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MinistĂŠrio da Cultura e Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro apresentam

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Ministério da Cultura e Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro apresentam

agradecimentos Adriana Rattes

Clarisse Rivera

Juliano Azevedo

Nelle Marrese

Tamar Messer

Alberto Saraiva

Claudia Saldanha

Junior Scaramussa

Noemí Olivia

Tereza Taquechel

Alessandra Reis

Dani Amorim

Lais Bernardes

Odimar Silva

Thiago Ponedé

Alexandre Machado

Daniele Avila

Leonardo Pires

Patricia Barbara

Tuca Moraes

Alfons Hug

David Mendes

Leonel Brum

Patricia Broers-Lehmann

Victor D’Almeida Oliveira

Alida Bhering

Denise Milfont

Lia Rodrigues

Raphael Baêta

Vivian Reis

Amaury Cacciacarro Filho Ana Carolina McDowell

Dimitry Ovtchinnikoff

Licko Turle

Raquel Duarte

Viviane Carvalho Miranda

Diogo Oliveira

Lois Keidan

Regina Bonito

Walkíria Barbosa

Ana Claudia Melo

Elida Candida de Oliveira

Lucas Mansor

Regina Ramos

Walter Santos Filho

Ana Ignácio

Emilio Kalil

Lucas Marcier

Regina Studart

Claudia Flores

Ana Tomé

Eva Doris Rosenthal

Lucia Guimarães

RioTur

Mavi Matute

Andrea Chiesorin

Fabiano Carneiro

Luciano Lima

Rita Samarques

Hermínio (Seop)

Antonio Gilberto

Felipe Vidal

Lucy Bottentuit

Roberto Guimarães

Beatriz Radunsky

Fernando López Vázquez

Luis Brito

Rodrigo Lamounier

Agradecimentos Brasília

Bernard Micau

Geoffrey Gamarra

Luiz Fernando Lobo

Rogerio Costa

Secretaria de Cultura do DF

Beto Junior

Gill Lloyd

Marcela Levi

Rossine Freitas

Bruno Levinson

Gustavo Ciríaco

Marco Batista

Sandra Lyra

Centro de Dança, IFB – Instituto Federal Brasília

Bruno Siqueira

Gustavo Lacerda

Marcus Bonito

Shakaf Wine

Susi Martinelli

Carla Lobo

Ignácio Neto

Marcus Vinícius Lima da Silva

Silvia Soter

Diego Pizarro

Carlos Tufvesson

Izabella Pucu

Maria Arlete Mendes Gonçalves

Simone Avancini

Guilherme Reis

Carmen Luz

Joelson Gusson

Marie Depalle

Sonia Ferman

Doner Cavalcante

Cely Bianchi

John Soares Cia. de Dança

Mario Pires Simão

Sônia Sobral

Lina Frazão e Tom Serralvo

Cíntia Barreto

Judith Manantenasoa

Marisa Riccitelli Sant’ana

Stefano Macchi

Cintia Barreto

Julia Gomes

Neldo Himmi

Stéphanie Suffren

Paulo Reis (in memoriam)

índice patrocinadores _ ____________________________________________ 3 apresentação dos curadores _________________________________ 5 espetáculos_______________________________________________ 6 corpo.doc_LAB ___________________________________________ 20 tardes no parque _________________________________________ 22 panoraminha ____________________________________________ 24 plataforma carioca de artes cênicas __________________________ 26 mostra universitária _ _____________________________________ 29 2

com.posições.políticas _ _________________________________ noites no armazém _ ____________________________________ coLABoratorio _ ________________________________________ residências e oficinas _ __________________________________ formação de público _ ___________________________________ bilheteria e espaços_____________________________________ equipe________________________________________________ apoios e parcerias ______________________________________

30 32 35 36 38 40 42 43


É com grande satisfação que a Prefeitura do Rio de Janeiro, através de sua Secretaria Municipal de Cultura, traz ao Rio a 20a edição do maior evento de dança e artes performáticas do Brasil: o Festival Panorama. Acontecimento dos mais importantes da América Latina no cenário internacional da dança, o Panorama já contou com a participação de mais de 400 companhias brasileiras e estrangeiras em suas várias edições. Em 2011, sob a direção geral e a curadoria de Eduardo Bonito e Nayse López, serão 36 companhias de 16 países e cinco estados brasileiros, em mais de 40 espetáculos distribuídos por toda a cidade do Rio de Janeiro, sempre a preços populares ou com entrada franca. No plano internacional, o festival deste ano destaca a companhia belga Rosas, uma das mais respeitadas e requisitadas do mundo todo, que retorna ao país para apresentar três de suas belas coreografias. Outras atrações de renome são o dançarino irlandês Colin Dunne e a companhia TheatreWorks, de Cingapura. No campo da dança nacional, o Festival Panorama 2011 presta justa homenagem ao premiado coreógrafo carioca João Saldanha, com uma retrospectiva de quatro dos trabalhos do artista à frente da companhia que dirige desde 1986: o Atelier de Coreografia. Com uma programação variada, que inclui ainda oficinas, residências e seminários, o festival abriga também a quarta edição da mostra Panoraminha, dedicada à formação do público infantojuvenil, e a 1a Plataforma Carioca de Artes Cênicas, que tem por objetivo fomentar o intercâmbio entre produções nacionais e internacionais de teatro, novo circo e dança.

O Festival Panorama completa 20 anos de celebração da dança no Rio de Janeiro e é realizado pela primeira vez em Brasília. Duas edições simultâneas acontecem nas cidades e misturam artistas locais, nacionais e internacionais. O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro recebe dois grandes nomes da dança africana contemporânea, o marroquino Taufiq Izeddiou e o franco-beninense Marcel Gbeffa em uma reflexão sobre o corpo negro como arena de significados e poéticas. No Centro Cultural Banco do Brasil Brasília, a consagração de dois pilares da dança brasileira: Alejandro Ahmed com seu Cena 11, de Santa Catarina, e o veterano João Saldanha, homenageado carioca dos 20 anos do Panorama, entre outras atrações. Com o Festival Panorama, o Banco do Brasil busca oferecer ao público mais uma oportunidade de experiências com a dança contemporânea e demais artes do corpo, em suas variadas formas e artistas, que dialogam com o cotidiano, com a cidade e com o mundo em que vivemos.

Centro Cultural Banco do Brasil O setor de cultura e entretenimento é hoje um dos mais dinâmicos da economia mundial, contribuindo de forma significativa para a geração de emprego, renda e riquezas. Assim, além de compor a identidade de um país, a cultura representa também um importante instrumento para promoção de seu desenvolvimento socioeconômico.

A Secretaria Municipal de Cultura saúda os participantes desse importante evento do calendário cultural do Rio de Janeiro, convidando a todos para uma grande celebração da dança e das artes performáticas do Brasil e do exterior.

Reconhecendo esse potencial, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem atuado de forma expressiva no apoio à cultura nacional, financiando ou patrocinando projetos no intuito de fomentar a economia criativa e estimular a democratização do acesso à cultura. São projetos nas áreas de cinema, música, literatura e dança, e empreendimentos culturais nos mais diversos segmentos.

Emilio Kalil Secretário Municipal de Cultura

O patrocínio ao Panorama é uma ação de continuidade que expressa o compromisso do BNDES com a valorização da dança.

É com aplausos que a Oi patrocina a 20ª edição do maior evento de performance e dança profissional do Brasil e um dos mais importantes da América Latina: o Festival Panorama. São 40 espetáculos de 36 companhias nacionais e do exterior, em 15 teatros e espaços das zonas Sul, Norte e Oeste do Rio. Na programação de alta qualidade, dança e performances são parceiras da música, do teatro e das pesquisas de linguagens. A estimativa é do comparecimento de mais de 25 mil espectadores, atraídos por apresentações, gratuitas ou a preços populares, de artistas de 16 países – África do Sul, Alemanha, Bélgica, Benin, Cingapura, Dinamarca, Equador, Espanha, Estados Unidos, França, Irlanda, Marrocos, Moçambique, Países Baixos, Portugal e Uruguai – e cinco estados brasileiros: Rio, Minas, Paraná, Santa Catarina e São Paulo.

Ao completar 20 anos, o Festival consolida-se como uma das mais importantes plataformas para a dança contemporânea, apresentando ao público este ano o trabalho de 16 companhias nacionais e 17 internacionais. Serão 40 espetáculos em que a dança é base para as mais diversas criações artísticas, desafiando o público a construir uma nova percepção sobre essa expressão. A parceria com o Panorama, iniciada em 2008, está assim alinhada à missão do BNDES, contribuindo para a formação de plateias, para o fomento da cadeia produtiva da dança e para o desenvolvimento socioeconômico do país através da cultura.

BNDES

Em sintonia com as diretrizes de patrocínio da Oi e do Oi Futuro, o Festival, além do intercâmbio entre produções nacionais e internacionais, inclui oficinas, residências, seminários, palestras e debates. O projeto de formação de público contempla os novíssimos espectadores, ao franquear a presença de crianças inscritas em projetos sociais e educacionais. Mais de três mil já assistiram às edições anteriores do Panorama, um dos pontos altos da temporada cultural brasileira. A 20ª edição do Panorama vem com tudo. Assistam, dialoguem, interajam, divirtam-se!

Oi 3


1992

1993

1994

1995

1996

1999 1997

2002

1998

2003

2000

2004

2001

2006

2005

2008 4

2009

2010

2007


20 anos Nós poderíamos começar este texto lembrando uma certa noite de 1992, quando um grupo de artistas da dança carioca se juntou em torno da coreógrafa Lia Rodrigues para abrir uma semana de espetáculos experimentais no então Espaço Sérgio Porto. Poderíamos falar de muitas noites marcantes que ajudaram a construir o que hoje é a potente e internacionalmente reconhecida cena da dança e das artes do corpo no Rio de Janeiro. Todas elas estão gravadas na história da arte brasileira e na memória das mais de 100 mil pessoas que, nestes 20 anos, passaram pelo festival. Mas a noite que nos trouxe aqui foi bem menos emblemática. Foi a noite em que Lia, na sala de sua casa, em 2005, nos explicou que passaria a se dedicar inteiramente ao trabalho coreográfico – que a tornou uma das mais importantes artistas da dança no Brasil e no exterior –, e nos intimou a continuar o Panorama sem ela. Aceitamos no susto, e na certeza de que o festival era um patrimônio carioca que deveria continuar, para além de qualquer um de nós. Recebemos a direção artística daquele que já era um dos mais importantes festivais de artes cênicas do Brasil – e um dos mais respeitados do mundo – com a certeza de que nossa tarefa seria manter a excelência artística e o reconhecimento já pavimentados por Lia e pelo saudoso Roberto Pereira, que também foi curador do Panorama. E com a convicção de que devíamos seguir com o espírito de combate político e de questionamento social que marca o festival, dando a ele mais sustentabilidade organizacional e econômica. Nesse caminho, aparentemente utópico no cenário cultural brasileiro dos anos 2000, tivemos tanto apoio que é impossível descrever aqui nossa gratidão. Foram muitos editais preenchidos, telefonemas desesperados ao Ministério e a gerentes de bancos, noites sem dormir, dezenas de milhares de documentos, planilhas e faturas, milhões de cheques assinados, provas de gráfica, quilômetros quadrados de banners, centenas de profissionais e muitas, muitas horas de espetáculos, ensaios, DVDs, conversas com artistas, aviões e aeroportos. No meio – no coração – de tudo isso, fizemos alguns dos nossos melhores amigos, conhecemos pessoas interessantes, rimos e choramos juntos. No nosso sobradinho na Glória, no quintal em Santa Teresa que também dividimos com nossas famílias, nos botecos da Lapa, pelos festivais do mundo. Nestes últimos 20 anos o Brasil mudou bastante, mas, ao mesmo tempo, parece que certas coisas nunca mudam. O crescimento econômico acelerado, a consolidação da democracia, o avanço tecnológico e as redes sociais que nos cercam nos fazem às vezes esquecer que ainda temos uma das piores

distribuições de renda do planeta e um sistema educacional básico pífio que ignora a arte e a cultua, em larga medida, como pilar fundador da cidadania e do pensamento crítico. O quadro de segurança pública e criminalidade, catastrófico quando o festival nasceu, em 1992, melhorou muito, porém, convivemos até hoje nesta metrópole com crianças que crescem sem brinquedo, sem filme, sem música e sem teatro, mas com armas e munições como parte da vida. Fazer um festival de artes neste contexto se torna mais importante e combativo ainda. Mostra que as prioridades de uma cidade e um país são maiores e mais complexas que o discurso eleitoral. E para não dizer que não falamos de política, os 20 anos do Panorama marcam a volta real ao festival da Prefeitura do Rio e de sua Secretaria de Cultura. Nascido com apoio municipal e até 2004 feito em parceria com a RioArte, o Panorama se manteve sem apoio oficial da cidade durante anos. Agora, como parte de uma total reestruturação da política cultural carioca, volta a ter na Prefeitura do Rio seu principal parceiro. Para o grande público e a mídia, este festival é feito por nós dois, mas, na realidade, é fruto do pensamento e do trabalho de centenas de pessoas. Artistas, produtores, patrocinadores e parceiros antigos, colaboradores de mais de dez anos, gente que aposta no festival desde seus primeiros anos e gente que está entrando agora, com quem podemos contar sempre que a situação aperta. Foram vocês todos que permitiram que o Panorama crescesse para ser o projeto complexo que é hoje, que se desdobrasse ao longo do ano na atividade formativa de público do Entrando na Dança e no espaço de colaboração artística que é o coLABoratorio, que virasse um Ponto de Cultura e se espalhasse por escolas, presídios, hospitais do Rio. Que ganhasse, enfim, a dimensão nacional e internacional que tem agora. Daquela conversa com a Lia em 2005 saímos com uma ordem expressa: nunca perder de vista o artista e o público cariocas. E um pedido: que o Panorama continuasse a ser divertido, amoroso e diferente de tudo. Neste novembro de 2011, quando nos virem em um dos mais de 40 espetáculos, oficinas, seminários, festas, shows do festival, ou na deliciosa varanda do Armazém da Utopia, ponto de encontro desta edição de 20 anos, aproveitem para tomar uma cerveja conosco e nos dizer se conseguimos. Eduardo Bonito e Nayse López

2011 Para celebrar os 20 anos do Panorama, esta é uma edição cheia de novidades. A primeira etapa nacional do festival, em Brasília, conta com a entrada em nosso time de patrocinadores do Centro Cultural Banco do Brasil, que nos recebe em suas unidades do Rio e de Brasília. No Rio, foi montado, em parceria com a Companhia Ensaio Aberto e seu Armazém da Utopia, um centro do festival na Zona Portuária, hoje em franca revitalização, onde acontece também a primeira edição da Plataforma Carioca de Artes Cênicas, uma iniciativa da Prefeitura do Rio através de sua Secretaria de Cultura. Como dois eixos desta edição, estão a memória e o ativismo político, que consideramos dois fundamentos da atuação do próprio Panorama nas últimas duas décadas. Cada eixo ganhou um encontro teórico e uma programação artística. No Espaço Sesc, a memória no corpo, do corpo, a partir do corpo. No Armazém da Utopia, o com.posições.políticas revira o ideário do teatro e da performance política, misturando diversidade sexual, direitos humanos, artivismo e urbanismo, por meio de uma agenda de conversas, cabaré e espetáculos. No Armazém da Utopia ainda temos shows e festas com curadoria de Batman Zavarese e Nado Leal, numa parceria do Panorama com seu primo carioca Multiplicidade. E dois dos projetos de maior sucesso do festival continuam: as Tardes no Parque, em parceria com a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, e o Panoraminha, que este ano oferece quatro espetáculos de dança para crianças.

Marcando os 20 anos, duas retrospectivas e uma noite histórica e atual. Nas retrospectivas, o grupo belga Rosas revela em três obras por que é a mais importante companhia de dança do mundo; enquanto o carioca João Saldanha reapresenta seus últimos quatro trabalhos, que mostram sua incontornável trajetória na dança brasileira. Finalmente, dos arquivos do Panorama, escolhemos duas peças – uma de âmbito nacional, outra particularmente carioca – que merecem remontagem por tratarem de dois temas caros para o Rio de Janeiro de 2011: Luiz Abreu refaz seu polêmico Samba do crioulo doido, sobre o Brasil exportação; Frederico Paredes retoma Intervalo, sobre o bota-abaixo carioca e a reinvenção da paisagem física e cultural do Rio. O Panorama desdobra-se na sua complexidade política, artística e contemporânea, mostrando o passado, o presente e o futuro num relicário que não é só carioca, nem nacional, é mundial. As obras que se apresentam vêm de perto e de longe e nos falam do que cada pessoa pode trazer à miscigenação de discursos críticos Uma programação vasta, complexa, divertida, provocadora. E, sobretudo, acessível a todos os que estão dispostos a sair de casa para se encontrar com uma outra forma de ver o mundo.

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Retrospectiva Rosas (Bélgica)

Nove anos depois de sua última passagem pelo Brasil, o Rosas retorna ao Rio de Janeiro para mostrar três espetáculos no Festival Panorama – 20 Anos. Criada por Anne Teresa De Keersmaeker, a companhia é hoje uma das mais respeitadas e requisitadas do mundo. Sua estreia se deu em 1982, com Fase, trabalho que poderá ser visto pelo público nesta edição do Panorama. De lá para cá, uma série de coreografias impressionantes consolidou a trajetória do Rosas.

en atendant // 04 e 05 NOV / 20h30 Teatro João Caetano

/ 80min Herman Sorgeloos

Neste trabalho, que abre o Panorama 2011, a coreógrafa Anne Teresa De Keersmaeker dá um novo passo na exploração das relações entre dança e música. Depois de utilizar Bach e Webern, em Zeitung, The Beatles, em The song, e Mahler, em 3Abscheid, agora seu ponto de partida é o ars subtilior, um sofisticado tipo de música polifônica que data do século XIV e se baseia na dissonância e no contraste de sons. O estilo se desenvolveu quando começavam a ruir os pilares sociais, políticos e religiosos da Baixa Idade Média. À luz da crescente complexidade do mundo pós-moderno, questões como mortalidade e fisicalidade, discutidas neste trabalho, podem ser vistas sob novos olhares. En atendant estreou em 2010 no Festival D’Avignon. Coreografia: Anne Teresa De Keersmaeker Criação e interpretação: Bostjan Antoncic, Carlos Garbin, Cynthia Loemij, Mark Lorimer, Mikael Marklund, Chrysa Parkinson, Sandy Williams e Sue-Yeon Youn Música: ...L(ΙLEK) ZEM..., de Istvan Matuz. En Atendant, souffrir m’estuet, de Filippo da Caserta. 6

Estampie En Atendant 2 (2010), de Bart Coen. En atendant, Souffrir m’estuet (balada), de Filippo da Caserta. Estampie Tre Fontane, obra anônima. Sus un’ Fontayne (virelai), de Johannes Ciconia. Je prens d’amour noriture (virelai), obra anônima, Esperance, ki en mon coeur, obra anônima Flauta de bisel: Bart Coen Vedel Viela: Birgit Goris Canto: Annelies Van Gramberen Flauta: Michael Schmid Cenografia: Michel François Figurinos: Anne-Catherine Kunz Ensaiador: Femke Gyselinck Assistente de direção artística: Anne Van Aerschot Aconselhamento musical: Felicia Bockstael Coordenação de produção: Johan Penson Assistido por: Tom Van Aken Técnicos: Wannes De Rydt, Jan Herinckx e Michael Smets Som: Alex Fostier Costureira: Maria Eva Rodriguez Assistente de costureira: Valerie Dewaele, Elise Flury, Tatiana Vilkitskaia e Emma Zune Agradecimentos: Florence Augendre, Billy Bultheel, Eugénie De Mey, Deborah Hay, An van Laethem e Annelies Van Gramberen Produção: Rosas Coprodução: Munt/La Monnaie (Bruxelas), Festival Grec (Barcelona), Grand Théâtre de Luxembourg, Théâtre de la Ville (Paris), Festival d’Avignon e Concertgebouw Brugge.


fase // 06 NOV / 20h30

rosas danst rosas Herman Sorgeloos

// 08 NOV / 20h30

Herman Sorgeloos

Teatro João Caetano

Teatro João Caetano

/ 60min

/ 110min

Primeira coreografia do Rosas, Fase consiste em três duetos e um solo criados para quatro obras do músico americano minimalista Steve Reich – Piano Phase, Come Out, Violin Phase e Clapping Music. Propositalmente repetitivos, nessas composições os tons se alteram gradualmente em ritmo e melodia entre os instrumentos. O mesmo princípio de mudança lenta de fase é aplicado à coreografia, onde os movimentos puramente abstratos, executados de forma perfeita, chegam a parecer mecânicos. O conjunto afeta o público de uma forma tão estranha e marcante que Fase, quase 30 anos depois, permanece no repertório da companhia.

