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EM TUA CRUZ

MAGÉ, ANO I Nº04 JAN/FEV/MAR 2018

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IGREJA MÃE E MESTRA QUAL É A ORIGEM DA QUARESMA?


Sumário Editorial .................................................................................................3 Nossos Patronos: Uma Quaresma com São Francisco .........................4 Palavra do Papa: Atenção e Vigilância ...................................................6 Especial: Como viver bem a Quaresma?...............................................8 Igreja Mãe e Mestra: Qual a Origem da Quaresma?.............................10 Cantinho de Marta e Maria: Ovo de Páscoa recheado na travessa......11 Caça Palavras ......................................................................................12 Domingo de Teologia e Espiritualidade .................................................13 Estamos em Construção .....................................................................14 Programação do IETC .........................................................................15

EM TUA CRUZ

MAGÉ, ANO I Nº04 JAN/FEV/MAR 2018

Informativo mensal do Instituto Em Tua Cruz Elaborado por: Padre Eduardo Carvalho e os Missionários do IETC Disponível online em: www.issuu.com/emtuacruz Mais informações e contato: www.facebook.com/emtuacruz emtuacruz@gmail.com


A importância da Quaresma Caros irmãos e irmãs, Nesta edição o tema abordado para a revista é o tempo da Quaresma. Este tempo é riquíssimo e abundante da graça de Deus e se for bem aproveitado e vivido pode gerar frutos para a nossa alma e o nosso corpo que se cultivados nos acompanharão ao longo de nossa vida. Não é tempo de fazer dietas, muito pelo contrário, é tempo de educar a mente e o corpo, de forma que aprendamos a controlar os apetites da carne, a gula, a luxúria e etc. É tempo de fazer jejum para o corpo e alimentar a alma e o espírito. Silenciar a voz, a mente e o coração para que Deus possa nos falar. São quarentas dias de deserto na alma e no coração, onde nos voltamos para nós mesmos para descobrir e corrigir o que está errado, aguardando o Jesus Ressuscitado para que Ele cure todas as nossas cicatrizes deixadas pelos nossos vícios e pecados cotidianos. Que Deus nos conceda a graça de vivermos, ao menos nestes dias restantes, uma Quaresma santa e agradável à Ele. Deus abençoe! +


NOSSOS PATRONOS Uma Quaresma com São Francisco de Assis Como S. Francisco fez uma Quaresma em uma ilha do lago de Perusa, onde jejuou quarenta dias e quarenta noites e nada comeu além de meio pão

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or ter sido o verídico servo de Cristo, monsior S. Francisco, em certas coisas, quase um outro Cristo dado ao mundo para a salvação dos homens, Deus Pai o quis fazer em muitas ações conforme e semelhante a seu lho Jesus Cristo; como no-lo demonstrou no venerável colégio dos doze companheiros, e no admirável mistério dos sagrados estigmas e no prolongado jejum da santa Quaresma, que fez deste modo. Indo por uma feita S. Francisco, em dia de carnaval, ao lago de Perusa, à casa de um seu devoto, onde passou a noite, foi inspirado por Deus para observar aquela Quaresma em uma ilha do dito lago. 4

Pelo que S. Francisco pediu àquele devoto, pelo amor de Cristo, o levasse em sua barquinha a uma ilha do lago, onde não habitasse ninguém, e isto zesse na noite de Quartafeira de Cinzas sem que nenhuma pessoa o percebesse; e ele, pelo amor da grande devoção que tinha a S. Francisco, solicitamente atendeu-lhe ao pedi-lo e o transportou à dita ilha: e S. Francisco só levou consigo dois pãezinhos. E, chegando à ilha e o amigo partindo para voltar a casa, S. Francisco lhe rogou por favor que não revelasse a quem quer que fosse a sua permanência na ilha e só o fosse procurar na Quintafeira Santa; e assim o outro se foi. E S. Francisco cou sozinho: e ali não havendo habitação em que casse, entrou num bosque muito copado, no qual muitos espinheiros e


arbustos se reuniam a modo de uma cabana ou de uma cova, e naquele lugar se pôs em oração e a contemplar as coisas celestiais. E ali passou toda a Quaresma sem comer nem beber, além da metade de um daqueles pãezinhos, conforme o que encontrou o seu devoto na Quinta-feira Santa, quando o foi procurar: o qual achou dois pãezinhos, um inteiro e outro pela metade.

