso realmente não importa, uma vez que já está fora. Vamos descobrir e controlar os danos. Tenho funcionários trabalhando em um comunicado a imprensa, você não conhece essa garota, nunca a viu ou o garoto antes — Disse ele. — Uh, não senhor, isso não vai dar certo — Disse eu. — Por que diabos não? — Ele latiu. — Muitas pessoas conhecem sobre o passado deles — Disse Sam. — O passado? — Perguntou Tom. — Nós namoramos e vivemos juntos por três anos, antes de eu vir para LA — Falei. — Droga homem, você sabia sobre a criança ou não? — Perguntou ele. — Eu não sabia, mas acho que seria melhor agir como se eu já soubesse. Que eu falava sobre ele e o via quando podia, não querendo que ele caísse na mídia. Ele acenou com a cabeça. — Será que ela vai aceitar isso? Olhei para Eli, ele assentiu. — Sim, Devi irá concordar com isso. — Sim, eu acho que ela vai também, será mais fácil para Jaks — Disse Sam. — Tudo bem, quanto tempo desde que você viu o garoto? — Perguntou Tom.

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— Cerca de seis meses — Falei. — Eu não o vi desde que saímos de Dallas. — É verdade sobre Eli ser seu primo? — Perguntou. — Sim, eu sou primo dela — Respondeu Eli. — Porra, você conseguiu o emprego por causa dela? — Perguntou. — Não, ele conseguiu, porque ele é um baterista bom pra caralho — Xavier disse. — E isso é tudo o que importa para nós. — Ok, eu vou soltar um comunicado a imprensa o mais rápido possível — Disse Tom em pé e caminhando para a porta. — Bem, isso poderia ter sido pior — Comentou Sam. Eu balancei a cabeça. — Sim, nós precisamos ligar para algumas pessoas. — Você precisa ligar para ela — Disse Eli. Balancei minha cabeça. — Eu vou para Dallas. — Já era tempo — Disseram em uníssono. — Eu tenho sido um bastardo tão grande assim? — Perguntei. Todos os três assentiram. — Vocês vêm comigo? Todos os três balançaram a cabeça novamente. — Tudo bem, vamos sair daqui, então — Falei saindo da sala.

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Capítulo Vinte e Quatro — Você está quase pronta para a festa dele? — Perguntou Mags. — Sim, eu tenho algumas coisas para pegar ainda. Ela assentiu com a cabeça. — Você precisa de ajuda com alguma coisa? — Não, eu cuido disso. — Você já ouviu alguma coisa dele? Eu balancei minha cabeça. — Não, eu ouvi uma RP8 da sua gravadora. — O que eles queriam? — Queriam ter certeza que eu entendia o meu artigo de capa — Eu disse, então bufei. — Ele sempre soube sobre Jaks, ele visitou quando podia yada yada yada. — Você está bem, querida? — Claro, eu adoro ter minha foto e a do meu filho em todos tabloides, na TV, sempre foi um dos meus objetivos ao longo da minha vida. — Me ligue se você precisar de alguma coisa, ok? — Disse ela. — Vejo você amanhã na festa de Jaks. Eu balancei a cabeça. — Sim, vou vê-la amanhã. — Querida, só se passaram dois dias — Disse Mags. — Ele provavelmente está lidando com tudo isso e suas consequências. — Sim, que seja — Murmurei depois que ela desligou.

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Relações Públicas.

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Voltei para o meu desenho, precisava de algo para me concentrar além da mídia acampada fora da minha casa e fora da loja. Um pouco mais tarde, houve uma batida na minha porta. — Fique longe de mim — Rosnei, então bateram novamente e sabia que eles não iriam embora. Coloquei meu pincel para baixo e limpei as mãos na minha camisa, depois escovei o cabelo do meu rosto, sabendo que apenas limpei a tinta na minha cara, mas realmente não me importando. Fui até a porta e a abri, tanto quanto a corrente me permitia. Seth ficou olhando para mim tão lindo como sempre, seu magro abdômen segurando a porta, seu cabelo escuro despenteado, seus olhos verdes parecendo assombrados. Ele estava vestindo uma camisa térmica de manga longa que se agarrava a seu peito e jeans gastos que se encaixavam como uma segunda pele. Eu bati a porta, em seguida, comecei a me afastar. — Devi, abra a porta! — Ele gritou. Eu o ignorei e ele começou a bater na porta novamente. — Maldição Devi, abra a porta — disse ele mais tranquilamente. Eu sabia que ele não ia embora, mas simplesmente não queria lidar com ele além de todo o resto. — Apenas vá embora Seth — Eu finalmente disse. — Não até que você abrir esta porta e nós conversarmos — Disse ele. — Tudo bem — Rosnei e caminhei de volta para a porta, soltei a corrente e abri a porta. — O que você quer?

*** Passei por ela percebendo que estava linda como sempre. Ela usava um par de jeans velhos surrados com manchas de tinta sobre ele, uma camisa de flanela velha que abraçava seus seios e estava sem sapatos, o cabelo dela era maior do que a última vez que a vi. Havia decorações piratas colocadas ao redor da casa, e uma faixa de Feliz Aniversário Jaks. — Quando é a festa dele? — Amanhã à tarde. Eu balancei a cabeça.

