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Editorial É com grande satisfação que apresentamos a III Edição da Revista Estilo Editorial, a qual vem consolidando-se como um importante veículo de comunicação da Editora UFSM com a comunidade acadêmica. Nesta edição os leitores terão a oportunidade de conhecer as atividades e ações que a Editora, Livraria e Grife fizeram ao longo do ano; ler um especial sobre os livros eletrônicos (e-books) - tema cada vez mais atual e pertinente -; e também compreender com acuidade a evolução e o caminho trilhado pela Editora UFSM ao longo destes 35 anos. O ano de 2016 foi marcado por uma forte crise política e econômica, o que exigiu da sociedade e dos gestores criatividade e responsabilidade para manter as atividades e ações ao longo do ano. Nesse contexto, convém destacar as principais ações realizadas pela Editora UFSM: a organização do manual de Como Transformar Trabalhos Científicos em Livros, antiga demanda da comunidade universitária; as atividades visando aperfeiçoar e qualificar a produção dos e-books, com a estimativa de encerrarmos o ano com trinta livros publicados neste formato; a realização de mais uma edição do Curso de Redação Científica, visando qualificar ainda mais a produção acadêmica da nossa comunidade; a nova edição do Catálogo de Publicações da Editora; as feiras da Livraria e Grife, as quais estiveram no campus da sede e nos campi de Silveira Martins, Frederico Westphalen, Palmeira das Missões e Cachoeira do Sul; a confecção de novos produtos da Grife, com novos designes, cores e formas; o aperfeiçoamento do setor de comunicação com o objetivo de aproximar a Editora da comunidade e divulgar as nossas atividades; a qualificação permanente da nossa equipe, através de cursos, palestras e seminários; a realização do I Seminário Dinâmico de Formação, o qual reuniu pesquisadores de várias regiões do país discutindo questões relacionadas ao mercado editorial; a participação nas feiras do livro de Santa Maria e Porto Alegre, no encontro da ABEU, bem como em vários eventos locais; e, por fim, o concurso fotográfico Meu Olhar, Nossa UFSM, o qual foi uma iniciativa inovadora, tendo repercussão positiva por parte da comunidade acadêmica. Enfim, temos muito a comemorar em um ano difícil, e temos mais ainda a convicção do muito a fazer para aperfeiçoar e qualificar a nossa Editora e para aproximá-la da nossa comunidade. Nesse sentido, reitero aqui os meus agradecimentos a todos os servidores técnico-administrativos lotados na Editora, Livraria e Grife, aos nossos bolsistas e colaboradores pelo espírito institucional, dedicação e comprometimento. Por fim, no momento que esta Editora completa 35 anos, ratificamos nosso compromisso de, com dedicação, altivez e responsabilidade, continuarmos exercendo um papel importante na nossa UFSM. A todos uma boa leitura!!

Prof. Dr. Daniel Arruda Coronel Diretor da Editora UFSM


ISSN 2359-4713

Universidade Federal de Santa Maria Reitor Paulo Afonso Burmann

Vice-Reitor Paulo Bayard Dias Gonçalves

Diretor da Editora UFSM Daniel Arruda Coronel

Expediente Jornalista responsável Luciane Treulieb

Projeto gráfico Gustavo de Souza Carvalho

Capa e Diagramação Gustavo de Souza Carvalho

Reportagem Andressa Motter, Germano Molardi e Tainara Liesenfeld (acadêmicos de Jornalismo)

Publicidade Alana Anillo e Gustavo de Souza Carvalho

Fotografias Arquivo Editora e Livraria UFSM, Arquivo FSP, Pressfoto/Freepik, Creativeart/Freepik e Itauana Oliveira Mendes

Colaboradores Daniel Flores, Ednei Procópio e José Fernando Tavares

Revisão Maicon Antonio Paim e Matheus Von Ende Schwertner (bolsista)

Editora da Universidade Federal de Santa Maria Av. Roraima, 1000 – Prédio da Reitoria, 2º andar Campus Universitário – Camobi Santa Maria-RS – 97105-900 Telefone: (55) 3220-8610 E-mail: editufsm@gmail.com Distribuição gratuita Impressão: Gráfica e Editora Copiart Tiragem: 2.100 exemplares


NESTA EDIÇÃO

17

Parceria que deu certo

E-books da Editora UFSM são vendidos em plataforma da Fundação Getúlio Vargas

18

07

O mercado de livros digitais

É tempo de celebrar

Editora UFSM completa 35 anos de difusão do conhecimento

10

Memória resgatada

História da Editora UFSM é contada por seus diretores

12

Da prensa ao digital

O crescimento e o avanço das produções através da consolidação da Política Editorial na Universidade

15

O livro em um clique

Editora UFSM molda-se aos meios eletrônicos

José Fernando Tavares apresenta novos modelos de negócios propiciados pelos e-books

23

Autores reeditados: sucesso compartilhado

Editora UFSM trabalha em conjunto com seus autores e autoras para melhor divulgação e comercialização das obras

24

Arte e dança ganham espaço

Editora UFSM publica, pela primeira vez, livro sobre dança e arte contemporânea

26

Inovar para satisfazer

Em busca da constante inovação, Grife UFSM investe em produtos variados com novos modelos e cores


52

UFSM elabora nova versão da MDT

Manual de Dissertações e Teses foi atualizado e lançado pela Editora UFSM

28

Ações que aproximam e fazem crescer

Editora UFSM promove e participa de diversos eventos em 2016

35

O acesso às informações e aos documentos arquivísticos autênticos e fonte de prova nas administrações públicas

Daniel Flores trata da difusão aos cidadãos do documento arquivístico público

53

Uma biblioteca digital na mão de cada aluno!

Ednei Procópio vê nos conteúdos voltados à educação um negócio promissor para e-books

56

Conselho Editorial

Integrantes da UFSM compõem o órgão consultivo e deliberativo da Editora

$

41

Inovação, qualidade e relevância

Obras lançadas em 2016 apostam em assuntos variados e em publicação no formato eletrônico

50

Produção de uma ciência para a comunidade

Editora UFSM explica aos autores como transformar trabalhos científicos em livros

58

Pareceristas

$

Os pesquisadores, externos à UFSM, que dão o aval para que um livro seja publicado pela Editora

61

Distribuidores

Os diversos locais, em todo o país, onde podem ser comprados os livros da Editora UFSM


É tempo de celebrar

É tempo de

celebrar

Editora UFSM completa 35 anos de difusão do conhecimento e se consolida cada vez mais no mercado editorial investindo nos livros digitais Estilo Editorial | Edição 3 | 2016 07


Criada em 1981, a Editora UFSM vem a cada ano reafirmando seu papel social como editora universitária na produção de múltiplos conhecimentos, que perpassam tanto o campo da pesquisa quanto o da extensão. Ao longo de sua história, a Editora UFSM consolidou a política editorial na Universidade e firmou parcerias importantes para seu crescimento e consolidação. Hoje, além de integrar a Associação Brasileira de Editoras Universitárias, também participa do Programa Interuniversitário de Distribuição de Livros. Em 35 anos, a Editora UFSM  já foi responsável pela produção de mais de 280 títulos e a distribuição desses exemplares se dá em 61 pontos em um total de 18 estados brasileiros e Distrito Federal. Recentemente, a produção e distribuição das obras começaram a ser pensadas também no formato eletrônico, o que aumenta ainda mais a sua área de atuação Segundo o atual diretor, Daniel Arruda Coronel, a Editora, nos moldes como está constituída hoje,

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é fruto de muita persistência e trabalho coletivo realizado por todas as gestões ao longo desses anos: “O balanço que se faz é muito positivo. A Editora vem crescendo sempre mais e contribuindo com a construção do saber técnico e científico na Universidade e também fora dela. Nos preocupamos em trazer um retorno e ampliar nossa participação ativa na sociedade para contribuir com o seu progresso”, ressalta. Em outubro deste ano, para celebrar seu aniversário, a Editora sediou um seminário aberto à comunidade, com quatro dias de palestras. As temáticas abordadas no evento foram diversificadas: empreendedorismo, comunicação, produtivismo acadêmico, produção textual na universidade, oratória e livros digitais. Participaram como palestrantes professores da UFSM e de outras instituições de ensino do país, além de profissionais do setor editorial e comunicacional.


É TEMPO DE CELEBRAR

Evento comemorativo aos 35 anos da Editora UFSM 24 de outubro – Segunda-feira Palestras Empreendedorismo e marketing, com Carlos Costa Beber Comunicação e (des)afeto, com Flavi Lisboa Filho, sobre Comunicação, comportamento e relações humanas 25 de outubro – Terça-feira Mesa: Produtivismo acadêmico e qualidade na universidade, com Paulo Bayard Dias Gonçalves, José Maria Alves da Silva e Renato Santos de Souza. Mediador: Rudi Weiblen Minicurso: Produção textual na universidade, com Graciela Hendges 26 de outubro – Quarta-feira Mesa: Livro digital e a democratização do acesso à leitura, com José Fernando Tavares e Rogério Ribeiro Duarte. Mediadora: Cláudia Bomfá Palestra: Empreendedorismo sem bullshit, com Adrienne Reyes, sobre economia criativa e empreendedorismo 27 de outubro – Quinta-feira Palestra: Oratória e expressividade, com Carla Viegas

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1981 1986 1987 1992 1994 1997 1999 2002 2013

Memória resgatada História da Editora UFSM é contada por seus diretores Desde 1981, a história da Editora UFSM foi protagonizada por diversos diretores, que deixaram suas marcas e ajudaram no crescimento e consolidação da Editora. Conheça cada um dos diretores e o legado deixado por eles.

Gaspar Miotto 1981-1985

Durante a gestão do reitor Armando Vallandro, o professor Gaspar Miotto, do Departamento de Comunicação da UFSM, tornou-se o responsável pela coordenação do setor que, em 1983, era chamado de Departamento de Divulgação da UFSM. Miotto conta que, na época, “o principal objetivo do setor era divulgar as ações da Universidade para a comunidade regional, e para a comunidade interna havia um boletim chamado Fatos da UFSM, que procurava divulgar o que acontecia na Universidade”. Existia uma demanda por parte dos professores e pesquisadores para que a Gráfica, por estar bem equipada para a época, passasse a produzir livros, além de haver a necessidade de um Conselho Editorial. Era de grande importância divulgar a produção científica da UFSM. “Foi constituído o primeiro Conselho Editorial, com representantes dos centros de ensino, além do diretor da Imprensa Universitária e do chefe de gabinete do reitor”, relata. Miotto exerceu a função de diretor do Departamento de Divulgação até 1985, ao final do mandato de Armando Vallandro.

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Adair Caetano Peruzzolo 1986-1987

O professor Adair Peruzzolo, também do Departamento de Comunicação, assumiu a Editora em duas oportunidades. Na primeira delas, foi coordenador de Comunicação da UFSM, administrando a comunicação do Gabinete do Reitor, que à época era Gilberto Aquino Benetti. Também administrava a Gráfica, com a edição de obras de professores – o que hoje é a Editora –, a Rádio Universidade e também as relações públicas da UFSM. No final do ano de 1986, o Conselho Universitário decidiu pela separação das atividades em conjunto do Gabinete do Reitor, da Gráfica, Rádio e Relações Públicas. Peruzzolo deixou rascunhada a nova formatação da Coordenadoria e se afastou da UFSM por três anos para cursar um doutorado.

Odone Denardin

Cecília Pires

Em maio de 1987, o técnicoadministrativo em educação, Odone Denardin, assumiu o setor editorial, que, com a separação dos outros núcleos, foi transferido do Departamento de Divulgação para a Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa. Denardin foi responsável por administrar o início da Editora, chegando a fazer parte das gestões do reitor Armando Vallandro e de Gilberto Benetti. O que alavancou a Editora, na época, foi uma coleção de livros de Engenharia que tiveram grande tiragem, e isso impulsionou a publicação de outras obras. “Estava iniciando o intercâmbio entre as universidades. Depois que foi consolidado, houve uma divulgação maior entre as Instituições Federais de Ensino Superior. Acredito que foi o início dos trabalhos, pois não éramos do ramo e tínhamos que manter uma aproximação muito grande com a Gráfica da UFSM”, afirma Denardin.  Essas ações consolidaram, de certa forma, o que é, hoje, a Editora UFSM.

Na gestão do reitor Tabajara Gaúcho da Costa, Cecília dirigiu a Editora em um período de produção científica ainda incipiente, com pouco incentivo. Os pesquisadores na UFSM tinham espaços próprios para divulgação e não se sentiam atraídos para fortalecer o trabalho da Editora. Por isso, segundo Cecilia, “buscou-se estimular a publicação das pesquisas docentes, bem como divulgar o trabalho editorial nos centros e nas comissões editoriais”. O professor Tabajara contribuiu muito, de acordo com Cecília, já que “era um líder de espírito aberto e acolhedor, que pautou sua gestão pelo respeito ao convívio democrático”. Tabajara desejava e trabalhava no sentido de alcançar um número grande de publicações, apesar das limitações financeiras pelas quais passava a Editora, bem como de intercambiar os trabalhos com as demais editoras universitárias e buscar subsídios para a produção própria da Editora. Cecília vê com satisfação o crescimento da Editora, desde os anos 90 até atualmente, e destaca não acreditar em legado. “Cumpremse tarefas e realizam-se projetos nos limites determinados pelas conveniências burocráticas e pelos interesses financeiros”, reitera.

1987-1991

1992-1993


MEMÓRIA RESGATADA

Honório Rosa Nascimento 2002-2013

Ronaldo Morales 1997-1999

O professor Ronaldo Morales foi designado pelo reitor Paulo Jorge Sarkis e exerceu a direção da Editora por um curto período, em razão de ter se afastado para concorrer à direção do Centro de Ciências Sociais e Humanas.

Delmar Antonio Bressan 1994-1997

Na gestão do reitor Odilon do Canto, a Editora passou a ser subordinada ao Gabinete do Reitor. O primeiro diretor oficialmente nomeado, foi o professor do Departamento de Ciências Florestais, Delmar Bressan, que administrou a Editora de 1994 a 1997. O período caracterizou-se pela preocupação em aperfeiçoar a inserção da Editora na Universidade, dando-lhe autonomia administrativa, financeira e editorial. Como conta Bressan, o objetivo “foi o de recriar a Editora. Elaboramos um Regimento, incluindo a formação do novo Conselho Editorial, e estabelecemos uma Política Editorial. E, para que isso funcionasse, o então reitor tomou as providências para dotar a Editora de base física, funcionários e recursos do orçamento. Ela passou a ser um órgão suplementar da Reitoria”. Também havia, desde 1993, uma livraria que, inaugurada na gestão do reitor Tabajara Gaúcho da Costa, gerava bons recursos. Por fim, Bressan destaca que contaram sempre com uma boa seleção de consultores e com a análise criteriosa do Conselho Editorial: “Logramos implantar um sistema de avaliação rígido para as obras a serem publicadas”.

Vitor Biasoli 1999-2002

Ainda no primeiro mandato de Paulo Jorge Sarkis, a Editora ficou, de outubro de 1999 a março de 2002, sob a direção do professor do Departamento de História Vitor Biasoli. Ainda que à época, segundo Biasoli, o governo federal não parecesse interessado nas universidades públicas, havia um contexto de crescimento das editoras universitárias. “A Editora UFSM se engajou nas atividades da ABEU [Associação Brasileira das Editoras Universitárias]. Entendo que a expansão dessa associação era significativa do que ocorria na época em relação a uma mudança das editoras universitárias”, afirma Biasoli. A Editora havia melhorado bastante a produção gráfica de seus livros e o professor se empenhou para dar continuidade ao trabalho nesse sentido, fazendo a Editora caminhar junto com o avanço do mercado editorial da época. “Acredito que dei continuidade ao trabalho que vinha sendo desenvolvido na Editora UFSM e não interrompi o ciclo de crescimento que vinha da administração do professor Bressan”, ressalta. Biasoli afirma ainda que, apesar dos poucos recursos existentes, tudo que a Editora recebeu para a produção de livros foi aplicado.

Nomeado, em 2002, pelo reitor Paulo Jorge Sarkis, Honório Nascimento, docente do Departamento de Ciências Sociais, permaneceu por 12 anos na direção da Editora UFSM, pois foi reconduzido à função pelos reitores Clovis Silva Lima e Felipe Martins Müller. Durante sua gestão, a Editora UFSM deu um grande salto em número de publicações. Logo que assumiu, tratou de arrumar uma nova sede para a Editora, no prédio da Reitoria, a fim de agilizar os serviços, uma vez que o depósito dos livros localizava-se lá, além da aproximação com os órgãos gestores aos quais a Editora se vincula. Equipou a Editora com mobiliário, computadores e softwares de última geração, o que agilizou o processo editorial, mesmo com um número reduzido de servidores. A nova sede da Livraria e da Grife UFSM também foi criada em sua gestão. Com um olhar profissional, autorizou o afastamento parcial dos servidores para a realização de mestrado, o que melhorou a qualidade dos serviços prestados pela Editora. Nascimento imprimiu sua marca na Editora, que também se tornou um órgão de qualificação para os alunos oriundos dos cursos de Letras, Desenho Industrial e Comunicação Social, que sempre tiveram espaço garantido para a aprendizagem como bolsistas e para realização de estágios. A Editora passou a participar ativamente das feiras do livro de Santa Maria, Porto Alegre e de Rio Grande e também a frequentar as bienais de São Paulo e do Rio de Janeiro. A Editora ganhou destaque nacional, uma vez que Nascimento exerceu duas funções na ABEU: a de diretor financeiro por seis anos e a de presidente do Conselho Fiscal por quatro anos.

Daniel Arruda Coronel

2013-atualmente Desde o fim de 2013, com a nomeação de Paulo Afonso Burmann para a Reitoria, a Editora UFSM é dirigida pelo professor do Departamento de Ciências Administrativas Daniel Arruda Coronel. O orçamento recebido no biênio 2014-2016 na distribuição de recursos exigiu o aperfeiçoamento das ações e estratégias de marketing. Também houve investimento forte nos livros eletrônicos e na divulgação dos trabalhos e ações desenvolvidas pela Editora. Coronel destaca ainda o aumento do número de pessoas na equipe, que triplicou na sua gestão, bem como a definição do Planejamento Estratégico, que definiu missão, visão, valores, objetivos e estratégias. Além disso, também se destacaram as diversas atividades desenvolvidas no sentido de aproximar a Editora da comunidade universitária, dos autores, das outras editoras universitárias e do público em geral e mostrar, em todos esses âmbitos, as atividades que vêm sendo desenvolvidas na Editora UFSM. Entre outras coisas, Coronel também reforçou a permanente qualificação de sua equipe: “Tenho convicção que com a colaboração da nossa qualificada e abnegada equipe tivemos um salto de qualidade, de modernização administrativa, fazendo com que a Editora, a Livraria e a Grife estivessem mais perto da comunidade, aperfeiçoando suas atividades e ações”.

