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Quinzenário informativo e regionalistas Director:Paulo Gonçalves / Sai às sextas-feiras Gratuito / 21 de Maio de 2010 / nº 636

Morte de bébé causa consternação

DESPORTO

Canoagem PÁGINA 5

Teresa Portela trabalha para chegar aos Jogos Olímpicos de Londres PÁGINA 26

Futebol

Forjães e Gandra sobem de divisão PÁGINA 27

Ciclismo

João Benta a 1ª vitória como profissional PÁGINA 28

SOCIEDADE

Música

Blá Blá Blá reconhecidos com entusiasmo em Esposende

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VEJA PÁGINA 7

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SEXTA-FEIRA 21 DE MAIO DE 2010

ACTUALIDADE

Editorial PAULO GONÇALVES Director do Jornal

Um concelho em grande momento desportivo, com Teresa Portela em plano de destaque durante a Taça do Mundo ao conquistar diversas medalhas ao serviço da selecção portuguesa de canoagem. A atleta do Recreativo de Gemeses após a presença nas olimpíadas de Pequim, está prestes a garantir o passaporte para os Jogos em Londres. Em grande velocidade, o ciclista de Marinhas, João Benta arrecadou o primeiro lugar durante a clássica de Amarante, Benta promete uma época em grande no calendário nacional de ciclismo. Mas é no futebol que o concelho, viveu já momentos marcantes desta época de 20092010, o Forjães SC num curto espaço de uma semana, subiu de divisão, venceu a sua serie e garantiu a presença na final da Taça da Associação de Futebol de Braga, onde no dia 30 deste mês vai defrontar o Vilaverdense no estádio de Barcelos, na festa do futebol distrital. Por seu lado, o Gandra FC também já fez a merecida festa da subida de escalão, e na corrida pela subida está também AD Esposende que este fim de semana defronta o Martim, e pode garantir o acesso ao nacional da terceira divisão. Nas camadas jovens, os juvenis do FC Marinhas foram os vencedores da sua serie, feito repetido pelos infantis da AD Esposende, o futebol formação continua a dar frutos, pena é que depois e em muitas vezes os jogadores da terra não sejam aproveitados nos respectivos clubes. Feitos de uma época, perto do fim e na qual o nome do concelho de Esposende tem sido muito dignificado. A estes feitos está também ligada a comunicação social local, na qual se destaca a Esposende TV que no passado fim-de-semana, transmitiu na íntegra um jogo de futebol em directo, o Esposende-Torcatense, uma partida vista em todo o mundo, de onde chegaram os mais rasgados elogios a este canal sedeado no concelho. A Esposende TV transmitiu o jogo com grande qualidade, endereço os meus parabéns ao seu director Pedro Oliveira e aos operadores de imagem que estiveram no estádio municipal: Henrique Rocha, João Neiva, Luís Martins e Luís Costa pelo excelente trabalho realizado, continuem a dar o vosso melhor, porque o concelho merece.

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Benjamim Pereira quer “Um projecto sólido” no PSD-Esposende O forjanense Benjamim Pereira vai ser hoje eleito como novo presidente da Comissão Política Concelhia do PSD-Esposende Paulo Gonçalves paulofernandogoncal@sapo.pt

O forjanense Benjamim Pereira vai ser hoje eleito como novo presidente da Comissão Política Concelhia do PSD-Esposende. As eleições vão decorrer ao final da tarde desta sexta-feira na sede, situada no largo Fonseca Lima em Esposende, onde é esperada uma grande adesão dos militantes laranjas do concelho esposendense. Os últimos números dão conta que estão inscritos cerca de 900 militantes na Comissão Política Concelhia do PSD-Esposende, sendo por isso uma das maiores do distrito de Braga. Benjamim Pereira em entrevista ao Jornal de Esposende apresenta a única lista candidata ao acto eleitoral e prepara-se para suceder a João Cepa na liderança. Quais os principais motivos que o levam a apresentar candidatura à Comissão Política do PSD-Esposende? Benjamim Pereira: O surgimento da minha candidatura tem como prerrogativa o facto de o actual presidente João Cepa ter manifestado publicamente a sua indisponibilidade para continuar a liderar este partido, apesar do excelente trabalho que vinha desenvolvendo. Fruto da conjuntura criada por essa situação e no seguimento do apelo de uma parte significativa de militantes resolvi avançar. É certo que também João Cepa havia manifestado, desde logo, a vontade de que a futura liderança do partido pudesse ser encontrada dentro da actual estrutura partidária. Naturalmente que um partido com cerca de 800 militantes tem nas suas fileiras muitos homens e mulheres capazes de liderarem os seus destinos, contudo, julgo ter as capacidades suficientes para ser porta-voz deste grupo admirável de pessoas. Outra das razões, e que é tão só o corolário das demais, é que entendo ter um projecto sólido, capaz de envolver os militantes deste partido e de poder mobilizá-los, fazendo com que acreditem num futuro auspicioso, de continuidade, de união e de trabalho. Esta tem sido, sem dúvida, a receita de todas as nossas vitórias no passado e continuará a ser a base de onde lançaremos as vitórias do futuro. Ser do PSD de Esposende sempre foi sinónimo de fazer parte de algo especial e de poder dar um contributo livre e positivo para a efectiva melhoria das condições de vida de todos os esposendenses. Já escolheu os elementos que o vão acompanhar nesta candidatura? Esta nova lista candidata à Comissão Política do PSD de Esposende prima pela continuidade, não apresentando alterações signifi-

cativas. O trabalho levado a cabo ao longo dos dois últimos anos é suficientemente elucidativo das capacidades de quem integra esta lista e não entendi como necessário nesta altura proceder a renovações profundas. Contudo, neste partido, todos têm que estar preparados para servir a população e há muitas formas de o fazer. Mesmo para aqueles que não foram agora chamados a uma participação mais activa teremos, certamente outras formas de colaboração a propor-lhes no futuro e teremos sempre que acautelar a preparação de novos personagens e de novas ideias no panorama político concelhio. Em resumo, para uma nova liderança, e num quadro político nacional que pode ser muito conturbado nos próximos tempos, pareceume importante contar com a experiência da maioria dos elementos da Comissão Política anterior. O que pretende mudar no PSD-Esposende? Vivemos hoje momentos de extrema dificuldade e que, infelizmente, tendem a agravarse, mas é precisamente nestes momentos difíceis que precisamos de um PSD forte, unido e coeso. Um partido capaz de se envolver socialmente e de estar presente ao lado da nossa população e das suas reivindicações, na defesa dos seus interesses e direitos. Temos portanto duas dimensões fundamentais nesta candidatura: a dimensão partidária interna propriamente dita, cuja estratégia assenta nos 5 vectores que assumi como estruturais: Continuidade, Estabilidade, Reconhecimento, Valorização e Trabalho; e a dimensão da acção concreta do partido na defesa dos interesses das populações do nosso concelho. Seria, porventura, fastidioso estar novamente a explicar aos militantes as acções concretas

que pretendo levar a cabo ao longo destes próximos dois anos, contudo, e respondendo concretamente à sua pergunta, esta candidatura não tem como suporte uma ideia de mudança ou de rotura com as estratégias desenvolvidas no passado. Aquilo que poderá mudar, porventura, será uma nova forma de fazer política, naturalmente intrínseca à minha personalidade, à minha forma de estar e de me relacionar com as pessoas, e que se caracterizará sempre por ser uma relação de grande proximidade e de cooperação com todos os militantes. Que mensagem gostaria de transmitir aos militantes do PSD-Esposende, antes destas eleições? Acima de tudo, gostaria de lhes pedir o seu apoio incondicional e a sua manifestação de voto expressa com clareza, a fim de me sentir mais legitimado para trabalhar e para levar por diante tão honrosa tarefa. Podem ter a certeza de que defenderei este partido acima de qualquer interesse particular ou corporativo, tendo sempre como linha de orientação os interesses colectivos de todos os esposendenses. Quem me conhece, sabe a forma entusiástica e quase obstinada com que me dedico às causas que abraço. Não o faço por mim, mas faço-o sempre para honrar aqueles que confiam em mim e que, naturalmente, não posso desiludir nem defraudar. Conto com todos, pois todos são necessários para ultrapassarmos as dificuldades em que vivemos. Reforço apenas que para mim não há palavras vãs e que o projecto que tenho é para ser implementado e é também, tal como nos orgulhamos de fazer nos nossos programas eleitorais autárquicos, um compromisso que assumo com todos os militantes.


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SOCIEDADE

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Casa cheia na apresentação do novo EP dos Blá Blá Blá Paulo Gonçalves paulofernandogoncal@sapo.pt

Os Blá Blá Blá receberam palmas, muitas palmas do público que encheu por completo a Casa da Juventude de Esposende para assistir à apresentação do novo EP” o meu nome é todas as palavras que conheces” desta banda esposendense. Em palco Joel Zão (vocalista-baixista), Marcelo Torres (guitarras-teclados), Gustavo Cunha (guitarras), Luís Fonseca (sax-tenor-guitarra e voz) e João Miguel Silva (bateria), mostraram a arte de saber tocar. Na multidão, a juventude e os menos jovens, gostaram de ouvir os diversos temas, sendo que os Blá Blá Blá prometem continuar uma carreira com sucesso da qual já fazem parte 6 triunfos em concursos de música moderna. O vocalista Joel Zão não escondia a enorme satisfação do novo EP “estamos com muita esperança neste trabalho, são seis temas originais, demos tudo, é um dia marcante para nós” A banda foi formada em 2006 e já começa a ter a estrela do sucesso um pouco por todo o lado, o próximo passo é deixar de ser uma banda de garagem. Os seis temas deste EP abordam diversos assuntos, entre eles aspectos das vidas dos

componentes dos Blá Blá Blá e outros virados para a critica social “somos um grupo atento ao que nos rodeia” com temas cantados em português, o que não será de admirar, atendendo que os Blá Blá Blá contaram com o apoio do Movimento Alternativo Rock que marcou presença na apresentação deste trabalho através da banda Alma Fábrica e com Bruno Broa um dos elementos mais influentes deste projecto que se iniciou em Lisboa, e que se está expandir por todo o país, no qual os Blá Blá Blá acabam por ser os embaixadores do norte. Quanto a concertos os Blá Blá Blá devem voltar a tocar no concelho de Esposende, no mês de Julho concretamente na freguesia de Marinhas, a 24 de Julho ainda a confirmar. Já este fim-de-semana vão até Lisboa com actuações em Santos e Moscavide e no dia 1 de Julho em Mação-Abrantes.