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— Lembre-se, lembre-se cinco de novembro, a pólvora, a traição e conspiração, eu sei que não havia nenhuma razão para a pólvora e a traição serem esquecidas — Murmurei. — Sim, eu sei que nosso filho nasceu em Guy Fawkes Day9. — Talvez um dia ele vá tentar explodir o parlamento — Brinquei. — Se me lembro bem, não funcionou muito bem para ele — Disse ela. — Por que você está aqui Seth? — Eu precisava te ver. Precisava ver como estava lidando com as coisas. — Você poderia ter ligado. — Sim, provavelmente, mas eu queria ver por mim mesmo, não ouvir você me dizendo que estava bem. Ela bufou. — Agora ele se importa — Ela murmurou. — Eu sempre me importei, Devi — Falei calmamente. — Eu saí para que isso não acontecesse. — Sim foi isso o que Drake me disse. — Você não acredita nele? Ela encolheu os ombros. — Não sei, não gostei que você nunca tivesse falado comigo sobre isso. — Você está certa, eu estava errado — Eu disse. — Eu deveria ter falado. — Sim, bem um pouco tarde demais para isso — Ela brincou. — A gravadora divulgou um comunicado, e eu gostaria de estar aqui mais cedo, mas fui arrastado para algumas entrevistas que a gravadora queria que eu fizesse. — Seja como for, Seth, faça o que você precisa fazer, e eu farei o que eu precisar fazer. — Onde está Jaks? — Ele está com Drake, ele ficará a noite com ele para que eu possa me preparar para a festa — Disse ela. — Você pode ir lá vê-lo se quiser.

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A noite de Guy Fawkes refere-se ao episódio em que o soldado católico inglês Guy Fawkes, membro da chamada "conspiração da pólvora", tentou explodir o Parlamento Inglês e matar o rei protestante Jaime I da Inglaterra, na noite do dia 5 de novembro de 1605.

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Eu andei até ela e rocei o seu rosto, notei a tinta manchada no seu nariz e na testa. — Sinto muito — Eu sussurrei. Ela se afastou de mim. — Eu também — Ela murmurou. Deixei sua casa e me dirigi até Drake, eu queria ver Jaks, foi um longo tempo. — Ei, cara — Drake disse quando abriu a porta. — Devi ligou e disse que provavelmente você viria aqui. — Sim, eu queria ver Jaks. Ele balançou a cabeça. — Bem vamos lá, ele está na sala. Entrei na sala seguido por Drake e olhei para o meu filho. Ele estava maior, tinha perdido um pouco de sua gordura de bebê e estava começando a se parecer mais com um menino do que um bebê. Jaks olhou para cima e me deu um grande sorriso. — Papai! — Ele gritou e correu para mim. — Hey homenzinho — Falei pegando-o e segurando em um abraço apertado. — Como você está? — Bem Papai, meu aniversálio é amanhã. — Sim, eu sei. O que você quer? — Carros, guitarras, cores, pintura. Eu balancei a cabeça. — Tudo isso é muito legal. Que tipo de festa que você vai ter? — Piratas, arhhh — Disse ele enquanto amassava o rosto em sua melhor cara de pirata. Eu ri, ele era malditamente bonito. — Como está a escola, todas as meninas bonitas? Jaks deu de ombros e olhou para o lado mordendo o lábio inferior como Devi fazia quando estava preocupada. — O que há de errado Jaks? — Eles são maus e fazem a mamãe chorar — Disse ele olhando para mim com olhos tristes que viram demais. — Eu dou um abraço, mas ela ainda chora.

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— Amigo, eu sinto muito — Fechei os olhos e respirei fundo, em seguida, o beijei na testa. — Senti sua falta — Sussurrei em seu cabelo. — Eu também sinto sua falta papai — Ele sussurrou de volta. Tendo decidido que terminou de falar ele se mexeu para se libertar, eu deixei-o ir e ele voltou para seus brinquedos no chão. Olhei para Drake e vi seus olhos tristes vendo Jaks brincar. — Então, como vão as coisas, realmente? — Perguntei. — O que Devi te disse? Eu bufei. — O que ela sempre diz, está tudo bem, ela pode lidar com isso. Drake assentiu. — Sim, isso é o que ela está dizendo a todos. As coisas não têm estado boas, homem. A creche pediu que Jaks não voltasse até que a mídia sumisse, ela teve um monte de cancelamentos. Cris disse para ela não ir ao trabalho ontem de forma nenhuma, ela só fica enfurnada em casa com Jaks. Corri minhas mãos pelo meu cabelo. — Foi por isso que eu a deixei para início de conversa. — Eu sei — Drake disse. — Mas isso não ajudou absolutamente em nada, ela ainda está no meio disso e eu posso dizer o quanto ela tenta esconder, mas o que estão escrevendo sobre ela dói. — Estou tentando consertar tudo. Eu tive algumas entrevistas, toda a banda foi entrevistada pela revista Rolling Stone, eu fui a MTV e o estúdio está fazendo o que pode para empurrar o meu lado da história. — Sim, eu sei, mas as primeiras impressões e tudo isso — Disse ele. — O pior de tudo, porém, é conversar com Jaks, cada vez que eu faço, ele me diz sobre como a mamãe está chorando, e eu sei que não há nada que possa fazer para corrigir isso. — Eu sei — Falei baixinho, pensando no que ele acabara de me contar sobre a mamãe chorando e me fazia querer bater em alguém. — Se você voltar desta vez e ficar, não a deixe mais uma vez — Drake disse seriamente. — Honestamente, eu acho que eu não poderia sair de novo, nem com uma arma contra a minha cabeça, a única razão pela qual eu saí da última vez