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Da prensa ao digital

Da prensa

ao digital

O crescimento e o avanço das produções através da consolidação da Política Editorial na Universidade

a máquina de tipografia. “Todo o texto era batido, No início de sua história, a Editora UFSM servia como um órgão complementar ao trabalho desen- paginado e montado manualmente. O trabalho de impressão de um livro demorava em torno de trinvolvido na Gráfica Universitária e era vinculada à Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa. Ape- ta dias e havia muitas pessoas na produção. Hoje, trata-se de um mecanismo totalmente ultrapassasar de já comportar uma livraria e funcionar nas do e inviável”, destaca o funcionário. dependências do prédio da Biblioteca Central, a O trabalho da Editora começou a se fortalecer Editora tinha contabilizado um número pequeno a partir de 1994, quando foi reestruturada como de publicações até então. Naquela época, as condições de produção de- um órgão suplementar vinculado ao Gabinete do mandavam muito tempo, possuíam ampla mar- Reitor, com autonomia financeira, administrativa e editorial. Uma política editorial foi então elabogem de erros e eram muito custosas. Isso porque rada para melhor especificar os processos de proas publicações eram impressas, basicamente, em tipografia – em que a matriz de impressão é mon- dução e desenvolver esforços visando à edição e à divulgação dos trabalhos de diversos campos tada manualmente de forma minuciosa. Cada letra de conhecimento. era pensada e disposta em relação ao tamanho e O documento que, pela primeira vez, instituiu fonte tipográfica, de maneira que atendesse ao uma política editorial para a UFSM, logo no seassunto e ao objetivo de cada texto. gundo parágrafo, já apontava mudanças significaWilson Aires trabalha há 34 anos na Imprensa Universitária e compara os processos de produção, tivas que viriam atreladas ao modo de produção: destacando os avanços. Atualmente, ele opera a “[...] a política editorial da UFSM deve articular-se máquina offset – um dos mecanismos mais utili- às políticas gerais que pautam as ações internas e externas da Instituição, entre elas a participazados para impressão –, mas já chegou a operar

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DA PRENSA AO DIGITAL

fico e capa dos livros, e não mais pela inserção da ção no desenvolvimento regional e a integração latino-americana, a associação entre ensino, in- revisão. Esse procedimento agilizou o trabalho de todos, pois encurtou muito o tempo demandado, vestigação científica e extensão e a introdução de além de minimizar os problemas. Após o arquivo um novo diálogo acadêmico baseado em novos procedimentos didático-pedagógicos e em pro- estar diagramado, fazia-se a leitura completa de fundas discussões sobre a organização e o fun- todo o livro novamente, a fim de aperfeiçoar o texto (texto e imagem) antes do encaminhamento cionamento da própria Universidade”. para a gráfica elaborar as provas. Maristela desFoi nesse período que ocorreu a criação do Conselho Editorial nos moldes como é hoje – com- taca que o trabalho da gráfica também foi aperfeiçoado desde que iniciou os seus trabalhos na posto pelo presidente (o diretor da Editora), um representante de cada centro de ensino, um re- Editora até os dias atuais, em razão das novas tecpresentante dos servidores técnico-administrati- nologias desenvolvidas, diminuindo, inclusive, os custos de produção. vos e um aluno representante do Diretório Central Segundo Delmar Antonio Bressan – que esteve dos Estudantes. O Conselho ficou encarregado na direção da Editora na época da reestruturação –, pela primeira parte do processo de produção dos buscou-se capacitar os profissionais envolvidos em livros, ao fazer a análise crítica e a seleção das cada processo, a começar com a utilização dos noversões originais dos autores. Um dos conselheiros que participou ativamen- vos softwares de diagramação. O novo método propiciava o melhor aproveitamento de ferramentas te da reestruturação da Editora foi Valter Noal, que digitais e de todas suas potencialidades, agilizando integrou o Conselho Editorial por seis anos. Noal conta que as tarefas eram muito variadas e os cri- o tempo de produção. A partir daí, a Universidade começou a destinar térios de seleção bem discutidos entre o grupo, que um percentual do orçamento anual para a Editora, prezava na busca por pareceristas que estivessem zelosos e atentos àquilo que a Editora se propunha. que, além disso, conseguia se manter através dos Apesar de apontar que o Conselho atua sob as mes- recursos gerados sobre as vendas dos livros, em mas bases nos dias de hoje, ele pontua as dificul- parceria com outras instituições. No ano seguinte à vinculação ao Gabinete do dades enfrentadas naquele tempo: “As condições Reitor, em 1995, algumas obras foram impressas eram mínimas, mas a proposta era sempre tentar na Gráfica da UFSM, mas, em virtude de certas litransformar e melhorar a Editora. Foram períodos mitações, começaram a ser feitas licitações com de bastante insistência”. empresas da região e do estado. Depois de a obra ser aprovada, segue por um Cinco anos mais tarde, a estrutura física da processo de revisão e então é encaminhada à editoração. O processo de revisão também foi bastan- Editora mudava-se para o prédio da Reitoria, onde te modificado. Quando a Editora recebeu a reviso- se encontra até hoje. O trabalho de produção – apesar de ter de se adequar, gradualmente, ao ra de textos Maristela Bürger Rodrigues, a revisão era feita nos originais, que, então, eram repassa- surgimento de novas ferramentas eletrônicas e digitais – seguiu moldes semelhantes aos implandos para o setor de editoração, a fim de inserir as alterações propostas no texto final. Mas esse pro- tados pela Política Editorial de 1994. Bressan destaca que, desde sua reestruturação, cesso exigia várias idas e vindas, com incontáveis a Editora ganhou maior visibilidade e tem trazido cotejos, o que tornava o processo moroso e mais resultados muito positivos para a Universidade: suscetível a erros. Dessa forma, Maristela passou a fazer a revisão no arquivo digital, utilizando-se “É muito gratificante ver que aquele processo que iniciamos há mais de 15 anos tem continuidade e das ferramentas computacionais disponíveis, já é melhorado a cada dia que passa. As produções encaminhando o arquivo totalmente ‘limpo’ para são cada vez melhores e isso se deve a um histório setor de diagramação, que passou, então, a ser responsável pelo desenvolvimento do projeto grá- co grande de conquistas”.

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d

T QL B N V i S i p vC S J t mK H Fh a nO F D Ef ynHa p d I r U c Gc Lu sX z Z x t k OR A Z KRx Cw o b P z YX b f mg W QoT BeY j G v g y qq ll J wk U P V hM D jW e M r s I E A N u O sistema de impressão offset é uma das técnicas de impressão mais utilizadas atualmente, pois é ideal para grandes quantidades de impressos, já que o papel passa pela máquina e dispensa intervenção humana durante o processo. Antes de o material ir para a máquina, no entanto, uma equipe trabalha para fazer os ajustes necessários. Esse sistema oferece boa qualidade e rapidez na produção e, por isso, a maioria dos livros é feita dessa forma.

Livros Digitais (E-books)

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A tipografia é uma das formas mais antigas de impressão. Trata-se de um conjunto de caracteres, letras maiúsculas e minúsculas, sinais de pontuação e números esculpidos em aço, colocados um por um para compor o texto. Para produzir uma página de livro, era necessário um dia inteiro de trabalho com os ‘tipos’ e uma equipe numerosa. Apesar de a máquina de tipografia ainda existir na Gráfica Universitária, raramente é utilizada.

offset

O surgimento da Internet possibilitou o avanço da divulgação dos livros no meio virtual. Além de contribuir positivamente com os gastos na produção, os livros virtuais colaboram com a preservação do meio ambiente. Com a tecnologia cada vez mais presente na vida das pessoas, novas técnicas estão sendo pensadas para aprimorar o design dos livros e a interatividade com o público leitor. Essa é uma das apostas da Editora UFSM para 2016.


O livro em um clique

O livro em um clique

Editora UFSM molda-se aos meios eletrônicos Não foi preciso muitos anos para notar uma grande diferença nos traços do mercado editorial global. Cada vez mais, a produção dos livros vem acompanhando e se modelando ao avanço tecnológico da sociedade. Há uma crescente preocupação de reconhecer o novo público-leitor para construir novas e criativas formas de atrair sua atenção, narrar e transmitir conhecimentos. No Brasil, os livros em formato digital – mais conhecidos como e-books – começaram a ganhar força com a criação da Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro, no ano de 2000, e avançaram, posteriormente, com o surgimento do Portal Domínio Público, ambos com fins educacionais. No início, os textos eram basicamente convertidos para o digital da mesma forma como eram no formato impresso, possibilitando o acesso através de qualquer computador. Aos poucos, as editoras começaram a aderir a esse processo como alternativa para um melhor faturamento. Com o advento de tecnologias ainda mais modernas, a principal preocupação foi de tornar os conteúdos mais atrativos ao ambiente

digital, explorando diversas ferramentas para diferenciá-los dos meios impressos. A Editora UFSM, desde 2014, trouxe para si essa missão. Há dois anos, a equipe se empenha para produzir e-books de qualidade e levar o conhecimento produzido na Universidade para ainda mais longe. Ano

Número de publicações digitais

2014

3

2015

9

2016**

11*

* com previsão de mais seis publicações até o final do ano ** números de julho de 2016

Entraves e vantagens do digital

Ao passo que a Editora buscava alavancar a proposta, alguns entraves foram decisivos para que as vendas em formato eletrônico fossem bai-

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xas no primeiro ano, como o fato de estarem frente a um novo modelo de distribuição e a um mercado, que, por si só, ainda não é amplamente difundido no Brasil. O livro digital revolucionou a maneira de se pensar a leitura, uma vez que tem como principal característica a portabilidade de difusão. As escritas podem ser facilmente transferidas para plataformas de armazenamento, como pen drives e cartões de memória. Além disso, o conteúdo – quando difundido e impulsionado nas redes – pode aumentar significativamente as vendas entre os mais variados públicos e lugares do mundo. O ambiente eletrônico ainda possibilita que os conteúdos do livro sejam apresentados de outras formas e chamem a atenção do leitor não somente pela escrita, mas também por seu teor multi e interdisciplinar. “O impresso tem certas limitações que o digital não tem. Temos mais liberdade para criar; inserir fotos coloridas e arquivos multimídia, por exemplo. Isso acaba por possibilitar uma interação maior com o leitor”, destaca o programador visual da Editora UFSM, Gilberto de Moraes Júnior. Parte do avanço dos e-books se deve também aos custos envolvidos. Apesar de, no caso da Editora UFSM, contarem com processo semelhante à produção dos demais livros, os e-books – uma vez que digitalizados no sistema eletrônico – erradicam os gastos com impressão. Nesse contexto, também podem ser levadas em consideração as suas contribuições à preservação do meio ambiente, já que não há utilização do papel. Por consequência dos seus custos de produção, um livro digital de alto padrão pode chegar ao alcance do leitor por um preço relativamente menor que um livro impresso, quando não gratuito.

Ferramenta de suporte

Enquanto crianças e jovens apresentam muita facilidade para lidar com aparelhos eletrônicos e, comumente, demonstram maior interesse por esse tipo de plataforma para realizar seus estudos e tarefas diárias, ainda há uma parcela da população que tem grande apego à tinta e ao papel. Se, na indústria da tecnologia, os e-books representam lucros certeiros, para o mercado edi-

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torial, no entanto, são aliados dos livros impressos e podem representar uma alternativa para faturar mais: “O e-book não tem menor valor bibliográfico em relação ao livro e um não concorre com o outro. Pelo contrário, um complementa o outro. É mais um meio de propagar a obra”, ressalta o técnico em artes gráficas da Editora UFSM, Gustavo de Souza Carvalho. De acordo com o professor do Curso de Produção Editorial, Leandro Stevens, o mesmo conteúdo, quando aproveitado de diversas maneiras, pode gerar resultados muito positivos, principalmente se souber atender às demandas e interagir com o público-alvo: “O livro físico sempre vai ter seu espaço, no entanto, o e-book pode contribuir muito com determinados nichos, como é o caso da comunidade acadêmica. Um suporte eletrônico dinamiza a aprendizagem em sala de aula e aumenta a comodidade, já que o aluno não precisa levar grandes volumes de livros e papéis”.

Desafios para o futuro

Em vista dos cortes de orçamento que a Universidade vem enfrentando nos últimos anos, a Editora optou por publicar somente versões eletrônicas dos livros na primeira metade do ano de 2016. Nos próximos semestres, novas alternativas serão pensadas para retomar a venda dos impressos e aliar isso à produção eletrônica. “É preciso buscar a criatividade para vencer os desafios”, complementa o diretor Daniel Coronel. Para que isso aconteça, a equipe da Editora espera contar com o apoio cada vez mais incisivo dos autores e também do público leitor. A interação entre a produção e o consumidor final, segundo o diretor, é uma importante ferramenta na efetivação de melhorias: “É um desafio importante fazer com que o escritor, no momento que tiver seu livro publicado, não perca o vínculo com a Editora. Se o autor não estiver empenhado em divulgar a obra e tornar seu conteúdo mais atrativo e interativo, o trabalho de divulgação fica muito restrito. Da mesma forma, o retorno que o público oferece é uma ferramenta norteadora e muito rica para o crescimento da Editora”, finaliza Coronel.


PARCERIA QUE DEU CERTO

Parceria que deu

certo

Editora UFSM e Fundação Getúlio Vargas trabalham juntas na publicação e venda de e-books Difundir conhecimentos, atravessar fronteiras, facilitar o acesso ao conteúdo publicado e atingir maior número de leitores. Com esses objetivos, Editora UFSM e Fundação Getúlio Vargas (FGV) tornaram-se parceiras no fim de 2015. Desde abril deste ano, todas as obras publicadas pela Editora UFSM no formato de e-books são disponibilizadas para venda no portal eletrônico da FGV. A parceria com a Editora FGV torna-se interessante por diversos motivos, como por exemplo: a inserção do e-book no site não tem custo para a Editora UFSM; o lucro das vendas dos livros da Editora UFSM é dividido igualmente entre as editoras; a FGV arca com os custos de proteção dos arquivos, tornando o processo seguro para a Editora UFSM. A Fundação Getúlio Vargas é uma instituição reconhecida nacionalmente. Foi criada em 20 de dezembro de 1944 com o objetivo de qualificar profissionais para a administração pública e privada do país, mas expandiu seu foco de atuação às áreas das ciências sociais e econômicas. A instituição extrapolou as fronteiras do ensino e avançou para a pesquisa e a informação, até se tornar sinônimo de centro de qualidade e exce-

lência. “A marca FGV é muito bem conceituada em todo o Brasil”, destaca o programador visual da Editora UFSM, Gilberto de Moraes Júnior. A Editora FGV foi criada um ano depois, em 1945, com a missão de divulgar obras de diversas áreas do conhecimento, sempre com a preocupação de contribuir para a melhoria do ensino e da educação no país. Hoje possui em seu site de vendas uma plataforma exclusiva e independente, que garante a proteção dos direitos autorais de obras digitais. “A utilização desse sistema em nossos próprios e-books nos mostrou a viabilidade de oferecer o mesmo uso às editoras que mantivessem uma linha editorial próxima à nossa”, explica a representante da Editora FGV, Juliana Demier Costa. Nesse sentido, foi criado, pela Editora FGV, o projeto Editoras Parceiras, com a finalidade de agregar obras de diversas editoras universitárias e construir um local de disseminação do conhecimento de modo rápido, eficaz e mais acessível. Atualmente, Editora UFSM, Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Editora Argos da Unochapecó, Editora da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/ RS) e Editora Conceito Editorial têm seus e-books, dos mais variados temas e pesquisas, divulgados na plataforma da Editora FGV. Os resultados da parceria entre as editoras da UFSM e da FGV surtiram efeito positivo logo nos primeiros sessenta dias, quando se constatou um acréscimo de 50% nas vendas dos livros digitais se comparado aos dois anos anteriores. “Acreditamos estar no caminho certo. Essa parceria dá visibilidade, mais credibilidade e aproxima ainda mais do público leitor o saber produzido aqui”, destacam as responsáveis pelo setor de distribuição da Editora UFSM.

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Artigo

O mercado de livros digitais Por José Fernando Tavares Trabalha com livros digitais desde o início de 2009. Com formação humanística, viveu 20 anos na Itália, onde atuou como técnico gráfico e designer de livros impressos. Lá conheceu e se apaixonou pelos livros digitais. Em 2010, fundou como sócio a Simplíssimo Livros e, no início de 2014, a Booknando Livros, uma empresa voltada à produção de livros digitais, consultoria e formação de profissionais com cursos e palestras.

Falar de mercado de livros, ou de livros digitais, não é apenas discutir compra e venda, valores e lucros, distribuição ou rentabilidade, é também falar sobre a difusão do conhecimento e da cultura. Esse conceito é melhor expresso pela lei universal dos conteúdos digitais1, quando afirma que o conteúdo é, e deve sempre ser, gratuito.2 O que pode ser cobrado e, portanto, ‘vendido’ é

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o packaging, ou seja, o serviço prestado que facilita o acesso a esse conteúdo. Nessa ótica, as editoras e os autores não são simples vendedores de calhamaços de papel, e sim fornecedores de um serviço de acesso ao conteúdo através de um suporte impresso. Fica fácil compreender que os livros digitais são na realidade outro modo de oferecer o mesmo serviço.


ARTIGO

Livro digital e leitura

Gosto de frisar esses conceitos para deixar claro que o livro digital não é concorrente do impresso. Um e-book é também um livro3 distribuído em canais diferentes e, portanto, está inserido dentro de um contexto de acesso à leitura bem mais amplo.

Gráfico da evolução da Escolaridade da População Brasileira (5 anos e mais) - PNAD Total

(%) 40

20

36

35

34

24

24

23

19 14

20 14

21 14

7 0

O Instituto Pró-Livro4 realizou uma pesquisa que apresenta o perfil do leitor no Brasil5, na qual mostra que o número de leitores tem crescido nos últimos anos e que tem diminuído o número de não alfabetizados.

2002

8

2003

Não alfabetizado

8

2004

33

23 22

13

8

2005

32

31

30

30

26

26

24

24

23

23

12

12

12

9

10

10

11

2007

2008

2009

2006

Fundamental I (1º ano ao 5º ano)

23

22 11

Fundamental II (6º ano ao 9º ano)

29

29

29

28

27

27

26

22

22

22

22

13

14

28

12

12

10

10

10

2011

2012

2013

Ensino Médio (1º ao 3º ano)

9

2014 Superior

Fonte: pesquisa do Instituto Pró-Livro (adaptado).

É óbvio que o aumento do número de leitores passa necessariamente pelo aumento do número de pessoas alfabetizadas, apesar de o analfabetismo não ser o único problema. Existem outros obstáculos à difusão da leitura, como, por exemplo, a falta de bibliotecas, o número baixo de livrarias e as dificuldades logísticas de distribuição em um país continental como o nosso.6 Quem mora no interior do país e faz compras de livros pela internet pode constatar isto na prática. É nesse ponto que o livro digital pode oferecer um serviço não indiferente à cultura, facilitando o acesso aos conteúdos publicados e chegando lá onde o impresso não consegue. Ainda segundo a pesquisa, apenas 56% da população têm o hábito da leitura. Entre os leitores, 34% já leram um livro digital, enquanto 52% nem sequer ouviram falar sobre isso. Se por um lado os

números parecem indicar pouca difusão dos livros digitais, por outro lado indicam que ainda há muita margem para o crescimento.