Em 1983, um ano depois da estreia de Fase, a coreógrafa Anne Teresa De Keersmaeker voltou a surpreender o público com a poderosíssima Rosas danst Rosas. A produção impulsionou a formação do Rosas, cujos primeiros membros foram as quatro bailarinas da versão de estreia do espetáculo: além da própria Anne Teresa De Keersmaeker, Michèle Anne De Mey, Fumiyo Ikeda e Nadine Ganase. A coreografia se tornou um clássico e integra até hoje o repertório da companhia.

Coreografia: Anne Teresa De Keersmaeker Criado com: Jennifer Everhard (Come Out) e Michèle Anne De Mey (Piano Phase, Clapping Music) Dançado por: Anne Teresa De Keersmaeker e Tale Dolven Música: Steve Reich – Piano Phase (1967), Come Out (1966), Violin Phase (1967), Clapping Music (1972) Desenho de luz: Mark Schwentner (Violin Phase e Come Out) e Remon Fromont (Piano Phase e Clapping Music) Figurinos: Martine André e Anne Teresa De Keersmaeker Técnicos: Wannes De Rydt, Jan Herinckx e Michael Smets Produção: 1982 – Schaamte (Bruxelas), Avila (Bruxelas); 1993 – Rosas e De Munt/La Monnaie (Bruxelas).

Coreografia: Anne Teresa De Keersmaeker Criada por: Adriana Borriello, Anne Teresa De Keersmaeker, Michèle Anne De Mey e Fumiyo Ikeda Dançada por: Tale Dolven, Sandra Ortega Bejarano, Elisaveta Penkova e Sue-Yeon Youn Música: Thierry De Mey e Peter Vermeersch Músicos: Thierry De Mey, Walter Hus, Eric Sleichim e Peter Vermeersch Cenografia: Anne Teresa De Keersmaeker Desenho de luz: Remon Fromont Figurinos: Rosas Direção de ensaios: Fumiyo Ikeda Técnicos: Wannes De Rydt, Jan Herinckx e Michael Smets Produção 1983: Rosas, Kaaitheater (Bruxelas) Coprodução 2011: Rosas, Sadler’s Wells (Londres). Turnê em parceria com SESC–SP e FID (BH). www.rosas.be

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Retrospectiva João Saldanha (Brasil, RJ)

O carioca João Saldanha é um dos mais respeitados e premiados coreógrafos brasileiros. É autor de dezenas de peças concebidas em conjunto com o Atelier de Coreografia, companhia que dirige desde 1986 no Rio de Janeiro e pela qual já passaram grandes nomes da dança carioca. Por sua importância para a história da dança no Rio de Janeiro, que se confunde com a trajetória do Panorama em seus 20 anos de existência, celebramos João Saldanha com uma retrospectiva de quatro trabalhos nesta edição do festival.

núcleos // 09 e 10 NOV / 18h / 22h

paisagem concreta

Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto

// 05 NOV / 22h

// 18 / 19 NOV / 21h // 20 NOV / 20h

// 06 NOV / 19h Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto

/ aprox. 60min

Adelmo Lapa

As ideias do consagrado paisagista Roberto Burle Marx ganham uma leitura coreográfica surpreendente. A organização espacial e os aspectos dinâmicos das formas, das cores e dos ritmos propostos pelo artista são apresentados nos corpos dos intérpretes, provocando um efeito imprevisível. Parte desse trabalho pressupõe o deslocamento do público para observar, através de lentes fixadas numa estrutura cenográfica, as ações e os movimentos dos bailarinos numa outra escala. Coreografia: João Saldanha Assistente de coreografia: Marcelo Braga Intérpretes: Laura Samy, Fernando Klipel, Maria Alice Poppe, Jamil Cardoso e Celina Portella Cenário: Marcelo Braga Figurino: Pia Franca Iluminação: Adelmo Lapa Trilha sonora: Sacha Amback Esculturas: Marina Vergara Cenotécnico: Custódio.

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CCBB Brasília

Renato Mangolin

/ 85min

Núcleos marca os 25 anos de atividades do Atelier de Coreografia de João Saldanha. Nessa criação, o espaço é mostrado ao público como um elemento totalmente ativo em que a visão da cor se destaca num sentido completo – físico, psíquico e espiritual. Estabelecendo um diálogo com as tonalidades e as intensidades de luz, faz uma referência direta às experimentações do artista plástico carioca Hélio Oiticica, que, em 1959, desenvolveu suas primeiras ideias em torno da cor no espaço. Ao mesmo tempo, o espetáculo representa uma síntese da trajetória do coreógrafo nos últimos 25 anos. Direção coreográfica e encenação: João Saldanha Assistência de coreografia e figurinos: Marcelo Braga Dançado por: Thiago Sancho, Olivia Secchin, Ana Paula Marques e Maria Alice Poppe Iluminação: Adelmo Lapa Trilha composta por: Sacha Amback Agradecimentos: Tato Taborda e Sacha Amback.


qualquer coisa a gente muda

monocromos Renato Mangolin

// 12 NOV / 20h30 Teatro João Caetano / aprox. 45min

Substituir uma ação por outra, os lugares de atuação, uma flor, o verbo pela atenção, um movimento por outro. Substituir a plateia pelo palco, o público pelo artista, uma ideia por uma proposta, os sons pela melodia, substituir a atenção por algum silêncio. Qualquer coisa a gente muda é um experimento coreográfico que celebra os 83 anos de vida de Angel Vianna, dos quais 63 foram dedicados inteiramente à dança. Em justaposição, a bailarina Maria Alice Poppe introduz uma dança em que sobressai a percepção de volume e expansão. Um cardápio de possibilidades impulsionado pela atenção à movimentação construída, passo a passo, por essas duas figuras únicas na história da dança carioca. A peça tem um prólogo de 10 minutos no palco do teatro. Apenas os 300 primeiros espectadores podem assistir. Direção e encenação: João Saldanha Atuação: Angel Vianna e Maria Alice Poppe Assistência de direção e figurinos: Marcelo Braga Iluminação: Adelmo Lapa Agradecimentos: Priscilla Teixeira e Andrea Chiesorin.

João Saldanha & Focus Cia. de Dança

Divulgação

// 15 NOV / 19h (Projeto Sete em Ponto) Teatro Municipal Carlos Gomes / aprox. 40min

A coreografia Monocromos, que estreou no Festival Panorama em 2007, ganhou remontagem especial para esta edição pela jovem companhia carioca Focus, dentro da homenagem a João Saldanha. Sofisticado e minuciosamente calculado, esse espetáculo de Saldanha sobrepõe padrões de quintetos, duos, trios e solos em complexas estruturas de movimento, típicas em sua obra. Deslocamentos laterais e frontais misturados à intensidade de luz e sombra no diálogo entre corpos sonoros e corpos físicos geram uma vertiginosa sensação, criando a ideia de acumulação. Coreografia e cenografia: João Saldanha Assistente de coreografia: Marcelo Braga Iluminação: Adelmo Lapa e João Saldanha Figurinos: Francisco Costa Dançarinos: Alex Neoral, Carol Pires, Clarice Silva, Marcio Jahú e Mônica Burity Trilha sonora: Gyorgy Ligeti – Volumnia e Ramifications Agradecimentos: Marcelo Braga, Laura Samy, Jamil Cardoso, Vivian Miller e Sacha Amback. Os quatro espetáculos são uma parceria com Prefeitura do Rio / Secretaria Municipal de Cultura / Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro.

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guia de ideias correlatas

baseado em fatos reais

Grupo Cena 11 Cia. de Dança (Brasil, SC) // 11 NOV / 20h

Cia. Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira (Brasil, SP) // 05 NOV / 19h Teatro Municipal Carlos Gomes

Teatro Municipal Carlos Gomes Ines Correa

/ 80min

Estamos sempre nos baseando em fatos que já aconteceram ou não para contar nossas histórias. Baseado em fatos reais trata de como produzir o presente a partir da memória. Para criar esse espetáculo, Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira recorreram a montagens de 1.800 fotos da carreira da dupla. Os materiais originais de trabalhos anteriores foram recortados e rearranjados, resultando em uma ampliação do vocabulário desenvolvido por eles. Baseado em fatos reais forma uma trilogia com O nome científico da formiga (2007) e O animal mais forte do mundo, apresentado no Panorama 2009. Desde 2000, Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira desenvolvem um projeto de pesquisa investigativa para dança baseado no diálogo entre suas diferentes formações artísticas: uma popular, outra erudita. Ângelo cresceu dentro do Balé Popular do Recife, do qual foi solista, coreógrafo e diretor; Ana é formada em balé clássico. As obras concebidas pela dupla resultam de um amplo processo onde o balé clássico, a dança contemporânea e a cultura popular se reconfiguram em uma nova linguagem. Por seu trabalho inovador, já receberam inúmeros prêmios. Criação, pesquisa de linguagem, direção e aulas preparatórias: Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira Iluminação, direção técnica e administração: Juliana Augusta Vieira Figurinos: Ana Catarina Vieira Elenco colaborador: Patricia Aockio, Luiz Anastácio, Ana Catarina Vieira, Beto Madureira e Ângelo Madureira Artistas participantes do processo de pesquisa: Patricia Aockio, Luiz Anastácio, Ana Catarina Vieira, Beto Madureira, Ângelo Madureira, Eduardo Fukushima, Carol Coelho e Marcela Sena Sonorização: Beto Madureira Produção: Iara Maria Vieira Técnico de luz e som: Marcos Santos Fisioterapeuta: Maria Vargas Lustig Direção geral: Ana Catarina Vieira. http://www.dancacontemporanea.com.br/ 10

// 04 / 05 NOV / 21h // 06 NOV / 20h

Cristiano Prim

CCBB Brasília

/ 60min

O novo trabalho do Grupo Cena 11 Cia. de Dança disseca, ao vivo, ideias que estruturam questões propostas pela companhia. É uma aulaespetáculo que consolida os 17 anos de uma redefinição do corpo. Em Guia de ideias correlatas, os bailarinos transitam pelas ações de Violência, SKINNERBOX, Pequenas frestas de ficção sobre realidade insistente e Embodied voodoo game - espetáculos que passaram pelo Panorama, construindo as cenas com uma complementação multimídia cujo objetivo é propor a dança como uma estratégia cognitiva. O resultado é uma produção original que permite um amplo diálogo com o público, democratizando o acesso à evolução da companhia. Dirigido por Alejandro Ahmed, o Grupo Cena 11 Cia. de Dança, de Florianópolis (SC), desenvolve uma técnica particular e instaura projetos de pesquisa onde teoria e prática confluem no entendimento de dança. Um núcleo de criação multidisciplinar compõe a base para uma produção artística em que a ideia precisa ganhar expansão em um corpo e organizarse como dança. Tendo estreado em 1994, com Respostas sobre dor, é uma das mais importantes companhias brasileiras. Direção artística e coreografia: Alejandro Ahmed Elenco e coreografia: Adilso Machado, Aline Blasius, Cláudia Shimura, Jussara Belchior, Karin Serafin, Leticia Lamela, Marcos Klann e Mariana Romagnani Trilha sonora e coordenação de montagem: Hedra Rockenbach Figurino: Karin Serafin Operação de luz, vídeo e som: Alejandro Ahmed e Hedra Rockenbach Fotos e operação de câmera: Cristiano Prim Interlocução teórico-prática: Fabiana Dultra Britto Cabelos: Robson Vieira Sede e preparação técnica: Academia Catarinense de Ginástica Apoio: Colégio Catarinense Patrocínio: Petrobras. http://www.cena11.com.br/


Cornaca Grupo R.E.C. (Brasil, RJ) // 06 NOV / 19h Teatro Armando Gonzaga

Out of Time Alice Ripoll

// 12 NOV / 19h

Colin Dunne (Irlanda)

Peter Hallward

// 07 NOV / 20h

SESC São Gonçalo

Teatro Municipal Carlos Gomes

// 14 NOV / 19h Teatro Mário Lago

// 11 / 12 NOV / 21h // 13 NOV / 20h

/ 40min

CCBB Brasília

/ 65min Cornaca aborda o universo dos afetos. Em cena, cinco homens passam por situações e coreografias que sugerem as mais variadas maneiras de se relacionar. Amizade, competição, luta, exclusão, cuidado. Com relação à movimentação, a pesquisa aborda diferentes possibilidades de contato corporal e de deslocamentos decorrentes desses contatos, criando encaixes cada vez mais elaborados. Em 2010, Cornaca foi apresentado no Panorama como obra em processo no programa Tardes no Parque. Alice Ripoll e Juliana Medella são bailarinas e coreógrafas brasileiras. Desde 2006 desenvolvem parceria em diferentes projetos de dança, como os espetáculos Amanhã recomeço (Alice Ripoll), Que as saídas sejam múltiplas (Alice Ripoll e Fernando Klipel), Gêmeos (Alex Cassal); e o videodança Desnudamento público das paixões. Primeiro trabalho do Grupo R.E.C. – Reação em Cadeia, Cornaca é fruto do encontro das artistas com os intérpretes criadores. Direção: Alice Ripoll e Juliana Medella Interpretação: Alan Ferreira, Alex Tavares, Erick Nery, Leandro Coala e Liuz LA Criação: Alan Ferreira, Alex Tavares, Erick Nery, Leandro Coala, Leandro Lima e Liuz LA Trilha original: Isadora Medella Figurino: Paula Ströher Assistente de ensaios: Anita Tandeta Apoio: Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro Flyer: Tiago Rivaldo Foto: Alice Ripoll Agradecimentos: Cláudia Ribeiro, Instituto Prósaber, Maisa Aguiar, Sullivan Santos, Diogo Moraes, Chiara Krengiel, Creche São Sebastião e Renato Oliveira Realização: Grupo R.E.C.

Primeiro solo de Colin Dunne, Out of Time é um espetáculo multidisciplinar que leva o público a uma viagem surpreendente pelo mundo interior do artista. A partir de seu virtuosismo técnico no sapateado irlandês e da manipulação eletrônica de arquivos, Out of Time coloca lado a lado a tradicional dança irlandesa do sapateado e a visão do coreógrafo sobre sua herança cultural. Colin Dunne começou a estudar sapateado irlandês aos três anos. Projetou-se internacionalmente como a estrela do grupo musical Riverdance, do qual fez parte de 1995 a 1998. Saiu da companhia para se dedicar a um novo projeto com Jean Butler. Há alguns anos vem fazendo a transição do sapateado irlandês para o mundo da dança contemporânea e do teatro. Seu novo percurso criativo foi se desenhando durante uma residência na Universidade de Limerick, onde, em 2002, concluiu o mestrado em dança contemporânea. Criação e performance: Colin Dunne Direção: Sinéad Rushe Desenho de som e técnica: Fionán de Barra Direção de filme e edição: Sean Westgate Desenho de luz: Colin Grenfell Figurinos: Joan O’Clery Música original: Ian McDonnell Música: Martin Hayes e Dennis Cahill. Apoio de turnê: Culture Ireland. Turnê em parceria com SESC–SP. http://www.colindunne.com/

Parceria com o Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro. 11


Aléeff

Âataba Taoufiq Izeddiou/ANANIA – Compagnie Choréographique Marocaine (Marrocos)

Tim Cross

// 09 NOV / 20h Teatro Municipal Carlos Gomes

/ 50min

Âataba quer dizer portal, em árabe. O coreógrafo marroquino Taoufiq Izeddiou propõe um olhar sobre a diversidade cultural do Marrocos, país marcado por um intenso cruzamento de influências devido à sua localização geográfica. Em cena, apenas mulheres: o desafio aqui é fugir dos estereótipos, abrindo-se às surpresas e expectativas geradas pelo confronto do histórico de cada uma. Na trilha sonora, também feita de misturas, sobressaem vozes de nacionalidades diversas. De origem ganesa, Taoufiq Izeddiou nasceu em Marrakech. Formado em arquitetura, foi ator, atleta (praticou boxe e futebol) e trabalhou na indústria antes de chegar à dança. Frequentou aulas de dança contemporânea em programas na África e na Europa, sob a direção de estrelas como Georges Appaix, Sam Louwick, Ornella d’Agostino, Bernardo Montet e Louis Ayet. Criou seu primeiro solo em 2000. Fundou a ANANIA – Compagnie Choréographique Marocaine em 2002 com outros dois artistas marroquinos, Bouchra Ouizgen e Saïd Aït El Moumen. Coreografia e encenação: Taoufiq Izeddiou Concepção musical: Guy Raynaud Intérpretes: Judith Manantenasoa, Hassania Himmi, Chloé Favriau e Flávia Aparecida dos Santos Técnico de luz: Said Ait El Moumen Produção: ANANIA Coprodução: Rencontres Chorégraphiques Internationales de SeineSaint-Denis, Service Culturel de l’Ambassade de France (Rabat), Arcadi, CulturesFrance, Centre National de la Danse (Pantin) Apoio: Mairie de Cahors, Centre Chorégraphique National de Caen, Arts Movies Africa, École des Sables (Senegal) e Operaestate Festival Veneto. 12

Taoufiq Izeddiou/ANANIA – Compagnie Choréographique Marocaine (Marrocos)

Dimitri Tsiapkinis

// 11 / 12 / 13 NOV / 19h30 CCBB Rio de Janeiro

/ 60min

Para Taoufiq Izeddiou, a questão da identidade é uma ferida aberta. “Qual é a sua dança? Qual é a minha dança? Sou marroquino? Sou africano? Sou mediterrâneo? Sou árabe? Sou cidadão do mundo? Eu e o outro? A liberdade do Afeganistão não é igual ao desuso da burka. O presidente Obama não é igual ao fim do racismo. Pisemos o chão todos juntos e respiraremos como cães”, escreve o coreógrafo no texto de apresentação de Aléeff, que quer dizer “eu me viro”. Para Izeddiou, a dança contemporânea ainda é uma batalha no Marrocos, em sua busca de um outro corpo e uma outra identidade, identidade que, na busca de si mesma, já começa a se libertar de qualquer história oficial nacional ou de família. Neste seu mais novo solo, Izeddiou anuncia sua busca por autoconhecimento. Com ele em cena, o tradicional músico ganês Maâlem Adil Amimi e o artista sonoro Guy Raynaud compõem uma atmosfera propícia a uma viagem pela memória. No dia 8 de novembro, o músico Adil Amimi faz show no Teatro Municipal Carlos Gomes, às 19h, dentro do Projeto Sete em Ponto. Coreografia: Taoufiq Izeddiou Com: Maâlem Adil Amimi Design de som: Guy Raynaud Design de luz: Taoufiq Izeddiou Produção: ANANIA Coprodução: Bonlieu Scène Nationale Annecy, Centre National de la Danse Pantin, Institut Français, Paris, Centre Chorégraphique National Tours, Centre Chorégraphique National de Caen BasseNormandie, la Mission Départementale de la Culture Aveyron, MJC Rodez, Service de Coopération et d’Action Culturelle de l’Ambassade de France Rabat. Apoio de turnê: Institut Français - Afrique en création. Turnê em parceria com FID (BH) e Festival Contemporâneo de Dança (SP).