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Assim vai a história dos Blá Blá Blá 2007- 2º Lugar no V Festival Ribarock e poucos dias mais tarde ganha o VI Festival Sons na Caixa. 2008-três primeiros lugares em concursos de música moderna: II Concurso de Música Pop Rock em Grândola, IV Concurso de Bandas de Garagem de Setúbal e no Festival Rock na Praia em Apúlia. 2009 -participa no programa “Aquário” do Porto Canal e ganha o Festival Prorock, que decorreu em Valado dos Frades (Nazaré).

FÃO IX Festival de Cocktails Sem Álcool Os Alunos do Curso de Técnico Restauração, do 2.º ano da Escola Profissional de Esposende, vão levar a efeito esta sexta-feira, pelas 14 horas, o IX Festival de Cocktails Sem Álcool, que contará com cerca de 20 participantes, das turmas da escola, que darão azo à sua criatividade e técnica. Os futuros profissionais de Restauração vão promover mais uma actividade aberta a todas as turmas da escola, prevendo-se, tal como nas edições anteriores, uma tarde muito alegre e divertida, que animará toda a nossa comunidade escolar. De igual modo poderão demonstrar os conhecimentos adquiridos nas suas aulas práticas de Bar, dando a conhecer a criatividade e diversidade dos Cocktails confeccionados. Como incentivo aos participantes, serão entregues prémios às melhores prestações.


SOCIEDADE

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Mãe é suspeita da morte de bebé de dois meses

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Doentes oncológicos

com um novo apoio

Os Bombeiros depararam-se com a menina já cadáver, apresentando hematomas na cabeça. A esse caso de alegados maus-tratos, verificado em Fão, acrescenta-se outro, em Góios, envolvendo o abuso sexual de dois rapazes de oito e 12 anos

Miguel Pinto miguel.pinto@esposendetv.com.pt

Uma bebé de apenas dois meses deu entrada, já sem vida, no Hospital de Fão ao início da tarde de sexta-feira, 14 de Maio, com marcas visíveis de alegados maustratos. Chamados pelo CODU – Centro de Orientação de Doentes Urgentes –, os Bombeiros deslocaramse à Travessa de Santo António, em Fão, local onde a progenitora residia com os pais, deparando-se com a criança já cadáver. Dado o historial da mãe da criança falecida, à qual a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens havia recentemente retirado a guarda de mais duas filhas, também por alegados maus-tratos, a GNR e a Polícia Judiciária foram chamadas ao local para enceta-

rem um processo de investigação criminal. Em declarações ao Jornal de Esposende, o pai da menina – que não vivia na mesma casa da companheira – mostrou desconhecimento em relação à causa da morte. “Não sei o que terá acontecido. Disseram-me que a menina caiu, vomitou e depois morreu”, limitou-se a afirmar João Paulo Silva. Confrontado com os hematomas que a bebé apresentava na cabeça, indiciando alegados maustratos por parte da progenitora, não confirmou que a violência imperasse no seio familiar. “Deve ter sido um acidente. Não acredito que ela [a mãe] lhe tivesse batido”, acrescentou. Ainda assim, e reportando ao tratamento dado às outras duas filhas da progenitora – cujas guar-

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Concerto de Piano

ESPOSENDE Fórum da Educação A Câmara Municipal de Esposende vai realizar, entre os dias 22 de Maio e 7 de Junho, o Fórum da Educação 2010, um evento que visa promover a reflexão e o debate em torno de diversas temáticas que contribuem para o processo educativo. “Criatividade e Educação” é o tema desta sexta edição, que se propõe estimular o engenho de todos, sob a forma de painéis, tertúlias, oficinas, mostras de trabalhos, espectáculos de música, teatro e dança. Pretende-se

das lhe foram entretanto retiradas – confirmou que, nalgumas situações poderão ter havido excessos, em especial na altura das refeições. “Era difícil darlhes de comer e, por vezes, ela enervava-se e ralhava-lhes”, descreveu. Alguns vizinhos ouvidos também pelo Jornal de Esposende confirmaram que as crianças – de um e três anos – apresentavam assiduamente marcas indiciando maus-tratos, daí que a retirada das guardas não os tivesse surpreendido. “Eles não tinham condições para tratar das meninas”, testemunhou uma pessoa que se resguardou no anonimato, descrevendo a mãe como “uma pessoa mentalmente instável”. A este caso na vila de Fão, junta-se a notícia de um outro que também envolverá alegados maus-tratos e abusos sexuais de dois rapazes menores – de oito e 12 anos – em Góios, freguesia de Marinhas. A situação terá chegado ao conhecimento das autoridades em consequência de um vídeo gravado no telemóvel de uma das crianças, no qual ambas aparecerão em práticas sexuais com os progenitores. O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária e os pais, que perderam a guarda das crianças, foram presentes a tribunal, desconhecendo-se as medidas que lhes foram aplicadas.

construir uma reflexão séria sobre a importância da criatividade no acto de educar e como impulso na busca da concretização de projectos de vida. A marcar a abertura do Fórum da Educação 2010, amanhã, terá lugar a homenagem, a título póstumo, a Belemino Ribeiro, personalidade esposendense que se destacou na escultura, com destaque para os baixos relevos, no desenho, pintura e escrita.

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Com o objectivo de assinalar o mês do Coração, que se comemora no mês de Maio, o Centro de Saúde de Esposende, em colaboração com a autarquia de Espo sende, vai promover um Concer to de Piano com a pianista esposendense Ana Zão. Com entrada livre, o concerto terá lugar no próximo dia 29, às 21h30, no Fórum Rodrigues Sampaio, sendo que o programa inclui obras de F. Chopin, F. Liszt, e J. Vianna da Motta.

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Miguel Pinto miguel.pinto@esposendetv.com.pt

Há uma nova esperança para os doentes oncológicos e respectivos familiares, em Esposende. Desde o dia 12 de Maio está disponível uma nova consulta no Centro de Saúde. O serviço de psico oncologia foi criado para evitar as deslocações ao Porto, sempre que é necessário apoio psicológico. A partir de agora, a luta contra o cancro tem um novo suporte, mais personalizado e também mais próximo. É gratuito e à quarta-feira, quinzenalmente. 12 de Maio marcou o início das consultas de psico oncologia no Centro de Saúde de Esposende. Um novo serviço que resulta da parceria da entidade de saúde pública, autarquia e Liga Portuguesa Contra o Cancro. Trata-se de um apoio há muito aguardado e que representa um avanço para os doentes oncológicos e respectivos familiares. “É uma consulta muito necessária dado o número de doentes, dada a gravidade da situação e dado o sofrimento do doente e da sua família. Esta consulta surgiu na melhor altura. Até já devia ter sido há mais tempo. É um bem muito necessário”, sublinhou a presidente do Conselho Clínico da ACES Cávado III (Agrupamento de Centros de Saúde do Cávado), Barcelos/Esposende, Nazaré Costa. Patrícia Gomes, psicóloga da Liga Portuguesa Contra o Cancro explicou que “ o apoio não é só para o doente oncológico mas sim para os seus familiares porque, no fundo, são os familiares os cuidadores dos doentes”. Muitas vezes,

no decorrer de um tratamento os familiares acabam por ser negligenciados, ficando “desamparados”. Como cuidadores, é importante que se sintam suportados para viverem esta luta contra o cancro de uma forma saudável. “Este serviço representa muitas vezes o único apoio, o único momento em que as pessoas podem expor os seus medos, as suas angústias e se prepararem para a batalha contra o cancro que, a nível psicológico é bastante devastadora”, prossegue a psicóloga. Por vezes, é dentro das quatro paredes do consultório médico que os familiares realmente podem expor as suas fragilidades e as suas angústias para ganharem forças para enfrentarem o cancro. O diagnóstico a tempo e a prevenção continuam a ser a melhor forma de lutar contra o cancro. Mas não basta. É preciso “muita esperança também e acreditar que os tratamentos médicos vão contribuir para a sua vitória”, recomenda a técnica. Aquando da primeira consulta de psico oncologia, Nazaré Costa destacou ainda que a relação médico utente está a tornar-se uma relação de cada vez maior proximidade. “Esta consulta, em particular, é uma consulta que requer tempo e disponibilidade, para ouvir, para atender, para dar esperança, para conversar. Sobretudo dirigida para esta patologia muito específica e personalizada”. Está agora disponível uma nova esperança no apoio aos doentes oncológicos. As consultas são à quarta-feira, de 15 em 15 dias e gratuitas.

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CONCELHO

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André Cardoso é o novo presidente da Associação de Pescadores

APÚLIA

Benzida Capela Mortuária de Paredes

Paulo Gonçalves paulofernandogoncal@sapo.pt

A obra foi executada pela Câmara Municipal e, incluindo a aquisição do terreno e o arranjo dos espaços envolventes, correspondeu a um investimento de cerca de 380 mil euros. Tratase da oitava Capela Mortuária construída com o apoio da Autarquia, resultado da “excelente cooperação que tem havido entre a Câmara Municipal, as Juntas de Freguesia e a Igreja”, referiu o Presidente João Cepa, adiantando que estão em projecto mais duas capelas, pelo que, “a muito curto prazo, teremos a cobertura quase total do concelho”. O Autarca considerou que este é um equipamento fundamental em qualquer freguesia, para que a população possa velar os seus entes queridos com dignidade e conforto.

João Cepa referiu que “a Capela é um projecto arquitectónico fabuloso”, uma obra que representou “um grande esforço financeiro por parte da Câmara Municipal, a que se soma o investimento efectuado, recentemente, na requalificação da rede viária e na melhoria da rede de drenagem de águas pluviais no Lugar de Paredes, que orçou em 150 mil euros”. Não obstante a difícil conjuntura económico-financeira, o Autarca reiterou que o compromisso de novos investimentos na Vila de Apúlia é para concretizar, com o apoio da Junta de Freguesia, a quem elogiou o empenho, colaboração e capacidade de reivindicação.