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era para proteger Jaks e Devi, e bem, não funcionou. Estamos trabalhando em algumas coisas com a gravadora. E eu tenho que convencer Devi que não vou a lugar nenhum desta vez, mas não sei se ela vai me dar uma terceira chance. — Não sei se ela irá — Drake respondeu. — Eu não sei o que te disseram, mas foi um condenado inferno estes seis meses. Eu pensei que seria uma coisa boa, quando ela começou a namorar novamente, mas homem, eu estava enganado, eu acho que ferrou ela ainda mais. — Ela estava namorando? — Eu rosnei. — Ei, não fique com essa atitude, você a deixou, mais uma vez — Disse Drake. — E sim, ela tentou. Eu não sei o que aconteceu, ela estava vendo o cara por uns 3 ou 4 meses, eu acho que não foi nada muito sério, mas depois, ela apenas se recolheu de tudo ainda mais. — Quem era? — Perguntei. — Você acha que ele a magoou? — Algum cara novo na loja, e não, ou ele não estaria respirando — Disse ele. — Eli não disse nada a você sobre isso? Eu balancei minha cabeça. — Não, mas ninguém menciona Devi perto de mim. Eu não tenho sido o melhor companheiro de viagem recentemente. — Isso é o que Eli disse, ele disse que algumas vezes que Sam queria jogá-lo para fora do ônibus enquanto dirigia pela estrada — Disse com uma risada. — Isso não me surpreende — Falei com um encolher de ombros. — Você quer ficar aqui hoje à noite, passar um tempo com Jaks, e então podemos ir para a festa amanhã? — Sim, isso soa bem, eu realmente não quero ficar no X de qualquer maneira. Ele me deu um tapa nas costas. — Tudo bem, vamos brincar com carrinhos, talvez a gente chegue a uma maneira para você ter Devi de volta. Balancei a cabeça e caminhei até onde meu filho estava batendo seus carrinhos.

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Capítulo Vinte e Cinco — Parabéns para você, Parabéns para você, Parabéns querido Jaks, Parabéns para você — nós cantamos enquanto Drake, Sam, Eli, e Seth tocavam juntos seus violões. Jaks olhou em volta com um enorme sorriso. — Apague as velas, baby — Eu disse. Ele soprou um grande fôlego com mais saliva do que o ar em cima do bolo, eu acho que ninguém percebeu, até que Seth chamou a minha atenção balançando a cabeça e sorrindo. Com alguma ajuda, Jaks conseguiu apagar as velas. Nós estávamos tendo um bom dia. Jaks parecia amar sua festa de aniversário temática de pirata. Tinha um bolo feito para ele que parecia um navio, então, é claro, os caras sendo como eram, tiveram que adicionar seu próprio talento no bolo. Eu havia saído de casa mais cedo para pegar itens de festa de última hora, Jaks estava dormindo, então deixei seis homens adultos em casa, eles deveriam estar de olho em Jaks. Em vez disso o que eles fizeram foi correr para o Wal-Mart, eles compraram bonecas Barbie, em seguida, decoraram o bolo do Jaks com prostitutas para os piratas. Eu não estava me divertindo, mas Mags e Cin pensaram que era a melhor ideia de todas. Eu estava feliz, o dia foi especial para Jaks, ele merecia isso. Comecei a cortar o bolo e distribuindo pedaços com Cin e Mags ajudando. — Aquele homem fica te olhando como se você fosse um bife, e ele não tivesse comido em meses — Cin murmurou pegando mais bolo para servir. Olhei para Seth, e sim, ele estava mais uma vez me observando. Ele me observou a maior parte do dia. Eu notara, Mags comentou, agora Cin, mas mais uma vez eu acho que ele não estava sendo sutil.

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Depois que todo mundo tinha bolo e Jaks estava coberto de glacê, ele estava adoçado e pronto para abrir seus presentes. Como sempre, o garoto estava estragado. Eu exagero em seus aniversários, mas eu culpo isso em ser mãe, e sei que Drake diz que ele tem um duplo trabalho tio e padrinho, e Mags diz que é direito da madrinha estragar seu afilhado. Só que este ano foi pior, com Seth e seus companheiros de banda adicionados na mistura, parecia que uma loja de brinquedos explodiu na minha casa. Se fosse feito para um menino e fosse meio adequado para três anos de idade Jaks tinha ganhado, eu apenas balancei a cabeça. O melhor foi uma camisa que Mags fez: Sim, Seth Taylor é realmente meu pai, todos nós demos uma boa risada com isso, e da reação de Jaks por ter ganhado roupas. Depois que tudo acabou e minha sala estava cheia de caixas e papel de presente que restaram dos embrulhos, os caras estavam tendo mais diversão ao brincar com os brinquedos do que ajudando e jogando todo o lixo fora. Após a sala estar seminormal, Seth se levantou e caminhou para fora da sala. Eu assisti curiosamente enquanto ele escorregou para fora da sala secretamente e saiu pela porta da frente, eu estava prestes a ir atrás dele quando ele voltou carregando um estojo de violão, minha respiração deixou meu corpo. — Eu tenho mais um Jaks — Disse Seth, silenciosamente todos pararam e olharam para ele. — O que papai? — Perguntou Jaks. Seth sentou-se no chão com ele e abriu a case tirando uma mini Taylor. — Você ainda é um pouco jovem para isso — Disse Seth. — Mas você disse que queria uma guitarra para o seu aniversário, e eu pensei que esta seria perfeita. Ele puxou Jaks em seu colo e começou a tocar. Levantei-me usando os sacos de lixo como uma desculpa para sair da sala. Quando eu estava longe da sala não conseguia parar as lágrimas por mais tempo. — Querida, você está bem? — Mags perguntou colocando a mão no meu ombro. Eu balancei minha cabeça. — Eu gostaria que ele não tivesse feito isso — Sussurrei enxugando os olhos. — O que, dar uma guitarra para Jaks? — Ela perguntou. — Por que não?