The Hot One Hundred Choreographers Cristian Duarte (Brasil, SP) // 08 NOV / 18h / 22h

The Continuum: Beyond the Killing Fields

Armazém da Utopia Espaço 2

/ 50min Carol Mendonça

The Hot One Hundred Choreographers tem como ponto de partida a obra The Hot One Hundred, do artista britânico Peter Davies. Orientando-se pelos estudos de Umberto Eco em seu livro A vertigem das listas, que confere outros entendimentos organizacionais e perceptivos às listas, o solo não garante lugar fixo nem valoração por números do conteúdo selecionado. A lista proposta nessa peça coreográfica navega por um turbilhão de referências fragmentadas. O projeto vai além da encenação: o site http://www.lote24hs.net/. disponibiliza a lista dos 100 coreógrafos-obras listados nesta criação. Formado em publicidade e propaganda, Cristian Duarte desde 1994 se dedica à pesquisa e à criação em dança contemporânea. Participou da fundação do Estúdio e Cia. Nova Dança em São Paulo, entre 1995 e 2000. Graduou-se na P.A.R.T.S. (Performing Arts, Research and Training Studios), escola dirigida pela coreógrafa Anne Teresa De Keersmaeker, em Bruxelas. Colaborou com artistas como Lynda Gaudreau/Cie. de Brune (Canadá) e Paz Rojo (Espanha/ Amsterdã). Foi cofundador e diretor da plataforma DESABA (entre 2007 e 2011), em parceria com Thelma Bonavita, em São Paulo. Atualmente coordena e facilita o campo de pesquisa APT? – “a piece... together?”, em parceria com a coreógrafa Paz Rojo. Proposição, criação e performance: Cristian Duarte Colaboração de pesquisa e criação: Rodrigo Andreolli Iluminação: André Boll – Santa Luz Edição da trilha: Tomás Monteiro Design: Cristian Duarte e Rodrigo Andreolli Webdesign e programação do site: Roberto Winter Hot contribuições: Bruno Freire, Júlia Rocha e Tarina Quelho Figurino: Cristian Duarte Fotografia: Carolina Mendonça Registro de vídeo: Osmar Zampiere Produção artística: Cristian Duarte e Rodrigo Andreolli Apoios/Agradecimentos: Artist Faculty Program at School of Dance – Herberger Institute at Arizona State University/ EUA, Simon Dove, Universidade Anhembi Morumbi, Valéria Cano Bravi, PUCSP – Artes do Corpo, Rosa Hércoles, Peter Davies e mais de 100 coreógrafos. Produzido originalmente para o 15º Cultura Inglesa Festival. http://www.lote24hs.net/

TheatreWorks (Cingapura) // 09 / 10 NOV / 19h CAIXA Cultural – Teatro Nelson Rodrigues

Cortesia de TheatreWorks

/ aprox. 100min

A tragédia vivida pelos cambojanos durante os anos de dominação do Khmer Vermelho, na década de 70, é apresentada ao público neste emocionante trabalho da companhia TheatreWorks. À frente do espetáculo – que mistura vídeos, encenações e relatos –, está Em Theay, formada na dança clássica cambojana e artista sobrevivente do regime instaurado pelo fanático ditador Pol Pot, que promoveu um verdadeiro genocídio no Camboja. Única sobrevivente que ainda pratica esse tipo de dança, ela mesma conta sua história no espetáculo. Fundada em Cingapura em 1985, The TheatreWorks montou mais de 200 produções e fez 2.500 performances. Em 1988, Ong Keng Sen assumiu a direção artística da companhia e, desde então, ela é conhecida por promover a reinvenção da performance tradicional. Os resultado são produções que se preocupam com as trocas artísticas, realizadas por meio de uma rede de profissionais tradicionais e contemporâneos de diferentes disciplinas. Criado e dirigido por: Ong Keng Sen Intérpretes-criadores: Em Theay, Thong Kim Ann (Preab), Kim Bun Thom e Mann Kosal Vocais e música: Fukuoka Yutaka (Yen Chang) Recriação da luz: Thomas Dunn Videografia: Noorlinah Mohd Produzido por: Tay Tong/TheatreWorks (Cingapura) Produção de palco: Lisa Porter Produtor do projeto: Hoo Kuan Cien Engenheiro de som: Jeffrey Yue Assistente de palco: Emily Hayes Tradutor: Kang Rithisal Apoio à turnê: National Arts Council, Cingapura, Singapore International Foundation Agradecimento especial: Amrita Performing Arts, Camboja. Apoio de turnê: National Arts Council Singapore e Singapore International Foundation. Turnê em parceria com FID (BH) e SESC-SP. http://theatreworks.org.sg/ 13


Um corpo acústico Edson Beserra (Brasil, DF)

Kneeding Divulgação

// 08 / 09 / 10 NOV / 19h30 Oi Futuro Flamengo

Jefta van Dinther (Holanda)

Javier Vaquero Ollero

// 10 / 11 NOV / 22h Armazém da Utopia Espaço 1

/ 45min

/ 45min

Um corpo acústico aborda o diálogo entre o homem e o mundo atual. Um exercício de escuta coletiva, com vocabulários predefinidos num jogo de improvisação entre artistas e público. Um trabalho que explora arte e tecnologia a serviço do homem. Uma discussão sobre comunicação e tentativas de acordo e consenso. Edson Beserra iniciou sua carreira nas artes cênicas como ator, em Brasília. A partir de 1992 começou a frequentar aulas de dança contemporânea e balé clássico. Foi integrante da Trupe 108 Cia de Dança e do Basirah (DF). Foi bailarino da Quasar Cia. de Dança (GO), da Cia. de Dança Deborah Colker (RJ) e do Grupo Corpo Cia. de Dança (MG). Trabalhou como convidado na M.E.I.O. Artistas Associados (MG) e na Renato Vieira Cia de Dança (RJ). Direção: Edson Beserra Desenho de luz: Moises Vasconcelos Trilha sonora: Tomas Seferin Produção: Ossos do Ofício - Confraria das Artes.

Kneeding é uma coreografia para três homens. Explora as relações entre o que acontece dentro e fora de um corpo, mostrando como processos internos se manifestam externamente e como o exterior influencia o que reside no interior. O corpo que dança e seus arredores táteis combinam-se com a imaginação. Dessa forma, Kneeding negocia num território que se situa entre a fisicalidade e a psicologia, entre “kneading” (amassar) e “needing” (precisar). O público se torna testemunha da ação e também cúmplice no ato de produzir e significar as imagens que emergem dessa coreografia de extrema fisicalidade. O coreógrafo e intérprete Jefta van Dinther cresceu na Suécia, mas trabalha entre Amsterdã, Estocolmo e Berlim. Junto com os outros participantes de Kneeding, foi cocurador do In-Presentable Festival 2009, em Madri, e organizou o The Living Room Festival. Atualmente desenvolvem projeto com a designer de luz Minna Tiikkainen, previsto para estrear em dezembro deste ano. Kneeding estreou em 2010, em Amsterdã. Conceito: Jefta van Dinther Criação e performance: Jefta van Dinther, Frederic Gies e Thiago Granato Som: David Kiers Produção: Frascati Productions, Amsterdã Apoio: 6M1L e Estúdio Nave, São Paulo. Apoio de turnê: Central de Cultura Brasil & Holanda 2011/2012. Turnê em parceria com FID (BH), Festival Contemporâneo de Dança (SP). www.jeftavandinther.com

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Psycho-Magic Actions for a World Gone Wrong Dance for Nothing Eszter Salamon (Alemanha / Hungria) // 11 NOV / 19h // 12 NOV / 22h

Alain Roux

Armazém Utopia Espaço 1

/ 80min Inclui conversa com o público

Em Dance for Nothing, Eszter Salamon lê Lecture on Nothing (1949), de John Cage. A ideia de utilizar música composta por palavras, fazendo da performance uma ação paralela que ocorre em outra temporalidade, segue o desejo inicial de promover interação mas sem interferência. “A dança em Dance for Nothing deverá ser autônoma e nunca ilustrar ou comentar o texto”, diz a coreógrafa. Eszter Salamon estudou dança clássica na National Acadamy of Dance, em Budapeste. Em 1992, mudou-se para a França, onde trabalhou com coreógrafos como Sidonie Rochon, Mathilde Monnier e Francois Verret. A partir de 2000, apresentou trabalhos em parceria com Brenda Edwards, Xavier Le Roy, Herman Diephuis e Simone Verde, entre outros artistas. Atualmente participa do projeto 6M1L (6 Month 1 Place), no Centre Chorégraphique National de Montpellier. Conceito e performance: Eszter Salamon Música: John Cage Organização: Alexandra Wellensiek, extrapole/Agnès Henry Coprodução: DANCE 2010, 12.Internationales Festival des Zeitgenössischen Tanzes (Munique), Festival Next (Valenciennes), Far – Festival des Arts Vivants (Nyon), TanzWerkstatt Berlim/Tanz im August Apoio: National Performance Network Com financiamento de: German Federal Cultural Foundation and Botschaft (Berlim) Agradecimentos: Shaina Anand and Ashok Sukumaran/CAMP, Bojana Cvéjic, Paf-St. Erme, Jan Ritsema. Apoio de turnê: Goethe Institut. Turnê em parceria com Festival Contemporâneo de Dança (SP). www.eszter-salamon.com

Manuel Vason

Guillermo Gómez-Peña (México / EUA), Marcela Levi (Brasil, RJ), Michele Ceballos (Colômbia) // 10 NOV / 16h / Ensaio aberto no Teatro Gláucio Gil // 11 e 12 NOV / 23h Armazém da Utopia Espaço 2

Resultado de residência que reuniu a brasileira Marcela Levi, o mexicano Guillermo Gómez-Peña e a colombiana Michele Ceballos, Psycho-Magic Actions for a World Gone Wrong é uma apresentação ritual de arte viva que utiliza a estética “robot-barroca-cyborgkitsch” e o humor ácido. Usando o processo de ações psico-mágicas nos fazemos as seguintes perguntas: o que é verdadeiramente eXtremo quando tudo é eXtremo? Tudo é eXtremo? O que significa uma verdadeira interatividade quando tudo é interativo? Como podemos nos manter abertos, originais, porosos, divertidos, críticos, sem cair na fartura post-irônica nem criar um produto préfabricado a mais para os festivais internacionais. Guillermo Gómez-Peña é performer, videasta, escritor, teorizador da cultura, ciber-punk, chicano, sampleador etno-tecno-canibal e ativista. Michele Ceballos é diretora artística, educadora, coreógrafa e dançarina. Faz parte do coletivo La Pocha Nostra desde 2006. Nos últimos anos, Guillermo Gómez-Peña, Michele Ceballos e os outros integrantes do coletivo transnacional La Pocha Nostra examinaram o corpo humano como lugar de espiritualidades radicais, memória, penitência, ativismo, fúria estilizada e reinvenção corporal. Marcela Levi é performer e coreógrafa carioca. Desde 2002 vem elaborando uma linguagem que tumultua a hierarquia entre corpo e objeto, incidindo sobre diversas dicotomias (dentro-fora, corpo-mente, ativo-passivo, afirmação-negação) que, muitas vezes, balizam nossa percepção. Concepção e interpretação: Guilhermo Gómez-Peña, Michele Ceballos e Marcela Levi. www.pochanostra.com www.marcelalevi.com 15


Cédric Andrieux Jérôme Bel (França) // 13 NOV / 18h (Projeto Domingo a R$ 1) Teatro Municipal Carlos Gomes

/ 80min Herman Sorgeloos

Cédric Andrieux é um solo concebido pelo coreógrafo francês Jérôme Bel para ser interpretado pelo próprio Cédric Andrieux. Reflete sobre a carreira do intérprete: desde seus estudos como bailarino contemporâneo na cidade de Brest (França) e no Conservatoire National Supérieur de Musique et de Danse de Paris, até seu trabalho como performer na Merce Cunningham Dance Company e, recentemente, na Opéra Ballet de Lyon. Essa é a quinta peça da série de solos sobre intérpretes criados a partir de 2004 por Jérôme Bel, que já abordou as carreiras de Véronique Doisneau, Isabel Torres, Pichet Klunchun e Lutz Förster. Jérôme Bel vive em Paris e trabalha por todo o mundo. É formado pelo Centre National de Danse Contemporain em Angers. Seus trabalhos são famosos por seu caráter provocador e por proporem transformações na cultura pop – da secura conceitual de Nom donné par l’auteur (1994) à imaginação pop exibida em The Show Must Go On (2001), ambas apresentadas no Festival Panorama. Conceito: Jérôme Bel Por e com: Cédric Andrieux Com extratos de peças de: Trisha Brown (Newark), Merce Cunningham (Biped, Suite for 5), Philippe Tréhet (Nuit fragile) e Jérôme Bel (The Show Must Go On) Ensaiadores: Jeanne Steele (Merce Cunningham) e Lance Gries (Trisha Brown) Coprodução: Théâtre de la Ville (Paris), Festival d’Automne (Paris), R.B. Jérôme Bel (Paris) Apoio: Centre National de la Danse (Paris), La Ménagerie de Verre (Paris) e Baryshnikov Arts Center (Nova York) Agradecimentos: Thérèse Barbanel, Trevor Carlson e Yorgos Loukos Diretor de produção: Sandro Grando. Jérôme Bel tem financiamento de Direction Régionale des Affaires Culturelles d’Ile-de-France, French Ministry for Culture and Communication e de Cultures France, French Ministry for Foreign Affairs, para turnês internacionais. Apoio de turnê: Institut Français. http://www.jeromebel.fr/

Ativismo de gravata – talk show The Yes Men (EUA) // 14 NOV / 20h Armazém da Utopia Espaço 2

/ aprox. 60 min

The Yes Men: substantivo masculino que indica alguém que concorda com tudo o que seu chefe diz. Foi essa a inspiração de Andy Bichlbaum e Mike Bonanno para nomear o coletivo criado por eles há mais de dez anos. Seu modus operandis: depois de indicarem um alvo, geralmente grandes corporações ou políticos, roubam suas identidades e recriam sua imagem como forma de denúncia. Pela primeira vez no Brasil, a dupla surge numa conversa-performance surpreendente. The Yes Men são Andy Bichlbaum e Mike Bonanno, artistas e ativistas que, através de performances absurdas e cheias de humor irreverente, praticam a chamada “correção de identidade, desmascarando a irresponsabilidade das corporações multinacionais e sua trama de interesses políticos e econômicos”. The Yes Men lançou os filmes The Yes Men (2003) e The Yes Men Fix the World (2009). www.theyesmen.org

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Divulgação


Travesqueens Elielson Pacheco (Brasil, PI), Erivelto Viana (Brasil, MA) e Ricardo Marinelli (Brasil, PR)

Encontro para cinco pessoas

// 15 e 16 NOV / 22h

Josie Cáceres (Equador)

Armazém da Utopia Espaço 1

/ 50min

El olor de mis hijos

Resultado de residência artística realizada dentro do Panorama e que faz sua estreia no festival.

Federica Folco (Uruguai) // 14 e 15 NOV / 21h

Marcio Vasconcelos

Armazém da Utopia Espaço 2

/ aprox. 60min Resultado de residência artística realizada dentro do Panorama e que faz sua estreia no festival. Divulgação

Segundo a tradição filosófica materialista, os átomos caem paralelos no vazio, rapidamente, em diagonal. Se um deles se desvia de seu rumo “provoca um encontro com o átomo vizinho e, de encontro em encontro, uma série de choques e o nascimento de um mundo” (Epicuro y Lucrecio, em Nicolas Bourriaud). Josie Cáceres é uma das fundadoras do Encontro No Más Luna En El Agua. Foi professora na Universidad Católica del Ecuador, em Incine. Desde 2007 trabalha de forma independente. Codirigiu o Primeiro Festival de Videodança realizado no Equador, em novembro de 2009. No mesmo mês foi convidada a participar da residência artística Solo con natura, em Puerto del Morro Guayas, no Equador. Criação e interpretação: Josie Cáceres.

“Como dar valor a sua mão sobre a minha perna? Ao cheiro dos meus filhos, ao cruzamento de olhares, a movimentos pequenos e sutis? Merda. Como fazer para dizer algo simples se o simples não está na moda, se os pequenos acontecimentos não são polêmicos nem midiáticos? (…)” Que bom encontrar nas palavras de outro, Brian Holmes, em seu Manifesto Afectivista, apoio constante. Pensava que apenas meus pais podiam ter manifestos. O trabalho é resultado de residência artística realizada dentro do Panorama e faz sua estreia no festival. Federica Folco cria obras e realiza projetos com artistas de diversas partes do mundo desde 2000. Coordena oficinas, espaços de reflexão e experimentação de estratégias e processos de criação em colaboração. Durante dez anos foi professora do Instituto del Niño y Adolescente Uruguayo, onde trabalhou com adolescentes em detenção. É membro da Red Sudamericana de Danza e da Asociación de Danza del Uruguay. Criação e interpretação: Federica Folco. Estes projetos receberam apoio do programa Iberescena 2010.

Cintia Sapequara é ludovicense, adora doce de espécie e guaraná Jesus, usa sutiã extra GG, tem um quadro em um programa semanal na TV da cidade em que mora e é garota-propaganda. Sayara é teresinense, gosta de homens trabalhadores, come quibe na pastelaria do chinês, aprendeu dança do ventre pela internet e gosta das coisas simples. Princesa Ricardo é curitibana, loura, ninfomaníaca, detesta parecer engraçada, só usa roupa preta e já sonhou ser cantora. Elas se encontraram anos atrás e decidiram que um dia fariam juntas um espetáculo de dança contemporânea. O espetáculo é uma das atividades de projeto homônimo lançado em abril deste ano pelos artistas Elielson Pacheco (Piauí), Erivelto Viana (Maranhão) e Ricardo Marinelli (Paraná). Eles já circularam por três capitais brasileiras com residência artística, oficina, mesa de debates e duas mostras públicas. Elielson Pacheco teve seu primeiro contato com as artes cênicas em 1998, na Oficina Permanente de Teatro Procópio Ferreira. Desde março de 2006 integra o Núcleo do Dirceu, um coletivo de 18 artistas coordenado por Marcelo Evelin, em Teresina. Erivelto Viana iniciou seus estudos em 1993 em oficinas de interpretação teatral e balé clássico no Teatro Arthur Azevedo, em São Luís. Em 1996 começou a pesquisar danças e manifestações populares maranhenses. Dois anos depois fundou a Pulsar Cia. de Dança. É diretor do festival Conexão – Dança Contemporânea, em São Luís, que realizou sua 3ª edição. Ricardo Marinelli é artista e produtor independente nos campos da dança contemporânea e das artes visuais. Integra o coletivo Couve-Flor Minicomunidade Artística Mundial, em Curitiba. Foi professor de dança e filosofia na UFPR (2005-2006), universidade pela qual é licenciado em educação física (2002) e mestre em educação (2005). Foi bolsista da Casa Hoffmann em 2003-2004. Concepção e gestão geral de projeto: Ricardo Marinelli Criação e performance: Elielson Pacheco, Erivelto Viana e Ricardo Marinelli Colaborações artísticas: Cristian Duarte e Marcelo Evelin Apoio visual e make up (da Princesa): Aurélio Dominoni Direção de produção: Ricardo Marinelli Parcerias: Couve-Flor Minicomunidade Artística Mundial, Núcleo do Dirceu e Coletivo Bem Ditos. Este projeto foi contemplado com o prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2010. www.travesqueens.blogspot.com 17


O samba do crioulo doido Luiz de Abreu (Brasil, SP)

Intervalo Frederico Paredes (Brasil, RJ) Gill Grossi

// 17 NOV / 20h Teatro Municipal Carlos Gomes

Mauro Cury

/ 50min

Numa homenagem aos 20 anos do Panorama, a noite reúne duas remontagens que simbolizam o atual momento que o Rio de Janeiro atravessa, de transformações profundas e valorização da cultura para exportação. O samba do crioulo doido discute a inter-relação entre o corpo-objeto, construído pela diáspora, e o corpo-sujeito, que transgride, afirma e resiste, estabelecendo uma corporeidade que devolve ao corpo-objeto o sujeito que lhe foi extirpado, junto com seus sentimentos, seus valores, suas crenças, a palavra e suas singularidades estéticas. Luiz de Abreu constrói imagens corporais reconhecíveis e fragmentadas, questionando este “corpo negro” reificado e que geralmente é associado a samba, carnaval e erotismo na cultura nacional. Criado em 2004 e exibido no Panorama daquele ano, divide a noite com Intervalo, de Frederico Paredes. É a chance de o público carioca rever este trabalho marcante. Luiz de Abreu nasceu em Araguari (MG), em cujos terreiros de umbanda teve seu primeiro contato com a dança. A rica cultura mineira transparece em seus espetáculos. Nos anos 90, depois de passar por diferentes companhias de Belo Horizonte, mudou-se para São Paulo, onde fundou a companhia WLAP. Em sua carreira solo, desenvolve trabalhos a partir de temas relacionados ao corpo negro e a questões de gênero. O samba do crioulo doido participou de festivais em Berlim, Croácia, Portugal, Espanha, Inglaterra, França e Cuba, recebendo numerosos elogios. Criação, direção, interpretação, cenário e figurino: Luiz de Abreu Trilha sonora: Luiz de Abreu e Teo Ponciano Percussão ao vivo: Teo Ponciano Iluminação: Luiz de Abreu e Alessandra Dominguez Operação de luz: Décio Filho Produção: Samba do Crioulo Doido Produções Artísticas e Samba do Crioulo Doido Companhia de Dança Apoio: Rumos Itaú Cultural Dança. 18

O palco, as matas brasileiras ou a antiga Avenida Central do Rio. Territórios cobiçados simultaneamente por forças distintas, que ali se implantaram ou se implantam como corpos estranhos para capturar seus tempos e seus espaços. Intervalo é um estudo sobre os princípios de dominação e colonização que entrelaça fontes díspares, tais como gravações de cantos de pássaros ou anedotas sobre a urbanização do Rio antigo, além de explicações sobre a estrutura e a criação do próprio solo coreográfico. Ao longo de seu breve trajeto, Frederico Paredes tece uma metacoreografia em que descreve o que significa invadir e, consequentemente, coabitar. Intervalo estreou em 2003 e foi indicado pelo jornal O Globo como um dos dez melhores espetáculos daquele ano. Uma obra que parece feita para o Rio de Janeiro de 2011. Performer carioca, Frederico Paredes se formou como bailarino pela Escola Angel Vianna (com posterior obtenção de licenciatura plena em dança pela Faculdade Angel Vianna). Projetou no campo coreográfico sua pesquisa artística, centrada atualmente na relação corpo-poder-cultura. Dançou com Márcia Rubin e João Saldanha. Desenvolve trajetória autoral como coreógrafo, iniciada em trabalhos com a Dupla de Dança Ikswalsinats (1995-2005, formada com Gustavo Ciríaco e subvencionada pela Prefeitura do Rio em 20032004). Já se apresentou em diversos festivais, entre eles, Panorama, Springdance/Preview, KunstenFESTIVALdesArts, Fierce! e LiFE LiVE. Coreografia, texto e performance: Frederico Paredes Iluminação: José Geraldo Furtado Trilha sonora: Canto das aves do Brasil, de Johan Dalgas Frisch.