daquela aldeia têm grande reverência por aquele lugar, onde S. Francisco passou a dita Quaresma. Em louvor de Cristo. Amém. Fontes Franciscanas

E a outra metade acredita-se S. Francisco ter comido em reverência ao jejum do Cristo bendito, que jejuou quarenta dias e quarenta noites sem tomar nenhum alimento material. E assim, com aquele meio pão, expulsou de si o demônio da vanglória e, a exemplo de Cristo, jejuou quarenta dias e quarenta noites. E depois, naquele lugar, onde S. Francisco zera tão maravilhosa abstinência, realizou Deus muitos milagres pelos méritos dele; pela qual coisa começaram os homens a edicar casas e habitá-las; e em pouco tempo construiu-se um bom e grande castelo e houve um convento de frades, o qual se chama o convento da São Francisco de Assis Ilha; e ainda os homens e mulheres e Nossa Senhora dos Anjos 5


PALAVRA DO PAPA "Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos." (Mt 24, 12) Amados irmãos e irmãs!

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ais uma vez vamos e n c o n t r a r- n o s c o m a Páscoa do Senhor! Todos os anos, com a nalidade de nos preparar para ela, Deus na sua providência oferece-nos a Quaresma, «sinal sacramental da nossa conversão»,[1] que anuncia e torna possível voltar ao Senhor de todo o coração e com toda a nossa vida. Com a presente mensagem desejo, este ano também, ajudar toda a Igreja a viver, neste tempo de graça, com alegria e verdade; faço-o deixandome inspirar pela seguinte armação de Jesus, que aparece no evangelho de Mateus: «Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos» (24, 12). Esta frase situa-se no discurso que trata do m dos tempos, pronunciado em Jerusalém, no Monte das Oliveiras, precisamente onde terá 86

início a paixão do Senhor. Dando resposta a uma pergunta dos discípulos, Jesus anuncia uma grande tribulação e descreve a situação em que poderia encontrar-se a comunidade dos crentes: à vista de fenômenos espaventosos, alguns falsos profetas enganarão a muitos, a ponto de ameaçar apagar-se, nos corações, o amor que é o centro de todo o Evangelho. O fogo da Páscoa Convido, sobretudo os membros da Igreja, a empreender com ardor o caminho da Quaresma, apoiados na esmola, no jejum e na oração. Se por vezes parece apagar-se em muitos corações o amor, este não se apaga no coração de Deus! Ele sempre nos dá novas ocasiões, para podermos recomeçar a amar. Ocasião propícia será, também


este ano, a iniciativa «24 horas para o Senhor», que convida a celebrar o sacramento da Reconciliação num contexto de adoração eucarística. Em 2018, aquela terá lugar nos dias 9 e 10 de março – uma sexta-feira e um sábado –, inspirando -se nestas palavras do Salmo 130: «Em Ti, encontramos o perdão» (v. 4). Em cada diocese, pelo menos uma igreja cará aberta durante 24 horas consecutivas, oferecendo a possibilidade de adoração e da conssão sacramental. Na noite de Páscoa, reviveremos o sugestivo rito de acender o círio pascal: a luz, tirada do «lume novo», pouco a pouco expulsará a escuridão e iluminará a assembleia

litúrgica. «A luz de Cristo, gloriosamente ressuscitado, nos dissipe as trevas do coração e do espírito»,[7] para que todos possamos reviver a experiência dos discípulos de Emaús: ouvir a palavra do Senhor e alimentarnos do Pão Eucarístico permitirá que o nosso coração volte a inamar-se de fé, esperança e amor. Abençoo-vos de coração e rezo por vós. Não vos esqueçais de rezar por mim. Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2018 Terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

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ESPECIAL Como viver bem a Quaresma? A Quaresma não se trata, de um período em que a Igreja simplesmente se veste de roxo, mas de um kairós, ou seja, um tempo oportuno para nossa conversão.

