Folha do Estudante - Edição 7

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ESTUDANTE

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BRASÍLIA, FOLHA 7, ANO 2 - MAIO DE 2018 - WWW.FOLHADOESTUDANTE.COM.BR

COMO FUNCIONA UM GRÊMIO ESTUDANTIL Estivemos no Centro de Ensino Médio Integrado (CEMI) no Gama, para ver de perto como é o trabalho desenvolvido pelo Grêmio Estudantil PÁGINA - 2

34ª EDIÇÃO DA FEIRA DO LIVRO MOVIMENTOU BRASÍLIA PÁGINA - 3

UNIFORME E CARTEIRINHA MAIS CAROS DO PAÍS Diretora do CEF 01 do Cruzeiro alega não lucrar com a venda de uniforme e carteirinha PÁGINA - 4

LUTA A FAVOR DA MEIA ENTRADA Entidades estudantis se reúnem com a Secretaria de Justiça para buscar soluções e colocar em prática a Lei 12.933/2013 PÁGINA - 3


2 - FOLHA DO ESTUDANTE

COMO FUNCIONA UM GRÊMIO ESTUDANTIL

O grêmio é uma organização sem fins lucrativos que representa o interesse dos estudantes e que tem fins cívicos, culturais, educacionais, desportivos e sociais. O grêmio é o órgão que representa os alunos da escola. Atuando nele, você defende seus direitos e interesses e aprende ética e cidadania na prática.

A Secretaria de Estado da Educação entende que toda representação estudantil deve ser estimulada, pois ela aponta um caminho para a democratização da Escola. Por isso, o Grêmio nas Escolas públicas deve ser estimulado pelos gestores da Escola, tendo em vista que ele é um apoio à Direção numa gestão colegiada. Os Grêmios Estudantis compõem

uma das mais duradouras tradições da nossa juventude. Pode-se afirmar que no Brasil, com o surgimento dos grandes estabelecimentos de ensino secundário, nasceram também os Grêmios Estudantis.

As atividades dos Grêmios Estudantis representam para muitos jovens os primeiros passos na vida social, cultural e política. Em muitas escolas, contrariando as leis vigentes e correndo grandes riscos, mantiveram as atividades dos Grêmios livres, que acabaram por se tornar importantes núcleos democráticos de resistência à ditadura. Com a redemocratização brasileira, as entidades estudantis voltaram a ser livres, legais, ganhando reconheci-

mento de seu importante papel na formação da nossa juventude. Em 1985, por ato do Poder Legislativo, o funcionamento dos Grêmios Estudantis ficou assegurado pela Lei n. 7.398, como entidades autônomas de representação dos estudantes.

Fotografe o QR Code e assista a entrevista completa com o grêmio estudantil.

a vice presidente do grêmio, Adrielli Dantas. “Principalmente na primeira semana de aula é muito dificil se enturmar com todo mundo, porque geralmente todo mundo vem de diferentes escolas, aí com o trabalho deles [do grêmio], as pessoas conseguem interagir melhor”, comenta o aluno Pedro Henrique.

Estivemos no Centro de Ensino Médio Integrado, no Gama. Lá o Grêmio funciona há alguns anos e os alunos participam ativamente das atividades. Para a presidente do grêmio Jovens Ativos no Poder (JANP), Giovana Felisberto, várias lutas e conquistas foram conseguidas dentro da escola, “tivemos mais voz no conselho de classe e dar opiniões sobre as decisões do colégio”.

Por ser uma escola de Ensino Médio, alguns alunos encontram algumas dificuldades, já que enfrentam novos desafios, matérias a mais e novo contato com outras pessoas, com isso o grêmio desenvolveu um projeto de ajudar os recém chegados a se adaptarem as mudanças. “Principalmente no primeiro ano, costumamos trazer esse conforto para o aluno que está chegando, assim ele se adapta mais rápido e o rendimento nas matérias é melhor”, ressalta

Outro projeto criado pelo grêmio é o de compartilhar, no banheiro feminino, itens de higiene e limpeza para ajudar as colegas que utilizam o vestiário após as aulas de educação física. Durante a conversa com os alunos uma palavra usada repetidas vezes foi responsabilidade, necessária para continuar o trabalho e conseguir conquistar seus direitos. E na sua escola, como está o grêmio, participa ativamente dele? Conta pra gente!

Envie sua sugestão de matéria: folhadoestudantedf@gmail.com (61) 99905-2707 (WhatsApp)

Editor responsável: DEIVISSON SANTOS Supervisão: ALAN VALENTE LIMA


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34ª FEIRA DO LIVRO DE BRASÍLIA

O evento ocupou o Pátio Brasil, com programação entre os dias 8 e 17 de junho. Reunindo escritores, leitores, estudantes, professores, especialistas e profissionais do mercado de livros para, a partir da literatura infantil e infanto-juvenil, promover a aproximação do público com o diversificado universo da literatura. O tema escolhido para a edição de 2018 da Feira é “Literatura infantil: a invenção do sonho. Vamos brincar de inventar?” A programação do evento foi gratuita e contou com espetáculos teatrais, palestras com autores e estudiosos, bate-papo com escritores de renome nacional e internacional,