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MARINHAS

Requalificado espaço envolvente da Capela de S. Bento

A freguesia de Marinhas assistiu em festa à inauguração das obras de requalificação do espaço envolvente da Capela de S. Bento, no lugar de Pinhote, uma cerimónia onde marcou presença o Presidente da Câmara Municipal de Esposende, João Cepa, e o Arcebispo Primaz de Braga, D. Jorge Ortiga. A intervenção, que se traduziu num investimento de cerca de 80 mil euros, foi executada pela Câmara Municipal, com o acompanhamento da Junta de Freguesia e a Fábrica

da Igreja, e veio conferir maior asseio e dignidade a este local de culto, que beneficiou também da ampliação da Capela, efectuada pela Paróquia. Ao assinalar mais um investimento na freguesia de Marinhas, o Presidente da Autarquia deixou a promessa de que, até final do presente mandato, a Câmara Municipal vai concretizar a construção do acesso e o arranjo da envolvente da Capela da Senhora da Paz, no lugar de Rio de Moinhos. João Cepa respondia, deste modo, ao desafio deixado pelo Presidente da Junta de Freguesia, Aurélio Neiva, que, aludindo ao conjunto de intervenções de beneficiação efectuadas pela Autarquia nos vários espaços de culto da Paróquia de Marinhas, referiu que aquela obra seria “a cereja no topo do bolo”. Por seu lado, o Arcebispo de Braga congratulou-se com a parceria alcançada entre as diferentes instituições com vista à realização das obras, possibilitando que “a população possa usufruir de um espaço condigno”. D. Jorge Ortiga agradeceu à Câmara Municipal pelo investimento efectuado não só nesta intervenção, como também em todas as outras nos lugares do culto do Município.

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André Cardoso venceu as eleições na Associação de Pescadores Profissionais do Concelho de Esposende (APPCE), a sufrágio concorreu apenas uma lista encabeçada pelo jovem pescador de 33 anos, que na anterior direcção ocupava a vice-presidência da associação. Dos cerca de duas dezenas de associados inscritos, votaram apenas 21 associados que deram deste modo o seu aval à lista liderada por André Cardoso que vai comandar a associação no triénio 2010-2012. Após a tomada de posse o novo presidente referiu como principais objectivos “vamos tudo fazer para que a Associação de Pescadores continue a crescer, é preciso olhar para esta classe que continua a ser muito carenciada em termos de condições de trabalho”. A lota de Esposende e o bar situado junto da marina são mais duas apostas por parte da direcção da APPCE que espera continuar a contar com os apoios da autarquia e da junta de freguesia de Esposende”são dois amigos vitais para esta associação que quer crescer”. Ficou também já definido que o Dia do PesElenco Directivo APPCE 2010-2012 Direcção Presidente –André Cardoso Vice-presidente-Paulo Augusto Gonçalves Tesoureiro-Hugo Eiras 1º secretário- José Paulo Loureiro 2º secretário-Lázaro Paquete 3º secretário-António Gonçalves

cador será festejado no próximo dia 30 com uma grande festa junto à lota de Esposende, uma procissão no rio, e uma missa campal estão também em agenda, a que se deve juntar um simulacro no rio onde será testado o novo colete de pescador e um seminário de meios de salvação completam o programa. Augusto Silva passa para a Assembleia-geral Com a missão cumprida Augusto Silva e há 11 anos na associação, deixa a presidência da direcção e passa a ocupar o lugar de 1ºsecretário da Assembleia-geral. Em declarações ao Jornal de Esposende não poupa criticas à forma como a classe piscatória tem sido tratada nos últimos anos “faltam incentivos para os pescadores portugueses e a fiscalização é muito apertada, por este andar mais meia dúzia de anos, se não construírem a barra de Esposende, a classe piscatória por estes lados tem tendência a acabar”desabafos de Augusto Silva, que desejou as maiores felicidades ao novo elenco directivo da Associação de Pescadores Profissionais do Concelho de Esposende. Assembleia Geral Presidente-João Barreira 1º secretário-Augusto Silva 2º secretário-Domingos Silva Conselho Fiscal Presidente-Fernando Silva Secretário-Manuel Afonso Relator-Manuel Eiras

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OPINIÃO

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OPINIÃO PAULO CAMPOS

HÁ BANCOS E BANCOS... Hoje em dia existem Bancos e Bancos... Bancos de jardim, bancos de dados, bancos de sangue, bancos alimentares, entre muitos outros. No entanto, parece não existirem muito, é bancos de “dinheiro”. Nos dias de hoje, são raros estes bancos, afirmo isto, porque ainda existe um ou outro que nos atende bem, com simpatia ou com um sorriso, o que nos tempos que correm é muito bom, mas o que existem mais são filiais de alguém que está longe, muito longe da realidade e que com técnicas refinadas e privilégios nos iludem e nos apertam de tal forma que nos levam a dizer que para termos dinheiro no banco temos de pagar. Muitos deles só falam uma língua o “dinheirês” e já há algum tempo que deixaram de ser uma ferramenta da sociedade e uma ferramenta das empresas, quer isto dizer que deixaram de ser uma ferramenta indispensável ao desenvolvimento económico e social da nossa região.

Todos sabemos que os bancos não existem para fazer caridade, e como qualquer empresa buscam os lucros, lucros estes que não podem nem devem ser feitos à custa da desgraça de outros. As empresas, como quase todos em geral, debatem-se com algumas, ou até muitas, dificuldades de tesouraria, os trabalhadores já nem pensam em aumentos para conseguirem manter os empregos, os funcionários públicos vêem os seus salários ou poder de compra diminuir, e o Estado... esse que nos asfixia com impostos e mais impostos, não muda as regras do jogo, muito pelo contrário, vai pedir dinheiro para obras megalómanas e, claro, retira o dinheiro todo, o que tem e o que não tem. Assim, não chega para todos. Por coincidência, ao escrever este artigo, apareceu um amigo, por sinal, bancário numa agência com a qual não trabalho e lá começou a desabafar... Gostava de se reformar... ainda com muito para

dar, mas com sinais de cansaço e revolta que demostra um pouco estas minhas palavras. Gerente de uma agência dizia que não se sentia motivado de tão grande ser o aperto financeiro e o bombardear de uns quantos “pingarelhos” sentados nas suas secretárias, sem saberem quem, como e onde são as empresas que se limitam a riscar a torto e a direito sem qualquer justificação e conhecimento da realidade empresarial. Muitos de vocês estarão neste momento a questionarem-se o porquê de eu, Paulo Campos, estar a escrever sobre este assunto!... Não pensem o que não devem.... Refiro-me a este assunto porque, na realidade, também sinto a pressão enorme de chegar o “fim do mês” e ter de pagar perto de três centenas de salários e se até hoje tudo corria bem, os clientes até se podiam atrasar um pouco nos pagamentos, porque tínhamos sempre “parceiros” para nos ajudar, pois na semana

seguinte tudo estava resolvido. Hoje não é assim, é uma cadeia de telefonemas sucessivos dos bancos para nós, de nós para os clientes, de clientes para os seus clientes e assim sucessivamente... e quando estes são de outros países, então as coisas complicam-se... Porquê? Se antes estava tudo bem, tudo corria às mil maravilhas mesmo com atrasos. Isto porque os bancos fecharam as portas, deixaram de vir às empresas, deixaram de ir ter com as pessoas e passaram a ter máquinas e assim se vai arrastando o país. Hoje não vale a pena ser empresário, não vale a pena criar emprego, porque deixamos de ter noites, deixamos de ter sono e a única esperança que temos são um ou dois directores de agência que por tudo o que sabem, e pelo conhecimento que têm e confiança nas empresas ainda vão arriscando o seu emprego. Talvez um dia lhes faça uma homenagem e diga aqui mesmo

quais são os Bancos, em quem devemos confiar. Para terminar gostaria de mencionar algumas palavras que um dos maiores empresários do país referiu e que são declarações bombásticas, declarações essas feitas numa palestra no Instituto Superior de Gestão por Belmiro de Azevedo: “Não só o Estado não tem dinheiro para as grandes obras públicas, TGV, Aeroporto de Lisboa, entre outras, como também o país não precisa delas. O governo deverá promover os pequenos investimentos para gerar emprego e não é o que sai do bolso das empresas ou dos consumidores em impostos que vai aumentar a criação de emprego.” Tem toda a razão no que diz e repare-se ainda: quem vai financiar o TGV? O acordo foi assinado com dois bancos portugueses depois, claro, não há crédito para as pequenas e médias empresas desenvolverem os seus negócios.


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OPINIÃO

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DAS MINHAS MEMÓRIAS Bernardino Amândio

DOIS JORNAIS ESQUECIDOS Por volta de 1918 e 1919 foram publicados em Esposende e Fão de sentido marcadamente humorístico que pouco ou nada têm sido referenciados ao longo destes mais de 90 anos passados, dois jornais. Ao remexer os meus velhos papéis deparei-me com um p e q u e n o vo l u m e o n d e s e encontram bem arquivados estas duas colecções destes jornais intitulados de “O Coiveiro” e “O MÁ LÍNGUA”. O “Coiveiro” que tinha como subtítulo a indicação de se tratar de “Increnca ou lamparina humorística” esclarecia que “Saía no dia seguinte à véspera” tendo como Director “Brochas de Barcelinhos” e Redactor e Editor António Fonseca. Era composto e impresso na Tipografia Cávado e a sua Redacção e Administração situava-se na Rua Barão de Esposende, mas era designada por “Canto do piolho”.