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ara viver bem esse período, o homem deve conhecer o seu fundo mau e reconhecer-se necessitado da graça divina. O tempo da Quaresma é esse tempo em que o homem passa quarenta dias meditando sobre a Paixão de Nosso Senhor, a m de afastar-se do homem velho e, na Páscoa, ressurgir como um homem novo. Anal, o que a Igreja deseja não é somente a nossa libertação do pecado, mas a nossa santicação e conguração a Cristo; ela quer, portanto, a nossa conversão mais profunda — uma espécie de segunda decolagem, por assim dizer —, que retira o cristão da lógica do mundanismo. Na Quaresma, a Igreja nos exorta a praticar a esmola, o jejum e, 8

sobretudo, a oração, como descrito no Sermão da Montanha (cf. Mt 6). Essas três práticas servem para “matar” o homem velho dentro de nós e abrir o nosso coração à graça santicante. Elas desligam o motor do pecado — isto é, aquilo que São João chama de concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e soberba da vida (cf. 1Jo 2, 16) — e dispõem as nossas almas a serem movidas pelo amor de Deus. O jejum mortica a concupiscência da carne, a esmola mortica a concupiscência dos olhos e a oração mortica a soberba da vida. Tudo que há no mundo é a concupiscência da carne. Essa carne de que fala São João não é bem o nosso corpo, mas aquela inclinação da alma a querer os prazeres ilícitos da criatura. A alma humana, quando dominada pelo pecado, vive uma desordem.


Ela deixa de governar a vida do homem para submeter-se às paixões carnais. Por isso ela recebe o nome de “carne”. O jejum serve justamente para moderar essa fuga da dor e busca pelo prazer, ordenando o nosso espírito, de modo que a alma domine sobre as paixões e não o contrário. Assim, privar-se de coisas agradáveis como doces, refrigerantes e o consumo de carne (brancas e vermelhas, atenção) é algo bastante recomendável. O pecado original maculou o ser humano com o vício diabólico do orgulho, essa atitude de achar-se suciente e dizer “eu me basto”.

sacramentos. Com essa força, tornamo-nos mais resistentes às tentações, às concupiscências da carne e dos olhos e à soberba da vida. Não podemos nos esquecer ainda que o tempo da Quaresma é também o tempo de Nossa Senhora, a mulher do Apocalipse que se retirou para o deserto, a m de vencer o dragão, a serpente maligna que pretendia devorar seu Filho. Peçamos, pois, o auxílio da Mãe Divina e vivamos esses quarenta dias na expectativa de novos céus e nova terra, no dia da ressurreição.

O método mais ecaz para combater o orgulho é a oração. Uma prática bastante recomendável para o tempo da Quaresma é a participação diária à Santa Missa, com Comunhões bem feitas, e a frequência à Conssão. Nessa dinâmica, a nossa alma vai se identicando mais depressa à vontade do Divino Mestre, que toca o nosso corpo e a nossa alma por meio dos Fonte: www.padrepauloricardo.org/

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IGREJA GREJA MÃE ÃE EE MESTRA ESTRA Qual a origem da Quaresma?

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ntes de tudo, é bom saber que a palavra “Quaresma” provém do latim “Quadragésima” e signica “quarenta dias”; é o período de preparação para a Páscoa do Senhor, cuja duração é de 40 dias. Inicia-se na Quarta-feira de Cinzas e se estende agora até a Quinta-feira Santa na missa do lava pés, como determinou o Papa Paulo VI na Carta Apostólica aprovando as Normas Universais do Ano Litúrgico; e o novo Calendário Romano geral, n. 28 diz: “O tempo da Quaresma vai de Quarta-feira de Cinzas até a Missa na Ceia do Senhor (Quinta-feira santa, à tarde), inclusive”. E também a Paschalis Solemnitatis da CCD de 1988, que diz: “O tempo quaresmal continua até à Quinta-feira Santa. A Quaresma foi inspirada no período de tentação de Jesus Cristo no deserto, bem como os exemplos de Noé, em 40 dias na Arca, e Moisés, vagando por 40 anos no deserto do 10