A questão dos formatos

O conceito de e-book, ou livro digital, é muito amplo. O livro eletrônico apresenta-se em diversas formas, vestindo diferentes formatos conforme a tecnologia evolui, indo do simples texto ‘txt’ aos mais modernos aplicativos móveis (os famosos APPs). No mercado atual, os formatos que mais se destacam são o ePub e o MOBI. O ePub possui em prática três ‘sabores’ diferentes: ePub2 fluido, ePub3 fluido e ePub3 com layout fixo. Antes da chegada do ePub3 existia também uma versão em layout fixo para o ePub2. Este formato foi criado pela Apple para aumentar

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o conteúdo para seu tablet iPad com livros digitais infantis. As especificações pensadas pela Apple foram acolhidas pelo IDPF e englobadas no ePub3 com layout fixo. Hoje em dia ninguém mais produz ePub2 com layout fixo. O ePub é um formato open source, que nasceu com a intenção de criar um padrão para as publicações eletrônicas7 e é administrado por um consórcio chamado IDPF.8 O formato usa a linguagem HTML como base para o texto, e o CSS para a gestão do layout e design. Isso faz dele um formato que desfruta uma tecnologia já consolidada na web. Já o MOBI é um formato proprietário da Amazon, mas que possui suas bases também no HTML. O MOBI e o ePub, na versão com layout fluido, permitem que o texto e as imagens adaptem-se ao

tamanho da tela, deixando a leitura mais confortável. O leitor tem a possibilidade de aumentar o tamanho da fonte ou trocá-la segundo o próprio gosto ou necessidade. Para pessoas disléxicas que podem usar uma fonte especial que facilite a leitura essa é uma vantagem impagável. O formato mais conhecido e usado é o PDF, que nasceu como suporte para a impressão e se tornou um modo de distribuir conteúdos online. O limite do PDF é o fato de possuir um layout fixo9, imitando o livro impresso e dificultando assim a leitura em aparelhos móveis com telas pequenas. Esse na realidade é o limite de todos os formatos com layout fixo. Uma solução bem confortável é o formato iBooks, da Apple, que no mesmo arquivo pode possuir uma visualização fixa e uma fluida.

Layout Fluido

Layout Fixo PDF

ePub2 ePub3

ePub3 com Layout fixo

Mobi/KF8

KF8 iBooks*

* O formato iBooks pode ser tanto fixo quanto fluido no mesmo arquivo.

Livro de ‘verdade’ é o impresso…

Gosto de classificar os formatos pela característica de fluido ou fixo. Essa distinção não é apenas técnica, mas também tem a ver com o conceito de livro digital que o mercado possui. Estamos em uma fase na qual os formatos fixos são mais apreciados do que os formatos fluidos. Não é incomum escutar editores afirmando que o ePub é um formato pobre porque não consegue manter a mesma formatação do livro impresso. Essa é uma ideia muito presente no mercado a vários níveis: o livro verdadeiro é o impresso e o digital é uma sombra dele.10 Se olharmos para a história podemos compreender que essa dificuldade em aceitar um novo modo de conceber o livro é algo compreensível. Depois que Gutenberg inventou os caracteres móveis e a impressão, muitos autores e leitores (e até mesmo o próprio Gutenberg11) acreditavam que o impresso deveria ser semelhante aos manuscritos.12 Letra bonita e compreensível era aquela que imita-

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va a manuscrita e era comum a ideia de que o livro impresso fosse algo inferior ao livro manuscrito.13 Esse processo de adaptação ao digital vai levar tempo e irá ganhar formas que o mercado atual ainda não consegue entender.

O mercado dos livros digitais

Esses conflitos de conceitos não são apenas discussões teóricas, mas se repercutem concretamente no mercado14 influenciando a precificação e a forma como o livro digital é distribuído. Atualmente o modelo adotado para a distribuição ou venda dos livros digitais é muito parecido com o usado nos impressos. O Global eBook Report de 201615 apresenta um panorama sobre o mercado de livros digitais no Brasil, onde o pequeno crescimento nas vendas de livros digitais é apresentado no contexto da crise brasileira e da baixa nas vendas dos livros impressos.


ARTIGO

Mercado de livros digitais no Brasil | 2005 a 2014

[Real - Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) | US$ valores de 2014 | Pesquisa Fipe/CBL/SNEL]

Receitas das editoras em US$ milhões

2500

2000

1500

1000

500

0 2004

2005

2006

2008

2007

Total

2009

Setor Privado

2011

2012

2013

2014

Governo

Fonte: Carlo Carrenho, Ebook Global Report 2016 (adaptado).

Segundo várias análises16, as vendas dos livros digitais não cresceram nos EUA, mas no Brasil tiveram um aumento de 4,2%, e um aumento no faturamento de 20% em 2015 comparado a 2014 - de acordo com um levantamento feito pela FIPE.17 Com um preço de vendas considerado alto pelos consumidores, o mercado tem dificuldades em decolar. Com relação ao faturamento total da indústria, os livros digitais representam apenas 0,004%. A produção de um livro digital é vista por alguns editores como um mal necessário, com investimentos feitos sem muito entusiasmo, dado o baixo retorno. Nos EUA, mercado considerado maduro, as vendas parecem estacionadas em 20%, mas como diz o editor Júlio Silveira: “Ainda que nunca cheguemos a tal patamar, só o abismo entre nossos 0,004% e os 20% norte-americanos já dão uma ideia do espaço que os livros digitais brasileiros teriam para crescer.”18

Indo além das fronteiras

Acredito que para os livros digitais é preciso mudar o modelo de business. Talvez seja necessário repensar a forma como esses e-books são distribuídos e produzidos. Mudar o modelo de mercado significa acreditar e mergulhar na inovação da tecnologia, que oferece grandes oportunidades de trabalho e crescimento. É preciso aproveitar as

vantagens do digital, que oferece a possibilidade de superar as barreiras da distribuição do produto livro e permite chegar lá onde o impresso não consegue, além de facilitar a internacionalização da cultura.19 Um exemplo concreto dessa internacionalização é o caso da pequena editora Itajara, que começará a vender livros infantis para o mercado japonês, através da Bookwire20 e da loja da Apple.

Livro digital brasileiro traduzido para o japonês, produzido pela Booknando Livros e distribuído pela Bookwire.

Novos modelos de negócios

Entres as novas oportunidades que o digital oferece está o streaming de livros. Exemplo desse serviço é o oferecido pela Elefante Letrado21, que disponibiliza a leitura de livros digitais infantis por

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assinatura, ou o Kindle Unlimited, da Amazon. Estão também nascendo formas alternativas de formatos de livros, como, por exemplo, o projeto piloto Edition at Play apresentado pelo Creative Google Labs em parceria com a editora Visual Edition, onde os livros realmente desfrutam das características que um suporte eletrônico pode oferecer.22 Nessa prospectiva é muito interessante o trabalho que está sendo realizado pelo IDPF em colaboração com o W3C para a criação do ePubweb23, um formato que desfruta melhor a plataforma web e os dispositivos móveis. O digital, mas diríamos que na realidade a Internet em si mesma, facilitou muito o crescimento do fenômeno amado e temido da autopublicação.24 Sempre mais autores estão tornando-se editores de si mesmos e publicando através dos

Notas de fim

1  Veja este breve artigo: <http://antoniotombolini.simplicissimus.it/2013/08/la-legge-universale-dei-contenuti-digitali-il-contenuto-e-gratis-e-adesso-come-si-fa.html>. 2  Este post explica bem esse conceito: <http://questioncopyright.org/understanding_free_content>. 3  Qualquer que seja o significado que queiramos dar ao conceito de livro. Pessoalmente gosto da definição de Kevin Kelly: <http://kk.org/thetechnium/what-books-will/>. 4  Veja o site: <http://prolivro.org.br/home/>. 5  A pesquisa pode ser baixada neste link: <http://prolivro. org.br/home/images/2016/Pesquisa_Retratos_da_Leitura_ no_Brasil_-_2015.pdf>. 6  Sobre a questão dos problemas de acessibilidade ao livro em nosso país, indico este post do Mateus Perez: <http:// www.publishnews.com.br/materias/2016/06/22/o-e-book-nao-e-um-desservico-a-cultura-e-a-solucao>. 7  Daí a origem do nome eletronic publications. 8  Veja o site: <http://idpf.org>. 9  Que por outro lado é também o seu ponto de força, sobretudo quando usado nos serviços de impressão. 10  Livro digital bom e bonito é aquele que imita o impresso. Alguns editores já me pediram a simulação de virada de página com o barulhinho para simular o impresso! 11  Sobre essa polêmica leiam o livro de Quantin J. Schultze, Gutenberg, God, and the Devil’s Plug-In: Lessons about Digital Publishing from the Famous Printer’s Failed Killer App. <http://www.amazon.com.br/dp/B008HJGYHO>.

vários canais que grandes lojas oferecem ou até mesmo mediante soluções alternativas de venda ‘porta a porta’ (ops… e-mail a e-mail). Outro ponto fundamental é o fato que a leitura digital é hoje uma leitura móvel. Com quase 100 milhões de smartphones no Brasil, a leitura em telas pequenas e móveis representa uma boa fatia do mercado de livros e já está sendo trabalhada por editoras totalmente digitais, como, por exemplo, a Fiel Carteiro25 e a e-galáxia, entre outras. Estamos vivendo um processo de evolução no que diz respeito à forma como lemos e transmitimos o saber, e os livros, que sempre foram as bases do conhecimento, possuindo uma aura quase sagrada, também estão sendo influenciados por essas transformações que não sabemos exatamente aonde irão chegar.

CATONI, Giuliano, Impressum Senis. Storie di tipografi, incunaboli e librai. Siena, Accademia senese degli intronati, 1988. 14  Surgiram vários artigos sobre essas questões. Entre eles indico este de Felipe Leopoldo no PublishNews: <http:// www.publishnews.com.br/materias/2016/07/01/livros-eletrnicos-mercado-tradicional-e-etc>. 15  Recomendo a leitura para uma visão ampla sobre o mercado internacional e nacional: <http://www.global-ebook.com/>. 16  Um resumo mais completo você encontra neste artigo: <http://colofao.com.br/1201/o-livro-digital-nao-morreu/>. 17  Pesquisa FIPE. Download aqui neste link: <http://www. snel.org.br/wp-content/themes/snel/docs/pesquisa_ fipe_2015_ano_base_2014.pdf>. 18  Artigo de 29/06/2016 no PublishNews: <http://www.publishnews.com.br/materias/2016/06/29/quanto-custa-o-preo-alto-o-livro-digital-no-brasil-caro-e-por-qu>. 19  Ideias interessantes do editor italiano Fausto Lupetti: <http://antoniotombolini.simplicissimus.it/en/2014/03/fausto-lupetti-on-the-publishing-industry-this-is-no-economy. html>. 20  A Bookwire é uma empresa que funciona como distribuidora de livros digitais, facilitando assim o acesso do editor às livrarias nacionais e internacionais. 21  Empresa gaúcha. Veja o site: <http://www.elefanteletrado.com.br/>. 22  Veja o site: <http://thecreatorsproject.vice.com/blog/ unprintable-fiction-digital-books-editions-at-play-google>. 23  Veja o site: <https://w3c.github.io/epubweb/>.

12  Sobre esse tema e sobre o nascimento da editoria recomendo o livro de Marzo Magno Alessandro, L’alba dei libri [http://www.garzantilibri.it/default.php?page=visu_libro&CPID=2829].

24  Sobre esse tema: <http://colofao.com.br/1806/publicacoes-digitais-independentes-e-as-relacoes-na-era-tecnologica/>.

13  Texto interessante sobre essa questão: <http://www.dirittoestoria.it/4/Contributi/Mattone-Olivari-Libro-universitario-XV-secolo.htm#_ftn13> e o livro: BASTIANONI, Curzio;

25  Sobre a leitura móvel e as vendas dos e-books: <http:// www.publishnews.com.br/materias/2016/06/22/um-e-book-de-sucesso>.

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AUTORES REEDITADOS: SUCESSO COMPARTILHADO

Autores

reeditados:

sucesso

compartilhado Editora UFSM trabalha em conjunto com seus autores e autoras para melhor divulgação e comercialização das obras No primeiro semestre de 2016, a Editora UFSM publicou dez livros. Desse total, quatro estavam sendo reeditados ou reimpressos. E você sabe por que alguns livros são reeditados? Segundo a secretária da Editora UFSM, Marta Gasparetto, as novas edições ou reimpressões acontecem se o título esgotar e se for julgado que ainda existe demanda para outra tiragem. Quando há reedições, os livros passam por uma nova revisão gramatical e também de conteúdo, o que pode atualizar, adicionar ou remover informações, bem como por uma nova proposta de projeto editorial e design de capa. Edison Cantarelli, autor que já publicou pela Editora UFSM, relata que: “na primeira edição, não tivemos essa preocupação estética, e a escolha da foto não foi adequada. No entanto, na segunda e na terceira edições as capas ficaram muito boas”. Cantarelli lançou, em 2008, juntamente com outros professores, o livro intitulado Entomologia Florestal, que, segundo o autor, é um livro básico para estudantes de Engenharia Florestal e Agronomia, pois aborda o estudo de insetos, “desde a classificação e identificação até os danos causados nas áreas de agricultura e florestas plantadas”. Outro autor da Editora UFSM é Gilberto Kozloski, que, com o livro Bioquímica dos Ruminantes, publi-

cado pela primeira vez em 2011, já chega à sua terceira edição e primeira reimpressão. O livro trata de uma “sistematização das informações disponíveis na literatura referente aos processos de fermentação ruminal, digestão e metabolismo dos ruminantes”. Segundo o autor, o seu livro foi principalmente divulgado nas salas de aula.

Divulgação das obras

Faz-se importantíssimo o trabalho de divulgação dos livros por parte de seus autores, como indica o diretor da Editora, Daniel Coronel, ao afirmar que “os autores têm um papel fundamental para o sucesso e divulgação das suas obras, visto que eles conhecem o nicho e o foco do livro”. Mas, para além do trabalho dos autores na promoção e comercialização de suas próprias obras, a Editora também vem buscando manter um contato mais próximo com o seu público. Em abril deste ano, por exemplo, aconteceu um debate com a presença de cerca de 20 autores, tendo por finalidade repensar estratégias de divulgação. Segundo a assessora de comunicação da Editora, Denise Garcia Bortolotto, também tem se pensado em estratégias de promover as obras mediante informativos digitais semanais enviados por e-mail. “Outras estratégias têm sido a publicação mensal de entrevista com os autores através do Facebook, com peças individuais, além de dicas de leitura e realização de outras ações que aproximem a Editora dos autores e do público”. Mas não é só no trabalho de divulgação que os autores têm o acompanhamento da Editora. Segundo Cantarelli, “a Editora UFSM sempre foi muito prestativa e atenciosa na organização e diagramação dos livros publicados”. Para as reedições do seu livro, alguns erros técnicos foram corrigidos, o livro foi amplamente revisado e ampliado com novos estudos, além de arquivos de desenhos e fotos, relata o autor. Kozloski também diz que a sua relação com a Editora é estreita e atenciosa. Sua obra também foi atualizada e ampliada com novas ilustrações e melhorada na sua parte gráfica. O acompanhamento feito pela equipe justifica a escolha do autor. “A Editora UFSM tem uma linha editorial séria e é reconhecida nacionalmente”, elogia.

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Arte e dança ganham espaço

Arte e dança

ganham espaço

Professor e admirador das artes, Odailso Berté é o autor do primeiro livro de dança publicado pela Editora UFSM Arte, música popular e dança contemporânea estão reunidas no livro Dança Contempop – corpos, afetos e imagens (mo)vendo-se. Escrito por Odailso Berté e publicado em 2015, narra trechos da trajetória do autor e evidencia seus interesses por imagens da cantora Madonna, da coreógrafa alemã Pina Bausch e da pintora mexicana Frida Kahlo. Com o objetivo de estimular posicionamentos críticos, criativos e performáticos nos campos da dança, da educação e das artes em geral, o autor apresenta 200 páginas com compreensões contemporâneas e multidisciplinares.

24 Estilo Editorial | Edição 3 | 2016

O termo ‘dança contempop’, que dá nome à obra, faz referência ao cruzamento de dança contemporânea com cultura pop, enfatizando relações de afeto e prazer e permeabilizando a fronteira estabelecida entre as artes eruditas e populares. Ao fazer uso das relações corpo-imagem da ball culture e da dança vogue, o livro se caracteriza como uma configuração cultural alternativa, que interpela padrões tradicionais de arte, educação e gênero. Odailso Berté é especialista em Dança pela Universidade Federal da Bahia, mestre na mesma área


ARTE E DANÇA GANHAM ESPAÇO

pela Faculdade de Artes do Paraná e doutor em Arte e Cultura Visual pela Universidade Federal de Goiás. Na UFSM, atua como professor do curso de Licenciatura em Dança e coordena o Laboratório Investigativo de Criações Contemporâneas em Danças. Concebido a partir da pesquisa de doutorado de Berté, Dança Contempop – corpos, afetos e imagens (mo)vendo-se é abrangente quando o assunto é público-alvo. A obra é destinada, prioritariamente, a artistas, dançarinos, coreógrafos e professores das artes; no entanto, pode interessar a variados públicos devido aos assuntos e à maneira como eles são expostos. Admiradores de Frida Kahlo, Madonna e Pina Bausch, por exemplo, encontram nas palavras de Berté maior proximidade com a vida e a obra das artistas. Ao mesmo tempo, apreciadores de autobiografias também podem se identificar, afinal, histórias do autor são apresentadas de maneira narrativa durante o livro. O processo de editoração da obra, que segue o previsto no Guia do Autor da Editora UFSM, demorou em torno de três meses. Segundo o revisor de textos da Editora, Maicon Antonio Paim, nesse período, correspondente à revisão, diagramação e publicação final, há sempre um diálogo constante com o autor. “Ele tem a liberdade de dar as suas opiniões e sugestões para a revisão, capa e projeto gráfico; até porque, apesar de a obra ser publicada pela Editora, ela é, antes de tudo, de quem a escreveu”, explica Maicon. O revisor complementa: “Odailso é um dos autores que mais se envolveu em todas as etapas de publicação do livro, inclusive indo além dessa etapa de editoração, pois ele procura divulgar constantemente a obra na internet e em eventos dos quais participa”. O autor comenta que publicar sua obra pela Editora UFSM foi bastante surpreendente, afinal, segundo ele, editoras acadêmicas são mais rigorosas do que outras ao selecionar os trabalhos. “A Editora acolheu de maneira muito aberta e muito dedicada a proposta do livro, que era diferente do que ela já tinha publicado até então”, destaca o autor. Para Berté, o contato que a Editora UFSM tem com grandes livrarias e o uso das redes sociais colaboram no processo de divulgação das obras. No entanto, o autor entende que a expansão dos

produtos poderia ser maior. Ao relacionar tal opinião com seu livro, Berté comenta que a dança é uma área muito nova dentro do meio acadêmico; na UFSM existem dois cursos, mas nenhuma turma formada. Nesse contexto, mesmo carecendo de materiais, o público ainda não conhece as publicações que existem sobre o ramo. “Talvez esse seja um fator que complique, em partes, a divulgação”, fala o professor.

Professor Odailso Berté, na sessão de autógrafos de seu livro, durante a 43ª Feira do Livro de Santa Maria.