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— Não é apenas uma guitarra, é o seu mini Taylor, sua primeira guitarra, com a qual ele aprendeu — Falei suavemente, olhando para ela. — Oh — Ela disse suavemente. Eu sabia tudo sobre essa guitarra. Como ele havia pegado bicos, e economizado por meses, quando ele tinha oito anos, para pagar essa guitarra, porque o cara na loja disse que era a melhor para uma criança. Oh, ele poderia ter comprado uma guitarra mais barata, mas ele queria o melhor para que ele pudesse ser o melhor. Era uma de suas relíquias, e ele apenas deu a Jaks. — Vocês dois conversaram? Eu balancei minha cabeça. — Na verdade, não há muito a dizer. — Querida, vocês dois ainda se amam. — Sim, bem, você sabe o que dizem certo, me engane uma vez a culpa é sua, me engane duas vezes a culpa é minha? Ela balançou a cabeça. — Você, Devlin Shaye, precisa lembrar que o chutou para fora pela primeira vez e acabe com isso, esta última vez, ele te deixou porque achava que estava fazendo a coisa certa. E se, caralho, Alex não fosse tão idiota de merda com a mídia isso não teria acontecido. — Alex — Alguém resmungou na entrada. Olhei para cima e vi Seth parado com as mãos fechadas com força em seus lados, eu atirei em Mags um olhar que dizia obrigada por isso, ela apenas deu de ombros. É claro que ela não mente, e pensou que eu deveria ter ligado para Seth há uma semana e contado sobre Alex. — O que tem Alex? — Ele grunhiu, com isso Mags fez uma saída rápida. Esfreguei minhas mãos sobre meu rosto e soltei um gemido, eu não sairia dessa. — Ele ligou a cerca de uma semana atrás. Exigindo dinheiro, quando eu ri dele e disse que não tinha nenhum, ele disse que se eu não desse o dinheiro que você me dava, porque você estava em dívida com ele mais do que comigo, que eu me arrependeria — Olhei para Seth, ele estava fervendo. — Eu desliguei na cara dele, alguns dias mais tarde, a merda da mídia aconteceu. — Por. Que. Fodidamente. Você. Não. Me. Ligou? — Ele gritou.

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— O que você faria Seth? — Eu gritei de volta. — Ei vocês dois, o que está acontecendo? — Disse Drake entrando na cozinha. Encarei isso como a minha chance de escapar. Eu realmente não queria entrar nessa com ele, ou qualquer outra pessoa. Eu não liguei, e não contei a ninguém, menos Mags, talvez devesse ter contado, mas estava acabado. Eu realmente não acreditei que Alex fizesse qualquer coisa, e não estava prestes a dar a ele todo o dinheiro. — Onde você está indo Devi? — Seth gritou. Acenei e continuei, quando entrei na sala todo mundo olhava para mim e Mags segurava um Jaks chorando. — Venha aqui — Falei sentando-me ao lado de Mags e pegando Jaks. — Está tudo bem — Eu cantava correndo os dedos pelos seus cabelos, em seguida, para cima e para baixo em suas costas; ele enterrou o rosto no meu peito abafando e soluçando. Seth invadiu a sala e olhei para ele, ele deu uma olhada, viu Jaks chorando, virou-se e caminhou de volta para fora da sala, em seguida, a porta dos fundos bateu. Drake entrou na sala e olhou para mim, pegou sua jaqueta e saiu. Não é o fim de festa que Jaks estava planejando, ele em lágrimas e todo mundo chateado comigo. Eu finalmente consegui fazer Jaks dormir e entrei na sala de estar. Seth era o único que ficou, ele estava sentado no meu sofá com seu braço arremessado sobre seu rosto. Quando sentei na cadeira na sala de estar, ele olhou para mim. — Ele está dormindo? Eu balancei a cabeça. — Sim, finalmente. — Bom — Ele disse rispidamente, se levantou e começou a caminhar em minha direção. — Por que você não me ligou Devi? — Que bem teria feito ligar? Você estava a milhares de quilômetros de distância. — Você não disse a ninguém. — Eu disse a Mags.