Para quem estes 90 anos passados pouco ou nada dizem posso esclarecer que o Director era filho do benemérito esposendense Valentim Ribeiro que nos prendou com o belo edifício do Teatro de Esposende e foi decisivo na construção de novo Hospital de Esposende que ostenta o seu nome. Foram publicados apenas 7 números no formato de 15 por 22 cm e sempre com 4 páginas. Nenhum dos números publicados indica data e apenas o ano de 1918. Todos os temas, noticiários e anúncios estão marcados por nítida jocosidade, crítica mordaz. No mesmo ano de 1918 publicava-se em Fão o jornal intitulado “O MÁ-LÍNGUA” que tinha como subtítulo a indicação de se tratar de um “Realejo defensor da bandalheira” tendo como Director “Vento da Vota” e”Editor Cândido Vinha”. A Propriedade era da Empreza

“Mã-Língua”, tendo como Administrador, “Lavrado & Cá.”. Foram publicados 12 números o último em 11 de Março de 1919. E agora com o subtítulo alterado para “Realejo defensor dos nossos interesses”. Também indica como número de telefone o 3333333 e a composição e impressão nas Oficina Gráficas de “O Cávado” - Esposende. O formato é idêntico ao do “Coiveiro1, citado.. Também de muito profunda jocosidade, punha a nu figuras e factos da vida fangueira de há 90 anos atrás. Que belos tempos esses em que a liberdade de expressão de pensamento não tinha qualquer espécie de fronteiras. Nos momentos profundamente negativos que estamos a passar, de grave como impune corrupção, de assédio aos lugares de chefia de uma corja de sucateiros sem qualquer cultura, educação ou formação política - apenas filiado no

Dois jornais de Esposende e Fão de há 92 anos

partido de profundas incapacidades mentais, jornais desta índole jocosa ajudariam a pôr cobro a tamanha desfaçatez, desvergonha e corrupção. Dizem os latinos com muito acerto que “quanto mais nos rimos mais castigamos” Pois que surjam a nível concelhio jornais da mesma índole jocosa do “Coiveiro” de Esposende ou do “MÁ-LlNGUA” de Fão. Faz falta uma análise crítica, mordaz para que através do ridículo tombem estes incultos como incompetentes concorrentes a lugares de mando. O país está demasiado carente de homens de bem, sérios, competentes que ponham acima de interesses mesquinhos, de fácil enriquecimento pessoal a coberto de truques que todos conhecem, mas que por protecção partidária se escondem até mesmo de uma justiça inoperante senão mesmo

colaborante com a doentia corrupção que nos vai conduzindo a inevitável colapso financeiro. Todos os dias testemunhamos verdadeiros comportamentos que não podem existir num país de tão grande pobreza e analfabetismo como o nosso. São mais que muitos os “mexias” de Portugal a meter nos bolsos milhões de euros de prémios ou chorudos ordenados. Publicavam há dias os jornais que o patrãomor da REN que manda na mais deficitária empresa de Portugal a dirigir os caminhos de ferro, recebia mensalmente de ordenado 25.000 euros enquanto o Presidente da República recebia 8.000 euros mensais. Só num país alienado, isto é possível! Venham “COIVEIROS E MÁS LÍNGUAS” que tanto faltam a Portugal.


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OPINIÃO

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Opinião Diana Vale

Medidas fiscais do Orçamento do Estado para 2010 Entrou em vigor no dia 29 de Abril de 2010 a Lei do Orçamento do Estado para 2010 - Lei n° 3-B/2010, de 28 de Abril - que engloba algumas alterações, mas poucas novidades em termos de fiscalidade, sendo que as mudanças mais significativas surgiram já individualizadas e no âmbito da antecipação de medidas do Programa de Estabilidade e Crescimento. IRS - Imposto sobre o rendimento das pessoas singulares Em sede de IRS e no âmbito do OE agora aprovado, as principais alterações são: - Harmonização do regime simplificado, passando este a abranger um maior numero de sujeitos passivos, uma vez que passa a existir um só escalão de rendimento no montante de 150 mil euros, quer para as vendas quer para todos os outros contribuintes com rendimento anual ilíquido até esse valor, contra os 100 mil euros actualmente em vigor. - Desaparece a colecta mínima no regime simplificado, o que permite que trabalhadores inseridos na Categoria B possam ter baixos rendimentos, sem que tal implique um pressuposto de rendimento mínimo por parte da Administração Fiscal. - Os actos isolados podem agora constituir 100% do rendimento anual de um dos contribuintes, desde que os mesmos não configurem uma prática previsível e reiterada. - O prazo de entrega das declarações modelo 3 em suporte papel relativas à 1a fase (Categoria A e H) decorrerá durante o mês de Marco e a 2ª fase (Restantes Categorias) durante o mês de Abril. Se a entrega ocorrer via internet, os prazos serão durante os meses de Abril e Maio, respectivamente. - As taxas de IRS serão actualizadas à taxa prevista da inflação, que se estima ser de 0,8%. - Passam a ser tributados autonomamente à taxa de 50% os prémios que sejam recebidos pelos sócios e gestores de instituições bancárias. - Passam a ser dedutíveis os equipamentos e obras que contribuam para a melhoria das condições térmicas das casas, podendo aqui ser

englobados os vidros duplos ou o isolamento de telhados. Porém, esta dedução só pode ser utilizada uma vez a cada quatro anos. - A aquisição de computadores e material informático deixa de beneficiar de incentivos fiscais, o qual previa a dedução à colecta do IRS correspondente a 50% dos montantes despendidos com a aquisição de computadores até ao limite de 250 euros. - Prevê-se um perdão fiscal para a “importação” dos capitais investidos no estrangeiro por residentes em Portugal. Estes poderão apresentar uma declaração de regularização tributária e pagar 5% do valor do património declarado. - Os prémios de rifas, jogo do loto, bem como de quaisquer concursos e os prémios do bingo, deixam de ser tributados em IRS, para serem tributados em Imposto do Selo. - Prevê-se a possibilidade de os sócios das sociedades por quotas unipessoais (ICR), os investidores informais das sociedades veiculo de investimento em empresas com potencial de crescimento (certificadas no âmbito do programa COMPETE) e os investidores informais em capital de risco a título individual (certificados pelo IAPMEI no âmbito do programa FINICIA) beneficiarem da dedução à colecta de IRS, do próprio ano, em montante correspondente a 20% do valor investido realizado (por si ou pela sociedade por quotas unipessoais ICR de que sejam sócios), até ao limite de 15%. IRC - Imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas No que respeita ao IRC, as alterações são mais reduzidas do que no caso do IRS., sendo que a alteração mais significativa é a eliminação do Regime Simplificado, que já estava suspenso em 2009 e o aumento de 60% para 75% do resultado da liquidação de IRC, o que vai também aumentar o IRC a pagar para os bancos e seguradoras. Assim, em sede de IRC as principais alterações podem ser resumidas a: - Eliminação do Regime Simplificado de Tributação, apenas podendo manter-se neste regime por opção as entidades que nele se encontram, mas apenas até ao final do decurso dos três anos em que vigora a opção. - Eliminação dos títulos da dívida

pública na possibilidade de reinvestimento em sede de mais valias e menos valias, ou seja, não é considerado reinvestimento a aquisição de títulos da dívida pública para efeitos de dedução dos ganhos obtidos ou das perdas sofridas nas transmissões onerosas de activos. - É criada, para o ano de 2010, uma taxa de tributação autónoma para as instituições de crédito e sociedades financeiras de 50% para os bónus e remunerações variáveis a pagar a administradores ou gerentes, quando as mesmas representem mais de 25% da respectiva remuneração e sejam superiores a 27 500 euros. - Aumenta de 60% para 75% o resultado da liquidação de IRC das entidades queexerçam actividades de natureza comercial, industrial ou agrícola, passandoassim a permitir-se apenas uma redução do IRC de 25% em função da dedução de benefícios fiscais. Esta alteração, que levará a que os bancos, entidades que melhor aproveitavam os 40% de redução, não consigam obter os mesmos resultados que até agora, também vai afectar todas as outras entidades sujeitas a IRC, uma vez que a alteração não é exclusiva para as entidades financeiras; - É criada uma taxa de tributação autónoma de 35% para os bónus e remunerações variáveis a pagar a administradores ou gerentes, quando as mesmas representem mais de 25% da respectiva remuneração e sejam superiores a 27 500 euros; - Serão também taxadas autonomamente a 35% as indemnizações ou compensações pagas aos gestores, administradores e gerentes que cessem funções antes de decorrido o período contratual, com excepção das relacionadas com objectivos de produção prévia e contratualmente definidos. I VA — Imposto sobre o valor acrescentado Ao nível do IVA, a alteração mais significativa ainda se encontra em fase de autorização legislativa e traduz-se na supressão do IVA sobre o Imposto Sobre Veículos, o que levará a que as pessoas singulares e colectivas sujeitos passivos de IVA não consigam a partir dessa data deduzir os respectivos montantes, resultantes da aquisição de veículos. Assim, e uma vez que o ISV não é

dedutível, temos para estas situações um claro prejuízo para os contribuintes, nomeadamente para os empresários em nome individual, profissionais liberais e toda e qualquer entidade, enquanto sujeito passivo de IVA que adquira veículos. Por outro lado, outra alteração relevante, mas menos significativa, traduz-se no facto de poder agora ser deduzido o IVA nos casos em que os créditos considerados incobráveis decorram de acordo obtido em sede de procedimento extrajudicial de conciliação em que o credor esteja integrado. Imposto do Selo Alterações mais significativas ocorreram em sede de Imposto do Selo, com a revogação de diversos itens que até agora constavam na tabela geral do imposto, facto que vem, de alguma forma, concretizar parte do que o relatório do Grupo para o estudo da política fiscal recomendou. Assim, deixa de ser liquidado imposto do selo: • Nos autos e termos efectuados perante tribunais e serviços (Verba 3); • Depósito dos estatutos de associações e outras instituições (verba 7); • Quaisquer contratos não previstos especificamente na tabela (contrato de trabalho, por exemplo) (verba 8); • Pelas licenças (verba 12); • Pelos livros dos comerciantes (verba 13); • Pelos actos notariais (escrituras, habilitações, testamentos, procurações … (verba 15); • Pela publicidade (verba 19); • Pelo registo de bens imóveis (verba 20); e, finalmente, • Pelas sociedades comerciais aquando de entradas de capital (constituição, transformação, alteração, transferência). Benefícios fiscais Relativamente aos benefícios fiscais, as alterações não são significativas, podendo ser salientada a revogação do benefício fiscal à aquisição de computadores e a autorização para atribuição de benefício fiscal ao investimento em instrumentos da dívida pública (certificados de aforro, por exemplo) destinados a jovens. Ao nível empresarial, o Governo fica ainda autorizado a criar um conjunto de benefícios fiscais para as peque-

nas e médias empresas que adiram ao novo mercado organizado de capitais, ou seja, as pequenas e médias sociedades anónimas que dispersem pelo menos 25% do seu capital social num mercado organizado. Por outro lado, existe um reforço dos benefícios fiscais à criação de emprego durante o ano 2010, através da possibilidade de acumulação de mais do que um beneficio para o mesmo trabalhador ou posto de trabalho. Processo e procedimento tributário A grande medida ao nível do processo tributário é a compensação fiscal. Assim, é desde logo esclarecida a dúvida sobre a possibilidade de a administração fiscal poder efectuar compensação de créditos antes do decurso dos prazos do contraditório por parte dos contribuintes, situação que os tribunais administrativos e fiscais têm vindo a consagrar. A partir da entrada em vigor do OE para 2010 e caso não existam alterações, fica expressamente consagrada a impossibilidade de compensação, aquando do decurso do prazo para interposição do contraditório e estando este pendente. A alteração mais significativa é, porém, a possibilidade de compensação por iniciativa do contribuinte. Assim, os contribuintes que possuam dívidas que se encontrem em fase de execução e ao mesmo tempo tenham créditos não tributários sobre entidades públicas integrantes da Administração directa do Estado podem indicar que as mesmas sejam objecto de compensação. Em termos de processamento, a compensação tem de ser requerida pelo contribuinte executado ao dirigente máximo da administração tributária, tendo o mesmo que provar a existência e a origem do crédito, o seu valor e o prazo de vencimento. A administração fiscal contactará, então, a entidade da administração directa do Estado devedora para que esta reconheça o crédito e o valide corno sendo certo, líquido e exigível. A validação concretizará a compensação, extinguindo a execução ou aceitando o crédito como pagamento parcial, tendo em conta o valor do crédito e a dívida fiscal em causa