The Inkomati (dis)cord Panaíbra Gabriel (Moçambique) e Boyzie Cekwana (África do Sul) // 19 NOV / 21h // 20 NOV / 19h

Ombre primitive // Et si Marcel Gbeffa & Valérie Fanodougbo / Companhia Multicorps (Benin) // 18, 19 e 20 NOV / 19h30 CCBB Rio de Janeiro

Armazém da Utopia Espaço 1 Elyse Fitte

/ 50min O duo Ombre primitive aborda o encontro entre duas espécies em um lugar de descoberta do outro e de si mesmo, do diálogo que se estabelece entre esses corpos, seus movimentos, suas emoções. O que pode acontecer? Eles vivem seus espaços e seus conceitos; percorrem seus mundos e seus imaginários. A cultura aprisiona os seres, enquanto outros lhes oferecem liberdades. Os dois encontram-se nesse universo, prisioneiros de suas diferenças e atraídos por elas. Ora eles se aproximam, ora se repelem. Suas sombras se misturam. No solo Et si, Gbeffa propõe uma desordem, um caos repetitivo e cativante. Um pneu de avião de grande porte e um banco: é o universo exterior que gera a decadência e a deliciosa cadência. Numa parceria com o Panorama, Marcel Gbeffa participa, no dia 16 de novembro, do projeto Improvisos, com o coreógrafo mineiro Maurício Tizumba. Às 20h, na Sala Baden Powell. Em 2008, os coreógrafos franco-beninenses Valérie Fanodougbo e Marcel Gbeffa se reuniram na Multicorpos com o objetivo de criar uma companhia afrocontemporânea. Baseados em Cotonou (Benin), eles experimentaram dois anos de colaboração em espetáculos e manifestações diversas. Atualmente o trabalho da companhia se baseia em improvisação e expressão corporal, com influência da dança tradicional do Benin e de outros países da África. A bailarina Coffi Meimouna substitui Valérie Fanodougbo nas apresentações de Ombre primitive no Brasil. Ombre primitive Coreógrafos e dançarinos: Marcel Gbeffa Assistente: Valérie Fanodougbo Bailarinos: Coffi Meimouna e Marcel Gbeffa Música: Zélié, de Bella Bellow; Excerto de compilação obra anônima; Uxam Ulilela Abantwana Bakhe, de Madosini; Attention, com arranjo de Marcel Gbeffa; Wenu Sé goli, de Madosini Figurinos: OdisCouture Luz: Mathieu Marie-Gabrielle Produção: Cie Multicorps. Et si Coreógrafo e dançarino: Marcel Gbeffa Música: Axe, de Marcel Gbeffa e Sholapictures studio; Composição de Myriam Makeba; Composição da colaboração de Koffi Koko e Etienne Kakpo Figurinos: OdisCouture Luz: Mathieu Marie-Gabrielle Produção: Cie Multicorps. Apoio de turnê: Institut Français Benin e Aliança Francesa.

/ 75min Resultado de residência artística realizada dentro do Panorama e que faz sua estreia no festival. John Hogg

The Inkomati (dis)cord surgiu de uma colaboração iniciada em 2003 entre o Floating Outfit Project (Durban, África do Sul) e a CulturArte (Maputo, Moçambique). O projeto, concebido e produzido pelo sulafricano Boyzie Cekwana e pelo moçambicano Panaíbra Gabriel, começou como uma resposta dos dois criadores africanos, vizinhos geograficamente, à necessidade de fazer um mergulho em suas referências e contar suas histórias. “Inkomati” refere-se ao histórico, porém fracassado, acordo entre o Governo do Apartheid na África do Sul e o Pacto de Não Agressão de Samora Machel, na década de 1980. Ao trabalhar sobre as consequências da guerra civil em Moçambique e da política do apartheid, o projeto foca nos jovens com debilidades físicas provocadas não só pela guerra, mas também pela pobreza e pela poliomielite. Panaíbra Gabriel nasceu em Maputo, capital de Moçambique, onde vive. Começou a dançar em 1993, como bailarino de danças tradicionais africanas. Em 1998 fundou a CulturArte, organização que promove projetos artísticos, workshops e treinamento para coreógrafos africanos. Em 2010, Panaíbra apresentou Time and Spaces: The Marrabenta Solo no Panorama. O coreógrafo Boyzie Cekwana cresceu em Soweto e começou a carreira na África do Sul. Seu trabalho foi apresentado em todo o mundo, inclui­do o Théâtre de la Ville, em Paris, o Festival ImpulsTanz, em Viena, e o Kunstenfestivaldearts, em Bruxelas. Seus temas recorrentes são a crise de identidade do perí­odo pós-apartheid e a herança cultural do seu paí­s e da África. Em 2009, apresentou o solo Influx Controls: I Wanna Be Wanna Be no Panorama. Direção artística e coreografia: Boyzie Cekwana (África do Sul) e Panaíbra Gabriel Canda (Moçambique) Bailarinos/ Performers: Ameilia Socovinho, Boyzie Cekwana, Maria Tembe e Panaibra Gabriel Canda Cenografia: chocate Discursos: Samora Machel, Parceiros: National Arts Council – Joanesburgo, Dance Umbrella – Joanesburgo, Pro Helvetia – Cidade do Cabo, CulturArte, The Floating Outfit Project, Panorama Festival. Apoio de turnê: Institut Français - Afrique en création. Turnê em parceria com FID (BH) e Festival Contemporâneo de Dança (SP). 19


Corpo.doc_LAB (memória, documento, arquivos e outras coisas que o corpo pode guardar)

07

09 NOV

Espaço SESC

No ano em que chega à sua 20ª edição e se firma como um dos festivais de artes cênicas mais longevos do país, o Panorama promove um espaço de discussão sobre memória. Um encontro-laboratório onde artistas e teóricos brasileiros e internacionais vão discutir os conceitos de documentação e arquivo em dança e mostrar suas estratégias para lidar e criar a partir desta ideia. De 7 a 10 de novembro, o público que for ao Espaço SESC (Sala Multiuso) poderá conferir as sessões de discussão e palestras performáticas sobre gesto, memória, danças populares e história da dança. Nos três dias de encontro, as manhãs serão destinadas a apresentações de pesquisas e conversas capitaneadas por artistas ou teóricos. Eles lideram a sessão com uma pergunta que seja central no seu trabalho sobre a ideia de memória no corpo. À tarde, a dinâmica será a de uma palestra-espetáculo, onde serão apresentadas as questões a serem discutidas no dia seguinte pelos artistas provocadores.

Dani Lima – 100 gestos que marcaram o século XX (Brasil, SP) / 14h30 Divulgação

07 NOV

Ana Catarina / Ângelo Madureira (Brasil, SP) / 09h30 13h Desde 2000, Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira desenvolvem um projeto de pesquisa investigativa para dança baseado no diálogo entre suas diferentes formações artísticas: uma popular, outra erudita. Ângelo cresceu dentro do Balé Popular do Recife, do qual foi solista, coreógrafo e diretor; Ana é formada em balé clássico. As obras concebidas pela dupla resultam de um amplo processo onde o balé clássico, a dança contemporânea e a cultura popular se reconfiguram em uma nova linguagem. Por seu trabalho inovador, já receberam inúmeros prêmios.

O que entendemos por gesto? Quais são os contornos e leituras possíveis desse conceito dentro das práticas mais diversas, da psicanálise, da filosofia, da antropologia... E da dança? O projeto 100 gestos que marcaram o século XX partiu de um interesse de mapear o imaginário corporal que construiu esse século, do qual somos herdeiros e atualizadores. Resgatar nos gestos, movimentos, posturas, atitudes, comportamentos, um pouco da memória destes 100 anos da civilização ocidental, tentando iluminar a construção das novas formas de subjetividades contemporâneas.  A bailarina e coreógrafa Dani Lima, fundadora e ex-integrante da Intrépida Trupe, criou sua companhia em 1997. Desde então tem realizado diversos espetáculos, workshops e palestras por todo o Brasil e na Europa. Desde 2001 faz parte do corpo docente da Faculdade de Dança da UniverCidade/RJ. Também tem colaborado com diversos artistas e grupos brasileiros. Pesquisa e criação: Carla Stank, Dani Lima, Eléonore Guisnet, Lindon Satoru Shimizu, Rodrigo Maia, Thiago Gomes e Tony Hewerton Direção: Dani Lima Interlocução dramatúrgica: Alex Cassal Direção de produção: Neco Fx. A Cia. Dani Lima é patrocinada pela Petrobras.

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09 NOV

Deufert&Plischke (Alemanha) / 09h30 13h Trajal Harrell – 20 looks or Paris is burning at the Judson Church: (EUA/França) / 14h30 A performance será seguida de conversa com o artista.

08 NOV

Dani Lima (Brasil, SP) / Christine Greiner (Brasil, SP) / 09h30 13h

Martin Franov

Christine Greiner é doutora pelo Programa de Comunicação e Semiótica da PUC-SP. Dá aulas nos cursos de Comunicação das Artes do Corpo e no Programa de Estudos Pós-graduados em Comunicação e Semiótica (projeto que desenvolve junto com a pesquisadora Helena Katz). É autora dos livros ‘O Corpo, pistas para estudos indisciplinares’ (2005), ‘Butô, pensamento em evolução’ (1998) e ‘Teatro Nô e o Ocidente’ (2000).

Deufert&Plischke – Directory#1: Europe Endless (Alemanha) / 14h30 Directory#1: Europe Endless relata momentos da infância e da vida em família do casal Kattrin Deufert e Thomas Plischke, histórias de convivência com a arte. A performance procura dar evidência à singularidade e contingência dos eventos que marcaram Deufert e Plischke e que fizeram deles as pessoas e os artistas que são hoje. A maioria das memórias narradas tem personagens dramáticos e a borda temas como identidade, questões de gênero, perda, luto. É uma narração associativa e fragmentária, com atenção a coincidências e detalhes; não identifica tanto as origens como a disparidade de eventos inscritos na superfície do corpo. (Jeroen Peeters) Desde que se conheceram em 2001, Kattrin Deufert e Thomas Plischke trabalharam juntos com diferentes tipos de mídia, como fotografia, vídeo, texto e performance. Todos os trabalhos se relacionam de uma forma ou outra com questões de gênero. Em Deufert e Plischke se observam semelhanças nas suas (por vezes fictícias) aparências como homem e/ ou mulher. Eles investigam e dissecam os ícones das estratégias sóciocontextuais por detrás das aparências estereotipadas. A performance contém citações de Antonin Artaud, Baader Meinhof Gruppe, John Cage, Diskursive Poliklinik, Gilles Deleuze, Federico Fellini, Forced Entertainment, Kraftwerk, Julia Kristeva, Vladimir Malevič.

Antoine Tempé

Na cidade de Nova York, “o que aconteceria em 1963 se alguém da cena do Harlem descesse até o downtown para dançar com os primeiros pós-modernos de Judson Church?”. Twenty Looks or Paris is Burning at The Judson Church é o título de um conjunto de coreografias concebidas por Trajal Harrell. Desde 2001, Trajal Harrell pesquisa o paralelismo entre as histórias da tradição da dança pós-moderna e da tradição do voguing. Em vez de ilustrar uma ficção histórica, o espetáculo transplanta essa proposição para um contexto contemporâneo e abre um debate sobre o tema da sedução da audiência. Em cena, o corpo do artista explora as linguagens do cool, as fronteiras entre comunidade e audiência, a sinceridade no palco contemporâneo e a relação entre o lado “real” do voguing e a “autenticidade” dos inícios do pós-modernismo. Trajal Harrell é bailarino e coreógrafo em Nova York. Seu trabalho já foi apresentado em locais como Art Basel-Miami Beach e In Transit Festival 2009, Melkweg, CNDC Angers e PRISMA da Cidade do México. Em 2008 estreou o espetáculo Quartet for the End of Time no Dance Theater Workshop, que foi apontado pela revista TimeOutNY Magazine como uma das melhores coreografias daquele ano. Ao longo de 2010, Trajal esteve em residência na Bélgica, no Workspace Brussels e no wpZimmer. Coreografia e performance: Trajal Harrell Dramaturgo: Gérard Mayen Trilha sonora: Trajal Harrell Música: várias, incluindo For Alan Turning, de Robin Meier, e Again Free, de Imani Uzuri Figurinos: Michael Ventolo e Trajal Harrell Cenografia: Trajal Harrell Visual Art (set): Franklin Evans Coprodução: Workspace Brussels/Working Title Festival, Danspace Project, The New Museum, Crossing the Line Festival 2009 Financiado por: 2009-2010 Danspace Project Commissioning Initiative, com apoio de Jerome Foundation, The Map Fund/Rockefeller Foundation, The Alfred Meyer Foundation e New York City Department of Cultural Affairs Apoio à residência: Twenty Looks or Paris Burning at the Judson, providenciada por Workspace Brussels e Tanzhaus Düsseldorf. www.betatrajal.org

www.durch-ein-ander.de 21


Tardes no Parque 18

20 NOV

EAV Parque Lage

Depois do sucesso da estreia do programa Tardes do Parque em 2010, o Panorama volta a ocupar com performances gratuitas o belo espaço da Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage, um dos cartões-postais do Rio de Janeiro. Em 2010, a tarde ensolarada que teve as apresentações das peças históricas da Trisha Brown Dance Company e da releitura do alemão Raimund Hogue para o clássico L’Après midi emocionou um público de cerca de 2 mil pessoas nos jardins do parque. Este ano, o Panorama repete a dose do Tardes no Parque conjugando o lirismo de Margô Assis com o hip-hop de Vanilton Lakka, além de promover uma edição especial do Cine Lage com um documentário da programação do projeto com.posições.políticas.

Just Do It – a tale of modern-day outlaws

Krisrian Buus

Emily James (Reino Unido) // 18 NOV / 20h EAV Parque Lage | Cine Lage

90min

O que o faria quebrar as regras? O documentário independente Just Do It desvenda o universo do ativismo climático e daqueles que, muitas vezes, ultrapassam limites para se tornarem os fora da lei dos dias modernos. Durante um ano, Emily James seguiu um grupo de ativistas enquanto eles bloqueavam o acesso a fábricas, atacavam usinas de energia e se grudavam ao chão em manifestações contra grandes bancos internacionais. A exibição do filme faz parte da programação do com.posições.políticas. Direção: Emily James. www.justdoitfilm.com

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Livro Margô Assis (Brasil, MG)

Adriana Moura

// 19 / 20 NOV / 15h EAV Parque Lage

/ 30min O diálogo entre a dança e as artes plásticas é a tônica de Livro, segundo duo assinado pela dançarina Margô Assis e o artista plástico Eugênio Paccelli Horta. Trata-se do aprofundamento de uma pesquisa iniciada em 2007 com Desenho, cuja proposta era investigar a bidimensionalidade dos desenhos. Aqui a ideia é desdobrar o entendimento entre os dois artistas e o objeto. O livro passa a ser a extensão do corpo, e o corpo, acionador e modificador das imagens inscritas no livro. Desde 1995, Margô Assis estabelece parceria em processos de criação com diversos artistas, tendo participado da edição 2006-2007 do projeto coLABoratorio. De 2000 a 2005, ao lado de Luciana Gontijo, criou os espetáculos entorno, in situ e experimento 1. Junto com Eugênio Horta criou Livro (2010) e Desenho (2007). Dança precária (2008) foi o seu primeiro solo. Eugênio Paccelli Horta é professor de desenho da Escola de Belas Artes da UFMG desde 1997. Realizou duas mostras individuais em Belo Horizonte e participou de várias coletivas no Brasil e no exterior. Como bailarino, atuou em espetáculos no Grupo Circo, no Multimédia e na Cia. Dududde Herrmann. Concepção e direção: Margô Assis e Eugênio Paccelli Horta Apresentação: Margô Assis Luz: Marcel Bento Fotos: Adriana Moura Colaboração: Dança Multiplex. Este projeto foi contemplado pela Fundação Nacional de Artes – Funarte no Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2009.

O corpo é a mídia da dança? E outras partes

Cristiano Prim

Vanilton Lakka (Brasil, MG) // 19 / 20 NOV / 17h EAV Parque Lage

/ 45min Em um mundo cada vez mais informatizado, quais as possibilidades de construção do que podemos entender como dança? Qual o suporte possível para a dança? O corpo é a mídia da dança? E outras partes tem como foco de investigação a criação, a análise e a composição de movimentos em diversas mídias, tais como o corpo, o telefone e a internet. O trabalho se organiza em forma de sistema, onde uma parte leva ou pode levar à outra, uma vez que todas possuem autonomia. Vanilton Lakka é criador-intérprete premiado pela Associação Paulista de Críticos de Artes (2005). Bacharel em ciências sociais, sua formação mescla dança de rua e dança contemporânea. Em suas criações coreográficas destacam-se questões referentes ao uso de técnicas corporais, à formatação de trabalhos de dança em diferentes suportes e à exploração da relação arte-cidade no ambiente urbano. Em caso de chuva o espetáculo será apresentado no Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto, às 18h. Concepção geral: Vanilton Lakka Coreografias: Vanilton Lakka, Chiquinho da Costa e Fábio Costa Intérpretes: Vanilton Lakka, Chiquinho da Costa e Cláudio Henrique de Oliveira Website e manual de instrução: Mauricio Leonard Flip-book: Rafael Ventura e Cyntia Reyder Consultoria: Maíra Spanghero Música: Maria Elena (Xavier Cugat), Take a Look Around (tema de M:I-2, Limp Bizkit), La cumparsita (Matos Rodriguez), Se ela dança eu danço (MC Marcinho). Espetáculo desenvolvido com subsídios do programa Rumos Itaú Cultural Dança. http://www.lakka.com.br/ 23


Kodak Neto Machado (Brasil, PR) // 11 NOV / 15h SESC São Gonçalo

// 17 NOV / 16h

Vice-Versa

SESC Nova Iguaçu

Victor Hugo Pontes (Portugal) // 10 NOV / 15h // 11 NOV / 10h30 / 15h

// 19 / 20 NOV / 15h Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto

/ 50min

Teatro João Caetano

// 15 NOV / 15h / 18h // 16 NOV / 16h

Alesandra Haro

CCBB Brasília

/ 40min Susana Neves

Quanto tempo falta para ser grande? Se ficar com um dedo preso debaixo do pé durante cinco minutos isso é muito tempo? Uma história sem pés nem cabeça. Ou com dois braços, vários dedos, joelhos, pernas e um nariz... Um processo que vai acompanhando o desenvolvimento do conceito de tempo e o crescimento durante a infância. A concepção muito especial que as crianças têm do tempo é explorada a partir do modo como tomam consciência do corpo. Victor Hugo Pontes é intérprete e coreógrafo, formado em artes plásticas e pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Frequentou a Norwich School of Art & Design, na Inglaterra. Como intérprete, trabalhou com nomes como Nuno Carinhas, Lygia Pape, Isabel Barros, Clara Andermatt, Charlie Degotte e David Lescot. Assina os próprios trabalhos desde 2003.

Na tela grande, a ilusão de movimento. O cara pula, cai, sangra, respira, vira a cabeça, segue firme e corre, enquanto o prédio se estilhaça. Kodak é uma dança em frames, um toyart coreográfico, uma peça analógica sobre uma era digital. No novo trabalho de Neto Machado, tudo se ergue e se desmancha com a mesma facilidade. Em cada cenário, uma cena é gravada. Tudo é feito e revelado ao mesmo tempo. Em cena, 70 caixas de arquivo coloridas constroem um mundo de plástico onde nada é feito para durar e de onde surgem questões sobre percepção, gênero, cidade, cultura pop, coreografia e movimento. Neto Machado é integrante do coletivo Couve-Flor Minicomunidade Artística Mundial, patrocinado pelo edital de manutenção de grupos e companhias do Programa Petrobras Cultural. Praticou street dance durante muitos anos, experiência que inspirou as primeiras tentativas de transformar os comandos do videocassete em ações do/no corpo. Foi coreógrafo por mais de cinco anos do grupo Street Soul, pioneiro do gênero em Curitiba. Atualmente divide seu trabalho entre Brasil e Europa..