A tiragem da 1ª edição do livro foi de quinhentos exemplares. Parte deles o autor vendeu em eventos dos quais participou, inclusive em outros países. “Tem um diferencial muito grande quando o autor apresenta sua obra e fala dela”, afirma Berté. Segundo ele, a adesão ao Dança Contempop, até o momento, é satisfatória. Essa é a primeira publicação na qual Berté é o único autor. Anteriormente, havia escrito apenas capítulos de livros de outros organizadores, todos eles dentro das áreas de dança, artes e cultura visual. A intenção é publicar outras obras e, inclusive, dar sequência às temáticas apresentadas no Dança Contempop. Berté pretende seguir trabalhando em conjunto com a Editora UFSM, afinal, ela “tem sido uma editora bastante inovadora no sentido de abrir espaço a novas propostas”, afirma.

Estilo Editorial | Edição 3 | 2016 25


Inovar para satisfazer

Inovar para

satisfazer

Em busca da constante inovação, Grife UFSM investe em produtos variados com novos modelos e cores 26 Estilo Editorial | Edição 3 | 2016


INOVAR PARA SATISFAZER

Fundada após a aprovação do Conselho Universi- era mais difícil. “Agora, como servidora, entendo como ‘vestir a camiseta’ da Instituição”, afirma tário em 1996, a Grife UFSM trabalha na divulgação da identidade visual da Universidade e disponi- Laura, que é relações públicas da Universidade. Ela destaca a qualidade, a variedade e os bons biliza produtos com a marca da UFSM. O objetivo preços dos produtos, e comenta: “o atendimenda Grife é, através dos seus produtos, atribuir um sentimento de carinho à Instituição e também di- to também é excelente”. Conforme Laura, inovar vulgá-la dentro e fora de sua área de abrangência. é necessário para atender às demandas dos conPor esse motivo, existe a necessidade de disponi- sumidores e para acompanhar conceitos atuais, bilizar itens variados e de qualidade, que apresen- como o de sustentabilidade.  Não é a primeira vez que Fátima Lucí Leite comtem a UFSM e suas características. pra os produtos da Grife UFSM. Atenta às novidades, Anualmente novidades são lançadas. Quem procurar pelos produtos da Grife em 2016 encon- a técnica em equipamento médico-odontológico afirma: “Fiquei bem satisfeita com a inovação dos trará: camisetas com nova arte, cores e modelos produtos, tanto nas cores quanto nos modelos”. diversificados; bolsas e mochilas com placa de O acadêmico de Direito, Sérgio Renan Nunes metal no formato do brasão da Universidade, em Brum, já adquiriu camisetas, mochila, adesivos e vez de bordado; squeeze de plástico dobrável e em alumínio; bolsas com estampas coloridas; mo- canecas. “Os produtos são de excelente qualidade e o catálogo é bem variado”, elogia Sérgio. Ele letons em três modelos; canecas de porcelana de destaca que inovar sempre é importante, e sugere tipos variados; e caneca semitérmica. que, futuramente, sejam oferecidos produtos reSegundo a coordenadora administrativa da Grife e Livraria UFSM, Daiane Frigo, os novos itens surgi- lacionados aos cursos, como pastas e moletons. ram a partir de demandas dos clientes que solicita- “Isso poderia ser feito em convênio com os forneram mais opções. O trabalho feito teve bons resulta- cedores, aumentando, assim, o lucro e o crescimento da nossa Grife”, diz. dos: “os produtos tiveram boa aceitação em relação A Grife UFSM funciona na galeria localizada às cores, à nova arte oferecida e à placa de metal na entrada da Universidade, em conjunto com a inserida em mochilas e bolsas”, afirma Daiane. Livraria UFSM. Nas fotos que compõem esta matéLaura Hartmann é cliente da Grife UFSM há dois anos. Desde a época da faculdade, tinha interes- ria, estão algumas das novidades disponíveis este ano na Grife. se em adquirir os produtos, mas como estudante

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Eventos

Ações que

aproximam e

fazem crescer

Editora UFSM promove e participa de diversos eventos em 2016 Difundir conhecimentos, aprimorar a qualidade do que é publicado e criar vínculos com a comunidade universitária e santa-mariense: esses são alguns dos objetivos que incentivam a Editora UFSM a promover e a participar de eventos em diversos âmbitos. O ano de 2016 foi marcado pelo investimento em eventos voltados, especialmente, à transmissão de conhecimentos e informações. Exemplos disso são o Curso de Escrita de Artigos Científicos, o Debate com Autores e a programação comemorativa aos 35 anos da Editora, que incluiu concurso fotográfico, palestras e minicursos. Outras atividades promovidas, como a Caça aos Ovos de Páscoa,

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a visita ao Centro de Apoio à Criança com Câncer e a Mateada durante a Semana Farroupilha, representam importantes momentos de integração com a comunidade acadêmica. A participação em eventos externos, como as feiras do livro de Santa Maria e de Porto Alegre, também merece destaque. “Feiras e congressos onde expomos nossas obras são uma importante vitrine para a Editora, pois através deles divulgamos nossa marca e produtos ao público externo, representando, ainda, uma boa oportunidade para conquistarmos novos clientes”, afirma a assessora de comunicação da Editora UFSM, Denise Garcia Bortolotto.


EVENTOS

Lançamento do livro Protocolos de Atendimento às Vítimas da Boate Kiss No dia 27 de janeiro, aconteceu, no Hospital Universitário de Santa Maria, o lançamento do livro Protocolos de Atendimento às Vítimas da Boate Kiss. A Editora UFSM esteve presente com um estande, no qual foram disponibilizados exemplares do livro com 20% de desconto.

Semana da Calourada

A Semana da Calourada, organizada pela UFSM, aconteceu no período de 7 a 13 de março. O evento promoveu a integração e a convivência entre os novos estudantes e os veteranos da Universidade, por meio da arte, da música, da dança e das manifestações populares. A Editora, Livraria e Grife UFSM marcaram presença expondo livros e produtos. Para os visitantes do estande, foram realizadas atividades lúdicas e sorteio de brindes.

Caça aos Ovos Em comemoração à Páscoa e seguindo uma tradição da data, a Editora UFSM promoveu a Caça aos Ovos, de 22 a 29 de março. Nesse período, a Editora publicou diariamente em sua página no Facebook dicas de onde encontrar os ovos decorados feitos de papel. Alguns deles estavam premiados, e quem teve sorte pôde retirar brindes ou cupons na sede da Editora.

A campanha, que envolveu toda a comunidade universitária, contou com o apoio de Beleza Ville Salão e Estética, Bella Donna, Billig Acessórios, Cabeça Feita, Carina Capelli, Centro de Treinamento Cézar Alves, Conceito Cabeleireiros, Copiart, Churrascaria Camobi, CVI Refrigerantes, Eny, Fina Estampa, Gustavo Fotos, Grife UFSM, Livraria da Mente, Livraria UFSM, Pitadella Lancheria, Pet Shop Latidos e Miados, Rancho das Tradições, Casa de Luxo - Salão e Estética e Superauto Comércio de Veículos.

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Feiras Internas da Livraria e da Grife UFSM Em 2016, a Livraria e a Grife UFSM deram boas-vindas aos novos alunos da instituição e aos antigos acadêmicos que retornaram à UFSM com as tradicionais Feiras da Livraria e da Grife UFSM. A intenção das Feiras é oferecer aos acadêmicos, docentes e demais leitores livros de interesse e obras indicadas pelos professores aos universitários. Além disso, visa proporcionar à comunidade acadêmica da UFSM produtos da Grife UFSM, como canecas, jalecos, camisetas, que são úteis no dia a dia dos estudantes e docentes e também são uma forma de demonstrar o vínculo com a Instituição. A Feira da Livraria UFSM, no primeiro semestre, ocorreu de 28 de março a 09 de abril. Já no segundo, do dia 29 de agosto ao dia 10 de setembro foram ofe-

FEIRA DA

recidos descontos de 40% nos livros da Editora UFSM e descontos de 10% a 30% nos livros de outras editoras. Nos meses de junho e agosto, aconteceu a Feira da

de 29 de agosto a 10 de setembro os livros estão com descontos de 10% a 40%

Grife, em que os produtos estiveram expostos para comercialização em estandes localizados em frente aos Restaurantes Universitários I e II, no campus sede, e no Restaurante Universitário do centro da cidade. A Feira da Grife percorreu, ainda, os campus de Cachoeira do Sul, Silveira Martins, Palmeira das Missões e Frederico

Endereço Avenida Roraima nº 2 Conjunto Comercial | sala 12 Camobi - Santa Maria

Westphalen. Na ocasião, os produtos foram comercializados com 20% de desconto.

Debate com Autores A fim de aproximar a Editora UFSM de seus autores, foi realizado, no dia 14 de abril, o Debate com Autores. Reunidos no Espaço Multiuso da UFSM, os convidados discutiram diversos pontos sobre as atividades desenvolvidas pela Editora. Tópicos como qualidade dos livros, avaliação de projetos gráficos, revisão de textos, atendimento e divulgação foram abordados na ocasião.

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EVENTOS

43ª Feira do Livro de Santa Maria Editora e Livraria UFSM Apresentam

Dizeres de um e

Nossos livros têm muito a Dizer

Editora e Livraria UFSM estiveram presentes na 43ª

Da Antiguidade à Redescoberta das Leis de Mendel,

edição da Feira do Livro de Santa Maria, que aconteceu

de Luiz Augusto Salles das Neves;

de 23 de abril a 8 de maio, na Praça Saldanha Marinho. Durante o evento, além de expor suas obras, a Editora promoveu três atividades culturais, sendo

Dança Contempop: corpos, afetos e imagens (mo)vendo-se, de Odailso Berté;

que duas delas ocorreram no dia 5 de maio. A primeira foi a intervenção artística ‘Me Kahlo’, organizada

Direitos Emergentes na Sociedade Global:Programa

pelo Laboratório Investigativo de Criações Contem-

de Pós-Graduação em Direito da UFSM, organizado

porâneas em Dança (LICCDA), com direção do profes-

por Giuliana Redin, Jânia Maria Lopes Saldanha e Ma-

sor Odailso Berté. Ainda nesse dia, aconteceu a ceri-

ria Beatriz Oliveira da Silva;

mônia de lançamento dos livros da Editora UFSM na Feira, com sessão de autógrafos com os autores. No dia 6 de maio, o público pôde acompanhar o debate ‘Atualidade e permanência da obra poética de

Educação da Cultura Visual: aprender... pesquisar... ensinar..., organizado por Raimundo Martins e Irene Tourinho;

Felippe D’Oliveira’, que apresentou dados sobre a biografia do autor e destacou as principais características

Experimentação Vegetal – 3ª edição - 1ª reimpressão,

de sua obra literária.

de Lindolfo Storck, Danton Camacho Garcia, Sidinei José Lopes e Valduino Estefanel;

Lançamentos:

A Formação do Professor e o Ensino das Artes Visuais,

Felippe D’Oliveira: Obra Completa – 2ª edição, organi-

organizado por Marilda Oliveira de Oliveira e Fernan-

zado por Lígia Militz da Costa, Maria Eunice Moreira e

do Hernandéz;

Pedro Brum Santos;

A Teoria Econômica na Obra de Bresser-Pereira, de José

Protocolos de Atendimento às Vítimas da Boate Kiss

Luis Oreiro, Luiz Fernando de Paula e Nelson Marconi;

organizado por Adriane Schmidt Pasqualoto, Ana Lúcia Cervi Prado, Isabella Martins de Albuquerque,

Arte, Educação e Cultura, organizado por Marilda Oli-

Marisa Bastos Pereira, Renata Mancopes e Soeli Te-

veira de Oliveira;

resinha Guerra;

Conhecimento em Educação Física, no Movimento das

Sobre a Censura, de J. M. Coetzee, organizado por Kathrin

Mudanças no Mundo do Trabalho, organizado por Ma-

Holzermayr Rosenfield e Lawrence Flores Pereira;

ristela da Silva Souza, João Francisco Magno Ribas e Vicente Cabrera Calheiros;

Três Meses na América, de autoria de Balduíno Rambo, organizado por José Newton Cardoso Marchiori, Arthur Blásio Rambo e Arthur Rabuske.

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XXIX Reunião Anual da ABEU A equipe da Editora UFSM participou da XXIX Reunião Anual da ABEU, que integrou as editoras universitárias associadas para discutir questões pertinentes ao mercado editorial. Neste ano, o evento foi realizado na cidade de Viçosa, em Minas Gerais, de 11 a 13 de maio.

XXVI Congresso Brasileiro de Zootecnia A Editora e a Livraria UFSM estiveram presentes no XXVI Congresso Brasileiro de Zootecnia, de 11 a 13 de maio. O evento, que ocorreu no Centro de Eventos do Park Hotel Morotin e no campus da Universidade Federal de Santa Maria, comemorou os 50 anos da Zootecnia no Brasil. O estande expôs diversos livros relacionados à área, além de a outras temáticas de interesse geral.

Visita ao Centro de Apoio à Criança com Câncer No dia 1º de junho, em parceria com a Renove Jr., a Editora UFSM visitou o Centro de Apoio à Criança com Câncer (CACC) de Santa Maria. Na ocasião, devido ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado no domingo seguinte, foi promovida uma conversa com as crianças a respeito do tema. Como forma de solidariedade ao trabalho desenvolvido pelo CACC, a instituição foi presenteada com jogos de memória ilustrados com fotos do Campus da UFSM.

Escrita de Artigos Científicos de Alto Impacto: estrutura, linguagem e editoração

desse tipo de linguagem, introduzir modelos, identi-

Tendo em vista que a escrita científica em língua

científico e possibilitar a familiarização não só com

estrangeira ainda representa grande obstáculo ao

a linguagem adequada de publicação em inglês, mas

desenvolvimento de alunos de pós-graduação e pós-

também com o processo de editoração científica.

-doutorado, a Editora promoveu, no dia 22 de junho, o curso ‘Escrita de Artigos Científicos de Alto Impacto: estrutura, linguagem e editoração’. A oficina foi ministrada por Valtencir Zucolotto, professor do Curso de Pós-Graduação em Técnicas de Escrita Científica em Inglês e autor de mais de 130 artigos publicados em revistas internacionais e oito capítulos de livros. Tópicos relevantes como a importância e os tipos de divulgação científica, as principais seções de um artigo científico e o estilo e a gramática da escrita científica em inglês foram abordados por Zucolotto.

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O objetivo foi reconhecer as principais características ficar as características de cada parte de um artigo


EVENTOS

3ª Edição da Mateada da Editora UFSM Pelo terceiro ano consecutivo, em comemoração à Semana Farroupilha, a Editora UFSM promoveu uma mateada no hall da Reitoria. No dia 13 de setembro, quem passou pelo local pôde aproveitar o desconto de 20% nos livros, além de contar com erva-mate gratuita e água quente para o chimarrão. Na oportunidade, também houve uma apresentação do DTG Noel Guarany e o sorteio de uma cesta de artefatos gaúchos com brindes. A Mateada deste ano teve apoio do DTG Noel Guarany, das Facas Coqueiro, das Cuias Fracari, da Casa do Gaúcho, do Rancho das Tradições e da Erva Mate Elacy.

Descubra UFSM Editora, Livraria e Grife UFSM participaram com um estande em mais uma edição do Descubra UFSM. O evento, que ocorreu de 15 a 17 de setembro no Centro de Eventos da Universidade, é realizado anualmente com o objetivo de reunir experiências e proporcionar espaços multidisciplinares de interação entre a Instituição e a comunidade. Neste ano, o estande da Editora, Livraria e Grife teve como proposta principal promover uma maior interação com o público do Descubra. Através da utilização de jogos com sensor de movimento, os visitantes puderam concorrer a prêmios da Grife e da Editora, além de vivenciar momentos de descontração durante a participação no evento. Outra novidade foi que nesta edição do Descubra produtos da Grife UFSM foram comercializados, representando uma ótima oportunidade para a mostra dos variados itens disponibilizados com a marca da UFSM, incluindo materiais de escritório e artigos de vestuário, sendo a qualidade dos produtos um dos diferenciais da Grife.

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Aniversário da Editora UFSM Em comemoração aos 35 anos da Editora UFSM, uma série de atividades foi realizada no I Seminário Dinâmico de Formação. De 24 a 27 de outubro, ocorreram minicursos, palestras e mesas-redondas, que abordaram alguns temas considerados importantes atualmente no meio acadêmico. Também para celebrar o aniversário, foi realizado um concurso fotográfico, no qual todos foram convidados a dividir seus modos de ver, de ser e de estar na UFSM, em diferentes ângulos. Os autores das duas melhores fotografias foram premiados, e as fotografias escolhidas pela comissão julgadora farão parte de uma exposição.

62ª Feira do Livro de Porto Alegre

Por sua importância na história do Rio Grande do Sul

Felippe D’Oliveira: Obra Completa – 2ª edição, organi-

e em comemoração aos 40 anos de sua autonomia em

zado por Lígia Militz da Costa, Maria Eunice Moreira

relação a Portugal, os Açores são os homenageados

e Pedro Brum Santos;

na 62ª Feira do Livro de Porto Alegre. No evento, que ocorre de 28 de outubro a 15 de novembro, Editora e

Manual de Economia Brasileira: da formação eco-

Livraria UFSM expõem suas obras e produtos. Os lança-

nômica à economia contemporânea, de José Maria

mentos acontecem no dia 3 de novembro, no Memorial

Dias Pereira;

do Rio Grande do Sul, às 16 horas. O Modelo ABACC: um marco no desenvolvimento das Lançamentos:

relações entre Brasil e Argentina, organizado por Odi-

A Psicologia Jurídica e as suas Interfaces: um panora-

lon Antonio Marcuzzo do Canto;

ma atual, organizado por Silvio José Lemos Vasconcellos e Vivian de Medeiros Lago;

Protocolos de Atendimento às Vítimas da Boate Kiss, organizado por Adriane Schmidt Pasqualoto, Ana

Culturas das imagens: desafios para a arte e para

Lúcia Cervi Prado, Isabella Martins de Albuquerque,

a educação, organizado por Raimundo Martins e

Marisa Bastos Pereira, Renata Mancopes e Soeli Te-

Irene Tourinho;

resinha Guerra;

Da Antiguidade à Redescoberta das Leis de Mendel, de Luiz Augusto Salles das Neves;

34 Estilo Editorial | Edição 3 | 2016


Artigo

O acesso às informações

e aos documentos

arquivísticos autênticos

e fonte de prova nas

administrações públicas

Por Daniel Flores Professor do Departamento de Documentação da UFSM, pesquisador PQ2 do CNPq, membro da Câmara Técnica de Documentos Eletrônicos do Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ), líder do Grupo de Pesquisa CNPq UFSM Ged/A - Documentos Digitais. e-mail: danielflores@ufsm.br

Para que possamos falar sobre o direito de acesso à informação pública, então aos documentos públicos, a primeira coisa a ser destacada é que um documento é uma informação que foi fixada, que foi registrada em um determinado suporte, independente de ser analógica ou digital, ou seja, se no papel, em um filme, hd, pendrive ou storage institucional. O importante é que essa associação, ou essa vinculação da informação no suporte é indissociável, mesmo digital, e mesmo considerando a necessidade de migrações dos

digitais, essa indissociabilidade será sempre registrada por ambientes autênticos de forma a garantir a inalterabilidade desses registros ao longo do tempo. Ao mesmo tempo que abordamos essa caracterização da informação que está registrada em um suporte, ou seja, que está caracterizada como fonte de prova, é institucional, corrobora para as atividades ou funções da instituição, focamos na questão da informação que circula nas instituições públicas independente da esfera, se federal, estadual ou municipal.

