Issuu on Google+

Ana Adelaide Faria Yoshiura

Passaporte para Nova Era


Ana Adelaide Faria Yoshiura

Passaporte para Nova Era

editora

S達o Paulo - 2012


editora

Esta obra é uma publicação da Editora Lexia Ltda. www.editoralexia.com.br / © 2010. São Paulo, SP

Editores-responsáveis Fabio Aguiar Alexandra Aguiar Projeto gráfico Fabio Aguiar

Diagramação Equipe Lexia Capa Criação Colours Revisão Bianca Briones

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - CIP Y228p Yoshiura, Ana Adelaide Faria Passaporte para nova era / Ana Adelaide Faria Yoshiura. -- São Paulo: Lexia, 2012. 76 p. ISBN 978-85-8182-014-9

1. Identidade pessoal. 2.Personalidade I. Título. CDD –40 Ao adquirir um livro você está remunerando o trabalho de escritores, diagramadores, ilustradores, revisores, livreiros e mais uma série de profissionais responsáveis por transformar boas ideias em realidade e trazê-las até você. Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste livro poderá ser copiada ou reproduzida por qualquer meio impresso, eletrônico ou que venha a ser criado, sem o prévio e expresso consentimento do autor. Impresso no Brasil. Printed in Brazil.


Obra baseada no Livro: Tornando-se Vencedores 12 Estados de Auto-consciĂŞncia Autora: Ana Adelaide Faria Yoshiura Editora Lexia


DEDICATÓRIA

Dedico esta obra ao maior Mestre e Professor Jesus Cristo, que trouxe todo o ensinamento para a humanidade, de justiça, amor e liberdade, com uma visão um pouco mais avançada que a maioria. Após ele, todos os seres humanos vêm repetindo o seu ensinamento, de várias maneiras, em diversas linhas, em várias linguagens, mas com o mesmo objetivo inicial do grande Mestre, onde me encaixo também com grande humildade neste livro.


“Qualquer um poderá divulgar os meus ensinamentos, com duas condições: Que não altere o que eu disse, nem se intitule como autor.” (Jesus Cristo) “Essas coisas que eu faço, vocês as farão ainda maiores.” (Jesus Cristo)


PREFÁCIO

Os ensinamentos mais importantes de Jesus – aprender a amar a nós mesmos e aos outros, perdoar, orar e dar graças ao Criador – conservam hoje a mesma importância que tinham 2012 anos atrás. Veremos de que modo as distorções da nossa natureza emocional e os bloqueios na nossa capacidade de amar e perdoar podem produzir perturbações e desequilíbrios em nosso chakras ( pontos energéticos) e em nossa anatomia energética sutil. Quando alguém apresenta uma debilidade nos sistemas energéticos fisiológicos corporais, produzida por desequilíbrios emocionais, mentais e sutis, e esta exposto a fatores tóxicos ou infecciosos ambientais, o resultado frequentemente é a ocorrência de doenças. Graças às sofisticadas tecnologias da Nova Era, que os cientistas espiritualistas estão utilizando para demonstrar a existência da nossa estrutura anatômica sutil, nós finalmente estamos começando a compreender o verdadeiro significado espiritual do que Jesus e muitos outros nos ensinaram através dos séculos desde a época da Lemúria e da Atlântida. As descoberta que estamos fazendo hoje na verdade são mais manifesta-


ções reencarnacionistas da velha sabedoria espiritual que se originou nessas antigas porém avançadas civilizações. Os princípios básicos, tanto da cura holística e natural como da medicina têm de fato milhares de anos de idade, remontando à época da Atlântida e da Lemúria.. Por intermédio de um ciclo de regeneração e renascimento, essa idéias vieram mais uma vez à tona para permitir o desenvolvimento de métodos de cura espiritual que talvez ajudem a aliviar boa parte dos males que a humanidade infligiu a si mesma. A homeopatia, as essências florais, e o uso da luz solar , das cores e dos cristais e os óleos essenciais com propósitos terapêuticos são na verdade uma arte muito antiga. É graças a uma gradual alteração na consciência da nova geração da comunidade médica e científica que o ambiente espiritual e intelectual se aprimorou o suficiente para que essas poderosas modalidade de cura pudessem novamente subir à superfície para ver a luz do dia. (Trecho extraído do livro Medicina Vibracional – Uma Medicina para o Futuro – Autor Richard Gerber) O Futuro é Agora, então vamos começar a aprender como modificar toda a nossa estrutura de vida para nos sintonizar na energia da Nova Era.


SUMÁRIO

Introdução ................................................................................... 11 1º estado - Autovalorização (Autoestima) .............................. 13 2º estado - Organização ............................................................. 27 3º estado - Entusiasmo ............................................................... 32 4º estado - Gentileza ................................................................... 35 5º estado - Comportamento correto ........................................ 38 6º estado - Adversidade .............................................................. 49 7º estado - Empenho .................................................................. 54 8º estado - Plenitude ................................................................... 58 9º estado - Oportunidade .......................................................... 62 10º estado - Balanço ................................................................... 65 11º estado - Confiança/Fé .......................................................... 67 12º estado - O Compromisso ..................................................... 69 Bibliografia ................................................................................... 73


INTRODUÇÃO

Nascemos para sermos saudáveis, felizes e bem-sucedidos, mas durante a nossa vida, são colocados padrões de comporta­mento por nossos pais, avós, professores, parceiros, amigos, insti­tuições, pela mídia, etc., que vão traçando a nossa personalidade, que nem sempre são favoráveis, e que irão contribuir para o ser adulto que seremos. Essas informações tornam-se hábitos e criam padrões de comportamento, que definirão nosso sucesso ou fra­casso em todos os setores de nossa vida, sejam eles profissionais, familiares, econômicos, financeiros, etc. Este livro tem como objetivo mostrar a todo o ser humano, que ele é capaz de transformar a sua vida, tomando consciência, avaliando, reconhecendo e modificando todo o comportamento que não está lhe trazendo benefícios, para isso, é preciso estru­turar totalmente todo o seu aspecto de vida. Como fazer isso? Aprendendo a conhecer os papéis que são de sua responsabilidade executar, a reconhecer seus pontos positivos e negativos, e o que eles podem estar desencadeando no seu processo evolutivo, e a tomar a decisão de mudar. Isso tudo é

–11–


planejado e executado um dia de cada vez. Dessa forma serão criadas condições para um caminhar livre e novo, de escolhas certas e uma vida nova e re­novada. Isso é real, é possível, é fácil de atingir, basta ter coragem e muita força de vontade; tudo que estiver fora disso é ilusão, sonho, projeção, probabilidades. “Uma jornada de 200 km só é possível ser concluída se dermos o primeiro passo.” (autor desconhecido) Eu os convido a darem o seu primeiro passo...

–12–


PRIMEIRO ESTADO

AUTOVALORIZAÇÃO (AUTOESTIMA)

“Só há transformação com consciência.” (Ana Adelaide) Um dia cada um de nós, sem exceção, participou do maior concurso do mundo. Eram mais de quarenta milhões de concorrentes, onde todos tinham potencial para vencer, mas só um venceria. Chance de vencer: 0,000.000.04 %. Chance do vencedor: Quase inexistente. Loucura participar? Mesmo assim, cada um de nós aceitou essa disputa, com muita teimosia e com muita garra. Jamais admitimos recuar dian­te de toda a dificuldade. A palavra desistir, não fazia parte de nos­so dicionário, porque perder, significaria perder o maior prêmio da história da humanidade: “O DIREITO DE VIVER.” A disputa acirrada do espermatozóide para fecundar o óvu­lo. E por incrível que pareça, cada um de nós, que estamos hoje aqui, foi o VENCEDOR.

–13–


E como conseguimos? Com uma força descomunal, com muita determinação, com uma coragem de ferro e uma fé inabalável em nós mesmos, pois até então, não tínhamos noção de consciência para pedir ajuda a alguém. Fomos a flecha certeira no alvo pretendido. A quantidade de concorrentes não nos intimidava, pois estávamos focados no objetivo final e apostamos tudo em nós mesmos. Antes de nossos pais terem a notícia de nossa existência, já tínhamos adquirido o direito a ela, então somos responsáveis por ela desde o ato da concepção. Então aquele padrão de pen­ samento de que não pedimos para nascer, cai por terra. Não só pedimos, como lutamos com toda a intensidade pelo direito à VIDA. E somos os únicos responsáveis por ela. Conclusão: somos todos iguais perante a vida – VENCE­ DORES – não existem prediletos. Nascemos e os anos foram passando repletos de muita informação e aprendizado. Hoje se alguém pisa em nosso pé, perdemos a paciência, se alguém nos pressiona ou critica, nos estressa e nos leva ao de­sespero. Se tivermos alguns concorrentes a nossa frente, já nos desanimamos e perdemos noites e noites de sono. O que aconteceu com a gente? Onde nos perdemos da for­ça inicial que nos deu direito a VIDA? Então eu informo a vocês: no comodismo e na inércia. Ba­seado nestas duas condições vamos começar nosso primeiro passo para a libertação dessas algemas de padrões de pensamentos que estão nos aprisionando ao derrotismo.

–14–


Todos nós nascemos para triunfar. Somos formados a ima­gem de Deus, não há nada que não possamos alcançar. Por mui­tas vezes nos indagamos, por que outras pessoas conseguem tudo o que querem e nós não? Será que realmente estamos nos empe­nhando para conseguir, da mesma forma que as outras se empe­nharam? Ou será que estamos sempre dando desculpas, para fugir do nosso aprimoramento. “Deus não tem prediletos.” É mais fácil lastimar e dizer que não tem sorte na vida, não é mesmo? Isto não requer nenhuma habilidade e nem esforço. Sempre estamos buscando desculpas nos outros para a nossa falta de sucesso. Sem percebermos que os nossos maiores inimigos estão dentro de nós: a falta de vontade e a inação. Há três classes de pessoas no mundo: • A primeira, aprende com as suas próprias experiências – Esta é Sábia. • A segunda, aprende com a experiência dos outros • – Esta é Afortunada. • A terceira, não aprende nem com a própria experiência, nem com a experiência dos outros – Esta é Tola. (OG MANDINO) Em que classe vocês se encaixam? A autopiedade e o autodesprezo nos impede de caminhar. “Dê um basta nisto agora!”, se realmente quiser conquistar a vitória.