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Ele bufou. — Sim, e ela, é claro manteve o seu segredo para você, mesmo que você ou Jaks poderiam ter se machucado. Ele ainda estava andando em minha direção. Estava irritado. Eu podia ver em seu rosto o que me levou a me afastar até que bati na parede, mas ele continuou vindo. Quando me alcançou ele colocou os braços em ambos os lados da minha cabeça me prendendo. — Sabe o que eu teria feito se algo tivesse acontecido com qualquer um de vocês? — Ele rosnou. Mordi o lábio e balancei a cabeça. — Eu estaria preso agora Devi. Senti meus olhos se arregalam. — Por quê? — Eu o teria matado se ele tivesse te machucado — Ele disse calmamente. — Oh. Ele se inclinou e roçou seus lábios contra os meus. — Oh, isso é tudo que você tem a dizer? Ele se inclinou e me beijou de novo, apenas uma escova contra os lábios. — Eu não posso nem pensar no que poderia ter acontecido, porque se eu fizesse isso, Deus, Devi — Ele murmurou contra meus lábios. Senti sua língua através da extremidade do meu lábio inferior, pedindo entrada. Abri meus lábios um pouco e ele aproveitou, sua língua mergulhou em minha boca, sua língua enroscando com a minha. Ele agarrou meu cabelo na mão, manobrando a minha cabeça onde ele queria, para controlar e aprofundar o beijo, então ele mordiscou meu lábio inferior antes de mordê-lo e chupar, eu gemia e ele quebrou o beijo. — Nada aconteceu — Eu sussurrei. — Só porque ele queria dinheiro — Seth rosnou. — Mas ele poderia facilmente ter feito pior do que ir para a imprensa. Então ele me beijou novamente, forte, língua, dentes e lábios em choque com persuasão, deixando-nos um tanto ofegantes. Ele agarrou minha perna e puxou-a até seu quadril, então a outra, deslizando as mãos pelas minhas coxas, então ele estava me segurando com as mãos sobre minha bunda. Eu podia sentir

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seu pau duro esfregando contra minha calcinha debaixo da minha saia, que foi arrastada até a minha cintura.

*** Eu a beijei novamente o mais completamente e mais ou menos como para ser um sim. Abaixei entre nós puxando sua calcinha para o lado e mergulhando os dedos em seu calor molhado e fui recompensado com um gemido. Eu acariciava lentamente o clitóris enquanto ainda a beijava, sabia que não seria capaz de adiar por muito mais tempo o mergulhar das minhas bolas nela profundamente. Abaixei-me e puxei os botões do meu jeans que davam fácil acesso e meu pênis soltou do meu jeans. Eu estava prestes a empurrar nela quando me lembrei do preservativo. — Caralho — Rosnei. — O que está tomando tanto tempo? — Camisinha. — Estou tomando a pílula, se apresse — Ela choramingou. Coloquei minha testa contra a dela, agradecendo qualquer divindade, em seguida, empurrei nela. Nós dois gememos, eu não lhe dei tempo para se adaptar. Retirei e empurrei nela novamente. Senti-a como seda quente, sem barreiras entre nós, e sabia que não iria durar muito. Continuei empurrando nela rápido e forte, fazendo nós dois gemermos e gemermos. Senti o primeiro sinal revelador de seu orgasmo quando sua buceta começou a tremer em volta do meu pau. Puxei seus quadris em um ângulo diferente, sabia que eu estava batendo no seu ponto G com cada impulso, ela estava ofegante, com cada um deles e seus músculos apertavam cada vez mais, tentando me manter dentro dela. Alguns golpes depois, ela gritou meu nome e eu a beijei, querendo tirar tudo dela em mim. Comecei a vir apenas depois que ela veio, os nossos orgasmos saindo um do outro. Finalmente fui capaz de sentir minhas pernas novamente, e puxei lentamente para fora dela, beijando-a de novo, enquanto deslizava seu corpo para baixo do meu. — Eu te amo — Murmurei contra seus lábios. — E quero que você se case comigo.

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Ela olhou para mim com um olhar chocado em seu rosto. — Eu não posso Seth. — Por que não? — Eu não posso fazer isso de novo. — Isso não é uma resposta. — É tudo que tenho, eu não posso fazer isso com você de novo. Eu não posso voltar nisso só para você ir embora — Ela sussurrou com lágrimas escorrendo pelo seu rosto. Estendi a mão e acariciei as lágrimas beijando-a e sua bochecha corada. — Eu não vou a lugar nenhum. — Por favor, não Seth. — Eu vou provar isso para você Devi — Falei calmamente. Ela desviou o olhar esfregando as lágrimas do rosto. — Eu não acho que você possa, basta ir Seth. Ela se virou e caminhou em direção ao seu quarto. Eu sabia que de alguma forma eu teria que provar isso para ela, e sabia que palavras não funcionariam desta vez. Deixei sua casa me garantindo que a porta estava trancada e fui para o meu carro pensando sobre o que eu tinha que fazer. — Você tem certeza que quer fazer isso? — Drake me perguntou. — Sim, eu tenho certeza. — Tudo bem, é o seu funeral. Com isso nós caminhamos até a porta da frente de seu pai e bati. Seu pai abriu a porta. — Mr. Porter. — Drake, Seth o que eu posso fazer por você? — Ele quase cuspiu o meu nome. — Hey pai, podemos entrar, Seth e eu queremos falar com você? Ele abriu a porta e nos deixou passar, mas não parecia feliz com isso. Fomos para a sala de estar formal, e todos se sentaram, ambos Drake e eu estávamos desconfortáveis como o inferno. Mr. Porter apenas tinha os olhos em branco como de costume. — O que vocês, rapazes, precisam, ajuda em dinheiro?