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EPE destacou-se no Fórum de Saídas Profissionais A Escola Profissional de Esposende participou de forma activa na VII edição do Fórum de Saídas e Opções Profissionais que decorreu na cidade da Póvoa de Varzim entre 26 de Abril e 9 de Maio. Com dois stands montados na ‘feira das profissões’, este estabelecimento de ensino esposendense deu a conhecer o seu leque formativo e as áreas de colocação profissional abrangidas pelos cursos que lecciona. Além desta vertente de demonstração prática, os alunos da Escola Profissional de Esposende participaram também nas várias actividades desenvolvidas ao longo deste fórum que, além de vários debates e sessões de esclarecimento realizadas nas escolas do concelho poveiro, promoveu uma mostra informativa e a publicação de uma revista acerca das temáticas do emprego e da formação. Nesta página, os testemunhos de alunos que escolheram a EPE Ambiente escolar mais leve e mais afável O meu nome é Ana Maria Rosário Monteiro, e é com uma enorme satisfação e orgulho que recordo ter sido aluna da Escola Profissional de Esposende. Foi em Setembro de 2002 que iniciei a minha Formação Profissional na E.P.E. no curso de Técnico de Turismo Ambiental e Rural, Nível III. Inicialmente, e no final do meu 9º ano no ensino secundário, não me identificava com as áreas que teria de escolher, então procurei informar-me sobre cursos profissionais, acabando por decidir inscrever-me nesse curso, o que me permitiria concluir o 12º ano e por sua vez preparar-me profissionalmente para a área que realmente me interessa, Turismo e Ambiente. As principais recordações que guardo são relativas aos meus colegas de turma e aos professores fantásticos com que ainda hoje me relaciono, que transformavam o ambiente escolar mais leve e mais afável. Esta formação permitiu-me realizar dois estágios curriculares, – um deles realizado numa unidade hoteleira de quatro estrelas em Porto Santo, Madeira – os quais me fizeram apreender muito e adquirir uma experiência bastante enriquecedora a nível profissional. Em 2006 ingressei no ensino superior, licenciando-me em Marketing Turístico pelo Instituto Politécnico de Leira, prolongando o gosto pela área em que inicialmente me formei na E.P.E. A E.P.E. teve uma grande influência, senão a maior influência na minha formação, pois os ensinamentos adquiridos são, e serão sempre, aplicados no meu diaa-dia. Por fim, só me resta agradecer à Escola Profissional de Esposende e a todos os Professores e Amigos, por todo o apoio que,

ainda hoje, me têm dedicado, e pela oportunidade de ter leccionado na mesma instituição, o que me permite reter a confiança e valor que têm por mim.

Ana Monteiro TTAR3 Depoimento sobre a importância da Escola Profissional para mim Para mim a Escola Profissional foi um Porto Seguro. A EPE acolheu-me num momento de incertezas na minha vida de estudante, em que me elucidou dos melhores caminhos a percorrer, mostrou-me o mundo do trabalho e ensinou-me a crescer academicamente e pessoalmente. Proporcionou-me momentos únicos que guardo com carinho e saudade, pois marcaram a importante fase da adolescência, sendo

esta o pilar para a construção da minha personalidade. A EPE abriu as portas para ser o que sou, foi a minha rampa de lançamento. A EPE disponibilizou-me o melhor ensino, com os melhores professores, funcionários e até colegas. Neste momento encontro-me a terminar a minha Licenciatura em Serviço Social, em Lamego, graças à formação e força que recebi na EPE, esta Escola de Excelência. Agradeço eternamente a vossa oportunidade de formação. Orgulho-me em dizer que fui vossa aluna. Beijinhos com carinho

Ana Inês Ribeiro Uma componente prática fundamental

Ter frequentado o curso de Técnico de Turismo Ambiental e Rural contribuiu bastante para o que sou hoje em termos profissionais, além de ter conhecido pessoas que ficarão para o futuro. Os conhecimentos adquiridos ao longo dos três anos serviram para consolidar as bases que já tinha anteriormente e assim poder evoluir. Gostei muito da experiência e recomendo a todos os que se

interessem pelo turismo nas suas variadas vertentes. Consegui atingir dois objectivos em simultâneo: ter o 12º ano e um Diploma Profissional, que me proporcionou uma entrada imediata no mercado de trabalho, com qualificações especializadas. Hoje Frequento o curso de Turismo na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, do Instituto Politécnico de Viana do Castelo e colaboro num projecto de implementação de Turismo no Espaço Rural na Quinta da Seara, em Palmeira de Faro – Esposende, que se encontra em fase final de licenciamento para Agroturismo. Pretendo continuar a estudar e concluir a licenciatura nesta área, desenvolvendo os conhecimentos que adquiri. Testemunhei ao longo do curso, que a Escola Profissional de Esposende tem como preocupação fundamental a transmissão de um excelente nível de conhecimentos, tendo uma componente prática muito forte, o que neste curso é fundamental.

Ex-aluna Sara Neto – TTAR4


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OPINIÃO

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OPINIÃO CARLA GOMES

Comércio na Internet Inicialmente foi vista com desconfiança, mas com o passar do tempo foi conquistando seguidores. Hoje, faz parte do nosso quotidiano, seja para receber e-mails, procurar informações e até conhecer pessoas. Falo da internet, um sistema de informação e comunicação que tem influenciado o comportamento da sociedade e, também, a forma como as pessoas realizam compras e transacções, dando lugar ao mercado electrónico, chamado de e-commerce e conhecido por comércio electrónico ou comércio virtual. O comércio electrónico não é um sonho futurista, mas uma realidade crescente. Talvez por comodidade ou por estar à distância de um clic, as pessoas estão a comprar cada vez mais pela internet, o que representa uma excelente oportunidade para quem quer vender os seus produtos e/ou dar a conhecer os seus serviços. A internet tem mostrado que exis-

tem muitos nichos de mercado para serem explorados. Tratam-se de pequenos segmentos de mercado que não interessam às grandes empresas ou que podem ter passados despercebidos ou não atingiram a maturidade, mas que podem significar um negócio de sucesso para um empreendedor que tenha a mente aberta e visão. E, para um empreendedor é muito mais fácil se estabelecer em sectores que estão em crescimento, do que em sectores já saturados, estagnados ou em declínio. O impacto do comércio electrónico é profundo, por isso há muitos benefícios em levar um negócio para a internet. As empresas que optam por essa via conseguem atingir um mercado maior, angariando clientes de outras regiões para além da sua área de actuação, alterando, assim, expectativas comerciais e redefinindo mercados ou até criando novos mercados, sem que isso implique um

grande esforço financeiro. O comércio electrónico aproxima o fornecedor do consumidor, aumentando a sua competitividade. Próximo do consumidor, o fornecedor consegue recolher informações detalhadas das necessidades e gostos dos clientes, podendo fornecer produtos e serviços que se adeqúem aos seus requisitos individuais. O consumidor, por sua vez, consegue uma melhoria da qualidade do serviço, adaptado aquilo que pretende e tem acesso a produtos específicos, os quais poderá comparar com outros produtos de outras empresas. Ao possibilitar a interacção com o consumidor, o comércio electrónico permite reduzir ou até eliminar a cadeia de distribuição dos produtos, criando-se um canal directo entre produtor e o consumidor, dando a este último a possibilidade de obter o produto de forma rápida e sem estar limitado ao stock disponível nos fornecedores locais.

Uma das maiores contribuições do comércio electrónico diz respeito à redução de custos de transacção, a qual poderá passar de euros para cêntimos. Qualquer processo comercial em que as pessoas interajam de forma regular e contínua será um bom candidato a ser desenvolvido electronicamente, permitindo a redução de custos e preços. Apesar das vantagens, o comércio electrónico tem as suas desvantagens: forte dependência das tecnologias de informação e comunicação, cultura de mercado avessa às formas electrónicas de comércio, a perda de privacidade dos utilizadores, a insegurança das transacções e insuficiência de legislação que regule as actividades de comércio electrónico, tanto a nível nacional como internacional. Existem arestas a serem limadas no que ao comércio electrónico diz respeito, por ser um meio que está a ser trabalhado, mas são inegáveis as suas vantagens e muitas empresas

ainda não enveredaram por projectos digitais e on-line por falta de informação e por se manterem à margem ou ignorarem as novas tecnologias, correndo, assim, o risco de perderem clientes e mercados. Actualmente, o comércio electrónico, ainda, é novidade, por isso apresenta oportunidades a explorar. Mas, daqui a alguns anos o conhecimento estará disseminado, os empreendedores instalados, o grau de incerteza perante o risco diminuirá e a competição aumentará, diminuindo os nichos de mercado a explorar. Se as empresas querem ter vantagens competitivas têm de se adaptar, hoje, aos tempos que correm, tirando proveito da internet, das novas tecnologias e implementando o comércio electrónico. Bons negócios.