–15–


“Na vazante mais baixa que inverte a maré.” (OG MANDINO) Pare de lamentar-se e diminuir-se perante os outros. Até os mais sábios e bem-sucedidos têm seus momentos de mágoas e fracassos, mas eles, tem um comportamento diferente de vocês, aprendem que para atingirem o sucesso, é necessário ter muita luta, coragem, fé e determinação. A paciência e o tempo são mais eficazes, que a força e a paixão. O processo de realização sempre será devagar, com paci­ ência e perseverança. Dito popular: “Tudo que sobe rápido, desce rápido também.” O fracasso é, em certo sentido, a estrada para o sucesso, pois nele descobrimos o que é falso e o que é verdadeiro. É, com certeza, a oportunidade de nos aprimorarmos. Sem sonhos, a vida não tem brilho. Sem metas os sonhos não têm alicerces. Sem prioridades, os sonhos não se tornam reais. Sonhe, trace metas, estabeleça prioridades e corra riscos para executar seus sonhos.* Não tenha medo dos tropeços da jornada. Pois o verdadei­ ro derrotado é aquele que nunca tentou. Não podemos esquecer que, apesar de ainda sermos incompletos, fomos um dia o maior vencedor da história da humanidade. *Ditos extraídos de cursos, palestras e vivências, onde não foram men­cionados o autor. A conscientização do que somos, de onde viemos e para aonde vamos, é a base primordial para a constru-

–16–


ção de uma vida nova e feliz. Três palavras devem ser gravadas para sempre em nossas memórias a partir de agora: tomar consciência, reconhe­c er e modificar. Sem essas três atitudes nada acontece em nossas vidas. Então vamos começar? VAMOS AGORA APLICAR O 1º EXERCÍCIO Auto-identificação Sentem-se num lugar confortável, silencioso, onde não serão interrompidos de forma alguma. Usando a nossa percepção, atra­vés dos cinco sentidos, vamos começar a nos perceber. Visão: olhe para você mesmo, na extensão que a sua visão pode atingir, perceba, a sua cor, o brilho da sua pele, o as­ pecto geral, com todos os detalhes. Audição: agora preste atenção na sua respiração, ouça você respirando, ouça a entrada e saída do ar, lenta e profunda­ mente. Ouça o pulsar do seu coração, a cada respiração, mexa as suas mãos, ouça o barulho que elas emitem. Todo o seu corpo se comunica através de sons. Olfato: sinta o cheiro de sua pele, você tem um aroma especial, único. Paladar: você tem gosto que altera conforme suas emo­ções. Tato: este é o principal, faz ter as sensações de calor, frio, dor, caricias, prazer, aversão, etc. Agora perceba onde você está. Neste lugar pode estar outra pessoa além de você? A resposta é não!

–17–


Mediante este exercício, percebemos que estamos in­t eiros e perceptíveis, e que estamos ocupando um lugar no tempo e espaço, onde cada um tem o seu, e que ninguém pode ocupar. Segundo a lei da física, dois corpos por meno­res que sejam, não podem ocupar um mesmo lugar no espa­ç o. Então podemos concluir que esse lugar que ocupamos pertence a nós. Para alguém ocupar o nosso lugar nós temos que sair, então podemos concluir que: ninguém tira o lugar de ninguém, nós é quem abrimos mão dele. Agora já estamos localizados e identificados fisicamente. Até aqui, não notamos nenhuma desvantagem ou diferença em relação a qualquer ser humano. 2º EXERCÍCIO Quem sou eu? Escreva suas características: alto/baixo, gordo/magro, feio/bonito, rico/pobre, casado/solteiro, empregado/desempregado, chefe/subordinado, etc. Isso identifica quem você é? NÃO, isso não identifica quem você é, e com certeza, não vai determinar o sucesso ou o fracasso que você terá. Não importa a aparência nem a condição social que ocupa. São as emoções que identificam quem somos. Gostaria de fazer um aparte sobre a visão, no sentido de aparência. Com a nossa visão podemos enxergar uma ex­tensão de nosso corpo, mas que não é suficiente para termos uma noção real dele. Podemos nos enxergar

–18–


inteiros somente através de reflexos, ou na interpretação de outras pessoas, a visão faz a crítica superficial e, nem sempre, expressa a realidade, pode nos iludir da forma que somos. Só quando interagimos com nós mesmos e com outras pessoas, usando os nossos outros sentidos é que podemos perceber o que re­a lmente somos. Sou alegre, descontraído, de bem com a vida, amigo, dedi­cado, otimista, batalhador, tenho sempre pensamentos positivos, persevero diante de obstáculos, etc. Sou agressivo, possessivo, mal-humorado, introvertido, pessimista, derrotista, controlador, ciumento, egoísta, etc. Através de nossas emoções criamos padrões de comporta­mento que irão determinar as aberturas de caminhos que nos levarão ao sucesso ou fracasso em todos os setores de nossa vida. Com esses dois exercícios, podemos começar a tomar cons­ ciência e reconhecer o que estamos fazendo com nossa vida. Conclusão: Ocupamos um corpo, um espaço físico em um tempo, e possuímos emoções que identificam através de com­portamentos o que somos. Com essa consciência, agora vamos começar a construir a nossa auto-estima Para começarmos, primeiro temos que entender o que é auto-estima, em outras palavras, é o nosso amor próprio, e o que temos que fazer por nós mesmos, o que é nossa responsabilidade, o que ninguém pode fazer por nós. Nossos papéis que são de nos­sa responsabilidade fazer, ninguém poderá fazer por nós.

–19–


Nossos Papéis representados no gráfico abaixo:

Pessoal/ Individual

/ so l io a ig tu el iri R sp E

om So uni ci tár al io /

Família Direta

Por uma vida Constante Mudança

C

Profissional/ Trabalho

Por toda eternidade

PAPEL PESSOAL/INDIVIDUAL • Higiene pessoal (tomar banho, escovar os dentes, pen­ tear o cabelo, etc.). • Cuidar da aparência: a aparência é muito importan­te, pois é nossa primeira impressão para com o outro. Estarmos bem vestidos e higienizados, de acordo com o ambiente que frequentamos, vai demonstrar o grau da nossa auto-estima e também facilitar, a outra pessoa, a querer ter um novo contato conosco e começar a co­ nhecer os nossos valores como seres humanos. • A nossa primeira expressão facial e a fala são primordiais para estreitar ou repelir um relacionamento com outras pessoas, precisamos estar muito atentos

–20–


a isto, sempre ex­pressarmos palavras amenas, com calma e de bom tom, e utilizarmos sempre um sorriso para começar qualquer diálogo, mesmo que seja apenas um “bom dia!” • Cuidar de nossa Saúde: dormir bem, se alimentar com equilíbrio, se exercitar ( mínimo ½ hora diária), exames preventivos, cuidados dentários, ingestão de líquidos(de preferência água – 2 litros diários), frequentar lugares que dê segurança... • O Lazer e Divertimento, é primordial para que tenha­ mos um bom equilíbrio, em todos os nossos papéis, é nossa válvula de escape para relaxar de toda a serieda­ de e responsabilidade do nosso dia a dia, para espantar todo o estresse e adquirir boa saúde. • Cultura: Informações sobre o meio em que vivemos, aprendizado, conhecimento e estudo. Papel da família direta Há um grande equívoco, quanto a este papel, que acaba gerando os maiores conflitos familiares. Família direta: independente de laços de sangue e senti­ mentos, são pessoas que convivem num mesmo espaço físico e que tem funções hierárquicas neste espaço. Ex.: pai, mãe, filhos e a secretária do lar que mora no local. É importante, em primeiro lugar, determinar os papéis de cada um e a hierarquia que cada um ocupa nesse espaço. O exem­plo acima ficaria assim na escala hierárquica: Pai e mãe, filhos, e secretária do lar.

–21–


Papéis: • Pai: trazer o sustento e colaborar com a educação dos filhos, no sentido de segurança, força, integridade e companheirismo. • Mãe: organização das atividades do lar, executando tarefas ou delegando, cuidando para que não falte o mínimo de condições para o progresso de todos os de­mais: Alimentação, organização e limpeza. Também é papel da mãe, educar os filhos e transmitir valores (res­peito, honestidade, bondade, humildade, abnegação, paciência, etc.). E o Amor incondicional. • Filhos: cuidar de seu ambiente privativo (geralmente o quarto), cuidar das tarefas diárias que a ele compete, tais como, cuidados pessoais e estudos. Sempre res­peitando a hierarquia da casa, principalmente nas áreas comuns a todos. • Secretária do lar: cabe a ela executar as tarefas de­ legadas pela mãe, que será a portadora das necessidades de todos. Respeitar a hierarquia da casa e cuidar de seu ambiente privativo. Esse é apenas um modelo de organização de uma família, que poderá variar de acordo número e cultura de cada grupo. O importante para ter equilíbrio e harmonia em todos os setores ambientais, e ter sempre acordado e claro, a hierarquia do lugar, o papel que cada um tem neste lugar. Dessa forma, poderemos ter um bom convívio e sucesso em qualquer setor de nossa vida.