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Ao tratarmos do documento arquivístico público, a partir do momento em que abordamos esse referencial, necessitamos evidenciar que hoje temos uma Lei que garante a questão do acesso, garante que é um direito do cidadão solicitar informações da administração pública nos três poderes da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, inclusive aos Tribunais de Conta e Ministério Público, assim como as entidades privadas sem fins lucrativos também são obrigadas a dar publicidade a informações referentes ao recebimento e à destinação dos recursos públicos por elas recebidos. Tal solicitação deve ser respondida, facilitada obrigatoriamente, dentro de um prazo estabelecido pela Lei 12.527/2011.1 Mais conhecida como a LAI, Lei de acesso à Informação. O que há de novo nessa Lei? Anteriormente nós tínhamos direito ao acesso à informação, tanto em excertos da Constituição Federal, quanto na Lei de Arquivos, a Lei 8.159/19912, mas, todavia, a Lei 12.527 estabeleceu prazos, estandardizou, normalizou o acesso à informação. De acordo com esta Lei, o ente público, a gestão pública tem um prazo de até 20 dias prorrogáveis por mais 10 dias, mediante justificativa, para dar o acesso às informações solicitadas, e o cidadão não precisa informar por qual motivo, justificar o porquê está solicitando o acesso a essas informações. O que temos de novo é que toda e qualquer informação pública é de acesso público e imediato, tudo que hoje está sendo produzido nos diversos setores, secretarias e unidades deve ser instantaneamente disponibilizado para o cidadão. Antes o cidadão ou o pesquisador tinha acesso somente quando esses registros informacionais, em documentos, chegavam ao Arquivo Permanente, na sua terceira idade, anos mais tarde; agora, um Memorando, um Ofício, ou qualquer outro documento, espécie ou tipo documental, que acabou de ser produzido, deve imediatamente ser disponibilizado em uma Plataforma Institucional Arquivística de Acesso. O que a Lei apresenta de novo é que qualquer registro público, nas três esferas, é de acesso público. Assim, toda a produção documental deveria estar disponibilizada na Internet. Ou seja, não necessitaríamos esperar pela soli-

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citação da informação pela LAI (pelos setores de SIC - Serviço de Informações ao Cidadão), mas sim praticar a transparência ativa, e não a transparência passiva, que é lerda e opaca e denota uma avaliação negativa informacional da instituição e dos seus gestores. A administração não necessita esperar a solicitação do cidadão, ela deveria já disponibilizar toda e qualquer informação pública, já publicada para o acesso. O que em arquivologia chamamos de difusão, uma das sete funções arquivísticas. Ou seja, estamos indo além, pois não estamos esperando a solicitação do cidadão, e sim automaticamente estamos disponibilizando a informação. Todo e qualquer documento pode estar disponível para o acesso pelo cidadão, quase que no mesmo momento da sua criação, além dos memorandos, de uma carta, uma convocação, uma ata de reunião, inclusive um vídeo de monitoramento de segurança de um setor, o que também é um documento arquivístico e deve ser disponibilizado para o acesso do cidadão, o que já foi dirimido pela Controladoria Geral da União, a CGU, que definiu que esses são registros públicos e não ferem a privacidade. O que a Lei preconiza que não seria público e que não deveria ser dado acesso ocorre apenas em duas situações, ou duas exceções. Uma delas é uma informação que fira a intimidade de uma pessoa, ou ainda uma informação que tenha sido classificada em grau de sigilo. Mas são determinadas situações que efetivamente tenham a ver com a intimidade do cidadão. Por exemplo, não caracterizaria ferir a privacidade um documento sobre uma diária que um servidor recebe para desenvolver uma determinada atividade ou sobre o seu salário; isso não fere sua intimidade, e por isso deve estar publicado, diferentemente de um documento de saúde sobre alguma doença desse servidor. Assim, tais documentos devem estar divulgados. Para a classificação de sigilo necessita haver uma comissão consultiva, a Comissão Permanente de Avaliação de Documentos Sigilosos (CEPAD-S). Notem, nós temos a Comissão Permanente de Avaliação de Documentos (CEPAD), a qual avalia a temporalidade e a destinação dos documentos. Ou seja,


ARTIGO

quanto tempo um documento arquivístico fica no arquivo corrente e no intermediário; caso ele tenha um valor secundário, fonte de prova, informativo, tem de ser preservado para sempre. A CEPAD-S vai decidir, vai analisar se tal informação que está para ser classificada realmente precisa ser protegida e classificada com grau de sigilo. Algo que tenha que ver com a segurança da nação. A Lei de Acesso à Informação ressalta a observância da publicidade como preceito geral e do sigilo como exceção. Conforme o Art. 22 da Lei 12.527/2011, “o disposto nesta Lei não exclui as demais hipóteses legais de sigilo e de segredo de justiça nem as hipóteses de segredo industrial decorrentes da exploração direta de atividade econômica pelo Estado ou por pessoa física ou entidade privada que tenha qualquer vínculo com o poder público”. Assim, o acesso à informação disciplinado pelo Decreto 7.724/2012 não se aplica (Art.6º): I - às hipóteses de sigilo previstas na legislação, como fiscal, bancário, de operações e serviços no mercado de capitais, comercial, profissional, industrial e segredo de justiça; e II - às informações referentes a projetos de pesquisa e desenvolvimento científicos ou tecnológicos cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, na forma do §1º do art. 7º da Lei nº 12.527, de 2011.

Concluímos, então, que ressalvadas as situações supracitadas, todas as informações públicas, registradas então em documentos arquivísticos públicos produzidos nas administrações devem estar acessíveis. Os gestores das administrações necessitam estar preparados para produzir a informação e dar o acesso imediato, pois as administrações não poderão mais ficar esperando para responder demandas passivas, esperando que o cidadão faça o pedido. Então terá de haver um cuidado com a produção da informação, com esses documentos arquivísticos, afinal o acesso à informação é o acesso ao documento arquivístico. Deveremos manter esses documentos autênticos e fonte de prova, cuidar para que sejam mantidos inalteráveis, ou seja, sem nenhuma adulteração, garantidos em uma ca-

deia de custódia confiável. E aí entra a questão da Diplomática, que é a ciência que se preocupa com a autenticidade desses documentos. Para isso esses documentos, atualmente, em grande maioria, digitais, necessitam ter na sua produção requisitos funcionais. Esses documentos terão que passar por uma chamada cadeia de custódia digital, que é desde sua gênese, desde sua produção, até sua guarda permanente e até a sua difusão e acesso autenticados referencialmente aos Repositórios Arquivísticos Digitais Confiáveis. Com isso caracterizam-se três ambientes, três plataformas que contemplariam o ciclo de vida desses documentos.

1° Ambiente - Gestão de Documentos: SIGADs

Esta primeira plataforma é o ambiente de gestão de documentos, e necessitamos admitir que o documento, a informação, hoje boa parte dele(a) é digital, produzido em ambientes computacionais, ou seja, nos sistemas de informação, nos sistemas de negócios, nos sistemas de processos de negócios, ou, ainda, nos Sistemas Informatizados de Gestão Arquivística de Documentos (SIGADs)3, tendo como maior preocupação a autenticidade da informação. Neste ambiente, os documentos, as informações deverão estar fixados em um suporte e terão de ser mantidos autênticos, próximos de quem os produziu, armazenados nos arquivos correntes e nos arquivos intermediários, sendo os documentos que estão sob custódia do gestor. O sistema que trata da gestão documental é um sistema que no Brasil foi elaborado pelo Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ), o qual criou um modelo de requisitos específicos, o ‘e-ARQ Brasil4’, e nele se encontram os requisitos para garantir a autenticidade dos documentos nesta fase, neste ambiente de gestão de documentos nos arquivos corrente e intermediário. Sendo assim, de acordo com a tabela de temporalidade documental, há um prazo para que tais documentos tenham um destino já predefinido na sua avaliação, ou seja, a eliminação/descarte ou ainda o recolhimento ao arquivo permanente. Quando os documentos possuem valor secundário são documentos fonte de prova, portanto devem

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ser preservados. A própria Lei 8.159 de 1991, em seu artigo 25, blinda essa questão, afirmando que o documento deve ser preservado, inclusive configurando crime a adulteração, a eliminação ou a não preservação desses documentos. Logo, o que acontece então com esse documento, dessa primeira fase que é da Gestão de Documentos, é que ele deve ser recolhido para um segundo ambiente ou para uma segunda plataforma, a de Preservação de Documentos.

2° Ambiente - Plataforma de Preservação de Documentos: RDC-Arq

Esta segunda plataforma de Preservação de Documentos é o arquivo permanente da instituição, é o arquivo permanente, agora digital, o lugar de memória digital. O mesmo arquivo permanente que há nas instituições, que fica nos departamentos de Arquivo Geral, em um setor, em uma unidade, em um prédio. Aquele arquivo que tem ali naquele Arquivo Público, de acesso ao cidadão. Pois agora teremos o Arquivo Permanente Digital. Notem que este arquivo instituição não vai ter os documentos digitais ali recolhidos, custodiados, inseridos e guardados. O que temos agora é um conceito chamado ‘Repositório Arquivístico Digital Confiável’, com base na norma OAIS.5 Conceito esse cunhado pelo Conselho Nacional de Arquivos, criando-se uma sigla chamada RDC-Arq, e estabelecido através da Resolução 43, de 2015, que tem como conteúdo os requisitos para este segundo ambiente, o ambiente de Preservação, o qual irá cuidar da vida desses documentos de forma ad infinitum, permanentemente, resguardando a autenticidade, navegação multinível, princípios e requisitos arquivísticos. Tal repositório manterá a autenticidade dos documentos, irá convertê-los a formatos abertos, irá assiná-los, irá mantê-los autênticos, irá blindá-los, ou seja, terá uma administração a longo prazo, sendo este o arquivo permanente digital. O que Pierre de Nora colocou em evidência como os lugares de memória. Só que agora é lugar de memória digital, é o arquivo permanente digital e, ainda, é pós-custodial, pois ele não está dentro do local, do locus Arquivo, ele está em uma chamada administração compartilhada

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entre a área arquivística da instituição e a área de informática, de TI. Dessa maneira, estamos falando de uma gestão copartícipe desses dois profissionais, o arquivista e o profissional de TI, os quais serão responsáveis por essa custódia e por essa manutenção da autenticidade dos documentos ao longo do tempo.

3° Ambiente - A Plataforma de Acesso e Difusão

O ambiente de Difusão recebe da plataforma anterior os pacotes de documentos, direto do repositório, do ambiente de preservação, para dar o acesso às informações e aos documentos recebidos. O ambiente de acesso não vai receber os metadados de gestão (do e-ARQ Brasil), e sim de descrição, de representação da informação (Metadados ISAD(G)6), de difusão arquivística, que são metadados que representam aqueles documentos. Assim, teremos plataformas operacionais, de acesso autenticado (referenciando e ligando aos documentos preservados no RDC-Arq), que darão acesso ao cidadão, aos usuários, ao historiador, ao sociólogo, a todos os profissionais envolvidos em pesquisa ou demandantes de acesso à informação. Um acesso que vai ter uma referência de autenticação de um servidor público que faz a administração desses acervos, que estará relacionado aos metadados do ambiente de preservação, ou ainda ao próprio repositório, ou seja, o que está especificado na Resolução 43 do CONARQ, o RDC-Arq. Dessa maneira, o usuário, ao chegar na plataforma de acesso, verifica o código de autenticação tanto do documento da informação fixada no suporte como o do pacote (um código identificador universal do RDC-Arq), que está registrado no Repositório Arquivístico Digital Confiável. E, em posse desse código, o usuário, pessoalmente, se dirige ao Arquivo Permanente, à Instituição Arquivística, ao Setor de Arquivo. Estando o usuário com as referidas informações, ele tem o direito de receber todos os registros que estão relacionados com aquele documento, mas jamais o fará na plataforma de preservação para não fragilizar o ambiente digital. O usuário terá que ir no locus de Preservação Permanente, no lugar de memória.


ARTIGO

Interoperabilidade dos documentos entre as plataformas ou ambientes OAIS

É através da Norma Internacional, o modelo conceitual Open Archival Information System (OAIS), que no Brasil foi traduzida para uma ANT NBR como o Sistema Aberto de Arquivamento de Informações (SAAI 15.472), que se preconizam os andamentos entre esses três ambientes: o ‘produtor’, que é o de Gestão de Documentos, aquele em que o SIGAD está envolvido com a produção, e ainda trata das fases corrente e intermediária; o de ‘administração’, que é o de Repositório, o de Preservação; e o do ‘consumidor’, que é a plataforma de Acesso e Difusão, mas que na área de Arquivologia, na área da Informação, chamamos de ‘usuário’. O que foi criado nesta norma é, além do ambiente de preservação, a interoperabilidade, o andamento da documentação através de pacotes7, pois computacionalmente não poderíamos facultar o acesso direto no ambiente de Preservação, o que fragiliza o armazenamento digital, já que o documento arquivístico digital, composto por uma cadeia de bits, é frágil por natureza, e a forma para mantê-lo autêntico é blindar o acesso a ele. Assim, o Repositório Arquivístico Digital Confiável não pode permitir o acesso do usuário, do pesquisador, assim como de nenhuma autoridade máxima de uma instituição, mas apenas de dois profissionais, dois gestores, o da área de Arquivo e o da área de TI. Então, recapitulando, a primeira plataforma é a de Gestão de Documentos, que traz consigo o conceito de SIGAD; a segunda plataforma é a de Preservação, que traz consigo o conceito de RDC-Arq, para a qual, contemplando a questão do Repositório, temos o Archivematica8 (ou mesmo o Repositório de Objetos Digitais Autênticos - RODA). Trata-se de uma solução de software livre desenvolvido pela empresa Artefactual a pedido do Conselho Internacional de Arquivos e interconexo à próxima plataforma; já na terceira e última plataforma, de Difusão, também há uma solução desenvolvida pela mesma empresa, com o apoio do Conselho, sendo para o uso no Acesso e Difusão, o software livre ICA-AtoM (AtoM)9, desenvolvido para a comunidade.

Então, neste cenário, evidencia-se que temos que nos adequar e dar conta do(ao) Acesso e Difusão a essas informações públicas nesses três ambientes, no andamento da Cadeia de Custódia Digital, que é uma informação que nasce no ambiente de produção, no corrente, no SIGAD, e que terá que ser recolhida para o Arquivo Permanente Digital, aquele lugar de preservação permanente, e que só haverá acesso autenticado, referenciado através da Plataforma de Acesso. Isso impacta em todas as gestões universitárias, nas pró-reitorias das universidades, nas secretarias de governo, nas secretarias das prefeituras, também nos ministérios. E isso tem sim impactado, nas diversas instituições, as quais já estão implementando tais alternativas. A própria UFSM já tem a sua expertise com as suas implementações no cenário da Cadeia de Custódia Digital e com a criação de uma Comissão, a GeDAI.10 Assim, para concluir, o que fica como demanda e também como diagnóstico é que as instituições não poderão continuar da maneira que estão, sem possuírem sistemas eficientes que mantenham a Cadeia de Custódia, sob pena de darem acesso a documentos não autênticos aos seus usuários e cidadãos. Tendo ainda a possibilidade de terem informações em banco de dados relacionais, inclusive na idade permanente, documentos que duram na administração cerca de 100 anos, como, por exemplo: um assentamento funcional digital, um registro de paciente, um registro de saúde, um PEP, um prontuário eletrônico de paciente, documentos que precisam manter-se autênticos e protegidos ao longo do tempo. Mas, se não houver um repositório, um RDC-Arq, aquele da segunda plataforma ou ambiente, estando os documentos, os registros digitais autênticos armazenados em um banco de dados, o que os fragiliza, há a possibilidade de sofrerem alguma adulteração nos seus registros, de forma intencional ou não, seja por corrupção, ou falta de forma fixa ou de manutenção do conteúdo estável, ou ausência de forma documental manifestada, em um banco de dados, sem uma trilha de auditoria, sem uma trilha de rastreabilidade, sem um controle e sem uma autenticação, aquilo que faz um repositório arquivístico digital confiável.

Estilo Editorial | Edição 3 | 2016 39


Então, nesse cenário de acesso pleno de qualquer informação pública registrada nos documentos arquivísticos, mesmo aqueles analógicos, recolhidos aos arquivos permanentes, históricos, também se faz necessário que sejam digitalizados os documentos existentes em suportes analógicos para que se faculte o acesso. Pois, a LAI trouxe a obrigatoriedade de dar o acesso, e, assim, cada vez mais chegarão solicitações, na administração, de acesso a documentos que estão em suporte analógico, e nem sempre haverá um grande número de servidores para fazer digitalizações de acordo com a demanda. O referido material deve estar digitalizado, acessível, descrito e indexado, e ainda armazenado em uma mídia que mantenha a autenticidade, pois poderá ser adulterado por uma invasão. Tais digitalizações devem ser inseridas nessa mesma Cadeia de Custódia, ser declaradas autênticas por um servidor público e recolhidas para o Repositório Digital Confiável (RDC-Arq), e seu acesso deve ser facultado na plataforma de acesso. Ao fazermos

Notas de fim

1  Ver em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato20112014/2011/lei/l12527.htm>. 2  Ver em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8159.htm>. 3  Instrução Normativa SLTI/MPOG 04, de 12 de novembro de 2010, que dispõe sobre o processo de contratação de Soluções de Tecnologia da Informação pelos órgãos integrantes do Sistema de Administração dos Recursos de Informação e Informática (SISP) do Poder Executivo Federal. 4  Resolução n.º 25 do CONARQ, de 27 de abril de 2007, que dispõe sobre a adoção do ‘Modelo de Requisitos para Sistemas Informatizados de Gestão Arquivística de Documentos e-ARQ Brasil’ pelos órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional de Arquivos (SINAR). 5  Open Archival Information System (OAIS), um modelo conceitual desenvolvido pelo Consultative Committee for Space Data Systems (CCSDS), que resultou na norma ISO 14721:2003. O OAIS descreve as funções de um repositório digital e os metadados necessários para a preservação e o acesso dos materiais digitais gerenciados pelo repositório, que constituem um modelo funcional e um modelo de informação. No Brasil, o modelo OAIS foi traduzido pela ABNT e publicado sob a forma da norma ABNT NBR 15472: 2007, com o título ‘Sistema Aberto de Arquivamento de Informação (SAAI)’. 6  Norma geral internacional de descrição arquivística. 7  Pacotes de informação envolvendo os documentos digitais (informação de conteúdo) e seus metadados (informação de representação). São três os tipos de pacotes de informação: pacote de informação para submissão (submission information package – SIP - 1° ambiente) – refere-se à admissão dos documentos digitais e seus metadados associados; pacote de informação para arquivamento (archival information package

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a digitalização, não podemos eliminar o original, é uma questão de autenticidade, é uma questão de Diplomática, da ciência que se preocupa com a validade da autenticação do documento, pois o documento digitalizado é apenas uma cópia autenticada e referenciada ao original, confere com o original, segundo a declaração do servidor público. É isso que o cidadão, que o pesquisador, que o sociólogo, que o usuário deseja. Existe o direito, está na Lei 12.527, de 2011, e tem mudado o cenário arquivístico. Pois hoje não só temos direito de acesso aos documentos que chegaram ao Arquivo Permanente, mas também de acesso aos documentos que acabaram de ser produzidos, neste exato momento. E para isso as administrações necessitam ter condições de produzirem documentos e, de forma imediata, dar acesso instantâneo e na Internet. Então, o que queremos é o acesso e a transparência ativa, a difusão da informação e dos documentos contemporâneos na administração pública, seja federal, estadual ou municipal, de documentos autênticos, confiáveis.