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OPINIÃO Artur L. Costa

JOÃO BARBOSA FERNANDES: DEIXOU-NOS DE REPENTE, o Fundador Director de Falcão do Minho Perdemos, num ápice, uma figura ímpar na Imprensa Regional, especialmente de Viana do Castelo, onde deixou trabalho relevante e de experiência para o desenvolvimento desta actividade pública e de interesse nacional. O seu falecimento repentino colheu-nos a todos com mágoa e saudade. O Alto Minho deve muito a João Fernandes e, naturalmente que iremos sentir a sua ausência, além das sua qualidades nesta actividade. Por isso, dizer quanto nos chocou o seu desaparecimento tanto quanto se possa dizer, nunca será demais pois, João Barbosa Fernandes dedicou-se com afinco à Imprensa, a par de outras actividades, cuja função e experiência eram o bem querer à sua e à nossa Terra, no caso, Esposende. Era, aliás, com o seu desempenho e experiência que, muitos dos problemas eram resolvidos, sobretudo, através das agremiações a que pertencíamos. Deu muito de si o que muito nos alegrou.

Já traquejávamos por Esposende ao serviço a imprensa local, onde defender numerosos casos, sobretudo em questões que terminavam por dar que falar. Era, aliás, a nossa missão. É que o abanão, quantas vezes, subia de tom e, assim, clamava-se muito, mas fazia-se pouco, em que por vezes, o ambiente e a falta de coragem, entre outras atribulações para se combaterem tantas “coisas” más, ou das razões e das frontalidades. Estávamos a chegar a Viana do Castelo a ocupar o nosso posto de trabalho, quando veio a chamada urgente para enfileirar na aventura que aconselhava João Fernandes. A resposta, ainda assim, foi rápida; deu lugar a mais uma missão de combate na defesa dos interesses da populações pois, era urgente, “puxar” pelas canetas e enfrentar os riscos… O “assobio” chegava ao destino e quantas vezes era necessário puxar pelo “trombone” para se ouvir.

Será imperioso dar outro exemplo: na edição de Junho a Julho de 1994, veio o sinal de que alterações gravosas estavam prontas a silenciar a imprensa regional. Era o governo a “implicar”: eram necessários apoios ao Turismo nortenho, que acabou por fazer mexer muita gente e a tentar os benefícios que faltavam à nossa região. À parte este apontamento podemos avaliar o interesse de João Fernandes pelo apoio dos colaboradores, no fundo, pelos interesses de todos nós… Vamos sentir a sua falta e dos seus conselhos. Mas a saudade, certamente, virá confirmar a nossa opinião. Perdemos um ilustre jornalista e excelente empreendedor; ganharemos contrapartidas, certamente! VOLUNTARIADO – SERVIÇO PÚBLICO A CARENCIADOS!? São passados alguns anos que houve a sã intenção de apoiar o nosso semelhante sobre a forma de voluntariado.

A ideia nasceu em Viana do Castelo entre jornalistas, intelectuais e responsáveis por serviços de apoio a entidades ligadas à assistência social para carenciados e de portadores de enfermidades prolongadas. Bem pensado ou não, o certo é que, procurou-se dar o arranque à ideia, muito embora em ritmo moderado. Nada era inovação, mas o propósito era dar o seguimento de forma a incrementar apoios através de Voluntários, arregimentados entre pessoas, cuja capacidade era cimentar a ideia e dar-lhe continuidade. Dizia-se, em várias tertúlias urbanas, o significado da futura tarefa dedicada a carenciados e acamados, entre outros males que atormentavam cidadãos sem probabilidades de outro tipo de ajudas e de apoios. Acontece, todavia, do afastamento ”voluntário” de alguns candidatos sob o pretexto de pormenores irrelevantes pois, em tais circunstan-

cias (serviço público a carenciados) não é passatempo, antes o meio mais clássico da era moderna para prestarmos um serviço que se integra na doutrina da Igreja Católica. Valeu, todavia, a pertinácia de uns teimosos (??) e a empreitada começou a dar os seus frutos; quem eram os tais voluntários: associados em duas associações de Viana do Castelo, entre os quais, Instituto da Imprensa Regional, Associação de Jornalistas e Homens de Letras… Ninguém abandonou a ideia e o propósito, a que se juntaram outras instituições capazes de prosseguir nesta honrosa empreitada social que veio a ramificar pela Região, a par de outras instituições com valências ricas de altruísmo e seriedade. Cabe referir, entretanto, da insistência de responsáveis por gestão hospitalar e de Obras de Misericórdia, que neste entendimento houve sucesso na “empreitada”. A ideia, em marcha atingiu os objectivos.


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Curso Profissional “Técnico de Processamento e Controlo de Qualidade Alimentar” A Escola Secundária Henrique Medina de Esposende possui, na sua oferta formativa, desde o ano lectivo 2007/2008, o curso profissional de “Técnico de Processamento e Controlo de Qualidade Alimentar” (TPCQA). Este Curso, regulamentado pela Portaria nº 891/2004, de 21 de Julho, privilegia a inserção qualificada dos alunos no mundo do trabalho, permitindo, também, o prosseguimento de estudos. Na matriz curricular deste curso profissional, cuja duração é de três anos, constam diversas disciplinas agrupadas em diferentes componentes de formação: sócio-cultural, científica e técnica. Esta última componente inclui um conjunto de disciplinas de carácter, predominantemente, prático e, ainda, um estágio designado por Formação em Contexto de Trabalho (FCT) com 420 horas de duração. A FCT possibilita a observação e o desenvolvimento de actividades correlacionadas com as qualificações profissionais pretendidas, em empresas ou noutras organizações (designadas por entidades de acolhimento), de forma a preparar o jovem para o exercício futuro de uma profissão. Neste momento, estando, a primeira turma que ingressou no Curso, a terminar o seu ciclo completo de formação, consideramos oportuno divulgar, na comunidade educativa, o leque diversificado de actividades levadas a efeito durante este período de tempo. Para além deste aspecto, e tendo em atenção que o Curso continua a integrar a oferta formativa da nossa Escola para o ano lectivo 2010/2011, também iremos explicitar as saídas profissionais do mesmo, assim como as entidades de acolhimento onde os alunos podem fazer o seu estágio profissional. Assim, tendo por base as propostas da Direcção-Geral de Formação Vocacional, vertidas nos programas de apoio às diferentes disciplinas deste Curso Profissional, projectámos várias actividades com o objectivo de criar situações de aprendizagem mais enriquecedoras e significativas para os alunos, futuros técnicos de processamento e controlo de qualidade alimentar. No nosso plano de actividades constaram diversas visitas de estudo onde os alunos tiveram a oportunidade de observar o funcionamento de indústrias alimentares e laboratórios de análi-

ses de alimentos, criteriosamente seleccionados, obedecendo a um factor comum, a grande qualidade dos serviços prestados e dos produtos obtidos. Todas as visitas foram devidamente acompanhadas e supervisionadas por técnicos dos depar tamentos de qualidade das empresas/laboratórios, permitindo aos alunos uma proveitosa envolvência com contextos reais de trabalho. Nas indústrias alimentares, os alunos acompanharam todas as etapas dos fluxogramas refe-

Em todas as situações procurámos consciencializar os alunos para a importância da higienização como factor de saúde e segurança no trabalho, enquanto objectivo transversal a todos os cursos de cariz profissional. No final de cada visita, os alunos procederam a uma reflexão sobre a importância da actividade para o seu futuro profissional e elaboraram trabalhos/relatórios que evidenciaram as suas percepções durante as actividades ora em apreço. Para além desta envolvência

ral, em Laúndos; Modelo Continente Hipermercados, em Esposende; Cooperativa Agrícola de Esposende; Hortalto - Produtos Hortícolas da Póvoa de Varzim, LDA; Laboratório “Águas do Cávado”, em Areias de Vilar; “Sashit” – Empresa de Consultoria em Segurança Alimentar, na Póvoa de Varzim; Câmara Municipal de Esposende, Departamento de Qualidade; Padaria “Panizende, em Esposende; Empresa “Esposende Ambiente”; “Calseg” – Empresa de Consultoria em Segurança Alimentar, em Leça

rentes à produção dos géneros alimentícios. Em consonância com este aspecto, de importância fulcral para alunos de Processamento Geral dos Alimentos, houve também o cuidado de realçar, durante as visitas, os aspectos referentes ao Controlo de Qualidade Alimentar, nas vertentes dos parâmetros microbiológicos e físico-químicos no âmbito da legislação e normas aplicáveis à indústria alimentar. Para os alunos e docentes foi fundamental a passagem por estas entidades, pois, retratavam realidades que estão a implementar o sistema HACCP (Análise dos Perigos e Pontos Críticos de Controlo), método internacionalmente reconhecido como sendo o mais eficaz para garantir a segurança dos alimentos, cumprindo o estipulado no Regulamento (CE) n.º 852/04 e no Codex Alimentarius.

com o meio através das visitas de estudo, congratulamo-nos, neste momento, por possuir uma bolsa diversificada de Entidades de Acolhimento para a realização da FCT, abrangendo os dois pilares basilares deste curso profissional: por um lado, o processamento dos alimentos e, por outro, a vertente fundamental para a saúde do consumidor, o controlo da qualidade alimentar. Desde o ano lectivo transacto que os alunos efectuam a sua FCT em diversos sectores afins a este Curso Profissional, tendo havido, para o efeito, a colaboração das seguintes empresas/instituições/laboratórios: - Empresa “Marideal “- Comércio e Indústria de Produtos Alimentares, localizada em Viana do Castelo; Lacticínios das Marinhas – empresa de queijo e manteiga; Empresa PAM - Produção e Distribuição Hortícola do Lito-

da Palmeira. Nestas diferentes entida des, com o apoio imprescindível dos monitores das empresas e orientadores da Escola, os alunos desenvolveram as competências básicas características dos contextos profissionais próprios do curso TPCQA. Paralelamente a toda esta dinâmica deste curso profissional, um grupo de alunos do 2º e 3º ano, participaram, no dia 13 de Março, na Feira da Juventude, Qualificação e Emprego “Futurália 2010” que decorreu em Lisboa, na FIL (Feira Internacional de Lisboa). Esta iniciativa foi promovida pela Agência Nacional para a Qualificação (ANQ), em parceria com o Instituto do Emprego e Formação Profissional, o Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação do Ministério da Educação e com as Direcções Regionais de Educação.