–22–


Papel Profissional/Trabalho Da mesma forma que a família direta, deve-se respeitar a hie­rarquia do lugar, desempenhar o seu papel na integra, da forma que foi acordado, e colaborar com o crescimento do lugar no tempo em que estiver nele. Esse trabalho não se refere somente ao remunerado, está relacionado com tudo o que dispensa uma ação: tarefas domésticas, ir ao banco, levar filhos para a escola, cortar a grama, etc. São trabalhos tão importantes quanto os remunerados, pois visam o crescimento, de­senvolvimento, equilíbrio e conforto do grupo relacionado. Trabalhar visando à qualidade e não à quantidade. Papel Comunitário/Social Estão todas as demais pessoas que não participam da famí­lia direta: Parentes em geral, amigos, colegas de trabalho, colabo­radores, prestadores de serviços, professores, alunos, companhei­ros, etc. Pessoas que temos convívio, mas sem comprometimento com a estrutura do nosso lar. Nosso papel é colaborar com o gru­po visando sua harmonia e crescimento. Religioso/Espiritual Religare (ligação com o divino dentro de cada ser). Religião ao contrário do que muitos pensam, não é um lo­ cal ou seita, mas sim um sentimento que trazemos dentro de nós, pessoal e intransferível, é aquilo que adquirimos para nosso cres­ cimento pessoal, baseado em valores, transformando-nos em seres

–23–


humanos melhores, colaborando com o nosso crescimento pessoal e espiritual; é o que realmente mensura o valor de cada ser huma­no. Não está ligada a classe social, cultural ou mesmo financeira. Adquirimos esses valores, das nossas próprias experiências, das experiências dos outros, em livros, filmes, cursos, palestras. Literaturas muito conhecidas como auto-ajuda são ricas nesse tipo de aprendizado. Nesses papéis que são de nossa responsabilidade podemos dizer que: Os pessoais nunca podem ser deixados de lado, pois eles são responsáveis pelo sucesso de uma vida toda onde está localizada a nossa auto-estima. Os da família direta, profissional e comunitário vão se modificando com o tempo dependendo das situações que nos encontramos (são transitórios). Mas o religioso é o que mar­ca toda a nossa eternidade, sendo acumulativo por toda a nossa existência no plano divino. Esses papéis vão fazer, de agora em diante, parte do nosso planejamento diário. Criando o hábito de praticar essas tarefas diárias, aos pou­ cos, vamos percebendo que estamos repletos de nós mesmos, nos importando com o que gostamos, como nos sentimos, o que nos dá prazer, cuidando de nossa saúde, e vamos perceber que a opinião dos outros já não tem muita importância. Vamos nos tornando seres inteiros, repletos de sensações únicas, seguros de nós mesmos, percebendo que a única pessoa que pode perceber e entender as nossas necessidades somos nós mesmos. Somos seres humanos únicos, individuais, inteligentes e li­vres. Não existe outro personagem igual a nós no palco da

–24–


vida. Todos nós somos seres únicos e insubstituíveis, uma peça de real importância no jogo da vida, e se nós não existíssemos, o universo não seria o mesmo. Aprendendo a ter amor próprio, sabendo nos valorizar, nos cuidar, nos respeitar, e sabendo que temos limites, perceberemos que o meio em que vivemos nos tratará da mesma forma, pois afinal, somos nós que determinamos o valor que temos perante a vida. Com certeza já estamos nos sentindo bem melhor, com apenas uma parte desse aprendizado podemos observar uma agi­ tação estranha e forte em nosso coração, um sentimento de espe­ rança nova. Finalmente estamos sendo resgatados do comodis­ mo e da inércia que estavam depositados em nossa vida. Com o aprendizado do 1º estado, podemos notar que a nossa valorização perante o mundo já foi modificada, e com certeza, para bem me­ lhor. Aprendemos que a valorização que o mundo dará a nós, é o valor que damos a nós mesmos. Então podemos concluir que: se a nossa autovalorização for muito baixa, o mundo concordará, mas se nos avaliarmos pelo melhor preço, o mundo também aceitará de boa vontade esta avaliação. Abandonar-se a deriva, todos os dias, é fácil. Nenhum ta­lento é exigido, nem esforço, nem dor. Por outro lado, estabelecer objetivos para um dia e atingir estes objetivos não é fácil. “Amanhã começarei”, sempre dizemos, sem saber que o amanhã encontra-se apenas no calendário dos tolos. Que desperdício de vida. Ainda bem que acordamos antes que fosse tarde demais. Hoje é tarde para algumas coisas que fizemos no passado, mas não é tarde demais para começarmos novamente com consciência e sabedoria.

–25–


Devemos com certeza agradecer, pois esse é o ponto de vi­rada em nossas vidas, e agora com certeza, diferente de antes, va­mos aceitar esse desafio com coragem, determinação e fé. Podemos perceber que não estamos desamparados em nos­sos sofrimentos, que tem lugares, objetos e pessoas, que estão sempre dispostas a nos ajudar, mas para isso, temos que buscar essa ajuda. Hoje já podemos sentir o sabor da vitória, que é nossa por direito, desde o momento da nossa concepção.

–26–


SEGUNDO ESTADO

ORGANIZAÇÃO

“Só há conquista, com paciência e perseverança.”* Nesse passo vamos colocar em prática diariamente papéis que são de nossa responsabilidade: pessoal, família direta, profis­sional, comunitário/social e religioso/espiritual. Entrar para o dia sem objetivos, nos deixa à deriva (sem movimento). Estabelecer metas e cumpri-las, nos deixa em movimento constante, sem dis­persar e desperdiçar o nosso tempo. Para tudo isso acontecer, é necessário ter algumas informa­ções importantes: • Não estabeleça metas que não poderá cumprir. • Anote em um papel tudo que quer realizar nesse dia em ordem de horário, e, durante o dia dê uma verificada para avaliar o bom desempenho das tarefas. • Deixe sempre um espaço de tempo para eventuais contratempos. • Saiba dar prioridade para coisas que não podem ser adiadas e para coisas que podem ser deixadas

–27–


para depois. Que cuidar de você seja o seu primeiro compromisso do dia e que isso nunca possa ser deixado de lado. • Se deixar de fazer alguma coisa nesse dia, que ela seja a sua prioridade no programa do dia seguinte. Desta maneira de grão em grão, um passo de cada vez, você estará construindo o seu castelo sobre um alicerce firme. Aquilo que era sonho, agora poderá ser realidade. Na verdade isso não é difícil de realizar, desde que você aprenda a refrear a sua impaciência e lidar com a vida um dia de cada vez. O sucesso agora será possível, pois você obterá esse novo hábito de estabelecer metas e cumpri-las. Mes­mo a tarefa mais chata tornar-se-á suportável, pois você terá a certeza que ela o levará à conquista do seu objetivo principal. Você não precisa conhecer, neste momento, todas as curvas e desvios para atingir o seu objetivo. Viva um dia de cada vez, sem ansiedade, sem desespero, somente focado em cumprir as metas deste dia e verá que cada vez mais estará perto dos 200 km. O sábio nunca estabelece objetivos em proporções imensas. Os planos que são gigantescos em tamanho são chamados de sonhos, que devemos guardar dentro de nosso coração, sem comentarmos com ninguém, para que não nos tirem o estímulo. Com objetivos pequenos, apenas por um dia, é a maneira que iremos trabalhar de agora em diante, estes estão perto e bem possíveis de atingir. Com esse novo hábito todos os dias, teremos condições de atingir o objetivo grande, sem ansiedade.

–28–


Assuma agora o compromisso de fazer o seu programa diário. Nele deve conter todos os seus papéis passados no diagrama acima. Coloque qualidade e não quantidade no tempo que irá administrar para cada tarefa. Use o tempo com sabedoria e a seu favor, sincroni­zando tarefas. Ex.: enquanto estiver indo para o trabalho ou outra atividade, aproveite para ler algum texto de auto-ajuda ou ouvir algo que o leve a um crescimento pessoal e espiritual. Deixe o carro na garagem é vá a pé a padaria, desta forma, você já estará praticando o seu exercício diário, sem gastar nenhum dinheiro. Escolha no dia anterior a roupa que irá vestir, assim você estará escolhendo com mais critério e ganhará tempo para o seu cuidado com a higiene. No início, é necessário fazer esse programa escrito no pa­ pel, numerar o grau de prioridades e o tempo que irá desenvolver cada tarefa. Com o tempo isso se tornará um hábito e poderá fa­zer isso mentalmente, sem dificuldade nenhuma. Dessa maneira não perderemos o foco do objetivo, pois estaremos programando, traçando metas e cumprindo-as. Estaremos administrando e ge­renciando a nossa própria vida. Boa Sorte! Antes de irmos para o 3º passo, gostaria de explicar a diferença entre o EGO e o EU, pois muitos de vocês podem estar perguntando se cuidar de si próprio com prioridade não seria egoísmo. Em nosso aprendizado a vida toda, nos ensinaram a cuidar dos outros e esque­cer de nós, há uma grande confusão em tudo isso, e vamos começar a entender por partes o verdadeiro significado destas duas palavras.

–29–


EGO: tudo o que vem do externo para nossa satisfação pessoal, coisas mundanas (do mundo, do homem) que são pas­sageiras, que tem o seu valor só por um tempo, por uma vida, e com a nossa morte, tudo é dissolvido. Ex.: casa, carro, roupas, posição social ou financeira, car­gos ilustres, conhecimentos, etc., e que não identificam o verda­deiro valor do ser humano. As pessoas tornam-se egoístas quando isso passa a fazer parte com muita importância em sua vida. Morrem por elas, não dividem com ninguém com medo de ficarem com menos ou até de perderem tudo. São identificadas como pessoas materialistas. Um termo muito comum: “Só conseguem olhar para o próprio umbigo.” Não fazem nada para ninguém e exigem que façam tudo para elas. Inclusive os papéis que vimos anteriormente, que é obrigatório cada indivíduo fazer por ele mesmo. EU: tudo o que leva ao crescimento pessoal, que faz o ser hu­mano tornar-se melhor perante ele e os outros − os valores, as virtudes, a sabedoria que aprende com humildade e compartilha com os outros, visando o seu crescimento e o do grupo. Ele sabe que ensinar só trará benefícios e não colocará em risco o que já tiver adquirido por direito. O Eu é evolução, que nunca se perde e nem caminha para trás, é o ser eterno. Caminha com liberdade, não tem medo, acredita no fluxo da vida e que tudo está perfeito, investe no seu pessoal com toda a dedica­ção, porque sabe que é isso que o levará a ser vitorioso. Não morre por coisas nem por pessoas, pois sabe que tudo é transitório, somente ele é eterno. Enfim, o Eu está

–30–


dentro de cada ser humano, é a sua divindade, o seu verdadeiro tesouro. Com certeza, já estamos nos sentindo diferentes, encarando a vida de uma maneira nunca antes vista. Em tão pouco aprendizado, já podemos perceber muitas coisas transformando-se dentro de nós, simplesmente por pequenas atitudes que já estamos adotando. Apren­demos que o sucesso de nosso dia depende das metas que traçaremos e o empenho em cumprilas. Então vamos para o nosso terceiro passo.