Sinai. O historiador Sócrates informa que já no século V, a Quaresma durava seis semanas em Ro m a , s e n d o t r ê s s e m a n a s dedicadas ao jejum: a primeira, a quarta e a sexta. Já no século IV a “Peregrinação de Etéria” fala de um jejum de oito semanas praticado pela comunidade de Jerusalém, excluídos os sábados e domingos; o que totaliza os 40 dias de jejum. No tempo de São Gregório Magno (590-604), Roma observava os 40 dias da Quaresma. Fonte: http://cleofas.com.br


CANTINHO DE MARTA E MARIA INGREDIENTES 3 latas de leite condensado 2 medidas ( da lata ) de leite 6 gemas peneiradas 2 colheres (sopa) de maizena 1 colher (sobremesa) de baunilha 400 gramas de chocolate meio amargo 1/2 xícara de castanha de caju picado 1 caixa de creme de leite MODO DE FAZER Em uma panela, coloque o leite condensado, a maisena dissolvida no leite, as gemas e leve ao fogo médio, mexendo até engrossar. Desligue e acrescente a essência de baunilha. Espere esfriar e misture o creme de leite. Separe 1/3 da mistura e reserve. No creme restante, misture o chocolate amargo derretido. Em um refratário médio, coloque metade do creme de chocolate no fundo. Leve ao congelador por 15 minutos, retire e cubra com o creme branco. Distribua a castanha de caju, volte mais 10 minutos ao congelador e cubra com o creme de chocolate restante. Derreta o chocolate ao leite e espalhe sobre o creme. Leve à geladeira por 2 horas antes de servir.

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CAÇA PALAVRAS Na Quaresma, a cor litúrgica é o roxo: A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que signica luto e penitência. É um tempo de reexão, penitência, conversão espiritual; tempo para preparar o mistério pascal.

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DOMINGO DE TEOLOGIA E ESPIRITUALIDADE Tema: Tenho Sede! A Vida Interior de Sta. Teresa de Calcutรก

Domingo: 08/04 a partir das 9h Comeรงando com a Santa Missa

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ESTAMOS EM CONSTRUÇÃO

Campanha do Mourão Ajude-nos com a doação de um mourão!

Deus abençoe!+

Agradecemos a todos os nossos irmãos que colaboram com o Instituto, seja materialmente, com o seu trabalho voluntário e principalmente através das suas orações. Estamos em fase de construção e ainda falta muita coisa para que possamos fornecer um espaço agradável e propício para a realização dos nossos eventos e retiros. Em cada edição desta revista, expomos as nossas necessidades materiais e o que já tem sido concretizado.

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PROGRAMAÇÃO NO IETC Semana Santa

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ORAÇÃO A SÃO JOSÉ Ó São José, cuja proteção é tão grande, tão forte e tão imediata diante do trono de Deus, a vós cono todas as minhas intenções e desejos.

Ó São José, eu nunca me canso de contemplar-Vos com Jesus adormecido nos vossos braços. Não ouso aproximar-me enquanto Ele repousa junto do vosso coração. Abraçai-O em Ajudai-me, São José, com a vossa poderosa intercessão, a obter todas as meu nome, beijai por mim o seu bênçãos espirituais por intercessão do delicado rosto e pedi-Lhe que me devolva esse beijo quando eu vosso Filho adotivo, Jesus Cristo Nosso exalar o meu último suspiro. Senhor, de modo que, ao conar-me, aqui na terra, ao vosso poder celestial, Vos tribute o meu agradecimento e São José, padroeiro das almas que homenagem. partem, rogai por mim! Amém.

Em Tua Cruz - Jan/Fev/Mar de 2018  

Edição Trimestral da Revista do Instituto Em Tua Cruz

Em Tua Cruz - Jan/Fev/Mar de 2018  

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