Direção, coreografia e cenografia: Victor Hugo Pontes Música original: Rui Lima e Sérgio Martins Direção técnica e desenho de luz: Wilma Moutinho Figurinos: Osvaldo Martins Apoio dramatúrgico: Madalena Alfaia Interpretação: Joana Faria e Mafalda Faria Adereços: Sandra Neves Construção de cenografia: Alexandra Barbosa, Carlos Lima e Sandra Neves Confecção de figurinos: Emília Pontes e Domingos de Freitas Pereira Registro fotográfico: Susana Neves Montagem vídeo: Eva Ângelo Produção: Nome Próprio Produção executiva: Joana Ventura Coprodução: Teatro Maria Matos, Teatro Viriato, Centro Cultural Vila Flor, FCD/Teatro do Campo Alegre e NEC Agradecimentos: Balleteatro e Teatro Art’Imagem.

Concepção, direção e performance: Neto Machado Iluminação: Fábia Regina Som: Rodrigo Lemos Produção: Cândida Monte e Wellington Guitti Programação visual: Gustavo Bitencourt Colaboradores pontuais na criação: Cândida Monte, Fábia Regina e Jorge Alencar Agradecimentos: Adriane Nunes Ferreira, Confraria Espaço Cultural, Eduardo Simões, Dimenti Produções Culturais, Elisabete Finger, Ellen Mello, Escola Contemporânea de Ballet, ICBA, Jorge Alencar, Juliano Monteiro, Léo França e Rubia Romani Principais pontos de partida criativos: Stuart Blackton, Ettiene-Jules Marey, Quentin Tarantino, Eadweard Muybridge, séries tokusatsu, Imagem-Movimento e Imagem-Tempo de Gilles Deleuze, mangás e Evan Calder Williams Realização: Couve-Flor Minicomunidade Artística Mundial. Kodak estreou no 15º Cultura Inglesa Festival.

http://victorhugopontes.blogspot.com/

www.couve-flor.org

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...tudo que não invento é falso Paula Maracajá (Brasil, RJ) // 05 NOV / 15h SESC Nova Iguaçu

// 16 NOV / 15h SESC São João de Meriti

Entrelace Teatro Xirê / Andrea Elias (Brasil, RJ)

// 20 NOV / 15h Roberta Pisco

// 09 NOV / 15h

Teatro Arthur Azevedo

/ 50min

Dado Amaral

SESC São João de Meriti

// 17 / 18 NOV / 15h Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto

/ 50min

Entrelace é um espetáculo de dança contemporânea onde todos dançam. Sempre com o bom humor e o lado lúdico que marcam o trabalho para crianças da criadora Andrea Elias, as parlendas infantis ganham aqui releitura contemporânea. Entrelace fez sucesso entre a garotada na programação do Entrando na Dança 2011, projeto de formação de público do Ponto de Cultura Espaço Panorama. Criado em 2003, o Teatro Xirê, dirigido por Andrea Elias, investiga a dança contemporânea e sua interface com a cultura popular, o teatro e o circo. “Xirê” é a palavra iorubá que corresponde à festa em que filhos e filhas de santo cantam e dançam para todos os orixás. Com seus vários trabalhos para o público infantojuvenil, a companhia se destacou no cenário nacional e já viajou por diversos países. Andrea Elias é formada em dança, teatro e circo, o que levou ao hibridismo de linguagens do Teatro Xirê. Concepção, direção e coreografia: Andrea Elias Consultoria dramatúrgica: Norberto Presta Direção de movimento, colaboração artística e mestre de balé: Paulo Marques Pesquisa e performance: Heder Magalhães, Luísa Pitta e Tânia Ikeoka Cenário, figurinos e adereços: Joana Lavallé Trilha sonora e preparação musical: PC Castilho Designer gráfico e filme de animação: Miguel Carvalho Realização: Teatro Xirê Produção: Trânsito Produções Culturais. http://www.teatroxire.com.br/index.htm

“Num palco sem pernas ou braços. Um balanço talvez suspenso, atrás daquela moita, na lateral alta, esquerda, no fundo do peito do palco. Um menino inventado levado da breca. O menino era esquerdo e tinha cacoete pra poeta.” ...tudo que não invento é falso é um espetáculo inspirado no livro Memórias inventadas: as infâncias, do poeta Manoel de Barros, com seu universo subversivo, ingênuo, brincante e lúdico. Os intérpretes, mergulhados no menino-poeta, mantêm o personagem como nos escritos: o espaço solitário e transgressor de um menino-escritor. Bailarina e professora, Paula Maracajá atua em processos colaborativos e montagens de dança e teatro. Participa de projetos independentes na pesquisa, na direção de movimento e na preparação corporal. Há quatro anos integra a Staccato I Paulo Caldas Companhia de Dança Contemporânea como intérprete e pesquisadora de movimento. Assinou a direção de movimento de várias peças teatrais. Atualmente, desenvolve no presídio feminino Talavera Bruce um processo em dança-teatro em parceira com o Espaço Panorama. Pós-graduanda em arte e filosofia na PUC-Rio, licenciada em dança na UniverCidade e formada pela École de Danse Classique Princese Grace em Monte Carlo, Mônaco. Trabalhou com os coreógrafos William Forsythe, Tanja Lidtke, Vasco Wellemcamp, Roberto de Oliveira, Renato Vieira, Oscar Arraes, Luis Arrieta, entre outros. Argumento, roteiro e direção geral: Paula Maracajá Assistência de direção: Patricia Riess Direção musical e assistência dramatúrgica: Dado Amaral Ensaiadora: Renata Versiane Pesquisa de movimento e intérpretes: Danilo D’Alma, Natasha Mesquita, Patricia Riess e Paula Maracajá Cenário: Gabriela Maciel Design de luz: Deise Calaça Figurino: Ticiana Passos Design gráfico: Natasha Mesquita Produção geral: Tarik Puggina e Aline Corino. 25


1ª Plataforma Carioca de Artes Cênicas 06

10 NOV

Armazém da Utopia / Galpão da Gamboa

Numa parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro - através da Secretaria Municipal de Cultura – e com a Companhia Ensaio Aberto, o Festival Panorama 2011 recebe dentro de sua programação a 1ª Plataforma Carioca de Artes Cênicas. Ela surge como uma ação pioneira com o objetivo de promover o intercâmbio nacional e internacional das produções de teatro e dança da cidade, em sintonia com o programa de recuperação e revitalização da Zona Portuária – Porto Maravilha. Foram selecionados 12 espetáculos - cinco de dança e sete de teatro - através de convocatória pública. A Plataforma será composta de sessões diárias e gratuitas no Armazém da Utopia e no Galpão Gamboa para curadores de festivais internacionais, programadores, artistas e estudantes e projetos sócioculturais das comunidades do entorno. A plataforma recebe como convidada a performance Boneca, de Patrícia Barbara, no dia 6 de novembro, às 16h30. Mais informações e fichas técnicas do espetáculos no site www.plataformario.com.

Anticlássico

Corte Seco

Alessandra Colasanti

Cia. Vértice // 07 NOV / 14h30

// 06 NOV / 15h30

Armazém da Utopia Espaço 1

Armazém da Utopia Espaço 1

/ 80min / class.: 14 anos

Álvaro Riveros

Anticlássico é uma peça satírica em formato de falsa palestra proferida por uma bailarina de vermelho saída de um quadro de Degas; conjuga humor irônico, cultura pop, pesquisa de linguagem e pensamento crítico. A protagonista desse monólogo é a Bailarina de Vermelho, figura totalizadora, um liquidificador de referências: é francesa, brasileira e russa, trabalha como tradutora, professora, filósofa e ensaísta. Durante o espetáculo, além de satirizar o discurso e a retórica acadêmica, a personagem aproveita para relatar suas memórias relacionadas a momentos chave da história da arte moderna.

3 Pontos...

Corte Seco é sobre os cortes que podem mudar tudo. Acasos. Perdas. Encontros. Desencontros. Acidentes. Repetições. Pessoas que passam. Passagens. Ruas e avenidas. Vigilância. Fragmentos da vida? Janelas. Muitas janelas. O que tem por trás? O que tem por trás do que não vemos? Nós, voyeurs de nós mesmos. Teatro. Essa pequena sociedade que se forma a cada dia. Atores e personagens. O que tem por trás do que não vemos?

Cia. Urbana de Dança

// 06 Nov / 18h

// 07 NOV / 16h

Armazém da Utopia Espaço 2 Stuttg-Art Ballet

3 Pontos é a união de três espetáculos da Focus Cia. de Dança: Interpret, que leva para cena cinco bailarinos, onde uma escrita coreográfica vai de movimentos expansivos, que rasgam o espaço, a gestos pequenos e sutis; Pathways, que teve como desafio unir trechos de diferentes trabalhos e mostrar a linha coreográfica desenvolvida pela companhia; e Strong Strings, que revela como o corpo é afetado pelas informações rápidas, imediatas, nervosas, que estimulam e definem os movimentos. 26

Marcelo Lipiani

ID Entidades (9+1)

Focus Cia de Dança

/ 50 min / class.: livre

90min / class.: 16 anos

Armazém da Utopia Espaço 2

40min / class.: 12 anos

Herman Sorgeloos

ID Entidades é a possibilidade da conversa permanente entre o hip-hop, a movimentação urbana e a dança contemporânea, sem ambicionar ressignificar o que quer que seja. A Companhia Urbana de Dança pensa e faz dança de uma maneira particular, onde estilos são revisitados e incorporados sem rótulos ao seu processo de pesquisa e criação. Esse espetáculo foi indicado ao Prêmio Bessie de 2010 e considerado um dos 10 mais de 2010 pelo Time Out NY e pelo NY Times.


O Filho Eterno Cia. Atores de Laura

Carne

// 07 NOV / 17h30 Galpão Gamboa

/ 75min / class.: 14 anos

Dalton Valério

Depois de encantar muitos leitores e ganhar prêmios mundo afora, O Filho Eterno, de Cristovão Tezza, ganha adaptação teatral de Bruno Lara Resende com a Cia. Atores de Laura. A peça mostra a luta diária de um homem que precisa lidar com as decepções que um filho pode trazer. Frases de impacto e inesperadas dão o tom poético dessa trama, que traz à tona muitas questões em que pensamos mas que jamais teríamos coragem de dizer em voz alta. A chegada do primeiro filho com Síndrome de Down é apenas uma das diversas reflexões que envolvem a paternidade propostas pelo texto.

Cachorro! Cia. de Teatro Independente

Paula Kossatz

// 08 NOV / 16h

Micheline Torres // 08 NOV / 17h30 Galpão Gamboa

/ 45min / class.: 16 anos

Manuel Vason

Carne é um trabalho que trata da carne e sua manipulação, da sexualidade e dos significados e funções originados nessa fricção. Essa performance solo de Micheline Torres foi apresentada no Rio de Janeiro, São Paulo, Vitória, Recife, Salvador, Brasilia, Goiânia, Fortaleza, São Luís, França, Portugal, Noruega, México, Holanda, Argentina, Cuba e África.

Grafismos Cia. Staccato / Paulo Caldas

Armazém da Utopia Espaço 1

// 09 NOV / 17h30

/ 70min / class.: 14 anos

Armazém da Utopia Espaço 1

Cachorro! narra a trajetória de um triângulo amoroso composto por uma mulher e dois homens, amigos de longa data. A relação entre os três vai se decompondo na medida em que o marido não está ciente da sociedade amorosa na qual foi inserido. Livremente inspirado no universo de Nelson Rodrigues, o espetáculo foi o primeiro trabalho da companhia Teatro Independente e rendeu ao grupo a indicação ao Prêmio Shell 2007 de Melhor Direção.

Grafismos: Variações são breves obras coreográficas compostas como inserções para uma instalação videográfica criada em 2010. Cada uma delas utiliza as restrições do espaço e dos elementos de composição como uma estratégia através da qual os bailarinos desdobram novos modos de se mover a partir de suas próprias diferenças e práticas corporais.

/ 40min / class.: Livre

Leonardo Aversa

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Vida, o filme

A Margem

Os Dezequilibrados

Cia. do Gesto

// 09 NOV / 16h Armazém da Utopia Espaço 2

/ 90min / class.: 16 anos

Divulgação

A peça aborda a espetacularização da realidade e investiga situações onde se podem verificar pontos de interferência direta da ficção na sociedade contemporânea. Neste sentido - de procurar perceber como a construção de um parâmetro do real passa, muitas vezes, por uma percepção forjada a partir de conceitos adquiridos na esfera ficcional - a linguagem cinematográfica é matéria essencial na estruturação da dramaturgia e da encenação.

Mangiare // 09 NOV / 14h30

Armazém da Utopia Espaço 2

/ 75min / class.: Livre A história de dois moradores de rua, que dividem o cotidiano em uma relação criativa com o mundo, vivendo situações que vão do grotesco ao lírico. Este é o mote do espetáculo A Margem. A montagem, sem nenhuma fala, é a síntese da trajetória de criações do grupo carioca em 25 anos de existência. Reúne técnicas de máscaras, teatro de sombras, teatro de animação e cinema.

Denise Stutz

Galpão Gamboa Guito Moreto

Mangiare é um jantar-espetáculo. O público é convidado a se sentar em três grandes mesas: de entrada, uma salada oriental é preparada e servida ao público por uma mãe e duas filhas com seus conflitos e intimidades; o prato principal é feito por divertidas máscaras balinesas que sonham com a fortuna ao preparar um nhoque de inhame. Histórias e segredos culinários são confidenciados ao público por personagens que se sentam à mesa, enquanto o tema da compulsão é abordado com música, tragédia e humor. Essa é a terceira montagem do Grupo Pedras, que, assim como as anteriores, é fruto de pesquisa e dramaturgia coletivas. 28

Bruno Poppe

3 solos em 1 tempo

Grupo Pedras

/ 75min / class.: 12 anos

// 10 NOV / 15h30

// 10 NOV / 17h30

Martha Azparren

Galpão Gamboa

/ 50min / class.: 16 anos Esse trabalho é uma reflexão em cena sobre as minhas três criações: DeCor (2003), Absolutamente só (2005) e Estudo para impressões (2007). A questão da memória inscrita no meu corpo, as relações da minha identidade na dança, na cena e no movimento presentes nos três solos me permitiram brincar com o espaço e o tempo e transformar as três obras em uma só. Um jogo cênico. Em alguns momentos transformando a plateia em parceira, em outros, convidando o espectador para um olhar de contemplação, imagens e pensamentos.


Mostra Universitária 12

13 NOV

CAIXA Cultural – Teatro Nelson Rodrigues Apostando num formato um pouco diferente dos anos anteriores, a sexta edição da Mostra Universitária reúne os grupos experimentais formados por alunos das três faculdades cariocas: Faculdade Angel Vianna, UniverCidade e UFRJ. Como já virou tradição no Panorama, a Mostra ocupa duas noites na CAIXA Cultural – Teatro Nelson Rodrigues, com dois programas diferentes. A Mostra Universitária já apresentou mais de 60 trabalhos de diferentes faculdades brasileiras, sempre incentivando a pesquisa e fomentando o surgimento de novos criadores. É um importante espaço para os estudantes mostrarem seus trabalhos.

12 nov // 19h UniverCidade / Companhia de Dança da Cidade A Companhia de Dança da Cidade é um projeto de extensão do Curso de Licenciatura em Dança da UniverCidade. Foi criada em 2003 pelo então coordenador do curso, Roberto Pereira. Dedicada ao repertório de dança moderna e contemporânea brasileira. No Panorama 2011, a companhia apresenta as históricas Catar (1987) e Valises.

Catar (10 min) / Lia Rodrigues e João Saldanha

13 nov // 19h UniverCidade / Companhia de Dança da Cidade Valises (10 min) / Ana Vitória Direção geral: Marise Reis Iluminação: Deise Calaça Músicas: Ária de William Sheller e Polifemo – AltoGiove (air d’Acio), de Nicola Porpora Bailarinos: Gabriela Pierri.

Faculdade Angel Vianna / Núcleo de Estudo Contemporâneo do Corpo (NECC) NECC III - Espaço que ocupo (20 min) Aqui, o conceito de espaço refere-se a ocupar o seu lugar no mundo. O espaço é o estímulo, é a percepção de um elemento do cotidiano que trazemos dentro de nós e está em constante presença à nossa volta. Coordenação: professora Letícia Teixeira.

1º movimento: Entre corpos (2 min) Concepção e criação coletiva: Rocio Infante e Fabio Sanfer Intérpretes: Rocio Infante e Fabio Sanfer Texto: “Dentro”, de Ferreira Gullar – Intérprete: Silvia Patzsch Música: André Abujamra.

2º movimento: Reflexão sobre o osso (6 min) Concepção e criação coletiva: Rocio Infante, Fabio Sanfer e Letícia Teixeira Intérpretes: Letícia Teixeira e Fabio Sanfer Texto: “Reflexão sobre o osso de minha perna”, de Ferreira Gullar.

3º movimento: Teia (2 min) Concepção e criação: Monica Pimenta Texto poético – Intérprete: Silvia Patzsch

4º movimento: Atravessamento (aprox. 8 min) Concepção e criação coletiva: Rocio Infante, Monica Pimenta e Letícia Teixeira Intérpretes: Rocio Infante, Monica Pimenta e Letícia Teixeira Texto: “Os fios de Weissman”, de Ferreira Gullar – Intérprete: Silvia Patzsch Música: Dom Quixote. Egberto Gismonti/ G.E. Carneiro. Concepção de luz: Rocio Infante Agradecimentos: Faculdade Angel Vianna, Mario da Silvia, Oirana Moraes, Benedito Neto, Silvia Patzsch, Panorama de Dança.

NECC V - Pierrot (10min)

Direção geral: Marise Reis Iluminação: Deise Calaça Músicas: montagem sobre música africana e Tearing Herself Away (Philip Glass) Bailarinos: Aline Nascimento, Camila Zambelli, Clarissa Barbio, Isadora Couto e Renato Cruz.

Quando começar a se mover? Que instrumentos seguir? Quais são os movimentos dos instrumentos? Pierrot nasceu no 2º semestre de 2010 a partir dos estudos de Estruturas Rítmicas Sonoras e Vocais e a Improvisação e Expressão Corporal.

UFRJ / Cia. Universo Paralelo [Núcleo de pesquisa e criação em dança da UFRJ (DAC/EEFD/CCS)

Música: Arnold Schoenberg Orientação: Vera Terra Criação e interpretação: Ana Góes, Cecília Nascimento, Cristiane Moreira, Fábio Sanfer, Heloisa Soares, Mariana Baltar, Marisa Avellar, Oirana Moraes e Sheila Huertas.

Mundos Paralelos (50 min) Mundos Paralelos é o primeiro projeto de criação e produção coreográfica da Cia. Universo Paralelo: núcleo de pesquisa e criação em dança da UFRJ, fundado no final de 2009. Concepção / direção artística / encenação / direção musical: Andrea Amaro da Silveira Maciel Iluminador: José Geraldo Furtado Bailarinos criadores: Anna Flora Wilhelm, Diana Costa, Ísis Alves, Malcolm Matheus , Mariana Yoshida, Rodrigo Rivera, Saulo Eduardo, Shirlene Paixão, Yasmin Coelho e Yasmin Scovino Produção: Taíla Borges, Marisol Guilherme e Dandara Ventapane Figurinos: Elisabeth Bárbara Cenário: Thaynã Freitas Vídeos: Fernanda Bigaton, Gabriel Domingues Edição de trilha sonora: Carlos Eduardo Verdan, Daniel Avzaradel.

NECC VI - Geometrias do movimento (20 min) Esta comunicação-demonstração pretende apresentar o processo de pesquisa e criação que vem sendo desenvolvido no Núcleo de Estudos Contemporâneos do Corpo V, a partir do estudo das Harmonias Espaciais de Rudolf Laban. Alternando uma conversa informal com demonstração de movimento, teoria e prática se enlaçam nesta performance. Coordenação geral: Ana Bevilaqua Pesquisadores-intérpretes: Aline Bernardi, Andrea Evangelista, Bruna Savaget, Fabiano Nunes, Isabella Duvivier, Leandro Rebello, Maria Noujaim, Paula Caruso Música: Études nº 5, Philip Glass, Études for Piano.