–31–


TERCEIRO ESTADO

ENTUSIASMO

“Perseverar sempre, desistir jamais.”* Podemos perceber que já estamos alertas às novas informações e cheios de expectativas. Aprendemos no segundo passo a organizar o nosso dia, mas é muito importante, para podermos cumprir as nos­s as metas diárias, que tenhamos um bom ânimo. Para isso, devemos criar o hábito de saudar o novo dia com alegria e confiança. O so­ frimento do passado, mesmo recente, agora será referência para que não cometamos as mesmas falhas. Agora sabemos que a confiança e o entusiasmo são itens necessários para vencer qualquer desafio. O entusiasmo será o nosso lema, com ele venceremos as tarefas mais complexas e chatas, com ele realizaremos milagres. O entusiasmo será a nossa fé em ação! Com fé não podere­-mos falhar. O entusiasmo supera o dinheiro, o poder, as influên­cias, o preconceito e a oposição, ultrapassa todos os obstáculos. Iremos desenvolver o hábito de manter o nosso entusiasmo todos os dias, todas as horas, todos os minutos e to-

–32–


dos os segundos. Desta maneira, não daremos chance para que o desânimo e a depressão se aproximem de nós. Dessa forma seremos capazes de ver pela primeira vez, todas as coisas boas da vida, que antes não estávamos percebendo. Teremos o poder de percepção intensifi­cado e a nossa visão ampliada, até que possamos ver a beleza e o encanto em tudo, e em todos os que tivermos contato. Assim, estaremos deixando de lado a sensação do trabalho chato, da pri­vação, da opressão e, até mesmo, da perseguição. A juventude sempre estará presente em nosso espírito, não teremos mais medo do futuro, nem do fracasso, com todo o tem­po do mundo a nosso favor. E viveremos intensamente um dia de cada vez, saboreando tudo de bom que possa existir, sem nos preocuparmos com o amanhã, pois só o presente é o que importa, só nele poderemos construir a nossa vida plena e feliz. Enfim, se aprendermos a perceber que as mínimas coi­ sas que executamos todos os dias, é o que nos leva a ter sucesso no objetivo final, aprenderemos a valorizá-las e executálas com vontade e determinação, fazendo, dessa forma, uma sucessão de pequenas coisas bem feitas, sem dar espaço à preguiça e à estag­nação. Cumpriremos todas as nossas metas traçadas para cada dia sem darmos espaço para que os nossos pensamentos possam avaliar se eram chatas, difíceis ou até impossíveis. Tudo é relativo, só depende do grau de importância que você dá. Se não tem como ser evitado, então façamos com ânimo e alegria e o fardo será muito mais leve de carregar. Lembram dos 40.000.000 de concorrentes?

–33–


Estamos com esses três passos fechando um ciclo de intros­pecção, voltados para nós mesmos, nos fortalecendo e criando novos padrões de pensamento e comportamento. Assim estare­mos preparados para a nova abertura para o mundo em busca da prosperidade. Vale fechar com chave de ouro, com frases reflexi­vas de ilustres autores: “O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você.” (Mário Quintana) “... O tempo é algo que não volta atrás. Por isso, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores...” (William Shakespeare)

–34–


QUARTO ESTADO

GENTILEZA

“Com apenas um sorriso, poderei conquistar o mundo.” Neste passo, descobriremos que temos um poder imenso, que dará condições de realizarmos tudo o que quisermos, o poder de influenciar outras pessoas em pensamentos e ação. É isso, que usado com sabedoria, vai nos proporcionar fama e riqueza. Atra­vés dessas informações que estão sendo passadas nesse momento, nossos olhos serão abertos. Podemos influenciar os outros, tratando-os do mesmo modo como gostaríamos que nos tratassem. Agora estamos aprendendo que o sucesso não pode ser alcançado sozinho. As nossas ações do passado nos levaram ao fracasso e tolamente culpávamos os outros pela nossa falta de condição. Agora vamos poder perceber que a culpa era nossa. Elogiar, sorrir, demonstrar preocupação com os outros e tão benéfico para quem faz, quanto a quem recebe tais favores. Um sorriso continua sendo o presente menos dispendioso que podemos oferecer a qualquer pessoa e, no entanto, o seu poder pode conquistar o mundo. Teremos que praticar essa ex-

–35–


pressão para amigos e inimigos, sem distinção, e fazer todo um esforço para encontrar qualidades em todas as pessoas. Aqueles que tra­tamos gentilmente com palavras elogiosas, em breve começarão a perceber em nós as boas qualidades que nunca haviam visto antes. Paremos de queixar dos outros. A partir de agora, não te­mos mais tempo para essa lamentável atividade. Perdemos anos de nossa vida com caras feias, olhares zangados, palavras rudes, mal-humor, sem percebermos que bastava um sorriso e uma pa­lavra gentil para ter amolecido inúmeros corações, o que levaria a abrir várias portas, que poderiam ter nos ajudado a conseguir o nosso sucesso. Sorrisos, gentilezas e deveres distribuídos onde e quando for possível, são os que conquistam e preservam as pessoas. As pa­lavras gentis refletem nas almas dos homens como sinfonias, elas consolam, acalmam e confortam quem as recebe. Se começamos a praticar tais atitudes, mesmo que no início soem como falsas, com o tempo estaremos criando um novo hábito, que faremos com grande facilidade. Dessa forma, as pessoas terão prazer em nossa companhia. Uma pessoa gentil não atrai a maldade dos outros, não projeta pensamentos de vingança. Quando Jesus Cristo disse: Amai seu inimigo como se fos­se seu amigo, era a isso que ele estava se referindo. Ter um bom comportamento com todos sem distinção. Nesse assunto, também podemos colocar a Lei da Ação e Rea­ç ão. Sempre tem que existir uma ação para desencadear uma reação. Vocês devem estar se perguntando, mas como ter este com­portamento com pessoas que nos fazem mal? Somos seres

–36–


hu­manos, temos sentimentos, outros podem até dizer, “não tenho sangue de barata, não sou tão espiritualizado assim”, etc. Então vamos aprender uma forma de lidarmos com tudo isso com mais facilidade. Já ouviram falar de ÁGAPE. Hoje em dia, essa palavra está em evidência, mas poucos conseguem defini-la de forma que as pessoas entendam com facilidade. Essa palavra significa um aprofundamento em nossos sen­timentos, voltada as nossas virtudes, e no valor que realmente o ser humano possui. Palavra que vamos abordar com muita calma. Ágape é a forma de amor que não envolve sentimento, nem afini­dade com o outro, e sim, um comportamento correto que temos que ter com o nosso semelhante. É o ensinamento que Jesus Cris­to veio plantar no coração de todas as pessoas. Que está guardado dentro de cada um e que tem que ser resgatado. Vamos a mais um passo na nossa jornada de 200 km.

–37–


QUINTO ESTADO

COMPORTAMENTO CORRETO

Fazem parte deste comportamento: Paciência • • •

Mostrar autocontrole. Ensinar e não punir. Mostrar os pontos negativos, sem agredir. Ensinar com liberdade.

O que isso quer dizer: temos que estar sempre em equilí­ brio, quando estivermos conversando com alguém, quando qui­sermos passar algum tipo de ensinamento, com a voz em bom tom e as palavras expressadas com nitidez, para serem entendidas, e se for necessário, repetir quantas vezes precisar, para que o outro possa compreender, sem se alterar, nem gritar, usando palavras de baixo calão, tais como: seu burro, seu surdo, etc. Colocar os pontos negativos, visando sempre o cresci­ mento do outro, com delicadeza, usando as palavras com sa­ –38–


bedoria, para não transmitir a impressão de estar criticando. Mostrar que no aprendizado, a pessoa vai ter vantagens e não coagi-la para que faça as suas vontades, instigando o medo e a insegurança nela. E se mesmo assim, não quiser aplicar o aprendizado, deixar livre para ela agir da forma que achar certo. Você fez a sua parte! Bondade • Dar atenção, apreciação e incentivo é a maneira que devemos agir com os outros independentemente de nossos sentimentos. • Saber ouvir ativamente: silenciar o nosso interior e ver as coisas como quem fala, as vê, e sentir as coisas como quem fala, as sente. “Aqueles que apreciam ouvir o apelo dos outros devem fa­zê-lo com paciência, pois as pessoas querem muito mais atenção para o que dizem do que para o que estão reivindicando. “Nesse momento a outra pessoa é a mais importante, nada mais exis­te, especialmente quem a ouve.” Podemos manifestar bondade, independentemente dos nossos sentimentos por alguém. Amor não é o que sentimos pelos outros, mas como nos comportamos com os outros. Vale também colocar, que a nossa opinião a respeito do que estão nos falando, se está certa ou errada, não tem a menor importância a menos que seja solicitada, mesmo assim, temos que ponderar o que vamos falar. Só podemos entender o que o outro está sentindo, se em algum momento

–39–


de nossa vida passamos por situações parecidas, do contrá­ rio, não temos o direito de dar opiniões de coisas que nunca sentimos, pois nunca poderemos saber se na mesma situação não faríamos o mesmo. Humildade • • • •

Ser autêntico, sem pretensão, orgulho ou arrogância. Humilde é pensar menos a respeito de si mesmo. De querer sempre estar com a razão. De sempre querer dar opiniões, como se fossem os do­nos da verdade.