– AIP - 2° ambiente) – refere-se ao acondicionamento e armazenamento dos documentos digitais e seus metadados associados; pacote de informação para disseminação (dissemination information package – DIP - 3° ambiente) – refere-se ao acesso aos documentos digitais e seus metadados associados. 8  O Archivematica é um software, distribuído em uma licença de software livre, foi desenvolvido pela empresa canadense Artefactual Systems, tendo a colaboração de algumas instituições e projetos: da UNESCO, por meio do Memory of the World’s - Subcommittee on Technology; do Arquivo Municipal da cidade de Vancouver – Canadá; da Biblioteca da Universidade de British Columbia - Canadá; do Arquivo Central de Rockefeller - Canadá; do Arquivo da Universidade Simon Fraser – Canadá; e de outros colaboradores. O Archivematica tem o objetivo de armazenar a documentação em formato digital de acordo com os padrões exigidos em relação à preservação arquivística, visando torná-la acessível a longo prazo. Sua estrutura e funcionamento seguem o padrão ISO-OAIS. Trabalha com padrões de metadados como Dublin Core, METS, PREMIS e outros. Site: <http://www.archivematica.org>. 9  ICA-AtoM é um aplicativo de descrição arquivística, difusão e acesso, podendo estar interconectado ao Archivematica, integralmente voltado para Web, encomendado pelo Conselho Internacional de Arquivos (CIA), abrangendo normas internacionais de descrição arquivística. AtoM é um acrônimo para Access to Memory. Site: <http://www.accesstomemory.org>. 10  GeDAI - Comissão de Estudos da Gestão de Documentos Arquivísticos Institucionais (GeDAI/UFSM) tem como finalidade a elaboração e acompanhamento do projeto de informatização da gestão, preservação e acesso aos documentos arquivísticos da UFSM, incluindo a criação de documentos natos digitais.


Lançamentos de 2016

Inovação, qualidade e

relevância

Obras lançadas em 2016 apostam em assuntos variados e em publicação no formato eletrônico A Editora UFSM trabalha, desde 1981, na edição e divulgação de trabalhos que interessem e façam referência às atividades de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas nos diversos campos do conhecimento. Além disso, está preocupada em publicar obras relevantes ao progresso socioeconômico e cultural das comunidades regionais e até mesmo em nível nacional. Seguindo esses objetivos, quatorze obras foram lançadas ou reeditadas em 2016. O destaque, em termos de vendas, é a obra Direitos Emergentes na Sociedade Global: Programa de Pós-Graduação em Direito da UFSM, divulgada durante a Feira do

Livro de Santa Maria. Além disso, assuntos como formação do professor, experimentação vegetal, censura e psicologia jurídica estão entre os tratados nas demais obras. A novidade, neste ano, foi o investimento em livros no formato eletrônico – os e-books. “Os livros eletrônicos ainda não se consolidaram, mas é uma aposta nas novas tecnologias, e a Editora UFSM não pode ficar de fora”, afirma o diretor da Editora, Daniel Arruda Coronel. A seguir, confira mais informações sobre as obras lançadas neste ano.

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A Psicologia Jurídica e as suas Interfaces: um panorama atual Esta obra visa a apresentar um panorama da Psicologia Jurídica, por meio da discussão de temas atuais na intersecção entre Psicologia e Direito. Perícias e documentos psicológicos, socioeducação de adolescentes em conflito com a lei, alienação parental, disputa de guarda, avaliações no âmbito trabalhista e avaliação de suspeita de abuso sexual são assuntos abordados na interface com o Direito Civil. Na esfera do Direito Penal, são contempladas a Criminologia, a avaliação da psicopatia em mulheres e a análise dos comportamentos comunicativos. Autores: Silvio José Lemos Vasconcellos | Vivian de Medeiros Lago (Org.) Edição Impressa: 978-85-7391-278-4 | 224 p. | R$ 49,00 E-book: 978-85-7391-250-0 | R$ 34,30

Áreas Protegidas: discussões e desafios a partir da região central do Rio Grande do Sul O que fazer para atenuar a degradação ambiental? A presente obra visa apresentar a criação de áreas protegidas como um instrumento fundamental na busca de um ambiente mais saudável. A partir de pesquisas desenvolvidas no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), argumenta-se de modo a favorecer o estabelecimento de mais áreas protegidas e registra-se o contexto atual de tais áreas na Região Central do Rio Grande do Sul. Autor: Eliane Maria Foleto | Dalvana Brasil do Nascimento (Org.) Edição Impressa: 978-85-7391-279-1 | 200 p. | R$ 42,00 E-book: 978-85-7391-272-2 | R$ 21,00

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LANÇAMENTOS DE 2016

Culturas das Imagens: desafios para a arte e para a educação 2ª edição revista e ampliada

Esta segunda edição revisada e ampliada do livro Culturas das Imagens: desafios para a arte e a educação, publicado em 2012 e esgotado em 2014, propõe um debate sobre dimensões que dialogam com fenômenos e manifestações culturais e seus interatores, com as condições contemporâneas do trabalho pedagógico/educativo e seus impactos sobre as culturas das imagens, com visões que miram o futuro para analisar as complexas interações com visualidades nesta era globalizada/ hipermidiatizada, e, por fim, com reflexões oriundas de trabalhos que apresentam suas ideias circunscrevendo-as em focos históricos e poéticos do pensar/fazer e cultivar as culturas com as quais somos constituídos, aprendemos e, por vezes, nos contrapomos, reconfigurando-as. Novos autores abraçaram o projeto e outros revisaram seus textos ajustando-os ao desejo coletivo de buscar compreender as culturas das imagens de nosso tempo como espaços que podem abrir caminhos para entender a sociedade em que vivemos, suas contradições, seus conflitos, seus dilemas educacionais e, sobretudo, seus medos, esperanças e utopias. Autor: Raimundo Martins | Irene Tourinho (Org.) Edição Impressa: 978-85-7391-286-9 | 384 p. | R$ 63,00

Da Antiguidade à Redescoberta das Leis de Mendel O ponto central desta publicação é Gregor Mendel, o elaborador das Leis da Hereditariedade. Mas, como Mendel não está isolado no contexto histórico, houve vários investigadores que lhe antecederam deixando legados importantes para a Ciência, assim como os que deram continuidade ao seu trabalho e que são considerados ‘redescobridores’. Este livro trata de alguns importantes investigadores e dos seus trabalhos em hibridação de plantas, para entender como as características passam de uma geração para outra. O ponto de partida é Aristóteles, com o pensamento sobre a geração espontânea, e o encerramento são considerações atuais sobre as Leis de Mendel. Autor: Luiz Augusto Salles das Neves Edição Impressa: 978-85-7391-254-8 | 274 p. | R$ 49,00 E-book: 978-85-7391-253-1 | R$ 34,30

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Direitos Emergentes na Sociedade Global: Programa de Pós-Graduação em Direito da UFSM Direitos Emergentes na Sociedade Global: Programa de PósGraduação em Direito da UFSM – compreende uma coletânea de artigos produzidos pelos professores do PPGD/UFSM, nos anos de 2014 e 2015, e reflete, a partir de variados temas, sobre os desafios no campo do Direito decorrentes das vicissitudes do espaço-tempo global. O livro está estruturado em duas partes inter-relacionadas, mas que confluem para frentes discursivas próprias: os Direitos da Sociobiodiversidade e Sustentabilidade e o Direito na Sociedade em Rede. Autor: Giuliana Redin | Jânia Maria Lopes Saldanha | Maria Beatriz Oliveira da Silva (Org.) Edição Impressa: 978-85-7391-255-5 | 224 p. | R$ 45,00 E-book: 978-85-7391-271-5 | R$ 31,50

Discursos do Corpo na Arte O corpo como tragédia. O corpo como voz. O corpo como relíquia. O corpo como palavra e como pintura. O corpo como consciência paradoxal. O corpo como escultura viva. O corpo como performance. O corpo como presença. O corpo como tarefa. O corpo como dança-teatro. O corpo como ascese. O corpo como discurso. São muitas as metáforas para os usos, para as compreensões e para as representações corporais. O corpo tem estado presente nas artes e nas ciências, motivando debates, provocando conflitos, inspirando artistas. Neste livro, os autores refletem sobre as diferentes artes e práticas que buscam no corpo um sentido outro daquele produzido apenas pela materialidade física. Nestes ensaios, o corpo é mais que uma palavra, que uma frase, que um símbolo, que uma imagem, o corpo torna-se um discurso que comunica ao homem contemporâneo algo que as gerações anteriores compreendiam culturalmente de outro modo. Autores: Enéias Farias Tavares | Gisela Reis Biancalana | Mariane Magno (Org.) Edição Impressa: 978-85-7391-209-8 | 264 p. | R$ 45,00 E-book: 978-85-7391-269-2 | R$ 31,50

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LANÇAMENTOS DE 2016

Estética da Professoralidade: um estudo crítico sobre a formação do professor

1ª reimpressão

Como se vem a ser professor? Neste livro, Marcos Vilella Pereira encaminha sua investigação no sentido de desvelar algumas atitudes subjetivas que deram forma a sua escolha em ser professor. Ser professor, para ele, é como uma marca que se produz no sujeito. Não é vocação, não é identidade, não é destino. É produto de si. Assim, a sua busca pela formação acadêmica caminhou no sentido de buscar modos de apropriação e ativação dessa marca em consonância com as singularidades que constituem o campo de existencialização do indivíduo. Este livro traz alguns recortes dessa trajetória. O conjunto de capítulos perfaz um quadro em movimento das reflexões que têm praticado e que têm conseguido colocar no papel. Tarefa bem difícil, essa, na medida em que, na maioria das vezes, escrever tem significado lutar contra a dinâmica do conhecimento praticado e vivido, lutar no meio de uma trama de divergências entre o vivido, o pensado, o visto, o dito, o descrito e o escrito. Autor: Marcos Villela Pereira Edição Impressa: 978-85-7391-195-4 | 246 p. | R$ 37,50

Felippe D’Oliveira: Obra Completa

2ª edição

Esta segunda edição de sua Obra Completa, publicada sob os auspícios da UFSM, não difere da anterior no que se refere à fixação e ordem cronológica da obra de Felippe D’Oliveira, mas visa à sua atualização e reparo de algumas (poucas) falhas, retomando publicações originais do autor, o que exigiu o cotejo de todos os textos para garantir a correta fixação do conjunto (poesia, teatro e prosa). Optou-se por incluir, também nesta segunda edição, o tópico “Sobre a obra de Felippe D’Oliveira e seu tempo”, informativo sobre as edições e características de sua produção literária, como igualmente manter a seção original “Vida e obra”, por apresentar elementos que propiciam maior compreensão do período histórico literário e cultural vivido pelo autor. Autor: Lígia Militz da Costa | Maria Eunice Moreira | Pedro Brum Santos (Org.) Edição Impressa: 978-85-7391-256-2 | 296 p. | R$ 52,00 E-book: 978-85-7391-270-8 | R$ 36,40

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Jovens e Crianças nos Labirintos da Casa do Estudante Universitário da UFSM A vida cotidiana de mães, pais e crianças no interior da Casa do Estudante Universitário (CEU) é tema deste livro. Aqui buscamos apresentar os meandros da vida cotidiana vivida por esses sujeitos que rompem com regras e criam novas formas de construir a vida cotidiana, especialmente através da presença de crianças em um lugar construído institucionalmente para abrigar jovens estudantes. Nos mobiliza a pensar no espaço/tempo de ser jovem, no espaço/tempo de ser criança, no espaço/ tempo da infância, no espaço/tempo de ser pai e mãe. Autores: Sueli Salva | Neusa Maria Roveda Stimamiglio | Keila de Oliveira Urrutia | Camila Espelocin da Silva E-book: 978-85-7391-274-6 | Consulte Disponibilidade

Manual de Economia Brasileira: da formação econômica à economia contemporânea Em linguagem acessível – mas sem prejuízo da profundidade -, sintetizam-se os principais fatos e marcos da economia brasileira desde o período colonial à atualidade, servindo como guia de estudo para o leitor que pretende se inserir na área. Assim, embora particularmente voltado a alunos de cursos de Ciências Econômicas, também poderá ser útil a acadêmicos de cursos correlatos de graduação e especialização, e mesmo ao público não acadêmico, cada vez mais disposto a se aprofundar na história econômica do país. Autor: José Maria Dias Pereira Edição Impressa: 978-85-7391-281-4 | 280 p. | R$ 49,00 E-book: 978-85-7391-273-9 | R$ 34,30

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LANÇAMENTOS DE 2016

O Modelo ABACC: um marco no desenvolvimento das relações entre Brasil e Argentina Este livro contém artigos sobre o funcionamento e métodos de trabalho de um empreendimento único e bem sucedido. A Agência Brasileiro–Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (ABACC) foi criada pelos dois países para verificar o compromisso assumido pela Argentina e pelo Brasil de utilizarem a energia nuclear apenas para fins pacíficos, renunciando, assim, ao artefato nuclear explosivo. Os dois países com tecnologia nuclear mais avançada na América Latina punham fim a uma rivalidade que, se levada às últimas consequências, teria impossibilitado as várias estruturas de paz e cooperação existentes na nossa região, como a UNASUL, a CELAC e outras. Autor: Odilon Antonio Marcuzzo do Canto (Org.) Edição Impressa: 978-85-7391-280-7 | Consulte Disponibilidade

O Que Precisamos Saber Sobre a Aprendizagem da Leitura: contribuições interdisciplinares O gosto pela leitura é despertado, é estimulado, é motivado. Por isso é importante que pais e professores (com)partilhem o gosto pela atividade de ler com filhos e alunos. De acordo com o PISA 2012 (OCDE, 2014), que avaliou o desempenho em leitura em 65 países, metade dos estudantes brasileiros com idade de 15 anos situa-se no nível 2, em uma escala de 1 a 6. Por outro lado, apenas 0,5% dos estudantes encontra-se nos níveis 5 ou 6 e está apto a localizar e organizar informações entranhadas no texto, interpretar e refletir sobre pontos que exigem compreensão detalhada. Por que o Brasil exibe resultados tão pífios? Como pais e professores podem contribuir para que seus filhos e alunos se apropriem da leitura a fim de utilizá-la como ferramenta para novas aprendizagens? Foi com o objetivo de construir pontes, estabelecer contato mais próximo e criar maior cumplicidade entre pais, professores e pesquisadores que este livro foi concebido. Autor: Onici Claro Flôres | Rosângela Gabriel (Org.) Edição Impressa: 978-85-7391-284-5 | Consulte Disponibilidade E-book: 978-85-7391-285-2 | Consulte Disponibilidade

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Pesquisa Narrativa: interfaces entre histórias de vida, arte e educação Este livro reúne textos que exploram e discutem as narrativas como espaços de pesquisa e de ‘acontecimentos’ pedagógicos. Pesquisadores de seis países examinam conceitos, práticas e processos que envolvem narrativas, a partir de diferentes perspectivas, configurando os modos como elas constituem a vida dos sujeitos, suas relações com a arte e a educação compartilhando investigações acerca do tema. Narrativas são construídas na experiência como atos de formação e transformação de episódios que, elaborados, produzem diversas temporalidades, novas significações e outras histórias de vida. Investindo na capacidade humana de olhar a arte e a educação de forma sensível e crítica, esta publicação prioriza encontros, aprendizagens e partilhas interpretados a partir do impacto afetivo e relacional de vivências cotidianas, que, por suas relações com as disposições humanas para narrar, se transformam em fontes privilegiadas para a pesquisa narrativa e o estudo das interfaces entre histórias de vida, arte e educação. Autor: Raimundo Martins | Irene Tourinho | Elizeu Clementino de Souza (Org.) Edição Impressa: 978-85-7391-283-8 | Consulte Disponibilidade E-book: 978-85-7391-282-1 | Consulte Disponibilidade

Sobre a Censura Ao longo dos anos, J. M. Coetzee escreveu uma série de ensaios no esforço de “compreender a paixão com a qual eu não tenho nenhuma simpatia intuitiva - a paixão que termina silenciando e censurando” as vozes alheias. Ao mesmo tempo, a busca de Coetzee por compreender a censura se inverte na de compreender a própria antipatia por ela. Depois da coletânea de ensaios de 1996, Giving Offense: Essays on Censorship, Coetzee iria ter uma surpresa desconcertante: após o fim do Apartheid e a liberação dos documentos secretos do Estado, ele toma conhecimento dos pareceres dos censores sul-africanos sobre suas primeiras obras. As palestras no Brasil, em 2013, são o resultado de mais uma reflexão sobre o labirinto das mentes dos censores. Autor: J. M. Coetzee. Org.: Kathrin Holzermayr Rosenfield | Lawrence Flores Pereira (Org.) Edição Impressa: 978-85-7391-251-7 | 55 p. | Distribuição Gratuita

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LANÇAMENTOS DE 2016

Um Corpo-sem-órgãos, Sobrejustaposições: quem a pesquisa [em educação] pensa que é? Em Um Corpo-sem-órgãos, sobrejustaposições: quem a pesquisa [em educação] pensa que é?, Cristian Poletti Mossi busca discutir a possibilidade de criar um corpo não orgânico para as pesquisas em Educação ditas majoritárias, retomando assim a prática do corpo-sem-órgãos enunciada por Artaud em 1947 e expandida por Deleuze & Guattari em sua produção filosófica conjunta. Ao longo do livro procuram-se modos de pensar uma pesquisa menor, ou uma esquizopesquisa, que se faria por sobrejustaposições inventivas - como colagens transcriadoras de elementos (imagens e linhas de escrita em tensão constante) -, as quais afetam o corpo no decorrer do percurso investigativo, coagindo o pensamento a pensar. Autor: Cristian Poletti Mossi Edição Impressa: 978-85-7391-276-0 | Consulte Disponibilidade E-book: 978-85-7391-277-7 | Consulte Disponibilidade

Virologia Veterinária: virologia geral e doenças víricas 3ª edição revista e atualizada

Este livro é direcionado aos iniciantes em Virologia – estudantes de graduação, pós-graduação e profissionais da Medicina Veterinária e áreas biomédicas – e tem como objetivo fornecer informações básicas sobre virologia geral e doenças víricas de animais. O texto encontra-se dividido em duas partes: a parte inicial aborda os aspectos gerais da Virologia e pode ser útil para estudantes e profissionais das áreas biomédicas. A segunda parte trata especificamente das famílias virais que possuem importância em Medicina Veterinária. Autor: Eduardo Furtado Flores (Org.) Edição Impressa: 978-85-7391-267-8 | Consulte Disponibilidade

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Transformar Teses em Livros

Produção de uma ciência

para a comunidade

Editora UFSM explica aos autores como transformar trabalhos científicos em livros A Editora lançou este ano o guia Como Transformar Trabalhos Científicos em Livros. O material tem como finalidade esclarecer os autores de dissertações e teses sobre os procedimentos que devem ser realizados para adequar esses trabalhos às normas da Editora e para levá-los ao público em forma de livros.