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Nós dois balançamos a cabeça, em seguida, Drake olhou para mim. — Eu quero me casar com Devi. Ele bufou. — Você não acha que é um pouco tarde para isso? — Não, senhor, eu não acho. — Tudo bem, ela vai fazer o que quiser de qualquer maneira — Disse ele. — Por que você veio aqui? — Pai, Seth quer os anel da vovó, o anel que Dev deveria ganhar quando ela se casasse — Disse Drake. — Você não pode se dar ao luxo de comprar um? — Ele perguntou sarcasticamente. Eu tive que morder o interior da minha boca: — Não senhor, não é isso, esse anel significa muito para ela. Ela sempre imaginou usá-lo em seu anel de casamento. — Pai, é dela. O pai de Devi olhou para mim, olhando fixamente como se ele estivesse tentando entrar em mim, depois de um minuto ou assim ele assentiu. — Tudo bem, eu vou dá-lo, mas Drake não diga uma maldita palavra sobre isso para sua mãe. Drake assentiu. — Obrigado, senhor — Eu disse. Ele só me deu outro olhar duro, se levantou e saiu da sala. Eu soltei minha respiração e olhei para Drake. — Bem poderia ter sido pior. Drake bufou. Poucos minutos depois, ele voltou para a sala de estar carregando a caixa de veludo que sabia que mantinha o anel que Devi sempre amou. — Obrigado mais uma vez — Falei quando ele entregou a caixa para mim. Ele assentiu, efetivamente, nos despedindo. Drake e eu saímos pela porta da frente, e eu ainda não conseguia entender como uma Devi vibrante e artística tinha crescido lá.

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Capítulo Vinte e Seis Mags se engasgou com a margarita então me inclinei dois centímetros em sua volta, mas ela me dispensou. — Ele te pediu para casar com ele, e você disse não? Eu balancei a cabeça. — Ele não é o segundo cara a propor a você em um ano? — Cin perguntou incrédula. Balancei a cabeça novamente. — Por que diabos você diria não a Seth? — Perguntou Mags. Eu olhei para ela — Você sabe por que, eu te disse na noite passada. — Porque ele pode ir embora — Ela balançou a cabeça. — Querida, não há garantias nesta vida, mas se vocês dois só parassem com as merdas que fizeram, dariam certo. — Você não pode saber disso — Eu disse. — Não, eu sei disso, mas quanto tempo vai demorar a ele te convencer? Desviei o olhar. — Eu não acho que ele pode — Sussurrei. — Então você vai ficar sozinha para o resto de sua vida Devlin Shaye, esse homem te ama, e você continua jogando isso de volta na cara dele. Um dia ele vai parar de tentar, ele vai seguir em frente com sua vida e o que você vai ter, então? — Ela perguntou não esperando por uma resposta. — Você acha que vai ter o seu coração inteiro, mas nós duas sabemos que não vai. Você vai ter essa mágoa antiga apodrecendo, te deixando cansada e eu odeio dizer, mas isso não vai mantê-la aquecida durante a noite.

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— Você não entende — Falei ficando chateada. — Ele me deixou, duas vezes. — Como eu disse ontem à noite, a primeira vez foi você quem jogou sua bunda para fora, disse que tinha acabado e para ele ir para Los Angeles. Você não pode usar isso contra ele, ele teria ficado, inferno, ele estava disposto a fazer qualquer coisa para fazer isso funcionar, mas você ficou com medo e terminou. Você escondeu seu filho dele, sim você tentou, eu me lembro porque eu estava lá, mas você sabe e eu sei, que ainda assim você escondeu. Ele te perdoou por isso, e tentou fazer funcionar novamente. Então ele percebeu o que faria com a sua vida, por isso ele te deixou tentando te proteger, tentando proteger Jaks. Você escondeu informação dele que poderia ter ajudado a parar todo o drama que está acontecendo agora, mas você não iria ligar para ele. Você deixa seu maldito orgulho ficar no caminho. Ele está tentando o seu melhor para resolver o drama que você poderia ter evitado. Ele te pediu para casar com ele, e você mais uma vez jogou de volta na cara dele. Então, querida, eu não quero ouvir mais sobre como ele fez isso ou por que fez isso, porque você mesmo tem feito algumas coisas de merda para aquele homem. Com isso Mags se levantou e pegou suas coisas e saiu, batendo a porta atrás dela. — Ela está certa, você sabe — Disse Cin e saiu também. Eu sabia que ela estava certa na minha cabeça, que eu fiz coisas horríveis para Seth e ele ainda me perdoou e voltou uma e outra vez. Então, por que eu não poderia deixar o passado ir, era o meu orgulho? Era meu coração tentando se proteger? Eu sabia que estava com medo, eu não sabia o que fazer sobre isso. Eu poderia tentar e falhar de novo, mas, por outro lado, e se tentasse e não falhasse desta vez? E se tudo desse certo e nós fossemos uma família. Eu sabia que não teria as respostas para as minhas perguntas esta noite, mas não conseguia parar meu cérebro de me perguntar. Eu podia correr o risco de ter meu coração partido novamente? Ou pior ainda, eu poderia deixar Seth ir embora, deixá-lo ir? O pensamento dele ausente da minha vida era mais assustador do que qualquer um dos demais.