“Ser humilde e estar sempre na posição de aprendiz.” (Ana Adelaide) A vida é uma grande escola e nos somos eternos Professores e Aprendizes. Aqueles que nos parecem inimigos, fracos, desinteressan­ tes, na verdade são nossos maiores professores, pois nos ensinam o que não queremos para nós. Este tipo de humildade está relacionado a dar atenção a tudo o que é falado para nós, mesmo que já saibamos a respeito do assunto. Não interrompa a informação dizendo que já sabe. A pessoa que está passando a informação, está demonstrando que se importa conosco, não é mesmo? Senão não estaria gastando o seu tempo. Aproveitar o que precisamos e descartar o que não precisa­ mos, também é ser sábio.

–40–


Respeito • Tratar as pessoas como se fossem importantes, com car­gos ilustres. • As pessoas devem ter um interesse especial no sucesso daqueles que os cercam, apoiá-los e incentivá-los para que se tornem bem-sucedidos. • A pontualidade em desempenhar tarefas para os outros é sinal do quanto o ser que espera por estas tarefas é va­lorizado. É o termômetro da valorização de quem faz as tarefas para quem recebe as tarefas. Isso inclui todos os tipos de compromisso (horários, prazos, serviços, etc.). O não cumprimento é uma grande falta de respeito. Abnegação: (Generosidade) • Satisfazer as necessidades dos outros mesmo antes das suas. • Satisfazer as necessidades e não as vontades. • Ser um servidor e não um escravo. • Dar a eles o que eles legitimamente exigem para o seu bem-estar mental e físico. “Abnegação é o oposto do egoísmo.” Para explicar melhor um assunto tão complexo colocarei frases de alguns pensadores:

–41–


“Consciente ou inconscientemente, cada um de nós presta um ou outro serviço. Se nós cultivamos o hábito de fazer este serviço deliberadamente, nosso desejo de servir crescerá gradualmente e faremos não apenas nossa própria felicidade, mas a da sociedade em geral.” (Mahatma Gandhi) “Faça todo o bem que você puder, com todos os recursos que você puder, por todos os meios que você puder, em todos os lugares que você puder, em todos os tempos que você puder, para todas as pessoas que você puder, sempre e quando você puder.” (John Wesley) “Aqueles que tomam, no final perdem; mas aqueles que dão, ganham eternamente. Esta é uma regra que o universo nunca quebra.” (Douglas M. Lawson) “Seja uma fonte, não um dreno.” (Rex Hudler) “Alguém está sentado na sombra hoje porque alguém plantou uma árvore há muito tempo.” (Warren Buffett) Com estas frases ficou muito mais fácil de concluirmos o significado de Abnegação/Generosidade. É quando a nossa cons­ciência nos remete ao bem-estar coletivo, colaborando, incen­tivando e ajudando no progresso geral, e com certeza, se-

–42–


remos beneficiados também. Dar para receber, é fazer o nosso papel des­vinculado dos resultados. Perdão/desapego Desistir de ressentimentos quando enganado. Perdoar não significa desconhecer as coisas ruins que acontecem, nem deixar de lidar com elas à medida que surgem, ao contrário, devemos ter um comportamento afirmativo com as pessoas, não um compor­tamento passivo de capacho, ou agressivo, que viole os direitos dos outros. Comportamento afirmativo. Consiste em ser aberto, ho­nesto e direto com as pessoas, mas sempre de maneira respeitosa. Perdoar é lidar de um modo afirmativo com as situações que apare­cem e depois desapegar-se de qualquer resquício de ressentimento. Implicações Emocionais A falta de perdão é sempre ligada ao ressentimento, ressentir, “re-sentir” (sentir de novo). Toda vez que a pessoa lembra-se da ofensa, sente a dor de novo como se fosse o momento passado em que aconteceu a cena, isto causa um profundo cansaço na alma e um stress. O perdoar tanto protege o corpo, como alivia a alma. “Ressentimento é tomar veneno e esperar que o outro morra.” (William Shakespeare) Uma forma de perdoar é reconhecer-se no outro. Reconhe­ cer sua própria imperfeição e buscar compreender o que move o

–43–


outro. Perdoar está diretamente ligado à capacidade que cada um tem de perdoar a si mesmo, pois requer enfrentar os próprios medos, julgamentos, injustiças, limitações; olhar para a própria vida e lembrar de quantas vezes já errou e desejou ser perdoado. Somos seres humanos, estamos em constante processo de apren­dizagem e evolução. E nesse caminho muitos erros acontecem, mas também acertos. Humildade! Um jeito de ser que faz toda a diferença. Faz com que cada pessoa torne-se especial, importante. O perdão requer autoconhecimento, inteligência emocio­ nal, responsabilidade, humildade e deve ser praticado entre aque­ les que se amam. Se for o seu caso, por que não perdoar? Quando somos machucados em nosso íntimo, em nossa alma, em nossos sentimentos, tendemos a manter a raiva dentro de nós e isso só faz crescer a mágoa e afastar as pessoas. Podemos e devemos entender que pode parar de doer se formos capazes de perdoar. Não perdoar é manter o papel de vítima, que não permite crescimento. É manter a raiva, mágoa, o rancor, pois mantém uma situação do passado, que influencia o presente e compro­ mete não só o futuro, mas as relações de maneira geral, fazendo com que se rompam. Geralmente, as pessoas com dificuldade em pedir perdão ou perdoar, tendem a ser rígidas, inflexíveis, críticas com o outro e principalmente, consigo mesmas. Vale lembrar que perdoar não significa necessariamente esquecer a mágoa e aceitar o que foi feito, mas sim superar, ele­var, ver por outro ponto de vista e valores e praticar a empatia, ou seja, a capacidade de se colocar no lugar do outro. Mas, se para perdoar você tiver que passar por

–44–


cima de princípios bási­c os, questionar sua própria identidade, é mais indicado deixar um pouco o assunto de lado e repensar em outro momento. Quem somos nós para julgar a atitude de alguém? Por mais prejuízos que se possa ter, o maior prejuízo é viver mal consigo mesmo e com seus sentimentos. Dificuldade em perdoar pode ser reflexo de não conseguir perdoar a si mesmo. (Texto extraído da internet. Autor desconhecido) Honestidade Ser livre de engano. Honestidade com as pessoas também é o lado difícil do amor e o que lhe dá equilíbrio. A honestidade implica em esclarecer as expectativas das pessoas, tornando-as res­ponsáveis, dispondo-as a transmitir tanto as más notícias, quanto as boas, dando às pessoas um retorno, sendo firmes previsíveis e justas. Quem é honesto consigo e com os outros, ganha confiança e inspira fé. Para sustentar isto é preciso haver motivos puros e esforços consistentes. Uma pessoa honesta aprecia a interconexão do mundo na­tural e não maltrata, abusa ou desperdiça a riqueza de recursos fornecidos para o bem-estar da humanidade. Ela não pressupõe ser dela própria os recursos, como a mente, o corpo, a riqueza, o tempo, os talentos ou o conhecimento. Honestidade significa nunca abusar daquilo que é dado em confiança. Deveria sempre haver o desejo de que os recursos sejam usados de forma valiosa, para as necessidades físicas e espirituais de todos. Quando os recursos são bem

–45–


utilizados, eles geram bem-es­tar, e este é o meio para haver multiplicação e prosperidade. Aquele que é profundamente comprometido com o desenvolvimento sus­tentável, mantém a honestidade como um princípio na construção de um mundo com menos desperdício e mais esplendor. Em suma, nosso comportamento deve ser isento de engano e dedicado à verdade a todo o custo. Compromisso Está relacionado em estar comprometido com você mes­ mo e com o grupo em que convive diariamente. O verdadeiro compromisso envolve o crescimento do indivíduo e do grupo, juntamente com o aperfeiçoamento de seus liderados. Ao pedirmos às pessoas que lideramos, que se tornem o melhor que puderem, que se esforcem no sentido de se aperfei­ çoarem sempre, devemos também demonstrar que nós, como líderes, estamos também empenhados em crescer e nos trans­ formar no melhor que pudermos. No dito popular “faça o que digo, mas não faça o que faço”, deve ser excluído como um bom comportamento. Lembre que todos os setores têm hierarquia, é muito im­ portante entendermos isto muito bem, se realmente quisermos atingir o sucesso! Mandar e Ensinar Através do Exemplo “Não há modo de mandar ou ensinar mais forte e suave, do que o exemplo. Persuade sem retórica, impele sem violência,

–46–


reduz sem porfia, convence sem debate, todas as dúvidas desata, e corta calada­mente todas as desculpas. Pelo contrário, fazer uma coisa e mandar, ou aconselhar outra, é querer endireitar a sombra da vara torcida.” (Manuel Bernardes, in ‘Luz e Calor’) Conclusão Quando optamos por amar e nos doarmos aos outros, es­tamos aceitando ser pacientes, bons, humildes, respeitosos, ab­negados, generosos, honestos e comprometidos. Estes comporta­mentos exigirão que nos coloquemos à serviço dos outros e nos sacrifiquemos por eles. Talvez tenhamos que sacrificar nosso ego (querer controlar as pessoas e as coisas que nos cercam) ou até nosso mau humor, em determinados momentos. Talvez tenha­mos que sacrificar nosso desejo de explodir com alguém, em vez de sermos apenas firmes. Talvez tenhamos que nos sacrificar para amar e nos doar a pessoas que nem mesmo apreciamos. Se não gostamos de uma pessoa e a destratamos, vamos odiá-la ainda mais. Se nos comprometemos a amar uma pessoa e a nos doar a quem servimos, sintonizamos nossas ações e com­portamentos com este compromisso, e com o tempo passaremos a ter sentimentos positivos em relação a essa pessoa. “Primeiro fingir para depois conseguir”. É mais comum representarmos um determinado sentimen­ to, do que agirmos de acordo com esse sentimento. Isto é ter jogo de cintura, usar de política. Palavra chave “exercitar-se”.