Os nossos alunos, divididos em diferentes grupos de trabalho, executaram diversas actividades práticas semelhantes às realizadas em sala de aula. Podemos referir, como exemplo, a confecção de manteiga caseira, de iogurte e a observação microscópica de bactérias lácticas, Streptococcus thermophilus e Lactobacillus bulgaricus e de leveduras Saccharomyces cerevisiae, responsáveis pela produção do iogurte e do pão, respectivamente. Simultaneamente a estas demonstrações, foram apresentadas técnicas laboratoriais da análise microbiológica dos géneros alimentícios. Os visitantes da feira, para além de observarem os alunos nas suas execuções práticas, puderam, ainda, provar as iguarias confeccionadas pelos discentes. É de realçar a colaboração da empresa “Lacticínios das Marinhas” e dos Hipermercado “Modelo” que, amavelmente, ofereceram alguns produtos alimentares necessários à concretização das actividades referidas. Numa iniciativa semelhante, estiveram, também os mesmos alunos, a convite da ANQ, no dia 17 de Abril, na feira de Educação, Formação, Juventude e Emprego – Qualific @ que decorreu na Exponor. O balanço final da participação da Escola Secundária Henrique Medina nestes dois eventos superou as expectativas. Os alunos e professores desempenharam todas as actividades com muito empenho, evidenciando uma elevada preparação técnica. Os elogios recebidos foram imensos o que motivou bastante regozijo nos participantes. A análise do trabalho desenvolvido por todos os intervenientes no Curso, permite verificar que importa prosseguir tal projecto. Desta forma, se garantirá uma formação profissional tendente a assegurar um desempenho qualificado dos jovens no mundo do trabalho.. Ana Maria Pinto Directora do Curso “Técnico de Psamento e Controlo de Qualidade Alimentar”


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Eleições na AD Esposende José Magalhães está de saída da presidência da Associação Desportiva de Esposende, o acto eleitoral está agendado para esta sextafeira na assembleia-geral que vai decorrer às 21.30 horas no auditório da biblioteca municipal. Magalhães liderou a colectividade nos últimos cinco anos, onde efectuou um “excelente trabalho” tendo já confirmado ao Jornal de Esposende que não vai apresentar recandidatura ao cargo de presidente da direcção. De saída podem estar também outros elementos que acompanharam José Magalhães durante a sua presidência no clube esposendense, que continua na luta pela subida ao campeonato da 3ªdivisão em futebol. Este fim de semana, a AD Esposende joga a derradeira cartada no encontro ante o Martim, no encerramento da divisão de honra da Associação de Futebol de Braga.

Paulo Gonçalves paulofernandogoncal@sapo.pt

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Autarquia atribui 115 800 euros a associações desportivas A Autarquia de Esposende aprovou a atribuição de subsídios a associações desportivas do concelho, no montante de 115 800 euros. A verba será distribuída por 18 colectividades que fomentam a prática de várias modalidades, nomeadamente futebol, futsal, andebol, voleibol, atletismo, hóquei em patins, BTT, ciclismo, canoagem, surf, bodyboard e pedestrianismo. Os critérios de atribuição de subsídio são definidos tendo por base o número de equipas a participar nos campeonatos ou provas federadas, sendo ainda reconhecidas as associa-

ções que, ao longo do ano, promovem diversas iniciativas de âmbito desportivo. Ao Futebol Clube de Marinhas foi atribuído um subsídio de 17 500 euros, à Associação Desportiva de Esposende (ADE) 14 400 euros, ao Centro Social da Juventude de Mar 10 000 euros e à Rio Neiva – Associação de Defesa do Ambiente 7 900 euros. Com 7 500 euros cada foram contemplados o Clube Náutico de Fão, o Clube de Futebol de Fão, o Hóquei Clube de Fão, o Gandra Futebol Clube, o Grupo Cultural, Desportivo e Recreativo de Gemeses e o Desportivo

Recreativo Estelas de Faro. A Associação Cultural e Desportiva “Os Apulienses” irá receber 5 400 euros, o Antas Futebol Clube e a União Desportiva de Vila Chã 5 000 euros cada, o Centro Social da JUM (Juventude Unida de Marinhas) 2 500 euros e a ACARF (Associação Social, Cultural, Artística e Recreativa de Forjães) 1900 euros. 400 euros é o montante atribuído à Associação Desportiva Recreativa e Cultural de Fonte Boa, à ARGO (Associação Recreativa de Góios), e ao Clube Jovem das Marinhas.

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Aniversário Águias Serpa Pinto Já está definido o programa comemorativo do 35º aniversário da associação fangueira Águias Serpa Pinto. Sábado 29 de Maio de 2010 14 horas Ringue do Caldeirão Abertura de exposição Passado e Presente Artigos jornalísticos, fotos, equipamentos 16 horas - Jogos Populares (Gincana de Bicicletas, Corrida de Sacos, etc.) 18 horas – Jogo Futsal Masculino antigos atletas e associados da associação Domingo 30 de Maio de 2010

Dia da Fundação 11:30 horas – Missa no Mosteiro S. Bom Jesus pelos sócios falecidos 14:00 horas – Hastear da bandeira Exposição ao Público 15:30 horas – Futebol de Tacão Alto (feminino) Ringue Caldeirão 17:00 horas – Salto aos Cântaros. 17:45 horas – Homenagem ao ex- Dirigente Gaspar Herdeiro 18.00 horas – Cantar os parabéns ao A.S.P e a partilha do bolo de Aniversário.

Sábado 5 de Junho de 2010 Pelas 14 horas I – TORNEIO DE JUDO NO PAVILHÃO GIMNODESPORTIVO DE FÃO (Quinta Feira - 10 de Junho de 2010 Feriado Nacional)

15º Torneio de Futebol Infantil no Centro Desportivo do Clube Futebol de Fão (Quinta Feira - 10 de Junho de 2010 Feriado Nacional) 15:00 Horas Com a participação do : C.F. Fão -Galácticos, F.C. Marinhas A.D. Esposende e Chafé – Viana do Castelo


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Teresa Portela tem como objectivo Londres 2012

Hóquei em Patins Iniciados “morreram na praia”

Depois de terem liderado durante quase toda a Taça do Minho, os Iniciados do HC Fão, acabaram por ceder nas últimas jornadas, entregando assim o título ao HC Braga, conseguindo no entanto um excelente 2º lugar.

Teresa Portela (3ª a contar da esq.) de ouro pela vitória conquistada em Vichy - França

A atleta do G.C.D.R. de Gemeses Teresa Portela terminou em beleza a sua participação na I Taça do Mundo de Velocidade conquistando a medalha de Ouro em K2 200 m em conjunto com a sua colega de embarcação Joana Vasconcelos do S. L. Benfica. Nesta mesma competição Teresa Portela já tinha conquistado duas medalhas de Bronze em K1 500 m e em K4 500 m. O outro atleta do G.C.D.R. de Gemeses presente nesta competição, João Ribeiro, teve também uma excelente participação nesta competição atingindo as duas finais

A das provas em que participou, K2 1000 m e K2 200 m, onde obteve o 8º e o 7º lugares respectivamente. Estes resultados alcançados pela canoísta do Recreativo de Gemeses, há muito integrada no programa de alto rendimento da Federação Portuguesa de Canoagem, deixaram vincada a qualidade da atleta que, agora mais do que nunca, está no lote das melhores canoístas mundiais. “Foi um fim-de-semana perfeito porque, pela primeira, senti que estou no grupo da frente, entre as melhores, o que me dá

uma motivação ainda maior para encarar o futuro”, constatou. Daí que as expectativas individuais de Teresa Portela comecem também a crescer, com a atleta a apontar para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. “Começo a achar que poderá ser possível obter um bom resultado. Nos Jogos de Pequim fui 14ª e acredito que nas próximas Olimpíadas, em Londres, poderei melhorar a minha prestação, independentemente da disciplina em que vá competir”, concluiu.

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Taça do Minho Iniciados: Famalicense, 2 HC Fão, 6 HC Fão, 1 ADB Campo, 4 Infantis: Famalicense, 3 HC Fão, 13 HC Fão, 3 ADB Campo, 5 Encontro Escolares: Famalicense, 1 HC Fão, 11 HC Fão, 4 ADB Campo, 7 José Belo


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Futebol

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A época de todos os sonhos para o Forjães

Campeonato Nacional da 3ª Divisão Fão quase seguro, Marinhas quase condenado O CF Fão a 2 jornadas do final está muito perto de assegurar a manutenção, mas já o Marinhas só por milagre se salvará da descida. 7ª jornada Montalegre, 2 CF Fão, 2 (Luís Pedro e Chiquinho) FC Marinhas, 1 FC Amares, 2 (Gil) 8ª Jornada Morais, 1 CF Fão, 1 (Hélder Silva) FC Marinhas, 1 Montalegre, 1 (Rodrigo) Próxima Jornada (23 Maio): Fão-Amares e Santa Maria-Marinhas Classificação 1º Santa Maria, 28 2º CF Fão, 27 3º FC Amares, 26 4º Montalegre, 23 5º FC Marinhas, 20 6º Morais, 12

Campeonatos Regionais Divisão de Honra AD Esposende arrisca subida e Apúlia perto da salvação Não tem sido nada fácil a ponta final da ADE, que para além de já ter deixado fugir o título para o Taipas, está na obrigação de vencer em Martim na derradeira jornada, para assegurar a subida. Por outro lado ao Apúlia, que voltou a bateu o campeão, basta-lhe

um empate para assegurar a manutenção. 27ª Jornada Arões, 1 AD Esposende, 1 (Pedro Marques) GD Apúlia, 2 Taipas, 1 (Tiago e Marco) 28ª Jornada: AD Esposende, 1 Torcatense, 2 (Formoso) Ronfe, 3 GD Apúlia, 2 1º CC Taipas 56, 2º ADE 53 , 12º Apúlia 37

Andebol Seniores da Juv. Mar perdem e Iniciadas invictas na 2ª fase A 2 jornadas do final as Seniores da Juv. Mar desceram à última posição, num campeonato em que já tinham feito o seu brilharete. Por outro lado, as Iniciadas A terminaram a 2ª Fase nos Nacionais vencendo todas as partidas, sendo a última delas no Alpendurada a mais renhida e entusiasmante. Nacional de Seniores 1ª Divisão 10ª Jornada: Col. João Barros, 38 Juv. Mar, 18 11ª Jornada: Juv. Mar, 23 Juv. Lis, 37 12ª Jornada:Alavarium, 30 Juv. Mar, 24 Iniciadas – 2ª fase – 12ª Jornada Alpendurada, 41 Juv. Mar, 42

J.B.