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com.posições. políticas Encontro Ibero-Americano Armazém da Utopia cpp.panoramafestival.com

Conversas

O Corpo território do político: dissidente, híbrido, trágico, TRANStornado. Corpo batalha. Corpo Cidade, Corpo Coletivo. O Corpo que explora outros territórios possíveis de sexualidade, subjetividade e afetos. Corpo-Cópia, Corpo Sul. Um Corpo que Causa. Com quatro dias de debates, palestras, conversas coreopolíticas e performances, o com.posições.políticas oferece um espaço de contaminação entre arte e ativismo e de encontros sul-sul. O encontro é parte das atividades que o com.posições.políticas realiza dentro da programação do Festival Panorama, de 4 a 20 de novembro. Inclui ainda três oficinas, um laboratório de criação em colaboração, o espaço de documentação Corpo-Cópia e residências, além de uma agenda artística de dança, cabaré, música e performances. Lançado em 2010, o com.posições.políticas conta com o apoio da AECID - Agência Espanhola de Cooperação Internacional ao Desenvolvimento e do programa IBERESCENA, e com a colaboração do Centro Cultural da Espanha em São Paulo, Instituto Cervantes do Rio de Janeiro, Institut Français e Consulado Geral da França no Rio de Janeiro.

Corpos disruptivos: corte! câmera! ação! // 14 NOV // 15h

18h

Esta mesa apresenta diferentes exemplos de arte ativista na IberoAmérica, como os Erroristas, uma organização internacional de performance de rua; a Pocha Nostra, coletivo de ciberpecadores transculturais e artistas de referência na combinação das mais novas tecnologias com a tradição da arte de ação; a ação coletiva argentina e seus usos da performance como ferramenta para a compreensão do trauma e da memória social; e a apresentação do livro de André Mesquita Insurgências poéticas, publicado em 2011 e que realiza um levantamento exaustivo dos coletivos de artistas no Brasil e em outros países. Moderadora: Panmela Castro (RJ) // Isabel Ferreira (RJ) / Inventario // Marcela Levi (RJ) e Guillermo Gómez-Peña (México / EUA) / Psycho-Magic Actions For a World Gone Wrong // Marcelo Expósito (Espanha) / Errorismo Internacional: Errare Humanum Est // Colectivo Etcétera (Argentina / Chile) / Poner el cuerpo a hacer política... // André Mesquita (SP) / Apresentação do livro Insurgências poéticas

um corpo que causa: arqueologias e políticas da causação // 16 NOV // 14h 18h “No Brasil ou na América Latina, o passado tem algo do homemborracha (...), ele se estica, se estica, para confundir o presente, ou para não deixá-lo se colorir do futuro. Até quando o passado será o devenir da nossa condição político-cultural? (...) Então, para quando o salto?” Então, vamos pular/causar? Dar o salto do tigre, ou melhor, saltar no presente com as unhas negras de tigresa, afiadas com o passar dos tempos? Décadas após o impacto de sua aparição, o que fazer com o queer? Disposição taxonômica, entusiasmo libertário, militância, phelan, butler, etnografia, travestismo, paris em chamas. Jorge Alencar (BA) / Um corpo que causa – Escola de princesas / Palestra coreomusical // Giorgia Conceição (PR) / Burla e erótica: uma epistemologia do salmão / Palestra performática // Ciro Barcelos (RJ) e Andre Masseno (RJ) / Um corpo-croquette: arqueologias da causação / Tête-à–Tête // Rodrigo Dourado (PE) e Henrique Celibi (PE) / Bonecas (trans)históricas: a encruzilhada em que se encontram Medeia, Cinderela e as Vivecas / Tête-à–Tête // Javier Contreras (México) / Pues sí no soy un bailarín (autorretrato en cueros de caballero solo a punto e cumplir 50 años) / Fala dançada // Do escritor Silviano Santiago, “Impressões de viagem: CPC, vanguarda e desbunde”, de Heloísa Buarque de Holanda

o corpo território do político

um corpo que causa – a força e a graça

// 15 NOV // 15h

// 17 NOV // 14h

18h30

Que estratégias o artista utiliza para refletir no corpo as questões que o preocupam? Convidamos alguns artistas para mostrar brevemente dois trabalhos (um deles de autoria própria) que considerem paradigmáticos em relação à potência política do corpo, e que servirão de provocadores para o posterior debate entre os artistas e o público. Marcelo Evelin (PI) / 1.000 Casas // Micheline Torres (RJ) / Eu prometo isto é político // Alexandre Vogler (RJ) / Campanha base para unhas fracas // Claudia Müller (RJ) / Exhibition

18h30

Um corpo que causa mostra experiências na cena contemporânea que produzem outros territórios possíveis de corpo, subjetividade, prazeres e afetos. Um conjunto de estratégias performáticas e lúdicas de intervenção no âmbito da produção da sexualidade como espaço de visibilidade pública: a arte-ação da Congelada de Uva contra a banalização do corpo, o futebol feminino como um pesadelo ou uma utopia queer. Os corpos “outros” que colocam em jogo o impensado, o que ficou de fora, o obsceno, isto é, o que se esquivou do discurso (hetero)normatizado. Moderador: Felipe Ribeiro (RJ) // André Masseno (RJ) / To be or not to be queer? that’s a (toxic) question / Palestra tóxica // Congelada de Uva (México) / Drogadiação / Manifesto // Pedro Costa (RN) e Paulo Belzebitchy (CE) / Corpos precários / Trans-palestra // Elielson Pacheco (PI) / TTA – Today, Tomorrow, Always / Vídeo-performance

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Residências e oficinas Yes LAB / The Yes Men (EUA) // 12 e 13 NOV coLABoratorio errorista / Colectivo Etcétera (Argentina / Chile) // 14 a 19 NOV Oficina de pós-pornografia / Maria Llopis (Espanha) // 18 NOV Oficina Sinfonias da cidade globalizada / Marcelo Expósito (Espanha) em colaboração com Ricardo Basbaum (RJ) // 18 a 20 NOV Palestra Es el fin del mundo, tal y como lo conocíamos / Hacia un 15M global / Marcelo Expósito (Espanha) / Instituto Cervantes // 16 NOV // 20h Transgênero e dança Um projeto fotográfico de Diana Blok (Uruguai / Holanda) // 21 OUT a 21 NOV Mais informações na página 36.

Pues sí, no soy un bailarín (autorretrato en cueros de caballero solo a punto de cumplir 50 años) Javier Contreras (México)

Elisabeth Vinck

// 16 NOV 18h Armazém da Utopia Espaço 2

/ aprox. 20min Pues sí... é o nome de um conjunto de obras enunciadas a partir da primeira pessoa corporal nua de um homem com cerca de 50 anos que se pergunta sobre as razões de sua solidão. Uma desconstrução crítica dos paradigmas patriarcais do desejo e uma formulação do sujeito masculino. Javier Contreras é coreógrafo, professor e, por vezes, videasta. Seu trabalho é centrado na revolta contra as limitadas construções de gênero e na reivindicação da afetividade como território primogênito do compromisso ético-político. É diretor do grupo de dança Proyecto Bará, secretário acadêmico da ENDCC e membro da Rede SulAmericana de Dança. Coreografia e interpretação: Javier Contreras Textos: Kafka, Neruda, Contreras Assistência de direção: Lourdes Fernández Desenho de luz: Jana Lar.

De pelos Rocío Boliver / Congelada de Uva (México) // 18 NOV 18h Armazém da Utopia Espaço 2

6 20 NOV

/ aprox. 30min The People vs The Banksters Snowball Fight Foto: Kristian Buus

Corpo-Cópia – Documentos & Vestígios De 14h 00h Corpo-Cópia é o espaço de documentação do com.posições.políticas situado no centro do festival. Oferece uma seleção de filmes, curtas, documentários, registro de performances e vídeos a la carte relacionados ao corpo político, às interações entre arte e ativismo, às novas identidades sexuais, movimento queer, maternidades subversivas, ativismos transfeministas, sexualidade on-line e movimento eco-sex. Corpo-Cópia é uma colaboração entre Isabel Ferreira (com.posições.políticas), Andrew Mitchelson (Live Art Development Agency/ Londres, www.thisisLiveArt.co.uk), Maria Llopis (www.mariallopis.com), Paula Gorini (Videoteca Panorama) e Coletivo Filé de Peixe (www. coletivofiledepeixe.com).

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Um ritual apresentado como metáfora para a circuncisão da vulva: “a transmutação da vulva-besta num híbrido orgânico-mecânico, em direção à consciência do valor salvacional através de uma conversão batista”. “Fazer performance é o único jeito que encontro para recuperar a minha vida, which has me by the balls. É o meu jeito de perder a minha fragilidade e acreditar que consigo ultrapassar a morte”. (Rocío Boliver) Rocío Boliver / Congelada de Uva é um híbrido de modelo, diretora, cineasta, apresentadora, roteirista, jornalista. É realizadora de vídeos, atriz, bailarina, filósofa, performer e escritora, mas, principalmente, erotômana. Em todos os campos em que intervém, sua obra remete a sexo. Criação e interpretação: Rocío Boliver 31


Noites no Armazém 05

20 NOV

Armazém da Utopia

A grande novidade da edição 2011 do Panorama é a ocupação do Armazém da Utopia – Armazém 6, na zona portuária do Rio de Janeiro, numa parceria com a Companhia Ensaio Aberto. Acompanhando o plano de recuperação e revitalização daquela região - o Porto Maravilha -, esse será o centro nevrálgico do festival. Um espaço de mais de 2.000 m², que conta com dois palcos, cafeteria, bar e espaço de convivência. Durante o dia, o Armazém da Utopia recebe os espetáculos da Plataforma Carioca de Artes Cênicas e as conversas do programa com.posições.políticas. A partir do dia 5 de novembro, shows, festas e performances prometem esquentar a programação noturna do festival, uma parceria Panorama e Multiplicidade, que tem curadoria de Batman Zavareze e Nado Leal. Todos os dias, DJ convidados, bar, livraria e a programação de vídeos do Corpo-Cópia. As noites no Armazém têm programação a partir das 22h. A entrada é gratuita apresentando ingresso de um espetáculo do Panorama. Entrada até meia-noite.

shows

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05 Nov // Letuce / 23h // DJ Icaro / 00h

10 NOV // AVA ROCHA / 23h

Projeto musical do casal Letícia Novaes e Lucas Vasconcellos. “O show é mais que um happening, cada glitter nos olhos, cada imagem projetada na banda, cada serpente cintilante de luz enroscada nos pedestais de microfone, cada verso safado em francês, cada verso embriagado de amor, cada nota dissonante do coro dos contentes é parte de um espetáculo maior que é total, porque ‘cada parte é um todo’.” Arthur Braganti

A voz grave de Ava Rocha dá o tom do trabalho desenvolvido com os músicos Daniel Castanheira, Emiliano Sette e Nana Carneiro da Cunha desde 2008. O show marca o lançamento do primeiro disco do grupo, “Diurno”, que será lançado ainda este ano. Produzido por Felipe Rodarte, tem a participação de músicos como Rodrigo Sebastian, Otávio Ortega e Arto Linsday.

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DJs convidados e festas 06

09 NOV // DJ Saens Peña / 22h

DJ residente e produtor da festa PHUNK!, que acontece há 10 anos, com uma média de público de 1.000 pessoas por edição e que ficou famosa por atrair um público jovem e moderno ao mais tradicional reduto do carnaval da cidade: a antiga sede do Cordão do Bola Preta.

11 NOV // Festa Ronca Ronca / 23h // DJ Corelo (convidado especial) 12 NOV // Debussy Bach Restaurant / 00h

Programação cabaré com.posições.políticas 14 NOV // PanoraMico Sélavy, festa de desorientação sexual // Txabi Hi-Fi (Espanha) / 23h Retire o vestido do armário, vista o terninho do papai, calce aquele salto da mamãe e escolha sua música no karaokê. Tome uns bons drinques e misture cachaça com chuchu. Solte os leões e as tigresas, coloque as garras de fora, esqueça as regras e venha causar. Desorientar é flertar com a multiplicidade do desejo. Fazer respirar um corpo espaçoso, gozoso, fulgurante. Fazer a pose de uma rosa em flor: eis a vida, Sélavy.

É formado pelo artista plástico e músico Paulo Vivacqua e pelo designer Claudio Monjope. Criado em 1998, o duo acumula apresentações em todo circuito de musica eletrônica do Rio de Janeiro e alguns shows em Nova York. Sintetizadores, baterias eletrônicas e outros dispositivos são usados para gerar sonoridades e pequenas músicas em que momentos rítmicos e efusivos se alternam com climas evocativos e perdidos.

13 NOV // Duplex / 23h Bartolo e Leo Monteiro formam a dupla DUPLEXX, projeto audiovisual que mistura composições eletrônicas e experimentais e ambientes sonoros.

18 NOV // DJ Nepal / 23h 19 NOV //Solange Tô Aberta / 22h Festa Gang Bang / 23h 20 NOV // DJ Marcelinho Da Lua + convidado / 22h

Marcelinho da Lua é DJ, produtor e colecionador de LPs. Explora ritmos nacionais como samba, afrosamba, bossa nova, carimbó, maracatu e mangue beat.

20 NOV A Pedra do Cais / 20h30 Show que reúne um elenco de 25 artistas, entre cantores, bailarinos, atores e músicos para celebrar o Dia da Consciência Negra. Com direção de Luiz Fernando Lobo, direção musical de Túlio Mourão, figurinos de Beth Filipecki e Renaldo Machado, o repertório terá músicas de Milton Nascimento, Edu Lobo, Aldir Blanc & João Bosco, além do ‘hino’ Canto das três raças, imortalizado por Clara Nunes. Com a Companhia Ensaio Aberto e convidados.

15 NOV // Anfitriã: Cláudia Celeste / 23h

Angelo Luz

Grande ícone trans no Brasil e exterior, Cláudia Celeste é atriz, cantora e bailarina. Participou de várias novelas e durante mais de 30 anos, viajou a Europa.

Elíptica // Giorgia Conceição Neste singelo número burlesco, joga-se com os limites do que é ou não assimilado como possibilidade de gozo: a criação do corpo, o desempenho e a eficiência. A pergunta “o que pode um corpo?” só pode ser respondida através da experimentação. Giorgia Conceição é artista e trabalha com linguagens contemporâneas que tem o corpo e a produção de imagens como propulsores para a criação. 33


Gal Costa Nostra // André Masseno O grito de um melodrama afetado, o pacto de uma gata no cio e o doce sabor da vingança tropical. Abaixo do Equador, o brilho é o de um punhal. André Masseno é coreógrafo e performer. Mestre e especialista em Literatura Brasileira pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

16 NOV // Anfitriã: Magaly Penélope / 23h Consagrada artista da cena cultural LGBT do Rio de Janeiro, fixou seu nome ao capitanear juntamente com Laura de Vison a lendária casa LGBT, o Boêmio Cabaret. Há mais de uma década é a principal atração do Quiosque RAINBOW em frente ao Copacabana Palace.

Dossiê Gilda // Ricardo Marinelli Gilda é uma figura pública de sucesso na década de 70 em Curitiba. Um homem travestido que vivia na rua. Uma mulher de barba que pedia beijos. Gilda um dia acordou morta. Curitiba não foi glamourosa o suficiente para seu glamour. Hoje Gilda é um dossiê. Ricardo Marinelli é artista e produtor independente nos campos da dança contemporânea e das artes visuais. Integra o coletivo CouveFlor Minicomunidade Artística Mundial, em Curitiba. Faz parte do projeto Travesqueens junto com Erivelto Viana e Elielson Pacheco.

Carmen Marylin // Helena Vieira / Beto Brown A artista carioca incorpora uma cantora que ama a fossa, pois é nela que vê sua potencia criativa. Ela canta Carmen Miranda e Dolores Duran no corpo de Marylin Monroe e faz sua homenagem às mulheres que marcaram o mundo da indústria do entretenimento, com suas histórias de vida carregada de desencontros. Com a participação do ator, diretor de teatro e pandeirista Beto Brown. Helena Vieira é criadora e intérprete. Desde de 2003 tem se dedicado a trabalhos-solo, seguindo temáticas como narrativa pessoal, gênero e revolta. É formada em Dança Contemporânea pela Escola Angel Vianna e doutoranda em Teatro pela Unirio.

17 NOV // Anfitriã: CINTIA ­se sente em CASA // Erivelto Viana / 22h

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Cintia recebe as amigas... Vai preparando o ambiente... E ela sabe o cardápio! Ela conhece todo mundo da dança do Brasil. Quer dizer, não conhecia, mas ela já atravessou a fronteira do Maranhão. Ela é a festa! Erivelto Viana já tem mais de 10 anos de convivência com Cintia Sapequara, persona-celebridade em São Luís. Fundou a Pulsar Cia. de Dança, com a qual participou de diversos festivais Brasil afora. Está junto com Ricardo Marinelli e Elielson Pacheco no projeto Travesqueens.

Occupy Rosas // Ricky Seabra Rickyoncé, a Imperatriz do Império Americano, ocupará os seus corações com uma ideia na mão e uma rosa na cabeça. Ricky Seabra é performer, designer e pesquisador formado em Comunicação Visual pela Parsons School of Design e tem mestrado em Pesquisa em Design pela Design Academy Eindhoven, na Holanda.

Sim, estou à venda // Ricardo Marinelli

14 a 20 NOV

PurpuriBot & GlitterBot // Instalações de Julio Lucio Julio Lucio é artista, pesquisador, cientista e inventor que mixtura arte e tecnologia em obras que convidam ás pessoas a brincar, interagir e se divertir.

Esse corpo sou eu, esse corpo é meu. E sim meu bem, euzinha estou à venda. Qual é a diferença entre vender minha dança e vender meu beijo? Entre vender meu corpo em movimento no palco ou na cama? Pague meu preço.

Suite um corpo que Causa // Jorge Alencar Um stand up vertigo musical dancing comedy. Como se Liza Minelli cantasse a Single Lady de Beyoncé com coreografia sequestrada de Anne Teresa de Keersmaeker em Salvador. Um tratado sobre sexualidade rolando escada abaixo. Uma com.posição política. Jorge Alencar é criador, curador e causador. Interessado em dança, teatro, audiovisual, sexualidades e representações de todo gênero.

Coletivo NUVEM A NUVEM é uma plataforma colaborativa, móvel e autônoma de bicicletas sonoras. 34


coLABoratorio 2011 24 OUT

20 NOV

CCBB Brasília / Teatro Cacilda Becker

coLABoratorio errorista coLABoratorio brasilia Residência: 24 OUT a 20 NOV Apresentação: (dias e horários a definir) CCBB Brasília Juliana França e Leonardo Nabuco / CoLABoratorio 2010 / Ilha do Governador.

Bolsistas do coLABoratorio 2011 Brasília: Adriano Moreira Roza, Beatrice Tonoccki Martins, Camila Guerra Oliveira, Diego Pizarro, Eva Maria Foloni Santoro, Larissa Ferreira Regis Barbosa, Leandro Guilherme Oliveira de Menezes, Lívia Gonçalves Bennet e Pedro Castro Martins. Além de levar uma parte de sua programação artística pela primeira vez a Brasília, o Festival Panorama também desembarca na capital federal para realizar uma edição inédita do coLABoratorio naquela cidade. O coLABoratorio é um programa de residências artísticas em dança contemporânea cujo foco é a criação colaborativa e o intercâmbio cultural entre artistas nacionais e internacionais. Entre 24 de outubro e 20 de novembro, 10 artistas-bolsistas selecionados em convocatória pública participam de três residências comandadas por Jorge Alencar (Brasil, BA), Frederico Paredes (Brasil, RJ) e Denise Stutz (Brasil, RJ). Os encontros serão realizados no Centro de Dança, de segunda a sexta-feira, das 14h às 17h, e aos sábados, das 10h às 13h. A proposta do programa de residências é promover espaço para debate de questões relativas à dança contemporânea, suas práticas e problemas, e incentivar artistas a trabalhar juntos em projetos de criação. Ao fim do período de trabalho do programa, os artistas-bolsistas apresentarão seus resultados no CCBB Brasília. Antes de desembarcar em Brasília, o coLABoratorio já teve duas edições de sucesso: nos biênios 2006/2007 e 2009/2010. As duas edições anteriores foram realizadas com financiamento da União Europeia. Apoio da Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal / Centro de Dança.