–47–


Os sentimentos virão em conseqüência do comportamen­ to. A alegria é um sentimento muito mais profundo, que não de­pende de circunstâncias externas. A alegria é a satisfação interior, a convicção de saber que você está verdadeiramente em sintonia com os princípios profundos e permanentes da vida. Servir aos outros nos livra das algemas do ego e da concentração em nós mesmos, que destroem a nossa alegria de viver. Amar os outros, doar-nos, nos força a quebrar nossos mu­ros de egoísmo e ir ao encontro das pessoas. Quando deixamos de pensar somente em nossas próprias necessidades e vontades, e nos doamos um pouco aos outros, crescemos, tornamo-nos me­nos autocentrados e mais conscientes dos outros. A alegria é uma consequência desta doação. Os únicos que serão realmente felizes são os que buscaram e descobriram o que é servir.

–48–


SEXTO ESTADO

ADVERSIDADE

“Nos momentos difíceis que temos a oportunidade de testarmos a nossa fé.”* Aprendemos que, o meio em que vivemos é reflexo de nos­sos comportamentos, a Lei da Ação e Reação. E pudemos com­preender bem tudo isso, no ensinamento do comportamento correto. Passamos agora para o próximo passo, que será o termô­metro de nossas ações. Agora vamos aprender outra valiosa lição: que tantos os momentos bons como os ruins passam, e isto é uma constante em nossa vida. Temos que aprender a lidar com isto a nosso favor. Não importa o quanto tentemos ou persistamos e atin­jamos o sucesso, ainda haverá dias que teremos a impressão de que tudo o que tentarmos não dará certo, mas diferente dos outros, iremos aproveitar estes momentos para poder nos auto­valorizar e nos modelar. Iremos sempre tirar aprendizado nas adversidades. Não há escola melhor que a adversidade, cada derrota, cada sofrimento profundo, cada perda contém sua própria lição sobre como me­lhorar o nosso desempenho da próxima vez.

–49–


Aprenderemos com nossos erros, e sairemos vitoriosos, pois estaremos acumulando sabedoria, que não poderá ser tirada de nós e nem ser dividida com ninguém. É dessa forma que cresceremos e nos tornaremos melhor. Esse caminhar é único e individual, para cada um, as lições são diferentes e irão variar de acordo com o nos­so grau de evolução. Agora poderemos compreender pela primeira vez, com que rapidez todos os feitos e eventos, bons e maus, grandes e pequenos, um dia, passam a não mais existir. Tanto a obras dos homens, assim como as da natureza, todas as coisas na vida estão não apenas num constante estado de mudança, como são as causas de mudança constante e infinita umas nas outras. Não importa o que o destino tenha reservado para nós. Saberemos que iremos desfrutá-lo ou sofrê-lo por apenas um tempo muito pequeno. A adversidade nunca irá destruir as pes­ soas de coragem e fé. Todos nós passamos por provações na vida, mas só alguns as encaram como aprendizado e tira proveito para o seu crescimento pessoal e espiritual, essas são pessoas de cora­ gem e fé e que nunca serão destruídas pelas adversidades. Mas a verdade é única tenha certeza: “Tudo na Vida passa.” É na adversidade que podemos fazer o balanço de nossa vida, saber realmente o peso das coisas e o valor que elas têm para nos. Nós só seremos aperfeiçoados com provação, e não adiantam revoltas e ressentimentos contra as pessoas e contra Deus, pois só agora saberemos que tudo o que acontece em nossa vida parte de nós e dependerá de nós aproveitarmos essas oportunidades para nos transformar em seres melhores. Qualquer tempo de adversidade pode ser transformado num triunfante ponto de virada em nossa vida. E de agora em

–50–


diante sempre que tivermos qualquer momento ruim, iremos nos questionar como podemos transformar aquela adversidade em benefício. Que grande oportunidade esse momento poderá representar, “Pegar essa amarga raiz e transformá-la num fragrante jardim de flores.” (Og Mandino) Adversidade: termômetro que mostra se estamos nos com­portando bem conosco e com o nosso semelhante. Adversidade: Sinônimo de aprendizado, oportunidade de avaliarmos o que estamos fazendo com a nossa vida, para poder­mos nos aprimorar. Adversidade: está ligada com as perdas. Perder coisas, perder pessoas, perder posição, perder a saúde. Num primeiro momento, esta perda está ligada a duas partes, em uma cena qualquer. Você ↔ Objeto ou Você ↔ Pessoas. A adversidade gera sensação de desconforto, sofrimento, insegurança, medo, etc. Passando a cena, dependendo do nosso comportamento em lidar com a situação, ela se transformará em aprendizado ou ressentimento. Aprendizado: transformar a adversidade em oportunida­ de de crescimento, de transformação. A oportunidade de fazer tudo diferente. Ressentimento: somente uma pessoa revive a cena, e se preju­dica. O sentimento pessoal de ódio, rancor, raiva, vingança, se tornará contínuo em seu pensamento, a ponto de se tornar um hábito, uma rotina, um apego ao que passou. Estes tipos de ressentimentos é que geram as doenças

–51–


psicossomáticas. Começam nos sentimentos e so­matizam no físico, geralmente são graves, crônicas, incuráveis e fatais. São de responsabilidade única de cada pessoa, que geralmente não tem conhecimento de que foi ela que gerou todo o problema, procurando responsabilizar as pessoas ao seu redor por suas adversidades. Como livrar-nos dessas situações? O caminho é a mudança de comportamento, que envolve o sentimento de desapego e de perdão. Um caminho de volta, que precisa ter muita perseve­rança, coragem, determinação e principalmente muita paciência. É nesse momento que se dá o milagre, uma nova oportunidade de recomeço de uma nova vida. Somos o nosso pior inimigo! O caminho das doenças através das emoções Sentimento Primário Desequilíbrio Amor Raiva Medo Ciúmes Fome

Obsessão Ódio, cólera Pânico Possessão Gula, compulsão

Entre tantos outros O que cabe aqui demonstrar é que o desequilíbrio das emo­ções primárias é que vão desencadear inúmeras doenças, mas não é um único momento de desequilíbrio nestes

–52–


sentimentos que desencadearão doenças, é necessário um longo tempo de hábitos e pensamentos negativos para que isto ocorra. Antes da manifestação das doenças psicossomáticas o corpo dá sinais, sintomas que nós não damos importância, tais como: Tonturas, dores de cabeças constantes, náuseas, estresse, ansiedade, angústia, aperto no peito, falta de ar, perda de memória, insônia, etc. Sintomas que não vamos pesquisar as causas, nos acostumando com eles. Até que um dia, somatizam em doenças físicas: câncer, infarto, diabetes, celulite, estrias, reumatismo, asma, AVC, etc. Tudo que exageramos, deixamos de fazer algo para os outros e para nós mesmos. É o momento onde ocasionamos consciente ou inconsciente todos os tipos de perdas. Nada, nem ninguém nos perten­ce, é efêmero em nossa vida, em constante renovação. O desapego é o verdadeiro caminho para felicidade. Tudo na vida passa, as coisas boas e as ruins, tudo é somente por um tempo. Então para quê sofrer com coisas passadas! Comece a cortar todos os galhos secos dos apegos que você carrega, pois só lhe trás fardo pesado, sem função.

–53–


SÉTIMO ESTADO

EMPENHO

“As tarefas menores e sem muita expressão, se executada com todo o nosso empenho, é que permitirão alcançar o nosso objetivo maior: A verdadeira felicidade.”* Desperdiçamos muito tempo de nossa vida desempe­ nhando tarefas que, a nosso ver eram chatas, de qualquer ma­ neira e de má vontade. Só agora vamos poder perceber que para atingir grandes obras, qualquer tipo de trabalho é ne­cessário e importante. Riqueza, posição, fama e até mesmo a felicidade serão nossas, se nos dedicarmos mais a nossas tarefas diárias, sem subestimá-las. Há um provérbio de muita sabedoria que diz: “Quando se pede a alguém para andar um quilômetro, devem-se andar dois de boa vontade.” Esse é o segredo do sucesso. E iremos começar hoje a ter uma nova atitude! Vamos nos comprometer, a partir de hoje, a desenvolver toda e qualquer tarefa com todo o nosso empenho.

–54–


Aqueles que atingem o sucesso são os que não estão satis­ feitos fazendo apenas o que deles é exigido. Eles fazem mais. Eles andam outro quilômetro e, se precisar, andam mais outro. Não importa o quanto iremos trabalhar. O trabalho não é um fardo como a maioria fala. O trabalho se torna mais fácil de fazer se deixarmos de lado as desculpas para não fazê-lo com todo o nosso empenho. Saberemos que ao final iremos receber o nosso prêmio, não precisamos nos preocupar com a recompensa, pois ela virá através de um trabalho bem feito. Então vamos entrar para os nossos desafios diários sempre com a convicção de que podemos vencer quaisquer obstáculos, sempre mu­nidos de muito preparo e com grande probabilidade de acertar. Assim estaremos um passo a frente de toda a mediocridade humana. Há apenas um método certo para alcançar nossos objeti­ vos, é através do trabalho árduo, tanto mental como físico. E se ele ainda estiver aliado à gentileza, e a um bom comportamento com os nossos semelhantes, não tem como não sermos vitoriosos e bem sucedidos, esta é a verdadeira porta para a prosperidade. Mesmo se detestarmos as tarefas que precisamos desempenhar, vamos compreender que elas são necessárias para que atinjamos o sucesso. Seja qual for o nosso trabalho, vamos realizá-lo com amor e dedicação, para que possamos atingir o nosso objetivo maior. Faremos o nosso trabalho, daqui por diante, com toda a in­tensidade que pudermos aplicar – não apenas o nosso trabalho e nada mais, mas um pouco mais, aquele pouco mais que com o tempo, valerá por todo o resto. E se nós sofrermos,

–55–


como acontece­rá com frequência, e se nós duvidarmos do valor de nossos esforços, como faremos ocasionalmente, ainda assim faremos o nosso traba­lho, mesmo que ouçamos muitas pessoas debochando de nós e nos chamando de puxa-sacos. Aplicaremos nele o nosso coração e com certeza não nos arrependeremos, pois esse será o nosso diferencial, a frente da maioria medíocre, que só executa o que foi lhe pedido e nada mais, ou pior ainda, nem isso cumprem. Algumas atitudes que devemos ter para sermos bem suce­didos em todos os setores de nossa vida: Vestir a camisa... Aperfeiçoar... Agradar... Cortejar... Colaborar... Exaltar... Elogiar... Valorizar... Ir além das expectativas... Surpreender... Dar sugestões... Zelar pela boa imagem das pessoas e dos locais... Ter ânimo, bom humor e um grande sorriso nos lábios, sempre! E se ainda soubermos ser agradecidos por tudo e por todos, realmente teremos cumprido a nossa meta.