José Belo

Primeiro ficou garantida a subida à Divisão de Honra. Seguiu-se a conquista do título de campeão da Série A da I Divisão Distrital. Agora falta a conquista da Taça da Associação de Futebol de Braga que o Forjães SC vai disputar na final agendada para 30 de Maio, no Estádio Cidade de Barcelos, frente ao Vilaverdense. Este breve sumário define a carreira de sucesso da equipa comandada por Fernando Pires. Uma época de sonho que o treinador sustenta com o planeamento atempado e com a convergência de objectivos entre a equipa técnica e a direcção. “Delineamos claramente a subida de divisão como objectivo principal e, nesse sentido, escolhemos os jogadores adequados a esse fim, reunindo atletas da minha total confiança

e que já tinham trabalhado comigo noutros clubes”, contextualizou Fernando Pires. “Daí partimos para um plantel forte, equilibrado, juntando jogadores jovens com outros bem mais experientes porque só com uma equipa de qualidade poderíamos ambicionar a atingir esse objectivo”, prosseguiu o técnico do SC Forjães, mostrando-se bastante optimista em relação ao próximo duelo com o Vilaverdense que poderá culminar com a conquista de um título inédito para o clube. “Mesmo tratando-se de um adversário de escalão superior não vamos alterar a nossa maneira de jogar. Teremos as nossas cautelas normais, mas entraremos em campo sem qualquer receio e com toda a vontade de trazer a Taça de Braga para Forjães”.

1ª Divisão

28.ª Jornada Laje, 0 UD Vila Chã, 0 Forjães, 2 Palmeiras, 1 (Armindo(2)) 29ª Jornada: Vila Chã, 3 Panoiense, 1 Viatodos, 0 Forjães, 1 (Armindo) 1º Forjães, 71 pontos, 2º Ninense 65, 3º T. Bouro 64, 4º Vila Chã, 64,

Forjães Campeão e finalista da Taça Não podia terminar em melhor estilo a equipa de Fernando Pires, que teve mais uma semana de glória, ao assegurar a presença na final da Taça e o título de campeão da Série A. Por sua vez a UD Vila Chã, que mostrou em campo que poderia e merecia também a subida, tem-na praticamente hipotecada fruto do empate em Vila Verde com o Laje.

2ª Divisão

Gandra garante a subida O Gandra garantiu a subida a 2 jornadas do final, embora tenha perdido o título para o Pousa, que venceu em Antas, com forte contestação, já que o golo da vitória terá sido apontado em fora-de-jogo claríssimo.

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Taça AF Braga – Meias-finais Forjães SC, 2 Águias da Graça, 1 (Ricky e Adriano) Final: Forjães SC-Vilaverdense Fc (Estádio Cidade de Barcelos, 30 de Maio) 28ª Jornada Gandra FC, 1 Arentim, 0 Juv. Belinho, 3 Tebosa, 0 Arnoso, 3 Antas, 0 29ª Jornada Sequeirense, 4 Juv. Belinho, 0 Antas, 0 Pousa, 1 Pousa, 1 Gandra FC, 1 1º Pousa, 72 2º Gandra 69, 12º Antas FC 28, 13º Belinho 24


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CICLISMO

Primeiro triunfo como profissional João Benta vence em Amarante

Ida a Fátima em bicicleta

Paulo Gonçalves paulofernandogoncal@sapo.pt

Sete amantes das bicicletas oriundos do concelho de Esposende pedalaram no passado fim-de-semana entre Esposende e Fátima. Foram 262 quilómetros em que as “forças” nunca faltaram em cumprir este “objectivo” traçado por quem gosta de pedalar nas horas vagas. O veterano Américo Alves chefiou o grupo composto por Hélder Santos, Dinis Ferreira, Rui Miguel Vale, Manuel Capi-

BTT

Paulo Gonçalves paulofernandogoncal@sapo.pt

O ciclista natural de Marinhas arrecadou a primeira vitória como profissional ao triunfar na Clássica de Amarante, prova pontuável para a Taça de Portugal. João Benta actualmente ao serviço do Madeinox-Boavista bateu ao sprint André Cardoso do Palmeiras-Resort e Santi Perez do Loulé. Após esta vitória João Benta em declarações ao Jornal de Esposende dá conta de como tudo aconteceu na Clássica de Amarante e dos próximos objectivos traçados para a temporada. Como analisa este triunfo? João Benta: A vitória na Clássica de Amarante tem um signifi-

cado enorme para mim visto ser a primeira no escalão de elite. Também marcante sendo esta a minha primeira vitória, com a presença dos meus pais e a equipa da Juventude Unida de Marinhas que estava na mesma localidade a participar numa corrida de btt, onde a vitória teve um sabor ainda mais especial. Esta vitória foi dura de alcançar, no qual o percurso tornou-se muito duro e na parte final da corrida sentia-me bem e segui a roda do Santi Perez, onde na chegada e a cerca de 500 metros da linha de meta no grupo de 4 ciclistas, arranquei com confiança para a vitória. Estou muito satisfeito e com mais moral para continuar a trabalhar para as próximas corridas. Aproveito desde já para dedicar

esta minha vitória à minha equipa, família e amigos. O balanço da época está a ser positivo? Esta época penso que está a ser muito positiva tanto a nível pessoal, como para a equipa da MadeinoxBoavista onde já conseguimos 3 vitórias. A nível pessoal tenho já algumas provas terminadas nos dez primeiros lugares, vindo esta vitória em Amarante saldar positivamente a minha época, agora vou continuar a trabalhar e pensar nas próximas corridas Após o Prémio Liberty Seguros, vou participar em três clássicas na região do Algarve, englobadas na Taça de Portugal.

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Diogo Figueiredo é o novo Campeão Regional do Porto de Cadetes em Cross Country. A JUMarinhas/Sanipóvoa, conseguiu um excelente 2º lugar por equipas nesta prova que se realizou em Amarante e na qual Diogo Figueiredo se sagrou Campeão de Cadetes e Mário Barroso foi Vice - Campeão. Dos atletas da colectividade de Marinhas, há ainda a destacar o 4º lugar obtido por João Araújo em Veteranos B e Nuno Cepa em Veteranos A. Este é assim o 2º título conquistado por Diogo Figueiredo, que já havia vencido o Inter-regiões na sua categoria, para além de uma brilhante vitória em Espanha a representar a Selecção Nacional. Paulo Cepa comanda Taça de Portugal Na Taça de Portugal de Cross Country, após a realização da 3ª prova, que se disputou no Domingo passado em Moreira de Cónegos, Paulo Cepa ao serviço do Póvoa BTT, vai mantendo o 1º lugar em Juniores, apesar do azar lhe ter batido á porta numa queda que

tão, Sérgio Dias e Paulo Capitão . No apoio a estes sete ciclistas esteve Carlos Alves que durante o percurso para além do incentivo forneceu as merecidas bebidas para refrescar o corpo dos ciclistas. Certo que foram 10 horas em estrada, com subidas e descidas, curvas e rectas, até chegar a Fátima onde a alegria foi notória neste grupo de esposendenses que prometem outras aventuras para breve.

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o relegou para o 2º lugar nesta prova em que Abel Machado da JUM foi 12º. Em Cadetes os atletas da JUMarinhas conseguiram o 5º lugar (Diogo Figueiredo), 12º Carlos Leal e o 20º (Mário Barroso). Nuno Cepa (JUM) terminou em 20º em Veteranos A e nos veteranos B João Araújo foi 4º e Abel Machado 5º. Por equipa a JUM/Sanipóvoa foi 7º entre 25 equipas. Santiago Pérez (Louletano) que venceu a 2ª etapa (Celorico da beira-Alto de santa Helena) terminou à frente de David Blanco e André Cardoso, colegas de Cândido Barbosa na equipa da Palmeiras Resort-Tavira. O nortenho José Mendes do (Paredes-Rota dos Móveis), venceu a última etapa e conseguiu o 4º lugar, mas Santiago conseguiu manter 1 segundo de avanço sobre Blanco.

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O artesão fangueiro Oriundo de uma família humilde de Fão, Manuel Morgado “Pira” continua a ser um artesão das horas vagas. O namoro com a arte aconteceu durante uma visita a Vila do Conde durante a já tradicional Feira de Artesanato, foi mesmo o impulso para fazer réplicas-miniaturas de fachadas de edifícios. “Pira” como é tratado pela comunidade fangueira que o conhece desde os tempos de menino, já executou mais de quatro dezenas de trabalhos, com saliência para os vários edifícios com muitos anos e cheios de histórias existentes na Vila de Fão. As principais igrejas do con-

celho foi também uma aposta, já foram feitas as fachadas da maior parte delas”embora já tenha ouvido algumas criticas de certas pessoas, agora só me faltam fazer as igrejas matriz de Marinhas, Esposende, Belinho, São Bartolomeu e São Paio de Antas, em breve vou voltar ao trabalho ”refere Manuel Morgado que já foi solicitado para exposições em Braga e em Espinho, aguardando também quem sabe um convite para expor na sede do concelho de Esposende ou em outro local. Mãos minuciosas, calejadas de muitos anos de trabalho, ou não tivesse Manuel Morgado passado vários anos pela construção civil,

a que se juntam a sua passagem como um exemplar empregado do comércio, num estabelecimento de Fão. Durante duas décadas esteve também ligado ao Bombeiros Voluntários de Fão e por isso não é de admirar as centenas de carrosminiatura que guarda cuidadosamente na sua residência, são ambulâncias, carros de combate e outras viaturas, pintadas com o vermelho habitual dos soldados da paz. O tempo não volta a trás, actualmente com 64 anos Manuel Morgado ainda se lembra dos tempos em que estudou na escola Amorim Campos onde lidou de perto com um professor exigente ”levei muitas

palmadas naquela escola, mas tive um grande professor Pio Rodrigues, tenho muitas recordações da minha passagem pela escola onde apreendi muita coisa” Entre outros episódios da vida de “Pira”, em Moçambique cumpriu o serviço militar, era motorista, e da sua juventude que considera ter sido magnífica, Manuel Morgado nunca se vai esquecer dos jogos de hóquei em que não existiam os ditos patins e os sticks eram troços de couves, memórias de um homem humilde agora na reforma.

Paulo Gonçalves paulofernandogoncal@sapo.pt

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