Mudanças na capa

“A capa é o primeiro contato do público com a obra e tem o papel de transmitir o ‘espírito’ do livro, além de incitar o leitor a buscar mais informações sobre ele”, destaca o programador visual da Editora UFSM, Gilberto de Moraes. Por isso, é muito importante que ela seja bem pensada. A professora Vânia Tronco, autora do livro Manual para Inspeção da Qualidade do Leite, da Editora UFSM, concorda com Gilberto: “as capas devem transmitir

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de forma clara, atrativa e resumida, a abordagem do tema que está sendo tratado na obra, servindo como um elo entre o visual e o conteúdo”. Quando a capa de um livro está sendo criada, é feito um briefing com o autor, em que é discutida a imagem que se pretende transmitir com o livro, além de serem passados elementos obrigatórios, itens que não podem constar, referências de imagens e sugestões de cores. Com isso, desenvolve-se uma proposta. “Procuramos sempre manter um diálogo com o autor durante todo o processo, visando respeitar o conceito da obra”, reforça Gilberto. A capa de um livro, portanto, é diferente da capa de um trabalho científico. Ela deve conter orelhas e uma contracapa e, para cada uma delas, devem ser criados textos próprios. A primeira orelha, por exemplo, deve conter um texto que apresente o livro de forma sucinta, para que o leitor se


TRANSFORMAR TESES EM LIVROS

informe sobre o que se trata o livro. Na segunda orelha, por sua vez, deve haver uma biografia resumida sobre autores e organizadores, com dados pessoais, acadêmicos e profissionais. Enquanto os textos da contracapa têm de 400 a 600 caracteres, os das orelhas precisam ter de 1.200 a 1.600 caracteres. O texto da contracapa e

os textos das orelhas devem ser organizados e encaminhados à Editora UFSM juntamente com a proposta do livro.

Mudanças no miolo

Do texto do trabalho científico, alguns itens são retirados e outros são adicionados.

ESTRUTURA DISSERTAÇÕES/TESES

CAPA FOLHA DE APROVAÇÃO AGRADECIMENTOS RESUMO ABSTRACT LISTA DE ABREVIATURAS LISTA DE FIGURAS LISTA DE TABELAS INTRODUÇÃO PROBLEMA JUSTIFICATIVA OBJETIVOS REFERENCIAL TEÓRICO EVIDÊNCIAS EMPÍRICAS PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

As citações e notas de rodapé devem ser padronizadas, adequadas ao que está prescrito no Guia do Autor. Quando em língua estrangeira, as citações precisam ser traduzidas, com o texto original apresentado em notas de rodapé, que devem ser preferencialmente substituídas por notas explicativas no menor tamanho possível. Notas de referência devem ser evitadas. O texto então se organiza em introdução, capítulos e suas subdivisões, além de uma conclusão reelaborada para o novo público, ou seja, mais

LIVROS

CAPA PRIMEIRA ORELHA SEGUNDA ORELHA QUARTA CAPA PREFACIAIS FOLHA DE ROSTO PÁGINA INSTITUCIONAL DEDICATÓRIA/EPÍGRAFE SUMÁRIO PREFÁCIO APRESENTAÇÃO TEXTO (MIOLO) INTRODUÇÃO CAPÍTULOS COM SUBDIVISÕES ILUSTRAÇÕES CONCLUSÃO PÓS-TEXTO APÊNDICES REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ampla. Nessa última parte devem ser eliminadas as limitações do trabalho e perspectivas futuras. O título, que obviamente constará na capa, apresenta peculiaridades, já que além de ser objetivo, precisa ter potencial mercadológico. De acordo com o professor Daniel Arruda Coronel, diretor da Editora UFSM, com a publicação desse material, a Editora atende a uma demanda da comunidade acadêmica, que buscava diretrizes e informações de como transformar dissertações e teses em livros.

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MDT

UFSM elabora nova

versão da MDT Manual de Dissertações e Teses foi atualizado e lançado pela Editora UFSM

para designar trabalhos de conclusão de curso, conNo ano de 2015, um novo Manual de Dissertações forme a NBR 14.724. e Teses (MDT) foi lançado pela Editora UFSM. A MDT Também houve mudanças na Apresentação, tem como objetivo orientar e definir a forma de segundo a diretora da Biblioteca Central, Lizandra apresentação de trabalhos científicos no âmbito da Universidade Federal de Santa Maria. Esse do- Veleda Arabidian, “em decorrência da avaliação cumento abrange os elementos gráficos de orga- técnica de bibliotecários para adoção integral do formato ABNT”. Com a nova versão, muitas dúvidas nização e redação de dissertações e teses e, além foram contempladas, mas, ainda assim, “constandisso, segundo consta na sua introdução, “engloba temente surgem novas demandas e atualizações a orientação de outros trabalhos acadêmicos, tais como trabalhos de conclusão de curso de gradua- de normas”, afirma Lizandra. De acordo com o revisor de textos da Editora ção, pós-graduação e iniciação científica”. A MDT oferece ao leitor um guia para o tra- UFSM, Maicon Antonio Paim, ainda que a Editora UFSM não publique teses e dissertações e siga seus tamento dos conteúdos, assim como as regras próprios parâmetros elencados no Guia do Autor, metodológicas, visando esclarecer as dúvidas que possam surgir na produção do conhecimen- “a MDT é fundamental para uma consulta prática e atualizada às recomendações da ABNT”, principalto científico. mente em relação às notas de rodapé, citações e referências bibliográficas. “Em geral, as obras da A nova MDT A reestruturação aconteceu a partir de uma de- Editora, além de terem caráter acadêmico e científico, seguem essas diretrizes”, explica. manda feita em 2014 pela Editora UFSM por uma O novo Manual de Dissertações e Teses da UFSM nova tiragem, já que os usuários constataram a está disponível no site da Editora UFSM de forma existência de alguns problemas na oitava edição gratuita. Para os leitores que preferem o formato revisada de 2012, os quais foram sanados no novo impresso, a nova MDT pode ser adquirida no site da Manual. As mudanças aconteceram também em Editora ou na Livraria UFSM. função das alterações nas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que embaPARA BAIXAR OU COMPRAR: sam o Manual de Dissertações e Teses da UFSM. editoraufsm.com.br O novo Manual é resultado da revisão feita por uma comissão de atualização da Biblioteca Central PARA COMPRAR: em conjunto com a Editora e também conta com a Livraria UFSM aprovação da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e PesAvenida Roraima, nº 2 Conj. Comercial - Sala 12 quisa (PRPGP). Uma das mudanças é a abolição do Campus da UFSM. termo ‘monografia’, já que esse não é mais utilizado Próxima à ATU.

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Artigo

Uma biblioteca digital na mão de cada aluno! Por Ednei Procópio É empresário, editor e um dos maiores especialistas em livros digitais no Brasil, atuando na área desde 1998.

O mercado de conteúdo digital e literário voltado à educação é, sem sombra de dúvida, um dos mais promissores negócios que envolvem os e-books. Só para se ter uma ideia, a educação básica no Brasil possui pelo menos 50 milhões de alunos que necessitam de conteúdo de qualidade para seus estudos diários. E, segundo projeção do Ministério da Educação (MEC), até 2022, haverá um incremento de R$ 120 bilhões no orçamento da educação. A Google lançou o YouTube EDU, com 8 mil videoaulas gratuitas (de 26 canais brasileiros) e já está a todo vapor com sua plataforma educativa voltada para estudantes, educadores e colégios do ensino médio. Pouco tempo depois, a Google também anunciou uma parceria com o governo de São Paulo para capacitar cerca de 300 mil professores da rede estadual dos ensinos fundamental e médio para que esses utilizem nas atividades complementares as ferramentas on-line, como o

Gmail, o Google Docs e o Google Books. O governo paulista também anunciou, no final de outubro de 2014, através do projeto Escola Virtual de Programas Educacionais (EVESP), uma parceria com a norte-americana Microsoft Corp para utilizar o pacote Office gratuitamente na rede estadual. A tecnologia está focando a educação. Se o próximo grande desafio do Brasil é elevar a qualidade da educação, nosso país necessitará de um ecossistema de armazenamento e compartilhamento de conteúdo digital que seja de fácil entendimento e manuseio pelas partes que compõem os ambientes pedagógicos.

Leitura e educação na era digital

Algumas ações gerais podem nos ajudar a permear uma escola de leitores, entre elas o desenvolvimento de uma rotina de leitura e o estímulo à indicação de livros. Para isso, se faz necessária a

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criação e a manutenção de diversos ambientes interativos, ou salas de leitura digitais e conectadas. O principal investimento é a criação de um acervo misto de livros em versão digital disponibilizado através do que chamaremos de Biblioteca Digital Escolar, que, entre outros benefícios, deve permitir: yy Acesso aos livros através de um rico acervo. yy Aos próprios alunos escolherem os livros que desejam ler. yy Atender mais leitores com menos títulos. yy Retiradas, devoluções e recolocações automáticas nas prateleiras digitais. yy Adicionar mais títulos ao acervo já criado, sem a necessidade de investimentos em espaço físico, infraestrutura ou dispêndio operacional. yy Pesquisa de palavras em uma obra ou em uma coleção inteira de livros. yy Análise dos relatórios detalhados sobre a utilização da biblioteca, melhorando a qualidade das decisões de aquisição de novos títulos. yy Os mesmos dispositivos de direitos de propriedade dos livros impressos (através de um sistema de gerenciamento digital de Direitos Autorais, o já citado DRM). Esses e outros benefícios antes descritos podem ser o atrativo para os leitores que estão mais dispersos em outras mídias digitais interativas, fora dos ambientes pedagógicos tradicionais. Uma Biblioteca Digital Escolar é a solução mais adequada para atender alunos de cursos à distância, ou a iniciativas de inclusão digital, por exemplo, que necessitam de acesso a uma biblioteca completa.

Fazendo-se cumprir a lei

A Biblioteca Digital Escolar pode se transformar em uma coleção de livros, materiais e documentos registrados em suporte digital, destinada à consulta, pesquisa, estudo e leitura. Com a Biblioteca Digital Escolar, o professor pode ter em mãos uma poderosa ferramenta de estímulo ao desenvolvimento de jovens estudantes nos campos de leitura e um verdadeiro acervo para a construção da arte do saber e do conhecimento.

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Segundo a Lei 12.244, decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo governo em 25 de maio de 2010, todas as instituições públicas e privadas de todos os sistemas de ensino do país deverão contar com bibliotecas. Com a Biblioteca Digital Escolar, a instituição de ensino poderá se preparar para a realidade dessa Lei, que diz: “Os sistemas de ensino do país deverão desenvolver esforços progressivos para que a universalização das bibliotecas escolares, nos termos previstos nesta Lei, seja efetivada num prazo máximo de dez anos”. De acordo com dados do Censo Escolar de 2009, há 99.896 escolas do Ensino Fundamental e 7.174 escolas do Ensino Médio sem bibliotecas. Conforme o Censo Escolar de 2011, seriam 113.269 escolas públicas sem bibliotecas. É fato que praticamente 80% das escolas públicas não têm bibliotecas. Mas é fato também que, para melhorar o nível de leitura nas escolas, não precisaríamos de novas leis (como é o caso daquela de número 12.244), se realmente colocássemos a mão na massa. Mas já que a Lei foi criada, nós podemos usar de suas prerrogativas para ajudar a levar livros às escolas através das bibliotecas conectadas. Em meados de agosto de 2013, foi aprovada, no Congresso Nacional, uma lei que destina 75% dos royalties do pré-sal para a educação. É importante lembrar que uma biblioteca digital também pode cumprir o papel de uma biblioteca pública. Um espaço de leitura conectado não deve substituir as tão sonhadas bibliotecas físicas escolares, mas pode criar um caminho alternativo para a construção de um país letrado. Uma das metas do Plano Nacional de Educação é que pelo menos metade das escolas de educação básica seja de tempo integral até o início da década de 2020. Se estudantes das escolas públicas estarão por mais tempo dentro das escolas, precisaremos de ferramentas em quantidade e qualidade para aprender mais e melhor. O país precisa construir mais de 100 mil bibliotecas até 2020 para cumprir a Lei (mais de 30 unidades por dia). Precisaremos investir ao mesmo tempo em mais bibliotecas, para atender a Lei 12.244, e, ao mesmo tempo, precisaremos de mais laboratórios ou salas de informática. Poderíamos


ARTIGO

ganhar tempo com a construção das bibliotecas digitais e reinvestir o montante da diferença dos exemplares impressos em mais títulos digitais. Uma biblioteca digital pode ajudar no desenvolvimento da educação com investimentos menores do que a construção de bibliotecas de tijolos. Nossa ideia, com o nosso projeto de instalação de ambientes de leituras conectados, é criar maneiras sustentáveis de se fazer cumprir a lei e de colaborar com a expansão do número de leituras em nosso país.

Inúmeras oportunidades de crescimento

A tecnologia está com seus olhos voltados para a educação, e o mercado de conteúdo digital e literário voltado à educação é um dos mais promissores negócios que envolvem os e-books. Conforme registrado, os futuros royalties do pré-sal podem gerar um incremento da ordem de mais de R$ 120 bilhões no orçamento da educação até 2022, segundo projeção do próprio Ministério da Educação. Dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia do MEC responsável pelos programas do livro didático e da biblioteca da escola, mostram que as escolas públicas da educação básica receberam 43 milhões de livros de literatura infantil e infanto-juvenil, no período de 2005 a 2010. Outros números apontam que haverá um aumento de 42% no gasto por estudante da educação básica de 2014 a 2022. No mesmo período, a média de alunos na pirâmide demográfica brasileira será de aproximadamente 50 milhões de jovens de 5 a 19 anos. Existem 5.564 secretarias municipais e 27 secretarias estaduais cuidando da educação no país com quem podemos firmar convênios para a construção das salas de leitura digital. Entre elas aquela já citada no início deste artigo que comporta a VESP. No geral, são 190 mil escolas públicas de ensino fundamental e médio, com 2 milhões de professores de educação básica.

Repositórios digitais no futuro

Embora os e-books possam ser utilizados como ferramenta complementar no sistema de

ensino-aprendizagem, eles ainda não estão amplamente sendo utilizados na área da educação. Isso ocorre porque ainda estamos em uma fase na qual inúmeros projetos tentam de certo modo mimetizar os processos de acesso aos conteúdos já existentes, ao invés de criar um novo cenário utilizando as inúmeras possibilidades que a tecnologia da informação nos permite. Um dos principais motores dessa transformação no modo de ‘ambientalizar’ o processo de aprendizagem é a disseminação dos recursos onipresentes da computação, entre eles a própria Internet. Já existem boas alternativas, mas ainda há muitos entraves de ambos os lados, tanto pelo lado da educação, que ainda tenta testar o modelo nas escolas, quanto da própria tecnologia, que ainda não se provou realmente eficiente na falta, muitas vezes, do equilíbrio entre a teoria e a prática. Os impeditivos da utilização dos e-books na educação passam também pela chamada exclusão digital, pelo analfabetismo funcional, pela falta de acesso e conexão à Internet, entre outras questões ainda mais sérias e infelizmente não resolvidas. Os números da falta de leitura no Brasil, por exemplo, são alarmantes. Em qualquer pesquisa ou estudo que se analise, entre eles o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o que se percebe é uma lentidão generalizada na construção de novas bibliotecas, na abertura de novas salas de leitura e na formação de novos leitores. Um texto forma uma página. Uma página forma um livro. Um livro forma uma estante. Uma estante forma uma biblioteca. E uma biblioteca pode ajudar na formação de um leitor usando os ambientes virtuais, como as salas de leitura aqui propostas. Os e-books devem transformar a realidade das bibliotecas no Brasil e no mundo. Com apenas um único dispositivo de leitura em mãos, o leitor pode acessar infinitas páginas, de diversos livros, de muitas estantes, de uma Biblioteca Digital Escolar. E a educação, em nosso país, deve se preparar para lidar com uma nova demanda que já foi criada com o advento do livro digital. Para isso, o reinvento das bibliotecas se torna o próximo desafio para toda a sociedade.

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Conselho Editorial

Conselho Editorial O Conselho Editorial é o órgão consultivo e deliberativo da Editora UFSM, responsável, por exemplo, por definir a política editorial da Universidade, analisar e aprovar o plano anual de atividades da Editora e o relatório anual do Diretor. O Conselho Editorial é composto por um representante docente de cada centro de ensino, além de representantes dos campi da UFSM de Frederico

Westphalen, de Palmeira das Missões e de Silveira Martins; um representante dos servidores técnico-administrativos e um representante estudantil. Os membros do Conselho Editorial são indicados pelos diretores de Centro e assumem essa função, inicialmente, por dois anos, sendo possíveis duas reconduções. Os atuais conselheiros da Editora UFSM podem ser conhecidos a seguir.

Presidente do Conselho: Daniel Arruda Coronel Professor adjunto do Departamento de Ciências Administrativas e dos programas de Pós-Graduação em Administração e de Gestão das Organizações Públicas da Universidade Federal de Santa Maria. Atualmente é Diretor da Editora UFSM. Representante da Associação dos Servidores da UFSM: Adão Antonio Pillar Damasceno Assistente de aluno no Colégio Politécnico de Santa Maria/CTISM. Representante do Centro de Artes e Letras: Lawrence Flores Pereira Professor associado do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas e do Programa de Pós-Graduação em Letras da UFSM. Representante do Centro de Educação: Marilda Oliveira de Oliveira Professora associada do Departamento de Metodologia do Ensino da UFSM. Representante do Centro de Educação Física: Antonio Guilherme Schmitz Filho Professor associado do Departamento de Desportos Coletivos do Centro de Educação Física e Desportos da UFSM.

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CONSELHO EDITORIAL

Representante do Centro de Ciências Naturais e Exatas: Lucio Strazzabosco Dorneles Professor associado do Departamento de Física da UFSM. Representante do Centro de Ciências Rurais: Marcos Piccin Professor adjunto do Departamento de Educação Agrícola e Extensão Rural da UFSM. Representante do Centro de Ciências da Saúde: Patrícia de Moraes Costa Professora adjunta do Departamento de Clínica Médica da UFSM. Representante do Centro de Ciências Sociais e Humanas: Rogério Ferrer Koff Professor associado do Departamento de Ciências da Comunicação da UFSM. Representante do Centro de Tecnologia: Cesar Valverde Salvador Professor adjunto no Centro de Tecnologia da UFSM. Representante do Campus de Cachoeira do Sul/RS: Marcus Vinícius Tres Professor adjunto, Pesquisador e Coordenador de Pesquisa e Extensão na UFSM. Representante do Cesnors – Frederico Westphalen/RS: Melina de Souza Mota Professora assistente do Departamento de Ciências da Comunicação no Centro de Educação Superior Norte (Cesnors) da UFSM. Representante do Cesnors – Palmeira das Missões/RS: Fabiano Geremia Professor adjunto e Coordenador de Tutoria do Curso de Bacharelado em Administração Pública, modalidade EAD da UFSM. Representante do Diretório Central dos Estudantes: Fernanda de Lima Laureano Acadêmica do Curso de Comunicação Social, com habilitação em Relações Públicas, da UFSM. Representante da Udessm da UFSM – Silveira Martins/RS: Roni Blume Professor adjunto da Universidade Federal de Santa Maria, na Unidade Descentralizada de Educação Superior (Udessm) da UFSM em Silveira Martins/RS.