–56–


Finalizando Trabalho é tudo que exige ação, movimento, pessoal ou coletivo, remunerado ou não. Dê amor e trabalho às pessoas e elas terão condições de viver uma vida de contentamento. Pou­ cas pessoas percebem o quanto a sua felicidade depende de seu trabalho, o fato de serem mantidas ocupadas e não deixadas a se alimentarem de si mesmas. O primeiro segredo da felicidade é ter alguma coisa para fazer.

–57–


OITAVO ESTADO

PLENITUDE

“A Flecha certeira atinge o alvo sem se preocupar com o seu percurso.”* Já ouvimos isso dito na frase acima não é mesmo? Lá atrás, logo no começo desse livro, ao falarmos dos 40.000.000 de concorrentes. Vocês já puderam perceber que as etapas vão se complementando, uma lincada na outra, e, aos pou­ cos, completam toda uma nova estrutura de vida. Então va­ mos prosseguir. Desperdiçamos anos de nossa vida, pulando de um lado para outro. Agora iremos compreender que quando he­sitamos entre duas tarefas que devemos fazer, acabamos não fazendo nenhuma.São aqueles que se concentram em uma única coisa de cada vez, que avançam nesse mundo. A partir de agora, sempre iremos nos dedicar por inteiro em uma ta­refa de cada vez. Esta é mais uma chave que abrirá mais uma porta para o nosso sucesso! Nunca mais aplicaremos apenas nossas mãos no nosso trabalho, e sim o nosso corpo inteiro.

–58–


A criação de mil florestas encontra-se numa única bolota de carvalho. A concentração e a perseverança nos levarão ao sucesso! (Og. Mandino*) “O mestre de um ofício sustenta uma família. O mestre de sete ofícios não consegue manter a si mesmo.”* (Og. Mandino*) Aqui cabe colocar, que podemos fazer parcerias com pessoas es­pecializadas em algumas tarefas, que não temos necessidade de fazer, di­minuindo o nosso trabalho e possibilitando o aprimoramento do nosso projeto. Com esta atitude abriremos um canal importante de prosperi­dade e indiretamente estaremos colaborando com o crescimento tam­bém de outras pessoas, sem interferir no nosso. Pensem nisso! Aquele que espalha esforços, não pode ter esperança de ser bem-sucedido. Agora estamos preparados para grandes mudan­ças em nossa vida. Nossa voz, nossas roupas, nosso olhar, nossos próprios movimentos e gestos irão se modificar a medida em que começarmos a viver nossos dias com um único propósito. A pessoa que conhece uma coisa e a faz melhor que qual­ quer outra, recebe a coroa do merecimento e é recompensada como tal. Ao fazer diferente, de uma forma especial, de uma ma­neira que ninguém ainda fez, criaremos um diferencial em qual­quer tipo de tarefa que desempenharmos, nos tornando únicos. Desta forma não precisaremos nos preocupar com a concorrên­cia, gastando esforços e dinheiro desnecessários. Agora entendemos que se perseguirmos um objetivo de va­lor, sendo firmes e persistentes, com todos os poderes de

–59–


nossa mente, não poderemos falhar. Encontramos apenas o que busca­mos de todo o coração. A mais fraca das criaturas vivas, concentrando os seus poderes num único objetivo, pode conseguir bons resultados, ao passo que a mais forte, desperdiçando seus esforços, em muitas tarefas, pode não conseguir realizar coisa alguma. As gotas d’água, caindo continuamente, abrem sua passagem através da mais resistente das rochas, mas a torrente apressada precipi­ta-se sobre as mesmas com terrível rugido e não deixa vestígios atrás de si. Uma planta sem raiz está a mercê dos ventos. Fixemos nossas raízes, e deixaremos nossos vestígios, e o mundo saberá que estivemos aqui. (Og. Mandino*) Conclusão Não concorra com os rivais, torne-os irrelevantes. Saia da mediocridade, tenha um diferencial naquilo que faz, seja único, o melhor. Concentre-se no seu objetivo. Faça além do que seria normal fazer. Lembre-se do quilô­ metro a mais. Formule estratégias, trace metas, faça o projeto e coloque-o em prática. Supere os obstáculos com determinação, fé e coragem. Persista, insista, tente uma, duas, três vezes, se for preciso. E nunca desista, acredite em seu sonho, e ele se tornará realidade.

–60–


Nunca se esqueça de que você é um vencedor, com esses requisitos, não tem como falhar. Não se limite a pensar em realizar algo. Tenha convicção de que conseguirá realizá-lo. A palavra possui força misteriosa. Menta­lizando sempre “eu consigo”, você adquire a convicção de conseguir, isto lhe possibilita alcançar realmente o seu objetivo. O ser humano nem sempre consegue realizar tudo o que pretende, mas infalivel­mente realiza aquilo que tem convicção de ser capaz de fazer. E se, contudo, isso estiver aliado a fazer algo que você gosta e você o faz com alegria e satisfação, não só visando o seu bem-próprio, mas também do coletivo, o sucesso virá com certeza. Paciência em esperar as coisas amadurecerem, também faz parte desse caminhar “O trabalho aparece, quando você estiver pronto.” (Chico Xavier do livro Nosso Lar) “Tudo que é meu virá a mim no tempo certo.” (autor desconhecido) Não no nosso tempo, mas no tempo de Deus e de acordo com o nosso merecimento.

–61–


NONO ESTADO

OPORTUNIDADE

“Ser bem-sucedido, é estar sempre atento a todas as oportunidades.”* Nunca reconhecemos a oportunidade quando esta surgiu em nossa vida, porque sempre estava ligada a trabalho árduo. Agora podemos reconhecer que temos que estar sempre atentos, pois as oportunidades sempre estão surgindo, e nós é que deve­m os reconhecê-las. De agora em diante sempre estaremos atentos às oportunidades que surgirem. Hoje poderemos ser confrontados com a chance de nossa vida e não poderemos deixá-la escapar de nós. Agarraremos com todas as nos­sas forças e a transformaremos no mais valioso instrumento para o nosso sucesso! Estamos começando uma nova vida, o passado fica para trás como referência e não irá diminuir o novo ritmo dos nossos passos em direção a felicidade e ao sucesso, onde passaremos o resto de nossa vida. Agora podemos entender que: “Enquanto o tolo des­fruta o que tem, nós iremos a caça de mais” (Og Mandino**).

–62–


Já aperfeiçoamos até agora com esse novo aprendizado, mui­tas virtudes de nosso caráter, de modo que agora estamos mais experientes para reconhecer uma oportunidade, quan­do esta surgir. Comecemos onde estamos, mesmo que com muitas coisas ainda a ser trabalhadas, mas agora com a certeza que no pior dos casos, seremos melhores do que somos, se tivermos a coragem, fé e determinação presentes em nossas Vidas. Agora que nos livramos da pesada carga do passado com certeza poderemos ver, em toda a parte onde estivermos, portas abertas dando-nos as boas-vindas a uma vida melhor. Todos os dias quando estabelecermos nossos objetivos, este será o primeiro: permanecer alerta às oportunidades. E a cada manhã, quando despertarmos, seguiremos em frente para encon­trar o dia com um sorriso, não importa que desagradáveis tarefas nos confrontem. Agora sabemos que aqueles mais bem-sucedidos na vida, são sempre pessoas alegres e esperançosas, que encaram seu tra­balho com um sorriso no rosto e recebem as chances e mudanças desta vida mortal com humor e a boa disposição, enfrentando o áspero e o suave igualmente, quando estes aparecerem. Estes são homens e mulheres sábios, que sempre produzem mais oportuni­dades do que encontram. As oportunidades, muitas vezes são tão pequenas, que não damos importância e, no entanto, podem ser as sementes de gran­des empreendimentos. As oportunidades também estão em toda a parte e, por isso, devemos sempre deixar nosso anzol lançado, quando menos esperarmos, um grande peixe poderá surgir. Ainda estamos descontentes com o que temos,

–63–


mas agora somos um des­contente que sai à luta, para conseguir um lugar melhor ao sol. “Há dois tipos de descontentes neste mundo: O que tra­ balha e o que retorce a mão. O primeiro obterá o que deseja e o segundo perde o que tem. Não há cura a não ser o sucesso para o primeiro, e não há cura de espécie nenhuma para o segundo.” (Og Mandino*) Agora podemos compreender que a oportunidade não bate em nenhuma porta, ela responderá quando nós batermos. Então batamos várias vezes e com força! * Citações do Livro: O maior vendedor do mundo 2ª parte do autor Og Mandino.