***

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Deixei Jaks com Drake, ele havia passado a noite comigo na noite anterior, eu queria passar o máximo de tempo possível com ele, mas Drake ofereceu a sua chave da casa de Devi para que eu pudesse entrar e encurralála. Ela estava praticamente me evitando desde a noite da festa de aniversário do Jaks, e eu não conseguia bolar uma maneira melhor de ficar sozinho com ela, para lhe falar e talvez, pela primeira vez, fazê-la me ouvir. Então aceitei a oferta de Drake e trouxe comigo bagels e lattes de sua cafeteria favorita, esperando prendê-la com isso. Quando ela entrou na cozinha em sua calça de pijama de flanela xadrez e camisa de manga branca abraçando suas curvas, eu tive que engolir em seco. Seu cabelo ainda estava despenteado do sono, seus olhos confusos ainda, e estava descalça, com os dedos dos pés pintados de um roxo profundo. — Hey — Eu disse calmamente, tentando não assustá-la, ela assustou de qualquer maneira. — Uhm, oi — Disse confusa. — Onde está Jaks? — Ainda no Drake, eu queria falar com você a sós. — Oh ok — Disse olhando para longe, mas percebi em seus olhos círculos vermelhos. — Você está bem, baby? — Eu perguntei levantando-me e caminhando até ela. Quando cheguei a ela, corri a palma da minha mão em seu rosto sentindo sua pele macia. — Sim, bem — Falou rapidamente. — O que você quer falar? Eu deixei minha mão. — Algumas coisas mudaram, e elas vão te afetar, pensei que deveríamos falar sobre elas. — Claro, mas eu posso fazer café primeiro? — Voltei para a mesa onde eu deixara os bagels e latte e entreguei o latte para ela, ela piscou. — Uhm, obrigada. — Eu te conheço. Você não funciona sem seu café da manhã. Ela assentiu com a cabeça, em seguida, tomou um gole do latte, fechando os olhos, saboreando o primeiro gole. — Melhor? — Sim, obrigada, então o que você queria falar comigo?

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— Aqui, sente-se, vamos tomar café da manhã e falar — Eu disse apontando para os bagels. Ela sentou-se à mesa tomando um dos bagels, mas despedaçou-o invés de comê-lo. — Bem, a banda está se mudando para Dallas — Comecei, ela ergueu a cabeça e olhou para mim. — Também estamos fazendo algumas mudanças na nossa agenda de shows. Decidimos que trabalhamos duro por três anos e é hora de desacelerar um pouco, ter tempo para ter uma vida. — Oh — Ela sussurrou. — Nós ainda vamos viajar, é claro, mas não vamos ficar fora por mais de seis semanas de uma vez agora, com uma pausa de duas semanas no meio. Nós também estamos fazendo uma pausa depois da turnê, vamos tirar um ano, vamos trabalhar em um novo CD, tocar ainda, mas o nosso foco principal não vai ser a banda. Ela olhou para a mesa. — Devi? Ela balançou a cabeça, coloquei um dedo sobre seu queixo e a fiz olhar para mim, lágrimas corriam pelo seu rosto. — Baby? — Eu... Eu não sei o que dizer. Eu balancei a cabeça. — Case-se comigo, Devlin Shaye — Então, com a mão no bolso tirei a caixa de veludo que seu pai dera para mim e coloquei-a na mesa à sua frente. Ela olhou para a caixa. — Eu... Eu tenho pensado um monte, Seth — Ela sussurrou. — Sobre o quê, querida? — Nós — Falou disse em voz baixa, olhando para a mesa. — Eu quero que nós tentemos, percebi que não acho que realmente possa viver minha vida sem você. Levantei-me e caminhei ao redor da mesa, e me ajoelhei na frente dela para que eu pudesse ver seu rosto. — Isso é um sim? Ela assentiu com a cabeça.

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— Não, Devi eu preciso ouvir, é um sim? — Sim — Ela sussurrou. — Sim Seth, eu vou me casar com você. Eu a puxei para fora de sua cadeira no meu colo e abracei-a apertado, — Deus, eu te amo Devi — Murmurei em seu cabelo. — Eu também te amo. Estendi a mão e peguei a caixa da mesa e abri-a, puxando o anel de noivado fora da caixa, mas deixando a aliança de casamento, coloquei-a no seu dedo e ela olhou para ele. — Esse é o anel da minha avó? — Perguntou baixinho, ainda olhando. — Sim. — Como é que você conseguiu isso? — Eu pedi a seu pai por ele. — Seth Taylor, eu te amo — Em seguida, ela me beijou, um beijo lânguido e lento.

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Epílogo — Você vai fechá-lo já? — Estou tentando, não é minha culpa que você ganhou peso desde a sua última prova Dev — Respondeu Mags. — Cala a boca — Respondi volta. — Bem, se você mantivesse suas pernas fechadas em torno de Seth, isso não iria acontecer com você — Ela resmungou. — Ah como se você pudesse falar, quando é que você vai me dizer quem é o pai Mags? Estou preocupada com você. — Bem — Pensou —, eu provavelmente deveria decidir se vou dizer ao pai ou não em primeiro lugar. — Oh, você vai dizer a ele, quem reclamou comigo por meses sobre dizer a Seth sobre Jaks. — Sim, mas isso era diferente, vocês dois foram feitos um para o outro, eu e esse cara nem tanto — Respondeu ela. — Ele ainda merece saber Mags — Respondi. — Eu sei, e eu vou dizer a ele, eu acho, mas quero ter certeza. Você sabe, eu não quero dizer, então, algo acontecer. — Eu entendo — Respondi. — Eu ainda não posso acreditar que você chegou até aqui sem ninguém saber que Seth te engravidou de novo — Ela disse, tentando mudar de assunto novamente. — Você sabe que não quero que ninguém saiba até depois do casamento, queremos que este dia seja sobre nós, não Seth e seu super esperma. Ela bufou. — Super esperma. — Bem, o que você chama quando eu engravido duas vezes pelo mesmo homem e as duas vezes tomando a pílula?