Federico Zukerfeld (Argentina), Loreto Garín (Chile) / Colectivo Etcétera + Ignacio Aldunate (Brasil, RJ)

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Residência: 14 a 19 de novembro, das 10h às 13h, no Teatro Cacilda Becker Apresentação: 19 de novembro, no Teatro Cacilda Becker (informal e não obrigatória) Laboratório de criação em colaboração de projetos de arteação. Uma plataforma de provocação para gerar ações, vídeos, sons, manifestos e transformações a partir do intercâmbio de conhecimentos e experiências. A partir de uma metodologia de trabalho ‘errorista’, os participantes trabalharão com a experimentação de estratégias de ação no espaço público e dispositivos artísticos ativadores de pensamento crítico. As atividades serão desenvolvidas tanto a partir do interesse particular de cada participante, como a partir de uma dinâmica de debate e produção coletiva. O Colectivo Etcétera fará ainda experimentos erroristas durante o Panorama, sem dia nem horário pré-definidos. Este laboratório faz parte do programa com.posições.políticas. Loreto Garín (Chile) e Federico Zukerfeld (Argentina) são membros fundadores, junto com outros artistas, do Colectivo Etcétera, surgido no final de 1997. Desde 2002 o grupo participa, com suas ações, de diversos contextos e exposições internacionais, atuações, apresentações e conferências no chamado território da arte-política. Em 2008, por exemplo, participaram da Bienal de Taipei, em Taiwan; em 2009, realizaram o projeto Kabaret Errorista na XI Bienal de Istambul, na Turquia. Atualmente o coletivo está envolvido com a organização do I Congresso Internacional de Erro e Errorismo, que será celebrado em Buenos Aires em 2012. Desde 2005 o Etcétera integra o Movimento Internacional Errorista. www.bicentenarerrorista.wordpress.com www.infernoerrorifico.wordpress.com 35


Residências e Oficinas Espaço de trocas, de experimentação e de compartilhamento de conhecimento. O Panorama este ano amplia seu projeto de residências de criação com quatro co-produções dentro do projeto com.posições.políticas e um conjunto de oficinas e laboratórios multimídia em fotografia, filme e novas mídias. Uma chance de criar, documentar e reavaliar o corpo a partir de diferentes perspectivas.

RESIDÊNCIAS

OFICINAS Nizaiá Cassián e Mauro Castro

PSYCHO-MAGIC FOR A WORLD GONE WRONG Guillermo Gómez-Peña (México/EUA), Marcela Levi (Brasil, RJ) & Michele Ceballos (Colômbia) Residência: 3 a 5 de novembro. Ensaio Aberto: 10 de novembro, às 16h, no Teatro Gláucio Gil Apresentação: 12 e 13 de novembro, no Armazém da Utopia. (pág. 15)

PEQUEÑOS ACONTECIMIENTOS Federica Folco (Uruguai) / Josie Cáceres (Equador) Residência: 2 7 de outubro a 12 de novembro, no Centro Coreográfico. Apresentação: 14 e 15 de novembro, no Armazém da Utopia. (pág. 17)

Travesqueens Erivelto Viana (Brasil, MA) / Ricardo Marinelli (Brasil, PR) Residência: 7 a 16 de outubro, no Centro Coreográfico. Apresentação: 15 e 16 de novembro, no Armazém da Utopia. (pág. 17)

The Inkomati (dis)cord Panaíbra Gabriel (Moçambique) / Boyzie Cekwana (África do Sul) Residência: 22 de outubro a 18 de novembro, no Centro Coreográfico. Apresentação: 19 e 20 de novembro, no Armazém da Utopia. (pág. 19)

INVESTIGAÇÃO Shaun Parker (Austrália) e Mauricio Dias & Walter Riedweg (Brasil, RJ) 31/10 – 11/11 trabalho com pacientes do Instituto Psiquiátrico Philippe Pinel. 30/11 – 2/12 trabalho com bailarinos no Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro. Não há apresentação pública nesta etapa da investigação. 36

Sinfonias da Cidade Globalizada Marcelo Expósito (Espanha) em colaboração com Ricardo Basbaum e Universidade Nômade 18 / 19 / 20 NOV // 10h // 14h Armazém da Utopia Laboratório de trabalho interdisciplinar cujo objetivo é pensar coletivamente as atuais transformações pelas quais atravessa a cidade do Rio de Janeiro como “cidade globalizada”, e que afetam suas dimensões urbanas, econômicas e subjetivas. O trabalho será realizado a partir de um repertório de ferramentas de análise, crítica e intervenção provenientes tanto do âmbito acadêmico quanto do ativismo social e da política autônoma. A oficina será composta de exibição e análise de vídeos e passeios pela cidade, com especial atenção à área portuária. Esta oficina é a primeira fase de colaboração do projeto Sinfonias da Cidade Globalizada com o projeto com.posições.políticas. Marcelo Expósito é artista e sua prática se expande entre os territórios da teoria crítica, o trabalho editorial, a curadoria, a docência e a tradução. Mora entre Barcelona e Buenos Aires. É professor do programa de Estudos Independentes (PEI) do Museu de Arte Contemporânea de Barcelona (MACBA) e da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Castilla - La Mancha (Cuenca). Ricardo Basbaum é artista multimídia, professor, curador, crítico. Iniciou seu trabalho na década de 1980, explorando  diversas formas de linguagem em suas obras. A Rede Universidade Nômade é composta por núcleos, grupos de pesquisa, militantes de pré-vestibulares populares, movimentos culturais, revistas, artistas etc. www.marceloexposito.net www.universidadenomade.org.br


Yes LAB

MULTIMÍDIA

The Yes Men (EUA)

Trans-gênero e dança

12 e 13 NOV // 14h Teatro Cacilda Becker No The Yes Lab são compartilhadas as táticas e ferramentas de ação de mídia desenvolvidas pelos The Yes Men ao longo de mais de uma década. O objetivo é acabar o laboratório tendo desenhado de forma coletiva todos os aspectos concretos de produção de uma campanha midiática acerca de um assunto específico proposto por um dos grupos participantes e escolhido por votação entre todos.

Um projeto fotográfico de Diana Blok (Uruguai – Holanda) Residência: 18 de outubro a 20 de novembro. Apresentação: 19 e 20 de novembro, no Armazém da Utopia / Espaço Corpo-Cópia. O escritório do Festival Panorama fica entre a Lapa e a Glória, região que acolhe grande parte da população de transexuais do Rio. Nesta residência, Diana Blok tem como objetivo integrá-los ao festival retratando-os em imagens, assim como seu entorno e suas histórias. As imagens serão exibidas em uma grande tela no último fim de semana do festival dentro da programação do Corpo-Cópia. Apoio: Central de Cultura (Holanda)

grid_lab grid_lab é uma oficina concebida especialmente para transformar o centro do festival em um laboratório interativo de experimentos para novos usos de tecnologia digital. A oficina - voltada para profissionais e estudantes de mídia e novas tecnologias, artistas e interessados no tema em geral - é uma proposta de documentação em plataforma digital, utilizando dispositivos móveis como ipad, ipod, celulares e flipcâmeras. Durante os 17 dias de festival será um espaço de experimentação sobre jornalismo participativo e novas plataformas de mídias sociais com o objetivo de discutir como a tecnologia cria novas opções de experiência e interação entre arte, cultura, economia, produção de conhecimento, geografia e aspectos estéticos da comunicação. Coordenação: Marlon Barrios e Paula Gorini Quando: 4 a 20 de novembro. Daniel de Santa Catalina

Oficina de pós-pornografia Maria Llopis (Espanha) 18 NOV // 14h Armazém da Utopia A pós-pornografia como espaço de experimentação com o corpo traz a reflexão sobre outros tipos de representação de sexualidade. A oficina tem como objetivo o debate sobre pornografia como questão política e performática e a divulgação de material pós-pornô. Maria Llopis fará uma breve historiografia do movimento pós-pornô através de um passeio pelas obras de grupos e artistas ativos na luta política queer e trans-feminista. É artista, ativista queer, escritora e pornógrafa. Licenciada em belas artes e mestrado em animação audiovisual, seu trabalho como artista tem sido exibido em exposições e programas de vídeo. Em sua carreira destacam-se as oficinas e conferências sobre pós-pornografia, arte e feminismo. Fez parte do coletivo multidisciplinar «Girlswholikeporno», conhecido internacionalmente. www.mariallopis.com

Horário: os encontros serão das 14h às 16h. Atividades externas nos horários dos espetáculos. Local: Armazén da Utopia / oficina itinerante

Translacion de la Luxure. Um projeto de filme Cecília Bengolea (Argentina) e colaboradores Residência: maio de 2011 Apresentação: 19 e 20 de novembro, no Armazém da Utopia / Espaço Corpo-Cópia Grito de Pilaga Correalização: Cecilia Bengolea e Juliette Bineau Atores: Thiago Granato, Cecília Bengolea Fotografia: Juliette Bineau Montagem: Xavier Stentz Produção: Vlovajob-Pru Coprodução: Festival Panorama

“La beauté, tôt, voue a se defaire” Atores: Julio Lucio, Marcos Quito e Cecilia Bengolea Fotografia: Donatien Veismann Montagem: Xavier Stentz Produção: Vlovajob-Pru Coprodução: Festival Panorama, Ménagerie de Verre e Culture France Apoio: Impulstanz, Viena. 37


Formação de público e Ponto de Cultura

A Associação Cultural Panorama (ACPAN) é uma entidade sem fins lucrativos criada em 2007, responsável pelo Festival Panorama e diversos projetos na área cultural. Além do Panorama e do projeto de formação de público Entrando na Dança, a ACPAN é um Ponto de Cultura e realiza diversas atividades na cidade do Rio de Janeiro e arredores.

Entrando na dança Em 2011, o Entrando na Dança chegou à terceira edição, comprovando o sucesso dos anos anteriores ao lotar (mais uma vez!) os teatros da rede Funarj nas Zonas Norte e Oeste do Rio de Janeiro. Grandes nomes da dança contemporânea carioca participaram do projeto em 2011, como Angel Vianna e João Saldanha, com Qualquer coisa a gente muda; Paula Preiss, com HumAnimal; Sonia Destri e Companhia Urbana de Dança, com ID:Entidades; e Andrea Elias, com Entrelace, ainda em processo na época. No Panorama, o público terá mais uma chance de ver Qualquer coisa a gente muda e a versão final de Entrelace. Além das apresentações, o Entrando na Dança tem uma grande preocupação com a formação e promove uma série de oficinas gratuitas nos espaços que ocupa. E elas são sempre um sucesso, reunindo moradores da redondeza e de bairros próximos.

Entrando na dançA 2011

Projeto de formação de público Divulgação

Campo Grande / Teatro Armando Gonzaga 02 / 03 SET // João Saldanha, Angel Vianna e Maria Alice Poppe …Qualquer coisa a gente muda 23 / 24 SET // Andrea Elias / Teatro Xirê Entrelace Marechal Hermes/ Teatro Artur Azevedo 09 / 10 SET / 19h30 // João Saldanha, Angel Vianna e Maria Alice Poppe …Qualquer coisa a gente muda 16 / 17 SET // Andrea Elias / Teatro Xirê Entrelace Vila Kennedy/ Teatro Mario Lago 25 NOV / 15h // 26 NOV / 16h // Circo da Silva HumAnimaL 02 / 03 DEZ / 19h30 // Sonia Destri / Companhia Urbana de Dança ID:Entidades 38

Há quatro anos o projeto de formação de público da Associação Cultural Panorama assumiu o desafio de formar público e fugir da simples distribuição de ingressos. Para que esse trabalho aconteça, uma equipe especializada trabalha fechando parcerias com instituições – muitas delas participam também do Entrando na Dança. O trabalho inclui mapeamento de possíveis interessados na programação do festival, seguido de um cruzamento de interesses nos diferentes espetáculos da programação. São agendados encontros prévios com educadores para apresentar a programação. É um trabalho árduo, mas que garante o acesso à (in)formação e beneficia, principalmente, a população que não tem acesso às produções culturais da cidade. Assim, mais uma vez, o Panorama contribui com a democratização do acesso à cultura na cidade do Rio de Janeiro.


Instituições parceiras:

espaço panorama O Ponto de Cultura Espaço Panorama conecta e potencializa ações contínuas da ACPAN iniciadas há mais de três anos, todas nascidas dentro do Festival Panorama e que passaram a ter uma vida independente do festival. Suas principais atividades são as oficinas e a videoteca, além de um programa de residências artísticas. As ações do Espaço pautam a produção, a formação e a criação em dança, ampliando o alcance dessa linguagem tanto no campo de formação profissional quanto na sensibilização estética através da dança. A videoteca Panorama é um acervo de quase 2 mil vídeos de dança, enviados à Associação Cultural Panorama de maneira espontânea pelos artistas autores. A videoteca fará parte do projeto Corpo-Cópia, espaço de documentação do programa com.posições.políticas, numa seleção especial (e política) para comemorar os 20 anos do festival (leia mais sobre a programação do com.posições.políticas na página 30) O Espaço Panorama realizou em 2011 oficinas em parceria com: Instituto Nise da Silveira; Centro Brasileiro de Atenção a Crianças e Adolescente Vitimados; Escola Municipal Morro dos Telégrafos (Mangueira); UNAPE (Comunidade da Dona Marta); CIEP360 – Nova Iguaçu; Projeto Fronteiras; Penitenciária Talavera Bruce/ UNI Rio. Equipe Espaço Panorama Direção: Eduardo Bonito Coordenação Pedagógica: Carla Strachmann Coordenação de videoteca: Paula Gorini Administração: Genésio Nogueira

Escola Municipal Sampaio Corrêa | CIEP Brizolão-187 Benedito Laranjeiras | Comitê Felicidade Conjunto Campinho | Colégio Estadual Dr. Albert Sabin | Instituto Educacional Sara Kubitschek | Ciep 386 | Escola de Dança Santa Bárbara | CIDADANIARTE – Centro de Cidadania Artes e Cultura | Escola Técnica Estadual Adolpho Bloch - Curso Técnico de Dança | Secretaria de Esporte e Lazer de Belford Roxo | Centro Cultural da Criança | Associação Meninas e Mulheres do Morro | Na Boa Companhia | Escola Municipal Fernão Dias | Centro de Referência de Assistência Social Iara Amaral | Escola Municipal Barão de Itararé | Grupo Teatral Fina Arte | Unirio – Coordenação de Artes Dramáticas | FEUC – Fundação Educacional Unificada Campo Grandense | Rede de Articulação de Mulheres do Brasil | Teatro de Extremos | Centro de Recuperação Infantil | Centro Integrado de Artes Tablado | Escola de Gente | Ação Comunitária Brasil | Estúdio de Artes Espaço Aberto da Rocinha | Galpão Aplauso | GT de Artes Cênicas de Teresópolis | Planeta em Cena | Era 2000 | Escola de Dança Petite Danse | Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Seropédica | UNAPE – Anchieta | Escola Municipal Morro dos Telegrafos | CIEP 224 | Penitenciária Feminina Talavera Bruce | Vila Olímpica Jornalista Ary de Carvalho | CREAS POP José Saramago | Redes de Comunidades contra a Violência | Centro de Recuperação Infantil | Centro Cultural Cartola | 5ª CRAS – Madureira | CRAS Zozimo Barrozo do Amaral | 6ª CRAS – Deodoro | CRAS Francisco Sales Mesquita | CRAS Professora Helenice Nunes Jacinho | CRAS Da Cyra Frazão Souza | 9ª CRAS Campo Grande | CRAS Oswaldo Antonio Ferreira | CRAS Olimpia Esteves | 8ª CRAS – Bangu | CRAS Gonzaguinha | CRAS José Carlos Campos | Mães do Borel | Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu | CREJA | Ponto de Cultura CECIP Megapixel | CEACAVILA | Observatório de Favelas | Redes de Desenvolvimento da Maré | Centro de Recuperação Infantil CREI | Arte Tear | Universidade Federal do Rio de Janeiro | Núcleo de Arte Leblon | AMOCAVIM | Pulsar Cia. de Dança | Teatro de Anônimo | Associação Sorrir e Viver Pragradar | Grupo de Mulheres Vila Parque Clube | Articulação de Mulheres Brasileiras | Criançartes Escola de Educação Infantil

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Bilheteria Central e Espaços Os ingressos para o Festival Panorama 2011 estão à venda na bilheteria central (Armazém da Utopia), nas bilheterias de cada teatro ou pela internet, no site do festival www.panoramafestival.com

Bilheteria Central Armazém da Utopia Endereço: Avenida Rodrigues Alves s/nº, Cais do Porto – Armazém 6 Horário: 5 a 15 de novembro – 14h às 23h / 16 a 20 de novembro – 17h30 às 23h Formas de pagamento: dinheiro e todos os cartões de débito. Não estão à venda na Bilheteria Central: * Espetáculos da programação do Teatro Municipal Carlos Gomes dos dias 8, 13 e 15/11, com ingressos a R$ 1. Nesses dias, os ingressos estarão à venda somente no local, no dia do espetáculo, 1 hora antes da apresentação. ** Espetáculos da programação dos Teatros do Centro Cultural Banco do Brasil, do Oi Futuro Flamengo e dos Teatros Armando Gonzaga e Arthur Azevedo. *** Espetáculos com entrada franca.

Instituto Galpão Gamboa Endereço: Rua da Gamboa 279, Gamboa Telefone: (21) 2516-5929 Lotação: 80 lugares Horário funcionamento: segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 21h Entrada gratuita. Distribuição de senhas 1h antes do espetáculo. Diretora: Eliane Lax Produtor cultural: Igor Biond Programador: César Augusto Gerente: Hugo Madureira Gerente de projetos sociais: Maria Cristina Gioseffi Técnico do teatro: Eliano Gomes Assistente social: Isabela Batista Auxiliar administrativo: Gustavo Di Mello Auxiliar de serviços: Paulo Roberto da Silva e Fernando Silva

Armazém da Utopia Espaços 1 e 2 www.ensaioaberto.com

Endereço: Avenida Rodrigues Alves s/nº, Cais do Porto – Armazém 6 Valor do ingresso: R$ 16 / R$ 8 (meia) Formas de pagamento: dinheiro e todos os cartões de débito. Entrada franca: todos os espetáculos da programação da Plataforma Carioca de Artes Cênicas e os seguintes espetáculos da programação artística do com.posições. políticas. Diretor artístico: Luiz Fernando Lobo Diretora executiva: Tuca Moraes Diretor de projeto: Daniel Souza Diretor de negócios: Rogério Silva Produtor: Lucas Mansor Assistente de produção: Marco Castello Assistente Tuca: Larissa Benini Estagiária de contabilidade: Ione Carneiro 40

Estagiário de produção: Tiago Mourão Orientação cênica do novo público: Leon Diniz e Mariluci Nascimento Atores: Gilberto Miranda, Joana Marinho, Cláudio Bastos, Cristiane de Souza Produtora: Sofia Torres

Teatro João Caetano Endereço: Praça Tiradentes s/nº, Centro Telefone: (21) 2332-9166 Horário da bilheteria: terça-feira a domingo, das 14h às 18h Lotação: 1143 lugares Valor do ingresso: R$ 16 / R$ 8 (meia) Formas de pagamento: somente dinheiro Diretor: Daniel Dias da Silva Administração: Antônio Claret Hannas, Gilda Vazquez, Giulio Rizzo, Roberto Pignataro, Wilson Cesar Moraes, Wanderléia Pinto de Queiroz Equipe técnica: Amaro Miguel dos Santos, Celso Rodrigues Dias, Eli Martins, Hamilton Alves, Jeferson Soares, José Gomes Alves, Josias Borges, Luiz Roberto do Amaral, Reginaldo Bispo (Hulck), Satírio Carvalho Bilheteria: Alberto Carlos Aquino, Aurelina Aparecida, Eliete de Paiva, Francisco Carlos Nogueira, Ivanildo Soares, Rosa da Motta Leite, Rui Carreiro Receptivo: Aparecida Cruz da Silva, Carlos Roberto Rosa, João Guilherme do Valle, Natanael Ramos, Rogério de Freitas, Renato Alves Ferreira, Silvio de Oliveira Santos Manutenção: Antônio José da Silva (Toninho), Gilmar Cosme dos Santos, Sebastião Teodoro, Valdelino José Knupp (Mineiro) Portaria de serviço: Fernando Felício, Jorge Luiz (Grilo), José dos Santos Limpeza: Lídia Madalena, Tânia Maria do Carmo, e equipe da LOCANTY: Ana Cristina de Barros, Edivaldo Januário, Eduardo Pinto da Silva, Luiz Carlos Freitas, Marly Alves Segurança (Equipe HOPEVIG): Vigilantes: Alexander Clemente, Anderson Pinheiro, Antonio Correia Jr., Cláudio Henrique Gomes, Daniel Reinaldo, Fabio Carneiro Cotta, Gelson Alcides, Mickey Cosme; Agentes: Allison Santos, Eduardo da Silva Dias, Orlando Lyra Araújo, Ronaldo Fernando Falcão

Teatro Municipal Carlos Gomes Endereço: Praça Tiradentes 19, Centro. Telefone: (21) 2224-3602 Lotação: 685 Horário da bilheteria: terça-feira a domingo, das 14h às 18h Valor do ingresso: R$ 16 / R$ 8. Ingressos a R$ 1 nos dias 8, 13 e 15/11. Formas de pagamento: somente dinheiro Diretor de produção: Ana Ignácio Secretário teatral: Alex Pereira, Ana Paula Batista, Claudia Garcia Diretor de palco: Jayro Botelho Cenotécnico: Beto de Almeida Maquinista: Jorge Afrânio e Renato Mandarim Camareira: Adalgisa Louzada e Cecília Harrigan Operador de som: Ailson Conceição e Jorge Madeira Téc. em iluminação: Júnior Camacho, Paulo Santos, Ricardo Kaká Eletricista: Agostinho Altivo, Cosmo Soares, Josenias Oliveira, Nelson Gonçalves Bilheteiras: Fabiana Flores e Marinéa Peçanha Recepcionistas: Andréa de Souza, João Batista Lisboa, Juliana Morena Ramirez, Mara Lúcia Pereira, Ricardo Sabino, Rosilene da Hora Auxiliar de serviços gerais: Antonio Alves, Dalila Harrigan, Décio Batista, Eliane Ferreira, Luciana Maia, Marcelo Soares, Silvia de Freitas, Vera Lúcia de Holanda Porteiro: André Luiz Simões, Carlos Roberto da Silva, Juarez Antônio Domingos, Márcio Fabrício dos Santos, Quariguazil Costa, Samir Jorge Ramos

CAIXA CULTURAL Teatro Nelson Rodrigues www.caixacultural.com.br

Endereço: Av. República do Chile 230, Centro Telefone: (21) 2262-5483 Horário da bilheteria: terça a sexta-feira, das 13h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 15h às 20h. Lotação: 386 + 2 lugares para cadeirantes

Valor do ingresso: R$ 16 / R$ 8 (meia) Formas de pagamento: somente dinheiro Presidenta da República: Dilma Vana Rousseff Presidente da Caixa Econômica: Jorge Fontes Hereda Ministro da Fazenda: Guido Mantega

Centro Cultural Banco do Brasil / RJ – Teatro II http://www.bb.com.br/cultura

Endereço: Rua Primeiro de Março 66, Centro Telefone: (21) 3808-2100 Horário da bilheteria: terça-feira a domingo, das 9h às 21h Lotação: 155 lugares Valor do ingresso: R$ 6 / R$ 3 (meia) Formas de pagamento: dinheiro e cartões de débito e crédito (Visa, Mastercard, AMEX). Limite de 2 ingressos por pessoa.

