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MILITIA SANCTÆ MARIÆ Província de S. Nuno de Santa Maria - Portugal Capítulo de 29 de junho de 2015

Leitura da Regra: CAPÍTULO I FINS DA ORDEM DE SANTA MARIA 6. O combate da Ordem, que justifica a sua existência como Ordem de Cavalaria, é um combate no próprio sentido da palavra. Com efeito, o assalto lançado pelas forças infernais contra a Cristandade comporta um aspeto ideológico predominante ao qual não se pode opor eficazmente senão um combate espiritual e doutrinal atacado à firme resolução de defender até a morte os valores supremos da civilização cristã. Não são só os exércitos os únicos a medir-se sobre os campos de batalha; o objeto desta guerra é a própria população, e por conseguinte esta deve ser enquadrada e protegida por uma elite cujo valor espiritual, moral, intelectual e simplesmente humano seja manifesto. A ordem contribui, na medida dos seus meios a construir esta elite43.

Comentário: “A vida cristã é uma milícia, supõe luta, mas a nossa luta não é contra os homens de carne e osso mas contra os principados, contra as potestades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra os espíritos malignos do ar (Ef 6, 12). Para vencer, nesta luta, não servem as armas fabricadas à nossa medida: precisamos da “armadura de Deus”, para “termos a capacidade de resistir… e nos mantermos firmes” (ibid); a arma de Deus é a CRUZ. Nela foi vencido o Maligno para sempre. Quando assumimos a cruz como salvação sentimos no nosso íntimo que esta guerra não é nossa mas de Deus” (2 Cr 20, 15). (Cardeal Jorge Mario Bergoglio, in “Só Nele a Esperança”, Ed. Apostolado da Oração, Braga, 2013).

Esta curta passagem do livro citado, dos Exercícios Espirituais que o então Cardeal de Buenos Aires pregou aos Bispos espanhóis, em 2005, aplica-se completamente à nossa MSM, como se pode confrontar com a passagem da Regra que foi lida. De facto, o nosso Fundador teve,


quando escreveu a Regra, nosso Diretório Espiritual, a intuição de que os novos tempos, estes que o Senhor nos permite viver, exige esta capacitação profunda de que pelo Batismo nos tornamos todos verdadeiros MILES, soldados, cavaleiros, prontos para o combate que urge travar contra o Demónio e seus sequazes. Por maioria de razão, para quem recebeu o sacramental da Benedictio novi milites, a armação de cavaleiro e, afinal, para todos os que desejam militar sob o estandarte de Cristo Rei e Senhor do Universo nesta Militia. E hoje, dia do Príncipe dos Apóstolos, S. Pedro e de S. Paulo, o Apóstolo dos Gentios, impõe-se que cada um de nós pense no que tem sido a vivência do seu compromisso na MSM. Se, de facto, cada um de nós é fiel aos compromissos feitos um dia, mas não arquivados, arrumados como algo que não tem nem teve consequências nos nossos comportamentos espirituais, sociais e culturais. A MSM não é nem pode ser um “arquivo” de compromissos! Hoje, em S. Pedro, o Papa Francisco, na homilia da solenidade, referindo-se aos Arcebispos Metropolitas que iam receber o “Pálio” disse-lhes: “A comunidade de Pedro e de Paulo ensinanos que uma Igreja em oração é uma Igreja de pé, sólida, em caminho!”… “Hoje sente-se necessidade não tanto de mestres, mas de testemunhas corajosas, convictas e convincentes…”. E encorajando os presentes, o Papa terminou a sua homilia assim: “Ensinai a oração, orando; anunciai a fé, acreditando; dai testemunho, vivendo!” É esta postura que a nossa Regra nos inculca, quando nos convida a sermos verdadeiros Miles, verdadeiros combatentes de que a espada não é senão um símbolo. __ Braga, 29 de junho de 2015, na solenidade de S. Pedro e S. Paulo O Provincial Carlos Aguiar Gomes

Comentário à Regra da Militia Sanctae Mariae - 29 de junho de 2015  
Comentário à Regra da Militia Sanctae Mariae - 29 de junho de 2015  

Comentário à Regra da Militia Sanctae Mariae - 29 de junho de 2015

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