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Pareceristas

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Pareceristas Responsáveis por darem o aval para que a Editora UFSM publique ou não uma obra, os consultores ad hoc – também chamados pareceristas externos – são pesquisadores com notável conhecimento sobre a temática tratada no livro. O trabalho deles se inicia depois que a obra é analisada e considerada adequada pelo Conselho Editorial. Para essa tarefa, são selecionados dois consultores, a partir do tema específico de cada livro. Eles realizam uma minuciosa análise de aspectos, como

a relevância e a qualidade do conteúdo, a atualidade do tema, o potencial mercadológico e o público-alvo. No caso de autores vinculados à UFSM, os pareceristas devem ser externos à Instituição. Quando os autores são externos, os consultores podem ser da própria Universidade. Para todos os casos, os consultores devem possuir título de doutor. A seguir, são apresentados os pesquisadores que colaboraram com a Editora UFSM como pareceristas externos em 2016.

Adriana Dickel Possui doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pós-doutorado em Didática da Língua pela Universitat Autònoma de Barcelona. É graduada em Letras - Licenciatura Plena pela Universidade de Passo Fundo e mestra em Educação pela Unicamp. Atua como professora titular no Curso de Pedagogia na Universidade de Passo Fundo (UPF). Alfredo Kingo Oyama Homma Possui doutorado em Economia Rural pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). É professor visitante na Universidade Estadual do Pará (UEPA). Ana Louise de Carvalho Fiúza Possui doutorado em Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e pós-doutorado em ‘População, Família e Saúde’ pelo Centro de Investigações em Ciências Sociais da Universidade do Minho, Portugal. Atualmente é professora associada do Departamento de Economia Rural da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Angélica Massuquetti Possui doutorado em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e doutorado sanduíche na Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales - Paris/França. Atua como professora adjunta da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

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PARECERISTAS

Antonio Carlos Rodrigues de Amorim Possui doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É professor associado no Departamento de Educação, Conhecimento, Linguagem e Arte da Unicamp. Arão Nogueira Paranaguá de Santana Possui doutorado em Artes pela Universidade de São Paulo (USP). É professor e pesquisador da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) com atuação nos cursos: Licenciatura em Teatro, Mestrado Interdisciplinar Cultura e Sociedade e Mestrado Profissional em Artes. Augusto Mussi Alvim Possui doutorado em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Atua como professor titular na Faculdade de Administração, Contabilidade e Economia da Pontifícia Universidade Católica (PUC/RS). Cidonea Machado Deponti Possui doutorado em Desenvolvimento Rural pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Atualmente é professora do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural (PPGDR) da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC). Cristine Koehler Zanella Possui doutorado em Estudos Estratégicos Internacionais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e doutorado em Ciência Política pela Universidade de Gent (UGent), Bélgica. É professora do Curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Dante Augusto Couto Barone Possui doutorado em Informática pelo Institut National Polytechnique de Grenoble (INPG-França) e pós-doutorado pelo Centre National d'Études de Télécommunications (CNET-França). É professor titular do Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Eduardo Vedor de Paula Possui doutorado em Geografia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Atualmente é professor adjunto na Universidade Federal do Paraná. Everton Lazzaretti Picolotto Possui doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e pós-doutorado em Sociologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). É professor adjunto de Sociologia do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Jaqueline Pasuch Possui doutorado em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Atua como professora dos cursos de Pedagogia e Pedagogia para os Educadores do Campo na Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT).

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Leonilde Servolo de Medeiros Possui doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Atualmente é professora associada no Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Luciana Borre Nunes Possui doutorado em Arte e Cultura Visual pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Atua como professora adjunta no Departamento de Teoria da Arte e Expressão Artística da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e como professora colaboradora no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (UFPE/UFPB). Marília de Nardin Budó Possui doutorado em direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Atualmente é professora e pesquisadora do Mestrado em Direito da Faculdade Meridional (IMED) Neiva Senaide Petry Panozzo Possui doutorado em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2007). Atualmente é professora pesquisadora da Universidade de Caxias do Sul (UCS). Nilda Stecanela Possui doutorado em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É professora adjunta da Universidade de Caxias do Sul (UCS). Paulo Dabdab Waquil Possui doutorado em Economia Agrícola pela University of Wisconsin (EUA). Atualmente é professor associado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Roselane Martins Cardoso Possui doutorado em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente é psicóloga judicial do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Sandra Mara Corazza Possui doutorado em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Atualmente é professora titular da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Sergio Schneider Possui doutorado em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É professor associado do Departamento de Sociologia e membro permanente dos programas de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural e de Sociologia da UFRGS.

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Distribuidores

Distribuidores A Editora UFSM está inserida no mercado editorial, distribuindo os livros disponibilizados em seu catálogo em todas as regiões do Brasil, por meio de sua participação no Programa Interuniversitário para Distribuição de Livros (PIDL), promovido pela Associação Brasileira de Editoras Universitárias (ABEU). A Editora UFSM é também associada à Associação Nacional de Livrarias (ANL), sendo de suma importância para seu crescimento, fortalecendo e am-

pliando suas relações comerciais e buscando uma inserção no panorama editorial brasileiro. A Editora UFSM busca, ainda, o contato com novas livrarias comerciais e distribuidoras, a fim de viabilizar uma maior divulgação e comercialização dos seus livros. Os livros da Editora UFSM encontram-se distribuídos em parceiros de todas as regiões do Brasil, concentrados na sua maior parte nas regiões Sul e Sudeste.

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Nordeste

BOOKPARTNERS DISTRIBUIDORA

LIVRARIA UFRN

Endereço: Rua Vitor Ângelo Fortunato, 439

Endereço: Campus Universitário S/N.

Bairro Jardim Alvorada

Bairro Lagoa Nova

CEP: 06612-800

CEP: 59072-970

Jandira – SP

Natal – RN

Telefone: (11) 4772-0000 | (11) 4772-0024

Telefone: (84) 3215-3261

Site: www.bookpartners.com.br

PONTUAL DISTRIBUIDORA LTDA

BOOKS ONLINE DISTRIBUIDORA

Endereço: Rua Conselheiro Portela, 665 - Sala107

Endereço: Rua Thomas Edison, 296

Bairro Espinheiro

Bairro Barra Funda

CEP 52020-030

CEP: 01140-000

Recife – PE

São Paulo – SP

Telefone: (81) 3241-6985 | (81) 8627-6769

Telefone: (11) 3865-1336

E-mail: pontualdistribuidora@live.com

Centro-Oeste

CORUJET IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA Endereço: Rua Augusto de Miranda, 1322

LIVRARIA LITUDO

Bairro Vila Pompeia

Endereço: Av. Tenente Coronel Duarte, 504 - Subsolo

CEP 05026-001

Bairro Centro - CEP: 78005-500

São Paulo – SP

Cuiabá – MT

Telefone: (11) 2776-7658

Telefone: (65) 3622-2022

E-mail: compras2@corujet.com.b

Site: www.litudo.com.br

Site: www.corujet.com.br

Sudeste

DE OLHO NO LIVRO DISTRIBUIDORA

ACADEMIA DO CONHECIMENTO DISTRIBUIDORA

Endereço: Rua Camilo, 35 - Bairro Vila Romana

Endereço: Rua Ribeirópolis, 208

São Paulo – SP

Bairro Jardim Santa Maria - CEP: 07273-240

CEP: 05045-020

Guarulhos – SP

Telefone: (11) 3729 35506

Telefone: (11) 4574-3255 | (11) 4483-4702

Site: www.deolhonolivro.com

E-mail: flavio@livrariadoconhecimento.com.br

DISTRIBUIDORA CURITIBA DE PAPÉIS E LIVROS LTDA ARC LIVRARIA E IMPORTADORA LTDA

Endereço: Rua Cinco de Julho, 59 - Vila Nair

Endereço: Rua Clóvis Amaral, 300A

CEP 04281-000

Bairro Liverdade - CEP: 35502-638

São Paulo – SP

Divinópolis – MG

Telefone: (11) 2041-1105

Telefone: (37) 3215-9246 | (37) 3221-8698 | (37) 9986-8698

E-mail: compras17@livrariascuritiba.com.br

E-mail: marcelo@academicalivraria.com.br

EDITORA DA UFSCAR ATLANTIS LIVROS LTDA

Endereço: Rodovia Washington Luis, 235 - Km 235

Endereço: Rua Joaquim Guarani, 322

Setor de Eventos

Bairro Jardim das Acácias - CEP:04707-061

CEP: 13565-905

São Paulo – SP

São Carlos – SP

Telefone: (11) 5183-5377 | (11) 5183-8205

Telefone: (16) 3351-9622

E-mail: atlantis@8415.com.br

E-mail: eventos-edufscar@ufscar.br

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DISTRIBUIDORES

ÊXITO DISTRIBUIDORA

INTERBOOK LTDA

Endereço:Rua Conselheiro Ramalho,713-71

Endereço: Rua Cosmos, 44 - Sala 204

Bairro Bela Vista

Bairro Santa Lúcia - CEP: 30360-60

CEP:01325-001

Belo Horizonte – MG

São Paulo – SP

Telefone: (31) 3285-5455

Telefone: (11) 3101-6701 | (11) 3101-5816

E-mail: luciana@interbookbrasil.com

Site: www.exitolivros.com.br

JULIANI COM. DE LIVROS EIRELI FUNCAMP

Endereço: Rua Genoveva Burato Rodrigues, 221

Endereço: Rua Caio Graco Prado, 50 - Cidade Universitária

Bairro Planalto Verde

CEP: 13083-892

CEP: 14056-290

Campinas – SP

Ribeirao Preto – SP

Telefone: (19) 3521-7740

Telefone: (16) 3975-6409

Site: www.funcamp.unicamp.br

E-mail: compras02@julianilivros.com.br

FUNEP

LATBOOK

Endereço: Via de acesso Prof. Paulo Donato Castellane S/N.

Endereço: Rua Vieira Fazenda, 106

Bairro Rural

Bairro Vila Mariana

CEP: 14884-900

CEP: 04117-030

Jaboticabal – SP

São Paulo – SP

Telefone: (16) 3209-1300 | (16) 3209-7100

Telefone: (11) 5084-1919 | (11) 5575-8344

Site: www.funep.org.br/index_livraria.php

Site: www.latbookbrasil.blogspot.com

GD DISTRIBUIDORA

LIVRARIA DA FÍSICA

Endereço: Avenida Clara Nunes, 25

Endereço: Rua Enéas Luis Carlos Barbanti, 193

Bairro Renascença

Bairro Freguesia do Ó

CEP: 31130-680

CEP: 02911-000

Belo Horizonte – MG

São Paulo – SP

Telefone: (31) 3421-9693

Telefone: (11) 3936-3413 | (11) 3459-4323

Site: www.gdlivros.com.br

Site: www.livrariadafisica.com.br

IMPRENSA OFICIAL

LIVRARIA DA UNESP

Endereço: Rua XV De Novembro, 318

Endereço: Praça da Sé, 10 - Centro

Bairro Centro

CEP: 01001-900

CEP: 01013-000

São Paulo – SP

São Paulo – SP

Telefone: (11) 6604-5816

Telefone: (11) 3105-6781 | (11) 3101-6473 | (11) 2799-9673

E-mail: fabio.igaki@editora.unesp.br

INOVAÇÃO

LIVRARIA E DISTRIBUIDORA MENTE SANTA LTDA

Endereço: Rua Conselheiro Ramalho, 719

Endereço: Av. Afonso Pena, 952

Bairro Bela Vista

Bairro Freguesia do Ó

CEP: 01325-001

CEP: 30130-003

São Paulo – SP

Belo Horizonte – MG

Telefone: (11) 3262-1380

Telefone: (31) 3347-7861

Site: www.inovacaodistribuidora.com.br/site

Site: www.mentesana.com.br

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LIVRARIA UFLA

PLD LIVROS

Endereço: Campus Histórico da UFLA S/N.

Endereço: Rua José Pires De Godoy, 40

Bairro Campus Histórico da UFLA

Bairro Jardim Santa Rosa

CEP: 37200-000

CEP: 13414-124

Lavras – MG

Piracicaba – SP

Telefone: (35) 3829-1551 | (35) 3829-1901

Telefone: (19) 3421-7436 | (19) 3423-3961

Site: www.livraria.editora.ufla.br

Site: www.pldlivros.com.br

LIVRARIA UFV

RDP DISTRIBUIDORA

Endereço: Edif. Francisco São Jose s/n

Endereço: Rua Manoel Santos Chieira, 416

Campus universitário

Bairro Jardim Araxá - CEP: 17525-010

CEP: 36570-900

Marília – SP

Viçosa – MG

Telefone: (14) 3316-0585

Telefone: (31) 3899-2234

E-mail: vendas@rdpdistribuidora.com.br

Site: www.editoraufv.com.br E-mail: editoraconsignacao@ufv.br

SUL AMÉRICA Endereço: Rua Cinco de Julho, 59 - 2º andar - Sala 1

LIVRARIA UNIVERSO AGRÍCOLA

Bairro Vila Nair

Endereço: Rua Sofia Bernardes, 126A - Bairro Santa Clara

CEP: 04281-000

CEP: 36570-000

São Paulo – SP

Viçosa – MG

Telefone: (41) 3330-5039

Telefone: (31) 3892-2113

Site: www.livrariascuritiba.com.br

Site: www.universoagricola.com.br

SUSAN BACH COMERCIO DE LIVROS M & C BOOKS COMERCIO DE LIVROS LTDA

Endereço: Rua Visconde de Caravelas, 17

Endereço: Rua Ipiranga, 1070 - Bairro Centro

Bairro Botafogo

CEP: 13400-485

CEP: 22271-021

Piracicaba – SP

Rio de Janeiro – RJ

Telefone: (19) 3301-1445

Telefone: (21) 2537-2512 | (21) 2252-7694

E-mail: mcbooks@globo.com

Site: www.sbachbooks.com.br

MORENO BOOKSTORE

TECHNICAL BOOKS

Endereço: Rua Gonçalves de Barros, 131

Endereço: Rua Gonçalves Dias, 89 - Sala 207

Bairro Jd. Cidade Pirituba

Bairro Centro

CEP: 02943-000

CEP: 20050-030

São Paulo – SP

Rio de Janeiro – RJ

Telefone: (11) 9-8067-8535 | (11) 3974-2308

Telefone: (21) 2224-3177 | (21) 2252-9299

E-mail: bookstr@yahoo.com.br

Site: www.tblivraria.com.br

PANDORA

Sul

Endereço: Rua Conselheiro Ramalho, 547

A PÁGINA DISTRIBUIDORA DE LIVROS

Bairro Bella Vista - CEP: 01325-001

Endereço: Rodovia BR 116, 14056

São Paulo – SP

Bairro Fanny - CEP: 81690-200

Telefone: (11) 3112-0385

Curitiba – PR

Site: www.pandoralivros.com

Telefone: (41) 3213-5600 Site: www.apaginadistribuidora.com.br

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DISTRIBUIDORES

AGROLIVROS

LITERATA SANTA MARIA

Endereço: Av. Ivo Lessa Silveira, 562

Endereço: Av. Nossa Senhora Das Dores, 305

Bairro Chácara das Paineiras

2° andar - Royal Plaza Shopping - Bairro Dores

CEP: 92500-000

CEP: 97050-531

Guaíba – RS

Santa Maria – RS

Telefone: (51) 3403-1155

Telefone: (55) 3028-8745

Site: www.agrolivros.com.br

LIVRARIA ACADEMICA ANATERRA

Endereço: Rua Marechal Deodoro, 783

Endereço: Rua Dr. Bozano, 329, Sala 02

Bairro Vila Nova - CEP: 89035-090

Bairro Centro

Blumenau – SC

CEP: 97015-001

Telefone: (47) 3037-3195 | (47) 3037-7020

Santa Maria – RS

E-mail: marcelo@academicalivraria.com.br

Telefone: (55) 3226-4016 Site: anaterralivros.livronauta.com.br

LIVRARIA CULTURAL Endereço: Av. Unisinos, 950 - Bairro Cristo Rei - CEP: 93022-000

ATHENA

São Leopoldo –RS

Endereço: Rua Marechal Floriano Peixoto, 1112

Telefone: (51) 3590-4888 | (51) 3509-8850

Bairro Centro

Site: www.culturalstore.com.br

CEP: 97015-370 Santa Maria – RS

LIVRARIA UEL

Telefone: (55) 3307-4000

Endereço: Rua Fernando de Noronha, 1426 - Bairro Centro

Site: blog.athenalivraria.com.br

CEP: 86060-410 Londrina – PR

CESMA

Telefone: (43)3371-4691

Endereço: Rua Professor Braga, 55

Site: www.eduel.com.br/livraria-eduel

Bairro Centro CEP: 97015-530

LIVRARIA UFPR

Santa Maria – RS

Endereço: Rua Dr. Faivre, 405 - Bairro Centro - CEP: 80060-140

Telefone: (55) 3221-9165

Curitiba – PR

Site: www.cesma.com.br

Telefone: (41) 3360-5214 Site: www.editora.ufpr.br/portal/livrarias

DISTRIBUIDORA CURITIBA Endereço: Av. Marechal Floriano Peixoto, 1762

LIVRARIA UFSM

Bairro Rebouças

Endereço: Av. Roraima – Conjunto Comercial, 12

CEP: 80230-110

Bairro Campus Universitário

Curitiba – PR

CEP: 97105-900

Telefone: (41) 3330-5191 | (41) 3330-5000

Santa Maria – RS

Site: www.livrariascuritiba.com.br

Telefone: (55) 3220-8115 Site: www.livrariaufsm.com.br

JAILTON GONÇALVES FERNANDES Endereço: Rua Tancredo Neves, 156 - Areal

LIVRARIA UNIVALI

CEP: 96085-520

Endereço: Rua Uruguai, 458 - Bairro Centro - CEP: 88302-901

Pelotas – RS

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Telefone: (53) 9954-1371

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E-mail: useb.brasil@hotmail.com

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Estilo Editorial | Edição 3 | 2016 65


MANAS LIVRARIA

SEBO BANCA DO LIVRO

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PELLIZZARO E GUIMARÃES

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Editora UFSM pelo Brasil

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66 Estilo Editorial | Edição 3 | 2016


Revista Estilo Editorial Edição n. 3  

Nesta edição os leitores terão a oportunidade de conhecer as atividades e ações que a Editora, Livraria e Grife realizaram ao longo do ano;...

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