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— É verdade. Nós duas olhamos para a porta, quando houve uma batida na porta. — Entre — Gritou Mags. — Droga, Devi você está linda — Disse Drake quando entrou. — Obrigada. — Mags — Disse Drake. — Você não está muito ruim também. — Bonito terno de macaco — Respondeu ela. — Não, não hoje vocês dois, vocês vão fazer um papel bonito por um dia ou algo assim, me ajudem ou eu vou colocar fita adesiva para manter suas bocas fechadas. — Respondi. Ambos resmungaram, mas concordaram com a cabeça. — Mana você está pronta? — Sim, vamos acabar com isso. Mags bufou. — Sim, só que demorou um ano para chegar aqui, e agora você quer acabar com isso. — Ei, você sabe que nós queríamos esperar até que a turnê acabasse, desculpe se eu gostaria de ter uma lua de mel que não fosse em um ônibus de turismo, porra. — Eu sei, eu sei — Ela resmungou. Revirei os olhos para Mags depois olhei para Drake. — Você está pronto para me entregar, irmão mais velho? — Não, não realmente, mas Seth sabe que eu vou machucá-lo se ele te machucar. — Ah eu também te amo Drake. — Ah Dev não comece com toda essa porcaria — Ele resmungou. Mags e eu compartilhamos um olhar em seguida saímos para que eu pudesse me casar com meu Seth. *** Olhei para as portas quando Eli começou a tocar seu violão esperando Devi sair das portas francesas da nossa nova casa. Decidimos comprar uma nova casa, depois de uma briga e um monte de fazer as pazes, não muito longe de sua antiga casa, nada elaborado, mas perfeito para nós. Olhei para Jaks que atuava

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como meu padrinho de casamento com Sam como seu guardião. Nós mantivemos nosso casamento simples, com apenas amigos próximos. Não queríamos lidar com a mídia hoje, mas eu estava preocupado com sua segurança, nunca percebi que poderia ser ainda mais possessivo sobre ela. Mas quando ela me disse que estava grávida há um mês, percebi rapidamente que eu sou mais homem das cavernas do que já sabia. Mags saiu do quintal para o altar passando por um pequeno grupo de pessoas que estava aqui para me assistir comprometer a minha vida com a única mulher que já amei. Ela me deu um pequeno sorriso, em seguida, tomou o seu lugar na frente. Olhei de volta para as portas à espera de ver Devi, começando a ficar um pouco nervoso de que talvez ela tenha mudado de ideia. Então lá estava ela e todo o fôlego do meu corpo se foi, ela estava linda. Drake caminhou com ela até o altar e eu não conseguia tirar os olhos da minha fada, sabendo que depois de hoje ninguém ou nada mais seria capaz de levá-la de mim outra vez. Peguei a mão dela de Drake e observei-o beijar seu rosto, em seguida, dar-me um olhar que eu conhecia bem, se eu a machucasse novamente poderia esperar mais do que um soco no rosto. Eu tinha um plano para nunca machucála assim de novo, entretanto. Olhei em seus olhos e vi o meu passado, meu futuro. O juiz de paz começou a cerimônia e eu mal ouvi, tudo o que podia fazer era olhar para Devi. Ela teve que me cutucar quando foi a minha vez, ganhando alguns risos dos nossos amigos, então finalmente ele disse que eu poderia beijar a minha esposa. Tomei seu belo rosto em minhas mãos e planejava dar-lhe um beijo lento, mas ela tinha outras ideias. O que tinha começado como lento e sensual rapidamente se transformou em quente e rápido. — Papai, não de novo — Veio de Jaks, e finalmente nos separamos. — Huh, Jaks? — Não beije mais a mamãe, eu quero bolo. Todos nós rimos e estendi a mão e peguei meu filho, e agarrei a mão de Dev. — Bem, homenzinho, vamos pegar um pouco de bolo.

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Agradecimentos Obrigada a todos que ajudaram este sonho se tornar possível. Sem toda a ajuda que tenho recebido de diferentes autores, amigos e família ao longo do caminho, nunca teria sido capaz de fazer deste livro o que ele é hoje. Obrigada, Shey Stahl, por ler My Misery Muse e me incentivar a continuar com ele, bem como todos os conselhos que me deu ao longo do caminho. Katie Ashley, por responder às perguntas que eu tinha sobre direitos autorais e de publicação. Estou ansiosa para continuar a construir a amizade que iniciamos. Tanya Keetch aka The Word Maid, obrigada por estar disposta a passar e me ajudar a corrigir os muitos erros gramaticais e de pontuação ao longo do livro, eu sei que foram muitas. Além disso, obrigada por sempre responder minhas perguntas; dar uma opinião honesta sobre o livro, e não me estrangular até agora. Estou ansiosa para trabalhar com você novamente em breve. Sarah Hansen, a deusa das capas de livros, como sempre, você fez um belo trabalho. Estou ansiosa para trabalhar mais com a Okay Creations para criar capas que são obras de arte. Para todas as pessoas que leram My Misery Muse ao longo do caminho e deram suas opiniões, incentivo e, às vezes, o empurrão que eu precisava para terminar este livro, obrigada. Para o meu marido e filho, obrigada por não me renegar neste processo, por não reclamar muito sobre todas as pizzas e comidas chinesas que tivemos entregues, e por me manter bem abastecido com café. Acima de tudo, obrigada por não me sufocar com um travesseiro depois de uma das minhas muitas noites sem dormir, o que me deixava mal-humorada no dia seguinte, eu sei que vocês queriam, às vezes. Eu amo vocês tanto e não poderia ter feito isso sem vocês.

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Brei betzold my misery muse 01  
Brei betzold my misery muse 01  
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