MEIA ENTRADA Na quarta-feira (30/05), a Federação dos Estudantes de Brasília (FESB), a Federação Nacional dos Estudantes (FNE), a União Brasileira dos Estudantes (UBE) e a União Nacional dos Estudantes Brasileiros (UNEB), entidades que fazem parte do Fórum Nacional das Entidades Estudantis, estiveram reunidas com

VAGAS DE ESTÁGIO Atacadista contrata. Cidade: Sobradinho. Meio salário mínimo (468,00). É preciso morar em Sobradinho ou Planaltina. Hotel em Brasília contrata. Para serviços de hotelaria e turismo. Horário de trabalho: 08:00 ás 12:00 e 14:00 ás 18:00. Benefícios: alimentação no local + vale transporte. Fotografe o leitor de QR Code para ver mais vagas.

debates, apresentação de cordel, contação de história e muito mais. O presidente da Câmara do Livro do DF, Ivan Valério, enfatizou, a emoção tanto de poder apresentar mais uma edição quanto de homenagear a literatura feita para nossas crianças e jovens. “Precisamos renovar os sonhos, que perpassem as telas dos smartphones e dos computadores. Cerca de 200 mil pessoas passaram pela feira este ano e o público movimentou cerca de R$ 5 milhões em vendas de livros, com a comercialização de 200 mil títulos nos cerca de 100 estandes de vendas, além dos impactos indiretos sobre a indústria do turismo na capital o chefe de gabinete da Secretaria de Justiça do Distrito Federal e também ex-diretor do Procon-DF, Anderson Freitas, para procurar soluções pra o cumprimento da lei da meia entrada em benefício dos estudantes. O objetivo é colocar em prática o que diz a Lei 12.933/13 que diz respeito a nova Lei da Meia Entrada, principalmente nos cinemas de Brasília.

SPOILER - OS 13 PORQUÊS

‘A segunda temporada da polêmica série da Netflix estreou no dia 18 de maio. O enredo aborda as consequências do que ocorreu na primeira temporada, Clay, tenta buscar justiça para Hannah Backer. Os personagens também tentam se recuperar da morte de Hannah e a escola Liberty se prepara para ir a julgamento, mas alguém tenta impedir a todo custo que a verdade sobre a morte da jovem venha a tona. Fotos ameaçadoras levam Clay e seus colegas à descobrir um segredo terrível e uma conspiração para encobrí-lo. Fonte: CinePop

federal e a indústria do turismo na capital federal e em sua economia, nos mais variados ramos – alimentício, hotelaria e hospedagem, comércio de varejo, lojistas de shopping, da região central da cidade, ambulantes e transporte de passageiros.


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CEF 01 DO CRUZEIRO: UNIFORME E CARTEIRINHA MAIS CAROS DO PAÍS Pais de alunos do Centro de Ensino Fundamental 01 do Cruzeiro pagaram caro pelo uniforme e carteirinha. A carteirinha saiu a R$ 40,00 e o uniforme R$ 35,00, um dos valores mais altos do país. A direção nega que obteve lucro. Mas fazendo alguns orçamentos em malharias de Brasília, os valores estão bem abaixo do valor cobrado no CEF 01. Confira alguns valores: - Global Malharia - Taguatinga - R$ 13,90; - D’Sol Camiseteria - Taguatinga - R$ 16,00; - Érica Modas - Guará - R$ 13,90; - Casa do Uniforme - Ceilândia - R$ 15,00; - Uniformes escolares - Taguatinga R$ 15,00. Ainda fizemos o orçamento na mesma empresa onde a escola confeccionou o uniforme e o valor cobrado por

peça na Olimpo Comércio e Serviços é de R$ 18,00. Só aí a escola teria um “lucro” de R$ 17,00 por aluno. No Centro de Ensino estudam cerca de 662 alunos, fazendo um cálculo rápido, somente com uniforme a escola teria lucrado R$ 11.254,00. Sobre a carteirinha, o mesmo sistema usado em outras escolas custa R$ 25,00. “Lucro” de R$ 15,00 por aluno, multiplicando isso para todos os alunos da instituição a escola arrecadou R$ 9.930,00 a mais do que devia. Somados os “lucros” tanto da Carteira de Identidade Estudantil e do uniforme, a escola teria lucrado R$ 21.184,00. Houve uma reunião no início do ano letivo para tratar do uniforme e carteirinha, mas em nenhum momento foi falado dos valores que os responsáveis teriam que pagar. Insatisfeito, Rovilson Braga, pai de aluno, fala que a carteirinha está bem cara, “já que a maioria do pessoal aqui da escola tem renda baixa, esse

Fotografe o QR Code e assista a entrevista completa sobre os altos custos do uniforme e carteirinha

valor faz falta para as famílias. Me sinto lesado, se é pra ser cobrado que seja um valor justo, acessível”. Eliacir Teodoro, também mãe de aluno do CEF 01, revela sua chateação: “É mais uma coisa que se paga, se fizeram uma assembleia para falar dos valores eu não fiquei sabendo e infelizmente eu tive que aderir e pra onde vai esse dinheiro? Porque a gente sabe que não fica aqui!”. Para fechar essa matéria estivemos na escola, lá a diretora Silvia Raquel Gonçalves, tentou intimidar a equipe chamando o batalhão escolar para nos tirar de lá, mas continuamos ali pois não estávamos fazendo nada de errado. Em resposta a escola respondeu que alteramos os valores do orçamento da malharia e que não obteve lucro com a venda do uniforme e carteirinha.