Teatro Cacilda Becker www.funarte.gov.br

Endereço: Rua do Catete 338, Largo do Machado Telefone: (21) 2265-9933 Entrada gratuita. Distribuição de senhas 1h antes do espetáculo. Administração: Ricardo Malheiros Auxiliar administrativo e técnico: Alcides Gonçalves Bilheteira: Ana Maria Alves Segurança: Sergio Horacio, Vinícius Araújo, Marcelo Macena, Wilson José Brigada de incêndio: Sergio Roberto, Ernani Neto, Paulo Roberto Cabral, Valcirlei Costa Auxiliar de serviços gerais: Gil, Valdette, Severino

Teatro Oi Futuro Flamengo www.oifuturo.org.br

Endereço: Rua Dois de Dezembro 63, Flamengo Telefone: (21) 3131-3060 Horário da bilheteria: terça-feira a domingo, das 11h às 20h Lotação: 84 lugares (teatro) Valor do ingresso: R$ 15 / R$ 7,50 (meia) Formas de pagamento: dinheiro e cheque Presidência: José Augusto da Gama Figueira Vicepresidência: George Moraes Direção de cultura: Maria Arlete Gonçalves Direção de educação: Paola Scampini Direção seleção de patrocínios: Bruno Diehl Direção de marketing e conteúdo: Wellington Silva Direção administrativa e financeira: Flavio Copello Direção institucional: José Zunga Curadoria de artes cênicas: Roberto Guimarães Curadoria de artes visuais: Alberto Saraiva Produção de cênicas: Lucia Nascimento Museologia: Bruna Queiroz Desenvolvimento de comunicação: Sabrina Candido Assessoria de imprensa: Letícia Duque Equipe de cultura - Rio de Janeiro: André Couto, Claudia Leite, Maria de Fátima Santana, Victor D’Almeida

Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto http://ecmsergioporto.blogspot.com/

Endereço: Rua Humaitá 163, Humaitá (entrada pela Rua Visconde Silva s/nº) Telefone: (21) 2535-3846 Horário da bilheteria: somente no dia do espetáculo, a partir das 17h. Lotação: 98 lugares Valor do ingresso: R$ 16 / R$ 8 (meia) Formas de pagamento: somente dinheiro Diretora de produção: Angela Blazo Secretária teatral: Mônica Melo Assistente de produção: Joanna Aguiar Bilheteiro: Daniel Santos Portaria: Agnaldo Rodrigues Paz Operadores/técnicos de luz: Bruno Henrique Caverninha e Carlinhos Magé Operadores/técnicos de som: Marco Aurélio Bactéria e Luciano Jr. Cenotécnicos: Emanuel


Mendes (Mineiro) e Jeová Alves Carneiro Vigilância: Leonardo Terra Borges, André dos Santos Pereira, Pedro Jorge Conceição da Silva e Paulo César Rodrigues Limpeza: David Barbosa Lyra, Maria Elena Bueno da Silva e Cléber Rodrigues França Júnior Bar: Sandrinha Maria

Escola de Artes Visuais do Parque Lage www.eavparquelage.rj.gov.br

Endereço: Rua Jardim Botânico 414, Jardim Botânico Telefone: (21) 3257-1800 Entrada gratuita. Distribuição de senhas 1h antes do espetáculo. Diretora: Claudia Saldanha Assessor: Vitor Zenezi Coordenador administrativo: Herbert Hasselmann Coordenadora de ensino: Tania Queiroz Coordenadora de projetos: Clarisse Rivera Comissão de ensino: Glória Ferreira, Luiz Ernesto Moraes e Maria Tornaghi Comissão de projetos: Alexandre Sá, Guilherme Bueno e Luisa Duarte Coordenadora do Programa Aprofundamento 2011: Anna Bella Geiger

Espaço SESC www.sescrio.org.br

Rua Domingos Ferreira 160, Copacabana Telefone: (21) 2548-1088 Entrada franca. Distribuição de senhas 1h antes do espetáculo. Presidente SESC Rio: Orlando Santos Diniz Diretor regional: Luiz Oddone Superintendência de desenvolvimento: Gilberto Braga

Teatro Glaucio Gill

http://complexoduplotgg.wordpress.com/ Endereço: Praça Cardeal Arcoverde s/nº, Copacabana Telefone: (21) 2332-7904 Entrada gratuita. Distribuição de senhas 1h antes do espetáculo. Equipe Complexo Duplo Diretores artísticos: Daniele Ávila e Felipe Vidal Produtora executiva: Talita Fontes Coordenador técnico: Azul Smith Administração: Talitha Caetano Programação visual: Tania Grillo Criaçãologomarca: Fernando Nicolau Assessoria de imprensa: Bianca Senna - Astrolábio Comunicação Equipe Teatro Diretor: Helio Balbi Técnicos de luz: Djalma Neves e Antonio Carlos A venda de ingressos on-line está disponível pelo serviço Ingresso Rápido para os seguintes teatros: Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto, CAIXA Cultural - Teatro Nelson Rodrigues - Armazém da Utopia – Espaço 1 e Espaço 2. Mais informações no site do festival: www.panoramafestival.com. Central de atendimento Ingresso Rápido: 4003-1212 Atendimento de segunda-feira a sábado, das 9h às 22h; domingos e feriados, das 11h às 20h Formas de pagamento: Dinheiro; Cartões de Crédito: Visa, Mastercard, Diners, Amex, Hipercard, Aura; Cartões de Débito: Visa Electron e Redeshop; Cartão Benefício: Nutricash.

Teatro Armando Gonzaga Endereço: Av. Gal. Osvaldo Cordeiro de Faria 511, Marechal Hermes Telefone: (21) 2332-1040 Horário da bilheteria: quinta-feira a domingo, das 15h às 19h Lotação: 244 lugares Valor do ingresso: R$ 4 / R$ 2 (meia) Formas de pagamento: somente dinheiro Diretor: Ignacio Augusto dos Santos Neto Administração:

Denise Tavares Rocha de Souza, Célio Luiz Santoro Mendes, Rosemary dos Santos Abreu, José Leandro Santos, Gláucia dos Santos Aragão Assistente II: Guilherme da Piedade Nogueira Neto Iluminador: Ismael Martinusso e Carlos Alberto da Silva Recepcionista: Nilton da Silva Nascimento, Alzira Justino de Oliveira, Maria da Glória dos Santos e Alda da Silva Miranda Porteiro de espetáculo: Umberto Dantas de Paula e Flávio Thadeu Donato Técnico de palco: Ilson Miranda e Samuel Gonçalves Bilheteiro: Sergio Luiz Caglia Vigilante: Carlos Roberto Assunção Coelho Júnior, Claudio Henrique, Cristiano Barreiras Costa, Rodrigo do Nascimento Martins Teixeira e Roberto Nascimento Lima Machado

Teatro Mário Lago Endereço: Rua Jaime Redondo 2, Vila Kennedy Telefone: (21) 2405-5466 Lotação: 168 lugares Entrada gratuita. Distribuição de senhas 1h antes do espetáculo. Direção: Eraldo dos Santos Administração: Maria Luisa e Anselmo da Silva Auxiliar de serviços gerais: Sandra Alves e Simone Alves

Teatro Arthur Azevedo Endereço: Rua Victor Alves 454, Campo Grande Telefone: (21) 2332-7516 Horário da bilheteria: somente no dia, 4h antes do espetáculo Lotação: 310 lugares Valor do ingresso: R$ 4 / R$ 2 (meia) Formas de pagamento: somente dinheiro Diretor: Moises Bittencourt Administração: Jair Lopes e Márcia Passos Manutenção: Carlos Antonio Técnica: Sérgio Assanti Iluminador: Sérgio da Mota (Kibe) Bilheteiro: Ricardo Santana Auxiliar de serviços gerais: Hugo Andrade Limpeza: Ana da Nobrega e Helena Cristina Vigilante: Rogério Quirino, Júlio Cesar, Sandino Gomes e Carlos

Teatro SESC São João de Meriti www.sescrio.org.br

Endereço: Avenida Automóvel Clube 66, Centro / São João de Meriti Telefone: (21) 2755-6513 Lotação: 348 Entrada gratuita. Distribuição de senhas 1h antes do espetáculo. Diretor regional: Luiz Oddone Equipe técnica: Vanderlei Galvão, Fernando Bragança e Jonas Gomes

Teatro SESC Nova Iguaçu www.sescrio.org.br

Endereço: Rua Dom Adriano Hipólito 10, Moqueta / Nova Iguaçu Telefone: (21) 2797-3887 Lotação: 384 Entrada gratuita. Distribuição de senhas 1h antes do espetáculo.

Teatro SESC São Gonçalo www.sescrio.org.br

Endereço: Avenida Presidente Kennedy 755, Estrela Norte / São Gonçalo Telefone: (21) 2712-3093 Lotação: 350 Entrada gratuita. Distribuição de senhas 1h antes do espetáculo. Gestor de cultura: Ayres Filho Coordenação técnico: Vitor Ramalho Gerente da unidade: Vânia Regina Motta Técnicos de som e luz: João Lara e Luiz Cardoso

Centro Cultural Banco do Brasil / DF

bb.com.br/cultura | twitter.com/ccbb_df | facebook.com/ ccbb.brasilia Endereço: SCES - Trecho 2 - Conj.22 - Ed. Tancredo Neves / Brasília Telefone: (61) 3108-7600 SAC: 0800 729 0722 / Ouvidoria BB: 0800 729 5678 Deficiente auditivo ou de fala: 0800 729 0088 Lotação Teatro 1: 327 lugares Horário da bilheteria: terça-feira a domingo, das 9h às 21h Valor do ingresso: R$ 6 / R$ 3 (meia). Entrada franca nos dias 15 e 16/11. Distribuição de senhas 1h antes dos espetáculos. Formas de pagamento: dinheiro e cartões de débito e crédito (Visa, Mastercard, AMEX). Limite de 2 ingressos por pessoa.

Descontos

Tem direito a 50% de desconto na compra do ingresso: - Estudantes e idosos, maiores de 60 anos, mediante comprovação - Classe artística mediante apresentação das carteiras do SATED, SBAT e SINDICATO DOS BAILARINOS. - Professores da rede pública de ensino, mediante apresentação de contra-cheque. - Funcionários das seguintes empresas: Oi, BNDES, Petrobras, Caixa Econômica Federal, mediante apresentação dos seus respectivos crachás. - Funcionários da Prefeitura do Rio de Janeiro, da Funarte e da Funarj, mediante apresentação de contra-cheque. Desconto válido para Armazém da Utopia – Espaços 1 e 2, Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto, Teatro João Caetano, Teatro Municipal Carlos Gomes, CAIXA Cultural - Teatro Nelson Rodrigues, Oi Futuro Flamengo, Teatro Armando Gonzaga e Teatro Arthur Azevedo.

Outros descontos:

Centro Cultural Banco do Brasil / RJ: - Estudantes e idosos, maiores de 60 anos, mediante comprovação; funcionários e clientes do Banco do Brasil; professores; portadores de deficiência; ABAV; CLASP; Rio Ônibus (Rio Card Rodoviário, Rio Card Motorista Cidadão, Rio Card Funcional – válido para titular + um acompanhante); Cândido Mendes (para alunos, professores e funcionários – apenas para titular do cartão); Metrô Rio (apenas para funcionários e portadores do cartão Pré-Pago – um ingresso por pessoa); Clube do Assinante O Globo (válido para dois ingressos por associado); Escola Parque (apenas para titular do cartão: professores e funcionários); PUC (apenas para alunos, professores, e funcionários – apenas para o titular do cartão); SESC (apenas para alunos, professores, funcionários, dependentes matriculados e comerciários – apenas para o titular do cartão).

Centro Cultural Banco do Brasil / DF: - Estudantes e idosos, maiores de 65, mediante comprovação; funcionários e clientes do Banco do Brasil. CAIXA CULTURAL - Teatro Nelson Rodrigues: - Clientes da Caixa Econômica Federal, mediante apresentação de cartão de correntista Tem direito a 30% de desconto na compra do ingresso: - Clientes do Metrô Rio mediante apresentação do cartão Pré-pago do Metrô. Desconto válido para Teatro Municipal Carlos Gomes e Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto.

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equipe Direção Geral e Curadores Eduardo Bonito Nayse López

Produção de Bilheteria Trio Carioca Produções

Direção de Produção Catarina Saraiva

Coordenação de Bilheteria Mônica Bittencourt Roberta Pisco

Curadores Convidados Batman Zavareze Nado Leal

Assistentes de Bilheteria Ana Beatriz Silva Fernanda Muniz

Coordenação com.posições.políticas Isabel Ferreira

Gerente de Bilheteria do Armazém Vânia Freitas

Coordenação de Produção Renata Monnerat

Corpo-Cópia Andrew Mitchelson Paula Gorini

Produção Rafael Fernandes Isabel Pinto Coelho Produção Armazém Ilimani Côrtes Produção Teatros Armazém Gustavo Lawall Assistente de Produção Lasse Holler Assistente da Direção Aline Cardoso Andreia Alves Direção Técnica Adriana Ortiz D5 Produções Artísticas LTDA Produtoras Técnicas Assistentes Carolina Dworschak Paula Almeida Paloma Dalla Vecchi

grid_lab Marlon Barrios Paula Gorini Comunicação Isabella Motta Assistente de Comunicação Inês Freitas Projeto Gráfico Ana Laet COM Edição e Revisão Kathia Ferreira website Mário Filho Edição de Vídeo Luís Guilherme Guerreiro Assessoria de Imprensa PALAVRA assessoria em comunicação

Assistente Técnica Erica dos Santos Pandolf

Tradução Gabriela Baptista

Cenografia Gisele Batalha e Fábio Gonçalves

Controller Genésio Nogueira

Coordenação de Atividades Paralelas Antônio Felipe Vieira

Assistente Financeiro Viviane Alípio

Assistente de Atividades Paralelas Diego Riques

Assistente Administrativo Bruna Rodrigues

Coordenação de Profissionais Visitantes Andrew Mitchelson

Assistente Administrativo Kelly Cristina

Coordenação de Formação de Público Carla Strachmann Assistentes de Formação de Público Aline Braida Jacqueline Alves Thiago Rodrigues

Apoio Administrativo Tatiane Silva Apoio Administrativo Lúcia Maximiliano Ângela Maria da Silva Escritório Contabilidade Sesan Contabilidade

Coordenação de Receptivo Julia Baker

Assessoria Jurídica Flávio Pougy

Assistente Receptivo Marcela Miranda Jean Philippe Bontoux

Equipe nos Teatros

Transporte Patty Nunes Assistente de Transporte Caroline Givigi Agente de Viagens LatinTur 42

Produtores Teatros Teatro João Caetano - Camila Ferreira Teatro Municipal Carlos Gomes Priscila Manfredini CAIXA Cultural Teatro Nelson Rodrigues - Ana Terra Rodrigues Oi Futuro e Parque Lage - Teca Macedo Espaço Cultural Sérgio Porto - Ana Helena Lima CCBB Rio (Teatro 2) - Caroline Moreira

Circuito SESC Baixada / Zona Norte / Zona Oeste - Fábio Mateus Armazém Gamboa - Carla Torres Coordenadores Técnicos dos Teatros Eduardo Dantas Felício Mafra Sérgio Santos Adelmo Cavalcanti Carlos Lafert Flávio Magalhães Sérgio Medeiros Técnicos Marco Antônio da Silva Leandro Santos Gomes da Silva Márcio Bigode Rommel Equer Luan Almeida Luis Mendes Leque Juca Baracho Ricardo Santos Jimmy Menezes Devito Fabiano Bi Jean Pessoa Samuel Oliveira Luciana Santos William de Souza Antônio Figueredo Gerson Oliveira Dum Marino Tiago da Silveira João Grandão Jorge Reibot José Roberto Celestino Gabriel Rangel Celso de Paiva Felipe Dias Bruno Barreto Antônio Medeiros Jorge Neves Noel Loretti André Cabritinho João Paulo Giba Bilheteiros Angélica Figueira Camilla Sammarro Diego Cosmetinni Ian Marlon Marcus Faro Silvia Campos Tabita Bastos Juliana Pontes Voluntários de Bilheteria Cecília Nascimento Marcus Liberato Maria Isabel Matos Nana Cirino Transporte Internacional e Importação de Cargas Sax Logística Transporte Nacional de Cargas Assis (Mundo Novo Transportes)

Voluntários Panorama Rodrigo Ourique Caroline Bellomo Carina Faleiro de Figueiredo Anna Carolina Mires Peter Gloming Michela de Oliveira Rafaella Brito Yuka Fuchigami Camille Dias Carolina Queiroz Natã Neves Márcia Gomes Kamyla Abreu Juliana Reis Bruno Kury Andressa Pinto Mônica de Castro Hayssa Friis Raissa Vitral Mázia Lima Gabriela Vieira Marília Carneiro Cíntia Brand Júlia Sabroza Lara Rebibout Laura Navallo Isaia Nisde Fernanda Barbosa Bianca Leite Carvalho Marina Alves Eliane Machado Luane Oliveira John Soares Caroline Bellomo Geovana Marques Rosane Berce Bethânia Brandão Produção Brasília Coordenação de Produção Lívia Frazão Artér Negócios Socioculturais Produção Executiva Sérgio Bacelar e Luana Fonteles, Michele Milani, Camila Guerra e Eliane Queiroz Alecrim Produções Artísticas Assistentes de Produção Luciana Amaral Micheline Santiago Ray Farias Assessoria de Imprensa Jaque Dias, Cinthia Rogner, Ana Rodrigues Tato - Soluções em Marketing Coordenador Técnico Marcelo Augusto Cenotécnico Cláudio D’Luna Técnico de Luz Higor Filipe


Parceiros Internacionais

Parceiros Institucionais

Apoio Local - Rio de Janeiro

Sujeito à taxa de conveniência

Apoio Local - Brasília

Ponto de Cultura Espaço Panorama

Corretora de Seguros Oficial do Evento

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Festival Panorama 2011  

20ª Edição Festival Panorama

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