–64–


DÉCIMO ESTADO

BALANÇO

“O fiel da balança sempre será o ponto de referência para avaliarmos o que estamos deixando de fazer ou o que estamos fazendo demais.”* (Ana Adelaide) Nunca reservamos para nós um tempo para que pudéssemos avaliar o que fizemos de bom ou ruim durante o nosso dia. Nunca revemos, com coragem e honestidade, nossos pensamentos, pala­vras e ações de um dia, de modo a modificar o dia seguinte. Os pio­res de nossos vícios e maus hábitos poderão ser corrigidos, se forem examinados dia a dia. Como somos abençoados e não percebemos, Em poder sempre fazer tudo diferente no dia seguinte! Através desses ensinamentos, já aprendemos saudar o novo dia com um programa, de modo que já adquirimos esse hábito de programar o nosso dia traçando metas e procurando cumpri-las na íntegra. Agora, ao final do dia criaremos outro bom hábito, o de avaliar as tarefas desse dia, e com isso poder pesar cuidadosa­mente os acertos e falhas, procurando aprimo-

–65–


rá-los ou modificá-los. As lições de hoje podem ser fundamentos do amanhã para uma vida melhor, desde que tenhamos a força de vontade para aprendê-las e aplicá-las. Vamos rever as nossas ações, vamos observar a nós mesmos, como poderia fazer o nosso maior inimigo. Iremos começar agora mesmo a nos tornar o que seremos daqui por diante. Não deixaremos que o sono nos domine antes de fazermos a revisão de cada dia: O que fiz que poderia ter sido feito melhor? O que deixei de fazer, que deveria ser feito? O que exagerei que não precisava ser tanto? Uma das grandes alegrias não descobertas desta vida vem de fazer tudo o que se tenta, com o melhor de nossa habilidade. É essa integralidade consciente que transforma qualquer trabalho em arte. A menor das tarefas, bem executadas, torna-se um mi­ lagre da realização. O trabalho de hoje será superado amanhã. O aperfeiçoamento sempre é seguido do exame e da revisão. Sobrevivemos ao dia sem lamentar a nós mesmos? Saudamos o amanhecer com um projeto e um objetivo? Fomos amáveis e agradáveis com todos que encontramos? Tentamos caminhar o quilômetro extra? Permanecemos alertas às oportunidades? Procuramos pelo lado bom de todos os problemas? Sorrimos diante dos rostos de raiva e ódio? Concentramos nossa força e propósito? Nosso dia não mais terminará quando o sol se põe. Há agora, mais um ato a executar. Sempre faremos um balanço a cada noite do que fizemos durante o dia.

–66–


DÉCIMO PRIMEIRO ESTADO

CONFIANÇA/FÉ

“Uma vontade sincera, que vem do fundo do coração, onde o bem individual se transforma em bem comum, é a verdadeira prece que será atendida por Deus”. (Ana Adelaide) Através do triunfo e do desalento, do amor e da mágoa, do êxtase e da dor, do aplauso e da rejeição, do sucesso e do fra­casso, sempre poderemos acender a chama da fé em nosso cora­ção por meio de uma oração. Duas palavras têm que ser bem compreendidas: Intenção: Vontade, desejo sincero, do fundo do coração. É o que queremos pedir para nós ou para outras pessoas. Intercessão: Pedir uma luz, ajuda, mostrar um caminho. A maneira que o nosso pedido poderá ser atendido, e para quem vamos pedir. Para isso, temos que ficar alertas para os sinais que ire­mos receber, pois a solução nunca vem pronta, nem por

–67–


fontes precisas, justamente para não interferir no nosso livre arbítrio. Agora entenderemos que Deus irá ouvir apenas o que nosso coração fala. Pela manhã, a oração é a chave que irá abrir-nos os tesouros das bênçãos de Deus, e a noite, é a chave que nos colocará sob a sua pro­teção. Enquanto for possível orar, haverá sempre esperança e coragem. Sem a oração podemos fazer pouco, com ela, todas as coisas são possí­veis. Deixemos que esse décimo primeiro passo oriente a condução de nossa vida, que sempre mantenhamos contato, através da oração, com a nossa essência divina. Com nosso criador! Poucas palavras sinceras, que vem do coração, são mais pode­rosas, mesmo que seja apenas um muito obrigado pela oportunidade de um novo dia e de poder fazer tudo diferente, ou obrigado pela pro­teção que tive durante o dia e agora por poder dormir em paz. Assim seja. Amem! Agradecer sempre, pedir, às vezes, ser ingrato jamais! Conclusão Um homem feliz e realizado é aquele que nunca perde a Fé em Deus e na Vida, mesmo nos piores momentos. Acre­ dita que tudo é possível ser transformado, desde que queira do fundo do coração. “Tire tudo do homem, menos a sua Fé, e ele renascerá das cinzas.” (Ana Adelaide)

–68–


DÉCIMO SEGUNDO ESTADO

O Compromisso

Podemos entender que temos em nossas mãos um aprendi­zado que poderá ser o alicerce para uma vida toda, e que a prática diária é que permitirá alcançar uma vida feliz e realizada. Pular etapas implica em deixar de trabalhar algum aspecto de nossa vida, assim, estaremos praticando a nossa paciência e refreando a nossa ansiedade. Então, pouco a pouco, estaremos criando um novo hábito, um novo comportamento correto, que permitirá que alcancemos todos os nossos objetivos. Podemos entender que nenhuma providência foi tomada, caso negligenciemos uma ou mais atividades diárias do aprendi­zado. Como na própria vida, temos consciência de que o sucesso que seremos capazes de alcançar por meio deste conhecimento, estará em proporção direta ao esforço despendido em adquiri-lo. De agora em diante eu passo o leme para vocês conduzirem a sua vida com liberdade para melhores escolhas, com autoconhe­ cimento e consciência, com responsabilidade com aquilo que lhes cabe e é sua por direito: “Uma vida feliz e realizada”.

–69–


Essa obra é o meu legado, aquilo que é verdade para mim, sem nenhuma pretensão de embasamento científico, e que com muito amor e humildade estou compartilhando com vocês. Espe­ro ter dado uma luz inicial para um novo caminhar de consciência e melhores escolhas. Não aceitem como verdade única isso que lhes ensinei, vão em busca de mais. Pesquisem, complementem, aprimorem e façam a verdade de vocês. Isso é EVOLUÇÃO!

Boa sorte!

–70–


Analogia Homem/Universo - Consciência Universal

A Terra tem quinhentos milhões de quilômetros quadrados de superfície. Seis quatrilhões de toneladas de rochas. E mais de mil trilhões de toneladas de água... Este é o nosso planeta, em proporção de tamanho no nosso Sistema Solar. Estamos todos nesse pequeno ponto. Todas as nossas guerras... Todos os nossos pro blemas... Todas as nossas grandezas e misérias... Toda nossa tecnologia, nossa arte, nossos avanços... Todas as nossas civilizações... Todos os nossos animais selvagens e nossa flora... Todos os governos, países e estados... Todo o nosso AMOR... e ÓDIO... Seis bilhões de almas em agitação constante...

–71–


Se quisermos podemos tomar esta imagem como um aula de humildade com uma dupla mensagem: por um lado, quão poucos somos neste universo, com os nossos problemas e nos­sas diferenças, quando nos vemos nesta escala. Mas por outro, quão frágil é o nosso planeta, e a importância de cuidar deste pequeno ponto. ...Porque este é único lar que temos. Transfira isso para nós como indivíduos, nosso corpo, mente e emoções, em relação a toda a humanidade... Pensem nisso... Parte deste texto e figura foram extraídos da apresentação em Power Point jan/2009/Zartha, enviado pela internet. Nesta comparação podemos concluir que hora somos gran­des, hora pequenos, hora mestres, hora aprendizes, dependendo de qual referência escolhemos. Mas uma certeza podemos ter: “Temos um lugar que é só nosso nessa imensidão cósmica e que também, temos o nosso papel de importância, o qual só nós sa­bemos e podemos executar, e que é fundamental para o equilíbrio do todo. Somos seres únicos insubstituíveis, partículas de uma mente única, soberana e divina, homensdeuses, vencedores.”

–72–


Bibliografia

Fontes de estudo e pesquisas O maior vendedor do mundo – 2ª parte: O Fim da História – autor OG Mandino Peregrino do Tempo – Eduardo Piochi Você pode curar a sua vida – Louise L. Hay A Chave da Beleza e da Saúde – Masaharu Taniguchi Você é Insubstituível – Augusto Cury A Mente Meditativa – Daniel Goleman O Retorno de Merlin – Deepak Chopra Nosso Lar pelo Espírito André Luiz – Francisco Xavier Não Viva pela Metade – A.C. PING 50 Anos de Medicina no Século XX – Otávio Marques de Siqueira Mensagens do Além – Ricky Medeiros A Estratégia do Oceano Azul – W. Chankim – Renné Mauborgne As Sete Leis Espirituais do Sucesso – DEEPAK CHOPRA A Realização Espontânea do Desejo – Deepak Chopra

–73–


Toda Mudança Começa em Você – Dr. Reinhard K. Sprenger Cure seu corpo – Louise L. Hay Empreendedor Minuto – Ken Blan-chard, Don Hutson e Ethan Willis O Monge e o Executivo – James C. Hunter O Maior Segredo do Mundo – OG Mandino O Tempo é uma ilusão – Chris Griscom O Lado Oculto das Coisas – C.W. Leadbeater Se Abrindo para Vida pelo Espírito Lúcios – Zibia Gasparetto O Alquimista – Paulo Coelho O Caminho em Busca da Luz – Anngela Druzian O Profeta - Gibran Khalil Gibran Seu EU Sagrado – Dr. Wayne Dyer Os Filmes Conversando com Deus – A verdadeira História de Neale Do­nald Walsch Paulo de Tarso Sete Anos no Tibet Brumas de Avalon E outras inúmeras obras, cursos, filmes, palestras vivên­ cias, etc., que se perderam no tempo, mas que estão contidas nas minhas memórias e fazem parte de meu aprendizado e pro­cesso evolutivo.

–74–


A obra Completa Tornando-se Vencedores – 12 Estados de Autoconsciência, de onde foi extraído esses ensinamentos poderá ser adquirida pelo site www.aromaesaude.com.br Na loja virtual ou pelos tels : (11) 4661-1568 (11) 5524-6387 (11) cel 9126-9346 (Claro) Veja também através desse link abaixo informado as terapias que aplicamos já com essa técnica terapêutica da Nova Era. http://aromaesaude.com.br/index.php?option=com_ content&view=article&id=71

–75–


–76–


Passaporte para nova era